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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Coronary-subclavian steal syndrome is a clinical entity that consists in the ocurrence of reverse blood &#64258;ow in the internal mamary artery in patients who underwent coronary revascularization using this artery as conduit, due to severe proximal stenosis or occlusion of the subclavian artery. Considered to be a rare syndrome, it's existence is becoming more signi&#64257;cant thanks to the common use of the internal mamary artery in coronary revascularization, causing cardiac ischemia and, more rarely, acute myocardial infarction. We reporte the case of a pacient who underwent coronary revascularization with the internal mamary artery, presented with recurrent thoracic pain, who was diagnosed with coronary-subclavian steal syndrome. The subclavian stenosis was treated with angioplasty and stenting, with complete remission of symptoms.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndrome de roubo coronário-subclávio]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>CASO CLÍNICO</b></p>     <p><b>Síndrome de roubo coronário-subclávio</b></p>     <p><b>Coronary-subclavian steal syndrome </b></p>     <p><b>Inês Monteiro Alves<sup>a</sup>, Sandrina Maria Pereira Figueiredo Braga<sup>b</sup>,<sup>c</sup>,&#8727; , João António Ferreira Correia Simões<sup>b</sup>, Celso José Cancelo Carrilho <sup>b </sup>e Amílcar Varregoso Silva Costa Mesquita<sup>b </sup></b></p>     <p><sup>a </sup>Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho, Braga, Portugal</p>     <p><sup>b </sup>Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular, Hospital da Senhora da Oliveira, Guimarães, Portugal</p>     <p><sup>c </sup>Departamento de Anatomia, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspodência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A síndrome de roubo coronário-subclávio é uma entidade clínica que consiste na inversão de &#64258;uxo na artéria mamária interna em doentes previamente submetidos a revascularização coronária com esta artéria como conduto, devido a estenose marcada ou oclusão proximal da artéria subclávia. Considerada uma síndrome rara, a sua existência torna-se cada vez mais signi&#64257;cativa com o uso continuado da artéria mamária interna na revascularização coronária, causando isquemia cardíaca e, mais raramente, enfarte agudo do miocárdio. Os autores descrevem o caso de um doente que realizou revascularização coronária com artéria mamária interna e se apresentou com dor torácica recorrente, tendo-lhe sido diagnosticada síndrome de roubo coronário-subclávio. A estenose subclávia foi corrigida com angioplastia e stenting da artéria, veri&#64257;cando-se completa remissão dos sintomas.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Síndrome de roubo coronário-subclávio; Bypass coronário; Artéria mamária interna; Estenose subclávia </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>Coronary-subclavian steal syndrome is a clinical entity that consists in the ocurrence of reverse blood &#64258;ow in the internal mamary artery in patients who underwent coronary revascularization using this artery as conduit, due to severe proximal stenosis or occlusion of the subclavian artery. Considered to be a rare syndrome, it's existence is becoming more signi&#64257;cant thanks to the common use of the internal mamary artery in coronary revascularization, causing cardiac ischemia and, more rarely, acute myocardial infarction. We reporte the case of a pacient who underwent coronary revascularization with the internal mamary artery, presented with recurrent thoracic pain, who was diagnosed with coronary-subclavian steal syndrome. The subclavian stenosis was treated with angioplasty and stenting, with complete remission of symptoms.</p>     <p><b>Keywords: </b>Coronary-subclavian steal syndrome; Coronary bypass; Internal mammary artery; Subclavian stenosis </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução </b></p>     <p>A síndrome de roubo coronário-subclávio (SRCS) foi descrita pela primeira vez em 1974, por Harjola e Valle<sup>1</sup>. Em doentes submetidos a cirurgia de bypass coronário com uso da artéria mamária interna (AMI) como conduto, a presença de estenose da artéria subclávia (EAS) proximal à origem da AMI causa diminuição do &#64258;uxo sanguíneo para o membro superior, originando assim inversão do &#64258;uxo na AMI, com concomitante «roubo» hemodinâmico da circulação coronária para o membro superior<sup>2-5 </sup>. A síndrome é uma causa rara de isquemia cardíaca, que ocorre em cerca de 1-4% dos doentes submetidos a revascularização coronária com uso da AMI<sup>6</sup>, que causa angina recorrente e, mais raramente, claudicação do membro superior e insu&#64257;ciência cardíaca<sup>7</sup>. Em casos de estenose crítica ou oclusão, pode levar a enfarte agudo do miocárdio, sendo assim potencialmente fatal<sup>8</sup>.A artéria subclávia esquerda é o ramo do arco aórtico mais afetado por aterosclerose, o que explica que a maioria dos casos reportados de SRCS ocorram do lado esquerdo<sup>9</sup>.A principal etiologia responsável pela EAS é a aterosclerose, existindo, no entanto, outras causas possíveis, como arterite de Takayasu, arterite rádica, arterite de células gigantes (ou arterite temporal) e anomalias congénitas da aorta<sup>3,4,7,10 </sup>(&#64257;gs. 1-3).</p>     <p>A SRCS deve ser suspeitada em doentes que, após revascularização coronária com AMI, apresentem sintomas devem ser previamente avaliados a &#64257;m de excluir EAS<sup>7</sup>. Na presença de roubo coronário-subclávio tem de existir, necessariamente, EAS e um bypass AMI patente e permeável, com evidências de &#64258;uxo retrógrado<sup>12</sup>. Ao exame físico, a diminuição da pressão arterial do membro superior ipsilateral à estenose, com uma diferença &#8805; 20 mmHg entre as pressões arteriais nos 2 membros superiores, e a existência de um sopro na fossa supraclavicular são sugestivos de SRCS<sup>2,11</sup>. Para con&#64257;rmar a suspeita, é necessário utilizar outros métodos de diagnóstico imagiológico, tais como o eco-Doppler, angio-TC, angio-RMN e arteriogra&#64257;a<sup>7</sup>. Embora o eco-Doppler deva ser utilizado como ferramenta de diagnóstico de primeira linha, por ser um método não invasivo, o exame mais adequado e com melhores resultados continua a ser a arteriogra&#64257;a<sup>12</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em doentes que se apresentam com EAS e nos quais esta se encontra proximal à origem da artéria vertebral, é ainda possível a existência simultânea de síndrome de roubo subclávio-vertebral, que se caracteriza pela existência de &#64258;uxo invertido na artéria vertebral, de forma a colmatar a diminuição de &#64258;uxo sanguíneo para o membro superior, desviando assim &#64258;uxo da circulação cerebral posterior<sup>12</sup>. Os sintomas mais frequentes são cefaleias, tonturas, vertigens, ataxia e síncope<sup>12</sup>, devendo-se suspeitar da existência de inversão do &#64258;uxo em ambas as artérias vertebral e AMI quando estes sintomas se apresentam conjuntamente com sintomas cardíacos<sup>2</sup>. A correção da EAS é um tratamento e&#64257;caz para ambas as síndromes<sup>2</sup>. A SRCS é uma variante desta patologia<sup>9</sup>.</p>     <p><b>Caso clínico </b></p>     <p>Os autores descrevem o caso clínico de um doente de sexo masculino, de 69 anos. Ex-fumador, com antecedentes pessoais de hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade. Em 2002, foi submetido a revascularização coronária após enfarte agudo do miocárdio, utilizando a AMI esquerda como conduto de bypass para a artéria descendente anterior e a veia grande safena para a artéria oblíqua marginal.</p>     <p>Em abril de 2012, apresentou quadro de dor torácica retrosternal com irradiação dorsal, que aliviava com repouso. Foi internado na unidade coronária de cuidados intensivos com o diagnóstico de síndrome coronária aguda, apresentando recorrência da dor no internamento. O estudo analítico revelou subida dos marcadores de necrose miocárdica, sem supradesnivelamento do segmento ST no eletrocardiograma. Ao exame físico, apresentava ausência de pulsos subclávio, umeral, radial e cubital no membro superior esquerdo e discrepância signi&#64257;cativa de pressões arteriais entre os membros superiores: à direita 138/76 mmHg e à esquerda 97/61 mmHg. Não apresentava sopros supraclaviculares ou carotídeos e os pulsos arteriais no membro superior direito eram normais. Foi realizado cateterismo cardíaco, que mostrou permeabilidade de ambos os bypasses, sem lesões, ausência de lesões de novo nas artérias coronárias e estenose pré-oclusiva calci&#64257;cada na origem da artéria subclávia esquerda, diagnosticando-se assim SRCS. Perante o diagnóstico, foi proposta a realização de correção endovascular da EAS esquerda. Por punção umeral esquerda foi efetuada pré-dilatação da estenose e colocação de stent expansível por balão (9 × 39 mm).</p>     <p>O procedimento decorreu sem intercorrências e, no pós-operatório, veri&#64257;cou-se completa remissão dos sintomas e ausência de diferença tensional entre os 2 membros superiores à direita 130/70 mmHg e à esquerda 128/66 mmHg, com recuperação de pulsos arteriais no membro superior esquerdo. O doente permaneceu sob dupla antiagregação durante 6 meses. Após 3 anos de follow-up, o doente mantém-se clinicamente assintomático, com pulsos arteriais presentes e normais no membro superior esquerdo, sem diferença tensional signi&#64257;cativa entre os membros superiores e com eco-Doppler sem alterações sugestivas de restenose subclávia.</p>     <p><b>Discussão </b></p>     <p>A presença de EAS em doentes com bypass coronário utilizando a AMI ipsilateral tem indicação para correção, mesmo que assintomática<sup>2,11</sup>. Estabelecer um diagnóstico correto, através da medição da pressão arterial simultânea em ambos os membros superiores, realização de eco-Doppler ou arteriogra&#64257;a, é importante em doentes referenciados para revascularização miocárdica ou que já foram revascularizados, a &#64257;m de excluir estenose subclávia e prevenir o desenvolvimento de SRCS<sup>7</sup>. O tratamento de SRCS centra-se na correçãodaEAS<sup>6</sup>. Anteriormente, o tratamento preconizado era cirúrgico e consistia na reinserção da AMI na aorta, para garantir a permeabilidade do bypass coronário e tratamento da estenose subclávia, através de bypass carotídeo-subclávio, bypass aorto-subclávio ou transposição subclávio-carotídea<sup>3,7,12</sup>. Embora com taxas de sucesso elevadas e bons resultados a longo prazo, a cirurgia era laboriosa e sujeita a complicações<sup>13</sup>.A revascularização endovascular da artéria subclávia tem apresentando ao longo das últimas décadas taxas de sucesso técnico (97%) e de permeabilidade (taxa de permeabilidade, aos 5 anos, de 89-95%) excelentes<sup>14,15</sup>, comparáveis com as da revascularização cirúrgica, tendo a vantagem de ser uma técnica minimamente invasiva, com taxas de morbimortalidade (4,5%) inferiores às da cirurgia<sup>14 </sup>e de se associar a internamento mais curto, bem como recuperação mais rápida<sup>4</sup>. A técnica mais defendida é a pré-dilatação com balão, para garantir maior precisão de posicionamento do stent<sup>14</sup>.</p>     <p>A ocorrência de restenose após procedimento endovascular é relativamente reduzida, sendo de cerca de 16% aos 5 anos, e pode ser tratada com repetição do procedimento<sup>10</sup>. Deste modo, a revascularização endovascular é agora utilizada como técnica de primeira linha para tratamento de SRCS<sup>4,10,15</sup>. Ainda assim, é importante ter em conta que existem algumas possíveis complicações desta técnica, como ocorrência de acidentes vasculares cerebrais, embolização periférica da placa aterosclerótica e obstrução da AMI, por colocação incorreta do stent ou migração deste<sup>14</sup>. A revascularização cirúrgica continua a ser uma técnica importante, utilizada na impossibilidade de transpor a lesão durante a angioplastia, em lesões oclusivas calci&#64257;cadas, em lesões obstrutivas longas e em certos casos de restenose<sup>4,6,14</sup>.</p>     <p>Com o uso da AMI a estabelecer-se como conduto <i>gold-standard </i>para bypass coronário, devido às percentagens elevadas de sucesso e permeabilidade e baixas taxas de morbilidade<sup>3,9</sup>, estima-se que sejam reportados cada vez mais casos de SRCS. A ocorrência desta síndrome deve-se ao não reconhecimento da progressão de doença aterosclerótica após a cirurgia de revascularização, ou ao não reconhecimento de EAS pré-existente em doentes referenciados para bypass coronário<sup>10</sup>. De facto, o desenvolvimento de SRCS, menos de um ano após revascularização cardíaca, é sugestivo da existência de estenose subclávia não diagnosticada previamente à cirurgia<sup>5,9,10</sup>. Assim, ressalta-se a importância não só de considerar a ocorrência de SRCS nestes doentes, como de realizar estudo pré-operatório em doentes referenciados para bypass coronário com AMI, nomeadamente com medição de pressão arterial bilateralmente nos membros superiores, realização de eco-Doppler da artéria subclávia e de arteriogra&#64257;a dos troncos supra-aórticos simultaneamente à realização de cateterismo cardíaco pré-operatório, de modo a prevenir a ocorrência da síndrome<sup>10</sup>. Os estudos apontam para uma prevalência de estenose subclávia signi&#64257;cativa de 0,2-6,8% dos doentes propostos para cirurgia cardíaca de revascularização, o que leva a que algumas instituições comecem a instituir protocolos de diagnóstico pré-operatório de EAS<sup>15</sup>. Quando a EAS é identi&#64257;cada, deve ponderar-se a realização de revascularização miocárdica com outro conduto que não a AMI ipsilateral, nomeadamente a AMI contralateral, um conduto venoso (por exemplo, utilizando a veia grande safena) ou conduto protésico<sup>7,15</sup>. Embora a substituição da AMI por outro conduto elimine as hipóteses de desenvolvimento de SRCS, também nega ao doente os benefícios comprovados do uso da AMI na cirurgia de bypass coronário<sup>7</sup>. Assim, a realização de angioplastia e stenting da artéria subclávia previamente à realização de revascularização miocárdica, de modo a corrigir a estenose, tem sido proposta como primeira opção terapêutica, permitindo a prevenção de SRCS<sup>15</sup>. Em casos de impossibilidade de revascularização endovascular, a substituição da AMI como conduto deve ser considerada<sup>15</sup>.</p>     <p><b>Conclusão </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Devido à sua crescente frequência, a SRCS deve ser sempre suspeitada em doentes que realizaram cirurgia de bypass coronário com AMI e apresentem recorrência de angor<sup>7</sup>. O diagnóstico deve ser con&#64257;rmado imagiologicamente e a arteriogra&#64257;a permanece como padrão<sup>12</sup>. De modo a prevenir a ocorrência desta síndrome, é fundamental excluir pré-operatoriamente a existência de EAS e a medição sistemática da tensão arterial em ambos os membros superiores no pós-operatório<sup>10</sup>. Pelo risco de enfarte agudo do miocárdio, a SRCS deve ser corrigida mesmo que assintomática<sup>2,9,11</sup>. Atualmente, a angioplastia e stenting da artéria subclávia é o tratamento de primeira linha para SRCS, devido às altas taxas de sucesso e permeabilidade a longo prazo, com baixas taxas de morbimortalidade<sup>4,14,15</sup>.</p>     <p>O follow-up destes doentes é essencial, de modo a detetar restenose e consequências potencialmente catastró&#64257;cas, nomeadamente pela avaliação clínica e realização anual de eco-Doppler da artéria subclávia<sup>7</sup>. Nestes doentes é ainda importante implementar mudanças de estilo de vida, nomeadamente no que concerne aos fatores de risco cardiovasculares (diabetes mellitus, hipercolesterolemia, hipertensão, tabagismo, sedentarismo e obesidade), para prevenir a progressão da doença aterosclerótica<sup>7</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências </b></p>     <!-- ref --><p>1. Harjola PT, Valle M. The importance of aortic arch or subclavian angiography before coronary reconstruction. Chest. 1974;66(4):436-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888282&pid=S1646-706X201600020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Rutherford RB, et al. Vascular Surgery. 7<span style="text-decoration: line-through;"><sup>a </sup></span>Edição Philadelphia: Saunders; 2010; Gloviczki P, Kalra M. Chapter 61 Superior Vena Cava Obstruction: Surgical Treatment. In: Rutherford RB, et al., editors. Vascular Surgery. 7th Edition Philadelphia: Saunders; 2010. p. 963-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888284&pid=S1646-706X201600020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Kim MS, Paeng JC, Kim KB, et al. Left carotid-to-subclavian artery bypass grafting for recurrent angina caused by coronary-subclavian steal syndrome. Korean J Thorac Cardiovasc Surg. 2013;46:84-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888286&pid=S1646-706X201600020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Sreckovic M, Jagic N, Miloradovic V, et al. Unusual suspect-coronary subclavian steal syndrome caused severe myocardial ischemia. Bosn J Basic Med Sci. 2014;14(1):45-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888288&pid=S1646-706X201600020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Westerband A, Rodriguez JA, Ramaiah VG, et al. Endovascular therapy in prevention and management of coronary-subclavian steal. J Vasc Surg. 2003;38:699-704.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888290&pid=S1646-706X201600020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Faggioli G, Pini R, Cremonesi A, et al. Endovascular treatment of late coronary-subclavian steal syndrome. J Thorac Cardiovasc Surg. 2014;148(5):2112-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888292&pid=S1646-706X201600020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Takach TJ, Reul GJ, Cooley DA, et al. Myocardial thievery: The coronary-subclavian steal syndrome. Ann Thorac Surg. 2006;81:386-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888294&pid=S1646-706X201600020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Fannari Z, Abraham N, Hammami S, et al. High-risk acute coronary syndrome in a patient with coronary subclavian steal syndrome secondary to critical subclavian artery stenosis. Case Rep Cardiol. 2014;2014:1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888296&pid=S1646-706X201600020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Almeida BL, Kambara AM, Rossi FH, et al. Left subclavian artery stenting: An option for the treatment of the coronary-subclavian steal syndrome. Rev Bras Cir Cardiovasc. 2014;29(2):236-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888298&pid=S1646-706X201600020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10.Bindea D, Todoran A, Mihai T, et al. Coronary-subclavian steal syndrome treated with carotid to subclavian artery by-pass. Chirurgia (Bucur). 2013;108:264-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888300&pid=S1646-706X201600020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.Potter BJ, Pinto DS. Subclavian steal syndrome. Circulation. 2014;129:2320-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888302&pid=S1646-706X201600020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.Tan J, Johan A, Cheah K, et al. Coronary subclavian steal syndrome: A rare cause of acute myocardial infarction. Singapore Med J. 2007;48(1):e5-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888304&pid=S1646-706X201600020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.Noord B, Lin A, Cavendish J. Rates of symptom reoccurrence after endovascular therapy in subclavian artery stenosis and prevalence of subclavian artery stenosis prior to coro-proximal subclavian artery: Long-term results. J Vasc Surg. nary artery bypass grafting. Vasc Health Risk Manag. 2007;3(5): 2005;41(1):19-22. 759-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888306&pid=S1646-706X201600020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14.De Vries J, Jager L, van den Berg J, et al. Durability of percutaneous transluminal angioplasty for obstructive lesions of proximal subclavian artery: Long-term results. J Vasc Surg. 005;41(1):19-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888308&pid=S1646-706X201600020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15.Hwang H, Kim J, Lee W, et al. Left subclavian artery stenosis in coronary artery bypass: Prevalence and revascularization strategies. Ann Thorac Surg. 2010;89:1146-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=888310&pid=S1646-706X201600020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Responsabilidades éticas </b></p>     <p><b>Proteção de pessoas e animais. </b>Os autores declaram que para esta investigação não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>     <p><b>Con&#64257;dencialidade dos dados. </b>Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p><b>Direito à privacidade e consentimento escrito. </b>Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p><b>Con&#64258;ito de interesses </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores declaram não haver con&#64258;ito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para corresponência: </a><a name="c0"></a></p>     <p><i>Correio eletrónico: </i><a href="mailto:sandrina&#64257;gueiredo@portugal.com">sandrina&#64257;gueiredo@portugal.com</a> (S.M.P. Figueiredo Braga).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 18 de outubro de 2015;</p>     <p>Aceite a 25 de janeiro de 2016</p>     <p>Disponível na Internet a 12 de abril de 2016</p>      ]]></body><back>
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