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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O couro lavrado de estética mudéjar na Casa-Museu e Fundação Guerra Junqueiro - memórias do al-Andalus em terras portuguesas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Leather carvings of mudéjar aesthetics at the Guerra Junqueiro House-Museum and Foundation - memories of al-Andalus in Portuguese lands]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The author analyses three chairs and five upholstery pieces of the collection of the poet Guerra Junqueiro, nowadays at the House-Museum and Foundation bearing his name; these leather carvings show aesthetical peculiarities that turn them part of Mudejar art of Umayyad lineage that remained in the West of Iberia Peninsula after the Reconquest. The connections that such motives allow highlight Portugal as a deposit of continuities and adaptations of archaic aesthetics; they have remained in the elite's leather art c. 1500-1600 before the Renaissance motives becoming dominant]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>O couro lavrado de est&eacute;tica mud&eacute;jar na Casa-Museu e Funda&ccedil;&atilde;o Guerra Junqueiro - mem&oacute;rias do al-Andalus em terras portuguesas</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Leather carvings of mud&eacute;jar aesthetics at the Guerra Junqueiro House-Museum and Foundation - memories of al-Andalus in Portuguese lands</b></font></p>     <p><b>Franklin Pereira<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Artis - Instituto de Hist&oacute;ria da Arte, 1600-190, Lisboa, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:frankleather@yahoo.com">frankleather@yahoo.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O autor centra-se em tr&ecirc;s cadeiras e cinco estofos soltos das colec&ccedil;&otilde;es do poeta Guerra Junqueiro, actualmente na Casa-Museu e Funda&ccedil;&atilde;o com o seu nome; o couro lavrado apresenta particularidades est&eacute;ticas que o fazem integrar na arte mud&eacute;jar de linhagem om&iacute;ada que permaneceu no ocidente peninsular depois da Reconquista. As rela&ccedil;&otilde;es que estes motivos permitem considerar salientam Portugal como dep&oacute;sito de continuidades e adapta&ccedil;&otilde;es de est&eacute;ticas arcaicas; ficaram na arte do couro da elite c.1500-1600, antes dos padr&otilde;es renascentistas se terem tornado dominantes.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Legado isl&acirc;mico, Arte mud&eacute;jar, Couro lavrado, Mobili&aacute;rio portugu&ecirc;s, Cadeiras.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The author analyses three chairs and five upholstery pieces of the collection of the poet Guerra Junqueiro, nowadays at the House-Museum and Foundation bearing his name; these leather carvings show aesthetical peculiarities that turn them part of Mudejar art of Umayyad lineage that remained in the West of Iberia Peninsula after the Reconquest. The connections that such motives allow highlight Portugal as a deposit of continuities and adaptations of archaic aesthetics; they have remained in the elite&rsquo;s leather art c. 1500-1600 before the Renaissance motives becoming dominant.</p>     <p><b>Keywords:</b> Islamic legacy, Mudejar art, Carved leather, Portuguese furniture, Chairs.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Inicio este texto com uma cita&ccedil;&atilde;o de R. W. Hamilton: &ldquo;The causal links between such simple motives in their manifold variants, distributed in widely separated regions between many crafts, present the kind of problems apt to generate profitless speculation which the available materials can never resolve&rdquo;<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>. N&atilde;o subscrevo esta opini&atilde;o, pelo prazer das viagens que encerra, da descoberta, pela import&acirc;ncia em descodificar est&eacute;ticas e de as fazer ingressar na Hist&oacute;ria de Arte; na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica h&aacute; que considerar a heran&ccedil;a de motivos arcaicos no couro utilizado para estofos, motivos esses passados entre manufacturas e viajados entre geografias. Apoio-me, antes, numa outra vis&atilde;o: &ldquo;Nearly all media, except for the art of the book, are represented and in many instances, as with ivories, there is a critical mass of works which should allow for reflections and conclusions on classical art historical topics such as sources, styles, subject matter, and expression&rdquo;<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a>.</p>     <p>As pe&ccedil;as lavradas adiante apresentadas - cadeiras completas (pe&ccedil;as n&ordm;s 1, 2, 3) da Casa-Museu Guerra Junqueiro (CMGJ) e estofos soltos (pe&ccedil;as n&ordm; 4 a 8) da Funda&ccedil;&atilde;o Guerra Junqueiro (FGJ) - pertencem ao n&uacute;cleo mais antigo do panorama da gravura em Portugal; s&atilde;o da &eacute;poca de transi&ccedil;&atilde;o entre as modas mud&eacute;jares e o Renascimento, com o uso mais frequente da cadeira. A descodifica&ccedil;&atilde;o das est&eacute;ticas destes estofos transporta-nos &agrave; &eacute;poca medieval peninsular, com um relevo particular dado ao sul isl&acirc;mico.</p>     <p>Saliente-se, ainda, a mente coleccionista do poeta Guerra Junqueiro; a colec&ccedil;&atilde;o de cadeiras lavradas e guadamecis mostra a considera&ccedil;&atilde;o que tinha pelas artes do couro, n&atilde;o s&oacute; devido &agrave; abund&acirc;ncia de m&oacute;veis de assento, mas por recolher estofos soltos - como alguns destes em estudo - que, devido &agrave; sua secura e cortes, nunca poderiam tornar-se funcionais. O mesmo digo quanto aos guadamecis, tamb&eacute;m da FGJ, todos eles da ind&uacute;stria repetitiva dos Pa&iacute;ses Baixos do s&eacute;culo XVIII<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>: se a cortina ainda poderia ter alguma utilidade ou servir de ornamento, os restantes fragmentos s&atilde;o in&uacute;teis para um restauro; mostram, t&atilde;o-s&oacute;, como o poeta estimava estas manifesta&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A est&eacute;tica isl&acirc;mica foi recriada na arte mud&eacute;jar, onde as alcatifas e estrados atapetados, coxins, panejamentos em t&ecirc;xtil ou guadameci s&atilde;o os aspectos mais salientes nos interiores abastados, em usos que perduraram at&eacute; in&iacute;cios do s&eacute;culo XVII. Uma outra vertente ficou reduzida &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es populares do sul ib&eacute;rico, prolongando-se nos artefactos t&iacute;picos como os saf&otilde;es e sacos de pastores<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a>. Relativamente aos couros da &eacute;poca isl&acirc;mica, pouqu&iacute;ssimo sobreviveu; resumem-se a duas aljavas<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a>, com a t&eacute;cnica do calado - que veremos continuada na arte pastoril do sul ib&eacute;rico - e duas adargas nazar&iacute;s<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">[6]</a>.</p>     <p>De referir ainda os apetrechos do &uacute;ltimo sult&atilde;o - botas, sapatos, espada e bainha bordada, adaga em bainha incisa, carteira e cinto, pequena bolsa de ombro<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title="">[7]</a> -, onde a decora&ccedil;&atilde;o &eacute; sobretudo realizada pelo bordado com fio de prata; existe ainda uma cadeira dobradi&ccedil;a no Pal&aacute;cio de Alhambra<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title="">[8]</a>, de couros muito secos; a sua est&eacute;tica, lavrada no couro bovino do encosto e assento, retoma as linhas b&aacute;sicas vistas noutras manifesta&ccedil;&otilde;es, como a cer&acirc;mica ou t&ecirc;xtil: escudo da dinastia nazar&iacute;, la&ccedil;aria exterior e animais estilizados. O mesmo museu possui um chapim em guadameci, pintado com um animal olhando sobre o ombro, entre folhagem estilizada, e moldura de encordoado<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title="">[9]</a>.</p>     <p>O Museu de l&rsquo;Art de la Pell (em Vic, Espanha) exp&otilde;e um guadameci &aacute;rabe do s&eacute;culo XIV<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title="">[10]</a> e uma sanefa na mesma t&eacute;cnica e data&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title="">[11]</a>, sem especificar se &eacute; andalus&iacute;; integra ainda uma cortina em padr&atilde;o de hex&aacute;gonos alongados (s&eacute;culo XIV)<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title="">[12]</a>, uma caixa octogonal, com um motivo de entran&ccedil;ado com ferreteado t&iacute;pico das encaderna&ccedil;&otilde;es, com pontos dourados, e datada do s&eacute;culo XIV<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title="">[13]</a>, e uma cortina gofrada de padr&atilde;o em pequenos trap&eacute;zios, j&aacute; do s&eacute;culo XVI<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title="">[14]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outros dados podem ser retirados de encaderna&ccedil;&otilde;es mu&ccedil;ulmanas<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title="">[15]</a> e mud&eacute;jares<a href="#_ftn16" name="_ftnref16" title="">[16]</a>, e de raros guadamecis do s&eacute;culo XVI<a href="#_ftn17" name="_ftnref17" title="">[17]</a>, revelando perman&ecirc;ncia e partilha de est&eacute;ticas: encordoados, pol&iacute;gonos estrelados e entran&ccedil;ados apresentam-se nas duas manifesta&ccedil;&otilde;es. Tecnicamente falando, os guadamecis s&atilde;o pintados a &oacute;leo sobre um fundo de folha de prata, seguindo-se a leve textura&ccedil;&atilde;o com pun&ccedil;&otilde;es; o couro utilizado &eacute; o de carneiro. J&aacute; as encaderna&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m motivos vincados no couro de bezerro ou cordov&atilde;o, seguidos de suave puncionamento a frio ou com ferros aquecidos, por vezes com apontamentos de folha de ouro. Ora os estofos em causa s&atilde;o em couro bovino de 6 mm, com recurso a goiva em V cortante, e parcas pun&ccedil;&otilde;es em curva, ou em granulado para o campo, levando a um lavrado profundo e vis&iacute;vel; s&atilde;o posteriores &agrave; &eacute;poca &aacute;urea das encaderna&ccedil;&otilde;es espanholas e dos guadamecis ib&eacute;ricos.</p>     <p>A data&ccedil;&atilde;o dos objectos enumerados e, em particular, a sua est&eacute;tica, n&atilde;o ajudam muito no entendimento global das gravuras mud&eacute;jares portuguesas, aqui consideradas. S&oacute; uma an&aacute;lise detalhada destes couros lavrados, a par de paralelismos com pe&ccedil;as j&aacute; inclu&iacute;das na arqueologia medieval, e outras obras do mundo antigo, &eacute; que permite clarear dados, abrir portas e perceber a viagem que cont&ecirc;m.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Os correeiros, estofadores de cadeiras em couro lavrado</b></p>     <p>Em 1545, uma acta da verea&ccedil;&atilde;o do Porto refere a necessidade em elaborar novas taxas, &ldquo;por quanto a carestia em todallas cousas hia em tamanho crecjmento que era necesario prouer a jsso&rdquo;<a href="#_ftn18" name="_ftnref18" title="">[18]</a>. Quanto aos &ldquo;coreyros d obra grosa&rdquo;, a listagem inicia-se pelas pe&ccedil;as de mobili&aacute;rio de assento; estes art&iacute;fices estofavam diversos tipos de cadeiras: &ldquo;d espalldas das mayores&rdquo;, &ldquo;d espalldas ch&atilde;as e mea&atilde;s&rdquo;, &ldquo;d espalldas menores&rdquo;, &ldquo;de barrotes sem espaldas&rdquo;, &ldquo;Rasa das mayores acustumadas&rdquo;, &ldquo;Rasa e das menores&rdquo;, e &ldquo;dobradi&ccedil;as nouamente emvemtadas&rdquo;<a href="#_ftn19" name="_ftnref19" title="">[19]</a>. S&atilde;o sete modelos, e o facto de terem estofos em &ldquo;couro laurado&rdquo; mostra como este material est&aacute; indissoluvelmente ligado ao mobili&aacute;rio portugu&ecirc;s de assento, pois n&atilde;o h&aacute; refer&ecirc;ncias ao uso de tecidos (sedas, veludos). Tendo em aten&ccedil;&atilde;o a qualidade dos lavrados, &eacute; de considerar que havia correeiros especializados na gravura, ou, pelo menos, dedicando-lhe muito tempo, em detrimento da manufactura dos artefactos mais correntes.</p>     <p>O regimento lisboeta dos correeiros, de 1572, refere apenas a &ldquo;cadeira de espaldas&rdquo; como pe&ccedil;a de exame, entre outros artefactos t&iacute;picos do of&iacute;cio. Noutro item est&atilde;o referidas &ldquo;as cadeiras de qualquer sorte&rdquo;<a href="#_ftn20" name="_ftnref20" title="">[20]</a>, que n&atilde;o devem ser entendidas como obras da livre cria&ccedil;&atilde;o dos art&iacute;fices envolvidos no seu fabrico. Ali&aacute;s, &eacute; o regimento dos carpinteiros, tamb&eacute;m da mesma data, que esclarece haver modelos oficiais e medidas estabelecidas, em dep&oacute;sito na c&acirc;mara municipal, e marcadas com a &ldquo;marca da cidade&rdquo;; ao afirmar &ldquo;como er&atilde;o antigamente&rdquo; e &ldquo;que se costum&atilde;o fazer&rdquo;<a href="#_ftn21" name="_ftnref21" title="">[21]</a> para essas pe&ccedil;as, o texto revela a antiguidade desses modelos, devedores aos seus cong&eacute;neres tardo-medievais.</p>     <p>J&aacute; publiquei uma s&eacute;rie de desenhos que mostram a evolu&ccedil;&atilde;o da cadeira, do s&eacute;culo X ao s&eacute;culo XVI<a href="#_ftn22" name="_ftnref22" title="">[22]</a>; algumas imagens dizem respeito &agrave; cadeira espanhola (&ldquo;sill&oacute;n frailero&rdquo;)<a href="#_ftn23" name="_ftnref23" title="">[23]</a>, que, estruturalmente, &eacute; muito semelhante &agrave; cong&eacute;nere portuguesa da mesma &eacute;poca; ali&aacute;s, uma dessas imagens apresenta o espaldar em couro, cravado com tachas; j&aacute; as outras duas t&ecirc;m, parece, o espaldar em tecido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Os elementos lavrados nas oito pe&ccedil;as do Porto</b></p>     <p>Este elencar de est&eacute;ticas mostra como a arte mud&eacute;jar no couro se apoia em motivos antigos, antecedendo o mais usual do mud&eacute;jar ib&eacute;rico, como os pol&iacute;gonos estrelados, enla&ccedil;ados e entran&ccedil;ados. O paralelismo est&eacute;tico com outras pe&ccedil;as salienta o seu papel de embaixadores de cultura; sendo em grande parte objectos de f&aacute;cil transporte no com&eacute;rcio, tornavam mais simples a difus&atilde;o de modos de ornamentrar, enraizados no patrim&oacute;nio e vis&atilde;o do mundo. Encaderna&ccedil;&otilde;es, iluminuras, sedas, adargas, caixas em marfim esculpido, bolsas, tape&ccedil;arias, guadamecis, bainhas ou cer&acirc;micas moviam-se nas redes comerciais, carregando os ornamentos da identidade cultural.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave;s ferramentas, bastava uma goiva em &ldquo;v&rdquo; cortante, e pun&ccedil;&otilde;es/cinz&eacute;is n&atilde;o-cortantes em duas ou tr&ecirc;s curvas (e o necess&aacute;rio martelo) para executar estas gravuras mud&eacute;jares; por vezes s&atilde;o acompanhadas por pun&ccedil;&otilde;es em pequeno c&iacute;rculo, e outra de meia-lua riscada. Eram ferramentas leves, que cabiam num pequeno saco, longe ainda da cinzelagem e aumento consider&aacute;vel de pun&ccedil;&otilde;es diversas nos lavrados renascentistas e barrocos posteriores, e que deram fama al&eacute;m-fronteiras &agrave; cadeira portuguesa. Provavelmente, estas oficinas trabalhavam sobretudo em Lisboa e n&atilde;o funcionavam em regime de itiner&acirc;ncia.</p>     <p><b>a) Tri&acirc;ngulos obtidos por justaposi&ccedil;&atilde;o de curvas realizadas por cinzel n&atilde;o-cortante</b></p>     <p>Os estofos n&ordm;s 2 a 8 apresentam curvas cinzeladas, assentes nas linhas-limite da moldura, &agrave; esquerda e &agrave; direita, formando tri&acirc;ngulos escalonados. Os tri&acirc;ngulos em patamares encontram-se j&aacute; na arquitectura e artes m&oacute;veis pr&eacute;-isl&acirc;micas m&eacute;dio-orientais <a href="#_ftn24" name="_ftnref24" title="">[24]</a>, que chegaram a influenciar a arte grega<a href="#_ftn25" name="_ftnref25" title="">[25]</a> . As conquistas e expans&atilde;o do imp&eacute;rio isl&acirc;mico levaram &agrave; absor&ccedil;&atilde;o deste motivo. Da&iacute; se encontrar tais elementos presentes, por exemplo, no Pal&aacute;cio om&iacute;ada de Khirbat al-Mafjar, na Palestina, constru&iacute;do na primeira metade do s&eacute;culo VIII<a href="#_ftn26" name="_ftnref26" title="">[26]</a>. Encontram-se tamb&eacute;m tais ameias na cidade palatina de Madinat&rsquo; al-Zahra, e na Mesquita de C&oacute;rdova<a href="#_ftn27" name="_ftnref27" title="">[27]</a>, que a antecede. O mesmo tipo de tri&acirc;ngulo ou &ldquo;espiga&rdquo; continuou na azulejaria hispano-mu&ccedil;ulmana, presente no Pal&aacute;cio de Alhambra e em edif&iacute;cios mud&eacute;jares. O pequeno &ldquo;ferro&rdquo; de espiga mant&eacute;m-se entre os &uacute;ltimos gravadores de couro de Granada - pun&ccedil;&atilde;o esta denominada &ldquo;pino&rdquo; - e encontra-se em raros estofos renascentistas portugueses; reapareceu na &eacute;poca do revivalismo de in&iacute;cios do s&eacute;culo XX em Portugal.</p>     <p>Formados por cravos de cabe&ccedil;a tronco-cr&oacute;nica, tais tri&acirc;ngulos s&atilde;o usuais nas selas tradicionais portuguesas. A explica&ccedil;&atilde;o que os art&iacute;fices me deram para tal decora&ccedil;&atilde;o &eacute; exactamente essa: &eacute; tradicional ser assim. Eventualmente, tal simplismo poder&aacute; esconder algo mais, enraizado na heran&ccedil;a isl&acirc;mica. As selas portuguesas s&atilde;o devedoras ao tipo de equita&ccedil;&atilde;o denominado &ldquo;&agrave; gineta&rdquo;, identificado com os ex&eacute;rcitos andalus&iacute;s desde o s&eacute;culo X. Escritos entre 971 e 975, os relatos palacianos do califa al-Hakam II parecem dar uma explica&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel para os cravos tradicionais da selaria portuguesa. Alguns relatos referem cavalos com selas e arreios com a marca do Califato; outros especificam que a sela e o arreio est&atilde;o adornados de prata, ou s&atilde;o os equinos provenientes das cavalari&ccedil;as do Califato<a href="#_ftn28" name="_ftnref28" title="">[28]</a>. A distin&ccedil;&atilde;o entre arreios &ldquo;civis&rdquo; e califais deveria fazer-se por estes terem marcas est&eacute;ticas espec&iacute;ficas. Tem toda a l&oacute;gica admitir que tal decora&ccedil;&atilde;o se apresentaria na face exterior dos ar&ccedil;&otilde;es. Deste modo, os tri&acirc;ngulos cravados nas selas portuguesas t&ecirc;m uma origem centen&aacute;ria e s&atilde;o uma manifesta&ccedil;&atilde;o de uma prov&aacute;vel obriga&ccedil;&atilde;o tornada tradi&ccedil;&atilde;o, aqui em selaria, e que se manteve ap&oacute;s a Reconquista.</p>     <p><b>b) Flor quadrip&eacute;tala sobre quadrado</b></p>     <p>Seguimos para outro elemento, agora floral - representando a uni&atilde;o entre o C&eacute;u e a Terra -, colocado no centro do assento da cadeira n&ordm; 2. Outros dois assentos, mais &ldquo;puros&rdquo; no seu arca&iacute;smo de linhas califais ib&eacute;ricas, nos museus dos Patudos e Municipal de Viana do Castelo, repetem o motivo entre o entran&ccedil;ado floral da moldura<a href="#_ftn29" name="_ftnref29" title="">[29]</a>. Este pequeno motivo - flor quadrip&eacute;tala com cantos entre cada p&eacute;tala, como se estivesse assente sobre um quadrado - parece ser o ornamento com mais longa vida.</p>     <p>Nos primeiros s&eacute;culos da era crist&atilde;, a produ&ccedil;&atilde;o t&ecirc;xtil do Egipto copta atingiu grande qualidade, onde se inclu&iacute;a este motivo<a href="#_ftn30" name="_ftnref30" title="">[30]</a>. Com ligeiras variantes - com cinco cantos, ou enla&ccedil;ado em si, e tamb&eacute;m a elementos iguais, mas com as p&eacute;talas transformadas em c&iacute;rculo colocado sobre os lados do quadrado -, encontra-se tal m&oacute;dulo na escultura arquitect&oacute;nica do j&aacute; referido pal&aacute;cio de Khirbat al-Mafjar<a href="#_ftn31" name="_ftnref31" title="">[31]</a>; com o canto do quadrado virado para o interior, repete-se noutro padr&atilde;o nesse pal&aacute;cio<a href="#_ftn32" name="_ftnref32" title="">[32]</a>. A mesma dinastia, agora limitada ao al-Andalus, utilizou a flor quadrip&eacute;tala enla&ccedil;ada nos estuques e pedras de Madinat al-Zahra<a href="#_ftn33" name="_ftnref33" title="">[33]</a>, entre outros exemplos. Algumas plantas de edif&iacute;cios isl&acirc;micos t&ecirc;m esta forma<a href="#_ftn34" name="_ftnref34" title="">[34]</a>.</p>     <p>Numa placa ornamental de Lisboa, as grandes flores quadrilobadas, tamb&eacute;m com os cantos do quadrado colocados entre cada p&eacute;tala, mostram que estavam esculpidas internamente com &aacute;guias; no topo, v&ecirc;-se as garras e cauda da ave, e, na base, aparece ainda uma cabe&ccedil;a. Segundo Manuel Lu&iacute;s Real, em ficha de cat&aacute;logo, essa placa repete desenhos dos estuques do pal&aacute;cio de Khirbat al-Mafjar, e &ldquo;N&atilde;o t&ecirc;m qualquer paralelo com a restante arte peninsular, atribu&iacute;vel &agrave; &eacute;poca visig&oacute;tica&rdquo;<a href="#_ftn35" name="_ftnref35" title="">[35]</a>; o autor atribui esta placa a uma oficina mo&ccedil;&aacute;rabe de Lisboa isl&acirc;mica dos s&eacute;culos IX-X. Tanto a flor quadrip&eacute;tala como a palmeta (tamb&eacute;m presente neste relevo, em grupos de quatro) - que veremos adiante - s&atilde;o motivos que aparecem nestes couros lavrados mais antigos. Contendo figuras, tal m&oacute;dulo - com menor &ecirc;nfase dada aos meios-c&iacute;rculos / p&eacute;talas - encontra-se em iluminuras do &ldquo;Apocalipse do Lorv&atilde;o&rdquo;, de 1189<a href="#_ftn36" name="_ftnref36" title="">[36]</a>. A mesma forma utilizada no couro lavrado encontra-se talhada em madeira na cabeceira do t&uacute;mulo de Isabel de Arag&atilde;o, c. 1330, na Igreja de Sta. Clara (Coimbra); os cantos entre as p&eacute;talas apresentam-se agudos<a href="#_ftn37" name="_ftnref37" title="">[37]</a>. No Mosteiro da Batalha, do s&eacute;culo XIV final, na fachada do portal sul, duas flores quadrip&eacute;talas, no gablete triangular, encerram a her&aacute;ldica dos reis D. Jo&atilde;o I e D. Filipa.</p>     <p>O recurso a tal desenho continuou na arte mud&eacute;jar de Toledo, Tordesilhas e Sevilha; neste &uacute;ltimo caso, cada m&oacute;dulo encerra silhuetas com cenas da corte e de cavalaria<a href="#_ftn38" name="_ftnref38" title="">[38]</a>. Na azulejaria andalus&iacute; do s&eacute;culo XIII-XIV, presente no Museu Arqueol&oacute;gico de C&oacute;rdova, as cenas internas de medalh&otilde;es entran&ccedil;ados do s&eacute;culo XIII-XIV incluem tamb&eacute;m animais, cavaleiros, e aspectos dos sentidos do gosto, olfacto e ouvido<a href="#_ftn39" name="_ftnref39" title="">[39]</a>. Encontra-se tal m&oacute;dulo (composto por duas variantes, pintadas alternadamente) na moldura interna definindo dois arcos contra-curvados encerrando uma pinha, num frontal de altar do s&eacute;culo XVI, em guadameci (com o pano central pintado com um Cristo recebendo a pomba branca do Esp&iacute;rito Santo), no Museu Abade de Ba&ccedil;al (invent&aacute;rio n&ordm; 147)<a href="#_ftn40" name="_ftnref40" title="">[40]</a>. O mesmo m&oacute;dulo foi utilizado num padr&atilde;o de dois guadamecis tradicionais ib&eacute;ricos - motivos pintados, puncionamento com ferros cl&aacute;ssicos -, presentes no Museu de l&rsquo;Art de la Pell (Vic), e dat&aacute;veis do s&eacute;culo XVI<a href="#_ftn41" name="_ftnref41" title="">[41]</a>; o tamanho grande deste padr&atilde;o afasta estes dois guadamecis daquele de est&eacute;tica mud&eacute;jar, na colec&ccedil;&atilde;o do museu brigantino. No s&eacute;culo XVI-XVII portugu&ecirc;s continuava-se a recorrer a outras vers&otilde;es da flor quadrip&eacute;tala em azulejos de parede, como ainda se pode ver em v&aacute;rias igrejas. Na escultura arquitect&oacute;nica, j&aacute; dos s&eacute;culos XVII-XVIII, o mesmo m&oacute;dulo foi utilizado, seja de um modo austero (em fontes), seja com todo o tratamento floral barroco, como molduras de janelas. Num outro livro j&aacute; publiquei uma s&eacute;rie de desenhos relativos a este m&oacute;dulo, e &agrave;s viagens subjacentes<a href="#_ftn42" name="_ftnref42" title="">[42]</a> e j&aacute; abordei mais extensamente o tema num artigo<a href="#_ftn43" name="_ftnref43" title="">[43]</a>. No s&eacute;culo XX, encontram-se exemplos na azulejaria e ferro, de produ&ccedil;&atilde;o industrial massificada.</p>     <p><b>c) Moldura larga e com motivos florais inscritos em SS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O recurso a estas molduras t&atilde;o arcaicas parece basear-se na facilidade em utilizar um modelo mais que corrente, um esquema &ldquo;pronto a usar&rdquo;, apenas necessitando de ajustes para preencher as quatro faixas/lados do estofo. Com o avan&ccedil;ar do Renascimento, estas molduras arcaicas ser&atilde;o substitu&iacute;das pela fileira de folhas estilizadas de acanto.</p>     <p>Nas pe&ccedil;as n&ordm;s 2, 3, 4 e 5, a moldura floral estilizada tem como estrutura uma espiral ou S, havendo, por vezes, um ponto de uni&atilde;o das curvas sim&eacute;tricas, constitu&iacute;do por um anel, argola ou fivela (&ldquo;hebilla&rdquo;, em espanhol)<a href="#_ftn44" name="_ftnref44" title="">[44]</a>. Denominadas em ingl&ecirc;s &ldquo;scroll patterns&rdquo;, aparecem como bordas internas de vasos cer&acirc;micos de Biz&acirc;ncio; quanto &agrave; sua proveni&ecirc;ncia, &ldquo;it is hard to be certain of origins, the pattern being so universal. (...) Sometimes they were stylized into what are little more than undulating bands, but when they are elaborate they usually take on a form which suggests relationships with Islamic pottery&rdquo;<a href="#_ftn45" name="_ftnref45" title="">[45]</a>. Relativamente ao emprego deste tipo de molduras na arte ib&eacute;rica, B. Pav&oacute;n Maldonado afirma: &ldquo;La cenefa estrecha con palmetas asidas a roleos ondulados encuentra ya ampla acogida en el arte sas&aacute;nida, el bizantino e en el omeya oriental; se impone sobre todo en Madinat al-Zahra y en la Mesquita de C&oacute;rdoba&rdquo;<a href="#_ftn46" name="_ftnref46" title="">[46]</a>.</p>     <p>Assim, este tipo de moldura tem paralelos com outras, presentes tanto na arquitectura isl&acirc;mica do M&eacute;dio Oriente om&iacute;ada e ab&aacute;ssida<a href="#_ftn47" name="_ftnref47" title="">[47]</a> como na peninsular, em Madinat al-Zahra<a href="#_ftn48" name="_ftnref48" title="">[48]</a> (&agrave; qual n&atilde;o falta o vinco interno) e na Mesquita de C&oacute;rdova<a href="#_ftn49" name="_ftnref49" title="">[49]</a>; nas artes m&oacute;veis, encontra-se, por exemplo, numa arqueta de marfim da &eacute;poca Taifa<a href="#_ftn50" name="_ftnref50" title="">[50]</a>, numa l&aacute;pide funer&aacute;ria do s&eacute;culo XII, em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s<a href="#_ftn51" name="_ftnref51" title="">[51]</a>, e em iluminuras dos &ldquo;Beatos&rdquo; espanh&oacute;is.</p>     <p><b>d) Folha de acanto, estilizada em gomos e an&eacute;is</b></p>     <p>Na CMGJ, esta estiliza&ccedil;&atilde;o aparece no minucioso lavrado da pe&ccedil;a n&ordm; 1, com semic&iacute;rculos assentes na borda das folhas. De novo, convoco a arte isl&acirc;mica peninsular, na busca de uma explica&ccedil;&atilde;o para tal est&eacute;tica: a folha com an&eacute;is intercalados nos gomos - denominada em estudos espanh&oacute;is como &ldquo;palmeta digitada&rdquo;<a href="#_ftn52" name="_ftnref52" title="">[52]</a> - aparece em marfins califais e nos estuques de Madinat al-Zahra<a href="#_ftn53" name="_ftnref53" title="">[53]</a>, nos primeiros anos do s&eacute;culo XI; o seu uso prolongou-se na arte dos reinos de Taifas<a href="#_ftn54" name="_ftnref54" title="">[54]</a>. As &eacute;pocas almor&aacute;vida<a href="#_ftn55" name="_ftnref55" title="">[55]</a> e alm&oacute;ada<a href="#_ftn56" name="_ftnref56" title="">[56]</a> levaram o acanto a maior estiliza&ccedil;&atilde;o; por vezes, a folha &eacute; reduzida a gomos intercalados com an&eacute;is, ou preenchida com estiliza&ccedil;&otilde;es florais. O seu uso prolongou-se nas produ&ccedil;&otilde;es nazar&iacute;s<a href="#_ftn57" name="_ftnref57" title="">[57]</a>; aparece tamb&eacute;m na Sinagoga de Santa Maria la Blanca (Toledo), do s&eacute;culo XIII<a href="#_ftn58" name="_ftnref58" title="">[58]</a>, denotando o prolongamento da est&eacute;tica califal na comunidade judaica, e, ainda, na ornamenta&ccedil;&atilde;o crist&atilde; elaborada por mud&eacute;jares, como no Mosteiro de las Huelgas, em Burgos<a href="#_ftn59" name="_ftnref59" title="">[59]</a>, do mesmo s&eacute;culo.</p>     <p>Outra s&eacute;rie de desenhos, ilustrando o desenvolvimento desta estiliza&ccedil;&atilde;o &ldquo;aos gomos e an&eacute;is&rdquo;, encontra-se num artigo que volta a focar o Mosteiro de las Huelgas<a href="#_ftn60" name="_ftnref60" title="">[60]</a>. Considera o autor ainda exemplos da Mesquita de C&oacute;rdova, Madinat al-Zahra, da arte almor&aacute;vida (em Almeria, Fez e Tremec&eacute;n), na Mesquita do Cairo, terminando na produ&ccedil;&atilde;o mud&eacute;jar (onde sobressaem os estuques do claustro do Mosteiro de las Huelgas, j&aacute; referido).</p>     <p>Tendo permanecido sete s&eacute;culos na Pen&iacute;nsula, esta estiliza&ccedil;&atilde;o, a n&iacute;vel dos couros de arte, apenas se encontra nos lavrados portugueses, com diversos aspectos decorrentes da sua g&eacute;nese sob o Califato.</p>     <p>Aos desenhos j&aacute; publicados<a href="#_ftn61" name="_ftnref61" title="">[61]</a>, mostrando a evolu&ccedil;&atilde;o da t&atilde;o corrente folha de acanto, at&eacute; se estilizar em &ldquo;palmeta digitada&rdquo;, haver&aacute; que acrescentar o exemplo portugu&ecirc;s aqui referido, que ombreia com semelhantes desenvolvimentos, presentes em estofos da mesma &eacute;poca e tradi&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn62" name="_ftnref62" title="">[62]</a>, estofos esses nos museus de Soares dos Reis<a href="#_ftn63" name="_ftnref63" title="">[63]</a>, dos Patudos e de Artes Decorativas de Viana do Castelo<a href="#_ftn64" name="_ftnref64" title="">[64]</a>, na Igreja de Santa Euf&eacute;mia de Chancelaria (Torres Novas)<a href="#_ftn65" name="_ftnref65" title="">[65]</a> e numa colec&ccedil;&atilde;o particular do Porto<a href="#_ftn66" name="_ftnref66" title="">[66]</a>.</p>     <p><b>e) Rameado com palmetas em quadro direc&ccedil;&otilde;es, saindo de um centro</b></p>     <p>Este caso apresenta-se no assento da pe&ccedil;a n&ordm; 2; os quatro bra&ccedil;os poder&atilde;o ser invoca&ccedil;&otilde;es dos quatro rios do para&iacute;so mu&ccedil;ulmano. A palmeta, com um anel na base, encontra-se esculpida em estuque no pal&aacute;cio de Khirbat al-Mafjar; quatro palmetas, apontando a um centro, formam uma roseta ou, em linha, formam outro padr&atilde;o<a href="#_ftn67" name="_ftnref67" title="">[67]</a>. Em mosaico, aparece na Mesquita de C&oacute;rdova e, noutros materiais, em Madinat al-Zahra<a href="#_ftn68" name="_ftnref68" title="">[68]</a>; prolongou-se na &eacute;poca taifa<a href="#_ftn69" name="_ftnref69" title="">[69]</a>, almor&aacute;vida e alm&oacute;ada, e permaneceu na arte do Sultanado de Granada<a href="#_ftn70" name="_ftnref70" title="">[70]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atr&aacute;s, referi o m&oacute;dulo da flor quadrip&eacute;tala sobre quadrado, presente num relevo lisboeta do s&eacute;culo X-XI; um outro tamb&eacute;m apresenta palmetas, organizadas como que nas diagonais de um quadrado, e que ter&aacute;, como os outros do relevo citado, a &ldquo;sua filia&ccedil;&atilde;o em paralelos de origem oriental, como os de Khirbat al-Mafjar (739-743), transmitidos por artistas do per&iacute;odo om&iacute;ada &agrave; Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, talvez no tempo de Abd al-Rahman I&rdquo;<a href="#_ftn71" name="_ftnref71" title="">[71]</a>.</p>     <p>Uma outra vers&atilde;o, mais requintada, aparece pintada em cer&acirc;mica isl&acirc;mica atribu&iacute;da aos s&eacute;culos XI-XII, descoberta em M&eacute;rtola<a href="#_ftn72" name="_ftnref72" title="">[72]</a>: quatro ramos iguais saindo do enla&ccedil;ado t&ecirc;m paralelos com o centro do assento em causa.</p>     <p><b>f) estiliza&ccedil;&atilde;o floral com pequenos enrolamentos</b></p>     <p>Este esquema arcaico encontra-se nas pe&ccedil;as n&ordm;s 2, 3 e 4; trata-se de pequenos enrolamentos, como que &ldquo;carac&oacute;is&rdquo;; tal modo de elaborar a estiliza&ccedil;&atilde;o floral &eacute; semelhante ao que se encontra nos medalh&otilde;es vegetalistas que acompanham alguns &ldquo;suras&rdquo;, elaborados nas &eacute;pocas Taifa, almor&aacute;vida e alm&oacute;ada, no al-Andalus, s&eacute;culos XI e XII<a href="#_ftn73" name="_ftnref73" title="">[73]</a>.</p>     <p><b>g) campo floral trabalhado com minud&ecirc;ncia</b></p>     <p>Saliente da pe&ccedil;a n&ordm; 1 est&aacute; o trabalho de grande min&uacute;cia do lavrado floral, com cinco p&aacute;ssaros. Remete para os marfins califais<a href="#_ftn74" name="_ftnref74" title="">[74]</a>, relevando-se, de novo, as pequenas produ&ccedil;&otilde;es transport&aacute;veis como inspiradoras e transmissoras de est&eacute;ticas. Repete-se numa cadeira semelhante, exposta no Museu de Pontevedra, com o espaldar cortado para caber na estrutura de madeira<a href="#_ftn75" name="_ftnref75" title="">[75]</a>, denotando que o estofador n&atilde;o teve apre&ccedil;o pelos couros lavrados; a moldura desta cadeira &eacute; em amplos SS, sendo outra variante mud&eacute;jar.</p>     <p><b>h) moldura em duplo arco contrecurvado</b></p>     <p>Este tipo de moldura, tamb&eacute;m &uacute;nico na pe&ccedil;a n&ordm; 1, foi empregue nos &ldquo;panos d&rsquo;armar&rdquo; em tecido, e tamb&eacute;m em guadameci, tal como se v&ecirc; nos exemplos espanh&oacute;is quinhentistas<a href="#_ftn76" name="_ftnref76" title="">[76]</a>; com a mesma data, o j&aacute; referido frontal de altar de Bragan&ccedil;a recorre a este m&oacute;dulo nos dois &ldquo;panos&rdquo; laterais. Os guadamecis relevados nas colunas da charola do Convento de Cristo<a href="#_ftn77" name="_ftnref77" title="">[77]</a>, de in&iacute;cios do s&eacute;culo XVI, mostram outro paralelismo para este padr&atilde;o, enla&ccedil;ado a folhagem g&oacute;tica. A fachada do portal sul do Mosteiro da Batalha - encimada pelos bras&otilde;es dos reis, encerrados em flor quadrip&eacute;tala sobre quadrado, atr&aacute;s referida - apresenta este padr&atilde;o esculpido no espelho trilobado da porta, com filetes que se entrecruzam.</p>     <p>Todas as pe&ccedil;as aqui em estudo s&atilde;o r&eacute;stias de um passado esquecido, da est&eacute;tica isl&acirc;mica que permaneceu nestes modelos de cadeira &ldquo;d espaldas&rdquo;. Acess&iacute;vel e resistente, o couro bovino tornou-se a mat&eacute;ria-prima ideal para estofos nos territ&oacute;rios que se tornaram Portugal, sendo de admitir que foi buscar os elementos lavrados a outras artes, ou mesmo aos correntes artefactos de couro (adargas, cintos, selas, aljavas, coxins e guadamecis) das modas mud&eacute;jares.</p>     <p>O &ldquo;sill&oacute;n frailero&rdquo; do pa&iacute;s vizinho, contempor&acirc;neo da cadeira &ldquo;d&rsquo;espaldas&rdquo; portuguesa, mostra o couro bovino vincado com linhas paralelas &agrave;s bordas (obtidas com um estilete de metal ou osso)<a href="#_ftn78" name="_ftnref78" title="">[78]</a> ou puncionado em pouca quantidade e variedade mas, na maioria dos casos, com pespontado em padr&otilde;es geom&eacute;tricos simples<a href="#_ftn79" name="_ftnref79" title="">[79]</a>. Completamente distintos dos estofos simples da cadeira espanhola da mesma &eacute;poca, estes lavrados provam a especificidade portuguesa, enraizada no legado andalus&iacute;, que permaneceu no ocidente peninsular ap&oacute;s a Reconquista, e durou at&eacute; in&iacute;cios do Renascimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>A participa&ccedil;&atilde;o de mud&eacute;jares e o trabalho do couro lavrado </b></p>     <p>V&aacute;rias quest&otilde;es fundamentais surgem perante este elencar de est&eacute;ticas: como &eacute; que motivos t&atilde;o antigos, antecessores daqueles mais usuais da arte mud&eacute;jar (vistos na encaderna&ccedil;&atilde;o mud&eacute;jar e em raros guadamecis), passam a ser os &ldquo;oficiais&rdquo; nas cadeiras encouradas? Quem eram esses correeiros-gravadores? Qual a participa&ccedil;&atilde;o de art&iacute;fices mud&eacute;jares neste trabalho para a elite da &eacute;poca? Para responder, passo em revis&atilde;o alguns t&oacute;picos relativos ao couro e &agrave; presen&ccedil;a dos mu&ccedil;ulmanos nos of&iacute;cios.</p>     <p>O regimento dos &ldquo;borzeguyeyros &ccedil;apateiros &ccedil;oqueiros e chapineyros cortidores &ccedil;urradores e odreyros&rdquo;, de 1489, &eacute; uma pe&ccedil;a importante para clarear, a n&iacute;vel mesteiral, a participa&ccedil;&atilde;o dos art&iacute;fices das &ldquo;tr&ecirc;s religi&otilde;es do Livro&rdquo; no trabalho do couro; esse documento envolve os fabricantes da mat&eacute;ria-prima (curtidores e surradores), aqueles que manufacturam o utilit&aacute;rio sapato (em v&aacute;rios modelos) e os fabricantes de odres. Crist&atilde;os, judeus e mud&eacute;jares/&rdquo;mouros&rdquo; est&atilde;o presentes no curtume e estabelecem regras para o uso de determinadas cores no cal&ccedil;ado<a href="#_ftn80" name="_ftnref80" title="">[80]</a>; rectificado em 1532, este documento tem uma muito expl&iacute;cita frase final: &ldquo;tiramdo as palauras que fal&atilde;o nos Judeus e mouros pelos Ja hy n&atilde;o aver&rdquo;<a href="#_ftn81" name="_ftnref81" title="">[81]</a> - este &eacute; o reconhecimento da extin&ccedil;&atilde;o das minorias judaica e mu&ccedil;ulmana nos of&iacute;cios b&aacute;sicos do couro, a par de um final anteriormente oficializado: &ldquo;O ciclo do mudejarismo portugu&ecirc;s encerra-se a Dezembro de 1496 com a publica&ccedil;&atilde;o do &eacute;dito de D. Manuel&rdquo;<a href="#_ftn82" name="_ftnref82" title="">[82]</a>. O surgir da cadeira encourada no s&eacute;culo XVI afasta-nos das &ldquo;viv&ecirc;ncias mistas&rdquo;<a href="#_ftn83" name="_ftnref83" title="">[83]</a> nos of&iacute;cios; as refer&ecirc;ncias da autora &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos mud&eacute;jares no cal&ccedil;ado s&atilde;o do s&eacute;culo XV, em Beja, Loul&eacute;, Avis e &Eacute;vora; nesta &uacute;ltima cidade, em finais do s&eacute;culo XIV, vemos os &ldquo;mouros &ccedil;apateiros&rdquo;<a href="#_ftn84" name="_ftnref84" title="">[84]</a> envolvidos tamb&eacute;m no curtume<a href="#_ftn85" name="_ftnref85" title="">[85]</a>. O <i>Livro dos Regimentos</i> de 1572 refere que o oficial, no exame para mestre sapateiro de obra de vaca, realizava dois tipos de cal&ccedil;ado: &ldquo;abrochados Solados de correa e outros ch&atilde;os solados aa mourisca&rdquo;<a href="#_ftn86" name="_ftnref86" title="">[86]</a>; neste &uacute;ltimo, empregava um m&eacute;todo herdado dos sapateiros isl&acirc;micos. Na selaria, e ainda lendo o mesmo <i>Livro dos Regimentos</i>, continuava a fabricar-se o modelo de sela gineta, permanecendo, portanto, o tipo de monta &agrave; gineta herdado dos ex&eacute;rcitos andalus&iacute;s, a par da sela estradiota do norte crist&atilde;o; o of&iacute;cio de correeiro tinha anexo o de adargueiro - a adarga era o escudo de couro que protegia o cavaleiro da monta &agrave; gineta. M&eacute;todos de elabora&ccedil;&atilde;o e apetrechos continuaram em uso no Portugal crist&atilde;o, agora sem art&iacute;fices mud&eacute;jares, mas antes por continuidades e provas da sua efici&ecirc;ncia, seja no cal&ccedil;ar ou no cavalgar.</p>     <p>Afastados do curtume e da utilidade do cal&ccedil;ado, os correeiros, logo que a cadeira lavrada foi ganhando terreno face ao ocaso das modas de se sentar herdadas do Isl&atilde;o - em estrados atapetados e coxins, muitas vezes em guadameci -, trouxeram para o estofo em couro grosso de bovino as est&eacute;ticas da elite. Tal diversidade de motivos indicia haver uma possante produ&ccedil;&atilde;o anterior (popular e erudita), usando diversas mat&eacute;rias-primas, em aspectos decorativos semelhantes; era manufacturada pelas popula&ccedil;&otilde;es isl&acirc;micas e pelos mud&eacute;jares portugueses, sobrevivendo tais padr&otilde;es ao desaparecimento e integra&ccedil;&atilde;o dos mu&ccedil;ulmanos na sociedade crist&atilde;. Valem estes excelentes estofos para provar a continuidade da tradi&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, antes de ter sido remetida &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de cariz popular (saf&otilde;es, sacos de pastores, cer&acirc;mica, chifre, madeira, caba&ccedil;a, tecelagem), a partir do advento do Renascimento. Eclipsam os &ldquo;couros de C&oacute;rdova&rdquo;, um termo gen&eacute;rico onde se mescla cordov&otilde;es, trabalho art&iacute;stico e guadameci, pretendendo dar supremacia &agrave; capital do Califato como iniciadora das artes do couro ib&eacute;rico; esta designa&ccedil;&atilde;o tem mais de nacionalismo do que fundamenta&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica, e &eacute; um mito, como comprovam estes couros lavrados portugueses<a href="#_ftn87" name="_ftnref87" title="">[87]</a>. Apesar de j&aacute; ter abordado o assunto em semin&aacute;rio em Espanha<a href="#_ftn88" name="_ftnref88" title="">[88]</a>, ainda n&atilde;o vi estudos espanh&oacute;is que se debrucem sobre os lavrados mud&eacute;jares portugueses.</p>     <p>Tecnicamente falando, o uso da goiva em V cortante aparece tamb&eacute;m numa arca mud&eacute;jar do s&eacute;culo XVI, da colec&ccedil;&atilde;o da Escola de Artes e Of&iacute;cios de C&oacute;rdova<a href="#_ftn89" name="_ftnref89" title="">[89]</a>; os motivos lavrados no grosso couro bovino - felinos em p&eacute; segurando ramagem, aves no interior de medalh&otilde;es florais ou bicando frutos -, o uso do puncionamento (bola, curva, triplo V) no corpo dos animais e na textura&ccedil;&atilde;o do fundo, e a imprecis&atilde;o de m&atilde;o no uso da goiva cortante, afastam esta arca das cadeiras mud&eacute;jares portuguesas.</p>     <p>Augusto Cardoso Pinto publicou uma s&eacute;rie de imagens e coment&aacute;rios a quatro cadeiras estruturalmente semelhantes &agrave;s da Casa-Museu Guerra Junqueiro<a href="#_ftn90" name="_ftnref90" title="">[90]</a>. Nenhum dos couros lavrados &eacute;, no entanto, em estilo mud&eacute;jar; uma das pe&ccedil;as apresenta couros prensados<a href="#_ftn91" name="_ftnref91" title="">[91]</a>. Este caso prova a raridade destes lavrados e a falta de conhecimentos do autor referido quanto &agrave;s artes do couro, incluindo a do guadameci.</p>     <p>A par do frontal de altar do s&eacute;culo XVI, em guadameci, no Museu Abade de Ba&ccedil;al<a href="#_ftn92" name="_ftnref92" title="">[92]</a>, j&aacute; referido, e da produ&ccedil;&atilde;o alentejana de sacos de pastores e saf&otilde;es<a href="#_ftn93" name="_ftnref93" title="">[93]</a>, poderiam/deveriam estes estofos ter estado presentes nas exposi&ccedil;&otilde;es (e respectivos cat&aacute;logos) &ldquo;Mem&oacute;rias &Aacute;rabo-isl&acirc;micas em Portugal&rdquo; (realizada em M&eacute;rtola em 1997)<a href="#_ftn94" name="_ftnref94" title="">[94]</a> e &ldquo;Portugal isl&acirc;mico: os &uacute;ltimos sinais do Mediterr&acirc;neo&rdquo; (realizada no Museu Nacional de Arqueologia em 1997-98)<a href="#_ftn95" name="_ftnref95" title="">[95]</a>.</p>     <p>Servem tamb&eacute;m estes estofos para um fim mais vasto: &ldquo;reequacionar as interac&ccedil;&otilde;es entre a maioria crist&atilde; e a minoria isl&acirc;mica (nomeadamente com o auxilio de outras ci&ecirc;ncias, que n&atilde;o apenas a Hist&oacute;ria), o que permitir&aacute; perspectivar de forma mais correcta a realidade que chamamos &laquo;na&ccedil;&atilde;o&raquo;&rdquo;<a href="#_ftn96" name="_ftnref96" title="">[96]</a>. Uma na&ccedil;&atilde;o que tem, no mobili&aacute;rio de assento, a cadeira em couro lavrado como representante, uma particularidade europeia com fama. Mais do que as cadeiras renascentistas e barrocas, muito frequentes em museus e colec&ccedil;&otilde;es particulares, est&atilde;o estas pe&ccedil;as cheias de Hist&oacute;ria, e s&atilde;o janelas para um legado de riqueza e esplendor.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as em estudo</b></p>     <p>Pe&ccedil;a n&ordm; 1 - cadeira da CMGJ</p>     <p>A moldura em duplo arco contracurvado destes lavrados relembra particularmente os &ldquo;panos d&rsquo;armar&rdquo; de c. 1500 elaborados em guadameci, em Espanha e Portugal. Repare-se, ainda, que a moldura cont&eacute;m, no interior de cada m&oacute;dulo, uma flor, que se aproxima ao arcaico desenho da flor quadrip&eacute;tala sobre quadrado. V&ecirc;-la-emos claramente no centro do assento (<a href="#f2a">figura 2A</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1a"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f1a.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1b"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f1b.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2a"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f2a.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Estamos perante um motivo partilhado entre a tradi&ccedil;&atilde;o mud&eacute;jar dos &ldquo;panos d&rsquo;armar&rdquo; (seja em t&ecirc;xtil, seja em guadameci) e uma linhagem a emergir, a do mobili&aacute;rio de assento, onde o couro bovino era a mat&eacute;ria-prima dominante em Portugal; esta linhagem absorveu, na sua est&eacute;tica, motivos arcaicos, sendo o padr&atilde;o de arcos duplos contracurvados um dos pouqu&iacute;ssimos elementos partilhados. O interior do espaldar (<a href="#f1a">figura 1A</a>) relembra os marfins califais<a href="#_ftn97" name="_ftnref97" title="">[97]</a>; apresenta delicadas ramagens, onde se encontram cinco aves diferentes, a maior das quais parece ser um pav&atilde;o; alguns ramos t&ecirc;m pequenas curvas sobre o enrolamento, sugerindo ser continuidade da estiliza&ccedil;&atilde;o do acanto no al-Andalus califal<a href="#_ftn98" name="_ftnref98" title="">[98]</a>. Para a execu&ccedil;&atilde;o de tanto detalhe, o correeiro utilizou, al&eacute;m da goiva em &ldquo;v&rdquo; cortante ou da faca de incis&atilde;o - este &eacute; um caso em que a finura das linhas cria d&uacute;vidas sobre o tipo de ferramenta -, uma pun&ccedil;&atilde;o minuciosa (denominada &ldquo;escama&rdquo; pelos gravadores actuais) para criar o efeito de penas nos p&aacute;ssaros. Como novidade, h&aacute; um riscado obtido por pun&ccedil;&atilde;o, que d&aacute; a ideia de rebaixamento e sobreposi&ccedil;&atilde;o, e que iria passar a ser corrente nas gravuras renascentistas posteriores. O correeiro utilizou ainda um &ldquo;fosco&rdquo;/granulado para o fundo, como era t&iacute;pico desde o G&oacute;tico peninsular.</p>     <p>O assento (<a href="#f1b">figura 1B</a>) repete a moldura do espaldar; o seu centro, no entanto, parece ser uma evolu&ccedil;&atilde;o a partir dos modelos califais das palmetas distribu&iacute;das em quatro direc&ccedil;&otilde;es. A estiliza&ccedil;&atilde;o floral que rodeia o centro deste assento - quatro folhas nas diagonais, enrolamentos e faixas - repete-se em dois outros da FGJ, soltos da estrutura, que veremos adiante (pe&ccedil;as n&ordm;s 7 e 8). Pela negativa, note-se que a pregaria, que fixa o espaldar, atropela a moldura; aconteceria o mesmo na estrutura original?</p>     <p>O Museu de Pontevedra possui uma cadeira recente, de estrutura simples; o espaldar repete o mesmo lavrado desta pe&ccedil;a da CMGJ, e n&atilde;o faz par com o assento. A sua moldura baseia-se no antigo motivo das ondas, ou largos SS deitados (que veremos nos assentos n&ordm; 7 e 8); o espaldar foi cortado, denotando que o marceneiro ou o estofador nada percebia de couros art&iacute;sticos e procurou, com o benepl&aacute;cito do propriet&aacute;rio, tornar a cadeira funcional<a href="#_ftn99" name="_ftnref99" title="">[99]</a>. Apesar deste corte, este espaldar adiciona mais dados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o, rara e magn&iacute;fica, desta &ldquo;tenda&rdquo; de correeiros, com um peculiar m&eacute;todo de gravura minuciosa, possivelmente herdado das anteriores oficinas de mud&eacute;jares portugueses (se n&atilde;o de sangue, pelo menos de tradi&ccedil;&atilde;o cultural erudita). Permite tamb&eacute;m este espaldar considerar as trocas comerciais com a Galiza no s&eacute;culo XVII e XVIII, aspecto que tamb&eacute;m foquei no estudo citado, publicado pelo Museu de Pontevedra<a href="#_ftn100" name="_ftnref100" title="">[100]</a>.</p>     <p>Pe&ccedil;a n&ordm; 2 - cadeira da CMGJ</p>     <p>Nos estofos deste exemplar, de estrutura semelhante &agrave; cadeira anterior, encontram-se tri&acirc;ngulos, obtidos pela justaposi&ccedil;&atilde;o de curvas cinzeladas, e colocados &agrave; esquerda e direita da larga moldura. O rameado arcaico da moldura, inscrito em amplos SS, tem semelhan&ccedil;as com o seguinte, sendo, todavia, menos requintado. Neste rameado, &eacute; de notar pequenos enrolamentos, relembrando medalh&otilde;es que acompanham alguns &ldquo;suras&rdquo;, elaborados no al-Andalus nos s&eacute;culos XI e XII; adiante, na pe&ccedil;a n&ordm;s 3 e 4, veremos de novo este esquema arcaico. Em cada canto encontram-se flores aparentadas &agrave; palmeta.     <p> Os motivos centrais do espaldar s&atilde;o, supostamente, armas de alian&ccedil;a, a que n&atilde;o falta a fantasia. Os arcos podem ser lidos como a letra M, encimada por uma coroa de conde, de sete p&eacute;rolas (o cl&aacute;ssico s&atilde;o nove p&eacute;rolas). No escudo, no peito da ave est&atilde;o representadas as armas plenas de Coelho (na bordadura est&atilde;o oito coelhos, quando o cl&aacute;ssico s&atilde;o cinco). Como suporte da her&aacute;ldica est&aacute; um drag&atilde;o marinho. Tal como na pe&ccedil;a seguinte, o ferramental resume-se a uma goiva em &ldquo;v&rdquo;, e um cinzel curvo. Os coelhos foram executados um a um, e n&atilde;o por pun&ccedil;&atilde;o &uacute;nica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O assento (<a href="#f2a">figura 2A</a>) faz par com o espaldar e, como era usual, o motivo &eacute; de inspira&ccedil;&atilde;o vegetalista, dispensando a brason&aacute;ria. Os rameados sim&eacute;tricos a partir de uma flor central parecem derivar das palmetas califais. A flor central &eacute; aparentada ao antiqu&iacute;ssimo motivo da flor quadrip&eacute;tala sobre quadrado, o que acrescenta raridade e import&acirc;ncia a esta pe&ccedil;a; &eacute; outro dos pouqu&iacute;ssimos elementos partilhados com os guadamecis de 1500, portugueses e espanh&oacute;is.</p>     <p>A cadeira &eacute; semelhante &agrave;quela vista anteriormente, na <a href="#f1">figura 1</a>. A pregaria que fixa os estofos &agrave; madeira tamb&eacute;m &eacute; rara, e dever&aacute; ser a original, tal como os dois pin&aacute;culos cravados no topo do espaldar. Os couros gravados do espaldar (<a href="#f3">figura 3</a>) mostram um escudo, contendo as armas plenas de Sousa de Arronches sob coroa de duque; o bras&atilde;o de armas &eacute; dos Duques de Laf&otilde;es (chefes da Casa de Sousa), e que foram os primeiros a utilizar estas armas. Os meios c&iacute;rculos sobre os enrolamentos florais estilizados parecem decorrer do desenvolvimento do acanto califal. Por sua vez, os pequenos enrolamentos nos rameados parecem derivar da estiliza&ccedil;&atilde;o vegetalista vista em medalh&otilde;es florais acompanhando &ldquo;suras&rdquo; do Cor&atilde;o (<a href="#f3a">figura 3A</a>), j&aacute; referidos para a pe&ccedil;a anterior. O espaldar tem um rameado arcaico na moldura, em estrutura de grandes SS deitados, limitada, &agrave; esquerda e &agrave; direita, por tri&acirc;ngulos de curvas justapostas, executadas por um cinzel curvo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3a"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f3a.jpg"></p>     
<p>Esta cadeira tem semelhan&ccedil;as, no modelo e na moldura lavrada, com outra, presente no Museu Nacional de Arte Antiga<a href="#_ftn101" name="_ftnref101" title="">[101]</a>, assim como com a pe&ccedil;a anterior deste estudo. Quanto ao assento, o original ter-se-&aacute; estragado e foi substitu&iacute;do por um p&eacute;ssimo exemplar, que denota a falta de capacidades do pretenso gravador, de uma &eacute;poca recente onde j&aacute; n&atilde;o havia exames nem ju&iacute;zes de of&iacute;cio. Nunca saberemos o grau de distor&ccedil;&atilde;o que o gravador, talvez na &eacute;poca em que a estrutura foi substitu&iacute;da, imprimiu ao desenho. Parece s&oacute; ter restado os tri&acirc;ngulos, limitando uma moldura devassada pelo simpl&oacute;rio e o f&aacute;cil; as volutas s&atilde;o inven&ccedil;&atilde;o, mas as cabe&ccedil;as de ave deixam-me na d&uacute;vida se existiriam no original, sabendo que, muitas vezes, a gravura partilhava figuras zoom&oacute;rficas com os t&ecirc;xteis. A pr&oacute;pria texturiza&ccedil;&atilde;o do assento parece ter sido realizada com um pequeno cinzel curvo, e n&atilde;o com o tradicional &ldquo;fosco&rdquo; de gr&atilde;o, usado desde o G&oacute;tico at&eacute; ao Rococ&oacute;.</p>     <p>Pe&ccedil;a n&ordm; 4 - espaldar da FGJ</p>     <p>O espaldar apresenta os c&acirc;nones correntes da &eacute;poca mud&eacute;jar do s&eacute;culo XVI/in&iacute;cios do s&eacute;culo XVII, j&aacute; estudados nas obras anteriores (cadeiras n.s 1 a 3): nove tri&acirc;ngulos escalonados, &agrave; esquerda e direita da moldura, estando esta elaborada por estiliza&ccedil;&atilde;o vegetalista assente em SS, produzindo, nos quatro cantos, uma folha com semelhan&ccedil;as com a palmeta (<a href="#f4a">figura 4A</a>). No campo, o bras&atilde;o central, sob o elmo, est&aacute; lavrado com as armas de Pereira de Castro. O aspecto de pequenas folhas enroladas, que se encontra no rameado que rodeia o bras&atilde;o, &eacute; outra recria&ccedil;&atilde;o mud&eacute;jar da estiliza&ccedil;&atilde;o vegetalista j&aacute; vista em ornamentos de &ldquo;suras&rdquo; do Cor&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f4a"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f4a.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste espaldar, al&eacute;m da tradicional goiva em &ldquo;v&rdquo; cortante, o art&iacute;fice gravador usou um cinzel n&atilde;o-cortante em curva (empregue para formar os tri&acirc;ngulos laterais), uma pun&ccedil;&atilde;o de bola pequena (apresenta-se entre cada curva dos tri&acirc;ngulos), um outro cinzel de curva pequena (encontra-se nos rameados) e uma pun&ccedil;&atilde;o de grande bola (marcada no bras&atilde;o central). Este espaldar devia estar fixo a uma cadeira semelhante &agrave;quela da <a href="#f1">figura 1</a>. O espaldar desta &uacute;ltima cadeira, ilustrado adiante (<a href="#f5b">figura 5B</a>), distingue-se deste apenas no bras&atilde;o. &Eacute; de crer que este espaldar, o seu assento correspondente (<a href="#f5">figura 5</a>), e aqueles da cadeira &ldquo;despaldas&rdquo; lisboeta, ilustrados adiante - <a href="#f5a">figura 5A</a> e <a href="#f5b">figura 5B</a> -, s&atilde;o gravuras da mesma oficina mud&eacute;jar portuguesa, sem eliminar a hip&oacute;tese de v&aacute;rias oficinas partilharem os mesmos motivos requeridos pela elite crist&atilde; de ent&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5a"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f5a.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f5b"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f5b.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Seco e rasgado, retirado da estrutura (que deveria ser como a das pe&ccedil;as n&ordm;s 1 a 3), este assento &eacute; outra gravura mud&eacute;jar, lavrada &agrave; goiva; &eacute; o par correcto do espaldar atr&aacute;s referido (<a href="#f4">figura 4</a>). No medalh&atilde;o central, ovalado, disp&otilde;em-se exteriormente quatro grandes palmetas estilizadas. A larga moldura rectangular repete uma estrutura semelhante ao espaldar anterior: estiliza&ccedil;&atilde;o vegetalista inscrita em SS, com o que parece ser uma palmeta nos quatro cantos; &agrave; esquerda e &agrave; direita encontram-se nove tri&acirc;ngulos escalonados, obtidos pela justaposi&ccedil;&atilde;o de curvas cinzeladas. Um cinzel curvo foi tamb&eacute;m usado para gravar o ornamento interno do medalh&atilde;o, das palmetas e das pequenas flores entre estas; um outro cinzel curvo, pequeno, foi utilizado para decorar interiormente os &ldquo;an&eacute;is&rdquo; donde brotam as quatro palmetas e o centro de medalh&atilde;o floral; uma pun&ccedil;&atilde;o de ponto foi aplicada no centro destes &ldquo;an&eacute;is&rdquo;.</p>     <p>No antiqu&aacute;rio &ldquo;Galeria da Arcada&rdquo;, em Lisboa, entre as v&aacute;rias cadeiras expostas, encontrei uma &ldquo;d&rsquo;espaldas&rdquo; bastante intacta, semelhante &agrave; <a href="#f1">figura 1</a>, cujo assento (<a href="#f5a">figura 5A</a>), menos gasto, repete este desenho da FGJ. Existem pequenas diferen&ccedil;as nesta gravura: as pontas das palmetas, &agrave; esquerda e direita, tocam na moldura; as flores entre as palmetas n&atilde;o s&atilde;o as mesmas; nas palmetas, a curva cinzelada interna est&aacute; acompanhada por uma outra curva pequena. &Eacute; f&aacute;cil de admitir que ambas s&atilde;o obra de uma mesma oficina, sem colocar de lado a hip&oacute;tese em serem obra de oficinas diferentes, partilhando o mesmo esquema est&eacute;tico.</p>     <p>A cadeira lisboeta &eacute;, tal como as cadeiras &ldquo;d&rsquo;espaldas&rdquo; da CMGJ (n&ordm;s 1 a 3), uma excelente r&eacute;plica; os cravos ser&atilde;o, no entanto, os originais, cujo desenho &ldquo;aos gomos&rdquo; foi abandonado nos in&iacute;cios do s&eacute;culo XVII, passando a usar-se cravos de cabe&ccedil;a em meia esfera. Note-se, ainda, que o assento lisboeta (<a href="#f5a">figura 5A</a>) foi cosido a um outro couro, salvando-o da elimina&ccedil;&atilde;o. O espaldar desta cadeira (<a href="#f5b">figura 5B</a>) &eacute; o par correcto do assento. A moldura e os tri&acirc;ngulos escalonados repetem-se, enquanto o motivo central &eacute; um bras&atilde;o sob elmo, em que aquele encerra um vaso de flores. O rameado que rodeia o bras&atilde;o &eacute; outra vers&atilde;o mud&eacute;jar da estiliza&ccedil;&atilde;o vegetalista, semelhante a outro, estudado p&aacute;ginas atr&aacute;s (pe&ccedil;a n&ordm; 4). Ali&aacute;s, a diferen&ccedil;a entre o espaldar lisboeta e a pe&ccedil;a n&ordm; 4 da FGJ encontra-se apenas no bras&atilde;o.</p>     <p>Este espaldar &eacute; de in&iacute;cios do s&eacute;culo XVII. O bras&atilde;o central &eacute; dos Senhores de T&aacute;vora; o rameado que o rodeia inscreve-se nos modelos renascentistas, mas parece uma vers&atilde;o menos elaborada, o que faz supor a m&atilde;o de um art&iacute;fice ainda n&atilde;o examinado para mestre; outra hip&oacute;tese &eacute; se tratar de um lavrado produzido fora das principais cidades da arte (Porto, Lisboa, Coimbra), e da&iacute; a leitura que o gravador fez de estiliza&ccedil;&atilde;o vegetalista. A larga moldura &agrave;s ondas &eacute; um prolongamento mud&eacute;jar, j&aacute; estudada nos couros lavrados desta &eacute;poca de transi&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn102" name="_ftnref102" title="">[102]</a> e que permaneceu na arte popular do sul ib&eacute;rico<a href="#_ftn103" name="_ftnref103" title="">[103]</a>.</p>     <p>O gravador recorreu &agrave; goiva em &ldquo;v&rdquo; cortante, e a alguns cinz&eacute;is n&atilde;o cortantes, para elaborar a flor do elmo, as cunhas do bras&atilde;o, as linhas rectas e curvas na folhagem e o zig-zag encordoado da fina moldura interna. Uma pun&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o texturou o campo do lavrado, assim como o do bras&atilde;o. Uma pun&ccedil;&atilde;o de bola foi usada no bras&atilde;o. Tal como o espaldar e assentos anteriores, este devia estar fixo a uma cadeira semelhante &agrave; atr&aacute;s considerada (<a href="#f1">figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f6"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pe&ccedil;a n&ordm; 7 - assento da FGJ</p>     <p>Muito estragado e retirado da estrutura - que deveria ser como aquela anteriormente ilustrada (<a href="#f1">figura 1</a>) -, este assento (n&atilde;o ilustrado) &eacute; mais uma vers&atilde;o da arte mud&eacute;jar no couro lavrado. Elaborado &agrave; goiva, o assento apresenta uma grande flor central de oito p&eacute;talas, inscrita num c&iacute;rculo, que relembra a arte popular. Rodeiam-no estiliza&ccedil;&otilde;es e enrolamentos semelhantes &agrave;s presentes num assento da CMGJ, atr&aacute;s estudado (<a href="#f1b">figura 1B</a>). A larga moldura assenta no arcaico esquema das ondas ou grandes SS deitados, estando ela pr&oacute;pria emoldurada, interna e externamente, por uma fina moldura de ondulados (obtidos pela justaposi&ccedil;&atilde;o de curvas, realizadas por um cinzel n&atilde;o-cortante); finalmente, &agrave; esquerda e &agrave; direita, est&atilde;o seis tri&acirc;ngulos escalonados, tamb&eacute;m realizados por um cinzel curvo. Al&eacute;m da goiva em &ldquo;v&rdquo; cortante e de tr&ecirc;s cinz&eacute;is em curva (aplicados na moldura ondulada, nas p&eacute;talas e nos enrolamentos vegetalistas), o art&iacute;fice usou um texturador de gr&atilde;o no fundo.</p>     <p>Pe&ccedil;a n&ordm; 8 - assento da FGJ.</p>     <p>Este assento (ilustrado apenas com um detalhe), bastante usado, &eacute; muito semelhante ao anterior, sugerindo serem ambos obra da mesma oficina, ainda com motivos mud&eacute;jares. Mant&eacute;m a larga moldura &agrave;s ondas (j&aacute; referida na pe&ccedil;a anterior), e duas outras molduras finas (interna e externamente), aqui elaboradas num simples padr&atilde;o de curvas seguidas, criando como que escamas em linha; na linha exterior da frente e na de tr&aacute;s, o gravador aplicou tamb&eacute;m o mesmo cinzel curvo, para criar um padr&atilde;o cont&iacute;nuo de curvas, como mostra o detalhe (<a href="#f7">figura 7</a>). &Eacute; de admitir que este acrescento ao comprimento do rect&acirc;ngulo lavrado tenha sido realizado para um enquadramento igualizado no assento; tratar-se-&aacute;, assim, de um ajuste, sem que o gravador necessitasse de alterar o desenho central e as medidas das molduras. De novo, exteriormente &agrave; moldura, &agrave; esquerda e &agrave; direita, encontram-se oito tri&acirc;ngulos escalonados. Tal como na pe&ccedil;a anterior, o gravador usou goiva em &ldquo;v&rdquo; cortante, e tr&ecirc;s cinz&eacute;is n&atilde;o-cortantes em curva, e um em linha recta; o fundo foi texturado com a pun&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f7"></a><img src="/img/revistas/med/n22/n22a05f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <!-- ref --><p><i>LIVRO das Posturas Antigas</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490142&pid=S1646-740X201700020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>LIVRO DOS REGIMENTOS dos officiaes mec&acirc;nicos da mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa (157</i>2). Ed. e pref&aacute;cio por Virg&iacute;lio CORREIRA. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1926.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490144&pid=S1646-740X201700020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos</b></p>     <p>AGUIL&Oacute; ALONZO, Maria Paz - &ldquo;Cordobanes y guadamec&iacute;es&rdquo;. in BONET CORREA, Ant&oacute;nio - <i>Historia de las artes aplicadas y industriales en Espa&ntilde;a</i>. Madrid: Editorial C&aacute;tedra, 1982, pp. 325-335.</p>     <!-- ref --><p>- <i>El mueble cl&aacute;sico espa&ntilde;ol</i>. Madrid: Editorial C&aacute;tedra, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490149&pid=S1646-740X201700020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>- <i>El mueble en Espa&ntilde;a, siglos XVI-XVII</i>. Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Cientificas / Ediciones Antiqvaria, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490151&pid=S1646-740X201700020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- &ldquo;Cordobanes y guadamaciles&rdquo;. in <i>El arte en la piel</i>. Vic: Museu de l&rsquo;Art de la Pell / Fundaci&oacute;n Central Hispano, 1998, pp. 17-31.</p>     <p>- &ldquo;Cordobanes y guadameciles&rdquo;. <i>Summa Artis</i> LXV (1999), pp. 259-297. </p>     <!-- ref --><p>AL-RASI, Isa Ibn Ahmad - <i>Anales Palatinos del Califa de C&oacute;rdoba al-Hakam II, 360-361 H. - 971-975 J. C</i>. Madrid: Sociedad Estudios y Publicaciones, 1967.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490155&pid=S1646-740X201700020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&Aacute;LVARO ZAMORA, Mar&iacute;a Isabel - &ldquo;Encuadernaciones mud&eacute;jares&rdquo;. <i>Artigrama</i> 23 (2008), pp. 445-481.</p>     <!-- ref --><p>&Aacute;LVARO ZAMORA, Mar&iacute;a Isabel; MONDINGORRA LLAVATA, Mar&iacute;a Luz; GIASANTE, Donatella - <i>Els vestits del saber. Enquadernacions mud&egrave;jars a la Universitat de Val&egrave;ncia</i>. Val&ecirc;ncia: Universitat de Val&egrave;ncia, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490158&pid=S1646-740X201700020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>ANDALOUSIES. de Damas &agrave; Cordoue</i>. Paris: Institut du Monde Arabe / Hazam, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490160&pid=S1646-740X201700020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>(AL-)ANDALUS: las artes isl&aacute;micas en Espa&ntilde;a. </i>Madrid: Ediciones El Viso, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490162&pid=S1646-740X201700020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ARI&Eacute;, Rachel - <i>Miniatures hispano-musulmanes: recherches sur un manuscrit arabe illustr&eacute; de l&rsquo;Escurial</i>. Holanda: E. J. Brill, 1969.</p>     <!-- ref --><p><i>ART en la pell: cordovans i guadamassils de la col.lecci&oacute; Colomer Munmany</i>. Barcelona: Fundaci&oacute; la Caixa / Generalitat de Catalunya, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490165&pid=S1646-740X201700020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><i>(EL) ARTE en la piel - Colecci&oacute;n A. Colomer Munmany</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n Central Hispano / Museu de l&rsquo;Art de la Pell, 1998.</p>     <!-- ref --><p><i>ASIA, ruta de las estepas: de Alejandro a Gengis Khan</i>. Barcelona: Fundaci&oacute;n La Caixa, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490168&pid=S1646-740X201700020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARROS, Maria Filomena Lopes de - <i>A comuna mu&ccedil;ulmana de Lisboa: s&eacute;cs. XIV e XV</i>. Lisboa: Hugin, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490170&pid=S1646-740X201700020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>- <i>Tempos e espa&ccedil;os de mouros: a minoria mu&ccedil;ulmana no reino portugu&ecirc;s (s&eacute;culos XII a XV).</i> Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490172&pid=S1646-740X201700020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARRUCAND, Marianne; BEDNORZ, Achim - <i>Arquitetura isl&aacute;mica en Andaluc&iacute;a</i>. Col&oacute;nia: Taschen, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490174&pid=S1646-740X201700020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CARPALLO-BAUTISTA, Antonio - &ldquo;Las encuadernaciones mud&eacute;jares de lacer&iacute;as, tipo &laquo;toledano&raquo; y &laquo;salmantino&raquo;, en la Catedral de Toledo&rdquo;. <i>Al-Qantara</i> XXXIII/2 (julio-septiembre 2012), pp. 375-404.</p>     <!-- ref --><p>CRESWELL, K. A. C. - <i>Early Muslim Architecture. Umayyads. </i><i>A. D. 622-750</i>. Oxford: Claredom Press, II, 1969.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490177&pid=S1646-740X201700020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CRUZ, Ant&oacute;nio - <i>Os mesteres do Porto</i>. Porto: Imprensa Industrial Gr&aacute;fica, 1943.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490179&pid=S1646-740X201700020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>EGRY, Anne de - <i>Um estudo de &ldquo;O Apocalipse do Lorv&atilde;o&rdquo; e a sua rela&ccedil;&atilde;o com as ilustra&ccedil;&otilde;es medievais do apocalipse</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Gulbenkian, 1972.</p>     <!-- ref --><p><i>(EL) ESPLENDOR de los omeyas cordobeses. La civilizaci&oacute;n musulmana de Europa Occidental</i>. Madinat al-Zahra: Fundaci&oacute;n El Legado Andalus&iacute; / Junta de Andalucia, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490182&pid=S1646-740X201700020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ETTINGHAUSEN, Richard - &ldquo;Notes on the lusterware of Spain&rdquo;. <i>Ars Orientalis</i> I (1954), pp. 133-156.</p>     <!-- ref --><p><i>EXPOSICI&Oacute;N de encuadernaciones espa&ntilde;olas, siglos XII al XIX</i>. Madrid: Sociedad Espa&ntilde;ola de Amigos del Arte, 1934.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490185&pid=S1646-740X201700020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FEDUCHI, Lu&iacute;s - <i>Historia del Mueble</i>. Madrid: Afrodisio Aguado, 1946.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490187&pid=S1646-740X201700020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>- <i>Antologia de la Silla Espa&ntilde;ola</i>. Madrid: Afrodisio Aguado, 1957.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490189&pid=S1646-740X201700020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERRANDIS TORRES, Jos&eacute; - <i>Marfiles &aacute;rabes de Occidente, siglos X y XI</i>. Vol. I e II. Madrid: Estanislao Mestre, 1935-1940.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490191&pid=S1646-740X201700020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>- <i>Cordobanes y guadamec&iacute;es: cat&aacute;logo ilustrado de la exposici&oacute;n. Pal&aacute;cio de la Biblioteca y museos nacionales.</i> Madrid: Sociedad Espa&ntilde;ola de Amigos del Arte, 1955.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490193&pid=S1646-740X201700020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><i>GUADAMASSILS antics a Catalunya / Guadamec&iacute;es antiguos en Catalu&ntilde;a / Ancient Gilt Leather in Catalonia</i>. Vic: Museu de l&rsquo;Art de la Pell / Ayuntament de Vic, 2001.</p>     <!-- ref --><p>HAMILTON, R. W. - <i>Khirbat al-Mafjar: an Arabian mansion in the Jordan valley</i>. Oxford: Claredom Press, 1959.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490196&pid=S1646-740X201700020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>KYBALOV&Aacute;, Ludmila - <i>Les tissus coptes</i>. Paris: Cercle d&rsquo;Art, 1967.</p>     <p>MATILDA ANDERSON, Ruth - &ldquo;El chapin y otros zapatos de la Alhambra&rdquo;. <i>Cuadernos de la Alhambra</i> 5 (1969), pp. 17-41.</p>     <!-- ref --><p><i>MOBILI&Aacute;RIO Portugu&ecirc;s. Roteiro</i>. Lisboa: Museu Nacional de Arte Antiga / Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490200&pid=S1646-740X201700020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PASSOLA, Jos&eacute; M. - <i>Artesania de la piel. Encuadernaciones en Vich, siglos XII-XV</i>. Vic: Colomer Munmany, 1968.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490202&pid=S1646-740X201700020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - &ldquo;La formaci&oacute;n del arte hispanomusulm&aacute;n: hacia un corpus de la ornamentaci&oacute;n geom&eacute;trica rectil&iacute;nea&rdquo;. <i>Al-Andalus</i> XXXVIII-1 (1973), pp. 195-242.</p>     <!-- ref --><p>- <i>Arte toledano: isl&aacute;mico y mud&eacute;jar</i>. Madrid: Instituto Hispano-&aacute;rabe de Cultura, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490205&pid=S1646-740X201700020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>- <i>El arte hispano-musulm&aacute;n en su decoraci&oacute;n floral</i>. Madrid: Agencia Espa&ntilde;ola de Cooperaci&oacute;n Internacional, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490207&pid=S1646-740X201700020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Franklin - <i>As cadeiras em couro lavrado e os guadamecis do Museu de Pontevedra</i>. Pontevedra: Museu de Pontevedra, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490209&pid=S1646-740X201700020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>- <i>O couro lavrado no mobili&aacute;rio art&iacute;stico de Portugal</i>. Porto: Lello e Irm&atilde;o, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490211&pid=S1646-740X201700020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- <i>O couro lavrado no Museu Municipal de Viana do Castelo: da arte &ldquo;mourisca&rdquo; &agrave; &eacute;poca barroca</i>. Viana do Castelo: Museu Municipal, 2000.</p>     <p>- &ldquo;Leather decoration tools of the Iberian tradition, since the 13th century&rdquo;. <i>Tools and Trades</i> 12 (2000), pp. 1-25.</p>     <p>- &ldquo;Couros art&iacute;sticos nos interiores abastados de Arraiolos e Montemor-o-Novo, no s&eacute;culo XVII&rdquo;. <i>Almansor</i> 1-2&ordf; s&eacute;rie (2002), pp. 145-168.</p>     <p>- &ldquo;Cueros art&iacute;sticos en el Museo Arqueol&oacute;gico Nacional&rdquo;. <i>Bolet&iacute;n del Museo Arqueol&oacute;gico Nacional</i> 20 (2002), pp. 215-241.</p>     <p>- &ldquo;Las influencias del Califato de al-Andalus en los cueros labrados de Portugal del siglo XVI&rdquo;. in <i>Mil a&ntilde;os de trabajo del cuero. Actas del II Simposium de Historia de las T&eacute;cnicas</i>. C&oacute;rdova: Sociedad Espa&ntilde;ola de Historia de las Ci&ecirc;ncias y de las T&eacute;cnicas / Universidad de C&oacute;rdoba, 2003, pp. 501-518.</p>     <p>- &ldquo;A arte dos pastores do sul peninsular: arqu&eacute;tipos em final de estrada&rdquo;. in <i>Actas das III Jornadas Internacionais de Vest&iacute;gios do Passado / Almeida, 2007</i>. P&oacute;voa do Varzim: AGIR / Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento S&oacute;cio-cultural, 2007, pp. 218-223.</p>     <p>- &ldquo;O couro e o Isl&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica: identidade cultural, pedagogia e patrim&oacute;nio. Reflex&otilde;es em torno de uma tese de mestrado&rdquo;. <i>Ensinarte / Revista das artes em contexto educativo</i> 10 (2007), pp. 22-33.</p>     <p>- &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria nas artes do couro de linhagem ibero-mu&ccedil;ulmana&rdquo;. in <i>Actas do I Semin&aacute;rio Internacional de Mem&oacute;ria e Cultura Visual/ P&oacute;voa do Varzim, 2007</i>. P&oacute;voa do Varzim: AGIR/Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento S&oacute;cio-cultural, 2008, pp. 195-220.</p>     <p>- &ldquo;A sul do rio Mondego. Arca&iacute;smo, simbologia e transmigra&ccedil;&atilde;o de ornamentos nas artes populares do sul ib&eacute;rico&rdquo;. <i>A Cidade de &Eacute;vora</i> 2&ordf; s&eacute;rie, 7 (2009), pp. 525-543.</p>     <p>- &ldquo;Identidade e marcas de cultura - a prop&oacute;sito de uma cadeira em couro lavrado na igreja de Santa Euf&eacute;mia da Chancelaria (Torres Novas)&rdquo;. <i>Nova Augusta</i> 21 (2009), pp. 143-153.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>- <i>Of&iacute;cios do couro na Lisboa medieval</i>. Lisboa: Editora Pref&aacute;cio, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490223&pid=S1646-740X201700020000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>- &ldquo;<i>Eqqus cursare</i> - uma viagem a partir do Festival Anual do Cavalo na Goleg&atilde;&rdquo;. <i>Nova Augusta</i> 22, (2010), pp.157-182.</p>     <p>- &ldquo;Est&eacute;ticas em tr&acirc;nsito: a partilha do ornamento da cer&acirc;mica do Gharb al-Andalus com outros artefactos&rdquo;. <i>Arqueologia Medieval</i> 12 (Outubro 2012), pp. 193-200.</p>     <p>- &ldquo;A grande viagem da flor quadrip&eacute;tala: um estudo a partir da f&iacute;bula da escultura &ldquo;Nossa Senhora do &Oacute;&rdquo; do Museu Municipal Carlos Reis/Torres Novas&rdquo;. <i>Nova Augusta</i> 24 (2012), pp. 183-196.</p>     <p>- &ldquo;Uma leitura do painel &ldquo;Santiago aos Mouros&rdquo; do Museu de Arte Sacra de M&eacute;rtola - a equita&ccedil;&atilde;o medieval e os artefactos da guerra a cavalo&rdquo;. <i>Arqueologia Medieval</i> 12 (Outubro 2012), pp. 279-292.</p>     <p>- &ldquo;Os couros art&iacute;sticos: modas e est&eacute;ticas em tr&acirc;nsito&rdquo;. in <i>Sphera Mundi - Arte e cultura no tempo dos Descobrimentos / Congresso Internacional. Lisboa, 13-15 Outubro 2015</i>. Vale de Cambra: Caleidosc&oacute;pio, 2015, pp. 297-312.</p>     <p>- &ldquo;Couros dourados&rdquo; / guadamecis dos Pa&iacute;ses Baixos em Portugal (s&eacute;culos XVII-XVIII)&rdquo;. <i>Al-Madan</i>, 2&ordf; s&eacute;rie, 19/II (Janeiro 2015), pp. 117-132.</p>     <p>- &ldquo;The Charola de Tomar: early 16th century mould-embossed gilt leather, glued to stone walls&rdquo;. <i>Newsletter. </i>Stroke-up-Trent: Archeological Leather Group 43 (Mar&ccedil;o 2016), pp. 14-16.</p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Paulo - <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, I, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490232&pid=S1646-740X201700020000500060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> P&Eacute;REZ HIGUERA, Teresa - <i>Objetos y imagenes de al-Andalus</i>. Madrid: Editorial Lundwerg, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490233&pid=S1646-740X201700020000500061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREZ, Rosa Maria (org.) - <i>Mem&oacute;rias &aacute;rabo-isl&acirc;micas em Portugal. </i>Lisboa: Comiss&atilde;o Nacional para a Comemora&ccedil;&atilde;o dos Descobrimentos Portugueses, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490235&pid=S1646-740X201700020000500062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PINTO, Augusto Cardoso -<i> Cadeiras portuguesas</i>. Lisboa: A. C. Pinto, 1952.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490237&pid=S1646-740X201700020000500063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>PORTUGAL ISL&Acirc;MICO: os &uacute;ltimos sinais do Mediterr&acirc;neo</i>. Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia / Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490239&pid=S1646-740X201700020000500064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>REAL, Manuel Lu&iacute;s - &ldquo;Os Mo&ccedil;&aacute;rabes do Gharb portugu&ecirc;s&rdquo;. in <i>Portugal Isl&acirc;mico: os &uacute;ltimos sinais do Mediterr&acirc;neo</i>. Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia / Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 1998, pp. 35-56.</p>     <p>RICARD, Prosper - <i>Pour comprendre l&rsquo;art musulman dans l&rsquo;Afrique du Nord et d&rsquo;Espagne</i>. Paris: Hachette, 1924.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- &ldquo;Sur un type de reliure des temps almohades&rdquo;. <i>Ars Islamica</i> I (1934), pp. 74-79.</p>     <p>RICE, David Talbot - &ldquo;The pottery of Bizantium and the Islamic world&rdquo;. in <i>Studies in Islamic Art and Architecture</i> <i>in Honour of Professor K. A. C. Creswell.</i> Cairo: The American University in Cairo Press, 1965, pp. 194-236.</p>     <!-- ref --><p>STIERLIN, Henri - <i>Isl&atilde;o. </i><i>De Bagdade a C&oacute;rdova: a arquitectura primitiva do s&eacute;culo VII ao s&eacute;culo XIII</i>. Col&oacute;nia: Tachen, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490245&pid=S1646-740X201700020000500069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>TORRES BALB&Aacute;S, Leopoldo - &ldquo;De cer&aacute;mica hispano-musulmana&rdquo;. <i>Al-Andalus</i> IV (1939), pp. 412-432.</p>     <p>- &ldquo;Las yeser&iacute;as descubiertas recientemente en las Huelgas de Burgos&rdquo;. <i>Al-Andalus</i> VIII (1943), pp. 209-254.</p>     <!-- ref --><p>TORRES, Cl&aacute;udio (org.) - <i>Cer&acirc;mica isl&acirc;mica portuguesa</i>. M&eacute;rtola: C&acirc;mara Municipal de M&eacute;rtola / Funda&ccedil;&atilde;o Gulbenkian / Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1490249&pid=S1646-740X201700020000500072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>YON, Jean-Baptiste - &ldquo;La &eacute;poca grecoromana - fusi&oacute;n de culturas bajo la impronta helen&iacute;stica&rdquo;. in <i>Oriente Pr&oacute;ximo - Historia y Arqueolog&iacute;a</i>. Col&oacute;nia: Konemann, 2000.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>COMO CITAR ESTE ARTIGO</B></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>PEREIRA, Franklin - &ldquo;O couro lavrado de est&eacute;tica mud&eacute;jar na Casa-Museu e Funda&ccedil;&atilde;o Guerra Junqueiro - mem&oacute;rias do al-Andalus em terras portuguesas&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 22 (Julho - Dezembro 2017). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA22/pereira2205.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA22/pereira2205.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 30 de Junho de 2016</b></p>     <p><b>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 22 de Fevereiro de 2016</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> HAMILTON, R. W. <i>- Khirbat al-Mafjar: an Arabian mansion in the Jordan valley</i>. Oxford: Claredom Press, 1959, p. 213.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> ETTINGHAUSEN, Richard - &ldquo;Notes on the lusterware of Spain&rdquo;. <i>Ars Orientalis</i> I (1954), pp. 133-156, p. 100.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Couros dourados&rdquo; / guadamecis dos Pa&iacute;ses Baixos em Portugal (s&eacute;culos XVII-XVIII)&rdquo;. <i>Al-Madan</i>, 2&ordf; s&eacute;rie, 19/2 (Janeiro 2015), pp. 117-132, pp. 127-128.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;A arte dos pastores do sul peninsular: arqu&eacute;tipos em final de estrada&rdquo;. in <i>Actas das III Jornadas Internacionais de Vest&iacute;gios do Passado / Almeida, 2007</i>. P&oacute;voa do Varzim: AGIR / Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento S&oacute;cio-cultural, 2007, p. 220; PEREIRA, Franklin - &ldquo;A sul do rio Mondego. Arca&iacute;smo, simbologia e transmigra&ccedil;&atilde;o de ornamentos nas artes populares do sul ib&eacute;rico&rdquo;. <i>A Cidade de &Eacute;vora</i>, 2&ordf; s&eacute;rie, 7 (2009), pp. 540-542; PEREIRA, Franklin - &ldquo;<i>Eqqus cursare</i> - uma viagem a partir do Festival Anual do Cavalo na Goleg&atilde;&rdquo;. <i>Nova Augusta</i> 22 (2010), pp. 176-177; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Est&eacute;ticas em tr&acirc;nsito: a partilha do ornamento da cer&acirc;mica do Gharb al-Andalus com outros artefactos&rdquo;. <i>Arqueologia Medieval</i> 12 (Outubro 2012), p. 199.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Cueros art&iacute;sticos en el Museo Arqueol&oacute;gico Nacional&rdquo;. <i>Bolet&iacute;n del Museo Arqueol&oacute;gico Nacional</i> 20 (2002), pp. 237-238; PEREIRA, Franklin - &ldquo;A sul do rio Mondego&rdquo;, p. 541.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a> P&Eacute;REZ HIGUERA, Teresa - <i>Objetos y imagenes de al-Andalus</i>. Madrid: Editorial Lundwerg, 1994, p. 124; <i>(AL-)ANDALUS: las artes isl&aacute;micas en Espa&ntilde;a</i>. Madrid: Ediciones El Viso, 1992, p. 296; PEREIRA, Franklin - &ldquo;<i>Eqqus cursare</i>&rdquo;, p. 171.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a> <i>(AL-)ANDALUS</i>, pp. 288, 291, 293; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria nas artes do couro de linhagem ibero-mu&ccedil;ulmana&rdquo;. in <i>Actas do I Semin&aacute;rio Internacional de Mem&oacute;ria e Cultura Visual/ P&oacute;voa do Varzim, 2007</i>. P&oacute;voa do Varzim: AGIR/Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento S&oacute;cio-cultural, 2008, p. 208.</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a> PEREIRA, Franklin - <i>As cadeiras em couro lavrado e os guadamecis do Museu de Pontevedra</i>. Pontevedra: Museu de Pontevedra, 2000, p. 245; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Leather decoration tools of the Iberian tradition, since the 13th century&rdquo;. <i>Tools and Trades</i> 12 (2000), p. 11.</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a> MATILDA ANDERSON, Ruth - &ldquo;El chapin y otros zapatos de la Alhambra&rdquo;. <i>Cuadernos de la Alhambra</i> 5 (1969), pp. 17-41; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Leather decoration tools&rdquo;, p. 22; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;, p. 209.</p>     <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a> <i>ART en la pell: cordovans i guadamassils de la col.lecci&oacute; Colomer Munmany</i>. Barcelona: Fundaci&oacute; la Caixa / Generalitat de Catalunya, 1992, p. 73, imagem 47.</p>     <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a> <i>ART en la pell</i>, p. 73, imagem 48.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a><i>ART en la pell</i>, p. 72, imagem 46.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="">[13]</a> <i>(EL) ARTE en la piel - Colecci&oacute;n A. Colomer Munmany</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n Central Hispano / Museu de l&rsquo;Art de la Pell, 1998, p. 54.</p>     <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="">[14]</a> <i>ART en la pell</i>, p. 80, imagem 78; <i>(EL) ARTE en la piel, </i>p. 79.</p>     <p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="">[15]</a> &ldquo;Sur un type de reliure des temps almohades&rdquo;. <i>Ars Islamica</i> I (1934), p. 80; <i>(AL-)ANDALUS</i>, pp. 123 e 308.</p>     <p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16" title="">[16]</a> <i>EXPOSICI&Oacute;N de encuadernaciones espa&ntilde;olas, siglos XII al XIX</i>. Madrid: Sociedad Espa&ntilde;ola de Amigos del Arte, 1934, pp. 10, 23 e 35; PASSOLA, Jos&eacute; M. - <i>Artesania de la piel. Encuadernaciones en Vich, siglos XII-XV</i>. Vic: Colomer Munmany, 1968, imagens 28, 30, 34 e 36; &Aacute;LVARO ZAMORA, Mar&iacute;a Isabel; MONDINGORRA LLAVATA, Mar&iacute;a Luz; GIASANTE, Donatella - <i>Els vestits del saber. Enquadernacions mud&egrave;jars a la Universitat de Val&egrave;ncia</i>. Val&ecirc;ncia: Universitat de Val&egrave;ncia, 2003, pp. 27, 31, 58, 83, 85, 91, 93 e 99; CARPALLO-BAUTISTA, Antonio - &ldquo;Las encuadernaciones mud&eacute;jares de lacer&iacute;as, tipo &laquo;toledano&raquo; y &laquo;salmantino&raquo;, en la Catedral de Toledo&rdquo;. <i>Al-Qantara</i> XXXIII/2 (julio-septiembre 2012), pp. 375-404; &Aacute;LVARO ZAMORA, Mar&iacute;a Isabel - &ldquo;Encuadernaciones mud&eacute;jares&rdquo;. <i>Artigrama</i> 23 (2008), pp. 445-481.</p>     <p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17" title="">[17]</a> <i>(EL) ARTE en la piel</i>, pp. 27 e 78; <i>GUADAMASSILS antics a Catalunya / Guadamec&iacute;es antiguos en Catalu&ntilde;a / Ancient Gilt Leather in Catalonia</i>. Vic: Museu de l&rsquo;Art de la Pell / Ayuntament de Vic, 2001, pp. 23 e 41; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;, p. 208.</p>     <p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18" title="">[18]</a> CRUZ, Ant&oacute;nio <i>- Os mesteres do Porto</i>. Porto: Imprensa Industrial Gr&aacute;fica, 1943, p. XCV.</p>     <p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19" title="">[19]</a> CRUZ, Ant&oacute;nio - <i>Os mesteres do Porto</i>, pp. CV-CVI.</p>     <p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20" title="">[20]</a> <i>LIVRO DOS REGIMENTOS dos officiaes mec&acirc;nicos da mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa (157</i>2). Ed. e pref&aacute;cio por Virg&iacute;lio CORREIRA. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1926, p. 88.</p>     <p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21" title="">[21]</a> <i>LIVRO DOS REGIMENTOS</i>, pp. 115, 117 e 118.</p>     <p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22" title="">[22]</a> PEREIRA, Franklin -<i> O couro lavrado no Museu Municipal de Viana do Castelo: da arte &ldquo;mourisca&rdquo; &agrave; &eacute;poca barroca</i>. Viana do Castelo: Museu Municipal, 2000, pp. 22 a 27.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23" title="">[23]</a> ARI&Eacute;, Rachel - <i>Miniatures hispano-musulmanes: recherches sur un manuscrit arabe illustr&eacute; de l&rsquo;Escurial</i>. Holanda: E. J. Brill, 1969, pranchas XVIII, XXI e XXXV; PEREIRA, Franklin - <i>As cadeiras em couro lavrado</i>, pp. 232 e 233.</p>     <p><a href="#_ftnref24" name="_ftn24" title="">[24]</a> CRESWELL, K. A. C. - <i>Early Muslim Architecture. </i><i>Umayyads. </i><i>A. D. 622-750</i>. Oxford: Claredom Press, II, 1969, p. 389; <i>ASIA, ruta de las estepas: de Alejandro a Gengis Khan</i>. Barcelona: Fundaci&oacute;n La Caixa, 2001, p. 77.</p>     <p><a href="#_ftnref25" name="_ftn25" title="">[25]</a> YON, Jean-Baptiste - &ldquo;La &eacute;poca grecoromana - fusi&oacute;n de culturas bajo la impronta helen&iacute;stica&rdquo;. in <i>Oriente Pr&oacute;ximo - Historia y Arqueolog&iacute;a</i>. Col&oacute;nia: Konemann, 2000, p. 81.</p>     <p><a href="#_ftnref26" name="_ftn26" title="">[26]</a> HAMILTON, R. W. - <i>Khirbat al-Mafjar</i>, pp. 99, 102 e 182.</p>     <p><a href="#_ftnref27" name="_ftn27" title="">[27]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>El arte hispano-musulm&aacute;n en su decoraci&oacute;n floral</i>. Madrid: Agencia Espa&ntilde;ola de Cooperaci&oacute;n Internacional, 1990, tabla III-12-100 e XXI-61-413; PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, p. 45.</p>     <p><a href="#_ftnref28" name="_ftn28" title="">[28]</a> AL-RASI, Isa Ibn Ahmad <i>- Anales Palatinos del Califa de C&oacute;rdoba al-Hakam II, 360-361 H. - 971-975 J. C.</i> Madrid: Sociedad Estudios y Publicaciones, 1967, pp. 63, 68, 166 e 167; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Uma leitura do painel &ldquo;Santiago aos Mouros&rdquo; do Museu de Arte Sacra de M&eacute;rtola - a equita&ccedil;&atilde;o medieval e os artefactos da guerra a cavalo&rdquo;. <i>Arqueologia Medieval</i> 12 (Outubro 2012), p. 288.</p>     <p><a href="#_ftnref29" name="_ftn29" title="">[29]</a> PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no mobili&aacute;rio art&iacute;stico de Portugal</i>. Porto: Lello e Irm&atilde;o, 2000, p. 12; PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, p. 43; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Couros art&iacute;sticos nos interiores abastados de Arraiolos e Montemor-o-Novo, no s&eacute;culo XVII&rdquo;. <i>Almansor</i> 1-2&ordf; s&eacute;rie (2002), pp. 145-168; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Couros art&iacute;sticos nos interiores abastados&rdquo;, p. 156.</p>     <p><a href="#_ftnref30" name="_ftn30" title="">[30]</a> KYBALOV&Aacute;, Ludmila - <i>Les tissus coptes</i>. Paris: Cercle d&rsquo;Art, 1967, p. 13.</p>     <p><a href="#_ftnref31" name="_ftn31" title="">[31]</a> HAMILTON, R. W. - <i>Khirbat al-Mafjar</i>, p. 199.</p>     <p><a href="#_ftnref32" name="_ftn32" title="">[32]</a> HAMILTON, R. W. - <i>Khirbat al-Mafjar</i>, p. 184.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref33" name="_ftn33" title="">[33]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - &ldquo;La formaci&oacute;n del arte hispanomusulm&aacute;n: hacia un corpus de la ornamentaci&oacute;n geom&eacute;trica rectil&iacute;nea&rdquo;. <i>Al-Andalus</i> XXXVIII-1 (1973), pp. 195-242, tabla XIII.</p>     <p><a href="#_ftnref34" name="_ftn34" title="">[34]</a> STIERLIN, Henri - <i>Isl&atilde;o. de Bagdade a C&oacute;rdova: a arquitectura primitiva do s&eacute;culo VII ao s&eacute;culo XIII</i>. Col&oacute;nia: Tachen, 2002, p. 81.</p>     <p><a href="#_ftnref35" name="_ftn35" title="">[35]</a> <i>PORTUGAL ISL&Acirc;MICO: os &uacute;ltimos sinais do Mediterr&acirc;neo</i>. Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia / Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 1998, pp. 86 e 87.</p>     <p><a href="#_ftnref36" name="_ftn36" title="">[36]</a> EGRY, Anne de - <i>Um estudo de &ldquo;O Apocalipse do Lorv&atilde;o&rdquo; e a sua rela&ccedil;&atilde;o com as ilustra&ccedil;&otilde;es medievais do apocalipse</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Gulbenkian, 1972, pp. 101-102; PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, p. 51.</p>     <p><a href="#_ftnref37" name="_ftn37" title="">[37]</a> PEREIRA, Paulo - <i>Hist&oacute;ria da arte em Portugal</i>. Vol. I. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1995, p. 443.</p>     <p><a href="#_ftnref38" name="_ftn38" title="">[38]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>Arte toledano: isl&aacute;mico y mud&eacute;jar</i>. Madrid: Instituto Hispano-&aacute;rabe de Cultura, 1988, l&acirc;mina CLXXIII.</p>     <p><a href="#_ftnref39" name="_ftn39" title="">[39]</a> TORRES BALB&Aacute;S, Leopoldo - &ldquo;De cer&aacute;mica hispano-musulmana&rdquo;. <i>Al-Andalus</i> IV (1939), pp. 421 e 422.</p>     <p><a href="#_ftnref40" name="_ftn40" title="">[40]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;, p. 209.</p>     <p><a href="#_ftnref41" name="_ftn41" title="">[41]</a> <i>ART EN LA PIEL</i>, pp. 81 e 95.</p>     <p><a href="#_ftnref42" name="_ftn42" title="">[42]</a> PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, pp. 50-53.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref43" name="_ftn43" title="">[43]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;A grande viagem da flor quadrip&eacute;tala: um estudo a partir da f&iacute;bula da escultura &ldquo;Nossa Senhora do &Oacute;&rdquo; do Museu Municipal Carlos Reis/Torres Novas&rdquo;. <i>Nova Augusta</i> 24 (2012), pp. 183-196.</p>     <p><a href="#_ftnref44" name="_ftn44" title="">[44]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>Arte toledano</i>, p. 225.</p>     <p><a href="#_ftnref45" name="_ftn45" title="">[45]</a> RICE, David Talbot - &ldquo;The pottery of Bizantium and the Islamic world&rdquo;. in <i>Studies in Islamic Art and Architecture</i> <i>in Honour of Professor K. A. C. Creswell.</i> Cairo: The American University in Cairo Press, 1965, p. 206.</p>     <p><a href="#_ftnref46" name="_ftn46" title="">[46]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>El arte hispano-musulm&aacute;n</i>, p. 111.</p>     <p><a href="#_ftnref47" name="_ftn47" title="">[47]</a> <i>ANDALOUSIES. de Damas &agrave; Cordoue</i>. Paris: Institut du Monde Arabe / Hazam, 2000, pp. 27 e 28.</p>     <p><a href="#_ftnref48" name="_ftn48" title="">[48]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>El arte hispano-musulm&aacute;n</i>, l&acirc;mina XII-26, n&ordm; 222; <i>(EL) ESPLENDOR de los omeyas cordobeses. La civilizaci&oacute;n musulmana de Europa Occidental</i>. Madinat al-Zahra: Fundaci&oacute;n El Legado Andalus&iacute; / Junta de Andalucia, 2001, p. 139.</p>     <p><a href="#_ftnref49" name="_ftn49" title="">[49]</a> BARRUCAND, Marianne; BEDNORZ, Achim - <i>Arquitetura isl&aacute;mica en Andaluc&iacute;a</i>. Col&oacute;nia: Taschen, 1992, p. 57.</p>     <p><a href="#_ftnref50" name="_ftn50" title="">[50]</a> <i>(AL-)ANDALUS</i>, p. 249.</p>     <p><a href="#_ftnref51" name="_ftn51" title="">[51]</a> <i>PORTUGAL ISL&Acirc;MICO</i>, p. 249.</p>     <p><a href="#_ftnref52" name="_ftn52" title="">[52]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>El arte hispano-musulm&aacute;n</i>, p.115.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref53" name="_ftn53" title="">[53]</a> TORRES BALB&Aacute;S, Leopoldo - &ldquo;&ldquo;Las yeser&iacute;as descubiertas recientemente en las Huelgas de Burgos&rdquo;. <i>Al-Andalus</i> VIII (1943), pp. 209-254.</p>     <p><a href="#_ftnref54" name="_ftn54" title="">[54]</a> TORRES BALB&Aacute;S, Leopoldo - &ldquo;Las yeser&iacute;as descubiertas&rdquo;.</p>     <p><a href="#_ftnref55" name="_ftn55" title="">[55]</a> RICARD, Prosper - <i>Pour comprendre l&rsquo;art musulman dans l&rsquo;Afrique du Nord et d&rsquo;Espagne</i>. Paris: Hachette, 1924, p. 170, figuras 303 e 304.</p>     <p><a href="#_ftnref56" name="_ftn56" title="">[56]</a> RICARD, Prosper - <i>Pour comprendre</i>, figuras 305-312.</p>     <p><a href="#_ftnref57" name="_ftn57" title="">[57]</a> RICARD, Prosper - <i>Pour comprendre</i>, figuras 317-320.</p>     <p><a href="#_ftnref58" name="_ftn58" title="">[58]</a> TORRES BALB&Aacute;S, Leopoldo - &ldquo;Las yeser&iacute;as descubiertas&rdquo;, p. 224; PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>Arte toledano</i>, pp. 81 e 136.</p>     <p><a href="#_ftnref59" name="_ftn59" title="">[59]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>Arte toledano,</i> pp. 124 e 125.</p>     <p><a href="#_ftnref60" name="_ftn60" title="">[60]</a> TORRES BALB&Aacute;S, Leopoldo - &ldquo;Las yeser&iacute;as descubiertas&rdquo;, p. 215.</p>     <p><a href="#_ftnref61" name="_ftn61" title="">[61]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>El arte hispano-musulm&aacute;n</i>, tabla XXI, n&ordm; 43, p. 121; PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, p. 57; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;, p. 213.</p>     <p><a href="#_ftnref62" name="_ftn62" title="">[62]</a> PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, pp. 59 e 60.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref63" name="_ftn63" title="">[63]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;, p. 212.</p>     <p><a href="#_ftnref64" name="_ftn64" title="">[64]</a> PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, pp. 43 e 44; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Couros art&iacute;sticos nos interiores&rdquo;, p. 156.</p>     <p><a href="#_ftnref65" name="_ftn65" title="">[65]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e marcas de cultura - a prop&oacute;sito de uma cadeira em couro lavrado na igreja de Santa Euf&eacute;mia da Chancelaria (Torres Novas)&rdquo;. <i>Nova Augusta</i> 21 (2009), pp. 143-153.</p>     <p><a href="#_ftnref66" name="_ftn66" title="">[66]</a> PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado</i>, pp. 36, 92 e 93.</p>     <p><a href="#_ftnref67" name="_ftn67" title="">[67]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;, p. 211; HAMILTON, R. W. - <i>Khirbat al-Mafjar</i>, p. 151, figura 114a, p. 213.</p>     <p><a href="#_ftnref68" name="_ftn68" title="">[68]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>El arte hispano-musulm&aacute;n</i>, l&acirc;mina I-5, n&ordm; 47, e l&acirc;mina I-2, n&ordm; 6; BARRUCAND, Marianne; BEDNORZ, Achim - <i>Arquitetura isl&aacute;mica</i>, p. 78.</p>     <p><a href="#_ftnref69" name="_ftn69" title="">[69]</a> <i>(Al-)ANDALUS</i>, p. 253.</p>     <p><a href="#_ftnref70" name="_ftn70" title="">[70]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>El arte hispano-musulm&aacute;n</i>, tabla III, n&ordm;s 19 e 26.</p>     <p><a href="#_ftnref71" name="_ftn71" title="">[71]</a> REAL, Manuel Lu&iacute;s - &ldquo;Os Mo&ccedil;&aacute;rabes do Gharb portugu&ecirc;s&rdquo;. in <i>Portugal Isl&acirc;mico: os &uacute;ltimos sinais do Mediterr&acirc;neo</i>. Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia / Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 1998, p. 86.</p>     <p><a href="#_ftnref72" name="_ftn72" title="">[72]</a> TORRES, Cl&aacute;udio (org.) - <i>Cer&acirc;mica isl&acirc;mica portuguesa</i>. M&eacute;rtola: C&acirc;mara Municipal de M&eacute;rtola / Funda&ccedil;&atilde;o Gulbenkian / Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 1987, imagem 76.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref73" name="_ftn73" title="">[73]</a> <i>(AL-)ANDALUS</i>, pp. 304-311.</p>     <p><a href="#_ftnref74" name="_ftn74" title="">[74]</a> <i>(AL-)</i>ANDALUS, pp. 191 a 204.</p>     <p><a href="#_ftnref75" name="_ftn75" title="">[75]</a> PEREIRA, Franklin - <i>As cadeiras em couro lavrado</i>, pp. 223, 230 e 231.</p>     <p><a href="#_ftnref76" name="_ftn76" title="">[76]</a> FERRANDIS TORRES, Jos&eacute; - <i>Cordobanes y guadamec&iacute;es: cat&aacute;logo ilustrado de la exposici&oacute;n. Pal&aacute;cio de la Biblioteca y museos nacionales.</i> Madrid: Sociedad Espa&ntilde;ola de Amigos del Arte, 1955, imagens 49, 50 e 59; <i>ART en la pell</i>, pp. 80, 90 e 91; <i>(EL) ARTE en la piel</i>, p. 85.</p>     <p><a href="#_ftnref77" name="_ftn77" title="">[77]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Os couros art&iacute;sticos: modas e est&eacute;ticas em tr&acirc;nsito&rdquo;. in <i>Sphera Mundi - Arte e cultura no tempo dos Descobrimentos / Congresso Internacional. Lisboa, 13-15 Outubro 2015</i>. Vale de Cambra: Caleidosc&oacute;pio, 2015, pp. 297-312; PEREIRA, Franklin - &ldquo;The Charola de Tomar: early 16th century mould-embossed gilt leather, glued to stone walls&rdquo;. <i>Newsletter</i>. <i>Stroke-up-Trent: Archeological Leather Group</i> 43 (Mar&ccedil;o 2016), pp. 14-16.</p>     <p><a href="#_ftnref78" name="_ftn78" title="">[78]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Leather decoration tools&rdquo;, p. 11.</p>     <p><a href="#_ftnref79" name="_ftn79" title="">[79]</a> FEDUCHI, Lu&iacute;s - <i>Historia del Mueble</i>. Madrid: Afrodisio Aguado, 1946, figura 367; FEDUCHI, Lu&iacute;s- <i>Antologia de la Silla Espa&ntilde;ola</i>. Madrid: Afrodisio Aguado, 1957, figuras 33, 37 e 45; GUIL&Oacute; ALONZO, Maria Paz - &ldquo;Cordobanes y guadamec&iacute;es&rdquo;. in BONET CORREA, Ant&oacute;nio - <i>Historia de las artes aplicadas y industriales en Espa&ntilde;a</i>. Madrid: Editorial C&aacute;tedra, 1982, p. 326; AGUIL&Oacute; ALONZO, Maria Paz - <i>El mueble cl&aacute;sico espa&ntilde;ol</i>. Madrid: Editorial C&aacute;tedra, 1987, p. 154; AGUIL&Oacute; ALONZO, Maria Paz - <i>El mueble en Espa&ntilde;a, siglos XVI-XVII</i>. Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Cientificas / Ediciones Antiqvaria, 1993, pp. 353-355; AGUIL&Oacute; ALONZO, Maria Paz - &ldquo;Cordobanes y guadamaciles&rdquo;. in <i>(EL) ARTE en la piel</i>, p. 21; AGUIL&Oacute; ALONZO, Maria Paz - &ldquo;Cordobanes y guadameciles&rdquo;. Madrid: Espasa Calpe. <i>Summa Artis</i> LXV (1999), pp. 266 a 268.</p>     <p><a href="#_ftnref80" name="_ftn80" title="">[80]</a> PEREIRA, Franklin - <i>Of&iacute;cios do couro na Lisboa medieval</i>. Lisboa: Editora Pref&aacute;cio, 2009, p. 54.</p>     <p><a href="#_ftnref81" name="_ftn81" title="">[81]</a> <i>LIVRO das Posturas Antigas</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 1974, pp. 324 e 330.</p>     <p><a href="#_ftnref82" name="_ftn82" title="">[82]</a> BARROS, Maria Filomena Lopes de - <i>Tempos e espa&ccedil;os de mouros: a minoria mu&ccedil;ulmana no reino portugu&ecirc;s (s&eacute;culos XII a XV)</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2007, p. 595.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref83" name="_ftn83" title="">[83]</a> BARROS, Maria Filomena Lopes de - <i>Tempos e espa&ccedil;os de mouros, </i>p. 593.</p>     <p><a href="#_ftnref84" name="_ftn84" title="">[84]</a> BARROS, Maria Filomena Lopes de - <i>Tempos e espa&ccedil;os de mouros</i>, p. 515.</p>     <p><a href="#_ftnref85" name="_ftn85" title="">[85]</a> PEREIRA, Franklin - <i>Of&iacute;cios do couro</i>, p. 54.</p>     <p><a href="#_ftnref86" name="_ftn86" title="">[86]</a> <i>LIVRO DOS REGIMENTOS dos officiaes mec&acirc;nicos da mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa (157</i>2). Ed. e pref&aacute;cio por Virg&iacute;lio CORREIRA. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1926, p. 77.</p>     <p><a href="#_ftnref87" name="_ftn87" title="">[87]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;A arte dos pastores&rdquo;; PEREIRA, Franklin - &ldquo;O couro e o Isl&atilde;o na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica: identidade cultural, pedagogia e patrim&oacute;nio. Reflex&otilde;es em torno de uma tese de mestrado&rdquo;. <i>Ensinarte / Revista das artes em contexto educativo</i> 10 (2007), pp. 22-33; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;.</p>     <p><a href="#_ftnref88" name="_ftn88" title="">[88]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Las influencias del Califato de al-Andalus en los cueros labrados de Portugal del siglo XVI&rdquo;. in <i>Mil a&ntilde;os de trabajo del cuero. Actas del II Simposium de Historia de las T&eacute;cnicas</i>. C&oacute;rdova: Sociedad Espa&ntilde;ola de Historia de las Ci&ecirc;ncias y de las T&eacute;cnicas / Universidad de C&oacute;rdoba 2003, pp. 501-518.</p>     <p><a href="#_ftnref89" name="_ftn89" title="">[89]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Leather decoration tools&rdquo;, p. 10.</p>     <p><a href="#_ftnref90" name="_ftn90" title="">[90]</a> PINTO, Augusto Cardoso - <i>Cadeiras portuguesas</i>. Lisboa: A. C. Pinto, 1952, estampas XIV, XV e XVII.</p>     <p><a href="#_ftnref91" name="_ftn91" title="">[91]</a> PINTO, Augusto Cardoso - <i>Cadeiras portuguesas,</i> estampa XVII, figura 12.</p>     <p><a href="#_ftnref92" name="_ftn92" title="">[92]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;, p. 209.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref93" name="_ftn93" title="">[93]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;A arte dos pastores do sul peninsular&rdquo;; PEREIRA, Franklin - &ldquo;O couro e o Isl&atilde;o&rdquo;; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;.</p>     <p><a href="#_ftnref94" name="_ftn94" title="">[94]</a> PEREZ, Rosa Maria (org.) - <i>Mem&oacute;rias &aacute;rabo-isl&acirc;micas em Portugal. </i>Lisboa: Comiss&atilde;o Nacional para a Comemora&ccedil;&atilde;o dos Descobrimentos Portugueses, 1997.</p>     <p><a href="#_ftnref95" name="_ftn95" title="">[95]</a> <i>PORTUGAL ISL&Acirc;MICO</i>.</p>     <p><a href="#_ftnref96" name="_ftn96" title="">[96]</a> BARROS, Maria Filomena Lopes de - <i>A comuna mu&ccedil;ulmana de Lisboa: s&eacute;cs. </i><i>XIV e XV</i>. Lisboa: Hugin, 1998, p. 165.</p>     <p><a href="#_ftnref97" name="_ftn97" title="">[97]</a> FERRANDIS TORRES, Jos&eacute; - <i>Marfiles &aacute;rabes de Occidente, siglos X y XI</i>. Vol. I e II. Madrid: Estanislao Mestre, 1935-1940; <i>(AL-)ANDALUS</i>, pp. 191 a 204; <i>ANDALOUSIES</i>, pp. 122 e 123.</p>     <p><a href="#_ftnref98" name="_ftn98" title="">[98]</a> PAV&Oacute;N MALDONADO, Bas&iacute;lio - <i>El arte hispano-musulm&aacute;n</i>, p. 121, tabla XXI, n&ordm; 43; PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, pp. 59 e 60.</p>     <p><a href="#_ftnref99" name="_ftn99" title="">[99]</a> PEREIRA, Franklin - <i>As cadeiras em couro lavrado,</i> pp. 223, 230 e 231.</p>     <p><a href="#_ftnref100" name="_ftn100" title="">[100]</a> PEREIRA, Franklin - <i>As cadeiras em couro lavrado,</i> pp. 240 a 242.</p>     <p><a href="#_ftnref101" name="_ftn101" title="">[101]</a><i> MOBILI&Aacute;RIO Portugu&ecirc;s. Roteiro</i>. Lisboa: Museu Nacional de Arte Antiga / Instituto Portugu&ecirc;s de Museus, 2000, p. 50; PEREIRA, Franklin - &ldquo;Las influencias del Califato de al-Andalus&rdquo;, p. 513, figura 11.</p>     <p><a href="#_ftnref102" name="_ftn102" title="">[102]</a> PEREIRA, Franklin - <i>As cadeiras em couro lavrado</i>, p. 227; PEREIRA, Franklin - <i>O couro lavrado no Museu Municipal</i>, pp. 67 a 69.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref103" name="_ftn103" title="">[103]</a> PEREIRA, Franklin - &ldquo;Identidade e mem&oacute;ria&rdquo;, p. 220.</p>      ]]></body><back>
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