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<publisher-name><![CDATA[Instituto de Estudos Medievais, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ensinar e Aprender na Évora Medieval]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Preserved by their ecclesiastical sanctuaries, the erudite culture, the writing and reading and school education expand during the Late Middle Ages, with an augmenting supply adapted to its recipients and their motivations. The social mobility that a good education could bring, the needs of an increasingly demanding ecclesiastical hierarchy, the specialization within the central and local administrations, the specificities of the religious minorities, as well as the prestige associated with high culture, are some of the factors responsible for the creation of these new schools. Évora, municipality, episcopal city and frequent stop of the Royal Court, reveals itself as an excellent case study of this late medieval expansion, intimately connected to the dynamics of a growing city.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Ensinar e Aprender na &Eacute;vora Medieval</b></font></p>     <p><font size="3"><b>To Teach and to Learn at Medieval &Eacute;vora</b></font></p>     <p><b>Andr&eacute; Filipe Oliveira da Silva<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Universidade do Porto, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Transdisciplinar    &ldquo;Cultura, Espa&ccedil;o e Mem&oacute;ria&rdquo; / Universidade de &Eacute;vora,    Centro Interdisciplinar de Hist&oacute;ria, Culturas e Sociedades, 4150-564,    Porto, Portugal.<a href="mailto:afosilva@uevora.pt">afosilva@uevora.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Preservados pelos seus ref&uacute;gios eclesi&aacute;sticos, a cultura erudita,    a escrita e o ensino expandem-se na Baixa Idade M&eacute;dia, multiplicando-se    a oferta de acordo com os destinat&aacute;rios e as suas motiva&ccedil;&otilde;es.    A mobilidade social que uma boa educa&ccedil;&atilde;o poderia trazer, as necessidades    de uma hierarquia eclesi&aacute;stica cada vez mais exigente, a especializa&ccedil;&atilde;o    dentro das administra&ccedil;&otilde;es central e local, a especificidade das    minorias &eacute;tnico-religiosas ou o prest&iacute;gio associado ao saber,    sagrado ou profano, s&atilde;o alguns dos fatores respons&aacute;veis pelo surgimento    de diversos estabelecimentos de ensino. &Eacute;vora, sede de concelho, cidade    episcopal e destino frequente da Corte R&eacute;gia, revela-se como um excelente    caso de estudo desta expans&atilde;o tardo-medieval, intimamente ligada com    a din&acirc;mica de uma cidade em crescimento.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> &Eacute;vora, ensino medieval, escolas medievais, minorias    religiosas.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Preserved by their ecclesiastical sanctuaries, the erudite culture, the writing    and reading and school education expand during the Late Middle Ages, with an    augmenting supply adapted to its recipients and their motivations. The social    mobility that a good education could bring, the needs of an increasingly demanding    ecclesiastical hierarchy, the specialization within the central and local administrations,    the specificities of the religious minorities, as well as the prestige associated    with high culture, are some of the factors responsible for the creation of these    new schools. &Eacute;vora, municipality, episcopal city and frequent stop of    the Royal Court, reveals itself as an excellent case study of this late medieval    expansion, intimately connected to the dynamics of a growing city.</p>     <p><b>Keywords:</b> &Eacute;vora, medieval teaching, medieval schools, religious    minorities.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A renova&ccedil;&atilde;o cultural dos s&eacute;culos XII e XIII, alimentada    pela divulga&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meros autores arab&oacute;fonos,    como Avicena, Averr&oacute;is ou Maim&oacute;nides, e pela redescoberta de outras    tantas autoridades da Antiguidade no Ocidente latino &ndash; com destaque para    uma parte muito relevante das obras sobre L&oacute;gica de Arist&oacute;teles    e dos grandes m&eacute;dicos-autores, como Hip&oacute;crates e Galeno &ndash;,    aliada &agrave; import&acirc;ncia crescente que o Direito escrito recuperava    ao sabor da evolu&ccedil;&atilde;o das &lsquo;administra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas&rsquo;,    potenciou ainda mais o desenvolvimento do ensino organizado, culminando no aparecimento    e consolida&ccedil;&atilde;o das universidades<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>.    De facto, a oferta ia muito al&eacute;m dos n&iacute;veis superiores, completando-se    com outras escolas, elementares ou providas de uma maior especializa&ccedil;&atilde;o    vocacionada para fins bem definidos.</p>     <p>V&aacute;rios s&atilde;o os agentes desta renova&ccedil;&atilde;o. A Igreja,    que procurava centralizar cada vez mais a sua hierarquia atrav&eacute;s de uma    poderosa e vasta m&aacute;quina burocr&aacute;tica com sede na C&uacute;ria    Pontif&iacute;cia, demonstrava uma preocupa&ccedil;&atilde;o crescente com a    forma&ccedil;&atilde;o dos ministros do culto, depositando no dom&iacute;nio    das elites intelectuais a chave do sucesso na condu&ccedil;&atilde;o das vastas    massas iletradas, na administra&ccedil;&atilde;o de uma institui&ccedil;&atilde;o    &lsquo;universal&rsquo;, na capacidade de produzir e arquivar vast&iacute;ssimos    acervos documentais, na defesa legal dos seus direitos ou no exerc&iacute;cio    de arbitragem judicial e no combate &agrave;s heterodoxias<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a>.    Tamb&eacute;m a burocracia r&eacute;gia e municipal come&ccedil;ou a absorver    indiv&iacute;duos cujas compet&ecirc;ncias haviam sido adquiridas nestes estabelecimentos.    A institui&ccedil;&atilde;o do tabelionado, a profus&atilde;o de escriv&atilde;es    nos mais diversos &oacute;rg&atilde;os e institui&ccedil;&otilde;es, e o exerc&iacute;cio    da justi&ccedil;a com recurso a diversas inst&acirc;ncias &eacute; disso representativo.    Nas margens, as minorias &ndash; com destaque para a judaica, como adiante ser    ver&aacute; &ndash; buscam a sobreviv&ecirc;ncia cultural e religiosa.</p>     <p>&Eacute;vora, integrada no reino portugu&ecirc;s em 1165, foi tratada desde    cedo como ponto estrat&eacute;gico da expans&atilde;o crist&atilde; a sul do    Tejo. D. Afonso Henriques estabeleceu o poder municipal e episcopal em 1166,    tentando consolidar um posto avan&ccedil;ado no territ&oacute;rio. Os &uacute;ltimos    s&eacute;culos da Idade M&eacute;dia fazem da cidade um palco privilegiado do    dif&iacute;cil equil&iacute;brio entre os grandes poderes na regi&atilde;o,    disputando &ldquo;o controlo de um espa&ccedil;o retalhado&rdquo;<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>.    Neste contexto, foram v&aacute;rios os fatores que favoreceram o desenvolvimento    de diversas escolas em &Eacute;vora, dirigidas por e para diferentes grupos,    com as suas pr&oacute;prias aspira&ccedil;&otilde;es e objetivos, cujas diversas    tipologias e inten&ccedil;&otilde;es constituem a pe&ccedil;a central deste    artigo; assim, procurou-se analisar criticamente os trabalhos sobre &Eacute;vora    que referem alguns dos tipos de ensino estudados, para obter uma vis&atilde;o    integrada e transversal do ensino na realidade urbana eborense tardo-medieval,    acrescentando-se novos dados documentais &ndash; alguns j&aacute; conhecidos,    outros in&eacute;ditos, mas todos eles dispersos at&eacute; agora &ndash;, obtidos    sobretudo atrav&eacute;s de fontes indiretas, como a documenta&ccedil;&atilde;o    patrimonial das diversas institui&ccedil;&otilde;es eborenses e da Coroa. Assim,    mais do que encerrar o tema, este trabalho pretende reabri-lo e atualiz&aacute;-lo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. As escolas eclesi&aacute;sticas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.1. A escola catedral&iacute;cia de &Eacute;vora</b></p>     <p>Tal como em muitas outras cidades episcopais, a catedral ter&aacute; acolhido    as primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es de ensino organizado em &Eacute;vora<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a>.    Os III e IV Conc&iacute;lios de Latr&atilde;o, de 1179 e 1215, respetivamente,    obrigavam todas as catedrais a possuir um mestre que ensinasse futuros cl&eacute;rigos    e meninos pobres<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a>. Nas restantes    dioceses portuguesas, as mais importantes ter&atilde;o contado com escolas logo    a partir das respetivas restaura&ccedil;&otilde;es: Braga em 1070-1071, Coimbra    antes de 1088 e Lisboa n&atilde;o muito depois de 1147<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">[6]</a>.    N&atilde;o seria surpreendente deparar com uma realidade similar em &Eacute;vora    &ndash; at&eacute; pelas liga&ccedil;&otilde;es do primeiro clero eborense aos    monges cr&uacute;zios<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title="">[7]</a>. Mas,    sendo poss&iacute;vel encontrar membros do cabido eborense com um amb&iacute;guo    t&iacute;tulo magistral desde 1200<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title="">[8]</a>,    a dignidade capitular associada ao ensino, o mestre-escola, surge mais tarde    e levanta uma s&eacute;rie de problemas<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title="">[9]</a>.    O mestre-escolado eborense integra a Lista das Igrejas de 1320-1321, conhecendo-se    v&aacute;rias provas da sua continuidade at&eacute; lhe ser anexada uma prebenda    pelo bispo D. Martinho (1368-1382). Parece, contudo, constituir-se como uma    figura menor, mesmo ap&oacute;s a sua institui&ccedil;&atilde;o como dignidade,    j&aacute; que continuaria subordinado ao chantre at&eacute; bem depois do ocaso    da Idade M&eacute;dia<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title="">[10]</a>. Sendo    imprudente assumir que os sucessivos mestres documentados no s&eacute;culo XIII    fossem &lsquo;professores&rsquo; na escola capitular, a exist&ecirc;ncia do    mestre-escola na cent&uacute;ria de Trezentos &ndash; n&atilde;o constituindo    o mestre-escolado uma dignidade antes de 1370, nem sendo os seus titulares c&oacute;negos    &ndash;, d&aacute; for&ccedil;a &agrave; ideia de que seria efetivamente um    lente que ensinaria na catedral<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title="">[11]</a>.</p>     <p>Uma das mais not&aacute;veis peculiaridades do clero catedral&iacute;cio eborense    &eacute; o grupo dos Bachar&eacute;is da S&eacute;, um verdadeiro &lsquo;subcabido&rsquo;    que garantia as exig&ecirc;ncias do culto na catedral, mesmo com o crescente    absentismo dos c&oacute;negos<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title="">[12]</a>.    Apesar de serem apenas um exemplo precoce de porcion&aacute;rios, surgindo algures    na segunda metade do s&eacute;culo XIII<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title="">[13]</a>,    a sua designa&ccedil;&atilde;o &eacute; problem&aacute;tica. N&atilde;o sendo    poss&iacute;vel provar se a intitula&ccedil;&atilde;o estava ligada a uma eventual    frequ&ecirc;ncia universit&aacute;ria, parece haver alguns ind&iacute;cios do    envolvimento dos bachar&eacute;is nas atividades de ensino na catedral. Um alvar&aacute;    do Estudo Geral de Lisboa, datado de 1472, informa o cabido da matr&iacute;cula    do escolar Diogo de Sousa &ndash; talvez o futuro bispo do Porto e arcebispo    de Braga, ent&atilde;o com 12 ou 13 anos<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title="">[14]</a>    &ndash; como escolar de Gram&aacute;tica, provavelmente ap&oacute;s uma introdu&ccedil;&atilde;o    ao latim na escola da catedral<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title="">[15]</a>.    Este alvar&aacute; foi apresentado pelo bacharel &Aacute;lvaro Gon&ccedil;alves,    cuja rela&ccedil;&atilde;o com o jovem escolar n&atilde;o &eacute; esclarecida.    Seria uma esp&eacute;cie de tutor? Estariam os bachar&eacute;is envolvidos no    ensino elementar de leitura e escrita, acompanhando os discentes que prosseguiriam    estudos no momento da sua inscri&ccedil;&atilde;o? Ser&aacute; apenas um caso    excecional? Os sucessivos estatutos preveem, desde cedo, a possibilidade da    aus&ecirc;ncia dos cl&eacute;rigos que se encontrem em estudos gerais, sem preju&iacute;zo    dos seus benef&iacute;cios, durante cinco anos; de resto, esta era uma pr&aacute;tica    corrente noutros cabidos catedral&iacute;cios e corpora&ccedil;&otilde;es religiosas<a href="#_ftn16" name="_ftnref16" title="">[16]</a>.    Apesar da crescente forma&ccedil;&atilde;o superior, o n&uacute;mero de c&oacute;negos    com pouca ou nenhuma literacia manteve-se alto, contrastando com os seus pares    que ostentavam graus acad&eacute;micos. Prova disso s&atilde;o as disposi&ccedil;&otilde;es    estatut&aacute;rias do bispo D. Garcia de Meneses (1472-1484) que, em 1478,    procurando combater o desconhecimento da l&iacute;ngua latina &ndash; e at&eacute;    mesmo o analfabetismo &ndash; de muitos dos c&oacute;negos que iam sendo nomeados    por favor pontifical ou influ&ecirc;ncia r&eacute;gia, impede os beneficiados    de tomarem parte das distribui&ccedil;&otilde;es do Cabido caso n&atilde;o fossem    capazes de ler o <i>Livro dos Estatutos</i> em cabido, mantendo-se a interdi&ccedil;&atilde;o    at&eacute; que o demonstrassem saber fazer<a href="#_ftn17" name="_ftnref17" title="">[17]</a>.</p>     <p>Por outro lado, a biblioteca da S&eacute;, enriquecida por algumas doa&ccedil;&otilde;es,    legados, mas tamb&eacute;m compras, possu&iacute;a um interessante acervo de    obras dos dois direitos e de mat&eacute;ria teol&oacute;gica<a href="#_ftn18" name="_ftnref18" title="">[18]</a>.    Refira-se, a t&iacute;tulo de exemplo, o empr&eacute;stimo de v&aacute;rios    livros a D. Duarte, ent&atilde;o infante, registado em 1427 no <i>Livro I de    Anivers&aacute;rios</i> do arquivo capitular, os quais haviam sido adquiridos    pelo cabido por escambo de um curral deixado por D. Martinho Gil, bispo de &Eacute;vora,    para celebra&ccedil;&atilde;o de anivers&aacute;rios<a href="#_ftn19" name="_ftnref19" title="">[19]</a>.    Verifica-se, portanto, uma pol&iacute;tica ativa de aquisi&ccedil;&atilde;o    de obras potencialmente &uacute;teis na gest&atilde;o e defesa dos interesses    da institui&ccedil;&atilde;o capitular, formando-se um acervo que despertaria    a aten&ccedil;&atilde;o at&eacute; de um futuro rei.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel que a escola catedral&iacute;cia de &Eacute;vora tenha    tido uma exist&ecirc;ncia constante, ainda que discreta, ao longo dos &uacute;ltimos    s&eacute;culos da Idade M&eacute;dia. Ser&aacute; necess&aacute;rio esperar    pelo episcopado dos infantes-cardeais D. Afonso (1523-1540) e D. Henrique (1540-1564    e de novo 1574-1578) para assistir &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o institucional    e &agrave; multiplica&ccedil;&atilde;o de escolas complementares, culminando    na funda&ccedil;&atilde;o da Universidade de &Eacute;vora em 1559, e do herdeiro    da escola catedral&iacute;cia, o Semin&aacute;rio Maior de &Eacute;vora &ndash;    ent&atilde;o Col&eacute;gio da Purifica&ccedil;&atilde;o &ndash; que entrou    em funcionamento em 1593, j&aacute; ap&oacute;s a morte do Cardeal-Rei<a href="#_ftn20" name="_ftnref20" title="">[20]</a>.</p>     <p><b>2.2. As escolas dos conventos mendicantes</b></p>     <p>Os mendicantes foram a face mais expressiva de um clero regular com fraca implanta&ccedil;&atilde;o    no Alentejo medieval<a href="#_ftn21" name="_ftnref21" title="">[21]</a>. O    convento franciscano de &Eacute;vora foi fundado por volta de 1250, seguido    pelo dominicano, em 1286<a href="#_ftn22" name="_ftnref22" title="">[22]</a>.    &Eacute; sabido que a cria&ccedil;&atilde;o da Ordem dos Pregadores se encontra    intimamente ligada ao combate &agrave; heresia albigense &ndash; tal como a    da Universidade de Toulouse, que foi uma das v&aacute;rias frentes de combate    a essa heterodoxia. O estudo representava uma parte indispens&aacute;vel da    vida dominicana e as constitui&ccedil;&otilde;es de 1236 s&atilde;o expl&iacute;citas    na proibi&ccedil;&atilde;o da funda&ccedil;&atilde;o de conventos onde n&atilde;o    houvesse um prior nem doutor ou te&oacute;logo<a href="#_ftn23" name="_ftnref23" title="">[23]</a>.    Por outro lado, ainda que os Frades Menores n&atilde;o tivessem, originalmente,    a mesma voca&ccedil;&atilde;o, cedo se associaram &agrave;s grandes universidades    e &agrave;s suas elites. De facto, os mendicantes possu&iacute;ram um verdadeiro    monop&oacute;lio no ensino de Teologia at&eacute; meados do s&eacute;culo XIV,    pois apenas as Universidades de Paris, de Oxford e de Cambridge possu&iacute;am    faculdades de Teologia &ndash; onde os dominicanos e franciscanos abundavam    &ndash;, sendo os conventos mendicantes, por vezes equiparados a Estudos Gerais<a href="#_ftn24" name="_ftnref24" title="">[24]</a>,    os respons&aacute;veis pelo ensino da mesma no resto da Cristandade. A primeira    exce&ccedil;&atilde;o d&aacute;-se em Praga, em 1347, e com o Grande Cisma de    1378-1417, os dois lados favoreceram a cria&ccedil;&atilde;o de faculdades teol&oacute;gicas    nos Estudos Gerais dos reinos que os apoiavam<a href="#_ftn25" name="_ftnref25" title="">[25]</a>.    Aliada &agrave; sua influ&ecirc;ncia no ensino e na cultura, a nova espiritualidade    mendicante, sobretudo franciscana, exerceu uma influ&ecirc;ncia consider&aacute;vel    na sociedade tardo-medieval, incluindo muitas fam&iacute;lias r&eacute;gias    &ndash; a portuguesa n&atilde;o constitu&iacute;a exce&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn26" name="_ftnref26" title="">[26]</a>    &ndash;, onde abundavam os confessores menoritas e pregadores.</p>     <p>Foquemo-nos nas escolas dos conventos mendicantes de &Eacute;vora. Ainda que    a informa&ccedil;&atilde;o sobre esse ensino seja muito limitada para o s&eacute;culo    XIII &ndash; apenas resta a not&iacute;cia dada pelo Cap&iacute;tulo Provincial    de 1299, reunido em Barcelona, do ensino de gram&aacute;tica no Convento de    S&atilde;o Domingos, que contava com sete alunos e tinha Jo&atilde;o de Estremoz    como leitor e Pedro Pais como doutor<a href="#_ftn27" name="_ftnref27" title="">[27]</a>    &ndash;, s&atilde;o conhecidos leitores dos conventos de S&atilde;o Francisco    e S&atilde;o Domingos de Lisboa, assim como de S&atilde;o Francisco e S&atilde;o    Domingos de Santar&eacute;m, logo a partir de 1261<a href="#_ftn28" name="_ftnref28" title="">[28]</a>.    Estando o ensino de Teologia proibido no Estudo Geral portugu&ecirc;s at&eacute;    ao advento do s&eacute;culo XV<a href="#_ftn29" name="_ftnref29" title="">[29]</a>,    essa lacuna seria compensada pelas escolas mendicantes. Para S&atilde;o Francisco    de &Eacute;vora, &eacute; poss&iacute;vel referir pelo menos um leitor ativo    no s&eacute;culo XIV: Frei Vicente, documentado no Cap&iacute;tulo Provincial    de Coimbra de 1330<a href="#_ftn30" name="_ftnref30" title="">[30]</a>. A exist&ecirc;ncia    de um leitor no convento menorita de &Eacute;vora demonstra j&aacute; a solidez    da institui&ccedil;&atilde;o e acompanha a complexifica&ccedil;&atilde;o da    rede de ensino da Ordem que justifica, por exemplo, a cria&ccedil;&atilde;o    do <i>Studium generale</i> do convento franciscano de Lisboa em 1340<a href="#_ftn31" name="_ftnref31" title="">[31]</a>.    H&aacute; ainda outros letrados mendicantes oriundos de &Eacute;vora, ainda    que n&atilde;o tivessem um v&iacute;nculo conhecido aos conventos da cidade,    ou o tenham tido numa fase precoce das suas carreiras. Eis alguns exemplos:    Frei Est&ecirc;v&atilde;o, natural de &Eacute;vora, franciscano do convento    de Lisboa, bispo do Porto (1311) e de Lisboa (1313)<a href="#_ftn32" name="_ftnref32" title="">[32]</a>;    Frei Andr&eacute; do Prado, documentado no convento franciscano de &Eacute;vora    em 1380, leitor em Bolonha (1414-1416) e um dos fundadores dos Terceiros Franciscanos    Seculares em Portugal (1422)<a href="#_ftn33" name="_ftnref33" title="">[33]</a>;    dois dominicanos eborenses nomeados para o corpo docente do Convento de Lisboa    no Cap&iacute;tulo Geral da Ordem de 1478: Frei Pedro Dias, como leitor do primeiro    ano de Senten&ccedil;as, e Frei Vasco Eborense, como leitor do segundo ano da    mesma cadeira<a href="#_ftn34" name="_ftnref34" title="">[34]</a>; Frei Br&aacute;s    de &Eacute;vora, doutor do Convento de S&atilde;o Domingos do Porto (1480)<a href="#_ftn35" name="_ftnref35" title="">[35]</a>.</p>     <p>A necessidade de forma&ccedil;&atilde;o para a prega&ccedil;&atilde;o e missiona&ccedil;&atilde;o    exigia-lhes conhecimento e arte: o ensino e a cultura eram-lhes, por isso, indispens&aacute;veis,    sendo as escolas uma presen&ccedil;a constante nas suas vidas<a href="#_ftn36" name="_ftnref36" title="">[36]</a>.    As escolas clericais seculares n&atilde;o lhes eram destinadas &ndash; ainda    que as pudessem ter frequentado antes do ingresso na ordem &ndash;, e as constantes    demandas entre mendicantes e clero diocesano empolavam essa separa&ccedil;&atilde;o.    As escolas mendicantes de &Eacute;vora nunca assumiram um lugar destacado no    panorama nacional. Por&eacute;m, mesmo escassos, os testemunhos documentais    parecem n&atilde;o deixar d&uacute;vidas quanto &agrave; sua exist&ecirc;ncia    permanente a partir do s&eacute;culo XIV.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. Entre os leigos</b></p>     <p><b>3.1. As escolas do Concelho </b></p>     <p>A expans&atilde;o do notariado, da escrita p&uacute;blica e do direito resultaram    igualmente numa progressiva laiciza&ccedil;&atilde;o do ensino, um pouco por    toda a Europa. E, se a exist&ecirc;ncia de escolas do munic&iacute;pio eborense    &eacute; incerta para o per&iacute;odo anterior a 1400, o s&eacute;culo XV revela-as    como um dos casos mais bem documentados para o Portugal do seu tempo. Desde    logo pela necessidade: Armindo de Sousa sublinha o facto de a obrigatoriedade    de ter oficiais de justi&ccedil;a que soubessem ler estivesse restrita aos n&uacute;cleos    urbanos onde o acesso a esses cargos n&atilde;o estaria maioritariamente reservado    a uma maioria de lavradores, ou seja, onde o principal fornecedor das elites    governativas locais era a burguesia urbana: Lisboa, &Eacute;vora, Coimbra, Porto    e Santar&eacute;m<a href="#_ftn37" name="_ftnref37" title="">[37]</a>. Se os    fidalgos deveriam educar os seus filhos nas pr&oacute;prias casas, incluindo    a aprendizagem da leitura e escrita, como frisam os representantes concelhios    nas Cortes de 1498<a href="#_ftn38" name="_ftnref38" title="">[38]</a>, ao povo    n&atilde;o era poss&iacute;vel contratar mestres privados. A exist&ecirc;ncia    de uma escola municipal tornava-se fundamental para a elite da cidade poder    garantir um ensino regular aos seus filhos, ainda que estendendo essa possibilidade    aos filhos de mesteirais, por exemplo. Garantir-se-ia assim o preenchimento    de um importante requisito de acesso aos cargos p&uacute;blicos que favoreceriam    ou consolidariam uma ascens&atilde;o social que, no geral, levaria gera&ccedil;&otilde;es    a concretizar. Prov&aacute;vel reflexo dessa realidade, a literacia na &Eacute;vora    quatrocentista atingiria j&aacute; setores de atividade que seriam, no m&iacute;nimo,    inesperados. Sobrevivem v&aacute;rios contratos de presta&ccedil;&atilde;o de    servi&ccedil;os e repara&ccedil;&otilde;es entre o Cabido da S&eacute; e artes&atilde;os,    onde o contratado colocou a sua assinatura aut&oacute;grafa<a href="#_ftn39" name="_ftnref39" title="">[39]</a>.    Estando longe de provar uma capacidade fluente de leitura e escrita, revela    j&aacute; um primeiro contacto com o ato de escrever &ndash; e com a sua utiliza&ccedil;&atilde;o    no quotidiano &ndash; que n&atilde;o pode ser desprezado.</p>     <p>Outros testemunhos parecem confirmar este acesso alargado a n&iacute;veis b&aacute;sicos    de aprendizagem formal. Em 1466, os representantes eborenses &agrave;s Cortes    informam o rei da exist&ecirc;ncia de um bacharel, pago pelo Concelho, que ensinava    &ldquo;gram&aacute;tica e a escrever aos filhos dos bons e a quaisquer outros    que querem aprender&rdquo;, queixando-se que o corregedor da Corte havia reduzido    a ten&ccedil;a anual do bacharel de 3500 para 2000 reais, levando este a querer    abandonar o cargo. O rei decide em favor do Concelho, limitando a ten&ccedil;a,    contudo, a um m&aacute;ximo de 3000 reais<a href="#_ftn40" name="_ftnref40" title="">[40]</a>.    Este testemunho confirma o estatuto de escola <i>p&uacute;blica</i> e teoricamente    acess&iacute;vel a todos. N&atilde;o sendo claro que a realidade fosse t&atilde;o    linear, parece haver, pelo menos, uma postura &lsquo;oficial&rsquo; da oferta    deste ensino como uma responsabilidade do poder local.</p>     <p>Alguns anos mais tarde, em agosto de 1481, o Concelho solicita ao pr&iacute;ncipe    D. Jo&atilde;o, futuro D. Jo&atilde;o II, a valida&ccedil;&atilde;o da substitui&ccedil;&atilde;o    do bacharel Linhares, que at&eacute; ent&atilde;o ensinara em &Eacute;vora e    de alguma forma desagradara o Concelho, por Est&ecirc;v&atilde;o Cavaleiro.    O futuro rei ordenou que fosse examinado e, confirmando-se que estava preparado    e era id&oacute;neo, fosse conduzido nas fun&ccedil;&otilde;es e lhe fossem    concedidas a ten&ccedil;a e as liberdades do cargo<a href="#_ftn41" name="_ftnref41" title="">[41]</a>,    o que revela a const&acirc;ncia do servi&ccedil;o prestado pelo Concelho no    final do s&eacute;culo XV. O amadurecimento do poder concelhio tardo-medieval    trouxe um conjunto de novas preocupa&ccedil;&otilde;es aos munic&iacute;pios,    que chamavam a si, cada vez mais, a responsabilidade da gest&atilde;o e garantia    do <i>bem comum</i>. A instru&ccedil;&atilde;o e a higiene p&uacute;blica est&atilde;o    entre as mais expressivas.</p>     <p><b>3.2. Uma escola privada de gram&aacute;tica de um leigo, ou a rua de um    lente eclesi&aacute;stico?</b></p>     <p>V&aacute;rios documentos do in&iacute;cio do s&eacute;culo XV referem um enigm&aacute;tico    Est&ecirc;v&atilde;o Eanes, identificado como &ldquo;aquele que ensina os mo&ccedil;os    a ler&rdquo;, e do qual temos not&iacute;cias por ter dado o seu nome a uma    rua enquanto nela esteve instalado. Esta &ldquo;rua de Est&ecirc;v&atilde;o    Eanes, que ensina os mo&ccedil;os a ler&rdquo; estaria pr&oacute;xima de S&atilde;o    Domingos, e dela temos not&iacute;cia em 1401, 1405 e 1435<a href="#_ftn42" name="_ftnref42" title="">[42]</a>,    sendo referida como a &ldquo;rua onde morou Est&ecirc;v&atilde;o Eanes que ensinava    os mo&ccedil;os a ler&rdquo; em 1435<a href="#_ftn43" name="_ftnref43" title="">[43]</a>    e 1445<a href="#_ftn44" name="_ftnref44" title="">[44]</a>. Mesmo n&atilde;o    se sabendo ao certo quem ter&aacute; sido, parece veros&iacute;mil que tenha    deixado de ensinar em 1435, ou at&eacute; antes: um documento de abril desse    ano refere-o no passado, enquanto um de novembro o refere no presente &ndash;    sinal, talvez, de uma morte recente. Apesar do intervalo entre os anos referenciados,    &eacute; poss&iacute;vel que a atividade deste mestre tenha durado v&aacute;rias    d&eacute;cadas, cobrindo o primeiro ter&ccedil;o do s&eacute;culo XV. Estar&iacute;amos    perante uma pequena escola privada de gram&aacute;tica? &Eacute; poss&iacute;vel.    N&atilde;o h&aacute; qualquer t&iacute;tulo acad&eacute;mico ou magistral associado    a Est&ecirc;v&atilde;o Eanes. Se assim fosse, n&atilde;o seria estranho que    fosse pago, na totalidade ou em parte, pelo Concelho da cidade, mas n&atilde;o    existe qualquer prova dessa liga&ccedil;&atilde;o. Seria um bacharel que fez    carreira como professor? A informa&ccedil;&atilde;o topon&iacute;mica n&atilde;o    o esclarece. H&aacute; men&ccedil;&atilde;o a um Est&ecirc;v&atilde;o Eanes    que ter&aacute; sido estudante de Direito Civil durante cinco anos e para quem,    ap&oacute;s esse per&iacute;odo, &eacute; reservado um benef&iacute;cio no Cabido    da S&eacute; de &Eacute;vora, por bula do papa Bonif&aacute;cio IX, ap&oacute;s    s&uacute;plica do rei D. Jo&atilde;o I, em 1389<a href="#_ftn45" name="_ftnref45" title="">[45]</a>.    N&atilde;o h&aacute; provas de que tenha alcan&ccedil;ado o canonicato<a href="#_ftn46" name="_ftnref46" title="">[46]</a>,    ainda que pudesse ter sido provido noutro benef&iacute;cio, como o de ter sido    feito bacharel da S&eacute;, o que nos transportaria para uma outra dimens&atilde;o    de ensino e enquadramento institucional. A coincid&ecirc;ncia das duas figuras    &eacute;, por ora, uma possibilidade em aberto, tal como todas as restantes    hip&oacute;teses levantadas em torno de Est&ecirc;v&atilde;o Eanes. Por&eacute;m,    resta a certeza de se tratar de uma figura conhecida na cidade onde vivia pela    atividade de ensino que exercia.</p>     <p><b>3.3. Transmiss&atilde;o de conhecimentos e legitima&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    de of&iacute;cio</b></p>     <p>A cidade medieval reunia um conjunto de profissionais cuja prepara&ccedil;&atilde;o    especializada, tanto pr&aacute;tica como te&oacute;rica, ia al&eacute;m da mera    aprendizagem da leitura e escrita. Alguns destes of&iacute;cios est&atilde;o    associados ao mundo universit&aacute;rio. Contudo, esta n&atilde;o parece ter    sido uma op&ccedil;&atilde;o comum na &Eacute;vora medieval, a menos que coincidisse    com o desejo de prosseguir uma carreira eclesi&aacute;stica. Como seriam obtidos    o conhecimento e a pr&aacute;tica necess&aacute;ria? Focar-me-ei num conjunto    paradigm&aacute;tico de of&iacute;cios: os da cura e os da escrita. Porei de    lado botic&aacute;rios e barbeiros, pela sua natureza mercantil e emp&iacute;rica,    respetivamente, concentrando-me nos f&iacute;sicos e cirurgi&otilde;es. No que    &agrave; escrita concerne, focar-me-ei no caso particular dos tabeli&atilde;es.    Estas op&ccedil;&otilde;es s&atilde;o question&aacute;veis: considerar a transmiss&atilde;o    de conhecimentos entre of&iacute;cios poderia incluir &lsquo;todos&rsquo; os    of&iacute;cios. Por&eacute;m, aqueles que aqui s&atilde;o analisados integram    um grupo especial cujo exerc&iacute;cio implicava o reconhecimento de compet&ecirc;ncias    por parte de autoridades p&uacute;blicas, exigindo uma prepara&ccedil;&atilde;o    consider&aacute;vel e o dom&iacute;nio de um conjunto alargado e padronizado    de conhecimentos te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos.</p>     <p>&Acirc;ngela Beirante identificou mais de seis dezenas de f&iacute;sicos e    cirurgi&otilde;es atuantes em &Eacute;vora durante a Idade M&eacute;dia<a href="#_ftn47" name="_ftnref47" title="">[47]</a>.    Destes, dois ter&ccedil;os eram judeus. Uma parte destes indiv&iacute;duos &eacute;    conhecida atrav&eacute;s das suas cartas de of&iacute;cio, isto &eacute;, pelo    registo da sua examina&ccedil;&atilde;o e consequente licenciamento de atividade    por parte do f&iacute;sico-mor. Iria Gon&ccedil;alves estudou as cartas de of&iacute;cio    de f&iacute;sico e cirurgi&atilde;o preservadas nas chancelarias r&eacute;gias    quatrocentistas, reunindo dados muito relevantes para desvendar o tipo de forma&ccedil;&atilde;o    destes homens<a href="#_ftn48" name="_ftnref48" title="">[48]</a>. Nenhum indiv&iacute;duo    das centenas de candidatos examinados e aprovados refere uma frequ&ecirc;ncia    universit&aacute;ria. De resto, tal seria quase imposs&iacute;vel para um judeu,    por exemplo. O exame seria pr&aacute;tico e te&oacute;rico, e o candidato deveria    revelar um conhecimento suficiente das autoridades greco-ar&aacute;bicas. Al&eacute;m    da possibilidade da obten&ccedil;&atilde;o do conhecimento especializado num    Estudo Geral &ndash; imposs&iacute;vel de apurar na maioria dos casos e talvez    inexistente em boa parte &ndash; resta aos f&iacute;sicos e cirurgi&otilde;es    da &Eacute;vora medieval &ndash; &agrave; semelhan&ccedil;a do que acontecia    no resto do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s &ndash;, uma forma&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o-universit&aacute;ria<a href="#_ftn49" name="_ftnref49" title="">[49]</a>.    Esta aprendizagem teria como base a instru&ccedil;&atilde;o junto de um mestre,    prolongada por v&aacute;rios anos, at&eacute; aquele considerar o disc&iacute;pulo    apto a apresentar-se a exame junto do f&iacute;sico-mor. Este tipo de liga&ccedil;&atilde;o    pode ser detetado nos registos de exame: em 1444, Mestre Abra&atilde;o, criado    de Mestre Mois&eacute;s, f&iacute;sico, recebe carta de cirurgi&atilde;o<a href="#_ftn50" name="_ftnref50" title="">[50]</a>;    em 1464, Mestre Abra&atilde;o Abeacar, criado de Mestre Eleazar, recebe carta    de cirurgi&atilde;o<a href="#_ftn51" name="_ftnref51" title="">[51]</a> &ndash;    &eacute; ainda poss&iacute;vel que seja filho ou irm&atilde;o de Mestre Jos&eacute;    Abeacar, outro f&iacute;sico eborense examinado em 1453<a href="#_ftn52" name="_ftnref52" title="">[52]</a>.    Em 1473, &eacute; a vez de outro criado de Mestre Eleazar, Le&atilde;o Abeacar    &ndash; provavelmente aparentado com os anteriores &ndash;, ser examinado na    arte da cirurgia<a href="#_ftn53" name="_ftnref53" title="">[53]</a>. Termino    com uma refer&ecirc;ncia ao filho do pr&oacute;prio Mestre Eleazar, Jos&eacute;    Dono, a quem D. Afonso V, em 1473, concede carta de privil&eacute;gio para andar    em besta muar de selo e freio, designando-o como &ldquo;disc&iacute;pulo de    cirurgia&rdquo;, numa rara refer&ecirc;ncia a um indiv&iacute;duo em plena forma&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn54" name="_ftnref54" title="">[54]</a>.    Os f&iacute;sicos e cirurgi&otilde;es de &Eacute;vora, sobretudo o contingente    judeu, constituiriam uma comunidade de conhecimento relativamente endog&acirc;mica,    garantindo simultaneamente uma aprendizagem s&oacute;lida, a passagem de testemunho    e a manuten&ccedil;&atilde;o do <i>status</i> dessas profiss&otilde;es, que    D. Duarte, no <i>Leal Conselheiro</i>, coloca no terceiro e mais alto estrato    do povo, entre &ldquo;os que usam de algumas artes aprovadas e mesteres&rdquo;<a href="#_ftn55" name="_ftnref55" title="">[55]</a>.    Estariam, por certo, recetivos a novos conhecimentos e em contacto com outras    comunidades de f&iacute;sicos judeus. Dominariam as obras das autoridades e,    mesmo ap&oacute;s a expuls&atilde;o ou convers&atilde;o for&ccedil;ada, D. Manuel    I abriu exce&ccedil;&otilde;es para que crist&atilde;os-novos possu&iacute;ssem    livros de medicina em hebraico, como &eacute; o caso de Mestre Lu&iacute;s,    f&iacute;sico crist&atilde;o-novo e morador em &Eacute;vora, a quem &eacute;    concedida essa licen&ccedil;a em 1499<a href="#_ftn56" name="_ftnref56" title="">[56]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro exemplo deste tipo de comunidades &eacute; a dos tabeli&atilde;es<a href="#_ftn57" name="_ftnref57" title="">[57]</a>.    N&atilde;o se conhece qualquer tabeli&atilde;o em &Eacute;vora antes de 1251<a href="#_ftn58" name="_ftnref58" title="">[58]</a>.    De resto, esta aus&ecirc;ncia verifica-se em todo o Alentejo. Ap&oacute;s essa    data, o tabelionado desenvolve-se rapidamente, havendo v&aacute;rias dezenas    de tabeli&atilde;es documentados at&eacute; 1500. Contudo, estes ainda n&atilde;o    mereceram a aten&ccedil;&atilde;o particular que outras cidades j&aacute; receberam<a href="#_ftn59" name="_ftnref59" title="">[59]</a>.    N&atilde;o sendo o meu objetivo historiar o tabelionado medieval eborense, resta-me    tecer algumas observa&ccedil;&otilde;es sobre este of&iacute;cio e o seu licenciamento    de atividade. Em primeiro lugar, a sua condi&ccedil;&atilde;o social: n&atilde;o    s&atilde;o aristocratas nem s&atilde;o, segundo a normativa do of&iacute;cio,    eclesi&aacute;sticos<a href="#_ftn60" name="_ftnref60" title="">[60]</a>. Falamos    de um grupo de indiv&iacute;duos com um cargo de import&acirc;ncia p&uacute;blica,    letrado e aparentemente alheio ao clero. A origem do tabelionado est&aacute;    intimamente ligada ao ressurgimento do Direito Romano, tendo-se desenvolvido    uma vasta produ&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica e normativa ao longo do    s&eacute;culo XII e XIII, quer no Sacro Imp&eacute;rio, quer na C&uacute;ria    Pontif&iacute;cia<a href="#_ftn61" name="_ftnref61" title="">[61]</a>. Os manuais    e formul&aacute;rios difundiam-se rapidamente e Portugal n&atilde;o ficou fora    desta esta expans&atilde;o<a href="#_ftn62" name="_ftnref62" title="">[62]</a>.</p>     <p>N&atilde;o temos dados concretos sobre a aprendizagem dos tabeli&atilde;es    portugueses e n&atilde;o se conhece nenhuma escola especializada. Contudo, e    como Maria Helena da Cruz Coelho resume &ldquo;os primeiros teriam aprendido    a ler e a escrever em qualquer escola catedral&iacute;cia ou monacal (&hellip;)    e, uns quantos, na chancelaria r&eacute;gia. E depois o saber profissional aprendia-se    com a pr&aacute;tica, nas oficinas tabeli&oacute;nicas&rdquo;<a href="#_ftn63" name="_ftnref63" title="">[63]</a>.    Estabelecido o of&iacute;cio, o tabelionado tornou-se capaz de formar as gera&ccedil;&otilde;es    sucessivas de profissionais da escritura p&uacute;blica. J&aacute; no reinado    de D. Dinis teriam de se fazer examinar pelo chanceler-mor para que pudessem    exercer<a href="#_ftn64" name="_ftnref64" title="">[64]</a>, revelando um controlo    de compet&ecirc;ncias e reconhecimento p&uacute;blico em tudo semelhante ao    dos f&iacute;sicos e cirurgi&otilde;es, examinados pelo f&iacute;sico-mor. N&atilde;o    &eacute; certo que essa forma&ccedil;&atilde;o tivesse lugar em &Eacute;vora.    Apenas o estudo da afinidade entre sinais tabeli&oacute;nicos preservados na    documenta&ccedil;&atilde;o, entre outros elementos, poderia estabelecer rela&ccedil;&otilde;es    de aprendizagem e identificar poss&iacute;veis disc&iacute;pulos. At&eacute;    l&aacute;, mant&eacute;m-se como uma possibilidade a considerar.</p>     <p>N&atilde;o constituindo escolas, estes pequenos grupos socioprofissionais reuniam    algumas caracter&iacute;sticas afins: a exist&ecirc;ncia de uma pequena e coerente    comunidade de conhecimento, com uma transmiss&atilde;o de saber regular, dividindo-se    entre uma aprendizagem pr&aacute;tica e te&oacute;rica, onde o disc&iacute;pulo    ora assistia, ora era assistido pelo mestre e, por fim, avaliado pelo representante    oficial da Coroa para esse efeito, legitimando essa rela&ccedil;&atilde;o de    ensino e o saber adquirido, assumindo legal e publicamente a profiss&atilde;o    de f&iacute;sico, cirurgi&atilde;o ou tabeli&atilde;o. Estes of&iacute;cios    n&atilde;o estar&atilde;o, por&eacute;m, sozinhos neste rol. A t&iacute;tulo    de exemplo, refira-se um cap&iacute;tulo especial de Santar&eacute;m, nas Cortes    de 1436, solicitando a submiss&atilde;o dos alveitares &ndash; ou seja, veterin&aacute;rios    &ndash; a um processo de exame semelhante ao dos f&iacute;sicos e cirurgi&otilde;es<a href="#_ftn65" name="_ftnref65" title="">[65]</a>,    o que demonstra que n&atilde;o s&oacute; a examina&ccedil;&atilde;o era valorizada    pelas popula&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m revelava efic&aacute;cia no    controlo de qualidade e legitima&ccedil;&atilde;o de atividade. Estas &ldquo;artes    aprovadas e mesteres&rdquo; n&atilde;o deixariam de formar n&uacute;cleos cultos,    reposit&oacute;rios de um saber perpetuado na rela&ccedil;&atilde;o mestre-disc&iacute;pulo    e ampliado ao longo de gera&ccedil;&otilde;es, colocando-se num patamar interm&eacute;dio    entre os mesteirais mais comuns e as elites letradas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. As minorias </b>    <br>   Ainda que &Eacute;vora n&atilde;o tenha ocupado um lugar de destaque no al-Andalus,    figuras como a de Abd al-Majid ibn Abdun,<b> </b>poeta e oficial r&eacute;gio    nascido na cidade por volta de 1050 &ndash; onde voltaria in&uacute;meras vezes    ao longo da vida e onde faleceria, provavelmente j&aacute; depois de 1135 &ndash;,    permitem atestar o ambiente prop&iacute;cio ao desenvolvimento da cultura erudita    antes da conquista crist&atilde;<a href="#_ftn66" name="_ftnref66" title="">[66]</a>.    Est&aacute; documentalmente provada a liga&ccedil;&atilde;o de mais de vinte    letrados andaluzes &ndash; os ulem&aacute;s &ndash; a &Eacute;vora, por naturalidade,    resid&ecirc;ncia ou origem familiar<a href="#_ftn67" name="_ftnref67" title="">[67]</a>.    Entre os letrados cuja cronologia &eacute; conhecida, s&atilde;o v&aacute;rios    os que morrem bem depois da conquista crist&atilde; de &Eacute;vora, o que demonstra    a perenidade da mem&oacute;ria da raiz eborense entre v&aacute;rias fam&iacute;lias    ilustres.</p>     <p>O primeiro s&eacute;culo da comuna mu&ccedil;ulmana de &Eacute;vora ap&oacute;s    o foral concedido por D. Afonso III aos mouros forros da cidade, em 1270, levanta    problemas complexos: onde seria a primeira mouraria eborense? De onde viriam    os mouros forros e onde habitavam? Estas e outras quest&otilde;es permanecem    em aberto. A comuna moura de &Eacute;vora, uma das mais importantes do reino,    n&atilde;o estaria alheada da realidade portuguesa, onde continuavam a existir    letrados<a href="#_ftn68" name="_ftnref68" title="">[68]</a>, sendo admiss&iacute;vel    a exist&ecirc;ncia de uma escola onde o ensino do &aacute;rabe com fins religiosos    e jur&iacute;dicos se faria, tal como est&aacute; documentado na comuna de Lisboa<a href="#_ftn69" name="_ftnref69" title="">[69]</a>.    De resto, em dezembro de 1362, e a pedido da pr&oacute;pria comuna de &Eacute;vora,    D. Pedro I determina os moldes em que o alcaide da comuna eborense seria eleito,    tendo como requisitos o dom&iacute;nio da leitura e da escrita, assim como do    direito isl&acirc;mico &ndash; algo que n&atilde;o se verificava com o alcaide    ent&atilde;o em fun&ccedil;&otilde;es<a href="#_ftn70" name="_ftnref70" title="">[70]</a>.</p>     <p>Para a comuna dos judeus de &Eacute;vora, bastante maior do que a comuna dos    mouros da mesma cidade e, &agrave; semelhan&ccedil;a desta, uma das mais importantes    do reino, sobrevivem v&aacute;rios testemunhos de exerc&iacute;cio formal do    ensino. Lisboa e &Eacute;vora s&atilde;o as &uacute;nicas cidades do reino onde    est&atilde;o documentadas escolas hebraicas<a href="#_ftn71" name="_ftnref71" title="">[71]</a>,    ainda que a import&acirc;ncia fundamental que o ensino ocupa na vida das comunidades    judaicas<a href="#_ftn72" name="_ftnref72" title="">[72]</a> torne altamente    improv&aacute;vel a inexist&ecirc;ncia de escolas nas dezenas de outras comunas    judaicas existentes no Portugal medieval<a href="#_ftn73" name="_ftnref73" title="">[73]</a>.    No per&iacute;odo tardo-medieval, os n&iacute;veis de alfabetiza&ccedil;&atilde;o    seriam elevados entre os judeus, e para muitos o estudo prolongar-se-ia por    v&aacute;rios anos, podendo culminar numa especializa&ccedil;&atilde;o como    a pr&aacute;tica m&eacute;dica ou um of&iacute;cio financeiro<a href="#_ftn74" name="_ftnref74" title="">[74]</a>.    Esta alfabetiza&ccedil;&atilde;o generalizada relacionava-se intimamente com    a evolu&ccedil;&atilde;o religiosa e cultural de v&aacute;rios s&eacute;culos,    atrav&eacute;s da qual os judeus, espalhados por todo o M&eacute;dio Oriente    e Mediterr&acirc;neo, deixaram de ser um povo de agricultores e criadores de    gado, maioritariamente analfabetos, para se tornarem um grupo de mercadores,    letrados e altos funcion&aacute;rios, onde a educa&ccedil;&atilde;o era entendida    como um investimento e como uma garantia de perenidade identit&aacute;ria<a href="#_ftn75" name="_ftnref75" title="">[75]</a>.    Assim, n&atilde;o s&oacute; os judeus exerciam of&iacute;cios e oficialatos    prestigiantes, na Cristandade como no Isl&atilde;o, como se tornaram maiorit&aacute;rios    e at&eacute; preferidos em v&aacute;rios deles.</p>     <p>A localiza&ccedil;&atilde;o da <i>Bet-hamidrash</i>, <i>Midrash</i> ou <i>Midras</i>,    em galego-portugu&ecirc;s, &eacute;-nos dada pela topon&iacute;mia medieval    de &Eacute;vora: a Rua do Midras e a Rua do Midras de Baixo informam-nos da    presen&ccedil;a de uma escola instalada nos edif&iacute;cios confinados por    esses arruamentos, onde teria lugar o ensino da exegese b&iacute;blica e do    direito hebraico, onde o <i>Midrash</i>, t&iacute;pico da di&aacute;spora hebraica    desde a Antiguidade, conferia identidade, mem&oacute;ria e doutrina &agrave;    comunidade. &Eacute; poss&iacute;vel que tenha havido mais do que uma escola:    Maria Jos&eacute; Pimenta Ferro assim o entende, n&atilde;o havendo, contudo,    dados sobre o chamado <i>Midras pequeno</i>: &eacute; poss&iacute;vel que se    encontrasse anexo ao Midras maior e, provavelmente, mais recente. Os edif&iacute;cios    do <i>Midrash</i> seriam da comuna, tendo-os doado D. Manuel I a D. Carlos,    fidalgo da sua casa, ap&oacute;s o decreto de convers&atilde;o for&ccedil;ada    ou expuls&atilde;o dos judeus e mouros portugueses<a href="#_ftn76" name="_ftnref76" title="">[76]</a>.    Ainda por alguns anos se manteve a refer&ecirc;ncia ao <i>Midras Velho</i><a href="#_ftn77" name="_ftnref77" title="">[77]</a>,    acabando por cair em desuso. Correspondendo a Rua do Midras e a Rua do Midras    de Baixo &agrave;s atuais travessas da Parreira e do Pocinho<a href="#_ftn78" name="_ftnref78" title="">[78]</a>,    respetivamente, seria interessante perceber quanto desses edif&iacute;cios poder&aacute;    ter sobrevivido &agrave; passagem do tempo. Contudo, as dificuldades levantadas    pelas interven&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas na antiga Judiaria de    &Eacute;vora s&atilde;o numerosas e refletiram-se, por exemplo, na escava&ccedil;&atilde;o    levada a cabo por Carmen Ballesteros na antiga sinagoga de &Eacute;vora<a href="#_ftn79" name="_ftnref79" title="">[79]</a>.    Resta-nos, por ora, a mem&oacute;ria documental dessa materialidade.</p>     <p>Al&eacute;m do <i>Midrash</i> propriamente dito, conhece-se um mestre judeu    atuante em &Eacute;vora, atrav&eacute;s de uma refer&ecirc;ncia quase acidental:    no livro de ac&oacute;rd&atilde;os quatrocentista do cabido eborense, foi anotado    o aforamento de uma casa a Mestre Jos&eacute;, para o seu primo Juda Rabi, <i>que    ensina os mo&ccedil;os</i><a href="#_ftn80" name="_ftnref80" title="">[80]</a>.    Este mestre poder&aacute; ter ensinado no <i>Midrash</i>, na Sinagoga ou ainda    noutro espa&ccedil;o. Mesmo n&atilde;o existindo essa refer&ecirc;ncia para    &Eacute;vora, conhece-se a exist&ecirc;ncia de uma escola judaica para crian&ccedil;as    em Lisboa, independente do <i>Midrash</i> dessa cidade<a href="#_ftn81" name="_ftnref81" title="">[81]</a>.    Outro elemento de interesse, ainda que fonte de muitas d&uacute;vidas, &eacute;    o <i>genesim</i>. Simultaneamente tributo e oficialato, &eacute; definido por    Viterbo como imposto pago para que possa haver ensino rab&iacute;nico na respetiva    comuna judaica<a href="#_ftn82" name="_ftnref82" title="">[82]</a>. N&atilde;o    sendo poss&iacute;vel conhecer a sua fonte, fica a hip&oacute;tese, conhecendo-se    alguns oficiais respons&aacute;veis por este tributo em v&aacute;rias judiarias,    incluindo a de &Eacute;vora<a href="#_ftn83" name="_ftnref83" title="">[83]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, um olhar sobre os rabis. Como chefes pol&iacute;ticos, judiciais e    religiosos de cada comunidade, era comum acumularem fun&ccedil;&otilde;es: conhecemos    f&iacute;sicos<a href="#_ftn84" name="_ftnref84" title="">[84]</a>, doutores    da lei<a href="#_ftn85" name="_ftnref85" title="">[85]</a>, oficiais<a href="#_ftn86" name="_ftnref86" title="">[86]</a>,    entre outras ocupa&ccedil;&otilde;es. Os levantamentos populacionais dos judeus    em Portugal entre 1300 e 1499, realizados por Maria Jos&eacute; Pimenta Ferro    Tavares, n&atilde;o fazem refer&ecirc;ncia a qualquer agente de ensino<a href="#_ftn87" name="_ftnref87" title="">[87]</a>,    e mesmo no que diz respeito aos letrados, apenas s&atilde;o identificados dois    doutores da lei, um em Bragan&ccedil;a, Jos&eacute; Cartilam<a href="#_ftn88" name="_ftnref88" title="">[88]</a>,    o outro em &Eacute;vora, o rabi Mois&eacute;s Navarro<a href="#_ftn89" name="_ftnref89" title="">[89]</a>.    Assim sendo, apesar da pr&oacute;pria natureza do seu cargo e da pr&oacute;pria    etimologia da palavra que o designa, n&atilde;o se poder&aacute; afirmar que    todos os rabis, ou seja, os oficiais designados como chefes civis e religiosos    em cada comuna, exerciam atividades de ensino &ndash; apenas temos a confirma&ccedil;&atilde;o    do j&aacute; referido Juda Rabi &ndash;, ainda que o exerc&iacute;cio da dire&ccedil;&atilde;o    espiritual e cultural de uma comunidade estivesse intimamente relacionado com    a instru&ccedil;&atilde;o e a transmiss&atilde;o de conhecimentos. Apesar das    diferen&ccedil;as de credo, n&atilde;o seriam muito distintas as motiva&ccedil;&otilde;es    que levavam &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do Latim e do Direito Can&oacute;nico    na catedral, do &Aacute;rabe e do Direito Cor&acirc;nico na mesquita, e do Hebraico    e da Lei talm&uacute;dica na sinagoga e respetivas escolas anexas. Bem diferentes    eram, contudo, os condicionalismos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A expans&atilde;o do ensino em &Eacute;vora nos &uacute;ltimos s&eacute;culos    da Idade M&eacute;dia &eacute; an&aacute;loga &agrave; multiplica&ccedil;&atilde;o    de escolas um pouco por toda a Cristandade. &Eacute; fundamental compreender    e estudar o desenvolvimento destas escolas e comunidades de cultura em meios    urbanos no Portugal medieval. O acesso a uma literacia b&aacute;sica torna-se    mais f&aacute;cil, tamb&eacute;m por ser cada vez mais necess&aacute;rio. A    escrita, revestida de um car&aacute;ter oficial e quase sagrado, &eacute; prova    e mem&oacute;ria. O seu conhecimento e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    uma mais-valia cada vez menos dispens&aacute;vel e o <i>publico estormento</i>    &eacute; parte do dia-a-dia do homem tardo-medieval, sobretudo numa cidade.    Diferentes grupos procuram garantir uma prepara&ccedil;&atilde;o cada vez mais    completa, buscando a manuten&ccedil;&atilde;o do seu estatuto ou a promo&ccedil;&atilde;o    social. Consegue-a o filho do barbeiro que chega a f&iacute;sico, o sobrinho    do c&oacute;nego que atinge a dignidade episcopal, o filho do mercador eleito    vereador, ou o filho do ourives que brilha na escola de gram&aacute;tica e prossegue    para um Estudo Geral. A hist&oacute;ria social do ensino e da cultura acrescenta    &agrave; quest&atilde;o &ldquo;o que &eacute; estudado?&rdquo; a pergunta &ldquo;estudar    para qu&ecirc;?&rdquo;. E, de facto, as motiva&ccedil;&otilde;es multiplicam-se    com a aproxima&ccedil;&atilde;o do final da Idade M&eacute;dia.</p>     <p>&Eacute;vora, cidade burguesa, episcopal e r&eacute;gia, constitui um exemplo    privilegiado de como uma cidade em crescimento diversifica a sua composi&ccedil;&atilde;o    social e potencia a sua oferta cultural. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel    estudar estas escolas fora do seu contexto urbano e das suas rela&ccedil;&otilde;es    de complementaridade-competi&ccedil;&atilde;o. A atual capital alentejana poder&aacute;    n&atilde;o ter sido palco de apaixonadas <i>disputationes</i> escol&aacute;sticas,    mas, habituada a ser poiso de reis e rainhas, a receber embaixadores e &agrave;s    maiores festas &ndash; e trag&eacute;dias &ndash; do reino, &eacute; uma das    cidades portuguesas onde &eacute; mais evidente &ndash; e, por certo, mais compensador    e f&eacute;rtil em oportunidades &ndash; o crescente interesse do homem comum    em aprender. O conhecimento &eacute; um investimento de inestim&aacute;vel valia    na prote&ccedil;&atilde;o dos interesses pessoais e coletivos, no exerc&iacute;cio    do poder e no ingresso no servi&ccedil;o da corte, na pr&aacute;tica dos of&iacute;cios    especializados, enfim, no quotidiano de uma comunidade viva e pulsante.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <p><b>Fontes manuscritas</b></p>     <p>Arquivo da S&eacute; de &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora,    Disposi&ccedil;&otilde;es Supra-Capitulares, Autoridades Eclesi&aacute;sticas,    Cartas de Bispos</i>, Ma&ccedil;o 001.</p>     <p>Arquivo da S&eacute; de &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora,    Fazenda, Capelas, Pr&oacute;prios e Foros, Escrituras</i>, Livro 005, fl. 136-137,    175v-176v, 177v-178v.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Arquivo da S&eacute; de &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora,    Governo Capitular, Livros de Ac&oacute;rd&atilde;os do Cabido</i>, Livro 001,    fls. 13, 33, 39v, 42 e 46.</p>     <p>Arquivo da S&eacute; de &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora,    Servi&ccedil;os Lit&uacute;rgicos, Livros de Anivers&aacute;rios</i>, Livro    I dos Anivers&aacute;rios, fl. 28v.</p>     <p>Arquivo Distrital de &Eacute;vora<i>, C&acirc;mara Municipal de &Eacute;vora</i>,    Livro 67 (Livro 1&ordm; de Pergaminho), fls. 101v-102; Livro 72 (2&ordm; de    Originais), fl. 104.</p>     <p>Arquivo Distrital de &Eacute;vora, <i>Fundo da Miseric&oacute;rdia</i>, Livro    63, fls. 2v, 3, 16-16v, 18v-19.</p>     <p>Arquivo Nacional da Torre do Tombo, <i>Chancelaria R&eacute;gia, Chancelaria    de D. Afonso V</i>, Livro 35, fl. 108v.</p>     <p>Arquivo Nacional da Torre do Tombo, <i>Chancelaria R&eacute;gia, Chancelaria    de D. Manuel I</i>, Livro 16, fl. 75v.</p>     <p>Arquivo Nacional da Torre do Tombo<i>, Leitura Nova, Odiana</i>, Livro 1, fl.    252v-253.</p>     <p>Biblioteca P&uacute;blica de &Eacute;vora, <i>Pergaminhos Avulsos</i>, Pasta    04, pe&ccedil;a 088.</p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <!-- ref --><p><i>Chancelarias Portuguesas. D. Duarte. Vol. I, T. 2</i>. Org. Jo&atilde;o    Jos&eacute; Alves Dias. Lisboa: Centro de Estudos Hist&oacute;ricos - Universidade    Nova de Lisboa, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495041&pid=S1646-740X201800020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Chancelarias Portuguesas. D. Pedro I</i>. Ed. A. H. de Oliveira Marques.    Lisboa: Centro de Estudos Hist&oacute;ricos - Universidade Nova de Lisboa, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495043&pid=S1646-740X201800020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Chartularium Universitatis Portucalensis. Volume I (1288-1377)</i>. Ed.    Artur Moreira de S&aacute;. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495045&pid=S1646-740X201800020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Chartularium Universitatis Portugalensis. Volume II (1288-1537)</i>. Ed.    Artur Moreira de S&aacute;. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1968.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495047&pid=S1646-740X201800020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Chartularium Universitatis Portucalensis. Volume VII (1471-1481)</i>. Ed.    Artur Moreira de S&aacute;. Lisboa: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o    Cient&iacute;fica, 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495049&pid=S1646-740X201800020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><i>Cortes Portuguesas. Reinado de D. Manuel I (Cortes de 1498)</i>. Dir. A.    H. de Oliveira Marques. Lisboa: Centro de Estudos Hist&oacute;ricos, Universidade    Nova de Lisboa, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495051&pid=S1646-740X201800020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>DUARTE, Dom &ndash; <i>Leal Conselheiro</i>. Atualiza&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica,    introdu&ccedil;&atilde;o e notas de Jo&atilde;o Morais Barbosa. Lisboa: Imprensa    Nacional - Casa da Moeda, 1983.</p>     <p><b>Bases de dados</b></p>     <!-- ref --><p><i>Prosopograf&iacute;a de los ulemas de al-Andalus</i>. [Online]. [Consultado    em 06/01/2017]. Disponible en <a href="http://www.eea.csic.es/pua/" target="_blank">http://www.eea.csic.es/pua/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495055&pid=S1646-740X201800020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b>Estudos</b></p>     <p>AGUIAR, David Emanuel Vieira &ndash; <i>D. Diogo de Sousa e as ofertas de bens    m&oacute;veis &agrave; S&eacute; de Braga</i>. Braga: Universidade do Minho,    2012. 3 vols. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.</p>     <p>ALEGRIA, Jos&eacute; Augusto &ndash; <i>Hist&oacute;ria da Escola de M&uacute;sica    da S&eacute; de &Eacute;vora</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian,    1973.</p>     <p>&ndash; <i>O ensino e pr&aacute;tica da m&uacute;sica nas S&eacute;s de Portugal:    da reconquista aos fins do s&eacute;culo XVI</i>. Lisboa: Instituto de Cultura    e L&iacute;ngua Portuguesa, 1985.</p>     <p>&ndash; <i>O Col&eacute;gio dos Mo&ccedil;os do Coro da S&eacute; de &Eacute;vora</i>.    Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 1997.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ALEXANDRE-BIDON, Dani&egrave;le; LORCIN, Maria Th&eacute;r&egrave;se &ndash;    <i>Syst&egrave;me &eacute;ducatif et cultures dans l&rsquo;Occident m&eacute;di&eacute;val    (XIIe-XVe si&egrave;cle)</i>. Paris: &Eacute;ditions Ophrys, 1998.</p>     <p>ASTZALOS, Monika &ndash; &ldquo;A Faculdade de Teologia&rdquo;. in <i>Uma Hist&oacute;ria    da Universidade Europeia. Vol. I: As Universidades na Idade M&eacute;dia</i>.    Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1996, pp. 411-443.</p>     <p>BALLESTEROS, Carmen &ndash; &ldquo;A Judiaria e a Sinagoga Medieval de &Eacute;vora    (1&ordf; Campanha de Escava&ccedil;&atilde;o)&rdquo;. in BALLESTEROS, Carmen;    RUAH, Mery (Coord.) &ndash; <i>Os Judeus Sefarditas. Entre Portugal, Espanha    e Marrocos</i>. &Eacute;vora: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, Associa&ccedil;&atilde;o    Portuguesa de Estudos Judaicos, CIDEHUS, Universidade de &Eacute;vora, pp. 191-218.</p>     <p>BAPTISTA, J&uacute;lio C&eacute;sar &ndash; &quot;A forma&ccedil;&atilde;o    do Clero na Diocese de &Eacute;vora&quot;. <i>A Cidade de &Eacute;vora: Boletim    de Cultura da C&acirc;mara Municipal.</i> 1&ordf; S&eacute;rie, 61 (1978), pp.    5-90.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Pergaminhos dos bachar&eacute;is da S&eacute; de &Eacute;vora&rdquo;.    <i>A Cidade de &Eacute;vora: Boletim de Cultura da C&acirc;mara Municipal</i>.    1&ordf; S&eacute;rie, 65 (1982), pp. 63-164.</p>     <p>BARROS, Maria Filomena Lopes de &ndash; <i>A Comuna Mu&ccedil;ulmana de Lisboa:    S&eacute;culos XIV e XV</i>. Lisboa: Hugin, 1998.</p>     <p>&ndash; <i>Tempos e Espa&ccedil;os de Mouros. A Minoria Mu&ccedil;ulmana no    Reino Portugu&ecirc;s (s&eacute;culos XII a XV)</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o    Calouste Gulbenkian, Funda&ccedil;&atilde;o para Ci&ecirc;ncia e Tecnologia,    2007.</p>     <p>BEIRANTE, &Acirc;ngela &ndash; <i>&Eacute;vora na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa:    Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, Junta Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o    Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica, 1995.</p>     <p>BOTTICINI, Maristella; ECKSTEIN, Zvi &ndash; <i>La poign&eacute;e d&rsquo;&eacute;lus.    Comment l&rsquo;&eacute;ducation a fa&ccedil;onn&eacute; l&rsquo;histoire juive.    </i><i>70-1492</i>. Traduction de Pierre-Emmanuel Dauzat. Paris: Albin Michel,    2016.</p>     <p>CAEIRO, Francisco da Gama &ndash; &ldquo;As Escolas Capitulares no primeiro    s&eacute;culo da Nacionalidade Portuguesa&rdquo;. <i>Arquivos de Hist&oacute;ria    da Cultura Portuguesa</i>. vol. I, n&ordm; 2 (1966).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>COELHO, Maria Helena da Cruz &ndash; &ldquo;Os tabeli&atilde;es em Portugal,    perfil profissional e s&oacute;cio-econ&oacute;mico&rdquo;. in OSTOS, Pilar;    PARDO, Maria Luisa (Eds.) &ndash; <i>Estudios sobre el Notariado Europeo (Siglos    XIV-XV)</i>. Sevilla: Universidad de Sevilla, 1997, pp. 11-51.</p>     <p>CUNHA, Maria Cristina Almeida e &ndash; &ldquo;Tabeli&atilde;es bracarenses    no s&eacute;culo XIII&rdquo;. in <i>IX Congresso da Dedica&ccedil;&atilde;o    da S&eacute; de Braga. Actas &ndash; Volume II/1. A Catedral de Braga na Hist&oacute;ria    e na Arte (s&eacute;culos XII-XIII)</i>. Braga: Faculdade de Teologia, Universidade    Cat&oacute;lica Portuguesa, Cabido Metropolitano e Primacial de Braga, 1990,    pp. 249-265.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Tabeli&atilde;es de Bragan&ccedil;a no s&eacute;culo XIV: da    legisla&ccedil;&atilde;o &agrave; <i>praxis</i>&rdquo;. in <i>Estudos em Homenagem    ao Professor Doutor Jos&eacute; Marques</i>. Porto: Universidade do Porto, Faculdade    de Letras, 2006, pp. 313-324.</p>     <p>FERRO, Maria Jos&eacute; Pimenta &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo    XIV</i>. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Guimar&atilde;es Editores, 2000.</p>     <p>GON&Ccedil;ALVES, Iria &ndash; &ldquo;F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es Quatrocentistas:    As Cartas de Exame&rdquo;. <i>Do Tempo e Da Hist&oacute;ria</i> I (1972), pp.    69-112.</p>     <p>LOPES, Francisco F&eacute;lix &ndash; &ldquo;Escolas P&uacute;blicas dos Franciscanos    em Portugal antes de 1308&rdquo;. <i>Colect&acirc;nea de Estudos. Suplementos    do Boletim Mensal</i> 2 (1947), pp. 83-108.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Escolas Franciscanas Portuguesas de 1308 a 1570&rdquo;. <i>Colect&acirc;nea    de Estudos. Suplementos do Boletim Mensal</i> 4 (1948), pp. 78-98.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Franciscanos portugueses pretridentinos escritores, mestres    e leitores&rdquo;. <i>Repertorio de Historia de las Ciencias Eclesiasticas en    Espa&ntilde;a</i> 7 (1979), pp. 451-508.</p>     <p>MAR&Iacute;N, Manuela &ndash; &ldquo;Movilidad social y ciencias isl&acirc;micas:    ejemplos biogr&aacute;ficos andalus&iacute;es de la Baja Edad Media&rdquo;.    in VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos; BARROS, Maria Filomena Lopes de (Eds.)    &ndash; <i>Categorias sociais e mobilidade urbana na Baixa Idade M&eacute;dia</i>.    Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, CIDEHUS, 2012, pp. 11-34.</p>     <p>MATTOSO, Jos&eacute; &ndash; &ldquo;Espiritualidade. I. &Eacute;poca Medieval&rdquo;.    in AZEVEDO, Carlos Moreira (Dir.) &ndash; <i>Dicion&aacute;rio de hist&oacute;ria    religiosa de Portugal</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2000, vol. 2,    pp. 181-186.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; <i>Religi&atilde;o e Cultura na Idade M&eacute;dia Portuguesa</i>.    Rio de Mouro: C&iacute;rculo de Leitores, 2002.</p>     <p>MOHEDANO BARCEL&Oacute;, Jos&eacute; &ndash; <i>Ibn Abdun de &Eacute;vora</i>.    &Eacute;vora: Publica&ccedil;&otilde;es Universidade de &Eacute;vora, 1982.</p>     <p>NOGUEIRA, Bernardo S&aacute; &ndash; <i>Tabelionado e Instrumento P&uacute;blico    em Portugal. G&eacute;nese e Implanta&ccedil;&atilde;o (1212-1279)</i>. Lisboa:    Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2008.</p>     <p>NORTE, Armando Jos&eacute; Gomes do &ndash; <i>Letrados e Cultura Letrada em    Portugal (s&eacute;cs. XII e XIII)</i>. Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade    de Lisboa, 2013. 2 vols. Tese de Doutoramento.</p>     <p>PEREIRA, Isa&iacute;as da Rosa &ndash; &ldquo;O Tabelionado em Portugal&rdquo;.    in <i>VII Congreso Internacional de Diplom&aacute;tica -</i> <i>Notariado p&uacute;blico    y documento privado: De los or&iacute;genes al siglo XIV</i>. Valencia: Generalitat    Valenciana, Conselleria de Cultura, Educacio i Ci&egrave;ncia, 1986, vol. 1,    pp. 669-674.</p>     <p>ROLD&Atilde;O, Filipa &ndash; <i>A mem&oacute;ria da cidade. Administra&ccedil;&atilde;o    urbana e pr&aacute;ticas de escrita em &Eacute;vora (1415-1536)</i>. Lisboa:    Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2011. Tese de Doutoramento.</p>     <p>ROLO, Raul A. &ndash; &ldquo;Dominicanos&rdquo;. in AZEVEDO, Carlos Moreira    (Dir.) &ndash; <i>Dicion&aacute;rio de hist&oacute;ria religiosa de Portugal</i>.    Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2000, vol. 2, pp. 82-88.</p>     <p>ROS&Aacute;RIO, Ant&oacute;nio do &ndash; <i>Pergaminhos dos conventos dominicanos.    I S&eacute;rie: Elementos de interesse para o estudo geral portugu&ecirc;s</i>.    Lisboa: [Instituto de Alta Cultura], 1972.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Frades Pregadores em interc&acirc;mbio peninsular, s&eacute;c.    XIII&rdquo;. in <i>Actas das II Jornadas Luso-Espanholas de Hist&oacute;ria    Medieval</i>. Porto: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica,    1990, vol. IV, pp. 1251-1272.</p>     <p>RU&Euml;GG, Walter &ndash; &ldquo;Temas&rdquo;. in RIDDER-SYMOENS, Hilde (Coord.)    &ndash; <i>Uma Hist&oacute;ria da Universidade Europeia. Vol. I: As Universidades    na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1996,    pp. 3-31.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo &ndash; &ldquo;Sobre os tabeli&atilde;es    de Coimbra: Alguns aspectos do tabelionado em Coimbra: s&eacute;culos XIV-XV&rdquo;.    Separata do<i> Arquivo Coimbr&atilde;o</i> 33-34. Coimbra: [s.n.], 1993.</p>     <p>SARAIVA, An&iacute;sio Miguel de Sousa &ndash; &ldquo;Tabeli&atilde;es e Not&aacute;rios    de Lamego na Primeira Metade do s&eacute;c. XIV&rdquo;. <i>Humanitas</i> 50,    tomo I (1998), pp. 587-624.</p>     <p>SCHWINGES, Rainer Cristoph &ndash; &ldquo;Forma&ccedil;&atilde;o dos Estudantes    e Vida Estudantil&rdquo;. in RIDDER-SYMOENS, Hilde (Coord.) &ndash; <i>Uma Hist&oacute;ria    da Universidade Europeia. Vol. I: As Universidades na Idade M&eacute;dia</i>.    Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1996, pp. 171-193.</p>     <p>SEABRA, Ricardo &ndash; <i>Publicus tabellio in civitatis portugalensis: estudo    sobre o tabelionado no Porto medieval (1242-1383)</i>. Porto: Faculdade de Letras    da Universidade do Porto, 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.</p>     <p>&#350;ENOCAK, Neslihan &ndash; &ldquo;Franciscan Studium Generale: A New Interpretation&rdquo;.    in EMERY Jr, K.; COURTENAY, William; METZGER, Stephen M. (Eds.) &ndash; <i>Philosophy    and Theology in the Studia of the Religious Orders and at the Papal Court</i>.    Turnhout: Brepols Publishers<i>,</i> 2012, pp. 221-236.</p>     <p>SILVA, Andr&eacute; Filipe Oliveira da &ndash; <i>F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es    Medievais Portugueses. Contextos Socioculturais, Praticas e Transmiss&atilde;o    de Conhecimentos (1192-1340)</i>. Porto: CITCEM, 2016.</p>     <p>SILVA, Maria Jo&atilde;o Oliveira &ndash; &ldquo;<i>Probationes pennae</i>:    ense&ntilde;ar y aprender a escribir en los monasterios de la di&oacute;cesis    de Oporto en la edad media&rdquo;. in <i>Lugares de escritura: el monasterio.    XI Jornadas de Ciencias y T&eacute;cnicas Historiogr&aacute;ficas</i>. Alicante:    Publicacions Universitat d'Alacant, 2016, pp. 287-294.</p>     <p>SOUSA, Armindo de &ndash; <i>As Cortes Medievais Portuguesas: 1385-1490</i>.    Lisboa: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica,    1990.</p>     <p>TAVARES, Maria Jos&eacute; Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no    S&eacute;culo XV</i>. Vol. I. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa - Faculdade    de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, 1982.</p>     <p>&ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i><i>. </i>Vol. II. Lisboa:    Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, 1984.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VERGER, Jacques &ndash; &ldquo;Modelos&rdquo;. in RIDDER-SYMOENS, Hilde (Coord.)    &ndash; <i>Uma Hist&oacute;ria da Universidade Europeia. Vol. I: As Universidades    na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1996,    pp. 33-71.</p>     <p>VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de um Poder.    A Diocese de &Eacute;vora na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Editorial Estampa,    1999.</p>     <p>ZIEGLER, Joseph &ndash; &ldquo;Medicine and the body at the table in fourteenth-century    Italy: Book of Philip of Ferrara&rsquo;s <i>Liber de Introdutione Loquendi</i>&rdquo;.    in GLAZE, Florence Eliza; NANCE, Brian K. (Eds.) &ndash;<i> Between Text and    Patient. The Medical Enterprise in Medieval &amp; Early Modern Europe</i>. Firenze:    SISMEL/Edizioni del Galluzzo, 2011, pp. 121-136.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>SILVA, Andr&eacute; Filipe Oliveira da &ndash; &ldquo;Ensinar e Aprender na    &Eacute;vora Medieval&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm; 24 (Julho    &ndash; Dezembro 2018). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA24/silva2403.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA24/silva2403.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 7 de maio de 2017</p>     <p>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 12 de abril de 2018</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> RU&Euml;GG, Walter &ndash;    &ldquo;Temas&rdquo;. in RIDDER-SYMOENS, Hilde (Coord.) &ndash; <i>Uma Hist&oacute;ria    da Universidade Europeia. Vol. I: As Universidades na Idade M&eacute;dia</i>.    Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1996, pp. 3-31; VERGER, Jacques &ndash;    &ldquo;Modelos&rdquo;. in RIDDER-SYMOENS, Hilde (Coord.) &ndash; <i>Uma Hist&oacute;ria    da Universidade Europeia</i>, pp. 33-71.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Como exemplo, refira-se a    cria&ccedil;&atilde;o da Universidade de Toulouse ap&oacute;s a Cruzada Albigense,    como meio de combate da heresia atrav&eacute;s do ensino &lsquo;oficial&rsquo;    e vigiado, ainda que essa motiva&ccedil;&atilde;o se tenha esbatido posteriormente.    VERGER, Jacques &ndash; &ldquo;Modelos&rdquo;, p. 51.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos    &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de um Poder. A Diocese de &Eacute;vora na Idade    M&eacute;dia</i>. Lisboa: Editorial Estampa, 1999, p. 245.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> Os estudos sobre a escola    catedral&iacute;cia eborense escasseiam. Pela sua extens&atilde;o documental    e cronol&oacute;gica, destaca-se BAPTISTA, J&uacute;lio C&eacute;sar &ndash;    &quot;A forma&ccedil;&atilde;o do Clero na Diocese de &Eacute;vora&quot;. <i>A    Cidade de &Eacute;vora: Boletim de Cultura da C&acirc;mara Municipal.</i> 1&ordf;    S&eacute;rie, 61 (1978), pp. 5-90; ao contr&aacute;rio de Braga, Coimbra e Lisboa,    &Eacute;vora foi apenas referida &ndash; e n&atilde;o analisada &ndash;, no    estudo pioneiro realizado por Gama Caeiro: CAEIRO, Francisco da Gama &ndash;    &ldquo;As Escolas Capitulares no primeiro s&eacute;culo da Nacionalidade Portuguesa&rdquo;.    <i>Arquivos de Hist&oacute;ria da Cultura Portuguesa</i>, vol. I, n&ordm; 2    (1966). O ensino da m&uacute;sica na S&eacute; foi longamente estudado pelo    c&oacute;nego eborense Jos&eacute; Augusto Alegria, ainda que com enfoque no    s&eacute;culo XVI e XVII: ALEGRIA, Jos&eacute; Augusto &ndash; <i>Hist&oacute;ria    da Escola de M&uacute;sica da S&eacute; de &Eacute;vora</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o    Calouste Gulbenkian, 1973; ALEGRIA, Jos&eacute; Augusto &ndash; <i>O ensino    e pr&aacute;tica da m&uacute;sica nas S&eacute;s de Portugal: da reconquista    aos fins do s&eacute;culo XVI</i>. Lisboa: Instituto de Cultura e L&iacute;ngua    Portuguesa, 1985; ALEGRIA, Jos&eacute; Augusto &ndash; <i>O Col&eacute;gio dos    Mo&ccedil;os do Coro da S&eacute; de &Eacute;vora</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o    Calouste Gulbenkian, 1997.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> CAEIRO, Francisco da Gama    &ndash; &ldquo;As Escolas Capitulares&rdquo;, pp. 5-7.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a> CAEIRO, Francisco da Gama    &ndash; &ldquo;As Escolas Capitulares&rdquo;, pp. 12-30.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a> VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos    &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de um Poder</i>, pp. 28-31.</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a> S&atilde;o exemplo os c&oacute;negos    Mestre Domingos, documentado em 1200, e Mestre Vicente, documentado entre 1218    e 1220. VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de    um Poder</i>, pp. 345, 402; NORTE, Armando Jos&eacute; Gomes do &ndash; <i>Letrados    e Cultura Letrada em Portugal (s&eacute;cs. XII e XIII)</i>, 2 vols., Lisboa:    Universidade de Lisboa, 2013. Tese de Doutoramento, vol. II, pp. 33-34, 328-329.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a> VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos    &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de um Poder</i>, p. 245.</p>     <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a> VILAR, Herm&iacute;nia    Vasconcelos &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de um Poder</i>, pp. 156-160.</p>     <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a> BAPTISTA, J&uacute;lio    C&eacute;sar &ndash; &ldquo;A forma&ccedil;&atilde;o do Clero&rdquo;, p. 15.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a> J&uacute;lio C&eacute;sar    Baptista publicou os sum&aacute;rios dos pergaminhos do fundo dos Bachar&eacute;is,    existentes no Arquivo da S&eacute; de &Eacute;vora, revelando a exist&ecirc;ncia    de um patrim&oacute;nio pr&oacute;prio pelo menos desde 1295, assim como uma    exist&ecirc;ncia organizada desde muito cedo e em constante conflito com o Cabido:    BAPTISTA, J&uacute;lio C&eacute;sar &ndash; &ldquo;Pergaminhos dos bachar&eacute;is    da S&eacute; de &Eacute;vora&rdquo;. <i>A Cidade de &Eacute;vora: Boletim de    Cultura da C&acirc;mara Municipal</i>. 1&ordf; S&eacute;rie, 65 (1982), pp.    63-164.</p>     <p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="">[13]</a> VILAR, Herm&iacute;nia    Vasconcelos &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de um Poder</i>, pp. 185-186.</p>     <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="">[14]</a> D. Diogo de Sousa ter&aacute;    nascido em &Eacute;vora, em 1460. A sua a&ccedil;&atilde;o como prelado do Porto    e Braga levou os v&aacute;rios autores que sobre ele escreveram a concentrar    os seus trabalhos nesses aspetos, ficando muito por estudar das suas primeiras    d&eacute;cadas de vida. Para um estado da arte sobre este prelado e a sua a&ccedil;&atilde;o,    cf. AGUIAR, David Emanuel Vieira &ndash; <i>D. Diogo de Sousa e as ofertas de    bens m&oacute;veis &agrave; S&eacute; de Braga</i>, 3 vols., Braga: Universidade    do Minho, 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, pp. 11-22; a idade que    Diogo de Sousa teria &agrave; altura n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o p&otilde;e    em causa a identifica&ccedil;&atilde;o, como a refor&ccedil;a. A sua matr&iacute;cula    na cadeira de Gram&aacute;tica indica que daria in&iacute;cio ao seu percurso    na aprendizagem formal do Latim. Seria, portanto, <i>scolaris simplex</i>, encaixando    na perfei&ccedil;&atilde;o na descri&ccedil;&atilde;o feita por Rainer Cristoph    Schwinges: &ldquo;O estudante [de Artes] &eacute;, na maioria dos casos um jovem    entre os catorze e os dezasseis anos que, por norma, se matricula numa universidade    pela primeira vez e corresponde, tanto quanto lhe &eacute; poss&iacute;vel,    &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es legais e financeiras prescritas para a admiss&atilde;o.    [...] Este estudante frequentou, muito provavelmente, a escola de Latim da sua    regi&atilde;o natal e adquiriu pelo menos um conhecimento b&aacute;sico da leitura,    da escrita e da gram&aacute;tica latina.&rdquo;, cf. SCHWINGES, Rainer Cristoph    &ndash; &ldquo;Forma&ccedil;&atilde;o dos Estudantes e Vida Estudantil&rdquo;.    in RIDDER-SYMOENS, Hilde (Coord.) &ndash; <i>Uma Hist&oacute;ria da Universidade    Europeia</i>, pp. 196-197. Esta possibilidade sai refor&ccedil;ada pelas refer&ecirc;ncias    a um Diogo de Sousa, estudante de Direito Can&oacute;nico na Universidade de    Lisboa, feita numa bula de 1474, que o contempla com meia prebenda no Cabido    de &Eacute;vora, entre outros benef&iacute;cios, assim como noutra bula, de    1475, onde &eacute; novamente contemplado com meia prebenda no Cabido eborense,    denominado como cl&eacute;rigo de &Eacute;vora, sendo referida a sua liga&ccedil;&atilde;o    ao Estudo de Lisboa e a sua origem nobre: <i>Chartularium Universitatis Portucalensis.    Volume VII (1471-1481)</i>. Ed. Artur Moreira de S&aacute;. Lisboa: Instituto    Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, 1978, pp. 197-200,    264-265. Agrade&ccedil;o a um dos revisores an&oacute;nimos deste artigo a chamada    de aten&ccedil;&atilde;o para estas duas bulas.</p>     <p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="">[15]</a> Arquivo da S&eacute; de    &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora, Governo Capitular, Livros    de Ac&oacute;rd&atilde;os do Cabido</i>, Livro 001, fl. 13. O documento foi    j&aacute; publicado por Gabriel Pereira nos <i>Documentos Hist&oacute;ricos    da Cidade de &Eacute;vora</i>, entre v&aacute;rios outros excertos deste livro    de ac&oacute;rd&atilde;os, assim como por J&uacute;lio C&eacute;sar Baptista,    no seu artigo sobre a forma&ccedil;&atilde;o do clero eborense.</p>     <p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16" title="">[16]</a> BAPTISTA, J&uacute;lio    C&eacute;sar &ndash; &ldquo;A forma&ccedil;&atilde;o do Clero&rdquo;, pp. 8-11.</p>     <p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17" title="">[17]</a> Arquivo da S&eacute; de    &Eacute;vora [ASE], <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora, Disposi&ccedil;&otilde;es    Supra-Capitulares, Autoridades Eclesi&aacute;sticas, Cartas de Bispos</i>, Ma&ccedil;o    001. Como a mais recente cataloga&ccedil;&atilde;o dos documentos do ASE omite,    quase sempre, uma identifica&ccedil;&atilde;o individual dos documentos avulsos,    refira-se ainda a cota atribu&iacute;da a este documento no invent&aacute;rio    de Carlos da Silva Tarouca, de 1946: Cartas dos Bispos, EE 17a.</p>     <p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18" title="">[18]</a> BAPTISTA, J&uacute;lio    C&eacute;sar &ndash; &ldquo;A forma&ccedil;&atilde;o do Clero&rdquo;, pp. 22-37.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19" title="">[19]</a> Arquivo da S&eacute; de    &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora, Servi&ccedil;os Lit&uacute;rgicos,    Livros de Anivers&aacute;rios</i>, Livro I dos Anivers&aacute;rios, fl. 28v.</p>     <p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20" title="">[20]</a> BAPTISTA, J&uacute;lio    C&eacute;sar &ndash; &ldquo;A forma&ccedil;&atilde;o do Clero&rdquo;, pp. 46-67.</p>     <p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21" title="">[21]</a> VILAR, Herm&iacute;nia    Vasconcelos &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de um Poder</i>, pp. 289-300. Nas    regi&otilde;es portuguesas onde os mosteiros beneditinos e agostinianos eram    numerosos e predominantes, as suas escolas representavam mais um meio de aprendizagem    poss&iacute;vel: SILVA, Maria Jo&atilde;o Oliveira &ndash; &ldquo;<i>Probationes    pennae</i>: ense&ntilde;ar y aprender a escribir en los monasterios de la di&oacute;cesis    de Oporto en la edad media&rdquo;. in <i>Lugares de escritura: el monasterio.    XI Jornadas de Ciencias y T&eacute;cnicas Historiogr&aacute;ficas</i>. Alicante:    Publicacions Universitat d'Alacant, 2016, pp. 287-294.</p>     <p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22" title="">[22]</a> BEIRANTE, &Acirc;ngela    &ndash; <i>&Eacute;vora na Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o    Calouste Gulbenkian, Junta Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica    e Tecnol&oacute;gica, 1995, pp. 91-95.</p>     <p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23" title="">[23]</a> ROLO, Raul A. &ndash;    &ldquo;Dominicanos&rdquo;. in AZEVEDO, Carlos Moreira (Dir.) &ndash; <i>Dicion&aacute;rio    de hist&oacute;ria religiosa de Portugal</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores,    2000, vol. 2, pp. 82.</p>     <p><a href="#_ftnref24" name="_ftn24" title="">[24]</a> Os conventos lisboetas    acolher&atilde;o as mais importantes escolas mendicantes portuguesas, havendo    not&iacute;cia da exist&ecirc;ncia de um estudo geral instalado no Convento    de S&atilde;o Francisco de Lisboa j&aacute; em 1340: <i>Chartularium Universitatis    Portucalensis. Volume I (1288-1377)</i>, Ed. Artur Moreira de S&aacute;. Lisboa:    Instituto de Alta Cultura, 1966, pp. 134;</p>     <p><a href="#_ftnref25" name="_ftn25" title="">[25]</a> ASTZALOS, Monika &ndash;    &ldquo;A Faculdade de Teologia&rdquo;. in RIDDER-SYMOENS, Hilde (Coord.) &ndash;    <i>Uma Hist&oacute;ria da Universidade Europeia</i>, pp. 411-443.</p>     <p><a href="#_ftnref26" name="_ftn26" title="">[26]</a> MATTOSO, Jos&eacute; &ndash;    &ldquo;Espiritualidade. I. &Eacute;poca Medieval&rdquo;. in AZEVEDO, Carlos    Moreira (Dir.) &ndash; <i>Dicion&aacute;rio de hist&oacute;ria religiosa de    Portugal</i>. Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2000, vol. 2, p. 186.</p>     <p><a href="#_ftnref27" name="_ftn27" title="">[27]</a> ROS&Aacute;RIO, Ant&oacute;nio    do &ndash; &ldquo;Frades Pregadores em interc&acirc;mbio peninsular, s&eacute;c.    XIII&rdquo;. in <i>Actas das II Jornadas Luso-Espanholas de Hist&oacute;ria    Medieval</i>. Porto: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica,    1990, vol. IV, p. 1272.</p>     <p><a href="#_ftnref28" name="_ftn28" title="">[28]</a> LOPES, Francisco F&eacute;lix    &ndash; &ldquo;Franciscanos portugueses pretridentinos escritores, mestres e    leitores&rdquo;. <i>Repertorio de Historia de las Ciencias Eclesiasticas en    Espa&ntilde;a</i> 7 (1979), p. 460; ROS&Aacute;RIO, Ant&oacute;nio do &ndash;    <i>Pergaminhos dos conventos dominicanos. I S&eacute;rie: Elementos de interesse    para o Estudo Geral portugu&ecirc;s</i>. Lisboa:[Instituto de Alta Cultura],    1972, pp. 17-19.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref29" name="_ftn29" title="">[29]</a> <i>Chartularium Universitatis    Portucalensis. Volume I</i>, pp. 12-15.</p>     <p><a href="#_ftnref30" name="_ftn30" title="">[30]</a> LOPES, Francisco F&eacute;lix    &ndash; &ldquo;Franciscanos portugueses pretridentinos&rdquo;, p. 466. Para    as primeiras oito d&eacute;cadas do convento franciscano de &Eacute;vora, a    exist&ecirc;ncia de uma escola &eacute;, segundo F&eacute;lix Lopes, conjetural:    LOPES, Francisco F&eacute;lix &ndash; &ldquo;Escolas P&uacute;blicas dos Franciscanos    em Portugal antes de 1308&rdquo;. <i>Colect&acirc;nea de Estudos. Suplementos    do Boletim Mensal</i> 2 (1947), pp. 106-108. De 1308 at&eacute; ao final da    Idade M&eacute;dia, os dados n&atilde;o s&atilde;o mais abundantes, com exce&ccedil;&atilde;o    do j&aacute; referido leitor documentado em 1330: LOPES, Francisco F&eacute;lix    &ndash; &ldquo;Escolas Franciscanas Portuguesas de 1308 a 1570&rdquo;. <i>Colect&acirc;nea    de Estudos. Suplementos do Boletim Mensal</i> 4 (1948), pp. 78-98.</p>     <p><a href="#_ftnref31" name="_ftn31" title="">[31]</a> Neslihan &#350;enocak    explora esta complexifica&ccedil;&atilde;o, tornando evidente a exist&ecirc;ncia    de tipos diferentes de escolas franciscanas: as simples escolas, os s<i>tudia</i>    e os <i>studia generalia</i>; a evolu&ccedil;&atilde;o dos conventos portugueses    torna-se, assim, mais expl&iacute;cita: em 1336, n&atilde;o existe nenhum <i>studium</i>    franciscano na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, mas em 1340 &eacute; criado    um <i>studium generale</i> no convento lisboeta da Ordem, tornando-o um destino    prov&aacute;vel para muitos dos frades menores eborenses assim como um fornecedor    privilegiado de leitores ao convento de &Eacute;vora. Por tudo, ver &#350;ENOCAK,    Neslihan &ndash; &ldquo;Franciscan Studium Generale: A New Interpretation&rdquo;.    in EMERY Jr, K.; COURTENAY, William; METZGER, Stephen M. (Eds.) &ndash; <i>Philosophy    and Theology in the Studia of the Religious Orders and at the Papal Court</i>.    Turnhout: Brepols Publishers<i>,</i> 2012, pp. 221-236.</p>     <p><a href="#_ftnref32" name="_ftn32" title="">[32]</a> LOPES, Francisco F&eacute;lix    &ndash; &ldquo;Franciscanos portugueses pretridentinos&rdquo;, pp. 464-466.</p>     <p><a href="#_ftnref33" name="_ftn33" title="">[33]</a> LOPES, Francisco F&eacute;lix    &ndash; &ldquo;Franciscanos portugueses pretridentinos&rdquo;, pp. 475-476.</p>     <p><a href="#_ftnref34" name="_ftn34" title="">[34]</a> <i>Chartularium Universitatis    Portucalensis. Volume VII (1471-1481)</i>. Ed. Artur Moreira de S&aacute;. Lisboa:    Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, 1978, p.    456; ROS&Aacute;RIO, Ant&oacute;nio do &ndash; &ldquo;Letrados Dominicanos nos    S&eacute;culos XIII-XV&rdquo;. <i>Repertorio de Historia de las Ciencias Eclesiasticas    en Espa&ntilde;a</i> 7 (1979), p. 596.</p>     <p><a href="#_ftnref35" name="_ftn35" title="">[35]</a> ROS&Aacute;RIO, Ant&oacute;nio    do &ndash; &ldquo;Letrados Dominicanos&rdquo;, pp. 557-558.</p>     <p><a href="#_ftnref36" name="_ftn36" title="">[36]</a> Todo o conhecimento era    um meio de prega&ccedil;&atilde;o e todas as ocasi&otilde;es ideais: exemplo    disso &eacute; o trecentista <i>Liber de Introdutione Loquendi</i>, do dominicano    Filipe de Ferrara, que ensina a aproveitar um contexto de banquete para pregar,    recorrendo, por exemplo, a met&aacute;foras m&eacute;dicas. ZIEGLER, Joseph    &ndash; &ldquo;Medicine and the body at the table in fourteenth-century Italy:    Book of Philip of Ferrara&rsquo;s <i>Liber de Introdutione Loquendi</i>&rdquo;.    in GLAZE, Florence Eliza; NANCE, Brian K. (Eds.) &ndash;<i> Between Text and    Patient. The Medical Enterprise in Medieval &amp; Early Modern Europe</i>. Firenze:    SISMEL/Edizioni del Galluzzo, 2011, pp. 121-136.</p>     <p><a href="#_ftnref37" name="_ftn37" title="">[37]</a> SOUSA, Armindo de &ndash;    <i>As Cortes Medievais Portuguesas: 1385-1490</i>. 2 vols. Lisboa: Instituto    Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, 1990, vol. I, pp.    217-219.</p>     <p><a href="#_ftnref38" name="_ftn38" title="">[38]</a> <i>Cortes Portuguesas.    Reinado de D. Manuel I (Cortes de 1498)</i>. Dir. A. H. de Oliveira Marques.    Lisboa: Centro de Estudos Hist&oacute;ricos, Universidade Nova de Lisboa, 2002,    p. 66.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref39" name="_ftn39" title="">[39]</a> Todos os contratos dizem    respeito ao &uacute;ltimo ter&ccedil;o do s&eacute;culo XV, havendo um com um    carpinteiro, outro com um telheiro e um terceiro com um pedreiro. Arquivo da    S&eacute; de &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora, Governo Capitular,    Livros de Ac&oacute;rd&atilde;os do Cabido</i>, Livro 001, fl. 39v, 42 e 46.</p>     <p><a href="#_ftnref40" name="_ftn40" title="">[40]</a> Arquivo Nacional da Torre    do Tombo, <i>Chancelaria R&eacute;gia, Chancelaria de D. Afonso V</i>, Livro    35, fl. 108v.</p>     <p><a href="#_ftnref41" name="_ftn41" title="">[41]</a> Arquivo Distrital de &Eacute;vora,    <i>C&acirc;mara Municipal de &Eacute;vora</i>, Livro 72 (2&ordm; de Originais),    fl. 104.</p>     <p><a href="#_ftnref42" name="_ftn42" title="">[42]</a> Arquivo Distrital de &Eacute;vora,    <i>Fundo da Miseric&oacute;rdia</i>, Livro 63, fl. 2v, 3 e 16-16v, respetivamente.</p>     <p><a href="#_ftnref43" name="_ftn43" title="">[43]</a> Arquivo Distrital de &Eacute;vora<i>,    C&acirc;mara Municipal de &Eacute;vora</i>, Livro 67 (Livro 1&ordm; de Pergaminho),    fls. 101v-102.</p>     <p><a href="#_ftnref44" name="_ftn44" title="">[44]</a> Arquivo Distrital de &Eacute;vora,    <i>Fundo da Miseric&oacute;rdia</i>, Livro 63, fl. 18v-19.</p>     <p><a href="#_ftnref45" name="_ftn45" title="">[45]</a> <i>Chartularium Universitatis    Portugalensis (1288-1537),</i> vol. 2. Ed. e compila&ccedil;&atilde;o Artur    Moreira de S&aacute;. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1968, p. 184, doc.    433. Uma vez mais, agrade&ccedil;o a um dos revisores an&oacute;nimos deste    artigo a chamada de aten&ccedil;&atilde;o para esta refer&ecirc;ncia.</p>     <p><a href="#_ftnref46" name="_ftn46" title="">[46]</a> O cat&aacute;logo prosopogr&aacute;fico    de dignidades e c&oacute;negos da S&eacute; de &Eacute;vora elaborado por Herm&iacute;nia    Vasconcelos Vilar para o per&iacute;odo compreendido entre 1165 e 1423 n&atilde;o    faz refer&ecirc;ncia a qualquer Est&ecirc;v&atilde;o Eanes: VILAR, Herm&iacute;nia    Vasconcelos &ndash; <i>As Dimens&otilde;es de um Poder</i>, pp. 315-403.</p>     <p><a href="#_ftnref47" name="_ftn47" title="">[47]</a> BEIRANTE, &Acirc;ngela    &ndash; <i>&Eacute;vora na Idade M&eacute;dia</i>, p. 502.</p>     <p><a href="#_ftnref48" name="_ftn48" title="">[48]</a> GON&Ccedil;ALVES, Iria    &ndash; &ldquo;F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es Quatrocentistas: As Cartas    de Exame&rdquo;. <i>Do Tempo e Da Hist&oacute;ria</i> I (1972), pp. 69-112.    Antes do s&eacute;culo XV, houve uma primeira tentativa de examinar todos os    candidatos ao of&iacute;cio de f&iacute;sico e cirurgi&atilde;o, levada a cabo    por D. Afonso IV, entre 1338 e 1340: SILVA, Andr&eacute; Filipe Oliveira da    &ndash; <i>F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es Medievais Portugueses. Contextos    Socioculturais, Pr&aacute;ticas e Transmiss&atilde;o de Conhecimentos (1192-1340).</i>    Porto: CITCEM, 2016, pp. 122-124.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref49" name="_ftn49" title="">[49]</a> SILVA, Andr&eacute; Filipe    Oliveira da &ndash; <i>F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es Medievais</i>, pp.    98-101.</p>     <p><a href="#_ftnref50" name="_ftn50" title="">[50]</a> GON&Ccedil;ALVES, Iria    &ndash; &ldquo;F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es&rdquo;, p. 98.</p>     <p><a href="#_ftnref51" name="_ftn51" title="">[51]</a> GON&Ccedil;ALVES, Iria    &ndash; &ldquo;F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es&rdquo;, p. 101.</p>     <p><a href="#_ftnref52" name="_ftn52" title="">[52]</a> GON&Ccedil;ALVES, Iria    &ndash; &ldquo;F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es&rdquo;, p. 100.</p>     <p><a href="#_ftnref53" name="_ftn53" title="">[53]</a> GON&Ccedil;ALVES, Iria    &ndash; &ldquo;F&iacute;sicos e Cirurgi&otilde;es&rdquo;, p. 104.</p>     <p><a href="#_ftnref54" name="_ftn54" title="">[54]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i><i>. </i>Vol.    II. Lisboa: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica,    1984, pp. 108, 800.</p>     <p><a href="#_ftnref55" name="_ftn55" title="">[55]</a> DUARTE, Dom &ndash; <i>Leal    Conselheiro</i>. Atualiza&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica, introdu&ccedil;&atilde;o    e notas de Jo&atilde;o Morais Barbosa. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda,    1983, p. 44.</p>     <p><a href="#_ftnref56" name="_ftn56" title="">[56]</a> Arquivo Nacional da Torre    do Tombo, <i>Chancelaria R&eacute;gia, Chancelaria de D. Manuel I</i>, Livro    16, fl. 75v.</p>     <p><a href="#_ftnref57" name="_ftn57" title="">[57]</a> O tabelionado p&uacute;blico    ter&aacute; surgido em Portugal no reinado de D. Afonso II, tendo desaparecido    da maior parte do reino durante o reinado de D. Sancho II, regressando e consolidando-se    durante o governo de D. Afonso III. Bernardo S&aacute; Nogueira estuda cada    uma destas fases nos cap&iacute;tulos 2, 3 e 4 da sua tese de doutoramento,    respetivamente: NOGUEIRA, Bernardo S&aacute; &ndash; <i>Tabelionado e Instrumento    P&uacute;blico em Portugal. G&eacute;nese e Implanta&ccedil;&atilde;o (1212-1279)</i>.    Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2008, pp. 55-230, 231-310 e 311-511.</p>     <p><a href="#_ftnref58" name="_ftn58" title="">[58]</a> NOGUEIRA, Bernardo S&aacute;    &ndash; <i>Tabelionado e Instrumento P&uacute;blico</i>, pp. 544-545.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref59" name="_ftn59" title="">[59]</a> Entre estes, destacam-se:    CUNHA, Maria Cristina Almeida e &ndash; &ldquo;Tabeli&atilde;es bracarenses    no s&eacute;culo XIII&rdquo;. in <i>IX Congresso da Dedica&ccedil;&atilde;o    da S&eacute; de Braga. Actas &ndash; Volume II/1. A Catedral de Braga na Hist&oacute;ria    e na Arte (s&eacute;culos XII-XIII)</i>. Braga: Faculdade de Teologia, Universidade    Cat&oacute;lica Portuguesa, Cabido Metropolitano e Primacial de Braga, 1990,    pp. 249-265; CUNHA, Maria Cristina Almeida e &ndash; &ldquo;Tabeli&atilde;es    de Bragan&ccedil;a no s&eacute;culo XIV: da legisla&ccedil;&atilde;o &agrave;    <i>praxis</i>&rdquo;. in <i>Estudos em Homenagem ao Professor Doutor Jos&eacute;    Marques</i>. Porto: Faculdade de Letras, Universidade do Porto, 2006, pp. 313-324;    SARAIVA, An&iacute;sio Miguel de Sousa &ndash; &ldquo;Tabeli&atilde;es e Not&aacute;rios    de Lamego na Primeira Metade do s&eacute;c. XIV&rdquo;. <i>Humanitas</i>, vol.    50, tomo I (1998), pp. 587-624; SEABRA, Ricardo &ndash; <i>Publicus tabellio    in civitatis portugalensis: estudo sobre o tabelionado no Porto medieval (1242-1383)</i>.    Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado; SANTOS, Maria Jos&eacute; Azevedo &ndash; &ldquo;Sobre os tabeli&atilde;es    de Coimbra: Alguns aspectos do tabelionado em Coimbra: s&eacute;culos XIV-XV&rdquo;.    Separata do <i>Arquivo Coimbr&atilde;o</i> 33-34. Coimbra: [s.n.], 1993. Nota    tamb&eacute;m para a tese de doutoramento de Filipa Rold&atilde;o que, n&atilde;o    sendo dedicado ao tabelionado eborense, estuda com profundidade o papel da escrita    no exerc&iacute;cio do poder na cidade: ROLD&Atilde;O, Filipa &ndash; <i>A mem&oacute;ria    da cidade. Administra&ccedil;&atilde;o urbana e pr&aacute;ticas de escrita em    &Eacute;vora (1415-1536)</i>. Lisboa: Universidade de Lisboa, 2011. Tese de    Doutoramento.</p>     <p><a href="#_ftnref60" name="_ftn60" title="">[60]</a> Apesar de o primeiro regimento    conhecido do tabelionado portugu&ecirc;s datar de 1305, e apenas ent&atilde;o    ter sido expressa a proibi&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio do notariado    p&uacute;blico a cl&eacute;rigos, dificilmente se poder&aacute; considerar este    regimento como original e aceitar que o tabelionado tivesse permanecido por    regular at&eacute; ent&atilde;o. Assim, Bernardo S&aacute; Nogueira considera    o Regimento de 1305 uma sistematiza&ccedil;&atilde;o de normas anteriores, provavelmente    emanadas durante o reaparecimento e consolida&ccedil;&atilde;o do tabelionado    p&uacute;blico em Portugal, no reinado de D. Afonso III (1248-1279): NOGUEIRA,    Bernardo S&aacute; &ndash; <i>Tabelionado e Instrumento P&uacute;blico</i>,    pp. 44-49. Este regimento foi publicado em: PEREIRA, Isa&iacute;as da Rosa &ndash;    &ldquo;O Tabelionado em Portugal&rdquo;. in <i>VII Congreso Internacional de    Diplom&aacute;tica -</i> <i>Notariado p&uacute;blico y documento privado: De    los or&iacute;genes al siglo XIV</i>. Valencia: Generalitat Valenciana, Conselleria    de Cultura, Educacio i Ci&egrave;ncia, 1986, vol. 1, pp. 669-674.</p>     <p><a href="#_ftnref61" name="_ftn61" title="">[61]</a> NOGUEIRA, Bernardo S&aacute;    &ndash; <i>Tabelionado e Instrumento P&uacute;blico</i>, pp. 17-40.</p>     <p><a href="#_ftnref62" name="_ftn62" title="">[62]</a> Jos&eacute; Mattoso deteta    o uso da <i>ars dictandi</i> de origem italiana no cart&oacute;rio mon&aacute;stico    de Pendorada, logo no final do s&eacute;culo XII. MATTOSO, Jos&eacute; &ndash;    <i>Religi&atilde;o e Cultura na Idade M&eacute;dia Portuguesa</i>. Rio de Mouro:    C&iacute;rculo de Leitores, 2002, p. 220.</p>     <p><a href="#_ftnref63" name="_ftn63" title="">[63]</a> COELHO, Maria Helena da    Cruz &ndash; &ldquo;Os tabeli&atilde;es em Portugal, perfil profissional e s&oacute;cio-econ&oacute;mico&rdquo;.    in OSTOS, Pilar; PARDO, Maria Luisa (Eds.) &ndash; <i>Estudios sobre el Notariado    Europeo (Siglos XIV-XV)</i>. Sevilla: Universidad de Sevilla, 1997, p. 19.</p>     <p><a href="#_ftnref64" name="_ftn64" title="">[64]</a> COELHO, Maria Helena da    Cruz &ndash; &ldquo;Os tabeli&atilde;es em Portugal&rdquo;, pp. 19-20.</p>     <p><a href="#_ftnref65" name="_ftn65" title="">[65]</a> <i>Chancelarias Portuguesas.    D. Duarte</i>. Org. Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves Dias. Lisboa: Centro de Estudos    Hist&oacute;ricos, Universidade Nova de Lisboa, 1998, vol. I, tomo 2, p. 118.</p>     <p><a href="#_ftnref66" name="_ftn66" title="">[66]</a> MOHEDANO BARCEL&Oacute;,    Jos&eacute; &ndash; <i>Ibn Abdun de &Eacute;vora</i>. &Eacute;vora: Publica&ccedil;&otilde;es    Universidade de &Eacute;vora, 1982, pp. 9-12. Tendo nascido em &Eacute;vora,    os seus estudos ter&atilde;o sido feitos na capital do reino taifa de Badajoz,    n&atilde;o havendo dados sobre as escolas eborenses do per&iacute;odo andalusi.    A cultura, sempre ligada &agrave; religi&atilde;o, revelava-se como um poderoso    ve&iacute;culo de mobilidade social: MAR&Iacute;N, Manuela &ndash; &ldquo;Movilidad    social y ciencias isl&acirc;micas: ejemplos biogr&aacute;ficos andalus&iacute;es    de la Baja Edad Media&rdquo;. in VILAR, Herm&iacute;nia Vasconcelos; BARROS,    Maria Filomena Lopes de (Eds.) &ndash; <i>Categorias sociais e mobilidade urbana    na Baixa Idade M&eacute;dia</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, CIDEHUS,    2012, pp. 11-34. Ainda que esta realidade diga respeito ao territ&oacute;rio    de dom&iacute;nio mu&ccedil;ulmano, n&atilde;o se poder&aacute; excluir uma    perman&ecirc;ncia de modelos entre as comunidades que viveram sob dom&iacute;nio    crist&atilde;o.</p>     <p><a href="#_ftnref67" name="_ftn67" title="">[67]</a> <i>Prosopograf&iacute;a    de los ulemas de al-Andalus</i>. [Online]. [Consultado em 06/01/2017]. Disponible    en <a href="http://www.eea.csic.es/pua/" target="_blank">http://www.eea.csic.es/pua/</a></p>     <p><a href="#_ftnref68" name="_ftn68" title="">[68]</a> BARROS, Maria Filomena    Lopes de &ndash; <i>Tempos e Espa&ccedil;os de Mouros. A Minoria Mu&ccedil;ulmana    no Reino Portugu&ecirc;s (s&eacute;culos XII a XV)</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o    Calouste Gulbenkian, Funda&ccedil;&atilde;o para Ci&ecirc;ncia e Tecnologia,    2007, pp. 533-535.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref69" name="_ftn69" title="">[69]</a> BARROS, Maria Filomena    Lopes de &ndash; <i>A Comuna Mu&ccedil;ulmana de Lisboa: S&eacute;culos XIV    e XV</i>. Lisboa: Hugin, 1998, pp. 145-148.</p>     <p><a href="#_ftnref70" name="_ftn70" title="">[70]</a> <i>Chancelarias Portuguesas.    D. Pedro I</i>. Ed. A. H., de Oliveira Marques. Lisboa: Centro de Estudos Hist&oacute;ricos,    Universidade Nova de Lisboa, 1984, pp. 344-345.</p>     <p><a href="#_ftnref71" name="_ftn71" title="">[71]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>. Vol.    I. Lisboa: Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade Nova    de Lisboa, 1982, p. 351.</p>     <p><a href="#_ftnref72" name="_ftn72" title="">[72]</a> FERRO, Maria Jos&eacute;    Pimenta &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XIV</i>. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o.    Lisboa: Guimar&atilde;es Editores, 2000, pp. 44-45.</p>     <p><a href="#_ftnref73" name="_ftn73" title="">[73]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol.    I, p. 75.</p>     <p><a href="#_ftnref74" name="_ftn74" title="">[74]</a> ALEXANDRE-BIDON, Dani&egrave;le;    LORCIN, Maria Th&eacute;r&egrave;se &ndash; <i>Syst&egrave;me &eacute;ducatif    et cultures dans l&rsquo;Occident m&eacute;di&eacute;val (XIIe-XVe si&egrave;cle)</i>.    Paris: &Eacute;ditions Ophrys, 1998, pp. 101-108.</p>     <p><a href="#_ftnref75" name="_ftn75" title="">[75]</a> BOTTICINI, Maristella;    ECKSTEIN, Zvi &ndash; <i>La poign&eacute;e d&rsquo;&eacute;lus. Comment l&rsquo;&eacute;ducation    a fa&ccedil;onn&eacute; l&rsquo;histoire juive. 70-1492</i>. Traduction de Pierre-Emmanuel    Dauzat. Paris: Albin Michel, 2016, sobretudo pp. 163-269.</p>     <p><a href="#_ftnref76" name="_ftn76" title="">[76]</a> Arquivo Nacional da Torre    do Tombo<i>, Leitura Nova, Odiana</i>, Livro 1, fl. 252v-253.</p>     <p><a href="#_ftnref77" name="_ftn77" title="">[77]</a> Arquivo da S&eacute; de    &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora, Fazenda, Capelas, Pr&oacute;prios    e Foros, Escrituras</i>, Livro 005, fl. 136-137, 175v-176v, 177v-178v.</p>     <p><a href="#_ftnref78" name="_ftn78" title="">[78]</a> Com base na correspond&ecirc;ncia    das ruas no mapa publicado em TAVARES, Maria Jos&eacute; Pimenta Ferro &ndash;    <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol. I, p. 60; na sua listagem    de top&oacute;nimos urbanos, &Acirc;ngela Beirante identifica a Rua do Midras    como sendo a atual Travessa do Pocinho, omitindo a exist&ecirc;ncia da Rua do    Midras de Baixo: BEIRANTE, &Acirc;ngela &ndash; <i>&Eacute;vora na Idade M&eacute;dia</i>,    p. 195. Conhecendo a exist&ecirc;ncia de refer&ecirc;ncias a este segundo arruamento,    a minha prefer&ecirc;ncia de correspond&ecirc;ncia recaiu sobre a proposta de    Maria Jos&eacute; Pimenta Ferro. Um exemplo documental dessa denomina&ccedil;&atilde;o:    Biblioteca P&uacute;blica de &Eacute;vora, <i>Pergaminhos Avulsos</i>, Pasta    04, pe&ccedil;a 088.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref79" name="_ftn79" title="">[79]</a> Mesmo com uma escava&ccedil;&atilde;o    limitada, foi poss&iacute;vel demonstrar que a planta do atual im&oacute;vel,    um alojamento local, ainda mant&eacute;m alguma proximidade &agrave;quela que    ter&aacute; sido a da Sinagoga Grande da Judiaria eborense: BALLESTEROS, Carmen    &ndash; &ldquo;A Judiaria e a Sinagoga Medieval de &Eacute;vora (1&ordf; Campanha    de Escava&ccedil;&atilde;o)&rdquo;. in BALLESTEROS, Carmen; RUAH, Mery (Coord.)    &ndash; <i>Os Judeus Sefarditas. Entre Portugal, Espanha e Marrocos</i>. &Eacute;vora:    Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Estudos    Judaicos, CIDEHUS, Universidade de &Eacute;vora, 2004, pp. 205-216.</p>     <p><a href="#_ftnref80" name="_ftn80" title="">[80]</a> Arquivo da S&eacute; de    &Eacute;vora, <i>Cabido da S&eacute; de &Eacute;vora, Governo Capitular, Livros    de Ac&oacute;rd&atilde;os do Cabido</i>, Livro 001, fl. 33.</p>     <p><a href="#_ftnref81" name="_ftn81" title="">[81]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol.    I, p. 84.</p>     <p><a href="#_ftnref82" name="_ftn82" title="">[82]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol.    I, p. 166.</p>     <p><a href="#_ftnref83" name="_ftn83" title="">[83]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol.    II, pp. 659, 660, 673, 674, 675, 679, 684, 687.</p>     <p><a href="#_ftnref84" name="_ftn84" title="">[84]</a> S&atilde;o disso exemplo    Mestre Mois&eacute;s, rabi-mor e f&iacute;sico de D. Jo&atilde;o I, Mestre Guedelha,    tamb&eacute;m rabi-mor, f&iacute;sico de D. Duarte, astr&oacute;logo da corte    e escriv&atilde;o da C&acirc;mara, e o seu filho Mestre Abra&atilde;o, tamb&eacute;m    f&iacute;sico r&eacute;gio, escriv&atilde;o da c&acirc;mara e contador das comunas    do reino. TAVARES, Maria Jos&eacute; Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal    no S&eacute;culo XV</i>, vol. II, pp. 174, 395, 692; 185, 396, 662, 692, 784,    787; 207, 663, 692, 769, 790.</p>     <p><a href="#_ftnref85" name="_ftn85" title="">[85]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol.    II, p. 683.</p>     <p><a href="#_ftnref86" name="_ftn86" title="">[86]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol.    II, p. 77.</p>     <p><a href="#_ftnref87" name="_ftn87" title="">[87]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XIV</i>, pp. 157-159;    TAVARES, Maria Jos&eacute; Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no    S&eacute;culo XV</i>, vol. II.</p>     <p><a href="#_ftnref88" name="_ftn88" title="">[88]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol.    II, p. 657.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref89" name="_ftn89" title="">[89]</a> TAVARES, Maria Jos&eacute;    Pimenta Ferro &ndash; <i>Os Judeus em Portugal no S&eacute;culo XV</i>, vol.    II, p. 683.</p>      ]]></body><back>
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