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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Enfarte e abcesso esplénico maciço após tratamento endovascular de aneurisma da artéria esplénica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Splenic artery aneurysms are the most common of all visceral artery aneurysms, with a risk of rupture up to 10%. Most patients present asymptomatically and its elective treatment is recommended for diameters> 2.5 cm. Once treated exclusively by open surgery through aneurysm resection with or without arterial reconstruction, with or without splenectomy associated, nowadays endovascular repair has become increasingly used, by embolization with coils or stenting of the splenic artery. Comparative studies report overlapping ef&#64257;cacy, with lower perioperative morbidity and mortality, but higher rate of late complications. Splenic infarction and abscess is one of them, and the goal of our study was to study and describe this complication.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aneurisma da artéria esplénica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CASO CLÍNICO</b></p>     <p><b>Enfarte e abcesso esplénico maciço após tratamento endovascular de aneurisma da artéria esplénica</b></p>     <p><b>Splenic infarction and abscess after endovascular repair of splenic artery aneurysm</b></p>     <p><b>Gabriela Teixeira<sup>&#8727;</sup>, Joana Martins, Rui Machado, Luís Loureiro, Tiago Loureiro, Lisa Borges, Diogo Silveira, Sérgio Teixeira, Duarte Rego, Vítor Ferreira, João Gonçalves, Inês Antunes, Arlindo Matos e Rui Almeida</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup>Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular, Hospital de Santo António -Centro Hospitalar do Porto, Porto, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspodência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os aneurismas da artéria esplénica são, de todos os aneurismas viscerais, os mais frequentes, com uma taxa de rotura até 10%. Não obstante, o seu diagnóstico é normalmente acidental e o seu tratamento eletivo está preconizado para diâmetros &gt; 2,5 cm. Outrora tratado exclusivamente por cirurgia aberta, através de resseção de aneurisma com ou sem reconstrução arterial, com ou sem esplenectomia associada, também aqui o tratamento endovascular, através da embolização com <i>coils </i>ou <i>stenting </i>da artéria esplénica, tem sido crescentemente utilizado. Os estudos comparativos reportam e&#64257;cácia sobreponível, com menor morbimortalidade perioperatória, mas maior taxa de complicações tardias. Dentro destas, estão o enfarte e o abcesso esplénico, que nos propusemos estudar e descrever com este trabalho.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Aneurisma da artéria esplénica; Tratamento endovascular; Embolização; Enfarte e abcesso esplénico</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>Splenic artery aneurysms are the most common of all visceral artery aneurysms, with a risk of rupture up to 10%. Most patients present asymptomatically and its elective treatment is recommended for diameters&gt; 2.5 cm. Once treated exclusively by open surgery through aneurysm resection with or without arterial reconstruction, with or without splenectomy associated, nowadays endovascular repair has become increasingly used, by embolization with coils or stenting of the splenic artery. Comparative studies report overlapping ef&#64257;cacy, with lower perioperative morbidity and mortality, but higher rate of late complications. Splenic infarction and abscess is one of them, and the goal of our study was to study and describe this complication.</p>     <p><b>Keywords:</b> Splenic artery aneurysms; Endovascular repair; Embolization; Splenic infarction and abscess.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução </b></p>     <p>Os aneurismas da artéria esplénica são raros e a melhor forma de tratamento é controversa. A abordagem conservadora parece segura nos aneurismas &lt; 2 cm. Quando é decidido intervir, a abordagem endovascular mostra resultados de e&#64257;cácia e segurança superiores à cirurgia convencional. No entanto, o número de complicações tardias parece superior após tratamento endovascular. Dentro das complicações após procedimento estão o enfarte e abcesso esplénico que, apesar de não ter mortalidade associada descrita, leva a reinternamentos, reintervenções e a um aumento signi&#64257;cativo da morbilidade do paciente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo </b></p>     <p>Apresentação de um caso clínico de tratamento endovascular de aneurisma da artéria esplénica complicado de enfarte e abcesso esplénico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Caso clínico </b></p>     <p>Homem, 68 anos, com antecedentes de hipertensão arterial e doença renal crónica. Enviado à consulta de cirurgia vascular por aneurisma da artéria esplénica com 25 mm de diâmetro (<a href="#f1">fig. 1</a>), assintomático, detetado por tomogra&#64257;a computorizada (TC) (realizada durante investigação de doença renal). Pelo diâmetro do aneurisma e pelo risco de rotura associado, foi proposto para tratamento endovascular do aneurisma.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ang/v11n4/11n4a08f1.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Admitido eletivamente no internamento de cirurgia vascular, foi submetido a embolização com <i>coils (Retracta</i>, COOK<sup>®</sup><i>) </i>do saco aneurismático (8*100 mm) e da artéria aferente (3 × 7*50 mm), após tentativa não conseguida de colocação de endoprótese, por impossibilidade de ancoragem do &#64257;o guia na artéria eferente. Após embolização, o controlo angiográ&#64257;co &#64257;nal demonstrou exclusão do saco aneurismático. (<a href="#f2">fig. 2</a>)</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/ang/v11n4/11n4a08f2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No 3.<sup>&#9702; </sup>dia de pós-operatório iniciou hipertermia de 37,4<sup>&#9702;</sup>, atingindo máximo de 38<sup>&#9702;</sup>, associada a dor no &#64258;anco esquerdo, sem sinais de irritação peritoneal. Instituiu-se antibioterapia empírica com amoxicilina/clavulanato, e realizou TC que documentou embolização da artéria esplénica, a cerca de 4 cm a montante do aneurisma, com coil<i>s </i>no seu lúmen e trombose da artéria esplénica a jusante do aneurisma com sinais de enfarte esplénico (<a href="#f3">fig. 3</a>). Foi instituída escalada de antibiótico para piperacilina/tazobactam, &#64258;uidoterapia e vigilância clínica. Colheu sangue periférico para hemoculturas, cujo resultado foi negativo. Após 7 dias de antibiótico em regime de internamento, teve alta, assintomático e com indicação para vacinação antipneumocócica, antimeningocócica e anti-Haemophilus tipo b.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/ang/v11n4/11n4a08f3.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Três meses após o procedimento, período em que se manteve assintomático, deu entrada no serviço de urgência por dispneia e febre. Analiticamente, apresentava leucocitose de 28.300 e PCR 149. Realizou TC que documentou volumoso abcesso esplénico, de 15,6 mm por 24,7 mm (<a href="#f4">fig. 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/ang/v11n4/11n4a08f4.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Procedeu-se a drenagem percutânea de abcesso esplênico com saída de 1.100 ml de líquido purulento (<a href="#f5">fig. 5</a>), com colocação de dreno 8 Fr por técnica de <i>Seldinger </i>e iniciou antibioterapia com piperacilina/tazobactam, à qual se adicionou mais tarde vancomicina, de acordo com a sensibilidade do micro-organismo isolado (<i>Staphylococcus epidermidis</i>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/ang/v11n4/11n4a08f5.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Documentou-se melhoria clínica e analítica imediatamente após colocação de dreno.</p>     <p>Durante o internamento evoluiu com regressão lenta, mas progressiva, da coleção e, 49 dias depois da admissão, após constatação ecográ&#64257;ca de coleção de aspeto residual, foi removido o dreno. No entanto, o doente não tolerou esta interrupção da drenagem e registou-se novo aumento dos parâmetros in&#64258;amatórios, tendo sido necessária colocação de novo dreno. Apesar da estabilidade clínica e analítica do doente com a drenagem percutânea, face à perpetuação do caso, ao 62.<sup>&#9702; </sup>dia de internamento foi submetido a esplenectomia e drenagem cirúrgica do abcesso. A microbiologia do pus revelou <i>Pseudomonas aeruginosa </i>apenas sensível ao imipenem e colistina, exigindo novo ajuste na antibioterapia. Como intercorrência pós-operatória, documentou-se a presença de uma fístula pancreática, pelo que iniciou nutrição parentérica total. Duas semanas após esplenectomia, foi registado novo aumento dos parâmetros in&#64258;amatórios e repetiu controlo imagiológico com documentação de crescimento do abcesso esplénico. Nova amostra do líquido drenado foi enviada para análise microbiológica com isolamento de novo micro-organismo <i>(Proteus mirabilis) </i>mas sem necessidade de reajustar antibioterapia. A TC de controlo mostrou então: abcesso esplénico 62 x 27 mm, presença de tecido esplénico persistente, globosidade da cauda pancreática e aneurisma trombosado da artéria esplénica (<a href="#f6">fig. 6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/ang/v11n4/11n4a08f6.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Uma nova tentativa conservadora de drenar o abcesso foi feita com a construção de sistema de lavagem por 2 cateteres, após troca <i>over-the-wire </i>do dreno <i>Blake </i>30 F, para <i>Readyvac </i>12F e <i>Pigtail </i>12 F.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, o abcesso manteve-se constante e os parâmetros in&#64258;amatórios sempre aumentados. Rediscutido com cirurgia geral, foi protelada nova intervenção cirúrgica por possível iatrogenia intraoperatória, dada a complexidade anatómica das estruturas que envolviam o abcesso.</p>     <p>O caso arrastou-se por mais 2 meses de internamento. Como intercorrências, o isolamento de <i>Candida glabrata </i>em sangue periférico, com necessidade de instituição de &#64258;uconazol, mais tarde substituída por micafungina, e a necessidade de transferência do doente para a unidade de cuidados intermédios por disfunção cardíaca, respiratória e renal associada a sépsis grave. Após estabilização clínica e analítica, e com a documentação imagiológica de diminuição do abcesso, doente foi submetido colangiopancreatogra&#64257;a retrógrada endoscópica, por suspeita do abcesso estar a ser alimentado por fístula pancreática. Durante o procedimento, foi decidida a colocação de uma prótese reta 5 Fr com 5 cm de comprimento no ducto de Wirsung; procedimento decorreu sem intercorrências. Procedeu-se, mais tarde, ao encerramento do orifício externo da drenagem e interrompeu-se a antibioterapia. Última TC de controlo evidenciou: ausência de formações expansivas em topogra&#64257;a subfrénica esquerda, de conteúdo espontaneamente hipodenso ou com bolhas gasosas, sugestivas de abcesso (<a href="#f7">fig. 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/ang/v11n4/11n4a08f7.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Manteve-se o doente 5 dias em vigilância, sem que os parâmetros in&#64258;amatórios aumentassem.</p>     <p>Após 142 dias de internamento, o doente teve alta, com bom estado clínico e estabilidade analítica. Já foi revisto 2 vezes em consulta externa num espaço de um mês, sem alteração do estado geral.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão/conclusão </b></p>     <p>Os aneurismas da artéria esplénica representam 60% de todos os aneurismas viscerais<sup>1 </sup>e têm uma prevalência descrita de 0,8% em arteriogra&#64257;as e 0,04-0,10% em autópsias<sup>2</sup>. O seu risco de rotura é considerado elevado, estando descrito um risco de rotura 2-10% e uma mortalidade associada superior a 36%<sup>3</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As atuais indicações para o tratamento eletivo de aneurismas da artéria esplénica são a existência de sintomatologia associada (dor epigástrica, dor lombar ou dor no quadrante abdominal superior esquerdo), sexo feminino em idade fértil, hipertensão portal, transplante hepático previsto e aneurismas com diâmetro superior a 2,5 cm<sup>2</sup>. O tratamento conservador é considerado seguro para diâmetros inferiores, com 2 estudos a mostrar taxas de rotura de 0% em aneurismas &lt; 2,17 cm e &lt; 2,0 cm, respetivamente<sup>4,5</sup>. O aumento de &#64258;uxo sanguíneo na artéria esplénica durante a gravidez, na hipertensão portal e após transplante hepático aumentam o risco de formação e de risco de rotura dos aneurismas esplénicos<sup>6</sup>. Relativamente à indicação terapêutica em grávidas e mulheres em idade fértil, foi recentemente questionada por Nanez que, num estudo retrospetivo de 5 anos num dos hospitais com maior taxa de natalidade nos EUA, não identi&#64257;cou nenhum caso de rotura de aneurisma da artéria esplénica em grávidas<sup>7</sup>.</p>     <p>Relativamente à segurança da cirurgia endovascular face à clássica, uma revisão sistemática de todos os estudos que comparavam os resultados após terapêutica endovascular e cirurgia aberta mostrou taxas de mortalidade perioperatória inferior no grupo endovascular, mas maiores taxas de complicação tardia e de reintervenção, descritas na <a href="/img/revistas/ang/v11n4/11n4a08t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a><sup>8</sup>.</p>     
<p>Uma outra revisão da literatura, distinguindo tratamento eletivo e em rotura de aneurismas viscerais, mostrou uma mortalidade de 7,1% (18/353) no pós-operatório de cirurgia aberta (eletivos e em rotura) e de 3,6% (10/276) após terapia endovascular, sendo que no tratamento eletivo, esta diferença é de 2,38% (6/252) vs. 0% (0/163). Nenhum estudo revisto mostrou benefício da cirurgia endovascular relativamente às complicações pós-operatórias<sup>5</sup>.</p>     <p>Entre as raras complicações descritas da técnica endovascular estão: falência técnica em cateterizar a artéria aferente, trombose arterial ou embólica com enfarte esplénico e abcesso, migração de <i>coils</i>, recidiva de aneurisma e hematoma, e falso aneurisma no local de punção arterial.</p>     <p>Cochennec et al., num estudo retrospetivo de 10 anos comparando abordagem endovascular e cirúrgica de aneurismas viscerais, registaram uma menor taxa de complicações pós-operatórias após tratamento endovascular: 6,7% (1/15) vs. 23,5% (4/17); mas esta diferença não foi estatisticamente signi&#64257;cativa (p = 0,34). A complicação após tratamento endovascular consistiu em síndrome de pós-embolização severo, com múltiplos enfartes esplénicos, tendo exigido readmissão para controlo da dor. Dos aneurismas eletivos não foi registada nenhuma rotura ou mortalidade em qualquer um dos procedimentos durante o período de follow-u<i>p </i>(média 15,6 meses). Uma morte foi registada após embolização de aneurisma esplénico infetado em rotura (morte por choque séptico, uma semana após o procedimento). O tempo de internamento foi signi&#64257;cativamente inferior no tratamento endovascular (4 dias vs. 17 dias, p &lt; 0,001). Dos 17 aneurismas seguidos conservadoramente por diâmetro inferior a 2 cm, não houve registo de nenhuma complicação ou rotura<sup>5</sup>.</p>     <p>A taxa de enfarte esplénico após embolização de aneurisma da artéria esplénica pode atingir os 44%, como foi descrito por Yamamoto et al., com a descrição de enfarte esplénico parcial em 7 dos 16 doentes submetidos a embolização de aneurisma esplénico com <i>coils</i><sup>9</sup>. No caso de embolização da artéria esplénica proximal, esta taxa sobe aos 63%<sup>10</sup>.</p>     <p>Apesar de frequentes, a maioria dos enfartes esplénicos resolve sem sequelas, com taxas descritas de evolução para abcesso de apenas 1,9%<sup>9</sup>. O tratamento inicial de enfarte esplénico consiste em hidratação, analgesia e monitorização, com resolução habitual dos sintomas em 714 dias. O tratamento cirúrgico está apenas indicado quando há persistência dos sintomas ou complicações (abcesso, hemorragia, pseudoquisto esplénico)<sup>11</sup>.</p>     <p>O diagnóstico de abcesso esplénico obriga à instituição imediata de antibioterapia de largo espectro (que deverá depois ser dirigida de acordo com os isolamentos microbiológicos do abcesso) e o seu tratamento atual assenta em 2 opções terapêuticas: esplenectomia, modalidade histórica e considerada <i>gold standard</i>, e drenagem percutânea guiada por ecogra&#64257;a ou por TC. Esta última abordagem tem ganho maior ênfase nos últimos anos, dada a menor morbimortalidade a curto-prazo e a preservação do baço, com taxas de sucesso entre 50-90%. A incapacidade em obter uma drenagem e&#64257;caz ou melhoria clínica do doente é indicação para tratamento cirúrgico de&#64257;nitivo. A duração da antibioterapia não foi, ainda, estabelecida. Em casos de drenagem percutânea, a duração da antibioterapia deve ser adaptada à evolução clínica do paciente, incluindo a resolução do abcesso por exame imagiológico. Em caso de esplenectomia e erradicação con&#64257;rmada do foco de infeção, pode ser possível uma interrupção mais breve da antibioterapia<sup>12</sup>.</p>     <p>Embora a taxa de enfarte e abcesso esplénico esteja descrita como rara, não deve ser desprezível a morbilidade a que ela está associada. Este caso é disso paradigma.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Responsabilidades éticas </b></p>     <p><b>Proteção de pessoas e animais. </b>Os autores declaram que para esta investigação não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>     <p><b>Con&#64257;dencialidade dos dados. </b>Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p><b>Direito à privacidade e consentimento escrito. </b>Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Con&#64258;ito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram não haver con&#64258;ito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliogra&#64257;a </b></p>     <!-- ref --><p>1. Lakin RO, Kashyap VS. Splanchnic Artery Aneurysms. Rutherford's Vascular Surgery, Chapter 141, 2220-2235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-706X201500040000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Madoff DC, Denys A, Wallace MJ, et al. Splenic arterial interventions: anatomy, indications, technical considerations, and potential complications. Radiographics. 2005;25 1 Suppl:S191-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-706X201500040000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>     <!-- ref --><p>3. Carr SC, Mahvi DM, Hoch JR, et al. Visceral artery aneurysm rupture. J Vasc Surg. 2001;33(4):806-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-706X201500040000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Raymond E, Ankur S, Larry F, et al. Long-term outcomes of conservative management of visceral artery aneurysms. J Vasc Surg. 2014;60(3):835-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-706X201500040000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Cochennec F, Riga CV, Allaire E, et al. Contemporary management of splanchnic and renal artery aneurysms: Results of endovascular compared with open surgery from two European vascular centers. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2011;42(3):340-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-706X201500040000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Pasha SF, Gloviczki P, Stanson AW, et al. Splanchnic artery aneurysms. Mayo Clin Proc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-706X201500040000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Nanez L, Knowles M, Modrall JG, et al. Ruptured splenic artery aneurysms are exceedingly rare in pregnant women. J Vasc Surg. 2014;60(6):1520-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-706X201500040000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Hogendoorn W, Lavida A, Hunink MG, et al. Open repair, endovascular repair, and conservative management of true splenic artery aneurysms. J Vasc Surg. 2014;60(6):1667-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-706X201500040000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Yamamoto S, Hirota S, Maeda H, et al. Transcatheter coil embolization of splenic artery aneurysm. Cardiovasc Intervent Radiol. 2008;31(3):527-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-706X201500040000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Killeen KL, Shanmuganathan K, Boyd-Kranis R, et al. CT &#64257;ndings after embolization for blunt splenic trauma. J Vasc Interv Radiol. 2001;12(2):209-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-706X201500040000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Jaroch MT, Broughan TA, Hermann RE. The natural history of splenic infarction. Surgery. 1986;100(4):743-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-706X201500040000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Lawrence C. Madoff. Splenic Abscess. Mandell, Douglas, and Bennett's Principles and Practice of Infectious Diseases, 79, 979-981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-706X201500040000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para corresponência: </a><a name="c0"></a></p>     <p><i>Correio eletrónico: </i><a href="mailto:tgabrielateixeira@gmail.com">tgabrielateixeira@gmail.com</a> (G. Teixeira).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 2 de junho de 2015;</p>     <p>Aceite a 19 de setembro de 2015</p>     <p>Disponível na Internet a 24 de novembro de 2015</p>     ]]></body>
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