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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The latest technologies of production, transmission and access to information have made it possible, in the presence of the appropriate conditions, to change the visibility of some national and international concerns, and the social movements that many have helped to stimulate. More or less democratic countries, more or less authoritarian, have been placed before a multiplicity of protests that, articulated online, surpass the barriers of the virtual world and (re) assume presence in the streets. In this article, drawing from several examples with different claim bases, we address the role played by virtual social networks in these forms of political participation organized by the civil society. However, as it happens in só many initiatives in this field, this is not affirmed from an underestimation of the role of Traditional Means of Communication or that of the trenches in the access and use of digital means.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Movimentos Sociais e Redes Sociais Virtuais em perspectiva comparada</b></p>     <p><b>Social Movements and Virtual Social Networks in a comparative perspective</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cl&aacute;udia Lamy*, Pedro Pereira Neto**</b></p>     <p>* CIES-IUL - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia (ESPP),    ISCTE-IUL, Portugal</p>     <p>**Professor no ISCTE-IUL e na Escola Superior de Comunica&ccedil;&atilde;o    Social, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As mais recentes tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o, transmiss&atilde;o    e acesso a informa&ccedil;&atilde;o tornaram poss&iacute;vel, na presen&ccedil;a    das condi&ccedil;&otilde;es adequadas, alterar a visibilidade de algumas preocupa&ccedil;&otilde;es    nacionais e internacionais, bem como dos movimentos sociais que muitas ajudaram    a espoletar. Pa&iacute;ses mais ou menos democr&aacute;ticos, mais ou menos    autorit&aacute;rios, t&ecirc;m sido colocados perante uma multiplicidade de    protestos que, articulados <i>online</i>, ultrapassam as barreiras do mundo    virtual e (re)assumem presen&ccedil;a nas ruas.</p>     <p>Neste artigo, a partir de v&aacute;rios exemplos com diferentes bases de reivindica&ccedil;&atilde;o,    abordar-se-&aacute; o papel desempenhado pelas redes sociais virtuais nestas    formas de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da sociedade civil &agrave;    luz do seu contexto respectivo, ou seja, considerando igualmente o papel dos    Meios Tradicionais de Comunica&ccedil;&atilde;o e o dos fossos no acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o    de meios digitais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Novos Media, Movimentos Sociais, Protesto</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The latest technologies of production, transmission and access to information    have made it possible, in the presence of the appropriate conditions, to change    the visibility of some national and international concerns, and the social movements    that many have helped to stimulate. More or less democratic countries, more    or less authoritarian, have been placed before a multiplicity of protests that,    articulated online, surpass the barriers of the virtual world and (re) assume    presence in the streets.</p>     <p>In this article, drawing from several examples with different claim bases,    we address the role played by virtual social networks in these forms of political    participation organized by the civil society. However, as it happens in s&oacute;    many initiatives in this field, this is not affirmed from an underestimation    of the role of Traditional Means of Communication or that of the trenches in    the access and use of digital means.</p>     <p><b>Keywords</b>: New Media, Social Movements, Protest</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Um pouco por toda a parte os regimes democr&aacute;ticos atravessam um per&iacute;odo    peculiar, caracterizado entre outros aspectos por sinais de uma profunda crise    de participa&ccedil;&atilde;o no seu sentido mais tradicional, quer numa incremental    absten&ccedil;&atilde;o em actos eleitorais, quer numa n&atilde;o menos significativa    redu&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de filia&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria    e sindical. Entre as raz&otilde;es mais frequentemente apontadas para tal contexto    encontram-se uma desconfian&ccedil;a crescente em titulares de cargos de representa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica, uma falta de acesso em condi&ccedil;&otilde;es de igualdade    a inst&acirc;ncias de decis&atilde;o pol&iacute;tica, a par de uma sub-representa&ccedil;&atilde;o    medi&aacute;tica de opini&otilde;es consideradas minorit&aacute;rias, em benef&iacute;cio    da promo&ccedil;&atilde;o de vis&otilde;es redutoras, simplificadoras ou espectacularizadas    da realidade pol&iacute;tica.</p>     <p>Perante este cen&aacute;rio, diversas vozes t&ecirc;m apontado a possibilidade    de uma regenera&ccedil;&atilde;o do tecido c&iacute;vico e participativo pratic&aacute;vel    atrav&eacute;s dos Novos Media, incluindo uma maior pluralidade de temas e de    agentes, uma renova&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o de fontes, e uma mais    ampla concerta&ccedil;&atilde;o de interesses e consensualiza&ccedil;&atilde;o    de formas de interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e de reforma social (Pizzorno,    1998: 31). Contudo, e ao contr&aacute;rio do que por vezes parece resultar da    gnoseologia tecnol&oacute;gica predominante baseada na exalta&ccedil;&atilde;o    (e nos exerc&iacute;cios por ela permitidos) de um sujeito nihilificado, tal    empresa n&atilde;o prescinde da considera&ccedil;&atilde;o enquadrada do indiv&iacute;duo,    ou seja, da valoriza&ccedil;&atilde;o particular do seu contexto, do seu perfil,    e da sua intencionalidade. Requer, portanto, n&atilde;o um sujeito nihilificado    mas um <i>homo ampliatur</i> socio-historicamente enquadrado na sua era ingleharteana    de insatisfa&ccedil;&atilde;o representativa democr&aacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta mesma empresa n&atilde;o &eacute;, em si mesma, uma novidade, tendo j&aacute;    sido objecto de trabalho cient&iacute;fico sobre aspectos particulares do enquadramento    atr&aacute;s defendido &ndash; caso, por exemplo, do trabalho desenvolvido por    Memmi (1985). Neste &uacute;ltimo a intensidade da participa&ccedil;&atilde;o    c&iacute;vica dependeria sobretudo dos contextos sociais, econ&oacute;micos    e culturais das/dos participantes, da&iacute; resultando uma estratifica&ccedil;&atilde;o    que contribui para uma constru&ccedil;&atilde;o verticalizada da participa&ccedil;&atilde;o.    Neste sentido apontava j&aacute; tamb&eacute;m o trabalho de Verba e Nice d&eacute;cadas    antes, reconhecendo uma sobre-representa&ccedil;&atilde;o de certas partes da    popula&ccedil;&atilde;o tradicionalmente favorecidas &ndash; homens brancos,    com habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias superiores e um estatuto s&oacute;cio-econ&oacute;mico    elevado &ndash; cuja influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica constitu&iacute;a um reflexo    das suas condi&ccedil;&otilde;es sociais e econ&oacute;micas (1972: 37).</p>     <p>Estes estudos demonstravam, portanto, que a posse de certos recursos materiais    e simb&oacute;licos capacitava para uma participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica    mais activa, designadamente enquanto exerc&iacute;cio de representa&ccedil;&atilde;o    democr&aacute;tica: com maior disponibilidade de riqueza material, de forma&ccedil;&atilde;o    e de literacias, por exemplo, um indiv&iacute;duo deter&aacute; n&atilde;o somente    tempo para causas/iniciativas do seu interesse e para promo&ccedil;&atilde;o    de outras candidaturas, mas tamb&eacute;m um estatuto social e um capital simb&oacute;lico    / de credibilidade ou compet&ecirc;ncia / aptid&atilde;o suficientes para impulsionar    uma candidatura pr&oacute;pria. Contudo, a posse de bens e compet&ecirc;ncias    n&atilde;o implica finalidades semelhantes, para as quais se revelam mais decisivos    n&atilde;o apenas os valores e o percurso de cada indiv&iacute;duo mas igualmente    o contexto pol&iacute;tico-econ&oacute;mico nacional (e mesmo internacional),    vari&aacute;veis na base de processos de utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos    materiais (Dahl, 1961). Neste sentido, sendo os cidad&atilde;os a usar as TIC,    as respectivas representa&ccedil;&otilde;es sociais ser&atilde;o referenciais    (Milbrath, 1965).</p>     <p>Como tal, ainda que se reconhe&ccedil;a uma correspond&ecirc;ncia entre a capacidade    cidad&atilde; de compreens&atilde;o da pol&iacute;tica e as respectivas capacidades    de influ&ecirc;ncia (Kaase e Barnes, 1979), n&atilde;o se revelam suficientemente    explicativas a literacia t&eacute;cnica (equipamentos, infra-estruturas) ou    comunicacional (selec&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos medi&aacute;ticos):    na realidade, o conhecimento e a compreens&atilde;o do sistema pol&iacute;tico,    respectivas fraquezas e mais valias, afigura-se essencial para uma participa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica activa, mesmo quando praticada atrav&eacute;s de TIC.</p>     <p>Outras dimens&otilde;es de contexto s&atilde;o igualmente significativas para    a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: quaisquer meios financeiros ou    literacias &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo n&atilde;o    a implicam quando na aus&ecirc;ncia de liberdade de express&atilde;o ou outras    liberdades individuais, ambiente no qual a conduta individual pode revestir-se    de resigna&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o de mobiliza&ccedil;&atilde;o ou desafio    ao poder. Adicionalmente, outras liberdades e direitos, como o de associa&ccedil;&atilde;o,    o de voto, o de acesso a cargos p&uacute;blicos, ou o de acesso a fontes de    informa&ccedil;&atilde;o alternativa constituem condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias    para uma Democracia que, efectivamente, pretenda s&ecirc;-lo, ou seja, uma na    qual a cidadania se sinta legitimada a envolver-se sem ser na condi&ccedil;&atilde;o    passiva de &lsquo;espectadora&rsquo; (Della Porta, 2002).</p>     <p>Objecto de diversos modelos nacionais e internacionais de interven&ccedil;&atilde;o    e est&iacute;mulo, a literacia medi&aacute;tica &eacute; definida pela Comiss&atilde;o    Europeia como &laquo;a capacidade de aceder aos media, de compreender e avaliar    de modo cr&iacute;tico os diferentes aspectos dos media e dos seus conte&uacute;dos    e de criar comunica&ccedil;&otilde;es em diversos contextos, tendo em conta    todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social&raquo; (Recomenda&ccedil;&atilde;o    de 20.8.2009). Reconhecendo-se a import&acirc;ncia desta compet&ecirc;ncia,    o Parlamento Europeu define-a como &ldquo;(&hellip;) uma parte importante da    educa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, ajudando as pessoas a fortalecer a sua    conduta, enquanto cidad&atilde;os activos, assim como a sua consci&ecirc;ncia    de direitos e deveres (&hellip;)&rdquo; (Resolu&ccedil;&atilde;o de 16 de Dezembro    de 2008).</p>     <p>Contudo, mesmo o acesso a esta modalidade liter&aacute;tica n&atilde;o constitui    condi&ccedil;&atilde;o suficiente: como reconhece Traquina, importa encontrar    e praticar um envolvimento regular em assuntos c&iacute;vicos que n&atilde;o    se resuma a uma cr&iacute;tica permanente mas insuficientemente fundamentada    e generalizada, que mais n&atilde;o revela que alguma incapacidade ou mesmo    incompet&ecirc;ncia (Traquina, 2002). Deste modo, para a redescoberta e revaloriza&ccedil;&atilde;o    c&iacute;vica da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, &agrave; luz das    possibilidades t&eacute;cnicas mais recentes, &eacute; necess&aacute;rio considerar    n&atilde;o apenas o contexto pol&iacute;tico-econ&oacute;mico ou a posse de    literacias que possibilitem a l&oacute;gica rizom&aacute;tica tantas vezes aludida    mas a dimens&atilde;o de intencionalidade pr&eacute;via &agrave; ac&ccedil;&atilde;o    politicamente orientada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A Participa&ccedil;&atilde;o face &agrave; disponibilidade de plataformas    digitais</b></p>     <p>Se afirma&ccedil;&atilde;o existe que caracteriza as discursividades sobre    as m&uacute;ltiplas e contingentes rela&ccedil;&otilde;es entre participa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica e tecnologia &eacute; a do &ldquo;impacto&rdquo; da segunda    sobre a primeira, o que significa n&atilde;o apenas a recupera&ccedil;&atilde;o    do primado da <i>techne</i> sobre a <i>civitas</i> mas de tudo o que de mais    determinista se escreveu a prop&oacute;sito do desenvolvimento e utiliza&ccedil;&atilde;o    de meios de comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia. Desta feita,    e no &acirc;mbito do debate sobre a web &ndash; especificamente o campo das    redes sociais virtuais (boyd, Ellison, 2007) &ndash; considera-se de relev&acirc;ncia    <i>efectiva </i>o que, na realidade, &eacute; um papel <i>potencial </i>ao n&iacute;vel    da redu&ccedil;&atilde;o dos obst&aacute;culos &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    (Standage, 1999), designadamente em modos mais flex&iacute;veis e inferior custo.</p>     <p>Contudo, atendendo ao pano de fundo destes debates, eles pr&oacute;prios jogados    face a uma normativamente considerada crescente apatia pol&iacute;tica e c&iacute;vica    em regimes democr&aacute;ticos, se &eacute; certo merecem o devido escrut&iacute;nio    e aten&ccedil;&atilde;o as perspectivas alegadamente revitalizantes de tal dimens&atilde;o    participativa, n&atilde;o &eacute; menos despiciendo o imperativo de considerar    factores sociais a ela subjacentes, designadamente a idade, o g&eacute;nero,    a instru&ccedil;&atilde;o e as diversas literacias que a comp&otilde;em, para    al&eacute;m da exist&ecirc;ncia e contornos de um <i>habitus</i> pol&iacute;tico    pr&eacute;vio, sem os quais n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel aquilatar devidamente    quem participa, por que raz&atilde;o o faz, ou se existem marcadas diferen&ccedil;as    entre quem escolhe faz&ecirc;-lo atrav&eacute;s de redes sociais virtuais e    atrav&eacute;s de meios ditos mais tradicionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Pasquale (2017), mesmo considerando a import&acirc;ncia dos espa&ccedil;os    virtuais para a visibiilidade de vozes minorit&aacute;rias, o seu contributo    para a organiza&ccedil;&atilde;o de uma esfera p&uacute;blica nova, cr&iacute;tica,    consequente, n&atilde;o permite irrelevar os contextos de poder e a import&acirc;ncia    decisiva que assumem no que &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o desses espa&ccedil;os    diz respeito, aconselhando uma revis&atilde;o do optimismo e da hiperboliza&ccedil;&atilde;o    a que t&ecirc;m sido sujeitos. Apesar de poderem permitir &agrave; sociedade    civil participar de debates, nas circunst&acirc;ncias certas e com os recursos    e predisposi&ccedil;&atilde;o adequadas, esta mant&eacute;m-se submetida a rela&ccedil;&otilde;es    de poder existentes fora do meio digital (Pereira, 2011). Assim, sem preju&iacute;zo    do seu potencial enquanto <i>locus</i> de disputa de hegemonia, estes espa&ccedil;os    n&atilde;o podem ser desligados dos contextos s&oacute;cio-hist&oacute;ricos    em que operam os actores sociais, n&atilde;o considerados como locais nos quais    se anulem as desigualdades (Maia, 2001). Como tal, e de acordo com Gramsci (2017:    65), qualquer transforma&ccedil;&atilde;o social ou pol&iacute;tica requer a    transforma&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es da realidade junto    dos indiv&iacute;duos, raz&atilde;o pela qual os movimentos sociais n&atilde;o    apenas amplificam as expectativas da sociedade de que emergem como o fazem atrav&eacute;s    de um trabalho de reconstru&ccedil;&atilde;o e redefini&ccedil;&atilde;o s&iacute;gnica    discursiva (Pereira, 2011).</p>     <p>Um dos principais problemas com a abordagem de fen&oacute;menos e contextos    de participa&ccedil;&atilde;o &eacute; a inexist&ecirc;ncia de um consenso conceptual    sobre o significado da sua pr&aacute;tica, dificuldade &agrave; qual a diversifica&ccedil;&atilde;o    crescente de condutas acresce complexidade (Anduiza et al., 2009). Resulta da    leitura de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica diversa sobre o tema<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>    o reconhecimento da exist&ecirc;ncia de diversas dimens&otilde;es convoc&aacute;veis    para a compreens&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o. De modo sucinto, as    conceptualiza&ccedil;&otilde;es da participa&ccedil;&atilde;o tendem a valorizar    a caracteriza&ccedil;&atilde;o a ela pr&eacute;via em termos de perfis de envolvimento    anterior e de recursos dispon&iacute;veis ou mobiliz&aacute;veis para ela &ndash;    antecedentes familiares, grau de instru&ccedil;&atilde;o, profiss&atilde;o e    situa&ccedil;&atilde;o perante o emprego, escal&atilde;o de rendimentos, g&eacute;nero,    faixa et&aacute;ria, e desenvolvimento do interesse ou literacia pol&iacute;tica    &ndash;, influenciando decisivamente n&atilde;o apenas o perfil de quem participa    mas o modo segundo o qual tem lugar.</p>     <p>Se para Verba e Nie (1972: 2) a participa&ccedil;&atilde;o constitui um conjunto    de actividades apontadas ao exerc&iacute;cio de influ&ecirc;ncia sobre a governa&ccedil;&atilde;o,    j&aacute; para Brady (1999: 737) &eacute; importante ir al&eacute;m de tal minimalismo,    passando a incluir ac&ccedil;&otilde;es fora do sistema pol&iacute;tico formal,    de forma a abra&ccedil;ar, por exemplo, o trabalho em organiza&ccedil;&otilde;es    comunit&aacute;rias voltadas para quest&otilde;es pol&iacute;ticas. Ainda assim,    a base destas defini&ccedil;&otilde;es mant&eacute;m fora da lente aspectos    como envolvimento pol&iacute;tico pr&eacute;vio, literacia pol&iacute;tica,    ou ac&ccedil;&otilde;es com vista a influenciar outras partes da sociedade para    al&eacute;m do sistema pol&iacute;tico formal.</p>     <p>Um outro aspecto que importa manter presente relativamente a debates sobre    participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica quando praticada (tamb&eacute;m)    com recurso a plataformas digitais diz respeito &agrave; dimens&atilde;o s&iacute;gnica    da express&atilde;o <i>participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica</i>: se muitas    vezes &eacute; a natureza do <i>pol&iacute;tico </i>o problema central, com    todo o debate e fundamenta&ccedil;&atilde;o conceptual de que se reveste, n&atilde;o    &eacute; menos relevante questionar o que constitui uma <i>ac&ccedil;&atilde;o    </i>quando praticada com recurso a essas plataformas (Segerberg, 2005). Neste    plano, ali&aacute;s, Chouliaraki (2006) recorda a distin&ccedil;&atilde;o fundamental    entre as dimens&otilde;es de visualiza&ccedil;&atilde;o (mais passiva), de car&aacute;cter    participativo mais pol&eacute;mico, e comunica&ccedil;&atilde;o/ac&ccedil;&atilde;o    (de maior envolvimento), mais consent&acirc;nea com um processo de interpreta&ccedil;&atilde;o,    ressignifica&ccedil;&atilde;o, e participa&ccedil;&atilde;o activa. Paralelamente,    uma defini&ccedil;&atilde;o mais ampla considera ac&ccedil;&otilde;es dirigidas    a institui&ccedil;&otilde;es al&eacute;m do estado-na&ccedil;&atilde;o, sobretudo    atendendo a que um n&uacute;mero crescente de quest&otilde;es pol&iacute;ticas    se encontra fora da al&ccedil;ada deste, favorecendo-se desta forma uma perspectiva    mais pr&oacute;xima da de Dahl (1956), Pateman (1970), ou Leighley (1995), em    detrimento, por exemplo, da de Schumpeter (1946) ou de Downs (1957).</p>     <p>Desde os conceitos de participa&ccedil;&atilde;o &lsquo;convencional&rsquo;    e &lsquo;n&atilde;o convencional&rsquo; de Barnes e Kaase (1979), muitos novos    caminhos t&ecirc;m sido percorridos, de entre os quais Oser e Shalev (2011)    destacam a participa&ccedil;&atilde;o 'dirigida &agrave;s elites' vs aquela    'desafiadora das elites' (Inglehart e Catterberg, 2002), o &lsquo;envolvimento    eleitoral&rsquo; vs a &lsquo;voz pol&iacute;tica&rsquo; (Zukin et al. 2006),    a participa&ccedil;&atilde;o "orientada para a cidadania" vs aquela &lsquo;orientada    para causas&rsquo; (Norris, 2007), e aquela baseada em pr&aacute;tica 'tradicional'    vs a de natureza 'emergente' (Stolle e Hooghe, 2011).</p>     <p>Faz ainda sentido considerar no &acirc;mbito deste estudo comparativo, por    um lado, a exist&ecirc;ncia de est&iacute;mulos mobilizadores (B&auml;ck et    al., 2011), de natureza colectiva ou de &iacute;ndole selectiva, jogando-se    os primeiros em torno da percep&ccedil;&atilde;o/representa&ccedil;&atilde;o    de influ&ecirc;ncia efectiva sobre um resultado eleitoral ou iniciativa pol&iacute;tica    como poss&iacute;vel e (decorrente da participa&ccedil;&atilde;o, prov&aacute;vel),    e os segundos ao n&iacute;vel da representa&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o    enquanto cumprimento de um sentido de dever, resposta a circunst&acirc;ncias    como o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria vida em termos    emocionais, de desempenho pessoal e profissional, ou de rendimento, e necessidade    de express&atilde;o individual. Em paralelo, considera-se igualmente relevante    aquilatar dos recursos mobiliz&aacute;veis (Teorell et al., 2007), desde aqueles    em torno do conhecimento/literacia de car&aacute;cter pol&iacute;tico, passando    pela disponibilidade de meios economico-financeiros que permitam essa participa&ccedil;&atilde;o,    ou a disponibilidade de acesso a meios tecnol&oacute;gicos e respectiva literacia    de apropria&ccedil;&atilde;o e uso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Novos Media e os Movimentos Estudantis</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Chile</i></p> <ol>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>a) quadro pol&iacute;tico-econ&oacute;mico</li>     </ol>     <p>Formalmente extinto o regime de Pinochet, o Chile conheceu um per&iacute;odo    de significativo desenvolvimento econ&oacute;mico e tecnol&oacute;gico, o que    o tornou uma refer&ecirc;ncia em termos de transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica    para regimes democr&aacute;ticos (Valenzuela et al, 2012: 2). Contudo, tal processo    n&atilde;o deixou de aprofundar assimetrias sociais e econ&oacute;micas pr&eacute;-existentes,    quer refor&ccedil;ando a concentra&ccedil;&atilde;o de riqueza numa elite, quer    bloqueando processos de mobilidade social ascendente entre a maioria da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; perante esta realidade que, em 2006, emerge o movimento social apartid&aacute;rio    designado de &ldquo;<i>P</i><i>enguin Revolution&rdquo;</i>, fomentado em grande    medida por estudantes do ensino secund&aacute;rio, reivindicando o aumento da    qualidade do ensino p&uacute;blico &ndash; uma reivindica&ccedil;&atilde;o &agrave;    qual, ap&oacute;s realiza&ccedil;&atilde;o de greves e mobiliza&ccedil;&atilde;o/press&atilde;o    p&uacute;blica desenvolvida por media tradicionais e novos, o governo de Michele    Bachelet acede, legislando nesse sentido (Garc&iacute;a et al, 2013).</p>     <p>Duas d&eacute;cadas de governo de centro-esquerda mais tarde o ensino p&uacute;blico    chileno apresentava-se novamente de qualidade d&eacute;bil mas, adicionalmente,    como um mecanismo de segrega&ccedil;&atilde;o socio-econ&oacute;mica: a frequ&ecirc;ncia    de um servi&ccedil;o p&uacute;blico alvo de significativo desinvestimento constitu&iacute;a    a &uacute;nica alternativa para jovens de fam&iacute;lias carenciadas, sendo    simultaneamente privilegiando o apoio &agrave; frequ&ecirc;ncia do ensino privado    por parte de fam&iacute;lias com maiores recursos<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>Em 2011, s&atilde;o mais uma vez discentes a promover o protesto, mas neste    caso reunindo actuais e anteriores utentes do sistema de ensino<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.    Na base desta nova ac&ccedil;&atilde;o colectiva encontra-se n&atilde;o apenas    a aus&ecirc;ncia circunstancial de respostas concretas por parte do governo    mas sobretudo a valoriza&ccedil;&atilde;o de uma cultura c&iacute;vica estudantil    de oposi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica n&atilde;o apenas historica mas constitucionalmente    legitimada, constituindo-se um verdadeiro reposit&oacute;rio vivo de mem&oacute;ria    (Guzman-Concha, 2012).</p> <ol>       <li>b) contexto de literacias e apropria&ccedil;&atilde;o de Novos Media</li>     </ol>     <p>No contexto nacional chileno s&atilde;o significativos, os &iacute;ndices de    acesso e apropria&ccedil;&atilde;o de novos media: 55,1% de taxa de penetra&ccedil;&atilde;o    da Internet em 2012<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> (66% em    2016<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>), 88,5% de taxa de penetra&ccedil;&atilde;o    de dispositivos m&oacute;veis<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>    (101,6% em 2016), estimando-se a mais elevada m&eacute;dia de utiliza&ccedil;&atilde;o    de redes sociais virtuais na Am&eacute;rica Latina (cerca de 9,5 horas por visitante)<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>,    com uma taxa de penetra&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica do Facebook cifrada    em 64% em 2013 (68% em 2016<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>)    para um total de 10.600.000 utilizadores<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.    Contudo, estes dados revelam-se credores de uma leitura contextualizada uma    vez que estes recursos existem h&aacute; algum tempo e a sua exist&ecirc;ncia    n&atilde;o &eacute; suficiente para explicar o timing de eclos&atilde;o e a    magnitude dos protestos (Guzman-Concha, 2012).</p>     <p>Tal contextualiza&ccedil;&atilde;o implica, por exemplo, o reconhecimento de    uma participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica jovem tradicional pouco expressiva    desde a d&eacute;cada de 80. Na realidade, a juventude chilena parece mais orientada    para estrat&eacute;gias e recursos menos tradicionais, designadamente os pratic&aacute;veis    atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de novos meios (Valenzuela et al,    2012), como apontado por Earl &amp; Kimport, segundo os quais as pr&aacute;ticas    de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica desenvolvidas com recurso aos    novos media s&atilde;o essencialmente tr&ecirc;s: <i>e-mobilizations</i>, processos    de circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e de mobiliza&ccedil;&atilde;o    online para a ac&ccedil;&atilde;o fora do meio virtual; <i>e-movements,</i>    eventos organizados e concretizados exclusivamente na esfera virtual; e <i>e-tactics</i>,    estrat&eacute;gias e modos de ac&ccedil;&atilde;o nos quais se incluem componentes    <i>on</i> e <i>offline</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Centrando-se na promo&ccedil;&atilde;o de literacia c&iacute;vica e na mobiliza&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;ria relativa a causas colectivas (nomeadamente por meio de <i>hubs    </i>&nbsp;de circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o actualizada),    os novos media revelaram-se um instrumento particularmente &uacute;til para    a ac&ccedil;&atilde;o colectiva no pa&iacute;s, em linha com a liga&ccedil;&atilde;o    constatada entre os h&aacute;bitos de participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica    ou pol&iacute;tica e de consumo de media &ndash; &eacute; nas faixas et&aacute;rias    mais jovens que os &iacute;ndices de consulta de informa&ccedil;&atilde;o online    se revelaram superiores &ndash; vis&iacute;vel numa ades&atilde;o a protestos    superior entre os utilizadores face aos n&atilde;o utilizadores<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>    (Valenzuela et al, 2010).</p>     <p>Assim, os protestos chilenos de 2011-2012 apontam no sentido de algumas muta&ccedil;&otilde;es    nas pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas e de consumo medi&aacute;tico (Garc&iacute;a    et al: 2013). Primeiro, redes sociais virtuais como o Facebook predominam agora    enquanto espa&ccedil;os de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica entre    os jovens chilenos (ultrapassando a anteriormente bem sucedida blogosfera) sobretudo    dadas a facilidade da sua utiliza&ccedil;&atilde;o incluindo em processos de    mobiliza&ccedil;&atilde;o, a f&aacute;cil agrega&ccedil;&atilde;o e interconex&atilde;o    n&atilde;o apenas de temas mas tamb&eacute;m de participantes (quer emissores,    quer receptores), e o acesso potencialmente imediato a informa&ccedil;&atilde;o.    Em paralelo, ainda que o in&iacute;cio do protesto decorra de ac&ccedil;&atilde;o    predominantemente estudantil n&atilde;o articulada com estruturas de representa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica tradicional, o envolvimento de outros perfis e o alcance de    outros sistemas estruturados como o pol&iacute;tico e o medi&aacute;tico &eacute;    relativamente r&aacute;pido, reconciliando o mundo virtual com o mundo f&iacute;sico,    ou seja, transpondo e materializando no segundo o que tem in&iacute;cio no primeiro,    no qual as transforma&ccedil;&otilde;es reivindicadas pelo movimento procuram    efectivamente produzir-se.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Canad&aacute;</i></p> <ol>       <li>a) quadro pol&iacute;tico-econ&oacute;mico</li>     </ol>     <p>Forma de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica comum<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>    e prof&iacute;cua<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> no pa&iacute;s,    os protestos de 2012 no Quebec constitu&iacute;ram uma resposta &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o    da decis&atilde;o tomada pelo Governo em 2010 de aumentar de propinas em aproximadamente    75% no espa&ccedil;o de cinco anos. Recorrendo &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de manifesta&ccedil;&otilde;es e ocupa&ccedil;&otilde;es, e &agrave; redac&ccedil;&atilde;o    de peti&ccedil;&otilde;es dirigidas aos &oacute;rg&atilde;os governamentais,    as/os participantes sublinharam que a regi&atilde;o apresentava historicamente    os maiores &iacute;ndices de literacia e menores n&iacute;veis de endividamento    entre discentes, dadas as pol&iacute;ticas de acesso e financiamento em vigor    no sector (Sawchuk, 2012: 500).</p>     <p>Sem preju&iacute;zo da criminaliza&ccedil;&atilde;o destas ac&ccedil;&otilde;es    por parte do Governo<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>, a sua    continuidade e visibilidade mantiveram-se, angariando solidariedade entre discentes    de Montreal, os quais, reproduzindo o exemplo do movimento chileno das &ldquo;Ca&ccedil;arolas&rdquo;,    manifestaram o seu apoio diariamente, &agrave;s 20h, em v&aacute;rias &aacute;reas    da cidade (Pis, 2012: 472-473).</p>     <p>Esta oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica or&ccedil;amental para    a Educa&ccedil;&atilde;o veio eventualmente a fazer-se sentir igualmente nas    pol&iacute;ticas sociais, para a Igualdade e para a Sa&uacute;de, em linha com    o que pode considerar-se um questionamento da Democracia Representativa nos    seus moldes actuais. De acordo com o manifesto CLASSE, o slogan <i>&ldquo;Nous    sommes avenir/Share Our Future&rdquo;</i> constituiu a demonstra&ccedil;&atilde;o    da insatisfa&ccedil;&atilde;o de jovens face a uma participa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica meramente formal, que se esgota em elei&ccedil;&otilde;es, em    detrimento do acompanhamento e negocia&ccedil;&atilde;o directa de medidas legislativas    (Sawchuk, 2012: 499) &ndash; algo que Milner sintetiza: &lsquo;<i>My contention    is that there is an incompatibility between "social media politics", as understood    and experienced by the Internet generation, and representative democracy as    we have known it&rsquo;. </i>(Milner, 2013:1).</p>     <p>Novas elei&ccedil;&otilde;es vieram a ser agendadas para Setembro do mesmo    ano, exigindo-se ao novo Governo n&atilde;o apenas a desist&ecirc;ncia do anunciado    aumento de propinas mas igualmente a revoga&ccedil;&atilde;o da criminaliza&ccedil;&atilde;o    dos protestos, o que veio a confirmar-se. Contudo, n&atilde;o parecem ter sido    aprovadas medidas que tornem poss&iacute;vel uma interven&ccedil;&atilde;o mais    directa nas pol&iacute;ticas governativas por parte da popula&ccedil;&atilde;o.</p> <ol>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>b) contexto de literacias e apropria&ccedil;&atilde;o de Novos Media</li>     </ol>     <p>Uma an&aacute;lise da realidade canadiana a este respeito revela pr&aacute;ticas    de intensa apropria&ccedil;&atilde;o de dispositivos m&oacute;veis para acesso    e utiliza&ccedil;&atilde;o de web e redes sociais virtuais nas suas mais pl&uacute;rimas    vertentes, incluindo a Pol&iacute;tica:</p>     <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; - em 2012    a taxa de penetra&ccedil;&atilde;o da Internet era de 86,8%<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>;</p>     <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; - no mesmo    ano existiam 76 dispositivos m&oacute;veis por cada 100 habitantes<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>;</p>     <p>- em 2013 era vis&iacute;vel a apet&ecirc;ncia dos cidad&atilde;os para a comunica&ccedil;&atilde;o    virtual, dada a taxa de penetra&ccedil;&atilde;o do Facebook em 54,29% da popula&ccedil;&atilde;o,    com cerca de 19 milh&otilde;es de perfis contabilizados (19&ordm; lugar no ranking    dos pa&iacute;ses onde esta rede se encontra dispon&iacute;vel)<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>;</p>     <p>- em Julho do mesmo ano<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>    existiam mais de 10 milh&otilde;es de contas abertas no Twitter (13&ordm; lugar    entre os pa&iacute;ses com a taxa mais elevada de penetra&ccedil;&atilde;o),    uma rede social virtual habitualmente utilizada por movimentos sociais dada    a facilidade da sua utiliza&ccedil;&atilde;o e a associa&ccedil;&atilde;o que    permite de palavras-chave a temas e eventos, e a natureza potencialmente viral    das suas (curtas) mensagens. No ano seguinte a taxa de penetra&ccedil;&atilde;o    desta rede na popula&ccedil;&atilde;o era j&aacute; de 17,96%<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>Perante esta disponibilidade de meios e a popularidade da sua apropria&ccedil;&atilde;o,    a par dos reduzidos custos que lhe est&atilde;o associados, n&atilde;o surpreende    que a organiza&ccedil;&atilde;o de formas alternativas de participa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica n&atilde;o tenha recorrido apenas a instrumentos de natureza    mais tradicional: atrav&eacute;s destes recursos online tornou-se mais eficaz    e eficiente a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, a mobiliza&ccedil;&atilde;o    e coordena&ccedil;&atilde;o de participantes em actos p&uacute;blicos, e o encorajamento    para manuten&ccedil;&atilde;o e continuidade dos protestos via motes, slogans    e debates, obrigando os Media Tradicionais a segui-los &ndash; algo confirmado    por Pis em entrevistas realizadas a elementos-chave do movimento: <i>Thus, digital    media facilitate continued mobilization by providing participants with novel    participatory roles in both coordinating actions and accessing/diffusing information    about the movement</i> (<i>idem,</i> 2012: 484).</p>     <p>Contudo, e de acordo com o j&aacute; mencionado estudo Digital Readership (2013),    apenas 34,4% dos inquiridos j&aacute; haviam utilizado as redes sociais virtuais    para a cr&iacute;tica (positiva ou negativa) a pol&iacute;ticas internas e somente    27,4% o haviam feito em rela&ccedil;&atilde;o a figuras pol&iacute;ticas, sendo    a percentagem ainda menos expressiva relativamente a mobiliza&ccedil;&atilde;o    para a participa&ccedil;&atilde;o (5,4%), inferior &agrave; relativa a eventos    culturais (11,1%) ou ambientais (10,1%). Assim sendo, podemos questionar, contextualizar    e ponderar a efectiva utilidade relativa destes recursos &agrave; luz das raz&otilde;es    socio-hist&oacute;ricas subjacentes &agrave; natureza sectorial destes protestos    e da cultura c&iacute;vica de que emanaram.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Novos Media como espa&ccedil;o de liberdade e alternativa informativa: a    China</b></p>     <p>O caso da China constitui um exemplo de como as redes sociais virtuais podem    tornar-se uma forma potencialmente mais segura de comunica&ccedil;&atilde;o    entre cidad&atilde;(o)s num regime autorit&aacute;rio: o n&uacute;mero de protestos    organizados online cresceu de 248 para 349 entre 2009 e 2011 (Guobin, 2012:    143) sugerindo uma representa&ccedil;&atilde;o positiva do <i>microblogging</i>    enquanto meio para exerc&iacute;cio de press&atilde;o sobre o Governo&nbsp;    (Sullivan, 2013: 6).</p> <ol>       <li>a) quadro pol&iacute;tico-econ&oacute;mico</li>     </ol>     <p>O investimento nacional no sector tecnol&oacute;gico tem sido uma das pedras-de-toque    da reconvers&atilde;o econ&oacute;mica chinesa desde o final do s&eacute;culo    anterior. A competitividade da economia chinesa, apostada em modernizar-se e    em reclamar o desempenho de um papel mais consent&acirc;neo com a sua dimens&atilde;o,    recursos e capacidade produtiva instalada, tem promovido uma evolu&ccedil;&atilde;o    positiva cont&iacute;nua na instala&ccedil;&atilde;o e disponibiliza&ccedil;&atilde;o    de novas tecnologias. Face vis&iacute;vel deste processo &eacute; o acesso &agrave;s    novas tecnologias por parte dos cidad&atilde;os chineses, cifrado em 2017 em    cerca de 751 milh&otilde;es de utilizadores, 96.3% dos quais atrav&eacute;s    de dispositivos m&oacute;veis<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>Este acesso, potencialmente livre de controlo pol&iacute;tico estatal, capacitou    uma aproxima&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;(o)s e respectivas reivindica&ccedil;&otilde;es    face &agrave; natureza do regime (<i>idem</i>, 2013: 1015), particularmente    no caso das comunica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis, um dos instrumentos c&iacute;vicos    mais aproveitados para a cr&iacute;tica, circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o    e concerta&ccedil;&atilde;o de ac&ccedil;&otilde;es colectivas, em alternativa    a Mass Media Tradicionais muitas vezes alvo de censura institucional (Gobel    &amp; Ong, 2012: 24-27; Liu, 2013: 995; 1015). Favorecendo inicialmente as redes    internacionais mais populares Facebook e Twitter<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>,    a cidadania chinesa optou progressivamente por outras dado o bloqueio das mesmas    ordenado pelo Governo em 2009: em Setembro de 2012, estimava-se que a &ldquo;QQ&rdquo;<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>    (Tencent) era a plataforma de mais utilizada na China, seguida pela rede social    virtual QZone<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> (Tencent) e    pela Weibo<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> (Tencent). A estas    seguir-se-iam a Sina Weibo<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>,    a WeChat<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>&nbsp; e a RenRen<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     <p>Este quadro de consciencializa&ccedil;&atilde;o colectiva das limita&ccedil;&otilde;es    democr&aacute;ticas do regime face &agrave; liberdade de express&atilde;o colocou    as autoridades perante a necessidade de escolher entre ignorar as reivindica&ccedil;&otilde;es,    ou censurar o acesso que as capacitava, vindo a optar pela cria&ccedil;&atilde;o    de um sistema de ciberpoliciamento e regulamenta&ccedil;&atilde;o apertada para    o acesso. Implementado atrav&eacute;s de Firewalls e de fiscaliza&ccedil;&atilde;o    directa por funcion&aacute;rios p&uacute;blicos e por volunt&aacute;rios em    busca de conte&uacute;dos desconformes (<i>ibidem</i>: 2-3), estima-se que o    Governo chin&ecirc;s empregue entre 250.000 a 300.000 pessoas centradas na circula&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ao regime de modo a manipular os    debates mantidos online (Sullivan, 2013: 9), numa tentativa de disseminar receio    de san&ccedil;&otilde;es e, por essa via, promover a auto-censura c&iacute;vica<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.    A titulo de exemplo, Baidu, o motor de busca mais utilizado na China, foi alvo    de censura governamental atrav&eacute;s da filtragem dos resultados apresentados    aquando da pesquisa e da monitoriza&ccedil;&atilde;o de quem a realizava (Liu,    2013: 999).</p> <ol>       <li>b) contexto de literacias e apropria&ccedil;&atilde;o de Novos Media</li>     </ol>     <p>N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil averiguar da efectiva origem online e da recorr&ecirc;ncia    dos protestos: os Mass Media Tradicionais n&atilde;o os reportam, eventuais    fontes alternativas nem sempre s&atilde;o fidedignas, e a pr&oacute;pria censura    contribui para a incerteza quanto aos n&uacute;meros (Liu, 2013: 1001-1002):    no entanto, alguns exemplos poder&atilde;o ser dados quanto &agrave; relev&acirc;ncia    destas redes para a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Julho de 2013, v&aacute;rios manifestantes juntaram-se em Jiangmen opondo-se    a um plano de produ&ccedil;&atilde;o de ur&acirc;nio &ndash; mais tarde cancelado    em virtude do protesto e da sua visibilidade nacional e internacional<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>    &ndash; na prov&iacute;ncia de Guangdong, onde a cidade se situa, tendo dois    deles confirmado que a organiza&ccedil;&atilde;o decorreu dois dias antes via    QQ e WeChat, o que conduziu ao bloqueio de v&aacute;rios Microblogs<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>.</p>     <p>Outro exemplo &eacute; o do Bloody Map, mapa difundido pelo blogger <i>Xuefangditu</i>    onde eram referidos os locais de onde cidad&atilde;(o)s haviam sido expulsos    e privados da sua propriedade<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>    pelo Governo Chin&ecirc;s em prol de projectos nacionais de investimento normalmente    envolvendo a extrac&ccedil;&atilde;o de ur&acirc;nio ou de produtos petrol&iacute;feros.    Publicado a 8 de Outubro de 2010, o autor nele apresenta dados como a viol&ecirc;ncia    praticada (atrav&eacute;s de cocktails Molotov ou canh&otilde;es de &aacute;gua),    o n&uacute;mero de mortes, e o n&uacute;mero de protestos identificados em 24    prov&iacute;ncias chinesas<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>,    remetendo para fontes exteriores: 46 websites, 70 portais de not&iacute;cias,    cerca de uma d&uacute;zia de websites pertencentes a comunidades, entre outras.    No final daquele ano, a express&atilde;o <i>bloody map</i> em mandarim pesquisada    no Google China apresentava mais de 1.640.000 resultados (Severo, Giraud, &amp;    Douay, 2011: 2-3).</p>     <p>Um outro caso ocorreu a 20 de Junho de 2011 envolvendo a <i>Red Cross Society    of China</i>, institui&ccedil;&atilde;o considerada quasi-governamental, com    mais de um s&eacute;culo, pertencente &agrave; Cruz Vermelha Internacional:    Guo Meimei, de 20 anos, auto-identificada como a gestora da Sociedade Comercial    da Cruz Vermelha<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a> , colocou    a circular online imagens fotogr&aacute;ficas relativas a artigos de luxo de    que era propriet&aacute;ria, suscitando cr&iacute;ticas e quest&otilde;es a    tais n&iacute;veis de riqueza, quer no website da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o,    quer noutra plataformas, como a Sina Weibo. Em menos de um m&ecirc;s, esta &uacute;ltima    j&aacute; albergava 2.102.968 mensagens associadas ao nome de Guo Meimei e 1.910.254    mensagens referentes &agrave; <i>Red Cross Society of China</i>, gerando uma    crise de confian&ccedil;a ante a institui&ccedil;&atilde;o e uma queda abrupta    nos donativos (Guobin, 2012:144).</p>     <p>Se &eacute; bem verdade que a censura &agrave; liberdade de express&atilde;o    e de opini&atilde;o ainda sejam uma constante, o Governo chin&ecirc;s tem procurado    reagir de modo menos gravoso relativamente aos movimentos gerados <i>online</i>,    toler&acirc;ncia baseada na cren&ccedil;a de que a Web poder&aacute; funcionar    como instrumento cat&aacute;rtico de indigna&ccedil;&atilde;o sem consequ&ecirc;ncias    vis&iacute;veis fora do mundo virtual: n&atilde;o apenas os protestos nem sempre    t&ecirc;m atingido os seus prop&oacute;sitos como a parca difus&atilde;o medi&aacute;tica    f&aacute;-los serem esquecidos rapidamente (Chung, 2013: 2-7). Paralelamente,    e de acordo com o estudo denominado <i>Digital Readership</i> (2013)<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>    , apenas 15,8% dos inquiridos j&aacute; haviam utilizado as redes sociais virtuais    para fins de mobiliza&ccedil;&atilde;o para protestos no ano anterior, de entre    os quais 67,6% j&aacute; utilizaram as plataformas para a cr&iacute;tica a medidas    econ&oacute;micas/financeiras de empresas privadas ou bancos e 81,7% para a    cr&iacute;tica a figuras pol&iacute;ticas. Podemos assim constatar que, sem    preju&iacute;zo de que a cr&iacute;tica ao mundo econ&oacute;mico e pol&iacute;tico    apresenta, entre quem a pratica, percentagens elevadas e superiores &agrave;    m&eacute;dia global dos pa&iacute;ses analisados, a participa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica mobilizada atrav&eacute;s das redes na China &eacute;, apesar    de tudo, residual.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Novos Media enquanto espa&ccedil;o de reflex&atilde;o pol&iacute;tica alternativa</b></p>     <p><i>As acampadas e assembleias populares em Espanha</i></p> <ol>       <li>a) quadro pol&iacute;tico-econ&oacute;mico</li>     </ol>     <p>Espanha viveu no final da primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI um contexto    de aguda crise econ&oacute;mico-financeira, fruto ainda do cont&aacute;gio sofrido    pelas economias europeias mais perif&eacute;ricas e fr&aacute;geis ou expostas    &agrave; crise do sector, acrescendo a este contexto uma conjuntura de crescente    desconfian&ccedil;a no pol&iacute;tico e na Democracia Representativa como vinha    sendo praticada no pa&iacute;s. Em resposta a este cen&aacute;rio, e parcialmente    inspirada por movimentos como a Primavera &Aacute;rabe e o Occupy, a cidadania    em Espanha deu in&iacute;cio a um debate e concerta&ccedil;&atilde;o online    em torno das pol&iacute;ticas nacionais e europeias implementadas no pa&iacute;s,    que veio a traduzir-se em encontros/acampamentos materializados em diversas    cidades espanholas, pensados para capturar a aten&ccedil;&atilde;o do mundo    <i>on</i> e <i>offline </i>(pol&iacute;ticos, Mass Media e cidad&atilde;os).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com efeito, diversas foram as refer&ecirc;ncias feitas a outros contextos de    protesto (Delcl&oacute;s &amp; Viejo, 2012: 97): a Revolu&ccedil;&atilde;o &Aacute;rabe,    em particular a ideia de &lsquo;acampada&rsquo;, praticada na Pra&ccedil;a Tahrir;    a participa&ccedil;&atilde;o directa semelhante &agrave; islandesa na qual,    mediante a apropria&ccedil;&atilde;o de novos media, foi exigida uma melhor    qualidade de vida e conseguido o julgamento de banqueiros por corrup&ccedil;&atilde;o    activa; e a regula&ccedil;&atilde;o do sector banc&aacute;rio e financeiro como    reivindicada pelo Movimento <i>Occupy</i>.</p>     <p>N&atilde;o obstante, Monterde &amp; Postill alertam para as assembleias populares    como singularidade espanhola: anteriores pontos de debate, informa&ccedil;&atilde;o    e aproxima&ccedil;&atilde;o de pessoas anteriormente ligadas apenas <i>online</i>,    os acampamentos, deslocados em Junho para bairros interiores, tornam-se assembleias    populares para formula&ccedil;&atilde;o de um manifesto plural (Monterde &amp;    Postill:10). A ac&ccedil;&atilde;o colectiva, congregada atrav&eacute;s destas    assembleias, traz assim uma novidade relativamente a outros protestos e movimentos:    se os recursos digitais tornaram poss&iacute;vel a informa&ccedil;&atilde;o,    mobiliza&ccedil;&atilde;o e debate <i>online</i>, a verdade &eacute; que o protesto    n&atilde;o se cingiu a isso. No mundo <i>offline</i> apelou-se &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    directa na constru&ccedil;&atilde;o de um manifesto que traduzisse a vontade    de cria&ccedil;&atilde;o de uma Democracia Participativa, destronando o modelo    actual da democracia Representativa que se satisfaz com &ldquo;uma cabe&ccedil;a,    um voto&rdquo;.</p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos, tais eventos de protesto atrav&eacute;s dos novos    media t&ecirc;m sido recorrentes no pa&iacute;s, considerados por alguns autores    como semelhantes &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o espanhola de Maio de 1968<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>    (Vallina-Rodriguez <i>et al</i>., 2012: 2), de entre os quais devem ser real&ccedil;ados    os seguintes (Delcl&oacute;s &amp; Viejo, 2012: 93-94):</p>     <p>- os protestos &ldquo;<i>V de Vivienda</i>&rdquo;, relativos &agrave; bolha    imobili&aacute;ria e ao desaparecimento de condi&ccedil;&otilde;es dignas de    habita&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, em que cidad&atilde;(o)s enviaram as    suas reclama&ccedil;&otilde;es directamente ao Governo, via e-mail;</p>     <p>- a campanha <i>No Les Votes (Don&rsquo;t Vote for Them)</i>, desenvolvida    atrav&eacute;s do Twitter contra os dois principais partidos em Espanha (PP    e PSOE) face &agrave;s suas posi&ccedil;&otilde;es sobre pirataria e direitos    de autor;</p>     <p>- as manifesta&ccedil;&otilde;es do colectivo <i>Juventud Sin Futuro</i> (Youth    without a Future), organiza&ccedil;&atilde;o civil de estudantes do ensino superior    nascida em Abril de 2011, movida pela reivindica&ccedil;&atilde;o da altera&ccedil;&atilde;o    das pol&iacute;ticas respons&aacute;veis pela precariza&ccedil;&atilde;o do    trabalho e do desemprego<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>    e que participou da cria&ccedil;&atilde;o da plataforma <i>Democracia Real,    Ya!</i>, ou DRY<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a> ;</p>     <p>- a plataforma DRY, instrumento de congrega&ccedil;&atilde;o indignadas/os    com a redu&ccedil;&atilde;o das suas condi&ccedil;&otilde;es de vida, quer entre    pr&eacute;vios utilizadoras/es de novos media para informa&ccedil;&atilde;o    e debate pol&iacute;ticos, quer entre outras/os mobiliz&aacute;veis para participa&ccedil;&atilde;o    em protestos de rua face &agrave; viralidade virtual das mensagens desta plataforma    &ndash; ambos com visibilidade capaz de capturar a aten&ccedil;&atilde;o e cobertura    dos Media Tradicionais.</p>     <p>A marca&ccedil;&atilde;o dos protestos para 15 de Maio de 2011 n&atilde;o foi    inocente, dada a realiza&ccedil;&atilde;o prevista de elei&ccedil;&otilde;es    locais a 22 do mesmo m&ecirc;s, para cujos resultados pode ter contribu&iacute;do    a manifesta&ccedil;&atilde;o da vontade popular nas ruas &ndash; o Movimento    veio a ser apoiado por mais de 60% da popula&ccedil;&atilde;o (Vallina-Rodriguez    <i>et al</i>.: 2-3). Se &eacute; poss&iacute;vel argumentar no sentido de que    a vit&oacute;ria do PP sugere uma penaliza&ccedil;&atilde;o eleitoral do PSOE    pelos eleitores &ndash; vindo a registar, nas elei&ccedil;&otilde;es nacionais    que se seguiram, os piores resultados desde 1978 &ndash; &eacute; igualmente    importante reconhecer que ambos perderem votos em cidades como Madrid e Val&ecirc;ncia,    decr&eacute;scimo para que podem ter efectivamente contribu&iacute;do os protestos    (ibidem, 2012: 2).</p> <ol>       <li>b) contexto de literacias e apropria&ccedil;&atilde;o de Novos Media</li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Acompanhando a tend&ecirc;ncia das principais realidades europeias, a penetra&ccedil;&atilde;o    da Internet entre a popula&ccedil;&atilde;o espanhola atingia 67,6% em 2011,    enquanto que em 2011 se estimava a de telem&oacute;veis em 114% e o acesso &agrave;    Internet atrav&eacute;s de plataformas m&oacute;veis em 65.1%<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>    , tendo a venda destes aparelhos aumentado 65,1% entre 2010 e 2011 (Monterde    &amp; Postill, 2013:6). J&aacute; a ades&atilde;o a redes sociais virtuais era    analis&aacute;vel a partir da popularidade relativa das internacionalmente mais    reconhecidas, ascendendo a 8 milh&otilde;es o n&uacute;mero de contas Twitter    em 2012, e cifrando-se a penetra&ccedil;&atilde;o do Facebook em 2013 em 40.7%    da popula&ccedil;&atilde;o espanhola (num total de mais de 19 milh&otilde;es    de utilizadoras/es) &ndash; evoluindo para cerca de 59.2% em 2017 (num total    de mais de 27 milh&otilde;es de utilizadoras/es)<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>    .</p>     <p>Constatando-se a exist&ecirc;ncia de meios importa perceber as suas apropria&ccedil;&otilde;es,    e neste plano, de acordo com os resultados do inqu&eacute;rito <i>Digital Readership</i>,    a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais virtuais para fins pol&iacute;ticos    n&atilde;o &eacute; generalizada. Aproximadamente metade (53.3%) dos inquiridos    espanh&oacute;is afirmaram j&aacute; terem comentado (positiva ou negativamente)    medidas adoptadas pelos Governos &ndash; percentagem significativamente superior    &agrave; verificada no Canad&aacute; (34.4%), e em linha com a verificada na    China (50.9%) &ndash; e o coment&aacute;rio a figuras pol&iacute;ticas parece    conhecer incid&ecirc;ncia semelhante (49.8%) entre quem o pratica atrav&eacute;s    das plataformas virtuais, assim como a cr&iacute;ticas a empresas/banca (47.9%).    Em paralelo, se o coment&aacute;rio constitui pr&aacute;tica relativamente homog&eacute;nea    entre as faixas et&aacute;rias mais representativas (25-34; 35-44; 45-54), demonstrando    um interesse longitudinal por parte da sociedade espanhola utilizadora destes    instrumentos, o mesmo n&atilde;o se verificou quando consideramos o perfil de    rendimentos por agregado familiar das/dos envolvidos: uma grande percentagem    (69.6%) das pessoas mais activas inscreve-se nos dois escal&otilde;es mais baixos    &ndash; 31.5% aufere menos de 20.000 euros, e 38.1% entre 20.000 e 39.999 euros.    Tal parece refor&ccedil;ar as representa&ccedil;&otilde;es negativas dos cidad&atilde;os    relativas as empresas privadas e sector financeiro, num contexto de consider&aacute;vel    desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o da riqueza<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>    .</p>     <p>Tendo o destinador dos conte&uacute;dos divulgados sido um colectivo de pessoas    e grupos congregados atrav&eacute;s de p&aacute;ginas Web e perfis em redes    sociais virtuais, a verdade &eacute; que o car&aacute;cter viral da informa&ccedil;&atilde;o    se deveu em primeira inst&acirc;ncia &agrave; soma da ac&ccedil;&atilde;o de    cidad&atilde;os singulares.</p>     <p>De modo a estudar a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes por organiza&ccedil;&otilde;es    civis, Pi&ntilde;eiro-Otero &amp; Costa S&aacute;nchez monitorizaram o perfil    no Facebook da DRY entre 7 de Mar&ccedil;o (data de cria&ccedil;&atilde;o da    p&aacute;gina) e 22 de Maio (data das elei&ccedil;&otilde;es locais espanholas),    constatando que a sua verdadeira expans&atilde;o se d&aacute; a partir de 14    de Maio (v&eacute;spera dos protestos) e em particularmente no pr&oacute;prio    dia 15, tendo sido colocado um total de 363 publica&ccedil;&otilde;es na semana    entre 16 e 22 de Maio (<i>idem</i>, 2012: 170-171), envolvendo recursos digitais    como o Youtube (16.4%), outras p&aacute;ginas web (15.3%), Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o    presentes na Internet (15%), <i>blogs</i> (4%) e redes sociais virtuais (6.5%)    (Pi&ntilde;eiro-Otero &amp; Costa S&aacute;nchez, 2012:175), al&eacute;m de    um canal audiovisual pr&oacute;prio denominado SolTv<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>    que acompanhou cerca de 136 horas de protesto, contabilizando mais de 10 milh&otilde;es    de visitas na primeira semana de protestos (Monterde &amp; Postill: 9-10)<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>    .</p>     <p>Tamb&eacute;m a utiliza&ccedil;&atilde;o do Twitter parece, ali&aacute;s, acompanhar    os protestos, segundo uma an&aacute;lise (ibidem, 2012:1-5) de mais de 3 milh&otilde;es    de <i>tweets</i> relativos aos diferentes partidos pol&iacute;ticos espanh&oacute;is    e &agrave; Plataforma DRY: a 15 de Maio, os <i>hashtags</i> relacionados com    #democraciarealya dominaram o debate relativo &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es    regionais (mais de 70% de <i>tweets</i>). Ainda que as publica&ccedil;&otilde;es    no Twitter relacionadas com os candidatos tenham recuperado protagonismo ap&oacute;s    a contagem de votos, as acampadas mantiveram a sua popularidade (mais de 30%    dos <i>tweets</i> analisados), sendo not&oacute;rio o desejo de alternativa    pol&iacute;tica fora do espectro direita/esquerda, em temas como o processo    eleitoral, a situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica do pa&iacute;s, o desemprego    e a identidade partid&aacute;ria.</p>     <p>Segundo Monterde &amp; Postill (2013), a organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o    dos protestos e a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o sobre    o desenrolar dos acontecimentos em Maio de 2011 decorreram em tr&ecirc;s timings    de apropria&ccedil;&atilde;o e por perfis de participa&ccedil;&atilde;o diversos:    a fase de prepara&ccedil;&atilde;o para os protestos; a sua eclos&atilde;o;    e a difus&atilde;o dos movimentos na fase p&oacute;s-manifesta&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Criada no Facebook em Mar&ccedil;o de 2011 por cerca de 200 cidad&atilde;os    e diferentes movimentos civis, com o intuito de promover ideias, grupos de debate    e partilha de informa&ccedil;&atilde;o, a plataforma DRY organizou sob o slogan    <i>Take the streets. we are not commodities in the hands of politicians and    bankers&rsquo; in under three months </i>um protesto/&rsquo;acampada&rsquo;    em dezenas de cidades espanholas<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>    , vindo esta plataforma a albergar/suscitar apenas algumas semanas mais tarde    outros grupos virtuais, como o <i>No Les Votes </i>e o <i>Juventud Sin Futuro    e M15M</i> (Monterde &amp; Postill:, 2013: 8). N&atilde;o tendo instrumentalizado    para estas &lsquo;acampadas&rsquo; com grande intensidade de utiliza&ccedil;&atilde;o    de dispositivos m&oacute;veis (Monterde &amp; Postill:, 2013:7-8), estes viriam    a demonstrar nos dias imediatamente anteriores &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es    a sua import&acirc;ncia na capta&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o dos    Media Tradicionais, tornando-se depois centrais na difus&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o    sobre os eventos durante o primeiro dia de protesto, sobretudo atrav&eacute;s    da utiliza&ccedil;&atilde;o das <i>Hashtags #prensa15M (#15Mpress)</i>, <i>#15M,    #15Mfacts, #tomalacalle (#takethestreet), #15Mpasalo (#15Mpassiton) e #spanishrevolution    </i>(<i>ibidem</i>: 8).</p>     <p>Monterde &amp; Postill advogam que o momento de explos&atilde;o se d&aacute;    com a expuls&atilde;o, por autoridades policiais, durante a noite e longe das    c&acirc;maras dos Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o Tradicionais, de um grupo    de manifestantes acampado na <i>Puerta del Sol</i>, a que os apoiantes do movimento    respondem voltando a manifestar-se, nascendo ent&atilde;o a <i>#Acampadasol</i>.    Atrav&eacute;s da apropria&ccedil;&atilde;o do Twitter s&atilde;o rapida e maci&ccedil;amente    difundidos os momentos de maior contesta&ccedil;&atilde;o, captando a aten&ccedil;&atilde;o    dos canais televisivos e das redes virtuais, e suscitando um aumento do n&uacute;mero    de simpatizantes: em resultado, o n&uacute;mero de acampamentos aumenta, chegando    a atingir os cinquenta em simult&acirc;neo<i> (ibidem:</i> 8-9<i>)</i>. Para    este desenrolar de eventos contribuiu uma utiliza&ccedil;&atilde;o mais intensiva    de comunica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis, quer para difundir, quer para acompanhar    &agrave; dist&acirc;ncia os acontecimentos, aumentando o seu tr&aacute;fego    em cerca de 20% entre 16 e 18 de Maio, e sendo atingidos a 20 de Maio mais de    200 mil <i>tweets</i>, altura em que se verificava a ades&atilde;o de cerca    de 24 mil novos utilizadores (<i>ibidem</i>: 9).</p>     <p>Entramos, ent&atilde;o, na fase de difus&atilde;o, na qual conflui uma liga&ccedil;&atilde;o    do M15M a outros grupos e movimentos (como o M12M portugu&ecirc;s ou o Movimento    Occupy) com a rede Twitter e as comunica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis atrav&eacute;s    das quais foram circulados 25% dos <i>tweets, </i>levando Monterde &amp; Postill    a concluir que <i>if a few years ago it was still justifiable to separate mobile    and Internet technologies when studying &lsquo;smart mobs&rsquo; (&hellip;)    the evidence presented above demonstrates the powerful articulation of internet    and mobile media within contingent sets of technologies</i> (<i>ibidem</i>:12).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Os Tent Protests em Israel</b></p> <ol>       <li>a) quadro pol&iacute;tico-econ&oacute;mico</li>     </ol>     <p>No &acirc;mbito das pol&iacute;ticas governamentais para o sector da Habita&ccedil;&atilde;o,    o pre&ccedil;o e renda dos im&oacute;veis nas principais cidades do pa&iacute;s    atinge em 2011 de forma particularmente incisiva a popula&ccedil;&atilde;o mais    jovem. Neste contexto, confrontada com o facto de ter de suportar pelo seu apartamento    uma renda inacess&iacute;vel, Daphni Leef decide a 14 de Julho de 2011 partilhar    no Facebook a realiza&ccedil;&atilde;o de um evento &ndash; a montagem, como    forma de protesto, de uma tenda na Rothschild Boulevard, na &lsquo;baixa&rsquo;    de Tel-Aviv, gesto em que &eacute; seguida por um pequeno grupo de amigos (Gordon,    2012:1).</p>     <p>Apesar de inicialmente apelar sobretudo &agrave; classe m&eacute;dia, a iniciativa    conquista progressivamente a simpatia de cerca de 90% da popula&ccedil;&atilde;o    (Gordon, 2012:1-2), acolhendo n&atilde;o apenas um conjunto mais diverso de    cidad&atilde;(o)s &ndash; trabalhadores sindicalizados, estudantes, migrantes,    sem-abrigo &ndash; mas tamb&eacute;m de temas &ndash; Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o,    Transportes, Sal&aacute;rio M&iacute;nimo, Redistribui&ccedil;&atilde;o de riqueza    (Nagar, 2012:304-305). Consistindo em manifesta&ccedil;&otilde;es semanais realizadas    aos s&aacute;bados, a iniciativa re&uacute;ne no seu &uacute;ltimo protesto    a 3 de Setembro de 2011 cerca de 400 mil pessoas, sendo tamb&eacute;m por isso    considerada o maior movimento popular da hist&oacute;ria do pa&iacute;s (Gordon,    2012).</p>     <p>Algumas pontes poder&atilde;o ser feitas entre este e outros movimentos: o    impulso inicial deu-se igualmente atrav&eacute;s da ocupa&ccedil;&atilde;o de    espa&ccedil;o p&uacute;blicos pela visibilidade destes, e a aten&ccedil;&atilde;o    da sociedade civil e pol&iacute;tica &eacute; captada <i>on</i> mas tamb&eacute;m    <i>offline</i>. Em alguns casos, estas pontes devem-se a participa&ccedil;&atilde;o    de elementos dos Movimentos M15M e Indignados nos Tent Protests, e por importa&ccedil;&atilde;o    de algumas das medidas praticadas nesses movimentos, como a cria&ccedil;&atilde;o    de assembleias populares e a sua perman&ecirc;ncia ap&oacute;s os eventos populares    organizados<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a> . N&atilde;o    obstante, algumas particularidades devem ser reconhecidas aos protestos israelitas:    contrariamente ao ocorrido em Espanha ou em Wall Street, n&atilde;o procurara    a demiss&atilde;o do Governo, mas o exerc&iacute;cio de press&atilde;o sobre    ele, exigindo a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas do pa&iacute;s.</p>     <p>A resposta do Governo variou ao longo e de acordo com a notoriedade dos protestos.    Inicialmente, e apercebendo-se da relev&acirc;ncia dos Novos Media na organiza&ccedil;&atilde;o    dos protestos, recorreu a terceiros para propaga&ccedil;&atilde;o de mensagens    <i>online </i>de descredibiliza&ccedil;&atilde;o dos manifestantes, associando-os    a anti-semitismo, radicalismo de esquerda, trai&ccedil;&atilde;o &agrave; p&aacute;tria    ou apelidando-os de &lsquo;crian&ccedil;as mimadas&rsquo; motivadas por acesso    gratuito a habita&ccedil;&atilde;o financiada pelo Estado (Gordon, 2012: 3).    No entanto, a notoriedade das/os participantes apenas aumentou, assim como a    simpatia conquistada quer junto da sociedade civil nacional e internacional,    quer junto da Oposi&ccedil;&atilde;o, cujos membros se deslocaram aos acampamentos    atestando o seu apoio a muitas medidas neles propostas.</p>     <p>Sem preju&iacute;zo da cria&ccedil;&atilde;o, pelo Primeiro-ministro, de um    comit&eacute; (o <i>Trajtenberg Committee</i>) para negocia&ccedil;&otilde;es    com os l&iacute;deres dos movimentos &ndash; no qual se comprometeu com o aumento    dos impostos sobre rendimentos de capital e dos benef&iacute;cios ligados &agrave;    Seguran&ccedil;a Social, em especial para os mais idosos, entre outras medidas<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>    (Nagar, 2012:311-312) &ndash; a tomada de medidas concretas para altera&ccedil;&atilde;o    do <i>status quo</i> revelou-se reduzida. E se tamb&eacute;m o sector privado    foi objecto de maior escrut&iacute;nio p&uacute;blico, sendo obrigado a baixar    os pre&ccedil;os de diversos produtos, a verdade &eacute; que o pre&ccedil;o    das rendas se manteve elevado e a taxa&ccedil;&atilde;o de rendimentos de capital    comparativamente baixa<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a> <sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>    .</p>     <p>Tamb&eacute;m ao n&iacute;vel parlamentar o sucesso parece ter sido reduzido,    a avaliar pelo resultado das elei&ccedil;&otilde;es de 2013. Sem preju&iacute;zo    da cria&ccedil;&atilde;o de onze novos partidos, em especial na ala esquerda,    e do quase desaparecimento do Kadima<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>    , a ala direita do Parlamento n&atilde;o perdeu proemin&ecirc;ncia, em particular    o partido de Netanyahu, cuja popularidade apenas se reduziu ligeiramente, mantendo-se    como o maior partido com representa&ccedil;&atilde;o parlamentar, o que lhe    permitiu manter-se em fun&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>    <sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a> . Como afirma Nagar: <i>In    short, despite the many changes in the party system, there is very little true    shift in political alignments</i> (Nagar, 2012: 312).</p> <ol>       <li>b) contexto de literacias e apropria&ccedil;&atilde;o de Novos Media</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p>Em 2011 a penetra&ccedil;&atilde;o da Internet entre a popula&ccedil;&atilde;o    israelita cifrava-se em 68.9%<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>    , dispendendo esta comparativamente mais tempo na sua utiliza&ccedil;&atilde;o    (38%) que nos demais Media (29% na utiliza&ccedil;&atilde;o de Televis&atilde;o,    por exemplo)<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a> . Especificamente    em termos da utiliza&ccedil;&atilde;o de redes sociais virtuais verifica-se    em 2013<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a> uma penetra&ccedil;&atilde;o    de 50,4% entre a popula&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>    (4 milh&otilde;es de perfis). No que respeita &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o    de dispositivos m&oacute;veis, existiam cerca de 122 para cada 100 israelitas<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>    , em queda ligeira face a 2008 (127 dispositivos por cada 100 pessoas).</p>     <p>No entanto, o pa&iacute;s revela um acentuado fosso digital, em especial segundo    o n&iacute;vel de rendimentos: se 85% de quem aufere acima da m&eacute;dia tem    acesso &agrave; Internet, apenas 55% de quem aufere abaixo da m&eacute;dia o    consegue (Schejter &amp; Tirosh, 2013:4), o que sugere uma rela&ccedil;&atilde;o    entre as classes sociais mais representadas no movimento e o papel das novas    tecnologias. Constituindo este protesto uma iniciativa da classe m&eacute;dia    &ndash; e n&atilde;o, por exemplo, de um proletariado reivindicando melhores    condi&ccedil;&otilde;es de vida &ndash; &eacute; razo&aacute;vel considerar    o fosso digital pouco relevante nas pr&aacute;ticas dos participantes mais activos.    Como tal, talvez a import&acirc;ncia do papel dos Novos Media se tenham jogado    na organiza&ccedil;&atilde;o de eventos e divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o,    devendo-se as mobiliza&ccedil;&otilde;es e simpatias angariadas mais &agrave;    cobertura dos Media Tradicionais<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>    . Isto n&atilde;o significa menosprezo pelo papel da Internet mas sim uma valoriza&ccedil;&atilde;o    da complementaridade/concerta&ccedil;&atilde;o entre meios, sobretudo atendendo    &agrave; aus&ecirc;ncia de acesso por parte da popula&ccedil;&atilde;o aos digitais.</p>     <p>Os Media digitais tornaram-se, ent&atilde;o, importantes na divulga&ccedil;&atilde;o,    mobiliza&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o dos protestos enquanto    meios alternativos: al&eacute;m da p&aacute;gina oficial do movimento<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>    , foram usados (Schejter &amp; Tirosh, 2013:19-20):</p>     <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; - para comunica&ccedil;&otilde;es    internas<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a> , outros sites e    p&aacute;ginas no Facebook;</p>     <p>- para divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o em tempo-real,    &ldquo;jornalismo de cidad&atilde;o&rdquo;, nomeadamente atrav&eacute;s &nbsp;de    um canal televisivo oficial<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>    e de uma r&aacute;dio tem&aacute;tica apelidada de &ldquo;Beit Ha&rsquo;am&rdquo;<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>    <i>;</i></p>     <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; - para divulga&ccedil;&atilde;o    de eventos, um grupo no Facebook, o Israel Independent Press<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>    .</p>     <p>A import&acirc;ncia dos Novos Media nesta iniciativa deveu-se, em parte, &agrave;    regulamenta&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas dos Media Tradicionais: de um    servi&ccedil;o p&uacute;blico de informa&ccedil;&atilde;o &ndash; muitas vezes    acusado de propens&atilde;o pr&oacute;- estatal &ndash; para um sistema medi&aacute;tico    baseado numa oferta privada. No entanto, tal n&atilde;o garantiu o pluralismo    e a defesa do interesse c&iacute;vico: na realidade, apenas parece ter transposto    os interesses partid&aacute;rios para a esfera da concentra&ccedil;&atilde;o    empresarial privada (Schejter &amp; Tirosh, 2013:4). Perante a aus&ecirc;ncia    de um espa&ccedil;o p&uacute;blico de informa&ccedil;&atilde;o digno desse nome,    muita da popula&ccedil;&atilde;o optou por recorrer a redes sociais virtuais,    <i>blogs</i> e <i>websites</i>, n&atilde;o merecendo inicialmente a regularidade    da realiza&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o virtual de protesto cobertura    noticiosa tradicional de relevo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Subjacente &agrave;s formas de ac&ccedil;&atilde;o colectiva e aos movimentos    sociais contempor&acirc;neos encontra-se um conjunto de pr&eacute;-conceitos    que importa n&atilde;o relativizar. Primeiro, de que existe uma diferen&ccedil;a    fundamental entre formas "antigas" e "novas" de participa&ccedil;&atilde;o.    Subscrever tal pr&eacute;-conceito significa frequentemente considerar como    factor-chave n&atilde;o o conte&uacute;do, as aspira&ccedil;&otilde;es, as alternativas    procuradas pela cidadania, mas a forma ou o meio convocado para esse efeito.    Neste plano, a participa&ccedil;&atilde;o procurada pode ser capacitada com    formas mais novas e mais recentes, mas tal n&atilde;o autoriza a desvaloriza&ccedil;&atilde;o    do que &eacute; procurado em benef&iacute;cio do ve&iacute;culo considerado    para procura-lo. Sintoma deste pr&eacute;-conceito &eacute; o conjunto de &lsquo;ap&ecirc;ndices&rsquo;    s&iacute;gnicos utilizados para criar uma fronteira normativa entre formas de    participa&ccedil;&atilde;o que, no seu centro, n&atilde;o procuram muitas vezes    coisas diferentes ou inovadoras. Outro sintoma &eacute; o modo como desde a    d&eacute;cada de 1990 a "participa&ccedil;&atilde;o online" passou a ser usada    como um termo abrangente para um conjunto muito heterog&eacute;neo de ac&ccedil;&otilde;es,    procurando-se dessa forma o (conceptualmente pregui&ccedil;oso) ponto comum    do meio, descurando-se o (praticamente tudo o) resto que verdadeiramente confere    identidade, sentido, contexto e explica&ccedil;&atilde;o para uma ac&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica. A pr&oacute;pria no&ccedil;&atilde;o de "participa&ccedil;&atilde;o    offline" tornou-se mera ref&eacute;m de um sentido definido praticamente em    exclusivo pelo seu hegem&oacute;nico ant&oacute;nimo (a participa&ccedil;&atilde;o    online).</p>     <p>Outro pr&eacute;-conceito frequente &eacute; aquele de natureza normativa relativo    a qual deve ser o lugar das plataformas digitais numa sociedade democr&aacute;tica    &agrave; luz do que se considera o regime pol&iacute;tico mais desej&aacute;vel.    Na sequ&ecirc;ncia deste pr&eacute;-conceito, muito trabalho tem sido desenvolvido    sobre as implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas da internet do ponto de    vista da democracia directa e da democracia deliberativa: no primeiro ponto    de vista, o que se pretende &eacute; compreender &ndash; na realidade, afirmar    &ndash; como podem estas plataformas (ser usadas para) coordenar a democracia    directa em processos eleitorais, ou seja, vota&ccedil;&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o    de legisla&ccedil;&atilde;o e processos de tomada de decis&atilde;o (Coleman,    2005); no segundo ponto de vista, a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; interpretar    &ndash; na realidade, promover &ndash; a comunica&ccedil;&atilde;o digital como    (concretiza&ccedil;&atilde;o dos ideias de uma) "esfera p&uacute;blica virtual"    (Papacharissi, 2002).</p>     <p>Em que medida contribui este trabalho para combater estes dois pr&eacute;-conceitos,    recolocando o contexto, a identidade, a literacia e curricula pol&iacute;ticos    pr&eacute;vios no lugar central da an&aacute;lise?</p>     <p>Numa primeira leitura, a an&aacute;lise dos movimentos abordados revela que    popula&ccedil;&otilde;es distintas nos seus usos, costumes e literacias, bem    como nos sistemas pol&iacute;ticos em que operam, t&ecirc;m vindo a recorrer    a Novos Meios &ndash; p&aacute;ginas <i>web</i>, <i>blogs</i>, e perfis em redes    sociais virtuais &ndash; para partilhar informa&ccedil;&atilde;o, organizar    eventos e debater ideias, na tentativa de exercer influ&ecirc;ncia c&iacute;vica    e pol&iacute;tica. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O benef&iacute;cio    subjacente a esse recurso parece, nos movimentos abordados, dever-se &agrave;    sua disponibilidade, potenciais baixos custos de acesso e facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o,    contribuindo para gerar um espa&ccedil;o alternativo a uma esfera medi&aacute;tica    tradicional que, onde n&atilde;o se constituiu espa&ccedil;o de debate com lugar    para vozes e pol&iacute;ticas alternativas, acabou por reconhecer a relev&acirc;ncia    dos movimentos em causa, ecoando as suas posi&ccedil;&otilde;es e eventos. &Agrave;    luz desta primeira leitura &eacute; ainda poss&iacute;vel constatar que alguns    protestos inicialmente cingidos a uma tem&aacute;tica rapidamente se desenvolvem    acolhendo outras, dada a congrega&ccedil;&atilde;o de diversos grupos e comunidades:    os movimentos estudantis no Canad&aacute; e no Chile, exigindo melhorias no    direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, acabaram por reivindicar uma Democracia    Participativa, e os protestos israelitas, suscitados pelo pre&ccedil;o das habita&ccedil;&otilde;es,    acolheu reivindica&ccedil;&otilde;es em torno da sa&uacute;de e seguran&ccedil;a    social.</p>     <p>Contudo, numa segunda e mais contextualizada leitura, resulta clara a import&acirc;ncia    decisiva dos contextos em que tais movimentos eclodem, ou seja, as especificidades    dos pa&iacute;ses e regimes, das popula&ccedil;&otilde;es envolvidas, do <i>status    quo </i>e das circunst&acirc;ncias c&iacute;vicas e pol&iacute;ticas em que    t&ecirc;m lugar, e das representa&ccedil;&otilde;es ou quadros simb&oacute;licos    acerca do papel dos recursos mobiliz&aacute;veis. Desde logo, o reconhecimento    de que os fossos digitais permanecem, n&atilde;o apenas relativamente ao acesso    aos meios mas sobretudo &agrave;s literacias necess&aacute;rias para o seu uso.    E neste plano as dimens&otilde;es de classe mant&ecirc;m a sua relev&acirc;ncia,    particularmente na capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o e aproveitamento    destes recursos, em que se mant&ecirc;m diferen&ccedil;as assinal&aacute;veis    entre a popula&ccedil;&atilde;o: o facto de todos os movimentos terem sido oriundos    de pessoas pertencentes &agrave; classe m&eacute;dia, suficientemente letrados    e informados, tamb&eacute;m ter&aacute; sido uma pe&ccedil;a essencial na utiliza&ccedil;&atilde;o    dos Novos Media como forma de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.</p>     <p>Por outro lado, e mesmo entre os estratos populacionais com utiliza&ccedil;&atilde;o    manifesta destes recursos, difere consideravelmente a valoriza&ccedil;&atilde;o    destes &uacute;ltimos para a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, fazendo    uma utiliza&ccedil;&atilde;o mais regular (quando n&atilde;o mesmo &uacute;nica)    de redes sociais virtuais. Adicionalmente, e mais uma vez, esta valoriza&ccedil;&atilde;o    decorre igualmente do perfil da popula&ccedil;&atilde;o envolvida, designadamente    ao n&iacute;vel de uma cultura pr&eacute;via de participa&ccedil;&atilde;o ou    protesto, plano no qual as diferen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o assinal&aacute;veis    apenas entre pa&iacute;ses mas no seio de cada um: onde os protestos se demonstraram    historicamente mais acutilantes e prolongados, a utiliza&ccedil;&atilde;o de    redes sociais virtuais para o coment&aacute;rio pol&iacute;tico parece ser mais    elevada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>Anduiza, Eva, Cantijoch, Marta and Aina Gallego (2009). &lsquo;Political Participation    and the Internet. A Field Essay&rsquo;, Information, Communication &amp; Society    12(6): 860-878</p>     <p>B&auml;ck, Hanna, Teorell, Jan and Anders Westholm (2011). Explaining Modes    of Participation: A Dynamic Test of Alternative Rational Choice Models. Scandinavian    Political Studies, 34(1): 74-97</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Barnes, Samuel H. and Max Kaase (eds.) (1979). Political Action: Mass Participation    in Five Western Democracies. Beverly Hills, CA: Sage</p>     <p>Baumgartner, Jody C. and Jonathan S. Morris (2010). &lsquo;MyFaceTube Politics:    Social Networking Web Sites and Political Engagement of Young Adults&rsquo;,    Social Science Computer Review, 28(1): 24-44</p>     <p>Benkler, Yochai (2006). The wealth of networks. New Haven, CT: Yale University    Press</p>     <p>Bond, Robert M., Fariss, Christopher J., Jones, Jason J., Kramer, Adam D. I.,    Marlow, Cameron, Settle, Jaime E. and James H. Fowler (2012). &lsquo;A 61-million-person    experiment in social influence and political mobilization&rsquo;, Nature 489:    295-298</p>     <p>Boyd, danah and Nicole Ellison (2007). &lsquo;Social Network Sites: Definition,    History, and Scholarship&rsquo;, Journal of Computer-Mediated Communication,    13(1)</p>     <p>Carpentier, Nico (2017), &ldquo;Media e Participa&ccedil;&atilde;o&rdquo;,    Lisboa, media XXI</p>     <!-- ref --><p>Chouliaraki, Lilie (2006). The Spectatorship of Suffering. London: Sage&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954345&pid=S1646-5954201800030001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Chung, J. (2011) <i>Weibo and &ldquo;Iron Curtain 2.0&rdquo; in China: Who    Is Winning the Cat-and-Mouse Game?</i>, East Asia Institute, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.isn.ethz.ch/Digital-Library/Publications/Detail/?lng=en&amp;id=135425" target="_blank">http://www.isn.ethz.ch/Digital-Library/Publications/Detail/?lng=en&amp;id=135425</a></p>     <p>Coleman, Stephen (2005). &lsquo;New Mediation and Direct Representation: Reconceptualizing    Representation in the Digital Age&rsquo;, New Media &amp; Society 7(2): 177-198</p>     <!-- ref --><p>Dahl, Robert (1956). A Preface to Democratic Theory. Chicago: The University    of Chicago Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954348&pid=S1646-5954201800030001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Delcl&oacute;s, C. &amp; Viejo, R. (2012) <i>Beyond the Indignation: Spain's    Indignados and the Political Agenda</i>, Policy &amp; Practice: A Development    Education Review, Vol. 15, Autumn, pp. 92-100, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.developmenteducationreview.com/issue15-perspectives4" target="_blank"><i>http://www.developmenteducationreview.com/issue15-perspectives4</i></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954349&pid=S1646-5954201800030001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Downs, Anthony (1957). An Economic Theory of Democracy. New York: Harper and    Collins&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954350&pid=S1646-5954201800030001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Garc&iacute;a, C., Chauveau, P., Ledezma, J. &amp; Pinto, M. (2013) <i>What    Can Social Media Teach Us About Protests? Analyzing The Chilean 2011-12 Student    Movement&rsquo;s Network Evolution Through Twitter Data</i>, dispon&iacute;vel    em <a href="http://arxiv.org/abs/1308.2451" target="_blank">http://arxiv.org/abs/1308.2451</a></p>     <p>Gobel, C. &amp; Ong, L.H (2012) <i>Social Unrest in China</i>, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.euecran.eu/Long%20Papers/ECRAN%20Social%20Unrest%20in%20China_%20Christian%20Gobel%20and%20Lynette%20H.%20Ong.pdf" target="_blank">http://www.euecran.eu/Long%20Papers/ECRAN%20Social%20Unrest%20in%20China_%20Christian%20Gobel%20and%20Lynette%20H.%20Ong.pdf</a></p>     <p>Guobin, Y. (2012) <i>The dramatic form of Online Collective Action in China    in Inter-Asia Round<a href="#t2">Table 2</a>012 &ndash; Methodological and Conceptual    Issues in Cyber Activism Research, </i>dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ari.nus.edu.sg/docs/downloads/Inter-Asia-Roundtable/InterAsiaRoundtable-2012.pdf#page=143" target="_blank">http://www.ari.nus.edu.sg/docs/downloads/Inter-Asia-Roundtable/InterAsiaRoundtable-2012.pdf#page=143</a></p>     <p>Guzman-Concha, G. (2012) <i>The Students&rsquo; Rebellion in Chile: Occupy    Protest or Classic Social Movement? in </i>Social Movement Studies- Journal    of Social, Cultural and Political Protest, Vol. 11, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14742837.2012.710748#.UhohSj8iw6s" target="_blank">http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14742837.2012.710748#.UhohSj8iw6s</a></p>     <p>Gordon, U. (2012) <i>Israel's &lsquo;Tent Protests&rsquo;: The Chilling Effect    of Nationalism</i>, <i>in Journal of Social, Cultural and Political Protest,    </i>p&aacute;gs. 1-7, dispon&iacute;vel em: <a href="http://dx.doi.org/10.1080/14742837.2012.708832" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/14742837.2012.708832</a></p>     <p>Gramsci, Antonio (2017). A Cultura, os Subalternos, a Educa&ccedil;&atilde;o.    2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, Lisboa</p>     <p>Inglehart, Ronald and Gabriela Catterberg (2002). &lsquo;Trends in Political    Action: The Developmental Trends and the Post-Honeymoon Decline&rsquo;. International    Journal of Comparative Sociology 43: 300-317</p>     <p>Julien, F. (2012) <i>Le Printemps &Eacute;rable Comme Choc Id&eacute;ologique    in Cultures &amp; Conflicts 2012</i>, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cairn.info/revue-cultures-et-conflits-2012-3-page-152.htm" target="_blank">http://www.cairn.info/revue-cultures-et-conflits-2012-3-page-152.htm</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Leighley, Jan E. (1995). &lsquo;Attitudes, Opportunities and Incentives: A    Field Essay on Political Participation&rsquo;, Political Research Quarterly    48(1): 181-209</p>     <!-- ref --><p>Liu, J. (2013)<i> Mobile Communication, Popular Protests and Citizenship in    </i>China in Modern Asian Studies / Volume 47 / Issue 03, pp 995 1018<i>,</i>    dispon&iacute;vel em <a href="http://www.academia.edu/2897274/Mobile_Communication_Popular_Protests_and_Citizenship_in_China" target="_blank">http://www.academia.edu/2897274/Mobile_Communication_Popular_Protests_and_Citizenship_in_China</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954360&pid=S1646-5954201800030001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Maia, R. (2001). "Democracia e internet como esfera p&uacute;blica virtual:    aproximando as condi&ccedil;&otilde;es do discurso e da delibera&ccedil;&atilde;o".    X Encontro Anual da Comp&oacute;s. Brasilia/DF: COMPOS</p>     <!-- ref --><p>Milner, H. (2013) <i>Social media politics: are the new movements, from Quebec    to Wall Street, compatible with representative democracy? in</i> Inroads, n&ordm;32,    dispon&iacute;vel em <a href="http://www.questia.com/library/p2147/inroads-a-journal-of-opinion/i3175743/no-32-spring" target="_blank">http://www.questia.com/library/p2147/inroads-a-journal-of-opinion/i3175743/no-32-spring</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954362&pid=S1646-5954201800030001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Monterde, A. and J. Postill (2013) <i>Mobile ensembles: The uses of mobile    phones for social protest by Spain&rsquo;s indignados</i> <i>in </i>G. Goggin    and L. Hjorth (eds.) <i>Routledge Companion to Mobile Media, </i>dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.cl.cam.ac.uk/~nv240/papers/twindignados.pdf" target="_blank">http://www.cl.cam.ac.uk/~nv240/papers/twindignados.pdf</a></p>     <p>Nagar, N. (2012)<i> The 2011 Social Protest in Israel and its aftermath in    </i>Anuari del Conflicte Social 2012, p&aacute;gs. 303-316, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.observatoridelconflictesocial.org/media/0/251/29_the_2011_social_protest_in_israel_naama_nagar.pdf" target="_blank"><i>http://www.observatoridelconflictesocial.org/media/0/251/29_the_2011_social_protest_in_israel_naama_nagar.pdf</i></a></p>     <p>Norris, Pippa (2007). &lsquo;Political Activism: New Challenges, New Opportunities&rsquo;,    in Boix, Carles and Susan Stokes (eds.). The Oxford Handbook of Comparative    Politics. New York: Oxford University Press, 628-649</p>     <p>Oser, Jennifer and Michael Shalev (2011). &lsquo;Examining the Participatory    Expansion Hypothesis: The United States in Comparative Perspective&rsquo; Paper    prepared for MPSA 69th Annual National Conference, March 31-April 3, 2011, Seattle,    USA</p>     <p>Papacharissi, Zizi (2002). &lsquo;The virtual sphere: The Internet as a public    sphere&rsquo;, New Media &amp; Society 4(1): 9-27</p>     <p>Park Namsu, Kee Kerk and Sebasti&aacute;n Valenzuela (2009). &lsquo;Being immersed    in social networking environment: Facebook groups, uses and gratifications,    and social outcomes.&rsquo; Cyberpsychology &amp; Behavior 12(6): 729&ndash;733</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pasquale, Frank (2017). "A esfera p&uacute;blica automatizada". L&iacute;bero,    ano XX, n&uacute;mero 39, Jan/Ago</p>     <p>Pateman, Carole (1970). Participation and democratic theory. Cambridge, MA:    Cambridge University Press</p>     <p>Pereira, Marcos (2011). "Internet e mobiliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica    - os movimentos sociais na era digital". IV Encontro da Compol&iacute;tica -    Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Pesquisa em Comunica&ccedil;&atilde;o    e Pol&iacute;tica, URJ</p>     <p>Persson, Mikael (2012). &lsquo;Does Type of Education Affect Political Participation?    Results from a Panel Survey of Swedish Adolescents&rsquo;, Scandinavian Political    Studies 35(3): 198-221</p>     <p>Pi&ntilde;eiro-Otero, T. &amp; Costa S&aacute;nchez, C. (2012)<i> Ciberactivismo    y redes sociales. </i><i>El uso de facebook por uno de los colectivos impulsores    de la &lsquo;spanish revolution&rsquo;, Democracia Real Ya (DRY) in Observatorio    (OBS*) Journal, Special issue &ldquo;Networked belonging and networks of belonging&rdquo;    - COST ACTION ISO906, </i>p&aacute;gs.165-180;</p>     <p>Pis, E. (2012) <i>Printemps &Eacute;rable: Digital Media and Mobilization on    Quebec&rsquo;s Student Movement</i> <i>in</i> Anuari Del Conflite Social 2012,    dispon&iacute;vel em <a href="http://www.observatoridelconflictesocial.org/media/0/191/46_printempsrable.pdf" target="_blank">http://www.observatoridelconflictesocial.org/media/0/191/46_printempsrable.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Sawchuk, K. (2012) <i>La Gr&egrave;ve est &Eacute;tudiant/e, La Lutte Est Populaire:    The Qu&eacute;bec Student Strike</i> <i>in</i> Canadian Journal of Communication    Corporation, Vol. 37, 2012, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.univerciencia.org/index.php/record/view/84932" target="_blank">http://www.univerciencia.org/index.php/record/view/84932</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954375&pid=S1646-5954201800030001400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Schejter, A. M. &amp; Tirosh, N. (2013)<i> &ldquo;What is wrong cannot be made    right&rdquo;? Why has media reform been sidelined in the debate over &ldquo;social    justice&rdquo; in Israel, </i>dispon&iacute;vel em: <a href="http://strategiesformediareform.com/what-is-wrong-cannot-be-made-right-why-has-media-reform-been-sidelined-in-the-debate-over-social-justice-in-israel/" target="_blank">http://strategiesformediareform.com/what-is-wrong-cannot-be-made-right-why-has-media-reform-been-sidelined-in-the-debate-over-social-justice-in-israel/</a></p>     <!-- ref --><p>Schumpeter, Joseph (1946). Capitalism, socialism and democracy. New York: Harper    &amp; Row&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954377&pid=S1646-5954201800030001400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Segerberg, Alexandra (2005). Thinking Doing. The Politicisation of Thoughtless    Action. Stockholm Studies in Politics 111. Stockholm: Stockholm University&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954378&pid=S1646-5954201800030001400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Severo,M., Giraud, T. &amp; Douay, N (2011) <i>Citizen protest in the online    networks: the case of the China's bloody map</i> in "7th Social Network Conference    2011, London, dispon&iacute;vel em: <a href="http://halshs.archives-ouvertes.fr/hal-00675517/" target="_blank">http://halshs.archives-ouvertes.fr/hal-00675517/</a></p>     <!-- ref --><p>Shirky, Clay (2008). Here Comes Everybody. The Power of Organizing Without    Organizations. New York: Penguin Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954380&pid=S1646-5954201800030001400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Schlozman Kay Lehman, Verba, Sidney and Henry Brady (2010). &lsquo;Weapon of    the strong? Participatory inequality and the internet&rsquo;. Perspectives on    Politics 8(2): 487&ndash;510</p>     <p>Stolle, Dietlind and Marc Hooghe (2011). &lsquo;Shifting Inequalities: Patterns    of Exclusion and Inclusion in Emerging Forms of Political Participation&rsquo;.    European Societies 13(1): 119-142</p>     <p>Sullivan, J. (2013) <i>China's Weibo: Is faster</i> different?, dispon&iacute;vel    em: <a href="https://docs.google.com/file/d/0B1nnXuHnl_tMQ2I4dl9nd09JdVE/edit" target="_blank">https://docs.google.com/file/d/0B1nnXuHnl_tMQ2I4dl9nd09JdVE/edit</a></p>     <p>Teorell Jan, Torcal Mariano &amp; Jos&eacute; Ramon Montero (2007). &ldquo;<i>Political    participation: Mapping the terrain</i>&rdquo;, in van Deth Jan, Montero Jos&eacute;    Ramon and Anders Westholm (eds.) Citizenship and Involvement in European Democracies:    A Comparative Analysis. London: Routledge, 334-357</p>     <!-- ref --><p>Valenzuela , S., Arriagada, A. &amp; Scherman, A. (2012) <i>The Social Media    Basis of Youth Protest Behavior: The Case of Chile</i>&nbsp; <i>in</i> Journal    of Communication, Vol. 62, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.academia.edu/1440275/The_Social_Media_Basis_of_Youth_Protest_Behavior_The_Case_of_Chile" target="_blank">http://www.academia.edu/1440275/The_Social_Media_Basis_of_Youth_Protest_Behavior_The_Case_of_Chile</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=954385&pid=S1646-5954201800030001400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Vallina-Rodriguez et al. (2012)<i> Los Twindignados: The Rise of the Indignados    Movement on Twitter</i> in <i>Privacy, Security, Risk and Trust (PASSAT), 2012    International Conference on and 2012 International Confernece on Social Computing    (SocialCom)</i> dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cl.cam.ac.uk/~nv240/papers/twindignados.pdf" target="_blank">http://www.cl.cam.ac.uk/~nv240/papers/twindignados.pdf</a></p>     <p>Zukin, Cliff, Keeter, Scott, Andolina, Molly, Jenkins, Krista and Michael X.    Delli Carpini (2006). A New Engagement? Political Participation, Civic Life    and the Changing American Citizen. Oxford: Oxford University Press</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Publica&ccedil;&otilde;es Peri&oacute;dicas</b></p>     <p>CNN, dispon&iacute;vel em: <a href="http://money.cnn.com/" target="_blank">http://money.cnn.com</a></p>     <p>Exame, dispon&iacute;vel em: <a href="http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/redes-sociais-terao-dificuldade-apos-entrada-tardia-na-china" target="_blank">http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/redes-sociais-terao-dificuldade-apos-entrada-tardia-na-china</a></p>     <p>Financial Times, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ft.com/" target="_blank">http://www.ft.com</a></p>     <p>Haaretz, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.haaretz.com/news/israeli-elections-2013/israeli-elections-news-features/live-blog-introducing-israel-s-33rd-government-coalition-1.510235" target="_blank">http://www.haaretz.com/news/israeli-elections-2013/israeli-elections-news-features/live-blog-introducing-israel-s-33rd-government-coalition-1.510235</a></p>     <p>Huffingtonpost, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.huffingtonpost.com/martin-varsavsky/spanish-revolution-of-201_b_867156.html" target="_blank">http://www.huffingtonpost.com/martin-varsavsky/spanish-revolution-of-201_b_867156.html</a></p>     <p>Jornal Sol, dispon&iacute;vel em: <a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=16266" target="_blank">http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=16266</a>South    China Morning Post, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scmp.com/news/china/article/1316598/exclusive-china-lift-ban-facebook-only-within-shanghai-free-trade-zone" target="_blank">http://www.scmp.com/news/china/article/1316598/exclusive-china-lift-ban-facebook-only-within-shanghai-free-trade-zone</a></p>     <p>Spiegel Online, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.spiegel.de/international/world/netanyahu-suffers-setback-after-israeli-election-a-879214.html" target="_blank">http://www.spiegel.de/international/world/netanyahu-suffers-setback-after-israeli-election-a-879214.html</a></p>     <p>The Jerusal&eacute;m Post, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jpost.com/National-News/Trajtenberg-panel-conclusions" target="_blank">http://www.jpost.com/National-News/Trajtenberg-panel-conclusions</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Outros</b></p>     <p>Comisi&oacute;n Del Mercado de las Telecomunicaciones, dispon&iacute;vel em:    <a href="http://informecmt.cmt.es/" target="_blank">http://informecmt.cmt.es/</a></p>     <p>DRY (Democracia Real Ya): <a href="http://www.democraciarealya.es/" target="_blank">http://www.democraciarealya.es/</a></p>     <p>Economic Survey of Israel 2013, (ODCE), dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.oecd.org/israel/israel-2013.htm" target="_blank">http://www.oecd.org/israel/israel-2013.htm</a></p>     <p>EMarketeer, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.emarketer.com/Article/Which-Social-Networks-Growing-Fastest-Worldwide/1009884" target="_blank">http://www.emarketer.com/Article/Which-Social-Networks-Growing-Fastest-Worldwide/1009884</a></p>     <p>GlobalVoices, dispon&iacute;vel em: <a href="http://globalvoicesonline.org/2010/10/28/china-mapping-violent-evictions-for-homebuyer-awareness/" target="_blank">http://globalvoicesonline.org/2010/10/28/china-mapping-violent-evictions-for-homebuyer-awareness/</a></p>     <p>Internet World Stats, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.internetworldstats.com/" target="_blank">http://www.internetworldstats.com</a></p>     <p>Juventud Sin Futuro, dispon&iacute;vel em: <a href="http://juventudsinfuturo.net/sample-page/" target="_blank">http://juventudsinfuturo.net/sample-page/</a></p>     <p>Semiocast,dispon&iacute;vel:<a href="http://semiocast.com/publications/2012_07_30_Twitter_reaches_half_a_billion_accounts_140m_in_the_US" target="_blank">http://semiocast.com/publications/2012_07_30_Twitter_reaches_half_a_billion_accounts_140m_in_the_US</a></p>     <p>SolTv, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.soltv.tv/soltv2/index.html" target="_blank">http://www.soltv.tv/soltv2/index.html</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Statista, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.statista.com/" target="_blank">http://www.statista.com</a></p>     <p>Top On Social, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.toponsocial.com/facebook-pages/ca/" target="_blank">http://www.toponsocial.com/facebook-pages/ca/</a></p>     <p>Walblog, dispon&iacute;vel em: <a href="http://wallblog.co.uk/2012/02/01/brazil-now-second-biggest-country-on-twitter-uk-fourth/" target="_blank">http://wallblog.co.uk/2012/02/01/brazil-now-second-biggest-country-on-twitter-uk-fourth/</a></p>     <p>Worldbank, dispon&iacute;vel em: <a href="http://data.worldbank.org/indicator/IT.NET.USER.P2" target="_blank">http://data.worldbank.org/indicator/IT.NET.USER.P2</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Cf. Benkler (2006), Norris    (2007), Shirky (2008), Park et al. (2009), Baumgartner &amp; Morris (2010),    Schlozman et al. (2010), Bond et al. (2012), ou Persson (2012).</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> &ldquo;Out of the 65 countries    that participated in the PISA tests, Chile ranked 64th in terms of segregation    across social classes in its schools and colleges&rdquo; (Garc&iacute;a et al,    2013: 3)</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup>&ldquo;The fact that Chilean    students, or their families, have to directly pay a substantial share of the    costs of their courses has focused attention on the value for money that they    receive and their chances of finding a worthwhile career after graduation&rdquo;    (OECD, 2012, in Garc&iacute;a et al, 2013: 3).</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup>Fonte: Statista, dispon&iacute;vel    em <a href="https://www.statista.com/statistics/209108/number-of-internet-users-per-100-inhabitants-in-chile-since-2000/" target="_blank">https://www.statista.com/statistics/209108/number-of-internet-users-per-100-inhabitants-in-chile-since-2000/</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Fonte: Internet World Stats,    dispon&iacute;vel em <a href="http://www.internetworldstats.com/stats15.htm" target="_blank">http://www.internetworldstats.com/stats15.htm</a></p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup>Fonte: World Bank, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://data.worldbank.org/indicator/IT.CEL.SETS.P2" target="_blank">http://data.worldbank.org/indicator/IT.CEL.SETS.P2</a></p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup>Fonte: Infolatam, dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.infolatam.com.br/2012/06/27/as-redes-sociais-na-america-latina-influencia-e-tendencias/" target="_blank">http://www.infolatam.com.br/2012/06/27/as-redes-sociais-na-america-latina-influencia-e-tendencias/</a></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup>Fonte: Internet World Stats,    dispon&iacute;vel em <a href="http://www.internetworldstats.com/stats10.htm" target="_blank">http://www.internetworldstats.com/stats10.htm</a></p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup>Fonte: Top on Social, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.toponsocial.com/facebook-pages/cl/" target="_blank">http://www.toponsocial.com/facebook-pages/cl/</a></p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup>Refira-se que este estudo    foi trealizado um ano antes da eclos&atilde;o do movimento estudantil de 2011-2012,    ano este em que se deu um protesto ambiental globalizado (2010) promovido atrav&eacute;s    do Facebook: <i>In the two days following the environmental agency&rsquo;s approval    of the project, 118 Facebook Groups against Barrancones were created, which    together garnered more than 25,700 &lsquo;&lsquo;Likes&rsquo;&rsquo; and 177,450    &lsquo;&lsquo;Fans&rsquo;&rsquo; </i>(Garc&iacute;a &amp; Torres, 2011 in Valenzuela,    Arriagada &amp; Scherman, 2012: 3).</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup>De que &eacute; exemplo    a <i>Quebec&rsquo;s Quiet Revolution</i> de 1960.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup>&ldquo;<i>The student strike    of 2012 represents the ninth instance in which students have utilized strike    tactics to exert economic pressure on Quebec&rsquo;s provincial government,    with other successful strikes having occurred in 1968, 1974, 1978, 1986, 1988,    1990, 1996 and 2005</i>&rdquo; (Free Education Montreal 2011 in Pis, 2012: 472).</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup>Atrav&eacute;s da designada    <i>Bill 78</i> (<i>Law 12</i>).</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup>Fonte: Worldbank, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://data.worldbank.org/indicator/IT.NET.USER.P2" target="_blank">http://data.worldbank.org/indicator/IT.NET.USER.P2</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup>Fonte: World Bank, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://data.worldbank.org/indicator/IT.CEL.SETS.P2" target="_blank">http://data.worldbank.org/indicator/IT.CEL.SETS.P2</a></p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup>Fonte: Top On Social, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.toponsocial.com/facebook-pages/ca/" target="_blank">http://www.toponsocial.com/facebook-pages/ca/</a></p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup>Fonte: Semiocast, 2012,    dispon&iacute;vel em: <a href="http://semiocast.com/publications/2012_07_30_Twitter_reaches_half_a_billion_accounts_140m_in_the_US" target="_blank">http://semiocast.com/publications/2012_07_30_Twitter_reaches_half_a_billion_accounts_140m_in_the_US</a></p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup>Fonte: EMarketeer, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.emarketer.com/Article/Which-Social-Networks-Growing-Fastest-Worldwide/1009884" target="_blank">http://www.emarketer.com/Article/Which-Social-Networks-Growing-Fastest-Worldwide/1009884</a></p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup>Fonte: China Internet Watch,    dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.chinainternetwatch.com/whitepaper/china-internet-statistics/" target="_blank">https://www.chinainternetwatch.com/whitepaper/china-internet-statistics/</a></p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup>A t&iacute;tulo de exemplo,    em Agosto de 2013, a penetra&ccedil;&atilde;o do Facebook entre a popula&ccedil;&atilde;o    chinesa era de 0.05%, com 680.000 perfis criados. Fonte: CNN Money, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.toponsocial.com/facebook-pages/ca/" target="_blank">http://www.toponsocial.com/facebook-pages/ca/</a></p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup>Segundo Sullivan, se o Twitter    atrai a elite intelectual de netizens, a plataforma QQ serve os cidad&atilde;os    de baixos rendimentos (idem, 2013: 4). Em 2012, esta rede albergava 784.000.000    de perfis, sendo a rede social chinesa com um maior n&uacute;mero de utilizadores.    Dados dispon&iacute;veis em: <a href="http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/index.html" target="_blank">http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/index.html</a></p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup>Em 2012, esta rede detinha    597.000.000 perfis criados. Dados dispon&iacute;veis em: <a href="http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/2.html" target="_blank">http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/2.html</a></p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup>Em 2012, esta rede albergava    469.000.000 perfis. Dados dispon&iacute;veis em: <a href="http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/3.html" target="_blank">http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/3.html</a></p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup>Esta vers&atilde;o melhorada    do Twitter, com a possibilidade de coment&aacute;rio a posts alheios, conversa&ccedil;&atilde;o    directa e publica&ccedil;&atilde;o de imagens aumentou o poder de dissemina&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&atilde;o e a mobiliza&ccedil;&atilde;o, directa ou alargada,    da popula&ccedil;&atilde;o (Chung, 2011:1; Sullivan, 2013: 4). Em 2012, esta    rede albergava 368.000.000 perfis. Dados dispon&iacute;veis em: <a href="http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/5.html" target="_blank">http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/5.html</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup>Em 2012, esta rede albergava    100.000.000 perfis. Dados dispon&iacute;veis em: <a href="http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/4.html" target="_blank">http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/4.html</a></p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup>Apelidada de &ldquo;Facebook    chin&ecirc;s&rdquo;, esta rede albergava 100.000.000 perfis em 2012. Dados dispon&iacute;veis    em: <a href="http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/4.html" target="_blank">http://money.cnn.com/gallery/technology/2012/09/10/china-social-media.fortune/4.html</a></p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup>&ldquo;<i>Chinese blogs,    emails, social networks, and text messaging services that have opened up new    forums for exchanging ideas, and these have created new targets for censorship</i>&rdquo;.    (Chung, 2011:1)</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup>Fonte: Financial Times de    13 de Julho de 2013, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/70236536-eb0b-11e2-9fcc-00144feabdc0.html#axzz2n3yTBOT7" target="_blank">http://www.ft.com/cms/s/0/70236536-eb0b-11e2-9fcc-00144feabdc0.html#axzz2n3yTBOT7</a></p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup>Fonte: South China Morning    Post, 12 de Julho de 2013, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scmp.com/news/china/article/1280894/jiangmen-residents-protest-against-uranium-processing-plant" target="_blank">http://www.scmp.com/news/china/article/1280894/jiangmen-residents-protest-against-uranium-processing-plant</a></p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup>Vide: <a href="http:///t.sina.com.cn/bloodymap" target="_blank">http:///t.sina.com.cn/bloodymap</a></p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup>Bloody Map dispon&iacute;vel    em: <a href="http://globalvoicesonline.org/2010/10/28/china-mapping-violent-evictions-for-homebuyer-awareness/" target="_blank">http://globalvoicesonline.org/2010/10/28/china-mapping-violent-evictions-for-homebuyer-awareness/</a></p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> Tradu&ccedil;&atilde;o    do autor.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> Estudo realizado em 17    pa&iacute;ses: Alemanha, EUA, Fran&ccedil;a, It&aacute;lia, Espanha, Reino Unido,    M&eacute;xico, China, Portugal, R&uacute;ssia, Turquia, Brasil, &Iacute;ndia,    Egipto, Austr&aacute;lia, Canad&aacute; e &Aacute;frica do Sul.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> A este respeito, veja-se    a cr&oacute;nica de Martin Varsavsky para o Huffingtonpost a 25 de Maio de 2011,    dispon&iacute;vel em <a href="http://www.huffingtonpost.com/martin-varsavsky/spanish-revolution-of-201_b_867156.html" target="_blank">http://www.huffingtonpost.com/martin-varsavsky/spanish-revolution-of-201_b_867156.html</a>    .</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> &laquo;Milhares de jovens    manifestaram-se no centro da capital espanhola em protesto contra a precariedade    e contra uma &ldquo;crise econ&oacute;mica que n&atilde;o &eacute; a sua&rdquo;,&nbsp;exigindo&nbsp;um    &ldquo;emprego digno&rdquo;&raquo; in Jornal Sol, 8 de Abril de 2011, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=16266" target="_blank">http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=16266</a></p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> De acordo com o seu website,    trata-se de <i>un colectivo de j&oacute;venes que surge en abril de 2011 y fue    uno de los convocantes del 15M. Desde entonces su trabajo ha consistido en visibilizar    la situaci&oacute;n de precariedad de la juventud en el &aacute;mbito laboral,    educativo y social</i>. Fonte: <a href="http://juventudsinfuturo.net/sample-page/" target="_blank">http://juventudsinfuturo.net/sample-page/</a></p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> Fonte: Comunicaciones m&oacute;viles,    dispon&iacute;vel em: <a href="http://informecmt.cmt.es/" target="_blank">http://informecmt.cmt.es/</a></p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Fonte: Statista, dispon&iacute;vel    em: <a href="https://www.statista.com/statistics/304751/facebook-penetration-in-spain/" target="_blank">https://www.statista.com/statistics/304751/facebook-penetration-in-spain/</a></p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> De facto, se o estudo aponta    Espanha como um dos pa&iacute;ses com um maior n&uacute;mero de inquiridos que    participam na cr&iacute;tica pol&iacute;tica e empresarial, j&aacute; tal n&atilde;o    acontece com o apoio conferido &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es privadas.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> V.g.: <a href="http://www.soltv.tv/soltv2/index.html" target="_blank">http://www.soltv.tv/soltv2/index.html</a></p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> Realce-se ainda que a plataforma    DRY n&atilde;o se dissipou ap&oacute;s as acampadas de 2011, dispondo de um    website actualizado desde a sua forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> A 18 de Maio de 2011 existiam    28 cidades como palco de manifesta&ccedil;&otilde;es. Ver mapa: <a href="https://maps.google.es/maps/ms?hl=es&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=205976308653394303604.0004a38f170f195567f97&amp;source=embed&amp;ll=40.178873,-3.14209&amp;spn=8.593053,13.029785" target="_blank">https://maps.google.es/maps/ms?hl=es&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=205976308653394303604.0004a38f170f195567f97&amp;source=embed&amp;ll=40.178873,-3.14209&amp;spn=8.593053,13.029785</a></p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> Como o caso de Aya Shoshan,    activista rec&eacute;m-regressado de Espanha.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> V.g. The Jerusal&eacute;m    Post, 27 de Setembro de 2011, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jpost.com/National-News/Trajtenberg-panel-conclusions" target="_blank">http://www.jpost.com/National-News/Trajtenberg-panel-conclusions</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> V.g. Economic Survey of    Israel 2013, ODCE, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.oecd.org/israel/israel-2013.htm" target="_blank">http://www.oecd.org/israel/israel-2013.htm</a></p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> V.g. Relat&oacute;rio da    OCDE-Israel (2013), dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.oecd-ilibrary.org/economics/country-statistical-profile-israel_20752288-table-isr" target="_blank">http://www.oecd-ilibrary.org/economics/country-statistical-profile-israel_20752288-table-isr</a></p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> Um dos anteriores partidos    com maior protagonismo.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> V.g. Spiegel Online, 23    de Janeiro de 2013, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.spiegel.de/international/world/netanyahu-suffers-setback-after-israeli-election-a-879214.html" target="_blank">http://www.spiegel.de/international/world/netanyahu-suffers-setback-after-israeli-election-a-879214.html</a></p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> V.g. Haaretz, 18 de Mar&ccedil;o    de 2013, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.haaretz.com/news/israeli-elections-2013/israeli-elections-news-features/live-blog-introducing-israel-s-33rd-government-coalition-1.510235" target="_blank">http://www.haaretz.com/news/israeli-elections-2013/israeli-elections-news-features/live-blog-introducing-israel-s-33rd-government-coalition-1.510235</a></p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> Fonte: World Bank, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://data.worldbank.org/indicator/IT.NET.USER.P2" target="_blank">http://data.worldbank.org/indicator/IT.NET.USER.P2</a></p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> Fonte: Emarketer, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.emarketer.com/Article/High-Internet-Social-Engagement-Israel-Low-Ad-Spend/1009382" target="_blank">http://www.emarketer.com/Article/High-Internet-Social-Engagement-Israel-Low-Ad-Spend/1009382</a></p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> Os autores n&atilde;o possuem    dados para o ano de 2011.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> Fonte: Top on Social, dispon&iacute;vel    em:&nbsp; <a href="http://www.toponsocial.com/facebook-pages/il/" target="_blank">http://www.toponsocial.com/facebook-pages/il/</a></p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> Fonte: Worl Bank, dispon&iacute;vel    em: <a href="http://data.worldbank.org/indicator/IT.CEL.SETS.P2" target="_blank">http://data.worldbank.org/indicator/IT.CEL.SETS.P2</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> Um estudo n&atilde;o representativo    efectuado a 142 manifestantes presentes em Rothschild Boulevard,&nbsp; demonstrou    que: <i>The main source of news for 56% of the protesters (&hellip;) were the    traditional media and only for 35% it was social web applications, such as Twitter    and Facebook</i> (Hetsroni &amp; Lowenstein, 2012 in Schejter &amp; Tirosh,    2013:24).</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> Vide <a href="http://j14.org.il/" target="_blank">http://j14.org.il/</a>    .</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> Vide <a href="https://www.facebook.com/j14live/info" target="_blank">https://www.facebook.com/j14live/info</a></p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> Civilpress.tv, entretanto    descontinuado.</p>     <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> Vide <a href="http://j14.org.il/j14live/beithaamradio" target="_blank">http://j14.org.il/j14live/beithaamradio</a></p>     <p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> Vide <a href="https://www.facebook.com/IsraelIndependentPress" target="_blank">https://www.facebook.com/IsraelIndependentPress</a></p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Political Participation and the Internet A Field Essay]]></article-title>
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