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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diplomacia visual na Baixa Idade Média portuguesa: os oficiais de armas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Visual Diplomacy in the Portuguese Late Middle Ages: the Officers of Arms]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to discuss the officers of arms and Portuguese heraldry as an aggregate of science, art and technique, that is, possessing symbolic meaning reflected through colours, figures and their organization in a coat of arms - according to heraldic rules. In this way, it would be possible to improve the image and use it as a statement of visual communication of a discourse of honor, deeply connected with medieval diplomacy. From this approach to heraldry and officers of arms, we will, on the one hand, suggest that the Crown conveyed ideological messages trough privileged means of self-representation; and, on the other, that the Portuguese foreign policy context and implicit thought becomes clearer.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Diplomacia visual na Baixa Idade M&eacute;dia portuguesa:    os oficiais de armas</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The Visual Diplomacy in the Portuguese Late Middle Ages:    the Officers of Arms</b></font></p>     <p><b>Duarte Maria Monteiro de Babo Marinho<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Universidade do Porto, Faculdade de Letras / Centro de Estudos    da Popula&ccedil;&atilde;o, Economia e Sociedade, 4200, Porto, Portugal.<a href="mailto:babo.dmmbm@gmail.com">babo.dmmbm@gmail.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo aborda os oficiais de armas e a her&aacute;ldica portuguesa enquanto    conjuntos de ci&ecirc;ncia, arte e t&eacute;cnica, ou seja, possuindo uma carga    simb&oacute;lica reflectida por interm&eacute;dio de cores, figuras e parti&ccedil;&otilde;es    dispostas num escudo de armas, de acordo com as regras her&aacute;ldicas. Desta    forma, aprimorava-se a imagem como marca de comunica&ccedil;&atilde;o visual    de um determinado discurso de honra interligado com a diplomacia medieval. Partindo    desta abordagem &agrave; her&aacute;ldica e aos oficiais de armas, vemos que    a Coroa transmitia mensagens ideol&oacute;gicas atrav&eacute;s de ve&iacute;culos    privilegiados de autorrepresenta&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o;    por outro lado, tamb&eacute;m se podem compreender melhor os contextos e o pensamento    impl&iacute;citos &agrave; pol&iacute;tica externa portuguesa.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Diplomacia visual, Diplomacia medieval portuguesa, Oficiais    de armas, Propaganda.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aims to discuss the officers of arms and Portuguese heraldry as    an aggregate of science, art and technique, that is, possessing symbolic meaning    reflected through colours, figures and their organization in a coat of arms    &ndash; according to heraldic rules. In this way, it would be possible to improve    the image and use it as a statement of visual communication of a discourse of    honor, deeply connected with medieval diplomacy. From this approach to heraldry    and officers of arms, we will, on the one hand, suggest that the Crown conveyed    ideological messages trough privileged means of self-representation; and, on    the other, that the Portuguese foreign policy context and implicit thought becomes    clearer.</p>     <p><b>Keywords:</b> Visual diplomacy, Medieval diplomacy, Officers of Arms, Propaganda.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Estudar a her&aacute;ldica enquanto c&oacute;digo emblem&aacute;tico e, ao    mesmo tempo, interlig&aacute;-la com a diplomacia medieval &eacute; uma tarefa    complexa, mas tamb&eacute;m aliciante. A an&aacute;lise paralela destas duas    &aacute;reas permite compreender melhor os contextos e o pensamento subjacentes    &agrave; pol&iacute;tica externa portuguesa, que constitui um prolongamento    do poder do rei. Contudo, al&eacute;m das iniciativas r&eacute;gias, tamb&eacute;m    se podem detetar outras, com um cariz mais privado, embora sempre associadas    &agrave;s aspira&ccedil;&otilde;es da Coroa. Esta abordagem resultou do nosso    interesse nas rela&ccedil;&otilde;es externas do reino de Portugal no s&eacute;culo    XV, dada a frequ&ecirc;ncia com que encontramos oficiais de armas ligados &agrave;s    miss&otilde;es diplom&aacute;ticas, &agrave; semelhan&ccedil;a do que ocorria    nos demais espa&ccedil;os pol&iacute;ticos. Decidimos, assim, aprofundar este    tema, tendo em conta o atual panorama historiogr&aacute;fico. Com efeito, salvo    algumas refer&ecirc;ncias em estudos her&aacute;ldicos<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>,    em Portugal depar&aacute;mo-nos com uma reduzida produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica    sobre o t&oacute;pico her&aacute;ldica-diplomacia<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a>.</p>     <p>Para compreender a her&aacute;ldica da dinastia de Avis, nomeadamente a de    D. Jo&atilde;o I, imp&otilde;e-se recuar ao tempo de D. Afonso Henriques. Por    isso, estabeleceu-se uma metodologia comparativa que porventura proporcionar&aacute;    bons resultados, de forma a esclarecer qual a raiz do significado her&aacute;ldico-propagand&iacute;stico    quatrocentista. Tanto D. Afonso Henriques como os monarcas que se seguiram at&eacute;    D. Afonso III, combateram os mouros, dando continuidade ao processo da &ldquo;Reconquista&rdquo;    portuguesa<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>; tal como eles,    D. Jo&atilde;o I tamb&eacute;m teve o seu processo de conquista, mas em &Aacute;frica.    O norte de &Aacute;frica era visto como uma continuidade do espa&ccedil;o ib&eacute;rico,    uma vez que j&aacute; tinha sido parte da mesma jurisdi&ccedil;&atilde;o administrativa    da Hisp&acirc;nia, originando clivagens nas rela&ccedil;&otilde;es bilaterais    entre Portugal e Castela<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a>. D.    Jo&atilde;o I patenteia, dessa forma, a sua luta contra os <i>infi&eacute;is</i>,    tendo na conquista de Ceuta, em 1415, a express&atilde;o m&aacute;xima de tal    realidade e que se refletiria ao longo do s&eacute;culo XV, como se verificou    durante o cativeiro do infante D. Fernando, em Marrocos<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a>.</p>     <p>Como recorda John Cherry, a elevada taxa de analfabetismo durante a Idade M&eacute;dia    leva a que a her&aacute;ldica passe a ter uma grande import&acirc;ncia dado    que &ldquo;estas divisas ten&iacute;an un significado pr&aacute;tico&rdquo;<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">[6]</a>.    Para al&eacute;m de, segundo Miguel Metelo Seixas, desempenharem &ldquo;uma    fun&ccedil;&atilde;o primordial como emblemas visuais de identifica&ccedil;&atilde;o    e, por conseguinte, funcionam como fen&oacute;meno comunicacional&rdquo;<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title="">[7]</a>.    Desta forma, a her&aacute;ldica, al&eacute;m de ser um elemento visual associado    a um modelo social, &eacute; um ve&iacute;culo privilegiado de autorrepresenta&ccedil;&atilde;o    e de comunica&ccedil;&atilde;o ao servi&ccedil;o da Coroa<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title="">[8]</a>.    Assim, a armaria constitu&iacute;a um meio priveligidado, ainda que n&atilde;o    o &uacute;nico, de transmitir determinadas informa&ccedil;&otilde;es. Embora    o seu interesse n&atilde;o se esgotasse no seu potencial comunicativo<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title="">[9]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Her&aacute;ldica: ci&ecirc;ncia, arte e t&eacute;cnica &ndash; uma comunica&ccedil;&atilde;o    diplom&aacute;tico-visual</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; o facto de a her&aacute;ldica conjugar ci&ecirc;ncia, arte e t&eacute;cnica,    ou seja, uma combinat&oacute;ria de cores, figuras e parti&ccedil;&otilde;es    dispostas num escudo de armas (de acordo com as respectivas regras) que permite    apurar o seu espa&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o visual de um determinado    discurso de honra perante a comunidade internacional. Este sistema de articula&ccedil;&atilde;o    de formas, organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e respectivos significados,    ir&aacute; perdurar para al&eacute;m do Antigo Regime<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title="">[10]</a>,    continuando a incidir sobre aspetos pol&iacute;ticos, culturais e sociais identit&aacute;rios<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title="">[11]</a>.    Na senda de Umberto Eco, trata-se de um sistema complexo, e de grande pendor    filos&oacute;fico e semiol&oacute;gico, usado pela Coroa (e por outros agentes)    para transmitir mensagens ideol&oacute;gicas (de teor vari&aacute;vel) de modo    a captar a aten&ccedil;&atilde;o dos destinat&aacute;rios<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title="">[12]</a>.    Assim, a her&aacute;ldica corresponde necessariamente a uma cria&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rica que deve ser pensada de acordo com os quadros mentais e culturais    do per&iacute;odo em que foi produzida, pois, como salienta Miguel Metelo de    Seixas, reflete uma afirma&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title="">[13]</a>,    sempre situada historicamente. As empresas<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title="">[14]</a>    eram uma das componentes mais importantes do sistema her&aacute;ldico quando    associado &agrave; diplomacia: transmitiam a personaliza&ccedil;&atilde;o e    a liga&ccedil;&atilde;o do mundo moral &agrave; imagem din&aacute;stica. Tal    implicava que a sua mensagem se fosse desenvolvendo de modo mais personalizado,    ao mesmo tempo que acolhia ou se inscrevia num universo de profusas correspond&ecirc;ncias,    caracter&iacute;sticas da cultura tardo-medieval<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title="">[15]</a>.    Esta articula&ccedil;&atilde;o representativa e simb&oacute;lica permitia, portanto,    uma express&atilde;o mais eficaz de novas ideias, afirmar-se como um ve&iacute;culo    propagand&iacute;stico dos pr&iacute;ncipes, bem como um mostru&aacute;rio de    erudi&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn16" name="_ftnref16" title="">[16]</a>.</p>     <p>D. Duarte d&aacute; seguimento &agrave; empresa paterna, mas introduz modifica&ccedil;&otilde;es    originando subsequentes ramifica&ccedil;&otilde;es. O monarca portugu&ecirc;s    merece destaque na medida em que ter&aacute; empreendido uma das reformas de    maior relev&acirc;ncia e notoriedade no dom&iacute;nio em apre&ccedil;o. Com    efeito, a a&ccedil;&atilde;o de D. Duarte no campo her&aacute;ldico e emblem&aacute;tico    coincide com manifesta&ccedil;&otilde;es verificadas a n&iacute;vel europeu    que, de forma mais ou menos homog&eacute;nea, acabariam por se tornar parte    integrante da cultura europeia<a href="#_ftn17" name="_ftnref17" title="">[17]</a>.    Dada a import&acirc;ncia desta &aacute;rea no estudo da cultura visual europeia,    n&atilde;o ser&aacute; de estranhar que, quem se dedique ao estudo da her&aacute;ldica    ou a temas em que seja uma preciosa componente, encare as iniciativas de D.    Duarte como um testemunho hist&oacute;rico e reflexo da sociedade que lhe deu    origem para m&uacute;ltiplas finalidades, tal como a comunica&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica e a proje&ccedil;&atilde;o externa da Coroa no crep&uacute;sculo    da Idade M&eacute;dia<a href="#_ftn18" name="_ftnref18" title="">[18]</a>.</p>     <p>Nestas circunst&acirc;ncias, compreendemos a import&acirc;ncia das armas r&eacute;gias    enquanto ve&iacute;culos difusores da &ldquo;imagem consentida&rdquo;<a href="#_ftn19" name="_ftnref19" title="">[19]</a>    que a Coroa deixava transparecer para o exterior, uma vez que a armaria atuava    como um elo de liga&ccedil;&atilde;o entre a emblem&aacute;tica principesca    e um programa de afirma&ccedil;&atilde;o de identidade din&aacute;stica e de    propaganda r&eacute;gia<a href="#_ftn20" name="_ftnref20" title="">[20]</a>    &agrave; qual, a t&iacute;tulo de exemplo, os infantes D. Pedro, D. Fernando    e D. Henrique, bem como o 4&ordm; conde de Our&eacute;m, n&atilde;o se alheavam,    visto que todos eles tinham oficiais de armas nas suas casas<a href="#_ftn21" name="_ftnref21" title="">[21]</a>.    A propaganda por interm&eacute;dio da imagem n&atilde;o era s&oacute; um apan&aacute;gio    da monarquia portuguesa, dado muitas outras terem recorrido &agrave; her&aacute;ldica    e aos seus oficiais de armas. Tal como observa Panofsky, a imagem, neste caso    a representa&ccedil;&atilde;o her&aacute;ldica, al&eacute;m de condensar a explica&ccedil;&atilde;o    do que pretendemos transmitir, tamb&eacute;m se destaca como objeto art&iacute;stico    e apontador de significados, tendo uma &iacute;ntima e direta rela&ccedil;&atilde;o    com o facto, ou seja, a propaganda<a href="#_ftn22" name="_ftnref22" title="">[22]</a>.</p>     <p>A dinastia de Avis teve origens bastardas e, como tal, carecia de aceita&ccedil;&atilde;o    junto da comunidade internacional. De modo a contrariar essa situa&ccedil;&atilde;o,    a Coroa fez uso de uma intensa propaganda, tendo a conquista de Ceuta funcionado    tamb&eacute;m como um dos seus principais elementos, refletido na iconografia.    Neste particular, sublinha-se ainda o papel da escrita, designadamente da <i>Cr&oacute;nica    da Tomada de Ceuta</i>, de Gomes Eanes de Zurara, do <i>Livro da Guerra de Ceuta</i>,    de Mateus Pisano; em tudo semelhantes ao caso de Filipe IV de Fran&ccedil;a,    abordado exemplarmente por Kantorowicz<a href="#_ftn23" name="_ftnref23" title="">[23]</a>.    A propaganda veiculava uma ideologia precisa relativa aos feitos praticados    al&eacute;m do reino, como &eacute; o caso da pra&ccedil;a norte-africana acima    referida. Realidade dispon&iacute;vel e precisa, que remete para classifica&ccedil;&otilde;es    militares, administrativas, judiciais, entre outras que se plasmam na her&aacute;ldica,    enquanto carga simb&oacute;lica e identit&aacute;ria nas rela&ccedil;&otilde;es    de poder entre poderes<a href="#_ftn24" name="_ftnref24" title="">[24]</a>.</p>     <p>O sistema her&aacute;ldico tem por base uma iconografia e visa uma transmiss&atilde;o    visual de mensagens ret&oacute;ricas que se condensam numa imagem<a href="#_ftn25" name="_ftnref25" title="">[25]</a>    e nos valores simb&oacute;licos que o indiv&iacute;duo, como o monarca, pretendia    transmitir<a href="#_ftn26" name="_ftnref26" title="">[26]</a>, segundo Maria    Alice Santos, &ldquo;atrav&eacute;s de intermedi&aacute;rios que a representam,    ao ostentar o seu bras&atilde;o de armas&rdquo; <a href="#_ftn27" name="_ftnref27" title="">[27]</a>.    Os oficiais de armas atuavam como plenipotenci&aacute;rios &lsquo;an&oacute;nimos&rsquo;    e percursores de uma diplomacia distinta da convencionalmente praticada pela    Coroa<a href="#_ftn28" name="_ftnref28" title="">[28]</a>, mas tamb&eacute;m    por outros poderes pol&iacute;ticos, dada a grande import&acirc;ncia que a imagem    representava (e representa). Poder&aacute; mesmo afirmar-se com L&eacute;vi-Strauss    que &ldquo;toda a cultura pode ser considerada como um conjunto de sistemas    simb&oacute;licos&rdquo;<a href="#_ftn29" name="_ftnref29" title="">[29]</a>,    dado que os s&iacute;mbolos s&atilde;o recorrentes em v&aacute;rias culturas    e per&iacute;odos hist&oacute;ricos. Ou seja, a proje&ccedil;&atilde;o her&aacute;ldica    era o reflexo de um facto segundo o qual se detetava um denominador comum: o    reflexo de crit&eacute;rios sociais, individuais ou coletivos de uma comunidade    que expressava e refletia o seu <i>status</i> com base nessa iconografia<a href="#_ftn30" name="_ftnref30" title="">[30]</a>.</p>     <p>Ao historiador cabe, tamb&eacute;m, atentar &agrave;s dimens&otilde;es simb&oacute;licas    da a&ccedil;&atilde;o social que lhe &eacute; transmitida, tendo em conta que    a capacidade simb&oacute;lica representa uma acep&ccedil;&atilde;o de uma realidade    inerente &agrave; vida cultural do Homem. Assim, resultado de uma an&aacute;lise    que reverbera essas mesmas dimens&otilde;es simb&oacute;licas, identifica-se    a exist&ecirc;ncia de uma pol&iacute;tica-a&ccedil;&atilde;o, pol&iacute;tica-figura    e de uma pol&iacute;tica-doutrina, veiculadas pela a&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica    dos oficiais de armas, respons&aacute;veis por exprimirem a dimens&atilde;o    do poder, da honra e da gl&oacute;ria, bem como o pr&oacute;prio refor&ccedil;o    da soberania r&eacute;gia<a href="#_ftn31" name="_ftnref31" title="">[31]</a>.</p>     <p>Os oficiais de armas podiam ser designados por agentes diplom&aacute;ticos    sem &lsquo;rosto&rsquo; e, muito embora o tema tenha sido j&aacute; abordado    por reconhecidos historiadores da her&aacute;ldica portuguesa<a href="#_ftn32" name="_ftnref32" title="">[32]</a>,    vale a pena reiterar alguns tra&ccedil;os da sua fun&ccedil;&atilde;o e sua    origem. O oficial de armas cumpria um papel s&oacute; document&aacute;vel a    partir de 1385, ou seja, n&atilde;o se encontra at&eacute; &agrave; Batalha    de Aljubarrota qualquer men&ccedil;&atilde;o &agrave; sua exist&ecirc;ncia.    &Eacute;, no entanto, de estranhar que Portugal n&atilde;o possu&iacute;sse    este cargo, uma vez que todas as entidades pol&iacute;ticas com as quais o pa&iacute;s    mantinha rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas j&aacute; o tinham<a href="#_ftn33" name="_ftnref33" title="">[33]</a>.    Embora alguns autores defendam a exist&ecirc;ncia de oficiais de armas antes    de 1385, consideramos que o cargo foi criado por D. Jo&atilde;o I, tendo este    monarca batizado o primeiro oficial com a nomenclatura de rei de armas Portugal.    Assim, criado o cargo, nasceu uma nova micro-sociedade, hierarquizada e privilegiada,    composta por executores t&eacute;cnicos e com poder de decis&atilde;o. Eram    ordenados segundo uma organiza&ccedil;&atilde;o piramidal, estando no topo o    rei de armas, seguido do arauto e do passavante. Cada uma destas designa&ccedil;&otilde;es    tinha uma origem ou topon&iacute;mica, ou relacionada com as empresas dos senhores.    Para as primeiras s&atilde;o exemplos os reis de armas Portugal e Algarve; os    arautos Alc&aacute;cer, Lisboa, Sacav&eacute;m e Valen&ccedil;a; e os passavantes    Guin&eacute; e Sintra, como j&aacute; foram apontados por Severim de Faria e    Aires Nascimento<a href="#_ftn34" name="_ftnref34" title="">[34]</a>. Para as    segundas, s&atilde;o exemplos o arauto Balan&ccedil;a e o passavante Jamais<a href="#_ftn35" name="_ftnref35" title="">[35]</a>.</p>     <p>Todo e qualquer homem que almejasse exercer este of&iacute;cio &ndash; ou que    para ele fosse recrutado &ndash; deveria cumprir uma s&eacute;rie de condi&ccedil;&otilde;es,    explic&aacute;veis devido &agrave; grande import&acirc;ncia de que se revestia    o cargo e, tamb&eacute;m, por se tratarem de indiv&iacute;duos investidos de    plenos poderes inerentes &agrave; representatividade do monarca no exterior.    Adiante-se ainda que, &agrave; semelhan&ccedil;a dos embaixadores <i>tout court</i>,    estes tamb&eacute;m se faziam munir &ldquo;<i>d&rsquo;une lettre de recommandation</i>&rdquo;,    al&eacute;m de serem abrangidos pela imunidade diplom&aacute;tica nas suas desloca&ccedil;&otilde;es,    &ldquo;<i>au moyen d&rsquo;un passeport et d&rsquo;un sauf-conduit</i>&rdquo;<a href="#_ftn36" name="_ftnref36" title="">[36]</a>.</p>     <p>Identificam-se, como pr&eacute;-requisitos essenciais para o exerc&iacute;cio    do of&iacute;cio, o conhecimento e o dom&iacute;nio de outras l&iacute;nguas    &ndash; em maior n&uacute;mero poss&iacute;vel &ndash;, dos costumes e da topografia    dos locais que iam visitar<a href="#_ftn37" name="_ftnref37" title="">[37]</a>.    Embora se exigissem outras qualidades de cariz psicol&oacute;gico, como a fidelidade,    a honestidade, a modera&ccedil;&atilde;o, a conten&ccedil;&atilde;o e a discri&ccedil;&atilde;o.    Al&eacute;m destas, impunham-se como fundamentais os conhecimentos t&eacute;cnicos    e acad&eacute;micos, <i>in lato sensu,</i> nas &aacute;reas da cultura, pol&iacute;tica    e sociedade da Europa Quatrocentista<a href="#_ftn38" name="_ftnref38" title="">[38]</a>.    Esses eram pontos fundamentais que capacitavam estes indiv&iacute;duos para    qualquer tipo de situa&ccedil;&atilde;o no decorrer das suas miss&otilde;es.    Por outro lado, eram homens em constante aprendizagem e sujeitos a apresentar    resultados<a href="#_ftn39" name="_ftnref39" title="">[39]</a>, transparecendo    a grande import&acirc;ncia que o of&iacute;cio tinha para a Coroa.</p>     <p>Apesar de n&atilde;o podermos detetar a origem de muitos desses homens por    se tratarem de oficiais an&oacute;nimos, &eacute; poss&iacute;vel que alguns    se recrutassem nos quadros da administra&ccedil;&atilde;o central, como comprovam    os trabalhos de Jo&atilde;o Paulo de Abreu e Lima, de Alice Santos e de Armando    de Carvalho Homem referentes a Gon&ccedil;alo Caldeira, indiv&iacute;duo que    al&eacute;m de ser oficial de armas tamb&eacute;m desempenhou importantes cargos    no desembargo joanino<a href="#_ftn40" name="_ftnref40" title="">[40]</a>. Contudo,    situa&ccedil;&otilde;es como esta s&atilde;o pontuais: regra geral, os oficiais    de armas &ldquo;apresentam-se destitu&iacute;dos de personalidade em si e assumem    um lugar em fun&ccedil;&atilde;o de quem representam&rdquo;<a href="#_ftn41" name="_ftnref41" title="">[41]</a>.    Seja como for, a entrada para o cargo, fossem ou n&atilde;o oriundos do Desembargo,    estava sujeita a um ritual espec&iacute;fico que passava por um juramento de    fidelidade, em parte por serem declaradores de verdade, em parte por haver neles    um paralelismo com o rei<a href="#_ftn42" name="_ftnref42" title="">[42]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O juramento de fidelidade devia-se, tamb&eacute;m, ao facto de os oficiais    de armas pertencerem a um corpo organizado e privilegiado, respons&aacute;vel    por fun&ccedil;&otilde;es cerimoniais e diplom&aacute;ticas da Coroa. Entre    essas fun&ccedil;&otilde;es representativas encontram-se os seus contributos    na contrata&ccedil;&atilde;o da paz, as negocia&ccedil;&otilde;es de rendi&ccedil;&atilde;o    de fortalezas, a veicula&ccedil;&atilde;o da propaganda r&eacute;gia, a apresenta&ccedil;&atilde;o    de cartas de desafio e a participa&ccedil;&atilde;o em grandes eventos cerimoniais    e religiosos. Normalmente, o oficial de armas tamb&eacute;m tinha como fun&ccedil;&atilde;o    &ldquo;<i>pr&eacute;parer les aspects mat&eacute;riels et diplomatiques</i>&rdquo;pr&eacute;vios    &agrave; chegada dos embaixadores, isto &eacute;, e segundo Jacques Paviot,    tratava-se de um &ldquo;<i>proto-ambassadeur</i>&rdquo; <a href="#_ftn43" name="_ftnref43" title="">[43]</a><i>.    </i>Vemo-los ainda com responsabilidades de natureza &aacute;ulica, protocolar    e representativa, a juntar ao facto de serem uma extens&atilde;o da <i>potestas</i>    <i>regia</i>. Como consequ&ecirc;ncia, n&atilde;o ser&aacute; de estranhar que    muitos cronistas os utilizassem como fontes privilegiadas para os seus relatos<a href="#_ftn44" name="_ftnref44" title="">[44]</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Os oficiais de armas e as miss&otilde;es diplom&aacute;ticas</b></p>     <p>Tendo feito um levantamento do n&uacute;mero de embaixadas portuguesas entre    1431-1475, no &acirc;mbito do nosso projeto de doutoramento, contabiliz&aacute;mos    a presen&ccedil;a de trinta e cinco oficiais de armas. Deste total, uns desempenharam    fun&ccedil;&otilde;es eminentemente diplom&aacute;ticas, outros integraram essas    miss&otilde;es sem que se mencionassem as suas incumb&ecirc;ncias, embora possamos    determinar, com relativa seguran&ccedil;a, que passavam por fun&ccedil;&otilde;es    de tradu&ccedil;&atilde;o e exposi&ccedil;&atilde;o das armas r&eacute;gias,    naquilo que, segundo Armindo de Sousa, se identifica como a &lsquo;imagem consentida&rsquo;    de um rei. As armas eram o reflexo de par&acirc;metros e de valores culturais,    sociais e pol&iacute;ticos<a href="#_ftn45" name="_ftnref45" title="">[45]</a>,    alimentando e traduzindo plasticamente o prest&iacute;gio da Coroa, revelando-se,    assim, uma das pedras basilares da pol&iacute;tica externa do reino.</p>     <p>Estes homens tiveram grande import&acirc;ncia no contexto pol&iacute;tico e    diplom&aacute;tico de in&iacute;cios do s&eacute;culo XV, at&eacute; porque    foi com eles que D. Jo&atilde;o I expressou novas ideias, tendentes &agrave;    legitima&ccedil;&atilde;o de uma dinastia bastarda, mediante a presen&ccedil;a    ass&iacute;dua na Corte da Borgonha dos oficiais de armas portugueses encarregues    de diversas miss&otilde;es<a href="#_ftn46" name="_ftnref46" title="">[46]</a>.    Essas medidas, como tem vindo a ser salientado, passaram pela propaganda que,    mais tarde, viria a ser enfatizada e usada por D. Duarte, esbo&ccedil;ada logo    ap&oacute;s o falecimento do pai, ajustando a morte deste de treze para catorze,    como j&aacute; salientou Armindo de Sousa<a href="#_ftn47" name="_ftnref47" title="">[47]</a>.    Ali&aacute;s, em termos de propaganda, o <i>Eloquente</i> foi ex&iacute;mio    mestre, pois usou-a subtilmente na sua a&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica<a href="#_ftn48" name="_ftnref48" title="">[48]</a>,    tal como o seu pai o fizera, como se pode observar na atua&ccedil;&atilde;o    dos seus diplomatas junto dos conc&iacute;lios de Pisa, Constan&ccedil;a e Basileia<a href="#_ftn49" name="_ftnref49" title="">[49]</a>.</p>     <p>Quanto &agrave;s miss&otilde;es diplom&aacute;ticas em que tomaram parte os    oficiais de armas, apur&aacute;mos as seguintes categorias: &ldquo;correio&rdquo;    (5), &ldquo;econ&oacute;mica&rdquo; (1), &ldquo;pol&iacute;tica&rdquo; (11),    &ldquo;religiosa&rdquo; (1), &ldquo;visita&rdquo;<a href="#_ftn50" name="_ftnref50" title="">[50]</a>    (7) e, por fim, num dos campos mais numerosos, &ldquo;indefinidos&rdquo; (9),    atendendo &agrave; falta de informa&ccedil;&atilde;o mais detalhada nos documentos.    Identific&aacute;mos ainda a seguinte distribui&ccedil;&atilde;o por per&iacute;odos    de governo: D. Jo&atilde;o I (2), D. Duarte (4), Reg&ecirc;ncia (8) e D. Afonso    V (21); perfazendo o j&aacute; referido total de trinta e cinco miss&otilde;es.</p>     <p>O desempenho dos oficiais de armas a n&iacute;vel de &ldquo;correio&rdquo;    diplom&aacute;tico encontra-se medianamente documentado, tendo sido o destino    mais comum a Corte do duque de Borgonha. Entre 1432 e 1461, foram enviadas quatro    miss&otilde;es: uma no reinado de D. Jo&atilde;o I (1432-1433), chefiada pelo    rei de armas Portugal; no reinado de D. Afonso V verificam-se tr&ecirc;s, em    1454, 1459 e 1461, tendo nelas participado o rei de armas Lisboa, um rei de    armas e um passavante &ldquo;indeterminado&rdquo;. Todas estas miss&otilde;es    foram mandatadas com a finalidade de fazer chegar cartas &agrave; Borgonha,    embora n&atilde;o se saiba qual o seu conte&uacute;do<a href="#_ftn51" name="_ftnref51" title="">[51]</a>.    O mesmo se passou em rela&ccedil;&atilde;o a Arag&atilde;o quando, em 1416,    D. Jo&atilde;o I enviou o arauto Constantinopla a Alfonso V. Essa miss&atilde;o    teve como finalidade pedir cartas de seguran&ccedil;a para a embaixada que estava    a ser preparada para se dirigir ao conc&iacute;lio de Constan&ccedil;a<a href="#_ftn52" name="_ftnref52" title="">[52]</a>.</p>     <p>No que respeita &agrave; &ldquo;diplomacia econ&oacute;mica&rdquo;,<b> </b>o    envio de oficiais de armas foi um dos m&eacute;todos usados pela Coroa para    estabelecer este tipo de contactos, de acordo com os dados que foram apurados    at&eacute; ao momento. Seja como for, em 1436, em pleno reinado de D. Duarte,    assistimos a uma miss&atilde;o deste g&eacute;nero, a incidir no ducado da Bretanha.    Todavia, n&atilde;o temos dados que nos possam elucidar sobre o conte&uacute;do,    ainda que gen&eacute;rico, desse neg&oacute;cio, preconizado pelo rei de armas    Algarve<a href="#_ftn53" name="_ftnref53" title="">[53]</a>. A quest&atilde;o    &ldquo;pol&iacute;tica&rdquo;<b> </b>enquadra-se numa das categorias com maior    expressividade ao n&iacute;vel da presen&ccedil;a de oficiais de armas. Vemo-los    presentes, em primeiro lugar, na Bretanha para onde, em 1436, &eacute; enviado    o rei de armas Algarve. Por&eacute;m, a documenta&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel    n&atilde;o permite que se aprofunde mais esta quest&atilde;o<a href="#_ftn54" name="_ftnref54" title="">[54]</a>.    Relativamente a Castela, um dos espa&ccedil;os diplom&aacute;ticos mais importantes    no que respeita &agrave; pol&iacute;tica externa de Portugal, detetaram-se tr&ecirc;s    miss&otilde;es do g&eacute;nero. Em primeiro lugar, refira-se a de 1463, que    contou com a presen&ccedil;a do arauto Alc&aacute;cer<a href="#_ftn55" name="_ftnref55" title="">[55]</a>,    sem mais se adiantar. J&aacute; no ano de 1475, identific&aacute;mos duas embaixadas,    ambas, ao que tudo indica, a cargo do rei de armas Portugal e dirigidas &agrave;    Coroa castelhana no contexto da Guerra da Sucess&atilde;o. Na sua primeira miss&atilde;o,    foi enviado com a finalidade de transmitir aos reis Cat&oacute;licos os direitos    sucess&oacute;rios de Joana, a <i>Beltraneja</i><a href="#_ftn56" name="_ftnref56" title="">[56]</a>;    a segunda, empreendida no mesmo ano, teve, al&eacute;m do pendor pol&iacute;tico,    tamb&eacute;m uma vertente militar<a href="#_ftn57" name="_ftnref57" title="">[57]</a>.    Quanto a Fran&ccedil;a e no contexto das miss&otilde;es pol&iacute;ticas, conhecemos    duas embaixadas sob responsabilidade de oficiais de armas, ambos arautos. A    primeira, de 1463, integra-se na mesma que f&ocirc;ra a Castela, ainda que os    assuntos tratados pelo arauto Alc&aacute;cer n&atilde;o sejam do nosso conhecimento.    A segunda, datada de 1475, ocorre nas v&eacute;speras do conflito ib&eacute;rico:    o arauto Lisboa leva a not&iacute;cia ao rei franc&ecirc;s da inten&ccedil;&atilde;o    de D. Afonso V entrar militarmente em Castela, para fazer valer os direitos    sucess&oacute;rios da sua sobrinha<a href="#_ftn58" name="_ftnref58" title="">[58]</a>.    A Corte de Inglaterra, em 1462, assistiu &agrave; chegada do rei de armas Portugal    que a&iacute; se tinha deslocado para tratar de quest&otilde;es relacionadas    com infra&ccedil;&otilde;es cometidas aos tratados bilaterais entre os reinos<a href="#_ftn59" name="_ftnref59" title="">[59]</a>.    Por fim, a C&uacute;ria Papal assistir&aacute;, entre os reinados de D. Duarte    e de D. Afonso V, &agrave; chegada de quatro oficiais de armas. A primeira miss&atilde;o    data de 1437 e foi composta por alguns arautos que acompanharam o 4&ordm; conde    de Our&eacute;m, tendo um deles exercido a fun&ccedil;&atilde;o de int&eacute;rprete,    num di&aacute;logo que o conde teve com o duque de Mil&atilde;o<a href="#_ftn60" name="_ftnref60" title="">[60]</a>.    Em pleno reinado do <i>Africano</i>, temos relato de dois interc&acirc;mbios    diplom&aacute;ticos: 1458 e 1471. O primeiro, a cargo do rei de armas Portugal<a href="#_ftn61" name="_ftnref61" title="">[61]</a>,    e o segundo sob a responsabilidade do arauto Lisboa<a href="#_ftn62" name="_ftnref62" title="">[62]</a>.    Cada uma delas teve um pendor de obedi&ecirc;ncia, o mesmo ser&aacute; dizer    que se trataram de miss&otilde;es pol&iacute;ticas<a href="#_ftn63" name="_ftnref63" title="">[63]</a>.</p>     <p>Tamb&eacute;m a categoria &ldquo;diplomacia religiosa&rdquo; marcou presen&ccedil;a,    como &eacute; disso exemplo uma miss&atilde;o ocorrida em 1450. O arauto Lisboa    desloca-se &agrave; Coroa de Arag&atilde;o recebendo, junto de Alfonso V, cartas    de recomenda&ccedil;&atilde;o para que v&aacute; em seguran&ccedil;a &agrave;s    cortes do rei de Chipre e do mestre de Rodes da Ordem do Hospital. Todavia,    os dados continuam lacunares, uma vez que n&atilde;o obtivemos informa&ccedil;&otilde;es    relativas ao conte&uacute;do da sua presen&ccedil;a em Chipre e Rodes, ainda    que o mote essencial dessa desloca&ccedil;&atilde;o se deva a uma peregrina&ccedil;&atilde;o    &agrave; Terra Santa<a href="#_ftn64" name="_ftnref64" title="">[64]</a>.</p>     <p>As miss&otilde;es rotuladas como &ldquo;visitas&rdquo; poderiam ter como objetivo,    tal como muitas das inc&oacute;gnitas que trataremos de seguida, a visita a    uma determinada Corte. Sendo assim, temos not&iacute;cia de uma a Castela, em    1471, a cargo do arauto Alc&aacute;cer. Quanto a Fran&ccedil;a, verificaram-se    duas, ambas em 1471, sendo uma delas a mesma que se dirigiu a Castela, pelo    arauto Alc&aacute;cer, e a outra foi da responsabilidade do rei de armas Portugal<a href="#_ftn65" name="_ftnref65" title="">[65]</a>.    Inglaterra &eacute; o reino para o qual mais miss&otilde;es deste g&eacute;nero    foram detetadas. Contam-se tr&ecirc;s presen&ccedil;as: as duas primeiras, datadas    de 1445 e 1448, ficaram a cargo de dois reis de armas, o Portugal e o Algarve<a href="#_ftn66" name="_ftnref66" title="">[66]</a>.    A &uacute;ltima, de 1452, que teve a finalidade de entregar esmaltes de armoriados    ao rei Henrique VI, foi executada pelo arauto Lisboa<a href="#_ftn67" name="_ftnref67" title="">[67]</a>.    Por fim, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; C&uacute;ria Papal, temos dados sobre    uma miss&atilde;o com estas carater&iacute;sticas. &Eacute; datada de 1452,    tendo ficado &agrave; responsabilidade do arauto Lisboa<a href="#_ftn68" name="_ftnref68" title="">[68]</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O campo das miss&otilde;es &ldquo;indefinidas&rdquo; destaca-se nos dados obtidos    sobre a diplomacia praticada por oficiais de armas, com nove miss&otilde;es    assinaladas na nossa investiga&ccedil;&atilde;o. O ducado da Borgonha, neste    contexto, foi o que mais se destacou, com seis miss&otilde;es, tendo quatro    ocorrido durante a reg&ecirc;ncia do infante D. Pedro. A primeira data de 1445    e contou com presen&ccedil;a do arauto Sacav&eacute;m e do passavante Guin&eacute;,    o primeiro da Casa do 4&ordm; conde de Our&eacute;m e o segundo da do<b> </b>Infante    D. Henrique. Estes oficiais de armas tinham como destino final o Preste Jo&atilde;o;    contudo, o &uacute;ltimo relato existente &eacute; da presen&ccedil;a do primeiro    &ndash; arauto Sacav&eacute;m &ndash; em Alexandria<a href="#_ftn69" name="_ftnref69" title="">[69]</a>    (em 1446 regressou &agrave; Borgonha); e, por fim, em 1447, o passavante Valen&ccedil;a    marcaria presen&ccedil;a nessa Corte<a href="#_ftn70" name="_ftnref70" title="">[70]</a>.</p>     <p>H&aacute; dois acontecimentos pol&iacute;ticos que nos ajudam a explicar o    porqu&ecirc; de o territ&oacute;rio borgonh&ecirc;s ser o destino preferencial    das miss&otilde;es diplom&aacute;ticas confiadas a oficiais de armas. Primeiramente,    refira-se o desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais entre Portugal    e a Borgonha, devido ao casamento entre a infanta D. Isabel e o duque Filipe    o Bom, em 1430. Desta forma, e tendo em conta os fortes la&ccedil;os que uniam    os infantes da <i>&Iacute;nclita Gera&ccedil;&atilde;o</i>, compreende-se que,    a partir desse ano, as miss&otilde;es de cortesia, entre outras, se intensificassem.    Contudo, a morte do infante D. Pedro na batalha de Alfarrobeira minou seriamente    as rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas entre estes dois &lsquo;Estados&rsquo;,    verificando-se a diminui&ccedil;&atilde;o das miss&otilde;es de oficiais de    armas portugueses<a href="#_ftn71" name="_ftnref71" title="">[71]</a>. Inglaterra    e Fran&ccedil;a s&atilde;o os espa&ccedil;os pol&iacute;ticos que restam para    concluir esta s&iacute;ntese. Em 1442, o regente mandaria o seu oficial de armas,    o arauto Valen&ccedil;a, ao primeiro<a href="#_ftn72" name="_ftnref72" title="">[72]</a>    e, em 1470, encontramos o rei de armas Portugal, a mando de D. Afonso V, no    segundo<a href="#_ftn73" name="_ftnref73" title="">[73]</a>.</p>     <p>Resta-nos salientar algumas conclus&otilde;es &agrave;s quais cheg&aacute;mos    ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise dos dados. Encontramo-nos    na presen&ccedil;a de agentes diplom&aacute;ticos &lsquo;an&oacute;nimos&rsquo;,    representantes de um corpo de oficiais intimamente relacionado com o mundo cavaleiresco<a href="#_ftn74" name="_ftnref74" title="">[74]</a>,    devotos e fi&eacute;is aos senhores leigos que representavam. Partindo das considera&ccedil;&otilde;es    tra&ccedil;adas por Aires Nascimento, com base num manuscrito ao que tudo indica    de 1416, e da an&aacute;lise que expusemos ao longo das linhas anteriores, pudemos    concluir que os oficiais de armas (reis de armas, arautos e passavantes) se    associavam a uma dimens&atilde;o ideol&oacute;gica, em parte devido &agrave;    sua indument&aacute;ria ornamentada com as armas do senhor que serviam<a href="#_ftn75" name="_ftnref75" title="">[75]</a>.    Essa grande proximidade aos seus senhores, bem como ao ambiente cortes&atilde;o    onde estavam inseridos, permitia-lhes obter um profundo conhecimento acerca    das estruturas pol&iacute;ticas com as quais o reino mantinha algum tipo de    relacionamento internacional. De facto, esta interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute;    corroborada tendo em considera&ccedil;&atilde;o as miss&otilde;es diplom&aacute;ticas    que desempenharam ao longo do per&iacute;odo que este estudo engloba. Assim    sendo, n&atilde;o estranhamos que eles tenham prestado m&uacute;ltiplos servi&ccedil;os    de representa&ccedil;&atilde;o externa da Coroa portuguesa, atuando sob a forma    oficial ou paralela. No que respeita &agrave; primeira, prestavam servi&ccedil;o    como mensageiros da paz ou da guerra, efetuavam visitas de cortesia ou anunciavam    a chegada de uma embaixada solene, entre outras incumb&ecirc;ncias. No que diz    respeito &agrave; diplomacia paralela, <i>v.g.</i>, a espionagem, a Coroa aproveitava    a inviolabilidade dos oficiais de armas para que estes procedessem &agrave;    recolha de informa&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas<a href="#_ftn76" name="_ftnref76" title="">[76]</a>.</p>     <p>&Eacute; neste sentido, finalmente, que se sublinha a sua import&acirc;ncia    no propagar dos emblemas e, globalmente, da her&aacute;ldica. A sua circula&ccedil;&atilde;o    e actua&ccedil;&atilde;o em momentos e espa&ccedil;os decisivos politicamente    eram do mesmo modo, uma forma de exibi&ccedil;&atilde;o, exposi&ccedil;&atilde;o    e difus&atilde;o das armas que representavam e apresentavam.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <p><b>Fontes impressas</b></p>     <!-- ref --><p><i>Monumenta Henricina</i>. Ed. A. J. Dias Dinis. Vol. 2. Coimbra: Comiss&atilde;o    Executiva do V Centen&aacute;rio da Morte do Infante D. Henrique, 1960-1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495309&pid=S1646-740X201800020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>NASCIMENTO, Aires &ndash; <i>Livro dos Arautos. De Ministerio Armorum. Estudo    codicol&oacute;gico, hist&oacute;rico, liter&aacute;rio, lingu&iacute;stico.</i>    Lisboa: Universidade de Lisboa, 1977. Tese de Doutoramento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><i>Receitas e Despesas da Fazenda Real de 1384 a 1481</i>. Ed. Jorge Faro.    Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, 1965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495312&pid=S1646-740X201800020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SANTAR&Eacute;M, Visconde de &ndash; <i>Quadro elementar das rela&ccedil;&otilde;es    pol&iacute;ticas e diplom&aacute;ticas de Portugal com as diversas pot&ecirc;ncias    do mundo desde o principio da monarchia portugueza at&eacute; aos nossos dias</i>.    Vols. 1 e 3. Paris: J. P. Aillaud, 1842-1860.</p>     <p>SOUSA, D. Ant&oacute;nio Caetano de &ndash; <i>Provas da Hist&oacute;ria Geneal&oacute;gica    da Casa Real Portuguesa. </i>Vol. 5.Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1946-1954.</p>     <p><b>Estudos</b></p>     <p>ABRANTES, Marqu&ecirc;s de &ndash; <i>Introdu&ccedil;&atilde;o ao estudo da    Her&aacute;ldica. </i>Lisboa: Instituto de Cultura e L&iacute;ngua Portuguesa,    1992.</p>     <p>AGUIAR, Miguel &ndash; <i>Ideologia Cavaleiresca em Portugal no S&eacute;culo    XV</i>. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2016. Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado.</p>     <p>ALBUQUERQUE, Martim de &ndash; &ldquo;Introdu&ccedil;&atilde;o&rdquo;. in ALBUQUERQUE,    Martim de (Org.) &ndash; <i>Ora&ccedil;&otilde;es de obedi&ecirc;ncia dos Reis    de Portugal aos Sumos Pont&iacute;fices. </i>Vol. 1. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es    INAPA, 1988.</p>     <p>ARIAS NEVADO, Javier &ndash; &ldquo;El papel de los emblemas her&aacute;ldicos    en las ceremonias funerarias de la Edad Media: siglos XII-XVI&rdquo;. in LADERO    QUESADA, Miguel &Aacute;ngel (Coord.) &ndash; <i>En la Espa&ntilde;a Medieval.    Estudios de Genealog&iacute;a, Her&aacute;ldica y Nobiliaria</i>. Madrid: Publicaciones    de la Universidad Complutense de Madrid, 2006, pp. 49-79.</p>     <p>CAETANO, Marcello &ndash; <i>Manual de ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica e Direito    Constitucional</i>. rev. e ampl. por Miguel Galv&atilde;o-Telles. Coimbra, 1968.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CASTILLO OREJA, Miguel Angel &ndash; &ldquo;Imagen del rey, s&iacute;mbolos    de la monarqu&iacute;a y divisas de los reinos: de las series de linajes de    la Baja Edad Media a las galer&iacute;as de retratos del Renacimiento&rdquo;.    in <i>Galer&iacute;a de Reyes y Damas del Sal&oacute;n de Embajadores</i>, <i>Alc&aacute;zar    de Sevilla</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n BBVA, 2002, pp. 1-39.</p>     <p>CHERRY, John &ndash; <i>Las artes decorativas medievales</i>. Madrid: Ediciones    Akal, S. A., 1999.</p>     <p>DUARTE, Lu&iacute;s Miguel &ndash; <i>D. Duarte. </i>Mem Martins: C&iacute;rculo    de Leitores, 2005.</p>     <p>ECO, Umberto &ndash; <i>Est&eacute;tica. A estrutura do ausente. Introdu&ccedil;&atilde;o    &agrave; pesquisa semiol&oacute;gica</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Perspectiva,    1976.</p>     <p>&ndash; <i>Semi&oacute;tica e Filosofia da linguagem, </i>Lisboa: Instituto    Piaget, 1984.</p>     <p>FARIA, Manuel Severim de &ndash; <i>Not&iacute;cias de Portugal</i>. 2&ordf;    Edi&ccedil;&atilde;o. Lisboa, 1740.</p>     <p>FARIA, Tiago Vi&uacute;la de &ndash; &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o visual    e rela&ccedil;&otilde;es externas: abordagens a partir do caso anglo-portugu&ecirc;s&rdquo;.    in ROSA, Maria de Lurdes; SEIXAS, Miguel Metelo de (Eds.) &ndash; <i>Estudos    de Her&aacute;ldica Medieval</i>. Porto: Caminhos Romanos, 2013, pp. 211-224.</p>     <p>FONTES, Jo&atilde;o Lu&iacute;s Ingl&ecirc;s &ndash; <i>Percursos e Mem&oacute;ria.    Do Infante D. Fernando ao &ldquo;Infante Santo</i>. Cascais: Patrimonia, 2000.</p>     <p>GAMA, Jos&eacute; &ndash; <i>A Filosofia da cultura portuguesa no &ldquo;Leal    Conselheiro&rdquo; de D. Duarte</i>. Braga: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste    Gulbenkian, 1995.</p>     <p>Hiltmann, Torsten, &quot;[<i>CfP</i>] The History of Heralds in Europe (12th-18th    c.). State of the art and new perspectives (Workshop, M&uuml;nster/Germany,    Part 1: March 26-28, 2014)&quot;, in <i>Heraldica nova. Medieval Heraldry in    social and cultural-historical perspectives (blog on Hypotheses.org)</i>. Publicado    em: 05/09/2013; Dispon&iacute;vel em: <a href="http://heraldica.hypotheses.org/528" target="_blank">http://heraldica.hypotheses.org/528</a>    (consultado em 21/10/2017).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>HOMEM, Armando Lu&iacute;s de Carvalho &ndash; <i>O Desembargo r&eacute;gio    (1320-1433)</i>. Porto: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica,    1990.</p>     <p>KANTOROWICZ, Ernst H. &ndash; <i>Los dos cuerpos del rey. Un estudio de teolog&iacute;a    pol&iacute;tica medieval. </i>Madrid: Alianza Universidad, 1985.</p>     <p>LANGHANS, F. P. de Almeida &ndash; <i>Her&aacute;ldica. Ci&ecirc;ncia de temas    vivos</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Nacional para a alegria no Trabalho,    1966.</p>     <p>LIMA, Jo&atilde;o Paulo de Abreu e &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal    nos S&eacute;culos XIV e XV&rdquo;. in <i>Actas do 17&ordm; Congresso Internacional    das Ci&ecirc;ncias Geneal&oacute;gica e Her&aacute;ldica</i>, vol. 2. Lisboa:    Instituto Portugu&ecirc;s de Her&aacute;ldica, 1986, pp. 309-344.</p>     <p>LIMA, Jo&atilde;o Paulo de Abreu e &ndash; <i>Armas de Portugal. Origem. Evolu&ccedil;&atilde;o.    Significado</i>. Lisboa: INAPA, 1998.</p>     <p>&ndash; ; SANTOS, Maria Alice Pereira dos &ndash; &ldquo;Quem foi Gon&ccedil;alo    Caldeira &ndash; testemunhos para uma an&aacute;lise de fun&ccedil;&otilde;es    pol&iacute;ticas na corte portuguesa Quatrocentista. De D. Jo&atilde;o I a D.    Afonso V&rdquo;. <i>Revista da Faculdade de Letras. Ci&ecirc;ncias e T&eacute;cnicas    do Patrim&oacute;nio</i> 1&ordf; s&eacute;rie, 2 (2003), pp. 335-346.</p>     <p>Nogales Rinc&oacute;n, David &ndash; &ldquo;Las series icnogr&aacute;ficas    de la realeza castellana-leonesa: siglos XII-XV&rdquo;. in Ladero Quesada, Miguel    &Aacute;ngel (Coord.) &ndash; <i>En la Espa&ntilde;a Medieval. Estudios de Genealog&iacute;a,    Her&aacute;ldica y Nobili&aacute;ria.</i> Madrid: Publicaciones de la Universidad    Complutense de Madrid, 2006, pp. 81-111.</p>     <p>PANOFSKY, Erwin &ndash; <i>Estudos de iconologia. Temas human&iacute;sticos    na arte da Renascen&ccedil;a.</i> Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Presen&ccedil;a,    1986.</p>     <p>PARAVICINI, Werner &ndash; &ldquo;L&rsquo;Office d'armes: Historiographie,    sources, probl&eacute;matique&rdquo;. <i>Revue du Nord</i> 366-367 (2006), pp.    467-490.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Signes et couleurs au Concile de Constance: le t&eacute;moignage    d&rsquo;un h&eacute;raut d&rsquo;armes portugais&rdquo;. in TURRELL, Denise    et alii (Eds<i>.</i>) &ndash; <i>Signes et couleurs des identit&eacute;s politiques.    Du Moyen Age &agrave; nos jours</i>. Rennes: Presses Universitaires de Rennes,    2008, pp. 155-188.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PASTOUREAU, Michel &ndash; <i>Tratit&eacute; d&rsquo;H&eacute;raldique</i>.    Paris: Picard, 1993.</p>     <p>PAVIOT, Jacques &ndash; &ldquo;Une vie de h&eacute;raut: Jean de la Chapelle,    poursuivant Facuon, h&eacute;raut Savoie (1421-1444)&rdquo;. <i>Revue du Nord</i>    366-367 (2006), p. 869.</p>     <p>PIDAL DE NAVASCU&Eacute;S, Faustino Men&eacute;ndez &ndash; <i>Apuntes de Sigilograf&iacute;a    Espa&ntilde;ola</i>. Guadalajara: Aache Ediciones, 1993.</p>     <p>&ndash; <i>Los emblemas her&aacute;ldicos. Una interpretaci&oacute;n hist&oacute;rica</i>.    Madrid: Real Academia de la Historia, 1993.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Apresenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;. in SEIXAS, Miguel Metelo;    ROSA, Maria de Lurdes (Eds.) &ndash; <i>Estudos de Her&aacute;lica Medieval</i>.    Porto: Caminhos Romanos, 2013, pp. 15-24.</p>     <p>RAMOS, Manuel &ndash; &ldquo;O impacto de Alfarrobeira nas rela&ccedil;&otilde;es    com o ducado de Borgonha&rdquo;. <i>Revista da Faculdade de Letras. Hist&oacute;ria</i>,    4&ordf; s&eacute;rie, 5 (2015), pp. 23-36.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Recent publications &ndash; Update May 2017&rdquo;. in <i>Heraldica    nova. </i><i>Medieval Heraldry in social and cultural-historical perspectives    (blog on Hypotheses.org).</i> Publicado em 09/05/2017; Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://heraldica.hypotheses.org/5228" target="_blank">http://heraldica.hypotheses.org/5228</a>    (consultado em 21/10/2017).</p>     <p>RIQUER, Mart&iacute;n &ndash; <i>Her&aacute;ldica Castellana em tiempos de    los Reys Cat&oacute;licos</i>. Barcelona: Quaderns Crema, 1986.</p>     <p>ROMERO PORTILLA, Paz &ndash; <i>Dos monarqu&iacute;as medievales ante la modernidad.    </i><i>Relacionas entre Portugal y Castilla (1431-1479).</i> La Coru&ntilde;a:    Universidad da Coru&ntilde;a, 1999.</p>     <p>ROSA, Maria de Lurdes &ndash; <i>Longas guerras, longos sonhos africanos</i>.    Porto: Fio da Palavra, 2010.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SANTOS, Maria Alice Pereira dos &ndash; &ldquo;A Diplomacia no reinado de D.    Jo&atilde;o I. Breve reflex&atilde;o sobre os oficiais de armas&rdquo;. in SEIXAS,    Miguel Metelo de; ROSA, Maria de Lurdes (Eds.) &ndash; <i>Estudos de Her&aacute;ldica    Medieval</i>. Porto: Caminhos Romanos, 2013, pp. 199-207.</p>     <p>SEIXAS, Miguel Metelo de &ndash; &ldquo;As armas e a empresa do rei D. Jo&atilde;o    II. Subs&iacute;dios metodol&oacute;gicos param o estudo da her&aacute;ldica    e da emblem&aacute;tica nas artes decorativas portuguesas&rdquo;. in MENDON&Ccedil;A,    Isabel Mayer Godinho; CORREIA, Ana Paula (Eds.) &ndash; <i>As Artes Decorativas    e a Expans&atilde;o Portuguesa. Imagin&aacute;rio e Viagem. </i>Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o    Ricardo Espirito Santo; Centro Cultura e Cient&iacute;fico de Macau; Escola    Superior de Artes Decorativas, 2010, pp. 46-82.</p>     <p>&ndash; <i>Her&aacute;ldica, representa&ccedil;&atilde;o do poder e mem&oacute;ria    da na&ccedil;&atilde;o. O armorial aut&aacute;rquico de In&aacute;cio de Vilhena    Barbosa</i>. Lisboa: Universidade Lus&iacute;ada, 2011.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica da nobreza de Portugal&rdquo;.    in RODRIGUES, Miguel Jasmins (Coord.) &ndash; <i>Congresso Internacional Pequena    Nobreza nos Imp&eacute;rios Ib&eacute;ricos de Antigo Regime.</i> Lisboa: Faculdade    de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 2012, pp.    1-37.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Bibliografia de her&aacute;ldica medieval portuguesa&rdquo;.    in ROSA, Maria de Lurdes; SEIXAS, Miguel Metelo de (Eds.) &ndash; <i>Estudos    de Her&aacute;ldica Medieval</i>. Porto: Caminhos Romanos, 2013, pp. 511-575.</p>     <p>&ndash; ; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo &ndash; &ldquo;Elementos    de uma cultura din&aacute;stica e visual: os sinais her&aacute;ldicos e emblem&aacute;ticos    do rei D. Duarte&rdquo;. in BARREIRA, Catarina Fernandes; SEIXAS, Miguel Metelo    (Eds.) &ndash; <i>D. Duarte e a sua &eacute;poca. Arte, cultura, poder e espiritualidade</i>.    Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2014, pp. 257-283.</p>     <p>SERR&Atilde;O, Joaquim Ver&iacute;ssimo &ndash; <i>Rela&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas    entre Portugal e a Fran&ccedil;a (1430-1481). </i>Paris: Funda&ccedil;&atilde;o    Calouste Gulbenkian; Centro Cultural Portugu&ecirc;s, 1975.</p>     <p>SOUSA, Armindo de &ndash; <i>As cortes medievais portuguesas: 1385-1490</i>.    Vol. 1. Porto: INIC, 1990.</p>     <p>&ndash; &ldquo;Imagens e Utopias em Portugal nos Fins da Idade M&eacute;dia:    a imagem consentida do rei&rdquo;. <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>    31-2 (1996), pp. 1-18.</p>     <p>SOUSA, Bernardo Vasconcelos e &ndash; <i>D. Afonso IV (1291-1357).</i> Lisboa:    C&iacute;rculo de Leitores, 2005.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>STEVENSON, Katie &ndash; &quot;The Scottish King of Arms&quot;. in Hiltmann,    Torsten (Dir.) &ndash; <i>Les autres rois.</i> <i>&Eacute;tudes sur la royaut&eacute;    comme notion hi&eacute;rarchique dans la soci&eacute;t&eacute; au bas Moyen    &Acirc;ge et au d&eacute;but de l'&eacute;poque moderne</i>. M&uuml;nchen: Oldenbourg    Wissenschaftsverlang CmbH, 2010, pp. 64-79.</p>     <p>Villaroel Gonz&aacute;lez, &Oacute;scar &ndash; &ldquo;Castilla y el Concilio    de Siena: la embajada regia y su actuaci&oacute;n&rdquo;. <i>En la Espa&ntilde;a    Medieval</i> 30 (2007), pp. 134-135.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>COMO CITAR ESTE ARTIGO</b></p>     <p><b>Refer&ecirc;ncia electr&oacute;nica:</b></p>     <p>MARINHO, Duarte Babo &ndash; &ldquo;Diplomacia visual na Baixa Idade M&eacute;dia    portuguesa: os oficiais de armas&rdquo;. <i>Medievalista</i> [Em linha]. N&ordm;    24 (Julho &ndash; Dezembro 2018). [Consultado dd.mm.aaaa]. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA24/marinho2404.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA24/marinho2404.html</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data recep&ccedil;&atilde;o do artigo: 3 de abril de 2017</p>     <p>Data aceita&ccedil;&atilde;o do artigo: 12 de maio de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Sobre este ponto veja-se    SANTOS, Maria Alice Pereira dos &ndash; &ldquo;A Diplomacia no reinado de D.    Jo&atilde;o I. Breve reflex&atilde;o sobre os oficiais de armas&rdquo;. in SEIXAS,    Miguel Metelo de; ROSA, Maria de Lurdes (Eds.) &ndash; <i>Estudos de Her&aacute;ldica    Medieval</i>. Porto: Caminhos Romanos, 2013, pp. 199-207. A Autora refere e    reflete sobre a presen&ccedil;a de oficiais de armas ao servi&ccedil;o de D.    Jo&atilde;o I. Este estudo &eacute; um ponto de partida para uma compreens&atilde;o    do que era este tipo de diplomacia.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Veja-se &ldquo;Recent publications    &ndash; Update May 2017&rdquo;. in <i>Heraldica nova. Medieval Heraldry in social    and cultural-historical perspectives (blog on Hypotheses.org).</i> Publicado    em 09/05/2017; Dispon&iacute;vel em: <a href="http://heraldica.hypotheses.org/5228" target="_blank">http://heraldica.hypotheses.org/5228</a>    (consultado em 21/10/2017).</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> Refira-se ainda a participa&ccedil;&atilde;o    de D. Afonso IV na batalha do Salado, em aux&iacute;lio do monarca castelhano.    Esta campanha militar teve grande import&acirc;ncia para o imagin&aacute;rio    portugu&ecirc;s e para a constru&ccedil;&atilde;o da imagem r&eacute;gia (sobre    este aspeto veja-se SOUSA, Bernardo Vasconcelos e &ndash; <i>D. Afonso IV</i>    (1291-1357). Lisboa: C&iacute;rculo de Leitores, 2005, pp. 214-219).</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> ROMERO PORTILLA, Paz &ndash;    <i>Dos monarqu&iacute;as medievales ante la modernidad. Relacionas entre Portugal    y Castilla (1431-1479).</i> La Coru&ntilde;a: Universidad da Coru&ntilde;a,    1999. Veja-se tamb&eacute;m ROSA, Maria de Lurdes &ndash; <i>Longas guerras,    longos sonhos africanos</i>. Porto: Fio da Palavra, 2010. Este trabalho prop&otilde;e    novos olhares acerca da cultura militar e do emprego da for&ccedil;a armada    ao longo da Idade M&eacute;dia.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> FONTES, Jo&atilde;o Lu&iacute;s    Ingl&ecirc;s &ndash; <i>Percursos e Mem&oacute;ria. Do Infante D. Fernando ao    &ldquo;Infante Santo</i>. Cascais: Patrimonia, 2000.</p>     <!-- ref --><p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a> CHERRY, John - <i>Las artes    decorativas medievales</i>. Madrid: Ediciones Akal, S. A., 1999,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1495378&pid=S1646-740X201800020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> p. 23.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a> SEIXAS, Miguel Metelo de    &ndash; &ldquo;Bibliografia de her&aacute;ldica medieval portuguesa&rdquo;.    in ROSA, Maria de Lurdes; SEIXAS, Miguel Metelo de (Eds.) &ndash; <i>Estudos    de Her&aacute;ldica Medieval</i>, p. 514.</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a> SEIXAS, Miguel Metelo de;    GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo &ndash; &ldquo;Elementos de uma cultura    din&aacute;stica e visual: os sinais her&aacute;ldicos e emblem&aacute;ticos    do rei D. Duarte&rdquo;. in BARREIRA, Catarina Fernandes; SEIXAS, Miguel Metelo    (Eds.) &ndash; <i>D. Duarte e a sua &eacute;poca. Arte, cultura, poder e espiritualidade</i>.    Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2014, p. 279. SEIXAS, Miguel Metelo    &ndash; &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica da nobreza de Portugal&rdquo;.    in RODRIGUES, Miguel Jasmins (Eds.) &ndash; <i>Congresso Internacional Pequena    Nobreza nos Imp&eacute;rios Ib&eacute;ricos de Antigo Regime.</i> Lisboa: Faculdade    de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 2012, pp.    1-2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a> SEIXAS, Miguel Metelo &ndash;    &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica&rdquo;, p. 3.</p>     <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a> SEIXAS, Miguel Metelo    de &ndash; <i>Her&aacute;ldica, representa&ccedil;&atilde;o do poder e mem&oacute;ria    da na&ccedil;&atilde;o. O armorial aut&aacute;rquico de In&aacute;cio de Vilhena    Barbosa</i>. Lisboa: Universidade Lus&iacute;ada, 2011, p. 504 e ss.</p>     <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a> LANGHANS, F. P. de Almeida    &ndash; <i>Her&aacute;ldica. Ci&ecirc;ncia de temas vivos</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional para a alegria no Trabalho, 1966, p. 241. SEIXAS, Miguel Metelo de    &ndash; &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica&rdquo;, pp. 2 e 37.    FARIA, Tiago Vi&uacute;la de &ndash; &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o visual    e rela&ccedil;&otilde;es externas: abordagens a partir do caso anglo-portugu&ecirc;s&rdquo;.    in ROSA, Maria de Lurdes; SEIXAS, Miguel Metelo de (Eds.) &ndash; <i>Estudos    de Her&aacute;ldica Medieval</i>, p. 212.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a> ECO, Umberto &ndash; <i>Est&eacute;tica.    A estrutura do ausente. Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; pesquisa semiol&oacute;gica</i>.    S&atilde;o Paulo: Editora Perspectiva, 1976, pp. 52-85. Do mesmo autor veja-se    ainda<i> Semi&oacute;tica e Filosofia da linguagem, </i>Lisboa: Instituto Piaget,    1984, pp. 35 e 247.</p>     <p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="">[13]</a> Acerca deste assunto veja-se,    entre outros, PASTOUREAU, Michel &ndash; <i>Tratit&eacute; d&rsquo;H&eacute;raldique</i>.    Paris: Picard, 1993; PIDAL DE NAVASCU&Eacute;S, Faustino M&eacute;nendez &ndash;    <i>Los emblemas her&aacute;ldicos. Una interpretaci&oacute;n hist&oacute;rica</i>.    Madrid: Real Academia de la Historia, 1993. SEIXAS, Miguel Metelo de &ndash;    &ldquo;Bibliografia de her&aacute;ldica medieval portuguesa&rdquo;, p. 514.</p>     <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="">[14]</a> Trata-se de um emblema    pessoal, geralmente escolhido pelo seu titular, podendo transmitir/representar    um ideal de vida, moral ou religioso. Sobre este aspeto veja-se ABRANTES, Marqu&ecirc;s    de &ndash; <i>Introdu&ccedil;&atilde;o ao estudo da Her&aacute;ldica. </i>Lisboa:    Instituto de Cultura e L&iacute;ngua Portuguesa, 1992, pp. 62-70.</p>     <p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="">[15]</a> SEIXAS, Miguel Metelo    de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo &ndash; &ldquo;Elementos de uma    cultura din&aacute;stica e visual&rdquo;, p. 268.</p>     <p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16" title="">[16]</a> SEIXAS, Miguel Metelo    de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo &ndash; &ldquo;Elementos de uma    cultura din&aacute;stica e visual&rdquo;, p. 274. SEIXAS, Miguel Metelo de &ndash;    &ldquo;As armas e a empresa do rei D. Jo&atilde;o II. Subs&iacute;dios metodol&oacute;gicos    para o estudo da her&aacute;ldica e da emblem&aacute;tica nas artes decorativas    portuguesas&rdquo;. in MENDON&Ccedil;A, Isabel Mayer Godinho; CORREIA, Ana Paula    (Eds.) &ndash; <i>As Artes Decorativas e a Expans&atilde;o Portuguesa. Imagin&aacute;rio    e Viagem. </i>Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Ricardo Espirito Santo; Centro    Cultura e Cient&iacute;fico de Macau; Escola Superior de Artes Decorativas,    p. 79.</p>     <p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17" title="">[17]</a> PIDAL DE NAVASCU&Eacute;S,    Faustino Men&eacute;ndez &ndash; &ldquo;Apresenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;. in    SEIXAS, Miguel Metelo; ROSA, Maria de Lurdes (Eds.) &ndash; <i>Estudos de Her&aacute;lica    Medieval</i>, pp. 15-24.</p>     <p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18" title="">[18]</a> PIDAL DE NAVASCU&Eacute;S,    Faustino Men&eacute;ndez &ndash; &ldquo;Apresenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, pp.    20-24; FARIA, Tiago Vi&uacute;la de &ndash; &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o    visual e rela&ccedil;&otilde;es externas&rdquo;, p. 210.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19" title="">[19]</a> A imagem consentida trata-se    de uma express&atilde;o usada por SOUSA, Armindo de &ndash; &ldquo;Imagens e    Utopias em Portugal nos Fins da Idade M&eacute;dia: a imagem consentida do rei&rdquo;.    <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i> 31-2 (1996), pp. 1-18.</p>     <p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20" title="">[20]</a> SEIXAS, Miguel Metelo    de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo &ndash; &ldquo;Elementos de uma    cultura din&aacute;stica e visual&rdquo;, p. 268.</p>     <p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21" title="">[21]</a><i> Receitas e Despesas    da Fazenda Real de 1384 a 1481</i>. Ed. Jorge Faro. Lisboa: Instituto Nacional    de Estat&iacute;stica, 1965, p. 157; LIMA, Jo&atilde;o Paulo de Abreu &ndash;    &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 331, n. 101.</p>     <p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22" title="">[22]</a> PANOFSKY, Erwin &ndash;    <i>Estudos de iconologia. Temas human&iacute;sticos na arte da Renascen&ccedil;a.</i>    Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Presen&ccedil;a, 1986, p 21.</p>     <p><a href="#_ftnref23" name="_ftn23" title="">[23]</a> KANTOROWICZ, Ernst H.    &ndash; <i>Los dos cuerpos del rey. </i><i>Un estudio de teolog&iacute;a pol&iacute;tica    medieval. </i>Madrid: Alianza Universidad, 1985, pp. 239-247.</p>     <p><a href="#_ftnref24" name="_ftn24" title="">[24]</a> SEIXAS, Miguel Metelo    de &ndash; &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica&rdquo;, pp. 4-5,    20; SEIXAS, Miguel Metelo de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo &ndash;    &ldquo;Elementos de uma cultura din&aacute;stica e visual&rdquo;, p. 260; SEIXAS,    Miguel Metelo de &ndash; &ldquo;As armas e a empresa do rei D. Jo&atilde;o II&rdquo;,    p. 54; CASTILLO OREJA, Miguel Angel &ndash; &ldquo;Imagen del rey, s&iacute;mbolos    de la monarqu&iacute;a y divisas de los reinos: de las series de linajes de    la Baja Edad Media a las galer&iacute;as de retratos del Renacimiento&rdquo;.    in <i>Galer&iacute;a de Reyes y Damas del Sal&oacute;n de Embajadores, </i><i>Alc&aacute;zar    de Sevilla</i>. Madrid: Fundaci&oacute;n BBVA, 2002, p. 94; FARIA, Tiago Vi&uacute;la    de &ndash; &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o visual e rela&ccedil;&otilde;es    externas&rdquo;, p. 220.</p>     <p><a href="#_ftnref25" name="_ftn25" title="">[25]</a> PANOFSKY, Erwin &ndash;    <i>Estudos de iconolog&iacute;a</i>, p. 22.</p>     <p><a href="#_ftnref26" name="_ftn26" title="">[26]</a> CASTILLO OREJA, M. A.    &ndash; &ldquo;Imagen del rey&rdquo;, p. 13; SEIXAS, Miguel Metelo de &ndash;    &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica&rdquo;, p. 20; PANOFSKY, Erwin    &ndash; <i>Estudos de iconologia</i>, p. 22.</p>     <p><a href="#_ftnref27" name="_ftn27" title="">[27]</a> RIQUER, Mart&iacute;n    &ndash; <i>Her&aacute;ldica Castellana em tiempos de los Reys Cat&oacute;licos</i>.    Barcelona: Quaderns Crema, 1986, p. 41; SANTOS, Maria Alice Pereira dos &ndash;    &ldquo;A Diplomacia no reinado de D. Jo&atilde;o I&rdquo;, pp. 201-202 (cita&ccedil;&atilde;o).    Saliente-se que Torsten Hiltmann sustenta que a hist&oacute;ria dos oficiais    de armas est&aacute;, em grande parte, subexplorada e que urge a necessidade    de reconsiderar o papel destes indiv&iacute;duos com base em fontes coevas e    diversificadas, de forma desmistificar ideias preconcebidas acerca da sua atua&ccedil;&atilde;o    (entre outras publica&ccedil;&otilde;es deste autor veja-se Hiltmann, Torsten    &ndash; &ldquo;[<i>CfP</i>] The History of Heralds in Europe (12th-18th c.).    State of the art and new perspectives (Workshop, M&uuml;nster/Germany, Part    1: March 26-28, 2014)&rdquo;, <i>Heraldica nova. </i><i>Medieval Heraldry in    social and cultural-historical perspectives (blog on Hypotheses.org)</i>. Publicado    em: 05/09/2013; Dispon&iacute;vel em: <a href="http://heraldica.hypotheses.org/528" target="_blank">    http://heraldica.hypotheses.org/528</a> (consultado em 21/10/2017).</p>     <p><a href="#_ftnref28" name="_ftn28" title="">[28]</a><b> </b>FARIA<b>, </b>Tiago    Vi&uacute;la de &ndash; &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o visual e rela&ccedil;&otilde;es    externas&rdquo;, p. 220.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref29" name="_ftn29" title="">[29]</a> L&eacute;vi-Strauss, Claude    &ndash; <i>Introduci&oacute;n &agrave; l&rsquo;oeuvre de M. Mauss, 1950</i>,    Apud GAMA, Jos&eacute; &ndash; <i>A Filosofia da cultura portuguesa no &ldquo;Leal    Conselheiro&rdquo; de D. Duarte</i>. Braga: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste    Gulbenkian, 1995, p. 24.</p>     <p><a href="#_ftnref30" name="_ftn30" title="">[30]</a> ECO, Umberto &ndash; <i>Semi&oacute;tica    e Filosofia, </i>p. 247; PANOFSKY, Erwin &ndash; <i>Estudos de iconolog&iacute;a</i>,    p. 35; ARIAS NEVADO, Javier &ndash; &ldquo;El papel de los emblemas her&aacute;ldicos    en las ceremonias funerarias de la Edad Media: siglos XII-XVI&rdquo;. in LADERO    QUESADA, Miguel &Aacute;ngel (Coord.) &ndash; <i>En la Espa&ntilde;a Medieval.    Estudios de Genealog&iacute;a, Her&aacute;ldica y Nobiliaria</i>. Madrid: Publicaciones    de la Universidad Complutense de Madrid, 2006, p. 55; Castillo Oreja, Miguel    Angel &ndash; &ldquo;Imagen del rey&rdquo;, p. 83; SEIXAS, Miguel Metelo de;    GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo &ndash; &ldquo;Elementos de uma cultura    din&aacute;stica e visual&rdquo;, p. 258.</p>     <p><a href="#_ftnref31" name="_ftn31" title="">[31]</a> SEIXAS, Miguel Metelo    de &ndash; &ldquo;As armas e a empresa do rei D. Jo&atilde;o II&rdquo;, pp.    76-78; FARIA, Tiago Vi&uacute;la de &ndash; &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o    visual e rela&ccedil;&otilde;es externas&rdquo;, p. 220; SEIXAS, Miguel Metelo    de; GALV&Atilde;O-TELLES, Jo&atilde;o Bernardo &ndash; &ldquo;Elementos de uma    cultura din&aacute;stica e visual&rdquo;, p. 260; SEIXAS, Miguel Metelo de &ndash;    &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica&rdquo;, pp. 1-37.</p>     <p><a href="#_ftnref32" name="_ftn32" title="">[32]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    Abreu e &ndash; <i>Armas de Portugal. Origem. Evolu&ccedil;&atilde;o. Significado</i>.    Lisboa: INAPA, 1998, p. 143.</p>     <p><a href="#_ftnref33" name="_ftn33" title="">[33]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal nos S&eacute;culos XIV    e XV&rdquo;. in <i>Actas do 17&ordm; Congresso Internacional das Ci&ecirc;ncias    Geneal&oacute;gica e Her&aacute;ldica</i>, vol. 2. Lisboa: Instituto Portugu&ecirc;s    de Her&aacute;ldica, 1986, p. 317.</p>     <p><a href="#_ftnref34" name="_ftn34" title="">[34]</a> FARIA, Manuel Severim    de &ndash; <i>Not&iacute;cias de Portugal</i>. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o.    Lisboa, 1740, p. 113; NASCIMENTO, Aires &ndash; <i>Livro dos Arautos. De Ministerio    Armorum. Estudo codicol&oacute;gico, hist&oacute;rico, liter&aacute;rio, lingu&iacute;stico.</i>    Lisboa, 1977, p. 36.</p>     <p><a href="#_ftnref35" name="_ftn35" title="">[35]</a> SEIXAS, Miguel Metelo    de &ndash; &ldquo;As armas e a empresa do rei D. Jo&atilde;o II&rdquo;, p. 18,    nota 60.</p>     <p><a href="#_ftnref36" name="_ftn36" title="">[36]</a> PAVIOT, Jacques &ndash;    &ldquo;Une vie de h&eacute;raut: Jean de la Chapelle, poursuivant Faucon, h&eacute;raut    Savoie (1421-1444)&rdquo;. <i>Revue du Nord</i> 366-367 (2006), p. 869.</p>     <p><a href="#_ftnref37" name="_ftn37" title="">[37]</a> STEVENSON, Katie &ndash;    &quot;The Scottish King of Arms&quot;. in Hiltmann, Torsten (Dir.) &ndash; <i>Les    autres rois. </i><i>&Eacute;tudes sur la royaut&eacute; comme notion hi&eacute;rarchique    dans la soci&eacute;t&eacute; au bas Moyen &Acirc;ge et au d&eacute;but de l'&eacute;poque    moderne</i>. M&uuml;nchen: Oldenbourg Wissenschaftsverlang CmbH, 2010, p. 70.</p>     <p><a href="#_ftnref38" name="_ftn38" title="">[38]</a> SANTOS, Maria Alice Pereira    dos &ndash; &ldquo;A Diplomacia no reinado de D. Jo&atilde;o I&rdquo;, p. 200,    nota 2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref39" name="_ftn39" title="">[39]</a> SANTOS, Maria Alice Pereira    dos &ndash; &ldquo;A Diplomacia no reinado de D. Jo&atilde;o I&rdquo;, p. 199,    nota 1.</p>     <p><a href="#_ftnref40" name="_ftn40" title="">[40]</a> CAETANO, Marcello &ndash;    <i>Manual de ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica e Direito Constitucional</i>. rev.    e ampl. por Miguel Galv&atilde;o-Telles. Coimbra, 1968, p. 174; HOMEM, Armando    Lu&iacute;s de Carvalho &ndash; <i>O desembargo r&eacute;gio (1320-1433)</i>.    Porto: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, 1990,    p. 315; SOUSA, Armindo de &ndash; <i>As cortes medievais portuguesas: 1385-1490</i>.    Vol. 1. Porto: INIC, 1990, pp. 245-246; LIMA, Jo&atilde;o Paulo de Abreu; SANTOS,    Maria Alice Pereira dos &ndash; &ldquo;Quem foi Gon&ccedil;alo Caldeira &ndash;    testemunhos para uma an&aacute;lise de fun&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas    na corte portuguesa Quatrocentista. De D. Jo&atilde;o I a D. Afonso V&rdquo;.    <i>Revista da Faculdade de Letras. Ci&ecirc;ncias e T&eacute;cnicas do Patrim&oacute;nio</i>    1&ordf; s&eacute;rie, 2 (2003), pp. 335-346.</p>     <p><a href="#_ftnref41" name="_ftn41" title="">[41]</a> SANTOS, Maria Alice Pereira    dos &ndash; &ldquo;A Diplomacia no reinado de D. Jo&atilde;o I&rdquo;, p. 202.</p>     <p><a href="#_ftnref42" name="_ftn42" title="">[42]</a> SANTOS, Maria Alice Pereira    dos &ndash; &ldquo;A Diplomacia no reinado de D. Jo&atilde;o I&rdquo;, p. 200;    LIMA, Jo&atilde;o Paulo de Abreu; SANTOS, Maria Alice Pereira dos &ndash; &ldquo;Quem    foi Gon&ccedil;alo Caldeira&rdquo;, p. 336; SEIXAS, Miguel Metelo de &ndash;    &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica&rdquo;, p. 20.</p>     <p><a href="#_ftnref43" name="_ftn43" title="">[43]</a> PAVIOT, Jacques &ndash;    &ldquo;Une vie de h&eacute;raut&rdquo;, p. 690.</p>     <p><a href="#_ftnref44" name="_ftn44" title="">[44]</a> SOUSA, Armindo de &ndash;    &ldquo;Imagens e Utopias&rdquo;, pp. 1-18; SEIXAS, Miguel Metelo de &ndash;    &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica&rdquo;, p. 16; PARAVICINI,    Werner &ndash; &ldquo;L&rsquo;Office d'armes: Historiographie, sources, probl&eacute;matique&rdquo;.    <i>Revue du Nord</i> 366-367 (2006), pp. 467-490&nbsp;; SANTOS, Maria Alice    Pereira dos &ndash; &ldquo;A Diplomacia no reinado de D. Jo&atilde;o I&rdquo;,    pp. 200 e 206. FARIA, Tiago Vi&uacute;la de &ndash; &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o    visual e rela&ccedil;&otilde;es externas&rdquo;, p. 217, nota 27.</p>     <p><a href="#_ftnref45" name="_ftn45" title="">[45]</a> SEIXAS, Miguel Metelo    de &ndash; &ldquo;Reflexos ultramarinos na her&aacute;ldica&rdquo;, pp. 2-3.</p>     <p><a href="#_ftnref46" name="_ftn46" title="">[46]</a> SANTOS, Maria Alice Pereira    dos &ndash; &ldquo;A Diplomacia no reinado de D. Jo&atilde;o I&rdquo;, pp. 199-207.</p>     <p><a href="#_ftnref47" name="_ftn47" title="">[47]</a> SOUSA, Armindo de &ndash;    <i>As Cortes Medievais Portuguesas</i>, Vol. 1, pp. 263-264.</p>     <p><a href="#_ftnref48" name="_ftn48" title="">[48]</a> SOUSA, Armindo de &ndash;    <i>As Cortes Medievais Portuguesas</i>, Vol. 1, pp. 263-264; DUARTE, Lu&iacute;s    Miguel &ndash; <i>D. Duarte. </i>Mem Martins: C&iacute;rculo de Leitores, 2005,    p. 213.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref49" name="_ftn49" title="">[49]</a> Veja-se, entre outros,    Villaroel Gonz&aacute;lez, &Oacute;scar &ndash; &ldquo;Castilla y el Concilio    de Siena: la embajada regia y su actuaci&oacute;n&rdquo;. <i>En la Espa&ntilde;a    Medieval</i> 30 (2007), pp. 134-135.</p>     <p><a href="#_ftnref50" name="_ftn50" title="">[50]</a> O termo &ldquo;visita&rdquo;    aparece assim referido na fonte publicada em LIMA, Jo&atilde;o Paulo de Abreu    &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;.</p>     <p><a href="#_ftnref51" name="_ftn51" title="">[51]</a> LANGHANS, F. P. de Almeida    &ndash; <i>Her&aacute;ldica. Ci&ecirc;ncia de temas vivos</i>, p. 241; FARIA,    Tiago Vi&uacute;la de &ndash;&ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o visual e rela&ccedil;&otilde;es    externas&rdquo;, p. 212; Nogales Rinc&oacute;n, David &ndash; &ldquo;Las series    iconogr&aacute;ficas de la realeza castellana-leonesa: siglos XII-XV&rdquo;.    in Ladero Quesada, Miguel &Aacute;ngel (Coord.) &ndash; <i>En la Espa&ntilde;a    Medieval. Estudios de Genealog&iacute;a, Her&aacute;ldica y Nobili&aacute;ria</i>.    Madrid: Publicaciones de la Universidad Complutense de Madrid, 2006, pp. 81-111    (em especial p. 82)\; Castillo Oreja, Miguel Angel &ndash; &ldquo;Imagen del    rey&rdquo;, pp. 11-39 (em especial p. 13).</p>     <p><a href="#_ftnref52" name="_ftn52" title="">[52]</a> <i>Monumenta Henricina</i>.    Ed. A. J. Dias Dinis. Vol. 2. Coimbra: Comiss&atilde;o Executiva do V Centen&aacute;rio    da Morte do Infante D. Henrique, 1960-1974, doc. 114, pp. 237-239.</p>     <p><a href="#_ftnref53" name="_ftn53" title="">[53]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    Abreu e &ndash; <i>Armas de Portugal</i>, p. 143.</p>     <p><a href="#_ftnref54" name="_ftn54" title="">[54]</a> Depreende-se que este    Oficial de Armas tenha sido muito fiel &agrave; Coroa, nomeadamente ao Regente,    Infante D. Pedro &ndash; uma proposta que surge &agrave; luz das duas doa&ccedil;&otilde;es    que foi alvo por parte deste infante. Em 1441-1442 recebe bens que outrora foram    da rainha do Leonor; em 1442 recebe mais outro conjunto de bens (LIMA, Jo&atilde;o    Paulo Abreu e &ndash; <i>Armas de Portugal,</i> p. 143).</p>     <p><a href="#_ftnref55" name="_ftn55" title="">[55]</a> SERR&Atilde;O, Joaquim    Ver&iacute;ssimo &ndash; <i>Rela&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas entre Portugal    e a Fran&ccedil;a (1430-1481). </i>Paris: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian;    Centro Cultural Portugu&ecirc;s, 1975, p. 88.</p>     <p><a href="#_ftnref56" name="_ftn56" title="">[56]</a> SANTAR&Eacute;M, Visconde    de &ndash; <i>Quadro elementar das rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e    diplom&aacute;ticas de Portugal com as diversas pot&ecirc;ncias do mundo desde    o principio da monarchia portugueza at&eacute; aos nossos dias</i>. Vol. 1.    Paris: J. P. Aillaud, 1842-1860, pp. 371-372.</p>     <p><a href="#_ftnref57" name="_ftn57" title="">[57]</a> SANTAR&Eacute;M, Visconde    de &ndash; <i>Quadro elementar,</i> Vol. 1, pp. 375-377.</p>     <p><a href="#_ftnref58" name="_ftn58" title="">[58]</a> SANTAR&Eacute;M, Visconde    de &ndash; <i>Quadro elementar, </i>Vol. 3, pp. 112-113.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref59" name="_ftn59" title="">[59]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 335.</p>     <p><a href="#_ftnref60" name="_ftn60" title="">[60]</a> SOUSA, D. Ant&oacute;nio    Caetano de &ndash; <i>Provas da Hist&oacute;ria Geneal&oacute;gica da Casa Real    Portuguesa. </i>Vol. 5.Coimbra: Atl&acirc;ntida, 1946-1954, p. 327; LIMA, Jo&atilde;o    Paulo de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 329.</p>     <p><a href="#_ftnref61" name="_ftn61" title="">[61]</a> <i>Monumenta Henricina</i>,    Vol. 2, p. 201.</p>     <p><a href="#_ftnref62" name="_ftn62" title="">[62]</a> FARO, Jorge (Ed.) &ndash;    <i>Receitas e Despesas da Fazenda Real</i>, p. 79; LIMA, Jo&atilde;o Paulo de    Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 336.</p>     <p><a href="#_ftnref63" name="_ftn63" title="">[63]</a> Sobre este aspeto veja-se    (por todos) ALBUQUERQUE, Martim de &ndash; &ldquo;Introdu&ccedil;&atilde;o&rdquo;.    in ALBUQUERQUE, Martim de (Org.) &ndash; <i>Ora&ccedil;&otilde;es de obedi&ecirc;ncia    dos Reis de Portugal aos Sumos Pont&iacute;fices. </i>Vol. 1. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es    INAPA, 1988.</p>     <p><a href="#_ftnref64" name="_ftn64" title="">[64]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 332, ns. 108-109.</p>     <p><a href="#_ftnref65" name="_ftn65" title="">[65]</a> HOMEM, Armando Lu&iacute;s    de Carvalho &ndash; <i>O Desembargo r&eacute;gio</i>,p. 315; LIMA, Jo&atilde;o    Paulo de Abreu; SANTOS, Maria Alice Pereira dos &ndash; &ldquo;Quem foi Gon&ccedil;alo    Caldeira&rdquo;, pp. 335-346.</p>     <p><a href="#_ftnref66" name="_ftn66" title="">[66]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, pp. 330 e 332.</p>     <p><a href="#_ftnref67" name="_ftn67" title="">[67]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 334.</p>     <p><a href="#_ftnref68" name="_ftn68" title="">[68]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 334.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref69" name="_ftn69" title="">.[69]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 331, n. 101.</p>     <p><a href="#_ftnref70" name="_ftn70" title="">[70]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 331.</p>     <p><a href="#_ftnref71" name="_ftn71" title="">[71]</a> Veja-se (por todos) RAMOS,    Manuel &ndash; &ldquo;O impacto de Alfarrobeira nas rela&ccedil;&otilde;es com    o ducado de Borgonha&rdquo;. <i>Revista da Faculdade de Letras. Hist&oacute;ria</i>,    4&ordf; s&eacute;rie, 5 (2015), pp. 23-36.</p>     <p><a href="#_ftnref72" name="_ftn72" title="">[72]</a> LIMA, Jo&atilde;o Paulo    de Abreu &ndash; &ldquo;Oficiais de Armas em Portugal&rdquo;, p. 330.</p>     <p><a href="#_ftnref73" name="_ftn73" title="">[73]</a> SERR&Atilde;O, Joaquim    Ver&iacute;ssimo &ndash; <i>Rela&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas</i>, p.    88 e n. 58.</p>     <p><a href="#_ftnref74" name="_ftn74" title="">[74]</a> Sobre este aspeto, veja-se    (por todos) AGUIAR, Miguel &ndash; <i>Ideologia Cavaleiresca em Portugal no    S&eacute;culo XV</i>. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2016.    Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.</p>     <p><a href="#_ftnref75" name="_ftn75" title="">[75]</a> O manuscrito encontra-se    na John Rylands Library de Manchester, com a cota arquiv&iacute;stica Ms. Lat.    28 (NASCIMENTO, Aires Augusto &ndash; <i>Livro de Arautos. De Ministerio Armorum:    estudo codicol&oacute;gico, hist&oacute;rico, liter&aacute;rio, lingu&iacute;stico.    </i>Lisboa, 1977, pp. 30 e ss).</p>     <p><a href="#_ftnref76" name="_ftn76" title="">[76]</a> Nascimento, Aires Augusto    &ndash; <i>Livro de Arautos</i>, pp. 36 e 46. Em 2008 foi publicado um trabalho    de Werner Paravicini que renovou substancialmente o trabalho de Aires Nascimento    (1977). Este autor, apesar de se ter centrado na leitura paleogr&aacute;fica    e na tradu&ccedil;&atilde;o do c&oacute;dice, n&atilde;o contemplou no seu estudo    a vertente her&aacute;ldica, como aponta Paravicini (PARAVICINI, Werner &ndash;    &ldquo;Signes et couleurs au Concile de Constance: le t&eacute;moignage d&rsquo;un    h&eacute;raut d&rsquo;armes portugais&rdquo;. in TURRELL, Denise et alii (Eds<i>.</i>)    &ndash; <i>Signes et couleurs des identit&eacute;s politiques. </i><i>Du Moyen    Age &agrave; nos jours</i>. Rennes: Presses Universitaires de Rennes, 2008,    pp. 155-188).</p>      ]]></body><back>
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<year>1960</year>
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<publisher-name><![CDATA[Comissão Executiva do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique]]></publisher-name>
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