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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reconhecer os limites da revascularização: reflexão sobre 3 anos de experiência em amputações de um centro cirúrgico]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Amputation and the limits of lower limb revascularization: analyses of 3 years in a surgical center]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho Departamento de Angiologia e Cirurgia Vascular ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Revascularization, both endovascular or open surgery, is the treatment of choice in critical limb ischemia. New tools are being developed that allow us, on one hand, to ensure a more prolonged therapeutic success and, on the other hand, to treat vascular sectors that were previously though inaccessible. Successful treatments do not always occur with immediate improvement of autonomy and ability to walk and there may be a perpetuation of a convalescence state and a loss in the rehabilitation. Amputation, including major, is often seen as a failure. It may, however, represent a definitive treatment for a chronic state causing prolonged suffering, sometimes more disabling itself. Faced with a future outlook of almost limitless possibilities for revascularization, when shall we, vascular surgeons, give up this form of treatment and amputate? Methods and Discussion: We performed a retrospective assessment of the last 3 years of experience in amputations performed in the department of Angiology and Vascular Surgery of our hospital, as well as a comparative analysis of patients previously revascularized and non-revascularized. We applied a questionnaire of quality of life to the group that underwent major amputations, in order to determine whether the previous revascularization represented an increase in the quality of life. This work allows us to reflect on situations in which revascularization was unceasingly pursued and major amputation continually rejected. It behooves us, vascular surgeons, knowing our target population, making this reflection and trying to coordinate a multidisciplinary treatment of amputees so that they can benefit of the best possible rehabilitation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Reconhecer os limites   da revasculariza&#231;&atilde;o:   reflex&atilde;o sobre 3 anos   de experi&ecirc;ncia em amputa&#231;&otilde;es   de um centro cir&uacute;rgico</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Amputation and the limits of lower limb revascularization: analyses of 3 years in a surgical center</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ricardo Gouveia, Alexandra Canedo, Paulo Barreto, Joana Ferreira, Sandrina Braga, Joana Vasconcelos, Ant&oacute;nio Guedes Vaz</b></p>     <p>Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, Departamento de Angiologia e Cirurgia Vascular</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">Contactos</a>&#160;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>|RESUMO|</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&atilde;o:</b> A isquemia cr&iacute;tica tem como tratamento de elei&#231;&atilde;o a revasculariza&#231;&atilde;o, cir&uacute;rgica ou endovascular. Est&atilde;o a ser continuamente desenvolvidas novas ferramentas que permitem, por um lado, garantir um sucesso terap&ecirc;utico mais prolongado e, por outro, o tratamento de estruturas vasculares que antes se pensavam inacess&iacute;veis. Tratamentos bem sucedidos nem sempre cursam com melhoria imediata da autonomia e capacidade de deambula&#231;&atilde;o, podendo verificar&#45;se a perpetua&#231;&atilde;o de um estado de convalesc&ecirc;ncia e um maior compromisso da reabilita&#231;&atilde;o.   A amputa&#231;&atilde;o, nomeadamente major, &eacute; frequentemente vista como um insucesso. Pode, no entanto, representar um tratamento definitivo para uma patologia cr&oacute;nica causadora de sofrimento prolongado, por vezes ele pr&oacute;prio mais incapacitante.</p>     <p>Face a um panorama futuro de possibilidades quase ilimitadas para revasculariza&#231;&atilde;o, quando deveremos n&oacute;s, cirurgi&otilde;es vasculares, desistir desta forma de tratamento e optar por uma amputa&#231;&atilde;o?</p>     <p><b>M&eacute;todos e discuss&atilde;o:</b> Foi efectuada uma aprecia&#231;&atilde;o retrospectiva dos &uacute;ltimos 3 anos de experi&ecirc;ncia de amputa&#231;&otilde;es realizadas no servi&#231;o de Angiologia e Cirurgia Vascular do nosso centro hospitalar, assim como uma an&aacute;lise comparativa dos doentes previamente revascularizados e n&atilde;o revascularizados. Foi aplicado um question&aacute;rio sobre qualidade de vida ao grupo que foi submetido a amputa&#231;&otilde;es major, com o intuito de averiguar se a revasculariza&#231;&atilde;o pr&eacute;via representou um acr&eacute;scimo da mesma. Este trabalho permite&#45;nos reflectir sobre situa&#231;&otilde;es em que a revasculariza&#231;&atilde;o foi incessantemente perseguida e a amputa&#231;&atilde;o major continuamente rejeitada. Cabe a n&oacute;s, cirurgi&otilde;es vasculares, conhecendo a nossa popula&#231;&atilde;o alvo, fazer essa reflex&atilde;o e tentar coordenar de forma multidisciplinar o tratamento dos doentes amputados, de modo a que estes possam usufruir da melhor reabilita&#231;&atilde;o poss&iacute;vel.</p>     <p><b>Palavras&#45;chave:</b> amputa&#231;&atilde;o, revasculariza&#231;&atilde;o, qualidade de vida</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>|ABSTRACT| </p>     <p><b>Introduction:</b> Revascularization, both endovascular or open surgery, is the treatment of choice in critical limb ischemia. New tools are being developed that allow us, on one hand, to ensure a more prolonged therapeutic success and, on the other hand, to treat vascular sectors that were previously though inaccessible. Successful treatments do not always occur with immediate improvement of autonomy and ability to walk and there may be a perpetuation of a convalescence state and a loss in the rehabilitation. Amputation, including major, is often seen as a failure. It may, however, represent a definitive treatment for a chronic state causing prolonged suffering, sometimes more disabling itself. Faced with a future outlook of almost limitless possibilities for revascularization, when shall we, vascular surgeons, give up this form of treatment and amputate?</p>     <p><b>Methods and Discussion: </b>We performed a retrospective assessment of the last 3 years of experience in amputations performed in the department of Angiology and Vascular Surgery of our hospital, as well as a comparative analysis of patients previously revascularized and non&#45;revascularized. We applied a questionnaire of quality of life to the group that underwent major amputations, in order to determine whether the previous revascularization represented an increase in the quality of life. This work allows us to reflect on situations in which revascularization was unceasingly pursued and major amputation continually rejected. It behooves us, vascular surgeons, knowing our target population, making this reflection and trying to coordinate a multidisciplinary treatment of amputees so that they can benefit of the best possible rehabilitation.</p>     <p><b>Key words: </b>amputation, revascularization, quality of life</p>     <p>&#160;&#160;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A revasculariza&#231;&atilde;o &eacute; o tratamento de elei&#231;&atilde;o para a isquemia cr&iacute;tica dos membros inferiores. Os par&acirc;metros que habitualmente avaliamos quando intervimos nesse sentido s&atilde;o: o tempo de permeabilidade do <i>bypass</i> ou tratamento endovascular, as taxas de <i>limb salvage</i>, o tempo de sobrevida dos doentes. No entanto, estes par&acirc;metros mais t&eacute;cnicos t&ecirc;m pouco significado para um indiv&iacute;duo quando este desconhece se poder&aacute; conseguir readquirir a sua capacidade de deambula&#231;&atilde;o ou mesmo de retornar &agrave; sua profiss&atilde;o.<sup>&#91;1&#93;</sup></p>     <p>Est&atilde;o a ser continuamente desenvolvidas novas ferramentas que permitem, por um lado, garantir um sucesso terap&ecirc;utico mais prolongado e, por outro, o tratamento de estruturas vasculares que antes se pensavam inacess&iacute;veis.</p>     <p>Tratamentos bem sucedidos nem sempre cursam com melhoria imediata da autonomia e capacidade de deambula&#231;&atilde;o, podendo verificar&#45;se a perpetua&#231;&atilde;o de um estado de convalesc&ecirc;ncia e um maior compromisso da reabilita&#231;&atilde;o.</p>     <p>A amputa&#231;&atilde;o, nomeadamente major, &eacute; frequentemente vista como um insucesso. Pode, no entanto, representar um tratamento definitivo para uma patologia cr&oacute;nica causadora de sofrimento prolongado, por vezes ele pr&oacute;prio mais incapacitante.<sup>&#91;2,3,4,5&#93;</sup></p>     <p>O grupo TASC faz a recomenda&#231;&atilde;o para que question&aacute;rios de <i>quality of life (QOL)</i> fa&#231;am parte do processo de avalia&#231;&atilde;o dos nossos doentes no sentido de apreciar o impacto, tanto da doen&#231;a arterial perif&eacute;rica como dos tratamentos efectuados, na vida do doente.<sup>&#91;6&#93;</sup></p>     <p>Ap&oacute;s o estudo de m&uacute;ltiplos factores intervenientes, os par&acirc;metros que parecem determinar a qualidade de vida dos doentes incluem: comorbilidades; dor fantasma<sup>&#91;7&#93;</sup>; factores relacionados com a capacidade de deambula&#231;&atilde;o<sup>&#91;8,9&#93;</sup>.</p>     <p>S&atilde;o m&uacute;ltiplos os question&aacute;rios utilizados na comunidade cient&iacute;fica para descrever e estudar par&acirc;metros de QoL. Alguns dos mais validados incluem: PGI (Patient Generated Index); GQPLA (The Groningen Questionnaire Problems after Leg Amputation); RAND&#45;DLV ou SF&#45;36 (Short form Health Survey).</p>     <p>Embora a amputa&#231;&atilde;o major possa ser ben&eacute;fica como tratamento definitivo para um indiv&iacute;duo com um processo isqu&eacute;mico avan&#231;ado e irrevers&iacute;vel, a perda de um membro faz&#45;se sempre acompanhar de uma perda de independ&ecirc;ncia, o que poder&aacute; ter um impacto severo na qualidade de vida do doente. Existem muitos estudos que avaliam par&acirc;metros de <i>QOL</i>, sendo que a maioria compara amputa&#231;&atilde;o com <i>limb salvage</i>. Alguns com resultados que favorecem a amputa&#231;&atilde;o major<sup>&#91;10&#93;</sup>, outros que favorecem a revasculariza&#231;&atilde;o.<sup>&#91;11,7&#93;</sup> Outros n&atilde;o verificaram diferen&#231;a<sup>&#91;12,2,3,4&#93;</sup></p>     <p>Face a um panorama futuro de possibilidades quase ilimitadas para revasculariza&#231;&atilde;o, quando deveremos n&oacute;s, cirurgi&otilde;es vasculares, desistir de tentar revascularizar e optar por uma amputa&#231;&atilde;o major? Ser&aacute; poss&iacute;vel devolver qualidade de vida com esta atitude terap&ecirc;utica?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#160;&#160;</p>     <p><b>M&Eacute;TODOS E RESULTADOS</b></p>     <p>Foi feita uma pesquisa bibliogr&aacute;fica sobre a tem&aacute;tica da qualidade de vida em doentes amputados, utilizando bases de dados inform&aacute;ticas dispon&iacute;veis online atrav&eacute;s do uso de palavras chave e procura de refer&ecirc;ncias nos artigos obtidos.</p>     <p>Foi efectuada uma aprecia&#231;&atilde;o retrospectiva dos &uacute;ltimos 3 anos (Janeiro de 2009 a Janeiro de 2012) de experi&ecirc;ncia de amputa&#231;&otilde;es realizadas no servi&#231;o de Angiologia e Cirurgia Vascular do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia, assim como uma an&aacute;lise comparativa dos doentes previamente revascularizados e n&atilde;o revascularizados.</p>     <p>Foi poss&iacute;vel a caracteriza&#231;&atilde;o da popula&#231;&atilde;o estudada no referido per&iacute;odo, com avalia&#231;&atilde;o da sua morbimortalidade.</p>     <p>Foi aplicado um question&aacute;rio sobre qualidade de vida ao grupo que foi submetido a amputa&#231;&otilde;es major, com o intuito de averiguar se a revasculariza&#231;&atilde;o pr&eacute;via representou um acr&eacute;scimo da mesma. S&atilde;o exploradas quest&otilde;es como a capacidade f&iacute;sica, autonomia, dor, a vitalidade, a socializa&#231;&atilde;o, o estado emocional e a auto&#45;percep&#231;&atilde;o do doente em rela&#231;&atilde;o ao seu estado de sa&uacute;de.</p>     <p>No question&aacute;rio foram aplicados conceitos adaptados &agrave; realidade da patologia vascular a partir de diversos question&aacute;rios existentes, sendo que o SF&#45;36 pareceu&#45;nos ser o mais completo. Foram elaboradas quest&otilde;es mais direcionadas para a patologia vascular e com menos hip&oacute;teses de resposta (m&uacute;ltipla), assim como foram adicionadas quest&otilde;es espec&iacute;ficas do &acirc;mbito da especialidade. Neste trabalho os par&acirc;metros foram analisados como vari&aacute;veis independents e n&atilde;o para obten&#231;&atilde;o de um <i>score</i>. O question&aacute;rio foi aplicado por contacto telef&oacute;nico e inclui as seguintes quest&otilde;es apresentadas:</p>     <p>&#160;</p>     <p>&gt; <b>Percep&#231;&atilde;o do doente em rela&#231;&atilde;o &agrave; sua sa&uacute;de:</b></p>     <p>1. De um modo geral, diria que a sua sa&uacute;de &eacute;&#8230;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2. Comparativamente h&aacute; um ano atr&aacute;s a sua sa&uacute;de agora &eacute;&#8230;</p>     <p>3. Acha que adoece mais facilmente do que os outros?</p>     <p>4. Acha que &eacute; t&atilde;o saud&aacute;vel como os outros?</p>     <p>5. A sua sa&uacute;de &eacute; excelente?</p>     <p>6. Dentro de 1 ano espera que a sua sa&uacute;de&#8230;</p>     <p>&#160;</p>     <p>&gt; <b>Capacidade funcional:</b></p>     <p>7. Carregar e levar objectos com as 2 m&atilde;os</p>     <p>8. Subir v&aacute;rios lan&#231;os de escadas</p>     <p>9. Subir um lan&#231;o de escadas</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>10. Agachamento</p>     <p>11. Caminhar 1 Km</p>     <p>12. Caminhar centenas de metros</p>     <p>13. Caminhar 100 m</p>     <p>14. Tomar banho e vestir&#45;se sozinho</p>     <p>15. Outras actividades de vida di&aacute;ria (buscar um copo de &aacute;gua, alimentar&#45;se, &#8230;)</p>     <p>&#160;</p>     <p>&gt; <b>&Acirc;mbito das actividades di&aacute;rias de trabalho ou lazer:</b></p>     <p>&bull; Devido &agrave; limita&#231;&atilde;o f&iacute;sica,</p>     <p>16. Faz menos do que gostaria?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>17. Faz pior ou com mais dificuldade?</p>     <p>&bull; Devido &agrave; limita&#231;&atilde;o emocional,</p>     <p>18. Faz menos do que gostaria?</p>     <p>19. Faz pior ou com mais dificuldade?</p>     <p>&#160;</p>     <p>&gt; <b>&Acirc;mbito da socializa&#231;&atilde;o:</b></p>     <p>20. Ap&oacute;s a amputa&#231;&atilde;o de que modo o seu estado de sa&uacute;de, a sua capacidade f&iacute;sica ou o seu estado emocional afectaram o contacto com amigos e familiares?</p>     <p>COMPONENTE EMOCIONAL</p>     <p>&gt; <b>Com que frequ&ecirc;ncia costuma sentir&#45;se:</b></p>     <p>21. Nervoso</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>22. Triste</p>     <p>23. Deprimido, de forma que nada o alegrava</p>     <p>24. Calmo</p>     <p>25. Cheio de energia</p>     <p>26. Desgastado f&iacute;sica e psicologicamente</p>     <p>27. Cansado</p>     <p>28. Feliz</p>     <p>&#160;</p>     <p>29. <b>Compromisso na deambula&#231;&atilde;o</b> pr&eacute;&#45;operatoriamente</p>     <p>30. <b>Compromisso na deambula&#231;&atilde;o</b> p&oacute;s&#45;operato&#45;riamente</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#160;</p>     <p>&gt; <b>Dor</b></p>     <p>31. Presen&#231;a de dor fantasma</p>     <p>32. Intensidade da dor p&oacute;s amputa&#231;&atilde;o</p>     <p>33. Interfer&ecirc;ncia na actividade di&aacute;ria pela dor</p>     <p>34. <b>Protetiza&#231;&atilde;o</b>&#9;</p>     <p>&#160;</p>     <p>Dada a elevada quantidade de resultados obtidos neste trabalho s&atilde;o apresentados apenas aqueles cuja an&aacute;lise estat&iacute;stica teve signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p&lt;0,05). Como excep&#231;&atilde;o s&atilde;o tamb&eacute;m apresentados alguns resultados relevantes que se aproximam desta signific&acirc;ncia, sendo estes assinalados de acordo.</p>     <p>Durante 3 anos 212 indiv&iacute;duos foram amputados (92 de tipo minor, 120 major). A m&eacute;dia de idades &eacute; de 70,83 anos. A distribui&#231;&atilde;o de idades por estrato et&aacute;rio &eacute; apresentada no GR&Aacute;FICO 1.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>| GR&Aacute;FICO 1 | Distribui&#231;&atilde;o de idades (por estratos)</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g1.jpg" width="346" height="314" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Cerca de dois ter&#231;os (66%) s&atilde;o do sexo masculino.</p>     <p>Relativamente ao contexto de amputa&#231;&atilde;o inicial, a isquemia grau IV, de acordo com a classifica&#231;&atilde;o de Leriche&#45;Fontaine, verificou&#45;se na maioria dos indiv&iacute;duos (86,8%). Em 6,6% o contexto de amputa&#231;&atilde;o foi a isquemia aguda em estadio irrevers&iacute;vel ou sem indica&#231;&atilde;o para revasculariza&#231;&atilde;o (na maioria dos casos por estados avan&#231;ados de depend&ecirc;ncia). Sintomas em repouso motivaram amputa&#231;&atilde;o em 5,7% e estes incluiram maioritariamente quadros isqu&eacute;micos sem alternativas de revasculariza&#231;&atilde;o. Traumatismo verificado apenas em 2 casos.</p>     <p>N&atilde;o se verificou predom&iacute;nio de lateralidade (Direito=45,8%; Esquerdo=53,3%; Bilateral no internamento inicial=0,9%)</p>     <p>Existiu um ligeiro predom&iacute;nio da amputa&#231;&atilde;o em ambiente electivo, 59,4%, tendo sido as restantes 40,6% das amputa&#231;&otilde;es realizadas em &acirc;mbito de urg&ecirc;ncia. Pouco menos de metade dos doentes (46,2%) apresentavam descrita infec&#231;&atilde;o associada no momento do procedimento.</p>     <p>As amputa&#231;&otilde;es prim&aacute;rias incluiram 47,6% da nossa popula&#231;&atilde;o. Dos que foram previamente revascularizados (52,4%), 41,2% foram submetidos a cirurgia aberta, 50,9% submetidos a tratamento endovascular, 7,9% foram submetidos a uma combina&#231;&atilde;o destes tratamentos.</p>     <p>Verificou&#45;se um ligeiro predom&iacute;nio de amputa&#231;&otilde;es major (56,6%).</p>     <p>A m&eacute;dia de n&uacute;mero de internamentos relacionados com o membro inicialmente afectado &eacute; de 1,96.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Optou&#45;se por apenas contabilizar o n&uacute;mero de internamentos relativos a tratamentos unicamente do membro inicialmente amputado no sentido de diminuir os vieses obtidos para individuos com amputa&#231;&otilde;es bilaterais.</p>     <p>A amputa&#231;&atilde;o mais vezes realizada foi de tipo major, acima do joelho, seguida da amputa&#231;&atilde;o de dedos. Os resultados relativos ao n&iacute;vel de amputa&#231;&atilde;o est&atilde;o apresentados no GR&Aacute;FICO 2.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 2 | Tipos de amputa&#231;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g2.jpg" width="355" height="335" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A preval&ecirc;ncia dos factores de risco cardio&#45;vascular s&atilde;o apresentados na TABELA 1. Verificou&#45;se um predom&iacute;nio da Diabetes Mellitus (63,7%) e Hipertens&atilde;o Arterial (64,6%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| TABELA 1 | Preval&ecirc;ncia dos factores de risco em percentagem</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01t1.jpg" width="352" height="167" /></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De referir que no par&acirc;metro &#8220;Sim&#8221; para tabagismo consideraram&#45;se n&atilde;o s&oacute; os indiv&iacute;duos fumadores como tamb&eacute;m ex&#45;fumadores.</p>     <p>Foi efectuada uma an&aacute;lise das complica&#231;&otilde;es p&oacute;s amputa&#231;&atilde;o assim como a necessidade de novos internamentos ou novos tratamentos. Dadas as limita&#231;&otilde;es inerentes a um estudo retrospectivo e para fins de padroniza&#231;&atilde;o n&atilde;o foi efectuada uma divis&atilde;o relativamente ao tipo de complica&#231;&atilde;o, embora estas contenham na sua maioria infec&#231;&atilde;o do coto de amputa&#231;&atilde;o e/ou n&atilde;o cicatriza&#231;&atilde;o do mesmo. Foram consideradas complica&#231;&otilde;es do procedimento mortes precoces. Os resultados relativos a estas frequ&ecirc;ncias est&atilde;o apresentados GR&Aacute;FICO 3.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 3 | Complica&#231;&otilde;es</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g3.jpg" width="353" height="276" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Considerou&#45;se morte precoce ou peri&#45;operat&oacute;ria aquela que ocorresse at&eacute; 30 dias ap&oacute;s o procedimento cir&uacute;rgico. Neste trabalho verificou&#45;se que a mortalidade precoce foi de 11,3%.</p>     <p>A maioria dos indiv&iacute;duos n&atilde;o teve qualquer complica&#231;&atilde;o (68,4%) p&oacute;s&#45;operatoriamente.</p>     <p>Relativamente &agrave; necessidade de re&#45;amputa&#231;&atilde;o, esta verificou&#45;se em apenas 12,7% dos casos. Esta, por sua vez, foi na sua maioria do tipo major, acima ou abaixo do joelho (40,7 e 29,6% respectivamente). As restantes frequ&ecirc;ncias s&atilde;o apresentadas na TABELA 2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>| TABELA 2 | Tipo de reamputa&#231;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01t2.jpg" width="350" height="221" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A TABELA 3 refere&#45;se &agrave; necessidade de amputa&#231;&atilde;o do membro contra&#45;lateral, tendo em conta o intervalo considerado neste trabalho. A maioria dos indiv&iacute;duos n&atilde;o tem ou teve necessidade desta amputa&#231;&atilde;o. No entanto 7,6% tiveram de ser posteriormente amputados no membro contra&#45;lateral (relativamente ao membro que foi inicialmente amputado no intervalo considerado).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| TABELA 3 | Amputa&#231;&atilde;o do membro contra&#45;lateral</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01t3.jpg" width="351" height="270" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A necessidade de nova revasculariza&#231;&atilde;o verificou&#45;se em 11,3%. Foi efectuada uma an&aacute;lise descriminativa do sector ou sectores intervencionados. Estes foram divididos em sector proximal, femoro&#45;popl&iacute;teo e distal. Constatou&#45;se que, no que se refere ao primeiro epis&oacute;dio de amputa&#231;&atilde;o, neste caso amputa&#231;&otilde;es do tipo secund&aacute;rio, o sector mais revascularizado foi o sector femoro&#45;popl&iacute;teo &#150; havendo ainda uma percentam consider&aacute;vel relativas ao sector ou sectores mais proximais &#150;, na fase p&oacute;s amputa&#231;&atilde;o, neste caso relativa aos casos de m&aacute; evolu&#231;&atilde;o cicatricial, o sector mais revascularizado foi, predominantemente, o distal ou os 2 sectores mais distais (41,7 e 37,5% respectivamente). Estes resultados estar&atilde;o intimamente relacionados com o uso de t&eacute;cnicas de angioplastia/stenting. Os dados relativos aos sectores revascularizados encontram&#45;se apresentados nos GR&Aacute;FICOS 4 e 5.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 4 | Sector Revascularizado Inicialmente</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g4.jpg" width="347" height="273" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 5 | Sector Revascularizado Posteriormente</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g5.jpg" width="348" height="252" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No grupo das amputa&#231;&otilde;es secund&aacute;rias, tendo em conta o tipo de revasculariza&#231;&atilde;o, constata&#45;se que existe uma associa&#231;&atilde;o estat&iacute;stica entre amputa&#231;&otilde;es minor e revasculariza&#231;&atilde;o do tipo endovascular; assim como existe uma maior percentagem de amputa&#231;&otilde;es major no grupo revascularizado por via cir&uacute;rgica. No entanto, esta maior taxa de <i>limb salvage</i> e tamb&eacute;m sobrevida, acarreta uma maior taxa de complica&#231;&otilde;es e maior necessidade de re&#45;internamentos e re&#45;interven&#231;&otilde;es, tanto no sentido da   revasculariza&#231;&atilde;o como no da amputa&#231;&atilde;o. Estes dados s&atilde;o apresentados nos GR&Aacute;FICOS 6, 7 e 8 e TABELA 4.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 6 | Necessidade de reamputa&#231;&atilde;o por tipo de revasculariza&#231;&atilde;o inicial</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g6.jpg" width="338" height="266" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 7 | Necessidade de revasculariza&#231;&atilde;o p&oacute;s amputa&#231;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g7.jpg" width="341" height="266" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 8 | Amputa&#231;&atilde;o com ou sem revasculariza&#231;&atilde;o pr&eacute;via</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g8.jpg" width="337" height="245" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| TABELA 4 | Mortes por tipo de revasculariza&#231;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01t4.jpg" width="354" height="127" /></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Por sua vez, as amputa&#231;&otilde;es em &acirc;mbito de urg&ecirc;ncia s&atilde;o frequentemente prim&aacute;rias e do tipo major e a este tipo est&aacute; associada uma maior taxa de mortalidade (o que parece estar associado com uma maior taxa de co&#45;morbilidades e atingimento de outros sectores vasculares, nomeadamente cerebral e card&iacute;aco) | ver GR&Aacute;FICOS 9 e 10 |.</p>     <p>&nbsp; </p>     <p>| GR&Aacute;FICO 9 | &Acirc;mbito de amputa&#231;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g9.jpg" width="336" height="254" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 10 | &Acirc;mbito de amputa&#231;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g10.jpg" width="338" height="258" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando avaliamos os dados obtidos por ano de trabalho vemos que em n&uacute;mero absoluto de amputa&#231;&otilde;es se mantiveram est&aacute;veis nos 3 anos analisados. No entanto, e pensa&#45;se que isto estar&aacute; relacionado com o desenvolvimento de t&eacute;cnicas de revasculariza&#231;&atilde;o endovascular e o tratamento de sectores cada vez mais distais, vemos que existe uma invers&atilde;o da tend&ecirc;ncia no sentido das amputa&#231;&otilde;es de tipo minor | ver GR&Aacute;FICO 11 | obtendo&#45;se portanto, maiores taxas de <i>limb salvage</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 11 | Tipo de amputa&#231;&atilde;o por ano de trabalho</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g11.jpg" width="343" height="274" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste estudo a taxa de mortalidade peri&#45;operat&oacute;ria foi de 11,8/100/m&ecirc;s. De um modo grosseiro a percentagem de falecidos ap&oacute;s os 30 dias &eacute; de cerca de 20%. &Eacute; poss&iacute;vel uma an&aacute;lise no decorrer do tempo de evolu&#231;&atilde;o p&oacute;s operat&oacute;rio, atrav&eacute;s do recurso a uma curva de sobrevida de acordo com o modelo de Kapplen&#45;Meyer | GR&Aacute;FICOS 12 e 13 |.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 12 | Outcomes sobrevida/mortalidade </p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g12.jpg" width="341" height="317" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 13 | Curva de Sobrevida</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g13.jpg" width="354" height="306" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; mortalidade, de acordo com o tipo de amputa&#231;&atilde;o considerada, &eacute; fundamental ter em conta que os doentes foram seguidos por per&iacute;odos de tempo diferentes de modo que os dados relativos devem ser analisados cautelosamente, sendo por este motivo mais fi&aacute;vel a mortalidade peri&#45;operat&oacute;ria. A mortalidade precoce das amputa&#231;&otilde;es acima do joelho foi de 18,1% portanto, de acordo com a literatura&#91;13&#93;. Nenhum dos doentes submetidos a amputa&#231;&atilde;o abaixo do joelho (7 doentes) faleceu peri&#45;operatoriamente e, mesmo no fim do tempo de seguimento, a maioria se mantinha viva (5 doentes). Estes resultados estar&atilde;o certamente relacionados com o n&uacute;mero reduzido de doentes neste grupo. A mortalidade associada a amputa&#231;&otilde;es major bilaterais, foi cerca de 54%, sendo que neste grupo tanto a mortalidade peri&#45;operat&oacute;ria como a posterior s&atilde;o dif&iacute;ceis de criticar uma vez que se tratam de doentes com pelo menos 2 epis&oacute;dios de amputa&#231;&atilde;o em membros diferentes.</p>     <p>Tendencialmente os indiv&iacute;duos submetidos a amputa&#231;&otilde;es minor apresentam taxas de mortalidade inferior, tal como &eacute; largamente descrita na literatura<sup>&#91;14&#93;</sup> O n&uacute;mero de doentes submetidos a amputa&#231;&otilde;es de um &uacute;nico tipo (minor) foi reduzido, pelo que a an&aacute;lise destes resultados fica comprometida.</p>     <p>Quando dividimos a nossa popula&#231;&atilde;o por g&eacute;nero verificamos que percentualmente as mulheres t&ecirc;m um maior n&uacute;mero de amputa&#231;&otilde;es major	| GR&Aacute;FICO 14 |.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| GR&Aacute;FICO 14 | Tipo de amputa&#231;&atilde;o por g&eacute;nero</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a01g14.jpg" width="338" height="271" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Constatou&#45;se que existem alguns factores determinantes/relacionados com um maior n&uacute;mero de internamentos, podendo ent&atilde;o estes relacionar&#45;se com o prolongamento de um periodo de convalesc&ecirc;ncia, assim como maior investimento de recursos. S&atilde;o estes as amputa&#231;&otilde;es programadas em detrimento das urgentes; as amputa&#231;&otilde;es minor, nomeadamente as mais distais, de dedos; a revasculariza&#231;&atilde;o por via endovascular; doen&#231;a do sector distal; maior n&uacute;mero de complica&#231;&otilde;es; a ins. renal cr&oacute;nica; a necessidade de re&#45;amputa&#231;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existe uma maior morbi&#45;mortalidade e insucesso no limb&#45;salvage expect&aacute;veis associada a factores de risco vascular, sendo os de maior impacto a diabetes mellitus, dislipidemia e ins. renal cr&oacute;nica, tal como foi j&aacute; largamente estudado.</p>     <p>Neste trabalho n&atilde;o foi encontrada uma rela&#231;&atilde;o estat&iacute;stica directa entre grau de isquemia/contexto inicial de amputa&#231;&atilde;o e mortalidade, n&atilde;o tendo sido identificada a raz&atilde;o para tal facto.</p>     <p>Relativamente aos dados obtidos para a aplica&#231;&atilde;o dos question&aacute;rios de qualidade de vida s&atilde;o apresentados os dados relevantes e as respectivas quest&otilde;es.</p>     <p>Relativamente aos par&acirc;metros de <i>QoL</i>, considerando um dos principais outcomes avaliados neste trabalho, n&atilde;o se constataram diferen&#231;as estatisticamente significativas quando compar&aacute;mos directamente indiv&iacute;duos com amputa&#231;&otilde;es prim&aacute;rias ou secund&aacute;rias. No entanto obtiveram&#45;se piores resultados na capacidade/limita&#231;&atilde;o de deambula&#231;&atilde;o em indiv&iacute;duos submetidos a revasculariza&#231;&atilde;o por via endovascular (em rela&#231;&atilde;o &agrave; cirurgia convencional aberta).</p>     <p>Dos 144 indiv&iacute;duos que foram submetidos a amputa&#231;&otilde;es major no decorrer do tempo considerado no estudo, foram 39 aqueles a que foi poss&iacute;vel aplicar o question&aacute;rios deste trabalho. Sessenta e oito indiv&iacute;duos haviam j&aacute; falecido, 22 encontravam&#45;se inacess&iacute;veis, 15 encontravam&#45;se n&atilde;o colaborantes.</p>     <p>&#160;</p>     <p>Apresentam&#45;se de seguida os resultados obtidos &agrave;s quest&otilde;es aplicadas assim como as quest&otilde;es a que se referem:</p>     <p>&#160;</p>     <p>&gt; Indiv&iacute;duos na d&eacute;cada de 60/70/80</p>     <p>&bull; Devido &agrave; limita&#231;&atilde;o f&iacute;sica fazem menos do que gostariam (16)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&bull; Pior compromisso f&iacute;sico ap&oacute;s amputa&#231;&atilde;o (30) </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&gt; Mulheres</p>     <p>&bull; Sem capacidade para deambula&#231;&atilde;o de 1 Km (11 &#150; quase com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica)</p>     <p>&bull; Percentagem inferior de protetiza&#231;&atilde;o (34), mesmo quando ajustado para o tipo de amputa&#231;&atilde;o</p>     <p>&bull; Tend&ecirc;ncia para se sentirem mais deprimidas (23 &#150; quase com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica)</p>     <p>&gt; Dor fantasma foi descrita em 64,1% dos doentes (tal como descrita na literatura 49&#45;78%).<sup>&#91;7&#93;</sup></p>     <p>&#160;</p>     <p>&gt; Existe uma aparente rela&#231;&atilde;o estat&iacute;stica entre hipertens&atilde;o arterial e dor de tipo fantasma (ainda n&atilde;o descrita na literatura).</p>     <p>&#160;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&gt; Lateralidade n&atilde;o afecta qualquer par&acirc;metro da qualidade de vida</p>     <p>&#160;</p>     <p>&gt; Indiv&iacute;duos com amputa&#231;&atilde;o electiva (directamente relacionado com maior n&uacute;mero de amputa&#231;&otilde;es minor, revasculariza&#231;&atilde;o do tipo endovascular, maior n&uacute;mero de internamentos e re&#45;interven&#231;&otilde;es&#8230;)</p>     <p>&bull; referem pior qualidade de vida (1)</p>     <p>&bull; referem agravamento da mesma em rela&#231;&atilde;o h&aacute; um ano (2)</p>     <p>&bull; maior percentagem de indiv&iacute;duos sem capacidade para realiza&#231;&atilde;o de muitas actividades da vida di&aacute;ria (14/15)</p>     <p>&bull; maior percentagem de indiv&iacute;duos sem capacidade para subir v&aacute;rios ou mesmo um lan&#231;o de escadas (8/9)</p>     <p>&bull; maior percentagem de indiv&iacute;duos que n&atilde;o conseguem fazer agachamento (10)</p>     <p>&bull; tend&ecirc;ncia para maior incapacidade para deambula&#231;&atilde;o para dist&acirc;ncia de 1 Km, v&aacute;rias centenas de metros ou mesmo 100 metros (aproxima&#45;se da signific&acirc;ncia estat&iacute;stica &#150; 11/12/13)</p>     <p>&bull; maior percentagem de indiv&iacute;duos julga que adoece mais facilmente do que as outras pessoas (3) e que julga ter pior sa&uacute;de do que os outros (quase com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#160;</p>     <p>Quando procuramos avaliar o impacto da Diabetes Mellitus na qualidade de vida verificou&#45;se:</p>     <p>&gt; Referem igual ou pior qualidade de vida (2)</p>     <p>&gt; Menor capacidade de andar centenas de metros (12)</p>     <p>&gt; Menor capacidade de realizar as actividades do dia a dia (15)</p>     <p>&gt; Maior percentagem de indiv&iacute;duos referem conseguir fazer menos do que gostariam, por limita&#231;&atilde;o f&iacute;sica (16)</p>     <p>&gt; Maior percentagem sente&#45;se mais desgastado f&iacute;sica e psicologicamente (26)</p>     <p>&gt; Maior limita&#231;&atilde;o na deambula&#231;&atilde;o p&oacute;s&#45;operatoriamente (30 &#150; quase signific&acirc;ncia estat&iacute;stica)</p>     <p>Indiv&iacute;duos bi&#45;amputados (major) tem par&acirc;metros de qualidade de vida semelhantes aos mono&#45;amputados (major)</p>     <p>&gt; Mas apresentam maior limita&#231;&atilde;o na generalidade das actividades de vida di&aacute;ria (15)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&gt; Maior afecta&#231;&atilde;o da socializa&#231;&atilde;o como consequ&ecirc;ncia de problemas f&iacute;sicos e emocionais (20)</p>     <p>&gt; Maior percentagem julga que a sua qualidade de vida ir&aacute; agravar dentro de 1 ano (6)</p>     <p>&#160;</p>     <p>Por fim a taxa de protetiza&#231;&atilde;o para amputa&#231;&otilde;es acima do joelho a 1 ano p&oacute;s operat&oacute;rio foi de 31%, sendo que 6,9% dos indiv&iacute;duos se encontra a aguardar coloca&#231;&atilde;o de pr&oacute;tese proximamente. Os dados para amputa&#231;&atilde;o abaixo do joelho s&atilde;o os expect&aacute;veis (75% protetizados ao fim de 1 ano p&oacute;s amputa&#231;&atilde;o). Estes dados est&atilde;o de acordo com os dados obtidos na literatura.<sup>&#91;6&#93;</sup></p>     <p>&#160; </p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O E CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Os nossos resultados de capacidade de protetiza&#231;&atilde;o, de capacidade de deambula&#231;&atilde;o e deste modo, dos par&acirc;metros obtidos para a <i>QoL</i> est&atilde;o relacionados com a capacidade do SNS e servi&#231;os de Medicina F&iacute;sica e Reabilita&#231;&atilde;o de proceder &agrave; r&aacute;pida fisioterapia e refor&#231;o muscular, assim como fornecer o material prot&eacute;sico mais adequado para cada doente.<sup>&#91;7&#93;</sup> Embora as taxas de protetiza&#231;&atilde;o verificadas neste trabalho estejam de acordo com as descritas na literatura foi poss&iacute;vel constatar que existe um atraso importante na resposta dos servi&#231;os de reabilita&#231;&atilde;o e no intervalo at&eacute; protetiza&#231;&atilde;o (muitos doentes informam que fizeram fisioterapia para serem protetizados e depois n&atilde;o foram pois teriam perdido indica&#231;&atilde;o.)</p>     <p>Do ponto de vista economicista &eacute; f&aacute;cil contextualizar a necessidade de perseguir a revasculariza&#231;&atilde;o em detrimento da amputa&#231;&atilde;o major. No entanto, embora n&atilde;o existam resultados estat&iacute;sticos neste estudo ou pr&eacute;vios que possam corroborar, ser&aacute; seguro dizer que a nossa populac&atilde;o de amputados major n&atilde;o retorna &agrave; sua actividade profissional frequentemente (muitos encontram&#45;se no desemprego ou est&atilde;o reformados).</p>     <p>Um dos factores de risco conhecidos como mais determinantes de uma r&aacute;pida progress&atilde;o da doen&#231;a arterial perif&eacute;rica &eacute; o tabagismo. &Eacute; muito dif&iacute;cil avaliar com fiabilidade este par&acirc;metro no que respeita ao actual consumo de tabaco, sendo que neste trabalho n&atilde;o foi verificada esta rela&#231;&atilde;o. Um trabalho prospectivo seria o mais indicado para avaliar as verdadeiras implica&#231;&otilde;es da cessa&#231;&atilde;o tab&aacute;gica nos outcomes avaliados.</p>     <p>A an&aacute;lise por g&eacute;nero revela que as mulheres da popula&#231;&atilde;o estudada apresentam, percentualmente, doen&#231;a isqu&eacute;mica mais avan&#231;ada do que os homens, o que poder&aacute; estar relacionada com o diagn&oacute;stico tardio desta sub&#45;popula&#231;&atilde;o. Tal se poder&aacute; justificar com o facto das queixas das mulheres serem frequentemente mais desvalorizadas por si e pelos medicos assistentes. O estado debilitado e dependente das mulheres na altura da amputa&#231;&atilde;o poder&aacute; justificar porque estas apresentam uma percentagem inferior de protetiza&#231;&atilde;o, mesmo quando ajustado para o tipo de amputa&#231;&atilde;o (relembra&#45;se que as mulheres tiveram uma maior percentagem de amputa&#231;&otilde;es major).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao ambiente inicial da amputa&#231;&atilde;o, urgente ou electivo, parece&#45;nos que a percentagem de indiv&iacute;duos amputados em urg&ecirc;ncia fora elevado, o que poder&aacute; estar relacionado com a recorrente indisponibilidade do bloco operat&oacute;rio electivo e a necessidade de remeter estes doentes para o bloco operat&oacute;rio de urg&ecirc;ncia sem que estes reunam de facto crit&eacute;rios de amputa&#231;&atilde;o urgente.</p>     <p>Arena e Magni<sup>&#91;7&#93;</sup> associam stress e problemas emocionais com dor fantasma (stress pode anteceder epis&oacute;dios de dor fantasma), o que nos remete para a necessidade de um acompanhamento psicol&oacute;gico na reabilita&#231;&atilde;o emocional (&#8220;depression may promote chronic pain and chronic pain may promote depression&#8221;).</p>     <p>O componente emocional, nomeadamente negativo, &eacute; tamb&eacute;m um factor com grande influ&ecirc;ncia a n&iacute;vel da capacidade de deambula&#231;&atilde;o e auto&#45;percep&#231;&atilde;o em rela&#231;&atilde;o ao seu estado de sa&uacute;de, logo estar&aacute; intimamente relacionado com alguns dos par&acirc;metros de qualidade de vida.</p>     <p><i>&Eacute; portanto fundamental reconhecer que a abordagem ideal destes doentes &eacute; a hol&iacute;stica/multidisciplinar para o correcto controlo da dor, a reabilita&#231;&atilde;o em tempo &uacute;til</i> e o acompanhamento pela psiquiatria de liga&#231;&atilde;o, no sentido de levar os doentes a olhar para a amputa&#231;&atilde;o major, n&atilde;o como o fim das suas vidas mas, como in&iacute;cio de uma nova etapa.</p>     <p>Este trabalho permitiu inferir acerca da qualidade de vida dos nossos doentes amputados atrav&eacute;s da an&aacute;lise independente das quest&otilde;es formuladas e n&atilde;o pela quantifica&#231;&atilde;o de um score, uma vez n&atilde;o se tratar de um question&aacute;rio padronizado.</p>     <p>Embora n&atilde;o se tivesse obtido resultados estatisticamente significativos quando comparamos directamente os par&acirc;metros de QoL das amputa&#231;&otilde;es prim&aacute;rias e secund&aacute;rias, alguns dos dados remetem para uma reflex&atilde;o igualmente importante.</p>     <p>Verificou&#45;se uma maior limita&#231;&atilde;o da deambula&#231;&atilde;o em indiv&iacute;duos submetidos a revasculariza&#231;&atilde;o por via endovascular, como j&aacute; vimos, habitualmente associadas a indiv&iacute;duos submetidos a mais procedimentos de revasculariza&#231;&atilde;o, mais internamentos e sujeitos a maior n&uacute;mero de complica&#231;&otilde;es e necessidade de re&#45;tratamentos. Obviamente que &eacute; necess&aacute;rio ter em conta que estes indiv&iacute;duos ser&atilde;o tamb&eacute;m aqueles com les&otilde;es mais extensas, les&otilde;es mais distais, e mais co&#45;morbilidades, nomeadamente estados diab&eacute;ticos mal controlados. Tamb&eacute;m os dados relativos &agrave; <i>QoL</i> em indiv&iacute;duos submetidos a amputa&#231;&otilde;es electivas corroboram esta linha de racioc&iacute;nio uma vez que nestes se verificou um maior impacto negativo no &acirc;mbito dos par&acirc;metros para qualidade de vida, da autonomia e capacidade de execu&#231;&atilde;o de tarefas.</p>     <p>Portanto, este trabalho permite&#45;nos reflectir sobre situa&#231;&otilde;es em que a revasculariza&#231;&atilde;o foi incessantemente perseguida e a amputa&#231;&atilde;o major continuamente rejeitada. &Eacute; fulcral relembrar que tentativas infrut&iacute;feras de revasculariza&#231;&atilde;o e a procura incessante de preservar o membro, embora cursem com uma maior percentagem de <i>limb salvage</i> e diminui&#231;&atilde;o de mortalidade, podem n&atilde;o condicionar melhor deambula&#231;&atilde;o e podem mesmo aumentar o n&uacute;mero de internamentos/tratamentos/complica&#231;&otilde;es e, consequentemente, o custo relacionado.</p>     <p>S&atilde;o necess&aacute;rios mais trabalhos para confirmar os resultados obtidos e para melhor caracteriza&#231;&atilde;o dos par&acirc;metros de <i>QoL</i> nos nossos doente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;1&#93;</sup>&#9;BARATH K., RAGHVINDER G., Critical Limb Ischemia: Need to Look Beyond Limb Salvage, Ann Vasc Surg 2011; 25: 873&#45;877&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000244&pid=S1646-706X201200040000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><sup>&#91;2&#93;</sup>&#9;NEHLER&#160;M.,&#160;COLL&#160;J.,&#160;HIATT&#160;W.,&#160;et al:&#160;Functional outcome in a contemporary series of major lower extremity amputations, J Vasc Surg&#160;2003;&#160;38:7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S1646-706X201200040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;3&#93;</sup>&#9;TAYLOR&#160;S.,&#160;KALBAUGH&#160;C.,&#160;BLACKHURST&#160;D.,&#160;et al:&#160;Preoperative clinical factors predict postoperative functional outcomes after major lower limb amputation: an analysis of 553 consecutive patients, J Vasc Surg&#160;2005;&#160;42:227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S1646-706X201200040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;4&#93;</sup>&#9;NEHLER&#160;M.,&#160;HIATT&#160;W.,&#160;TAYLOR&#160;JR&#160;L.:&#160;Is revascularization and limb salvage always the best treatment for critical limb ischemia?, J Vasc Surg&#160;2003;&#160;37:704.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S1646-706X201200040000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;5&#93;</sup>&#9;TAYLOR&#160;S.,&#160;KALBAUGH&#160;C.,&#160;BLACKHURST&#160;D.,&#160;et al:&#160;A comparison of percutaneous transluminal angioplasty versus amputation for critical limb ischemia in patients unsuitable for open surgery, J Vasc Surg&#160;2007;&#160;45:304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S1646-706X201200040000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><sup>&#91;6&#93;</sup>&#9;NORGREN L., HIATT W. R., et al, Inter&#45;Society Consensus for the Management of PAD (TASC II)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S1646-706X201200040000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><sup>&#91;7&#93;</sup>&#9;SCHANS C., JAN G., SCHOPPEN T., Phantom Pain and Health&#45;Related Quality of Life in Lower Limb Amputees, Journal of Pain and Symptom Management, Vol. 24 No. 4 October 2002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S1646-706X201200040000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><sup>&#91;8&#93;</sup>&#9;SANSAM K., NEUMANN V., O&#8217;CONNOR R., Predicting Walking Ability Following Lower Limb Amputation: A Systematic Review of the Literature, J Rehabil Med 2009; 41: 593&#150;603&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S1646-706X201200040000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><sup>&#91;9&#93;</sup>&#9;ROSENBERG&#160;N.,&#160;ADIARTE&#160;E.,&#160;BUJDOSO&#160;L.,&#160;et al:&#160;Mortality factors in major limb amputations for vascular disease: a study of 176 procedures, Surgery&#160;1970;&#160;67:437&#45;441.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000256&pid=S1646-706X201200040000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;10&#93;</sup>&#9;CARRINGTON A., MAWDSLEY S., MORLEY M., et al. Psychological status of diabetic people with or without lower limb disability, Diabetes Res Clin Pract 1996;32(1&#150;2):19&#150;25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S1646-706X201200040000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;11&#93;</sup>&#9;ALBERS M., FRATEZI A., DE LUCCIa N., Walking ability and quality of life as outcome measures in a comparison of arterial reconstruction and leg amputation for the treatment of vascular disease, Eur J Vasc Endovasc Surg 1996;11(3):308&#150;314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000260&pid=S1646-706X201200040000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;12&#93;</sup>&#9;POSTMA A., KINGMA A., DE RUITEr J., et al. Quality of life in bone tumor patients comparing limb salvage and amputation of the lower extremity, J Surg Oncol 1992;51(1):47&#150;51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000262&pid=S1646-706X201200040000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;13&#93;</sup>&#9;PLOEG&#160;A.,&#160;LARDENOYE&#160;J.,&#160;VRANCKEN P.,&#160;et al:&#160;Contemporary series of morbidity and mortality after lower limb amputation, Eur J Vasc Endovasc Surg&#160;2005;&#160;29:633&#45;637.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S1646-706X201200040000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;14&#93;</sup> DILLINGHAM&#160;T.,&#160;PEZZIN&#160;L.,&#160;SHORE&#160;A.:&#160;Reamputation, mortality, and health care costs among persons with dysvascular lower&#45;limb amputations, Arch Phys Med Rehabil&#160;&#160;2005;&#160;86:480&#45;486.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S1646-706X201200040000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="1" id="1"></a><a href="#top1">Contactos</a></p>     <p>Ricardo Gouveia</p>     <p>Rua Jo&atilde;o de Barros 313, Habita&#231;&atilde;o 53</p>     <p>4150&#45;414 Porto</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Telefone: 00351&#45;913 478 678</p>     <p>E&#45;mail: <a href="mailto:ricardogfagouveia@gmail.com">ricardogfagouveia@gmail.com</a></p>      ]]></body><back>
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