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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Pseudoaneurysms of the superficial temporal artery are uncommon but mainly result secondary to blunt or penetrating trauma of the frontotemporal region of the head. The authors report a clinical case of a young male with a false aneurysm of superficial temporal artery. Five weeks before he had a blunt trauma of the head. The authors did surgical resection via proximal and distal artery ligation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>CASO CLÍNICO</b></p>     <p><b>Pseudoaneurisma da artéria Temporal superficial</b></p>     <p><b>Superficial temporal artery pseudoaneurysm</b></p>     <p><b>Carolina Lobo Mendes<sup>1</sup>, André Marinho, Juliana Varino, Luís Antunes, António Albuquerque Matos, Óscar Gonçalves</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Autor para correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os pseudoaneurismas da artéria temporal superficial são raros, sendo responsáveis por cerca de 1% de todos os pseu­do aneurismas. Estão maioritariamente associados a traumatismos contusos ou penetrantes da região frontotempo­ral da cabeça.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relata-se o caso de um jovem de 18 anos com aparecimento de massa pulsátil na região frontotemporal após trauma­tismo contuso cinco semanas antes. Submetido a tratamento cirúrgico com laqueação dos topos arteriais e exérese do falso aneurisma.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Pseudoaneurisma; Artéria temporal superficial; Traumatismo contuso;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Pseudoaneurysms of the superficial temporal artery are uncommon but mainly result secondary to blunt or penetrating trauma of the frontotemporal region of the head.</p>     <p>The authors report a clinical case of a young male with a false aneurysm of superficial temporal artery. Five weeks before he had a blunt trauma of the head. The authors did surgical resection via proximal and distal artery ligation.</p>     <p><b>Keywords: </b><i>Pseudoaneurysm; Superficial temporal artery; Blunt trauma;</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODUÇÃO</p>     <p>A artéria temporal superficial é um dos ramos terminais da artéria carótida externa originando-se ao nível da base da glândula parótida, dando posteriormente diversos ramos que vascularizam a região frontal e temporal do crânio(8,9).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta artéria torna-se vulnerável a traumatismos devido à sua localização superficial nesta região frontotemporal (3,8,9).</p>     <p>Assim, apesar de raros, os aneurismas desta artéria são essencialmente secundários a traumatismos, mais frequentemente contusos e de etiologias variadas(2,3,6,8,9). São, então, mais comuns os falsos aneurismas, haven­do descrições raras de aneurismas verdadeiros da arté­ria temporal superficial com origem arterosclerótica, pós-traumática ou vasculítica(9).</p>     <p>Os falsos aneurismas da artéria temporal superficial correspondem apenas a cerca de 1% de todos os aneuris­mas traumáticos descritos(6,9). Pela sua raridade, devemos ter um elevado grau de suspeição diagnóstica na presen­ça de uma massa pulsátil no trajecto arterial com história traumática prévia(3).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>CASO CLÍNICO</p>     <p>Jovem do sexo masculino, 18 anos, recorre ao serviço de urgência por apresentar massa palpável e indolor da região fronto-temporal direita com crescimento recente e agra­vamento nos últimos dias.</p>     <p>Sem antecedentes patológicos conhecidos, refere história de traumatismo contuso na referida localização em jogo de futebol cerca de 5 semanas antes.</p>     <p>Ao exame objectivo apresentava uma massa pulsátil palpável, com cerca de 1 cm de maior diâmetro, sem sinais inflamatórios locais ou lesões erosivas da pele associadas.</p>     <p>Realizado eco-doppler para confirmação diagnóstica, foi objectivado um falso aneurisma do ramo frontal da artéria temporal superficial direita, com cerca de 1,3x1,2 cm, sem sinais de trombose parietal.</p>     <p>Submetido a laqueação dos topos proximal e distal arte­riais com exérese do falso aneurisma. Sem intercorrências a registar peri-operatoriamente. Assintomático ao ano de <i>follow-up</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSSÃO</p>     <p>A artéria temporal superficial é o sitio mais frequente de aneurisma craniofaciais pós-traumáticos devido à sua localização superficial.</p>     <p>Os aneurismas traumáticos da artéria temporal superficial foram descritos pela primeira vez por Thomas Bartolin em 1740 após um traumatismo craniano contuso (3,8,9).</p>     <p>Em 1934, Winslow e Edwards descreveram 108 casos de aneurisma de artéria temporal superficial, sendo 79 de origem traumática(3).</p>     <p>Os traumatismos contusos são a causa mais comum deste pseudoaneurismas, correspondendo a 75% dos casos descritos na literatura.</p>     <p>A maioria destes aneurismas apresenta-se como uma massa pulsátil frontotemporal, associada a cefaleia ou desconforto ao nível do ouvido. A maioria das queixas álgi­cas destes doentes, deve-se a fenómenos compressivos das estruturas adjacentes, nomeadamente estruturas nervosas.</p>     <p>As queixas geralmente ocorrem em média 2 a 6 semanas após o evento traumático que lhe deu origem (3,10,11). A fácil detecção de massas nesta zona, pela sua localização superficial, deve levar a um grau de suspeição diagnóstico elevado, devendo proceder-se à confirmação com exames complementares e tratamento breve.</p>     <p>Para além da história clínica e exame físico apropriados, o eco-doppler é um exame não invasivo muito apropriado para o diagnóstico e possível tratamento desta patolo­gia. O Eco-doppler apresenta, neste tipo de traumatismos, uma sensibilidade e especificidade de 94 e 97%, respecti­vamente, sendo o método de avaliação de eleição.</p>     <p>A AngioTC e AngioRM podem fornecer dados importantes no que diz respeito a lesões associadas intra ou extracra­nianas (3,9,10). Actualmente a Angiografia diagnóstica não tem um papel tão importante como outrora, sendo na maioria dos casos dispensável.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As opções terapêuticas actuais incluem compressão extrínseca eco-guiada do pseudoaneurisma, injecção de trombina eco-guiada, tratamento endovascular com exclusão aneurismática, nomeadamente através de coils, e abordagem cirúrgica (2,4,5,11).</p>     <p>A escolha do tratamento deve ser adaptada ao doente e ao médico, no entanto, na ausência de sintomas compres­sivos, pode aceitar-se a compressão externa eco-guiada como uma primeira abordagem(11).</p>     <p>A exclusão endovascular deve ser programada e realizada em centros com larga experiência dado ao risco, ainda que pequeno, de AVC associado. Autores defendem, no entan­to, que é uma forma de abordagem segura em doentes selecionados.(1,5,11)</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ang/v13n3/13n3a13f1.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/ang/v13n3/13n3a13f2.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/ang/v13n3/13n3a13f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A correcção cirúrgica destes aneurismas continua a ser o tratamento de eleição, sendo preconizada a laqueação dos dois topos arteriais, com ressecção e exérese do pseudoa­neurisma (1,2,7).</p>     <p>Devido à sua evolução imprevisível e ao risco iminente de ruptura, os doentes devem ser orientados para tratamen­to o mais precocemente após o diagnóstico (2,4,7)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>BIBLIOGRAFIA</p>     <!-- ref --><p> Van Uden DJ, Truijers M, Schipper EE, Zeebregts CJ, Reijnen MM. Superficial temporal artery aneurysm: diagnosis and treatment options. Head Neck 2013;35:608&#8211;14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=892797&pid=S1646-706X201700030001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Egbert J.D. Veen*, Floris B. Poelmann and Frank F.A. IJpma ; A trau­matic superficial temporal artery aneurysm after a bicycle acci­dent JSCR 2014; 10 (2 pages) doi:10.1093/jscr/rju112&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=892799&pid=S1646-706X201700030001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Ana Julia de Deus Silva,- Ricardo Virginio dos Santos, Salvador José de Toledo Arruda Amato, Alexandre Campos Moraes Amato; True posttraumatic aneurysm of the temporal artery , J Vasc Bras. 2016 Abr.-Jun.; 15(2):165-167&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=892800&pid=S1646-706X201700030001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspondência</a><a name="c0"></a></p>     <p><i>Correio eletrónico: </i><a href="mailto:carolinalobomendes@gmail.com">carolinalobomendes@gmail.com</a> (C. Mendes).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 2017-05-01;</p>     <p>Aceite a 25-10-2017;</p>      ]]></body><back>
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