<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-8872</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Gestão Costeira Integrada]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RGCI]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-8872</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-88722012000200010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Levantamento do Perfil da Antepraia (Shoreface) com uso de Ecobatímetro Portátil e Caiaque]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring Shoreface Profiles with a Kayak and Handheld Depth Finder]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Belligotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fábio Mayo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[Dieter]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio de Janeiro Laboratório de Geografia Marinha ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>12</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>257</fpage>
<lpage>262</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-88722012000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-88722012000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-88722012000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A extensão de perfis topográficos da praia para a zona submarina através de nivelamento convencional se limita à distância que o portador da mira topográfica consegue avançar mar-a-fora, necessitando de acoplamento com perfilagem ecobatimétrica para o levantamento de segmentos mais distantes e profundos da zona submarina adjacente. O emprego de uma embarcação para o levantamento batimétrico implica em custos e às vezes longos percursos até o local do levantamento, inviabilizando este tipo de levantamento de forma rotineira. O presente trabalho apresenta o resultado do emprego de um caiaque, que pode ser lançado diretamente ao mar na área de interesse, juntamente com utilização de um GPS e ecobatímetro portátil, permitindo a realização de perfis para a caracterização morfológica da antepraia, assim como a comparação entre perfis sucessivos e a comparação com o perfil de equilibrio teórico.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The extension of topographic beach profiles toward offshore is limited to the depth the level rod can be read as also the ability to carry the rod through the surf and breaker zone. To avoid the high cost of a bathymetric survey by a conventional boat in order to extend the profiles to the entire shoreface, the survey may be done using a kayak, which can be launched directly in the research area with measures made using a handheld fish finder together with a hand held GPS. The measurements are made on previously defined waypoints along a line perpendicular to the shoreline with subsequent correction of deviations through the projection of each segment between waypoints to the direction of the profile in order to avoid distortions in length and declivity. In spite of the imprecision of the positioning as also the depth measurement due to the influence of waves, the method is sufficiently accurate to allow the comparison between profiles and the characterization of the morphology of the shoreface in terms of bathymetric gradients and comparison with the equilibrium profile.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Levantamento ecobatimétrico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[antepraia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[caiaque]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Echo-bathymetry]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[shoreface]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[kayak]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>NOTA T&Eacute;CNICA / </b>TECHNICAL NOTE</p>     <p><b>   Levantamento do Perfil da Antepraia (Shoreface) com uso de Ecobat&iacute;metro Port&aacute;til    e Caiaque</b><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p>   <b>Measuring Shoreface Profiles with a Kayak and Handheld Depth Finder</b></p>     <p>&nbsp;</p>         <p><b>F&aacute;bio Mayo Belligotti <sup>I</sup>& Dieter Muehe<sup>@, I</sup></b></p>         <p><sup>@</sup>Autor correspondente: <a href="mailto:dieter.muehe@gmail.com">dieter.muehe@gmail.com</a></p>         <p><sup>I</sup>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia e Laborat&oacute;rio de Geografia Marinha, Cidade Universit&aacute;ria, Ilha do Fund&atilde;o, 2194-611, Rio de Janeiro, Brasil.</p>         <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>RESUMO</b></p>         <p>A extens&atilde;o de perfis topogr&aacute;ficos da praia para a zona submarina atrav&eacute;s de nivelamento convencional se limita &agrave; dist&acirc;ncia que o portador da mira topogr&aacute;fica consegue avan&ccedil;ar mar-a-fora, necessitando de acoplamento com perfilagem ecobatim&eacute;trica para o levantamento de segmentos mais distantes e profundos da zona submarina adjacente. O emprego de uma embarca&ccedil;&atilde;o para o levantamento batim&eacute;trico implica em custos e &agrave;s vezes longos percursos at&eacute; o local do levantamento, inviabilizando este tipo de levantamento de forma rotineira. O presente trabalho apresenta o resultado do emprego de um caiaque, que pode ser lan&ccedil;ado diretamente ao mar na &aacute;rea de interesse, juntamente com utiliza&ccedil;&atilde;o de um GPS e ecobat&iacute;metro port&aacute;til, permitindo a realiza&ccedil;&atilde;o de perfis para a caracteriza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica da antepraia, assim como a compara&ccedil;&atilde;o entre perfis sucessivos e a compara&ccedil;&atilde;o com o perfil de equilibrio te&oacute;rico.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Levantamento ecobatim&eacute;trico, antepraia, caiaque.</p> 	<hr size="1" noshade>         <p><b>ABSTRACT</b></p> 	    <p>The extension of topographic beach profiles toward offshore is limited to the depth the level rod can be read as also the ability to carry the rod through the surf and breaker zone. To avoid the high cost of a bathymetric survey by a conventional boat in order to extend the profiles to the entire shoreface, the survey may be done using a kayak, which can be launched directly in the research area with measures made using a handheld fish finder together with a hand held GPS. The measurements are made on previously defined waypoints along a line perpendicular to the shoreline with subsequent correction of deviations through the projection of each segment between waypoints to the direction of the profile in order to avoid distortions in length and declivity. In spite of the imprecision of the positioning as also the depth measurement due to the influence of waves, the method is sufficiently accurate to allow the comparison between profiles and the characterization of the morphology of the shoreface in terms of bathymetric gradients and comparison with the equilibrium profile.</p> 	    <p><b>Keywords: </b>Echo-bathymetry, shoreface, kayak.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p>Tradicionalmente, o estudo de praias arenosas se concentra na por&ccedil;&atilde;o emersa das praias, abrangendo a p&oacute;s-praia, a face de praia e, ocasionalmente, a regi&atilde;o da antepraia superior ocupada pela zona de surfe. Entretanto, sabe-se que tanto em eventos epis&oacute;dicos de alta hidrodin&acirc;mica quanto em escalas de tempo mais amplas, de anos a d&eacute;cadas, a troca de sedimentos entre a praia e a zona marinha adjacente freq&uuml;entemente extrapola os limites da zona de surfe e ocupa toda a antepraia, chegando a incluir a plataforma continental interna (Lee <i>et al.</i>, 1998). Al&eacute;m disso, a preocupa&ccedil;&atilde;o com uma poss&iacute;vel subida do n&iacute;vel do mar e a ocorr&ecirc;ncia de eros&atilde;o das praias, assim como suas implica&ccedil;&otilde;es no estabelecimento de faixas de n&atilde;o edifica&ccedil;&atilde;o no planejamento urbano dos munic&iacute;pios costeiros cria uma demanda de estudos consistentes, que permitam a utiliza&ccedil;&atilde;o de modelos atuais como subs&iacute;dio &agrave; tomada de decis&atilde;o, como a determina&ccedil;&atilde;o da profundidade de fechamento.</p> 	    <p>A extens&atilde;o dos perfis batim&eacute;tricos para al&eacute;m da zona de arrebenta&ccedil;&atilde;o apresenta dificuldades log&iacute;sticas, por exigir o emprego de embarca&ccedil;&atilde;o para o levantamento batim&eacute;trico, encarecendo o trabalho, al&eacute;m da dificuldade associada ao deslocamento da embarca&ccedil;&atilde;o. Este trabalho apresenta uma metodologia que contorna tais dificuldades por meio do emprego de uma embarca&ccedil;&atilde;o de pequeno porte (caiaque), lan&ccedil;ada ao mar no local do levantamento, e uso de um ecobat&iacute;metro de m&atilde;o e um aparelho de posicionamento por sat&eacute;lite (GPS). O emprego de caiaque para levantamento batim&eacute;trico foi apresentado em forma de painel por Belligotti &amp; Muehe (2007) e por Hampson <i>et al.</i> (2011). Neste &uacute;ltimo &eacute; utilizado um sistema de posicionamento mais preciso, por&eacute;m mais caro e que exige a montagem de uma estrutura de suporte o que pode dificultar a estabilidade da embarca&ccedil;&atilde;o principalmente ao atravessar a zona de surfe e arrebenta&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2. Metodologia</b></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A por&ccedil;&atilde;o emersa da praia pode ser nivelada atrav&eacute;s do m&eacute;todo das balizas de Emery (Emery, 1961) ou por nivelamento topogr&aacute;fico convencional, com o uso de teodolito, n&iacute;vel topogr&aacute;fico ou esta&ccedil;&atilde;o total. Este nivelamento pode ser estendido at&eacute; &agrave; zona submersa pr&oacute;xima at&eacute; o limite de vis&atilde;o da mira topogr&aacute;fica, incluindo a zona de surfe ou ao menos de parte da mesma, de acordo com as condi&ccedil;&otilde;es de mar.</p> 	    <p>O perfil submarino deve ser levantado atrav&eacute;s da medi&ccedil;&atilde;o da profundidade em pontos discretos ao longo do mesmo, com o uso de ecobat&iacute;metro port&aacute;til, e posicionamento por meio de GPS, sendo as medidas de profundidade registradas em gravador (<a href="#f1">Figura 1</a>). O ecobat&iacute;metro utilizado (fabricado pela NorCross Marine Products, modelo DF2200PX) possui dimens&otilde;es reduzidas (20 cm de comprimento e 6,7 cm de di&acirc;metro m&aacute;ximo) e &eacute; capaz de medir de 0,8 a 60 metros de profundidade com resolu&ccedil;&atilde;o de 0,1 m. Possui um feixe de 20&ordm; de abertura e opera em freq&uuml;&ecirc;ncia de 200 kHz. Tem o formato e a dimens&atilde;o de uma lanterna de m&atilde;o t&iacute;pica.</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="f1"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a10f1.jpg"> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>A amarra&ccedil;&atilde;o entre os dois perfis pode ser executada atrav&eacute;s de um datum vertical comum, como o n&iacute;vel m&eacute;dio do mar local, quando houver previs&atilde;o de mar&eacute; adequada. Muehe <i>et al.</i> ( 2003) prop&otilde;em a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma refer&ecirc;ncia de n&iacute;vel vertical (RN) ajustada ao n&iacute;vel m&eacute;dio do mar atrav&eacute;s do levantamento da altura no ponto de refluxo m&aacute;ximo da onda na face de praia e corre&ccedil;&atilde;o desta altura pela previs&atilde;o de mar&eacute; mais pr&oacute;xima. No presente trabalho, foi utilizada a previs&atilde;o de mar&eacute; para o local das medi&ccedil;&otilde;es, cedida pela Marinha do Brasil (36 constantes harm&ocirc;nicas obtidas entre 20/12/1974 e 20/01/1975).</p> 	    <p>Previamente ao trabalho de campo, devem ser programadas as coordenadas geogr&aacute;ficas dos pontos ao longo do perfil onde se deseja medir a profundidade, atentando &agrave; precis&atilde;o do m&eacute;todo de posicionamento e &agrave;s dimens&otilde;es de estruturas que se deseja mapear. A partir de duas posi&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas pr&eacute;-determinadas (atrav&eacute;s de cartas, imagens georreferenciadas ou no pr&oacute;prio campo, &eacute; poss&iacute;vel obter uma dire&ccedil;&atilde;o de perfil perpendicular &agrave; linha de costa e calcular as coordenadas geogr&aacute;ficas de pontos homogeneamente espa&ccedil;ados ao longo deste perfil. Para corrigir os desvios entre cada posi&ccedil;&atilde;o programada e a posi&ccedil;&atilde;o da medi&ccedil;&atilde;o, decorrente de deriva da embarca&ccedil;&atilde;o, cada segmento, entre duas posi&ccedil;&otilde;es, &eacute; projetado de forma a ficar paralelo ao perfil previsto, empregando a metodologia descrita por Muehe (2004, 2006).</p> 	    <p>Ao contr&aacute;rio do registro batim&eacute;trico cont&iacute;nuo dos ecobat&iacute;metros convencionais, as profundidades foram determinadas por meio de medidas sucessivas pontuais, considerado o valor de maior ocorr&ecirc;ncia, buscando realizar a leitura da profundidade numa posi&ccedil;&atilde;o entre a crista e o vale de cada onda. Para reduzir o efeito da varia&ccedil;&atilde;o das medidas devido ao efeito da passagem das ondas, &eacute; recomendado que, al&eacute;m da quest&atilde;o de seguran&ccedil;a, esta metodologia seja aplicada em condi&ccedil;&otilde;es de mar calmo.</p> 	    <p>Dois testes foram realizados no centro da praia de Piratininga (Niter&oacute;i, RJ), uma praia oce&acirc;nica de alta energia localizada imediatamente a leste da entrada da Ba&iacute;a de Guabara, a fim de avaliar a metodologia proposta. O primeiro foi uma compara&ccedil;&atilde;o entre o m&eacute;todo proposto e a utiliza&ccedil;&atilde;o de levantamento topogr&aacute;fico com o uso de n&iacute;vel e mira. O segundo consistiu no levantamento de cinco perfis batim&eacute;tricos consecutivos, abrangendo um per&iacute;odo completo de mar&eacute; vazante. A <a href="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a10f2.jpg">figura 2</a> mostra a localiza&ccedil;&atilde;o dos perfis e da praia de Itaipu, para a qual foi realizada a previs&atilde;o de mar&eacute;.</p>    	     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3. Resultados</b></p> 	    <p>O primeiro teste, realizado para avaliar a precis&atilde;o do m&eacute;todo proposto atrav&eacute;s de compara&ccedil;&atilde;o com nivelamento topogr&aacute;fico convencional, foi realizado na praia de Piratininga em abril de 2009 em condi&ccedil;&otilde;es de mar muito calmo, isto &eacute; ondas com altura de at&eacute; 0,5 m e per&iacute;odo de 7s. A mar&eacute; foi considerada constante durante o per&iacute;odo de medi&ccedil;&atilde;o (15 minutos) e igual &agrave; altura do refluxo m&aacute;ximo da onda na face da praia. Os perfis foram levantados simultaneamente, utilizando os mesmos sete pontos de medi&ccedil;&atilde;o e totalizando aproximadamente 30 m de sobreposi&ccedil;&atilde;o dos dois m&eacute;todos (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="f3"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a10f3.jpg"> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>O perfil ecobatim&eacute;trico indicou profundidades 0,46 m, em m&eacute;dia, maiores que o perfil atrav&eacute;s de nivelamento topogr&aacute;fico com desvio padr&atilde;o de 0,09 m. A geometria dos perfis, entretanto, manteve-se constante. Este desvio entre o perfil topogr&aacute;fico e o batim&eacute;trico est&aacute; relacionado &agrave; determina&ccedil;&atilde;o da altura do n&iacute;vel do mar como sendo representado pelo refluxo m&aacute;ximo da onda na face da praia para o nivelamento topogr&aacute;fico, enquanto que as medidas com o ecobat&iacute;metro representam a profundidade da &aacute;gua conforme indicado pelo ecobat&iacute;metro. A <a href="#f4">figura 4</a> mostra os mesmos perfis, mas com a aplica&ccedil;&atilde;o de um fator de corre&ccedil;&atilde;o, ou calibra&ccedil;&atilde;o, dos dados batim&eacute;ticos de + 0,46 m. &Eacute; evidente a correspond&ecirc;ncia entre os perfis, apesar dos pequenos desvios na por&ccedil;&atilde;o mais profunda.</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="f4"></a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a10f4.jpg"> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>A <a href="#f5">figura 5</a> mostra a rela&ccedil;&atilde;o entre as profundidades determinadas atrav&eacute;s de cada m&eacute;todo. As duas medidas apresentam estreita rela&ccedil;&atilde;o entre si, como mostra a regress&atilde;o linear na figura.</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="f5"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a10f5.jpg"> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3.1. Compara&ccedil;&atilde;o entre perfis consecutivos</b></p> 	    <p>Em 23 de junho de 2007, foram levantados cinco perfis consecutivos no centro da praia de Piratininga. O ensaio foi realizado das 07:49 &agrave;s 14:04 horas e cada levantamento teve dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 65 minutos. Este per&iacute;odo abrange uma mar&eacute; vazante completa. A corre&ccedil;&atilde;o da profundidade pela mar&eacute; foi feita a cada 10 minutos aproximadamente com a utiliza&ccedil;&atilde;o de previs&atilde;o hor&aacute;ria de mar&eacute;, calculada para a praia de Itaipu (<a href="#f6">Fig. 6</a>).</p>         <p>&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f6"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a10f6.jpg">         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>A <a href="#f7">figura 7</a> mostra o resultado do teste, realizado na praia de Piratininga. O perfil submarino se estendeu por 673 m, com 40 pontos de medi&ccedil;&atilde;o, chegando a uma profundidade de 16,1 m. Estes perfis foram interpolados a cada metro para fins de an&aacute;lise utilizando o software BMAP 2.0 (Beach Morphology Analysis Package), que interpola os perfis de forma linear, n&atilde;o modificando a geometria medida. O desvio padr&atilde;o m&eacute;dio das profundidades ao longo do perfil foi de 0,07 m, chegando a um m&aacute;ximo de 0,12 m e um m&iacute;nimo de 0,01 m. Apesar das diferen&ccedil;as, a distribui&ccedil;&atilde;o do desvio padr&atilde;o ao longo do perfil n&atilde;o apresentou rela&ccedil;&atilde;o com a profundidade ou dist&acirc;ncia. A diferen&ccedil;a m&eacute;dia de profundidade entre o envolt&oacute;rio m&aacute;ximo e m&iacute;nimo foi de 0,17 m &plusmn; 0,05, sendo a maior diferen&ccedil;a 0,31 m e a menor 0,04 m.</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><a name="f7"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a10f7.jpg">         
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4. Monitoramento</b></p> 	    <p>A metodologia apresentada vem sendo utilizada no monitoramento de perfis em v&aacute;rias praias, com resultados consistentes em termos de defini&ccedil;&atilde;o de sua morfologia e mudan&ccedil;as de gradiente. A <a href="#f8">figura 8</a> mostra a superposi&ccedil;&atilde;o de perfis na praia de Piratininga, incluindo o desvio padr&atilde;o ao longo do perfil. Os perfis foram levantados entre mar&ccedil;o de 2007 e julho de 2008.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>         <p><a name="f8"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n2/12n2a10f8.jpg"> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Apesar da metodologia n&atilde;o ser refinada o bastante para uma determina&ccedil;&atilde;o precisa da profundidade de fechamento, a partir da identifica&ccedil;&atilde;o da profundidade de converg&ecirc;ncia dos perfis observa-se, no conjunto dos perfis batim&eacute;tricos, uma n&iacute;tida mudan&ccedil;a de declividade na profundidade entre 11 e 12 m (<a href="#f8">Fig. 8</a>). Outra maneira de avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; o desvio padr&atilde;o das varia&ccedil;&otilde;es entre perfis e que indica um aumento significativo na profundidade de 10 m. Dessa forma a profundidade de fechamento parece se localizar na faixa dos 10 a 12 m o que a situa dentro da faixa de profundidade encontrada em outros trabalhos realizados em praias de alta energia no litoral brasileiro e que encontraram valores entre 7 e 12 m (Gruber <i>et al.</i> 2006; Belligotti, 2009; Muehe <i>et al.</i>, 2011).</p> 	    <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p> 	    <p>A metodologia apresentada, mesmo sem o refinamento e precis&atilde;o dos registros ecobatim&eacute;tricos cont&iacute;nuos, se mostrou satisfat&oacute;ria na caracteriza&ccedil;&atilde;o e monitoramento do perfil topogr&aacute;fico da antepraia, permitindo a avalia&ccedil;&atilde;o da mobilidade morfol&oacute;gica do fundo atrav&eacute;s de superposi&ccedil;&atilde;o de perfis, da identifica&ccedil;&atilde;o de bancos, da configura&ccedil;&atilde;o do perfil e de mudan&ccedil;as de gradientes, muitas vezes associadas &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o da profundidade de fechamento ou do limite da antepraia e in&iacute;cio da plataforma continental interna. Entretanto, apesar de identificar a configura&ccedil;&atilde;o de perfis da antepraia para fins de caracteriza&ccedil;&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o, o m&eacute;todo n&atilde;o oferece precis&atilde;o suficiente para atender aos quesitos de um levantamento higrogr&aacute;fico no sentido de indicar a profundidade precisa de cada ponto. Esta, no entanto, mesmo que se fa&ccedil;a uma calibra&ccedil;&atilde;o das sondagens por meio da medi&ccedil;&atilde;o das profundidades de uma placa refletora, depender&aacute; sempre das condi&ccedil;&otilde;es de ondula&ccedil;&atilde;o e da precis&atilde;o da previs&atilde;o maregr&aacute;fica que por sua vez &eacute; influenciada pela dist&acirc;ncia ao mar&eacute;grafo mais pr&oacute;ximo. Outra limita&ccedil;&atilde;o &eacute; a extens&atilde;o mar-a-fora dos levantamentos devido ao pequeno tamanho da embarca&ccedil;&atilde;o, raz&atilde;o pela qual se restringe &agrave; antepraia, isto &eacute; da zona de arrebenta&ccedil;&atilde;o &agrave; transi&ccedil;&atilde;o com a plataforma continental interna.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Bibliografia</b></p> 	    <!-- ref --><p>Belligotti, F.M. (2009) - <i>Avalia&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica da profundidade de converg&ecirc;ncia (profundidade de fechamento) de perfis de tr&ecirc;s praias de energia moderada a alta no litoral do Rio de Janeiro</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, 130p., Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1646-8872201200020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Belligotti, F.M.; Muehe, D. (2007) - Levantamento do perfil da antepraia (<i>shoreface</i>) com uso de ecobat&iacute;metro port&aacute;til e mini-embarca&ccedil;&atilde;o (measuring shoreface profiles with a small boat and handheld depth finder). <i>XI Congresso da ABEQUA</i>, Bel&eacute;m,. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.abequa.org.br/trabalhos/2007_fabio_mayo_quatcost.pdf" target="_blank">http://www.abequa.org.br/trabalhos/2007_fabio_mayo_quatcost.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-8872201200020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Emery, K.O.(1961) - Simple method of measuring beach profiles. <i>Limnology and Oceanography</i>, 6(1):90-93. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.aslo.org/lo/toc/vol_6/issue_1/0090.pdf" target="_blank">http://www.aslo.org/lo/toc/vol_6/issue_1/0090.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1646-8872201200020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gruber, N.L.S.; Toldo, E.E.; Barboza, E.G.; Nicolodi, J.L.; Ayup-Zouain; R.N. (2006) - A shoreface morphodynamic zonation and the equilibrium profile variability on the Northern coastline of Rio Grande do Sul, Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), SI39:504-508. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cerf-jcr.org/images/stories/100_gruber.pdf" target="_blank">http://www.cerf-jcr.org/images/stories/100_gruber.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-8872201200020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hampson, R.; MacMahan, J; Kirby, T. (2011) - A low-coast hydrographic kayak survey system. <i>Journal of Coastal Research</i>, 27(3):600-603. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.2112/JCOASTRES-D-09-00108.1" target="_blank">10.2112/JCOASTRES-D-09-00108.1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-8872201200020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lee, G.; Nicholls, R.; Birkemeier, W. (1998) - Storm-driven variability of the beach-nearshore profile at Duck, North Caroline, USA, 1981-1991. Marine Geology, 148(3-4):163-177. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0025-3227(98)00010-3" target="_blank">10.1016/S0025-3227(98)00010-3</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-8872201200020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (2004) - M&eacute;todo de levantamento topo-batim&eacute;trico do perfil do sistema praia-antepraia. <i>Revista Brasileira de Geomorfologia</i> (ISSN: 2236-5664), 5(1):95-100. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/285/204" target="_blank">http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/285/204</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-8872201200020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (2006) - M&eacute;todo de levantamento topo-batim&eacute;trico do perfil do sistema praia-antepraia (errata). <i>Revista Brasileira de Geomorfologia</i> (ISSN: 2236-5664), 7(1):91-92. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/283/203" target="_blank">http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/283/203</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-8872201200020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D.; Fernandez, G.B.; Bulh&otilde;es, E.M.R.; Azevedo, I.S. de (2011) - Avalia&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade f&iacute;sica da orla costeira em n&iacute;vel local, tomando como exemplo o arco praial entre Rio das Ostras e o cabo B&uacute;zios/RJ. <i>Revista Brasileira de Geomorfologia </i>(ISSN: 2236-5664), 12(2):45&#8212;58. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/234/182" target="_blank">http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/234/182</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1646-8872201200020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D.; Roso, R.H.; Savi, D.C. (2003) - Avalia&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todo expedito de determina&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar como datum vertical para amarra&ccedil;&atilde;o de perfis de praia. <i>Revista Brasileira de Geomorfologia </i>(ISSN: 2236-5664), 4(1):53-57. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/19/17" target="_blank">http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/19/17</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-8872201200020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>&nbsp;</p>         <p><b>Nota</b></p>         <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submiss&atilde;o: 12 Abril 2012; Avalia&ccedil;&atilde;o: 6 Maio 2012; Recep&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o revista: 19 Junho 2012; Aceita&ccedil;&atilde;o: 20 Junho 2012; Disponibiliza&ccedil;&atilde;o on-line: 21 Junho 2012</p> 	     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Belligotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação metodológica da profundidade de convergência (profundidade de fechamento) de perfis de três praias de energia moderada a alta no litoral do Rio de Janeiro]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Belligotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Levantamento do perfil da antepraia (shoreface) com uso de ecobatímetro portátil e mini-embarcação: (measuring shoreface profiles with a small boat and handheld depth finder)]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2007</year>
<conf-name><![CDATA[XI Congresso da ABEQUA]]></conf-name>
<conf-loc>Belém </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Emery]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Simple method of measuring beach profiles]]></article-title>
<source><![CDATA[Limnology and Oceanography]]></source>
<year>1961</year>
<volume>6</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>90-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gruber]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.L.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Toldo]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barboza]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nicolodi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ayup-Zouain]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A shoreface morphodynamic zonation and the equilibrium profile variability on the Northern coastline of Rio Grande do Sul, Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Coastal Research (]]></source>
<year>2006</year>
<volume>SI39</volume>
<page-range>504-508</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hampson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MacMahan]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kirby]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A low-coast hydrographic kayak survey system]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Coastal Research]]></source>
<year>2011</year>
<volume>27</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>600-603</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nicholls]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Birkemeier]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Storm-driven variability of the beach-nearshore profile at Duck, North Caroline, USA, 1981-1991]]></article-title>
<source><![CDATA[Marine Geology]]></source>
<year>1998</year>
<volume>148</volume>
<numero>3-4</numero>
<issue>3-4</issue>
<page-range>163-177</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Método de levantamento topo-batimétrico do perfil do sistema praia-antepraia]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Geomorfologia]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>95-100</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Método de levantamento topo-batimétrico do perfil do sistema praia-antepraia (errata)]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Geomorfologia]]></source>
<year>2006</year>
<volume>7</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>91-92</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandez]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bulhões]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.M.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azevedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.S. de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da vulnerabilidade física da orla costeira em nível local, tomando como exemplo o arco praial entre Rio das Ostras e o cabo Búzios/RJ]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Geomorfologia]]></source>
<year>2011</year>
<volume>12</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>45-58</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roso]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Savi]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de método expedito de determinação do nível do mar como datum vertical para amarração de perfis de praia]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Geomorfologia]]></source>
<year>2003</year>
<volume>4</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>53-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
