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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Benefícios, prejuízos e considerações relevantes na utilização de sistemas de recifes artificiais e estruturas correlatas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Artificial reefs and correlated structures have been largely used all over the world as management tools to enhance fisheries and tourism and mitigate damaged areas, among others functions. Nevertheless, projects involving artificial reefs require a series of studies and an adequate planning so its implementation will not cause any damage to the environment, such as severe alterations on the local and surrounding marine biological communities as well as alterations on the local oceanographic patterns. There is, still, on not well planned ventures, the risk of lost of parts of the structures due to scouring, subsidence or undesirable movement, damage to navigation routes, and conflicts among different groups of users. Thus, any attempt to implement projects using artificial reefs and correlated structures must be followed by reflection about its relevance, efficient planning and monitoring and a deep evaluation of its potential impact.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Benef&iacute;cios, preju&iacute;zos e considera&ccedil;&otilde;es relevantes na utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de recifes artificiais e estruturas correlatas <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p>     <p><b>Benefits, damages and relevant considerations in the use of artificial reef and correlated structure systems</b></p>     <p><b>G. Castanhari </b><sup>@, 1</sup><b>, A. R. G. Tom&aacute;s </b><sup>1</sup><b>, C. I. Elliff </b><sup>1</sup></p>     <p>@ - Corresponding author</p>     <p>1 - Instituto de Pesca, Av Bartolomeu de Gusm&atilde;o, 192, Santos - SP 11030-906, Brasil. e-mails: <a href="mailto:grazi.castanhari@ig.com.br">grazi.castanhari@ig.com.br</a>, <a href="mailto:argtomas@pesca.sp.gov.br">argtomas@pesca.sp.gov.br</a>, <a href="mailto:carlaelliff@gmail.com">carlaelliff@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Recifes artificiais e estruturas correlatas t&ecirc;m sido usadas ao redor do mundo como ferramentas de manejo para melhorar a pesca e turismo e mitigar &aacute;reas impactadas, al&eacute;m de outras fun&ccedil;&otilde;es. No entanto, projetos envolvendo recifes artificiais requerem uma s&eacute;rie de estudos e um planejamento adequado para que sua implanta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cause danos ao meio ambiente, como altera&ccedil;&otilde;es severas nas comunidades biol&oacute;gicas marinhas locais e adjacentes assim como nos padr&otilde;es oceanogr&aacute;ficos locais. Existe ainda, no caso de estruturas mal planejadas, o risco de perdas de partes desta estrutura devido &agrave;s correntes, subsid&ecirc;ncia ou movimentos n&atilde;o desejados, danos a rotas de navega&ccedil;&atilde;o e conflitos entre diferentes grupos de usu&aacute;rios. Assim, qualquer tentativa de implantar projetos usando recifes artificiais e estruturas correlatas deve ser seguida de uma reflex&atilde;o sobre sua relev&acirc;ncia, planejamento e monitoramento eficiente e uma avalia&ccedil;&atilde;o aprofundada quanto seu impacto em potencial. </p>     <p><b>Palavras chave: </b>gerenciamento costeiro; pesca; avalia&ccedil;&atilde;o de impactos</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Artificial reefs and correlated structures have been largely used all over the world as management tools to enhance fisheries and tourism and mitigate damaged areas, among others functions. Nevertheless, projects involving artificial reefs require a series of studies and an adequate planning so its implementation will not cause any damage to the environment, such as severe alterations on the local and surrounding marine biological communities as well as alterations on the local oceanographic patterns. There is, still, on not well planned ventures, the risk of lost of parts of the structures due to scouring, subsidence or undesirable movement, damage to navigation routes, and conflicts among different groups of users. Thus, any attempt to implement projects using artificial reefs and correlated structures must be followed by reflection about its relevance, efficient planning and monitoring and a deep evaluation of its potential impact. </p>     <p><b>Keywords</b>: coastal management; fisheries; impact assessment</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Definem-se “recifes artificiais” como estruturas inseridas no meio aqu&aacute;tico acidental ou propositalmente, a fim de fornecer substrato consolidado que permita a fixa&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies s&eacute;sseis, criando a oportunidade de surgimento de toda uma comunidade biol&oacute;gica a partir da incrusta&ccedil;&atilde;o de produtores prim&aacute;rios. Este incremento de biomassa ocorre pelo aumento da disponibilidade de alimento, promo&ccedil;&atilde;o de habitat para recrutamento e pontos de encontro para a reprodu&ccedil;&atilde;o (Bohnsack, 1989; White et. al., 1990). De acordo com o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) do Brasil, recifes artificiais s&atilde;o definidos como qualquer estrutura constru&iacute;da ou preparada para instala&ccedil;&atilde;o em ambiente subaqu&aacute;tico que simulam as propriedades de recifes naturais, tendo como principais finalidades: conserva&ccedil;&atilde;o, manejo e pesquisa; e explora&ccedil;&atilde;o e o aproveitamento sustent&aacute;vel dos recursos do mar. Pitcher e Seaman (2001) discutem sobre usar o termo “artificial” e sua poss&iacute;vel conota&ccedil;&atilde;o negativa, preferindo ent&atilde;o chamar essas estruturas de <i>“human-made reefs”</i> – recifes feitos pelo homem. </p>     <p>Recifes artificiais e estruturas correlatas (RAECs) podem ser constru&iacute;dos de uma enorme variedade de materiais, que v&atilde;o desde materiais naturais, como rochas e bambus, a um tipo de concreto desenvolvido especialmente para a constru&ccedil;&atilde;o de recifes artificiais marinhos. A configura&ccedil;&atilde;o das estruturas e o material utilizado nos m&oacute;dulos influenciam a efic&aacute;cia dos sistemas, em aspectos como resist&ecirc;ncia &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es ambientais, composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies, durabilidade e viabilidade da implanta&ccedil;&atilde;o do projeto. </p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o destas estruturas para o incremento de atividades pesqueiras teve in&iacute;cio em &eacute;pocas remotas, quando pescadores notaram uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de peixes ao redor de estruturas flutuantes (Seaman e Sprague, 1991a). Whitmarsh <i>et al.</i> (2008) afirmam que o uso de estruturas f&iacute;sicas submersas para aumentar a abund&acirc;ncia de vida marinha provavelmente deu-se ao acaso. </p>     <p>A percep&ccedil;&atilde;o deste fato aliada ao interesse em aprimorar a utiliza&ccedil;&atilde;o de tais estruturas fez com que recifes artificiais e estruturas correlatas se constitu&iacute;ssem em tema de in&uacute;meros estudos no mundo inteiro. Isso os tornou ferramentas interessantes no manejo de &aacute;reas pesqueiras, por criarem oportunidades de pesca e diminu&iacute;rem o tempo de viagem pela procura dos recursos aumentando a efici&ecirc;ncia do petrecho de pesca (Polovina, 1991; Svane e Petersen, 2002). Esse interesse crescente no desenvolvimento de habitats artificiais para atividades pesqueiras levou os gerenciadores, que inicialmente focavam encontrar metodologias de despejo e tipos de materiais que criariam recifes eficazes, a se preocupar sobre seu desempenho biol&oacute;gico e econ&ocirc;mico (Moffit <i>et al.</i>, 1989; Steimle e Meier, 1997). </p>     <p>A populariza&ccedil;&atilde;o de seu uso nas atividades pesqueiras abriu caminhos para outros tipos de utiliza&ccedil;&atilde;o. Atualmente, RAECs podem funcionar, por exemplo, como ferramentas de mitiga&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas e como atrativos para &aacute;reas utilizadas por mergulhadores recreativos (Polovina, 1991; Seaman e Sprague, 1991b; Santos <i>et al.</i>, 2010). O uso de RAECs tamb&eacute;m pode auxiliar na conten&ccedil;&atilde;o da pesca de arrasto, em locais aonde esta pr&aacute;tica &eacute; proibida, pois esta inviabiliza o uso da rede no local, causando danos &agrave; propriedade do infrator (Claudet e Pelletier, 2004; Whitmarsh <i>et al.</i>, 2008). Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel proporcionar melhores condi&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica do surfe, atrav&eacute;s de estruturas que alteram as caracter&iacute;sticas da ondula&ccedil;&atilde;o de uma regi&atilde;o, al&eacute;m de us&aacute;-las como mecanismos de defesa da costa (Voorde <i>et al.</i>, 2009; Voorde <i>et al.</i>, 2008). Outros autores tem adotado denomina&ccedil;&atilde;o assemelhada para definir estruturas que tenham como objetivos tanto a atenuar impactos como promover uso sustent&aacute;vel do ambiente, os recifes artificiais multifuncionais (Carmo <i>et al.</i>, 2010)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ecologia de comunidades recifais &eacute; um dos temas mais abordados na pesquisa cient&iacute;fica relativa ao uso de RAECs (como em Athie, 1999; Concei&ccedil;&atilde;o, 2003), por&eacute;m o manejo pesqueiro &eacute; apontado como o principal fator na decis&atilde;o da implanta&ccedil;&atilde;o de um (Baine, 2001; Wilson <i>et al.</i>, 2002; Miller, 2002; Svane e Petersen, 2002; Quintero, 2009). No entanto, Bortone (2006) afirma que n&atilde;o h&aacute; RAECs que sejam formalmente usados para incrementar a atividade pesqueira, denotando uma necessidade de efetivamente incorporar os RAECs no manejo pesqueiro.</p>     <p>A demanda por estes projetos tem crescido no mundo inteiro, sendo foco de diversas pesquisas cient&iacute;ficas (Carmo <i>et al.</i>, 2010). Baine (2001) observou a distribui&ccedil;&atilde;o global dos trabalhos revisados por ele e constatou que a maioria se concentrou na Am&eacute;rica do Norte (38%). O Jap&atilde;o representou apenas 12% dos trabalhos revisados, apesar de ser reconhecido como o pa&iacute;s l&iacute;der em pesquisa sobre recifes artificiais. De acordo com Svane e Petersen (2002), a maioria dos estudos sobre RAECs s&atilde;o realizados em regi&otilde;es subtropicais e tropicais, criando um ac&uacute;mulo de conhecimento ecol&oacute;gico apenas nessas &aacute;reas.</p>     <p>Apesar do grande interesse pelo tema, relativamente pouco se &eacute; conhecido sobre a biologia e ecologia destas estruturas e nem sempre sua implanta&ccedil;&atilde;o &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o para o problema em m&atilde;os (Baine, 2001). RAECs implantados sem os cuidados necess&aacute;rios podem causar impactos negativos, como altera&ccedil;&atilde;o na linha da costa, perda de estruturas pela inadequa&ccedil;&atilde;o do substrato, conflitos entre grupos de usu&aacute;rios distintos e at&eacute; mesmo deple&ccedil;&atilde;o de estoques pela pesca desordenada (Polovina, 1991; ASMFC, 1998; Baine, 2001; Santos <i>et al.</i>, 2010; Carmo <i>et al.</i>, 2010). Collins <i>et al.</i> (2002) e Quintero (2009) discutem como a escolha do material de constru&ccedil;&atilde;o dos RAECs pode vir a ter um impacto negativo atrav&eacute;s da exposi&ccedil;&atilde;o da biota a subst&acirc;ncias qu&iacute;micas e causar polui&ccedil;&atilde;o do meio.</p>     <p>Bohnsack e Sutherland (1985) revisaram a literatura a respeito, constatando que a maioria dos trabalhos publicados sobre o assunto s&atilde;o descri&ccedil;&otilde;es qualitativas, detalhando modifica&ccedil;&otilde;es na sucess&atilde;o ecol&oacute;gica e as esp&eacute;cies observadas. Poucos estudos usam m&eacute;todos experimentais quantitativos e em muitos h&aacute; falta de controles cient&iacute;ficos v&aacute;lidos. Steimle e Meier (1997) e Svane e Petersen (2002) afirmam que, apesar do recente aumento no n&uacute;mero de estudos, estes tendem a ter uma vis&atilde;o restrita. Polovina (1991) e, mais recentemente, Sutton e Bushnella (2007) e Whitmarsh <i>et al.</i> (2008) ressaltam, ainda, a falta de estudos socioecon&ocirc;micos e de gerenciamento mais amplos e destacam a import&acirc;ncia de medidas que regulamentem os petrechos e o esfor&ccedil;o pesqueiro para evitar sobrepesca. Segundo estes autores, para haver progresso no entendimento das aplica&ccedil;&otilde;es de projetos utilizando RAECs, estes devem ser instalados como parte de um plano de manejo abrangente, condizente com as limita&ccedil;&otilde;es de cada habitat artificial em particular. Baine (2001) apontou que a maior parte dos problemas relatados com o uso de RAECs em estudos diz respeito ao seu planejamento e quest&otilde;es de manejo.</p>     <p>A escolha do local para implantar RAECs tamb&eacute;m ocorre em fun&ccedil;&atilde;o de diversos fatores. A participa&ccedil;&atilde;o das comunidades locais e dos grupos que utilizar&atilde;o a &aacute;rea &eacute; essencial (Santos <i>et al.</i>, 2010; Quintero, 2009). Barber <i>et al.</i> (2009) criaram um modelo de mapeamento de exclus&atilde;o sistem&aacute;tico, onde considerou-se tamb&eacute;m os par&acirc;metros f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos da &aacute;rea, como a profundidade, declividade, composi&ccedil;&atilde;o do substrato, acessibilidade, correntes, a&ccedil;&atilde;o de ondas, habitats estabelecidos pr&oacute;ximos, fornecimento natural de larvas, qualidade da &aacute;gua e conflito entre usu&aacute;rios.</p>     <p>No Brasil, a demanda por projetos utilizando RAECs tamb&eacute;m &eacute; crescente (Santos <i>et al.</i>, 2010), por&eacute;m os projetos nem sempre consideram todos os fatores mencionados. Santos <i>et al.</i> (2010) relataram os conflitos de interesse da instala&ccedil;&atilde;o de RAECs no litoral do Estado de Pernambuco. A falta de dados para que aspectos importantes, como o comportamento das estruturas artificiais e seus impactos ambientais e socioecon&ocirc;micos, inviabiliza an&aacute;lises mais completas que possam contribuir para a melhor aplica&ccedil;&atilde;o destas estruturas e para o aprimoramento da implanta&ccedil;&atilde;o e manejo das mesmas, potencializando impactos negativos de sua implanta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>2.1. Funcionamento das Estruturas Artificiais</b></p>     <p>Quaisquer habitats artificiais incrementam os sistemas marinhos. Este incremento acontece pelo adicionamento de &aacute;rea de superf&iacute;cie e espa&ccedil;os criados pelas estruturas na coluna d’&aacute;gua que permitem que organismos marinhos se fixem e encontrem abrigo (White <i>et al.</i>, 1990). RAECs podem agir na composi&ccedil;&atilde;o da ictiofauna por fornecer alimento adicional, aumentar a efici&ecirc;ncia da alimenta&ccedil;&atilde;o, fornecer abrigo contra preda&ccedil;&atilde;o, fornecer habitat para recrutamento e criar espa&ccedil;os vagos em ambientes naturais (Bohnsack, 1989). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As estruturas artificiais fornecem tamb&eacute;m abrigo e &aacute;reas de descanso para os peixes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es oceanogr&aacute;ficas da regi&atilde;o. Quando a velocidade da corrente aumenta, os peixes tendem a se abrigar na ondula&ccedil;&atilde;o<i> lee (lee wave) </i>formada pelas estruturas (Nakamura, 1985; Baynes e Szmant, 1989). Essa ondula&ccedil;&atilde;o pode sofrer interfer&ecirc;ncia do aumento na velocidade da corrente, dando lugar a uma &aacute;rea protegida<i> (plain wake)</i>, formando uma “sombra” da corrente e de tempestades que causam uma mistura vertical na coluna d’&aacute;gua. Nestas condi&ccedil;&otilde;es, os peixes migram para as camadas medianas e inferiores da coluna d’&aacute;gua (Nakamura, 1985). Sons emitidos pelos organismos no recife e flutua&ccedil;&otilde;es de press&atilde;o devido &agrave; turbul&ecirc;ncia associada &agrave; corrente impingindo nas estruturas podem estimular os peixes a se dirigirem &agrave;s estruturas (Nakamura, 1985; Baynes e Szmant, 1989; Grove <i>et al.</i>, 1991). </p>     <p>Os padr&otilde;es de comportamento dos peixes est&atilde;o relacionados a h&aacute;bitos instintivos de orientar os movimentos em resposta a v&aacute;rios est&iacute;mulos. Este est&iacute;mulo constitui a liga&ccedil;&atilde;o fundamental entre os peixes e os recifes (Nakamura, 1985). Este autor classifica os peixes recifais em tr&ecirc;s categorias:</p> <ul>       <li>tipo A: estabelecem contato f&iacute;sico com o recife, ocupando locas, fendas e aberturas extensas; se alimentam predominantemente de organismos bent&ocirc;nicos.</li>       <li>tipo B: s&atilde;o ligados &agrave;s estruturas pelo som e vis&atilde;o; nadam ao redor dos recifes enquanto permanecem pr&oacute;ximos ao fundo.</li>       <li>tipo C: nadam ao redor dos recifes enquanto permanecem nas partes superiores e intermedi&aacute;rias da &aacute;gua.</li>     </ul>     <p>Athi&ecirc; (1999) elaborou uma nova classifica&ccedil;&atilde;o de comportamento das esp&eacute;cies, baseada nestas categorias, considerando o tempo de perman&ecirc;ncia dos peixes nas estruturas:</p> <ul>       <li>Colonizadoras: ap&oacute;s o primeiro registro de sua ocorr&ecirc;ncia, ocorre um aumento gradual de freq&uuml;&ecirc;ncia e abund&acirc;ncia at&eacute; que atinja o equil&iacute;brio de sua popula&ccedil;&atilde;o; nesta categoria est&atilde;o inclusas as esp&eacute;cies que uma vez registradas nas estruturas s&atilde;o vistas regularmente, de forma constante; s&atilde;o as esp&eacute;cies que utilizam as estruturas para resid&ecirc;ncia, alimenta&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o, povoando o recife;</li>       <li>Exploradoras: apresentam freq&uuml;&ecirc;ncias de ocorr&ecirc;ncia moderada a alta, podendo ou n&atilde;o apresentar grande abund&acirc;ncia, por&eacute;m sem haver aumento gradual nestas freq&uuml;&ecirc;ncias; apresentam tamb&eacute;m registros de ocorr&ecirc;ncia mais esparsos, n&atilde;o sendo residentes dos recifes, utilizando o recife para alimenta&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e poss&iacute;vel reprodu&ccedil;&atilde;o sem, no entanto, fixar moradia ou criar v&iacute;nculo de depend&ecirc;ncia com as estruturas;</li>       <li>Ocasionais: apresentam freq&uuml;&ecirc;ncias de ocorr&ecirc;ncia baixas, podendo, ou n&atilde;o, serem registradas em grande abund&acirc;ncia, n&atilde;o apresentando aumentos graduais nestas freq&uuml;&ecirc;ncias; apresentam registros muito descont&iacute;nuos e eventuais, por ocorrerem raramente nos recifes; esp&eacute;cies que est&atilde;o no recife de passagem, n&atilde;o apresentando nenhuma rela&ccedil;&atilde;o c&iacute;clica ou duradoura de ocorr&ecirc;ncia junto &agrave;s estruturas.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <p>Hixon e Beets (1989) encontraram uma rela&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica negativa entre o n&uacute;mero de residentes pisc&iacute;voros e o n&uacute;mero de peixes pequenos nos recifes, sugerindo que a quantidade de pisc&iacute;voros determina o n&uacute;mero de peixes pequenos nas estruturas. Ainda de acordo com esses autores, em grandes recifes, a propor&ccedil;&atilde;o de abund&acirc;ncia de abrigo e de alimento pode diminuir para alguns peixes de passagem, especialmente planct&oacute;fagos, o que tenderia a aumentar a import&acirc;ncia relativa de fatores tr&oacute;ficos na determina&ccedil;&atilde;o da abund&acirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o local de peixes. De maneira geral, existe uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre complexidade estrutural e abund&acirc;ncia e diversidade de esp&eacute;cies de peixes (Sherman <i>et al.</i>, 2002).</p>     <p>Recifes artificiais s&atilde;o interessantes para testar hip&oacute;teses a respeito de estruturas de abrigo, pois permitem a separa&ccedil;&atilde;o dos efeitos da alimenta&ccedil;&atilde;o e do abrigo, o controle da estrutura e do hist&oacute;rico do recife e, mais importante, controlar os experimentos com r&eacute;plicas verdadeiras e tratamento aleat&oacute;rio (Hixon e Beets, 1989). Matthews (1985) e D’Anna <i>et al.</i> (1994) encontraram uma composi&ccedil;&atilde;o de ictiofauna similar entre recifes artificiais e recifes naturais, por&eacute;m Zalmon <i>et al.</i> (2002) encontrou uma riqueza maior no recife artificial analisado. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Aspectos Relevantes na Elabora&ccedil;&atilde;o de Projetos Utilizando RAECs </b></p>     <p><i>A) Configura&ccedil;&atilde;o das estruturas</i></p>     <p>Os modelos de RAECs pioneiros, desenvolvidos h&aacute; s&eacute;culos por pescadores artesanais eram constitu&iacute;dos de materiais naturais, como bambus, folhas e toras de madeira. Na regi&atilde;o Nordeste do Brasil, pescadores usam h&aacute; gera&ccedil;&otilde;es as chamadas marambaias, que s&atilde;o aglomerados de diversos materiais (p.ex.: madeira de mangue) jogados no fundo marinho (Concei&ccedil;&atilde;o, 2003; Quintero, 2009). </p>     <p>Com a evolu&ccedil;&atilde;o da pesquisa sobre o desenvolvimento de habitats artificiais, novos materiais foram testados e, atualmente, uma grande variedade destes &eacute; utilizada, como pneus, concreto, carca&ccedil;as, tubos de PVC, entre outros. Lukens (1997) faz uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada dos principais materiais comumente empregados na confec&ccedil;&atilde;o de habitats artificiais, relatando os benef&iacute;cios e preju&iacute;zos da utiliza&ccedil;&atilde;o de cada um deles:</p>     <p>Concreto</p> <ul>       <li>Benef&iacute;cios: Alta compatibilidade com o meio ambiente marinho, durabilidade, estabilidade, pronta disponibilidade, facilidade de se obter a forma desejada, boa superf&iacute;cie para fixa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de organismos incrustantes.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Preju&iacute;zos: Material pesado, o que pode levar a afundamento no substrato e dificulta o transporte e fundeio, dependendo de equipamentos pesados para a implanta&ccedil;&atilde;o do m&oacute;dulo. Pe&ccedil;as pequenas podem ser dif&iacute;ceis de serem empilhadas durante a implanta&ccedil;&atilde;o.</li>     </ul>     <p>Pneus</p> <ul>       <li>Benef&iacute;cios: Grande disponibilidade, baixo pre&ccedil;o de aquisi&ccedil;&atilde;o, durabilidade, boa capacidade de atrair fauna.</li>       <li>Preju&iacute;zos: Dificuldade de instala&ccedil;&atilde;o de organismos incrustantes, risco das unidades se desprenderem, instabilidade. H&aacute;, ainda, a possibilidade de libera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos t&oacute;xicos, que, apesar de n&atilde;o ser frequente, deve ser monitorada. </li>     </ul>     <p>Embarca&ccedil;&otilde;es desativadas</p> <ul>       <li>Benef&iacute;cios: Cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas atrativas para a pr&aacute;tica de mergulho contemplativo, durabilidade (dependendo do material da embarca&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, local de deposi&ccedil;&atilde;o e condi&ccedil;&otilde;es do mar), alto perfil vertical favorecendo a atra&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies pel&aacute;gicas e demersais.</li>       <li>Preju&iacute;zos: Cria&ccedil;&atilde;o de conflito entre mergulhadores e pescadores, alto custo de limpeza e fundeio, risco de acidente por desprendimento de pe&ccedil;as, risco de atrapalhar rotas de navega&ccedil;&atilde;o, muitas vezes h&aacute; necessidade de sinaliza&ccedil;&atilde;o na superf&iacute;cie, dificuldade de implanta&ccedil;&atilde;o no local e posi&ccedil;&atilde;o desejados e dificuldade de limpeza para remo&ccedil;&atilde;o de quaisquer subst&acirc;ncias t&oacute;xicas. H&aacute; ainda efeitos nocivos da utiliza&ccedil;&atilde;o de explosivos durante o processo de fundeio, que pode enfraquecer a estrutura da embarca&ccedil;&atilde;o, gerar detritos e colocar em risco a vida marinha.</li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Collins et al (2002) investigaram a possibilidade de libera&ccedil;&atilde;o de compostos qu&iacute;micos por estruturas de concreto e pneus na biota incrustante. </p>     <p>Al&eacute;m da composi&ccedil;&atilde;o do material empregado na configura&ccedil;&atilde;o das estruturas, os recifes artificiais podem ter sua origem dividida em materiais sucateados (ou de oportunidade), como carca&ccedil;as e agregados de pneus, e materiais especialmente confeccionados para utiliza&ccedil;&atilde;o como habitats artificiais, como, por exemplo, os <i>“Reef Balls”</i>. O concreto &eacute; um dos materiais mais utilizados mundialmente, assim como rochas, m&oacute;dulos de pneus e embarca&ccedil;&otilde;es ou plataformas desativadas (Baine, 2001).</p>     <p> Materiais sucateados t&ecirc;m como vantagens a pronta disponibiliza&ccedil;&atilde;o e o baixo custo de aquisi&ccedil;&atilde;o, mas podem n&atilde;o ser t&atilde;o resistentes e eficientes quanto as estruturas especialmente desenhadas. Brock e Norris (1989) constataram que materiais sucateados despejados ao acaso fornecem um menor incremento de biomassa em rela&ccedil;&atilde;o a m&oacute;dulos implantados cuidadosamente e especialmente desenhados, al&eacute;m de possu&iacute;rem baixa estabilidade e expectativa de vida. Quintero (2009) afirma que os m&oacute;dulos recifais constru&iacute;dos com pneus inserv&iacute;veis em seu trabalho apresentaram resist&ecirc;ncia e estabilidade satisfat&oacute;ria, o que est&aacute; diretamente relacionado &agrave; quantidade de pneus por m&oacute;dulo. </p>     <p>Em alguns pa&iacute;ses, como o Jap&atilde;o, as estruturas s&atilde;o desenhadas e constru&iacute;das por engenheiros, com materiais dur&aacute;veis, pr&eacute;-fabricados e colocados em locais cientificamente escolhidos, em &aacute;guas rasas e profundas, sendo utilizados principalmente para a pesca comercial (Bohnsack e Sutherland, 1985). J&aacute; nos projetos norte-americanos predomina a utiliza&ccedil;&atilde;o materiais sucateados, de baixo custo, instalados por volunt&aacute;rios interessados no projeto, em &aacute;reas mais profundas, longe da costa e s&atilde;o utilizados principalmente por pescadores esportivos embarcados (Bohnsack e Sutherland, 1985). </p>     <p>O recife deve ser desenhado e confeccionado levando em considera&ccedil;&atilde;o o material dispon&iacute;vel e as necessidades de habitat das esp&eacute;cies que se deseja associar (Nakamura, 1985; ASMFC, 1998). No entanto, Baine (2001) alerta que n&atilde;o &eacute; simples fazer uma compara&ccedil;&atilde;o dos modelos de RAECs poss&iacute;veis, dada a singularidade de cada ambiente onde este pode ser instalado. Apesar disso, Bortone (2006) afirma que a maioria dos estudos busca criar modelos ecol&oacute;gicos baseados na implanta&ccedil;&atilde;o de um RAEC especialmente desenhado. As estrat&eacute;gias para o planejamento do tamanho e instala&ccedil;&atilde;o de RAECs est&atilde;o sujeitas a julgamento cient&iacute;fico que consideram a din&acirc;mica oceanogr&aacute;fica, as caracter&iacute;sticas de migra&ccedil;&atilde;o dos peixes, o comportamento durante o ciclo de vida e as metodologias de explora&ccedil;&atilde;o dos recursos (Nakamura, 1985). Athi&ecirc; (1999) elenca como fatores importantes a serem observados nos materiais de constru&ccedil;&atilde;o de RAECs: a durabilidade, o custo, a resist&ecirc;ncia &agrave; circula&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua, a &aacute;rea de superf&iacute;cie, a facilidade de montagem e embarque e tempo de m&atilde;o de obra.</p>     <p>A &aacute;rea superficial total &eacute; proporcional &agrave; biomassa que o recife pode suportar, uma vez que permite o crescimento de organismos incrustantes, que servem de alimento para diversas esp&eacute;cies de peixes. Aberturas no recife podem ajudar a aumentar esta &aacute;rea, e estes orif&iacute;cios tamb&eacute;m s&atilde;o importantes para a circula&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua no interior do recife, evitando a estagna&ccedil;&atilde;o, que poderia causar uma defici&ecirc;ncia no aporte de nutrientes, larvas e oxig&ecirc;nio, criando &aacute;reas de anoxia no interior das estruturas (ASMFC, 1998). Outro fator que pode real&ccedil;ar o assentamento de organismos incrustantes &eacute; a rugosidade da superf&iacute;cie do recife (Bohnsack <i>et al.</i>, 1991; Gratwicke e Speight, 2005).</p>     <p>Segundo Baine (2001), o perfil vertical interfere no tipo de esp&eacute;cies atra&iacute;das para as estruturas. Perfis altos favorecem esp&eacute;cies migrat&oacute;rias, de meia &aacute;gua e superf&iacute;cie, enquanto um perfil baixo, com maior extens&atilde;o horizontal, favorece a esp&eacute;cies demersais. O autor menciona a atra&ccedil;&atilde;o de moluscos de conchas m&oacute;veis para estruturas de perfil menor. Bohnsack e Sutherland (1985), revisando a literatura, apontam que estruturas com paredes laterais quase verticais s&atilde;o consideradas muito eficientes por produzirem sons atrativos e criarem &aacute;reas protegidas da corrente. Zalmon <i>et al.</i> (2002) e Rilov e Benayahu (2002) associam maior riqueza de esp&eacute;cies &agrave; complexidade da estrutura e &aacute;rea vertical dispon&iacute;vel. Kellison e Sedberry (1998) encontraram maior abund&acirc;ncia de peixes demersais em m&oacute;dulos de recifes artificiais com maior perfil vertical, talvez pelas estruturas serem mais vis&iacute;veis aos peixes ou por t&ecirc;-los atra&iacute;do por sons de baixa freq&uuml;&ecirc;ncia emitidos pelos dispositivos de agrega&ccedil;&atilde;o usados.</p>     <p>Sherman <i>et al.</i> (2002) n&atilde;o observaram influ&ecirc;ncia na riqueza de esp&eacute;cies em decorr&ecirc;ncia do uso ou n&atilde;o de um atrativo flutuante, apesar dos mesmos autores relatarem que essas estruturas podem aumentar o recrutamento. Rilov e Benayahu (2002) verificaram recrutamento nas por&ccedil;&otilde;es mais altas de um recife artificial, mostrando a import&acirc;ncia de estruturas verticais para o assentamento de esp&eacute;cies.</p>     <p>Brock e Norris (1989) sugerem uma rela&ccedil;&atilde;o inversa entre a dispers&atilde;o das estruturas e o tamanho m&eacute;dio dos peixes encontrados. Nakamura (1985) sugere que as estruturas devem estar a menos de mil metros de dist&acirc;ncia para que os peixes transitem de uma a outra e coloca como sendo duzentos metros a dist&acirc;ncia ideal para organismos demerso-bent&ocirc;nicos e trezentos metros para peixes pel&aacute;gicos. </p>     <p>Uma vari&aacute;vel de habitat que afeta o assentamento, a sobreviv&ecirc;ncia nos est&aacute;gios iniciais do ciclo de vida e intera&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-recrutamento &eacute; o abrigo fornecido pelas estruturas (Hixon e Beets, 1989). Kellison e Sedberry (1998) consideram que a presen&ccedil;a de locas tem um efeito positivo no n&uacute;mero de esp&eacute;cies, mas o di&acirc;metro das locas presentes nas estruturas foi um fator significante apenas ocasionalmente no n&uacute;mero de indiv&iacute;duos e esp&eacute;cies demersais e que n&atilde;o influenciou significantemente o tamanho m&eacute;dio estimado das esp&eacute;cies. No entanto, Sherman <i>et al.</i> (2002) apontam que gestores devem se atentar ao tamanho das locas disponibilizadas em um RAEC considerando as fases de vida das esp&eacute;cies que far&atilde;o uso da &aacute;rea.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hixon e Beets (1989) concordam que a abund&acirc;ncia de locas favorece a efic&aacute;cia do recife, mas encontraram um incremento de peixes pisc&iacute;voros grandes devido &agrave; presen&ccedil;a de locas maiores, causando uma queda no n&uacute;mero de peixes menores. Isso sugere que estruturas implantadas para serem &aacute;reas de pesca constantes devem incluir locas pequenas, para servirem de ref&uacute;gio contra preda&ccedil;&atilde;o, e locas grandes para as esp&eacute;cies-alvo. Miller (2002) afirma que recifes artificiais com maior disponibilidade e heterogeneidade de ref&uacute;gios permitem uma maior abund&acirc;ncia de peixes.</p>     <p>Kellison e Sedberry (1998) acreditam que esta diferen&ccedil;a de resultados se deva a um aumento n&atilde;o suficiente de tamanho nas maiores locas e sugerem que haja, portanto, um tamanho limite no di&acirc;metro das locas para que estas sejam consideradas pequenas e agreguem peixes pequenos. Nakamura (1985) sugere que as aberturas nas estruturas n&atilde;o ultrapassem dois metros de di&acirc;metro sob risco do peixe n&atilde;o perceber sua presen&ccedil;a.</p>     <p><i>B) Hidrografia</i></p>     <p>Aspectos da din&acirc;mica oceanogr&aacute;fica local, como regime de correntes, altura e per&iacute;odo potencial das ondas e profundidade devem ser levados em considera&ccedil;&atilde;o na implanta&ccedil;&atilde;o de projetos utilizando RAECs (ASMFC, 1998), uma vez que podem interferir no assentamento, coloniza&ccedil;&atilde;o e desempenho geral das estruturas. </p>     <p>Morley <i>et al.</i> (2008) relatam os problemas encontrados na Fl&oacute;rida (EUA) com a implanta&ccedil;&atilde;o de RAECs formados de pneus que n&atilde;o resistiram &agrave;s tempestades tropicais e aos ocasionais furac&otilde;es da regi&atilde;o, sendo dispersos at&eacute; v&aacute;rios quil&ocirc;metros de sua origem.</p>     <p>A profundidade da coluna d’&aacute;gua deve ser considerada por diversos aspectos. A distribui&ccedil;&atilde;o de diversas esp&eacute;cies e a quantidade de luz incidente, que afeta as taxas de crescimento e a coloniza&ccedil;&atilde;o de numerosos organismos bent&ocirc;nicos, est&atilde;o relacionadas &agrave; profundidade (Bohnsack <i>et al.</i> 1991; Bortone e Kimmel, 1991). Moffit <i>et al.</i> (1989) consideram a profundidade mais importante que o material do recife e sua configura&ccedil;&atilde;o na determina&ccedil;&atilde;o de biomassa de esp&eacute;cies transit&oacute;rias. Para Tseng <i>et al.</i> (2001), usando um sistema de informa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas para escolher um local para implantar um RAEC, o par&acirc;metro de profundidade da coluna d’&aacute;gua foi o mais significativo para obter resultados positivos. Apesar de recifes rasos serem mais prop&iacute;cios a uma melhor produtividade prim&aacute;ria, deve-se considerar o espa&ccedil;o entre o topo do recife e a superf&iacute;cie da &aacute;gua para n&atilde;o atrapalhar rotas de navega&ccedil;&atilde;o (Baynes e Szmant, 1989).</p>     <p>Turbidez, salinidade e n&iacute;veis de polui&ccedil;&atilde;o podem afetar o perfil de organismos nas estruturas, dependendo da toler&acirc;ncia das esp&eacute;cies a estes fatores. Peixes atra&iacute;dos para RAECs por orienta&ccedil;&atilde;o visual podem ser afetados por uma elevada turbidez da &aacute;gua (Bohnsack <i>et al.</i> 1991). Temperatura, quantidade de nutrientes, oxig&ecirc;nio, carbono particulado, pesticidas e metais pesados tamb&eacute;m s&atilde;o relevantes (Bortone e Kimmel, 1991). </p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s correntes aumenta a exposi&ccedil;&atilde;o do recife a recrutas larvais e pode aumentar a oferta de alimento (Baynes e Szmant, 1989; Bortone e Kimmel, 1991; ASMFC, 1998; Sherman <i>et al.</i> 1999). Em geral, &aacute;reas com fluxos mais velozes e com baixa sedimenta&ccedil;&atilde;o correspondem a regi&otilde;es de maior diversidade de esp&eacute;cies (Baynes e Szmant, op cit). Deve-se considerar que a proximidade de fontes de recrutas em dist&acirc;ncia real pode n&atilde;o significar uma proximidade maior na pr&aacute;tica, uma vez que correntes podem transportar para &aacute;reas distantes com maior efici&ecirc;ncia do que para &aacute;reas vizinhas (Bortone e Kimmel, 1991). </p>     <p>Baynes e Szmant (1989) recomendam que, para que se obtenha um maior crescimento da comunidade bent&ocirc;nica, as estruturas artificiais sejam instaladas de modo a maximizar a quantidade de &aacute;rea superficial exposta ao fluxo laminar da corrente e a quantidade de substrato vertical. Os autores alertam para o fato de correntes com velocidades muito elevadas causarem a retra&ccedil;&atilde;o de tent&aacute;culos utilizados na alimenta&ccedil;&atilde;o, a remo&ccedil;&atilde;o do substrato e a diminui&ccedil;&atilde;o do assentamento larval. Uma movimenta&ccedil;&atilde;o excessiva de &aacute;gua pode afetar a configura&ccedil;&atilde;o das estruturas, causando deslizamento, soterramento ou quebra de partes estruturais (Grove <i>et al.</i>, 1991; ASMFC, 1998). </p>     <p>No caso de RAECs desenvolvidos para a prote&ccedil;&atilde;o da linha de costa e melhora no surfe, Voorde <i>et al.</i> (2008) listam como aspectos importantes a serem considerados na geometria da estrutura: altura de onda existente e projetada, profundidade de arrebenta&ccedil;&atilde;o, n&iacute;vel da mar&eacute; e dist&acirc;ncia da linha de costa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>C) Granulometria</i></p>     <p>An&aacute;lises da composi&ccedil;&atilde;o de tamanho do sedimento de fundo na &aacute;rea em que o recife ser&aacute; instalado s&atilde;o fundamentais para a implanta&ccedil;&atilde;o do projeto. Alguns tipos de sedimentos podem n&atilde;o ser compat&iacute;veis com o material e modelo utilizado na constru&ccedil;&atilde;o do recife, soterrando as estruturas ou dificultando seu assentamento, permitindo que se movam excessivamente (NOAA, 1985). </p>     <p>A movimenta&ccedil;&atilde;o do sedimento &eacute; inevit&aacute;vel quando a velocidade das part&iacute;culas de &aacute;gua excede a velocidade limite de um determinado tamanho de part&iacute;cula de sedimento. Em &aacute;reas sujeitas a uma grande mobilidade do sedimento &eacute; recomend&aacute;vel que os blocos descansem sobre tr&ecirc;s ou quatro pontos de contato com o substrato. Contato plano entre os m&oacute;dulos e o substrato pode levar &agrave; escava&ccedil;&atilde;o lateral da &aacute;rea e eventual tombamento da estrutura (Grove <i>et al.</i>, 1991). Em casos de fundos compostos por sedimentos muito macios (lamosos), a estrutura pode afundar no substrato por compactar a lama devido a seu peso. Nestes casos o contato plano &eacute; desej&aacute;vel (JCFPA, 1986 <i>apud</i> Grove <i>et al.</i>, op. cit.).</p>     <p>O declive do fundo tamb&eacute;m &eacute; relevante, fundos com declives pouco &iacute;ngremes s&atilde;o recomendados. Outra considera&ccedil;&atilde;o importante a respeito do tipo de sedimento do fundo se refere &agrave;s part&iacute;culas que se encontram em suspens&atilde;o e que podem ser depositados nas estruturas do recife, prejudicando organismos incrustantes filtradores (Matthews, 1985; NOAA, 1995). As propriedades do substrato influenciar&atilde;o o tipo e a abund&acirc;ncia de organismos bent&ocirc;nicos que servir&atilde;o como alimento (Bortone e Kimmel, 1991). </p>     <p><i>D) Teoria da Agrega&ccedil;&atilde;o versus Produ&ccedil;&atilde;o de Nova Biomassa</i></p>     <p>Uma das maiores pol&ecirc;micas em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de RAECs, especialmente com fins de incremento da atividade pesqueira, diz respeito ao efeito da instala&ccedil;&atilde;o destes empreendimentos no desenvolvimento da comunidade biol&oacute;gica. Ainda n&atilde;o &eacute; clara qual a fun&ccedil;&atilde;o predominante dos RAECs: a produ&ccedil;&atilde;o de nova biomassa ou a simples agrega&ccedil;&atilde;o dos recursos (Bohnsack, 1989; Polovina, 1991; Powers <i>et al.</i>, 2003). Apesar de estas hip&oacute;teses muitas vezes serem consideradas mutuamente exclusivas, elas podem ser interpretadas tamb&eacute;m como dois extremos de um gradiente (Svane e Petersen, 2002; Osenberg <i>et al.</i>, 2002).</p>     <p>Em estruturas artificiais submetidas &agrave; press&atilde;o pesqueira esta quest&atilde;o torna-se extremamente relevante, uma vez que a captura acentuada de pescado promovida pelos RAECs pode conduzir o estoque explorado &agrave; sobrepesca quando as estruturas funcionam simplesmente redirecionando o estoque e n&atilde;o h&aacute; controle da utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea pelos pescadores (Bohnsack, 1989; Polovina, 1991). </p>     <p>Segundo Bohnsack (1989), os fatores considerados importantes na quest&atilde;o agrega&ccedil;&atilde;o versus produ&ccedil;&atilde;o de nova biomassa s&atilde;o a disponibilidade de recifes naturais, os mecanismos naturais de limita&ccedil;&atilde;o populacional, a press&atilde;o da explora&ccedil;&atilde;o pesqueira, a depend&ecirc;ncia de recifes durante o ciclo de vida e as caracter&iacute;sticas comportamentais da esp&eacute;cie e a idade do organismo. Ainda segundo o autor, o aumento da produtividade &eacute; mais prov&aacute;vel em locais isolados de recifes naturais e para esp&eacute;cies obrigatoriamente recifais, limitadas por habitat, demersais, filop&aacute;tricas e territorialistas. Enquanto a atra&ccedil;&atilde;o deve prevalecer em locais com abund&acirc;ncia de habitats recifais naturais, onde taxas de explora&ccedil;&atilde;o s&atilde;o altas e para esp&eacute;cies pel&aacute;gicas, limitadas por recrutamento, com alta mobilidade, parcialmente dependentes dos recifes e oportunistas. Osenberg <i>et al.</i> (2002) tamb&eacute;m consideram que o incremento de biomassa de pequenos peixes deve ser provindo de um redirecionamento larval e n&atilde;o de sua migra&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Segundo White <i>et al.</i> (1990), os recifes demersais em &aacute;guas tropicais rasas fariam aumentar, pelo menos, a produ&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria de algas e invertebrados, possivelmente aumentando o habitat natural para suportar maior biomassa de peixes. Hixon e Beets (1989) colocam que o abrigo pode ser limitante para uma fase do ciclo de vida e n&atilde;o para a outra, assim estruturas artificiais agiriam de forma diferente dependendo da etapa do ciclo de vida da esp&eacute;cie. </p>     <p>Polovina (1991) define tr&ecirc;s formas de atua&ccedil;&atilde;o de RAECs sobre os recursos pesqueiros. Na primeira h&aacute; a redistribui&ccedil;&atilde;o da biomassa explorada, sem aument&aacute;-la ou o tamanho total do estoque. Na segunda ocorre agrega&ccedil;&atilde;o de biomassa anteriormente n&atilde;o explorada, aumentando sua explora&ccedil;&atilde;o, e na terceira h&aacute; o real aumento da biomassa total. Como exemplo dos dois primeiros casos, o autor cita os peixes de comportamento transit&oacute;rio, que n&atilde;o permanecem nos recifes por tempo prolongado e as estruturas artificiais agem redirecionando a biomassa, n&atilde;o havendo altera&ccedil;&otilde;es significativas na captura quando a &aacute;rea de pesca total &eacute; considerada. O impacto de RAECs, nestes casos, &eacute; uma redu&ccedil;&atilde;o na biomassa explor&aacute;vel se n&atilde;o houver controle da press&atilde;o pesqueira sobre a estrutura artificial. Ainda segundo o autor, o aumento da densidade pode gerar o aumento da capturabilidade do petrecho e a facilidade do acesso pode aumentar o esfor&ccedil;o, podendo aumentar a mortalidade. Quanto ao terceiro caso, segundo o autor, o fornecimento de habitat adicional poderia aumentar o tamanho populacional de alguns estoques limitados pela disponibilidade de habitat, por melhorar o assentamento larval, o crescimento juvenil e reduzir a preda&ccedil;&atilde;o. Deve-se considerar, neste caso, o quanto a nova produ&ccedil;&atilde;o de biomassa gerada pelas estruturas artificiais pode suportar o aumento da press&atilde;o pesqueira na &aacute;rea. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Polovina (1991) e Bohnsack (1989) sugerem que h&aacute; pouca evid&ecirc;ncia que RAECs aumentem substancialmente o estoque de organismos marinhos. Hixon e Beets (1989) dizem que a limita&ccedil;&atilde;o pela disponibilidade de abrigo parece n&atilde;o funcionar em locais onde a disponibilidade de recrutas larvais &eacute; pequena. Moffit <i>et al.</i> (1989) sugerem que recifes artificiais de pequena escala profundos funcionam primariamente como instrumentos de agrega&ccedil;&atilde;o de pescado e n&atilde;o aumentando a produ&ccedil;&atilde;o, devendo ser utilizados para agregar esp&eacute;cies-alvo cujo estoque se encontra subexplotado. Segundo esses autores, estes recifes quando utilizados na agrega&ccedil;&atilde;o de estoques amea&ccedil;ados com uma atividade pesqueira n&atilde;o controlada podem ampliar ainda mais o problema, ao inv&eacute;s de fornecer solu&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Bohnsack (1989) diz que estruturas artificiais tendem a n&atilde;o beneficiar popula&ccedil;&otilde;es fortemente exploradas ou em sobrepesca. Uma considera&ccedil;&atilde;o interessante &eacute; que, no caso de estoques j&aacute; em sobrepesca, a disponibilidade de habitat n&atilde;o deve mais ser o fator limitante e sim a pr&oacute;pria press&atilde;o pesqueira. D’Anna <i>et al.</i> (1994) relata que a escassez de macroalgas fez com que o recife artificial funcionasse apenas para atrair e concentrar esp&eacute;cies abundantes e freq&uuml;entes, receber temporariamente grandes predadores que encontram ref&uacute;gio durante a alimenta&ccedil;&atilde;o nas estruturas e atrair esp&eacute;cies pel&aacute;gicas. Kellison e Sedberry (1998) tamb&eacute;m consideraram que os peixes foram atra&iacute;dos para estruturas artificiais.</p>     <p>A maior parte dos indiv&iacute;duos recrutados para os habitats artificiais s&atilde;o adultos ou subadultos, sugerindo agrega&ccedil;&atilde;o (Matthews, 1985; Moffit <i>et al.</i>, 1989). A presen&ccedil;a de sazonalidade na composi&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies associadas a RAECs notada por diversos autores pode contribuir para a hip&oacute;tese de agrega&ccedil;&atilde;o de biomassa, uma vez que estas esp&eacute;cies n&atilde;o seriam residentes nas estruturas artificiais. No entanto, Hixon e Beets (1989) realizaram estudos de marca&ccedil;&atilde;o dos peixes nas estruturas artificiais e os indiv&iacute;duos marcados foram constantemente observados no local, sugerindo resid&ecirc;ncia. Matthews (1985) encontrou uma grande movimenta&ccedil;&atilde;o de peixes dos recifes naturais para os artificiais, mas n&atilde;o o contr&aacute;rio, sugerindo agrega&ccedil;&atilde;o, mesmo para esp&eacute;cies tidas como sedent&aacute;rias.</p>     <p>Outra considera&ccedil;&atilde;o relevante &eacute; o fato das esp&eacute;cies transit&oacute;rias possu&iacute;rem uma maior import&acirc;ncia econ&ocirc;mica em pre&ccedil;o por quilo e biomassa atra&iacute;da para os recifes (Moffit <i>et al.</i>, 1989), o que as coloca como alvo da atividade pesqueira. Segundo D’Anna <i>et al.</i> (1994) o maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos em estruturas artificiais foi devido &agrave; abund&acirc;ncia maior de esp&eacute;cies que, geralmente, possuem tamanho pequeno. Assim, mesmo que os habitats artificiais estejam produzindo biomassa de peixes recifais, estes podem n&atilde;o ser o alvo da atividade pesqueira que se queria incrementar. No entanto, novos recursos explorados nos RAECs podem obter um maior valor de mercado no com&eacute;rcio local, aumentado o lucro da atividade (Milon, 1989).</p>     <p>Um melhor entendimento da import&acirc;ncia relativa da fun&ccedil;&atilde;o de produtores ou agregadores das estruturas artificiais &eacute; crucial para um gerenciamento pesqueiro coerente e para constru&ccedil;&atilde;o de RAECs eficazes (Bohnsack, 1989). Para resolver este debate s&atilde;o necess&aacute;rias abordagens mais integradoras que reconhe&ccedil;am os efeitos de v&aacute;rios processos e que utilizem t&eacute;cnicas diferentes, procurando investigar a influ&ecirc;ncia que um recife natural pode ter em um sistema artificial (Osenberg <i>et al.</i>, 2002).</p>     <p><i>E) Comunidade biol&oacute;gica</i></p>     <p>A implanta&ccedil;&atilde;o de estruturas artificiais em fundos arenosos desertos representa um elemento de descontinuidade na biocenose do substrato macio (D’Anna <i>et al.</i>, 1994), uma vez que, seja por agrega&ccedil;&atilde;o ou produ&ccedil;&atilde;o de biomassa, concentram grande quantidade de organismos. Essa altera&ccedil;&atilde;o na composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies da &aacute;rea de implanta&ccedil;&atilde;o dos RAECs deve ser analisada para que poss&iacute;veis impactos negativos possam ser detectados e contornados. Polovina (1991) afirma que RAECs alteram a composi&ccedil;&atilde;o e abund&acirc;ncia de esp&eacute;cies em &aacute;reas pesqueiras e modifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies alvo. Algumas &aacute;reas desertas podem ter uma fun&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica, agindo como barreiras para a distribui&ccedil;&atilde;o de certas esp&eacute;cies ou ainda de popula&ccedil;&otilde;es diferentes de determinada esp&eacute;cie. Apesar de que um &uacute;nico RAEC n&atilde;o seja significativo em tamanho, quando comparado &agrave; plataforma continental como um todo, o ac&uacute;mulo de instala&ccedil;&otilde;es pode acarretar mudan&ccedil;as ecol&oacute;gicas importantes (Bortone, 2006).</p>     <p>Um fator a ser considerado &eacute; a possibilidade das estruturas inseridas artificialmente no fundo marinho funcionarem como substrato de fixa&ccedil;&atilde;o e posterior alastramento de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas ou invasoras. Ferreira <i>et al.</i> (2004) identificam plataformas de petr&oacute;leo como vetores de contamina&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas oriundas de &aacute;gua de lastro. A instala&ccedil;&atilde;o de RAECs em &aacute;reas de pesca, distantes da costa e com grande fluxo de embarca&ccedil;&otilde;es poderia agir da mesma forma. Inclusive, permitindo que esp&eacute;cies invasoras, que normalmente n&atilde;o conseguiriam atingir uma &aacute;rea de recife natural devido ao seu percurso e tempo de est&aacute;gio larval, possam, com o novo substrato servindo como ponte, conseguir disseminar-se para ambientes recifais naturais de &aacute;reas adjacentes.</p>     <p>A movimenta&ccedil;&atilde;o de peixes dos recifes naturais para os artificiais, mas n&atilde;o o inverso, observado por Matthews (1985) e corroborado por D’Anna <i>et al.</i> (1994), sugere que a coloniza&ccedil;&atilde;o inicial das estruturas por adultos e subadultos, aliado &agrave; grande press&atilde;o pesqueira nos recifes artificiais pode ter efeitos negativos nas popula&ccedil;&otilde;es de peixes dos recifes naturais adjacentes. Assim, recomenda-se que RAECs sejam implantados longe de recifes naturais. Bohnsack (1989) concorda com esta afirma&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m Stone <i>et al.</i> (1989 <i>apud</i> D’Anna <i>et al.</i>, 1994) n&atilde;o notou influ&ecirc;ncias negativas. </p>     <p><i>F) Utiliza&ccedil;&atilde;o das estruturas</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O mar &eacute; uma &aacute;rea de dom&iacute;nio p&uacute;blico e uso comum (Pickering, 1996) e, portanto, a implanta&ccedil;&atilde;o de estruturas que possam alterar de algum modo a utiliza&ccedil;&atilde;o deste recurso pela sociedade, como RAECs, &eacute; uma quest&atilde;o que merece aten&ccedil;&atilde;o. A elabora&ccedil;&atilde;o e a instala&ccedil;&atilde;o deste tipo de empreendimento devem ser debatidas com a participa&ccedil;&atilde;o de membros da comunidade local de diversos grupos (Concei&ccedil;&atilde;o e Franklin-J&uacute;nior, 2001). Os autores sugerem que sejam realizadas atividades de capacita&ccedil;&atilde;o sobre os fundamentos t&eacute;cnicos, ecol&oacute;gicos, sociais e econ&ocirc;micos das estruturas. Os objetivos do projeto devem ser compat&iacute;veis com as atividades previamente desenvolvidas no local. </p>     <p>As diferentes fun&ccedil;&otilde;es que os RAECs podem exercer tamb&eacute;m podem ser incompat&iacute;veis entre si, gerando conflito entre grupos de usu&aacute;rios distintos caso n&atilde;o haja uma defini&ccedil;&atilde;o clara dos objetivos de implanta&ccedil;&atilde;o do projeto (Polovina, 1991; Santos <i>et al.</i>, 2010). Os usu&aacute;rios do local devem estar cientes destes objetivos e concordar com a implanta&ccedil;&atilde;o. Dentro do mesmo grupo de usu&aacute;rios ou outro grupo compat&iacute;vel, a implanta&ccedil;&atilde;o de RAECs pode gerar conflitos decorrentes da competi&ccedil;&atilde;o pela utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea. Em casos de RAECs voltados &agrave; atividade pesqueira, o uso das estruturas em demasia pode gerar uma s&eacute;rie de preju&iacute;zos decorrentes da competi&ccedil;&atilde;o pelo pescado.</p>     <p>Um caso interessante &eacute; o do estado de Pernambuco, onde h&aacute; um grande n&uacute;mero de naufr&aacute;gios que hoje s&atilde;o classificados como RAECs. Santos <i>et al.</i> (2010) explicam que, inicialmente, pescadores e mergulhadores usavam a &aacute;rea, por&eacute;m com uma mudan&ccedil;a na legisla&ccedil;&atilde;o a pesca se tornou proibida, causando grande descontentamento na frota artesanal. Como resposta, estes usu&aacute;rios continuam suas atividades na regi&atilde;o agora de maneira ilegal. Os autores afirmam que esta legisla&ccedil;&atilde;o deveria estar voltada para um desenvolvimento sustent&aacute;vel e equitativo.</p>     <p>RAECs podem servir para redistribuir o esfor&ccedil;o de &aacute;reas congestionadas, mitigando a competi&ccedil;&atilde;o pelos recursos (Polovina, 1991). Por outro lado, o congestionamento no local de implanta&ccedil;&atilde;o das estruturas pode gerar conflitos de petrechos e problemas com os demais equipamentos (Milon, 1989). Ainda de acordo com o autor, o desempenho econ&ocirc;mico geral na atividade pesqueira pode ser enfraquecido caso a atra&ccedil;&atilde;o exercida pelas estruturas venha a causar sobrepesca ou o conflito de usu&aacute;rios aumente os custos de captura. Um aumento descontrolado do esfor&ccedil;o de pesca na &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o dos RAECs pode levar &agrave; sobrepesca dos recursos existentes, especialmente se as estruturas funcionarem primariamente como agregadores de pescado (Milon, 1989; Polovina, 1991). </p>     <p>Al&eacute;m disso, projetos com cada um dos diferentes objetivos de instala&ccedil;&atilde;o devem possuir algumas caracter&iacute;sticas que facilitem sua utiliza&ccedil;&atilde;o e ajudem a selecionar seu grupo de usu&aacute;rios. Estruturas direcionadas &agrave; pr&aacute;tica de mergulho contemplativo, por exemplo, devem estar acomodadas no fundo de modo est&aacute;vel, preferencialmente sem pontas ou superf&iacute;cies cortantes ou com risco de desprendimento, para evitar acidentes durante o mergulho. Estes tamb&eacute;m devem estar situados em profundidades at&eacute; 40 metros (de acordo com os limites impostos pelas certificadoras internacionais de mergulho aut&ocirc;nomo), em &aacute;guas com boa visibilidade e correntes suaves durante a maior parte do ano e distante de &aacute;reas tradicionalmente de pesca, para evitar conflito de usu&aacute;rios. Projetos instalados para pesquisa cient&iacute;fica a respeito do funcionamento das estruturas devem ser instalados em &aacute;reas com uso restrito, para que n&atilde;o haja interfer&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o controlada da popula&ccedil;&atilde;o. No caso de RAECs voltados &agrave; atividade pesqueira, as estruturas devem ser colocadas em &aacute;reas pr&oacute;ximas a locais de desembarque e com dist&acirc;ncia da costa adequada ao tipo de embarca&ccedil;&atilde;o que ir&aacute; utiliz&aacute;-las (Polovina, 1991).</p>     <p>No Brasil, ainda n&atilde;o h&aacute; legisla&ccedil;&atilde;o vigente sobre a instala&ccedil;&atilde;o de RAECs. O Projeto de Lei N&ordm; 3.929, de 2004, preenche esta lacuna, especificando as finalidades de um recife artificial, condi&ccedil;&otilde;es de licenciamento &agrave;s quais est&atilde;o sujeitas uma instala&ccedil;&atilde;o, inclusive em unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, penalidade para os infratores (referente &agrave; Lei de Crimes Ambientais) e a cl&aacute;usula de vig&ecirc;ncia. </p>     <p>Bortone (2006) afirma que estudos com RAECs ainda apresentam progresso lento. Por&eacute;m, avan&ccedil;os como o uso de pacotes estat&iacute;sticos n&atilde;o-param&eacute;tricos e multivariados, melhor delineamento dos estudos, permitindo maior reprodutibilidade e acur&aacute;cia, t&ecirc;m sido tend&ecirc;ncias que dever&atilde;o aparecer nos pr&oacute;ximos anos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Recifes Artificiais e Estruturas Correlatas podem ser vistos como ferramentas interessantes no manejo de &aacute;reas costeiras marinhas. No entanto, a implanta&ccedil;&atilde;o deste tipo de empreendimento deve ser planejada com extrema cautela, levando em considera&ccedil;&atilde;o diversos fatores que podem p&ocirc;r em risco a efic&aacute;cia das estruturas ou, ainda, o meio em que foram instaladas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aspectos da din&acirc;mica oceanogr&aacute;fica, da composi&ccedil;&atilde;o do sedimento, da configura&ccedil;&atilde;o das estruturas e das comunidades biol&oacute;gicas locais e adjacentes devem ser avaliados para um bom funcionamento do sistema de RAECs. </p>     <p>Os objetivos da implanta&ccedil;&atilde;o devem ser claros e condizentes com as atividades costumeiras da regi&atilde;o para que n&atilde;o haja conflito entre diferentes grupos de usu&aacute;rios. </p>     <p>No caso de estruturas voltadas para atividades pesqueiras, h&aacute; necessidade de ainda maior cautela e monitoramento ap&oacute;s a instala&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; possibilidade de impacto nos estoques pesqueiros. Assim, estes empreendimentos devem estar dentro de um plano de gerenciamento mais amplo, com sua utiliza&ccedil;&atilde;o regulamentada e acompanhamento da situa&ccedil;&atilde;o dos estoques e da produ&ccedil;&atilde;o pesqueira ap&oacute;s a instala&ccedil;&atilde;o, previsto.</p>     <p>Portanto, antes de iniciar um projeto de implanta&ccedil;&atilde;o de recifes artificiais &eacute; importante considerar a relev&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o destas estruturas, seus riscos e compensa&ccedil;&otilde;es, realizando um planejamento cuidadoso de cada etapa. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>ASMFC (1998) -<i> Coastal Artificial Reef Planning Guide</i>. 545p., <i>The Joint Artificial Reef Technical Committee of the Atlantic and Gulf States Marine Fisheries Commissions (ASMFC), Ocean Springs, MS, U.S.A</i>. <a href="http://www.gsmfc.org/publications/Miscellaneous/Coastal_Artificial_Reef_Planning_Guide_1998.pdf" target="_blank">http://www.gsmfc.org/publications/Miscellaneous/Coastal_Artificial_Reef_Planning_Guide_1998.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-8872201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Athi&ecirc;, A.A.R. (1999) - <i>Coloniza&ccedil;&atilde;o e sucess&atilde;o ecol&oacute;gica de peixes de recifes artificiais no Canal de S&atilde;o Sebasti&atilde;o, Litoral Norte do Estado de S&atilde;o Paulo- Brasil</i>. 192p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201200030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baine, M. (2001) - <i>Artificial reefs: a review of their design, application, management and performance. Ocean &amp; Coastal Management</i>, 44(3-4):241-259. DOI 10.1016/S0964-5691(01)00048-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-8872201200030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barber, J.S.; Chosid, D.M.; Glenn, R.P.; Whitmore, K.A. (2009) - <i>A systematic model for artificial reef site selection. New Zealand Journal of Marine &amp; Freshwater Research</i>, 43:283-297. DOI: 0028–8330/09/4301–0283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-8872201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baynes, T.W.; Szmant, A.M. (1989) - <i>Effect of current on the sessile benthic community structure of an artificial reef. Bulletin of Marine Science</i> (ISSN: 0007-4977), 44(2):545-566, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00003" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00003</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-8872201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bohnsack, J.A.; Johnson, D.L.; Ambrose, R.F. (1991) – <i>Ecology of Artificial Reef Habitats and Fishes. In</i>: Seaman, W. Jr. &amp; Sprague, L.M. Artificial Habitats for Marine and Freshwater Fisheries, pp.61-107, Academic Press, San Diego, EUA. ISBN: 0126343454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-8872201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bohnsack, J.A.; Sutherland, D.L. (1985) - <i>Artificial reef research: a review with recommendations for future priorities. Bulletin of Marine Science</i> (ISSN: 0007-4977), 37(1):11-39, Miami, FL, U.S.A.. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1985/00000037/00000001/art00003" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1985/00000037/00000001/art00003</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bonhsack, J.A. (1989) - <i>Are high densities of fishes at artificial reefs the result of habitat limitation or behavioral preference? Bulletin of Marine Science</i> (ISSN: 0007-4977), 44(2):631-645, Miami, FL, U.S.A.. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00009" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00009</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201200030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bortone, S.A. (2006) - <i>A Perspective of artificial reef research: the past, present and future. Bulletin of Marine Science </i>(ISSN: 0007-4977), 78(1):1-8, Miami, FL, U.S.A.. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/2006/00000078/00000001/art00001" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/2006/00000078/00000001/art00001</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-8872201200030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bortone, S.A.; Kimmel, J.J. (1991) – <i>Environmental assessment and monitoring of artificial habitats. In</i>: Seaman, W. Jr.; Sprague, L.M., Artificial Habitats for Marine and Freshwater Fisheries, pp.177-236, Academic Press, San Diego, EUA. ISBN: 0126343454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201200030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brock, R.E.; Norris, J.E. (1989) - <i>An analysis of the efficacy of four artificial reef designs in tropical waters</i>. Bulletin of Marine Science (ISSN: 0007-4977), 44(2):934-941, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00037" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00037</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Claudet, J.; Pelletier, D. (2004) - <i>Marine protected areas and artificial reefs: A review of the interactions between management and scientific studies. Aquatic Living Resources</i>, 17:129–138. DOI: 10.1051/alr:2004017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Collins, K.J.; Jensen, A.C.; Mallinson, J.J.; Roenelle, V.; Smith, I.P. (2002) - <i>Environmental impact assessment of a scrap tyre artificial reef. ICES Journal of Marine Science</i>, 59: S243-S249. DOI: 10.1006/jmsc.2002.1297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201200030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Concei&ccedil;&atilde;o, R.N.L.; Franklin-J&uacute;nior, W. (2001) - <i>A situa&ccedil;&atilde;o atual dos recifes artificiais instalados na plataforma continental do estado do Cear&aacute;, Brasil. Arquivos de Ci&ecirc;ncias do Mar</i> (ISSN: 0374-5686), 34:107-115, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.labomar.ufc.br/images/stories/arquivos/ArqCienMar/V34_2001/acm_2001_34_13.pdf" target="_blank">http://www.labomar.ufc.br/images/stories/arquivos/ArqCienMar/V34_2001/acm_2001_34_13.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201200030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Concei&ccedil;&atilde;o, R.N.L.(2003) – <i>Ecologia de peixes em recifes artificiais de pneus instalados na costa do Estado do Cear&aacute;</i>. 99p., Tese de doutorado, Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.adital.com.br/banners/Texto%20b%E1sico%20sobre%20Recifes%20Artificiais.pdf" target="_blank">http://www.adital.com.br/banners/Texto%20b%E1sico%20sobre%20Recifes%20Artificiais.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-8872201200030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>D’Anna, G.; Badalamenti, F.; Gristina, M.; Pipitone, C. (1994) - <i>Influence of artificial reefs on coastal nekton assemblages of the Gulf of Castellammare (Northwest Sicily)</i>. Bulletin of Marine Science (ISSN: 0007-4977), 55(2-3):418-433, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1994/00000055/F0020002/art00015" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1994/00000055/F0020002/art00015</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201200030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, C.E.L.; Gon&ccedil;alves, J.E.A.; Coutinho, R. (2004) - <i>Cascos de navios e plataformas como vetores na introdu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas. In</i>: Silva, J.S.V. &amp; Souza, R.C.C.L., &Aacute;gua de Lastro e Bioinvas&atilde;o, pp.143-155, Interci&ecirc;ncia, Rio de Janeiro, Brasil. ISBN: 8571931003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201200030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gratwicke, B.; Speight, M.R. (2005) - <i>Effects of habitat complexity on Caribbean marine fish assemblages. Marine Ecology Progress Series</i>, 292:301-310. DOI: 10.3354/meps292301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-8872201200030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Grove, S.R.; Sonu, C.J.; Nakamura, M. (1991) - <i>Design and engineering of manufactured habitats for fisheries enhancement. In: Seaman</i>, W. Jr. &amp; Sprague, L.M., Artificial Habitats for Marine and Freshwater Fisheries, pp.109-152, Academic Press, San Diego, EUA. ISBN: 0126343454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201200030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hixon, M.A.; Beets, J.P. (1989) - <i>Shelter characteristics and Caribbean fish assemblages: experiments with artificial reefs. </i>Bulletin of Marine Science (ISSN: 0007-4977), 44(2):666-680, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00012" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00012</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-8872201200030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kellison, G.T.; Sedberry, G.R. (1998) - <i>The effects of artificial reef vertical profile and hole diameter on fishes off South Carolina. Bulletin of Marine Science</i> (ISSN: 0007-4977), 62(3):763-780, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1998/00000062/00000003/art00005" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1998/00000062/00000003/art00005</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-8872201200030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lukens, R.R. (coord.) (1997) - <i>Guidelines for marine artificial reef materials. Gulf States Marine Fisheries Commission</i>, 118p. Dispon&iacute;vel em <a href="http://bay.ifas.ufl.edu/pdfs/sea_grant/Guidelines_for_Marine_Artificial_Reef_Materials_January_1997.pdf" target="_blank">http://bay.ifas.ufl.edu/pdfs/sea_grant/Guidelines_for_Marine_Artificial_Reef_Materials_January_1997.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1646-8872201200030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Matthews, K.R. (1985) - <i>Species similarity and movement of fishes on natural and artificial reefs in Monterey Bay, California</i>. Bulletin of Marine Science (ISSN: 0007-4977), 37(1):252-270, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1985/00000037/00000001/art00019" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1985/00000037/00000001/art00019</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201200030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Miller, M.W. (2002) - <i>Using ecological processes to advance artificial reef goals</i>. ICES Journal of Marine Science, 59:S27-S31. DOI: 10.1006/jmsc.2001.1162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201200030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Milon, J.W. (1989) - <i>Economic evaluation of artificial habitat for fisheries: Progress and challenges</i>. Bulletin of Marine Science (ISSN: 0007-4977), 44(2):831-843. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00027" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00027</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-8872201200030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Moffit, R.B.; Parrish, F.A.; Polovina, J.J. (1989) - <i>Community structure, biomass and productivity of deepwater artificial reefs in Hawaii</i>. Bulletin of Marine Science (ISSN: 0007-4977), 44(2):616-630, Miami, FL, U.S.A.. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00008" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1989/00000044/00000002/art00008</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201200030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morley, D.M.; Sherman, R.L.; Jordan, L.K.B.; Banks, K.W.; Quinn, T.P.; Spieler, R.E. (2008) - <i>Environmental enhancement gone awry: characterization of an artificial reef constructed from waste vehicle tires</i>. WIT Transactions on The Built Environment, 99:73-87. DOI: 10.2495/CENV080071.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201200030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Nakamura, M. (1985) - <i>Evolution of artificial fishing reef concepts in Japan</i>. Bulletin of Marine Science (ISSN: 0007-4977), 37(1):271-278, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1985/00000037/00000001/art00020" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/1985/00000037/00000001/art00020</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201200030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NOAA. (1985) - National artificial reef plan. 39p., NOAA – <i>National Oceanic and Atmospheric Adminstration</i>, Technical Memorandum NMFS OF- 06, Washington, DC, U.S.A. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-8872201200030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Osenberg, C.W.; Saint Mary, C.M.; Wilson, J.A.; Lindberg, W.J. (2002) - A quantitative framework to evaluate the attraction–production controversy. ICES Journal of Marine Science, 59:S214-221. DOI: 10.1006/jmsc.2002.1222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-8872201200030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pickering, H. (1996) - <i>Legal framework governing artificial reefs in the EU</i>. 36p., Portsmouth University, Centre for the Economics and Management of Aquatic Resources (CEMARE), Portsmouth, United Kingdom. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-8872201200030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pitcher, T.J.; Seaman, W. Jr. (2001) – <i>Petrarch’s Principle: how protected human-made reefs can help the reconstruction of fisheries and marine ecosystems. Fish and Fisheries</i>, 1(1):73-81. DOI: 10.1046/j.1467-2979.2000.00010.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-8872201200030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Polovina, J.J. (1991) - <i>Fisheries applications and biological impacts of artificial habitats. In</i>: Seaman, W. Jr. &amp; Sprague, L.M., Artificial Habitats for Marine and Freshwater Fisheries, pp.153-176, Academic Press, San Diego, EUA. ISBN: 0126343454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-8872201200030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Powers, S.P.; Grabowski, H.; Peterson, C.H.; Lindberg, W.J. (2003) - <i>Estimating enhancement of fish production by offshore artificial reefs: uncertainty exhibited by divergent scenarios</i>. Marine Ecology Progress Series, 264:265-277. DOI: 10.3354/meps264265.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-8872201200030000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Quintero, E.C.H. (2009) - <i>Constru&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de recifes artificiais em comunidades pesqueiras, usando pneus inserv&iacute;veis</i>. 113p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-8872201200030000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rilov, G.; Benayahu, Y. (2002) - <i>Rehabilitation of Coral Reef-Fish Communities: The Importance of Artificial-Reef Relief to Recruitment Rates</i>. Bulletin of Marine Science (ISSN: 0007-4977), 70(1):185-197, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/2002/00000070/00000001/art00015" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/2002/00000070/00000001/art00015</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-8872201200030000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, D.H.C.; Cunha, M.G.G.S.; Am&acirc;ncio, F.C.; Passavante, J.Z.O. (2010) - Recifes Artificiais, Mergulho e Pesca Artesanal: Alguns Aspectos do Conflito na Costa de Pernambuco – Brasil. Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada, 10(1):7-22. <a href="http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-154_Santos.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-154_Santos.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-8872201200030000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Seaman, W.Jr.; Sprague, L.M. (1991a) - <i>Artificial Habitats for Marine and Freshwater Fisheries</i>. 258p., Academic Press, San Diego, EUA. ISBN: 0126343454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1646-8872201200030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Seaman, W.Jr.; Sprague, L.M. (1991b) - Artificial habitat practices in aquatic systems. In: Seaman, W. Jr. &amp; Sprague, L.M., Artificial Habitats for Marine and Freshwater Fisheries, pp.1-29, Academic Press, San Diego, EUA. ISBN: 0126343454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-8872201200030000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sherman, R.L.; Gilliam, D.S.; Spieler, R.E. (1999) - <i>A preliminary examination of depth associated spatial variation in fish assemblages on small artificial reefs</i>. Journal of Applied Ichthyology, 15:116-121. DOI: 10.1046/j.1439-0426.1999.00120.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-8872201200030000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sherman, R.L.; Gilliam, D.S.; Spieler, R.E. (2002) - <i>Artificial reef design: void space, complexity, and attractants</i>. ICES Journal of Marine Science, 59:S196-S200. 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