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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinação de forças actuantes em quebra-mares verticais e mistos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Andaluz de Medio Ambiente Grupo de Dinámica de Flujos Ambientais ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[An important issue for a maritime structure design is the determination of the resultant of the wave forces acting at the structure and the stability conditions in each part of the structure. Verification of failure modes that can affect vertical and composite breakwaters is essencially related with sliding and overturning and failure related with geothecnical causes are usually not taken into account. In order to analyse the safety agains sliding and overturning and calculate the loads at the structure, the static equilibrium of the system is considered, assuming that the load are constant. Types of total horizontal wave loadings on the vertical-front structures are a function of structure geometry and wave characteristics. Once the horizontal and vertical resultant of the forces are calculated, safety factors agains sliding and overturning are established, relating the resistance force to the applied force in the horizontal and vertical direction and the stability is verified. Empirical and semi-empirical formula and physical modeling are the most frequent used tools to calculate loads in vertical and composite breakwaters. At present, empirical or semi-empirical formulas are the most widely used tools for predicting loads, which have the great advantage of being very easy to apply. Direct application of these formulas is limited to particular structural configurations, water levels and wave conditions. Besides that, the formulas have assumptions that might not be correct in specific cases. This paper presents the most used formulas to calculate the pressure diagrams, and based on that, the loads acting at vertical and composite breakwaters, together with their main caracteristics and application domain. A more accurate method for determining loads is based on physical model tests since they allow the reprodution of the physical phenomena involved in wave-structure interaction without the simplified assumptions that are presented in the formulas and at analitycal and numerical modelling. However, they are more expensive and more time consuming than the use of formulas and could be affected by scale effects. The paper presents a summary of the different methods to measure the pressures and forces in physical models and the main errors that could affect the measurements of loads at vertical structures. Prototype data are rather rare but extremely important since it allows the verification of the formulae accuracy in calculating the loads. The field measurements made between January and March 2010 at the North Breakwater of the Port of Gijón (Spain), allowed the analisys of the accuracy of the loads calculation made by the formulas and define some main incorrections on the formulas assumptions. Based on these measurements, some recommendations are presented to increase the accuracy of the loads predicted by the formulas at vertical and composite breakwaters.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Determina&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais e mistos</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p><b>Forces on vertical and composite breakwaters</b></p>     <p>&nbsp;</p>         <p><b>Maria da Gra&ccedil;a Neves<sup>@, I</sup>, Montse V&iacute;lchez<sup>II</sup>, Maria Clavero<sup>II</sup>, Miguel A. Losada<sup>II</sup></b></p>         <p><sup>@</sup>Corresponding author: <a href="mailto:gneves@lnec.pt">gneves@lnec.pt</a></p>     <p><sup>I</sup>LNEC, Av. do Brasil, 101, 1700-066, Lisboa, +351.21.8443426.    <br>     <sup>II</sup>Grupo de Din&aacute;mica de Flujos Ambientais. Centro Andaluz de Medio Ambiente. Avda. del Mediterr&aacute;neo, s/n, 18006 Granada (Espanha). e-mails:  <a href="mailto:mvilchezsolis@ugr.es">mvilchezsolis@ugr.es</a>, <a href="mailto:mclavero@ugr.es">mclavero@ugr.es</a>, <a href="mailto:mlosada@ugr.es">mlosada@ugr.es</a></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>RESUMO</b></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma parte importante do dimensionamento de uma obra mar&iacute;tima &eacute; a determina&ccedil;&atilde;o das resultantes das for&ccedil;as actuantes e, relacionadas com estas, as deforma&ccedil;&otilde;es, as tens&otilde;es e as condi&ccedil;&otilde;es de estabilidade da estrutura.    <br>No caso de quebra-mares verticais e mistos e n&atilde;o se considerando assentamentos ou outro aspecto mais relacionado com ruina geot&eacute;cnica, os modos de ru&iacute;na da estrutura reduzem-se aos poss&iacute;veis movimentos de deslizamento e derrubamento. Para analisar a estabilidade ao deslizamento e ao derrubamento, pode-se considerar o equil&iacute;brio est&aacute;tico do sistema, supondo que a ac&ccedil;&atilde;o &eacute; constante, e calcular as resultantes das for&ccedil;as horizontais e verticais a que a estrutura est&aacute; sujeita. Uma vez calculadas as resultantes das for&ccedil;as horizontais e de subpress&atilde;o, estabelecem-se coeficientes de seguran&ccedil;a ao deslizamento e derrubamento que relacionam as ac&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis e desfavor&aacute;veis &agrave; estabilidade da estrutura.    <br>Para a determina&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as em quebra-mares verticais e mistos utilizam-se f&oacute;rmulas emp&iacute;ricas (baseadas em ensaios em modelo f&iacute;sico) e semi-emp&iacute;ricas (baseadas em considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e ensaios em modelo f&iacute;sico) e a modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica.    <br>As f&oacute;rmulas emp&iacute;ricas ou semi-emp&iacute;ricas s&atilde;o o m&eacute;todo mais utilizado no projecto para o c&aacute;lculo das for&ccedil;as. Estas f&oacute;rmulas t&ecirc;m como grande vantagem a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o, o que as torna no elemento mais utilizado na fase de estudo pr&eacute;vio. A sua principal desvantagem deve-se a que a aplica&ccedil;&atilde;o directa destas formula&ccedil;&otilde;es est&aacute; limitada a estruturas de geometrias simples e a condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de agita&ccedil;&atilde;o e n&iacute;veis de mar&eacute; para que foram desenvolvidas. Al&eacute;m disso, algumas destas f&oacute;rmulas baseiam-se em hip&oacute;teses simplificativas que podem n&atilde;o ser v&aacute;lidas para casos concretos. Neste artigo apresentam-se as principais f&oacute;rmulas dispon&iacute;veis para o c&aacute;lculo do diagrama de press&otilde;es e, com base, neste, das resultantes das for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais e mistos, as suas caracter&iacute;sticas e os dom&iacute;nios de aplica&ccedil;&atilde;o.    <br>Os modelos f&iacute;sicos s&atilde;o um m&eacute;todo bastante fi&aacute;vel para o c&aacute;lculo de for&ccedil;as em estruturas monol&iacute;ticas e permitem reproduzir os fen&oacute;menos f&iacute;sicos sem as simplifica&ccedil;&otilde;es inerentes aos modelos num&eacute;ricos ou aos m&eacute;todos anal&iacute;ticos. No entanto s&atilde;o caros e morosos e podem estar afectados por efeitos de escala. Descrevem-se neste artigo os principais m&eacute;todos de medi&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es ou for&ccedil;as em modelo f&iacute;sico e descrevem-se os principais erros no que se refere &agrave; determina&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais e mistos.    <br>Os dados de prot&oacute;tipo s&atilde;o raros mas extremamente importantes j&aacute; que permitem verificar a qualidade das previs&otilde;es obtidas pela aplica&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas. Com base em dados de campo medidos no quebra-mar vertical do Porto de Gij&oacute;n entre Janeiro e Mar&ccedil;o de 2010, foi poss&iacute;vel fazer uma aprecia&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas para a determina&ccedil;&atilde;o da resultante das for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais e verificar as principais defici&ecirc;ncias destas f&oacute;rmulas.    <br>Com base nesses resultados, apresentam-se algumas considera&ccedil;&otilde;es gerais e recomenda&ccedil;&otilde;es para melhor estimar a resultante das for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais com base na aplica&ccedil;&atilde;o de f&oacute;rmulas.</p> 	    <p><b>Palavras-chave: </b>For&ccedil;as, Press&atilde;o din&acirc;mica, Quebra-mares verticais, Quebra-mares mistos, f&oacute;rmulas semi-emp&iacute;ricas, modelos f&iacute;sicos, medi&ccedil;&otilde;es de campo</p> <hr size="1" noshade>         <p><b>ABSTRACT</b></p> 	    <p>An important issue for a maritime structure design is the determination of the resultant of the wave forces acting at the structure and the stability conditions in each part of the structure.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Verification of failure modes that can affect vertical and composite breakwaters is essencially related with sliding and overturning and failure related with geothecnical causes are usually not taken into account. In order to analyse the safety agains sliding and overturning and calculate the loads at the structure, the static equilibrium of the system is considered, assuming that the load are constant. Types of total horizontal wave loadings on the vertical-front structures are a function of structure geometry and wave characteristics. Once the horizontal and vertical resultant of the forces are calculated, safety factors agains sliding and overturning are established, relating the resistance force to the applied force in the horizontal and vertical direction and the stability is verified.    <br>Empirical and semi-empirical formula and physical modeling are the most frequent used tools to calculate loads in vertical and composite breakwaters.    <br>At present, empirical or semi-empirical formulas are the most widely used tools for predicting loads, which have the great advantage of being very easy to apply. Direct application of these formulas is limited to particular structural configurations, water levels and wave conditions. Besides that, the formulas have assumptions that might not be correct in specific cases. This paper presents the most used formulas to calculate the pressure diagrams, and based on that, the loads acting at vertical and composite breakwaters, together with their main caracteristics and application domain.    <br>A more accurate method for determining loads is based on physical model tests since they allow the reprodution of the physical phenomena involved in wave-structure interaction without the simplified assumptions that are presented in the formulas and at analitycal and numerical modelling. However, they are more expensive and more time consuming than the use of formulas and could be affected by scale effects. The paper presents a summary of the different methods to measure the pressures and forces in physical models and the main errors that could affect the measurements of loads at vertical structures.    <br>Prototype data are rather rare but extremely important since it allows the verification of the formulae accuracy in calculating the loads. The field measurements made between January and March 2010 at the North Breakwater of the Port of Gij&oacute;n (Spain), allowed the analisys of the accuracy of the loads calculation made by the formulas and define some main incorrections on the formulas assumptions. Based on these measurements, some recommendations are presented to increase the accuracy of the loads predicted by the formulas at vertical and composite breakwaters.</p>     <p><b>Keywords: </b>Wave forces, dynamic pressure, vertical breakwaters, composite breakwaters, semi-empirical formulae, physical models, prototype measurements.</p>     <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>         <p>A import&acirc;ncia econ&oacute;mica dos portos e o custo total das estruturas mar&iacute;timas levam a que o projecto das mesmas seja exigente, devendo apoiar-se em ferramentas adequadas que permitam garantir, com seguran&ccedil;a e economia, um comportamento adequado aos fins em vista.</p>         <p>Uma parte importante do dimensionamento de uma obra mar&iacute;tima &eacute; a determina&ccedil;&atilde;o da resultante das for&ccedil;as actuantes e, relacionadas com estas, as deforma&ccedil;&otilde;es, as tens&otilde;es e as condi&ccedil;&otilde;es de estabilidade das diferentes partes da estrutura. O estudo da estabilidade das estruturas pode ser dividido em dois grandes grupos:</p> 	<ul>         ]]></body>
<body><![CDATA[<li>estudo da estabilidade dos elementos monol&iacute;ticos (quebra-mares verticais, mistos e superestruturas de quebra-mares de talude), cuja estabilidade depende essencialmente da desacelera&ccedil;&atilde;o da massa de &aacute;gua contra a estrutura;</li> 	    <li>estudo da estabilidade de estruturas com mantos (ou banquetas, taludes, etc.) compostos por blocos e cuja estabilidade depende essencialmente das velocidades de refluxo da massa de &aacute;gua depois do impacto contra a estrutura. Neste caso, o estudo da estabilidade dos mantos n&atilde;o se faz atrav&eacute;s do estudo de cada elemento individualmente, mas sim do manto como um todo, estabelecendo-se n&iacute;veis aceit&aacute;veis de dano que normalmente s&atilde;o fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de blocos do manto que se movem ou caem.</li>         </ul>     <p>Este artigo centra-se na resposta estrutural de quebra-mares verticais e mistos aos esfor&ccedil;os gerados pela agita&ccedil;&atilde;o que os solicita.</p>         <p>A interac&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o, alterada pela presen&ccedil;a da pr&oacute;pria estrutura, com a estrutura gera esfor&ccedil;os a que esta deve resistir, pelo menos durante a sua vida &uacute;til. A informa&ccedil;&atilde;o que existe na literatura sobre resultantes de for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais e mistos n&atilde;o &eacute; extensa. S&atilde;o tamb&eacute;m poucos os estudos que analisam de forma aprofundada as limita&ccedil;&otilde;es das f&oacute;rmulas existentes para o c&aacute;lculo de for&ccedil;as em estruturas monol&iacute;ticas, embora estas f&oacute;rmulas sejam a ferramenta mais utilizada pelos projectistas na fase de estudo pr&eacute;vio. A modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica &eacute; outra ferramenta dispon&iacute;vel para apoio ao projecto deste tipo de estruturas, muito utilizada na fase de projecto de execu&ccedil;&atilde;o, para verifica&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-dimensionamento, j&aacute; que permite reproduzir a maioria dos fen&oacute;menos f&iacute;sicos.</p>         <p>Neste artigo, ap&oacute;s uma breve descri&ccedil;&atilde;o do regime de for&ccedil;as a que a estrutura pode estar sujeita, apresentam-se de forma resumida os m&eacute;todos mais utilizados para o c&aacute;lculo das for&ccedil;as em quebra-mares verticais e mistos: as f&oacute;rmulas emp&iacute;ricas e semi-emp&iacute;ricas e a modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Para o caso de quebra-mares verticais, apresenta-se uma aprecia&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas para o c&aacute;lculo de for&ccedil;as com base em dados medidos em prot&oacute;tipo. O artigo termina com algumas considera&ccedil;&otilde;es gerais e recomenda&ccedil;&otilde;es para melhorar a estima&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as em quebra-mares verticais com base na aplica&ccedil;&atilde;o de f&oacute;rmulas.</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>2. Regimes de for&ccedil;as</b></p>         <p>As for&ccedil;as que actuam sobre uma estrutura mar&iacute;tima podem ser classificadas em dois grupos:</p>     <ul>         <li>Hidrost&aacute;ticas, resultantes da press&atilde;o que o fluido em repouso exerce sobre a estrutura, j&aacute; que a estrutura se encontra total ou parcialmente submersa;</li> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Hidrodin&acirc;micas, resultantes das varia&ccedil;&otilde;es de velocidade da massa de &aacute;gua associada &agrave; agita&ccedil;&atilde;o.</li>         </ul> 	    <p>Existem outros tipos de for&ccedil;as que tamb&eacute;m solicitam a estrutura, mas que saem fora do &acirc;mbito deste trabalho, que s&atilde;o as for&ccedil;as devidas &agrave; ac&ccedil;&atilde;o do vento, de impactos de navios, sismos, tsunamis, etc.</p>         <p>A for&ccedil;a hidrost&aacute;tica horizontal, <i>Fh</i>, resultante das press&otilde;es hidrost&aacute;ticas, que actua sobre uma estrutura que se encontra parcialmente submersa a uma profundidade <i>h</i> &eacute; constante e dada por:</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e1"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04e1.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p>em que <i>&#961;</i> &eacute; a massa vol&uacute;mica do fluido, <i>g</i> a acelera&ccedil;&atilde;o da gravidade e resulta da distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es, P(z), que um fluido em repouso exerce sobre os contornos de uma estrutura, dada por:</p> 	    <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="e2"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04e2.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>     onde z &eacute; a coordenada vertical, sendo zero no n&iacute;vel da &aacute;gua em repouso e positiva no sentido ascendente.         <p>As for&ccedil;as hidrodin&acirc;micas dependem das caracter&iacute;sticas:</p> 	<ul>         <li>do meio fluido, neste caso, da &aacute;gua (massa vol&uacute;mica, <i>&#961;</i>, viscosidade din&acirc;mica, <i>&micro;</i> e temperatura, <i>T</i>),</li> 	    <li>da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima (altura de onda, <i>H</i>, per&iacute;odo, <i>T</i>, ou o respectivo comprimento de onda, <i>L</i>, &agrave; profundidade da &aacute;gua, <i>h</i>) e</li>         <li>da obra (de uma dimens&atilde;o caracter&iacute;stica, <i>D</i>, por exemplo, a dimens&atilde;o horizontal frontal da estrutura, e da frequ&ecirc;ncia pr&oacute;pria de oscila&ccedil;&atilde;o da obra).</li>         </ul>         <p>As formula&ccedil;&otilde;es a utilizar para o c&aacute;lculo de for&ccedil;as dependem do regime de for&ccedil;as a que a estrutura est&aacute; sujeita. Na R.O.M.1.1, definem-se quatro regimes de for&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do perfil da onda quando esta alcan&ccedil;a a estrutura com incid&ecirc;ncia normal:</p>     <ol>         <li><b>Regime estacion&aacute;rio:</b> a obra est&aacute; submetida &agrave; ac&ccedil;&atilde;o de uma onda estacion&aacute;ria resultante da interac&ccedil;&atilde;o da onda incidente com a reflectida. O coeficiente de reflex&atilde;o &eacute; aproximadamente igual &agrave; unidade e n&atilde;o ocorre rebenta&ccedil;&atilde;o nem galgamento, portanto a dissipa&ccedil;&atilde;o e a transmiss&atilde;o s&atilde;o desprez&aacute;veis. Neste caso a onda apresenta um ventre na parede (reflex&atilde;o total) e a distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es varia em fase com o aumento da cota da superf&iacute;cie livre na estrutura e que pode ser calculada a partir da teoria de ondas que seja representativa da declividade, H/L, e da profundidade relativa, h/L em causa.</li> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b>Regime parcialmente estacion&aacute;rio:</b> a onda est&aacute; quase a rebentar e apresenta uma frente plana e ligeiramente inclinada sobre a estrutura. A onda sobe sobre a estrutura rapidamente, transformando o seu campo de velocidades, exactamente antes de alcan&ccedil;ar a estrutura, de uma direc&ccedil;&atilde;o horizontal para uma direc&ccedil;&atilde;o vertical. &Eacute; precisamente ap&oacute;s o impacto que se geram os picos de press&atilde;o de muito curta dura&ccedil;&atilde;o. A resultante das for&ccedil;as actuantes sobre as estruturas que se encontram neste regime pode ser calculada mediante a aplica&ccedil;&atilde;o de teorias ou modelos que tenham em conta tanto o efeito da rebenta&ccedil;&atilde;o sem impacto como o da reflex&atilde;o. H&aacute; algumas aproxima&ccedil;&otilde;es semi-emp&iacute;ricas que d&atilde;o bons resultados para estas condi&ccedil;&otilde;es (por exemplo, Goda, 1974 ou Nagai, 1973); no entanto, &eacute; recomend&aacute;vel verificar a distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es por via experimental.</li>         <li><b>Regime com ocorr&ecirc;ncia de rebenta&ccedil;&atilde;o e impacto:</b> a rebenta&ccedil;&atilde;o da onda sobre a estrutura &eacute; a principal contribui&ccedil;&atilde;o para a resultante das for&ccedil;as que actua sobre ela. A onda alcan&ccedil;a a estrutura durante o processo de rebenta&ccedil;&atilde;o e o impacto d&aacute;-se com ar aprisionado entre a coluna de &aacute;gua e a estrutura. Neste caso ocorre um primeiro pico de press&atilde;o de dura&ccedil;&atilde;o muito curta seguido de uma forte oscila&ccedil;&atilde;o com uma frequ&ecirc;ncia muito elevada (Peregrine, 2003). Existem modelos anal&iacute;ticos e num&eacute;ricos que d&atilde;o uma boa aproxima&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es neste regime.</li> 	    <li><b>Regime de onda ap&oacute;s a rebenta&ccedil;&atilde;o:</b> As ondas alcan&ccedil;am a estrutura j&aacute; rebentadas, quer por efeito do fundo quer pela interac&ccedil;&atilde;o da onda incidente com a onda reflectida na obra, comportando-se como uma massa de &aacute;gua turbulenta. Algumas aproxima&ccedil;&otilde;es semi-emp&iacute;ricas d&atilde;o bons resultados para estas condi&ccedil;&otilde;es; no entanto, &eacute; recomend&aacute;vel verificar a distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es por via experimental.</li>         </ol> 	    <p>Entre estes regimes de for&ccedil;as encontram-se outros que incluem os modos de onda em rebenta&ccedil;&atilde;o sem impacto e os modos de onda parcialmente estacion&aacute;ria. Kortenhaus & Oumeraci (1998), com base em ensaios bidimensionais com agita&ccedil;&atilde;o irregular, propuseram o esquema que se apresenta na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f1.jpg">Figura 1</a> para identificar as diferentes distribui&ccedil;&otilde;es da resultante adimensional das for&ccedil;as horizontais em fun&ccedil;&atilde;o do tempo ao longo de um per&iacute;odo de onda em estruturas monol&iacute;ticas. Como se pode observar, os regimes propostos por estes autores s&atilde;o semelhantes aos descritos anteriormente, embora n&atilde;o incluam o regime estacion&aacute;rio e incluam um regime com rebenta&ccedil;&atilde;o incipiente da onda ("slightly breaking wave").</p> 	     
<p>Em 1970, Nagai apresentou um gr&aacute;fico (Losada <i>et al.</i>, 1995), onde    define as regi&otilde;es correspondentes a diferentes dom&iacute;nios dos perfis    de press&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o da declividade da onda (H/L) e da    profundidade relativa (h/L), <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f2.jpg">Figura    2</a>, e a respectiva varia&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es no tempo. As    ondas na regi&atilde;o sob a linha <u>E</u> correspondem ao comportamento linear    da distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es, o que corresponde ao regime    estacion&aacute;rio.</p> 	     
<p>Entre as linhas <u>E</u> e E come&ccedil;a a aparecer uma segunda harm&oacute;nica    que se faz sentir inicialmente no fundo, (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f2.jpg">Figura    2a</a>)e que, na linha E, j&aacute; se faz sentir em toda a coluna de &aacute;gua,    (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f2.jpg">Figura 2b</a>),correspondente    ao regime quase estacion&aacute;rio.</p>         
<p>Entre E e a linha que define a rebenta&ccedil;&atilde;o, os dois picos de press&atilde;o tornam-se assim&eacute;tricos, ficando o primeiro pico mais curto e mais alto, (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f2.jpg">Figura 2c</a>) Quando a onda rebenta na estrutura, d&aacute;-se um forte aumento do primeiro pico de press&atilde;o, correspondendo ao regime em rebenta&ccedil;&atilde;o com impacto, (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f2.jpg">Figura 2d</a>).</p> 	    
<p>No caso de as ondas atingirem a estrutura ap&oacute;s a rebenta&ccedil;&atilde;o, regime de onda rebentada, ainda se observa o duplo pico de press&atilde;o, (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f2.jpg">Figura 2e</a>), com uma dura&ccedil;&atilde;o e intensidade que &eacute; fun&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia entre o ponto de rebenta&ccedil;&atilde;o e a estrutura.</p> 	    
<p>Estes quatro regimes t&ecirc;m elementos comuns: em todos eles ocorrem dois picos de press&atilde;o e a press&atilde;o m&aacute;xima ocorre na proximidade do n&iacute;vel m&eacute;dio, onde o produto da massa pela velocidade atinge o m&aacute;ximo e se transmite uma maior quantidade de energia da agita&ccedil;&atilde;o para a estrutura. O primeiro pico deve-se &agrave; desacelera&ccedil;&atilde;o da massa de &aacute;gua quando esta atinge a estrutura e passa de um movimento essencialmente horizontal para um vertical, com a subida da massa de &aacute;gua na face vertical da estrutura at&eacute; atingir uma cota m&aacute;xima. Quando esta massa de &aacute;gua come&ccedil;a a descer, inicia-se uma acumula&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua em frente &agrave; estrutura que d&aacute; lugar ao segundo pico de press&atilde;o. A rela&ccedil;&atilde;o entre os valores dos dois picos de press&atilde;o difere consoante o regime de impacto, podendo ir desde valores da ordem da unidade para o regime est&aacute;tico at&eacute; valores muito superiores a este para o regime em rebenta&ccedil;&atilde;o com impacto.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3. Modos de ru&iacute;na e crit&eacute;rios de estabilidade</b></p> 	    <p>Considerando que a funda&ccedil;&atilde;o (ou o manto onde a estrutura assenta) &eacute; est&aacute;vel e n&atilde;o se altera devido &agrave; transmiss&atilde;o de esfor&ccedil;os da estrutura quando sujeita &agrave; ac&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o, ou seja, n&atilde;o se considerando a ru&iacute;na devida a assentamentos ou outros aspectos relacionados com aspectos geot&eacute;cnicas, os modos de ru&iacute;na de uma estrutura monol&iacute;tica reduzem-se aos poss&iacute;veis movimentos de deslizamento e derrubamento.</p> 	    <p>Para analisar a estabilidade ao deslizamento e ao derrubamento, pode-se considerar o equil&iacute;brio est&aacute;tico do sistema, supondo que a ac&ccedil;&atilde;o &eacute; constante. Assim, consideram-se diversas hip&oacute;teses simplificativas:</p> 	 <ul>         <li>As for&ccedil;as m&aacute;ximas instant&acirc;neas que actuam na estrutura s&atilde;o constantes no tempo;</li> 	    <li>O sistema estrutura-funda&ccedil;&atilde;o &eacute; considerado r&iacute;gido at&eacute; ao momento anterior em que se produz a ru&iacute;na por deslizamento ou derrubamento, ou seja, n&atilde;o h&aacute; acumula&ccedil;&atilde;o de dano mas somente ru&iacute;na instant&acirc;nea.</li>         </ul> 	    <p>Normalmente, este m&eacute;todo aplica-se considerando como caso mais gravoso aquele em que a estrutura &eacute; infinita (isto &eacute;, considerando-se desprez&aacute;vel o efeito dos contornos da estrutura), e a incid&ecirc;ncia &eacute; normal &agrave; estrutura. No &acirc;mbito do projecto PROVERBS, admite-se que se pode utilizar este crit&eacute;rio no caso de todos os regimes de for&ccedil;as excepto naquele em que ocorre a rebenta&ccedil;&atilde;o directa da onda (Oumeraci <i>et al.</i>, 2001).</p> 	    <p>Considera-se aqui que as for&ccedil;as sobre uma estrutura vertical ou mista tem uma componente hidrost&aacute;tica que actua dos dois lados da estrutura e na sua base, e uma componente hidrodin&acirc;mica, resultante da ac&ccedil;&atilde;o da onda, ver <a href="#f3">Figura 3</a>, que actua apenas na base e a barlamar da estrutura, ou seja, considera-se que a sotamar a componente hidrodin&acirc;mica &eacute; desprez&aacute;vel, se n&atilde;o ocorrer galgamento.</p>         <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f3"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Uma vez calculadas as for&ccedil;as horizontais e de subpress&atilde;o, estabelecem-se coeficientes de seguran&ccedil;a ao deslizamento, CSD, e derrubamento, CSV, que relacionam os esfor&ccedil;os favor&aacute;veis e desfavor&aacute;veis &agrave; estabilidade da estrutura. Para que o sistema se considere est&aacute;vel, os coeficientes devem ser sempre superiores a 1, embora usualmente se considerem valores entre 1,2 e 1,4.</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e3"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04e3.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p>    <p><a name="e4"></a></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04e4.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>O coeficiente &micro; &eacute; o coeficiente de atrito entre a estrutura e a base. Nagai (1973), baseado em resultados de modelo f&iacute;sico e na experi&ecirc;ncia adquirida em prot&oacute;tipo para quebra-mares mistos, sugere valores de &micro; entre 0,65 e 0,70 no caso de haver deslocamento de blocos do manto em tempestades durante os primeiros anos da obra, aumentando para valores entre 0,7 e 0,9 se o deslocamento ocorrer passados mais de dois anos do final da constru&ccedil;&atilde;o da obra e entre 0,80 e 0,90 no caso de n&atilde;o haver deslocamento de blocos do manto nos primeiros anos da obra. Este autor sugere ainda o valor de 0,60 como valor a utilizar em projecto e que est&aacute; do lado da seguran&ccedil;a. No c&aacute;lculo de C<sub>SV</sub>, M representa o momento associado a cada uma das for&ccedil;as e o peso representa o peso total emerso.</p> 	    <p>O equil&iacute;brio de for&ccedil;as que se apresentou &eacute; v&aacute;lido para agita&ccedil;&atilde;o com incid&ecirc;ncia normal &agrave; estrutura, onde as for&ccedil;as est&atilde;o em fase ao longo de toda a estrutura. Para o caso de agita&ccedil;&atilde;o com incid&ecirc;ncia obl&iacute;qua, como &eacute; o caso da cabe&ccedil;a dos molhes, o estudo deve ser feito considerando os efeitos tridimensionais, que a&iacute; s&atilde;o especialmente relevantes.</p> 	    <p>Tamb&eacute;m se considerou, no equil&iacute;brio est&aacute;tico, que as for&ccedil;as s&atilde;o constantes no tempo. No caso de for&ccedil;as de impacto, isto &eacute;, grandes for&ccedil;as de curta dura&ccedil;&atilde;o, este equil&iacute;brio &eacute; demasiado rigoroso, j&aacute; que o efeito destas for&ccedil;as &eacute; pequeno.</p> 	    <p>O equil&iacute;brio din&acirc;mico tem em conta a sucess&atilde;o de respostas &agrave;s ac&ccedil;&otilde;es que a estrutura sofre. Esta resposta pode ser do tipo el&aacute;stica, que corresponde a movimentos oscilat&oacute;rios de balanceamento, ou do tipo pl&aacute;stica, que corresponde a movimentos permanentes de deslizamento e derrubamento. A sucess&atilde;o de respostas leva &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o do sistema estrutura-funda&ccedil;&atilde;o e propic&iacute;a a ru&iacute;na progressiva da estrutura que, a longo prazo, pode levar &agrave; sua ru&iacute;na total.</p> 	    <p>Para tratar o equil&iacute;brio din&acirc;mico do sistema n&atilde;o existe um &uacute;nico m&eacute;todo, mas diferentes aproxima&ccedil;&otilde;es, cada uma com as suas simplifica&ccedil;&otilde;es: considerar a for&ccedil;a est&aacute;tica mas a resposta da funda&ccedil;&atilde;o el&aacute;stica, ou a for&ccedil;a din&acirc;mica com resposta el&aacute;stica ou elasto-pl&aacute;stica da funda&ccedil;&atilde;o. O m&eacute;todo desenvolvido por Korthenhaus e Oumeraci e compilado no projecto PROVERBS (Oumeraci <i>et al.</i>, 2001) considera uma aproxima&ccedil;&atilde;o est&aacute;tica para o projecto, ou seja, uma for&ccedil;a est&aacute;tica cuja resposta &eacute; equivalente &agrave; da for&ccedil;a din&acirc;mica que esta sofre e cujo valor est&aacute; relacionado com o da for&ccedil;a din&acirc;mica atrav&eacute;s de um par&acirc;metro denominado "factor de for&ccedil;a din&acirc;mica", que depende da dura&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4. Determina&ccedil;&atilde;o de fontes actuantes</b></p> 	    <p><b>4.1. F&oacute;rmulas emp&iacute;ricas e semi-emp&iacute;ricas</b></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o c&aacute;lculo das for&ccedil;as em quebra-mares verticais e mistos, o m&eacute;todo mais utilizado em projecto s&atilde;o as f&oacute;rmulas emp&iacute;ricas ou semi-emp&iacute;ricas. Estas f&oacute;rmulas t&ecirc;m como grande vantagem a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o e s&atilde;o o elemento mais utilizado na fase de estudo pr&eacute;vio de uma obra mar&iacute;tima. A sua principal desvantagem deve-se a que a aplica&ccedil;&atilde;o directa destas f&oacute;rmulas est&aacute; limitada a estruturas de geometrias simples e a condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de agita&ccedil;&atilde;o e n&iacute;veis para que foram desenvolvidas. Outra limita&ccedil;&atilde;o &eacute; o facto de todos os m&eacute;todos considerarem a estrutura como infinita e imperme&aacute;vel, n&atilde;o contemplando poss&iacute;veis efeitos que possam modificar as caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o que incide sobre a estrutura, tais como a difrac&ccedil;&atilde;o na cabe&ccedil;a do molhe. Por serem baseadas em ensaios em modelo reduzido, podem ainda estar afectadas por erros devidos a efeitos de escala tais como os que resultam da n&atilde;o correta considera&ccedil;&atilde;o da porosidade do manto (P&eacute;rez-Romero <i>et al.</i>, 2009).</p> 	    <p>Estas f&oacute;rmulas apresentam algumas caracter&iacute;sticas comuns no c&aacute;lculo das press&otilde;es din&acirc;micas (ou das respectivas for&ccedil;as). Para quebra-mares verticais e mistos (regimes estacion&aacute;rio, quasi-estacion&aacute;rio ou impulsivo), as for&ccedil;as horizontais hidrodin&acirc;micas (<a href="#f4">Figura 4</a>), s&atilde;o calculadas considerando-se que:</p>  	 <ul>       <li>A press&atilde;o m&aacute;xima, P<sub>1</sub>    <br>     - ocorre no n&iacute;vel de &aacute;gua em repouso (NMM) ou na o sua proximidade;          <br>     - &eacute; proporcional a o &#961;gH<sub>D</sub>, em que H<sub>D</sub> &eacute;      a altura de onda no p&eacute; da estrutura, ou seja, considerando o efeito      da reflex&atilde;o;</li>       <li>A press&atilde;o diminui entre p<sub>1</sub>(z=0) e     <br>     - P<sub>3</sub>(z=-h) seguindo uma fun&ccedil;&atilde;o de co-seno hiperb&oacute;lico      ou linear, no caso da estrutura se encontrar em &aacute;guas pouco profundas;          <br>     - P<sub>4</sub>(z=&#951;<sub>max</sub>)=0, assumindo uma distribui&ccedil;&atilde;o      hidrost&aacute;tica de press&otilde;es.</li>      </ul> 	    <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f4"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f4.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 		    <p>Quanto &agrave;s subpress&otilde;es hidrodin&acirc;micas, considera-se nas formula&ccedil;&otilde;es que:</p> 	<ul> 	    <li>a barlamar a press&atilde;o &eacute; igual &agrave; press&atilde;o horizontal obtida na base da estrutura (Pu=p3);</li> 	    <li>a sotamar (onde se considera que a &aacute;gua est&aacute; em repouso), a press&atilde;o hidrodin&acirc;mica &eacute; nula;</li>         <li>a distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es entre barlamar e sotamar &eacute; triangular.</li>         </ul> 	    <p>Quanto aos fen&oacute;menos que podem alterar as for&ccedil;as na estrutura:</p> 	<ul>         <li>a reflex&atilde;o &eacute; considerada indirectamente quer no valor de H<sub>D</sub> quer no de &#951;<sub>max</sub>;</li> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<li>o galgamento, embora reduza as for&ccedil;as na estrutura,  s&oacute; &eacute; considerado atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&aacute;ximo &#951;<sub>max</sub>;						</li>         <li>a rebenta&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada atrav&eacute;s de um aumento da press&atilde;o apenas na proximidade do n&iacute;vel m&eacute;dio;</li> 	    <li>a dissipa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de meios porosos que possam existir na base ou a barlamar da estrutura n&atilde;o &eacute; considerada;</li> 	    <li>a obliquidade da agita&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada em algumas formula&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s da altera&ccedil;&atilde;o da altura de onda, considerando que as for&ccedil;as s&atilde;o apenas fun&ccedil;&atilde;o da componente da altura de onda perpendicular &agrave; estrutura.</li> 	    <li>Assim, a resultante das for&ccedil;as hidrodin&acirc;micas horizontais, F<sub>h</sub>, e verticais, F<sub>v</sub>, &eacute; dada por:</li>         </ul>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e5"></a></p>         <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04e5.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>onde R<sub>c</sub>*=min(&#951;<sub>max</sub>,h<sub>c</sub>) e B &eacute; a largura da estrutura. No caso de se considerar que a distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es &eacute; linear entre z=0 e z=-h, F<sub>h</sub> &eacute; dada por:</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e6"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04e6.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>     <p>Os correspondentes momentos v&ecirc;m dados por:</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e7"></a></p>         <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04e7.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da mesma forma, no caso de se considerar que a distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es &eacute; linear entre a superf&iacute;cie (z=0) e o fundo (z=-h), M<sub>h</sub> &eacute; dada por:</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e8"></a></p> 	         <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04e8.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	     <p>O dom&iacute;nio de aplica&ccedil;&atilde;o de cada f&oacute;rmula est&aacute;    relacionado com o regime de for&ccedil;as e com os seus limites de aplicabilidade.    Na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04t1.jpg">Tabela 1</a> apresenta-se    um resumo de algumas das f&oacute;rmulas ou formula&ccedil;&otilde;es mais importantes    ou mais utilizadas para quebra-mares verticais e mistos.</p>          
<p>Um dos aspectos importantes a definir aquando da aplica&ccedil;&atilde;o das    f&oacute;rmulas &eacute; quais os par&acirc;metros de agita&ccedil;&atilde;o    a utilizar como representativos de um estado de mar, j&aacute; que muitas das    formula&ccedil;&otilde;es foram desenvolvidas para agita&ccedil;&atilde;o regular.    Na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04t2.jpg">Tabela 2</a> resumem-se    os par&acirc;metros a utilizar e os autores que os sugerem. O &acirc;ngulo &#952;    representa o &acirc;ngulo que a direc&ccedil;&atilde;o de propaga&ccedil;&atilde;o    da onda faz com a perpendicular &agrave; estrutura, sendo por isso 0&ordm; no    caso de agita&ccedil;&atilde;o normal &agrave; estrutura. H e T representam    a altura de onda e o respectivo per&iacute;odo, &#951;<sub>max</sub> a cota    m&aacute;xima de &aacute;gua alcan&ccedil;ada pela onda e L o comprimento de    onda. H<sub>max</sub> e H<sub>s</sub> representam as alturas de onda m&aacute;xima    e significativa, respectivamente, e H<sub>1/10</sub> e H<sub>1/3</sub> a m&eacute;dia    das alturas do d&eacute;cimo e do ter&ccedil;o das ondas mais elevadas de um    registo, respectivamente e T<sub>1/3</sub> e T<sub>1/10</sub> a m&eacute;dia    do d&eacute;cimo e do ter&ccedil;o dos per&iacute;odos das ondas mais elevadas    de um registo, respectivamente.</p> 	     
<p>O c&aacute;lculo da resultante das for&ccedil;as impulsivas devidas &agrave;    rebenta&ccedil;&atilde;o, assim como a dura&ccedil;&atilde;o do impulso, s&atilde;o    dos valores mais dif&iacute;ceis de quantificar e o pr&oacute;prio processo    em si ainda n&atilde;o &eacute; totalmente conhecido em profundidade. N&atilde;o    existe actualmente uma metodologia fi&aacute;vel para o projecto de obras sujeitas    a for&ccedil;as impulsivas e os manuais sugerem que se evitem estruturas que    estejam sujeitas a este tipo de for&ccedil;as. Assim, para o seu c&aacute;lculo    utiliza-se frequentemente o m&eacute;todo de Goda modificado por Takahashi para    ter em conta as for&ccedil;as impulsivas, pese embora as suas limita&ccedil;&otilde;es    e a import&acirc;ncia que este tipo de for&ccedil;as impulsivas pode ter quer    na estabilidade da estrutura quer, quando existe banqueta de funda&ccedil;&atilde;o,    na estabilidade do manto de enrocamento da banqueta (Cooker & Peregrine, 1992).    Estas f&oacute;rmulas, &agrave; semelhan&ccedil;a da f&oacute;rmula de Minikin,    multiplicam a press&atilde;o m&aacute;xima por uma constante para ter em conta    o aumento de press&atilde;o devida &agrave; rebenta&ccedil;&atilde;o, ou seja,    a rebenta&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada apenas atrav&eacute;s de uma    altera&ccedil;&atilde;o do perfil (aumento da press&atilde;o) na proximidade    do n&iacute;vel m&eacute;dio da &aacute;gua.</p> 	    <p>No &acirc;mbito do projecto PROVERBS, com base em dados de ensaios e de campo, foi proposta uma metodologia para o c&aacute;lculo de for&ccedil;as em estruturas verticais sujeitas a for&ccedil;as impulsivas que determina um valor para essa constante. No entanto, as resultantes das for&ccedil;as, mesmo para condi&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o semelhantes, d&atilde;o valores com uma grande variabilidade. Recentemente, Cuomo <i>et al.</i> (2011) propuseram uma f&oacute;rmula para o c&aacute;lculo de for&ccedil;as impulsivas baseados em dados de ensaios em modelo f&iacute;sico, mas o seu dom&iacute;nio de validade &eacute; bastante restrito.</p> 	     <p>No que se refere a for&ccedil;as impulsivas, &eacute; de destacar o trabalho    de Peregine <i>et al.</i> (1994) que, dado que as teorias de onda n&atilde;o    conseguem explicar estes picos impulsivos de press&atilde;o, prop&ocirc;s uma    teoria de impulso que aclara melhor o fen&oacute;meno e as suas caracter&iacute;sticas    (Peregrine, 2003). Peregrine verificou que, embora a press&atilde;o m&aacute;xima    se alterasse cada vez que se repetiam as condi&ccedil;&otilde;es que provocavam    um impulso de press&atilde;o, o impulso ou a for&ccedil;a eram bastante mais    consistentes. Assim, uma vez conhecido o ponto de press&atilde;o m&aacute;xima,    o campo de press&otilde;es apresentava um padr&atilde;o simples, que deca&iacute;a    do m&aacute;ximo at&eacute; uma press&atilde;o pr&oacute;xima da hidrost&aacute;tica    a uma dist&acirc;ncia igual a duas vezes a profundidade, no p&eacute; da estrutura.    Com base nesta teoria, avalia a press&atilde;o m&aacute;xima devida ao impulso    ao redor do n&iacute;vel m&eacute;dio, dado pelo integral da press&atilde;o    no tempo durante o impacto. Considerando desprez&aacute;veis os termos convectivos    na equa&ccedil;&atilde;o da quantidade de movimento, o campo de press&otilde;es    impulsivas satisfaz a equa&ccedil;&atilde;o de Laplace e, com condi&ccedil;&otilde;es    de fronteira adequadas, pode-se obter a solu&ccedil;&atilde;o em termos de uma    s&eacute;rie de Fourier. Aqui, o impacto &eacute; considerado apenas como o    pico violento. Peregrine (2003) refere que o factor mais importante para a for&ccedil;a    impulsiva &eacute; a forma da onda quando atinge a estrutura e que as maiores    press&otilde;es (e respectivas for&ccedil;as) ocorrem quando a onda atinge a    estrutura, isto &eacute;, quando, na rebenta&ccedil;&atilde;o, se inicia a forma&ccedil;&atilde;o    da voluta (<i>overturning</i>). Nestes casos, o pico de press&atilde;o &eacute;    muito elevado e de dura&ccedil;&atilde;o muito curta, sendo seguido de oscila&ccedil;&otilde;es,    relacionadas ou com a forma irregular da crista da onda incidente ou com os    efeitos do ar aprisionado (<i>trapped</i>) e do ar misturado com a &aacute;gua    (<i>entrained</i>). Finalmente aparece um segundo pico, de muito menor intensidade,    muito semelhante ao que surge no caso de interac&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    violenta, tal como se mostra na <a href="#f5">Figura 5</a>.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f5"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f5.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>No caso da onda atingir a estrutura ap&oacute;s a rebenta&ccedil;&atilde;o, as for&ccedil;as hidrodin&acirc;micas acima do n&iacute;vel m&eacute;dio da &aacute;gua do mar, P<sub>So</sub>, s&atilde;o proporcionais ao quadrado da velocidade com que a frente da onda rebentada atinge a estrutura, C, que no caso de pequenas profundidades toma o valor C=(gh<sub>b</sub>)<sup>1/2</sup>, e a correspondente for&ccedil;a &eacute; proporcional &agrave; altura de onda que atinge a estrutura, H<sub>b</sub>. Assim, a for&ccedil;a depende da velocidade de impacto e da altura de onda no impacto, que por sua vez depende do tipo de rebenta&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m da press&atilde;o de choque, P<sub>So</sub>, devida ao impacto da onda, a press&atilde;o tem tamb&eacute;m uma componente pseudohidrost&aacute;tica, P<sub>r</sub>, devida ao n&iacute;vel alcan&ccedil;ado pela l&acirc;mina l&iacute;quida durante o espraiamento. </p> 	    <p>Todas as formula&ccedil;&otilde;es referidas at&eacute; agora, com excep&ccedil;&atilde;o da de Sainflou, permitem calcular as for&ccedil;as a barlamar da estrutura ou as for&ccedil;as de subpress&atilde;o. No entanto, as for&ccedil;as a sotamar da estrutura podem ser importantes para a estabilidade de um quebra-mar vertical. No &acirc;mbito do projecto PROVERBS foi proposto majorar o valor obtido por Sainflou, multiplicando-o por uma constante igual a 1,27, v&aacute;lido apenas no caso de fundos de aproxima&ccedil;&atilde;o com declive at&eacute; 1:50. No caso de for&ccedil;as impulsivas, um mecanismo importante de gera&ccedil;&atilde;o de fortes for&ccedil;as a sotamar de uma estrutura &eacute; devido &agrave;s "ondas" que galgam a estrutura e atingem a &aacute;rea abrigada mergulhando sobre esta (Walkden <i>et al.</i>, 2001). Estas for&ccedil;as podem ser superiores &agrave;s de barlamar e aumentar o risco de ru&iacute;na por derrubamento na direc&ccedil;&atilde;o de barlamar. No entanto, n&atilde;o existem formula&ccedil;&otilde;es para o seu c&aacute;lculo. Walkden <i>et al.</i> (2001) utilizaram a teoria de impulso proposta por Peregrine para estudar este tipo de for&ccedil;as com resultados satisfat&oacute;rios.</p> 	    <p><b>4.2. Modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica</b></p> 	    <p>Na fase de projecto de execu&ccedil;&atilde;o de estruturas mar&iacute;timas de maior envergadura recorre-se frequentemente &agrave; modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, como forma de obter resultados fi&aacute;veis e proceder &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-dimensionamento da obra, criando simultaneamente uma estrutura funcional, est&aacute;vel e econ&oacute;mica. Os modelos f&iacute;sicos permitem verificar se a solu&ccedil;&atilde;o proposta cumpre as imposi&ccedil;&otilde;es previstas e permitem ainda obter informa&ccedil;&atilde;o de base para o poss&iacute;vel desenvolvimento de f&oacute;rmulas semi-emp&iacute;ricas.</p> 	    <p>Em 2007, no &acirc;mbito do projecto europeu Hydralab III, foi publicado um relat&oacute;rio onde se apresentam recomenda&ccedil;&otilde;es para a modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica de quebra-mares de talude, de forma a uniformizar os ensaios realizados nos diferentes laborat&oacute;rios e simplificar a troca de dados e a sua an&aacute;lise (Wolters, 2007). Este trabalho baseia-se em trabalhos anteriores de diferentes institui&ccedil;&otilde;es, tal como o Rock Manual (CIRIA, 2006). Tamb&eacute;m foram analisados, em diferentes projectos europeus e de forma detalhada, os principais erros cometidos nos ensaios em modelo f&iacute;sico para alguns tipos espec&iacute;ficos de estudos, como &eacute; o caso do Projecto CLASH, em que foram analisados os galgamentos de estruturas mar&iacute;timas, do Projecto DELOS, que analisou ensaios de estruturas com cota de coroamento baixa (<i>low&#8211;crested</i>) ou do projecto PROVERBS, em que foram analisados os quebra-mares verticais.</p> 	    <p>No que se refere a quebra-mares verticais e mistos, o sistema mais utilizado em ensaios em modelo f&iacute;sico para obten&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de sensores de press&atilde;o instalados na estrutura. A for&ccedil;a resultante &eacute; obtida integrando os valores de press&atilde;o medidos numa determinada &aacute;rea. No caso de se pretender obter informa&ccedil;&atilde;o acerca de picos impulsivos de for&ccedil;a, esta s&oacute; pode ser obtida por medi&ccedil;&otilde;es detalhadas de press&atilde;o na face frontal da estrutura, com uma frequ&ecirc;ncia de aquisi&ccedil;&atilde;o muito elevada, superior a 1000Hz.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Wolters (2007) resume os v&aacute;rios m&eacute;todos utilizados em modelos f&iacute;sicos para avaliar a estabilidade da superestrutura de um quebra-mar, considerando os modos de ru&iacute;na por deslizamento e derrubamento:</p> 	<ol>         <li>Por medi&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a global numa sec&ccedil;&atilde;o da estrutura utilizando uma mesa de for&ccedil;a ou um grupo de elementos de medi&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a.         <br>Este procedimento &eacute; utilizado frequentemente para medir a resultante das for&ccedil;as horizontais, j&aacute; que a qualidade das medi&ccedil;&otilde;es das for&ccedil;as de subpress&atilde;o pode ser baixa, por esta medi&ccedil;&atilde;o requerer que este elemento de estrutura esteja suspenso e que n&atilde;o toque no enrocamento que est&aacute; imediatamente abaixo dele. A introdu&ccedil;&atilde;o de qualquer pequeno espa&ccedil;o pode alterar as subpress&otilde;es que actuam na base da estrutura, quer no seu valor, quer na sua distribui&ccedil;&atilde;o. O uso de uma espuma perme&aacute;vel para reduzir o escoamento neste espa&ccedil;o pode ser suficiente se o escocamento/press&atilde;o n&atilde;o alterar as caracter&iacute;sticas da transmiss&atilde;o, mas este processo introduz tamb&eacute;m incertezas na medi&ccedil;&atilde;o.</li> 	    <li>Por medi&ccedil;&atilde;o das press&otilde;es din&acirc;micas na face frontal e na base da estrutura, que podem ser integradas de forma a determinar as for&ccedil;as totais e calcular posteriormente os respectivos momentos.         <br>Este procedimento tem a vantagem de poder medir tamb&eacute;m as for&ccedil;as de impulso na posi&ccedil;&atilde;o de cada sensor de press&atilde;o, caso se me&ccedil;a com uma frequ&ecirc;ncia de aquisi&ccedil;&atilde;o convenientemente escolhida. A desvantagem deste m&eacute;todo &eacute; que se obt&ecirc;m apenas medi&ccedil;&otilde;es locais de press&atilde;o num n&uacute;mero reduzido de pontos, que s&atilde;o posteriormente integradas para obter as for&ccedil;as e os respectivos momentos, podendo n&atilde;o incluir o ponto de press&atilde;o m&aacute;xima. Ao contr&aacute;rio do m&eacute;todo anterior, as for&ccedil;as de subpress&atilde;o s&atilde;o bem representadas.</li>         <li>A sec&ccedil;&atilde;o da estrutura pode ser reproduzida com um peso reduzido de forma a que haja semelhan&ccedil;a das for&ccedil;as de fric&ccedil;&atilde;o entre o manto e a estrutura, entre o modelo e o prot&oacute;tipo.    <br></li>         </ol> 	    <p>Este procedimento &eacute; muito simples e pode ser muito &uacute;til para uma r&aacute;pida avalia&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a ao derrubamento e ao deslizamento, mas n&atilde;o identifica as for&ccedil;as per si, apenas as for&ccedil;as de deslizamento.    <br>O c&aacute;lculo de for&ccedil;as em modelos f&iacute;sicos pode ser afectado por erros, que se podem agrupar em:     <ul>         ]]></body>
<body><![CDATA[<li>erros de constru&ccedil;&atilde;o do modelo;</li> 	    <li>erros de medi&ccedil;&atilde;o e de medida e/ou an&aacute;lise de dados; </li> 	    <li>erros devidos a efeitos.</li>  	    </ul> 	    <p>Os erros de modelo t&ecirc;m origem na reprodu&ccedil;&atilde;o incorrecta de algumas caracter&iacute;sticas do prot&oacute;tipo, tais como a geometria, a resist&ecirc;ncia mec&acirc;nica dos blocos e das caracter&iacute;sticas das ondas e das correntes, devido, por exemplo, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de fronteira no modelo. Os erros de medi&ccedil;&atilde;o resultam da influ&ecirc;ncia das diferentes t&eacute;cnicas de medi&ccedil;&atilde;o ou dos diferentes sistemas de medi&ccedil;&atilde;o nos resultados obtidos. Os erros de medida t&ecirc;m origem, por exemplo, na utiliza&ccedil;&atilde;o de equipamentos pouco precisos ou pouco apropriados &agrave;s medi&ccedil;&otilde;es a efectuar e os de an&aacute;lise de dados na incorrecta an&aacute;lise das medi&ccedil;&otilde;es obtidas. Os efeitos de escala resultam da incorrecta reprodu&ccedil;&atilde;o no modelo &agrave; escala dos fen&oacute;menos de interac&ccedil;&atilde;o onda-estrutura do prot&oacute;tipo.</p>     <p>De entre estes, os mais gravosos e dif&iacute;ceis de evitar s&atilde;o os erros devidos aos efeitos de escala. Para que todos os fen&oacute;menos envolvidos fossem bem reproduzidos &agrave; escala, os n&uacute;meros de Froude, Weber, Reynolds e Cauchy deveriam ser os mesmos no modelo e no prot&oacute;tipo. No entanto, estes crit&eacute;rios n&atilde;o podem ser satisfeitos simultaneamente.</p>     <p>Usualmente, em estudos que envolvam propaga&ccedil;&atilde;o e rebenta&ccedil;&atilde;o de ondas, o n&uacute;mero de Froude &eacute; o utilizado j&aacute; que os efeitos de press&atilde;o, gravidade e in&eacute;rcia s&atilde;o os mais relevantes. Consequentemente, as for&ccedil;as devidas &agrave; fric&ccedil;&atilde;o (Semelhan&ccedil;a de Reynolds), os efeitos de elasticidade (Semelhan&ccedil;a de Cauchy) e as for&ccedil;as de tens&atilde;o superficial (Semelhan&ccedil;a de Webber) s&atilde;o desprezados na maioria dos modelos f&iacute;sicos. Os erros resultantes do facto de se ignorar estes efeitos s&atilde;o os chamados efeitos de escala. Na <a href="#f6">Figura 6</a> apresenta-se um resumo das leis de semelhan&ccedil;a que deveriam ser satisfeitas para cada um dos diferentes fen&oacute;menos que ocorrem na interac&ccedil;&atilde;o da onda com uma estrutura de protec&ccedil;&atilde;o marginal (Korthenhaus <i>et al.</i>, 2005).</p>     <p>&nbsp;</p> 	    <p><a name="f6"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f6.jpg"></p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A propaga&ccedil;&atilde;o das ondas &eacute; bem modelada recorrendo &agrave;    semelhan&ccedil;a de Froude, j&aacute; que, como foi referido, os principais    fen&oacute;menos que ocorrem na propaga&ccedil;&atilde;o est&atilde;o relacionados    com as for&ccedil;as de press&atilde;o, de in&eacute;rcia e de gravidade.</p>     <p>No caso de escoamento em meios porosos, como &eacute; o caso dos quebra-mares de talude ou de quebra-mares mistos, o efeito de escala mais gravoso &eacute; devido &agrave; falta de semelhan&ccedil;a do escoamento no meio poroso. Isto afecta outros processos tais como as for&ccedil;as de subpress&atilde;o, o espraiamento, o galgamento, a transmiss&atilde;o e a reflex&atilde;o e, possivelmente, tamb&eacute;m as for&ccedil;as nos blocos do manto.</p> 	    <p>No caso de quebra-mares verticais sujeitos &agrave; ac&ccedil;&atilde;o da rebenta&ccedil;&atilde;o de ondas, o efeito de escala mais gravoso est&aacute; relacionado com a incorrecta reprodu&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as de impacto, principalmente devido &agrave; falta de semelhan&ccedil;a do ar aprisionado (<i>trapped</i>) e da mistura ar/&aacute;gua (<i>entrained</i>), ligada &agrave; rebenta&ccedil;&atilde;o. Embora haja m&eacute;todos que sugiram correc&ccedil;&otilde;es desse efeito (por exemplo Kortenhaus & Oumeraci, 1999), os modelos a grandes escalas, o mais pr&oacute;ximas poss&iacute;veis do prot&oacute;tipo, s&atilde;o a melhor alternativa. Trabalhos recentes (Bullock <i>et al.</i>, 2007, Cuomo <i>et al.</i>, 2010) mostram que escalas como a de Froude e a de Cauchy n&atilde;o levam a uma reprodu&ccedil;&atilde;o correcta dos picos de press&atilde;o ou da sua dura&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Como a estabilidade de estruturas monol&iacute;ticas n&atilde;o costuma ser afectada por picos de press&atilde;o de curta dura&ccedil;&atilde;o, a escala de Froude pode ser utilizada, obtendo-se valores do lado da seguran&ccedil;a. No entanto, localmente, a estrutura pode ser afectada por uma sucess&atilde;o de picos de press&atilde;o levando a que o dano possa progredir e levar &agrave; ru&iacute;na da estrutura e da&iacute; a import&acirc;ncia da correcta modela&ccedil;&atilde;o deste tipo de for&ccedil;as.</p> 	    <p>No caso das for&ccedil;as de arrastamento, existe uma gama de valores do n&uacute;mero de Reynolds para a qual o coeficiente de arrastamento &eacute; constante. Se se utilizar a lei de semelhan&ccedil;a de Froude, considerando que o campo de ondas &eacute; dominado pelas for&ccedil;as de gravidade e in&eacute;rcia, &eacute; suficiente garantir que o n&ordm; de Reynolds do modelo e do prot&oacute;tipo representam o mesmo regime de escoamento. O mesmo se pode dizer com respeito ao n&uacute;mero de Weber.</p>     <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>5. Avalia&ccedil;&atilde;&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas para a determina&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;r&ccedil;as actuantes em quebra-mares vertirticais</b></p>     <p>Os dados de prot&oacute;tipo s&atilde;o raros mas extremamente importantes, j&aacute; que permitem verificar a qualidade das previs&otilde;es obtidas pela aplica&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas. Como foi referido, as f&oacute;rmulas existentes para o c&aacute;lculo de for&ccedil;as em quebra-mares verticais e mistos foram deduzidas com base em dados obtidos em ensaios realizados em modelo f&iacute;sico reduzido, podendo por isso estar afectados por erros devidos a efeitos de escala.</p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos, algumas obras foram dotadas de sensores que permitiram obter dados de press&otilde;es e, atrav&eacute;s destes, permitiram calcular for&ccedil;as nas estruturas. Embora os dados obtidos em prot&oacute;tipo possam estar sujeitos a erros, s&atilde;o certamente o m&eacute;todo dispon&iacute;vel mais fi&aacute;vel de obter for&ccedil;as em quebra-mares verticais e mistos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dos quebra-mares que foram monitorizados &eacute; o do porto de Gij&oacute;n, situado no Norte de Espanha, na zona central da costa Cant&aacute;brica. A amplia&ccedil;&atilde;o deste porto consistiu na constru&ccedil;&atilde;o de um novo quebra-mar de abrigo formado por tr&ecirc;s tro&ccedil;os principais, dos quais um &eacute; de tipologia vertical: o molhe Norte.</p>     <p>O molhe Norte tem 1565 m de comprimento e profundidades vari&aacute;veis entre    os 25 e os 30 m. &Eacute; composto por 33 caixot&otilde;es de 32 m de altura    por 32 m de largura e 51,8 m de comprimento. Os caixot&otilde;es, de bet&atilde;o    armado, O molhe Norte tem 1565 m de comprimento e profundidades vari&aacute;veis    entre os 25 e os 30 m. &Eacute; composto por 33 caixot&otilde;es de 32 m de    altura por 32 m de largura e 51,8 m de comprimento. Os caixot&otilde;es, de    bet&atilde;o armado, est&atilde;o apoiados sobre uma banqueta de funda&ccedil;&atilde;o    enraizada &agrave; cota -24,75&nbsp;m, constitu&iacute;da por enrocamento de    150-250 kg. Para evitar a eros&atilde;o da banqueta, foi constru&iacute;da uma    berma composta por blocos artificiais de bet&atilde;o de 90 ton. O galgamento    &eacute; controlado por uma superestrutura com coroamento &agrave; cota +24    m. Na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f7.jpg">Figura 7</a> apresentam-se    as principais caracter&iacute;sticas e dimens&otilde;es do molhe. Neste molhe,    foram seleccionadas duas sec&ccedil;&otilde;es separadas de 260 m entre si (caixot&otilde;es    20 e 25), para a instala&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de sensores de    press&atilde;o (V&iacute;lchez <i>et al.</i>, 2011b):</p> 	 <ul>       
<li>8 no paramento vertical do caixot&atilde;o (P1-P8);</li>       <li>5 na superestrutura (E1-E5), para medir press&otilde;es frontais;</li>       <li>4 na base do caixot&atilde;o (S1-S4), para medir subpress&otilde;es.</li>     </ul>     <p>Os sensores hidrodin&acirc;micos instalados foram ligados &agrave; superf&iacute;cie    para eliminar a press&atilde;o atmosf&eacute;rica.</p>     <p>Com base nos dados medidos nestes sensores entre Janeiro e Mar&ccedil;o de 2010, V&iacute;lchez <i>et al.</i> (2011b) analisou 126 estados de mar de uma hora de dura&ccedil;&atilde;o cada, dos quais 7 corresponderam a temporais, considerando-se como temporal a sequ&ecirc;ncia cont&iacute;nua de estados de mar para os quais a altura de onda significativa (Hs) ultrapassa os 3 m (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f8.jpg">Figura 8</a>).</p> 	     
<p>Para cada estado de mar, foram calculadas as caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o:    a altura de onda significativa, Hs, o per&iacute;odo de pico do espectro, Tp    e o &acirc;ngulo entre a direc&ccedil;&atilde;o principal da agita&ccedil;&atilde;o    incidente e a perpendicular ao molhe, &szlig;. Na <a href="#t3">Tabela 3</a>    apresentam-se as caracter&iacute;sticas dos sete temporais ocorridos no per&iacute;odo    de estudo. Em nenhum dos casos analisados se observou rebenta&ccedil;&atilde;o    das ondas nem galgamento da superestrutura.</p> 	    <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t3"></a></p>         <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04q3.jpg">         
<p>&nbsp;</p>     <p>Para obter as press&otilde;es exercidas pela agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima no molhe, efectuou-se uma filtragem do sinal registado em cada um dos sensores de press&atilde;o, de forma a eliminar a press&atilde;o hidrost&aacute;tica e extrair apenas as press&otilde;es hidrodin&acirc;micas. Na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f9.jpg">Figura 9</a> apresenta-se um exemplo de diagrama de press&otilde;es hidrodin&acirc;micas horizontais, Ph, e verticais, Pv, obtido num dos estados de mar medidos.</p>     
<p>Da an&aacute;lise da varia&ccedil;&atilde;o das press&otilde;es hidrodin&acirc;micas    (V&iacute;lchez <i>et al.</i>, 2011b), obtiveram-se os seguintes resultados:</p> 	<ul>       <li>A press&atilde;o m&aacute;xima no n&iacute;vel m&eacute;dio do mar (NMM)      de cada estado de mar (Pmax) &eacute; proporcional ao valor m&aacute;ximo      alcan&ccedil;ado pela superf&iacute;cie livre na parede do molhe (&#951;),      e &eacute; dada pela seguinte express&atilde;o: Pmax=&#961;g&#951;, sendo      &#961; a massa vol&uacute;mica da &aacute;gua e g a acelera&ccedil;&atilde;o      da gravidade.</li>       <li>A subpress&atilde;o hidrodin&acirc;mica medida no sensor de press&atilde;o      localizado no extremo de sotamar da base da estrutura, P<sub>SB</sub>, n&atilde;o      &eacute; nula e aumenta com a altura de onda m&aacute;xima, H<sub>Max</sub>,      e com o per&iacute;odo, T (ver <a href="#f10">Figura 10</a>), ou seja, n&atilde;o      se verifica a hip&oacute;tese de que a lei de subpress&otilde;es din&acirc;mica      &eacute; triangular, como admite a maioria das formula&ccedil;&otilde;es de      c&aacute;lculo existentes.</li>     </ul>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="f10"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f10.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>     <p>A resultante das for&ccedil;as horizontais, Fh, foi obtida a partir da integra&ccedil;&atilde;o na vertical dos valores instant&acirc;neos de press&atilde;o e a resultante das for&ccedil;as verticais, Fv, por ajustamento linear das press&otilde;es medidas em cada instante e em cada sensor da base, integrando a distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es obtida ao longo da base do caixot&atilde;o (<a href="#f11">Figura 11</a>).</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="f11"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f11.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>     <p>Por &uacute;ltimo, em cada estado de mar seleccionaram-se as resultantes das for&ccedil;as m&aacute;ximas horizontais e as correspondentes verticais e a distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es e subpress&otilde;es que produzia a for&ccedil;a m&aacute;xima horizontal e a que produzia a for&ccedil;a m&aacute;xima vertical (V&iacute;lchez <i>et al.</i>, 2011b).</p>     <p>Os resultados mais importantes obtidos para este caso de estudo mostram que:</p> 	<ul>         <li>N&atilde;o h&aacute; simultaneidade entre o valor m&aacute;ximo das resultantes das for&ccedil;as horizontais e verticais, como sugere a maioria das f&oacute;rmulas;</li> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Existe uma envolvente de pares de valores ou combina&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;as cujo efeito sobre a estrutura pode ser tanto ou mais desfavor&aacute;vel que a combina&ccedil;&atilde;o das duas for&ccedil;as m&aacute;ximas.</li>         </ul>     <p>Com base nestes dados foi poss&iacute;vel analisar as f&oacute;rmulas para    o c&aacute;lculo de for&ccedil;as num quebra-mar vertical apresentadas no ponto    4.1. Assim, V&iacute;lchez <i>et al.</i> (2011a) compararam as press&otilde;es    e for&ccedil;as calculadas com base nos dados medidos em Gij&oacute;n e com    base nas f&oacute;rmulas de Fenton, Goda, Nagai e Sainflou para quatro estados    de mar, cujas caracter&iacute;sticas se apresentam na <a href="#t4">Tabela 4</a>.</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="t4"></a></p>         <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04q4.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>     <p>Nas <a href="#f12">Figuras 12</a>, <a href="#f13">13</a> e <a href="#f14">14</a> apresentam-se as resultantes das for&ccedil;as horizontais, Fh, e verticais (subpress&otilde;es), Fv, a cota m&aacute;xima de &aacute;gua alcan&ccedil;ada pela onda de projecto, &#951;max, e a press&atilde;o no n&iacute;vel de refer&ecirc;ncia (NMM), p1, respectivamente, obtidas com a aplica&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas e com base nos dados medidos em Gij&oacute;n para os quatro estados de mar.</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="f12"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f12.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f13"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f13.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f14"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a04f14.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>     <p>Da an&aacute;lise dos resultados destes estudos pode-se concluir que as principais defici&ecirc;ncias das formula&ccedil;&otilde;es normalmente utilizadas na determina&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais s&atilde;o:</p> <ul>         <li>O valor da cota m&aacute;xima de &aacute;gua alcan&ccedil;ada pela onda de projecto, &#951;<sub>max</sub>, &eacute; obtido unicamente a partir das caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o incidente, sem ter em conta a influ&ecirc;ncia de factores t&atilde;o importantes como a geometria e a disposi&ccedil;&atilde;o em planta do molhe. Este valor &eacute; fortemente sobrestimado por todas as f&oacute;rmulas, excepto a de Fenton, que &eacute; a que, em geral, se aproxima mais aos valores medidos (ver <a href="#f13">Figura 13</a>).</li> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Muitas destas formula&ccedil;&otilde;es (Sainflou ou Nagai, por exemplo) n&atilde;o contemplam a influ&ecirc;ncia da obliquidade da incid&ecirc;ncia da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, do comprimento do molhe ou das dimens&otilde;es e caracter&iacute;sticas do material granular onde ele assenta, e estas podem alterar substancialmente as leis de press&otilde;es e subpress&otilde;es. Al&eacute;m disso, a incid&ecirc;ncia normal da agita&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; a mais desfavor&aacute;vel em todas as sec&ccedil;&otilde;es da estrutura (V&iacute;lchez <i>et al.</i>, 2011b), tal como considera Goda na sua formula&ccedil;&atilde;o.</li>         <li>Considera-se uma lei de subpress&otilde;es hidrodin&acirc;micas triangular, com um valor nulo de subpress&atilde;o no extremo de sotamar da base do molhe, o que nem sempre ocorre.</li> 	    <li>As resultantes das for&ccedil;as m&aacute;ximas horizontais e verticais calculadas com as f&oacute;rmulas apresentam grande dispers&atilde;o de resultados quando comparadas com os dados medidos.</li> 	    <li>Os valores de Fh, para estes casos, s&atilde;o subestimados pelas formula&ccedil;&otilde;es de Sainflou e Fenton, e sobrestimados pela de Nagai, enquanto os valores de Fv s&atilde;o subestimados por todas as formula&ccedil;&otilde;es (ver <a href="#f12">Figura 12</a>). A formula&ccedil;&atilde;o de Goda &eacute; a que apresenta maior variabilidade de resultados.</li> 	    <li>Para analisar a estabilidade considera-se a resultante das for&ccedil;as horizontais m&aacute;ximas e assume-se que a resultante das for&ccedil;as verticais associadas tamb&eacute;m &eacute; a m&aacute;xima associada aquele estado de mar, o que nem sempre ocorre.</li>         </ul>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>6. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p> 	    <p>Este artigo apresenta um resumo dos m&eacute;todos mais utilizados para a determina&ccedil;&atilde;o das resultantes das for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais e mistos: as f&oacute;rmulas emp&iacute;ricas e semi-emp&iacute;ricas e a modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica.</p>     <p>As f&oacute;rmulas emp&iacute;ricas ou semi-emp&iacute;ricas s&atilde;o o m&eacute;todo mais utilizado no projecto, que t&ecirc;m como grande vantagem a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o. A sua principal desvantagem deve-se a que a aplica&ccedil;&atilde;o directa destas formula&ccedil;&otilde;es est&aacute; limitada a estruturas de geometrias simples e a condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de agita&ccedil;&atilde;o e n&iacute;veis de mar&eacute; para que foram desenvolvidas. Al&eacute;m disso, algumas destas f&oacute;rmulas baseiam-se em hip&oacute;teses simplificativas que nem sempre s&atilde;o v&aacute;lidas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os modelos f&iacute;sicos s&atilde;o um m&eacute;todo bastante fi&aacute;vel para o c&aacute;lculo de for&ccedil;as em estruturas monol&iacute;ticas e permitem reproduzir os fen&oacute;menos f&iacute;sicos sem as simplifica&ccedil;&otilde;es inerentes aos modelos num&eacute;ricos ou aos m&eacute;todos anal&iacute;ticos. No entanto s&atilde;o caros e morosos e podem estar afectados por efeitos de escala.</p>     <p>Os dados de prot&oacute;tipo s&atilde;o raros mas extremamente importantes j&aacute; que permitem verificar a qualidade das previs&otilde;es obtidas pela aplica&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas. Com base em dados de campo medidos no quebra-mar vertical do Porto de Gij&oacute;n entre Janeiro e Mar&ccedil;o de 2010, foi poss&iacute;vel fazer uma aprecia&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas para a determina&ccedil;&atilde;o das resultantes das for&ccedil;as actuantes em quebra-mares verticais e verificar as principais defici&ecirc;ncias destas f&oacute;rmulas.</p>     <p>Com base nos resultados obtidos neste trabalho, foi poss&iacute;vel definir os seguintes crit&eacute;rios a ter em conta no dimensionamento de quebra-mares verticais, de forma a optimizar o projecto e a garantir que a estrutura cumpre, com seguran&ccedil;a e economia, os requisitos de projecto:</p> <ul>         <li>O valor da cota m&aacute;xima alcan&ccedil;ada pela onda de projecto (&#951;<sub>max</sub>) &eacute; a principal vari&aacute;vel a ter em conta no dimensionamento j&aacute; que a partir dela &eacute; poss&iacute;vel calcular a press&atilde;o m&aacute;xima para o n&iacute;vel m&eacute;dio do mar de refer&ecirc;ncia. Assim, o seu valor deve ser obtido atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de modelos num&eacute;ricos que permitam conhecer correctamente a reparti&ccedil;&atilde;o de energia em frente &agrave; estrutura, tendo em conta quer as caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o, quer as da geometria da estrutura e as do escoamento nos mantos porosos da funda&ccedil;&atilde;o.</li> 	    <li>A press&atilde;o hidrodin&acirc;mica horizontal m&aacute;xima, Pmax, pode ser calculada com base na cota m&aacute;xima alcan&ccedil;ada pela onda de projecto (&#951;<sub>max</sub>), atrav&eacute;s da express&atilde;o: Pmax=&#961;g&#951;<sub>max</sub> ;</li>         <li>A subpress&atilde;o hidrodin&acirc;mica a sotamar da estrutura n&atilde;o &eacute; sempre nula, depende da energia transmitida atrav&eacute;s dos mantos porosos. Quando o c&aacute;lculo de subpress&otilde;es &eacute; feito com base em ensaios de laborat&oacute;rio, deve-se verificar se o resultado est&aacute; afectado por efeitos de escala, devido &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o incorrecta das caracter&iacute;sticas do manto da funda&ccedil;&atilde;o, nomeadamente da sua porosidade. A correc&ccedil;&atilde;o do tamanho do material dos mantos de forma a evitar efeitos de escala pode permitir evitar os erros no c&aacute;lculo das subpress&otilde;es.</li> 	    <li>Os modos de ru&iacute;na devem ser verificados para as combina&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;as horizontais e verticais cujo efeito seja o mais desfavor&aacute;vel.</li>         </ul>         <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Bibliografia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bullock, G.N.; Obhrai, C.; Peregrine, D.H.; Bredmose, H. (2007) &#8211; Violent breaking wave impacts. Part 1: Results from large-scale regular wave tests on vertical and sloping walls. <i>Coastal Engineering</i>, 54(8):602&#8211;617. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coastaleng.2006.12.002" target="_blank">10.1016/j.coastaleng.2006.12.002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S1646-8872201200020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CIRIA, CUR, CETMEF (2006) &#8211;<i> The Rock manual. The use of rock in hydraulic engineering</i>. 2nd edition, 1304p., C683, CIRIA (Construction Industry Research & Information Association), Londres, Reino Unido. ISBN: 978-0860176831&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S1646-8872201200020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cooker, M.J.; Peregrine, D.H. (1990) - A model for breaking wave impact pressures. <i>Proceedings 22nd International Conference on Coastal Engineering</i>, pp.1473-1486, ASCE (American Society of Civil Engineers), Delft, Hollanda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S1646-8872201200020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Cuomo, G.; Allsop, W.; Takahashi, S. (2010) &#8211; Scaling wave impact pressure on vertical walls. <i>Coastal Engineering</i>, 57(6):604&#8211;609. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coastaleng.2010.01.004" target="_blank">10.1016/j.coastaleng.2010.01.004</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S1646-8872201200020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cuomo, G.; Piscopia. R.; Allsop, W. (2011) - Evaluation of wave impact loads on caisson breakwaters based on joint probability of impact maxima and rise times. <i>Coastal Engineering</i>, 58(1):9&#8211;27. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coastaleng.2010.08.003" target="_blank">10.1016/j.coastaleng.2010.08.003</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S1646-8872201200020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fenton, J.D. (1985) - Wave forces on vertical walls. <i>Journal of Waterway, Port, Coastal and Ocean Division</i>, ASCE (American Society of Civil Engineers), 111(4):693-717. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1061/(ASCE)0733-950X(1985)111:4(693)" target="_blank">10.1061/(ASCE)0733-950X(1985)111:4(693)</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S1646-8872201200020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Goda, Y. (1974) - New wave pressure formulae for composite breakwaters. <i>Proceedings of the 14th International Coastal Engineering Conference</i>, 3:1702-1720, ASCE (American Society of Civil Engineers), Copenhagen, Dinamarca.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S1646-8872201200020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Goda, Y. (1985) &#8211; Design of Vertical Breakwaters. <i>In</i>: Y. Goda, <i>Random seas and design of maritime structures</i>., pp.107-162, University of Tokio Press, T&oacute;quio, Jap&atilde;o. ISBN: 978-0860083696&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S1646-8872201200020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hiroi, I. (1919) - A formula for evaluating breaking wave pressure intensity in the case of breaking waves. <i>Journal of the College of Engineering</i>, 11-21, Tokio Imperial University. T&oacute;quio, Jap&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S1646-8872201200020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Kortenhaus, A.; Oumeraci, H. (1998) - Classification of Wave loading on monolithic coastal structures. <i>Proceedings of the 26st International Coastal Engineering Conference</i>, 1:867-880, ASCE (American Society of Civil Engineers), Copenhagen, Denmark.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000276&pid=S1646-8872201200020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Kortenhaus, A.; Oumeraci, H. (1999) - Scale effects in modeling wave impact loading of coastal structures. <i>Proceedings of the Hydralab workshop on Experimental Research and Synergy Effects with Matematical Models</i>, 285-294, Hannover, Alemanha.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000278&pid=S1646-8872201200020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <p>Korthenhaus, A.; Van der Meer, J.; Burchart, H.F.; Geeraerts, J.; Pullen, T.; Ingram, D.; Troch, P. (2005) - CLASH: D40 <i>Report on Conclusions of Scale Effects: Workpackage 7: Quantification of Measurement Errors, Model and Scale Effects related to Wave Overtopping</i>. 565p., Universitetsforlag, Alborg, Dinamarca.</p>         <!-- ref --><p>Losada, M.A.; Martin, F.L.; Medina, R. (1995) - Wave kinematics and Dynamics in Front of Reflective Structures. <i>In: Wave Forces on Inclined and Vertical Wall Structures</i>,. pp.282-310, ASCE (American Society of Civil Engineers), Reston, Virg&iacute;nia, U.S.A. ISBN:&nbsp;0784400807&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000281&pid=S1646-8872201200020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nagai, S. (1973) - Wave forces on structures. <i>Advances in Hydroscience</i> (ISSN: 0065-2768), 9:253-324, Academic Press, New York, NY, U.S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000282&pid=S1646-8872201200020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Oumeraci, H.; Kortenhaus, A.; Allsop, N.W.H.; de Groot M.B.; Crouch R.S.; Vrijling J.K.; Voortman H.G. (2001) - <i>Probabilistic Design Tools for Vertical Breakwaters</i>, 392p., A. A. Balkema, Rotterdam, Holanda. ISBN: 90&nbsp;580&nbsp;248 8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000284&pid=S1646-8872201200020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>Peregrine, D.H. (2003) - Water-wave impact on walls. <i>Annual Review of Fluid Mechanics</i>, 35:23&#8211;43. DOI:&nbsp;<a href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev.fluid.35.101101.161153" target="_blank">10.1146/annurev.fluid.35.101101.161153</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000286&pid=S1646-8872201200020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peregrine, D.H.; Topliss, M.E. (1994) - The pressure field due to step water waves incident on a vertical wall. <i>Proceedings of the 24th International Conference Coastal Engineering</i>, pp.1496&#8211;1510, ASCE (American Society of Civil Engineers), Kobe, Jap&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S1646-8872201200020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>P&eacute;rez-Romero, D.M.; Ortega-S&aacute;nchez, M.; Mo&ntilde;ino, A.; Losada, M.A. (2009) - Characteristics friction coefficients and scale effects in oscillatory porous flow. <i>Coastal Engineering</i>, 56(9):931-939. 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Em japon&ecirc;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000297&pid=S1646-8872201200020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>V&iacute;lchez, M.; Clavero, M.; Neves, M.G.; Losada, M. A. (2011a) - Press&otilde;es e subpress&otilde;es em quebra-mares verticais n&atilde;o galg&aacute;veis. <i>7&ordf;s Jornadas Portuguesas de Engenharia Costeira e Portu&aacute;ria</i>, Delega&ccedil;&atilde;o Portuguesa da PIANC, Porto, Portugal. Vers&atilde;o electr&oacute;nica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000299&pid=S1646-8872201200020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>         <!-- ref --><p>V&iacute;lchez, M.; Moyano, J.; Clavero, M.; Losada, M: A. 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