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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recensão: DESEMBERG, Antoine - L’honneur des universitaires au Moyen Âge: Étude d’imaginaire social. Paris: Presses Universitaires de France (puf), 2015 (389 pp.)]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>RECENSÃO</b></font></p>     <p>     <p><font size="4"><b>Recensão: DESEMBERG, Antoine - L&rsquo;honneur des universitaires    au Moyen Âge: Étude d&rsquo;imaginaire social. Paris: Presses Universitaires de France    (puf), 2015 (389 pp.)</b></font></p>     <p><b>Rui M. Rocha<sup>1</sup></b><a href="#*"><sup>[*]</sup></a><a name="top*"></a></p>     <p><sup>1</sup>Centro de História, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa,    1600-214, Lisboa, Portugal. <a href="mailto:rrocha@fl.ul.pt">rrocha@fl.ul.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>No dia 1 de dezembro de 2010, Antoine Destemberg defendia a sua tese de doutoramento    na Universidade de Paris - Panthéon-Sorbonne, centrada na história da instituição    universitária parisiense no período medieval (entre os séculos XIII e XV). Na    obra defendia a formação de um grupo individualizado e autónomo, com uma identidade    bem definida, procedendo à descrição e caracterização pormenorizada dos seus    elementos constituintes (professores, escolares e oficiais), das relações com    os vários poderes (régio, papal e civil) e das vários formas de expressão material    e simbólica do <i>Studium Generale</i>, matizando assim um conjunto de estratégias    de afirmação do grupo académico. O sucesso e a importância dos resultados de    tal investigação para a historiografia do tema, assentes numa metodologia inovadora    e interdisciplinar, motivaram a sua publicação em 2015.</p>     <p>Assim, num momento em que a historiografia nacional sobre as universidades    atravessa uma revitalização, há muito esperada, ancorada não somente num conjunto    de teses de doutoramento - defendidas<a href="#1"><sup>[1]</sup></a><a name="top1"></a>    e em curso<a href="#2"><sup>[2]</sup></a><a name="top2"></a> - mas também em    projetos de investigação científica financiados<a href="#3"><sup>[3]</sup></a><a name="top3"></a>,    esta obra vem sistematizar e, acima de tudo, representar o melhor que está a    ser feito além-fronteiras sobre a mesma temática. Por esse motivo, a sua recensão    é de relevante pertinência pela inserção do objeto de estudo na <i>Christianitas    </i>universitária medieval, que permite estabelecer perspetivas comparadas fundamentais.</p>     <p>O autor da obra, ainda bastante jovem, iniciou no ano de 2013 a carreira de    docente na Universidade de Artois, no norte de França, onde integrou o departamento    de História Medieval. Os seus interesses de investigação residem na história    social e cultural, focando-se sobretudo nos intelectuais e na universidade nos    últimos séculos da Idade Média. Além da tese de doutoramento, já havia desenvolvido    a tese de mestrado em torno do mesmo tema, dessa vez sobre os procuradores da    nação inglesa e alemã no Estudo Geral de Paris, entre o fim do século XIV e    início do século XV<a href="#4"><sup>[4]</sup></a><a name="top4"></a>. Desta    forma, o autor demonstra um conhecimento profundo do objeto de estudo, a Universidade    de Paris, que estudou ao longo de mais de uma década.</p>     <p>Nas palavras do autor - Antoine Destemberg -, a obra em recensão corresponde    a uma versão abreviada da sua tese de doutoramento, defendida em 2010 na Universidade    de Paris - Panthéon-Sorbonne, perante um júri constituído por grandes vultos    da história intelectual europeia - nomeadamente Jean-Philippe Genet e Jacques    Verger -, o que por si atesta bem a qualidade da obra. Ainda antes da sua publicação,    reforçando a pertinência da opção editorial, a obra foi premiada com o prestigioso    galardão <i>Le Monde </i>de investigação universitária (edição de 2011), que    distingue anualmente os melhores trabalhos de académicos francófonos, desde    que dotados de uma abordagem interdisciplinar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A obra procura assim, com base num conjunto muito diversificado de fontes,    aclarar e elaborar uma história da construção social e definição de um grupo    através do domínio cultural do meio em que se inseriam (&ldquo;faire une histoire    de la construction sociale de la domination culturelle&rdquo;<a href="#5"><sup>[5]</sup></a><a name="top5"></a>),    estudando a instituição de produção e divulgação cultural por excelência - a    universidade - na cidade de Paris. A abordagem do autor foca-se na noção de    honra (<i>honneur</i>), por ser um conceito operatório de grande relevância    para decifrar a formação gradual de uma identidade profissional, atribuída aos    mestres, escolares e oficiais da universidade. Com esta fórmula inovadora, que    combina as áreas de história, sociologia e antropologia, Destemberg abandona    propositadamente o conceito de identidade, evitando assim anacronismos temporais,    já que, nas suas próprias palavras, o Homem medieval, mais do que falar de identidade,    gosta de falar em honra (&ldquo;les médiévaux, plutôt que de parler d&rsquo;identité, parlent    volontiers d&rsquo;honneur&rdquo;<a href="#6"><sup>[6]</sup></a><a name="top6"></a>). Em    suma, a obra estuda as estratégias desenvolvidas pela comunidade intelectual    parisiense para se afirmar enquanto categoria autónoma, não somente a partir    da relação com os outros (através de fenómenos de cooperação e concorrência),    mas também consigo mesma (com manifestações simbólicas individuais e coletivas    de autonomia). O autor, ao inaugurar a obra com a definição de Tomás de Aquino    de <i>honra</i>, enquanto recompensa da virtude (&ldquo;l&rsquo;honneur comme une récompense    de la vertu&rdquo;<a href="#7"><sup>[7]</sup></a><a name="top7"></a>), esclarece de    forma clara que a tese analisa a semiótica do conceito de honra, que abrange    e oscila entre uma noção mais material, de posses, terras e privilégios, e uma    noção mais abstrata, ligada ao estatuto, virtude e influência social.</p>     <p>A abordagem interdisciplinar não se resume ao cruzamento das áreas de história,    sociologia e antropologia (de influência claramente bourdieusiana, que dá ao    trabalho um enquadramento conceptual e lexical), mas também à diversidade de    fontes utilizadas, onde reside outro fator de novidade. Deste modo, Destemberg    serve-se não somente de fontes institucionais produzidas sob a chancela da própria    universidade de Paris (fontes normativas e administrativas), mas também de literatura    escolástica, didática e moral; de literatura narrativa, histórica e política;    e de fontes judiciais, iconográficas e até arqueológicas.</p>     <p>De facto, da articulação entre a abordagem centrada no conceito de honra e    a utilização de fontes textuais, iconográficas e arqueológicas fica bem patente    a ideia de um estudo inovador, em contraponto com os estudos precedentes, que    ora são tremendamente genéricos, ora são excessivamente focados num aspeto muito    concreto, falhando nas análises que cruzam as várias dimensões da história da    universidade de forma relevante e interdisciplinar, e não respondendo a algumas    questões basilares que agora se colocam. Esta obra responde assim, com sucesso    (apesar das limitações que tentaremos expor mais adiante) aos desafios atuais    da historiografia.</p>     <p>A versão abreviada em análise foi feita sobretudo em prejuízo dos abundantes    exemplos e citações de documentação original, que conferiam à obra primitiva    um aparato crítico que não se justificava numa publicação desta natureza. Desta    forma, o livro, com a dimensão mais modesta de 389 páginas, sintetiza as ideias    expostas na versão original, sem abdicar do rigor científico, e eventualmente    tornando o texto mais acessível ao leitor. A obra está organizada em três partes    principais, subdivididas num total de doze capítulos, que, por sua vez, se subdividem    num número variável de subcapítulos.</p>     <p>Na primeira parte (&ldquo;<i>Honor et fama</i>: les universitaires dans le système    de communication medieval&rdquo;), dividida em três capítulos, o autor foca a sua    atenção na relação entre <i>fama </i>(reputação) e <i>honor </i>(honra) da universidade,    ou seja, estabelece um encadeamento lógico entre a forma como os académicos    eram percecionados e se relacionavam com as autoridades, e como essa conjuntura    se refletia na concessão de privilégios. Para isso estuda a relação com as várias    esferas de poder: com o poder régio e papal, tendo sempre como pano de fundo    o conceito de honra. Através da análise da concessão de privilégios do papa    e do rei (frequentemente numa dimensão concorrencial), Destemberg evidencia    a importância e ligação emotiva que estes privilégios acarretavam (enquanto    elementos definidores da honra), ao invés de os observar como simples benefícios    materiais. O autor analisa ainda o papel do Estudo Geral na cidade de Paris,    enquanto espaço físico e simbólico da formação da honra, estudando por exemplo    a função da universidade nas entradas e funerais régios, também sintomáticos    de uma relação que ia além de uma simples dependência financeira ou económica.    Por fim, o autor verifica, através de uma grande diversidade de discursos, uma    construção homogénea da imagem dos académicos - tanto nos vícios como qualidades    - que conferem uma identidade muito própria e característica ao grupo.</p>     <p>A segunda parte (&ldquo;<i>De la bona fama </i>à <i>l&rsquo;honor magistralis</i>: production    et expressions d&rsquo;un honneur communautaire&rdquo;), dividida em cinco capítulos, estuda    a construção de uma identidade académica, ou seja, da honra dos universitários,    através de modelos comportamentais fortemente ritualizados - tanto coletivos    como individuais - que não só legitimavam internamente como expunham a autonomia    do grupo. Esta autonomia e esta identidade não dependiam só das ações enquanto    grupo, mas também do comportamento individual de cada membro da corporação.    Estes modelos, ou formas de agir, eram transmitidos sucessivamente, estando    assegurados por mecanismos de transmissão e reprodução. Por isso, o autor estuda    as várias etapas do percurso académico, desde os rituais de iniciação - marcados    por uma forte componente de humilhação e difamação (<i>diffamatio</i>) através    de insultos e maus-tratos que tendiam a condicionar o jovem escolar (<i>béjaune</i>)    e transformá-lo gradualmente num deles - até aos exames, juramentos, cerimónias    de graduação e procissões que marcavam a vida de um académico e o fidelizavam    à comunidade. Assim, Destemberg fala de &ldquo;une transformation ritualisée d'un    jeune homme sans <i>fama </i>en un maître depositaire de <i>l'honor </i>de son    grade et de communauté qui le lui avait conféré&rdquo;<a href="#8"><sup>[8]</sup></a><a name="top8"></a>,    através de um processo de integração altamente complexo e ritualizado.</p>     <p>Por fim, a terceira e última parte (&ldquo;L&rsquo;honneur en conflits: la domination de    soi et des autres&rdquo;), dividida em quatro capítulos, realça as relações de conflito    e competição entre a universidade e outras autoridades, bem como entre os próprios    elementos da comunidade académica. Coloca claramente a cidade como palco de    enfrentamentos, por ser um meio capaz de exacerbar fenómenos de violência. Neste    ponto, o autor aborda os ataques à honra da universidade, e os mecanismos públicos    de defesa e retaliação, dos quais são exemplos as greves. Ademais, com recurso    à iconografia, Destemberg demonstra a constituição de uma consciência de grupo,    estudando o conflito entre as várias representações visuais, que oscilavam entre    representações estereotipadas e representações apologéticas e laudatórias dos    universitários. O autor termina o livro com um tema bastante inovador, estabelecendo    uma conexão entre o fenómeno da honra universitária e as expressões de masculinidade,    visto que a identidade sexual e a carreira intelectual eram construídas simultaneamente.    Daqui resultou a continuidade de uma ideia de domínio masculino da sociedade,    e uma certa permissividade nas demonstrações ostensivas dessa superioridade    de género dentro da esfera académica. No âmbito deste tema, tendo como pretexto    o facto de as universidades serem instituições exclusivamente masculinas, Destemberg    aborda assim a repressão sexual, o celibato intelectual e o recurso à prostituição.</p>     <p>Entre várias conclusões, o autor termina a obra com uma definição de honra    que vale a pena retomar: &ldquo;une capital symbolique individuelle et collectif,    reposant sur la reconnaisance du mérite de la vertu, mérite dont la source peut    être naturelle (naissance, sang) ou sociale (la société tout entière ou une    autorité reconnue par elle, comme Dieu, le roi, les chef, etc&hellip;)&rdquo;. Assim, Destemberg    clarifica finalmente o entendimento de honra enquanto capital simbólico (bem    mais do que um simples agregado patrimonial e de privilégios) através do qual    um dado grupo social é capaz de demarcar a sua autonomia e posição social. Capital    com o qual a universidade se reveste continuadamente através das relações com    as autoridades régia e pontifícia, mas também através da construção de um imaginário    assente em manifestações e expressões ritualísticas, entre outras.</p>     <p>Num projeto académico global em que a interdisciplinaridade é altamente valorizada,    pelo menos num plano teórico, esta obra responde aos anseios de historiadores    da universidade, da arte, da sociologia, etc… A diversidade de fontes e a qualidade    das abordagens premeiam a obra com uma claridade fora do vulgar e uma organização    temática extraordinariamente bem delineada.</p>     <p>De destacar também que a obra oferece ao leitor, dado o recurso inovador a    fontes iconográficas nesta temática, um apêndice com um conjunto de imagens    e figuras de apoio ao texto. O autor encerra a monografia com a lista de fontes    e bibliografia analisadas, e com um extenso índice onomástico e toponímico,    facilitando assim a sua consulta. Deste modo, o livro revela algumas preocupações    editoriais, das quais decorre uma estrutura bem delineada e organizada da informação.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Evidentemente, a metodologia inovadora (a diversidade de fontes e a abordagem    interdisciplinar) e os resultados da investigação tiveram um impacto significativo    no panorama internacional. Foi, assim, uma obra globalmente aclamada pela qualidade    que revela e por constituir efetivamente um contributo singular para a história    das universidades, mais concretamente para o conhecimento da construção da identidade    das elites intelectuais e culturais medievais.</p>     <p>No entanto, apesar do carácter inegavelmente inovador, há que chamar a atenção    para a complementaridade com o ensaio de Serge Lusignan, intitulado <i>&ldquo;Vérité    garde le roy&rdquo;: la construction d&rsquo;une identité universitaire en France (XIIIe-XVe    siècle)</i><a href="#9"><sup>[9]</sup></a><a name="top9"></a>, publicado em    1999 pela Sorbonne, por abordar a mesma temática, no mesmo espaço, durante a    mesma cronologia. Contudo, esta abordagem de Lusignan está limitada a uma perspetiva    legal e institucional, até pela escolha de fontes, não retirando qualquer originalidade    ao estudo em análise, muito mais abrangente.</p>     <p>Finalmente, é fundamental salientar um aspeto menos bem conseguido pelo autor.    Referimo-nos ao carácter falacioso do título da obra (<i>L&rsquo;honneur des universitaires    au Moyen Âge. Étude d&rsquo;imaginaire social</i>), que transmite a ideia enganadora    de ser uma análise de abrangência europeia, ao omitir propositadamente o objeto    de estudo - a Universidade de Paris. Na verdade, a obra foca-se exclusivamente    no caso singular parisiense, inserido num universo complexo e diversificado    de mais de uma centena de corporações universitárias, algumas das quais extremamente    prestigiadas e profundamente estudadas. Está assim implícito um interesse exclusivo    na Universidade de Paris, que o autor vê e estabelece de forma imprudente como    modelo identitário para todas as outras instituições homólogas. Esta opção acaba    por ser a grande limitação da obra, que, apesar do enorme mérito do autor em    conjugar diversas dimensões temáticas, disciplinares, metodológicas e documentais,    está condenada a ser um estudo de caso, modelar pela abordagem e não nos resultados.</p>     <p>&nbsp;</p> <b>Como citar este artigo</b>      <p><b>Referência electrónica:</b></p>     <p>ROCHA, Rui M. - &ldquo;DESEMBERG, Antoine - <i>L&rsquo;honneur des universitaires au Moyen    Âge: Étude d&rsquo;imaginaire social</i>. Paris: Presses Universitaires de France    (puf), 2015 (389 pp.)&rdquo;. <i>Medievalista </i>26 (Julho-Dezembro 2019). [Em linha]    [Consultado dd.mm.aaaa]. Disponível em <a href="http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA26/rocha2609.html" target="_blank">http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA26/rocha2609.html</a>    ISSN 1646-740X.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data recepção do artigo / Received for publication: 2 de janeiro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top*"><sup>[*]</sup></a><a name="*"></a> Este trabalho é financiado    por Fundos FEDER através do Programa Operacional Factores de Competitividade    - COMPETE e por Fundos Nacionais através da FCT - Fundação para a Ciência e    a Tecnologia no âmbito do projeto &ldquo;<i>OECONOMIA STUDII. Financiamento, gestão    e recursos da universidade em Portugal: uma análise comparativa (séculos XIII-XVI)</i>&rdquo;    (PTDC/EPHHIS/3154/2014).</p>     <p><a href="#top1"><sup>[1]</sup></a><a name="1"></a> NORTE, Armando - <i>Letrados    e cultura letrada em Portugal (sécs. XII-XIII)</i>. 2 vols. Lisboa: Faculdade    de Letras da Universidade de Lisboa, 2013. Tese de Doutoramento.</p>     <p><a href="#top2"><sup>[2]</sup></a><a name="2"></a> Estão em execução as teses    de doutoramento, no âmbito do Programa Interuniversitário de Doutoramento em    História, de André Leitão (<i>Escolares portugueses na Christianitas (séculos    XII-XV): circulação, redes e percursos)</i>; de Ana Ferreira (<i>A cidade de    Lisboa e a Universidade: o poder da escrita, 1377-1438</i>); de Carlos Alves    (<i>A Ordem Natural nas reformas universitárias de Salamanca e Coimbra (1769-1803)</i>);    e mais recentemente do autor da recensão (<i>A Reforma Manuelina da Universidade:    sociedade política e cultura letrada no Renascimento</i>).</p>     <p><a href="#top3"><sup>[3]</sup></a><a name="3"></a> Entre 2007 e 2013, no âmbito    do <i>Programa de comemorações do centenário da Universidade de Lisboa </i>(ULis2011),    a Reitoria da Universidade financiou o projeto &ldquo;História da universidade medieval    em Lisboa (1288-1537)&rdquo;. Desde 2016, está em curso o projeto de investigação,    financiado pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, intitulado &ldquo;<i>OECONOMIA    STUDII</i>. Financiamento, gestão e recursos da universidade em Portugal: uma    análise comparativa (séculos XIII-XVI)&rdquo; (PTDC/EPHHIS/3154/2014). Mais recentemente,    desde 2017, Armando Norte desenvolve o projeto de pós-doutoramento &ldquo;<i>Debuerit    et habuerit</i>. Património, receitas e despesas da universidade portuguesa    no período medieval e moderno&rdquo; (SFRH/BPD/115857/2016), também financiado pela    pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia. </p>     <p><a href="#top4"><sup>[4]</sup></a><a name="4"></a> DESTEMBERG, Antoine - <i>«De    communi consensu». Les Procureurs de la nation anglaise-allemande de l&rsquo;Université    de Paris (1368-1418)</i>. Paris: Universidade de Paris - Panthéon-Sorbonne,    2000 (Tese de Mestrado).</p>     <p><a href="#top5"><sup>[5]</sup></a><a name="5"></a> DESTEMBERG, Antoine - <i>L&rsquo;honneur    des universitaires au Moyen Âge. Étude d&rsquo;imaginaire social</i>. Paris: Presses    Universitaires de France (puf), 2015, p. 9.</p>     <p><a href="#top6"><sup>[6]</sup></a><a name="6"></a> DESTEMBERG, Antoine - <i>L&rsquo;honneur    des universitaires</i><i>¼</i>, p. 6.</p>     <p><a href="#top7"><sup>[7]</sup></a><a name="7"></a> DESTEMBERG, Antoine - <i>L&rsquo;honneur    des universitaires</i><i>¼</i>, p. 1.</p>     <p><a href="#top8"><sup>[8]</sup></a><a name="8"></a> DESTEMBERG, Antoine - <i>L&rsquo;honneur    des universitaires</i><i>¼</i>, p. 96.</p>     <p><a href="#top9"><sup>[9]</sup></a><a name="9"></a> LUSIGNAN, Serge - <i>&ldquo;Vérité    garde le roy&rdquo;: la construction d&rsquo;une identité universitaire en France (XIIIe-    XVe siècle)</i>. Paris: Publications de la Sorbonne, 1999.</p>     ]]></body>
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