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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.ancv.2015.12.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento endovascular de patologia da aorta torácica: experiência institucional]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE Hospital de Santa Marta Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Endovascular treatment of the thoracic aorta is a technique which has revolutionized the treatment of different aortic pathologies. Objectives: Our purpose is to evaluate our institutional experience Methods: We present a retrospective analysis of a consecutive series of patients who underwent TEVAR at our Instituition. Patients who received fenestrated/branched abdominal devices were excluded. Results: From April 2005 to Abril 2014, 79 patients with a mean age of 66 ± 12.83 years (range 14 to 86) underwent TEVAR. The indications included: 46 thoracic aortic aneurysms (TAA) (58%), 17 aortic dissections (AD) Stanford B (22%), 13 due to other acute aortic syndromes (AAS) (16%), 2 due to atheroembolism (3%) e 1 due to an aortic-esophageal &#64257;stula (1%). The aortic aneurysms were located to the ascending aortic and arch in 5 cases (11%), the descending thoracic aorta in 35 (76%) and the thoracoabdominal aorta in 6 (13%). Mean aneurysm diameter was 69.64 mm (max 150 mm). Rupture was the clinical presentation in 21.5% of the patients (n = 17). 20.9% of the patients had previous aortic surgery. TEVAR was performed for acute complicated Stanford type B AD in 13 patients (76%) and for chronic AD in 4 (24%). AD-related complications included aneurysmatic dilatation in 35% (n = 6), organ malperfusion in 47% (n = 8). The Petticoat technique was performed in 9 cases (41.2%) and adjuvant procedures were necessary in 18% (renal artery stenting in 2; iliac artery stenting in 1). Regarding the other AAS, TEVAR was performed due to penetrating aortic ulcer in 4 cases, intra-mural hematome in 4 and in 5 cases due to rupture/pseudoaneurysm. The deployed endografts included 32 Valiant Medtronic®, 15 TAG Gore®, 25 Zenith TX2 Cook®, 2 Zenith TX1 Cook®, 1 Relay Plus®, 3 Talent Medtronic®. The median length of stay in the intensive care unit was 2 days (range 0-42) and median 2 units of erythrocytes was transfused per patient. Thirty-day/intrahospitalar mortality was 18% (n = 14). Mortality in elective procedures was 8% (4 in a total of 50) and 35% in urgent cases (10/29). Intraoperative additional interventions were required in 7 patients due to access vessel complications, in 2 due to iatrogenic AD, in 1 case due to acute limb thromboembolic ischemia and in 1 case to to a type IA endoleak. Reintervention rate was 17%, with the following indications: 9 endoleaks, 2 mesenteric ischemias and 2 aortic-esophageal &#64257;stulae. Conclusions: Our series represents an encouraging institutional experience, with reproducible outcomes. TEVAR is a safe and effective intervention for the management of different thoracic aortic pathologies, when compared to open surgery]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tratamento endovascular da aorta torácica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p><b>Tratamento endovascular de patologia da aorta torácica: experiência institucional</b></p>     <p><b>Endovascular treatment for thoracic aortic pathology: an institutional experience</b></p>     <p><b>Anita Quintas<sup>*</sup>, Frederico Bastos Gonçalves, Hugo Rodrigues, Rita Ferreira, Nelson Oliveira, Gonçalo Rodrigues, Rodolfo Abreu, Nelson Camacho, Maria Emília Ferreira, João Albuquerque e Castro e Luís Mota Capitão</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup>Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular, Hospital de Santa Marta, CHLC, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspodência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Introdução:</i> O tratamento endovascular da aorta torácica (TEVAR) é uma modalidade terapêutica emergente que tem vindo a revolucionar a abordagem de diferentes tipos de patologia da aorta na sua localização torácica. </p>     <p><i>Objetivos: </i>Avaliação da experiência institucional do serviço de angiologia e cirurgia vascular. </p>     <p><i>Métodos: </i>Análise retrospetiva da série consecutiva de todos os doentes com patologia da aorta torácica e/ou toracoabdominal submetidos a TEVAR na nossa instituição. Foram excluídos aqueles com uso concomitante de endopróteses fenestradas/rami&#64257;cadas abdominais. </p>     <p><i>Resultados: </i>Desde abril de 2005 até abril de 2014, 79 doentes foram submetidos a TEVAR, com idade média de 66 ± 12,83 anos (máx: 86; mín: 14). As indicações incluíram: 46 aneurismas (58%), 17 dissecções aórticas clássicas tipo B (22%), 13 no contexto de outras síndromes aórticas agudas (16%), 2 por ateroembolismo (3%) e um por fístula aortoesofágica (1%).</p>     <p>Na patologia aneurismática, a distribuição anatómica da doença foi a seguinte: 5 na aorta ascendente e arco aórtico (11%), 35 na aorta torácica descendente (76%) e 6 toracoabdominal (13%).</p>     <p>O diâmetro médio das dilatações aneurimáticas foi de 69,64 mm (máx: 150 mm). A rotura foi uma apresentação da patologia em 21,5% dos doentes (n = 17); 20,9% dos doentes tinham antecedentes de cirurgia aórtica prévia.</p>     <p>A dissecção aórtica tipo B complicada foi a segunda indicação mais comum, sendo de apresentação aguda em 13 (76%) e crónica em 4 (24%). As complicações na base da intervenção foram dilatação aneurismática em 35% (n = 6), malperfusão com isquemia de órgão alvo 47% (n = 8), desconhecida em 18% (n = 3). Foi realizada extensão distal com stent descoberto (<i>Petticoat</i>) em 9 casos (41,2%) e foram realizados procedimentos adjuvantes em 18% (stenting renal n = 2; stenting ilíaco n = 1).</p>     <p>Dentro das outras síndromes aórticas agudas, o TEVAR foi realizado no contexto de úlcera aórtica penetrante (n = 4), hematoma intramural (n = 4) e os restantes por rotura/pseudoaneurisma (n = 5).</p>     <p>As endopróteses utilizadas foram: 32 Valiant Medtronic<sup>®</sup>, 15 TAG Gore<sup>®</sup>, 25 Zenith TX2 Cook<sup>®</sup>, 2 Zenith TX1 Cook<sup>®</sup>, uma Relay Plus<sup>®</sup>, 3 Talent Medtronic<sup>® </sup>e outras em 1%. A mediana de dias de cuidados intensivos foi 2 (intervalo 0-42) e a mediana de suporte tranfusional foi de 2 UCE.</p>     <p>A taxa de mortalidade aos 30 dias ou intra-hospital foi de 18% (n = 14). Atendendo ao timing da cirurgia, a taxa de mortalidade aferida nos casos electivos foi de 8% (4/50) e nos urgentes atinge os 35% (10/29). Intraoperatoriamente foram tratadas 7 complicações relacionadas com vaso de acesso membro, 2 casos de dissecção aórtica iatrogénica, um caso de trombose arterial inferior e um endoleak tipo IA. A taxa de reintervenções foi de 17%, com as seguintes indicações: 9 endoleaks, 2 isquemias mesentéricas e 2 fístulas aortoesofágicas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Conclusões: </i>A série apresentada traduz uma experiência institucional favorável com resultados reprodutíveis e que o TEVAR é um procedimento seguro e e&#64257;caz para o tratamento de diferentes patologias da aorta torácica, quando comparado com o tratamento cirúrgico aberto.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Tratamento endovascular da aorta torácica; Aneurisma aorta torácica; Dissecção aórtica; Síndrome aórticas agudas; Rotura; Endoprótese torácica; Tratamento endovascular</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><i>Introduction: </i>Endovascular treatment of the thoracic aorta is a technique which has revolutionized the treatment of different aortic pathologies. </p>     <p><i>Objectives: </i>Our purpose is to evaluate our institutional experience </p>     <p><i>Methods: </i>We present a retrospective analysis of a consecutive series of patients who underwent TEVAR at our Instituition. Patients who received fenestrated/branched abdominal devices were excluded. </p>     <p><i>Results: </i>From April 2005 to Abril 2014, 79 patients with a mean age of 66 ± 12.83 years (range 14 to 86) underwent TEVAR. The indications included: 46 thoracic aortic aneurysms (TAA) (58%), 17 aortic dissections (AD) Stanford B (22%), 13 due to other acute aortic syndromes (AAS) (16%), 2 due to atheroembolism (3%) e 1 due to an aortic-esophageal &#64257;stula (1%).</p>     <p>The aortic aneurysms were located to the ascending aortic and arch in 5 cases (11%), the descending thoracic aorta in 35 (76%) and the thoracoabdominal aorta in 6 (13%).</p>     <p>Mean aneurysm diameter was 69.64 mm (max 150 mm). Rupture was the clinical presentation in 21.5% of the patients (n = 17). 20.9% of the patients had previous aortic surgery.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>TEVAR was performed for acute complicated Stanford type B AD in 13 patients (76%) and for chronic AD in 4 (24%). AD-related complications included aneurysmatic dilatation in 35% (n = 6), organ malperfusion in 47% (n = 8). The Petticoat technique was performed in 9 cases (41.2%) and adjuvant procedures were necessary in 18% (renal artery stenting in 2; iliac artery stenting in 1).</p>     <p>Regarding the other AAS, TEVAR was performed due to penetrating aortic ulcer in 4 cases, intra-mural hematome in 4 and in 5 cases due to rupture/pseudoaneurysm.</p>     <p>The deployed endografts included 32 Valiant Medtronic<sup>®</sup>, 15 TAG Gore<sup>®</sup>, 25 Zenith TX2 Cook<sup>®</sup>, 2 Zenith TX1 Cook<sup>®</sup>, 1 Relay Plus<sup>®</sup>, 3 Talent Medtronic<sup>®</sup>. The median length of stay in the intensive care unit was 2 days (range 0-42) and median 2 units of erythrocytes was transfused per patient.</p>     <p>Thirty-day/intrahospitalar mortality was 18% (n = 14). Mortality in elective procedures was 8% (4 in a total of 50) and 35% in urgent cases (10/29). Intraoperative additional interventions were required in 7 patients due to access vessel complications, in 2 due to iatrogenic AD, in 1 case due to acute limb thromboembolic ischemia and in 1 case to to a type IA endoleak. Reintervention rate was 17%, with the following indications: 9 endoleaks, 2 mesenteric ischemias and 2 aortic-esophageal &#64257;stulae. </p>     <p><i>Conclusions: </i>Our series represents an encouraging institutional experience, with reproducible outcomes. TEVAR is a safe and effective intervention for the management of different thoracic aortic pathologies, when compared to open surgery.</p>     <p><b>Keywords: </b>Thoracic Endovascular Aortic Repair; Thoracic aortic aneurysm; Aortic dissection; Acute aortic syndrome; Rupture; Thoracic stentgraft; Endovascular treatment</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A aorta torácica pode ser alvo de diferentes tipos de patologias que se podem associar a elevada morbilidade e mortalidade. Desde a patologia mais frequente, a doença aneurismática degenerativa, até às mais raras síndromes aórticas agudas, o planeamento endovascular pode assim ser mais complexo pela multiplicidade de patologias e potencial envolvimento dos troncos supra-aórticos<sup>1</sup>.</p>     <p>Na última década, <i>thoracic endovascular aortic repair </i>(TEVAR) surge como uma modalidade terapêutica emergente, que tem vindo a revolucionar a abordagem dos variados tipos de patologias da aorta na sua localização torácica<sup>2,3</sup>. Atualmente, pode ser considerado tratamento de primeira linha, em particular nas lesões aórticas traumáticas e dissecção aórtica aguda complicada, onde mais se torna evidente a melhor sobrevida em comparação com a cirurgia convencional<sup>4,5</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O TEVAR apresenta-se como uma alternativa menos invasiva, segura e tecnicamente reprodutível<sup>6,7</sup>.</p>     <p>Iniciada em 2005, a utilização do TEVAR no Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Marta alterou a abordagem terapêutica da patologia da aorta torácica. Ao mesmo tempo que se associa a uma menor morbimortalidade, permitiu à cirurgia vascular, possuindo os <i>skills </i>já conferidos pelo domínio das técnicas endoluminais, o acesso a um segmento tradicionalmente reservado à cirurgia cardiotorácica.</p>     <p>O objetivo deste trabalho é avaliar os resultados institucionais com a aplicação de TEVAR para o tratamento eletivo e urgente da patologia da aorta torácica. Adicionalmente, foi avaliada a possível diferença entre resultados em doentes tratados por patologia aneurismática e não-aneurismática.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Material e métodos</b></p>     <p>Procedeu-se à análise retrospetiva da série de casos de patologia da aorta torácica e/ou toracoabdominal submetidos a TEVAR até abril de 2014, realizados no Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Marta. Foram excluídos aqueles com uso concomitante de endopróteses fenestradas/rami&#64257;cadas abdominais.</p>     <p>Os dados foram colhidos recorrendo ao processo clínico dos doentes e informação do sistema informático da instituição. Em particular, foram selecionados dados demográ&#64257;cos dos doentes, comorbilidades de base, indicações na base da intervenção, detalhes intraoperatórios e procedimentos adjuvantes, bem como complicações intraoperatórias e secundárias com procedimentos associados. Foi aferida a mortalidade aos 30 dias ou intra-hospitalar e averiguado o follow-up, incluindo sobrevida e complicações relacionadas com procedimento<i>.</i></p>     <p>As patologias major da aorta torácica subdividiram-se: em doença aneurismática degenerativa com ou sem evidência de rotura, dissecções clássicas da aorta Stanford tipo B complicadas agudas (&lt; 14 dias) e crónicas, e outras síndromes aórticas agudas. Dentro destes foi de&#64257;nida úlcera aórtica penetrante como: aterosclerose severa ulcerada com disrupção da média em segmento limitado da aorta; hematoma intramural como: hematoma na média, sem evidência de lâmina íntima de reentrada; e os restantes corresponderam a rotura/pseudoaneurisma. As outras indicações estiveram relacionadas com presença de trombo aórtico embolígeno (ateroembolismo)<sup>8 </sup>e fístula aorto-esofágica.</p>     <p>Em doentes com admissão anterior a 2008, por ausência de dados no sistema informático de apoio e no processo clínico, não foi possível a colheita de todas as variáveis.</p>     <p>As variáveis categóricas são apresentadas como contagem e percentagem. As variáveis contínuas são apresentadas como média e desvio padrão, ou mediana e intervalo, conforme a distribuição paramétrica ou não-paramétrica. Nos casos de existirem valores omissos, foram considerados os valores dos doentes em que os dados estavam presentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A estimativa de sobrevida foi obtida através da curva de <i>Kaplan Meier.</i></p>     <p>Constituíram-se ainda 2 grupos, patologia aneurismática degenerativa e patologia não aneurismática, e analisaram-se as diferenças entre variáveis (fatores de risco mais prevalentes, evidência de rotura, tipo de anestesia, timing da cirurgia (electivo vs urgente) e mortalidade aos 30 dia/intrahospitalar; medianas das variáveis creatinina e hemoglobina à admissão, status hemodinâmico, duração da cirurgia, dias de internamento em unidade de cuidados intensivos e unidades de concentrado eritrocitário usadas). As variáveis categóricas foram testadas utilizando teste qui-quadrado. Uma vez que as variáveis contínuas eram de distribuição não paramétrica foi usado teste de Fisher para avaliar diferenças entre medianas. Foi considerado signi&#64257;cado estatístico se p &lt; 0,05. Para a análise estatística foi utilizado o <i>software SPSS v20 </i>para <i>Windows</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Do período de abril 2005 até abril de 2014, 79 doentes com patologia do território da aorta torácica foram submetidos a TEVAR. Veri&#64257;cou-se um incremento gradual no número de procedimentos realizados ao longo dos anos (<a href="#f1">&#64257;g. 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03f1.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Dos dados demográ&#64257;cos da população intervencionada observa-se: idade média de 66 ± 13 anos (máximo: 86; mínimo: 14) e um predomínio signi&#64257;cativo do sexo masculino (n = 66; 83,5%).</p>     <p>Os fatores de risco mais prevalentes foram hipertensão arterial (83,3% dos doentes), tabagismo (54,2%; ativo em 26,4% e interrompido em 27,8%) e dislipidemia (38,9%) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03t1.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Catorze doentes tinham antecedentes de cirurgia aórtica prévia, com a seguinte distribuição: 8 cirurgia por aneurisma da aorta abdominal, dos quais 3 no contexto de rotura (2 EVAR e 6 cirurgia convencional); 4 <i>debranchings </i>dos troncos supra-aórticos (bypass aorto-tronco inonimado carótida esquerda, bypass carotído-carotídeo) e 2 cirurgias de coartação da aorta complicadas de pseudoaneurisma aórtico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Indicações</b></p>     <p>As indicações primárias foram: 46 aneurismas (58%), 17 dissecções aórticas Stanford B (22%), 13 no contexto de outras síndromes aórticas agudas (16%), 2 por ateroembolismo (3%) e um por fístula aortoesofágica (1%) (<a href="#f2">&#64257;g. 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03f2.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na patologia aneurismática, a distribuição anatómica da doença foi a seguinte: 5 na aorta ascendente e arco aórtico (11%), 35 na aorta torácica descendente (76%) e 6 toracoabdominal (13%).</p>     <p>O diâmetro médio das dilatações aneurismáticas (inclui casos de dilatação aórtica no contexto de dissecção tipo B) foi de 69,64 mm (máx: 150 mm). A rotura foi uma apresentação da patologia em 22% dos doentes (n = 17).</p>     <p>Nos aneurismas toracoabdominais, os procedimentos de revascularização dos ramos viscerais foram realizados através de cirurgia convencional de <i>debranching </i>visceral (n = 5; 83%) e através da técnica de <i>Chimney </i>com stents cobertos (n = 1; 17%).</p>     <p>A dissecção aórtica tipo B complicada foi de apresentação aguda em 13 (76%) e crónica em 4 (24%). As complicações na base da necessidade de intervenção foram dilatação aneurismática (<a href="#f3">&#64257;g. 3</a>) em 35,3% (n = 6), malperfusão com isquemia de órgão alvo 47% (n = 8), desconhecida em 17,7% (n = 3). Foi realizado Petticoat com stents descobertos de dissecção em 9 casos, e foram realizados procedimentos adjuvantes em 18% (stenting renal n = 2; kissing stent ilíaco n = 1). Os casos de malperfusão de órgão corresponderam a 6 oclusões das artérias renais, uma oclusão dinâmica da artéria mesentérica inferior e uma oclusão da artéria ilíaca comum (<a href="#f4">&#64257;g. 4,&#64257;g. 4 A,B e C </a>, ).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03f3.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03f4.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dentro das outras síndromes aórticas agudas, o TEVAR foi realizado no contexto de úlcera aórtica penetrante (n = 4), hematoma intramural (n = 4) (<a href="#f5">&#64257;g. 5</a>) e os restantes por rotura/pseudoaneurisma (n = 5).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03f5.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os 2 casos de cuja indicação para TEVAR foi ateroembolismo foram decorrentes de trombo aórtico mural, condicionando embolias de repetição dos membros inferiores (<a href="#f6">&#64257;g. 6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03f6.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Em 16 doentes foi realizada oclusão da artéria subclávia esquerda, tendo-se procedido à revascularização arterial no mesmo tempo operatório em 5 doentes (com 2 Chimneys com stent coberto para artéria subclávia esquerda; uma transposição artéria subclávia esquerda-artéria carótida comum esquerda; 2 bypass axilo-carotídeo com xPTFE) e prévia em 3 (<i>debranchings </i>do arco aórtico).</p>     <p><b>Procedimento</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maioria dos TEVAR foi realizada electivamente (n = 50, 63%) e em 37% (n = 29) como cirurgia de urgência. A rotura foi modo de apresentação em 22% (n = 17) dos doentes tratados.</p>     <p>O tipo de anestesia usado foi maioritariamente a geral (85%). A anestesia local foi usada em 10% (7/73) dos casos e a raquianestesia em 5% (4/73 [desconhecida em 6 casos]). Considerando o período temporal a partir do ano de 2013, o peso percentual da anestesia local atinge os 26% (5/19) e foi particularmente usada nos casos urgentes (n = 5).</p>     <p>O procedimento foi realizado maioritariamente sob abordagem cirúrgica femoral unilateral e punção percutânea femoral contralateral para controlo angiográ&#64257;co, e numa minoria foi usado acesso percutâneo umeral angiográ&#64257;co (8%). Em 2 doentes procedeu-se à construção de conduto vascular (Dacron 10 mm) para introdução da endoprótese.</p>     <p>A taxa de sucesso técnico foi de 97% (n = 77/79). Num caso, houve necessidade de realização de stenting carotídeo não programado, e noutro caso de dissecção aórtica tipo B não se conseguiu concretizar a cateteterização do verdadeiro lúmen.</p>     <p>As endopróteses implantadas foram Valiant Medtronic<sup>® </sup>(n = 32), TAG Gore<sup>® </sup>(n = 15), Zenith TX2 Cook<sup>® </sup>(n = 25), Zenith TX1 Cook<sup>® </sup>(n = 2), Relay Plus<sup>® </sup>(n = 1), Talent Medtronic<sup>® </sup>(n = 3), outras (n = 1) (<a href="#f7">&#64257;g. 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03f7.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As endopróteses classi&#64257;cadas como outras correspondem a uma Endurant Medtronic<sup>® </sup>e uma Excluder Gore<sup>® </sup>usadas no contexto emergente de <i>brindging </i>num doente de 14 anos, cuja indicação foi a rotura de pseudoneurisma aórtico associada a procedimento de dilatação endovascular de stent <i>Atrium </i>de coartação aórtica.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Mortalidade</b></p>     <p>A taxa de mortalidade aos 30 dias ou intrahospitalar global foi de 18% (n = 14/79). Atendendo ao timing da cirurgia, a taxa de mortalidade aferida nos casos eletivos foi de 8% (4/50) e nos urgentes atinge os 35% (10/29). As causas estão descritas na <a href="#t2">tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03t2.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A estimativa da sobrevida aos 24 meses foi de 60% (<a href="#f8">&#64257;g. 8</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03f8.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Causas sistémicas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pulmonar (pneumonia nosocomial) AVC Falência multiorgânica secundária a rotura aórtica Choque cardiogénico Choque séptico</p>     <p><i>Causas relacionadas com procedimento</i></p>     <p>AVC e isquemia mesentérica embolização Isquemia mesentérica trombose ramos Debranching visceral Rotura de dissecção aórtica com impossibilidade de cateterização do verdadeiro lúmen Fístula aorto-esofágia secundária Trombo aórtico mural embolígeno.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Complicações sistémicas</b></p>     <p>Das complicações sistémicas aos 30 dias/intrahospital (<a href="#t3">tabela 3</a>), a maioria esteve relacionada com patologia pulmonar. Foram contabilizados 3 acidentes vasculares cerebrais e 3 casos de isquemia medular.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03t3.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Complicações relacionadas com o procedimento (<a href="#t4">tabela 4</a>)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03t4.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Durante o seguimento, identi&#64257;caram-se 12 endoleaks com a seguinte distribuição: 5Ia, 3Ib, 1II,2III e um inde&#64257;nido (<a href="#t4">tabela 4</a>).</p>     <p>A taxa de reintervenção relacionada com complicações do procedimento foi de 17% (<a href="#t5">tabela 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03t5.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Da análise estatística entre os 2 grupos constituídos (patologia aneurismática vs. patologia não aneurismática (<a href="#t6">tabela 6</a>), não se encontraram diferenças estatisticamente signi&#64257;cativas entre os 2 grupos de doentes nas seguintes variáveis testadas: fatores de risco mais prevalentes, evidência de rotura, tipo de anestesia e mortalidade aos 30 dias; parâmetros analíticos e hemodinâmicos à admissão; características intraoperatórias. Apenas no timing da cirurgia se veri&#64257;cou uma diferença estatisticamente signi&#64257;cativa (p = 0,021), a favor de um maior número de urgências na patologia não aneurismática.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03t6.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>O presente trabalho descreve a experiência institucional no tratamento endovascular da aorta torácica. Apesar do largo espectro de patologias e apresentações clínicas dos doente tratados por TEVAR, os resultados sugerem uma elevada taxa de sucesso técnico e uma morbimortalidade globalmente aceitável comparada com os resultados das opções cirúrgicas abertas para este grupo de doentes.</p>     <p>O TEVAR surge, assim, como uma abordagem menos invasiva, tecnicamente efetiva no tratamento de diferentes patologias da aorta torácica<sup>6,7,9</sup>. Contudo, os resultados variam consideravelmente, de acordo com a localização da doença nos diferentes segmentos da aorta torácica (ascendente vs. crossa vs. descendente) e com a sua &#64257;siopatologia<sup>10,11</sup>.</p>     <p>Na série apresentada, foram incluídos 2 tipos de apresentação temporal de dissecção aórtica Stanford tipo B, aguda e crónica, sendo reconhecido o diferente comportamento após TEVAR destes 2 tipos e, consequentemente, diferentes resultados<sup>9</sup>.</p>     <p>Atendendo às complicações na base da intervenção na dissecção aórtica, a indicação mais prevalente foi a de má perfusão de órgão. Nos casos de malperfusão por compressão dinâmica pelo verdadeiro lúmen, o TEVAR está comprovado como modalidade de tratamento de escolha. O stenting adicional de ramos aórticos pode ser necessário nos casos de oclusão estática<sup>5,11</sup>. A extensão da aorta com stents descobertos pela técnica de Petticoat foi realizada em 9 casos, apesar de ainda não estarem estabelecidos os resultados desta técnica<sup>5</sup>.</p>     <p>O tempo médio de internamento e a mediana de permanência em unidade de cuidados intensivos, o tempo do operatório e o suporte transfusional necessário (<a href="#t7">tabela 7</a>) são ilustrativos da menor invasibilidade da técnica endovascular em comparação com tratamento cirúrgico convencional, e que se traduzirá em menor morbilidade e melhor resultado a curto prazo<sup>7,9,11</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n1/12n1a03t7.jpg">     
<p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O tempo cirúrgico apurado nesta série é muito variável pela multiplicidade de patologias tratadas e está dependente da existência concomitante de outros procedimentos cirúrgicos como <i>debranching </i>visceral, revascularização da subclávia e técnica de <i>Chimney </i>no mesmo tempo operatório. Excluindo as cirurgias com estes procedimentos de revascularização, a mediana da duração da cirurgia foi de 95 min (45-285 min). Nos últimos anos veri&#64257;cou-se um aumento no uso de anestesia local, em particular nos procedimentos urgentes.</p>     <p>Na série apresentada foi evidente um considerável peso percentual de patologias tratadas em contexto de urgência (37%), o que também contribui para uma mortalidade precoce maior da que a esperada e descrita em séries de casos eletivos<sup>11</sup>.</p>     <p>A sobrevida a médio/longo prazo deste grupo de doentes é pobre, o que sugere tratar-se de um grupo de doentes com uma esperança de vida reduzida. No entanto, a proporção de doentes com morte tardia relacionada com eventos aórticos é baixa, sugerindo a e&#64257;cácia da terapêutica. De facto, além da patologia da aorta torácica ser frequentemente emergente, os doentes são tipicamente de idade avançada e com múltiplas comorbilidades<sup>12</sup>.</p>     <p>O risco de complicações neurológicas é um fator limitante no tratamento endovascular da aorta torácica. O AVC pode ocorrer em3a5% após TEVAR<sup>13</sup>. Na série apresentada documentaram-se 3 casos de acidentes vasculares cerebrais (3,79%). Nos casos mais recentes só houve um evento.</p>     <p>A isquemia medular é outra complicação bem reconhecida devastadora das intervenções cirúrgicas e endovasculares da aorta torácica, associando-se a diferentes graus de incapacidade<sup>7,14</sup>. Na cirurgia aberta convencional pode atingir os 20%<sup>15</sup>. O risco de isquemia medular após TEVAR é reconhecidamente mais baixo, com uma incidência global reportada na revisão sistemática de Wong et al.<sup>15 </sup>em 3,88%.</p>     <p>Na série apresentada veri&#64257;caram-se 3 casos de isquemia medular (3,79%), 2 com isquemia medular reversível (um com cobertura da artéria subclávia esquerda) e um caso de isquemia medular irreversível com antecedentes de cirurgia convencional de aneurisma da aorta abdominal.</p>     <p>Vários fatores podem predispor à sua ocorrência como a permeabilidade das hipogástricas, oclusão das intercostais, cobertura da artéria subclávia esquerda, comprimento de aorta torácica coberto pela endoprótese e cirurgia aorta abdominal prévia. Uma das medidas de reduzir esse risco é a drenagem de líquido cefalorraquidiano, cujo timing pro&#64257;láctica vs. seletiva ainda está por de&#64257;nir na literatura<sup>16</sup>.Na série apresentada nos casos posteriores a 2012, foi realizada drenagem pro&#64257;lática de líquor em 18% dos doentes (6/33). A decisão na drenagem esteve relacionada com a extensão de aorta torácica coberta e expetativa de colateralidade (permeabilidade das artérias subclávia e hipogástricas).</p>     <p>As indicações mais comuns para reintervenções são os endoleaks. A incidência reportada de endoleaks na meta-análise de Cheng et al. relativa ao tratamento endovascular da aorta torácica descendente foi de 12,1%<sup>9</sup>. Diferentes fatores podem in&#64258;uenciar a sua ocorrência, em especial na aorta torácica: a angulação severa do arco e calci&#64257;cação aórtica massiva<sup>5</sup>. Um follow-up imagiológico seriado é mandatório após o TEVAR, para a deteção e correção atempada de complicações tardias, que podem ocorrer anos após o procedimento inicial<sup>5,16</sup>.</p>     <p>Da análise estatística entre patologia aneurismática vs. não aneurismática, não se encontraram diferenças estatisticamente signi&#64257;cativas na maioria das variáveis testadas. Isto pode advir da complexidade de patologias que os doentes apresentavam e do número da amostra não ser su&#64257;ciente. Apenas o timin<i>g </i>da cirurgia demonstrou uma diferença estatística a favor de um maior número de urgências na patologia não aneurismática. De facto, a patologia não aneurismática inclui maioritariamante síndrome aórticos agudos, cuja forma de apresentação decorre tipicamente num contexto urgente. Os aneurismas da aorta torácica foram tratados preferencialmente de forma eletiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Limitações: a miscelânea de patologias e em diferentes contextos de urgência de intervenção torna a amostra demasiado heterogéna para elucidar conclusões em termos de resultados. Além disso, trata-se de uma análise retrospetiva, o que é um limite importante do estudo pela incapacidade de obtenção de todas as variáveis em todos os doentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>O desenvolvimento no âmbito das técnicas endovasculares tem vindo a modi&#64257;car a abordagem terapêutica da aorta. Na experiência desta instituição, o TEVAR é uma abordagem terapêutica efetiva e segura no tratamento de patologias do território da aorta torácica.</p>     <p>A série apresentada traduz uma experiência favorável, com resultados perioperatórios e a médio prazo reprodutíveis, e a técnica permite o tratamento de uma variedade de patologias que podem atingir a aorta na sua localização torácica.</p>     <p>A necessidade de follow-up a longo prazo é fundamental para a de&#64257;nição de complicações únicas da intervenção endovascular torácica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Responsabilidades éticas</b></p>     <p><b>Proteção de pessoas e animais. </b>Os autores declaram que para esta investigação não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>     <p><b>Con&#64257;dencialidade dos dados. </b>Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Direito à privacidade e consentimento escrito. </b>Os auto-res declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p><b>Con&#64258;ito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram não haver con&#64258;ito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências</b></p>     <!-- ref --><p>1. Desai ND, Burtch K, Moser W, et al. Long-term comparison of thoracic endovascular aortic repair (TEVAR) to open surgery for the treatment of thoracic aortic aneurysms. J Thorac Cardiovasc Surg. 2012;144:604-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886024&pid=S1646-706X201600010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Wiedemann D, Mahr S, Vadehra A, et al. Thoracic Endovascular Aortic Repais in 300 patients: Long-Term Results. Ann Thorac Surg. 2013;95:1577-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886026&pid=S1646-706X201600010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Dumfarth J, Michel M, Schmidli J, et al. Mechanisms of failure and outcome of secondary surgical interventions after thoracic endovascular aortic repair (TEVAR). Ann Thorac Surg. 2011;91:1141-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886028&pid=S1646-706X201600010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Muehling B. Sizing and planning for TEVAR: How to do? Reviews in Vascular Medicine. 2013;1:43-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886030&pid=S1646-706X201600010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Grabenwöger M, Alfonso F, Bachet J, et al. Thoracic Endovascular Aortic Repair (TEVAR) for the treatment of aortic diseases: A position statement from the European Association for Cardio-Thoracic Surgery (EACTS) and the European Society of Cardiology (ESC), in collaboration with the European Association of Percutaneous Cardiovascular Interventions (EAPCI). Eur J Cardiothorac Surg. 2012:17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886032&pid=S1646-706X201600010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Murphy EH, Stanley GS, Ilves M, et al. Thoracic Endovascular Repair (TEVAR) in the Management of Aortic Arch Pathology. Ann Vasc Surg. 2012;26:55-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886034&pid=S1646-706X201600010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Desai N, Burtch K, Moser W, et al. Long-term comparison of thoracic endovascular aortic repair (TEVAR) to open surgery for the treatment of thoracic aortic aneurysms. J Thorac Cardiovasc Surg. 2012;144:604-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886036&pid=S1646-706X201600010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Bou&#64257; M, Mameli A, Compes P, et al. Elective Stent-graft Treatment for the Management of Thoracic Aorta Mural Thrombus. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2014;47(4): 335-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886038&pid=S1646-706X201600010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Cheng D, Martin J, Shennib H, et al. Endovascular Aortic Repair Versus Open Surgical Repair for Descending Thoracic Aortic Disease: A systematic review and meta-analysis of comparative studies. J Am Coll Cardiol. 2010;55(10): 986-1001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886040&pid=S1646-706X201600010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Von Allmen, Anjum A, Powel JT. Incidence of Descending Aortic Pathology and Evaluation of the Impact of Thoracic Endovascular Aortic Repair: A population-based Study in England and Wales from 19999 to 2010. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2012: 154-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=886042&pid=S1646-706X201600010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Walsh S, Tang T, Sadat U, et al. Endovascular stenting versus open surgery for thoracic aortic disease: Systematic review and meta-analysis of perioperative results. 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