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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hematoma cervical e hemotórax espontâneos no contexto de neuro&#64257;bromatose tipo I]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Spontaneous acute cervical hematoma and hemothorax in the set of neuro&#64257;bromatosis type I]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Neuro&#64257;bromatosis type1 (NF1), also known as Von Recklinghausen disease, is caused by an autosomal dominant abnormality in chromosome 17, responsible for the impaired production of neuro&#64257;bromin. The presence of cafe-au-lait spots, neuro&#64257;bromas and iris hamartomas are cardinal signs of the disease. The occurrence of a fatal or near-fatal haemorrhage is reported in pleural, peritoneal, retroperitoneum, soft tissues of the trunk and extremities. The massive hemorrhage is caused by rupture of friable blood vessels as a consequence of impaired expression of neuro&#64257;bromin in the arteries and veins. One of the most serious clinical consequences described in NF1 is the occurrence of severe haemorrhage and dif&#64257;culty achieving hemostatic control. Objectives: We report a case of spontaneous massive cervical hematoma and hemothorax as a result of venous rupture of innominate, subclavian and subclavian-jugular veins junction in a NF1 patient. Case report: A 51 year-old woman with past history of neuro&#64257;bromatosis type I and hypertension was admitted to the emergency department with an haemorrhagic shock in the clinical set of a sudden right shoulder pain and a expansive right cervical swelling. The CT angiography showed a massive hematoma, involving the right cervical, retropharyngeal-prevertebral, right supraclavicular and the mediastinum regions, associated with an important right haemothorax. Through a supraclavicular approach, it was performed hematoma drainage and identi&#64257;cation of bleeding sources including: brachycephalic venous trunk, the subclavian vein and subclavian-jugular con&#64258;uence. It was required clavicle section to achieve haemorragic control and suture the ruptured venous trunks. A VATS was performed for haemothorax drainage and con&#64257;rmed the absence of active bleeding. A postoperative CT angiography con&#64257;rmed the resolution of the right cervical hematoma and absence of contrast extravasation. Additionally it was found a saccular aneurysm of the right vertebral artery corrected later by embolization with coils. Conclusion: NF1 is a genetic disorder that rarely can be associated with life-threatening haemorrhage. The vasculopathy is an underestimated complication with limited recognition in NF1. The excessive vascular friability with spontaneous bleeding in NF1 is rare and can be fatal, requiring a timely diagnosis and prompt treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Neuro&#64257;bromatose tipo 1]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>CASO CLÍNICO</b></p>     <p><b>Hematoma cervical e hemotórax espontâneos no contexto de neuro&#64257;bromatose tipo I </b></p>     <p><b>Spontaneous acute cervical hematoma and hemothorax in the set of neuro&#64257;bromatosis type I</b></p>     <p><b>Anita Quintas<sup>*</sup>, José Aragão Morais, João Martins, Frederico Bastos Gonçalves, Gonçalo Rodrigues, Rodolfo Abreu, Rita Ferreira, Nelson Camacho, Maria Emília Ferreira, João Albuquerque e Castro e Luís Mota Capitão </b></p>     <p><b><i><sup>* </sup></i></b>Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular, Hospital de Santa Marta, Centro Hospitalar Lisboa Central, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspodência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO </b></p>     <p><b><i>Introdução</i></b><i>: </i>A neuro&#64257;bromatose tipo I (NF1), também designada doença de <i>Von Recklinghausen</i>, é causada por uma anormalidade no cromossoma 17, de transmissão autossómica dominante, responsável pela produção de&#64257;ciente de neuro&#64257;bromina. Caracteriza-se por displasia nos tecidos mesodérmicos e neuroectodérmicos, e tem uma incidência de um para 2.500-3.300 nascimentos. A presença de manchas <i>café-au-lait</i>, neuro&#64257;bromas cutâneos e hamartomas da íris são sinais cardinais da doença.</p>     <p>Primeiramente descrita por Ruebi em 1945, a patologia vascular é uma complicação subestimada e pouco reconhecida na NF1.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ocorrência de hemorragia fatal ou quase fatal está reportada ocasionalmente nas cavidades pleural, abdominal, retroperitoneu, tecidos moles do tronco e extremidades. Esta hemorragia massiva é causada pela rutura de vasos sanguíneos friáveis, característicos pelos níveis reduzidos de neuro&#64257;bromina e consequente proliferação endotelial e de músculo liso nas artérias e veias. Uma das consequências clínicas mais sérias descritas na NF1 é a ocorrência de hemorragia severa e di&#64257;culdade em alcançar controlo hemostático. <i>Objetivo: </i>Exposição de caso clínico de extenso hematoma cervical e hemotórax espontâneos por rutura troncos venosos braquiocefálico, veia subclávia e junção subclávio-jugular em doente com NF1. <i>Caso clínico: </i>Relata-se caso clínico de mulher de 51 anos, com antecedentes conhecidos de NF1 e hipertensão arterial.</p>     <p>Foi admitida no serviço de urgência em choque hipovolémico hemorrágico, no contexto de dor súbita no ombro direito e volumosa tumefação cervical direita. Em angioTC foi objetivado volumoso hematoma, envolvendo a região cervical direita, a região retrofaríngea-prevertebral, escavado supraclavicular direito, mediastino, associando a importante hemotórax direito.</p>     <p>Procedeu-se a abordagem supraclavicular com drenagem do hematoma e identi&#64257;cação de fontes hemorrágicas, nomeadamente: tronco venoso braquicefálico, veia subclávia e con&#64258;uência subclávio-jugular. Foi necessária secção da clavícula para controlo hemorrágico e realização de ra&#64257;as dos troncos venosos com prolene. Intraoperatoriamente, foi evidente a fragilidade e friabilidade excessiva dos vasos sanguíneos. Após controlo hemorrágico, foi realizada videotoracoscopia para drenagem de hemotórax e evacuação de coágulos, con&#64257;rmando-se a ausência de hemorragia ativa.</p>     <p>No pós-operatório a doente recuperou estabilidade hemodinâmica, sem evidência analítica de queda de hemoglobina. Realizou-se angioTC, onde se con&#64257;rmou franca melhoria do hematoma cervical direito e retrofaríngeo em critérios quantitativos, e ausência de extravasamento de contraste. Objetivou-se adicionalmente aneurisma sacular da artéria vertebral direita, corrigido ulteriormente através de embolização com <i>coils</i>. <i>Conclusão: </i>A NF1 é uma doença genética que raramente se pode associar a hemorragia <i>life-threatening</i>. A vasculopatia é uma complicação subestimada e pouco reconhecida na NF1. A existência de friabilidade vascular excessiva com consequente hemorragia espontânea na NF1 é rara e pode ser fatal, exigindo um diagnóstico rápido e tratamento atempado.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Neuro&#64257;bromatose tipo 1; Doença de von Recklinghausen; Hemorragia espontânea; Hemotórax</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b><i>Introduction</i></b><i>: </i>Neuro&#64257;bromatosis type1 (NF1), also known as <i>Von Recklinghausen disease</i>, is caused by an autosomal dominant abnormality in chromosome 17, responsible for the impaired production of neuro&#64257;bromin. The presence of cafe-au-lait spots, neuro&#64257;bromas and iris hamartomas are cardinal signs of the disease. The occurrence of a fatal or near-fatal haemorrhage is reported in pleural, peritoneal, retroperitoneum, soft tissues of the trunk and extremities. The massive hemorrhage is caused by rupture of friable blood vessels as a consequence of impaired expression of neuro&#64257;bromin in the arteries and veins. One of the most serious clinical consequences described in NF1 is the occurrence of severe haemorrhage and dif&#64257;culty achieving hemostatic control. <i>Objectives: </i>We report a case of spontaneous massive cervical hematoma and hemothorax as a result of venous rupture of innominate, subclavian and subclavian-jugular veins junction in a NF1 patient. <i>Case report: </i>A 51 year-old woman with past history of neuro&#64257;bromatosis type I and hypertension was admitted to the emergency department with an haemorrhagic shock in the clinical set of a sudden right shoulder pain and a expansive right cervical swelling. The CT angiography showed a massive hematoma, involving the right cervical, retropharyngeal-prevertebral, right supraclavicular and the mediastinum regions, associated with an important right haemothorax.</p>     <p>Through a supraclavicular approach, it was performed hematoma drainage and identi&#64257;cation of bleeding sources including: brachycephalic venous trunk, the subclavian vein and subclavian-jugular con&#64258;uence. It was required clavicle section to achieve haemorragic control and suture the ruptured venous trunks. A VATS was performed for haemothorax drainage and con&#64257;rmed the absence of active bleeding.</p>     <p>A postoperative CT angiography con&#64257;rmed the resolution of the right cervical hematoma and absence of contrast extravasation. Additionally it was found a saccular aneurysm of the right vertebral artery corrected later by embolization with coils. <i>Conclusion: </i>NF1 is a genetic disorder that rarely can be associated with life-threatening haemorrhage. The vasculopathy is an underestimated complication with limited recognition in NF1. The excessive vascular friability with spontaneous bleeding in NF1 is rare and can be fatal, requiring a timely diagnosis and prompt treatment.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords: </b>Neuro&#64257;bromatosis type 1; Von Recklinghausen disease; Acute hemorrhage; Hemothorax</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução </b></p>     <p>A neuro&#64257;bromatose tipo I (NF1) ou doença de <i>Von Recklinghausen</i>, é uma doença neurocutânea causada por uma mutação no gene supressor tumoral <i>NF1 </i>localizado no cromossoma 17 (17q11.2), de transmissão autossómica dominante, que se traduz na produção de&#64257;ciente da proteína neuro&#64257;bromina<sup>7</sup>. Até 50% dos casos têm origem em mutações espontâneas<sup>6-9 </sup>.</p>     <p>Historicamente descrita em 1882 por um patologista, Friedrich Daniel von Recklinghausen<sup>6,9,11,12</sup>, caracteriza-se por displasia nos tecidos mesodérmicos e neuroectodérmicos, e tem uma incidência de um para 2.500 a 3.300 nascimentos<sup>1,2,4</sup>. Sem predominância conhecida de raça ou género, a doença tem uma distribuição mundial com diversas expressões fenotípicas relacionadas com os tecidos afetados, mais frequentemente derivados da crista neural e da mesoderme<sup>6</sup>.</p>     <p>A presença de manchas <i>café-au-lait</i>, neuro&#64257;bromas cutâneose hamartomas da íris são sinais cardinais da doença<sup>5,10</sup>. Além das manifestações clínicas típicas secundárias a lesões celulares pigmentadas, presentes em 95% dos doentes<sup>9</sup>, existe uma propensão ao desenvolvimento de tumores do sistema nervoso central e periférico, de que são exemplos meningiomas, feocromocitomas, ganglioneuromas<sup>6,7</sup>. Os neuro&#64257;bromas plexiforme e nodular podem sofrer transformação maligna em tumores da bainha nervosa periféricos em 2-16% dos doentes<sup>9</sup>.</p>     <p>A hipertensão desenvolve-se em 6% dos casos, com 1/3 de etiologia secundária relacionada com doença renovascular, coartação da aorta ou feocromocitoma<sup>9</sup>.</p>     <p>A maioria dos doentes apresenta-se com uma ou 2 das referidas características, nas quais assenta o diagnóstico, de&#64257;nindo critérios de diagnóstico formais<sup>6,7</sup>.</p>     <p>Condicionando uma esperança média de vida reduzida (idade média de morte de 54,1 anos e mediana de 59 anos), a mortalidade na NF1 está associada primariamente com a patologia neoplásica. A segunda causa de morte relaciona-se com a doença vascular, particularmente em doentes com menos de 40 anos<sup>4,5,9,11</sup>. Anormalidades vasculares são apontadas em cerca de 50% dos doentes com neuro&#64257;bromatose <i>post-mortem</i><sup>10</sup>.</p>     <p>Primeiramente descritas por Ruebi em 1945, as manifestações vasculares são uma complicação subestimada e pouco reconhecida na NF1<sup>3,11,14</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existe um alargado espectro de anormalidades vasculares associadas à NF1. A maioria consiste em doença aneurismática ou doença estenótica aórtica, renal e mesentérica<sup>5,12</sup>. A sua etiopatogenia, espectro clínico e história natural permanecem desconhecidos<sup>5</sup>.</p>     <p>A ocorrência de hemorragia fatal ou quase fatal está reportada ocasionalmente nas cavidades pleural, abdominal, retroperitoneu, tecidos moles do tronco e extremidades<sup>1,2</sup>. Esta hemorragia massiva é causada pela rutura de vasos sanguíneos friáveis característicos pelos níveis reduzidos de neuro&#64257;bromina e consequente proliferação endotelial e de músculo liso nas artérias e veias<sup>2</sup>. Uma das consequências clínicas mais sérias descritas na NF1 é a ocorrência de hemorragia severa e di&#64257;culdade em alcançar controlo hemostático<sup>2</sup>.</p>     <p>Atendendo à raridade das manifestações vasculares agudas no contexto da NF1, expõe-se um caso clínico de extenso hematoma cervical e hemotórax espontâneos, por rutura troncos venosos braquiocefálico, veia subclávia e junção subclávio-jugular em doente com a doença de <i>Von Recklinghausen</i>.</p>     <p><b>Caso clínico </b></p>     <p>Relata-se caso clínico de mulher de 51 anos, com antecedentes conhecidos de NF1 (<a href="#f1">&#64257;g. 1</a>) e hipertensão arterial.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n3/12n3a08f1.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Não havia história de traumatismo, lesão ou cirurgia da região supraclavicular, fratura da clavícula, nem de tentativas de cateterismo dos vasos do pescoço.</p>     <p>Foi admitida no serviço de urgência com choque hipovolémico hemorrágico, no contexto de quadro súbito de dor no ombro direito e volumosa tumefação cervical direita. Apresentava prostração e tensão arterial de 43/30 mmHg, com frequência cardíaca de 90 batimentos por minuto. Ao exame objetivo apresenta múltiplos neuro&#64257;bromas subcutâneos, volumosa tumefação na região supraclavicular direita e cervical homolateral.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analiticamente, a hemoglobina à admissão era de 7,8 g/dL, hematócrito de 23,2% com 2,61 x 10 &#710; 12/L eritrócitos.</p>     <p>A radiogra&#64257;a de tórax (<a href="#f2">&#64257;g. 2</a>) demonstrou derrame pleural direito, desvio da traqueia para a esquerda e alargamento do mediastino.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n3/12n3a08f2.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Em angio tomogra&#64257;a computorizada (angioTC) foi objetivado volumoso hematoma, envolvendo a região cervical direita, a região retrofaríngea-prevertebral, escavado supraclavicular direito, mediastino, associando importante hemotórax direito (<a href="#f3">&#64257;gs. 3,4 e 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n3/12n3a08f3.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Procedeu-se a abordagem supraclavicular (<a href="#f6">&#64257;g. 6</a>) com drenagem do hematoma e identi&#64257;cação de fontes hemorrágicas, nomeadamente: tronco venoso braquicefálico, veia subclávia e con&#64258;uência subclávio-jugular. Foi necessária secção da clavícula para controlo hemorrágico e realização de ra&#64257;as dos troncos venosos com prolene. Intraoperatoriamente, era evidente a fragilidade e friabilidade excessiva dos vasos sanguíneos. Após controlo da hemorragia, foi evidente a recuperação da estabilidade hemodinâmica da doente e estabilização da hemoglobina.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n3/12n3a08f6.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Após controlo hemorrágico, foi realizada videotoracoscopia para drenagem de hemotórax e evacuação de coágulos, con&#64257;rmando-se a ausência de hemorragia ativa.</p>     <p>Durante a intervenção cirúrgica, objetivaram-se perdas sanguíneas de 4.060 cc, tendo sido administradas 6 unidades de concentrado eritrocitário e 3 de plasma fresco.</p>     <p>No pós-operatório a doente recuperou estabilidade hemodinâmica, sem evidência analítica de queda de hemoglobina. Teve necessidade de internamento em unidade de cuidados intensivos durante 5 dias, tendo sido extubada no 2.<sup>&#9702; </sup>dia de pós-operatório. Realizou-se angioTC para avaliação torácica no 2.<sup>&#9702; </sup>dia de pós-operatório (<a href="#f7">&#64257;gs. 7,8,9</a>), onde se con&#64257;rmou franca melhoria do hematoma cervical direito e retrofaríngeo em critérios quantitativos, e ausência de extravasamento de contraste. Objetivou-se adicionalmente aneurisma sacular da artéria vertebral direita, corrigido ulteriormente através de embolização com <i>coils </i>(<a href="#f10">&#64257;g. 10</a>, Serviço de Neurorradiologia H. S. José).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n3/12n3a08f7.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/ang/v12n3/12n3a08f10.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Do estudo complementar inerente à NF1, veri&#64257;cou-se o achado de nódulo em topogra&#64257;a paravertebral direita, adjacente a um buraco de conjugação, com 14 mm, representando provável tumor neurogénico. Foi ainda excluída doença arterial adicional de outros territórios nas suas diferentes formas de apresentação. A angioTC excluiu a presença doença aneurismática ou oclusiva dos principais leitos arteriais (nomeadamente doença aterosclerótica das artérias renais), assim como fístulas arteriovenosas.</p>     <p><b>Discussão </b></p>     <p>A presença de manchas <i>café-au-lait</i>, neuro&#64257;bromas cutâneos, hiperpigmentação áreas axilar e inguinal, gliomas óticos, hamartomas pigmentados da íris, anormalidades ósseas, tumores intracranianos, entre outras características, são alguns dos achados que caracterizam a doença de <i>Von Recklinghausen</i>, que envolvem os tecidos derivados da crista neural e, menos frequentemente, da mesoderme<sup>1,2</sup>.</p>     <p>O seu diagnóstico é especialmente difícil, atendendo a: variabilidade clínica, desde o envolvimento cutâneo exclusivo ao atingimento de diferentes órgãos; evolução imprevisível do curso da doença; e prognóstico muitas vezes incerto<sup>8</sup>. O prognóstico depende essencialmente da existência de tumores cerebrais, responsáveis pela mortalidade em 72% dos casos<sup>11</sup>.</p>     <p>A frequência do envolvimento vascular da NF1 é subestimada, em resultado de as lesões dos vasos serem muitas vezes assintomáticas e, por vezes, atribuídas a outras causas<sup>1,11</sup>. A prevalência de lesões vasculares em grandes séries varia de 0,4-6,4%<sup>5,12</sup>.</p>     <p>As alterações vasculares podem surgir sob a forma de estenoses, aneurismas e fístulas arteriovenosas das artérias coronárias e braquicefálicas<sup>1</sup>. As lesões arteriais resultam do contexto de compressão extrínseca por massas tumorais, espessamento intramural e/ou degeneração aneurismática sacular e fusiforme secundaria a displasia vascular de diferentes tipos<sup>1</sup>.</p>     <p>Primeiramente descrita por Ruebi em 1945, a patologia vascular na NF1 foi por ele classi&#64257;cada de&#64257;nindo 3 padrões histopatológicos (forma intimal-pura, forma intimal-aneurismática, forma nodular periarterial)<sup>1,5,6</sup>. Feyrter acrescentou as formas intimal-avançada e epitelioide<sup>1,6</sup>.</p>     <p>A displasia arterial associada a NF1 caracteriza-se pela acumulação de substância muscoide na íntima, proliferação das células mio-intimais, espessamento da média ou disrupção do tecido elástico, que podem resultar em estenoses, oclusões, rutura, fístulas arteriovenosas ou degeneração aneurismática das artérias de grande e médio calibre<sup>1,2</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A patogénese desta vasculopatia da NF1 ainda está pouco esclarecida<sup>3-5 </sup>. A de&#64257;ciente expressão do gene supressor tumoral NF1 leva ao de&#64257;cit da sua proteína neuro&#64257;bromina, a qual se encontra expressa &#64257;siologicamente nas células endoteliais e de músculo liso. A expressão endotelial alterada de neuro&#64257;bromina poderá resultar na migração e proliferação excessiva de &#64257;broblastos, células de músculo liso e células de Schwann<sup>3,4</sup>.</p>     <p>A maioria das lesões vasculares na NF1 são assintomáticas e habitualmente atingem múltiplos territórios. A artéria renal é o território preferencialmente envolvido (41% das lesões vasculares, unilateral em 68%), com a hipertensão renovascular como a apresentação clínica mais comum. Outros quadros clínicos vasculares comuns são a coartação da aorta abdominal (12%), aneurismas da artéria carótida interna e malformações arteriovenosas vertebrais cervicais, com afeção das artérias carótida, vertebral ou cerebrais em 19% das lesões vasculares<sup>5,15</sup>.</p>     <p>As indicações para intervenção ou cirurgia relacionam-se com a idade, tipo e localização da lesão, presença de sintomas, rutura ou diâmetro aneurismático signi&#64257;cativo<sup>5</sup>.</p>     <p>No artigo de revisão de Oderich et al., há referência a 46 aneurismas cerebrais, vertebrais e carotídeos ocorrendo na 3.<sup>a </sup>década de vida e mais frequentemente nas mulheres (72%), dados em que se insere o caso clínico descrito. Uma apresentação clássica são as malformações arteriovenosas vertebrais cervicais que podem ser consequência tardia da rutura contida de aneurismas vertebrais<sup>5</sup>. No território da artéria subclávia, a rutura espontânea da artéria subclávia e malformações arteriovenosas das extremidades estão documentadas<sup>5,11,15</sup>. Existem, pelo menos, 3 casos reportados na literatura de envolvimento aneurismático venoso, todos afetando a veia jugular<sup>5,13</sup>.</p>     <p>A hemorragia severa espontânea ou mesmo após trauma é uma complicação rara da neuro&#64257;bromatose que se associa a elevada taxa de mortalidade<sup>10,12</sup>. A mortalidade relacionada com causas vasculares na NF1 é particularmente frequentemente nos doentes com menos de 30 anos<sup>4,9</sup>. Para a hemorragia de difícil controlo contribui a já descrita displasia da parede vascular, frequentemente complicada pela existência de coagulopatia concomitante, relacionada com alterações das plaquetas e consumo de fatores da coagulação<sup>10</sup>. O controlo hemorrágico é assim complexo, atendendo à friabilidade dos tecidos e vasos e di&#64257;culdade em obter hemóstase<sup>4,11--13</sup>. É comum a todos os casos submetidos a intervenção cirúrgica descritos na literatura a presença de uma fragilidade excessiva da parede dos vasos, condicionando hemorragia intraoperatória signi&#64257;cativa<sup>12,13</sup>.</p>     <p>Existem vários casos descritos de rutura espontânea de artérias, sendo caracterizada a elevada fragilidade do vaso em rutura em consequência da proliferação e distribuição de células epitelioides ou fusiformes dos tecidos envolventes, fragmentação da túnica muscularis e espessamento da íntima com oclusão do lúmen<sup>14</sup>. Está também descrita na histologia destes vasos friáveis a desintegração da estrutura vascular por invasão de &#64257;bras neurais<sup>14</sup>. O sistema venoso pode ser igualmente afetado e com maior intensidade.</p>     <p>No caso apresentado, após incisão supraclavicular foi evidente a abundante hemorragia venosa de difícil controlo e cujo acesso só foi possível após secção da clavícula.</p>     <p>A presença de hemotórax concomitante foi atribuído à drenagem descendente do hematoma cervical pelo espaço pleural.</p>     <p><b>Conclusão </b></p>     <p>A NF1 é uma doença genética que raramente se pode associar a hemorra&#64257;a <i>life-threatening</i>. A vasculopatia é uma complicação subestimada e pouco reconhecida na NF1<sup>3</sup>. A existência de friabilidade vascular excessiva com consequente hemorragia espontânea na NF1 é rara e pode ser fatal, exigindo um diagnóstico rápido e tratamento atempado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências </b></p>     <!-- ref --><p>1. Teitelbaum G, Hurvitz R, Esrig B. Hemotorax in type I neuro&#64257;bromatosis. Ann Thorac Surg. 1998;66:569-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889410&pid=S1646-706X201600030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Nopajaroonsri C, Lurie A. Venous aneurysm, arterial dysplasia and near-fatal hemorrhages in neuro&#64257;bromatosis type I. Hum Pathol. 1996;27(9):982-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889412&pid=S1646-706X201600030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Obermoser G, Zelder B, Millonig G, et al. Vasculopathy in von Recklinghausen's neuro&#64257;bromatosis -a diagnostic quandary. J Am Acad Dermatol. 2004:S107-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889414&pid=S1646-706X201600030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Hung MC, Yang E, Huang Y, <i>et al</i>, Spontaneous Hemorrhage within the neck of a Neurofbromatosis type 1 patient.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889416&pid=S1646-706X201600030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Oderich G, Sullivan T, Bower T, et al. Vascular abnormalities in patients with neuro&#64257;bromatosis syndrome type I: Clinical spectrum, management and results. J Vasc Surg. 2007:475-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889418&pid=S1646-706X201600030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Lie JT. Vasculopathies of Neuro&#64257;bromatosis Type 1 (von Recklinghausen Disease). Cardiovasc Pathol. 1998;7(2):97-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889420&pid=S1646-706X201600030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Hirbe A, Gutmann D. Neuro&#64257;bromatosis type 1: A multidisciplinar approach to care. Lancet Neurol. 2014;13:834-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889422&pid=S1646-706X201600030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Tadini G, Milani D, Menni F, et al. Is it time to change the neuro&#64257;bromatosis 1 diagnostic criteria? Eur J Intern Med. 2014;25:506-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889424&pid=S1646-706X201600030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Reynolds R, Browning G, Nawroz I, et al. Von Recklinghausen's neuro&#64257;bromatosis: Neuro&#64257;bromatosis type 1. Lancet. 2003;361:1552-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889426&pid=S1646-706X201600030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10.White N, Gwanmesia I, Akhtar N, et al. Severe haemorrhage in neuri&#64257;bromatoma: A lesson. Br J Plast Surg. 2004;57:456-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889428&pid=S1646-706X201600030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.Gutarra F, Asensio J, Miceli M, <i>et al</i>, Rptured femoropopliteal artery aneurysm in von Recklinghausen neuro&#64257;bromatosis, Journal of Vascular Surgery, 46, 4, 808-811.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889430&pid=S1646-706X201600030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.Emori M, Naka N, Takami H, et al. Ruptured brachial artery aneurysm in a patient with type 1 neuro&#64257;bromatosis. J Vasc Surg. 2010;51(4):1010-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889432&pid=S1646-706X201600030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.Belcastro M, Palleschi A, Trovato A, et al. A rare case of internal jugular vein aneurysmal degeneration in a type 1 neuro&#64257;bromatosis complicated by potentially life-threatening thrombosis. J Vasc Surg. 2011;54(4):1170-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889434&pid=S1646-706X201600030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.Hinsch N, Kriener S, Ritter R, et al. Fatal haemorrhage due to extensive fragility of medium-and large-sized arteries and veins in a young patient with neuro&#64257;bromatosis 1. Cardiovasc Pathol. 2008;17:108-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889436&pid=S1646-706X201600030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15.Al-Jundi W, Matheiken S, Abdel-Rehim S, et al. Ruptured thyrocervical trunk aneurysm in a patient with type I neuro&#64257;bromatosis. EJVES. 2011:e10-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=889438&pid=S1646-706X201600030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Responsabilidades éticas </b></p>     <p><b>Proteção de pessoas e animais. </b>Os autores declaram que para esta investigação não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>     <p><b>Con&#64257;dencialidade dos dados. </b>Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p><b>Direito à privacidade e consentimento escrito. </b>Os auto-res declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p><b>Con&#64258;ito de interesses </b></p>     <p>Os autores declaram não haver con&#64258;ito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para corresponência: </a><a name="c0"></a></p>     <p><i>Correio eletrónico: </i><a href="mailto:anitaquintas@gmail.com">anitaquintas@gmail.com</a> (A. Quintas).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 31 de maio de 2015;</p>     <p>Aceite a 28 de fevereiro de 2016</p>     <p>Disponível na Internet a 6 de maio de 2016</p>      ]]></body><back>
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