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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Artificialização do solo e Vulnerabilidade Humana em duas zonas sujeitas a processos de erosão costeira: casos de estudo da Costa da Caparica e Espinho (Portugal)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The processes of coastal erosion are the result of a complex variety of factors, both natural and anthropogenic. The uses of coastal zones, that are attractive to a wide range of human activities, have contributed to a greater human exposure to the risk of erosion and ocean overwash. The assessment of social vulnerabilities, involving the environmental sensitivities of local groups, is a main objective of the study in two critical areas of the Portuguese coast. The assessment of the vulnerabilities requires the discrimination of land use evolution and demographic changes, among other social factors. This analysis still includes results of interviews to stakeholders and policy makers, considering that environmental conflicts are supported by social interests located in the affected territories, but also by different perceptions of risk.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Artificializa&ccedil;&atilde;o do solo e Vulnerabilidade Humana em duas zonas sujeitas a processos de eros&atilde;o costeira: casos de estudo da Costa da Caparica e Espinho (Portugal) <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 		    <p><b>Soil Artificialization and human vulnerability in two areas affected by coastal erosion processes: Costa da Caparica and Espinho, Portugal</b></p> 		    <p><b>Iva Pires </b><sup>@, 1</sup><b>, Jo&atilde;o Craveiro </b><sup>2</sup><b>, &Oacute;scar Antunes </b><sup>3</sup></p> 		    <p>@ - Corresponding author</p> 	    <p>1 - Universidade Nova de Lisboa, Departamento de Sociologia, Av. de Berna 26C 1069-061 Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:im.pires@fcsh.unl.pt">im.pires@fcsh.unl.pt</a></p> 		    <p>2 - Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, N&uacute;cleo de Ecologia Social, Departamento de Edif&iacute;cios, Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:jcraveiro@lnec.pt">jcraveiro@lnec.pt</a></p> 		    <p>3 - Universidade Nova de Lisboa, Departamento de Geografia, Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:oscarduarteantunes@fcsh.unl.pt">oscarduarteantunes@fcsh.unl.pt</a></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO </b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os processos de eros&atilde;o costeira s&atilde;o o resultado de uma complexa&nbsp;variedade de factores, naturais e antr&oacute;picos. Os usos das zonas costeiras, que s&atilde;o atractivas para uma vasta gama de actividades&nbsp;humanas, t&ecirc;m contribu&iacute;do para uma maior exposi&ccedil;&atilde;o ao risco de&nbsp;eros&atilde;o e galgamento oce&acirc;nico. A avalia&ccedil;&atilde;o das vulnerabilidades a&nbsp;estes riscos, envolvendo as sensibilidades dos grupos locais,&nbsp;constitui um dos objectivos principais do estudo desenvolvido em duas&nbsp; &aacute;reas cr&iacute;ticas do litoral Portugu&ecirc;s. A avalia&ccedil;&atilde;o das&nbsp;vulnerabilidades requer a discrimina&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o dos usos do&nbsp;solo e das respectivas mudan&ccedil;as demogr&aacute;ficas, entre outros factores&nbsp;.&nbsp;Esta&nbsp;an&aacute;lise inclui ainda resultados de entrevistas com interlocutores&nbsp;privilegiados e decisores pol&iacute;ticos, considerando que os conflitos ambientais s&atilde;o instigados por interesses localizados, nos&nbsp;territ&oacute;rios afectados, mas tamb&eacute;m por diferentes percep&ccedil;&otilde;es dos&nbsp;riscos.</p> 		    <p><b>Palavras-Chave:</b> Eros&atilde;o Costeira, Factores antr&oacute;picos, Ocupa&ccedil;&atilde;o Solo, Conflitos Ambientais, Percep&ccedil;&atilde;o do Risco.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT </b></p> 		    <p>The processes of coastal erosion are the result of a complex variety&nbsp;of factors, both natural and anthropogenic. The uses of coastal zones,&nbsp;that are attractive to a wide range of human activities, have&nbsp;contributed to a greater human exposure to the risk of erosion and&nbsp;ocean overwash. The assessment of social vulnerabilities, involving the environmental sensitivities of local groups, is a main objective of the study in two critical areas of the Portuguese coast. The&nbsp;assessment of the vulnerabilities requires the discrimination of land&nbsp;use evolution and demographic changes, among other&nbsp;social&nbsp;factors.&nbsp;This analysis still includes results of interviews to&nbsp;stakeholders and policy makers, considering that environmental&nbsp;conflicts are supported by social interests located in the affected&nbsp;territories, but also by different perceptions of risk.&nbsp;</p> 		    <p><b>Keywords:</b> Coastal erosion, anthropic factors, land use, environmental conflicts, risk perception.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 		    <p>A Avalia&ccedil;&atilde;o para o Mil&eacute;nio dos Ecossistemas concluiu que 2/3 dos ecossistemas mundiais, desde as &aacute;reas h&uacute;midas &agrave;s regi&otilde;es costeiras, florestas e solos, est&atilde;o ou degradados ou foram geridos de forma insustent&aacute;vel (MEA, 2006).</p> 		    <p>As &aacute;reas costeiras ao proporcionarem proximidade a esses recursos foram atraindo popula&ccedil;&otilde;es e actividades econ&oacute;micas transformando-se em &aacute;reas densamente povoadas e infra-estruturadas e onde se localizam grandes &aacute;reas metropolitanas. O aumento e diversidade das actividades que a&iacute; se localizam, ou pretendem localizar-se, podem provocar conflitos de uso quando v&aacute;rias actividades lutam pelo uso e apropria&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o nem sempre com possibilidade de co-habitar, como no caso da ind&uacute;stria e do turismo. Estas situa&ccedil;&otilde;es de potencial conflito pelo uso e apropria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o muito valorizado aumentam quando processos de eros&atilde;o costeira amea&ccedil;am as popula&ccedil;&otilde;es e actividades econ&oacute;micas.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Processos de eros&atilde;o costeira mais ou menos graves s&atilde;o observados em toda a linha de costa na Europa (Pinto, 2004; EEA, 2006; EUROSION, 2006; EEA, 2010). Reconhecendo a complexidade do problema e o deficit de informa&ccedil;&atilde;o sobre estes processos, as suas causas e potenciais consequ&ecirc;ncias, que afectar&atilde;o em toda a Europa milhares de pessoas, actividades econ&oacute;micas e grandes infra-estruturas situadas em zonas costeiras, a Uni&atilde;o Europeia assumiu-o como um desafio para o qual pretende encontrar respostas. Contudo, “N&atilde;o existe uma solu&ccedil;&atilde;o legislativa simples para estes problemas complexos. Dada a diversidade das condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, econ&oacute;micas, culturais e institucionais presentes, a resposta dever&aacute; ser uma estrat&eacute;gia flex&iacute;vel centrada na resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas concretos que existem no terreno. Assim, &eacute; necess&aacute;ria uma abordagem territorial integrada e participativa para assegurar a sustentabilidade ambiental e econ&oacute;mica da gest&atilde;o das zonas costeiras europeias, que dever&aacute; tamb&eacute;m ser justa e coesa em termos sociais.” (CCE, 2000).Mas a complexidade da situa&ccedil;&atilde;o convoca tamb&eacute;m uma colabora&ccedil;&atilde;o mais estreita entre cientistas de diversas origens acad&eacute;micas, tornando-se conveniente a discuss&atilde;o sobre a utilidade de conceitos comuns e a defini&ccedil;&atilde;o dos problemas em an&aacute;lise, nomeadamente entre a ecologia humana que analisa as interdepend&ecirc;ncias entre os sistemas sociais e naturais, a sociologia do ambiente que situa muito mais as quest&otilde;es de an&aacute;lise no interior dos sistemas sociais, privilegiando o modo como os fen&oacute;menos sociais acarretam consequ&ecirc;ncias ambientais e os factos ambientais se traduzem em factos sociais, e as ci&ecirc;ncias naturais (Miller <i>et al.</i>, 2008; Yearly, 2004; Pires, Gibert &amp; Hens, 2010)</p> 		    <p>Uma abordagem integrada e interdisciplinar tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;ria pois os processos de eros&atilde;o costeira resultam de um complexo leque de factores, naturais e antr&oacute;picos, porque ser&atilde;o desiguais as vulnerabilidades sociais e territoriais, na exposi&ccedil;&atilde;o aos factores ambientais impactantes e porque s&atilde;o potencialmente geradores de conflitos na prov&aacute;vel dissens&atilde;o entre o interesse geral e os interesses privados. </p> 		    <p>No entanto, tem-se dado maior relev&acirc;ncia &agrave; explica&ccedil;&atilde;o dos factores f&iacute;sicos for&ccedil;adores e aos impactos e muito menos &agrave; vulnerabilidade das popula&ccedil;&otilde;es e &agrave; sua capacidade adaptativa &agrave; mudan&ccedil;a.</p> 		    <p>N&atilde;o basta prevenir e executar as medidas ambientais que se julgarem adequadas. &Eacute; preciso compreender a l&oacute;gica dos actores em presen&ccedil;a e as din&acirc;micas de mudan&ccedil;a social para <i>saber prevenir</i> e melhor estruturar as medidas que, necess&aacute;rias, n&atilde;o configurem novos focos de conflito e de recurso a tribunais, sendo urgente mitigar as diferen&ccedil;as entre um direito <i>do</i> ambiente e um direito <i>ao</i> ambiente.</p> 		    <p>Neste artigo ser&aacute; realizada uma primeira aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise das vulnerabilidades territoriais e sociais em dois casos de estudos de &aacute;reas sujeitas a processos de eros&atilde;o costeira, a Costa de Caparica e Espinho, numa extens&atilde;o de 14km e 10km sucessivamente, ao longo da orla costeira, que fazem parte de uma investiga&ccedil;&atilde;o mais ampla que envolve um terceiro caso de estudo, a Ilha de Faro, que n&atilde;o ser&aacute; aqui considerado por ainda n&atilde;o terem sido realizadas entrevistas.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Factores de press&atilde;o antr&oacute;pica nas Zonas Costeiras em Portugal</b></p> 		    <p>Os processos de eros&atilde;o costeira resultam de um complexo leque de factores, tanto naturais como humanos, combinados, que t&ecirc;m variado de escala, intensidade e de import&acirc;ncia ao longo do tempo. A intensa ocupa&ccedil;&atilde;o das zonas costeiras, a diminui&ccedil;&atilde;o do carreamento de sedimentos pelos rios em consequ&ecirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o de barragens, a artificializa&ccedil;&atilde;o da linha de costa ou a subida do n&iacute;vel m&eacute;dio das &aacute;guas do mar, s&atilde;o comummente apontados como estando na origem dos processos de mudan&ccedil;a que est&atilde;o a ocorrer (Andrade <i>et al.</i>, 2009). Deste conjunto de factores interessa-nos destacar os de origem antr&oacute;pica, em particular os decorrentes da artificializa&ccedil;&atilde;o das zonas costeiras, densifica&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&otilde;es e altera&ccedil;&otilde;es que foram sendo introduzidas nos usos do solo. </p> 		    <p>Num relat&oacute;rio (EEA, 2006) que avalia altera&ccedil;&otilde;es observadas nas &aacute;reas de costa no per&iacute;odo de uma d&eacute;cada na Europa (1990 a 2000), Portugal &eacute; mencionado como tendo sido um dos pa&iacute;ses Europeus onde o crescimento das &aacute;reas urbanas foi mais acelerado (34%), juntamente com a Irlanda e com a Espanha e onde se observou um maior crescimento da popula&ccedil;&atilde;o a residir junto da linha de costa, depois da Irlanda. As altera&ccedil;&otilde;es de ocupa&ccedil;&atilde;o de solo tamb&eacute;m s&atilde;o destacadas e Portugal foi o pa&iacute;s onde mais &aacute;rea agr&iacute;cola ao longo da costa e dunas foram perdidas para outros usos, nomeadamente para constru&ccedil;&atilde;o urbana ou de infra-estruturas de turismo. Na Europa, largas extens&otilde;es da linha de costa est&atilde;o a perder a sua resili&ecirc;ncia e a tornar-se mais vulner&aacute;veis pelo aumento da artificializa&ccedil;&atilde;o e pela prefer&ecirc;ncia que tem sido dada &agrave;s defesas pesadas em especial em &aacute;reas de costa densamente povoadas, por exemplo na Holanda, na B&eacute;lgica, na Dinamarca e na costa atl&acirc;ntica da Fran&ccedil;a e de Portugal (EEA, 2006:70). </p> 		    <p>A zona costeira de Portugal Continental estende-se por 950 km, mas cerca de 1/3 do litoral encontra-se ocupado por edificados urbanos e estruturas industriais e portu&aacute;rias, apresenta uma enorme diversidade morfol&oacute;gica e concentra a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o e das actividades econ&oacute;micas (Andrade <i>et al.</i>, 2006; Freire <i>et al.</i>, 2009). Em resultado da interac&ccedil;&atilde;o do meio terrestre e mar&iacute;timo, integra m&uacute;ltiplos recursos naturais e de elevado valor ambiental e apresenta potencialidades espec&iacute;ficas exploradas pelas actividades econ&oacute;micas, mas representa tamb&eacute;m, pela elevada press&atilde;o a que est&aacute; sujeita, uma &aacute;rea de elevada sensibilidade e fragilidade (DGA, 1989: 61). </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal, modelos hist&oacute;ricos de desenvolvimento favoreceram o litoral em detrimento do interior. Os movimentos migrat&oacute;rios internos que atingiram a sua intensidade m&aacute;xima entre 1960 e 1973, em direc&ccedil;&atilde;o &agrave;s cidades do litoral refor&ccedil;aram o crescimento das &aacute;reas metropolitanas (Fonseca, 1990; Ferr&atilde;o, 1996) e marcaram definitivamente a tend&ecirc;ncia para a litoraliza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o residente no Continente, concentrada nas duas grandes metr&oacute;poles portuguesas (Lisboa e Porto) e num cont&iacute;nuo de ocupa&ccedil;&otilde;es urbanas e cidades interm&eacute;dias ao longo do litoral.</p> 		    <p>As maiores densidades populacionais encontram-se no litoral algarvio, situa&ccedil;&atilde;o que se agrava nos per&iacute;odos de maior procura tur&iacute;stica, nas duas &aacute;reas metropolitanas e numa faixa litoral entre Aveiro e Viana do Castelo. Situa&ccedil;&otilde;es mais cr&iacute;ticas em termos de eros&atilde;o costeira foram identificadas sobretudo no litoral de costa arenosa, as mais apetec&iacute;veis para o turismo de “sol e praia” e onde coincidem maiores densidades populacionais (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f1"></a> </p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a02f1.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>N&atilde;o &eacute; s&oacute; a popula&ccedil;&atilde;o a apresentar uma tend&ecirc;ncia de concentra&ccedil;&atilde;o no litoral, o mesmo aconteceu com o turismo. O turismo emergiu como actividade econ&oacute;mica relevante em Portugal na d&eacute;cada de 60, quando operadores tur&iacute;sticos estrangeiros descobriram o Algarve e o transformaram num destino privilegiado para a classe m&eacute;dia europeia. Os baixos custos (pelo reduzido custo da m&atilde;o-de-obra e dos pre&ccedil;os face ao resto da Europa) transformaram-no num destino acess&iacute;vel para turismo de sol e praia para os trabalhadores qualificados do Reino Unido, da Alemanha e da Fran&ccedil;a, entre outros, o que desencadeou um forte crescimento da oferta. A abertura do Aeroporto Internacional de Faro, em 1965, tamb&eacute;m contribuiu para transformar o Algarve num destino cada vez mais procurado. A press&atilde;o acentuou-se quando os rendimentos das fam&iacute;lias portuguesas cresceram e o turismo dom&eacute;stico passou a representar uma fatia importante da procura. A constru&ccedil;&atilde;o de infra-estruturas de apoio foi acontecendo de forma desordenada, ao mesmo tempo desqualificando a oferta e alterando significativamente a paisagem. </p> 		    <p>O turismo representa uma actividade econ&oacute;mica relevante, quer na contribui&ccedil;&atilde;o para o PIB, quer como gerador de receitas e de emprego, mas o seu impacto ambiental e social tem sido frequentemente esquecido (Davenport &amp; Davenport, 2006; Careto &amp; Lima, 2007; Simpson, 2009; Claro &amp; Pereira, 2009). O turismo massificado pode ter consequ&ecirc;ncias disruptivas (e por vezes irrevers&iacute;veis) nos ecossistemas quer pela altera&ccedil;&atilde;o do usos do solo que implica, pelo aumento da polui&ccedil;&atilde;o, do consumo de &aacute;gua, mas tamb&eacute;m pelo abandono de actividades tradicionais, pela sua sazonalidade (com implica&ccedil;&otilde;es nos sal&aacute;rios baixos e elevada precariedade do emprego) e pela, por vezes brutal, altera&ccedil;&atilde;o da paisagem com a transforma&ccedil;&atilde;o de pequenas vilas piscat&oacute;rias em &aacute;reas densamente constru&iacute;das, onde com frequ&ecirc;ncia no ver&atilde;o se ultrapassa a capacidade de carga. </p> 		    <p>Apesar de estar a perder quota no mercado internacional, pelo aumento da concorr&ecirc;ncia de destinos mais ex&oacute;ticos a pre&ccedil;os acess&iacute;veis, o turismo continua a ser uma actividade relevante na economia portuguesa e tem-se assistido mesmo &agrave; transi&ccedil;&atilde;o de uma oferta baseada na quantidade e pre&ccedil;os baixos para outra baseada na qualidade. A maior parte dos Projectos de Interesse Nacional (PIN) s&atilde;o na &aacute;rea do turismo e em segmentos de elevada qualidade: “Da lista dos projectos PIN de Outubro de 2008, verifica-se que s&atilde;o predominantes os projectos de investimento no sector do turismo, com um valor pr&oacute;ximo de € 9 mil milh&otilde;es (64,2% do total destes projectos), localizados essencialmente em quatro das regi&otilde;es identificadas pelo Plano Estrat&eacute;gico Nacional de Turismo (PENT) como priorit&aacute;rias – Algarve, Litoral Alentejano, Alqueva e Oeste (96%).” (Claro &amp; Pereira, 2009: 53). Muitos deles v&atilde;o localizar-se no litoral (como a cidade lacustre Vilamoura XXI, que vai ocupar 850ha e oferecer 17500 camas) o que implicar&aacute; ou o aumento da press&atilde;o em &aacute;reas j&aacute; sujeitas a elevada press&atilde;o ou interven&ccedil;&atilde;o em ecossistemas e paisagens at&eacute; agora preservadas. </p> 		    <p>No futuro pr&oacute;ximo a evolu&ccedil;&atilde;o dos factores antr&oacute;picos de press&atilde;o ser&aacute; mista. No caso da popula&ccedil;&atilde;o, se por um lado se prev&ecirc; um decr&eacute;scimo e envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, esta continuar&aacute; a concentrar-se preferencialmente no litoral e a manter padr&otilde;es insustent&aacute;veis de consumo. Se, por um lado, tem sido observada uma melhoria na qualidade das &aacute;guas balneares e redu&ccedil;&atilde;o dos poluentes, em 2009 s&oacute; 81% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa tinha sistemas de tratamento de &aacute;guas residuais (APA, 2011). Em termos de ordenamento do territ&oacute;rio presta-se maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave; especificidade das zonas costeiras, tem-se refor&ccedil;ado a legisla&ccedil;&atilde;o e regulamenta&ccedil;&atilde;o de protec&ccedil;&atilde;o e as normas impostas &agrave;s actividades econ&oacute;micas que se localizam nestas zonas. Mas apesar de artificializa&ccedil;&atilde;o das zonas costeiras ser j&aacute; elevada, considerando as classes de ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, as &aacute;reas artificiais cresceram 46% entre 1986 e 2006, prosseguindo a impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo, tendo sido o tecido urbano descont&iacute;nuo a componente que mais contribuiu para esta evolu&ccedil;&atilde;o (Freire <i>et al.</i>, 2009).</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3. Metodologia</b></p> 		    <p><b>3.1. Delimita&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo</b></p> 		    <p>Para a concretiza&ccedil;&atilde;o do estudo, s&atilde;o tidos em conta alguns indicadores que possibilitam a realiza&ccedil;&atilde;o da caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, do edificado e do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo.</p> 		    <p>Numa primeira fase, a an&aacute;lise abrange toda a linha de costa de Portugal Continental, focando principalmente a densidade populacional (habitante por km2) nos munic&iacute;pios com linha de costa bem como as zonas de eros&atilde;o costeira, a tipologia de costa, arriba, costa baixa ou costa arenosa, bem como o posicionamento de situa&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas, cruzando informa&ccedil;&atilde;o censit&aacute;ria do ano 2001 do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE), com a informa&ccedil;&atilde;o do Programa Finisterra, um programa de interven&ccedil;&atilde;o na orla costeira continental criado em 2003 com o objectivo de requalificar e reordenar a zona costeira. Partindo do mapa de refer&ecirc;ncia das situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas na orla costeira continental, elaborado pelo Programa Finisterra, foi acrescentada informa&ccedil;&atilde;o actualizada sobre a densidade populacional nos concelhos com linha de costa (ver <a href="#f1">Fig. 1</a> no ponto 2). </p> 		    <p>Nesta fase de maior abrang&ecirc;ncia geogr&aacute;fica, a delimita&ccedil;&atilde;o das duas &aacute;reas de estudo come&ccedil;a a ganhar contornos mais definidos, uma vez que nestas &aacute;reas localizam-se um elevado n&uacute;mero de situa&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas, convergindo com as mesmas &aacute;reas geogr&aacute;ficas onde se regista um maior valor de densidade populacional por munic&iacute;pio. </p> 		    <p>Os tr&ecirc;s casos de estudo foram seleccionados com base em caracter&iacute;sticas socioecon&oacute;micas e ambientais distintas, a partir de uma an&aacute;lise de<i> clusters </i>na qual foram consideradas vari&aacute;veis de car&aacute;cter &laquo;n&atilde;o-social&raquo; (medi&ccedil;&atilde;o de zonas de seguran&ccedil;a a partir de linhas de &aacute;gua, orografia ou zonas de menor eleva&ccedil;&atilde;o por classes de altitude, e orla costeira por Nomenclaturas de Unidades Territoriais - para fins Estat&iacute;sticos III (NUTIII)), vari&aacute;veis sociais relacionadas com a popula&ccedil;&atilde;o (volume e densidade populacionais, graus de concentra&ccedil;&atilde;o urbana, alojamentos familiares, por ex.), e vari&aacute;veis econ&oacute;micas e ambientais (pessoal ao servi&ccedil;o de empresas, &iacute;ndice de poder de compra, infra-estruturas de ambiente, recursos de sa&uacute;de e de protec&ccedil;&atilde;o civil, din&acirc;micas de constru&ccedil;&atilde;o urbana, entre outras). As zonas costeiras continentais portuguesas podem, assim, ser discriminadas em fun&ccedil;&atilde;o de homogeneidades e diferen&ccedil;as estruturais com base num conjunto de vari&aacute;veis socioecon&oacute;micas e ambientais, salientando-se a especificidade da regi&atilde;o algarvia e a din&acirc;mica das &aacute;reas metropolitanas de Lisboa e Porto (Craveiro <i>et al.</i>, 2009).</p> 		    <p>Deste modo, as 3 &aacute;reas seleccionadas recortam situa&ccedil;&otilde;es diferentes tanto do ponto de vista ambiental como socioecon&oacute;mico, sendo naturalmente a costa Norte, por raz&otilde;es de din&acirc;mica mar&iacute;tima e exposi&ccedil;&atilde;o aos ventos como por raz&otilde;es geomorfol&oacute;gicas, mais exposta ao risco natural de eros&atilde;o costeira. Um caso de estudo recai sobre um tro&ccedil;o no Norte de Portugal Continental, abrangendo essencialmente o Munic&iacute;pio de Espinho, o Munic&iacute;pio de Almada, na sua frente mar&iacute;tima e adjacente, constitui um segundo caso de estudo (Costa da Caparica) e a Ilha de Faro, no Sul, o terceiro caso de estudo. </p> 		    <p>Neste artigo iremos abordar apenas dois deles, a Costa da Caparica e Espinho. Desta forma, a &aacute;rea de estudo de Costa de Caparica &eacute; limitada a norte pelo aglomerado populacional da Cova do Vapor, e a sul pelo limite da praia da Fonte da Telha, enquanto a &aacute;rea de estudo de Espinho &eacute; limitada a norte por Aguda (limite no Clube de Golfe de Miramar), e a sul por Paramos (at&eacute; ao limite a sul do Aero Clube da Costa Verde). Em comum &agrave;s duas &aacute;reas de estudo, o limite longitudinal corresponde a 500m na an&aacute;lise da Base Geogr&aacute;fica de Referencia&ccedil;&atilde;o da Informa&ccedil;&atilde;o (BGRI), coincidente com o dom&iacute;nio do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), e a 1km, na an&aacute;lise da Carta de Ocupa&ccedil;&atilde;o do Solo (COS), pelo facto da dist&acirc;ncia anterior n&atilde;o representar uma signific&acirc;ncia relevante, adoptando uma metodologia verificada noutros estudos semelhantes (Freire <i>et al.</i>, 2009).</p> 		    <p>O trecho costeiro de Espinho (localizado em costa arenosa), a sul do rio Douro, &eacute; uma zona extremamente intervencionada e por isso a sua fisiografia resulta da presen&ccedil;a de diversas estruturas de protec&ccedil;&atilde;o: desde o quebra-mar a norte, na Aguda, passando pelos dois espor&otilde;es na frente mar&iacute;tima da cidade de Espinho, at&eacute; ao campo espor&otilde;es a sul, com in&iacute;cio em Paramos que se concilia com defesa longitudinal aderente. J&aacute; o trecho costeiro da Costa de Caparica (entre a Cova do Vapor e a Fonte da Telha), &eacute; caracterizado por litoral baixo e arenoso, em que a largura da plan&iacute;cie costeira, entalada entre a arriba f&oacute;ssil da Costa da Caparica e o mar, se reduz progressivamente de norte para sul. Trata-se de uma plan&iacute;cie essencialmente constitu&iacute;da por areias de praia (Cancela <i>et al.</i>, 2000), compreendendo dunas litorais pouco expressivas nas zonas naturais. Inclui tamb&eacute;m dunas frontais fixadas e estruturas de defesa costeira. Este trecho foi, nos &uacute;ltimos 8 anos, alvo de numerosas interven&ccedil;&otilde;es, com vista &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do risco de eros&atilde;o e melhoria das condi&ccedil;&otilde;es balneares: reabilita&ccedil;&atilde;o do cord&atilde;o dunar, repara&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;o da defesa frontal, reconstru&ccedil;&atilde;o de espor&otilde;es, enchimento artificial (cerca de 2,5x106 m3 entre 2007 e 2009). Estas situa&ccedil;&otilde;es mais cr&iacute;ticas s&atilde;o tamb&eacute;m comuns para a zona da Costa da Caparica, em tro&ccedil;os mais vulner&aacute;veis (Praia de S. Jo&atilde;o e Fonte da Telha), como para a zona de Espinho mais sujeita a uma taxa de eros&atilde;o de maior express&atilde;o, taxa que pode atingir um valor superior a tr&ecirc;s metros por ano (Careto &amp; Lima, 2007: 132). Assim, tanto Espinho como a Costa da Caparica experimentam uma larga tradi&ccedil;&atilde;o de protec&ccedil;&atilde;o costeira com a edifica&ccedil;&atilde;o de obras de defesa da orla costeira que t&ecirc;m privilegiado interven&ccedil;&otilde;es tidas como duras ou intrusivas. Mais recentemente, tem-se ensaiado outro tipo de interven&ccedil;&atilde;o, conjugando infra-estruturas anteriores com a alimenta&ccedil;&atilde;o artificial das praias ou uma melhor protec&ccedil;&atilde;o dos respectivos sistemas dunares. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.2. Ocupa&ccedil;&atilde;o do Solo </b></p> 		    <p>Na escala de an&aacute;lise de 1km ao longo da zona costeira, a partir da linha de preia-mar, &eacute; considerado pertinente a an&aacute;lise de um outro indicador, conduzindo &agrave; an&aacute;lise da COS. Esta informa&ccedil;&atilde;o, concebida pelo Instituto Geogr&aacute;fico Portugu&ecirc;s, refere-se &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, com uma unidade m&iacute;nima de 1ha, sendo produzida com base na interpreta&ccedil;&atilde;o visual de ortofotomapas, que d&aacute; origem a uma nomenclatura com v&aacute;rios n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o, que ser&atilde;o detalhados posteriormente. A an&aacute;lise desta informa&ccedil;&atilde;o aborda dois anos, 1990 e 2007 (anos para os quais existe informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel), mas coloca o problema de existirem diferen&ccedil;as nas classes entre a COS de 2007 e a de 1990 (Caetano <i>et al.</i>, 2009). Foi assim criada uma tabela de compatibilidade (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a02t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>), fazendo uma equipara&ccedil;&atilde;o entre as classes de ambos os anos, assumindo-se as classes da COS2007 como as guias e adaptando e agregando as classes da COS1990 &agrave;s do &uacute;ltimo ano em an&aacute;lise.</p> 	    
<p>A COS2007 caracteriza a ocupa&ccedil;&atilde;o do solo em Portugal Continental com uma nomenclatura hier&aacute;rquica com 5 n&iacute;veis, a priori e com 192 classes no seu n&iacute;vel mais detalhado (Caetano, <i>et al.</i>, 2008), sendo composta por 5 classes prim&aacute;rias (primeiro n&iacute;vel da nomenclatura da COS): 1-Territ&oacute;rios artificializados, 2-&Aacute;reas agr&iacute;colas e agro-florestais, 3-Florestas e meios naturais e seminaturais, 4-Zonas H&uacute;midas, e 5-Corpos de &aacute;gua. Na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a02t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a> s&atilde;o apresentadas as classes do segundo n&iacute;vel da COS2007, tendo sido com base nessa nomenclatura que se procedeu &agrave; cartografia da altera&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o do solo nos dois casos de estudo. </p> 	     
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.3. Indicadores de vulnerabilidade</b></p> 		    <p>Existem uma enorme diversidade de abordagens ao conceito vulnerabilidade humana, mas mais do que conflituosas elas s&atilde;o consideradas complementares e essenciais para o estudar na sua complexidade (Eakin &amp; Luers, 2006; Miller, <i>et al.</i>, 2010). </p> 		    <p>Seguimos a perspectiva que entende a vulnerabilidade com uma constru&ccedil;&atilde;o social e &eacute; assim fun&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es sociais e das circunst&acirc;ncias hist&oacute;ricas que colocam uma popula&ccedil;&atilde;o em risco por exemplo, face a processos de eros&atilde;o costeira (Dolan &amp; Walker, 2003). A vulnerabilidade &eacute; fun&ccedil;&atilde;o de dois atributos, a exposi&ccedil;&atilde;o e a capacidade para lidar com os processos de mudan&ccedil;a; esta, por sua vez, depende da resist&ecirc;ncia, ou capacidade para sofrer impactos e da resili&ecirc;ncia, ou seja, da capacidade para recuperar de perdas (cope capacity) depois de um impacto (Turner <i>et al.</i>, 2003; Eakin &amp; Walser (2008).</p> 		    <p>Entende-se que as vulnerabilidades, na exposi&ccedil;&atilde;o a riscos ambientais, dizem respeito a factores de ordem social (grupos mais vulner&aacute;veis ou mais expostos pelas suas caracter&iacute;sticas, por factores de idade, menor mobilidade ou outra), econ&oacute;mica (actividades mais dependentes de um recurso ou localiza&ccedil;&otilde;es de unidades produtivas em &aacute;reas de risco) e geof&iacute;sica (O’Riordan, 2000: 165). Grupos mais vulner&aacute;veis ser&atilde;o aqueles que pela sua posi&ccedil;&atilde;o social e geogr&aacute;fica ir&atilde;o sofrer de forma desproporcionada os impactos negativos (Clark <i>et al.</i>, 1998). </p> 		    <p>Numa revis&atilde;o de literatura de 128 artigos sobre riscos costeiros e vulnerabilidade humana em pa&iacute;ses asi&aacute;ticos os factores relacionados com a demografia estavam entre os mais citados (Zou &amp; Thomalla, 2008). Geralmente, mais do que um factor contribui para uma situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, podendo factores de fragilidade institucional ou uma menor percep&ccedil;&atilde;o ou sensibilidade face ao risco, por parte das popula&ccedil;&otilde;es e de decisores pol&iacute;ticos, agravar as condi&ccedil;&otilde;es em que as comunidades humanas se encontram expostas a eventos prejudiciais de origem natural ou mista. Indicadores como a idade, g&eacute;nero, ra&ccedil;a, rendimento e recursos materiais, ocupa&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es da habita&ccedil;&atilde;o, caracter&iacute;sticas da fam&iacute;lia e redes sociais, entre outros, podem ser utilizados para avaliar a vulnerabilidade social (Clark, <i>et al.</i>, 1998; Ferreira, 2006;  McLaughlin <i>et al.</i>, 2002; Nicolodi, 2010; Wu <i>et al.</i>, 2002; Dolan &amp; Wallker, 2003; Cutter &amp; Finch, 2007, Zou &amp; Thomalla, 2008). Duma forma mais geral, &laquo;a vulnerabilidade coloca em jogo aspectos f&iacute;sicos, ambientais, t&eacute;cnicos, dados econ&oacute;micos, psicol&oacute;gicos, sociais, pol&iacute;ticos&raquo;, n&atilde;o podendo ser totalmente &laquo;reduzida a &iacute;ndices cient&iacute;ficos ou t&eacute;cnicos&raquo; (Veyret, 2007: 40). </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Os indicadores utilizados tiveram em conta os estudos referidos e a sua disponibilidade nas estat&iacute;sticas nacionais, tendo sido recolhidos na sua maioria dos recenseamentos da popula&ccedil;&atilde;o. A informa&ccedil;&atilde;o analisada na BGRI corresponde ao censit&aacute;rio de 2001, uma vez que a do ano censit&aacute;rio de 2011, ainda n&atilde;o estava disponibilizada, &agrave; data da realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, com o mesmo n&iacute;vel de detalhe, contendo apenas valores agregados. Por conseguinte &eacute; analisada informa&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da subsec&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica (quarteir&atilde;o), por v&aacute;rias classes et&aacute;rias dos indiv&iacute;duos, fam&iacute;lias, alojamentos de acordo com a sua tipologia e edif&iacute;cios em conson&acirc;ncia com a sua &eacute;poca de constru&ccedil;&atilde;o. Entre v&aacute;rios indicadores calculados e analisados, destacam-se na elabora&ccedil;&atilde;o deste artigo a tipologia de alojamento, sazonal ou permanente, a idade de constru&ccedil;&atilde;o do edificado, destacando a fase anterior e posterior a 1970, ano do primeiro Relat&oacute;rio do Ordenamento do Territ&oacute;rio, que privilegia o desenvolvimento econ&oacute;mico e social sem ainda evidenciar, no entanto, preocupa&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave;s quest&otilde;es ambientais (DGOTDU, 2007:2). Este limite temporal foi escolhido tendo tamb&eacute;m em considera&ccedil;&atilde;o que em 1974 as condi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, sociais e econ&oacute;micas se alteraram em Portugal, esperando-se com o aumento do rendimento das fam&iacute;lias maior acesso &agrave; habita&ccedil;&atilde;o, para resid&ecirc;ncia principal e secund&aacute;ria e portanto uma maior press&atilde;o urban&iacute;stica, nomeadamente nas zonas costeiras. O ano de 1970 seria assim, em termos estat&iacute;sticos, aquele que poderia definir o momento antes e depois da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1974 permitindo perceber se aumentou, ou n&atilde;o, a press&atilde;o urban&iacute;stica. Em termos demogr&aacute;ficos consider&aacute;mos uma das classes que apresenta uma maior vulnerabilidade, a terceira idade, levando &agrave; an&aacute;lise da percentagem da popula&ccedil;&atilde;o com idade igual ou superior a 65 anos, tendo em conta o total da popula&ccedil;&atilde;o residente na mesma subsec&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica. </p> 		    <p>A elabora&ccedil;&atilde;o do indicador de vulnerabilidade realizou-se conjugando informa&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica, atribuindo pondera&ccedil;&otilde;es a cada vari&aacute;vel, com base na revis&atilde;o de literatura e no processo de an&aacute;lise hier&aacute;rquica (Saaty, 2008) numa tentativa de fazer uma aproxima&ccedil;&atilde;o a um &iacute;ndice de vulnerabilidade social robusto. Para a constru&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice s&atilde;o tidos em conta indicadores que traduzam os grupos sociais mais vulner&aacute;veis, de forma a que o &iacute;ndice represente geograficamente estas vulnerabilidades.</p> 		    <p>Elegeram-se sete vari&aacute;veis socioecon&oacute;micas calculadas a partir da BGRI, atribuindo uma percentagem a cada uma de maneira a executar a sobreposi&ccedil;&atilde;o ponderada, levada a cabo a partir do recurso aos Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG). As vari&aacute;veis e respectivas pondera&ccedil;&otilde;es foram: &iacute;ndice de envelhecimento (5%), taxa de desemprego da popula&ccedil;&atilde;o (25%), taxa de popula&ccedil;&atilde;o activa (15%), taxa de popula&ccedil;&atilde;o com 65 ou mais anos (5%), percentagem de alojamentos sem pelo menos uma infra-estrutura b&aacute;sica (10%), &iacute;ndice de depend&ecirc;ncia total (30%), e n&uacute;mero de edif&iacute;cios constru&iacute;dos at&eacute; 1970 (10%). </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4. Resultados e Discuss&atilde;o</b></p> 		    <p><b>4.1. Altera&ccedil;&otilde;es no uso do solo</b></p> 		    <p>Numa primeira imagem de conjunto agregando a informa&ccedil;&atilde;o dos dois casos de estudo depreende-se que os territ&oacute;rios artificializados s&atilde;o os que mais crescem neste per&iacute;odo, n&atilde;o tanto por causa do tecido urbano em si, mas mais pelo crescimento da &aacute;rea ocupada por espa&ccedil;os verdes, equipamentos desportivos e de lazer, ind&uacute;stria e com&eacute;rcio e infra-estruturas de mobilidade. E isso acontece &agrave; custa da redu&ccedil;&atilde;o de &aacute;rea ocupada por culturas tempor&aacute;rias, de agricultura mista e da &aacute;rea florestal (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a02f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>). </p> 	     
<p>A faixa costeira de Espinho &eacute; mais intensamente urbanizada do que a    da Costa da Caparica e ainda assim continua a densificar-se. Na verdade, o Plano    Regional de Ordenamento do Territ&oacute;rio do Norte (PROT-Norte) refere que    os territ&oacute;rios artificializados cresceram nesta regi&atilde;o, ente 1985    e 2000, 48%, ou seja acima da m&eacute;dia do pa&iacute;s, de 42% e sobretudo    em resultado de um padr&atilde;o de urbaniza&ccedil;&atilde;o difuso mas que    resultou tamb&eacute;m numa densa ocupa&ccedil;&atilde;o humana nas zonas costeiras.    Um outro estudo que utilizou a informa&ccedil;&atilde;o da Corine Land Cover    (CLC) mostrou que a artificializa&ccedil;&atilde;o do solo no primeiro quil&oacute;metro    a partir da linha de costa era, em 2000, mais elevado na Regi&atilde;o Norte    (41%), apesar de ter tido o maior crescimento no Algarve desde 1990 (Freire,    <i>et al.</i>, 2009). A proximidade &agrave; linha de costa sujeita as popula&ccedil;&otilde;es    e as actividades econ&oacute;micas a maior vulnerabilidade tendo em conta a    situa&ccedil;&atilde;o de recuo dessa linha (Partid&aacute;rio, <i>et al.</i>,    2009:42) pelo que se prop&otilde;e <i>“Contribuir para a desconcentra&ccedil;&atilde;o    urbana nas zonas costeiras, em articula&ccedil;&atilde;o com o POOC de Caminha-Espinho,    nomeadamente atrav&eacute;s do estabelecimento de alternativas estrat&eacute;gicas    &agrave; press&atilde;o urban&iacute;stica nestas zonas. Desenvolver, em articula&ccedil;&atilde;o    com o POOC Caminha-Espinho, um sistema de qualifica&ccedil;&atilde;o das praias    consideradas estrat&eacute;gicas por motivos ambientais ou tur&iacute;sticos,    definindo crit&eacute;rios de ocupa&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel nas    suas envolventes”</i> (Partid&aacute;rio <i>et al.</i>, 2009:180). </p> 		    <p>A progress&atilde;o das &aacute;reas artificializadas &eacute; vis&iacute;vel em ambos os casos entre 1990 e 2007, (figuras <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a02f3.jpg" target="_blank">3</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a02f4.jpg" target="_blank">4</a>) e isso acontece em resultado de 3 processos: preenchimento de interst&iacute;cios ainda n&atilde;o ocupados em &aacute;reas j&aacute; bastante artificializadas; “abertura” de novos processos de urbaniza&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas ainda n&atilde;o artificializadas; e prolongamento, ao longo da linha de costa, para norte e para sul, de &aacute;reas j&aacute; urbanizadas.</p> 	     
<p>A primeira situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais evidente em Espinho, o que    confere a esta mancha urbana ainda maior densidade pela expans&atilde;o &agrave;    custa do desaparecimento de pequenas &aacute;reas de cultura tempor&aacute;ria,    incapazes de competir com a press&atilde;o imobili&aacute;ria decorrente da    procura de resid&ecirc;ncias secund&aacute;rias.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na costa da Caparica essa &aacute;rea de culturas tempor&aacute;rias (Terras da Costa), que se situa entre a mancha urbana e a arriba f&oacute;ssil, apesar de pressionada pela expans&atilde;o urbana, parece estar a resistir melhor ao avan&ccedil;o da constru&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>Parte da situa&ccedil;&atilde;o de caos urban&iacute;stico e de degrada&ccedil;&atilde;o dos recursos ambientais da Costa da Caparica tamb&eacute;m decorre das excelentes condi&ccedil;&otilde;es de oferta balnear e da sua proximidade e a boa acessibilidade &agrave; &Aacute;rea Metropolitana de Lisboa (AML) que a transformaram numa &aacute;rea privilegiada de lazer tanto para a popula&ccedil;&atilde;o da margem norte, em especial ap&oacute;s a constru&ccedil;&atilde;o da Ponte 25 de Abril, em 1966, como para a da margem sul. O per&iacute;odo de maior crescimento populacional ocorreu na d&eacute;cada de 70 e correspondeu tamb&eacute;m ao per&iacute;odo de maior aumento da constru&ccedil;&atilde;o de fogos (legal e clandestina), e de parques de campismo para resid&ecirc;ncia fixa e secund&aacute;ria (Plano Estrat&eacute;gico do Polis da Costa da Caparica, 2001). Nessa d&eacute;cada a urbaniza&ccedil;&atilde;o ocorreu entre o n&uacute;cleo antigo (edif&iacute;cios predominantemente constru&iacute;dos at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 70) e a linha de costa que passa a ser densamente urbanizada. Em 2007, a sul da Costa da Caparica &eacute; evidente o crescimento do tecido urbano na Fonte da Telha e, a norte, a abertura de uma nova frente urbana com a urbaniza&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Jo&atilde;o.</p> 		    <p>Pela sua excel&ecirc;ncia em termos de oferta balnear e pela necessidade de preservar o ambiente natural a Costa da Caparica mereceu um programa de requalifica&ccedil;&atilde;o urbana e ambiental, nomeadamente para valoriza&ccedil;&atilde;o das praias e da frente urbana litoral, no contexto do Programa Polis, do Minist&eacute;rio das Cidades, Ordenamento do Territ&oacute;rio e Ambiente. Embora n&atilde;o totalmente conclu&iacute;do (2001- 2009) as interven&ccedil;&otilde;es realizadas no &acirc;mbito deste programa contribu&iacute;ram para valorizar a Costa da Caparica e oferecer mais qualidade de vida aos residentes e de frui&ccedil;&atilde;o aos turistas. Com responsabilidade do Instituto da &Aacute;gua (INAG) foram tamb&eacute;m aprovadas 3 fases de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial das praias urbanas da costa da Caparica e de S&atilde;o Jo&atilde;o. O projecto teve in&iacute;cio em 2007 e desde essa altura j&aacute; foram colocados v&aacute;rios milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos de areia nestas praias mas a interven&ccedil;&atilde;o de 2011 n&atilde;o chegou acontecer.</p> 		    <p>Estas varia&ccedil;&otilde;es de uso do solo, no sentido da artificializa&ccedil;&atilde;o (para habita&ccedil;&atilde;o e lazer, para zonas de servi&ccedil;os e novos espa&ccedil;os industriais ou para infra-estruturas de apoio &agrave; mobilidade) que ocorrem num curto intervalo de tempo e a poucos metros da orla costeira, mais refor&ccedil;am as quest&otilde;es da resili&ecirc;ncia e da aprendizagem no &acirc;mbito de se encontrarem solu&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis, e respostas pol&iacute;ticas adequadas, face ao risco de eros&atilde;o costeira. A exist&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplas entidades com responsabilidades, nem sempre excludentes, sobre a gest&atilde;o das zonas costeiras, desde o n&iacute;vel local &agrave;s autoridades nacionais, o excessivo academismo na formata&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas com a subsequente subestima&ccedil;&atilde;o das potencialidades da participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, e perda de inter-perspectivas derivadas das percep&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e das percep&ccedil;&otilde;es comuns sobre os riscos ambientais traduzem-se em menor capacidade adaptativa, menor reanima&ccedil;&atilde;o dos processos de decis&atilde;o e menor efic&aacute;cia na reorganiza&ccedil;&atilde;o das respostas institucionais &agrave;s amea&ccedil;as ambientais, o que se traduz, em poucas palavras, na reprodu&ccedil;&atilde;o de um sistema s&oacute;cio ecol&oacute;gico pouco resiliente (Miller <i>et al.</i>, 2008). </p> 		    <p>4.2. Vulnerabilidade social da popula&ccedil;&atilde;o residente em &aacute;reas sujeitas a processos de eros&atilde;o costeira </p> 		    <p>Uma primeira aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise das vulnerabilidades sociais e territoriais foi ensaiada, tendo em conta a escala dos casos de estudo, por &aacute;rea de costa e um zonamento de cerca de 500 metros para o interior, tal como referido na explica&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica. Mas deve desenvolver-se para al&eacute;m dos indicadores de caracteriza&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios de risco passando a envolver tamb&eacute;m as racionalidades socioecon&oacute;micas que os preenchem, a pr&oacute;pria percep&ccedil;&atilde;o do risco de uma s&eacute;rie de actores sociais e os mecanismos pol&iacute;ticos de protec&ccedil;&atilde;o civil e de accionamento das pol&iacute;ticas ambientais. Como introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o das vulnerabilidades, nas 2 &aacute;reas de estudo, optou-se por georreferenciar algumas vari&aacute;veis censit&aacute;rias que dizem respeito a dimens&otilde;es fulcrais da exposi&ccedil;&atilde;o humana aos riscos ambientais: caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o, do espa&ccedil;o humanizado e dos seus usos. Com base na unidade habita&ccedil;&atilde;o, neste n&iacute;vel de an&aacute;lise, relaciona-se uma popula&ccedil;&atilde;o mais idosa (com 65 ou mais anos de idade) com resid&ecirc;ncias de constru&ccedil;&atilde;o mais antiga e usos do edificado (para fins habituais ou sazonais de resid&ecirc;ncia), tendo-se tamb&eacute;m recorrido a outras vari&aacute;veis dispon&iacute;veis para a escala do quarteir&atilde;o. A t&iacute;tulo de exemplo, os dados mostram a discrimina&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o idosa e as zonas onde &eacute; mais abundante, residindo em zonas extremamente sens&iacute;veis ao risco de eros&atilde;o e nos edif&iacute;cios mais antigos, constru&iacute;dos maioritariamente antes de 1970, o que &eacute; bem not&oacute;rio tanto em Espinho como na Costa da Caparica. Em ambos os n&uacute;cleos urbanos a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante envelhecida, em alguns quarteir&otilde;es a popula&ccedil;&atilde;o com 65 ou mais anos representa entre 40% a 60%, chegando em alguns quarteir&otilde;es a representar mais de 80%. </p> 		    <p>A sobreposi&ccedil;&atilde;o ponderada das 7 vari&aacute;veis socioecon&oacute;micas de caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o residente permitiu obter uma primeira imagem do grau de vulnerabilidade social da popula&ccedil;&atilde;o residente na Costa da Caparica e em Espinho que dever&aacute;, posteriormente, ser complementado com indicadores de vulnerabilidade f&iacute;sica e avalia&ccedil;&atilde;o de risco desenvolvidos por outros estudos (Ferreira, 2006) (<a href="#f5">Figura 5</a> e <a href="#f6">Figura 6</a>). </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f5"></a> </p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a02f5.jpg"></p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f6"></a> </p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a02f6.jpg"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>As vulnerabilidades atr&aacute;s referidas interagem com a no&ccedil;&atilde;o de risco e esta est&aacute; relacionada com uma percep&ccedil;&atilde;o elementar do perigo que se encontra associado a algo que se desconhece. V&aacute;rios autores assinalam uma diminui&ccedil;&atilde;o do risco percebido como resultado da exposi&ccedil;&atilde;o continuada a situa&ccedil;&otilde;es de perigo que n&atilde;o t&ecirc;m trazido, por casualidade, consequ&ecirc;ncias vis&iacute;veis, de modo repetitivo (Halpern-Felsher <i>et al.</i>, 2001; Silva &amp; Lima, 1997). Em Portugal, os estudos sobre as quest&otilde;es ambientais publicados nos &uacute;ltimos anos indicam que tamb&eacute;m h&aacute; uma aparente diminui&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o do risco como resultado de uma insensibiliza&ccedil;&atilde;o com origem na exposi&ccedil;&atilde;o continuada a situa&ccedil;&otilde;es de risco (Lima, 2004).</p> 		    <p>A vulnerabilidade est&aacute; igualmente relacionada com a capacidade dos actores sociais para lidar com processos de mudan&ccedil;a, para se organizarem e encontrar solu&ccedil;&otilde;es, preferencialmente colectivas, gerirem potenciais conflitos, ou seja, para criar as condi&ccedil;&otilde;es para uma gest&atilde;o sustent&aacute;vel dos riscos ambientais. Por gest&atilde;o sustent&aacute;vel dos riscos ambientais entende-se uma forma de governa&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios de modo a encontrar um equil&iacute;brio de longo prazo entre os factores de desenvolvimento socioecon&oacute;mico das popula&ccedil;&otilde;es e a mitiga&ccedil;&atilde;o das amea&ccedil;as da escassez ambiental ou dos eventos extremos, devendo-se atender ao potencial intr&iacute;nseco do conflito (Craveiro, 2007: 124). A quest&atilde;o do conflito recoloca, ali&aacute;s, a quest&atilde;o da efic&aacute;cia do Estado numa nova ordem pol&iacute;tica conjugada com a governa&ccedil;&atilde;o ou a participa&ccedil;&atilde;o activa dos cidad&atilde;os e dos seus grupos de interesse (Bredariol e Vieira, 2006: 33), devendo assim a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica integrar os processos de gest&atilde;o sustent&aacute;vel dos riscos.</p> 		    <p>O entendimento que os residentes t&ecirc;m dos processos de eros&atilde;o costeira ser&aacute; aferida com recurso a uma classifica&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos resultantes da participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico em instrumentos de ordenamento do territ&oacute;rio para a protec&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o das zonas costeiras. Os relat&oacute;rios de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na discuss&atilde;o dos POOC discriminam os agentes que participaram, a t&iacute;tulo individual ou institucional, sendo interessante confrontar os tipos de argumenta&ccedil;&atilde;o desenvolvida pelos diversos agentes. Mas fundamentalmente a consulta dos POOC sustentou a selec&ccedil;&atilde;o de interlocutores privilegiados e forneceu uma primeira aproxima&ccedil;&atilde;o ao sistema de actores, dando a perceber a valoriza&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es geradoras de conflito ou consenso e o n&uacute;mero e natureza das institui&ccedil;&otilde;es envolvidas, como do tipo de quest&otilde;es que os particulares apresentaram de forma nominal. O projecto RENCOASTAL privilegia a realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas explorat&oacute;rias e outras t&eacute;cnicas de ausculta&ccedil;&atilde;o directa das popula&ccedil;&otilde;es ou grupos vulner&aacute;veis (sess&otilde;es com grupos focais) e a inquiri&ccedil;&atilde;o por frentes mar&iacute;timas urbanas, em zonas de risco.</p> 		    <p>Foram, assim, realizadas entrevistas a um sistema de actores, residentes, representantes de interesses espec&iacute;ficos, gestores e decisores sobre os diferentes tipos de interven&ccedil;&atilde;o (<i>intrusivas</i> ou <i>colaborativas</i>) para a defesa das zonas costeiras e das actividades humanas nelas situadas. Entre Julho e Setembro do ano de 2011 realizaram-se 25 entrevistas explorat&oacute;rias, envolvendo essencialmente a Costa da Caparica e 2 em Espinho, ao Presidente da C&acirc;mara Municipal e ao Presidente da Junta de Freguesia de Paramos. A maior incid&ecirc;ncia na Costa da Caparica prende-se com o facto de se constituir como palco privilegiado de conflitos (a prop&oacute;sito dos Parques de Campismo e das recentes interven&ccedil;&otilde;es de valoriza&ccedil;&atilde;o urbana e de protec&ccedil;&atilde;o costeira, prevendo-se a deslocaliza&ccedil;&atilde;o dos referidos Parques e tendo-se consolidado uma ocupa&ccedil;&atilde;o do sector da hotelaria e restaura&ccedil;&atilde;o, assim como a inibi&ccedil;&atilde;o de aspectos tradicionais associados &agrave; arte x&aacute;vega de trac&ccedil;&atilde;o motora, em plena praia, de redes de pesca). Auscultaram-se 23 entidades na Costa da Caparica (destacando-se associa&ccedil;&otilde;es ligadas a actividades empresariais da restaura&ccedil;&atilde;o, com 6 entrevistas, e entidades de representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ou autoridades locais, igualmente com 6 entrevistas, mais 4 entrevistas a dirigentes de associa&ccedil;&otilde;es de surf e campismo, 3 a associa&ccedil;&otilde;es de moradores, 1 a sindicato de pescadores e 2 a associa&ccedil;&otilde;es de interesses culturais sobre a defesa das tradi&ccedil;&otilde;es locais, sobretudo com a protec&ccedil;&atilde;o da arte x&aacute;vega e do tipo de constru&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; actividade da pesca). As restantes entrevistas serviram como pontos de aferi&ccedil;&atilde;o para os outros casos de estudo, prevendo-se para breve contactos mais intensivos em Faro e Espinho, no sentido de explorar a realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es com pescadores (grupos focais), como na Costa da Caparica. </p> 		    <p>As entrevistas explorat&oacute;rias incidem sobre temas gerais, sobre as causas e consequ&ecirc;ncias da eros&atilde;o costeira, e algumas quest&otilde;es espec&iacute;ficas sobre a identifica&ccedil;&atilde;o das zonas de risco na Costa da Caparica e a equidade na distribui&ccedil;&atilde;o dos custos e medidas adaptativas. Os resultados auxiliam, neste momento, a estrutura&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito a lan&ccedil;ar em frentes mar&iacute;timas urbanizadas nos casos de estudo, e extraem-se quest&otilde;es cr&iacute;ticas para a reuni&atilde;o com os grupos focais. O gui&atilde;o da entrevista discrimina-se em perguntas sobre a evolu&ccedil;&atilde;o da linha da costa (percep&ccedil;&atilde;o da eros&atilde;o costeira ao longo dos anos e eventos danosos), causas e consequ&ecirc;ncias, assim como uma avalia&ccedil;&atilde;o social sobre medidas de protec&ccedil;&atilde;o, papel das entidades envolvidas e os valores ou interesses a proteger.</p> 		    <p>Uma das quest&otilde;es gerais sobre a percep&ccedil;&atilde;o das causas (&laquo;em seu entender quais s&atilde;o as principais causas da eros&atilde;o costeira?&raquo;) indicia um fraco conhecimento sobre as mesmas, atribuindo-se a responsabilidade ao mar, e ao seu c&iacute;clico comportamento (&laquo;Sempre existiram maresias e temporais, o mar entrava pela terra porque n&atilde;o havia nada para o suster, por essa raz&atilde;o foi feita a muralha&raquo;, conforme avan&ccedil;a um representante de pescadores na Costa da Caparica ou, de acordo com as palavras de um dirigente de uma associa&ccedil;&atilde;o em defesa da arte x&aacute;vega e dos chamados palheiros dos pescadores, &laquo;Somos casas de praia, n&atilde;o de campo nem de cidade. Quando falamos em recuar queremos dizer recuar a dist&acirc;ncia necess&aacute;ria para estarmos salvaguardados do avan&ccedil;o do mar. Que para n&oacute;s nunca foi preocupa&ccedil;&atilde;o [o avan&ccedil;o do mar] porque j&aacute; estamos habituados&raquo;). </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente a causas antr&oacute;picas, &eacute; abundantemente referido no local, pelos pescadores e associa&ccedil;&otilde;es de interesses culturais, a extrac&ccedil;&atilde;o de areias entre a Trafaria e o Bugio, o que segundo a opini&atilde;o recolhida veio agravar a vulnerabilidade da Costa da Caparica &agrave; agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, embora o mar continue sempre a ser o principal agente <i>respons&aacute;vel</i> (&laquo;t&iacute;nhamos uma grande ilha de areia, mas com as obras da Expo e com as obras feitas em Oeiras […]&raquo;, representante dos pescadores). Outra causa antr&oacute;pica referida &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o em altura e a ocupa&ccedil;&atilde;o urbana sobre a orla costeira, o que se entende pela oposi&ccedil;&atilde;o entre um estilo de vida mais tradicional e comunit&aacute;rio e o destino das zonas costeiras, objecto de f&eacute;rias massivas e lugar adensado por novas constru&ccedil;&otilde;es urbanas (&laquo;N&oacute;s como pescadores acreditamos que a constru&ccedil;&atilde;o pesada d&aacute; origem &agrave; eros&atilde;o, porque a Sul da costa da Caparica, temos as dunas e as praias praticamente intactas, e a&iacute; n&atilde;o houve constru&ccedil;&atilde;o pesada&raquo;, mesmo dirigente de pescadores).</p> 		    <p>Relativamente &agrave;s consequ&ecirc;ncias &eacute; quase sempre referido o recuo das &aacute;reas de praia, mas n&atilde;o a inunda&ccedil;&atilde;o de zonas habitacionais consolidadas, uma vez que tem competido &agrave;s entidades estatais a protec&ccedil;&atilde;o de pessoas e bens,<i> custe o que custar</i>, defendendo-se a solu&ccedil;&atilde;o extrema do amuralhamento, onde for necess&aacute;rio, como em frente &agrave; zona mais densamente urbanizada. Contudo, os pescadores criticam a edifica&ccedil;&atilde;o sobre a &laquo;muralha&raquo;, com &laquo;bunkers&raquo;, numa alus&atilde;o clara aos novos restaurantes da linha da Costa da Caparica, e acentuam mais uma vez a rela&ccedil;&atilde;o, apesar de esp&uacute;ria, entre a constru&ccedil;&atilde;o urbana e a eros&atilde;o costeira (a reten&ccedil;&atilde;o de sedimentos, por obras hidr&aacute;ulicas ao longo do leito dos rios, tem contribu&iacute;do muito mais para a eros&atilde;o costeira, enquanto causa provocada pela ac&ccedil;&atilde;o humana;a constru&ccedil;&atilde;o humana representa, mais, um sinal de vulnerabilidade e de exposi&ccedil;&atilde;o ao risco que um factor de causa). </p> 		    <p>Por seu turno, propriet&aacute;rios da restaura&ccedil;&atilde;o argumentam em favor da valoriza&ccedil;&atilde;o urbana da Costa, como tem acontecido, salvo no que diz respeito &agrave; quest&atilde;o do areal que devia merecer uma maior alimenta&ccedil;&atilde;o artificial, para se evitarem &laquo;coment&aacute;rios negativos&raquo; de quem visita a Caparica (como referido por um propriet&aacute;rio de um dos novos restaurantes). Regista-se, aqui, a pot&ecirc;ncia conflitual entre interesses, e entre formas de ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio (entre casas antigas de pescadores, sobretudo na Fonte da Telha, mais a ocupa&ccedil;&atilde;o a Norte para campismo e as novas constru&ccedil;&otilde;es para restaura&ccedil;&atilde;o, sobre a <i>muralha</i>, e as novas unidades hoteleiras). Est&aacute; tamb&eacute;m em causa um sentido de equidade ambiental na distribui&ccedil;&atilde;o dos danos e custos derivados da eros&atilde;o costeira e das medidas de protec&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, a actividade de campismo parece claramente prejudicada (&laquo;O pared&atilde;o est&aacute; mesmo a ceder, n&atilde;o vai aguentar muito mais tempo […], estamos preocupados porque, mesmo em frente ao Parque, a &aacute;gua chega l&aacute; de certeza nas mar&eacute;s vivas; Em Novembro passado [2010] a &aacute;gua entrou, um pouco no parque pela primeira vez&raquo;: dirigente de Parque de Campismo). Tamb&eacute;m a actividade da pesca, por escassez de praia (as redes costumavam ser arrastadas para terra com tractores na praia ou trac&ccedil;&atilde;o animal) e proibi&ccedil;&otilde;es sucessivas sobre essas pr&aacute;ticas se sente afectada.</p> 		    <p>Contudo, quanto &agrave; urg&ecirc;ncia de protec&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se detectam dissens&otilde;es locais, antes a percep&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime (por parte dos representantes de interesses econ&oacute;micos ou culturais) que compete ao Estado tomar medidas, embora o sentido dessas medidas deva estar conformado &agrave; defesa das ocupa&ccedil;&otilde;es e actividades existentes. A vis&atilde;o de respons&aacute;veis pol&iacute;ticos mais pr&oacute;ximos das popula&ccedil;&otilde;es (representantes de Juntas de Freguesia) n&atilde;o difere destas aprecia&ccedil;&otilde;es gerais. Segundo um dos autarcas locais, &laquo;Existe um recuo de costa efectivo, e existe outra coisa que &eacute; a subida de n&iacute;vel dos Oceanos, e estas duas coisas em conjunto s&atilde;o explosivas. Ou se entra por uma defesa costeira pura e dura, ou ent&atilde;o estamos sujeitos a que a resist&ecirc;ncia que ser&aacute; oferecida &agrave; viol&ecirc;ncia do mar seja de curta dura&ccedil;&atilde;o&raquo;. </p> 		    <p>Apenas dirigentes de organismos do poder central desenvolvem uma aprecia&ccedil;&atilde;o menos comprometida com as expectativas locais, e uma valoriza&ccedil;&atilde;o ambiental que, em &uacute;ltimo recurso, apela directamente &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es locais, n&atilde;o se inibindo de se defender uma taxa de litoraliza&ccedil;&atilde;o ou a proibi&ccedil;&atilde;o de novas constru&ccedil;&otilde;es. Por seu lado,os representantes de interesses locais ou de associa&ccedil;&otilde;es culturais rejeitam custear solu&ccedil;&otilde;es adaptativas, cabendo essa tarefa &agrave;s entidades centrais.</p> 		    <p>No entanto, o n&uacute;mero total das entrevistas realizadas n&atilde;o &eacute; suficiente para estruturar oposi&ccedil;&otilde;es mais vincadas, constituindo-se como uma primeira aproxima&ccedil;&atilde;o aos actores no terreno e ferramenta de extrac&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es cr&iacute;ticas para as fases de inquiri&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o em prepara&ccedil;&atilde;o. Estas quest&otilde;es cr&iacute;ticas reportam-se aos modelos de desenvolvimento urbano e ao balan&ccedil;o entre os factores ambientais e os interesses locais. Estes interesses locais argumentam pela defesa intransigente de medidas adaptativas que impliquem a n&atilde;o cessa&ccedil;&atilde;o de actividades e a perman&ecirc;ncia da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana. A valoriza&ccedil;&atilde;o destes factores sociais contraria solu&ccedil;&otilde;es adaptativas que envolvam a relocaliza&ccedil;&atilde;o de actividades e o recuo de formas de ocupa&ccedil;&atilde;o, como no caso das ocupa&ccedil;&otilde;es amov&iacute;veis e constru&ccedil;&otilde;es com materiais menos resistentes (Parques de Campismo e palheiros), denotando-se j&aacute; aqui a presen&ccedil;a de uma conflitualidade aberta com recurso &agrave; judicializa&ccedil;&atilde;o dos direitos de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o adquiridos. </p> 		    <p>Est&atilde;o em causa, assim, aprecia&ccedil;&otilde;es de ordem social associadas &agrave; equidade ambiental, pois as interven&ccedil;&otilde;es levadas a cabo no territ&oacute;rio acabam por favorecer <i>uns </i>e afectar negativamente <i>outros</i>. Este sentimento de desigualdade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos custos ambientais e altera&ccedil;&otilde;es programadas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios &eacute;, como ilustrado atr&aacute;s, mais marcante entre ocupa&ccedil;&otilde;es menos estruturantes e actividades menos pesadas e as outras actividades que se julgam promovidas pelas pol&iacute;ticas urbanas e formas de protec&ccedil;&atilde;o costeira (novos locais de restaura&ccedil;&atilde;o sobre estrutura de protec&ccedil;&atilde;o, maior seguran&ccedil;a contra inunda&ccedil;&otilde;es para zonas urbanas consolidadas). </p> 		    <p>Estas considera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o extrapol&aacute;veis para os outros casos de estudo (Espinho e Faro), mas suportam uma an&aacute;lise dos conflitos ambientais baseada no antagonismo de interesses e na percep&ccedil;&atilde;o dos impactos sociais das altera&ccedil;&otilde;es das condi&ccedil;&otilde;es ambientais assim como das medidas de protec&ccedil;&atilde;o costeira. Apenas o aprofundamento dos momentos de inquiri&ccedil;&atilde;o e do contacto directo com grupos locais pode (melhor) fundamentar que a agudiza&ccedil;&atilde;o dos conflitos ambientais resulta da sobreposi&ccedil;&atilde;o entre vulnerabilidades sociais e desfavorecimentos ambientais, como consequ&ecirc;ncia quer da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e recuo da linha da costa quer como produto das op&ccedil;&otilde;es adaptativas que, eventualmente, valorizam (ou acabam por valorizar numa primeira fase) os aspectos econ&oacute;micos ligados ao turismo e a seguran&ccedil;a das ocupa&ccedil;&otilde;es urbanas mais densas e consolidadas em detrimento de ocupa&ccedil;&otilde;es amov&iacute;veis e actividades do sector prim&aacute;rio. Deste modo, &eacute; igualmente importante, para o projecto em curso, aprofundar a metodologia da constru&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica de &iacute;ndices de vulnerabilidade, jogando com diversos factores sociais, geomorfol&oacute;gicos e da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, incluindo-se igualmente como factor de pondera&ccedil;&atilde;o a percep&ccedil;&atilde;o social do risco. Neste caso, e como resultado das entrevistas explorat&oacute;rias, a indisponibilidade dos grupos locais para o custeamento de solu&ccedil;&otilde;es adaptativas e de protec&ccedil;&atilde;o costeira deve ser entendida como indicador de vulnerabilidade social, entre outros associados a ocupa&ccedil;&otilde;es territoriais e condi&ccedil;&otilde;es habitacionais.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Conclus&otilde;es </b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As comunidades abrangidas pelo projecto s&atilde;o potencialmente vulner&aacute;veis &agrave;s consequ&ecirc;ncias da eros&atilde;o costeira n&atilde;o s&oacute; porque vivem em &aacute;reas onde estes processos de eros&atilde;o est&atilde;o activos mas tamb&eacute;m pelas formas de ocupa&ccedil;&atilde;o humana e depend&ecirc;ncia das actividades face a condi&ccedil;&otilde;es de amenidade ambiental. Apela-se, de forma geral, a uma forte interven&ccedil;&atilde;o do Estado no desenvolvimento de medidas de protec&ccedil;&atilde;o da orla costeira, solicitando um tipo de interven&ccedil;&atilde;o pesado por parte da engenharia civil, em desfavor de outros investimentos ou op&ccedil;&otilde;es adaptativas. No entanto, a crise econ&oacute;mica actual pode conduzir &agrave; n&atilde;o disponibiliza&ccedil;&atilde;o de verbas e ao adiar de solu&ccedil;&otilde;es. A eros&atilde;o costeira caracteriza-se por ser um risco gradual e progressivo, exigindo que se adoptem medidas mitigadoras (o recuo das formas de ocupa&ccedil;&atilde;o humana &eacute; uma medida poss&iacute;vel) e n&atilde;o apenas adaptativas, de refor&ccedil;o de estruturas pesadas de protec&ccedil;&atilde;o ou de repara&ccedil;&atilde;o dos danos. Ali&aacute;s, cr&ecirc;-se que os custos reparadores ser&atilde;o extremamente mais elevados, tendo em conta que a remedia&ccedil;&atilde;o dos danos &eacute; mais onerosa que o desenvolvimento de ac&ccedil;&otilde;es preventivas. </p> 		    <p>H&aacute;, contudo, que conciliar interesses sociais e depend&ecirc;ncias ambientais, requerendo-se mecanismos de ausculta&ccedil;&atilde;o social e a identifica&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidades. As pol&iacute;ticas de ordenamento do territ&oacute;rio s&atilde;o mais sens&iacute;veis &agrave; gest&atilde;o dos riscos naturais e induzidos, enquanto certamente se densificam regulamenta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas na senda de alertas sobre as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e os riscos ambientais, mas o car&aacute;cter potencial dos conflitos ambientais n&atilde;o deve ser subestimado </p> 		    <p>Refira-se que um dos objectivos do projecto &eacute; n&atilde;o apenas o estudo dos conflitos, e das formas de regula&ccedil;&atilde;o ambiental, mas tamb&eacute;m contribuir para o desenvolvimento de uma maior sensibilidade ambiental, atrav&eacute;s da pondera&ccedil;&atilde;o de factores de vulnerabilidade, e reuni&otilde;es com grupos sociais e respons&aacute;veis por interesses locais. Cr&ecirc;-se que a sustentabilidade e a resili&ecirc;ncia das zonas costeiras n&atilde;o dispensam a percep&ccedil;&atilde;o do risco pelas popula&ccedil;&otilde;es, mas a quest&atilde;o essencial parece prender-se com a equidade ambiental e os impactos sociais das medidas a adoptar Outra quest&atilde;o a explorar nos pr&oacute;ximos momentos de inquiri&ccedil;&atilde;o, como com maior pormenor na pondera&ccedil;&atilde;o de factores para a constru&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndices de vulnerabilidade, diz respeito ao confronto de solu&ccedil;&otilde;es mitigadoras e adaptativas, entre perspectivas de interven&ccedil;&atilde;o mais pesada ou menos intrusiva.</p> 		    <p>O risco de eros&atilde;o costeira caracteriza-se por uma ac&ccedil;&atilde;o combinada, entre factores naturais e sociais, de exposi&ccedil;&atilde;o humana gradual e progressiva, registando-se um importante diferimento entre as causas (m&uacute;ltiplas e dispersas no espa&ccedil;o e no tempo) e a visibilidade dos danos. Este diferimento dificulta tamb&eacute;m, por um lado, uma assun&ccedil;&atilde;o mais clara da consci&ecirc;ncia do risco, e do sentido da responsabilidade humana. Por outro, o acentuar de factores de incerteza sobre altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e solu&ccedil;&otilde;es futuras parece desfavorecer investimentos mais urgentes, e debates mais alargados sobre as formas de preven&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o da orla costeira.</p> 		    <p>Finalmente, parece ainda ressaltar uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre os interesses sociais defendidos, na depend&ecirc;ncia das suas localiza&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio, e os argumentos invocados. Deste modo, embora os conflitos ambientais se expressem por novos factores de desigualdade e n&atilde;o estruturem, necessariamente, uma oposi&ccedil;&atilde;o inter-classista (uma vez que a depend&ecirc;ncia ambiental das actividades &eacute; determinante por sobre as posi&ccedil;&otilde;es socialmente estratificadas), estes conflitos reproduzem ainda o estafado argumento cl&aacute;ssico (<i>o ser determina a</i> consci&ecirc;ncia) que associa intimamente a experi&ecirc;ncia dos actores sociais ao seu tipo de discurso e ac&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>A explora&ccedil;&atilde;o das depend&ecirc;ncias ambientais e da percep&ccedil;&atilde;o do risco devem igualmente pesar na constru&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndices de vulnerabilidade, para al&eacute;m das vari&aacute;veis tradicionais ligadas a condi&ccedil;&otilde;es sociais ou demogr&aacute;ficas, assim como a exist&ecirc;ncia de estruturas de protec&ccedil;&atilde;o costeira. A experi&ecirc;ncia dos actores reflecte-se tamb&eacute;m na percep&ccedil;&atilde;o do risco e deve condicionar a posi&ccedil;&atilde;o face a medidas de preven&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o, dimens&otilde;es que merecem uma melhor explora&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do projecto.</p> 		    <p>Ressalve-se, ainda, que a eros&atilde;o costeira e, duma forma geral, a sustentabilidade das formas de humaniza&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios refor&ccedil;am elementos de incerteza perante um futuro que permanece, em si, indeterminado. Acentuam-se, pois, dimens&otilde;es de conflito associadas &agrave; disputa dos factores de favorecimento e &agrave; visibilidade imediata das formas de protec&ccedil;&atilde;o face aos riscos ambientais, com recurso a interven&ccedil;&otilde;es pesadas que s&atilde;o as que melhor sufragam o sentimento de seguran&ccedil;a. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Bibliografia</b></p> 		    <!-- ref --><p>Andrade, C.; Pires, H.; Silva, P. (2006) - Zonas Costeiras. <i>In:</i> E.D. Santos &amp; P. Miranda (eds.), <i>Altera&ccedil;&otilde;es Clim&aacute;ticas em Portugal: Cen&aacute;rios, Impactos e Medidas de Adapta&ccedil;&atilde;o. Projecto SIAM II</i>, pp.169-206, Projecto SIAM II, Gradiva, Lisboa, Portugal. ISBN: 972-662-843-1. Dispon&iacute;vel em <a href="http://siam.fc.ul.pt/siamII_pdf/SIAMII.pdf" target="_blank">http://siam.fc.ul.pt/siamII_pdf/SIAMII.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-8872201200030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Andrade, F.; Cabral, H.; Borges, M.F. (2009) - Ambientes Costeiros. <i>In:</i> Henrique Miguel Pereira, Tiago Domingos, Lu&iacute;s Vicente e V&acirc;nia Proen&ccedil;a (eds.), <i>Ecossistemas e Bem Estar Humano, Avalia&ccedil;&atilde;o para Portugal do Millenium Ecossystem Assessement</i>, pp.413-435, Escolar Editora, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ecossistemas.org/ficheiros/livro/Capitulo_12.pdf" target="_blank">http://ecossistemas.org/ficheiros/livro/Capitulo_12.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-8872201200030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>APA (2011) – <i>Relat&oacute;rio de Estado do Ambiente 2011</i>. 200 p., Ag&ecirc;ncia Portuguesa do Ambiente, Lisboa, Portugal. ISBN: 9789728577599. Dispon&iacute;vel em <a href="http://sniamb.apambiente.pt/docs/REA/rea2011.pdf" target="_blank">http://sniamb.apambiente.pt/docs/REA/rea2011.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-8872201200030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bredariol, C.;, &amp; Vieira, L. (2006) - <i>Cidadania e Pol&iacute;tica Ambiental</i>. 171 p., Record Editora, Rio de Janeiro, ISBN: 8501052655.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-8872201200030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Caetano, M.; Nunes, V.; Ara&uacute;jo, A. (2008) - Concep&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento das especifica&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas da nova Carta de Ocupa&ccedil;&atilde;o do Solo de Portugal Continental. 20 p., <i>Atas do X Encontro de Utilizadores de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (ESIG 2008)</i>, Oeiras, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.igeo.pt/gdr/pdf/Caetano2008_ESIG08_ID14.pdf" target="_blank">http://www.igeo.pt/gdr/pdf/Caetano2008_ESIG08_ID14.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-8872201200030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Caetano, M.; Nunes, V.; Pereira, M. (2009) - Land Use and Land Cover Map of Continental Portugal for 2007 (COS2007): project presentation and technical specifications development. <i>3rd Workshop of the EARSeL Special Interest Group on Land Use / Land Cover</i>, 12 p., Bonn, Germany. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.igeo.pt/gdr/pdf/Caetano_2009_EARSEL.pdf" target="_blank">http://www.igeo.pt/gdr/pdf/Caetano_2009_EARSEL.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-8872201200030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cancela, J.; Afonso, J.M.; Rebolo, L.;, Barros-Gomes, H.; Teles, M.; Barata, A. (2000) - POOC <i>Sintra-Sado. Semin&aacute;rio A Zona Costeira de Portugal, Os Planos de Ordenamento da Orla Costeira,</i> pp.109-123, Associa&ccedil;&atilde;o EUROCOAST-Portugal, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201200030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Careto, H.; Lima, S. (2007) - <i>Turismo e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel</i>. 294p., Geota, Lisboa, Portugal. ISBN: 978-9728898-090.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-8872201200030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <p>CCE (2000) - <i>Parecer do Comit&eacute; das Regi&otilde;es sobre: a &laquo;Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o ao Conselho e ao Parlamento Europeu relativamente &agrave; Gest&atilde;o Integrada da Zona Costeira: uma estrat&eacute;gia para a Europa&raquo;, e a &laquo;Proposta de recomenda&ccedil;&atilde;o do Parlamento Europeu e do Conselho relativamente &agrave; execu&ccedil;&atilde;o da Gest&atilde;o Integrada da Zona Costeira na Europa&raquo; (2001/C 148/07)</i>. Jornal Oficial n&ordm; C 148 de 18/05/2001 p.0023-0025. <a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:C:2001:148:0023:0025:PT:PDF" target="_blank">http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:C:2001:148:0023:0025:PT:PDF</a></p> 		    <!-- ref --><p>Clark, G.; Moser, S.; Ratick, S.; Dow, K.; Meyer, W.; Emani, S.; Jin, W.; Kasperson, J.; Kasperson, R.; Schwarz, H. (1998) - Assessing the Vulnerability of Coastal Communities to Extreme Storms: The case of Revere, MA., USA. <i>Mitigation and Adaptation Strategies for Global Change</i>, 3(1):59–82, DOI: 10.1023/A:1009609710795.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-8872201200030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Claro, M.A.; Pereira, M.A. (2009) - <i>Altera&ccedil;&otilde;es Clim&aacute;ticas e Turismo - uma quest&atilde;o em aberto</i>. Departamento de Prospectiva e Planeamento e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, Minist&eacute;rio do Ambiente, do Ordenamento do Territ&oacute;rio e do Desenvolvimento Regional, Documento de Trabalho N&ordm; 1/2009, 114p., Lisboa, Portugal. <a href="http://www.dpp.pt/Lists/Pesquisa Avanada/Attachments/1122/alteracoes_climaticas.pdf" target="_blank">http://www.dpp.pt/Lists/Pesquisa%20Avanada/Attachments/1122/alteracoes_climaticas.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-8872201200030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Craveiro, J. (2007) - <i>O Homem e o Habitat: Territ&oacute;rio, Poderes P&uacute;blicos e Conflitos Ambientais</i>. 344 p., Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, Portugal. ISBN: 9789724921044&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-8872201200030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Craveiro, J.; Oliveira, T.; Pereira, A. (2003). <i>Valoriza&ccedil;&atilde;o e Protec&ccedil;&atilde;o da Zona Costeira Portuguesa. Relat&oacute;rio Final. Componente Factores Sociais, econ&oacute;micos e de planeamento urban&iacute;stico</i>. 62p., Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-8872201200030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Craveiro, J.;, Pires, I.;, Almeida, I.;, &amp; Antunes, O. (2009) - Zonas Costeiras continentais portuguesas: Quest&otilde;es pr&eacute;vias sobre a ecologia humana das Zonas Costeiras e os conflitos pelo seu uso e a regula&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios. REvCedoua <i>(Revista do Centro de Estudos de Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente) </i>(ISSN: 0874-1093), 24(2):119-126, Coimbra, Portugal&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-8872201200030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cutter, S.; Finch, C. (2007) - Temporal and spatial changes in social vulnerability to natural hazards. PNAS - <i>Proceedings of the National Academy of Sciences</i>, 105(7):2301–2306. DOI: 10.1073/pnas.0710375105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201200030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Davenport, J.; Davenport, J.L. (2006) - The impact of tourism and personal leisure transport on coastal environments: A review.<i> Estuarine, Coastal and Shelf Science,</i> 67(1–2):280–292. DOI: 10.1016/j.ecss.2005.11.026&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-8872201200030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>DGA (1989) - <i>Relat&oacute;rio de Estado do Ambiente (REA)</i>. 190 p., Minist&eacute;rio do Ambiente e Ordenamento do Territ&oacute;rio, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-8872201200030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <p>DGOTDU (2007) - <i>Relat&oacute;rio do Programa Nacional da Pol&iacute;tica de Ordenamento do Territ&oacute;rio (PNPOT). Anexo &agrave; Lei n.o 58/2007, de 4 de Setembro, que aprova o Programa Nacional da Pol&iacute;tica de Ordenamento do Territ&oacute;rio (PNPOT), rectificado pelas declara&ccedil;&otilde;es n.o 80-A, de 7 de Setembro de 2007 e n.o 103-A/2007, de 2 de Novembro de 2007</i>. 155 p., Minist&eacute;rio do Ambiente, do Ordenamento do Territ&oacute;rio e do Desenvolvimento Regional, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.territorioportugal.pt/pnpot/Storage/pdfs/PNPOT_Relatorio.pdf" target="_blank">http://www.territorioportugal.pt/pnpot/Storage/pdfs/PNPOT_Relatorio.pdf</a></p> 		    <!-- ref --><p>Dolan, A.H.; Walker, I.J. (2003) - Understanding vulnerability of coastal communities to climate change related risks. 8 p., <i>Journal of Coastal Research, SI 39 (Proceedings of the 8th International Coastal Symposium)</i>: 1317-1324. Dispon&iacute;vel em <a href="http://cip2008.cip-icu.ca/_CMS/Files/dolan.pdf" target="_blank">http://cip2008.cip-icu.ca/_CMS/Files/dolan.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Eakin, H.; Luers, A. (2006) - Assessing the Vulnerability of Social-Environmental Systems. 32 p., <i>Annual Review Environmental Resources</i>, 31:365–94. DOI: 10.1146/annurev.energy.30.050504.144352&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eakin, H.; Walser, M.L., (2008) - Human vulnerability to global environmental change. <i>In</i>: <i>Encyclopedia of Earth</i>. pp. 302-317, Eds. Cutler J. Cleveland. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.unep.org/geo/geo3/english/pdfs/chapter3_vulnerability.pdf" target="_blank">http://www.unep.org/geo/geo3/english/pdfs/chapter3_vulnerability.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-8872201200030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>EEA (1995) - <i>The Dobris Assessment, Europe’s Environment, State of the environment report, Directorate-General for the Environment</i>, European Commission No 1, Copenhagen, Denmark. ISBN: 92-826-5409-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201200030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>EEA (2006) - <i>The changing faces of Europe’s coastal areas</i>. EEA - European Environment Agency, Report No 6/2006, 107p., Copenhagen, Denmark. ISBN: 9291678422. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.eea.europa.eu/publications/eea_report_2006_6/at_download/file" target="_blank">http://www.eea.europa.eu/publications/eea_report_2006_6/at_download/file</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201200030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>EEA (2010) -<i>The European environment: state and outlook 2010. Synthesis</i>. 222p., European Environment Agency, Copenhagen, Denmark. ISBN: 978-92-9213-114-2. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.eea.europa.eu/soer/intropage/synthesis/synthesis/at_download/file" target="_blank">http://www.eea.europa.eu/soer/intropage/synthesis/synthesis/at_download/file</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201200030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>EEA(1999) - <i>State and pressures of the marine and coastal Mediterranean environment</i>. 137 p., Environmental Issues Series, n&ordm;5, Office for Official Publications of the European Communities, Copenhagen, Denmark. ISBN: 92-9167-164-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-8872201200030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>EUROSION (2006) -<i> Viver com a Eros&atilde;o Costeira na Europa. Resultados do Estudo Eurosion</i>. 38p., Servi&ccedil;o das Publica&ccedil;&otilde;es Oficiais das Comunidades Europeias, Luxemburgo. ISBN: 92-79-02209-1. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.eurosion.org/project/eurosion_pt.pdf" target="_blank">http://www.eurosion.org/project/eurosion_pt.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201200030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferr&atilde;o, J. (1996) - <i>A Demografia Portuguesa</i>. 63 p., Cadernos do P&uacute;blico, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201200030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Ferreira, J.C. (2006) - <i>Coastal zone vulnerability and risk evaluation: A tool for decision-making (an example in the Caparica Littoral - Portugal)</i>. Journal of Coastal Research, SI 39 (Proccendigs of the 8th International Coastal Symposium): 1590-1593. Dispon&iacute;vel em <a href="http://siaiacad09.univali.br/ics2004/arquivos/334_ferreira.pdf" target="_blank">http://siaiacad09.univali.br/ics2004/arquivos/334_ferreira.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-8872201200030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fonseca, M. L. (1990) -<i> Popula&ccedil;&atilde;o e territ&oacute;rio. Do pa&iacute;s &agrave; &aacute;rea metropolitana</i>. 416 p., Mem&oacute;rias do Centro de Estudos Geogr&aacute;ficos, n&ordm;14, CEG, Lisboa, Portugal. ISBN: 9726360951.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-8872201200030000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Freire S.; Santos T.; Tened&oacute;rio, J.A (2009) -<i> Recent urbanization and land use/land cover change in Portugal – the influence of coastline and coastal urban centers</i>. Journal of Coastal Research, SI 56 (Proceedings of the 10th International Coastal Symposium):, 1499–1503. Lisbon, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://e-geo.fcsh.unl.pt/ICS2009/_docs/ICS2009_Volume_II/1499.1503_S.Freire_ICS2009.pdf" target="_blank">http://e-geo.fcsh.unl.pt/ICS2009/_docs/ICS2009_Volume_II/1499.1503_S.Freire_ICS2009.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-8872201200030000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Halpern-Felsher; B.; Millstein, S.; Ellen, J.; Adler, N.; Tschann, J.; Biehl, M. (2001) - <i>The role of behavioural experience in judging risks. 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ISBN: 1559638575, 9781559638579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-8872201200030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Huber, J. (2005) - <i>Towards Industrial Ecology: Sustainable Development as a Concept of Ecological Modernization</i>. <i>In:</i> Michael R. Redclift &amp; GrahamWoodgate (eds.), New Developments in Environmental Sociology, pp.269-285, Cheltenham: Edward Elger, originally publisged in Journal of Environmental Policy &amp; Planning (2000), 2:269–285. 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Journal of Environmental Psychology, 24(1):71-74., DOI: 10.1016/S0272-4944(03)00026-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201200030000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>McLaughlin, S.; McKenna, J.; Cooper, J. (2002) - <i>Socio-economic data in coastal vulnerability indices: constraints and opportunities</i>, Journal of Coastal Research. SI36 (ICS 2002 Proceedings): 487-497. 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Millenium Ecosystem Assessment. 87 p., Millenium Ecosystem Assessment, United Nations Environment Programme, <a href="http://www.unep.org/pdf/annualreport/UNEP_AR_2006_English.pdf" target="_blank">http://www.unep.org/pdf/annualreport/UNEP_AR_2006_English.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-8872201200030000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Miller, T.R.; Baird, T.D.; Littlefield C.M.; Kofinas G.; Chapin III, F.S.; Redman, C.L. (2008) - <i>Epistemological Pluralism: Reorganizing Interdisciplinary Research. Ecology and Society </i>(ISSN: 1708-3087), 13(2):46, Wolfville, Nova Scotia, Canada. 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(2010) - <i>Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e a Vulnerabilidade da Zona Costeira do Brasil: Aspectos ambientais, sociais e tecnol&oacute;gicos</i>, Revista da Gest&atilde;o Costeira Integrada 10(2):151-177. <a href="http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-206_Nicolodi.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-206_Nicolodi.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201200030000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>O’Riordan, T. (2000). Environmental Science for Environmental Management (2nt edition). 520 p., Prentice Hall: Harlow, England. ISBN: 0582218896.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-8872201200030000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Partid&aacute;rio, M.R.; Vicente, G.; Augusto, B.; Valentim, M. (2009) - <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Ambiental Estrat&eacute;gica</i>. 198 p., Plano Regional de Ordenamento do Territ&oacute;rio do Norte, CCDRN e IST, Lisboa, Portugal. 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(2010) - <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Ambiental Estrat&eacute;gica da Altera&ccedil;&atilde;o do Plano Regional de Ordenamento do Territ&oacute;rio da &Aacute;rea Metropolitana de Lisboa, Relat&oacute;rio Ambiental</i>. 275p., IST – Instituto Superior T&eacute;cnico / PROTAML - Plano Regional de Ordenamento do Territ&oacute;rio da &Aacute;rea Metropolitana de Lisboa, Lisboa, Portugal. 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Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.turismodeportugal.pt/Português/turismodeportugal/Documents/Plano Estratégico Nacional Turismo.pdf" target="_blank">http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/turismodeportugal/Documents/Plano%20Estrat%C3%A9gico%20Nacional%20Turismo.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-8872201200030000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinto, F.T. (2004) - <i>The practice of coastal zone management in Portugal. Journal of Coastal Conservation</i>, 10(1):147-158. DOI: 10.1652/1400-0350(2004)010[0147:TPOCZM]2.0.CO;2 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-8872201200030000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pires, I.; Gibert, M.M.; Hens, L. (eds.) (2010) - <i>Studies in Human Ecology</i>., 259p., Liber Amicorun C Susane, M. Nazareth, Ph. Lef&egrave;vre-Witier, International Centre for Human Ecology, Publishing House for Science and Technology, Ha Noi, Vietnam.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-8872201200030000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Saaty, Thomas L. (2008) - <i>Decision making with the analytic hierarchy process</i>. International Journal of Services Sciences, 1(1):83-98. DOI: 10.1504/IJSSCI.2008.017590.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-8872201200030000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Silva, S.; Lima, M.L. (1997) - <i>Positive illusions related to dam risks</i>. <i>In:</i> A. Bet&acirc;mio de Almeida &amp; T. Viseu (eds.), Dams and Safety at Downstream Valleys, pp. 123-126, A.A. Balkeme, Roterd&atilde;o, Holanda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-8872201200030000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Simpson, M. (2009) - <i>Integrated approach to assess the impacts of tourism on community development and sustainable livelihoods</i>. Community Development Journal, 44(2):186-208. DOI: 10.1093/cdj/bsm048&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-8872201200030000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Turner II, B.L.; Kasperson, R.E; Matson, P.A; McCarthy, J.J; Corell, R.W; Christensen, L.; Eckley, N; Kasperson, J.X; Luers, A.; Martello, M. L.; Polsky, C.; Pulsopher, A.; Schiller, A. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Veyret, Y. (2007) - <i>Os Riscos: o Homem como Agressor e V&iacute;tima do Meio Ambiente</i>. 320p., Editora Contexto, S&atilde;o Paulo. ISBN: 9788572443548&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-8872201200030000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wu, S-Y.; Yarnal, B.; Fisher, A. (2002) - <i>Vulnerability of coastal communities to sea-level rise: a case study of Cape May County</i>, New Jersey, USA. Climate Research, 22: 255-270. DOI: 10.3354/cr022255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-8872201200030000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Yearley, S. (1996) - <i>Sociology, Environmentalism, Globalization</i>.: 161p., Sage Publications, London, U.K. ISBN: 0803975171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-8872201200030000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <p>Zou, L; Thomalla, F. (2008)- <i>The Causes of Social Vulnerability to. Coastal Hazards in Southeast Asia.</i> Stockholm Environment Institute, Working Paper, 90 p., Stockholm, Sweden. ISBN: 978-91-86125-15-8. Dispon&iacute;vel em <br />           <a href="http://www.sei-international.org/mediamanager/documents/Publications/Sustainable-livelihoods/social_vulnerability_coastal_hazards_thomalla.pdf" target="_blank">http://www.sei-international.org/mediamanager/documents/Publications/Sustainable-livelihoods/social_vulnerability_coastal_hazards_thomalla.pdf</a></p> 		    <p>&nbsp;</p>             <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> Submission: December 13, 2011; Evaluation: February 1, 2012; Reception of revised manuscript: July 5, 2012; Accepted: August 30, 2012; Available on-line: September 12, 2012</p>      ]]></body><back>
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