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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A empresa jornalística como ator político: Um estudo quanti-qualitativo sobre o impeachment de Dilma Rousseff nos editoriais de Folha e Estadão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article examines how Folha de S. Paulo and O Estado de S. Paulo expressed their political position on the impeachment of the former president Dilma Rousseff in editorials. The comparative study encompasses quantitative and qualitative approaches of 507 texts (FSP=156; OESP=351) that mentioned “impeachment” or “impedimento”, published between 2015 and 2016. The hypotheses are: 1) Both newspapers build the legitimacy of Rousseff’s removal according to the institutional calendar; 2) Both newspapers present similar points of view regarding the process; 3) Both newspapers anchor the legitimacy of Rousseff’s impeachment on legal pleas. By using a Content Analysis, we argue that: FSP and OESP mention the impeachment process even before its institutional beginning; both of them are concerned about constructing the impeachment’s legitimacy but use diverse arguments to justify it; OESP supports the process as the best exit for the crisis; FSP prefers the president and her vice-president to resign, an action that should be followed by new elections.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Jornalismo Político]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A empresa jornal&iacute;stica como ator pol&iacute;tico: Um estudo quanti-qualitativo    sobre o impeachment de Dilma Rousseff nos editoriais de Folha e Estad&atilde;o</b></p>     <p><b>The journalism as a political actor: A quantitative-qualitative study on    the Dilma Rousseff&rsquo;s impeachment in the editorials of Folha and Estad&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Francisco Paulo Jamil Marques*, Camila Mont'Alverne**, Isabele Batista Mitozo***</b></p>     <p>*Universidade Federal do Paran&aacute;, Brasil</p>     <p>**Universidade Federal do Paran&aacute;, Brasil</p>     <p>***Universidade Federal do Paran&aacute;, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O artigo examina como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo se posicionaram    politicamente em seus editoriais acerca do impeachment de Dilma Rousseff. O    estudo comparativo abrange as dimens&otilde;es quantitativa e qualitativa de    507 editoriais (FSP=156; OESP=351) publicados entre 2015 e 2016 que mencionam    &ldquo;impeachment&rdquo; ou &ldquo;impedimento&rdquo;, analisados por meio    de An&aacute;lise de Conte&uacute;do. Prop&otilde;em-se tr&ecirc;s hip&oacute;teses:    Os editoriais de FSP e OESP: H1) Constroem, de forma sincronizada com o desenvolvimento    do processo de impeachment nas esferas institucionais, a ideia de legitimidade    do afastamento de Dilma; H2) Apresentam pontos de vista semelhantes em rela&ccedil;&atilde;o    ao impeachment; H3) Ancoram a legitimidade do afastamento de Dilma, essencialmente,    em argumentos jur&iacute;dicos. Os resultados apontam que: os editoriais pautam    o impeachment antes mesmo de a a&ccedil;&atilde;o se iniciar institucionalmente;    ambos se preocupam em validar o afastamento, mas mobilizam argumentos distintos;    OESP defende o impeachment como sa&iacute;da mais adequada, enquanto FSP prefere    a ren&uacute;ncia de Dilma e Temer, seguida de novas elei&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-Chave</b>: Jornalismo Pol&iacute;tico, Editoriais, Impeachment.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article examines how Folha de S. Paulo and O Estado de S. Paulo expressed    their political position on the impeachment of the former president Dilma Rousseff    in editorials. The comparative study encompasses quantitative and qualitative    approaches of 507 texts (FSP=156; OESP=351) that mentioned &ldquo;impeachment&rdquo;    or &ldquo;impedimento&rdquo;, published between 2015 and 2016. The hypotheses    are: 1) Both newspapers build the legitimacy of Rousseff&rsquo;s removal according    to the institutional calendar; 2) Both newspapers present similar points of    view regarding the process; 3) Both newspapers anchor the legitimacy of Rousseff&rsquo;s    impeachment on legal pleas. By using a Content Analysis, we argue that: FSP    and OESP mention the impeachment process even before its institutional beginning;    both of them are concerned about constructing the impeachment&rsquo;s legitimacy    but use diverse arguments to justify it; OESP supports the process as the best    exit for the crisis; FSP prefers the president and her vice-president to resign,    an action that should be followed by new elections.</p>     <p><b>Keywords: </b>Political Journalism, Editorials, Impeachment.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A empresa jornal&iacute;stica como ator pol&iacute;tico: Qual a import&acirc;ncia    dos editoriais?</b></p>     <p>Ao refletir acerca do papel do Jornalismo nas democracias modernas, Bennett    argumenta que profissionais e empresas de tal &aacute;rea t&ecirc;m a fun&ccedil;&atilde;o    de atuar como &ldquo;advers&aacute;rio politicamente neutro, examinando de forma    cr&iacute;tica todos os lados de uma quest&atilde;o, garantindo, consequentemente,    a cobertura imparcial do mais amplo leque de mat&eacute;rias&rdquo;<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>    (1988: 120). Outros pesquisadores, em trabalhos mais recentes, tamb&eacute;m    dedicaram-se a examinar o papel advers&aacute;rio desempenhado pelo Jornalismo    em rela&ccedil;&atilde;o ao campo pol&iacute;tico (Clayman 2002; Clayman et    al. 2006, 2007; Van Dalen 2012; Eriksson and Ostman 2013). Bennett (1988) destaca,    contudo, que mesmo os relatos pretensamente objetivos da se&ccedil;&atilde;o    noticiosa dos peri&oacute;dicos atuam como elementos definidores da realidade    social. Nesse sentido, ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, fortaleceu-se    a ideia de que a separa&ccedil;&atilde;o entre se&ccedil;&otilde;es de not&iacute;cia    e de opini&atilde;o n&atilde;o seria suficiente para impedir determinados direcionamentos    na cobertura jornal&iacute;stica (Barros Filho 1995; Chaparro 2003; Kahn and    Kenney 2002; Melo 1985; Tang 2011; Traquina 2005).</p>     <p>N&atilde;o se pode, portanto, descartar a possibilidade de que o processo de    confec&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias seja afetado pela diretriz ideol&oacute;gica    das empresas jornal&iacute;sticas. Assim, se o editorial confere &agrave; institui&ccedil;&atilde;o    jornal&iacute;stica maior liberdade, por exemplo, para expressar apoio a governantes,    candidatos, partidos ou demandas tem&aacute;ticas espec&iacute;ficas, ele tamb&eacute;m    acaba por alimentar a desconfian&ccedil;a sobre o quanto o peri&oacute;dico    estaria priorizando o interesse do pr&oacute;prio jornal em detrimento do interesse    p&uacute;blico (Meltzer 2007).</p>     <p>Ainda assim, registre-se que a separa&ccedil;&atilde;o (conceitual e espacial)    entre not&iacute;cia e opini&atilde;o continua a ser uma das estrat&eacute;gias    mais relevantes para dar consist&ecirc;ncia aos princ&iacute;pios do contrato    estabelecido entre o Jornalismo comercial e o p&uacute;blico (Bucci 2000; Chaparro    2003; Marques, Miola, and Siebra 2014; Ribeiro 2003). Em outras palavras, tomando-se    um horizonte eminentemente normativo, pode-se dizer que:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dos elementos essenciais de uma imprensa imparcial &eacute; a parede impenetr&aacute;vel    entre as p&aacute;ginas editoriais e aquelas dedicadas &agrave;s not&iacute;cias.    (&hellip;) Enquanto as cren&ccedil;as pol&iacute;ticas dos donos e editores    de jornais s&atilde;o claramente articuladas nas p&aacute;ginas opinativas,    suas vis&otilde;es n&atilde;o devem se infiltrar nas not&iacute;cias (Kahn;    Kenney, 2002: 381).</p>     <p>O editorial &ndash; definido como texto n&atilde;o assinado, escrito por profissionais    diretamente designados pela dire&ccedil;&atilde;o do jornal com o intuito de    representar a opini&atilde;o da empresa (Alves Filho 2006; Arma&ntilde;anzas    and Noc&iacute; 1996; Beltr&atilde;o 1980; Moraes 2007) &ndash;, por natureza,    contribui para a tentativa de preservar tal distin&ccedil;&atilde;o entre o    relato dos fatos, de um lado, e a tomada de posi&ccedil;&atilde;o, de outro.    Ou seja, o texto editorial adota regras distintas daquelas observadas quando    da elabora&ccedil;&atilde;o de materiais noticiosos. S&atilde;o duas as diferen&ccedil;as    elementares: n&atilde;o se exige, de tal manifesta&ccedil;&atilde;o opinativa,    equil&iacute;brio na abordagem dos fatos; e, por representar a perspectiva da    empresa, o editorial torna evidente a seguinte condi&ccedil;&atilde;o dos peri&oacute;dicos:    &nbsp;agentes aut&ocirc;nomos e dotados de interesse no que concerne a temas    que circulam na arena p&uacute;blica (Eilders 1999; Meltzer 2007).</p>     <p>A esta altura, &eacute; preciso discutir a fun&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-mercadol&oacute;gica    dos editoriais. Em primeiro lugar, ressalte-se que os textos de opini&atilde;o    institucional ajudam a diferenciar os jornais entre si. Isto &eacute;, em um    processo mim&eacute;tico de padroniza&ccedil;&atilde;o da se&ccedil;&atilde;o    noticiosa (Breed 1955; Ramonet 1999), o tom da opini&atilde;o da empresa jornal&iacute;stica    influencia (a) a rela&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o com sua    audi&ecirc;ncia (leitores que concordam com as vis&otilde;es de mundo do peri&oacute;dico    podem se tornar assinantes; ou assinantes que divergem podem cancelar o servi&ccedil;o)    (Clark 2014; Giobbe 1994; Scarrow and Borman 1979; Staff 2007); (b) a intera&ccedil;&atilde;o    entre o jornal e seus profissionais, uma vez que posturas pol&iacute;ticas podem    exercer controle direto ou indireto sobre a rotina de trabalho dos jornalistas;    dito de forma mais clara, o endosso do jornal a uma determinada agremia&ccedil;&atilde;o    ou candidato pode constranger os rep&oacute;rteres quando eles elaboram conte&uacute;dos    para as se&ccedil;&otilde;es noticiosas (Gieber 1956; Sigelman 1973; Soloski    1999); (c) a negocia&ccedil;&atilde;o da empresa jornal&iacute;stica com agentes    do campo pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico (que podem considerar o jornal um    agente hostil ou aliado) (Billeaudeaux et al. 2003; Chiang and Knight 2008).    Assim, o editorial tamb&eacute;m tem a prerrogativa de destacar a empresa como    l&iacute;der de opini&atilde;o &ndash; seja para seus leitores, para pol&iacute;ticos,    para agentes econ&ocirc;micos, para jornalistas ou, mesmo, para jornais de menor    porte, que costumam se espelhar nos quality papers<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    (Breed, 1955).</p>     <p>Em segundo lugar, por meio dos editoriais, o peri&oacute;dico tem a oportunidade    de exercer um tipo de autonomia concernente n&atilde;o apenas ao posicionamento    de sua prefer&ecirc;ncia, mas, tamb&eacute;m, quanto &agrave;s amarras impostas    pela agenda noticiosa cotidiana. Em outras palavras, tal g&ecirc;nero textual    &eacute; capaz de pautar o p&uacute;blico sobre quest&otilde;es que se encontram    fora da agenda imediata do notici&aacute;rio (Eilders 1999; Lasch 1995). A no&ccedil;&atilde;o    de crit&eacute;rios de editorialidade (Mont&rsquo;Alverne and Marques 2016),    nesse sentido, ajuda, em parte, a dar conta do fen&ocirc;meno da forma&ccedil;&atilde;o    da agenda editorial, j&aacute; que a l&oacute;gica a reger o texto editorial    &eacute; distinta daquela do material noticioso. Em conson&acirc;ncia com a    literatura sobre agenda-setting (McCombs 2005; McCombs and Shaw 1972; Shaw 1979;    Shehata and Str&ouml;mb&auml;ck 2013; Weaver 2015), &eacute; poss&iacute;vel    argumentar, por conseguinte, que os editoriais sinalizam quais quest&otilde;es    o jornal julga priorit&aacute;rias, oferecendo &agrave; audi&ecirc;ncia e &agrave;s    elites pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica um leque de assuntos (Izadi and Saghaye-Biria    2007; Melo 1985).</p>     <p>Assim, uma vez que o editorial jornal&iacute;stico se mostra um elemento que    pode revelar (a) como &eacute; constru&iacute;da a interpreta&ccedil;&atilde;o    ou a perspectiva da institui&ccedil;&atilde;o acerca de determinado fato; (b)    quais estrat&eacute;gias s&atilde;o utilizadas pela empresa jornal&iacute;stica    quando ela reivindica posi&ccedil;&atilde;o de autoridade junto &agrave; audi&ecirc;ncia    e ao campo pol&iacute;tico; e (c) as poss&iacute;veis transi&ccedil;&otilde;es    das opini&otilde;es/posicionamentos do jornal em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    pautas no curso do tempo, o estudo da voz institucional das publica&ccedil;&otilde;es    jornal&iacute;sticas se mostra fundamental para as investiga&ccedil;&otilde;es    nas &aacute;reas de Comunica&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica e de Teorias do    Jornalismo.</p>     <p>Dentre as pesquisas que abordam empiricamente as posturas pol&iacute;ticas    das empresas jornal&iacute;sticas (Eilders 1999; Pratte and Whiting 1986), est&atilde;o    trabalhos que se dedicam n&atilde;o somente a examinar a inclina&ccedil;&atilde;o    dos editoriais a favor de determinados candidatos (F. Azevedo 2016; Kahn and    Kenney 2002), mas que, tamb&eacute;m, esfor&ccedil;am-se para compreender os    efeitos de tais textos sobre o comportamento eleitoral do p&uacute;blico (Chiang    and Knight 2008; Druckman and Parkin 2005; Kahn and Kenney 2002; Scarrow and    Borman 1979). No caso brasileiro, h&aacute; trabalhos que estudam como os editoriais    constroem a imagem p&uacute;blica de agentes do campo pol&iacute;tico (Costa    2009; Mont&rsquo;Alverne and Marques 2013); ou de institui&ccedil;&otilde;es    do Estado (F. A. Azevedo 2005; F. A. Azevedo and Chaia 2008); ou que pesquisam    as narrativas elaboradas acerca de determinado tema de interesse coletivo (Miguel    and Coutinho 2007; Nunes Neto 2012; Pereira 2011). H&aacute;, ainda, estudos    dedicados a examinar a rotina de produ&ccedil;&atilde;o dos editoriais (Guerreiro    Neto 2016).</p>     <p>J&aacute; o trabalho ora apresentado tem como objetivo examinar os padr&otilde;es    de cobertura editorial quando est&aacute; em pauta um processo pol&iacute;tico    da maior import&acirc;ncia na hist&oacute;ria brasileira recente, a saber, o    impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O estudo comparativo aqui delineado    abrange materiais publicados nos anos de 2015 e 2016 pelos jornais Folha de    S. Paulo (FSP) e O Estado de S. Paulo (OESP). No total, foram inventariados    507 editoriais que mencionam os termos &ldquo;impeachment&rdquo; ou &ldquo;impedimento&rdquo;.    Empiricamente, pretende-se, em um primeiro momento, verificar a frequ&ecirc;ncia    com a qual os peri&oacute;dicos trataram o assunto, levando-se em conta o tr&acirc;mite    temporal do processo nas arenas institucionais. Em seguida, os textos publicados    nos meses decisivos do processo de impeachment foram investigados qualitativamente    a fim de perceber em que argumentos os jornais se ancoraram para construir (ou    questionar) a legitimidade do afastamento da ent&atilde;o presidente.</p>     <p>Na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o apresentadas as estrat&eacute;gias    metodol&oacute;gicas e as hip&oacute;teses do trabalho. Logo depois, a apresenta&ccedil;&atilde;o    e a an&aacute;lise dos dados passam a ter lugar privilegiado. Mais adiante,    discutem-se as descobertas da investiga&ccedil;&atilde;o e, por fim, s&atilde;o    expostas as conclus&otilde;es da pesquisa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estrat&eacute;gias metodol&oacute;gicas e hip&oacute;teses</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Antes mesmo de Dilma Rousseff ser reeleita para a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica,    em 2014, o cen&aacute;rio pol&iacute;tico brasileiro se mostrava desfavor&aacute;vel    para o governo da ent&atilde;o mandat&aacute;ria, sobretudo por conta do desgaste    sofrido pelo Partido dos Trabalhadores desde o in&iacute;cio da Opera&ccedil;&atilde;o    Lava Jato<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Apesar de a coliga&ccedil;&atilde;o    que reelegeu a incumbente contar com mais de 300 deputados eleitos<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>,    a C&acirc;mara dos Deputados aceitou, apenas no nono m&ecirc;s do segundo mandato    de Dilma, avaliar o pedido de impeachment assinado pelos juristas H&eacute;lio    Bicudo, Jana&iacute;na Pascoal e Miguel Reale Junior. A pe&ccedil;a alegava    como justificativa fundamental a acusa&ccedil;&atilde;o de que Dilma teria cometido    crime de responsabilidade &ndash; o que foi questionado por meio de argumentos    diversos<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>De modo paralelo ao processo de impeachment, o governo teve de lidar com o    agravamento da crise econ&ocirc;mica no pa&iacute;s e com um cen&aacute;rio    marcado por den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo tanto aliados    do governo, quanto integrantes da oposi&ccedil;&atilde;o. Da abertura da investiga&ccedil;&atilde;o    (em dezembro de 2015) at&eacute; ser aprovado o afastamento definitivo da ex-presidente    (ocorrido em agosto de 2016), passou-se menos de um ano.</p>     <p>Assim sendo, este trabalho se interessa por investigar de que maneira os editoriais    de dois quality papers de relev&acirc;ncia nacional &ndash; a saber, O Estado    de S. Paulo (OESP) e a Folha de S. Paulo (FSP) &ndash; abordaram o processo    de impeachment de Dilma em seus editoriais<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.    A op&ccedil;&atilde;o por investigar os peri&oacute;dicos em tela leva em conta    a circula&ccedil;&atilde;o nacional de ambos e o fato de eles disputarem fatias    de mercado semelhante, o que torna mais interessante a compara&ccedil;&atilde;o    acerca de suas respectivas abordagens editoriais. Sublinhe-se, ainda, que as    duas empresas jornal&iacute;sticas enfatizam o acompanhamento das din&acirc;micas    pol&iacute;ticas em &acirc;mbito federal e que det&ecirc;m prest&iacute;gio    junto &agrave;s elites pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.    Al&eacute;m disso, OESP e FSP exercem de formas distintas a opini&atilde;o institucional.    Enquanto o primeiro possui larga tradi&ccedil;&atilde;o em se posicionar claramente    sobre temas de interesse nacional ou candidaturas (Capelato and Prado 1980;    Sodr&eacute; 1999), o segundo peri&oacute;dico evita alinhar-se a candidatos    ou a grupos pol&iacute;ticos, apresentando oscila&ccedil;&otilde;es de posi&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica ao longo de sua trajet&oacute;ria (Dias 2012; Lattman-Weltman    2003; Pilagallo 2012).</p>     <p>A coleta do material foi realizada a partir do website de cada publica&ccedil;&atilde;o:    as p&aacute;ginas da vers&atilde;o impressa foram salvas em formato PDF. Os    textos editoriais nos quais os termos &ldquo;impeachment&rdquo; ou &ldquo;impedimento&rdquo;    foram encontrados passaram por novo filtro, o que implicou leitura integral    do conte&uacute;do a fim de eliminar, por exemplo, casos em que a palavra &ldquo;impedimento&rdquo;    apareceu em contexto alheio ao processo de afastamento do cargo da ex-presidente.</p>     <p>As hip&oacute;teses que guiam a investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica    do artigo s&atilde;o as seguintes:</p>     <p>Os editoriais de FSP e OESP: H1) Constroem, de forma sincronizada com o desenvolvimento    do processo de impeachment nas esferas institucionais, a ideia de legitimidade    do afastamento de Dilma; H2) Apresentam pontos de vista semelhantes em rela&ccedil;&atilde;o    ao impeachment; H3) Ancoram a legitimidade do afastamento de Dilma, essencialmente,    em argumentos jur&iacute;dicos.</p>     <p>Partindo, portanto, do texto editorial como unidade de an&aacute;lise, o artigo    apresenta uma an&aacute;lise dos casos nas dimens&otilde;es quantitativa e qualitativa.    Para a an&aacute;lise com &ecirc;nfase quantitativa, o corpus emp&iacute;rico    considerado &eacute; constitu&iacute;do pelos 507 textos editoriais de Folha    de S. Paulo (FSP) (n=156) e O Estado de S. Paulo (OESP) (n=351)<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>    que mencionaram os termos &ldquo;impeachment&rdquo; ou &ldquo;impedimento&rdquo;    entre Janeiro de 2015 e Dezembro de 2016. Essa parte da pesquisa tem como meta    apresentar um panorama da cobertura e de seu desenvolvimento de acordo com o    contexto institucional do processo em pauta. Assim, apresenta-se o volume de    editoriais durante todo o per&iacute;odo observado e aplica-se um cruzamento    que envolve a frequ&ecirc;ncia de publica&ccedil;&otilde;es e o desenvolvimento    do processo em &acirc;mbito institucional.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o qualitativa, a vari&aacute;vel    dependente &eacute; o posicionamento dos jornais quanto &agrave; legitimidade    ou n&atilde;o do afastamento de Dilma. As vari&aacute;veis independentes s&atilde;o    tr&ecirc;s: a) Argumento Legitimador utilizado no editorial; b) Sa&iacute;das    apontadas para a situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica; c) Consequ&ecirc;ncias    do impeachment. Estas tr&ecirc;s vari&aacute;veis foram observadas do ponto    de vista dicot&ocirc;mico e categ&oacute;rico, a fim de apreender, por meio    de An&aacute;lise de Conte&uacute;do (Bardin 1977; Bauer 2002; Cavalcante, Calixto,    and Pinheiro 2014; Krippendorff 2004; Lacy et al. 2015), de que maneira os jornais    constru&iacute;ram seus respectivos discursos ao abordarem o afastamento de    Dilma. A defini&ccedil;&atilde;o das categorias, o que permite identificar os    indicadores que comp&otilde;em cada vari&aacute;vel, deu-se a partir de observa&ccedil;&atilde;o    emp&iacute;rica dos textos. Ou seja, a leitura pr&eacute;-anal&iacute;tica do    corpus permitiu mapear pontos de natureza diversa relacionados ao processo pol&iacute;tico    da &eacute;poca, a exemplo de men&ccedil;&otilde;es &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o,    &agrave;s alegadas &ldquo;pedaladas&rdquo; fiscais etc.</p>     <p>Vale ressaltar que um mesmo editorial pode trazer mais de um Argumento Legitimador,    Sa&iacute;da para a Situa&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica ou Consequ&ecirc;ncia    do Impeachment. Adotou-se tal estrat&eacute;gia com o intuito de evitar perder    o registro de categorias que aparecem mais de uma vez na mesma pe&ccedil;a.    Sublinhe-se que as pr&oacute;prias caracter&iacute;sticas do g&ecirc;nero editorial    fazem com que os textos tenham estrutura argumentativa complexa e plural, tendo    em vista que o intuito &eacute; convencer o p&uacute;blico e estabelecer di&aacute;logo    com agentes pol&iacute;ticos. &Eacute; frequente, assim, que diferentes aspectos    de uma mesma situa&ccedil;&atilde;o sejam apresentados, com mobiliza&ccedil;&atilde;o    de justificativas de ordens distintas (Campos 2014). Assim, n&atilde;o seria    razo&aacute;vel limitar o registro a apenas uma categoria por pe&ccedil;a completa,    desconsiderando a quantidade de categorias efetivamente encontradas. Tal op&ccedil;&atilde;o    teria implicado uma simplifica&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada dos textos, causando    preju&iacute;zos aos resultados e &agrave; discuss&atilde;o empreendidos no    artigo.</p>     <p>Ap&oacute;s uma primeira rodada de classifica&ccedil;&atilde;o, realizada em    conjunto e por meio de debate entre os pesquisadores, foi elaborado a tabela    abaixo, o qual detalha as vari&aacute;veis independentes categ&oacute;ricas    que serviram de baliza para a an&aacute;lise qualitativa. As categorias foram    criadas lan&ccedil;ando m&atilde;o do m&eacute;todo indutivo, de acordo com    a pr&eacute;-an&aacute;lise necess&aacute;ria para que se opere a An&aacute;lise    de Conte&uacute;do. A necessidade de desenvolver tais categorias se d&aacute;    uma vez que ainda n&atilde;o foram propostas, na literatura, outras semelhantes    que sejam dedicadas a trabalhar com a especificidade do editorial como o g&ecirc;nero    jornal&iacute;stico &ndash; ainda mais tratando-se de um evento singular, como    o impeachment. Ademais, as vari&aacute;veis expostas abaixo s&atilde;o fundamentais    para construir &ndash; e para sustentar &ndash; posicionamentos acerca de quest&atilde;o    controversa e at&iacute;pica, acerca da qual os peri&oacute;dicos possuem interesse    nos desdobramentos. N&atilde;o &eacute; uma categoriza&ccedil;&atilde;o, portanto,    que se pretende generaliz&aacute;vel. Na realidade, o intuito de sua especificidade    &eacute;, justamente, permitir que a tipologia se adeque &agrave;s caracter&iacute;sticas    do fen&ocirc;meno analisado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Para a an&aacute;lise qualitativa, que permite verificar o posicionamento dos    editoriais sobre o referido processo, decidiu-se selecionar tr&ecirc;s meses    cruciais: Dezembro de 2015 (quando a solicita&ccedil;&atilde;o de impedimento    foi aceita pelo ent&atilde;o presidente da C&acirc;mara, o deputado Eduardo    Cunha, do PMDB); Abril de 2016 (quando o plen&aacute;rio da C&acirc;mara aprova    a abertura do processo de impeachment de Dilma); e Agosto de 2016 (quando o    Senado Federal concluiu o processo e Michel Temer assumiu o posto de chefe do    Executivo de forma definitiva). O per&iacute;odo compreende 49 editoriais da    FSP e 105 de OESP. A escolha de tais meses se deveu &agrave; necessidade de    reduzir o n&uacute;mero de editoriais para a an&aacute;lise qualitativa, uma    vez que tal passo implicou leitura integral dos textos selecionados pelos pesquisadores    e classifica&ccedil;&atilde;o de acordo com as vari&aacute;veis apresentadas    anteriormente. Ressalte-se que o processo anal&iacute;tico ocorreu ap&oacute;s    treinamento acerca das categorias implicadas em cada vari&aacute;vel, bem como    utiliza&ccedil;&atilde;o de livro de c&oacute;digos<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.    Cada grupo classificado foi revisto por outro pesquisador<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos dados est&aacute; dividida em tr&ecirc;s partes. Na primeira    delas, revela-se o volume de editoriais publicados entre janeiro de 2015 e dezembro    de 2016, utilizando-se uma linha descritiva que permite observar, dentre outras    coisas, a oscila&ccedil;&atilde;o temporal da cobertura editorial acerca do    afastamento de Dilma Rousseff da Presid&ecirc;ncia. A seguir, a inten&ccedil;&atilde;o    &eacute; compreender em que medida houve sincronia entre o volume de publica&ccedil;&otilde;es    dos editoriais que tratam do impeachment e a timeline dos acontecimentos institucionais    (para isso, consideram-se apenas os passos do processo no &acirc;mbito do Congresso).    J&aacute; a abordagem qualitativa permite detalhar a postura pol&iacute;tica    dos peri&oacute;dicos acerca da legitimidade ou n&atilde;o do afastamento da    ex-presidente.</p>     <p><i>Volume de editoriais publicados ao longo do per&iacute;odo (linha descritiva)</i></p>     <p>Tendo em vista a discuss&atilde;o te&oacute;rica realizada e a estrutura metodol&oacute;gica    definida anteriormente, a an&aacute;lise se inicia pela observa&ccedil;&atilde;o    da frequ&ecirc;ncia de publica&ccedil;&otilde;es dos editoriais, verificando-se    a presen&ccedil;a dos termos &ldquo;impeachment&rdquo; e &ldquo;impedimento&rdquo;    nos textos de cada peri&oacute;dico.</p>     <p>No que se refere &agrave; Folha de S. Paulo, percebe-se, a partir da <a href="#f1">Figura    1</a>, que o jornal come&ccedil;a a tratar do tema em seus editoriais j&aacute;    no m&ecirc;s de fevereiro de 2015, poucos dias ap&oacute;s Dilma ser empossada    para o segundo mandato. A FSP segue um movimento oscilante, mas com picos de    publica&ccedil;&otilde;es no intervalo de janeiro de 2015 e setembro de 2016.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12f1.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Mais especificamente, conforme avan&ccedil;a a expectativa de vota&ccedil;&atilde;o    do processo de afastamento de Dilma na C&acirc;mara dos Deputados, h&aacute;    um aumento evidente da frequ&ecirc;ncia de publica&ccedil;&atilde;o de editoriais    &ndash; sobretudo entre os meses de mar&ccedil;o e maio de 2016, quando a FSP    publicou um total de 50 editoriais sobre o processo. No geral, ao longo dos    dois anos, a Folha apresentou uma m&eacute;dia mensal de 6,5 editoriais que    trataram do impedimento de Dilma. Aponta-se, ademais, que os editoriais a trazerem    as palavras-chave &ldquo;impeachment&rdquo; ou &ldquo;impedimento&rdquo; representam    10,67% do total de editoriais publicados pelo jornal durante per&iacute;odo    aqui analisado. Entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016, a FSP publicou 1462    editoriais no total.</p>     <p>J&aacute; se for observada a din&acirc;mica de publica&ccedil;&atilde;o editorial    de OESP, constata-se que tal peri&oacute;dico seguiu, de modo geral, o mesmo    caminho da FSP: ali&aacute;s, as linhas dos dois peri&oacute;dicos na <a href="#f1">Figura    1</a> obedecem a padr&otilde;es similares durante todo o per&iacute;odo analisado    &ndash; n&atilde;o obstante a diferen&ccedil;a em valores absolutos.</p>     <p>Registre-se que, apesar de ambos os jornais come&ccedil;arem a tratar do assunto    em fevereiro de 2015 e apresentarem picos praticamente nos mesmos meses, OESP    tem queda no n&uacute;mero de editoriais sobre o impeachment entre agosto e    setembro de 2016, movimento contr&aacute;rio &agrave;quele do jornal concorrente    neste per&iacute;odo.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quantidade de editoriais mencionando os termos    de busca da pesquisa, OESP apresentou uma m&eacute;dia de 14,6 textos por m&ecirc;s,    o que representou 16% do total de editorais publicados entre janeiro de 2015    e dezembro de 2016, quando OESP publicou 2193 editoriais no total. Os n&uacute;meros,    ent&atilde;o, indicam que O Estado de S. Paulo se dedicou a abordar o afastamento    de Dilma com mais frequ&ecirc;ncia que a Folha.</p>     <p><i>Volume de publica&ccedil;&otilde;es vs. timeline dos acontecimentos institucionais</i></p>     <p>Com o intuito de verificar se houve alguma rela&ccedil;&atilde;o entre o ritmo    de publica&ccedil;&atilde;o dos editoriais e o avan&ccedil;o institucional do    processo pol&iacute;tico no &acirc;mbito do Congresso, fez-se um levantamento    cronol&oacute;gico &ndash; a partir de materiais publicados em materiais jornal&iacute;sticos    e nos portais da C&acirc;mara dos Deputados e do Senado Federal &ndash; dos    acontecimentos oficiais que marcaram o impeachment, conforme a <a href="#t2">Tabela    2</a>. Ressalte-se que houve um recorte a fim de considerar apenas os passos    que se desenvolveram no &acirc;mbito do Congresso Nacional (ou diretamente atrelados    a tal institui&ccedil;&atilde;o), encarregado de decidir sobre o afastamento    da Presidente &ndash; respons&aacute;vel, portanto, por desempenhar papel crucial    no encaminhamento do processo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12t2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Tendo em vista os eventos acima indicados, decidiu-se por investigar a rela&ccedil;&atilde;o    entre (a) o volume de editoriais publicados e (b) o volume de eventos que caracterizaram    o andamento institucional do processo. Ou seja, deseja-se depreender se houve    alguma correspond&ecirc;ncia entre a agenda do campo pol&iacute;tico-parlamentar    e a agenda editorial de FSP e OESP.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao analisar os casos individualmente, percebe-se que os jornais cobriram o    tema &ldquo;impeachment&rdquo; em seus editoriais mesmo quando n&atilde;o havia    qualquer movimenta&ccedil;&atilde;o institucional em torno da proposta &ndash;    conforme observado anteriormente neste artigo. Entretanto, os dois peri&oacute;dicos    intensificam esse tipo de publica&ccedil;&atilde;o quando h&aacute; maior incid&ecirc;ncia    de acontecimentos oficiais, o que &eacute; apontado pelas curvas ascendentes    nos meses de abril e de agosto de 2016, quando ocorreram, respectivamente, 6    e 5 eventos ligados ao processo em tela (as maiores ocorr&ecirc;ncias). Isso    contribui para diagnosticar uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre o volume    de publica&ccedil;&otilde;es dos dois peri&oacute;dicos e o avan&ccedil;o do    processo em termos institucionais.</p>     <p>Observando-se os dados de forma agregada (<a href="#f2">Figura 2</a>), percebe-se    que (a) os dois jornais mant&ecirc;m certa sintonia entre si quanto &agrave;    frequ&ecirc;ncia de publica&ccedil;&otilde;es de editoriais que abordam o afastamento    de Dilma e que (b) essa l&oacute;gica de publica&ccedil;&atilde;o mant&eacute;m    paralelo com o desenrolar dos acontecimentos institucionais. Confirma-se, ent&atilde;o,    a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a frequ&ecirc;ncia    da agenda editorial e da agenda pol&iacute;tica nos dois jornais, mesmo que    n&atilde;o haja uma correspond&ecirc;ncia plena, j&aacute; que os jornais pautaram    o impeachment antes mesmo que o processo tivesse in&iacute;cio e n&atilde;o    seguiram o mesmo volume de editoriais acerca da tem&aacute;tica no m&ecirc;s    de maio, que abrigou cinco eventos institucionais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Os editoriais e a postura pol&iacute;tica das empresas jornal&iacute;sticas:    a quest&atilde;o da legitimidade do impeachment</i></p>     <p>Com o objetivo de investigar qualitativamente a postura pol&iacute;tica dos    editoriais a partir das vari&aacute;veis empregadas na pesquisa, apresentam-se,    primeiramente, os dados descritivos acerca das ocorr&ecirc;ncias das vari&aacute;veis    &ndash; lembrando que se optou por mensurar a incid&ecirc;ncia de tr&ecirc;s    tipos de vari&aacute;veis, a saber, &ldquo;Argumento Legitimador&rdquo;, &ldquo;Sa&iacute;das    para a situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&rdquo; e &ldquo;Consequ&ecirc;ncias    do Impeachment&rdquo;.</p>     <p>Em &ldquo;Argumento Legitimador&rdquo;, a ideia &eacute; verificar quais foram    as raz&otilde;es mais recorrentemente utilizadas nos editoriais dos dois jornais    a fim de justificar a necessidade (ou n&atilde;o) de afastamento de Dilma Rousseff.</p>     <p>A <a href="#t3">Tabela 3</a> aponta o predom&iacute;nio do uso de &ldquo;Argumento    Legitimador&rdquo; do impeachment, que est&aacute; presente em mais de 85% dos    textos dos dois jornais. Isso significa que houve uma preocupa&ccedil;&atilde;o    constante dos peri&oacute;dicos em construir (ou questionar) a legitimidade    do afastamento de Dilma. &Eacute; importante, ali&aacute;s, indicar a semelhan&ccedil;a    percentual que as duas publica&ccedil;&otilde;es apresentam quando fundamentam    a legitimidade do impedimento de Dilma. Deve-se observar, por&eacute;m, que    FSP e OESP divergiram quanto &agrave; natureza da argumenta&ccedil;&atilde;o    utilizada para indicar, na opini&atilde;o de cada peri&oacute;dico, a necessidade    do afastamento da ent&atilde;o presidente. &Eacute; o que se verifica a partir    da tabela abaixo<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12t3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o obstante o fato de tanto Folha de S. Paulo quanto O Estado de S.    Paulo acionarem &ldquo;crise econ&ocirc;mica&rdquo; como Argumento Legitimador    mais recorrente (justificativa correspondente a 25,6% do total de argumentos    apresentados pela FSP e a 21,1% deles em OESP), os jornais se comportam diferentemente    quando outros indicadores s&atilde;o levados em conta.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel perceber que os Argumentos Legitimadores mobilizados    por OESP comp&otilde;em uma esp&eacute;cie de &ldquo;conjunto da obra&rdquo;,    pois enfatizam quatro aspectos principais, na seguinte ordem: &ldquo;crise econ&ocirc;mica&rdquo;,    &ldquo;crime de responsabilidade&rdquo;, &ldquo;normas legais&rdquo; &ldquo;corrup&ccedil;&atilde;o    e fisiologismo&rdquo; e &ldquo;voz do povo&rdquo;. No caso da FSP, o segundo    argumento mais acionado, ap&oacute;s &ldquo;crise econ&ocirc;mica&rdquo;, &eacute;    &ldquo;normas legais&rdquo;, seguido de &ldquo;crise pol&iacute;tica&rdquo;<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>    <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Ressalte-se que a Folha    faz poucas refer&ecirc;ncias &agrave; justificativa &ldquo;crime de responsabilidade&rdquo;    &ndash; ali&aacute;s, esta &eacute; a categoria menos mencionada na FSP e a    segunda mais recorrente nos editoriais de OESP. OESP, inclusive, trata de &ldquo;crime    de responsabilidade&rdquo; na mesma propor&ccedil;&atilde;o do que faz com &ldquo;normas    legais&rdquo;, indicando a mobiliza&ccedil;&atilde;o de um conjunto de justificativas    jur&iacute;dicas como Argumentos Legitimadores.<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>  </p>     <p>Parte-se, agora, para a explora&ccedil;&atilde;o da categoria &ldquo;Sa&iacute;das    para a situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&rdquo;. Ao longo dos meses examinados,    FSP e OESP cogitaram diferentes possibilidades para resolver o impasse pol&iacute;tico    em que o pa&iacute;s se encontrava (desde a defesa vaga de que &ldquo;algo deve    ser feito&rdquo; at&eacute; o diagn&oacute;stico sobre a necessidade do impeachment).    Os dados a seguir permitem comprovar a postura das duas publica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12t4.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Os jornais mant&ecirc;m percentuais semelhantes no tocante &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o    de solu&ccedil;&otilde;es para a situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do pa&iacute;s    (aproximadamente 28% dos editoriais de FSP e OESP mencionam algum tipo de &ldquo;sa&iacute;da&rdquo;).    A recorr&ecirc;ncia de sugest&otilde;es de &ldquo;Sa&iacute;das&rdquo; em editoriais,    todavia, &eacute; consideravelmente menor que aquela de Argumentos Legitimadores    (que alcan&ccedil;ou mais de 85%, de acordo com o que se percebeu anteriormente).    Assim, pode-se afirmar, de antem&atilde;o, que, em muitos momentos, os jornais    n&atilde;o apresentam uma sugest&atilde;o clara sobre que encaminhamentos deveriam    ser adotados para resolver a crise. Os dados da tabela seguinte, todavia, mostram    que FSP e OESP discordam quanto &agrave; solu&ccedil;&atilde;o mais adequada    para o impasse pol&iacute;tico estabelecido no Brasil durante o per&iacute;odo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12t5.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Mais de 72% dos editoriais de OESP que mencionam algum tipo de &ldquo;sa&iacute;da&rdquo;    defendem o impeachment de Dilma Rousseff. O peri&oacute;dico pouco especula    sobre outras possibilidades, o que permite inferir uma posi&ccedil;&atilde;o    praticamente fechada do jornal sobre a quest&atilde;o durante os meses investigados<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.    No caso da FSP, a sa&iacute;da mais recorrente &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o    de novas elei&ccedil;&otilde;es para a Presid&ecirc;ncia (o que ocorreu em 33%    dos textos que especularam sobre as solu&ccedil;&otilde;es para o impasse),    seguida de perto pela defesa de ren&uacute;ncia &ndash; o peri&oacute;dico,    ali&aacute;s, sugere a ren&uacute;ncia tanto de Dilma quanto de Temer<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.    A bem da verdade, a FSP apresenta, frequentemente, estas duas solu&ccedil;&otilde;es    em conjunto (ren&uacute;ncia + elei&ccedil;&otilde;es), tendo em vista que um    novo pleito poderia ser convocado no caso da vac&acirc;ncia do cargo de presidente    e de vice-presidente.</p>     <p>A &uacute;ltima categoria &eacute; concernente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    que os dois jornais fazem sobre quais seriam as &ldquo;Consequ&ecirc;ncias do    Impeachment&rdquo;. Dentre as possibilidades cogitadas est&atilde;o, por exemplo,    do aumento da instabilidade pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica at&eacute; uma    melhora geral no caso de se confirmar o afastamento de Dilma Rousseff.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12t6.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>OESP possui, proporcionalmente, mais editoriais preocupados em abordar as consequ&ecirc;ncias    do impeachment (ou as consequ&ecirc;ncias da manuten&ccedil;&atilde;o de Dilma    na Presid&ecirc;ncia) que seu jornal concorrente: 40% dos textos veiculados    por esta publica&ccedil;&atilde;o especulam acerca dos resultados decorrentes    do processo de afastamento da ent&atilde;o mandat&aacute;ria &ndash; contra    20,4% da FSP. De maneira geral, tal resultado pode indicar que OESP enfatiza    suas preocupa&ccedil;&otilde;es com o cen&aacute;rio futuro &ndash; principalmente    na seara econ&ocirc;mica, uma vez que a referida empresa jornal&iacute;stica    aponta mais benef&iacute;cios que malef&iacute;cios a partir da sa&iacute;da    de Dilma.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"></a> <img src="/img/revistas/obs/v12n3/12n3a12t7.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Dito de outra forma, a consequ&ecirc;ncia mais recorrente projetada por OESP,    em 34% dos editoriais, &eacute; a melhora da situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica    do pa&iacute;s. Esse jornal tamb&eacute;m v&ecirc; a instabilidade pol&iacute;tica    como uma poss&iacute;vel consequ&ecirc;ncia, mas n&atilde;o acredita que o afastamento    da mandat&aacute;ria deveria ser evitado por isso &ndash; isto &eacute;, na    perspectiva do jornal ora analisado, o benef&iacute;cio compensaria o custo.    OESP abre espa&ccedil;o para apontar outras consequ&ecirc;ncias relacionadas    ao caso de o impedimento da Presidente n&atilde;o ocorrer &ndash; o pa&iacute;s    continuaria em trajet&oacute;ria descendente sob os aspectos pol&iacute;tico    e econ&ocirc;mico.</p>     <p>J&aacute; a FSP, embora apresente a instabilidade pol&iacute;tica como a maior    consequ&ecirc;ncia do impeachment<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>,    adota uma postura mais cautelosa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o    de consequ&ecirc;ncias. Desse modo, o jornal especula acerca de um futuro incerto,    assim como outros cen&aacute;rios caso o impeachment se confirme ou n&atilde;o    &ndash; inclusive, o jornal sugere alternativas &agrave;quelas indicadas pelas    categorias estabelecidas neste artigo, a exemplo da consequ&ecirc;ncia de que    o &ldquo;Enfraquecimento do governo Dilma mesmo que escape do impeachment&rdquo;    ou de que haveria &ldquo;Aprofundamento do populismo lulopetista caso o afastamento    fosse rejeitado&rdquo;. A melhora do cen&aacute;rio econ&ocirc;mico (item que    foi o mais recorrente no caso de OESP) fica em &uacute;ltimo lugar dentre as    consequ&ecirc;ncias listadas pela FSP, o que denota uma n&iacute;tida diferen&ccedil;a    acerca das prioridades de cada publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A primeira hip&oacute;tese do trabalho sugeriu que os dois jornais constroem,    de forma sincronizada com o desenvolvimento do processo de impeachment nas esferas    institucionais, a ideia de legitimidade do afastamento de Dilma. A partir dos    dados coletados, &eacute; poss&iacute;vel defender que a proposi&ccedil;&atilde;o    foi comprovada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que concerne ao agendamento do processo pol&iacute;tico em tela nos editoriais    dos peri&oacute;dicos analisados, verifica-se que o afastamento de Dilma j&aacute;    vinha sendo discutido por FSP e OESP antes de o processo de impeachment ter    in&iacute;cio nas arenas institucionais. Mesmo assim, uma vez que o pedido de    afastamento come&ccedil;a a ser avaliado pela C&acirc;mara e segue para o Senado,    &eacute; natural que o interesse editorial acompanhe o desenrolar da situa&ccedil;&atilde;o,    como ocorreu nos casos observados.</p>     <p>A sincronia com o ritmo dos acontecimentos, contudo, parece relativizar o que    parte dos autores utilizados como refer&ecirc;ncia neste artigo apontaram. Mesmo    que outros trabalhos apontem para a possibilidade de os editoriais conferirem    maior liberdade tem&aacute;tica aos peri&oacute;dicos jornal&iacute;sticos,    o que se verifica &eacute; uma sintonia entre o ritmo de publica&ccedil;&otilde;es    e a trajet&oacute;ria do processo no Poder Legislativo Federal. Esta situa&ccedil;&atilde;o    &eacute; tamb&eacute;m identificada por Espinosa (2003), ao afirmar que os jornais    n&atilde;o podem ignorar constrangimentos concernentes a eventos extraordin&aacute;rios    em seus editoriais. Assim, o impeachment se mostra um assunto de grande interesse    para a sociedade e, consequentemente, para as publica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A segunda hip&oacute;tese dava conta que, de forma geral, os dois peri&oacute;dicos    apresentam pontos de vista semelhantes em rela&ccedil;&atilde;o ao impeachment.    Considera-se que ela tamb&eacute;m foi comprovada, uma vez que o &ldquo;Argumento    Legitimador&rdquo; predominante nos dois peri&oacute;dicos &eacute; o mesmo,    a saber, a &ldquo;crise econ&ocirc;mica&rdquo;. Tal constata&ccedil;&atilde;o    acaba por refutar a hip&oacute;tese 3. Ou seja, as duas publica&ccedil;&otilde;es    sustentam a legitimidade do afastamento de Dilma utilizando-se de argumentos    ligados &agrave; seara econ&ocirc;mica, e n&atilde;o em argumentos jur&iacute;dicos.    Ali&aacute;s, argumentos jur&iacute;dicos s&atilde;o apenas o segundo apelo    mais frequente nos dois jornais; em OESP, enfatiza-se &ldquo;crime de responsabilidade&rdquo;,    enquanto na FSP destaca &ldquo;normas legais&rdquo;. Por mais que os resultados    apontem que os jornais se preocupem em dizer que o processo, formalmente, tem    respaldo constitucional, &ndash; a Folha argumenta que o impeachment est&aacute;    previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o e, portanto, seria um expediente leg&iacute;timo    &ndash;, a baixa men&ccedil;&atilde;o a &ldquo;crime de responsabilidade&rdquo;    corrobora a d&uacute;vida, pelo menos por parte da FSP, de que as pedaladas    fiscais seriam suficientes para sustentar o afastamento da Presidente.</p>     <p>Em suma, o fato de os jornais acionarem os &ldquo;Argumentos Legitimadores&rdquo;    em propor&ccedil;&otilde;es semelhantes (cerca de 85%), mas, concomitantemente,    empregando justificativas diversas (&ldquo;crime de responsabilidade&rdquo;    &eacute; a segunda categoria mais recorrente em OESP e a &uacute;ltima no caso    da FSP), aponta posturas distintas dos dois peri&oacute;dicos. &Eacute; curioso    notar, contudo, que &ldquo;crise econ&ocirc;mica&rdquo; foi o Argumento Legitimador    mais utilizado nos editoriais de ambas as publica&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m    denotando que o crime de responsabilidade a justificar a abertura do processo    &ndash; e que era a acusa&ccedil;&atilde;o efetivamente dirigida &agrave; Presidente    &ndash; ficou em segundo plano.</p>     <p>&Eacute; importante frisar, ademais, que OESP traduz uma preocupa&ccedil;&atilde;o    clara com a esfera econ&ocirc;mica (que se constitui como uma das diretrizes    editoriais do peri&oacute;dico), tanto que boa parte das categorias mais recorrentes    no peri&oacute;dico tem a ver com a quest&atilde;o. A ideia parece ser a de    que o impeachment se mostraria desej&aacute;vel &agrave; medida que poderia    acarretar melhora na situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica &ndash; aqui, uma    vez mais, deixa-se de lado a considera&ccedil;&atilde;o acerca das pedaladas    fiscais como sustenta&ccedil;&atilde;o do afastamento de Dilma, contrariando    o que &eacute; poss&iacute;vel verificar a partir da postura da FSP.</p>     <p>Os dados permitem afirmar que os dois jornais, ainda que em graus distintos,    deslocam o centro da discuss&atilde;o do campo pol&iacute;tico ou jur&iacute;dico    para o campo econ&ocirc;mico. As regras do jogo democr&aacute;tico-constitucional    s&atilde;o mobilizadas de forma a garantir que o impeachment estaria a transcorrer    de forma procedimentalmente correta. No entanto, parte dos argumentos legitimadores    acionados, conforme indicado, diz respeito a fatores externos &agrave; esfera    pol&iacute;tica, ainda que se trate de um processo essencialmente pol&iacute;tico.    Ao conferir import&acirc;ncia singular ao argumento de ordem econ&ocirc;mica    para sustentar o afastamento da presidente, os jornais acabam por legitimar    a import&acirc;ncia dos interesses econ&ocirc;micos no que tange ao encaminhamento    de impasses que, em princ&iacute;pio, seriam t&iacute;picos do campo pol&iacute;tico.</p>     <p>No mesmo sentido, chama aten&ccedil;&atilde;o o fato de OESP utilizar, com    alguma recorr&ecirc;ncia, a &ldquo;voz do povo&rdquo; como um Argumento Legitimador    para o impeachment. Isso porque, em certos momentos (&eacute; o caso das manifesta&ccedil;&otilde;es    de 2013, analisada por Mont&rsquo;Alverne (2017)), os editoriais expressam descontentamento    com a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m    do momento eleitoral. O jornal chega a dizer, na oportunidade examinada pela    autora citada logo acima, que o Parlamento seria a esfera adequada para manifesta&ccedil;&atilde;o    de interesses divergentes, expressando limites sobre o quanto a interfer&ecirc;ncia    popular seria aceit&aacute;vel na pol&iacute;tica institucional de regimes democr&aacute;ticos.    J&aacute; no per&iacute;odo discutido no presente trabalho, a rejei&ccedil;&atilde;o    a Dilma e o apoio da popula&ccedil;&atilde;o ao impeachment, registrados em    sondagens de opini&atilde;o, s&atilde;o apresentados como mais um fator de legitima&ccedil;&atilde;o    do processo.</p>     <p>Na realidade, &ldquo;crise econ&ocirc;mica&rdquo; e &ldquo;voz do povo&rdquo;,    junto &agrave; men&ccedil;&atilde;o a &ldquo;crime de responsabilidade&rdquo;,    a &ldquo;normas legais&rdquo; e a &ldquo;corrup&ccedil;&atilde;o e fisiologismo&rdquo;,    s&atilde;o apresentadas como uma esp&eacute;cie de &ldquo;conjunto da obra&rdquo;    para justificar a defesa do impeachment de Dilma por parte de OESP. O peri&oacute;dico,    assim, n&atilde;o se limita a elencar apenas as raz&otilde;es que sustentam    o pedido formal de afastamento da Presidente como Argumento Legitimador.</p>     <p>A FSP, por sua vez pouco arrola o &ldquo;crime de responsabilidade&rdquo; como    justificativa. O car&aacute;ter pol&iacute;tico do julgamento fica evidente,    portanto, tamb&eacute;m nos editoriais que mobilizam argumentos a exemplo do    mau desempenho econ&ocirc;mico do pa&iacute;s ou das baixas taxas de aprova&ccedil;&atilde;o    popular da ent&atilde;o Presidente.</p>     <p>Os dois jornais tamb&eacute;m apresentam discord&acirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; melhor sa&iacute;da para a crise pol&iacute;tica. Se o posicionamento    de OESP &eacute; favor&aacute;vel ao impeachment, a FSP prioriza, proporcionalmente,    a ideia de ren&uacute;ncia de Dilma e Temer, seguida por novas elei&ccedil;&otilde;es.    Tal movimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; justificada, em certos momentos, pela    compreens&atilde;o de que o impeachment, na vis&atilde;o do jornal, n&atilde;o    seria solu&ccedil;&atilde;o para a crise, sobretudo porque Temer assumiria o    cargo enfraquecido.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A FSP hesita, portanto, em aderir ao impedimento de Dilma como solu&ccedil;&atilde;o,    embora defenda que afastamento da ent&atilde;o presidente &ndash; mediante ren&uacute;ncia    motivada por vontade pr&oacute;pria, ao reconhecer que n&atilde;o haveria mais    condi&ccedil;&otilde;es para se manter na Presid&ecirc;ncia &ndash;, seguido    por novas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais, evitaria o &ldquo;trauma&rdquo;    do impeachment.</p>     <p>A fim de abrir espa&ccedil;o para a proposi&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es    complementares acerca do caso aqui abordado, pede-se licen&ccedil;a para refletir    acerca de duas quest&otilde;es sugeridas pela an&aacute;lise empreendida, mas    que devem permanecer somente no plano especulativo, uma vez que os dados n&atilde;o    permitem comprovar os apontamentos a seguir.</p>     <p>Em primeiro lugar, o pico de publica&ccedil;&atilde;o de editoriais que tratam    do impeachment tanto na FSP quanto em OESP talvez se d&ecirc; em abril n&atilde;o    somente porque este foi o m&ecirc;s de vota&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio    da Comiss&atilde;o na C&acirc;mara dos Deputados, mas, tamb&eacute;m, porque    as duas publica&ccedil;&otilde;es considerem que a aprova&ccedil;&atilde;o do    afastamento de Dilma naquele momento praticamente selaria o destino da ent&atilde;o    mandat&aacute;ria, fazendo com que o &acirc;nimo em tratar do assunto arrefecesse    nos meses seguintes &ndash; inclusive houve menor quantidade de editoriais tratando    do assunto no pr&oacute;prio m&ecirc;s em que o afastamento definitivo foi votado    no Senado, em Agosto de 2016. Outra possibilidade para a maior frequ&ecirc;ncia    de textos publicados em Abril pode ser a tentativa, por parte das duas empresas    jornal&iacute;sticas, de atuarem como players do jogo pol&iacute;tico dispostas    a convencer os parlamentares a cassarem o mandato de Dilma Rousseff. Assim,    uma vez que o impeachment estaria &ldquo;encaminhado&rdquo; depois da vota&ccedil;&atilde;o    na C&acirc;mara, o &acirc;nimo para continuar insistindo no tema teria diminu&iacute;do.    Ao mesmo tempo, &eacute; bom ressaltar, o assunto permanece em pauta e a sustenta&ccedil;&atilde;o    de sua legitimidade junto ao p&uacute;blico continua crucial at&eacute; a aprova&ccedil;&atilde;o    do afastamento definitivo da ex-presidente pelo Senado, situa&ccedil;&atilde;o    evidenciada pelo fato de o m&ecirc;s de Agosto de 2016 apresentar a maior concentra&ccedil;&atilde;o    de ocorr&ecirc;ncias do Argumento Legitimador.</p>     <p>Em segundo lugar, mostra-se leg&iacute;timo o seguinte questionamento: em que    medida o fato de na vari&aacute;vel &ldquo;Sa&iacute;das para a crise pol&iacute;tica&rdquo;    os jornais n&atilde;o terem certeza sobre a viabilidade do impeachment (especialmente,    em Dezembro de 2015) faz com que FSP e OESP evitem apresentar uma solu&ccedil;&atilde;o    direta? Conforme dito anteriormente, apenas 28% dos editoriais de FSP e OESP    mencionam algum tipo de &ldquo;Sa&iacute;da&rdquo;. &nbsp;Al&eacute;m disso,    por qual motivo a FSP aponta poucas consequ&ecirc;ncias do impeachment? Em alguns    editoriais, a publica&ccedil;&atilde;o defende que o afastamento de Dilma n&atilde;o    seria suficiente para aplacar as crises. Ademais, a FSP tamb&eacute;m n&atilde;o    apresenta &ldquo;melhora da crise pol&iacute;tica&rdquo; como consequ&ecirc;ncia    em seus editoriais examinados nos meses do estudo qualitativo. Ser&aacute; poss&iacute;vel    afirmar que a FSP temia uma instabilidade ainda maior p&oacute;s-impeachment    e, por isso, prefere sugerir que a ren&uacute;ncia da chapa Dilma-Temer seja    seguida de novas elei&ccedil;&otilde;es?</p>     <p>As observa&ccedil;&otilde;es apresentadas comp&otilde;em a agenda de pesquisa    a ser perseguida na sequ&ecirc;ncia deste artigo. As descobertas aqui apontadas,    bem como as especula&ccedil;&otilde;es oferecidas logo acima, permitem a elabora&ccedil;&atilde;o    de novas hip&oacute;teses de trabalho que ajudam a investigar o posicionamento    pol&iacute;tico dos jornais brasileiros a partir dos editoriais publicados diariamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>O objetivo do artigo foi examinar de que forma os jornais Folha de S. Paulo    e O Estado de S. Paulo abordaram, em seus editoriais, o processo de impeachment    da ex-presidente Dilma Rousseff. Os dados apresentados e discutidos anteriormente    permitem afirmar que FSP e OESP assumem, em momentos distintos do desenvolvimento    do processo, a defesa de que o impeachment deveria acontecer. Isso vem acompanhado    de uma tentativa persistente, por parte das duas publica&ccedil;&otilde;es,    em justificar, com base em argumentos peculiares, a legitimidade do afastamento    &ndash; a inten&ccedil;&atilde;o de fundo das referidas publica&ccedil;&otilde;es    &eacute; argumentar que estariam respeitando as regras da democracia, construindo    uma imagem positiva de si. Os dados comprovam que os dois peri&oacute;dicos    priorizam a apresenta&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Argumentos Legitimadores&rdquo;,    mas as &ecirc;nfases sobre quais apelos s&atilde;o os mais leg&iacute;timos    t&ecirc;m naturezas distintas, a depender da publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Merece ser observada, portanto, uma quest&atilde;o de constru&ccedil;&atilde;o    de imagem &ndash; e de preserva&ccedil;&atilde;o de credibilidade &ndash; por    parte dos peri&oacute;dicos. Eles tomam como ponto de partida a ideia de que    uma ruptura constitucional n&atilde;o &eacute; recomend&aacute;vel. Assim, precisariam    provar para a sociedade a necessidade e a legalidade do afastamento da Presidente    &ndash; o que significa disputar, com outros atores pol&iacute;ticos e sociais,    o enquadramento sobre tratar-se ou n&atilde;o de um &ldquo;golpe&rdquo;.</p>     <p>Neste sentido, o editorial &eacute; percebido n&atilde;o somente como uma forma    que o Jornalismo encontra para manter agentes e institui&ccedil;&otilde;es do    campo pol&iacute;tico accountable &agrave; medida que s&atilde;o examinados    os meios e os modos pelos quais a legitimidade do processo de impeachment &eacute;    constru&iacute;da, a pr&oacute;pria empresa tamb&eacute;m se preocupa em prestar    contas &ndash; &eacute; o caso da Folha de S. Paulo, quando publica editoriais    na capa (o que aconteceu duas vezes durante o per&iacute;odo analisado). Os    editoriais s&atilde;o utilizados, ainda, como forma de colocar o impeachment    em pauta, ao tratarem da tem&aacute;tica desde o in&iacute;cio do segundo mandato    de Dilma. Isto n&atilde;o redunda, por&eacute;m, em uma ades&atilde;o sem restri&ccedil;&otilde;es    ao afastamento da Presidente. Os jornais acreditam que o caminho para a recupera&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica e para a resolu&ccedil;&atilde;o do impasse pol&iacute;tico    passa pela sa&iacute;da de Dilma do cargo, mas discordam quanto &agrave; maneira    pela qual isto deve acontecer. Tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; consenso sobre    se Michel Temer na Presid&ecirc;ncia seria uma op&ccedil;&atilde;o adequada    para resolver os problemas do pa&iacute;s.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O que fica clara &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o, por parte dos jornais,    de sua opini&atilde;o institucional (em um dos mais nobres espa&ccedil;os de    ambos os peri&oacute;dicos) com o intuito de construir a legitimidade acerca    da deposi&ccedil;&atilde;o de Dilma Rousseff &ndash; tanto que, quando o assunto    parece estar definido, logo ap&oacute;s a vota&ccedil;&atilde;o sobre o impeachment    no Plen&aacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados em abril de 2016, a aten&ccedil;&atilde;o    dispensada ao afastamento da ent&atilde;o mandat&aacute;ria diminui consideravelmente.    Assim, por um lado, FSP e OESP se mostram incisivamente preocupados em justificar    por que a ent&atilde;o Presidente deveria ser retirada do gabinete. Por outro    lado, contudo, os peri&oacute;dicos n&atilde;o se dedicam, com a mesma &ecirc;nfase,    a especular sobre quais seriam as consequ&ecirc;ncias do processo em quest&atilde;o;    menos, ainda, d&atilde;o aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es    para o impasse pol&iacute;tico, o que implica, de certa maneira, a falha de    tais textos opinativos em orientar o leitor (Alves Filho 2006; Beltr&atilde;o    1980; Melo 1985).</p>     <p>No caso em tela, tamb&eacute;m ficam evidentes os limites do editorial como    diferenciador mercadol&oacute;gico e ideol&oacute;gico das duas publica&ccedil;&otilde;es.    Em outras palavras, ainda que existam diferen&ccedil;as entre os posicionamentos    apresentados, os jornais defendem, essencialmente, a mesma coisa, apontando    para determinada conflu&ecirc;ncia em seus interesses (Albuquerque 2017).</p>     <p>Em resumo, FSP e OESP convergem quanto &agrave; necessidade de afastar Dilma    Rousseff, mas n&atilde;o entram em acordo sobre os m&eacute;todos pelos quais    isso deveria acontecer ou sobre quem estaria em condi&ccedil;&otilde;es de substitu&iacute;-la.    &Eacute; poss&iacute;vel afirmar, portanto, que dois dos mais importantes jornais    do pa&iacute;s, ao defenderem a sa&iacute;da da ent&atilde;o Presidente do cargo,    lan&ccedil;aram m&atilde;o de seus editoriais a fim de atuarem como agentes    pol&iacute;ticos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Albuquerque, Afonso De. 2017. &ldquo;Protecting Democracy or Conspiring against    It?? Media and Politics in Latin America: A Glimpse from Brazil.&rdquo; Journalism:    1&ndash;18.</p>     <p>Alves Filho, Francisco. 2006. &ldquo;A Autoria Institucional Nos Editoriais    De Jornais.&rdquo; Alfa 50(1): 77&ndash;89.</p>     <!-- ref --><p>Arma&ntilde;anzas, Emy., and Javier D&iacute;az Noc&iacute;. 1996. Periodismo    y Argumentaci&oacute;n. G&eacute;neros de Opini&oacute;n. Universidad del Pa&iacute;s    Vasco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953778&pid=S1646-5954201800030001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Azevedo, F. A. 2005. &ldquo;Imprensa e Legislativo: Os Editoriais Da Folha    de S. Paulo Sobre o Senado (2003-2004).&rdquo; <a href="http://www.compos.org.br/data/biblioteca_793.pdf" target="_blank">http://www.compos.org.br/data/biblioteca_793.pdf</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Azevedo, F. A., and V. L. M. Chaia. 2008. &ldquo;O Senado Nos Editoriais Dos    Jornais Paulistas (2003-2004).&rdquo; Opini&atilde;o P&uacute;blica 14(1): 173&ndash;204.    <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-62762008000100007&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-62762008000100007&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=pt</a>.</p>     <p>Azevedo, Fernando. 2016. &ldquo;A Grande Imprensa Brasileira: Paralelismo Pol&iacute;tico    e Antipetismo (1989-2014).&rdquo; Universidade Federal de S&atilde;o Carlos.</p>     <!-- ref --><p>Bardin, Laurence. 1977. An&aacute;lise de Conte&uacute;do. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es    70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953783&pid=S1646-5954201800030001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros Filho, C. 1995. &Eacute;tica Na Comunica&ccedil;&atilde;o: De Informa&ccedil;&atilde;o    Ao Receptor. S&atilde;o Paulo: Moderna.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953785&pid=S1646-5954201800030001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bauer, Martin W. 2002. &ldquo;An&aacute;lise de Conte&uacute;do Cl&aacute;ssica:    Uma Revis&atilde;o.&rdquo; In Pesquisa Qualitativa Com Texto, Imagem e Som:    Um Manual Pr&aacute;tico., eds. Martin W Bauer and George. Gaskell. Rio de Janeiro:    Vozes, 189&ndash;217.</p>     <!-- ref --><p>Beltr&atilde;o, Luiz. 1980. Jornalismo Opinativo. Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953788&pid=S1646-5954201800030001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bennett, W. L. 1988. News: The Politics of Illusion. New York: Longman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953790&pid=S1646-5954201800030001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Billeaudeaux, Andre, David Domke, John S Hutcheson, and Philip Garland. 2003.    &ldquo;Newspaper Editorials Follow Lead of Bush Administration.&rdquo; Newspaper    Research Journal 24(1): 166&ndash;84.</p>     <p>Breed, Warren. 1955. &ldquo;Newspaper &lsquo;Opinion Leaders&rsquo; and Processes    of Standardization.&rdquo; Journalism Quarterly 35(3): 277&ndash;84.</p>     <!-- ref --><p>Bucci, Eugenio. 2000. Sobre &Eacute;tica e Imprensa. S&atilde;o Paulo: Companhia    das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953794&pid=S1646-5954201800030001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Campos, Luiz Augusto. 2014. &ldquo;A Identificacao de Enquadramentos Atrav&eacute;s    Da An&aacute;lise de Correspond&ecirc;ncias: Um Modelo Anal&iacute;tico Aplicado    &agrave; Controv&eacute;rsia Das A&ccedil;&otilde;es Afirmativas Raciais Na    Imprensa.&rdquo; Opini&atilde;o P&uacute;blica 20(3): 377&ndash;406.</p>     <!-- ref --><p>Capelato, Maria Helena., and Maria L&iacute;gia. Prado. 1980. O Bravo Matutino:    Imprensa e Ideologia No Jornal O Estado de S. Paulo. S&atilde;o Paulo: Alfa-&Ocirc;mega.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953797&pid=S1646-5954201800030001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cavalcante, Ricardo Bezerra., Pedro. Calixto, and Marta Macedo Kerr. Pinheiro.    2014. &ldquo;An&aacute;lise de Conte&uacute;do: Considera&ccedil;&otilde;es    Gerais, Rela&ccedil;&otilde;es Com a Pergunta de Pesquisa, Possibilidades e    Limita&ccedil;&otilde;es Do M&eacute;todo.&rdquo; Informa&ccedil;&atilde;o &amp;    Sociedade: Estudos 24(1): 13&ndash;18.</p>     <p>Chaparro, Manuel Carlos. 2003. &ldquo;Jornalismo N&atilde;o Se Divide Em Opini&atilde;o    e Informa&ccedil;&atilde;o.&rdquo; <a href="http://tinyurl.com/ak362mk" target="_blank">http://tinyurl.com/ak362mk</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Chiang, Chun Fang., and Brian. Knight. 2008. &ldquo;Media Bias and Influence:    Evidence from Newspaper Endorsements&nbsp;.&rdquo; <a href="https://ideas.repec.org/p/nbr/nberwo/14445.html" target="_blank">https://ideas.repec.org/p/nbr/nberwo/14445.html</a>.</p>     <p>Clark, Anna. 2014. &ldquo;Why Some Newspapers Are Abandoning&nbsp;Endorsements&nbsp;.&rdquo;    <a href="http://www.cjr.org/united_states_project/why_some_newspapers_are_abandoning_endorsements.php" target="_blank">http://www.cjr.org/united_states_project/why_some_newspapers_are_abandoning_endorsements.php</a>.</p>     <p>Clayman, S. E. 2002. &ldquo;Tribune of the People: Maintaining the Legitimacy    of Aggressive Journalism.&rdquo; Media, Culture &amp; Society 24(2): 197&ndash;216.    <a href="http://mcs.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/016344370202400203" target="_blank">http://mcs.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/016344370202400203</a>.</p>     <p>Clayman, S. E., Marc N. Elliott, John Heritage, and Laurie L. McDonald. 2006.    &ldquo;Historical Trends in Questioning Presidents, 1953-2000.&rdquo; Presidential    Studies Quarterly 36(4): 561&ndash;83.</p>     <p>Clayman, S. E., J. Heritage, M. N. Elliott, and L. L. McDonald. 2007. &ldquo;When    Does the Watchdog Bark? Conditions of Aggressive Questioning in Presidential    News Conferences.&rdquo; American Sociological Review 72(2005): 23&ndash;41.</p>     <p>Costa, Izabel Cristina Gomes. 2009. &ldquo;Quem Far&aacute; a Nossa Perestroika?    Imagens de Mikhail Gorbatchev No Jornal O Globo.&rdquo; Tempo 13(25): 139&ndash;64.    <a href="http://www.scopus.com/inward/record.url?eid=2-s2.0-67649763972&amp;partnerID=tZOtx3y1" target="_blank">http://www.scopus.com/inward/record.url?eid=2-s2.0-67649763972&amp;partnerID=tZOtx3y1</a>.</p>     <p>Van Dalen, Arjen. 2012. &ldquo;Structural Bias in Cross-National Perspective:    How Political Systems and Journalism Cultures Influence Government Dominance    in the News.&rdquo; The International Journal of Press/Politics 17(1): 32&ndash;55.    <a href="http://hij.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/1940161211411087" target="_blank">http://hij.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/1940161211411087</a>.</p>     <p>Dias, Andr&eacute; Bonsanto. 2012. &ldquo;O PRESENTE DA MEM&Oacute;RIA. Usos    Do Passado e as ( Re ) Constru&ccedil;&otilde;es de Identidade Da Folha de S    . Paulo , Entre o &lsquo;golpe de 1964&rsquo; e a &lsquo;Ditabranda.&rsquo;&rdquo;    Universidade Federal do Paran&aacute;.</p>     <p>Druckman, James N., and Michael Parkin. 2005. &ldquo;The Impact of Media Bias:    How Editorial Slant Affects Voters.&rdquo; The Journal of Politics 67(4): 1030&ndash;49.</p>     <p>Eilders, C. 1999. &ldquo;Synchronization of Issue Agendas in News and Editorials    of the Prestige Press in Germany.&rdquo; The International Journal of Communications    Research 24(3): 301&ndash;28.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Eriksson, G., and J. Ostman. 2013. &ldquo;Cooperative or Adversarial? Journalists&rsquo;    Enactment of the Watchdog Function in Political News Production.&rdquo; The    International Journal of Press/Politics 18(3): 304&ndash;24. <a href="http://hij.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/1940161213482493" target="_blank">http://hij.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/1940161213482493</a>.</p>     <p>Espinosa, Pastora Moreno. 2003. &ldquo;G&eacute;neros Para La Persuasi&oacute;n    En Prensa: Los Editoriales Del Diario El Pa&iacute;s.&rdquo; &Aacute;mbitos    (10): 225&ndash;38.</p>     <p>Gieber, Walter. 1956. &ldquo;Across the Desk: A Study of 16 Telegraph Editors.&rdquo;    Journalism Quaterly 33(4): 423&ndash;32.</p>     <p>Giobbe, Dorothy. 1994. &ldquo;Boycott over Editorial Ends Happily for Thrice-Weekly    S.C. Paper.&rdquo; Editor &amp; Publisher: 19.</p>     <p>Guerreiro Neto, Guilherme. 2016. &ldquo;Da Opini&atilde;o &agrave; Identidade:    Caracter&iacute;sticas Do Editorial Em Dois Jornais Brasileiros.&rdquo; Sobre    Jornalismo 5(2): 92&ndash;105.</p>     <p>Hallin, Daniel C., and Paolo Mancini. 2004. Comparing Media Systems: Three    Models of Media and Politics. Cambridge: Cambridge University Press. <a href="http://www.loc.gov/catdir/samples/cam041/2003069684.html" target="_blank">http://www.loc.gov/catdir/samples/cam041/2003069684.html</a>.</p>     <p>Izadi, Foad, and Hakimeh Saghaye-Biria. 2007. &ldquo;A Discourse Analysis of    Elite American Newspaper Editorials: The Case of Iran&rsquo;s Nuclear Program.&rdquo;    Journal of Communication Inquiry 31(2): 140&ndash;65.</p>     <p>Kahn, Kim Fridkin, and Patrick J Kenney. 2002. &ldquo;The Slant of the News:    How Editorial Endorsements Influence Campaign Coverage and Citizens Views of    Candidates.&rdquo; American Political Science Review 96(2): 381&ndash;94.</p>     <!-- ref --><p>Krippendorff, Klaus. 2004. Content Analysis: An Introduction to Its Methodology.    London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953819&pid=S1646-5954201800030001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lacy, Stephen, Brendan R. Watson, Daniel Riffe, and Jennette Lovejoy. 2015.    &ldquo;Issues and Best Practices in Content Analysis.&rdquo; Journalism &amp;    Mass Communication Quarterly 92(4): 791&ndash;811. <a href="http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1077699015607338" target="_blank">http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1077699015607338</a>.</p>     <p>Lasch, C. 1995. &ldquo;Journalism, Publicity, and the Lost Art of Argument.&rdquo;    Media Studies Journal 9(1): 81&ndash;91.</p>     <p>Lattman-Weltman, Fernando. 2003. &ldquo;Folha de S. Paulo: Ambiguidade e Inova&ccedil;&atilde;o.&rdquo;    In Eles Mudaram a Imprensa: Depoimentos Ao CPDOC, eds. A. Abreu, Fernando Lattman-Weltman,    and D. Rocha. Rio de Janeiro: Editora FGV, 345&ndash;50.</p>     <p>Marques, Francisco Paulo Jamil Almeida, Edna Miola, and Nayana Siebra. 2014.    &ldquo;Jornalismo, Assessoria De Imprensa E Seus Condicionantes Organizacionais:    Uma Reflex&atilde;o a Partir Das Teorias Do Jornalismo.&rdquo; Animus 13(25):    145&ndash;66.</p>     <p>McCombs, Maxwell. 2005. &ldquo;A Look at Agenda-Setting: Past, Present&nbsp;and    Future.&rdquo; Journalism Studies 6(4): 543&ndash;57.</p>     <p>McCombs, Maxwell, and Donald Shaw. 1972. &ldquo;The Agenda- Setting Function    of Mass Media.&rdquo; Public Opinion Quarterly 36(2): 176&ndash;87.</p>     <p>Melo, Jos&eacute; Marques de. 1985. A Opini&atilde;o No Jornalismo Brasileiro.    Petr&oacute;polis NV&nbsp; - 166: Vozes.</p>     <p>Meltzer, K. 2007. &ldquo;Newspaper Editorial Boards and the Practice of Endorsing    Candidates for Political Office in the United States.&rdquo; Journalism 8(1):    83&ndash;103. <a href="http://jou.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/1464884907072422" target="_blank">http://jou.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/1464884907072422</a>.</p>     <p>Miguel, Luis Felipe, and Aline De Almeida Coutinho. 2007. &ldquo;A Crise e    Suas Fronteiras: Oito Meses de &lsquo;Mensal&atilde;o&rsquo; Nos Editoriais    Dos Jornais.&rdquo; Opini&atilde;o P&uacute;blica 13(1): 97&ndash;123. <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-62762007000100004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-62762007000100004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt</a>.</p>     <p>Mont&rsquo;Alverne, Camila. 2017. &ldquo;&lsquo;Rebeldia e Desalento&rsquo;:    Um Estudo Sobre o Agendamento Do Congresso Nacional Brasileiro Nos Editoriais    Da Folha de S. Paulo e de O Estado de S. Paulo.&rdquo; Revista Compol&iacute;tica    7(2): 271&ndash;98.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mont&rsquo;Alverne, Camila, and Francisco Paulo Jamil Marques. 2016. &ldquo;A    PAUTA DO DIA: Um Estudo Sobre o Agendamento Do Congresso Nacional Brasileiro    Nos Editoriais Da Folha de S. Paulo e de O Estado de S. Paulo.&rdquo; Brazilian    Journalism Research 12(2): 120&ndash;47.</p>     <p>Mont&rsquo;Alverne, Camila, and Francisco Paulo Jamil Almeida Marques. 2013.    &ldquo;JORNALISMO POL&Iacute;TICO E IMAGEM P&Uacute;BLICA Dilma Rousseff Nos    Editoriais Do Jornal O Estado de S. Paulo.&rdquo; Contracampo: 27.</p>     <p>Moraes, Cl&aacute;udia Herte de. 2007. &ldquo;Parcialidade Alardeada: Notas    Sobre a Import&acirc;Ncia Da Opini&atilde;o No Jornalismo.&rdquo; Anais do XI    Col&oacute;quio da Celacom: 9. <a href="http://encipecom.metodista.br/mediawiki/index.php/Parcialidade_alardeada:_notas_sobre_a_import&acirc;ncia_da_opini&atilde;o_no_jornalismo" target="_blank">http://encipecom.metodista.br/mediawiki/index.php/Parcialidade_alardeada:_notas_sobre_a_import&acirc;ncia_da_opini&atilde;o_no_jornalismo</a>.</p>     <p>Nunes Neto, Carmen Aparecida. 2012. &ldquo;O Mercosul Na Vis&atilde;o Ret&oacute;rico-Discursiva    Dos Editoriais Dos Jornais Gazeta Do Igua&ccedil;u (BR) e Vanguardia (PY).&rdquo;    Universidade Estadual do Oeste do Paran&aacute;.</p>     <p>Pereira, Id&iacute;lio Medina. 2011. &ldquo;Debate P&uacute;blico e Opini&atilde;o    Da Imprensa Sobre a Pol&iacute;tica de Cotas Raciais Na Universidade P&uacute;blica    Brasileira.&rdquo; Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>     <!-- ref --><p>Pilagallo, O. 2012. Hist&oacute;ria Da Imprensa Paulista: Jornalismo e Poder    de D. Pedro I a Dilma. S&atilde;o Paulo: Tr&ecirc;s Estrelas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953836&pid=S1646-5954201800030001200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pratte, Alf, and Gordon Whiting. 1986. &ldquo;What Newspaper Editorials Have    Said about Deregulation of Broadcasting.&rdquo; Journalism Quarterly 63(3):    497&ndash;502. <a href="https://doi.org/10.1177/107769908606300307" target="_blank">https://doi.org/10.1177/107769908606300307</a>.</p>     <!-- ref --><p>Ramonet, I. 1999. A Tirania Da Comunica&ccedil;&atilde;o. Petr&oacute;polis:    Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953839&pid=S1646-5954201800030001200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ribeiro, Ana Paula Goulart. 2003. &ldquo;Jornalismo, Literatura e Pol&iacute;tica:    A Moderniza&ccedil;&atilde;o Da Imprensa Carioca Nos Anos 1950.&rdquo; Estudos    Hist&oacute;ricos 31: 147&ndash;60.</p>     <p>Scarrow, H. A., and Steve Borman. 1979. &ldquo;The Effects of Newspaper Endorsements    on Election Outcomes: A Case Study.&rdquo; The Public Opinion Quarterly 43(3):    388&ndash;93.</p>     <p>Shaw, Eugene F. 1979. &ldquo;Agenda-Setting and Mass Communication Theory.&rdquo;    International Communication Gazette 36: 176&ndash;87.</p>     <p>Shehata, Adam, and Jesper Str&ouml;mb&auml;ck. 2013. &ldquo;Not (Yet) a New    Era of Minimal Effects: A Study of Agenda Setting at the Aggregate and Individual    Levels.&rdquo; The International Journal of Press/Politics 18(2): 234&ndash;55.    <a href="https://doi.org/10.1177/1940161212473831" target="_blank">https://doi.org/10.1177/1940161212473831</a>.</p>     <p>Sigelman, Lee. 1973. &ldquo;Reporting the News: An Organizational Analysis.&rdquo;    American Journal of Sociology 79(1): 132&ndash;51.</p>     <!-- ref --><p>Sodr&eacute;, Nelson Werneck. 1999. Hist&oacute;ria Da Imprensa No Brasil.    Rio de Janeiro: Mauad.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953846&pid=S1646-5954201800030001200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Soloski, John. 1999. &ldquo;O Jornalismo e o Profissionalismo: Alguns Constrangimentos    No Trabalho Jornal&iacute;stico.&rdquo; In Jornalismo: Quest&otilde;es, Teorias    e &ldquo;Est&oacute;rias,&rdquo; ed. Nelson. Traquina. Lisboa: Vega, 91&ndash;100.</p>     <p>Staff, Editor &amp; Publisher. 2007. &ldquo;Readers Respond to California Paper&rsquo;s    &lsquo;How Many More?&rsquo; Editorial on Iraq Dead.&rdquo; Editor &amp; Publisher.</p>     <p>Tang, Zhilin. 2011. &ldquo;Burgeoning Democracy or Threatening Security? The    Ambiguous Voice of the American Press on Taiwan&rsquo;s Independence.&rdquo;    Critical Sociology 37(6): 837&ndash;52.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Traquina, Nelson. 2005. 1 Teorias Do Jornalismo - Por Que as Not&iacute;cias    S&atilde;o Como S&atilde;o. Florian&oacute;polis: Insular.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=953851&pid=S1646-5954201800030001200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Weaver, David H. 2015. &ldquo;Agenda-Setting.&rdquo; In The International Encyclopedia    of Political Communication, ed. Gianpietro Mazzoleni. John Wiley &amp; Sons,    1&ndash;9. <a href="http://doi.wiley.com/10.1002/9781118541555.wbiepc016" target="_blank">http://doi.wiley.com/10.1002/9781118541555.wbiepc016</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Todas as tradu&ccedil;&otilde;es    de trechos cujos originais foram publicados em l&iacute;ngua estrangeira s&atilde;o    de responsabilidade dos autores.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Em conson&acirc;ncia com Azevedo    (2016), considera-se que os &ldquo;quality papers&rdquo; s&atilde;o publica&ccedil;&otilde;es    com forte impacto no campo pol&iacute;tico, no debate das quest&otilde;es p&uacute;blicas    e junto aos segmentos da opini&atilde;o p&uacute;blica mais bem informados.    Al&eacute;m disso, considera-se que as caracter&iacute;sticas elencadas por    Hallin e Mancini (2004) para um jornal se constituir como tal tamb&eacute;m    s&atilde;o alcan&ccedil;adas no caso de FSP e OESP, a exemplo de dirigirem-se    &agrave;s elites pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e intelectuais e conferir    maior preponder&ecirc;ncia ao notici&aacute;rio pol&iacute;tico.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Mais informa&ccedil;&otilde;es    dispon&iacute;veis em&nbsp; <a href="http://lavajato.mpf.mp.br/entenda-o-caso" target="_blank">http://lavajato.mpf.mp.br/entenda-o-caso</a>,    acessado em 09/04/2017.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Dispon&iacute;vel em <a href="http://bit.ly/1zx5tTl">http://bit.ly/1zx5tTl</a>,    acessado em 08/02/2017.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> A alega&ccedil;&atilde;o principal    se referiu &agrave;s chamadas &ldquo;pedaladas fiscais&rdquo; e &agrave; edi&ccedil;&atilde;o    de decretos de suplementa&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria sem autoriza&ccedil;&atilde;o    do Legislativo. A defesa afirmou que os decretos n&atilde;o autorizaram um aumento    de gastos, porque apenas remanejaram dinheiro de despesas j&aacute; previstas    e autorizadas pelo Congresso. Mais detalhes em <a href="http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/05/02/especialistas-entendem-que-dilma-cometeu-crime-de-responsabilidade" target="_blank">http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/05/02/especialistas-entendem-que-dilma-cometeu-crime-de-responsabilidade</a>    e em <a href="http://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/28/politica/1472412248_958761.html" target="_blank">http://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/28/politica/1472412248_958761.html</a>,    acessado em 12/02/2017.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Os dois jornais est&atilde;o    dentre os cinco com maior tiragem no Brasil, de acordo com dados de 2015. A    FSP teve m&eacute;dia de circula&ccedil;&atilde;o de 189.254 edi&ccedil;&otilde;es,    enquanto a m&eacute;dia de OESP foi de 157.761. Dispon&iacute;vel em&nbsp; <a href="http://www.anj.org.br/maiores-jornais-do-brasil/" target="_blank">http://www.anj.org.br/maiores-jornais-do-brasil/</a>,    acessado em 12/06/2016.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> De acordo com o m&iacute;dia    kit dos peri&oacute;dicos, 80% dos leitores de OESP s&atilde;o das classes A    e B. No caso da FSP, 60% dos leitores pertencem a estas classes. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://publicidade.estadao.com.br/estadao/estadao-dados-de-mercado/" target="_blank">http://publicidade.estadao.com.br/estadao/estadao-dados-de-mercado/</a>    e em&nbsp; <a href="http://www.publicidade.folha.com.br/folha/perfil_do_leitor.shtml" target="_blank">http://www.publicidade.folha.com.br/folha/perfil_do_leitor.shtml</a>,    acessado em 15/02/ 2017.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> O jornal <i>O Estado de S.    Paulo</i> publica, na p&aacute;gina A3, tr&ecirc;s editoriais por dia. H&aacute;,    ainda, um editorial econ&ocirc;mico, que n&atilde;o disp&otilde;e da mesma visibilidade    dos outros, sendo publicado no caderno de Economia, de ter&ccedil;a a domingo.    Para este texto, analisam-se apenas editoriais publicados na p&aacute;gina A3.    J&aacute; a <i>Folha de S. Paulo</i> traz dois editoriais diariamente, na p&aacute;gina    A2 &ndash; a quantidade de textos pode ser alterada em casos excepcionais, nos    quais o jornal sai com um s&oacute; editorial mais longo.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> O livro de c&oacute;digos    est&aacute; dispon&iacute;vel sob demanda aos autores.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Uma vez conclu&iacute;da    a categoriza&ccedil;&atilde;o dos editoriais por parte de cada pesquisador,    foi realizada uma dupla confer&ecirc;ncia de 36 editoriais (sendo 18 de cada    jornal em estudo), o que equivale a 18% dos textos que comp&otilde;em a amostra    desta parte da pesquisa.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Trecho de editorial de    OESP que traz, como Argumentos Legitimadores, as categorias &ldquo;crise econ&ocirc;mica&rdquo;,    &ldquo;crime de responsabilidade&rdquo; e &ldquo;uso da m&aacute;quina p&uacute;blica&rdquo;:    &ldquo;N&atilde;o h&aacute; como alojar em compartimentos separados o fracasso    dos investimentos em infraestrutura, a depreda&ccedil;&atilde;o de estatais,    os crimes investigados na Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato, as pedaladas fiscais,    a destrui&ccedil;&atilde;o das finan&ccedil;as p&uacute;blicas e a estagfla&ccedil;&atilde;o.    O processo de <i>impeachment</i>, o rebaixamento do cr&eacute;dito e a vulnerabilidade    do Brasil &agrave; alta dos juros externos s&atilde;o peda&ccedil;os da mesma    hist&oacute;ria&rdquo; (<i>Dilma, o Fed e o rebaixamento</i>, 18 de dezembro    de 2015: A3).</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Dentre os Argumentos Legitimadores    agrupados na categoria &ldquo;Outro&rdquo;, est&atilde;o &ldquo;Alegada incompet&ecirc;ncia    do governo Dilma&rdquo;, &ldquo;Aus&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es de    governabilidade&rdquo; e &ldquo;Sectarismo ideol&oacute;gico de Dilma&rdquo;.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Trecho de editorial da    FSP que mobiliza como &ldquo;Argumento Legitimador&rdquo; a categoria &ldquo;normas    legais&rdquo;: &ldquo;A presidente se permitiu afirmar a jornalistas estrangeiros    que o processo em curso representa uma &lsquo;fraude jur&iacute;dica e pol&iacute;tica&rsquo;.    Se tivesse mais apre&ccedil;o pela verdade e pela imagem do pa&iacute;s, poderia    lan&ccedil;ar suspeitas contra muitos deputados e questionar suas motiva&ccedil;&otilde;es,    mas jamais difundir a fal&aacute;cia de que as institui&ccedil;&otilde;es nacionais    se acham violentadas. Todo o roteiro seguido at&eacute; aqui foi acompanhado    pelo Supremo Tribunal Federal, e em nenhum momento houve desrespeito &agrave;    Constitui&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>Presid&ecirc;ncia an&ocirc;mala</i>, 20    de abril de 2016: A2).</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Dentre as sa&iacute;das    agrupadas na categoria &ldquo;Outra&rdquo;, encontram-se &ldquo;Afastamento    de Dilma, Lula e Cunha da vida pol&iacute;tica&rdquo;, &ldquo;Uni&atilde;o de    dois partidos (PMDB e PSDB)&rdquo; ou &ldquo;Plebiscito sobre a sa&iacute;da    de Dilma&rdquo;.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Um exemplo dessa postura    pode ser encontrado no seguinte trecho, de OESP: &ldquo;Qualquer decis&atilde;o    do Congresso que acelere a conclus&atilde;o do processo de <i>impeachment</i>    da presidente Dilma Rousseff ser&aacute; muito bem-vinda&rdquo; (<i>O pre&ccedil;o    da interinidade</i>, 4 de agosto de 2016: A3).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Trecho de editorial da    FSP a defender a ren&uacute;ncia de Dilma: &ldquo;Dilma Rousseff deve renunciar    j&aacute;, para poupar o pa&iacute;s do trauma do impeachment e superar tanto    o impasse que o mant&eacute;m atolado como a calamidade sem precedentes do atual    governo&rdquo; (<i>Nem Dilma nem Temer</i>, 3 de abril de 2016:&nbsp; A1).</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Exemplo de trecho publicado    em editorial da FSP que aponta a instabilidade pol&iacute;tica como Consequ&ecirc;ncia    do <i>impeachment</i>: &ldquo;A crise pol&iacute;tica, pode-se perceber, n&atilde;o    ter&aacute; seu &uacute;ltimo cap&iacute;tulo na decis&atilde;o sobre o impeachment    de Dilma. Mesmo que o governo ven&ccedil;a no Legislativo, novos problemas se    abater&atilde;o sobre a presidente e sobre Temer. Um eventual governo do peemedebista    come&ccedil;aria marcado pela incerteza&rdquo; (<i>Crise ininterrupta</i>, 8    de abril de 2015: A2).</p>      ]]></body><back>
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