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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The south coast of Pernambuco has been experiencing an urban expansion process in recent years that it is being accelerated by the economic development of the region. Some stretches are naturally vulnerable to erosion while others are under erosion process due to irregular occupation of the coastal zone. Annually, problems related to erosion processes are reported at Maracaípe beach. The aim of this work is to characterize the sediment transport through sedimentological, morphological and short term shoreline variation analysis of the Maracaípe beach, in order to clarify the sedimentological dynamics of this region. It was carried out topographic surveys of the beach from December of 2009 to December of 2010, sediments sampling during summer and winter and shoreline variation analysis using orbital images. The beach widths and volumes extracted from the beach profiles showed a trend transport from south to northward, with some inversions of the direction in some periods along the year. The sectors 1 and 4 are constituted by fine sands and the sectors 2 and 3 by medium sands, moderately to well sorted. The coastline study had presented progradation in the first historical series, then a retreat in the second one and finally progradation in the last one, except for the sector 4 that amounted a constant retreat in whole historical series. The shoreline variations and the beach widths indicates a sediment coastal cell circulation pattern at the central stretches of Maracaípe beach. So it is necessary a new study in a major scale to comprises a more detailed datanet. The erosion processes in the region are associated to estuarine dynamic of the Maracaípe river and anthropic factors such as irregular backshore occupation. A major time scale monitoring is recommended so that generates subsides to coastal management of the region in establishing delimitations in the use and occupation of the coast.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Transporte de Sedimentos e Varia&ccedil;&atilde;o da Linha de Costa em Curto Prazo na Praia de Maraca&iacute;pe (PE), Brasil <a href="#0">*</a><a name="top0"></a></b></p>     <p><b>Sediment Transport and Short Term Coastline Variation at Maraca&iacute;pe Beach (PE), Brazil</b></p>     <p><b>Ren&ecirc; Jota Arruda de Macedo </b><sup>@, 1</sup><b>, Valdir do Amaral Vaz Manso </b><sup>1</sup><b>, Natan Silva Pereira </b><sup>1</sup><b>,  Lucy Gomes de Fran&ccedil;a </b><sup>1</sup></p>     <p>@ - Corresponding author: <a href="mailto:renemacedo@hotmail.com">renemacedo@hotmail.com</a></p>     <p>1 - Universidade Federal de Pernambuco, LGGM - Laborat&oacute;rio de Geologia e Geof&iacute;sica Marinha, Departamento de Geologia, Avenida Acad&ecirc;mica H&eacute;lio Ramos s/n&ordm; cep 50.740-530 Recife, Pernambuco, Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O litoral sul de Pernambuco nos &uacute;ltimos anos vem passando por um processo de expans&atilde;o urbana que est&aacute; sendo acelerado pelo desenvolvimento econ&ocirc;mico da regi&atilde;o. Alguns trechos s&atilde;o naturalmente vulner&aacute;veis &agrave; eros&atilde;o enquanto outros sofrem problemas erosivos decorrentes da ocupa&ccedil;&atilde;o irregular da zona costeira. Anualmente, s&atilde;o reportados processos erosivos na praia de Maraca&iacute;pe. Este trabalho tem como objetivo caracterizar o transporte de sedimentos atrav&eacute;s da an&aacute;lise sedimentar, morfol&oacute;gica e varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa em curto prazo da praia de Maraca&iacute;pe a fim de entender a din&acirc;mica sedimentar desta regi&atilde;o. Foram realizados perfis topogr&aacute;ficos no per&iacute;odo de dezembro/2009 a dezembro/2010, coleta de sedimentos durante o ver&atilde;o e o inverno e an&aacute;lise da varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa por imagens orbitais. As larguras e volumes da praia extra&iacute;das dos perfis topogr&aacute;ficos mostraram que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de transporte de sul para norte ao longo do ano, com algumas invers&otilde;es de sentido em determinados per&iacute;odos. Os setores 1 e 4 s&atilde;o compostos por areia fina e os setores 2 e 3 areia m&eacute;dia, moderadamente a bem selecionada. A linha de costa apresentou, na primeira s&eacute;rie hist&oacute;rica, prograda&ccedil;&atilde;o, com retrograda&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo seguinte e por fim prograda&ccedil;&atilde;o novamente, sendo que o setor 4 acumulou um recuo constante em todo o per&iacute;odo. As varia&ccedil;&otilde;es da largura de praia e da linha de costa indicam que h&aacute; um padr&atilde;o de circula&ccedil;&atilde;o celular dos sedimentos nos trechos centrais da praia sendo necess&aacute;rio um trabalho em escala maior com uma malha de dados mais detalhada. O processo erosivo na regi&atilde;o est&aacute; associado a fatores naturais e antr&oacute;picos, sendo o primeiro relacionado &agrave; din&acirc;mica estuarina do rio Maraca&iacute;pe e o segundo a ocupa&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-praia. Recomenda-se monitoramentos de maior espa&ccedil;o de tempo para a &aacute;rea de estudo de modo que gere subs&iacute;dios ao gerenciamento costeiro da regi&atilde;o para se estabelecer limites de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o da orla.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Maraca&iacute;pe; Perfis de Praias; Varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa; Transporte de sedimentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The south coast of Pernambuco has been experiencing an urban expansion process in recent years that it is being accelerated by the economic development of the region. Some stretches are naturally vulnerable to erosion while others are under erosion process due to irregular occupation of the coastal zone. Annually, problems related to erosion processes are reported at Maraca&iacute;pe beach. The aim of this work is to characterize the sediment transport through sedimentological, morphological and short term shoreline variation analysis of the Maraca&iacute;pe beach, in order to clarify the sedimentological dynamics of this region. It was carried out topographic surveys of the beach from December of 2009 to December of 2010, sediments sampling during summer and winter and shoreline variation analysis using orbital images. The beach widths and volumes extracted from the beach profiles showed a trend transport from south to northward, with some inversions of the direction in some periods along the year. The sectors 1 and 4 are constituted by fine sands and the sectors 2 and 3 by medium sands, moderately to well sorted. The coastline study had presented progradation in the first historical series, then a retreat in the second one and finally progradation in the last one, except for the sector 4 that amounted a constant retreat in whole historical series. The shoreline variations and the beach widths indicates a sediment coastal cell circulation pattern at the central stretches of Maraca&iacute;pe beach. So it is necessary a new study in a major scale to comprises a more detailed datanet. The erosion processes in the region are associated to estuarine dynamic of the Maraca&iacute;pe river and anthropic factors such as irregular backshore occupation. A major time scale monitoring is recommended so that generates subsides to coastal management of the region in establishing delimitations in the use and occupation of the coast. </p>     <p><b>Keywords</b>: Maraca&iacute;pe; Beach profile; Shoreline variation; Sediment transport.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A eros&atilde;o caracteriza-se pela remo&ccedil;&atilde;o de material sedimentar (Muehe, 1996). Em praias arenosas &eacute; um processo natural que resulta da din&acirc;mica entre diversos fatores f&iacute;sicos sobre a praia: varia&ccedil;&otilde;es relativas do n&iacute;vel do mar, energia das ondas e da disponibilidade e tipo de sedimentos (Toldo Jr. <i>et al.</i>, 2005). No Brasil, em zonas costeiras urbanas, este processo pode ser acelerado por interven&ccedil;&atilde;o do homem nos processos costeiros (Muehe, 2006) e press&atilde;o antr&oacute;pica de cunho s&oacute;cio-econ&ocirc;mico, ou seja, ocupa&ccedil;&atilde;o e uso destas zonas sem planejamento pr&eacute;vio (Souza, 2009).</p>     <p>O processo de eros&atilde;o que ocorre nas praias do litoral pernambucano &eacute; um fator que vem se agravando nos &uacute;ltimos anos. Naturalmente, alguns trechos s&atilde;o vulner&aacute;veis &agrave; eros&atilde;o pelas caracter&iacute;sticas ambientais inerentes como o baixo aporte sedimentar proveniente dos rios costeiros para as praias adjacentes (Ara&uacute;jo <i>et al.</i>, 2007) e a largura reduzida da plataforma continental interna – m&eacute;dia de 35 km (Manso <i>et al.</i>, 2003). Segundo Ara&uacute;jo <i>et al.</i> (2007) este estreitamento da plataforma dificulta o armazenamento de sedimentos para remobiliza&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, a forma de ocupa&ccedil;&atilde;o desordenada que se configura ao longo do litoral de Pernambuco d&aacute; in&iacute;cio ou acentua os processos erosivos correntes, pois a impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do ambiente praial acaba alterando o balan&ccedil;o sedimentar, como apontam Costa <i>et al.</i> (2008) em seus estudos na praia de Boa Viagem (Pernambuco).</p>     <p>As praias do n&uacute;cleo metropolitano do Recife situadas no litoral sul do estado de Pernambuco compreendem os munic&iacute;pios de Jaboat&atilde;o dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca (<a href="#f1">Figura 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos esta regi&atilde;o vem sendo alvo de grande especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria em detrimento do desenvolvimento de atividades tur&iacute;sticas e industriais na regi&atilde;o do porto de Suape, situado entre os munic&iacute;pios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca. Por conta disso, ocorre uma acentuada expans&atilde;o urbana, a qual se reflete no n&uacute;mero de habitantes. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) em 1996 a popula&ccedil;&atilde;o desses munic&iacute;pios somava 719.209 habitantes e em 2010 saltou para 910.364 habitantes, ou seja, um crescimento populacional de aproximadamente 26,57%. Associado a isto, a falta de planejamento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o do modo de ocupa&ccedil;&atilde;o e uso do ambiente praial vem acarretando problemas ambientais que podem trazer s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias para o sistema praial e as atividades humanas na regi&atilde;o. </p>     <p>Com foco em diagnosticar as causas e os efeitos dos processos erosivos neste setor do litoral pernambucano, alguns trabalhos foram realizados por meio de estudos de caracteriza&ccedil;&atilde;o geoambiental do ambiente praial: Coutinho <i>et al.</i> (1997); Borba (1999); Madruga Filho (2004), Ara&uacute;jo <i>et al.</i> (2007); Almeida, (2008). Em geral, estes trabalhos apontam as atividades humanas de forma desordenada sobre o sistema costeiro como principal agente causador dos problemas relacionados com a eros&atilde;o marinha. Na regi&atilde;o da praia de Maraca&iacute;pe, no munic&iacute;pio de Ipojuca, anualmente s&atilde;o reportadas amea&ccedil;as de perda de patrim&ocirc;nio devido &agrave; eros&atilde;o costeira recorrente e acentuada nos per&iacute;odos chuvosos. Isto decorre da ocupa&ccedil;&atilde;o de casas de veraneio e estabelecimentos comerciais na p&oacute;s-praia que impede o interc&acirc;mbio de sedimentos entre a praia e antepraia. S&atilde;o poucos os trabalhos que podem ser encontrados na literatura cient&iacute;fica sobre os processos costeiros atuantes naquela regi&atilde;o com exce&ccedil;&atilde;o dos estudos de Sobral <i>et al.</i> (1998) que caracteriza os estados morfodin&acirc;micos e a sedimentologia da faixa de praia bem como a eros&atilde;o na regi&atilde;o do Pontal de Maraca&iacute;pe; Manso <i>et al.</i> (2003) realizou um levantamento da morfologia e sedimentologia da plataforma interna; Mac&ecirc;do <i>et al.</i> (2010) realizaram um trabalho de caracteriza&ccedil;&atilde;o ambiental e morfodin&acirc;mica da praia de Maraca&iacute;pe. Mesmo assim, faltam an&aacute;lises mais espec&iacute;ficas do comportamento morfol&oacute;gico da praia, varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa e transporte de sedimentos em curto e m&eacute;dio prazo. As varia&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas de curto e m&eacute;dio prazo ocorrem nas escalas de tempo instant&acirc;nea e de evento (Cowell &amp; Thom, 1997) que envolvem mudan&ccedil;as morfol&oacute;gicas associadas a pequenos ciclos de for&ccedil;as (ondas e mar&eacute;s) at&eacute; mudan&ccedil;as sazonais destas for&ccedil;antes. Este processo de varia&ccedil;&atilde;o compreende per&iacute;odos de tempo desde segundos a anos enquanto que espacialmente varia de cent&iacute;metros a centenas de metros. Cowell <i>et al.</i> (2003) enfatiza que esses processos est&atilde;o condicionados a din&acirc;mica sedimentar local. Para varia&ccedil;&otilde;es de linha de costa Crowell <i>et al.</i> (1993) estimaram mudan&ccedil;as de curto prazo &agrave;quelas que ocorrem a um per&iacute;odo de tempo menor que 10 anos. </p>     <p>O presente estudo tem como objetivo preencher esta lacuna do conhecimento sobre a din&acirc;mica praial da regi&atilde;o na escala de curto e m&eacute;dio prazo com intuito de mitigar o escasso conhecimento a respeito da din&acirc;mica do transporte de sedimentos e varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa na praia de Maraca&iacute;pe. Atrav&eacute;s disso, fornecer dados para o gerenciamento costeiro no que diz respeito &agrave;s pol&iacute;ticas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo em praias. Thom &amp; Short (2006) destacam a import&acirc;ncia do uso do conhecimento da geomorfologia costeira ao gerenciamento costeiro como instrumento para o planejamento de uso destas &aacute;reas. </p>     <p><b>2. &Aacute;rea de estudo</b></p>     <p>A praia de Maraca&iacute;pe est&aacute; localizada no munic&iacute;pio de Ipojuca no litoral sul da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, a 70 km da capital Recife, no Estado de Pernambuco, Brasil. Em forma de enseada, possui uma orla de aproximadamente 3,8 km de extens&atilde;o e est&aacute; localizada no mapa (<a href="#f2">Figura 2</a>) entre as coordenadas UTM 278807mE – 279841mE e 9054978mN – 9058939mN, que forma um pol&iacute;gono, no sistema de refer&ecirc;ncia SAD 1969. Limita-se a Norte com a praia de Porto de Galinhas e a Sul com o rio Maraca&iacute;pe. A faixa de praia ainda apresenta vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira nativa nos trechos onde n&atilde;o h&aacute; ocupa&ccedil;&atilde;o da p&oacute;s-praia, principalmente da por&ccedil;&atilde;o norte para o setor intermedi&aacute;rio da &aacute;rea de estudo. Os perfis praiais, segundo Mac&ecirc;do (2011), apresentam caracter&iacute;sticas morfodin&acirc;micas de praias intermedi&aacute;rias embarreiradas a dissipativas embarreiradas (Masselink &amp; Short, 1993). Sendo que nos setores extremos h&aacute; ocorr&ecirc;ncia de terra&ccedil;os de baixamar no per&iacute;odo de ver&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06f2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Na plataforma interna adjacente est&atilde;o presentes recifes dispostos paralelamente &agrave; linha de costa nos extremos norte e sul da regi&atilde;o de Maraca&iacute;pe, de modo que o setor central da praia &eacute; exposto ao mar aberto. </p>     <p>O clima que predomina na regi&atilde;o &eacute; o do tipo Ams’, que &eacute; caracterizado pelo tipo megat&eacute;rmico, com temperatura do ar sempre superior a 18&ordm;C. O &iacute;ndice pluviom&eacute;trico anual total &eacute; em m&eacute;dia acima de 2000 mm com chuvas de mon&ccedil;&otilde;es durante quase todo o ano, com uma esta&ccedil;&atilde;o seca bem definida e relativamente curta durante o outono. A temperatura m&eacute;dia anual para a regi&atilde;o &eacute; de 25,5&ordm;C. As temperaturas mais elevadas s&atilde;o observadas durante os meses de primavera (outubro, novembro e dezembro) e ver&atilde;o. No inverno (junho, julho e agosto), a redu&ccedil;&atilde;o da temperatura n&atilde;o &eacute; significativa apresentando uma m&eacute;dia de 23&ordm;C. </p>     <p>Segundo dados estat&iacute;sticos do CPTEC/INPE (Centro de Previs&atilde;o e Estudo de Tempo e Estudos Clim&aacute;ticos e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) da &aacute;rea de Ipojuca, relativos ao per&iacute;odo de dezembro/2009 a dezembro/2010, os ventos dominantes na regi&atilde;o s&atilde;o os de dire&ccedil;&atilde;o E-SE. Durante o ver&atilde;o, a incid&ecirc;ncia dos ventos s&atilde;o os al&iacute;sios predominantes de E com velocidades m&eacute;dias de 5,6 m/s. No regime de inverno, a incid&ecirc;ncia maior de dire&ccedil;&atilde;o permanece a de SE, com velocidades m&eacute;dias na faixa de 5,74 a 6,58 m/s. Manso (2003) afirma que o regime de ventos em toda regi&atilde;o costeira caracteriza-se por ser bastante regular e sazonal, soprando em 90% do tempo do setor E-SE, com velocidades m&eacute;dias de 3 a 5 m/s.</p>     <p>O regime de mar&eacute; &eacute; do tipo mesomar&eacute; (2 m - 4 m) de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Davies (1964), com curva sinusoidal que possibilita a execu&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lculos de previs&atilde;o de altura da mar&eacute; a qualquer hora do dia. O clima de ondas da regi&atilde;o &eacute; caracterizado por ondas com altura significativa m&eacute;dia (Hs) de 1,61 m, per&iacute;odo m&eacute;dio (T) de 6,7 s, as quais incidem durante o ver&atilde;o de ENE e inverno ESE (Assis, 2007).</p>     <p>O sistema de correntes costeiras segundo Bittencourt <i>et al.</i> (2005) &eacute; caracterizado por uma deriva litor&acirc;nea que predomina de S-N na costa nordestina do Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Materiais e m&eacute;todos</b></p>     <p>Para identificar o transporte de sedimentos e o comportamento morfol&oacute;gico da praia foram realizadas campanhas mensais de levantamento de perfis topogr&aacute;ficos da orla de Maraca&iacute;pe, compreendendo o per&iacute;odo de dezembro de 2009 a dezembro de 2010. No total, 4 perfis topogr&aacute;ficos (P1, P2, P3 e P4) foram tra&ccedil;ados com uso de r&eacute;gua e n&iacute;vel (Manso <i>et al.</i>, 2011), dispostos em espa&ccedil;os (setores) intercalados que variaram de 800 m a 1000 m, de forma que contemplassem todo o per&iacute;metro da praia (<a href="#f3">Figura 3</a>), realizados sempre na baixamar. Tomou-se como referenciais de n&iacute;vel (RN) de cada perfil estruturas fixas (&aacute;rvores e postes) localizadas pr&oacute;ximas a faixa de praia. Os dados obtidos em campo foram lan&ccedil;ados em uma planilha para gera&ccedil;&atilde;o de gr&aacute;ficos, c&aacute;lculo do volume do perfil suba&eacute;reo e da medida de varia&ccedil;&atilde;o da largura da faixa de praia, que foi considerada como a base do referencial de n&iacute;vel fixado na costa at&eacute; a linha d’&aacute;gua (n&iacute;vel do mar). A partir destes dados ser&aacute; poss&iacute;vel inferir a din&acirc;mica do transporte de sedimentos, segundo o padr&atilde;o das larguras dos perfis medidos como realizado por Souza (2007). O autor determinou c&eacute;lulas de deriva nas praias do estado de S&atilde;o Paulo (Brasil) assumindo que o estreitamento da largura de praia indica eros&atilde;o ao passo que o alargamento indica deposi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06f3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As medidas de ondas foram coletadas nos mesmos locais dos perfis topogr&aacute;ficos considerando-se os seguintes par&acirc;metros de acordo com Muehe (1996) pelo m&eacute;todo de observa&ccedil;&atilde;o visual: altura da onda na arrebenta&ccedil;&atilde;o (Hb) em metros e tipo de arrebenta&ccedil;&atilde;o. Uma r&eacute;gua graduada foi colocada no ponto de maior recuo do espraiamento enquanto que as medidas eram realizadas por um observador na face de praia mirando a crista da onda com a linha do horizonte, conforme (Muehe, 1996). No m&iacute;nimo, 10 visualiza&ccedil;&otilde;es de cada ponto foram executadas fazendo-se em seguida uma m&eacute;dia aritm&eacute;tica simples al&eacute;m da observa&ccedil;&atilde;o do tipo de arrebenta&ccedil;&atilde;o predominante em cada setor. Os dados de onda em &aacute;guas profundas (Hs) foram obtidos a partir do trabalho de Assis (2007).</p>     <p>Para caracteriza&ccedil;&atilde;o sedimentar foram feitas amostragens de sedimentos em cada transecto topogr&aacute;fico sobre duas morfologias: p&oacute;s-praia e estir&acirc;ncio. Em seguida, foram realizadas an&aacute;lises granulom&eacute;tricas a fim de obter os par&acirc;metros estat&iacute;sticos. Os dados das fra&ccedil;&otilde;es granulom&eacute;tricas foram plotados no software SYSGRAN vers&atilde;o 3.0 (Camargo 2006), obtendo-se os par&acirc;metros estat&iacute;sticos do di&acirc;metro m&eacute;dio, grau de sele&ccedil;&atilde;o e assimetria segundo as equa&ccedil;&otilde;es de Folk &amp; Ward (1957). Os per&iacute;odos de coleta de sedimentos ocorreram nos meses de dezembro de 2009, janeiro e fevereiro de 2010 e junho, julho e agosto de 2010. Os tr&ecirc;s primeiros meses correspondem ao per&iacute;odo seco e os tr&ecirc;s &uacute;ltimos ao per&iacute;odo chuvoso. Este per&iacute;odo de amostragem foi escolhido em detrimento do regime pluviom&eacute;trico da regi&atilde;o, pois s&atilde;o nestas &eacute;pocas do ano em que, provavelmente, ocorram as mais intensas varia&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas dos perfis praiais. </p>     <p>Para an&aacute;lise da linha de costa numa escala de tempo de curto prazo (Stive <i>et al.</i>, 2002) foram utilizadas imagens do sensor <i>Quickbird</i> disponibilizadas pelo <i>Google</i> <i>earth.</i> No total foram 4 imagens cujas datas s&atilde;o de: 01/09/2009, 15/10/2009, 21/02/2010 e 26/06/2010; sendo todas georreferenciadas no datum SAD 1969 por pontos de controle previamente obtidos em campo. Em seguida foi selecionado um indicador da linha de costa, que no presente estudo optou-se pela interface entre a praia seca e &uacute;mida (Boak &amp; Turner, 2005) como referencial de an&aacute;lise, pois esta apresentou-se como um bom indicador discern&iacute;vel em todas as imagens dispon&iacute;veis. Em seguida, as linhas de costas de cada imagem foram vetorizadas e sobrepostas. Transectos foram tra&ccedil;ados sobre a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de cada perfil nas imagens de modo que fosse poss&iacute;vel realizar as medidas de avan&ccedil;o e recuo da linha de costa de todas as imagens. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>4.1. Perfis Topogr&aacute;ficos: Largura de Praia e Volume</b></p>     <p>Evidenciou-se uma din&acirc;mica bastante variada nos 4 perfis topogr&aacute;ficos medidos ao longo do per&iacute;odo de estudo em suas larguras e volumes (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>), bem como morfol&oacute;gicas (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No m&ecirc;s de dezembro de 2009 o perfil 1, apresentou uma faixa de praia muito estreita com 22,5 m, aumentando sua largura nos meses subseq&uuml;entes. Ao longo do monitoramento o perfil manteve-se est&aacute;vel tanto no seu volume quanto na largura de praia, com m&eacute;dia de 48,08 m&sup3;/m linear e 31,38 m, respectivamente. No perfil 2 a largura de praia variou entre 50 m e 60 m entre dezembro de 2009 e junho de 2010, sendo que a partir de julho houve um estreitamento, atingindo 40,1 m de largura em setembro de 2010. Este foi o maior recuo monitorado, sendo tamb&eacute;m o menor volume de sedimentos calculado, 101,77 m&sup3;/m. Estas maiores taxas de retra&ccedil;&atilde;o apresentadas ocorreram no per&iacute;odo chuvoso o que pode indicar que o perfil praial tenha se adaptado &agrave;s novas condi&ccedil;&otilde;es do clima de ondas quando os ventos sopram mais intensos e a altura de onda &eacute; maior nesta &eacute;poca. A faixa de praia para este ponto apresentou m&eacute;dia de 52,05 m, sendo que no &uacute;ltimo m&ecirc;s, dezembro de 2010, a largura foi de 54,5 m.</p>     <p>O perfil 3 obteve uma m&eacute;dia de largura praial de 33,14 m, um pouco maior que P1 e muito menor que P2. A largura reduzida deve-se a ocupa&ccedil;&atilde;o irregular, onde h&aacute; claramente assentamentos de diversos equipamentos tur&iacute;sticos sobre o ambiente praial. Neste trecho, anualmente entre os meses de junho e agosto, que correspondem ao per&iacute;odo chuvoso com ventos mais fortes e ondas de maior amplitude (Mac&ecirc;do, 2011), &eacute; reportada pela popula&ccedil;&atilde;o local uma acentuada eros&atilde;o do perfil praial de modo que a pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o realiza medidas paliativas (aterramento da &aacute;rea erodida com sedimentos de outros trechos da praia) para conter este processo erosivo. A escarpa erosiva formada pr&oacute;xima as constru&ccedil;&otilde;es situadas na p&oacute;s-praia &eacute; uma amea&ccedil;a recorrente chegando a afetar o acesso &agrave; praia nesta regi&atilde;o, al&eacute;m de por em risco os estabelecimentos ali situados. O volume m&eacute;dio de sedimentos do perfil 3 ficou em torno de 61,63 m&sup3;/m linear sendo que ao longo de um ano a varia&ccedil;&atilde;o deste volume ficou entre 50 m&sup3;/m e 70 m&sup3;/m. O perfil 4 apresentou uma largura de praia m&eacute;dia de 39,35 m com a maior varia&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica, se comparado com os demais, entre 30,7 m e 56,1 m. Seu volume seguiu a mesma tend&ecirc;ncia, alcan&ccedil;ado valores m&aacute;ximos de 73,67 m&sup3;/m linear, em janeiro de 2010, e m&iacute;nimos de 25,04 m&sup3;/m em junho de 2010, sendo a m&eacute;dia para o per&iacute;odo monitorado de 39,56 m&sup3;/m. Ao comparar as varia&ccedil;&otilde;es de largura de praia de cada perfil, &eacute; poss&iacute;vel identificar um padr&atilde;o de deposi&ccedil;&atilde;o ao longo da costa (<a href="#f5">Figura 5</a>) para o per&iacute;odo monitorado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A compara&ccedil;&atilde;o dos dados de P1 e P2 mostra que nos meses de dezembro/2009 a mar&ccedil;o/2010 h&aacute; um alargamento da faixa de praia que indica aumento de volume de sedimentos para esta &aacute;rea de Maraca&iacute;pe. O mesmo ocorre em P3, seguindo a tend&ecirc;ncia muito pr&oacute;xima a de P2. Contrariamente, o P4 segue uma forte retra&ccedil;&atilde;o em sua largura, o que indica, possivelmente, que os sedimentos deste setor tenham migrado para as &aacute;reas adjacentes depositando-se principalmente nos setores ao norte da praia, perfis P1, P2 e P3. A forte retrograda&ccedil;&atilde;o ocorrida em P4 durante o per&iacute;odo seco pode estar relacionada, al&eacute;m do sentido da deriva litor&acirc;nea (Bittencourt <i>et al.</i>, 2005), ao fato deste est&aacute; localizado numa &aacute;rea estuarina, &agrave; margem esquerda do rio Maraca&iacute;pe, onde a din&acirc;mica sedimentar &eacute; diferenciada pela hidrodin&acirc;mica do rio. Mac&ecirc;do <i>et al.</i> (2010) observou que os &iacute;ndices de chuva na regi&atilde;o para o per&iacute;odo foram acima da m&eacute;dia ocasionando o aumento da vaz&atilde;o dos rios costeiros, concomitantemente, podendo ter contribu&iacute;do na eros&atilde;o das margens do estu&aacute;rio atingindo &agrave;s praias adjacentes. Nos meses de mar&ccedil;o a maio de 2010 todos os perfis apresentaram tend&ecirc;ncia erosiva em sua largura e volume com leves varia&ccedil;&otilde;es positivas para <br />   P2 e P4.</p>     <p>A partir de junho/2010 o P1 come&ccedil;a a aumentar sua faixa de praia e se estabiliza nos meses seguintes com uma m&eacute;dia de 32,98 m de largura at&eacute; o final do monitoramento. De junho a setembro de 2010 o perfil 2 apresentou um comportamento contr&aacute;rio com uma forte tend&ecirc;ncia retrogradante. &Agrave; medida que isto acontece P3 e P4 apresenta um alargamento, ou seja, o padr&atilde;o de deposi&ccedil;&atilde;o que antes indicava de sul para norte agora ocorre de modo inverso, de norte para sul. Do m&ecirc;s de outubro a dezembro de 2010 ocorrem tend&ecirc;ncias divergentes entre os 4 perfis. P1 apresentou um ligeiro estreitamento em sua faixa de praia, cerca de 2 m, ao passo que em P2 houve um aumento em sua largura da mesma ordem que P1. Para os perfis a sul, P3 e P4, tamb&eacute;m ocorreram estreitamento e alargamento da praia, respectivamente. Em P3 o estreitamento foi de 3,6 m enquanto que em P4 o aumento foi de 2,3 m. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. Par&acirc;metros de Ondas</b></p>     <p>A altura da onda na arrebenta&ccedil;&atilde;o (H<sub>b</sub>) foi distinta para os pontos monitorados (<a href="#t2">Tabela 2</a>) em fun&ccedil;&atilde;o dos processos f&iacute;sicos de difra&ccedil;&atilde;o e refra&ccedil;&atilde;o onde havia recifes, pois em alguns trechos os arenitos ficam submersos durante a preamar. O perfil 1 &eacute; caracterizado por uma &aacute;rea com arrebenta&ccedil;&atilde;o de ondas dos tipos deslizante e mergulhante, com altura m&eacute;dia de 0,7 m. No per&iacute;odo seco as ondas apresentaram H<sub>b</sub> m&eacute;dia de 0,76 m e no per&iacute;odo chuvoso 0,62 m. J&aacute; o P2 obteve altura m&eacute;dia de 1,55 m no per&iacute;odo seco e 1,62 m durante o per&iacute;odo chuvoso e ondas com arrebenta&ccedil;&atilde;o predominantemente do tipo mergulhante. O P3 apresentou m&eacute;dias de Hb de 1,58 m e 1,60 m para os dois per&iacute;odos do ano, muito semelhante &agrave;s medidas no P2. No P4 &agrave;s m&eacute;dias de H<sub>b</sub> se assemelham ao P1, sendo significativamente um pouco maiores, 0,85 m e 0,78 m, para os per&iacute;odos seco e chuvoso, respectivamente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Percebe-se que h&aacute; dados semelhantes da altura das ondas na arrebenta&ccedil;&atilde;o para pontos distintos, no caso, temos P1 e P4 como tamb&eacute;m em P2 e P3. Isto pode ser explicado pelo fato de P1 e P4 serem regi&otilde;es de praias protegidas por recifes que existem na plataforma interna. Segundo Black (2001) as ondas perdem sua altura ao serem difratadas nos recifes, por isso estes dois perfis localizados nos trechos extremos, norte e sul, possuem ondas com baixa altura na arrebenta&ccedil;&atilde;o. J&aacute; no caso dos perfis P2 e P3 por estarem situados em &aacute;reas de mar aberto n&atilde;o h&aacute; interfer&ecirc;ncia dos recifes na aproxima&ccedil;&atilde;o das ondas, logo, estas arrebentam diretamente na face de praia onde dissipam sua energia. Os per&iacute;odos de maior altura de onda (H<sub>b</sub>) ocorreram entre os meses de abril a setembro.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. An&aacute;lise Sedimentol&oacute;gica</b></p>     <p>Os dados das an&aacute;lises granulom&eacute;tricas est&atilde;o dispon&iacute;veis na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a> com os par&acirc;metros abordados neste trabalho (di&acirc;metro m&eacute;dio, sele&ccedil;&atilde;o e assimetria). As 48 amostras apresentaram teores de areia que variam de 88,2% a 100% com o restante nas fra&ccedil;&otilde;es finas (silte + argila). O di&acirc;metro m&eacute;dio de todas as amostras varia de 1,1? a 3,0? (areia m&eacute;dia a muito fina) com os percentuais das distribui&ccedil;&otilde;es granulom&eacute;tricas compostas por: 50% de areia fina, seguido por 45,8% de areia m&eacute;dia e 4,2% de areia muito fina. A fra&ccedil;&atilde;o areia fina prevalece nos setores 1 e 4 enquanto que nos setores 2 e 3 predomina a fra&ccedil;&atilde;o areia m&eacute;dia. A semelhan&ccedil;a no di&acirc;metro entre estes setores se deve &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es hidrodin&acirc;micas a que est&atilde;o expostos. Os setores 1 e 4 encontram-se protegidos por linhas de recifes que dissipam parcialmente a energia das ondas incidentes propiciando a sedimenta&ccedil;&atilde;o de fra&ccedil;&otilde;es mais finas j&aacute; que h&aacute; pouca turbul&ecirc;ncia. Os setores 2 e 3 localizam-se na parte central da praia de Maraca&iacute;pe que &eacute; exposta ao mar aberto, onde as ondas arrebentam diretamente na praia, transportando e depositando sedimentos mais grossos.</p>     
<p>As varia&ccedil;&otilde;es do di&acirc;metro m&eacute;dio das amostras ocorreram    praticamente apenas no estir&acirc;ncio em P1, de areia m&eacute;dia para fina;    P3 de areia fina pra m&eacute;dia e; P4 de areia fina para muito fina em determinados    meses de amostragem.</p>     <p>O valor do grau de sele&ccedil;&atilde;o apresentou varia&ccedil;&atilde;o de 0,2 a 1,3 sendo que do total 75% dos sedimentos foram classificados como moderadamente selecionado, 18,8% bem selecionados, 4,2% muito bem selecionado e 2% pobremente selecionado. Segundo Sahu (1964), o desvio padr&atilde;o mede o n&iacute;vel de sele&ccedil;&atilde;o dos sedimentos, indicando as flutua&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel energ&eacute;tico do agente respons&aacute;vel pela deposi&ccedil;&atilde;o. A predomin&acirc;ncia de valores de sele&ccedil;&atilde;o moderada indica que os sedimentos s&atilde;o frequentemente retrabalhados (deposi&ccedil;&atilde;o e sedimenta&ccedil;&atilde;o) pelo agente de transporte (Masselink &amp; Hughes, 2003). Neste caso o principal agente selecionador dos gr&atilde;os s&atilde;o as ondas. Tamb&eacute;m observa-se que as amostras classificadas como bem e muito bem selecionadas foram coletadas na p&oacute;s-praia (P1, P2 e P4 - <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a>) podendo-se associar a a&ccedil;&atilde;o do vento como principal agente selecionador nesta morfologia do perfil como afirmaram Figueiredo &amp; Calliari (2006) . Para Tabajara &amp; Martins (2006) as for&ccedil;as e velocidades constantes dos ventos promovem a deple&ccedil;&atilde;o da berma e da praia exposta, transportando as areias para as partes superiores da praia que se depositam na barreira natural exercida pela vegeta&ccedil;&atilde;o. De fato, observa-se esta rela&ccedil;&atilde;o no setor 3 onde fica o P3 que &eacute; o trecho mais afetado pela ocupa&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s-praia que impede a regenera&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea, por isso, n&atilde;o ocorreu um melhor grau de sele&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, no P2 onde h&aacute; uma melhor preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o praial, apresentou todas as suas amostras da p&oacute;s-praia como bem selecionadas. A &uacute;nica amostra classificada como pobremente selecionada pertence ao estir&acirc;ncio do P4 onde visualizou-se uma pequena quantidade de material biocl&aacute;stico que talvez tenha causado uma pequena flutua&ccedil;&atilde;o dos valores. </p>     
<p>Os resultados da assimetria variam de 0,59 a -0,50, desde muito positiva a muito negativa. Cerca de 29,2% das amostras foram classificadas como aproximadamente sim&eacute;trica, 23% negativa, 16,7% muito positiva, 16,5% muito negativa e 14,6% positiva. Valores negativos da assimetria geralmente indicam granula&ccedil;&otilde;es mais grossas na distribui&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica (Masselink &amp; Hughes, 2003) de modo que assimetria positiva indica granula&ccedil;&atilde;o mais fina. Valores negativos s&atilde;o relacionados a sedimentos de praia, Duane (1964), Friedman (1961, 1967, 1979), Folk (1966) e Hails (1967). Por outro lado, v&aacute;rios s&atilde;o tamb&eacute;m os autores que n&atilde;o identificaram qualquer correla&ccedil;&atilde;o dos valores de assimetria negativa e processos de deposi&ccedil;&atilde;o na face praial, Shepard &amp; Young (1961), Moiola &amp; Weiser (1968), Solohub &amp; Klovan (1970), Chakrabarti (1977), Martins (1965) e McLaren (1981). Para Masselink &amp; Hughes (2003) o aumento dos valores da assimetria est&atilde;o condicionados a mistura dos sedimentos de diferentes fontes. </p>     <p>Friedman (1961) ao estudar as caracter&iacute;sticas texturais dos sedimentos de dunas, praias e rios, conseguiu distingui-los por meio da rela&ccedil;&atilde;o entre o grau de assimetria e o desvio padr&atilde;o. Hails (1967) e Friedman (1961) observaram que, em geral, a tend&ecirc;ncia de sedimentos fluviais &eacute; de possuir assimetria positiva e o grau de sele&ccedil;&atilde;o pode variar de bem a mal selecionado ao passo que os sedimentos marinhos possuem assimetria negativa e bom grau de sele&ccedil;&atilde;o. Na presente &aacute;rea de estudo, apesar de ser uma enseada com pouco mais de 3 km de extens&atilde;o, em per&iacute;odos de maior descarga fluvial, h&aacute; uma maior quantidade de sedimentos finos oriundos do Rio Maraca&iacute;pe que s&atilde;o levados por deriva &agrave; praia adjacente (Mac&ecirc;do <i>et al.</i>, 2010). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.4. Varia&ccedil;&otilde;es da Linha de Costa em Curto Prazo</b></p>     <p>A linha de costa apresentou uma grande varia&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica para cada ponto monitorado de Maraca&iacute;pe. As diversas linhas d’&aacute;gua vetorizadas sobrepostas (<a href="#f6">Figura 6</a>) permitiram identificar o padr&atilde;o ou tend&ecirc;ncia de mobilidade da costa. Tomando-se como base a linha de costa da imagem datada de 01/09/2009, a mais antiga do estudo, foi realizada medidas por transectos que mensurassem as respectivas varia&ccedil;&otilde;es das linhas de costa de datas subseq&uuml;entes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06f6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O perfil 1 apresentou a menor varia&ccedil;&atilde;o entre os demais pontos monitorados (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a>). Isto ocorre devido &agrave; zona de sombra formada pelos recifes levando esta &aacute;rea a ser uma das regi&otilde;es mais est&aacute;veis de todo o per&iacute;metro praial. O acumulado hist&oacute;rico para este ponto foi negativo n&atilde;o sendo t&atilde;o significativo frente ao curto per&iacute;odo monitorado. Os perfis 2, 3 e 4 apresentaram as maiores varia&ccedil;&otilde;es, sendo que o P2 e P3 mostraram tend&ecirc;ncias progradantes e retrogradantes semelhantes. Ambos acresceram entre setembro e outubro de 2009 enquanto que entre outubro de 2009 a fevereiro de 2010 o acumulado foi negativo, da ordem de -11,88 m e -10,44 para P2 e P3, respectivamente. Nos meses entre fevereiro e junho de 2010 os perfis progradaram recuperando suas faixas de praias variando dentro do desvio padr&atilde;o calculado. </p>     
<p>No per&iacute;odo completo o saldo foi positivo com uma faixa de praia mais    larga que a inicial para estas por&ccedil;&otilde;es centrais da praia (P2 e    P3). O perfil 4 registrou recuo em todos os intervalos de tempo. Em pouco mais    de um m&ecirc;s (setembro a outubro de 2009) esta regi&atilde;o do P4 recuou    -10,62 m. De outubro de 2009 a fevereiro de 2010 o recuo foi maior (-23,73 m),    mas com uma taxa mensal menor que o per&iacute;odo anterior. Entre fevereiro    e junho de 2010 houve uma eros&atilde;o de -12,83 m, semelhante ao primeiro    per&iacute;odo estudado, com uma retra&ccedil;&atilde;o total de -47,02 m para    todo o per&iacute;odo de estudo. </p>     <p>Atenta-se ao fato que estes valores indicam medidas subjetivas devido &agrave; influ&ecirc;ncia de v&aacute;rios fatores naturais que podem atuar na varia&ccedil;&atilde;o do indicador escolhido, que, no presente trabalho, foi a interface entre a zona seca e &uacute;mida da praia. Segundo Stive <i>et al.</i> (2002) estes indicadores de linha de costa variam no espa&ccedil;o a curto prazo. Estes autores consideram como causas: ondas, mar&eacute;s e tempestades, bem como varia&ccedil;&otilde;es sazonais clim&aacute;ticas. Al&eacute;m disso, a avalia&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da linha de costa por transectos pode levar a uma incerteza devido &agrave; possibilidade dos pontos escolhidos n&atilde;o representar a m&eacute;dia total de mudan&ccedil;a da costa estudada (Boak &amp; Turner, 2005). Se comparados os dados entre as varia&ccedil;&otilde;es da linha de costa e largura da praia n&atilde;o teremos congru&ecirc;ncias nos resultados. Por exemplo, temos para P1 entre dezembro de 2009 e fevereiro de 2010, nos dados de largura de praia, a tend&ecirc;ncia progradante da praia, ao passo que se observou um recuo da linha de costa para o mesmo per&iacute;odo nas imagens a&eacute;reas. Apesar das incertezas apontadas podemos identificar que estas varia&ccedil;&otilde;es est&atilde;o relacionadas diretamente com o clima de ondas de cada per&iacute;odo. Stive <i>et al.</i> (2002) aponta que em monitoramentos de curto prazo estas mudan&ccedil;as no perfil praial est&atilde;o relacionadas ao clima de ondas intersazonal e at&eacute; interanual. Na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a>, ao analisarmos o hist&oacute;rico da linha de costa no P1 a varia&ccedil;&atilde;o &eacute; a menor poss&iacute;vel. Na medida em que nos afastamos de P1 em dire&ccedil;&atilde;o ao P2 o comportamento da linha de costa muda significativamente at&eacute; chegarmos em P4. </p>     
<p>Nas campanhas realizadas in l&oacute;cus vimos que a face de praia tende a inclina&ccedil;&otilde;es suaves nos extremos da costa, P1 e P4, e mais &iacute;ngremes nas regi&otilde;es centrais, P2 e P3. &Eacute; percept&iacute;vel observar que os estados morfodin&acirc;micos influenciam diretamente nessas flutua&ccedil;&otilde;es da linha d’&aacute;gua. Segundo a classifica&ccedil;&atilde;o dos estados praiais de Wright &amp; Short (1984) o estado dissipativo apresenta um perfil suave, os intermedi&aacute;rios variam desde suaves a inclinados e o reflectivo bem &iacute;ngremes. As varia&ccedil;&otilde;es horizontais das linhas hist&oacute;ricas estudadas foram maiores em perfis mais &iacute;ngremes enquanto que ocorre menor movimento em perfis suaves. A exce&ccedil;&atilde;o foi no perfil 4 que mesmo com uma morfologia apresentando inclina&ccedil;&atilde;o suave obteve a maior diferen&ccedil;a entre as linhas de costa. Isto decorre da sua localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica adjacente ao estu&aacute;rio pela interfer&ecirc;ncia das varia&ccedil;&otilde;es de mar&eacute; e vaz&atilde;o do rio. </p>     <p>Os 4 transectos estudados sobre cada perfil mostraram din&acirc;micas pontuais de sedimenta&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, numa visualiza&ccedil;&atilde;o geral das linhas hist&oacute;ricas observa-se que os padr&otilde;es de acre&ccedil;&atilde;o e eros&atilde;o s&atilde;o muito mais complexos que os dispostos quantitativamente. Num olhar minucioso na <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a06f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a> (P1, P2 e P3) percebe-se que as linhas hist&oacute;ricas se cruzam ora recuando em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; costa ora avan&ccedil;ando em dire&ccedil;&atilde;o ao mar. Crowell <i>et al.</i> (1993) apontam que esta flutua&ccedil;&atilde;o no comportamento da linha costa resulta de v&aacute;rios fatores como migra&ccedil;&atilde;o de ondas de areia por deriva ou forma&ccedil;&atilde;o de megac&uacute;spides. Dean &amp; Dalrymple (2004) afirmam que essas mudan&ccedil;as correspondem ao transporte transversal &agrave; praia (transporte cross-shore e correntes de undertow) induzido por correntes de deriva. Estes fatores tamb&eacute;m podem indicar que a sedimenta&ccedil;&atilde;o na praia de Maraca&iacute;pe ocorre em pequenas c&eacute;lulas costeiras com intercala&ccedil;&otilde;es de eros&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o. Mazzer <i>et al.</i> (2009) identificaram v&aacute;rias c&eacute;lulas costeiras em 5 praias estudadas do litoral catarinense em Florian&oacute;polis (Brasil) a partir de duas vari&aacute;veis – distribui&ccedil;&atilde;o da energia de onda ao longo da costa e de par&acirc;metros morfotexturais da face praial e seus sedimentos.</p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A praia de Maraca&iacute;pe apresenta distintos comportamentos morfol&oacute;gicos ao longo de sua orla. Os setores extremos, norte e sul (setor 1 e 4), encontram-se sob um regime de energia hidrodin&acirc;mica menor que os demais setores por estarem protegidos por recifes. O setor 1 apresenta baixa varia&ccedil;&atilde;o em sua largura de praia e em seu volume ocorrendo acre&ccedil;&atilde;o durante o per&iacute;odo seco e uma pequena eros&atilde;o no per&iacute;odo chuvoso, no geral uma tend&ecirc;ncia progradante. O setor 4 possui maior variabilidade em sua morfologia e volume, com perda de sedimentos acentuada durante o per&iacute;odo seco, mantendo uma certa estabilidade no meio do per&iacute;odo de monitoramento e pequena acre&ccedil;&atilde;o no final do estudo. Esta &uacute;ltima, n&atilde;o foi suficiente para recuperar o volume perdido no final do ver&atilde;o. O contraste entre os per&iacute;odos de eros&atilde;o e deposi&ccedil;&atilde;o assim como a condi&ccedil;&atilde;o erosiva do setor 4 pode est&aacute; relacionado &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o adjacente ao Rio Maraca&iacute;pe e das for&ccedil;antes atuantes neste setor (mar&eacute;, ondas e correntes fluviais). Os setores centrais, 2 e 3, est&atilde;o expostos a um regime de maior energia hidrodin&acirc;mica, consequentemente, s&atilde;o os setores que apresentam amplas varia&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas e de largura em seus perfis, principalmente o perfil 2. Os problemas de eros&atilde;o recorrente no setor 3 relaciona-se com a ocupa&ccedil;&atilde;o irregular na faixa de praia. A rela&ccedil;&atilde;o dos dados entre volume e largura de praia n&atilde;o foram completamente congruentes, ou seja, nem sempre que ocorreu aumento de volume houve uma correspondente na largura. No entanto, quanto maior a largura da faixa de praia maior foi a variabilidade do volume, com exce&ccedil;&atilde;o do setor 3. Dois fatores importantes podem contribuir para essa rela&ccedil;&atilde;o, o primeiro seria o estado morfodin&acirc;mico e o segundo a fatores antr&oacute;picos, como observou-se no setor 3 pela constru&ccedil;&atilde;o de casas e hot&eacute;is na p&oacute;s-praia. As larguras da faixa de praia indicaram que h&aacute; uma predomin&acirc;ncia de transporte e deposi&ccedil;&atilde;o de sul para norte ao longo do ano, ocorrendo algumas invers&otilde;es em determinados per&iacute;odos (junho e setembro).</p>     <p>Os sedimentos s&atilde;o predominantemente compostos de areia m&eacute;dia a fina, moderadamente a bem selecionada, sendo as granula&ccedil;&otilde;es mais finas nos setores extremos e as mais grossas nos centrais. Estas caracter&iacute;sticas sedimentol&oacute;gicas refletem as condi&ccedil;&otilde;es morfodin&acirc;micas inerentes de cada trecho da praia. A varia&ccedil;&atilde;o nos valores da assimetria indica que h&aacute; ocorr&ecirc;ncia de sedimentos de fontes distintas. Neste caso, al&eacute;m da plataforma interna adjacente, o rio Maraca&iacute;pe contribui como uma importante fonte de material silicicl&aacute;stico &agrave;s praias adjacentes. </p>     <p>No estudo da linha de costa em curto prazo, identificaram-se padr&otilde;es de deslocamentos diferenciados, havendo &aacute;reas em que a linha de costa recua e prograda intercaladamente, indiferente de setores, principalmente nos trechos centrais da praia. Isto decorre, possivelmente, da presen&ccedil;a de c&eacute;lulas costeiras presentes numa escala menor do que a estudada no corrente trabalho. Portanto, necessita-se de estudos com uma malha de dados mais detalhadas, ou seja, com um maior n&uacute;mero de setores para que haja uma representatividade maior para se entender mais claramente o transporte de sedimentos nesta regi&atilde;o da praia. </p>     <p>No geral, os processos erosivos observados na praia de Maraca&iacute;pe est&atilde;o associados a fatores antr&oacute;picos e naturais. O presente estudo se mostrou uma ferramenta importante para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica morfossedimentar da praia de Maraca&iacute;pe, fornecendo dados para os subs&iacute;dios &agrave; gest&atilde;o costeira da &aacute;rea no que tange o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o da orla. Recomenda-se um monitoramento cont&iacute;nuo para se obter uma melhor compreens&atilde;o da din&acirc;mica costeira da &aacute;rea em m&eacute;dio e longo prazo a fim de se estabelecer limites de ocupa&ccedil;&atilde;o e uso da orla.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>O primeiro autor &eacute; grato pela bolsa de mestrado concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico - CNPq, do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Brasil. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Almeida, H.R.R.C. (2008) -<i> S&eacute;ries temporais de imagens suborbitais e orbitais de alta resolu&ccedil;&atilde;o espacial na avalia&ccedil;&atilde;o da morfodin&acirc;mica praial no munic&iacute;pio do Cabo de Santo Agostinho</i> - PE. Recife. 106p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-8872201200030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, M.C.B.; Souza, S.T.; Chagas, A.C.O.; Barbosa, S.C.T.; Costa, M.F. (2007) - <i>An&aacute;lise da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana das praias de Pernambuco, Brasil. Revista da Gest&atilde;o Costeira Integrada</i>, 7(2):97-104. <a href="http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci7f2_2_mariaaraujo.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci7f2_2_mariaaraujo.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-8872201200030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Assis, H.M.B. (2007) - <i>Influ&ecirc;ncia da hidrodin&acirc;mica das ondas no zoneamento litor&acirc;neo e na faixa costeira emersa, entre Olinda e Porto de Galinhas, Pernambuco</i>. 131 p., Tese de Doutorado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-8872201200030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bittencourt, A.C.S.P.; Dominguez, J.M.L.; Martin, L.; Silva, I.R. (2005) - <i>Longshore transport on the northeastern Brazilian coast and implications to the location of large scale accumulative and erosive zones: An overview</i>. Marine Geology, 219(4):219-234. DOI: 10.1016/j.margeo.2005.06.006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-8872201200030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Black, K. (2001) - <i>Artificial Surfing Reefs for Erosion Control and Amenity: Theory and application. Journal of Coastal Research</i>, SI 34:1-14, New Zealand. Dispon&iacute;vel em <br />   <a href="http://www.cerf-jcr.org/images/stories/Artificial Surfing Reefs for Erosion Control and Amenity_ Theory Application Kerry Black.pdf" target="_blank">http://www.cerf-jcr.org/images/stories/Artificial Surfing Reefs for Erosion Control and Amenity_ Theory Application Kerry Black.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Boak, E.H.; Turner, I.L. (2005) - <i>Shoreline Definition and Detection: A Review. Journal of Coastal Research</i>, 21(4):688-703. DOI: 10.2112/03-0071.1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-8872201200030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Borba, A.L.S. (1999) - <i>Estudos sedimentol&oacute;gicos, morfodin&acirc;micos e da vulnerabilidade das praias da piedade, candeias e barra das jangadas</i> – munic&iacute;pio do Jaboat&atilde;o dos Guararapes-PE. 130p., Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-8872201200030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Camargo, M.G. (2006) - <i>SYSGRAN: um sistema de c&oacute;digo aberto para an&aacute;lises granulom&eacute;tricas do sedimento. Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i>, 36(2):371-378. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://200.17.232.45/sysgran?action=AttachFile&amp;do=get&amp;target=sysgran.pdf" target="_blank">http://200.17.232.45/sysgran?action=AttachFile&amp;do=get&amp;target=sysgran.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-8872201200030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chakrabart, A. (1977) - <i>Polymodal composition of beach sands from the east coast of India. Journal of Sedimentary Petrology</i>, 47(2): 634-641.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-8872201200030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, M.F.; Ara&uacute;jo, M.C.B.; Silva-Cavalcanti, J.S.; Souza, S.T. (2008) - <i>Verticaliza&ccedil;&atilde;o da Praia de Boa Viagem (Recife, Pernambuco) e suas Consequ&ecirc;ncias S&oacute;cio-Ambientais. 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Munic&iacute;pio de Jaboat&atilde;o dos Guararapes-PE. 154 p. + 3 mapas, Laborat&oacute;rio de Geologia e Geof&iacute;sica Marinha</i>-LGGM/UFPE, Relat&oacute;rio T&eacute;cnico, Recife, PE, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-8872201200030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cowell, P.J.; Thom B.G., (1997) -<i> Morphodynamics of coastal evolution. In: R.W.G. Carter &amp; C.D. Woodroffe (eds.), Coastal evolution, Late Quaternary shoreline morphodynamics</i>, pp.33-86, Cambridge University Press, Cambridge, U.K.. ISBN: 9780521598903&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-8872201200030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cowell, P.J.; Stive, M.J.F.; Niedoroda, A.W.; Vriend, H.J.; Swift, D.J.P.; Kaminsky, G.M.; Capobianco, M. (2003) - <i>The coastal-tract (Part 1): a conceptual approach to aggregated modeling of low-order coastal change</i>. Journal of Coastal Research, 19(4):812-827.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201200030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Crowell, M., Leatherman, S.P., Buckley, M.K. (1993) - <i>Shoreline change rate analysis: long term versus short term data. Shore and Beach</i>, 61(2):13-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-8872201200030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davies, J.L. (1964) - <i>A morphogenic approach to world shorelines. Zeitschrift f&uuml;r Geomorphologie</i>, 8:127-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-8872201200030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dean, R.G.; Dalrymple, R.A. (2004) - <i>Coastal Processes with engineering applications</i>. 488p., Cambridge University Press, Cambridge, U.K. ISBN: 9780521602754&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-8872201200030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Duane, D.B. (1964) - <i>Significance of skewness in recent sediments</i>, Western Pamlico Sound, North Carolina. Journal of Sedimentary Petrology, 34(4):864-874.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-8872201200030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Figueiredo, S.A.; Calliari, L.J. (2006) - <i>Sedimentologia e suas implica&ccedil;&otilde;es na morfodin&acirc;mica das praias adjacentes &agrave; desembocaduras da linha de costa do Rio Grande do Sul. Gravel </i>(ISSN 1678-5975), 4:73-87, Poto Alegre, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ceco.ufrgs.br/gravel/4/CD/docs/Gravel_4_06.pdf" target="_blank">http://www.ceco.ufrgs.br/gravel/4/CD/docs/Gravel_4_06.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Folk, R.L.; Ward W.C. (1957) - <i>Brazos river bar: a study of significance of grain size parameters. Journal of Sedimentary Petrology</i>, 27(1):3-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201200030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Folk, R.L. (1966) - <i>A review of grain-size parameters. Sedimentology</i>, 6(2):73-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201200030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Friedman, G.M. (1961) - Distinction between dune, beach and river sands from their textural characteristics. Journal of Sedimentary Petrology, 31(4):15-25. DOI: 10.1306/74D70BCD-2B21-11D7-8648000102C1865&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-8872201200030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Friedman, G.M. (1967) - <i>Dynamic processes and statistical parameters compared for size frequency distribution of beach and river sands</i>. Journal of Sedimentary Petrology, 37(2):327-354. DOI: 10.1306/74D716CC-2B21-11D7-8648000102C1865D&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-8872201200030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Friedman, G.M. (1979) - <i>Address of the retiring President of the International Association of Sedimentologists: Diferences in size distributions of populations of particles among sands of various origins. Sedimentology</i>, 26(1):3-32. DOI:&nbsp;10.1111/j.1365-3091.1979.tb00336.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201200030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hails, J.R. (1967) - <i>Significance of statistical parameters for distinguishing sedimentary environments in New South Wales, Australia</i>. Journal of Sedimentary Petrology, 37(4):1059-1069. DOI: 10.1306/74D71834-2B21-11D7-8648000102C1865D&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-8872201200030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Klein, M.; Litcher, M. (2006) - <i>Monitoring changes in shoreline position adjacent to Hadera power station</i>, Israel. Applied Geography, 26(3-4):210-226. DOI: 10.1016/j.apgeog.2006.01.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200030000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mac&ecirc;do, R.J.A.; Barreto, E.P.; Santos, A.C.; Manso, V.A.V. (2010) -<i> Estudo Geoambiental da Orla de Maraca&iacute;pe - Ipojuca (PE), Brasil</i>. Revista Estudos Geol&oacute;gicos (ISSN 0367-0449), 20(2):93-111, Recife, PE,Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ufpe.br/estudosgeologicos" target="_blank">http://www.ufpe.br/estudosgeologicos</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-8872201200030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mac&ecirc;do, R.J.A. (2011) -<i> Caracteriza&ccedil;&atilde;o morfodin&acirc;mica e geoambiental da praia de Maraca&iacute;pe, Ipojuca – PE</i>. 143p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Madruga Filho, J.D. (2004) - <i>Aspectos geoambientais entre as praias do Paiva e Gaibu, Munic&iacute;pio do Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco</i>. 234 p. + anexos, Tese de Doutorado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201200030000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Manso, V.A.V. (2003) - <i>Defini&ccedil;&atilde;o dos pontos de contorno da linha de preamar m&aacute;xima atual do litoral do munic&iacute;pio de Ipojuca </i>– PE. 34p., Relat&oacute;rio final, MMA/PNMA II - SECTMA N&ordm; 249. N&atilde;o publicado. Dispon&iacute;vel em <br />   <a href="http://www.cprh.pe.gov.br/downloads/pnma2/relatorio-final.pdf" target="_blank">http://www.cprh.pe.gov.br/downloads/pnma2/relatorio-final.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Manso, V.A.V.; Corr&ecirc;a, I.C.S.; Guerra, N.C. (2003) - <i>Morfologia e sedimentologia da plataforma continental interna entre as praias Porto de Galinhas e Campos – Litoral Sul de Pernambuco, Brasil. Pesquisas em Geoci&ecirc;ncias</i>, 30(2):17-25. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.pesquisasemgeociencias.ufrgs.br/3002/02-3002.pdf" target="_blank">http://www.pesquisasemgeociencias.ufrgs.br/3002/02-3002.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201200030000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Manso, V.A.V.; Menor, E.A.; Valen&ccedil;a, L.M.M.; Neumann, H.M.L.; Pereira, N.S.; Junior, C.F.A.S.; Silva, E.R.M. (2011) - <i>Morfodin&acirc;mica de Praias Setentrionais da Ilha de Fernando de Noronha</i>. Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada, 11(3):327-339. DOI: 10.5894/rgci239&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-8872201200030000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, L.R. (1965) - <i>Significance of skewness and kurtosis in environmental interpretation</i>. Journal of Sedimentary Petrology, 35(3):768-770.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201200030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Masselink, G., Short, A.D. (1993) - <i>The effect of tide range on beach morphodynamics and morphology: a conceptual model</i>. Journal of Coastal Research, 9(3):785-800.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201200030000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Masselink, G., Hughes, M.G. (2003) - <i>Introduction to coastal processes and geomorphology</i>. 368p., Hodder Education Publishers, London, UK. ISBN: 9780340764114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-8872201200030000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moiola. R.J. &amp; Weiser, D. (1968) - <i>Textural parameters: an evaluation</i>. Journal of Sedimentary Petrology, 38: 45-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201200030000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Muehe, D. (1996) - <i>Geomorfologia Costeira. In</i>: Sandra Baptista da Cunha; Antonio Jos&eacute; Teixeira Guerra (org.), Geomorfologia - Exerc&iacute;cios, T&eacute;cnicas e Aplica&ccedil;&atilde;o. pp.191-238, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISBN: 8528605485&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-8872201200030000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (coord.) (2006) - <i>Eros&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o do litoral brasileiro</i>. 476p., Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Bras&iacute;lia. DF, Brasil. ISBN: 8577380289. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_publicacao/78_publicacao12122008084856.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_publicacao/78_publicacao12122008084856.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-8872201200030000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sahu, B.K. (1964) - <i>Depositional mechanism from size analysis of clastic sediments. Journal of Sedimentary Petrology</i>, 34(1):73-83. DOI:10.1306/74D70FCE-2B21-11D7-8648000102C1865D.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-8872201200030000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shepard, F.P.; Young, R. (1961) - <i>Distinguishing between beach and dune sands</i>. Journal of Sedimentary Petrology, 31(2):196-214. DOI: 10.1306/74D70B37-2B21-11D7-8648000102C1865D&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1646-8872201200030000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sobral, A.O.L. (1998) - <i>Estudo da eros&atilde;o marinha na regi&atilde;o de Maraca&iacute;pe – Ipojuca.</i> 99p., CPRH - Ag&ecirc;ncia Estadual de Meio Ambiente, Recife, PE, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201200030000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Solohub, J.T.; Klovan, J.E. (1970) - <i>Evaluation of grain-size parameters on Lacustrine environments</i>. Journal of Sedimentary Petrology, 40(1):81-101. DOI: 10.1306/ 74D71EFB-2B21-11D7-8648000102C1865D.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201200030000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Souza, C.R.G. (2007) - <i>Determination of net shore-drift cells based on textural and morphological gradations along foreshore of sandy beaches</i>. Journal of Coastal Research, SI50:620-625. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.griffith.edu.au/conference/ics2007/pdf/ICS117.pdf" target="_blank">http://www.griffith.edu.au/conference/ics2007/pdf/ICS117.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-8872201200030000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Souza, C.R.G. (2009) - <i>A eros&atilde;o costeira e os desafios da gest&atilde;o costeira no Brasil</i>. 2009. Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada, 9(1):17-37. <a href="http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-147_Souza.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-147_Souza.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-8872201200030000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Stive, M.J.F.; Aarninkhof, S.G.J.; Hamm, L.; Hanson, H.; Larson, M.; Wijnberg, K.M.; Nicholls, R.J.; Capobianco, M. (2002) - <i>Variability of shore and shoreline evolution. Coastal Engineering</i>, 47(2):211-235. DOI: 10.1016/S0378-3839(02)00126-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201200030000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Tabajara, L.L.; Martins, L.R. (2006) - <i>Classifica&ccedil;&atilde;o textural de sedimentos praiais e a rela&ccedil;&atilde;o com os processos morfogen&eacute;ticos e&oacute;licos e marinhos</i>. Gravel (ISSN 1678-5975), 4:99-107, Poto Alegre, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ufrgs.br/ceco/Gravel/4/cd/docs/gravel_4_08.pdf" target="_blank">http://www.ufrgs.br/ceco/Gravel/4/cd/docs/gravel_4_08.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Thom, B.G.; Short, A.D. (2006) - <i>Introduction: Australian coastal geomorphology. Journal of Coastal Research</i>, 22(1):1-10. DOI:10.2112/05A-0001.1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201200030000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Toldo Jr., E.E.; Almeida, L.E.S.B.; Nicolodi, J.L.; Martins, L.R. (2005) – <i>Retra&ccedil;&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o da zona costeira do Estado do Rio Grande do Sul</i>. Gravel (ISSN 1678-5975), 3:21-38, Poto Alegre, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em <br />   <a href="http://www.ceco.ufrgs.br/Gravel/3/CD/docs/Gravel_3_04.pdf" target="_blank">http://www.ceco.ufrgs.br/Gravel/3/CD/docs/Gravel_3_04.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Wright, L.D.; Short, A.D. (1984) - <i>Morphodynamics variability of surf zones and beaches: a synthesis. Marine Geology</i>, 56(1-4):93-118. DOI: 10.1016/0025-3227(84)90008-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201200030000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> Submission: February 1, 2012; Evaluation: March 7, 2012; Reception of revised manuscript: August 3, 2012; Accepted: August 30, 2012; Available on-line: September 14, 2012</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.R.R.C.]]></given-names>
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<source><![CDATA[- Séries temporais de imagens suborbitais e orbitais de alta resolução espacial na avaliação da morfodinâmica praial no município do Cabo de Santo Agostinho - PE. Recife]]></source>
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