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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Erosão de dunas com os modelos XBeach e Litprof]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dune Erosion with the XBeach and Litprof Models]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aims to improve the evaluation and prediction of the vulnerability/resilience of dune systems to the wave action under maritime storm conditions. The objective was to evaluate the performance of the XBeach and Litprof deterministic numerical models for dune erosion. The models were tested for a case of dune erosion performed in a large scale channel laboratory test. The evaluation of the models performance was based on the analysis of the morphological evolution, on impact indicators (erosion volume, dune retreat and retreat of the top of the dune) and on an error indicator (Brier Skill Score). The default parameters (standard set of parameter settings) are presented and tested for both models. The conclusion on the models performance with the default parameters was that the XBeach model is good and the Litprof model is poor. It is recommended that for an engineering application of dune erosion prediction, where accuracy and safety are both important, the XBeach model with the default parameters should be applied with precaution since the erosion volume was underestimated. The calibration parameters are presented, discussed and tested. It was concluded that the most influent parameters on the morphological evolution were: beta, break, facua, gammax, hswitch, lws and wetslp for the XBeach model, and Maximum Angle of Bed Slope for the Litprof model. The parameters lws and wetslp of the XBeach model were those which provided to the final profile the most similar geometry to the one observed in the laboratory experiment. The results obtained for the error indicator BSS revealed that the best performance was obtained by changing the calibration parameter lws and that the second best performance was obtained by changing the calibration parameter wetslp, having both been classified as excellent. Since the morphological change reached by changing the lws parameter improved the prediction of the two characteristics, which are crucial under an engineering point of view, retreat of the top of the dune and sea side limit of the extension of the active zone (where was observed the formation of the submerged bar during the experiment), it was concluded that this parameter is of great relevance in the simulation of dune erosion for the XBeach model. The Litprof model after calibration simulated correctly the retreat of the top of the dune, simulated the development of the submerged bar in the location observed in the experiment, simulated incorrectly the erosion volume (approximately half of the observed volume) and the dune face slope, and consequently caused an advance of the dune at the water level instead of a retreat. For this reason, it is recommended precaution in the application of the Litprof model for dune erosion. From the comparison of the XBeach and Litprof models in both stages, i.e., in the stage of testing the default parameters and in the stage of calibration, it was concluded that it was the XBeach model that had the best performance in this case study. This study allowed testing and acknowledging the high capacity of the XBeach model and the reasonable capacity of the Litprof model in the prediction of dune erosion.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Erosão Costeira]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Eros&atilde;o de dunas com os modelos XBeach e Litprof</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p> 	    <p><b>Dune Erosion with the XBeach and Litprof Models</b></p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><b>Filipa S. B. F. Oliveira<sup>@, I</sup></b></p>         <p><sup>@</sup>Corresponding author: <a href="mailto:foliveira@lnec.pt">foliveira@lnec.pt</a></p>         <p><sup>I</sup>Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, Portugal.</p>         <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>RESUMO</b></p>         <p>Este estudo visa melhorar a avalia&ccedil;&atilde;o e previs&atilde;o da vulnerabilidade/resili&ecirc;ncia de sistemas dunares &agrave; ac&ccedil;&atilde;o das ondas em condi&ccedil;&otilde;es de tempestade mar&iacute;tima. O objectivo foi avaliar o desempenho dos modelos XBeach e Litprof na eros&atilde;o de dunas. Testaram-se os modelos para um caso de verifica&ccedil;&atilde;o de eros&atilde;o de duna realizado em canal de grande escala de laborat&oacute;rio. A avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos modelos baseou-se na an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica, em indicadores de impacto (volume de eros&atilde;o, recuo da duna e recuo do topo da duna) e num indicador de erro (<i>Brier Skill Score</i>). Apresentam-se e testam-se os par&acirc;metros por defeito (<i>standard set of parameter settings</i>) para ambos os modelos. Da avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho dos dois modelos com os par&acirc;metros por defeito concluiu-se que o desempenho do modelo XBeach &eacute; bom e do modelo Litprof &eacute; fraco. Recomenda-se que numa aplica&ccedil;&atilde;o de engenharia para previs&atilde;o da eros&atilde;o de dunas, em que importa n&atilde;o s&oacute; a precis&atilde;o como tamb&eacute;m estar do lado da seguran&ccedil;a, o modelo XBeach com os par&acirc;metros por defeito deve ser usado com precau&ccedil;&atilde;o, uma vez que o volume de eros&atilde;o foi subestimado. Apresentam-se, discutem-se e testam-se os par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o para ambos os modelos. Concluiu-se que os par&acirc;metros mais influentes na evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica foram: <i>beta, break, facua, gammax, hswitch, lws e wetslp</i> para o modelo XBeach, e <i>Maximum Angle of Bed Slope</i> para o modelo Litprof. Os par&acirc;metros <i>lws e wetslp</i> do modelo XBeach foram aqueles que conferiram ao perfil final uma geometria mais pr&oacute;xima da configura&ccedil;&atilde;o observada. Os resultados obtidos para o indicador de erro BSS evidenciam que o melhor desempenho foi obtido com altera&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>lws</i> e que o segundo melhor desempenho foi obtido com a altera&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>wetslp</i>, sendo a ambos atribu&iacute;da a classifica&ccedil;&atilde;o de excelente. Uma vez que a modifica&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>lws</i> permitiu melhorar a previs&atilde;o de duas caracter&iacute;sticas fundamentais sob o ponto de vista da engenharia que s&atilde;o o recuo do topo da duna e o limite da extens&atilde;o da zona activa (onde se observou a forma&ccedil;&atilde;o da barra submersa durante a experi&ecirc;ncia), considera-se que ele &eacute; de grande relev&acirc;ncia na simula&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o de dunas com o modelo XBeach. No seu melhor desempenho, o modelo Litprof calibrado reproduziu correctamente o recuo do topo da duna, simulou a forma&ccedil;&atilde;o de uma barra submersa na posi&ccedil;&atilde;o observada experimentalmente, simulou incorrectamente o volume de eros&atilde;o (cerca de metade do observado) e o declive da duna, e consequentemente gerou um avan&ccedil;o da duna ao n&iacute;vel da &aacute;gua em vez de recuo. Por este motivo, recomenda-se precau&ccedil;&atilde;o na aplica&ccedil;&atilde;o do modelo Litprof para previs&atilde;o da eros&atilde;o de dunas. Da compara&ccedil;&atilde;o dos modelos morfodin&acirc;micos XBeach e Litprof nas duas fases, i.e., na fase de teste com os par&acirc;metros por defeito e na fase de calibra&ccedil;&atilde;o, concluiu-se que foi o modelo Xbeach que apresentou o melhor desempenho neste caso de estudo. A execu&ccedil;&atilde;o deste estudo permitiu testar e ficar a conhecer a elevada capacidade do modelo XBeach e a razo&aacute;vel capacidade do modelo Litprof na previs&atilde;o da eros&atilde;o de dunas.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Eros&atilde;o Costeira, Duna, Modela&ccedil;&atilde;o Morfodin&acirc;mica, XBeach, Litprof.</p> 	<hr size="1" noshade>         <p><b>ABSTRACT</b></p> 	    <p>The present study aims to improve the evaluation and prediction of the vulnerability/resilience of dune systems to the wave action under maritime storm conditions. The objective was to evaluate the performance of the XBeach and Litprof deterministic numerical models for dune erosion. The models were tested for a case of dune erosion performed in a large scale channel laboratory test. The evaluation of the models performance was based on the analysis of the morphological evolution, on impact indicators (erosion volume, dune retreat and retreat of the top of the dune) and on an error indicator (Brier Skill Score). The default parameters (standard set of parameter settings) are presented and tested for both models. The conclusion on the models performance with the default parameters was that the XBeach model is good and the Litprof model is poor. It is recommended that for an engineering application of dune erosion prediction, where accuracy and safety are both important, the XBeach model with the default parameters should be applied with precaution since the erosion volume was underestimated. The calibration parameters are presented, discussed and tested. It was concluded that the most influent parameters on the morphological evolution were: beta, break, facua, gammax, hswitch, lws and wetslp for the XBeach model, and Maximum Angle of Bed Slope for the Litprof model. The parameters lws and wetslp of the XBeach model were those which provided to the final profile the most similar geometry to the one observed in the laboratory experiment. The results obtained for the error indicator BSS revealed that the best performance was obtained by changing the calibration parameter lws and that the second best performance was obtained by changing the calibration parameter wetslp, having both been classified as excellent. Since the morphological change reached by changing the lws parameter improved the prediction of the two characteristics, which are crucial under an engineering point of view, retreat of the top of the dune and sea side limit of the extension of the active zone (where was observed the formation of the submerged bar during the experiment), it was concluded that this parameter is of great relevance in the simulation of dune erosion for the XBeach model. The Litprof model after calibration simulated correctly the retreat of the top of the dune, simulated the development of the submerged bar in the location observed in the experiment, simulated incorrectly the erosion volume (approximately half of the observed volume) and the dune face slope, and consequently caused an advance of the dune at the water level instead of a retreat. For this reason, it is recommended precaution in the application of the Litprof model for dune erosion. From the comparison of the XBeach and Litprof models in both stages, i.e., in the stage of testing the default parameters and in the stage of calibration, it was concluded that it was the XBeach model that had the best performance in this case study. This study allowed testing and acknowledging the high capacity of the XBeach model and the reasonable capacity of the Litprof model in the prediction of dune erosion.</p> 	    <p><b>Keywords: </b>Coastal Erosion, Dune, Morphodynamic Modelling, XBeach, Litprof.</p>         <p>&nbsp;</p>	 	    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p>O presente estudo enquadra-se na &aacute;rea da din&acirc;mica costeira e visa melhorar a avalia&ccedil;&atilde;o e previs&atilde;o da vulnerabilidade/resili&ecirc;ncia de sistemas dunares &agrave; ac&ccedil;&atilde;o das ondas em condi&ccedil;&otilde;es de tempestade mar&iacute;tima caracterizadas por fortes ventos, baixas press&otilde;es atmosf&eacute;ricas e curta dura&ccedil;&atilde;o (horas a dias). A motiva&ccedil;&atilde;o do estudo &eacute; o facto destes sistemas constitu&iacute;rem a mais importante defesa natural costeira na interface terra-mar e a sua eros&atilde;o, galgamento, rotura e inunda&ccedil;&atilde;o durante estes eventos extremos constituir um elevado risco no que respeita a perda de territ&oacute;rio, degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, destrui&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio e at&eacute; perda de vidas humanas.</p> 	    <p>Dada a complexidade dos processos costeiros que governam a din&acirc;mica sedimentar na interface mar-terra, desde o limite da zona de rebenta&ccedil;&atilde;o das ondas at&eacute; ao topo de praia ou duna que fica ao alcance da ac&ccedil;&atilde;o das ondas em condi&ccedil;&otilde;es extremas de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e n&iacute;vel do mar, a simula&ccedil;&atilde;o com modelos matem&aacute;ticos, precisos e robustos para problemas de engenharia, da morfodin&acirc;mica de todas as subzonas (zona de rebenta&ccedil;&atilde;o, zona de espraiamento, topo de praia e sistema dunar) deste dom&iacute;nio espacial de forma cont&iacute;nua &eacute; bastante exigente, quer em termos de conhecimento dos processos f&iacute;sicos envolvidos quer em termos de recursos computacionais. O modelo XBeach (<i>eXtreme Beach behaviour</i>) (Roelvink <i>et al.,</i> 2009), actualmente em fase de desenvolvimento e dispon&iacute;vel &agrave; comunidade cient&iacute;fica (em <a href="https://publicwiki.deltares.nl/display/XBEACH/Home" target="_blank">https://publicwiki.deltares.nl/display/XBEACH/Home</a>), &eacute; um dos modelos mais promissores porque se trata de um modelo determin&iacute;stico, com formula&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica bastante robusta e inclusiva dos principais processos, e est&aacute; aberto a futuro desenvolvimento. O modelo Litprof (DHI, 2008) do sistema de modela&ccedil;&atilde;o Litpack (vastamente aplicado a n&iacute;vel mundial em projectos de investiga&ccedil;&atilde;o e consultoria) &eacute; um dos modelos mais eficazes nesta &aacute;rea, que, tendo a vantagem de ser um modelo determin&iacute;stico, tal como o modelo XBeach, tem o inconveniente de n&atilde;o estar aberto a desenvolvimentos por parte da comunidade cient&iacute;fica. O objectivo deste estudo foi avaliar o desempenho de cada um dos modelos, XBeach e Litprof, na simula&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica da eros&atilde;o de dunas, e compar&aacute;-los entre si. A aplica&ccedil;&atilde;o de um modelo mais eficaz na an&aacute;lise e previs&atilde;o da vulnerabilidade de sistemas dunares &agrave; eros&atilde;o permitir&aacute; quantificar com maior rigor os riscos associados.</p> 	    <p>Os modelos num&eacute;ricos de eros&atilde;o de dunas s&atilde;o geralmente verificados numa primeira fase com experi&ecirc;ncias laboratoriais, em canais de grande escala, uma vez que estas permitem um maior controlo dos processos envolvidos, quer nas condi&ccedil;&otilde;es iniciais e de for&ccedil;amento quer na monitoriza&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o, e consequentemente garantem maior confian&ccedil;a nos resultados. As condi&ccedil;&otilde;es em canal equivalem a uma praia uniforme ao longo da componente longitudinal. S&oacute; posteriormente, ap&oacute;s uma satisfat&oacute;ria simula&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica da componente transversal, faz sentido desenvolver estes modelos na dimens&atilde;o longitudinal e, nesta fase, aplic&aacute;-los em casos de campo. O modelo XBeach j&aacute; se encontra desenvolvido na componente longitudinal, no entanto, a complexidade dos processos na faixa costeira onde se aplica &eacute; particularmente t&atilde;o elevada, que continua a ser necess&aacute;rio melhorar a sua abordagem transversal. A import&acirc;ncia do investimento cient&iacute;fico no desenvolvimento da componente transversal deste tipo de modelos &eacute; t&atilde;o grande, que na Holanda, onde os modelos de verifica&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a dos sistemas dunares s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia para a gest&atilde;o costeira, aplica-se o modelo emp&iacute;rico DUROS (Brandenburg, 2010), um modelo transversal desenvolvido para zonas costeiras uniformes com base em resultados de testes laboratoriais (Vellinga, 1986). O estudo aqui apresentado enquadra-se na primeira fase, em que o modelo &eacute; testado com experi&ecirc;ncias laboratoriais, em canais de grande escala. Pretendeu-se simular um caso de eros&atilde;o de uma duna experimental (escala 1:6) previamente realizado em laborat&oacute;rio no &acirc;mbito de um projecto de investiga&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>A aplica&ccedil;&atilde;o de ambos os modelos, mas principalmente do modelo XBeach, requer a introdu&ccedil;&atilde;o de um elevado n&uacute;mero de par&acirc;metros relativos aos processos f&iacute;sicos costeiros. Em projectos de engenharia, onde &eacute; de grande utilidade a aplica&ccedil;&atilde;o deste tipo de modelos, acontece muitas vezes ser invi&aacute;vel a medi&ccedil;&atilde;o de alguns destes par&acirc;metros. Para ultrapassar esta dificuldade, os autores de ambos os modelos recomendam a utiliza&ccedil;&atilde;o de alguns valores por defeito (<i>standard set of parameter settings</i>). Neste artigo, apresentam-se os resultados dos modelos para o conjunto dos par&acirc;metros por defeito recomendados e sugerem-se, no caso do modelo XBeach, e testam-se par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o. &Eacute; com base na compara&ccedil;&atilde;o dos dois conjuntos de resultados num&eacute;ricos (que resultam da aplica&ccedil;&atilde;o dos modelos com os par&acirc;metros por defeito e dos modelos calibrados) com os resultados observados que se faz a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos modelos XBeach e Litprof.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2. Abordagem metodol&oacute;gica</b></p> 	    <p>A eros&atilde;o da zona costeira praia-duna resulta de uma ac&ccedil;&atilde;o de duas for&ccedil;as, a resist&ecirc;ncia da praia-duna decorrente das propriedades da mec&acirc;nica de solos e a ac&ccedil;&atilde;o hidr&aacute;ulica decorrente da capacidade de transporte das ondas e correntes. A simula&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica do fen&oacute;meno &eacute; bastante complexa pois exige a resolu&ccedil;&atilde;o precisa dos processos de hidrodin&acirc;mica, transporte sedimentar e morfodin&acirc;mica, em simult&acirc;neo ao longo das zonas de rebenta&ccedil;&atilde;o, espraiamento, topo de praia e duna (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f1.jpg">Figura 1</a>).</p>          
<p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do que acontece com outros processos f&iacute;sicos,    a modela&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica da eros&atilde;o praia-duna pode caracterizar-se    em tr&ecirc;s tipos de modelos conceptuais: emp&iacute;ricos, semi-emp&iacute;ricos    e determin&iacute;sticos ou baseados em processos. Do primeiro tipo, modelos    emp&iacute;ricos, s&atilde;o os modelos onde existe uma rela&ccedil;&atilde;o    expl&iacute;cita entre a eros&atilde;o da praia-duna e importantes par&acirc;metros    f&iacute;sicos, que n&atilde;o s&atilde;o quantificados de forma individual    mas sim atrav&eacute;s das consequ&ecirc;ncias, ou seja, volume erodido e recuo    da duna. O modelo DUROS (Brandenburg, 2010; Vellinga, 1986) aplicado na Holanda    para verifica&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a dos sistemas dunares &eacute;    um exemplo deste tipo. Do segundo tipo, modelos semi-emp&iacute;ricos, s&atilde;o    os modelos em que os principais processos f&iacute;sicos s&atilde;o individualmente    descritos atrav&eacute;s de formula&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas. O    modelo SBeach (Larson &amp; Kraus, 1989) &eacute; um exemplo deste tipo. Finalmente    os modelos determin&iacute;sticos, tamb&eacute;m vulgarmente designados por    modelos baseados em processos, s&atilde;o os modelos em que os processos f&iacute;sicos    s&atilde;o modelados individualmente. Os modelos num&eacute;ricos aplicados    neste estudo, o modelo XBeach e o modelo Litprof, s&atilde;o ambos deste tipo.</p> 	    <p>O modelo XBeach trata-se de um modelo bi-dimensional-horizontal constitu&iacute;do por v&aacute;rios sub-modelos dos processos costeiros de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas infragrav&iacute;ticas e grupos de ondas grav&iacute;ticas, espraiamento, eros&atilde;o e galgamento de dunas, avalanche, transporte sedimentar e evolu&ccedil;&atilde;o do fundo (Roelvink <i>et al.</i>, 2010). O objectivo do XBeach &eacute; modelar estes processos nos quatro regimes de impacto de tempestade mar&iacute;tima definidos por Sallanger (2000): regime de espraiamento, regime de colis&atilde;o, regime de galgamento e regime de inunda&ccedil;&atilde;o. Neste estudo em particular, apenas ocorrem os regimes de espraiamento e colis&atilde;o, cuja abordagem metodol&oacute;gica se descreve abaixo.</p> 	    <p>Para al&eacute;m da contribui&ccedil;&atilde;o das ondas curtas ou grav&iacute;ticas, o escoamento da zona de espraiamento &eacute; em grande parte devido a ondas infragrav&iacute;ticas (que resultam de interac&ccedil;&otilde;es harm&oacute;nicas n&atilde;o lineares de grupos de ondas curtas) (Tucker, 1954). Guza e Thornton (1982) mostraram que a altura de onda da banda espectral correspondente &agrave;s ondas infragrav&iacute;ticas aumenta linearmente com a altura significativa de onda ao largo, enquanto a energia correspondente &agrave;s ondas curtas da banda espectral atinge um limite devido &agrave; dissipa&ccedil;&atilde;o ao longo da zona de rebenta&ccedil;&atilde;o. Com base nesta constata&ccedil;&atilde;o, Raubenheimer e Guza (1996) mostraram que em condi&ccedil;&otilde;es de tempestade a componente devida &agrave;s ondas infragrav&iacute;ticas &eacute; dominante no espraiamento. No modelo XBeach a din&acirc;mica da zona de espraiamento &eacute; resolvida com base na ac&ccedil;&atilde;o bi-dimensional-horizontal de ondas de grupo e resultantes ondas infragrav&iacute;ticas sobre a batimetria. O for&ccedil;amento das ondas de grupo resulta da varia&ccedil;&atilde;o no tempo da ac&ccedil;&atilde;o da onda (Phillips, 1977) combinada com um modelo de dissipa&ccedil;&atilde;o para grupos de onda (Roelvink, 1993). &Eacute; usado um modelo de turbul&ecirc;ncia (Svendsen, 1984; Nairn <i>et al.</i>, 1990; Stive &amp; Vriend, 1994) para representar o momento associado &agrave; turbul&ecirc;ncia superficial gerada pela rebenta&ccedil;&atilde;o que se desloca em direc&ccedil;&atilde;o &agrave; costa.</p> 	    <p>As interac&ccedil;&otilde;es harm&oacute;nicas n&atilde;o lineares de grupos de ondas grav&iacute;ticas geram ondas infragrav&iacute;ticas e correntes longitudinais e transversais &agrave; costa. A interac&ccedil;&atilde;o onda-corrente na camada limite gera um aumento das tens&otilde;es de atrito que afectam as ondas infragrav&iacute;ticas e correntes (Soulsby <i>et al.</i>, 1993). A aleatoriedade das ondas incidentes &eacute; considerada com base na descri&ccedil;&atilde;o de Feddersen <i>et al.</i> (2000), cuja aplica&ccedil;&atilde;o (Ruessink <i>et al.</i>, 2001) evidenciou uma boa estimativa das correntes longitudinais para um coeficiente de in&eacute;rcia constante.</p> 	    <p>Durante o regime de espraiamento e colis&atilde;o o fluxo de massa transportado pelas ondas e pela turbul&ecirc;ncia superficial gerada pela rebenta&ccedil;&atilde;o retorna em direc&ccedil;&atilde;o ao mar como escoamento de retorno. Este escoamento &eacute; respons&aacute;vel pelo processo de eros&atilde;o, uma vez que &eacute; sob a sua ac&ccedil;&atilde;o que a areia &eacute; removida da face da duna em desmoronamento. Apesar de existirem v&aacute;rias propostas para o perfil vertical da corrente neste escoamento (Reniers <i>et al.</i>, 2004b) a varia&ccedil;&atilde;o vertical da corrente em condi&ccedil;&otilde;es de tempestade n&atilde;o &eacute; muito grande, e por esse motivo ainda n&atilde;o foi introduzida no modelo XBeach.</p> 	    <p>Os processos de transporte de areia nas zonas de rebenta&ccedil;&atilde;o e espraiamento s&atilde;o bastante complexos pois resultam da combina&ccedil;&atilde;o do movimento orbital de ondas curtas e longas, de correntes e da turbul&ecirc;ncia superficial gerada pela rebenta&ccedil;&atilde;o. O transporte sedimentar induzido pela assimetria vertical e horizontal das ondas, que se estima inferior &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o dada pelas ondas longas e corrente m&eacute;dia (de Vries <i>et al.</i>, 2008), &eacute; considerado atrav&eacute;s da formula&ccedil;&atilde;o proposta por Soulsby (1997) num modelo que resolve os processos na zona de rebenta&ccedil;&atilde;o para ondas curtas propagadas em grupo. Esta formula&ccedil;&atilde;o foi aplicada com sucesso na gera&ccedil;&atilde;o de correntes de retorno (Damgard <i>et al.</i>, 2002; Reniers <i>et al.</i>, 2004a) e rotura de ilhas barreira (Roelvink <i>et al.</i>, 2003).</p> 	    <p>O modelo Litprof trata-se de um modelo bi-dimensional-vertical constitu&iacute;do por v&aacute;rios sub-modelos dos processos costeiros: um modelo de hidrodin&acirc;mica, um modelo quasi-tri-dimensional de transporte de sedimentos e um modelo morfol&oacute;gico (de evolu&ccedil;&atilde;o do fundo). A abordagem metodol&oacute;gica utilizada &eacute; descrita em Oliveira (2001) e DHI (2008). Este modelo n&atilde;o inclui os processos costeiros da zona de espraiamento. Neste estudo o modelo foi testado considerando duas teorias de onda, uma cl&aacute;ssica e outra semi-emp&iacute;rica. A teoria de onda cl&aacute;ssica considerada foi a teoria de 5&ordf; ordem de Stokes (Fenton, 1985) e a teoria semi-emp&iacute;rica considerada foi a teoria de Doering &amp; Bowen (1995), na qual s&atilde;o consideradas parametriza&ccedil;&otilde;es da onda para incluir as assimetrias horizontal e vertical.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo utilizaram-se dois tipos de indicadores para avaliar o desempenho dos modelos: indicadores de impacto e de erro. Os indicadores de impacto foram o volume de eros&atilde;o (por metro de comprimento longitudinal de praia) e o recuo (da duna e do topo da duna), definidos por</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e1"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e1.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>                     <p>e</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e2"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e2.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>      	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>sendo z<sub>1</sub> e z<sub>2</sub> a profundidade do ponto inicial do perfil e a cota do topo da duna, respectivamente; e x<sub>0</sub> e x<sub>1</sub> as coordenadas horizontais, a um determinado n&iacute;vel de refer&ecirc;ncia (n&iacute;vel da &aacute;gua ou topo da duna) da duna frontal, no perfil inicial e no perfil p&oacute;s-tempestade, respectivamente.</p> 	    <p>A medi&ccedil;&atilde;o de erro para avaliar o desempenho dos modelos foi feita com base em tr&ecirc;s crit&eacute;rios, o erro sistem&aacute;tico ou tendenciosidade (<i>bias</i>), a precis&atilde;o e a capacidade (skill) do modelo. O m&eacute;todo aplicado foi o Brier <i>Skill Score</i> (BSS) de van Rijn <i>et al.</i> (2003), que compara previs&otilde;es (z<sub>b, c</sub>) e medi&ccedil;&otilde;es de perfil (z<sub>b, m</sub>) com o perfil inicial (z<sub>b, 0</sub>) e tem em conta o erro de medi&ccedil;&atilde;o &#948; (que aqui se assumiu nulo). Define-se por</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e3"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e3.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>  	    <p>onde os par&ecirc;ntesis angulares denotam a m&eacute;dia.</p> 	    <p>Apresenta-se na <a href="#t1">Tabela 1</a> a classifica&ccedil;&atilde;o do desempenho de modelos morfodin&acirc;micos proposta por van Rijn <i>et al.</i> (2003).</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="t1"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06t1.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>                	    <p>Na sec&ccedil;&atilde;o seguinte descreve-se apenas a formula&ccedil;&atilde;o do modelo XBeach uma vez que a formula&ccedil;&atilde;o do modelo Litprof se pode encontrar, descrita pela autora, em Oliveira (2001).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3. Formula&ccedil;&atilde;o do modelo XBeach</b></p> 	    <p>O modelo resolve de forma acoplada as equa&ccedil;&otilde;es bi-dimensionais-horizontais de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas, de escoamento, de transporte de sedimentos e de actualiza&ccedil;&atilde;o do fundo (da continuidade), para condi&ccedil;&otilde;es de fronteira de espectro de ondas e escoamento n&atilde;o estacion&aacute;rias. &Eacute; utilizada uma malha estruturada alternada (<i>staggered grid</i>), rectil&iacute;nea e n&atilde;o equidistante, implementada num sistema de coordenadas no qual o eixo-x est&aacute; orientado em direc&ccedil;&atilde;o &agrave; costa, i.e., perpendicular &agrave; linha de costa, e o eixo-y est&aacute; orientado ao longo da costa.</p> 	    <p>Uma vez que as escalas de comprimento s&atilde;o pequenas, frequentemente ocorre escoamento super-cr&iacute;tico (Fr &gt;1, sendo Fr o n&uacute;mero de Froude) e se d&aacute; prioridade &agrave; estabilidade num&eacute;rica, os esquemas de discretiza&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica predominantes s&atilde;o de primeira ordem a montante (<i>first order upwind</i>), por forma a resolver os elevados gradientes da hidrodin&acirc;mica e morfodin&acirc;mica na zona de rebenta&ccedil;&atilde;o e espraiamento minimizando oscila&ccedil;&otilde;es num&eacute;ricas. S&atilde;o utilizados esquemas expl&iacute;citos com passo de c&aacute;lculo autom&aacute;tico baseado no crit&eacute;rio de Courant. Estes esquemas implementados numa malha estruturada alternada (staggered grid) garantem a robustez do modelo. Seguidamente descrevem-se de as principais equa&ccedil;&otilde;es governantes do modelo XBeach.</p> 	    <p>A equa&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o da onda &eacute; dada por</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e4"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e4.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>onde</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e5"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e5.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="e6"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e6.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="e7"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e7.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="e8"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e8.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>sendo &#952; o &acirc;ngulo de incid&ecirc;ncia relativamente ao eixo-x, A(<i>x, y, t, &#952;</i>) a ac&ccedil;&atilde;o da onda, S<sub>w</sub> a densidade de energia da onda em cada componente direccional, &#963; a frequ&ecirc;ncia intr&iacute;nseca da onda obtida pela rela&ccedil;&atilde;o de dispers&atilde;o linear, c<sub>x</sub>(<i>x, y, t, &#952;</i>) e c<sub>y</sub>(<i>x, y, t, &#952;</i>) as velocidades de propaga&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o da onda nas direc&ccedil;&otilde;es x e y, respectivamente, c<sub>g</sub> a velocidade de grupo obtida pela teoria linear da onda, u<sup>L</sup> e v<sup>L</sup> as velocidades Lagrangianas m&eacute;dias em profundidade nas direc&ccedil;&otilde;es transversal e longitudinal, respectivamente, c<sub>&#952;</sub>(<i>x, y, t, &#952;</i>) a velocidade de propaga&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o-&#952;, <i>k</i> o n&uacute;mero de onda obtido pelas equa&ccedil;&otilde;es eikonel, &#969; a frequ&ecirc;ncia obsoluta da onda, e D<sub>w</sub> a energia dissipada devido &agrave; rebenta&ccedil;&atilde;o, que se descreve abaixo.</p> 	    <p>A equa&ccedil;&atilde;o de dissipa&ccedil;&atilde;o da energia total, integrada no espectro direccional, devida &agrave; rebenta&ccedil;&atilde;o, &eacute; dada por</p>         <p>&nbsp;         <p><a name="e9"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e9.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>onde</p>         <p>&nbsp;         <p><a name="e10"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e10.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>sendo &#945;=<i>O(1),</i></p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e10c"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e10c.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>H<sub>rms</sub> a altura de onda quadr&aacute;tica m&eacute;dia,</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e10e"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e10e.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>&#961; a densidade da &aacute;gua, &#947; o &iacute;ndice de rebenta&ccedil;&atilde;o (par&acirc;metro emp&iacute;rico) e</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e10f"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e10f.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p> a energia total. No modelo assume-se que a energia total dissipada,</p>   	    <p>&nbsp;</p>         <p> <a name="e10g"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e10g.jpg"> </p> 	    
<p>&eacute; distribu&iacute;da proporcionalmente pelas componentes direccionais, sendo por isso</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e11"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e11.jpg"></p>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p>Estimada a distribui&ccedil;&atilde;o espacial da ac&ccedil;&atilde;o da onda e energia da onda, s&atilde;o calculadas as tens&otilde;es de radia&ccedil;&atilde;o, com base na teoria linear, da seguinte forma:</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e12"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e12.jpg"></p>    	    
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="e13"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e13.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="e14"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e14.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>A equa&ccedil;&atilde;o da energia de turbul&ecirc;ncia superficial gerada pela rebenta&ccedil;&atilde;o &eacute; acoplada &agrave; equa&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o/energia da onda na qual o termo de dissipa&ccedil;&atilde;o de energia da onda na rebenta&ccedil;&atilde;o &eacute; usado como fonte para turbul&ecirc;ncia superficial. Tal como para a ac&ccedil;&atilde;o da onda, &eacute; considerada a distribui&ccedil;&atilde;o direccional da turbul&ecirc;ncia superficial mas o espectro de frequ&ecirc;ncia &eacute; representado por uma &uacute;nica frequ&ecirc;ncia m&eacute;dia. A equa&ccedil;&atilde;o da turbul&ecirc;ncia superficial &eacute; dada por</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e15"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e15.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>onde</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e16"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e16.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="e17"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e17.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>sendo S<sub>r</sub>(x, y, t, &#952;) a componente direccional da energia de turbul&ecirc;ncia superficial, c<sub>x</sub>(x, y, t, &#952;) e c<sub>y</sub>(x, y, t, &#952;) as velocidades de propaga&ccedil;&atilde;o da energia de turbul&ecirc;ncia superficial nas direc&ccedil;&otilde;es x e y, respectivamente, e a velocidade de propaga&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o-&#952;, c<sub>&#952;</sub>(x, y, t, &#952;), semelhante &agrave; express&atilde;o (8), assumindo assim que as ondas e a turbul&ecirc;ncia superficial se propagam na mesma direc&ccedil;&atilde;o. A velocidade de fase, c = s/k, &eacute; obtida atrav&eacute;s da teoria linear da onda. A dissipa&ccedil;&atilde;o da turbul&ecirc;ncia superficial por componente direccional da onda, D<sub>&#952;</sub>(x, y, t, &#952;), resulta da distribui&ccedil;&atilde;o da dissipa&ccedil;&atilde;o total da turbul&ecirc;ncia superficial proporcionalmente pelas componentes direccionais da onda, sendo por isso</p>         <p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e18"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e18.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>               	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>onde</p>         <p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e19"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e19.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>A contribui&ccedil;&atilde;o da turbul&ecirc;ncia superficial para as tens&otilde;es de radia&ccedil;&atilde;o &eacute; dada por</p>         <p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e20"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e20.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>    	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="e21"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e21.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e22"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e22.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Esta contribui&ccedil;&atilde;o &eacute; adicionada &agrave;s tens&otilde;es calculadas em (12), (13) e (14). O resultante tensor das tens&otilde;es de radia&ccedil;&atilde;o &eacute;</p>         <p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e23"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e23.jpg"></p>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e24"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e24.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>O sistema de equa&ccedil;&otilde;es para o escoamento para &aacute;guas pouco profundas &eacute; dado por</p>    	    <p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e25"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e25.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e26"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e26.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e27"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e27.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>onde as equa&ccedil;&otilde;es do momento e continuidade s&atilde;o formuladas em termos de velocidade Lagrangiana (definida como a dist&acirc;ncia a que uma part&iacute;cula de &aacute;gua se desloca num per&iacute;odo de onda, dividida por esse per&iacute;odo). Esta velocidade relaciona-se com a velocidade Euleriana (a velocidade m&eacute;dia da onda curta num ponto fixo) da seguinte forma</p>         <p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e28"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e28.jpg"></p>         	    
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>sendo u<sup>S</sup> e v<sup>S</sup> as velocidades de Stokes nas direc&ccedil;&otilde;es x e y, respectivamente, dadas por</p>         <p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e29"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e29.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p>Os par&acirc;metros t<sub>sx</sub> e t<sub>sy</sub> s&atilde;o as tens&otilde;es devidas ao vento,</p>         <p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="e29b"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e29b.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>s&atilde;o as tens&otilde;es de atrito no fundo (calculadas com velocidades Eulerianas), &#951; &eacute; o n&iacute;vel da &aacute;gua, <i>h</i> &eacute; a profundidade, v<sub>h</sub> &eacute; a viscosidade horizontal, &#402; &eacute; o coeficiente de Coriolis e F<sub>x</sub> e F<sub>y</sub> s&atilde;o as tens&otilde;es induzidas pelas ondas.</p> 	    <p>A equa&ccedil;&atilde;o de advec&ccedil;&atilde;o difus&atilde;o para transporte de sedimentos &eacute; dada por</p>         <p><a name="e30"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e30.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>	         <p>onde</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e31"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e31.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>sendo C a concentra&ccedil;&atilde;o de sedimentos m&eacute;dia em profundidade, que varia na escala temporal do grupo de onda, D<sub>h</sub> o coeficiente de difus&atilde;o de sedimentos, T<sub>s</sub> o tempo de mobiliza&ccedil;&atilde;o dos sedimentos definido como, </p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e31b"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e31b.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>w<sub>s</sub> a velocidade de queda, C<sub>eq</sub> a concentra&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio de sedimentos, u<sub>cr</sub> a velocidade cr&iacute;tica, C<sub>cr</sub> o coeficiente de in&eacute;rcia apenas devido ao escoamento (sem considerar o efeito das ondas curtas), a<sub>b</sub> o par&acirc;metro de calibra&ccedil;&atilde;o e A<sub>sb</sub> e A<sub>ss</sub> os coeficientes de transporte de fundo e em suspens&atilde;o, respectivamente, que s&atilde;o dependentes do tamanho e densidade do sedimento e da profundidade.</p> 	    <p>A equa&ccedil;&atilde;o de avalanche utilizada &eacute; dada pela express&atilde;o</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e32"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e32.jpg"></p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p>onde m<sub>cr</sub> &eacute; o declive cr&iacute;tico. O processo de avalanche &eacute; accionado quando o declive entre as duas &uacute;ltimas c&eacute;lulas molhadas por uma elevada altura de onda infragrav&iacute;tica &eacute; superior ao declive cr&iacute;tico. Nessa altura, d&aacute;-se a passagem de um volume de sedimentos de uma c&eacute;lula para a outra de forma a satisfazer a condi&ccedil;&atilde;o de declive cr&iacute;tico entre essas duas c&eacute;lulas.</p> 	    <p>A equa&ccedil;&atilde;o da actualiza&ccedil;&atilde;o do fundo (da continuidade) &eacute; dada por</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e33"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e33.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>onde</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e34"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e34.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="e35"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e35.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Sendo p a porosidade, &#402;<sub>mor</sub> um factor de acelera&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica de O(1-10), e q<sub>x</sub> e q<sub>y</sub> as taxas de transporte sedimentar nas direc&ccedil;&otilde;es x e y, respectivamente.</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><b>4. Resultados</b></p> 	    <p><b>4.1. Caso de verifica&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p>Este caso de teste do modelo, descrito em WL | Delft Hydraulics (2006) como teste T01, diz respeito a um perfil de refer&ecirc;ncia com uma duna bastante robusta. A escolha deste caso de verifica&ccedil;&atilde;o deve-se ao facto dele ser ideal para testar o desempenho dos modelos XBeach e Litprof na eros&atilde;o de dunas, pois para al&eacute;m de incluir uma duna bastante robusta na sua configura&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica, conforme salientado, foi realizado em canal de grande escala (factor de escala de profundidade n<sub>d</sub> igual a 6). Trata-se de um perfil com declive 1:20 desde o fundo, ao n&iacute;vel -4,5&nbsp;m, at&eacute; aproximadamente ao n&iacute;vel -2,7&nbsp;m, seguido de um declive 1:70 at&eacute; aproximadamente ao n&iacute;vel -0,8&nbsp;m, por sua vez seguido de um declive 1:20 at&eacute; aproximadamente ao n&iacute;vel -0,3&nbsp;m, e finalmente de um declive de 1:3 at&eacute; ao topo da duna (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f2.jpg">Figura 2</a>). O sedimento utilizado caracteriza-se por ter D50=0,2 mm, D90=0,3&nbsp;mm e densidade 2,65. O teste foi realizado &agrave; temperatura aproximada de 9&deg;C em modelo reduzido &agrave; escala 1:6. As condi&ccedil;&otilde;es de onda incidente foram um espectro de Pierson-Moskowitz com altura significativa Hs=1,5&nbsp;m, per&iacute;odo de pico Tp=4,9&nbsp;s e dura&ccedil;&atilde;o 6 horas. O teste foi temporariamente interrompido para realizar medi&ccedil;&otilde;es do fundo a 0,1, 0,3, 1, 2,04 e 6 horas a contar a partir do in&iacute;cio da experi&ecirc;ncia laboratorial. Os intervalos no in&iacute;cio do teste foram mais curtos porque no in&iacute;cio de um teste as taxas de eros&atilde;o s&atilde;o mais elevadas. Da ac&ccedil;&atilde;o das ondas resultou um perfil de eros&atilde;o caracterizado por um forte recuo da duna: aproximadamente 9&nbsp;m<sup>3</sup>.<sup>m-1</sup> foram extra&iacute;dos da duna frontal, correspondendo este volume a um recuo de aproximadamente 2&nbsp;m ao n&iacute;vel da &aacute;gua e de aproximadamente 4,8&nbsp;m ao n&iacute;vel do topo da duna (conforme eq. (2) de defini&ccedil;&atilde;o de recuo). A eros&atilde;o da duna n&atilde;o se deu gradualmente mas sim por etapas, i.e., em determinados instantes ocorreu o deslizamento de blocos de duna com volume razo&aacute;vel. Este processo de avalanche ocorreu quando o declive da duna era quase vertical ou mesmo ligeiramente negativo (quando o topo de duna estava j&aacute; pendurado). Observou-se ainda que o instante de avalanche (de deslizamento dos blocos de duna) nem sempre coincidiu com o instante de impacto da onda. Relativamente &agrave; morfologia do perfil de eros&atilde;o, observou-se que nos primeiros instantes, em que a taxa de eros&atilde;o &eacute; mais elevada, o volume de areia erodido da duna foi depositado na zona do perfil submerso imediatamente adjacente formando um declive de praia mais suave. Posteriormente, com o decorrer do processo erosivo, formou-se uma barra submersa n&atilde;o muito pronunciada na zona de deposi&ccedil;&atilde;o de areia mais afastada da face de praia e duna (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f2.jpg">Figura 2</a>).</p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos dois modelos, XBeach e Litprof,    para este caso de verifica&ccedil;&atilde;o foi realizada em duas fases. Numa    primeira fase testaram-se os modelos com os par&acirc;metros por defeito. Numa    segunda fase calibraram-se os modelos, ajustando os par&acirc;metros de forma    a melhorar o seu desempenho, i.e., a similaridade com os resultados observados.    Em cada uma das fases compararam-se os resultados de ambos, sempre com base    nos resultados observados durante a evolu&ccedil;&atilde;o do perfil experimental.</p> 	    <p><b>4.2. Avalia&ccedil;&atilde;o com par&acirc;metros por defeito</b></p> 	    <p>A aplica&ccedil;&atilde;o de modelos de morfodin&acirc;mica requer a introdu&ccedil;&atilde;o de um elevado n&uacute;mero de par&acirc;metros relativos aos processos f&iacute;sicos costeiros. Em projectos de engenharia, onde &eacute; de grande utilidade a aplica&ccedil;&atilde;o deste tipo de modelos, acontece muitas vezes ser invi&aacute;vel a medi&ccedil;&atilde;o de alguns destes par&acirc;metros. Para ultrapassar esta dificuldade, os autores dos modelos recomendam a utiliza&ccedil;&atilde;o de alguns valores por defeito, encontrados com base na execu&ccedil;&atilde;o de um elevado n&uacute;mero de testes submetidos &agrave; mais vasta gama de condi&ccedil;&otilde;es poss&iacute;vel. Contudo, no modelo XBeach existe um elevado n&uacute;mero de poss&iacute;veis par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o, o que faz com que o modelo tenha um elevado potencial para reproduzir correctamente os processos envolvidos mas tamb&eacute;m seja bastante exaustivo o procedimento de teste que conduz &agrave; sua correcta aplica&ccedil;&atilde;o. Seguidamente descrevem-se as aplica&ccedil;&otilde;es dos modelos XBeach e Litprof com os par&acirc;metros por defeito e faz-se a sua compara&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p><b>4.2.1. Modelo XBeach</b></p> 	    <p>Ap&oacute;s an&aacute;lise dos dois conjuntos de valores dos par&acirc;metros por defeito sugeridos pelos autores em Roelvink <i>et al.</i> (2009) e Roelvink <i>et al.</i> (2010), optou-se para este caso de estudo por atribuir um novo conjunto de valores aos par&acirc;metros por defeito, o mesmo conjunto utilizado pela autora para o teste do modelo XBeach no caso do desenvolvimento de uma barra submersa sem eros&atilde;o do topo de praia (Oliveira, 2011). Fez-se constituir esse conjunto por: para os par&acirc;metros com valor igual em ambos os conjuntos, por esse valor; e para os restantes par&acirc;metros, pelo valor atribu&iacute;do para os casos teste Lip11d-2E, Deltaflume_2005_T04, Zelt, Delilah e Zwin (Roelvink <i>et al.</i>, 2009), sendo os dois primeiros testes laboratoriais e os restantes tr&ecirc;s testes de campo (Zelt e Delilah nos USA, Zwin na Europa). Apresentam-se na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06t2.jpg">Tabela 2</a> os valores de alguns dos par&acirc;metros por defeito atribu&iacute;dos neste estudo onde se usou uma malha de espa&ccedil;amento horizontal de 1&nbsp;m.</p>          
<p>Os resultados da evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f3.jpg">Figura    3</a>) mostram que o modelo XBeach com os par&acirc;metros por defeito simula    de forma razo&aacute;vel a ac&ccedil;&atilde;o erosiva das ondas na quase totalidade    do perfil. As maiores diferen&ccedil;as relativamente aos resultados experimentais    encontram-se no declive da duna, que se observou quase vertical durante a experi&ecirc;ncia    laboratorial e o modelo reproduz mais suave, e na barra submersa formada na    extremidade da zona activa do perfil (para valores de <i>x</i> entre 185 e 192&nbsp;m),    que o modelo n&atilde;o reproduz.</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4.2.2. Modelo Litprof</b></p> 	    <p>Aplicou-se o modelo Litprof com os par&acirc;metros por defeito recomendados pelos autores. Descrevem-se na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06t3.jpg">Tabela 3</a> os par&acirc;metros por defeito atribu&iacute;dos. Testaram-se duas teorias de onda, a teoria de Doering e Bowen (1995) (B&amp;D) e a teoria de 5&ordf; ordem de Stokes (Fenton, 1985) (Stokes5).</p>          
<p>Comparando os resultados de evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica do modelo    Litprof com os par&acirc;metros por defeito para ambas as teorias de onda consideradas    com os resultados experimentais, constata-se que o modelo Litprof n&atilde;o    simula o perfil de eros&atilde;o caracterizado por um forte recuo da duna observado    experimentalmente (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f4.jpg">Figura    4a-b</a>).</p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4.2.3. Compara&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p>Compararam-se os modelos XBeach e Litprof, ambos com os par&acirc;metros por defeito, com base nos resultados laboratoriais. As <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f5.jpg">Figuras 5a-e</a>, <a href="#f6">6a-c</a> e <a href="#f7">7</a> mostram, respectivamente, os perfis ap&oacute;s 0,1, 0,3, 1, 2,04 e 6 horas de simula&ccedil;&atilde;o (&agrave; escala laboratorial), os indicadores de impacto para avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos modelos, volume de eros&atilde;o, recuo da duna (ao n&iacute;vel da &aacute;gua) e recuo do topo da duna, e o indicador de erro para avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos modelos, BSS.</p>         
<p>&nbsp;</p> 	     <p><a name="f6"></a></p>         <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f6.jpg">         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f7"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f7.jpg">         
<p>&nbsp;</p>                        	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados de evolu&ccedil;&atilde;o do perfil (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f5.jpg">Figuras 5a-e</a>) indicam que o modelo XBeach sobrestima o recuo do topo da duna numa fase inicial do processo erosivo, at&eacute; aproximadamente ao final do quarto intervalo de medi&ccedil;&atilde;o do perfil experimental (ap&oacute;s 2,04&nbsp;horas), e posteriormente passa a subestimar este par&acirc;metro at&eacute; &agrave; conclus&atilde;o da experi&ecirc;ncia (ap&oacute;s 6 horas). O modelo XBeach simula o declive da face da duna significativamente mais suave do que o declive observado, que &eacute; praticamente vertical durante a experi&ecirc;ncia. Durante o processo erosivo a base da duna n&atilde;o s&oacute; recua como sobe na vertical. No entanto, o modelo XBeach n&atilde;o reproduz com exactid&atilde;o o deslocamento vertical da base da duna. Observa-se que o modelo n&atilde;o reproduz subida da base da duna a partir do n&iacute;vel da &aacute;gua (z igual a zero), o que evidencia falta de realismo na formula&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica do processo de avalanche. Relativamente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da parte submersa do perfil observa-se que o modelo XBeach tende a aproximar o declive do perfil submerso do declive observado durante a experi&ecirc;ncia. Contudo, observa-se que o modelo n&atilde;o reproduz a barra submersa que se observa para valores de x entre 185 e 192&nbsp;m. Observa-se ainda que o modelo subestima a extens&atilde;o da zona de acumula&ccedil;&atilde;o da areia transportada da face da duna, no entanto, tal dever-se-&aacute; ao facto do volume de eros&atilde;o ser ligeiramente subestimado pelo modelo.</p> 	    
<p>Ao primeiro intervalo de medi&ccedil;&atilde;o do perfil experimental (ap&oacute;s 0,1 hora) o indicador de impacto volume de eros&atilde;o simulado com o modelo XBeach e observado &eacute; praticamente igual. Com o decorrer da experi&ecirc;ncia, o modelo passa a subestimar o volume de eros&atilde;o e a diferen&ccedil;a entre o valor observado e num&eacute;rico cresce (<a href="#f6">Figura 6a</a>). No final da experi&ecirc;ncia o volume de eros&atilde;o simulado &eacute; aproximadamente 75% do volume observado. Os indicadores de impacto recuo da duna (ao n&iacute;vel da &aacute;gua) e recuo do topo da duna evidenciam que a taxa de recuo (da base) da duna &eacute; semelhante &agrave; taxa de recuo do topo da duna e que tal n&atilde;o se verifica nos resultados num&eacute;ricos (<a href="#f6">Figura 6b</a>). A falta de concord&acirc;ncia entre os resultados num&eacute;ricos e experimentais do indicador recuo da duna, que &eacute; significativamente maior do que a falta de concord&acirc;ncia entre os resultados num&eacute;ricos e experimentais do indicador recuo do topo da duna, deve-se ao facto do modelo n&atilde;o reproduzir correctamente o processo de avalanche, conforme j&aacute; referido. A evolu&ccedil;&atilde;o do indicador de erro BSS mostra que o desempenho do modelo XBeach &eacute; mau no in&iacute;cio da experi&ecirc;ncia mas torna-se bom no segundo intervalo do teste e assim permanece ao longo da experi&ecirc;ncia <a href="#f7">Figura 7</a>).</p> 	    <p>A compara&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o do perfil experimental com a evolu&ccedil;&atilde;o dos perfis num&eacute;ricos obtidos com o modelo Litprof para ambas as teorias de onda demonstra que o modelo com os par&acirc;metros por defeito n&atilde;o simula o processo de eros&atilde;o da duna. Considera-se por isso que dos modelos Xbeach e Litprof aquele com melhor desempenho com os par&acirc;metros por defeito &eacute; o modelo XBeach.</p> 	    <p><b>4.3. Calibra&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p>Testaram-se os par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o para cada um dos modelos, tendo como base os par&acirc;metros por defeito. Neste processo, fez-se variar um par&acirc;metro de cada vez mantendo os outros constantes. Apresentam-se os resultados dos testes efectuados. Posteriormente faz-se a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos modelos XBeach e Litprof com base na compara&ccedil;&atilde;o dos dois modelos para os melhores resultados obtidos ap&oacute;s calibra&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p><b>4.3.1. Modelo XBeach</b></p> 	    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o no modelo XBeach &eacute; um tema bastante importante, do qual depende o desempenho do modelo. No entanto, verifica-se que ainda n&atilde;o existe suficiente experi&ecirc;ncia sobre a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo de forma a apontar com clareza quais os par&acirc;metros, de entre um grande n&uacute;mero, a testar. Tamb&eacute;m por isso, a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo &eacute; de grande import&acirc;ncia.</p> 	    <p>Para identificar os par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o procurou-se numa primeira fase seleccionar os par&acirc;metros considerados em casos anteriores de aplica&ccedil;&atilde;o do modelo. Roelvink <i>et al.</i> (2009) relatam o maior n&uacute;mero de casos de aplica&ccedil;&atilde;o do modelo conhecidos, no entanto, n&atilde;o esclarecem sobre o processo de calibra&ccedil;&atilde;o. Das aplica&ccedil;&otilde;es do modelo publicadas, a que descreve uma an&aacute;lise sobre alguns dos par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o utilizados &eacute; a de Vousdoukas <i>et al.</i> (2011), para um caso real de praia reflectiva. Os autores salientam que os par&acirc;metros com maior resposta morfol&oacute;gica foram <i>lws, facua e wetslp</i>. Numa outra aplica&ccedil;&atilde;o, Branderburg (2010), sem detalhar sobre o processo de calibra&ccedil;&atilde;o, recomenda par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o do modelo XBeach quando aplicado em modelos experimentais de pequena escala. O autor recomenda o teste aos par&acirc;metros <i>hmin, eps, turb, morfac, wetslp, hswitch, dzmax e Tsmin. </i>Num outro caso de eros&atilde;o dunar (testado pela autora, mas n&atilde;o publicado), o modelo mostrou-se sens&iacute;vel aos par&acirc;metros <i>dryslp, lws e hswitch</i>.</p> 	    <p>Neste estudo, tendo em conta os trabalhos acima mencionados e ap&oacute;s analisada pormenorizadamente a formula&ccedil;&atilde;o do modelo e respectivos par&acirc;metros (recomenda-se a an&aacute;lise de Roelvink <i>et al.</i>, 2010), testaram-se os par&acirc;metros: <i>beta, break, facsl, facua, gammax, hmin, hswitch, lws, turb, wetsl, dryslp e order</i>. Testou-se o modelo para os valores: 0,2 de<i> beta</i>, 1, 2 e 4 de<i> break</i>, 0,8 de <i>facsl</i>, 1 de<i> facua</i>, 0,5 de <i>gammax</i>, 0,001 de <i>hmin</i>, 0,01 e 1 de <i>hswitch</i>, 1 de <i>lws</i>, 0 e 1 de <i>turb</i>, 0,15 e 0,6 de wetslp, 2 de <i>dryslp</i> e 2 de <i>order</i>. Fez-se variar cada um destes par&acirc;metros de cada vez relativamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o <i>default</i> (com os par&acirc;metros por defeito).</p> 	     <p>Os resultados num&eacute;ricos ao final de 6 horas <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f8.jpg">Figura    8a-l</a>) mostram que os par&acirc;metros mais influentes na evolu&ccedil;&atilde;o    morfol&oacute;gica para este caso de estudo s&atilde;o<i> beta, break, facua,    gammax, hswitch, lws e wetslp</i>. Os par&acirc;metros<i> facsl, hmin, turb,    dryslp e order</i> influenciaram muito pouco os resultados obtidos com os par&acirc;metros    por defeito. Dos par&acirc;metros mais influentes na evolu&ccedil;&atilde;o    da geometria do perfil, os par&acirc;metros <i>lws e wetslp</i> foram aqueles    que conferiram ao perfil final uma geometria mais pr&oacute;xima da configura&ccedil;&atilde;o    observada (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f8.jpg">Figuras 8h    e 8j</a>, respectivamente). Os resultados obtidos para o indicador de erro BSS    (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f9.jpg">Figura 9</a>) evidenciam    que o melhor desempenho, classificado como excelente (de acordo com a (<a href="#t1">Tabela 1</a>), foi obtido com altera&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>lws</i>    de 0 (por defeito) para 1 e que o segundo melhor desempenho foi obtido com a    altera&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>wetslp</i> de 0,3 (por defeito)    para 0,15. Uma vez que a altera&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica alcan&ccedil;ada    com a modifica&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>lws</i> permitiu melhorar    a previs&atilde;o de duas caracter&iacute;sticas fundamentais sob o ponto de    vista da engenharia que s&atilde;o o recuo do topo da duna e o limite da extens&atilde;o    da zona activa (onde se observou a forma&ccedil;&atilde;o da barra submersa    durante a experi&ecirc;ncia), considera-se que este par&acirc;metro &eacute;    de grande relev&acirc;ncia na simula&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o    da eros&atilde;o de dunas com o modelo XBeach.</p>          
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4.3.2. Modelo Litprof</b></p> 	    <p>Neste modelo, os principais par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os par&acirc;metros de rebenta&ccedil;&atilde;o da onda e o par&acirc;metro de escala. Da compara&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros por defeito comuns aos dois modelos, verificou-se que o modelo XBeach &eacute; menos tolerante no que respeita ao m&aacute;ximo declive de fundo para c&aacute;lculo da avalanche submersa. XBeach considera o declive cr&iacute;tico de avalanche submersa (<i>wetslp</i>) igual 0,3 (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06t2.jpg">Tabela 2</a>) e o modelo Litprof considera o m&aacute;ximo &acirc;ngulo de fundo submerso igual a 30&deg; (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06t3.jpg">Tabela 3</a>), que corresponde ao valor 0,6 do par&acirc;metro <i>wetslp </i>do modelo XBeach. Assim, testaram-se: os par&acirc;metros de rebenta&ccedil;&atilde;o &#947;<sub>1</sub> e &#947;<sub>2</sub>, o par&acirc;metro de escala a &#945;<sub>scale</sub> e o m&aacute;ximo &acirc;ngulo de fundo submerso est&aacute;vel (<i>Maximum Angle of Bed Slope</i>). Os par&acirc;metros &#947;<sub>1</sub> e &#947;<sub>2</sub> s&atilde;o considerados na estimativa da m&aacute;xima altura de onda, Hmax , que por sua vez &eacute; necess&aacute;ria para estimar a energia dissipada segundo Battjes e Janssen (1978). Eles s&atilde;o considerados na formula&ccedil;&atilde;o seguinte </p> 	    
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="e36"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e36.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>onde <i>k</i> &eacute; o n&uacute;mero de onda e <i>h</i> a profundidade. O par&acirc;metro de rebenta&ccedil;&atilde;o &#947;<sub>1</sub> descreve a m&aacute;xima declividade da onda, H/L. O par&acirc;metro de rebenta&ccedil;&atilde;o &#947;<sub>2</sub> &eacute;, segundo Battjes e Stive (1984), calculado da seguinte forma</p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><a name="e37"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06e37.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>onde S<sub>0</sub> &eacute; o declive de onda ao largo, H/L<sub>0</sub>, e L<sub>0</sub> &eacute; o comprimento de onda ao largo. O par&acirc;metro a<sub>scale</sub> &eacute; um coeficiente de difus&atilde;o horizontal que afecta a forma de desenvolvimento das barras (DHI, 2008). Fez-se variar cada um destes par&acirc;metros de cada vez relativamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o default (com os par&acirc;metros por defeito). Testou-se o modelo para os valores: 0,75 e 0,95 de &#947;<sub>1</sub>, 0,8, 0,9 e 1,5 de &#947;<sub>2</sub>, 0,8 e 1,2 de &#945;<sub>scale</sub> , e 10 e 20 de <i>Maximum Angle of Bed Slope</i>.</p> 	    <p>Os resultados num&eacute;ricos ao final de 6 horas mostram que a varia&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros &#947;<sub>1</sub>, &#947;<sub>2</sub> e &#945;<sub>scale</sub> n&atilde;o causa qualquer altera&ccedil;&atilde;o relevante na evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica do perfil, &agrave; semelhan&ccedil;a dos resultados obtidos com os par&acirc;metros por defeito, para ambas as teorias de onda aplicadas (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f10.jpg">Figura 10a-c</a>). O indicador de erro BSS para os testes de calibra&ccedil;&atilde;o do modelo Litprof para as duas teorias de onda pode ser visto na <a href="#f12">Figura 12a-c</a>. A diminui&ccedil;&atilde;o do m&aacute;ximo &acirc;ngulo de fundo antes de avalanche submersa (<i>Maximum Angle of Bed Slope</i>) causa eros&atilde;o da face da duna (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f10.jpg">Figura 10d</a>), pois limitando o m&aacute;ximo declive de fundo &eacute; acelerado o processo de instabilidade e consequente eros&atilde;o na zona da base da duna. Contudo, a geometria da duna n&atilde;o &eacute; correctamente reproduzida. Apesar do recuo do topo da duna estimado ser muito pr&oacute;ximo do observado, o declive da face &eacute; bastante mais suave do que o declive observado o que faz com que o modelo Litprof reproduza avan&ccedil;o da duna ao n&iacute;vel da &aacute;gua (para z igual a zero) enquanto no perfil experimental se observa recuo. O indicador de erro BSS para os testes de calibra&ccedil;&atilde;o do modelo Litprof com este par&acirc;metro, para as duas teorias de onda, pode ser visto na <a href="#f12">Figura 12d</a>. Concluiu-se que a falta de similaridade entre os resultados num&eacute;ricos obtidos com o modelo Litprof e os resultados experimentais deve-se ao facto do modelo n&atilde;o abordar correctamente o processo de avalanche em zona seca nem considerar a ac&ccedil;&atilde;o de ondas longas.</p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f11.jpg">Figura 11</a></p>         
<p>&nbsp;</p>          <p><a name="f12"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f12.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dados os resultados obtidos nos testes de calibra&ccedil;&atilde;o, testou&#8211;se ainda o modelo &agrave; varia&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros &#947;<sub>2</sub> e <i>Maximum Angle of Bed</i> Slope combinados, na expectativa de que a altera&ccedil;&atilde;o do perfil alcan&ccedil;ada atrav&eacute;s da deposi&ccedil;&atilde;o da areia erodida da face da duna (&agrave; custa da redu&ccedil;&atilde;o do <i>Maximum Angle of Bed Slope</i> para 10&deg;) causasse um aumento do transporte para maiores profundidades no caso de se fazer variar o par&acirc;metro &#947;<sub>2</sub> (m&aacute;xima raz&atilde;o entre a altura de onda e a profundidade, H/h). Por isso, realizaram-se mais dois testes do modelo Litprof, considerando o valor de <i>Maximum Angle of Bed Slope</i> igual a 10&deg; e os valores de &#947;<sub>2</sub> iguais a 0,9 e 1,5. Para &#947;<sub>2</sub> igual a 0,9 n&atilde;o se verifica melhoria do resultado (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f11.jpg">Figura 11</a>), provavelmente porque a extens&atilde;o da zona de acumula&ccedil;&atilde;o do volume extra&iacute;do da face da duna &eacute; insuficiente para causar altera&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o de rebenta&ccedil;&atilde;o das ondas e aumentar o transporte para maiores profundidades por ac&ccedil;&atilde;o da corrente de retorno. No entanto, para &#947;<sub>2</sub> igual a 1,5 verifica-se que aumenta ligeiramente o volume de areia extra&iacute;do da face da duna e que a acumula&ccedil;&atilde;o deste na parte submersa do perfil estende-se at&eacute; maiores profundidades com tend&ecirc;ncia para forma&ccedil;&atilde;o de uma barra pouco pronunciada. O indicador de erro BSS para estes testes &eacute; apresentado na <a href="#f13">Figura 13</a>.</p>          
<p>&nbsp;</p>    	    <p><a name="f13"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f13.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Concluiu-se que o par&acirc;metro <i>Maximum Angle of Bed Slope</i> foi o mais eficaz na calibra&ccedil;&atilde;o do modelo Litprof e que a teoria de onda n&atilde;o &eacute; relevante na evolu&ccedil;&atilde;o do perfil para este caso de estudo. O melhor desempenho do modelo Litprof foi alcan&ccedil;ado para a altera&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros por defeito resultante da combina&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>Maximum Angle of Bed Slope</i> igual a 10&deg; com o par&acirc;metro &#947;<sub>2</sub> igual a 1,5.</p> 	    <p><b>4.3.3. Compara&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p>Compararam-se as simula&ccedil;&otilde;es do modelo XBeach e Litprof (para a teoria de onda Stokes5, uma vez que a teoria de onda n&atilde;o se mostrou influente nos resultados) ap&oacute;s calibra&ccedil;&atilde;o (e tamb&eacute;m de ambos os modelos com os par&acirc;metros por defeito). Para cada um dos modelos considerou-se a aplica&ccedil;&atilde;o com a qual se obteve o melhor desempenho do modelo, i.e., o modelo XBeach com o par&acirc;metro<i> lws</i> igual a 1 e o modelo Litprof com os par&acirc;metros <i>Maximum Angle of Bed Slope</i> igual a 10&deg; e &#947;<sub>2</sub> igual a 1,5.</p> 	    <p>Os resultados num&eacute;ricos obtidos ao final de 6 horas (&agrave; escala laboratorial) mostram que ambos os modelos calibrados foram capazes de reproduzir eros&atilde;o da duna, sendo o modelo XBeach que melhor reproduziu a configura&ccedil;&atilde;o do perfil experimental (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f14.jpg">Figura 14</a>). O modelo Litprof, apesar de ter reproduzido o recuo do topo da duna correctamente (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f14.jpg">Figuras 14</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f15.jpg">Figura 15c</a>) e ter simulado a forma&ccedil;&atilde;o de uma barra submersa na posi&ccedil;&atilde;o observada experimentalmente (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f14.jpg">Figura 14</a>), simulou incorrectamente o volume de eros&atilde;o (cerca de metade do observado) e o declive da duna. Consequentemente, o modelo gerou um avan&ccedil;o da duna ao n&iacute;vel do mar em vez de recuo (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f15.jpg">Figura 15b</a>). Assim, em problemas de engenharia, em que para al&eacute;m de se pretender estimar com precis&atilde;o o volume de areia extra&iacute;do da face da duna tamb&eacute;m se pretende estar do lado da seguran&ccedil;a, recomenda-se a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo XBeach calibrado.</p>          
<p>O desempenho do modelo XBeach melhorou consideravelmente ap&oacute;s calibra&ccedil;&atilde;o:    n&atilde;o s&oacute; a configura&ccedil;&atilde;o do perfil &eacute; mais concordante    com a configura&ccedil;&atilde;o experimental, quer na face da duna quer na    parte submersa do perfil (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f14.jpg">Figura    14</a>), como tamb&eacute;m os indicadores de impacto e de erro assim o demonstram    (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f15.jpg">Figuras 15a-c</a> e    <a href="#f16">Figura 16</a>). Salienta-se o resultado do indicador de erro    BSS para o modelo XBeach calibrado que classifica o desempenho do modelo como    excelente, conforme classifica&ccedil;&atilde;o da <a href="#t1">Tabela 1</a>.</p>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f16"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a06f16.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><b>5. Conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es</b></p> 	    <p>Testaram-se os modelos morfodin&acirc;micos XBeach e Litprof na eros&atilde;o de dunas durante tempestades mar&iacute;timas. O caso de verifica&ccedil;&atilde;o tratou-se de um perfil de praia arenoso com uma duna bastante robusta testado em canal de grande escala (1:6) de laborat&oacute;rio. Numa primeira fase testaram-se os modelos com os par&acirc;metros por defeito (<i>standard set of parameter settings</i>). Numa segunda fase calibraram-se os modelos, ajustando os par&acirc;metros de forma a melhorar o seu desempenho, i.e., a similaridade com os resultados observados. Em cada uma das fases compararam-se os resultados de ambos, sempre com base nos resultados observados durante a evolu&ccedil;&atilde;o do perfil experimental. Avaliou-se o desempenho dos modelos na previs&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o do perfil com base em indicadores de impacto (volume de eros&atilde;o, recuo da duna e recuo do topo da duna) e no indicador de erro, BSS.</p> 	    <p>A aplica&ccedil;&atilde;o do modelo XBeach com os par&acirc;metros por defeito mostrou que o modelo simulou de forma razo&aacute;vel a ac&ccedil;&atilde;o erosiva das ondas na quase totalidade do perfil, sendo as maiores diferen&ccedil;as relativamente aos resultados experimentais verificadas no declive da duna, que se observou quase vertical durante a experi&ecirc;ncia laboratorial e o modelo reproduziu mais suave, e na barra submersa formada na extremidade da zona activa do perfil, que o modelo n&atilde;o reproduziu. O modelo reproduziu correctamente o recuo do topo da duna mas n&atilde;o o recuo observado ao n&iacute;vel da &aacute;gua. Consequentemente, o volume de eros&atilde;o simulado foi de 75% do valor observado. Tal facto evidencia falta de realismo na formula&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica do processo de avalanche. Relativamente &agrave; parte submersa do perfil, admite-se que o facto do modelo subestimar a extens&atilde;o da zona de acumula&ccedil;&atilde;o da areia transportada da face da duna se deve em grande parte ao facto do volume de eros&atilde;o ser subestimado pelo modelo e n&atilde;o necessariamente a falta de realismo da formula&ccedil;&atilde;o de transporte. Assim, numa aplica&ccedil;&atilde;o de engenharia, em que importa n&atilde;o s&oacute; a precis&atilde;o como tamb&eacute;m estar do lado da seguran&ccedil;a, recomenda-se precau&ccedil;&atilde;o na aplica&ccedil;&atilde;o do modelo XBeach com os par&acirc;metros por defeito para previs&atilde;o da eros&atilde;o de dunas.</p> 	    <p> A aplica&ccedil;&atilde;o do modelo Litprof com os par&acirc;metros por defeito mostrou que o modelo n&atilde;o reproduz o processo de eros&atilde;o da duna. Considera-se por isso que dos modelos Xbeach e Litprof aquele com melhor desempenho com os par&acirc;metros por defeito &eacute; o modelo XBeach.</p> 	    <p>Discutiram-se, sugeriram-se e testaram-se doze par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o do modelo XBeach, que foram: <i>beta, break, facsl, facua, gammax, hmin, hswitch, lws, turb, wetslp, dryslp e order</i>. Fez-se variar cada um destes par&acirc;metros de cada vez relativamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o default (com os par&acirc;metros por defeito) e concluiu-se que os par&acirc;metros mais influentes na evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica para este caso de estudo foram <i>beta, break, facua, gammax, hswitch, lws e wetslp. Destes, os par&acirc;metros lws e wetslp</i> foram aqueles que conferiram ao perfil final uma geometria mais pr&oacute;xima da configura&ccedil;&atilde;o observada. Os resultados obtidos para o indicador de erro BSS evidenciam que o melhor desempenho foi obtido com altera&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>lws</i> de 0 (por defeito) para 1 e que o segundo melhor desempenho foi obtido com a altera&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>wetslp</i> de 0,3 (por defeito) para 0,15, sendo a ambos atribu&iacute;da a classifica&ccedil;&atilde;o de excelente. Uma vez que a altera&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica alcan&ccedil;ada com a modifica&ccedil;&atilde;o do par&acirc;metro <i>lws</i> permitiu melhorar a previs&atilde;o das duas caracter&iacute;sticas fundamentais sob o ponto de vista da engenharia que s&atilde;o o recuo do topo da duna e o limite da extens&atilde;o da zona activa (onde se observou a forma&ccedil;&atilde;o da barra submersa durante a experi&ecirc;ncia), considera-se que este par&acirc;metro &eacute; de grande relev&acirc;ncia na simula&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o de dunas com o modelo XBeach.</p> 	    <p>Testaram-se quatro par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o do modelo Litprof para cada teoria de onda. Eles foram: os par&acirc;metro de rebenta&ccedil;&atilde;o &#947;<sub>1</sub> e &#947;<sub>2</sub> , o par&acirc;metro de escala &#945;<sub>scale</sub> e o m&aacute;ximo &acirc;ngulo de fundo submerso (<i>Maximum Angle of Bed Slope</i>). Fez-se variar cada um destes par&acirc;metros de cada vez relativamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o default (com os par&acirc;metros por defeito) e concluiu-se que os tr&ecirc;s primeiros par&acirc;metros n&atilde;o afectam a evolu&ccedil;&atilde;o do perfil mas apenas o par&acirc;metro Maximum Angle of Bed Slope &eacute; eficaz na calibra&ccedil;&atilde;o do modelo, pois causa eros&atilde;o da duna. Concluiu-se que a falta de similaridade entre os resultados num&eacute;ricos obtidos com o modelo Litprof e os resultados experimentais deve-se ao facto do modelo n&atilde;o abordar correctamente o processo de avalanche em zona seca nem considerar a ac&ccedil;&atilde;o de ondas longas. Concluiu-se que apenas limitando o m&aacute;ximo declive de fundo, e desta forma acelerando o processo de instabilidade do fundo, &eacute; poss&iacute;vel causar eros&atilde;o na base da duna com o modelo Litprof. Com base nesta conclus&atilde;o, testou-se o modelo &agrave; varia&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros &gamma;2 e Maximum Angle of Bed Slope combinados, na expectativa de que a altera&ccedil;&atilde;o do perfil alcan&ccedil;ada atrav&eacute;s da deposi&ccedil;&atilde;o da areia erodida da face da duna (&agrave; custa da redu&ccedil;&atilde;o do <i>Maximum Angle of Bed Slope</i>) causasse um aumento do transporte para maiores profundidades no caso de se fazer variar o par&acirc;metro &#947;<sub>2</sub> (m&aacute;xima raz&atilde;o entre a altura de onda e a profundidade, H/h). Foi com esta combina&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros de calibra&ccedil;&atilde;o que se obteve o melhor desempenho do modelo Litprof. No seu melhor desempenho, classificado como razo&aacute;vel atrav&eacute;s do indicador de erro BSS, o modelo Litprof reproduziu o recuo do topo da duna correctamente, simulou a forma&ccedil;&atilde;o de uma barra submersa na posi&ccedil;&atilde;o observada experimentalmente, simulou incorrectamente o volume de eros&atilde;o (cerca de metade do observado) e o declive da duna, e consequentemente gerou um avan&ccedil;o da duna ao n&iacute;vel do mar em vez de recuo. Por este motivo, recomenda-se muita precau&ccedil;&atilde;o na aplica&ccedil;&atilde;o do modelo Litprof para previs&atilde;o da eros&atilde;o de dunas. Verificou-se tamb&eacute;m que a teoria de onda n&atilde;o foi relevante na evolu&ccedil;&atilde;o do perfil neste caso de estudo.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da compara&ccedil;&atilde;o dos modelos morfodin&acirc;micos XBeach e Litprof nas duas fases, i.e., na fase de teste com os par&acirc;metros por defeito e na fase de calibra&ccedil;&atilde;o, concluiu-se que foi o modelo Xbeach que apresentou o melhor desempenho neste caso de estudo. A execu&ccedil;&atilde;o deste estudo permitiu testar e ficar a conhecer a elevada capacidade do modelo XBeach e a razo&aacute;vel capacidade do modelo Litprof na previs&atilde;o da eros&atilde;o de dunas. Concluiu-se que o modelo XBeach tem um elevado potencial na avalia&ccedil;&atilde;o e previs&atilde;o da vulnerabilidade de dunas pois n&atilde;o s&oacute; apresentou um excelente desempenho neste caso de estudo, como tamb&eacute;m, sendo um modelo aberto a futuro desenvolvimento por parte da comunidade cient&iacute;fica, possibilita a altera&ccedil;&atilde;o (introdu&ccedil;&atilde;o e/ou melhoria) do tratamento matem&aacute;tico dos processos f&iacute;sicos envolvidos na morfodin&acirc;mica costeira. Relativamente a este &uacute;ltimo potencial, acrescenta-se que este estudo permitiu deste j&aacute; identificar o processo de avalanche como um processo cujo tratamento matem&aacute;tico deve ser melhorado para tornar as simula&ccedil;&otilde;es do modelo mais realistas.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Bibliografia</b></p> 	    <!-- ref --><p>Battjes, J.A.; Janssen, J.P.F.M. (1978) - Energy Loss and Set-Up due to Breaking of Random Waves. <i>Proceedings. 16th International Conference on Coastal Engineering</i>, pp.569-587, Hamburg, Germany.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000306&pid=S1646-8872201200020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Battjes, J.A.; Stive, M.J.F. (1984) - Calibration and verification of a dissipation model for random breaking waves. <i>Proceedings 19th International Conference on Coastal Engineering</i>, pp.649-660, Houston, Texas, U.S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000308&pid=S1646-8872201200020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. </p> 	    <!-- ref --><p>Brandenburg, P.G.F. (2010) - <i>Scale dependency of dune erosion models. Performance assessment of the DUROS and XBeach models for various experiment scales.</i> M.Sc. Thesis, 121 pp., University of Twente, The Netherlands.<i> N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000310&pid=S1646-8872201200020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p> 	    <!-- ref --><p>Damgaard, J.; Dodd, N.; Hall, L.; Chesher, T. (2002) - Morphodynamic modelling of rip channel growth. <i>Coastal Engineering</i>, 45(3-4):199-221. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0378-3839(02)00034-0" target="_blank">10.1016/S0378-3839(02)00034-0</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000312&pid=S1646-8872201200020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>de Vries, J.S.M.v.T.; van Gent, M.R.A.; Walstra, D.J.R.; Reniers, A.J.H.M. (2008) - Analysis of dune erosion processes in large-scale flume experiments. <i>Coastal Engineering</i>, 55(12):1028-1040. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coastaleng.2008.04.004" target="_blank">10.1016/j.coastaleng.2008.04.004</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000314&pid=S1646-8872201200020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>DHI (2008) - <i>Profile development. LITPROF user guide</i>. 74pp, Danish Hydraulic Institute, Denmark.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000316&pid=S1646-8872201200020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Doering, J.C.; Bowen, A.J. (1995) - Parametrization of orbital velocity asymmetries of shoaling and breaking waves using bispectral analysis. <i>Coastal Engineering</i>, 26(1-2):15-33. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0378-3839(95)00007-X" target="_blank">10.1016/0378-3839(95)00007-X</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000318&pid=S1646-8872201200020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Feddersen, F.; Guza, R.T.; Elgar, S.; Herbers, T.C. (2000) - Velocity moments in alongshore bottom shear stress parameterizations. <i>Journal of Geophysical Research</i>, 105(C4):8673-8688. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/2000JC900022" target="_blank">10.1029/2000JC900022</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000320&pid=S1646-8872201200020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Fenton, J. (1985) - A fifth-order Stokes theory for steady waves. <i>Journal of Waterway, Port, Coastal, and Ocean Engineering</i>, ASCE, Vol. 111: 216-234. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1061/(ASCE)0733-950X" target="_blank">10.1061/(ASCE)0733-950X</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000322&pid=S1646-8872201200020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Guza, R.T.; Thornton, E.B. (1982) - Swash oscillations on a natural beach.<i> Journal of Geophysical Research</i>, 86(C5):4133-4137. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/JC087iC01p00483" target="_blank">10.1029/JC087iC01p00483</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000324&pid=S1646-8872201200020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Larson, M.; Kraus, N.C. (1989) - SBEACH: Numerical model for simulating storm-induced change. Report 1. Empirical formulation and model development. 267 p, Technical report CERC-89-9, US Army Engineer Waterways Experiment Station, <i>Coastal Engineering Research Center</i>, Vicksburg, MS, U.S.A,. <i>N&atilde;o publicado</i>.</p> 	    <!-- ref --><p>Nairn, R.B.; Roelvink, J.A.; Southgate, H.N. (1990) - Transition zone width and implications for modelling surfzone hydrodynamics. <i>Proc. 22nd International Conference on Coastal Engineering</i>, pp.68-81, Delft, The Netherlands.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000327&pid=S1646-8872201200020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Oliveira, F.S.B.F. (2001) - <i>Transporte Litoral perpendicular &agrave; costa. Relat&oacute;rio 1 - Modela&ccedil;&atilde;o Matem&aacute;tica da Hidrodin&acirc;mica e Transporte de Sedimentos na Zona Costeira</i>. 39 p., Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, Portugal. N&atilde;o publicado.</p> 	    <p>Oliveira, F.S.B.F. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Raubenheimer, B.; Guza, R.T. (1996) - Observations and predictions of run-up. <i>Journal of Geophysical Research</i>, 101(C10):25575-25587. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/96JC02432" target="_blank">10.1029/96JC02432</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000333&pid=S1646-8872201200020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Reniers, A.J.H.M.; Roelvink, J.A.; Thornton, E.B. (2004a) - Morphodynamic modelling of an embayed beach under wave group forcing. <i>Journal of Geophysical Research</i>, 109(C1):1-22. 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DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0378-3839(93)90021-Y" target="_blank">10.1016/0378-3839(93)90021-Y</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000342&pid=S1646-8872201200020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Roelvink, J.A.; van Kessel, T.; Alfageme, S.; Canizares, R. (2003) - Modelling of barrier island response to storms. <i>Proceedings Coastal Sediments &#8217;03</i>, Clearwater, Florida, 17 pp. ISBN: 978-981-238-422-5(CD).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000344&pid=S1646-8872201200020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Ruessink, B.G.; Miles, J.R.; Feddersen, F.; Guza, R.T.; Elgar, S. (2001) - Modeling the alongshore current on barred beaches.<i> Journal of Geophysical Research</i>, 106(C10):22451-22463. 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Thomas Telford, London, U.K. ISBN: 9780727725844.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000350&pid=S1646-8872201200020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Soulsby, R.L.; Hamm, L.; Klopman, G.; Myrhaug, D.; Simons, R.R.; Thomas, G.P. (1993) - Wave-current interaction within and outside the bottom boundary layer. <i>Coastal Engineering</i>, 21(1-3):41-69. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0378-3839(93)90045-A" target="_blank">10.1016/0378-3839(93)90045-A</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000352&pid=S1646-8872201200020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Stive, M.J.F.; Vriend, H.J. (1994) - Shear stresses and mean flow in shoaling and breaking waves. In: Edge, B.L. 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DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0378-3839(84)90028-0" target="_blank">10.1016/0378-3839(84)90028-0</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000356&pid=S1646-8872201200020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Tucker, M.J. (1954) - Surfbeats: sea waves of 1 to 5 minutes&#8217; period. <i>Proceedings of the Royal Society of London</i>, Ser A 202:565-573. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1098/rspa.1950.0120" target="_blank">10.1098/rspa.1950.0120</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000358&pid=S1646-8872201200020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>U.S. Army Corps of Engineers (1984) &#8211; Shore Protection Manual. Department of the Army. Waterways Experiment Station, Corps of Engineers. Coastal Engineering Reserach Center. DOI: <a href="http://dx.doi.org/OL3001149M" target="_blank">OL3001149M</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000360&pid=S1646-8872201200020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>van Rijn, L.C.; Walstra, D.J.R.; Grasmeijer, B.; Sutherland, J.; Pan, S.; Sierra, J.P. (2003) - The predictability of cross-shore bed evolution of sandy beaches at the time scale of storms and seasons using process-based profile models. <i>Coastal Engineering</i>, 47(3):295-327. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0378-3839(02)00120-5" target="_blank">10.1016/S0378-3839(02)00120-5</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000362&pid=S1646-8872201200020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Vellinga, P. (1986) -<i> Beach and dune erosion during storm surges</i>. 169p., Ph.D. thesis Delft University of Technology. Delft, The Netherlands. <i>N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000364&pid=S1646-8872201200020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p> 	    <!-- ref --><p>Vousdoukas, M.I.; Almeida, L.P.; Ferreira, &Oacute;. (2011) - Modelling storm-induced beach morphological change in a meso-tidal, reflective beach using XBeach. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208) SI64:1916-1920. Szczecin, Poland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000366&pid=S1646-8872201200020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>WL | Delft Hydraulics (2006) - <i>Dune erosion: Product 2: Large-scale model tests and dune erosion prediction method</i>. 213p., Report H4357, Deft, The Netherlands. <i>N&atilde;o publicado</i>.</p> 	    <p>&nbsp;</p>		         <p><b>Nota</b></p>         <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submiss&atilde;o: 6 Dezembro 2011; Avalia&ccedil;&atilde;o: 7 Janeiro 2012; Recep&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o revista: 17 Janeiro 2012; Aceita&ccedil;&atilde;o: 22 Maio 2012; Disponibiliza&ccedil;&atilde;o on-line: 12 Junho 2012</p>      ]]></body><back>
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