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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise Urbana de Territórios Construídos: Os Aterros na Baixa e na Frente Ribeirinha de Lisboa, Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reclaimed Land: an Urban AnalysisThe landfills in Lisbon´s downtown and riverfront, Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The territory, in which Lisbon grew up and later became a city, was in Antiquity quite different from its present form, mostly because it was partly flooded by the river Tagus. The natural changes, such as the silting up of the river itself, were important in modifying the original territory but it was the construction of landfills by man, on muddy and low grounds where the brooks flowed in Tagus and on the beaches and river banks, that eventually led to a large and significant transformation that began as far as two millennia ago. Classification of landfill areas result of the crossing of information from the areas where it took place with construction periods. Landfills started in sludge lands located in the downtown creek, later over the beaches and since the end of the 19th century, over the river itself. This practice allowed the creation of plain and vast public areas, managed by the central or municipal administration. Since the 14th century or earlier, this allowed to adapt the city at a functional level to the objectives of the creation of an important hub for international maritime trade, taking advantage of Lisbon’s excellent location. This was a persistent achievement carried on by many generations with a main objective: the political, economical and urban adaptation of Lisbon to the permanent changes in society. The riverfront, outside the walls, while a mediator between the city and the river, has had since its formation ambiguous characteristics that lead to understand this space as belonging both to the city as to the river. These characteristics remain at present because many changes of form and uses that over time have been noticed here did not alter this genetic trait, they actually emphasized it due to the current separation between the city and the river which is made by the railway and riverside avenue, the today’s replicas of the erstwhile city walls. This differentiates it from the downtown city centre that despite being also born outside the walls was integrated into the city by its growth in the surrounding hills, by the river’s walls enclosure and by the consolidation of its urban framework that, over time, altered so deeply its character of suburbs that have transformed it into the old city centre and in the city’s place of excellence. Today, the riverfront is appreciated because of its urban quality and the extent of views that provides, the identity that strengthens, the intrinsic symbolic value, its own history and, ultimately, by the port, commercial, recreational and touristic activities it provides, despite the ambiguity enclosed in this space. However, the Lisbon riverfront and the downtown area are built on landfill terrains which are among the most dangerous places as far as environmental risks are concerned, as demonstrated in the 1755 Earthquake which destroyed part of the city’s buildings and was followed by a tsunami which went through all of the downtown area and was the main cause of death of most of the population. On the one hand, it is necessary to continue to expand the city to these areas, as it happened recently with the 1998 Lisbon World Exposition, on the other hand, it is fundamental that such expansion takes caution and minimizes the impact on the fragile riverfront areas. There is a close relationship between the human accomplishments and the territories where such accomplishments take place. In riverfront or coastal systems and other sensitive areas of the territory, such a relationship becomes more difficult to achieve in a sustainable way but it is also more necessary because of the natural constraints. Both the downtown area and the riverfront where built at a time when knowledge was very different from nowadays and the risks where not perceived in the same way, even with the knowledge that existed at the time. Currently, the intervention in this areas must take into account the concern to decrease the environmental risks, which must take place at a monitoring level, by taking precaution on the interventions, namely on buildings, and also by taking action to help reduce detected problems. It is a culture of balance between the constructive aspects of the territory, the environmental risks and the high historic value of the urban spaces and buildings, a heritage which is the symbol of Lisbon in the world.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Análise Urbana]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>An&aacute;lise Urbana de Territ&oacute;rios Constru&iacute;dos Os Aterros na Baixa e na Frente Ribeirinha de Lisboa, Portugal</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p><b>Reclaimed Land: an Urban Analysis The landfills in Lisbon&acute;s downtown and riverfront, Portugal</b></p>     <p>&nbsp;</p>         <p><b>Vitor C. M. Dur&atilde;o<sup>I</sup></b></p>         <p><sup>I</sup>DIN&Acirc;MIA-CET (Centro de Estudos sobre a Mudan&ccedil;a Socioecon&oacute;mica e o Territ&oacute;rio) e CIAAM ( Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Arquitectura e &Aacute;reas Metropolitanas) do ISCTE - Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:vmdurao@gmail.com">vmdurao@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>RESUMO</b></p>         <p>Na antiguidade, o territ&oacute;rio onde Lisboa foi gradualmente crescendo e tornando-se cidade, era formalmente muito diferente do actual porque o rio Tejo o banhava em parte. As modifica&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter natural, como o assoreamento do pr&oacute;prio rio, tiveram import&acirc;ncia na modifica&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio primig&eacute;nio mas foi a cria&ccedil;&atilde;o, pelo homem, de espa&ccedil;os planos nos terrenos baixos e lodosos onde chegavam ribeiras ao Tejo e sobre as praias e margens do rio que proporcionou t&atilde;o grande e significativa transforma&ccedil;&atilde;o que se iniciou h&aacute; mais de dois mil&eacute;nios.    <br>A forma&ccedil;&atilde;o/transforma&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio teve influ&ecirc;ncia significativa na identidade de Lisboa que j&aacute; nos s&eacute;culos XIV-XV se consolidou como assentamento portu&aacute;rio e de com&eacute;rcio mar&iacute;timo, para o que muito contribuiu a forma&ccedil;&atilde;o ao longo do rio, de amplos espa&ccedil;os planos aptos a essas utiliza&ccedil;&otilde;es. Os espa&ccedil;os planos criados por aterros, tiveram uma efectiva transcend&ecirc;ncia sobre a forma urbana ao modificar a forma do pr&oacute;prio suporte &#8211; o territ&oacute;rio, que em vez de enseadas e pequenas praias, foi sendo transformado numa plataforma que relegou a cidade para o interior com pouco contacto com o rio, apesar de possibilitar muitos e diversificados usos que facilitaram por sua vez a cont&iacute;nua readapta&ccedil;&atilde;o da cidade enquanto se afirmava no plano pol&iacute;tico, econ&oacute;mico, ao n&iacute;vel nacional e internacional.    <br>A frente ribeirinha, criada fora das muralhas, como espa&ccedil;o de media&ccedil;&atilde;o entre a cidade e o rio, tem desde a sua forma&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;sticas amb&iacute;guas, que conduzem a compreendermos este espa&ccedil;o como sendo simultaneamente da cidade e do rio. Estas caracter&iacute;sticas mant&ecirc;m-se na actualidade, porque as muitas transforma&ccedil;&otilde;es formais e de usos que ao longo do tempo aqui se verificaram n&atilde;o alteraram esta caracter&iacute;stica gen&eacute;tica, at&eacute; a vincaram, devido &agrave; actual separa&ccedil;&atilde;o entre a cidade e o rio que &eacute; realizada pela linha do caminho-de-ferro e avenida ribeirinha, representantes actuais das muralhas da cidade. Isso diferencia-a da Baixa de Lisboa que apesar de ter nascido tamb&eacute;m fora das muralhas foi integrada na cidade pelo crescimento da urbe nas colinas envolventes, pelo fecho da muralha da ribeira e por se consolidar o seu tecido urbano que, ao longo do tempo, alteraram tanto o seu car&aacute;cter de arrabalde que a transformaram no centro da cidade antiga e no espa&ccedil;o de excel&ecirc;ncia da cidade.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Na actualidade, a frente ribeirinha &eacute; apreciada pela qualidade urbana e amplitude de vistas que proporciona, pela identidade que fortalece, pelo valor simb&oacute;lico que lhe &eacute; intr&iacute;nseco, pela sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria, pelas fun&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias, comerciais, l&uacute;dicas e tur&iacute;sticas que possibilita mas continua a n&atilde;o ter uma rela&ccedil;&atilde;o de proximidade com a cidade devido &agrave; exist&ecirc;ncia da linha de caminho-de-ferro e de vias de grande fluxo de tr&aacute;fego na sua frente que os planos de melhoramentos da frente ribeirinha n&atilde;o resolvem por n&atilde;o estabelecerem a permeabilidade necess&aacute;ria.</p> 	    <p><b>Palavras-chave:</b> An&aacute;lise Urbana, Arquitectura, Urbanismo, Baixa de Lisboa, Frente Ribeirinha</p> <hr size="1" noshade>         <p><b>ABSTRACT</b></p> 	    <p>The territory, in which Lisbon grew up and later became a city, was in Antiquity quite different from its present form, mostly because it was partly flooded by the river Tagus. The natural changes, such as the silting up of the river itself, were important in modifying the original territory but it was the construction of landfills by man, on muddy and low grounds where the brooks flowed in Tagus and on the beaches and river banks, that eventually led to a large and significant transformation that began as far as two millennia ago.    <br>Classification of landfill areas result of the crossing of information from the areas where it took place with construction periods. Landfills started in sludge lands located in the downtown creek, later over the beaches and since the end of the 19th century, over the river itself. This practice allowed the creation of plain and vast public areas, managed by the central or municipal administration. Since the 14th century or earlier, this allowed to adapt the city at a functional level to the objectives of the creation of an important hub for international maritime trade, taking advantage of Lisbon&#8217;s excellent location. This was a persistent achievement carried on by many generations with a main objective: the political, economical and urban adaptation of Lisbon to the permanent changes in society.    <br>The riverfront, outside the walls, while a mediator between the city and the river, has had since its formation ambiguous characteristics that lead to understand this space as belonging both to the city as to the river. These characteristics remain at present because many changes of form and uses that over time have been noticed here did not alter this genetic trait, they actually emphasized it due to the current separation between the city and the river which is made by the railway and riverside avenue, the today&#8217;s replicas of the erstwhile city walls. This differentiates it from the downtown city centre that despite being also born outside the walls was integrated into the city by its growth in the surrounding hills, by the river&#8217;s walls enclosure and by the consolidation of its urban framework that, over time, altered so deeply its character of suburbs that have transformed it into the old city centre and in the city&#8217;s place of excellence.    <br>Today, the riverfront is appreciated because of its urban quality and the extent of views that provides, the identity that strengthens, the intrinsic symbolic value, its own history and, ultimately, by the port, commercial, recreational and touristic activities it provides, despite the ambiguity enclosed in this space.    <br>However, the Lisbon riverfront and the downtown area are built on landfill terrains which are among the most dangerous places as far as environmental risks are concerned, as demonstrated in the 1755 Earthquake which destroyed part of the city&#8217;s buildings and was followed by a tsunami which went through all of the downtown area and was the main cause of death of most of the population. On the one hand, it is necessary to continue to expand the city to these areas, as it happened recently with the 1998 Lisbon World Exposition, on the other hand, it is fundamental that such expansion takes caution and minimizes the impact on the fragile riverfront areas.    <br>There is a close relationship between the human accomplishments and the territories where such accomplishments take place. In riverfront or coastal systems and other sensitive areas of the territory, such a relationship becomes more difficult to achieve in a sustainable way but it is also more necessary because of the natural constraints. Both the downtown area and the riverfront where built at a time when knowledge was very different from nowadays and the risks where not perceived in the same way, even with the knowledge that existed at the time. Currently, the intervention in this areas must take into account the concern to decrease the environmental risks, which must take place at a monitoring level, by taking precaution on the interventions, namely on buildings, and also by taking action to help reduce detected problems. It is a culture of balance between the constructive aspects of the territory, the environmental risks and the high historic value of the urban spaces and buildings, a heritage which is the symbol of Lisbon in the world.</p> 	    <p><b>Keywords:</b> Urban analysis, Architecture, Urbanism, Downton Lisbon, Riverfront</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>         <p>As condi&ccedil;&otilde;es naturais proporcionadas pela foz do Tejo e pelo vale da Baixa, possibilitaram que fosse criado atrav&eacute;s da transforma&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio primig&eacute;nio um porto protegido pr&oacute;ximo do mar e das principais rotas comerciais do Mediterr&acirc;neo e do Atl&acirc;ntico, o que foi decisivo na consolida&ccedil;&atilde;o de Lisboa como cidade de com&eacute;rcio mar&iacute;timo e &agrave; expans&atilde;o de Portugal no mundo. O Tejo foi tamb&eacute;m o principal meio de comunica&ccedil;&atilde;o, de transporte e de com&eacute;rcio entre localidades do territ&oacute;rio portugu&ecirc;s influenciando a consolida&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es no seu interior (Gaspar, 1970), para al&eacute;m de permitir, desde as primeiras ocupa&ccedil;&otilde;es humanas, a obten&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil de alimentos, como moluscos, mariscos e peixes (Marques, 1988). Lisboa nasceu, junto &agrave; foz do rio, nas colinas expostas a sul, num territ&oacute;rio muito diferente do actual, pois as &aacute;guas do Tejo banhavam-no em parte. Se o assoreamento natural do pr&oacute;prio rio teve influ&ecirc;ncia na diminui&ccedil;&atilde;o do seu caudal e das ribeiras, foi a ocupa&ccedil;&atilde;o humana e a pr&aacute;tica continuada de aterros sobre os terrenos baixos e lodosos onde chegava uma ribeira ao Tejo, na zona da actual Baixa e na margem do rio que formaram/transformaram <a href="#1">1</a><a name="top1"></a> significativamente o territ&oacute;rio fazendo subir, na Baixa, em cerca de 3m o n&iacute;vel do solo (Melo, 2005).</p>         <p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f1.jpg">Figura 1</a></p>     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>No esteiro da Baixa, apesar do tecido urbano ter nascido fora das muralhas e de ter-se constitu&iacute;do inicialmente como arrabalde da cidade, este consolidou-se porque ficou integrado na cidade devido &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o das colinas envolventes, ao fecho realizado pela muralha da ribeira e posteriormente pela cerca fernandina <a href="#2">2</a><a name="top2"></a> que o envolveu. Os aterros na margem do Tejo geraram espa&ccedil;os de caracter&iacute;sticas diferentes dos anteriores, porque s&atilde;o espa&ccedil;os exteriores &agrave; pr&oacute;pria cidade, que n&atilde;o s&atilde;o envolvidos, mas estabelecem a rela&ccedil;&atilde;o cidade/rio, tendendo mais para a cidade ou para o rio conforme os usos. S&atilde;o espa&ccedil;os de media&ccedil;&atilde;o. Foram e s&atilde;o fundamentais na cont&iacute;nua readapta&ccedil;&atilde;o da cidade que usa a frente rio de modo diversificado no tempo mas, como veremos, sempre ligada desde a sua g&eacute;nese &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do porto de Lisboa, onde nos finais do s&eacute;culo XX alteraram-se muito as suas actividades, o que suscita novas utiliza&ccedil;&otilde;es numa cidade sempre a olhar e a utilizar o seu rio conforme as necessidades e circunst&acirc;ncias de cada &eacute;poca.</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><b>1.1 Territ&oacute;rio e identidade. Os aterros da frente ribeirinha como espa&ccedil;os amb&iacute;guos</b></p>         <p>Este territ&oacute;rio, constru&iacute;do pelo homem, s&iacute;mbolo de Lisboa, espa&ccedil;o portu&aacute;rio e/ou de representa&ccedil;&atilde;o da cidade &eacute; um espa&ccedil;o amb&iacute;guo e complexo, porque:</p> 	<ul>         ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Pertence a dois mundos diferentes, juntos mas muito - diferentes &#8211; a terra e o mar,</li> 	    <li>N&atilde;o pertence a nenhum desses mundos e &eacute; antes um - outro &#8211; um espa&ccedil;o de fronteira, de media&ccedil;&atilde;o.</li>         </ul>     <p>Tal como na cidade invis&iacute;vel de <i>Despina</i> (Calvino, 1990) o homem da terra v&ecirc; e entende este espa&ccedil;o como se pertencesse ao mar, enquanto o homem do mar, o viajante, aquele que chega aqui, v&ecirc; o mesmo espa&ccedil;o como se pertencesse &agrave; terra. &Eacute; sobretudo um espa&ccedil;o de fronteira entre dois mundos muito diferentes, mesmo antag&oacute;nicos. O mundo do homem, a cidade &#8211; o lugar, e o mundo do desconhecido, o mar &#8211; o outro (Pozo, 2003). &Eacute; um n&atilde;o lugar. Vai-se l&aacute; mas n&atilde;o se habita l&aacute;. Porque o habitar est&aacute; reservado para os lugares (Heidegger, 1954). Usa-se economicamente, funcionalmente, mesmo para lazer, entende-se a sua exist&ecirc;ncia mas n&atilde;o se vive nele. &Eacute; o s&iacute;tio fora da muralha como o foi quando Lisboa tinha as suas cercas. Por isso Francisco D&#8217;Holanda (1571) reclamava nos finais de quinhentos que o rei devia voltar a <i>formar </i>a cidade, a dar-lhe novamente forma construindo novas muralhas, protegendo-a e dignificando-a. Clareza e n&atilde;o ambiguidade foram o que o arquitecto de D. Sebasti&atilde;o reclamou. Hoje, este espa&ccedil;o, continua fora da cerca, uma cerca invis&iacute;vel, mas muito presente e que foi criada ao longo de s&eacute;culos entre a cidade e o seu rio, uma infra-estrutura de tal modo imponente que relegou a cidade para o seu interior. Estes espa&ccedil;os de aterro representam o homem como ser dominador e construtor do seu territ&oacute;rio. O homem predador. &Eacute; um homem que para al&eacute;m de utilizar os terrenos dispon&iacute;veis e construir a urbe, mais ou menos abstracta, como manifesta&ccedil;&atilde;o da sua cultura, constr&oacute;i o pr&oacute;prio territ&oacute;rio urbano, manifesta&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima do dom&iacute;nio humano a este n&iacute;vel. Mas este territ&oacute;rio novo, constru&iacute;do pelo homem, permite leituras diferentes e mesmo antag&oacute;nicas. &Eacute; amb&iacute;guo na sua g&eacute;nese.</p>         <p><b>1.2 Ambiguidade na g&eacute;nese urbana</b></p>         <p>Entende-se haver ambiguidade na g&eacute;nese urbana porque um elemento prim&aacute;rio da forma&ccedil;&atilde;o urbana, neste caso da g&eacute;nese antr&oacute;pica, gera ambiguidade na forma&ccedil;&atilde;o urbana e/ou na forma&ccedil;&atilde;o/transforma&ccedil;&atilde;o urbana, porque permite mais do que uma leitura em simult&acirc;neo do espa&ccedil;o que foi criado. Percebe-se melhor o car&aacute;cter da cidade e a sua identidade ao entender a sua g&eacute;nese e particularmente a sua morfog&eacute;nese que neste caso est&aacute; indissociavelmente ligada &agrave; ambiguidade gen&eacute;tica assinalada.</p> 	    <p>Essa caracter&iacute;stica &eacute; a origem da duplicidade de interpreta&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es que se formam quando se analisa de diversos modos este complexo espa&ccedil;o urbano, que &eacute; a frente ribeirinha. &Eacute; um territ&oacute;rio constru&iacute;do fora das muralhas, ou seja, fora da cidade, fora do ventre, e que n&atilde;o &eacute; envolvido por esta, n&atilde;o est&aacute; dentro dela. H&aacute; analogias entre o ventre, o lar e a cidade cercada de muralhas como espa&ccedil;os de viv&ecirc;ncia humana pelas caracter&iacute;sticas comuns que possuem (Bachelard, 1957) (Pozo 2003). A frente ribeirinha &eacute; um s&iacute;tio, mas n&atilde;o &eacute; um lugar. Ao fim de s&eacute;culos de constru&ccedil;&atilde;o continuou fora da urbe. Esta caracter&iacute;stica agravou-se muito mais com o consider&aacute;vel aumento da largura dos aterros dos finais do s&eacute;culo XIX e inicio do s&eacute;culo XX, que afastou fisicamente a cidade dos bairros, do rio, e devido &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma das mais importantes vias estruturantes de tr&aacute;fego rodovi&aacute;rio, das esta&ccedil;&otilde;es de caminho-de-ferro do Cais-do-Sodr&eacute; e de Santa Apol&oacute;nia e respectivas linhas f&eacute;rreas que cortam todo o acesso entre a cidade e o rio tanto do lado ocidental como do oriental.</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><b>2. Os aterros na Baixa e na frente ribeirinha de Lisboa</b></p>         <p>Os aterros realizados na Baixa e na frente ribeirinha permitiram a urbaniza&ccedil;&atilde;o sobre os terrenos aluvionares do esteiro, sobre as praias e mais tarde sobre o pr&oacute;prio leito do rio. Os terrenos resultantes dos aterros s&atilde;o planos, em contraste com os restantes espa&ccedil;os urbanos da cidade antiga, localizados nas ladeiras adjacentes ao castelo de S. Jorge. Eram por isso mais f&aacute;ceis de organizar e de utilizar como permitiam uma significativa economia de constru&ccedil;&atilde;o. A rede vi&aacute;ria principal da cidade assentou, a partir de determinado momento do desenvolvimento urbano, sobre esses terrenos planos, criando os principais trajectos matrizes (Caniggia & Maffei, 1979) que ainda hoje s&atilde;o eixos estruturantes da cidade, quer na penetra&ccedil;&atilde;o para o interior do territ&oacute;rio, a norte, quer sobretudo na realiza&ccedil;&atilde;o do eixo ribeirinho que se prolonga para oriente at&eacute; Chelas e Sacav&eacute;m, como para ocidente at&eacute; Alc&acirc;ntara e Bel&eacute;m.</p>	         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Partindo da an&aacute;lise de levantamentos arqueol&oacute;gicos, de estudos sobre a cidade, da an&aacute;lise das principais plantas, cartas e gravuras realiz&aacute;mos o Mapeamento dos Aterros como se indica na <a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f2.jpg">figura 2</a>, podendo-se classificar os aterros pelos locais onde se realizaram, o que corresponde a momentos diferentes de crescimento do territ&oacute;rio da cidade (Dur&atilde;o, 2011):</p> <ul>         
<li>Os primeiros aterros realizaram-se sobre o esteiro da Baixa - iniciando-se h&aacute; cerca de dois mil&eacute;nios e s&atilde;o o resultado da sobreposi&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&otilde;es das diferentes culturas que dominaram a cidade;</li> 	    <li>Os aterros das praias e de terrenos das margens do rio - iniciados no s&eacute;culo XIV, ou anteriormente, criaram a frente ribeirinha de Lisboa, entre as Tercenas da Porta da Cruz (actual Museu Militar) e o Largo de Santos, incluindo a frente do esteiro da Baixa, onde se formou o Terreiro do Pa&ccedil;o. Realizaram-se tamb&eacute;m importantes aterros no s&eacute;c. XV-XVI para a constru&ccedil;&atilde;o do Pa&ccedil;o Real de D. Manuel I e no p&oacute;s-terramoto com a reordena&ccedil;&atilde;o Pombalina;</li>         <li>Os grandes aterros na passagem do s&eacute;culo XIX para o XX - foram os de maior dimens&atilde;o e complexidade e criaram a frente ribeirinha actual que ultrapassou definitivamente os limites anteriores para formar toda a frente rio da cidade.</li>     </ul>         <p>&nbsp;</p>         <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f2.jpg">Figura 2</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p>      <p><b>3. Os aterros na Baixa de Lisboa</b></p>            <p>Os primeiros aterros realizaram-se no esteiro da Baixa onde chegavam as ribeiras de Valverde (Av. da Liberdade) e de Arroios que se encaminhavam por um &uacute;nico bra&ccedil;o para o Tejo. O que se conhece de vest&iacute;gios f&iacute;sicos da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana mais antiga do vale da Baixa deve muito ao trabalho dos arque&oacute;logos (Andrade, 2001). O n&uacute;cleo arqueol&oacute;gico da rua dos Correeiros, na Baixa, realizou diversas escava&ccedil;&otilde;es no terreno do BCP (Banco Comercial Portugu&ecirc;s), aquando da constru&ccedil;&atilde;o da sede, onde foram detectadas pelos arque&oacute;logos trinta e duas camadas de aterros com cerca de 3m de profundidade na totalidade, onde identificaram e classificaram sete &eacute;pocas de constru&ccedil;&atilde;o urbana a que corresponde mais de dois mil&eacute;nios de ocupa&ccedil;&atilde;o: idade do ferro de caracter&iacute;sticas orientais fen&iacute;cias ou de outros povos da regi&atilde;o; romana; isl&acirc;mica; medieval; pr&eacute;-pombalina; pombalina; p&oacute;s-pombalina ou moderna (Bugalh&atilde;o, 2003). Esta escava&ccedil;&atilde;o e outras realizadas apontam para uma ocupa&ccedil;&atilde;o generalizada do esteiro nas diferentes &eacute;pocas, apesar de variar o g&eacute;nero e densidade dessa ocupa&ccedil;&atilde;o, apontando para que a partir do per&iacute;odo romano, ou mesmo anteriormente, tenha havido uma ocupa&ccedil;&atilde;o significativa do esteiro da Baixa (Matos & Hassanein, 1999).</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H&aacute; vest&iacute;gios fen&iacute;cios ou orientais de um ancoradouro para a atracagem de barcos no esteiro da Baixa (Arruda, 1996) o que indicia ter havido alguma ocupa&ccedil;&atilde;o nessa &eacute;poca ligada &agrave; actividade mar&iacute;tima, para al&eacute;m de diversa cer&acirc;mica que tende a demonstrar o mesmo. Da &eacute;poca romana h&aacute; muito maior densidade de vest&iacute;gios. Reconhecem-se diversas estruturas na encosta da colina de S. Jorge e no esteiro, que demonstram ter havido em Olisipo uma ocupa&ccedil;&atilde;o generalizada deste local pois abrangem-no quase na totalidade (Silva, 2009). Est&aacute; ordenada segundo eixos reguladores como normalmente sucedia em cidades romanas. Encontraram-se no esteiro vest&iacute;gios de diversos edif&iacute;cios que deveriam ser armaz&eacute;ns de uma importante ind&uacute;stria de conserva de peixe (Amaro, 1994). O hip&oacute;dromo romano realizado sobre a ribeira de Valverde, no local do actual Rossio (Silva, 2005), desviava ou canalizava as &aacute;guas dessa ribeira.</p> 	    <p>De &eacute;poca isl&acirc;mica existem diversas estruturas no esteiro da Baixa que normalmente se sobrep&otilde;em a achados arqueol&oacute;gicos de &eacute;poca romana e anteriores (Matos & Hassanein, 1999; Bugalh&atilde;o, 2003), e ter&aacute; sido uma &eacute;poca de consolida&ccedil;&atilde;o da urbaniza&ccedil;&atilde;o nestes locais apesar de ser, at&eacute; ao momento, um per&iacute;odo insuficientemente estudado. Tal como noutras cidades romanas, a ocupa&ccedil;&atilde;o isl&acirc;mica ter&aacute; transformado o tra&ccedil;ado romano (Ben&eacute;volo, 2005) atrav&eacute;s de um processo sistem&aacute;tico de fazer e desfazer constru&ccedil;&otilde;es segundo o seu modelo urbano (Rijo & Silva, 2009). Quando em 1147, portugueses e cruzados tomaram a cidade, o esteiro estaria ocupado, pois nos anos seguintes foram a&iacute; criadas freguesias (Silva, 1943) e par&oacute;quias (Silva, 1942), o que na parte baixa corresponde ao espa&ccedil;o que a cerca fernandina encerrou no s&eacute;culo XIV (Matos & Hassanein, 1999).</p> 	    <p>As primeiras constru&ccedil;&otilde;es realizavam-se sobre o solo natural, e conforme foram edificando, nivelando os interiores e reconstruindo os edif&iacute;cios, os n&iacute;veis foram subindo pela sucess&atilde;o de pequenos aterros que foram fazendo, pela ru&iacute;na de edif&iacute;cios e pela subida dos pavimentos exteriores. Assim, num processo gradual de fazer e desfazer constru&ccedil;&otilde;es, camada sobre camada, &eacute;poca sobre &eacute;poca, criaram-se 3m de altura de aterros em todo o esteiro da Baixa que &eacute; o que se mede na actualidade. Os muitos sismos que se sentiram em Lisboa, <a href="#3">3</a><a name=top3></a> ter&atilde;o contribu&iacute;do para uma maior necessidade de reconstru&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios. A composi&ccedil;&atilde;o destes aterros &eacute; o resultado do dep&oacute;sito de terras, areias, entulhos e pedras assentes sobre uma camada de terrenos lodosos e de aluvi&atilde;o com cerca de 10m de espessura no Rossio e 50m no Terreiro do Pa&ccedil;o (Melo, 2005). Foi nestes terrenos de aterro e aluvi&atilde;o que ocorreu em 1755 o maior derrube de edif&iacute;cios como referiu Pereira de Sousa (1928) enquanto noutros locais localizados na proximidade e cujo solo &eacute; constitu&iacute;do por zonas calc&aacute;rias e bas&aacute;lticas o derrube dos edif&iacute;cios foi menor, como sucedeu em Alfama onde a maior destrui&ccedil;&atilde;o foi junto ao rio, como foi descrito pelos p&aacute;rocos que responderam ao inqu&eacute;rito realizado no p&oacute;s-terramoto (Santana, s/d). Augusto Fran&ccedil;a (1983) delimitou a &aacute;rea onde o sismo teve maior intensidade e a sua an&aacute;lise chega a resultados id&ecirc;nticos. Um estudo mais recente realizado por Costa Nunes em 1994 simula um sismo na regi&atilde;o de Lisboa demonstrando que nas zonas de aterros a frequ&ecirc;ncia &eacute; ampliada o que poder&aacute; causar maiores danos em edif&iacute;cios existentes nesses locais (Ramos & Louren&ccedil;o, 2000). Pode-se supor que a onda s&iacute;smica tenha provocado a liquefa&ccedil;&atilde;o de solos pela significativa destrui&ccedil;&atilde;o da Baixa e Terreiro do Pa&ccedil;o, como pode ter havido algum movimento de massa como sugere a perspectiva de Bernardo de Caula (<a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f3.jpg">figura 3</a>) que, entre as muitas que divulgaram a cidade destru&iacute;da, &eacute; a que tem maior rigor e preocupa&ccedil;&atilde;o com os pormenores da destrui&ccedil;&atilde;o urbana. Percebe-se, neste extracto, o principal local de incid&ecirc;ncia do terramoto onde na frente do Terreiro do Pa&ccedil;o os terrenos de aterro ter&atilde;o aparentemente desaparecido.</p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f3.jpg">Figura 3</a></p>     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Ap&oacute;s o terramoto, os novos edif&iacute;cios que se constru&iacute;ram na Baixa Pombalina assentaram sobre arcos em cantaria que est&atilde;o, por sua vez, assentes sobre estacas em madeira, criando galerias visit&aacute;veis no subsolo, por onde corre a &aacute;gua (Ramos & Louren&ccedil;o, 2000). Nos s&eacute;culos XIX e XX modificou-se o sistema de circula&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas superficiais e subterr&acirc;neas na Baixa, devido &agrave; impermeabiliza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos, &agrave; canaliza&ccedil;&atilde;o de linhas de &aacute;gua e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de caves, parques de estacionamento e metro no subsolo, que pode ter alterado a circula&ccedil;&atilde;o e caudais e por isso &eacute; actualmente monitorizado pela CML (Melo, 2005).</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>3.1 A forma&ccedil;&atilde;o da frente ribeirinha. Os aterros das praias e das margens do rio</b></p>         <p>A frente ribeirinha de Lisboa at&eacute; &agrave; passagem do s&eacute;culo XIX para o XX definia-se no espa&ccedil;o entre o Largo de Santos, a ocidente, e as Tercenas da Porta da Cruz a oriente, porque o relevo pelo lado do rio era escarpado, sem praia, o que para ser aterrado obrigava a meios t&eacute;cnicos consider&aacute;veis (Dur&atilde;o, 2011). A partir do largo de Santos, o acesso para ocidente fazia-se a cota superior pelo trajecto interior que era o trajecto matriz ocidental a que correspondia, em 1856, &agrave; rua Direita das Janelas Verdes, &agrave; Cal&ccedil;ada de Santos o Velho e &agrave; Cal&ccedil;ada do Marqu&ecirc;s de Noronha. Para oriente, a sa&iacute;da da cidade fazia-se pela rua dos Rem&eacute;dios e do Para&iacute;so.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi esta frente ribeirinha, onde se destacava o Terreiro do Pa&ccedil;o, que veio a ser, para al&eacute;m dos aspectos funcionais e de utilidade para a cidade, a principal e mais reconhecida imagem de Lisboa. O centro econ&oacute;mico e financeiro da cidade deslocou-se para o esteiro no reinado de D. Dinis, no princ&iacute;pio do s&eacute;culo XIV, devido &agrave; sua crescente import&acirc;ncia como entreposto do com&eacute;rcio mar&iacute;timo entre o mediterr&acirc;neo e o atl&acirc;ntico. Em novos espa&ccedil;os de aterro na frente do esteiro, no sop&eacute; do monte S. Francisco, foram constru&iacute;das as Tercenas Reais e os estaleiros navais (Moita, 1983). Nas d&eacute;cadas seguintes foram edificados uma s&eacute;rie de edif&iacute;cios como a Alfandega, Terreiro do Trigo, Portagem entre muitos outros (G&oacute;is, 1554), que s&atilde;o o espelho da estrutura p&uacute;blica de administra&ccedil;&atilde;o que a cidade foi criando conforme ia crescendo e tornando-se mais complexa a actividade comercial e financeira. Conforme iam necessitando, criavam novos aterros na frente do esteiro da Baixa que por serem realizados, conforme as necessidades, sem qualquer planeamento, produziram um espa&ccedil;o disforme, onde cresceu o Terreiro do Pa&ccedil;o como se v&ecirc; na <a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f4.jpg">figura 4</a>. A&iacute; instalou-se a Corte com D. Afonso III em meados do s&eacute;culo XIV e para aqui mudou-se o centro pol&iacute;tico da cidade (Moita, 1983). A op&ccedil;&atilde;o da Corte por Lisboa fez com que a cidade ganhasse uma import&acirc;ncia pol&iacute;tica decisiva no reino tornando-se na mais influente e conhecida cidade de Portugal de que viria a ser a capital.</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f4.jpg">Figura 4</a></p>     
<p>&nbsp;</p>         <p>Com os Descobrimentos, a actividade portu&aacute;ria, comercial e financeira de Lisboa incrementou-se, porque passou a ser das mais importantes cidades comerciais da Europa. O conhecimento mais denso sobre cidades europeias e as riquezas que chegavam &agrave; cidade permitiram, no reinado de D. Manuel I realizar, de um modo mais planeado que anteriormente, obras estruturantes e melhoramentos na cidade (Carita, 1999). Foi constru&iacute;do o Pa&ccedil;o Real por D. Manuel I e entre outros edif&iacute;cios de car&aacute;cter p&uacute;blico constru&iacute;ram-se a Alf&acirc;ndega e o Terreiro do Trigo, junto ao rio, no lado oriental do Terreiro do Pa&ccedil;o, e o edif&iacute;cio das Tercenas da Porta da Cruz na frente oriental de Alfama. Nesse tempo foi criado, por novos aterros, um amplo espa&ccedil;o ribeirinho entre o Terreiro do Pa&ccedil;o e o Postigo de Alfama que se apresenta na <a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f5.jpg">figura 5</a>, onde foi reformado e dignificado o chafariz d&#8217;El-Rei, o qual permitia usos diversificados desde vendas de peixe a estaleiros de materiais ligados ao com&eacute;rcio mar&iacute;timo. Criaram-se novos espa&ccedil;os planos ribeirinhos, como em Cata-que-Far&aacute;s (local do actual Cais-do-Sodr&eacute;) e Santos, atrav&eacute;s do aterro de praias, onde se constru&iacute;ram armaz&eacute;ns para as actividades comerciais e portu&aacute;rias, assim como se definiram s&iacute;tios de desembarque de mercadorias dos barcos de pequeno calado que faziam a trasfega de mercadorias dos de grande calado que ancoravam no meio do rio por n&atilde;o se poderem aproximar das suas margens. A forma&ccedil;&atilde;o destes novos territ&oacute;rios possibilitou &agrave; Coroa ou &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o da cidade realizar os objectivos urban&iacute;sticos sem intervir na cidade consolidada n&atilde;o necessitando de negociar com os nobres nem com as ordens religiosas (dissolvidas em 1834), que eram os principais detentores das propriedades em Lisboa o que ter&aacute; facilitado em muito a execu&ccedil;&atilde;o de todas estas obras que criaram uma estrutura urbana central, de car&aacute;cter p&uacute;blico e de utiliza&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel, que julgamos ter sido determinante ao longo do tempo na readapta&ccedil;&atilde;o da cidade.</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f5.jpg">Figura 5</a></p>     
<p>&nbsp;</p>         <p>Viajantes que por aqui passaram nos s&eacute;culos XVII-XVIII elogiaram a cidade vista do rio. A amplitude que os espa&ccedil;os ribeirinhos apresentavam tendo como cen&aacute;rio o casario nas encostas proporcionava uma imagem atraente e agrad&aacute;vel de cidade. Contudo, alguns, como sucedeu com o escritor Henry Fielding ou como Semple, que penetraram nos bairros, referiram-se, nas suas cr&oacute;nicas, &agrave; dicotomia entre a imagem urbana percebida do rio e a que ocorria no interior da cidade, onde as ruas eram muito tortuosas, sujas e mal cuidadas (Castelo-Branco, 1987). Os espa&ccedil;os amplos ribeirinhos tamb&eacute;m eram apreciados para a constru&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios residenciais dado serem lugares privilegiados da cidade. No piso t&eacute;rreo desenvolviam-se com&eacute;rcios que valorizavam a frente ribeirinha que era usada em actividades comerciais, l&uacute;dicas e de passeio. Era um importante ponto de encontro e de acontecimentos das gentes da cidade e dos viajantes. Aqui realizavam-se festas religiosas, a maior parte dos autos-de-f&eacute; e no Terreiro do Pa&ccedil;o chegaram a realizar-se touradas, era o espa&ccedil;o de car&aacute;cter p&uacute;blico de refer&ecirc;ncia da cidade (Dias & Rego, 1995).</p>         <p>O terramoto de 1755 permitiu transformar o Terreiro do Pa&ccedil;o que ganhou ordem e maior import&acirc;ncia como pra&ccedil;a de representa&ccedil;&atilde;o da cidade e do poder pol&iacute;tico pois os valores racionalistas e iluministas determinantes no Pombalino estiveram na g&eacute;nese desta renova&ccedil;&atilde;o que fez afirmar esta pra&ccedil;a como s&iacute;mbolo de Lisboa e de um Portugal renovado, divulgando para o mundo uma imagem ordenada e s&oacute;bria. A nova concep&ccedil;&atilde;o espacial obrigou &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de novos aterros na frente ribeirinha como se observa no extracto do Plano de 1758 (<a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f6.jpg">figura 6</a>) onde se consolidou o cais das colunas integrado num desenho geom&eacute;trico resultante do novo paradigma urbano e em continuidade com a Baixa. Reordenaram-se usos no Terreiro do Pa&ccedil;o onde deixou de haver cais de embarque e de descarga de mercadorias como outros edif&iacute;cios do g&eacute;nero que foram trasladados para outros locais da frente ribeirinha como sucedeu com a constru&ccedil;&atilde;o dos Armaz&eacute;ns da Alfandega e o Terreiro do Trigo na frente de Alfama como uma nova frente de com&eacute;rcio portu&aacute;rio que continuou a desenvolver-se em toda a frente da cidade excepto no Terreiro do Pa&ccedil;o.</p>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f6.jpg">Figura 6</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Consolida&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da frente portu&aacute;ria</b></p>         <p><b>4.1 Os grandes aterros dos finais do s&eacute;culo XIX e do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX</b></p>         <p>At&eacute; meados do s&eacute;culo XIX Lisboa era uma cidade que evolu&iacute;a muito lentamente quando comparada com as grandes capitais europeias, Londres ou Paris. A vontade da burguesia ascendente de acompanhar essas tend&ecirc;ncias transformadoras de modo a que Lisboa fosse uma cidade reconhecida, capaz de se afirmar no plano internacional, que melhorasse qualitativamente e pudesse suportar a expans&atilde;o que se adivinhava conduziu &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de Planos urban&iacute;sticos gerais que integravam o estudo das grandes infra-estruturas como a estrada de circunvala&ccedil;&atilde;o, o caminho-de-ferro, o grande porto e que eram consideradas decisivas para cumprir os objectivos propostos para al&eacute;m de planearem as infra-estruturas b&aacute;sicas ao fornecimento de &aacute;gua e de cria&ccedil;&atilde;o da rede de saneamento que grande parte da cidade n&atilde;o possu&iacute;a. O levantamento coordenado por Filipe Folque em 1856-58 &eacute; resultante desses novos modos de ver, pois privilegiou-se a obten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do conhecimento do existente, o que ajudou a planear a futura expans&atilde;o urbana. O levantamento deu bases rigorosas para o planeamento da nova cidade que na segunda metade do s&eacute;culo XIX, culminando uma s&eacute;rie de debates e discuss&otilde;es, aprovou planos urban&iacute;sticos globais que definiram a modifica&ccedil;&atilde;o da rede vi&aacute;ria principal da cidade onde se destaca a constru&ccedil;&atilde;o de uma avenida ribeirinha em toda a frente rio sobre novos terrenos de aterro. Para concretizar essas importantes infra-estruturas realizaram-se novos aterros na margem do rio que foram os mais extensos de &aacute;rea e de maior profundidade.</p>         <p>Constru&iacute;ram-se docas para atracagem de barcos de pequeno calado e diversos molhes para o desembarque de barcos de grande calado, enquanto entre a avenida ribeirinha e o rio surgiram edif&iacute;cios administrativos do porto de Lisboa, armaz&eacute;ns e outros espa&ccedil;os portu&aacute;rios que se edificaram ao longo de diversas d&eacute;cadas. Numa primeira fase, no lado oriental, foi realizado o aterro junto ao Arsenal do Ex&eacute;rcito, pelo lado do rio, resolvendo o acesso marginal a Santa Apol&oacute;nia, onde se instalou a esta&ccedil;&atilde;o de comboios do norte. Numa segunda fase realizaram-se os maiores aterros de sempre como se constata na reconstitui&ccedil;&atilde;o urbana realizada na frente de Alfama e que se apresenta na <a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f7.jpg">figura 7</a>, em que se compara o inicio do s&eacute;c. XVI com o levantamento de 1856-58 e com o inicio do s&eacute;culo XX, onde se consolidou morfologicamente a frente ribeirinha tal como hoje a conhecemos.</p>         
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f7.jpg">Figura 7</a></p>     
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Criou-se avenida Infante D. Henrique e as novas docas para atracagem de barcos com molhes capazes de receber barcos de calado significativo devido &agrave;s dragagens realizadas. No lado ocidental do Terreiro do Pa&ccedil;o realizam-se diversos aterros como o da Boavista onde se implantou inicialmente a rua 24 de Julho (<a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f8.jpg">figura 8</a>) que marginava o rio. Sobres estes aterros foi criada, como se v&ecirc; na <a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f9.jpg">figura 9</a>, a Pra&ccedil;a Duque de Terceira junto ao Cais-do-Sodr&eacute; e a esta&ccedil;&atilde;o de caminho-de-ferro que ligou Lisboa a Cascais, a Avenida 24 de Julho que passou a ser o mais importante trajecto matriz ocidental e toda uma nova frente portu&aacute;ria de armaz&eacute;ns, docas e molhes de atracagem (Castilho, 1893).</p>          
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f8.jpg">Figura 8</a></p>     
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f9.jpg">Figura 9</a></p>     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>O porto de Lisboa foi inaugurado pelo rei D. Luis I em 1887, estando a obra completa na passagem para o s&eacute;culo XX, registando-se por volta de 1940 a realiza&ccedil;&atilde;o de novos edif&iacute;cios (Dellinger, 2010) e diversas transforma&ccedil;&otilde;es no edificado no final do s&eacute;culo. Dentro do rio, as muralhas de protec&ccedil;&atilde;o foram constru&iacute;das em pedra assente sobre uma estrutura de bet&atilde;o armado formada por pilares e vigas. O espa&ccedil;o interior foi cheio com terra compactada. Utilizaram-se, tamb&eacute;m, novas m&aacute;quinas, como dragas e comboio para o transporte de pedras e areias desde as pedreiras de Alc&acirc;ntara (Nabais & Ramos, 1987). A avenida ribeirinha, os espa&ccedil;os de armazenagem e os pr&oacute;prios molhes afastaram a cidade do rio, funcionando como novas cercas que ainda mais a interiorizaram. O rio, a principal entrada da cidade durante s&eacute;culos, perdeu a sua import&acirc;ncia simb&oacute;lica cedendo-a ao aeroporto, &agrave;s esta&ccedil;&otilde;es de caminho-de-ferro e aos acessos rodovi&aacute;rios (Salgueiro, 1992).</p>          <p>A profunda transforma&ccedil;&atilde;o da cidade &eacute; bem demonstrada na Carta Topogr&aacute;fica de 1911, (<a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f10.jpg">figura 10</a>) onde, junto ao rio, marcado a vermelho, est&atilde;o desenhados a vermelho os novos espa&ccedil;os de aterro que transformaram a frente ribeirinha num grande porto internacional, no suporte de importantes infra-estruturas rodovi&aacute;rias, ferrovi&aacute;rias e fluviais mal conectadas, quase sem actividades l&uacute;dicas e comerciais praticamente durante todo o s&eacute;culo XX. Com a chegada da camionagem e o seu significativo incremento, o porto deixa de necessitar de tantos espa&ccedil;os e nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas criam-se espa&ccedil;os de lazer junto &agrave;s margens e fazem-se modifica&ccedil;&otilde;es funcionais em antigos armaz&eacute;ns e espa&ccedil;os portu&aacute;rios onde novos com&eacute;rcios e actividades l&uacute;dicas se implantam. Simultaneamente os aspectos ambientais ganharam relevo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, valorizando-se a despolui&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas e da atmosfera (Barata 1996). Esta conjuga&ccedil;&atilde;o permite na actualidade, em alguns locais, os cidad&atilde;os desfrutarem do rio numa frente ribeirinha mais humanizada e de funcionalidades variadas onde o porto de Lisboa continua a ter import&acirc;ncia para a cidade e o pa&iacute;s.</p>          
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n1/12n1a03f10.jpg">Figura 10</a></p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><b>5. A cidade e o rio</b></p>         <p><b>5.1 A dif&iacute;cil rela&ccedil;&atilde;o cidade / rio desde meados do s&eacute;culo XIX</b></p>         <p>Este espa&ccedil;o surge como um espa&ccedil;o lateral &agrave; cidade ou aos seus habitantes, porque n&atilde;o &eacute; um lugar onde se viva, mas relegado para a actividade portu&aacute;ria, em decl&iacute;nio, e de suporte de grandes infra-estruturas vi&aacute;rias e ferrovi&aacute;rias. H&aacute; muitos outros lugares na cidade que t&ecirc;m essas caracter&iacute;sticas &#8211; as vias rodovi&aacute;rias estruturantes, as linhas ferrovi&aacute;rias, os viadutos, o aeroporto, interst&iacute;cios urbanos entre outros espa&ccedil;os do g&eacute;nero s&atilde;o exemplos de locais onde n&atilde;o se vive, s&atilde;o n&atilde;o lugares. Mas todos eles s&atilde;o perten&ccedil;a da cidade. S&atilde;o indispens&aacute;veis ao funcionamento da cidade actual mas s&atilde;o dispens&aacute;veis como espa&ccedil;os de viv&ecirc;ncia urbana tal como s&atilde;o e quando n&atilde;o fizerem mais falta com os seus actuais usos a cidade vai reclam&aacute;-los e dar-lhes outros usos. &Eacute; isso que vem acontecendo desde os finais do s&eacute;culo XX, com a frente ribeirinha de Lisboa &#8211; a cidade come&ccedil;ou a reclam&aacute;-la como espa&ccedil;o poss&iacute;vel de viv&ecirc;ncia urbana na qual a influ&ecirc;ncia das actividades l&uacute;dicas e do turismo em crescimento foram e s&atilde;o fundamentais &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es que ent&atilde;o se iniciaram. Em 2006 o autor participou, na universidade <a href="#4">4</a><a name="top4"></a>, no estudo de uma liga&ccedil;&atilde;o pedonal entre a Torre de Bel&eacute;m e o Centro Cultural de Bel&eacute;m. Os alunos propuseram que se eliminasse a linha de caminho de ferro e que a via estruturante de tr&aacute;fego rodovi&aacute;rio deixasse de o ser de modo a permitir que a frente ribeirinha fosse uma continuidade urbana da cidade at&eacute; ao rio. O trabalho foi realizado mantendo essas barreiras urbanas e demonstrou que &eacute; de facto uma impossibilidade o relacionamento entre cidade e rio enquanto essas infra-estruturas se mantiverem porque a continuidade urbana n&atilde;o se faz por t&uacute;neis ou passagens a&eacute;reas, porque n&atilde;o se consegue estabelecer suficiente permeabilidade, mas num continuum espacial. Todas as ac&ccedil;&otilde;es que se t&ecirc;m realizado n&atilde;o resolvem esta quest&atilde;o porque n&atilde;o v&atilde;o &agrave; ess&ecirc;ncia do problema que &eacute; de transformar o tr&aacute;fego rodovi&aacute;rio intenso em tr&aacute;fego local e retirar as liga&ccedil;&otilde;es ferrovi&aacute;rias deste local, ou pelo menos da sua superf&iacute;cie.</p>      <p><b>5.2 O valor do rio e da frente ribeirinha para a cidade</b></p>         <p>A identidade urbana de Lisboa est&aacute; muito relacionada com a frente ribeirinha e com o rio porque nasceu com este e cresceu com ele. O rio &eacute; um dos principais, se n&atilde;o o principal, s&iacute;mbolo da pr&oacute;pria cidade. A cidade nunca se dissociou do rio porque em grande medida lhe pertence. A estrutura urbana, a l&oacute;gica formal e funcional, a hist&oacute;ria, pese todas as varia&ccedil;&otilde;es, foi marcada no territ&oacute;rio por essa rela&ccedil;&atilde;o de ambiguidade &#8211; crescer afastando-se do rio e estar sempre pr&oacute;ximo do rio. Mesmo nos momentos em que o porto mais isolou a cidade do rio como no s&eacute;c. XX, em que o contacto da popula&ccedil;&atilde;o excepto dos que nela trabalhavam quase n&atilde;o se fazia, o rio continuou a ser Lisboa. Continuou a ser da sua g&eacute;nese porque n&atilde;o &eacute; s&oacute; da viv&ecirc;ncia em si que se vive e que se valoriza os elementos &eacute; em muito do valor de uso que se lhes atribui. Est&atilde;o, em parte, neste plano os castelos e muitos dos edif&iacute;cios que chamamos de monumentos.</p>          <p>As pessoas deixaram de se lavar no rio, de ter praias que permitiam tomar banho de rio, de ter proximidade f&iacute;sica com a &aacute;gua do Tejo. Deixaram h&aacute; muito de lhe tocar, de sentir a &aacute;gua, de a usar. O rio como meio de transporte de mercadorias foi gradualmente sendo abandonado conforme se foi incrementando a camionagem (Salgueiro, 1992). Aqui em Lisboa, j&aacute; n&atilde;o tem pescadores e toda a faina mar&iacute;tima pr&oacute;pria. N&atilde;o tem botes nas praias. Mas continua a ser o rio e este aspecto parece ser o determinante.</p>           <p>Lisboa nunca esteve de costas virada ao rio, pelo contr&aacute;rio. A actividade portu&aacute;ria foi e &eacute; uma actividade da cidade, goste-se ou n&atilde;o. Foi das mais decisivas, e em certos momentos a mais decisiva, na afirma&ccedil;&atilde;o de Lisboa no mundo. O que sucedeu com a retrac&ccedil;&atilde;o do porto de Lisboa foi um excedente de espa&ccedil;os junto ao rio que possibilitou criar novas actividades econ&oacute;micas que substitu&iacute;ssem as portu&aacute;rias evitando o abandono e a degrada&ccedil;&atilde;o destes locais. Essa substitui&ccedil;&atilde;o que tem tido diversos &ecirc;xitos pode consolidar junto ao rio actividades l&uacute;dicas, de lazer, desportivas ou culturais mas isso n&atilde;o altera o car&aacute;cter amb&iacute;guo deste espa&ccedil;o de fronteira nem resolve na ess&ecirc;ncia a rela&ccedil;&atilde;o cidade/rio pois n&atilde;o modificou os elementos que os separam.</p>          <p><b>5.3 A frente rio que podia ter sido. Discutir a impossibilidade</b></p>         <p>A cont&iacute;nua vontade e necessidade de fazer cidade, de crescer, de readaptar, de melhorar, transformaram de um modo mais ou menos consciente e violento o territ&oacute;rio onde se construiu Lisboa. Se n&atilde;o tivessem sido realizados os aterros ter&iacute;amos uma cidade muito diferente ao n&iacute;vel da sua forma, estrutura vi&aacute;ria principal, organiza&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es e das viv&ecirc;ncias nomeadamente na frente ribeirinha. N&atilde;o ter&iacute;amos uma cidade com um porto em toda a sua frente porque o territ&oacute;rio n&atilde;o o permitia. N&atilde;o ter&iacute;amos uma cidade, ou que deveria ter sido a cidade, desligada do rio mas com pequenas praias, enseadas e pequenos portos a que se acedia pelos vales e colinas que permitiam, junto ao sop&eacute;, viv&ecirc;ncias junto ao rio e uma paisagem mais integrada com o s&iacute;tio, mais natural, at&eacute; mais verdadeira. Os bairros projectar-se-iam na frente ribeirinha o que produziria uma variedade formal muito mais rica do que a unidade mono funcional que o porto produz. Uma frente mais humanizada por ser criada e usada de perto pelos seus habitantes, como usam os seus bairros.</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lisboa &eacute;, pois, uma cidade em que a actividade de com&eacute;rcio portu&aacute;rio, que se desenvolveu exponencialmente a partir dos Descobrimentos, come&ccedil;ou a prevalecer sobre o seu s&iacute;tio original e gerou uma identidade falsa, pois n&atilde;o era a sua. A rela&ccedil;&atilde;o com o rio &eacute; visual, &eacute; econ&oacute;mica, &eacute; simb&oacute;lica mas tamb&eacute;m &eacute; sofrida por n&atilde;o ser natural. Os esfor&ccedil;os que t&ecirc;m sido realizados para aproximar os cidad&atilde;os do seu rio atrav&eacute;s de criar espa&ccedil;os l&uacute;dicos e culturais junto ao Tejo est&atilde;o ainda muito longe de resolver este profundo afastamento por ser gen&eacute;tico.</p>           <p>N&atilde;o cabe no &acirc;mbito deste trabalho sugerir solu&ccedil;&otilde;es mas provavelmente s&oacute; gerando uma rela&ccedil;&atilde;o de intrus&atilde;o terra/&aacute;gua, cidade/rio e simultaneamente uma modifica&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria das grandes infra-estruturas e de alguns usos &eacute; que ser&aacute; poss&iacute;vel repropor de algum modo, a morfog&eacute;nese perdida n&atilde;o para fazer o que n&atilde;o foi feito mas para fazer novo.</p>          <p><b>5.3 Riscos ambientais e valor da frente ribeirinha. Os aterros na actualidade</b></p>         <p>Os espa&ccedil;os p&uacute;blicos mais significativos e simb&oacute;licos de Lisboa, como o Rossio, a Pra&ccedil;a da Figueira, a Baixa e toda a frente ribeirinha, s&atilde;o, ao n&iacute;vel dos riscos ambientais, dos que apresentam maior perigosidade em caso de sismo (CML/PC, 2008a), tsunami ou cheias (CML/PC, 2008b). No tempo em que se criaram e transformaram estes territ&oacute;rios o homem n&atilde;o tinha preocupa&ccedil;&otilde;es com riscos ambientais, por aus&ecirc;ncia de conhecimento e mesmo de possibilidade de fazer diferente. A sua cultura n&atilde;o revelava essas preocupa&ccedil;&otilde;es o que fez com que criasse os principais locais da urbe nos locais de maior risco ambiental. A forma&ccedil;&atilde;o/transforma&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, resultando directamente da cultura, fez-se de modo dial&eacute;ctico pois foi, em cada &eacute;poca, o resultado dos objectivos, dos meios e dos m&eacute;todos dispon&iacute;veis &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o. Os aterros n&atilde;o representam nem representaram um fim em si mesmo pois s&atilde;o e foram o modo de obter o pretendido &#8211; espa&ccedil;os planos de car&aacute;cter p&uacute;blico. Foram e s&atilde;o a solu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica que permite a constru&ccedil;&atilde;o de novos territ&oacute;rios conquistados ao rio. Hoje, com um elevado grau de exig&ecirc;ncia sobre a qualidade das mat&eacute;rias a utilizar na sua realiza&ccedil;&atilde;o e com solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas cada vez mais exigentes, consolidam-se esses espa&ccedil;os de modo a diminu&iacute;rem-se riscos em situa&ccedil;&otilde;es de cat&aacute;strofe. Deve-se procurar que novas ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rio urbano realizado por aterros se fa&ccedil;am numa perspectiva de gest&atilde;o integrada dos territ&oacute;rios da qual &eacute; parte integrante a gest&atilde;o das bacias hidrogr&aacute;ficas e das zonas costeiras o que pode em muito contribuir para diminuir os riscos humanos em caso de ocorr&ecirc;ncia de cat&aacute;strofes naturais (Dias, 2005).</p>         <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Conclus&atilde;o</b></p>         <p>Os aterros foram, em todas as &eacute;pocas, a solu&ccedil;&atilde;o mais econ&oacute;mica de urbaniza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; constru&ccedil;&atilde;o nas colinas e sobre o tecido consolidado, mais expedita por n&atilde;o ser necess&aacute;rio negociar com propriet&aacute;rios, mais efectiva pela proximidade &agrave; actividade de com&eacute;rcio portu&aacute;rio que contribuiu a essa op&ccedil;&atilde;o. Foi uma solu&ccedil;&atilde;o que em grande medida possibilitou que Lisboa fosse conseguindo ultrapassar os diferentes desafios que a sociedade nas diferentes &eacute;pocas lhe foi impondo. Contudo, todo este esfor&ccedil;o de adapta&ccedil;&atilde;o foi muito maior por ser necess&aacute;rio transformar a g&eacute;nese do territ&oacute;rio e n&atilde;o somente adapt&aacute;-lo pontualmente ou se as op&ccedil;&otilde;es politicas e econ&oacute;micas da cidade tivessem sido outras que n&atilde;o a de ser uma importante cidade de com&eacute;rcio mar&iacute;timo internacional, que muitos sempre defenderam como um prop&oacute;sito de Lisboa pela sua privilegiada posi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica que se desenvolveu inicialmente como entreposto entre o Mediterr&acirc;neo e o Atl&acirc;ntico, para se sedimentar ao longo da hist&oacute;ria no Atl&acirc;ntico e pelo mundo.</p>      <p><b>6.1 Gest&atilde;o costeira integrada, an&aacute;lise e hist&oacute;ria urbana</b></p>         <p>Procur&aacute;mos neste trabalho, para al&eacute;m de tratarmos das mat&eacute;rias espec&iacute;ficas de an&aacute;lise urbana e de caracteriza&ccedil;&atilde;o fenomenol&oacute;gica dos espa&ccedil;os de estudo, Baixa e frente ribeirinha de Lisboa, evidenciar os aspectos que t&ecirc;m import&acirc;ncia ao n&iacute;vel do conhecimento das transforma&ccedil;&otilde;es humanas sobre o territ&oacute;rio para a gest&atilde;o costeira. Foi o homem que realizou e continua a realizar as transforma&ccedil;&otilde;es do territ&oacute;rio e &eacute; simultaneamente quem tem possibilidade de minimizar os riscos inerentes &agrave; sua constru&ccedil;&atilde;o. Este trabalho demonstra a estreita rela&ccedil;&atilde;o entre mat&eacute;rias aparentemente distantes, ou que muitas das vezes s&atilde;o tratadas como tal, quando s&oacute; integradas permitem compreens&otilde;es mais globais. Este trabalho vai ser em fase posterior desenvolvido numa perspectiva de an&aacute;lise mais concreta dos elementos f&iacute;sicos e quantitativos que comp&otilde;em estes espa&ccedil;os urbanos o que pensamos ir&aacute; permitir um entendimento ainda mais abrangente, mais profundo e mais integrado das mat&eacute;rias tratadas tendo o precioso aux&iacute;lio de instrumentos digitais de an&aacute;lise territorial.</p>         <p>A gest&atilde;o costeira preocupa-se com a an&aacute;lise e planeamento de um espa&ccedil;o de conflito entre territ&oacute;rios mar&iacute;timos e terrestres que s&atilde;o as zonas ribeirinhas e costeiras, locais mais sens&iacute;veis a riscos ambientais, onde hoje incide parte significativa da actividade e constru&ccedil;&atilde;o humana, que se sedimentou ao longo da hist&oacute;ria como vimos nos casos estudados da Baixa e frente ribeirinha de Lisboa. H&aacute; uma permanente dicotomia entre a utiliza&ccedil;&atilde;o de locais mais vulner&aacute;veis e de maior risco, como s&atilde;o as frentes ribeirinhas e costeiras, e o valor que a sociedade d&aacute; a esses mesmos espa&ccedil;os obrigando a consensos e equil&iacute;brios muitas das vezes dif&iacute;ceis. Conhecer em termos hist&oacute;ricos o que tem sucedido nos diferentes locais do territ&oacute;rio &eacute; um contributo significativo ao planeamento actual destas zonas ribeirinhas nomeadamente &agrave; sua monitoriza&ccedil;&atilde;o e &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de ac&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o. O que se passou neste local pode suceder noutros de caracter&iacute;sticas id&ecirc;nticas e essas mem&oacute;rias tratadas pela an&aacute;lise urbana, preservadas pela hist&oacute;ria urbana podem e devem articular-se com processos da gest&atilde;o costeira integrada, na permanente procura de aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; totalidade do conhecimento sobre o territ&oacute;rio, de modo a que a constru&ccedil;&atilde;o do ambiente humano se fa&ccedil;a com maior equil&iacute;brio e tenha em considera&ccedil;&atilde;o os processos naturais.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><b>Agradecimentos</b></p>         <p>Ao Paulo Tormenta Pinto pelas opini&otilde;es, sugest&otilde;es e entusiasmo na procura de conhecimento sobre a cidade e ao Clementino Amaro profundo conhecedor da cidade e pelo apoio na descoberta da Lisboa enterrada.</p>         <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>         <!-- ref --><p>Amaro, Clementino (1994) &#8211; A Ind&uacute;stria de salga de peixe na Baixa de Lisboa. In: Irisalva Moita (coord.), <i>O livro de Lisboa</i>, pp.69-74, Livros Horizonte, Lisboa, Portugal. ISBN: 9722408801.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-8872201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Andrade, C. (2001) &#8211; <i>Reconstitui&ccedil;&atilde;o do enchimento do esteiro da Baixa de Lisboa</i>, estu&aacute;rio do Tejo. Relat&oacute;rio final. Centro de Geologia da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201200010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <p>SPE (s/d) &#8211; Sismicidade Hist&oacute;rica. In: <i>Sismos</i>, portal <i>web</i> da Sociedade Portuguesa de Engenharia S&iacute;smica (SPE), Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://sites.google.com/site/spessismica/sismoa/sismos-em-portugal" target="_blank">http://sites.google.com/site/spessismica/sismoa/sismos-em-portugal</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Arruda, Ana Margarida (1996) &#8211; Os Fen&iacute;cios no Ocidente. In: <i>De Ulisses a Viriato - o primeiro mil&eacute;nio a.C.</i>, pp. 35-45, Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa, Portugal. ISBN: 9728137397.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-8872201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Bachelard, Gaston (1957) &#8211; <i>La po&eacute;tica del espacio</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o para Castelhano (1975) por Ernestina de Champourcin de <i>La po&eacute;tique de l&#8217;espace</i>, 207p., Fondo de Cultura Econ&oacute;mica de Argentina, Buenos Aires, Argentina. ISBN: 9505573545. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.upv.es/laboluz/leer/books/bachelard_poetica_espa.pdf" target="_blank">http://www.upv.es/laboluz/leer/books/bachelard_poetica_espa.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-8872201200010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barata, Herm&iacute;nio Dias (1996) &#8211; <i>O Porto de Lisboa: O porto, a economia regional e o territ&oacute;rio</i>. 188p., Centro de Estudos Geogr&aacute;ficos da Universidade de Lisboa, S&eacute;rie Estudos para o Planeamento Regional e Urbano, n&ordm;44, Lisboa, Portugal. ISBN: 9726361117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-8872201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Benevolo, Leonardo &#8211; <i>Storia della Citt&aacute;</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o para Brasileiro por Silvia Mazza: <i>Hist&oacute;ria da Cidade</i>. 728p., S. Paulo, Editora Perspectiva, S.A. &#8211; 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-8872201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Bugalh&atilde;o, Jacinta (2003) &#8211; A ind&uacute;stria romana de transforma&ccedil;&atilde;o e conserva de peixe em Olisipo - N&uacute;cleo Arqueol&oacute;gico da Rua dos Correeiros. Instituto Portugu&ecirc;s de Arqueologia, Trabalhos de Arqueologia 28, 186p., Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aldraba.org.pt/Publica%C3%A7%C3%B5es%20trabalhos%20acad%C3%A9micos%20Olisipo.html" target="_blank">http://www.aldraba.org.pt/Publica%C3%A7%C3%B5es%20trabalhos%20acad%C3%A9micos%20Olisipo.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201200010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Calvino, Italo (1990) &#8211; <i>As cidades invis&iacute;veis</i>, Tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa de Le citt&agrave; invisibili por Jos&eacute; Cola&ccedil;o Barreiros, 6&ordf; ed., 169p., Editorial Teorema, Lisboa, Portugal. ISBN: 972695374X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-8872201200010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Caniggia, Gianfranco; Maffei, Gian Luigi (1979) &#8211; <i>Tipologia de la edificaci&oacute;n - estrutura del espacio antr&oacute;pico</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o para castelhano (1995) por Margarita Garc&iacute;a Gal&aacute;n de Lettura dell&#8217; edilizia di base, Celeste Ediciones, S.A., 192p., Madrid, Espanha. ISBN: 8482110004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-8872201200010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Carita, Helder (1999) &#8211; <i>Lisboa Manuelina e a forma&ccedil;&atilde;o de modelos urban&iacute;sticos da &eacute;poca moderna (1495-1521)</i>. 255p., Livros Horizonte, Lisboa, Portugal. ISBN: 9722410806&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-8872201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castelo-Branco, Fernando (1987) &#8211; Aspectos urban&iacute;sticos de Lisboa na perspectiva dos viajantes estrangeiros. <i>Povos e Culturas</i> (ISSN: 0873-5921), 2:535-544, Centro de estudos dos povos e culturas de express&atilde;o portuguesa - Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Castilho, J&uacute;lio de (1893) &#8211; <i>A Ribeira de Lisboa: descrip&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da margem do Tejo desde a Madre de Deus at&eacute; Santos-O-Velho</i>. 750p., Imprensa Nacional, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://purl.pt/6637" target="_blank">http://purl.pt/6637</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CML/PC (2008a) - Carta de Vulnerabilidade S&iacute;smica dos Solos. In: Cartas de Vulnerabilidades, portal da C&acirc;mara Municipal de Lisboa / Protec&ccedil;&atilde;o Civil, Lisboa, Portugal, <a href="http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/VulnSismica.pdf" target="_blank">http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/VulnSismica.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-8872201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CML/PC (2008b) - Carta de Vulnerabilidade ao Risco de Inunda&ccedil;&atilde;o. In: Cartas de Vulnerabilidades, portal da C&acirc;mara Municipal de Lisboa / Protec&ccedil;&atilde;o Civil, Lisboa, Portugal, <a href="http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/RiscoInundacao.pdf" target="_blank">http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/RiscoInundacao.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dellinger, Dieter (2010) - A Dif&iacute;cil Hist&oacute;ria da Constru&ccedil;&atilde;o do Moderno Porto de Lisboa. <i>Revista de Marinha</i>, n&ordm;. 953, Dezembro 2009 - Janeiro 2010, Lisboa, Portugal. (ICS: 104351). Dispon&iacute;vel em: (<a href="http://www.revistademarinha.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1446:porto-lx&catid=108:historia-maritima&Itemid=295" target="_blank">http://www.revistademarinha.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1446:porto-lx&catid=108:historia-maritima&Itemid=295</a><a href="" target="_blank"></a>)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-8872201200010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dias, J. A. (2005) &#8211; Evolu&ccedil;&atilde;o da Zona Costeira Portuguesa: For&ccedil;amentos Antr&oacute;picos e Naturais. <i>Encontros Cient&iacute;ficos - Turismo, Gest&atilde;o, Fiscalidade</i> (ISSN: 1646-2408), 1:7-27, Faro, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://w3.ualg.pt/%7Ejdias/JAD/papers/RI/05_RevTur.pdf" target="_blank">http://w3.ualg.pt/%7Ejdias/JAD/papers/RI/05_RevTur.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dias, Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves; Rego, Manuela (1995) &#8211; Terreiro do Pa&ccedil;o / Pra&ccedil;a do Com&eacute;rcio - uma pra&ccedil;a de Lisboa: aspectos do quotidiano no s&eacute;culo XVII, in &#8220;O munic&iacute;pio de Lisboa e a din&acirc;mica urbana (s&eacute;culos XVI-XX). <i>I col&oacute;quio tem&aacute;tico, actas das sess&otilde;es, Padr&atilde;o dos Descobrimentos</i>, pp.441-453, C&acirc;mara Municipal de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-8872201200010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Dur&atilde;o, Vitor C.M. (2011) &#8211; <i>An&aacute;lisis Urbano del frente de Alfama, en Lisboa. Formaci&oacute;n y transformaci&oacute;n</i>. 291p., Editorial Acad&eacute;mica Espa&ntilde;ola, Saarbrucken, Alemanha. ISBN: 9783844336184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201200010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Fran&ccedil;a, Jos&eacute; Augusto (1983) &#8211; <i>Lisboa Pombalina e o Iluminismo</i>. Edi&ccedil;&atilde;o de 1988, 408p., Livraria Bertrand, Lisboa, Portugal. ISBN 9789722501163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201200010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Gaspar, Jorge (1970) &#8211; Os portos fluviais do Tejo. <i>Finisterra</i> (ISSN:: 0430-5027),10:153-204, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201200010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>G&oacute;is, Dami&atilde;o de (1554) &#8211; <i>Descri&ccedil;&atilde;o da cidade de Lisboa</i>. Edi&ccedil;&atilde;o de 1988, 85p., tradu&ccedil;&atilde;o do texto latino, introdu&ccedil;&atilde;o e notas de Jos&eacute; da Felicidade Alves, Livros Horizonte, Lisboa, Portugal. ISBN: 9789722401692.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-8872201200010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Heidegger, Martin (1954) &#8211; <i>Bauen, Wohnen, Denken</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o Castelhana: <i>Construir, Habitar, Pensar</i>, (2004), La Editorial Virtual, Buenos Aires, Argentina. <a href="http://www.laeditorialvirtual.com.ar/pages/heidegger/heidegger_construirhabitarpensar.htm" target="_blank">http://www.laeditorialvirtual.com.ar/pages/heidegger/heidegger_construirhabitarpensar.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201200010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Holanda, Francisco d&#8217; (1571) &#8211; <i>Da F&aacute;brica que falece &agrave; cidade de Lisboa</i>. Edi&ccedil;&atilde;o de 1984, 144p., Livros Horizonte, Lisboa, Portugal. ISBN: 9722406515.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-8872201200010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Marques, A. H. de Oliveira (1988) &#8211; Lisboa, cidade mar&iacute;tima. <i>Livro de homenagem a Orlando Ribeiro</i>, II vol., pp. 395-397, Centro de Estudos Geogr&aacute;ficos, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-8872201200010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Matos, Jos&eacute; Lu&iacute;s de; Hassanein, Badr Younis Youssef (1999) &#8211; <i>Lisboa isl&acirc;mica</i>. 29p., Instituto Cam&otilde;es, Lisboa, Portugal. ISBN: 9725662032. Dispon&iacute;vel em Portugal. ISBN: 9725662032. Dispon&iacute;vel em <a href="http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes/doc_download/119-lisboa-islamica.html" target="_blank">http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes/doc_download/119-lisboa-islamica.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-8872201200010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Melo, Rui (2005) &#8211; Um ano de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis fre&aacute;ticos e dos assentamentos na Baixa Pombalina. In: Jo&atilde;o Mascarenhas Mateus (ed.), <i>Baixa Pombalina: bases para uma interven&ccedil;&atilde;o de salvaguarda</i>, pp. 33-46, Colec&ccedil;&atilde;o de Estudos Urbanos, 6, C&acirc;mara Municipal de Lisboa, Lisboa, Portugal. ISBN: 9728877048. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/002/pdf/baixapomb.pdf" target="_blank">http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/002/pdf/baixapomb.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1646-8872201200010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moita, Irisalva (1983) &#8211; A imagem e a vida da cidade. In: I. Moita (org.), <i>&#8220;Lisboa quinhentista: A imagem e a vida da cidade. Exposi&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria</i>, pp.9-22, C&acirc;mara Municipal de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201200010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Nabais, Ant&oacute;nio; Ramos, Paulo Oliveira (1987) &#8211; <i>100 anos do porto de Lisboa</i>. 179p., Administra&ccedil;&atilde;o do Porto de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201200010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Pozo y Barajas, Alfonso del (2003) &#8211; <i>Sevilla. Elementos de An&aacute;lisis Urbano</i>. 193p., Universidad de Sevilla, Sevilha, Espanha. ISBN: 848898815X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-8872201200010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Ramos, Lu&iacute;s; Louren&ccedil;o, Paulo B. (2000) &#8211; An&aacute;lise das T&eacute;cnicas de Constru&ccedil;&atilde;o Pombalina e Aprecia&ccedil;&atilde;o do Estado de Conserva&ccedil;&atilde;o Estrutural do Quarteir&atilde;o do Martinho da Arcada. <i>Revista de Engenharia Civil</i> (ISSN: 0873-1152), 7:35-46, Universidade do Minho, Braga, Portugal. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://5cidade.files.wordpress.com/2008/05/construcao-pombalina.pdf" target="_blank">http://5cidade.files.wordpress.com/2008/05/construcao-pombalina.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201200010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rijo, Delminda; Silva, Manuel Fialho (2009) &#8211; Al Usbuna: Lisboa Isl&acirc;mica. In: <i>Hist&oacute;ria de Lisboa &#8211; Tempos Fortes</i>, pp. 16-19, Gabinete de Estudos Olisiponenses e Direc&ccedil;&atilde;o Municipal de Cultura, Lisboa, Portugal. ISBN: 9789729231032.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-8872201200010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Salgueiro, Teresa Barata (1992) &#8211; <i>A cidade em Portugal - Uma Geografia Urbana</i>. 438p., Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento, Porto, Portugal. ISBN: 9789723602029.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-8872201200010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Santana, Francisco (s/d) &#8211; <i>Lisboa na 2&ordf; metade do s&eacute;c. XVIII (Plantas e descri&ccedil;&otilde;es das suas freguesias)</i>. 199p., C&acirc;mara Municipal de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1646-8872201200010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Silva, A. Vieira da (1942) &#8211; A evolu&ccedil;&atilde;o paroquial de Lisboa. <i>Revista Municipal</i>, n.&ordm;s 13-14. Republicado em <i>Dispersos de Augusto Vieira da Silva (1954)</i>, volume I, pp.171-215, C&acirc;mara Municipal de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-8872201200010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Silva, A. Vieira da (1943) &#8211; Noticias hist&oacute;ricas das freguesias de Lisboa. <i>Revista Municipal</i>, n.&ordm;s 15-16. Republicado em Dispersos de Augusto Vieira da Silva (1954), volume I, pp.217-299, C&acirc;mara Municipal de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-8872201200010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Silva, Manuel Fialho (2009) &#8211; Olisipo: Lisboa romana e alto medieval, 138 a.C. &#8211; 711. In: <i>Hist&oacute;ria de Lisboa &#8211; Tempos Fortes</i>, pp.11-15, Gabinete de Estudos Olisiponenses e Direc&ccedil;&atilde;o Municipal de Cultura, Lisboa, Portugal. ISBN: 9789729231032.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-8872201200010000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Silva, Rodrigo Banha da (2005) &#8211; <i>&#8220;Marcas de oleiro&#8221; em terra sigillata da Pra&ccedil;a da Figueira (Lisboa): contribui&ccedil;&atilde;o para o conhecimento da economia de Olisipo (s&eacute;c. I a.C. - s&eacute;c. II d.C.)</i>. 337p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade do Minho, Braga, Portugal. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/8130/2/5_Dissertação.pdf" target="_blank">http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/8130/2/5_Disserta&ccedil;&atilde;o.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-8872201200010000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Sousa, L.F. Pereira de (1928) - <i>O Terremoto do 1&ordm; de Novembro de 1755 em Portugal e um Estudo Demogr&aacute;fico</i>. Vol. III- Distrito de Lisboa. pp.480-949, Mem&oacute;rias do Servi&ccedil;o Geol&oacute;gico de Portugal, Lisboa, Portugal.</p>  	    <p>&nbsp;</p>         <p><b>Notas</b></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top0">*<a name="0"></a>Submiss&atilde;o: 18 Maio 2011; Avalia&ccedil;&atilde;o: 27 Julho 2011; Recep&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o revista: 18 Outubro 2011; Aceita&ccedil;&atilde;o: 25 Novembro 2011; Disponibiliza&ccedil;&atilde;o on-line: 22 Fevereiro 2012</p>         <p><a href="#top1">1<a name="1"></a> Formaram/transformaram: quer dizer que formaram, criaram, um novo territ&oacute;rio que &eacute; simultaneamente o resultado da transforma&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio anterior.</p>         <p><a href="#top2">2</a><a name="2"></a> Cerca fernandina &#8211; O Rei D. Fernando mandou construir a cerca, sendo a obra realizada em 1383-85.</p>         <p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a> Sabe-se, actualmente, pelos estudos realizados em engenharia s&iacute;smica, terem acontecido na regi&atilde;o de Lisboa e com influ&ecirc;ncia nesta os seguintes sismos at&eacute; 1755: 1017 (n&atilde;o se conhecem registos documentados sobre este sismo), 1344, 1356, 1512, 1531, 1597, 1748. Houve muitos outros sismos que tiveram influ&ecirc;ncia no territ&oacute;rio portugu&ecirc;s e que tamb&eacute;m podem ter-se feito sentir em Lisboa. SPES (s/d).</p> 	    <p><a href="#top4">4</a><a name="4"></a> O trabalho foi realizado no ano de 2005/6, no 2&ordm; semestre da disciplina de Arquitectura Paisag&iacute;stica, no Estabelecimento de Ensino Superior Particular - Dinensino, em Lisboa.</p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Indústria de salga de peixe na Baixa de Lisboa]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Moita]]></surname>
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<year>1994</year>
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