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<journal-title><![CDATA[Angiologia e Cirurgia Vascular]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Isquémia Mesentérica Aguda: cinco anos de experiência institucional (2007-12)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Acute intestinal ischemia: institutional experience of five years (2007-2012)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina Hospital Santa Maria]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Acute mesenteric ischemia (AMI) continues to be associated with a high mortality rate over the last decades. The purpose of the present report is to assess a cohort of 14 patients with AMI undergoing emergent surgery due to either superior mesenteric artery (SMA) embolism or thrombosis. This study is an observational and retrospective analysis during a 5-year period (2007-12). The main objective was to analyze clinical and demographic characteristics, diagnostic and therapeutic approaches and factors that affected the AMI mortality rate. 14 patients, 8 were women (57%) and 6 were men (43%) with a mean age of 75 years. SMA embolism was the cause o AMI in 70% of cases. Cardiac arrhythmias and hypertension were the most common co-morbidities. Most cases were diagnosed after 24 hours of clinical evolution and abdominal pain was the predominant symptom. Leukocytosis, elevated blood level of lactate dehydrogenase and positive d-dimers were also the most common biochemical markers. Ten patients were submitted to embolectomy and four to SMA bypass. 50% underwent intestinal resection and a second look was carried out in 14%. 30-day mortality was 57% (60% in embolism and 50% in thrombosis). Advanced age, multiple co-morbidities and prolonged ischemia were contributing factors to this high mortality.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Isquémia mesentérica aguda]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Revascularização cirúrgica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Embolia/Trombose da artéria mesentérica superior]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Acute mesenteric ischemia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Surgical revascularization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Embolism/Thrombosis of the superior mesenteric artery]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Isqu&eacute;mia Mesent&eacute;rica Aguda &#150; cinco anos de experi&ecirc;ncia institucional (2007&#45;12)</b></p>
	    <p>&nbsp;</p>
        <p><b>Acute intestinal ischemia &#150; institutional experience of five years (2007&#45;2012)</b></p>
    <p>&#160;</p>
        <p><b>Pedro Martins, Jos&eacute; Tiago, Augusto Ministro, Jos&eacute; Silva Nunes, Jos&eacute; Fernandes e Fernandes</b></p>
        <p>Cl&iacute;nica Universit&aacute;ria de Cirurgia Vascular, Hospital Santa Maria</p>

    <p>Centro Hospitalar Lisboa Norte</p>

	    <p>Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa</p>
    <p>&nbsp; </p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="top1"></a><a href="#1">Correspond&ecirc;ncia</a></p>
	    <p>&nbsp; </p>
	    <p>|RESUMO| </p>
        <p>A isqu&eacute;mia mesent&eacute;rica aguda mant&eacute;m uma elevada taxa de mortalidade, n&atilde;o obstante o progresso cient&iacute;fico e as novas metodologias de tratamento.</p>
        <p>Os autores procederam a uma revis&atilde;o da casu&iacute;stica do Servi&#231;o correspondente aos doentes com isqu&eacute;mia mesent&eacute;rica aguda (IMA) submetidos a cirurgia de revasculariza&#231;&atilde;o urgente por embolia ou trombose da art&eacute;ria mesent&eacute;rica superior (AMS).
      A an&aacute;lise foi observacional e retrospectiva, durante um per&iacute;odo de 5 anos (2007&#45;12).</p>
        <p>Os objectivos foram a caracteriza&#231;&atilde;o cl&iacute;nica e demogr&aacute;fica dos doentes com IMA, estrat&eacute;gias diagn&oacute;sticas e terap&ecirc;uticas adoptadas, assim como factores condicionantes da taxa de mortalidade.</p>
        <p>14 doentes, 8 mulheres (57%) e 6 homens (43%), com idade m&eacute;dia de 75 anos foram analisados. A embolia da AMS foi a causa de IMA em 70% dos casos; disr&iacute;tmia card&iacute;aca e hipertens&atilde;o arterial foram as co&#45;morbilidades mais frequentes.</p>
        <p>O diagn&oacute;stico foi estabelecido ap&oacute;s 24 horas de evolu&#231;&atilde;o cl&iacute;nica, na maioria dos doentes. A dor abdominal foi o sintoma predominante, associado a eleva&#231;&atilde;o dos d&#45;d&iacute;meros, lactato desidrogenase e leucocitose.</p>
        <p>Foram efectuadas dez embolectomias e quatro <i>by pass</i> para a AMS. 50% dos doentes foram submetidos a ressec&#231;&atilde;o intestinal e <i>second look</i> realizou&#45;se em 14%. A mortalidade aos 30 dias foi de 57% (embolia 60%; trombose 50%).</p>
    <p>A idade avan&#231;ada, as m&uacute;ltiplas co&#45;morbilidades e o tempo prolongado de isqu&eacute;mia contribu&iacute;ram para a elevada mortalidade apresentada, apesar de compar&aacute;vel &agrave; de s&eacute;ries internacionais.</p>
        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras&#45;chave</b>: Isqu&eacute;mia mesent&eacute;rica aguda, Revasculariza&#231;&atilde;o cir&uacute;rgica, Embolia/Trombose da art&eacute;ria mesent&eacute;rica superior</p>
        <p>&#160;</p>

	    <p>|ABSTRACT|</p>
	    <p>Acute mesenteric ischemia (AMI) continues to be associated with a high mortality rate over the last decades.</p>

	    <p>The purpose of the present report is to assess a cohort of 14 patients with AMI undergoing emergent surgery due to either superior mesenteric artery (SMA) embolism or thrombosis. This study is an observational and retrospective analysis during a 5&#45;year period (2007&#45;12).</p>

	    <p>The main objective was to analyze clinical and demographic characteristics, diagnostic and therapeutic approaches and factors that affected the AMI mortality rate.</p>

	    <p>14 patients, 8 were women (57%) and 6 were men (43%) with a mean age of 75 years. SMA embolism was the cause o AMI in 70% of cases. Cardiac arrhythmias and hypertension were the most common co&#45;morbidities.</p>

	    <p>Most cases were diagnosed after 24 hours of clinical evolution and abdominal pain was the predominant symptom. Leukocytosis, elevated blood level of lactate dehydrogenase and positive d&#45;dimers were also the most common biochemical markers.</p>

	    <p>Ten patients were submitted to embolectomy and four to SMA bypass. 50% underwent intestinal resection and a <i>second look</i> was carried out in 14%.</p>

    <p>30&#45;day mortality was 57% (60% in embolism and 50% in thrombosis). Advanced age, multiple co&#45;morbidities and prolonged ischemia were contributing factors to this high mortality.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Key-words:</b> Acute mesenteric ischemia, Surgical revascularization, Embolism/Thrombosis of the superior mesenteric artery</p>
	    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>INTRODU&#199;&Atilde;O</b></p>

	    <p>A IMA &eacute; uma entidade cl&iacute;nica rara respons&aacute;vel por apenas 0,1% das admiss&otilde;es hospitalares<sup>&#91;1&#93;</sup>, mas est&aacute; associada a elevada taxa de mortalidade (30 a 65%)<sup>&#91;2&#93;</sup>. O enorme progresso cient&iacute;fico e o desenvolvimento das novas tecnologias nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, n&atilde;o diminu&iacute;ram de forma significativa a sua mortalidade<sup>&#91;3&#93;</sup>.</p>

	    <p>As t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas convencionais de revasculariza&#231;&atilde;o intestinal mant&ecirc;m&#45;se como <i>gold standard</i>, particularmente na doen&#231;a oclusiva cr&oacute;nica onde apresentam maior durabilidade que o tratamento endovascular. A generaliza&#231;&atilde;o da <i>angio</i>&#45;TC facilitou o diagn&oacute;stico precoce e interven&#231;&atilde;o terap&ecirc;utica mais r&aacute;pida.</p>

    <p>Tendo em considera&#231;&atilde;o a elevada mortalidade da IMA, algumas estrat&eacute;gias de preven&#231;&atilde;o t&ecirc;m sido adoptadas, nomeadamente a anti&#45;coagula&#231;&atilde;o de doentes com disr&iacute;tmia card&iacute;aca e a revasculariza&#231;&atilde;o agressiva de doentes com isqu&eacute;mia mesent&eacute;rica cr&oacute;nica ou mesmo assintom&aacute;ticos com estenose significativa de tr&ecirc;s vasos.</p>

    <p>Os objectivos do presente estudo consistiram na caracteriza&#231;&atilde;o cl&iacute;nica e demogr&aacute;fica dos doentes com IMA, revis&atilde;o da estrat&eacute;gia diagn&oacute;stica e terap&ecirc;utica adoptada, bem como a an&aacute;lise dos factores condicionantes da taxa de mortalidade.</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></p>

	    <p>Os processos hospitalares de todos os doentes submetidos a cirurgia de revasculariza&#231;&atilde;o urgente por IMA no Hospital de Santa Maria (Lisboa), de Abril de 2007 a Maio de 2012 foram revistos.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os doentes com IMA por embolia ou trombose da AMS foram selecionados, tendo sido exclu&iacute;dos doentes com isqu&eacute;mia mesent&eacute;rica n&atilde;o oclusiva, trombose venosa mesent&eacute;rica ou com isqu&eacute;mia intestinal associada a dissec&#231;&atilde;o a&oacute;rtica. A etiologia da IMA foi estabelecida pelo cirurgi&atilde;o, atrav&eacute;s da interpreta&#231;&atilde;o da apresenta&#231;&atilde;o cl&iacute;nica, exames complementares de diagn&oacute;stico e avalia&#231;&atilde;o intra&#45;operat&oacute;ria. Foram utilizados os diagn&oacute;sticos pr&eacute;vios referenciados nos processos para confirma&#231;&atilde;o de hipertens&atilde;o arterial, cardiopatia isqu&eacute;mica e fibrilha&#231;&atilde;o auricular.</p>

    <p>A cirurgia de revasculariza&#231;&atilde;o consistiu em embolectomia ou <i>by pass</i> mesent&eacute;rico mediante laparotomia mediana e aprecia&#231;&atilde;o da viabilidade intestinal condicionando a decis&atilde;o de ressec&#231;&atilde;o intestinal.</p>

    <p>O<i> follow up</i> dos doentes foi realizado atrav&eacute;s de consulta m&eacute;dica regular e pela an&aacute;lise dos registos hospitalares.</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>RESULTADOS</b></p>
    <p><b>Demografia e apresenta&#231;&atilde;o cl&iacute;nica</b></p>

	    <p>Durante o per&iacute;odo de estudo foram identificados 14 doentes (8 mulheres e 6 homens), de acordo com os crit&eacute;rios de 
	selec&#231;&atilde;o previamente definidos. A m&eacute;dia de idades foi de 75 anos, sendo os doentes com embolia mesent&eacute;rica mais novos 
	e com maior incid&ecirc;ncia de fibrilha&#231;&atilde;o auricular que os doentes com trombose mesent&eacute;rica. 70% dos doentes apresentaram 
	isqu&eacute;mia mesent&eacute;rica de etiologia emb&oacute;lica, sendo o factor de risco predominante a fibrilha&#231;&atilde;o auricular 
	associada a anti&#45;coagula&#231;&atilde;o em dose sub&#45;terap&ecirc;utica | FIGURAS <a href="#f1">1</a> e <a href="#f2">2</a> |</p>
	    <p>&nbsp;</p>
	<a name="f1">
	    <p><img src="/img/revistas/ang/v9n1/9n1a02f1.jpg" width="371" height="351"></p>
	    
<p>&nbsp;</p>
	<a name="f2">
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ang/v9n1/9n1a02f2.jpg" width="368" height="278"></p>
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>O quadro cl&iacute;nico mais comum foi o de dor abdominal intensa associada a v&oacute;mitos, sem al&iacute;vio pela analgesia convencional. Num ter&#231;o dos doentes (3/10) com embolia mesent&eacute;rica houve sintomas associados a embolia de outros territ&oacute;rios, nomeadamente dos membros inferiores, renal e cerebral. Na maioria dos doentes o quadro cl&iacute;nico tinha uma evolu&#231;&atilde;o superior a 24 horas, &agrave; data de observa&#231;&atilde;o pela equipa de Cirurgia Vascular no Servi&#231;o de Urg&ecirc;ncia.</p>

	    <p>&#160;</p>

	    <p><b>Avalia&#231;&atilde;o laboratorial e imagiol&oacute;gica</b></p>

    <p>Leucocitose com neutrof&igrave;lia e eleva&#231;&atilde;o da lactato desidrogenase estavam presentes em 10/14 (71%) em 11/13 (85%), respectivamente. 4/14 doentes evidenciaram compromisso da fun&#231;&atilde;o renal (creatin&eacute;mia superior a 1,5 mg/dL) e 6/12 doentes tinham acid&eacute;mia l&aacute;ctica. O doseamento dos d&#45;d&iacute;meros foi realizado apenas em dois doentes, nos quais se revelaram francamente positivos.</p>

	    <p>As radiografias de abd&oacute;men foram inespec&iacute;ficas, observando&#45;se na maioria delas distens&atilde;o de ansas. Todos os doentes 
	realizaram tomografia computorizada (TC) com contraste o que contribuiu para o diagn&oacute;stico etiol&oacute;gico e para avaliar o eventual 
	compromisso da viabilidade intestinal atrav&eacute;s de sinais como o espessamento parietal e distens&atilde;o de ansas, pneumatose, 
	aeroportia ou l&iacute;quido livre intra&#45;peritoneal | FIGURAS  <a href="#f3">3</a>, <a href="#f4_5">4</a> e <a href="#f4_5">5</a> |.</p>
	    <p>&nbsp;</p>
	<a name="f3">
	    <p><img src="/img/revistas/ang/v9n1/9n1a02f3.jpg" width="342" height="320"></p>
	    
<p>&nbsp;</p>
	<a name="f4_5">
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ang/v9n1/9n1a02f4_5.jpg" width="406" height="312"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>
	    <p>Nenhum dos doentes foi submetido a estudo por ecoDoppler ou angiografia convencional.</p>

	    <p>&#160;</p>

	    <p><b>Interven&#231;&atilde;o cir&uacute;rgica</b></p>

	    <p>A cirurgia de revasculariza&#231;&atilde;o consistiu em embolectomia ou <i>by pass</i> para a AMS. Foram realizadas dez embolectomias e 
	quatro <i>by pass</i> | FIGURAS <a href="#f6_7">6</a> e <a href="#f6_7">7</a> |. Estes &uacute;ltimos foram efectuados de forma retr&oacute;grada com influxo na aorta infra&#45;renal 
	(2) ou nas art&eacute;rias il&iacute;acas primitivas (2). Foram utilizados conductos sint&eacute;ticos ou aut&oacute;logos em igual 
	propor&#231;&atilde;o.</p>
	    <p>&nbsp;</p>
	<a name="f6_7">
	    <p><img src="/img/revistas/ang/v9n1/9n1a02f6_7.jpg" width="497" height="311"></p>
	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Foram submetidos a ressec&#231;&atilde;o intestinal sete doentes (50%), tendo sido realizadas duas enterectomias e cinco ressec&#231;&otilde;es ileo&#45;c&oacute;licas. Todos os doentes com etiologia tromb&oacute;tica apresentavam compromisso intestinal com necessidade de ressec&#231;&atilde;o. Apenas um ter&#231;o dos doentes com embolia da AMS necessitou de resse&#231;&atilde;o intestinal.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O &#8220;<i>second&#45;look</i>&#8221; foi feito em dois doentes, num por laparotomia e no outro por laparoscopia. Identificou&#45;se progress&atilde;o da necrose intestinal em um doente e um hematoma adjacente &agrave; AMS no segundo doente. A decis&atilde;o de realizar o &#8220;<i>second&#45;look</i>&#8221; foi estabelecida logo na primeira interven&#231;&atilde;o num doente e no outro por agravamento cl&iacute;nico p&oacute;s&#45;operat&oacute;rio.</p>

	    <p>&#160;</p>

	    <p><b>Mortalidade</b></p>

    <p>A taxa de mortalidade aos 30 dias foi de 8/14 doentes (57%), sendo mais elevada no grupo de etiologia emb&oacute;lica (6/10 doentes &#45; 60%) do que no de etiologia tromb&oacute;tica (2/4 doentes &#45; 50%). Quatro doentes morreram na primeira semana de p&oacute;s&#45;operat&oacute;rio, dos quais tr&ecirc;s por fal&ecirc;ncia multi&#45;org&acirc;nica e um por tromboembolismo pulmonar. Ap&oacute;s a primeira semana, tr&ecirc;s doentes morreram por pneumonia e um por s&eacute;psis de causa abdominal.</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>

	    <p>A IMA &eacute; uma condi&#231;&atilde;o cl&iacute;nica rara e foi respons&aacute;vel por 14/1275 (1%) das interven&#231;&otilde;es vasculares urgentes realizadas durante o per&iacute;odo analisado.</p>

	    <p>Os doentes desta s&eacute;rie tinham idade avan&#231;ada e m&uacute;ltiplas co&#45;morbilidades cardiovasculares, aumentando de forma independente o risco operat&oacute;rio; a evolu&#231;&atilde;o do quadro cl&iacute;nico foi frequentemente superior a 24 horas antes da admiss&atilde;o no Servi&#231;o de Urg&ecirc;ncia e observa&#231;&atilde;o pela equipa vascular, o que representou um factor de diagn&oacute;stico desfavor&aacute;vel neste grupo de doentes.</p>

	    <p>Na maioria das s&eacute;ries a patologia tromb&oacute;tica foi mais frequente e associada a mortalidade mais elevada, provavelmente pela maior extens&atilde;o de intestino em sofrimento<sup>&#91;4&#93;</sup>. Na nossa s&eacute;rie o grupo emb&oacute;lico apresentou mortalidade ligeiramente superior ao tromb&oacute;tico (60% vs 50%), mas sem significado estat&iacute;stico.</p>

	    <p>O quadro cl&iacute;nico de dor abdominal e v&oacute;mitos associado a leucocitose &eacute; relativamente inespec&iacute;fico. Alguns marcadores de isqu&eacute;mia intestinal como a eleva&#231;&atilde;o da am&iacute;lase e dos lactatos apenas foram positivos em metade dos casos, o que confirma a import&acirc;ncia da suspei&#231;&atilde;o cl&iacute;nica para o diagn&oacute;stico precoce. A an&aacute;lise de d&#45;d&iacute;meros foi positiva nos dois doentes em que foi realizada e a sua contribui&#231;&atilde;o como biomarcador de isqu&eacute;mia IMA para o diagn&oacute;stico tem sido sugerida em estudos experimentais<sup>&#91;5&#93;</sup>.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos os doentes foram submetidos a estudo imagiol&oacute;gico por TC com contraste ou <i>angio&#45;</i>TC. Nenhum doente foi submetido a angiografia convencional ou a ecoDoppler com c&ocirc;r para o diagn&oacute;stico. A TC &eacute; mais acess&iacute;vel e c&eacute;lere em contexto de urg&ecirc;ncia do que a angiografia, al&eacute;m de permitir a aprecia&#231;&atilde;o da viabilidade intestinal atrav&eacute;s da presen&#231;a concomitante de sinais imagiol&oacute;gicos como a distens&atilde;o de ansas, aeroportia ou l&iacute;quido livre intra&#45;peritoneal.</p>

	    <p>Kougias prop&otilde;e um algoritmo de interven&#231;&atilde;o precoce com realiza&#231;&atilde;o de angiografia mesent&eacute;rica intra&#45;operat&oacute;ria, para doentes com suspeita cl&iacute;nica ou imagiol&oacute;gica de IMA, contribuindo para uma revasculariza&#231;&atilde;o cir&uacute;rgica mais selectiva ou para o in&iacute;cio de um tratamento endovascular<sup>&#91;2&#93;</sup>. &#9;As modernas t&eacute;cnicas endovasculares de stenting ou tromb&oacute;lise por cat&eacute;ter, podem vir a alterar a abordagem desta patologia. De acordo com Arthurs<sup>&#91;6&#93;</sup>, a utiliza&#231;&atilde;o preferencial da terap&ecirc;utica endovascular com sucesso diminuiu a extens&atilde;o de intestino ressecado, as complica&#231;&otilde;es p&oacute;s&#45;operat&oacute;rias e a taxa de mortalidade (de 50% para 36%), em compara&#231;&atilde;o com a cirurgia convencional.</p>

	    <p>Todos os doentes da casu&iacute;stica foram submetidos a laparotomia mediana e a cirurgia de revasculariza&#231;&atilde;o convencional atrav&eacute;s de embolectomia ou <i>by pass</i> para a AMS com conduto venoso ou prot&eacute;sico.</p>

	    <p>As embolectomias foram realizadas atrav&eacute;s da abordagem da AMS na ra&iacute;z do mesent&eacute;rio.</p>

	    <p>Todos os <i>by pass</i> foram realizados de forma retr&oacute;grada, com inflow il&iacute;aco ou na aorta abdominal infra&#45;renal. Os <i>by pass</i> retr&oacute;grados s&atilde;o de execu&#231;&atilde;o t&eacute;cnica mais f&aacute;cil e r&aacute;pida do que os bypass anter&oacute;grados, habitualmente efectuados a partir da aorta supra&#45;cel&iacute;aca. Uma das vantagens de utilizar esta &aacute;rea da aorta como influxo &eacute; o facto desta se encontrar relativamente livre de doen&#231;a parietal por oposi&#231;&atilde;o &agrave; aorta infra&#45;renal e art&eacute;rias il&iacute;acas. No entanto, a clampagem a&oacute;rtica infra&#45;renal tem menor impacto hemodin&acirc;mico que a clampagem mais proximal, pelo que deve ser preferida nos doentes com fr&aacute;gil condi&#231;&atilde;o cardiovascular, como se verifica na s&eacute;rie apresentada.</p>

	    <p>O conduto venoso deve ser preferido quando existe necrose intestinal ou mesmo na sua aus&ecirc;ncia quando se suspeita de importante contamina&#231;&atilde;o abdominal, apesar de apresentar maior risco de <i>kinking</i> e subsequente oclus&atilde;o que o enxerto sint&eacute;tico.</p>

	    <p>O uso sistem&aacute;tico da laparotomia a que a cirurgia de revasculariza&#231;&atilde;o convencional obrigou na nossa s&eacute;rie, permitiu identificar necrose intestinal com necessidade de ressec&#231;&atilde;o em sete doentes (50%). Apenas foi realizada nova explora&#231;&atilde;o abdominal (<i>second look</i>) em dois doentes (14%). Esta baixa taxa de re&#45;interven&#231;&atilde;o pode ter sido relevante para a elevada mortalidade encontrada. A liberaliza&#231;&atilde;o do <i>second look</i> foi considerada contributo importante para a diminui&#231;&atilde;o da mortalidade, pois permitiu a reavalia&#231;&atilde;o e ressec&#231;&atilde;o adicional de intestino nos doentes cuja necrose n&atilde;o estava ainda claramente demarcada na primeira interven&#231;&atilde;o<sup>&#91;7&#93;</sup> e para o tratamento de eventual foco s&eacute;ptico associado.</p>

	    <p>Este estudo apresenta como limita&#231;&otilde;es o seu car&aacute;cter retrospectivo, a dimens&atilde;o reduzida da amostra e o vi&eacute;s de selec&#231;&atilde;o do tratamento dos doentes por diferentes cirurgi&otilde;es. No entanto, permitiu caracterizar a amostra de doentes referenciados ao Servi&#231;o de Urg&ecirc;ncia da institui&#231;&atilde;o com IMA, rever estrat&eacute;gias diagn&oacute;sticas e terap&ecirc;uticas adoptadas, assim como proceder a uma an&aacute;lise dos resultados.</p>

	    <p>Importa referir que o primeiro contacto do doente com a equipa vascular ocorreu na esmagadora maioria dos doentes 24 horas depois do in&iacute;cio dos sintomas, facto que vem acentuar a import&acirc;ncia da suspei&#231;&atilde;o cl&iacute;nica e a necessidade de melhorar a referencia&#231;&atilde;o encurtando esta demora, como passos essenciais para obtermos melhores resultados terap&ecirc;uticos.</p>

	    <p>&#160;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>

	    <p>A IMA &eacute; uma condi&#231;&atilde;o associada a elevada mortalidade, pelo que devem ser estabelecidos algoritmos de diagn&oacute;stico e tratamento para aumentar a sobreviv&ecirc;ncia dos doentes.</p>

	    <p>O sucesso terap&ecirc;utico depende de um forte &iacute;ndice de suspei&#231;&atilde;o diagn&oacute;stica associada a atitude cir&uacute;rgica agressiva de revasculariza&#231;&atilde;o e ressec&#231;&atilde;o intestinal.</p>

	    <p>Os cuidados p&oacute;s&#45;operat&oacute;rios em Unidade diferenciada s&atilde;o fundamentais, considerando a elevada mortalidade precoce por fal&ecirc;ncia multi&#45;org&acirc;nica resultado de altera&#231;&otilde;es fisiopatol&oacute;gicas associadas &agrave; IMA. A vigil&acirc;ncia cl&iacute;nica rigorosa da progress&atilde;o/recorr&ecirc;ncia da isqu&eacute;mia ap&oacute;s a interven&#231;&atilde;o, deve ser suportada por taxas mais elevadas de <i>second look</i>. O recurso &agrave; interven&#231;&atilde;o endovascular poder&aacute; contribuir para uma melhoria dos resultados, como recentes publica&#231;&otilde;es sugerem.</p>

    <p>A idade avan&#231;ada, as m&uacute;ltiplas co&#45;morbilidades e o prolongado tempo de isqu&eacute;mia contribuem para a elevada mortalidade apresentada, que no entanto &eacute; compar&aacute;vel &agrave; de s&eacute;ries internacionais publicadas referentes a per&iacute;odo de tempo similar.</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>BIBLIOGRAFIA</b>	</p>
	    <!-- ref --><p>&#91;1&#93;&#9;STONEY RJ, CUNNINGHAM CG. Acute mesenteric ischemia. Surgery 1993; 114:89&#45;90. TU&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-706X201300010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&#91;2&#93; &#9;KOUGIAS P, LAU D, EL SAYED HF, ZHOU W, HUYNH TT, LIN PH. Determinants of mortality and treatment outcome following surgical interventions for acute mesenteric ischaemia. J Vasc Surgery 2007; 46:467&#45;74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-706X201300010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>[3&#93; &#9;MAMODE N, PICKFORD I, LEIBERMAN P. Failure to improve outcome in acute mesenteric ischemia: seven&#45;year review. Eur J Surg 1999;165:203&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-706X201300010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>&#91;4&#93; &#9;SCHOOTS IG, KOFFEMAN GI, LEGEMATE DA, LEVI M, VAN GULIK TM. Systematic review of survival after acute mesenteric ischaemia to disease aetiology. Br J Surg 2004;91:17&#45;27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-706X201300010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>&#91;5&#93;&#9;KURT Y, AKIN ML, DERMIBAS S, ULUUTKU AH, GULDEREN M, AVSAR K,<i> et a</i>l. D&#45;dimer in the early diagnosis of acute mesenteric ischemia secondary to arterial occlusion in rats. Eur surg Res 2005;37:216&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-706X201300010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>&#91;6&#93; &#9;ARTHURS ZM, TITUS J, BANNAZADEH M, EAGLETON MJ, SRIVASTAVA S, SARAC TP, CLAIR DG. A comparison of endovascular revascularization with traditional therapy for the treatment of acute mesenteric ischemia. J Vasc Surg 2011;53:698&#45;705.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-706X201300010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>&#91;7&#93; &#9;RYER EJ, KALRA M, ODERICH GS, DUNCAN AA, GLOVICZKI P, CHA S, BOWER TC. Revascularization for acute mesenteric ischemia. J Vasc Surgery 2012;55:1682&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-706X201300010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
	    <p><a name="1" id="1"></a><a href="#top1">Correspond&ecirc;ncia:</a></p>
    <p><a href="mailto:pmalvesmartins@hotmail.com">pmalvesmartins@hotmail.com</a></p>
        <p>00 351 96 352 63 61</p>
        <p>&nbsp;</p>
	    <p><b>Notas</b></p>
        <p>Apresentado no XIII Congresso Internacional de Cirurgia Cardio&#45;Tor&aacute;cica e Vascular</p>
     ]]></body><back>
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