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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dinâmica da paisagem e proposição de cenários ambientais: um estudo da planície costeira de Estância, Sergipe, Brasil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Sergipe Grupo de Pesquisa em Geoecologia e Planejamento Territoria ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This work aims to build environmental scenarios for the coastal plain of the Estância/Sergipe. The purpose of this study is in understanding how is the functioning of the landscape from the analysis its component systems, their spatial structure and its changes over time as the foundation for the development of two scenarios: recommended scenario and, on the based thereon, the intended use, called of exploratory scenario, which involves the prospects for the future from of the consequences of the suggested options. In order to provide the basis for the planning of the occupation of the area studied, initially, we developed the definition and classification of units and subunits of landscapes based on morphological parameters allied to aspects of the vegetation and of the use and occupation the soil. Secondly, the analysis of the various levels of the occupation of each compartment was made by analysis of the various forms of land use and agents and environmental processes most active in the study area. In this context, after identifying the different levels of occupation, the proposition of the scenarios through different descriptions of possible future events and their consequences for the functioning of the coastal landscape could be achieved.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Din&acirc;mica da paisagem e proposi&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios ambientais: um estudo da plan&iacute;cie costeira de Est&acirc;ncia, Sergipe, Brasil</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p><b>Landscape dynamics and environmental scenarios: a study of Estancia coastal plain, Sergipe, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>         <p><b>An&iacute;zia Concei&ccedil;&atilde;o Cabral de A. Oliveira<sup>@, I</sup>, Rosemeri Melo e Souza<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>@</sup>Autor correspondente: <a href="mailto:aniziacaoliveira@gmail.com">aniziacaoliveira@gmail.com</a></p>         <p><sup>I</sup>Universidade Federal de Sergipe, Grupo de Pesquisa em Geoecologia e Planejamento Territorial GEOPLAN/UFS/CNPq, Av. Marechal Rondon, S/N, P&oacute;lo de Gest&atilde;o/P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o, sala 01. S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o, SE, Brasil.     <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>RESUMO</b></p>         <p>Este trabalho objetivou desenvolver cen&aacute;rios ambientais para a Plan&iacute;cie Costeira do munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia localizado na por&ccedil;&atilde;o sul do Estado de Sergipe como subs&iacute;dio ao ordenamento territorial. O estudo consistiu na compreens&atilde;o de como se d&aacute; o funcionamento da paisagem a partir da an&aacute;lise dos seus sistemas componentes, da sua estrutura espacial e de suas modifica&ccedil;&otilde;es no tempo como alicerce para o desenvolvimento de uma proposta de uso recomendado, aqui designada como cen&aacute;rio de uso recomendado e, com base nele, o uso pretendido, considerado como cen&aacute;rio explorat&oacute;rio, cuja an&aacute;lise envolve as perspectivas de ocupa&ccedil;&atilde;o para o futuro a partir das consequ&ecirc;ncias das op&ccedil;&otilde;es sugeridas.    <br>No intuito de propiciar as bases para o planejamento da ocupa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea estudada, desenvolveu-se, primeiramente, a delimita&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o de unidades e subunidades de paisagens com base em par&acirc;metros relacionados &agrave; morfologia, &agrave;s litoestruturas aliados aos aspectos da cobertura vegetal e do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo. Num segundo momento, foi realizada a identifica&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o de cada compartimento por meio da an&aacute;lise das diversas formas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo e dos agentes e processos f&iacute;sicoambientais mais atuantes.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Nesse contexto, identificados os distintos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o, estes relacionados a processos em sua maior parte de natureza degradante definidores das mudan&ccedil;as ambientais verificadas, puderam ser alcan&ccedil;adas a proposta de uso recomendado e, a partir da proposi&ccedil;&atilde;o, a an&aacute;lise das consequ&ecirc;ncias para o funcionamento da paisagem litor&acirc;nea em estudo.</p> 	    <p><b>Palavras-chave: </b>Cen&aacute;rios Ambientais; Planejamento Ambiental; Plan&iacute;cie Costeira.</p> <hr size="1" noshade>         <p><b>ABSTRACT</b></p> 	    <p>This work aims to build environmental scenarios for the coastal plain of the Est&acirc;ncia/Sergipe. The purpose of this study is in understanding how is the functioning of the landscape from the analysis its component systems, their spatial structure and its changes over time as the foundation for the development of two scenarios: recommended scenario and, on the based thereon, the intended use, called of exploratory scenario, which involves the prospects for the future from of the consequences of the suggested options.    <br>In order to provide the basis for the planning of the occupation of the area studied, initially, we developed the definition and classification of units and subunits of landscapes based on morphological parameters allied to aspects of the vegetation and of the use and occupation the soil. Secondly, the analysis of the various levels of the occupation of each compartment was made by analysis of the various forms of land use and agents and environmental processes most active in the study area.    <br>In this context, after identifying the different levels of occupation, the proposition of the scenarios through different descriptions of possible future events and their consequences for the functioning of the coastal landscape could be achieved.</p> 	    <p><b>Keywords: </b>Environmental Scenarios; Environmental Planning; Coastal Plain</p>     <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>         <p>Cen&aacute;rios s&atilde;o instrumentos de an&aacute;lise que permitem o conhecimento da evolu&ccedil;&atilde;o da paisagem a partir da interpreta&ccedil;&atilde;o dos rumos e das velocidades das transforma&ccedil;&otilde;es no espa&ccedil;o. Por possibilitarem a reflex&atilde;o sobre as consequ&ecirc;ncias das op&ccedil;&otilde;es de usos e formas de ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, ajudam a orientar as a&ccedil;&otilde;es atuais e futuras do homem.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A rela&ccedil;&atilde;o entre a proposi&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios e o conhecimento das mudan&ccedil;as na paisagem &eacute; intr&iacute;nseca. Em estudos ambientais, a investiga&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es numa determinada paisagem, movidas tanto por processos naturais quanto por processos de influ&ecirc;ncia antr&oacute;pica, ou simultaneamente por ambos, automaticamente reporta-se &agrave; perspectiva din&acirc;mica.</p> 	    <p>Considerando que o estudo da din&acirc;mica da paisagem permite o conhecimento de sua evolu&ccedil;&atilde;o, de maneira geral, pode-se dizer que investigar a evolu&ccedil;&atilde;o da paisagem &eacute; tratar da an&aacute;lise de cen&aacute;rios.</p> 	    <p>Destacando o vi&eacute;s do planejamento, Santos (2004: p.50) enfoca que cen&aacute;rios nada mais s&atilde;o do que <i>"interpreta&ccedil;&otilde;es de momentos em uma paisagem dentro de uma escala temporal, visando auxiliar agentes de planejamento a compreender a din&acirc;mica da &aacute;rea e os problemas ambientais consequentes"</i>.</p> 	    <p>Santos (2004: p.51) trata dos cen&aacute;rios numa &oacute;tica que considera os anseios dos agentes envolvidos e vislumbra as dimens&otilde;es passado, presente e futuro, cada uma permitindo interpreta&ccedil;&otilde;es particulares de fatos: <b>do passado</b> - o que foi (cen&aacute;rio passado); <b>do presente</b> - o que &eacute; (cen&aacute;rio real) e <b>do futuro</b> - o que ser&aacute; se medidas n&atilde;o forem tomadas (cen&aacute;rio futuro tendencial), como deveria ser (cen&aacute;rio futuro ideal, frente &agrave;s potencialidades e restri&ccedil;&otilde;es biof&iacute;sicas), como gostaria que fosse (cen&aacute;rio futuro desejado) e o que pode realmente ser (cen&aacute;rio futuro poss&iacute;vel, alternativo, frente &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es biof&iacute;sicas, &agrave;s aspira&ccedil;&otilde;es e &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas e administrativas).</p> 	    <p>No tocante &agrave; perspectiva do futuro, Santos (2004: p.53) ressalta que os cen&aacute;rios futuros representam "simula&ccedil;&otilde;es de diferentes situa&ccedil;&otilde;es, progn&oacute;stico das condi&ccedil;&otilde;es ambientais em um tempo mais ou menos pr&oacute;ximo".</p> 	    <p>Conforme Freitas Filho (2001: p.9) quanto &agrave; tipologia de cen&aacute;rios futuros, s&atilde;o comuns tr&ecirc;s classifica&ccedil;&otilde;es:</p>     <ul>         <li><b>Cen&aacute;rio Tendencial</b> que abarca a dimens&atilde;o extrapolativa (onde chegaremos?), ou seja, o futuro &eacute; a extrapola&ccedil;&atilde;o do passado com car&aacute;ter determinista; refere-se ao que tende a acontecer, apresenta a evolu&ccedil;&atilde;o futura com base em proje&ccedil;&otilde;es de tend&ecirc;ncias hist&oacute;ricas, dando no&ccedil;&atilde;o de continuidade; </li> 	    <li><b>Cen&aacute;rio Explorat&oacute;rio</b> - cuja dimens&atilde;o envolve a no&ccedil;&atilde;o de complexidade, acaso e rupturas, refere-se ao que pode acontecer, o futuro tem possibilidades alternativas de evolu&ccedil;&atilde;o dada pela conjuga&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as do presente e do passado, (onde poderemos chegar?); e</li>         <li><b>Cen&aacute;rio Normativo</b> - em que a dimens&atilde;o se baseia no futuro que pode ser constru&iacute;do, diz respeito ao que deve acontecer segundo os valores dos envolvidos com a constru&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio, apresenta aspectos desej&aacute;veis e pode se confundir com a vis&atilde;o de futuro desejada, (onde queremos chegar?).</li>         </ul> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Minist&eacute;rio do Meio Ambiente em seu documento Projeto Orla: manual de gest&atilde;o (Zamboni &amp; Vilanova, 2006), reconhecendo a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios cen&aacute;rios, destaca o tendencial e o desejado. J&aacute; Oliveira &amp; Rodrigues (2009) d&atilde;o &ecirc;nfase ao cen&aacute;rio tendencial considerado pelos autores como as possibilidades de transforma&ccedil;&otilde;es que a regi&atilde;o de estudo estar&aacute; propensa, sejam elas de origem natural ou antr&oacute;pica e o cen&aacute;rio explorat&oacute;rio, o qual procura analisar as consequ&ecirc;ncias das op&ccedil;&otilde;es escolhidas.</p> 	    <p>Sobre metodologias para cada proposta de cen&aacute;rios Costa e Nascimento (2007: p.50) afirmam que o cen&aacute;rio tendencial faz uso de proje&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas e econom&eacute;tricas literalmente baseadas no passado, o cen&aacute;rio explorat&oacute;rio, por sua vez, precisa extrapolar as tend&ecirc;ncias e lidar com mudan&ccedil;as do ambiente, j&aacute; um cen&aacute;rio normativo, conta mais com os valores dos participantes do que com indica&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas ou fatos portadores de futuro.</p> 	    <p>Bol&oacute;s (1992) exp&otilde;e que para a constru&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios devem ser conhecidos da paisagem objeto de estudo: a dire&ccedil;&atilde;o e velocidade do desenvolvimento natural dos elementos bi&oacute;ticos e abi&oacute;ticos do geossistema; as mudan&ccedil;as dos elementos do subsistema geoecol&oacute;gico (elementos abi&oacute;ticos e bi&oacute;ticos) sob a influ&ecirc;ncia das atividades econ&ocirc;micas da sociedade; o desenvolvimento dos elementos antr&oacute;picos dentro do sistema socioecon&ocirc;mico.</p> 	    <p>Em se tratando de uma abordagem direcionada &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o ambiental, os estudos baseados em cen&aacute;rios prospectivos devem oferecer um quadro fundamental da inter-rela&ccedil;&atilde;o entre fatores e processos din&acirc;micos atuantes na paisagem proporcionando, a partir da an&aacute;lise dos componentes estruturais e fatores condicionantes das mudan&ccedil;as, o estabelecimento de premissas e um caminho concreto de decis&otilde;es voltadas ao melhor planejamento e gest&atilde;o dos ambientes estudados.</p> 	    <p>A Zona Costeira &eacute; marcada pela converg&ecirc;ncia de diversos usos e r&aacute;pido dinamismo de ocupa&ccedil;&atilde;o. Historicamente, a Zona Costeira vem-se caracterizando por uma diversidade de atividades vinculadas a v&aacute;rios tipos de usos como o portu&aacute;rio, o agr&iacute;cola, o de cunho industrial, usos relacionados ao transporte, &agrave; explora&ccedil;&atilde;o petrol&iacute;fera, ao valor paisag&iacute;stico como o tur&iacute;stico, o comercial, o recreacional que fazem reunir uma densa infraestrutura e predominar fortes zonas de concentra&ccedil;&atilde;o populacional.</p> 	    <p>Assim como s&atilde;o m&uacute;ltiplas as atividades, derivadas da alta densidade populacional, da expans&atilde;o urbana e industrial descontrolada, da especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria e da intensifica&ccedil;&atilde;o do turismo s&atilde;o tamb&eacute;m significativos as press&otilde;es e os conflitos delas decorrentes.</p> 	    <p>Em se tratando da elevada conflitualidade presente nestas &aacute;reas, Dias <i>et al</i> (2009: p.4) ressaltam que <i>"(...) interesses portu&aacute;rios competem com as atividades tradicionais (pesca artesanal, agricultura, etc.), interesses econ&ocirc;micos competem com a conserva&ccedil;&atilde;o ambiental, turismo de massas compete com a manuten&ccedil;&atilde;o dos valores culturais das popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, obras fixas de prote&ccedil;&atilde;o costeira competem com os valores paisag&iacute;sticos naturais, esportes radicais competem com as pr&aacute;ticas balneares, atividades industriais competem com o turismo de Natureza"</i>.</p> 	    <p>Usos indevidos e formas de ocupa&ccedil;&atilde;o desordenadas quando afetam o equil&iacute;brio de um dos ambientes pertencentes &agrave; Zona Costeira acabam comprometendo o sistema costeiro como um todo. Tais usos e ocupa&ccedil;&otilde;es impr&oacute;prios v&ecirc;m provocando a descaracteriza&ccedil;&atilde;o de muitos sistemas biof&iacute;sicos, transformando ambientes, antes em condi&ccedil;&otilde;es de certa estabilidade em paisagens degradadas, cujos impactos gerados interferem diretamente na qualidade ambiental da Zona Costeira.</p> 	    <p>Na Zona Costeira de Sergipe elementos naturais e humanos condicionam a exist&ecirc;ncia de unidades de paisagem que se particularizam conforme as suas caracter&iacute;sticas de composi&ccedil;&atilde;o e funcionamento. No Litoral Sul do estado, sobretudo no munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia, ambientes naturais marcantes v&ecirc;m sendo degradados por conta de atividades humanas diferenciadas cujo padr&atilde;o dispare de ocupa&ccedil;&atilde;o determina a rapidez e a intensidade das transforma&ccedil;&otilde;es.</p> 	    <p>Do ponto de vista da apropria&ccedil;&atilde;o do solo, o Litoral Sul apresenta uma estrutura n&atilde;o consolidada, mas que vem se definindo pelo crescente processo de especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria. As atividades de veraneio, marcadas por uma certa sazonalidade, aos poucos v&ecirc;m sendo substitu&iacute;das pelo adensamento de equipamentos humanos. Tais atividades conjugadas ao desenvolvimento da atividade tur&iacute;stica v&ecirc;m induzindo, ao longo do tempo, empreendimentos imobili&aacute;rios em quase toda a por&ccedil;&atilde;o sul provocando a transforma&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida do espa&ccedil;o.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesse contexto, considerando a problem&aacute;tica que envolve os ambientes biof&iacute;sicos sob a atua&ccedil;&atilde;o de processos de ocupa&ccedil;&atilde;o desordenada e tendo em vista que cresce cada vez mais a preocupa&ccedil;&atilde;o com o planejamento da ocupa&ccedil;&atilde;o territorial, a regula&ccedil;&atilde;o dos usos no Litoral com base no n&iacute;vel de fragilidade ambiental dos sistemas e preserva&ccedil;&atilde;o da integridade dos ambientes naturais destaca-se como orienta&ccedil;&atilde;o para estudos que focalizem a proposi&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios como instrumentos favor&aacute;veis ao direcionamento de a&ccedil;&otilde;es visando o ordenamento territorial.</p>     <p>Como ferramenta de planejamento e numa &oacute;tica voltada ao ordenamento dos usos, o desenvolvimento de cen&aacute;rios oferece subs&iacute;dios efetivos para o processo de determina&ccedil;&atilde;o de pontos de maiores e menores restri&ccedil;&otilde;es ao uso, dos limites de resili&ecirc;ncia dos ambientes afetados por determinado tipo e intensidade de degrada&ccedil;&atilde;o visando &agrave; indica&ccedil;&atilde;o de alternativas de manejo.</p> 	    <p>&Eacute; nesse sentido que o presente trabalho objetivou construir cen&aacute;rios representativos das mudan&ccedil;as verificadas na paisagem costeira do munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05f1.jpg">Figura 1</a>) pertencente ao Litoral Sul de Sergipe a partir da identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o dos elementos e processos f&iacute;sicoambientais mais atuantes e da an&aacute;lise das formas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o e dos diversos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o delas derivados.</p>          
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2. Materiais e m&eacute;todos</b></p>     <p>No presente trabalho foram desenvolvidos dois tipos de cen&aacute;rios: o cen&aacute;rio recomendado, proposta de uso recomendado mediante a an&aacute;lise da configura&ccedil;&atilde;o atual do espa&ccedil;o pelo padr&atilde;o vigente de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o e cen&aacute;rio explorat&oacute;rio, baseado em Oliveira &amp; Rodriguez (2009), designado para se referir ao uso pretendido, com a finalidade de indicar o uso sustent&aacute;vel frente &agrave;s perspectivas de ocupa&ccedil;&atilde;o para o futuro.</p> 	    <p>O desenvolvimento dos cen&aacute;rios (cen&aacute;rio recomendado e cen&aacute;rio pretendido) foi nesta pesquisa possibilitada primeiramente pela delimita&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o de unidades e subunidades de paisagens com base em par&acirc;metros relacionados &agrave; morfologia (caracteriza&ccedil;&atilde;o da forma), &agrave;s litoestruturas e &agrave; fisiologia (caracteriza&ccedil;&atilde;o dos atributos f&iacute;sicos) aliados aos aspectos da cobertura vegetal e do uso do solo, o que permitiu, num segundo momento, a identifica&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o de cada compartimento.</p> 	    <p>A compartimenta&ccedil;&atilde;o das unidades de paisagem da &aacute;rea de estudo utilizou como crit&eacute;rio-chave a base de dados de geomorfologia do Atlas Digital sobre Recursos H&iacute;dricos de Sergipe (SEPLAN/SRH, 2004). As informa&ccedil;&otilde;es sobre geologia, solos, altimetria, importantes por subsidiarem as an&aacute;lises, tamb&eacute;m foram extra&iacute;das do referido Atlas.</p> 	    <p>A partir desta classifica&ccedil;&atilde;o oficial &eacute; que puderam ser compartimentadas as subunidades de paisagem a partir da associa&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas geomorfol&oacute;gicas, com as geol&oacute;gicas, pedol&oacute;gicas, de declividade do terreno, bem como do uso e cobertura vegetal resultando, mediante a integra&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es relacionadas a estes fatores, diferentes categorias de ambientes.</p> 	    <p>Assim, para a elabora&ccedil;&atilde;o do mapa de unidades e subunidades da &aacute;rea de estudo, cada pol&iacute;gono foi gerado por meio da combina&ccedil;&atilde;o dos referidos temas, sendo desenvolvido, para isso, um invent&aacute;rio das caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, biol&oacute;gicas e de uso do solo atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o dos agentes e processos f&iacute;sicoambientais mais atuantes na paisagem, sendo que, para a divis&atilde;o em subunidades foi adotado como crit&eacute;rio-chave a identifica&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o do solo mediante a an&aacute;lise dos tipos e processos de uso em cada unidade da Plan&iacute;cie Costeira.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Destaque se faz ao fato de que as diferentes unidades geomorfol&oacute;gicas t&ecirc;m n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o diferentes e essa diferencia&ccedil;&atilde;o origina-se da rela&ccedil;&atilde;o entre uso do solo e as caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas dos atributos f&iacute;sicos que comumente s&atilde;o determinantes para a exist&ecirc;ncia dos tipos de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o encontrados.</p> 	    <p>Com base na identifica&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise do padr&atilde;o de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o em que se consolida a organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o foram analisados os processos geoecol&oacute;gicos degradantes da Plan&iacute;cie Costeira do munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia por meio do enfoque funcional proposto por Rodriguez, Silva e Cavalcante (2004) que contempla a an&aacute;lise da din&acirc;mica funcional da paisagem. Segundo estes autores (p. 124), o enfoque funcional objetiva explicar "como a paisagem &eacute; estruturada, quais s&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es funcionais de seus elementos, por que est&aacute; estruturada de determinada maneira (rela&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas ou causais) e para que est&aacute; estruturada de certa forma (quais as fun&ccedil;&otilde;es naturais e sociais)".</p> 	    <p>O enfoque funcional proposto pelos autores &eacute; fundamentado nos principais marcos te&oacute;rico-conceituais:</p>     <ul>         <li>O entendimento de que na paisagem, todos os seus elementos cumprem fun&ccedil;&otilde;es determinadas e participam de forma peculiar no seu processo de g&ecirc;nese.</li> 	    <li>A busca de uma an&aacute;lise integrada dos componentes antr&oacute;picos e naturais a partir de uma caracteriza&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e geoecol&oacute;gica.</li>         <li>A sustenta&ccedil;&atilde;o da necessidade de esclarecer os elementos substanciais dos subsistemas, que refletem o sistema das inter-rela&ccedil;&otilde;es externas das paisagens, que dominam sua ess&ecirc;ncia e sua vida. Dif&iacute;cil</li>         </ul> 	    <p>Este enfoque fornece procedimentos anal&iacute;ticos que permite descobrir quais as mudan&ccedil;as espa&ccedil;o-temporais ocorrem e quais poder&atilde;o ocorrer na paisagem, traduzindo-se numa abordagem adequada ao estudo da din&acirc;mica paisag&iacute;stica, alicerce para a constitui&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios ambientais.</p> 	    <p>Oliveira &amp; Rodrigues (2009: p.306) afirmam que a proposi&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios ambientais baseia-se na an&aacute;lise e representa&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de evolu&ccedil;&atilde;o de um ambiente, levando-se em conta o tempo, espa&ccedil;o, intera&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis e a l&oacute;gica intuitiva e que essa metodologia &eacute; de grande import&acirc;ncia para o planejamento ambiental, j&aacute; que analisa em uma perspectiva futura a efic&aacute;cia das diretrizes propostas.</p> 	    <p>Nesse contexto, baseado nas defini&ccedil;&otilde;es destes autores, dois tipos de cen&aacute;rios foram desenvolvidos:</p>     <ul>         ]]></body>
<body><![CDATA[<li>cen&aacute;rio recomendado que, com base nas altera&ccedil;&otilde;es detectadas na paisagem, no estado de degrada&ccedil;&atilde;o atual e de acordo com a an&aacute;lise da conformidade do uso com a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental vigente, retratou as mudan&ccedil;as na paisagem e estabeleceu para cada tipo de problema, quais devem ser as medidas de ordenamento.</li> 	    <li>cen&aacute;rio explorat&oacute;rio que, de acordo com os autores, &eacute; criado a partir da proposta de uso recomendado no cen&aacute;rio anterior. Configura-se como um cen&aacute;rio pretendido, pois procurar&aacute; analisar as consequ&ecirc;ncias das op&ccedil;&otilde;es sugeridas, tendo em vista a considera&ccedil;&atilde;o das propostas de uso recomendado, referindo-se a possibilidade de futuro numa perspectiva que vislumbra o uso sustent&aacute;vel. Para o desenvolvimento deste cen&aacute;rio foi considerado como horizonte temporal o intervalo de 10 anos.</li>         </ul> 	    <p>O mapa de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo e os mapas de unidades e subunidades de paisagem foram resultantes da an&aacute;lise da interpreta&ccedil;&atilde;o de ortofotos em escala de 1:10.000, cedidas pela Secretaria de Planejamento (SEPLAN/SE) obtidas em cobertura aerofotogram&eacute;trica ocorrida em 2003.</p> 	    <p>O mapa de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo foi desenvolvido a partir de uma chave de interpreta&ccedil;&atilde;o baseada nas defini&ccedil;&otilde;es de Meirelles <i>et al</i>. (1999) que considera as varia&ccedil;&otilde;es de cores, textura, forma, padr&otilde;es de drenagem e relevo.</p> 	    <p>Tal mapa serviu de base para a confec&ccedil;&atilde;o do mapa de unidade e subunidades de paisagem, o qual apresenta os n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o para cada compartimento da Plan&iacute;cie Costeira.</p> 	    <p>Com base na proposta metodol&oacute;gica de Rodriguez, Silva e Cavalcante (2004), foi desenvolvida a an&aacute;lise da intera&ccedil;&atilde;o entre a din&acirc;mica natural e os processos degradantes relacionados aos usos de cada unidade e subunidade de paisagem e assim propostas classes gen&eacute;ricas sobre o n&iacute;vel de modifica&ccedil;&atilde;o dos sistemas naturais.</p> 	    <p>O <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05q1.jpg">Quadro 01</a> mostra a associa&ccedil;&atilde;o entre as classes referentes &agrave; intensidade de modifica&ccedil;&atilde;o dos sistemas naturais, aos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o, bem como, entre os n&iacute;veis de degrada&ccedil;&atilde;o baseados em Rodriguez <i>et al</i> (2004).</p> 	     
<p>A proposta de cen&aacute;rio recomendado foi desenvolvida mediante a an&aacute;lise    do estado de degrada&ccedil;&atilde;o e da concord&acirc;ncia do uso com a base    legal vigente.</p> 	    <p>Em &acirc;mbito federal, as seguintes regulamenta&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas foram consultadas: a Resolu&ccedil;&atilde;o CONAMA N&ordm; 001, de 23 de janeiro de 1986 que disp&otilde;e sobre a Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental; a Resolu&ccedil;&atilde;o CONAMA N&ordm; 303, de 20 de mar&ccedil;o de 2002 que estabelece par&acirc;metros, defini&ccedil;&otilde;es e limites de &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente; o C&oacute;digo Florestal (Lei N&ordm; 4.771/65) e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (Lei N&ordm; 7.661/88).</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na esfera estadual foi examinada a Lei N&ordm; 5.858 de 22 de mar&ccedil;o de 2006 que disp&otilde;e sobre a Pol&iacute;tica Estadual do Meio Ambiente e institui o Sistema Estadual do Meio Ambiente.</p> 	    <p>Em se tratando da legisla&ccedil;&atilde;o municipal, orientaram a an&aacute;lise o Plano Diretor do Munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia/SE (Lei N&ordm; 31/2010); o C&oacute;digo Municipal de Meio Ambiente (Lei N&ordm; 18/2008) e a Lei N&ordm; 28/2010 que institui diretrizes para o Parcelamento do Uso do Solo.</p> 	    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o de cada unidade e subunidade de paisagem da Plan&iacute;cie Costeira de Est&acirc;ncia e dos n&iacute;veis de degrada&ccedil;&atilde;o de cada compartimento permitiu a classifica&ccedil;&atilde;o em categorias de a&ccedil;&otilde;es compat&iacute;veis com a situa&ccedil;&atilde;o ambiental de cada classe de uso recomendado (<a href="#q2">Quadro 02</a>).</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="q2"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05q2.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Assim, conforme a indica&ccedil;&atilde;o destas a&ccedil;&otilde;es, o cen&aacute;rio de usos recomendados para a paisagem da Plan&iacute;cie Costeira de Est&acirc;ncia contemplou quatro classes:</p>     <ul>         <li><b>De Preserva&ccedil;&atilde;o:</b> classe onde o objetivo principal &eacute; a preserva&ccedil;&atilde;o. A prioridade &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o da integridade funcional dos ambientes naturais devido &agrave; import&acirc;ncia biol&oacute;gica/ecol&oacute;gica. Abrange estrat&eacute;gias de a&ccedil;&otilde;es preventivas em conformidade com o disposto na legisla&ccedil;&atilde;o ambiental. Incluem-se nesta zona as APPs (cursos d'&aacute;gua, mangues, dunas, praias, restingas). Tamb&eacute;m fazem parte desta classe os ambientes com alto grau de instabilidade geomorfol&oacute;gica, apresentando risco &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o, como exemplo as &aacute;reas com relevo fortemente ondulado, propensas a processos erosivos. Envolve a delimita&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas non aedificandi atendendo ao disposto na legisla&ccedil;&atilde;o.</li> 	    <li><b>De Conserva&ccedil;&atilde;o:</b> classe onde o objetivo maior &eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o. Contudo, as &aacute;reas pertencentes a esta classe podem ser utilizadas para outros fins. Recomenda-se restringir a ocupa&ccedil;&atilde;o como forma de garantir, dentre outros fatores, a perman&ecirc;ncia da cobertura vegetal natural. A caracter&iacute;stica fundante desta classe &eacute; a concilia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento com as voca&ccedil;&otilde;es das unidades paisag&iacute;sticas respeitando-se a capacidade de suporte.</li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b>De Recupera&ccedil;&atilde;o:</b> classe em que se recomenda, conforme Oliveira e Rodrigues (2009: p.311), a recupera&ccedil;&atilde;o das principais fun&ccedil;&otilde;es dos ambientes naturais, nesta classe constam "&aacute;reas que foram afetadas por processos antr&oacute;picos, que necessitam de recupera&ccedil;&atilde;o para posteriormente se enquadrarem em alguma categoria de prote&ccedil;&atilde;o ou conserva&ccedil;&atilde;o acima propostas". D&aacute;-se &ecirc;nfase a recupera&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas dotadas de prote&ccedil;&atilde;o legal. Os problemas ambientais existentes requerem a&ccedil;&otilde;es para manuten&ccedil;&atilde;o e melhora da qualidade ambiental.</li> 	    <li><b>Pass&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o (ocupa&ccedil;&atilde;o orientada):</b> classe criada para abranger as &aacute;reas que podem ser ocupadas tendo como refer&ecirc;ncia os n&iacute;veis b&aacute;sicos de sustenta&ccedil;&atilde;o da qualidade ambiental. Os usos devem ser orientados. Abrange &aacute;reas geomorfologicamente est&aacute;veis n&atilde;o apresentando risco &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o.</li>         </ul>     <p>J&aacute; o cen&aacute;rio explorat&oacute;rio &eacute; um subproduto da proposta de uso do cen&aacute;rio recomendado. Evidencia as consequ&ecirc;ncias dos acontecimentos desencadeados a partir das classes e a&ccedil;&otilde;es indicadas no cen&aacute;rio anterior. Como horizonte temporal, foi considerado o intervalo de 10 anos para o seu desenvolvimento.</p> 	    <p>As classes estipuladas foram as seguintes:</p> 	<ul>         <li><b>&Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente:</b> &Eacute; constitu&iacute;da por todas as &aacute;reas antes pertencentes &agrave; classe Preserva&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio recomendado. Adota as determina&ccedil;&otilde;es definidas em lei sobre as categorias de prote&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o.</li> 	    <li><b>Paisagem com din&acirc;mica ambiental preservada:</b> Diz respeito &agrave; classe Conserva&ccedil;&atilde;o. A principal caracter&iacute;stica &eacute; quanto &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o de todas as &aacute;reas pertencentes a esta categoria do cen&aacute;rio recomendado que no cen&aacute;rio explorat&oacute;rio (uso pretendido) possibilitou a manuten&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas e fun&ccedil;&otilde;es naturais dos ambientes biof&iacute;sicos.</li>         <li><b>Paisagem melhorada:</b> Diz respeito &agrave; classe Recupera&ccedil;&atilde;o proposta para o cen&aacute;rio recomendado. No horizonte temporal adotado, as &aacute;reas pertencentes a esta classe estar&atilde;o em conformidade com a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental.</li> 	    <li><b>Ocupa&ccedil;&atilde;o rarefeita:</b> Classe criada para enquadrar a faixa de terra ao longo da Rodovia Estadual SE-10 que dever&aacute; conter baixo adensamento, pois se trata de uma classe que integra a categoria Paisagem com din&acirc;mica ambiental preservada, antes Zona de Conserva&ccedil;&atilde;o.</li> 	    <li><b>Ocupa&ccedil;&atilde;o consolidada:</b> Classe antes representada pelas &aacute;reas pertencentes a classe Pass&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o. Envolve a consolida&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o por localidades, pastagens e cultivos, mas como indicado no cen&aacute;rio recomendado abranger&aacute; o controle da qualidade ambiental.</li>         ]]></body>
<body><![CDATA[</ul> 	    <p>Mapas tem&aacute;ticos foram produzidos a partir do software ArcGIS. Para dar suporte ao invent&aacute;rio dos elementos da paisagem e ao trabalho de vetoriza&ccedil;&atilde;o das categorias de uso da terra, dos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o, das classes de estado ambiental e dos cen&aacute;rios propostos, levantamentos bibliogr&aacute;ficos e cartogr&aacute;ficos foram feitos, bem como, realizados trabalhos de campo para checagem das informa&ccedil;&otilde;es e verifica&ccedil;&otilde;es <i>"in loco"</i> das classes mapeadas.</p> 	    <p>Para uma melhor explana&ccedil;&atilde;o do que se prop&otilde;e para o presente artigo, o <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05f7.jpg">fluxograma</a> a seguir apresenta o caminho anal&iacute;tico adotado neste estudo.</p>          
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3. Resultados</b></p> 	    <p><b>3.1. N&iacute;veis de Degrada&ccedil;&atilde;o das Unidades de Paisagem da Plan&iacute;cie Costeira de Est&acirc;ncia-SE </b></p> 	    <p>A Plan&iacute;cie Costeira do munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia possui uma &aacute;rea de 20.403,22 hectares e de acordo com SEPLAN/SRN (2004) encontra-se subdividida em quatro compartimentos geomorfol&oacute;gicos aqui considerados como unidades de paisagem, s&atilde;o elas: Plan&iacute;cie Fluviomarinha, Terra&ccedil;o Fluviomarinho, Terra&ccedil;o Fluvial e Terra&ccedil;o Marinho (ver mapa de compartimentos geomorfol&oacute;gicos, <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05f2.jpg">Figura 2</a>).</p>          
<p>A partir desta classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; que puderam ser compartimentadas    as subunidades de paisagem mediante a associa&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas    geomorfol&oacute;gicas, com as geol&oacute;gicas, pedol&oacute;gicas, de declividade    do terreno, bem como do uso e cobertura vegetal adotando-se como crit&eacute;rio-chave    a identifica&ccedil;&atilde;o das formas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do    solo (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05f3.jpg">Figura 3</a>) e    an&aacute;lise dos processos de uso e n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o    do solo em cada unidade da Plan&iacute;cie Costeira.</p> 	     
<p>Nas unidades e subunidades da Plan&iacute;cie Costeira de Est&acirc;ncia possuidoras    de diferenciadas caracteriza&ccedil;&otilde;es biof&iacute;sicas s&atilde;o    encontrados diferentes tipos de uso que definem distintos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o    relacionados a processos em sua maior parte de natureza degradante, os quais,    ao interagirem com os processos da din&acirc;mica natural dos ambientes biof&iacute;sicos    determinam variados n&iacute;veis de degrada&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>Nesse contexto, a caracteriza&ccedil;&atilde;o biof&iacute;sica e antr&oacute;pica de setores homog&ecirc;neos, a qual considera cada setor como uma unidade que apresenta um padr&atilde;o semelhante de formas de relevo, solo, vegeta&ccedil;&atilde;o, altera&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica, discern&iacute;vel na paisagem e distinto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s unidades vizinhas, permite identificar a partir dos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o encontrados quatro unidades de paisagem e sete subunidades (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05f4.jpg">Figura 4</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05q3.jpg">Quadro 03</a>).</p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3.2. Plan&iacute;cie Fluviomarinha</b></p> 	    <p>A unidade de paisagem <b>Plan&iacute;cie Fluviomarinha</b> abrange uma &aacute;rea de 8654,3 ha o que equivale a 42,41% da &aacute;rea total da Plan&iacute;cie Costeira e subdivide-se em tr&ecirc;s compartimentos:</p>     <ol>         <li>Plan&iacute;cie Fluviomarinha com n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o baixo onde ocorrem superf&iacute;cies aplainadas abaixo dos 10 metros compostas em sua maior parte por &aacute;reas de mangue;</li> 	    <li>Plan&iacute;cie Fluviomarinha situada em faixa cont&iacute;nua paralela &agrave; linha de costa transitando em &aacute;rea de Terra&ccedil;o Marinho com domin&acirc;ncia de relevo plano abaixo dos 10 metros e n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o muito baixo;</li>         <li>Plan&iacute;cie Fluviomarinha com n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o alto em &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o com zonas de Tabuleiros Costeiros a noroeste da Plan&iacute;cie Costeira onde ocorrem relevos ondulados, dissecados em colunas e interfl&uacute;vios tabulares e &aacute;reas com altitudes superiores at&eacute; 40 metros.</li>         </ol> 	    <p>O <b>primeiro compartimento</b> possui 3.738 hectares que representam 43,19% da &aacute;rea total da Plan&iacute;cie Fluviomarinha onde predominam superf&iacute;cies aplainadas com altitudes abaixo dos 10 metros resultantes da acumula&ccedil;&atilde;o fluvial e sujeitas a inunda&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas. A conflu&ecirc;ncia do Rio Piau&iacute; e do Rio Fundo e o complexo estuarino Piau&iacute;/Fundo/Real definem a presen&ccedil;a de muitos cursos d'&aacute;gua concentrados mais ao sul da plan&iacute;cie.</p> 	    <p>No tocante &agrave; geologia h&aacute; a domin&acirc;ncia de dep&oacute;sitos marinhos e continentais costeiros datados do Quatern&aacute;rio. Em Sergipe s&atilde;o verificadas forma&ccedil;&otilde;es de idade holoc&ecirc;nica e pleistoc&ecirc;nica. S&atilde;o encontrados dep&oacute;sitos datados do Holoceno recobrindo conjuntos mais antigos principalmente localizados em por&ccedil;&otilde;es mais internas da Plan&iacute;cie Costeira.</p> 	    <p>A altern&acirc;ncia de per&iacute;odos glaciais e interglaciais acompanhada de importantes flutua&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel do mar no Quatern&aacute;rio ocasionaram regress&otilde;es e transgress&otilde;es da linha de costa que, ao contribu&iacute;rem com os processos de deposi&ccedil;&atilde;o e eros&atilde;o, geraram fei&ccedil;&otilde;es e ambientes dotados de grande dinamicidade no que se refere &agrave; constante capacidade de transforma&ccedil;&atilde;o existente.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como componente da Plan&iacute;cie Costeira, a Plan&iacute;cie Fluviomarinha &eacute; marcada por estu&aacute;rios e manguezais que s&atilde;o ambientes costeiros com vida ef&ecirc;mera em constante transforma&ccedil;&atilde;o correspondendo a terrenos de sedimentos quatern&aacute;rios de aspecto transicional, influenciados, por um lado, pelos agentes continentais e, por outro, pelos agentes marinhos.</p> 	    <p>Prevalecem neste compartimento solos indiscriminados de mangue, ricos em mat&eacute;ria org&acirc;nica, mal drenados e de colora&ccedil;&atilde;o escura, que apresentam altas concentra&ccedil;&otilde;es de sais sol&uacute;veis e textura argilo-siltosa. H&aacute; presen&ccedil;a em menor quantidade de espodossolo no limite com o Terra&ccedil;o Fl&uacute;vio Marinho, apresentando-se excessivamente drenado com baixo poder de armazenamento de &aacute;gua e de nutrientes devido &agrave; textura arenosa.</p> 	    <p>Predomina nesta subunidade, com 75,30% da &aacute;rea total, a vegeta&ccedil;&atilde;o de mangue caracterizada por grande homogeneidade fision&ocirc;mica ocupando as bordas dos rios em espa&ccedil;os bem delimitados do estu&aacute;rio com maior expressividade na desembocadura onde aparecem manchas mais preservadas. De acordo com Carvalho e Fontes (2006) as tr&ecirc;s principais esp&eacute;cies encontradas em associa&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea s&atilde;o <i>Rhizophora mangle, Laguncularia racemosa</i> e <i>Avicennia germinas</i>.</p> 	    <p>No que se refere aos tipos de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo h&aacute; exist&ecirc;ncia de aquicultura pontual ao sul da Plan&iacute;cie Fluviomarinha em &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o com o Terra&ccedil;o Fluvial. J&aacute; no limite com o Terra&ccedil;o Marinho aparecem manchas de &aacute;reas desmatadas com solo exposto e cultivos mais concentrados nas margens da Rodovia Estadual.</p> 	    <p>Isso faz configurar um baixo n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o com 20,13% da &aacute;rea total. Todavia, com o avan&ccedil;o de infraestruturas exemplificadas pela constru&ccedil;&atilde;o de estradas e pontes e de empreendimentos imobili&aacute;rios visando atender ao incremento do turismo na regi&atilde;o h&aacute; uma crescente tend&ecirc;ncia de ocupa&ccedil;&atilde;o nesta subunidade.</p> 	    <p>Esta subunidade da Plan&iacute;cie Fluviomarinha apresenta uma din&acirc;mica natural marcada por um regime de inunda&ccedil;&atilde;o controlado pela influ&ecirc;ncia do ciclo das mar&eacute;s ao longo dos canais fluviais. Como marca desses ambientes, atuam processos de sedimenta&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica.</p> 	    <p>S&atilde;o encontrados solos halom&oacute;rficos nas &aacute;reas mais baixas. Relevos planos n&atilde;o costumam favorecer processos de disseca&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, apesar do predom&iacute;nio de baixas altitudes, nesta subunidade ocorrem solos com caracter&iacute;stica inst&aacute;vel, sujeitos a inunda&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas, fazendo com que a suscetibilidade &agrave; eros&atilde;o passe a ser fator decisivo para a qualifica&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica natural deste compartimento.</p> 	    <p>Apesar disso, mesmo havendo a presen&ccedil;a de aquicultura pontual, manchas de solo exposto, cultivos concentrados nas margens da Rodovia Estadual SE-100, todos referindo-se a pontos de desmatamento que denotam a erradica&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, h&aacute; o predom&iacute;nio da cobertura vegetal original. Os manguezais associados &agrave; presen&ccedil;a de canais aparecem nesta subunidade em grandes manchas.</p> 	    <p>Sendo assim, esta subunidade de paisagem apresenta sistemas naturais parcialmente modificados, cujos processos degradantes que causam mudan&ccedil;as na estrutura&ccedil;&atilde;o da paisagem s&atilde;o identificados como de intensidade leve a moderada caracterizando um n&iacute;vel pouco degradado, ver <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05q1.jpg">Quadro 01</a> que mostra a associa&ccedil;&atilde;o entre as classes referentes &agrave; intensidade de modifica&ccedil;&atilde;o dos sistemas ambientais, aos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o e aos n&iacute;veis de degrada&ccedil;&atilde;o, estes adaptados de Rodriguez <i>et al</i> (2004).</p> 	    
<p>A <b>segunda subunidade</b> de paisagem Plan&iacute;cie Fluviomarinha abrange uma faixa cont&iacute;nua paralela &agrave; linha de costa com 1036,3 hectares, cerca de 12% da &aacute;rea total, transitando em &aacute;rea de Terra&ccedil;o Marinho apresentando domin&acirc;ncia de relevo suave, situado abaixo dos 10 metros.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Possui a mesma caracter&iacute;stica geol&oacute;gica do compartimento anterior com predom&iacute;nio de dep&oacute;sitos marinhos e continentais costeiros. &Eacute; comum neste compartimento a ocorr&ecirc;ncia de campos de dunas m&oacute;veis e fixas intercaladas por baixios interdunares e &aacute;reas &uacute;midas ocorrendo neossolos quartzar&ecirc;nicos em toda a sua extens&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o vegetal de restinga com perfil arb&oacute;reo – arbustivo.</p> 	    <p>As dunas, os baixios e as &aacute;reas &uacute;midas associadas &agrave; cobertura vegetal de restinga que se distribui em toda a extens&atilde;o deste compartimento comp&otilde;em o sistema biof&iacute;sico da paisagem e totalizam 84,25% de &aacute;rea.</p> 	    <p>Em contrapartida, no tocante ao uso, um n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o muito baixo com percentual de 15,75% &eacute; encontrado em virtude da presen&ccedil;a de cultivos pontuais e de algumas ocupa&ccedil;&otilde;es de veraneio localizadas em zonas interdunares ao sul da Praia do Saco (Povoado Saco do Rio Real). S&atilde;o identificadas casas nas proximidades da faixa de praia que vem sendo atingidas pelo avan&ccedil;o do mar.</p> 	    <p>Nesta segunda subunidade da Plan&iacute;cie Fluviomarinha ocorre uma din&acirc;mica de inunda&ccedil;&atilde;o dominada pelas depress&otilde;es interdunares em que as &aacute;reas &uacute;midas s&atilde;o periodicamente alagadas favorecendo condi&ccedil;&otilde;es para o habitat de algumas esp&eacute;cies de animais.</p> 	    <p>Essa din&acirc;mica natural &eacute; interrompida em muitos trechos a partir da exist&ecirc;ncia pontual de ocupa&ccedil;&atilde;o por cultivos e habita&ccedil;&otilde;es principalmente em faixa pr&oacute;xima da linha de costa, quando ocorrem ambientes de dunas.</p> 	    <p>O n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o muito baixo marca um ambiente n&atilde;o modificado ou com modifica&ccedil;&atilde;o leve. Assim, seguindo as associa&ccedil;&otilde;es presente no <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05q1.jpg">Quadro 01</a> que as classes referentes &agrave; intensidade de modifica&ccedil;&atilde;o dos sistemas ambientais, aos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o e aos n&iacute;veis de degrada&ccedil;&atilde;o, estes adaptados de Rodriguez <i>et al</i> (2004), o n&iacute;vel de degrada&ccedil;&atilde;o identificado &eacute; sem ou muito pouco degradado.</p> 	    
<p>A <b>terceira subunidade</b>, com 3880 ha e percentual de 44,83% da &aacute;rea total da Plan&iacute;cie Fluviomarinha, refere-se &agrave;s &aacute;reas pr&oacute;ximas &agrave; transi&ccedil;&atilde;o com a zona de Tabuleiros Costeiros. Os Tabuleiros Costeiros s&atilde;o superf&iacute;cies planas situadas na transi&ccedil;&atilde;o das Terras Altas com a Frente Marinha resultantes da eros&atilde;o dos terrenos da Forma&ccedil;&atilde;o Barreiras sendo, muitas vezes, interrompidos pelos estu&aacute;rios dos rios que atingem o litoral e frequentemente utilizadas por planta&ccedil;&otilde;es de coco - da - ba&iacute;a e pastagem.</p> 	    <p>Nesta subunidade, ocorrem relevos ondulados, dissecados em colunas e interfl&uacute;vios tabulares com altitudes entre 10 e 40 metros. H&aacute; a presen&ccedil;a de muitos canais de primeira ordem e rios como o Rio Biriba e o Rio Fundo. S&atilde;o inclu&iacute;das neste compartimento as &aacute;reas inund&aacute;veis que passam grande parte do ano alagadas por sofrerem influ&ecirc;ncia fluvial.</p> 	    <p>As caracter&iacute;sticas geol&oacute;gicas favorece o predom&iacute;nio de sedimentos marinhos e continentais costeiros, composto por material sedimentar formado por arenito, arenito conglomer&aacute;tico, argilito arenoso apresentando associa&ccedil;&atilde;o a noroeste com sedimentos do Grupo Barreiras em que afloram solos calc&aacute;rios pertencentes &agrave; Forma&ccedil;&atilde;o Cotinguiba (Cret&aacute;ceo Superior) no fundo de vales dos tabuleiros dissecados.</p> 	    <p>O tipo de solo com maior ocorr&ecirc;ncia &eacute; o argissolo vermelho – amarelo localizado na regi&atilde;o de contato entre os Tabuleiros Costeiros (Grupo Barreiras) com a Plan&iacute;cie Costeira. Tamb&eacute;m s&atilde;o encontrados solos halom&oacute;rficos nas &aacute;reas mais baixas onde domina a influ&ecirc;ncia dos cursos dos rios.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os manguezais associados &agrave; presen&ccedil;a de canais aparecem nesta subunidade em pequenas manchas. S&atilde;o raras tamb&eacute;m as &aacute;reas com forma&ccedil;&otilde;es pioneiras de Floresta Ombr&oacute;fila dotadas de esp&eacute;cies arb&oacute;reas de grande porte.</p> 	    <p>Pode-se dizer que esta situa&ccedil;&atilde;o decorre das formas de uso do solo marcadas pela intensa utiliza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, pela presen&ccedil;a de constru&ccedil;&otilde;es, loteamentos e habita&ccedil;&otilde;es populares e de &aacute;reas desmatadas, no geral, destinadas &agrave;s pastagens.</p> 	    <p>Os cultivos s&atilde;o, em sua maioria, de car&aacute;ter permanente e est&atilde;o relacionados &agrave; cocoicultura ocorrendo em vastas &aacute;reas da plan&iacute;cie e em superf&iacute;cies de inunda&ccedil;&atilde;o sazonal, principalmente nas margens dos corpos d'&aacute;gua e &aacute;reas &uacute;midas adjacentes.</p> 	    <p>As &aacute;reas desmatadas s&atilde;o &aacute;reas onde a vegeta&ccedil;&atilde;o, seja ela de mangue, de restinga ou de floresta, encontra-se suprimida apresentando pastagens extensivas e trechos com cultivos em seu entorno sendo comumente tomadas por estradas e caminhos.</p> 	    <p>As moradias n&atilde;o s&atilde;o atendidas por servi&ccedil;o de infraestrutura b&aacute;sica. H&aacute; necessidade de melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es habitacionais pela implanta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de &aacute;gua, energia e esgotamento sanit&aacute;rio, bem como de equipamentos e &aacute;reas de lazer de uma forma que prioritariamente seja compat&iacute;vel com a qualidade ambiental da &aacute;rea.</p> 	    <p>Todos estes fatores possibilitam a identifica&ccedil;&atilde;o de um n&iacute;vel alto de ocupa&ccedil;&atilde;o com usos antr&oacute;picos que abrangem 60,45% deste compartimento da Plan&iacute;cie Fluviomarinha.</p> 	    <p>Assim como acontece no primeiro compartimento da Plan&iacute;cie Fluviomarinha, uma din&acirc;mica de inunda&ccedil;&atilde;o gera processos de sedimenta&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica ao longo dos cursos fluviais. Esta subunidade &eacute; constitu&iacute;da por &aacute;reas com altitudes que chegam a 40 metros na regi&atilde;o de contato entre os Tabuleiros Costeiros (Grupo Barreiras) com a Plan&iacute;cie Costeira, sendo o argissolo vermelho – amarelo o tipo de solo com maior ocorr&ecirc;ncia.</p> 	    <p>Sabe-se que relevos ondulados, a depender da influ&ecirc;ncia da porosidade e permeabilidade do solo, apresentam uma maior suscetibilidade &agrave; eros&atilde;o. A utiliza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola nas superf&iacute;cies de inunda&ccedil;&atilde;o sazonal, a presen&ccedil;a de vastas &aacute;reas desmatadas destinadas a pastagens principalmente em margens dos corpos d'&aacute;gua e a ocupa&ccedil;&atilde;o por casas constru&iacute;das nas proximidades de rios, provenientes de formas de desmatamento indiscriminado da vegeta&ccedil;&atilde;o natural de mangue, acabam acarretando problemas como eros&atilde;o do solo e das margens dos canais, altera&ccedil;&atilde;o da drenagem, perda de nutrientes do solo e polui&ccedil;&atilde;o do solo e da &aacute;gua.</p> 	    <p>Esta situa&ccedil;&atilde;o promove decl&iacute;nio parcial da estrutura espacial e funcional dos sistemas e elimina&ccedil;&atilde;o paulatina das fun&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas fazendo predominar ambientes fortemente modificados.</p> 	    <p><b>3.3. Terra&ccedil;o Fluviomarinho</b></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A unidade <b>Terra&ccedil;o Fluviomarinho</b> representa uma &aacute;rea de 4304,8 ha, 21,09% da Plan&iacute;cie Costeira, e situa-se entre a Plan&iacute;cie Fluviomarinha e o Terra&ccedil;o Fluvial. Tal compartimento tamb&eacute;m apresenta n&iacute;vel alto de antropiza&ccedil;&atilde;o com 60,30% da &aacute;rea tomada por ocupa&ccedil;&atilde;o humana.</p> 	    <p>Nesta unidade h&aacute; o predom&iacute;nio de relevo suave com altitudes menores que 10 metros apenas havendo valores superiores, mas n&atilde;o ultrapassando os 30 metros, na &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o com o Terra&ccedil;o Fluvial. Esta unidade apresenta sedimentos marinhos e continentais costeiros, n&atilde;o consolidados, de natureza e granulometria variadas com domin&acirc;ncia de areia, argila e sedimentos e&oacute;licos.</p> 	    <p>Predomina um tipo de solo, o halom&oacute;rfico (indiscriminado de mangue) nas &aacute;reas de transi&ccedil;&atilde;o com a Plan&iacute;cie Fluviomarinha, apesar de grande ocorr&ecirc;ncia de espodossolo.</p> 	    <p>Esta unidade &eacute; recortada pelo Rio Fundo e canais distribut&aacute;rios. Por fazer limite com a Plan&iacute;cie Fluviomarinha e por abranger longo trecho marginando os cursos fluviais, apresenta por&ccedil;&otilde;es de vegeta&ccedil;&atilde;o de mangue e algumas manchas mais ao sul de Floresta Ombr&oacute;fila densa que, ora permanecem em seu estado mais prim&aacute;rio, ora indicam n&iacute;veis baixos de antropiza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o pequenas por&ccedil;&otilde;es de cobertura vegetal original que resistem aos processos de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo.</p> 	    <p>Quanto &agrave;s formas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o, neste compartimento existem muitos terrenos preenchidos por cultivos, &aacute;reas desmatadas com solo em exposi&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de pastagens, na sua maioria de car&aacute;ter extensivo. Devido &agrave; ocorr&ecirc;ncia de extensas &aacute;reas destinadas &agrave; pecu&aacute;ria (cerca de 25%) e cultivos principalmente de <i>Cocos nucifera</i> s&atilde;o comuns manchas de vegeta&ccedil;&atilde;o em estado m&eacute;dio e avan&ccedil;ado de degrada&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>Esta unidade da Plan&iacute;cie Costeira &eacute; marcada pelo Rio Fundo e por canais distribut&aacute;rios cujas presen&ccedil;as d&atilde;o destaque a paisagem deste compartimento. No que se refere &agrave; din&acirc;mica natural, o relevo plano e o regime de oscila&ccedil;&atilde;o das mar&eacute;s promovem a acumula&ccedil;&atilde;o de sedimentos areno-argilosos finos. Inunda&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas favorecem condi&ccedil;&otilde;es adequadas para a gera&ccedil;&atilde;o de habitats para animais, influindo diretamente na reprodu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies da avifauna.</p> 	    <p>Entretanto, a din&acirc;mica natural vem sendo afetada por processos degradantes. A ocorr&ecirc;ncia de &aacute;reas com pastagens e cultivos em quase toda extens&atilde;o alteram a paisagem natural, sobretudo, pelo desmatamento das margens do Rio Fundo.</p> 	    <p>A vegeta&ccedil;&atilde;o original de mangue vem sendo substitu&iacute;da por uma cobertura vegetal esparsa o que acarreta um processo erosivo e polui&ccedil;&atilde;o do solo e da &aacute;gua e a degrada&ccedil;&atilde;o da qualidade dos mananciais.</p> 	    <p>Diante disso, o Terra&ccedil;o Fluviomarinho &eacute; identificado como um n&iacute;vel alto de ocupa&ccedil;&atilde;o e enquadra-se como unidade de paisagem degradada em que a perda parcial da estrutura espacial e funcional deste compartimento d&aacute; lugar &agrave; desestrutura&ccedil;&atilde;o da integridade biof&iacute;sica dos ambientes naturais.</p> 	    <p><b>3.4. Terra&ccedil;o Fluvial</b></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A outra unidade componente da Plan&iacute;cie Costeira &eacute; a unidade<b> Terra&ccedil;o Fluvial</b>. Com 1520,72 ha e um percentual de 7,45% configura-se como a menor unidade da Plan&iacute;cie Costeira, contudo, nela aparecem as maiores altitudes predominando relevo entre 20 e 30 metros em quase toda margem das lagoas Grande e Funda chegando a 50 metros a oeste j&aacute; em por&ccedil;&atilde;o mais interna, no limite com a Plan&iacute;cie Fluviomarinha e as superf&iacute;cies dissecadas dos rios.</p> 	    <p>Esta unidade forma uma faixa cont&iacute;nua situada entre o Terra&ccedil;o Fluviomarinho e o Terra&ccedil;o Marinho onde s&atilde;o encontrados dep&oacute;sitos marinhos e continentais costeiros e sedimentos n&atilde;o consolidados compostos por areia, argila, sedimento e&oacute;lico. Constitui-se por dep&oacute;sitos aluvionares mais antigos e em n&iacute;vel mais alto do que o atual conformando-se como relevo-testemunho de um per&iacute;odo de evolu&ccedil;&atilde;o da Plan&iacute;cie Costeira relacionado a antigas plan&iacute;cies de inunda&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>Quanto aos tipos de solos destacam-se os neossolos quartzar&ecirc;nicos e o espodossolo, sendo que ao sul, nas proximidades da desembocadura, e a oeste h&aacute; pequena presen&ccedil;a de solos halom&oacute;rficos, havendo tamb&eacute;m pequena mancha de argissolo vermelho-amarelo.</p> 	    <p>A cobertura vegetal original praticamente inexiste nesta unidade da Plan&iacute;cie Costeira, apenas algumas poucas manchas de forma&ccedil;&atilde;o arb&oacute;reo-arbustiva de restinga compondo setores de paleodunas fixas em relevo suave ondulado, ondulado a forte ondulado.</p> 	    <p>Tomada por &aacute;reas compostas em sua maior parte por pastagens e cultivos (86,55% da &aacute;rea total), esta unidade &eacute; preenchida por estradas e caminhos em toda a sua extens&atilde;o. Destaque para grande &aacute;rea com cultivo de coco ao sul. No limite inferior, em setor de transi&ccedil;&atilde;o com a Plan&iacute;cie Fluviomarinha, aparecem viveiros, sobretudo, relacionados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de camar&atilde;o.</p> 	    <p>Assim, a ocupa&ccedil;&atilde;o por cultivos, pelas fazendas de camar&atilde;o e pela presen&ccedil;a de atividade pecu&aacute;ria de natureza extensiva perfazem uma &aacute;rea de 88.87% caracterizando o Terra&ccedil;o Fluvial como unidade com n&iacute;vel muito alto de ocupa&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>Nesta unidade de paisagem os fatores relacionados ao uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo s&atilde;o os que interferem na din&acirc;mica natural dos agentes continentais respons&aacute;veis pela estrutura e funcionamento desta unidade.</p> 	    <p>Tais fatores est&atilde;o representados pelas pastagens e cultivos presentes em toda a extens&atilde;o. O alto grau de antropiza&ccedil;&atilde;o decorre de impactos ambientais associados &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de cultivos e pastagens e de extra&ccedil;&atilde;o de areia irregular em &aacute;reas de paleodunas, caracterizando comumente a perda irrecuper&aacute;vel de ambientes com importante potencial biol&oacute;gico e paisag&iacute;stico.</p> 	    <p>O preenchimento de grandes &aacute;reas por planta&ccedil;&otilde;es de coco (<i>Cocus nucifera</i>) atrav&eacute;s do desmatamento altera as propriedades do solo aumentando a exposi&ccedil;&atilde;o do terreno ao poder da eros&atilde;o. Tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de atividade pecu&aacute;ria de natureza extensiva favorece o aparecimento de processos erosivos, j&aacute; que a substitui&ccedil;&atilde;o da cobertura nativa por cultivos anuais torna os solos mais suscept&iacute;veis &agrave; eros&atilde;o laminar.</p> 	    <p>Em se tratando do n&iacute;vel de degrada&ccedil;&atilde;o, encontra-se um n&iacute;vel muito degradado.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.5. Terra&ccedil;o Marinho</b></p> 	    <p>A paisagem costeira de Sergipe &eacute; marcada por terra&ccedil;os marinhos que, de acordo com Fontes (2007), s&atilde;o, em geral, antigos dep&oacute;sitos de origem marinha, com formas tabulares e topos planos, geralmente com cotas altim&eacute;tricas inferiores a cinco metros, que foram soldados &agrave; Plan&iacute;cie Costeira.</p> 	    <p>A unidade de paisagem<b> Terra&ccedil;o Marinho</b> que com 5.923,4 ha representa 29,03% da &aacute;rea total da Plan&iacute;cie Costeira foi subdividida em dois compartimentos:</p>     <ol>         <li>Terra&ccedil;o Marinho com n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dio formado por superf&iacute;cies planas dominadas por baixios alagados e cord&otilde;es litor&acirc;neos regressivos dispostos de forma paralela &agrave; linha de costa;</li> 	    <li>Terra&ccedil;o Marinho com n&iacute;vel m&eacute;dio de ocupa&ccedil;&atilde;o tendo o predom&iacute;nio de superf&iacute;cies praiais, de antedunas, de dunas m&oacute;veis e baixios interdunares.</li>         </ol> 	    <p>A <b>primeira subunidade</b> &eacute; a do Terra&ccedil;o Marinho marcado por superf&iacute;cies aplainadas dominadas por &aacute;reas de restinga, baixios inund&aacute;veis e cord&otilde;es litor&acirc;neos regressivos paralelos &agrave; linha de costa.</p> 	    <p>Este compartimento apresenta 4174 ha e abrange 70,46% da unidade Terra&ccedil;o Marinho. Possui grande trecho que faz limite com as Lagoas Funda e Grande. S&atilde;o encontradas, al&eacute;m das lagoas permanentes, muitas zonas &uacute;midas que sofrem influ&ecirc;ncia dos per&iacute;odos de maior pluviosidade.</p> 	    <p>Quase metade da &aacute;rea, mais precisamente 49,70%, &eacute; composta por vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga que se caracteriza como associa&ccedil;&atilde;o perenif&oacute;lia, pouco densa, com variadas esp&eacute;cies arb&oacute;reo-arbustivas com destaque para o cajueiro (<i>Anacardium occidentale</i>), murici (<i>Byrsonima sp.</i>), mangabeira (<i>Hancornia speciosa</i>) e se distribui de forma esparsa em muitos trechos, sendo entremeada por cord&otilde;es litor&acirc;neos em forma de faixas de solo arenoso esbranqui&ccedil;ado que se exp&otilde;e quando da aus&ecirc;ncia de cobertura vegetal, intercalados por baixios que alagam no per&iacute;odo mais chuvoso.</p> 	    <p>De acordo com Neto<i> et al.</i> (2004), cord&otilde;es litor&acirc;neos s&atilde;o barreiras arenosas com fei&ccedil;&otilde;es alongadas paralelas &agrave; linha de costa, totalmente isolados do continente (ilhas barreiras) ou soldados a ele por uma das extremidades (pontais arenosos) a linha de costa. Essas fei&ccedil;&otilde;es podem isolar lagunas costeiras, sedimentadas ou n&atilde;o por canais que permitem a circula&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua no ciclo das mar&eacute;s entre a laguna e o mar aberto.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Sergipe, tais dep&oacute;sitos arenosos s&atilde;o considerados como areias litor&acirc;neas regressivas e apresentam-se descont&iacute;nuos em muitos setores pela migra&ccedil;&atilde;o dos campos de dunas ou por algum mecanismo de ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica.</p> 	    <p>Nesta subunidade ocorrem sedimentos inconsolidados, com varia&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica e material sedimentar areno-argiloso e de sedimento e&oacute;lico. Predominam espodossolos tendo tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de neossolos quartzar&ecirc;nicos ocupando margens das referidas lagoas.</p> 	    <p>Quanto ao uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, h&aacute; cultivos permanentes de coco-da-ba&iacute;a presentes de forma bem distribu&iacute;da e associados muitas vezes &agrave;s pastagens e a pr&aacute;tica de agricultura familiar de subsist&ecirc;ncia em s&iacute;tios e ch&aacute;caras composta, em sua maior parte, por cultivos tempor&aacute;rios de frut&iacute;feras somando no total 33,48% da &aacute;rea. Presen&ccedil;a tamb&eacute;m de casas e estabelecimentos comerciais em toda a extens&atilde;o da Rodovia Estadual e margens da Lagoa Grande.</p> 	    <p>Destaques para os povoados Riboleirinha, Porto do Mato e Saco do Rio Real, localidades do munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia onde aparecem as &aacute;reas de maior adensamento, sendo encontradas nas suas imedia&ccedil;&otilde;es &aacute;reas desmatadas com solo exposto, caminhos e estradas completando a paisagem.</p> 	    <p>Os povoados Riboleirinha e Porto do Mato, localizados em por&ccedil;&otilde;es mais interiores do Terra&ccedil;o Marinho s&atilde;o formados por habita&ccedil;&otilde;es populares. Na Praia do Saco o processo de ocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; antigo e remete ao n&uacute;cleo inicial de povoamento. Comp&otilde;e terrenos nas proximidades da linha de costa e &eacute; onde se localizam as constru&ccedil;&otilde;es de alto padr&atilde;o com propriet&aacute;rios detentores das rendas mais altas. As casas de veraneio, em sua maioria, ocupam de forma irregular &aacute;reas pr&oacute;ximas ou sobre os campos de dunas m&oacute;veis.</p> 	    <p>Em praticamente todas as localidades, &eacute; not&oacute;ria a defici&ecirc;ncia na oferta de saneamento b&aacute;sico. Problemas com o esgotamento sanit&aacute;rio, abastecimento de &aacute;gua, coleta dos res&iacute;duos s&oacute;lidos s&atilde;o frequentes. A coleta de lixo n&atilde;o &eacute; eficiente, os destinos mais comuns dados aos res&iacute;duos s&atilde;o a queima e o lan&ccedil;amento em terrenos baldios ou em vias p&uacute;blicas.</p> 	    <p>Muitos residentes captam &aacute;gua de po&ccedil;os semiartesianos, uma vez que, o abastecimento por rede geral ainda n&atilde;o abrange toda a popula&ccedil;&atilde;o dos povoados. A &aacute;gua proveniente da perfura&ccedil;&atilde;o de po&ccedil;os n&atilde;o recebe nenhum tratamento e apresenta alta concentra&ccedil;&atilde;o de ferro possuindo cor e odor caracter&iacute;sticos.</p> 	    <p>Os usos e as formas de ocupa&ccedil;&atilde;o encontrados neste compartimento do Terra&ccedil;o Marinho totalizam 45.59% da &aacute;rea enquadrando-o no n&iacute;vel m&eacute;dio de ocupa&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>Esta subunidade de paisagem dominada por cord&otilde;es litor&acirc;neos com n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dio apresenta cultivos com predom&iacute;nio de coqueirais de forma bem distribu&iacute;da evidenciando o processo agr&iacute;cola na regi&atilde;o. A popula&ccedil;&atilde;o dos povoados, principalmente do Porto do Mato e Saco, em sua maioria, sofre com a aus&ecirc;ncia de oferta de rede de esgoto, &aacute;gua e pavimenta&ccedil;&atilde;o evidenciando problemas ambientais como a contamina&ccedil;&atilde;o do solo e dos len&ccedil;&oacute;is fre&aacute;ticos por fossas rudimentares e res&iacute;duos s&oacute;lidos e contamina&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas superficiais pela emiss&atilde;o de efluentes nos canais.</p> 	    <p>Quanto ao n&iacute;vel de degrada&ccedil;&atilde;o, as formas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o existentes, cujas interfer&ecirc;ncias provocam uma desestrutura&ccedil;&atilde;o da paisagem, fazem caracterizar sistemas naturais medianamente modificados a modificados identificados pela perda parcial da estrutura espacial e funcional, apesar de ainda conservarem a capacidade de recupera&ccedil;&atilde;o ao estado original. Ocorre um n&iacute;vel m&eacute;dio de degrada&ccedil;&atilde;o com predom&iacute;nio de processos pouco degradantes a degradantes.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <b>segunda subunidade</b> do Terra&ccedil;o Marinho possui 1749,4 ha e 29,53% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea total sendo caracterizada pela presen&ccedil;a de dunas m&oacute;veis e em processo de fixa&ccedil;&atilde;o e por superf&iacute;cies com forma&ccedil;&otilde;es praiais e de antedunas distribu&iacute;das ao longo da linha de costa.</p> 	    <p>Em Sergipe, sobre os terra&ccedil;os marinhos holoc&ecirc;nicos da Plan&iacute;cie Costeira encontram-se as gera&ccedil;&otilde;es de dunas recentes divididas em conjuntos mais internos, j&aacute; fixas e do tipo parab&oacute;lico e, bordejando o litoral, do tipo barcanas (Bittencourt <i>et al.</i> 1982). S&atilde;o constitu&iacute;das de sedimentos arenosos, bem selecionados. As dunas parab&oacute;licas est&atilde;o fixadas pela vegeta&ccedil;&atilde;o e ocorrem na parte mais interna dos terra&ccedil;os marinhos holoc&ecirc;nicos.</p> 	    <p>Nesta subunidade da Plan&iacute;cie Costeira de Est&acirc;ncia encontram-se tipos de relevo suave ondulado, ondulado e forte ondulado. H&aacute; relevo plano com cotas altim&eacute;tricas menores que 10 metros, marcado por praias que acompanham a orla mar&iacute;tima. Valores acima de 10 metros aparecem em por&ccedil;&otilde;es de dunas semifixas com altitude n&atilde;o superior aos 20 metros. No caso das dunas estabilizadas, estas ocorrem intercaladas com as dunas m&oacute;veis nas proximidades da praia ou mais recuadas em dire&ccedil;&atilde;o ao continente.</p> 	    <p>Em toda a extens&atilde;o desta subunidade h&aacute; presen&ccedil;a de zonas interdunares, baixios periodicamente alagados dependentes das condi&ccedil;&otilde;es de pluviosidade.</p> 	    <p>Dep&oacute;sitos marinhos e continentais costeiros, compostos por sedimentos inconsolidados e bem selecionados s&atilde;o caracter&iacute;sticas geol&oacute;gicas desta subunidade. H&aacute; presen&ccedil;a de neossolos quartzar&ecirc;nicos ocupando de forma cont&iacute;nua a zona praial. Este tipo de solo apresenta cor clara e esbranqui&ccedil;ada, constitu&iacute;do basicamente de quartzo, muito profundo, excessivamente drenados e de baixa fertilidade natural.</p> 	    <p>Nos ambientes de praia e de dunas embrion&aacute;rias a cobertura vegetal inclui esp&eacute;cies psam&oacute;filas como a salsa-da-praia (<i>Ipomoea pescaprae</i>) em &aacute;reas de associa&ccedil;&atilde;o entre praias e antedunas. Em setores de dunas m&oacute;veis, h&aacute; o predom&iacute;nio de vegeta&ccedil;&atilde;o perenif&oacute;lia de restinga com perfil arbustivo, em setores de dunas fixas ou em fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o encontra-se vegeta&ccedil;&atilde;o de restinga arb&oacute;reo-arbustiva, estas sofrem processos pedogen&eacute;ticos que favorecem a fixa&ccedil;&atilde;o de recobrimento vegetal em sua superf&iacute;cie.</p> 	    <p>No tocante ao uso h&aacute; uma densidade m&eacute;dia de habita&ccedil;&atilde;o principalmente nas por&ccedil;&otilde;es nordeste (Aba&iacute;s) e sul (Povoado Saco do Rio Real). Na Praia do Aba&iacute;s cresce o n&uacute;mero de im&oacute;veis destinados &agrave; segunda resid&ecirc;ncia. S&atilde;o comuns dunas e zonas interdunares alteradas (32,11% da &aacute;rea), pois s&atilde;o alvos da especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria pelo avan&ccedil;o da ocupa&ccedil;&atilde;o de veraneio, crescente expans&atilde;o de arruamentos e loteamentos.</p> 	    <p>Na Praia do Saco muitos lotes chamam aten&ccedil;&atilde;o pelo tamanho da propriedade e por se localizarem em &aacute;reas de dunas. A inexist&ecirc;ncia de um campo dunar pleno acontece tamb&eacute;m pela barreira de casas, tr&aacute;fego motorizado sobre praia e dunas, e turismo desordenado.</p> 	    <p>Destacam-se como grande amea&ccedil;a aos sistemas dunares instala&ccedil;&otilde;es comerciais situadas &agrave; beira-mar. Na &aacute;rea mais visitada por banhistas presenciam- se bares voltados para o lazer, por&eacute;m com prec&aacute;rias instala&ccedil;&otilde;es.</p> 	    <p>Pr&aacute;ticas de recrea&ccedil;&atilde;o, lazer, turismo pontual e espor&aacute;dico nas &aacute;reas de dunas m&oacute;veis s&atilde;o comuns. Aliado a isso, uma din&acirc;mica imobili&aacute;ria impulsionada pelo avan&ccedil;o da segunda resid&ecirc;ncia e infraestrutura de m&eacute;dio porte (ilumina&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, torres de telefonia, ruas asfaltadas) vem se manifestando de forma crescente. Toda esta situa&ccedil;&atilde;o aliada &agrave; presen&ccedil;a de alguns cultivos exp&otilde;e para esta subunidade um n&iacute;vel m&eacute;dio de 42,83% de ocupa&ccedil;&atilde;o.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atuam, atrelados &agrave; din&acirc;mica natural, processos de acres&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de sedimentos, coloniza&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies psam&oacute;filas nos setores de antedunas, prograda&ccedil;&atilde;o dos sedimentos favorecendo, com isso, o desenvolvimento e evolu&ccedil;&atilde;o da morfologia dunar. Os baixios interdunares, ambientes integrados aos sistemas dunares, interrompem a continuidade das fei&ccedil;&otilde;es e s&atilde;o dependentes do regime pluviom&eacute;trico alagando-se periodicamente quando ocorre a subida do len&ccedil;ol fre&aacute;tico.</p> 	    <p>Contudo, o ritmo e a densidade de ocupa&ccedil;&atilde;o nas Praias do Saco e Aba&iacute;s imp&otilde;em limita&ccedil;&otilde;es &agrave; din&acirc;mica natural dos sistemas biof&iacute;sicos presentes neste compartimento da Plan&iacute;cie Costeira.</p> 	    <p>Fatores de amea&ccedil;as ao sistema dunar e &agrave;s &aacute;reas de baixios interdunares est&atilde;o representados pela ocupa&ccedil;&atilde;o por constru&ccedil;&otilde;es e infraestrutura humana principalmente nas &aacute;reas de antedunas; pelo turismo pontual e espor&aacute;dico nas &aacute;reas de dunas m&oacute;veis; por uma din&acirc;mica imobili&aacute;ria impulsionada pelo avan&ccedil;o da ocupa&ccedil;&atilde;o de veraneio e por manchas de cultivos e &aacute;reas desmatadas.</p> 	    <p>Esta subunidade &eacute; alvo da especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria, do avan&ccedil;o da ocupa&ccedil;&atilde;o de veraneio, e da crescente expans&atilde;o de loteamentos. A infra-estrutura tur&iacute;stica &eacute; considerada como um indicador que vem impondo limita&ccedil;&otilde;es &agrave; din&acirc;mica natural dos ambientes dunares do Litoral Sul de Sergipe, uma vez que, a intensifica&ccedil;&atilde;o das atividades tur&iacute;sticas vem promovendo desmonte de dunas m&oacute;veis para loteamentos, resid&ecirc;ncias secund&aacute;rias e hot&eacute;is. O interesse pelo desenvolvimento do turismo no Litoral de Sergipe parte principalmente de empresas hoteleiras que visam o estabelecimento de grandes complexos de hot&eacute;is (resorts).</p> 	    <p>Tais fatores geram graves problemas ambientais, a saber: ac&uacute;mulo de res&iacute;duos s&oacute;lidos a sotavento das dunas, remobiliza&ccedil;&atilde;o de material nos campos de dunas decorrentes do desmatamento, deposi&ccedil;&atilde;o de esgotos "in natura" em corpos d'&aacute;gua, bloqueio da alimenta&ccedil;&atilde;o no sentido praia-duna e consequente eros&atilde;o na zona de praia em virtude do d&eacute;ficit de sedimentos por conta das barreiras antr&oacute;picas, comprometimento dos processos de recomposi&ccedil;&atilde;o dunar e perda significativa de sua capacidade evolutiva, etc.</p> 	    <p>S&atilde;o press&otilde;es que indicam fortes mudan&ccedil;as na estrutura&ccedil;&atilde;o dos sistemas naturais. A paisagem medianamente modificada a modificada ainda conserva a capacidade de recupera&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m apresenta um n&iacute;vel de degrada&ccedil;&atilde;o de pouco degradado a degradado. A estabilidade natural modifica-se progressivamente, como consequ&ecirc;ncia, ocorre uma perda parcial da estrutura espacial e funcional com elimina&ccedil;&atilde;o paulatina das fun&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas.</p> 	    <p>A compartimenta&ccedil;&atilde;o da Plan&iacute;cie Costeira do munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia em unidades e subunidades de paisagem, por considerar a associa&ccedil;&atilde;o entre as caracter&iacute;sticas geomorfol&oacute;gicas, geol&oacute;gicas, pedol&oacute;gicas, bem como da vegeta&ccedil;&atilde;o, seus componentes geoecol&oacute;gicos e as descontinuidades espaciais resultantes das interfer&ecirc;ncias de ordem antr&oacute;pica possibilita um melhor entendimento da configura&ccedil;&atilde;o da paisagem em termos de elementos e fatores envolvidos na sua estrutura&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4. Cen&aacute;rio recomendado</b></p> 	    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o de cada unidade e subunidade de paisagem da Plan&iacute;cie Costeira de Est&acirc;ncia e a an&aacute;lise dos processos degradantes em cada compartimento permitiu o desenvolvimento de cen&aacute;rios como alternativa de uso para os diversos problemas socioambientais identificados na &aacute;rea de estudo.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com subs&iacute;dio ao ordenamento territorial que visa &agrave; compatibiliza&ccedil;&atilde;o das necessidades do homem, relativas &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o e ao uso do solo, com a capacidade de suporte dos ambientes naturais este trabalho objetiva a proposi&ccedil;&atilde;o de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es, aqui enquadradas como classes componentes da proposta de cen&aacute;rio recomendado (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05f5.jpg">Figura 5</a>).</p>          
<p>Tais classes est&atilde;o elencadas a seguir:</p> 	    <p><b>Classe de Preserva&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p>Abrange a manuten&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica e fun&ccedil;&otilde;es naturais com atividades compat&iacute;veis com estrat&eacute;gias de a&ccedil;&otilde;es preventivas em conformidade com o determinado na legisla&ccedil;&atilde;o ambiental.</p> 	    <p>As &aacute;reas propostas para esta classe envolvem na unidade Plan&iacute;cie Fluviomarinha todas as &aacute;reas de mangue localizadas nas margens dos cursos fluviais. Esta classe tamb&eacute;m engloba assim como as &aacute;reas de dunas, nascentes, &aacute;reas de mata ciliares ainda n&atilde;o afetadas pela ocupa&ccedil;&atilde;o humana.</p> 	    <p>Dentro da unidade Terra&ccedil;o Fluviomarinho est&atilde;o inclu&iacute;das nesta classe a preserva&ccedil;&atilde;o das margens do Rio Fundo e &aacute;reas de manguezal a fim de evitar a degrada&ccedil;&atilde;o e assoreamento do sistema fluvial.</p> 	    <p>No Terra&ccedil;o Fluvial inserem-se as &aacute;reas compostas pelas margens das lagoas Funda e Grande buscando, dentre os fatores relevantes, a prote&ccedil;&atilde;o da diversidade das esp&eacute;cies de animais e vegetais.</p> 	    <p>No Terra&ccedil;o Marinho enquadra-se a vegeta&ccedil;&atilde;o original de restinga quando localizada, de acordo com o disposto na legisla&ccedil;&atilde;o federal (Resolu&ccedil;&atilde;o CONAMA 303, de 20/03/02), em faixa m&iacute;nima de trezentos metros, medidos a partir da linha de preamar m&aacute;xima ou em qualquer localiza&ccedil;&atilde;o ou extens&atilde;o, quando recoberta por vegeta&ccedil;&atilde;o com fun&ccedil;&atilde;o fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues. Tamb&eacute;m constituem essa classe as lagoas permanentes e de regime estacional, al&eacute;m dos sistemas de dunas embrion&aacute;rias, m&oacute;veis e em processo de fixa&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>Destaque para a necessidade urgente de a&ccedil;&otilde;es que visem conter o problema da ocupa&ccedil;&atilde;o indevida por casas de veraneio nas proximidades da faixa de praia em &aacute;reas de antedunas, tendo em vista que, tais tipos de interven&ccedil;&otilde;es na din&acirc;mica natural destes ambientes alimentam os efeitos da eros&atilde;o marinha.</p> 	    <p><b>Classe de Conserva&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Classe onde o objetivo maior &eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o, podendo haver formas restritas de ocupa&ccedil;&atilde;o desde que por meio de controle rigoroso e de maneira a respeitar a capacidade de suporte dos ambientes naturais. As formas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o devem ser compat&iacute;veis com a conserva&ccedil;&atilde;o da qualidade ambiental.</p> 	    <p>As por&ccedil;&otilde;es pertencentes a esta classe compreendem na unidade Plan&iacute;cie Fluviomarinha as &aacute;reas &uacute;midas sujeitas &agrave; inunda&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica e os baixios interdunres. S&atilde;o &aacute;reas compostas em sua maioria por terrenos inund&aacute;veis localizados principalmente nas proximidades dos canais fluviais. S&atilde;o &aacute;reas importantes para a manuten&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente. Estas &aacute;reas tamb&eacute;m est&atilde;o presentes na unidade Terra&ccedil;o Fluviomarinho sendo importantes para a conserva&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio dos ecossistemas componentes da paisagem.</p> 	    <p>No Terra&ccedil;o Fluvial recomenda-se o controle do uso agr&iacute;cola em &aacute;reas mais acidentadas a fim de conservar o solo contra os efeitos da eros&atilde;o. Em &aacute;reas planas as restri&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o menores, por&eacute;m nas &aacute;reas mais elevadas, por conta da instabilidade do solo, deve-se coibir instala&ccedil;&otilde;es humanas a fim de evitar riscos &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o. Deve-se assim buscar a compatibiliza&ccedil;&atilde;o da atividade agr&iacute;cola, considerando crit&eacute;rios adequados de uso e conserva&ccedil;&atilde;o com base nas reais voca&ccedil;&otilde;es do territ&oacute;rio.</p> 	    <p>No Terra&ccedil;o Marinho as &aacute;reas &uacute;midas aparecem em forma de baixios interdunares. H&aacute; exist&ecirc;ncia de corpos d'&aacute;gua e superf&iacute;cies inund&aacute;veis localizadas entre cord&otilde;es em &aacute;rea de restinga onde deve haver controle da qualidade da &aacute;gua para conservar as condi&ccedil;&otilde;es de vida da fauna e flora locais. Recomenda-se n&atilde;o apenas a restri&ccedil;&atilde;o, mas sim a proibi&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&atilde;o de habita&ccedil;&otilde;es nos terrenos naturalmente encharcados, bem como a novas ocupa&ccedil;&otilde;es e parcelamentos em &aacute;reas de alto valor ecol&oacute;gico para a conserva&ccedil;&atilde;o destes ambientes.</p> 	    <p><b>Classe de Recupera&ccedil;&atilde;o </b></p> 	    <p>Classe em que se recomenda a recupera&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas onde ocorrem manchas de &aacute;reas desmatadas, de solo exposto e cultivos, devendo por isso haver recupera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o original, sobretudo nas margens dos rios da Plan&iacute;cie Fluviomarinha.</p> 	    <p>Principalmente na unidade Terra&ccedil;o Fluvial que abrange &aacute;reas atualmente ocupadas por pastagens, por localidades, cultivos recomenda-se a recupera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa das &aacute;reas desmatadas. Tamb&eacute;m a proibi&ccedil;&atilde;o de extra&ccedil;&atilde;o irregular de areias e constru&ccedil;&atilde;o de moradias nas margens dos cursos d'&aacute;gua visando &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o das por&ccedil;&otilde;es de terreno degradadas.</p> 	    <p>Recomenda-se a recupera&ccedil;&atilde;o da mata ciliar dos canais distribut&aacute;rios, das &aacute;reas compostas por vegeta&ccedil;&atilde;o em est&aacute;gio m&eacute;dio e avan&ccedil;ado de degrada&ccedil;&atilde;o encontradas no Terra&ccedil;o Fluviomarinho e da vegeta&ccedil;&atilde;o original de restinga pertencente ao Terra&ccedil;o Marinho.</p> 	    <p>Nas &aacute;reas formadas por superf&iacute;cies inund&aacute;veis deve-se investir na implanta&ccedil;&atilde;o de infraestrutura vi&aacute;ria e de drenagem capazes de suportar determinado grau de adensamento, sendo que os terrenos, ou parte deles, mais encharcados n&atilde;o poder&atilde;o ser ocupados com &aacute;rea constru&iacute;da.</p> 	    <p>Visando a recupera&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de equil&iacute;brios dos sistemas biof&iacute;sicos &eacute; indicada a proibi&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&otilde;es humanas nas margens das lagoas Grande e Funda, de forma a coibir a implanta&ccedil;&atilde;o de loteamentos e o consequente aterro.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A recupera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o em torno das lagoas &eacute; de fundamental import&acirc;ncia, bem como a proibi&ccedil;&atilde;o de abertura de ruas e amplia&ccedil;&atilde;o de loteamentos principalmente nas &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente, pois podem afetar processos naturais como os de acres&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de dunas e de escoamento superficial entre as zonas de cord&otilde;es.</p> 	    <p ><b>Classe pass&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o (ocupa&ccedil;&atilde;o orientada)</b></p> 	    <p>Abrange as &aacute;reas que podem ser ocupadas. Entretanto, deve-se abarcar o uso controlado, com &ecirc;nfase na qualidade ambiental. Envolve as &aacute;reas tomadas por localidades, pastagens e cultivos com ocupa&ccedil;&atilde;o j&aacute; estabelecida que n&atilde;o se encontram nas zonas de preserva&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o estando relacionadas &agrave; expans&atilde;o agropecu&aacute;ria e de consolida&ccedil;&atilde;o urbana.</p> 	    <p>A defici&ecirc;ncia na oferta de saneamento b&aacute;sico &eacute; not&oacute;ria em praticamente todas as localidades. Assim, em se tratando da implanta&ccedil;&atilde;o de infraestrutura urbana deve-se priorizar o saneamento ambiental com implanta&ccedil;&atilde;o de fossas s&eacute;pticas adequadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es locais e oferta eficiente de abastecimento de &aacute;gua, coleta de lixo, bem como melhorias habitacionais.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>5. Cen&aacute;rio explorat&oacute;rio</b></p> 	    <p>Baseado nas defini&ccedil;&otilde;es de Oliveira e Rodrigues (2009) &eacute; apresentado o cen&aacute;rio explorat&oacute;rio (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a05f6.jpg">Figura 6</a>) como subproduto da proposta de uso do cen&aacute;rio recomendado. Como recorte temporal, foi considerado o intervalo de 10 anos para o desenvolvimento deste cen&aacute;rio. As classes estipuladas s&atilde;o as seguintes:</p>          
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>&Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente </b></p> 	    <p>&Eacute; constitu&iacute;da por todas as &aacute;reas antes pertencentes &agrave; classe Preserva&ccedil;&atilde;o que segue as determina&ccedil;&otilde;es sobre as categorias de prote&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o definidas em lei.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2021 estar&atilde;o preservadas as &aacute;reas de mangue localizadas nas margens dos cursos fluviais, as nascentes, as matas ciliares, bem como as margens das lagoas, as &aacute;reas cobertas por vegeta&ccedil;&atilde;o original de restinga, as lagoas permanentes e de regime estacional que servem de ref&uacute;gio para esp&eacute;cies migrat&oacute;rias da ave-fauna, al&eacute;m das dunas embrion&aacute;rias, m&oacute;veis e em processo de fixa&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>A prote&ccedil;&atilde;o destas &aacute;reas mediante a proibi&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o evitar&aacute; processos de degrada&ccedil;&atilde;o como assoreamento do sistema fluvial e problemas como o da eros&atilde;o marinha relacionados &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o indevida de casas de veraneio e estabelecimentos comerciais nas &aacute;reas ambientalmente fr&aacute;geis como de praias e de antedunas.</p> 	    <p>Em se tratando da preserva&ccedil;&atilde;o dos sistemas dunares, tem-se a garantia de que os processos naturais de fornecimento sedimentar, de acres&ccedil;&atilde;o, de desenvolvimento das fei&ccedil;&otilde;es estar&atilde;o mantidos para promoverem a consequente evolu&ccedil;&atilde;o do campo.</p> 	    <p><b>Paisagem com din&acirc;mica ambiental preservada </b></p> 	    <p>Refere-se &agrave; classe Conserva&ccedil;&atilde;o. Mantidas as &aacute;reas pertencentes a esta categoria do cen&aacute;rio recomendado puderam ser conservadas as caracter&iacute;sticas e fun&ccedil;&otilde;es naturais dos ambientes biof&iacute;sicos.</p> 	    <p>Com a conserva&ccedil;&atilde;o dos terrenos e baixios inund&aacute;veis, o controle da ocupa&ccedil;&atilde;o do solo a partir de parcelamentos ambientalmente planejados e do uso agr&iacute;cola principalmente em &aacute;reas de relevo mais acidentado, haver&aacute; a conserva&ccedil;&atilde;o do solo contra os efeitos da eros&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de vida da fauna e flora locais, manuten&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente e do equil&iacute;brio dos ecossistemas componentes da paisagem.</p> 	    <p>Em 2021 as atividades vinculadas ao uso residencial, comercial e tur&iacute;stico desenvolvidas de forma restrita e planejada n&atilde;o interferir&atilde;o na qualidade ambiental e causar&atilde;o uma baixa interfer&ecirc;ncia na din&acirc;mica natural dos ambientes com alto grau de conserva&ccedil;&atilde;o pela alta capacidade de resili&ecirc;ncia.</p> 	    <p><b>Paisagem melhorada</b></p> 	    <p>Diz respeito &agrave; classe Recupera&ccedil;&atilde;o proposta para o cen&aacute;rio recomendado. No horizonte temporal adotado, as &aacute;reas pertencentes a esta classe estar&atilde;o em conformidade com a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental.</p> 	    <p>As a&ccedil;&otilde;es para evitar a degrada&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas com cobertura vegetal original, somadas &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa das &aacute;reas desmatadas por cultivos e pastagens dentro do que rege a legisla&ccedil;&atilde;o, sobretudo da mata ciliar dos rios da Plan&iacute;cie Fluviomarinha e da vegeta&ccedil;&atilde;o original de restinga encontrada no Terra&ccedil;o Marinho, permitir&aacute;, ao longo dos 10 anos, a recomposi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o, antes em est&aacute;gio m&eacute;dio e avan&ccedil;ado de degrada&ccedil;&atilde;o, e o seu enquadramento no estado em que predominam as condi&ccedil;&otilde;es de estabilidade.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A proibi&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&otilde;es humanas impactantes nas margens das lagoas Grande e Funda e a recupera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o do entorno possibilitar&aacute; a regenera&ccedil;&atilde;o natural da cobertura vegetal e conserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas.</p> 	    <p>O controle da ocupa&ccedil;&atilde;o dos terrenos naturalmente inund&aacute;veis de forma a garantir a permeabilidade permitir&aacute; escoamento natural intracord&otilde;es evitando com isso riscos &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p><b>Ocupa&ccedil;&atilde;o rarefeita</b></p> 	    <p>Classe que abrange toda a margem da Rodovia Estadual SE-10. Criada para enquadrar a faixa de terra ao longo da rodovia que dever&aacute; conter baixa adensamento de constru&ccedil;&otilde;es e popula&ccedil;&atilde;o residente, pois se trata de uma classe que integra a categoria Paisagem com din&acirc;mica ambiental preservada.</p> 	    <p>Os terrenos que fazem parte desta classe devem apresentar uma ocupa&ccedil;&atilde;o rarefeita com paisagens levemente modificadas pela atividade humana com baixo potencial de impacto.</p> 	    <p>O est&iacute;mulo &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de baixa densidade d&aacute;-se de forma a garantir a perman&ecirc;ncia da vegeta&ccedil;&atilde;o original e a conserva&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com alto valor ecol&oacute;gico como brejos, restingas, dunas e lagoas.</p> 	    <p><b>Ocupa&ccedil;&atilde;o consolidada</b></p> 	    <p>Classe que apresenta &aacute;reas consolidadas compostas por localidades, pastagens e cultivos. Seguindo as indica&ccedil;&otilde;es propostas na Classe Pass&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o definida para o cen&aacute;rio recomendado, haver&aacute; a consolida&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas predominantemente residenciais com amplia&ccedil;&atilde;o ou implanta&ccedil;&atilde;o de infraestrutura, oferta de &aacute;reas de lazer, equipamentos e servi&ccedil;os urbanos.</p> 	    <p>Apesar da menor exig&ecirc;ncia quanto ao n&iacute;vel de modifica&ccedil;&atilde;o pela atividade humana em compara&ccedil;&atilde;o com as outras classes, a estrat&eacute;gia de a&ccedil;&atilde;o corretiva e de controle da qualidade ambiental estar&aacute; presente nas formas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&otilde;es </b></p> 	    <p>A compartimenta&ccedil;&atilde;o da Plan&iacute;cie Costeira do munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia em unidades e subunidades de paisagem possibilitou um melhor entendimento da configura&ccedil;&atilde;o da paisagem em termos de elementos e processos envolvidos por meio da identifica&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o e dos problemas caracter&iacute;sticos mais importantes do espa&ccedil;o costeiro permitindo, com isso, a compreens&atilde;o de certas especificidades frente aos limites e potencialidades de cada unidade.</p> 	    <p>Assim, a compartimenta&ccedil;&atilde;o em unidades de paisagem possibilitou a compreens&atilde;o dos fatores que caracterizam a din&acirc;mica de funcionamento da Plan&iacute;cie Costeira da &aacute;rea de estudo, no que se refere &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre os componentes naturais e antr&oacute;picos envolvidos na configura&ccedil;&atilde;o de sua estrutura&ccedil;&atilde;o possibilitando, com isso, a proposi&ccedil;&atilde;o de alternativas de uso para os diversos n&iacute;veis de fragilidades ambientais.</p> 	    <p>Considerando fatores como as pr&aacute;ticas de uso da terra, os n&iacute;veis de degrada&ccedil;&atilde;o decorrentes, o desrespeito &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o e a consequente mudan&ccedil;a da paisagem foi desenvolvida uma proposta de uso recomendado (cen&aacute;rio recomendado) mediante a an&aacute;lise da configura&ccedil;&atilde;o atual do espa&ccedil;o pelo padr&atilde;o vigente de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o. Baseado nesta proposta desenvolveu-se, a partir de Oliveira e Rodriguez (2009), o cen&aacute;rio explorat&oacute;rio (designado para se referir ao uso pretendido, com a finalidade de indicar o uso sustent&aacute;vel frente &agrave;s perspectivas de ocupa&ccedil;&atilde;o para o futuro), o qual compreende o horizonte temporal de 10 anos.</p> 	    <p>Estas proposi&ccedil;&otilde;es, apresentadas como procedimentos para o planejamento do meio f&iacute;sico, norteiam o reconhecimento das prioridades de a&ccedil;&atilde;o permitindo contribuir com a orienta&ccedil;&atilde;o dos usos em fun&ccedil;&atilde;o do controle das press&otilde;es antr&oacute;picas e de proposi&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o comprometam a integridade biof&iacute;sica.</p> 	    <p>Assim, a compreens&atilde;o de como se d&aacute; o funcionamento da paisagem a partir da an&aacute;lise dos seus sistemas componentes, da sua estrutura espacial e de suas modifica&ccedil;&otilde;es no tempo foi necess&aacute;ria para o desenvolvimento do cen&aacute;rio de uso recomendado e, com base nele, o cen&aacute;rio pretendido.</p> 	    <p>Tendo em vista que os crit&eacute;rios utilizados no ordenamento dos usos e na gest&atilde;o costeira comumente desconsideram as capacidades de rea&ccedil;&otilde;es e evolu&ccedil;&otilde;es dos ambientais naturais urgem propostas de estudos deste tipo.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Bibliografia</b></p> 	    <!-- ref --><p>Bittencourt, A.C.S.P.; Dominguez, J.M.L.; Martin, L.; Ferreira, Y.A. (1982) - Dados preliminares sobre a evolu&ccedil;&atilde;o paleogeogr&aacute;fica do Rio S&atilde;o Francisco.-SE/AL, durante o quatern&aacute;rio: influ&ecirc;ncias da varia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar. IV Simp&oacute;sio do Quatern&aacute;rio do Brasil, p. 49-68., ABEQUA, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000262&pid=S1646-8872201200020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Bolos, M. (org) (1992) - Manual de ci&ecirc;ncia del paisaje. Teoria, m&eacute;todos y aplicaciones. 273p., Ed. Masson, Barcelona, Espanha. ISBN: 9788431105952.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S1646-8872201200020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Carvalho, M.E.S.; Fontes, A.L. (2006) - Estudo ambiental da zona costeira sergipana como subs&iacute;dios ao ordenamento territorial. Revista Geonordeste (ISSN&nbsp;1518-6059), ano XV (2):10-39, N&uacute;cleo de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia, Universidade Federal de Sergipe, S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o, SE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://200.17.141.110/pos/geografia/geonordeste/index.php/GeoNordeste/article/view/69/5" target="_blank">http://200.17.141.110/pos/geografia/geonordeste/index.php/GeoNordeste/article/view/69/5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S1646-8872201200020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, H.A.; Nascimento, E. (2007) - Cen&aacute;rios para o turismo no Brasil 2007-2010: an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia metodol&oacute;gica e plausibilidade dos cen&aacute;rios. Caderno Virtual de Turismo (ISSN: 1677-6976), 7(3):46-65. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ivt.coppe.ufrj.br/caderno/index.php?journal=caderno&page=issue&op=view&path%255B%255D=25" target="_blank">http://www.ivt.coppe.ufrj.br/caderno/index.php?journal=caderno&amp;page=issue&amp;op=view&amp;path%5B%5D=25</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S1646-8872201200020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dias J.A.; Carmo, J.A.; Polette, M. (2009) - As Zonas Costeiras no contexto dos Recursos Marinhos. Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada / Journal of Integrated Coastal Zone Management 9(1):3-5. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.aprh.pt/rgci/pdf/RGCI-168_Prefacio.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/pdf/RGCI-168_Prefacio.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S1646-8872201200020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fontes, A.L. (2007) - Relevo e solos. In: V.L.A. Fran&ccedil;a &amp; M.T.S. Cruz (coord.), Atlas Escolar Sergipe: espa&ccedil;o geo-hist&oacute;rico e cultural, pp.69-82, Editora Grafset. Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil. ISBN: 8587872451.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S1646-8872201200020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Freitas Filho, A. (2001) - A metodologia de constru&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios: conceitos b&aacute;sicos. Workshop para prospec&ccedil;&atilde;o em C&amp;T, pp.1-25, Bras&iacute;lia, DF, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S1646-8872201200020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Meirelles, M.S.P.; Becker, B.; Egler, C.; Miranda, M.; Bragan&ccedil;a, P.C.O.; Santos, U.P.; Campos, M.L. (1999) - Metodologia para elabora&ccedil;&atilde;o do Zoneamento Ecol&oacute;gico- Econ&ocirc;mico em &aacute;reas com grande influ&ecirc;ncia antr&oacute;pica. Embrapa Solos, Circular T&eacute;cnica n&ordm; 4, ISSN 1517-5146, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cnps.embrapa.br/publicacoes/pdfs/circular_tecnica_4_1999_metod_zee.pdf" target="_blank">http://www.cnps.embrapa.br/publicacoes/pdfs/circular_tecnica_4_1999_metod_zee.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S1646-8872201200020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Neto, J.A.B.; Ponzi, V.R.A.; Sichel, S.E. (org.) (2004) - Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Geologia Marinha. 279p., Editora Interci&ecirc;ncia, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISBN:&nbsp;8571930988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S1646-8872201200020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Oliveira, P.C.E; Rodrigues, S.C. (2009) - Utiliza&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios ambientais como alternativa para o zoneamento de bacias hidrogr&aacute;ficas: estudo da bacia hidrogr&aacute;fica do C&oacute;rrego Guaribas, Uberl&acirc;ndia – MG. Sociedade &amp; Natureza (ISSN:1982-4513), 21(3):305-314, Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia, Uberl&acirc;ndia, MG, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/issue/view/547" target="_blank">http://www.seer.ufu.br/index.php/sociedadenatureza/issue/view/547</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000276&pid=S1646-8872201200020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rodriguez, J.M.M.; Silva, E.D.; Cavalcante, A.P.B. (2004) - Geoecologia das Paisagens: uma vis&atilde;o geossist&ecirc;mica da an&aacute;lise ambiental. 222p., Editora UFC, Fortaleza, CE, Brasil. ISBN: 9788572821481&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S1646-8872201200020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, R.F. dos (2004) - Planejamento Ambiental: teoria e pr&aacute;tica. 184p., Editora Oficina de Textos, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 9788586238628.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000278&pid=S1646-8872201200020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>SEPLAN/SRH (2004) - Atlas Digital sobre Recursos H&iacute;dricos de Sergipe. CD-ROM, SEPLAN – Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econ&oacute;mico / SRH - Superintend&ecirc;ncia de Recursos H&iacute;dricos, Aracaj&uacute;, SE, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000280&pid=S1646-8872201200020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Zamboni, A.; Vilanova, R.R. (coord.) (2006) - Projeto orla: manual de gest&atilde;o. 88p., Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 8577380505. Dispon&iacute;vel em <br/><a href="http://www.conpam.ce.gov.br/categoria1/orla/documentos/manual-do-orla/manualgestao-new.pdf" target="_blank">http://www.conpam.ce.gov.br/categoria1/orla/documentos/manual-do-orla/manualgestao-new.pdf</a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Legisla&ccedil;&atilde;o consultada:</p> 	    <p>Lei n. 7.661/88 de 16 de maio de 1988. Institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7661.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7661.htm</a>. Acesso em 20 de janeiro de 2011.</p> 	    <p>Lei N&ordm; 4.771 de 15 de setembro de 1965. Institui o novo C&oacute;digo Florestal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4771.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4771.htm</a>. Acesso em 20 de janeiro de 2011.</p> 	    <p>Resolu&ccedil;&atilde;o CONAMA N&ordm; 001, de 23 de janeiro de 1986 que disp&otilde;e sobre a Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto Ambiental. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.antt.gov.br/legislacao/Regulacao/suerg/Res001-86.pdf" target="_blank">http://www.antt.gov.br/legislacao/Regulacao/suerg/Res001-86.pdf</a>. Acesso em 20 de janeiro de 2011.</p> 	    <p>Resolu&ccedil;&atilde;o CONAMA N&ordm; 303, de 20 de mar&ccedil;o de 2002 que estabelece par&acirc;metros, defini&ccedil;&otilde;es e limites de &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ambiente.sp.gov.br/legislacao/estadual/resolucoes/2002_Res_CONAMA_303.pdf" target="_blank">http://www.ambiente.sp.gov.br/legislacao/estadual/resolucoes/2002_Res_CONAMA_303.pdf</a>. Acesso em 20 de janeiro de 2011.</p> 	    <p>Est&acirc;ncia. Lei N&ordm; 18 de 14 de mar&ccedil;o de 2008. Institui o C&oacute;digo Municipal de Meio Ambiente e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.</p> 	    <p>Est&acirc;ncia. Lei N&ordm; 28 de 02 de fevereiro de 2010. Institui diretrizes para o Parcelamento do Uso do Solo e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.</p> 	    <p>Est&acirc;ncia. Lei N&ordm; 31 de 02 de fevereiro de 2010. Institui o Plano Diretor do Munic&iacute;pio de Est&acirc;ncia/SE e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.</p> 	    <p>Lei N&ordm; 5.858 do Estado do Sergipe de 22 de mar&ccedil;o de 2006 que disp&otilde;e sobre a Pol&iacute;tica Estadual do Meio Ambiente e institui o Sistema Estadual do Meio Ambiente. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.semarh.se.gov.br/modules/wfdownloads/visit.php?cid=1" target="_blank">www.semarh.se.gov.br/modules/wfdownloads/visit.php?cid=1</a>. Acesso em 20 de janeiro de 2011.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Nota</b></p> 	    <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submission – December 5, 2011; Evaluation – January 16, 2012; Reception of revised manuscript – April 7, 2012; Accepted – May 12, 2012; Available on-line – May 28, 2012</p>      ]]></body><back>
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