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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Estudos Medievais, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Martin Codax: a história que a música conta]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Martin Codax: time story told in music]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The songs by Martin Codax have been interpreted according to different, often incompatible, perspectives. The author discusses the most recent and relevant contributions, namely by William Paden. Then he tries to ascertain which musical traits in these cantigas might point to an earlier style of women's song symbolized by the “boyfriend” and related keywords. After invoking the impact of gender studies on the interpretation of the cantiga de amigo, as evaluated by Alan Deyermond, the author presents and discusses the different views on the style of the melodies voiced since their discovery a century ago. An excursus explores differences between cantigas II and III and the remaining, and the metrics of the latter, with reference to a recent work by Stephen Parkinson and Rip Cohen; a new musical edition is proposed for these two (and also, in passing, for cantiga V). Finally, those stylistic aspects that in the Vindel MS may betray an earlier tradition, in contrast to those that can be attributed to the artistic initiative of Galician jongleurs, are tentatively identified.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>DESTAQUE</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Martin Codax: a hist&oacute;ria que a m&uacute;sica conta</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Martin Codax: time story told in music</b></font></p>     <p><b>Manuel Pedro Ferreira<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais    e Humanas, Centro de Estudos de Sociologia e Est&eacute;tica Musical, 1069-061,    Lisboa, Portugal.<a href="mailto:mpferreira@fcsh.unl.pt">mpferreira@fcsh.unl.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O cancioneiro de Martin Codax tem suscitado posi&ccedil;&otilde;es interpretativas    nem sempre concili&aacute;veis entre si. Aqui s&atilde;o apresentadas e discutidas    as contribui&ccedil;&otilde;es recentes mais significativas, em particular as    de William Paden. Passa-se seguidamente a tentar perceber que aspectos musicais,    no Pergaminho Vindel, poder&atilde;o apontar para um antigo estilo de can&ccedil;&atilde;o    feminina simbolizado pela tem&aacute;tica de &ldquo;amigo&rdquo;. Convocam-se    os estudos de g&eacute;nero e o seu impacto no debate sobre a cantiga d'amigo,    avaliado por Alan Deyermond; apresentam-se as diversas abordagens suscitadas    pelas melodias desde que foram descobertas. Explora-se ainda a diferen&ccedil;a    entre as cantigas II e III e as restantes a&iacute; apontadas, bem como a interpreta&ccedil;&atilde;o    m&eacute;trica da terceira, com refer&ecirc;ncia aos trabalhos recentes de Stephen    Parkinson e Rip Cohen, propondo-se novas edi&ccedil;&otilde;es musicais para    essas duas cantigas (e tamb&eacute;m, de passagem, para a cantiga V). S&atilde;o    finalmente identificados, de forma hipot&eacute;tica, os aspectos estil&iacute;sticos    no Pergaminho que poder&atilde;o remontar &agrave; esfera da can&ccedil;&atilde;o    de mulher, por oposi&ccedil;&atilde;o aos que provavelmente espelham uma elabora&ccedil;&atilde;o    art&iacute;stica de iniciativa dos jograis galegos.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Cantiga d'amigo, G&eacute;nero, M&uacute;sica, M&eacute;trica,    Acentua&ccedil;&atilde;o.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The songs by Martin Codax have been interpreted according to different, often    incompatible, perspectives. The author discusses the most recent and relevant    contributions, namely by William Paden. Then he tries to ascertain which musical    traits in these cantigas might point to an earlier style of women's song symbolized    by the &ldquo;boyfriend&rdquo; and related keywords. After invoking the impact    of gender studies on the interpretation of the cantiga de amigo, as evaluated    by Alan Deyermond, the author presents and discusses the different views on    the style of the melodies voiced since their discovery a century ago. An excursus    explores differences between cantigas II and III and the remaining, and the    metrics of the latter, with reference to a recent work by Stephen Parkinson    and Rip Cohen; a new musical edition is proposed for these two (and also, in    passing, for cantiga V). Finally, those stylistic aspects that in the Vindel    MS may betray an earlier tradition, in contrast to those that can be attributed    to the artistic initiative of Galician jongleurs, are tentatively identified.</p>     <p><b>Keywords:</b> Cantiga d'amigo, Gender, Music, Metrics, Accentuation.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o: em torno dos g&eacute;neros da l&iacute;rica galego-portuguesa</b></p>     <p>Na l&iacute;rica medieval galego-portuguesa a m&uacute;sica que se conserva    &eacute; m&iacute;nima e as novidades t&ecirc;m tamb&eacute;m escasseado<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>.    Sobrevivem melodias em apenas dois pergaminhos, ambos j&aacute; estudados e    divulgados em papel ou grava&ccedil;&atilde;o. Ultimamente, por&eacute;m, sobreveio    alguma agita&ccedil;&atilde;o, amplificada por publica&ccedil;&otilde;es comemorativas    do centen&aacute;rio da descoberta e da primeira edi&ccedil;&atilde;o facsimilada    (1915) do Pergaminho Vindel.</p>     <p>&Eacute; do conhecimento geral que, em 1984-1986 e 1993-1995, respectivamente,    preparei edi&ccedil;&otilde;es tanto deste manuscrito, que cont&eacute;m as    cantigas d'amigo de Martin Codax, como do Pergaminho Sharrer, onde se encontram,    em estado fragment&aacute;rio, sete cantigas d'amor de D. Dinis. Por circunst&acirc;ncias    v&aacute;rias, esta &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o s&oacute; foi publicada    em livro dez anos depois da correspondente grava&ccedil;&atilde;o discogr&aacute;fica<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a>.    As edi&ccedil;&otilde;es, acompanhadas por estudos aprofundados, obrigaram-me    a formular ou a tomar partido sobre quest&otilde;es que afectam a imagem geral    da tradi&ccedil;&atilde;o galego-portuguesa. Isto implica que a respectiva discuss&atilde;o    acad&eacute;mica, mesmo em &acirc;mbito n&atilde;o musicol&oacute;gico, as tem    tomado como refer&ecirc;ncia, quer apreciativa, quer criticamente.</p>     <p>No primeiro livro,<i> O som de Martin Codax</i>, encontra-se uma descri&ccedil;&atilde;o    codicol&oacute;gica detalhada, de primeira m&atilde;o, do bif&oacute;lio achado    por Pedro Vindel, para al&eacute;m de amplia&ccedil;&otilde;es fotogr&aacute;ficas    e da primeira reprodu&ccedil;&atilde;o integral do Pergaminho (a quatro cores,    na sua face escrita). Apresentam-se ainda uma edi&ccedil;&atilde;o paleogr&aacute;fica,    textual e musical, e uma an&aacute;lise comparativa da nota&ccedil;&atilde;o    musical; esta &eacute; a base da edi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica seguidamente    proposta, que constitui o n&uacute;cleo do volume, e que d&aacute; azo a um    exame aturado da rela&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica com a poesia, em particular    no plano da acentua&ccedil;&atilde;o. No segundo livro, <i>Cantus coronatus</i>,    depois da necess&aacute;ria contextualiza&ccedil;&atilde;o, faz-se uma descri&ccedil;&atilde;o    detalhada do Pergaminho Sharrer e das consequ&ecirc;ncias do seu restauro, prop&otilde;e-se    uma edi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica das melodias e faz-se uma an&aacute;lise    quer da rela&ccedil;&atilde;o entre texto e m&uacute;sica, quer da rela&ccedil;&atilde;o    deste repert&oacute;rio com outros seus contempor&acirc;neos; conclui-se que    o perfil das melodias dionisinas, neste g&eacute;nero &ldquo;de amor&rdquo;,    pouco parece dever &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o da cantiga &ldquo;de amigo&rdquo;.</p>     <p>Entre as cr&iacute;ticas recentes ao meu trabalho, a que julgo mais interessante    deve-se a William D. Paden, professor americano especializado na l&iacute;rica    medieval francesa. Essa cr&iacute;tica decorre, em parte, da sua opini&atilde;o    sobre os g&eacute;neros da poesia galego-portuguesa, desenvolvida num artigo    de 2006<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>. Nesse texto, inspirado    pela constata&ccedil;&atilde;o de Tavani de que cantiga d'amigo e cantiga d'amor    se afiguram o reverso uma da outra<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a>,    Paden aborda esses g&eacute;neros como sendo equivalentes e complementares,    socialmente solid&aacute;rios, formando um sistema &uacute;nico de di&aacute;logo    entre amantes ficcionais, no qual a voz feminina da cantiga d'amigo &eacute;    aquela a quem se dirige o trovador na cantiga d'amor, e o amigo ausente do primeiro    g&eacute;nero &eacute; a voz trovadoresca do segundo. O corol&aacute;rio desta    vis&atilde;o &eacute; o abandono da terminologia trecentista da <i>Arte de Trovar</i>,    na qual a designa&ccedil;&atilde;o &ldquo;cantiga d'amor&rdquo; seria com vantagem    substitu&iacute;da pela express&atilde;o &ldquo;cantiga de senhor&rdquo;, julgada    quer mais sim&eacute;trica relativamente &agrave; cantiga d'amigo, quer mais    consent&acirc;nea com a realidade liter&aacute;ria revelada pelo uso de palavras-chave.</p>     <p>Apesar dos seus atractivos, esta vis&atilde;o, ao assimilar, por um lado, o    mundo da donzela ao da senhora a quem se presta vassalagem de amor, e por outro,    o cancioneiro do jogral ao do trovador, ignora a dualidade sociol&oacute;gica    representada em cada g&eacute;nero e a diversidade das suas ra&iacute;zes; esbate    a diferencia&ccedil;&atilde;o, para muitos crucial, entre cantiga d'amigo paralel&iacute;stica    e n&atilde;o-paralel&iacute;stica; e desvaloriza os elementos tradicionais e    arcaicos da variedade paralel&iacute;stica. Paden junta-se deste modo &agrave;    corrente de opini&atilde;o veiculada, entre outros, por Jos&eacute; Carlos Miranda,    que v&ecirc; a cantiga d'amigo essencialmente como uma cria&ccedil;&atilde;o    isolada da elite trovadoresca galego-portuguesa da segunda gera&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a>.    Um artigo anterior de Paden, sobre a cronologia dos g&eacute;neros, j&aacute;    acolhia esta ideia<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">[6]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste contexto, &eacute; compreens&iacute;vel que o autor revele algum inc&oacute;modo    face &agrave; minha contraposi&ccedil;&atilde;o musical entre cantiga d'amigo    e cantiga d'amor<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title="">[7]</a>. Consequentemente,    Paden acabou por dedicar um terceiro trabalho &agrave;s minhas edi&ccedil;&otilde;es    de Martin Codax e de D. Dinis, procurando insinuar que o alegado contraste musical    entre os dois &eacute; duvidoso e que, portanto, n&atilde;o constitui argumento    contra a sua vis&atilde;o, essencialmente est&aacute;tica e sim&eacute;trica,    dos dois g&eacute;neros amorosos<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title="">[8]</a>.</p>     <p>Em suma, Paden declara-se incompetente para discutir a nota&ccedil;&atilde;o    musical, mas, considerando as incertezas que existem na interpreta&ccedil;&atilde;o    r&iacute;tmica da can&ccedil;&atilde;o trovadoresca, cr&ecirc; que exagero ao    contrapor nesse aspecto os dois repert&oacute;rios; faz t&aacute;bua-rasa de    toda uma linhagem filol&oacute;gica de discuss&atilde;o do ritmo acentual na    poesia ib&eacute;rica medieval &ndash; por vezes com refer&ecirc;ncia directa    a Martin Codax<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title="">[9]</a> &ndash; mas    n&atilde;o aceita a minha proposta de que a igualdade sil&aacute;bica dos versos    pode estar subordinada a regularidades acentuais, na medida em que a regularidade    sil&aacute;bica &eacute; a norma em Codax e que a regularidade dos acentos lhe    surge editorial e analiticamente for&ccedil;ada. Desqualifica a compara&ccedil;&atilde;o    de Codax com D. Dinis devido ao facto de a minha edi&ccedil;&atilde;o do Pergaminho    Sharrer incluir uma dose importante de reconstru&ccedil;&atilde;o musical, embora    admita que a minha an&aacute;lise comparativa se baseia somente nos segmentos    mel&oacute;dicos originais.</p>     <p>Devo dizer que v&aacute;rios trabalhos que publiquei entre 1998 e 2009 j&aacute;    respondiam &agrave; subst&acirc;ncia das objec&ccedil;&otilde;es de Paden com    a distin&ccedil;&atilde;o entre variedades de cantiga d'amigo e a reafirma&ccedil;&atilde;o    da polaridade est&eacute;tica entre a cantiga paralel&iacute;stica e a cantiga    d'amor<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title="">[10]</a>. Neste contexto,    vale a pena lembrar o que diz Alan Deyermond sobre as variedades de cantiga    d'amigo: &ldquo;as cantigas de amigo paralel&iacute;sticas s&atilde;o t&atilde;o    diferentes das restantes &ndash; a diferen&ccedil;a &eacute; maior do que a    existente entre as n&atilde;o-paralel&iacute;sticas e as cantigas de amor &ndash;    que [as de amigo] n&atilde;o podem ser estudadas de forma &uacute;til como um    grupo &uacute;nico&rdquo;<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title="">[11]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Posi&ccedil;&atilde;o do problema: as melodias de Martin Codax e a cultura    oral feminina</b></p>     <p>Ou&ccedil;amos ainda Deyermond sobre a identidade da cantiga paralel&iacute;stica:</p>     <blockquote>&ldquo;As cantigas de amigo paralel&iacute;sticas apresentam s&eacute;rias    dificuldades tanto para aqueles que acreditam que elas derivam directamente    de poesia aut&ecirc;ntica de mulheres, como para aqueles que as v&ecirc;em como    artefactos masculinos sem rela&ccedil;&atilde;o com a tradi&ccedil;&atilde;o    oral feminina. [...] Se as cantigas de amigo paralel&iacute;sticas s&atilde;o    inven&ccedil;&otilde;es masculinas [...] como explicar as suas semelhan&ccedil;as    verbais com as <i>kharjas</i>, os <i>villancicos</i> e os <i>refrains</i> franceses?    H&aacute; muito que James Monroe demonstrou [...] que cada uma dessas tradi&ccedil;&otilde;es    l&iacute;ricas tem o seu sistema formulaico, e que os sistemas t&ecirc;m tal    semelhan&ccedil;a entre si que s&oacute; podem ter uma origem comum, que ele    localiza na tradi&ccedil;&atilde;o oral em Latim vulgar [...]. As suas conclus&otilde;es    foram refor&ccedil;adas pelo estudo sobre cantigas de amigo e <i>kharjas</i>    levado a cabo por Martha Schaffer&rdquo;<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title="">[12]</a>.</blockquote>     <p>Considerando a sua posi&ccedil;&atilde;o, por n&oacute;s partilhada, de que    estas cantigas paralel&iacute;sticas s&atilde;o uma reelabora&ccedil;&atilde;o    liter&aacute;ria masculina de uma aut&ecirc;ntica tradi&ccedil;&atilde;o oral    feminina, podemos perguntar-nos se nessa reelabora&ccedil;&atilde;o h&aacute;    tra&ccedil;os musicais que possam ser atribu&iacute;dos &agrave; suposta oralidade    de raiz &ndash; e constituir, portanto, uma marca de g&eacute;nero, a par da    voz po&eacute;tica, da versifica&ccedil;&atilde;o paralel&iacute;stica, do arca&iacute;smo    lingu&iacute;stico e das palavras-chave que remetem para o antigo universo da    can&ccedil;&atilde;o de mulher.</p>     <p>Para respondermos, ainda que de maneira tacteante e hipot&eacute;tica, a esta    quest&atilde;o, podemos somente recorrer a seis melodias, atribu&iacute;das    a Martin Codax &ndash; de quem, ali&aacute;s, ao certo nada se sabe<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title="">[13]</a>.    A amostra musical &eacute; muito curta, e identificar nela um substracto estil&iacute;stico    &eacute; tarefa problem&aacute;tica (especialmente se esse substracto for documentalmente    evanescente). No entanto, desde h&aacute; exactamente cem anos que estas melodias    alimentam especula&ccedil;&otilde;es ou servem para firmar convic&ccedil;&otilde;es    sobre a sua paternidade est&eacute;tica.</p>     <p>Esta paternidade foi em primeiro lugar atribu&iacute;da, indirectamente, ao    povo da Galiza. O c&oacute;nego Santiago Tafall Abad, que escreveu em 1917,    viu em tr&ecirc;s das cantigas um eco do <i>alal&aacute;</i> galego &ndash;    tipo de can&ccedil;&atilde;o pausada, n&atilde;o acompanhada, constitu&iacute;da    por frases de &acirc;mbito estreito, por vezes com ornamenta&ccedil;&atilde;o    pontual ou uso de s&iacute;labas soltas<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title="">[14]</a>.    Tamb&eacute;m para Higinio Angl&eacute;s, em 1958, as cantigas, embora de gosto    refinado, recordavam, &ldquo;de certa maneira, outras melodias do folclore tradicional    da Galiza, cantadas com pouco texto e deixando que a m&uacute;sica supra o sentimento    das palavras no melisma final de frase&rdquo;<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title="">[15]</a>.    Na mesma linha, Jos&eacute; L&oacute;pez-Calo opinava em 1982 que estas melodias,    se bem que de g&eacute;nero culto, encerrariam &ldquo;uma melancolia absolutamente    &uacute;nica [...], intimamente aparentada com o esp&iacute;rito de algumas    das mais t&iacute;picas m&uacute;sicas populares da Galiza&rdquo;<a href="#_ftn16" name="_ftnref16" title="">[16]</a>.    J&aacute; para Juli&aacute;n Ribera, em 1925, seguido por Eduardo Mart&iacute;nez    Torner em 1928, as melodias codacianas teriam rela&ccedil;&atilde;o com as <i>Cantigas    de Santa Maria</i> e derivariam, por consequ&ecirc;ncia, da escola musical andaluza,    mediante simplifica&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn17" name="_ftnref17" title="">[17]</a>.    Em alternativa, Isabel Pope, em 1934, procurou atribuir &agrave; Igreja a paternidade    do estilo; foi nisso seguida por M&aacute;rio de Sampayo Ribeiro, em 1941, e    Jos&eacute; Augusto Alegria, em 1968<a href="#_ftn18" name="_ftnref18" title="">[18]</a>.    De forma mais matizada, em 1998, a filia&ccedil;&atilde;o clerical das cantigas    de Codax foi ainda explorada por Charles Brewer<a href="#_ftn19" name="_ftnref19" title="">[19]</a>.    Finalmente, William Paden, em 2015, avan&ccedil;ou a ideia de que o estilo musical    codaciano seria pr&oacute;ximo do encontrado na cantiga d'amor, associada ao    trovadorismo aristocr&aacute;tico<a href="#_ftn20" name="_ftnref20" title="">[20]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A m&uacute;sica de Martin Codax presta-se, portanto, a interpreta&ccedil;&otilde;es    diversas, consoante as inclina&ccedil;&otilde;es de cada um, sem que nessa hipot&eacute;tica    identidade musical se tenha at&eacute; agora tentado abrir espa&ccedil;o para    uma poss&iacute;vel raiz na cultura oral feminina. De alguma forma todos os    autores citados se apoiaram em dados objectivos, exagerando, por&eacute;m, a    sua import&acirc;ncia de modo a obliterar as hip&oacute;teses concorrentes.</p>     <p>O elemento popular &eacute; sugerido pelo &acirc;mbito mel&oacute;dico estreito    e pela forma repetitiva das melodias. O &acirc;mbito chega a ser inferior ao    intervalo de quinta perfeita na cantiga IV, &ldquo;Ai Deus, se sab'ora meu amigo&rdquo;    (<a href="#f1">Ex. 1</a>)<a href="#_ftn21" name="_ftnref21" title="">[21]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A repetitividade pode ser ilustrada pela cantiga V, &ldquo;Quantas sabedes    amar amigo&rdquo;: n&atilde;o s&oacute; a frase musical que veicula o primeiro    verso surge repetida (com ornamenta&ccedil;&atilde;o adicional) com o segundo    verso, como o seu segmento final reaparece na segunda parte do refr&atilde;o    (<a href="#f2">Ex. 2</a>)<a href="#_ftn22" name="_ftnref22" title="">[22]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A proximidade com as <i>Cantigas de Santa Maria</i> &eacute; dada pela presen&ccedil;a    de f&oacute;rmulas comuns (tal como, no (<a href="#f2">Ex. 2</a>), a entoa&ccedil;&atilde;o    l&aacute;-d&oacute;-d&oacute; com o ritmo breve-breve-longa, que &eacute; replicada    em v&aacute;rias <i>Cantigas de Santa Maria</i>), f&oacute;rmulas que remetem    provavelmente para um substrato jogralesco<a href="#_ftn23" name="_ftnref23" title="">[23]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A liga&ccedil;&atilde;o &agrave; m&uacute;sica eclesi&aacute;stica &eacute;    sugerida por elementos constitutivos da salmodia e por perfis intervalares compat&iacute;veis    com a modalidade gregoriana. De facto, as melodias do Pergaminho Vindel usam    f&oacute;rmulas iniciais, mediais e finais associadas ao 3&ordm; e 8&ordm; tons    e evidenciam um forte parentesco com o <i>Tritus</i> e <i>Tetrardus</i> plagais,    numa vers&atilde;o arcaica. O caso mais flagrante &eacute; o uso do terceiro    tom salm&oacute;dico como base para o contorno mel&oacute;dico da frase inicial    na cantiga &ldquo;Ondas de mar de Vigo&rdquo; (<a href="#f3">Ex. 3</a>)<a href="#_ftn24" name="_ftnref24" title="">[24]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A proximidade &agrave; m&uacute;sica cort&ecirc;s de tradi&ccedil;&atilde;o    trovadoresca entrev&ecirc;-se quer na ornamenta&ccedil;&atilde;o dos finais    de frase ou de passagens mais extensas logo ap&oacute;s as primeiras notas,    quer nas regularidades de pulsa&ccedil;&atilde;o que &eacute; poss&iacute;vel    entrever ou supor com fundamento. Um estilo ornamental plausivelmente conjugado    com uma pulsa&ccedil;&atilde;o is&oacute;crona pode ser lido nas cantigas mais    morosas de Codax, como a &uacute;ltima do ciclo (<a href="#f4">Ex. 4</a>), e    tamb&eacute;m nas cantigas de amor de Dom Dinis conservadas no Pergaminho Sharrer    (<a href="#f5">Ex. 5</a>)<a href="#_ftn25" name="_ftnref25" title="">[25]</a>.    Em ambos os casos, grupos de entre tr&ecirc;s e cinco notas podiam ter sido    cantados em intervalos de tempo aproximadamente equivalentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As melodias foram abordadas de forma anal&iacute;tica moderna s&oacute; a partir    da d&eacute;cada de 1980. Um pequeno estudo do music&oacute;logo argentino Gerardo    Huseby sobre a primeira cantiga, &ldquo;Ondas do mar de Vigo&rdquo;, tendo embora    como horizonte a refuta&ccedil;&atilde;o da tese andaluza de Ribera a favor    do reconhecimento de uma matriz modal enraizada na monodia eclesi&aacute;stica,    evidenciou as conex&otilde;es da melodia quer com a Cantiga de Santa Maria n&ordm;    73, quer com a salmodia gregoriana<a href="#_ftn26" name="_ftnref26" title="">[26]</a>.</p>     <p>Quase simultaneamente, Ismael Fern&aacute;ndez de la Cuesta redescobria em    Nova Iorque o Pergaminho Vindel, inacess&iacute;vel desde a sua descoberta.    Num trabalho de sete densas p&aacute;ginas datado de 1982, o music&oacute;logo    espanhol apresenta-o, descreve-o e fornece a primeira transcri&ccedil;&atilde;o    (puramente mel&oacute;dica) feita a partir do documento original, acompanhada    de novas fotografias<a href="#_ftn27" name="_ftnref27" title="">[27]</a>. No    seu livro de hist&oacute;ria da m&uacute;sica medieval em Espanha, publicado    pouco depois, comenta assim a primeira cantiga de Codax: </p>     <blockquote>&ldquo;O primeiro verso da estrofe inicia o tema mel&oacute;dico.    O tema &eacute; retomado com alguma variante deixando a cad&ecirc;ncia em suspenso    para passar ao estribilho. Este recolhe tamb&eacute;m um fragmento do tema iniciado    no primeiro verso, de maneira que [...] se estabelece uma esp&eacute;cie de    concatena&ccedil;&atilde;o de pequenas c&eacute;lulas que passam de um verso    a outro da estrofe, e da estrofe ao estribilho voltando logo de novo &agrave;    cabe&ccedil;a. N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil ver nessas pequenas c&eacute;lulas    mel&oacute;dicas alguma semelhan&ccedil;a com certas f&oacute;rmulas ou cent&otilde;es    lit&uacute;rgicos [...]&rdquo;<a href="#_ftn28" name="_ftnref28" title="">[28]</a>.</blockquote>     <p>Surpreende-se assim nesta melodia um trabalho de composi&ccedil;&atilde;o formulaica,    tra&ccedil;o intimamente associado &agrave; oralidade. Foi este aspecto de oralidade    imanente que me interessou nas cantigas, levando-me &agrave; escrita d' <i>O    som de Martin Codax</i><a href="#_ftn29" name="_ftnref29" title="">[29]</a>.    A&iacute; se abordam as melodias n&atilde;o como inst&acirc;ncias abstractas,    mas antes como concretiza&ccedil;&otilde;es sint&eacute;ticas influ&iacute;das    quer pelos processos mnem&oacute;nicos, quer pelos contextos po&eacute;ticos;    e as suas nota&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o tanto como projec&ccedil;&otilde;es    de sistemas de escrita preexistentes, mas como representa&ccedil;&otilde;es    aturadas da particularidade do discurso musical. De facto, a chave para a correcta    interpreta&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio n&atilde;o est&aacute;, a meu    ver, na sua alegada filia&ccedil;&atilde;o popular, andaluza, eclesi&aacute;stica    ou cortes&atilde;, mas na sua matriz oral e regional, que permitiu incorporar,    transformados, elementos localmente preexistentes associados &agrave; cultura    feminina (n&atilde;o obstante o car&aacute;cter supraregional dos seus antecedentes)    e gerar um perfil art&iacute;stico &uacute;nico no panorama europeu.</p>     <p>A busca de tra&ccedil;os musicais de oralidade abarcou, na investiga&ccedil;&atilde;o    que levei a cabo em meados dos anos oitenta, n&atilde;o s&oacute; os materiais    mel&oacute;dicos convocados (melodias-tipo, f&oacute;rmulas) mas tamb&eacute;m    a padroniza&ccedil;&atilde;o r&iacute;tmica (associada ou n&atilde;o a conte&uacute;dos    m&eacute;licos); a conex&atilde;o entre acentua&ccedil;&atilde;o musical e acentua&ccedil;&atilde;o    textual e a coexist&ecirc;ncia de diferentes temporalidades, relacionadas com    diferentes segmentos da estrutura po&eacute;tica. Procurou-se, em suma, perceber    o que, na melodia final, adv&eacute;m, n&atilde;o de uma imagina&ccedil;&atilde;o    projectada na superf&iacute;cie abstracta da escrita, mas da mem&oacute;ria    colectiva e do condicionamento liter&aacute;rio.</p>     <p>Este foi um programa anal&iacute;tico ambicioso, mas finalmente fecundo quer    nas conclus&otilde;es retiradas, quer na densidade informativa da edi&ccedil;&atilde;o    resultante; deparou-se, por&eacute;m, com uma dificuldade imprevista, revelada    pelo exame paleogr&aacute;fico: o facto de, entre as seis melodias, quatro terem    sido apontadas por um copista e as duas restantes por outro; possivelmente nesta    mesma ordem.</p>     <p>H&aacute;, portanto, que analisar separadamente os dois grupos de cantigas.    Felizmente, h&aacute; permutas de figuras musicais, em contextos semelhantes,    ao longo das cantigas I, IV, V e VII, o que permite desenhar um quadro de equival&ecirc;ncias    r&iacute;tmicas; como alguns dos padr&otilde;es e do material mel&oacute;dico    lhes s&atilde;o comuns, consegue-se aperceber nesse conjunto, de forma imanente,    coer&ecirc;ncia suficiente para uma caracteriza&ccedil;&atilde;o estil&iacute;stica.    Mas se quatro melodias s&atilde;o poucas para sustentar um ju&iacute;zo de conjunto,    dispor de duas apenas quase impossibilita generaliza&ccedil;&otilde;es. Acresce    que uma destas melodias, a da cantiga III, est&aacute; incompleta, o que torna    ainda mais arriscada a sua interpreta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Apesar de tudo, acabei por arriscar essa indaga&ccedil;&atilde;o de sentido.    Do ponto de vista semi&oacute;tico, conclu&iacute; que as cantigas I, IV, V    e VII usam uma nota&ccedil;&atilde;o mensural n&atilde;o modal, enquanto o copista    das cantigas II e III recorreu a uma nota&ccedil;&atilde;o modal pr&eacute;-franconiana    (entendendo-se aqui por &ldquo;modal&rdquo; uma nota&ccedil;&atilde;o que procura    significar algum dos modos r&iacute;tmicos da tradi&ccedil;&atilde;o polif&oacute;nica    parisiense); esta &uacute;ltima nota&ccedil;&atilde;o &eacute; interpret&aacute;vel    somente por refer&ecirc;ncia a outros repert&oacute;rios. Tal conclus&atilde;o    &eacute; substancialmente retida no &uacute;ltimo estudo musicol&oacute;gico    do Pergaminho Vindel, um trabalho cuidadoso assinado por Antonio Calvia, que    acompanha o facs&iacute;mile de luxo recentemente publicado<a href="#_ftn30" name="_ftnref30" title="">[30]</a>.</p>     <p>Apercebemo-nos que estas &uacute;ltimas melodias, as das cantigas II e III,    quase n&atilde;o marcam temporalmente a distin&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;base&rdquo;    e &ldquo;coda&rdquo; do verso paralel&iacute;stico, reservando o contraste de    temporalidades para o refr&atilde;o. Sucedendo algo de semelhante na cantiga    V, tal facto poder&aacute; dever-se ao car&aacute;cter vivaz de todas tr&ecirc;s.    Mais significativo &eacute; que n&atilde;o recorram &agrave; altern&acirc;ncia    irregular de valores breves e longos, com uso de f&oacute;rmulas e o emprego    de padr&otilde;es rematados por longa &ndash; um estilo que apelidei de &ldquo;ritmo    raps&oacute;dico&rdquo;<a href="#_ftn31" name="_ftnref31" title="">[31]</a>.    Num estudo anal&iacute;tico publicado em 2009, evidenciei ainda que as cantigas    I, IV, V e VII partilham motivos musicais que est&atilde;o ausentes das cantigas    II e III, sugerindo diferente autoria para cada um dos grupos<a href="#_ftn32" name="_ftnref32" title="">[32]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Excurso: releitura de duas cantigas de Martin Codax</b></p>     <p>Gostaria de aproveitar esta ocasi&atilde;o para revisitar essas duas cantigas,    &agrave; luz de duas observa&ccedil;&otilde;es paleogr&aacute;ficas e de dois    argumentos musicol&oacute;gicos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f6"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Come&ccedil;o pelas observa&ccedil;&otilde;es paleogr&aacute;ficas. No Pergaminho    Vindel o final do segundo verso da cantiga II, &ldquo;Mandad'ei comigo&rdquo;,    foi escrito sobre rasura (<a href="#f6">Ex. 6</a>). Nessa reescrita, sobre a    palavra <i>amigo</i>, h&aacute; apenas duas figuras musicais, em vez das tr&ecirc;s    expect&aacute;veis &ndash; uma por s&iacute;laba. Consequentemente, uma das    figuras tem que ser cindida em duas. Os editores t&ecirc;m concordado em cindir    a &uacute;ltima figura: mas de que figura se trata? Eu interpretei-a, ali&aacute;s    como fez recentemente Calvia, como uma fus&atilde;o de plica (com dois tra&ccedil;os    verticais paralelos) e de nota simples. Olhando novamente para as amplia&ccedil;&otilde;es    fotogr&aacute;ficas, fico agora convencido de que o copista aproveitou algo    da camada rasurada e lhe acrescentou um ou ambos os tra&ccedil;os verticais    para significar que cada uma das duas notas ficaria a corresponder a uma s&iacute;laba.    N&atilde;o se trataria, portanto, de um desenho notacional feito com especial    inten&ccedil;&atilde;o mel&oacute;dica. Assim sendo, passo a subscrever neste    ponto a anterior leitura de Higinio Angl&eacute;s e de Ismael Fern&aacute;ndez    de la Cuesta, ou seja: haveria a&iacute; s&oacute; duas notas, sem nota ornamental    de permeio.</p>     <p>A segunda observa&ccedil;&atilde;o paleogr&aacute;fica diz respeito &agrave;    cantiga seguinte, &ldquo;Mia irmana fremosa&rdquo;. Esta &eacute; uma das cantigas    cuja estrutura acentual tem sido defendida por v&aacute;rios fil&oacute;logos.    Um destes &eacute; Stephen Parkinson, o qual, ap&oacute;s propor crit&eacute;rios    objectivos para identifica&ccedil;&atilde;o de uma m&eacute;trica acentual nos    textos po&eacute;ticos galego-portugueses, identificou sessenta e tr&ecirc;s    cantigas d'amigo que cumprem esses crit&eacute;rios, incluindo quatro composi&ccedil;&otilde;es    de Martin Codax. Na sua an&aacute;lise, &ldquo;Mia irmana fremosa&rdquo; &eacute;    caracterizada quer pela irregularidade na medida sil&aacute;bica dos versos,    quer pela regularidade da respectiva acentua&ccedil;&atilde;o (<a href="#f7">Ex.    7</a>)<a href="#_ftn33" name="_ftnref33" title="">[33]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f7"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o autor, a uniformiza&ccedil;&atilde;o da medida dos versos exigiria um    enorme esfor&ccedil;o editorial; n&atilde;o se trataria, contudo, de uma composi&ccedil;&atilde;o    conceptualmente polim&eacute;trica, mas de um poema livremente estruturado em    torno de acentos regulares conducentes &agrave; rima: um tipo de versifica&ccedil;&atilde;o    alternativo &agrave;quele em que se requerem versos com um n&uacute;mero determinado    de s&iacute;labas e onde apenas se d&aacute; aten&ccedil;&atilde;o ao acento    final de verso, sobre a rima.</p>     <p>Parkinson tomou aqui como refer&ecirc;ncia textual a j&aacute; cl&aacute;ssica    edi&ccedil;&atilde;o das cantigas d'amigo de Rip Cohen<a href="#_ftn34" name="_ftnref34" title="">[34]</a>,    autor que, defendendo embora o tradicionalismo da cantiga d'amigo, tem revelado    uma persistente alergia ao conceito de versifica&ccedil;&atilde;o acentual.    Cohen acaba, ali&aacute;s, de propor uma nova edi&ccedil;&atilde;o do cancioneiro    de Martin Codax, na qual mant&eacute;m a postura de s&oacute; atender, antes    da rima, &agrave;s regularidades de c&ocirc;mputo sil&aacute;bico<a href="#_ftn35" name="_ftnref35" title="">[35]</a>.    Embora surja como novidade, a fixa&ccedil;&atilde;o de texto a&iacute; proposta    representa, na minha opini&atilde;o, um retrocesso. De facto, ignora quer a    escans&atilde;o sil&aacute;bica revelada pela nota&ccedil;&atilde;o musical,    quer as implica&ccedil;&otilde;es da normaliza&ccedil;&atilde;o, observada por    Celso Cunha, imposta pelos compiladores tardios<a href="#_ftn36" name="_ftnref36" title="">[36]</a>;    desvaloriza a li&ccedil;&atilde;o do Pergaminho Vindel face &agrave; dos ap&oacute;grafos    italianos, o que se reflecte quer no estema proposto (praticamente id&ecirc;ntico    ao publicado em 1980 por Barbara Spaggiari<a href="#_ftn37" name="_ftnref37" title="">[37]</a>)    quer nas op&ccedil;&otilde;es editoriais. A cantiga V, por exemplo, fica praticamente    igual &agrave; leitura de Stephen Reckert, retomada duas d&eacute;cadas mais    tarde pelo Centro Ramon Pi&ntilde;eiro<a href="#_ftn38" name="_ftnref38" title="">[38]</a>.    A &uacute;nica cantiga em que mostra ousadia &eacute; precisamente a terceira    (<a href="#f8">Ex. 8</a>):</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f8"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ora, acontece que a cren&ccedil;a na invariabilidade, nos d&iacute;sticos,    do esquema m&eacute;trico [6'+5'], conjugada com a recusa em reconhecer validade    m&eacute;trica ao bissilabismo de <em>mia</em> (evidenciado pelo Pergaminho    Vindel), leva ao acrescento, ap&oacute;s <em>treides</em>, da s&iacute;laba    &lt;vos&gt;, ao arrepio de todos os manuscritos, desvio este que &eacute; dificilmente    compensado pelo fervor lingu&iacute;stico a favor da forma reflexiva do verbo    <em>traer</em>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f9"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f9.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Retomemos ent&atilde;o a an&aacute;lise paleogr&aacute;fica (<a href="#f9">Ex.    9</a>). Na frase inicial, a &uacute;ltima nota antes da lacuna no manuscrito    est&aacute; t&atilde;o esva&iacute;da que poderia ter exibido um tra&ccedil;o    &agrave; direita, como o que surge na repeti&ccedil;&atilde;o da frase na segunda    pauta (mudando desse modo o <em>punctum</em> em <em>virga</em>). De qualquer    modo, a altern&acirc;ncia hoje observ&aacute;vel entre <em>virga-punctum-punctum</em>    e <em>virga-punctum-virga</em> podia ter sido entendida apenas como variante    gr&aacute;fica, como sucede nas <em>Cantigas de Santa Maria</em>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais relevante &eacute; o facto de todos os editores, eu inclu&iacute;do, terem    assumido que o alinhamento entre texto e m&uacute;sica no in&iacute;cio da segunda    pauta &eacute; exacto. Dos pequenos tra&ccedil;os verticais que surgem a ladear    a <em>virga</em> sobre o <em>a</em> inicial de <em>ala</em>, o primeiro marcaria    o final do verso, e o segundo, uma enigm&aacute;tica particularidade de ordem    r&iacute;tmica ou articulat&oacute;ria (ou, segundo Calvia, o primeiro tra&ccedil;o    corrigiria o segundo quanto ao ponto de finaliza&ccedil;&atilde;o do primeiro    verso).</p>     <p>Ora, olhando novamente para o manuscrito com o benef&iacute;cio de d&eacute;cadas    de experi&ecirc;ncia no exame de manuscritos de m&uacute;sica medievais (experi&ecirc;ncia    que me faltava em 1986), afigura-se-me bastante plaus&iacute;vel que a descontinuidade    entre a segunda figura (um <em>porrectus</em>) e as semibreves seguintes seja    puramente gr&aacute;fica, a exemplo do que sucede, convencionalmente, no <em>climacus</em>    (figura reconhecidamente unit&aacute;ria, apesar da descontinuidade dos seus    elementos: <em>virga</em> inicial e pontos inclinados em tudo semelhantes a    semibreves). Havendo um grupo de cinco notas sobre a s&iacute;laba t&oacute;nica    de <em>comigo</em>, as s&iacute;labas <em>-go, a-, </em>e<em> -la</em> ficariam    desalinhadas com a m&uacute;sica. &Eacute;, pois, veros&iacute;mil que isso    tenha obrigado algu&eacute;m a indicar com um pequeno tra&ccedil;o vertical    o ponto de inser&ccedil;&atilde;o da &uacute;ltima s&iacute;laba (um procedimento    usual nesta &eacute;poca em casos semelhantes) e logo a seguir, usando o mesmo    meio, o ponto de finaliza&ccedil;&atilde;o do verso. Assim sendo, a segunda    frase musical come&ccedil;aria com menos uma nota do que na entoa&ccedil;&atilde;o    <em>mi-a yr-</em>, o que sup&otilde;e a presen&ccedil;a de sinalefa: <em>a la_y-</em>.    Tal leitura surge confirmada no manuscrito por uma correc&ccedil;&atilde;o no    verso inicial do terceiro d&iacute;stico: a rasura do segundo <em>a</em> deu    origem &agrave; forma elidida <em>a l ygreia</em>.</p>     <p>De facto, estes passos t&ecirc;m sido diversamente interpretados. Celso Ferreira    da Cunha argumentou contra a possibilidade de sinalefa &ldquo;porque a isso    se op&otilde;e o manuscrito musical, ao indicar, pela diversidade de notas,    a silaba&ccedil;&atilde;o <em>la-i</em>&rdquo;, o que o levou a considerar que    os d&iacute;sticos alternam versos graves de doze e de treze s&iacute;labas,    primeiro, e treze e doze s&iacute;labas, depois (leitura acolhida, mais recentemente,    por uma equipa do Centro Ram&oacute;n Pi&ntilde;eiro)<a href="#_ftn39" name="_ftnref39" title="">[39]</a>;    mas como vimos, o Pergaminho Vindel n&atilde;o s&oacute; admite, como confirma    a leitura <em>la_y- </em>tanto na parte musicada do texto como na sua sequ&ecirc;ncia.</p>     <p>Esta sinalefa, proposta h&aacute; muito por Jos&eacute; Joaquim Nunes, foi    aceite por autores t&atilde;o diversos como Barbara Spaggiari, Luiz Fagundes    Duarte e Domingos Prieto Alonso e &eacute; retida por Rip Cohen na sua &uacute;ltima    leitura do texto<a href="#_ftn40" name="_ftnref40" title="">[40]</a>. Por&eacute;m,    Spaggiari l&ecirc; nos d&iacute;sticos tr&ecirc;s esquemas m&eacute;trico-acentuais    diferentes, todos com acento medial na sexta s&iacute;laba mas oscilando entre    continuidade ou descontinuidade a meio do verso, quatro a cinco acentos, e onze    a doze s&iacute;labas m&eacute;tricas; Fagundes Duarte e Prieto Alonso assumem    nos d&iacute;sticos um esquema de escans&atilde;o pros&oacute;dica organizado    em torno de uma cesura medial ap&oacute;s a sexta s&iacute;laba m&eacute;trica    (6' ou 6), com dois acentos por cada membro do verso; enquanto o &uacute;ltimo    editor assume doze s&iacute;labas m&eacute;tricas em cada verso, com cesura    invari&aacute;vel no mesmo ponto. Stephen Parkinson, em contrapartida, assume    nesta cantiga &ndash; que considera, como Fagundes Duarte, estruturada em torno    de 2+2 acentos &ndash; a elasticidade, entre onze e catorze s&iacute;labas,    da medida do verso encontrada nas estrofes, contagem sil&aacute;bica que &eacute;    por&eacute;m considerada conceptualmente irrelevante (<a href="#f7">Ex. 7</a>)<a href="#_ftn41" name="_ftnref41" title="">[41]</a>.</p>     <p>A maioria das interpreta&ccedil;&otilde;es acima referidas ressentem-se da    rigidez na divis&atilde;o interna dos versos em hemist&iacute;quios, sem ter    em conta a possibilidade de adi&ccedil;&atilde;o ou supress&atilde;o de uma    nota inicial, ou ainda, de desdobramento articulat&oacute;rio de um grupo de    notas ou de uma s&oacute; nota de longa dura&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn42" name="_ftnref42" title="">[42]</a>.    Acresce que a rela&ccedil;&atilde;o texto-m&uacute;sica revelada pelo apontador    do Pergaminho Vindel tende a ser tratada enquanto aspecto supletivo e n&atilde;o    enquanto faceta estrutural neste tipo de cantiga, revelando o prolongamento    de um preconceito anacr&oacute;nico que cinde o jogral em duas identidades incomunicantes,    a do poeta e a do cantor.</p>     <p>Pode ainda admitir-se que a cantiga, em vez de exemplificar uma m&eacute;trica    acentual pura, tivesse natureza sil&aacute;bico-acentual, ou seja, decorresse    de um tipo de versifica&ccedil;&atilde;o em que fossem conscientemente padronizados    tanto o c&ocirc;mputo sil&aacute;bico (uniforme ou biforme) como a diferencia&ccedil;&atilde;o    acentual ao longo dos versos. Se adoptarmos, de acordo com o testemunho medieval,    tanto a leitura bissil&aacute;bica de <em>mia</em> (concretiza&ccedil;&atilde;o    de uma possibilidade m&eacute;trica e n&atilde;o mera di&eacute;rese musical    de um monoss&iacute;labo) como a sinalefa em <em>la_igreja</em>, facilmente    se obter&atilde;o nos d&iacute;sticos versos &iacute;mpares de doze s&iacute;labas    m&eacute;tricas e versos pares de treze s&iacute;labas (em correspond&ecirc;ncia    com a primeira e segunda frases musicais, respectivamente), todos com quatro    acentos<a href="#_ftn43" name="_ftnref43" title="">[43]</a>. A segunda frase    musical varia, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; primeira, na entoa&ccedil;&atilde;o    inicial e sobretudo no segmento final, o que torna poss&iacute;vel a polimetria.    Note-se de passagem que o aspecto acentual s&oacute; &eacute; pertinente, em    Martin Codax, na an&aacute;lise das estrofes<a href="#_ftn44" name="_ftnref44" title="">[44]</a>.</p>     <p>Na cantiga III os acentos dos diferentes versos dos d&iacute;sticos s&oacute;    aparentemente est&atilde;o desencontrados entre si, pois nada impede que estivessem    verticalmente sobrepostos sob a m&uacute;sica, a exemplo do primeiro acento    sobre <em>irmana</em> e <em>igreja</em>; o acento po&eacute;tico medial recairia    alternadamente na sexta ou na s&eacute;tima s&iacute;laba do verso, mas sempre    no mesmo ponto da frase musical: as acentua&ccedil;&otilde;es da melodia regulariam    os acentos m&eacute;tricos. As restantes s&iacute;labas do verso seriam livremente    distribu&iacute;das em torno destes n&oacute;s acentuais. Contudo, para gerar    uma interpreta&ccedil;&atilde;o isossil&aacute;bica (doze s&iacute;labas m&eacute;tricas)    abarcando versos tanto &iacute;mpares como pares, basta supor, seguindo Ferreira    da Cunha e a equipa do Centro Ram&oacute;n Pi&ntilde;eiro, uma sinalefa ou elis&atilde;o    no final do primeiro segmento dos versos pares (<em>Vigo_u</em> ou <em>Vig'u</em>;    <em>madr'e</em>); a melodia original para este segmento perdeu-se, pelo que    n&atilde;o se pode saber qual das hip&oacute;teses de leitura &eacute; mais    justa, nem em que monoss&iacute;labo recairia a acentua&ccedil;&atilde;o musical.    Em todo o caso, o resultado m&eacute;trico e acentual &eacute; muito regular,    tendo em conta a rela&ccedil;&atilde;o com a m&uacute;sica (<a href="#f10">Ex.    10</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f10"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f10.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Voltemos agora a nossa aten&ccedil;&atilde;o para os argumentos. O primeiro    &eacute; retirado d' <em>O som de Martin Codax</em>: &ldquo;admitindo que a    unidade de medida poderia variar consoante o objecto a que se aplicasse, teremos    tamb&eacute;m de admitir&rdquo;, argumentei ent&atilde;o, &ldquo;que a dura&ccedil;&atilde;o    por ela institu&iacute;da se poderia desdobrar em v&aacute;rias temporalidades&rdquo;;    contudo, essa diferencia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se espelharia normalmente    na nota&ccedil;&atilde;o musical,</p>     <blockquote>&ldquo;porquanto o copista medieval [...] n&atilde;o se colocava na    posi&ccedil;&atilde;o de observador externo ao desenrolar da melodia; ele pr&oacute;prio    a entoava, seguindo as suas eventuais mudan&ccedil;as de velocidade, pelo que    n&atilde;o haveria, para ele, varia&ccedil;&atilde;o da unidade de tempo, mas    apenas varia&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio movimento&rdquo;<a href="#_ftn45" name="_ftnref45" title="">[45]</a>.</blockquote>     <p>Assim sendo, a homogeneidade da nota&ccedil;&atilde;o pode esconder varia&ccedil;&otilde;es    de velocidade na sua execu&ccedil;&atilde;o. Em <em>O som de Martin Codax</em>    a explora&ccedil;&atilde;o deste princ&iacute;pio ficou subordinado &agrave;    identifica&ccedil;&atilde;o de objectos po&eacute;ticos diferenciados que justificassem    a mudan&ccedil;a de temporalidade: ou seja, o refr&atilde;o, por oposi&ccedil;&atilde;o    aos d&iacute;sticos estr&oacute;ficos, e os segmentos de verso gerados, nestes    d&iacute;sticos, pela t&eacute;cnica paralel&iacute;stica (o segmento base,    que se retoma, mais a respectiva coda, com rima vari&aacute;vel).</p>     <p>O segundo argumento &eacute; retirado de um artigo recente sobre a nota&ccedil;&atilde;o    das Cantigas de Santa Maria<a href="#_ftn46" name="_ftnref46" title="">[46]</a>.    Recordemos que esta nota&ccedil;&atilde;o, na vers&atilde;o dos c&oacute;dices    hoje conservados no Escorial, &eacute; o tipo mais pr&oacute;ximo do encontrado    nos pergaminhos musicados da l&iacute;rica profana galego-portuguesa. Sucedendo,    como a&iacute; se demonstra nalguns casos, que os padr&otilde;es r&iacute;tmicos    representam rela&ccedil;&otilde;es qualitativas e a extens&atilde;o do per&iacute;odo    determina a dura&ccedil;&atilde;o real dos seus elementos, ent&atilde;o a escrita    de um padr&atilde;o r&iacute;tmico segue regras convencionais independentes    da dura&ccedil;&atilde;o efectiva da unidade de tempo, a qual se sujeita, de    forma el&aacute;stica, &agrave; pulsa&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica. Isto    permite diferentes subdivis&otilde;es do compasso e a justaposi&ccedil;&atilde;o    de padr&otilde;es tern&aacute;rios correspondentes ao primeiro e segundo modos    r&iacute;tmicos (compasso de 3/4) e de padr&otilde;es compactados correspondentes    ao terceiro e quarto modos (compasso de 6/8) ou aos seus equivalentes duracionais,    com as correspondentes acelera&ccedil;&otilde;es ou reten&ccedil;&otilde;es    do tempo musical. Isto, independentemente de quaisquer mudan&ccedil;as que ocorram    na natureza do material po&eacute;tico.</p>     <p>O efeito cumulativo destes argumentos &eacute; o alargamento da latitude interpretativa    das nota&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-franconianas quando aplicadas &agrave;    monodia cort&ecirc;s. Na cantiga II, isto permite-nos abordar o refr&atilde;o    com elasticidade temporal, mantendo a pulsa&ccedil;&atilde;o mas diminuindo    a velocidade dos eventos atrav&eacute;s da altern&acirc;ncia de 3/4 e de 6/8    (<a href="#f11">Ex. 11</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f11"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f11.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na cantiga III, a mesma altern&acirc;ncia produz nas estrofes n&atilde;o s&oacute;    uma acelera&ccedil;&atilde;o pontual, mas tamb&eacute;m a possibilidade de,    ao antecipar-se a sexta s&iacute;laba, fazer recair a s&iacute;laba t&oacute;nica    de <em>fremosa</em> sobre a pulsa&ccedil;&atilde;o musical, um alinhamento acentual    que n&atilde;o era at&eacute; agora evidente (<a href="#f12">Ex. 12</a>). A    solu&ccedil;&atilde;o encontrada, incluindo a dupla forma de entoa&ccedil;&atilde;o    dos versos e a mobilidade da cesura po&eacute;tica, surge ajustada &agrave;    letra e &agrave; nota&ccedil;&atilde;o do Pergaminho Vindel; &eacute; acentualmente    coerente; e &eacute;, para mais, compat&iacute;vel quer com a elasticidade da    medida sil&aacute;bica entre doze e treze s&iacute;labas, quer com uma interpreta&ccedil;&atilde;o    m&eacute;trica que atribua doze s&iacute;labas (divis&iacute;veis em 7'+4',    7+5' ou 6+6') a cada verso paralel&iacute;stico.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f12"></a><img src="/img/revistas/med/n24/n24a02f12.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Retoma: oralidade e can&ccedil;&atilde;o de mulher</strong></p>     <p>Estamos agora em condi&ccedil;&otilde;es de voltar &agrave; quest&atilde;o    inicial, a indaga&ccedil;&atilde;o sobre os tra&ccedil;os musicais de uma oralidade    primeva, associada &agrave; cultura feminina dos alvores da Idade M&eacute;dia.    A inven&ccedil;&atilde;o mel&oacute;dica desta m&uacute;sica repousa na replica&ccedil;&atilde;o,    expans&atilde;o e contrac&ccedil;&atilde;o de estruturas ou motivos preexistentes.    Este processo &eacute; contudo comum &agrave;s cantigas d'amor de Dom Dinis<a href="#_ftn47" name="_ftnref47" title="">[47]</a>.    Trata-se de uma caracter&iacute;stica geral da composi&ccedil;&atilde;o musical    nascida da oralidade, n&atilde;o sendo, portanto, pr&oacute;pria do contexto    paralel&iacute;stico. A presen&ccedil;a de um ritmo raps&oacute;dico &eacute;,    em contrapartida, singular no contexto da &eacute;poca.</p>     <p>Recordemos que a igualdade na dura&ccedil;&atilde;o das notas do canto gregoriano    tardio, a pulsa&ccedil;&atilde;o is&oacute;crona do <em>cantus coronatus</em>,    os ritmos modais parisienses e os padr&otilde;es r&iacute;tmicos andaluzes s&atilde;o    esquemas que organizam ou se sobrep&otilde;em ao material mel&oacute;dico, sem    serem por este influenciados. J&aacute; o ritmo raps&oacute;dico &eacute; a    marca deixada na linha do tempo pela justaposi&ccedil;&atilde;o de materiais    pr&eacute;-formados; &eacute; um tra&ccedil;o arcaico, estreitamente vinculado    &agrave; mem&oacute;ria colectiva. Estando ausente do segundo grupo de cantigas,    isso sugere que estava j&aacute; a perder-se, entre as cantigas paralel&iacute;sticas,    na segunda metade do s&eacute;culo XIII.</p>     <p>No primeiro grupo de cantigas h&aacute; ainda a registar um &acirc;mbito mel&oacute;dico    invulgarmente estreito, sendo que o refr&atilde;o, de tend&ecirc;ncia expansiva,    supera o &acirc;mbito dos d&iacute;sticos. Podemos adicionalmente listar tr&ecirc;s    caracter&iacute;sticas que se encontram quer no grupo do primeiro apontador,    quer nas introduzidas pelo segundo: a grande repetitividade formal; a correla&ccedil;&atilde;o    entre a presen&ccedil;a de n&oacute;s acentuais nas estrofes e acentua&ccedil;&otilde;es    musicais implicadas por desenho mel&oacute;dico, prolongamento duracional ou    retorno da pulsa&ccedil;&atilde;o; e a heterogeneidade das temporalidades em    conex&atilde;o com segmentos espec&iacute;ficos das cantigas.</p>     <p>A primeira caracter&iacute;stica tem como paralelos mais pr&oacute;ximos na    tradi&ccedil;&atilde;o europeia, com nota&ccedil;&atilde;o musical conservada,    as dan&ccedil;as de roda (<em>caroles</em>), muito populares na sociabilidade    feminina<a href="#_ftn48" name="_ftnref48" title="">[48]</a>. Algo afim &agrave;    segunda caracter&iacute;stica (a marca&ccedil;&atilde;o acentual da rima em    versos curtos) tamb&eacute;m a&iacute; se pode encontrar. Todas tr&ecirc;s est&atilde;o    ausentes da tradi&ccedil;&atilde;o propriamente trovadoresca.</p>     <p>Quais destes tra&ccedil;os remontar&atilde;o &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o    feminil presumivelmente imitada, e quais deles corresponder&atilde;o ao investimento    art&iacute;stico dos jograis? A resposta ter&aacute; de ser especulativa; mas    ainda assim, poder&aacute; especular-se de maneira razo&aacute;vel, de acordo    com os dados recolhidos. Nada impede que se imagine uma arcaica tradi&ccedil;&atilde;o    de cantigas de mulher feita de melodias repetitivas, estreitas, recheadas de    motivos pr&eacute;-formados, coladas &agrave; l&oacute;gica estrutural e acentual    dos poemas, maioritariamente sil&aacute;bicas mas com floreios ocasionais, mormente    em final de frase. Nada impede que se imaginem os jograis a transformar tal    tradi&ccedil;&atilde;o no sentido de uma maior densidade ornamental, de uma    maior diferencia&ccedil;&atilde;o de temporalidades, de uma consciente intensifica&ccedil;&atilde;o    ret&oacute;rica e da incorpora&ccedil;&atilde;o de f&oacute;rmulas e motivos    oriundos dos universos eclesi&aacute;stico ou trovadoresco. Pode mesmo imaginar-se,    como sugerem as cantigas do segundo apontador, que os jograis lograram expandir    o &acirc;mbito mel&oacute;dico e variar os perfis r&iacute;tmicos com preju&iacute;zo    do elemento raps&oacute;dico, aproximando assim a cantiga paralel&iacute;stica    da n&atilde;o-paralel&iacute;stica.</p>     <p>Tradicionalismo melo-r&iacute;tmico, simplicidade formal, variedade de estados    temporais, concentra&ccedil;&atilde;o do registo vocal, ades&atilde;o &agrave;    regularidade dos acentos, ornamenta&ccedil;&atilde;o terminal: estes s&atilde;o    talvez os tra&ccedil;os mais est&aacute;veis e salientes do estilo, quando comparado    com a &ldquo;maneira de proen&ccedil;al&rdquo; tematizada por Dom Dinis: &ldquo;maneira&rdquo;    que buscava, pelo contr&aacute;rio, a novidade mel&oacute;dica dentro de uma    temporalidade tendencialmente uniforme; &ldquo;maneira&rdquo; de &acirc;mbito    vocal expansivo e floreio livre, deslocalizado; &ldquo;maneira&rdquo; onde a    acentua&ccedil;&atilde;o musical, longe de ter um papel estruturante, flutuava    ao sabor pontual da declama&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn49" name="_ftnref49" title="">[49]</a>.</p>     <p>Por oposi&ccedil;&atilde;o ao universo proven&ccedil;al, era daqueles primeiros    tra&ccedil;os que, por entre a trama sonora do jogral, se desprendia ainda,    sedutor e sempre apreciado, um potencial perfume de mulher.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <p><i>500 Cantigas d&rsquo;Amigo. Edi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica de Rip Cohen</i>.    Porto: Campo das Letras, 2003.</p>     <p>AMERUS &ndash; <i>Practica artis musice</i>. Ed. Cesarino Ruini. Corpus scriptorum    de musica, vol. 25. [Roma]: American Institute of Musicology, 1977.    <!-- ref --><br>   <i>Cancionero musical</i>. Ed., selecci&oacute;n y armonizaci&oacute;n Eduardo    Mart&iacute;nez Torner. Madrid: Instituto Escuela, 1928.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1494777&pid=S1646-740X201800020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Cantigas d'Amigo dos trovadores galego-portugueses</i>. Ed. Jos&eacute;    Joaquim Nunes. 3 vols. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1926-1928.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1494779&pid=S1646-740X201800020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Cantigas do Mar de Vigo. Edici&oacute;n cr&iacute;tica das cantigas de Meendinho,    Johan de Cangas e Martin Codax</i>. Ed. Antonio Fern&aacute;ndez Guiadanes.    Santiago de Compostela: Centro Ram&oacute;n Pi&ntilde;eiro, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1494781&pid=S1646-740X201800020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Cantigas medievais galego-portuguesas:</i> corpus <i>integral profano</i>.    Ed. e Coord. Gra&ccedil;a Videira Lopes. 2 vols. Lisboa: Biblioteca Nacional    de Portugal / IEM / CESEM, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1494783&pid=S1646-740X201800020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b>Estudos </b></p>     <p>ALEGRIA, Jos&eacute; Augusto &ndash; <i>A problem&aacute;tica musical das cantigas    de amigo</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1968.</p>     <p>ANGL&Eacute;S, Higinio &ndash; <i>La M&uacute;sica de las Cantigas de Santa    Mar&iacute;a del Rey Alfonso El Sabio</i>, vol. III/2. Barcelona: Diputaci&oacute;n    Provincial de Barcelona - Biblioteca Central, 1958.</p>     <p>BOYNTON, Susan &ndash; &ldquo;Women's Performance of the Lyric Before 1500&rdquo;.    in KLINCK, Anne; RASMUSSEN, Ann Marie (Eds.) &ndash; <i>Medieval Woman's Song:    Cross-Cultural Approaches</i>. Philadelphia: University of Pennsylvania Press,    2002, pp. 47-65.</p>     <p>BREWER, Charles E. &ndash; &ldquo;The <i>Cantigas d'Amigo</i> of Martin Codax    in the Context of Medieval Secular Latin Song&rdquo;. <i>La cor&oacute;nica</i>    26/2 (1998), pp. 17-28.</p>     <p>CALVIA, Antonio &ndash; &ldquo;A m&uacute;sica do <i>Pergami&ntilde;o Vindel&rdquo;.</i>    in <i>Pergamino Vindel</i>. Barcelona: M. Moleiro, 2016, pp. 161-82.</p>     <p>COHEN, Rip &ndash; &ldquo;In the Beginning was the Strophe: Origins of the    <i>Cantiga d&rsquo;Amigo</i> Revealed!&rdquo;. in LARANJINHA, Ana Sofia; MIRANDA,    Jos&eacute; Carlos (Coords.). <i>Modelo:</i> <i>Actas do X Col&oacute;quio da    Sec&ccedil;&atilde;o Portuguesa da Associa&ccedil;&atilde;o Hisp&acirc;nica    de Literatura Medieval</i>. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto,    2005, pp. 243-255.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; &ldquo;Internal rhyme and the history of strophic song&rdquo;. Washington    DC: Virtual Center for the Study of Galician-Portuguese Lyric, 2014. <a href="https://blogs.commons.georgetown.edu/cantigas" target="_blank">https://blogs.commons.georgetown.edu/cantigas</a></p>     <p>CUNHA, Celso Ferreira da &ndash; <i>O Cancioneiro de Martin Codax</i>. Rio    de Janeiro: Imprensa Nacional, 1956 (reimpress&atilde;o: <i>Cancioneiros dos    trovadores do mar</i>. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1999).</p>     <p>&ndash; &ldquo;Sobre o texto e a interpreta&ccedil;&atilde;o das cantigas de    Martin Codax&rdquo;. in <i>Critique textuelle portugaise. Actes du coloque (Paris,    20-24 octobre 1981)</i>. Paris: Centre Culturel Portugais, 1986, pp. 65-83 (reimpress&atilde;o:    <i>Cancioneiros dos trovadores do mar</i>. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa    da Moeda, 1999, pp. 511-529).</p>     <p>&ndash; &ldquo;The <i>Cantigas</i> of Martin Codax - Edited with Commentary    and Prolegomena&rdquo;. in <i>Pergamino Vindel</i>. Barcelona: M. Moleiro, 2016,    pp. 285-305.</p>     <p>DEYERMOND, Alan &ndash; &ldquo;Some Problems of Gender and Genre in the Medieval    <i>Cantigas</i>&rdquo;. in OCA&Ntilde;A, Antonio Cortijo; PERISSINOTTO, Giorgio;    SHARRER, Harvey L. (Eds.) &ndash;<i> Estudios galegos medievais</i>. Santa Barbara:    Centro de Estudios Galegos, Department of Spanish and Portuguese, University    of California at Santa Barbara [Studia Hispanica Californiana, 1], 2001, pp.    43-59.</p>     <p>DUARTE, Luiz Fagundes &ndash; &ldquo;Acerca do Ritmo nas Cantigas de Amigo&rdquo;.    in <i>Actes du XVII Congr&egrave;s International de Linguistique et Philologie    Romanes</i>. Aix-en-Provence: Universit&eacute; de Provence, 1986, vol. 8, pp.    225-236.</p>     <p>DUFFELL, Martin J. &ndash; &ldquo;The Metric Cleansing of Hispanic Verse&rdquo;.    <i>Bulletin of Hispanic Studies</i> 76 (1999), pp. 151-168.</p>     <p>FERN&Aacute;NDEZ DE LA CUESTA, Ismael &ndash; &ldquo;Les <i>cantigas de amigo</i>    de Mart&iacute;n Codax&rdquo;. <i>Cahiers de civilisation m&eacute;di&eacute;vale</i>    25 (1982), pp. 179-185 e 4 l&acirc;minas.</p>     <p>&ndash; <i>Historia de la m&uacute;sica espa&ntilde;ola, 1. Desde los or&iacute;genes    hasta el &ldquo;ars nova&rdquo;.</i> Madrid: Alianza Editorial, 1983.</p>     <p>FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>O som de Martin Codax &ndash; Sobre a dimens&atilde;o    musical da l&iacute;rica galego-portuguesa (s&eacute;culos XII-XIV)</i>. Lisboa:    Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1986.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; &ldquo;Codax revisitado&rdquo;. <i>Anuario de estudos literarios galegos</i>(1998),    pp. 157-68.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Musik und Betonung in <i>cantigas d'amigo</i>&rdquo;. in CRAMER,    Thomas <i>et alii</i> (Eds.) &ndash; <i>Frauenlieder &ndash; Cantigas de amigo</i>.    Stuttgart: S. Hirzel, 2000, pp. 247-257.</p>     <p>&ndash; <i>Cantus Coronatus &ndash; Sete cantigas d&rsquo;El-Rei Dom Dinis.    </i>Kassel: Reichenberger, 2005.</p>     <p>&ndash; (Dir.) &ndash; <i>Antologia de M&uacute;sica em Portugal na Idade M&eacute;dia    e no Renascimento</i>. 2 vols., 2 CDs. Lisboa: Arte das Musas / CESEM, 2008.</p>     <p>&ndash; <i>Aspectos da M&uacute;sica Medieval no Ocidente Peninsular</i>, <i>vol.    1: M&uacute;sica palaciana</i>. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda /    Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2009.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Estrutura e ornamenta&ccedil;&atilde;o mel&oacute;dica nas cantigas    trovadorescas&rdquo;. in <i>Aspectos da M&uacute;sica Medieval no Ocidente Peninsular</i>,    <i>vol. 1: M&uacute;sica palaciana</i>. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da    Moeda / Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2009, pp. 150-74.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Jograis, <i>contrafacta</i>, formas musicais: cultura urbana    nas Cantigas de Santa Maria&rdquo;. <i>Alcanate. Revista de Estudios Alfons&iacute;es</i>    8 (2012-2013), pp. 43-53.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Editing the <i>Cantigas de Santa Maria:</i> Notational decisions&rdquo;.    <i>Revista Portuguesa de Musicologia</i>, nova s&eacute;rie, 1/1 (2014), pp.    33-52.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Ler o Pergaminho Vindel: suporte; textos; autor&rdquo;. in LOPES,    Gra&ccedil;a Videira; FERREIRA, Manuel Pedro (Coords.) &ndash; <i>Do canto &agrave;    escrita: novas quest&otilde;es em torno da l&iacute;rica galego-portuguesa</i>.    Lisboa: IEM/CESEM, 2016, pp. 19-28.</p>     <p>HILLIER, Paul; The Theatre of Voices &ndash; <i>Cantigas from the Court of    Dom Dinis</i> (CD HMU 907129). Los Angeles: Harmonia Mundi USA, 1995.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>HUSEBY, Gerardo Victor &ndash; &ldquo;The common melodic background of 'Ondas    do mar de Vigo' and CSM #73&rdquo;. in <i>Studies on the </i>Cantigas de Santa    Maria: <i>Art, Music, and Poetry</i>. Madison, Wis.: Hispanic Seminary of Medieval&nbsp;Studies,    1987, pp. 189-201.</p>     <p>L&Oacute;PEZ-CALO, Jos&eacute; &ndash; <i>La m&uacute;sica medieval en Galicia</i>.    La Coru&ntilde;a: Fundaci&oacute;n &ldquo;Pedro Barri&eacute; de la Maza, conde    de Fenosa&rdquo;, 1982.</p>     <p>&ndash; &ldquo;O feito diferencial galego na m&uacute;sica. Idade Media e Renacemento&rdquo;.    in <i>O feito diferencial galego na m&uacute;sica</i>. Vol. II. Santiago de    Compostela: A Editorial da Historia / Museo do Pobo Galego, 1998, pp. 9-39.</p>     <p>MASSINI-CAGLIARI, Gladis &ndash; &ldquo;A nota&ccedil;&atilde;o musical como    fonte para o estudo do ritmo ling&uuml;&iacute;stico no per&iacute;odo trovadoresco    do portugu&ecirc;s: as cantigas de amor de D. Dinis&rdquo;. in MASSINI-CAGLIARI,    Gladis; MUNIZ, M&aacute;rcio R. C.; SODR&Eacute;, Paulo Roberto (Orgs.) &ndash;    <i>S&eacute;rie Estudos Medievais 2: Fontes</i> [recurso electr&oacute;nico].    Vol. I. Araraquara: Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    e Pesquisa em Letras e Ling&uuml;&iacute;stica, 2009, pp. 63-79.</p>     <p>MIRANDA, Jos&eacute; Carlos Ribeiro &ndash; &ldquo;Calheiros, Sandim e Bonaval:    uma raps&oacute;dia<i> de amigo</i>&rdquo;. <i>Guarecer - revista electr&oacute;nica    de estudos medievais</i> 1 (2016), pp. 47-62 [texto inicialmente publicado em    1994 em edi&ccedil;&atilde;o de autor].    <br>   &nbsp;    <br>   &ndash; &ldquo;Le surgissement de la culture troubadouresque dans l'occident    de la P&eacute;ninsule Ib&eacute;rique: Les genres, les th&egrave;mes et les    formes&rdquo;. in TOUBER, Anton (Ed.) &ndash; <i>Le rayonnement des troubadours.    Actes du colloque de l&rsquo;Association Internationale d&rsquo;&Eacute;tudes    Occitanes</i>. Amsterdam: Rodopi, 1998, pp. 97-105.</p>     <p>MONARI, Giorgio &ndash; <i>Le cantigas de amigo di Martin Codax e l'interpretazione    del ritmo della monodia medievale</i>. Roma: Nuova cultura, 2004.</p>     <p>MONGELLI, L&ecirc;nia M&aacute;rcia &ndash; &ldquo;Fremosos cantos: reflex&otilde;es    metodol&oacute;gicas sobre a l&iacute;rica galego-portuguesa&rdquo;. <i>Bulletin    du centre d&rsquo;&eacute;tudes m&eacute;di&eacute;vales d&rsquo;Auxerre | BUCEMA</i>    [En ligne], Hors-s&eacute;rie n&deg; 2&nbsp;(2008). <a href="http://cem.revues.org/9112" target="_blank">http://cem.revues.org/9112</a>    [#18]</p>     <p>MONROE, James T. &ndash; &ldquo;Formulaic Diction and the Common Origins of    Romance Lyric Tradition&rdquo;. <i>Hispanic Review</i> 43 (1975), pp. 341-350.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MONTEAGUDO, Henrique <i>et alii</i> &ndash; <i>Tres poetas medievais da R&iacute;a    de Vigo: Mart&iacute;n Codax, Mendi&ntilde;o e Xoh&aacute;n de Cangas</i>. Vigo:    Editorial Galaxia, 1998.</p>     <p>MULLALLY, Robert &ndash; <i>The</i> Carole: <i>A Study of a Medieval Dance</i>.    Farnham and Burlington, Vt.: Ashgate, 2011.</p>     <p>OLIVEIRA, Ant&oacute;nio Resende de &ndash; &ldquo;Para uma integra&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rico-cultural do canto trovadoresco galego-portugu&ecirc;s&rdquo;.    <i>M&aacute;thesis</i> 8 (1999), pp. 125-145.</p>     <p>PADEN, William D. &ndash; &ldquo;The chronology of genres in medieval Galician-Portuguese    lyric poetry&rdquo;. <i>La cor&oacute;nica</i> 26/1 (1997), pp. 183-201.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Principles of Generic Classification in the Medieval European    Lyric: The Case of Galician-Portuguese&rdquo;. <i>Speculum</i> 81/1 (2006),    pp. 76-96.</p>     <p>&ndash; &ldquo;On the Music of Galician-Portuguese Secular Lyric: Sources,    Genres, Performance&rdquo;. in D&rsquo;EMILIO, James (Ed.) &ndash; <i>Culture    and Society in Medieval Galicia: A Cultural Crossroads at the Edge of Europe</i>.    Leiden: Brill, 2015, pp. 862-893.</p>     <p>PARKINSON, Stephen &ndash; &ldquo;Concurrent Patterns of Verse Design in the    Galician-Portuguese Lyric&rdquo;. in WHETNALL, J.; DEYERMOND, A. (Eds.) &ndash;    <i>Proceedings of the Thirteenth Colloquium</i> [PMHRS, 51]. London: Department    of Hispanic Studies, Queen Mary, University of London, 2006, pp. 19-38.</p>     <p>&ndash; &ldquo;M&eacute;trica acentual nas cantigas de amigo&rdquo;. in LOPES,    Gra&ccedil;a Videira; FERREIRA, Manuel Pedro (Coords.) &ndash; <i>Do canto &agrave;    escrita: novas quest&otilde;es em torno da l&iacute;rica galego-portuguesa</i>.    Lisboa: IEM/ CESEM, 2016, pp. 29-42.</p>     <p>POPE, Isabel &ndash; &ldquo;Medieval Latin Background of the Thirteenth-Century    Galician Lyric&rdquo;. <i>Speculum</i> 9 (1934), pp. 3-25.</p>     <p>PRIETO ALONSO, Domingos &ndash; &ldquo;A m&eacute;trica acentual na cantiga    de amigo&rdquo;. in <i>Estudos Portugueses: Homenagem a Luciana Stegagno Picchio</i>.    Lisboa: Difel, 1991, pp. 111-142.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RECKERT, Stephen; Macedo, H&eacute;lder &ndash; <i>Do cancioneiro de amigo</i>,    1&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Ass&iacute;rio &amp; Alvim, 1976. 3&ordf;    edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Ass&iacute;rio &amp; Alvim, 1996.</p>     <p>RIBEIRO, M&aacute;rio de Sampayo &ndash; &ldquo;&Agrave; margem do Cancioneiro    de Manuel Joaquim&rdquo;. <i>Brot&eacute;ria</i> 33 (1941), pp. 383-417.</p>     <p>RIBERA, Juli&aacute;n &ndash; &ldquo;De m&uacute;sica y m&eacute;trica gallegas&rdquo;.    in <i>Homenage a Men&eacute;ndez Pidal</i>. Vol. III. Madrid, 1925, pp. 7-35.</p>     <p>SAMPEDRO Y FOLGAR, Casto &ndash; <i>Cancionero Musical de Galicia</i>. A Coru&ntilde;a:    Fundaci&oacute;n &ldquo;Pedro Barri&eacute; de la Maza, Conde de Fenosa&rdquo;,    1942 (reimpress&atilde;o: 1982).</p>     <p>SCHAFFER, Martha E. &ndash; &ldquo;The Galician-Portuguese Tradition and the    Romance <i>Kharjas</i>&rdquo;. <i>Portuguese Studies</i> 3 (1987), pp. 1-20.</p>     <p>SCHUBARTH, Doroth&eacute;; Santamarina, Ant&oacute;n &ndash; <i>Cancioneiro    Galego de tradici&oacute;n oral</i>. A Coru&ntilde;a: Fundaci&oacute;n &ldquo;Pedro    Barri&eacute; de la Maza, Conde de Fenosa&rdquo;, 1982.</p>     <p>&ndash; <i>Cancioneiro Popular Galego</i>, 3 vols. A Coru&ntilde;a: Fundaci&oacute;n    &ldquo;Pedro Barri&eacute; de la Maza, Conde de Fenosa&rdquo;, 1984-1987.</p>     <p>SPAGGIARI, Barbara &ndash; &ldquo;Il canzoniere di Martim Codax&rdquo;. <i>Studi    medievali</i>, 3a. serie, 21/1 (1980), pp. 367-409.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Un esempio di struttura poetica medievale: le cantigas de amigo    di Martim Codax&rdquo;. in <i>Arquivos do Centro Cultural Portugu&ecirc;s</i>,    vol. XV. Paris: Funda&ccedil;&atilde;o C. Gulbenkian, 1980, pp. 749-839.</p>     <p>TAFALL ABAD, Santiago &ndash; &ldquo;Texto musical de Mart&iacute;n Codax (interpretaci&oacute;n    y cr&iacute;tica)&rdquo;. <i>Bolet&iacute;n de la Real Academia Gallega</i>,    XII/118 (1917), pp. 265-71.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>TAVANI, Giuseppe &ndash; <i>Poesia e Ritmo</i>. Lisboa: S&aacute; da Costa,    1983.</p>     <p>&ndash; <i>A poesia l&iacute;rica galego-portuguesa</i>. Lisboa: Editorial    Comunica&ccedil;&atilde;o, 1988.</p>     <p>URE&Ntilde;A, Pedro Henr&iacute;quez &ndash; <i>La versificaci&oacute;n irregular    en la poes&iacute;a castellana</i>, 2&ordf; ed. Madrid: Centro de Estudios Hist&oacute;ricos,    1933.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; &ldquo;Martin Codax: a hist&oacute;ria que a    m&uacute;sica conta&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 24 (Julho    &ndash; Dezembro 2018). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA24/ferreira2402.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA24/ferreira2402.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 16 de maio de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Vers&atilde;o revista da    confer&ecirc;ncia apresentada a 10 de Janeiro de 2018 no &acirc;mbito do Doutoramento    em Estudos Medievais na NOVA FCSH, baseada em comunica&ccedil;&otilde;es lidas    no XVII Congresso Internacional da Associa&ccedil;&atilde;o Hisp&acirc;nica    de Literatura Medieval (Roma, Setembro de 2017) e no Simp&oacute;sio Internacional    &ldquo;E irei madr&rsquo;a Vigo&rdquo; (Vigo, Novembro de 2017).</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> FERREIRA, Manuel Pedro &ndash;    <i>O som de Martin Codax &ndash; Sobre a dimens&atilde;o musical da l&iacute;rica    galego-portuguesa (s&eacute;culos XII-XIV)</i>. Lisboa: Imprensa Nacional -    Casa da Moeda, 1986. HILLIER, Paul; The Theatre of Voices &ndash; <i>Cantigas    from the Court of Dom Dinis</i> (CD HMU 907129). Los Angeles: Harmonia Mundi    USA, 1995. FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>Cantus Coronatus &ndash; Sete cantigas    d&rsquo;El-Rei Dom Dinis. </i>Kassel: Reichenberger, 2005.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> PADEN, William D. &ndash;    &ldquo;Principles of Generic Classification in the Medieval European Lyric:    The Case of Galician-Portuguese&rdquo;. <i>Speculum</i> 81/1 (2006), pp. 76-96.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> TAVANI, Giuseppe &ndash;    <i>A poesia l&iacute;rica galego-portuguesa</i>. Lisboa: Editorial Comunica&ccedil;&atilde;o,    1988, p. 144: &ldquo;Na maior parte dos casos, a <i>cantiga d'amigo</i> apresenta-se    como o reverso exacto da <i>cantiga d'amor</i>: seja porque os conceitos aqui    expressos pelo poeta na primeira pessoa s&atilde;o os mesmos que, na outra,    s&atilde;o atribu&iacute;dos &agrave; mulher, seja porque esta responde, de    uma maneira ou de outra, aos lamentos e &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es    do amante&rdquo;.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> MIRANDA, Jos&eacute; Carlos    Ribeiro &ndash; &ldquo;Calheiros, Sandim e Bonaval: uma raps&oacute;dia<i> de    amigo</i>&rdquo;. <i>Guarecer - revista electr&oacute;nica de estudos medievais</i>    1 (2016), pp. 47-62 [texto inicialmente publicado em 1994 em edi&ccedil;&atilde;o    de autor]. MIRANDA, Jos&eacute; Carlos Ribeiro &ndash; &ldquo;Le surgissement    de la culture troubadouresque dans l'occident de la P&eacute;ninsule Ib&eacute;rique:    Les genres, les th&egrave;mes et les formes&rdquo;. in TOUBER, Anton (Ed.) &ndash;    <i>Le rayonnement des troubadours. Actes du colloque de l&rsquo;Association    Internationale d&rsquo;&Eacute;tudes Occitanes</i>. Amsterdam: Rodopi, 1998,    pp. 97-105. OLIVEIRA, Ant&oacute;nio Resende de &ndash; &ldquo;Para uma integra&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rico-cultural do canto trovadoresco galego-portugu&ecirc;s&rdquo;.    <i>M&aacute;thesis</i> 8 (1999), pp. 125-45. Vis&atilde;o oposta tem DEYERMOND,    Alan &ndash; &ldquo;Some Problems of Gender and Genre in the Medieval <i>Cantigas</i>&rdquo;.    in OCA&Ntilde;A, Antonio Cortijo; PERISSINOTTO, Giorgio; SHARRER, Harvey L.    (Eds.) &ndash;<i> Estudios galegos medievais</i>. Santa Barbara: Centro de Estudios    Galegos, Department of Spanish and Portuguese, University of California at Santa    Barbara [Studia Hispanica Californiana, 1], 2001, pp. 43-59.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a> PADEN, William D. &ndash;    &ldquo;The chronology of genres in medieval Galician-Portuguese lyric poetry&rdquo;.    <i>La cor&oacute;nica</i> 26/1 (1997), pp. 183-201. H&aacute; coment&aacute;rio    cr&iacute;tico em DEYERMOND, Alan &ndash; &ldquo;Some Problems of Gender and    Genre&rdquo;, pp. 53-54, 56n.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a> &ldquo;Se assim &eacute;,    a m&uacute;sica da &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o de trovadores n&atilde;o    deveria equivaler &agrave; da primeira, e nem a melodia de uma cantiga de amigo    mais primitiva teria os mesmos artif&iacute;cios de uma cantiga de amor &lsquo;&agrave;    moda proven&ccedil;al&rsquo; &rdquo;, conclui MONGELLI, L&ecirc;nia M&aacute;rcia    &ndash; &ldquo;Fremosos cantos: reflex&otilde;es metodol&oacute;gicas sobre    a l&iacute;rica galego-portuguesa&rdquo;. <i>Bulletin du centre d&rsquo;&eacute;tudes    m&eacute;di&eacute;vales d&rsquo;Auxerre | BUCEMA</i> [En ligne], Hors-s&eacute;rie    n&deg; 2 (2008). Liga&ccedil;&atilde;o: <a href="http://cem.revues.org/9112" target="_blank">http://cem.revues.org/9112</a>    [#18] [acedido a 17 de Outubro de 2017].</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a> PADEN, William D. &ndash;    &ldquo;On the Music of Galician-Portuguese Secular Lyric: Sources, Genres, Performance&rdquo;.    in D&rsquo;EMILIO, James (Ed.) &ndash; <i>Culture and Society in Medieval Galicia:    A Cultural Crossroads at the Edge of Europe</i>. Leiden: Brill, 2015, pp. 862-893.</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a> HENR&Iacute;QUEZ URE&Ntilde;A,    Pedro &ndash; <i>La versificaci&oacute;n irregular en la poes&iacute;a castellana</i>,    2&ordf; ed. Madrid: Revista de filolog&iacute;a espa&ntilde;ola, 1933. DUARTE,    Luiz Fagundes &ndash; &ldquo;Acerca do Ritmo nas Cantigas de Amigo&rdquo;. in&nbsp;<i>Actes    du XVII Congr&egrave;s International de Linguistique et Philologie Romanes</i>.    Aix-en-Provence: Universit&eacute; de Provence, 1986, vol. 8, pp. 225-236. PRIETO    ALONSO, Domingos &ndash; &ldquo;A m&eacute;trica acentual na cantiga de amigo&rdquo;.    in <i>Estudos Portugueses: Homenagem a Luciana Stegagno Picchio</i>. Lisboa:    Difel, 1991, pp. 111-142. DUFFELL, Martin J. &ndash; &ldquo;The Metric Cleansing    of Hispanic Verse&rdquo;. <i>Bulletin of Hispanic Studies</i> 76 (1999), pp.    151-168 [159-160]. PARKINSON, Stephen &ndash; &ldquo;Concurrent Patterns of    Verse Design in the Galician-Portuguese Lyric&rdquo;. in WHETNALL, J.; DEYERMOND,    A. (Eds.) &ndash; <i>Proceedings of the Thirteenth Colloquium</i> [PMHRS, 51].    London: Department of Hispanic Studies, Queen Mary, University of London, 2006,    pp. 19-38.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; &ldquo;Codax revisitado&rdquo;. <i>Anuario de estudos literarios galegos</i>(1998),    pp. 157-68. FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; &ldquo;Musik und Betonung in <i>cantigas    d'amigo</i>&rdquo;. in CRAMER, Thomas <i>et alii</i> (Eds.) &ndash; <i>Frauenlieder    &ndash; Cantigas de amigo</i>. Stuttgart: S. Hirzel, 2000, pp. 247-257; FERREIRA,    Manuel Pedro &ndash; &ldquo;Estrutura e ornamenta&ccedil;&atilde;o mel&oacute;dica    nas cantigas trovadorescas&rdquo;. in <i>Aspectos da M&uacute;sica Medieval    no Ocidente Peninsular</i>, <i>vol. 1: M&uacute;sica palaciana</i>, Lisboa,    Imprensa Nacional - Casa da Moeda / Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian,    2009, pp. 150-74. Neste volume apresentam-se tamb&eacute;m, em portugu&ecirc;s,    os textos anteriores. Conceda-se contudo, que &agrave; luz do recente artigo    de Massini-Cagliari sobre a combina&ccedil;&atilde;o do texto e da m&uacute;sica    nas cantigas do Pergaminho Sharrer (no qual a autora aplicou a minha defini&ccedil;&atilde;o    de apoio ac&uacute;stico, proposta em 1986, para testar a sua coordena&ccedil;&atilde;o    com a tonicidade sil&aacute;bica), a polaridade est&eacute;tica entre a cantiga    paralel&iacute;stica e a cantiga d'amor poder&aacute; ser menos vincada do que    dei a entender, pois, segundo a sua an&aacute;lise (que n&atilde;o tentei replicar),    verifica-se a tend&ecirc;ncia, em ambos os casos, para a acentua&ccedil;&atilde;o    musical coincidir com a lexical: MASSINI-CAGLIARI, Gladis &ndash; &ldquo;A nota&ccedil;&atilde;o    musical como fonte para o estudo do ritmo ling&uuml;&iacute;stico no per&iacute;odo    trovadoresco do portugu&ecirc;s: as cantigas de amor de D. Dinis&rdquo;. in    MASSINI-CAGLIARI, Gladis; MUNIZ, M&aacute;rcio R. C.; SODR&Eacute;, Paulo Roberto    (Orgs.) &ndash; <i>S&eacute;rie Estudos Medievais 2: Fontes</i> [recurso electr&oacute;nico].    Vol. I. Araraquara: Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    e Pesquisa em Letras e Ling&uuml;&iacute;stica, 2009, pp. 63-79.</p>     <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a> DEYERMOND, Alan &ndash;    &ldquo;Some Problems of Gender and Genre&rdquo;, p. 52. Tradu&ccedil;&atilde;o    do autor.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a> DEYERMOND, Alan &ndash;    &ldquo;Some Problems of Gender and Genre&rdquo;, pp. 46-47. Minha tradu&ccedil;&atilde;o.    A argumenta&ccedil;&atilde;o do autor a favor de um substracto tradicional feminino    na cantiga d'amigo paralel&iacute;stica continua nos par&aacute;grafos seguintes.    Os trabalhos citados no excerto traduzido s&atilde;o: MONROE, James T. &ndash;    &ldquo;Formulaic Diction and the Common Origins of Romance Lyric Tradition&rdquo;.    <i>Hispanic Review</i> 43 (1975), pp. 341-50. SCHAFFER, Martha E. &ndash; &ldquo;The    Galician-Portuguese Tradition and the Romance <i>Kharjas</i>&rdquo;. <i>Portuguese    Studies</i> 3 (1987), pp. 1-20. Argumentos adicionais a favor do tradicionalismo    da cantiga d'amigo podem ser colhidos em COHEN, Rip &ndash; &ldquo;In the Beginning    was the Strophe: Origins of the <i>Cantiga d&rsquo;Amigo</i> Revealed!&rdquo;.    in LARANJINHA, Ana Sofia; MIRANDA, Jos&eacute; Carlos (Coords.). <i>Modelo:</i>    <i>Actas do X Col&oacute;quio da Sec&ccedil;&atilde;o Portuguesa da Associa&ccedil;&atilde;o    Hisp&acirc;nica de Literatura Medieval</i>. Porto: Faculdade de Letras da Universidade    do Porto, 2005, pp. 243-255; COHEN, Rip &ndash; &ldquo;Internal rhyme and the    history of strophic song&rdquo;. Washington DC: Virtual Center for the Study    of Galician-Portuguese Lyric, 2014.    <br>   <a href="https://blogs.commons.georgetown.edu/cantigas" target="_blank">https://blogs.commons.georgetown.edu/cantigas    (Acedido a 28/04/2015)</a>.</p>     <p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="">[13]</a> Considerando que Codax    seria uma alcunha eventualmente omit&iacute;vel, aventei recentemente a hip&oacute;tese    de se poder tratar do <i>Martim jograr, clericus</i> que estava em 1254 ao servi&ccedil;o    do arcebispo de Compostela Xo&aacute;n Arias (1238-1266), o qual tinha desde    1236 jurisdi&ccedil;&atilde;o civil sobre Vigo, e teria assim interesse em publicitar    a vila: FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; &ldquo;Ler o Pergaminho Vindel: suporte;    textos; autor&rdquo;. in LOPES, Gra&ccedil;a Videira; FERREIRA, Manuel Pedro    (Coords.) &ndash; <i>Do canto &agrave; escrita: novas quest&otilde;es em torno    da l&iacute;rica galego-portuguesa</i>. Lisboa: IEM/ CESEM, 2016, pp. 19-28    [27-28]. No decurso do Simp&oacute;sio &ldquo;E irei madr&rsquo;a Vigo&rdquo;,    sugeriu-se que o uso do verbo <i>mirar</i> por Martin Codax apontaria para uma    origem no sudoeste da Galiza, o que n&atilde;o contradiz a hip&oacute;tese anterior.    Sobre as particularidades ling&uuml;&iacute;sticas do Pergaminho Vindel, veja-se    MONTEAGUDO, Henrique, <i>et alii</i> &ndash; <i>Tres poetas medievais da R&iacute;a    de Vigo: Mart&iacute;n Codax, Mendi&ntilde;o e Xoh&aacute;n de Cangas</i>. Vigo:    Editorial Galaxia, 1998, pp. 155-158.</p>     <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="">[14]</a> TAFALL ABAD, Santiago    &ndash; &ldquo;Texto musical de Mart&iacute;n Codax (interpretaci&oacute;n y    cr&iacute;tica)&rdquo;. <i>Bolet&iacute;n de la Real Academia Gallega</i>, XII/118    (1917), pp. 265-271. Para as caracter&iacute;sticas do <i>alal&aacute;</i>,    veja-se SAMPEDRO Y FOLGAR, Casto &ndash; <i>Cancionero Musical de Galicia</i>.    A Coru&ntilde;a: Fundaci&oacute;n &ldquo;Pedro Barri&eacute; de la Maza, Conde    de Fenosa&rdquo;, 1982 (1942); SCHUBARTH, Doroth&eacute;; Santamarina, Ant&oacute;n    &ndash; <i>Cancioneiro Galego de tradici&oacute;n oral</i>. A Coru&ntilde;a:    Fundaci&oacute;n &ldquo;Pedro Barri&eacute; de la Maza, Conde de Fenosa&rdquo;,    1982; SCHUBARTH, Doroth&eacute;; SANTAMARINA, Ant&oacute;n &ndash; <i>Cancioneiro    Popular Galego</i>, 3 vols. A Coru&ntilde;a: Fundaci&oacute;n &ldquo;Pedro Barri&eacute;    de la Maza, Conde de Fenosa&rdquo;, 1984-1987.</p>     <p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="">[15]</a> ANGL&Eacute;S, Higinio    &ndash; <i>La M&uacute;sica de las Cantigas de Santa Mar&iacute;a del Rey Alfonso    El Sabio</i>, vol. III/2. Barcelona: Diputaci&oacute;n Provincial de Barcelona    - Biblioteca Central, 1958, p. 451. Minha tradu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16" title="">[16]</a> L&Oacute;PEZ-CALO, Jos&eacute;    &ndash; <i>La m&uacute;sica medieval en Galicia</i>. La Coru&ntilde;a: Fundaci&oacute;n    &ldquo;Pedro Barri&eacute; de la Maza, conde de Fenosa&rdquo;, 1982, p. 74.    Minha tradu&ccedil;&atilde;o. Esta posi&ccedil;&atilde;o foi reafirmada mais    tarde pelo autor: L&Oacute;PEZ-CALO, Jos&eacute; &ndash; &ldquo;O feito diferencial    galego na m&uacute;sica. Idade Media e Renacemento&rdquo;. in <i>O feito diferencial    galego na m&uacute;sica</i>. Vol. II. Santiago de Compostela: A Editorial da    Historia / Museo do Pobo Galego, 1998, pp. 9-39 [21-22].</p>     <p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17" title="">[17]</a> RIBERA, Juli&aacute;n    &ndash; &ldquo;De m&uacute;sica y m&eacute;trica gallegas&rdquo;. in <i>Homenage    a Men&eacute;ndez Pidal</i>. Madrid, 1925, vol. III, pp. 7-35 [30-34]; MART&Iacute;NEZ    TORNER, Eduardo (selecci&oacute;n y armonizaci&oacute;n) &ndash; <i>Cancionero    musical</i>. Madrid, 1928, pp. vi-vii, 1-6.</p>     <p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18" title="">[18]</a> POPE, Isabel &ndash; &ldquo;Medieval    Latin Background of the Thirteenth-Century Galician Lyric&rdquo;. <i>Speculum</i>    9 (1934), pp. 3-25; RIBEIRO, M&aacute;rio de Sampayo &ndash; &ldquo;&Agrave;    margem do Cancioneiro de Manuel Joaquim&rdquo;. <i>Brot&eacute;ria</i> 33 (1941),    pp. 383-417 [407]; ALEGRIA, Jos&eacute; Augusto &ndash; <i>A problem&aacute;tica    musical das cantigas de amigo</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian,    1968, pp. 11-12.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19" title="">[19]</a> BREWER, Charles E. &ndash;    &ldquo;The <i>Cantigas d'Amigo</i> of Martin Codax in the Context of Medieval    Secular Latin Song&rdquo;. <i>La cor&oacute;nica</i> 26/2 (1998), pp. 17-28.</p>     <p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20" title="">[20]</a> PADEN, William D. &ndash;    &ldquo;On&nbsp;the Music of Galician-Portuguese Secular Lyric&rdquo;.</p>     <p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21" title="">[21]</a> Salvo indica&ccedil;&atilde;o    em contr&aacute;rio, os exemplos e os dados sintetizados nos respectivos coment&aacute;rios    s&atilde;o retirados de FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>O som de Martin Codax</i>.</p>     <!-- ref --><p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22" title="">[22]</a> A nova transcri&ccedil;&atilde;o    apresentada baseia-se em FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>O som de Martin Codax</i>,    p. 133, com a modifica&ccedil;&atilde;o proposta em FERREIRA, Manuel Pedro &ndash;    &ldquo;Codax revisitado&rdquo; (cito pela vers&atilde;o portuguesa: FERREIRA,    Manuel Pedro <i>Aspectos da M&uacute;sica Medieval no Ocidente Peninsular</i>,    <i>vol. 1: M&uacute;sica palaciana</i>. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da    Moeda / Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2009,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1494875&pid=S1646-740X201800020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> pp. 88-100 [94]).</p>     <p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23" title="">[23]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; &ldquo;Jograis, <i>contrafacta</i>, formas musicais: cultura urbana    nas <i>Cantigas de Santa Maria</i>&rdquo;. <i>Alcanate. Revista de Estudios    Alfons&iacute;es</i> 8 (2012-2013), pp. 43-53.</p>     <p><a href="#_ftnref24" name="_ftn24" title="">[24]</a> O tom salm&oacute;dico    &eacute; aqui exemplificado segundo um tratado datado de 1271, presumivelmente    contempor&acirc;neo de Codax: AMERUS &ndash; <i>Practica artis musice</i>. Ed.    Cesarino Ruini. Corpus scriptorum de musica, vol. 25. [Roma]: American Institute    of Musicology, 1977, p. 39. A transcri&ccedil;&atilde;o da cantiga retoma aquela    publicada in FERREIRA, Manuel Pedro (dir.) &ndash; <i>Antologia de M&uacute;sica    em Portugal na Idade M&eacute;dia e no Renascimento</i>. Vol. II. 2 vols., 2    CDs. Lisboa: Arte das Musas / CESEM, 2008, p. 27.</p>     <p><a href="#_ftnref25" name="_ftn25" title="">[25]</a> Transcri&ccedil;&otilde;es    originalmente publicadas in FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>O som de Martin    Codax</i>, p. 135, e FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>Cantus Coronatus</i>,    pp. 132-133; esta &uacute;ltima reproduzida a partir da vers&atilde;o compacta    (sem replica&ccedil;&atilde;o da nota&ccedil;&atilde;o original a encimar as    pautas) inclu&iacute;da in LOPES, Gra&ccedil;a Videira (Ed.) &ndash; <i>Cantigas    medievais galego-portuguesas:</i> corpus <i>integral profano</i>. Vol II. 2    vols. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal / IEM / CESEM, 2016, Anexo V,    p. 600.</p>     <p><a href="#_ftnref26" name="_ftn26" title="">[26]</a> HUSEBY, Gerardo Victor    &ndash; &ldquo;The common melodic background of 'Ondas do mar de Vigo' and CSM    #73&rdquo;. in <i>Studies on the </i>Cantigas de Santa Maria: <i>Art, Music,    and Poetry</i>. Madison, Wis.: Hispanic Seminary of Medieval&nbsp;Studies, 1987,    pp. 189-201. Este texto data de 1981; foi citado, antes da sua publica&ccedil;&atilde;o,    in FERN&Aacute;NDEZ DE LA CUESTA, Ismael &ndash; <i>Historia de la m&uacute;sica    espa&ntilde;ola, 1. Desde los or&iacute;genes hasta el &ldquo;ars nova&rdquo;.</i>    Madrid: Alianza Editorial, 1983, p. 293 e FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>O    som de Martin Codax</i>, pp. 101, 117.</p>     <p><a href="#_ftnref27" name="_ftn27" title="">[27]</a> FERN&Aacute;NDEZ DE LA    CUESTA, Ismael &ndash; &ldquo;Les <i>cantigas de amigo</i> de Mart&iacute;n    Codax&rdquo;. <i>Cahiers de civilisation m&eacute;di&eacute;vale</i> 25 (1982),    pp. 179-185 e 4 l&acirc;minas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref28" name="_ftn28" title="">[28]</a> FERN&Aacute;NDEZ DE LA    CUESTA, Ismael &ndash; <i>Historia de la m&uacute;sica espa&ntilde;ola</i>,    p. 293. Tradu&ccedil;&atilde;o do autor.</p>     <p><a href="#_ftnref29" name="_ftn29" title="">[29]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; <i>O som de Martin Codax</i>.</p>     <p><a href="#_ftnref30" name="_ftn30" title="">[30]</a> CALVIA, Antonio &ndash;    &ldquo;A m&uacute;sica do <i>Pergami&ntilde;o Vindel&rdquo;.</i> in <i>Pergamino    Vindel</i>. Barcelona: M. Moleiro, 2016, pp. 161-82. N&atilde;o tive acesso    ao trabalho, a&iacute; citado, de MONARI, Giorgio &ndash; <i>Le cantigas de    amigo di Martin Codax e l'interpretazione del ritmo della monodia medievale</i>.    Roma: Nuova cultura, 2004.</p>     <p><a href="#_ftnref31" name="_ftn31" title="">[31]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; <i>O som de Martin Codax</i>, pp. 39-47.</p>     <p><a href="#_ftnref32" name="_ftn32" title="">[32]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; &ldquo;Estrutura e ornamenta&ccedil;&atilde;o mel&oacute;dica&rdquo;,    pp. 167-168, 174.</p>     <p><a href="#_ftnref33" name="_ftn33" title="">[33]</a> PARKINSON, Stephen &ndash;    &ldquo;M&eacute;trica acentual nas cantigas de amigo&rdquo;. in LOPES, Gra&ccedil;a    Videira; FERREIRA, Manuel Pedro (Coords.) &ndash; <i>Do canto &agrave; escrita:    novas quest&otilde;es em torno da l&iacute;rica galego-portuguesa</i>. Lisboa:    IEM/ CESEM, 2016, pp. 29-42. Na coluna da direita, h&aacute; na publica&ccedil;&atilde;o    original algumas gralhas, aqui corrigidas. Esta cantiga foi analisada com algum    detalhe em PARKINSON, Stephen &ndash; &ldquo;Concurrent Patterns&rdquo;, pp.    29-30.</p>     <p><a href="#_ftnref34" name="_ftn34" title="">[34]</a> COHEN, Rip &ndash; <i>500    Cantigas d&rsquo;Amigo. Edi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica</i>. Porto: Campo    das Letras, 2003.</p>     <p><a href="#_ftnref35" name="_ftn35" title="">[35]</a> COHEN, Rip &ndash; &ldquo;The    <i>Cantigas</i> of Martin Codax - Edited with Commentary and Prolegomena&rdquo;.    in <i>Pergamino Vindel</i>. Barcelona: M. Moleiro, 2016, pp. 285-305.</p>     <p><a href="#_ftnref36" name="_ftn36" title="">[36]</a> CUNHA, Celso Ferreira    da &ndash; &ldquo;Sobre o texto e a interpreta&ccedil;&atilde;o das cantigas    de Martin Codax&rdquo;. in <i>Critique textuelle portugaise. Actes du coloque    (Paris, 20-24 octobre 1981)</i>. Paris: Centre Culturel Portugais, 1986, pp.    65-83 (reimpress&atilde;o: <i>Cancioneiros dos trovadores do mar</i>. Lisboa:    Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1999, pp. 511-529). Face &agrave; imprevisibilidade    do Pergaminho Vindel, Cohen adopta uma ordena&ccedil;&atilde;o can&oacute;nica    das estrofes, a qual provavelmente traduz o crit&eacute;rio editorial dos transcritores    quinhentistas, como &eacute; reconhecido, entre outros, por Stephen Reckert    (RECKERT, Stephen; MACEDO, H&eacute;lder &ndash; <i>Do cancioneiro de amigo</i>,    3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Ass&iacute;rio &amp; Alvim, 1996, pp.    166-167) e Henrique Monteagudo (MONTEAGUDO, Henrique <i>et alii</i> &ndash;    <i>Tres poetas medievais da R&iacute;a de Vigo</i>, p. 110).</p>     <p><a href="#_ftnref37" name="_ftn37" title="">[37]</a> SPAGGIARI, Barbara &ndash;    &ldquo;Il canzoniere di Martim Codax&rdquo;. <i>Studi medievali</i>, 3a. serie,    21/1 (1980), pp. 367-409.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref38" name="_ftn38" title="">[38]</a> RECKERT, Stephen; MACEDO,    H&eacute;lder &ndash; <i>Do cancioneiro de amigo</i>, 1&ordf; edi&ccedil;&atilde;o.    Lisboa: Ass&iacute;rio &amp; Alvim, 1976. FERN&Aacute;NDEZ GUIADANES, Antonio    <i>et alii</i> &ndash; <i>Cantigas do Mar de Vigo. Edici&oacute;n cr&iacute;tica    das cantigas de Meendinho, Johan de Cangas e Martin Codax</i>. Santiago de Compostela:    Centro Ram&oacute;n Pi&ntilde;eiro, 1998.</p>     <p><a href="#_ftnref39" name="_ftn39" title="">[39]</a> CUNHA, Celso Ferreira    da &ndash; <i>O Cancioneiro de Martin Codax</i>. Rio de Janeiro, 1956 (reimpress&atilde;o:    <i>Cancioneiros dos trovadores do mar</i>. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa    da Moeda, 1999), p. 56; FERN&Aacute;NDEZ GUIADANES, Antonio <i>et alii</i> &ndash;    <i>Cantigas do Mar de Vigo</i>, pp. 197-208.</p>     <p><a href="#_ftnref40" name="_ftn40" title="">[40]</a> NUNES, Jos&eacute; Joaquim    &ndash; <i>Cantigas d'Amigo dos trovadores galego-portugueses</i>. Vol. III.    3 vols. Coimbra, 1926-1928, p. 420, citado por CUNHA, Celso Ferreira da &ndash;    <i>O Cancioneiro de Martin Codax</i>, p. 55. SPAGGIARI, Barbara &ndash; &ldquo;Il    canzoniere di Martim Codax&rdquo;, p. 378; SPAGGIARI, Barbara &ndash; &ldquo;Un    esempio di struttura poetica medievale: le cantigas de amigo di Martim Codax&rdquo;.    in <i>Arquivos do Centro Cultural Portugu&ecirc;s</i>, vol. XV, Paris: Funda&ccedil;&atilde;o    C. Gulbenkian, 1980, pp. 749-839 [798]. DUARTE, Luiz Fagundes &ndash; &ldquo;Acerca    do Ritmo nas Cantigas de Amigo&rdquo;. PRIETO ALONSO, Domingos &ndash; &ldquo;A    m&eacute;trica acentual na cantiga de amigo&rdquo;, pp. 135-140 (contrariamente    ao declarado, o autor baseia a sua an&aacute;lise na edi&ccedil;&atilde;o da    cantiga por Jos&eacute; Joaquim Nunes). COHEN, Rip &ndash; &ldquo;The <i>Cantigas</i>    of Martin Codax&rdquo;. Esta &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o, que me suscita    fortes reservas, &eacute; consideravelmente diferente daquela apresentada em    COHEN, Rip &ndash; <i>500 Cantigas d&rsquo;Amigo</i>, p. 515.</p>     <p><a href="#_ftnref41" name="_ftn41" title="">[41]</a> PARKINSON, Stephen &ndash;    &ldquo;Concurrent Patterns&rdquo;; PARKINSON, Stephen &ndash; &ldquo;M&eacute;trica    acentual&rdquo;; e comunica&ccedil;&atilde;o pessoal. Recorde-se que em TAVANI,    Giuseppe &ndash; <i>Poesia e Ritmo</i>. Lisboa: S&aacute; da Costa, 1983, pp.    145-146 e 154, ap&oacute;s delimita&ccedil;&atilde;o das possibilidades de acentua&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s do controle a n&iacute;vel sintagm&aacute;tico, os acentos que    contam s&atilde;o s&oacute; dois acentos fortes em cada verso. A sua teoria    foi rebatida em FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>O som de Martin Codax</i>,    p. 175.</p>     <p><a href="#_ftnref42" name="_ftn42" title="">[42]</a> Cham&aacute;mos a aten&ccedil;&atilde;o    para estas possibilidades no cap&iacute;tulo &ldquo;M&uacute;sica e acentua&ccedil;&atilde;o    nas cantigas d'amigo&rdquo;, in FERREIRA, Manuel Pedro &ndash; <i>Aspectos da    M&uacute;sica Medieval</i>, I, pp. 101-112 [107-108].</p>     <p><a href="#_ftnref43" name="_ftn43" title="">[43]</a> Basta aceitar a contagem    tradicional de <i>treides</i> como diss&iacute;labo, respeitar a distin&ccedil;&atilde;o    observada no manuscrito entre <i>Vigo u </i>(verso 4) e <i>Vig'u </i>(verso    7) &ndash; sendo o verso 2 lacunoso e o 5, <i>Vigou</i>, inconclusivo &ndash;    e desdobrar <i>madr&eacute;</i> em <i>madre e</i>. Para a justifica&ccedil;&atilde;o    destas &uacute;ltimas decis&otilde;es, veja-se FERREIRA, Manuel Pedro &ndash;    <i>O som de Martin Codax</i>, pp. 147-149. A distin&ccedil;&atilde;o (gr&aacute;fica)    entre <i>Vigo u</i> e <i>Vig'u</i> foi adoptada em FERN&Aacute;NDEZ GUIADANES,    Antonio, <i>et alii</i> &ndash; <i>Cantigas do Mar de Vigo</i>, p. 197.</p>     <p><a href="#_ftnref44" name="_ftn44" title="">[44]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; <i>O som de Martin Codax</i>, pp. 171-175.</p>     <p><a href="#_ftnref45" name="_ftn45" title="">[45]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; <i>O som de Martin Codax</i>, pp. 55-57.</p>     <p><a href="#_ftnref46" name="_ftn46" title="">[46]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; &ldquo;Editing the <i>Cantigas de Santa Maria:</i> Notational decisions&rdquo;.    <i>Revista Portuguesa de Musicologia</i>, nova s&eacute;rie, 1/1 (2014), pp.    33-52.</p>     <p><a href="#_ftnref47" name="_ftn47" title="">[47]</a> FERREIRA, Manuel Pedro    &ndash; &ldquo;Estrutura e ornamenta&ccedil;&atilde;o mel&oacute;dica&rdquo;,    pp. 170-174.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref48" name="_ftn48" title="">[48]</a> MULLALLY, Robert &ndash;    <i>The</i> Carole: <i>A Study of a Medieval Dance</i>. Farnham and Burlington,    Vt.: Ashgate, 2011. Para o contexto feminino da <i>carole</i>, veja-se tamb&eacute;m    BOYNTON, Susan &ndash; &ldquo;Women's Performance of the Lyric Before 1500&rdquo;.    in KLINCK, Anne; RASMUSSEN, Ann Marie (Eds.) &ndash; <i>Medieval Woman's Song:    Cross-Cultural Approaches</i>. Philadelphia: University of Pennsylvania Press,    2002, pp. 47-65. Segundo Deyermond, o paralelismo com refr&atilde;o ajusta-se    t&atilde;o bem &agrave; estrutura das dan&ccedil;as de roda que &eacute; improv&aacute;vel    que se trate de fen&oacute;menos sem rela&ccedil;&atilde;o entre si (DEYERMOND,    Alan &ndash; &ldquo;Some Problems of Gender and Genre&rdquo;, p. 47).</p>     <p><a href="#_ftnref49" name="_ftn49" title="">[49]</a> Cf. Dom Dinis, &ldquo;Quer'eu    em maneira de proen&ccedil;al&rdquo;, cantiga d'amor publicada com a melodia    do modelo seguido (uma can&ccedil;&atilde;o de Peire Vidal) in LOPES, Gra&ccedil;a    Videira (ed. coord.) &ndash; <i>Cantigas medievais galego-portuguesas</i>, vol.    2, pp. 603-605.</p>      ]]></body><back>
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