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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Zonas úmidas na planície costeira do rio Itapicuru, litoral norte do estado da Bahia, Brasil: classificação e controles ambientais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The wetlands of the Itapicuru river coastal plain are the most important of all the Northern littoral of the state of Bahia. The origin and evolution of these wetlands are intrinsically related to the Quaternary sea level changes. Along the coastline of Brazil sea level has dropped 3 to 4m during the last 5.600 years BP. Estuaries and lagoons formed during the maximum of the Holocene transgression progressively evolved to freshwater wetland as a result of this drop in sea level. Nowadays the wetlands occupy the low lying areas separating Pleistocene and Holocene sandy terraces, and the bottom of valleys not completely infilled with fluvial sediments. This study used an existing GIS database, complementedby fieldwork, to classify the Itapicuru coastal plain wetlands, to establish its environmental controls and to evaluate the environmental services provided by these wetlands. The wetlands were classified using their hydrogeomorphic attributes. Terms such as depressional fed groundwater, tidal fringe among others incorporate useful information concerning the structure and functioning of the wetland ecosystem including their significance in providing environmental services. The rationale behind the hydrogeomorphic approach is that the major types of wetlands can be fundamentally differentiated by parameters related to topography and water retention capacity. The classification presented herein has two immediate repercussions. Firstly it provides a framework for data collection, not only to organize existing data but also in the planning of future investigations. Secondly, and may be most important, this classification allows governmental organizations to establish goals for the creation of specific legislation for biological conservation on these areas, since the classification used is based upon the hydrogeomorphic attributes to differentiate wetland classes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, litoral norte do estado da Bahia, Brasil: classifica&ccedil;&atilde;o e controles ambientais</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p> 	    <p><b>Wetlands on Itapicuru River coastal plain, Northern littoral of the state of Bahia, Brazil: classification and environmental controls</b></p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><b>Geana Sousa Soares<sup>@, I</sup>, Jos&eacute; Maria Landim Dominguez<sup>II</sup></b></p>         <p><sup>@</sup>Autor correspondente: <a href="mailto:geana@ufba.br">geana@ufba.br</a></p>         <p><sup> I</sup>Universidade Federal da Bahia, Instituto de Geoci&ecirc;ncias, Salvador, BA, Brasil    <br><sup>II</sup>Universidade Federal da Bahia, Departamento de Geologia, Salvador, BA, Brasil</p>         <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>RESUMO</b></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As zonas &uacute;midas presentes na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru s&atilde;o as mais expressivas do litoral Norte do estado da Bahia. A origem e evolu&ccedil;&atilde;o das zonas &uacute;midas do litoral Norte da Bahia est&atilde;o intimamente associadas &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel do mar durante o Quatern&aacute;rio. Na costa do Brasil, o n&iacute;vel relativo do mar desceu cerca de 3-4m durante os &uacute;ltimos 5.600 anos AP. As lagunas e estu&aacute;rios formados durante o m&aacute;ximo Transgressivo (120.000 anos AP), evolu&iacute;ram para p&acirc;ntanos de &aacute;gua doce, em decorr&ecirc;ncia do abaixamento do n&iacute;vel do mar durante os &uacute;ltimos milhares de anos. As zonas &uacute;midas ocorrem principalmente nas terras baixas separando os terra&ccedil;os marinhos holoc&ecirc;nicos e pleistoc&ecirc;nicos e nos vales de rios e riachos que n&atilde;o foram completamente preenchidos por sedimentos fluviais.    <br>Este trabalho tem como objetivo estabelecer a classifica&ccedil;&atilde;o das &uacute;midas presentes na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru com o recurso a crit&eacute;rios hidrogeomorfol&oacute;gicos.Os termos tais como depressional com alimenta&ccedil;&atilde;o por &aacute;gua subterr&acirc;nea, franja mareal e outros que designam classes ou tipos hidrogeomorfol&oacute;gicos de zonas &uacute;midas, conferindo informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis sobre a estrutura e funcionamento do ecossistema, e tamb&eacute;m sobre a signific&acirc;ncia no desempenho dos servi&ccedil;os do ecossistema e risco potencial de perda desses servi&ccedil;os para a integridade da paisagem. A racionaliza&ccedil;&atilde;o da abordagem hidrogeomorfol&oacute;gica &eacute; facilitadora porque os principais tipos de zonas &uacute;midas s&atilde;o fundamentalmente diferenciados por par&acirc;metros relacionados ao desenvolvimento da topografia e a manuten&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua, embora n&atilde;o deixem de ser considerados os fatores bi&oacute;ticos destes ecossistemas naturais.</p> 	    <p><b>Palavras-chave: </b>zonas &uacute;midas, servi&ccedil;os de zonas &uacute;midas, classifica&ccedil;&atilde;o hidrogeomorfol&oacute;gica.</p> 	<hr size="1" noshade>         <p><b>ABSTRACT</b></p> 	    <p>The wetlands of the Itapicuru river coastal plain are the most important of all the Northern littoral of the state of Bahia. The origin and evolution of these wetlands are intrinsically related to the Quaternary sea level changes. Along the coastline of Brazil sea level has dropped 3 to 4m during the last 5.600 years BP. Estuaries and lagoons formed during the maximum of the Holocene transgression progressively evolved to freshwater wetland as a result of this drop in sea level. Nowadays the wetlands occupy the low lying areas separating Pleistocene and Holocene sandy terraces, and the bottom of valleys not completely infilled with fluvial sediments. This study used an existing GIS database, complementedby fieldwork, to classify the Itapicuru coastal plain wetlands, to establish its environmental controls and to evaluate the environmental services provided by these wetlands. The wetlands were classified using their hydrogeomorphic attributes. Terms such as depressional fed groundwater, tidal fringe among others incorporate useful information concerning the structure and functioning of the wetland ecosystem including their significance in providing environmental services. The rationale behind the hydrogeomorphic approach is that the major types of wetlands can be fundamentally differentiated by parameters related to topography and water retention capacity. The classification presented herein has two immediate repercussions. Firstly it provides a framework for data collection, not only to organize existing data but also in the planning of future investigations. Secondly, and may be most important, this classification allows governmental organizations to establish goals for the creation of specific legislation for biological conservation on these areas, since the classification used is based upon the hydrogeomorphic attributes to differentiate wetland classes.</p> 	    <p><b>Keywords: </b>wetlands, wetland's services, hydrogeomorphic classification.</p>         <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p>Apesar de o Brasil ser signat&aacute;rio da Conven&ccedil;&atilde;o de <i>Ramsar</i>, ainda n&atilde;o existem esquemas de classifica&ccedil;&atilde;o de zonas &uacute;midas amplamente utilizados no pa&iacute;s. Um dos poucos trabalhos neste sentido &eacute; o de Diegues (1990), que desenvolveu o primeiro invent&aacute;rio de zonas &uacute;midas no Brasil. Seu estudo de car&aacute;ter interdisciplinar reconheceu a import&acirc;ncia destes ecossistemas e descreveu alguns tipos de ecossistemas aqu&aacute;ticos brasileiros.</p> 	    <p>No Brasil, existe uma multiplicidade de terminologias utilizadas localmente ou regionalmente para descrever as zonas &uacute;midas. Este aspecto talvez tenha constitu&iacute;do um dos principais obst&aacute;culos para o estabelecimento de crit&eacute;rios coerentes de classifica&ccedil;&atilde;o destes sistemas. O conceito de Maltby (2004) utilizado neste trabalho, enfatiza a ecologia das zonas &uacute;midas: "zonas &uacute;midas s&atilde;o ecossistemas heterog&ecirc;neos, mas distintos nos quais fun&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas, biogeoqu&iacute;micas e hidrol&oacute;gicas especiais surgem a partir de caracter&iacute;sticas da &aacute;gua, como fontes dominantes e particulares, da qu&iacute;mica e da periodicidade da inunda&ccedil;&atilde;o ou satura&ccedil;&atilde;o. Elas ocorrem em variadas paisagens e podem suportar &aacute;gua lenta rasa (&lt; 2m) permanente ou tempor&aacute;ria. Elas t&ecirc;m solos, substratos e biota, adaptados a inunda&ccedil;&atilde;o e/ou satura&ccedil;&atilde;o e associados a condi&ccedil;&otilde;es de restrita aera&ccedil;&atilde;o".</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> As zonas &uacute;midas presentes na zona costeira t&ecirc;m seu desenvolvimento condicionado por fatores que, segundo Dalton (1999), incluem, nas regi&otilde;es tropicais: (1) os climas &uacute;midos e super-&uacute;midos; (2) os setores costeiros abrigados (ba&iacute;as, enseadas, deltas e complexos lagunares); (3) os baixos cursos fluviais principalmente meandrantes, caracterizados por sedimentos argilosos coesos e baixas declividades; e (4) as regi&otilde;es com expressiva drenagem continental devido a elevados teores de nutrientes e de sedimentos.</p> 	    <p>O principal aspecto para o desenvolvimento de qualquer esquema de classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; o conhecimento das caracter&iacute;sticas estruturais e funcionais do ecossistema que podem ser utilizadas para agrupar e/ou segregar, assim como sistematizar as diferentes fei&ccedil;&otilde;es naturais. Cowardin <i>et al</i>. (1979) agruparam as zonas &uacute;midas e ambientes aqu&aacute;ticos associados, em cinco sistemas: palustres, rip&aacute;rios, estuarinos, marinhos e lacustres. Estes sistemas constituem diferentes unidades fisiogr&aacute;ficas da paisagem, que apesar da fisionomia aparentemente uniforme, exibem elementos vegetativos de ocorr&ecirc;ncia exclusiva, como tamb&eacute;m aqueles presentes em mais de um sistema. Para Ehrenfeld (2000), uma determinada classe de zona &uacute;mida &eacute; usualmente definida, pela composi&ccedil;&atilde;o da comunidade vegetal em associa&ccedil;&atilde;o com a hidrogeomorfologia, por exemplo, o dom&iacute;nio de uma zona &uacute;mida pode ser definido como uma &aacute;rea representada por uma depress&atilde;o, com sedimentos minerais, com um dossel de &aacute;rvores de grande porte ou com vegeta&ccedil;&atilde;o arbustiva densa.</p> 	    <p>Outras classifica&ccedil;&otilde;es de zonas &uacute;midas se baseiam em caracter&iacute;sticas relacionadas &agrave; qualidade da &aacute;gua (Clausen <i>et al</i>., 2006).</p> 	    <p>A classifica&ccedil;&atilde;o de<i> Ramsar</i> reconhece tr&ecirc;s grupos de zonas &uacute;midas: marinhas e costeiras, continentais e artificiais (Peck, 1999). S&atilde;o ainda consideradas as unidades fisiogr&aacute;ficas (e.g., fluvial ou palustre), a perman&ecirc;ncia da &aacute;gua (e.g., permanente, sazonal ou intermitente), os solos, os substratos e a vegeta&ccedil;&atilde;o. Deste modo podem ser distinguidos 35 tipos de zonas &uacute;midas, 11 dos quais pertencentes ao grupo de zonas &uacute;midas 'marinhas e costeiras'. Entretanto a classifica&ccedil;&atilde;o de Ramsar n&atilde;o utiliza termos que denotem ou indiquem caracter&iacute;sticas hidrogeomorfol&oacute;gicas para cada tipo de zona &uacute;mida.</p> 	    <p>As zonas &uacute;midas t&ecirc;m sido investigadas tamb&eacute;m sob o ponto de vista geomorfol&oacute;gico por diversos autores (Whittecar &amp; Daniels, 1999; Pasternack <i>et al</i>. 2000; Merkey, 2006; Whigham <i>et al</i>. 2007). Classifica&ccedil;&otilde;es hidrogeomorfol&oacute;gicas s&atilde;o consideradas como aquelas que oferecem uma boa linha de base, para distinguir os variados tipos de zonas &uacute;midas, sua distribui&ccedil;&atilde;o, vulnerabilidade e servi&ccedil;os do ecossistema, pois utilizam par&acirc;metros f&aacute;ceis de serem reconhecidos, o que evitam confus&otilde;es durante a sistematiza&ccedil;&atilde;o dos atributos.</p> 	    <p>A classifica&ccedil;&atilde;o de Brinson (1993) utiliza a hidrogeomorfologia. Termos tais como fluviais, depressionais, franjas mareais e outros que designam classes ou tipos hidrogeomorfol&oacute;gicos de zonas &uacute;midas, acrescentam informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis sobre a estrutura e o funcionamento do ecossistema, inclusive sobre a signific&acirc;ncia de servi&ccedil;os associados a cada classe. O princ&iacute;pio b&aacute;sico da abordagem hidrogeomorfol&oacute;gica, reside no fato que os principais tipos de zonas &uacute;midas s&atilde;o fundamentalmente diferenciados por par&acirc;metros relacionados ao desenvolvimento da topografia e &agrave; reten&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua. A geomorfologia determina o tamanho, a forma e a profundidade de uma zona &uacute;mida. A hidrologia &eacute; a principal caracter&iacute;stica, que distingue o <i>habitat</i> de zona &uacute;mida de um <i>habitat</i> terrestre. Respostas biol&oacute;gicas distintas est&atilde;o associadas a diferentes profundidades de l&acirc;minas d'&aacute;gua, suas caracter&iacute;sticas hidrodin&acirc;micas e salinidades.</p> 	    <p>Mais de 50% das zonas &uacute;midas do mundo foram destru&iacute;das durante o s&eacute;culo passado, ignorando sua import&acirc;ncia em oferecerem uma gama de servi&ccedil;os que contribuem para o bem-estar humano, como fornecimento de peixes e fibras, suprimento e purifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, regula&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, regula&ccedil;&atilde;o de inunda&ccedil;&otilde;es, prote&ccedil;&atilde;o da zona costeira, oportunidade de recrea&ccedil;&atilde;o, e tamb&eacute;m de turismo (MEA, 2005). Sobre as causas destas perdas, Gilvear &amp; McIness (1994) consideraram que muitas das amea&ccedil;as &agrave;s zonas &uacute;midas s&atilde;o de natureza hidrol&oacute;gica: abstra&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua subterr&acirc;nea, regula&ccedil;&atilde;o nos fluxos dos rios, drenagens de terrenos e polui&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua.</p> 	    <p>As zonas &uacute;midas associadas &agrave;s &aacute;guas doces e salobras da zona costeira brasileira t&ecirc;m sofrido uma grande press&atilde;o por atividades humanas, que causam interfer&ecirc;ncias e modificam sua estrutura, a exemplo das "pereniza&ccedil;&otilde;es" e das modifica&ccedil;&otilde;es no seu entorno. A maior parte destas press&otilde;es est&aacute; associada &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de grandes 'resorts' voltados para o turismo em larga escala. Isto ocorre num momento em que a import&acirc;ncia das zonas &uacute;midas, tem sido demonstrada, principalmente em decorr&ecirc;ncia da perspectiva de aquecimento global, que tende a aumentar a perda e degrada&ccedil;&atilde;o destas zonas e esp&eacute;cies associadas e a aumentar a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as transmitidas por vetores (como a dengue) e as transmitidas pela &aacute;gua (como a c&oacute;lera) em muitas regi&otilde;es. Em pa&iacute;ses pobres, em particular, onde solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas n&atilde;o est&atilde;o prontamente dispon&iacute;veis a demanda pelos servi&ccedil;os desempenhados pelas zonas &uacute;midas (<i>e.g.</i>, desnitrifica&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o contra inunda&ccedil;&otilde;es e tempestades), certamente aumentar&aacute; nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas (MEA, 2005). Isso tende a reduzir a capacidade dessas &aacute;reas em mitigar impactos, o que resulta na redu&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios que as zonas &uacute;midas trazem ao homem.</p> 	    <p>Insere-se, neste contexto, o Litoral Norte do Estado da Bahia, uma regi&atilde;o onde existem grandes incentivos governamentais para ocupa&ccedil;&atilde;o por parte de empreendimentos tur&iacute;sticos de larga escala, com as zonas &uacute;midas sendo perenizadas para a cria&ccedil;&atilde;o de espelhos de &aacute;gua para fins paisag&iacute;sticos ou de recrea&ccedil;&atilde;o, quando n&atilde;o s&atilde;o simplesmente seccionadas pela constru&ccedil;&atilde;o de estradas, acarretando em altera&ccedil;&otilde;es na estrutura f&iacute;sica, na hidrologia e conseq&uuml;entemente na composi&ccedil;&atilde;o bi&oacute;tica. Esta &eacute; uma regi&atilde;o bem cartografada, onde j&aacute; foram realizadas diversas investiga&ccedil;&otilde;es do ponto de vista geol&oacute;gico-geomorfol&oacute;gico, que oferecem uma gama de informa&ccedil;&otilde;es, que facilita a aplica&ccedil;&atilde;o de esquemas de classifica&ccedil;&atilde;o hidrogeomorfol&oacute;gica para as zonas &uacute;midas.</p> 	    <p>A origem e evolu&ccedil;&atilde;o das zonas &uacute;midas do litoral Norte da Bahia est&atilde;o intimamente associadas &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel do mar durante o Quatern&aacute;rio (Martin <i>et al</i>., 1980; Suguio <i>et al</i>., 1985; Dominguez <i>et al</i>., 1990; Le&atilde;o &amp; Dominguez, 2000). Na costa do Brasil, o n&iacute;vel relativo do mar desceu cerca de 3-4m durante os &uacute;ltimos 5.600 anos AP. As lagunas e estu&aacute;rios formados durante o m&aacute;ximo Transgressivo (120.000 anos AP), evolu&iacute;ram para p&acirc;ntanos de &aacute;gua doce, em decorr&ecirc;ncia do abaixamento do n&iacute;vel do mar durante os &uacute;ltimos milhares de anos (Dominguez <i>et al</i>., 1990). As zonas &uacute;midas ocorrem principalmente nas terras baixas separando os terra&ccedil;os marinhos holoc&ecirc;nicos e pleistoc&ecirc;nicos e nos vales de rios e riachos, que n&atilde;o foram completamente preenchidos por sedimentos fluviais (Dominguez <i>et al</i>., 1990).</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No litoral Norte do estado da Bahia, as mais expressivas zonas &uacute;midas est&atilde;o localizadas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, aspecto este que definiu a sua escolha para a presente investiga&ccedil;&atilde;o. Nesta regi&atilde;o, s&atilde;o encontrados tipos de zonas &uacute;midas representativos de parte o litoral Norte do estado da Bahia.</p> 	    <p>Neste artigo, &eacute; apresentada uma tentativa de aplica&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o hidrogeomorfol&oacute;gica para as zonas &uacute;midas presentes na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru. A &ecirc;nfase dada neste trabalho para os fatores abi&oacute;ticos, de modo algum tem a inten&ccedil;&atilde;o de ignorar ou trivializar a import&acirc;ncia que os organismos desempenham na estrutura e fun&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas de zonas &uacute;midas. Alguns estudos t&ecirc;m demonstrado a validade desta classifica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m, em &aacute;reas da &Aacute;sia (Finlayson <i>et al</i>., 2002), da Europa (Maltby, 2004), e especificamente na &Aacute;frica do Sul (Ewart-Smith <i>et al</i>., 2006) e na Esc&oacute;cia (Martin <i>et al</i>., 2007). Exemplos de sua constru&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o documentados por Wardrop <i>et al</i>., 2007, Whigham <i>et al</i>., 2007, Shaffer <i>et al</i>., 2007 e Franklin <i>et al</i>., 2008.</p> 	    <p>Este estudo utilizou uma base de dados existente, a qual quando integrada aos dados coletados durante os trabalhos de campo, permitiu n&atilde;o s&oacute; classificar as zonas &uacute;midas, como avaliar os controles ambientais respons&aacute;veis por sua distribui&ccedil;&atilde;o e estrutura.</p> 	    <p>A delimita&ccedil;&atilde;o das classes de zonas &uacute;midas permitiu a avalia&ccedil;&atilde;o da signific&acirc;ncia ecol&oacute;gica das caracter&iacute;sticas hidrogeomorfol&oacute;gicas, no desempenho de servi&ccedil;os e o risco de perda da zona &uacute;mida (Sutter <i>et al</i>., 1999). Servi&ccedil;os do ecossistema s&atilde;o os resultados de processos f&iacute;sicos, qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos que ocorrem independentemente de qualquer benef&iacute;cio, real ou suposto, para a sociedade humana (UNESCO, 1998). Para come&ccedil;ar a entender a signific&acirc;ncia dos servi&ccedil;os desempenhados por zonas &uacute;midas, a premissa inicial desta abordagem &eacute; que estes servi&ccedil;os n&atilde;o s&atilde;o produtos de um lugar particular da zona &uacute;mida, mas das rela&ccedil;&otilde;es entre um lugar particular e seus arredores (Sutter <i>et al</i>., 1999). A ocorr&ecirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o de zonas &uacute;midas e dos processos que nelas ocorrem, s&atilde;o resultados da larga escala e das caracter&iacute;sticas de longo prazo da zona costeira e regimes clim&aacute;ticos da regi&atilde;o, al&eacute;m de outros processos locais (Dominguez <i>et al</i>., 1996). Estes servi&ccedil;os s&atilde;o observados mais corretamente como servi&ccedil;os do complexo, mais do que servi&ccedil;os de zonas &uacute;midas individuais (Sutter <i>et al</i>., 1999).</p> 	    <p>A classifica&ccedil;&atilde;o das zonas &uacute;midas aqui realizada tem duas repercuss&otilde;es imediatas. Primeiramente estabelece uma estrutura de cole&ccedil;&atilde;o de dados, tanto para organizar estes dados quanto para apontar onde dados adicionais dever&atilde;o ser coletados em futuras investiga&ccedil;&otilde;es. A segunda repercuss&atilde;o e certamente a mais importante, &eacute; que esta classifica&ccedil;&atilde;o permitir&aacute; aos &oacute;rg&atilde;os ambientais estabelecer metas para cria&ccedil;&atilde;o de diretrizes e legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade nestas &aacute;reas.</p> 	    <p>Esta pesquisa teve assim como objetivo classificar as zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, no norte da Bahia, permitindo a diferencia&ccedil;&atilde;o dos principais controles ambientais inerentes a cada classe. Objetivos espec&iacute;ficos inclu&iacute;ram: (i) classificar hidrogeomorfologicamente as zonas &uacute;midas da &aacute;rea de estudo; (ii) atrav&eacute;s das caracter&iacute;sticas hidrogeomorfol&oacute;gicas de cada classe, avaliar a signific&acirc;ncia dos servi&ccedil;os desempenhados por zonas &uacute;midas e o risco potencial de perda destes servi&ccedil;os para a paisagem onde elas est&atilde;o inseridas.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2. &Aacute;rea de estudo</b></p> 	    <p>A &aacute;rea estudada est&aacute; situada no litoral Norte do estado da Bahia, no munic&iacute;pio de Conde (<a href="#f1">Fig. 1</a>). A plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru compreende em termos de superf&iacute;cie aproximadamente 944,06km<sup>2</sup> (Esquivel, 2006).</p>         <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f1.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>A zona costeira Nordeste do estado da Bahia, situa-se na faixa intertropical, possui um clima &uacute;mido a sub&uacute;mido e seco a sub&uacute;mido, apresentando durante os meses de ver&atilde;o os per&iacute;odos de mais alta temperatura (aproximadamente entre 27-310C), que coincidem com os per&iacute;odos de pouca chuva (setembro a fevereiro). Os &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos anuais - em torno de 1600mm com maiores concentra&ccedil;&otilde;es nos meses de outono-inverno, devido &agrave; influ&ecirc;ncia de frentes-frias mais efetivas no hemisf&eacute;rio Sul. Os valores de insola&ccedil;&atilde;o s&atilde;o quase sempre superiores a 2000 horas anuais em toda a &aacute;rea, havendo um ligeiro decr&eacute;scimo nos meses de outono-inverno. Os &iacute;ndices de umidade relativa s&atilde;o geralmente superiores a 80% (CEI, 1994).</p> 	    <p>As zonas &uacute;midas da &aacute;rea de estudo ocupam uma &aacute;rea total de 164,2km<sup>2</sup>. Para estas zonas &uacute;midas convergem tr&ecirc;s cursos d'&aacute;gua.</p>      <ul>         <li>O rio Itapicuru que drena uma &aacute;rea de aproximadamente 36.168 km<sup>2</sup>.</li> 	    <li>Associado &agrave;s zonas &uacute;midas situadas na margem esquerda do rio Itapicuru, des&aacute;gua o rio Cruma&iacute;, que drena uma &aacute;rea de 187,8 km<sup>2</sup>.</li>         <li>O rio das Pontes drenando uma &aacute;rea de aproximadamente 150,7 km<sup>2</sup>, corta grande parte das zonas &uacute;midas situadas &agrave; margem direita do rio Itapicuru.</li>         </ul> 	    <p>A plan&iacute;cie costeira apresenta uma geometria triangular, caracterizada por um expressivo vale parcialmente preenchido por dep&oacute;sitos arenosos de origem marinha e continental, associados a diferentes n&iacute;veis de mar alto, durante o Quatern&aacute;rio. Dentre estes dep&oacute;sitos destacam-se, os leques aluviais e os dep&oacute;sitos praiais de idade pleistoc&ecirc;nica, associados a um n&iacute;vel de mar mais alto, durante o Pleistoceno (120.000 anos AP), e os dep&oacute;sitos praiais e de delta de cabeceira de ba&iacute;a, ambos de idade holoc&ecirc;nica (Dominguez <i>et al</i>., 1990). Nas zonas baixas entre estes dep&oacute;sitos, ocorrem as zonas &uacute;midas objeto deste estudo, que tamb&eacute;m est&atilde;o presentes nos fundos de vales associados &agrave; Forma&ccedil;&atilde;o Barreiras, de idade terci&aacute;ria, localmente conhecidos como Tabuleiros Costeiros.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3. M&eacute;todos</b></p> 	    <p>Nesta pesquisa, foi utilizado o mapa geol&oacute;gico-geomorfol&oacute;gico de Esquivel (2006), disponibilizado no formato digital e produzido na escala original de 1:25.000. Os arquivos digitais foram incorporados a um Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas, utilizando o <i>software</i> Arc Gis 9.2&reg;.</p> 	    <p>Para suplementar as informa&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas com outras informa&ccedil;&otilde;es importantes para a aplica&ccedil;&atilde;o do esquema de classifica&ccedil;&atilde;o, incluindo dados sobre a vegeta&ccedil;&atilde;o dominante, foram feitas seis incurs&otilde;es utilizando barco, carro ou a p&eacute;, nas zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru. Especificamente em &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea, as marcas do n&iacute;vel da &aacute;gua na vegeta&ccedil;&atilde;o, serviram de base para identifica&ccedil;&atilde;o da magnitude da flutua&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel da &aacute;gua.</p> 	    <p>O componente geomorfol&oacute;gico de uma zona &uacute;mida pode ser categorizado com base nas geometrias em se&ccedil;&atilde;o. As geometrias em se&ccedil;&atilde;o podem ser na forma de bacias, declives e plan&iacute;cies. Bacias t&ecirc;m a &aacute;rea da depress&atilde;o central distinta da zona litoral. Declives s&atilde;o &aacute;reas com gradientes que podem ser maiores que 1%. Plan&iacute;cies s&atilde;o marcadas por pouco ou nenhum relevo marginal e t&ecirc;m limites laterais difusos. Ocorrem geralmente em interfl&uacute;vios de rios e c&oacute;rregos.</p> 	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos atributos hidrol&oacute;gicos, tr&ecirc;s aspectos s&atilde;o importantes para o esquema de classifica&ccedil;&atilde;o: (1) as fontes de &aacute;gua, que podem ser simplificadas em tr&ecirc;s categorias: precipita&ccedil;&atilde;o; fluxos superficiais e fluxos sub-superficiais; exuda&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua subterr&acirc;nea; (2) a hidrodin&acirc;mica, que se refere &agrave; dire&ccedil;&atilde;o de fluxo e (3) o hidroper&iacute;odo na zona &uacute;mida. Os fluxos em zonas &uacute;midas podem ser verticais ou horizontais, uni ou bilaterais. O hidroper&iacute;odo pode variar de permanente a intermitentemente inundado ou saturado.</p> 	    <p>Os dados espaciais, dispon&iacute;veis para a plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, foram utilizados para determinar tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas prim&aacute;rias dos principais controles ambientais em zonas &uacute;midas: (i) a geomorfologia da zona &uacute;mida; (ii) caracter&iacute;sticas hidrol&oacute;gicas da superf&iacute;cie, incluindo: canais, caminhos e os corpos de &aacute;gua parada; e (iii) os padr&otilde;es de cobertura da vegeta&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>De posse da espacializa&ccedil;&atilde;o destas caracter&iacute;sticas, foi aplicada a classifica&ccedil;&atilde;o hidrogeomorf&oacute;logica, utilizando-se a chave extra&iacute;da de Smith <i>et al</i>. (1995) (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>          
<p>Ap&oacute;s a determina&ccedil;&atilde;o das classes hidrogeomorfol&oacute;gicas,    todos os dados obtidos foram interpretados e integrados com o uso do SIG, utilizando    o <i>software</i> Arc Gis 9.2&reg;. O produto final oferece assim, uma base    de dados rigorosa, compreens&iacute;vel e nova.</p> 	    <p>Ap&oacute;s a produ&ccedil;&atilde;o do mapa final, com as categorias hidrogeomorfol&oacute;gicas das zonas &uacute;midas, foram selecionados os indicadores do desempenho de servi&ccedil;os para cada classe. Nesta etapa foi utilizada a metodologia desenvolvida por Sutter <i>et al</i>. (1999) que se baseia em par&acirc;metros como: proximidades de corpos d'&aacute;gua, hidroper&iacute;odo, tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o, largura, tamanho e uso do solo nas classes de zonas &uacute;midas, para avaliar a signific&acirc;ncia delas no desempenho de servi&ccedil;os associados &agrave; qualidade da &aacute;gua, &agrave; hidrologia e &agrave; qualidade do <i>habitat</i>. A signific&acirc;ncia destes tr&ecirc;s servi&ccedil;os foi classificada em alta, moderada ou baixa (A, M ou B, respectivamente) para cada classe, assim como o risco potencial de perda destes servi&ccedil;os para a paisagem. Isto &eacute; importante porque utiliza um esquema funcional para avaliar a signific&acirc;ncia de servi&ccedil;os do ecossistema, fortemente baseados em medidas estruturais (Cole, 2006).</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4. Resultados da discuss&atilde;o</b></p> 	    <p><b>4.1. Classifica&ccedil;&atilde;o hidrogeomorfol&oacute;gica das zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru</b></p> 	    <p>Quatro classes/subclasses principais de zonas &uacute;midas foram reconhecidas, sendo uma destas subdividida em dois subtipos (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07t2.jpg">Tabela 2</a>). As geometrias em se&ccedil;&atilde;o das classes de zona &uacute;mida est&atilde;o esquematizadas nas <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f3-6.jpg">Figura 3 a 6</a>. A distribui&ccedil;&atilde;o espacial das diferentes classes de zonas &uacute;midas &eacute; mostrada na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f7.jpg">Figura 7</a>. Exemplos das classes s&atilde;o mostrados nas <a href="#f8">figuras 8 a 13</a>.</p>          
<p>&nbsp;</p>          <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f2.jpg">Figura 2</a></p> 	     
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a name="f8"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f8.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f9"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f9.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f10"></a></p> 	     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f10.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f11"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f11.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f12"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f12.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f13"></a></p> 	     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f13.jpg"></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>As caracter&iacute;sticas das quatro classes e subclasses hidrogeomorfol&oacute;gicas reconhecidas na &aacute;rea de estudo est&atilde;o descritas abaixo.</p> 	    <p>1)<i> Zonas &uacute;midas em declives por exuda&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua subterr&acirc;nea:</i> ocorrem onde quebras de declividade resultam em exuda&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua subterr&acirc;nea, ou seja, onde o fluxo de &aacute;gua intercepta a superf&iacute;cie do terreno (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f2.jpg">Fig. 2</a>). A satura&ccedil;&atilde;o por exuda&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua subterr&acirc;nea, com fluxo unidirecional declive abaixo e a perda de &aacute;gua pela evapotranspira&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o as principais influ&ecirc;ncias hidrol&oacute;gicas nas zonas &uacute;midas em declive identificadas. A precipita&ccedil;&atilde;o frequentemente &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria na fonte de &aacute;gua.</p>  	    
<p>Na &aacute;rea de estudo, zonas &uacute;midas em declive por exuda&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua subterr&acirc;nea, s&atilde;o encontradas principalmente nas bordas dos terra&ccedil;os arenosos internos, de idade pleistoc&ecirc;nica, quando uma quebra de declive pronunciada est&aacute; presente (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f7.jpg">Fig. 7</a>; <a href="#f11">Fig. 11</a>). Nestes trechos, o terreno pode apresentar-se saturado de &aacute;gua e pode localmente apresentar nascentes. A presen&ccedil;a deste tipo de zona &uacute;mida resulta provavelmente do fato destes dep&oacute;sitos arenosos apresentarem barreiras de permeabilidade, associadas a horizontes esp&oacute;dicos coesos, caracter&iacute;sticos dos espodossolos que se desenvolvem nesta unidade, &agrave;s quais for&ccedil;am a &aacute;gua subterr&acirc;nea &agrave; exudar na quebra de declive.</p> 	    
<p>A cobertura vegetal nas zonas &uacute;midas em declive por exuda&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua subterr&acirc;nea, incluem esp&eacute;cies de macrof&iacute;tas aqu&aacute;ticas emersas de baixo porte, com domin&acirc;ncia de <i>Eleocharis sp</i>.</p> 	     <p>2) <i>Zonas &uacute;midas depressionais com alimenta&ccedil;&atilde;o por &aacute;gua    subterr&acirc;nea:</i> ocorrem na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru,    possuindo tanto atributos de zonas &uacute;midas fluviais de baixo gradiente    n&atilde;o aluviais, quanto de zonas &uacute;midas depressionais, por causa    dos fluxos laterais muito fracos e pelo fato de que, quando existem canais associados,    os n&iacute;veis de sedimento em suspens&atilde;o nos cursos d'&aacute;gua s&atilde;o    muito baixos. O fluxo de &aacute;gua ocorre em canais rasos, que funcionam como    conduto para drenagem das zonas &uacute;midas vizinhas (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f3.jpg">Fig.    3</a>). Zonas &uacute;midas depressionais ocorrem em bacias planas, onde o len&ccedil;ol    fre&aacute;tico aflora (<i>i.e.</i>, contornos da eleva&ccedil;&atilde;o fechados).    Estas depress&otilde;es podem ter uma combina&ccedil;&atilde;o de entrada e    sa&iacute;da de &aacute;gua ou nenhuma destas, e s&atilde;o alagadas permanentemente    de acordo com o volume de exuda&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas subterr&acirc;neas    dos aqu&iacute;feros do Quatern&aacute;rio. As flutua&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel    da &aacute;gua predominantes s&atilde;o verticais e variam sobretudo sazonalmente.    Zonas &uacute;midas depressionais podem perder &aacute;gua por evapotranspira&ccedil;&atilde;o,    sa&iacute;das de &aacute;gua intermitentes ou permanentes, ou recarga do len&ccedil;ol-fre&aacute;tico.    As &aacute;guas destas depress&otilde;es apresentam colora&ccedil;&atilde;o    cor-de-ch&aacute; e s&atilde;o &aacute;cidas, como resultado da mat&eacute;ria    org&acirc;nica dissolvida da primeira camada do solo e n&atilde;o excedem a    profundidade de 2m na esta&ccedil;&atilde;o seca. Dep&oacute;sitos turfosos    s&atilde;o formados em &aacute;reas onde o n&iacute;vel da &aacute;gua &eacute;    alto. A &aacute;gua &eacute; normalmente pobre em minerais dissolvidos principalmente    quando a taxa de acumula&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica &eacute;    maior do que a taxa de decomposi&ccedil;&atilde;o. Zonas &uacute;midas depressionais    ocorrem em bacias com "solos org&acirc;nicos" (profundidade cont&iacute;nua    de mat&eacute;ria org&acirc;nica &gt;0,4m, como definido por NWWG, 1997). Normalmente    estes solos apresentam dep&oacute;sitos constitu&iacute;dos por sedimentos finos,    compostos por argilas e material vegetal de origem aut&oacute;ctone e al&oacute;ctone    (CPRM, 1982).</p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A &aacute;rea ocupada por esta unidade &eacute; bastante expressiva, abrangendo um total de 59,41km<sup>2</sup>, o que representa 36,2% do total das zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie do rio Itapicuru (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f7.jpg">Fig. 7</a>).</p> 	    
<p>Na &aacute;rea de estudo duas subclasses podem ser encontradas:</p> 	    <p><b>2.1 Subtipo 1</b> - zonas &uacute;midas depressionais abertas, com presen&ccedil;a de entradas e sa&iacute;das de &aacute;gua e uma grande &aacute;rea de capta&ccedil;&atilde;o, que d&aacute; suporte a fei&ccedil;&otilde;es fluviais de car&aacute;ter secund&aacute;rio. O balan&ccedil;o h&iacute;drico &eacute; dominado por fluxos laterais superficiais e descarga. Na &aacute;rea de estudo, ocorre no fundo dos vales entalhados na Forma&ccedil;&atilde;o Barreiras (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f3.jpg">Fig. 3</a>), nas zonas baixas entre os terra&ccedil;os arenosos internos e externos (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f7.jpg">figuras 7</a>, <a href="#f8">8</a> e <a href="#f9">9</a>) e nas zonas baixas que bordejam os pequenos cursos d'&aacute;gua, como os rios Cruma&iacute; e Pontes.</p> 	    
<p><b>2.2 Subtipo 2</b> - zonas &uacute;midas depressionais fechadassem entradas e sa&iacute;das de &aacute;gua. Este tipo de zona &uacute;mida foi constru&iacute;da pelo vento, ocupa depress&otilde;es fechadas presentes na superf&iacute;cie das bacias de defla&ccedil;&atilde;o do tipo "<i>blow-out</i>" associadas &agrave;s dunas (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f4.jpg">Fig. 4</a>). &Eacute; o tipo menos expressivo de zona &uacute;mida na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f7.jpg">Fig. 7</a>).</p> 	    
<p>A vegeta&ccedil;&atilde;o dominante em &aacute;reas n&atilde;o florestais incluem as macr&oacute;fitas aqu&aacute;ticas emersas <i>Eleocharis</i> sp., <i>Cyperus</i> spp. (tirrica e papirus) e <i>Typha</i> sp., principalmente. Uma expressiva &aacute;rea de floresta no subtipo 1 (<a href="#f10">Fig. 10</a>) est&aacute; presente na por&ccedil;&atilde;o norte da plan&iacute;cie costeira, apresentando uma vegeta&ccedil;&atilde;o extremamente vari&aacute;vel, com ocorr&ecirc;ncias de esp&eacute;cies t&iacute;picas de floresta paludosa, tamb&eacute;m conhecida como florestas de brejo (Ivanauskas <i>et al</i>., 1997) tais como <i>Annona</i> sp.,<i> landirana</i>, <i>Cecropia</i> sp. e <i>Calophyllum brasilienses</i>. Nesta &aacute;rea existe maior influ&ecirc;ncia da precipita&ccedil;&atilde;o como fonte de &aacute;gua da zona &uacute;mida, devido &agrave; exist&ecirc;ncia de microtopografia formada por ac&uacute;mulo de mat&eacute;ria org&acirc;nica. Em termos de abrang&ecirc;ncia espacial, as &aacute;reas de porte arb&oacute;reo com floresta paludosa ocupam um total de aproximadamente 4,93km<sup>2</sup>, o que vem a representar cerca de 3% do total das zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru. A cobertura da vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea t&iacute;pica de &aacute;gua doce tamb&eacute;m est&aacute; presente em pequenos trechos interioranos de alguns vales entalhados na Forma&ccedil;&atilde;o Barreiras tamb&eacute;m no subtipo 1.</p> 	    <p>3)<i> Zona &uacute;mida fluvial de baixo gradiente:</i> ocorre na plan&iacute;cie associada a canais, neste caso o rio Itapicuru. Estudos da hist&oacute;ria evolutiva da plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru (Dominguez <i>et al</i>., 1996) indicaram que esta zona &uacute;mida fluvial est&aacute; implantada sobre dep&oacute;sitos de um delta de cabeceira de ba&iacute;a constru&iacute;do pelo rio durante o m&aacute;ximo da &Uacute;ltima Transgress&atilde;o. Esta unidade &eacute; constitu&iacute;da por sedimentos areno-lamosos recobertos por dep&oacute;sitos de canais abandonados e de diques marginais (Dominguez <i>et al</i>., 1996).</p> 	    <p>Este tipo de zona &uacute;mida desenvolveu-se sobre &aacute;reas com ac&uacute;mulo de &aacute;gua na ou pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie por extensos per&iacute;odos de tempo, resultando na presen&ccedil;a de solo h&iacute;drico e vegeta&ccedil;&atilde;o higr&oacute;fila, com poucas &aacute;reas de &aacute;gua aberta. Esta classe comumente &eacute; associada a declives menores que 0,5%, e a principal caracter&iacute;stica hidrol&oacute;gica &eacute; o fluxo lateral a partir do extravasamento do rio (<a href="#f12">Fig. 12</a>). Estas zonas &uacute;midas sofrem inunda&ccedil;&otilde;es com profundidades de apenas poucos cent&iacute;metros (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f5.jpg">Fig.5</a>). Este tipo de zona &uacute;mida representa um tipo de "<i>floodway</i>" sem canais conectados com o rio durante fluxos normais. Esta classe de zona &uacute;mida &eacute; uma das mais extensas da plan&iacute;cie costeira, com &aacute;rea total de 26,34km<sup>2</sup> representando 16,04% da &aacute;rea total ocupada pelas zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f7.jpg">Fig. 7</a>).</p> 	    
<p>O rio Itapicuru extravasa anualmente, principalmente nos meses de ver&atilde;o como resultado do aumento do &iacute;ndice pluviom&eacute;trico na &aacute;rea de cabeceira. O escoamento superficial local contribui para a manuten&ccedil;&atilde;o da satura&ccedil;&atilde;o entre as inunda&ccedil;&otilde;es principais, quando pequenas po&ccedil;as se desenvolvem depois das chuvas.</p> 	    <p>A cobertura da vegeta&ccedil;&atilde;o na plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o &eacute; muito din&acirc;mica e pode mudar em resposta &agrave;s flutua&ccedil;&otilde;es sazonais da satura&ccedil;&atilde;o. As esp&eacute;cies de plantas incluem formas aqu&aacute;ticas com folhas flutuantes, como a <i>Nymphaea</i> sp. Com folhas submersas, podendo tamb&eacute;m ser livres como a <i>Utricularia</i> sp., ou enraizadas como a <i>Mayaca</i> sp. e com ra&iacute;zes flutuantes, como o aguap&eacute; (Eichornia sp.) principalmente em trechos correspondentes a paleocanais. Contudo, esp&eacute;cies emersas, principalmente gramin&aacute;ceas tolerantes &agrave;s inunda&ccedil;&otilde;es, sobretudo a ex&oacute;tica <i>Brachiara</i> sp., domina uma extensa &aacute;rea da plan&iacute;cie, principalmente no ver&atilde;o.</p> 	    <p>4) <i>Zonas &uacute;midas em franjas mareais:</i> ocorrem em &aacute;reas costeiras e sofrem a influencia das mar&eacute;s. Elas fazem transi&ccedil;&atilde;o para zonas &uacute;midas fluviais onde as correntes mareais diminuem e o fluxo do rio &eacute; a principal fonte de &aacute;gua. Fontes adicionais de &aacute;gua podem ser a &aacute;gua subterr&acirc;nea e a precipita&ccedil;&atilde;o. A interface entre as classes franja mareal e fluvial situa-se onde os fluxos bidirecionais dominam os fluxos unidirecionais do rio. Por serem frequentemente inundadas pelas mar&eacute;s, as franjas mareais raramente ficam secas por per&iacute;odos significativos. Zonas &uacute;midas em franjas mareais perdem &aacute;gua pelas mudan&ccedil;as das mar&eacute;s, pela satura&ccedil;&atilde;o do fluxo com transbordamento para canais de mar&eacute;s, e pela evapotranspira&ccedil;&atilde;o. A mat&eacute;ria org&acirc;nica normalmente se acumula em &aacute;reas afastadas da a&ccedil;&atilde;o erosiva das ondas na linha de costa.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste tipo de zona &uacute;mida h&aacute; uma predomin&acirc;ncia de argilas escuras, com presen&ccedil;a secund&aacute;ria de areias e siltes de origem fluvial ou marinha, formando lamas pl&aacute;sticas ricas em mat&eacute;ria org&acirc;nica (CPRM, 1982). Apresentam uma &aacute;rea total de 16,54km<sup>2</sup>; representando 10% do total das zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f7.jpg">Fig. 7</a>).</p> 	    
<p>A cobertura da vegeta&ccedil;&atilde;o nesta classe de zona &uacute;mida em franja mareal costeira integra o ecossistema manguezal, no qual as plantas desenvolveram adapta&ccedil;&otilde;es para colonizar solos e regi&otilde;es caracterizadas por elevadas salinidades, sujeitas ao fluxo e refluxo das mar&eacute;s (Lugo &amp; Snedaker, 1974), incluindo esp&eacute;cies emersas herb&aacute;ceas hal&oacute;fitas, como Spartina sp. A principal comunidade dominante est&aacute; associada &agrave; esp&eacute;cie Rhizhophora mangle, com outras esp&eacute;cies t&iacute;picas de manguezais brasileiros como Avicennia sp. e Laguncularia sp., constituindo forma&ccedil;&otilde;es florestais na desembocadura do rio Itapicuru (<a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07f6.jpg">Fig. 6</a>; <a href="#f13">Fig. 13</a>).</p> 	    
<p>2. Par&acirc;metros hidrogeomorfol&oacute;gicos das zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru e os servi&ccedil;os do ecossistema</p> 	    <p>A aus&ecirc;ncia de um mapa de uso do solo detalhado para a &aacute;rea de estudo impediu uma aplica&ccedil;&atilde;o mais quantitativa do esquema de Sutter <i>et al</i>. (1999). Apesar disto foi poss&iacute;vel avaliar a signific&acirc;ncia dos servi&ccedil;os do ecossistema aplicando alguns dos par&acirc;metros definidos pelos referidos autores para a &aacute;rea de estudos. Cujos resultados s&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a07t3.jpg">Tabela 3</a>. Esta tabela mostra que as zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie do rio Itapicuru desempenham importantes servi&ccedil;os para a regi&atilde;o discutida, uma vez que quase todos os par&acirc;metros apresentaram uma signific&acirc;ncia alta.</p>          
<p>Alguns dos aspectos que foram considerados na avalia&ccedil;&atilde;o da signific&acirc;ncia    dos servi&ccedil;os das zonas &uacute;midas identificadas s&atilde;o discutidos    a seguir:</p> 	    <p><i>Proximidade das fontes n&atilde;o pontuais de polui&ccedil;&atilde;o</i></p> 	    <p>Dado mais de 20% do per&iacute;metro das zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru ser ocupado por agricultura ou outras formas de uso do solo, a proximidade de fontes de polui&ccedil;&atilde;o &eacute; classificada como alta em todas as classes de zonas &uacute;midas estudadas. Este &eacute; um par&acirc;metro que considera o uso do solo predominante na adjac&ecirc;ncia da zona &uacute;mida para avaliar suas condi&ccedil;&otilde;es na limpeza n&atilde;o pontual de &aacute;guas polu&iacute;das e de limpeza das &aacute;guas de inunda&ccedil;&otilde;es.</p> 	    <p><i>Proximidade de corpos d'&aacute;gua</i></p> 	    <p>Este par&acirc;metro permite avaliar a signific&acirc;ncia da zona &uacute;mida em promover a limpeza n&atilde;o pontual de &aacute;guas polu&iacute;das. Depende da proximidade de corpos d'&aacute;gua das zonas &uacute;midas. Este par&acirc;metro &eacute; classificado como alto dado as zonas &uacute;midas estarem associadas com a plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru.</p> 	    <p><i>Tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o</i></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o de zonas &uacute;midas s&atilde;o importantes tanto como fonte de limpeza n&atilde;o pontual de polui&ccedil;&atilde;o pelo escoamento superficial, quanto como de limpeza das &aacute;guas das inunda&ccedil;&otilde;es pelos canais de drenagem. A vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea influencia tanto a classe em declive quanto as depressionais ou franjas mareais, localizadas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, sendo nestas duas &uacute;ltimas encontradas em associa&ccedil;&atilde;o &agrave;s esp&eacute;cies arb&oacute;reas, categorizando desta forma, este par&acirc;metro como alto.Tamb&eacute;m durante o servi&ccedil;o de disponibilidade de <i>habitat</i> estes tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o influenciam o <i>habitat</i> interno para esp&eacute;cies terrestres e o <i>habitat</i> para anf&iacute;bios e invertebrados aqu&aacute;ticos nestas classes. Este par&acirc;metro &eacute; classificado como baixo durante o desempenho dos servi&ccedil;os citados acima pela classe fluvial, pois nessa classe, gram&iacute;neas ex&oacute;ticas dominam a vegeta&ccedil;&atilde;o atualmente.</p> 	    <p><i>Solos</i></p> 	    <p>Nas classes de zonas &uacute;midas depressionais e franja mareal, localizadas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru os solos frequentemente inundados com muita mat&eacute;ria org&acirc;nica caracterizam a alta signific&acirc;ncia no desempenho da limpeza da &aacute;gua da inunda&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p><i>Dura&ccedil;&atilde;o da inunda&ccedil;&atilde;o e largura perpendicular da zona &uacute;mida para o canal</i></p> 	    <p>As classes de zonas &uacute;midas localizadas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru s&atilde;o inundadas por per&iacute;odos vari&aacute;veis, como a classe fluvial, ou s&atilde;o inundadas permanentemente. Quanto maior o per&iacute;odo de inunda&ccedil;&atilde;o, mais favor&aacute;veis s&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es funcionais de limpeza das &aacute;guas de inunda&ccedil;&atilde;o, durante a manuten&ccedil;&atilde;o das qualidades das &aacute;guas; e de armazenamento de &aacute;guas de inunda&ccedil;&atilde;o, durante o desempenho de servi&ccedil;os hidrol&oacute;gicos. Outro par&acirc;metro que influencia o desempenho de servi&ccedil;os do ecossistema &eacute; a largura perpendicular da zona &uacute;mida em rela&ccedil;&atilde;o aos canais principais. Quanto maior esta largura, mais favor&aacute;veis &eacute; para &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de limpeza das &aacute;guas.</p> 	    <p><i>Tamanho e geomorfologia da zona &uacute;mida</i></p> 	    <p>A &aacute;rea ocupada pelas zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira condiciona tanto o seu desempenho funcional na manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade das &aacute;guas, quanto dos servi&ccedil;os hidrol&oacute;gicos, devido ao armazenamento de &aacute;gua na superf&iacute;cie. Quanto maior for a &aacute;rea das zonas &uacute;midas maior ser&aacute; a signific&acirc;ncia destes servi&ccedil;os. Enquanto nas zonas &uacute;midas depressionais, com geomorfologia em bacia, este par&acirc;metro &eacute; alto, na classe fluvial este par&acirc;metro &eacute; considerado baixo, pois esta atua como &aacute;rea para o espraiamento da inunda&ccedil;&atilde;o com capacidade de reten&ccedil;&atilde;o dependente mais da infiltra&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua do que do armazenamento em &aacute;reas com contornos fechados.</p> 	    <p><i>Posi&ccedil;&atilde;o da zona &uacute;mida</i></p> 	    <p>A posi&ccedil;&atilde;o da zona &uacute;mida em rela&ccedil;&atilde;o a um canal &eacute; outro par&acirc;metro importante para a avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os dos ecossistemas. Quando a zona &uacute;mida est&aacute; pr&oacute;xima a um canal de terceira ordem ou maior, como &eacute; o caso da plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, este par&acirc;metro &eacute; considerado alto no que diz respeito &agrave; signific&acirc;ncia no armazenamento das &aacute;guas da inunda&ccedil;&atilde;o durante o desempenho de servi&ccedil;os hidrol&oacute;gicos.</p> 	    <p><i>Ocorr&ecirc;ncia de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas ou ecossistema natural &uacute;nico</i></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ocorr&ecirc;ncia de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas e a presen&ccedil;a de um ecossistema natural &uacute;nico (Dominguez <i>et al</i>., 1996) s&atilde;o par&acirc;metros que condicionam como alta a disponibilidade de <i>habitat</i> pelas zonas &uacute;midas da plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, no litoral Norte do estado da Bahia.</p> 	    <p>J<i>ustaposi&ccedil;&atilde;o de zonas &uacute;midas</i></p> 	    <p>A justaposi&ccedil;&atilde;o das classes de zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, interligadas num complexo com &aacute;reas onde mais de 50% s&atilde;o bordejadas por outras classes de zonas &uacute;midas, caracterizam este par&acirc;metro como alto no fornecimento de <i>habitat</i> para esp&eacute;cies que utilizam as zonas &uacute;midas.</p> 	    <p><i>Habitat adjacente</i></p> 	    <p>Para as zonas &uacute;midas da plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru o par&acirc;metro <i>habitats </i>adjacentes &eacute; considerado alto, porque mais de 30ha do complexo de zonas &uacute;midas &eacute; circundado por ecossistemas naturais, como a Mata Atl&acirc;ntica, disponibilizando <i>habitat</i> para esp&eacute;cies terrestres e para anf&iacute;bios e invertebrados aqu&aacute;ticos. A presen&ccedil;a de canais cortando as zonas &uacute;midas &eacute; favor&aacute;vel tamb&eacute;m para <i>habitat</i> de peixes.</p> 	    <p><i>Fun&ccedil;&atilde;o da zona &uacute;mida como ilha</i></p> 	    <p>A ocorr&ecirc;ncia do complexo de zonas &uacute;midas na plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru de forma isolada, resulta na atribui&ccedil;&atilde;o de um valor alto para o par&acirc;metro 'fun&ccedil;&atilde;o da zona &uacute;mida como ilha' pela elevada influ&ecirc;ncia na condi&ccedil;&atilde;o funcional da paisagem para <i>habitat </i>de esp&eacute;cies terrestres que utilizam as zonas &uacute;midas.</p> 	    <p><i>Tamanho do interior da zona &uacute;mida no complexo de habitat</i></p> 	    <p>O tamanho do interior da zona &uacute;mida no complexo de <i>habitat</i> &eacute; um par&acirc;metro tamb&eacute;m importante, pois quanto mais alto for o mesmo, maior a sua influ&ecirc;ncia no fornecimento de <i>habitat</i> interno para esp&eacute;cies terrestres que utilizam as zonas &uacute;midas. A disponibilidade de <i>habitats </i>proporcionados pelas zonas &uacute;midas da plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru este par&acirc;metro &eacute; considerada alta, uma vez que mais de 30ha do complexo das zonas &uacute;midas &eacute; circundado por ecossistemas naturais, como a Mata Atl&acirc;ntica.</p> 	    <p><i>Associa&ccedil;&atilde;o com a superf&iacute;cie de &aacute;gua</i></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por as zonas &uacute;midas classificadas serem associadas &agrave;s superf&iacute;cies de &aacute;gua, o rio Itapicuru, esp&eacute;cies terrestres que utilizam as zonas &uacute;midas s&atilde;o favorecidas nesta regi&atilde;o.</p> 	    <p><i>Heterogeneidade interna do complexo de habitat</i></p> 	    <p>No complexo de zonas &uacute;midas associadas a plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru, o n&uacute;mero de tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o favorece sua heterogeneidade interna e, portanto, aumenta asignific&acirc;ncia na disponibilidade de <i>habitat</i> interno para esp&eacute;cies terrestres que utilizam as zonas &uacute;midas.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3. Risco potencial de perda dos servi&ccedil;os desempenhados por zonas &uacute;midas</b></p> 	    <p>O risco potencial de perda dos servi&ccedil;os para a paisagem onde as classes de zonas &uacute;midas est&atilde;o inseridas avalia a signific&acirc;ncia delas em rela&ccedil;&atilde;o ao uso do solo e caracter&iacute;sticas da &aacute;gua na paisagem onde o servi&ccedil;o &eacute; desempenhado, para determinar o risco para a integridade da zona costeira.</p> 	    <p>Em todas as classes de zonas &uacute;midas o tipo de cobertura vegetal &eacute; o fator determinante para que dois par&acirc;metros sejam considerados na avalia&ccedil;&atilde;o do risco de perda da zona &uacute;mida: a dificuldade de reposi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o e o uso do solo.</p> 	    <p>O risco de perda da zona &uacute;mida em declive por exuda&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua subterr&acirc;nea &eacute; muito influenciado pelo tipo de uso do solo nos terra&ccedil;os arenosos e pela extra&ccedil;&atilde;o de areia. O risco potencial de perda das zonas &uacute;midas depressionais &eacute; relacionado &agrave; vulnerabilidade destas a subtra&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua subterr&acirc;nea e &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o do len&ccedil;ol fre&aacute;tico.</p> 	    <p>Para as zonas &uacute;midas depressionais, associadas a vales existe tamb&eacute;m uma maior vulnerabilidade a aterros, devido a presen&ccedil;a de terrenos elevados.</p> 	    <p>O risco de perda dos servi&ccedil;os prestados pelas classes de zonas &uacute;midas fluvial e franja mareal &eacute; altamente influenciado por suas vulnerabilidades &agrave; polui&ccedil;&atilde;o e &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es que visam a regula&ccedil;&atilde;o do rio.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resumindo, o risco potencial de perda dos servi&ccedil;os de todas as zonas &uacute;midas na &aacute;rea de estudo foi classificado como alto. Para as classes com cobertura da vegeta&ccedil;&atilde;o de porte arb&oacute;reo este risco de perda tem grande relevante principalmente pela dificuldade de reposi&ccedil;&atilde;o deste tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p> 	    <p>Neste trabalho as zonas &uacute;midas da plan&iacute;cie costeira do rio Itapicuru foram classificadas. Esta abordagem permitiu tamb&eacute;m avaliar par&acirc;metros hidrogeomorfol&oacute;gicos importantes para o conhecimento dos servi&ccedil;os do ecossistema. Este tipo de investiga&ccedil;&atilde;o tem aplicabilidade, pois oferece informa&ccedil;&otilde;es qualitativas do que pode ser feito nas zonas &uacute;midas considerando seus principais controles ambientais e signific&acirc;ncia ecol&oacute;gica.</p> 	    <p>A classifica&ccedil;&atilde;o proposta se aplicada adequadamente &eacute; &uacute;til por diversas raz&otilde;es:</p>      <ol>         <li>&eacute; simples, para zonas &uacute;midas depressionais os crit&eacute;rios (conectividade com corpos d'&aacute;gua) e os dois tipos (aberta e fechada) priorizam a adi&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros descritivos;</li> 	    <li>o nome de uma zona &uacute;mida transmite consigo o contexto hidrogeomorfol&oacute;gico (<i>e.g.</i> o termo 'depressional com alimenta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua subterr&acirc;nea', carrega em si a no&ccedil;&atilde;o de uma depress&atilde;o rasa, permanente, mantida pela exuda&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua subterr&acirc;nea);</li>         <li>os diferentes servi&ccedil;os dos ecossistemas de zonas &uacute;midas podem ser claramente separados em um n&iacute;vel prim&aacute;rio &#8211; <i>e.g.</i> depressional vs. fluvial;</li> 	    <li>a hidrogeomorfologia inerente &agrave; classe de zona &uacute;mida pode ser usada como requisito para uma adequada reabilita&ccedil;&atilde;o futura;</li> 	    <li>a distribui&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os nas classes dos ecossistemas de zonas &uacute;midas mostra como a avalia&ccedil;&atilde;o hidrogeomorfol&oacute;gica pode discriminar lugares ao longo de um gradiente ecol&oacute;gico.</li>         ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>         <p>&nbsp;</p>  	    <p><b>Agradecimentos</b></p> 	    <p>Agradecemos a grande contribui&ccedil;&atilde;o dos revisores do artigo, do Soledade Filho para a log&iacute;stica das expedi&ccedil;&otilde;es na Mata Paludosa, financeira da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Bibliografia</b></p> 	    <p>Brinson, M.M. (1993) - <i>A Hydrogeomorphic Classification for Wetlands</i>. 79p., U.S. Army Corps of Engineers, Waterways Experiment Station, Wetlands Research Program Technical Report WRP-DE-4, Washington, DC, USA. <a href="http://el.erdc.usace.army.mil/wetlands/pdfs/wrpde4.pdf" target="_blank">http://el.erdc.usace.army.mil/wetlands/pdfs/wrpde4.pdf</a></p> 	    <!-- ref --><p>Centro de Estat&iacute;stica e Informa&ccedil;&atilde;o (CEI) (1994) - <i>Informa&ccedil;&otilde;es B&aacute;sicas dos Munic&iacute;pios Baianos</i>, Litoral Norte. volume 6, 440p., Salvador, BA, Brasil. ISBN 8571170150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201200020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Clausen, J.C.; Ortega, I.M.; Glaude, C.M.; Relyea, R.A.; Garay, G.; Guineo, O. (2006) - Classification of Wetlands in a Patagonian National Park, Chile. <i>Wetlands</i> 26(1):217-229. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1672/0277-5212(2006)26[217:COWIAP]2.0.CO;2" target="_blank">10.1672/0277-5212(2006)26%5b217:COWIAP%5d2.0.CO;2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201200020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cole, C.A. (2006) - HGM and wetland functional assessment: Six degrees of separation from the data? <i>Ecological Indicators</i>, 6(1):485-493. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ecolind.2005.06.004" target="_blank">10.1016/j.ecolind.2005.06.004</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-8872201200020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cowardin, L.M.; Carter, V.; Golet, F.C.; LaRoe, E.T. (1979) - <i>Classification of wetlands and deepwater habitats of the United States</i>. U.S. Department of the Interior, Fish and Wildlife Service, Washington, DC., U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.npwrc.usgs.gov/resource/wetlands/classwet/index.htm" target="_blank">http://www.npwrc.usgs.gov/resource/wetlands/classwet/index.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-8872201200020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CPRM (1982) - Lima, R.C.C.; Costa, I.V.G.; Silva, I.F.; Rocha, A.J.D. (1982) -<i> Projeto Turfa na faixa costeira Bahia-Sergipe. Relat&oacute;rio Integrado</i>. 129p., CPRM - Servi&ccedil;o Geol&oacute;gico do Brasil, Minist&eacute;rio das Minas e Energia, Departamento Nacional da Produ&ccedil;&atilde;o Mineral, Salvador, BA, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-8872201200020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Dalton, H.C. (1999) - <i>Terrenos Inund&aacute;veis ("Wetlands") da Zona Costeira do Brasil: Heran&ccedil;a Geol&oacute;gica e Altera&ccedil;&otilde;es por Mudan&ccedil;as Regionais e Globais</i>.VII Congresso da ABEQUA, Porto Seguro, BA, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-8872201200020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Diegues, A.C. (1990) -<i> Invent&aacute;rio de zonas &uacute;midas do Brasil: vers&atilde;o preliminar</i>. 450p., Programa de Pesquisa e Conserva&ccedil;&atilde;o de &Aacute;reas &Uacute;midas no Brasil, PRP, USP, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.</p> 	    <!-- ref --><p>Dominguez, J.M.L.; Bittencourt, A.C.S.P.; Martin, L. (1990) - Geologia do Quatern&aacute;rio costeiro de Pernambuco. <i>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 2177-4382), 20(1-4):208-215, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201200020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Dominguez, J.M.L.; Le&atilde;o, Z.M.A.N.; Lyrio, R.S. (1996) - <i>Litoral Norte do Estado da Bahia: evolu&ccedil;&atilde;o costeira e problemas ambientais</i>. Roteiro da Excurs&atilde;o E4 do XXXIX Congresso Brasileiro de Geologia, 32p. Salvador, BA, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-8872201200020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Ehrenfeld, J.G. (2000) - Evaluating wetlands within an urban context. <i>Ecological Engineering</i>, 15(3-4):253&#8211;265. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0925-8574(00)00080-X" target="_blank">10.1016/S0925-8574(00)00080-X</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-8872201200020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Esquivel,M.S.(2006) -<i> Quatern&aacute;rio costeiro do munic&iacute;pio de Conde: implica&ccedil;&otilde;es para a gest&atilde;o ambiental</i>. 113p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-8872201200020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Ewart-Smith, J.L.; Ollis, D.J.; Day, J.A.; Malan, H.L. (2006) - <i>National Wetland Inventory: Development of a Wetland Classification System for South Africa.</i> Water Research Commission, Report No.KV 174/06, Pretoria, South Africa. ISBN: 1-77005-429-4</p> 	    <!-- ref --><p>Finlayson, C.M.; Begg, G.W.; Howes, J.; Davies, J.; Tagi, K.; Lowry, J. (2002) - <i>A Manual for an Inventory of Asian Wetlands</i>: Version 1.0. Wetlands International Global Series 10, Kuala Lumpur, Malaysia. ISBN: 9058820106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-8872201200020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Franklin, S. B.; Kupfer, J. A.; Pezeshki, R.; Gentry, R.; Smith, R.D. (2008) - Efficacy of the hydrogeomorphic model (HGM): A case study from western Tennessee. <i>Ecological Indicators</i>, 9:267-283. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ecolind.2008.05.004" target="_blank">10.1016/j.ecolind.2008.05.004</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-8872201200020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Gilvear, D.J.; McInnes, R.J. (1994) - Wetland Hydrological Vulnerability and the Use of Classification Procedures: a Scottish Case Study.<i> Journal of Environmental Management</i>, 42(4):403-414. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1006/jema.1994.1080" target="_blank">10.1006/jema.1994.1080</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-8872201200020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ivanauskas, N.M.; Rodrigues, R.R.; Nave, A G. (1997) - Aspectos ecol&oacute;gicos de um trecho de floresta de brejo em Itatinga, SP: flor&iacute;stica, fitossociologia e seletividade de esp&eacute;cies. <i>Revista Brasileira de Bot&acirc;nica</i> (ISSN 0100-8404), 20(2):139-153, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-8872201200020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Le&atilde;o, Z.M.A.N.; Dominguez, J.M.L .(2000) - Tropical coast of Brazil. <i>Marine Pollution Bulletin</i>, 41(1-6):112- 122. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0025-326X(00)00105-3" target="_blank">10.1016/S0025-326X(00)00105-3</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1646-8872201200020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Lugo, A.E.; Snedaker, S.C. (1974) - The Ecology of Mangroves. <i>Annual Review of Ecology and Systematics</i>, 5:39-64. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev.es.05.110174.000351" target="_blank">10.1146/annurev.es.05.110174.000351</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1646-8872201200020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Maltby, E. (2004) <i>-Integration of Europe wetland research in sustainable management of the water cycle</i>. General Presentation of 1&ordf; Confer&ecirc;ncia do Eurowet Project, Apresenta&ccedil;&atilde;o em PowerPoint, 36 slides. Dispon&iacute;vel em <a href="http://eurowet.brgm.fr/Documents/conference/pr%C3%83%C2%A9sentations_2809/EUROWET_INTRO_280904.pdf" target="_blank">http://eurowet.brgm.fr/Documents/conference/pr&eacute;sentations_2809/EUROWET_INTRO_280904.pdf</a></p> 	    <!-- ref --><p>Martin, G.; Fitzsimons, V.; Duncan, W.; Bauer, I.; Harris; L., Habron, D.; McBride, A.; Johnstonova, A. (2007) - WFD66: <i>Wetland Hidrogeomorphic Classification for Scotland</i>. 94p., Sniffer - Scotland &amp; Northern Ireland Forum for Environmental Research, Edinburgh, U.K. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sniffer.org.uk/Webcontrol/Secure/ClientSpecific/ResourceManagement/UploadedFiles/WFD66FinalReport.pdf" target="_blank">http://www.sniffer.org.uk/Webcontrol/Secure/ClientSpecific/ResourceManagement/UploadedFiles/WFD66 Final Report.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1646-8872201200020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martin, L.; Bittencourt, A.C.S.P.; Vilas Boas, G.S.; Flexor, J.M. (1980) -<i> Mapa Geol&oacute;gico do Quatern&aacute;rio Costeiro do Estado da Bahia, Texto Explicativo</i>. 60p., Secret&aacute;ria de Minas e Energia / Coordena&ccedil;&atilde;o de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral, Salvador, BA, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1646-8872201200020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>MEA (2005) - <i>Ecosystems and Human Well-being: Wetlands and Water. Synthesis</i>. 68p., MEA - Millennium Ecosystem Assessment, Word Resources Institute, Washington, D.C., U.S.A. ISBN: 1569735972 Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.maweb.org/documents/document.358.aspx.pdf" target="_blank">http://www.maweb.org/documents/document.358.aspx.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-8872201200020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Merkey, D.H. (2006) - Characterization of Wetland Hydrodynamics Using HGM and Sub classification Methods in Southeastern Michigan, USA. <i>Wetlands</i>, 26(2):358&#8211;367. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1672/0277-5212(2006)26[358:COWHUH]2.0.CO;2" target="_blank">10.1672/0277-5212(2006)26%5b358:COWHUH%5d2.0.CO;2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1646-8872201200020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>NWWG (1997) &#8211; Warner, B.G.; Rubec, C.D.A. (eds.) (2007) - National Wetlands Working Group - <i>The Canadian Wetland Classification System. Second Edition</i>, 68p., NWWG - National Wetlands Working Group, Wetlands Research Centre, University of Waterloo, Waterloo, Ontario, Canad&aacute;. ISBN: 0662258576. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.gret-perg.ulaval.ca/fileadmin/fichiers/fichiersGRET/pdf/Doc_generale/Wetlands.pdf" target="_blank">http://www.gret-perg.ulaval.ca/fileadmin/fichiers/fichiersGRET/pdf/Doc_generale/Wetlands.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-8872201200020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pasternack, G.B.; Hilgartner, W.B.; Brush, G.S. (2000) - Biogeomorphology of an Upper Chesapeake Bay River-Mouth Tidal Freshwater Marsh. <i>Wetlands</i>, 20(3):520&#8211;537. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1672/0277-5212(2000)020<0520:BOAUCB>2.0.CO;2" target="_blank">10.1672/0277-5212(2000)020&lt;0520:BOAUCB&gt;2.0.CO;2</a></p> 	    <!-- ref --><p>Peck, D. (1999) - Classification system for wetland type. <i>In: Strategic framework for the list of wetlands of international importance: Key documents of the Ramsar Conventions</i>, 7th Meeting of the conference of the contracting parties to the convention on wetlands, San Jose, Costa Rica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1646-8872201200020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Shafer, D.J.; Roberts, T.H.; Peterson, M.S.; Schmid, K. (2007) - <i>A Regional Guidebook for Applying the Hydrogeomorphic Approach to Assessing the Functions of Tidal Fringe Wetlands Along the Mississippi and Alabama Gulf Coast. </i>Ecosystem Management and Restoration Research Program, Report ERDC/EL TR-07-2, 76p. + anexos, U.S. Army Engineer Research and Development Center, Vicksburg, MS, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://el.erdc.usace.army.mil/elpubs/pdf/trel07-2.pdf" target="_blank">http://el.erdc.usace.army.mil/elpubs/pdf/trel07-2.pdf</a></p> 	    <p>Smith, D.R.; Ammann, A.; Bartoldus, C.; Brinson, M.M. (1995) - <i>An Approach for Assessing Wetland Functions Using Hydrogeomorphic Classification, Reference Wetlands, and Functional Indices</i>. 71p. + anexos, US Army Corps of Engineers.Waterways Experiment Station. Wetlands Research Program Technical Report WRP-DE-9, Vicksburg, MS, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://el.erdc.usace.army.mil/wetlands/pdfs/wrpde9.pdf" target="_blank">http://el.erdc.usace.army.mil/wetlands/pdfs/wrpde9.pdf</a></p> 	    <!-- ref --><p>Suguio, K.; Martin, L.; Bittencourt, A.C.S.P.; Dominguez, J.M.L.; Flexor, J.; Azevedo, A.E.G. (1985) - Flutua&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel relativo do mar durante o quatern&aacute;rio superior ao longo do litoral Brasileiro e suas implica&ccedil;&otilde;es na sedimenta&ccedil;&atilde;o costeira. <i>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 2177-4382), 15(4):273-286, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1646-8872201200020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Sutter, L.A.; Stanfill, J.B.; Haupt, D.M.; Bruce, C.; Wuenscher, J.E. (1999) - NC-CREWS: <i>North Carolina Coastal Region Evaluation of Wetland Significance. A report of the strategic plan for improving coastal management in North Carolina.</i> 111p., North Carolina Division of Coastal Management, Department of Environment and Natural Resources. Raleigh, NC. Dispon&iacute;vel em <a href="http://dcm2.enr.state.nc.us/wetlands/NCCREWSDOC.pdf" target="_blank">http://dcm2.enr.state.nc.us/wetlands/NCCREWSDOC.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S1646-8872201200020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>UNESCO (1998) - <i>Wetlands of The Humid Tropics.Water - Related Issues and Problems of the Humid Tropics and Other Warm Humid Regions</i>. 52p., UNESCO, Division of Water Sciences, Humid Tropics Programme Series No 12, Paris, Fran&ccedil;a. Dispon&iacute;vel em <a href="http://unesdoc.unesco.org/images/0011/001160/116084eo.pdf" target="_blank">http://unesdoc.unesco.org/images/0011/001160/116084eo.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S1646-8872201200020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wardrop, D. H.; Kentula, M.E. Jensen; S.F.,Stevens Jr.; D.L., Hychka, K.C.; Brooks, R.P. (2007) - Assessment of Wetlands in the Upper Juniata Watersherd in Pennsylvania, USA Using the Hydrogeomorphic Approach. <i>Wetlands</i>, 27(3):432-445. ISSN: 1943-6246 (electronic version) doi: <a href="http://dx.doi.org//10.1672/0277-5212(2007)27[432:AOWITU]2.0.CO;2" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1672/0277-5212(2007)27[432:AOWITU]2.0.CO;2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S1646-8872201200020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Whigham, D.F.; Jacobs, A.D.; Weller, D.E.; Jordan, T.E.; Kentula, M.E.; Jensen, S.F.; Stevens, D.L. (2007) - Combining HGM and EMAP Procedures to Assess Wetlands at the Watershed Scale &#8212; Status of Flats and Non-Tidal Riverine Wetlands in the Nanticoke River Watershed, Delaware And Maryland (USA). <i>Wetlands</i> (ISSN: 1943-6246), 27(3):462&#8211;478. ISSN: 1943-6246&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S1646-8872201200020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Whittecar, G.R.; Daniels, W.L. (1999) - Use of hydrogeomorphic concepts to design created wetlands in southeastern Virginia. <i>Geomorphology</i>,31 (3-4):355&#8211;371. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0169-555X(99)00081-1" target="_blank">10.1016/S0169-555X(99)00081-1</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S1646-8872201200020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Nota</b></p>         <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submiss&atilde;o: 27 Mar&ccedil;o 2012; Avalia&ccedil;&atilde;o: 6 Maio 2012; Recep&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o revista: 20 Maio 2012; Aceita&ccedil;&atilde;o: 30 Mar&ccedil;o 2012; Disponibiliza&ccedil;&atilde;o on-line: 19 Junho 2012</p>      ]]></body><back>
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