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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Metodologia de avaliação do risco associado ao galgamento de estruturas marítimas: Aplicação ao porto e à baía da Praia da Vitória, Açores, Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk assessment methodology for the overtopping of maritime structures: application to the port and bay of Praia da Vitória, Azores, Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present work describes the methodology developed to assess the overtopping risk of port and coastal structures that was implemented on GUIOMAR, an integrated decision support system for port and coastal management, developed by the National Laboratory for Civil Engineering (LNEC), Portugal, whose focus is to prevent and support the management of emergency situations and the long-term planning of interventions in the study area. The incident wave climate and the corresponding mean overtopping discharges per unit length of the crest of the studied structure are the basis of the above referred methodology. The sea state determination is performed by coupling numerical wave propagation models using input wave data from wave-buoys or regional forecast wave models. The overtopping calculation is carried out with the NN_OVERTOPPING2 tool, which is based on neural network modelling. This tool was developed as part of the European project CLASH to predict Froude-scaled mean wave overtopping discharges, q, and the associated confidence intervals for a wide range of coastal structure types (such as dikes, rubble mound breakwaters, and caisson structures). In addition, prototype mean overtopping estimations, allowing for scale and model effects, are provided. The presented overtopping risk assessment methodology is based on four major steps: (i) the determination of wave overtopping over the studied structure considering the incident sea waves in the period between 2009 and 2010; (ii) the determination of the probability of overtopping exceeding pre-determined thresholds and corresponding probability levels; (iii) the establishment of the levels of consequences associated to the occurrence of overtopping that exceeds those thresholds; (iv) the combination of the above steps to assess overtopping risk levels. Once obtained the risk level, it is possible to plot it on a map, as well as the acceptability level of that risk in each studied zone or structure. This information is crucial for the management of long-term interventions on port and coastal areas. The methodology was tested for three different structure cross-sections of the port and bay of Praia da Vitória, at Terceira Island, Azores: the cross-section of the south breakwater that directly protects the dock 12 of the port, the cross-section of the seawall directly in front of the entrance of the bay of Praia da Vitória and the cross-section of the root of an existing groyne in the same area. In all studied sections, the risk of overtopping caused by the incident sea waves was characterized for the two-year period between 2009 and 2010. The presented methodology proved to be simple and effective enabling the easy extension to other types of risk (navigation, floods). Moreover, the methodology implemented on the GUIOMAR system is a step forward and a valuable contribution to make a more robust and effective support to the port and coastal management.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação de risco]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o do risco associado ao galgamento de estruturas mar&iacute;timas. Aplica&ccedil;&atilde;o ao porto e &agrave; ba&iacute;a da Praia da Vit&oacute;ria, A&ccedil;ores, Portugal <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p>     <p><b>Risk assessment methodology for the overtopping of maritime structures. application to the port and bay of Praia da Vit&oacute;ria, Azores, Portugal</b></p>     <p><b>Diogo Ruben Neves </b><sup>@, 1</sup><b>, Jo&atilde;o Alfredo Santos </b><sup>2</sup><b>, Maria Teresa Reis </b><sup>1</sup><b>, Concei&ccedil;&atilde;o Juana Fortes </b><sup>1</sup><b>, Anabela Sim&otilde;es </b><sup>3</sup><b>, Eduardo Brito Azevedo </b><sup>4</sup><b>, Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Rodrigues </b><sup>5</sup></p>     <p>@ - Corresponding author</p>     <p>1 - LNEC, Av. do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa, Portugal. e-mails: <a href="mailto:dneves@lnec.pt">dneves@lnec.pt</a>, <a href="mailto:treis@lnec.pt">treis@lnec.pt</a>, <a href="mailto:jfortes@lnec.pt">jfortes@lnec.pt</a></p>     <p>2 - ISEL, R. Conselheiro Em&iacute;dio Navarro, 1, 1959-007 Lisboa, Portugal. <a href="mailto:jasantos@dec.isel.ipl.pt">jasantos@dec.isel.ipl.pt</a></p>     <p>3 - Universidade dos A&ccedil;ores, LAMTEC, 9700-416 Praia da Vit&oacute;ria, Portugal, <a href="mailto:anabela@uac.pt">anabela@uac.pt</a></p>     <p>4 - Universidade dos A&ccedil;ores, Terra Ch&atilde;, 9701-851 Angra do Hero&iacute;smo, Portugal, <a href="mailto:edubrito@uac.pt">edubrito@uac.pt</a></p>     <p>5 - Administra&ccedil;&atilde;o dos Portos da Terceira e Graciosa S.A., Zona Portu&aacute;ria, Cabo da Praia, 9760-571 Praia da Vit&oacute;ria, Portugal. <a href="mailto:mcrodrigues@aptg.pt">mcrodrigues@aptg.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste trabalho, descreve-se a metodologia desenvolvida para a avalia&ccedil;&atilde;o do risco associado &agrave; ocorr&ecirc;ncia de galgamentos de estruturas portu&aacute;rias e costeiras que foi implementada no sistema integrado de apoio &agrave; decis&atilde;o na gest&atilde;o portu&aacute;ria e costeira, GUIOMAR.</p>     <p>Componente b&aacute;sica desta metodologia &eacute; a caracteriza&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidente no trecho da estrutura em estudo e a estima&ccedil;&atilde;o dos valores correspondentes do caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento daquela estrutura. A determina&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima &eacute; efetuada recorrendo a uma metodologia de acoplamento de modelos num&eacute;ricos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas, com base em dados de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima provenientes de b&oacute;ias ou de modelos regionais de previs&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o. O c&aacute;lculo dos galgamentos &eacute; efetuado com recurso a uma ferramenta baseada na an&aacute;lise de redes neuronais.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o simplificada do risco dos galgamentos aqui apresentada resulta da combina&ccedil;&atilde;o dos valores da probabilidade e das consequ&ecirc;ncias associados &agrave; ocorr&ecirc;ncia de caudais m&eacute;dios galgados que ultrapassam um determinado limiar de caudal galgado. Embora a defini&ccedil;&atilde;o deste limiar dependa das consequ&ecirc;ncias dos galgamentos para a zona em estudo, considera-se apenas um valor para as consequ&ecirc;ncias da ultrapassagem do limiar fixado, sem refletir a expect&aacute;vel varia&ccedil;&atilde;o dos preju&iacute;zos com o valor do caudal galgado. A probabilidade de exced&ecirc;ncia do limiar &eacute; determinada calculando o quociente entre o n&uacute;mero de estados de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidentes na estrutura em que tal ultrapassagem ocorreu pelo n&uacute;mero total de estados de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidentes na zona em estudo.</p>     <p>Uma vez obtido o valor do risco &eacute; poss&iacute;vel representar graficamente o grau de risco e o grau de aceitabilidade desse mesmo risco em cada zona e estrutura estudada. Esta informa&ccedil;&atilde;o &eacute; crucial do ponto de vista de planeamento a longo prazo de interven&ccedil;&otilde;es em zonas portu&aacute;rias ou costeiras .</p>     <p>Testou-se a metodologia com tr&ecirc;s trechos distintos de estruturas de prote&ccedil;&atilde;o costeira ou portu&aacute;ria existentes na ba&iacute;a da Praia da Vit&oacute;ria, Ilha Terceira, A&ccedil;ores, onde se localiza o porto da Praia da Vit&oacute;ria. Os trechos estudados s&atilde;o: a sec&ccedil;&atilde;o do molhe sul do porto que protege diretamente o cais 12, um trecho da prote&ccedil;&atilde;o marginal da ba&iacute;a diretamente em frente &agrave; entrada da ba&iacute;a da Praia da Vit&oacute;ria e o trecho corresponde ao perfil corrente do enraizamento do espor&atilde;o existente na mesma zona. Em qualquer dos trechos estudados, avaliou-se o risco associado ao galgamento provocado pela agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidente, sendo esta caraterizada pelas previs&otilde;es correspondentes aos anos de 2009 e de 2010.</p>     <p>Verificou-se que a metodologia aqui apresentada &eacute; simples e eficaz e que pode ser facilmente estendida a outros tipos de risco (navega&ccedil;&atilde;o, inunda&ccedil;&atilde;o, etc.). Mais ainda, a metodologia agora implementada no sistema GUIOMAR constitui mais um passo e um contributo valioso no sentido de o tornar um sistema mais robusto e eficaz de apoio &agrave; gest&atilde;o portu&aacute;ria e costeira.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Avalia&ccedil;&atilde;o de risco, GUIOMAR, Propaga&ccedil;&atilde;o de ondas, Modelos neuronais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The present work describes the methodology developed to assess the overtopping risk of port and coastal structures that was implemented on GUIOMAR, an integrated decision support system for port and coastal management, developed by the National Laboratory for Civil Engineering (LNEC), Portugal, whose focus is to prevent and support the management of emergency situations and the long-term planning of interventions in the study area.</p>     <p>The incident wave climate and the corresponding mean overtopping discharges per unit length of the crest of the studied structure are the basis of the above referred methodology.</p>     <p>The sea state determination is performed by coupling numerical wave propagation models using input wave data from wave-buoys or regional forecast wave models. The overtopping calculation is carried out with the NN_OVERTOPPING2 tool, which is based on neural network modelling. This tool was developed as part of the European project CLASH to predict Froude-scaled mean wave overtopping discharges, q, and the associated confidence intervals for a wide range of coastal structure types (such as dikes, rubble mound breakwaters, and caisson structures). In addition, prototype mean overtopping estimations, allowing for scale and model effects, are provided.</p>     <p>The presented overtopping risk assessment methodology is based on four major steps: (i) the determination of wave overtopping over the studied structure considering the incident sea waves in the period between 2009 and 2010; (ii) the determination of the probability of overtopping exceeding pre-determined thresholds and corresponding probability levels; (iii) the establishment of the levels of consequences associated to the occurrence of overtopping that exceeds those thresholds; (iv) the combination of the above steps to assess overtopping risk levels.</p>     <p>Once obtained the risk level, it is possible to plot it on a map, as well as the acceptability level of that risk in each studied zone or structure. This information is crucial for the management of long-term interventions on port and coastal areas. </p>     <p>The methodology was tested for three different structure cross-sections of the port and bay of Praia da Vit&oacute;ria, at Terceira Island, Azores: the cross-section of the south breakwater that directly protects the dock 12 of the port, the cross-section of the seawall directly in front of the entrance of the bay of Praia da Vit&oacute;ria and the cross-section of the root of an existing groyne in the same area. In all studied sections, the risk of overtopping caused by the incident sea waves was characterized for the two-year period between 2009 and 2010.</p>     <p>The presented methodology proved to be simple and effective enabling the easy extension to other types of risk (navigation, floods). Moreover, the methodology implemented on the GUIOMAR system is a step forward and a valuable contribution to make a more robust and effective support to the port and coastal management.</p>     <p><b>Keywords:</b> Risk Assessment, GUIOMAR, Wave propagation, Neural network models.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A determina&ccedil;&atilde;o dos galgamentos de estruturas mar&iacute;timas em zonas portu&aacute;rias e costeiras &eacute; um assunto de elevada import&acirc;ncia para a avalia&ccedil;&atilde;o, quer do risco de falha das pr&oacute;prias estruturas, quer dos riscos associados &agrave; inunda&ccedil;&atilde;o destas zonas. Este &eacute; um assunto premente em Portugal, dada a severidade do clima de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, a extens&atilde;o da sua costa, a concentra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e das atividades econ&oacute;micas na zona costeira e a import&acirc;ncia dos portos para a economia nacional. Com efeito, situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia provocadas pelo estado do mar s&atilde;o frequentes, tornando clara a necessidade de prever situa&ccedil;&otilde;es de risco em zonas portu&aacute;rias e costeiras, de realizar mapas de risco para apoio &agrave; decis&atilde;o das entidades respons&aacute;veis e de emitir atempadamente alertas, minimizando a perda de vidas e reduzindo os preju&iacute;zos econ&oacute;micos e ambientais. </p>     <p>No &acirc;mbito das atividades portu&aacute;rias, a preocupa&ccedil;&atilde;o com o galgamento de estruturas mar&iacute;timas resulta dos preju&iacute;zos que lhe podem estar associados: inoperacionalidade do posto de acostagem, danos nos equipamentos ou edif&iacute;cios protegidos pelas estruturas galgadas, danos em navios amarrados.</p>     <p>A ado&ccedil;&atilde;o de medidas mitigadoras desses efeitos deve resultar da estima&ccedil;&atilde;o dos preju&iacute;zos associados aos mesmos, a qual s&oacute; &eacute; razo&aacute;vel quando se leva em conta o car&aacute;cter aleat&oacute;rio das caracter&iacute;sticas dos estados de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidentes. Por essa raz&atilde;o, o planeamento e gest&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es nas infraestruturas portu&aacute;rias devem apoiar-se nos resultados da an&aacute;lise do risco, uma quantidade cuja defini&ccedil;&atilde;o mais simples &eacute; o produto da probabilidade de ocorr&ecirc;ncia do acontecimento considerado perigoso pelo preju&iacute;zo associado a esse acontecimento. </p>     <p>O presente trabalho visa contribuir para caracteriza&ccedil;&atilde;o do risco associado &agrave; ocorr&ecirc;ncia de galgamentos de estruturas portu&aacute;rias e costeiras. A metodologia que tem vindo a ser desenvolvida no LNEC, (Neves <i>et al.</i>, 2010) para avalia&ccedil;&atilde;o de riscos associados aos efeitos da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima nas atividades costeiras e portu&aacute;rias &eacute; aplicada na avalia&ccedil;&atilde;o do risco associado ao galgamento de v&aacute;rios trechos do contorno da ba&iacute;a da Praia da Vit&oacute;ria, na ilha Terceira do arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>).</p>     
<p>Considerando cada um daqueles trechos como um sistema f&iacute;sico, fundamental na aplica&ccedil;&atilde;o desta metodologia &eacute; a caracteriza&ccedil;&atilde;o das entradas do sistema, a agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidente em cada trecho, e a determina&ccedil;&atilde;o da resposta do sistema – o caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento do trecho – a essa agita&ccedil;&atilde;o incidente. Enquanto a determina&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima &eacute; efetuada recorrendo a uma metodologia de acoplamento de modelos num&eacute;ricos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas, partindo das caracter&iacute;sticas daquela agita&ccedil;&atilde;o ao largo obtidas de medi&ccedil;&otilde;es com b&oacute;ias ou estimadas com modelos regionais de previs&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, a determina&ccedil;&atilde;o do caudal m&eacute;dio galgado pode ser efetuada recorrendo a resultados de modelos num&eacute;ricos, de modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, formula&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas ou baseadas na utiliza&ccedil;&atilde;o de redes neuronais. Neste trabalho, recorreu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de uma ferramenta desenvolvida com base em redes neuronais.</p>     <p>Finalmente, a avalia&ccedil;&atilde;o do risco &eacute; baseada na combina&ccedil;&atilde;o entre os valores de probabilidade e consequ&ecirc;ncias relativos &agrave; supera&ccedil;&atilde;o de um determinado limiar de caudal galgado, que tem de ser estabelecida para cada zona de estudo e estrutura mar&iacute;tima. Todo este processo &eacute; controlado pelo sistema GUIOMAR, Z&oacute;zimo &amp; Fortes, 2007; Neves <i>et al.</i>, 2009, 2010. </p>     <p>Neste artigo, no ponto 2, descrevem-se a metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o do risco e o sistema GUIOMAR. No ponto 3 s&atilde;o apresentados o caso de estudo, a metodologia de c&aacute;lculo da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, o consequente galgamento das estruturas estudadas e os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o de risco para o galgamento dessas estruturas. Por fim, no ponto 4 s&atilde;o apresentadas as conclus&otilde;es do trabalho e uma refer&ecirc;ncia aos futuros desenvolvimentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o do risco</b></p>     <p><b>2.1. Generalidades</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considere-se um quebra-mar de taludes sujeito &agrave; a&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, caraterizada por uma altura significativa (H<sub>s</sub>sub>), um per&iacute;odo de pico (T<sub>p</sub>) e uma dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do per&iacute;odo de pico (DIR). Em consequ&ecirc;ncia dessa agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima ocorrem galgamentos sobre o coroamento desse quebra-mar caracterizados por <i>q</i>, o caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento desse quebra-mar. Consoante o valor de q assim variar&atilde;o os preju&iacute;zos provocados pelo galgamento c = <i>c(q)</i>.</p>     <p>Se as grandezas que condicionam o caudal m&eacute;dio galgado (<i>q</i>) t&ecirc;m car&aacute;ter aleat&oacute;rio, isto &eacute;, se <i>H</i><sub>s</sub>, <i>T</i><sub>p</sub> ou DIR para cada estado de agita&ccedil;&atilde;o incidente no quebra-mar podem ser consideradas vari&aacute;veis aleat&oacute;rias, ent&atilde;o tamb&eacute;m q pode ser considerada uma vari&aacute;vel aleat&oacute;ria e &eacute; poss&iacute;vel definir a fun&ccedil;&atilde;o densidade de probabilidade para <i>q</i>, por exemplo<i> f(q)</i>. A mesma fun&ccedil;&atilde;o servir&aacute; tamb&eacute;m para o c&aacute;lculo do risco, <i>R</i>, ou seja, do valor esperado do preju&iacute;zo <i>c(q)</i> associado &agrave; ocorr&ecirc;ncia de galgamentos:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03e1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como &eacute; natural, assumiu-se que &eacute; poss&iacute;vel qualquer valor positivo para a vari&aacute;vel <i>q</i> ou para o preju&iacute;zo associado &agrave; mesma, sendo, por isso, a vari&aacute;vel c uma vari&aacute;vel aleat&oacute;ria cont&iacute;nua.</p>     <p>Na falta de melhor informa&ccedil;&atilde;o sobre os preju&iacute;zos associados a todos os valores de <i>q</i>, poderia atribuir-se um valor ao preju&iacute;zo por gama de <i>q</i>, isto &eacute;:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03e2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>vindo ent&atilde;o o valor esperado da vari&aacute;vel aleat&oacute;ria discreta</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03e3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em que</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03e4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Uma abordagem ainda mais simples consiste em considerar apenas como acontecimento prejudicial a ocorr&ecirc;ncia de um valor de q acima de um limiar pr&eacute;-estabelecido q0, assumindo-se que o preju&iacute;zo associado a esse acontecimento,<i> c</i><sub>1</sub>, se mant&eacute;m constante qualquer que seja o valor de <i>q</i> acima do mesmo limiar <i>q</i><sub>0</sub>. Embora tal abordagem se possa classificar de muito grosseira, ela tem a vantagem de tornar o c&aacute;lculo do risco no produto da probabilidade de ocorr&ecirc;ncia do acontecimento considerado perigoso (a vari&aacute;vel observada ultrapassou o limiar pr&eacute;-estabelecido), <i>P</i><sub>1</sub>, pelo preju&iacute;zo associado a essa ocorr&ecirc;ncia, <i>c</i><sub>1</sub>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03e5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Esta &eacute; a abordagem mais comum para a avalia&ccedil;&atilde;o do risco sendo por isso a utilizada neste trabalho e a implementada no sistema GUIOMAR.</p>     <p>Do exposto acima, fica clara a necessidade de estabelecer a chamada fun&ccedil;&atilde;o de resposta do sistema relacionando as caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidente no quebra-mar e a vari&aacute;vel determinante da ocorr&ecirc;ncia de acontecimento perigoso (neste caso, o caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento). Como se ver&aacute; mais &agrave; frente, para a avalia&ccedil;&atilde;o daquele caudal n&atilde;o h&aacute; uma express&atilde;o &uacute;nica v&aacute;lida para todos os tipos de quebra-mares de taludes. </p>     <p>Com a fun&ccedil;&atilde;o resposta &eacute; poss&iacute;vel determinar a sequ&ecirc;ncia de caudais m&eacute;dios galgados por unidade de comprimento do coroamento correspondente a uma sequ&ecirc;ncia de estados de agita&ccedil;&atilde;o com uma dura&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o (3 horas) incidente no quebra-mar. Tomando essa sequ&ecirc;ncia de caudais m&eacute;dios galgados como uma amostra representativa de todos os caudais galgados que podem ser observados no tro&ccedil;o da estrutura em estudo e utilizando uma abordagem frequencista, &eacute; poss&iacute;vel calcular a probabilidade de galgamento daquele tro&ccedil;o do quebra-mar pelo quociente do n&uacute;mero daqueles estados de agita&ccedil;&atilde;o da amostra em que o limiar pr&eacute;-estabelecido foi ultrapassado pelo n&uacute;mero total dos estados de agita&ccedil;&atilde;o na amostra. Est&aacute; subjacente a esta abordagem a independ&ecirc;ncia entre caudais galgados correspondentes a cada um daqueles estados de agita&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa do risco</b></p>     <p>Para tornar a escala do risco mais interessante do ponto de vista de planeamento, permitindo a utiliza&ccedil;&atilde;o de diretivas para avalia&ccedil;&atilde;o da aceitabilidade do risco (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>), utiliza-se, em vez da probabilidade de ocorr&ecirc;ncia do acontecimento perigoso, <i>P</i><sub>1</sub>, o grau de probabilidade de ocorr&ecirc;ncia e, mais relevante para a uniformidade da escala de risco, em vez do preju&iacute;zo associado ao mesmo acontecimento perigoso, <i>c</i><sub>1</sub>, utiliza-se um grau de consequ&ecirc;ncias.</p>     
<p>Tem-se ent&atilde;o: </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="e6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03e6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Do <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t1-3.jpg" target="_blank">Quadro 1 ao Quadro 3</a>, podem observar-se exemplos desses graus, que foram constru&iacute;dos com base em Neves <i>et al.</i>, 2010, 2012.</p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t3.jpg" target="_blank">Quadro 3</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim, a valora&ccedil;&atilde;o qualitativa do risco de galgamento de uma estrutura mar&iacute;tima pode realizar-se da seguinte forma:</p> <ol>       <li>Divis&atilde;o da zona em estudo em subzonas atendendo &agrave; variabilidade espacial do valor admiss&iacute;vel do caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento que &eacute; estabelecido considerando o perfil transversal da estrutura e a utiliza&ccedil;&atilde;o da zona protegida pela estrutura;</li>       <li>Determina&ccedil;&atilde;o da probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de galgamentos n&atilde;o admiss&iacute;veis, com base na resposta da estrutura &agrave; agita&ccedil;&atilde;o incidente e nos limites mencionados no ponto acima, e classifica&ccedil;&atilde;o dessa probabilidade atendendo aos graus definidos na tabela de probabilidades de ocorr&ecirc;ncia;</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Para cada subzona, multiplica&ccedil;&atilde;o do valor do grau de probabilidade de ocorr&ecirc;ncia pelo valor do grau de consequ&ecirc;ncias para obter o grau de risco de ocorr&ecirc;ncia de galgamentos n&atilde;o admiss&iacute;veis nessa subzona. Com os valores do grau de risco nas diversas subzonas podem construir-se mapas de risco.</li>     </ol>     <p>Importa referir que os limites correspondentes aos graus nos quadros de probabilidade e de consequ&ecirc;ncias, bem como o pr&oacute;prio n&uacute;mero de graus, devem refletir as caracter&iacute;sticas do problema em an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3. Metodologia implementada</b></p>     <p>A metodologia para a avalia&ccedil;&atilde;o do risco da ocorr&ecirc;ncia de galgamentos de estruturas mar&iacute;timas em desenvolvimento no LNEC contempla n&atilde;o s&oacute; os passos listados acima mas tamb&eacute;m a necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o da resposta da estrutura em termos do caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento da estrutura. Tal metodologia, que foi implementada no pacote num&eacute;rico GUIOMAR (Z&oacute;zimo &amp; Fortes, 2007; Neves <i>et al.</i>, 2009, 2010), &eacute; composta pelos 3 passos seguintes (<a href="#f2">Figura 2</a>):</p> <ol>       <li>Defini&ccedil;&atilde;o do regime de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidente nos pontos de interesse recorrendo a dados obtidos in situ e/ou a resultados de modelos num&eacute;ricos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas;</li>       <li>C&aacute;lculo da resposta &agrave; agita&ccedil;&atilde;o incidente dos sistemas em estudo. No caso presente ser&atilde;o os galgamentos ocorridos na estrutura mar&iacute;tima;</li>       <li>C&aacute;lculo do grau de risco associado aos fen&oacute;menos em estudo resultante da supera&ccedil;&atilde;o dos limiares predefinidos para cada uma das vari&aacute;veis observadas.</li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como o c&aacute;lculo do grau de risco j&aacute; foi explicado atr&aacute;s, nos pontos seguintes descrevem-se apenas cada um das duas primeiras etapas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3.1. Regime de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima no interior do porto</b></p>     <p>O regime de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima no interior de um porto pode ser obtido com base em dados de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima medidos in situ (utilizando b&oacute;ias-ond&oacute;grafo, por exemplo) ou ser definido com recurso a modelos num&eacute;ricos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas. Como a primeira hip&oacute;tese n&atilde;o &eacute; frequente, &eacute; usual a utiliza&ccedil;&atilde;o de modelos num&eacute;ricos que efetuam a transfer&ecirc;ncia do regime de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima do largo (obtido por sua vez a partir de dados medidos ao largo ou de resultados de outros modelos num&eacute;ricos aplicados a uma escala regional) para o interior do porto (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de um ou mais modelos num&eacute;ricos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas depende das caracter&iacute;sticas da regi&atilde;o em estudo (por exemplo, a dimens&atilde;o do respectivos dom&iacute;nio de c&aacute;lculo) e dos fen&oacute;menos envolvidos na propaga&ccedil;&atilde;o das ondas. No presente trabalho utilizou-se o modelo SWAN (Booij <i>et al.</i>, 1999) e o modelo DREAMS, (Fortes, 2002) aplicados a resultados do modelo de previs&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima &agrave; escala regional WAVEWATCH III, (Tolman, 1999). Todo o processo de prepara&ccedil;&atilde;o de dados, execu&ccedil;&atilde;o dos modelos num&eacute;ricos, visualiza&ccedil;&atilde;o dos resultados e obten&ccedil;&atilde;o dos regimes de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima no porto est&aacute; incorporado no sistema de modela&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima GUIOMAR, (Neves <i>et al.</i>, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3.2. Galgamentos em estruturas mar&iacute;tima</b></p>     <p>Embora os modelos num&eacute;ricos tenham vindo a tornar-se uma ferramenta interessante para a avalia&ccedil;&atilde;o de galgamentos, ainda n&atilde;o existe um modelo num&eacute;rico capaz de, simultaneamente, produzir resultados r&aacute;pidos, precisos e eficientes a n&iacute;vel computacional.</p>     <p>Por essa raz&atilde;o, muitos dos procedimentos para avalia&ccedil;&atilde;o do caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento de uma estrutura mar&iacute;tima, q, ainda se baseiam nos resultados de ensaios em modelo de escala reduzida ou em observa&ccedil;&otilde;es de prot&oacute;tipo.</p>     <p>Est&atilde;o dispon&iacute;veis as chamadas formula&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas (Besley, 1999; Pullen <i>et al.</i>, 2007) ou semiemp&iacute;ricas (Reis <i>et al.</i>, 2008), bem como modelos baseados em resultados de redes neuronais (Coeveld <i>et al.</i>, 2005). Enquanto nas formula&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas ou semiemp&iacute;ricas ainda se procura refletir nas mesmas alguns dos fen&oacute;menos condicionantes do galgamento, nas ferramentas baseadas em resultados de redes neuronais disp&otilde;e-se apenas de um procedimento de transforma&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros de entrada do problema (por exemplo, as caracter&iacute;sticas geom&eacute;tricas do perfil da estrutura e os par&acirc;metros definidores do estado de agita&ccedil;&atilde;o incidente naquele perfil) na vari&aacute;vel de sa&iacute;da (no caso, o caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento da estrutura).</p>     <p>Com efeito, a rede neuronal &eacute; uma ferramenta matem&aacute;tica de modela&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de sistemas f&iacute;sicos para os quais &eacute; dif&iacute;cil perceber o papel das vari&aacute;veis de entrada no comportamento do sistema. Partindo de conceitos associados ao funcionamento do c&eacute;rebro, a aplica&ccedil;&atilde;o de tal ferramenta a um conjunto suficientemente extenso de “pares” (vari&aacute;veis de entrada, vari&aacute;veis de sa&iacute;da) permite encontrar as conex&otilde;es entre as vari&aacute;veis de entrada que originam os valores observados das vari&aacute;veis de sa&iacute;da. Um subconjunto dos “pares” de dados &eacute; utilizado na chamada fase de “treino” da rede neuronal, em que s&atilde;o definidos os par&acirc;metros e as liga&ccedil;&otilde;es entre os neur&oacute;nios da rede, que v&atilde;o minimizar o erro entre o valor observado e o previsto com base na rede, enquanto os pares restantes s&atilde;o utilizados na fase de “teste” da rede onde se confirma a bondade das previs&otilde;es fornecidas pela rede.</p>     <p>Neste trabalho, utilizou-se a ferramenta NN_OVERTOPPING2 (Coeveld <i>et al.</i>, 2005) baseada em redes neuronais e desenvolvida no &acirc;mbito do projeto europeu CLASH (Coeveld <i>et al.</i>, 2005; Van der Meer <i>et al.</i>, 2005; Van Gent <i>et al.</i>, 2005). Esta ferramenta processa os resultados produzidos por 700 redes neuronais fornecendo o valor m&eacute;dio, q, e intervalos de confian&ccedil;a daquela amostra de resultados. Para al&eacute;m destes par&acirc;metros estat&iacute;sticos do caudal m&eacute;dio galgado por unidade de comprimento do coroamento da estrutura, a ferramenta tamb&eacute;m estima o caudal m&eacute;dio galgado esperado no prot&oacute;tipo, i.e., o valor de q corrigido para ter em linha de conta alguns efeitos de escala (e.g. devido a escalar o tamanho do material do n&uacute;cleo da estrutura de acordo com as suas dimens&otilde;es e n&atilde;o com as velocidades no n&uacute;cleo) e de modelo (e.g. a n&atilde;o considera&ccedil;&atilde;o do vento no modelo f&iacute;sico) (de Rouck <i>et al.</i>, 2005).</p>     <p>Cada uma daquelas redes neuronais foi “treinada” e “testada” utilizando um conjunto de dados obtido por um procedimento de amostragem “bootstraping” aplicado aos pares (valores de entrada, caudal m&eacute;dio galgado) contidos numa base de dados de 8400 valores de ensaios com modelo f&iacute;sico reduzido. Aquela base de dados cont&eacute;m informa&ccedil;&atilde;o de testes efetuados em v&aacute;rios laborat&oacute;rios incluindo, para cada teste, informa&ccedil;&atilde;o relativa ao comportamento de v&aacute;rios par&acirc;metros hidr&aacute;ulicos (por exemplo: caracter&iacute;sticas das ondas incidentes e medi&ccedil;&otilde;es dos caudais galgados), assim como a informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave;s estruturas em estudo. A base de dados criada inclui ainda informa&ccedil;&atilde;o geral sobre a fiabilidade do teste e a complexidade das estruturas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todas as redes neuronais utilizam os mesmos 15 par&acirc;metros de entrada que incluem informa&ccedil;&atilde;o sobre a agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e a geometria da estrutura (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>), o que lhes confere uma maior flexibilidade que as f&oacute;rmulas emp&iacute;ricas/semiemp&iacute;ricas.</p>     
<p>Para descrever a agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidente na estrutura,    s&atilde;o considerados tr&ecirc;s par&acirc;metros: a altura de onda significativa    espectral na base da estrutura (<i>Hm<sub>0</sub></i>), o per&iacute;odo m&eacute;dio    de onda espectral na base da estrutura (<i>Tm-<sub>1,0</sub></i>), e a dire&ccedil;&atilde;o    de ataque da onda (<i>&szlig;</i>).</p>     <p>Para descrever a forma geom&eacute;trica da estrutura, s&atilde;o considerados os 12 par&acirc;metros (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>): a profundidade da &aacute;gua em frente &agrave; estrutura (<i>h</i>), a profundidade da &aacute;gua no p&eacute; do talude da estrutura (<i>h<sub>t</sub></i>), a largura do p&eacute; do talude (<i>B<sub>t</sub></i>), a rugosidade/permeabilidade do manto (?<sub>t</sub>), o declive da estrutura abaixo da berma (cot ad), o declive da estrutura acima da berma (cot au), a largura da berma (<i>B</i>), a profundidade da &aacute;gua na berma (<i>h<sub>b</sub></i>), o declive da berma (<i>tan a</i><sub>b</sub>), o bordo livre da parte imperme&aacute;vel do coroamento da estrutura (<i>R<sub>c</sub></i>), o bordo livre do manto perme&aacute;vel da estrutura (<i>A<sub>c</sub></i>) e a largura do coroamento da estrutura (<i>G<sub>c</sub></i>).</p>     
<p>Importa referir que tanto as tradicionais formula&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas como a an&aacute;lise de redes neuronais s&atilde;o ferramentas emp&iacute;ricas, isto porque t&ecirc;m como base um conjunto alargado de testes em modelo f&iacute;sico, limitando assim o c&aacute;lculo do galgamento &agrave; gama de geometrias de estruturas estudadas e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de onda presentes nos ensaios em modelo f&iacute;sico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.4. O Sistema GUIOMAR</b></p>     <p>O sistema GUIOMAR (Z&oacute;zimo &amp; Fortes, 2007; Neves <i>et al.</i>, 2009, 2010) &eacute; um sistema de modela&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima em zonas portu&aacute;rias e costeiras e de avalia&ccedil;&atilde;o do risco que ela representa para as diferentes atividades portu&aacute;rias e costeiras. Foi, desenvolvido em linguagem de programa&ccedil;&atilde;o VBA (Visual Basic for Applications), num Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG). &Eacute; composto por quatro componentes principais (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f5.jpg" target="_blank">Figura 5</a>):</p> <ul>       
<li>Um sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, e neste caso, o software comercial de SIG ArcGISTM;</li>       <li>Um conjunto de seis m&oacute;dulos correspondentes a diferentes modelos de propaga&ccedil;&atilde;o e deforma&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima com diferentes dom&iacute;nios de aplica&ccedil;&atilde;o;</li>       <li>Uma interface gr&aacute;fica (GUI), desenvolvida na linguagem de programa&ccedil;&atilde;o VBA, respons&aacute;vel pela liga&ccedil;&atilde;o entre o software SIG e os modelos num&eacute;ricos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas, possibilitando: a) a execu&ccedil;&atilde;o dos modelos num&eacute;ricos; b) o pr&eacute; e p&oacute;s processamento de dados e de resultados dos modelos num&eacute;ricos; e c) a utiliza&ccedil;&atilde;o de funcionalidades existentes no software SIG, tais como a an&aacute;lise e a visualiza&ccedil;&atilde;o de dados e resultados, tanto em 2D como em 3D;</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Um m&oacute;dulo, ainda em constru&ccedil;&atilde;o, que tem por objetivo representar graficamente os n&iacute;veis de risco obtidos seguindo a metodologia apresentada na sec&ccedil;&atilde;o anterior. A <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f6.jpg" target="_blank">Figura 6 </a>representa a barra de ferramentas do sistema GUIOMAR atrav&eacute;s da qual &eacute; poss&iacute;vel aceder &agrave; &aacute;rea onde tal representa&ccedil;&atilde;o &eacute; feita. At&eacute; &agrave; data, &eacute; poss&iacute;vel produzir gr&aacute;ficos para os movimentos verticais do navio e para o galgamento em bacias portu&aacute;rias provocados pela agita&ccedil;&atilde;o incidente (Neves <i>et al.</i>, 2010, 2012).</li>     
</ul>     <p>Este sistema pretende ser uma ferramenta de planeamento de longo prazo e, por    isso, fundamental para a gest&atilde;o portu&aacute;ria. Recorrendo a s&eacute;ries    temporais de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima de longa dura&ccedil;&atilde;o    (anos), avalia as consequ&ecirc;ncias dessa agita&ccedil;&atilde;o para as atividades    desenvolvidas e permite a constru&ccedil;&atilde;o de mapas de risco. Estes    mapas servem de apoio &agrave; decis&atilde;o das entidades respons&aacute;veis    num ponto de vista de gest&atilde;o a longo prazo.</p>     <p>Este sistema integrado j&aacute; foi aplicado no &acirc;mbito da avalia&ccedil;&atilde;o de risco para a navega&ccedil;&atilde;o no interior de portos, nomeadamente na avalia&ccedil;&atilde;o do risco para a navega&ccedil;&atilde;o no interior do porto de Sines (Neves <i>et al.</i></i>, 2010).</p>     <p>De real&ccedil;ar que este tipo de sistema permite o estudo de cen&aacute;rios de risco adotando-se trens de ondas totalmente hipot&eacute;ticos, fundamentados em cen&aacute;rios de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, extrapola&ccedil;&otilde;es probabil&iacute;sticas ou proveniente de resultados de modelos estoc&aacute;sticos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Caso de estudo</b></p>     <p><b>3.1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><b>3.1.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o geral</b></p>     <p>A ba&iacute;a da Praia da Vit&oacute;ria localiza-se na costa este da Ilha Terceira, uma das nove ilhas do arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a>). &Eacute; limitada a norte pela Ponta da M&aacute; Merenda e a sul pela Ponta do Baixio, tendo cerca de 3600&nbsp;m de comprimento e 1700&nbsp;m de largura m&aacute;xima.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Enraizado na Ponta do Esp&iacute;rito Santo e com a dire&ccedil;&atilde;o norte-sul,    foi constru&iacute;do, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de sessenta, um molhe    (o chamado molhe norte), com 560 m de comprimento, destinado a dar abrigo &agrave;s    instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias de apoio &agrave; Base A&eacute;rea    das Lajes. Mais tarde, na d&eacute;cada de oitenta, foi constru&iacute;do um    segundo molhe (o molhe sul), enraizado no lado sul da ba&iacute;a, pr&oacute;ximo    do forte de Santa Catarina, para abrigar as instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias    dos sectores comercial e das pescas do porto da Praia da Vit&oacute;ria (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f8.jpg" target="_blank">Figura    8</a>). Este molhe tem cerca de 1300&nbsp;m de comprimento e um tra&ccedil;ado    curvo, em planta.</p>     
<p>Beneficiando do abrigo proporcionado por estes molhes e aproveitando parcialmente    as instala&ccedil;&otilde;es do primitivo porto de pesca, foi constru&iacute;da,    no final da d&eacute;cada de noventa, pela C&acirc;mara Municipal da Praia da    Vit&oacute;ria, uma marina (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f7.jpg" target="_blank">Figura    7</a>).</p>     
<p>O interior da ba&iacute;a da Praia da Vit&oacute;ria, protegido pelos dois molhes exteriores, tem um comprimento de 2400&nbsp;m e uma largura m&aacute;xima de 1100&nbsp;m. A linha de costa da ba&iacute;a caracteriza-se pela exist&ecirc;ncia de uma defesa frontal aderente com cerca de 1&nbsp;km de comprimento e de um campo de cinco espor&otilde;es na zona central, em frente &agrave; abertura existente entre os molhes, que enra&iacute;zam na defesa frontal, t&ecirc;m comprimentos diferentes, est&atilde;o implantados segundo uma dire&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima de WSW-ENE e que s&atilde;o aqui referidos como espor&otilde;es 1 a 5, de sul para norte (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a>). No enraizamento do espor&atilde;o 3 encontra-se um edif&iacute;cio no qual funciona atualmente um bar. Entre alguns dos espor&otilde;es existem praias estreitas, cuja quantidade de areia vai diminuindo &agrave; medida que se caminha para sul. A praia mais extensa localiza-se entre o espor&atilde;o 5 e a marina (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a>).</p>     
<p>Na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f10.jpg" target="_blank">Figura    10</a> apresenta-se o perfil-tipo da defesa frontal aderente e na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f11.jpg" target="_blank">Figura    11</a> o perfil correspondente &agrave; zona do enraizamento do espor&atilde;o    3, junto ao edif&iacute;cio.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1.2. Mar&eacute;s</b></p>     <p>As mar&eacute;s s&atilde;o do tipo semidiurno regular, sendo os seguintes os seus valores caracter&iacute;sticos no porto da Praia da Vit&oacute;ria:</p> <ul>       <li>PMMax +1.9 m (ZH)</li>       <li>PMAV +1.7 m (ZH)</li>       <li>PMAM +1.4 m (ZH)</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>NM +1.0 m (ZH)</li>       <li>BMAM +0.7 m (ZH)</li>       <li>BMAV +0.3 m (ZH)</li>       <li>BMMin +0.2 m (ZH)</li>     </ul>     <p>Estes valores t&ecirc;m como base os valores caracter&iacute;sticos para o porto de Angra do Hero&iacute;smo apresentados no Roteiro da Costa de Portugal do Instituto Hidrogr&aacute;fico (&uacute;nico local da Ilha Terceira para onde h&aacute; previs&otilde;es das mar&eacute;s) e a rela&ccedil;&atilde;o entre as amplitudes nestes dois locais, segundo a mesma publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1.3. Regime de agita&ccedil;&atilde;o ao largo</b></p>     <p>Segundo estudos realizados anteriormente para o porto da Praia da Vit&oacute;ria pelas empresas de consultoria (CONSULMAR e Morim de Oliveira, 2005; WW, 2007), o regime m&eacute;dio de agita&ccedil;&atilde;o ao largo do Grupo Central dos A&ccedil;ores caracteriza-se essencialmente por:</p> <ul>       <li>Predomin&acirc;ncia dos rumos compreendidos entre o N e o W, dire&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quais o porto da Praia da Vit&oacute;ria se encontra bastante abrigado. De facto, deste quadrante prov&ecirc;m cerca de 65% das ondas, enquanto a frequ&ecirc;ncia do quadrante entre o NE e o SE, de onde prov&ecirc;m as ondas que mais diretamente atingem o porto, &eacute; de apenas cerca de 10%.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Os escal&otilde;es mais frequentes das alturas significativas das ondas ao largo s&atilde;o os de 1 a 2 m e de 2 a 3 m, com percentagens de ocorr&ecirc;ncia de cerca de 30% cada, seguindo-se o escal&atilde;o de 3 a 4 m, com percentagens da ordem dos 15%. A percentagem de ondas com alturas significativas superiores a 5 m &eacute; da ordem de 10%. Existe uma manifesta variabilidade sazonal da altura significativa das ondas ao largo, sendo os meses de Inverno aqueles que apresentam condi&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o mais desfavor&aacute;vel.</li>       <li>A distribui&ccedil;&atilde;o de per&iacute;odos evidencia o facto dos A&ccedil;ores se encontrar numa zona de gera&ccedil;&atilde;o de agita&ccedil;&atilde;o, pois, os per&iacute;odos das ondas s&atilde;o relativamente curtos, implicando ondas de grande declividade, como &eacute; t&iacute;pico daquelas zonas. Os per&iacute;odos mais frequentes s&atilde;o os de 5 a 9&nbsp;s, com percentagens de ocorr&ecirc;ncia da ordem de 75%. A frequ&ecirc;ncia de ondas com per&iacute;odos superiores a 11&nbsp;s &eacute; muito reduzida (inferior a 2.5%)</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1.4. Tr&aacute;fego mar&iacute;timo do porto</b></p>     <p>O porto da Praia da Vit&oacute;ria constitui a maior estrutura portu&aacute;ria dos A&ccedil;ores, e a segunda maior a seguir &agrave; de Ponta Delgada, no que se refere ao movimento de navios e de mercadorias. Movimenta navios de carga contentorizada, de graneis l&iacute;quidos e s&oacute;lidos, de carga geral e de passageiros, sendo plataforma de liga&ccedil;&atilde;o dos navios de passageiros inter-ilhas. Constitui, para al&eacute;m disso, uma plataforma de distribui&ccedil;&atilde;o de mercadorias para as ilhas do grupo central, Graciosa, S. Jorge, Pico e Faial. Em 2011 o porto da Praia da Vit&oacute;ria recebeu 1055 navios e embarca&ccedil;&otilde;es, movimentando 24816 TEUS, 91084 t de graneis l&iacute;quidos, 246373 t de graneis s&oacute;lidos, 69543 t de carga geral, 45370 passageiros inter-ilhas e 3729 passageiros de navios de cruzeiro.</p>     <p>O porto da Praia da Vit&oacute;ria apresenta v&aacute;rios cais e estruturas de atracagem que oferecem condi&ccedil;&otilde;es de manobra de trabalho e de abastecimento (&aacute;gua, electricidade e combust&iacute;vel), os quais apresentam as seguintes configura&ccedil;&otilde;es: 150 m de cais com profundidade a -7 m (ZH), podendo operar navios at&eacute; 120 m; 200 m de cais com profundidade a -10 m (ZH), podendo operar navios at&eacute; 150 m; 350 m de cais com profundidade -12 m (ZH), podendo operar navios at&eacute; 270 m. Para al&eacute;m destas frentes de atraca&ccedil;&atilde;o, o porto da Praia da Vit&oacute;ria oferece tr&ecirc;s terminais concessionados a opera&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, designadamente um terminal cimenteiro que opera atrav&eacute;s de um pont&atilde;o dedicado ao abastecimento a dois silos para 7000 t (2&nbsp;x&nbsp;3500&nbsp;t), onde atracam navios at&eacute; 110 m &agrave; profundidade -7 m (ZH) com recursos a dois duques d&acute;Alba, um terminal de trasfega para o parque de combust&iacute;veis da ilha Terceira que se situa a sul da estrutura portu&aacute;ria e um terminal dedicado ao tr&aacute;fego local de mercadorias n&atilde;o contentorizadas.</p>     <p>Ainda no interior da bacia portu&aacute;ria, a oeste da estrutura comercial, beneficiando assim do abrigo que esta proporciona, situa-se um n&uacute;cleo de pesca, o qual &eacute; servido por 345 m de cais a profundidades -6 m (ZH) e 230 m de cais a -4 m (ZH). Esta zona engloba ainda passadi&ccedil;os e espa&ccedil;os de estacionamento, rampa varadouro para embarca&ccedil;&otilde;es artesanais e estruturas para repara&ccedil;&atilde;o naval servidas por um elevador de navios com capacidade para 450 t.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1.5. Situa&ccedil;&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia de galgamentos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atendendo &agrave; sua localiza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ilha onde se insere, bem como em rela&ccedil;&atilde;o ao regime da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima a que est&aacute; sujeito, o porto da Praia da Vit&oacute;ria apresenta condi&ccedil;&otilde;es particulares de abrigo, as quais se reflectem na baixa frequ&ecirc;ncia de dias de inoperacionalidade. De facto, e na hist&oacute;ria recente do porto, s&oacute; em 2004, e pelo facto de se ter verificado o colapso do molhe de abrigo no decurso de um fen&oacute;meno meteorol&oacute;gico de particular severidade, &eacute; que a actividade do porto teve de ser interrompida por apenas dois dias. Pese embora as referidas condi&ccedil;&otilde;es de abrigo, verificam-se, praticamente todos os anos, algumas circunst&acirc;ncias de galgamento do coroamento do molhe de protec&ccedil;&atilde;o no setor coincidente com a extremidade norte do cais 12, as quais, pelo facto da plataforma de trabalho ser suficientemente larga, apenas obriga &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de um per&iacute;metro de prote&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea inundada. Da mesma forma, e atendendo novamente &agrave; sua localiza&ccedil;&atilde;o, o setor da bacia portu&aacute;ria onde se encontra o n&uacute;cleo de pesca, incluindo as praias e defesas frontais adjacentes, sendo mais vulner&aacute;veis &agrave; ondula&ccedil;&atilde;o de nordeste que se propaga para o interior da bacia, v&ecirc;em, aquando da incid&ecirc;ncia deste tipo de ondula&ccedil;&atilde;o, as suas estruturas de prote&ccedil;&atilde;o serem mais solicitadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1.6. Objetivo do caso de estudo</b></p>     <p>O objetivo do presente caso de estudo &eacute; ilustrar a aplica&ccedil;&atilde;o a algumas estruturas mar&iacute;timas do porto da Praia da Vit&oacute;ria da metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o do grau de risco associado ao galgamento num per&iacute;odo de 2 anos (2009-2010). As estruturas mar&iacute;timas consideradas foram o molhe sul do porto da Praia da Vit&oacute;ria frente ao cais 12 (cujo perfil-tipo &eacute; indicado na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a>) e a zona dos espor&otilde;es da prote&ccedil;&atilde;o aderente da ba&iacute;a (cujos perfis analisados se apresentam na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f10.jpg" target="_blank">Figura 10</a> e na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f11.jpg" target="_blank">Figura 11</a>). </p>     
<p>Nas pr&oacute;ximas sec&ccedil;&otilde;es aplica-se a metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o do risco ao galgamento (sec&ccedil;&atilde;o 2), come&ccedil;ando por se efetuar a caracteriza&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima junto &agrave;s estruturas estudadas, com base em previs&otilde;es da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima por modelos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas. Posteriormente, efetua-se o c&aacute;lculo dos galgamentos em cada estrutura considerada (molhe sul, defesa frontal e enraizamento do espor&atilde;o 3) para logo de seguida, se proceder &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do risco associado a epis&oacute;dios de galgamento que excedam um limiar pr&eacute;-estabelecido de caudal galgado. De notar que esta aplica&ccedil;&atilde;o foi efetuada apenas para dois anos de previs&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, pelo que os resultados obtidos apenas ilustram a metodologia, n&atilde;o podendo constituir a avalia&ccedil;&atilde;o do risco da zona em estudo. </p>     <p>O sistema GUIOMAR foi utilizado para o estabelecimento do regime de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima na zona pr&oacute;xima das estruturas em estudo e de avalia&ccedil;&atilde;o do respetivo grau de risco. Para o c&aacute;lculo dos galgamentos foi utilizada a ferramenta NN_OVERTOPPING2 que tamb&eacute;m foi executada a partir do sistema GUIOMAR. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima local</b></p>     <p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima com o sistema GUIOMAR passa por utilizar os resultados das previs&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima ao largo da zona considerada para o per&iacute;odo correspondente aos anos de 2009 e 2010 atrav&eacute;s de modelo WAVEWATCH III (Tolman, 1999) que juntamente com dados de vento do modelo MM5 (Tolman, 1999) forneceram os dados a transferir para o interior da ba&iacute;a com recurso a dois modelos de propaga&ccedil;&atilde;o e deforma&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima: o modelo SWAN e o modelo DREAMS (Fortes, 2002). O n&iacute;vel de mar&eacute; foi considerado constante ao longo dos dois anos analisados e igual a +1.4&nbsp;m&nbsp;(ZH), isto &eacute;, o n&iacute;vel m&eacute;dio acrescido de uma sobreleva&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica de 0.4&nbsp;m. Assim, obtiveram-se as s&eacute;ries temporais das alturas significativas da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima prevista nos pontos P1 – frente ao trecho do molhe sul que protege o cais 12 (fundo &agrave; cota -18.0 m (ZH)), P2 - defesa frontal (-1.4 m (ZH)) e P3 – enraizamento do espor&atilde;o 3 (-1.0 m (ZH)), <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f12.jpg" target="_blank">Figura 12</a>. Importa referir que, embora n&atilde;o representadas, tamb&eacute;m foram determinadas as s&eacute;ries temporais do per&iacute;odo e dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da mesma agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima.</p>     
<p>Os resultados obtidos em termos de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima mostram    claramente que o ponto P1 apresenta valores mais elevados de alturas significativas    do que P2 e P3, chegando a ultrapassar os 8 m, nos dois anos de dados analisados.    Tal &eacute; consequ&ecirc;ncia do ponto em estudo se localizar no exterior    da zona abrigada pelos molhes da ba&iacute;a. No caso dos pontos P2 (defesa    frontal) e P3 (enraizamento do espor&atilde;o P3) cujas profundidades s&atilde;o    2.8 m e 2.4 m, respetivamente, a agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima neles    incidente &eacute; limitada pela profundidade. Da&iacute; observarem-se nestes    pontos valores de altura significativa claramente inferiores a P1 sendo os valores    m&aacute;ximos de Hs em P2 (2.5 m) ligeiramente superiores aos de P3 (2.0 m).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3. C&aacute;lculo dos galgamentos</b></p>     <p>No c&aacute;lculo dos galgamentos nos diferentes locais, P1 - cais 12 do molhe sul, P2 - defesa frontal e P3 – enraizamento do espor&atilde;o 3, utilizou-se a ferramenta NN_OVERTOPPING2 e as vari&aacute;veis dessa ferramenta que caracterizam as estruturas s&atilde;o as referidas no <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t4.jpg" target="_blank">Quadro 4</a>.</p>     
<p>Os 12 par&acirc;metros da ferramenta NN_OVERTOPPING2 representativos da geometria    da estrutura conseguem descrever corretamente os dois perfis da defesa frontal    aderente (ver <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f10.jpg" target="_blank">Figura    10</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f11.jpg" target="_blank">Figura    11</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t4.jpg" target="_blank">Quadro    4</a>). Contudo, para o perfil do molhe sul que protege o cais 12, a parte superior    (berma de coroamento, com uma largura aproximada de 16.0&nbsp;m) &eacute; composta    por tetr&aacute;podos numa largura de aproximadamente 8.0&nbsp;m, por elementos    de bet&atilde;o armado numa largura de 5.0&nbsp;m e por elementos de bet&atilde;o    armado de forma especial, que criam condi&ccedil;&otilde;es especiais de drenagem    e dissipa&ccedil;&atilde;o de energia, numa largura de 3.0&nbsp;m (ver <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f8.jpg" target="_blank">Figura    8</a>). Assim, enquanto n&atilde;o se disp&otilde;em de medi&ccedil;&otilde;es    no prot&oacute;tipo e/ou em modelo f&iacute;sico do caudal m&eacute;dio galgado    por unidade de comprimento do coroamento da estrutura, q, considera-se que a    melhor estimativa do galgamento para cada estado de agita&ccedil;&atilde;o incidente    se pode obter atrav&eacute;s do c&aacute;lculo da m&eacute;dia dos valores de    q obtidos por aplica&ccedil;&atilde;o da ferramenta a duas representa&ccedil;&otilde;es    aproximadas e distintas do coroamento (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t4.jpg" target="_blank">Quadro    4</a>): i) considerando a berma perme&aacute;vel e com 8.0&nbsp;m de largura    (Gc=8.0&nbsp;m); e ii) considerando a totalidade da berma perme&aacute;vel (Gc=16.0&nbsp;m).    Como referido anteriormente, os valores estimados t&ecirc;m que ser validados    com recurso a modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, medi&ccedil;&otilde;es    no prot&oacute;tipo e/ou contactos com a autoridade portu&aacute;ria sobre eventos    de galgamentos passados. At&eacute; &agrave; data deste artigo, ainda n&atilde;o    foi poss&iacute;vel realizar essa valida&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>Na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a> apresentam-se as s&eacute;ries temporais deste caudal obtido com a agita&ccedil;&atilde;o incidente prevista para os pontos P1, P2 e P3. Para tornar mais evidente que n&atilde;o &eacute; apenas a altura significativa a caracter&iacute;stica da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidente na estrutura mar&iacute;tima relevante para a determina&ccedil;&atilde;o do caudal q, apresenta-se na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a>, para um intervalo de tempo mais curto, a s&eacute;rie temporal da melhor estimativa do caudal fornecido pela aplica&ccedil;&atilde;o da ferramenta NN_OVERTOPPING2 e a s&eacute;rie temporal do produto <i>q*: q*</i> = <i>gH<sub>s</sub>Tm-<sub>1,0</sub></i> , que &eacute; uma quantidade utilizada na adimensionaliza&ccedil;&atilde;o de caudais m&eacute;dios galgados por metro linear de coroamento da estrutura galgada. Naquele produto, <i>g</i> &eacute; a acelera&ccedil;&atilde;o da gravidade, <i>H<sub>s</sub> = H<sub>m</sub></i> e <i>Tm-<sub>1,0</sub></i> s&atilde;o a altura significativa e o per&iacute;odo m&eacute;dio espectrais do estado de agita&ccedil;&atilde;o no p&eacute; da estrutura, respetivamente.</p>     
<p>Note-se que o objetivo deste trabalho foi testar a metodologia desenvolvida.    Nesse sentido, ao analisar estes resultados, n&atilde;o se pode esquecer que    o n&iacute;vel de mar&eacute; foi considerado constante ao longo dos dois anos    analisados e igual a +1.4&nbsp;m&nbsp;(ZH), que resulta da considera&ccedil;&atilde;o    do n&iacute;vel m&eacute;dio acrescido de uma sobreleva&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica    de 0.4&nbsp;m. Num estudo mais aprofundado ser&aacute; necess&aacute;rio considerar    a varia&ccedil;&atilde;o da mar&eacute; astron&oacute;mica no local em estudo    no per&iacute;odo em an&aacute;lise acrescida da varia&ccedil;&atilde;o da sobreleva&ccedil;&atilde;o    associada &agrave; passagem de depress&otilde;es atmosf&eacute;ricas e/ou &agrave;    a&ccedil;&atilde;o continuada de ventos fortes de mar para terra. </p>     <p>Da <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a> verifica-se que nos trechos das estruturas frente aos pontos P1 (molhe sul) e P2 (defesa frontal), o n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias de galgamentos &eacute; maior do que o observado para a estrutura frente ao ponto P3 (espor&atilde;o 3). Mais ainda, os caudais m&eacute;dios galgados nestas duas estruturas s&atilde;o superiores aos do espor&atilde;o 3.</p>     
<p>Com efeito, no ponto P1, frente ao molhe sul e mais exposto &agrave; agita&ccedil;&atilde;o incidente, a percentagem de ocorr&ecirc;ncia de galgamentos foi de 1.81%, sendo a m&eacute;dia dos caudais m&eacute;dios galgados de 0.17 l/s/m e o valor m&aacute;ximo de 1.42 l/s/m. Relativamente &agrave; percentagem de caudais m&eacute;dios galgados superiores a 1 l/s/m, obteve-se 3.03%.</p>     <p>Quanto ao ponto P2, frente &agrave; defesa frontal e j&aacute; no interior da ba&iacute;a, a percentagem de ocorr&ecirc;ncia de galgamentos passa para 6.76%, sendo a m&eacute;dia dos caudais m&eacute;dios galgados de 0.08 l/s/m e o valor m&aacute;ximo de 0.32 l/s/m, o que s&atilde;o valores francamente inferiores aos observados em P1. Relativamente &agrave; percentagem de caudais m&eacute;dios galgados superiores a 0.3 l/s/m, obteve-se 0.02%.</p>     <p>Finalmente, para o ponto P3, no enraizamento do espor&atilde;o 3, a percentagem de ocorr&ecirc;ncia de galgamentos passa para 0.17%, sendo a m&eacute;dia dos caudais m&eacute;dios galgados de 0.012 l/s/m e o valor m&aacute;ximo de 0.028 l/s/m. Relativamente &agrave; percentagem de caudais m&eacute;dios galgados superiores a 0.01 l/s/m, obteve-se 0.05%. Estes valores de q inferiores aos observados em P2 s&atilde;o essencialmente consequ&ecirc;ncia da forma do perfil respetivo do trecho da estrutura (com uma berma de talude), <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f11.jpg" target="_blank">Figura 11</a>, que promove a dissipa&ccedil;&atilde;o de energia reduzindo os galgamentos.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.4. Avalia&ccedil;&atilde;o do risco de galgamento</b></p>     <p>Enquanto no ponto anterior se aplicou apenas uma metodologia para fornecer a vari&aacute;vel relevante (caudal m&eacute;dio galgado) para a avalia&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de situa&ccedil;&atilde;o perigosa a partir da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima incidente, nesta fase, &eacute; necess&aacute;rio levar em conta as caracter&iacute;sticas da zona onde se pretende estimar tal ocorr&ecirc;ncia, pois, mantendo-se o fen&oacute;meno observado, o que &eacute; perigoso para uma dada zona pode n&atilde;o o ser para outra. </p>     <p>&Eacute; pois necess&aacute;rio para cada zona: a) avaliar a natureza das atividades desenvolvidas na zona abrigada pela estrutura e qual o impacto na seguran&ccedil;a de pessoas e infraestruturas; b) estabelecer os caudais m&eacute;dios galgados cr&iacute;ticos admiss&iacute;veis a cada estrutura e tipo de atividade; c) avaliar o grau de probabilidade de ocorr&ecirc;ncia desses caudais; d) avaliar o grau de consequ&ecirc;ncias; e) avaliar o grau de risco. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.4.1. Caudais cr&iacute;ticos admiss&iacute;veis</b></p>     <p>Um crit&eacute;rio importante no dimensionamento de uma estrutura mar&iacute;tima, numa avalia&ccedil;&atilde;o de risco ou num sistema de previs&atilde;o e alerta de ocorr&ecirc;ncia de galgamentos &eacute; o valor admiss&iacute;vel de galgamento. Neste trabalho, procurou utilizar-se as diretivas existentes (Pullen <i>et al.</i>, 2007) e que levam em conta as diversas utiliza&ccedil;&otilde;es da zona galgada.</p>     <p>O estabelecimento do valor cr&iacute;tico do caudal m&eacute;dio galgado depende das consequ&ecirc;ncias do galgamento, da natureza das atividades desenvolvidas na zona abrigada pela estrutura, do perfil da estrutura galgada e da necessidade de garantir a seguran&ccedil;a de pessoas e infraestruturas localizadas nessa zona. </p>     <p>Do <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t5-8.jpg" target="_blank">Quadro 5 ao Quadro 8</a> apresentam-se os valores cr&iacute;ticos do caudal m&eacute;dio galgado por metro linear de estrutura, <i>q</i>, definidos em Pullen<i> <i>et al.</i> </i>(2007).</p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t5.jpg" target="_blank">Quadro 5</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t6.jpg" target="_blank">Quadro 6</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t7.jpg" target="_blank">Quadro 7</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t8.jpg" target="_blank">Quadro 8</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Merecedora de destaque nestes quadros &eacute; a gama cr&iacute;tica de caudais m&eacute;dios por comprimento unit&aacute;rio da estrutura, <i>q</i>, que vai desde valores t&atilde;o pequenos como 0.01 l/s/m (para ve&iacute;culos) at&eacute; 200 l/s/m (para a estrutura galgada). Note-se que para garantir a seguran&ccedil;a de pessoas que se encontram na vizinhan&ccedil;a da estrutura mar&iacute;tima, Pullen <i>et al.</i></i> (2007) referem ainda uma taxa cr&iacute;tica mais severa de <i>q</i>=0.03 l/s/m, mas apenas para casos especiais de pessoas totalmente desprevenidas, que n&atilde;o conseguem visualizar a agita&ccedil;&atilde;o incidente, que podem facilmente ficar perturbadas ou assustadas, que n&atilde;o est&atilde;o vestidas de forma apropriada para se molharem, que se desloquem numa zona estreita ou prop&iacute;cia a trope&ccedil;&otilde;es e quedas. </p>     <p>Pullen<i> <i>et al.</i></i>, 2007 refere ainda, como regra expedita, que o perigo causado por um galgamento num ponto x-metros atr&aacute;s do coroamento da estrutura galgada pode ser avaliado por redu&ccedil;&atilde;o do galgamento obtido na estrutura, q, por um fator de x, para x no intervalo de 5 a 25 m. Ou seja, o galgamento efetivo a uma dist&acirc;ncia x da estrutura, q<sub>efetivo</sub>, &eacute; dado por q<sub>efetivo</sub>=q/x.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os quadros acima apresentados (do <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t5-8.jpg" target="_blank">Quadro 5 ao Quadro 8</a>) ajudam a definir um limiar aceit&aacute;vel de galgamento de acordo com a natureza das atividades desenvolvidas junto &agrave; zona a estudar. Assim, para cada tipo de atividade e ap&oacute;s a consulta da correspondente tabela, adota-se um caudal cr&iacute;tico admiss&iacute;vel, com o qual se vai determinar a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de valores de caudais m&eacute;dios galgados superiores a esse limite, para cada zona de estudo, assim como definir o tipo de consequ&ecirc;ncias que a exced&ecirc;ncia desse valor de caudal cr&iacute;tico acarreta. Com base nessa frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia &eacute; poss&iacute;vel atribuir os graus de probabilidade e de consequ&ecirc;ncias de acordo com o <a href="#t2">Quadro 2</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t3.jpg" target="_blank">Quadro 3</a>.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.4.2. Aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia</b></p>     <p>O galgamento do trecho do molhe sul que protege o cais 12, da defesa costeira e do enraizamento do espor&atilde;o 3, pode ter consequ&ecirc;ncias quer para a estrutura galgada, quer para pessoas ou ve&iacute;culos que se deslocam na proximidade. No caso do enraizamento do espor&atilde;o 3, o galgamento poder&aacute; tamb&eacute;m originar danos no edif&iacute;cio que a&iacute; se localiza (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f11.jpg" target="_blank">Figura 11</a>). No caso do cais 12, pode tamb&eacute;m haver consequ&ecirc;ncias para as opera&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias e para a seguran&ccedil;a dos navios atracados. Outra consequ&ecirc;ncia que n&atilde;o &eacute; desprez&aacute;vel &eacute; a integridade dos contentores arrumados no cais (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a>). </p>     
<p>Do <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t5-8.jpg" target="_blank">Quadro 5 ao Quadro 8</a>, obt&eacute;m-se como valores limites do caudal m&eacute;dio galgado por metro linear do coroamento da estrutura os indicados seguidamente, considerando-se que:</p> <ul>       
<li>Qualquer das estruturas estudadas tem uma geometria, do ponto de vista do tardoz, que pode ser enquadrada no caso da defesa frontal, referida no <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t5.jpg" target="_blank">Quadro 5 </a>- 200 l/s/m</li>       
<li>A circula&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos nas diferentes zonas &eacute; feita a baixa velocidade - 10 l/s/m</li>       <li>Edif&iacute;cio localizado no enraizamento do espor&atilde;o 3 - 1l/s/m</li>       <li>Os contentores no cais 12 encontram-se a 5-10 m da estrutura galgada - 0.4 l/s/m</li>       <li>Os utilizadores do terrapleno junto ao cais 12 n&atilde;o ficam facilmente perturbados ou assustados e, al&eacute;m disso, deslocam-se numa zona larga; as pessoas que se deslocam na defesa frontal da ba&iacute;a t&ecirc;m uma vis&atilde;o clara do mar e tamb&eacute;m se deslocam numa zona larga - 0.1 l/s/m.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <p>&Eacute; de notar tamb&eacute;m que tendo em conta a regra referida acima para o caudal m&eacute;dio efetivo, n&atilde;o tem sentido estabelecer um valor limite do caudal m&eacute;dio galgado a partir do qual podem ocorrer danos nos navios atracados no cais 12 porque estes est&atilde;o muito distantes da estrutura galgada (cerca de 130 m).</p>     <p>No <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t9.jpg" target="_blank">Quadro 9</a> s&atilde;o indicadas as probabilidades de ocorr&ecirc;ncia de valores iguais ou superiores a esses limites, para cada uma das zonas.</p>     
<p>Assim, para o cais 12 do molhe sul, o <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t9.jpg" target="_blank">Quadro 9</a> e a <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a> mostram que o galgamento n&atilde;o provoca danos na estrutura galgada, nem danos estruturais no pavimento do cais, sendo o valor m&aacute;ximo dos galgamentos a que a estrutura est&aacute; sujeita de 1.42 l/s/m. Os galgamentos s&atilde;o inofensivos para a seguran&ccedil;a e integridade dos ve&iacute;culos que circulam no cais, supostamente a baixa velocidade. Em termos de graus de probabilidade <a href="#t2">(Quadro 2</a>) a ocorr&ecirc;ncia de um caudal m&eacute;dio galgado superior a 0.4&nbsp;l/s/m (equipamento) tem um grau de probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de 1 (acontecimento improv&aacute;vel) e a ocorr&ecirc;ncia de um caudal m&eacute;dio galgado superior a 0.1&nbsp;l/s/m (pessoas) tem um grau de probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de 2 (<a href="#t2">Quadro 2</a>, acontecimento raro). Admitindo o pior cen&aacute;rio, o grau de probabilidade associado a este cais &eacute; o grau 2. </p>     
<p>Para a defesa frontal, o <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t9.jpg" target="_blank">Quadro 9</a> e a <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a> mostram que o valor m&aacute;ximo dos galgamentos a que a estrutura est&aacute; sujeita &eacute; de 0.32 l/s/m, sugerindo que o galgamento n&atilde;o provoca danos na estrutura galgada, nem danos estruturais na marginal (estrada e passeios). Os galgamentos s&atilde;o inofensivos para a seguran&ccedil;a e integridade dos ve&iacute;culos que circulam na estrada marginal, supostamente a baixa velocidade. Os valores de caudais m&eacute;dios galgados s&atilde;o perigosos para as pessoas que transitam nesta zona em 419 casos, correspondentes a 11 dias do ano, sendo necess&aacute;rio nestas situa&ccedil;&otilde;es a emiss&atilde;o de alertas. Assim, o grau de probabilidade de exced&ecirc;ncia do limiar associado a esta estrutura &eacute; 2 (acontecimento raro).</p>     
<p>Quanto ao enraizamento do espor&atilde;o 3, a consulta dos valores no <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t9.jpg" target="_blank">Quadro 9</a> e os resultados apresentados na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a> revelam que o valor m&aacute;ximo dos caudais m&eacute;dios galgados a que a estrutura est&aacute; sujeita &eacute; 0.028&nbsp;l/s/m, sugerindo que o galgamento n&atilde;o provoca danos na estrutura galgada, nem danos estruturais na marginal (estrada e passeios), nem ainda no edif&iacute;cio que a&iacute; se localiza. Os valores de caudais s&atilde;o perigosos para as pessoas que transitam nesta zona ocorrem em 5 casos (0.04%), correspondentes a um dia do ano, sendo necess&aacute;rio nestas improv&aacute;veis ocasi&otilde;es a emiss&atilde;o de alertas. Assim, o grau de probabilidade associado a esta estrutura &eacute; 1.</p>     
<p>Relativamente &agrave; determina&ccedil;&atilde;o do grau de consequ&ecirc;ncias, e uma vez que a ocorr&ecirc;ncia de um galgamento pode ter consequ&ecirc;ncias em mais do que uma vertente, cada qual com o seu valor cr&iacute;tico do caudal m&eacute;dio galgado, faz sentido que se procure o caudal cr&iacute;tico que maximize o risco. Esse foi o procedimento adotado neste trabalho. </p>     <p>Como j&aacute; referido anteriormente, um dos problemas da aplica&ccedil;&atilde;o desta metodologia da avalia&ccedil;&atilde;o de risco &eacute; a falta de informa&ccedil;&atilde;o acerca dos preju&iacute;zos associados &agrave; ocorr&ecirc;ncia do acontecimento perigoso. Neste trabalho, para o risco de ocorr&ecirc;ncia de galgamentos, a colabora&ccedil;&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o dos Portos da Terceira e Graciosa, S.A. (APTG) permitiu definir um grau de consequ&ecirc;ncias baseado na realidade do porto.</p>     <p>Para o cais 12 (ponto P1), segundo troca de impress&otilde;es com a APTG, o grau de consequ&ecirc;ncias ser&aacute; quanto muito de 2 (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t3.jpg" target="_blank">Quadro 3</a>), j&aacute; que pode haver essencialmente necessidade de algumas altera&ccedil;&otilde;es nas atividades portu&aacute;rias por uma quest&atilde;o de seguran&ccedil;a de pessoas e bens (por exemplo: desloca&ccedil;&atilde;o de contentores para pontos do cais n&atilde;o afetados pelo galgamento, interdi&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria da circula&ccedil;&atilde;o de pessoas, ve&iacute;culos e equipamento na zona afetada pelo galgamento). N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio interromper as atividades portu&aacute;rias, pois a dimens&atilde;o do cais em termos de largura permite continuar as cargas e descargas dos navios. Os galgamentos n&atilde;o ultrapassam nunca, mesmo no cen&aacute;rio pior, um quinto da largura do terrapleno do cais, e apenas naquela &aacute;rea, permitindo as atividades normais em toda a &aacute;rea remanescente do terrapleno portu&aacute;rio.</p>     
<p>Para o caso da defesa frontal, como a circula&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos se faz a baixa velocidade, existem lugares de estacionamento que permitem que os ve&iacute;culos se desviem dos caudais galgados. Existe ainda uma prote&ccedil;&atilde;o vertical e uma berma larga que impede o galgamento diretamente na via. Al&eacute;m disso, as autoridades podem vedar o acesso &agrave; zona, existindo alternativa para a circula&ccedil;&atilde;o dos ve&iacute;culos e das pessoas para acesso aos estabelecimentos existentes na marginal. Assim, o grau de consequ&ecirc;ncias atribu&iacute;do &eacute; de 2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto ao enraizamento do espor&atilde;o 3, para al&eacute;m do que foi j&aacute; mencionado, o edif&iacute;cio encontra-se a uma dist&acirc;ncia de 10 m da defesa frontal, o que o protege do galgamento direto. De qualquer forma, este galgamento, segundo o <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t9.jpg" target="_blank">Quadro 9</a> e a <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a>, n&atilde;o chega a ultrapassar o limiar perigoso para os edif&iacute;cios. Note-se que o referido edif&iacute;cio apenas funciona como bar no per&iacute;odo de ver&atilde;o e &agrave; noite. Em caso de necessidade, &eacute; poss&iacute;vel proceder ao seu encerramento para proteger as pessoas e equipamentos no seu interior ou imedia&ccedil;&otilde;es. Do exposto, o grau de consequ&ecirc;ncias atribu&iacute;do &eacute; 1.</p>     
<p>Finalmente, o c&aacute;lculo do grau de risco para cada zona passa pela multiplica&ccedil;&atilde;o do grau de consequ&ecirc;ncias encontrado pelo grau de probabilidade, <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t10.jpg" target="_blank">Quadro 10</a>.</p>     
<p>Com base neste quadro, o sistema GUIOMAR tem a capacidade de representar graficamente os graus de risco associados a cada zona estudada. Assim, a <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03f14.jpg" target="_blank">Figura 14</a> mostra o risco de galgamento das estruturas considerando dois anos de dados (2009 e 2010) nas diferentes zonas estudadas. A figura utiliza para indica&ccedil;&atilde;o do valor de risco uma bandeira colorida de acordo com as cores apresentadas no <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a03t1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>. </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conclus&otilde;es e futuros desenvolvimentos</b></p>     <p>Neste artigo, apresentou-se a metodologia desenvolvida no LNEC para a avalia&ccedil;&atilde;o do risco associado &agrave; ocorr&ecirc;ncia de galgamentos de estruturas portu&aacute;rias ou defesas frontais e testou-se a sua aplica&ccedil;&atilde;o na ba&iacute;a da Praia da Vit&oacute;ria, Ilha Terceira, A&ccedil;ores, onde se insere o porto da Praia da Vit&oacute;ria. Foram estudados tr&ecirc;s tipos de estruturas mar&iacute;timas: o trecho do molhe sul que protege o cais 12, a defesa frontal da ba&iacute;a e o enraizamento do espor&atilde;o 3 da ba&iacute;a.</p>     <p>Em frente a cada uma das estruturas, foram primeiramente determinados os regimes de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima recorrendo ao acoplamento de modelos num&eacute;ricos de gera&ccedil;&atilde;o e propaga&ccedil;&atilde;o de ondas (WAVEWATCH III, SWAN e DREAMS) incorporados no sistema GUIOMAR. </p>     <p>Com base nesses regimes, foi efetuado o c&aacute;lculo dos galgamentos com recurso &agrave; ferramenta NN_OVERTOPPING2, baseada na an&aacute;lise de redes neuronais. Apesar das estruturas n&atilde;o terem exatamente o mesmo perfil, o conjunto de par&acirc;metros de entrada desta ferramenta permitiu descrever aproximadamente os tr&ecirc;s perfis e obter estimativas do caudal m&eacute;dio galgado para cada um deles. Este exerc&iacute;cio confirmou a simplicidade de utiliza&ccedil;&atilde;o, a rapidez de c&aacute;lculo e a abrang&ecirc;ncia no que diz respeito ao tipo de estruturas e condi&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o contempladas pela ferramenta NN_OVERTOPPING2, permitindo afirmar que ela constitui uma boa alternativa para a estima&ccedil;&atilde;o do caudal m&eacute;dio galgado caso n&atilde;o se disponha de dados de prot&oacute;tipo, resultados de ensaios em modelo f&iacute;sico reduzido ou de modelos num&eacute;ricos. </p>     <p>Ap&oacute;s defini&ccedil;&atilde;o dos caudais m&eacute;dios galgados m&aacute;ximos admiss&iacute;veis em cada estrutura, seguindo os crit&eacute;rios de Pullen <i>et al.</i> (2007), foi avaliado o correspondente grau de risco associado aos galgamentos das estruturas estudadas e representado graficamente com a ajuda do sistema GUIOMAR. Atendendo aos limites impostos, verificou-se que em todos os trechos estudados, &eacute; o caudal perigoso para as pessoas o que &eacute; ultrapassado com mais frequ&ecirc;ncia. Tal pode at&eacute; justificar a emiss&atilde;o de alertas relativamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da marginal por pe&otilde;es. </p>     <p>Com a colabora&ccedil;&atilde;o da APTG foi poss&iacute;vel estabelecer com bastante rigor o grau de risco associado &agrave; ocorr&ecirc;ncia de galgamentos no cais 12. Da avalia&ccedil;&atilde;o de risco efetuada concluiu-se que, para o cais 12, o risco &eacute; reduzido, sendo necess&aacute;rias algumas medidas de controlo de risco, normalmente levadas a cabo pelo porto. A mesma conclus&atilde;o &eacute; v&aacute;lida para a defesa frontal, enquanto para o enraizamento do espor&atilde;o 3 o risco &eacute; insignificante, n&atilde;o sendo, por isso, necess&aacute;rio adotar quaisquer medidas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Do trabalho desenvolvido, verificou-se que a metodologia desenvolvida de avalia&ccedil;&atilde;o do risco &eacute; simples e eficaz e que pode ser facilmente estendida a outros tipos de risco (navega&ccedil;&atilde;o, inunda&ccedil;&atilde;o, etc.). Note-se, no entanto, que esta metodologia &eacute; fun&ccedil;&atilde;o da qualidade e quantidade de dados de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima existente, bem como da correta avalia&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias associadas &agrave; exced&ecirc;ncia do limiar estabelecido, a vari&aacute;vel relevante associada a um dado risco.</p>     <p>Desta avalia&ccedil;&atilde;o do risco, cujo objetivo principal &eacute; contribuir para o planeamento de interven&ccedil;&otilde;es nas zonas em estudo do porto da Praia da Vit&oacute;ria, pode resultar a indica&ccedil;&atilde;o da necessidade de implementa&ccedil;&atilde;o de sistemas de alerta para os fen&oacute;menos considerados – quando o valor do risco, ou do grau de risco, &eacute; muito elevado. Uma vez que estes fen&oacute;menos s&atilde;o uma consequ&ecirc;ncia direta da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, os procedimentos utilizados para previs&atilde;o da resposta dos sistemas na avalia&ccedil;&atilde;o do risco, ser&atilde;o certamente uma componente fundamental dos sistemas de alerta.</p>     <p>Como trabalho futuro, refira-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de outras metodologias de c&aacute;lculo do galgamento e a compara&ccedil;&atilde;o das vantagens e inconvenientes de cada uma delas, o desenvolvimento de uma tabela de consequ&ecirc;ncias com custos associados e a an&aacute;lise da inunda&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas em que se verifica a ocorr&ecirc;ncia de galgamentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores agradecem &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o dos Portos da Terceira e Graciosa toda a ajuda prestada durante este trabalho na disponibiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o geral sobre o porto e atividades portu&aacute;rias e fotografias. Agradecem tamb&eacute;m aos projetos CLIMAAT e MacSIMAR (FEDER–INTERREG_IIIB, Mac/2.3/A3, 03/Mac/2.3/A5; FEDER-MAC-Mac/1/A089) a utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (FCT) o financiamento concedido atrav&eacute;s do projeto HIDRALERTA - PTDC/AMB/67450/2006. Agradecem ainda aos revisores deste artigo pelas pertinentes sugest&otilde;es efetuadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>Besley, P. (1999) - <i>Overtopping of Seawalls: Design and Assessment Manual.</i> 51p., HR Wallingford Ltd, R&amp;D Technical Report W178, Bristol, UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S1646-8872201200030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Booij, N.; Ris, R.C.; Holthuijsen, L.H. (1999) - <i>A third-generation wave model for coastal regions, Part I, Model description and validation.</i> Journal of Geophysical Research, 104(C4):7649-7666. doi:10.1029/98JC02622 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S1646-8872201200030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coeveld, E.M.; Van Gent, M.R.A.; Pozueta, B. (2005) - <i>Neural Network. Manual NN_OVERTOPPING 2. CLASH Workpackage</i> 8. 38p., WL/Delft Hydraulics Report, Delft, Netherlands. <a href="http://repository.tudelft.nl/view/hydro/uuid%3Abf81b442-f3ed-4a6f-9b62-0c1dbb1e4c6c/" target="_blank">http://repository.tudelft.nl/view/hydro/uuid%3Abf81b442-f3ed-4a6f-9b62-0c1dbb1e4c6c/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S1646-8872201200030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Consulmar / Morim de Oliveira (2005) - <i>Empreitada de Reabilita&ccedil;&atilde;o e Reordenamento do Porto da Praia da Vit&oacute;ria. Projecto de Execu&ccedil;&atilde;o Mem&oacute;ria Descritiva e Justificativa</i>. 22p., Lisboa, Portugal. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000256&pid=S1646-8872201200030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>De Rouck, J.; Geeraerts, J.; Trouch, P.; Kortenhaus, A.; Pullen, T.; Franco, L. (2005) - <i>New results on scale effects for wave overtopping at coastal structures. Proceedings of ICE Coastlines, Structures &amp; Breakwaters ‘05</i>, pp.29-43, Thomas Telford, London, UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S1646-8872201200030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Fortes, C.J.E.M. (2002) - <i>Transforma&ccedil;&otilde;es n&atilde;o lineares de ondas em zonas portu&aacute;rias. An&aacute;lise pelo m&eacute;todo dos elementos finitos</i>. 446p., Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa / Instituto Superior T&eacute;cnico, Lisboa, Portugal. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000260&pid=S1646-8872201200030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Neves, D.R.C.B.; Z&oacute;zimo, A.C.; Pinheiro, L.V.; Fortes, C.J.E.M. (2009) - GUIOMAR: Geo(graphical) User Interface for cOastal and MARine Modeling. Wave regime at Sines. Journal of Coastal Research (ISSN: 0749-0258), SI56:1542–1546. Dispon&iacute;vel em <br />   <a href="http://e-geo.fcsh.unl.pt/ICS2009/_docs/ICS2009_Volume_II/1542.1546_D.Neves_ICS2009.pdf" target="_blank">http://e-geo.fcsh.unl.pt/ICS2009/_docs/ICS2009_Volume_II/1542.1546_D.Neves_ICS2009.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Neves, D.R.C.B.; Rodrigues, S.; Reis, M.T.; Fortes, C.J.E.M.; Santos, J.A. (2010) - <i>Aplica&ccedil;&atilde;o ao porto de Sines de uma nova metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o do risco para a navega&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria utilizando o sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica GUIOMAR</i>. Revista Gest&atilde;o Costeira Integrada, 10(4):483-504. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-232_Neves_small.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-232_Neves_small.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S1646-8872201200030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Neves, D.R.; Rodrigues, S.; Fortes, C.J.; Reis, M.T.; Santos, J.A.; Capit&atilde;o, R. (2012) - <i>Application to the port of Sines of a new tool for risk assessment in port navigation. Journal of Coastal Conservation. (in press)</i>. doi: 10.1007/s11852-012-0190-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S1646-8872201200030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pullen, T.; Allsop, N.W.H.; Bruce, T.; Kortenhaus, A.; Schutrumpf, H.; Van Der Meer, J.W. (2007) - EurOtop: Wave Overtopping of Sea Defences and Related Structures: Assessment Manual. 178p., Environment Agency, UK / Expertise Netwerk Waterkeren, NL / Kuratorium fur Forschung im Kusteningenieurwesen, DE. ISBN 978-3-8042-1064-6. <a href="http://www.overtopping-manual.com/eurotop.pdf" target="_blank">http://www.overtopping-manual.com/eurotop.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S1646-8872201200030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reis, M.T.; Hu, K.; Hedges, T.S.; Mase, H. (2008) - A comparison of empirical, semiempirical, and numerical wave overtopping models. Journal of Coastal Research, 24(2B):250-262. doi: 10.2112/05-0592.1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S1646-8872201200030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tolman, H.L. (1999) - <i>User Manual and System Documentation of WAVEWATCH-III Version 1.18. NOAA/NWS/NCEP/OMB Technical Note 166</i>, 110 pp, Washington, E.U.A.. <a href="http://polar.ncep.noaa.gov/mmab/papers/tn166/OMB_166.pdf" target="_blank">http://polar.ncep.noaa.gov/mmab/papers/tn166/OMB_166.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000270&pid=S1646-8872201200030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Van Der Meer, J.W.; Van Gent, M.R.A.; Pozueta, B.; Verhaeghe, H., Steendam, G.J.; Medina, J.R. (2005) - <i>Applications of a neural network to predict wave overtopping at coastal structures. Proceedings of ICE Coastlines, Structures &amp; Breakwaters’05</i>, pp.259-268, Thomas Telford, London, UK.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S1646-8872201200030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Van Gent, M.R.A.; Pozueta, B.; Van Den Boogaard, H.F.P.; Medina, J.R. (2005) - D42 Final Report on Generic Prediction Method. CLASH Workpackage 8. 33p., WL/Delft Hydraulics Report, Delft, Netherlands. <a href="http://repository.tudelft.nl/assets/uuid:8213517a-30d0-491e-9aa8-d3725e664add/TLJ70060020.pdf" target="_blank">http://repository.tudelft.nl/assets/uuid:8213517a-30d0-491e-9aa8-d3725e664add/TLJ70060020.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S1646-8872201200030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WW (2007) - <i>Remodela&ccedil;&atilde;o e Amplia&ccedil;&atilde;o da Marginal da Praia da Vit&oacute;ria. 1.2 - Projeto de Ordenamento e Valoriza&ccedil;&atilde;o da Orla Mar&iacute;tima. Projecto de Execu&ccedil;&atilde;o - Mem&oacute;ria Descritiva</i>. 68p., WW - Consultores de Hidr&aacute;ulica e Obras Mar&iacute;timas, Lisboa, Portugal. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S1646-8872201200030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Z&oacute;zimo, A.C.; Fortes, C.J.E.M. (2007) - <i>Estado actual e desenvolvimentos futuros do sistema integrado de apoio &agrave; tomada de decis&atilde;o em engenharia costeira: GUIOMAR - Tecnologias da &Aacute;gua,</i> 52 (Edi&ccedil;&atilde;o IV):54-65, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S1646-8872201200030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> Submission: March 11, 2011; Evaluation: May 24, 2011; Reception of revised manuscript: August 12, 2011; Accepted: September 16, 2011; Available on-line: July 27, 2011</p>      ]]></body><back>
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