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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Estudos Medievais, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa]]></publisher-name>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The luxury on the Portuguese Romanesque iconography - as a synonym of eroticism -, has been little studied. The present article contributes to this debate by analyzing different symbolic and thematic areas that can be found on the Medieval Bestiary, on the Bible, on the human being and on the animal world representations. The investigation led us to the conclusion that the luxury can be found from the north to the south of the country, though more incident on the north, and especially focused on the mermaid theme. In this respect, the Travanca Monastery works as an irradiating center presenting sexual representations somehow repressed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Lux&uacute;ria e iconografia na escultura rom&acirc;nica portuguesa</b></p>     <p><b><b>Joaquim Lu&iacute;s Costa</b><sup>*</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup> Centro de Estudos do Rom&acirc;nico e do Territ&oacute;rio, 4620-130, Lousada, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:joaquim.costa@valsousa.pt">joaquim.costa@valsousa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A lux&uacute;ria na iconografia rom&acirc;nica portuguesa &ndash; enquanto sin&oacute;nimo de erotismo &ndash;, &nbsp;tem sido pouco abordada no panorama cient&iacute;fico nacional. O presente artigo procura contribuir para este debate, analisando diversas &aacute;reas simb&oacute;licas e tem&aacute;ticas que podemos encontrar no besti&aacute;rio medieval, na B&iacute;blia, ou nas representa&ccedil;&otilde;es do ser humano e do mundo animal. A investiga&ccedil;&atilde;o levou-nos &agrave; conclus&atilde;o de que a lux&uacute;ria se encontra presente de norte a sul do pa&iacute;s, apesar de ter maior incid&ecirc;ncia no norte, estando especialmente centrada na tem&aacute;tica das sereias e onde se destaca o Mosteiro de Travanca por funcionar como polo irradiador, apresentando uma representa&ccedil;&atilde;o sexual algo contida.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Arte rom&acirc;nica; Escultura er&oacute;tica; Lux&uacute;ria; Iconografia; Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The luxury on the Portuguese Romanesque iconography &ndash; as a synonym of eroticism &ndash;, has been little studied. The present article contributes to this debate by analyzing different symbolic and thematic areas that can be found on the Medieval Bestiary, on the Bible, on the human being and on the animal world representations. The investigation led us to the conclusion that the luxury can be found from the north to the south of the country, though more incident on the north, and especially focused on the mermaid theme. In this respect, the Travanca Monastery works as an irradiating center presenting sexual representations somehow repressed.</p>     <p><b>Keywords:</b> Romanesque Art; Erotic Sculpture; Luxury; Iconography; Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A interpreta&ccedil;&atilde;o da lux&uacute;ria</b></p>     <p>A arte &eacute; entendida como uma extens&atilde;o da vida humana, que o Homem utiliza como ato de criatividade e como modo de expressar estados de esp&iacute;rito ou o quotidiano. Como a religi&atilde;o integra as viv&ecirc;ncias de uma parte consider&aacute;vel dos seres humanos, esta n&atilde;o poderia ficar indiferente ao esp&iacute;rito art&iacute;stico, usando-o para passar a sua mensagem de f&eacute;, especialmente na luta contra o pecado. Consequentemente, a lux&uacute;ria &ndash; um dos sete pecados capitais, e neste caso em estudo, sin&oacute;nimo de erotismo e sedu&ccedil;&atilde;o &ndash; teria de estar representada artisticamente.</p>     <p>Acontece que o erotismo foi visto ao longo dos mil&eacute;nios de diferentes prismas, levando a que a sua figura&ccedil;&atilde;o, e portanto aceita&ccedil;&atilde;o ou nega&ccedil;&atilde;o, variasse consoante os valores religiosos de cada civiliza&ccedil;&atilde;o. Se remontarmos &agrave; Idade da Pedra Lascada, h&aacute; 2.500 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s, o erotismo era not&oacute;rio especialmente no culto &agrave; mulher gr&aacute;vida. A estatueta, em calc&aacute;rio com 11,1 cm de altura, da <i>V&eacute;nus </i>[ou Mulher] <i>de Willendorf</i>, &eacute; sin&oacute;nimo deste culto, expresso nuns seios extremamente volumosos<a name="top1"></a><sup><a href="#1">1</a></sup>.</p>     <p>No Antigo Egito polite&iacute;sta, o ato sexual, para al&eacute;m de ser um momento er&oacute;tico e de prazer, era tamb&eacute;m uma a&ccedil;&atilde;o criadora da origem da vida. Os deuses amavam e faziam sexo, criando v&iacute;nculos com os homens terrenos. N&atilde;o era por isso estranho encontrar-se representa&ccedil;&otilde;es ousadas em t&uacute;mulos ou pir&acirc;mides<a name="top2"></a><sup><a href="#2">2</a></sup>. Por seu turno, as civiliza&ccedil;&otilde;es cl&aacute;ssicas tamb&eacute;m foram tolerantes com o sexo. Na Gr&eacute;cia representava-se a beleza e o ideal est&eacute;tico da perfei&ccedil;&atilde;o. Os deuses Apolo, Zeus, Pos&iacute;don eram geralmente representados nus. J&aacute; Roma seguiu, ou quase copiou, a arte hel&eacute;nica, encontrando-se numerosas cenas nas quais abundam a nudez, mostrando-a sem pudor<a name="top3"></a><sup><a href="#3">3</a></sup>, como mais um aspeto do quotidiano.</p>     <p>Se para o Homem cl&aacute;ssico o corpo nu era motivo de orgulho, para os crist&atilde;os medievais seria sin&oacute;nimo de pecado e, portanto, de vergonha e rejei&ccedil;&atilde;o. Uma das caracter&iacute;sticas da Idade M&eacute;dia ocidental foi a institui&ccedil;&atilde;o Igreja, que representava o sagrado e dominava o mundo de uma forma confessional. A Igreja confundia-se com a pr&oacute;pria sociedade, que tudo envolvia desde o nascimento at&eacute; &agrave; morte. O <i>Al&eacute;m</i> estava sempre presente nas vidas terrenas atrav&eacute;s dos m&eacute;ritos de Jesus Cristo, das obras dos Santos ou dos sacrif&iacute;cios dos fi&eacute;is. Existia um centralismo eclesial que tudo dominava. Quando frei &Aacute;lvaro Pais<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4</a></sup> disse que os hispanos &quot;s&atilde;o, entre os outros crist&atilde;os imundos, os que mais se entregam &agrave; lux&uacute;ria e &agrave;s fornica&ccedil;&otilde;es&quot;<a name="top5"></a><sup><a href="#5">5</a></sup>, mais n&atilde;o fez do que constatar a necessidade de se lutar contra esse mal.</p>     <p>De facto, a condena&ccedil;&atilde;o dos comportamentos sexuais foi uma pr&aacute;tica corrente no catolicismo. A busca da salva&ccedil;&atilde;o pedia a convers&atilde;o do homem atrav&eacute;s da purifica&ccedil;&atilde;o do seu corpo. N&atilde;o ser&aacute; assim de estranhar que a Igreja Cat&oacute;lica defendesse a conten&ccedil;&atilde;o sexual em todos os campos de atua&ccedil;&atilde;o do Homem, mesmo dentro do casamento: as pr&aacute;ticas sexuais deviam respeitar o calend&aacute;rio lit&uacute;rgico, recomendava-se modera&ccedil;&atilde;o nas posi&ccedil;&otilde;es admitidas durante o coito e condenava-se o que consideravam desvios sexuais (entre eles, a homossexualidade e a masturba&ccedil;&atilde;o)<a name="top6"></a><sup><a href="#6">6</a></sup>. A abstin&ecirc;ncia mon&aacute;stica era, deste modo, um modelo a seguir. Exemplo pr&aacute;tico desta vis&atilde;o pode ser encontrado em finais do s&eacute;culo XIV nos conselhos dados aos confessores, na forma como falariam do pecado da lux&uacute;ria, onde se inclu&iacute;am os pecados sexuais: os confessores deviam colocar as quest&otilde;es de forma geral, sem entrar em grandes pormenores para evitar novos desvios<a name="top7"></a><sup><a href="#7">7</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como exp&otilde;e Jos&eacute; Mattoso<a name="top8"></a><sup><a href="#8">8</a></sup>, era necess&aacute;rio dominar, domesticar e esconder tudo aquilo que, por meio do corpo, soltava a natureza animal do Homem e trazia a desordem social.</p>     <p>Contudo, esta doutrina n&atilde;o impediu a representa&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. Pelo contr&aacute;rio. Foi um motivo adicional, uma forma de evidenciar os males do indiv&iacute;duo. Ou seja, ao mesmo tempo que se procurava restringir estes atos, a Igreja Cat&oacute;lica sabia que a sua representa&ccedil;&atilde;o pela arte poderia ser uma forma de controlar a mentalidade medieval. Por outras palavras, a arte rom&acirc;nica ao servi&ccedil;o da religi&atilde;o ilustrava uma civiliza&ccedil;&atilde;o em que o Cristo-Deus interrogava o Homem, ao mesmo tempo que o educava, sendo a Igreja a grande <i>porta</i> para esse mundo celeste que, atrav&eacute;s das esculturas, pretendia envolver os errantes da vida humana para que pudessem ascender aos c&eacute;us. Neste ideal, a escultura rom&acirc;nica tinha papel relevante, pois seria atrav&eacute;s dela que os fi&eacute;is se instru&iacute;am na f&eacute; e tomavam consci&ecirc;ncia de Deus e do temor ao <i>Inferno</i><a name="top9"></a><sup><a href="#9">9</a></sup>. Assim sendo, os programas iconogr&aacute;ficos foram ao encontro de cren&ccedil;as, temores e sentimentos populares dos fi&eacute;is, incorporando elementos do seu imagin&aacute;rio, muitas vezes relacionados com a luta entre as for&ccedil;as do bem e do mal ou os v&iacute;cios e as virtudes, conferindo a esta arte uma clara inten&ccedil;&atilde;o moralizadora<a name="top10"></a><sup><a href="#10">10</a></sup>.</p>     <p>Todavia, esta forma de encarar o problema s&oacute; se aplicou a partir do s&eacute;culo XII pois, at&eacute; ent&atilde;o, o uso da arte escult&oacute;rica tinha sido desvalorizada porque era associada aos cultos pag&atilde;os<a name="top11"></a><sup><a href="#11">11</a></sup>, sendo as imagens vistas como &iacute;dolos. S&oacute; esta maior abertura e toler&acirc;ncia por parte da Igreja &eacute; que permitiram a inclus&atilde;o de imagens esculpidas nos espa&ccedil;os religiosos. Para esta mudan&ccedil;a de mentalidade muito contribu&iacute;ram os monges de Cluny, porque viram nesta forma de express&atilde;o uma forte aliada na propaga&ccedil;&atilde;o da f&eacute;<a name="top12"></a><sup><a href="#12">12</a></sup>.</p>     <p>A partir de ent&atilde;o, come&ccedil;aram a surgir programas iconogr&aacute;ficos para decora&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os religiosos, baseados em temas b&iacute;blicos (Daniel na cova dos le&otilde;es, o Leviat&atilde;, Jonas saindo da baleia ou a tenta&ccedil;&atilde;o de Ad&atilde;o e Eva), em textos cl&aacute;ssicos (como a <i>Psychomachia</i><a name="top13"></a><sup><a href="#13">13</a></sup>)ou no besti&aacute;rio (uso de animais e seres fant&aacute;sticos como le&otilde;es, sereias, drag&otilde;es&hellip; monstros em geral), com a clara inten&ccedil;&atilde;o de serem usados para fins narrativos e simb&oacute;licos<a name="top14"></a><sup><a href="#14">14</a></sup> ligados &agrave; luta entre o bem e o mal. Por&eacute;m, estes n&atilde;o eram os &uacute;nicos dois campos de inspira&ccedil;&atilde;o. O simbolismo relativo &agrave;s pr&aacute;ticas quotidianas e ao destino do Homem tamb&eacute;m foram utilizados como fonte para expressar a necessidade de se caminhar para Deus. Neste contexto, &eacute; de referir a escultura moralizadora no combate aos v&iacute;cios ou na luta da alma para se livrar das tenta&ccedil;&otilde;es da carne, procurando a castidade<a name="top15"></a><sup><a href="#15">15</a></sup>. A representa&ccedil;&atilde;o de mulheres e homens em atitudes er&oacute;ticas ou sexuais &eacute; disso um exemplo.</p>     <p>Interiorizando este esp&iacute;rito, os criadores rom&acirc;nicos foram zelosos no estabelecimento de um esquema dual contrapondo Deus e o dem&oacute;nio, o bem e o mal, o pecado e a virtude, o pr&eacute;mio e o castigo. Esta imagina&ccedil;&atilde;o dos escultores, favorecidos por um ambiente cultural com elevados &iacute;ndices de analfabetismo<a name="top16"></a><sup><a href="#16">16</a></sup>, fez da iconografia rom&acirc;nica um aut&ecirc;ntico museu de fantasia<a name="top17"></a><sup><a href="#17">17</a></sup>.</p>     <p>A par desta abordagem, outras existem para justificar a lux&uacute;ria nas igrejas. Uma delas sugere a irrever&ecirc;ncia por parte dos escultores rom&acirc;nicos que viram na escultura uma forma de provocar o observador, sob a capa da representa&ccedil;&atilde;o do pecado<a name="top18"></a><sup><a href="#18">18</a></sup>. Esta abordagem &eacute; corroborada por Le&oacute;n G&oacute;mez<a name="top19"></a><sup><a href="#19">19</a></sup>, pois considera que estas representa&ccedil;&otilde;es eram executadas por livre iniciativa dos artes&atilde;os, com um sentido burlesco ou de cr&iacute;tica social. Estas seriam feitas na periferia<a name="top20"></a><sup><a href="#20">20</a></sup> ou nas partes superiores das igrejas, sendo o local onde os artistas tinham maior liberdade de express&atilde;o<a name="top21"></a><sup><a href="#21">21</a></sup>. Uma outra abordagem defendida por Andr&eacute;s Serna considera que a fecundidade e o poder econ&oacute;mico seriam motivos justificativos. Segundo o autor espanhol, vivia-se numa sociedade onde a fome e as guerras eram constantes. Logo, o erotismo pretenderia fomentar a procria&ccedil;&atilde;o humana<a name="top22"></a><sup><a href="#22">22</a></sup>. Mas, como era um ato pecaminoso, as pessoas com medo do <i>Inferno</i>, sentiam-se na obriga&ccedil;&atilde;o de pagarem tributos pelo pecado cometido<a name="top23"></a><sup><a href="#23">23</a></sup>. Conclus&atilde;o: quantas mais pessoas houvesse, mais cat&oacute;licos pecavam e mais tributos pagavam &agrave; Igreja.</p>     <p>Perante as tr&ecirc;s abordagens apresentadas, consideramos que a primeira ser&aacute; a mais consensual. De acentuar que estamos numa sociedade subjugada ao poder cat&oacute;lico, com uma mentalidade bastante fechada e que seria pouco habitual que a Igreja pudesse dar tanta liberdade aos mestres artes&atilde;os na Casa de Deus. Para mais, os escultores rom&acirc;nicos n&atilde;o seriam muito letrados, nem teriam grande poder econ&oacute;mico para poder influenciar. Ainda, teriam de estar sempre sujeitos &agrave;s imposi&ccedil;&otilde;es dos encomendadores (ou seja, a Igreja).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O estudo da lux&uacute;ria em Portugal</b></p>     <p>O estudo da escultura rom&acirc;nica de aspeto luxurioso ainda se encontra num estado embrion&aacute;rio em Portugal, n&atilde;o havendo muitos estudos aprofundados sobre o tema. A investigadora Maria Leonor Botelho<a name="top24"></a><sup><a href="#24">24</a></sup>, na sua tese de doutoramento, analisou, desde o s&eacute;culo XIX at&eacute; aos nossos dias, toda a documenta&ccedil;&atilde;o produzida sobre arte rom&acirc;nica pelos mais eminentes investigadores portugueses e unicamente particularizou o autor Ant&oacute;nio Coelho de Sousa Oliveira que, em 1965, publicou o artigo <i>Temas Psicom&aacute;quicos na Escultura Rom&acirc;nica Decorativa</i>, onde apontavaos &ldquo;combates da alma&rdquo;, manifestados atrav&eacute;s das lutas entre os v&iacute;cios e as virtudes, entre o bem e o mal<a name="top25"></a><sup><a href="#25">25</a></sup>. Em 1986, Manuel Real num cap&iacute;tulo<a name="top26"></a><sup><a href="#26">26</a></sup> na obra <i>Portugal Roman</i> coordenada por Gerhard Graf, opina sobre a tem&aacute;tica, mas numa an&aacute;lise global &agrave; escultura figurativa. Exemplo mais pr&oacute;ximo da atualidade &eacute; Jorge Rodrigues<a name="top27"></a><sup><a href="#27">27</a></sup>, que em v&aacute;rios estudos sobre arte rom&acirc;nica dedica sub-cap&iacute;tulos aos v&iacute;cios e virtudes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por regra, esta tem&aacute;tica &eacute; referida no contexto geral de um im&oacute;vel religioso e n&atilde;o isoladamente. Existe a tend&ecirc;ncia para analisar no conjunto e n&atilde;o pormenorizar. Esta tem&aacute;tica apresenta-se assim como <i>marginal</i> no estudo do rom&acirc;nico portugu&ecirc;s. Embora n&atilde;o mencione diretamente a escultura er&oacute;tica, o escrito por Paulo Almeida Fernandes, em 2009, vem ao encontro deste sentimento de muito haver por fazer, quando afirma que existem &aacute;reas de estudo abandonadas no rom&acirc;nico portugu&ecirc;s:</p>     <p>&quot;[&hellip;] a par da difus&atilde;o de um modelo explicativo n&atilde;o-evolutivo do estilo contribuem para uma sensa&ccedil;&atilde;o enganosa: a de que o caminho cient&iacute;fico est&aacute; percorrido na maior parte do seu trajecto, n&atilde;o restando grandes &aacute;reas de discuss&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o, nem novas descobertas que justifiquem um renovado investimento. Este equ&iacute;voco, refor&ccedil;ado em obras recentes que pouco trouxeram de novo, parece solidamente implantado, mas est&aacute; longe de corresponder &agrave; realidade&quot;<a name="top28"></a><sup><a href="#28">28</a></sup>.</p>     <p>Contrariamente ao que se verifica em Portugal, o mesmo n&atilde;o acontece noutros pa&iacute;ses. Geograficamente, podemos encontrar a escultura sobre a lux&uacute;ria um pouco por toda a Europa rom&acirc;nica, desde a Alemanha, It&aacute;lia, Fran&ccedil;a, Inglaterra, Irlanda<a name="top29"></a><sup><a href="#29">29</a></sup> ou na vizinha Espanha. Por exemplo, neste &uacute;ltimo pa&iacute;s, a abordagem encontra-se mais desenvolvida se comparada com a do nosso pa&iacute;s. Andr&eacute;s Serna ou Le&oacute;n G&oacute;mez, j&aacute; citados, s&atilde;o exemplos de investigadores que se debru&ccedil;am sobre o tema. Simultaneamente, v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m-se dedicado a fomentar o mesmo assunto. Caso concreto &eacute; a Fundaci&oacute;n Santa Maria la Real onde, no VII Curso de Iniciaci&oacute;n al Rom&aacute;nico e sob a tem&aacute;tica<i> Poder y seducci&oacute;n de la imagen rom&acirc;nica, </i>foi apresentada por Jaime Nu&ntilde;o Gonz&aacute;lez a comunica&ccedil;&atilde;o <i>Hacia una visi&oacute;n de la iconografia sexual: escenas procaces y figuras obscenas</i>. Mais recentemente, o mesmo autor proferiu a confer&ecirc;ncia <i>El Rom&aacute;nico Er&oacute;tico</i> nesta mesma institui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>N&atilde;o obstante ser relativamente f&aacute;cil encontrarmos este tipo de escultura por toda a Espanha, devemos salientar Pal&ecirc;ncia, Burgos e Cant&aacute;bria como regi&otilde;es abonadas em erotismo. Em Pal&ecirc;ncia temos a igreja de San Mart&iacute;n de Fr&oacute;mista ou o Mosteiro de Santa Maria La Real; em Burgos podemos indicar as igrejas da Inmaculada Concepci&oacute;n de Crespos, San Pedro de Tejada e de San&nbsp;Miguel de Cornezuela; na Cant&aacute;bria, Villanueva de la N&iacute;a, San Mart&iacute;n de Elines ou San Pedro de Cervatos, s&atilde;o outros exemplos. De mencionar que a &uacute;ltima igreja ser&aacute; um dos basti&otilde;es representativos da lux&uacute;ria em im&oacute;veis rom&acirc;nicos espanh&oacute;is.</p>     <p>Com este exemplo t&atilde;o pr&oacute;ximo, podemos parafrasear Paulo Fernandes quando escreve que &quot;Portugal est&aacute;, desta forma, bem longe das grandes conquistas feitas pela Hist&oacute;ria da Arte al&eacute;m-fronteiras&quot;<a name="top30"></a><sup><a href="#30">30</a></sup>.</p>     <p>Uma das poss&iacute;veis raz&otilde;es para que a escultura er&oacute;tica esteja mais estudada noutros pa&iacute;ses poder&aacute; encontrar-se na forma de investigar, optando-se pelo seu enquadramento numa an&aacute;lise geral a um im&oacute;vel ou no facto de se considerar um estudo acess&oacute;rio dentro do rom&acirc;nico. Provavelmente, ser&aacute; esta &uacute;ltima uma das hip&oacute;teses mais cred&iacute;veis, se atestarmos que o pr&oacute;prio R&eacute;au tamb&eacute;m a desvaloriza quando a considera secund&aacute;ria se comparada com outras tem&aacute;ticas iconogr&aacute;ficas<a name="top31"></a><sup><a href="#31">31</a></sup>.</p>     <p>Posto isto, &eacute; intuito deste artigo analisar o emprego da tem&aacute;tica da lux&uacute;ria nos im&oacute;veis religiosos rom&acirc;nicos, procurando demonstrar a sua relev&acirc;ncia art&iacute;stica e, deste modo, incentivar mais estudos individualizados numa &aacute;rea pouco investigada em Portugal. Para ir ao encontro deste objetivo, a metodologia utilizada passou por fazer um levantamento, embora sem a inten&ccedil;&atilde;o da exaustividade, das figura&ccedil;&otilde;es escult&oacute;ricas sob o ponto de vista da lux&uacute;ria. A visita a im&oacute;veis rom&acirc;nicos e o recurso a obras de refer&ecirc;ncia foram os instrumentos utilizados para se fazer a recolha de dados que est&aacute; expressa no ponto seguinte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A lux&uacute;ria no rom&acirc;nico portugu&ecirc;s</b></p>     <p>No nosso pa&iacute;s, a escultura rom&acirc;nica chegou com os monges de Cluny e estendeu-se do Minho ao Alentejo<a name="top32"></a><sup><a href="#32">32</a></sup>, apresentando influ&ecirc;ncias e solu&ccedil;&otilde;es muito diversas. O Alto Minho foi bastante influenciado pela Galiza com os exemplos concretos de Longos Vales, Friestas, Paderne ou Orada. De recordar que a fronteira pol&iacute;tica entre Portugal e Galiza, materializada pelo Minho, n&atilde;o correspondia equitativamente a uma mesma fronteira eclesi&aacute;stica, uma vez que este territ&oacute;rio pertenceu &agrave; diocese de Tui at&eacute; 1381<a name="top33"></a><sup><a href="#33">33</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; o rom&acirc;nico tardio do Vale do Sousa apresenta-se como uma miscel&acirc;nea de influ&ecirc;ncias de v&aacute;rios dialetos do rom&acirc;nico como o bracarense, o portuense ou o coimbr&atilde;o, em que a Igreja do Mosteiro de Pa&ccedil;o de Sousa (Penafiel) &eacute; o exemplo concreto do designado <i>rom&acirc;nico nacionalizado</i>.</p>     <p>Por sua vez Coimbra, por raz&otilde;es hist&oacute;ricas, cedo recebeu interfer&ecirc;ncias vindas de Fran&ccedil;a &agrave;s quais se miscigenaram report&oacute;rios e t&eacute;cnicas pr&oacute;prias da arte mo&ccedil;&aacute;rabe, que tinha antecedentes bem enraizados na regi&atilde;o, criando uma linguagem decorativa muito original<a name="top34"></a><sup><a href="#34">34</a></sup>. Mas independentemente das suas origens e influ&ecirc;ncias, a escultura estar&aacute; ao servi&ccedil;o da religi&atilde;o<a name="top35"></a><sup><a href="#35">35</a></sup>, sendo incorporada nos portais, com destaque para o t&iacute;mpano pelo seu significado simb&oacute;lico, no enquadramento das janelas e nos capit&eacute;is<a name="top36"></a><sup><a href="#36">36</a></sup>. Especial &ecirc;nfase foi colocada similarmente nos modilh&otilde;es, isto porque a escultura nestes espa&ccedil;os conheceu, neste per&iacute;odo, um not&aacute;vel desenvolvimento, integrando temas mais variados que os destinados a outras partes do edif&iacute;cio<a name="top37"></a><sup><a href="#37">37</a></sup>, havendo segundo Lu&iacute;s Sousa a prefer&ecirc;ncia pela representa&ccedil;&atilde;o humana, com mulheres ou homens em claras atitudes libertinas ou luxuriosas<a name="top38"></a><sup><a href="#38">38</a></sup>.</p>     <p>Anos antes do mencionado por Lu&iacute;s Sousa<a name="top39"></a><sup><a href="#39">39</a></sup>, Carlos Alberto Ferreira de Almeida apreciava que era comum encontrarem-se capit&eacute;is e modilh&otilde;es que se poderiam considerar er&oacute;ticos nas igrejas rom&acirc;nicas<a name="top40"></a><sup><a href="#40">40</a></sup>. De facto, temos v&aacute;rios exemplos, especialmente no norte de Portugal, onde esta arte mais se implantou. Sereias, harpias, homens e mulheres <i>exibicionistas</i> s&atilde;o exemplos que podemos encontrar em terras lusas. Para o demonstrar, apresentamos o <a href="/img/revistas/med/n17/n17a05q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>, que elenca meia centena de im&oacute;veis e principais &aacute;reas simb&oacute;licas e temas escult&oacute;ricos relacionados com a lux&uacute;ria no rom&acirc;nico portugu&ecirc;s.      
<p>&nbsp;</p>     <p>O quadro acima evidencia a ocorr&ecirc;ncia habitual da lux&uacute;ria nos nossos im&oacute;veis rom&acirc;nicos sob o chap&eacute;u de v&aacute;rias &aacute;reas simb&oacute;licas e tem&aacute;ticas, com especial destaque para o besti&aacute;rio medieval e para o ser humano. Analisemos agora estes dados com maior pormenor, come&ccedil;ando pelo besti&aacute;rio medieval. A iconografia rom&acirc;nica converteu criaturas imagin&aacute;rias ou mitol&oacute;gicas em s&iacute;mbolos de virtudes e v&iacute;cios, sendo possivelmente focalizadas, como j&aacute; explan&aacute;mos, para fins de instru&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo na f&eacute;<a name="top42"></a><sup><a href="#42">42</a></sup>. Dois exemplos s&atilde;o as sereias e as harpias. Sendo uma tem&aacute;tica que se repetir&aacute; at&eacute; ao s&eacute;culo XVI<a name="top43"></a><sup><a href="#43">43</a></sup>, onde muitas vezes o erotismo n&atilde;o &eacute; evidente, o uso das sereias &eacute; extens&iacute;vel a v&aacute;rias civiliza&ccedil;&otilde;es. Se estas eram representadas na Gr&eacute;cia como sereia-p&aacute;ssaro, chegadas &agrave; Idade M&eacute;dia crist&atilde;, estas representa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o escassas<a name="top44"></a><sup><a href="#44">44</a></sup>, sendo substitu&iacute;das pela sereia-peixe, metade mulher na parte superior e metade de peixe, na parte inferior<a name="top45"></a><sup><a href="#45">45</a></sup>. Embora a sereia ilustre o sexo feminino, podemos conquanto encontrar segundo R&eacute;au, mas de forma excecional, sereias com cabe&ccedil;a de homem<a name="top46"></a><sup><a href="#46">46</a></sup>. Criaturas fabulosas, monstros semi-humanos<a name="top47"></a><sup><a href="#47">47</a></sup> ou h&iacute;bridos, para o Cristianismo significavam a alma dividida entre o mundo terreno e o espiritual ou o mal, na sua ambiguidade e cinismo<a name="top48"></a><sup><a href="#48">48</a></sup> atrav&eacute;s do pecado, da vaidade, da lux&uacute;ria e da sedu&ccedil;&atilde;o<a name="top49"></a><sup><a href="#49">49</a></sup>:</p>     <p>&quot;Las sirenas significan las mujeres locas que atraen a los hombres con sus cantos [&hellip;] Seductoras y temibles, atraen a los hombres con la caricia de sus cantos y los llevan a su perdici&oacute;n, a no ser que tomen la precauci&oacute;n, como el prudente Ulises, de taponarse las orejas&quot;<a name="top50"></a><sup><a href="#50">50</a></sup>.</p>     <p>Em Portugal, a sereia-peixe integra-se num besti&aacute;rio popular e muito divulgado entre as bacias do Douro e do C&aacute;vado, sendo os dois principais focos dessa irradia&ccedil;&atilde;o as igrejas de Travanca (Amarante) e Rates (P&oacute;voa de Varzim)<a name="top51"></a><sup><a href="#51">51</a></sup>. Elas podem apresentar-se com cauda simples ou dupla, sendo que o uso de cauda dupla tem duas interpreta&ccedil;&otilde;es, uma mais simb&oacute;lica e outra mais arquitet&oacute;nica: pretende simbolizar as pernas abertas, num sentido claro de oferta sexual<a name="top52"></a><sup><a href="#52">52</a></sup> ou estar&aacute; relacionado com quest&otilde;es de simetria do capitel rom&acirc;nico permitindo uma imagem completa de cada lado<a name="top53"></a><sup><a href="#53">53</a></sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como mencionado, a igreja do Mosteiro do Salvador de Travanca (Amarante) surge como um dos polos difusores de sereias-peixe no nosso territ&oacute;rio. De facto, temos v&aacute;rias representa&ccedil;&otilde;es deste animal mitol&oacute;gico e er&oacute;tico nos capit&eacute;is do portal lateral norte, da capela-mor e das naves. Os dois capit&eacute;is com sereias representadas no portal lateral norte s&atilde;o de cauda &uacute;nica, segurando com a sua m&atilde;o esquerda um peixe, procurando com a sua beleza, sedu&ccedil;&atilde;o e doce canto seduzir os herdeiros do c&eacute;u para a perdi&ccedil;&atilde;o<a name="top54"></a><sup><a href="#54">54</a></sup>. Por sua vez, as que se encontram no interior do espa&ccedil;o religioso, nos dois capit&eacute;is da nave norte, j&aacute; se apresentam com dupla cauda. De indicar que estas duas representa&ccedil;&otilde;es no interior desta igreja possuem fei&ccedil;&otilde;es masculinas e com a curiosidade do umbigo saliente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Mas as representa&ccedil;&otilde;es deste animal mitol&oacute;gico n&atilde;o se ficam por aqui. Ainda no interior, na nave sul, num outro capitel, temos uma sereia cuja cauda est&aacute; a ser mordida por um animal, possivelmente um le&atilde;o<a name="top55"></a><sup><a href="#55">55</a></sup>, num sinal de castigo por seduzir!</p>     <p>Embora R&eacute;au tenha escrito que sereias com fei&ccedil;&otilde;es de homens s&atilde;o menos representadas iconograficamente, o certo &eacute; que, para al&eacute;m das j&aacute; citadas em Travanca, podemos encontrar outras similares na igreja do Salvador de Ansi&atilde;es (Carrazeda de Ansi&atilde;es), onde, na fachada norte, na janela sobre o portal, no capitel do lado direito, temos uma sereia, de fei&ccedil;&otilde;es masculinas e de dupla cauda<a name="top56"></a><sup><a href="#56">56</a></sup>.</p>     <p>Voltando &agrave; tem&aacute;tica das sereias femininas, em Rio Mau (Vila do Conde) no t&iacute;mpano axial, lado direito, desfrutamos de uma sereia de dupla cauda que sustenta a lua<a name="top57"></a><sup><a href="#57">57</a></sup> e uma outra que, ao lado de um Trit&atilde;o, em capitel no portal norte, se aproxima de uma atitude de oferta sexual ao seu par<a name="top58"></a><sup><a href="#58">58</a></sup>.</p>     <p>J&aacute; em Ros&eacute;m (Marco de Canaveses), temos um capitel com a representa&ccedil;&atilde;o de sereias, apresentando-se estas com olhos, nariz, boca, rosto, cabelo de tran&ccedil;as seriadas e entrela&ccedil;adas no princ&iacute;pio da cauda, que &eacute; segurada pela m&atilde;o da sereia oposta<a name="top59"></a><sup><a href="#59">59</a></sup>.</p>     <p>Sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o nas igrejas deste tipo de representa&ccedil;&atilde;o, conv&eacute;m anotar a curiosidade, mencionada por R&eacute;au, de que, na Idade M&eacute;dia, o uso dos animais era algo natural, do quotidiano, sendo mais um cap&iacute;tulo da moral do que da hist&oacute;ria natural. Os animais eram assim esbo&ccedil;os do pr&oacute;prio homem, espelhos da sua vida e serviam para caricaturar as virtudes, as paix&otilde;es ou os seus v&iacute;cios. O besti&aacute;rio crist&atilde;o era visto como a &quot;Bible moralis&eacute;e&quot;, em que mais que uma enciclop&eacute;dia zool&oacute;gica era principalmente um complemento moral dos fi&eacute;is<a name="top60"></a><sup><a href="#60">60</a></sup>. Dentro deste pensamento tamb&eacute;m disserta Catarina Barreira, quando expressa que o homem medieval n&atilde;o fazia distin&ccedil;&atilde;o entre os animais reais que faziam parte do seu quotidiano &ndash; como o c&atilde;o &ndash; e os animais fant&aacute;sticos ou h&iacute;bridos, como a sereia. Para os medievais eram todos &ldquo;verdadeiros&rdquo; e reais<a name="top61"></a><sup><a href="#61">61</a></sup>.</p>     <p>Para Jo&atilde;o Ribeiro da Silva<a name="top62"></a><sup><a href="#62">62</a></sup> e Marisa Costa Marques<a name="top63"></a><sup><a href="#63">63</a></sup>, o tema da sereia &eacute; dos mais comuns no nosso rom&acirc;nico. O levantamento efetuado para este artigo parece atestar o referido pelos autores. De facto, foi a tem&aacute;tica que mais surgiu representada iconograficamente nos im&oacute;veis rom&acirc;nicos. Por sua vez, as harpias &ndash; outro animal tamb&eacute;m mitol&oacute;gico, h&iacute;brido e monstruoso - com corpo de abutre e asas, mas com rosto feminino e seios &ndash; pretendiam ilustrar os v&iacute;cios do homem, as suas paix&otilde;es obsessivas e o remorso inerente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o das mesmas<a name="top64"></a><sup><a href="#64">64</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo interpreta&ccedil;&atilde;o de Xos&eacute; Lois Garc&iacute;a<a name="top65"></a><sup><a href="#65">65</a></sup>, temos esta figura lend&aacute;ria na abside norte do Mosteiro do Salvador de Travanca (Amarante), onde duas harpias ilustram os v&iacute;cios mundanos e as paix&otilde;es viciosas a que os homens estavam sujeitos. Na igreja de Nossa Senhora da Orada (Melga&ccedil;o), desfrutamos tamb&eacute;m de uma harpia no t&iacute;mpano do portal, a ladear a &aacute;rvore da vida<a name="top66"></a><sup><a href="#66">66</a></sup>. Para al&eacute;m destes dois exemplos, podemos encontrar outros testemunhos na igreja do Mosteiro de Santo Tirso e na matriz de Atouguia da Baleia (Peniche)<a name="top67"></a><sup><a href="#67">67</a></sup>. Sereias e harpias constituem assim interessantes formas de levar os homens de f&eacute; a perderem-se no pecado.</p>     <p>Dentro do besti&aacute;rio medieval, de citar as serpentes dotadas de cabe&ccedil;as humanas ou de mulheres com cabeleiras, como se exp&otilde;e no portal principal de Brav&atilde;es (Ponte da Barca). Para Carlos Alberto Ferreira de Almeida, estas representam as chamadas &quot;bichas mouras&quot;<a name="top68"></a><sup><a href="#68">68</a></sup>. Segundo a lenda, uma moura infeliz ter-se-ia transformado em bicha por causa de uma falta grave, cumprindo assim uma vida penosa. Ela aparecia em noites de luar e &agrave;s vezes at&eacute; de dia, deixando na sua caminhada um rasto brilhante. Ningu&eacute;m ousava aproximar-se dela, pois correria o risco de se transformar em bicha<a name="top69"></a><sup><a href="#69">69</a></sup>. Para Maria Leonor Botelho, quer a tem&aacute;tica quer a modela&ccedil;&atilde;o deste capitel em Brav&atilde;es, mostram a influ&ecirc;ncia galega &ndash; mais concretamente da diocese de Tui &ndash; no rom&acirc;nico portugu&ecirc;s<a name="top70"></a><sup><a href="#70">70</a></sup>.</p>     <p>No que concerne &agrave; simbologia b&iacute;blica, o pecado come&ccedil;ou com a cria&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria humanidade aquando da tenta&ccedil;&atilde;o de Ad&atilde;o e Eva. Estes foram criados &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus. Viviam nus, sem vergonha. Mas ao comerem do fruto proibido, pecaram e &quot;ent&atilde;o abriram-se os olhos aos dois, e eles perceberam que estavam nus&quot; (Gn 3,7)<a name="top71"></a><sup><a href="#71">71</a></sup>. Os tr&ecirc;s modilh&otilde;es no al&ccedil;ado norte da igreja de Meinedo, Lousada, interpretados sequencialmente, querer&atilde;o transmitir essa mensagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ainda relacionado com o pecado original, devemos referir-nos ao capitel da &quot;mulher e a serpente&quot;, como Aar&atilde;o de Lacerda<a name="top72"></a><sup><a href="#72">72</a></sup> o designou na Igreja de &Aacute;guas Santas (Maia). Dois bustos femininos surgem de bra&ccedil;os erguidos, sendo circundados pelo que parecem ser serpentes. Sousa Oliveira considera que simbolizam a tentativa da alma virtuosa em se libertar do pecado<a name="top73"></a><sup><a href="#73">73</a></sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pe&ccedil;a fundamental e figura central no t&iacute;mpano do portal ocidental da capela de Santo Abd&atilde;o<a name="top74"></a><sup><a href="#74">74</a></sup> (Ponte de Lima) era a representa&ccedil;&atilde;o deste santo padroeiro com &quot;hum p&aacute;o lizo que lhe encobre a parte mais impura&quot;<a name="top75"></a><sup><a href="#75">75</a></sup> e que a 8 de agosto de 1750, o visitador Francisco Diogo de Azevedo, abade de S&atilde;o Pedro de Esgueiros, por considerar a imagem obscena, ordenou ao P&aacute;roco que, por conta das esmolas, mandasse picar toda a est&aacute;tua deixando a pedra lisa, sob pena de ser suspenso se n&atilde;o o fizesse num prazo de 20 dias<a name="top76"></a><sup><a href="#76">76</a></sup>. Pelo que j&aacute; n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel visualizar esta imagem no t&iacute;mpano<a name="top77"></a><sup><a href="#77">77</a></sup>. No entanto, v&aacute;rias t&ecirc;m sido as interpreta&ccedil;&otilde;es acerca do que simbolizaria. Uma delas considera que esta escultura representaria Ad&atilde;o, explicando-se pelo facto de haver uma ave a ladear a escultura central, como que indicando aos crentes o Para&iacute;so<a name="top78"></a><sup><a href="#78">78</a></sup>.</p>     <p>Ainda no &acirc;mbito do simbolismo b&iacute;blico, na vertente escatol&oacute;gica, podemos referir a poss&iacute;vel representa&ccedil;&atilde;o da prostituta ou <i>meretriz</i> da Babil&oacute;nia num dos capit&eacute;is do portal principal da S&eacute; de Lisboa. Esta mulher encontra-se coroada, de p&eacute;, em atitude lasciva e empunhando o que parece ser um c&aacute;lice, enquadrada por plantas ex&oacute;ticas e outras desconhecidas<a name="top79"></a><sup><a href="#79">79</a></sup>. Embora tenha de ser interpretada num contexto mais vasto, nomeadamente na associa&ccedil;&atilde;o com os restantes capit&eacute;is<a name="top80"></a><sup><a href="#80">80</a></sup>, a sua atitude sensual, juntamente com o c&aacute;lice &ndash; com intuito de embriagar com o vinho os reis da terra que a adoram &ndash;, pode ser sin&oacute;nimo dos prazeres carnais<a name="top81"></a><sup><a href="#81">81</a></sup>. Num contexto doutrin&aacute;rio, querer&aacute; representar uma advert&ecirc;ncia aos crist&atilde;os para que n&atilde;o caiam na infidelidade a Deus.</p>     <p>As representa&ccedil;&otilde;es com significado er&oacute;tico ou sexual no nosso rom&acirc;nico n&atilde;o se ficam pelas criaturas fabulosas e pelos temas b&iacute;blicos. O simbolismo terreno tamb&eacute;m foi praticado, e de forma abundante<a name="top82"></a><sup><a href="#82">82</a></sup>, sendo que nestes o sexo exposto &eacute; mais n&iacute;tido se comparado com as tem&aacute;ticas at&eacute; agora estudadas.</p>     <p>Para uma parte dos pensadores e religiosos medievais, a grande respons&aacute;vel pelo pecado carnal foi a mulher. Ela representava a lux&uacute;ria, a sensualidade, a grande incitadora para que o homem tivesse condutas pecaminosas<a name="top83"></a><sup><a href="#83">83</a></sup>. No per&iacute;odo hist&oacute;rico em quest&atilde;o, o pecado da lux&uacute;ria era um pecado feminino e dos piores que se poderia cometer<a name="top84"></a><sup><a href="#84">84</a></sup>.</p>     <p>Em v&aacute;rias igrejas temos representa&ccedil;&otilde;es da mulher pecadora. Por exemplo, em Roriz (Santo Tirso), numa m&iacute;sula que sustenta o coro-alto, uma mulher exibe os seios atrav&eacute;s do vestido arrega&ccedil;ado, dando a sensa&ccedil;&atilde;o de estar a seduzir um homem que, no lado oposto e numa outra m&iacute;sula, arregala os olhos observando cena t&atilde;o provocadora<a name="top85"></a><sup><a href="#85">85</a></sup>. Pela express&atilde;o do homem, a atitude da mulher ter&aacute; surtido efeito!</p>     <p>Na igreja de Algozinho (Mogadouro), temos uma mulher com seios desnudados e pernas apartadas, onde o convite ao pecado &eacute; evidente. Por sua vez, nas igrejas de Mangualde e de Ansi&atilde;es, existe respetivamente uma mulher a mostrar os seios<a name="top86"></a><sup><a href="#86">86</a></sup> e uma outra com grande barriga, a agarrar a cabe&ccedil;a e a exibir tamb&eacute;m os seios<a name="top87"></a><sup><a href="#87">87</a></sup>. Por fim, em modilh&atilde;o no al&ccedil;ado norte da igreja de Tarouquela (Cinf&atilde;es), embora esteja corro&iacute;do pelo tempo, assistimos a mais uma representa&ccedil;&atilde;o, sendo que desta vez a mulher exp&otilde;e o &oacute;rg&atilde;o genital.</p>     <p>Mais contidas mas mesmo assim representando a lux&uacute;ria, temos as bailarinas ou dan&ccedil;arinas nas igrejas de Santa Maria de Abade de Neiva (Barcelos) e em S&atilde;o Pedro de Rates (P&oacute;voa de Varzim), com as m&atilde;os nas ancas<a name="top88"></a><sup><a href="#88">88</a></sup>, como que convidando para a tenta&ccedil;&atilde;o. Por sua vez, em Ganfei (Valen&ccedil;a) e Santa Maria de Barcelos, as bailarinas figuradas entregam-se &agrave; lassid&atilde;o moral e ao prazer da dan&ccedil;a<a name="top89"></a><sup><a href="#89">89</a></sup>. O mesmo querer&aacute; representar o capitel da capela-mor da igreja de S&atilde;o Pedro de Ferreira, em Pa&ccedil;os de Ferreira, onde uma dan&ccedil;arina acrob&aacute;tica &eacute; acompanhada de um m&uacute;sico tocando pandeiro<a name="top90"></a><sup><a href="#90">90</a></sup>.</p>     <p>No entanto, n&atilde;o existem s&oacute; mulheres <i>exibicionistas</i>. Tamb&eacute;m encontr&aacute;mos o sexo oposto. Por exemplo, segundo Ferreira de Almeida, no portal axial de S&atilde;o Pedro de Rates (P&oacute;voa de Varzim), Cristo &eacute; assistido por duas figuras nimbadas sob cujos p&eacute;s, deitado por terra, se encontra um homem nu<a name="top91"></a><sup><a href="#91">91</a></sup>. Igual situa&ccedil;&atilde;o &eacute; comprov&aacute;vel em Rubi&atilde;es (Paredes de Coura), onde existe um modilh&atilde;o com homem expondo o p&eacute;nis<a name="top92"></a><sup><a href="#92">92</a></sup>. Outros exemplos podem ser encontrados em dois modilh&otilde;es na igreja de Sanfins de Friestas (Valen&ccedil;a), em que num deles um homem aproveita uma pirueta de acrobata para mostrar o sexo, enquanto que, no modilh&atilde;o ao lado, outro homem, sentado e nu, acha-se a amanhar o sexo. J&aacute; no modilh&atilde;o que podemos visualizar em Salvador do Souto (Guimar&atilde;es), o homem apresenta-se a exibir o seu &oacute;rg&atilde;o sexual, estando este ereto<a name="top93"></a><sup><a href="#93">93</a></sup>.</p>     <p>Num desenho mais pr&oacute;ximo da tem&aacute;tica de Ad&atilde;o e do pecado original<a name="top94"></a><sup><a href="#94">94</a></sup>, podemos visualizar homens que, tapando o &oacute;rg&atilde;o genital, demonstram uma atitude consciente de vergonha ou inquieta&ccedil;&atilde;o face ao exposto publicamente. Por exemplo, as igrejas de &Aacute;guas Santas (Maia) e de Veade (Celorico de Basto) mostram-nos homens a taparem com as duas m&atilde;os o s&iacute;mbolo da masculinidade.</p>     <p>Na Capela de Nossa Senhora da Livra&ccedil;&atilde;o de Fandinh&atilde;es (Marco de Canaveses), no al&ccedil;ado lateral sul, temos num modilh&atilde;o um homem que se apresenta nu, com a m&atilde;o direita nos &oacute;rg&atilde;os genitais e a m&atilde;o esquerda a tapar o rosto, como se estivesse envergonhado. Outro modilh&atilde;o semelhante, desta feita no interior da Capela de S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista, anexa ao lado sul da Igreja de Tarouquela (Cinf&atilde;es), apresenta mais um <i>exibicionista</i>, nu e vicioso<a name="top95"></a><sup><a href="#95">95</a></sup>, que com a m&atilde;o esquerda segura o &oacute;rg&atilde;o sexual, enquanto com a outra afaga o queixo, em jeito de inquieta&ccedil;&atilde;o. Por fim, na Igreja de Adeganha (Torre de Moncorvo), temos, em baixo-relevo, um homem que, segurando nas duas m&atilde;os objetos, mostra o seu &oacute;rg&atilde;o sexual. Mas qual o motivo para taparem o &oacute;rg&atilde;o sexual? Provavelmente cometeram o pecado carnal, estando envergonhados pela sua nudez<a name="top96"></a><sup><a href="#96">96</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f6"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A par destas figura&ccedil;&otilde;es existem outras com a representa&ccedil;&atilde;o individual do &oacute;rg&atilde;o sexual masculino, costume porventura herdado do mundo antigo<a href="#_ftn97" name="_ftnre97" title="">[97]</a>. Exemplos exp&otilde;em-se em Ermelo (Arcos de Valdevez) &ndash; embora aqui o s&iacute;mbolo f&aacute;lico se apresente pouco expl&iacute;cito devido a estar eufemizado por entre a decora&ccedil;&atilde;o vegetalista<a name="top98"></a><sup><a href="#98">98</a></sup> &ndash; e nas igrejas de Algozinho (Mogadouro), de Santo Isidoro (Marco de Canaveses), do Salvador de Aveleda (Lousada) e de Mangualde. Estes casos poder&atilde;o ter, atrav&eacute;s do erotismo, uma fun&ccedil;&atilde;o profil&aacute;tica<a name="top99"></a><sup><a href="#99">99</a></sup> para promover a fertilidade entre os crist&atilde;os. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f7"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para terminar a tem&aacute;tica dos homens exibicionistas, devemos aludir &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o proposta por Manuel Real, que considera que na cornija do lado sul da abside da igreja de S&atilde;o Pedro de Rates (P&oacute;voa de Varzim), o homem esculpido numa postura sentado de pernas cruzadas representa uma imagem masculina de lux&uacute;ria. Para o autor, este modelo &eacute; de inspira&ccedil;&atilde;o galega, sendo um reflexo da figura de Priape de pernas cruzadas, que se pode ver na igreja de San Pedro de Ansemil, no concelho de Silleda, Galiza (Espanha)<a name="top100"></a><sup><a href="#100">100</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como referido anteriormente, a religi&atilde;o cat&oacute;lica na Idade M&eacute;dia imp&ocirc;s o sexo dentro do casamento. A B&iacute;blia &eacute; expl&iacute;cita neste aspeto quando recomenda que &quot;todos respeitem o matrim&oacute;nio e n&atilde;o desonrem o leito nupcial, pois Deus julgar&aacute; os libertinos e ad&uacute;lteros&quot; (Hb 13,4). O modilh&atilde;o que se encontra em S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o de Nogueira (Cinf&atilde;es) representa um casal abra&ccedil;ado, porventura num ato amoroso, no entanto, pouco claro sexualmente<a name="top101"></a><sup><a href="#101">101</a></sup>. Cena mais n&iacute;tida a n&iacute;vel sexual encontra-se em Santiago de Adeganha (Torre de Moncorvo) onde, num baixo-relevo, temos um casal, sendo que a mulher encontra-se deitada, com a sua cabe&ccedil;a sobre o p&eacute; esquerdo fletido do homem. Este, por sua vez, exp&otilde;e o sexo, enquanto na m&atilde;o direita segura um objeto, tendo a outra m&atilde;o junto da cabe&ccedil;a da mulher. Uma quest&atilde;o que se coloca sobre este tipo de figura&ccedil;&atilde;o &eacute; a de saber at&eacute; que ponto podemos considerar certas representa&ccedil;&otilde;es er&oacute;ticas. Exemplos concretos s&atilde;o as representa&ccedil;&otilde;es da Natividade ou de parturientes.</p>     <p>Em Santiago de Adeganha (Torre de Moncorvo), na fachada principal, por acima do portal, temos um baixo-relevo representando tr&ecirc;s mulheres em p&eacute;, unidas pelos bra&ccedil;os, com as cabe&ccedil;as cobertas e cal&ccedil;ado bicudo. A figura central est&aacute; a dar &agrave; luz e &eacute; protegida pelas outras duas<a name="top102"></a><sup><a href="#102">102</a></sup>. Esta cena poder&aacute; querer representar o nascimento de Jesus Cristo, com a Virgem ao centro, sendo ladeada por duas parturientes a ajudarem a M&atilde;e do Salvador, tendo estas sido trazidas por Jos&eacute;<a name="top103"></a><sup><a href="#103">103</a></sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f8"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05f8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Outros exemplos se encontram na igreja de Sernancelhe, onde temos dois modilh&otilde;es sobre o tema em an&aacute;lise. Num deles, a parturiente est&aacute; com as m&atilde;os a amparar a barriga, com peito entumecido e sexo desnudo<a name="top104"></a><sup><a href="#104">104</a></sup>. Neste caso, o sexo est&aacute; perfeitamente vis&iacute;vel. Se neste a mulher est&aacute; em trabalho de parto, no outro modilh&atilde;o temos j&aacute; a crian&ccedil;a a nascer com tudo em exposi&ccedil;&atilde;o<a name="top105"></a><sup><a href="#105">105</a></sup>. Uma das poss&iacute;veis interpreta&ccedil;&otilde;es para estas duas cenas poder&aacute; ser a chamada de aten&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is para a fecundidade. Contudo, se usarmos a mesma interpreta&ccedil;&atilde;o de Ferreira de Almeida que, para as mulheres a darem &agrave; luz em Rubi&atilde;es (Paredes de Coura) e Longos Vales (Mon&ccedil;&atilde;o), as considerou como cenas er&oacute;ticas<a name="top106"></a><sup><a href="#106">106</a></sup>, os exemplos acima expostos podem ser entendidos no mesmo sentido.</p>     <p>Quanto &agrave; quarta &aacute;rea simb&oacute;lica inscrita no <a href="/img/revistas/med/n17/n17a05q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>, esta reporta-se a pr&aacute;ticas lascivas, mas desta vez entre animais. Para Michael Camille, a arte rom&acirc;nica utilizou os animais para fazer a fronteira entre o puro e o impuro<a name="top107"></a><sup><a href="#107">107</a></sup>. Na igreja de Santa Maria de Barcelos, deparamo-nos com um capitel na nave com dois animais, em que um deles lambe o traseiro do outro<a name="top108"></a><sup><a href="#108">108</a></sup>.</p>      
<p>Outros elementos indispens&aacute;veis para melhor entendimento da tem&aacute;tica da lux&uacute;ria s&atilde;o os locais e os suportes utilizados, para que possamos saber com maior exatid&atilde;o se esta tem&aacute;tica era aplicada perto ou longe dos espa&ccedil;os mais sagrados de uma igreja. Tendo por base os im&oacute;veis descritos no  <a href="/img/revistas/med/n17/n17a05q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>, apresentamos agora os <a href="#q2">quadros 2</a>e <a href="#q3">3</a>, onde expomos os locais e os suportes usados para transmitir a lux&uacute;ria.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05q2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/med/n17/n17a05q3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Um dado a real&ccedil;ar do <a href="#q2">Quadro 2</a> &eacute; o facto da maioria das representa&ccedil;&otilde;es se situarem no exterior dos edif&iacute;cios religiosos. Esta situa&ccedil;&atilde;o vem de encontro ao que Michael Camille escreveu h&aacute; duas d&eacute;cadas atr&aacute;s quando afirmou ser sobretudo no exterior dos edif&iacute;cios religiosos que encontramos este tipo de imagens<a name="top109"></a><sup><a href="#109">109</a></sup>. Neste espa&ccedil;o, o destaque &eacute; dado aos portais principais. Como estes portais s&atilde;o considerados &quot;as portas do C&eacute;u&quot;, ou seja, a entrada para o Reino de Deus, n&atilde;o ser&aacute; de estranhar a sua representa&ccedil;&atilde;o tendo em aten&ccedil;&atilde;o os fins simb&oacute;licos a que se destinava o uso de imagens luxuriosas. Ainda no exterior, s&atilde;o igualmente de mencionar as fachadas laterais que, em simult&acirc;neo com os portais, constituem um outro local privilegiado para este tipo de escultura.</p>      <p>No interior das igrejas, o principal local utilizado &eacute; a nave, embora existam em todos os espa&ccedil;os interiores de uma igreja, desde a capela-mor, arco triunfal at&eacute; ao coro-alto, conquanto em menor quantidade.</p>      <p>Quanto aos suportes, os modilh&otilde;es apresentam-se como o suporte preferencial, apesar dos capit&eacute;is serem tamb&eacute;m bastante aproveitados. Esta informa&ccedil;&atilde;o vem, de certa forma, confirmar o expresso no <a href="#q2">Quadro 2</a>, pois um dos locais preferenciais no exterior das igrejas para a representa&ccedil;&atilde;o da lux&uacute;ria s&atilde;o as fachadas laterais, locais por excel&ecirc;ncia para o uso de modilh&otilde;es. Por conseguinte, estes dados parecem contrariar tenuemente o defendido por Jorge Rodrigues<a name="top110"></a><sup><a href="#110">110</a></sup> e Le&oacute;n Gomez<a name="top111"></a><sup><a href="#111">111</a></sup>, quando consideram que este tipo de escultura &eacute; mais usual na periferia das igrejas, onde os artistas tinham maior liberdade. De facto, na periferia encontr&aacute;mos uma boa parte das representa&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico local, podendo ser encontradas em diversos outros espa&ccedil;os, com destaque para os portais principais, mas tamb&eacute;m nas naves, arcos triunfais ou mesmo nas capelas-mor.</p>     <p>Como nota final desta interpreta&ccedil;&atilde;o, devemos lembrar que muitos outros exemplares poderiam existir. Todavia, a partir do s&eacute;culo XVI, estas representa&ccedil;&otilde;es foram depuradas das igrejas <i>a mando</i> do Conc&iacute;lio de Trento<a name="top112"></a><sup><a href="#112">112</a></sup>, tendo por base uma nova filosofa sobre a castidade, a vigil&acirc;ncia do pecado<a name="top113"></a><sup><a href="#113">113</a></sup> e o uso de imagens nos espa&ccedil;os religiosos:</p>     <p>&quot;[...] estabelece o Santo Conc&iacute;lio que a ningu&eacute;m seja l&iacute;cito p&ocirc;r ou permitir que se ponha qualquer imagem nua e nova em lugar algum, nem mesmo igreja que seja de qualquer modo isenta de modo a n&atilde;o possuir aprova&ccedil;&atilde;o do Bispo&quot;<a name="top114"></a><sup><a href="#114">114</a></sup>.</p>     <p>Exemplo deste decreto &eacute; o que se verificou na j&aacute; referida capela de Santo Abd&atilde;o, em Ponte de Lima.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A iconografia da lux&uacute;ria no rom&acirc;nico portugu&ecirc;s &eacute; extens&iacute;vel a todo o territ&oacute;rio, embora se note maior incid&ecirc;ncia a norte do rio Mondego que, de certa forma, corresponde &agrave; zona onde o estilo art&iacute;stico em estudo mais se implantou. Do Minho ao Alentejo, possu&iacute;mos exemplos de figuras mitol&oacute;gicas, passagens b&iacute;blicas ou representa&ccedil;&otilde;es do quotidiano onde a mensagem da luta contra este pecado &eacute; evidente.</p>     <p>Todavia, devemos reconhecer que a maioria das figura&ccedil;&otilde;es objeto do presente levantamento foram encontradas na regi&atilde;o minhota, levando-nos a concordar com Manuel Lu&iacute;s Real quando refere que nesta regi&atilde;o portuguesa existe uma tend&ecirc;ncia para representar homens e mulheres em atitude libertinas<a name="top115"></a><sup><a href="#115">115</a></sup>.</p>     <p>Em Portugal, a lux&uacute;ria encontra-se especialmente centrada na tem&aacute;tica das sereias, com cerca de um ter&ccedil;o (30%) dos 90 exemplos apresentados, embora esta criatura possa ter outros significados. Se seguirmos a via luxuriosa, importa recordar o Mosteiro de Travanca pela diversidade que apresenta sobre as sereias-peixe, com fei&ccedil;&otilde;es femininas, masculinas, de cauda simples ou dupla e aprisionadas a outros seres. Ao todo temos neste im&oacute;vel sete representa&ccedil;&otilde;es. &Eacute;, de facto, um dos locais difusores e de maior variedade tem&aacute;tica sobre as sereias em Portugal. Por exemplo, a sereia da Igreja de Santa Maria de Almocave (Lamego) apresenta um reposit&oacute;rio escult&oacute;rico semelhante a Travanca<a name="top116"></a><sup><a href="#116">116</a></sup>.</p>     <p>Notamos tamb&eacute;m outras influ&ecirc;ncias regionais, com especial aten&ccedil;&atilde;o para as regi&otilde;es do Minho, C&aacute;vado e Douro no &acirc;mbito da representa&ccedil;&atilde;o da sereia-peixe. Contudo, esta influ&ecirc;ncia tamb&eacute;m se nota a n&iacute;vel internacional, especialmente na rela&ccedil;&atilde;o da Galiza com o Minho. Esta &uacute;ltima regi&atilde;o surge em termos decorativos estimulada pela escultura galega, com destaque para a Catedral de Tui. Concordamos assim com Gerhard Graf, quando enuncia a forte influ&ecirc;ncia da regi&atilde;o espanhola no Minho<a name="top117"></a><sup><a href="#117">117</a></sup>.</p>     <p>Para al&eacute;m das sereias, figura&ccedil;&otilde;es de mulheres e homens surgem com relativa frequ&ecirc;ncia. No entanto, a sexualidade expl&iacute;cita n&atilde;o &eacute; vis&iacute;vel na larga maioria dos casos, sendo uma pr&aacute;tica contida. A maioria das representa&ccedil;&otilde;es er&oacute;ticas s&atilde;o-no atrav&eacute;s dos significados simb&oacute;licos e n&atilde;o da representa&ccedil;&atilde;o pl&aacute;stica dos &oacute;rg&atilde;os sexuais propriamente dita.</p>     <p>Ainda que a lux&uacute;ria se encontre mais representada em modilh&otilde;es, os capit&eacute;is surgem tamb&eacute;m correntemente como suportes utilizados para a sua aplica&ccedil;&atilde;o. Por conseguinte, a vis&atilde;o de certos autores que consideram que os modilh&otilde;es eram os preferidos para este tipo de representa&ccedil;&atilde;o devido a estarem mais distantes dos espa&ccedil;os considerados sagrados de uma igreja &ndash; ou seja, na periferia &ndash;, poder&aacute; n&atilde;o ser assim t&atilde;o linear, pois encontramos representa&ccedil;&otilde;es em locais bem mais pr&oacute;ximos do sagrado. Associado a este facto, a tese de haver uma maior liberdade art&iacute;stica dos escultores nos modilh&otilde;es poder&aacute; tamb&eacute;m n&atilde;o ser t&atilde;o segura, carecendo de maior investiga&ccedil;&atilde;o.</p> Embora se note que &eacute; uma tem&aacute;tica secund&aacute;ria no estudo da escultura rom&acirc;nica, este trabalho vem afirmar a necessidade de se avan&ccedil;ar com mais estudos sobre o tema, porque o saber que chegou aos nossos dias pode estar enviesado devido &agrave; car&ecirc;ncia de uma an&aacute;lise mais objetiva e aprofundada.     <p>&nbsp;</p>     <p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 19 de Mar&ccedil;o de 2014</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 14 de Novembro de 2014</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <!-- ref --><p><i>A B&Iacute;BLIA Sagrada</i>. Lisboa: Paulus Editora, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-740X201500010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos</b></p>     <p>ALMEIDA, Carlos Aberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Alfa, 1986.</p>     <p>&ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 2001. <i>&ndash; </i>&quot;Primeiras impress&otilde;es sobre a arquitectura rom&acirc;nica portuguesa&quot;. in <i>Revista da Faculdade de Letras: Hist&oacute;ria</i>. Porto: Universidade do Porto / Faculdade de Letras. S&eacute;rie I, vol. 2 (1971), pp. 65-116.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ALVES, Louren&ccedil;o &ndash; &quot;Igrejas e Capelas rom&acirc;nicas da Ribeira Lima&quot;. in <i>Caminiana</i>. N&ordm; 7, ano IV (1982), pp. 47-118.</p>     <p>AZEVEDO, C&acirc;ndido de &ndash; <i>Igreja rom&acirc;nica de Sernancelhe</i>. Sernancelhe: C&acirc;mara Municipal de Sernancelhe, 2012.</p>     <p>BARREIRA, Catarina Alexandra Martins Fernandes &ndash; <i>G&aacute;rgulas: representa&ccedil;&otilde;es do feio e do grotesco no contexto portugu&ecirc;s: s&eacute;culos XIII a XVI</i> [Em linha]. Lisboa: Universidade de Lisboa &ndash; Faculdade de Belas Artes, 2010. Tese de doutoramento em Belas Artes. [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://repositorio.ul.pt/handle/10451/2590" target="_blank">http://repositorio.ul.pt/handle/10451/2590</a>.</p>     <!-- ref --><p>BOTELHO, Maria Leonor - <i>A historiografia da arquitectura da &eacute;poca rom&acirc;nica em Portugal: 1870-2010. </i>Lisboa: FCG/FCT, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-740X201500010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&ndash; &quot;Mosteiro de Roriz&quot;. in NU&Ntilde;O GONZ&Aacute;LEZ, Jaime (coord.) &ndash; <i>Arte rom&acirc;nica em Portugal</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n Santa Mar&iacute;a La Real, 2010, pp. 245-256.</p>     <p>&ndash; &quot;Mosteiro de S&atilde;o Salvador de Brav&atilde;es&quot;. in NU&Ntilde;O GONZ&Aacute;LEZ, Jaime (coord.) &ndash; <i>Arte rom&acirc;nica em Portugal</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n Santa Mar&iacute;a La Real, 2010, pp. 183-198.</p>     <p>CAMILLE, Michael &ndash; <i>Images dans les marges: aux limites de l'art m&eacute;di&eacute;val.</i> Paris: Gallimard, 1997.</p>     <p>FERNANDES, Paulo Almeida &ndash; &quot;A escultura rom&acirc;nica em Portugal: constru&ccedil;&otilde;es historiogr&aacute;ficas e desafios actuais&quot;<i>. </i>in COL&Oacute;QUIO INTERNACIONAL DE HIST&Oacute;RIA DE ARTE &ndash; <i>A escultura em Portugal da Idade M&eacute;dia ao in&iacute;cio da Idade Contempor&acirc;nea: hist&oacute;ria e patrim&oacute;nio</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o das Casas da Fronteira e de Alorna, 2009, pp. 25-54.</p>     <!-- ref --><p>&ndash; &quot;Iconografia do apocalipse: uma nova leitura do portal ocidental da S&eacute; de Lisboa&quot;. in <i>Estudos Patrim&oacute;nio</i>. Lisboa: IPPAR. N&ordm; 7 (2004), pp. 93-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-740X201500010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GRAF, Gerhard &ndash; <i>Portugal Roman</i>. Vol. I. Yonne: Zodiaque, 1986.</p>     <p>IGESPAR &ndash; &quot;Igreja matriz de Alc&aacute;cer do Sal&quot; [Em linha]. Lisboa: Igespar. [Consultado a 19.06.2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/74821/" target="_blank">http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/74821/</a>.</p>     <p>LE&Oacute;N G&Oacute;MEZ, Carmelo &ndash; &quot;Rutas por el Rom&aacute;nico de la comarca: el rom&aacute;nico er&oacute;tico&quot;. in <i>Arevagos</i> [Em linha]. El Burgo de Osma: Aprodebur, 2005 - 2010. N&ordm; 40 (2010) [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.islabahia.com/aprodebur/Arevacos/40_enero2010/40romanico.htm" target="_blank">http://www.islabahia.com/aprodebur/Arevacos/40_enero2010/40romanico.htm</a>.</p>     <p>LIMA, Alexandra Cerveira Pinto S. (coord.) &ndash; <i>Terras do C&ocirc;a: da Malcata ao Reboredo</i> [Em linha]. Guarda: Estrela-C&ocirc;a, 1998. [Consultado a 09.10.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.arte-coa.pt/Ficheiros/Bibliografia/1686/1686.pt.pdf" target="_blank">http://www.arte-coa.pt/Ficheiros/Bibliografia/1686/1686.pt.pdf</a>.</p>     <p>LOIS GARC&Iacute;A, Xos&eacute; &ndash; <i>Simbologia do rom&acirc;nico de Amarante</i>. Amarante: Edi&ccedil;&otilde;es do T&acirc;mega, 1990.</p>     <p>LOPES, Hugo &ndash; &quot;Os mosteiros medievais como edif&iacute;cios de saber: A conquista do territ&oacute;rio pela implanta&ccedil;&atilde;o de conhecimento desde o s&eacute;culo X ao s&eacute;culo XII &ndash; O caso portugu&ecirc;s como ilustra&ccedil;&atilde;o paradigm&aacute;tica&quot;. in <i>Millenium: Revista do ISPV</i> [Em linha]. Ano 8, n&ordm; 27 (Abr. 2003), pp. 138-194. [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ipv.pt/millenium/Millenium27/20.htm" target="_blank">http://www.ipv.pt/millenium/Millenium27/20.htm</a>.</p>     <p>LOPES, Roger Teixeira &ndash; <i>Carrazeda de Ansi&atilde;es: patrim&oacute;nio art&iacute;stico</i>. Mirandela: Jo&atilde;o Azevedo Editor, 1996.</p>     <p>MARQUES, Marisa Costa &ndash; &quot;<i>O mundo do fant&aacute;stico na arte rom&acirc;nica e g&oacute;tica em Portugal: o g&eacute;nero diplom&aacute;tico &lsquo;not&iacute;cia&rsquo; na documenta&ccedil;&atilde;o medieval portuguesa (s&eacute;culos X-XIII).</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Hist&oacute;ria da Arte, apresentada &agrave; Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em Julho de 2007<i>&quot;. in Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 8 (Jul. de 2010). [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8\marques8013.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8\marques8013.html</a>.</p>     <p>MART&Iacute;N JIM&Eacute;NEZ, Carlos M. &ndash; <i>Las mejores rutas por el rom&aacute;nico de Palencia</i>. Palencia: Deputaci&oacute;n de Palencia, 2008.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MARTINS, Fausto Sanches &ndash; &quot;As imagens das nossas igrejas&quot;. in CONGRESSO SOBRE A DIOCESE DO PORTO, I, 2002 - <i>Tempos e lugares de mem&oacute;ria: actas</i>. Porto/Arouca: UC/FLUP, 2002. Vol.I, pp. 211-221.</p>     <p>MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>XVII Exposi&ccedil;&atilde;o Europeia de Arte, Ci&ecirc;ncia e Cultura: Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento. Convento da Madre de Deus: Os Antecedentes Medievais dos Descobrimento. </i>Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1983.</p>     <p>&ndash; &quot;O corpo, a sa&uacute;de e a doen&ccedil;a&quot;. in MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>Hist&oacute;ria da vida privada em Portugal: a Idade M&eacute;dia</i>. Vol. I. Lisboa: Temas e Debates, 2011, pp. 348-374.</p>     <p>NO&Eacute;, Paula &ndash; &quot;Capela de Santo Abd&atilde;o&quot;. in <i>Monumentos.pt</i> [Em linha]. Sacav&eacute;m: IHRU, 1992. [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2106" target="_blank">http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2106</a>.</p>     <p>NU&Ntilde;O, Jaime &ndash; &quot;Erotismo medieval: sexo y arte rom&aacute;nico&quot;<i>.</i> in <i>Agenda de Reflexion </i>&nbsp;[Em linha]. N&ordm; 794 (Mar. 2012). [Consultado a 10.12.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.agendadereflexion.com.ar/2012/03/20/794-erotismo medieval-sexo-y-arte-romanico/" target="_blank">http://www.agendadereflexion.com.ar/2012/03/20/794-erotismo medieval-sexo-y-arte-romanico/</a>.</p>     <p>OLIVEIRA, A. de Sousa &ndash; &quot;Temas psicom&aacute;quicos na escultura rom&acirc;nica decorativa&quot;. in <i>Lucerna</i>. Vol. V (1966), pp. 655-663.</p>     <p>OLIVEIRA, Ant&oacute;nio Resende de &ndash; &quot;A sexualidade&quot;. in MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>Hist&oacute;ria da vida privada em Portugal: a Idade M&eacute;dia</i>. Vol. I. Lisboa: Temas e Debates, 2011, pp. 324-347.</p>     <p>ROTA DO ROM&Acirc;NICO &ndash; &ldquo;Igreja de Santa Maria Maior de Tarouquela&rdquo;. in <i>Rota do Rom&acirc;nico</i> [Em linha]. Lousada: Rota do Rom&acirc;nico, 2013. [Consultado a 10.12.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.rotadoromanico.com/vPT/Monumentos" target="_blank">http://www.rotadoromanico.com/vPT/Monumentos</a>.</p>     <p>SERNA, Andr&eacute;s &ndash; <i>El romanico erotico: lujuria en los templos cristianos</i> [Em linha]. S.l.: s.n., 2012. [Consultado a 11.12.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://elcorreodelasmatas.blogspot.com.es/2012/12/el-romanico-erotico-lujuria-en-los.html" target="_blank">http://elcorreodelasmatas.blogspot.com.es/2012/12/el-romanico-erotico-lujuria-en-los.html</a>.</p>     <p>SERRANO, Ferran Salgado &ndash; &quot;La colegiata de San pedro de Cervatos&quot;. in <i>Revista Arqueolog&iacute;a, historia y viajes sobre el mundo medieval</i>. N&ordm; 44 (2012), pp. 52-61.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SILVA, Jo&atilde;o Ribeiro da &ndash; &quot;Elementos rom&acirc;nicos da Igreja de Ros&eacute;m&quot;. in MARCO HIST&Oacute;RICO E CULTURAL &ndash; <i>Atas de eventos marcoenses: 1988-1998</i>. Marco de Canaveses: C&acirc;mara Municipal do Marco de Canaveses, 1998, pp. 151-156.</p>     <p>SOUSA, Lu&iacute;s Correia de &ndash; &quot;Iconografia musical na escultura Rom&acirc;nica em Portugal&quot;. in <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 1, ano 1 (2005). [Consultado a 11.12.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA1/medievalista-iconografia.htm" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA1/medievalista-iconografia.htm</a>.</p>     <p>SOUZA, Arm&ecirc;nia Maria &ndash; &quot;A realeza crist&atilde; ib&eacute;rica no Espelho dos reis de frei &Aacute;lvaro Pais (s&eacute;c. XIV)&quot;. in <i>Dimens&otilde;es</i>. Vol. 26 (2011), pp. 189-215.</p>     <p>VASCONCELOS, Joaquim; ABREU, Marques &ndash; <i>Arte rom&acirc;nica em Portugal</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Dom Quixote, 1919.</p>     <p> VERMEERSCH, Paula Ferreira &ndash; &quot;Considera&ccedil;&otilde;es sobre representa&ccedil;&otilde;es fant&aacute;sticas em capit&eacute;is rom&acirc;nicos&quot;. in <i>Unicamp - Instituto de Estudos da Linguagem</i> [Em linha]. (1998). [Consultado a 22.12.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/c00016.htm" target="_blank">http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/c00016.htm</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>COSTA, Joaquim Lu&iacute;s &ndash; &ldquo;Lux&uacute;ria e iconografia na escultura rom&acirc;nica portuguesa&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm;17 (Janeiro - Junho 2015). [Consultado 01.01.2015]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA17/joaquimcosta1705.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA17/joaquimcosta1705.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> SERNA, Andr&eacute;s &ndash; <i>El romanico erotico: lujuria en los templos cristianos</i> [Em linha]. S.l.: s.n., 2012, p. 2. [Consultado a 11.12.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://elcorreodelasmatas.blogspot.pt/2012/12/el-romanico-erotico-lujuria-en los.html" target="_blank">http://elcorreodelasmatas.blogspot.pt/2012/12/el-romanico-erotico-lujuria-en los.html</a></p>     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> <i>Ibidem. </i></p>     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup><i> Ibidem</i>.</p>     <p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup> Nasceu em 1270 em San Juan del Saln&eacute;s, Pontevedra, foi frade franciscano e bispo de Silves a partir de 1334. Morreu em 1349, exilado em Sevilha. Cf. SOUZA, Arm&ecirc;nia Maria &ndash; &quot;A realeza crist&atilde; ib&eacute;rica no Espelho dos reis de frei &Aacute;lvaro Pais (s&eacute;c. XIV)&quot;. in <i>Dimens&otilde;es</i>. Vol. 26 (2011), p. 190.</p>     <p><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup> OLIVEIRA, Ant&oacute;nio Resende de - &quot;A sexualidade&quot;. in MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>Hist&oacute;ria da vida privada em Portugal: a Idade M&eacute;dia</i>. Vol. I. Lisboa: Temas e Debates, 2011, p. 333.</p>     <p><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup> <i>Ibidem.</i></p>     <p><sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 335.</p>     <p><sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></sup> MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; &quot;O corpo, a sa&uacute;de e a doen&ccedil;a&quot;. in MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>Hist&oacute;ria da vida privada em Portugal: a Idade M&eacute;dia</i>. Vol. I, Lisboa: Temas e Debates, 2011, p. 349.</p>     <p><sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></sup> PACAUT, Marcel &ndash; &quot;A Europa rom&acirc;nica ou o tempo das primeiras sementeiras&quot;. in GRIMAL, Pierre <i>et al.</i> &ndash; <i>Hist&oacute;ria geral da Europa</i>. Vol. I. Mem Martins: Europa-Am&eacute;rica, 1996, pp. 355-440.</p>     <p><sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></sup> ALMEIDA, Carlos Aberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 2001. p. 162 e SOUSA, Lu&iacute;s Correia de &ndash; &quot;Iconografia musical na escultura Rom&acirc;nica em Portugal&quot;. in <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 1, ano 1 (2005). p. 2. [Consultado a 11.12. 2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA1/medievalista-iconografia.htm" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA1/medievalista-iconografia.htm</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></sup> Entre o s&eacute;culo V e o s&eacute;culo X a escultura de representa&ccedil;&atilde;o humana praticamente desapareceu devido &agrave; associa&ccedil;&atilde;o com a idolatria e o paganismo. <i>Ver </i>ROSAS, L&uacute;cia &ndash; &quot;A an&aacute;lise cr&iacute;tica&quot;. in SANTOS, Maria Jos&eacute; Ferreira dos (coord.) &ndash; <i>Igreja de S. Pedro de Abrag&atilde;o: redescobrir um templo rom&acirc;nico</i>. Penafiel: Museu Municipal de Penafiel, 2008, p. 24.</p>     <p><sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></sup> SOUSA, Lu&iacute;s Correia de &ndash; &quot;Iconografia musical na escultura Rom&acirc;nica em Portugal&quot;, p. 1.</p>     <p><sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></sup> Ou <i>Psicomaquia</i>, em portugu&ecirc;s, &eacute; um livro de poemas escrito pelo poeta romano crist&atilde;o Prud&ecirc;ncio (s&eacute;culo IV-V) sobre as sete batalhas da Alma para impor as virtudes aos v&iacute;cios. Numa dessas batalhas temos a Castidade a lutar contra a Lux&uacute;ria. Esta obra foi sucessivamente ilustrada por pintores e iluministas medievais e fonte de inspira&ccedil;&atilde;o para os escultores rom&acirc;nicos, que copiaram e imitaram as suas figuras. <i>Ver</i> RODRIGUES, Jorge &ndash; &quot;A escultura rom&acirc;nica&quot;. in PEREIRA, Paulo &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte portuguesa</i>. Vol. I. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2006, p. 302.</p>     <p><sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></sup> VERMEERSCH, Paula Ferreira &ndash; &quot;Considera&ccedil;&otilde;es sobre representa&ccedil;&otilde;es fant&aacute;sticas em capit&eacute;is rom&acirc;nicos&quot;. in <i>Unicamp </i>&ndash;<i>Instituto de Estudos da Linguagem</i> [Em linha].<b> (</b>1998) p.1. [Consultado a 22.12.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/c00016.htm" target="new">http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/c00016.htm</a>.</p>     <p><sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></sup> R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>Iconograf&iacute;a del arte cristiano: iconograf&iacute;a de la Biblia: Nuevo Testamento</i>. Tomo I, vol. 2. Barcelona: Ediciones del Serbal, 2008, p. 212.</p>     <p><sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></sup> A Igreja medieval tinha um problema de comunica&ccedil;&atilde;o com os fi&eacute;is. Como a larga maioria da popula&ccedil;&atilde;o vivia numa profunda ruralidade e n&atilde;o sabia ler e muito menos escrever, urgia a necessidade de se encontrar uma forma de passar a mensagem religiosa. Uma das solu&ccedil;&otilde;es foi a pedra das igrejas. Sobre isto, de lembrar que s&eacute;culos antes j&aacute; o papa Greg&oacute;rio I, <i>o Grande</i>, (590-604), aconselhava os cl&eacute;rigos para pregarem atrav&eacute;s de imagens porque estas eram a escrita dos iletrados. Vemos assim o lado did&aacute;tico da sua representa&ccedil;&atilde;o. in LOPES, Hugo &ndash; &quot;Os mosteiros medievais como edif&iacute;cios de saber: A conquista do territ&oacute;rio pela implanta&ccedil;&atilde;o de conhecimento desde o s&eacute;culo X ao s&eacute;culo XII &ndash; O caso portugu&ecirc;s como ilustra&ccedil;&atilde;o paradigm&aacute;tica&quot;. in <i>Millenium: Revista do ISPV</i> [Em linha]. Ano 8, n&ordm; 27 (Abr. 2003) p.153. [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipv.pt/millenium/millenium27/20.htm" target="_blank">http://www.ipv.pt/millenium/millenium27/20.htm</a> .</p>     <p><sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></sup> MART&Iacute;N JIM&Eacute;NEZ, Carlos M. &ndash; <i>Las mejores rutas por el rom&aacute;nico de Palencia</i>. Palencia: Deputaci&oacute;n de Palencia, 2008. p. 43.</p>     <p><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup> RODRIGUES, Jorge&nbsp; &ndash; <i>op. cit</i>., p. 304.</p>     <p><sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></sup> LE&Oacute;N G&Oacute;MEZ, Carmelo &ndash; &quot;Rutas por el Rom&aacute;nico de la comarca: el rom&aacute;nico er&oacute;tico&quot;. in <i>Arevagos</i> [Em linha]. N&ordm; 40. El Burgo de Osma: Aprodebur, 2010, p. 4. [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.islabahia.com/aprodebur/Arevacos/40_enero2010/40romanico.htm" target="_blank">http://www.islabahia.com/aprodebur/Arevacos/40_enero2010/40romanico.htm</a>.</p>     <p><sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></sup> RODRIGUES, Jorge&nbsp; &ndash; <i>op. cit</i>., p. 296.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></sup> LE&Oacute;N G&Oacute;MEZ, Carmelo &ndash; &quot;Rutas por el Rom&aacute;nico&rdquo;, p. 4.</p>     <p><sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></sup> SERNA, Andr&eacute;s &ndash; <i>El romanico erotico: lujuria en los templos cristianos</i> [Em linha]. S.l.: s.n., 2012, p. 9. [Consultado a 11.12.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://elcorreodelasmatas.blogspot.com.es/2012/12/el-romanico-erotico-lujuria-en-los.html" target="_blank">http://elcorreodelasmatas.blogspot.com.es/2012/12/el-romanico-erotico-lujuria-en-los.html</a>.</p>     <p><sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></sup> <i>Ibidem</i>, pp. 9-10.</p>     <p><sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></sup> <i>Ver</i> BOTELHO, Maria Leonor &ndash; <i>A historiografia da arquitectura da &eacute;poca rom&acirc;nica em Portugal: 1870-2010. </i>Lisboa: FCG/FCT, 2013.</p>     <p><sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 253.</p>     <!-- ref --><p><sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></sup> <i>Ver</i> REAL, Manuel Lu&iacute;s &ndash; &quot;La sculpture figurative dans l'art roman du Portugal&quot;. in GRAF, Gerhard - <i>Portugal Roman</i>. Vol. I. Yonne: Zodiaque, 1986,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-740X201500010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> pp. 33-75.</p>     <p><sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></sup> <i>Ver </i>RODRIGUES, Jorge &ndash; &quot;O mundo rom&acirc;nico: s&eacute;culos XI-XIII&quot;. in PEREIRA, Paulo &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte portuguesa</i>. Vol. 2. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1995, pp. 130-135.</p>     <p><sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></sup> FERNANDES, Paulo Almeida &ndash; &quot;A escultura rom&acirc;nica em Portugal: constru&ccedil;&otilde;es historiogr&aacute;ficas e desafios actuais&quot;<i>. </i>in COL&Oacute;QUIO INTERNACIONAL DE HIST&Oacute;RIA DA ARTE &ndash; <i>A escultura em Portugal da Idade M&eacute;dia ao in&iacute;cio da Idade Contempor&acirc;nea: hist&oacute;ria e patrim&oacute;nio</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o das Casas da Fronteira e de Alorna, 2009, p. 27.</p>     <p><sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></sup> SERNA, Andr&eacute;s&nbsp; &ndash; <i>op. cit</i>., p. 7.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></sup> FERNANDES, Paulo Almeida &ndash; &quot;A escultura rom&acirc;nica em Portugal&rdquo;, p. 33.</p>     <p><sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></sup> R&Eacute;AU, Louis &ndash;<i> Iconograf&iacute;a del arte cristiano: introducci&oacute;n general</i>. Vol. 3. Barcelona: Ediciones del Serbal, 2008, p. 173.</p>     <p><sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></sup> MARQUES, Marisa Costa &ndash; &quot;<i>O mundo do fant&aacute;stico na arte rom&acirc;nica e g&oacute;tica em Portugal: o g&eacute;nero diplom&aacute;tico &lsquo;not&iacute;cia&rsquo; na documenta&ccedil;&atilde;o medieval portuguesa (s&eacute;culos X-XIII).</i> Tese de Mestrado em Hist&oacute;ria da Arte, apresentada &agrave; Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em Julho de 2007<i>&quot;. in </i><i>Medievalista </i>[Em linha]. N&ordm; 8 (Jul. de 2010) p. 4. [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/marques8013.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/marques8013.html</a>.</p>     <p><sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></sup> ROSAS, L&uacute;cia (coord.) &ndash; <i>Rom&acirc;nico do Vale do Sousa</i>. Lousada: VALSOUSA, 2008, p. 41.</p>     <p><sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></sup><i> Ibidem</i>, p. 44.</p>     <p><sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Alfa, 1986. p. 147.</p>     <p><sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></sup> SOUSA, Lu&iacute;s Correia de &ndash; <i>op. cit</i>., p. 2.</p>     <p><sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 2001, p. 162.</p>     <p><sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></sup> SOUSA, Lu&iacute;s Correia de &ndash; <i>op. cit</i>., p. 3.</p>     <p><sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></sup> <i>Ibidem</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 2001, p. 162.</p>     <p><sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></sup> Atualmente esta igreja n&atilde;o existe, por ter sido demolida para dar lugar &agrave; Cidade Universit&aacute;ria.</p>     <p><sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></sup> MARQUES, Marisa Costa &ndash; <i>op. cit</i>., &nbsp;p. 4.</p>     <p><sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></sup> VERMEERSCH, Paula Ferreira &ndash; &ldquo;Considera&ccedil;&otilde;es sobre representa&ccedil;&otilde;es fant&aacute;sticas&hellip;&rdquo;, p. 5.</p>     <p><sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></sup> Esta situa&ccedil;&atilde;o verifica-se no rom&acirc;nico portugu&ecirc;s e com maior representa&ccedil;&atilde;o no centro do pa&iacute;s, tendo Coimbra como foco difusor. Na arte coimbr&atilde;, surge associada a outros seres que partilham do seu car&aacute;ter diab&oacute;lico<b> </b>ou tentador como o drag&atilde;o, o bas&iacute;lico, o centauro ou a harpia, sendo que esta &uacute;ltima se confunde, certas vezes, com a sereia-p&aacute;ssaro. Na S&eacute; Velha de Coimbra, podemos visualizar sereias-p&aacute;ssaro. No entanto, nesta regi&atilde;o tamb&eacute;m observamos a sereia-peixe, de poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia nortenha. Por exemplo, t&iacute;nhamos esta representa&ccedil;&atilde;o na antiga igreja de S&atilde;o Pedro de Coimbra. Cf. MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>XVII Exposi&ccedil;&atilde;o Europeia de Arte, Ci&ecirc;ncia e Cultura: Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento</i><i>. Convento da Madre de Deus: Os Antecedentes Medievais dos Descobrimento.<b> </b></i>Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1983, pp. 272-273.</p>     <p><sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></sup> R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>Iconografia del arte cristiano: introducci&oacute;n general. </i>Vol. 3. Barcelona: Ediciones del Serbal, 2008, p. 148.</p>     <p><sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 147.</p>     <p><sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 144.</p>     <p><sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></sup> VERMEERSCH, Paula Ferreira &ndash; <i>op. cit</i>., p. 5.</p>     <p><sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></sup> MARQUES, Marisa Costa &ndash; <i>op. cit</i>., pp. 9-10.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></sup> R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>op. cit</i>., p. 147.</p>     <p><sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></sup> MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>op. cit</i>., pp. 272-273.<b></b></p>     <p><sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; <i>op. cit</i>., p. 304.</p>     <p><sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></sup> A simetria do capitel rom&acirc;nico tamb&eacute;m &eacute; vis&iacute;vel nas sereias de uma s&oacute; cauda mas que numa das m&atilde;os seguram um peixe. Ou seja, para manter a unidade do capitel, temos a cauda de um lado e o peixe do outro. in R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>op. cit</i>., p. 149.</p>     <p><sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></sup> LOIS GARC&Iacute;A, Xos&eacute; &ndash; <i>Simbologia do rom&acirc;nico de Amarante</i>. Amarante: Edi&ccedil;&otilde;es do T&acirc;mega, 1990, p. 36.</p>     <p><sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></sup> De advertir que este animal na simbologia crist&atilde; podia significar tanto o benigno como o maligno, podendo representar Cristo ou Satan&aacute;s consoante o contexto. in R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>op. cit</i>., p. 133. Neste caso em estudo, o le&atilde;o est&aacute; associado ao bem, encontrando-se a morder o mal (a sereia sedutora).</p>     <p><sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></sup> LOPES, Roger Teixeira &ndash; <i>Carrazeda de Ansi&atilde;es: patrim&oacute;nio art&iacute;stico</i>. Mirandela: Jo&atilde;o Azevedo Editor, 1996. p. 76.</p>     <p><sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></sup> ALMEIDA, Carlos Aberto Ferreira de &ndash; &quot;Primeiras impress&otilde;es sobre a arquitectura rom&acirc;nica portuguesa&quot;. in <i>Revista da Faculdade de Letras: Hist&oacute;ria</i>. Porto: Universidade do Porto / Faculdade de Letras. S&eacute;rie I, vol. 2 (1971) p. 111.</p>     <p><sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; &ldquo;A escultura rom&acirc;nica&rdquo;, p. 304.</p>     <p><sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></sup> SILVA, Jo&atilde;o Ribeiro da &ndash; &quot;Elementos rom&acirc;nicos da Igreja de Ros&eacute;m&quot;. in MARCO HIST&Oacute;RICO E CULTURAL &ndash; <i>Atas de eventos marcoenses: 1988-1998</i>. Marco de Canaveses: C&acirc;mara Municipal do Marco de Canaveses, 1998, p. 152.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></sup> R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>op. cit</i>., p. 147.</p>     <p><sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></sup> BARREIRA, Catarina Alexandra Martins Fernandes - <i>G&aacute;rgulas: representa&ccedil;&otilde;es do feio e do grotesco no contexto portugu&ecirc;s: s&eacute;culos XIII a XVI</i>. [Em Linha] Lisboa: Tese de doutoramento em Belas Artes,&nbsp; Universidade de Lisboa - Faculdade de Belas Artes, 2010. Vol. I, p. 756. [Consultada a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://repositorio.ul.pt/handle/10451/2590" target="_blank">http://repositorio.ul.pt/handle/10451/2590</a>.</p>     <p><sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></sup> SILVA, Jo&atilde;o Ribeiro da &ndash; &quot;Elementos rom&acirc;nicos da Igreja de Ros&eacute;m&quot;. in MARCO HIST&Oacute;RICO E CULTURAL &ndash; <i>Atas de eventos marcoenses: 1988-1998</i>. Marco de Canaveses: C&acirc;mara Municipal do Marco de Canaveses, 1998, p. 152.</p>     <p><sup><a name="63"></a><a href="#top63">63</a></sup> MARQUES, Marisa Costa &ndash; <i>op. cit</i>., p. 8.</p>     <p><sup><a name="64"></a><a href="#top64">64</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 8.</p>     <p><sup><a name="65"></a><a href="#top65">65</a></sup> LOIS GARC&Iacute;A, Xos&eacute; &ndash; <i>Simbologia do rom&acirc;nico de Amarante</i>. Amarante: Edi&ccedil;&otilde;es do T&acirc;mega, 1990, p. 37.</p>     <p><sup><a name="66"></a><a href="#top66">66</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Alfa, 1986, p. 149.</p>     <p><sup><a name="67"></a><a href="#top67">67</a></sup> MARQUES, Marisa Costa &ndash; <i>op. cit</i>., p. 8.</p>     <p><sup><a name="68"></a><a href="#top68">68</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 2001, p. 160.</p>     <p><sup><a name="69"></a><a href="#top69">69</a></sup> VALLE, Carlos - <i>Revista de Etnografia, Tradi&ccedil;&otilde;es Populares de Vila Nova de Gaia</i>. Porto: Junta Distrital do Porto, 1965, pp. 129-130.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="70"></a><a href="#top70">70</a></sup> BOTELHO, Maria Leonor &ndash; &quot;Mosteiro de S&atilde;o Salvador de Brav&atilde;es&quot;. in NU&Ntilde;O GONZ&Aacute;LEZ, Jaime (coord.) &ndash; <i>Arte rom&acirc;nica em Portugal</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n Santa Mar&iacute;a La Real, 2010, p. 191.</p>     <p><sup><a name="71"></a><a href="#top71">71</a></sup> <i>A B&Iacute;BLIA Sagrada</i>. Lisboa: Paulus Editora, 2009.</p>     <p><sup><a name="72"></a><a href="#top72">72</a></sup> OLIVEIRA, A. de Sousa &ndash; &quot;Temas psicom&aacute;quicos na escultura rom&acirc;nica decorativa&quot;. <i>Lucerna</i>. Vol. V (1966), p. 662.</p>     <p><sup><a name="73"></a><a href="#top73">73</a></sup> <i>Ibidem.</i></p>     <p><sup><a name="74"></a><a href="#top74">74</a></sup> Abd&atilde;o &eacute; uma das deriva&ccedil;&otilde;es de Ad&atilde;o. Cf.&nbsp; NO&Eacute;, Paula &ndash; &quot;Capela de Santo Abd&atilde;o&quot;. in <i>Monumentos.pt</i> [Em linha]. Sacav&eacute;m: IHRU, 1992. [Consultado a 08.11.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2106" target="_blank">http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2106</a>.</p>     <p><sup><a name="75"></a><a href="#top75">75</a></sup> ALVES, Louren&ccedil;o &ndash; &quot;Igrejas e Capelas rom&acirc;nicas da Ribeira Lima&quot;. in <i>Caminiana</i>. N&ordm; 7, ano IV (1982) p. 81.</p>     <p><sup><a name="76"></a><a href="#top76">76</a></sup> NO&Eacute;, Paula &ndash; <i>op. cit</i>..</p>     <p><sup><a name="77"></a><a href="#top77">77</a></sup> De referir contudo que ao censor escapou a imagem de Eva nua, que se encontra num modilh&atilde;o por debaixo do beiral da igreja de S&atilde;o Tom&eacute;. Segundo Jorge Rodrigues, talvez naquele espa&ccedil;o o choque das mentalidades fosse menor. Cf. RODRIGUES, Jorge &ndash; &ldquo;O mundo rom&acirc;nico&hellip;&rdquo;, p. 55.</p>     <p><sup><a name="78"></a><a href="#top78">78</a></sup> NO&Eacute;, Paula &ndash; <i>op. cit</i>..</p>     <p><sup><a name="79"></a><a href="#top79">79</a></sup> FERNANDES, Paulo Almeida &ndash; &quot;Iconografia do apocalipse: uma nova leitura do portal ocidental da S&eacute; de Lisboa&quot;. in <i>Estudos Patrim&oacute;nio</i>. Lisboa: IPPAR. N&ordm; 7 (2004), p. 93.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="80"></a><a href="#top80">80</a></sup> Relacionados com o <i>Livro do Apocalipse</i>, estando divididos em dois grupos tem&aacute;ticos, caracter&iacute;sticos da universalidade simb&oacute;lica rom&acirc;nica: o triunfo do Bem, nos capit&eacute;is pr&oacute;ximos do centro com o &quot;Cavaleiro vitorioso&quot; (Ap. 6:1-2) e &quot;S. Miguel triunfante sobre o drag&atilde;o&quot; (Ap. 12:7-8); e manifesta&ccedil;&otilde;es do Mal nos capit&eacute;is das extremidades com a cena das &quot;duas testemunhas de Sodoma e Egito&quot; (Ap. 11:8) e a &quot;Prostituta de Babil&oacute;nia&quot; (Ap. 17:1-5). <i>Ver</i> FERNANDES, Paulo Almeida &ndash; <i>op. cit</i>., p. 95.</p>     <p><sup><a name="81"></a><a href="#top81">81</a></sup> R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>Iconografia del arte cristiano: iconografia de la Biblia: Nuevo Testamento</i>. Barcelona: Ediciones del Serbal, 2008, p. 739.</p>     <p><sup><a name="82"></a><a href="#top82">82</a></sup> CAMILLE, Michael &ndash; <i>Images dans les marges: aux limites de l'art m&eacute;di&eacute;val.</i> Paris: Gallimard, 1997, pp. 102-103.</p>     <p><sup><a name="83"></a><a href="#top83">83</a></sup> SERNA, Andr&eacute;s &ndash; <i>op. cit</i>., p. 6.</p>     <p><sup><a name="84"></a><a href="#top84">84</a></sup> SERRANO, Ferran Salgado &ndash; &quot;La colegiata de San pedro de Cervatos&quot;. <i>Revista Arqueolog&iacute;a, historia y viajes sobre el mundo medieval</i>. <acronym>ISSN</acronym> 1698-0387. N&ordm; 44 (2012), p. 61.</p>     <p><sup><a name="85"></a><a href="#top85">85</a></sup> BOTELHO, Maria Leonor &ndash; &quot;Mosteiro de Roriz&quot;. in NU&Ntilde;O GONZ&Aacute;LEZ, Jaime (coord.) &ndash; <i>Arte rom&acirc;nica em Portugal</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n Santa Mar&iacute;a La Real, 2010, p. 252.</p>     <p><sup><a name="86"></a><a href="#top86">86</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; &ldquo;A escultura rom&aacute;nica&rdquo;, p. 303.</p>     <p><sup><a name="87"></a><a href="#top87">87</a></sup> LOPES, Roger Teixeira &ndash; <i>Carrazeda de Ansi&atilde;es: patrim&oacute;nio art&iacute;stico</i>. Mirandela: Jo&atilde;o Azevedo Editor, 1996, p. 79.</p>     <p><sup><a name="88"></a><a href="#top88">88</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; <i>Galilea, Locus e Mem&oacute;ria: pante&otilde;es, estruturas funer&aacute;rias e espa&ccedil;os religiosos associados em Portugal&hellip;,</i> Lisboa: Tese de doutoramento em Hist&oacute;ria da Arte apresentada &agrave; Universidade Nova de Lisboa, 2011. Vol. I, p. 342.</p>     <p><sup><a name="89"></a><a href="#top89">89</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; &ldquo;A escultura rom&acirc;nica&rdquo;, pp.282-283.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="90"></a><a href="#top90">90</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 2001, p. 160.</p>     <p><sup><a name="91"></a><a href="#top91">91</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; &ldquo;Primeiras impress&otilde;es sobre a arquitectura rom&acirc;nica&hellip;&rdquo;, p. 111.</p>     <p><sup><a name="92"></a><a href="#top92">92</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Alfa, 1986, p. 149.</p>     <p><sup><a name="93"></a><a href="#top93">93</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; &ldquo;A escultura rom&acirc;nica&rdquo;, p. 303.</p>     <p><sup><a name="94"></a><a href="#top94">94</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 304.</p>     <p><sup><a name="95"></a><a href="#top95">95</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 369.</p>     <p><sup><a name="96"></a><a href="#top96">96</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 304 e LIMA, Alexandra Cerveira Pinto S. (coord.) &ndash; <i>Terras do C&ocirc;a: da Malcata ao Reboredo</i> [Em linha]. Guarda: Estrela-C&ocirc;a, 1998, p. 114. [Consultado a 09.10.2013]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.arte-coa.pt/Ficheiros/Bibliografia/1686/1686.pt.pdf" target="_blank">http://www.arte-coa.pt/Ficheiros/Bibliografia/1686/1686.pt.pdf</a>.</p>     <p><sup><a name="97"></a><a href="#top97">97</a></sup> SERNA, Andr&eacute;s &ndash; <i>op. cit</i>., p. 6.</p>     <p><sup><a name="98"></a><a href="#top98">98</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; <i>op. cit</i>., p. 303.</p>     <p><sup><a name="99"></a><a href="#top99">99</a></sup> SERNA, Andr&eacute;s &ndash; <i>op. cit</i>., p. 6.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="100"></a><a href="#top100">100</a></sup> REAL, Manuel Lu&iacute;s &ndash; &ldquo;La sculpture figurative dans l&rsquo;art roman du Portugal&rdquo;. in GRAF, Gerhard &ndash; <i>Portugal Roman. </i>Yonne: Zodiaque, 1986, p. 42.</p>     <p><sup><a name="101"></a><a href="#top101">101</a></sup> Conv&eacute;m salientar que esta cena &eacute; bastante semelhante a uma outra existente na igreja de Nuestra Se&ntilde;ora de la Asunci&oacute;n, em Castillejo de Robledo, prov&iacute;ncia de Soria, comunidade de Castela e Le&atilde;o, Espanha.</p>     <p><sup><a name="102"></a><a href="#top102">102</a></sup> ROSAS, L&uacute;cia &ndash; &quot;Igreja de S&atilde;o Tiago de Adeganha&quot;. in NU&Ntilde;O GONZ&Aacute;LEZ, Jaime &ndash; <i>Arte rom&acirc;nica em Portugal</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n Santa Mar&iacute;a La Real, 2010, p. 286.</p>     <p><sup><a name="103"></a><a href="#top103">103</a></sup> R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>Iconografia del arte cristiano: iconografia de la Biblia: Nuevo Testamento</i>. Barcelona: Ediciones del Serbal, 2008, p. 230.</p>     <p><sup><a name="104"></a><a href="#top104">104</a></sup> AZEVEDO, C&acirc;ndido de &ndash; <i>Igreja rom&acirc;nica de Sernancelhe</i>. Sernancelhe: C&acirc;mara Municipal de Sernancelhe, 2012, p. 75.</p>     <p><sup><a name="105"></a><a href="#top105">105</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 75.</p>     <p><sup><a name="106"></a><a href="#top106">106</a></sup> ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal: o rom&acirc;nico</i>. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 2001, p. 162.</p>     <p><sup><a name="107"></a><a href="#top107">107</a></sup> CAMILLE, Michael &ndash; <i>Images dans les marges&hellip;</i>, p. 99.</p>     <p><sup><a name="108"></a><a href="#top108">108</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; &ldquo;A escultura rom&acirc;nica&rdquo;, p. 283.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>     <p><sup><a name="109"></a><a href="#top109">109</a></sup> CAMILLE, Michael &ndash; <i>op. cit</i>., p. 99.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="110"></a><a href="#top110">110</a></sup> RODRIGUES, Jorge &ndash; <i>op. cit</i>., p. 296.</p>     <p><sup><a name="111"></a><a href="#top111">111</a></sup> LE&Oacute;N G&Oacute;MEZ &ndash; &ldquo;Rutas por el rom&aacute;nico&hellip;&rdquo;, p. 4.</p>     <p><sup><a name="112"></a><a href="#top112">112</a></sup> R&Eacute;AU, Louis &ndash; <i>op. cit</i>., p. 233.</p>     <p><sup><a name="113"></a><a href="#top113">113</a></sup> SERNA, Andr&eacute;s &ndash; <i>op. cit</i>., p. 7.</p>     <p><sup><a name="114"></a><a href="#top114">114</a></sup> Citado por MARTINS, Fausto Sanches &ndash; &quot;As imagens das nossas igrejas&quot;. in CONGRESSO SOBRE A DIOCESE DO PORTO, I, 2002 &ndash; <i>Tempos e lugares de mem&oacute;ria: actas</i>. Porto/Arouca: UC/FLUP, 2002. Vol. I, p. 216.</p>     <p><sup><a name="115"></a><a href="#top115">115</a></sup> REAL, Manuel Lu&iacute;s &ndash; <i>op. cit</i>., p. 44.</p>     <p><sup><a name="116"></a><a href="#top116">116</a></sup> GRAF, Gerhard &ndash; <i>Portugal Roman</i>. Yonne: Zodiaque, 1986. Vol. I, p.90.</p>     <p><sup><a name="117"></a><a href="#top117">117</a></sup> <i>Ibidem</i>, p.25.</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[A BÍBLIA Sagrada]]></source>
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<surname><![CDATA[ALMEIDA]]></surname>
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