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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recensão: MACHADO, Narciso M. - Afonso Henriques: Data e local do seu nascimento. Edição do autor: Braga, 2016 (154 pp.)]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RECENS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Recens&atilde;o: MACHADO, Narciso M. &#8211; Afonso Henriques: Data e local do seu nascimento. Edi&ccedil;&atilde;o do autor: Braga, 2016 (154 pp.)</b></font></p>     <p><b>Abel Estef&acirc;nio<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Investigador independente, 4000-266 Porto, Portugal. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:aestefanio@hotmail.com">aestefanio@hotmail.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Onde nasceu o primeiro rei de Portugal? Este tema cl&aacute;ssico da Hist&oacute;ria Medieval Portuguesa tem despertado regularmente o interesse dos investigadores. Uma tradi&ccedil;&atilde;o culta, remontando ao s&eacute;culo XV e que se cimentou nos s&eacute;culos que se seguiram, colocava o nascimento em Guimar&atilde;es. Todavia, na segunda metade do s&eacute;culo XX, surgiu uma opini&atilde;o no meio universit&aacute;rio a colocar o nascimento de Afonso Henriques em Coimbra. A quest&atilde;o tem sido especialmente debatida nos &uacute;ltimos vinte e cinco anos, para o que contribuiu o surgimento de uma terceira possibilidade, o nascimento em Viseu, de acordo com uma tese de A. de Almeida Fernandes. O seu trabalho foi pela primeira vez publicado na <i>Revista Beira Alta</i>, entre 1990 e 1991, e em edi&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma, em 1993, pelo Governo Civil do Distrito de Viseu, com o t&iacute;tulo <i>Viseu, Agosto de 1109, nasce D. Afonso Henriques</i>, sendo reeditado pela SACRE / Funda&ccedil;&atilde;o Mariana Seixas, em 2007.</p>     <p>Esta tese seria subscrita &ldquo;oficiosamente&rdquo; por Manuela Mendon&ccedil;a, presidente da Academia Portuguesa da Hist&oacute;ria, no primeiro livro da cole&ccedil;&atilde;o Reis de Portugal de que &eacute; autora<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a> e aceite como plaus&iacute;vel por um n&uacute;mero significativo de historiadores, apesar de o problema ainda estar longe de uma solu&ccedil;&atilde;o definitiva, quer quanto &agrave; data, quer quanto ao local. Disso mesmo procurei dar conta em dois artigos publicado na revista <i>Medievalista</i> [<i>online</i>]: &ldquo;A data de nascimento de Afonso I&rdquo;<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a> e &ldquo;De novo a data e local de nascimento de Afonso I&rdquo;<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>.</p>     <p>O livro que ora recenseamos &eacute; um trabalho de um vimaranense que expressa a rea&ccedil;&atilde;o sentimental de uma comunidade que viu amea&ccedil;ada a &ldquo;tradi&ccedil;&atilde;o&rdquo; do nascimento do nosso primeiro rei em Guimar&atilde;es. A discuss&atilde;o do tema nem sempre foi edificante. O excesso de cr&iacute;tica e de pol&eacute;mica conduziu algumas vezes ao achincalhamento ou mesmo insulto entre intervenientes situados em lados diferentes da barricada, com alguns danos colaterais em quem n&atilde;o estava interessado na contenda. Conv&eacute;m esclarecer que isso n&atilde;o se aplica ao juiz desembargador Narciso Marques Machado, disposto a assumir o seu bairrismo de uma forma serena, sadia e edificante, fornecendo &agrave; discuss&atilde;o contribui&ccedil;&otilde;es valiosas que importa sublinhar.</p>     <p>O juiz desembargador, jubilado desde 2007, tem dedicado muito do seu tempo &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica vimaranense, sobretudo da &eacute;poca romana e medieval. Entre outros t&iacute;tulos publicados, refira-se <i>Os 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques</i> (2009), <i>Rede vi&aacute;ria romana e medieval do concelho de Guimar&atilde;es</i> (2012), <i>Processo de beatifica&ccedil;&atilde;o de D. Afonso Henriques</i> (2014) e <i>A batalha de S. Mamede</i> (2015). N&atilde;o posso deixar de registar a afinidade com o autor desta nota, no que se refere &agrave; persist&ecirc;ncia com que aborda o tema do nascimento do primeiro rei, ao longo dos &uacute;ltimos anos.</p>     <p>Ainda antes de abrir o livro, merece a pena determo-nos na aprecia&ccedil;&atilde;o da capa, que cont&eacute;m uma imagem da pintura do batismo de D. Afonso Henriques por S. Geraldo, arcebispo de Braga, do pintor Sim&atilde;o &Aacute;lvares, vimaranense de evoca&ccedil;&atilde;o nacionalista, com atividade conhecida entre 1638 e 1657. Cronologicamente, a execu&ccedil;&atilde;o do quadro antecedeu a inscri&ccedil;&atilde;o mandada fazer, em 1664, pelo prior da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, D. Diogo Lobo da Silveira, que se encontra atualmente colocada junto da pia batismal da capela de S. Miguel do Castelo, em Guimar&atilde;es, com os seguintes dizeres &ldquo;<i>Nesta pia foi batizado el-rey dom Afonso Henriques pelo arcebispo de Braga S. Geraldo, ano do Senhor de 1106</i>&rdquo;. Vivia-se ent&atilde;o em plena Guerra da Restaura&ccedil;&atilde;o, que cremos poder estar na base da necessidade de recupera&ccedil;&atilde;o dos mitos da &ldquo;portugalidade&rdquo; e Guimar&atilde;es parece ter tido um papel preponderante nesse contexto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Passando ao conte&uacute;do do livro, poderemos encontrar a&iacute; a solu&ccedil;&atilde;o definitiva do problema? &Eacute; esse o ju&iacute;zo do autor do pref&aacute;cio, A. Martins Vieira, que conclui que Narciso Machado &ldquo;n&atilde;o necessita de fazer mais pesquisas, gastar mais tinta, mais papel, porque, neste livro, j&aacute; disse tudo sobre quando nasceu e onde nasceu o nosso primeiro rei, Afonso Henriques&rdquo;.</p>     <p>Vejamos ent&atilde;o o texto nos aspetos que consideramos mais relevantes para a quest&atilde;o em causa. Narciso Machado come&ccedil;a por enquadrar cronologicamente que o conde D. Henrique sucedia, por nomea&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia, aos antigos condes de Portucale, sediados em Guimar&atilde;es. Juntado esse facto &agrave; &ldquo;tradi&ccedil;&atilde;o&rdquo; vimaranense, a identifica&ccedil;&atilde;o do local de nascimento &eacute; dada como pressuposto de toda an&aacute;lise que se segue.</p>     <p>Dedicando a sua aten&ccedil;&atilde;o &agrave; data de nascimento, come&ccedil;a por conjugar a informa&ccedil;&atilde;o da <i>Chronica Gothorum</i> &ndash; de que Afonso Henriques teria dois ou tr&ecirc;s anos quando o pai morreu &ndash; com a dos dois documentos da doa&ccedil;&atilde;o do mosteiro do Lorv&atilde;o &agrave; S&eacute; de Coimbra, datados de 29 de julho de 1109, para os quais apresenta a transcri&ccedil;&atilde;o latina e a respetiva tradu&ccedil;&atilde;o para portugu&ecirc;s.</p>     <p>Narciso Machado p&otilde;e ent&atilde;o a descoberto algumas das fragilidades da tese de Almeida Fernandes, nomeadamente a falta de justifica&ccedil;&atilde;o quanto ao n&uacute;mero de dias ocorrido entre as duas cerim&oacute;nias e quanto &agrave; admissibilidade do pressuposto de aus&ecirc;ncia de D. Teresa na cerim&oacute;nia <i>super altare</i> na S&eacute; de Coimbra, por se encontrar no final do tempo de gravidez em Viseu. Na verdade, a infanta confirma ambos os documentos e tamb&eacute;m n&atilde;o se pode afirmar com seguran&ccedil;a que Afonso Henriques tenha nascido por essa ocasi&atilde;o.</p>     <p>Dando relevo ao facto de os documentos mencionarem os filhos e filhas dos condes, N. Machado conclui que Afonso Henriques seria um dos filhos aludidos. Poder-se-ia objetar que a refer&ecirc;ncia aos filhos seria uma mera &ldquo;f&oacute;rmula de chancelaria&rdquo;. N&atilde;o nos parece ser esse o caso, dado que n&atilde;o consta na escritura de doa&ccedil;&atilde;o do Mosteiro de S&atilde;o Vicente da Vacari&ccedil;a &agrave; S&eacute; de Coimbra, que lhe serviu de modelo.</p>     <p>Pelo meio, uma outra cr&iacute;tica certeira a A. Fernandes, por ter colocado, sem apresentar justifica&ccedil;&atilde;o, o foral de Azurara da Beira em agosto de 1109, de forma a favorecer a sua tese, quando a data cr&iacute;tica apontada pelo diplomatista Rui Pinto de Azevedo, estabeleceu o intervalo entre os anos de 1109 e 1112. O juiz desembargador conclui, tirando proveito da sua especializa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, que &ldquo;tudo isto d&aacute; a ideia de que D. Henrique e D. Teresa n&atilde;o tinham poder de marca&ccedil;&atilde;o das atos documentais em que ambos eram outorgantes&rdquo;.</p>     <p>Fazendo refer&ecirc;ncia a um documento de Oviedo de 25 de abril de 1109, N. Machado admite que o nascimento do rei fundador teria de ter ocorrido em Guimar&atilde;es, nos primeiros tr&ecirc;s meses desse ano. Esse documento, citado de Marsilio Cassotti<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a> induz erradamente o autor que o conde e a infanta teriam seguido ent&atilde;o para Oviedo, quando uma an&aacute;lise mais atenta &agrave; fonte impressa citada mas seguramente n&atilde;o consultada<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a> permitiria concluir que D. Henrique e D. Teresa apenas foram referidos no documento por serem os tenentes de <i>Tinegio </i>(Tineo, nas Ast&uacute;rias), logo a seguir &agrave; men&ccedil;&atilde;o de D. Afonso VI e D. Beatriz como reis de Toledo e Le&atilde;o, n&atilde;o participando uns e outros como outorgantes ou confirmantes, pelo que n&atilde;o se pode concluir pela sua presen&ccedil;a f&iacute;sica no ato. Mas, mesmo que aceit&aacute;ssemos essa hip&oacute;tese, tamb&eacute;m n&atilde;o se podia concluir que tivessem partido de Guimar&atilde;es, donde n&atilde;o h&aacute; not&iacute;cia dos condes posterior a 11 de Julho de 1103, data em que s&atilde;o benefici&aacute;rios de uma doa&ccedil;&atilde;o de bens situados neste concelho. Por outro lado, entre essas duas datas, encontramos o conde D. Henrique a outorgar ou confirmar mais de tr&ecirc;s dezenas de documentos leoneses, entre documentos r&eacute;gios e particulares, sendo alguns deles em companhia de D. Teresa, pelo que n&atilde;o existem ind&iacute;cios que nos levem a concluir que tivessem resid&ecirc;ncia habitual em Guimar&atilde;es, pelo menos nesse per&iacute;odo.</p>     <p>De seguida, N. Machado acolhe a conclus&atilde;o do meu primeiro artigo publicado na <i>Medievalista</i> <i>OnLine</i>, que passa por considerar a <i>Vita Theotonii</i> como a fonte mais cred&iacute;vel sobre a data de nascimento de Afonso Henriques, em detrimento da <i>Chronica Gothorum</i>. Recorde-se que aquela diverge desta, por colocar o nascimento mais cedo, em torno de 1106. Atente-se que ao privilegiar agora uma fonte diferente, n&atilde;o transparece qualquer preocupa&ccedil;&atilde;o sobre o impacto que a mudan&ccedil;a de data poderia ter relativamente &agrave; averigua&ccedil;&atilde;o do local de nascimento.</p>     <p>Nas escassas nove p&aacute;ginas que constituem o cap&iacute;tulo dedicado ao local de nascimento, s&atilde;o apresentados nove &ldquo;argumentos&rdquo; que parecem n&atilde;o convencer o pr&oacute;prio autor da compila&ccedil;&atilde;o, o que o leva a concluir que &ldquo;na d&uacute;vida perante esses documentos, resta-nos continuar a acreditar na tradi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ou seja, de que Afonso Henriques nasceu no pal&aacute;cio real de Guimar&atilde;es. &Eacute; certo que os historiadores, na sua generalidade, consideraram at&eacute; ao presente que os condes viveram normalmente em Guimar&atilde;es. No meu mais recente artigo publicado na <i>Medievalista</i> <i>OnLine</i>, creio ter feito uma demonstra&ccedil;&atilde;o rigorosa do contr&aacute;rio, fazendo uso da documenta&ccedil;&atilde;o leonesa como at&eacute; aqui nunca tinha sido devidamente aproveitada, para estabelecer os itiner&aacute;rios de D. Henrique e de D. Teresa.</p>     <p>A t&iacute;tulo de ep&iacute;logo, devo dizer que n&atilde;o me surpreender&aacute; que Narciso Machado, ao tomar conhecimento do meu estudo depois da publica&ccedil;&atilde;o da sua obra, n&atilde;o reveja a sua posi&ccedil;&atilde;o quanto ao local de nascimento, como fez anteriormente quando leu o meu primeiro artigo relativamente &agrave; data, fazendo assim jus ao vatic&iacute;nio do prefaciador. A raz&atilde;o &eacute; simples e est&aacute; subordinada &agrave; liga&ccedil;&atilde;o afetiva entre a comunidade a que pertence e o fundador da nacionalidade. Ao colocarmos obje&ccedil;&otilde;es &agrave; data de nascimento aceite por Almeida Fernandes para o desenvolvimento da tese visiense, elas poderiam ser aproveitadas para favorecer a tradi&ccedil;&atilde;o vimaranense. Ao propormos agora, como poss&iacute;vel, o nascimento de Afonso Henriques fora do Condado Portucalense, n&atilde;o alimentamos a disputa entre essas cidades. Gostar&iacute;amos, sim, de contribuir para a sua uni&atilde;o na celebra&ccedil;&atilde;o do essencial: D. Afonso Henriques fundou Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;Recens&atilde;o: MACHADO, Narciso M. &#8211; <i>Afonso Henriques: Data e local do seu nascimento</i>. Edi&ccedil;&atilde;o do autor: Braga, 2016 (154 pp.). Lisboa: Centro de Estudos Hist&oacute;ricos, 2014 (140 pp.)&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 21 (Janeiro &ndash; Junho 2017). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA21/estefanio2108.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA21/estefanio2108.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data do texto: 25 de Julho de 2016</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> MENDON&Ccedil;A, Manuela &ndash; <i>D. Afonso Henriques: o conquistador 1143-1185</i>. Lisboa: QuidNovi, 2009.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;A data de nascimento de AfonsoI&rdquo;. <i>Medievalista</i> 8, (Julho de 2010). [Em linha]. &nbsp;Dispon&iacute;vel em     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/estefanio8002.html" target="_blank">www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA8/estefanio8002.html</a></p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> ESTEF&Acirc;NIO, Abel &ndash; &ldquo;De novo a data e o local de nascimento de Afonso I&rdquo;. <i>Medievalista</i> 19 (Janeiro-Junho 2016). [Em linha]. Dispon&iacute;vel em     <br>     <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA19/estefanio1906.html" target="_blank">www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA19/estefanio1906.html</a></p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> CASSOTTI, Marsilio &ndash;<i> D. Teresa. A primeira rainha de Portugal</i>. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2008, p. 107.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> <i>COLECCI&Oacute;N de documentos de la Catedral de Oviedo</i>. Ed.Santos Garc&iacute;a Larragueta. Oviedo: Instituto de Estudios Asturianos, 1962, pp. 339-341.</p>      ]]></body>
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