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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Estudos Medievais, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Igreja do Mosteiro de Santa Maria das Júnias (Vila Real): Um estudo histórico-arquitectónico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Church of the Monastery of Santa Maria das Júnias nowadays is located in the district of Vila Real, municipality of Montalegre. The construction of this building, in the romanesque style, must have taken place during the 12th century. There is a very strong possibility that there had been, in the same place, an older religious structures, although there is no evidence of such, except for references in some written documents of the time. This church reveals several architectural alterations in different periods, directly related to the religious history of the Kingdom of Portugal. By analysing its arquitectural strutcture and considering the religious history and the religious orders related to this monument, an attempt has been made to understand the historical and architectural development of the Monastery of Santa Maria das Júnias and, more specifically, of its Church.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Igreja românica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p> <b>A Igreja do Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias (Vila Real). Um estudo hist&oacute;rico-arquitect&oacute;nico</b></p>     <p><b>Sofia Lovegrove</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup>FCSH-UNL, Lisboa, Portugal. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:lovegrove.sofia@gmail.com">lovegrove.sofia@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo </b></p>      <p>A Igreja do Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias localiza-se no actual distrito de Vila Real, concelho de Montalegre. A sua constru&ccedil;&atilde;o situar-se-&aacute; no s&eacute;culo XII e enquadra-se no estilo rom&acirc;nico. Considera-se a forte possibilidade da exist&ecirc;ncia de uma estrutura religiosa de cronologia mais recuada, no mesmo espa&ccedil;o, embora desta n&atilde;o subsistam quaisquer vest&iacute;gios, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o de algumas men&ccedil;&otilde;es em documentos da &eacute;poca.</p>     <p>A sua hist&oacute;ria foi marcada por diversos momentos construtivos, directamente associados &agrave; conjuntura religiosa do reino de Portugal. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise da sua estrutura arquitect&oacute;nica, em paralelo com a hist&oacute;ria religiosa deste monumento, da regi&atilde;o em que se insere e das ordens religiosas a que este esteve associado, procurou-se compreender a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e arquitect&oacute;nica do Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias e, mais especificamente, da sua igreja.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Igreja rom&acirc;nica, Santa Maria das J&uacute;nias, ordens religiosas, evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rico-arquitect&oacute;nica.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Abstract</b></p>     <p>The Church of the Monastery of Santa Maria das J&uacute;nias nowadays is located in the district of Vila Real, municipality of Montalegre. The construction of this building, in the romanesque style, must have taken place during the 12th century. There is a very strong possibility that there had been, in the same place, an older religious structures, although there is no evidence of such, except for references in some written documents of the time.</p>     <p>This church reveals several architectural alterations in different periods, directly related to the religious history of the Kingdom of Portugal. By analysing its arquitectural strutcture and considering the religious history and the religious orders related to this monument, an attempt has been made to understand the historical and architectural development of the Monastery of Santa Maria das J&uacute;nias and, more specifically, of its Church.</p>     <p><b>Keywords</b>: Romanesque church, Santa Maria das J&uacute;nias, religious orders, historical and architectural evolution.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Localiza&ccedil;&atilde;o </b></p>     <p>O mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias localiza-se na actual prov&iacute;ncia de Tr&aacute;s-os-Montes, distrito de Vila Real, concelho de Montalegre, a cerca de dois quil&oacute;metros a Sul da freguesia de Pit&otilde;es das J&uacute;nias<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. O mosteiro encontra-se implantado num vale na margem ocidental da Ribeira de Campesinho, em lugar ermo, de dif&iacute;cil visibilidade e acesso, actualmente integrado no Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s (<a href="#f1">fig. 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&laquo;A busca inicial de lugares f&eacute;rteis e relativamente afastados correspondia &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es de S&atilde;o Bernardo, cuja regra proclamava o isolamento e a concentra&ccedil;&atilde;o espiritual, num regime de quase auto-subsist&ecirc;ncia, apenas com recurso ao trabalho de monges conversos&raquo;<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Atrav&eacute;s da proximidade a um curso de &aacute;gua e da pr&aacute;tica da pastor&iacute;cia, actividade econ&oacute;mica que este lugar ainda hoje privilegia<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, ter&atilde;o sido reunidas as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias e suficientes &agrave; sobreviv&ecirc;ncia do mosteiro e da sua comunidade mon&aacute;stica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e arquitect&oacute;nica </b></p>     <p>A op&ccedil;&atilde;o de focar o presente estudo apenas na igreja deve-se ao facto de as depend&ecirc;ncias mon&aacute;sticas, excluindo o claustro, serem j&aacute; posteriores ao per&iacute;odo medieval<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, e ao facto de esta ser, de todo o conjunto arquitect&oacute;nico, o &uacute;nico elemento totalmente conservado. Ser&aacute; abordada a sua evolu&ccedil;&atilde;o arquitect&oacute;nica, marcada por um n&uacute;mero consider&aacute;vel de altera&ccedil;&otilde;es, bem como a sua evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica, &agrave;s quais os diversos momentos construtivos se associam. Considera-se que ambas as vertentes de an&aacute;lise, tanto o ponto de vista material como hist&oacute;rico, se complementam e contribuem para a compreens&atilde;o desta igreja no quadro mais abrangente da hist&oacute;ria religiosa de Portugal.</p>     <p>Segundo uma lenda local, dois cavaleiros, durante uma ca&ccedil;ada, ter&atilde;o encontrado junto a um carvalho uma imagem de Nossa Senhora com o Menino e, mostrando a sua devo&ccedil;&atilde;o, a&iacute; ter&atilde;o constru&iacute;do um pequeno local de culto. Por ter sido conservada pela tradi&ccedil;&atilde;o oral, a lenda apresenta ligeiras varia&ccedil;&otilde;es entre as vers&otilde;es existentes<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Poder-se-ia admitir que este primitivo lugar de culto, associado a esta hist&oacute;ria, &laquo;possa ter estado na origem de uma forma de vida erem&iacute;tica, prel&uacute;dio da forma&ccedil;&atilde;o do subsequente mosteiro beneditino&raquo;<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; origem hist&oacute;rica do mosteiro, verifica-se alguma diverg&ecirc;ncia entre os autores. Alguns apoiam a hip&oacute;tese de se tratar de uma funda&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo IX, primeiro ocupada por uma comunidade religiosa erem&iacute;tica de Regra hisp&acirc;nica e s&oacute; posteriormente &laquo;normalizada&raquo; pelos Beneditinos cluniacenses<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Gerhard N. Graf chega a propor a hip&oacute;tese de que este poss&iacute;vel eremit&eacute;rio tivesse sido destru&iacute;do no contexto da presen&ccedil;a mu&ccedil;ulmana na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, sendo depois reconstru&iacute;do no s&eacute;culo XII. Salienta-se, no contexto desta tese, a exist&ecirc;ncia de dois documentos no Tombo do Mosteiro de Celanova referentes a Santa Maria das J&uacute;nias e datados de 953 e 1100<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. &Eacute; de referir ainda uma proposta interpretativa apresentada por Delmira Espada que, atrav&eacute;s da an&aacute;lise da m&eacute;trica da igreja, sugere a exist&ecirc;ncia de um local de culto que remontar&aacute; ao per&iacute;odo romano, nas funda&ccedil;&otilde;es do qual se ter&aacute; erigido o edif&iacute;cio rom&acirc;nico<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. No entanto, penso que esta hip&oacute;tese teria de ser melhor fundamentada, antes de ser considerada como uma possibilidade. </p>     <p>Outros autores consideram que este mosteiro constitui uma funda&ccedil;&atilde;o beneditina de raiz, j&aacute; do s&eacute;culo XII<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. Os investigadores que defendem esta segunda hip&oacute;tese apoiam-se sobretudo no facto de Frei Le&atilde;o de S. Tom&aacute;s referir, na <i>Beneditina Lusitana,</i> a exist&ecirc;ncia do mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias filiado na Regra de S. Bento j&aacute; no ano de 889<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. No entanto, a refer&ecirc;ncia a esta regra mon&aacute;stica reveste-se de anacronismo, dado que ela &eacute; introduzida em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s na segunda metade do s&eacute;culo XI<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> e, no caso do mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias, provavelmente s&oacute; nos finais da primeira metade do s&eacute;culo XII<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>A primeira refer&ecirc;ncia segura de que se disp&otilde;e corresponde a uma inscri&ccedil;&atilde;o gravada em dois silhares na fachada lateral Norte da igreja (<a href="#f2">fig. 2</a>)<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. De acordo com a transcri&ccedil;&atilde;o de M&aacute;rio Barroca<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> &#8211; &laquo;Era M&ordf; C&ordf; L XXXV&ordf;&raquo; &#8211; esta deve ser lida como Era Hisp&acirc;nica de 1185, <i>Anno Domini </i>de 1147<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>. Esta poder&aacute; constituir a inscri&ccedil;&atilde;o comemorativa da funda&ccedil;&atilde;o do mosteiro, do in&iacute;cio das obras, da sua conclus&atilde;o ou da sagra&ccedil;&atilde;o da igreja. Acrescente-se que um documento conservado nos Arquivos da prov&iacute;ncia de Orense indica que a sua data da funda&ccedil;&atilde;o ter&aacute; sido, aproximadamente, no ano de 1147<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Mais tarde, dois diplomas de 21 de Novembro de 1248, ambos exarados no <i>Liber Fidei</i>, registam o processo de transfer&ecirc;ncia do mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias da Ordem de S. Bento para a Ordem de Cister, altura em que passa a estar filiado, em per&iacute;odos alternados, ao mosteiro de Oseira (Galiza) e ao mosteiro de Santa Maria de Bouro<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. No primeiro diploma, o Arcebispo de Braga, D. Jo&atilde;o Egas (1245-1255), autoriza a mudan&ccedil;a de Ordem depois de um apelo feito pelo Papa Inoc&ecirc;ncio IV (1243-1254) atrav&eacute;s da bula <i>Benigvolum et Benignum </i>(23 de Junho de 1247). Nesta bula, refere-se explicitamente que Santa Maria das J&uacute;nias pertencia &agrave; Ordem de S. Bento e que pretendia abra&ccedil;ar a Ordem de Cister, o que est&aacute; de acordo com o estilo rom&acirc;nico que caracteriza a igreja. Assim, os autores mencionados consideram que a funda&ccedil;&atilde;o do mosteiro, originalmente beneditina, tenha ocorrido nos finais da primeira metade do s&eacute;culo XII, cerca de 1147, e que s&oacute; em meados do s&eacute;culo XIII, o mosteiro tenha adoptado a Ordem de Cister<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta forma, concluo que apesar de n&atilde;o possuirmos documenta&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita nem vest&iacute;gios materiais, poder-se-&aacute; admitir a exist&ecirc;ncia de um primitivo local de culto, mais tarde absorvido pelo movimento de renova&ccedil;&atilde;o mon&aacute;stica e refundado segundo a Regra Beneditina, no s&eacute;culo XII. De facto, n&atilde;o s&oacute; era frequente a constru&ccedil;&atilde;o sobre locais onde haviam j&aacute; existido templos primitivos &#8211; ou de que subsistia a tradi&ccedil;&atilde;o da sua exist&ecirc;ncia &#8211;, como a generalidade das funda&ccedil;&otilde;es estaria ligada a uma lenda miraculosa, sendo a maioria das funda&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nicas assumida como uma refunda&ccedil;&atilde;o, invocando quase sempre uma tradi&ccedil;&atilde;o de sacralidade do local<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. Esta continuidade fazia-se por motivos de ordem simb&oacute;lica e estrat&eacute;gica, pois um lugar santificado, geralmente associado a pr&aacute;ticas cemiteriais (locais associados ao mart&iacute;rio de santos) ou a lendas e tradi&ccedil;&otilde;es fortemente enraizadas no imagin&aacute;rio local, dificilmente era abandonado<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. Por este motivo, torna-se dif&iacute;cil, na maioria dos casos, determinar a primitiva funda&ccedil;&atilde;o de mosteiros.</p>     <p>O movimento de renova&ccedil;&atilde;o mon&aacute;stica acima referido dever&aacute; ser entendido no contexto do s&eacute;culo XII. Este s&eacute;culo foi caracterizado sobretudo pela afirma&ccedil;&atilde;o e reconhecimento de Afonso Henriques como rei e Portugal como reino pelo papa Alexandre III (1179), bem como pelos conflitos com os reinos crist&atilde;os vizinhos e com os mu&ccedil;ulmanos a Sul (contexto do movimento designado de &laquo;Reconquista Crist&atilde;&raquo;). Neste reino essencialmente rural, foi de grande import&acirc;ncia a fixa&ccedil;&atilde;o dos mosteiros, que constitu&iacute;am verdadeiros p&oacute;los de dinamiza&ccedil;&atilde;o, protec&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio. No caso espec&iacute;fico do mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias, &eacute; poss&iacute;vel que este tenha detido um importante papel enquanto local de passagem e apoio aos peregrinos. Tenha-se em conta a sua relativa proximidade a Santiago de Compostela, um dos mais importantes centros de peregrina&ccedil;&atilde;o da Idade M&eacute;dia (<a href="#f3">fig. 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Mesmo considerando a tese que defende a sua funda&ccedil;&atilde;o anterior ao s&eacute;culo XII, a igreja e o mosteiro n&atilde;o apresentam vest&iacute;gios evidentes desta primeira fase de constru&ccedil;&atilde;o. Por esse motivo, inicio a an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o arquitect&oacute;nica pela fase que corresponde &agrave; constru&ccedil;&atilde;o beneditina, a que geralmente se associa a ep&iacute;grafe j&aacute; referida. A este momento, iniciado no s&eacute;culo XII, correspondem a igreja, composta por dois corpos de planta rectangular &#8211; a nave &uacute;nica e a cabeceira de uma s&oacute; capela, bem como grande parte dos motivos decorativos que podem ser encontrados no interior e exterior do respectivo corpo<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>De uma segunda fase, correspondente &agrave; adop&ccedil;&atilde;o dos costumes cistercienses (meados do s&eacute;culo XIII), n&atilde;o h&aacute; testemunhos evidentes de grandes mudan&ccedil;as arquitect&oacute;nicas, mas esta passagem ter&aacute; trazido alguns benef&iacute;cios econ&oacute;micos. A t&iacute;tulo de exemplo, no testamento de D. Afonso III, o mosteiro &eacute; contemplado com doa&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia. O claustro ter&aacute; sido constru&iacute;do anteriormente<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> ou pouco depois da ades&atilde;o a Cister. Dele resta o &acirc;ngulo Nordeste, com um m&oacute;dulo de tr&ecirc;s arcos de volta perfeita, compreendido entre dois pilares rectangulares (<a href="#f11">fig. 11</a>). Importa aqui referir que estes arcos constituem um rar&iacute;ssimo testemunho ao n&iacute;vel da arquitectura rom&acirc;nica portuguesa, no actual territ&oacute;rio portugu&ecirc;s.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f9.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f10.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f11"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f11.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O claustro, desde que foi constru&iacute;do, passou a desempenhar um papel fundamental na arquitectura do mosteiro, funcionando como elemento modelador dos restantes espa&ccedil;os constru&iacute;dos<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. No s&eacute;culo XIV ou, possivelmente, ainda nos finais do s&eacute;culo XIII<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>, devido ao assoreamento progressivo da plataforma onde se instalou o mosteiro, ter-se-&aacute; verificado a reconstru&ccedil;&atilde;o e o alteamento da cabeceira da igreja, agora com uma constru&ccedil;&atilde;o plenamente g&oacute;tica (embora mantendo o princ&iacute;pio original da planta), que se reflecte sobretudo ao n&iacute;vel do abobodamento em cruzaria de ogivas. Verificou-se tamb&eacute;m a abertura de duas janelas de arco quebrado, uma na fachada oriental e outra na fachada Norte, esta integrando tamb&eacute;m a representa&ccedil;&atilde;o escult&oacute;rica de um monge, em posi&ccedil;&atilde;o horizontal, sob a janela (<a href="#f4">fig. 4</a>).</p>      <p>A mutila&ccedil;&atilde;o dos lint&eacute;is originais dos portais laterais Norte e Sul, possivelmente mais tardiamente, estar&aacute; tamb&eacute;m associada a este problema com que se debateu a comunidade mon&aacute;stica<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     <p>No in&iacute;cio do s&eacute;culo XVI verificou-se o abandono do mosteiro, levando &agrave; r&aacute;pida e profunda ru&iacute;na das instala&ccedil;&otilde;es mon&aacute;sticas<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. A igreja ter&aacute; sido poupada a estas altera&ccedil;&otilde;es pois ter&aacute; continuado a ser utilizada pela par&oacute;quia. Na segunda metade do s&eacute;culo XVI, a vida mon&aacute;stica foi retomada. Neste s&eacute;culo ter&aacute; sido erguido o campan&aacute;rio e aberta a fresta na fachada ocidental. &Eacute; prov&aacute;vel que aquando da introdu&ccedil;&atilde;o destas altera&ccedil;&otilde;es tenha deixado de funcionar o n&aacute;rtex ou alpendre de madeira que outrora a&iacute; se ter&aacute; erguido, conforme testemunham os orif&iacute;cios ainda vis&iacute;veis na fachada, que indiciam encaixes de estruturas de madeira (<a href="#f5">fig. 5</a>).</p>      <p>Os documentos parecem indicar que os s&eacute;culos XVII e XVIII corresponderam a um per&iacute;odo de posteridade da estrutura mon&aacute;stica, com a realiza&ccedil;&atilde;o de diversas obras, nomeadamente, de alteamento do al&ccedil;ado<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. Talvez seja desta altura a mutila&ccedil;&atilde;o dos lint&eacute;is dos portais laterais, de modo a altear o p&eacute;-direito das entradas (<a href="#f6">fig. 6</a>), bem como a cornija das paredes laterais da nave (de recorte classista). &Eacute; tamb&eacute;m intervencionado o telhado da capela-mor, actualmente de pendor &uacute;nico. As instala&ccedil;&otilde;es mon&aacute;sticas de que hoje subsistem apenas ru&iacute;nas ter&atilde;o sido constru&iacute;das neste per&iacute;odo p&oacute;s-medieval, entre os s&eacute;culos XVI e XVIII<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>.</p>       <p>Em 1834/35 &eacute; extinta a casa mon&aacute;stica. Segue-se um novo per&iacute;odo de ru&iacute;na que ter&aacute; levado ao seu actual estado de conserva&ccedil;&atilde;o. Depois de definitivamente abandonado, o mosteiro sofreu duas interven&ccedil;&otilde;es a cargo da Direc&ccedil;&atilde;o Geral dos Edif&iacute;cios e Monumentos Nacionais (D.G.E.M.N.), primeiro em 1961, com ac&ccedil;&otilde;es de restauro, conserva&ccedil;&atilde;o e limpeza; depois em 1986, com obras de recupera&ccedil;&atilde;o e beneficia&ccedil;&atilde;o. Entre 1994 e 1995 decorreram interven&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas no claustro e na cozinha, financiadas pelo Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s.</p>      <p><b>An&aacute;lise e descri&ccedil;&atilde;o arquitect&oacute;nica</b></p>     <p>Come&ccedil;a-se por descrever a planta da igreja e, de seguida, apresenta-se a an&aacute;lise do exterior do edif&iacute;cio, focando-se primeiro na fachada principal e respectivo portal, nas fachadas laterais e seus portais e, por fim, na cabeceira. Segue-se a descri&ccedil;&atilde;o do interior, primeiro da nave e, s&oacute; depois, da cabeceira.</p>     <p>A igreja apresenta a orienta&ccedil;&atilde;o can&oacute;nica (Oeste - Este), embora um pouco virada a Norte, possivelmente devido aos condicionantes do terreno. A sua planta &eacute; caracterizada por uma grande simplicidade, com corpo rectangular de uma s&oacute; nave (sem transepto) e cabeceira constitu&iacute;da por uma &uacute;nica capela de termina&ccedil;&atilde;o recta (<a href="#f7">fig. 7</a>). Este constitui o modelo dominante do rom&acirc;nico portugu&ecirc;s. A igreja integra tr&ecirc;s portais &#8211; o da fachada ocidental e um em cada fachada lateral, perto da cabeceira. Ter&aacute; tido tamb&eacute;m uma porta de acesso &agrave; sacristia na parede Sul da cabeceira, embora se encontre actualmente obstru&iacute;da por silhares.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pelo exterior (<a href="#f8">figs. 8</a> e <a href="#f9">9</a>), a igreja apresenta uma grande simplicidade volum&eacute;trica, sendo composta pela jun&ccedil;&atilde;o de duas estruturas poli&eacute;dricas, ambas de base rectangular, correspondentes ao corpo e &agrave; cabeceira. O seu corpo &eacute; em telhado de duas &aacute;guas, enquanto a cabeceira &eacute; de pendor &uacute;nico (Sul - Norte).</p>      <p>No ponto de inflex&atilde;o das duas &aacute;guas da cobertura da nave, junto &agrave; cabeceira, encontra-se uma cruz ornamentada com quatro folhas que irradiam do centro de uma circunfer&ecirc;ncia, ultrapassando-a. Esta cruz &eacute; identificada como sendo rom&acirc;nica<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>.</p>     <p>A fachada ocidental (<a href="#f5">fig. 5</a>) &eacute; sim&eacute;trica, de grande simplicidade e densidade mural, devido &agrave; reduzida fenestra&ccedil;&atilde;o (apenas um v&atilde;o muito estreito), bem como &agrave; pedra utilizada (granito). Esta reflecte pelo exterior a composi&ccedil;&atilde;o interna da igreja &#8211; uma s&oacute; nave. O friso que a percorre ao n&iacute;vel das impostas confere-lhe algum sentido de horizontalidade. A fachada &eacute; rematada por empena de cornija moldurada, truncada por um campan&aacute;rio mais tardio<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>, de dupla ventana (j&aacute; sem sinos), encimado por uma cruz met&aacute;lica com cata-vento, ladeada por dois pin&aacute;culos com remate boleado, id&ecirc;nticos aos que se encontram nas extremidades da empena. Ao longo de toda a fachada, entre o portal e a fresta, encontram-se seis reentr&acirc;ncias, possivelmente evid&ecirc;ncias de um antigo n&aacute;rtex.</p>     <p>A decora&ccedil;&atilde;o da fachada ocidental concentra-se, sobretudo, no portal e no friso. O portal (<a href="#f10">fig. 10</a>) &eacute; definido pelo uso do arco de volta perfeita, estruturado por duas arquivoltas &#8211; a interna lisa e de arestas vivas e a exterior, de esquina boleada, decorada com o motivo de pontas de lan&ccedil;a &#8211; e um friso que as envolve, apresentado tr&ecirc;s estreitos boc&eacute;is e um duplo ziguezague. O portal ocidental, tal como os restantes portais desta igreja, n&atilde;o possui colunas nem capit&eacute;is, encontrando-se as arquivoltas apoiadas directamente nas impostas, como &eacute; frequente se verificar na prov&iacute;ncia de Tr&aacute;s-os-Montes. As impostas apresentam o motivo da palmeta bracarense. O t&iacute;mpano apresenta no centro uma cruz vazada, circunscrita por duas circunfer&ecirc;ncias conc&ecirc;ntricas gravadas na pedra, e tr&ecirc;s orif&iacute;cios circulares em ambos os lados da cruz, dispostos de maneira a formar um tri&acirc;ngulo. O elemento sobre o qual se apoia o t&iacute;mpano &#8211; o lintel &#8211; &eacute; ornado com bandas de quadrif&oacute;lios quase incisos, i.e., motivos geom&eacute;tricos resultantes da intersec&ccedil;&atilde;o de circunfer&ecirc;ncias (a mesma constru&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica que serve de base &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da cruz vazada no t&iacute;mpano). As consolas apresentam motivos decorativos geom&eacute;tricos, nomeadamente, c&iacute;rculos e alguns registos semelhantes aos do lintel, numa composi&ccedil;&atilde;o sem organiza&ccedil;&atilde;o aparente.</p>      <p>Passando &agrave;s fachadas laterais, estas apresentam, em termos gerais, caracter&iacute;sticas semelhantes. Enquanto a fachada lateral Norte est&aacute; voltada para o cemit&eacute;rio, a fachada Sul encontra-se orientada para o claustro e restantes depend&ecirc;ncias mon&aacute;sticas. S&atilde;o fachadas simples e despojadas (<a href="#f11">fig. 11</a>), com um portal junto &agrave; cabeceira e duas frestas estreitas, abertas sobre o friso e semelhantes &agrave; da fachada principal. Esta simplicidade e densidade mural &eacute; contrabalan&ccedil;ada pela presen&ccedil;a de cinco cachorros, um friso que corre sob as duas frestas e uma cornija moldurada, possivelmente j&aacute; renascentista<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>, elementos que conferem &agrave; fachada um certo sentido de horizontalidade. A posi&ccedil;&atilde;o dos cachorros, a meio dos al&ccedil;ados, poder&aacute; ser interpretada como tendo servido de suporte a uma estrutura de madeira.</p>	      <p>A decora&ccedil;&atilde;o das fachadas laterais concentra-se, sobretudo, nos portais, no friso e nos cachorros. O friso &eacute; composto por duas fiadas de losangos, sendo todo ele acompanhado por uma orla superior lisa. Os cachorros apresentam diversos motivos decorativos, nomeadamente, a poss&iacute;vel representa&ccedil;&atilde;o de uma roldana<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>, o motivo de enxaquetado, duas linhas entrela&ccedil;adas (<a href="#f12">fig. 12</a>), entre outros<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f12.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os portais laterais encontram-se alinhados, junto &agrave; cabeceira, e apresentam uma grande simplicidade (<a href="#f6">fig. 6</a>). Ambos s&atilde;o estruturados pelo arco de volta perfeita, de arestas vivas e incorporado no muro, e apresentam como &uacute;nico elemento decorativo (&agrave; excep&ccedil;&atilde;o das impostas do portal Sul, com uma tem&aacute;tica pouco percept&iacute;vel) a cruz vazada no centro do t&iacute;mpano, id&ecirc;nticas &agrave; do portal principal. Em ambos os portais, o lintel foi cortado numa fase posterior para altear o v&atilde;o da porta. No lado direito do portal Norte encontra-se a inscri&ccedil;&atilde;o da data&ccedil;&atilde;o, gravada em dois silhares (<a href="#f2">fig. 2</a>).</p>     <p>A cabeceira &eacute; caracterizada por uma grande simplicidade decorativa e estrutural. Como j&aacute; foi referido, constitui uma estrutura poli&eacute;drica de base rectangular, com cobertura de pendor &uacute;nico, encimado por uma cruz. A pr&oacute;pria fachada oriental (<a href="#f13">fig. 13</a>), bem como a presen&ccedil;a da cornija original, permitem observar que a cabeceira teria sido originalmente coberta por um telhado de duas &aacute;guas, a uma cota mais baixa que a actual. A cabeceira ter&aacute; sido &laquo;&#8230; alteada para se construir o segundo piso da ala dos monges, passando a cobertura do telhado a ser de uma s&oacute; &aacute;gua, com pendor Sul - Norte para evitar problemas de infiltra&ccedil;&atilde;o na ala dos monges&raquo;<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. Sensivelmente a meio, no antigo ponto de inflex&atilde;o, colocou-se a cruz de empena, g&oacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f13"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f13.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A fachada oriental &eacute; aberta por uma janela de arco quebrado, com t&iacute;mpano trilobado vazado, semelhante &agrave; que se abre tamb&eacute;m na fachada Norte da cabeceira. Ao n&iacute;vel do plano da fachada existe uma segunda moldura torneada que forma um arco quebrado assente em colunelos lisos. Na base da janela setentrional, encontra-se a escultura de um monge jacente (<a href="#f4">fig. 4</a>).</p>     <p>Passando ao interior da igreja, a nave (<a href="#f14">figs. 14</a> e <a href="#f15">15</a>), em termos estruturais, prolonga a clareza de formas, a simplicidade volum&eacute;trica e a limpidez mural, aspectos que s&atilde;o contrabalan&ccedil;ados pela presen&ccedil;a de um friso interrompido pela parte inferior das frestas, ao longo de ambos os al&ccedil;ados laterais (de motivo enxaquetado), bem como pelo tratamento dado aos v&atilde;os pelo interior.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f14"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f14.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f15"> <img src="/img/revistas/med/n14/n14a04f15.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A nave &eacute; caracterizada por uma reduzida fenestra&ccedil;&atilde;o (apenas uma fresta na fachada principal e duas em cada al&ccedil;ado lateral, todas apresentando um alargamento no interior), o que confere ao espa&ccedil;o uma certa obscuridade, como &eacute; caracter&iacute;stico nas igrejas rom&acirc;nicas. A nave apresenta cobertura em madeira e todo o pavimento, incluindo da cabeceira, &eacute; feito em lajes de granito. A fachada ocidental vista do interior &eacute; semelhante ao exterior, embora com algumas diferen&ccedil;as &#8211; n&atilde;o apresenta friso a enquadrar as arquivoltas; o lintel e as impostas n&atilde;o apresentam decora&ccedil;&atilde;o; o friso sob as impostas apresenta o motivo de pontas de lan&ccedil;a; a fresta apresenta um remate em arco de volta perfeita; exist&ecirc;ncia de um friso com motivo de bilhetes, sob a fresta (<a href="#f14">fig. 14</a>).</p>     <p>No corpo da igreja encontra-se um p&uacute;lpito muito simples, posterior &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>, com varandim e corrim&atilde;o de madeira, feito a partir de silhares reaproveitadas. O arco triunfal, ou seja, o arco de passagem para a cabeceira, apresenta duas arquivoltas lisas assentes em &aacute;bacos biselados decorados com p&eacute;rolas ou semi-esferas e &eacute; ladeado por dois altares laterais<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>. Uma fresta de volta perfeita, rasgada sobre o arco triunfal (actualmente entaipada), recebeu molduras e uma decora&ccedil;&atilde;o de volutas de tratamento superficial. A decora&ccedil;&atilde;o barroca do muro do arco triunfal e da abside (habitual nas igrejas de peregrina&ccedil;&atilde;o) contrasta com a grande simplicidade da nave<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cabeceira, primitivamente rom&acirc;nica, constitui uma estrutura g&oacute;tica, formada por um corpo rectangular com ab&oacute;bada de cruzaria de ogivas. As ogivas ou nervuras, de perfil rectangular e arestas chanfradas, s&atilde;o lan&ccedil;adas a partir de um n&iacute;vel bastante baixo e apoiadas em m&iacute;sulas prism&aacute;ticas colocadas nos &acirc;ngulos da cabeceira, que partem a cerca de um metro do ch&atilde;o. Estas, apesar da sua relativa densidade, dispensaram quaisquer elementos de refor&ccedil;o no exterior do muro. A chave da ab&oacute;bada &eacute; simples, possivelmente com decora&ccedil;&atilde;o, embora esta seja impercept&iacute;vel. Nos al&ccedil;ados setentrional e oriental abrem-se largos janel&otilde;es em arco quebrado, fazendo com que este seja o espa&ccedil;o mais iluminado da igreja. &Agrave; esquerda da janela h&aacute; um pequeno nicho, apanhando dois silhares, com arco ultrapassado talhado num &uacute;nico silhar. Por cima deste nicho surge gravado no silhar uma marca de canteiro, em linha dupla, representando o s&iacute;mbolo do infinito. Este encontra paralelos no dormit&oacute;rio de Alcoba&ccedil;a, no interior da igreja de Tarouca, entre outros<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>. O altar-mor ser&aacute; j&aacute; do s&eacute;culo XVII<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Elementos decorativos - Influ&ecirc;ncias e Paralelos</b></p>     <p>A historiografia da Arte rom&acirc;nica tem vindo a considerar a exist&ecirc;ncia de variantes regionais ou distin&ccedil;&otilde;es culturais, de implica&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas, que ter&atilde;o sido determinadas pelas condi&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas, pol&iacute;ticas e sociais de cada regi&atilde;o. Mais recentemente, esta tese, tida como absoluta, referente &agrave; &laquo;geografia da arquitectura rom&acirc;nica&raquo;, tem vindo a ser questionada, sendo agora defendida a hip&oacute;tese, mais plaus&iacute;vel, de que factores externos n&atilde;o ter&atilde;o tido uma influ&ecirc;ncia t&atilde;o marcante sobre a pr&oacute;pria arquitectura e que as diferen&ccedil;as, ou supostos &laquo;regionalismos&raquo;, poder&atilde;o, antes, ser consideradas como &laquo;varia&ccedil;&otilde;es de um mesmo tema&raquo;<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.</p>     <p>O seu despojamento estrutural, densidade mural (conferida pelo uso do granito e pela reduzida fenestra&ccedil;&atilde;o, em n&uacute;mero e tamanho) e bom acabamento; a planta de uma s&oacute; nave e capela-mor de termina&ccedil;&atilde;o recta; a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s portais (ocidental e laterais, sendo o portal Sul virado para o claustro); a reduzida fenestra&ccedil;&atilde;o, criando interiores obscuros, e ilumina&ccedil;&atilde;o concentrada sobretudo na cabeceira; o privil&eacute;gio dado &agrave; cabeceira, em termos estruturais e est&eacute;ticos; o despojamento decorativo e concentra&ccedil;&atilde;o da ornamenta&ccedil;&atilde;o nos portais, arco triunfal, cabeceira, cachorros e frisos que atravessam as paredes exteriores e interiores, constituem, todos eles, elementos que permitem definir a igreja do mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias, apesar das diversas interven&ccedil;&otilde;es posteriores, como um edif&iacute;cio caracter&iacute;stico do rom&acirc;nico portugu&ecirc;s.</p>     <p>A escultura rom&acirc;nica desenvolvia-se na e pela arquitectura, isto &eacute;, aplicada em locais espec&iacute;ficos do suporte arquitect&oacute;nico, funcionava como uma forma de marca&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios espa&ccedil;os. Os espa&ccedil;os privilegiados foram sobretudo, o portal ocidental, como passagem do espa&ccedil;o profano para o sagrado; o arco triunfal, como passagem para a capela-mor; e a cabeceira como o espa&ccedil;o do sagrado por excel&ecirc;ncia.</p>     <p>Apesar de marginal do ponto de vista geogr&aacute;fico, esta igreja encontra-se integrada, em termos art&iacute;sticos e culturais, na designada &laquo;corrente bracarense&raquo;, que constitui uma das grandes zonas de influ&ecirc;ncia art&iacute;stica do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, associada &agrave; diocese de Braga<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a> e aos Beneditinos, e estendendo-se at&eacute; &agrave;s bacias do Lima, do Sousa ou do Douro e at&eacute; &agrave; Beira Alta<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>. Desta &laquo;corrente&raquo; s&atilde;o caracter&iacute;sticos os motivos geom&eacute;tricos, vegetais e fitom&oacute;rficos e as cruzes vazadas nos t&iacute;mpanos (dos portais oriental e laterais). A cruz, com um sentido apotropaico e cristol&oacute;gico, s&iacute;mbolo da eternidade e perfei&ccedil;&atilde;o, &eacute; o motivo decorativo mais comum nos t&iacute;mpanos das igrejas rom&acirc;nicas do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s. O motivo da cruz de quatro bra&ccedil;os iguais, em geral inserido num c&iacute;rculo, aparece pela primeira vez na S&eacute; de Braga, sendo depois irradiado para uma s&eacute;rie de outros edif&iacute;cios<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>. O vazamento da cruz e outros elementos decorativos (nomeadamente as perfura&ccedil;&otilde;es circulares) remetem para um rom&acirc;nico tardio<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>. Outros elementos remetem para a &laquo;corrente bracarense&raquo;, nomeadamente, os lanceolados (pontas de lan&ccedil;a), os enxaquetados e os bilhetes, que encontram paralelos na igreja de Manhente (s&eacute;culo XII); bem como o friso de motivo de dupla cereja, por exemplo, na igreja S. Pedro de Ferreira<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>Importa referir que alguns autores consideram a exist&ecirc;ncia de influ&ecirc;ncias mo&ccedil;&aacute;rabes, nomeadamente ao n&iacute;vel do arco triunfal, com tend&ecirc;ncia para o arco de ferradura<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>, bem como visig&oacute;ticas, cujas reminisc&ecirc;ncias &laquo;&#8230; manifestam-se n&atilde;o s&oacute; pela persist&ecirc;ncia de um vocabul&aacute;rio ornamental, de car&aacute;cter geom&eacute;trico e vegetalista mas tamb&eacute;m pelos vest&iacute;gios da presen&ccedil;a n&aacute;rtex&raquo;<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo apresentado procurou transmitir o elevado valor da estrutura mon&aacute;stica de Santa Maria das J&uacute;nias, e em especial da sua Igreja, do ponto de vista hist&oacute;rico, art&iacute;stico e, at&eacute; certo ponto, antropol&oacute;gico. A an&aacute;lise da Arte e da Arquitectura, isto &eacute;, da cultura material, &eacute; extremamente importante, entre outros motivos, porque nos permite compreender a componente humana que lhe est&aacute; subjacente e deu origem.</p>     <p>Considera-se importante salientar o facto de que este edif&iacute;cio constitui um dos raros exemplos actuais de um mosteiro que, embora em ru&iacute;nas, conserva e reflecte na perfei&ccedil;&atilde;o a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e o isolamento pretendido pelo seu fundador, aspecto que se prende ao seu car&aacute;cter mon&aacute;stico. Este &eacute;, de facto, um lugar que preserva perfeitamente a mem&oacute;ria de um per&iacute;odo e uma cultura marcados essencialmente pelos valores e ideais da Cristandade Ocidental no decorrer da Idade M&eacute;dia. Por outro lado, por constituir um mosteiro fronteiri&ccedil;o, a sua hist&oacute;ria e evolu&ccedil;&atilde;o est&aacute; em grande medida associada ao processo de forma&ccedil;&atilde;o de Portugal. No entanto, a import&acirc;ncia do mosteiro atravessa n&atilde;o s&oacute; a Idade M&eacute;dia mas todo o per&iacute;odo desde a sua origem at&eacute; ao s&eacute;culo XIX, altura em que &eacute; extinto; a igreja, por seu lado, mant&eacute;m-se importante at&eacute; aos dias de hoje, sendo nela celebrada a 15 de Agosto, a festa local de Santa Maria das J&uacute;nias<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>.</p>     <p>O mosteiro e respectiva igreja t&ecirc;m vindo a ser alvo de estudo e interesse geral desde tempos relativamente recuados, o que se pode comprovar pelo n&uacute;mero de documentos j&aacute; publicados a seu respeito. O edif&iacute;cio foi j&aacute; alvo de algumas ac&ccedil;&otilde;es de restauro e conserva&ccedil;&atilde;o, bem como de interven&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas. Este constitui um elemento importante no turismo da regi&atilde;o. Fontes orais deram-me a saber que ainda em 2010 se verificou o desabamento de parte de uma das paredes das depend&ecirc;ncias mon&aacute;sticas. Pelos motivos apresentados, considero urgente a realiza&ccedil;&atilde;o de obras de conserva&ccedil;&atilde;o e restauro, de modo a que n&atilde;o se perca este precioso monumento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &#8211; &#8220;Primeiras impress&otilde;es sobre a arquitectura rom&acirc;nica portuguesa&#8221;. <i>Revista da Faculdade de Letras do Porto. </i>Porto: Faculdade de Letras. N&ordm; 1, (1972), pp. 65-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-740X201300020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANDRADE, Ant&oacute;nio Alberto Banha de, (dir.) - <i>Dicion&aacute;rio de Hist&oacute;ria da Igreja em Portugal</i>. vol. II. Lisboa: Editorial Resist&ecirc;ncia, 1980-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-740X201300020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BAPTISTA, Jos&eacute; Dias &#8211; <i>Montalegre. </i>Montalegre: Munic&iacute;pio de Montalegre, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-740X201300020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARROCA, M&aacute;rio Jorge &#8211; &#8220;Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias. Notas para o estudo da sua evolu&ccedil;&atilde;o arquitect&oacute;nica&#8221;. <i>Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. </i>2&ordf; S&eacute;rie. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto. vol. XI, (1994), pp. 417-446.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-740X201300020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARROCA, M&aacute;rio Jorge &#8211; <i>Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422). </i>Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian/Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-740X201300020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BOTELHO, Maria Leonor - <i>A Historiografia da Arquitectura da &Eacute;poca Rom&acirc;nica em Portugal (1870-2010)</i>. 2 vols. Porto: Tese de Doutoramento em Hist&oacute;ria da Arte Portuguesa apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade do Porto, policop., 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-740X201300020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COCHERIL, Dom Maur - <i>Routier des Abbayes Cisterciennes du Portugal</i>. Paris: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian/Centre Culturel Portugais, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-740X201300020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Jo&atilde;o Alves da &#8211; <i>Montalegre e terras de Barroso. Notas hist&oacute;ricas sobre Montalegre, freguesias do concelho e regi&atilde;o do Barroso. </i>[s.l.]: C&acirc;mara Municipal de Montalegre, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-740X201300020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ESPADA, Delmira &#8211; &#8220;Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias&#8221;. <i>Medievalista </i>[Em linha]. N&ordm; 4, (2008). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA4/medievalista-espada.htm" target="_blank"> http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA4/medievalista-espada.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-740X201300020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FONTES, Louren&ccedil;o &#8211; &#8220;Pit&otilde;es das J&uacute;nias&#8221;. In <i>Actas do II Encontro Nacional das Associa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Patrim&oacute;nio Cultural e Natural. </i>Braga: Associa&ccedil;&atilde;o para a Defesa, Estudo e Divulga&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Cultural; Associa&ccedil;&atilde;o Cultural os Amigos do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s, 1981, pp. 317-341.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-740X201300020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GRAF, Gerhard N. &#8211; <i>Portugal Roman. </i>Vol. 2. Paris: Zodiaque, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-740X201300020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUERREIRO, Manuel Viegas &#8211; <i>Pit&otilde;es das J&uacute;nias. Esbo&ccedil;o de monografia etnogr&aacute;fica. </i>Lisboa: Servi&ccedil;o Nacional de Parques, Reservas e Patrim&oacute;nio Paisag&iacute;stico, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-740X201300020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUSM&Atilde;O, Artur Nobre de &#8211; <i>Rom&acirc;nico Portugu&ecirc;s do Noroeste. </i>Lisboa: Veja, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-740X201300020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LIMA, Alexandra Cerveira Pinto Sousa &#8211; &#8220;O Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias. Povoar e organizar um territ&oacute;rio de montanha&#8221;. In <i>Actas do II Col&oacute;quio Internacional - Cister. Espa&ccedil;os, Territ&oacute;rios, Paisagens. </i>Vol. II. Lisboa: Minist&eacute;rio da Cultura/Instituto Portugu&ecirc;s do Patrim&oacute;nio Arquitect&oacute;nico, 2000, pp. 615-632.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-740X201300020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MATTOSO, Jos&eacute; &#8211; <i>Religi&atilde;o e Cultura na Idade M&eacute;dia Portuguesa</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-740X201300020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MAUR&Iacute;CIO, Rui Paulo Duque &#8211; &#8220;O Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias: a constru&ccedil;&atilde;o e a paisagem&#8221;. In <i>Actas do II Col&oacute;quio Internacional - Cister. Espa&ccedil;os, Territ&oacute;rios, Paisagens. </i>Vol. II. Lisboa: Minist&eacute;rio da Cultura/Instituto Portugu&ecirc;s do Patrim&oacute;nio Arquitect&oacute;nico, 2000, pp. 605-614.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-740X201300020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REAL, Manuel Lu&iacute;s &#8211; &#8220;A constru&ccedil;&atilde;o cisterciense em Portugal durante a Idade M&eacute;dia&#8221;. In RODRIGUES, Jorge (coord.) - <i>Arte de Cister em Portugal e Galiza. </i>Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1998, pp. 42-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-740X201300020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RODRIGUES, Jorge &#8211; &#8220;O mundo rom&acirc;nico (s&eacute;cs. XI-XIII)&#8221;. In <i>Hist&oacute;ria da Arte Portuguesa</i>. Vol. I. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1995, pp. 180-331.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-740X201300020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S. TOM&Aacute;S, Frei Le&atilde;o de &#8211; <i>Beneditina Lusitana. </i>Tomo II. Ed. Cr&iacute;tica de Jos&eacute; Mattoso. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-740X201300020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>YA&Ntilde;EZ NEIRA, M&ordf; Damian &#8211; <i>Datos para la historia del Monasterio de Junias. </i>Separata da revista <i>Bracara Augusta</i>. Tomo XXXII. Braga: [s.e.], 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-740X201300020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b>Fontes cartogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>C.M.P., folha 18, Montalegre, esc. 1:25000, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-740X201300020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Google Earth [Janeiro de 2013].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-740X201300020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes digitais</b></p>     <!-- ref --><p><a href="http://www.igespar.pt"target="_blank">www.igespar.pt</a> [Janeiro de 2013].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-740X201300020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a href="http://www.monumentos.pt"target="_blank">www.monumentos.pt</a> [Dezembro de 2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-740X201300020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO </b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <!-- ref --><p>LOVEGROVE, Sofia &#8211; &#8220;A Igreja do Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias (Vila Real) - Um estudo hist&oacute;rico-arquitect&oacute;nico&#8221;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm;14, (Julho - Dezembro 2013). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA14/lovegrove1404.html"target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA14/lovegrove1404.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-740X201300020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Notas</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> O mosteiro implanta-se num ponto com cerca de 1054 metros de altitude. Corresponde-lhe as seguintes coordenadas &#8211; 41&ordm; 49&acute; 53&acute;&acute; N e 7&ordm; 56&acute; 29&acute;&acute; O.</p>      <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> REAL, Manuel Lu&iacute;s &#8211; &#8220;A constru&ccedil;&atilde;o cisterciense em Portugal durante a Idade M&eacute;dia&#8221;. In RODRIGUES, Jorge (coord.) - <i>Arte de Cister em Portugal e Galiza. </i>Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1998, pp. 48, 49.</p>      <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> RODRIGUES, Jorge &#8211; &#8220;O mundo rom&acirc;nico (s&eacute;cs. XI-XIII)&#8221;. In <i>Hist&oacute;ria da Arte Portuguesa</i>. Vol. I. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1995, p. 236.</p>      <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> BARROCA, M&aacute;rio Jorge &#8211; &#8220;Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias. Notas para o estudo da sua evolu&ccedil;&atilde;o arquitect&oacute;nica&#8221;. <i>Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. </i>2&ordf; S&eacute;rie, vol. XI, Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 1994, p. 428.</p>      <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Veja-se, a t&iacute;tulo de exemplo, COSTA, Jo&atilde;o Alves da &#8211; <i>Montalegre e terras de Barroso. Notas hist&oacute;ricas sobre Montalegre, freguesias do concelho e regi&atilde;o do Barroso. </i>[s.l.]: C&acirc;mara Municipal de Montalegre, 1987, pp. 121-122; GUERREIRO, Manuel Viegas &#8211; <i>Pit&otilde;es das J&uacute;nias. Esbo&ccedil;o de monografia etnogr&aacute;fica. </i>Lisboa: Servi&ccedil;o Nacional de Parques, Reservas e Patrim&oacute;nio Paisag&iacute;stico, 1982, pp. 242-244; FONTES, Louren&ccedil;o &#8211; &#8220;Pit&otilde;es das J&uacute;nias&#8221;. In <i>Actas do II Encontro Nacional das Associa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Patrim&oacute;nio Cultural e Natural. </i>Braga: Associa&ccedil;&atilde;o para a Defesa, Estudo e Divulga&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Cultural; Associa&ccedil;&atilde;o Cultural os Amigos do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s, 1981, p. 322.</p>      <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> MAUR&Iacute;CIO, Rui Paulo Duque &#8211; &#8220;O Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias: a constru&ccedil;&atilde;o e a paisagem&#8221;. In <i>Actas do II Col&oacute;quio Internacional - Cister. Espa&ccedil;os, Territ&oacute;rios, Paisagens. </i>Vol. II. Lisboa: Minist&eacute;rio da Cultura/Instituto Portugu&ecirc;s do Patrim&oacute;nio Arquitect&oacute;nico, 2000, p. 608.</p>      <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> RODRIGUES, <i>op. cit.</i>, p. 236; GRAF, Gerhard N. &#8211; <i>Portugal Roman. </i>Vol. 2. Paris: Zodiaque, 1987, p. 266.</p>      <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> ESPADA, Delmira &#8211; &#8220;&#8220;Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias&#8221;. <i>Medievalista </i>[Em linha]. N&ordm; 4, (2008), pp. 624, 625. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA4/medievalista-espada.htm"target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA4/medievalista-espada.htm</a>; LIMA, Alexandra Cerveira Pinto Sousa &#8211; &#8220;O Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias. Povoar e organizar um territ&oacute;rio de montanha&#8221;. In <i>Actas do II Col&oacute;quio Internacional - Cister. Espa&ccedil;os, Territ&oacute;rios, Paisagens. </i>Vol. II. Lisboa: Minist&eacute;rio da Cultura/Instituto Portugu&ecirc;s do Patrim&oacute;nio Arquitect&oacute;nico, 2000, pp. 6, 7.</p>      <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> ESPADA, <i>op. cit., </i>pp. 22-24.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> BARROCA, <i>op. cit.</i></p>      <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> S. TOM&Aacute;S, Frei Le&atilde;o de &#8211; <i>Beneditina Lusitana. </i>Tomo II. Ed. Cr&iacute;tica de Jos&eacute; Mattoso. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1974, p. 92.</p>      <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> MATTOSO, Jos&eacute; &#8211; <i>Religi&atilde;o e Cultura na Idade M&eacute;dia Portuguesa</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2002, pp. 45-55.</p>      <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> BARROCA, M&aacute;rio Jorge &#8211; <i>Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422). </i>Vol. II, tomo I. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian/Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, 2000, p. 220.</p>      <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> <i>Idem, </i>p. 219.</p>      <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> M&aacute;rio Barroca cita correcta, em nota de rodap&eacute;, a leitura feita por Maur Cocheril no <i>Routier d&ecirc;s Abbayes Cisterciennes du Portugal, </i>onde a data surge transcrita como ERA : M.CLXXX [&egrave;re chr&eacute;tienne 1147] (ESPADA, <i>op. cit., </i>p. 10). Conferir, ainda, BARROCA, <i>op. cit., </i>p. 231.</p>      <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> GRAF, <i>op. cit., </i>p. 265.</p>      <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Todas as fotografias e desenhos n&atilde;o referenciados s&atilde;o da autoria da signat&aacute;ria.</p>      <p><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup> ESPADA, <i>op. cit., </i>p. 3.</p>      <p><sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></sup> BARROCA, M&aacute;rio Jorge &#8211; &#8220;Mosteiro de Santa Maria das J&uacute;nias. Notas para o estudo da sua evolu&ccedil;&atilde;o arquitect&oacute;nica&#8221;. <i>Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. </i>Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 2&ordf; S&eacute;rie, vol. XI (1994), pp. 420-423.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> RODRIGUES, <i>op. cit.,</i> p. 204.</p>      <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> <i>Idem</i>, p. 199.</p>      <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> MAUR&Iacute;CIO, <i>op. cit., </i>p. 605.</p>      <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup>  ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &#8211; &#8220;Primeiras impress&otilde;es sobre a arquitectura rom&acirc;nica portuguesa&#8221;. <i>Revista da Faculdade de Letras do Porto. </i>Porto: Faculdade de Letras. N&ordm; 1, (1972), pp. 65 &#8211; 116; GRAF, <i>op. cit.</i></p>      <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> BARROCA, <i>op. cit., </i>pp. 426-428.</p>      <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> MAUR&Iacute;CIO, <i>op. cit., </i>p. 606.</p>      <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> BARROCA, <i>op. cit., </i>pp. 424, 425.</p>      <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> &laquo;Conhecemos algo acerca do estado de efectiva ru&iacute;na das principais depend&ecirc;ncias mon&aacute;sticas no s&eacute;culo XVI atrav&eacute;s do testemunho de Fr&egrave;re Claude de Bronseval que acompanhou a visita&ccedil;&atilde;o do abade de Claraval aos mosteiros cistercienses da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica: &#8220;<i>sacristia, claustrum, calefactorium, infirmitorium, domus abbatialis et cetera local regularia sunt in ruina</i>&#8221;. Deduzimos ainda, a partir desta passagem, que as instala&ccedil;&otilde;es seguiram no essencial a disposi&ccedil;&atilde;o da planta cisterciense embora com um programa limitado &agrave;s necessidades de uma pequena comunidade como era a de Santa Maria das J&uacute;nias&raquo; (MAUR&Iacute;CIO, <i>op. cit., </i>p. 610).</p>      <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Pelo ano de 1726 ter-se-&atilde;o despendido quantias significativas na repara&ccedil;&atilde;o do madeiramento e para lajear a igreja. Verificam-se mais obras em 1728 quando Simon Duran, mestre canteiro recebe o pagamento a que tinha direito pelas obras que realizara no mosteiro. No mesmo ano, Ant&oacute;nio da Casa, mestre carpinteiro, passa um recibo sobre certo trabalho que efectuara aqui (MAUR&Iacute;CIO, <i>op. cit., </i>pp. 612-613).</p>      <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> BARROCA, <i>op. cit., </i>pp. 433-435.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> FONTES, Louren&ccedil;o &#8211; &#8220;Pit&otilde;es das J&uacute;nias&#8221;. In <i>Actas do II Encontro Nacional das Associa&ccedil;&otilde;es de Defesa do Patrim&oacute;nio Cultural e Natural. </i>Braga: Associa&ccedil;&atilde;o para a Defesa, Estudo e Divulga&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Cultural; Associa&ccedil;&atilde;o Cultural os Amigos do Parque Nacional da Peneda-Ger&ecirc;s, 1981, p. 331.</p>      <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> BARROCA, <i>op. cit., </i>pp. 433, 434; GRAF, <i>op. cit., </i>p. 267.</p>      <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> ESPADA, <i>op. cit., </i>p. 9.</p>      <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> FONTES, <i>op. cit., </i>p. 331.</p>      <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> Para uma descri&ccedil;&atilde;o pormenorizada de cada cachorro, <i>vide </i>ESPADA, <i>op. cit.</i>, pp.  9, 11.</p>      <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> ESPADA, <i>op. cit., </i>p. 13.</p>      <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> Segundo Louren&ccedil;o Fontes, j&aacute; do s&eacute;culo XIX (FONTES, <i>op. cit., </i>p. 330).</p>      <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> Segundo Louren&ccedil;o Fontes, j&aacute; do s&eacute;culo XX (FONTES, <i>op. cit., </i>p. 334).</p>      <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> GRAF, <i>op. cit., </i>p. 269.</p>      <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> ESPADA, <i>op. cit., </i>p. 18.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> FONTES, <i>op. cit., </i>p. 333.</p>      <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> RODRIGUES, <i>op. cit., </i>p. 221; cf. BOTELHO, Maria Leonor - <i>A Historiografia da Arquitectura da &Eacute;poca Rom&acirc;nica em Portugal (1870-2010). </i>2 vols.. Porto: Tese de Doutoramento em Hist&oacute;ria da Arte Portuguesa apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade do Porto, policop., 2010, pp. 389-402.</p>      <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> Braga constitu&iacute;a nesta &eacute;poca a mais importante diocese em territ&oacute;rio nacional, tendo como centro de irradia&ccedil;&atilde;o episcopal a S&eacute; de Braga.</p>      <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> ALMEIDA, <i>op. cit., </i>p. 90; RODRIGUES, <i>op. cit., </i>p. 221.</p>      <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> A t&iacute;tulo de exemplo, a Igreja de Unh&atilde;o (Felgueiras), de S&atilde;o Pedro das &Aacute;guias (Tabua&ccedil;o) e de Arnoso (Famalic&atilde;o).</p>      <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> ALMEIDA, <i>op. cit., </i>p. 114.</p>      <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> Sobre esta tem&aacute;tica, conferir ESCOL&Aacute;STICA, Fr. Jos&eacute; de Santa &#8211; &#8220;O Rom&acirc;nico Beneditino em Portugal&#8221;. <i>In </i>SOUSA, Dom Abade Gabriel de &#8211; <i>Ora &amp; Labora</i>. <i>Revista Lit&uacute;rgica Beneditina</i>, Ano I. Negrelos: Mosteiro de Singeverga, (1954), pp. 25-34, 78-89, 144-151, 203-213, 270-277, 215-230. Ou REAL, Manuel Lu&iacute;s &#8211; &#8220;A organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o arquitect&oacute;nico entre Beneditinos e Agostinhos, no s&eacute;c. XII&#8221;. <i>In </i>JORGE, V&iacute;tor Oliveira &#8211; <i>Arqueologia. </i>Porto: Grupo de Estudos Arqueol&oacute;gicos do Porto (GEAP), n&ordm; 6 (Dezembro 1982), pp. 118-132.</p>      <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> FONTES, <i>op. cit., </i>p. 321.</p>      <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> ESPADA, <i>op. cit., </i>p. 24.</p>      <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> GUERREIRO, Manuel Viegas &#8211; <i>Pit&otilde;es das J&uacute;nias. Esbo&ccedil;o de monografia etnogr&aacute;fica. </i>Lisboa: Servi&ccedil;o Nacional de Parques, Reservas e Patrim&oacute;nio Paisag&iacute;stico, 1982, p. 238.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 6 de Fevereiro de 2013</p>     <p>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 3 de Junho de 2013</p>       ]]></body><back>
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