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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Popliteal aneurysms are the most common peripheral aneurysms, but its rupture is a rare complication with a risk of limb loss and mortality. The authors present a case report of a 66-year-old patient with a sudden onset of pain and hematoma on the distal thigh and popliteal fossa, anemia, foot drop and limb edema from rupture of a large popliteal aneurysm (7 cm). Ecodoppler evaluation was the only preoperative imaging investigation, which provided suitable information for diagnosis and urgent surgical planning. The operation consisted on a below-knee femoropopliteal bypass with great saphenous vein graft following aneurysm exclusion. At 3-month follow-up the patient is asymptomatic and the reconstruction is patent without complications. Vascular intervention is mandatory for bleeding control, revascularization and compartment decompression.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CASO CLÍNICO</b></p>     <p><b>Ruptura — Apresentação invulgar de aneurisma popliteu </b></p>     <p><b>Rupture – Unusual presentation of popliteal aneurysm</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Pedro Martins<sup>a,</sup>*, Ruy Fernandes<sup>a</sup>, Tiago Ferreira<sup>a</sup>, Viviana Manuel<sup>a</sup>, José Tiago<sup>a</sup>, Augusto Ministro<sup>a</sup>, José Silva Nunes<sup>a</sup> e José Fernandes e Fernandes</b><sup><b>a,b</b> </sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>a</sup> Clínica Universitária de Cirurgia Vascular, Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), Lisboa, Portugal</p>      <p><sup>b </sup>Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo </b></p>     <p>O aneurisma popliteu é o aneurisma periférico mais frequente. A ruptura é uma complicação extremamente rara com risco de perda de membro e mortalidade.</p>     <p>Os autores apresentam o caso clínico de um doente de 66 anos, com quadro súbito de dor e hematoma no terço distal da coxa e escavado popliteu, anemia, pé pendente e edema do membro inferior esquerdo por ruptura de volumoso aneurisma popliteu (7 cm).</p>     <p>O estudo por <i>“ecoDoppler” </i>permitiu o diagnóstico e o planeamento cirúrgico urgente que consistiu em <i>“bypass” </i>femoro-popliteu infra-genicular com veia safena interna após exclusão aneurismática. Aos três meses de “<i>follow-up”</i> o doente encontra-se assintomático e com a revascularização permeável sem complicações.</p>     <p>A intervenção vascular é mandatória para controlo da hemorragia, revascularização e descompressão compartimental.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Ruptura; Aneurisma; Artéria popliteia</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract </b></p>     <p>Popliteal aneurysms are the most common peripheral aneurysms, but its rupture is a rare complication with a risk of limb loss and mortality. The authors present a case report of a 66-year-old patient with a sudden onset of pain and hematoma on the distal thigh and popliteal fossa, anemia, foot drop and limb edema from rupture of a large popliteal aneurysm (7 cm).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ecodoppler evaluation was the only preoperative imaging investigation, which provided suitable information for diagnosis and urgent surgical planning. The operation consisted on a below-knee femoropopliteal bypass with great saphenous vein graft following aneurysm exclusion. At 3-month follow-up the patient is asymptomatic and the reconstruction is patent without complications.</p>     <p>Vascular intervention is mandatory for bleeding control, revascularization and compartment decompression.</p>     <p><b>Keywords:</b> Rupture; Aneurysm; Popliteal artery</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>O aneurisma popliteu surge particularmente em homens, de idade superior a 60 anos<sup>1</sup>, com múltiplos factores de risco ateroscleróticos, nomeadamente, a hipertensão arterial e o tabagismo. É o aneurisma periférico mais frequente e pode surgir em associação com aneurismas em outra localização, nomeadamente na artéria poplíteia contra-lateral (64%)<sup>2</sup>.</p>     <p>Apesar de 40% serem assintomáticos, a isquémia aguda ou crónica do membro inferior por trombose ou embolização distal e a clínica de compressão de estruturas nobres do escavado popliteu, são as formas de apresentação mais comuns<sup>3</sup>. A ruptura é extremamente rara (cerca de 2%) e pode associar-se a perda de membro (em média 27% revisão de séries)<sup>3,4</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Caso clínico</b></p>     <p>Homem de 66 anos, fumador, hipertenso, com insuficiência renal crónica (estadio 4), cardiopatia isquémica e disrítmia, sob anti-coagulação em ambulatório com varfarina. Foi admitido num Hospital Distrital por quadro de instalação súbita de dor, edema e extensa equimose da coxa esquerda.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de hemodinamicamente estável apresentava anemia grave (Hb 6,5 g/dL), creatinémia de 7,6 mg/dL e INR de 2,8. Permaneceu internado com o diagnóstico de hematoma espontâneo da coxa (no contexto de anti-coagulação) e agudização da função renal, sob terapêutica médica e suporte transfusional. Por agravamento sintomático do membro foi transferido ao 5º dia para o Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Lisboa Norte para avaliação por Cirurgia Vascular.</p>     <p>Objectivamente apresentava extensa sufusão hemorrágica, associada a volumosa massa pulsátil dolorosa no terço distal da coxa e escavado popliteu esquerdos, com parésia do pé (<a href="#f1">fig. 1</a>). Apesar da ausência de pulsos distais, não apresentava clínica de isquémia aguda do membro, atribuindo-se o deficit neurológico do pé ao efeito compressivo do hematoma sobre o nervo ciático popliteu externo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A avaliação por “<i>ecoDoppler”</i> mostrou ruptura de aneurisma popliteu supra-genicular esquerdo com 7 cm de diâmetro (<a href="#f2">fig. 2</a>), permeabilidade da artéria popliteia distal, trifurcação e segmentos proximais das artérias tibiais. A necessidade de cirurgia urgente, a insuficiência renal crónica em estadio avançado e a possibilidade de planear a revascularização com o estudo por <i>“ecoDoppler” </i>descrito, suportaram a decisão de intervir sem outros exames complementares, nomeadamente, com contraste endovenoso, como a “<i>angio</i>TC”.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Abordou-se por via interna a artéria popliteia desde o canal de Hunter até à sua trifurcação, com secção dos músculos e tendões da face interna do joelho. Após clampagem proximal e distal, respectivamente, das artérias femoral superficial e popliteia infra-genicular (<a href="#f3">fig. 3</a>), procedeu-se a drenagem do extenso hematoma, abertura do saco aneurismático, endoaneurismorrafia proximal (artéria femoral superficial) e distal (artéria poplíteia supra-genicular) com identificação e laqueação complementar dos ramos colaterais (<a href="#f4">figs. 4</a>, <a href="#f5">fig. 5</a> e <a href="#f6">6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Realizou-se reconstrução vascular por “<i>bypass” </i>femoral superficial-popliteia infra-genicular com veia safena interna contra-lateral invertida com laqueação complementar da artéria popliteia infra-genicular justa-anastomótica (<a href="#f7">fig. 7</a>). A angiografia de controlo intra-operatória mostrou exclusão aneurismática, ausência de defeitos anastomóticos e compromisso do sector crural por provável embolização distal assintomática prévia (<a href="#f8">fig. 8</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f8.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Durante o pós-operatório o estudo complementar mostrou aneurisma popliteu supra-genicular contra-lateral e aneurisma da aorta abdominal, respectivamente, de 1,7 e 4 cm de diâmetro.</p>     <p>Aos três meses de “<i>follow-up”</i> o doente deambula autonomamente, apesar de deficit neurológico residual do pé esquerdo, mostrando o estudo por <i>“ecoDoppler”</i> a revascularização permeável e sem complicações (<a href="#f9">fig. 9</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"> <img src="/img/revistas/ang/v10n2/10n2a08f9.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>O aneurisma popliteu é o aneurisma periférico mais frequente, manifestando-se classicamente por sintomas de isquémia (aguda ou crónica) ou decorrentes do efeito compressivo de estruturas do escavado popliteu (nervosas ou venosas)<sup>2,3</sup>.</p>     <p>A embolização distal de conteúdo trombótico do saco aneurismático ou a sua trombose são as complicações mais conhecidas. A presença destas pode acarretar risco de perda de membro e comprometer o resultado dos procedimentos de revascularização, pelo que alguns autores defendem uma atitude de intervenção precoce electiva nos aneurismas assintomáticos<sup>2</sup><sup>,5</sup>.</p>     <p>Ilig concluiu, após análise de 16 séries com 1910 aneurismas, que a ruptura é uma manifestação muito invulgar, com uma incidência estimada de 2,1% (40/1910). Apesar da incidência das complicações previamente descritas manterem-se constantes nas últimas séries, a ruptura tem tendencialmente diminuído (11% antes de 1970 e 1% depois de 1980)<sup>4</sup>. O declínio observado deve-se provavelmente ao aumento do diagnóstico e tratamento de aneurismas assintomáticos associado à generalização do estudo arterial por “<i>ecoDoppler”</i>.</p>     <p>O quadro clínico de ruptura depende da sua localização e dimensão. A apresentação mais comum é a de tumefacção dolorosa no escavado popliteu, associada a sufusão hemorrágica ou hematoma. O efeito compressivo do hematoma sobre a veia popliteia pode causar edema do membro e trombose venosa profunda<sup>4</sup>. A neuropatia compressiva do nervo ciático ou dos seus ramos pode resultar em parésia do pé, como apresentava o doente deste caso clínico (<a href="#f1">fig. 1</a>)<sup>6</sup>. A formação de fístula arterio-venosa por ruptura aneurismática para a veia poplíteia está também descrita<sup>7</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ruptura pode exigir tratamento emergente, quando associada a isquémia aguda grave do membro ou a choque hipovolémico causado pela hemorragia grave. Este último é minimizado pela capacidade de contenção da hemorragia pelo compartimento músculo-tendinoso popliteu.</p>     <p>O diagnóstico pode ser confirmado por “<i>ecoDoppler”</i>, TC, Ressonância Magnética ou angiografia convencional/ subtracção. O <i>“ecoDoppler” </i>contribui para o diagnóstico diferencial de forma célere e não invasiva. O exame de eleição provavelmente será a <i>angio</i>TC<sup>4</sup>, detectando a presença do aneurisma/hematoma, suas relações com as estruturas vizinhas e possibilitando, através do estudo arterial proximal ao aneurisma e do “<i>run off”, </i>o planeamento da estratégia cirúrgica. Actualmente a angiografia convencional/subtracção tem um papel mais limitado e pode contribuir para os casos em que é necessário óptima apreciação do “<i>run off”</i> para selecionar um <i>“target” </i>distal para “<i>bypass”</i> no sector crural ou nas artérias do pé, além da sua utilização intra-operatória no controlo após revascularização.</p>     <p>O tratamento cirúrgico mais comum é a abordagem por via interna da artéria poplíteia, laqueação proximal e distal do aneurisma e revascularização através de <i>bypass </i>com veia safena interna. O controlo proximal pode ser efectuado por clampagem directa ou utilização de técnica de “torniquete”<sup>3</sup>. O saco aneurismático deve ser aberto, permitindo a laqueação selectiva de colaterais prevenindo o “<i>back flow bleeding”</i>.</p>     <p>Com a utilização crescente de técnicas endovasculares no tratamento dos aneurismas popliteus electivos, têm sido descritos casos de sucesso, em doentes selecionados com ruptura e alto risco operatório, através de implantação de “<i>stents” </i>cobertos (<i>Hemobahn/Viabahn</i><sup>® </sup>W. L. Gore and Associates, Flagstaff, AZ, USA)<sup>7,8</sup>.</p>     <p>Os resultados precoces e tardios da revascularização convencional em contexto de ruptura são pouco conhecidos, mercê da raridade desta entidade clínica, mas provavelmente serão inferiores aos obtidos no tratamento de aneurismas popliteus assintomáticos<sup>4,5</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>A ruptura de aneurisma popliteu é uma forma de apresentação extremamente rara e pouco descrita na literatura.</p>     <p>Ao mimetizar diagnósticos alternativos (trombose venosa profunda, hemartrose, entre outros), é necessário um elevado índice de suspeição clínica, assumindo o <i>“ecoDoppler” </i>um papel importante na confirmação diagnóstica.</p>     <p>A intervenção vascular é mandatória para controlo da hemorragia, revascularização e descompressão compartimental.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>      <!-- ref --><p>1. Ravn H, Bergqvist D, Bjorck M. Nationwide study of the outcome of popliteal artery aneurysms treated surgically. Br J Surg. 2007;94:970-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-706X201400020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Aulivola B, Hamdan AD, Hile CN, et al. Popliteal aneurysm: a comparison outcomes in elective versus emergent repair. J Vasc Surg. 2004;39:1171-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-706X201400020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Sie RB, Dawson I, van Baalen JM, et al. Ruptured popliteal artery aneurysm. An insidious complication. Eur J Vasc Endovasc Surg. 1997;13:432-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-706X201400020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Illig KA, Eagleton MJ, Shortell CK, et al. Ruptured popliteal aneurysm. J Vasc Surg. 1998;27:783-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-706X201400020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Kropman RH, De Vries JP, Moll FL. Surgical and endovascular treatment of atherosclerotic popliteal artery aneurysms. J Cardiovasc Surg (Torino). 2007;48:281-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-706X201400020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Selvam A, Shetty K, Nirmal J, et al. Giant popliteal aneuryms presenting with foot drop. J Vasc Surg. 2006;44:882-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-706X201400020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Pratesi G, Marek J, Fargion A, et al. Endovascular repair of a ruptured popliteal artery aneurysm associated with popliteal arteriovenous fistula. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2010;40:645-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-706X201400020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Bani-Hani M, Elnahas L, Graham P, et al. Endovascular management of ruptured infected popliteal aneurysm. J Vasc Surg. 2012;55:532-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-706X201400020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspondência: </a><a name="c0"></a></p>     <p><i>Correio eletrónico: </i><a href="mailto:pmalvesmartins@hotmail.com">pmalvesmartins@hotmail.com</a> (P. Martins).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Responsabilidades éticas</b></p>     <p><b>Proteção de pessoas e animais</b>. Os autores declaram que para esta investigação    não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>     <p><b>Confidencialidade dos dados</b>. Os autores declaram ter seguido os protocolos    do seu centro de trabalho acerca da publicação dos dados de pacientes.</p>     <p><b>Direito à privacidade e consentimento escrito</b>. Os autores declaram que    não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 24 de fevereiro de 2014; Aceite a 4 de maio de 2014</p>      ]]></body><back>
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