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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aplicação de Modelação Numérica e Física para o Estudo da Reabilitação e Proteção da Praia de Colwyn Bay, País de Gales, Reino Unido]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Application of Numerical and Physical Modelling to Study the Reabilitation and Protection of Colwyn Bay Beach, Wales, U.K.]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Laboratório Nacional de Engenharia Civil  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Colwyn Bay is a seaside holiday resort, located in the North Wales coastline of the United Kingdom, which faces the Irish Sea. It has an historic link with tourism, which drives the economy of the coastal region through the development of the town’s frontage and associated coastal and marine environments. The study here described aimed to rehabilitate and protect Colwyn Bay beach, which is undergoing an advanced process of erosion and degradation of its recreational, bathing and coastal protection functions. Due to the notable reduction of the beach width and lowering of the beach berm and face, seawall overtopping and consequent flooding of the promenade occur frequently under sea storm events. For this reason, the Conwy County Borough Council decided on the development of a coastal defence strategy plan for Colwyn Bay. The present paper describes the study performed. The characterization of the beach dynamics was performed in a first stage. It was evaluated the three-dimensional evolution of the beach face and backshore, the recent sedimentologic contents of the same zone, the beach hydrodynamics, based on a wave climate series at three inshore points in front of the beach and on the analysis of a tidal and a surge levels series, the evaluation of the beach submerged active zone and the evaluation of the cross-shore distribution of the sediment drift. In a second stage, a stage of simulation and evaluation of alternative solutions based on a beach nourishment strategy, it was defined and tested the recharged beach profile and tested the long-term solutions, some of them with retention/protection structures (groynes, fishtail groynes and detached breakwaters). These tests were based on numerical modelling of the short-term cross-shore morphodynamics in the case of the recharged beach profile, and on numerical modelling of the long-term shoreline evolution in the case of the beach planform with and without structures. The several methodologies of analysis applied and the respective results are described in detail. Also within the scope of testing beach rehabilitation solutions, physical modelling was performed of the armour stability and wave overtopping for the several alternative cross-sections considered for the new linear defence at the Eastern frontage of Colwyn Bay. The main conclusions of the study, achieved through the comparative analysis of alternative solutions, were on the minimum volume of artificial beach nourishment required for the beach rehabilitation and protection, on the solution with best performance in retaining the beach recharge in the long-term, and on the most effective characteristics of the cross-section of the linear defence (armour slope, concrete wall geometry, geometry and permeability of the crest berm) concerning armour stability and wave overtopping. Recommendations regarding the need to execute a cost-benefit analysis for the beach nourishment solutions with best performance, monitoring the future beach and considering additional aspects for the design of the linear defence were pointed out.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Aplica&ccedil;&atilde;o de Modela&ccedil;&atilde;o Num&eacute;rica e F&iacute;sica para o Estudo da Reabilita&ccedil;&atilde;o e Prote&ccedil;&atilde;o da Praia de <i>Colwyn Bay</i>, Pa&iacute;s de Gales, Reino Unido <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p>     <p><b>Application of Numerical and Physical Modelling to Study the Reabilitation and Protection of <i>Colwyn Bay</i> Beach, Wales, U.K.</b></p>     <p><b>Filipa S. B. F. Oliveira </b><sup>@, 1</sup>,<b> Maria Teresa Reis </b><sup>1</sup><b>, Paula Freire</b><sup>1</sup><b>, Maria Gra&ccedil;a Neves</b><sup>1</sup><b>, Francisco Sancho </b><sup>1</sup><b>,  Lu&iacute;s G. Silva </b><sup>1</sup><b>, Manuel Cl&iacute;maco </b><sup>1</sup><b>, Claudino M. Vicente </b><sup>1</sup></p>     <p>@ - Autora correspondente</p>     <p>1 - Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, Portugal. e-mails: <a href="mailto:foliveira@lnec.pt">foliveira@lnec.pt</a>, <a href="mailto:treis@lnec.pt">treis@lnec.pt</a>, <a href="mailto:pfreire@lnec.pt">pfreire@lnec.pt</a>, <a href="mailto:gneves@lnec.pt">gneves@lnec.pt</a>, <a href="mailto:fsancho@lnec.pt">fsancho@lnec.pt</a>, <a href="mailto:lgsilva@lnec.pt">lgsilva@lnec.pt</a>, <a href="mailto:mclimaco@lnec.pt">mclimaco@lnec.pt</a>, <a href="mailto:mclimaco@lnec.pt">claudino.mvicente@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo descreve-se um estudo de avalia&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica costeira com vista &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da praia de <i><i>Colwyn Bay</i></i>, no Pa&iacute;s de Gales, Reino Unido, em avan&ccedil;ado estado de eros&atilde;o e degrada&ccedil;&atilde;o das suas fun&ccedil;&otilde;es recreativa e de prote&ccedil;&atilde;o costeira. O estudo insere-se no &acirc;mbito de uma estrat&eacute;gia de gest&atilde;o costeira baseada em defesa da ac&ccedil;&atilde;o do mar. Numa primeira fase, foi caracterizada a din&acirc;mica da praia, atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica tridimensional do topo e da face de praia, da composi&ccedil;&atilde;o sedimentol&oacute;gica recente da mesma zona, da hidrodin&acirc;mica da praia, com base em s&eacute;ries temporais de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e n&iacute;vel do mar (incluindo as componentes de mar&eacute; e sobreleva&ccedil;&atilde;o de origem meteorol&oacute;gica), e da distribui&ccedil;&atilde;o do transporte sedimentar longitudinal na zona ativa submersa. Numa segunda fase, de simula&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es alternativas, baseadas numa estrat&eacute;gia de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial, definiu-se e testou-se o perfil de enchimento, bem como solu&ccedil;&otilde;es de longo prazo, algumas com estruturas de reten&ccedil;&atilde;o/prote&ccedil;&atilde;o (espor&otilde;es, espor&otilde;es em <i>Y</i> e quebra-mares destacados). Nestes testes foi utilizada a modela&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica para a an&aacute;lise da morfodin&acirc;mica transversal da praia a curto prazo, no caso do perfil de enchimento, e da evolu&ccedil;&atilde;o da linha de costa a longo prazo, no caso da forma plana da praia com e sem estruturas. As diversas metodologias de an&aacute;lise aplicadas e respetivos resultados s&atilde;o tamb&eacute;m descritos neste artigo com detalhe. Tamb&eacute;m no &acirc;mbito do teste de solu&ccedil;&otilde;es de reabilita&ccedil;&atilde;o da praia, foram realizados testes em modelo f&iacute;sico para an&aacute;lise da estabilidade e dos galgamentos para v&aacute;rias solu&ccedil;&otilde;es alternativas do perfil transversal da defesa longitudinal aderente de enrocamento do extremo Este de <i><i>Colwyn Bay</i></i>. O estudo, com base na an&aacute;lise comparativa de solu&ccedil;&otilde;es alternativas, permitiu definir o volume m&iacute;nimo de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial necess&aacute;rio &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da praia, qual a solu&ccedil;&atilde;o com melhor desempenho na reten&ccedil;&atilde;o do enchimento da praia, e quais as caracter&iacute;sticas mais eficazes do perfil da defesa longitudinal (inclina&ccedil;&atilde;o do talude do manto exterior, geometria do muro-cortina, geometria e permeabilidade da berma do coroamento) no que diz respeito &agrave; estabilidade do manto e aos galgamentos. Apresentam-se tamb&eacute;m recomenda&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave;s necessidades de execu&ccedil;&atilde;o de uma an&aacute;lise custo-benef&iacute;cio das solu&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o com melhor desempenho e de monitoriza&ccedil;&atilde;o da futura praia, e recomenda&ccedil;&otilde;es sobre aspetos adicionais a considerar no projeto de execu&ccedil;&atilde;o da defesa longitudinal.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Eros&atilde;o Costeira, Alimenta&ccedil;&atilde;o Artificial, Estruturas Costeiras.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><i>Colwyn Bay</i> is a seaside holiday resort, located in the North Wales coastline of the United Kingdom, which faces the Irish Sea. It has an historic link with tourism, which drives the economy of the coastal region through the development of the town’s frontage and associated coastal and marine environments. The study here described aimed to rehabilitate and protect <i><i>Colwyn Bay</i></i> beach, which is undergoing an advanced process of erosion and degradation of its recreational, bathing and coastal protection functions. Due to the notable reduction of the beach width and lowering of the beach berm and face, seawall overtopping and consequent flooding of the promenade occur frequently under sea storm events. For this reason, the Conwy County Borough Council decided on the development of a coastal defence strategy plan for <i>Colwyn Bay</i>. The present paper describes the study performed. The characterization of the beach dynamics was performed in a first stage. It was evaluated the three-dimensional evolution of the beach face and backshore, the recent sedimentologic contents of the same zone, the beach hydrodynamics, based on a wave climate series at three inshore points in front of the beach and on the analysis of a tidal and a surge levels series, the evaluation of the beach submerged active zone and the evaluation of the cross-shore distribution of the sediment drift. In a second stage, a stage of simulation and evaluation of alternative solutions based on a beach nourishment strategy, it was defined and tested the recharged beach profile and tested the long-term solutions, some of them with retention/protection structures (groynes, fishtail groynes and detached breakwaters). These tests were based on numerical modelling of the short-term cross-shore morphodynamics in the case of the recharged beach profile, and on numerical modelling of the long-term shoreline evolution in the case of the beach planform with and without structures. The several methodologies of analysis applied and the respective results are described in detail. Also within the scope of testing beach rehabilitation solutions, physical modelling was performed of the armour stability and wave overtopping for the several alternative cross-sections considered for the new linear defence at the Eastern frontage of <i>Colwyn Bay</i>. The main conclusions of the study, achieved through the comparative analysis of alternative solutions, were on the minimum volume of artificial beach nourishment required for the beach rehabilitation and protection, on the solution with best performance in retaining the beach recharge in the long-term, and on the most effective characteristics of the cross-section of the linear defence (armour slope, concrete wall geometry, geometry and permeability of the crest berm) concerning armour stability and wave overtopping. Recommendations regarding the need to execute a cost-benefit analysis for the beach nourishment solutions with best performance, monitoring the future beach and considering additional aspects for the design of the linear defence were pointed out.</p>     <p><b>Keywords:</b> Coastal Erosion, Beach Nourishment, Coastal Structures.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A praia de <i><i>Colwyn Bay</i></i> localiza-se na costa norte do Pa&iacute;s de Gales no Reino Unido (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>). Possui valor hist&oacute;rico significtivo como est&acirc;ncia balnear e valor econ&oacute;mico, relevante para a popula&ccedil;&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o local, como recurso tur&iacute;stico. Neste contexto, <i>Colwyn Bay</i> &eacute; conhecida pelo desenvolvimento urban&iacute;stico da sua frente mar&iacute;tima ao longo de uma extens&atilde;o de linha de costa com cerca de 3,5 km. No entanto, atualmente, esta praia sofre de not&aacute;vel eros&atilde;o, que se traduz numa redu&ccedil;&atilde;o da largura de praia e num rebaixamento da berma e face de praia, e consequentemente, de acentuada degrada&ccedil;&atilde;o da maioria das infraestruturas mar&iacute;timas existentes (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>). Atualmente, em situa&ccedil;&otilde;es de preia-mar, o Mar da Irlanda alcan&ccedil;a o pared&atilde;o (defesa longitudinal aderente) que limita a praia ao longo de toda a sua extens&atilde;o longitudinal, provocando a degrada&ccedil;&atilde;o desta estrutura centen&aacute;ria (j&aacute; refor&ccedil;ada no passado). Em situa&ccedil;&otilde;es de tempestade, quando ocorrem ventos fortes e baixas press&otilde;es atmosf&eacute;ricas, as elevadas alturas de onda e sobreleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar d&atilde;o frequentemente origem a galgamentos que causam inunda&ccedil;&otilde;es da estrada marginal adjacente &agrave; defesa longitudinal aderente, pondo em perigo pessoas, bens e infraestruturas. Em suma, a praia encontra-se em avan&ccedil;ado estado de degrada&ccedil;&atilde;o das suas fun&ccedil;&otilde;es recreativa (como zona de lazer e uso balnear) e de prote&ccedil;&atilde;o costeira, e a defesa longitudinal aderente encontra-se fragilizada estruturalmente e n&atilde;o garante prote&ccedil;&atilde;o contra os galgamentos. Dada a situa&ccedil;&atilde;o, a autoridade local (Conwy County Borough Council) decidiu desenvolver um plano de defesa costeira baseado no redimensionamento da defesa longitudinal aderente e na reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da praia (CCBC, 2007). O estudo que aqui se descreve insere-se no &acirc;mbito de uma estrat&eacute;gia de gest&atilde;o costeira baseada em defesa da ac&ccedil;&atilde;o do mar e teve como objetivo testar, analisar e avaliar solu&ccedil;&otilde;es alternativas de reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da praia baseadas numa estrat&eacute;gia de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial e solu&ccedil;&otilde;es alternativas estruturais para melhoria da defesa longitudinal aderente. Neste contexto, realizou-se a caracteriza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica da praia para, com base no seu conhecimento, testar solu&ccedil;&otilde;es alternativas de longo prazo baseadas em alimenta&ccedil;&atilde;o artificial com e sem estruturas de reten&ccedil;&atilde;o/prote&ccedil;&atilde;o (espor&otilde;es, espor&otilde;es em <i><i>Y</i></i> e quebra-mares destacados). O teste destas solu&ccedil;&otilde;es baseou-se em modela&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica da morfodin&acirc;mica de curto prazo e da evolu&ccedil;&atilde;o da linha de costa a longo prazo. <br />   Procedeu-se tamb&eacute;m ao teste de solu&ccedil;&otilde;es alternativas do perfil transversal da defesa longitudinal aderente recorrendo a modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica realizada em canal de ondas, para verifica&ccedil;&atilde;o da sua estabilidade e dos galgamentos.</p>     
<p>Na pr&oacute;xima sec&ccedil;&atilde;o descrevem-se os m&eacute;todos aplicados na caracteriza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica da praia, na an&aacute;lise de solu&ccedil;&otilde;es alternativas para a reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da praia e na an&aacute;lise de solu&ccedil;&otilde;es alternativas para a melhoria da defesa aderente. Os principais resultados s&atilde;o apresentados na sec&ccedil;&atilde;o seguinte e &eacute; com base na sua an&aacute;lise cr&iacute;tica que se conclui sobre a efici&ecirc;ncia das solu&ccedil;&otilde;es e se fazem recomenda&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es a implementar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. M&eacute;todos</b></p>     <p><b>2.1. An&aacute;lise de dados e modela&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica da praia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.1.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica hidro-sedimentar</b></p>     <p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica da praia consistiu: a) na an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica da face e berma de praia, b) na an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o sedimentol&oacute;gica das mesmas zonas, c) na an&aacute;lise do regime de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima (e em particular das tempestades), d) na an&aacute;lise do n&iacute;vel do mar (especificamente, da componente devida &agrave; mar&eacute; astron&oacute;mica e da componente devida &agrave; sobreleva&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica) e e) na an&aacute;lise do transporte longitudinal na zona ativa submersa (faixa adjacente &agrave; linha de costa, do lado do mar, onde ocorre transporte sedimentar significativo na componente longitudinal). A metodologia aplicada, esquematizada na<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f3.jpg" target="_blank"> Figura 3</a>, baseou-se num vasto conjunto de dados observados: levantamentos topo-hidrogr&aacute;ficos desde 1956, fotografias a&eacute;reas de diversas datas, informa&ccedil;&atilde;o sobre os sedimentos da face e berma de praia, uma s&eacute;rie temporal de 19 anos de par&acirc;metros de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e uma s&eacute;rie temporal de 15 anos do n&iacute;vel do mar.</p>     
<p>De forma sucinta, descreve-se seguidamente a metodologia aplicada:</p>     <p>a) A an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica baseou-se em levantamentos topo-hidrogr&aacute;ficos de diferentes datas, compreendidas entre 1956 e 2007, e incluiu os seguintes aspetos: a evolu&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa; a evolu&ccedil;&atilde;o tridimensional (3D) da face de praia; e a evolu&ccedil;&atilde;o do perfil transversal de praia. A evolu&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa, isolinha correspondente &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o igual a 0 m relativa ao Ordinance Datum Newlyn (ODN), foi determinada com base na ferramenta Digital Shoreline Analysis System (DSAS), que estende as funcionalidades do software ArcGIS (ESRI), permitindo a automatiza&ccedil;&atilde;o de grande parte das tarefas relacionadas com a an&aacute;lise quantitativa da evolu&ccedil;&atilde;o da linha de costa (Thieler <i>et al.</i>, 2009). As datas dos levantamentos analisados foram 1956, 1980, 1990, 2002 e 2007. A evolu&ccedil;&atilde;o 3D da face da praia incluiu a sua totalidade, desde o limite do pared&atilde;o (2,5 m ODN) at&eacute; &agrave; cota aproximada de -1,5 m ODN, e baseou-se na compara&ccedil;&atilde;o dos modelos digitais de eleva&ccedil;&atilde;o constru&iacute;dos com base em levantamentos topogr&aacute;ficos datados de Outubro de 2001 a Novembro de 2007 (aproximadamente 2 levantamentos anuais). A zona de an&aacute;lise consistiu na &aacute;rea comum dos levantamentos, correspondendo a uma &aacute;rea total de 433,8 x 103 m2. Obtiveram-se balan&ccedil;os volum&eacute;tricos e taxas de eros&atilde;o e assoreamento para cada per&iacute;odo de compara&ccedil;&atilde;o. A evolu&ccedil;&atilde;o do perfil transversal da praia baseou-se em dois tipos de dados: levantamentos hist&oacute;ricos de 103 perfis de praia datados entre 1956 e 1995; e levantamentos topogr&aacute;ficos mais recentes, de Novembro de 1997 a Maio de 2009. Foram avaliados v&aacute;rios indicadores morfol&oacute;gicos sobre a evolu&ccedil;&atilde;o de cada perfil, designadamente a varia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, m&aacute;xima e a taxa de varia&ccedil;&atilde;o da eleva&ccedil;&atilde;o da face de praia na base da defesa longitudinal aderente. Dos levantamentos mais recentes foram analisados os datados de Outubro de 2001 a Maio de 2009 (2 levantamentos por ano), nomeadamente 5 perfis transversais (por apresentarem melhor consist&ecirc;ncia nas dire&ccedil;&otilde;es), desde a defesa longitudinal at&eacute; aproximadamente &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o -4 m ODN. Os par&acirc;metros morfol&oacute;gicos analisados foram: largura da praia a diferentes n&iacute;veis de refer&ecirc;ncia (0, -2 e -3 m ODN); &aacute;rea da praia, estimada em cada perfil acima do 0m ODN e entre 0 e -2 m ODN; e volume suba&eacute;reo da praia, considerando que cada perfil tem uma extens&atilde;o lateral igual &agrave; soma de metade da dist&acirc;ncia entre dois perfis consecutivos.</p>     <p>b) A an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o sedimentol&oacute;gica foi efetuada com base em sondagens curtas ao longo de 9 perfis (3 sondagens por perfil e 3 amostras por sondagem recolhidas &agrave;s eleva&ccedil;&otilde;es 1,5&nbsp;m, 0,0 m e -2,6 m ODN). Foram determinados os par&acirc;metros di&acirc;metro mediano, D<sub>50</sub>, e coeficiente de gradua&ccedil;&atilde;o, s ( igual a (D<sub>84</sub>/D<sub>16</sub>)0,5, em que D<sub>16</sub> e D<sub>84</sub> s&atilde;o os valores de di&acirc;metro abaixo dos quais 16% e 84% da distribui&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m di&acirc;metros inferiores, respetivamente). A densidade das part&iacute;culas foi determinada para algumas amostras, assim como a composi&ccedil;&atilde;o mineral&oacute;gica da fra&ccedil;&atilde;o arenosa, que foi avaliada atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o &agrave; lupa binocular.</p>     <p>c) A an&aacute;lise da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima foi efetuada com base no processamento de tr&ecirc;s s&eacute;ries (correspondentes a tr&ecirc;s posi&ccedil;&otilde;es ao largo em frente &agrave; praia: Oeste, Central e Este) de valores hor&aacute;rios dos seguintes par&acirc;metros: altura de onda significativa, Hs, per&iacute;odo m&eacute;dio da onda, Tz, e dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da onda, ?. Estas s&eacute;ries foram obtidas atrav&eacute;s de um modelo de reconstitui&ccedil;&atilde;o (hindcast) da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima for&ccedil;ado pelo vento ocorrido ao longo de 19,5 anos, entre 1986/10/01 e 2006/03/31. <br />   Verificou-se que as falhas (lacunas) das s&eacute;ries de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima resultantes da falta de dados de vento (ou vento nulo), correspondentes a 13% dos dados, se encontravam bem distribu&iacute;das ao longo do ano. Tendo em vista a reconstitui&ccedil;&atilde;o das s&eacute;ries, essas falhas foram colmatadas da seguinte forma: por valores interpolados, no caso do intervalo de falha ser inferior a um dia; e pelos valores m&eacute;dios di&aacute;rios anuais (ou considerando todos os registos naquele dia em todos os anos) no caso de falhas com dura&ccedil;&atilde;o superior a um dia. A caracteriza&ccedil;&atilde;o do regime m&eacute;dio foi feita em classes de 0,25 m para Hs, 1 s para Tz e 10&deg; para ?.</p>     <p>d) A an&aacute;lise do n&iacute;vel do mar baseou-se na s&eacute;rie temporal de dados do mar&eacute;grafo de Llandudno (a cerca de 8 km a Oeste de <i>Colwyn Bay</i>), entre Maio de 1994 e Dezembro de 2008. Os dados cont&ecirc;m: n&iacute;veis de &aacute;gua medidos a cada 15 minutos (referidos ao Admiralty Chart Datum Reference (ACD), cuja rela&ccedil;&atilde;o com ODN &eacute; ACD=ODN-3.85 m), e os res&iacute;duos calculados pela diferen&ccedil;a entre os valores medidos e os n&iacute;veis de mar&eacute; previstos pelo BODC (British Oceanographic Data Centre). As falhas encontradas nos registos, por ano, oscilam entre aproximadamente 45% (em 1994) e 0% (ano completo, em 2005). O per&iacute;odo m&aacute;ximo com falhas &eacute; de 3,5 meses. Tendo em vista a constru&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie temporal cont&iacute;nua de n&iacute;vel do mar com in&iacute;cio em 1987/01/01 (in&iacute;cio do per&iacute;odo considerado para a agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima) aplicou-se a seguinte metodologia: i) calcularam-se as constituintes de mar&eacute; utilizando o software “T_TIDE” (Pawlowicz <i>et al.</i>, 2002), com base nos dados do per&iacute;odo entre 1995/01/01 e 2000/12/31 (6 anos); ii) reconstituiu-se a s&eacute;rie de n&iacute;veis de mar&eacute; para o per&iacute;odo completo de 19 anos com in&iacute;cio em 1987/01/01, a partir das constituintes de mar&eacute;; iii) adicionou-se a sobreleva&ccedil;&atilde;o registada na s&eacute;rie original aos valores previstos para o n&iacute;vel de mar&eacute; (usaram-se exatamente os valores registados para o per&iacute;odo entre 1995 e 2005, e para o per&iacute;odo entre 1987 e 1994 utilizaram-se os res&iacute;duos medidos em outros anos).</p>     <p>e) A an&aacute;lise do transporte longitudinal na zona ativa submersa foi efetuada com base na aplica&ccedil;&atilde;o do modelo Litdrift (DHI, 2008) para os 19 anos completos (1987-2005) das s&eacute;ries de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e n&iacute;vel do mar (esta &uacute;ltima constru&iacute;da conforme descrito acima). Foi aplicado um modelo num&eacute;rico do tipo perfil (2D-vertical), baseado nos principais processos f&iacute;sicos costeiros determinantes para o transporte sedimentar (em suspens&atilde;o e de fundo) na zona de rebenta&ccedil;&atilde;o, que inclui a varia&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica (atrav&eacute;s do par&acirc;metros D<sub>50</sub> e s) dos sedimentos na dire&ccedil;&atilde;o transversal da praia. O c&aacute;lculo do transporte longitudinal num perfil representativo da morfologia da praia (aproximadamente no centro da zona de estudo) foi antecedido por uma an&aacute;lise de sensibilidade aos par&acirc;metros sedimentol&oacute;gicos, uma vez que se verificou a exist&ecirc;ncia de grande variabilidade do valor destes par&acirc;metros, assim como a exist&ecirc;ncia de afloramentos argilosos, na face de praia. Aplicou-se um espa&ccedil;amento horizontal de 2&nbsp;m ao longo do perfil transversal e a cada ponto associaram-se os respetivos par&acirc;metros sedimentol&oacute;gicos (extrapolados com base nos resultados das amostras superficiais e nas conclus&otilde;es da an&aacute;lise de sensibilidade realizada). Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do modelo determinou-se o transporte sedimentar instant&acirc;neo, de 3 em 3 horas, em cada ponto do perfil, para os 19 anos em apre&ccedil;o. Com base neste resultado calculou-se a capacidade de transporte sedimentar em cada sentido longitudinal da praia (Este e Oeste) e a extens&atilde;o da zona onde ocorre 90 e 95% do transporte (assim como a correspondente profundidade). Com base nestes resultados tamb&eacute;m foi poss&iacute;vel concluir sobre outros par&acirc;metros de caracteriza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica sedimentar da praia, tais como a variabilidade anual e sazonal do transporte longitudinal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1.2. Solu&ccedil;&otilde;es alternativas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em vista definir solu&ccedil;&otilde;es alternativas de reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o baseadas numa estrat&eacute;gia de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial, implementou-se uma metodologia constitu&iacute;da por duas partes principais, que tiveram por objetivo: a primeira, a defini&ccedil;&atilde;o do perfil de enchimento; e a segunda, o teste de solu&ccedil;&otilde;es de longo prazo, algumas com estruturas de reten&ccedil;&atilde;o/prote&ccedil;&atilde;o (espor&otilde;es, espor&otilde;es em <i>Y</i> e quebra-mares destacados) (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a>).</p>     
<p>O dimensionamento do perfil de enchimento e, consequentemente, a estimativa do volume de enchimento, foi baseado: i) no conceito de perfil de equil&iacute;brio, para a face e zona submersa ativa; e ii) na resili&ecirc;ncia do perfil em condi&ccedil;&otilde;es de tempestade, para a berma. Neste caso de estudo, foi considerado o efeito da grande amplitude de mar&eacute; (entre 4 a 8 m) na geometria do perfil de longo prazo, tendo sido usado um perfil de equil&iacute;brio de dois-declives baseado no m&eacute;todo “2S-EBP” (2 Slope–Equilibrium Beach Profile) de Bernabeu <i>et al.</i> (2003). Este m&eacute;todo incorre na determina&ccedil;&atilde;o de 4 coeficientes de forma da praia que s&atilde;o fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero adimensional de queda das part&iacute;culas, &#937; = <i>H<sub>s</sub>/wT</i> (onde T foi considerado o per&iacute;odo m&eacute;dio da onda, Tz), que por sua vez cont&eacute;m a depend&ecirc;ncia da dimens&atilde;o caracter&iacute;stica dos sedimentos atrav&eacute;s da velocidade de queda, <i>w</i>. Determinaram-se perfis de equil&iacute;brio para 3 di&acirc;metros caracter&iacute;sticos dos sedimentos: D<sub>50</sub>=0,25, 0,5 e 0,75 mm. A cota do topo do perfil de praia foi dimensionada em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&aacute;ximo de &aacute;gua ou do n&iacute;vel de &aacute;gua excedido somente uma pequena percentagem de tempo.</p>     <p>O dimensionamento da berma foi baseado em: <br />   i) condicionamentos econ&oacute;micos (considerando que quanto mais estreita for a berma menor ser&aacute; o volume de recarga), ii) necessidade de uma largura razo&aacute;vel para utiliza&ccedil;&atilde;o balnear e de recreio (apesar de tamb&eacute;m vir a ser condicionada pelas altera&ccedil;&otilde;es da forma plana a longo prazo) e iii) manuten&ccedil;&atilde;o de uma largura m&iacute;nima de seguran&ccedil;a para evitar a a&ccedil;&atilde;o direta da agita&ccedil;&atilde;o sobre o pared&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de tempestade. Foi no &acirc;mbito desta &uacute;ltima condi&ccedil;&atilde;o que se testou a resili&ecirc;ncia do perfil em condi&ccedil;&otilde;es de tempestade.</p>     <p>Considerando uma largura de berma de 50 m e a dimens&atilde;o das part&iacute;culas sedimentares dispon&iacute;veis para o enchimento (informa&ccedil;&atilde;o obtida atrav&eacute;s da prospe&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de empr&eacute;stimo), que se associou &agrave; respetiva configura&ccedil;&atilde;o de perfil 2S-EBP, estabeleceu-se um conjunto de casos de teste (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>). Simulou-se a evolu&ccedil;&atilde;o do perfil de enchimento sob a&ccedil;&atilde;o erosiva para estes casos. Aplicou-se o modelo num&eacute;rico Litprof (DHI, 2008), 2D-vertical, do tipo modelo de perfil, baseado nos processos f&iacute;sicos litorais de morfodin&acirc;mica de curto prazo. Testaram-se as tempestades ocorridas em Fev/1990 e Dez/1990 (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>). A primeira correspondeu ao per&iacute;odo mais longo de ondas consecutivas com Hs superior a 3 m da s&eacute;rie de 19 anos de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima. A segunda correspondeu ao per&iacute;odo em que o n&iacute;vel do mar alcan&ccedil;ou n&iacute;veis mais elevados devido &agrave; sobreleva&ccedil;&atilde;o (gerada por baixas press&otilde;es meteorol&oacute;gicas). Nos testes 1-5 a berma foi considerada plana ao n&iacute;vel 4 m ODN. Nos testes 6-7 a berma foi considerada com declive 1:100, desde o n&iacute;vel 5 m ODN, junto ao pared&atilde;o, at&eacute; ao n&iacute;vel 4,5 m ODN.</p>     
<p>O teste das solu&ccedil;&otilde;es alternativas de longo prazo foi baseado    na aplica&ccedil;&atilde;o de dois modelos num&eacute;ricos de evolu&ccedil;&atilde;o    da linha de costa, os modelos Litmod (Vicente, 1991; Vicente e Cl&iacute;maco,    2003) e Litline (DHI, 2008). A aplica&ccedil;&atilde;o dos dois modelos deve-se    ao facto deles terem diferentes abordagens metodol&oacute;gicas e consequentemente    diferentes capacidades e limita&ccedil;&otilde;es. Por exemplo, o Litline simula    a varia&ccedil;&atilde;o instant&acirc;nea do n&iacute;vel do mar devida &agrave;    mar&eacute; e o Litmod n&atilde;o (foi aplicado para o n&iacute;vel m&eacute;dio    do mar); o Litmod simula o efeito de espor&otilde;es em forma de <i>Y</i> e    o Litline n&atilde;o. A aplica&ccedil;&atilde;o de ambos permitiu testar um    conjunto alargado de solu&ccedil;&otilde;es de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A primeira fase da metodologia de modela&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es alternativas consistiu na calibra&ccedil;&atilde;o dos modelos. Foi realizada para o per&iacute;odo Out/2001 – Jul/2005, porque o primeiro levantamento completo da zona foi realizado em Out/2001 e a s&eacute;rie temporal de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima termina em 2005. As linhas de costa (n&iacute;vel 0 m ODN) utilizadas no processo de calibra&ccedil;&atilde;o foram: a linha de Out/2001, como linha inicial; e as quatro linhas Out/2002, Jul/2003, Maio/2004 e Jul/2005, como linhas de verifica&ccedil;&atilde;o. Foram considerados os perfis de praia de Out/2001 em conson&acirc;ncia com a data da linha de costa inicial. Considerou-se o gradiente (varia&ccedil;&atilde;o espacial) de energia incidente na praia ao longo da dire&ccedil;&atilde;o longitudinal atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s climas de agita&ccedil;&atilde;o (Oeste, Central e Este) em ambos os modelos. No modelo Litline utilizaram-se espa&ccedil;amentos de c&eacute;lulas iguais a 40 e 2 m ao longo da linha de base (linha de refer&ecirc;ncia do modelo) e do perfil, respetivamente, e consideraram-se as seguintes condi&ccedil;&otilde;es fronteira: zona ativa bloqueada at&eacute; ao quebra-mar destacado (com difra&ccedil;&atilde;o) na fronteira Oeste, e zona ativa totalmente aberta na fronteira Este. No modelo Litmod utilizou-se a f&oacute;rmula de Kamphuis (Kamphuis, 1991) para o c&aacute;lculo do transporte s&oacute;lido litoral, um passo de c&aacute;lculo de 0,01 dia e c&eacute;lulas com 40 m de comprimento ao longo da linha de base. As condi&ccedil;&otilde;es fronteira consistiram: na taxa de transporte imposta na fronteira Este e na taxa de transporte a Oeste resultante do processo de evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica (eros&atilde;o/acre&ccedil;&atilde;o) observado entre fronteiras.</p>     <p>A segunda fase da metodologia para modela&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es alternativas consistiu no teste de duas solu&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial sem estruturas de prote&ccedil;&atilde;o. Testou-se a evolu&ccedil;&atilde;o (para os 19 anos da s&eacute;rie de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima) do enchimento da praia para dois tipos de sedimentos e respetivos perfis (2S-EBP e berma com declive 1:100 entre os n&iacute;veis 5 e 4,5 m ODN). Estas solu&ccedil;&otilde;es corresponderam a: 3,3 milh&otilde;es de m3 de areia com D<sub>50</sub>=0,25 mm (&aacute;rea de enchimento 1,6 milh&otilde;es de m2); e 2,2 milh&otilde;es de m3 de areia com D<sub>50</sub>=0,45 mm (&aacute;rea de enchimento 1,3 milh&otilde;es de m<sup>2</sup>s).</p>     <p>A terceira fase da metodologia para modela&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es alternativas consistiu no teste de solu&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o com estruturas de prote&ccedil;&atilde;o, tais como espor&otilde;es, espor&otilde;es em <i>Y</i> e quebra-mares destacados. O objetivo foi analisar o efeito das estruturas implementadas na reten&ccedil;&atilde;o do volume de areia depositado na praia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da defesa aderente</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta sec&ccedil;&atilde;o descrevem-se aspectos de modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica relacionados com a an&aacute;lise da estabilidade e dos galgamentos das v&aacute;rias solu&ccedil;&otilde;es alternativas do perfil transversal da defesa longitudinal aderente de enrocamento, que foi inicialmente pensada para ser utilizada no extremo Este de <i>Colwyn Bay</i>. Descreve-se a configura&ccedil;&atilde;o do modelo f&iacute;sico no que diz respeito &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es de ensaio, &agrave; escala do modelo, aos perfis transversais, aos fundos do modelo, ao programa de ensaios e &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da estabilidade e dos galgamentos dos perfis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2.1. Instala&ccedil;&otilde;es de ensaio e escala do modelo</b></p>     <p>Realizaram-se ensaios com vista &agrave; an&aacute;lise da estabilidade e dos galgamentos, em modelo f&iacute;sico bidimensional, num canal de ondas irregulares, com cerca de 50 m de comprimento, 1,6 m de largura e 1,2 m de profundidade (largura e profundidade &uacute;teis de 0,8 m) (Reis <i>et al.</i>, 2010). Utilizou-se um batedor de pist&atilde;o com um sistema de absor&ccedil;&atilde;o ativa da reflex&atilde;o, AWASYS (Troch, 2005), controlado pelo software SAM (Capit&atilde;o, 2002).</p>     <p>Os modelos foram constru&iacute;dos e explorados de acordo com a semelhan&ccedil;a de Froude, tendo sido utilizada a escala geom&eacute;trica de 1:25. Esta escala foi selecionada de maneira a garantir que os principais aspetos da intera&ccedil;&atilde;o onda-estrutura (reflex&atilde;o, dissipa&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o, especialmente por galgamento), eram bem reproduzidos no modelo, eram evitados efeitos de escala significativos, especialmente no que se refere &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o da rebenta&ccedil;&atilde;o e do escoamento nos mantos da estrutura, e as condi&ccedil;&otilde;es de teste definidas podiam ser reproduzidas na instala&ccedil;&atilde;o de ensaio com os recursos dispon&iacute;veis (Hughes, 1993; De Rouck <i>et al.</i>, 2005).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2.2. Perfis transversais e fundos do modelo</b></p>     <p>Foram constru&iacute;das e testadas oito alternativas para o perfil transversal da defesa longitudinal aderente de enrocamento, denominadas Alternativas 1 a 8. A <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a> apresenta as principais caracter&iacute;sticas da Alternativa 1 e as diferen&ccedil;as desta para as restantes alternativas (2 a 8). As oito alternativas diferiam principalmente na inclina&ccedil;&atilde;o do talude do manto exterior, na geometria e permeabilidade da berma do coroamento e na geometria do muro-cortina. A Alternativa 1 foi desenvolvida a partir do perfil transversal preliminar que foi identificado no plano de defesa costeira (CCBC, 2007) e da avalia&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica do seu desempenho relativamente aos galgamentos. As alternativas subsequentes foram testadas para avaliar o impacto provocado pela altera&ccedil;&atilde;o de diferentes caracter&iacute;sticas da estrutura. A <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f5.jpg" target="_blank">Figura 5</a> apresenta os perfis transversais das Alternativas 1, 5, 7 e 8.</p>     
<p>No modelo, os fundos em frente ao local de implanta&ccedil;&atilde;o da defesa    longitudinal aderente foram reproduzidos por interm&eacute;dio de um fundo fixo,    desde o p&eacute; do talude da estrutura at&eacute; ao n&iacute;vel de -0,164    m, o que correspondia no prot&oacute;tipo ao n&iacute;vel de 0 m ACD (-4,1 m    ODN, <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f6.jpg" target="_blank">Figura    6</a>). O fundo foi reproduzido por duas rampas de diferente inclina&ccedil;&atilde;o:    1:50 nos 5 m (125&nbsp;m no prot&oacute;tipo) existentes imediatamente em frente    &agrave; estrutura e 1:100 nos restantes 4,4 m (110&nbsp;m no prot&oacute;tipo).</p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.2.3. Programa de ensaios</b></p>     <p>Para cada uma das alternativas propostas para o perfil transversal da defesa longitudinal aderente, o programa de ensaios especificava uma sequ&ecirc;ncia de testes, realizados com ondas irregulares, com uma configura&ccedil;&atilde;o espectral emp&iacute;rica de JONSWAP (com um fator de esbelteza, ?=3,3). A cada um deles correspondiam valores nominais pr&eacute;-definidos de altura de onda significativa, Hos, e per&iacute;odo m&eacute;dio, Tom, na batim&eacute;trica -4,1 m ODN, e um n&iacute;vel de mar&eacute; (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a>). Estas condi&ccedil;&otilde;es resultaram de uma an&aacute;lise de probabilidade conjunta de ocorr&ecirc;ncia de ondas e mar&eacute;s realizada para a frente mar&iacute;tima de Conwy (HR Wallingford, 2004) e os n&iacute;veis de mar&eacute; tiveram em conta previs&otilde;es de futuras subidas do n&iacute;vel do mar indicadas nas atuais recomenda&ccedil;&otilde;es da DEFRA (2006).</p>     
<p>Os valores de Hos e Tom variaram entre 1,8 m e 4,0 m e 5,6 s e 8,6 s, respetivamente,    abrangendo uma grande gama de condi&ccedil;&otilde;es com per&iacute;odos de    retorno entre 1 e 200 anos, que inclu&iacute;am os potenciais casos mais desfavor&aacute;veis    de probabilidade conjunta que tinham sido identificados em estudos preliminares    de avalia&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica do galgamento. No total, foram realizados    96 testes, cada um deles com uma dura&ccedil;&atilde;o aproximada de 1000 ondas.</p>     <p>Para a medi&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie livre, o canal foi equipado com quatro sondas de condut&acirc;ncia (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>). Foram colocadas duas sondas fixas (sondas 1 e 2) pr&oacute;ximas do batedor, necess&aacute;rias ao funcionamento do sistema de absor&ccedil;&atilde;o ativa da reflex&atilde;o. A terceira sonda (sonda 3) foi localizada no final da parte horizontal do canal. A quarta sonda (sonda 4) foi posicionada em frente &agrave; estrutura. Os sinais provenientes das sondas foram adquiridos &agrave; taxa de 40 Hz (escala do modelo), guardados em formato digital e analisados atrav&eacute;s do software SAM.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2.4. Avalia&ccedil;&atilde;o da estabilidade e galgamentos</b></p>     <p>Para cada alternativa, a estabilidade do manto exterior foi analisada, em cada teste, atrav&eacute;s da contagem do n&uacute;mero de quedas de blocos de enrocamento de 3 t a 6 t e da determina&ccedil;&atilde;o da respetiva percentagem, calculada atrav&eacute;s da divis&atilde;o daquele n&uacute;mero pelo n&uacute;mero total de blocos utilizado no modelo. Considerou-se que houve queda de um bloco sempre que este se movimentou da sua posi&ccedil;&atilde;o original numa dist&acirc;ncia igual ou superior ao seu di&acirc;metro nominal.</p>     <p>O n&uacute;mero de quedas de blocos por cada teste foi avaliado atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o visual do modelo durante o teste, pela compara&ccedil;&atilde;o de fotografias tiradas antes e depois do teste e pela an&aacute;lise do respetivo v&iacute;deo.</p>     <p>A percentagem de quedas de blocos foi comparada com a percentagem m&aacute;xima aceit&aacute;vel de 5% recomendada em CIRIA/CUR/CETMEF (2007), designada como a “inexist&ecirc;ncia de danos” (“no damage condition”).</p>     <p>Para determinar os valores m&eacute;dios de caudais galgados por metro linear de estrutura, Q (l/s/m), foi colocado um tanque de recolha de &aacute;gua a jusante da obra e a &aacute;gua era direcionada para o tanque atrav&eacute;s de uma rampa de 0,30 m de largura (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>). Dentro do tanque instalaram-se uma bomba e um limn&iacute;metro, ligados a um computador que monitorizava e registava a varia&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel em cada ensaio com uma frequ&ecirc;ncia de 40 Hz. Quando era atingido, no tanque, um n&iacute;vel m&aacute;ximo de &aacute;gua pr&eacute;-estabelecido, a bomba era ativada por um per&iacute;odo fixo de tempo. O volume de &aacute;gua bombada foi determinado com base na curva de calibra&ccedil;&atilde;o da bomba. A medi&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de &aacute;gua no tanque durante um ensaio, juntamente com a curva de calibra&ccedil;&atilde;o da bomba, permitiam determinar os valores m&eacute;dios de caudais galgados por metro linear de estrutura, <i>Q</i>.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os valores de <i>Q</i> obtidos para cada teste foram comparados com o valor m&aacute;ximo aceit&aacute;vel de 0,1&nbsp;l/s/m que tinha sido identificado como sendo adequado para os principais utilizadores da zona costeira protegida pela defesa longitudinal aderente (pe&otilde;es e/ou ve&iacute;culos), de acordo com as atuais recomenda&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis em Pullen <i>et al.</i> (2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados</b></p>     <p><b>3.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica da praia</b></p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa entre 1956 e 2007 <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f7.jpg" target="_blank">(Figura 7</a>) mostram uma varia&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel da posi&ccedil;&atilde;o desta linha, tendo o valor m&aacute;ximo residual de deslocamento sido de 50 e 20 m, de recuo e avan&ccedil;o, respectivamente (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f7.jpg" target="_blank">Figura 7A</a>). O deslocamento m&eacute;dio da linha de costa foi de 13 m (recuo), correspondendo a uma &aacute;rea de cerca de 51x103 m2. Entre 1956 e 1980 praticamente toda a praia mostrou uma progressiva acre&ccedil;&atilde;o, mais evidente no sector central. No per&iacute;odo entre 1980 e 1990 ocorreu uma situa&ccedil;&atilde;o de recuo generalizado da linha de costa, com uma taxa m&eacute;dia de eros&atilde;o de 5 m.ano-1 e m&aacute;xima perto de 8&nbsp;m.ano-1 (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f7.jpg" target="_blank">Figura 7B</a>). Esta situa&ccedil;&atilde;o ter&aacute; estado associada a eventos de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima mais energ&eacute;ticos, que ocorreram entre 1988 e 1990, mas tamb&eacute;m &agrave; constru&ccedil;&atilde;o, nesse per&iacute;odo, de estruturas de defesa costeira (quebra-mares de Rhos-on-Sea,  <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>, e Penrhyn Bay, a Oeste do primeiro) que ter&atilde;o alterado a contribui&ccedil;&atilde;o sedimentar &agrave; praia. Ap&oacute;s este per&iacute;odo, a praia mostrou uma recupera&ccedil;&atilde;o ligeira com taxas de acre&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia e m&aacute;xima entre 1990 e 2002 de 2 e 5 m.ano-1, respetivamente. Depois de 2002, verificou-se a sua estabiliza&ccedil;&atilde;o, a uma taxa inferior a 0,5 m.ano-1. No per&iacute;odo total de an&aacute;lise a praia perdeu, em &aacute;rea, cerca de 51x103 m<sup>2</sup>, da qual cerca de 50% foi recuperada ap&oacute;s 1990.</p>     
<p>A evolu&ccedil;&atilde;o 3D da face da praia, entre Outubro 2001 e Novembro    2007, mostra a domin&acirc;ncia do processo erosivo, com perda de sedimento    da ordem de 40x103&nbsp;m<sup>3</sup>, a uma taxa de 7x103&nbsp;m.ano-1, o que    corresponde a um rebaixamento vertical m&eacute;dio de 15 mm.ano-1 (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f8.jpg" target="_blank">Figura    8</a>). Entre Outubro de 2001 e Maio de 2002 a taxa de eros&atilde;o observada    foi a mais elevada, igual a 49x103&nbsp;m<sup>3</sup>.ano-1, seguindo-se a recupera&ccedil;&atilde;o    da praia na mesma ordem de grandeza. No entanto, as oscila&ccedil;&otilde;es    volum&eacute;tricas subsequentes promoveram a eros&atilde;o geral da mesma.    Os resultados mostraram que o sentido da varia&ccedil;&atilde;o volum&eacute;trica    nem sempre est&aacute; associado &agrave; sazonalidade do clima de agita&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>A evolu&ccedil;&atilde;o vertical da zona superior da face de praia (na base    da defesa longitudinal aderente) mostra que houve um rebaixamento longitudinal    praticamente constante, com varia&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima entre 1984    e 1990, no valor de 1,6 m, e uma taxa de evolu&ccedil;&atilde;o de 0,2 m.ano-1    (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t4.jpg" target="_blank">Tabela    4</a>). Os resultados para o per&iacute;odo 1984-1988 refletem a acumula&ccedil;&atilde;o    observada no extremo Oeste da praia como consequ&ecirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o    do quebra-mar de Rhos-on-Sea. A evolu&ccedil;&atilde;o dos perfis transversais    de praia evidencia a acentuada variabilidade morfol&oacute;gica dos mesmos,    quer longitudinal, quer transversal. De um modo geral, os perfis que apresentam    maior variabilidade morfol&oacute;gica s&atilde;o os dos extremos Oeste e Este,    sendo a zona inferior da face de praia o sector onde a varia&ccedil;&atilde;o    volum&eacute;trica &eacute; mais evidente. N&atilde;o se observou uma correla&ccedil;&atilde;o    entre a variabilidade morfol&oacute;gica dos perfis e a sazonalidade do clima    de agita&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>Os resultados da an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o sedimentol&oacute;gica    mostraram que os sedimentos da praia de <i>Colwyn Bay</i> s&atilde;o principalmente    areias. No entanto, encontra-se uma fra&ccedil;&atilde;o importante de material    mais grosseiro (cascalho e blocos) na parte superior da face de praia ou em    pequenas depress&otilde;es ao longo da zona inferior do perfil. No extremo Oeste,    na zona protegida pelo quebra-mar de <i>Rhos-on-Sea</i>, sedimentos vasosos    cobrem a zona inferior da face de praia e n&iacute;veis de argila compacta afloram    na zona inferior da face de praia, principalmente no seu extremo Este. Na zona    superior da face da praia, as areias s&atilde;o grosseiras a cascalhentas, com    D<sub>50</sub> entre 0,6 e 3&nbsp;mm, e mal calibradas (s&gt;3). Em alguns locais,    os sedimentos s&atilde;o praticamente constitu&iacute;dos por bioclastos. Na    zona inferior do perfil, as areias apresentam gr&atilde;o fino a m&eacute;dio    (D<sub>50</sub>=0,2-0,3&nbsp;mm) e s&atilde;o bem calibradas (s~1). Para al&eacute;m    da triagem granulom&eacute;trica transversal, o di&acirc;metro mediano dos sedimentos    apresenta variabilidade longitudinal, com aumento do D<sub>50</sub> nos extremos    da praia, sectores com maior variabilidade morfol&oacute;gica, e particularmente    em dire&ccedil;&atilde;o a Este. A densidade m&eacute;dia das part&iacute;culas    &eacute; de 2,7.</p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise do regime m&eacute;dio de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima ao largo (ver histogramas para a posi&ccedil;&atilde;o Central na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a>) mostraram que predominam os per&iacute;odos de calmaria, com Hs&lt;0,25&nbsp;m e 2&lt;Tz&lt;4 s. As dire&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o mais frequentes (somando 65% das ocorr&ecirc;ncias) s&atilde;o as compreendidas entre 285&deg;&lt;?&lt;345&deg;, seguindo-se a agita&ccedil;&atilde;o proveniente do quadrante Nordeste (totalizando 28% das ocorr&ecirc;ncias). A altura de onda significativa m&aacute;xima &eacute; inferior a 3,25m, oriunda da dire&ccedil;&atilde;o ?=0&deg;, enquanto o valor m&eacute;dio de Hs &eacute; igual a 0,44 m (Tz=3&nbsp;s). </p>     
<p>Os resultados da an&aacute;lise de tempestades para 3 diferentes limiares de    altura de onda (Hs&gt;2,0, 2,5 e 3,0 m) e quatro intervalos de dura&ccedil;&atilde;o    da tempestade (t&lt;1, 2 e 3 dias, e t&gt;3 dias) mostraram que ocorreram mais    temporais no per&iacute;odo entre 1987-1993 do que nos anos seguintes. A maior    tempestade (maior Hs maior e mais longa dura&ccedil;&atilde;o) ocorreu de 7    a 12 de Dezembro de 1990, secundada pela ocorrida de 26 de Fevereiro a 2 de    Mar&ccedil;o de 1990, e utilizada para o dimensionamento do perfil &oacute;timo    da praia, devido &agrave; sua conjuga&ccedil;&atilde;o com n&iacute;veis de    &aacute;gua extremos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados da an&aacute;lise do n&iacute;vel do mar a partir da s&eacute;rie temporal (reconstitu&iacute;da) de 19 anos de n&iacute;veis de &aacute;gua mostraram que o n&iacute;vel m&aacute;ximo estimado foi 5,2 m, e os n&iacute;veis de 4,0, 4,5 e 5,0 m ODN s&atilde;o somente excedidos, em m&eacute;dia, 5 dias por ano, 1 dia por ano e 1 dia em 50 anos, respetivamente. Estes tr&ecirc;s n&iacute;veis foram escolhidos para duas hip&oacute;teses de configura&ccedil;&atilde;o da berma e perfil de enchimento. Determinou-se ainda a amplitude de mar&eacute; modal (mais frequente), igual a 6,25 m.</p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise do transporte longitudinal na zona ativa submersa para os 19 anos de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e n&iacute;vel do mar, entre 1987 e 2005, mostraram grande varia&ccedil;&atilde;o interanual da capacidade de transporte sedimentar, entre 51,9x103 e 187,5x103 m3.ano-1 para a resultante do transporte (diferen&ccedil;a entre as componentes dirigidas para Este e para Oeste) (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f10.jpg" target="_blank">Figura 10b</a>). Constatou-se que existe uma predomin&acirc;ncia do transporte para Este, de cerca de 95% do transporte total, tendo sido o valor m&eacute;dio do transporte para Oeste e para Este de 6,3x103 e 109,9x103&nbsp;m<sup>3</sup>.ano-1, respetivamente (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f10.jpg" target="_blank">Figura 10a</a>). Como consequ&ecirc;ncia, os transportes resultante e total (diferen&ccedil;a e soma entre as duas componentes) m&eacute;dios foram bastante semelhantes: 103,5x103 e 116,3x103&nbsp;m3.ano-1, respetivamente (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f10.jpg" target="_blank">Figura 10b</a>). A an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o transversal do transporte longitudinal ao longo da zona ativa submersa mostrou que os valores m&eacute;dios da extens&atilde;o transversal (ao longo do perfil) onde ocorre 90 e 95% do transporte total s&atilde;o 218 e 249 m, respetivamente. As profundidades correspondentes s&atilde;o -3,0 e -3,6 m ODN, respetivamente. Ao contr&aacute;rio da grandeza do transporte, estes par&acirc;metros evidenciaram uma pequena varia&ccedil;&atilde;o interanual. Tal dever-se-&aacute; ao facto de dependerem maioritariamente da ocorr&ecirc;ncia de ondas com maior capacidade de transporte, as ondas com maior altura, que iniciam o seu processo de rebenta&ccedil;&atilde;o mais ao largo.</p>     
<p>Os resultados descritos permitiram n&atilde;o s&oacute; caracterizar a din&acirc;mica    da praia, conforme demonstrado, mas tamb&eacute;m foram fundamentais para a    modela&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es <br />   alternativas, quer em perfil, quer em planta, pois foi com base neles que se    estabeleceram as condi&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas iniciais, de    calibra&ccedil;&atilde;o e de verifica&ccedil;&atilde;o, e as condi&ccedil;&otilde;es    de hidrodin&acirc;mica que permitiram executar as previs&otilde;es do comportamento    hidro-sedimentar da futura praia, apresentadas na sec&ccedil;&atilde;o seguinte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. Solu&ccedil;&otilde;es alternativas de reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da praia</b></p>     <p>Estabelecidos os perfis de enchimento resultantes da combina&ccedil;&atilde;o de duas configura&ccedil;&otilde;es para a berma (plana e inclinada) e cinco configura&ccedil;&otilde;es para o perfil (tr&ecirc;s do tipo 2S-EBP, para D<sub>50</sub>=0,25, 0,45 e 0,75&nbsp;mm, e duas de declive constante), realizaram-se testes para a an&aacute;lise da morfodin&acirc;mica de curto prazo, nomeadamente para simular a a&ccedil;&atilde;o erosiva das tempestades de Fev/1990 e Dez/1990, <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t1.jpg" target="_blank">Tabela&nbsp;1</a>. Os resultados da varia&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica ao longo do perfil (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f11.jpg" target="_blank">Figura 11</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a>) mostraram que a tempestade de Fev/1990, em que os n&iacute;veis do mar atingiram valores mais elevados, causou maior eros&atilde;o (apesar das ondas terem cerca de metade da altura das ocorridas na tempestade de Dez/1990, <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>). A berma horizontal ao n&iacute;vel 4 m ODN permaneceu inalterada sob a&ccedil;&atilde;o da tempestade de Dez/90 para os tr&ecirc;s testes efetuados (testes 1-3), nos quais apenas ocorreu eros&atilde;o da face de praia (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f11.jpg" target="_blank">Figura 11a</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a>). Contudo, sob a&ccedil;&atilde;o da tempestade de Fev/90, a mesma berma (testes 4-5) foi quase totalmente erodida (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f11.jpg" target="_blank">Figura 11b</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a>). Constatou-se que a dispers&atilde;o granulom&eacute;trica, s, &eacute; um par&acirc;metro bastante influente na estabilidade do perfil de praia. Os resultados num&eacute;ricos indicaram que este par&acirc;metro pode ser mais relevante do que o di&acirc;metro mediano, D<sub>50</sub>, no processo de eros&atilde;o. Concluiu-se que uma berma horizontal com 50 m de largura ao n&iacute;vel 4 m ODN &eacute; insuficiente para evitar a a&ccedil;&atilde;o direta das ondas sobre o pared&atilde;o, quando submetida &agrave; pior tempestade conhecida. Para estas condi&ccedil;&otilde;es de estado do mar, apenas a berma de <br />   50 m de largura e declive 1:100, implementada desde o n&iacute;vel 5 m ODN junto ao pared&atilde;o at&eacute; ao n&iacute;vel 4,5 m ODN, mostrou resili&ecirc;ncia ao processo de eros&atilde;o (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f11.jpg" target="_blank">Figura 11c</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a>). Salienta-se que, mesmo para esta geometria de topo de praia, apenas um perfil com pequena dispers&atilde;o granulom&eacute;trica, da ordem do valor aqui testado, s =1,72, pode garantir uma largura m&iacute;nima da berma de seguran&ccedil;a.</p>     
<p>Os resultados dos testes das solu&ccedil;&otilde;es alternativas de longo prazo    (para os 19 anos das s&eacute;ries de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima    e n&iacute;vel do mar), ou seja, a evolu&ccedil;&atilde;o da forma plana da    praia obtida com os modelos de evolu&ccedil;&atilde;o da linha de costa, para    as solu&ccedil;&otilde;es baseadas em alimenta&ccedil;&atilde;o artificial sem    estruturas de prote&ccedil;&atilde;o, mostraram uma boa concord&acirc;ncia entre    os dois modelos na previs&atilde;o das perdas de sedimentos durante os primeiros    10 anos. Estimou-se uma perda de 17% com o modelo Litline e 20% com o modelo    Litmod, para ambos os casos (3,3 milh&otilde;es de m3 de areia com D<sub>50</sub>=0,25&nbsp;mm    e 2,2 milh&otilde;es de m<sup>3</sup> de areia com D<sub>50</sub>=0,45 mm).    Ambos os modelos identificaram os extremos dos enchimentos como locais cr&iacute;ticos    de eros&atilde;o (recuo da linha de costa) e o sector central como a zona mais    est&aacute;vel. O extremo Este do enchimento foi o que mostrou maior recuo,    79 m com o modelo Litline para a solu&ccedil;&atilde;o de enchimento com <br />   D<sub>50</sub>=0,25 mm. Uma vez que o volume de enchimento considerando D<sub>50</sub>=0,25    mm &eacute; superior ao volume para D<sub>50</sub>=0,45 mm, a perda de sedimentos    &eacute; superior, logo, o enchimento com D<sub>50</sub>=0,45 mm seria potencialmente    mais econ&oacute;mico.</p>     <p>Com o objetivo de diminuir as perdas de areia ao longo do tempo verificadas nas solu&ccedil;&otilde;es alternativas anteriores, testaram-se os seguintes arranjos baseados em alimenta&ccedil;&atilde;o artificial e obras fixas de conten&ccedil;&atilde;o: i) um espor&atilde;o em <i>Y</i> com 250 m de comprimento; ii) dois espor&otilde;es em <i>Y</i> com 250 m de comprimento, distanciados de 1000 m (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f12.jpg" target="_blank">Figura 12</a>); iii) dois espor&otilde;es com 250&nbsp;m de comprimento, distanciados de 1000 m (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a>); iv) tr&ecirc;s quebra-mares destacados com 280 m de comprimento (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f14.jpg" target="_blank">Figura 14</a>); v) dois espor&otilde;es em <i>Y</i> com 250 m de comprimento, distanciados de 1600 m. Estas solu&ccedil;&otilde;es foram avaliadas e comparadas qualitativa e quantitativamente. Os par&acirc;metros qualitativos foram: parti&ccedil;&atilde;o da praia, uniformidade da largura de praia, aproveitamento de estruturas existentes, seguran&ccedil;a para uso recreativo, vista para o mar e prov&aacute;vel ocorr&ecirc;ncia de problemas associados a sedimenta&ccedil;&atilde;o (incluindo de salubridade). A solu&ccedil;&atilde;o minimalista (em termos de implementa&ccedil;&atilde;o de estruturas), que consistiu na implementa&ccedil;&atilde;o de espor&otilde;es, alternativa iii), &eacute; a que oferece condi&ccedil;&otilde;es mais compat&iacute;veis com a futura utiliza&ccedil;&atilde;o da praia, que ser&aacute; pr&aacute;tica balnear, de desportos n&aacute;uticos, passeios com vista para o mar e outros tipos de uso recreativo. Os par&acirc;metros quantitativos usados para avaliar e comparar as solu&ccedil;&otilde;es alternativas foram: a posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa ap&oacute;s 1, 5, 10 e 19 anos de simula&ccedil;&atilde;o, a posi&ccedil;&atilde;o do topo do 2S-EBP (linha ao n&iacute;vel 4,5 m ODN) ap&oacute;s 10 anos, e a perda de sedimentos do trecho de enchimento ap&oacute;s 10 anos. Os principais resultados foram:</p> <ul>       
<li>Ao fim de 10 anos, a perda de sedimentos correspondente ao enchimento variou apenas 3% entre as solu&ccedil;&otilde;es alternativas (entre 17 e 20%);</li>       <li>A pior solu&ccedil;&atilde;o foi a alternativa iv), com 20% do enchimento perdido ao fim de 10 anos. A linha de costa, que ao fim de 5 anos j&aacute; se apresentava bastante irregular, continuou a recuar na parte central e no extremo Este de cada quebra-mar destacado at&eacute; ao final da simula&ccedil;&atilde;o. O elevado recuo do perfil de praia nestas localiza&ccedil;&otilde;es poder&aacute; causar eros&atilde;o se for exercida uma a&ccedil;&atilde;o direta da onda sobre o pared&atilde;o devido &agrave; aus&ecirc;ncia de berma;</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>O espor&atilde;o em forma de <i>Y</i> &eacute; mais eficiente em reter areia na sua &aacute;rea adjacente, particularmente na zona de abrigo da estrutura, o lado Este, do que o espor&atilde;o com o mesmo comprimento (comparando alternativas ii) e iii));</li>       <li>O deslocamento para Oeste do espor&atilde;o em <i>Y</i> localizado a Oeste reduz a uniformidade da largura de praia no trecho entre os espor&otilde;es em <i>Y</i>, em particular no lado Este desse espor&atilde;o (comparando alternativas ii) e v)).</li>     </ul>     <p>Tamb&eacute;m foram testadas as tr&ecirc;s primeiras alternativas considerando um aumento de 50 m no comprimento das estruturas transversais. Os resultados mostraram que a perda de areia ao fim de 10 anos foi reduzida para 12% do volume de enchimento, para os tr&ecirc;s casos. Este melhoramento deve-se ao facto da profundidade de fecho ser maior (situar-se mais ao largo) do que a profundidade a que se localizam os extremos destas estruturas, e consequentemente o seu prolongamento causar um aumento significativo da capacidade de reten&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3. Solu&ccedil;&atilde;o para reabilita&ccedil;&atilde;o da defesa aderente</b></p>     <p>No que diz respeito &agrave; estabilidade do manto resistente de enrocamento, os ensaios em modelo f&iacute;sico mostraram que as Alternativas 1 a 8 eram muito est&aacute;veis: a percentagem de quedas de blocos de enrocamento foi sempre inferior a 1%. Quando ocorreram estragos, estes limitaram-se &agrave; camada superior do manto, n&atilde;o ficando os filtros vis&iacute;veis em qualquer situa&ccedil;&atilde;o. Durante o decurso dos ensaios, considerou-se que seria poss&iacute;vel diminuir o peso do enrocamento sem comprometer a estabilidade da estrutura, embora esta situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tivesse sido testada.</p>     <p>As <a href="#f15">Figuras 15 a 18</a> apresentam os valores dos caudais de galgamento das 8 alternativas ensaiadas para os seis n&iacute;veis de mar&eacute; testados. As figuras mostram que o n&iacute;vel de mar&eacute; 4,8 m ODN foi, para todas as alternativas consideradas, o menos favor&aacute;vel no que diz respeito ao galgamento. Quando se consideram os valores dos caudais de galgamento obtidos com as Alternativas 1 e 2, verifica-se que na primeira delas o galgamento excedeu, por uma margem consider&aacute;vel, o crit&eacute;rio aceit&aacute;vel de 0,1 l/s/m. No entanto, a observa&ccedil;&atilde;o visual do modelo mostrou que o muro-cortina era muito eficaz a limitar o volume de &aacute;gua associados aos galgamentos. Na Alternativa 2, o aumento da altura do muro-cortina em <br />   0,5 m para um valor igual a 8,5 m ODN, reduziu de uma forma muito significativa os n&iacute;veis de galgamento, apesar de ainda se manterem acima do crit&eacute;rio exigido para os testes TC10 a TC12 e para TC16 (ver <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a> e <a href="#f15">Figura 15</a>). O aumento da cota de coroamento do muro-cortina melhorou o n&iacute;vel de servi&ccedil;o, que passou de menos de 50 anos para entre 50-100 anos, se n&atilde;o for considerada a subida do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, e de 10 anos para mais de 20 anos se for considerada a subida do n&iacute;vel do mar prevista para os pr&oacute;ximos 75 anos, segundo as atuais recomenda&ccedil;&otilde;es da DEFRA (2006).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f15"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f15.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f16"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f16.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f17"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f17.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f18"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a05f18.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados das Alternativas 3 e 4 demonstraram que um talude mais inclinado, de 1:2,5, com uma berma de bet&atilde;o mais larga em frente ao muro-cortina n&atilde;o foi t&atilde;o eficaz a reduzir os galgamentos como o talude mais suave, de 1:3, com uma berma de bet&atilde;o mais estreita.</p>     <p>Os resultados da Alternativa 5 mostraram que uma berma de enrocamento mais larga foi eficaz na redu&ccedil;&atilde;o dos galgamentos. Esta alternativa proporcionou um desempenho muito semelhante ao da Alternativa 2, com um n&iacute;vel de servi&ccedil;o acima de 50 anos, sem ter em considera&ccedil;&atilde;o a subida do n&iacute;vel do mar, descendo para 20-50 anos se for considerada a subida do n&iacute;vel do mar prevista para os pr&oacute;ximos 75 anos.</p>     <p>Nas Alternativas 6 e 7 (que n&atilde;o continham a laje de bet&atilde;o no coroamento), foi necess&aacute;rio que a berma de enrocamento estivesse &agrave; cota 9 m ODN, com um muro deflector de <br />   1 m de altura (cota de coroamento igual a 10 m ODN) para que fosse poss&iacute;vel manter o n&iacute;vel de galgamentos dentro do crit&eacute;rio exigido, o que pode vir a revelar-se problem&aacute;tico na sua integra&ccedil;&atilde;o com os atuais arranjos propostos para a zona adjacente &agrave; costa. Na Alternativa 7, apesar dos n&iacute;veis de galgamento terem excedido o crit&eacute;rio exigido em TC12 e TC16 e do vento n&atilde;o ter sido reproduzido no modelo, os galgamentos verificados foram considerados aceit&aacute;veis, j&aacute; que apenas ultrapassaram por uma pequena margem o valor limite de galgamento. </p>     <p>Na Alternativa 8, a efic&aacute;cia do talude mais suave, do muro-cortina deflector e da berma de coroamento perme&aacute;vel (de enrocamento) foi utilizada para tentar reduzir os galgamentos para valores aceit&aacute;veis, mantendo, em simult&acirc;neo, as cotas de coroamento t&atilde;o reduzidas quanto poss&iacute;vel. Os n&iacute;veis de galgamento excederam o crit&eacute;rio exigido em TC11, TC12, TC16, TC18, TC20, TC21, TC24, TC26 e TC27. A Alternativa 8 proporcionaria um n&iacute;vel de servi&ccedil;o acima de 50 anos se n&atilde;o for levada em considera&ccedil;&atilde;o a subida do n&iacute;vel do mar, ou de 20-50 anos se for considerada a subida do n&iacute;vel do mar prevista para os pr&oacute;ximos 75 anos.</p>     <p>De todos os perfis testados, a Alternativa 7 foi aquela que apresentou o melhor desempenho relativamente aos galgamentos. Em geral, proporcionaria um n&iacute;vel de servi&ccedil;o de 100 anos se n&atilde;o forem levadas em considera&ccedil;&atilde;o futuras subidas do n&iacute;vel do mar, ou de 50 anos se forem consideradas as subidas do n&iacute;vel do mar previstas nos pr&oacute;ximos 75 anos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>A componente relativa &agrave; modela&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica do estudo para a reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da praia de <i>Colwyn Bay</i> teve como objetivo a defini&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es alternativas baseadas em alimenta&ccedil;&atilde;o artificial e foi dividida em duas partes: a caracteriza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica da praia e o teste de solu&ccedil;&otilde;es alternativas. Esta &uacute;ltima parte baseou-se na otimiza&ccedil;&atilde;o do perfil de enchimento e na previs&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o da linha de costa a longo prazo para as solu&ccedil;&otilde;es alternativas. No &acirc;mbito da caracteriza&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica da praia foram processados, produzidos e analisados dados geomorfol&oacute;gicos e de hidrodin&acirc;mica que tamb&eacute;m foram usados como dados iniciais e de verifica&ccedil;&atilde;o/controlo para os modelos num&eacute;ricos aplicados, quer na otimiza&ccedil;&atilde;o do perfil de enchimento, quer no teste das solu&ccedil;&otilde;es alternativas de longo prazo.</p>     <p>As principais conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es desta componente do estudo foram:</p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>O enchimento da praia deve contemplar um volume que garanta uma largura de berma de seguran&ccedil;a que evite a a&ccedil;&atilde;o direta das ondas sobre a defesa longitudinal aderente durante a ocorr&ecirc;ncia de tempestades. Por isso, <br />     recomenda-se a implementa&ccedil;&atilde;o de uma berma com declive 1:100 entre o n&iacute;vel 5 e 4,5 m ODN, seguida de um perfil do tipo 2S-EBP.</li>       <li>Das solu&ccedil;&otilde;es alternativas baseadas em alimenta&ccedil;&atilde;o artificial com estruturas de reten&ccedil;&atilde;o testadas, as que tiveram melhor desempenho na reten&ccedil;&atilde;o do enchimento foram as baseadas em estruturas normais &agrave; praia, e, entre estas, a que oferece maior garantia de reten&ccedil;&atilde;o do volume de enchimento e simultaneamente oferece condi&ccedil;&otilde;es compat&iacute;veis com o futuro uso da praia &eacute; a alternativa ii), dois espor&otilde;es em <i>Y</i> com 250 m de comprimento, distanciados de 1000 m.</li>       <li>O aumento de 50 m do comprimento dos espor&otilde;es das alternativas i), ii) e iii) beneficiaria a redu&ccedil;&atilde;o da perda de sedimentos, que ao fim de 10 anos passaria de 18 para 12% do enchimento total.</li>       <li>A monitoriza&ccedil;&atilde;o da morfologia da praia, desde a defesa longitudinal aderente at&eacute; ao limite da futura zona ativa da praia submersa (aproximadamente -5 m ODN), deve ser realizada durante e depois do projeto, pois n&atilde;o s&oacute; permitir&aacute; a avalia&ccedil;&atilde;o do seu desempenho, mas tamb&eacute;m a quantifica&ccedil;&atilde;o das transfer&ecirc;ncias transversais e longitudinais de sedimentos, e assim, alertar no caso de ocorrerem situa&ccedil;&otilde;es at&iacute;picas ou fora do esperado.</li>       <li>A compara&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es alternativas foi realizada com base numa an&aacute;lise estritamente t&eacute;cnica. Por isso, recomenda-se a realiza&ccedil;&atilde;o de uma an&aacute;lise de <br />     custo-benef&iacute;cio para suportar a escolha da solu&ccedil;&atilde;o mais sustent&aacute;vel.</li>     </ul>     <p>A componente relativa &agrave; modela&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do estudo para a reabilita&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da praia de <i>Colwyn Bay</i> teve como objetivo examinar a efic&aacute;cia e definir configura&ccedil;&otilde;es para a nova defesa longitudinal com base em ensaios em modelo f&iacute;sico para a an&aacute;lise da estabilidade e galgamentos das sec&ccedil;&otilde;es transversais alternativas previstas para o extremo Este de <i>Colwyn Bay</i>. Ensaiou-se uma ampla gama de combina&ccedil;&otilde;es de caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e n&iacute;veis de mar&eacute;, com 1 a 200 anos de per&iacute;odo de retorno. Foram consideradas oito configura&ccedil;&otilde;es diferentes (Alternativas 1 a 8) da sec&ccedil;&atilde;o transversal da defesa longitudinal, com diferentes inclina&ccedil;&otilde;es do talude do manto exterior, diversas geometrias e permeabilidade da berma de coroamento e distintas geometrias do muro-cortina. </p>     <p>As principais conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es desta componente do estudo foram:</p> <ul>       <li>O manto exterior, composto por duas camadas de blocos de enrocamento de 3 t a 6 t, com um declive de 1:2,5 ou de 1:3, e com um filtro de uma camada de blocos de enrocamento de 300&nbsp;kg a 1 t, mostrou-se uma estrutura est&aacute;vel que provisiona uma prote&ccedil;&atilde;o adequada.</li>       <li>No que respeita aos galgamentos, para o tipo de alternativas testadas, a combina&ccedil;&atilde;o entre uma menor inclina&ccedil;&atilde;o de talude, um muro-cortina deflector e um coroamento perme&aacute;vel foi a que apresentou maior efic&aacute;cia na redu&ccedil;&atilde;o dos galgamentos. Assim, a Alternativa 7 foi aquela em que a estrutura sofreu menos galgamentos, seguida das Alternativas 8 e 5. </li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Tendo em conta a rela&ccedil;&atilde;o entre o custo de constru&ccedil;&atilde;o das estruturas e o crit&eacute;rio econ&oacute;mico definido para o investimento, as Alternativas 1, 2 e 8 foram consideradas as mais adequadas para a zona em estudo, uma vez que seriam aquelas que melhor se interligariam com os arranjos propostos para a zona adjacente &agrave; linha de costa, garantindo tamb&eacute;m uma adequada prote&ccedil;&atilde;o costeira.</li>       <li>A decis&atilde;o final sobre o perfil de defesa mais adequado para a zona em estudo deve contemplar, em termos de projeto, aspetos adicionais, em particular a rela&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de risco que &eacute; considerado aceit&aacute;vel e os custos adicionais necess&aacute;rios para proporcionar diferentes n&iacute;veis de prote&ccedil;&atilde;o.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores agradecem aos t&eacute;cnicos Dr. Lourival Trovisco, Sr. Lu&iacute;s Sim&otilde;es Pedro, Sr. Victor Pisco, Sr. Fernando Brito, Eng. Ana Passarinho e Eng. Odair Maur&iacute;cio pela contribui&ccedil;&atilde;o dada neste estudo, ao<i> Conwy County Borough Council</i>, pelo financiamento do estudo e autoriza&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&atilde;o, e &agrave; <i>Royal Haskoning</i>, Reino Unido, pelo cons&oacute;rcio estabelecido e pela colabora&ccedil;&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es alternativas do perfil transversal da defesa longitudinal aderente e do seu programa de ensaios em modelo f&iacute;sico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>Bernabeu, A.M.; Medina, R.; Vidal, C. (2003) - <i>A morphological model of the beach profile integrating wave and tidal influences</i>. Marine Geology, 197(1-4):95-116. doi:10.1016/S0025-3227(03)00087-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-8872201200030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Capit&atilde;o, R. (2002) - <i>Modela&ccedil;&atilde;o estoc&aacute;stica num&eacute;rica e f&iacute;sica da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima</i>. 434p., Tese de Doutoramento, Instituto Superior T&eacute;cnico, Lisboa, Portugal. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-8872201200030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CCBC (2007) - <i>Colwyn Bay Coastal Defence Strategy Plan. Stage 2: Strategic Assessment and Proposals – Draft for Consultation</i>. 8p., Conwyn County Borough Council, Wales. <br />   <a href="http://www.conwy.gov.uk/upload/public/attachments/311/English_CBSP_Stage_2_Strategic_Assessment_Exec_Summary_Draft_for_Consultation_Nov_07.pdf." target="_blank">http://www.conwy.gov.uk/upload/public/attachments/311/English_CBSP_Stage_2_Strategic_Assessment_Exec_Summary_Draft_for_Consultation_Nov_07.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>CIRIA/CUR/CETMEF (2007) - <i>The Rock Manual: C683 - The Use of Rock in Hydraulic Engineering (2nd edition)</i>. 1304p., CIRIA - Construction Industry Research &amp; Information Association, CUR - Centre For Civil Engineering, Londres, Reino Unido. ISBN: 978-0860176831.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201200030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>de Rouck, J.; Geeraerts, J.; Troch, P.; Kortenhaus, A.; Pullen, T.; Franco, L. (2005) - <i>New results on scale effects for wave overtopping at coastal structures</i>. Proceedings of Coastlines, Structures &amp; Breakwaters ’05, pp. 29-43, ICE, Thomas Telford, Londres, Reino Unido.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DEFRA (2006) - <i>Flood and Coastal Defence Project Appraisal Guidance, FCDPAG3 Economic Appraisal</i> – Supplementary Note to Operating Authorities - Climate Change Impacts. 9p., DEFRA&nbsp;-&nbsp;Department for Environment, Food and Rural Affairs, Reino Unido, Dispon&iacute;vel em <a href="http://archive.defra.gov.uk/environment/flooding/documents/policy/guidance/fcdpag/fcd3climate.pdf" target="_blank">http://archive.defra.gov.uk/environment/flooding/documents/policy/guidance/fcdpag/fcd3climate.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DHI (2008) - L<i>itpack. Noncohesive Sediment Transport in Currents and Waves</i>. User Guide. Danish Hydraulic Institute, H&oslash;rsholm, Dinamarca.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201200030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HR Wallingford (2004) - <i>Conwy Tidal Flood Risk Assessment </i>- Stage 1 Report. Report EX 4667 (release 3.0), s/p., Conwy, Pa&iacute;s de Gales, Reino Unido. Dispon&iacute;vel em <a href="http://conwyfloodmap.hrwallingford.co.uk/report/HRWallingford_ConwyFRA_Stage1_Report_EX4667.pdf" target="_blank">http://conwyfloodmap.hrwallingford.co.uk/report/HRWallingford_ConwyFRA_Stage1_Report_EX4667.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201200030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hughes, S.A. (1993) - <i>Physical Models and Laboratory Techniques in Coastal Engineering</i>. 568p., Advanced Series on Ocean Engineering – Vol. 7, World Scientific, Singapura. ISBN 981-02-1540-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201200030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kamphuis, J.W. (1991) – <i>Alongshore sediment transport rate. Journal of Waterway</i>, Port, Coastal and Ocean Engineering, 117(6):624-640. doi 10.1061/(ASCE)0733-950X(1991)117:6(624)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201200030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pawlowicz, R.; Beardsley, B.; Lentz, S. (2002) - <i>Classical Tidal Harmonic Analysis Including Error Estimates in MATLAB using T_TIDE. Computers and Geosciences</i>, 28(8):929-937. doi: 10.1016/S0098-3004(02)00013-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201200030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pullen, T.; Allsop, N.W.H.; Bruce, T.; Kortenhaus, A.; Schuttrumpf, H.; Van der Meer, J.W. (2007) - <i>EurOtop: Wave Overtopping of Sea Defences and Related Structures: Assessment Manual</i>. 178p., Environment Agency, Reino Unido, Expertise Netwerk Waterkeren, Holanda e Kuratorium fur Forschung im Kusteningenieurwesen, Alemanha. ISBN: ISBN 978-3-8042-1064-6. <a href="http://www.overtopping-manual.com/eurotop.pdf" target="_blank">http://www.overtopping-manual.com/eurotop.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-8872201200030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Reis, M.T.; Neves, M.G.; Silva, L.G.; Williams, A.; Hu, K.; Winfield, P. (2010) - <i>Physical model tests of new linear defences for Colwyn Bay</i>. Proceedings 3rd International Conference on the Application of Physical Modelling to Port and Coastal Protection, CoastLab10, Barcelona, Espanha. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.coastlab10.com" target="_blank">http://www.coastlab10.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-8872201200030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Thieler, E.R.; Himmelstoss, E.A.; Zichichi, J.L.; Ergul, A. (2009) - <i>Digital Shoreline Analysis System</i> (DSAS) version 4.0 - An ArcGIS extension for calculating shoreline change. U.S. Geological Survey Open-File, Report 2008-1278, Woods Hole Coastal and Marine Geology Team, Woods Hole, MA, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://woodshole.er.usgs.gov/project-pages/dsas/version4/" target="_blank">http://woodshole.er.usgs.gov/project-pages/dsas/version4/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201200030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Troch, P. (2005) - <i>User Manual: Active Wave Absorption System</i>. 43p. Gent University, Department of Civil Engineering, Gent, B&eacute;lgica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-8872201200030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vicente C.M.; Cl&iacute;maco, M. (2003) - <i>Evolu&ccedil;&atilde;o de Linhas de Costa. Desenvolvimento e Aplica&ccedil;&atilde;o de um Modelo Num&eacute;rico</i>. 167p. ICT/ITH-42, LNEC – Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-8872201200030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vicente, C.M. (1991) - <i>Aperfei&ccedil;oamento de M&eacute;todos de Modela&ccedil;&atilde;o Matem&aacute;tica e F&iacute;sica Aplic&aacute;veis a Problemas de Din&acirc;mica Costeira</i>. 147p., LNEC – Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-8872201200030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0" id="0"></a> Submission: March 27, 2012; Evaluation: May 6, 2012; Reception of revised manuscript: June 11, 2012; Accepted:: June 16, 2012; Available on-line: June 20, 2012</p>      ]]></body><back>
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