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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os mesteirais e o concelho de Lisboa durante o século XIV: um esboço de síntese (1300-1383)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Craftsmen and the council of Lisbon in the 14th century: an attempt of synthesis (1300-1383)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[During the 14th century, Lisbon's city council passed through a deep process of elitization. With the interference of the royal power, knights, great merchants, squires, clerics and literati monopolized the council's positions, creating a real oligarchy. Summoned by public announcement, craftsmen took part in a restrict number of the city council's general reunions, as a way to legitimate its decisions. This paper aims to present, through the documents that remain until today, the main council affairs and how this organization summoned those urban workers, as well as analyse this institutional presence inserted in the social experience and motivations of the craftsmen during the 14th century. We consider that the marginalization of this social group, when compared to its transient, though remarkable, political insertion in the 13th century, is one of the keys to the understanding of the complex rebellion processes that happened between 1370 and 1383 and their active protagonism in the events that constitute the Avis dynastic crisis in 1383-1385]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Os mesteirais e o concelho de Lisboa durante o s&eacute;culo XIV: um esbo&ccedil;o de s&iacute;ntese (1300-1383)</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Craftsmen and the council of Lisbon in the 14th century: an attempt of synthesis (1300-1383)</b></font></p>     <p><b>Bruno Marconi da Costa<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Universidade Federal do Rio de Janeiro, Grupo de Estudos Medievais Portugueses, 22776-050 Rio de Janeiro, Brasil. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:brunomarconihistoria@gmail.com">brunomarconihistoria@gmail.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Durante o s&eacute;culo XIV, o concelho de Lisboa passava por um processo de profunda elitiza&ccedil;&atilde;o. Com a interven&ccedil;&atilde;o do poder r&eacute;gio, cavaleiros, grandes mercadores, escudeiros, cl&eacute;rigos e homens de letras monopolizavam os cargos concelhios, formando uma verdadeira oligarquia camar&aacute;ria. Convocados por preg&otilde;es, mesteirais participaram de um n&uacute;mero restrito de assembleias gerais do concelho, como forma de legitima&ccedil;&atilde;o de suas delibera&ccedil;&otilde;es. O objetivo do presente artigo &eacute; apresentar, a partir da documenta&ccedil;&atilde;o chegada at&eacute; n&oacute;s, as principais pautas e a forma de convoca&ccedil;&atilde;o desses trabalhadores urbanos, assim como analisar essa presen&ccedil;a institucional inserida na experi&ecirc;ncia social e motiva&ccedil;&otilde;es dos pr&oacute;prios mesteirais durante o s&eacute;culo XIV. Consideramos que a marginaliza&ccedil;&atilde;o desse grupo social, quando comparada com sua ef&ecirc;mera, por&eacute;m marcante, inser&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica no s&eacute;culo XIII, &eacute; uma das chaves para a compreens&atilde;o dos complexos processos de revolta que ocorreram nas d&eacute;cadas de 1370 e 1380 e do ativo protagonismo nos eventos que constitu&iacute;ram a crise din&aacute;stica de Avis em 1383-1385.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Mesteirais, Concelho, Lisboa, Transi&ccedil;&atilde;o din&aacute;stica, oligarquia.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>During the 14th century, Lisbon's city council passed through a deep process of elitization. With the interference of the royal power, knights, great merchants, squires, clerics and <i>literati</i> monopolized the council's positions, creating a real oligarchy. Summoned by public announcement, craftsmen took part in a restrict number of the city council's general reunions, as a way to legitimate its decisions. This paper aims to present, through the documents that remain until today, the main council affairs and how this organization summoned those urban workers, as well as analyse this institutional presence inserted in the social experience and motivations of the craftsmen during the 14th century. We consider that the marginalization of this social group, when compared to its transient, though remarkable, political insertion in the 13th century, is one of the keys to the understanding of the complex rebellion processes that happened between 1370 and 1383 and their active protagonism in the events that constitute the Avis dynastic crisis in 1383-1385.</p>     <p><b>Keywords:</b> Craftsmen, City Council, Lisbon, Dynastic transition, Oligarchy.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Durante o s&eacute;culo XIV, e principalmente a partir da primeira metade, os trabalhadores urbanos portugueses passavam por grandes dificuldades. A peste assolava a terra, ceifando vidas e sendo um dos fatores da m&iacute;ngua de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. As consecutivas quebras de moeda, mesmo que pensadas com o objetivo de manter numer&aacute;rio no reino, diminu&iacute;am o poder aquisitivo da &ldquo;arraia mi&uacute;da&rdquo;, fazendo-a trabalhar ainda mais para conseguir pagar pelo m&iacute;nimo necess&aacute;rio para sobreviver. Al&eacute;m disso, as guerras fernandinas (1369-1370, 1372-1373 e 1381-1382) causaram dano a cidades com seus cercos e inc&ecirc;ndios nas desprotegidas zonas peri-urbanas &ndash; portanto, de popula&ccedil;&atilde;o economicamente mais fr&aacute;gil e de menor prest&iacute;gio. No &acirc;mbito pol&iacute;tico, eram os privilegiados que dominavam os cargos concelhios e as c&acirc;maras: cavaleiros, escudeiros, homens com forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria e grandes comerciantes constitu&iacute;am uma oligarquia governativa. At&eacute; o momento da crise din&aacute;stica que elevou D. Jo&atilde;o, Mestre de Avis, ao trono, pouco espa&ccedil;o era reservado aos mesteirais nas decis&otilde;es do poder local.</p>     <p>&Eacute; sobre essa restrita presen&ccedil;a mesteiral no poder concelhio que versa o nosso artigo. Desenvolveremos dois objetivos interligados: o primeiro &eacute; apresentar refer&ecirc;ncias dispon&iacute;veis sobre as convoca&ccedil;&otilde;es dos mesteirais nas reuni&otilde;es concelhias da cidade de Lisboa, em que estes possu&iacute;ram uma relevante inser&ccedil;&atilde;o institucional; o segundo, analisar esses documentos de forma a propor uma s&iacute;ntese interpretativa que destaque as principais caracter&iacute;sticas dessa atividade pol&iacute;tica, inserindo-a no contexto hist&oacute;rico das rela&ccedil;&otilde;es de poder que envolviam esse espa&ccedil;o urbano. Intentamos, com isso, contribuir para a compreens&atilde;o das motiva&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-pol&iacute;ticas que direcionavam esse multifacetado grupo social, de modo a compreender n&atilde;o s&oacute; a l&oacute;gica envolvida nas convoca&ccedil;&otilde;es para as assembleias gerais, como tamb&eacute;m as revoltas ocorridas nas d&eacute;cadas de 1370 e 1380 e o protagonismo dos oficiais dos mesteres na crise din&aacute;stica de Avis.</p>     <p>O termo &ldquo;mesteiral&rdquo; existe na pr&oacute;pria documenta&ccedil;&atilde;o medieval, e refere-se a uma vasta gama de ocupa&ccedil;&otilde;es socioprofissionais. Considerados os <i>meiaos</i> nas sociedades urbanas, ou seja, aqueles em condi&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria entre os <i>maiores</i> e os <i>menores</i><a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>, essa categoria heterog&ecirc;nea envolve distintos trabalhadores urbanos de ind&uacute;stria<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a> e pequenos comerciantes, desde ourives, sapateiros, ferreiros, correeiros, tanoeiros at&eacute; almocreves, carniceiros, pescadores e taverneiros. Existia uma hierarquia entre esses diferentes of&iacute;cios, como &eacute; evidenciado, por exemplo, no <i>Regimento de Prociss&otilde;es de &Eacute;vora</i>, produzido no s&eacute;culo XV<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>. Esse diferente n&iacute;vel de prest&iacute;gio social varia de cidade para cidade, apesar de possuir algumas constantes observ&aacute;veis no conjunto do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s: os que &iacute;am &agrave; frente participavam de of&iacute;cios mais influentes e not&aacute;veis da cidade, como ourives e pichileiros, enquanto por &uacute;ltimo identificamos of&iacute;cios pouco prestigiados, como carniceiros e enxerqueiros.</p>     <p>Diversos autores da historiografia portuguesa teceram coment&aacute;rios sobre a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos mesteirais em Lisboa e suas organiza&ccedil;&otilde;es, baseados em diferentes correntes te&oacute;ricas e ideol&oacute;gicas. Apesar disso, n&atilde;o se aprofundaram nas especificidades de cada caso, tal como &eacute; o objetivo do presente artigo. A meta comum entre eles era construir uma interpreta&ccedil;&atilde;o do processo denominado de &ldquo;Revolu&ccedil;&atilde;o de Avis&rdquo;, devido a sua import&acirc;ncia na defini&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria nacionalidade portuguesa. Na primeira metade do s&eacute;culo XX, os pensadores republicanos Ant&oacute;nio S&eacute;rgio, Jaime Cortes&atilde;o e Joel Serr&atilde;o investigaram, cada um com suas pr&oacute;prias conclus&otilde;es, a atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos mesteirais no Interregno, principalmente no que diz respeito a sua rela&ccedil;&atilde;o com a nova dinastia. Suas pol&ecirc;micas envolviam a rela&ccedil;&atilde;o entre a nova dinastia, os grandes comerciantes e a participa&ccedil;&atilde;o da &ldquo;arraia mi&uacute;da&rdquo; nos anos de 1383 a 1385. Enquanto Ant&oacute;nio S&eacute;rgio defendia a tese de que esta seria uma &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o burguesa&rdquo;<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a>, Jaime Cortes&atilde;o definia o processo como uma revolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, social, popular e urbana &ndash; apresentando a centralidade do elemento mesteiral nesse processo<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a>. J&aacute; Joel Serr&atilde;o sustentou que, em um primeiro momento, o car&aacute;ter da crise social foi realmente popular, contudo foi apropriada nos seus &uacute;ltimos anos por setores da nobreza e da grande burguesia urbana<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">[6]</a>.</p>     <p>Passada a institui&ccedil;&atilde;o do Estado Novo, intelectuais como Marcello Caetano<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title="">[7]</a> e Franz-Paul de Almeida Langhanz<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title="">[8]</a> estudaram essa quest&atilde;o com afinco, por a considerem uma chave para a revivesc&ecirc;ncia do sistema corporativo, fen&ocirc;meno ocorrido em Portugal nas d&eacute;cadas de 1930 e 1940. A linha interpretativa desses autores inclu&iacute;a-se em uma hist&oacute;ria institucionalista de narrativa oficial, que envolvia certas caracter&iacute;sticas que serviam &agrave; legitima&ccedil;&atilde;o do regime salazarista sustentadas em uma no&ccedil;&atilde;o corporativa das origens de uma na&ccedil;&atilde;o portuguesa. No que diz respeito &agrave; &ldquo;Revolu&ccedil;&atilde;o de Avis&rdquo;, substitu&iacute;am a no&ccedil;&atilde;o da revolu&ccedil;&atilde;o social e de conflitos sociais com a supervaloriza&ccedil;&atilde;o do conceito de &ldquo;na&ccedil;&atilde;o&rdquo;, da uni&atilde;o das classes contra um invasor externo e na valoriza&ccedil;&atilde;o de algumas personalidades como D. Jo&atilde;o I, Nun&rsquo;&Aacute;lvares Pereira e Jo&atilde;o das Regras como leg&iacute;timos representantes do povo e defensores da independ&ecirc;ncia portuguesa. Mesmo com todas as cr&iacute;ticas que essa perspectiva sofreu at&eacute; hoje, suas an&aacute;lises pioneiras n&atilde;o podem ser desprezadas para a import&acirc;ncia dos avan&ccedil;os das investiga&ccedil;&otilde;es sobre a organiza&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos mesteirais medievais portugueses.</p>     <p>Durante as d&eacute;cadas de 1970 e de 1980, com o afrouxamento do Estado Novo, a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos e a abertura das universidades a novos estudos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, Portugal inseriu-se em uma efervescente produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica, permitindo formar novos profissionais especializados em diversos campos da Hist&oacute;ria<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title="">[9]</a>. Abriu-se espa&ccedil;o para a circula&ccedil;&atilde;o mais livre de autores marxistas que h&aacute; muito j&aacute; produziam, vinculados ao Partido Comunista Portugu&ecirc;s. Ant&oacute;nio Borges Coelho<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title="">[10]</a>, &Aacute;lvaro Cunhal<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title="">[11]</a> e Armando Castro<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title="">[12]</a> encaixavam os mesteirais em um modelo interpretativo que, apesar de trazer perspectivas interessantes e seguir uma linha oposta &agrave; hist&oacute;ria oficial salazarista, por vezes enquadravam-nos em teleologias esquem&aacute;ticas e estruturalismos economicistas que anacronicamente transferiam a luta de classes do s&eacute;culo XIX para o s&eacute;culo XIV, sem a devida revis&atilde;o te&oacute;rica e conceitual necess&aacute;ria para a an&aacute;lise do contexto medieval.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nessa mesma &eacute;poca e continuando nos anos de 1990, outros autores tamb&eacute;m lan&ccedil;aram seus olhares sobre as atividades pol&iacute;ticas dos mesteirais com base em renova&ccedil;&otilde;es historiogr&aacute;ficas da &eacute;poca. S&atilde;o os casos dos estudos socioecon&ocirc;micos de Maria Jos&eacute; Tavares Ferro sobre as revoltas de 1383 e os pobres na Idade M&eacute;dia portuguesa<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title="">[13]</a>; Maria Helena da Cruz Coelho, com uma s&eacute;rie de trabalhos sobre o poder concelhio e trabalho no medievo<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title="">[14]</a>; e Jos&eacute; Mattoso, que analisa os contrastes entre cidade e campo e polemiza com os autores marxistas ao afirmar a inexist&ecirc;ncia da possibilidade de uma luta de classes no s&eacute;culo XIV<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title="">[15]</a>.</p>     <p>Mais recentemente, observamos novos estudos, com novos olhares, sobre a organiza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica dos mesteirais durante a Idade M&eacute;dia. Destacamos aqui duas Teses de Doutoramento recentemente defendidas: a de Arnaldo Rui de Sousa Melo, que versa sobre o trabalho, organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos mesteirais na cidade do Porto<a href="#_ftn16" name="_ftnref16" title="">[16]</a>, e a de Mario S&eacute;rgio Farelo<a href="#_ftn17" name="_ftnref17" title="">[17]</a> que, em sua investiga&ccedil;&atilde;o da oligarquia camar&aacute;ria de Lisboa, possui um cap&iacute;tulo sobre os procuradores dos mesteres. A tamb&eacute;m recente obra de Carlos Guardado da Silva sobre a Lisboa Medieval<a href="#_ftn18" name="_ftnref18" title="">[18]</a> tra&ccedil;a um perfil econ&ocirc;mico da cidade no fim do s&eacute;culo XIII e come&ccedil;o do XIV, baseado na leitura da documenta&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; compra de tendas por parte do poder r&eacute;gio.</p>     <p>Apesar de esses autores citarem as participa&ccedil;&otilde;es pontuais dos mesteirais no concelho de Lisboa, nenhum deles faz uma an&aacute;lise pormenorizada das caracter&iacute;sticas de cada um desses documentos que chegaram at&eacute; n&oacute;s &ndash; por esse tema n&atilde;o ser objetivo espec&iacute;fico de suas respectivas investiga&ccedil;&otilde;es. Para efetuar essa investiga&ccedil;&atilde;o, dividimos o presente artigo em quatro partes. Na primeira, analisaremos a experi&ecirc;ncia social dos oficiais dos mesteres olissiponenses nos s&eacute;culos XIII e XIV. A seguir, a rela&ccedil;&atilde;o entre o quadro institucional do concelho e os representantes dos mesteres durante o s&eacute;culo XIII. Na terceira se&ccedil;&atilde;o, apresentaremos os documentos do s&eacute;culo XIV at&eacute; o come&ccedil;o da Crise Din&aacute;stica que tenham men&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de mesteirais em assembleias do concelho. Por fim, destacaremos os assuntos tratados e as modalidades de participa&ccedil;&atilde;o, esbo&ccedil;ando uma interpreta&ccedil;&atilde;o sint&eacute;tica sobre o objeto em busca de perman&ecirc;ncias e rupturas em rela&ccedil;&atilde;o a sua atua&ccedil;&atilde;o nos acontecimentos que levaram D. Jo&atilde;o, Mestre de Avis, ao trono portugu&ecirc;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A experi&ecirc;ncia social dos mesteirais de Lisboa nos s&eacute;culos XIII e XIV<a href="#_ftn19" name="_ftnref19" title="">[19]</a></b></p>     <p>Depois de um processo de acelerado crescimento que atravessou a totalidade do s&eacute;culo XIII, na cent&uacute;ria seguinte Lisboa podia ser considerada a mais importante cidade do reino portugu&ecirc;s. Comparada ao conjunto do Ocidente Medieval, equivaleria a uma cidade de m&eacute;dio porte, de acordo com A. H. de Oliveira Marques<a href="#_ftn20" name="_ftnref20" title="">[20]</a>. Mesmo com a crise econ&ocirc;mica e a peste que assolou todo o territ&oacute;rio do reino, a cidade continuou crescendo durante a cent&uacute;ria dos Trezentos. Saiu de 14 000 habitantes distribu&iacute;dos por sessenta hectares ao fim do s&eacute;culo XIII para o n&uacute;mero de 35 000 em cento e oitenta hectares amuralhados na d&eacute;cada de 1370<a href="#_ftn21" name="_ftnref21" title="">[21]</a>. O fato de Lisboa ter passado pela constru&ccedil;&atilde;o de duas muralhas em menos de um s&eacute;culo &ndash; a da Ribeira com D. Dinis e a Cerca Fernandina &ndash; mostra o acelerado desenvolvimento de seu espa&ccedil;o urbano.</p>     <p>Os mesteirais tiveram certo protagonismo nesse processo hist&oacute;rico de transforma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas. Maria Helena da Cruz Coelho aponta a complexifica&ccedil;&atilde;o das atividades manufatureiras no decorrer do s&eacute;culo XIII e XIV, fruto de um aumento populacional e necessidade de uma cont&iacute;nua especializa&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>&ldquo;O ferreiro que tudo fabricava deu lugar ao ferrador, ao alfageme, ao armeiro, ao cutileiro; os originais curtidores e peliteiros multiplicaram-se em correeiros, seleiros e albardeiros; os carpinteiros acompanharam-se dos calafates e tanoeiros; e tantos mais, que com obras de maior qualidade desejavam abarcar os mercados locais ou mais long&iacute;nquos&rdquo;<a href="#_ftn22" name="_ftnref22" title="">[22]</a>.</p>     <p>Esses trabalhadores espalhavam-se por Lisboa com suas tendas e casas, organizando-se em arruamentos, de uma maneira mais flex&iacute;vel do que a obrigatoriedade concelhia que os tempos modernos ditavam. A topon&iacute;mia medieval ajuda-nos a identificar a sua fixa&ccedil;&atilde;o por toda a urbe &ndash; contudo, estavam majoritariamente concentrados na regi&atilde;o da Ribeira Ocidental, ou seja, a zona considerada a Baixa de hoje<a href="#_ftn23" name="_ftnref23" title="">[23]</a>. Esta era a zona mais din&acirc;mica da cidade, o espa&ccedil;o economicamente vivo no qual comerciantes e art&iacute;fices compartilhavam o viver citadino.</p>     <p>Uma das facetas dessa complexifica&ccedil;&atilde;o &eacute; o crescimento do n&uacute;mero de associa&ccedil;&otilde;es de assist&ecirc;ncia religiosa. As chamadas <i>confrarias </i>eram institui&ccedil;&otilde;es de solidariedade que ofereciam ajuda n&atilde;o s&oacute; a quest&otilde;es da alma, mas tamb&eacute;m caridade aos males do corpo sofridos pelos mais pobres. Nas palavras de Maria Helena da Cruz Coelho,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ldquo;O homem medieval, homem de rua, de espa&ccedil;os abertos e vida ao ar livre, de rela&ccedil;&otilde;es v&aacute;rias com outros homens, vai delinear a confraria como um refor&ccedil;o das cadeias relacionais de fam&iacute;lia, trabalho, devo&ccedil;&atilde;o, ajuda e sufr&aacute;gio. A institui&ccedil;&atilde;o confraternal concebe-se com uma org&acirc;nica e ritualiza&ccedil;&atilde;o que convidam &agrave; vida em comum. Vida em comum no interior da confraria, vida em comum no mundo externo e, finalmente, vida em comum no passamento e irmandade de vivos e mortos&rdquo;<a href="#_ftn24" name="_ftnref24" title="">[24]</a>.</p>     <p>No caso olisiponense, pode apresentar-se, como exemplo, o caso dos ferreiros, que organizaram uma confraria datada pelo menos de 1229<a href="#_ftn25" name="_ftnref25" title="">[25]</a>. De acordo com Maria Jos&eacute; Ferro Tavares, Lisboa foi a cidade com o maior n&uacute;mero de confrarias de mesteirais em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais do reino portugu&ecirc;s: mercadores, bombardeiros, peliteiros, ourives, tanoeiros, pedreiros e carpinteiros, barbeiros e caldeireiros, hortel&atilde;os, carpinteiros do mar, pescadores do alto, chincheiros, sapateiros de correia, alfaiates, entre diversas outras<a href="#_ftn26" name="_ftnref26" title="">[26]</a>.</p>     <p>Al&eacute;m da ajuda, &eacute; importante colocar em evid&ecirc;ncia algo subjacente &agrave;s confrarias: a sociabilidade. Com um calend&aacute;rio de reuni&otilde;es, uma forte hierarquia interna e estatutos que definiam o cotidiano de seus membros, o aux&iacute;lio espiritual comportava-se tamb&eacute;m como uma congrega&ccedil;&atilde;o de pessoas com experi&ecirc;ncias sociais semelhantes, um catalizador para uma consci&ecirc;ncia comum. Em um per&iacute;odo de crise aprofundada, quando trabalhadores de um mesmo of&iacute;cio sofrem igualmente com uma estrutura econ&ocirc;mica que os coloca em situa&ccedil;&otilde;es de fragilidade social, encontrar-se com outros que partilhavam da mesma viv&ecirc;ncia sob a &eacute;gide da <i>caritas</i> crist&atilde; criava um v&iacute;nculo entre esses indiv&iacute;duos. Assim, as confrarias eram efetivas, essenciais para estabelecer la&ccedil;os sociais entre indiv&iacute;duos e fam&iacute;lias dos mesmos of&iacute;cios, conferindo a eles uma possibilidade de uma cultura pol&iacute;tica de a&ccedil;&atilde;o coletiva<a href="#_ftn27" name="_ftnref27" title="">[27]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Antecedentes: os mesteirais e o concelho de Lisboa no s&eacute;culo XIII</b></p>     <p>As participa&ccedil;&otilde;es dos mesteirais em assembleias do concelho durante os s&eacute;culos XIII e XIV devem ser analisadas sob as diversas possibilidades de interven&ccedil;&atilde;o nas decis&otilde;es. Dentro dessa diferencia&ccedil;&atilde;o, Arnaldo de Sousa Melo construiu uma tipologia para a cidade do Porto: existem aquelas nas quais os mesteirais participam integrando o corpo da assembleia, ou seja, o conjunto da comunidade urbana junto a outros vizinhos e homens bons com igual capacidade deliberativa; e aquelas nas quais os mesteirais de um ou mais of&iacute;cios est&atilde;o presentes na qualidade de representantes como um grupo espec&iacute;fico, por&eacute;m apenas com car&aacute;ter consultivo ou de acordo entre distintas partes de um lit&iacute;gio<a href="#_ftn28" name="_ftnref28" title="">[28]</a>.</p>     <p>A primeira refer&ecirc;ncia que possu&iacute;mos a um mesteiral no concelho da cidade recua ao ano de 1244, quando em uma transa&ccedil;&atilde;o um alfaiate chamado Vicente Pais &eacute; mencionado como testemunha e referido como um homem bom<a href="#_ftn29" name="_ftnref29" title="">[29]</a>. Apesar de n&atilde;o podermos aferir exatamente qual a frequ&ecirc;ncia com que esse indiv&iacute;duo participava e as especificidades da sua inser&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, &eacute; razo&aacute;vel afirmar que n&atilde;o seria uma pr&aacute;tica estranha que um art&iacute;fice estivesse nas reuni&otilde;es da assembleia de vizinhos. A partir desse momento, os mesteirais s&atilde;o chamados para participar das reuni&otilde;es concelhias, como a assembleia magna que ocorre com a presen&ccedil;a de D. Dinis em 1285<a href="#_ftn30" name="_ftnref30" title="">[30]</a>.</p>     <p>Nesta reuni&atilde;o, nomeados pelo tabeli&atilde;o Jo&atilde;o Mendes, ap&oacute;s divulga&ccedil;&atilde;o feita por pregoeiros e porteiros a mando do alcaide e dos alvazis da cidade, estavam presentes, al&eacute;m dos donos dos cargos acima citados, oito cavaleiros, cinco mercadores, dezesseis peliteiros, dezesseis alfaiates, dez pescadores. E constavam entre os participantes &ldquo;outros muitos caualeiros, escudeiros, crerigos, cidad&atilde;os, mercadores, alfayates, peliteyros, &ccedil;apateiros, correiros, &amp; ferreiros, que forom chamados, &amp; juntados a esta cousa&rdquo;<a href="#_ftn31" name="_ftnref31" title="">[31]</a>.</p>     <p>A mat&eacute;ria dessa ampla e plural reuni&atilde;o de vizinhos com a autoridade maior do reino dizia respeito a uma s&eacute;rie de agravos que D. Afonso III, pai de D. Dinis, havia feito &agrave; cidade. Louren&ccedil;o Escola, o alcaide da cidade, entregou um documento produzido pela assembleia de vizinhos do concelho, envolvendo a cobran&ccedil;a indevida de impostos por parte dos oficiais r&eacute;gios, a interven&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia sobre a justi&ccedil;a ministrada pelos alvazis e alcaide da cidade e a apropria&ccedil;&atilde;o de terrenos nos rossios pelos oficiais do rei.</p>     <p>Marcelo Caetano considera que Jo&atilde;o Mendes teria dado &ecirc;nfase &agrave; presen&ccedil;a dos mesteirais devido ao seu car&aacute;ter &ldquo;ins&oacute;lito&rdquo;<a href="#_ftn32" name="_ftnref32" title="">[32]</a>. J&aacute; Miguel Gomes Martins apresenta-nos uma diferente interpreta&ccedil;&atilde;o, afirmando que a evid&ecirc;ncia depositada nessa categoria social diria respeito a uma necessidade de sublinhar a pluralidade dos agentes envolvidos naquelas quest&otilde;es, como uma forma de garantir a legitimidade e a import&acirc;ncia que aquele evento tinha para a vida concelhia<a href="#_ftn33" name="_ftnref33" title="">[33]</a>. Maria Helena da Cruz Coelho afirma que apesar de as reivindica&ccedil;&otilde;es apresentadas dizerem respeito aos mesteirais, estas &ldquo;mais se reportavam aos interesses dos mercadores&rdquo;<a href="#_ftn34" name="_ftnref34" title="">[34]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo XIII, os mesteirais conseguiram uma maior organiza&ccedil;&atilde;o no que diz respeito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o desse grupo social no concelho. Em uma carta r&eacute;gia datada de 1298, D. Dinis delibera sobre o pagamento de impostos que os habitantes de Lisboa deveriam efetuar, devido &agrave; guerra ocorrida com Castela anos antes. De acordo com o documento, o concelho costumava se reunir para discutir a quest&atilde;o com seus homens bons e &ldquo;dois homens bons de cada mester&rdquo;<a href="#_ftn35" name="_ftnref35" title="">[35]</a>, o que mostra uma mobiliza&ccedil;&atilde;o por parte desse grupo social para garantir que sua voz fosse ouvida sobre esse tema espec&iacute;fico.</p>     <p>A discord&acirc;ncia entre os homens bons do concelho dizia respeito &agrave; forma de pagamento: enquanto os cavaleiros queriam que este fosse efetuado seguindo as &ldquo;cavalarias e apeoarias&rdquo;, ou seja, de acordo com o <i>status</i> jur&iacute;dico s&oacute;cio-militar definido pelo foral da cidade, os pe&otilde;es defendiam que o pagamento fosse feito &ldquo;&agrave;s valias&rdquo;, ou seja, de acordo com a renda &ndash; quem recebesse mais, pagava mais. Tal debate n&atilde;o chegou a um consenso, o que levou a D. Dinis a intervir na autonomia concelhia e decidir, tomando o lado da elite urbana lisboeta: cavaleiro pagaria como cavaleiro e pe&atilde;o como pe&atilde;o.</p>     <p>Na mesma carta, D. Dinis usa a autoridade do poder r&eacute;gio para definir o m&eacute;todo de reuni&otilde;es do concelho, de maneira a evitar novas contendas e discord&acirc;ncias. Assim, decide que sejam chamados apenas os homens bons da cidade, marginalizando os mesteirais das delibera&ccedil;&otilde;es da assembleia. Inaugura, assim, um processo de elitiza&ccedil;&atilde;o e oligarquiza&ccedil;&atilde;o do concelho de Lisboa que perduraria quase a totalidade do s&eacute;culo XIV. Os mesteirais eram, de fato, convocados para algumas reuni&otilde;es, como veremos a seguir, por&eacute;m jamais com a mesma organiza&ccedil;&atilde;o e voz pol&iacute;tica que observamos ao fim do s&eacute;culo XIII. Essa l&oacute;gica s&oacute; seria rompida, ainda que apenas provisoriamente, durante a Crise Din&aacute;stica de Avis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As participa&ccedil;&otilde;es dos mesteirais no concelho de Lisboa durante o s&eacute;culo XIV</b></p>     <p>Durante o conjunto do s&eacute;culo XIV, pode ser observada uma crescente especializa&ccedil;&atilde;o no governo urbano. Dessa forma, as assembleias de vizinhos, abertas e alargadas, ocorridas no adro da S&eacute;, foram gradativamente sendo substitu&iacute;das, principalmente a partir da d&eacute;cada de 1330, por reuni&otilde;es fechadas na c&acirc;mara da verea&ccedil;&atilde;o, dentro do Pa&ccedil;o do Concelho<a href="#_ftn36" name="_ftnref36" title="">[36]</a>. Uma oligarquia camar&aacute;ria forma-se, com forte rela&ccedil;&atilde;o com o poder r&eacute;gio, e a presen&ccedil;a dos mesteirais nas assembleias torna-se mais raras. Essas reuni&otilde;es ser&atilde;o objeto de nossa an&aacute;lise a seguir.</p>     <p>O <i>corpus</i> no qual destacamos os documentos a seguir encontra-se majoritariamente publicado na colet&acirc;nea <i>Documentos para a Hist&oacute;ria da Cidade de Lisboa</i>. Utilizamos, da mesma forma, alguns c&oacute;dices que podem ser localizados no Arquivo Hist&oacute;rico Municipal de Lisboa, nomeadamente no <i>Livro I de Senten&ccedil;as</i>, assim como algumas fontes avulsas guardados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT). N&atilde;o h&aacute; abaixo, portanto, nenhuma fonte hist&oacute;rica que n&atilde;o seja conhecida pela historiografia portuguesa &ndash; apenas foram apresentadas e sistematizadas da forma que propomos, de maneira a desenvolver uma an&aacute;lise espec&iacute;fica sobre o objeto.</p>     <p>A primeira refer&ecirc;ncia &agrave; presen&ccedil;a de mesteirais em uma assembleia no s&eacute;culo XIV aconteceu no ano de 1304. O concelho reuniu-se com o objetivo de deliberar sobre a outorga de um campo na Ribeira de Lisboa a Domingos de Gaia e sua mulher, Marinha Eanes. A condi&ccedil;&atilde;o para a doa&ccedil;&atilde;o seria que o outorgado fosse responsabilizado pela constru&ccedil;&atilde;o da muralha naquele terreno. Participaram dessa assembleia Gon&ccedil;alo Eanes Lobo, alcaide; Nuno Fernandes Cogominho, Martim Rodrigues e Jo&atilde;o Domingues de Arruda, alvazis; Rui de Lemos e Bartolomeu Domingues, alvazis dos oven&ccedil;ais; Louren&ccedil;o Peres e Domingos Martins, almoxarifes; e muitos homens bons de cada mester, todos chamados e apregoados<a href="#_ftn37" name="_ftnref37" title="">[37]</a>.</p>     <p>A pr&oacute;xima men&ccedil;&atilde;o para os mesteirais que temos acesso refere-se a uma carta r&eacute;gia do ano de 1314, quando ourives e outros of&iacute;cios &ldquo;que vivem de peso&rdquo; reivindicam que a almota&ccedil;aria estaria levando em impostos mais do que era devido. Por outro lado, Paulo Domingues (procurador do concelho na corte) e Afonso Eanes defenderam que a cobran&ccedil;a estava de acordo com os privil&eacute;gios e o foro outorgados por reis anteriores ao concelho de Lisboa. Dessa forma, D. Dinis resolve que o concelho deve se reunir com os homens bons ali referidos e decidir qual a forma mais adequada para efetuar a cobran&ccedil;a desses impostos, de maneira a n&atilde;o ir contra os costumes que regiam a cidade<a href="#_ftn38" name="_ftnref38" title="">[38]</a>.</p>     <p>A refer&ecirc;ncia seguinte a mesteirais sendo convocados para uma assembleia concelhia foi no ano de 1333, na qual foi lido um documento de D. Afonso IV sobre um conflito que envolvia, de um lado, Domingos Peres e sua mulher e, do outro, o concelho. O casal havia constru&iacute;do algumas casas no Rossio, espa&ccedil;o aberto de propriedade concelhia que n&atilde;o deveria ser ocupado. Assim, o rei decide, ap&oacute;s inquiri&ccedil;&otilde;es, que os dois deveriam ceder as casas ao concelho em troca de 800 libras. Em translado do ano de 1339, essa carta foi apresentada e publicada, ap&oacute;s apregoamento, perante os alcaides, ju&iacute;zes, muitos homens bons, cavaleiros, cidad&atilde;os e mesteres da cidade<a href="#_ftn39" name="_ftnref39" title="">[39]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No ano de 1336, D. Afonso IV outorga ao concelho da cidade o pagamento de sisas sobre a venda do vinho, contanto que estas n&atilde;o agravassem os pobres. Ap&oacute;s apregoamento, o concelho reuniu no pa&ccedil;o diversas testemunhas, entre elas o alcaide Gil Vasques, o alvazis dos feitos do crime Pedro Anes Palhav&atilde;, Martim de Rates, tesoureiro do concelho, o almirante-mor Manuel Pessanha, Pedro Esteves e Martim Domingues, almoxarifes, al&eacute;m de &ldquo;outros muitos cavaleiros, cidad&atilde;os e muytos mesteyrais da dita cidade&rdquo;. Foi decidido, com a presen&ccedil;a destes, que a sisa seria arrendada por dois anos<a href="#_ftn40" name="_ftnref40" title="">[40]</a>.</p>     <p>Em 1342, no dia 12 de mar&ccedil;o, a popula&ccedil;&atilde;o de Lisboa foi convocada por preg&atilde;o para a elei&ccedil;&atilde;o de seus alvazis e oficiais, &ldquo;como de seu costume&rdquo;, e escolheram Afonso Martins Alvernaz como procurador do concelho. Estavam presentes o alcaide Rui Fafes, os alvazis gerais, dos feitos do crime e dos oven&ccedil;ais, vedores, procuradores, cavaleiros e muitos outros ditos &ldquo;homens-bons, cavaleiros, cidad&atilde;os e mesteirais&rdquo;<a href="#_ftn41" name="_ftnref41" title="">[41]</a>.</p>     <p>Apesar de n&atilde;o se tratar propriamente de uma participa&ccedil;&atilde;o de mesteirais na assembleia concelhia, destacamos aqui uma fonte que trata de um assunto referente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre carniceiros e os magistrados locais. Em 1347, D. Afonso IV envia uma carta ao concelho, direcionada a seus alvazis e vereadores, versando sobre a persegui&ccedil;&atilde;o que os carniceiros vinham sofrendo na cidade. O documento nomeia nove carniceiros que se fazem presentes junto ao rei contra o concelho pois, alegam eles, s&atilde;o presos sem motivo e sem serem ouvidos &agrave;s ordens dos ju&iacute;zes da cidade. Nesse processo, s&atilde;o for&ccedil;ados a arcar com os custos da carceragem. Reclamam, ainda, um pre&ccedil;o justo para as carnes, visto que os valores tabelados pelos almotac&eacute;s davam a eles preju&iacute;zos. O rei ent&atilde;o decide que os carniceiros devem dar as carnes que s&atilde;o pedidas pelo concelho de acordo com o que &eacute; cobrado por costume pela almota&ccedil;aria, por&eacute;m apenas podem ter seus bens confiscados, sofrer qualquer agravo f&iacute;sico ou serem presos se os alvazis e vereadores da cidade considerarem &ldquo;que he mester com direyto&rdquo;<a href="#_ftn42" name="_ftnref42" title="">[42]</a>.</p>     <p>A refer&ecirc;ncia seguinte aos mesteirais data do ano de 1352, quando o concelho &eacute; convocado para debater o futuro de um terreno de sua propriedade em Oira, onde o rei possu&iacute;a suas gal&eacute;s. Esse campo &eacute; negociado com o poder r&eacute;gio em troca da quita&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vidas referentes &agrave; jugada do p&atilde;o produzido no Alqueid&atilde;o, vila localizada no termo de Lisboa, no valor de 30 moios de p&atilde;o meado. Convocados por apregoamentos compareceram ao concelho os alvazis, o procurador, vereadores, tesoureiros, homens bons e mesteirais<a href="#_ftn43" name="_ftnref43" title="">[43]</a>.</p>     <p>Com o objetivo de fazer reparos aos muros e port&otilde;es da cidade, no ano de 1355 o concelho lan&ccedil;ou novas sisas sobre o vinho durante um ano. O documento explicita que devido ao fato de o concelho comprar o p&atilde;o e revend&ecirc;-lo a pre&ccedil;o mais barato, acabou por se endividar e precisava de novas fontes de rendimento para a manuten&ccedil;&atilde;o das defesas urbanas &ndash; a &uacute;nica possibilidade seria o imposto sobre o vinho. Est&atilde;o presentes para essa delibera&ccedil;&atilde;o, no adro da S&eacute;, indiv&iacute;duos que detinham cargos concelhios (o alcaide Jo&atilde;o Peres, alvazis, vereadores, procuradores, almoxarifes), al&eacute;m de escudeiros, cavaleiros e &ldquo;muitos homens bons da cidade&rdquo;. Quatro mesteirais s&atilde;o nomeados: os alfaiates Jo&atilde;o Eanes e Jo&atilde;o Vicente e os ourives Afonso Eanes e Francisco Eanes<a href="#_ftn44" name="_ftnref44" title="">[44]</a>.</p>     <p>Em nova assembleia ocorrida no ano de 1362, dessa vez com a media&ccedil;&atilde;o de D. Pedro, a pauta &eacute; novamente a produ&ccedil;&atilde;o de vinho, contudo refere-se a um acordo entre os rendeiros (Vasco Louren&ccedil;o, Afonso de &Aacute;gua e Diogo Domingues) e o concelho. A contenda surge devido ao fato de os rendeiros se sentirem injusti&ccedil;ados pelas sisas cobradas pelo concelho. De tal forma, D. Pedro quita o que era devido de parte a parte, tanto o que os rendeiros deviam para o concelho, quanto o que os vizinhos deviam para os rendeiros. Para esse acordo reuniram-se, al&eacute;m dos referidos rendeiros, vassalos do rei, alvazis, vereadores, procurador do concelho, dizimeiro da alf&acirc;ndega, mercadores e outros homens bons e dos mesteres, convocados por preg&atilde;o. Um mesteiral &eacute; nomeado na lista de testemunhas, Afonso Martins, ourives, junto ao oligarca Vasco Afonso Carregueiro e o escriv&atilde;o Fernando Airas<a href="#_ftn45" name="_ftnref45" title="">[45]</a>.</p>     <p>Por fim, a &uacute;ltima reuni&atilde;o com presen&ccedil;a de mesteirais que ocorreu no concelho da cidade diz respeito &agrave; elei&ccedil;&atilde;o do provedor do hospital do Conde D. Pedro, no ano de 1364. Depois da morte de Pedro Esteves, provedor nomeado pelo pr&oacute;prio Conde D. Pedro e Teresa Eanes, os alvazis da cidade passaram a administrar a capela, o hospital e as posses, tal como ordenado em testamento. Dessa forma, elegeram um novo provedor, Jo&atilde;o Cravo, que tamb&eacute;m morrera. Assim, cabia indicar um novo nome para o cargo, sendo decidido ser o cidad&atilde;o e alvazil dos feitos dos crimes, Vasco Afonso Carregueiro. Para essa reuni&atilde;o, foi feita uma convoca&ccedil;&atilde;o por apregoamento, e compareceram o alcaide do castelo, &Aacute;lvaro Gon&ccedil;alves, acompanhado por alvazis, escudeiros, cavaleiros, tesoureiro do concelho, vereadores, ju&iacute;zes e outros homens bons, fidalgos e mesteirais de Lisboa<a href="#_ftn46" name="_ftnref46" title="">[46]</a>.</p>     <p>Depois disso, a &uacute;nica refer&ecirc;ncia que temos de uma nova men&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos mesteirais junto ao concelho ou em reivindica&ccedil;&otilde;es expressas ao poder r&eacute;gio acontece somente no per&iacute;odo no qual D. Jo&atilde;o &eacute; Regedor e Defensor do reino, no dia 1&ordm; de abril de 1384, quando entregam uma s&eacute;rie de reinvidica&ccedil;&otilde;es para o Mestre de Avis. Este evento &eacute; central para a constru&ccedil;&atilde;o de uma interpreta&ccedil;&atilde;o sobre a l&oacute;gica que imperava na participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos mesteirais, assim como as revoltas que ocorreram nas d&eacute;cadas de 1370 e 1380.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As participa&ccedil;&otilde;es dos mesteirais no concelho de Lisboa durante o s&eacute;culo XIV: 1. Assuntos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A exposi&ccedil;&atilde;o a seguir ser&aacute; dividida em duas partes: a primeira procura construir uma interpreta&ccedil;&atilde;o sobre o conte&uacute;do dos temas sobre os quais os mesteirais eram chamados a testemunhar ou participar em suas decis&otilde;es. A segunda, as modalidades e significados dessa participa&ccedil;&atilde;o, ou seja, como eram chamados e qual a capacidade de interven&ccedil;&atilde;o desses agentes sociais sobre a institui&ccedil;&atilde;o concelhia nos casos acima citados e como essa presen&ccedil;a poderia ser inserida em um processo hist&oacute;rico maior, envolvido no contexto espec&iacute;fico do &uacute;ltimo quartel da cent&uacute;ria.</p>     <p>No &acirc;mbito dos assuntos das assembleias nas quais os mesteirais s&atilde;o convocados, parece-nos que estes est&atilde;o presentes no que diz respeito a quest&otilde;es referentes ao governo e abastecimento da cidade &ndash; preocupa&ccedil;&atilde;o central da institui&ccedil;&atilde;o concelhia desde a sua forma&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria. Assim, o conjunto social &eacute; convocado por apregoamento para que um imposto sobre a venda do vinho (1336, 1355) ou em um acordo com os rendeiros (1362) seja colocado em pr&aacute;tica, tanto para quitar d&iacute;vidas quanto para arcar com custos da responsabilidade do concelho no que tange &agrave; defesa da cidade.</p>     <p>Os interesses dos mesteirais por vezes entravam em choque com aqueles da governa&ccedil;&atilde;o concelhia, como podemos observar no apelo feito pelos carniceiros a D. Afonso IV em 1347. Destacamos aqui esse caso, apesar de n&atilde;o se tratar de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na assembleia concelhia, porque n&atilde;o &eacute; um conflito exclusivo de Lisboa. Adelaide Mill&aacute;n da Costa expressa que nas verea&ccedil;&otilde;es do Porto do s&eacute;culo XV existia, de forma bastante semelhante, esse enfrentamento entre carniceiros buscando o fim de seus preju&iacute;zos e magistrados do concelho preocupados com o abastecimento da cidade<a href="#_ftn47" name="_ftnref47" title="">[47]</a>. Observamos como, por n&atilde;o terem voz ativa no concelho, tal como possu&iacute;ram por um escasso per&iacute;odo no fim do s&eacute;culo XIII, restava o apelo ao poder r&eacute;gio como forma de resolu&ccedil;&atilde;o do impasse social causado por esse conflito.</p>     <p>Outro assunto em que o corpo social urbano era convocado &agrave; participa&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave;s negocia&ccedil;&otilde;es referentes &agrave;s propriedades do concelho, em que precisariam ter alguma a&ccedil;&atilde;o &ndash; geralmente, pagar. Evidenciamos aqui as casas na Ribeira, regi&atilde;o economicamente ativa da cidade, cedidas a um casal no ano de 1304 contanto que estes fizessem o compromisso de construir a muralha que passaria por aquela regi&atilde;o e que j&aacute; havia come&ccedil;ado sua constru&ccedil;&atilde;o dez anos antes. Da mesma forma, os mesteirais se fazem presentes na troca do terreno em Oira pela quita&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vidas com o poder r&eacute;gio. De grande import&acirc;ncia tamb&eacute;m &eacute; a refer&ecirc;ncia &agrave;s casas constru&iacute;das ilegalmente no Rossio, &aacute;rea que desperta interesse do conjunto da popula&ccedil;&atilde;o da cidade desde o s&eacute;culo XIII, como podemos observar na assembleia magna ocorrida em 1285.</p>     <p>Identificamos, de forma mais casu&iacute;stica do que estrutural, a participa&ccedil;&atilde;o de mesteirais na elei&ccedil;&atilde;o de alguns magistrados &ndash; como &eacute; o caso da elei&ccedil;&atilde;o para procurador, alvazis e oficiais do concelho em 1342 e do provedor do hospital do Conde D. Pedro em 1364. Mesmo com o documento atestando que para essa reuni&atilde;o o concelho era convocado como testemunha por costume, essa presen&ccedil;a dificilmente poderia ser chamada de regra. &Eacute; prov&aacute;vel que estas assembleias respondessem a uma demanda espec&iacute;fica, restrita a um contexto pontual e temporalmente limitado, e n&atilde;o se apresentam como uma realidade estrutural da inser&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica desse grupo social na cidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As participa&ccedil;&otilde;es dos mesteirais no concelho de Lisboa durante o s&eacute;culo XIV: 2. Modalidades e significados da participa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;No &acirc;mbito da an&aacute;lise da forma de participa&ccedil;&atilde;o dos mesteirais, n&atilde;o podemos separar esses acontecimentos da cultura pol&iacute;tica vigente compartilhada na ordem jur&iacute;dica das elites dirigentes das cidades medievais<a href="#_ftn48" name="_ftnref48" title="">[48]</a>. Ao seguirmos essa linha interpretativa, os mesteirais, apesar de por vezes serem nomeados, s&atilde;o tratados pelas autoridades concelhias apenas como parte de um grupo maior que envolve a totalidade da urbe, sem possu&iacute;rem uma representa&ccedil;&atilde;o especial ou organizada em torno de seus pr&oacute;prios interesses. Portanto, os membros do concelho podem deliberar com a legitimidade que a representatividade garantida por todo o corpo social urbano, que envolvia mesteirais, cavaleiros, escudeiros, mercadores, cidad&atilde;os, magistrados e demais autoridades concelhias &ndash; tal como apresentou-nos a tipologia de Arnaldo de Sousa Melo.</p>     <p>Se, por um lado, essa interpreta&ccedil;&atilde;o explica o porqu&ecirc; de os mesteirais serem convocados por preg&atilde;o pela oligarquia para as assembleias concelhias, por outro ela n&atilde;o pode ser considerada totalizante para uma an&aacute;lise da complexidade de motiva&ccedil;&otilde;es que envolve o tecido social urbano de uma cidade t&atilde;o plural quanto Lisboa. Ao ampliarmos a vis&atilde;o para o conjunto de experi&ecirc;ncias sociais vivenciadas por esses mesteirais, podemos considerar v&aacute;lida uma interpreta&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o considere essa presen&ccedil;a nas assembleias <i>apenas</i> uma forma de legitima&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m uma <i>rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as</i> em busca de voz pol&iacute;tica institucionalizada por parte desse grupo social, marginalizado do processo decis&oacute;rio concelhio, com a oligarquia urbana lisboeta.</p>     <p>Para sustentar essa abordagem, &eacute; necess&aacute;rio ampliar o nosso olhar para inserir essas assembleias na rede de causalidades que levaram &agrave;s revoltas dos mesteirais nas d&eacute;cadas de 1370 e 1380 e ao protagonismo desse grupo social no desencadeamento dos eventos da Crise Din&aacute;stica de Avis. A vers&atilde;o mais consolidada desses eventos est&aacute; expressa na <i>Cr&oacute;nica de D. Fernando</i>, na qual Fern&atilde;o Lopes restringe a causa para o levantamento popular liderado pelo alfaiate Fern&atilde;o Vasques em Lisboa ao casamento do rei com D. Leonor Teles, mulher casada com seu vassalo<a href="#_ftn49" name="_ftnref49" title="">[49]</a>. Em uma abordagem distinta dessa que seria a mais tradicional na historiografia portuguesa, Maria Jos&eacute; Ferro Tavares identifica que os mesteirais, organizados em &ldquo;uni&otilde;es populares&rdquo;, teriam suas motiva&ccedil;&otilde;es em quest&otilde;es socioecon&ocirc;micas, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quebra de moedas e &agrave;s devasta&ccedil;&otilde;es provocadas pela pol&iacute;tica belicista do monarca em rela&ccedil;&atilde;o a Castela<a href="#_ftn50" name="_ftnref50" title="">[50]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parece-nos, por&eacute;m, que a marginaliza&ccedil;&atilde;o dos mesteirais do processo deliberativo do concelho surge como mais uma vari&aacute;vel a ser acrescentada nessa rede de causalidades. Isso aparece de forma destacada se tra&ccedil;armos uma continuidade entre essas uni&otilde;es e revoltas populares do reinado de D. Fernando com a atua&ccedil;&atilde;o da <i>arraia mi&uacute;da</i> na Crise Din&aacute;stica, analisando a carta outorgada em 1384 por D. Jo&atilde;o, &agrave; &eacute;poca Regedor e Defensor do Reino, contendo demandas dos &ldquo;mesteirais, povoadores e moradores da nossa nobre cidade de Lisboa&rdquo;<a href="#_ftn51" name="_ftnref51" title="">[51]</a>. Concomitantemente &agrave;s batalhas entre o ex&eacute;rcito de apoiadores de D. Jo&atilde;o Mestre de Avis contra D. Ju&aacute;n de Castela, que j&aacute; se encontrava em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, os trabalhadores urbanos apresentaram uma s&eacute;rie de reivindica&ccedil;&otilde;es ao futuro monarca que apoiavam.</p>     <p>O documento consta de uma lista de nove reivindica&ccedil;&otilde;es, todas elas acatadas pela autoridade do defensor e regedor de Portugal. Entre elas, encontramos: um pedido de afastamento de &Aacute;lvaro Gon&ccedil;alves do conselho de D. Jo&atilde;o, por acreditarem que este seria leal &agrave; rainha D. Leonor; a presen&ccedil;a de dois homens bons letrados, nascidos e pagos pelo concelho de Lisboa, no mesmo conselho; que nenhuma decis&atilde;o ou elei&ccedil;&atilde;o de magistrados seria feita no concelho da cidade sem &ldquo;a menos que <i>dous homes b&otilde;os de cada huu mester</i> sejam chamados&rdquo; (grifo nosso); o concelho deveria ter autonomia para decidir seus pr&oacute;prios funcion&aacute;rios, sem a interven&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia; aos mesteirais deveria ser garantida a isen&ccedil;&atilde;o de oferecer aposentadoria aos oficiais e nobres que por l&aacute; passassem, que deveriam ser direcionados para os mosteiros, pa&ccedil;os e judiarias; e por fim, que os impostos sejam pagos &agrave;s valias, ou seja, que os ricos paguem mais e os pobres paguem menos.</p>     <p>Essa fonte mostra uma certa organiza&ccedil;&atilde;o dos mesteirais, principalmente no que diz respeito &agrave; garantia de espa&ccedil;o para a sua participa&ccedil;&atilde;o nas assembleias do concelho e sua autonomia em rela&ccedil;&atilde;o ao poder r&eacute;gio. O modelo de representa&ccedil;&atilde;o, &ldquo;dois homens bons de cada mester&rdquo;, &eacute; observado anteriormente em outros lugares da Europa Ocidental<a href="#_ftn52" name="_ftnref52" title="">[52]</a> e mesmo em Portugal<a href="#_ftn53" name="_ftnref53" title="">[53]</a>, mas fica destacado o fato de que ele j&aacute; existira na pr&oacute;pria cidade de Lisboa no fim do s&eacute;culo XIII, como foi exposto anteriormente. Essa cultura pol&iacute;tica de participa&ccedil;&atilde;o nas delibera&ccedil;&otilde;es do poder local se perpetuou entre os mesteirais olissiponenses durante quase uma cent&uacute;ria, o que pode ser considerado uma continuidade calcada na pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia social comum que esse grupo vivenciou durante a totalidade dos Trezentos, o que levou a uma a&ccedil;&atilde;o coletiva como um conjunto unido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>O objetivo do presente artigo foi apresentar o contexto no qual os mesteirais participaram das assembleias concelhias lisboetas no decorrer do s&eacute;culo XIV, at&eacute; o come&ccedil;o da Crise Din&aacute;stica de Avis. Buscamos identificar, a partir da documenta&ccedil;&atilde;o que chegou at&eacute; n&oacute;s, quais foram os assuntos nos quais os trabalhadores de of&iacute;cios mec&acirc;nicos estavam presentes e, por fim, intentamos apresentar uma s&iacute;ntese interpretativa sobre a l&oacute;gica pol&iacute;tica que envolvia esses eventos.</p>     <p>Em um per&iacute;odo de uma crise que atravessava todas as esferas da vida, os trabalhadores urbanos da Lisboa medieval estavam marginalizados do poder concelhio. Apesar da ef&ecirc;mera experi&ecirc;ncia de inser&ccedil;&atilde;o no fim do s&eacute;culo XIII, a cent&uacute;ria apresentou que o governo local se pautava em um processo de elitiza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica administrativa. O que buscamos apresentar aqui &eacute; que essa oligarquiza&ccedil;&atilde;o, apesar de intensa e destacada, jamais foi conclusiva, e as rela&ccedil;&otilde;es de poder possu&iacute;am tens&otilde;es nas quais os mesteirais lutavam para serem atores ativos no palco do governo da cidade, n&atilde;o s&oacute; durante a Crise Din&aacute;stica de Avis, mas por todo o Trezentos<a href="#_ftn54" name="_ftnref54" title="">[54]</a>.</p>     <p>Enfim, as revoltas das d&eacute;cadas de 1370 e 1380 e o protagonismo dos mesteirais lisboetas na ascens&atilde;o de D. Jo&atilde;o, Mestre de Avis, ao trono portugu&ecirc;s s&atilde;o a culmin&acirc;ncia de um processo hist&oacute;rico de resist&ecirc;ncia que &eacute; gestado na sociedade portuguesa por quase um s&eacute;culo. Podemos apontar a hip&oacute;tese de que a marginaliza&ccedil;&atilde;o dos mesteirais do processo deliberativo foi uma das diversas causas que os levaram &agrave;s ruas com o intuito de reivindicar perante o regente, com sucesso, a garantia de uma voz pol&iacute;tica institucionalizada na governa&ccedil;&atilde;o da cidade. No s&eacute;culo seguinte, a oligarquia de Lisboa &ndash; e de outras cidades que seguiram seu exemplo &ndash; n&atilde;o tardou em responder a essas demandas. Usando espa&ccedil;os privilegiados como as cortes, buscaram um novo afastamento dos mesteirais dos processos deliberativos, chegando a produzir verdadeiros &ldquo;manifestos anti-mesteirais&rdquo;<a href="#_ftn55" name="_ftnref55" title="">[55]</a>. Com isso, &eacute; institu&iacute;da a <i>Casa dos Vinte e Quatro</i>, um espa&ccedil;o exclusivo para os procuradores dos mesteres proporem linhas de rumo para o governo local sem causar tens&otilde;es com a oligarquia camar&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes manuscritas</b></p>     <!-- ref --><p>AML-AH,<i> Livro I de Senten&ccedil;as</i>, n. 3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488460&pid=S1646-740X201700010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>A.N.T.T., <i>Mosteiro de S. Dinis de Odivelas</i>, liv. 19, fl. 6-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488461&pid=S1646-740X201700010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>A.N.T.T., <i>Livro I do Hospital do Conde D. Pedro</i>, n. 34 (c&oacute;pia).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488463&pid=S1646-740X201700010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>A.N.T.T., <i>Gav. XIII</i>, ma&ccedil;. 1, n. 25 e <i>Livro 2&ordm; dos Direitos Reais</i>, fl. 272v.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <p>BRAND&Atilde;O, Frei Francisco &ndash; &ldquo;ESCRITVRA XVIII&rdquo;. in <i>Monarchia Lusitana</i>. Quinta Parte. Lisboa: Officina de Paulo Craeesbeck, 1650, fls. 314v-315v.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro I de M&iacute;sticos de Reis</i>: <i>Livro II dos Reis D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 1947.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488469&pid=S1646-740X201700010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro de M&iacute;sticos do Rei D. Fernando</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 1948.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488471&pid=S1646-740X201700010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>LOPES, Fern&atilde;o &ndash; <i>Cr&oacute;nica de D. Fernando</i>. Biblioteca de Cl&aacute;ssicos Portuguezes. Lisboa: Escriptorio, 1895.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos</b></p>     <p>CAETANO, Marcello &ndash; &ldquo;Pref&aacute;cio&rdquo;. in LANGHANS, Franz-Paul &ndash; <i>A antiga Organiza&ccedil;&atilde;o dos Mesteres da Cidade de Lisboa</i>. Lisboa, 1942, pp. XI&ndash;LXXV.</p>     <!-- ref --><p>&ndash; <i>A administra&ccedil;&atilde;o municipal de Lisboa durante a 1&ordf; dinastia</i>. Lisboa: Academia Portuguesa da Hist&oacute;ria, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488477&pid=S1646-740X201700010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>&ndash; <i>A Crise Nacional de 1383-1385</i>. <i>Subs&iacute;dios para o seu estudo</i>. Lisboa: Verbo, s.d.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488479&pid=S1646-740X201700010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CASTRO, Armando &ndash; <i>A Evolu&ccedil;&atilde;o Econ&oacute;mica de Portugal dos s&eacute;culos XII ao XV</i>. Lisboa: Portug&aacute;lia, 1966.</p>     <p>COELHO, Ant&oacute;nio Borges<i> &ndash; A Revolu&ccedil;&atilde;o de 1383</i>. Lisboa: Seara Nova, 1977.</p>     <p>COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;As confrarias medievais portuguesas: espa&ccedil;os de solidariedades na vida e na morte&rdquo;. in <i>Atas da XIX Semana de Estudios Medievales. Confrad&iacute;as, gremios, solidaridades en la Europa Medieval</i>. Estella: Gobierno de Navarra, Departamento de Educaci&oacute;n y Cultura, 1992, pp. 149-183.</p>     <p>&ndash; &ldquo;O Estado e as Sociedades Urbanas&rdquo;. in COELHO, Maria Helena da CRUZ; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho; ALMEIDA, Armando Justino &ndash; <i>A G&eacute;nese do Estado Moderno em Portugal</i>. Ciclo tem&aacute;tico de confer&ecirc;ncias organizado pela Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa no ano lectivo de 1996/1997. Lisboa: Universidade Aut&oacute;noma Editora, 1997, pp. 269-292.</p>     <p>&ndash; &ldquo;O povo &ndash; a identidade e a diferen&ccedil;a no trabalho&rdquo;. in MARQUES, A. H. de Oliveira; SERR&Atilde;O, Joel (dir.) e COELHO, Maria Helena da Cruz; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho (coord.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Vol. III.<i> Portugal em Defini&ccedil;&atilde;o de Fronteiras</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1998, pp. 252-308.</p>     <p>&ndash; &ldquo;No palco e nos bastidores do Poder Local&rdquo;. in FONSECA, Fernando Taveira da (dir.) &ndash; <i>O poder local em tempo de Globaliza&ccedil;&atilde;o. Uma hist&oacute;ria e um futuro</i>. Coimbra: Centro de Estudos e Forma&ccedil;&atilde;o Aut&aacute;rquica, 2005, pp. 49-74.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Municipal Power&rdquo;. in MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>Historiography of Medieval Portugal (1950-2010)</i>. Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2011, pp. 209-230.</p>     <p>COELHO, Maria Helena da Cruz; MAGALH&Atilde;ES, Joaquim Romero &ndash; <i>O poder concelhio. Das origens &agrave;s cortes constituintes.</i> Coimbra: Centro de Estudos e Forma&ccedil;&atilde;o Aut&aacute;rquica, 1986.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CORTES&Atilde;O, Jaime &ndash; <i>Os factores democr&aacute;ticos na forma&ccedil;&atilde;o de Portugal</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1984.</p>     <p>COSTA, Adelaide Pereira Mil&agrave;n da &ndash; &ldquo;Tra&ccedil;os da Interac&ccedil;&atilde;o Conflitual na Sociedade Portuense de Quatrocentos&rdquo;. in<i> Actas das Jornadas Inter e Pluridisciplinares. A Cidade,</i> vol. 1, Lisboa: Universidade Aberta, 1993, pp. 155-164.</p>     <p>&ndash; &ldquo;A cultura pol&iacute;tica em a&ccedil;&atilde;o. Di&aacute;logos institucionais entre a Coroa e os centros urbanos em Portugal no s&eacute;culo XIV&rdquo;. in <i>En la Espa&ntilde;a Medieval</i> vol. 36 (2013), pp. 9-29.</p>     <p>COSTA, Bruno Marconi da &ndash; <i>A burguesia concelhia da Lisboa de D. Dinis &ndash; um estudo comparativo das suas rela&ccedil;&otilde;es com o poder mon&aacute;rquico (1279-1325)</i>. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2013. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Dispon&iacute;vel em    <br>     <a href="https://www.academia.edu/3997194/A_burguesia_concelhia_da_Lisboa_de_D._Dinis__um_estudo_comparativo_de_suas_rela%C3%A7%C3%B5es_com_o_poder_mon%C3%A1rquico_1279-1325_" target="_blank">www.academia.edu/3997194/A_burguesia_concelhia_da_Lisboa_de_D._Dinis_ _um_estudo_comparativo_de_suas_rela&ccedil;&otilde;es_com_o_poder _mon&aacute;rquico_1279-1325_</a></p>     <p>&ndash; &ldquo;A experi&ecirc;ncia social dos mesteirais medievais portugueses &ndash; uma abordagem thompsoniana&rdquo;. <i>Roda da Fortuna. Revista Eletr&ocirc;nica sobre Antiguidade e Medievo </i>vol. 3, 1 (2014), pp. 221-241.</p>     <p>CUNHAL, &Aacute;lvaro &ndash; <i>As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Estampa, 1980.</p>     <p>FARELO, M&aacute;rio S&eacute;rgio &ndash; <i>A Oligarquia Camar&aacute;ria de Lisboa (1325-1433).</i> Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2008. Tese de Doutoramento.</p>     <p>FERRO, Maria Jos&eacute; Pimenta &ndash; &ldquo;A Revolta dos Mesteirais de 1383&rdquo;. in <i>Actas das III Jornadas Arqueol&oacute;gicas</i>. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o dos Arque&oacute;logos Portugueses, 1978, pp. 359-363.</p>     <!-- ref --><p>&ndash; <i>Pobreza e morte em Portugal na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a. 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488498&pid=S1646-740X201700010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&ndash; &ldquo;Ricos y Pobres en un Siglo de Crisis&rdquo;. <i>Edad Media &ndash; Revista de Historia</i> 4 (2001), pp. 23-36.</p>     <p>GON&Ccedil;ALVES, Iria &ndash; &ldquo;Na Ribeira de Lisboa, em finais da Idade M&eacute;dia&rdquo;. in <i>Um Olhar sobre a Cidade Medieval</i>. Cascais: Patrimonia, 1996, pp. 61-75.</p>     <p>HAEMERS, Jelle &ndash; &ldquo;<i>Ad petitionem burgensium.</i> Petitions and peaceful resistane of craftsmen in Flanders and Mechelen (13th-16th centuries)&rdquo;. in TELECHEA, J.; BOLUMBURU, B; HAEMERS, J. (ed) &ndash; <i>Los grupos populares en la ciudad medieval europea</i>. La Rioja: Instituto de Estudios Riojanos, 2014, pp. 371-394.</p>     <p>HAEMERS, Jelle; LIDDY, Christian D. &ndash; &ldquo;Popular politics in the late medieval town: York and Bruges&rdquo;. <i>English Historical Review</i> 128 (2012), pp. 771-805 [Em linha]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ehr.oxfordjournals.org/content/128/533/771.full" target="_blank">http://ehr.oxfordjournals.org/content/128/533/771.full</a></p>     <p>HESPANHA, Ant&oacute;nio Manuel &ndash; <i>Panorama Hist&oacute;rico da Cultura Jur&iacute;dica Europeia</i>. Sintra: Europa-Am&eacute;rica, 1997.</p>     <p>LANGHANS, Franz-Paul de Almeida &ndash; &ldquo;As Antigas Corpora&ccedil;&otilde;es dos of&iacute;cios mec&acirc;nicos e a C&acirc;mara de Lisboa&rdquo;. in Separata de<i> Revista Municipal (Lisboa) </i>7, 8 e 9. Lisboa: C&acirc;mara Municipal, 1942, pp. 3-31.</p>     <!-- ref --><p>&ndash; <i>As Corpora&ccedil;&otilde;es dos Of&iacute;cios Mec&acirc;nicos. Subs&iacute;dios para a sua Hist&oacute;ria</i>. Vol. I, Lisboa, 1943.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488506&pid=S1646-740X201700010000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>&ndash; <i>A Casa dos Vinte e Quatro de Lisboa. Subs&iacute;dios para a sua Hist&oacute;ria</i>. Lisboa, 1948.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488508&pid=S1646-740X201700010000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MARQUES, A. H. de Oliveira &ndash; <i>A sociedade medieval portuguesa</i>. Lisboa: S&aacute; da Costa, 1976.</p>     <!-- ref --><p>&ndash; <i>Portugal na Crise dos s&eacute;culos XIV e XV</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488511&pid=S1646-740X201700010000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>&ndash; <i>Novos Ensaios de Hist&oacute;ria Medieval Portuguesa</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488513&pid=S1646-740X201700010000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MARQUES, A. H. OLIVEIRA; SERR&Atilde;O, Joel (dir.) e COELHO, Maria Helena da Cruz; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho (coord.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Vol. III.<i> Portugal em Defini&ccedil;&atilde;o de Fronteiras</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1998.</p>     <p>MARTINS, Miguel Gomes &ndash; &ldquo;O Concelho de Lisboa durante a Idade M&eacute;dia. Homens e Organiza&ccedil;&atilde;o Municipal (1179-1383). in <i>Cadernos do Arquivo Municipal de Lisboa.</i> Lisboa: C&acirc;mara Municipal. S&eacute;rie I, 7 (2004), pp. 64-110.</p>     <p>MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; &ldquo;Contrastes entre Cidade e o Campo&rdquo;; &ldquo;Luta de classes?&rdquo;. in SARAIVA, Jos&eacute; Hermano (dir) &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Alfa, 1983, pp. 159-199.</p>     <!-- ref --><p>&ndash; (org) <i>Hist&oacute;ria de Portugal. A Monarquia Feudal</i>. Lisboa: Estampa, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1488518&pid=S1646-740X201700010000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&ndash; &ldquo;Revoltas e Revolu&ccedil;&otilde;es na Idade M&eacute;dia Portuguesa&rdquo;. in <i>Naquele tempo. Ensaios de hist&oacute;ria medieval</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2009, pp. 409-425.</p>     <p>MELO, Arnaldo Rui Azevedo de Sousa &ndash; <i>Trabalho e Produ&ccedil;&atilde;o em Portugal na Idade M&eacute;dia: O Porto, c. 1320 &ndash; c. 1415</i>. Braga: Universidade do Minho, 2009. Tese de Doutoramento.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Os mesteirais no governo urbano do Porto nos s&eacute;culos XIV e XV&rdquo;. in SOLORZANO TELECHEA, J. A.; BOLUMBURU, B. A. (coord.) &ndash; <i>La Gobernanza de la ciudad europea en la Edad Media</i>, Logro&ntilde;o: Centro de Estudios Riojanos, 2011, pp. 323-347.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Os mesteirais e o poder concelhio nas cidades medievais portuguesas (s&eacute;culos XIV e XV)&rdquo;. <i>Edad Media. Revista de Historia</i> 14 (2013), pp. 149-170.</p>     <p>MONSALVO ANT&Oacute;N, Jos&eacute; Mar&iacute;a &ndash; &ldquo;Los artesanos y la pol&iacute;tica en la Castilla medieval. Hip&oacute;tesis acerca de la ausencia de las corporaciones de oficio de las instituiciones de gobierno urbano&rdquo;. in CASTILLO, S.; FERN&Aacute;NDEZ, R (coord.) &ndash; <i>Historia social y ciencias sociales</i>. Lleida: Mil&egrave;nio, 2001, pp. 291-319.</p>     <p>PRADALI&Eacute;, G&eacute;rard &ndash; <i>Lisboa: da Reconquista ao fim do s&eacute;culo XIII</i>. Lisboa: Palas, 1975.</p>     <p>S&Eacute;RGIO, Ant&oacute;nio &ndash; <i>Breve interpreta&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Livraria S&aacute; da Costa, 1977.</p>     <p>SERR&Atilde;O, Joel &ndash; <i>O Car&aacute;cter Social da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1383</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1978.</p>     <p>SILVA, Carlos Guardado da &ndash; <i>Lisboa Medieval. A organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano</i>. Lisboa: Colibri, 2008.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SILVA, Leonel Jos&eacute; Miguel da &ndash; &ldquo;Da &eacute;poca da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1383&rdquo;. <i>Hist&oacute;ria e Sociedade</i> 2-3, 1 de janeiro de 1979, pp. I-III.</p>     <p>SOUSA, Armindo de &ndash; &ldquo;1325-1480&rdquo;. in MATTOSO, Jos&eacute; (org.) &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal. A Monarquia Feudal</i>. Lisboa: Estampa, 1997, pp. 412-423.</p>     <p>THOMPSON, E. P. &ndash; <i>A Mis&eacute;ria da Teoria ou um planet&aacute;rio de erros: uma cr&iacute;tica ao pensamento de Althusser</i>. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.</p>     <p>TILLY, Charles &ndash; <i>From Mobilization to Revolution</i>. Michigan: CRSO Working Paper, 1977.</p>     <p>VIEGAS, Valentino &ndash; <i>Lisboa, A For&ccedil;a da Revolu&ccedil;&atilde;o (1383-1385)</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1985.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>COSTA, Bruno Marconi da &ndash; &ldquo;Os mesteirais e o concelho de Lisboa durante o s&eacute;culo XIV: um esbo&ccedil;o de s&iacute;ntese (1300-1383)&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 21 (Janeiro &ndash; Junho 2017). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA21/costa2105.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA21/costa2105.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 31 de Janeiro de 2016</p>     <p>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 5 de Setembro de 2016</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Essa divis&atilde;o social &eacute; explicada por Maria Helena da Cruz Coelho em COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;O Estado e as Sociedades Urbanas&rdquo;. in COELHO, Maria Helena da CRUZ; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho; ALMEIDA, Armando Justino &ndash; <i>A G&eacute;nese do Estado Moderno em Portugal</i>. Ciclo tem&aacute;tico de confer&ecirc;ncias organizado pela Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa no ano lectivo de 1996/1997. Lisboa: Universidade Aut&oacute;noma Editora, 1997, pp. 269-292. Arnaldo de Sousa Melo destaca que os mesteirais pertencem aos <i>meiaos</i>, mesmo com suas diferen&ccedil;as de capital econ&ocirc;mico, pol&iacute;tico e simb&oacute;lico, pelo fato de incidir sobre sua maioria as diversas tributa&ccedil;&otilde;es, visto que os <i>menores</i> n&atilde;o possu&iacute;am com o que contrubuir e os <i>maiores</i> possu&iacute;am diversas isen&ccedil;&otilde;es. MELO, Arnaldo Rui Azevedo de Sousa &ndash; &ldquo;Os mesteirais e o poder concelhio nas cidades medievais portuguesas (s&eacute;culos XIV e XV)&rdquo;. <i>Edad Media. Revista de Historia</i> 14 (2013), p. 151.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> &ldquo;Se considerarmos a palavra 'ind&uacute;stria' na sua acep&ccedil;&atilde;o restrita (que &eacute; hoje a mais vulgar), de um conjunto de actividades transformadoras implicando produ&ccedil;&atilde;o em larga escala, realizada em f&aacute;bricas onde trabalham centenas ou milhares de indiv&iacute;duos, com distin&ccedil;&atilde;o entre capital e trabalho, dificilmente poderemos falar dela durante os s&eacute;culos XIV e XV, e muito menos em Portugal. Mas se por 'ind&uacute;stria' aceitarmos um conceito lato, de toda a actividade que concorra para a transforma&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias-primas e para a produ&ccedil;&atilde;o de riquezas, ser&aacute; ent&atilde;o l&iacute;cito estud&aacute;-la no per&iacute;odo medieval, mesmo nas suas formas mais limitadas de artesanato dom&eacute;stico&rdquo;. MARQUES, A. H. de Oliveira &ndash; <i>Portugal na Crise dos s&eacute;culos XIV e XV</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1987, p. 115.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> MARQUES, A. H. de Oliveira &ndash; &ldquo;O trabalho&rdquo;. in <i>A sociedade medieval portuguesa.</i> Lisboa: S&aacute; da Costa, 1976, pp. 137-138.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> S&Eacute;RGIO, Ant&oacute;nio &ndash; <i>Breve interpreta&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Livraria S&aacute; da Costa, 1977, pp. 31-35.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> CORTES&Atilde;O, Jaime &ndash; <i>Os factores democr&aacute;ticos na forma&ccedil;&atilde;o de Portugal</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1984, pp. 108-124.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a> SERR&Atilde;O, Joel &ndash; <i>O Car&aacute;cter Social da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1383</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1978, pp. 49-61.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a> CAETANO, Marcelo &ndash; <i>A administra&ccedil;&atilde;o municipal de Lisboa durante a 1&ordf; dinastia</i>. Lisboa: Academia Portuguesa da Hist&oacute;ria, 1981; CAETANO, Marcello &ndash; &ldquo;Pref&aacute;cio&rdquo;. in LANGHANS, Franz-Paul &ndash; <i>A antiga Organiza&ccedil;&atilde;o dos Mesteres da Cidade de Lisboa</i>. Lisboa, 1942, pp. XI&ndash;LXXV; CAETANO, Marcello &ndash; <i>A Crise Nacional de 1383-1385</i>. <i>Subs&iacute;dios para o seu estudo</i>. Lisboa: Verbo, s.d.</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a> LANGHANS, Franz-Paul de Almeida &ndash; &ldquo;As Antigas Corpora&ccedil;&otilde;es dos of&iacute;cios mec&acirc;nicos e a C&acirc;mara de Lisboa&rdquo;. in <i>Separata de Revista Municipal (Lisboa) </i>7, 8 e 9. Lisboa: C&acirc;mara Municipal, 1942, pp. 3-31; LANGHANS, Franz-Paul de Almeida &ndash; <i>As Corpora&ccedil;&otilde;es dos Of&iacute;cios Mec&acirc;nicos. Subs&iacute;dios para a sua Hist&oacute;ria</i>. Vol. I, Lisboa, 1943; LANGHANS, Franz-Paul de Almeida &ndash; <i>A Casa dos Vinte e Quatro de Lisboa. Subs&iacute;dios para a sua Hist&oacute;ria</i>. Lisboa, 1948.</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a> COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;Municipal Power&rdquo;. in MATTOSO, Jos&eacute; (dir.) &ndash; <i>Historiography of Medieval Portugal (1950-2010)</i>. Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2011, pp. 209-230.</p>     <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a> COELHO, Ant&oacute;nio Borges<i> &ndash; A Revolu&ccedil;&atilde;o de 1383</i>. Lisboa: Seara Nova, 1977.</p>     <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a> CUNHAL, &Aacute;lvaro &ndash; <i>As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Estampa, 1980.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a> CASTRO, Armando &ndash; <i>A Evolu&ccedil;&atilde;o Econ&oacute;mica de Portugal dos s&eacute;culos XII ao XV</i>. Lisboa: Portug&aacute;lia, 1966.</p>     <p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="">[13]</a> FERRO, Maria Jos&eacute; Pimenta &ndash; &ldquo;A Revolta dos Mesteirais de 1383&rdquo;. in <i>Actas das III Jornadas Arqueol&oacute;gicas</i>. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o dos Arque&oacute;logos Portugueses, 1978, pp. 359-363; FERRO, Maria Jos&eacute; Pimenta &ndash; <i>Pobreza e morte em Portugal na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1989; FERRO, Maria Jos&eacute; Pimenta &ndash; &ldquo;Ricos y Pobres en un Siglo de Crisis&rdquo;. <i>Edad Media &ndash; Revista de Historia</i> 4 (2001), pp. 23-36.</p>     <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="">[14]</a> COELHO, Maria Helena da Cruz; MAGALH&Atilde;ES, Joaquim Romero &ndash; <i>O poder concelhio. Das origens &agrave;s cortes constituintes.</i> Coimbra: Centro de Estudos e Forma&ccedil;&atilde;o Aut&aacute;rquica, 1986; COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;No palco e nos bastidores do Poder Local&rdquo;. in FONSECA, Fernando Taveira da (dir.) &ndash; <i>O poder local em tempo de Globaliza&ccedil;&atilde;o. Uma hist&oacute;ria e um futuro</i>. Coimbra: Centro de Estudos e Forma&ccedil;&atilde;o Aut&aacute;rquica, 2005, pp. 49-74; COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;O povo &ndash; a identidade e a diferen&ccedil;a no trabalho&rdquo;. in MARQUES, A. H. OLIVEIRA; SERR&Atilde;O, Joel (dir.) e COELHO, Maria Helena da Cruz; HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho (coord.) &ndash; <i>Nova Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Vol. III.<i> Portugal em Defini&ccedil;&atilde;o de Fronteiras</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1998, pp. 252-308.</p>     <p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="">[15]</a> MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; &ldquo;Contrastes entre Cidade e o Campo&rdquo;; &ldquo;Luta de classes?&rdquo;. in SARAIVA, Jos&eacute; Hermano (dir) &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. Lisboa: Alfa, 1983, pp. 159-199; MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; &ldquo;Revoltas e Revolu&ccedil;&otilde;es na Idade M&eacute;dia Portuguesa&rdquo;. in <i>Naquele tempo. Ensaios de hist&oacute;ria medieval</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2009, pp. 409-425.</p>     <p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16" title="">[16]</a> MELO, Arnaldo Rui Azevedo de Sousa &ndash; <i>Trabalho e Produ&ccedil;&atilde;o em Portugal na Idade M&eacute;dia: O Porto, c. 1320 &ndash; c. 1415</i>. Braga: Universidade do Minho, 2009. Tese de Doutoramento; MELO, Arnaldo Rui Azevedo de Sousa &ndash; &ldquo;Os mesteirais e o poder concelhio...&rdquo;, pp. 149-170; MELO, Arnaldo Rui Azevedo de Sousa &ndash; &ldquo;Os mesteirais no governo urbano do Porto nos s&eacute;culos XIV e XV&rdquo;. in SOLORZANO TELECHEA, J. A.; BOLUMBURU, B. A. (coord.) &ndash; <i>La Gobernanza de la ciudad europea en la Edad Media</i>, Logro&ntilde;o: Centro de Estudios Riojanos, 2011, pp. 323-347.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17" title="">[17]</a> FARELO, M&aacute;rio S&eacute;rgio &ndash; <i>A Oligarquia Camar&aacute;ria de Lisboa (1325-1433).</i> Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2008. Tese de Doutoramento.</p>     <p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18" title="">[18]</a> SILVA, Carlos Guardado da &ndash; <i>Lisboa Medieval. A organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano</i>. Lisboa: Colibri, 2008.</p>     <p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19" title="">[19]</a> Trabalhamos mais aprofundadamente os fatores constitutivos de uma experi&ecirc;ncia comum dos mesteirais portugueses e como eles podem interferir em suas atividades pol&iacute;ticas, baseado em um arcabou&ccedil;o te&oacute;rico de E. P. Thompson, em COSTA, Bruno Marconi da &ndash; &ldquo;A experi&ecirc;ncia social dos mesteirais medievais portugueses &ndash; uma abordagem thompsoniana&rdquo;. <i>Roda da Fortuna &ndash; Revista Eletr&ocirc;nica sobre Antiguidade e Medievo </i>vol. 3, 1 (2014), pp. 221-241. Para o conceito de experi&ecirc;ncia social, THOMPSON, E. P. &ndash; <i>A Mis&eacute;ria da Teoria ou um planet&aacute;rio de erros: uma cr&iacute;tica ao pensamento de Althusser</i>. Rio de Janeiro: Zahar, 1981, p. 15; pp. 15, 134 e 180-200.</p>     <p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20" title="">[20]</a> MARQUES, A. H. de Oliveira &ndash; &ldquo;Lisboa Medieval: uma vis&atilde;o de conjunto&rdquo;. in <i>Novos Ensaios de Hist&oacute;ria Medieval Portuguesa</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, 1988, p. 82.</p>     <p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21" title="">[21]</a> Tal como apresentado por Oliveira Marques e corroborado por Carlos Guardado da Silva em SILVA, Carlos Guardado da &ndash; <i>Lisboa Medieval</i>...</p>     <p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22" title="">[22]</a>COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;O povo &ndash; a identidade e a diferen&ccedil;a no trabalho...&rdquo;, p. 281.</p>     <p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23" title="">[23]</a> &ldquo;[O] Porto de Lisboa, pulsando continuadamente no movimento ritmado e alternante da chegada das mercadorias, da partida das mercadorias, era o motor que fazia circular aqueles capitais, que insuflava vida &ndash; uma vida intensa e variada &ndash; a toda a cidade. E a Ribeira, ponto de apoio &agrave;s atividades portu&aacute;rias, era o espa&ccedil;o onde essa vida palpitava com maior intensidade, onde come&ccedil;ava a organizar-se e a diferenciar-se, de onde irradiava para todos os lados. Mas era tamb&eacute;m &agrave; Ribeira que tudo aflu&iacute;a, onde mais se concentravam pessoas e bens, atividades profissionais e at&eacute; l&uacute;dicas.&rdquo; GON&Ccedil;ALVES, Iria &ndash; &ldquo;Na Ribeira de Lisboa, em finais da Idade M&eacute;dia&rdquo;. in <i>Um Olhar sobre a Cidade Medieval</i>. Cascais: Patrimonia, 1996, p. 62.</p>     <p><a href="#_ftnref24" name="_ftn24" title="">[24]</a> COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;As confrarias medievais portuguesas: espa&ccedil;os de solidariedades na vida e na morte&rdquo;. in <i>Atas da XIX Semana de Estudios Medievales. Confrad&iacute;as, gremios, solidaridades en la Europa Medieval</i>. Estella: Gobierno de Navarra, Departamento de Educaci&oacute;n y Cultura, 1992, p. 162.</p>     <p><a href="#_ftnref25" name="_ftn25" title="">[25]</a> PRADALI&Eacute;, G&eacute;rard &ndash; <i>Lisboa: da Reconquista ao fim do s&eacute;culo XIII</i>. Lisboa: Palas, 1975, p. 148.</p>     <p><a href="#_ftnref26" name="_ftn26" title="">[26]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute; Pimenta Ferro &ndash; <i>Pobreza e morte em Portugal na Idade M&eacute;dia</i>&hellip;, pp. 110-111.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref27" name="_ftn27" title="">[27]</a> Por &ldquo;a&ccedil;&atilde;o coletiva&rdquo;, utilizamos o conceito desenvolvido por Charles Tilly em TILLY, Charles &ndash; <i>From Mobilization to Revolution</i>. Michigan: CRSO Working Paper, 1977. Esse conceito foi tamb&eacute;m aplicado por Jelle Haemers para analisar as formas pac&iacute;ficas de interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos mesteirais de Flandres, em HAEMERS, Jelle &ndash; &ldquo;<i>Ad petitionem burgensium.</i> Petitions and peaceful resistane of craftsmen in Flanders and Mechelen (13th-16th centuries)&rdquo;. in TELECHEA, J.; BOLUMBURU, B; HAEMERS, J. (ed) &ndash; <i>Los grupos populares en la ciudad medieval europea</i>. La Rioja: Instituto de Estudios Riojanos, 2014, p. 380.</p>     <p><a href="#_ftnref28" name="_ftn28" title="">[28]</a> MELO, Arnaldo Rui Azevedo de Sousa &ndash; &ldquo;Os mesteirais no governo urbano do Porto...&rdquo;, pp. 338-341.</p>     <p><a href="#_ftnref29" name="_ftn29" title="">[29]</a> PRADALI&Eacute;, G&eacute;rard &ndash; <i>Lisboa: da Reconquista</i>..., p. 91.</p>     <p><a href="#_ftnref30" name="_ftn30" title="">[30]</a> Analisamos essa assembleia em nossa Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado: COSTA, Bruno Marconi da &ndash; <i>A burguesia concelhia da Lisboa de D. Dinis &ndash; um estudo comparativo das suas rela&ccedil;&otilde;es com o poder mon&aacute;rquico (1279-1325)</i>. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2013. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Dispon&iacute;vel em    <br>     <a href="https://www.academia.edu/3997194/A_burguesia_concelhia_da_Lisboa_de_D._Dinis__um_estudo_comparativo_de_suas_rela%C3%A7%C3%B5es_com_o_poder_mon%C3%A1rquico_1279-1325_" target="_blank">www.academia.edu/3997194/A_burguesia_concelhia_da_Lisboa_de_D._Dinis_ _um_estudo_comparativo_de_suas_rela&ccedil;&otilde;es_com_o_poder _mon&aacute;rquico_1279-1325_</a></p>     <p><a href="#_ftnref31" name="_ftn31" title="">[31]</a> BRAND&Atilde;O, Frei Francisco &ndash;&ldquo;ESCRITVRA XVIII&rdquo;. in <i>Monarchia Lusitana</i>. Quinta Parte. Lisboa: Officina de Paulo Craeesbeck, 1650, fls. 314v-315v.</p>     <p><a href="#_ftnref32" name="_ftn32" title="">[32]</a> CAETANO, Marcelo &ndash; <i>A administra&ccedil;&atilde;o municipal de Lisboa</i>..., p. 37.</p>     <p><a href="#_ftnref33" name="_ftn33" title="">[33]</a> MARTINS, Miguel Gomes &ndash; &ldquo;O Concelho de Lisboa durante a Idade M&eacute;dia. Homens e Organiza&ccedil;&atilde;o Municipal (1179-1383). in <i>Cadernos do Arquivo Municipal de Lisboa.</i> Lisboa: C&acirc;mara Municipal. S&eacute;rie I, 7 (2004), p. 71.</p>     <p><a href="#_ftnref34" name="_ftn34" title="">[34]</a> COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;O povo &ndash; a identidade e a diferen&ccedil;a no trabalho...&rdquo;, p. 284.</p>     <p><a href="#_ftnref35" name="_ftn35" title="">[35]</a> <i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro I de M&iacute;sticos de Reis</i>: <i>Livro II dos Reis D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 1947, doc. 3: 113.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref36" name="_ftn36" title="">[36]</a> Sobre a oligarquia concelhia de Lisboa, remetemos aos trabalhos de Miguel Gomes Martins e &agrave; Tese de Doutoramento de Mario S&eacute;rgio Farelo. MARTINS, Miguel Gomes &ndash; &ldquo;O Concelho de Lisboa durante a Idade M&eacute;dia...&rdquo;; FARELO, M&aacute;rio S&eacute;rgio &ndash; <i>A Oligarquia Camar&aacute;ria de Lisboa</i>...</p>     <p><a href="#_ftnref37" name="_ftn37" title="">[37]</a> A.N.T.T., <i>Mosteiro de S. Dinis de Odivelas, </i>liv. 19, fl. 6-8.</p>     <p><a href="#_ftnref38" name="_ftn38" title="">[38]</a> <i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro I de M&iacute;sticos de Reis</i>..., pp. 127-128.</p>     <p><a href="#_ftnref39" name="_ftn39" title="">[39]</a> <i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro I de M&iacute;sticos de Reis</i>..., pp. 183-186.</p>     <p><a href="#_ftnref40" name="_ftn40" title="">[40]</a> <i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro de M&iacute;sticos do Rei D. Fernando</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 1948, pp. 13-15.</p>     <p><a href="#_ftnref41" name="_ftn41" title="">[41]</a> AML-AH, <i>Livro I de Senten&ccedil;as</i>, n. 3</p>     <p><a href="#_ftnref42" name="_ftn42" title="">[42]</a> <i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro I de M&iacute;sticos de Reis</i>..., pp. 191-193.</p>     <p><a href="#_ftnref43" name="_ftn43" title="">[43]</a> A.N.T.T., <i>Gav. XIII</i>, ma&ccedil;. 1, n. 25 e <i>Livro 2&ordm; dos Direitos Reais, </i>fl. 272v.</p>     <p><a href="#_ftnref44" name="_ftn44" title="">[44]</a> <i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro de M&iacute;sticos do Rei D. Fernando</i>&hellip;, pp. 23-25.</p>     <p><a href="#_ftnref45" name="_ftn45" title="">[45]</a> <i>DOCUMENTOS PARA A HIST&Oacute;RIA DA CIDADE DE LISBOA.</i> <i>Livro I de M&iacute;sticos de Reis</i>&hellip;, pp. 33-37.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref46" name="_ftn46" title="">[46]</a> A. N. T. T., Livro I do Hospital do Conde D. Pedro, n. 34 (c&oacute;pia).</p>     <p><a href="#_ftnref47" name="_ftn47" title="">[47]</a> O conflito &eacute;, de fato, semelhante &ndash; fruto de um estatuto alheio a privil&eacute;gios por parte dos carniceiros na hierarquia social. &ldquo;As actas consignam as raz&otilde;es de ambas as partes: do lado do bem comum, assumido pelo governo municipal, alegava-se que a irregularidade do abastecimento &agrave; cidade decorria directamente das possibilidades de os carniceiros obterem lucro, prova acabada de m&aacute; f&eacute;; o objectivo era conseguir o compromisso da coloca&ccedil;&atilde;o semanal no mercado de um n&uacute;mero fixo de cabe&ccedil;as de gado; por seu lado, os carniceiros rejeitavam os quantitativos propostos, atendendo ao elevado custo dos animais, &agrave;s desloca&ccedil;&otilde;es que eram obrigados a fazer para os adquirirem e &agrave; canaliza&ccedil;&atilde;o do gado para Castela.&rdquo; COSTA, Adelaide Pereira Mil&agrave;n da &ndash; &ldquo;Tra&ccedil;os da Interac&ccedil;&atilde;o Conflitual na Sociedade Portuense de Quatrocentos&rdquo;. in<i> Actas das Jornadas Inter e Pluridisciplinares. A Cidade,</i> vol. 1, Lisboa: Universidade Aberta, 1993, p. 158.</p>     <p><a href="#_ftnref48" name="_ftn48" title="">[48]</a> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cultura pol&iacute;tica compartilhada entre a Coroa e as elites urbanas no contexto das cortes portuguesas, referimo-nos ao artigo de Adelaide Mill&aacute;n da Costa: COSTA, Adelaide Pereira Mill&aacute;n da &ndash; &ndash; &ldquo;A cultura pol&iacute;tica em a&ccedil;&atilde;o. Di&aacute;logos institucionais entre a Coroa e os centros urbanos em Portugal no s&eacute;culo XIV&rdquo;. in <i>En la Espa&ntilde;a Medieval</i> vol. 36 (2013), pp. 9-29; sobre a ordem jur&iacute;dica corporativa vigente na Idade M&eacute;dia europeia, Ant&oacute;nio Manuel Hespanha escreve: &ldquo;o pensamento medieval sempre se manteve firmemente agarrado &agrave; ideia de que cada parte do todo cooperava de forma diferente na realiza&ccedil;&atilde;o do destino c&oacute;smico. Por outras palavras, a unidade da cria&ccedil;&atilde;o n&atilde;o comprometia, antes pressupunha, a especificidade e irredutibilidade dos objectivos de cada uma das &lsquo;ordens da cria&ccedil;&atilde;o&rsquo; e, dentro da esp&eacute;cie humana, de cada grupo ou corpo social&rdquo;. HESPANHA, Ant&oacute;nio Manuel &ndash; <i>Panorama Hist&oacute;rico da Cultura Jur&iacute;dica Europeia</i>. Sintra: Europa-Am&eacute;rica, 1997, pp. 59-62.</p>     <p><a href="#_ftnref49" name="_ftn49" title="">[49]</a> LOPES, Fern&atilde;o &ndash; <i>Cr&oacute;nica de D. Fernando</i>. Biblioteca de Cl&aacute;ssicos Portuguezes. Lisboa: Escriptorio, 1895, vol 1, p. 191.</p>     <p><a href="#_ftnref50" name="_ftn50" title="">[50]</a> FERRO, Maria Jos&eacute; Pimenta &ndash; <i>A Revolta dos Mesteirais de 1383</i>&hellip;, pp. 359-363.</p>     <p><a href="#_ftnref51" name="_ftn51" title="">[51]</a> A.N.T.T., <i>Chancelaria de D. Jo&atilde;o I</i>, Livro I, fls 21v a 22v, dispon&iacute;vel em VIEGAS, Valentino &ndash; <i>Lisboa, A For&ccedil;a da Revolu&ccedil;&atilde;o (1383-1385)</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 1985, pp. 218-220.</p>     <p><a href="#_ftnref52" name="_ftn52" title="">[52]</a> Destacamos como exemplo o caso de Oviedo, que possu&iacute;a a representa&ccedil;&atilde;o de dois de cada mester j&aacute; no ano de 1262, referido em MONSALVO ANT&Oacute;N, Jos&eacute; Mar&iacute;a &ndash; &ldquo;Los artesanos y la pol&iacute;tica en la Castilla medieval. Hip&oacute;tesis acerca de la ausencia de las corporaciones de oficio de las instituiciones de gobierno urbano&rdquo;. in CASTILLO, S.; FERN&Aacute;NDEZ, R (coord.) &ndash; <i>Historia social y ciencias sociales</i>. Lleida: Mil&egrave;nio, 2001, p. 296 e tamb&eacute;m de regi&otilde;es de Flandres e Inglaterra, como expresso em HAEMERS, Jelle; LIDDY, Christian D. &ndash; &ldquo;Popular politics in the late medieval town: York and Bruges&rdquo;. <i>English Historical Review</i> 128 (2012), pp. 771-805. [Em linha]. [Acessado em 19 de janeiro de 2016]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ehr.oxfordjournals.org/content/128/533/771.full" target="_blank">http://ehr.oxfordjournals.org/content/128/533/771.full</a>; Marcelo Caetano desenvolve de onde viria essa representa&ccedil;&atilde;o de dois homens bons de cada mester, e infere que seja influ&ecirc;ncia inglesa, devido &agrave; falta de organiza&ccedil;&atilde;o corporativa na cidade de Lisboa em 1384. CAETANO, Marcelo &ndash; <i>A Crise Nacional de 1383-1385</i>&hellip;, pp. 134-140.</p>     <p><a href="#_ftnref53" name="_ftn53" title="">[53]</a> Especificamente, na cidade de &Eacute;vora, alguns anos antes do ocorrido em Lisboa, j&aacute; existia um &ldquo;concelho me&uacute;do&rdquo; que, pelo teor dos privil&eacute;gios enviados pela carta enviada por D. Jo&atilde;o Mestre de Avis, j&aacute; contava com uma certa organiza&ccedil;&atilde;o dos mesteirais da cidade. SILVA, Leonel Jos&eacute; Miguel da &ndash; &ldquo;Da &eacute;poca da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1383&rdquo;. <i>Hist&oacute;ria e Sociedade</i> 2-3, 1 de Janeiro de 1979, pp. I-III.</p>     <p><a href="#_ftnref54" name="_ftn54" title="">[54]</a> COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;No palco e nos bastidores do Poder Local...&rdquo;, p. 61.</p>     <p><a href="#_ftnref55" name="_ftn55" title="">[55]</a> SOUSA, Armindo de &ndash; &ldquo;1325-1480&rdquo;. in MATTOSO, Jos&eacute; (org.) &ndash; <i>Hist&oacute;ria de Portugal. A Monarquia Feudal</i>. Lisboa: Estampa, 1997, pp. 412-423.</p>     ]]></body>
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