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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transposição da Veia Basílica: um contributo para a melhoria da técnica cirúrgica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The expanding haemodialysis population has lead to increased requirement for more complex vascular accesses. Modifications introduced in basilic vein transposition technique are intended to streamline the procedure and reduce its morbidity. Methods: All patients who underwent BVT from September 2005 to September 2009 in CHP-HSA were prospectively reviewed. Results: Seventy-four BVT were performed in 74 patients. Patients had a mean of 2.0 previous access attempts. BVT was the first access in 20.3% of the patients. Median follow-up was 14.5 months. There were two primary failures. Secondary patency rates were 95.7%, 85.1% and 62.2% at 3, 12 and 24 months, respectively. Diabetes was associated with poor patency. Perioperative complication rate was 28.4%, with infection being the most frequent (n=6, 8.1% of all TVB). Thrombosis was the main cause of failure, occurring in 24.3% of all TVB. Conclusion: Autologous access superiority is well established. BVT is an underused technique due to its surgical expertise needs and logistic demands. We improved the surgical technique and the tunneling technique, reducing the size of the incisions and the time of operation. Our results showed a good secondary patency rate and, in the authors view, this technique should be more widely used.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Transposi&ccedil;&atilde;o da Veia Bas&iacute;lica: um contributo para a melhoria da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica</b></p>	    <p><b>Basilic Vein Transposition:	improvement of the surgical technique</b></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Norton de Matos*, Clara Nogueira*, Jos&eacute; Queir&oacute;s**, Fernanda Silva**, Sofia Rocha**, Pedro Azevedo**, Rui Machado*, Mergulh&atilde;o Mendon&ccedil;a*</b></p>  	    <p>* Servi&ccedil;o de Angiologia e Cirurgia Vascular do Centro Hospitalar do Porto &#45; Hospital Sto Ant&oacute;nio (CHP&#45;HSA), Porto</p>  	    <p>**Servi&ccedil;o de Nefrologia do Centro Hospitalar do Porto &#45; Hospital Sto Ant&oacute;nio, Porto</p>  	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>|RESUMO|</p>  	    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b>: O aumento crescente da popula&ccedil;&atilde;o em hemodi&aacute;lise tem implicado o recurso a acessos vasculares de maior complexidade t&eacute;cnica.</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A introdu&ccedil;&atilde;o de modifica&ccedil;&otilde;es na t&eacute;cnica cir&uacute;rgica da transposi&ccedil;&atilde;o da veia bas&iacute;lica (TVB) pretende agilizar o procedimento e diminuir a sua morbilidade.</p>  	    <p><b>M&eacute;todos</b>: An&aacute;lise prospectiva das TVB efectuadas no CHP&#45;HSA entre Setembro de 2005 e Setembro de 2009.</p>  	    <p><b>Resultados</b>: Efectuaram&#45;se 74 TVB em 74 doentes, os quais tinham, em m&eacute;dia, 2 acessos aut&oacute;logos pr&eacute;vios. A TVB foi o primeiro acesso em 20,3% dos doentes. O intervalo m&eacute;dio de seguimento foi de 14,5 meses.</p>  	    <p>Ocorreram 2 fal&ecirc;ncias nos primeiros 30 dias. A taxa de pat&ecirc;ncia secund&aacute;ria aos 3, 12 e 24 meses foi de 95,7%, 85,1% e 62,2%, respectivamente. A Diabetes associou&#45;se a pior taxa de pat&ecirc;ncia (p=0,018).</p>  	    <p>A taxa de complica&ccedil;&otilde;es perioperat&oacute;rias foi de 28,4%, sendo a infec&ccedil;&atilde;o a mais frequente (n=6, 8,1% do total de TVB). A trombose foi a principal causa de fal&ecirc;ncia, tendo ocorrido em 24,3% de todas as TVB.</p>  	    <p><b>Conclus&otilde;es</b>: Reconhece&#45;se a superioridade do acesso aut&oacute;logo, como a melhor op&ccedil;&atilde;o de acesso vascular para hemodi&aacute;lise. A TVB &eacute; subutilizada, devido &agrave;s exig&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e necessidades log&iacute;sticas.</p>  	    <p>Melhoramos a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica e de tuneliza&ccedil;&atilde;o, ao reduzir o tamanho das incis&otilde;es e o tempo cir&uacute;rgico. Os nossos resultados revelaram uma boa pat&ecirc;ncia a longo prazo, pelo que consideramos que deve ser mais utilizada.</p>  	    <p><b>Palavras&#45;chave</b>: transposi&ccedil;&atilde;o veia bas&iacute;lica, t&eacute;cnica cir&uacute;rgica</p> 	    <p>&nbsp;</p>  	    <p>|ABSTRACT|</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introduction</b>: The expanding haemodialysis population has lead to increased requirement for more complex vascular accesses. Modifications introduced in basilic vein transposition technique are intended to streamline the procedure and reduce its morbidity.</p>         <p><b>Methods</b>: All patients who underwent BVT from September 2005 to September 2009 in CHP&#45;HSA were prospectively reviewed.</p>         <p><b>Results</b>: Seventy&#45;four BVT were performed in 74 patients. Patients had a mean of 2.0 previous access attempts. BVT was the first access in 20.3% of the patients.</p>         <p>Median follow&#45;up was 14.5 months. There were two primary failures. Secondary patency rates were 95.7%, 85.1% and 62.2% at 3, 12 and 24 months, respectively. Diabetes was associated with poor patency.</p>         <p>Perioperative complication rate was 28.4%, with infection being the most frequent (n=6, 8.1% of all TVB). Thrombosis was the main cause of failure, occurring in 24.3% of all TVB.</p>         <p><b>Conclusion</b>: Autologous access superiority is well established. BVT is an underused technique due to its surgical expertise needs and logistic demands.</p>         <p>We improved the surgical technique and the tunneling technique, reducing the size of the incisions and the time of operation.</p>     <p>Our results showed a good secondary patency rate and, in the authors view, this technique should be more widely used.</p>         <p><b>Key words</b>: basilic vein transposition, surgical technique</p> 	    <p>&nbsp;</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>  	    <p>O elevado n&uacute;mero de doentes em hemodi&aacute;lise (HD) abrange uma popula&ccedil;&atilde;o de idosos, com grande incid&ecirc;ncia de diab&eacute;ticos e com progressiva deteriora&ccedil;&atilde;o das veias utiliz&aacute;veis para acessos vasculares. Assim, o esgotamento de acessos prim&aacute;rios e o uso crescente de cateteres venosos centrais<sup>&#91;1&#93;</sup> levam a um esfor&ccedil;o cont&iacute;nuo para melhorar a realiza&ccedil;&atilde;o de acessos aut&oacute;logos. Esta orienta&ccedil;&atilde;o motivou o nosso interesse na Transposi&ccedil;&atilde;o da Veia Bas&iacute;lica (TVB) como um dos &uacute;ltimos redutos de acesso aut&oacute;logo.</p>  	    <p>O acesso aut&oacute;logo apresenta maior pat&ecirc;ncia, menor taxa de trombose, menor necessidade de reinterven&ccedil;&atilde;o, menor taxa de infec&ccedil;&atilde;o, menor custo na manuten&ccedil;&atilde;o e menor taxa de hospitaliza&ccedil;&atilde;o em compara&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;tese. <sup>&#91;2,3&#93;</sup> Al&eacute;m disso, em caso de fal&ecirc;ncia n&atilde;o impede a realiza&ccedil;&atilde;o de pontagem no mesmo bra&ccedil;o. <sup>&#91;4,5&#93;</sup></p>  	    <p>A veia bas&iacute;lica, dada a sua localiza&ccedil;&atilde;o anatomicamente mais profunda, raramente &eacute; lesada por pun&ccedil;&otilde;es e &eacute; geralmente de bom calibre. <sup>&#91;6&#93;</sup></p>  	    <p>A primeira descri&ccedil;&atilde;o de TVB &eacute; de <i>Dagher et al</i>, com pat&ecirc;ncia de 70% aos 8 anos.7 Tem sido utilizada na &uacute;ltima d&eacute;cada com pat&ecirc;ncias descritas de 47 a 93% |TABELA 1|.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>| <a name="t1"></a><a href="#topt1">TABELA 1</a> | Estudos publicados sobre transposi&ccedil;&atilde;o da veia bas&iacute;lica</p> 	    <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04t1.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>  	    <p>Com a TVB n&atilde;o parece haver aumento na morbilidade, embora as incis&otilde;es cir&uacute;rgicas sejam mais longas e o tempo cir&uacute;rgico alargado. <sup>&#91;4&#93;</sup></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Procur&aacute;mos melhorar a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica descrita na literatura usando 3 incis&otilde;es de 2&#45;3cm e uma m&eacute;dia de 75 minutos de tempo cir&uacute;rgico.</p>      <p>Os estudos cient&iacute;ficos que comparam TVB e acessos prot&eacute;sicos descrevem pat&ecirc;ncias semelhantes para as duas t&eacute;cnicas, mas taxa de complica&ccedil;&otilde;es inferior com a TVB, o que compensa o facto de as pr&oacute;teses poderem ser utilizadas mais rapidamente, sem per&iacute;odo de matura&ccedil;&atilde;o. <sup>&#91;4,13&#45;15&#93;</sup></p>  	    <p>Este artigo tem como objectivo descrever a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica por n&oacute;s utilizada (NM, CN) e a nossa posi&ccedil;&atilde;o actual, ap&oacute;s a curva de aprendizagem. Pretende&#45;se tamb&eacute;m avaliar as especificidades desta t&eacute;cnica em termos de pat&ecirc;ncia a longo prazo, impacto dos factores de risco cardiovascular (FRCV) na pat&ecirc;ncia e taxa de complica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>  	    <p><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></p>  	    <p>A Consulta de Acessos Vasculares do CHP&#45;HSA &eacute; efectuada por um Cirurgi&atilde;o Vascular e um Nefrologista em presen&ccedil;a, com colheita de hist&oacute;ria cl&iacute;nica, exame f&iacute;sico e realiza&ccedil;&atilde;o de <i>ecodoppler</i> dos membros superiores para um correcto mapeamento vascular. A venografia &eacute; efectuada em casos seleccionados, nomeadamente, em doentes com antecedentes de cateterismo da veia subcl&aacute;via e hist&oacute;ria de fal&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplas f&iacute;stulas arteriovenosas (FAVs).</p>  	    <p>Opta&#45;se pela TVB quando os acessos aut&oacute;logos prim&aacute;rios j&aacute; se esgotaram em ambos os membros superiores e o doente apresenta uma veia bas&iacute;lica com di&acirc;metro superior a 4mm na avalia&ccedil;&atilde;o ao <i>ecodoppler</i>, com torniquete colocado.</p>  	    <p>Efectu&aacute;mos um estudo prospectivo de todos os doentes submetidos a TVB no CHP &#45; HSA entre Setembro 2005 e Setembro de 2009.</p>  	    <p>A colheita de dados foi efectuada em 2 momentos. Na altura da TVB, com colheita da informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do Centro HD, dados demogr&aacute;ficos e FRCV (hipertens&atilde;o arterial, diabetes, tabagismo, doen&ccedil;a arterial obstrutiva perif&eacute;rica, doen&ccedil;a coron&aacute;ria, obesidade). Posteriormente, a partir do Processo Cl&iacute;nico Electr&oacute;nico registou&#45;se o n&uacute;mero pr&eacute;vio de acessos de HD e o intervalo de tempo entre a constru&ccedil;&atilde;o da FAV &uacute;mero&#45;bas&iacute;lica e a TVB. O seguimento das TVB, com conhecimento da sua evolu&ccedil;&atilde;o, in&iacute;cio de utiliza&ccedil;&atilde;o, complica&ccedil;&otilde;es e reinterven&ccedil;&otilde;es foi obtido a partir dos registos cl&iacute;nicos dos Centros HD e Nefrologistas respons&aacute;veis.</p>      <p>Os conceitos de pat&ecirc;ncia prim&aacute;ria, prim&aacute;ria assistida e secund&aacute;ria utilizados s&atilde;o os recomendados pela <i>SVS/American Association for Vascular Surgery</i> para os acessos vasculares de HD. <sup>&#91;16&#93;</sup></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi efectuada com recurso ao <i>PASW Statistics 18</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>  	    <p><b>T&Eacute;CNICA CIR&Uacute;RGICA</b></p>      <p>Praticamos sempre a cirurgia em dois tempos: a arterializa&ccedil;&atilde;o da veia bas&iacute;lica por um per&iacute;odo de 8 a 10 semanas melhora o seu calibre e comprimento, permitindo afast&aacute;&#45;la das incis&otilde;es e reduzir o tempo de matura&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a transposi&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>No primeiro tempo cria&#45;se a FAV &uacute;mero&#45;bas&iacute;lica na prega do cotovelo, sob anestesia local. O segundo tempo &eacute; efectuado com um intervalo m&iacute;nimo de 8 semanas, sob anestesia local e seda&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s marca&ccedil;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria do trajecto da veia bas&iacute;lica arterializada | FIGURA 1 | efectuam&#45;se 3 pequenas incis&otilde;es no bra&ccedil;o, de 2&#45;3cm, que permitem o isolamento e a colheita da veia bas&iacute;lica em toda a sua extens&atilde;o, com mobiliza&ccedil;&atilde;o completa da mesma.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 1 | Marca&ccedil;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria de veia bas&iacute;lica arterializada.</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f1.jpg" width="356" height="222"></p>     
<p>&nbsp;</p>  	    <p>De seguida, secciona&#45;se a veia bas&iacute;lica, cerca de 1 cm proximal &agrave; anastomose &uacute;mero&#45;bas&iacute;lica pr&eacute;via e efectua&#45;se botoeira invertida dos dois topos	| FIGURA 2 |.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p>| FIGURA 2 | Veia bas&iacute;lica isolada e seccionada</p> 	    <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f2.jpg" width="358" height="245"></p>     
<p>&nbsp;</p>  	    <p>O t&uacute;nel subcut&acirc;neo &eacute; efectuado o mais afastado poss&iacute;vel das incis&otilde;es de colheita de veia bas&iacute;lica | FIGURA 3 |. Utilizamos um tunelizador que consiste num segmento de metal male&aacute;vel recoberto por um tubo de pl&aacute;stico que protege a veia bas&iacute;lica durante a manobra de tuneliza&ccedil;&atilde;o. Por fim, testa&#45;se a veia bas&iacute;lica para prevenir tor&ccedil;&otilde;es e efectua&#45;se a reanastomose veno&#45;venosa, restabelecendo a f&iacute;stula | FIGURA 4 |.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>| FIGURA 3 | a)Tuneliza&ccedil;&atilde;o subcut&acirc;nea, b) Tunelizador</p> 	    <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f3.jpg" width="356" height="393"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>| FIGURA 4 | a)P&oacute;s&#45;operat&oacute;rio imediato, b) TVB p&oacute;s&#45;matura&ccedil;&atilde;o</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f4.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>     <p>N&atilde;o foi efectuada profilaxia antibi&oacute;tica nem antiagrega&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s&#45;operat&oacute;rio.</p>  	    <p>A primeira canula&ccedil;&atilde;o &eacute; efectuada 6 a 8 semanas ap&oacute;s o procedimento.</p>     <p>&nbsp;</p>  	    <p><b>RESULTADOS</b></p>  	    <p>A amostra compreendeu 74 doentes, com uma idade m&eacute;dia de 58,9&plusmn;16,7 anos e com predom&iacute;nio do sexo masculino (65%).</p>      <p>Os doentes apresentavam, em m&eacute;dia, 2,0 FAV pr&eacute;vias (P25=1,0; P75=3,0). A TVB foi o primeiro acesso em 20,3% dos casos.</p>      <p>As co&#45;morbilidades s&atilde;o apresentadas na TABELA 2.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>| TABELA 2 | Dados demogr&aacute;ficos</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04t2.jpg" width="358" height="200"></p>     
<p>&nbsp;</p>  	    <p>O intervalo de tempo mais frequente entre o primeiro e o segundo tempo do procedimento foi 12 semanas | FIGURA 5 |. A distribui&ccedil;&atilde;o pouco uniforme que se observa no gr&aacute;fico deve&#45;se ao facto de a FAV &uacute;mero&#45;bas&iacute;lica ser efectuada em latero&#45;lateral, o que arterializa simultaneamente as veias bas&iacute;lica e cef&aacute;lica. No entanto, a TVB s&oacute; se efectua quando a veia cef&aacute;lica j&aacute; n&atilde;o se encontra adequada para a realiza&ccedil;&atilde;o de HD.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>| FIGURA 5 | Distribui&ccedil;&atilde;o do intervalo de tempo entre 1<sup>o</sup> e 2<sup>o</sup> tempos cir&uacute;rgicos</p> 	    <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f5.jpg" width="352" height="253"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>  	    <p>O intervalo de tempo entre a TVB e a 1<sup>a</sup> pun&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi muito vari&aacute;vel | FIGURA 6 |, no entanto, o mais frequente foi um intervalo de 6 semanas.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>| FIGURA 6 | Distribui&ccedil;&atilde;o do intervalo de tempo entre TVB e 1<sup>a</sup> pun&ccedil;&atilde;o</p> 	    <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f6.jpg" width="359" height="253"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>  	    <p>O tempo m&eacute;dio de seguimento das TVB foi de 14,5 meses. Ocorreram dois casos de fal&ecirc;ncia prim&aacute;ria (aos 30 dias). A pat&ecirc;ncia prim&aacute;ria, prim&aacute;ria assistida e secund&aacute;ria foi de 83%, 95,7% e 95,7% aos 3 meses; 65,4%, 85,1% e 85,1% aos 12 meses e 39,4%, 62,2% e 62,2% aos 24 meses	| FIGURA 7 |. No nosso estudo as pat&ecirc;ncias prim&aacute;rias assistidas e as secund&aacute;rias s&atilde;o sobrepon&iacute;veis, pois nenhuma trombose de TVB foi recuperada.</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p>| FIGURA 7A | Transposi&ccedil;&atilde;o de veia bas&iacute;lica: pat&ecirc;ncia prim&aacute;ria</p>         <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f7a.jpg" width="354" height="251"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p>| FIGURA 7B | Transposi&ccedil;&atilde;o de veia bas&iacute;lica: pat&ecirc;ncia prim&aacute;ria</p>         <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f7b.jpg" width="352" height="251"></p>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p>| FIGURA 7C | Taxas de pat&ecirc;ncia</p> 	    <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f7c.jpg" width="352" height="142"></p>     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Avaliando o impacto dos FRCV e dos dados demogr&aacute;ficos dos doentes na pat&ecirc;ncia das TVB conclu&iacute;mos	  que somente a DM se associou a uma pior taxa de pat&ecirc;ncia, de um modo estatisticamente significativo | FIGURA 8 |.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>| FIGURA 8 | Impacto dos factores de risco cardiovascular na pat&ecirc;ncia da TVB</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04f8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>  	    <p>A taxa de complica&ccedil;&otilde;es peri&#45;operat&oacute;rias (nos primeiros 30 dias) foi de 28,4%, sendo a infec&ccedil;&atilde;o a complica&ccedil;&atilde;o mais frequente, seguida do hematoma, hipertens&atilde;o venosa e estenose venosa | TABELA 3 |.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p>| TABELA 3 | Complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s&#45;operat&oacute;rias</p> 	    <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04t3.jpg" width="355" height="494"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>  	    <p>De entre as complica&ccedil;&otilde;es tardias (&gt; 30 dias) predominou a trombose, seguida da hipertens&atilde;o venosa. Tivemos 3 casos de hematoma p&oacute;s&#45;pun&ccedil;&atilde;o, 1 s&iacute;ndrome de roubo, 1 rotura de FAV e 1 aneurisma arterial iatrog&eacute;nico, p&oacute;s&#45;pun&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Em suma, 58,6% das TVB tiveram uma complica&ccedil;&atilde;o, em algum momento, durante o per&iacute;odo de seguimento. A trombose foi, sem d&uacute;vida, a complica&ccedil;&atilde;o mais frequente (respons&aacute;vel por 33,3% de todas as complica&ccedil;&otilde;es) e nenhuma foi recuperada. No entanto, 43,2% das outras complica&ccedil;&otilde;es foram resolvidas / controladas apenas com tratamento conservador. As re&#45;interven&ccedil;&otilde;es foram variadas e compreenderam procedimentos endovasculares e cirurgia cl&aacute;ssica | TABELA 4 |.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| TABELA 4 | Reinterven&ccedil;&otilde;es</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n3/8n3a04t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A taxa de mortalidade peri&#45;operat&oacute;ria foi de 1,35%, que corresponde a um doente que faleceu ao 17&ordm; dia p&oacute;s&#45;operat&oacute;rio com quadro de abd&oacute;men agudo, n&atilde;o relacionado com o procedimento. Durante o per&iacute;odo de seguimento ocorreram 6 mortes (8,1%).</p>     <p>&nbsp;</p>  	    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>  	    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria, com <i>ecodoppler</i>, da qualidade da veia bas&iacute;lica e do seu calibre melhora os resultados, particularmente no que diz respeito ao sucesso t&eacute;cnico.</p>  	    <p>A <i>National Kidney Foundation</i> recomenda que um acesso aut&oacute;logo deve ter uma pat&ecirc;ncia de 70% ao ano e 60% ao fim de dois anos. Os nossos resultados cumprem esse objectivo (pat&ecirc;ncia secund&aacute;ria de 85.1% e 62,2% ao fim de 1 e 2 anos, respectivamente). Comparando com outros estudos de TVB, as nossas pat&ecirc;ncias s&atilde;o bastante aceit&aacute;veis | <a href="#t1">TABELA 1</a><a name="topt1"></a> |.</p>  	    <p>A DM prejudica a matura&ccedil;&atilde;o das FAVs e condiciona pior pat&ecirc;ncia do acesso, como se constata no nosso estudo.</p>      <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise dos resultados vamos introduzir uma modifica&ccedil;&atilde;o na nossa pr&aacute;tica, isto &eacute;, fazer profilaxia antibi&oacute;tica durante o 2&ordm; tempo do procedimento cir&uacute;rgico.</p>  	    <p>&Eacute; importante sensibilizar os profissionais de sa&uacute;de para a sinaliza&ccedil;&atilde;o precoce da trombose de TVB, de forma a intervir atempadamente. &Eacute; essencial associar &agrave; trombectomia o estudo angiogr&aacute;fico da FAV, com o intuito de se identificar a causa da trombose e efectuar a sua adequada correc&ccedil;&atilde;o por cirurgia cl&aacute;ssica ou endovascular.</p>     <p>&nbsp;</p>  	    <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A TVB pode ser realizada com baixa morbilidade e com tempos de matura&ccedil;&atilde;o aceit&aacute;veis. Deve ser programada e tentada sempre que se esgotem os acessos aut&oacute;logos prim&aacute;rios e antes de ponderar o uso de pr&oacute;tese arterio&#45;venosa.</p>  	    <p>A t&eacute;cnica cir&uacute;rgica desenvolvida reduziu  	o tempo cir&uacute;rgico, diminuiu a morbilidade operat&oacute;ria e apresentou resultados que cumprem as <i>guidelines</i> internacionalmente aceites 	(K&#45;DOQI 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>  	    <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;1&#93; </sup>GLASS C <i>et al</i>: A Large&#45;Scale Study of the Upper Arm Basilic Transposition for Hemodialysis. Ann Vasc Surg 2009;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-706X201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;2&#93; </sup>GIBSON K <i>et al</i>: Vascular access survival and incidence of revisions: a comparison of prosthetic grafts, simple autogenous fistulas, and venous transposition fistula from the United States Renal Data System Dialysis Morbidity and Mortality Study. J. Vasc. Surg 2001; 34:694&#45;700;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-706X201200030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;3&#93; </sup>PERERA G <i>et al</i>: Superiority of autogenous arteriovenous hemodialysis access: maintenance of function with fewer secondary interventions. Ann Vasc Surg 2004; 18:66&#45;73;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-706X201200030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><sup>&#91;4&#93; </sup>MATSUURA JH <i>et al</i>: Transposed basilica vein versus polytetrafluorethylene for brachial&#45;axillary arteriovenous fistulas. Am J Surg 1998; 176:219&#45;21;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-706X201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;5&#93; </sup>SPERGEL LM: Vascular access: New approaches needed for a more complex ESDR population. Nephrol New Issues 1997; 11:30&#45;4;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-706X201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;6&#93; </sup>HARPER SJ <i>et al</i>: Arteriovenous Fistula Formation using Transposed Basilic Vein: Extensive Single Centre Experience. Eur J Vasc Endovasc Surg 2008; 36:237&#45;241;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-706X201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;7&#93; </sup>DAGHER F <i>et al</i>: The use of basilic vein and brachial artery as an AV fistula for long term hemodialysis. J Surg Res 1976; 20:373&#45;376;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-706X201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;8&#93; </sup>RIVERS S <i>et al</i>: Basilic vein transposition: an underused autologous alternative to prosthetic dialysis angioaccess. J Vasc Surg 1993; 18:391&#45;397;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-706X201200030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><sup>&#91;9&#93; </sup>HOSSNY A: Brachiobasilic arteriovenous fistula: different surgical techniques and their effects on fistula patency and dialysis&#45;related complications. J Vasc Surg 2003; 37:821&#45;826;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-706X201200030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;10&#93; </sup>TAGHIZADEH A <i>et al</i>: Long&#45;term outcomes of brachiobasilic transposition fistula for haemodialysis. Eur J Vasc Endovasc Surg 2003; 26:670&#45;672;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-706X201200030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;11&#93; </sup>EL SAYED HF <i>et al</i>: Utility of basilic vein transposition for dialysis access. Vascular 2005; 13: 268&#45;274;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-706X201200030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;12&#93; </sup>CHEMLA ES, MORSY MA: Is basilic vein transposition a real alternative to an arteriovenous bypass graft? A prospective study. Semin Dial 2008; 21: 352&#45;356;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1646-706X201200030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;13&#93; </sup>OLIVER MJ <i>et al</i>: Comparison of transposed brachiobasilic fistulas to upper arm grafts and brachiocephalic fistulas. Kidney Int 2001; 60:1532&#45;9;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-706X201200030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>&#91;14&#93; </sup>KAWECKA A <i>et al</i>: Remarks on surgical strategy in creating vascular access for hemodialysis: 18 years of one center&rsquo;s experience. Ann Vasc Surg 2005; 19:590&#45;8;</p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;15&#93; </sup>COBURN MC <i>et al</i>: Comparison of basilic vein and polytetrafluorethylene for brachial arteriovenous fistula. J Vasc Surg 1994; 20:896&#45;902;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-706X201200030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  	    <!-- ref --><p><sup>&#91;16&#93;</sup> SIDEWY AN MD <i>et al</i>: Recommended standards for reports dealing with arteriovenous hemodialysis acceses. J Vasc Surg 2002; 35:603&#45;610.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-706X201200030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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