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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Colite isquémica como marcador precoce de isquemia mesentérica aguda]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[lntroduction: Acute mesenteric ischemia (AMI) and colonic ischemia (CI) may be quite intricate and appear in the same patient simultaneously or in different time frames. However, in the majority of patients with CI a specific occlusive vascular lesion cannot be identified, as opposed to AMI. According to the American College of Gastroenterology (ACG), CT angiography should be performed in all patients with severe CI in order to exclude AMI. The main purposes of this study were to stratify CI severity to determine if there was an association with the presence of AMI, and to identify determinants of AMI in severe CI. Methods: The clinical data of all patients admitted with the diagnosis of CI from 2010 to 2014 were retrospectively reviewed. Results: A total of 241 patients were included, 213 with isolated CI and 28 with CI+AMI. CI was stratified according to ACG severity classification. No cases of concomitant AMI were found in mild CI, 1.5% of patients with moderate CI and 56.8% of patients with severe CI had simultaneously AMI. The severe isolated CI was compared with the severe CI+AMI group. Hematochezia was found more frequently in isolated CI (p<0.001) whereas constipation and isolated right CI were more common in the CI+AMI group (p=0,021). At admission haemoglobin level was significantly higher in the CI+AMI (13.8±1.9 Vs 11.4±2.2; p<0.001) as was lactate level (7.6±4.6 Vs 2.4±1.3; p=0.001). Atrial fibrillation, coronary disease and isolated right colon ischemia were more common in the CI+AMI group (p<0.05). Other clinical findings were evaluated with no significant difference between groups. Conclusions: The knowledge of an association between CI and AMI prompts to look for underlying occlusive disease in patients with severe CI. Our results based on the analysis of 241 patients with CI support the ACG recommendation for CT angiography in all patients with severe CI. Elevated lactate level, right isolated CI, atrial fibrillation and coronary disease are predictors of AMI in patients with severe CI in this study.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Isquemia mesentérica aguda]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Colite isquémica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diagnóstico precoce]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Colite isquémica como marcador precoce de isquemia mesentérica    aguda</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Colonic ischemia as an early marker of acute mesenteric ischemia</b></font></p>     <p><b>Andreia Coelho<sup>1,2</sup> , Miguel Lobo<sup>1</sup>, Jaime Rod rigues<sup>1</sup>,    Ricardo Gouveia<sup>1</sup>, Jacinta Campos<sup>1,2</sup>, Rita Augusto<sup>1,2</sup>,    Nuno Coelho<sup>1,2</sup>, Ana Carolina Semião<sup>1</sup>, Alexandra Canedo<sup>1,2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Angiology ond Vascular Surgery Department; Centro Hospitalar Vila    Nova de Gaia e Espinho</p>     <p><sup>2</sup> Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução:</b> A Isquemia Mesentérica Aguda (IMA) e Colite Isquémica (CI)    são duas entidades clínicas indissociáveis que podem aparecer no mesmo doente,    simultaneamente ou em períodos temporais distintos. No entanto, a maioria dos    doentes com CI não apresentam causa vascular obstrutiva major identificável,    por oposição à IMA. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo o American College of Gastroenterology (ACG), a exclusão de IMA por    angio-tomografia computorizada deve ser realizada em todos os doentes com critérios    de CI severa.</p>     <p>Este estudo teve como objetivos determinar se existe uma associação entre a    gravidade da CI e a presença de IMA e identificar preditores de IMA na CI severa.</p>     <p><b>Métodos:</b> Foram selecionados todos os doentes admitidos com o diagnóstico    de CI, no período de 2010 a 2014. </p>     <p><b>Resultados:</b> Durante o período estudado foram selecionados 241 doentes,    213 com CI isolada e 28 com CI+IMA. </p>     <p>A gravidade da CI foi estratificada de acordo com os critérios do ACG, não    se identificando casos de IMA concomitante na CI ligeira, enquanto 1,5% dos    doentes com CI moderada e 56,8% dos doentes com CI severa apresentaram IMA concomitante.</p>     <p>O grupo CI severa foi comparado com o grupo IMA+CI severa. A presença de hematoquézias    foi mais frequente no grupo CI isolada (p&lt;0,001), enquanto obstipação foi    mais comum no grupo IMA+CI (p=0,021). À admissão, o valor de hemoglobina e de    lactatos foram mais elevados no grupo IMA+CI (13,8±1,9 Vs 11,4±2,2; p&lt;0,001    e 7,6±4,6 Vs 2,4±1,3; p=0,001, respetivamente). Fibrilação auricular, doença    coronária e CI do colon direito foram mais prevalentes no grupo IMA+CI (p&lt;0,05).    Outros achados clínicos foram avaliados, sem diferenças significativas entre    os grupos.</p>     <p><b>Conclusões:</b> A identificação de associação entre CI e IMA incentiva a    investigação de uma causa vascular oclusiva major na CI severa. Os nossos resultados,    baseados na análise de 241 doentes, vêm suportar a recomendação do ACG para    a realização de Angio-tomografia computorizada em todos os doentes com CI severa.    Elevação de lactatos, CI isolada ao colon direito, fibrilação auricular e doença    coronária são fatores preditores de IMA em doentes com CI severa neste estudo.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Isquemia mesentérica aguda; Colite isquémica; Diagnóstico    precoce</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>lntroduction:</b> Acute mesenteric ischemia (AMI) and colonic ischemia (CI)    may be quite intricate and appear in the same patient simultaneously or in different    time frames. However, in the majority of patients with CI a specific occlusive    vascular lesion cannot be identified, as opposed to AMI. </p>     <p>According to the American College of Gastroenterology (ACG), CT angiography    should be performed in all patients with severe CI in order to exclude AMI.  </p>     <p>The main purposes of this study were to stratify CI severity to determine if    there was an association with the presence of AMI, and to identify determinants    of AMI in severe CI.</p>     <p><b>Methods:</b> The clinical data of all patients admitted with the diagnosis    of CI from 2010 to 2014 were retrospectively reviewed. </p>     <p><b>Results:</b> A total of 241 patients were included, 213 with isolated CI    and 28 with CI+AMI. CI was stratified according to ACG severity classification.    No cases of concomitant AMI were found in mild CI, 1.5% of patients with moderate    CI and 56.8% of patients with severe CI had simultaneously AMI.</p>     <p>The severe isolated CI was compared with the severe CI+AMI group. Hematochezia    was found more frequently in isolated CI (p&lt;0.001) whereas constipation and    isolated right CI were more common in the CI+AMI group (p=0,021). At admission    haemoglobin level was significantly higher in the CI+AMI (13.8±1.9 Vs 11.4±2.2;    p&lt;0.001) as was lactate level (7.6±4.6 Vs 2.4±1.3; p=0.001). Atrial fibrillation,    coronary disease and isolated right colon ischemia were more common in the CI+AMI    group (p&lt;0.05). Other clinical findings were evaluated with no significant    difference between groups.</p>     <p><b>Conclusions:</b> The knowledge of an association between CI and AMI prompts    to look for underlying occlusive disease in patients with severe CI. Our results    based on the analysis of 241 patients with CI support the ACG recommendation    for CT angiography in all patients with severe CI. Elevated lactate level, right    isolated CI, atrial fibrillation and coronary disease are predictors of AMI    in patients with severe CI in this study.</p>     <p><b>Keywords</b>: Acute mesenteric ischemia; Colon ischemia; Early diagnosis</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A patologia isquémica intestinal aguda é uma entidade clínica heterogénea que    engloba a isquemia mesentérica aguda (IMA) e a colite isquémica (CI). Por definição,    IMA refere-se a patologia isquémica aguda do jejuno e íleo enquanto que CI se    refere a patologia isquémica do cólon, independentemente da etiologia. </p>     <p>Estas duas patologias (IMA e CI) são frequentemente apresentadas como entidades    distintas, uma vez que geralmente têm apresentações clínicas díspares. A CI    é a manifestação mais frequente de patologia isquémica intestinal, sendo geralmente    auto-limitada e tratada de forma conservadora, por oposição à IMA, uma forma    mais rara e agressiva da doença, com uma taxa de mortalidade próxima de 100%    na ausência de tratamento dirigido. No entanto, a CI e IMA partilham entre si    fatores de risco e mecanismos etiológicos.((1))</p>     <p>A CI e IMA apresentam os seguintes fatores de risco em comum: hipertensão arterial,    diabetes mellitus, doença coronária, dislipidemia, doença pulmonar obstrutiva    crónica, insuficiência cardíaca congestiva, fibrilação auricular, doença arterial    periférica, doença renal e presença de trombofilia.(2-8) De facto, apesar de    a CI e IMA não serem apresentadas frequentemente como consequências major de    doença aterosclerótica, 41% dos doentes com patologia isquémica intestinal têm    doença aterosclerótica em 2 ou 3 territórios vasculares.(9)</p>     <p>A CI e IMA podem resultar de alterações da circulação sistémica ou de alterações    anatómicas ou funcionais locais vasculares mesentéricas. Os mecanismos etiológicos    podem assim ser classificados em causa obstrutiva arterial major (embolia ou    trombose), causa obstrutiva venosa major e causas não obstrutivas que incluem    mecanismos de hipoperfusão sistémica, doença microvascular e fenómenos de vasospasmo.(10,11)</p>     <p>O cólon é particularmente vulnerável a fenómenos isquémicos, uma vez que recebe    menos fluxo sanguíneo, com um plexo microvascular menos desenvolvido para uma    maior espessura de parede que a nível do jejuno-íleo.(12) Assim, na prática    clínica, a grande maioria dos casos de CI têm um mecanismo não obstrutivo e    idiopático, provavelmente como resultado de doença microvascular (doença tipo    I).(13) Por este motivo, a realização de estudos de imagem dedicados à anatomia    vascular major não estão indicados na grande maioria dos doentes com suspeita    ou diagnóstico confirmado de CI.(14)</p>     <p>A classificação de gravidade da colite isquémica do American College of Gastroenterology    (ACG), permite estratificar os doentes em doença ligeira, moderada e severa,    com implicações no tratamento e prognóstico. (<a href="#t1">Tabela 1</a>) Segundo    recomendações do ACG, doentes com CI classificada como severa têm indicação    para realização de Angio-Tomografia Computorizada (Angio-TC), quer pela dificuldade    em estabelecer um diagnóstico diferencial entre IMA e CI nesta população, quer    pela possibilidade de um episódio de CI ser um preditor de IMA iminente.(14,1)  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05t1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A colite isquémica isolada ao cólon direito é um subtipo de colite isquémica    severa que tem merecido destaque no que concerne à avaliação da associação entre    CI e IMA. Existem estudos na literatura que postulam que CI do colon direito    está associada a IMA ou aumenta o risco iminente de IMA.      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De facto, a CI do colon direito apresenta pior prognóstico que os restantes    doentes com CI severa, com necessidade frequente de tratamento cirúrgico (54,9%    dos casos). A apresentação clínica também é distinta dos restantes padrões de    CI, com dor abdominal como sintoma predominante e prevalência inferior (25-46%)    de hematoquézias. De salientar que a vascularização do cego, cólon ascendente,    ângulo esplénico e parte do cólon transverso é comum com o restante jejuno e    íleo, sendo dependente da artéria mesentérica superior, apesar de existir uma    extensa rede de colateralização.(1,15,16) </p>     <p>Atualmente admite-se que CI e IMA são duas categorias indissociáveis e que    podem aparecer no mesmo doente quer simultaneamente quer em períodos temporais    distintos.(1) Um dos grandes limitantes do sucesso terapêutico da IMA é o quase    invariável atraso diagnóstico fruto da falta de especificidade do quadro clínico.    Assim, a identificação de marcadores de doença precoce ou iminente é fulcral    para diminuir a taxa de mortalidade associada a esta patologia.(17)</p>     <p>Este estudo teve dois objetivos principais, em primeiro lugar estratificar    doentes com CI de acordo com a classificação de gravidade do ACG e determinar    se existe uma associação entre gravidade da CI e a presença de IMA. Em segundo    lugar, pretendeu-se comparar doentes com CI severa, com e sem IMA concomitante,    e identificar determinantes da presença de IMA em doentes com CI severa.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>Considerando a International Classification of Diseases - nona revisão, foram    identificados retrospetivamente todos os doentes do Centro Hospitalar de Vila    Nova de Gaia/Espinho com o diagnóstico de CI, durante o período de Janeiro de    2010 a Dezembro 2014. Um total de 342 foram inicialmente selecionados, com base    nos códigos de diagnóstico 557.0, 557.1, 557.9, 444.9 e 444.89 da classificação    ICD-9.</p>     <p>Deste grupo de doentes, a confirmação do diagnóstico de CI foi realizado com    recurso à Classificação Modificada de Brandt e Boley selecionando-se apenas    os doentes com critérios definitivos de CI, incluindo quadro clínico, colonoscopia    e exame anatomopatológico do cólon consistentes com CI.(2) No caso de doentes    com quadro clínico de abdómen agudo em que a realização de colonoscopia está    contraindicada, o diagnóstico foi estabelecido intraoperatoriamente durante    a laparotomia exploradora que foi precedida ou não, de realização de AngioTC.    Do total inicial de 342 doentes selecionados, 101 foram excluídos por ausência    de evidência suficiente para suportar o diagnóstico de CI. (<a href="#f1">Figura    1</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A estratificação da CI em ligeira, moderada e severa foi realizada segundo    a classificação de gravidade do American College of Gastroenterology. ((<a href="#t1">Tabela    1</a>)(14)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O diagnóstico de IMA concomitante foi estabelecido através da realização de    Angio-Tomografia Computorizada ou intraoperatoriamente.</p>     <p>Procedeu-se à analise retrospetiva dos dados clínicos dos doentes incluídos    com base nos processos clínicos em papel e no sistema informático hospitalar.    Variáveis categóricas foram apresentadas como frequências e percentagens. Variáveis    contínuas com distribuição normal foram apresentadas como médias e desvios padrão.    Todos os valores p são bicaudados, com um valor menor ou igual a 0,05 a indicar    significância estatística. A análise estatística foi realizada com recurso ao    SPSS versão 22.0. Variáveis categóricas foram comparadas com o uso do teste    de Qui-Quadrado. O teste de Levene foi usado para avaliar a igualdade de variância    entre dois grupos de variáveis contínuas, sendo que para um valor de p &gt;0,05    foi assumido que a diferença de variância entre dois grupos era improvável que    se devesse a um fator aleatório. As variáveis contínuas foram avaliadas relativamente    à normalidade usando o teste de Shapiro-Wilk. As variáveis contínuas com distribuição    normal foram comparadas com recurso ao teste T de amostras independentes. Não    se identificaram variáveis com distribuição não normal. O teste de Kaplan-Meier    foi usado para estimar e comparar sobrevivência em função do tempo. Um modelo    de regressão logística multivariada binária foi aplicado para a identificação    de fatores preditores independentes de IMA, após realização de análise univariada.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Durante o período estudado foram selecionados 241 doentes com CI definitiva,    213 (88%) com CI isolada e 28 (12%) com CI e IMA concomitante (CI+IMA). Todos    os doentes integrados neste estudo (n=241) foram classificados de acordo com    a escala de gravidade de CI ((<a href="#t2">Tabela 2</a>), tendo-se identificado    50 casos de CI ligeira (20,7%), 140 casos de CI moderada (58,1%) e 51 casos    de CI severa (21,2%). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05t2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como já referido, o diagnóstico de IMA for baseado nos achados do AngioTC ou    na realização de laparotomia exploradora. Todos os doentes com diagnóstico de    CI + IMA foram submetidos a realização de AngioTC (n=28; 100%), enquanto 12    doentes foram também submetidos a laparotomia exploradora (42.9%). Nos subgrupos    de CI isolada, realizou-se AngioTC em 0% dos doentes com CI leve (n=0), 2.2%    dos doentes com CI moderada (n=3) e 60% dos doentes com CI grave (n=25). </p>     <p>Comparou-se também a gravidade da colite isquémica entre os grupos CI e CI+IMA,    tendo-se identificado diferenças estatisticamente significativas com o grupo    CI+IMA a apresentar uma classificação de gravidade superior, nomeadamente 92,9%    dos doentes a apresentar colite isquémica severa, por oposição a 11,7% no grupo    CI isolada (p=0,0006) (<a href="#t2">Tabela 2</a>). </p>     <p>A análise da classificação de gravidade da colite isquémica permite também    constatar que considerando o grupo de doentes com CI severa (n=51), 26 doentes    (51%) apresentavam IMA concomitante. (<a href="#f1">Figura    1</a>)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Selecionaram-se todos os doentes com CI severa (n=51), incluindo 25 doentes    com CI severa isolada e 26 doentes com CI severa e IMA concomitante e comparou-se    ambos os grupos. </p>     <p>Relativamente à idade e distribuição de género, não se identificaram diferenças    estatisticamente significativas entre os grupos CI severa isolada e CI severa+    IMA. (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Quando se comparou a prevalência de fatores    de risco cardiovasculares, identificou-se uma diferença estatisticamente significativa    com maior prevalência no grupo CI severa + IMA de fibrilação auricular (2/25    (8%) Vs 10/26 (38,5%); p=0,01) e de doença cardíaca isquémica (4/25 (16%) Vs    11/26 (42,3%); p=0,04). Não se encontraram diferenças estatisticamente significativas    nos restantes fatores de risco cardiovasculares estudados. (<a href="#t3">Tabela    3</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05t3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente a sintomas à admissão no serviço de urgência, constatou-se que    a dor abdominal foi o sintoma mais frequente à admissão em ambos os grupos (80%    e 80,8%), seguido de náuseas, vómitos e diarreia. Sinais de irritação peritoneal,    febre, taquicardia e quadro de choque foram raros à admissão em ambos os grupos.    Constatou-se uma diferença estatisticamente significativa na presença de obstipação    à admissão, mais prevalente no grupo CI severa + IMA (5/26 (19,2%) Vs 0; p=0,021)    e na presença de hematoquézias à admissão, mais prevalente no grupo CI severa    isolada (16/25 (64%) Vs 1/26 (3,8%); p&lt;0,001). (<a href="#t4">Tabela 4</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t4"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05t4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os dados relativos a estudo analítico e gasimetria arterial à admissão no serviço    de urgência foram analisados (<a href="#t5">Tabela 5</a>). Constatou-se uma    diferença estatisticamente significativa entre os grupos no que concerne ao    valor de hemoglobina, com níveis mais elevados no grupo CI severa + IMA (13,8    ± 1,9 Vs 11,4 ± 2,2; p= 0,0001). O doseamento de lactatos foi também significativamente    diferente entre os 2 grupos, com valores mais elevados no grupo CI severa +    IMA (7,6 ± 4,6 Vs 2,4 ± 1,3; p=0.001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t5"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05t5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os grupos CI severa isolada e CI severa + IMA foram avaliados para a presença    de CI do colon direito, tendo-se verificado a presença de CI do colon direito    em 18/26 (69,2%) dos doentes com CI severa + IMA por oposição a 2/25 (8%) dos    doentes com CI severa isolada (p&lt;0,001).</p>     <p>Um modelo de regressão multivariada logística binária foi aplicado, usando    preditores de IMA em doentes com CI severa identificados neste estudo como estatisticamente    significativos através de análise univariada, nomeadamente obstipação à admissão,    hematoquézias à admissão, doseamento de lactatos à admissão, doseamento de hemoglobina    à admissão, presença de CI do colon direito, antecedentes de doença cardíaca    isquémica e de fibrilação auricular. Constatou-se que o doseamento de lactatos    à admissão é um preditor independente de IMA em doente com CI grave (p=0.041).    (<a href="#t6">Tabela 6</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t6"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05t6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente à etiologia, os grupos CI severa isolada e CI severa + IMA foram    comparados, tendo-se demonstrado diferenças estatisticamente significativas    entre os grupos (<a href="#t7">Tabela 7</a>).      <p />&nbsp;&nbsp;      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t7"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05t7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p> De facto, a etiologia mais frequente no grupo CI severa isolada foi idiopático  (72% Vs 3,8% no grupo CI severa + IMA; p&lt;0,0001). No grupo CI severa + IMA,  as etiologias mais frequentes foram a embolia e trombose arterial (42,3% e 30,8%  respetivamente Vs 12 % em ambos os grupos na CI severa isolada; p&lt;0,0001).  Isquemia não oclusiva por hipoperfusão, sobretudo em contexto de doente crítico  foi a causa de 19,2% dos casos de CI severa + IMA por oposição a 4% na CI severa  isolada (p&lt;0,001). Na <a href="#t8">Tabela 8</a> apresenta-se a localização  da doença, sendo o vaso major mais atingido a artéria mesentérica superior (53,8%  dos doentes com CI severa + IMA e 8% dos doentes com CI severa isolada; p&lt;0,001).  Não se identificou vasos minor ou major atingidos em 76% dos doentes com CI severa  isolada por oposição a 19,2% dos doentes com CI severa + IMA (p&lt;0,001).     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t8"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a05t8.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A duração de internamento foi de 13 ± 12 dias no grupo de CI severa isolada    e 7 ± 13 dias no grupo de CI severa + IMA, sem diferenças estatisticamente significativas    entre os 2 grupos. </p>     <p>A taxa de mortalidade intra-hospitalar atingiu 16,0% no grupo de CI severa    isolada por oposição a 77,8% no grupo de CI severa + IMA sendo esta diferença    estatisticamente significativa (p&lt;0,0001). (Gráfico 1)</p>     <p><b>Discussão</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A CI é uma entidade clínica com um padrão de apresentação clínica muito variável,    pelo que a sua estratificação em classes de gravidade tem implicações importantes    no tratamento e prognóstico do doente. De facto, doentes classificados como    CI severa têm maior probabilidade de apresentar doença vascular obstrutiva major    como mecanismo etiológico e, por conseguinte, têm maior probabilidade de apresentarem    IMA concomitante. Neste estudo, não foi possível avaliar a presença de doença    vascular obstrutiva major nos doentes com CI ligeira e moderada, uma vez que    na maioria destes doentes o diagnóstico é feito por colonoscopia, não se realizando    estudos de imagem. No grupo CI severa, constatou-se que 49% dos doentes (n=25)    apresentaram atingimento arterial major (24% no grupo CI severa isolada Vs 73,1%    no grupo CI severa + IMA, p&lt;0,01). Também se constatou efetivamente um crescendo    estatisticamente significativo da presença de IMA consoante a gravidade crescente    da CI (p=0,0006). </p>     <p>Existem também diferenças na apresentação clínica a salientar. De facto a colite    isquémica isolada ao colon direito bem como a isquemia mesentérica aguda têm    uma associação significativamente inferior com a presença de hematoquézias quando    comparado com CI isolada, sobreponível com o já descrito na literatura. Isto    deve-se provavelmente ao atingimento mais marcado a nível da camada mucosa e    submucosa neste último grupo, por oposição a um atingimento transmural no primeiro.    Esta maior destruição da camada mais superficial do trato intestinal também    explica a ausência de obstipação no último grupo.(1,5)</p>     <p>Estes dados vêm suportar recomendações do American College of Gastroenterology    para a realização de Angio-TC em todos os doentes com CI classificada como severa,    com o objetivo de estabelecer um diagnóstico mais precoce de IMA e assim melhorar    o outcome destes doentes. </p>     <p>A comparação do outcome de doentes com CI severa constatou uma maior taxa de    mortalidade intra-hospitalar no grupo de doentes que apresentaram IMA concomitante    à CI severa (taxa de mortalidade 77,8% Vs 16,7% (p=0,0001). Os dados existentes    na literatura relativos à comparação destes dois grupos de doentes é muito limitada,    mas um estudo recente publicado com uma série de 445 doentes, concluiu que 8%    dos doentes com CI definitiva ou provável apresentavam envolvimento do intestino    delgado, com um aumento da taxa de mortalidade em análise multivariada (p&lt;0,001)(18)</p>     <p>Este trabalho pretendeu também comparar os doentes com CI classificada como    severa com e sem IMA concomitante, com o objetivo de estabelecer fatores preditivos    da presença de IMA. Identificou-se o nível de hemoglobina e de lactatos elevados    à admissão, padrão de apresentação com colite isquémica do cólon direito e a    presença de doença coronária e fibrilação auricular como fatores associados    à presença de IMA em doentes com CI severa em análise univariada.      <p>A regressão multivariada logística binária permitiu identificar o doseamento    elevado de lactatos como um fator preditor independente de IMA em doentes com    CI severa. </p>     <p>Os dados na literatura relativos a uma associação entre CI e IMA são escassos,    no entanto, a publicação em 2015 de recomendações do American College for Gastroenterology    bem como de estudos prospetivos sobre o tema, alerta para a necessidade de uma    abordagem global e multidisciplinar centrada no doente com o objetivo final    de diminuir a mortalidade por IMA. São, no entanto, necessários mais estudos    prospetivos para suportar futuras recomendações para diagnóstico precoce de    IMA em doentes com CI e assim aumentar a taxa de sucesso terapêutico.(14) </p>     <p>Existem algumas limitações a apontar a este estudo, nomeadamente a sua natureza    retrospetiva, a inclusão de um número relativamente baixo de doentes, a ausência    de dados relativos a d-dímeros (um marcador laboratorial precoce para o diagnóstico    e exclusão de isquemia mesentérica aguda)(18), bem como o o viés introduzido    pelo facto diagnóstico de isquemia mesentérica concomitante só ter estabelecido    nos doentes que realizaram angioTC ou que foram intervencionados cirurgicamente.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1. Features and Outcomes of Patients With Ischemia Isolated to the Right Side    of the Colon When Accompanied or Followed by Acute Mesenteric Ischemia. Feuerstadt,    P; Aroniadis, O; Brandt, LJ; Clin Gastroenterol Hepatol; 2015; 13(11):1962-8.  </p>     <!-- ref --><p>2. Anatomic patterns, patient characteristics, and clinical outcomes in ischemic    colitis: a study of 313 cases supported by histology. Brandt, LJ; Feuerstadt,    P; Blaszka,M; Am J Gastroenterol; 2010; 105(10):2245-52;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897945&pid=S1646-706X201800030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Epidemiology, clinical features, high risk factors, and outcome of acute    large bowel ischemia. Longstreth, GF: Yao, JF; Clin Gastroenterol Hepatool;    2009 Oct;7(10):1075-80.e1-2;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897947&pid=S1646-706X201800030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. A population-based study of incidence, risk factors, clinical spectrum,    and outcomes of ischemic colitis. Yadav, S; Dave,M; Edakkanambeth, V; et.al.    Clin Gastroenterol Hepatol. 2015 Apr;13(4):731-8.e1-6;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897949&pid=S1646-706X201800030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Clinical patterns and outcomes of ischaemic colitis: results of the working    group for the study of ischamic colitis in Spain. Montoro, MA; Brandt,LJ; Santolaria,S;    et.al. Scand J Gastroenterol. 2011 Feb;46(2):236-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897951&pid=S1646-706X201800030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Ischemic colitis: risk factors for eventual surgery. Paterno, F; McGillicuddy    EA; Schuster KM; et.al. Am J Surg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897953&pid=S1646-706X201800030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Risk factors associated with the developmentof ischemic colitis. Fernandez,    C; Núñez, L; González, E; et.al. World J Gastroenterol. 2010 Nov;200(5):646-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897955&pid=S1646-706X201800030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Epidemiology, risk and prognostic factors in mesenteric venous thrombosis.    Acosta, S; Alhadad A, Svensson P; et.al. Br J Surg. 2008 Oct;95(10):1245-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897957&pid=S1646-706X201800030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. A population-based study of incidence, risk factors, clinical spectrum,    and outcomes of ischemic colitis. Yadav, S; Dave,M; Edakkanambeth, V; et.al.    Clin Gastroenterol Hepatol. 2015 Apr;13(4):731-8.e1-6;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897959&pid=S1646-706X201800030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Acute intestinal ischaemia. Lock, G. Best Pract Res Clin Gastroenterol.    2001 Feb;15(1):83-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897961&pid=S1646-706X201800030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. AGA technical review on intestinal ischemia. Brandt, LJ; Boley, SJ; Gastroenterology.    2000 May;118(5):954-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897963&pid=S1646-706X201800030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Colonic ischemia. Greewald, DA; Brandt, LJ; J Clin Gastroenterol. 1998    Sep;27(2):122-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897965&pid=S1646-706X201800030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Cecal necrosis: infrequent variant os ischemic colitis. Report of five    cases. Scheler, JG; Hudlin, MM; Dis Colon Rectum. 2000 May;43(5):708-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897967&pid=S1646-706X201800030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. ACG Clinical Guideline: Epidemiology, Risk Factors, Patterns of Presentation,    Diagnosis, and Management of Colon Ischemia (CI). Brandt, LJ; Feuerstadt, P;    Longstreth, GF; et.al. Am J Gastroenterol. 2015 Jan;110(1):18-44;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897969&pid=S1646-706X201800030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Right colonic involvement is associated with severe forms of ischemic colitis    and occurs frequently in patients with chronic renal failure requiring hemodialysis.    Flobert, C. Cellier, C; Berger,A; et.al. Am J Gastroenterol. 2000 Jan;95(1):195-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897971&pid=S1646-706X201800030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Epidemiology, clinical features, high-risk factors and outcome of acute    large bowel ischemia. Longstreth, G; Yao, JF; Clin Gastroenterol Hepatol. 2009    Oct;7(10):1075-80&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897973&pid=S1646-706X201800030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17. ESTES guidelines: acute mesenteric ischaemia. Tilsed, JVT; Casamassima,    A; Kurihara,H; et.al. Eur J Trauma Emerg Surg. 2016 Apr;42(2):253-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=897974&pid=S1646-706X201800030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>18. Editor&apos;s Choice - Management of the Diseases of Mesenteric Arteries    and Veins: Clinical Practice Guidelines of the European Society of Vascular    Surgery (ESVS). Bjorck M, Koelemay M, Acosta S, European journal of vascular    and endovascular surgery. 2017;53(4):460-510</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Correio eletrónico: <a href="mailto:andreiasmpcoelho@gmail.com">andreiasmpcoelho@gmail.com</a>    (A. Coelho).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Responsabilidades éticas</b></p>     <p><b>Proteção depessoas e animais: </b>Os autores declaram que para esta investigação    não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>     <p><b>Confidencialidade dos dados: </b>Os autores declaram ter seguido os protocolos    do seu centro de trabalho acerca da publicação dos dados dos doent es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Direito </b><b>à </b><b>privacidade e consentimento informado: </b>Os autores    declaram quenãoconstam dadosde doentes neste artigo. </p>     <p><b>Conflitos de interesses: </b>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 22 de fevereiro de 2018</p>     <p>Aceite a 12 de agosto de 2018</p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Feuerstadt]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Features and Outcomes of Patients With Ischemia Isolated to the Right Side of the Colon When Accompanied or Followed by Acute Mesenteric Ischemia]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Gastroenterol Hepatol]]></source>
<year>2015</year>
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<page-range>1962-8</page-range></nlm-citation>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Brandt]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Anatomic patterns, patient characteristics, and clinical outcomes in ischemic colitis: a study of 313 cases supported by histology]]></article-title>
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