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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Estudos Medievais, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[De novo a data e o local de nascimento de Afonso I]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-740X2016000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-740X2016000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-740X2016000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Seja qual for o lugar em que nasceu D. Afonso Henriques, o nosso conhecimento acerca da sua importância histórica permanece o mesmo. Trata-se apenas de uma mera formalidade biográfica. Contudo, a investigação deste detalhe no plano científico pode ser importante para uma biografia dos seus pais. Implicando um exame minucioso do efetivo itinerário do conde D. Henrique e de D. Teresa, seguramente que ajudará a compreender melhor o seu papel político em uma conjuntura dominada por uma crise sucessória. A documentação do mosteiro de Sahagún veio trazer um aporte inesperado e decisivo para esse estudo, ao mesmo tempo que abriu a possibilidade de o nosso primeiro rei ter nascido no seio da corte de Leão e Castela.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Whatever the place where Afonso Henriques was born, our knowledge about its historical importance remains the same. It is just a mere biographical formality. However, the investigation of this detail in the scientific field may be important for a biography of his parents. Implying a thorough examination of the actual itinerary of Count Henry and Teresa, surely that will help to better understand their political role in an environment dominated by a succession crisis. The documentation of Sahagún Monastery has brought an unexpected and decisive contribution to this study, while opening the possibility of our first king having been born in the court of León-Castilla.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Formação da nacionalidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Mosteiro de Sahagún]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>De novo a data e o local de nascimento de Afonso I.</b></p>     <p><b>Abel Estef&acirc;nio<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Investigador independente, Porto, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:aestefanio@hotmail.com">aestefanio@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Seja qual for o lugar em que nasceu D. Afonso Henriques, o nosso conhecimento acerca da sua import&acirc;ncia hist&oacute;rica permanece o mesmo. Trata-se apenas de uma mera formalidade biogr&aacute;fica. Contudo, a investiga&ccedil;&atilde;o deste detalhe no plano cient&iacute;fico pode ser importante para uma biografia dos seus pais. Implicando um exame minucioso do efetivo itiner&aacute;rio do conde D. Henrique e de D. Teresa, seguramente que ajudar&aacute; a compreender melhor o seu papel pol&iacute;tico em uma conjuntura dominada por uma crise sucess&oacute;ria. A documenta&ccedil;&atilde;o do mosteiro de Sahag&uacute;n veio trazer um aporte inesperado e decisivo para esse estudo, ao mesmo tempo que abriu a possibilidade de o nosso primeiro rei ter nascido no seio da corte de Le&atilde;o e Castela.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Forma&ccedil;&atilde;o da nacionalidade; Mosteiro de Sahag&uacute;n; Sucess&atilde;o de Afonso VI; Henrique de Borgonha; Afonso Henriques</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Whatever the place where Afonso Henriques was born, our knowledge about its historical importance remains the same. It is just a mere biographical formality. However, the investigation of this detail in the scientific field may be important for a biography of his parents. Implying a thorough examination of the actual itinerary of Count Henry and Teresa, surely that will help to better understand their political role in an environment dominated by a succession crisis. The documentation of Sahag&uacute;n Monastery has brought an unexpected and decisive contribution to this study, while opening the possibility of our first king having been born in the court of Le&oacute;n-Castilla.</p>     <p><b><i>Keywords</i>:</b> Formation of the nationality; Sahag&uacute;n Monastery; Succession of Alfonso VI; Henry of Burgundy; Afonso Henriques</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>     <p align="right"><i>A Jos&eacute; Mattoso</i></p>     <p><i>Certo cousa notavel he, que d&rsquo;hum Rei t&atilde;o famoso, e d&rsquo;hum Rei Fundador como foi D. Affon&ccedil;o Henriques, se n&atilde;o saiba o anno em que nasceo. Mas eu ainda tenho por mais not&aacute;vel, que achando-se neste ponto os antigos Documentos coet&acirc;neos em oposi&ccedil;&atilde;o huns com outros, se canse muito os nossos modernos em querer descubrir e fixar ao certo a Epoca daquele nascimento.</i></p>     <p align="right">&ndash; Ant&oacute;nio Pereira de Figueiredo</blockquote></p>     <blockquote>     <p><i>L&rsquo;historien n&rsquo;est pas celui qui sait. Il est celui qui cherche.</i></p>     <p align="right"> &ndash; Lucien Febvre</blockquote></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Passaram quase dois s&eacute;culos sobre a publica&ccedil;&atilde;o da frase do Padre Ant&oacute;nio Pereira de Figueiredo, apresentada em ep&iacute;grafe<a name="top1"></a><sup><a href="#1">1</a></sup>. Podemos enquadr&aacute;-la numa tradi&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica de cariz positivista, largamente cultivada pela historiografia portuguesa, e n&atilde;o s&oacute;, at&eacute; &agrave; segunda metade do s&eacute;culo XX, que foi perdendo, a partir da&iacute;, express&atilde;o, quer em termos quantitativos, quer, sobretudo, qualitativos. A data e local do nascimento de Afonso Henriques deixou de ser mat&eacute;ria de interesse para os historiadores profissionais. O presente estudo retoma, assim, um tipo de investiga&ccedil;&atilde;o fundamental, umbilicalmente relacionado com a cada vez mais premente cr&iacute;tica de fontes.</p>     <p>Do interesse do tema creio n&atilde;o haver qualquer d&uacute;vida, atendendo a que n&atilde;o h&aacute; biografia de D. Afonso Henriques ou manual de Hist&oacute;ria de Portugal que n&atilde;o aponte um ano e um lugar de nascimento do nosso primeiro rei, ainda que se limitem a reproduzir tradi&ccedil;&otilde;es ou teses alheias, sem que esbocem qualquer tentativa de valida&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica. A explica&ccedil;&atilde;o que encontro para esta situa&ccedil;&atilde;o tem a ver com o facto de os nossos historiadores atuais estarem mais vocacionados para fazer uma certa interpreta&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria que para o escrut&iacute;nio das fontes. Todavia, haver&aacute; sempre necessidade de revisitar as fontes quando pretendemos dar um incremento ao nosso conhecimento do passado. </p>     <p>O m&eacute;todo de trabalho que vou utilizar &eacute; inspirado nos ramos cient&iacute;ficos da Estat&iacute;stica e da Econometria, que me s&atilde;o familiares. A partir de um conjunto de pontos significativos, informa&ccedil;&otilde;es retiradas do que os historiadores designam por fontes, procuramos estimar uma &laquo;fun&ccedil;&atilde;o envelope&raquo;, ou seja, uma interpreta&ccedil;&atilde;o coerente com os dados que possu&iacute;mos. Em alguns casos, detetando-se inconsist&ecirc;ncia ou mesmo contradi&ccedil;&atilde;o entre eles, procuramos justificar as op&ccedil;&otilde;es tomadas, ao favorecer uns em detrimento de outros. &Eacute; o que nos tratamentos estat&iacute;sticos se refere por &laquo;limpeza dos dados&raquo;, opera&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel para evitar o que na g&iacute;ria das ci&ecirc;ncias da informa&ccedil;&atilde;o se menciona por <i>garbage in, garbage out</i>. Para o perfeito funcionamento de um sistema computacional &eacute; necess&aacute;rio que n&atilde;o somente as suas funcionalidades estejam corretamente programadas, mas que tamb&eacute;m os dados de entrada sejam confi&aacute;veis. S&atilde;o fun&ccedil;&otilde;es comparadas com as que a Diplom&aacute;tica, a Codicologia ou a Paleografia exercem como ci&ecirc;ncias (ditas auxiliares) da Hist&oacute;ria. Os resultados obtidos devem ser analisados pela qualidade do ajustamento da reconstitui&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica face aos dados dispon&iacute;veis, que lhe serviram de suporte. Estamos a falar de probabilidades, tal como acontece nos estudos quantitativos<a name="top2"></a><sup><a href="#2">2</a></sup>.</p>     <p>Vamos come&ccedil;ar por fazer uma breve revis&atilde;o das conclus&otilde;es do nosso trabalho anterior no qual consideramos como mais cred&iacute;vel a informa&ccedil;&atilde;o de que Afonso Henriques nasceu em 1106. A partir deste resultado analisamos o itiner&aacute;rio do conde D. Henrique e de D. Teresa, com particular aten&ccedil;&atilde;o para o per&iacute;odo entre 1104 e 1109, mas n&atilde;o descurando as ila&ccedil;&otilde;es que se podem tirar, quer do per&iacute;odo anterior, quer do per&iacute;odo que se seguiu. Concluiremos com uma proposta do local mais plaus&iacute;vel onde poderia ter nascido o nosso primeiro rei.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Resumo da proposta da data de nascimento de Afonso I</b></p>     <p>&Eacute; do mais elementar bom senso considerar que o sucesso da investiga&ccedil;&atilde;o do local onde possa ter nascido Afonso Henriques depende do ano em que nasceu. Dada a contradi&ccedil;&atilde;o existente entre fontes anal&iacute;sticas e cron&iacute;sticas quanto a este ponto, estamos perante um problema de cr&iacute;tica textual. Num trabalho que publiquei na Revista <i>Medievalista</i> em 2010<a name="top3"></a><sup><a href="#3">3</a></sup>, identifiquei um manuscrito do s&eacute;culo XII, a <i>Vita Theotonii</i>, como a fonte mais antiga sobre a data de nascimento de D. Afonso Henriques. Como ela nos d&aacute; a informa&ccedil;&atilde;o que o rei tinha 56 anos quando S&atilde;o Teot&oacute;nio morreu (18 de Fevereiro de 1162), dela se deduz o nascimento do nosso primeiro rei por volta de 1106. Para al&eacute;m desta refer&ecirc;ncia, verifiquei existirem ainda tr&ecirc;s fontes concordantes, a <i>Translatio et Miracula S. Vincentii</i>, o <i>Indiculum Fundationis Monasterii Beati Vincentii Ulixbone</i> e o <i>Martirol&oacute;gio da S&eacute; de Lisboa</i>. Sendo que as duas primeiras foram produzidas ainda em vida do primeiro rei, podemos consider&aacute;-las como fontes independentes, o que lhes confere a maior credibilidade.</p>     <p>Pelo contr&aacute;rio, diria at&eacute; em contrassenso, as fontes discordantes que identifiquei (os <i>Annales D. Alfonsi Portugalensius Regis</i>, os <i>Annales Lamecenses</i>, o <i>Livro de Noa I</i> e o <i>De Expugnatione Scallabis</i>) parecem ter derivado, direta ou indiretamente, da <i>Vita Theotonii</i>. Pelo menos assim o deduzo a partir de uma incompatibilidade entre o dia da semana em que esta fonte menciona que S&atilde;o Teot&oacute;nio morreu, uma sexta-feira, e o dia do m&ecirc;s indicado, pois o dia 18 de fevereiro de 1162 foi um domingo. Como o ano em que faleceu n&atilde;o &eacute; apresentado de forma expl&iacute;cita no texto, a conjuga&ccedil;&atilde;o daqueles elementos levou alguns a fixarem a data da morte de Teot&oacute;nio quatro anos mais tarde, dado que em 1166 o dia 18 de fevereiro foi, de facto, uma sexta-feira. Seria este o ano de refer&ecirc;ncia respons&aacute;vel pela <i>d&eacute;calage</i> de quatro anos no c&aacute;lculo da data de nascimento de Afonso Henriques, fixando-a erroneamente em torno de 1110.</p>     <p>Considerando mais cred&iacute;vel o nascimento de D. Afonso Henriques no ano de 1106, a ser verdadeira a not&iacute;cia que se armou como cavaleiro quando tinha catorze anos, teria de se corrigir a sua efetiva data&ccedil;&atilde;o de 1125, conforme consta dos <i>Annales D. Alfonsi Portugalensius Regis, </i>para 1120. Este ano pareceu-me perfeitamente aceit&aacute;vel porque &eacute; a partir dele que Afonso Henriques come&ccedil;a a outorgar ou subscrever a quase totalidade dos diplomas de D. Teresa<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4</a></sup>. Obviamente, este racioc&iacute;nio pressup&otilde;e que a cerim&oacute;nia se fizesse com o acordo da sua m&atilde;e. Do meu ponto de vista, este sincronismo entre as solenidades que envolvem a passagem &agrave; maioridade do jovem infante, que na &eacute;poca se situava nos catorze anos, n&atilde;o sendo um argumento decisivo, refor&ccedil;a a hip&oacute;tese do nascimento em 1106.</p>  Mantenho assim a posi&ccedil;&atilde;o que defendi h&aacute; cinco anos. Desde ent&atilde;o tenho sido frequentemente questionado sobre o lugar onde nasceu o nosso primeiro rei. O conhecimento das localidades em que o conde D. Henrique e D. Teresa estiveram contribuir&aacute; para formular uma hip&oacute;tese cred&iacute;vel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Os itiner&aacute;rios do conde D. Henrique e de D. Teresa</b></p>     <p>Os historiadores portugueses t&ecirc;m assumido, sem necessidade de grandes demonstra&ccedil;&otilde;es, que os condes portucalenses tiveram resid&ecirc;ncia habitual em Guimar&atilde;es, em Viseu e em Coimbra<a name="top5"></a><sup><a href="#5">5</a></sup>. Sendo o lugar de nascimento do nosso primeiro rei disputado pelas tr&ecirc;s cidades, compreende-se que na sess&atilde;o solene comemorativa dos 900 anos de nascimento de D. Afonso Henriques, realizada em Guimar&atilde;es no dia 24 de Junho de 2009, o Presidente da Rep&uacute;blica, An&iacute;bal Cavaco Silva, procurasse acalmar as exacerbadas paix&otilde;es bairristas, dizendo que o mais importante era que tinha nascido em terra que se tornou Portugal.</p>     <p>Todavia, n&atilde;o nos podemos contentar com essa afirma&ccedil;&atilde;o, pois o historiador americano Bernard Reilly j&aacute; tinha demonstrado cabalmente, a partir de fontes diplom&aacute;ticas leonesas, que os condes portucalenses tiveram resid&ecirc;ncia habitual junto da corte do reino de Le&atilde;o e Castela ao longo de quase toda a primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XII<a name="top6"></a><sup><a href="#6">6</a></sup>. &Eacute; essa documenta&ccedil;&atilde;o que vamos agora passar a pente fino, com uma incid&ecirc;ncia maior nos anos mais pr&oacute;ximos daquele que elegemos como o mais prov&aacute;vel para o nascimento do nosso primeiro rei<a name="top7"></a><sup><a href="#7">7</a></sup>. O trabalho est&aacute; algo facilitado porque o per&iacute;odo em causa j&aacute; foi por mim estudado no &acirc;mbito do c&eacute;lebre &laquo;pacto sucess&oacute;rio&raquo; realizado entre o conde D. Henrique e o conde D. Raimundo, que deu origem a dois artigos publicados na Revista <i>Medievalista</i><a name="top8"></a><sup><a href="#8">8</a></sup>.</p>     <p>O mais antigo documento que nos informa com seguran&ccedil;a da presen&ccedil;a do conde D. Henrique na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica encontra-se na cole&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica do mosteiro de Sahag&uacute;n, publicada por Marta Herrero de La Fuente em 1988. Quer esse, de 9 de outubro de 1096, quer o seguinte, de 19 de janeiro de 1097, referem-no no protocolo de data&ccedil;&atilde;o do documento como conde em Tordesilhas<a name="top9"></a><sup><a href="#9">9</a></sup>. Note-se que nada se pode deduzir sobre o local onde o conde se encontrava nessas datas, mas n&atilde;o deixa de ser importante saber que tinha a ten&ecirc;ncia dessa localidade. Tamb&eacute;m n&atilde;o conseguimos averiguar se o t&iacute;tulo de conde e a ten&ecirc;ncia de Tordesilhas teriam sido concedidos a Henrique antes ou depois do seu casamento com Teresa<a name="top10"></a><sup><a href="#10">10</a></sup>.</p>     <p>Em 25 de maio de 1098 aparece pela primeira vez na qualidade de confirmante num documento particular de Sahag&uacute;n, identificando-se como genro do rei<a name="top11"></a><sup><a href="#11">11</a></sup>. S&oacute; o voltamos a encontrar em 25 de janeiro de 1100 em <i>Castrofruela</i> (Le&atilde;o), a confirmar, juntamente com D. Teresa, uma doa&ccedil;&atilde;o do rei Afonso VI ao mosteiro de Sahag&uacute;n, com o t&iacute;tulo de conde portucalense<a name="top12"></a><sup><a href="#12">12</a></sup>. Segue-se, nesse mesmo ano, a confirma&ccedil;&atilde;o de documentos particulares a 13 e 27 de julho, 24 de novembro e 13 de dezembro<a name="top13"></a><sup><a href="#13">13</a></sup>. Em 21 de mar&ccedil;o de 1101, juntamente com a mulher, fazem um escambo de bens com o mosteiro de Sahag&uacute;n<a name="top14"></a><sup><a href="#14">14</a></sup>. No m&ecirc;s seguinte, encontramo-lo a confirmar dois documentos particulares, um a 6 e outro a 13 de abril<a name="top15"></a><sup><a href="#15">15</a></sup>, sendo neste &uacute;ltimo caso acompanhado excecionalmente por D. Teresa, certamente por se tratar de um diploma produzido com grande solenidade do conde Pedro Ansures, um dos mais pr&oacute;ximos colaboradores do rei Afonso VI. Voltamos a encontrar o conde D. Henrique a confirmar um documento particular de 6 de mar&ccedil;o de 1102 e dois em 25 de fevereiro de 1103<a name="top16"></a><sup><a href="#16">16</a></sup>.</p>     <p>Para al&eacute;m destes documentos da cole&ccedil;&atilde;o do mosteiro de Sahag&uacute;n, o estudo mais detalhado do itiner&aacute;rio do conde D. Henrique e de D. Teresa antes de 1104, que transcende o objetivo deste trabalho, obrigaria ainda a considerar registos cron&iacute;sticos que d&atilde;o conta da presen&ccedil;a do conde D. Henrique, em 16 de setembro de 1101, na Batalha de Malag&oacute;n, onde foi derrotado pelas for&ccedil;as almor&aacute;vidas, e da sua participa&ccedil;&atilde;o em novos recontros com os almor&aacute;vidas em Castela no ano de 1102<a name="top17"></a><sup><a href="#17">17</a></sup>, quinze diplomas da chancelaria de Afonso VI onde o conde aparece na qualidade de confirmante<a name="top18"></a><sup><a href="#18">18</a></sup>, seis documentos condais por ele outorgados<a name="top19"></a><sup><a href="#19">19</a></sup> e dois documentos particulares &laquo;portugueses&raquo;. O primeiro destes &uacute;ltimos, datado de maio de 1103<a name="top20"></a><sup><a href="#20">20</a></sup>, informa que o conde se encontrava nessa ocasi&atilde;o em Jerusal&eacute;m, o que seria manifestamente imposs&iacute;vel dado o curto intervalo de tempo entre o j&aacute; referido documento de Sahag&uacute;n, de 25 de fevereiro de 1103, e o segundo documento particular, uma doa&ccedil;&atilde;o aos condes de bens situados perto de Guimar&atilde;es, em 11 de julho de 1103<a name="top21"></a><sup><a href="#21">21</a></sup>. O documento seguinte, em que D. Henrique e D. Teresa aparecem novamente na corte a confirmar uma permuta entre o conde D. Raimundo e o bispo de Oviedo, &eacute; de outubro de 1103<a name="top22"></a><sup><a href="#22">22</a></sup>. Verificamos que, neste caso, o intervalo de tempo entre os dois documentos leoneses &eacute; mais que suficiente para que entretanto tenham feito uma visita aos seus dom&iacute;nios, pelo que &eacute; admiss&iacute;vel que estivessem presentes na outorga da doa&ccedil;&atilde;o de bens em Guimar&atilde;es, de que eram os benefici&aacute;rios.</p>     <p>&Eacute; consensual que no ano de 1104 o conde D. Henrique e D. Teresa permaneceram ausentes do Condado Portucalense. N&atilde;o s&oacute; n&atilde;o aparecem na documenta&ccedil;&atilde;o condal, como se deteta a presen&ccedil;a continuada de D. Henrique ao longo de todo ano no reino de Le&atilde;o. De acordo com a documenta&ccedil;&atilde;o do mosteiro de Sahag&uacute;n, o conde confirma documentos particulares a 9 de fevereiro, 4 de mar&ccedil;o, 9 de maio, 13 de junho e 13 de setembro<a name="top23"></a><sup><a href="#23">23</a></sup>.</p>     <p>Entrando no ano de 1105, merece uma refer&ecirc;ncia especial um documento publicado por outro historiador americano, Charles Julian Bishko, no qual o conde D. Henrique e D. Teresa fazem uma doa&ccedil;&atilde;o ao mosteiro de Santo Isidro de Due&ntilde;as, em 30 de janeiro<a name="top24"></a><sup><a href="#24">24</a></sup>. O documento em causa foi redigido pelo not&aacute;rio r&eacute;gio Paio Eriges e a compar&ecirc;ncia entre o elevado n&uacute;mero de quarenta e tr&ecirc;s confirmantes &ndash; para al&eacute;m de pr&oacute;ceres portugueses &ndash; de um conde<a name="top25"></a><sup><a href="#25">25</a></sup>, tr&ecirc;s tenentes de terra, tr&ecirc;s bispos, tr&ecirc;s abades e tr&ecirc;s priores, todos eles leoneses, mostra bem a capacidade mobilizadora que o conde possu&iacute;a em Terra de Campos.</p>     <p>&Eacute; muito interessante saber que duas semanas antes, a 16 de janeiro de 1105, o conde D. Raimundo e a sua mulher D. Urraca tinham feito uma doa&ccedil;&atilde;o ao mosteiro de S&atilde;o Jo&atilde;o de Poio, que se situa junto a Pontevedra. A outorga deste documento, que foi por mim recentemente publicado<a name="top26"></a><sup><a href="#26">26</a></sup>, contou igualmente com um elevado n&uacute;mero de confirmantes. Nessa ocasi&atilde;o, D. Urraca estava no oitavo m&ecirc;s da gravidez de Afonso Raimundes que, como se sabe, viria a nascer perto do mosteiro, em Caldas de Reis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o posso deixar de ligar a concess&atilde;o deste privil&eacute;gio ao nascimento de Afonso Raimundes, a 1 de mar&ccedil;o de 1105<a name="top27"></a><sup><a href="#27">27</a></sup>, como sendo a express&atilde;o de um voto para um parto bem-sucedido, assim como tamb&eacute;m n&atilde;o posso deixar de considerar que o conde D. Henrique, com a sua doa&ccedil;&atilde;o, pudesse ter motiva&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave;s do seu primo<a name="top28"></a><sup><a href="#28">28</a></sup> e cunhado. Ambos queriam ter uma palavra na sucess&atilde;o ao trono de Le&atilde;o e Castela, conforme se depreende do &laquo;pacto sucess&oacute;rio&raquo; que realizaram em confronta&ccedil;&atilde;o direta com as pretens&otilde;es do rei Afonso VI relativamente ao seu filho Sancho, legitimado pelo casamento com a sua concubina Zaida, que tomou o nome crist&atilde;o de Isabel<a name="top29"></a><sup><a href="#29">29</a></sup>. O pacto atribui a D. Henrique o papel de assegurar o reino de Le&atilde;o e Castela para D. Raimundo, em troca de contrapartidas substanciais. &Eacute; digna de nota a interpreta&ccedil;&atilde;o de Bernard Reilly, de que tal pressupunha que Raimundo pudesse estar longe, na Galiza, e que Henrique estivesse em Le&atilde;o onde podia tomar a iniciativa e n&atilde;o longe, em &laquo;Portugal&raquo;<a name="top30"></a><sup><a href="#30">30</a></sup>.</p>     <p>Nos dias 1 e 2 de junho desse ano, o conde D. Henrique confirma documentos do mosteiro de Sahag&uacute;n<a name="top31"></a><sup><a href="#31">31</a></sup>. Em 11 de setembro, aparece novamente a confirmar mais um documento da mesma origem<a name="top32"></a><sup><a href="#32">32</a></sup>. A 22 do mesmo m&ecirc;s confirma um documento real da catedral de Burgos, sendo que neste &uacute;ltimo surge acompanhado por D. Teresa, o que n&atilde;o acontece quando se trata da confirma&ccedil;&atilde;o de documentos particulares<a name="top33"></a><sup><a href="#33">33</a></sup>. Em 13 de dezembro voltamos a encontrar apenas o conde D. Henrique a confirmar dois documentos particulares de Sahag&uacute;n<a name="top34"></a><sup><a href="#34">34</a></sup>.</p>     <p>Em 1106, o conde mantem-se em Sahag&uacute;n, confirmando documentos em 10, 12, 16 e 22 de janeiro, em 19 de fevereiro e em 4 de mar&ccedil;o<a name="top35"></a><sup><a href="#35">35</a></sup>. A 19 de mar&ccedil;o confirma, juntamente com D. Teresa, um documento r&eacute;gio da catedral de Oviedo<a name="top36"></a><sup><a href="#36">36</a></sup>. Em 10 de junho e em 28 de julho, volta a confirmar documentos particulares de Sahag&uacute;n<a name="top37"></a><sup><a href="#37">37</a></sup>. Sendo o &uacute;ltimo destes um original que nos merece toda a confian&ccedil;a, torna imposs&iacute;vel que o conde D. Henrique se tenha deslocado a Seia, a 1 de Agosto, para a doa&ccedil;&atilde;o da herdade de S&atilde;o Rom&atilde;o aos presb&iacute;teros Jo&atilde;o e F&aacute;fila<a name="top38"></a><sup><a href="#38">38</a></sup>. Pelo que tamb&eacute;m n&atilde;o me parece cred&iacute;vel que no dia 25 do mesmo m&ecirc;s se tenha deslocado ao Condado Portucalense para a doa&ccedil;&atilde;o de Cacia ao mosteiro de S&atilde;o Mamede de Lorv&atilde;o<a name="top39"></a><sup><a href="#39">39</a></sup>. Conhecemos este &uacute;ltimo documento a partir de uma c&oacute;pia que cont&eacute;m interpola&ccedil;&otilde;es assinaladas por Rui de Azevedo, que o levaram a admitir que a doa&ccedil;&atilde;o at&eacute; podia ter sido efetuada em data posterior &agrave; que consta no documento, eventualmente quando D. Teresa era j&aacute; vi&uacute;va<a name="top40"></a><sup><a href="#40">40</a></sup>. Em 7 de novembro, voltamos a encontrar o conde D. Henrique a confirmar um documento particular de Sahag&uacute;n<a name="top41"></a><sup><a href="#41">41</a></sup>.</p>     <p>No in&iacute;cio do ano de 1107 o conde D. Henrique continua em Sahag&uacute;n, como se pode depreender de uma confirma&ccedil;&atilde;o de um documento particular de 18 de Janeiro<a name="top42"></a><sup><a href="#42">42</a></sup>. Em 14 de abril outorga, juntamente com o rei Afonso VI e o filho deste, o infante Sancho, foros e isen&ccedil;&otilde;es aos povoadores de &ldquo;<i>Ripa de Tera et de Villaviride&rdquo;</i><a name="top43"></a><sup><a href="#43">43</a></sup>. Em maio, juntamente com D. Teresa, confirmam um documento r&eacute;gio em Monz&oacute;n<a name="top44"></a><sup><a href="#44">44</a></sup>, no dia 8, e outro em Burgos<a name="top45"></a><sup><a href="#45">45</a></sup>, no dia 14, no qual Sancho aparece como &ldquo;<i>regnum electus patri factum</i>&rdquo;<a name="top46"></a><sup><a href="#46">46</a></sup>. Volta a confirmar, sem ser acompanhado pela mulher no ato, documentos particulares de Sahag&uacute;n em 12 de junho, 27 de julho e em 7 e 27 de Agosto<a name="top47"></a><sup><a href="#47">47</a></sup>.</p>     <p>O falecimento da rainha Isabel durante um parto mal sucedido em 12 de setembro de 1107<a name="top48"></a><sup><a href="#48">48</a></sup> e a morte do conde D. Raimundo, oito dias depois<a name="top49"></a><sup><a href="#49">49</a></sup>, envolveriam grandes altera&ccedil;&otilde;es no equil&iacute;brio pol&iacute;tico do reino<a name="top50"></a><sup><a href="#50">50</a></sup>. Nos primeiros meses de 1108 o rei Afonso VI contraiu um novo matrim&oacute;nio, apesar de se encontrar enfermo da doen&ccedil;a que o havia de conduzir &agrave; morte<a name="top51"></a><sup><a href="#51">51</a></sup>. Estas mudan&ccedil;as devem ter levado o conde D. Henrique a permanecer junto da corte, o que &eacute; corroborado pelo facto de voltar a aparecer na documenta&ccedil;&atilde;o de Sahag&uacute;n em 17 de fevereiro e 31 de mar&ccedil;o<a name="top52"></a><sup><a href="#52">52</a></sup>.</p>     <p>A 29 de maio de 1108 o infante Sancho encontra a morte no decurso da batalha de Ucl&eacute;s<a name="top53"></a><sup><a href="#53">53</a></sup>. O desaparecimento do herdeiro oficial ao trono abriria novas perspetivas que D. Henrique n&atilde;o deixaria de abordar. Apesar de neste ano o conde, juntamente com D. Teresa, terem outorgado foros aos povoadores de Tent&uacute;gal e terem concedido uma carta de couto &agrave; igreja de S&atilde;o Martinho de Espiunca, no concelho de Arouca, n&atilde;o devem ter sa&iacute;do da corte do reino de Le&atilde;o<a name="top54"></a><sup><a href="#54">54</a></sup>. A evid&ecirc;ncia disso est&aacute; no facto de a carta de couto estar datada de 31 de mar&ccedil;o, exatamente o mesmo dia do m&ecirc;s de mar&ccedil;o do documento original de Sahag&uacute;n atr&aacute;s referido. Apesar de D. Teresa n&atilde;o confirmar o documento de Sahag&uacute;n, ficamos a saber pela carta de couto que estava junto do marido. Esta &eacute; uma li&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o podemos desperdi&ccedil;ar. A confirma&ccedil;&atilde;o de documentos particulares parece ser uma atribui&ccedil;&atilde;o exclusiva de D. Henrique, n&atilde;o significando, portanto, que D. Teresa se encontrasse ausente.</p>     <p>Voltamos a ter not&iacute;cia do conde em 4 de setembro de 1108 a confirmar um documento particular do mosteiro de Sahag&uacute;n, onde o tornamos a encontrar em 22 de maio de 1109<a name="top55"></a><sup><a href="#55">55</a></sup>. Deve ter sido por esta altura que o conde D. Henrique se incompatibilizou com o seu sogro Afonso VI<a name="top56"></a><sup><a href="#56">56</a></sup>, que morreu pouco tempo depois, entre 29 de junho e 1 de julho, conforme as fontes<a name="top57"></a><sup><a href="#57">57</a></sup>, deixando o trono para a sua filha D. Urraca. S&oacute; a partir destes acontecimentos &eacute; que deve ter pensado em estabelecer resid&ecirc;ncia no Condado Portucalense.</p>     <p>Afastada a veracidade da not&iacute;cia veiculada pelos <i>Annales Portucalenses Veteres</i> de em julho de 1109 o conde D. Henrique ter recuperado o castelo de Sintra<a name="top58"></a><sup><a href="#58">58</a></sup>, os primeiros documentos que nos d&atilde;o conta da sua presen&ccedil;a em Viseu e em Coimbra, juntamente com D. Teresa, s&atilde;o os dois referentes &agrave; doa&ccedil;&atilde;o do mosteiro de S&atilde;o Mamede de Lorv&atilde;o &agrave; S&eacute; de Coimbra, ambos datados de 29 de Julho de 1109, que parece ter sido objeto de cerim&oacute;nias pr&oacute;prias nas duas cidades<a name="top59"></a><sup><a href="#59">59</a></sup>. Estes documentos levantam duas quest&otilde;es que at&eacute; aqui ainda n&atilde;o foram convenientemente tratadas. A primeira diz respeito &agrave; necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de uma cerim&oacute;nia extra em Viseu, quando o que seria mais razo&aacute;vel de admitir era ter-se realizado um &uacute;nico ato solene <i>super altare </i>na catedral de Coimbra. A segunda relaciona-se com a necessidade de estabelecer uma sequ&ecirc;ncia l&oacute;gica entre os dois atos. Dada a impossibilidade f&iacute;sica, &agrave; &eacute;poca, de se terem realizado as duas cerim&oacute;nias no mesmo dia, atendendo a que as duas cidades se encontram separadas por 90 km, o segundo ato adviria da necessidade de confirma&ccedil;&atilde;o posterior do primeiro, em data possivelmente pr&oacute;xima, mas que se desconhece.</p>     <p>De acordo com a tese formulada por Almeida Fernandes, a primeira cerim&oacute;nia da outorga foi efetuada em Coimbra e a segunda em Viseu. A raz&atilde;o que apresenta para a segunda cerim&oacute;nia, justifica-a pela necessidade de D. Teresa confirmar o ato, admitindo que o n&atilde;o poderia ter feito em Coimbra porque estaria impedida fisicamente em Viseu, por motivo do nascimento de seu filho Afonso Henriques, em agosto desse ano<a name="top60"></a><sup><a href="#60">60</a></sup>. Esta asser&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem suporte documental, dado que ela confirma o diploma de Coimbra do mesmo modo que o de Viseu. Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; de crer que D. Teresa empreendesse a viagem do reino de Le&atilde;o para Viseu, caso estivesse no final de uma gravidez. Note-se bem que n&atilde;o existe qualquer documento anterior a essa data que comprove a sua presen&ccedil;a na cidade e nenhuma import&acirc;ncia tem, para o efeito, toda a documenta&ccedil;&atilde;o que se possa aduzir para comprovar a sua presen&ccedil;a nos anos que se seguiram.</p>     <p>Por outro lado, Almeida Fernandes n&atilde;o chegou a ter conhecimento de um documento essencial para se estabelecer um correto encadeamento dos factos e que torna inveros&iacute;mil que a primeira cerim&oacute;nia se tivesse realizado em Coimbra. Trata-se do primeiro diploma de D. Urraca que conhecemos na qualidade de rainha, em que faz doa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias possess&otilde;es e concede liberdades e privil&eacute;gios &agrave; S&eacute; de Le&atilde;o, datado de 22 de julho de 1109<a name="top61"></a><sup><a href="#61">61</a></sup>, um dia depois do funeral de seu pai Afonso VI realizado em Sahag&uacute;n<a name="top62"></a><sup><a href="#62">62</a></sup>. Nele confirma o arcebispo de Toledo D. Bernardo e o conde D. Pedro Froilaz. Se este conde galego se volta a encontrar a confirmar os diplomas de Viseu e de Coimbra, o arcebispo de Toledo s&oacute; nos aparece a confirmar o diploma de Viseu. O que os documentos sugerem &eacute; que de Sahag&uacute;n vieram as duas personalidades a Viseu<a name="top63"></a><sup><a href="#63">63</a></sup>. O facto de D. Bernardo n&atilde;o ter prosseguido para Coimbra, por raz&otilde;es que nos escapam, teria levado a que a outorga da doa&ccedil;&atilde;o do mosteiro de Lorv&atilde;o &agrave; S&eacute; de Coimbra se realizasse em Viseu. Desta cidade partiriam para Coimbra o conde D. Henrique, D. Teresa, o conde D. Pedro Froilaz e um grande n&uacute;mero das testemunhas da cerim&oacute;nia de Viseu, para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma segunda cerim&oacute;nia na S&eacute; benefici&aacute;ria<a name="top64"></a><sup><a href="#64">64</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o podemos deixar de considerar a dupla cerim&oacute;nia da doa&ccedil;&atilde;o do mosteiro de Lorv&atilde;o &agrave; S&eacute; de Coimbra como um passo pol&iacute;tico muito significativo em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; autonomia de Portugal. Desde logo pela presen&ccedil;a do primaz toledano em Viseu, que discordaria do planeado matrim&oacute;nio que se realizaria ainda nesse ano de 1109 entre D. Urraca e Afonso I de Arag&atilde;o, <i>o Batalhador</i><a name="top65"></a><sup><a href="#65">65</a></sup>. Mas tamb&eacute;m pela compar&ecirc;ncia do poderoso e influent&iacute;ssimo conde de Trava, que tinha sido um dos principais vassalos do conde D. Raimundo<a name="top66"></a><sup><a href="#66">66</a></sup>. As duas personalidades davam assim um contributo forte para a secess&atilde;o <i>de facto</i> de &laquo;Portugal&raquo; sob o dom&iacute;nio do conde D. Henrique<a name="top67"></a><sup><a href="#67">67</a></sup> que se intitula agora de &ldquo;<i>Dei gratia comes et totius Portugalensie dominus</i>&rdquo;<a name="top68"></a><sup><a href="#68">68</a></sup>.</p>     <p>Se &ldquo;a primeira tarde portuguesa&rdquo; se realizou em S. Mamede<a name="top69"></a><sup><a href="#69">69</a></sup>, assistimos &ldquo;aos primeiros raios da aurora desse dia&rdquo; em Viseu e Coimbra. Entre esses dois importantes marcos &eacute; de assinar o facto de D. Teresa abandonar, em 1117, o t&iacute;tulo de &ldquo;infanta&rdquo; e passar a intitular-se &ldquo;rainha&rdquo;<a name="top70"></a><sup><a href="#70">70</a></sup>. O primeiro e longo &laquo;dia&raquo; da nacionalidade comportaria ainda, entre outros momentos significativos, a aclama&ccedil;&atilde;o de Afonso Henriques como rei em 1139<a name="top71"></a><sup><a href="#71">71</a></sup>, e terminaria, j&aacute; &laquo;noite fora&raquo;, com o que podemos considerar como uma aut&ecirc;ntica &ldquo;certid&atilde;o de nascimento&rdquo; do novo reino, por meio da bula <i>Manifestis probatum est</i><a name="top72"></a><sup><a href="#72">72</a></sup>. &nbsp;</p>     <p>Nos tr&ecirc;s escassos anos que medeiam entre a doa&ccedil;&atilde;o do mosteiro de Lorv&atilde;o &agrave; S&eacute; de Coimbra at&eacute; &agrave; sua morte em 24 de abril de 1112, o conde D. Henrique e D. Teresa outorgaram um significativo de diplomas condais que chegaram at&eacute; n&oacute;s. Temos registo de oito cartas de couto e doa&ccedil;&otilde;es, sendo quatro concedidas &agrave; S&eacute; de Braga e as restantes ao mosteiro de Tib&atilde;es, &agrave; S&eacute; de Viseu, a Fromarigo Guterres de propriedades em Guimar&atilde;es e Esposende e a Bernardo Barcelona em S&aacute;t&atilde;o<a name="top73"></a><sup><a href="#73">73</a></sup>. Entre maio e junho de 1111, outorgam os forais de S&aacute;t&atilde;o, Coimbra e Soure<a name="top74"></a><sup><a href="#74">74</a></sup>. Deve ser do mesmo per&iacute;odo o foral de Azurara da Beira<a name="top75"></a><sup><a href="#75">75</a></sup>. No entanto, entre 1110 e 1111, os condes devem ter-se ausentado do condado, tendo ent&atilde;o concedido a foral de Oca, na prov&iacute;ncia de Burgos<a name="top76"></a><sup><a href="#76">76</a></sup>. Tamb&eacute;m o foral de Tavares<a name="top77"></a><sup><a href="#77">77</a></sup> deve ter sido produzido fora do Condado Portucalense, possivelmente em Astorga ou Le&atilde;o, dado que apenas tr&ecirc;s dias depois encontramos os condes a fazer uma doa&ccedil;&atilde;o de bens em Astorga e, um m&ecirc;s depois, outra em Oviedo, ambas com a presen&ccedil;a da rainha D. Urraca<a name="top78"></a><sup><a href="#78">78</a></sup>. &Eacute; ainda atestada, por um documento particular, a presen&ccedil;a do conde D. Henrique em Sahag&uacute;n no dia 15 de dezembro de 1110<a name="top79"></a><sup><a href="#79">79</a></sup> e, por um outro, no dia de Natal em Coimbra<a name="top80"></a><sup><a href="#80">80</a></sup>, para o reencontrarmos treze dias depois a confirmar uma doa&ccedil;&atilde;o da rainha D. Urraca &agrave; igreja de Valhadolid<a name="top81"></a><sup><a href="#81">81</a></sup>.</p>     <p>Estes dados levam-nos a acompanhar a conclus&atilde;o de Henrique Barrilaro Ruas<a name="top82"></a><sup><a href="#82">82</a></sup>, de estarmos perante uma apertada cronologia que parece ultrapassar, algumas vezes, as possibilidades f&iacute;sicas e pol&iacute;ticas que colocam o conde, ora no Condado, ora fora, ao lado de um ou do outro c&ocirc;njuge do casamento desavindo entre D. Urraca e Afonso I de Arag&atilde;o, o que mereceria um estudo mais aprofundado.</p>     <p>Vistas as coisas do modo como nos permitem as fontes documentais, se Afonso Henriques tivesse nascido depois de julho de 1109, como &eacute; indicado por algumas fontes, seria poss&iacute;vel que tivesse nascido em Coimbra<a name="top83"></a><sup><a href="#83">83</a></sup>, mas tamb&eacute;m n&atilde;o vejo como poder&iacute;amos rejeitar liminarmente que tivesse nascido em Guimar&atilde;es ou Viseu. A documenta&ccedil;&atilde;o desse per&iacute;odo permite supor a perman&ecirc;ncia ou pelo menos a passagem de D. Teresa por essas cidades.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Uma nova proposta do local de nascimento de Afonso I</b></p>     <p>Estamos agora em condi&ccedil;&otilde;es para nos concentrarmos nos anos em torno de 1106 que, de acordo com as fontes por n&oacute;s acima citadas, consideramos como sendo o ano mais prov&aacute;vel do nascimento de Afonso Henriques. A documenta&ccedil;&atilde;o do mosteiro de Sahag&uacute;n revelou-se determinante para verificamos a presen&ccedil;a continuada do conde D. Henrique e de D. Teresa junto da corte do reino de Le&atilde;o e Castela. &Agrave;s doze confirma&ccedil;&otilde;es de diplomas de Sahag&uacute;n, que t&iacute;nhamos registado no per&iacute;odo entre 1098 e 1103, verificamos depois a participa&ccedil;&atilde;o do conde D. Henrique em vinte e oito documentos da mesma cole&ccedil;&atilde;o documental, no per&iacute;odo entre 1104 e 1109, fornecendo-nos, afortunadamente, uma malha mais apertada para a localiza&ccedil;&atilde;o do conde.</p>     <p>Quando confrontamos os dois documentos condais de 1106, assim como os outros dois de 1108, com a documenta&ccedil;&atilde;o do mosteiro de Sahag&uacute;n, de datas pr&oacute;ximas dessas, chegamos &agrave; conclus&atilde;o que n&atilde;o podiam ter estado no Condado Portucalense, mesmo que pontualmente, para a sua outorga.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b><a name="q1">Quadro resumo do itiner&aacute;rio do conde D. Henrique e D. Teresa entre julho de 1103 e julho de 1109</a></b></p>     <div align="center"> <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">  <tr>   <td width="90" colspan="3" valign="bottom">    <p align="center"><i>Data</i></p></td>       <td width="140" colspan="2" valign="bottom">    <p align="center"><i>Qualidade do interveniente</i><a name="top84"></a><sup><a href="#84">84</a></sup></p></td>       <td width="64" rowspan="2" valign="bottom">    <p align="center"><i>Localidade de contexto</i><a name="top85"></a><sup><a href="#85">85</a></sup></p></td>       <td width="121" rowspan="2" valign="bottom">    <p align="center"><i>Reino onde foi outorgado</i><a name="top86"></a><sup><a href="#86">86</a></sup></p></td>       <td width="151" rowspan="2" valign="bottom">    <p align="center"><i>Fonte</i></p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p align="center"><i>Ano</i></p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="center"><i>M&ecirc;s</i></p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right"><i>Dia</i></p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><i>D. Henrique</i></p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center"><i>D. Teresa</i></p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p align="right">1103</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">7</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">11</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Benefici&aacute;rio</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Benefici&aacute;rio</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Guimar&atilde;es</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Condado Portucalense</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Azevedo (1940), doc.125</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">10</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">-</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Oviedo</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Reilly (1988), p. 317</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">11</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">7</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Palen&ccedil;a</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Reilly (1988), p. 317</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p align="right">1104</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">2</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">9</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1101</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">3</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">4</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1102</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">5</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">9</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1105</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">6</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">13</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1108</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">9</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">13</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1114</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p align="right">1105</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">1</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">30</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Due&ntilde;as</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Bishko (1971), p. 158</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">6</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">1</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1123</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">2</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1124</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">9</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">11</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1127</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">22</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Burgos</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Gambra (1988), doc. 184</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">12</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">13</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1128</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1129</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p align="right">1106</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">1</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">10</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1132</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">12</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1133</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">16</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1134</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">22</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1135</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">2</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">19</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1137</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">3</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">4</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1139</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">15</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Oviedo</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Gambra (1988), doc. 185</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">6</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">10</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1145</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">7</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">28</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1146</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">8</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">1</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Seia</p></td>       <td width="121" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">[Le&atilde;o e Castela]</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Azevedo (1958), doc. 10</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">25</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Lorv&atilde;o</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">[Le&atilde;o e Castela]</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Azevedo (1958), doc. 11</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">11</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">7</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1149</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p align="right">1107</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">1</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">18</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1150</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">4</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">14</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Astorga</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Cavero (1999), doc. 534</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">5</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">8</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Monz&oacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Gambra (1988), doc. 188</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">14</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Burgos</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Gambra (1988), doc. 189</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">6</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">12</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1153</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">7</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">27</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1154</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">8</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">7</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1156</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">27</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1157</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p align="right">1108</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">-</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">-</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Tent&uacute;gal</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">[Le&atilde;o e Castela]</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Azevedo (1958), doc. 12</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">2</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">17</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1160</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">3</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right">31</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Confirmante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1162</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Arouca</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">[Le&atilde;o e Castela]</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Azevedo (1958), doc. 13</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">9</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">4</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1163</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p align="right">1109</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">5</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">22</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">-</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Sahag&uacute;n</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Le&atilde;o e Castela</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Herrero (1988), doc. 1167</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p align="right">7</p></td>       <td width="27" valign="top">    <p align="right">29</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Viseu</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Condado Portucalense</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Rodrigues (1999), doc. 59</p></td>     </tr>     <tr>       <td width="33" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="29" valign="top">    <p>&nbsp;</p></td>       <td width="27" valign="top">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="70" valign="top">    <p align="center">Outorgante</p></td>       <td width="64" valign="top">    <p align="center">Coimbra</p></td>       <td width="121" valign="top">    <p align="center">Condado Portucalense</p></td>       <td width="151" valign="top">    <p>Azevedo (1958), doc. 15</p></td>     </tr>   </table> </div>     <p>&nbsp;</p>     <p>Conforme se pode constatar no <a href="#q1">Quadro</a> acima, apesar de D. Teresa figurar somente em treze dos quarenta e tr&ecirc;s documentos listados, n&atilde;o existem, no per&iacute;odo em an&aacute;lise, documentos outorgados ou confirmados apenas pela condessa que pudessem indiciar que se encontrasse longe do marido. Os dados parecem assim mostrar que, na sequ&ecirc;ncia da sua presen&ccedil;a no Condado Portucalense no ver&atilde;o de 1103, D. Teresa acompanhou o marido na viagem &agrave; corte do Reino de Le&atilde;o e Castela, onde ambos devem ter permanecido at&eacute; &agrave; primavera de 1109.</p>     <p>&Eacute; neste contexto que Sahag&uacute;n surge como o centro geogr&aacute;fico de onde o conde D. Henrique parte, com ou sem a companhia de D. Teresa, para a realiza&ccedil;&atilde;o de um conjunto de atos r&eacute;gios entre 1103 e 1109. Note-se que, em alguns dos casos, &eacute; poss&iacute;vel que n&atilde;o tenha havido desloca&ccedil;&atilde;o efetiva do rei Afonso VI e da sua comitiva &agrave;s localidades sat&eacute;lites nomeadas para a produ&ccedil;&atilde;o dos documentos que lhes dizem respeito. N&atilde;o exclu&iacute;mos, pois, a possibilidade de alguns dos atos terem sido realizados centralmente em Sahag&uacute;n, tal com cremos que aconteceu com todas as confirma&ccedil;&otilde;es de documentos particulares efetuadas pelo conde D. Henrique.</p>     <p>Seja como for, o que nos interessa evidenciar &eacute; que os condes se encontravam fora do Condado Portucalense. Como os quatro documentos condais que conhecemos no per&iacute;odo entre 1106 e 1108 foram possivelmente concedidos em Sahag&uacute;n, n&atilde;o contribuem para o tra&ccedil;ado do itiner&aacute;rio dos condes portucalenses, que se apresenta no Mapa de suporte &agrave;s nossas conclus&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/med/n19/n19a06f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>A comprovadamente longa perman&ecirc;ncia dos condes na corte de Le&atilde;o n&atilde;o pode deixar de significar a sua grande import&acirc;ncia pol&iacute;tica. A imagem de excelente guerreiro que sempre se reconheceu ao conde D. Henrique deve ser agora matizada pela de cortes&atilde;o habituado &agrave;s intrigas da corte<a name="top87"></a><sup><a href="#87">87</a></sup>. Neste contexto, n&atilde;o me parece inocente que tenha dado ao seu filho o nome de Afonso, seguindo o exemplo do conde D. Raimundo relativamente ao seu sobrinho. Para o rei devia ser particularmente gratificante ver que os seus dois netos carregavam e perpetuavam o seu nome, mas tamb&eacute;m poderia adivinhar nessa atitude a realiza&ccedil;&atilde;o de um conluio entre os seus genros relativo &agrave; sucess&atilde;o dos seus reinos. Algures, entre 1105 e 1107, o conde D. Henrique envolve-se em uma conspira&ccedil;&atilde;o contra o rei Afonso VI, ao realizar o referido &laquo;pacto sucess&oacute;rio&raquo; com o conde D. Raimundo, sob a &eacute;gide do abade Hugo de Cluny.</p>     <p>&Eacute; not&aacute;vel que D. Raimundo tenha nomeado nesse documento o seu filho Afonso Raimundes, que n&atilde;o tinha completado tr&ecirc;s anos de idade quando o pai morreu<a name="top88"></a><sup><a href="#88">88</a></sup>. Recordo que tamb&eacute;m os <i>Annales D. Alfonsi Portugallensium Regis</i> referem que o primo Afonso Henriques n&atilde;o tinha mais de tr&ecirc;s anos quando o seu pai morreu<a name="top89"></a><sup><a href="#89">89</a></sup>. Sendo esta uma cronologia que, por tudo o que foi atr&aacute;s escrito, n&atilde;o considero correta, n&atilde;o afasto a possibilidade de ter havido confus&atilde;o na identifica&ccedil;&atilde;o do Afonso a que essa mem&oacute;ria dizia respeito, pelo Autor An&oacute;nimo dos <i>Anais</i>, o que nos oferece uma explica&ccedil;&atilde;o alternativa para o desencontro desta fonte com a <i>Vita Theotonii</i>, no que respeita &agrave; data de nascimento do nosso primeiro rei.</p>     <p>Teria tamb&eacute;m o conde D. Henrique deixado algures, para a posteridade, alguma pista da import&acirc;ncia que um filho var&atilde;o tinha para as suas aspira&ccedil;&otilde;es sucess&oacute;rias? O historiador argentino Marsilio Cassotti chamou a aten&ccedil;&atilde;o para os qualificativos aplicados a Teresa nos dois documentos condais de 1108<a name="top90"></a><sup><a href="#90">90</a></sup>. O facto de no foro de Tent&uacute;gal Henrique chamar &agrave; sua mulher &ldquo;formosissima&rdquo; e &ldquo;dulcissima&rdquo; e na carta de couto no concelho de Arouca louvar a sua mulher chamando-lhe &ldquo;gloriosa&rdquo; e &ldquo;dilecta&rdquo; pode significar algo mais que uma mera ret&oacute;rica notarial. Estas express&otilde;es foram utilizadas por not&aacute;rios cl&eacute;rigos diferentes e nunca tinham aparecido em nenhum dos documentos outorgados pelos condes nem voltariam a ser usadas. &Eacute; de crer que estas manifesta&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de j&uacute;bilo, usando qualificativos que encontramos associados &agrave; Virgem Maria, possam estar relacionadas com uma recente maternidade. Neste contexto, &eacute; poss&iacute;vel que D. Teresa tenha dado &agrave; luz o seu filho Afonso Henriques. Levando esta presun&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave;s &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias e dado que os dois documentos condais de 1106 n&atilde;o cont&ecirc;m nenhuma refer&ecirc;ncia semelhante &agrave;s acima apontadas, podemos admitir que nasceu depois do m&ecirc;s de agosto desse ano. Por outro lado, atendendo &agrave; particularidade do Autor da <i>Vita Theotonii</i> considerar ambos os extremos no c&ocirc;mputo dos anos entre duas datas, n&atilde;o podemos excluir a possibilidade de o nascimento ter ocorrido j&aacute; entrado o ano de 1107.</p>     <p>Os dois documentos condais de 1108, cuja outorga se deve ter realizado em Sahag&uacute;n, corresponderiam aos primeiros registos que dispomos da apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do jovem infante, que teria transposto o seu primeiro ano de vida, um facto not&aacute;vel numa &eacute;poca em que a mortalidade infantil era muito elevada. Sabendo que o conde D. Henrique e D. Teresa estavam dispostos a movimentar as suas pe&ccedil;as no xadrez da sucess&atilde;o ao trono de Le&atilde;o e Castela, o mais prov&aacute;vel &eacute; que Afonso Henriques tenha nascido na corte. No seu c&iacute;rculo mais restrito, esta era composta pelos membros da fam&iacute;lia real mais pr&oacute;ximos do monarca. Seguir-se-iam os eclesi&aacute;sticos e magnates, detentores dos principais cargos do reino, os homens de confian&ccedil;a do rei para as tarefas administrativas do Estado e os servidores do pal&aacute;cio. Os historiadores espanh&oacute;is concordam que se se pudesse falar de uma capital do reino ao tempo de Afonso VI, ela teria sido Sahag&uacute;n<a name="top91"></a><sup><a href="#91">91</a></sup>.</p>     <p>O certo &eacute; que o local do nascimento caiu no esquecimento, n&atilde;o sei se pela simples eros&atilde;o do tempo ou por ser inconveniente para a constru&ccedil;&atilde;o da identidade nacional. As duas refer&ecirc;ncias documentais expl&iacute;citas de que a condessa D. Teresa tinha morada em Guimar&atilde;es e Viseu, que poderiam ser utilizadas para sustentar o nascimento numa das duas cidades, reportam-se ao tempo da sua viuvez<a name="top92"></a><sup><a href="#92">92</a></sup>. Uma cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria transmitida pela <i>Cr&oacute;nica de 1419</i> refere que Afonso Henriques foi entregue em crian&ccedil;a a Egas Moniz, que se deslocou a Guimar&atilde;es para o efeito. Merece a pena transcrever o texto:</p>     <blockquote>&ldquo;E o seu nacimento foi na era de mil e cento e trinta e dous anos (<i>sic</i>). Como dom Egas Monis soube que a rainha parira, cavalgou muito azinha e veio-sse a Guimar&atilde;es, onde o conde era, e pediu-lhe por mer&ccedil;e que lhe desse o filho que lhe na&ccedil;era para o aver de criar assi como prometido lho avia&rdquo;<a name="top93"></a><sup><a href="#93">93</a></sup>.</blockquote>     <p>Ainda que haja um fundo de verdade hist&oacute;rica nessa narrativa e o menino fosse entregue ao &laquo;Aio&raquo; em Guimar&atilde;es com, digamos, tr&ecirc;s anos de idade, a trama dos dados documentais n&atilde;o nos permite deduzir que tenha nascido nessa cidade. O que os historiadores modernos nos transmitiram foi diferente. Manifestando um horror ao vazio que advinha da exist&ecirc;ncia de uma informa&ccedil;&atilde;o muito lacunar, n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o exerciam qualquer ju&iacute;zo cr&iacute;tico sobre as fontes que utilizaram, como faziam dedu&ccedil;&otilde;es hipot&eacute;ticas que apresentavam como se de uma narrativa certa e segura se tratasse. Vejamos uma passagem da <i>Cr&oacute;nica do conde D. Henrique</i>, de Duarte Nunes de Le&atilde;o, umbilicalmente ligada ao ep&iacute;teto de Cidade-Ber&ccedil;o:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>&ldquo;Outros que s&atilde;o mais para crer, dizem que [Afonso Henriques] nasceeo em Guimar&atilde;es aleijado das pernas, que da nascen&ccedil;a trouxe encolheitas, &amp; que Dom Egas Moniz, o pedira ao conde para o criar em sua casa&rdquo;<a name="top94"></a><sup><a href="#94">94</a></sup>.</blockquote>     <p>Em plena Guerra da Restaura&ccedil;&atilde;o, os vimaranenses apresentaram uma pia batismal onde atestaram ter sido batizado D. Afonso Henrique, de acordo com o testemunho de um contempor&acirc;neo:</p>     <blockquote>&ldquo;(&hellip;) foi baptizado na igreja de S. Miguel, parrochia da villa Araduca, por S. Giraldo arcebispo de Braga, cuja pia baptismal mandou trasladar D. Diogo Lobo da Silveira, em 1664, para a real collegiada da Oliveira, sendo prior della, aonde est&aacute; em venera&ccedil;&atilde;o mettida em um nicho na parede da parte da Ep&iacute;stola, guardada com grades de ferro, e um lettreiro na parede que diz: &ndash; &laquo;Nesta pia foi baptisado el-rei D. Affonso Henriques pelo arcebispo de Braga S. Giraldo&raquo;&rdquo;<a name="top95"></a><sup><a href="#95">95</a></sup>.</blockquote>     <p>Atrav&eacute;s de uma adi&ccedil;&atilde;o &agrave; mem&oacute;ria nacional, convocava-se o fundador para a consolida&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia. Esta materializa&ccedil;&atilde;o surtiu o efeito desejado para consci&ecirc;ncia da nacionalidade e ainda hoje se ouve dizer que quem nasceu em Guimar&atilde;es &eacute; portugu&ecirc;s duas vezes.</p>     <p>No s&eacute;culo XX, o professor da Universidade de Coimbra Torquato de Sousa Soares defendeu o nascimento do primeiro rei na cidade onde desenvolveu a sua carreira profissional e o historiador lamecense Almeida Fernandes deu como ineg&aacute;vel o nascimento do primeiro rei na sua capital distrital. Ambos os investigadores pretendiam apurar o facto com a maior objetividade poss&iacute;vel mas anunciaram o que lhes pareceu terem descoberto sem terem feito um levantamento completo das fontes.&nbsp;</p>     <p>Pela minha parte, ainda n&atilde;o encontrei ind&iacute;cios de que D. Afonso Henriques possa ter nascido na minha cidade do Porto, nem sequer no territ&oacute;rio que daqui houve nome. O mais cred&iacute;vel &eacute; que tenha nascido no Reino de Le&atilde;o e Castela, em Terra de Campos, talvez mesmo em Sahag&uacute;n. Isso n&atilde;o impede que o reconhe&ccedil;amos como not&aacute;vel caudilho militar e fundador do pa&iacute;s que somos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos:</b></p>     <p>AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>A condessa-rainha Teresa</i>. Lisboa: Circulo de Leitores, 2012.</p>     <p>BAR&Oacute;N FARALDO, Andr&eacute;s &ndash; &ldquo;Magnates y &ldquo;nobiles&rdquo; en la curia del conde Raimundo de Borgo&ntilde;a. &ldquo;Totius gallecie princeps&rdquo; (ca. 1091-1107)&rdquo;. in <i>Estudios mindonienses: Anuario de estudios hist&oacute;rico-teol&oacute;gicos de la di&oacute;cesis de Mondo&ntilde;edo-Ferrol</i>, 27 (2001), pp. 531-574.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BARRILARO RUAS, Henrique &ndash; &ldquo;Se partio ayrado del rrei&rdquo;. separata da <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>. Tomo IV. Coimbra, 1955, pp. 5-7. </p>     <p>BARRILARO RUAS, Henrique Barrilaro &ndash; &ldquo;Henrique, conde D.&rdquo;. in SERR&Atilde;O, Joel (dir.) &ndash; <i> Dicion&aacute;rio da Hist&oacute;ria de Portugal. </i>Vol. III. Porto: Livraria Figueirinha, 1971, pp. 192-195.</p>     <p>BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; &ldquo;Da Reconquista a D. Dinis&rdquo;. in MATTOSO, Jos&eacute; (coord) &ndash; <i>Nova hist&oacute;ria militar de Portugal</i>. Vol. 1. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2003, pp. 21-161. </p>     <p>BISHKO, Charles Julian &ndash; &ldquo;Count Henrique of Portugal, Cluny and the antecedents of the <i>Pacto Sucess&oacute;rio</i>&rdquo;. in <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>, 13 (1971), pp. 155-188. Reedi&ccedil;&atilde;o, com nota adicional, em <i>Spanish and portuguese monastic history: 600-1300</i>. London: 1984, IX, pp. 166-167.</p>     <p>BRITO, Maria Fernanda Constante de &ndash; &ldquo;&laquo;Mem&oacute;rias Ressuscitadas da Antiga Guimar&atilde;es&raquo;, pelo Padre Torquato Peixoto de Azevedo. Achegas para um estudo comparativo das tr&ecirc;s vers&otilde;es desta obra&rdquo;. in <i>Actas do Congresso Hist&oacute;rico de Guimar&atilde;es e sua Colegiada</i>. Vol. III, <i>Comunica&ccedil;&otilde;es</i>. Guimar&atilde;es: Congresso Hist&oacute;rico de Guimar&atilde;es, 1981, pp. 437-491. </p>     <p>CASSOTI, Marsilio &ndash; <i>D. Teresa. A primeira rainha de Portugal</i>. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2008. </p>     <p>ESCALONA, Romualdo &ndash; <i>Historia del Real Monasterio de Sahag&uacute;n</i>. Madrid. 1782. </p>     <p>ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;Os Forais condais de Mangualde e os seus problemas de data&ccedil;&atilde;o cronol&oacute;gica&rdquo;. in <i> Revista Beira Alta</i>, 74 (2015), no prelo. </p>     <p>ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;Proposta de aclara&ccedil;&atilde;o do &lsquo;pacto sucess&oacute;rio&rsquo; &agrave; luz de novos dados&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 16 (Julho &ndash; Dezembro 2014). [Consultado 18.01.2015]. Dispon&iacute;vel em:    <br> <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA16/estefanio1603.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA16/estefanio1603.html</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;O &lsquo;pacto sucess&oacute;rio&rsquo; revisitado: o texto e o contexto&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 10 (Julho de 2011). [Consultado 31.01.2015]. Dispon&iacute;vel em:    <br> <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA10/estefanio1002.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA10/estefanio1002.html</a>.</p>     <p>ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;A data de nascimento de Afonso I&rdquo;</i>. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 8 (Julho de 2010). [Consultado 31.01.2015]. Dispon&iacute;vel em:    <br> <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/estefanio8002.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/estefanio8002.html</a>.</p>     <p>FERNANDES, A. de Almeida &ndash; <i>Viseu, Agosto de 1109, nasce D. Afonso Henriques</i>. Viseu: SACRE / Funda&ccedil;&atilde;o Mariana Seixas, 2007.</p>     <p>FIGUEIREDO, Ant&oacute;nio Pereira de &ndash; &ldquo;Disserta&ccedil;&atilde;o XVII. Incerteza do anno em que nasceo ElRei D. Affon&ccedil;o Henriques, e certeza do anno, em que elle come&ccedil;ou a reinar&rdquo;. in <i>Hist&oacute;ria e mem&oacute;rias da Academia Real das Sciencias de Lisboa</i>. Tomo IX, Lisboa, 1825, pp. 299-302.</p>     <p>FLETCHER, Richard A. &ndash;<i> The Episcopate in the Kingdom of Le&oacute;n in the Twelfth Century</i>. Oxford: Oxford University Press, 1978.</p>     <p>GARCIA, Charles &ndash; &ldquo;Itin&eacute;rance de la cour et attaches s&eacute;dentaires sous Alphonse VI et Urraque Ier&rdquo;. <i>e-Spania</i> [em linha] (8 de dezembro de 2009), colocado em linha a 21 de fevereiro de 2010. Dispon&iacute;vel em:     <br><a href="http://e-spania.revues.org/index18692.html" target="_blank">http://e-spania.revues.org/index18692.html</a>.</p> <i>Grande Enciclop&eacute;dia Portuguesa e Brasileira</i> &ndash; Vol. XIII. Lisboa / Rio de Janeiro: Editorial Enciclop&eacute;dia, s.d., verbete &ldquo;Henrique (D.)&rdquo;.</p>     <p>HERCULANO, Alexandre &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal desde o come&ccedil;o da monarquia at&eacute; ao fim do reinado de Afonso III.</i> Pref&aacute;cio e notas cr&iacute;ticas de Jos&eacute; Mattoso. Tomo I. Lisboa: Bertrand, 1989.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; &nbsp;<i>D. Afonso Henriques</i>. Lisboa: Temas e Debates, 2007.</p>     <p>MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Vol. 2, <i>A monarquia feudal (1096-1480).</i> Coordena&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Mattoso. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2003.</p>     <p>MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; &ldquo;A primeira tarde portuguesa&rdquo;. in <i>Revista de Guimar&atilde;es</i>, 88 (1978), pp. 159-186. </p> MONTENEGRO, Julia &ndash; &ldquo;Enrique de Borgo&ntilde;a en la <i>Primera cr&oacute;nica an&oacute;nima de Sahag&uacute;n&rdquo;</i>. <i>e-Spania</i> [Em linha] (19&nbsp;octobre 2014), posto online no dia 13 Outubro 2014 [consult. 21 Fevereiro 2015]. URL: <a href="http://e-spania.revues.org/23881" target="_blank">http://e-spania.revues.org/23881</a>; DOI&nbsp;: 10.4000/e-spania.23881.</p>     <p>REAL, Manuel Lu&iacute;s &ndash; &ldquo;Mosteiro de Fr&aacute;guas no contexto do pr&eacute;-rom&acirc;nico da Beira Interior (Portugal)&rdquo;. in <i>Mu&ccedil;ulmanos e Crist&atilde;os entre o Tejo e o Douro (S&eacute;cs. VIII a XIII)</i>. Palmela: C&acirc;maral Municipal de Palmela / Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2005, pp. 275-292. </p>     <p>REILLY, Bernard F. &ndash; <i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilla under King Alfonso VI (1065-1109)</i>. Princeton: Princeton University Press, 1988.</p>     <p>REILLY, Bernard F. &ndash; <i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilla under Queen Urraca (1109-1126)</i>, Princeton: Princeton University Press, 1982.</p>     <p>RODR&Iacute;GUEZ L&Oacute;PEZ, Ana &ndash; &ldquo;Sucesi&oacute;n regia y legitimidad pol&iacute;tica en Castilla en los siglos XII y XIII. Algunas consideraciones sobre el relato de las cr&oacute;nicas latinas castellano-leonesas&rdquo;. in ALFONSO, Isabel, ESCALONA, Julio y MARTIN, Georges (eds.) &ndash; <i>Lucha pol&iacute;tica: condena y legitimaci&oacute;n en las sociedades medievales.</i> Lyon: &Eacute;cole Normale Sup&eacute;rieure, 2004, pp. 21-41.</p>     <p>SALAZAR Y ACHA, Jaime de &ndash; &ldquo;Contribuici&oacute;n al estudio del reinado de Alfonso VI de Castilla: Algunas aclaraciones sobre su pol&iacute;tica matrimonial&rdquo;. in <i>Anales de la Real Academia Matritense de Her&aacute;ldica y Genealog&iacute;a</i>. Madrid. 2 (1992-1993), pp. 299-336.</p>     <p>SALAZAR Y ACHA, Jaime de &ndash; &ldquo;De nuevo sobre la mora Zaida&rdquo;. in <i>Hidalguia</i>, 321 (2007), pp. 225-242.</p>     <p>SOARES, Torquato de Sousa &ndash; &ldquo;Afonso I, D.&rdquo;. in SERR&Atilde;O, Joel (dir.) &ndash; <i>Dicion&aacute;rio de Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Vol. I. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1975, pp. 36-39.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SOARES, Torquato de Sousa &ndash; &ldquo;O governo de Conde Henrique de Borgonha&rdquo;. in <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>, 14 (1975), pp. 365-397.</p>     <p>VIDAL ENCINAS, Julio M. e PRADA MARCOS, Mar&iacute;a Encina &ndash; &ldquo;El monasterio y pante&oacute;n de Alfonso VI en Sahag&uacute;n: Aspectos hist&oacute;ricos y arqueo-antropol&oacute;gicos&rdquo;. in ESTEPA DIEZ, Carlos, FERN&Aacute;NDEZ GONZ&Aacute;LEZ, Etelvina, RIVERA BLANCO, Javier (ed.) &ndash; <i>Congreso internacional &ldquo;Alfonso VI y su legado&rdquo;</i>. Le&oacute;n: Diputaci&oacute;n Provincial de Le&oacute;n / Instituto Leon&eacute;s de Cultura, 2012, pp. 243-281.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b>     <p><b>Fontes impressas:</b></p>     <p>AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>Documentos Medievais Portugueses, Documentos R&eacute;gios</i>. Vol. I,<i> Documentos dos condes portucalenses e de D. Afonso Henriques: A-D. 1095-1185</i>, 2 tomos. Lisboa: Academia Portuguesa de Hist&oacute;ria, 1958-1962.</p>     <p>AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>Documentos Medievais Portugueses, Documentos Particulares</i>. vol. III, <i>A-D. 1101-1115</i>. Lisboa: Academia Portuguesa de Hist&oacute;ria, 1940.</p>     <p>BL&Ouml;CKER-WALTER, Monica &ndash; &ldquo;Annales D. Alfonsi Portugallensium Regis&rdquo;, in <i>Alfons I von Portugal. Studien zu Geschichte und Sage der Begrunders der portugiesichen Unbhangigkeiten</i>. Zurich: Fretz und Wasmuth Verlag, 1966.</p>     <p>CALADO, Adelino de Almeida (ed.) &ndash; <i>Cr&oacute;nica de Portugal de 1419</i>. Aveiro: Universidade de Aveiro, 1998.</p> CAVERO DOM&Iacute;NGUEZ, Gregoria e MARTIN L&Oacute;PEZ, Encarnaci&oacute;n &ndash; <i>Colecci&oacute;n Documental de la Catedral de Astorga I (646-1126)</i>. L&eacute;on: Centro de Estudios e Investigac&iacute;on &laquo;San Isidoro&raquo;/Achivo Hist&oacute;rico Diocesano de Le&oacute;n, 1999. </p>     <p>DAVID, Pierre (ed.) &ndash; <i>Annales Portucalenses Veteres</i>. in <i>&Eacute;tudes Historiques sur la Galice et le Portugal du VIe au XIIe si&egrave;cle</i>. Lisboa / Paris: Livraria Portug&aacute;lia Editora, Soci&eacute;t&eacute; d&rsquo;&Eacute;dition Les Belles Lettres, 1947, pp. 257-340.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;Um documento significativo para a hist&oacute;ria da Galiza&rdquo;, in <i>Annuarium Sancti Iacobi</i>, 2 (2013), pp. 17-30.</p>     <p>FALQUE REY, Emma (ed.) &ndash; <i>Historia Compostelana</i>. Madrid: Ediciones Akal, 1994.</p>     <p>FERN&Aacute;NDEZ FL&Oacute;REZ, Jos&eacute; Antonio (ed.) &ndash; <i>Coleccion Diplom&aacute;tica del Monasterio de Sahag&uacute;n (857-1230)</i>. T. IV <i>(1110-1199)</i>. Le&oacute;n: Centro de Estudios e Investigaci&oacute;n &laquo;San Isidoro&raquo; (CSIC-CECEL) / Caja Espa&ntilde;a de Inversiones / Archivo Hist&oacute;rico Diocesano, 1991.</p>     <p>FL&Oacute;REZ, Henrique (ed.) &ndash; &ldquo;Historia Compostellana&rdquo;, in <i>Espa&ntilde;a Sagrada</i>. Vol. 20. Madrid, 1765. </p>     <p>GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>Alfonso VI. Canciller&iacute;a, C&uacute;ria y Imp&eacute;rio</i>. I, <i>Estudio</i>. II, <i>Colecci&oacute;n Diplom&aacute;tica</i>. Le&oacute;n: Centro de Estudios e Investigac&iacute;on &laquo;San Isidoro&raquo; / Achivo Hist&oacute;rico Diocesano de Le&oacute;n, 1997-1998.</p>     <p>HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>Coleccion Diplom&aacute;tica del Monasterio de Sahag&uacute;n (857-1230)</i>. T. <i>III (1073-1109)</i>. Le&oacute;n: Centro de Estudios e Investigaci&oacute;n &laquo;San Isidoro&raquo; (CSIC-CECEL) / Caja de Ahorros y Monte de Piedad / Archivo Hist&oacute;rico Diocesano, 1988.</p>     <p>LE&Atilde;O, Duarte Nunes de &ndash; <i>Primeira parte das chronicas dos reis de Portugal</i>. Lisboa: Pedro Crasbeeck, 1600. </p>     <p>RODRIGUES, Manuel Augusto; COSTA, Avelino de Jesus da; VELOSO, Maria Teresa Nobre (eds.) &ndash; <i>Livro Preto, cartul&aacute;rio da S&eacute; de Coimbra</i>. Coimbra: Arquivo da Universidade de Coimbra, 1999.</p>     <!-- ref --><p><i>PORTUGALIAE MONUMENTA HISTORICA</i>, Diplomata et Chartae</i>. Vol. I. Lisboa: Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, 1873.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1485064&pid=S1646-740X201600010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PUYOL Y ALONSO, Julio (ed.) &ndash; <i>Las cr&oacute;nicas an&oacute;nimas de Sahag&uacute;n: nueva edici&oacute;n conforme un ms. del siglo XVI</i>. Madrid: Establecimiento Tipogr&aacute;fico de Fontane, 1920.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;De novo a data e o local de nascimento de Afonso I&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 19 (Janeiro &ndash; Junho 2016). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA19/estefanio1906.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA19/estefanio1906.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 31 de Mar&ccedil;o de 2015</p>     <p>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 9 de Outubro de 2015</p>     <p>&nbsp;</p> <b>NOTAS</b>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> FIGUEIREDO, Ant&oacute;nio Pereira de &ndash; &ldquo;Disserta&ccedil;&atilde;o XVII. Incerteza do anno em que nasceo ElRei D. Affon&ccedil;o Henriques, e certeza do anno, em que elle come&ccedil;ou a reinar&rdquo;. in <i>Hist&oacute;ria e mem&oacute;rias da Academia Real das Sciencias de Lisboa</i>. Tomo IX (1825), pp. 299-300.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> O facto de n&atilde;o conseguirmos estimar a probabilidade associada &agrave; reconstitui&ccedil;&atilde;o de um acontecimento numa escala de 0 a 1 n&atilde;o implica que n&atilde;o possamos fazer escolhas probabil&iacute;sticas entre duas hip&oacute;teses alternativas. Dada uma hip&oacute;tese H1 com uma probabilidade P e uma hip&oacute;tese alternativa H2 com a probabilidade complementar (1 &ndash; P), aceitaremos H1 quando nos seja poss&iacute;vel estimar para ela uma probabilidade P &gt; (1 &ndash; P). Sujeito, pois, ao ju&iacute;zo do leitor, as decis&otilde;es probabil&iacute;sticas que tomei, n&atilde;o s&oacute; atendendo aos dados que se apresentam no presente trabalho mas tamb&eacute;m pelo teste de resist&ecirc;ncia a outras informa&ccedil;&otilde;es que considerem relevantes. </p>     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;A data de nascimento de Afonso I&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 8 (Julho de 2010). [Consultado 31.01.2015]. Dispon&iacute;vel em:    <br>     <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/estefanio8002.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/estefanio8002.html</a>.</p>     <p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup> Em 18 de abril de 1120, Afonso Henriques confirma a carta de couto que D. Teresa outorga &agrave; S&eacute; do Porto e ao seu bispo, D. Hugo (AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>Documentos Medievais Portugueses, Documentos R&eacute;gios</i>, vol. I, <i>Documentos dos condes portucalenses e de D. Afonso Henriques: A-D. 1095-1185</i>. Lisboa: Academia Portuguesa de Hist&oacute;ria, 1958-1962, t. I, doc. 53).</p>     <p><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup> AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>A condessa-rainha Teresa</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2012, pp. 266-269. Pode-se encontrar nesta obra um magistral estudo da conjuntura em que nos situamos, que neste trabalho se apresenta de forma muito sint&eacute;tica e em que nos dispensamos de apresentar grandes refer&ecirc;ncias, exceto nos casos em que consideramos necess&aacute;rio sublinhar ou aprofundar alguma particularidade e em todos os pontos que s&atilde;o fundamentais para informar o itiner&aacute;rio do conde D. Henrique e de D. Teresa. Agrade&ccedil;o aos Professores Doutores Lu&iacute;s Carlos Amaral e M&aacute;rio Jorge Barroca a oferta do seu livro, logo ap&oacute;s o seu lan&ccedil;amento, e a generosa resposta &agrave;s v&aacute;rias solicita&ccedil;&otilde;es de ajuda que fiz ao longo dos meus trabalhos.</p>     <p><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup> REILLY, Bernard F. &ndash; <i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilla under King Alfonso VI</i><i> (1065-1109).</i> Princeton: Princeton University Press, 1988, p. 347.</p>     <p><sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></sup> Exclui-se desta an&aacute;lise todos documentos considerados suspeitos ou falsos pelos editores das respetivas cole&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas, assim como aqueles que, por lhes ter sido atribu&iacute;do um amplo intervalo de data&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, n&atilde;o contribuem para o esclarecimento dos itiner&aacute;rios do conde D. Henrique e de D. Teresa.</p>     <p><sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></sup> ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;Proposta de aclara&ccedil;&atilde;o do &lsquo;pacto sucess&oacute;rio&rsquo; &agrave; luz de novos dados&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 16 (Julho &ndash; Dezembro 2014). [Consultado 31.01.2015]. Dispon&iacute;vel em:    <br>     <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA16/estefanio1603.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA16/estefanio1603.html</a>. ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;O &lsquo;pacto sucess&oacute;rio&rsquo; revisitado: o texto e o contexto&rdquo;, <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 10 (Julho de 2011). [Consultado 31.01.2015]. Dispon&iacute;vel em:    <br>     <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA10/estefanio1002.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA10/estefanio1002.html</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>Coleccion Diplom&aacute;tica del Monasterio de Sahag&uacute;n (857-1230). </i>Vol. III (1073-1109). Le&oacute;n: Centro de Estudios e Investigaci&oacute;n &laquo;San Isidoro&raquo; (CSIC-CECEL) / Caja de Ahorros y Monte de Piedad / Archivo Hist&oacute;rico Diocesano, 1988, docs. 987 (<i>comes domno Ancricco in Auctario de Sellas</i>) e 996 (<i>Comes domno Enrriz in Otero de Sellas</i>), respetivamente.</p>     <p><sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></sup> De acordo com REILLY, Bernard F. (<i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilha under King Alfonso VI, op. cit.</i>, p. 255), o casamento do conde D. Henrique com D. Teresa ter-se-ia realizado nos &uacute;ltimos meses de 1096. Esta cronologia n&atilde;o &eacute; segura porque se apoia no ano do foral outorgado a Constantim de Pan&oacute;ias, que se conhece apenas atrav&eacute;s de ap&oacute;grafos (AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, doc. 3 (1096)). Recorde-se que o diploma de Afonso VI para o mosteiro de S. Servando, cuja data de 13 de fevereiro de 1095 serviu de base a AZEVEDO, Rui de (<i>op. cit.</i>, t. I, p. XVIII, nota 1) para supor que o casamento se pudesse ter realizado mais cedo, encontra-se atualmente redatado criticamente de 1098 ou 1099 (REILLY, Bernard F. &ndash; <i>op. cit.</i>, p. 261, nota 4 e GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>Alfonso VI. Canciller&iacute;a, C&uacute;ria y Imp&eacute;rio</i>. Le&oacute;n: Centro de Estudios e Investigac&iacute;on &laquo;San Isidoro&raquo; / Achivo Hist&oacute;rico Diocesano de Le&oacute;n, 1997-1998, II, doc. 152).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>     <p><sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, doc. 1029: &ldquo;<i>Henriccus gener regis conf</i>.&rdquo;.</p>     <p><sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></sup> <i>Ibidem</i>, doc. 1045 e GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, II, doc. 155: &ldquo;<i>Henriccus Portucalensis comes conf. Vxor ipsius Taresa filia regis conf.</i>&rdquo;.</p>     <p><sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, docs. 1055, 1057, 1060 e 1061, respetivamente.</p>     <p><sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></sup> <i>Ibidem</i>, doc. 1067 e AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, doc. 7. </p>     <p><sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, docs. 1068 e 1069, respetivamente.</p>     <p><sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></sup> <i>Ibidem</i>, docs. 1081, 1092 e 1094, respetivamente.</p>     <p><sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></sup> Conforme REILLY, Bernard F. &ndash; <i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilha under King Alfonso VI, </i><i>op. cit.</i>, pp. 299, 312-313.</p>     <p><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup> GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, II, docs. 145 (17 de abril de 1098), 147 (17 de janeiro de 1099), 151 ([2] de fevereiro de 1099), 152 (13 de fevereiro de [1098-1099]), 153 (14 de mar&ccedil;o de 1099), 156 (15 de abril de 1100), 157 (22 de abril de 1100), 159 (18 de agosto de [1100]), 160 (20 de agosto de [1100], <i>Bustillo de Castrofruela</i>), 161 (1100), 163 (20 de mar&ccedil;o de 1101),&nbsp;169 (17 de janeiro de [1102-1103]), 170 (20 de janeiro de 1103), 171 (10 de fevereiro de 1103, <i>Cea</i>) e 178 (12 de dezembro de [1103]).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, docs. 1 ([1095-1096]), 3 (1096), 4 (23 de novembro de 1097), 5 (9 de dezembro de 1097), 6 (mar&ccedil;o de 1100, Coimbra) e 8 (8 de junho de 1101).</p>     <p><sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>Documentos Medievais Portugueses, Documentos Particulares</i>. Vol. III, <i>A-D. 1101-1115</i>. Lisboa: Academia Portuguesa de Hist&oacute;ria, 1940, doc. 112 (maio de 1103): &ldquo;(&hellip;) <i>ad uenitam comitis de Iherusalem ubi erat</i> (&hellip;)&rdquo;<i>.</i> Sobre esta refer&ecirc;ncia que coloca D. Henrique em Jerus&aacute;lem, houve quem sugerisse que o conde teria sa&iacute;do da Pen&iacute;nsula para se associar a uma cruzada planeada por Henrique IV, imperador do Sacro Imp&eacute;rio Romano-Germ&acirc;nico, que n&atilde;o teve seguimento, pela oposi&ccedil;&atilde;o que lhe moveu o papa Pascoal II (1099-1118) (<i>Grande Enciclop&eacute;dia Portuguesa e Brasileira</i>. Vol. XIII. Lisboa-Rio de Janeiro: Editorial Enciclop&eacute;dia, s.d., verbete &ldquo;Henrique (D.)&rdquo;). Outros autores sugeriram que o conde, a pretexto de uma ida a Jerusal&eacute;m, teria acompanhado S&atilde;o Geraldo na viagem que este fez em 1103 a Roma para se avistar com o papa e tentar resolver a quest&atilde;o em torno dos direitos metropolitas da S&eacute; de Braga (Conforme AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, p. 42).&nbsp; </p>     <p><sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></sup> No documento de 11 de julho de 1103, Mendo Viegas, Gomes Nunes e Toda Eitat d&atilde;o ao conde D. Henrique, a sua mulher D. Teresa e ao mosteiro de Guimar&atilde;es bens que possuem em Pousada, no concelho de Guimar&atilde;es, em troca de um quinh&atilde;o no mosteiro de Pombeiro (AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. III, doc. 125): &ldquo;(&hellip;)<i> ad uobis comite domno Anriko et uxor uestra domna Tareiga&hellip; ut faceremus uobis comite domno Anrico et uxor eius domna Tarasia et frates de Vimaranes</i> (&hellip;)&rdquo;.</p>     <p><sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></sup> Conforme REILLY, Bernard F. &ndash; <i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilla under King Alfonso VI</i>, <i>op. cit.</i>, p. 317, com a refer&ecirc;ncia na nota 61 a GARCIA LARRAGUETA, Santos (ed.) &ndash; <i>Colecci&oacute;n de documentos de la catedral de Oviedo. </i>Oviedo, 1962, p. 331. Em REILLY, Bernard F. (<i>Ibidem</i>) encontra-se ainda uma outra refer&ecirc;ncia &agrave; presen&ccedil;a do conde D. Henrique como confirmante, numa doa&ccedil;&atilde;o do conde Pedro Ansures ao bispo Raimundo de Palen&ccedil;a, em 7 de novembro de 1103. Tanto num caso como no outro, o lugar de emiss&atilde;o n&atilde;o &eacute; evidente.</p>     <p><sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, 1988, docs. 1101, 1102, 1105, 1108 e 1114, respetivamente. </p>     <p><sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></sup> BISHKO, Charles Julian &ndash; &ldquo;Count Henrique of Portugal, Cluny and the antecedents of the <i>Pacto Sucess&oacute;rio</i>&rdquo;. in <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>, 13 (1971), pp. 155-188. Reedi&ccedil;&atilde;o, com nota adicional, em <i>Spanish and portuguese monastic history: 600-1300</i>. London, 1984, IX, pp. 166-167.</p>     <p><sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></sup> Trata-se do conde Martin La&iacute;nez, um dos assessores mais acreditados do rei Afonso VI a partir de 1090, que morreu provavelmente na batalha de Ucl&eacute;s (GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, I, p. 582).</p>     <p><sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></sup> ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;Um documento significativo para a hist&oacute;ria da Galiza&rdquo;. in <i>Annuarium Sancti Iacobi</i>, 2 (2013), pp. 17-30. </p>     <p><sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></sup> Conforme REILLY, Bernard F. &ndash; <i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilla under Queen Urraca (1109-1126)</i>. Princeton: Princeton University Press, 1982, p. 45, nota 2. </p>     <p><sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></sup> Henrique e Raimundo eram primos afastados pelo facto de terem bisav&ocirc;s irm&atilde;os (AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, pp. 50-51).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></sup> <i>Ibidem</i>, pp. 58-59.</p>     <p><sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></sup> REILLY, Bernard F. &ndash; <i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilla under King Alfonso VI</i>, op. cit., p. 252.</p>     <p><sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, docs. 1123 e 1124, respetivamente. O primeiro destes documentos, por se tratar de um lit&iacute;gio cuja resolu&ccedil;&atilde;o foi feita na presen&ccedil;a do rei Afonso VI, foi tamb&eacute;m publicado por GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, II, doc. 183. Acerca da presen&ccedil;a frequente do conde D. Henrique nos diplomas de Afonso VI, dada pela confirma&ccedil;&atilde;o de vinte e uma escrituras entre 1098 e 1107 (incluindo nesta contagem um falso), consulte-se AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, pp. 158-159. </p>     <p><sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, doc. 1127.</p>     <p><sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></sup> GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>,&nbsp; II, doc. 184.</p>     <p><sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, docs. 1128 e 1129, respetivamente.</p>     <p><sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></sup> <i>Ibidem</i>, docs. 1132, 1133, 1134, 1135, 1137 e 1139, respetivamente.</p>     <p><sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></sup> GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, II, doc. 185.</p>     <p><sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, docs. 1145 e 1146.</p>     <p><sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>Documentos Medievais Portugueses, Documentos R&eacute;gios</i>, vol. I, t. I, doc. 10. Devo referir que REILLY, Bernard F. (<i>The Kingdom of Le&oacute;n-Castilla under King Alfonso VI</i>, op. cit., p. 322 e nota 91) lan&ccedil;ou suspeita sobre o documento de Sahag&uacute;n de 28 de julho devido &agrave; proximidade de data com o documento condal, por julgar que a outorga deste implicaria a desloca&ccedil;&atilde;o dos condes a &laquo;Portugal&raquo;, o que n&atilde;o considero procedente. O meu atrevimento, neste pormenor, perante o ilustre historiador, cujo trabalho est&aacute; na g&eacute;nese do meu, deve-se &agrave; vantagem de dispormos atualmente de um maior n&uacute;mero de fontes publicadas. Mas, mesmo na hip&oacute;tese de D. Henrique e D. Teresa se terem deslocado pontualmente ao condado no ver&atilde;o de 1106, possibilidade que considero muito remota, o facto n&atilde;o colocaria em causa a evid&ecirc;ncia de uma presen&ccedil;a continuada dos condes na corte do reino de Le&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, doc. 11.</p>     <p><sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></sup> <i>Ibidem</i>, t. II, nota X (doc. 32), contendo uma reaprecia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do doc. 11.</p>     <p><sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, doc. 1149.</p>     <p><sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></sup> <i>Ibidem</i>, doc. 1150.</p>     <p><sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></sup> CAVERO DOM&Iacute;NGUEZ, Gregoria e MARTIN L&Oacute;PEZ, Encarnaci&oacute;n &ndash; <i>Colecci&oacute;n Documental de la Catedral de Astorga I (646-1126)</i>. L&eacute;on: Centro de Estudios e Investigac&iacute;on &laquo;San Isidoro&raquo; / Achivo Hist&oacute;rico Diocesano de Le&oacute;n, 1999, doc. 534, pp. 396-397. Citado por SALAZAR Y ACHA, Jaime de &ndash; &ldquo;De nuevo sobre la mora Zaida&rdquo;. in <i>Hidalguia</i>, 321 (2007), p. 241. O documento encontra-se omisso nas cole&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas do rei Afonso VI e do conde D. Henrique (ou seja, em GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, II e AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, respetivamente). Note-se que, para al&eacute;m da robora do rei e do infante seu filho, o diploma &eacute; tamb&eacute;m roborado pelo conde D. Henrique (&ldquo;<i>Comes dominus Enrricus, confirmat et roborat</i>&rdquo;), enquanto o conde D. Raimundo aparece como simples confirmante (&ldquo;<i>Comes Raymundus</i>, conf.&rdquo;). </p>     <p><sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></sup> GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, II, doc. 188: &ldquo;<i>Roborata uero in Castro de Monzon</i>&rdquo;.</p>     <p><sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></sup> GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, II, doc. 189: &ldquo;<i>quando rex de Burgis egressus, cum sola castellanorum expedicione</i>&rdquo;.</p>     <p><sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></sup> N&atilde;o conseguimos determinar com seguran&ccedil;a se o &laquo;pacto sucess&oacute;rio&raquo; procurou antecipar ou se se seguiu a esta nomea&ccedil;&atilde;o formal de D. Sancho como sucessor ao reino de Le&atilde;o e Castela. N&atilde;o se pode descartar a possibilidade de que este facto, associado a uma crescente import&acirc;ncia pol&iacute;tica do conde D. Henrique, derivada da sua presen&ccedil;a continuada na corte (como se pode depreender do documento referido na nota n&ordm; 43), possa estar na origem de uma rea&ccedil;&atilde;o tardia do conde D. Raimundo, que o levaria a incorrer numa trai&ccedil;&atilde;o ao rei Afonso VI quando considerou que j&aacute; n&atilde;o havia outra sa&iacute;da. Neste caso, poder&iacute;amos encaixar o pacto entre maio e setembro de 1107, m&ecirc;s em que veio a falecer Raimundo. Seja como for, o que &eacute; relevante constatar &eacute; que os condes acordaram entre si n&atilde;o perturbar o <i>status quo</i>, deixando tacitamente a resolu&ccedil;&atilde;o do conflito para depois da morte de Afonso VI, como se depreende do compromisso assumido por ambos no texto do pacto: &ldquo;<i>Iuro etiam quod post obitum Regis IL[defonsi]</i>&rdquo; (ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;Proposta de aclara&ccedil;&atilde;o do &lsquo;pacto sucess&oacute;rio&rsquo; &agrave; luz de novos dados&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 16 (Julho &ndash; Dezembro), p. 28).</p>     <p><sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, docs. 1153, 1154, 1156 e 1157, respetivamente.</p>     <p><sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></sup> SALAZAR Y ACHA, Jaime de &ndash; &ldquo;Contribuici&oacute;n al estudio del reinado de Alfonso VI de Castilla: Algunas aclaraciones sobre su pol&iacute;tica matrimonial&rdquo;. in <i>Anales de la Real Academia Matritense de Her&aacute;ldica y Genealog&iacute;a</i>. Madrid. 2 (1992-93), p. 228.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></sup> Uma not&iacute;cia obitu&aacute;ria da Abadia de Saint-B&eacute;nigne de Dijon regista a morte do conde Raimundo no dia 20 de setembro de 1107 (conforme AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, p. 50). Segundo a <i>Hist&oacute;ria Compostelana</i> &ldquo;el cat&oacute;lico rey don alfonso, quien hab&iacute;a venido para verle en sua enfermidad, ya que le distinguia com el privilegio de un afecto especial&rdquo; (tradu&ccedil;&atilde;o em castelhano de FALQUE REY, Emma (ed.) &ndash; <i>Historia Compostelana</i>. Madrid: Ediciones Akal, 1994, p. 122). Uma opini&atilde;o contr&aacute;ria sobre a natureza da rela&ccedil;&atilde;o entre o rei Afonso VI e o conde D. Raimundo &eacute; apresentada pelo arcebispo de Toledo Rodrigo Jim&eacute;nez de Rada, em <i>De Rebus Hispaniae</i>, assinalando sobre o rei Afonso VI &ldquo;que Raimundo de Borgo&ntilde;a nunca le hab&iacute;a agradado&rdquo; (tradu&ccedil;&atilde;o do latim de RODR&Iacute;GUEZ L&Oacute;PEZ, Ana &ndash; &ldquo;Sucesi&oacute;n regia y legitimidad pol&iacute;tica en Castilla en los siglos XII y XIII. Algunas consideraciones sobre el relato de las cr&oacute;nicas latinas castellano-leonesas&rdquo;. in ALFONSO, Isabel, ESCALONA, Julio y MARTIN, Georges (eds.) &ndash; <i>Lucha pol&iacute;tica: condena y legitimaci&oacute;n en las sociedades medievales.</i> Lyon: &Eacute;cole Normale Sup&eacute;rieure, 2004, p. 37).&nbsp;Sobre a possibilidade de ter havido um verdadeiro enfrentamento entre o monarca e o conde D. Raimundo, remontando a 1095, de que resultaria a separa&ccedil;&atilde;o da terra portucalense da Galiza e a sua entrega a D. Henrique, veja-se AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, pp. 116-119.</p>     <p><sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></sup> Entre outubro e dezembro de 1107 realizou-se uma assembleia magna em Le&atilde;o (GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, I, p. 549) . O rei leon&ecirc;s estipula que o seu neto Afonso Raimundes ficaria com a Galiza se a sua m&atilde;e voltasse a casar: &ldquo;<i>nepoti meo, proculdubio famulatures exhibeo, et totam ei Gallaetiam concedo, si ejus mater Urraca virum ducere voluerit</i>&rdquo; (FL&Oacute;REZ, Enrique (ed.) &ndash; <i>Historia Compostellana. </i>in <i>Espa&ntilde;a Sagrada</i>. Madrid, 1765, vol. 20, pp. 95-96). O ato foi presenciado pelo arcebispo Guido de Vienne (em Fran&ccedil;a), irm&atilde;o de D. Raimundo, que em 1119 se tornaria no Papa Calixto II. &Eacute; prov&aacute;vel que ele tenha sido convocado para ajudar a proteger os interesses do seu sobrinho.</p>     <p><sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></sup> Sobre o estado de sa&uacute;de de Afonso VI e a &uacute;ltima das suas esposas, de nome Beatriz, consulte-se GAMBRA, Andr&egrave;s &ndash; <i>op. cit.</i>, I, pp. 476-477. </p>     <p><sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, docs. 1160 e 1162, respetivamente.</p>     <p><sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></sup> AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, p. 161.</p>     <p><sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, docs. 12 e 13, respetivamente. Note-se que a exist&ecirc;ncia de onze documentos leoneses entre 7 de novembro de 1106 e 31 de mar&ccedil;o de 1108, inviabiliza que o conde D. Henrique pudesse ter estado em Portugal entre Agosto de 1106 e o fim de Mar&ccedil;o de 1108, como sup&ocirc;s o Professor Jos&eacute; Mattoso nos itiner&aacute;rios que tra&ccedil;ou do conde, certamente por n&atilde;o dispor ent&atilde;o das fontes impressas leonesas por n&oacute;s citadas (MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Vol. 2, <i>A monarquia feudal (1096-1480)</i>, coordena&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Mattoso. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2003, p. 43).</p>     <p><sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></sup> HERRERO DE LA FUENTE, Marta (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, docs. 1163 e 1167, respetivamente.</p>     <p><sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></sup> A <i>Primera cr&oacute;nica an&oacute;nima de Sahag&uacute;n</i> refere que D. Henrique, poucos dias antes de morrer Afonso VI &ldquo;non se por que, entrebeniente discordia e sanna, se parti&oacute; ayrado del rrei&rdquo; (PUYOL Y ALONSO, Julio (ed.) &ndash; <i>Las cr&oacute;nicas an&oacute;nimas de Sahag&uacute;n: nueva edici&oacute;n conforme un ms. del siglo XVI</i>, Madrid, 1920, p. 41). Este passo do texto tem merecido uma particular aten&ccedil;&atilde;o dos historiadores. Desde BARRILARO RUAS, Henrique (&ldquo;Se partio ayrado del rrei&rdquo;, Separata da <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>, tomo IV, Coimbra, 1955, pp. 5-7) tem havido algum consenso em torno de uma interpreta&ccedil;&atilde;o que considera que o conde D. Henrique foi expulso da corte com a ira de Afonso VI. Todavia, merece a pena registar aqui a interpreta&ccedil;&atilde;o recente deste passo por MONTENEGRO, Julia (&ldquo;Enrique de Borgo&ntilde;a en la <i>Primera cr&oacute;nica an&oacute;nima de Sahag&uacute;n</i>&rdquo;. <i>e-Spania</i> [Online]. (19&nbsp;octobre 2014), posto online no dia 13 Outubro 2014. [consult. 21 Fevereiro 2015]. URL&nbsp;: <a href="http://e-spania.revues.org/23881" target="_blank">http://e-spania.revues.org/23881</a>; DOI&nbsp;: 10.4000/e-spania.23881, par&aacute;grafo 3) que relan&ccedil;a a discuss&atilde;o do assunto: &ldquo;Se ha venido interpretando que el magnate borgo&ntilde;&oacute;n hab&iacute;a incurrido en la ira regia. Creo, sin embargo, que lo que dice el cronista es sencillamente que don Enrique abandon&oacute; la corte enfadado con el rey; razones no le faltaban para ello&rdquo;.</p>     <p><sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></sup> Para uma an&aacute;lise das diferentes fontes sobre a data em que morreu Afonso VI, consultar VIDAL ENCINAS, Julio M. e PRADA MARCOS, Mar&iacute;a Encina &ndash; &ldquo;El monasterio y pante&oacute;n de Alfonso VI en Sahag&uacute;n: Aspectos hist&oacute;ricos y arqueo-antropol&oacute;gicos&rdquo;. in ESTEPA DIEZ, Carlos, FERN&Aacute;NDEZ GONZ&Aacute;LEZ, Etelvina e RIVERA BLANCO, Javier (ed.) &ndash; <i>Congreso internacional &ldquo;Alfonso VI y su legado&rdquo;</i>. L&eacute;on: Diputaci&oacute;n Provincial de Le&oacute;n / Instituto Leon&eacute;s de Cultura, 2012, pp. 243-244.</p>     <!-- ref --><p><sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></sup> DAVID, Pierre (ed.) &ndash; <i>Annales Portucalenses Veteres</i>. in <i>&Eacute;tudes Historiques sur la Galice et le Portugal du VIe au XIIe si&egrave;cle</i>. Lisboa / Paris: Livraria Portug&aacute;lia Editora, Soci&eacute;t&eacute; d&rsquo;&Eacute;dition Les Belles Lettres, 1947, p. 301: &ldquo;<i>Era 1147 mense iulio item capta fuit Sintria a comite D. Henrico genero Domni Alphonsi regis marito filie sue regine D. Tarasie; audientes enim Sarraceni mortem regis D. Alphonsi ceperunt rebellare</i>&rdquo;. Este texto deve ter sido mal transcrito ou mal datado, de acordo com a opini&atilde;o expressa por MATTOSO, Jos&eacute; (<i>D. Afonso Henriques</i>. Lisboa: Temas e Debates, 2007,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1485135&pid=S1646-740X201600010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> p. 32, nota 1). Segundo a <i>Saga de Sigurd, o Cruzado, e de seus irm&atilde;os Eystein e Olaf</i>, o castelo de Sintra foi conquistado pelos noruegueses aos mu&ccedil;ulmanos em 1109, podendo o conde D. Henrique ter recebido o senhorio da vila, sem que tal implicasse a sua presen&ccedil;a f&iacute;sica na regi&atilde;o (conforme BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; &ldquo;Da Reconquista a D. Dinis&rdquo;. in MATTOSO, Jos&eacute; (coord) &ndash; <i>Nova hist&oacute;ria militar de Portugal</i>. Vol. 1. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2003, pp. 35-36). No mesmo ano, os defensores do castelo de Sintra revoltar-se-iam contra o dom&iacute;nio do conde D. Henrique, colocando-se do lado dos almor&aacute;vidas que dominavam Lisboa.</p>     <p><sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></sup> RODRIGUES, Manuel Augusto; COSTA, Avelino de Jesus da; VELOSO, Maria Teresa Nobre (eds.) &ndash; <i>Livro Preto, cartul&aacute;rio da S&eacute; de Coimbra</i>. Coimbra: Arquivo da Universidade de Coimbra, 1999, doc. 59 e AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, doc. 15, sendo a primeira refer&ecirc;ncia relativa &agrave; outorga realizada em Viseu e a segunda &agrave; outorga realizada em Coimbra. </p>     <p><sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></sup> A tese do local de nascimento em Viseu desenvolve-se em torno da considera&ccedil;&atilde;o demasiado simplista de uma &ldquo;&uacute;nica fonte da idade de D. Afonso Henriques &ndash; dois para tr&ecirc;s anos, quando o pai morreu, o que sucedeu de Abril para Maio de 1112&rdquo; (FERNANDES, A. de Almeida &ndash; <i>Viseu, Agosto de 1109, nasce D. Afonso Henriques</i>. Viseu: SACRE / Funda&ccedil;&atilde;o Mariana Seixas, 2007, p. 10), n&atilde;o procedendo, portanto, a qualquer avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica comparativa com as outras fontes, o que se justificaria por serem contradit&oacute;rias entre si. </p>     <p><sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></sup> RUIZ ALBI, Irene &ndash; <i>La reina do&ntilde;a Urraca (1109-1126). Canciller&iacute;a y colecci&oacute;n diplom&aacute;tica</i>. Le&oacute;n: Centro de Estudios e Investigaci&oacute;n &laquo;San Isidoro&raquo; / Caja Espa&ntilde;a de Inversiones / Archivo Hist&oacute;rico Diocesano, 2003, doc. 1: &ldquo;<i>ego, Urraka, Dei nutu totius Yspanie Regina</i>&rdquo;.</p>     <p><sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></sup> SALVADOR MARTINEZ, H. (&ldquo;Emperador de sue&ntilde;os&rdquo;, in ESTEPA DIEZ, Carlos, FERN&Aacute;NDEZ GONZ&Aacute;LEZ, Etelvina e RIVERA BLANCO, Javier (ed.) &ndash; <i>Congreso internacional &ldquo;Alfonso VI y su legado&rdquo;</i>. Le&oacute;n: Diputacion Provincial de Le&oacute;n / Instituto Leon&ecirc;s de Cultura, 2012, p. 135, nota 17) constata que segundo a <i>Cr&oacute;nica de don Pelayo</i> o enterro teve lugar em 21 de julho e que o <i>An&oacute;nimo I de Sahag&uacute;n</i> refere o dia 12 de agosto (&ldquo;duod&eacute;cimo d&iacute;a de agosto&rdquo;), optando por preferir esta &uacute;ltima data, por admitir que o monge do mosteiro de Sahag&uacute;n onde Afonso VI foi sepultado e testemunha ocular dos acontecimentos estaria melhor informado. N&atilde;o nos devemos esquecer, contudo, que s&oacute; conhecemos o seu texto por uma vers&atilde;o tardia em l&iacute;ngua castelhana. Admito que possa ter havido uma deficiente transmiss&atilde;o da data e que no original latino perdido estivesse &ldquo;<i>XII kalendas augusti</i>&rdquo;, que n&atilde;o &eacute; nada mais nada menos que o dia 21 de julho registado por D. Paio de Oviedo. Se o Autor An&oacute;nimo tivesse pretendido indicar o dia 12 de agosto teria utilizado &ldquo;<i>II idus augusti</i>&rdquo;, em conson&acirc;ncia com o que fez para indicar o dia 9 de julho em que o corpo de Afonso VI foi levado de Toledo para Sahag&uacute;n, onde deve ter mencionado &ldquo;<i>VII idus iulii</i>&rdquo; (&ldquo;<i>s&eacute;timo de los idus de julio</i>&rdquo; na vers&atilde;o castelhana que conhecemos). </p>     <p><sup><a name="63"></a><a href="#top63">63</a></sup> O trajeto de Sahag&uacute;n para Viseu, passando por Le&atilde;o, Astorga, Bragan&ccedil;a, Alf&acirc;ndega da F&eacute;, Penedono, Sernancelhe e S&aacute;t&atilde;o, totaliza cerca de 434 km (c&aacute;lculo efetuado com a ajuda do <i>Google Maps</i>, para um percurso a p&eacute;, em que nos baseamos, com algumas altera&ccedil;&otilde;es de pormenor, no trajeto mais r&aacute;pido entre Viseu e a capital do reino leon&ecirc;s, proposto por REAL, Manuel (&ldquo;Mosteiro de Fr&aacute;guas no contexto do pr&eacute;-rom&acirc;nico da Beira Interior (Portugal)&rdquo;. in <i>Mu&ccedil;ulmanos e Crist&atilde;os entre o Tejo e o Douro (S&eacute;cs. VIII a XIII)</i>. Palmela: C&acirc;mara Municipal de Palmela / Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2005, p. 278). Como entre o documento de Sahag&uacute;n e o de Viseu decorreram sete dias, implica uma m&eacute;dia di&aacute;ria de 62 km. Num percurso alternativo desde Sahag&uacute;n, passando por Zamora, Miranda do Douro, Torre de Moncorvo e entroncando no percurso definido anteriormente em Sernancelhe com destino a Viseu, rondaria os 384 km, de que resultaria uma progress&atilde;o m&eacute;dia di&aacute;ria de 55 Km. Nos mesmos sete dias, refere o cronista &aacute;rabe Ibn Al-Sabbat ser o tempo necess&aacute;rio para percorrer os 320 km que separam Toledo de C&oacute;rdova, &agrave; raz&atilde;o de 46 km di&aacute;rios. Os mesmos dias que s&atilde;o necess&aacute;rios para ir de Toledo a Le&oacute;n, segundo o geografo &aacute;rabe Al-Idrisi, separadas entre si por quase 400 km, o que estabelece etapas de quase 57 km di&aacute;rios (conforme VIDAL ENCINAS, Julio M. e PRADA MARCOS, Mar&iacute;a Encina &ndash;<i> op. cit</i>., p. 246).</p>     <p><sup><a name="64"></a><a href="#top64">64</a></sup> Creio que deste modo &eacute; poss&iacute;vel justificar o motivo da compar&ecirc;ncia das testemunhas de Viseu na valida&ccedil;&atilde;o do documento de Coimbra, que tinha deixado perplexo AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, p. XLIII.</p>     <p><sup><a name="65"></a><a href="#top65">65</a></sup> A <i>Historia Compostelana</i> refere que, em consequ&ecirc;ncia, D. Bernardo foi expulso da S&eacute; de Toledo pelo rei de Arag&atilde;o pelo espa&ccedil;o de dois anos (<i>Archiepiscopum</i> <i>&hellip; per biennium absentavit</i>) (conforme HERCULANO, Alexandre &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal desde o come&ccedil;o da monarquia at&eacute; ao fim do reinado de Afonso III</i>. Pref&aacute;cio e notas cr&iacute;ticas de Jos&eacute; Mattoso. Tomo I. Lisboa: Bertrand, 1989, p. 631 e FL&Oacute;REZ, Henrique (ed.) &ndash; <i>Historia Compostellana</i>, op. cit., p. 116).</p>     <p><sup><a name="66"></a><a href="#top66">66</a></sup> Embora o conde Pedro Froilaz tenha sido criado na corte de Afonso VI, tinha l&aacute; uma posi&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, o que pode ter constitu&iacute;do um fator determinante para o levar a situar-se na depend&ecirc;ncia do conde D. Raimundo. A sua presen&ccedil;a continuada como confirmante de diplomas do conde borgonh&ecirc;s entre 1095 e 1107 p&otilde;e de manifesto a sua fidelidade, o que n&atilde;o deixou de lhe proporcionar vantagens significativas, tornando-se um grande propriet&aacute;rio de terras da Galiza (conforme BAR&Oacute;N FARALDO, Andr&eacute;s &ndash; <i>&ldquo;</i>Magnates y &ldquo;nobiles&rdquo; en la curia del conde Raimundo de Borgo&ntilde;a.<i> &ldquo;</i>Totius gallecie princeps<i>&rdquo; </i>(ca. 1091-1107)<i>&rdquo;</i>. <i>Estudios mindonienses: Anuario de estudios hist&oacute;rico-teol&oacute;gicos de la di&oacute;cesis de Mondo&ntilde;edo-Ferrol</i>, 27 (2001), pp. 531-574). Sabemos tamb&eacute;m que foi encarregado de educar Afonso Raimundes e que a sua inst&acirc;ncia e do prelado compostelano Diogo Gelmires o infante foi coroado rei na catedral de Santiago de Compostela, no dia 17 de setembro de 1111 (AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, pp. 68 e 165). N&atilde;o nos parece imposs&iacute;vel que o conde de Trava tivesse conhecimento dos termos do &laquo;pacto sucess&oacute;rio&raquo;, no qual Raimundo admitia a possibilidade de entregar a Galiza a Henrique em troca do seu apoio na sucess&atilde;o ao reino de Le&atilde;o e Castela e que, pela morte dos dois signat&aacute;rios, assumisse o papel de fiel executor do pacto, defendendo os direitos do infante ao trono, o que o levou em determinadas ocasi&otilde;es a guerrear D. Urraca. Assim se poder&aacute; compreender melhor que tenha apoiado D. Teresa na reconstru&ccedil;&atilde;o do reino da Galiza a partir de 1117, ao mesmo tempo que procurou retirar vantagens pessoais pela integra&ccedil;&atilde;o dos seus filhos na linhagem condal, e tenha prestado obedi&ecirc;ncia a Afonso VII depois da sua aclama&ccedil;&atilde;o como rei de Le&atilde;o e Castela, em fins de mar&ccedil;o de 1126, na sequ&ecirc;ncia da morte da m&atilde;e (<i>Ibidem</i>, pp. 68 e 221-223).</p>     <p><sup><a name="67"></a><a href="#top67">67</a></sup> Sigo a opini&atilde;o expressa por FLETCHER, Richard A. &ndash;<i> The Episcopate in the Kingdom of Le&oacute;n in the Twelfth Century</i>. Oxford: Oxford University Press, 1978, p. 16.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="68"></a><a href="#top68">68</a></sup> Note-se que esta intitula&ccedil;&atilde;o, assim como o grosso do texto do documento, teve por modelo a escritura de doa&ccedil;&atilde;o do Mosteiro de S&atilde;o Vicente da Vacari&ccedil;a &agrave; S&eacute; de Coimbra, realizada pelo conde D. Raimundo e sua mulher, a infanta D. Urraca, em 13 de novembro de 1094, que foi elaborada pelo ent&atilde;o not&aacute;rio e posteriormente arcebispo de Santiago de Compostela Diogo Gelmires (<i>Portugaliae Monumenta Historica</i>, <i>Diplomata et Chartae</i>. Lisboa: Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, 1873, vol. I, doc. 813). Ao fazer uso das mesmas express&otilde;es, o conde D. Henrique procuraria mimetizar o mesmo poder de que o seu falecido primo se tinha investido. </p>     <p><sup><a name="69"></a><a href="#top69">69</a></sup> A sugestiva express&atilde;o foi adotada por MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; &ldquo;A primeira tarde portuguesa&rdquo;. in <i>Revista de Guimar&atilde;es</i>, 88 (1978), pp. 159-186. </p>     <p><sup><a name="70"></a><a href="#top70">70</a></sup> Sobre o contexto hist&oacute;rico em que D. Teresa come&ccedil;ou a utilizar o t&iacute;tulo de rainha, consulte-se AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, pp. 193-194.</p>     <p><sup><a name="71"></a><a href="#top71">71</a></sup> Sobre a aclama&ccedil;&atilde;o de Afonso Henriques, veja-se MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; <i>D. Afonso Henriques</i>,<i> </i> pp. 167-170.</p>     <p><sup><a name="72"></a><a href="#top72">72</a></sup> Em 23 de maio de 1179 o papa Alexandre III reconheceu Afonso Henriques como rei (<i>Ibidem</i>, pp. 359-362).</p>     <p><sup><a name="73"></a><a href="#top73">73</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, tendo os docs. 16 (10 de dezembro de 1109?), 22 (29 de outubro de 1110 (?)) e 23 (9 de novembro de 1110 (?)) e 30 (12 de abril de 1112) como destinat&aacute;rio a S&eacute; de Braga e os docs. 17 (25 de mar&ccedil;o de 1110), 19 (21 de julho de 1110), 20 (24 de julho de 1110), 21 (agosto de 1110) os outros destinat&aacute;rios acima nomeados, respetivamente. Atente-se, todavia, que os docs. 20, 22 e 23 foram outorgados apenas por D. Teresa. De acordo com AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge (<i>op. cit.</i>, p. 43), o conde D. Henrique participou, em 24 de janeiro de 1110, na Batalha de Valtierra (junto a Tudela) ao lado do ex&eacute;rcito de Afonso I de Arag&atilde;o, em que foi derrotado o rei da taifa de Sarago&ccedil;a, al-Mustain I. Tendo regressado ao Condado Portucalense em mar&ccedil;o, ausentar-se-ia novamente em julho do mesmo ano. Em outubro surgiria ao lado de Afonso I de Arag&atilde;o na Batalha de Candespina (Seg&oacute;via, 26 de outubro de 1110), na qual alcan&ccedil;aram uma significativa vit&oacute;ria sobre D. Urraca (<i>Ibidem</i>, p. 149). </p>     <p><sup><a name="74"></a><a href="#top74">74</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, docs. 24 (9 de maio de 1111), 25 (26 de maio de 1111) e 26 (junho de 1111).</p>     <p><sup><a name="75"></a><a href="#top75">75</a></sup> <i>Ibidem</i>, doc. 14 ([1109-1112]). Note-se que Almeida Fernandes presumiu que o foral de Azurara foi concedido a 5 de agosto de 1109, o mesmo dia em que considerou ter nascido Afonso Henriques em Viseu. Seria esse o motivo do impedimento do conde D. Henrique e de D. Teresa que, por um hipot&eacute;tico compromisso que n&atilde;o poderia ser adiado, os teria levado a enviar, em sua substitui&ccedil;&atilde;o, uma delega&ccedil;&atilde;o a Mangualde para a sua concess&atilde;o (FERNANDES, A. de Almeida &ndash; <i>op. cit.</i>, p. 128). Ora, como os dois acontecimentos s&atilde;o de data incerta, um n&atilde;o serve para validar o outro. Num estudo que vai ser publicado brevemente na Revista <i>Beira Alta</i>, avalio a possibilidade de o foral de Azurara ter sido concedido pouco tempo depois do foral do S&aacute;t&atilde;o, outorgado a 9 de Maio de 1111. O bispo de Coimbra, Gon&ccedil;alo Pais, que foi confirmante no foral do S&aacute;t&atilde;o, n&atilde;o se encontra na lista dos confirmantes do foral de Coimbra, outorgado a 26 de Maio de 1111, mas aparece no papel de not&aacute;rio do foralde Azurara. Admito que a revolta da comunidade mo&ccedil;&aacute;rabe de Coimbra possa ter justificado que essa fun&ccedil;&atilde;o tenha sido executada excecionalmente por um bispo, que assim era afastado do centro da disc&oacute;rdia em que estava envolvido. O conde D. Henrique seguiria diretamente para Coimbra para apaziguar os &acirc;nimos exaltados na cidade, enquanto uma delega&ccedil;&atilde;o sua receberia o juramento de fidelidade dos moradores de Azurara. No m&ecirc;s seguinte, o bispo e dois magnates que o tinham acompanhado a Azurara&nbsp;est&atilde;o novamente com o conde na outorga do foral a Soure. Deste modo, &eacute; poss&iacute;vel que o foral de Azurara tenha sido outorgado entre maio e junho de 1111 (conforme ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;Os Forais condais de Mangualde e os seus problemas de data&ccedil;&atilde;o cronol&oacute;gica&rdquo;. in<i> Revista Beira Alta</i>, 74 (2015), no prelo).</p>     <p><sup><a name="76"></a><a href="#top76">76</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. II, doc. 16<i>bis</i> ([1110, 1111]).</p>     <p><sup><a name="77"></a><a href="#top77">77</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, doc. 27 (27 de fevereiro de [1112]). Numa reavalia&ccedil;&atilde;o posterior, o diplomatista alterou a data cr&iacute;tica do foral de Tavares para [1111,1112], excluindo justamente o dia 27 de fevereiro de 1112, por ter constatado que, de acordo com o doc. 28, o conde D. Henrique estava em Astorga a 1 de mar&ccedil;o de 1112 (AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. II, nota VIII, pp. 568-569).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="78"></a><a href="#top78">78</a></sup> <i>Ibidem</i>, docs. 28 (1 de mar&ccedil;o de 1112) e 29 (27 de mar&ccedil;o de 1112), respetivamente.</p>     <p><sup><a name="79"></a><a href="#top79">79</a></sup> ESCALONA, Romualdo &ndash; <i>Historia del Real Monasterio de Sahag&uacute;n</i>. Madrid, 1782, p. 509 e FERN&Aacute;NDEZ FL&Oacute;REZ, Jos&eacute; Antonio (ed.) &ndash; <i>Coleccion Diplom&aacute;tica del Monasterio de Sahag&uacute;n (857-1230), T. IV (1110-1199)</i>. Le&oacute;n: Centro de Estudios e Investigaci&oacute;n &laquo;San Isidoro&raquo; (CSIC-CECEL) / Caja Espa&ntilde;a de Inversiones / Archivo Hist&oacute;rico Diocesano, 1991, doc. 1180.</p>     <p><sup><a name="80"></a><a href="#top80">80</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>Documentos Medievais Portugueses, Documentos Particulares</i>. Vol. III, <i>A-D. 1101-1115</i>. Lisboa: Academia Portuguesa de Hist&oacute;ria, Lisboa, 1940, doc. 369 (25 de dezembro de 1110). </p>     <p><sup><a name="81"></a><a href="#top81">81</a></sup> RUIZ ALBI, Irene &ndash; <i>op. cit</i>., doc. 18 (7 de janeiro de 1111).</p>     <p><sup><a name="82"></a><a href="#top82">82</a></sup> BARRILARO RUAS, H. &ndash; &ldquo;Henrique, conde D.&rdquo;. in SERR&Atilde;O, Joel (dir.) &ndash; <i>Dicion&aacute;rio da Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Vol. III. Porto: Livraria Figueirinha, 1971, p. 195.</p>     <p><sup><a name="83"></a><a href="#top83">83</a></sup> Para al&eacute;m das fontes documentais, a presen&ccedil;a de D. Teresa em Coimbra &eacute; ainda atestada pela <i>Primeira cr&oacute;nica an&oacute;nima de Sahag&uacute;n</i>, ap&oacute;s a batalha de Candespina que ocorreu perto de Sep&uacute;lveda, no dia 26 de Outubro de 1110: &ldquo;E estando nisto, D. Teresa, mulher do conde Henrique, filha do rei D. Afonso [VI], que tinha ficado em Coimbra, veio ter com ele&rdquo; (conforme tradu&ccedil;&atilde;o para portugu&ecirc;s recolhida em AMARAL, Lu&iacute;s Carlos e BARROCA, M&aacute;rio Jorge &ndash; <i>op. cit.</i>, pp. 317-318). Note-se que SOARES, Torquato de Sousa (&ldquo;Afonso I, D.&rdquo;, in SERR&Atilde;O, Joel (dir.)<i> &ndash; Dicion&aacute;rio de Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Vol. I. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1975, p. 36) considerou, todavia, o nascimento de D. Afonso Henriques na alc&aacute;&ccedil;ova de Coimbra em finais de 1108 ou num dos primeiros meses de 1109, o que carece de suporte documental, quer quanto ao ano, quer quanto ao local. A sua proposta baseia-se apenas no facto de considerar Coimbra como o centro urbano mais importante do Condado Portucalense.</p>     <p><sup><a name="84"></a><a href="#top84">84</a></sup> N&atilde;o foram inclu&iacute;dos nesta an&aacute;lise os documentos em que o conde D. Henrique aparece apenas referido, por n&atilde;o acrescentarem qualquer valor para o estudo do seu itiner&aacute;rio.</p>     <p><sup><a name="85"></a><a href="#top85">85</a></sup> A localidade de contexto dos documentos foi atribu&iacute;da tendo em aten&ccedil;&atilde;o o espa&ccedil;o geogr&aacute;fico nomeado no texto e a cole&ccedil;&atilde;o onde se encontram inseridos.</p>     <p><sup><a name="86"></a><a href="#top86">86</a></sup> O reino de outorga dos documentos &eacute; atribu&iacute;do com elevado grau de probabilidade, se n&atilde;o mesmo certeza, atendendo &agrave; localidade de contexto. Excetuam-se os quatro documentos condais em que, pela proximidade temporal com documentos leoneses, nos parece improv&aacute;vel ou mesmo imposs&iacute;vel que tivessem sido outorgados no Condado Portucalense. Estes casos est&atilde;o assinalados pela coloca&ccedil;&atilde;o do reino de outorga estimado entre par&ecirc;nteses retos. </p>     <p><sup><a name="87"></a><a href="#top87">87</a></sup> Esta faceta cortes&atilde; do conde D. Henrique afasta-se da imagem tradicional que via os seus itiner&aacute;rios sempre relacionados com a guerra e os problemas da defesa do territ&oacute;rio, como se encontra no exposto por SOARES, Torquato de Sousa (&ldquo;O governo de Conde Henrique de Borgonha&rdquo;. in <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>, 14 (1975), p. 375, nota 30).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="88"></a><a href="#top88">88</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>Documentos Medievais Portugueses, Documentos R&eacute;gios</i>, t. I, doc. 2: &ldquo;<i>Raimundus Comes eiusque filius</i>&rdquo;. &ldquo;<i>&hellip;&amp; ejus filius, qui adhuc trienii tempus nequaquam expleverat</i>&rdquo; (FL&Oacute;REZ, Henrique (ed.) &ndash; <i>Historia Compostellana</i>, op. cit., p. 95).</p>     <p><sup><a name="89"></a><a href="#top89">89</a></sup> BL&Ouml;CKER-WALTER, Monica &ndash; <i>Annales D. Alfonsi Portugallensium Regis, in Alfons I von Portugal. Studien zu Geschichte und Sage der Begrunders der portugiesichen Unbhangigkeiten</i>. Zurich: Fretz und Wasmuth Verlag, 1966, p. 152: &ldquo;<i>Siquidem mortuo patre suo comite D. Henrico, cum adhuc ipse puer esset duorum aut trium annorum&rdquo;.</i></p>     <p><sup><a name="90"></a><a href="#top90">90</a></sup> CASSOTI, Marsilio &ndash; <i>D. Teresa. A primeira rainha de Portugal</i>. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2008, pp. 103-104.&nbsp; </p>     <p><sup><a name="91"></a><a href="#top91">91</a></sup> GARCIA, Charles &ndash; &ldquo;Itin&eacute;rance de la cour et attaches s&eacute;dentaires sous Alphonse VI et Urraque Ier&rdquo;. <i>e-Spania</i> [Em linha] (8 dezembro de 2009), colocado em linha a 21 de fevereiro de 2010. Dispon&iacute;vel em:     <br>     <a href="http://e-spania.revues.org/index18692.html" target="_blank">http://e-spania.revues.org/index18692.html</a>.</p>     <p><sup><a name="92"></a><a href="#top92">92</a></sup> AZEVEDO, Rui de (ed.) &ndash; <i>op. cit.</i>, t. I, doc. 55 (2 de janeiro de 1121), no qual D. Teresa doou um campo situado &ldquo;<i>in uilla de Vimaranis et iacet iusta palacium nostrum regale</i>&rdquo; e doc. 72 (outubro de 1125), que regista a sua execu&ccedil;&atilde;o &ldquo;<i>in illo palatio de Viseo</i>&rdquo;, respetivamente. </p>     <p><sup><a name="93"></a><a href="#top93">93</a></sup> CALADO, Adelino de Almeida (ed.) &ndash; <i>Cr&oacute;nica de Portugal de 1419</i>. Aveiro: Universidade de Aveiro, 1998, p. 6.</p>     <p><sup><a name="94"></a><a href="#top94">94</a></sup> LE&Atilde;O, Duarte Nunes de &ndash; <i>Primeira parte das chronicas dos reis de Portugal</i>. Lisboa: Pedro Crasbeeck, 1600, f. 12v-13.</p>     <p><sup><a name="95"></a><a href="#top95">95</a></sup> BRITO, Maria Fernanda Constante de &ndash; &ldquo;&laquo;Mem&oacute;rias Ressuscitadas da Antiga Guimar&atilde;es&raquo;, pelo Padre Torquato Peixoto de Azevedo. Achegas para um estudo comparativo das tr&ecirc;s vers&otilde;es desta obra&rdquo;. in <i>Actas do Congresso Hist&oacute;rico de Guimar&atilde;es e sua Colegiada</i>. Vol. III, <i>Comunica&ccedil;&otilde;es</i>. Guimar&atilde;es: Congresso Hist&oacute;rico de Guimar&atilde;es, 1981, p. 462.</p>      ]]></body><back>
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