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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As Ordens Militares em combate nos finais da Idade Média: o caso da Guerra da Sucessão de Castela (1475-1479)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the late fifteenth century, distant was the context of the emergence of the Military Orders, which occurred in the Classic Middle Ages, when Cluny diffused the ideal of a strong monasticism, chivalry was established as christianized group and the Crusade sought the freedom of holy places and the removal Islamic threat about Christianity. Within the peninsular area, where these militias were established since the twelfth century to fight the Muslims in the Reconquista, we can look at the hinge to modernity his martial aspect, not always considered by historiography for this time of transitions at war. Taking in account the War of Succession of Castile 1475-1479, we seek to understand - based on portuguese, castilian and aragonese sources - the (active) role assumed by the Military Orders on the preparations and on the operations of the campaign led by Afonso V at the neighboring kingdom, with a high point in the Battle of Toro (1476), as well as the defense of the portuguese frontier; and the actions on the Castile of the Catholic Kings, characterized by volatility positions and internal conflict, these militias staged, as we shall see, various military actions, revealing determinants in the evolution of strife.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>As Ordens Militares em combate nos finais da Idade M&eacute;dia: o caso da Guerra da Sucess&atilde;o de Castela (1475-1479).</b></p>     <p><b>Ant&oacute;nio Carlos Martins Costa<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras, Centro de Hist&oacute;ria da Sociedade e da Cultura / Centro de Hist&oacute;ria da Universidade de Lisboa, 3004-530 Coimbra, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:antonio.cc.86@gmail.com">antonio.cc.86@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Nos finais do s&eacute;culo XV, longe ia o contexto do aparecimento das Ordens Militares, ocorrido na Idade M&eacute;dia Plena, quando os cluniacenses difundiam o ideal de um monaquismo vigoroso, a cavalaria se estabelecia enquanto grupo cristianizado e a Cruzada procurava a liberta&ccedil;&atilde;o dos lugares santos e o afastamento da amea&ccedil;a isl&acirc;mica sobre a Cristandade. No quadro peninsular, onde estas mil&iacute;cias se estabeleceram desde o s&eacute;culo XII para combater os mu&ccedil;ulmanos na <i>Reconquista</i>, conseguimos observar na charneira para a modernidade a sua faceta marcial, nem sempre considerada pela historiografia para esse tempo de transi&ccedil;&atilde;o b&eacute;lica. Tomando por objecto a Guerra da Sucess&atilde;o de Castela de 1475-1479, procuraremos compreender - com base em fontes portuguesas, castelhanas e aragonesas - o papel (activo) que as Ordens Militares assumiram nos preparativos e nas opera&ccedil;&otilde;es da campanha que D. Afonso V conduziu no reino vizinho, com ponto alto na Batalha de Toro (1476), bem como na defesa da raia portuguesa; na Castela dos Reis Cat&oacute;licos, caracterizadas pela volatilidade de posi&ccedil;&otilde;es e pela conflitualidade interna, estas mil&iacute;cias protagonizaram, como veremos, as mais diversas ac&ccedil;&otilde;es militares, revelando-se determinantes na evolu&ccedil;&atilde;o da contenda.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Hist&oacute;ria Militar Medieval; Ordens Militares; Batalha de Toro; D. Afonso V de Portugal; Reis Cat&oacute;licos</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>In the late fifteenth century, distant was the context of the emergence of the Military Orders, which occurred in the Classic Middle Ages, when Cluny diffused the ideal of a strong monasticism, chivalry was established as christianized group and the Crusade sought the freedom of holy places and the removal Islamic threat about Christianity. Within the peninsular area, where these militias were established since the twelfth century to fight the Muslims in the <i>Reconquista</i>, we can look at the hinge to modernity his martial aspect, not always considered by historiography for this time of transitions at war. Taking in account the War of Succession of Castile 1475-1479, we seek to understand - based on portuguese, castilian and aragonese sources &ndash; the (active) role assumed by the Military Orders on the preparations and on the operations of the campaign led by Afonso V at the neighboring kingdom, with a high point in the Battle of Toro (1476), as well as the defense of the portuguese frontier; and the actions on the Castile of the Catholic Kings, characterized by volatility positions and internal conflict, these militias staged, as we shall see, various military actions, revealing determinants in the evolution of strife.</p>     <p><b><i>Keywords</i>:</b> Medieval Military History; Military Orders; Battle of Toro; Afonso V of Portugal; Catholic Kings</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>&ldquo;Relativamente &agrave;s Ordens Militares ser&aacute; bom come&ccedil;ar por advertir o leitor para o facto de o termo da Reconquista e a delimita&ccedil;&atilde;o quase definitiva das fronteiras do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s que se lhe seguiu, em finais do s&eacute;culo XIII, n&atilde;o terem significado um esvaziamento total da sua fun&ccedil;&atilde;o militar.&rdquo;<a name="top1"></a><sup><a href="#1">1</a></sup></blockquote>     <p><b>Nota pr&eacute;via</b></p>     <p>Chegadas &agrave; Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica pouco ap&oacute;s a sua funda&ccedil;&atilde;o na Terra Santa, quando a marca crist&atilde; se encontrava pr&oacute;xima do Sistema Central, as Ordens Militares<a name="top2"></a><sup><a href="#2">2</a></sup> tornaram-se amplamente conhecidas pelo seu papel na din&acirc;mica de <i>Reconquista</i> entre os s&eacute;culos XII e XIV, quando o imenso territ&oacute;rio isl&acirc;mico acabou resumido ao pequeno reino de Granada. Nesse per&iacute;odo, estas mil&iacute;cias encontraram na Hisp&acirc;nia um espa&ccedil;o vital privilegiado, ao inv&eacute;s do que sucedia na Palestina com o insucesso cruzad&iacute;stico, pelo que aos hospital&aacute;rios e templ&aacute;rios se juntaram Ordens de origem ib&eacute;rica como Santiago, Calatrava e Alc&acirc;ntara<a name="top3"></a><sup><a href="#3">3</a></sup>. Com enquadramento religioso, os freires cavaleiros apresentavam-se fortemente organizados, hierarquizados e disciplinados, exibindo uma efic&aacute;cia militar que lhes assegurou concess&otilde;es de vastos territ&oacute;rios e abundantes rendas nos reinos crist&atilde;os<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4</a></sup>.</p>     <p>Observando a realidade portuguesa, a cent&uacute;ria de Quatrocentos correspondeu a um momento de transforma&ccedil;&atilde;o institucional das Ordens Militares, como mostraram as altera&ccedil;&otilde;es estatut&aacute;rias que permitiram aos cavaleiros de Cristo, Avis e Santiago contrair matrim&oacute;nio, mas tamb&eacute;m de clara polariza&ccedil;&atilde;o em torno da Coroa, uma vez que os monarcas procuraram atrair para a sua &oacute;rbita estas mil&iacute;cias pela sua import&acirc;ncia econ&oacute;mica, social e militar<a name="top5"></a><sup><a href="#5">5</a></sup>. Mas, finda a <i>Reconquista</i> do territ&oacute;rio e cristalizada a fronteira portuguesa, mantiveram as Ordens Militares o seu protagonismo marcial at&eacute; &agrave; viragem para a modernidade? A Guerra da Sucess&atilde;o de Castela de 1475-1479 reveste-se de particular interesse de estudo ao inscrever-se num prof&iacute;cuo contexto de transforma&ccedil;&otilde;es b&eacute;licas. A teoria da &ldquo;Revolu&ccedil;&atilde;o Militar&rdquo;, inicialmente proposta por Michel Roberts em 1955, destaca o crescimento do tamanho dos ex&eacute;rcitos e o aumento da dura&ccedil;&atilde;o das campanhas, a introdu&ccedil;&atilde;o das armas de fogo e o destronar da cavalaria como n&uacute;cleo principal dos ex&eacute;rcitos<a name="top6"></a><sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>     <p>O conflito que op&ocirc;s D. Afonso V aos Reis Cat&oacute;licos permite-nos, portanto, observar o papel marcial das Ordens Militares portuguesas num per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o, quer no &acirc;mbito de um ex&eacute;rcito de campanha, quer no quadro da defesa do territ&oacute;rio; quanto a Castela, procuraremos alcan&ccedil;ar o seu protagonismo militar, num contexto de fractura sociopol&iacute;tica. Como tal, recorremos a fontes narrativas que cobrem aqueles reinados, como a cron&iacute;stica dos portugueses Rui de Pina<a name="top7"></a><sup><a href="#7">7</a></sup>, Garcia de Resende<a name="top8"></a><sup><a href="#8">8</a></sup> e Dami&atilde;o de G&oacute;is<a name="top9"></a><sup><a href="#9">9</a></sup>, a dos castelhanos Fernando del Pulgar<a name="top10"></a><sup><a href="#10">10</a></sup> e Andr&eacute;s Bern&aacute;ldez<a name="top11"></a><sup><a href="#11">11</a></sup>, bem como a do aragon&ecirc;s Jer&oacute;nimo de Zurita<a name="top12"></a><sup><a href="#12">12</a></sup>. Quanto &agrave;s fontes documentais, destacamos os registos de &Aacute;lvaro Lopes de Chaves<a name="top13"></a><sup><a href="#13">13</a></sup>, secret&aacute;rio r&eacute;gio de D. Afonso V, assim como outros documentos constantes das chancelarias do <i>Africano </i>e dos Reis Cat&oacute;licos. Por fim, n&atilde;o quisemos deixar de recorrer, como fonte iconogr&aacute;fica, ao c&eacute;lebre <i>Livro das Fortalezas</i><a name="top14"></a><sup><a href="#14">14</a></sup> do escudeiro Duarte d&rsquo;Armas, que em 1509 procedeu ao debuxo dos castelos da fronteira portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. As Ordens Militares no ex&eacute;rcito mobilizado</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No final do s&eacute;culo XV, a arte da guerra encontrava-se em franca transforma&ccedil;&atilde;o. Ao heterog&eacute;neo ex&eacute;rcito medieval (formado, al&eacute;m dos contingentes das incontorn&aacute;veis Ordens Militares, pelos corpos da guarda do rei, pelas mesnadas senhoriais, pelas mil&iacute;cias concelhias, por companhias de mercen&aacute;rios e, mesmo, por grupos de homiziados), juntavam-se corpos permanentes de profissionais da guerra, que dominavam o manuseamento de novas armas, as quais, pela sua especificidade, exigiam novos modelos de treino e, mesmo, t&eacute;cnicos experimentados (era o caso dos artilheiros, tidos at&eacute; como civis, desligados da hierarquia militar). Do modelo medievo de recrutamento, em que o ex&eacute;rcito era habitualmente convocado <i>ad hoc</i> para uma dada campanha, caminhava-se para o ressurgimento de ex&eacute;rcitos permanentes. A pr&oacute;pria natureza dos conflitos, com opera&ccedil;&otilde;es cada vez mais duradouras, favorecia n&atilde;o s&oacute; essa evolu&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria de servi&ccedil;o como, por exigir ainda maior n&uacute;mero de efectivos, viabilizava um crescimento progressivo dos ex&eacute;rcitos<a name="top15"></a><sup><a href="#15">15</a></sup>. Sobre este pano de fundo de continuidades e rupturas na arte da guerra, qual ter&aacute; sido o papel das Ordens Militares portuguesas no ex&eacute;rcito que, entre os meados de 1475 e os de 1476, operou sob o comando de D. Afonso V em Castela?</p>     <p>O envolvimento das mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares radicadas em Portugal no conflito luso-castelhano remonta, de acordo com as fontes que dispomos, &agrave; sua pr&oacute;pria g&eacute;nese, quando em Dezembro de 1474 chegou a Estremoz uma mensagem do marqu&ecirc;s de Vilhena comunicando a morte de D. Henrique IV e pedindo a D. Afonso V que entrasse urgentemente em Castela, por forma a casar-se com a princesa D. Joana e, desse modo, ser levantado rei<a name="top16"></a><sup><a href="#16">16</a></sup>. Ent&atilde;o, de acordo com os cronistas Rui de Pina e Dami&atilde;o de G&oacute;is, o conselho r&eacute;gio dividiu-se quanto &agrave; abertura de uma guerra com os futuros Reis Cat&oacute;licos: por um lado, um grupo em que pontificavam grandes senhores como o duque de Guimar&atilde;es e primog&eacute;nito do duque de Bragan&ccedil;a, D. Fernando, e o arcebispo de Lisboa, D. Jorge da Costa, que era contr&aacute;rio ao projecto castelhano; por outro, um conjunto entusiasta do conflito em que se destacava o pr&iacute;ncipe D. Jo&atilde;o &ndash; afinal o l&iacute;der das Ordens de Santiago e de Avis<a name="top17"></a><sup><a href="#17">17</a></sup> &ndash;, &ldquo;desejando que elRey seu Padre com esperan&ccedil;a de acrecentar seus Reynos de Portugal, aceitasse, e nom se escusasse do casamento e empresa de Castela&rdquo;<a name="top18"></a><sup><a href="#18">18</a></sup>. Mas enquanto se travavam acesos debates acerca da viabilidade da guerra<a name="top19"></a><sup><a href="#19">19</a></sup>, um outro conselheiro do rei, o prior do Crato, D. Vasco de Ata&iacute;de<a name="top20"></a><sup><a href="#20">20</a></sup>, juntamente com o bispo de &Eacute;vora, D. Garcia de Meneses, e o camareiro-mor, Lopo de Albuquerque, elaborava um conjunto de pareceres, conforme registado pelo secret&aacute;rio &Aacute;lvaro Lopes de Chaves, &ldquo;acerqua das cousas de que ora o dito senhor loguo deuesse de fornecer e prouer assj pera sua ida a Castela se ouuer de ser como pera deffens&atilde;o e boa guarda [sic] de seus Rejnos em caso que elle l&aacute; non haja de hir&rdquo;<a name="top21"></a><sup><a href="#21">21</a></sup>. Entre v&aacute;rios aspectos b&eacute;licos, do recrutamento &agrave; importa&ccedil;&atilde;o de armamento<a name="top22"></a><sup><a href="#22">22</a></sup>, previam-se a vistoria e as repara&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias nos castelos costeiros e fronteiri&ccedil;os, conforme veremos mais adiante, acerca dos quais se aludia &agrave; import&acirc;ncia do provimento com as modernas &ldquo;artelharias&rdquo;<a name="top23"></a><sup><a href="#23">23</a></sup>.</p>     <p>Segundo a cron&iacute;stica portuguesa, a chegada de Lopo de Albuquerque a &Eacute;vora com as certid&otilde;es de fidelidade dos apoiantes castelhanos de D. Joana, em Janeiro de 1475, foi determinante para desbloquear a decis&atilde;o acerca da disputa do trono vizinho<a name="top24"></a><sup><a href="#24">24</a></sup>. Convencido da viabilidade da guerra, D. Afonso V convocou &ldquo;os Grandes e Senhores Prelados, Fydalgos, e Cavalleiros, e gente outra de seus Reynos&rdquo; para, passado o mau tempo do Inverno, &ldquo;na entrada de Mayo logo seguynte serem em Arronches, per onde acordou d&rsquo;entrar&rdquo;<a name="top25"></a><sup><a href="#25">25</a></sup>. Durante o apetrechamento b&eacute;lico do ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s temos, uma vez mais, not&iacute;cia do empenho das Ordens Militares, cuja estrutura operacional e log&iacute;stica a mobilizar parece ter sido relativamente dispendiosa. Ao longo do m&ecirc;s de Mar&ccedil;o, em &Eacute;vora, o rei diferiu v&aacute;rios pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o de arrendamento de terras &agrave; Ordem do Hospital para que pudesse fazer face &agrave;s despesas na guerra, &ldquo;visto como pera se rreger lhe he ne&ccedil;essario arrendar as dictas suas commendas&rdquo;<a name="top26"></a><sup><a href="#26">26</a></sup>, contando-se entre os benefici&aacute;rios um cavaleiro, quatro comendadores e o pr&oacute;prio Prior do Crato<a name="top27"></a><sup><a href="#27">27</a></sup>.</p>     <p>No final de Maio de 1475, um poderoso ex&eacute;rcito penetrou em Castela sob o comando de D. Afonso V, fazendo alto em Codiceira e, depois, em Pedraboa, onde foi refor&ccedil;ado por contingentes que atravessaram a Beira. Os cronistas portugueses, Rui de Pina, Garcia de Resende e Dami&atilde;o de G&oacute;is, s&atilde;o un&acirc;nimes quanto aos n&uacute;meros do alardo<a name="top28"></a><sup><a href="#28">28</a></sup> &ndash; a &uacute;nica contagem que dispomos das for&ccedil;as portuguesas &ndash; realizado no mesmo dia: &ldquo;cinquo mil e seis &ccedil;entos homens de cauallo, e quatorze mil de p&eacute;, afora outra gente de serui&ccedil;o, pages e gente aventureira&rdquo;<a name="top29"></a><sup><a href="#29">29</a></sup>. A consensualidade dos tr&ecirc;s cronistas confere alguma fiabilidade a estas cifras, mas estamos longe de saber a dimens&atilde;o do grupo das Ordens Militares, tarefa que pela aus&ecirc;ncia de fontes se torna praticamente inconclusiva ou conjectural. Podemos, ainda assim, percepcionar em linhas gerais o que numericamente representava o contributo das mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares se tivermos em conta outros dados. Sabemos que, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XV, o conselho de D. Jo&atilde;o I, ao engendrar uma esp&eacute;cie de ex&eacute;rcito fixo de defesa de Portugal, atribuiu &agrave;s Ordens Militares a obriga&ccedil;&atilde;o de fornecerem 340 das 3.200 lan&ccedil;as previstas para todo o reino (10,6 % do total): Cristo e de Santiago, as mil&iacute;cias mais poderosas, deveriam contribuir com 100 lan&ccedil;as cada, enquanto a Avis caberiam 80 e ao Hospital as restantes 60. Se considerarmos o aumento demogr&aacute;fico na Cristandade desde os finais da primeira metade de Quatrocentos (de que Portugal beneficiou tamb&eacute;m)<a name="top30"></a><sup><a href="#30">30</a></sup>, o crescimento dos ex&eacute;rcitos de ent&atilde;o e a circunst&acirc;ncia de, em 1475, se tratar de uma campanha ofensiva em que se apostavam fortes recursos nacionais (e n&atilde;o apenas de for&ccedil;as fixas de defesa do reino), acreditamos que as Ordens Militares portuguesas tenham contribu&iacute;do com um n&uacute;mero substancialmente superior de combatentes ao que foi preconizado ao tempo do rei <i>de Boa Mem&oacute;ria</i><a name="top31"></a><sup><a href="#31">31</a></sup>.</p>     <p>Mas se acerca da quantidade de combatentes das Ordens Militares s&atilde;o omissas as fontes, id&ecirc;ntica limita&ccedil;&atilde;o encontramos para conhecermos a sua qualidade marcial. Antes de mais, devemos ter em linha de conta as caracter&iacute;sticas de disciplina e obedi&ecirc;ncia inerentes a estas mil&iacute;cias, as quais, transportadas para o combate, resultavam num enorme esp&iacute;rito de grupo com clara simultaneidade e unidade de ac&ccedil;&atilde;o<a name="top32"></a><sup><a href="#32">32</a></sup>. Quanto ao armamento, n&atilde;o podemos esquecer que, pelos rendimentos do seu patrim&oacute;nio, as Ordens Militares tinham ao seu alcance a aquisi&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de armamento sofisticado, ao ponto de fornecerem mais de 10% do armamento pesado de Portugal no reinado de D. Jo&atilde;o I<a name="top33"></a><sup><a href="#33">33</a></sup>. Ent&atilde;o, a indica&ccedil;&atilde;o de arneses parece destacar a tradi&ccedil;&atilde;o do combate montado entre as Ordens, pelo que n&atilde;o &eacute; ileg&iacute;timo supor que na invas&atilde;o de Castela, em 1475, se tenham evidenciado em contingentes de cavalaria, fosse numa variante mais pesada (a &ldquo;muy grossa jente d&rsquo;armas encubertados&rdquo;<a name="top34"></a><sup><a href="#34">34</a></sup>, como surgem designados esses combatentes na Batalha de Toro) com cavaleiro de arn&ecirc;s completo (armadura articulada), vocacionada para o choque, ou at&eacute; num modelo mais ligeiro, de &ldquo;genetes&rdquo;, que se adequavam pela mobilidade aos raides e &agrave;s escaramu&ccedil;as, nas quais sabemos terem participado freires cavaleiros<a name="top35"></a><sup><a href="#35">35</a></sup>. A par destes guerreiros, n&atilde;o podemos deixar de aduzir aos seus contingentes, como chamou &agrave; aten&ccedil;&atilde;o Miguel Gomes Martins, um n&uacute;mero geralmente desconhecido de combatentes mais modestos por si enquadrados, como sargentos e pe&otilde;es, os quais eram recrutados nas localidades sob a jurisdi&ccedil;&atilde;o das Ordens Militares<a name="top36"></a><sup><a href="#36">36</a></sup>.</p>     <p>Quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o nas opera&ccedil;&otilde;es da campanha comandada por D. Afonso V em Castela, que se iniciou em Maio de 1475 e culminaria em Junho do ano seguinte, temos not&iacute;cia do seu primeiro combate pela cron&iacute;stica portuguesa durante a segunda metade do m&ecirc;s de Julho de 1475. Chegado a Toro, cuja vila dominou, D. Afonso V cercou o castelo, embora rapidamente se tenha visto entre dois fogos. D. Fernando de Arag&atilde;o, partindo de Valladolid &agrave; frente de uma imponente for&ccedil;a que, segundo Dami&atilde;o de G&oacute;is, atingiu cerca de 12.000 cavaleiros e de 30.000 infantes<a name="top37"></a><sup><a href="#37">37</a></sup> &ndash; n&uacute;meros considerados inflacionados por Lu&iacute;s Miguel Duarte<a name="top38"></a><sup><a href="#38">38</a></sup> &ndash;, assentou arraial a cerca de meia l&eacute;gua de Toro. Apesar da superioridade num&eacute;rica, o aragon&ecirc;s n&atilde;o ter&aacute; atacado por o castelo estar &ldquo;em todo tam percebido e com estancias tam armado, e affortalezado&rdquo;<a name="top39"></a><sup><a href="#39">39</a></sup>, conforme &eacute; corroborado pela cron&iacute;stica castelhana, sendo mesmo obrigado a retirar da sua posi&ccedil;&atilde;o ao fim de uma semana, em parte pela ac&ccedil;&atilde;o dos cavaleiros hospital&aacute;rios de Diogo Fernandes de Almeida que, &ldquo;de dia e de noyte&rdquo;<a name="top40"></a><sup><a href="#40">40</a></sup>, davam rebates no campo inimigo (quase capturando o pr&oacute;prio D. Fernando)<a name="top41"></a><sup><a href="#41">41</a></sup>. Tratou-se, &agrave; partida, de uma opera&ccedil;&atilde;o desencadeada por uma for&ccedil;a m&oacute;vel, adestrada e disciplinada.</p>     <p>Quanto ao resto da campanha, &eacute; not&oacute;ria a tend&ecirc;ncia dos cronistas para destacarem a ac&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia e dos titulares da nobreza, omitindo a participa&ccedil;&atilde;o dos freires cavaleiros. Ainda assim, &agrave; falta de luz das fontes, admitimos a sua presen&ccedil;a, se n&atilde;o em todas &ndash; porque n&atilde;o temos dados para o afirmar &ndash; pelo menos em muitas das persegui&ccedil;&otilde;es, escaramu&ccedil;as, defesas, tomadas e cercos a pra&ccedil;as (por ventura, no de Baltan&aacute;s ou no de Zamora). Nesta guerra de movimento em Castela, sabemos pela &uacute;ltima vez da actua&ccedil;&atilde;o das mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares na batalha que tantas vezes se evitara e que, a 1 de Mar&ccedil;o de 1476, se viria ferir na veiga a cinco quil&oacute;metros a Poente de Toro e se converteria no combate historiograficamente mais emblem&aacute;tico de toda a guerra. Dividido, <i>grosso modo</i>, o ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s em duas for&ccedil;as, D. Afonso V confiou ao filho o comando da az esquerda &ndash; &ldquo;de menos jente, e por&eacute;m cortesa&atilde; e mui limpa&rdquo;<a name="top42"></a><sup><a href="#42">42</a></sup> &ndash;, junto do qual nos &eacute; revelada pela cron&iacute;stica portuguesa a presen&ccedil;a de Jorge Correia, comendador do Pinheiro<a name="top43"></a><sup><a href="#43">43</a></sup>, portanto, um destacado membro da Ordem de Cristo. Sendo o pr&oacute;prio pr&iacute;ncipe administrador de duas Ordens Militares (Avis e Santiago), n&atilde;o ser&aacute; de excluir a presen&ccedil;a dos respectivos corpos de cavaleiros junto do seu l&iacute;der, fazendo mesmo sentido que tenham tomado parte na carga que permitiu o desbarato das seis alas castelhanas e a perman&ecirc;ncia desta for&ccedil;a portuguesa no campo<a name="top44"></a><sup><a href="#44">44</a></sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. &Agrave; defesa do reino: as Ordens Militares e a guerra na fronteira</b></p>     <p>Muito embora a Guerra da Sucess&atilde;o de Castela conte momentos militarmente altos entre Maio de 1475 e Junho de 1476, com epicentro na regi&atilde;o de Ar&eacute;valo, Zamora e Toro, h&aacute; que n&atilde;o descurar uma outra dimens&atilde;o do conflito que, durante quatro anos, teve lugar por toda a raia luso-castelhana. No que diz respeito a esta frente, sabemos do empenhamento das Ordens Militares radicadas em Portugal, mais uma vez, desde os finais de 1474, aquando da elabora&ccedil;&atilde;o do referido parecer de guerra em que tomou parte o experiente prior do Hospital. Escrito na imin&ecirc;ncia do conflito, n&atilde;o por acaso o documento nos ilumina, entre os primeiros pontos, as quest&otilde;es relacionadas com as defesas fixas e o comando militar na &ldquo;frontaria&rdquo;<a name="top45"></a><sup><a href="#45">45</a></sup> &agrave;quele tempo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ldquo;Que o dito senhor [rei] proueja loguo sobre o repairo dos Castellos e fortalezas (&hellip;) principalmente da parte do sartam&rdquo;<a name="top46"></a><sup><a href="#46">46</a></sup>. Assim come&ccedil;a o primeiro apelo do triunvirato de conselheiros r&eacute;gios, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es nas estruturas defensivas raianas que se encontravam sob a alcaidaria da Coroa, dos senhores e, claro estava, das &ldquo;ordeens&rdquo;. Relativamente aos castelos enquadrados nos dois &uacute;ltimos grupos de detentores, pedia-se ao monarca que respondesse o quanto antes por quem seriam reparados: &ldquo;a sua custa ou dos que os tiuerem&rdquo;<a name="top47"></a><sup><a href="#47">47</a></sup>. Mostrando conhecimento da arquitectura militar, detalhava-se a prioridade de obras nos &ldquo;muros, torres, barreiras, portas cisternas&rdquo;, bem como do provimento de &ldquo;artelharias&rdquo;<a name="top48"></a><sup><a href="#48">48</a></sup>. A proposta de importa&ccedil;&atilde;o, por parte de D. Vasco de Ata&iacute;de e dos demais conselheiros, de 100 &ldquo;bombardas meas&rdquo; e de 170 quintais de salitre (cerca de 10 toneladas) para os castelos fronteiri&ccedil;os aponta para uma fase de afirma&ccedil;&atilde;o das armas de fogo nas fortifica&ccedil;&otilde;es. Se tomarmos por fonte iconogr&aacute;fica o <i>Livro das Fortalezas</i> do debuxador Duarte d&rsquo;Armas<a name="top49"></a><sup><a href="#49">49</a></sup>, somente tr&ecirc;s d&eacute;cadas posterior ao conselho de Estremoz, contabilizamos troneiras &ndash; um dos elementos caracterizadores da arquitectura militar de transi&ccedil;&atilde;o<a name="top50"></a><sup><a href="#50">50</a></sup> provocada pela pirobal&iacute;stica &ndash; em 36 dos 55 castelos fronteiri&ccedil;os, ou seja, em 65 %.</p>     <p>Em segundo lugar, o prior do Crato, a par do bispo de &Eacute;vora e do camareiro-mor, pronunciava-se &ldquo;acerqua de se haverem de ordenar fronteiros-mores em cada huas frontarias do Rejno&rdquo;<a name="top51"></a><sup><a href="#51">51</a></sup>. Estes oficiais, cujos poderes militares de excep&ccedil;&atilde;o os sobreporiam aos alcaides dos concelhos, &agrave; nobreza e &agrave;s mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares, s&oacute; deveriam ser nomeados, na opini&atilde;o daqueles conselheiros, quando o monarca tomasse uma decis&atilde;o definitiva quanto ao projecto castelhano, pois se &ldquo;ouuer de hir compre leuar huns e deixar outros nas frontarias e guarda do Rejno e se n&atilde;o houuer de hir laa hauera mister de prouer acerqua da guarda e deffens&atilde;o do Rejno por outro modo&rdquo;<a name="top52"></a><sup><a href="#52">52</a></sup>. No caso de a resolu&ccedil;&atilde;o de D. Afonso V vir a ser, como veio, a guerra com Castela, aconselhava-se a imediata nomea&ccedil;&atilde;o dos fronteiros-mores para que logo seguissem para as regi&otilde;es raianas correspondentes a superintender o &ldquo;repairo e deffens&atilde;o dos castelos, fortalezas e terras&rdquo;<a name="top53"></a><sup><a href="#53">53</a></sup>.</p>     <p>Iniciadas as opera&ccedil;&otilde;es de guerra nos finais de Maio seguinte, o ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s marchava na regi&atilde;o de Ar&eacute;valo, Zamora e Toro, onde D. Afonso V possu&iacute;a as principais bases de apoio. Conscientes dos recursos e apoios que as tropas afonsinas concentravam, depressa os Reis Cat&oacute;licos procuraram sacudir essa press&atilde;o atrav&eacute;s de ataques de destrui&ccedil;&atilde;o, pilhagem e ocupa&ccedil;&atilde;o de pra&ccedil;as na raia portuguesa. &Eacute; sintom&aacute;tico que em Junho de 1475, como est&aacute; documentado, D. Fernando e D. Isabel tenham concentrado for&ccedil;as em Ciudad Rodrigo e em Badajoz, dois dos principais eixos de penetra&ccedil;&atilde;o em Portugal. Desenhava-se uma realidade b&eacute;lica, desencadeada por ambos os contendores ao longo de quatro anos, com consequ&ecirc;ncias desde a raia minhota &agrave; algarvia<a name="top54"></a><sup><a href="#54">54</a></sup>. Neste contexto, os combatentes das Ordens Militares tiveram que se empenhar na guarda dos seus castelos fronteiri&ccedil;os e, decerto, de tomar parte nos ex&eacute;rcitos &agrave;s ordens do pr&iacute;ncipe D. Jo&atilde;o, que, como enfatizou Garcia de Resende, &ldquo;n&atilde;o se contentua com t&atilde;o pouca gente, como tinha, defender os Reynos, mas ainda com ella fazia muyta guerra aos enimigos&rdquo;<a name="top55"></a><sup><a href="#55">55</a></sup>.</p>     <p>Dos vinte e quatro aglomerados, todos fronteiri&ccedil;os ou pr&oacute;ximos da fronteira, que D. Afonso V referiu numa carta de 23 de Maio de 1480 como particularmente atingidos durante o conflito, terminado no ano anterior, vinte e dois localizavam-se na Comarca de Entre Tejo e Guadiana<a name="top56"></a><sup><a href="#56">56</a></sup>. Podemos imaginar a profundidade das cicatrizes socioecon&oacute;micas da guerra naquelas terras quando o monarca justificava a concess&atilde;o de isen&ccedil;&otilde;es fiscais pelo &ldquo;rrecrecer muytos trabalhos, fadigas, perdas e danos&rdquo;, em particular, &ldquo;aos moradores e lauradores&rdquo;<a name="top57"></a><sup><a href="#57">57</a></sup>. Para al&eacute;m das ac&ccedil;&otilde;es de pilhagem e de devasta&ccedil;&atilde;o sobre a produ&ccedil;&atilde;o, as incurs&otilde;es tiveram como alvo os habitantes, que &ldquo;mujtas vezes erom presos, rresgatados&rdquo;<a name="top58"></a><sup><a href="#58">58</a></sup>, acarretando problemas na agricultura a um ponto tal que, segundo a documenta&ccedil;&atilde;o, as comunidades &ldquo;nom podiam laurar, nem semear e se semeuam nom colhiam&rdquo;<a name="top59"></a><sup><a href="#59">59</a></sup>.</p>     <p>A regi&atilde;o mais fustigada foi, sem d&uacute;vida, a da fronteira do Alto Alentejo, onde as Ordens Militares possu&iacute;am dom&iacute;nios importantes e tiveram que se bater pela sua defesa. Enquanto a Ordem de Cristo concentrava o seu patrim&oacute;nio entre o Mondego e o Tejo e a Ordem de Santiago dividia os seus dom&iacute;nios entre o litoral a Sul do Tejo e a fronteira baixo-alentejana e algarvia, as mil&iacute;cias do Hospital e de Avis dominavam vastas &aacute;reas na importante fronteira do Alto Alentejo. A Ordem do Hospital, com epicentro na regi&atilde;o do Crato, e a Ordem de Avis, com grandes propriedades de Coruche a Elvas e Noudar, viram os seus dom&iacute;nios atacados quer por incurs&otilde;es de saque e pilhagem &agrave;s vulner&aacute;veis aldeias e campos, quer por tomada de pra&ccedil;as e escaramu&ccedil;as<a name="top60"></a><sup><a href="#60">60</a></sup>.</p>     <p>De facto, a fronteira alentejana, onde as Ordens Militares possu&iacute;am parte substancial dos seus dom&iacute;nios, compreendia uma importante linha de infiltra&ccedil;&atilde;o em Portugal: a que ligava Badajoz a Elvas, a Estremoz e &Eacute;vora (pra&ccedil;as que podemos considerar de defesa em profundidade ao territ&oacute;rio), permitindo a progress&atilde;o no sentido de Lisboa. Os Reis Cat&oacute;licos efectuaram maior press&atilde;o em torno daquele eixo, pois era nas regi&otilde;es da Estremadura e da Andaluzia que encontravam parte substancial dos seus apoiantes, como era o caso da Ordem de Alc&acirc;ntara, que possu&iacute;a territ&oacute;rios na fronteira de Albuquerque, ou do duque de Medina Sid&oacute;nia, que exercia uma grande influ&ecirc;ncia ao redor de Sevilha. J&aacute; a Norte, confinante &agrave;s Beiras portuguesas, os senhores castelhanos seguiram, tendencialmente, a causa de D. Afonso V e D. Joana, como eram os casos do duque de Ar&eacute;valo e do marqu&ecirc;s de Vilhena, sendo a&iacute; mais espor&aacute;dicos os ataques a Portugal<a name="top61"></a><sup><a href="#61">61</a></sup>.</p>     <p>Um caso paradigm&aacute;tico foi o da &uacute;nica ocupa&ccedil;&atilde;o registada de uma pra&ccedil;a de uma Ordem Militar portuguesa. Tratou-se da tomada de Noudar aos cavaleiros de Avis. Rui de Pina refere vagamente que a opera&ccedil;&atilde;o teve lugar em 1475, &ldquo;ano em que elRey Dom Afonso entrou em Castella&rdquo;<a name="top62"></a><sup><a href="#62">62</a></sup>, ao passo que Jer&oacute;nimo de Zurita, mais preciso, aponta para a viragem para o m&ecirc;s de Junho daquele ano<a name="top63"></a><sup><a href="#63">63</a></sup>, logo ap&oacute;s o monarca portugu&ecirc;s ter transposto o Tejo para norte a caminho de Plas&ecirc;ncia. Ent&atilde;o, procurando tirar partido de uma maior vulnerabilidade da fronteira lusa, os Reis Cat&oacute;licos &ldquo;mandaram gente de guerra que entrou em Portugal, da qual algua fez seu caminho pola fronteira de Badajoz, e tomar&atilde;o na comarca d&rsquo;Eluas a villa d&rsquo;Ouguella, e ha de Noudal&rdquo;<a name="top64"></a><sup><a href="#64">64</a></sup>.</p>     <p>Pouco sabemos das caracter&iacute;sticas do ex&eacute;rcito que se bateu com os combatentes da Ordem de Avis em mat&eacute;ria de composi&ccedil;&atilde;o e de n&uacute;mero, para al&eacute;m de se tratar de uma mil&iacute;cia de Sevilha, como sugerem Dami&atilde;o de G&oacute;is e Jer&oacute;nimo de Zurita<a name="top65"></a><sup><a href="#65">65</a></sup>, e de ser relativamente numeroso, pelo menos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade de resposta portuguesa - inclusivamente do pr&oacute;prio pr&iacute;ncipe D. Jo&atilde;o, que se encontraria em &Eacute;vora quando foi informado da queda de Noudar<a name="top66"></a><sup><a href="#66">66</a></sup>. Por outro lado, permanece enigm&aacute;tica a quantidade e o armamento dos defensores e das estruturas defensivas de Noudar. Muito embora no <i>Livro das Fortalezas</i> aquela fortifica&ccedil;&atilde;o, globalmente em bom estado, n&atilde;o tenha sido representada com troneiras, a verdade &eacute; que se encontraria dotada de v&aacute;rios elementos arquitect&oacute;nicos tardo-medievais, como era o caso das duas barbac&atilde;s, particularmente importantes para absorver o tiro rasante das armas de artilharia<a name="top67"></a><sup><a href="#67">67</a></sup>. Por fim, o acto da conquista da pra&ccedil;a pelos castelhanos n&atilde;o ter&aacute; acontecido com um violento cerco pois, segundo Pina, a &ldquo;fortaleza de Noudal que he do meestrado de Avis, per engano e astucia de guerra se tomou&rdquo;<a name="top68"></a><sup><a href="#68">68</a></sup>.</p>     <p>Poderia, naquele contexto, o ex&eacute;rcito invasor n&atilde;o possuir armamento de cerco ou, pelo menos, log&iacute;stica bastante para suportar um cerco convencional. Noutra perspectiva, poder&aacute; este acontecimento indiciar que as Ordens eram, tendencialmente, empenhadas defensoras e possu&iacute;am os seus castelos em boas condi&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o, pelo que o inimigo se viu na conting&ecirc;ncia de recorrer a estratagemas &ndash; longe de sabermos quais e como foram, em concreto, postos em pr&aacute;tica (infiltra&ccedil;&atilde;o dissimulada no interior da pra&ccedil;a ou escalada nocturna, por exemplo, que tenha levado a abertura de portas). Ainda assim, ser&aacute; leg&iacute;timo acreditar que, dadas as exig&ecirc;ncias da guerra, se registasse uma escassez de cavaleiros de Avis no castelo de Noudar; nesse caso, uma guarni&ccedil;&atilde;o &agrave; base de peonagem local, por ventura menos experiente, por alguma lacuna de enquadramento ou de comando n&atilde;o poder&aacute; ter permitido o sucesso do ardil advers&aacute;rio?<a name="top69"></a><sup><a href="#69">69</a></sup></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. As Ordens Militares castelhanas: vacilando entre os dois partidos</b></p>     <p>Nos finais do s&eacute;culo XV, conforme sintetizou Miguel Angel Ladero Quesada, as mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares implantadas em Castela &ndash; Santiago, Calatrava, Alc&acirc;ntara e S. Jo&atilde;o (do Hospital) &ndash; representavam um enorme potencial social, econ&oacute;mico e, claro est&aacute;, b&eacute;lico<a name="top70"></a><sup><a href="#70">70</a></sup>. No seu conjunto, senhoreavam mais de 50.000 quil&oacute;metros quadrados de territ&oacute;rio (compreendiam mais de 400 povoados e 350.000 habitantes); arrecadavam anualmente mais de 250.000 ducados de rendas; quando chamadas &agrave;s armas, entre homens de armas, lanceiros e espingardeiros, mobilizavam facilmente cerca de 5.000 combatentes, isto &eacute;, mais de 25% das for&ccedil;as das &ldquo;hostes nobili&aacute;rias&rdquo;<a name="top71"></a><sup><a href="#71">71</a></sup>.</p>     <p>Durante a Guerra da Sucess&atilde;o de Castela, as Ordens Militares tornaram-se desde cedo preciosas para ambas as fac&ccedil;&otilde;es. &Eacute; sintom&aacute;tico que poucas semanas ap&oacute;s sobre a entrada de D. Afonso V em Castela, os futuros Reis Cat&oacute;licos, por carta dada em &Aacute;vila em 16 de Junho de 1475, se tenham dirigido aos &ldquo;maestres de las Ordenes, priores e comendadores&rdquo; nos seguintes moldes: referindo a invas&atilde;o do rei portugu&ecirc;s, procuravam captar estas organiza&ccedil;&otilde;es para a sua causa e estimular incurs&otilde;es destas sobre Portugal, prometendo &ldquo;dona&ccedil;ion, pura, perfecta e non revocada, a cada uno de vos, de las villas, e lugares y castillos e fortalezas, que cada uno de vos tomare del dicho reyno&rdquo;<a name="top72"></a><sup><a href="#72">72</a></sup>. No contexto pol&iacute;tico do conflito, as informa&ccedil;&otilde;es acerca das Ordens de S. Jo&atilde;o do Hospital, de Santiago, de Calatrava e de Alc&acirc;ntara caracterizam-nas, ao n&iacute;vel interno, por v&aacute;rias cis&otilde;es e, ao mesmo tempo, pela volatilidade de alian&ccedil;as. Capazes das mais heterog&eacute;neas opera&ccedil;&otilde;es, do ponto de vista b&eacute;lico, as Ordens Militares castelhanas destacar-se-iam decisivamente enquanto agressoras do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s e dos senhorios dos apoiantes de D. Afonso V em Castela.</p>     <p>A Ordem de Alc&acirc;ntara<a name="top73"></a><sup><a href="#73">73</a></sup>, implantada na fronteira extremenha, encontrou-se profundamente dividida durante a Guerra da Sucess&atilde;o. Sabemos, atrav&eacute;s do cronista castelhano Andr&eacute;s Bern&aacute;ldez, que alguns dos seus elementos se aliaram com o rei de Portugal, como o administrador e duque de Ar&eacute;valo, D. &Aacute;lvaro Stu&ntilde;iga, que numa fase inicial acompanhou militarmente a campanha do <i>Africano</i>, ou o &ldquo;clavero D. Alonso de Monroy, Maestre que se llamaba de Alc&acirc;ntara&rdquo;<a name="top74"></a><sup><a href="#74">74</a></sup>, que segurou a fortaleza estremenha de Montachez at&eacute; &agrave; assinatura das pazes de Alc&aacute;&ccedil;ovas em 1479<a name="top75"></a><sup><a href="#75">75</a></sup>. Mas, na sua generalidade, a mil&iacute;cia, senhora de vastos territ&oacute;rios na zona de Albuquerque, mostrou-se uma verdadeira amea&ccedil;a ao Alentejo, primeiro sob o governo de D. Francisco de Solis e, a partir da viragem para 1477, de D. Juan de Stu&ntilde;iga, a quem D. Isabel reconheceu a chefia da Ordem<a name="top76"></a><sup><a href="#76">76</a></sup>.</p>     <p>No in&iacute;cio da contenda, temos not&iacute;cia que os cavaleiros da mil&iacute;cia tomaram a pequena fortaleza raiana de Ouguela, a qual os Reis Cat&oacute;licos deram por merc&ecirc; em carta de 31 de Julho de 1475  a &ldquo;don Francisco de Solis, electo de la Orden de Alcantara&rdquo; porque, afirmavam os monarcas, &ldquo;com toda lealtad (&hellip;) tomastes una villa del dicho reyno, que se dice Vguela&rdquo;<a name="top77"></a><sup><a href="#77">77</a></sup>. No mesmo dia, animados pela tomada da pra&ccedil;a, D. Isabel e D. Fernando notificaram as &ldquo;ciudades de Coria, Badajoz, Trujillo, C&aacute;ceres y Albuquerque&rdquo; de que haviam nomeado o mesmo mestre de Alc&acirc;ntara para que &ldquo;faga guerra a fuego e a sangre e todo o mal e da&ntilde;o que pudieren en el Reyno de Portogal&rdquo;. Naquele documento, ordenavam &agrave;quelas cidades que dessem aposentadoria ao ex&eacute;rcito do mestrado de Alc&acirc;ntara e que o acrescentassem com &ldquo;toda e qualquier gentes, de cauallo e de pie, e armas e petrechos e mantimientos&rdquo;<a name="top78"></a><sup><a href="#78">78</a></sup>. Em suma, confiava-se &agrave; Ordem de Alc&acirc;ntara o enquadramento b&eacute;lico de um ex&eacute;rcito, mais ou menos heterog&eacute;neo, que ent&atilde;o se formava para atacar o territ&oacute;rio portugu&ecirc;s.</p>     <p>J&aacute; em 1476, segundo Rui de Pina, a &ldquo;Villa d&rsquo;Alegrette estando o pr&iacute;ncipe em Touro foy manhosamente tomada&rdquo; pelo mestre de Alc&acirc;ntara<a name="top79"></a><sup><a href="#79">79</a></sup>. A mil&iacute;cia, num facto tamb&eacute;m confirmado pelas cr&oacute;nicas castelhanas<a name="top80"></a><sup><a href="#80">80</a></sup>, recorreu a um estratagema e escolheu um momento em que haveria menos defensores nas fronteiras lusas, uma vez que os esfor&ccedil;os portugueses se empenhavam em Toro.</p>     <p>No ano seguinte, parece ter sido a vez da Ordem de Alc&acirc;ntara perder pra&ccedil;as do seu patrim&oacute;nio pois, como refere a cron&iacute;stica portuguesa, &ldquo;ouve ho Pryncepe de Pedro Pantoja Cavaleiro Castelhano as fortallezas da Zagalla e Pedra B&otilde;a, que sam do mestrado d&rsquo;Alcantara, junto com Albuquerque em que p&ocirc;s seus alcaides e capita&atilde;es, e por ellas lhe deu em Portugal a vila de Santiago de Cacem, que he do mestrado de Santiago&rdquo;, j&aacute; que interessava ao D. Jo&atilde;o, l&iacute;der daquela Ordem em Portugal, o controlo dos castelos da fronteira at&eacute; ao final do conflito<a name="top81"></a><sup><a href="#81">81</a></sup>.</p>     <p>J&aacute; a Ordem de Santiago<a name="top82"></a><sup><a href="#82">82</a></sup>, a mais poderosa mil&iacute;cia mon&aacute;stico-militar castelhana, sabemos ter-se dividido em tr&ecirc;s  fac&ccedil;&otilde;es &agrave; morte de D. Henrique IV: por um lado, o novo marqu&ecirc;s de Vilhena, D. Diego Lopes Pacheco, reclamava a sucess&atilde;o de seu pai &agrave; frente do mestrado, o que contribuiu para a ruptura com D. Isabel na viragem para 1475<a name="top83"></a><sup><a href="#83">83</a></sup> (segundo o cronista Andr&eacute;s Bern&aacute;ldez, este nobre castelhano, um dos principais &ldquo;joanistas&rdquo;, intitular-se-ia mestre at&eacute; se reconciliar com os Reis Cat&oacute;licos em 1477<a name="top84"></a><sup><a href="#84">84</a></sup>); por outro, pretendia a chefia dos espat&aacute;rios o conde de Paredes, D. Rodrigo Manrique, comendador de Segura, eleito mestre pelos comendadores que conseguiu reunir no Convento de Ucl&eacute;s<a name="top85"></a><sup><a href="#85">85</a></sup>; por &uacute;ltimo, considerava-se mestre leg&iacute;timo D. Afonso de C&aacute;rdenas, comendador-mor de Le&atilde;o, que havia sido eleito pelos demais comendadores daquela prov&iacute;ncia<a name="top86"></a><sup><a href="#86">86</a></sup>. A aspira&ccedil;&atilde;o ao mestrado por estes dois &uacute;ltimos, ambos seguidores da causa de D. Isabel, somente ficaria resolvida pela morte de D. Rodrigo Manrique em Novembro de 1476. At&eacute; ent&atilde;o, ficamos com a sensa&ccedil;&atilde;o que os Reis Cat&oacute;licos procuraram tirar partido de ambos os pretensos l&iacute;deres.</p>     <p>Ainda D. Afonso V n&atilde;o tinha entrado em Castela, na primeira metade de 1475, e j&aacute; os espat&aacute;rios fi&eacute;is ao conde de Paredes, segundo Fernando del Pulgar, fustigavam os territ&oacute;rios de D. Diego Lopes Pacheco, evidenciando-se no cerco ao castelo de Alcaraz<a name="top87"></a><sup><a href="#87">87</a></sup>. Durante esse ass&eacute;dio, segundo Jer&oacute;nimo de Zurita, os cavaleiros de Santiago resistiram, com sucesso, &agrave; tentativa de socorro dos defensores perpetrada por uma for&ccedil;a de 300 cavaleiros e 300 pe&otilde;es da mil&iacute;cia de Calatrava, cujo mestre, D. Rodrigo T&eacute;llez Gir&oacute;n, era primo do marqu&ecirc;s de Vilhena<a name="top88"></a><sup><a href="#88">88</a></sup>. As ac&ccedil;&otilde;es militares dos cavaleiros espat&aacute;rios em torno deste pretendente ao mestrado seriam, de resto, decisivas ao retirarem uma base de apoio importante ao rei de Portugal no interior de Castela. No in&iacute;cio de 1476, os moradores de Oca&ntilde;a, dom&iacute;nio do marqu&ecirc;s de Vilhena, trataram com D. Rodrigo Manrique e al&ccedil;aram-se pelos Reis Cat&oacute;licos, tendo os espat&aacute;rios entrado na vila e combatido os homens de D. Diego Lopes Pacheco. O marqu&ecirc;s, sabendo da perda deste territ&oacute;rio, retirou com as suas for&ccedil;as em defesa do seu territ&oacute;rio, para preju&iacute;zo de D. Afonso V, que combateria em Toro sem o seu apoio<a name="top89"></a><sup><a href="#89">89</a></sup>.</p>     <p>Por outro lado, pouco ap&oacute;s a entrada do monarca portugu&ecirc;s no reino vizinho, sabemos que por carta dada em &Aacute;vila, a 20 de Junho de 1475, D. Isabel pediu aos oficiais concelhios da fronteira que apoiassem log&iacute;stica e operacionalmente um ex&eacute;rcito de espat&aacute;rios comandado por D. Afonso de C&aacute;rdenas, designado para fazer guerra a &ldquo;fuego e sangre&rdquo; ao reino de Portugal<a name="top90"></a><sup><a href="#90">90</a></sup>. De facto, este parecia ter sido o principal teatro de opera&ccedil;&otilde;es que lhe destinaram. Morto o conde de Paredes e dirimidas as v&aacute;rias convuls&otilde;es internas na Ordem, em finais de 1476, o entretanto mestre indiscut&iacute;vel, D. Afonso de C&aacute;rdenas<a name="top91"></a><sup><a href="#91">91</a></sup>, tornava &agrave;s suas incurs&otilde;es em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s. Atrav&eacute;s de Dami&atilde;o de G&oacute;is, sabemos que, entretanto, &ldquo;entrou em Portugal bem acompanhado de gente, e encaminhou pola terra dentro xv legoas, e sem achar resist&ecirc;ncia nenhua se tornou pera Castella&rdquo;<a name="top92"></a><sup><a href="#92">92</a></sup>. Tal como atesta o cronista castelhano Fernando del Pulgar, &ldquo;rob&oacute; todos los ganados, y tal&oacute; todo lo que hall&oacute; dentro del reyno&rdquo;<a name="top93"></a><sup><a href="#93">93</a></sup>. Noutra ac&ccedil;&atilde;o, datada de 1477, o mestre de Santiago parece ter tido menor sorte: tendo ido &ldquo;correr as portas D euora&rdquo;, regressava a Castela quando, na zona de Mour&atilde;o, foi surpreendido por D. Diogo de Castro, o qual, com cerca de 150 lan&ccedil;as, lhe caiu sobre a retaguarda e fez v&aacute;rios cativos<a name="top94"></a><sup><a href="#94">94</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre as derradeiras ac&ccedil;&otilde;es dos cavaleiros de Santiago de Castela nesta guerra, est&aacute; registado um combate em campo aberto, conhecido como Batalha de M&eacute;rida, &ldquo;na entrada do ano de myl e quatrocentos e setente e nove&rdquo;, que teve lugar na sequ&ecirc;ncia do pedido de aux&iacute;lio da Condessa de Medelin a D. Afonso V. O<i> Africano</i>, segundo Rui de Pina, enviou &ldquo;por Capitam Moor Dom Garcya de Meneses Bispo d&rsquo;Evora, e com elle por Capitaaes Dom Joam de Meneses seu irma&otilde;, e Diogo Lopez de Sousa, e Afonso Telez, e outros que fyzeram setecentos de cavalo, sem alguns de p&eacute;e de pelleja&rdquo;<a name="top95"></a><sup><a href="#95">95</a></sup>. Sabendo da marcha do ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s, o mestre de Santiago, segundo o mesmo cronista, no comando de &ldquo;mil e trezentos de cavallo, e tres myl homens de p&eacute;e&rdquo;, esperou o inimigo nas proximidades de M&eacute;rida<a name="top96"></a><sup><a href="#96">96</a></sup>, onde o bateu num breve recontro travado numa plan&iacute;cie que terminou na pris&atilde;o do pr&oacute;prio bispo de &Eacute;vora<a name="top97"></a><sup><a href="#97">97</a></sup>. Vencido o combate, e j&aacute; pr&oacute;ximo o fim da guerra, fora ainda ao mestre de Santiago que couberam os cercos aos castelos estremenhos que apoiavam D. Afonso V, tendo ele pr&oacute;prio liderado em pessoa o ass&eacute;dio ao castelo de Medellin<a name="top98"></a><sup><a href="#98">98</a></sup>. Ap&oacute;s a assinatura do Tratado das Alc&aacute;&ccedil;ovas de 1479, D. Afonso de C&aacute;rdenas continuaria envolvido no cumprimento das pazes ao conduzir e ao receber, da parte castelhana, os penhores das Ter&ccedil;arias de Moura<a name="top99"></a><sup><a href="#99">99</a></sup>.</p>     <p>A Ordem de S. Jo&atilde;o ser&aacute; por ventura, neste contexto, aquela que as fontes e os estudos consultados menos iluminam. Das mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares instaladas em Castela, era, nos finais do s&eacute;culo XV, a &uacute;nica com ra&iacute;zes fora do espa&ccedil;o ib&eacute;rico &ndash; de resto, a mais antiga &ndash; mas, em simult&acirc;neo, a de menor express&atilde;o naquele reino<a name="top100"></a><sup><a href="#100">100</a></sup>. Talvez por essa raz&atilde;o tenha, assumido um papel marcial mais discreto durante a Guerra da Sucess&atilde;o.</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a da tend&ecirc;ncia que temos verificado nas demais Ordens Militares, &eacute; um dado adquirido que tamb&eacute;m a mil&iacute;cia de S. Jo&atilde;o se dividiu. O estudo de Humberto Baquero Moreno e Isabel Vaz de Freitas conclui que o hospital&aacute;rio Juan de Valenzuela (senhor de Fuentelape&ntilde;a, B&oacute;veda e Vadillo), que se intitulava prior da Ordem em Castela<a name="top101"></a><sup><a href="#101">101</a></sup>, se encontrava entre os apoiantes de D. Afonso V na Batalha de Toro. A refer&ecirc;ncia deste cavaleiro, a quem o <i>Africano</i> ter&aacute; prometido a chefia da mil&iacute;cia, no c&eacute;lebre combate em campo aberto de 1 de Mar&ccedil;o de 1476 &eacute;, desde logo, a &uacute;nica associa&ccedil;&atilde;o conhecida de um hospital&aacute;rio &agrave; causa do monarca portugu&ecirc;s, pelo que cremos que o apoio que lhe foi prestado por parte desta mil&iacute;cia ter&aacute; sido residual. J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o ao bando dos Reis Cat&oacute;licos, as informa&ccedil;&otilde;es sugerem o inverso.</p>     <p>Com os seus dom&iacute;nios nas cercanias de Toledo, os freires cavaleiros de S. Jo&atilde;o protagonizaram v&aacute;rios ataques sobre os povoados do senhorio do marqu&ecirc;s de Vilhena em Novembro de 1475. Segundo Jer&oacute;nimo de Zurita, &ldquo;desde el alc&aacute;&ccedil;ar de Consuegra&rdquo;<a name="top102"></a><sup><a href="#102">102</a></sup>, a casa-m&atilde;e dos hospital&aacute;rios em Castela, as opera&ccedil;&otilde;es eram comandadas pelo pr&oacute;prio prior &Aacute;lvaro de Stu&ntilde;iga (filho do duque de Ar&eacute;valo, com o mesmo nome). O apoio da c&uacute;pula da Ordem de S. Jo&atilde;o &agrave; causa dos Reis Cat&oacute;licos indicia, portanto, um contributo militar expressivo no seio da mil&iacute;cia<a name="top103"></a><sup><a href="#103">103</a></sup>.     <br>     <p>Na mesma base, por carta de 10 de Janeiro de 1476, D. Isabel dirige-se a &ldquo;Aluaro de Stu&ntilde;iga, prior de San Juan, del mi Consejo&rdquo;, para que &ldquo;haga la guerra contra el adversario de Portugal y sus partidarios&rdquo;<a name="top104"></a><sup><a href="#104">104</a></sup>, numa altura em que D. Afonso V, concentrado em Toro, aguardava pelos refor&ccedil;os do pr&iacute;ncipe D. Jo&atilde;o. Para al&eacute;m da miss&atilde;o confiada, o documento aponta para a mobiliza&ccedil;&atilde;o a realizar por aquele que detinha o poder efectivo na Ordem, destacando &ldquo;sus personas e con sus cauallos e armas, e la gente de pie e con sus ballestras&rdquo;<a name="top105"></a><sup><a href="#105">105</a></sup>, confirmando a sua coexist&ecirc;ncia, &agrave;quele tempo, com as armas de fogo. A natureza da miss&atilde;o, com os seus requisitos de recrutamento, sugere uma inquestion&aacute;vel operacionalidade da mil&iacute;cia, que decerto ter&aacute; continuado a tomar parte em ac&ccedil;&otilde;es b&eacute;licas em circunst&acirc;ncias que desconhecemos.</p>     <p>Por fim, ter&aacute; sido entre os cavaleiros da Ordem de Calatrava<a name="top106"></a><sup><a href="#106">106</a></sup>, apesar da oposi&ccedil;&atilde;o do conde D. Afonso de Ribagor&ccedil;a<a name="top107"></a><sup><a href="#107">107</a></sup>, que D. Afonso V, conseguiu numa fase inicial, um apoio mais expl&iacute;cito de entre as mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares castelhanas, mormente atrav&eacute;s do seu mestre, D. Rodrigo T&eacute;llez Gir&oacute;n<a name="top108"></a><sup><a href="#108">108</a></sup>. Sabemos que este primo do marqu&ecirc;s de Vilhena, em Dezembro de 1474, n&atilde;o enviara quaisquer procuradores a jurar fidelidade a D. Isabel<a name="top109"></a><sup><a href="#109">109</a></sup> e que, aquando da entrada do rei portugu&ecirc;s em Castela, segundo atestam os cronista Andr&eacute;s Bern&aacute;ldez<a name="top110"></a><sup><a href="#110">110</a></sup> e Fernado del Pulgar<a name="top111"></a><sup><a href="#111">111</a></sup>, se apresentou como um dos principais seguidores de D. Joana, sendo referido junto de D. Afonso V aquando do seu casamento em Plas&ecirc;ncia. &Eacute;, portanto, prov&aacute;vel que os seus combatentes tenham tomado parte nos cercos e escaramu&ccedil;as que o rei portugu&ecirc;s travou ao longo de 1475 entre Zamora e Burgos.</p>     <p>Contudo, a mil&iacute;cia dos freires de Calatrava sofreu como grande condicionante o facto de as suas terras se encontrarem isoladas, nas proximidades de Madrid, tendo os castelos da Ordem sido alvo de frequentes ataques isabelinos, como aquele violento, na viragem para 1476, em que o &ldquo;mestre de Sanctiago, per mandado delrei dom Fernando fez guerra ao mestre de Calatraua (&hellip;) pelo que ho mestre nam pode vir em pessoa, nem mandar sua gente a elrei dom Affonso por ter della necessidade pera guarda de suas terras&rdquo;<a name="top112"></a><sup><a href="#112">112</a></sup>. A par, as ac&ccedil;&otilde;es do intr&eacute;pido &ldquo;Clavero don Garcia L&oacute;pez de Padilla&rdquo;<a name="top113"></a><sup><a href="#113">113</a></sup>, seguidor do conde de Ribargo&ccedil;a, subtra&iacute;ram  a D. Rodrigo T&eacute;llez Gir&oacute;n grandes extens&otilde;es de &ldquo;pastos y rentas&rdquo;<a name="top114"></a><sup><a href="#114">114</a></sup>, no dizer de Jer&oacute;nimo de Zurita. Neste contexto, de acordo com Fernando del Pulgar, o mestrado de Calatrava acusou especialmente a perda da fortaleza de Ciudad Real<a name="top115"></a><sup><a href="#115">115</a></sup>. O <i>Africano</i>, mais apostado em manter as posi&ccedil;&otilde;es no Douro, acabou por deixar de receber refor&ccedil;os significativos daqueles cavaleiros, sem conseguir auxiliar aquele mestrado t&atilde;o distante. Talvez a falta de apoio do rei portugu&ecirc;s, que n&atilde;o acedia em entrar para o interior do reino, explique mesmo a secess&atilde;o que se deu naquela Ordem Militar, na qual, acossado pelos constantes e violentos ataques, o seu comendador-mor, Fern&aacute;n G&oacute;mez de G&uacute;zman, rejeitou o mestre vigente na viragem para 1476<a name="top116"></a><sup><a href="#116">116</a></sup>. Fragilizado, n&atilde;o tardou a que D. Rodrigo, para se conservar &agrave; frente do mestrado, chegasse a um pacto com D. Isabel e D. Fernando em Maio do mesmo ano, no qual os jovens monarcas n&atilde;o deixaram de impor o seu ascendente sobre a mil&iacute;cia<a name="top117"></a><sup><a href="#117">117</a></sup>, ao seu servi&ccedil;o nos tr&ecirc;s anos de conflito seguintes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Se o furor da ideia de Cruzada na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica no s&eacute;culo XII tinha viabilizado a fixa&ccedil;&atilde;o de Ordens Militares, bem como a constitui&ccedil;&atilde;o de outras tantas, fica claro que o papel marcial destas organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se resumiu ao per&iacute;odo dos grandes avan&ccedil;os crist&atilde;os que culminou na cent&uacute;ria de Trezentos na <i>Reconquista</i>. Chegados ao s&eacute;culo XV, as monarquias portuguesa e castelhana continuavam a contar com o empenhamento b&eacute;lico daquelas mil&iacute;cias frente aos inimigos da f&eacute;: combatiam em torno das pra&ccedil;as marroquinas<a name="top118"></a><sup><a href="#118">118</a></sup>, no primeiro caso, e vigiavam os seus castelos na fronteira com Granada, no segundo<a name="top119"></a><sup><a href="#119">119</a></sup>. A Guerra da Sucess&atilde;o de Castela de 1475-1479 veio, nessa esteira, confirmar a voca&ccedil;&atilde;o militar das Ordens &ndash; que deram mostras de acompanhar a transi&ccedil;&atilde;o b&eacute;lica &ndash; e a centraliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do poder r&eacute;gio sobre as mil&iacute;cias &ndash; num processo em que, segundo Lu&iacute;s Filipe Oliveira, o servi&ccedil;o de Deus e o servi&ccedil;o de rei j&aacute; se confundiam sobremaneira<a name="top120"></a><sup><a href="#120">120</a></sup>.</p>     <p>Em Portugal, ao tempo da peleja com os Reis Cat&oacute;licos, as Ordens de Avis e de Santiago eram lideradas pelo pr&oacute;prio pr&iacute;ncipe herdeiro, a mil&iacute;cia de Cristo por um sobrinho do rei, o duque D. Diogo de Viseu, e a do Hospital por um membro de uma das linhagens mais pr&oacute;ximas do monarca, a dos Ata&iacute;des. A participa&ccedil;&atilde;o das mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares no diferendo com D. Fernando e D. Isabel foi, portanto, uma inevitabilidade que, de resto, remontou &agrave; discuss&atilde;o nas institui&ccedil;&otilde;es r&eacute;gias para tomar a decis&atilde;o quanto ao conflito. Aconselhando a prepara&ccedil;&atilde;o do ex&eacute;rcito, observ&aacute;mos como as Ordens Militares &ndash; fruto da sua vida militar activa &ndash; eram profundas conhecedoras em mat&eacute;ria de armamento (ofensivo e defensivo), n&atilde;o lhes escapando a import&acirc;ncia das armas de fogo. No que toca ao recrutamento, os seus cavaleiros aprestaram-se para responder &agrave; convocat&oacute;ria r&eacute;gia &ndash; decerto enquadrando outros combatentes dos seus dom&iacute;nios &ndash;, acabando por se destacar em v&aacute;rias opera&ccedil;&otilde;es da campanha de 1475-1476, entre as quais a pr&oacute;pria Batalha de Toro. Quais os efectivos que representavam os corpos das Ordens Militares na hoste r&eacute;gia? Esta ser&aacute;, por ventura, a grande d&uacute;vida neste &acirc;mbito, a qual desperta, desde j&aacute;, a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de estudos mais aprofundados sobre o tema.</p>     <p>Quanto &agrave; defesa da raia portuguesa, atestam-se as responsabilidades que as mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares conservavam. Como ficou patente antes da eclos&atilde;o do conflito, as mil&iacute;cias n&atilde;o deixaram de se preocupar com o enquadramento militar das frontarias e com a conserva&ccedil;&atilde;o dos seus castelos nas &aacute;reas raianas, onde mais uma vez ficou patente a import&acirc;ncia da artilharia. Promoveriam &agrave;quele tempo uma arquitectura militar de transi&ccedil;&atilde;o nas suas pra&ccedil;as? Certo &eacute; que naqueles quatro anos de contenda, os combatentes das Ordens Militares, cujos territ&oacute;rios (mormente no Alentejo) n&atilde;o deixaram de sofrer as cicatrizes socioecon&oacute;micas da guerra, se empenharam com maior ou menor sucesso nos combates fronteiri&ccedil;os, como foi o caso da (malograda) defesa do castelo de Noudar em 1475.</p>     <p>No reino de Castela, onde as Ordens Militares vinham representando para a Coroa um expressivo apoio marcial, comprov&aacute;mos a tend&ecirc;ncia divisionista das mil&iacute;cias no contexto da disputa do trono castelhano deixado vago por D. Henrique IV em Dezembro de 1474. Esta fractura institucional prendia-se, em grande medida, com o culminar de um processo a que Enrique Rodr&iacute;guez-Picavea Matilla chamou de aristocratiza&ccedil;&atilde;o das Ordens<a name="top121"></a><sup><a href="#121">121</a></sup>, cujos mestres ou pretensos mestres, cada vez mais senhores laicos da confian&ccedil;a r&eacute;gia, percepcionavam aquelas organiza&ccedil;&otilde;es quase como uma extens&atilde;o dos seus direitos e patrim&oacute;nio. Protagonizando combates em campo aberto, escaramu&ccedil;as, golpes de m&atilde;o, razias e cercos, as Ordens de Santiago, Calatrava, Alc&acirc;ntara e S. Jo&atilde;o revelaram-se determinantes na evolu&ccedil;&atilde;o militar da contenda, destacando-se a sua ac&ccedil;&atilde;o ao servi&ccedil;o de D. Isabel &ndash; com ex&eacute;rcitos seus ou enquadrando outro tipo de for&ccedil;as &ndash; no combate aos apoiantes castelhanos de D. Afonso V, cuja sintom&aacute;tica aus&ecirc;ncia se sentiria na Batalha de Toro, bem como nas entradas em territ&oacute;rio luso. Cientes da import&acirc;ncia do dom&iacute;nio das mil&iacute;cias, n&atilde;o admira que, finda a Guerra da Sucess&atilde;o, os Reis Cat&oacute;licos se tenham apressado em obter a administra&ccedil;&atilde;o perp&eacute;tua dos mestrados de Calatrava (1486), Santiago (1493) e Alc&acirc;ntara (1498) para a Coroa<a name="top122"></a><sup><a href="#122">122</a></sup>.</p>     <p>&nbsp;</p> <b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b>     <p><b>Fontes</b></p>     <p>ARMAS, Duarte de &ndash; <i>Livro das Fortalezas</i>. Introdu&ccedil;&atilde;o de Manuel da Silva Castelo Branco. 3&ordf; ed. Lisboa: Arquivo Nacional da Torre do Tombo &ndash; Edi&ccedil;&otilde;es Inapa, 2006.</p>     <p>BERNALD&Eacute;Z, Andr&eacute;s &ndash; <i>Historia de los Reyes Cat&oacute;licos D. Fernando y Do&ntilde;a Isabel escrita por el Bachiller Andr&eacute;s Bern&aacute;ldez, Cura que fu&eacute; la villa de los Pal&aacute;cios, y Capellan de D. Diego Deza, Arzobispo de Sevilla</i>. T. 1. Sevilla: Imprenta que fue de J. M. Geofrin, 1869. </p>     <p>CHAVES, &Aacute;lvaro Lopes de &ndash; <i>Livro de apontamentos, 1438-1489: C&oacute;dice 443 da Colec&ccedil;&atilde;o Pombalina da B. N. L</i>. Introd. e transcri&ccedil;&atilde;o de Anast&aacute;sia Mestrinho Salgado e Ab&iacute;lio Jos&eacute; Salgado. Lisboa: Imprensa Nacional &ndash; Casa da Moeda, 1983.</p>     <p>G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>Chronica do Prin&ccedil;ipe Dom Ioam.</i> Ed. cr&iacute;tica e comentada de Gra&ccedil;a de Almeida Fernandes. Lisboa: Universidade Nova, 1977.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PINA, Rui de &ndash; <i>Cr&oacute;nicas de Rui de Pina</i>. Introdu&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o de M. Lopes de Almeida. Porto: Lello &amp; Irm&atilde;o &ndash; Editores, 1977.</p>     <p>PULGAR, Fernando del &ndash; <i>Cr&oacute;nica de los Reyes Cat&oacute;licos</i>. Edici&oacute;n y est&uacute;dio por Juan de Mata Carriazo. Vol. 1. Madrid: Espasa-Calpe, 1943.</p>     <p>RESENDE, Garcia de &ndash; <i>Cr&oacute;nica de D. Jo&atilde;o II e Miscel&acirc;nea</i>. Ed. conforme a de 1798. Introdu&ccedil;&atilde;o de J. Ver&iacute;ssimo Serr&atilde;o. Lisboa: Imprensa Nacional &ndash; Casa da Moeda, 1991.</p>     <p>TORRE, Antonio de la; SU&Aacute;REZ FERN&Aacute;NDEZ, Luis &ndash; <i>Documentos referentes a las relaciones con Portugal durante el reinado de los Reyes Catolicos</i>. Vol. 1. Valladolid: Gr&aacute;ficas Andr&eacute;s Martin, 1958.</p>     <p>ZURITA, Jer&oacute;nimo &ndash; <i>Anales de la Corona de Aragon</i>. t. 4. Sarago&ccedil;a: Diego Dormer, Herederos de Pedro Lanaja y Lamarca, 1668.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos:</b></p>     <p>ALMEIDA, Fortunato de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da Igreja em Portugal</i>. Vol. 1. Coimbra: Imprensa Acad&eacute;mica, 1910-1915.</p>     <p>&Aacute;LVAREZ PALENZUELA, Vicente &Aacute;ngel &ndash; &ldquo;Una Divina Retribuci&oacute;n: la batalla de Toro en la mentalidade castellana&rdquo;. in <i>A guerra e a sociedade na Idade M&eacute;dia. Actas das VI Jornadas luso-espanholas de estudos medievais. 6 a 8 de Novembro de 2008</i>. Vol. 1. Campo Militar de S. Jorge / Porto de M&oacute;s / Alcoba&ccedil;a / Batalha: Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais, 2009, pp. 35-55.</p>     <p>ARA&Uacute;JO, In&ecirc;s Meira &ndash; <i>As tape&ccedil;arias de Pastrana: uma iconografia da guerra</i>. Tese de Mestrado em Hist&oacute;ria de Arte, Patrim&oacute;nio e Teoria do Restauro apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa: [s. n.], 2012. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>AYALA MART&Iacute;NEZ, Carlos de &ndash; <i>Las &oacute;rdenes militares hisp&aacute;nicas en la Edad Media (siglos XII-XV).</i> Madrid: Marcial Pons / Latorre Literaria, 2010.</p>     <p>AYALA MART&Iacute;NEZ, Carlos, NOVOA PORTELA, Feliciano (dir.) &ndash; <i>As Ordens Militares na Europa Medieval</i>. Trad. Daniel Gouveia. Lisboa: Chaves Ferreira, 2005.</p>     <p>BARATA, Manuel Themudo e TEIXEIRA, Nuno  Severiano (dir.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria Militar de Portugal</i>. Vol. 1. Mem Martins: C&iacute;rculo de  Leitores, 2003.</p>     <p>BARQUERO GO&Ntilde;I, Carlos &ndash; &ldquo;The Hospitallers and the kings of Castille in the Fourteenth and  Fifteenth Centuries&rdquo;. in <i>The Military Orders.</i> Vol. 3, <i>History and Heritage</i>. Aldershot: Ashgate Publishing, 2008, pp. 235-240.</p>     <p>COELHO, Adelino de Matos &ndash; <i>O castelo de Noudar, fortaleza medieval</i>. Barrancos: C&acirc;mara Municipal de Barrancos, 1986.</p>     <p>CONTAMINE, Philippe &ndash; <i>La guerre au Moyen Age</i>. 6&ordf; ed. Paris: Presses Universitaires de France, 2012.</p>     <p>COSTA, Ant&oacute;nio Carlos Martins &ndash; <i>A Batalha de Toro e as rela&ccedil;&otilde;es entre Portugal e Castela: dimens&otilde;es pol&iacute;ticas e militares na segunda metade do s&eacute;culo XV</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Hist&oacute;ria Medieval apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa: [Policopiado], 2011.</p>     <p>DIAS, Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves &ndash; &ldquo;A  popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;. in SERR&Atilde;O, Joel e MARQUES, A. H. de Oliveira (dir.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal. </i>Vol. 5.  Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 1999, pp. 11-52.</p>     <p>DIAS, Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves  (coord.) &ndash; <i>Portugal do Renascimento &agrave;  Crise Din&aacute;stica</i>. Vol. V da <i>Nova</i><i> Nova Hist&oacute;ria de Portugal. </i>Dir. Joel SERR&Atilde;O e A. H. de Oliveira MARQUES. Lisboa:  Editorial Presen&ccedil;a, 1999.</p>     <p>DUARTE, Lu&iacute;s Miguel &ndash; &ldquo;1449-1495: o  triunfo da p&oacute;lvora&rdquo;. in BARATA, Manuel Themudo e TEIXEIRA, Nuno Severiano  (dir.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria Militar de  Portugal.</i> Vol. 1. Mem Martins: C&iacute;rculo de Leitores, 2003, pp. 347-391.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ENCARNA&Ccedil;&Atilde;O, Marcelo Augusto Flores Reis da &ndash; <i>A Batalha de Toro</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval e do Renascimento apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: [Policopiado], 2011.</p>     <p>FERNANDES, Isabel Cristina (coord) &ndash; <i>Ordens Militares: guerra, religi&atilde;o, poder e  cultura</i>. <i>Actas do III Encontro sobre  Ordens Militares</i>. 2 vol. Lisboa / Palmela: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri / C&acirc;mara  Municipal de Palmela, 1999.</p>     <p>FIGUEIREDO, Jos&eacute; Anast&aacute;cio de &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria da Militar Ordem de Malta e dos Senhores Gr&atilde;o-Priores della em Portugal: fundada sobre os documentos que s&oacute; podem supprir, confirmar ou emendar o pouco incerco ou falso que della se acha impresso</i>. 3 vol. Lisboa: Officina de Sim&atilde;o Thaddeo Ferreira, 1800.</p>     <p>FONSECA, Lu&iacute;s Ad&atilde;o da &ndash; <i>D. Jo&atilde;o II</i>. [Lisboa]: C&iacute;rculo de Leitores, 2005.</p>     <p>FONSECA, Lu&iacute;s Ad&atilde;o da &ndash; &ldquo;Ordens Militares&rdquo;. in AZEVEDO, Carlos Moreira (dir.) &ndash;  <i>Dicion&aacute;rio da Hist&oacute;ria Religiosa de Portugal</i>. Vol. 3.  Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2001, pp. 334-345.</p>     <p>FOREY, Alan &ndash; &ldquo;The Military Orders and the Spanish Reconquest in twelfth and thirtheenth centuries&rdquo;. in <i>Traditio</i>, 40 (1984), pp. 197-234.</p>     <p>GOMES, Sa&uacute;l Ant&oacute;nio &ndash; <i>D. Afonso V, o africano</i>. Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2006.</p>     <p>JOSSERAND, Philippe &ndash; &ldquo;Un corps d'arm&eacute;e sp&eacute;cialis&eacute; au service de la Reconqu&ecirc;te. Les ordres militaires dans le royaume de Castille (1252-1369)&rdquo;. in <i>Bulletin de la Soci&eacute;t&eacute; Arch&eacute;ologique et Historique de Nantes et de Loire-Atlantique</i>, 137 (2002), pp. 193-214.</p>     <p>LADERO QUESADA, Manuel Fernando &ndash; &ldquo;La Orden de Alc&aacute;ntara en el siglo XV. Datos sobre su potencial militar, territorial, econ&oacute;mico y demogr&aacute;fico&rdquo;. in<i> En la Esp&atilde;na Medieval.</i> <i>Estudios en memoria del profesor D. Salvador de Mox&oacute;</i>. Vol. 2. Madrid: Universidad Complutense, 1982, pp. 500-541.</p>     <p>LADERO QUESADA,  Miguel &Aacute;ngel (coord.) &ndash; <i>Edad Media</i>.  Vol. 2 da <i>Historia Militar de Espa&ntilde;a</i>.  Dir. Hugo O&rsquo;Donnell. Madrid: Laberinto &ndash; Ministerio de Defensa, 2010.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LADERO  QUESADA, Miguel &Aacute;ngel &ndash; <i>Historia de  Espa&ntilde;a</i>. Dir. de Lara  Hern&aacute;ndez. T. 4 &ndash; <i>De la crisis medieval  al Renacimiento (siglos XIV &ndash;XV)</i>. 2&ordf; ed.. Barcelona: Editorial Planeta, 1989.</p>     <p>MARTINS, Maria Odete Banha da Fonseca Sequeira &ndash; <i>Poder e sociedade: a duquesa de Beja</i>. Tese de Doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa: [Policopiado], 2011.</p>     <p>MARTINS, Miguel Gomes &ndash; <i>De Ourique a Aljubarrota &ndash; A guerra na Idade M&eacute;dia.</i> Lisboa: A Esfera dos Livros, 2011.</p>     <p>MONTEIRO, Jo&atilde;o Gouveia &ndash; &ldquo;Castelos  e armamento&rdquo;. in BARATA, Manuel Themudo e TEIXEIRA, Nuno Severiano (dir.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria Militar de Portugal.</i> Vol.  1. Mem Martins: C&iacute;rculo de Leitores, 2003, pp. 164-191.</p>     <p>MONTEIRO, Jo&atilde;o Gouveia &ndash; <i>A Guerra em Portugal nos finais da Idade M&eacute;dia.</i> Lisboa: Not&iacute;cias, 1998.</p>     <p>MONTEIRO, Jo&atilde;o Gouveia &ndash;  &ldquo;Organiza&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o militares&rdquo;. in BARATA, Manuel Themudo e TEIXEIRA, Nuno  Severiano (dir.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria Militar  de Portugal.</i> Vol. 1. Mem Martins: C&iacute;rculo de Leitores, 2003, pp. 192-215.</p>     <p>MORENO, Humberto Baquero &ndash; &ldquo;A contenda entre D. Afonso V e os Reis Cat&oacute;licos: incurs&otilde;es castelhanas no solo portugu&ecirc;s de 1475 a 1478&rdquo;. in <i>Anais &ndash; Academia Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>. 2&ordf; S&eacute;rie,  25 (1971), pp. 297-324.</p>     <p>MORENO, Humberto Baquero &ndash; &ldquo;Os confrontos fronteiri&ccedil;os entre D. Afonso V e os Reis Cat&oacute;licos&rdquo;. in <i> Revista da Faculdade de Letras</i>. S&eacute;rie 2, vol. 10 (1993), pp. 103-116.</p>     <p>MORENO, Humberto Baquero e FREITAS, Isabel Vaz de &ndash; <i>A Corte de D. Afonso V. O Tempo e os Homens</i>. Gij&oacute;n: Ediciones Trea S. L., 2006.</p>     <p>O&rsquo;DONNELL, Hugo  (dir.) &ndash; <i>Historia Militar de Espa&ntilde;a.</i> Vol. 2, <i>Edad Media</i>. Coord. Miguel Angel Ladero Quesada. Madrid:  Laberinto / Ministerio de Defensa, 2010.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>OLIVEIRA, Lu&iacute;s Filipe &ndash; &ldquo;Apresenta&ccedil;&atilde;o de Tese <i>A Coroa, os Mestres e os Comendadores: as Ordens Militares de Avis e de Santiago (1330-1449)</i>. Tese de Doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval&rdquo;. <i>Medievalista </i>[Em linha]. N&ordm; 5 (Dezembro 2008). Dispon&iacute;vel em:     <br><a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA5/medievalista-oliveira.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA5/medievalista-oliveira.html</a></p>     <p>PIMENTA, Maria Cristina &ndash; As Ordens de Avis e de Santiago na baixa Idade M&eacute;dia: o governo de D. Jorge. Col. in <i>Militarium Ordinum Analecta</i>, 5 (2001).</p>     <p>PORRAS ARBOLEDAS, Pedro Andr&eacute;s &ndash; <i>La Orden de Santiago en el Siglo XV: la provincia de Castilla.</i><b> </b>Madrid: Dyckinson, 1997.<b></b></p>     <p>RODRIGUES, Ana Maria S. A. e DUARTE,  Lu&iacute;s Miguel &ndash; &ldquo;A propriedade&rdquo;. in SERR&Atilde;O, Joel e MARQUES, A. H. de Oliveira  (dir.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal. </i>Vol. 5. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 1999, pp. 83-160.</p>     <p>RODR&Iacute;GUEZ-PICAVEA, Enrique&nbsp; &ndash; &ldquo;Los cismas en las &oacute;rdenes militares ib&eacute;ricas durante la Edad Media&rdquo;. in<i> En la Espa&ntilde;a Medieval</i>, 34 (2011), pp. 277-306.</p>     <p>RODR&Iacute;GUEZ-PICAVEA MATILLA, Enrique&nbsp; &ndash; &ldquo;El processo de aristocratizaci&oacute;n de la Orden de Calatrava (siglos XII-XV)&rdquo;. in <i>Hispania Sacra</i>, 59 (Julio-Deciembre 2007), pp. 493-535.</p>     <p>SOLANO RUIZ, Emma &ndash; <i>La Orden de Calatrava en el siglo XV: los se&ntilde;orios castellanos de la Orden en el fin de la Edad Media</i>. Sevilla: Universidad de Sevilla, 1978.</p>     <p>SOUSA, Bernardo Vasconcelos e RAMOS, Rui &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. 3&ordf; ed.. Lisboa: A  Esfera dos Livros, 2009. </p>     <p>SU&Aacute;REZ FERN&Aacute;NDEZ, Luis &ndash; <i>Isabel I, Rainha de Castela</i>. Coimbra: Edi&ccedil;&otilde;es Tenacitas, 2008.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VASCONCELLOS, Ant&oacute;nio Maria Falc&atilde;o Pestana de &ndash; <i>Nobreza e Ordens Militares. Rela&ccedil;&otilde;es sociais e de poder (s&eacute;culos XIV a XVI).</i> 2 vols.  Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval e do Renascimento apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: [Policopiado], 2008.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>      <p>COSTA, Ant&oacute;nio Carlos Martins &ndash; &ldquo;As Ordens Militares em combate nos finais da Idade M&eacute;dia: o caso da Guerra da Sucess&atilde;o de Castela (1475-1479)&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 19 (Janeiro &ndash; Junho 2016). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA19/costa1907.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA19/costa1907.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 28 de Mar&ccedil;o de 2015</p>     <p>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 27 de Julho de 2015</p>     <p>&nbsp;</p> <b>NOTAS</b>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> MONTEIRO, Jo&atilde;o Gouveia &nbsp;&ndash; &ldquo;Organiza&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o militares&rdquo;. in BARATA, Manuel Themudo e  TEIXEIRA, Nuno Severiano (dir.) &ndash; <i>Nova  Hist&oacute;ria Militar de Portugal.</i> Vol. 1. Mem Martins: C&iacute;rculo de Leitores, 2003, p. 200.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Leia-se, numa perspectiva panor&acirc;mica, a prop&oacute;sito das Ordens Religiosas Militares: AYALA MART&Iacute;NEZ, Carlos, NOVOA PORTELA, Feliciano (dir.) &ndash; <i>As Ordens Militares na Europa Medieval.</i> Trad. Daniel Gouveia. Lisboa: Chaves Ferreira, 2005.</p>     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> No que toca &agrave;s mil&iacute;cias mon&aacute;stico-militares hisp&acirc;nicas, leia-se: AYALA MART&Iacute;NEZ, Carlos de &ndash; <i>Las &oacute;rdenes militares hisp&aacute;nicas en la Edad Media (siglos XII-XV). </i>Madrid: Marcial Pons / Latorre Literaria, 2010.</p>     <p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup> A respeito do papel marcial das Ordens Militares na Reconquista, veja-se: FOREY, Alan &ndash; &ldquo;The Military Orders and the Spanish Reconquest in twelfth and thirtheenth centuries&rdquo;. in <i>Traditio</i>, 40 (1984), pp. 197-234; JOSSERAND, Philippe &ndash;  &ldquo;Un corps d'arm&eacute;e sp&eacute;cialis&eacute; au service de la Reconqu&ecirc;te. Les ordres militaires dans le royaume de Castille (1252-1369)&rdquo;. in <i>Bulletin de la Soci&eacute;t&eacute; Arch&eacute;ologique et Historique de Nantes et de Loire-Atlantique</i>, 137 (2002), pp. 193-214.</p>     <p><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup> FONSECA, Lu&iacute;s Ad&atilde;o da &ndash; &ldquo;Ordens Militares&rdquo;. in AZEVEDO, Carlos Moreira de (dir.) &ndash; <i>Dicion&aacute;rio da Hist&oacute;ria Religiosa de Portugal</i>. Vol. 3. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2001, p. 335; OLIVEIRA, Lu&iacute;s Filipe, &ldquo;Apresenta&ccedil;&atilde;o de Tese <i>A Coroa, os Mestres e os Comendadores: as Ordens Militares de Avis e de Santiago (1330-1449)</i>. Tese de Doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 5 (Dezembro 2008), pp. 3-5.</p>     <p><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup> Michael Roberts citado por: DUARTE, Lu&iacute;s Miguel &ndash; &ldquo;1449-1495: o triunfo da p&oacute;lvora&rdquo;. in BARATA, Manuel Themudo e  TEIXEIRA, Nuno Severiano (dir.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria Militar de Portugal</i>. Vol. 1, p. 347.</p>     <p><sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>Cr&oacute;nicas de Rui de Pina. </i>Introdu&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o de M. Lopes de Almeida. Porto: Lello &amp; Irm&atilde;o &ndash; Editores, 1977.</p>     <p><sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></sup> RESENDE, Garcia de &ndash; <i>Cr&oacute;nica de D. Jo&atilde;o II e Miscel&acirc;nea.</i> Ed. conforme a de 1798. Introdu&ccedil;&atilde;o de J. Ver&iacute;ssimo Serr&atilde;o. Lisboa: Imprensa Nacional &ndash; Casa da Moeda, 1991.</p>     <p><sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></sup> GOIS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>Chronica do Prin&ccedil;ipe Dom Ioam. </i>Ed. cr&iacute;tica e comentada de Gra&ccedil;a de Almeida Fernandes. Lisboa: Universidade Nova, 1977.</p>     <p><sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>Cr&oacute;nica de los Reyes Cat&oacute;licos</i>. Edici&oacute;n y est&uacute;dio por Juan de Mata Carriazo. Vol. 1. Madrid: Espasa-Calpe, 1943.</p>     <p><sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></sup> BERNALD&Eacute;Z, Andr&eacute;s &ndash; <i>Historia de los Reyes Cat&oacute;licos D. Fernando y Do&ntilde;a Isabel escrita por el Bachiller Andr&eacute;s Bern&aacute;ldez, Cura que fu&eacute; la villa de los Pal&aacute;cios, y Capellan de D. Diego Deza, Arzobispo de Sevilla. </i>T. 1. Sevilla: Imprenta que fue de J. M. Geofrin, 1869.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></sup> ZURITA, Jer&oacute;nimo &ndash; <i>Anales de la Corona de Aragon. </i>t. 4. Sarago&ccedil;a: Diego Dormer, Herederos de Pedro Lanaja y Lamarca, 1668.</p>     <p><sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></sup> CHAVES, &Aacute;lvaro Lopes de &ndash; <i>Livro de apontamentos, 1438-1489: C&oacute;dice 443 da Colec&ccedil;&atilde;o Pombalina da B. N. L.</i>. Introd. e transcri&ccedil;&atilde;o de Anast&aacute;sia Mestrinho Salgado e Ab&iacute;lio Jos&eacute; Salgado. Lisboa: Imprensa Nacional &ndash; Casa da Moeda, 1983.</p>     <p><sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></sup> ARMAS, Duarte de &ndash; <i>Livro das Fortalezas. </i>Introdu&ccedil;&atilde;o de Manuel da Silva Castelo Branco. 3&ordf; ed. Lisboa: Arquivo Nacional da Torre do Tombo / Edi&ccedil;&otilde;es Inapa, 2006.</p>     <p><sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></sup> COSTA, Ant&oacute;nio Carlos Martins &ndash; <i>A Batalha de Toro e as rela&ccedil;&otilde;es entre Portugal e Castela: dimens&otilde;es pol&iacute;ticas e militares na segunda metade do s&eacute;culo XV</i>. Tese de Mestrado em Hist&oacute;ria Medieval apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa: [Policopiado], 2011, pp. 92-101.</p>     <p><sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></sup> G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XLI, p. 100. PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap.CLXXIII, p. 829.</p>     <p><sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></sup> O pr&iacute;ncipe D. Jo&atilde;o recebera o governo da Ordem de Avis em 1468, sucedendo ao Condest&aacute;vel D. Pedro, vindo a assumir a lideran&ccedil;a da Ordem de Santiago em 1472, ap&oacute;s a morte do pequeno duque de Beja, D. Jo&atilde;o. Tratava-se, segundo Lu&iacute;s Ad&atilde;o da Fonseca, de uma estrat&eacute;gia da Coroa, numa perspectiva centralizadora, para &ldquo;criar um bloco Avis-Santiago submetido &agrave; mesma cabe&ccedil;a&rdquo; (FONSECA, Lu&iacute;s Ad&atilde;o da &ndash; <i>D. Jo&atilde;o II</i>. [Lisboa]: C&iacute;rculo de Leitores, 2005, p. 205).</p>     <p><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit</i>, cap. CLXXIII, p. 829.</p>     <p><sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></sup> Quanto &agrave; Ordem de Cristo, cujo mestre era ent&atilde;o o pequeno Duque D. Diogo de Viseu (contava a sua m&atilde;e D. Brites por administradora), desconhece-se a sua participa&ccedil;&atilde;o no Conselho que reuniu em Estremoz no final de 1474. Cf. MARTINS, Maria Odete Banha da Fonseca Sequeira &ndash; <i>Poder e sociedade: a duquesa de Beja</i>. Tese de Doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa: [Policopiado], 2011, p. 79-80.</p>     <p><sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></sup> Filho de um dos mais c&eacute;lebres seguidores de D. Afonso V na batalha de Alfarrobeira, o conde D. &Aacute;lvaro da Atouguia, D. Vasco de Ata&iacute;de tornou-se prior do Crato em 1453, sucedendo ao seu irm&atilde;o D. Jo&atilde;o de Ata&iacute;de. Parece ter consolidado a proximidade do cl&atilde; em rela&ccedil;&atilde;o ao monarca, uma vez que, em 1455, foi um dos padrinhos de baptismo do pr&iacute;ncipe D. Jo&atilde;o. Durante o governo da ordem, D. &Aacute;lvaro figurou em actos pol&iacute;ticos de grande import&acirc;ncia, como o encontro de Gibraltar de 1464 entre D. Afonso V e D. Henrique IV, bem como em diversas ac&ccedil;&otilde;es militares, atestando-se a sua participa&ccedil;&atilde;o na conquista de Arzila e na ocupa&ccedil;&atilde;o de T&acirc;nger em 1471. Veja-se: VASCONCELLOS, Ant&oacute;nio Maria Falc&atilde;o Pestana de &ndash; <i>Nobreza e Ordens Militares. Rela&ccedil;&otilde;es sociais e de poder (s&eacute;culos XIV a XVI)</i>. 2 Vols. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval e do Renascimento apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: [Policopiado], 2008, pp. 35-36.</p>     <p><sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></sup> CHAVES, &Aacute;lvaro Lopes &ndash; <i>ob. cit.</i>, p. 52.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></sup> Em mat&eacute;ria de recrutamento, advertia-se para a import&acirc;ncia, antes da decis&atilde;o pelo conflito, de um levantamento das pessoas mobiliz&aacute;veis, dada a &ldquo;incertid&atilde;o&rdquo; a que induziriam ent&atilde;o as &ldquo;mortes pestelen&ccedil;as, desterros e homisios&rdquo;; quanto aos cavalos, reconhecendo a sua import&acirc;ncia na guerra, procurava-se alargar a sua aquisi&ccedil;&atilde;o ao propor-se que os oficiais r&eacute;gios que os n&atilde;o possu&iacute;ssem perdessem os respectivos cargos. Para equipar o ex&eacute;rcito, sugeria-se a r&aacute;pida importa&ccedil;&atilde;o de impressionantes quantidades do mais diverso armamento: da Pen&iacute;nsula It&aacute;lica, deveriam chegar 1.000 arneses, 1.000 cobertas e 500 coura&ccedil;as; da Flandres, aconselhava-se a compra de 500 gibanetes, 500 &ldquo;capacetes com suas babeiras&rdquo;, 200 lan&ccedil;as, 200 &ldquo;b&eacute;stas de garrucha d&rsquo;a&ccedil;o&rdquo;, 1.000.000 de virot&otilde;es, e, confirmando a import&acirc;ncia da pirobal&iacute;stica, 200 &ldquo;bombardas meas&rdquo;, 500 &ldquo;tiros&rdquo; e 160 quintais de p&oacute;lvora. No total, or&ccedil;ava este planeamento em dezoito contos e centro e trinta reis, pelo que, para garantir a sua exequibilidade atempada, se sugeria a breve publica&ccedil;&atilde;o da convocat&oacute;ria de Cortes (<i>ibidem</i>, pp. 52-56). </p>     <p><sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></sup> <i>Ibidem</i>, pp. 52-53. </p>     <p><sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></sup> G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XLII, p. 105; PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CLXXIII &ndash; CLXXIV, p. 830.</p>     <p><sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CLXXIV, p. 830.</p>     <p><sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></sup> FIGUEIREDO, Jos&eacute; Anast&aacute;cio de &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria da Militar Ordem de Malta e dos Senhores Gr&atilde;o-Priores della em Portugal: fundada sobre os documentos que s&oacute; podem supprir, confirmar ou emendar o pouco incerco ou falso que della se acha impresso</i>. 3 vol. Lisboa: Officina de Sim&atilde;o Thaddeo Ferreira, 1800, p. 78.</p>     <p><sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></sup> Os documentos r&eacute;gios dirigidos aos hospital&aacute;rios com vista a viabilizar a possibilidade de arrendamento de bens da Ordem est&atilde;o datados, respectivamente: de 4 de Mar&ccedil;o de 1475, autorizando o comendador de Belver, &Aacute;lvaro Pires; de 6 de Mar&ccedil;o, dois documentos, um anuindo ao comendador de Vera Cruz, Pero Gomes, e outro ao de Negroponte, Paio Correia; de 8 de Mar&ccedil;o, acedendo ao pedido do prior do Hospital, D. Vasco de Ata&iacute;de; de 12 de Mar&ccedil;o, autorizando o comendador do Landal, Jo&atilde;o Coelho; por &uacute;ltimo, sabemos do diferimento a um cavaleiro de Pedr&oacute;g&atilde;o, de nome Pero. Veja-se: <i>Ibidem</i>, p. 78. </p>     <p><sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></sup> G&Oacute;IS<i>, </i>Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit</i>, cap. L, p. 117; PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CLXXVII, p. 832; RESENDE, Garcia de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. IX, p. 7.</p>     <p><sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CLXXVII, p. 832 </p>     <p><sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></sup> DIAS, Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves &ndash; &ldquo;A popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;. in SERR&Atilde;O, Joel, MARQUES, A. H. de Oliveira (dir.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal. </i> Vol. 5. Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a, 1999, p. 11</p>     <p><sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></sup> MONTEIRO, Jo&atilde;o Gouveia &ndash;&nbsp;&ldquo;Organiza&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o militares&rdquo;, p.  200.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></sup> ALMEIDA, Fortunato de &ndash; <i>Hist&oacute;ria da Igreja em Portugal</i>. Vol. 1. Coimbra: Imprensa Acad&eacute;mica, 1910-1915, p. 150.</p>     <p><sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></sup> MONTEIRO, Jo&atilde;o Gouveia &ndash; &ldquo;Organiza&ccedil;&atilde;o  e forma&ccedil;&atilde;o militares&rdquo;, p. 200</p>     <p><sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CXC, p. 844.</p>     <p><sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></sup> DUARTE, Lu&iacute;s Miguel &ndash; &ldquo;1449-1495&hellip;&rdquo;<i>, </i>pp.  349-351; MONTEIRO, Jo&atilde;o Gouveia &ndash; &ldquo;Castelos e rmamento&rdquo;. in BARATA, Manuel Themudo  e TEIXEIRA, Nuno Severiano (dir.) &ndash; <i>Nova  Hist&oacute;ria Militar de Portugal.</i> Vol. 1, pp. 184-189.</p>     <p><sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></sup> MARTINS, Miguel Gomes &ndash; <i>De Ourique a Aljubarrota &ndash; A guerra na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2011, pp. 28-31.</p>     <p><sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></sup> G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. LIIII, pp. 121-122.</p>     <p><sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></sup> DUARTE, Lu&iacute;s Miguel &ndash; &ldquo;1449-1495&hellip;&rdquo;,  p. 376.</p>     <p><sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CLXXIX, p. 834.</p>     <p><sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></sup> <i>Ibidem</i>, cap. CLXXIX, p. 834.</p>     <p><sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></sup> BERN&Aacute;LDEZ, Andr&eacute;s &ndash; <i>ob. cit., </i>cap. XVIII, p. 65.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CXC, p. 844.</p>     <p><sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></sup> <i>Ibidem, </i>cap. CXCI, p. 845.</p>     <p><sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></sup> <i>Ibidem</i>, cap. CXCI, pp. 845-848. A prop&oacute;sito da Batalha de Toro, em particular, veja-se: ENCARNA&Ccedil;&Atilde;O, Marcelo Augusto Flores Reis da &ndash; <i>A Batalha de Toro. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento em Hist&oacute;ria Medieval e do Renascimento apresentada &agrave; Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: [Policopiado], 2011.</p>     <p><sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></sup> CHAVES, &Aacute;lvaro Lopes de Chaves &ndash; <i>ob. cit.</i>, p. 52.</p>     <p><sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 52.</p>     <p><sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 53.</p>     <p><sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 52.</p>     <p><sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></sup> ARMAS, Duarte de &ndash; <i>Livro das Fortalezas. </i>Introdu&ccedil;&atilde;o de Manuel da Silva Castelo Branco. 3&ordf; ed. Lisboa: Arquivo Nacional da Torre do Tombo &ndash; Edi&ccedil;&otilde;es Inapa, 2006.</p>     <p><sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></sup> Segundo Lu&iacute;s Miguel Duarte, as velhas muralhas e castelos medievais foram, at&eacute; se alcan&ccedil;ar o estilo abaluartado em pleno s&eacute;culo XVI, passando nos finais da Idade M&eacute;dia por uma arquitectura militar de transi&ccedil;&atilde;o, que se caracterizava pelo abaixamento das torres, pelo refor&ccedil;o da base das muralhas, pela constru&ccedil;&atilde;o de barbac&atilde;s para absorver o tiro rasante da pirobal&iacute;stica, pela execu&ccedil;&atilde;o de fossos ou cavas, pelo refor&ccedil;o ou edifica&ccedil;&atilde;o de torres cil&iacute;ndricas ou circulares e, claro, pelas aberturas c&oacute;nicas nas muralhas atrav&eacute;s das quais as bocas-de-fogo poderiam disparar, as troneiras. Veja-se: DUARTE, Lu&iacute;s Miguel &ndash; &ldquo;1449-1495&hellip;&rdquo;, pp. 362-363.</p>     <p><sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></sup> CHAVES, &Aacute;lvaro Lopes de  &ndash; <i>ob. cit.</i>, p. 53.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></sup> <i>Ibidem</i>, pp. 53-54.</p>     <p><sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></sup> <i>Ibidem</i>, pp. 54.</p>     <p><sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></sup> MORENO, Humberto Baquero &ndash; &ldquo;A contenda entre D. Afonso V e os Reis Cat&oacute;licos: incurs&otilde;es castelhanas no solo portugu&ecirc;s de 1475 a 1478&rdquo;. in <i>Anais</i>. 2&ordf; S&eacute;rie, 25 (1971), p. 205. </p>     <p><sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></sup> RESENDE, Garcia de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. IX, p. 8.</p>     <p><sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></sup> O citado documento, que consta na Chancelaria de D. Afonso V, encontra-se j&aacute; transcrito e publicado no seguinte estudo, aludindo &agrave;s seguintes povoa&ccedil;&otilde;es alentejanas martirizadas pela guerra: Serpa, Moura, Mour&atilde;o, Monsaraz, Terena, Alandroal, Juromenha, Vila Vi&ccedil;osa, Borba, Oliven&ccedil;a, Redondo, Elvas, Campo Maior, Ouguela, Arronches, Alegrete, Portalegre, Marv&atilde;o, Castelo de Vide, Montalv&atilde;o, Assumar e Monforte. Veja-se MORENO, Humberto Baquero &ndash; &ldquo;Os confrontos fronteiri&ccedil;os entre D. Afonso V e os Reis Cat&oacute;licos&rdquo;. in <i>Revista da Faculdade de Letras</i>. S&eacute;rie 2, vol. 10 (1993), pp. 322-324.</p>     <p><sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 322.</p>     <p><sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 323.</p>     <p><sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 323.</p>     <p><sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></sup> FONSECA, Lu&iacute;s Ad&atilde;o da &ndash; &ldquo;Ordens Militares&rdquo;. in AZEVEDO, Carlos Moreira de (dir.) &ndash; <i>Dicion&aacute;rio da Hist&oacute;ria Religiosa de Portugal</i>, vol. 3, pp. 337-340; RODRIGUES, Ana Maria  S. A. e DUARTE, Lu&iacute;s Miguel &ndash; &ldquo;A Propriedade&rdquo;. in SERR&Atilde;O, Joel e MARQUES, A. H. de Oliveira (dir.)<i> &ndash; Nova Hist&oacute;ria de Portugal. </i>Vol. 5, p. 104.</p>     <p><sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></sup> SU&Aacute;REZ FERN&Aacute;NDEZ, Luis &ndash; <i>Isabel I, Rainha de Castela. </i>Coimbra: Edi&ccedil;&otilde;es Tenacitas, 2008, pp. 139-157.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CCI, p. 861.</p>     <p><sup><a name="63"></a><a href="#top63">63</a></sup> Jer&oacute;nimo de Zurita indica, com precis&atilde;o, que a tomada de Noudar se concretizou a 6 de Junho de 1475. Veja-se: ZURITA, Jer&oacute;nimo de &ndash; <i>ob. cit</i>., Libro XIX, cap. XXVIII, p. 240.</p>     <p><sup><a name="64"></a><a href="#top64">64</a></sup> G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. LII, p. 119-120.</p>     <p><sup><a name="65"></a><a href="#top65">65</a></sup> O cronista portugu&ecirc;s Dami&atilde;o de G&oacute;is n&atilde;o deixa de ser revelador ao referir que, consumada a tomada de Noudar, &ldquo;ha alcaidaria da qual elRei dom Fernando, e ha rainha donna Isabel deram a Martim de Sepulueda xxiiij de Seuilha&rdquo; (G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. LII, pp. 119-120). Mais expl&iacute;cito, o aragon&ecirc;s Jer&oacute;nimo de Zurita (<i>ob. cit.</i>, Libro XIX, cap. XXVIII, p. 240) indica que a for&ccedil;a invasora de Portugal era um ex&eacute;rcito &ldquo;de los de Seuilla&rdquo;.</p>     <p><sup><a name="66"></a><a href="#top66">66</a></sup> ZURITA, Jer&oacute;nimo de &ndash; <i>ob. cit.</i>, Libro XIX, cap. XXVIII, p. 240<i>.</i></p>     <p><sup><a name="67"></a><a href="#top67">67</a></sup> ARMAS, Duarde de &ndash; <i>ob. cit.</i>, desenhos 11 e 12.</p>     <p><sup><a name="68"></a><a href="#top68">68</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CCI, p. 861.</p>     <p><sup><a name="69"></a><a href="#top69">69</a></sup> Veja-se, a prop&oacute;sito do castelo de Noudar: COELHO, Adelino de Matos &ndash; <i>O castelo de Noudar, fortaleza medieval</i>. Barrancos: C&acirc;mara Municipal de Barrancos, 1986.</p>     <p><sup><a name="70"></a><a href="#top70">70</a></sup> LADERO QUESADA, Miguel Angel (coord.) &ndash; <i>Edad Media. </i>Vol.  2 da <i>Historia Militar de Espa&ntilde;a</i>. Dir. Hugo O&rsquo;Donnell. Madrid: Laberinto / Ministerio de Defensa, 2010, pp. 224-225.</p>     <p><sup><a name="71"></a><a href="#top71">71</a></sup> MONTEIRO, Jo&atilde;o Gouveia &ndash; <i>A Guerra em Portugal nos finais da Idade M&eacute;dia. </i>Lisboa: Not&iacute;cias, 1998, p. 83.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="72"></a><a href="#top72">72</a></sup> TORRE,  Antonio de la, SU&Aacute;REZ FERN&Aacute;NDEZ, Luis &ndash; <i>Documentos  referentes a las relaciones con Portugal durante el reinado de los Reyes  Catolicos</i>. Vol. 1. Valladolid:  Gr&aacute;ficas Andr&eacute;s Martin, 1958, doc. 23, pp. 84-85.</p>     <p><sup><a name="73"></a><a href="#top73">73</a></sup> Leia-se, a prop&oacute;sito da Ordem de Alc&acirc;ntara no s&eacute;culo XV: LADERO QUESADA, Manuel Fernando &ndash; &ldquo;La Orden de Alc&aacute;ntara en el siglo XV. Datos sobre su potencial militar, territorial, econ&oacute;mico y demogr&aacute;fico&rdquo;. in <i>En</i> <i>la Esp&atilde;na Medieval.</i> <i>Estudios en memoria del profesor D. Salvador de Mox&oacute;</i>. Vol. 2. Madrid: Universidad Complutense, 1982, pp. 500-541.</p>     <p><sup><a name="74"></a><a href="#top74">74</a></sup> BERN&Aacute;LDEZ, Andr&eacute;s &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XVIII, p. 62.</p>     <p><sup><a name="75"></a><a href="#top75">75</a></sup> <i>Ibidem</i>, cap. XLI, pp. 117-119.</p>     <p><sup><a name="76"></a><a href="#top76">76</a></sup> AYALA MART&Iacute;NEZ, Carlos de &ndash; <i>Las &oacute;rdenes militares hisp&aacute;nicas en la Edad Media (siglos XII-XV)</i><i>.</i> Madrid:  Marcial Pons / Latorre Literaria, 2010, p. 754.</p>     <p><sup><a name="77"></a><a href="#top77">77</a></sup> TORRE,  Antonio de la Torre, Suarez Fernandez,  Luis &ndash; <i>ob. cit.</i>, doc. 28, p. 89.</p>     <p><sup><a name="78"></a><a href="#top78">78</a></sup> <i>Ibidem</i>, doc. 29, pp. 89-92.</p>     <p><sup><a name="79"></a><a href="#top79">79</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CCI, p. 860.</p>     <p><sup><a name="80"></a><a href="#top80">80</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XXXVIII, p. 124.</p>     <p><sup><a name="81"></a><a href="#top81">81</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CCI, p. 861.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="82"></a><a href="#top82">82</a></sup> No que diz respeito &agrave; Ordem de Santiago na cent&uacute;ria de Quatrocentos, torna-se &uacute;til a seguinte leitura: PORRAS ARBOLEDAS, Pedro Andr&eacute;s &ndash; <i>La Orden de Santiago en el Siglo XV: la provincia de Castilla. </i>Madrid: Dyckinson, 1997.</p>     <p><sup><a name="83"></a><a href="#top83">83</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XVIII, p. 59; cap. XXV, pp. 79-80; ZURITA, Jer&oacute;nimo de &ndash; <i>ob. cit.</i>, Libro XIX, cap. XVIII, p. 226.</p>     <p><sup><a name="84"></a><a href="#top84">84</a></sup> BERN&Aacute;LDEZ, Andr&eacute;s &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XXVIII, pp. 83-84.</p>     <p><sup><a name="85"></a><a href="#top85">85</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XVIII, p. 58.</p>     <p><sup><a name="86"></a><a href="#top86">86</a></sup> <i>Ibidem</i> &ndash; cap. XVIII, pp. 58-59.</p>     <p><sup><a name="87"></a><a href="#top87">87</a></sup> <i>Ibidem</i> &ndash; cap. XXXVI, pp. 117-119.</p>     <p><sup><a name="88"></a><a href="#top88">88</a></sup> ZURITA, Jer&oacute;nimo de &ndash; <i>ob. cit.</i>, Libro XIX, cap. XXVII, p. 239.</p>     <p><sup><a name="89"></a><a href="#top89">89</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. LI, pp. 161-162.</p>     <p><sup><a name="90"></a><a href="#top90">90</a></sup> TORRE, Antonio de la Torre, Suarez Fernandez, Luis &ndash; <i>o</i><i>b. cit.</i>, doc. 25, pp. 85-87.</p>     <p><sup><a name="91"></a><a href="#top91">91</a></sup> RODR&Iacute;GUEZ-PICAVEA MATILLA, Enrique &ndash; &ldquo;Los cismas en las &oacute;rdenes militares ib&eacute;ricas durante la Edad Media&rdquo;. in<i> En la Espa&ntilde;a Medieval</i>,  34 (2011), p. 298.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="92"></a><a href="#top92">92</a></sup> G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. LII, pp. 119-120.</p>     <p><sup><a name="93"></a><a href="#top93">93</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XXXVIII, p. 124.</p>     <p><sup><a name="94"></a><a href="#top94">94</a></sup> RESENDE, Garcia de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XVI, pp. 17-18.</p>     <p><sup><a name="95"></a><a href="#top95">95</a></sup> PINA, Rui de &ndash; <i>ob. cit.</i>,  cap. CCV, pp. 866-867.</p>     <p><sup><a name="96"></a><a href="#top96">96</a></sup> <i>Ibidem</i>, cap. CCV, pp. 866-867.</p>     <p><sup><a name="97"></a><a href="#top97">97</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. CVII, pp. 371-377.</p>     <p><sup><a name="98"></a><a href="#top98">98</a></sup> BERN&Aacute;LDEZ, Andr&eacute;s &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XLI, pp. 117-119.</p>     <p><sup><a name="99"></a><a href="#top99">99</a></sup> <i>Ibidem</i>, cap. XLII, pp. 120-121.</p>     <p><sup><a name="100"></a><a href="#top100">100</a></sup> LADERO QUESADA, Miguel Angel &ndash; <i>ob. cit.</i>, pp. 259-262.</p>     <p><sup><a name="101"></a><a href="#top101">101</a></sup> MORENO, Humberto Baquero e  FREITAS, Isabel Vaz de &ndash; <i>A Corte de D. Afonso V. O Tempo e os Homens</i>. Gij&oacute;n: Ediciones Trea S. L., 2006, p. 249.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="102"></a><a href="#top102">102</a></sup> ZURITA, Jer&oacute;nimo de &ndash; <i>ob. </i><i>cit.</i>, Libro XIX, cap. XXXVI, p. 248.</p>     <p><sup><a name="103"></a><a href="#top103">103</a></sup> BARQUERO GO&Ntilde;I, Carlos &ndash; &ldquo;The Hospitallers and the kings of Castille&rdquo;. in <i>The Military Orders. </i>Vol. 3, <i>History and Heritage.</i> Aldershot: Ashgate Publishing, 2008, p. 327.</p>     <p><sup><a name="104"></a><a href="#top104">104</a></sup> TORRE, Antonio de la Torre, Suarez Fernandez, Luis &ndash; <i>ob. cit.</i>, doc. 34, p. 100.</p>     <p><sup><a name="105"></a><a href="#top105">105</a></sup> <i>Ibidem</i>, doc. 34, pp.  101-102.</p>     <p><sup><a name="106"></a><a href="#top106">106</a></sup> A prop&oacute;sito da Ordem de Calatrava nos finais da medievalidade,  cf. SOLANO RUIZ, Emma &ndash; <i>La Orden de Calatrava en el siglo XV: los se&ntilde;orios castellanos de la Orden en el fin de la Edad Media.</i> Sevilla: Universidad de Sevilla, 1978.</p>     <p><sup><a name="107"></a><a href="#top107">107</a></sup> O pretendente ao Mestrado de Calatrava D. Afonso, Conde de Ribagor&ccedil;a, era meio-irm&atilde;o de D. Fernando, o Cat&oacute;lico. Veja-se: ZURITA, Jer&oacute;nimo de &ndash; <i>ob. cit.</i>, Libro XIX, cap. XXX, p. 241.</p>     <p><sup><a name="108"></a><a href="#top108">108</a></sup> &Aacute;LVAREZ PALENZUELA, Vicente &Aacute;ngel &ndash; &ldquo;Una Divina Retribuci&oacute;n: la batalla de Toro en la mentalidade castellana&rdquo;. in <i>A guerra e a sociedade na Idade M&eacute;dia. Actas das VI Jornadas luso-espanholas de estudos medievais. 6 a 8 de Novembro de 2008</i>. Vol. 1. Campo Militar de S. Jorge / Porto de M&oacute;s / Alcoba&ccedil;a / Batalha: Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais, 2009, p. 40.</p>     <p><sup><a name="109"></a><a href="#top109">109</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>Ob. Cit.</i>, cap. XXI, p. 66.</p>     <p><sup><a name="110"></a><a href="#top110">110</a></sup> BERN&Aacute;LDEZ, Andr&eacute;s &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. X, pp. 34-35.</p>     <p><sup><a name="111"></a><a href="#top111">111</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XXVIII, p. 94.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="112"></a><a href="#top112">112</a></sup> G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. LVII, p. 126.</p>     <p><sup><a name="113"></a><a href="#top113">113</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XXXVII, p. 121.</p>     <p><sup><a name="114"></a><a href="#top114">114</a></sup> ZURITA, Jer&oacute;nimo de &ndash; <i>ob. cit.</i>, Libro XIX, cap. XXXI, p. 244. </p>     <p><sup><a name="115"></a><a href="#top115">115</a></sup> PULGAR, Fernando del &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. XLVI, pp. 148-149.</p>     <p><sup><a name="116"></a><a href="#top116">116</a></sup> G&Oacute;IS, Dami&atilde;o de &ndash; <i>ob. cit.</i>, cap. LVII, p. 126; SUAREZ FERNANDEZ, Lu&iacute;s &ndash; <i>ob. cit.</i>, p. 139. </p>     <p><sup><a name="117"></a><a href="#top117">117</a></sup> RODR&Iacute;GUEZ-PICAVEA,  Enrique &ndash; &ldquo;Los cismas en  las &oacute;rdenes&hellip;&rdquo;, pp.  397-398.</p>     <p><sup><a name="118"></a><a href="#top118">118</a></sup> OLIVEIRA, Lu&iacute;s Filipe &ndash; <i>ob. cit.</i>, pp. 4-5.</p>     <p><sup><a name="119"></a><a href="#top119">119</a></sup> LADERO QUESADA, Miguel AngeL &ndash; <i>ob. cit.</i>, p. 260.</p>     <p><sup><a name="120"></a><a href="#top120">120</a></sup> OLIVEIRA, Lu&iacute;s Filipe &ndash; <i>ob. cit.</i>, p. 3.</p>     <p><sup><a name="121"></a><a href="#top121">121</a></sup> RODR&Iacute;GUEZ-PICAVEA MATILLA, Enrique &ndash; &ldquo;El processo de aristocratizaci&oacute;n de la Orden de Calatrava (siglos XII-XV)&rdquo;. in<i> Hispania Sacra</i>,  59 (Julio-Deciembre 2007), p. 494.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="122"></a><a href="#top122">122</a></sup> LADERO QUESADA, Miguel Angel &ndash; <i>ob. cit.</i>, p. 260.</p>      ]]></body><back>
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