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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Embolização pré-operatória de tumor do corpo carotídeo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preoperative embolization of carotid body tumor]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The aim of this article is to present a clinical case of carotid body tumor resection with preoperative embolization. Brief technical considerations. Clinical Case: A 53 year-old woman, with hypertension, presented with a painless slow-growing mass on the left side of the neck. She also complained of hoarseness and dysphagia. The ultrasound examination revealed a carotid body tumor, Shamblin II, with a maximum diameter of 4.1 cm. The patient underwent preoperative embolization using Bead-Block® 300-500 µm and 500-700 µm. The tumor was resected 24 hours after embolization, without complications and with negligible blood loss (< 20 ml). Recovery was uneventful, and the patient was discharged 48 hours after surgery. Discussion: Carotid body tumors are rare and usually benign. Most tumors are asymptomatic but, with growth, they can become symptomatic through local mechanical compression. Early surgical resection is advisable. The goals of preoperative embolization are to minimize blood loss, decrease tumor size, and facilitate local dissection and tumor excision in a periadventitial plane. In this clinical case, we consider that preoperative embolization allowed a careful dissection and preservation of local structures, significantly reducing estimated blood loss. Conclusion: We support other authors recommendation of consider preoperative embolization in carotid body tumors Shamblin II or III, with diameters greater than 2 - 3 cm, and in recurrent tumors.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tumor do corpo carotídeo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria de tumor do corpo carot&iacute;deo</b><b><a name="top0" id="top0"></a></b><a href="#0">*</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Preoperative embolization of carotid body tumor</b></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>Miguel Maia, Jos&eacute; Vidoedo, Jo&atilde;o Almeida Pinto </b></p>     <p>Servi&#231;o de Angiologia e Cirurgia Vascular</p>     <p>Centro Hospitalar do T&acirc;mega e Sousa, E.P.E</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">Contactos</a></p>     <p>&#160;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>|RESUMO|</p>     <p><b>Introdu&#231;&atilde;o:</b> O objectivo deste artigo &eacute; apresentar um caso cl&iacute;nico de ex&eacute;rese de tumor do corpo carot&iacute;deo com emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria. Breves considera&#231;&otilde;es t&eacute;cnicas.</p>     <p><b>Caso Cl&iacute;nico:</b> Doente do sexo feminino, 53 anos, com antecedentes de hipertens&atilde;o arterial. Foi observada por tumefac&#231;&atilde;o cervical esquerda, indolor, com crescimento progressivo. Referia rouquid&atilde;o e disfagia recente. Realizou eco&#45;doppler dos troncos supra&#45;a&oacute;rticos que revelou tumor do corpo carot&iacute;deo esquerdo com 4.1 cm de maior di&acirc;metro transversal, <i>Shamblin</i> II. Procedeu&#45;se a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria com <i>Bead&#45;Block</i>&#174; 300&#45;500 &#181;m e 500&#45;700 &#181;m. Cerca de 24 horas depois foi submetida a ex&eacute;rese do tumor, sem intercorr&ecirc;ncias e sem perdas hem&aacute;ticas significativas (&lt; 20 ml). Alta cl&iacute;nica ao 2&#186; dia p&oacute;s&#45;operat&oacute;rio, sem complica&#231;&otilde;es a registar.</p>     <p><b>Discuss&atilde;o:</b> Os tumores do corpo carot&iacute;deo s&atilde;o entidades raras e geralmente benignas. Frequentemente s&atilde;o assintom&aacute;ticos mas podem condicionar sintomatologia por compress&atilde;o local. Recomenda&#45;se, sempre que poss&iacute;vel, ex&eacute;rese cir&uacute;rgica precoce.</p>     <p>A emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria do tumor do corpo carot&iacute;deo tem como objectivo diminuir as perdas hem&aacute;ticas, reduzir o tamanho tumoral, facilitar a dissec&#231;&atilde;o das estruturas circundantes e a excis&atilde;o peri&#45;adventicial do tumor. Neste caso, a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria permitiu a referencia&#231;&atilde;o e a preserva&#231;&atilde;o das estruturas adjacentes, reduzindo significativamente as perdas hem&aacute;ticas expect&aacute;veis.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o:</b> A emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria deve ser considerada em tumores do corpo carot&iacute;deo <i>Shamblin</i> II ou III, com di&acirc;metros superiores a 2 &#150; 3 cm, e em recidivas tumorais.</p>     <p><b>Palavras&#45;chave:</b> tumor do corpo carot&iacute;deo, emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria,&#9;ex&eacute;rese cir&uacute;rgica</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>|ABSTRACT|</p>     <p><b>Introduction:</b> The aim of this article is to present a clinical case of carotid body tumor resection with preoperative embolization. Brief technical considerations.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Clinical Case:</b> A 53 year&#45;old woman, with hypertension, presented with a painless slow&#45;growing mass on the left side of the neck. She also complained of hoarseness and dysphagia. The ultrasound examination revealed a carotid body tumor, <i>Shamblin</i> II, with a maximum diameter of 4.1 cm. The patient underwent preoperative embolization using <i>Bead&#45;Block</i>&#174; 300&#45;500 &#181;m and 500&#45;700 &#181;m. The tumor was resected 24 hours after embolization, without complications and with negligible blood loss (&lt; 20 ml). Recovery was uneventful, and the patient was discharged 48 hours after surgery.</p>     <p><b>Discussion:</b> Carotid body tumors are rare and usually benign. Most tumors are asymptomatic but, with growth, they can become symptomatic through local mechanical compression. Early surgical resection is advisable. The goals of preoperative embolization are to minimize blood loss, decrease tumor size, and facilitate local dissection and tumor excision in a periadventitial plane. In this clinical case, we consider that preoperative embolization allowed a careful dissection and preservation of local structures, significantly reducing estimated blood loss.</p>     <p><b>Conclusion:</b> We support other authors recommendation of consider preoperative embolization in carotid body tumors <i>Shamblin</i> II or III, with diameters greater than 2 &#150; 3 cm, and in recurrent tumors.</p>     <p><b>Key words:</b> carotid body tumor,  preoperative embolization,  surgical exerese</p>     <p>&#160;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O corpo carot&iacute;deo &eacute; um quimiorreceptor do sistema paraganglionar extra&#45;adrenal, derivado das c&eacute;lulas da crista neural. Localiza&#45;se na face posterior da bifurca&#231;&atilde;o da art&eacute;ria car&oacute;tida comum, sendo respons&aacute;vel pela adapta&#231;&atilde;o aguda &agrave; hip&oacute;xia.<sup>&#91;1&#93;</sup></p>     <p>Os tumores do corpo carot&iacute;deo s&atilde;o entidades relativamente raras e o seu tratamento, pela vasculariza&#231;&atilde;o e localiza&#231;&atilde;o, representa um desafio t&eacute;cnico. <sup>[2, 3]</sup></p>     <p>A emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria tem como objectivo facilitar a dissec&#231;&atilde;o operat&oacute;ria, reduzindo potenciais les&otilde;es iatrog&eacute;nicas, diminuir o tamanho tumoral e as perdas hem&aacute;ticas.</p>     <p>A prop&oacute;sito de um caso cl&iacute;nico, procedemos &agrave; revis&atilde;o da literatura referente aos tumores do corpo carot&iacute;deo, nomeadamente as indica&#231;&otilde;es, benef&iacute;cios, complica&#231;&otilde;es e controv&eacute;rsias da emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#160;</p>     <p> <b> CASO CL&Iacute;NICO</b></p>     <p>Trata&#45;se de uma doente com 53 anos, do sexo feminino, com antecedentes de hipertens&atilde;o arterial, controlada com um inibidor da enzima de convers&atilde;o da angiotensina. Efectuou colecistectomia em 2001, fistulectomia peri&#45;anal em 2005 e correc&#231;&atilde;o cir&uacute;rgia de varizes dos membros inferiores em 2007. Sem antecedentes familiares de patologia neopl&aacute;sica, nomeadamente cervical.</p>     <p>Foi observada pelo seu m&eacute;dico assistente 2 meses antes, por tumefac&#231;&atilde;o cervical esquerda indolor, de crescimento progressivo, com cerca de 12 meses de evolu&#231;&atilde;o. Realizou ecografia cervical que revelou tratar&#45;se de um tumor do corpo carot&iacute;deo com aproximadamente 4 cm de maior di&acirc;metro.</p>     <p>Foi ent&atilde;o orientada para a Consulta de Angiologia e Cirurgia Vascular. Na nossa consulta referiu o aparecimento recente de rouquid&atilde;o e disfagia para alimentos s&oacute;lidos. Apresentava uma tumefac&#231;&atilde;o cervical esquerda, aparentemente puls&aacute;til, com sopro holossist&oacute;lico associado. A ultrasonografia vascular realizada confirmou o diagn&oacute;stico de tumor do corpo carot&iacute;deo esquerdo, com cerca de 4.1 cm de maior di&acirc;metro | FIGURA 1 |. Foi submetida a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear, com verifica&#231;&atilde;o das dimens&otilde;es tumorais e caracteriza&#231;&atilde;o do envolvimento com as estruturas vizinhas, sendo classificado como grau II de <i>Shamblin</i> | FIGURA 2 |.   Na resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear foi tamb&eacute;m exclu&iacute;da a presen&#231;a de outros paragangliomas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 1 | Ultrasonografia vascular cervical relevando a presen&#231;a de um tumor do corpo carot&iacute;deo</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f1.jpg" width="356" height="259"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 2 | Resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear confirmando um tumor do corpo carot&iacute;deo &agrave; esquerda, circundando parcialmente as art&eacute;ria car&oacute;tidas interna e externa </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f2.jpg" width="355" height="354"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A doente foi submetida a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria por acesso femoral direito com introdutor 5 Fr. Cateteriza&#231;&atilde;o selectiva da art&eacute;ria car&oacute;tida comum esquerda com cateter <i>Multipurpose 5 Fr (Cook Inc., Bloomington, IN)</i>, com realiza&#231;&atilde;o de angiografia diagn&oacute;stica | FIGURA 3 e FIGURA 4 |. Foi identificada a art&eacute;ria principal do tumor, ramo da art&eacute;ria occipital. Em seguida foi introduzido o microcateter <i>Progreat 2.7 Fr (Terumo Medical Corp., Somerset, NJ)</i> com cateteriza&#231;&atilde;o supra&#45;selectiva da referida art&eacute;ria. Em nova angiografia diagn&oacute;stica, verificou&#45;se a presen&#231;a de importante colateral medial, com prov&aacute;veis anastomoses medulares   | FIGURA 5 |. Optou&#45;se pela progress&atilde;o do microcateter. Ap&oacute;s confirma&#231;&atilde;o da aus&ecirc;ncia de colateraliza&#231;&atilde;o importante e estabilidade do sistema endovascular | FIGURA 6 |, procedeu&#45;se &agrave; emboliza&#231;&atilde;o do tumor do corpo carot&iacute;deo com 1 ml de <i>Bead&#45;Block 300 &#150; 500 &#181;m (Terumo Medical Corp., Somerset, NJ)</i> e 2 ml de <i>Bead&#45;Block 500 &#150; 700 &#181;m (Terumo Medical Corp., Somerset, NJ)</i>, dilu&iacute;das em soro fisiol&oacute;gico e contraste iodado n&atilde;o i&oacute;nico <i>(Optiray 350, Covidien)</i> (1:1). A angiografia final confirmou a total emboliza&#231;&atilde;o do tumor | FIGURA 7 e FIGURA 8 |, tendo o procedimento decorrido sem intercorr&ecirc;ncias e sem complica&#231;&otilde;es associadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 3 | Arteriografia diagn&oacute;stica por selectiva&#231;&atilde;o da art&eacute;ria car&oacute;tida comum esquerda </p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f3.jpg" width="356" height="365"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 4 | Arteriografia diagn&oacute;stica em perfil obl&iacute;quo </p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f4.jpg" width="356" height="400"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>| FIGURA 5 | Arteriografia por supra&#45;selectiva&#231;&atilde;o com microcateter, de ramo da art&eacute;ria occipital, demonstrando o tumor do corpo carot&iacute;deo, com aparente colateral medular </p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f5.jpg" width="357" height="366"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 6 | Progress&atilde;o da supra&#45;selectiva&#231;&atilde;o. Sem colaterais vis&iacute;veis</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f6.jpg" width="356" height="400"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 7 | Ap&oacute;s o procedimento, constata&#231;&atilde;o de total emboliza&#231;&atilde;o do tumor, com back&#45;flow significativo</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f7.jpg" width="356" height="367"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 8 | Arteriografia diagn&oacute;stica confirmando a total emboliza&#231;&atilde;o do tumor do corpo carot&iacute;deo</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f8.jpg" width="357" height="401"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No dia seguinte, a doente foi submetida a ex&eacute;rese do tumor do corpo carot&iacute;deo, por incis&atilde;o ao longo do bordo anterior do m&uacute;sculo esternocleidomastoideo esquerdo. Dissec&#231;&atilde;o por planos e referencia&#231;&atilde;o proximal da art&eacute;ria car&oacute;tida comum e referencia&#231;&atilde;o distal das art&eacute;rias car&oacute;tida externa e interna. Dissec&#231;&atilde;o peri&#45;adventicial do tumor com isolamento do nervo hipoglosso e do nervo vago, com consequente ex&eacute;rese tumoral, de sentido proximal para distal | FIGURA 9 e FIGURA 10 |. Macroscopicamente, constataram&#45;se sinais evidentes de emboliza&#231;&atilde;o tumoral com part&iacute;culas de emboliza&#231;&atilde;o nas art&eacute;rias que irrigavam o tumor. O procedimento cir&uacute;rgico sem intercorr&ecirc;ncias associadas com um tempo operat&oacute;rio (do in&iacute;cio da incis&atilde;o at&eacute; ao final do encerramento cut&acirc;neo) de 1 hora e 50 minutos. As perdas hem&aacute;ticas foram vestigiais, estimando&#45;se menores que 20 ml (ap&oacute;s pesagem das compressas utilizadas). A an&aacute;lise anatomo&#45;patol&oacute;gica da pe&#231;a operat&oacute;ria confirmou tratar&#45;se de um tumor benigno.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 9 | Ex&eacute;rese cir&uacute;rgica, de sentido proximal para distal</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f9.jpg" width="357" height="271"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>| FIGURA 10 | Ap&oacute;s a ex&eacute;rese cir&uacute;rgica, com preserva&#231;&atilde;o da integridade das estruturas adjacentes</p>     <p><img src="/img/revistas/ang/v8n4/8n4a05f10.jpg" width="358" height="261"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No p&oacute;s&#45;operat&oacute;rio a doente evoluiu sem complica&#231;&otilde;es e teve alta cl&iacute;nica 48 horas ap&oacute;s a cirurgia.</p>     <p>A doente completou 6 meses de follow&#45;up ap&oacute;s a ex&eacute;rese, mantendo&#45;se sem queixas, sem recidiva tumoral e com ultrasonografia cervical normal.</p>     <p>&#160;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Atribui&#45;se a designa&#231;&atilde;o de paraganglioma aos tumores neuroendocrinos extra&#45;adrenais. Adicionalmente, s&atilde;o classificados de acordo com a sua localiza&#231;&atilde;o.<sup>&#91;3, 4&#93;</sup></p>     <p>Os tumores do corpo carot&iacute;deo s&atilde;o raros, com uma incid&ecirc;ncia estimada de 1 para 30.000 habitantes/ano. Contudo, representam cerca de 65% dos paragangliomas localizados no pesco&#231;o e cabe&#231;a.<sup>&#91;3, 5&#93;</sup></p>     <p>Habitualmente s&atilde;o diagnosticados entre os 40 e os 60 anos de idade, sem predom&iacute;nio evidente de g&eacute;nero.<sup>&#91;1, 3&#93;</sup></p>     <p>Est&atilde;o descritas 3 variantes: espor&aacute;dica; hiperpl&aacute;sica e familiar.<sup>&#91;1&#93;</sup> A variante espor&aacute;dica &eacute; a mais frequente, atingindo predominantemente as mulheres.<sup>&#91;6&#93;</sup> A forma hiperpl&aacute;sica &eacute; relativamente comum em doentes com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica, doentes com patologias card&iacute;acas cong&eacute;nitas e em habitantes de regi&otilde;es localizadas a mais de 2000 metros acima do n&iacute;vel do mar.<sup>&#91;1&#93;</sup> Considera&#45;se que a hip&oacute;xia cr&oacute;nica poder&aacute; hiperestimular as c&eacute;lulas do corpo carot&iacute;deo, condicionando hiperplasia/neoplasia.<sup>&#91;1, 3, 7, 8&#93;</sup>   A variante familiar, constituindo cerca de 20% do total dos tumores diagnosticados, envolve pacientes mais novos, exibindo uma maior probabilidade de multicentricidade e de malignidade.<sup>&#91;1, 3, 9&#93;</sup></p>     <p>Os tumores do corpo carot&iacute;deo s&atilde;o bilaterais em 5% dos casos espor&aacute;dicos e em cerca de 20% dos casos familiares.<sup>&#91;1, 3, 9&#93;</sup></p>     <p>Habitualmente s&atilde;o tumores n&atilde;o funcionantes, mas aproximadamente 5% produzem histamina, serotonina ou epinefrina.<sup>&#91;1&#93;</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os tumores do corpo carot&iacute;deo s&atilde;o tradicionalmente tumores benignos, mas cerca de 5% degeneram em neoplasias malignas.<sup>&#91;1, 3&#93;</sup> Apesar da aus&ecirc;ncia de crit&eacute;rios consensualmente definidos, um tumor do corpo carot&iacute;deo maligno caracteriza&#45;se pela invas&atilde;o local de estruturas adjacentes e pela presen&#231;a de metastiza&#231;&atilde;o.<sup>&#91;1, 2, 9&#93;</sup> As caracter&iacute;sticas microsc&oacute;picas, frequentemente duvidosas, contribuem pouco para a defini&#231;&atilde;o de malignidade. A maioria dos tumores apresenta invas&atilde;o capsular, n&atilde;o demonstrando comportamento maligno.<sup>&#91;3, 10, 11&#93;</sup></p>     <p>Neste caso cl&iacute;nico, a doente apresentava um tumor do corpo carot&iacute;deo da variante espor&aacute;dica, unilateral e n&atilde;o funcionante. A an&aacute;lise anatomo&#45;patol&oacute;gica da pe&#231;a operat&oacute;ria confirmou a sua benignidade.</p>     <p>Os tumores do corpo carot&iacute;deo s&atilde;o tumores de crescimento lento e progressivo, frequentemente com v&aacute;rios anos de evolu&#231;&atilde;o. Habitualmente apresentam&#45;se como tumefac&#231;&otilde;es cervicais assintom&aacute;ticas.<sup>&#91;2, 11, 12&#93;</sup> Contudo, com o crescimento e essencialmente atrav&eacute;s de compress&atilde;o mec&acirc;nica das estruturas adjacentes, podem condicionar sintomatologia local.<sup>&#91;2, 5, 12&#93; </sup>Os sintomas mais frequentes s&atilde;o a dor cervical, a sensa&#231;&atilde;o de compress&atilde;o local, a rigidez cervical, a disfagia, a rouquid&atilde;o, o estridor, a rigidez mandibular e o zumbido.<sup>&#91;1, 3&#93;</sup> Cerca de 20% dos doentes apresenta d&eacute;fices neurol&oacute;gicos pr&eacute;&#45;operat&oacute;rios, por envolvimento dos nervos cranianos.<sup>&#91;1, 3&#93; </sup>Os tumores produtores de neuroestimuladores podem, adicionalmente, provocar palpita&#231;&otilde;es, taquicardia, hipertens&atilde;o, cefaleias, diaforese, tonturas ou rubor.<sup>&#91;3&#93;</sup> Ao exame f&iacute;sico poder&#45;se&#45;&aacute; constatar um sopro ou um fr&eacute;mito.<sup>&#91;9&#93;</sup></p>     <p>Devido ao desenvolvimento indolente, o seu diagn&oacute;stico &eacute; tardio.<sup>&#91;3, 9, 13&#93;</sup> No diagn&oacute;stico diferencial inclui&#45;se as adenopatias cervicais, os lipomas, os tumores das gl&acirc;ndulas salivares, os quistos braquiais e os neurofibromas.<sup>&#91;3&#93;</sup></p>     <p>A ultrasonografia cervical adquire um papel fundamental na confirma&#231;&atilde;o diagn&oacute;stica, observando&#45;se, tipicamente, afastamento da bifurca&#231;&atilde;o carot&iacute;dea por uma massa s&oacute;lida, hipervascular, de limites bem definidos. Com o crescimento, o tumor habitualmente circunda a art&eacute;ria car&oacute;tida interna e a art&eacute;ria car&oacute;tida externa, sem condicionar estenoses hemodinamicamente significativas. <sup>&#91;1, 3, 6, 9, 11, 14&#93;</sup></p>     <p>Em caso de d&uacute;vida, e especialmente em doentes com indica&#231;&atilde;o para ex&eacute;rese cir&uacute;rgica, recomenda&#45;se a realiza&#231;&atilde;o de tomografia axilar computorizada ou resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear. Estes exames imagiol&oacute;gicos, para al&eacute;m de contribu&iacute;rem para uma melhor caracteriza&#231;&atilde;o tumoral, permitem a identifica&#231;&atilde;o de tumores multic&ecirc;ntricos. <sup>&#91;3, 4, 9&#93;</sup></p>     <p>A angiografia pode ser &uacute;til em casos seleccionados. Apesar de, devido &agrave; sua natureza invasiva, apresentar um risco acrescido de complica&#231;&otilde;es, a angiografia permite uma excelente caracteriza&#231;&atilde;o tumoral, nomeadamente das suas dimens&otilde;es, suprimento vascular e grau de envolvimento com as estruturas adjacentes.<sup>&#91;2, 4&#93;</sup> Para al&eacute;m disso, a angiografia &eacute; um excelente exame na identifica&#231;&atilde;o de doen&#231;a oclusiva concomitante e na avalia&#231;&atilde;o da colateraliza&#231;&atilde;o intra&#45;cerebral. Esta informa&#231;&atilde;o pode revelar&#45;se essencial nos tumores de maior dimens&atilde;o, especialmente nos <i>Shamblin</i> III, em que poder&aacute; ser necess&aacute;rio proceder a revasculariza&#231;&atilde;o carot&iacute;dea.<sup>&#91;2, 4&#93;</sup> Em casos seleccionados, a angiografia tamb&eacute;m permite uma atitude terap&ecirc;utica, com emboliza&#231;&atilde;o supra&#45;selectiva.<sup>&#91;2, 14&#93;</sup> Tipicamente, o suprimento arterial do tumor do corpo carot&iacute;deo depende da art&eacute;ria far&iacute;ngea ascendente e/ou da art&eacute;ria cervical ascendente.<sup>&#91;11, 14, 15, 16&#93;</sup> Contudo, com o crescimento, uma variedade de outras art&eacute;rias, frequentemente origin&aacute;rias das art&eacute;rias car&oacute;tidas ou vertebrais, poder&atilde;o estar envolvidas.<sup>&#91;11, 14, 15, 16&#93;</sup></p>     <p>A biopsia tecidual tem pouca utilidade no diagn&oacute;stico dos tumores do corpo carot&iacute;deo. Para al&eacute;m do risco significativo de complica&#231;&otilde;es hemorr&aacute;gicas, estes tumores raramente s&atilde;o malignos e a biopsia tecidual em pouco contribui para a decis&atilde;o terap&ecirc;utica.<sup>&#91;3, 6&#93;</sup></p>     <p><i>Shamblin</i> prop&ocirc;s uma classifica&#231;&atilde;o que reflecte a rela&#231;&atilde;o do tumor com as estruturas adjacentes e a dificuldade t&eacute;cnica da sua ex&eacute;rese.<sup>&#91;17&#93;</sup> Assim, os tumores <i>Shamblin</i> I s&atilde;o tumores pequenos, que podem ser removidos com facilidade. Os tumores tipo II s&atilde;o maiores, com moderada ader&ecirc;ncia &agrave;s art&eacute;rias car&oacute;tidas. Os tumores tipo III de <i>Shamblin</i>, s&atilde;o tumores de grandes dimens&otilde;es, que habitualmente rodeiam as art&eacute;rias car&oacute;tidas e as estruturas nervosas. Nestes &uacute;ltimos, poder&aacute; n&atilde;o ser poss&iacute;vel preservar a integridade das estruturas nervosas locais e ser necess&aacute;rio proceder a revasculariza&#231;&atilde;o carot&iacute;dea, frequentemente com interposi&#231;&atilde;o de enxerto.<sup>&#91;3, 17&#93;</sup></p>     <p>No caso cl&iacute;nico apresentado, o diagn&oacute;stico foi confirmado por ultrasonografia cervical. Para melhor caracterizar as dimens&otilde;es tumorais, rela&#231;&otilde;es com as estruturas vizinhas e excluir multicentricidade, a doente realizou uma resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear. Confirmou&#45;se um tumor <i>Shamblin</i> II, com 4.1 cm de maior di&acirc;metro, que circundava parcialmente as art&eacute;rias car&oacute;tidas. Excluiu&#45;se a presen&#231;a de outros paragangliomas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria tem como objectivo diminuir o tamanho tumoral, reduzir o tempo operat&oacute;rio, limitar as perdas hem&aacute;ticas e facilitar a ressec&#231;&atilde;o peri&#45;adventicial do tumor, preservando as estruturas adjacentes.<sup>&#91;13, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24&#93;</sup> Adicionalmente, em tumores irressec&aacute;veis e em doentes sem condi&#231;&otilde;es operat&oacute;rias, pode adquirir um papel importante no seu tratamento paliativo.</p>     <p><i>Hu et al</i> constatou que as perdas hem&aacute;ticas e o tempo operat&oacute;rio foram significativamente reduzidos em doentes submetidos a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria, quando comparados com doentes n&atilde;o embolizados (160 ml vs 600 ml; 2.5 horas vs 4 horas).<sup>&#91;25&#93; </sup><i>Tikkakoski et al</i> tamb&eacute;m comprovou uma redu&#231;&atilde;o significativa nas perdas hem&aacute;ticas e no tempo operat&oacute;rio em doentes embolizados pr&eacute;&#45;operatoriamente (588 ml vs 1374 ml, 3 horas e 24 minutos vs 4 horas e 48 minutos).<sup>&#91;16&#93;</sup> Outros autores reproduziram resultados semelhantes.<sup>&#91;2, 6, 14, 15, 16, 24&#93;</sup></p>     <p>Apesar de tudo, as indica&#231;&otilde;es da emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria de tumores do corpo carot&iacute;deo n&atilde;o s&atilde;o consensuais. Os defensores advogam que a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria deve ser considerada em doentes com tumores do corpo carot&iacute;deo com dimens&otilde;es superiores a 3 cm. Outros autores refor&#231;am que a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria tem benef&iacute;cio em tumores com dimens&otilde;es superiores a 2 cm.<sup>&#91;9, 16, 18&#93;</sup></p>     <p>Os opositores real&#231;am que a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria &eacute; um procedimento com riscos potenciais associados e, na sua opini&atilde;o, desnecess&aacute;rio.<sup>&#91;6, 21, 26&#93;</sup> <i>Litle et al</i> concluiu, na sua s&eacute;rie retrospectiva, que n&atilde;o existiam diferen&#231;as significativas, nas perdas hem&aacute;ticas e nas morbilidades peri&#45;operat&oacute;rias, entre os doentes embolizados e os doentes n&atilde;o embolizados pr&eacute;&#45;operatoriamente.<sup>&#91;27&#93;</sup> Estes resultados foram confirmados por outros autores.<sup>&#91;4, 21, 24, 26&#93;</sup></p>     <p>Pela na nossa experi&ecirc;ncia pessoal, constat&aacute;mos que a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria simplifica a dissec&#231;&atilde;o cir&uacute;rgica e diminui significativamente as perdas hem&aacute;ticas, permitindo uma correcta identifica&#231;&atilde;o e preserva&#231;&atilde;o das estruturas vasculares e nervosas adjacentes. De qualquer maneira, tamb&eacute;m consideramos que a decis&atilde;o de embolizar pr&eacute;&#45;operatoriamente deve ser ajustada a cada doente e de acordo com a experi&ecirc;ncia da institui&#231;&atilde;o, quer em procedimentos de emboliza&#231;&atilde;o supra&#45;selectiva, quer em ressec&#231;&otilde;es cir&uacute;rgicas de tumores do corpo carot&iacute;deo. De acordo com a literatura, os tumores que parecem beneficiar mais com a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria s&atilde;o os classificados como <i>Shamblin</i> II e III, com di&acirc;metros superiores a 2 &#150; 3 cm. Tamb&eacute;m concordamos que, mais do que a dimens&atilde;o tumoral e um di&acirc;metro limite, ser&aacute; mais relevante avaliar o grau de envolvimento do tumor com as estruturas adjacentes e a dificuldade t&eacute;cnica expect&aacute;vel na sua ex&eacute;rese. Assim, na aus&ecirc;ncia de evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica inequ&iacute;voca, a decis&atilde;o dever&aacute; ser ponderada caso a caso.</p>     <p>A emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria associa&#45;se, em operadores experientes, a um baixo risco de complica&#231;&otilde;es. <sup>[14, 24]</sup> A complica&#231;&atilde;o mais temida &eacute; a emboliza&#231;&atilde;o paradoxal para a circula&#231;&atilde;o intra&#45;cerebral, provocando um acidente vascular cerebral.<sup>[14, 15, 28] </sup>Outras complica&#231;&otilde;es descritas incluem d&eacute;fices neurol&oacute;gicos focais, febre e dor.<sup>[14, 15]</sup></p>     <p>Est&aacute; descrita, na literatura, a utiliza&#231;&atilde;o de diversos materiais na emboliza&#231;&atilde;o de tumores do corpo carot&iacute;deo. <sup>[14, 15, 16]</sup> A maioria dos autores recomenda a utiliza&#231;&atilde;o de part&iacute;culas de polivinil &#150; &aacute;lcool (PVA), esferas de acrilamido &#150; polivinil &#150; &aacute;lcool (<i>Bead&#45;Block</i>&#174;) ou spongostan.</p>     <p>Para a seguran&#231;a do procedimento &eacute; essencial precaver a emboliza&#231;&atilde;o paradoxal, com especial aten&#231;&atilde;o na estabiliza&#231;&atilde;o do sistema endovascular, na selectiva&#231;&atilde;o supra&#45;selectiva, e no controlo da <i>press&atilde;o pulsada</i> durante a emboliza&#231;&atilde;o. <sup>[14]</sup></p>     <p>Neste caso cl&iacute;nico identificamos, com recurso ao processamento inform&aacute;tico da resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear, um ramo arterial principal do tumor. De acordo com a sua localiza&#231;&atilde;o e relativa facilidade de selectiva&#231;&atilde;o, associado &agrave; experi&ecirc;ncia pr&eacute;via em t&eacute;cnicas de emboliza&#231;&atilde;o supra&#45;selectiva, o procedimento apresentava, previsivelmente, uma reduzida taxa de complica&#231;&otilde;es. A utiliza&#231;&atilde;o das esferas de acrilamido &#150; polivinil &#150; &aacute;lcool (<i>Bead&#45;Block</i>&#174;) como material emb&oacute;lico, para al&eacute;m de largamente consensual na literatura, associa um pre&#231;o relativamente baixo a uma maior facilidade e seguran&#231;a de manuseamento.</p>     <p>Uma cr&iacute;tica apontada aos estudos publicados sobre emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria em tumores do corpo carot&iacute;deo &eacute; a sua natureza retrospectiva. Para al&eacute;m disso, na maioria dos artigos publicados, o n&uacute;mero de doentes &eacute; demasiado reduzido para retirar conclus&otilde;es decisivas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, no final, a decis&atilde;o de embolizar ou n&atilde;o depende de v&aacute;rios factores, mas principalmente do balan&#231;o entre os riscos previs&iacute;veis associados ao procedimento de emboliza&#231;&atilde;o (emboliza&#231;&atilde;o paradoxal, acidente vascular cerebral) versus os potenciais benef&iacute;cios (diminui&#231;&atilde;o das perdas hem&aacute;ticas, facilidade na dissec&#231;&atilde;o, diminui&#231;&atilde;o do tempo operat&oacute;rio).</p>     <p>O tratamento de elei&#231;&atilde;o &eacute; a ex&eacute;rese cir&uacute;rgica. Devido ao aumento progressivo, e crescente ader&ecirc;ncia &agrave;s estruturas vizinhas associado a um potencial de malignidade, recomenda&#45;se a ex&eacute;rese cir&uacute;rgica precoce dos tumores do corpo carot&iacute;deo.<sup> &#91;1, 2, 3, 4, 5, 6, 9, 11, 12, 13&#93;</sup></p>     <p>Nos doentes submetidos a emboliza&#231;&atilde;o, a ex&eacute;rese cir&uacute;rgica deve ser realizada at&eacute; 48 horas ap&oacute;s o procedimento, minimizando a resposta inflamat&oacute;ria circundante.<sup>&#91;18&#93;</sup></p>     <p>A ex&eacute;rese do tumor do corpo carot&iacute;deo, pela sua localiza&#231;&atilde;o e hipervasculariza&#231;&atilde;o, associa&#45;se a uma taxa relativamente elevada de complica&#231;&otilde;es p&oacute;s&#45;operat&oacute;rias.<sup>&#91;1&#93;</sup> Est&atilde;o descritas taxas de mortalidade de 0 a 3%, acidente vascular cerebral de 0 a 8% e d&eacute;fices neurol&oacute;gicos, frequentemente relacionadas com o nervo vago ou com o nervo hipoglosso, de 1 a 49%.<sup>&#91;1, 4, 12, 24&#93; </sup>Algumas s&eacute;ries reportam taxas ainda maiores.<sup>&#91;3&#93;</sup> As les&otilde;es neurol&oacute;gicas s&atilde;o a complica&#231;&atilde;o mais frequentemente sendo, habitualmente, tempor&aacute;rias.<sup>&#91;1&#93;</sup> Ainda assim, alguns autores reportam que cerca de 10% de les&otilde;es neurol&oacute;gicas s&atilde;o definitivas.<sup>&#91;5, 21&#93;</sup></p>     <p>Com o crescimento tumoral aumenta o risco de complica&#231;&otilde;es operat&oacute;rias. Na maioria das s&eacute;ries publicadas, os tumores do corpo carot&iacute;deo de maiores dimens&otilde;es associaram&#45;se a uma maior taxa de complica&#231;&otilde;es peri&#45;operat&oacute;rias, nomeadamente les&otilde;es neurovasculares.<sup>&#91;12&#93;</sup> Os tumores classificados como <i>Shamblin</i> III apresentaram maior necessidade de revasculariza&#231;&atilde;o carot&iacute;dea, tempos operat&oacute;rios mais demorados e associaram&#45;se a taxas de complica&#231;&otilde;es p&oacute;s&#45;operat&oacute;rias significativamente maiores.<sup>&#91;1, 3, 4&#93;</sup> Estes dados refor&#231;am a recomenda&#231;&atilde;o de ex&eacute;rese cir&uacute;rgica precoce nestes tumores.</p>     <p>Outras op&#231;&otilde;es terap&ecirc;uticas, frequentemente com car&aacute;cter paliativo, podem ser consideradas em doentes sem condi&#231;&otilde;es operat&oacute;rias ou em doentes com recidiva tumoral e elevado risco cir&uacute;rgico. Neste grupo incluiu&#45;se a radioterapia e a emboliza&#231;&atilde;o supra&#45;selectiva.<sup>&#91;2, 6&#93;</sup> Alguns autores recomendam tratamento conservador em doentes com tumores bilaterais e d&eacute;fices neurol&oacute;gicos significativos ap&oacute;s ex&eacute;rese de um tumor, e em doentes idosos, de elevado risco cir&uacute;rgico, com tumores assintom&aacute;ticos.<sup>&#91;6, 12&#93;</sup></p>     <p>Est&atilde;o publicadas taxas de recorr&ecirc;ncia ipsilateral, ap&oacute;s ex&eacute;rese cir&uacute;rgica, de aproximadamente 5%. <sup>&#91;1, 12&#93;</sup></p>     <p>Devido &agrave; sua natureza potencialmente maligna, recomenda&#45;se o acompanhamento a longo prazo destes doentes.<sup>&#91;11, 21&#93; </sup>A esperan&#231;a de vida, ap&oacute;s ex&eacute;rese cir&uacute;rgica bem sucedida em tumores benignos, &eacute; semelhante &agrave; popula&#231;&atilde;o geral.<sup>&#91;12&#93;</sup> Em tumores malignos estima&#45;se que a taxa de sobrevida aos 10 anos seja inferior a 50%.<sup>&#91;11&#93;</sup></p>     <p>A maioria dos autores recomenda o rastreio de tumores do corpo carot&iacute;deo nos familiares destes doentes.<sup>&#91;21&#93;</sup></p>     <p>&#160; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>Consideramos que a emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria deve ser ponderada em tumores do corpo carot&iacute;deo <i>Shamblin</i> II e III, com di&acirc;metros superiores a 2 &#150; 3 cm, e em recidivas tumorais. Adicionalmente, posiciona&#45;se como uma alternativa vi&aacute;vel &agrave; ex&eacute;rese cir&uacute;rgica em doentes de elevado risco.</p>     <p>A emboliza&#231;&atilde;o pr&eacute;&#45;operat&oacute;ria dos tumores do corpo carot&iacute;deo &eacute; um procedimento seguro, quando realizado por operadores experientes, e relativamente barato. Na nossa experi&ecirc;ncia, a emboliza&#231;&atilde;o simplifica bastante a ex&eacute;rese cir&uacute;rgica destes tumores, especialmente nos classificados como <i>Shamblin</i> II ou III.</p>     <p>A decis&atilde;o de embolizar dever&aacute; ser individualizada, ponderando&#45;se, por um lado, os riscos e benef&iacute;cios inerentes a cada um dos procedimentos, tendo em considera&#231;&atilde;o a experi&ecirc;ncia pessoal/institucional. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;1&#93;</sup>&#9;SAJID&#160;MS,&#160;HAMILTON&#160;G,&#160;BAKER&#160;DM,&#160;et al:&#160;A multicenter review of carotid body tumour management.&#160;<i>Eur J Vasc Endovasc Surg</i>&#160;2007;&#160;34:127&#45;130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-706X201200040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;2&#93;</sup>&#9;DUBOIS J, KELLY W, MCMENAMIN P, MACBETH GA. Bilateral carotid body tumors managed with preoperative embolization: a case report and review. J Vasc Surg. 1987 Apr;5(4):648&#45;50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-706X201200040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><sup>&#91;3&#93;</sup>&#9;GEORGIADIS GS,&#160;LAZARIDES MK,&#160;TSALKIDIS A,&#160;ARGYROPOULOU P,   GIATROMANOLAKI A. Carotid&#160;body&#160;tumor&#160;in a&#160;13&#45;year&#45;old&#160;child: Case report and review of the literature. J Vasc Surg.&#160;2008 Apr;47(4):874&#45;880.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-706X201200040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;4&#93;</sup>&#9;LIM JY,&#160;KIM J,&#160;KIM SH,&#160;Lee S,&#160;Lim YC,&#160;Kim JW,&#160;CHOI EC. Surgical treatment of carotid body paragangliomas: outcomes and&#160;complications&#160;according&#160;to the shamblin&#160;classification. Clin Exp Otorhinolaryngol.&#160;2010 Jun;3(2):91&#45;5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-706X201200040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;5&#93;</sup>&#9;GROTEMEYER D, LOGHMANIEH SM, POURHASSAN S, SAGBAN TA, ISKANDAR F, REINECKE P, SANDMANN W. Dignity of carotid body tumors. Review of the literature and clinical experiences. Chirurg. 2009 Sep;80(9):854&#45;63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-706X201200040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;6&#93;</sup>&#9;SINGH D,&#160;PINJALA RK,&#160;REDDY RC,&#160;SATYA VANI PV. Management for carotid body paragangliomas. Interact Cardiovasc Thorac Surg.&#160;2006 Dec;5(6):692&#45;5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-706X201200040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;7&#93;&#9;</sup>LUNA&#45;ORTIZ&#160;K,&#160;RASCON&#45;ORTIZ&#160;M,&#160;VILLAVICENCIO&#45;VALENCIA&#160;V,&#160;   et al:&#160;Carotid body tumors: review of a 20&#45;year experience.&#160;<i>Oral   Oncol</i>&#160;2005;&#160;41:56&#45;61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-706X201200040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><sup>&#91;8&#93;</sup>&#9;TORRES PATINO&#160;F,&#160;GOMEZ ACOSTA&#160;F,&#160;GUZMAN PATRACA&#160;C,&#160;   et al:&#160;Carotid body tumor. Analysis of 96 cases.&#160;<i>Rev Invest Clin</i>&#160;1991;&#160;43:119&#45;123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-706X201200040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;9&#93;&#9;</sup>MARTINELLI O,&#160;IRACE L,&#160;MASSA R,&#160;SAVELLI S,&#160;GIANNONI F,&#160;   GATTUSO R,&#160;GOSSETTI B,&#160;BENEDETTI&#45;VALENTINI F,&#160;IZZO L. Carotid&#160;body&#160;tumors:&#160;radioguided&#160;surgical&#160;approach. J Exp Clin Cancer Res.&#160;2009 Dec 10;28:148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-706X201200040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;10&#93;&#9;</sup>RINALDO&#160;A,&#160;MYSSIOREK&#160;D,&#160;DEVANEY&#160;KO,&#160;et al:&#160;Which paragangliomas of the head and neck have a higher rate of malignancy?.&#160;<i>Oral Oncol</i>&#160;2004;&#160;40:458&#45;460.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-706X201200040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;11&#93;&#9;</sup>WIENEKE JA,&#160;SMITH A. Paraganglioma: carotid body tumor. Head Neck Pathol.&#160;2009 Dec;3(4):303&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-706X201200040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;12&#93;&#9;</sup>HALLETT&#160;Jr&#160;JW,&#160;NORA&#160;JD,&#160;HOLLIER&#160;LH,&#160;et al:&#160;Trends in neurovascular complications of surgical management for carotid body and cervical paragangliomas: a fifty&#45;year experience with 153 tumors.<i>&#160;J Vasc Surg</i>&#160;1988;&#160;7:284&#45;291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-706X201200040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><sup>&#91;13&#93;&#9;</sup>SAHIN MA, JAHOLLARI A, GULER A, DOGANCI S, BINGOL H, KARAMAN B, ARSLAN M, TATAR H: Results of combined preoperative direct percutaneous embolization and surgical excision in treatment of carotid body tumors. Vasa. 2011 Nov;40(6):461&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-706X201200040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;14&#93;&#9;</sup>WHITE JB,&#160;LINK MJ,&#160;CLOFT HJ. Endovascular embolization&#160;of&#160;   paragangliomas: A safe adjuvant to treatment. J Vasc Interv Neurol.&#160;2008 Apr;1(2):37&#45;41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-706X201200040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;15&#93;&#9;</sup>VALAVANIS A. Preoperative embolization of the head and neck: indications, patient selection, goals, and precautions. AJNR   Am J Neuroradiol 1986; 7:943&#45;952.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-706X201200040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;16&#93;&#9;</sup>TIKKAKOSKI T, LUOTONEN J, LEINONEN S, et al. Preoperative embolization in the management of neck paragangliomas. Laryngoscope 1997; 107:821&#45;826.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-706X201200040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;17&#93;&#9;</sup>SHAMBLIN&#160;WR,&#160;REMINE&#160;WH,&#160;SHEPS&#160;SG,&#160;et al:&#160;Carotid body tumor (chemodectoma). Clinicopathologic analysis of ninety cases.&#160;<i>Am J Surg</i>&#160;1971;&#160;122:732&#45;739.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-706X201200040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><sup>&#91;18&#93;&#9;</sup>KAFIE&#160;FE,&#160;FREISCHLAG&#160;JA:&#160;Carotid body tumors: the role of preoperative embolization.&#160;<i>Ann Vasc Surg</i>&#160;2001;&#160;15:237&#45;242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-706X201200040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;19&#93;&#9;</sup>BORGES&#160;LF,&#160;HEROS&#160;RC,&#160;DEBRUN&#160;G:&#160;Carotid body tumors managed with preoperative embolization. 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Carotid body tumors. A 10&#45;years experience in the management of the disease. Rev Port Cir Cardiotorac Vasc. 2008 Jul&#45; Sep;15(3):145&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-706X201200040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;23&#93;</sup>&#9;PERSKY MS, SETTON A, NIIMI Y, HARTMAN J, FRANK D, BERENSTEIN A. Combined endovascular and surgical treatment of head and neck paragangliomas: a team approach. 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Hua Xi Kou Qiang Yi Xue Za Zhi. 2010 Aug;28(4):387&#45;90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-706X201200040000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup>&#91;26&#93;</sup>&#9;ZEITLER DM, GLICK J, HAR&#45;EL G: Preoperative embolization in carotid body tumor surgery: is it required. 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<body><![CDATA[<p>E&#45;mail: <a href="mailto:miguelopmm@hotmail.com">miguelopmm@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a name="0" id="0"></a><a href="#top0">*</a>Apresentado no XII Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular, Tr&oacute;ia 2012, como comunica&#231;&atilde;o oral.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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