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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O complexo religioso e os batistérios de Mértola na Antiguidade Tardia]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro de Estudos em Arqueologia Artes e Ciências do Património Campo Arqueológico de Mértola ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The theme of the present work is part of an archaeological research that I have been developing since 1990 in Mértola's Archaeological Centre. The results are the outcome of several archaeological excavation I have carried out as co-responsible, integrated into the institution's team, and that has greatly contributed, on a continuous basis, to the knowledge of the material culture and historical topography of the city of Myrtilis city and its territory in Late Antiquity]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>O complexo religioso e os batist&eacute;rios de M&eacute;rtola na Antiguidade Tardia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The religious complex and the baptisteries of Mertola in Late Antiquity</b></font></p>     <p><b>Virg&iacute;lio Lopes<sup>*</sup><a href="#_ftn0" name="_ftnref0" title=""><sup>&plusmn;</sup></a></b></p>     <p><sup>*</sup> Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola / Centro de Estudos em Arqueologia Artes e Ci&ecirc;ncias do Patrim&oacute;nio, 7750-353, M&eacute;rtola, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:virgilioamlopes@sapo.pt">virgilioamlopes@sapo.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente trabalho inscreve-se numa linha de investiga&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica que tenho vindo a desenvolver, desde 1990, no Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola. Os resultados s&atilde;o fruto de diversas campanhas de escava&ccedil;&atilde;o que tenho levado a cabo como correspons&aacute;vel, integrado na equipa da institui&ccedil;&atilde;o e que, de uma forma ininterrupta, em muito t&ecirc;m contribu&iacute;do para o conhecimento da cultura material e da topografia hist&oacute;rica da cidade de <i>Myrtilis </i>e do seu territ&oacute;rio na Antiguidade Tardia.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Batist&eacute;rios, Complexo religioso, Antiguidade Tardia, M&eacute;rtola.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The theme of the present work is part of an archaeological research that I have been developing since 1990 in M&eacute;rtola&rsquo;s Archaeological Centre. The results are the outcome of several archaeological excavation I have carried out as co-responsible, integrated into the institution&rsquo;s team, and that has greatly contributed, on a continuous basis, to the knowledge of the material culture and historical topography of the city of <i>Myrtilis</i> city and its territory in Late Antiquity.</p>     <p><b>Keywords:</b> Baptisteries, Religious complex, Late Antiquity, Mertola.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A hist&oacute;ria do burgo de M&eacute;rtola foi, desde sempre, fortemente condicionada por dois factores que moldaram a sua ocupa&ccedil;&atilde;o e a sua import&acirc;ncia ao longo do tempo. Em primeiro lugar, a sua localiza&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica: implantado no topo de uma eleva&ccedil;&atilde;o ladeada pelo rio Guadiana, a nascente, e pela ribeira de Oeiras, a poente, possu&iacute;a excelentes condi&ccedil;&otilde;es naturais de defesa. Em segundo, o ser ponto extremo da navegabilidade do rio Guadiana: a montante da vila, o acidente geol&oacute;gico do Pulo do Lobo, com um desn&iacute;vel de catorze metros, impede a progress&atilde;o de embarca&ccedil;&otilde;es para norte, pelo que M&eacute;rtola adquire import&acirc;ncia fundamental como &uacute;ltimo porto de acostagem. Esses factores tornaram-na num importante entreposto mercantil, em permanente contacto com um vasto territ&oacute;rio interno e com o Mar Mediterr&acirc;neo. Pelo porto da cidade escoavam-se, por exemplo, o ouro, a prata e o cobre extra&iacute;dos das entranhas da faixa piritosa ib&eacute;rica e os produtos da agricultura das f&eacute;rteis terras de Beja, e aflu&iacute;am as gentes de mil paragens e os mais diversos produtos e artefactos.</p>     <p>Estas caracter&iacute;sticas dar&atilde;o a M&eacute;rtola um importante papel nos processos hist&oacute;ricos subsequentes, pois as estradas e o rio n&atilde;o transportam somente mercadorias, mas tamb&eacute;m e, principalmente, as ideias e as culturas daqueles que as percorrem, influenciando as popula&ccedil;&otilde;es dos locais que visitam. Quanto maior &eacute; o n&uacute;mero de visitantes estrangeiros, quanto mais &eacute; facilitado o contacto com eles, maior e mais marcante ser&aacute; a adop&ccedil;&atilde;o de outras refer&ecirc;ncias culturais, num sentido largo, e menos conservadora a sua evolu&ccedil;&atilde;o. M&eacute;rtola, terra de com&eacute;rcio, &eacute;, sem d&uacute;vida, um local onde essa miscigena&ccedil;&atilde;o deixou marcas relevantes (<a href="#f1">Fig. 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas que decorrem na &aacute;rea do <i>forum</i>/alc&aacute;&ccedil;ova h&aacute; mais de trinta anos t&ecirc;m incidido, sobretudo, nos n&iacute;veis medievais e modernos, ou seja, numa necr&oacute;pole que foi usada ap&oacute;s a reconquista crist&atilde; at&eacute; ao s&eacute;culo XVII d.C. e, num plano inferior, um bairro do per&iacute;odo isl&acirc;mico. Apenas nas &aacute;reas onde este &uacute;ltimo registo arqueol&oacute;gico se encontra bastante destru&iacute;do foi poss&iacute;vel aprofundar a escava&ccedil;&atilde;o, atingindo-se desta forma, os n&iacute;veis mais antigos, nomeadamente o que se refere ao per&iacute;odo paleocrist&atilde;o onde, no in&iacute;cio de 2000, se exumaram restos dum grande pavimento de mosaicos.</p>     <p>Este excepcional conjunto musivo, sem paralelo em territ&oacute;rio nacional, vem reafirmar a import&acirc;ncia de M&eacute;rtola nos finais do Imp&eacute;rio Romano e na Antiguidade Tardia e a perman&ecirc;ncia dos contactos que esta urbe mantinha com o Mediterr&acirc;neo. Este per&iacute;odo hist&oacute;rico, ainda mal conhecido, tendo em conta os poucos locais identificados e as escassas escava&ccedil;&otilde;es a ele referentes, tem em M&eacute;rtola um importante conjunto de vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos, entre os quais se destacam, o complexo religioso com os seus dois Baptist&eacute;rios, as Bas&iacute;licas do Rossio do Carmo e do Cineteatro Marques Duque, o Mausol&eacute;u e a Torre do Rio. Estas descobertas contribuem significativamente para um melhor conhecimento de M&eacute;rtola neste per&iacute;odo, real&ccedil;ando a riqueza desta cidade portu&aacute;ria, capaz de proceder a grandes programas de obras e de desenvolver, nalgumas delas, apurados trabalhos, com acabamentos de refinada qualidade art&iacute;stica<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A cidade de<i> Myrtilis</i></b></p>     <p>O urbanismo de <i>Myrtilis</i> foi fortemente condicionado pela situa&ccedil;&atilde;o topogr&aacute;fica pr&eacute;-existente. A vertente virada ao rio Guadiana implicou que, do lado nascente e sul, se criasse uma estrutura de conten&ccedil;&atilde;o das constru&ccedil;&otilde;es urbanas. Inevitavelmente, a topografia original levou &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de fortes muros para suster e criar plataformas habit&aacute;veis que, simultaneamente, constitu&iacute;am o sistema defensivo da cidade. A muralha atual tem um per&iacute;metro de cerca de 1.291 m e abarca uma &aacute;rea de cerca de 50.000 m<sup>2</sup>, ou seja, aproximadamente 5 hectares. Neste recinto s&atilde;o identific&aacute;veis quatro acessos que devem corresponder &agrave;s portas existentes desde os tempos romanos<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a>.</p>     <p>Na Antiguidade Tardia, <i>Myrtilis</i> manteve a sua import&acirc;ncia econ&oacute;mica e voca&ccedil;&atilde;o mercantil. Os dados arqueol&oacute;gicos revelam que a atividade do porto de M&eacute;rtola n&atilde;o decaiu, facto atestado pelas diversas importa&ccedil;&otilde;es de cer&acirc;micas do Mediterr&acirc;neo oriental. A cidade funcionava como uma placa girat&oacute;ria das riquezas comerciais e minerais, que atravessavam o territ&oacute;rio em carro&ccedil;as ou no dorso de animais e, j&aacute; embarcadas, desciam at&eacute; ao mar e da&iacute; aos portos mediterr&acirc;neos. No sentido inverso chegavam mercadorias ex&oacute;ticas, m&uacute;ltiplos artigos provenientes de outras paragens, bem como outras gentes, com as suas linguagens, cultos e culturas. Este constante vaiv&eacute;m trouxe os primeiros evangelizadores e a nova mensagem come&ccedil;ou a florescer entre os patr&iacute;cios e plebeus da <i>Myrtilis</i> romana, numa &eacute;poca em que o culto se oficializava e as v&aacute;rias comunidades religiosas podiam conviver simultaneamente.</p>     <p>As refer&ecirc;ncias documentais da cidade e do seu sistema de defesa s&atilde;o escassas e resumem-se &agrave; Cr&oacute;nica de Id&aacute;cio que refere que &ldquo;Censorius comes, qui Legatus missus fuerat ad Sueuos, rediens Martyli, obsessus a Rechila in pace se tradidit&rdquo;<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>. O texto permite deduzir a exist&ecirc;ncia de uma fortifica&ccedil;&atilde;o importante em M&eacute;rtola, em 440 que, ao ser escolhida por <i>Censorius</i> como ref&uacute;gio, demonstra a capacidade para resistir, durante algum tempo, ao cerco de Requila. A presen&ccedil;a sueva, referida por esta fonte, deve ter sido ef&eacute;mera, n&atilde;o tendo ficado qualquer vest&iacute;gio arqueol&oacute;gico que o demonstre nem registo epigr&aacute;fico que o ateste.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O complexo religioso</b></p>     <p>As estruturas relacionadas com o complexo religioso ocupam uma &aacute;rea superior a 1500 m<sup>2</sup>.. A plataforma, onde est&aacute; implantado o complexo religioso e o corredor porticado, &eacute; suportada por uma constru&ccedil;&atilde;o subterr&acirc;nea designada por criptop&oacute;rtico-cisterna. A descoberta desta constru&ccedil;&atilde;o foi feita no in&iacute;cio do s&eacute;culo XVI, por Duarte de Armas que anota no seu &ldquo;Livro das Fortalezas&rdquo; o seguinte: &ldquo;aqui esta hu&atilde; abobada atopida muyto boa&rdquo;<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a>. Os trabalhos de escava&ccedil;&atilde;o levados a cabo pelo Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola (CAM), em finais dos anos setenta do s&eacute;culo XX, no interior desta estrutura, que &ldquo;foi minuciosamente desentulhada durante cinco anos&rdquo;<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a>, revelaram uma galeria com um papel essencialmente estrutural, de conten&ccedil;&atilde;o e suporte da plataforma de implanta&ccedil;&atilde;o do forum. Assim, no seu lado norte, para suportar maiores press&otilde;es numa amplitude mais vasta, o desn&iacute;vel era compensado por um criptop&oacute;rtico de 32 metros de comprimento, com largura e alturas m&eacute;dias de, respetivamente, 2,70 e 5,80 metros<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">[6]</a>. Equaciono, contudo, que esta galeria teve, no in&iacute;cio, v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es: serviu como elemento estruturante de apoio e sustenta&ccedil;&atilde;o do complexo religioso, integrou o sistema defensivo da cidade e funcionou como local de armazenamento de mercadorias, dadas as temperaturas amenas do interior da galeria durante os meses de Ver&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos &uacute;ltimos trinta anos, as escava&ccedil;&otilde;es da Acr&oacute;pole puseram a descoberto um conjunto de constru&ccedil;&otilde;es do complexo religioso. Este &eacute; constitu&iacute;do pela sala central, um compartimento anexo, situado a norte, uma passagem em cotovelo e um espa&ccedil;o que ladeia a abside; a sul e a norte &eacute; delimitado por um compartimento de planta basilical e uma galeria porticada. Este complexo batismal implantou-se na parte noroeste da plataforma artificial onde se teria possivelmente localizado o <i>forum</i> da cidade de <i>Myrtilis </i>(<a href="#f2">Fig. 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este grande edif&iacute;cio, que ocupa uma &aacute;rea de 393 m<sup>2</sup>, de planta retangular, continha no seu interior um batist&eacute;rio octogonal implantado no centro de um tanque ou piscina rodeado por um deambulat&oacute;rio. Partindo do espa&ccedil;o central abre-se a leste uma abside de planta em arco ultrapassado onde marcas no solo indicam a poss&iacute;vel localiza&ccedil;&atilde;o de uma mesa de altar. O pavimento da galeria porticada e o deambulat&oacute;rio estavam cobertos por um belo tapete de mosaicos, do qual se conservam alguns fragmentos. A piscina batismal, com um ressalto em degrau que serviria de assento, &eacute; sustentada pelo exterior por oito pequenos absid&iacute;olos. A &aacute;gua trazida da encosta do castelo penetrava na piscina por uma canaliza&ccedil;&atilde;o de chumbo e jorrava no alto de um pequeno pin&aacute;culo cravado no centro. Alguns lan&ccedil;os de degraus permitiam o acesso ao tanque e &agrave; pia batismal completamente revestidos com placas de m&aacute;rmore e envolvidos por uma cancela.</p>     <p>Este batist&eacute;rio tem algumas semelhan&ccedil;as t&eacute;cnicas e formais com exemplares da Fran&ccedil;a mediterr&acirc;nica, do Norte da It&aacute;lia e de Cartago na Tun&iacute;sia &ndash; todos datados entre os s&eacute;culos IV e VII d.C. Contudo, &eacute; no batist&eacute;rio de Ljubljana (Emona, Eslov&eacute;nia) que s&atilde;o mais not&oacute;rias as semelhan&ccedil;as construtivas, tendo os autores que estudaram este conjunto batismal e o p&oacute;rtico anexo, situado a sua cronologia por volta do s&eacute;culo V d.C. Na costa italiana da Lig&uacute;ria um complexo batismal, tamb&eacute;m com elementos semelhantes ao de M&eacute;rtola, &eacute; atribu&iacute;vel a meados do mesmo s&eacute;culo<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title="">[7]</a>.</p>     <p>Associado ao espa&ccedil;o batismal existe um significativo conjunto musivo, de que fazem parte v&aacute;rias representa&ccedil;&otilde;es mitol&oacute;gicas entre as quais, &eacute; de real&ccedil;ar no deambulat&oacute;rio do batist&eacute;rio, um Belerofonte cavalgando o P&eacute;gaso para matar a Quimera e, no longo corredor porticado, dois le&otilde;es afrontados (<a href="#f3">Fig. 3</a>) e v&aacute;rias cenas de ca&ccedil;a com um cavaleiro empunhando um falc&atilde;o. Procurando os paralelos para estas representa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o podemos deixar de referir uma pequena capela perto de Hergla, na Tun&iacute;sia, onde foi descoberto um mosaico em que tamb&eacute;m s&atilde;o representados dois le&otilde;es afrontados e uma cena de ca&ccedil;a com falcoaria, conjunto datado do s&eacute;culo VI d. C.<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title="">[8]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o &eacute; de excluir que tenha sido a mesma equipa de mosa&iacute;stas, oriundos certamente do Mediterr&acirc;neo oriental, a executar todo este trabalho. Se a falta de paralelos bem datados inviabiliza uma cronologia segura, leituras estratigr&aacute;ficas e tra&ccedil;os estil&iacute;sticos permitem atribuir esta obra &agrave; primeira metade do s&eacute;culo VI d.C. Nessa &eacute;poca, a cidade de <i>Myrtilis</i> e os seus comerciantes, est&atilde;o em contacto com todos os portos do Mediterr&acirc;neo nomeadamente com o Pr&oacute;ximo Oriente de onde s&atilde;o origin&aacute;rios v&aacute;rios personagens sepultados na Bas&iacute;lica Paleocrist&atilde; do Rossio do Carmo.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o lit&uacute;rgico em torno deste batist&eacute;rio assemelha-se &agrave; dos exemplares conhecidos, ou seja, o sacramento da inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; come&ccedil;a com o despojar das vestes, desenvolvendo-se em seguida os ritos pr&eacute;-batismais: os catec&uacute;menos iriam em cortejo pelo p&oacute;rtico entrando no batist&eacute;rio pela porta oeste, donde desceriam pelas escadas ocidentais at&eacute; ao interior da fonte batismal, para subir, j&aacute; batizados, pelo lado oriental e serem recebidos pelo bispo, possivelmente na zona da abside. A prociss&atilde;o dos catec&uacute;menos culminava com a Eucaristia, onde se procedia &agrave; Primeira Comunh&atilde;o<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title="">[9]</a>.</p>     <p>Durante a cerim&oacute;nia batismal, o compartimento existente a norte do batist&eacute;rio poderia servir de sala de espera ou vesti&aacute;rio, onde os diversos grupos &ndash; crian&ccedil;as, homens e mulheres &ndash; aguardavam a sua vez para aceder ao batist&eacute;rio, sentados, possivelmente, em bancos de madeira<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title="">[10]</a>. Tendo em conta que o batismo &eacute; um ritual anual, este conjunto arquitet&oacute;nico do batist&eacute;rio poderia ser utilizado, na restante parte do ano, como catec&uacute;meno, para preparar os aspirantes a crist&atilde;os em determinados per&iacute;odos, podendo at&eacute; ter outras fun&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o se prendessem com o sacramento batismal (<a href="#f4">Figs. 4</a> e <a href="#f5">5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A sul deste conjunto situa-se uma poss&iacute;vel bas&iacute;lica civil, ligada ao funcionamento do <i>forum</i> romano, posteriormente integrado no complexo religioso, a prov&aacute;-lo est&atilde;o os restos de mosaicos que naquele local existiram e que apresentavam motivos id&ecirc;nticos aos restantes encontrados no complexo baptismal. Este espa&ccedil;o foi escavado por uma equipa do CAM no mesmo local onde, em finais do s&eacute;culo XIX, Est&aacute;cio da Veiga teria procedido a uma interven&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica e retirado um fragmento de mosaico designado por mosaico da tartaruga<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title="">[11]</a>. Trata-se de uma constru&ccedil;&atilde;o de planta retangular, com uma abside semicircular orientada a oeste. N&atilde;o se sabe se esta abside teria uma outra sim&eacute;trica no lado este, pois os dados arqueol&oacute;gicos para suster esta hip&oacute;tese s&atilde;o inexistentes.</p>     <p>A escava&ccedil;&atilde;o da plataforma do antigo <i>forum,</i> e tamb&eacute;m a desmontagem de estruturas posteriores, sobretudo pertencentes ao bairro isl&acirc;mico, onde, por sua vez, se implantaram os enterramentos medievais e modernos, tem proporcionado a descoberta de um interessante conjunto de edifica&ccedil;&otilde;es onde sobressaem a sua decora&ccedil;&atilde;o musiva e os elementos de uma arquitectura decorativa. Ali&aacute;s, o desmonte e a an&aacute;lise minuciosa de um bloco de <i>opus caementicium</i> que pertenceu, certamente, ao enchimento de uma ab&oacute;bada que cobria a abside do batist&eacute;rio, permitiu encontrar um pequeno fragmento de cer&acirc;mica <i>sigillata foceana</i> tardia, cuja cronologia vai de meados do s&eacute;culo V a meados do s&eacute;culo VI d.C. Suponho, portanto, que a data de constru&ccedil;&atilde;o, ou as &uacute;ltimas obras realizadas nesta importante edifica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o deve afastar-se muito deste leque cronol&oacute;gico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro elemento proveniente das campanhas arqueol&oacute;gicas de 1981, e que refor&ccedil;a a convic&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a crist&atilde; neste edif&iacute;cio, &eacute; o fragmento de uma cruz p&aacute;tea inscrita em c&iacute;rculo<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title="">[12]</a>. Esta pe&ccedil;a de m&aacute;rmore cinzento &eacute; formada por um quarto de c&iacute;rculo e apenas um bra&ccedil;o que permite, no entanto, reconstituir o conjunto: uma coroa de louros simplificada, em moldura de entalhes helicoidais, que envolve uma cruz de bra&ccedil;os iguais aberta em gelosia. Um pequeno espig&atilde;o serviria para a fixar numa empena ou janela. Nessa mesma &aacute;rea foi recolhido o fragmento de uma poss&iacute;vel mesa de altar, em m&aacute;rmore branco de gr&atilde;o fino, com o comprimento m&aacute;ximo de 30 cm, largura m&aacute;xima 29 cm, espessura m&aacute;xima 8 cm, reutilizada nas paredes da casa isl&acirc;mica implantada na zona do batist&eacute;rio. A placa retangular era envolvida por uma moldura em forma de meia cana, separada no &acirc;ngulo por uma palmeta. Pelo tipo de material, e pelo local do aparecimento, penso ser prov&aacute;vel a sua perten&ccedil;a ao mobili&aacute;rio lit&uacute;rgico<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title="">[13]</a>.</p>     <p>Um fragmento de p&eacute; de altar de m&aacute;rmore branco de gr&atilde;o fino que est&aacute; trabalhado nas suas quatro faces com o que parece ser a base de cruzes p&aacute;teas, com quatro ou cinco bases que Palol situa no s&eacute;culo VI em que denominou como altares paleocrist&atilde;os. Sendo uma forma comum em todo o Mediterr&acirc;neo &ndash; mesa de suportes m&uacute;ltiplos, possui paralelos em M&eacute;rida<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title="">[14]</a>.</p>     <p>Ou o fragmento de pia de m&aacute;rmore branco. Trata-se de parte de uma pe&ccedil;a de forma semiesf&eacute;rica com pega lateral. O bordo &eacute; plano e apresenta uma decora&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;da por um encordoado entre dois filetes. A superf&iacute;cie interior e exterior apresenta-se polida. Pode tratar-se de uma pia ou almofariz. Pe&ccedil;as semelhantes foram encontradas em M&eacute;rida<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title="">[15]</a> e em C&oacute;rdoba<a href="#_ftn16" name="_ftnref16" title="">[16]</a>. Estes autores consideram este tipo de pe&ccedil;as como tendo servido de almofariz ou moinho, contudo nada invalida que tenha sido reutilizadas posteriormente para outros fins.</p>     <p>Destaca-se ainda uma placa retangular de m&aacute;rmore, possivelmente aparecida neste local e pertencente ao acervo do Museu Nacional de Arqueologia, com cronologia atribu&iacute;da ao s&eacute;culo VI d.C. e que se encontra trabalhada em tr&ecirc;s das suas faces. O motivo central, insculpido na face maior, &eacute; o tema da &Aacute;rvore da Vida, &ldquo;descrevendo c&iacute;rculos e, entre estes, um touro e um le&atilde;o, sendo os espa&ccedil;os livres ocupados por outros pequenos animais, como a pomba e o coelho ou lebre&rdquo;<a href="#_ftn17" name="_ftnref17" title="">[17]</a>. Nas faces laterais, de um <i>cantarus </i>sai uma gavinha de videira coberta de parras e cachos de uvas<a href="#_ftn18" name="_ftnref18" title="">[18]</a>.</p>     <p><i>&nbsp;</i></p>     <p><b>Batist&eacute;rio II</b></p>     <p>Nos meses de junho e julho de 2013 a equipa do CAM iniciou uma escava&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica na encosta do Castelo de M&eacute;rtola, com o objetivo de compreender a sequ&ecirc;ncia ocupacional daquela &aacute;rea. O edif&iacute;cio, onde se insere esta estrutura octogonal, encontra-se em fase de escava&ccedil;&atilde;o, no entanto, os elementos existentes permitem-nos estimar a sua &aacute;rea de implanta&ccedil;&atilde;o em 262 m<sup>2</sup>. O limite Este foi parcialmente destru&iacute;do, contudo, a limpeza das &aacute;reas anteriormente intervencionadas, p&ocirc;s a descoberto v&aacute;rios compartimentos paralelos. O espa&ccedil;o central &eacute; mais comprido que o anterior, n&atilde;o tendo a escava&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica revelado a sua largura. Contudo, a centralidade deste compartimento e o aparecimento de duas bases de coluna e um fragmento de cancela, sugerem poder tratar-se do local de implanta&ccedil;&atilde;o do altar. Na parte sul e paralela &agrave; parede localiza-se um conjunto de bases de colunas com as colunas tombadas.</p>     <p>Paralelo ao muro delimitador do edif&iacute;cio, a sul, foram postas a descoberto tr&ecirc;s bases de colunas de m&aacute;rmore, localizadas <i>in situ</i>, e que permitem definir um intercol&uacute;nio com um espa&ccedil;amento de 2,70 m. No lado oposto, no sentido perpendicular, existe um conjunto de tr&ecirc;s estruturas de alvenaria alinhadas com o intercol&uacute;nio mantendo uma cad&ecirc;ncia semelhante que seria o local de coloca&ccedil;&atilde;o de bases de colunas. A escava&ccedil;&atilde;o revelou, junto &agrave;s bases, restos de fustes de coluna em m&aacute;rmore, partidos mas reconstitu&iacute;veis, com uma m&eacute;tricas em torno dos 2,35 m e 2,30 m<a href="#_ftn19" name="_ftnref19" title="">[19]</a>.</p>     <p>Grande parte do pavimento posto a descoberto preservava <i>in situ</i> o empedrado feito com lajes de calc&aacute;rio retangular<a href="#_ftn20" name="_ftnref20" title="">[20]</a>, e duas lajes de m&aacute;rmore que cont&ecirc;m letras gravadas. A disposi&ccedil;&atilde;o deste pavimento fez-se de forma regular na maior parte conservada. No entanto, no lado sul e sudoeste do oct&oacute;gono, as lajes est&atilde;o dispostas de forma ligeiramente enviusada, havendo tr&ecirc;s fiadas que apresentam placas com contornos irregulares mas perfeitamente integradas na pavimenta&ccedil;&atilde;o. Na parte norte e este do edif&iacute;cio verifica-se a aus&ecirc;ncia de pavimenta&ccedil;&atilde;o pois algumas destas lajes encontravam-se integradas nos muros das casas isl&acirc;micas situadas nas imedia&ccedil;&otilde;es (<a href="#f5">Figs. 5</a> e <a href="#f6">6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f6"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O lugar central &eacute; ocupado por uma piscina que tem uma largura exterior m&aacute;xima de 4,80 m, a profundidade m&aacute;xima &eacute; de 1,52 m, sendo de 1,16 m de profundidade at&eacute; ao orif&iacute;cio do desaguo. Interiormente, estrutura-se em degraus com distinta altura, sendo o fundo constitu&iacute;do por duas placas de m&aacute;rmore que formam um oct&oacute;gono irregular (<a href="#f7">Fig. 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f7"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A quantidade de fragmentos de frescos, recolhidos nos estratos de derrubes, leva a equacionar um programa pict&oacute;rico em que na composi&ccedil;&atilde;o se destacam figuras humanas, motivos geom&eacute;tricos e florais, e eventuais s&iacute;mbolos. Apesar de estar longe de entender a totalidade do programa pict&oacute;rico, podem ser avan&ccedil;adas algumas considera&ccedil;&otilde;es: a primeira que nos parece evidente tratar-se da pigmenta&ccedil;&atilde;o em tom de azul que, certamente, representa o c&eacute;u e que teria um lugar central. Seguem-se as representa&ccedil;&otilde;es humanas, das quais apenas chegaram at&eacute; n&oacute;s tr&ecirc;s rostos percept&iacute;veis, e um desenho de uma face sumariamente delineada, da qual s&oacute; se conservam o desenho dos olhos e do nariz (<a href="#f8">Fig. 8</a>). Apesar de n&atilde;o se conhecer o programa decorativo, os restos identific&aacute;veis parecem assemelhar-se aos programas pict&oacute;ricos das pinturas das catacumbas de Roma<a href="#_ftn21" name="_ftnref21" title="">[21]</a>, ou com os frescos do Batist&eacute;rio de Barcelona. Estes &uacute;ltimos foram encontrados nas proximidades da piscina do batist&eacute;rio, conservados atualmente no Museu de Hist&oacute;ria de Barcelona, datados arqueologicamente da segunda metade do s&eacute;culo VI d.C.<a href="#_ftn22" name="_ftnref22" title="">[22]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f8"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram ainda identificados fragmentos de cancela junto ao batist&eacute;rio e na abside central, na poss&iacute;vel zona do altar, e no pequeno tanque situado a norte do batist&eacute;rio. Apesar deste tipo de decora&ccedil;&atilde;o ser frequente em placas maci&ccedil;as (M&eacute;rtola, Beja, M&eacute;rida) s&atilde;o mais raros os casos de placas vazadas. Os paralelos que apresento de seguida aproximam-se das pe&ccedil;as de M&eacute;rtola, no entanto possuem elementos diferentes como referirei.</p>     <p>As pe&ccedil;as de M&eacute;rtola possuem semelhan&ccedil;as formais com as cancelas de &ldquo;Tipo V&rdquo; de Algezares (Murcia), que s&atilde;o decoradas com o motivo dos c&iacute;rculos secantes que originam quadrif&oacute;lios que, superiormente, originam pequenos arcos junto ao remate decorado. No entanto estas cancelas apenas se apresentam trabalhadas numa das suas faces e est&atilde;o datadas do s&eacute;culo VI-VII d.C.<a href="#_ftn23" name="_ftnref23" title="">[23]</a>.</p>     <p>Ao &acirc;mbito batismal s&atilde;o conhecidos restos de cancelas no Tolmo de Minateda (Alicante). As cancelas conservadas situam-se entre os pilares de separa&ccedil;&atilde;o das naves. No entanto, a escassa qualidade da pedra em que foram lavradas impediu reconhecer os motivos ornamentais, exce&ccedil;&atilde;o para o al&ccedil;ado meridional sudeste, onde se conserva uma decora&ccedil;&atilde;o composta por c&iacute;rculos secantes, que originam rosetas quadrip&eacute;talas, em cujos centros se inscrevem losangos de lados curvos ou cruzes lanceoladas curvil&iacute;neas, rematadas a modo de folhas de hera<a href="#_ftn24" name="_ftnref24" title="">[24]</a>.</p>     <p>A composi&ccedil;&atilde;o de c&iacute;rculos secantes, que originam rosetas quadrip&eacute;talas, tem um duplo efeito &oacute;tico, que teve origem em modelos de largu&iacute;ssima tradi&ccedil;&atilde;o no mundo romano, sendo considerada como a mais difundida no repert&oacute;rio ornamental visigodo por M. C. Villal&oacute;n<a href="#_ftn25" name="_ftnref25" title="">[25]</a>. Esta composi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se verifica num fragmento oriundo de Valeria, que apresenta os quadrif&oacute;lios decorados internamente<a href="#_ftn26" name="_ftnref26" title="">[26]</a>. As dimens&otilde;es da piscina s&oacute; t&ecirc;m paralelo no batist&eacute;rio de Marselha e ultrapassam claramente os exemplos de Ljubljana ou Barcelona, para referir os que mais se assemelham ao caso de M&eacute;rtola, sendo de salientar que o batist&eacute;rio de Barcelona tamb&eacute;m estava decorado com frescos. Em termos de ato batismal existem duas possibilidades documentadas em M&eacute;rtola. A este respeito C. Godoy Fern&aacute;ndez refere:</p>     <blockquote>       <p>&ldquo;Desde &eacute;pocas paleocrist&atilde;s, a tradi&ccedil;&atilde;o antiqu&iacute;ssima das primeiras comunidades tinha mostrado sempre uma predile&ccedil;&atilde;o pela imers&atilde;o completa dos catec&uacute;menos que, naquele tempo, se realizava em fontes de &aacute;gua viva, imitando o baptismo de Jesus no Jord&atilde;o. Mas tamb&eacute;m em &eacute;pocas mais recentes se autorizou o rito de aspers&atilde;o em caso de n&atilde;o se dispor de melhores condi&ccedil;&otilde;es&rdquo;<a href="#_ftn27" name="_ftnref27" title="">[27]</a>.</p> </blockquote>     <p>E existem tamb&eacute;m casos, segundo esta autora, em que o ritual poderia ser misto.    <br>   O facto de existirem dois batist&eacute;rios no complexo religioso de M&eacute;rtola, situados a cerca de 25 metros de dist&acirc;ncia, leva-me a procurar locais em que tal situa&ccedil;&atilde;o ocorra e inevitavelmente &eacute; nos conjuntos episcopais existentes na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. Os conjuntos episcopais deste territ&oacute;rio s&atilde;o conhecidos atrav&eacute;s das fontes documentais, como &eacute; o caso de <i>Emerita</i>, e atrav&eacute;s das interven&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas, como s&atilde;o os casos de Valentia a par de <i>Barcino</i>, <i>Tarraco</i>, <i>Egitania</i> e C&oacute;rdoba, no entanto, &eacute; o de <i>Egara</i> (Terrassa) um dos locais que melhor se conhece arqueologicamente. Terrassa foi uma antiga cidade romana <i>Municipium Flavium Egara</i>, elevada a sede episcopal do s&eacute;culo V ao s&eacute;culo VIII. A implanta&ccedil;&atilde;o topogr&aacute;fica do complexo arquitet&oacute;nico, e as escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas, vieram confirmar a exist&ecirc;ncia de um grupo episcopal de grandes dimens&otilde;es, no entanto n&atilde;o se pode ainda, com exatid&atilde;o, relacion&aacute;-lo com qualquer envolvente urbana. O grupo episcopal teve fases antigas, datadas da segunda metade do s&eacute;culo IV e da primeira metade do s&eacute;culo V, a que correspondem uma igreja de planta retangular, &agrave; qual &eacute; acrescentado um batist&eacute;rio localizado atr&aacute;s da abside. Coincidente com a designa&ccedil;&atilde;o de sede episcopal, esta igreja aumenta os seus volumes, passando a ter uma planta basilical de tr&ecirc;s naves e de cabeceira tripartida, com um novo batist&eacute;rio que substitui o anterior, constru&iacute;do aos p&eacute;s da nave central<a href="#_ftn28" name="_ftnref28" title="">[28]</a>.</p>     <p>Os primeiros restos arqueol&oacute;gicos, vinculados &agrave; sede episcopal egarense, encontram-se localizados debaixo da atual igreja de Santa Maria e, no seu exterior, com vest&iacute;gios de uma bas&iacute;lica de cabeceira retangular e com pavimentos de mosaicos e o <i>baptisterium</i>, um edif&iacute;cio de planta octogonal dotado de uma piscina baptismal<a href="#_ftn29" name="_ftnref29" title="">[29]</a>. Este conjunto episcopal possui dois batist&eacute;rios com piscinas de forma octogonal, que se sucederam no tempo e no espa&ccedil;o interior do complexo episcopal<a href="#_ftn30" name="_ftnref30" title="">[30]</a>.</p>     <p>Tamb&eacute;m em Idanha-a-Velha &eacute; conhecida a exist&ecirc;ncia de dois batist&eacute;rios que, muito provavelmente, funcionaram em per&iacute;odos distintos e seriam o testemunho da remodela&ccedil;&atilde;o e monumentaliza&ccedil;&atilde;o do grupo episcopal<a href="#_ftn31" name="_ftnref31" title="">[31]</a>. Segundo J. Alarc&atilde;o &ldquo;foram escavados, na <i>Egitania</i>, dois baptiste&#769;rios, um dos quais atribui&#769;do ao se&#769;culo IV ou V, e o outro, ao VI&rdquo;<a href="#_ftn32" name="_ftnref32" title="">[32]</a>. Nesta localidade as escava&ccedil;&otilde;es, realizadas nos anos 50 do s&eacute;culo XX, puseram a descoberto no exterior sul da S&eacute;, encostada &agrave; parede da nave central, o batist&eacute;rio dotado de uma piscina de tipo cruciforme<a href="#_ftn33" name="_ftnref33" title="">[33]</a>, datado do s&eacute;culo VI<a href="#_ftn34" name="_ftnref34" title="">[34]</a>. Possivelmente o local tinha tido, em data incerta do s&eacute;culo VI, aquando da eleva&ccedil;&atilde;o da cidade a sede episcopal<a href="#_ftn35" name="_ftnref35" title="">[35]</a>, um outro edif&iacute;cio religioso. Deste edif&iacute;cio restam parcos elementos construtivos no topo norte. No entanto, as escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas realizadas nos primeiros anos do s&eacute;culo XX, puseram a descoberto um batist&eacute;rio com uma piscina retangular. Verifica-se que em ambas as piscinas batismais existem escadas laterais, constitu&iacute;das por tr&ecirc;s degraus<a href="#_ftn36" name="_ftnref36" title="">[36]</a>, sendo o fundo revestido com placas de m&aacute;rmore. Entre a igreja e a muralha desenvolvem-se as ru&iacute;nas de constru&ccedil;&otilde;es, que t&ecirc;m sido interpretadas como pertencentes a um pa&ccedil;o episcopal, constru&iacute;do em &eacute;poca visig&oacute;tica<a href="#_ftn37" name="_ftnref37" title="">[37]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em ambientes urbanos destaca-se o caso de Barcelona, em que s&atilde;o conhecidos dois batist&eacute;rios que coexistem temporalmente. O primeiro que foi descoberto, no casco antigo, &eacute; constitu&iacute;do por uma piscina octogonal, do s&eacute;culo IV, do conjunto episcopal, onde uma primitiva piscina do batist&eacute;rio &eacute; substitu&iacute;da por outra de planta octogonal, e que se traduz numa nova pavimenta&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio batismal. As reformas, levadas a cabo no batist&eacute;rio e na aula episcopal, consistiram numa nova ornamenta&ccedil;&atilde;o pict&oacute;rica do edif&iacute;cio<a href="#_ftn38" name="_ftnref38" title="">[38]</a>.</p>     <p>Trabalhos arqueol&oacute;gicos realizados em 2012, na bas&iacute;lica Sants M&agrave;rtirs Just i Pastor, puseram a descoberto uma piscina batismal datada do s&eacute;culo VI. Esta estrutura est&aacute; implantada dentro do antigo recinto amuralhado de <i>Barcino</i> e a presen&ccedil;a da piscina na igreja permitiu conhecer a exist&ecirc;ncia de dois grupos episcopais na cidade e, consequentemente, de dois bispos que conviveram durante os s&eacute;culos V e VI: um de culto cat&oacute;lico, com sede nesta bas&iacute;lica, e o outro de culto ariano, instalado na atual catedral. Esta dualidade de culto manteve-se at&eacute; ao ano de 589, data final do arianismo. Segundo J&uacute;lia Beltr&aacute;n, estes achados convertem Barcelona na &uacute;nica cidade mediterr&acirc;nea, a par de Ravena, onde conviveram dois n&uacute;cleos episcopais<a href="#_ftn39" name="_ftnref39" title="">[39]</a>.</p>     <p>Em Son Peret&oacute; (Maiorca) o espa&ccedil;o dedicado ao batismo &eacute; um dos pontos mais pol&eacute;micos dos &uacute;ltimos anos, pelo problema suscitado devido ao facto de existirem duas piscinas no mesmo recinto, o que levou a v&aacute;rias opini&otilde;es: P. Palol, que desenvolveu trabalhos arqueol&oacute;gicos no local, sustenta a opini&atilde;o de que as duas piscinas correspondiam a duas fases distintas da igreja, no entanto defendeu, ultimamente, a possibilidade do uso simult&acirc;neo de ambas as piscinas, argumentando que normalmente, quando se reforma ou se substituem as piscinas batismais, se constroem sobre a primeira e, no mesmo local, como pode comprovar-se nas reformas ocorridas nos batist&eacute;rios de Barcelona ou de Sevilha<a href="#_ftn40" name="_ftnref40" title="">[40]</a>.</p>     <p>Na bacia do mediterr&acirc;nio s&atilde;o tamb&eacute;m conhecidos os casos da bas&iacute;lica de Tingad onde foram registadas tr&ecirc;s pias batismais<a href="#_ftn41" name="_ftnref41" title="">[41]</a>, e na igreja do monte Nebo existem dois batist&eacute;rios, um situado &agrave; esquerda e datado de 531, e um outro localizado &agrave; direita e datado de 597<a href="#_ftn42" name="_ftnref42" title="">[42]</a>.</p>     <p>J&aacute; tem sido abordada a incongru&ecirc;ncia que se verifica entre o princ&iacute;pio do batismo por imers&atilde;o e as medidas das piscina batismais, (com di&acirc;metros entre os 1,30 m e os 1,60 m e a profundidade a rondar um metro) o que n&atilde;o invalida a sua fun&ccedil;&atilde;o. Parece prov&aacute;vel que a imers&atilde;o fosse apenas simb&oacute;lica e que o celebrante, ou os que assistiam, lan&ccedil;assem &aacute;gua sobre o que estava a ser batizado. Em todo o caso, o catec&uacute;meno poder-se-ia ajoelhar ou acocorar dentro da piscina, at&eacute; que a &aacute;gua o cobrisse. Fica tamb&eacute;m por esclarecer se a imers&atilde;o era una ou tripla, para sublinhar que o batismo se administra em nome da Sant&iacute;ssima Trindade, inclinando-se os liturgistas para esta segunda hip&oacute;tese<a href="#_ftn43" name="_ftnref43" title="">[43]</a>. Esta variedade de situa&ccedil;&otilde;es significa que n&atilde;o h&aacute; um batist&eacute;rio &quot;standard&quot;, como sublinha Olof Brandt a prop&oacute;sito de nove batist&eacute;rios paleocrist&atilde;os de It&aacute;lia<a href="#_ftn44" name="_ftnref44" title="">[44]</a>. Mas, para al&eacute;m das diferen&ccedil;as, a compara&ccedil;&atilde;o entre eles mostra que compartilham muitas caracter&iacute;sticas comuns que, de alguma forma, indicam &quot;como deveria ser&quot; um batist&eacute;rio e atender &agrave;s necessidades funcionais e est&eacute;ticas do batist&eacute;rio crist&atilde;o e, especialmente, como ele se desenvolve no espa&ccedil;o criando um &quot;ambiente batismal&quot;<a href="#_ftn45" name="_ftnref45" title="">[45]</a>.</p>     <p>Em regra, o batist&eacute;rio integra-se num conjunto arquitet&oacute;nico em que os diversos espa&ccedil;os t&ecirc;m fun&ccedil;&otilde;es precisas na organiza&ccedil;&atilde;o do ritual. Na maioria dos casos conhecidos, o batist&eacute;rio estava situado ao lado da bas&iacute;lica principal, ou entre duas igrejas, no caso dos grupos episcopais. No caso de M&eacute;rtola, com os dados dispon&iacute;veis, n&atilde;o se pode definir com clareza o tipo de edif&iacute;cio a que o batist&eacute;rio estava associado. Por outro lado, n&atilde;o parece que a bas&iacute;lica civil do <i>forum</i> romano, situada a sul do batist&eacute;rio, fosse o espa&ccedil;o lit&uacute;rgico complementar, pois trata-se de um espa&ccedil;o demasiado pequeno comparado com a &aacute;rea ocupada pelo batist&eacute;rio. Em termos cronol&oacute;gicos, pela conjuga&ccedil;&atilde;o dos diversos dados elencados, parece plaus&iacute;vel que o batist&eacute;rio II se possa situar a partir da segunda metade do s&eacute;culo V, n&atilde;o excluindo a possibilidade de se manter em funcionamento nas cent&uacute;rias seguintes e ter sido contempor&acirc;neo do anteriormente descoberto. &Eacute;, portanto, necess&aacute;rio, como refere L. Caballero, estudar estes edif&iacute;cios num sentido diacr&oacute;nico e n&atilde;o est&aacute;tico<a href="#_ftn46" name="_ftnref46" title="">[46]</a>.</p>     <p>Estatisticamente chama-se &agrave; aten&ccedil;&atilde;o para que, da quarentena de batist&eacute;rios hispanos conhecidos<a href="#_ftn47" name="_ftnref47" title="">[47]</a>, apenas cinco se situam em ambientes urbanos como o batist&eacute;rio do complexo episcopal de Barcelona (dois batist&eacute;rios), Valencia, Ergara (Terrassa), Idanha a Velha (dois batist&eacute;rios) Sevilha<a href="#_ftn48" name="_ftnref48" title="">[48]</a> e em M&eacute;rtola. Tamb&eacute;m &eacute; interessante constatar que, grande parte dos batist&eacute;rios, se situam na proximidade dos templos. Outra constante Hisp&acirc;nica, documentada noutras geografias, &eacute; a presen&ccedil;a de degraus para baixar at&eacute; &agrave; base da piscina batismal, caracter&iacute;stica arquitet&oacute;nica que aparece referenciada na literatura hisp&acirc;nica referente &agrave; liturgia espec&iacute;fica do batismo<a href="#_ftn49" name="_ftnref49" title="">[49]</a>.</p>     <p>Pouco depois do ano 400, Prud&ecirc;ncio foi um dos primeiros a utilizar o termo <i>baptisterium</i><a href="#_ftn50" name="_ftnref50" title="">[50]</a>, denomina&ccedil;&atilde;o que prevalece e passa a ser utilizada em todos os conc&iacute;lios posteriores<a href="#_ftn51" name="_ftnref51" title="">[51]</a>. Por outro lado, Isidoro de Sevilha refere este &acirc;mbito arquitet&oacute;nico como <i>delumbrum</i> e &agrave; piscina como <i>fons</i><a href="#_ftn52" name="_ftnref52" title="">[52]</a>. Na literatura visigoda tamb&eacute;m se utilizou o termo <i>fons</i> para designar o espa&ccedil;o arquitet&oacute;nico<a href="#_ftn53" name="_ftnref53" title="">[53]</a>.</p>     <p>O caso do batist&eacute;rio I de M&eacute;rtola apresenta tr&ecirc;s degraus descendentes e quatro ascendentes &ndash; <i>gradus ascensionis</i> &ndash; em terminologia isidoriana, estando o &uacute;ltimo degrau parcialmente destru&iacute;do, pois situava-se a uma cota mais elevada, do qual apenas se conserva o arranque do mesmo; esta situa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m detetada nos batist&eacute;rios do Tolmo de Minateda<a href="#_ftn54" name="_ftnref54" title="">[54]</a> e no da bas&iacute;lica de Cap des Port, Fornelles, Menorca<a href="#_ftn55" name="_ftnref55" title="">[55]</a>. O texto acerca do mart&iacute;rio de S. Man&ccedil;os, em &Eacute;vora, tem uma passagem de grande import&acirc;ncia para o estudo dos batist&eacute;rios e do catecumenato pr&eacute;vio: &ldquo;Construyen una bas&iacute;lica para uso de los fieles, se le une un baptisterio, se dispone todo en una obra maravillosa, con columnas formando un oct&oacute;gono; por la parte de atr&aacute;s se la a&ntilde;ade una bas&iacute;lica para catec&uacute;menos&rdquo;<a href="#_ftn56" name="_ftnref56" title="">[56]</a>. A celebra&ccedil;&atilde;o do batismo era geralmente feita pelo bispo mas, atrav&eacute;s da leitura das atas de conc&iacute;lios, apercebemo-nos que os di&aacute;conos tamb&eacute;m podiam batizar, ainda que fosse necess&aacute;ria a confirma&ccedil;&atilde;o final do bispo<a href="#_ftn57" name="_ftnref57" title="">[57]</a>.</p>     <p>Na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica a maior parte dos locais como estes s&atilde;o, geralmente, alvo de remodela&ccedil;&otilde;es da piscina batismal mantendo-se no local ou diminuindo a sua &aacute;rea. Alguns autores como J.-Ch. Picard prop&otilde;em relacionar esta diminui&ccedil;&atilde;o paulatina do tamanho das piscinas batismais com a generaliza&ccedil;&atilde;o do batismo infantil, embora se conserve o ritual de imers&atilde;o<a href="#_ftn58" name="_ftnref58" title="">[58]</a>. Esta quest&atilde;o poder&aacute; estar relacionada com a exist&ecirc;ncia das duas piscinas batismais de M&eacute;rtola, ser&aacute; o batist&eacute;rio II anterior ao batist&eacute;rio I, situado a oeste. Se tivermos em considera&ccedil;&atilde;o a dimens&atilde;o e a profundidade das piscinas parece ser o mais l&oacute;gico. Sendo o batist&eacute;rio II anterior e situado numa &eacute;poca em que maioritariamente se batizavam adultos, dadas as suas maiores dimens&otilde;es e profundidade e, posteriormente, j&aacute; numa fase de batismo de jovens e crian&ccedil;as, em que o ritual da imers&atilde;o &eacute; progressivamente substitu&iacute;do pela infus&atilde;o/aspers&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>O templo anterior &agrave; mesquita</b></p>     <p>A atual Igreja Matriz est&aacute; situada no limite nascente da plataforma artificial cont&iacute;gua ao complexo batismal e foi cristianizada com a reconquista crist&atilde;, em 1238, quando M&eacute;rtola foi conquistada pelas hostes de Santiago de Espada. Os novos senhores n&atilde;o promoveram novas constru&ccedil;&otilde;es, mais uma vez se reaproveitam as edifica&ccedil;&otilde;es existentes, reaproveitando as estruturas do antigo castelejo, e se cristianiza a Mesquita, dedicando-a a Santa Maria<a href="#_ftn59" name="_ftnref59" title="">[59]</a>. A escava&ccedil;&atilde;o, realizada na parte exterior do monumento, revelou uma estrutura monumental, constitu&iacute;da por silharia de granito reaproveitada, com cerca de 2 m de altura. Estas estruturas foram interpretadas como sendo de uma constru&ccedil;&atilde;o, anterior &agrave; mesquita. A escava&ccedil;&atilde;o ainda revelou um espa&ccedil;o retangular, que se destaca do muro paralelo &agrave; mesquita, e que foi interpretado como sendo uma abside<a href="#_ftn60" name="_ftnref60" title="">[60]</a>.</p>     <p>Fora desta plataforma onde foi feita a escava&ccedil;&atilde;o, foi analisado o paramento da estrutura que est&aacute; na base da atual igreja e constatou-se que este era constru&iacute;do com recurso a silharia de granito, disposta em fiadas regulares. Com os dados de que disponho coloco a hip&oacute;tese de se tratar do limite nascente de um edif&iacute;cio, de planta simples, com uma abside retangular, colocada ao centro. Tratar-se-ia de uma constru&ccedil;&atilde;o com cerca de 14 m de largura interior, dos quais 2,5 metros seriam ocupados pela abside; suponho que o limite norte da constru&ccedil;&atilde;o seria coincidente com o atual muro da igreja e com um comprimento a rondar os 20 m. Pela an&aacute;lise dos materiais epigr&aacute;ficos e arquitet&oacute;nicos, provenientes das v&aacute;rias obras feitas no edif&iacute;cio e nas imedia&ccedil;&otilde;es, pode-se inferir a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios momentos construtivos. Um primeiro edif&iacute;cio, possivelmente um templo dedicado ao culto imperial, atendendo &agrave; epigrafia e aos elementos arquitet&oacute;nicos a&iacute; encontrados, poder&aacute; ter estado em fun&ccedil;&otilde;es at&eacute; aos in&iacute;cios do s&eacute;culo IV. Com a proclama&ccedil;&atilde;o do cristianismo como religi&atilde;o oficial, certamente o templo sofreu transforma&ccedil;&otilde;es, mas desconhecemos o programa arquitet&oacute;nico. Contudo a descoberta, no local, de algumas impostas e cim&aacute;cio leva a considerar a exist&ecirc;ncia de um templo crist&atilde;o no s&eacute;culo VI &ndash; VII naquele local (<a href="#f9">Fig. 9</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f9"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f9.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Os v&aacute;rios edif&iacute;cios crist&atilde;os de M&eacute;rtola levam-nos a pensar na exist&ecirc;ncia de uma popula&ccedil;&atilde;o numerosa, pois durante o s&eacute;culo V-VIII d.C., os casos apontados coexistem em termos da topografia hist&oacute;rica, e a sua extens&atilde;o espacial aponta para uma relativa dimens&atilde;o das comunidades de crentes que deles usufru&iacute;a. Na igreja do Rossio do Carmo, como constatou Manuela A. Dias, foi sepultado um indiv&iacute;duo referenciado como &ldquo;primeiro cantor&rdquo; da igreja de M&eacute;rtola. A dimens&atilde;o e import&acirc;ncia que esta comunidade de fi&eacute;is teria ent&atilde;o nesta localidade est&aacute; documentada epigraficamente desde 489 com o Presb&iacute;tero <i>Satyrio</i>, at&eacute; 729 com o Cl&eacute;rigo <i>Adulteus</i>. Contudo, os primeiros enterramentos documentados epigraficamente s&atilde;o de um an&oacute;nimo e de <i>Stefanus</i>, <i>Famulus Dei</i>, sepultados em 462<a href="#_ftn61" name="_ftnref61" title="">[61]</a>.</p>     <p>A juntar a este dado cultural e institucional, destaca-se o programa formal e a qualidade art&iacute;stica do conjunto musivo do batist&eacute;rio e estruturas anexas, a partir das quais se pode refletir sobre o poderio econ&oacute;mico e liga&ccedil;&otilde;es comerciais e culturais das classes dominantes de ent&atilde;o com as civiliza&ccedil;&otilde;es da bacia do Mediterr&acirc;neo, onde classicismo, orientalismo e cristianismo se encontram num constante processo de trocas e segmenta&ccedil;&otilde;es multiculturais. Desde os primeiros s&eacute;culos da nossa Era, em M&eacute;rtola, n&atilde;o podemos deixar de notar a capacidade de relacionamento, atestada, entre v&aacute;rias comunidades religiosas (<a href="#f10">Fig. 10</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f10"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f10.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quem foram os encomendadores de todas estas obras de car&aacute;cter religioso que inclu&iacute;am um complexo religioso com dois batist&eacute;rios e duas igrejas, que ocupavam um volume de constru&ccedil;&otilde;es que ronda os 2000 m<sup>2</sup>, a que acrescem no <i>suburbium</i> as bas&iacute;licas do Rossio do Carmo e do cineteatro e o mausol&eacute;u com uma &aacute;rea construtiva de cerca de 1500 m<sup>2</sup>? Estas obras contrastam com o conhecimento dispon&iacute;vel em termos da arquitetura dom&eacute;stica, dado que esta se resume a uma casa situada na cave do edif&iacute;cio dos Pa&ccedil;os do Concelho com um suposto prolongamento para a casa cont&iacute;gua e ainda a um pequeno armaz&eacute;m situado mais abaixo, na zona ribeirinha. A cidade, &agrave; falta de um poder central distante, teria que estar organizada e com capacidade para gerar receitas em proveito de uma organiza&ccedil;&atilde;o civil ou religiosa capaz de investir e edificar novas constru&ccedil;&otilde;es quer de car&aacute;cter defensivo quer religioso.</p>     <p>Como sugere J. Alarc&atilde;o, o com&eacute;rcio e a explora&ccedil;&atilde;o mineira (a que eu acrescentaria os m&aacute;rmores de Beja) estariam possivelmente nas m&atilde;os de uma oligarquia local, capaz de gerar receitas para se poder proceder a um significativo conjunto de obras. No entanto, h&aacute; not&iacute;cias indiretas do papel da Igreja como entidade econ&oacute;mica. No livro <i>Vita Sanctorum Patrum Emeritensius</i> &eacute; expl&iacute;cito o papel do bispo <i>Masona</i>, metropolitano da prov&iacute;ncia da Lusit&acirc;nia entre cerca de 570 e 600/610, data da sua morte. Foi um dos bispos mais empreendedores, tendo constru&iacute;do em M&eacute;rida um <i>Xenodochium</i> (580), aberto a judeus, peregrinos e habitantes da &aacute;rea envolvente. Era tal a sua preocupa&ccedil;&atilde;o com a mis&eacute;ria dos desfavorecidos, que dotou a Bas&iacute;lica de Santa Eul&aacute;lia de M&eacute;rida, sendo abade o di&aacute;cono <i>Redempto</i>, com dois mil <i>solidi</i> de ouro, a fim de que algu&eacute;m que precisasse e estivesse em apuros, pudesse contrair um empr&eacute;stimo, contra recibo, sem demora ou sujei&ccedil;&otilde;es, e remediar assim os seus problemas<a href="#_ftn62" name="_ftnref62" title="">[62]</a>. Temos o testemunho de uma Igreja a desempenhar um papel econ&oacute;mico importante, capaz de fazer uma pol&iacute;tica de solidariedade social e certamente capaz de gerar riqueza que permitia construir importantes edifica&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter religioso.</p>     <p>O que se ter&aacute; passado em M&eacute;rtola na mesma altura poderia ter sido semelhante, pois n&atilde;o deixa de ser surpreendente o volume de constru&ccedil;&otilde;es religiosas da cidade. Como se custearam estas constru&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o s&oacute; s&atilde;o importantes pela &aacute;rea constru&iacute;da como tamb&eacute;m pela qualidade dos materiais e t&eacute;cnicas empregues? A riqueza mineira e o com&eacute;rcio decorrente da atividade portu&aacute;ria t&ecirc;m sido apontados como as causas da grandeza de M&eacute;rtola, no entanto penso que devemos incluir aqui um aspeto novo que &eacute; a quest&atilde;o da fiscalidade, ou seja, teria que haver na cidade algu&eacute;m que controlasse a atividade portu&aacute;ria em proveito da igreja mirtiliana, e lhe facultasse rendimentos capazes para proceder a t&atilde;o sumptuosas constru&ccedil;&otilde;es religiosas. A meu ver, a quest&atilde;o da fiscalidade &eacute; determinante para se entender a capacidade e a qualidade construtiva que M&eacute;rtola teve na Antiguidade Tardia (<a href="#f11">Fig. 11</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f11"></a><img src="/img/revistas/med/n23/n23a03f11.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na aus&ecirc;ncia de um bispo, como justificar a exist&ecirc;ncia de dois batist&eacute;rios? Cl&aacute;udio Torres avan&ccedil;ou com a hip&oacute;tese de em M&eacute;rtola existir uma comunidade monofisita e que os dois batist&eacute;rios seriam cada um pertencente a uma comunidade crist&atilde; diferente<a href="#_ftn63" name="_ftnref63" title="">[63]</a>. Embora esta segunda realidade ocorra em cidades como Ravena e Barcelona, &eacute; de referir que os batist&eacute;rios de ambas as cidades est&atilde;o separados espacialmente na malha urbana, ao contr&aacute;rio do que ocorre em M&eacute;rtola em que os dois batist&eacute;rios se situam em edif&iacute;cios muito pr&oacute;ximos um do outro. A exist&ecirc;ncia de dois baptist&eacute;rios, aparentemente contempor&acirc;neos, implica a exist&ecirc;ncia de um complexo religioso importante, possivelmente heterodoxo, da&iacute; os seus eventuais bispos n&atilde;o terem participado nos coevos conc&iacute;lios cat&oacute;licos. O ritual do batismo sofreu transforma&ccedil;&otilde;es ao longo dos tempos, e se nos primeiros s&eacute;culos apenas se fala do batismo de adultos, progressivamente os batist&eacute;rios v&atilde;o diminuindo de tamanho, tendo sido adaptados ao batismo de jovens e posteriormente de crian&ccedil;as.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Seriam assim tantos os catec&uacute;menos que se justificasse a exist&ecirc;ncia de duas instala&ccedil;&otilde;es batismais? Ou poder-se-&aacute; falar de uma piscina batismal para mulheres e outra para homens? Ou ser&aacute; o batist&eacute;rio II o primeiro a ser constru&iacute;do para baptismo de adultos e o primeiro adaptado ao batismo de crian&ccedil;as? S&atilde;o quest&otilde;es a que, perante a insufici&ecirc;ncia dos dados arqueol&oacute;gicos, n&atilde;o me &eacute; poss&iacute;vel de momento responder cabalmente.</p>     <p>Conhecemos relativamente bem os espa&ccedil;os funer&aacute;rios, a grande bas&iacute;lica do Rossio do Carmo, a do cineteatro e ainda o mausol&eacute;u, templos que albergavam enterramentos no seu interior e no espa&ccedil;o envolvente. Estes locais proporcionaram um importante acervo epigr&aacute;fico, testemunho de uma elite, onde se incluem epit&aacute;fios em latim, em grego e tamb&eacute;m com simbologia hebraica. A cidade de <i>Myrtilis</i> foi uma importante urbe que a partir da segunda metade do s&eacute;culo V e durante os s&eacute;culos VI-VII d.C. gozou de grande prosperidade como o traduzem os vest&iacute;gios arqueol&oacute;gicos postos a descoberto nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, e que continuam a surpreender-nos com novos achados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <p>CAMACHO MACIAS, Aquilino &ndash; <i>El Libro de Las Vidas de Los Santos Padres de M&eacute;rida</i>. M&eacute;rida 1988.</p>     <p>DUARTE DE ARMAS &ndash; <i>Livro das</i> <i>Fortalezas</i>. Ed. Manuel da Silva Castelo Branco. Edi&ccedil;&atilde;o do fac-similado MS 159 da Casa Forte do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (2a ed.). Lisboa, 1997.</p>     <!-- ref --><p><i>IDACIO OBISPO DE CHAVES, su Cronic&oacute;n</i>. Introducci&oacute;n, texto cr&iacute;tico, versi&oacute;n espa&ntilde;ola y comentario por Julio Campos<i>, </i>SCH. P. Salamanca: Ediciones Calasancias, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1491632&pid=S1646-740X201800010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ISIDORO DE SEVILHA &ndash; <i>Isidori Hispalensis Episcopu Etymologiarum sive Originum</i>. Liber XV. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.thelatinlibrary.com/isidore/15.shtml" target="_blank">http://www.thelatinlibrary.com/isidore/15.shtml</a> 10/3/2012 </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos</b></p>     <p>ABAD CASAL, Loren&ccedil;o; GUTI&Eacute;RREZ LLORET, Sonia; GAMO PARRAS, Blanca &ndash; &ldquo;La bas&iacute;lica y el baptisterio del Tolmo de Minateda (Hell&iacute;n, Albacete)&rdquo;. <i>Archivo Espa&ntilde;ol de Arqueolog&iacute;a </i>73 (2000), pp. 193-221.<b> </b></p>     <p><i>ACTES DU XIe CONGR&Egrave;S International d&rsquo;Arch&eacute;ologie Chr&eacute;tienne</i>. Lyon, Vienne, Grenoble, Gen&egrave;ve, Aoste, 21-28 septembre 1986. Vol. I; Vol. II. Rome: &Eacute;cole Fran&ccedil;aise de Rome, 1989.</p>     <p>ALARC&Atilde;O, Jorge &ndash; &ldquo;Notas de Arqueologia, epigrafia e topon&iacute;mia VI&rdquo;. <i>Revista Portuguesa de Arqueologia</i> 15 (2012), pp. 113-137.</p>     <p>ALBIOL L&Oacute;PEZ, Esther &ndash; &ldquo;Una Pintura de sostre de L&rsquo;antiguitat Tardana al Batisteri de Barcelona&rdquo;. <i>Quarhis: Quaderns D&rsquo;Arqueologia I Hist&ograve;ria de la Ciutat de Barcelona</i> 9 (2013), pp.164-183.</p>     <p>ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; &ldquo;Arte paleocrist&atilde; da &eacute;poca das invas&otilde;es&rdquo;. in <i>Hist&oacute;ria da Arte em Portugal</i>, Vol. 2, (2&ordf; ed.), Lisboa: Alfa, 1993, pp. 9-37.</p>     <p>ALMEIDA, Fernando de &ndash; &ldquo;Arte Visig&oacute;tica em Portugal&rdquo;. <i>O Arche&oacute;logo Portugu&ecirc;s</i>. Nova S&eacute;rie, IV (1962), pp. 5-278.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Um &ldquo;palatium episcopi&rdquo; do s&eacute;c. VI em Idanha-a-Velha (Portugal)&rdquo;. in <i>IX Congreso Nacional de Arqueologia</i>. Valladolid-Santander, 17-21 de octubre de 1965. Zaragoza, 1966, pp. 408-411.</p>     <p>ASENSIO RAMALLO, S. F.; S&Aacute;NCHEZ VIZCA&Iacute;NO, J.; GARC&Iacute;A VIDAL, J. M. &ndash; &ldquo;La decoraci&oacute;n arquitect&oacute;nica en el sureste Hispano durante la antig&uuml;edad tard&iacute;a. La bas&iacute;lica de Algezares (Murcia)&rdquo;. in CABALLERO ZOREDA, Luis; MATEOS CRUZ, Pedro (eds.)<i> &ndash; Escultura decorativa tardorromana en la Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica,</i> Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas (C.S.I.C.), 2007, pp. 367-389.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BOI&Ccedil;A, Joaquim; BARROS, Maria de F&aacute;tima R. &ndash; &ldquo;A Igreja Matriz de M&eacute;rtola&rdquo; in MACIAS, Santiago <i>et alii</i> &ndash; <i>Mesquita Igreja de M&eacute;rtola</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2011, pp. 33-88.</p>     <p>BOURGUET, Pierre &ndash; <i>La peinture pal&eacute;o-chr&eacute;tienne</i>. Su&iacute;&ccedil;a: Port Royal 3, 1965.</p>     <p>BRANDT, Olof &ndash; <i>Battisteri Oltre La Pianta</i>. Citt&agrave; del Vaticano: Pontificio Instituto di Archeologia Cristiana, 2012.</p>     <p>&ndash; ; CASTIGLIA, G. (eds.) &ndash; <i>Acta XVI Congressvs Internationalis Archaeologiae Christianae Romae (22-28.9.2013). Costantino E I Costantinidi L&rsquo;innovazione Costantiniana</i>. Citt&agrave; Del Vatican: Pontificio Istituto Di Archeologia Cristiana, 2016.</p>     <p>CABALLERO ZOREDA, Luis &ndash; &ldquo;Un canal de trasmisi&oacute;n delo cl&aacute;ssico en la Edad Media espa&ntilde;ola: arquitectura y escultura de influjo omeya en la Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica entre mediados del siglo VIII e inicios del X&rdquo;. <i>Al-qantara: Revista de est&uacute;dios &aacute;rabes</i> 15, Fasc. 2 (1994), pp. 321-350.</p>     <p>&ndash; ; MATEOS CRUZ, Pedro (eds.)<i> &ndash; Escultura decorativa tardorromana en la Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica,</i> Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas (C.S.I.C.), 2007.</p>     <p>CRIST&Oacute;V&Atilde;O, Jos&eacute; &ndash; <i>As muralhas romanas de Idanha-a-Velha.</i> Coimbra, Universidade de Coimbra, 2002. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.</p>     <p>CRUZ VILLAL&Oacute;N, Maria &ndash; <i>M&eacute;rida Visigoda La Escultura Arquitect&oacute;nica y Lit&uacute;rgica</i>. Departamento de Publicaciones, Excma. Diputaci&oacute;n Provincial de Badajoz, 1985.</p>     <p>DIAS, Maria Manuela Alves; GASPAR, Catarina &ndash; <i>Cat&aacute;logo das Inscri&ccedil;&otilde;es Paleocrist&atilde;s do Territ&oacute;rio Portugu&ecirc;s</i>. Lisboa: Centro de Estudos Cl&aacute;ssicos da Universidade de Lisboa, 2006.</p>     <p>FERNANDEZ CAT&Oacute;N, Jos&eacute; Maria &ndash; &ldquo;Documentos leoneses en escritura visig&oacute;tica. Fundo del archivo del monasterio de Carrizo&rdquo;. <i>Archivos Leonenses: revista de estudios y documentaci&oacute;n de los Reinos Hispano-Occidentales</i> 72 (1982), pp. 195-292.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>GARCIA, Gemma; MORO, Antoni; TUSET, Francesc &ndash; <i>La seu episcopal d&rsquo;&Egrave;gara. Arqueologia d&rsquo;un conjunt cristi&agrave; del segle IV al IX</i>. Tarragona: Documenta Institut Catal&agrave; d'Arqueologia Cl&agrave;ssica, 2009.</p>     <p>GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; &ldquo;Baptist&eacute;rios hisp&aacute;nicos (siglos IV al VIII): arqueolog&iacute;a y liturgia&rdquo;. in <i>Actes du XIe. Congr&egrave;s Internatinal D&rsquo;Archeologie Chr&eacute;tienne</i>. Lyon, Vienne, Grenoble, Gen&egrave;ve, Aoste, 21-28 septembre 1986. Vol. I. Rome: &Eacute;cole Fran&ccedil;aise de Rome, 1989, pp. 607-635.</p>     <p>G&Oacute;MEZ MART&Iacute;NEZ, Susana &ndash; <i>Arqueolog&iacute;a y liturgia: iglesias hisp&aacute;nicas (siglos IV al VIII)</i>. Barcelona: Universitat de Barcelona, 1995.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Interven&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica na Mesquita-Igreja Matriz de M&eacute;rtola&rdquo;. in MACIAS, Santiago <i>et alii</i> &ndash; <i>Mesquita Igreja de M&eacute;rtola</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2011, pp. 89-104.</p>     <p>&ndash; ; MACIAS, Santiago; LOPES, Virg&iacute;lio (eds.) &ndash; <i>O sudoeste peninsular entre Roma e o Isl&atilde;o / Southwestern Iberian Peninsula between Rome and Islam</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2015.</p>     <p>GUYON, Jean &ndash; &ldquo;Le bapt&ecirc;me et ses monuments&rdquo;. in <i>Naissance des arts chr&eacute;tiens: atlas des monuments pal&eacute;ochr&eacute;tiens de la France</i>.Paris: Imprimerie Nationale &Eacute;ditions, 1991, pp. 70-87.</p>     <p>GURT I ESPARRAGUERA, Josep M.; MAC&Iacute;AS, Josep M. &ndash; &ldquo;La ciudad y el <i>territorium </i>de <i>Tarraco: </i>el mundo funerario&rdquo;. in VAQUERIZO, D. (ed.) &ndash; <i>Espacios y usos funerarios en el Occidente romano: Actas del Congreso Internacional, Facultad de Filosof&iacute;a y Letras de la Universidad de C&oacute;rdoba, 5-9 junio </i>2001. Vol. 1. C&oacute;rdoba: Universidad C&oacute;rdoba, 2002, pp. 87-112.</p>     <p>&ndash; ; S&Aacute;NCHEZ RAMOS, Isabel &ndash; &ldquo;Topograf&iacute;a cristiana en Hispania durante los siglos V y VI&rdquo;. in <i>El tiempo de los &ldquo;b&aacute;rbaros&rdquo;: pervivencia y transformaci&oacute;n en Galia e Hispania (ss. </i><i>V-VI d.C.)</i>. Alcal&aacute; de Henares: Museo Arqueol&oacute;gico Regional, 2010, pp. 321-245.</p>     <p>GUTI&Eacute;RREZ LLORET, Sonia; SARABIA BAUTISTA, Julia &ndash; &ldquo;El problema de la escultura decorativa visigoda en el sudeste a la luz del Tolmo de Minateda (Albacete): distribuci&oacute;n, tipolog&iacute;as funcionales y talleres&rdquo;. in CABALLERO ZOREDA, Luis; MATEOS CRUZ, Pedro (eds.) &ndash; <i>Escultura decorativa tardorromana en la Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica,</i> Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas (C.S.I.C.), 2007, pp. 302-343.</p>     <p>HEREDIA BERCERO, Julia Beltran &ndash; <i>De Barcino a Barcinona (siglos I-VII): los restos arqueol&oacute;gicos de la plaza del Rey de Barcelona</i>. Barcelona: Institut de Cultura, 2001.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>KHATCHATRIAN, Armen &ndash; <i>Les baptist&egrave;res pal&eacute;ochr&eacute;tiens</i>. Paris: &Eacute;cole Pratique des Hautes &Ecirc;tudes, 1962.</p>     <p>LOPES, Virg&iacute;lio &ndash; <i>M&eacute;rtola na Antiguidade Tardia</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2003.</p>     <p>&ndash; <i>Casa romana: Museu de M&eacute;rtola</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2012.</p>     <p>&ndash;<i> M&eacute;rtola e o seu territ&oacute;rio na antiguidade tardia (s&eacute;culos IV-VIII)</i>. Huelva: Universidade de Huelva, 2014. Tese de Doutoramento.</p>     <p>MACIAS, Santiago <i>et alii</i> &ndash; <i>Mesquita Igreja de M&eacute;rtola</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2011.</p>     <p>MACIEL, Manuel Justino P. &ndash; &ldquo;A &Eacute;poca Cl&aacute;ssica e a Antiguidade Tardia (s&eacute;culos II a.C.-II d.C.): a arte da Antiguidade Tardia (s&eacute;culos III-VIII, ano de 711)&rdquo;. in PEREIRA, Paulo (ed) &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte portuguesa</i>. Vol. I. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1995, pp. 103-152.</p>     <p>&ndash; <i>Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal</i> (1&ordf; ed.). Lisboa: Colibri, 1996.</p>     <p>NICOLAI, Vincenzo Fiocchi; BISCONTI, Fabrizio; MAZZOLENI, Danilo &ndash; <i>Les catacombes chr&eacute;tiennes de Rome. </i>Turnhout: Brepols Publishers, 2000.</p>     <p>PALOL SALELLAS, Pedro de &ndash; <i>Arqueolog&iacute;a cristiana de la Espa&ntilde;a romana (siglos IV al VI)</i>. Madrid: C.S.I.C.; Instituto Enrique Florez, 1967.</p>     <p>&ndash; &ldquo;La bas&iacute;lica des cap des Port, de Fornells. Menorca&rdquo;. in <i>II Reuni&oacute; d&rsquo;Arqueologia paleocristiana Hisp&agrave;nica</i>. Barcelona: Institut d&rsquo;Arqueologia i Prehist&ograve;ria, 1982, pp. 353-404.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PICARD, Jean-Charles &ndash; &ldquo;Ce que les textes nous apprennent sur les &eacute;quipements et le mobilier liturgique n&eacute;cessaires pour le bapt&ecirc;me dans le Sud la Gaule et l'Itale du Nord&rdquo;. in <i>Actes du XIe Congr&egrave;s International d&rsquo;Arch&eacute;ologie Chr&eacute;tienne</i>. Lyon, Vienne, Grenoble, Gen&egrave;ve, Aoste, 21-28 septembre 1986. Vol. II. Rome: &Eacute;cole Fran&ccedil;aise de Rome, 1989, pp. 1451-1468.</p>     <p>PUERTAS TRICAS, Rafael &ndash; <i>Iglesias hisp&aacute;nicas (siglos IV al VIII): testimonios literarios</i>. Madrid: Direcci&oacute;n General del Patrimonio Art&iacute;stico y Cultural, 1975.</p>     <p>RIPOLL L&Oacute;PEZ, Gisela; VEL&Aacute;ZQUEZ SORIANO, Isabel &ndash; &ldquo;Origen y desarrollo de las parrochiae en la Hispania de la anteg&uuml;edad tard&iacute;a&rdquo;. in PERGOLA, Philippe; BARBINI, Palmira Maria (eds.) &ndash; <i>Alle origini della parrocchia rurale (IV-VIII sec.).</i> Citt&agrave; del Vaticano: Pontificio Instituto di Archeologia Cristiana, 1999, pp. 101-165.</p>     <p>SALES CARBONELL, Jordina &ndash; <i>Las construcciones cristianas de la Tarraconensis durante la Antig&uuml;edad Tard&iacute;a</i>: <i>topograf&iacute;a, arqueolog&iacute;a e historia.</i> Barcelona: Universitat de Barcelona; Publicacions i Edicions, 2012.</p>     <p>S&Aacute;NCHEZ VELASCO, Jeronimo &ndash; <i>Elementos arquitect&oacute;nicos de &eacute;poca visigoda en el Museo Arqueol&oacute;gico de C&oacute;rdoba: arquitectura y urbanismo en la C&oacute;rdoba visigoda. </i>C&oacute;rdoba: Consejer&iacute;a de Cultura, 2007.</p>     <p>SASTRE de DIEGO, Isac &ndash; <i>Los primeros edificios cristianos de Extremadura: sus espacios y elementos lit&uacute;rgicos: Caelum in terra.</i> [M&eacute;rida]: Asamblea de Extremadura 2010.</p>     <p>TORRES, Cl&aacute;udio; OLIVEIRA, Jos&eacute; C. &ndash; &ldquo;O criptop&oacute;rtico-cisterna da Alc&aacute;&ccedil;ova de M&eacute;rtola&rdquo;. in <i>II Congreso de Arqueolog&iacute;a Medieval Espa&ntilde;ola, Madrid, 1987</i>. T. II, pp. 617-626. Madrid: Comunidad de Madrid, 1987.</p>     <p>&ndash;; SILVA, Lu&iacute;s &ndash; <i>M&eacute;rtola Vila Museu</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 1989.</p>     <p>&ndash; <i>et alii</i> &ndash; <i>Museu de M&eacute;rtola: n&uacute;cleo do Castelo. </i>M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 1991.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Do cristianismo primitivo ao Isl&atilde;o&rdquo;. in G&Oacute;MEZ MART&Iacute;NEZ, Susana; MACIAS, Santiago; LOPES, Virg&iacute;lio (eds.) &ndash; <i>O sudoeste peninsular entre Roma e o Isl&atilde;o / Southwestern Iberian Peninsula between Rome and Islam</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2015, pp. 46-53.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VEIGA, Est&aacute;cio da &ndash; <i>Mem&oacute;rias das Antiguidades de M&eacute;rtola</i>. Ed. fac-similada de 1880. Lisboa; M&eacute;rtola: Imprensa Nacional; C&acirc;mara Municipal de M&eacute;rtola, 1983.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>LOPES, Virg&iacute;lio &ndash; &ldquo;O complexo religioso e os batist&eacute;rios de M&eacute;rtola na Antiguidade Tardia&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 23 (Janeiro &ndash; Junho 2018). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA23/lopes2303.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA23/lopes2303.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 20 de Fevereiro de 2017</p>     <p>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 15 de Dezembro de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref0" name="_ftn0" title="">[&plusmn;]</a> Bolseiro de P&oacute;s-Doutoramento da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia.</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> LOPES, Virg&iacute;lio &ndash;<i> M&eacute;rtola e o seu territ&oacute;rio na antiguidade tardia (s&eacute;culos IV-VIII)</i>. Huelva: Universidade de Huelva, 2014. Tese de Doutoramento. Dispon&iacute;vel em www <a href="http://rabida.uhu.es/dspace/handle/10272/8053" target="_blank">http://rabida.uhu.es/dspace/handle/10272/8053</a></p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> LOPES, Virg&iacute;lio &ndash; <i>Casa romana: Museu de M&eacute;rtola</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2012, p. 32.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> <i>IDACIO OBISPO DE CHAVES, su Cronic&oacute;n</i>. Introducci&oacute;n, texto cr&iacute;tico, versi&oacute;n espa&ntilde;ola y comentario por Julio Campos<i>, </i>SCH. P. Salamanca: Ediciones Calasancias, 1984, p. 82.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> DUARTE DE ARMAS &ndash; <i>Livro das</i> <i>Fortalezas</i>. Ed. Manuel da Silva Castelo Branco. Edi&ccedil;&atilde;o do fac-similado MS 159 da Casa Forte do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (2a ed.). Lisboa, 1997, p.6.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> TORRES, Cl&aacute;udio; SILVA, Lu&iacute;s &ndash; <i>M&eacute;rtola Vila Museu</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 1989, p. 31.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a> TORRES, Cl&aacute;udio; OLIVEIRA, Jos&eacute; C. &ndash; &ldquo;O criptop&oacute;rtico-cisterna da Alc&aacute;&ccedil;ova de M&eacute;rtola&rdquo;. in <i>II Congreso de Arqueolog&iacute;a Medieval Espa&ntilde;ola, Madrid, 1987</i>. T. II, pp. 617-626. Madrid: Comunidad de Madrid, 1987, p. 618.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a> LOPES, Virg&iacute;lio &ndash;<i> M&eacute;rtola e o seu territ&oacute;rio</i>.</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a> LOPES, Virg&iacute;lio &ndash; <i>M&eacute;rtola na Antiguidade Tardia</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2003.</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a> GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; <i>Arqueolog&iacute;a y liturgia: iglesias hisp&aacute;nicas (siglos IV al VIII)</i>. Barcelona: Universitat de Barcelona, 1995, p. 53.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a> GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; &ldquo;Baptist&eacute;rios hisp&aacute;nicos (siglos IV al VIII): arqueolog&iacute;a y liturgia&rdquo;. in <i>Actes du XIe. Congr&egrave;s International d&rsquo;Arch&eacute;ologie Chr&eacute;tienne</i>. Lyon, Vienne, Grenoble, Gen&egrave;ve, Aoste, 21-28 septembre 1986. Vol. I. Rome: &Eacute;cole Fran&ccedil;aise de Rome, 1989, pp. 607-635.</p>     <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a> VEIGA, Est&aacute;cio da &ndash; <i>Mem&oacute;rias das Antiguidades de M&eacute;rtola</i>. Ed. fac-similada de 1880. Lisboa; M&eacute;rtola: Imprensa Nacional; C&acirc;mara Municipal de M&eacute;rtola, 1983, p. 75.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a> TORRES, Cl&aacute;udio <i>et alii</i> &ndash; <i>Museu de M&eacute;rtola: n&uacute;cleo do Castelo. </i>M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 1991, p. 45.</p>     <p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="">[13]</a> LOPES, Virg&iacute;lio &ndash;<i> M&eacute;rtola e o seu territ&oacute;rio</i>.</p>     <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="">[14]</a> SASTRE de DIEGO, Isac &ndash; <i>Los primeros edificios cristianos de Extremadura: sus espacios y elementos lit&uacute;rgicos: Caelum in terra.</i> [M&eacute;rida]: Asamblea de Extremadura 2010, p. 53.</p>     <p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="">[15]</a> CRUZ VILLAL&Oacute;N, Maria &ndash; <i>M&eacute;rida Visigoda La Escultura Arquitect&oacute;nica y Lit&uacute;rgica</i>. Departamento de Publicaciones, Excma. Diputaci&oacute;n Provincial de Badajoz, 1985, pp. 99-100 e 234-235.</p>     <p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16" title="">[16]</a> S&Aacute;NCHEZ VELASCO, Jeronimo &ndash; <i>Elementos arquitect&oacute;nicos de &eacute;poca visigoda en el Museo Arqueol&oacute;gico de C&oacute;rdoba: arquitectura y urbanismo en la C&oacute;rdoba visigoda. </i>C&oacute;rdoba: Consejer&iacute;a de Cultura, 2007, p. 92.</p>     <p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17" title="">[17]</a> MACIEL, Manuel Justino P. &ndash; &ldquo;A &Eacute;poca Cl&aacute;ssica e a Antiguidade Tardia (s&eacute;culos II a.C.-II d.C.): a arte da Antiguidade Tardia (s&eacute;culos III-VIII, ano de 711)&rdquo;. in PEREIRA, Paulo (ed) &ndash; <i>Hist&oacute;ria da arte portuguesa</i>. Vol. I. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 1995, p. 139.</p>     <p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18" title="">[18]</a> ALMEIDA, Fernando de &ndash; &ldquo;Arte Visig&oacute;tica em Portugal&rdquo;. <i>O Arche&oacute;logo Portugu&ecirc;s</i>. Nova S&eacute;rie, <i>IV</i> (1962), pp. 5-278, pp. 194-195, figs. 75 e 76. ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de &ndash; &ldquo;Arte paleocrist&atilde; da &eacute;poca das invas&otilde;es&rdquo;. in <i>Hist&oacute;ria da Arte em Portugal</i>. Vol. 2 (2&ordf; ed.). Lisboa: Alfa, Lisboa, (1993), pp. 9-37. MACIEL, Manuel Justino P. &ndash; <i>Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal</i> (1&ordf; ed.). Lisboa: Colibri, 1996.</p>     <p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19" title="">[19]</a> O di&acirc;metro destes fragmentos de fuste de coluna ronda os 30 cm.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20" title="">[20]</a> Lajes retangulares de calc&aacute;rio cuja m&eacute;trica varia entre os 50-70 cm de comprimento, 30 cm de largura e 10 cm de espessura; refira-se que este &eacute; o &uacute;nico edif&iacute;cio em M&eacute;rtola que conhecemos que emprega placas de calc&aacute;rio a n&iacute;vel da pavimenta&ccedil;&atilde;o de estruturas.</p>     <p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21" title="">[21]</a> BOURGUET, Pierre &ndash; <i>La peinture pal&eacute;o-chr&eacute;tienne</i>. Su&iacute;&ccedil;a: Port Royal 3, 1965; NICOLAI, Vincenzo Fiocchi; BISCONTI, Fabrizio; MAZZOLENI, Danilo &ndash; <i>Les catacombes chr&eacute;tiennes de Rome. </i>Turnhout: Brepols Publishers, 2000.</p>     <p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22" title="">[22]</a> ALBIOL L&Oacute;PEZ, Esther &ndash; &ldquo;Una Pintura de sostre de L&rsquo;antiguitat Tardana al Batisteri de Barcelona&rdquo;. <i>Quarhis: Quaderns D&rsquo;Arqueologia I Hist&ograve;ria de la Ciutat de Barcelona</i> 9 (2013), pp.164-183.</p>     <p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23" title="">[23]</a> ASENSIO RAMALLO, S. F.; S&Aacute;NCHEZ VIZCA&Iacute;NO, J.; GARC&Iacute;A VIDAL, J. M. &ndash; &ldquo;La decoraci&oacute;n arquitect&oacute;nica en el sureste Hispano durante la antig&uuml;edad tard&iacute;a. La bas&iacute;lica de Algezares (Murcia)&rdquo;. in CABALLERO ZOREDA, Luis; MATEOS CRUZ, Pedro (eds.)<i> &ndash; Escultura decorativa tardorromana en la Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica,</i> Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Cient&iacute;ficas (C.S.I.C.), 2007, pp. 367-389.</p>     <p><a href="#_ftnref24" name="_ftn24" title="">[24]</a> ABAD CASAL, Loren&ccedil;o; GUTI&Eacute;RREZ LLORET, Sonia; GAMO PARRAS, Blanca &ndash; &ldquo;La bas&iacute;lica y el baptisterio&rdquo;del Tolmo de Minateda (Hell&iacute;n, Albacete)&rdquo;. <i>Archivo Espa&ntilde;ol de Arqueolog&iacute;a </i>73 (2000), pp. 193-221.</p>     <p><a href="#_ftnref25" name="_ftn25" title="">[25]</a> CRUZ VILLAL&Oacute;N, Maria &ndash; <i>M&eacute;rida Visigoda La Escultura Arquitect&oacute;nica</i>, pp. 332 e ss.</p>     <p><a href="#_ftnref26" name="_ftn26" title="">[26]</a> GUTI&Eacute;RREZ LLORET, Sonia; SARABIA BAUTISTA, Julia &ndash; &ldquo;El problema de la escultura decorativa visigoda en el sudeste a la luz del Tolmo de Minateda (Albacete): distribuci&oacute;n, tipolog&iacute;as funcionales y talleres&rdquo;. in CABALLERO ZOREDA, Luis; MATEOS CRUZ, Pedro (eds.) &ndash; <i>Escultura decorativa tardorromana</i>, pp. 302-343, fig. 11.</p>     <p><a href="#_ftnref27" name="_ftn27" title="">[27]</a> GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; &ldquo;Baptist&eacute;rios hisp&aacute;nicos&rdquo;, pp. 607-635.</p>     <p><a href="#_ftnref28" name="_ftn28" title="">[28]</a> GURT I ESPARRAGUERA, Josep M.; MAC&Iacute;AS, Josep M. &ndash; &ldquo;La ciudad y el <i>territorium </i>de <i>Tarraco: </i>el mundo funerario&rdquo;. in VAQUERIZO, D. (ed.) &ndash; <i>Espacios y usos funerarios en el Occidente romano: Actas del Congreso Internacional, Facultad de Filosof&iacute;a y Letras de la Universidad de C&oacute;rdoba, 5-9 junio </i>2001. Vol. 1. C&oacute;rdoba: Universidad C&oacute;rdoba, 2002, pp. 87-112.</p>     <p><a href="#_ftnref29" name="_ftn29" title="">[29]</a> PALOL SALELLAS, Pedro de &ndash; <i>Arqueolog&iacute;a cristiana de la Espa&ntilde;a romana (siglos IV al VI)</i>. Madrid: C.S.I.C.; Instituto Enrique Florez, 1967, pp. 45-51; GUYON, Jean &ndash; &ldquo;Le bapt&ecirc;me et ses monuments&rdquo;. in <i>Naissance des arts chr&eacute;tiens: atlas des monuments pal&eacute;ochr&eacute;tiens de la France</i>.Paris: Imprimerie Nationale &Eacute;ditions, 1991, pp. 70-87; GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; <i>Arqueolog&iacute;a y liturgia,</i> pp. 212-217.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref30" name="_ftn30" title="">[30]</a> GARCIA, Gemma; MORO, Antoni; TUSET, Francesc &ndash; <i>La seu episcopal d&rsquo;&Egrave;gara. Arqueologia d&rsquo;un conjunt cristi&agrave; del segle IV al IX</i>. Tarragona: Documenta Institut Catal&agrave; d'Arqueologia Cl&agrave;ssica, 2009, p. 117.</p>     <p><a href="#_ftnref31" name="_ftn31" title="">[31]</a> GURT I ESPARRAGUERA, Josep M.; S&Aacute;NCHEZ RAMOS, Isabel &ndash; &ldquo;Topograf&iacute;a cristiana en Hispania durante los siglos V y VI&rdquo;. in <i>El tiempo de los &ldquo;b&aacute;rbaros&rdquo;: pervivencia y transformaci&oacute;n en Galia e Hispania (ss. </i><i>V-VI d.C.)</i>. Alcal&aacute; de Henares: Museo Arqueol&oacute;gico Regional, 2010, pp. 321-245.</p>     <p><a href="#_ftnref32" name="_ftn32" title="">[32]</a> ALARC&Atilde;O, Jorge &ndash; &ldquo;Notas de Arqueologia, epigrafia e topon&iacute;mia VI&rdquo;. <i>Revista Portuguesa de Arqueologia</i> 15 (2012), pp. 113-137, p. 120.</p>     <p><a href="#_ftnref33" name="_ftn33" title="">[33]</a> ALMEIDA, Fernando &ndash; &ldquo;Um &ldquo;palatium episcopi&rdquo; do s&eacute;c. VI em Idanha-a-Velha (Portugal)&rdquo;. in <i>IX Congreso Nacional de Arqueologia</i>. Valladolid-Santander, 17-21 de octubre de 1965. Zaragoza, 1966, pp. 408-411.</p>     <p><a href="#_ftnref34" name="_ftn34" title="">[34]</a> CRIST&Oacute;V&Atilde;O, Jos&eacute; &ndash; <i>As muralhas romanas de Idanha-a-Velha.</i> Coimbra, Universidade de Coimbra, 2002. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, pp. 14-15.</p>     <p><a href="#_ftnref35" name="_ftn35" title="">[35]</a> A este prop&oacute;sito refira-se que o bispo egitaniense assina as actas do chamado Conc&iacute;lio de Lugo, realizado em 569. ALMEIDA, Fernando &ndash; &ldquo;Um &ldquo;palatium episcopi&rdquo;, pp. 408-411.</p>     <p><a href="#_ftnref36" name="_ftn36" title="">[36]</a> CRIST&Oacute;V&Atilde;O, Jos&eacute; &ndash; <i>As muralhas romanas de Idanha-a-Velha.</i></p>     <p><a href="#_ftnref37" name="_ftn37" title="">[37]</a> ALMEIDA, Fernando &ndash; &ldquo;Um &ldquo;palatium episcopi&rdquo;, pp. 408-411.</p>     <p><a href="#_ftnref38" name="_ftn38" title="">[38]</a> HEREDIA BERCERO, Julia Beltran &ndash; <i>De Barcino a Barcinona (siglos I-VII): los restos arqueol&oacute;gicos de la plaza del Rey de Barcelona</i>. Barcelona: Institut de Cultura, 2001, p. 80.</p>     <p><a href="#_ftnref39" name="_ftn39" title="">[39]</a> HEREDIA BERCERO, Julia Beltran &ndash; &ldquo;Nuevos datos sobre el cristianismo en <i>Barcino</i>. Los or&iacute;genes de la bas&iacute;lica de los santos m&aacute;rtires Just i Pastor&rdquo;. in BRANDT, O.; CASTIGLIA, G. (eds.) &ndash; <i>Acta XVI Congressvs Internationalis Archaeologiae Christianae Romae (22-28.9.2013). Costantino E I Costantinidi L&rsquo;innovazione Costantiniana</i>. Citt&agrave; Del Vatican: Pontificio Istituto Di Archeologia Cristiana, 2016, pp. 1549-1566.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref40" name="_ftn40" title="">[40]</a> PALOL SALELLAS, Pedro de &ndash; <i>Arqueolog&iacute;a cristiana de la Espa&ntilde;a romana</i>.</p>     <p><a href="#_ftnref41" name="_ftn41" title="">[41]</a> KHATCHATRIAN, Armen &ndash; <i>Les baptist&egrave;res pal&eacute;ochr&eacute;tiens</i>. Paris: &Eacute;cole Pratique des Hautes &Ecirc;tudes, 1962, p. 27, n&ordm;. 213.</p>     <p><a href="#_ftnref42" name="_ftn42" title="">[42]</a> PICCIRILLO, Michele &ndash; &ldquo;Recenti scoperte di arqueologia Cristiana in Giordania&rdquo;. in <i>Actes du XIe . Congr&egrave;s International d&rsquo;Arch&eacute;ologie Chr&eacute;tienne</i>. Vol. II, p. 1733, fig. 27.</p>     <p><a href="#_ftnref43" name="_ftn43" title="">[43]</a> GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; &ldquo;Baptist&eacute;rios hisp&aacute;nicos&rdquo;, pp. 607-635.</p>     <p><a href="#_ftnref44" name="_ftn44" title="">[44]</a> BRANDT, Olof &ndash; <i>Battisteri Oltre La Pianta</i>. Citt&agrave; del Vaticano: Pontificio Instituto di Archeologia Cristiana, 2012.</p>     <p><a href="#_ftnref45" name="_ftn45" title="">[45]</a> GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; &ldquo;Baptist&eacute;rios hisp&aacute;nicos&rdquo;, pp. 607-635.</p>     <p><a href="#_ftnref46" name="_ftn46" title="">[46]</a> CABALLERO ZOREDA, Luis &ndash; &ldquo;Un canal de trasmisi&oacute;n delo cl&aacute;ssico en la Edad Media espa&ntilde;ola: arquitectura y escultura de influjo omeya en la Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica entre mediados del siglo VIII e inicios del X&rdquo;. <i>Al-qantara: Revista de est&uacute;dios &aacute;rabes</i> 15, Fasc. 2 (1994), pp. 321-350.</p>     <p><a href="#_ftnref47" name="_ftn47" title="">[47]</a> S&atilde;o conhecidos quarenta e tr&ecirc;s batist&eacute;rios, neste c&ocirc;mputo est&atilde;o inclu&iacute;dos o novo batist&eacute;rio de Barcelona e os dois de M&eacute;rtola.</p>     <p><a href="#_ftnref48" name="_ftn48" title="">[48]</a> RIPOLL L&Oacute;PEZ, Gisela; VEL&Aacute;ZQUEZ SORIANO, Isabel &ndash; &ldquo;Origen y desarrollo de las parrochiae en la Hispania de la anteg&uuml;edad tard&iacute;a&rdquo;. in PERGOLA, Philippe; BARBINI, Palmira Maria (eds.) &ndash; <i>Alle origini della parrocchia rurale (IV-VIII sec.).</i> Citt&agrave; del Vaticano: Pontificio Instituto di Archeologia Cristiana, 1999, pp. 101-165.</p>     <p><a href="#_ftnref49" name="_ftn49" title="">[49]</a> GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; <i>Arqueolog&iacute;a y liturgia</i>, pp. 340-342. GODOY FERN&Aacute;NDEZ, Cristina &ndash; &ldquo;A los pies del templo: espacios lit&uacute;rgicos en contraposici&oacute;n al altar: una revisi&oacute;n&rdquo;. <i>Antig&uuml;edad y cristianismo </i>21 (2004), pp. 473-489. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://revistas.um.es/ayc/issue/view/5041" target="_blank">http://revistas.um.es/ayc/issue/view/5041</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref50" name="_ftn50" title="">[50]</a> Prvdentivs, Peristeph, 8, referido por SALES CARBONELL, Jordina &ndash; <i>Las construcciones cristianas de la Tarraconensis durante la Antig&uuml;edad Tard&iacute;a</i>: <i>topograf&iacute;a, arqueolog&iacute;a e historia.</i> Barcelona: Universitat de Barcelona; Publicacions i Edicions, 2012, p. 60.</p>     <p><a href="#_ftnref51" name="_ftn51" title="">[51]</a> PUERTAS TRICAS, Rafael &ndash; <i>Iglesias hisp&aacute;nicas (siglos IV al VIII): testimonios literarios</i>. Madrid: Direcci&oacute;n General del Patrimonio Art&iacute;stico y Cultural, 1975. E SALES CARBONELL, Jordina &ndash; <i>Las construcciones cristianas</i>, p. 60.</p>     <p><a href="#_ftnref52" name="_ftn52" title="">[52]</a> IV. DE AEDIFICIIS SACRIS. [10] &ldquo;<i>Fons autem in delubris locus regeneratorum est, in quo septem gradus in Spiritus sancti mysterio formantur; tres in descensu et tres in ascensu: septimus vero is est qui et quartus, id est similis Filio hominis, extinguens fornacem ignis, stabilimentum pedum fundamentum aquae; in quo plenitudo divinitatis habitat corporaliter</i>&rdquo;. ISIDORO DE SEVILHA &ndash; <i>Isidori Hispalensis Episcopu Etymologiarum sive Originum</i>. Liber XV, IV. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.thelatinlibrary.com/isidore/15.shtml" target="_blank">http://www.thelatinlibrary.com/isidore/15.shtml</a> 10/3/2012 </p>     <p><a href="#_ftnref53" name="_ftn53" title="">[53]</a> &ldquo;<i>Iunguntur beati fontis edificia, per hoctagonum columnarum admirabili opere disponuntur</i>&rdquo;. Citado de <i>Passio Mantii</i>, 9, 4-5. Esta <i>passio</i> foi redigida nos finais do s&eacute;culo VII ou in&iacute;cios do s&eacute;culo VIII. &ldquo;Edif&iacute;cios com belas fonte unidas pelo trabalho maravilhoso das colunas que est&atilde;o disposta em oct&oacute;gono / de forma octogonal&rdquo;. SALES CARBONELL, Jordina &ndash; <i>Las construcciones cristianas</i>, p. 60.</p>     <p><a href="#_ftnref54" name="_ftn54" title="">[54]</a> ABAD CASAL, Loren&ccedil;o; GUTI&Eacute;RREZ LLORET, Sonia; GAMO PARRAS, Blanca &ndash; &ldquo;La bas&iacute;lica y el baptisterio&rdquo;, pp. 193-221.</p>     <p><a href="#_ftnref55" name="_ftn55" title="">[55]</a> PALOL SALELLAS, Pedro de &ndash; &ldquo;La bas&iacute;lica des cap des Port, de Fornells. Menorca&rdquo;. in <i>II Reuni&oacute; d&rsquo;Arqueologia paleocristiana Hisp&agrave;nica</i>. Barcelona: Institut d&rsquo;Arqueologia i Prehist&ograve;ria, 1982, pp. 353-404.</p>     <p><a href="#_ftnref56" name="_ftn56" title="">[56]</a> Excerto traduzido do Leccion&aacute;rio de Burgos por Fern&aacute;ndez Cat&oacute;n: FERNANDEZ CAT&Oacute;N, Jos&eacute; Maria &ndash; &ldquo;Documentos leoneses en escritura visig&oacute;tica. Fundo del archivo del monasterio de Carrizo&rdquo;. <i>Archivos Leonenses: revista de estudios y documentaci&oacute;n de los Reinos Hispano-Occidentales</i> 72 (1982), pp. 195-292, p. 205.</p>     <p><a href="#_ftnref57" name="_ftn57" title="">[57]</a> RIPOLL L&Oacute;PEZ, Gisela; VEL&Aacute;ZQUEZ SORIANO, Isabel &ndash; &ldquo;Origen y desarrollo de las parrochiae&rdquo;, pp. 101-165.</p>     <p><a href="#_ftnref58" name="_ftn58" title="">[58]</a> PICARD, Jean-Charles &ndash; &ldquo;Ce que les textes nous apprennent sur les &eacute;quipements et le mobilier liturgique n&eacute;cessaires pour le bapt&ecirc;me dans le Sud la Gaule et l'Itale du Nord&rdquo;. in <i>Actes du XI' Congres International d'Arch&eacute;ologie Chr&eacute;tienne</i>, pp. 1451-1468.</p>     <p><a href="#_ftnref59" name="_ftn59" title="">[59]</a> BOI&Ccedil;A, Joaquim; BARROS, Maria de F&aacute;tima R. &ndash; &ldquo;A Igreja Matriz de M&eacute;rtola&rdquo; in MACIAS, Santiago <i>et alii</i> &ndash; <i>Mesquita Igreja de M&eacute;rtola</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2011, pp. 33-88.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref60" name="_ftn60" title="">[60]</a> G&Oacute;MEZ MART&Iacute;NEZ, Susana &ndash; &ldquo;Interven&ccedil;&atilde;o arqueol&oacute;gica na Mesquita-Igreja Matriz de M&eacute;rtola&rdquo;. in MACIAS, Santiago <i>et alii</i> &ndash; <i>Mesquita Igreja de M&eacute;rtola</i>, pp. 89-104.</p>     <p><a href="#_ftnref61" name="_ftn61" title="">[61]</a> DIAS, Maria Manuela Alves; GASPAR, Catarina &ndash; <i>Cat&aacute;logo das Inscri&ccedil;&otilde;es Paleocrist&atilde;s do Territ&oacute;rio Portugu&ecirc;s</i>. Lisboa: Centro de Estudos Cl&aacute;ssicos da Universidade de Lisboa, 2006, p. 55.</p>     <p><a href="#_ftnref62" name="_ftn62" title="">[62]</a> CAMACHO MACIAS, Aquilino &ndash; <i>El Libro de Las Vidas de Los Santos Padres de M&eacute;rida</i>. M&eacute;rida 1988, p. 59.</p>     <p><a href="#_ftnref63" name="_ftn63" title="">[63]</a> TORRES, Cl&aacute;udio &ndash; &ldquo;Do cristianismo primitivo ao Isl&atilde;o&rdquo;. in G&Oacute;MEZ MART&Iacute;NEZ, Susana; MACIAS, Santiago; LOPES, Virg&iacute;lio (eds.) &ndash; <i>O sudoeste peninsular entre Roma e o Isl&atilde;o / Southwestern Iberian Peninsula between Rome and Islam</i>. M&eacute;rtola: Campo Arqueol&oacute;gico de M&eacute;rtola, 2015, pp. 46-53.</p>      ]]></body><back>
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