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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[TEVAR por úlcera penetrante da aorta complicada por pseudoaneurisma tardio]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[TEVAR following a penetrating aortic ulcer complicated with a late pseudoaneurysm formation]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Universitário de Coimbra Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-706X2018000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-706X2018000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-706X2018000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A patologia da aorta torácica contribui significativamente para a alta mortalidade da doença cardiovascular. Estudos radiológicos de alta resolução têm fornecido perspetivas interessantes relativas à sua etiopatogenia e permitiram a identificação de diferentes entidades subjacentes à síndrome aórtica aguda (SAA). Caso clínico: Doente de 51 anos admitido por quadro de dor torácica de início recente e instalação súbita com irradiação dorsal e HTA associada. Realizou angioTC que revelou UPA (úlcera penetrante aórtica) a nível da aorta torácica descendente, com espessamento parietal associado (compatível com HIM - hematoma intramural). Após internamento em unidade de cuidados intermédios, para terapêutica médica e vigilância, realizou nova angioTC às 72 horas que se mostrou sobreponível. Portanto, teve alta ao 5º dia de internamento assintomático. Aos 6M realizou nova angioTC que mostra regressão do HIM, contudo progressão da UPA com aparecimento de pseudoaneurisma. Deste modo, foi decidido avançar para TEVAR. O doente teve alta ao 2º dia pós-operatório assintomático, com exclusão da lesão sem fugas de acordo com angioTC. Discussão e Conclusão: A UPA, resulta, habitualmente, de erosão da placa ateromatosa podendo ser complicada por HIM, formação de pseudoaneurisma, progressão para dissecção aórtica ou rutura. É de realçar que a evolução e consequente história natural destas patologias permanece por esclarecer. O caso clínico aqui descrito reforça o entendimento do HIM, UPA e dissecção aórtica como fases diferentes da mesma doença. Espera-se que, no futuro, surjam novos dados relativos à fisiopatologia da doença e respetivo tratamento.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The thoracic aortic diseases are a major cause contributing to the high mortality rate of the cardiovascular disease. Recent high resolution radiologic studies have allowed us to get new perspectives related to their etiopathogenesis and the different stages of the acute aortic syndrome (AAS). Clinical case: This case report is about a 51 years old male patient that was referred to the ER with a sudden, acute and abrupt thoracic pain with dorsal irradiation. Also associated were high blood pressure values. An angioCT was immediately performed which showed a penetrating aortic ulcer (PAU) at the descending thoracic aorta with a parietal thickening (suggestive of intramural hematoma - IMH). After 72h of best medical treatment a new angioCT was done which was overlapping. So, it was decided to discharge the patient at the fifth day of hospital stay. At 6 months a new CT was done, this time showing regression of the intramural hematoma but a progression of the PAU to a false aneurysm. Given the new findings it was decided to perform a thoracic endovascular repair. The patient was, then, discharged at the second post-operative day without symptoms with an angioTC showing successful exclusion of the lesion without further complications. Discussion and Conclusion: The PAU usually results from the erosion of an atherosclerotic plaque which can then be complicated by an IMH, pseudoaneurysm formation or progression to an aortic dissection or rupture. It should be noted that the evolution and subsequent natural history of these pathologies remains, still, not totally clear. The clinical report hereby described reinforces the understanding of the IMH, the PAU and the aortic dissection as different stages of the same disease. We hope to see, in the future, new data related to this disease pathophysiology and respective treatment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CASOS CLÍNICOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>TEVAR por úlcera penetrante da aorta complicada por pseudoaneurisma    tardio</b></font></p>     <p><font size="3"><b>TEVAR following a penetrating aortic ulcer complicated with    a late pseudoaneurysm formation</b></font></p>     <p>André Marinho<sup>1</sup>; Carolina Lobo Mendes<sup>1</sup>; Roger Rodrigues<sup>1</sup>;    Barbara Pereira<sup>1</sup>; Mário Moreira<sup>1</sup>, Mafalda Correia<sup>1</sup>;    Pedro Lima<sup>1</sup>; Luís Antunes<sup>1</sup>; Manuel Fonseca<sup>1</sup>;    Óscar Gonçalves<sup>1</sup> </p>     <p>1. Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular, Centro Hospitalar Universitário    de Coimbra</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdução:</b> A patologia da aorta torácica contribui significativamente    para a alta mortalidade da doença cardiovascular. Estudos radiológicos de alta    resolução têm fornecido perspetivas interessantes relativas à sua etiopatogenia    e permitiram a identificação de diferentes entidades subjacentes à síndrome    aórtica aguda (SAA).</p>     <p><b>Caso clínico:</b> Doente de 51 anos admitido por quadro de dor torácica    de início recente e instalação súbita com irradiação dorsal e HTA associada.    Realizou angioTC que revelou UPA (úlcera penetrante aórtica) a nível da aorta    torácica descendente, com espessamento parietal associado (compatível com HIM    - hematoma intramural). Após internamento em unidade de cuidados intermédios,    para terapêutica médica e vigilância, realizou nova angioTC às 72 horas que    se mostrou sobreponível. Portanto, teve alta ao 5º dia de internamento assintomático.    Aos 6M realizou nova angioTC que mostra regressão do HIM, contudo progressão    da UPA com aparecimento de pseudoaneurisma. Deste modo, foi decidido avançar    para TEVAR. O doente teve alta ao 2º dia pós-operatório assintomático, com exclusão    da lesão sem fugas de acordo com angioTC.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussão e Conclusão:</b> A UPA, resulta, habitualmente, de erosão da placa    ateromatosa podendo ser complicada por HIM, formação de pseudoaneurisma, progressão    para dissecção aórtica ou rutura. É de realçar que a evolução e consequente    história natural destas patologias permanece por esclarecer. O caso clínico    aqui descrito reforça o entendimento do HIM, UPA e dissecção aórtica como fases    diferentes da mesma doença. Espera-se que, no futuro, surjam novos dados relativos    à fisiopatologia da doença e respetivo tratamento.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> aorta torácica, úlcera penetrante aórtica, síndrome    aórtica aguda, pseudoaneurisma, TEVAR</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> The thoracic aortic diseases are a major cause contributing    to the high mortality rate of the cardiovascular disease. Recent high resolution    radiologic studies have allowed us to get new perspectives related to their    etiopathogenesis and the different stages of the acute aortic syndrome (AAS).</p>     <p><b>Clinical case:</b> This case report is about a 51 years old male patient    that was referred to the ER with a sudden, acute and abrupt thoracic pain with    dorsal irradiation. Also associated were high blood pressure values. An angioCT    was immediately performed which showed a penetrating aortic ulcer (PAU) at the    descending thoracic aorta with a parietal thickening (suggestive of intramural    hematoma - IMH). After 72h of best medical treatment a new angioCT was done    which was overlapping. So, it was decided to discharge the patient at the fifth    day of hospital stay. At 6 months a new CT was done, this time showing regression    of the intramural hematoma but a progression of the PAU to a false aneurysm.    Given the new findings it was decided to perform a thoracic endovascular repair.    The patient was, then, discharged at the second post-operative day without symptoms    with an angioTC showing successful exclusion of the lesion without further complications.</p>     <p><b>Discussion and Conclusion:</b> The PAU usually results from the erosion    of an atherosclerotic plaque which can then be complicated by an IMH, pseudoaneurysm    formation or progression to an aortic dissection or rupture. It should be noted    that the evolution and subsequent natural history of these pathologies remains,    still, not totally clear. The clinical report hereby described reinforces the    understanding of the IMH, the PAU and the aortic dissection as different stages    of the same disease. We hope to see, in the future, new data related to this    disease pathophysiology and respective treatment.</p>     <p><b>Keywords:</b> thoracic aorta, penetrating aortic ulcer, acute aortic syndrome,    pseudoaneurisma, TEVAR</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A patologia da aorta torácica contribui significativamente para a alta mortalidade    associada a doença cardiovascular(1,2). Recentemente, estudos radiológicos de    alta resolução têm fornecido perspetivas interessantes relativas à etiopatogenia    da patologia aórtica e permitiram a identificação de diferentes entidades subjacentes    à síndrome aórtica aguda (SAA)(3,4).</p>     <p>A SAA caracteriza-se, clinicamente, por dor de início agudo, localizada na    região torácica ou interescapular, podendo ser causada, de acordo com Svenson,    por diferentes patologias, nomeadamente, dissecção aórtica clássica, hematoma    intramural (HIM), pequena dissecção, úlcera penetrante da aorta (UPA) e secção    iatrogénica ou traumática da aorta. Além destes, a patologia aneurismática da    aorta torácica também pode originar SAA.(2,5)</p>     <p><b>Caso Clínico</b></p>     <p>Este caso clínico refere-se a um doente de 51 anos admitido via serviço de    urgência, por quadro de dor torácica intensa, de início súbito, com irradiação    dorsal e cerca de 6 horas de evolução. Sem náuseas ou vómitos associados. Nega    história de febre, mal-estar ou outras alterações.</p>     <p>Antecedentes de hipertensão não controlada, tabagismo (60 UMA), dislipidémia    e obesidade (IMC 32). Sem medicação habitual.</p>     <p>Ao exame objetivo, encontrava-se consciente e colaborante, hemodinamicamente    estável, com hipertensão arterial (153/71 mmHg). Pulsos femorais, poplíteos    e distais palpáveis bilateralmente.</p>     <p>Realizou angioTC (<a href="#f1">Fig. 1</a>) que confirmou suspeita de síndrome    aórtico aguda, identificando-se sinais de hematoma intramural da aorta torácica    e abdominal, envolvendo, sobretudo, a parede antero lateral esquerda, com início    distalmente à origem da artéria subclávia esquerda e terminando a nível da bifurcação    aórtica, com espessamento máximo de 11mm. Identificada, também, pequena ulceração    a nível da aorta torácica descendente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a07f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi, deste modo, iniciada perfusão endovenosa de labetalol e, de seguida, dinitrato    de isossorbido, com vista a um controlo tensional com pressão arterial sistólica    entre 100 a 120 mmHg e frequência cardíaca inferior a 60 bpm.</p>     <p>Como tal, foi decidido o internamento do doente em unidade de cuidados intermédios    para manutenção de tratamento médico repetindo angioTC às 72 horas, que se mostrou    sobreponível. Resolução do quadro álgico.</p>     <p>Após controlo adequado da tensão arterial e transição para anti-hipertensores    orais, teve alta ao 5º dia de internamento assintomático.</p>     <p>Realizado seguimento em consulta, sendo que apesar de se manter sem queixas    e com tensão arterial controlada, realizou nova angioTC aos 6M (<a href="#f2">fig.    2</a> e <a href="#f3">3</a>) que revelou: regressão do HIM, contudo progressão    da UPA com aparecimento de lesão com crescimento excêntrico, compatível com    pseudoaneurisma, apresentando 19mm de profundidade e 37mm de extensão crânio-caudal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a07f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a07f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Deste modo, trata-se de apresentação sintomática e progressão da doença com    aparecimento de imagem de pseudoaneurisma no local de úlcera penetrante da aorta    prévia, apesar de regressão do hematoma periaórtico associado ao longo da aorta    torácica e abdominal. Dado risco de complicações dramáticas, optou-se por avançar    para tratamento endovascular com colocação de endoprótese aórtica Gore® TAG,    34mm x 100mm, via femoral direita por exposição cirúrgica e punção umeral esquerda.    Durante o procedimento foram administrados 80cc de contraste iodado com tempo    de fluoroscopia de 5 minutos. Controlo final com posicionamento adequado da    endoprótese sem imagem de endofugas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alta ao 2º dia pós-operatório com angioTC de controlo agendada para o final    do 1º mês pós-tratamento (<a href="#f4">Fig. 4</a>). Esta mostrou prótese bem    implantada com exclusão do pseudoaneurisma.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/ang/v14n3/14n3a07f4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p><b>UPA</b></p>     <p>A UPA foi descrita inicialmente por Shennan em 1934(6), contudo, só recentemente    se começou a assumir como uma variante distinta da dissecção aórtica clássica(7).    Estima-se, pela literatura, que cerca de 2.3-7.6% dos SAA correspondam a UPA(8).    Esta caracteriza-se pelo aparecimento de ulceração de placa aterosclerótica    através da lâmina elástica interna até à camada média. Surge, sobretudo, em    doentes com doença aterosclerótica durante a 7ª década de vida(7).</p>     <p>Imagiologicamente, a UPA surge como uma, ou várias, pequenas erosões tipo “cratera”,    preenchidas com contraste, de limites algo irregulares, associada a espessamento    da parede aórtica e deslocamento luminal da íntima calcificada pelo hematoma    intramural associado. É mais frequente na aorta descendente.</p>     <p>Apesar da taxa de crescimento ser desconhecida sabe-se que 20-30% dos doentes    assintomáticos sofrem progressão da doença.(9)</p>     <p>As suas complicações podem passar por hematoma intramural devido a erosão de    vasa vasorum pela úlcera, formação de pseudoaneurisma, progressão para dissecção    aórtica ou rutura (até 40% dos casos).(4,10,11)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim como para o HIM, a história natural destas doenças não está completamente    esclarecida, havendo, até, informação algo contraditória no que respeita à sua    evolução, com alguns autores a atribuírem um comportamento mais maligno e outros    a relatar baixa incidência de complicações graves. O principal fator que parece    indicar a evolução num sentido ou no outro parece ser a presença/ausência de    sintomas(12).</p>     <p><b>HIM</b></p>     <p>HIM define-se como a presença de sangue entre a íntima e a média sem solução    de continuidade da primeira identificável nos exames de imagem. HIM pode ser    um percursor tanto da UPA como da dissecção aórtica clássica.(13)</p>     <p>Cerca de 50-85% dos casos de HIM localizam-se na aorta torácica descendente.    Entre 5 a 15% dos doentes têm dissecção aórtica associada. A fisiopatologia    subjacente permanece controversa, com novas teorias que sugerem a existência    de soluções de continuidade a nível da íntima que permitem passagem de sangue    do lúmen para a parede arterial que posteriormente trombosa e origina o hematoma,    contrariando a definição prévia.(13,14) </p>     <p>A definição de HIM clássica, assumindo-se como coleção hemática entre as camadas    da parede arterial, sem solução de continuidade da íntima, tem sido posto em    causa por vários investigadores, que defendem a presença de fissuras que podiam    não ser visíveis por métodos de imagem mais antigos, como defendido pelo grupo    de Vienna(15), com implicações práticas no tratamento pois, aparentemente, tentando    cobrir estas fissuras durante o tratamento endovascular é possível verificar    uma regressão do hematoma na sua restante extensão.</p>     <p>Como tal, cada vez mais, se aceitam estas duas entidades como fases da mesma    doença e se percebe que, hoje, ainda não se conhece totalmente a história natural    desta patologia.(16)</p>     <p><b>Tratamento</b></p>     <p>Doentes com HIM ou UPA não complicados, após o tratamento médico inicial e    manutenção de controlo tensional apertado, devem ser submetidos a um plano de    vigilância rigoroso (evidência I, recomendação 20, de acordo com as linhas de    orientação publicadas pela European Society for Vascular Surgery - ESVS - para    a patologia da aorta torácica descendente)(12). </p>     <p>Nos casos de patologia da aorta torácica descendente em que o tratamento cirúrgico    está indicado, o tratamento endovascular apresenta-se como uma opção com menor    morbimortalidade(17-19).</p>     <p>Relativamente à UPA, dado os resultados promissores do tratamento endovascular,    advoga-se o tratamento em doentes complicados (p. ex. pseudoaneurisma ou rutura)    ou sintomáticos sem resposta ao tratamento médico, apesar da falta de evidência    científica. A associação entre o diâmetro da aorta e o risco de complicações    não está totalmente esclarecido, ainda assim, de acordo com as linhas de orientação    publicadas pela ESVS para a patologia da aorta torácica descendente, sugere-se    o tratamento endovascular precoce em doentes em que a úlcera tenha diâmetro    superior a 20mm ou 10mm de profundidade e doentes, com dor persistente apesar    da terapêutica médica, dado o risco de progressão da doença (grau de evidência    IIa, recomendação 22 das linhas de orientação publicadas pela ESVS referidas    anteriormente)(9,12,13).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso do HIM, ainda que não haja evidência que suporte inequivocamente o    tratamento cirúrgico destes doentes, as linhas de orientação da ESVS sugerem    que este seja preconizado nos casos em que haja evolução da doença para UPA,    progressão do hematoma periaórtico ou disrupção da íntima (evidência IIa, recomendação    21 das linhas de orientação publicadas pela ESVS referidas anteriormente).(12)    De acordo com os dados recentes, devem-se preferir stents longos para cobrir    eventuais pontos de rutura da intima, como tal, imagens de alta resolução utilizando    angioTC de cortes finos e reconstruções deve ser rotina em todos os doentes.</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>De facto, é de realçar, apesar da evolução dos estudos imagiológicos e da informação    que vai surgindo sobre esta patologia, que a sua evolução e consequente história    natural permanece por esclarecer.</p>     <p>Neste caso clínico salienta-se a presença múltiplos fatores de risco ateroscleróticos    e a aparente solução de continuidade / disrupção da íntima, característicos    da UPA, mas, simultaneamente, a ausência de placas ateroscleróticas visíveis,    a idade do doente e a presença de espessamento parietal, mais sugestivos HIM.  </p>     <p>Deste modo, verificando-se progressão da doença e complicação com aparecimento    de pseudoaneurisma, avançou-se para o tratamento endovascular que permitiu exclusão    com sucesso da lesão e estabilização do quadro.</p>     <p>Admite-se que, no futuro, surjam novos dados relativos à fisiopatologia da    doença e respetivo tratamento. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b> </p>     <!-- ref --><p>1. Erbel R. Diseases of the thoracic aorta. Heart 2001;86:227e34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898202&pid=S1646-706X201800030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Svensson LG, Kouchoukos NT, Miller DC, Bavaria JE, Coselli JS, Curi MA,    et al. Expert consensus document on the treatment of descending thoracic aortic    disease using endovascular stent-grafts. Ann Thorac Surg 2008;85:S1e41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898204&pid=S1646-706X201800030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Svensson LG, Labib SB, Eisenhauer AC, Butterly JR. Intimal tear without    hematoma: an important variant of aortic dissection that can elude current imaging    techniques. Circulation 1999; 99:1331e6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898206&pid=S1646-706X201800030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Erbel R, Alfonso F, Boileau C, Dirsch O, Eber B, Haverich A, et al. Diagnosis    and management of aortic dissection. Eur Heart J 2001;22:1642e81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898208&pid=S1646-706X201800030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Sundt TM. Intramural hematoma and penetrating aortic ulcer. Curr Opin Cardiol    2007;22:504e9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898210&pid=S1646-706X201800030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Shennan T. Dissecting aneurysms. Medical research council, special report    series Nº 193. London: HMSO; 1934.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898212&pid=S1646-706X201800030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Stanson AW, Kazmier FJ, Hollier LH, Edwards WD, Pairolero PC, Sheedy PF,    et al. Penetrating atherosclerotic ulcers of the thoracic aorta: natural history    and clinicopathologic correlations. Ann Vasc Surg 1986;1:15e23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898214&pid=S1646-706X201800030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Vilacosta I, San Roman JA, Aragoncillo P, Ferreiros J, Mendez R, Graupner    C, et al. Penetrating atherosclerotic aortic ulcer: documentation by transesophageal    echocardiography. J Am Coll Cardiol 1998;32:83e9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898216&pid=S1646-706X201800030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Evangelista A, Czerny M, Nienaber C, Schepens M, Rousseau H, Cao P, et al.    Interdisciplinary expert consensus on management of type B intramural haematoma    and penetrating aortic ulcer. Eur J Cardiothorac Surg 2015;47: 1037e43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898218&pid=S1646-706X201800030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Coady MA, Rizzo JA, Hammond GL, Pierce JG, Kopf GS, Elefteriades JA. Penetrating    ulcer of the thoracic aorta: what is it? How do we recognize it? How do we manage    it? J Vasc Surg 1998;27:1006e15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898220&pid=S1646-706X201800030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Tittle SL, Lynch RJ, Cole PE, Singh HS, Rizzo JA, Kopf GS, et al. Midterm    follow-up of penetrating ulcer and intramural hematoma of the aorta. J Thorac    Cardiovasc Surg 2002;123:1051e9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898222&pid=S1646-706X201800030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Management of Descending Thoracic Aorta Diseases Clinical - Practice Guidelines    of the European Society for Vascular Surgery (ESVS). Europ Journal Vasc Endov    Surg 2017 53,1,4-52&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898224&pid=S1646-706X201800030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>13. Nienaber CA, Eagle KA. Aortic dissection: new frontiers in diagnosis and    management: part I: from etiology to diagnostic strategies. Circulation 2003;108:628e35.</p>     <p>14. Nienaber CA, Sievers HH. Intramural hematoma in acute aortic syndrome;    more than one variant of dissection? Circulation 2002;106:284e5.</p>     <!-- ref --><p>15. Nathan DP, Boonn W, Lai E, Wang GJ, Desai N, Woo EY, et al. Presentation,    complications, and natural history of penetrating atherosclerotic ulcer disease.    J Vasc Surg 2012;55:10e5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898227&pid=S1646-706X201800030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Grimm M, Loewe C, Gottardi R, Funovics M, Zimpfer D, Rodler S, et al. Novel    insights into the mechanisms and treatment of intramural hematoma affecting    the entire thoracic aorta. Ann Thorac Surg 2008;86:453e6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898229&pid=S1646-706X201800030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Geisbüsch P, Kotelis D, Weber TF, Hyhlik-Dürr A, Kauczor HU, Böckler D.    Early and midterm results after endovascular stent graft repair of penetrating    aortic ulcers. J Vasc Surg 2008;48: 1361e8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898231&pid=S1646-706X201800030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Eggebrecht H, Plicht B, Kahlert P, Erbel R. Intramural hematoma and penetrating    ulcers: indications to endovascular treatment. Eur J Vasc Endovasc Surg 2009;38:659e65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898233&pid=S1646-706X201800030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Clough RE, Mani K, Lyons OT, Bell RE, Zayed HA, Waltham M, et al. Endovascular    treatment of acute aortic syndrome. J Vasc Surg 2011;54:1580e7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=898235&pid=S1646-706X201800030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n    para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Correio eletrónico: <a href="mailto:andremarinho8@gmail.com">andremarinho8@gmail.com</a>    (A. Marinho).      <p>      <p><b>Responsabilidades éticas</b></p>     <p><b>Proteção de pessoas e animais:</b> Os autores declaram que para esta investigação    não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>     <p><b>Confidencialidade dos dados:</b> Os autores declaram ter seguido os protocolos    do seu centro de trabalho acerca da publicação dos dados dos doentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Direito à privacidade e consentimento informado:</b> Os autores declaram    que não aparecem dados de doentes neste artigo.</p>     <p><b>Conflitos de interesses:</b> Os autores declaram não haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 12 de junho de 2017</p>     <p>Aceite a 12 de agosto de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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