<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-8872</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Gestão Costeira Integrada]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RGCI]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-8872</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-88722012000300007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão costeira integrada: análise da compatibilidade entre os instrumentos de uma política pública para o desenvolvimento da maricultura e um plano de gerenciamento costeiro no Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Integrated coastal zone management: a compatibility review between a public policy for the mariculture development and a coastal zone management plan in Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vianna]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luiz Fernando de Novaes]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bonetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jarbas]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Polette]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marcus]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Florianópolis SC]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Santa Catarina  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Florianópolis Santa Catarina]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade do Vale do Itajaí  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Itajaí Santa Catarina]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>12</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>357</fpage>
<lpage>372</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-88722012000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-88722012000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-88722012000300007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Em 2005 o Brasil lançou o Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em Águas da União através da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap), hoje Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), com o objetivo de ordenar a atividade e promover sua expansão. Foi a primeira iniciativa no País visando implementar uma política pública direcionada especificamente para o setor aquícola. O estado de Santa Catarina, pioneiro na adoção do programa, necessitou enquadrar-se nas diretrizes impostas pela legislação vigente para elaborar e implantar os Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM), principal instrumento do programa. Para isso, foi necessário compatibilizar os PLDMs com o Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro de Santa Catarina (Gerco-SC). Isso foi feito por meio dos instrumentos Zoneamento Ecológico Econômico Costeiro (ZEEC) e Plano de Gestão da Zona Costeira (PGZC). O PLDM é um instrumento de planejamento participativo para auxiliar na delimitação dos parques aquícolas em águas de domínio da União. O ZEEC, por seu turno, é um instrumento de ordenamento territorial, monitoramento, licenciamento e fiscalização que opera em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Gerenciamento Costeiro. Também deve ser elaborado de forma participativa e estabelecer diretrizes quanto aos usos proibidos, permitidos ou estimulados na zona costeira. Já o PGZC apresenta propostas de ação com metas bem definidas, atores responsáveis e envolvidos na execução, área de atuação, prazos, custo aproximado e fontes potenciais de recursos. Visa ordenar as diferentes atividades e usos do território costeiro e marinho, promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável e garantir a conservação dos recursos naturais. Neste artigo foi feita uma análise da evolução histórica da implementação dessas duas políticas públicas no estado de Santa Catarina, Brasil, através dos seus instrumentos. O objetivo foi avaliar a compatibilidade entre as políticas de ordenamento da maricultura e o gerenciamento costeiro através da adoção dos instrumentos PLDM, ZEEC e PGZC. Constatou-se que são instrumentos tecnicamente eficientes, mas que na prática vêm sendo implementados de forma burocrática e pouco integrada, porque o Estado ainda não possui estrutura compatível com as necessidades logísticas, técnicas e metodológicas para conduzir integralmente o processo. Em relação à maricultura, o processo participativo do zoneamento dos parques aquícolas nos PLDMs mostrou-se eficiente setorialmente, fortalecendo as associações de maricultores e o setor de pesquisa e extensão rural de Santa Catarina no processo decisório. Já o processo participativo do GERCO-SC, por ser multissetorial e mais complexo, precisa evoluir, pois mantém o aspecto político-institucional e tecnocrático de gestão. Como produto efetivo, o Estado conta hoje com o ZEEC e o PGZC constituídos de direito, e os PLDMs de fato e de direito. Isso significa que, apesar de os instrumentos do GERCO-SC existirem legalmente, sua implementação está comprometida pela necessidade de solucionar conflitos vindos desde sua origem. Enquanto isso, os PLDMs já são efetivos, através de delimitação dos parques aquícolas no mar, ordenamento e licitação das áreas aquícolas individuais de produção, elaboração de uma base de dados georreferenciados, desenho de um plano de monitoramento e sistema de gestão. Dessa forma, os PLDMs devem orientar o setor aquícola na avaliação do potencial da zona costeira para a atividade e auxiliar no planejamento e na escolha de áreas por intermédio de propostas de setorização de parques e áreas aquícolas. Todavia, devem igualmente estar enquadrados nos instrumentos ZEEC e PGZC do Gerco-SC, com revisões técnicas e institucionais baseadas em processo participativo e integrado, em conformidade com a legislação e seguindo as tendências democráticas de gestão costeira integrada.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In 2005 Brazil released the National Program for the Development of Marine Aquaculture in Union Waters through the Special Secretariat of Aquaculture and Fisheries (Seap), now Ministry of Fisheries and Aquaculture (MPA). Its aim was to order the activity and promote its expansion. It was the first initiative in the country seeking the implementation of a public policy specifically directed to the aquaculture sector. The state of Santa Catarina, a pioneer in the adoption of the program, needed to fit into the guidelines imposed by legislation in order to develop and implement the Local Plans for the Development of Marine Aquaculture (PLDM), its most important instrument. This required PLDM to be compatible with the State Coastal Management Plan of Santa Catarina (Gerco-SC), through the instruments Coastal Ecological and Economic Zoning (ZEEC) and Plan of Coastal Zone Management (PGZC). The PLDM is a participatory planning tool to aid in the delineation of aquaculture parks in waters belonging to Brazil. The ZEEC, in turn, is a tool for planning, monitoring, licensing, and supervision that operates in accordance with the guidelines of the National Coastal Management Policy. It should also be elaborated in a participatory process and establish guidelines to determine prohibited, permitted or encouraged uses in the coastal zone. Finally, the PGZC presents proposals for actions with clearly defined goals, key actors and others involved in the execution, area of intervention, agenda, approximate cost and potential sources of resources. It aims to order the different activities and uses of coastal and marine territories, promote the sustainable socioeconomic development and ensure the conservation of natural resources. In this paper an analysis of the historical evolution of the implementation of these two policies in Santa Catarina was carried out considering their instruments. The objective was to evaluate the compatibility between the planning policies for marine aquaculture and coastal management in Santa Catarina through the implementation of the instruments PLDM, ZEEC and PGZC. It was found that these instruments are technically efficient, but in practice they have been implemented in a bureaucratic and insufficient integrated way because the state does not have a structure compatible with the logistical, technical or methodological needs to totally conduct the process. In relation to marine aquaculture, the participatory process of zoning the aquaculture parks in PLDM proved to be efficient by sector, strengthening the associations of shell fishermen and research and extension sectors of Santa Catarina in the decision practice. On the other hand, the multi-sectoral participatory process of Gerco-SC is still incipient and maintains a political, institutional and technocratic nature in the management efforts. As an effective product, the state now has the ZEEC and PGZC established by law and the PLDM constituted in fact. This means that the instruments were developed in Gerco but lack implementation, while PLDM’s are already effective through the delimitation of the offshore aquaculture parks, planning and procurement of individual aquaculture production areas, development of a georeferenced database, and design of a monitoring plan and management system. The PLDM should guide the aquaculture industry in assessing the potential of the coastal zone for the activity and assist in planning and selecting aquaculture areas. However, it must also be associated to the Gerco-SC’s ZEEC and PGZC instruments through a participatory and integrated process in accordance with the law and following the democratic tendencies of integrated coastal management.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[PLDM]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Zoneamento Marinho]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Instrumentos de Gestão Costeira]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Local Plans for Development of Mariculture]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[PLDM]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Marine Zoning]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Instruments of Coastal Zone Management]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Gest&atilde;o costeira integrada: an&aacute;lise da compatibilidade entre os instrumentos de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica para o desenvolvimento da maricultura e um plano de gerenciamento costeiro no Brasil <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p>     <p><b>Integrated coastal zone management: a compatibility review between a public policy for the mariculture development and a coastal zone management plan in Brazil</b></p>     <p><b>Luiz Fernando de Novaes Vianna </b><sup>@, 1</sup><b>, Jarbas Bonetti </b><sup>2</sup><b>, Marcus Polette </b><sup>3</sup></p>     <p>@ - Corresponding author: <a href="mailto:vianna@epagri.sc.gov.br">vianna@epagri.sc.gov.br</a></p>     <p>1 - Empresa de Pesquisa Agropecu&aacute;ria e Extens&atilde;o Rural de Santa Catarina (Epagri). Rodovia Admar Gonzaga, 1.347, Itacorubi, Caixa Postal 502, CEP: 88034-901, Florian&oacute;polis, SC, Brasi</p>     <p>2 - Universidade Federal de Santa Catarina. Campus Universit&aacute;rio Reitor Jo&atilde;o David Ferreira Lima, Trindade – Florian&oacute;polis, Santa Catarina, Brasil, CEP: 88040-970</p>     <p>3 - Universidade do Vale do Itaja&iacute; - Rua Uruguai, 458, Centro, Itaja&iacute;, Santa Catarina, Brasil, CEP: 88302-202</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Em 2005 o Brasil lan&ccedil;ou o Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em &Aacute;guas da Uni&atilde;o atrav&eacute;s da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap), hoje Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura (MPA), com o objetivo de ordenar a atividade e promover sua expans&atilde;o. Foi a primeira iniciativa no Pa&iacute;s visando implementar uma pol&iacute;tica p&uacute;blica direcionada especificamente para o setor aqu&iacute;cola. O estado de Santa Catarina, pioneiro na ado&ccedil;&atilde;o do programa, necessitou enquadrar-se nas diretrizes impostas pela legisla&ccedil;&atilde;o vigente para elaborar e implantar os Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM), principal instrumento do programa. Para isso, foi necess&aacute;rio compatibilizar os PLDMs com o Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro de Santa Catarina (Gerco-SC). Isso foi feito por meio dos instrumentos Zoneamento Ecol&oacute;gico Econ&ocirc;mico Costeiro (ZEEC) e Plano de Gest&atilde;o da Zona Costeira (PGZC). O PLDM &eacute; um instrumento de planejamento participativo para auxiliar na delimita&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas em &aacute;guas de dom&iacute;nio da Uni&atilde;o. O ZEEC, por seu turno, &eacute; um instrumento de ordenamento territorial, monitoramento, licenciamento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o que opera em conson&acirc;ncia com as diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Gerenciamento Costeiro. Tamb&eacute;m deve ser elaborado de forma participativa e estabelecer diretrizes quanto aos usos proibidos, permitidos ou estimulados na zona costeira. J&aacute; o PGZC apresenta propostas de a&ccedil;&atilde;o com metas bem definidas, atores respons&aacute;veis e envolvidos na execu&ccedil;&atilde;o, &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, prazos, custo aproximado e fontes potenciais de recursos. Visa ordenar as diferentes atividades e usos do territ&oacute;rio costeiro e marinho, promover o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico sustent&aacute;vel e garantir a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais. Neste artigo foi feita uma an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da implementa&ccedil;&atilde;o dessas duas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no estado de Santa Catarina, Brasil, atrav&eacute;s dos seus instrumentos. O objetivo foi avaliar a compatibilidade entre as pol&iacute;ticas de ordenamento da maricultura e o gerenciamento costeiro atrav&eacute;s da ado&ccedil;&atilde;o dos instrumentos PLDM, ZEEC e PGZC. Constatou-se que s&atilde;o instrumentos tecnicamente eficientes, mas que na pr&aacute;tica v&ecirc;m sendo implementados de forma burocr&aacute;tica e pouco integrada, porque o Estado ainda n&atilde;o possui estrutura compat&iacute;vel com as necessidades log&iacute;sticas, t&eacute;cnicas e metodol&oacute;gicas para conduzir integralmente o processo. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; maricultura, o processo participativo do zoneamento dos parques aqu&iacute;colas nos PLDMs mostrou-se eficiente setorialmente, fortalecendo as associa&ccedil;&otilde;es de maricultores e o setor de pesquisa e extens&atilde;o rural de Santa Catarina no processo decis&oacute;rio. J&aacute; o processo participativo do GERCO-SC, por ser multissetorial e mais complexo, precisa evoluir, pois mant&eacute;m o aspecto pol&iacute;tico-institucional e tecnocr&aacute;tico de gest&atilde;o. Como produto efetivo, o Estado conta hoje com o ZEEC e o PGZC constitu&iacute;dos de direito, e os PLDMs de fato e de direito. Isso significa que, apesar de os instrumentos do GERCO-SC existirem legalmente, sua implementa&ccedil;&atilde;o est&aacute; comprometida pela necessidade de solucionar conflitos vindos desde sua origem. Enquanto isso, os PLDMs j&aacute; s&atilde;o efetivos, atrav&eacute;s de delimita&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas no mar, ordenamento e licita&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas aqu&iacute;colas individuais de produ&ccedil;&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o de uma base de dados georreferenciados, desenho de um plano de monitoramento e sistema de gest&atilde;o. Dessa forma, os PLDMs devem orientar o setor aqu&iacute;cola na avalia&ccedil;&atilde;o do potencial da zona costeira para a atividade e auxiliar no planejamento e na escolha de &aacute;reas por interm&eacute;dio de propostas de setoriza&ccedil;&atilde;o de parques e &aacute;reas aqu&iacute;colas. Todavia, devem igualmente estar enquadrados nos instrumentos ZEEC e PGZC do Gerco-SC, com revis&otilde;es t&eacute;cnicas e institucionais baseadas em processo participativo e integrado, em conformidade com a legisla&ccedil;&atilde;o e seguindo as tend&ecirc;ncias democr&aacute;ticas de gest&atilde;o costeira integrada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura; PLDM; Zoneamento Marinho; Instrumentos de Gest&atilde;o Costeira.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In 2005 Brazil released the National Program for the Development of Marine Aquaculture in Union Waters through the Special Secretariat of Aquaculture and Fisheries (Seap), now Ministry of Fisheries and Aquaculture (MPA). Its aim was to order the activity and promote its expansion. It was the first initiative in the country seeking the implementation of a public policy specifically directed to the aquaculture sector. The state of Santa Catarina, a pioneer in the adoption of the program, needed to fit into the guidelines imposed by legislation in order to develop and implement the Local Plans for the Development of Marine Aquaculture (PLDM), its most important instrument. This required PLDM to be compatible with the State Coastal Management Plan of Santa Catarina (Gerco-SC), through the instruments Coastal Ecological and Economic Zoning (ZEEC) and Plan of Coastal Zone Management (PGZC). The PLDM is a participatory planning tool to aid in the delineation of aquaculture parks in waters belonging to Brazil. The ZEEC, in turn, is a tool for planning, monitoring, licensing, and supervision that operates in accordance with the guidelines of the National Coastal Management Policy. It should also be elaborated in a participatory process and establish guidelines to determine prohibited, permitted or encouraged uses in the coastal zone. Finally, the PGZC presents proposals for actions with clearly defined goals, key actors and others involved in the execution, area of intervention, agenda, approximate cost and potential sources of resources. It aims to order the different activities and uses of coastal and marine territories, promote the sustainable socioeconomic development and ensure the conservation of natural resources. In this paper an analysis of the historical evolution of the implementation of these two policies in Santa Catarina was carried out considering their instruments. The objective was to evaluate the compatibility between the planning policies for marine aquaculture and coastal management in Santa Catarina through the implementation of the instruments PLDM, ZEEC and PGZC. It was found that these instruments are technically efficient, but in practice they have been implemented in a bureaucratic and insufficient integrated way because the state does not have a structure compatible with the logistical, technical or methodological needs to totally conduct the process. In relation to marine aquaculture, the participatory process of zoning the aquaculture parks in PLDM proved to be efficient by sector, strengthening the associations of shell fishermen and research and extension sectors of Santa Catarina in the decision practice. On the other hand, the multi-sectoral participatory process of Gerco-SC is still incipient and maintains a political, institutional and technocratic nature in the management efforts. As an effective product, the state now has the ZEEC and PGZC established by law and the PLDM constituted in fact. This means that the instruments were developed in Gerco but lack implementation, while PLDM’s are already effective through the delimitation of the offshore aquaculture parks, planning and procurement of individual aquaculture production areas, development of a georeferenced database, and design of a monitoring plan and management system. The PLDM should guide the aquaculture industry in assessing the potential of the coastal zone for the activity and assist in planning and selecting aquaculture areas. However, it must also be associated to the Gerco-SC’s ZEEC and PGZC instruments through a participatory and integrated process in accordance with the law and following the democratic tendencies of integrated coastal management.</p>     <p><b>Keywords</b>: Local Plans for Development of Mariculture; PLDM; Marine Zoning; Instruments of Coastal Zone Management.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em &Aacute;guas da Uni&atilde;o (Seap, 2005) &eacute; uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de gest&atilde;o da zona costeira com foco setorial na maricultura. Foi concebida pela Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica (Seap), atual Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura (MPA), que definiu como principal instrumento de a&ccedil;&atilde;o os Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM). Sua base legal consiste do Decreto Federal 4.895, de 25/11/2003 e instru&ccedil;&otilde;es normativas ministeriais e interministeriais. </p>     <p>O Decreto 4.895/2003 e a Instru&ccedil;&atilde;o Normativa Interministerial 06/2004 tratam da autoriza&ccedil;&atilde;o de uso dos espa&ccedil;os f&iacute;sicos de corpos de &aacute;gua de dom&iacute;nio da Uni&atilde;o para fins de aquicultura e apresentam a base conceitual, diretrizes, responsabilidades institucionais, tr&acirc;mite processual e sistema de informa&ccedil;&atilde;o para gerenciar os processos. J&aacute; as instru&ccedil;&otilde;es normativas da Seap e do MPA est&atilde;o centradas na elabora&ccedil;&atilde;o dos PLDMs. A IN 17/2005 traz o Roteiro para Elabora&ccedil;&atilde;o dos PLDM, que foi atualizado pela IN 11/2008 com a publica&ccedil;&atilde;o do Termo de Refer&ecirc;ncia para Elabora&ccedil;&atilde;o dos PLDM. </p>     <p>Numa perspectiva mais abrangente e integrada de gest&atilde;o costeira, a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal definiu, em seu artigo 225, a zona costeira como patrim&ocirc;nio nacional, enquanto a lei 7.661 instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC). Gest&atilde;o costeira &eacute; um processo din&acirc;mico e complexo que compatibiliza o uso e a ocupa&ccedil;&atilde;o da zona costeira de maneira organizada, considerando os mais diversos interesses econ&ocirc;micos, sociais, pol&iacute;ticos e conservacionistas (Polette &amp; Silva, 2003). Sua din&acirc;mica pode ser compreendida, sob um aspecto did&aacute;tico, quando representada por etapas que se intercalam de forma c&iacute;clica num processo cont&iacute;nuo e retroalimentado de diagn&oacute;stico, planejamento, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o. J&aacute; a complexidade pode estar associada &agrave; escala de abrang&ecirc;ncia de cada programa, podendo levar entre 8 e 15 anos para completar um ciclo em escala nacional, ou a metade desse tempo, se implementado em uma &aacute;rea costeira espec&iacute;fica, como uma ba&iacute;a ou uma cidade (Olsen <i>et al.</i>, 1999).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O PNGC est&aacute; baseado em instrumentos de gest&atilde;o. Nesse sentido, Polette &amp; Silva (2003) fizeram uma tentativa de compatibilizar os instrumentos previstos na resolu&ccedil;&atilde;o no 5 da Comiss&atilde;o Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) (CIRM, 1997) com os est&aacute;gios do ciclo de gest&atilde;o propostos por Olsen <i>et al.</i> (1999), concluindo que os instrumentos brasileiros abrangem boa parte do processo de gest&atilde;o. Segundo os autores, no entanto, &eacute; necess&aacute;rio que esses instrumentos sejam aplicados de forma organizada e sigam os est&aacute;gios do ciclo. </p>     <p>O PNGC possui nove instrumentos, quatro gerenciais e cinco operacionais. Os gerenciais s&atilde;o os Planos Nacional, Estaduais e Municipais de Gerenciamento Costeiro e ainda o Plano de A&ccedil;&atilde;o Federal em Gerenciamento Costeiro (PAF), no qual est&atilde;o definidas as responsabilidades e procedimentos institucionais das pol&iacute;ticas estaduais e municipais de gest&atilde;o costeira, obedecendo &agrave; estrutura hier&aacute;rquica Uni&atilde;o-Estado-Munic&iacute;pio. Os operacionais s&atilde;o Zoneamento Ecol&oacute;gico Econ&ocirc;mico Costeiro (ZEEC), Plano de Gest&atilde;o da Zona Costeira (PGZC), Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es do Gerenciamento Costeiro (Sigerco), Sistema de Monitoramento Ambiental da Zona Costeira (SMA-ZC) e Relat&oacute;rio da Qualidade Ambiental da Zona Costeira (RQA-ZC), que auxiliam na implementa&ccedil;&atilde;o do plano com a&ccedil;&otilde;es concretas de gest&atilde;o da zona costeira.</p>     <p>Considerada um patrim&ocirc;nio do povo brasileiro, a zona costeira &eacute; composta por um complexo mosaico ecossist&ecirc;mico do qual fazem parte manguezais, praias, dunas, cord&otilde;es litor&acirc;neos, cost&otilde;es rochosos, restingas, marismas, mata atl&acirc;ntica, lagunas costeiras e estu&aacute;rios. Esses ecossistemas sofrem constantes press&otilde;es antr&oacute;picas associadas aos vetores de desenvolvimento como as atividades portu&aacute;ria, petrol&iacute;fera, qu&iacute;mica, pecu&aacute;ria, pesqueira, agr&iacute;cola, tur&iacute;stica, urban&iacute;stica e de aquicultura. Cerca de 23,5% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s reside nos 400 munic&iacute;pios costeiros, onde se concentram 16 das 28 regi&otilde;es metropolitanas, das quais tr&ecirc;s est&atilde;o em Santa Catarina: Norte/Nordeste Catarinense, Foz do Rio Itaja&iacute; e Florian&oacute;polis (Zamboni &amp; Nicolodi, 2008).</p>     <p>&Eacute; para gerenciar os conflitos gerados por essa din&acirc;mica socioambiental e garantir uma qualidade m&iacute;nima na zona costeira que Gerco-SC e PLDM devem estar integrados. Essa integra&ccedil;&atilde;o passa por um processo pol&iacute;tico-social que envolve conflitos de interesses e ajustes institucionais, ordenados por um sistema normativo e legal que deve estar baseado em princ&iacute;pios t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos, democr&aacute;ticos e &eacute;ticos. A gest&atilde;o participativa &eacute; fundamental num processo dessa natureza, uma vez que favorece consenso entre conflitos, di&aacute;logo institucional, transpar&ecirc;ncia legal e justificativa t&eacute;cnica e cient&iacute;fica num espa&ccedil;o de discuss&atilde;o aberto para a sociedade.</p>     <p>Este artigo apresenta uma avalia&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia de implanta&ccedil;&atilde;o dos PLDMs em Santa Catarina. Inicialmente &eacute; feita uma caracteriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo e s&atilde;o apresentados os conceitos, os instrumentos e as ferramentas adotados na elabora&ccedil;&atilde;o dos planos com destaque para as &aacute;reas aqu&iacute;colas, parques aqu&iacute;colas e &aacute;reas de prefer&ecirc;ncia, que s&atilde;o as unidades espaciais de gest&atilde;o da atividade previstas no decreto 4.895/2003. Tamb&eacute;m o ZEEC e o PGZC, que s&atilde;o instrumentos de gest&atilde;o do Gerco-SC e o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas para Participa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica (SIG-PP), ferramenta adotada metodologicamente de acordo com terminologia proposta por Mello (2003). Em seguida, &eacute; feito um hist&oacute;rico do gerenciamento costeiro e do processo de instala&ccedil;&atilde;o da atividade de maricultura, partindo dos primeiros diagn&oacute;sticos da zona costeira e das pesquisas sobre esp&eacute;cies com potencial para produ&ccedil;&atilde;o comercial. </p>     <p>Esse hist&oacute;rico &eacute; considerado fundamental para facilitar a avalia&ccedil;&atilde;o comparativa entre as duas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, suas intera&ccedil;&otilde;es, defici&ecirc;ncias e potencialidades, como fizeram Polette <i>et al.</i> (2004) e Asmus <i>et al.</i> (2004) sobre a gest&atilde;o costeira no Brasil &agrave; &eacute;poca. Finalmente, s&atilde;o apresentadas algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre a forma de integra&ccedil;&atilde;o dos planos com os instrumentos atrav&eacute;s do SIG-PP em Santa Catarina.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. &Aacute;rea de Estudo</b></p>     <p>O Estado de Santa Catarina est&aacute; localizado na Regi&atilde;o Sul do Brasil (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>). Possui aproximadamente 1.874km de linha de costa, e em determinadas localidades as atividades sociais, culturais e econ&ocirc;micas pressionam os ecossistemas costeiros e geram conflitos de interesses pelo seu uso e ocupa&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>O Gerco-SC divide a zona costeira em 5 setores, que abrangem 36 munic&iacute;pios    (<a href="#f2">Figura 2</a>). Para fins de maricultura, destacam-se os setores    Norte, Centro-Norte e Central. O primeiro caracteriza-se por concentrar atividades    secund&aacute;rias e terci&aacute;rias (ind&uacute;strias, com&eacute;rcio e    servi&ccedil;os). O setor Centro-Norte se destaca pelo potencial tur&iacute;stico,    mobili&aacute;rio e portu&aacute;rio, e o Central possui a economia voltada    para com&eacute;rcio, servi&ccedil;os e atividades vinculadas ao turismo, que,    juntas, somam 60% do seu PIB. &Eacute; neste &uacute;ltimo ainda que est&aacute;    concentrada a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o da zona costeira catarinense,    com pouco mais de 900 mil pessoas em apenas seis munic&iacute;pios j&aacute;    conurbados: Bigua&ccedil;u, Florian&oacute;polis, Governador Celso Ramos, S&atilde;o    Jos&eacute;, Palho&ccedil;a e Tijucas (SPG, 2010a).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A maricultura &eacute; uma das atividades econ&ocirc;micas de destaque no estado, j&aacute; que 95% dos moluscos (ostras, mexilh&otilde;es e vieiras) produzidos no Brasil s&atilde;o cultivados em fazendas marinhas localizadas em suas ba&iacute;as, enseadas e estu&aacute;rios (Zamboni &amp; Nicolodi, 2008). Por causa disso, &eacute; tamb&eacute;m uma das atividades que concorre pelo uso do espa&ccedil;o marinho. Essa concorr&ecirc;ncia apresenta-se tanto pela necessidade de um ambiente limpo, com qualidade ambiental e sanit&aacute;ria compat&iacute;vel com a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, quanto pela polui&ccedil;&atilde;o visual e disputa por espa&ccedil;o com outras atividades, como navega&ccedil;&atilde;o, lazer e pesca.</p>     <p>Nos setores Centro-Norte e Central est&atilde;o os munic&iacute;pios de maior express&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos produtos oriundos da maricultura catarinense. No ano de 2010 foi registrada a maior produ&ccedil;&atilde;o de moluscos da hist&oacute;ria, com 15.635 toneladas, das quais 13.722 eram de mexilh&otilde;es, 1.908 de ostras e 5,4 de vieiras. Em rela&ccedil;&atilde;o aos mexilh&otilde;es, tiveram destaque os munic&iacute;pios de Palho&ccedil;a, Penha e Bombinhas, com 56,9%, 14,7% e 6,8% da produ&ccedil;&atilde;o respectivamente. J&aacute; os munic&iacute;pios com produ&ccedil;&atilde;o mais significativa de ostra foram Florian&oacute;polis (77,4%), Palho&ccedil;a (14%) e S&atilde;o Jos&eacute; (6,6%) (Epagri, 2010).</p>     <p>A press&atilde;o demogr&aacute;fica no setor Central indica cen&aacute;rios de conflitos tanto na faixa terrestre (especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria/planejamento urbano/conserva&ccedil;&atilde;o ambiental) quanto na faixa marinha (maricultura/turismo/saneamento). Esses conflitos est&atilde;o associados &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o urbana, que faz com que a atual taxa de urbaniza&ccedil;&atilde;o seja de 96%, ou seja, cerca de 860 mil pessoas que vivem nesse setor est&atilde;o nas cidades. O reflexo pode ser percebido nos problemas sanit&aacute;rios, visto que apenas 34,4% dos domic&iacute;lios est&atilde;o ligados &agrave; rede p&uacute;blica de coleta de esgoto e n&atilde;o h&aacute; pol&iacute;ticas de saneamento que atuem para melhorar esse quadro e garantir condi&ccedil;&otilde;es de crescimento. H&aacute; ainda uma grande parte de domic&iacute;lios com tratamento individual (55,1%), mas n&atilde;o se tem conhecimento suficiente sobre a efici&ecirc;ncia desses sistemas e seu impacto no meio ambiente (SPG, 2010a).</p>     <p>A contamina&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos tamb&eacute;m &eacute; um problema. Defensivos agr&iacute;colas utilizados &agrave; montante das &aacute;reas de capta&ccedil;&atilde;o dos mananciais, dejetos urbanos lan&ccedil;ados nos rios e galerias pluviais e extrativismo vegetal comprometem a qualidade da &aacute;gua, contribuem para o aumento do deficit h&iacute;drico e influenciam a qualidade da &aacute;gua do mar (SPG, 2010a). Dados de balneabilidade da Funda&ccedil;&atilde;o Estadual de Meio Ambiente (Fatma) indicaram dezesseis praias com hist&oacute;rico de contamina&ccedil;&atilde;o por coliformes fecais superior a 50% do tempo entre os anos de 2009 e 2010 (Fatma, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Objetivos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diante dos conflitos apresentados e da necessidade de gerenci&aacute;-los, o objetivo deste trabalho &eacute; avaliar a compatibilidade entre as pol&iacute;ticas de ordenamento da maricultura e o gerenciamento costeiro em Santa Catarina com a implementa&ccedil;&atilde;o dos instrumentos PLDM, ZEEC e PGZC. Com isso, busca-se contribuir, de forma cr&iacute;tica e propositiva, com a melhoria cont&iacute;nua na integra&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de gest&atilde;o apresentados para que esse processo se estabele&ccedil;a de forma participativa e integrada no longo prazo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conceitos, instrumentos e ferramentas</b></p>     <p><b>4.1. &Aacute;reas aqu&iacute;colas, parques aqu&iacute;colas e &aacute;reas de prefer&ecirc;ncia</b></p>     <p>O Decreto 4.895, de 25 de novembro de 2003, disp&otilde;e sobre a autoriza&ccedil;&atilde;o de uso de espa&ccedil;os f&iacute;sicos de corpos de &aacute;gua de dom&iacute;nio da Uni&atilde;o para fins de aquicultura. Nele est&atilde;o definidos os conceitos das unidades de mapeamento aqu&iacute;cola para delimita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas aqu&aacute;ticas para fins de aquicultura (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a>). Essas unidades s&atilde;o denominadas:</p>     
<p>&Aacute;reas Aqu&iacute;colas: <i>“espa&ccedil;o f&iacute;sico cont&iacute;nuo em meio aqu&aacute;tico, delimitado, destinado a projetos de aquicultura, individuais ou coletivos”.</i></p>     <p>Parques Aqu&iacute;colas: <i>“espa&ccedil;o f&iacute;sico cont&iacute;nuo em meio aqu&aacute;tico, delimitado, que compreende um conjunto de &aacute;reas aqu&iacute;colas afins, em cujos espa&ccedil;os f&iacute;sicos intermedi&aacute;rios podem ser desenvolvidas outras atividades compat&iacute;veis com a pr&aacute;tica da aquicultura”.</i></p>     <p> Faixas ou &Aacute;reas de Prefer&ecirc;ncia: <i>“aquelas cujo uso ser&aacute; conferido prioritariamente a determinadas popula&ccedil;&otilde;es, na forma estabelecida neste Decreto”</i>. O Decreto define como preferentes <i>“as popula&ccedil;&otilde;es tradicionais, atendidas por programas de inclus&atilde;o social”</i>.</p>     <p>Al&eacute;m de apresentar esses conceitos, o Decreto atribui ao MPA a responsabilidade    pela delimita&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas    e das &aacute;reas de prefer&ecirc;ncia, com anu&ecirc;ncia pr&eacute;via do    Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA), da Autoridade Mar&iacute;tima, do    Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o e da Ag&ecirc;ncia    Nacional de &Aacute;guas (ANA), j&aacute; prevendo a&ccedil;&otilde;es interinstitucionais.    Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &Aacute;reas Aqu&iacute;colas, a Instru&ccedil;&atilde;o    Normativa Interministerial no 6, de 28 de maio de 2004, tamb&eacute;m atribui    ao MPA, ou &agrave; entidade por ele delegada, a responsabilidade por sua distribui&ccedil;&atilde;o    e delimita&ccedil;&atilde;o dentro dos Parques Aqu&iacute;colas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4.2. Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em &Aacute;guas da Uni&atilde;o</b></p>     <p>O Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em &Aacute;guas da Uni&atilde;o (Seap, 2005) foi criado pelo governo federal para <i>“auxiliar no planejamento da maricultura levando em conta que o Brasil &eacute; um pa&iacute;s com dimens&otilde;es continentais, partindo da ideia de apoiar as potencialidades locais considerando as caracter&iacute;sticas ambientais de cada regi&atilde;o”</i>. Como instrumento de planejamento, foram adotados os Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM) com o objetivo de <i>“planejar o desenvolvimento do setor utilizando ferramentas de microzoneamento numa escala municipal, ou, quando for o caso, promover esse planejamento para ba&iacute;as, lagoas, reservat&oacute;rios, estu&aacute;rios”.</i></p>     <p>Segundo a Instru&ccedil;&atilde;o Normativa da Seap no 17, de 22 de setembro de 2005, os Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura s&atilde;o <i>“instrumentos de planejamento participativo para a identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas prop&iacute;cias &agrave; delimita&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas marinhos e estuarinos bem como das faixas ou &aacute;reas de prefer&ecirc;ncia para comunidades tradicionais, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustent&aacute;vel da maricultura em &aacute;guas de dom&iacute;nio da Uni&atilde;o”.</i></p>     <p>Essa defini&ccedil;&atilde;o indica que a elabora&ccedil;&atilde;o dos PLDMs deve ocorrer de forma participativa e integrada, com o objetivo de avaliar o potencial da zona costeira para maricultura e subsidiar o processo de delimita&ccedil;&atilde;o das unidades de mapeamento aqu&iacute;cola. Trata-se de um instrumento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico de apoio ao MPA no processo de planejamento dos parques aqu&iacute;colas e das &aacute;reas de prefer&ecirc;ncia.</p>     <p>Nessa instru&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&atilde;o descritos os aspectos priorit&aacute;rios no processo de elabora&ccedil;&atilde;o dos planos, com destaque para caracteriza&ccedil;&atilde;o ambiental dos dom&iacute;nios espaciais escolhidos, identifica&ccedil;&atilde;o de conflitos com outras atividades, preven&ccedil;&atilde;o de impactos decorrentes de atividades localizadas em terra e participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e institucional. Al&eacute;m disso, s&atilde;o apresentados alguns crit&eacute;rios que devem ser observados, entre os quais a compatibiliza&ccedil;&atilde;o com outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, com destaque para os planos de gerenciamento costeiro e seus instrumentos: <i>“No caso da exist&ecirc;ncia de Zoneamento Ecol&oacute;gico Econ&ocirc;mico Costeiro, este dever&aacute; servir como instrumento b&aacute;sico para a elabora&ccedil;&atilde;o do PLDM”.</i></p>     <p>Em seu anexo II, a Instru&ccedil;&atilde;o Normativa 17/2005 traz um roteiro para elabora&ccedil;&atilde;o dos planos, com configura&ccedil;&atilde;o parecida com a de um Relat&oacute;rio de Impacto Ambiental (Rima). Esse roteiro foi substitu&iacute;do pelo anexo I da IN 11/2008, que passou a chamar-se <i>Termo de refer&ecirc;ncia para elabora&ccedil;&atilde;o do PLDM</i>, que, entre outras modifica&ccedil;&otilde;es, passou a exigir o uso de Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas como ferramenta de gest&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. ZEEC e PGZC</b></p>     <p>O ZEEC &eacute; um instrumento de ordenamento territorial, monitoramento, licenciamento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o que opera em conson&acirc;ncia com as diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Gerenciamento Costeiro. Deve ser elaborado de forma participativa e estabelecer diretrizes quanto aos usos proibidos, permitidos ou estimulados tanto em terra quanto no mar. No zoneamento de Santa Catarina foram definidas cinco zonas-tipo para usos espec&iacute;ficos em &aacute;rea terrestre e nove para &aacute;reas marinhas (SPG, 2010b). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; maricultura, h&aacute; uma zona de manejo marinho (ZMMa) espec&iacute;fica para a atividade, definida como <i>“zona que apresenta est&aacute;gios variados de qualidade ambiental, com potencial para implanta&ccedil;&atilde;o ou com parques aqu&iacute;colas estabelecidos”</i>. As ZMMa est&atilde;o baseadas na distribui&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas e representadas em mapas tem&aacute;ticos projetados para sofrerem revis&otilde;es peri&oacute;dicas em fun&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica natural e social da zona costeira. Em Santa Catarina o ZEEC e o PGZC foram publicados em 2010, e os documentos e mapas est&atilde;o dispon&iacute;veis na p&aacute;gina da Secretaria de Estado do Planejamento [<a href="#4">4</a><a name="top4" id="top4"></a>].</p>     <p>Na primeira vers&atilde;o do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro os planos de gest&atilde;o dependiam do ZEEC, for&ccedil;ando uma hierarquia metodol&oacute;gica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s a revis&atilde;o do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e a publica&ccedil;&atilde;o da segunda vers&atilde;o, conhecida como PNGC II (CIRM, 1997), os planos de gest&atilde;o passaram a compor um instrumento independente, por&eacute;m integrado ao zoneamento, compreendendo <i>“a formula&ccedil;&atilde;o de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas e program&aacute;ticas, articuladas e localizadas, elaboradas com a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade, que visam orientar a execu&ccedil;&atilde;o do Gerenciamento Costeiro”.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No PGZC-SC est&atilde;o apresentadas propostas de a&ccedil;&atilde;o com metas bem definidas, responsabilidade institucional, &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, prazos, custo aproximado e fontes potenciais de recursos. Seus principais objetivos s&atilde;o ordenar as diferentes atividades e usos do territ&oacute;rio costeiro e marinho, promover o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico sustent&aacute;vel e garantir a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais (SPG, 2010c). Apesar de o plano possuir car&aacute;ter social e conservacionista, uma vez que incentiva a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica no processo de gest&atilde;o e promove a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o, preserva&ccedil;&atilde;o, recupera&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental, na pr&aacute;tica os resultados efetivos ainda n&atilde;o foram percebidos. O processo participativo ainda n&atilde;o &eacute; socialmente representativo, mantendo-se direcionado a atores com n&iacute;veis mais altos de poder t&eacute;cnico, pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico. Com isso o processo decis&oacute;rio ainda n&atilde;o atende plenamente aos anseios de uma sociedade democr&aacute;tica, repetindo o car&aacute;ter tecnocr&aacute;tico do processo de gest&atilde;o. As a&ccedil;&otilde;es propostas s&atilde;o repetitivas e, na maioria das vezes, n&atilde;o levam em considera&ccedil;&atilde;o as peculiaridades regionais e locais, assim como as de natureza setorial das diversas atividades costeiras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.4. Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas para a Participa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica (SIG-PP)</b></p>     <p>As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas previamente apresentadas possuem em comum a exig&ecirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o na implementa&ccedil;&atilde;o de seus instrumentos e nos processos de tomada de decis&atilde;o. Numa perspectiva mais ampla, a participa&ccedil;&atilde;o deve facilitar o exerc&iacute;cio do poder de decis&atilde;o das pessoas e promover a eleva&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de autossufici&ecirc;ncia (Tapia <i>et al.</i>, 2007).</p>     <p>Em diversos campos de conhecimento a palavra “participa&ccedil;&atilde;o” vem sendo acompanhada por adjetivos ou outros termos que complementam seu significado ou direcionam sua aplica&ccedil;&atilde;o para um objetivo espec&iacute;fico. O uso de Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas como instrumento de apoio &agrave; decis&atilde;o de forma participativa foi apresentado em 1987 no relat&oacute;rio Chorley Report [<a href="#5">5</a><a name="top5" id="top5"></a>] atrav&eacute;s do reconhecimento de quest&otilde;es n&atilde;o t&eacute;cnicas, gerenciais e institucionais para a aplica&ccedil;&atilde;o efetiva de um SIG (Weiner <i>et al.</i>, 2002).</p>     <p>Mello (2003) justifica o uso de SIGs como ferramenta de apoio &agrave; decis&atilde;o com a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica pelo uso de gr&aacute;ficos e imagens que s&atilde;o didaticamente mais adequados que tabelas e dados num&eacute;ricos, afirmando que <i>“imagens ou mapas transmitem a informa&ccedil;&atilde;o de forma muito mais sucinta, sen&atilde;o melhor, que tabelas, documentos ou equa&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas”</i>. O autor apresenta uma revis&atilde;o sobre Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas para Participa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica (SIG-PP) na qual aborda aspectos hist&oacute;ricos, institucionais e conceituais, concluindo que a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na formula&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &eacute; fundamental. Para isso, o grande desafio na utiliza&ccedil;&atilde;o de SIG-PP est&aacute; no desenvolvimento metodol&oacute;gico para encontrar formas de estimular e favorecer a participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os no processo de tomada de decis&atilde;o. </p>     <p>Os SIGs-PP v&ecirc;m sendo constru&iacute;dos e difundidos por cons&oacute;rcios e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa independentes como o <i>National Center for Geographic Information  and Analysis (NCGIA </i>[<a href="#6">6</a><a name="top6" id="top6"></a>]<i>) e o International Research Group on Geographic Information and Multicriteria Decision Analysis (GIMDA </i>[<a href="#7">7</a><a name="top7" id="top7"></a>]<i>).</i> Ambos se dedicam &agrave; pesquisa b&aacute;sica e aplicada em educa&ccedil;&atilde;o, tecnologias, an&aacute;lise multicrit&eacute;rio e processos de tomada de decis&atilde;o participativos, com base na informa&ccedil;&atilde;o espacial e em geotecnologias.</p>     <p>No Brasil, uma iniciativa de desenvolvimento metodol&oacute;gico para implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas atrav&eacute;s de SIG-PP &eacute; o Projeto Maplan [<a href="#8">8</a><a name="top8" id="top8"></a>] no estado do Cear&aacute;. O objetivo do projeto &eacute; “promover a inclus&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o de pessoas e comunidades na defini&ccedil;&atilde;o da sua pr&oacute;pria trajet&oacute;ria de desenvolvimento local”. Os mapas utilizados nas reuni&otilde;es de planejamento foram constru&iacute;dos com informa&ccedil;&otilde;es geradas pelos pr&oacute;prios residentes e serviram de base para “auxiliar na identifica&ccedil;&atilde;o de condicionantes e potencialidades nas comunidades do interior e para discutir sobre as metas de desenvolvimento das popula&ccedil;&otilde;es”.</p>     <p>O SIG-PP pode ser classificado como uma ferramenta metodol&oacute;gica de aux&iacute;lio ao processo decis&oacute;rio. O planejamento do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, seja terrestre, seja marinho, passa por quest&otilde;es de an&aacute;lise espacial que s&atilde;o mais facilmente resolvidas com uso de mapas e SIG. Da mesma forma, o processo participativo necess&aacute;rio para a legitima&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o dos resultados do planejamento deve estar instrumentalizado. Assim, o SIG-PP atende n&atilde;o s&oacute; &agrave;s quest&otilde;es t&eacute;cnicas, mas tamb&eacute;m &agrave;quelas que envolvem gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es espaciais, compreens&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es, an&aacute;lise e proposi&ccedil;&atilde;o. O trabalho de planejamento do espa&ccedil;o por mapas &eacute; fundamental tanto para o ZEEC e o PGZC quanto para os PLDMs. Com isso, o SIG-PP tamb&eacute;m subsidia a estrutura&ccedil;&atilde;o do Sigerco tanto atrav&eacute;s da tecnologia do SIG quanto dos dados e informa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5. Evolu&ccedil;&atilde;o do gerenciamento costeiro e ordenamento da maricultura em Santa Catarina</b></p>     <p>A cronologia de um processo de gest&atilde;o focando uma pol&iacute;tica p&uacute;blica constitui-se em um interessante instrumento para o seu entendimento. Alguns marcos na gest&atilde;o costeira e aqu&iacute;cola de Santa Catarina foram fundamentais para entender a realidade atual (<a href="#f4">Figura 4</a>). Apesar de terem iniciado praticamente ao mesmo tempo, n&atilde;o h&aacute; registros de uma integra&ccedil;&atilde;o significativa de a&ccedil;&otilde;es ao longo do per&iacute;odo considerado. Segundo o Gerco-SC, o Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro teve in&iacute;cio em 1987, um ano antes das primeiras a&ccedil;&otilde;es documentadas de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica e extens&atilde;o rural voltadas para o cultivo de moluscos marinhos (Oliveira Neto, 2005). Esse fato indica que as primeiras iniciativas de gest&atilde;o costeira e maricultura foram contempor&acirc;neas, por&eacute;m com objetivos diferentes, sendo a primeira de natureza t&eacute;cnica, legal e institucional, e a segunda caracteristicamente produtiva. Apesar das diferen&ccedil;as, para que se estabelecessem como pol&iacute;tica p&uacute;blica ou atividade econ&ocirc;mica foram necess&aacute;rios estudos espec&iacute;ficos sobre a zona costeira catarinense.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A d&eacute;cada de 1990 foi marcada por diagn&oacute;sticos e levantamentos pelo Gerco-SC e pesquisa b&aacute;sica e aplicada sobre maricultura pela Empresa de Pesquisa Agropecu&aacute;ria e Extens&atilde;o Rural de Santa Catarina (Epagri), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade do Vale do Itaja&iacute; (Univali). </p>     <p>Em 1997 foi publicado o Diagn&oacute;stico Ambiental do Litoral de Santa Catarina, um estudo coordenado pela ent&atilde;o Secretaria do Desenvolvimento Econ&ocirc;mico de Integra&ccedil;&atilde;o ao Mercosul sobre o uso e a ocupa&ccedil;&atilde;o do litoral do Estado em escala 1:250.000. Foi a primeira iniciativa do Gerco-SC de integrar informa&ccedil;&otilde;es sobre a zona costeira para fins de gest&atilde;o. Nesse mesmo per&iacute;odo as pesquisas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; maricultura estiveram focadas em t&eacute;cnicas de cultivo, avalia&ccedil;&atilde;o do potencial de produ&ccedil;&atilde;o do litoral catarinense e biologia, fisiologia e adapta&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies com interesse comercial. Os primeiros resultados foram publicados em relat&oacute;rios t&eacute;cnicos institucionais (Meyer, 1990; Costa <i>et al.</i>, 1998; Rosa <i>et al.</i>, 1998) e eventos cient&iacute;ficos (Ferreira &amp; Magalh&atilde;es, 1995; Guzenski &amp; Poli, 1996; Oliveira Neto &amp; Costa, 2000), com pouca divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em peri&oacute;dicos especializados (Freitas <i>et al.</i>, 1996). Apesar dessas iniciativas, n&atilde;o foram encontrados registros expl&iacute;citos de trabalhos integrados de gest&atilde;o costeira e maricultura.</p>     <p>O diagn&oacute;stico realizado pelo Gerco-SC n&atilde;o aprofundou o tema maricultura com base nas pesquisas iniciadas, nem essas se ativeram aos instrumentos de gest&atilde;o costeira que surgiam no &acirc;mbito das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. A primeira proposta de ZEEC foi para o litoral Centro-Norte do estado de Santa Catarina, publicada pelo MMA e pela Secretaria do Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Santa Catarina (SDM) em 2002 (MMA, 2002). Foi o primeiro setor do Gerco-SC a ter um zoneamento com respectivos planos de gest&atilde;o elaborados de forma participativa e integrada, fortalecidos pela ado&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo de Gerenciamento Costeiro Integrado proposto por Polette (1997) e constru&iacute;dos diretamente com os munic&iacute;pios costeiros e com amplo envolvimento da sociedade local em um processo de governan&ccedil;a. A proposta para zoneamento marinho foi pioneira tanto no Estado quanto em n&iacute;vel nacional, e as informa&ccedil;&otilde;es geradas foram armazenadas e disponibilizadas no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas em Gerenciamento Costeiro (Sigerco), mas sem a abrang&ecirc;ncia necess&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disponibiliza&ccedil;&atilde;o de dados e informa&ccedil;&otilde;es para a sociedade.</p>     <p>Nessa &eacute;poca tamb&eacute;m houve a primeira iniciativa de ordenamento da maricultura em Santa Catarina, numa parceria entre a Epagri e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). Os resultados foram publicados no Diagn&oacute;stico do Cultivo de Moluscos em Santa Catarina (Oliveira Neto, 2005). Com base em crit&eacute;rios t&eacute;cnicos como abrigo de ventos e correntes, profundidades superiores a 1,5m, afastamento de rotas tradicionais de embarca&ccedil;&otilde;es, fundeadouros, &aacute;reas de pesca tradicional, locais utilizados para atividades de turismo e lazer e desembocaduras de rios, foram utilizadas cartas n&aacute;uticas para delimitar 155 parques aqu&iacute;colas (1.213,35ha) e 719 &aacute;reas aqu&iacute;colas (563,96ha) (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f5.jpg" target="_blank">Figura 5</a>). Assim surgiram os conceitos institucionalizados no Decreto Federal 4.895, de 2003.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>No Brasil, em termos operacionais, foi uma das primeiras aplica&ccedil;&otilde;es    de an&aacute;lise espacial adotada no processo de sele&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas    para maricultura com foco na gest&atilde;o da atividade. Apesar de n&atilde;o    ter sido implementado nenhum modelo em SIG, os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o    foram analisados em campo e visualmente sobre cartas n&aacute;uticas, favorecendo    a delimita&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas. Esse processo foi    fundamental para consolidar os parques aqu&iacute;colas e as &aacute;reas aqu&iacute;colas    como unidades de mapeamento, essenciais ao ordenamento e gest&atilde;o do espa&ccedil;o    aqu&aacute;tico.</p>     <p>De 2000 a 2005 o processo amadureceu considerando tanto o Gerco-SC quanto a maricultura, por&eacute;m ainda de forma isolada e pouco integrada. Os aspectos levantados a respeito da maricultura e sua rela&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, espacial e ambiental com outras atividades mantiveram-se carentes de dados importantes para defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas setoriais. No relat&oacute;rio do ZEEC (MMA, 2002) destacou-se a import&acirc;ncia da maricultura como atividade econ&ocirc;mica e a necessidade de informar os maricultores e pescadores artesanais que iniciavam na atividade sobre <i>“a real situa&ccedil;&atilde;o da qualidade de &aacute;gua e da necessidade de observar e adotar as normas sanit&aacute;rias vigentes durante o cultivo e processamento dos moluscos”</i>. Contudo, n&atilde;o se podia contar com dados que sustentassem t&eacute;cnica e cientificamente um real risco &agrave; atividade, apesar do aumento significativo no n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; d&eacute;cada de 90 (Curtius <i>et al.</i>, 2003; Suplicy, 2003; Suplicy <i>et al.</i>, 2003; Ferreira <i>et al.</i>, 2004; Maccacchero <i>et al.</i>, 2005; Albuquerque &amp; Ferreira, 2006). Assim foram levantadas suspeitas sobre condi&ccedil;&otilde;es ambientais adversas e as propostas focaram a&ccedil;&otilde;es de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, monitoramento e ordenamento. </p>     <p>Nesse per&iacute;odo a atividade de maricultura atingiu seu &aacute;pice produtivo, tanto de ostras quanto de mexilh&otilde;es, e come&ccedil;ou a apresentar sinais de estagna&ccedil;&atilde;o (Epagri, 2010). Os conflitos com outras atividades como turismo, urbaniza&ccedil;&atilde;o, navega&ccedil;&atilde;o e pesca intensificaram-se e o setor passou a buscar estrat&eacute;gias de ordenamento (Oliveira Neto, 2005), mas ainda com pouca integra&ccedil;&atilde;o com o Gerco-SC.</p>     <p>Em 2005 foi institu&iacute;do o Gerco-SC, pela Lei 13.553/2005, regulamentada pelo Decreto Estadual 5.010/2006. Tamb&eacute;m em 2005 a Seap lan&ccedil;ou o Programa Nacional de Aquicultura e Pesca (Seap, 2005). Santa Catarina foi o estado pioneiro na sua implementa&ccedil;&atilde;o no Brasil. A elabora&ccedil;&atilde;o dos PLDMs exigiu o desenvolvimento de uma metodologia que atendesse &agrave;s diretrizes impostas pela legisla&ccedil;&atilde;o, de acordo com a realidade do pa&iacute;s ao volume e &agrave; qualidade dos dados existentes sobre a zona costeira (Novaes <i>et al.</i>, 2010).</p>     <p>Vianna <i>et al.</i> (2007) publicaram a metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o de potencial aqu&iacute;cola adotada em Santa Catarina e aplicada na etapa de an&aacute;lise de prepara&ccedil;&atilde;o dos mapas tem&aacute;ticos dos PLDMs. O trabalho foi feito utilizando t&eacute;cnicas de SIG-PP e os resultados apresentados em cartas-imagem de alta resolu&ccedil;&atilde;o e mapas tem&aacute;ticos, contendo informa&ccedil;&otilde;es sobre o potencial aqu&iacute;cola do litoral, &aacute;reas aqu&iacute;colas j&aacute; implementadas, batimetria, legisla&ccedil;&atilde;o ambiental, unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e uso da zona costeira e marinha. Esse material foi disponibilizado tamb&eacute;m em formato compat&iacute;vel com o <i>Google Earth</i> para facilitar o uso nas reuni&otilde;es setoriais e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas. </p>     <p>Nas reuni&otilde;es setoriais participaram apenas t&eacute;cnicos, institui&ccedil;&otilde;es e pessoas diretamente ligadas &agrave; maricultura. O objetivo foi identificar os anseios e as necessidades do setor e elaborar uma proposta de distribui&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas para ser discutida posteriormente com os demais setores atuantes na zona costeira. O material gerado nas reuni&otilde;es foi utilizado em 28 audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas durante as quais foram apresentadas e discutidas as propostas de distribui&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas em Santa Catarina.</p>     <p>As audi&ecirc;ncias foram coordenadas pela Seap e serviram para debater as necessidades e os anseios do setor produtivo aqu&iacute;cola com os demais setores atuantes na zona costeira. Ap&oacute;s duas rodadas de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas em 14 localidades, os PLDMs dos munic&iacute;pios de Santa Catarina foram aprovados pelo comit&ecirc; estadual e pela Seap, sendo publicados em 2008 (Seap, 2008). Ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o dos planos de Santa Catarina, a Seap publicou a IN 11/2008 com o “Termo de refer&ecirc;ncia para elabora&ccedil;&atilde;o do PLDM”. Assim, todo o processo de planejamento dos parques aqu&iacute;colas de Santa Catarina, desde as primeiras iniciativas em 1992 at&eacute; a finaliza&ccedil;&atilde;o dos PLDMs em 2008, levou 16 anos e serviu de modelo para as normativas de execu&ccedil;&atilde;o dos planos no Brasil.</p>     <p>Esse per&iacute;odo deve ser analisado em dois momentos distintos: o primeiro, de 1992 a 2005, quando a zona costeira catarinense foi ocupada pela maricultura sem uso dos instrumentos normativos de ordenamento do espa&ccedil;o marinho, seguindo crit&eacute;rios definidos pelos pr&oacute;prios produtores em parceria com as institui&ccedil;&otilde;es que, &agrave; &eacute;poca, iniciaram os trabalhos de pesquisa, extens&atilde;o e fomento &agrave; atividade. </p>     <p>A partir de 2005 os parques aqu&iacute;colas foram propostos em um processo participativo setorial, conduzido pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas aqu&iacute;colas constitu&iacute;das. Com a publica&ccedil;&atilde;o dos PLDMs em 2008, a Seap passou a contar com um instrumento legal, fundamentado t&eacute;cnica e cientificamente e representativo da demanda setorial aqu&iacute;cola por espa&ccedil;os de produ&ccedil;&atilde;o no litoral. Foi com essas informa&ccedil;&otilde;es que deu in&iacute;cio &agrave; tramita&ccedil;&atilde;o dos processos dos parques aqu&iacute;colas no Ibama e na Marinha do Brasil, em conformidade com as normas institu&iacute;das pela IN 06/2004.</p>     <p>Paralelamente, ainda em 2008, foi institu&iacute;do o Comit&ecirc; Gestor Integrado do Gerco-SC, que, no ano seguinte, iniciou a implementa&ccedil;&atilde;o do PEGC com a elabora&ccedil;&atilde;o do ZEEC e do PGZC dos cinco setores do litoral. Foi nesse per&iacute;odo que as a&ccedil;&otilde;es do Gerco-SC e dos PLDMs convergiram de forma mais eficaz. Os processos dos parques aqu&iacute;colas que tramitavam no Ibama e na Marinha foram tamb&eacute;m encaminhados ao Gerco-SC para serem integrados ao ZEEC, que passou a ser o instrumento adotado por todas as institui&ccedil;&otilde;es no planejamento do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico marinho. Em 2009 a Seap obteve status de minist&eacute;rio e passou a chamar-se Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2010 o Gerco-SC organizou 20 reuni&otilde;es t&eacute;cnicas ao longo de todo o litoral de Santa Catarina para elaborar o zoneamento e discutir o enquadramento das cinco zonas. Nesse processo tamb&eacute;m foram adotadas t&eacute;cnicas de SIG-PP (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>) e participaram, entre outros atores, o MPA, a Marinha do Brasil e a Epagri.</p>     
<p>O trabalho do comit&ecirc; gestor durou quase dois anos e em dezembro de 2010    os relat&oacute;rios e mapas foram publicados pela Secretaria de Estado do Planejamento    (SPG [<a href="#9">9</a><a name="top9" id="top9"></a>]). Atualmente, est&atilde;o    sendo feito ajustes no ZEEC em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    dos parques aqu&iacute;colas. Segundo publicado no comunicado de abril de 2011    do Gerco-SC,<i> “Foram analisados os Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura    (PLDM), resultando numa primeira proposta de zoneamento dos Parques Aqu&iacute;colas    a ser confirmada atrav&eacute;s de acordos posteriores entre &oacute;rg&atilde;os    p&uacute;blicos e comunidades envolvidas, sendo ainda, estes acordos, ratificados    pelos executivos municipais”.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5.1. Evolu&ccedil;&atilde;o das propostas dos parques aqu&iacute;colas</b></p>     <p>A <a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a> ilustra a evolu&ccedil;&atilde;o das propostas dos parques aqu&iacute;colas em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de parques e &agrave; &aacute;rea a ser ocupada. As altera&ccedil;&otilde;es ocorreram em fun&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as de desenho, supress&atilde;o, substitui&ccedil;&atilde;o, inser&ccedil;&atilde;o e agrupamento de parques. A primeira proposta elaborada em 2007 foi t&eacute;cnica e baseada em crit&eacute;rios utilizados para avaliar o potencial da zona costeira catarinense para implementa&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas. Ela foi a base das discuss&otilde;es para elabora&ccedil;&atilde;o dos PLDMs, com 157 parques aqu&iacute;colas ocupando uma &aacute;rea de 1.830 hectares. </p>     
<p>A proposta resultante dos PLDMs, elaborada pelo setor aqu&iacute;cola catarinense    durante as reuni&otilde;es t&eacute;cnicas e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas    e publicada em 2008, foi ampliada para 178 parques aqu&iacute;colas, que ocupariam    uma &aacute;rea de 2.386,2 hectares. Em 2009 o MPA fez novas altera&ccedil;&otilde;es    e apresentou uma proposta oficial ao Ibama, &agrave; Marinha do Brasil, &agrave;    ANA e ao Gerco-SC. Durante o ano de 2010 foram feitas reuni&otilde;es t&eacute;cnicas    organizadas pelo Gerco-SC onde foram sugeridas altera&ccedil;&otilde;es significativas    tanto no n&uacute;mero quanto na &aacute;rea total dos parques aqu&iacute;colas,    para que se adequassem ao ZEEC.</p>     <p>Com o objetivo de reduzir o n&uacute;mero de processos dos parques aqu&iacute;colas necess&aacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es listadas na IN 06/2004, o MPA agrupou os 159 parques aqu&iacute;colas acordados com o Gerco ao final de 2010, em 27 parques. Esse agrupamento ocorreu considerando-se as &aacute;reas de prefer&ecirc;ncia previstas no PLDM, ou seja, todos os parques contidos em uma &aacute;rea de prefer&ecirc;ncia foram agrupados pelo somat&oacute;rio de suas &aacute;reas. Assim, tanto a distribui&ccedil;&atilde;o espacial quanto a &aacute;rea total foram mantidas, mas o n&uacute;mero de processos reduzido significativamente. A proposta hoje avaliada e parcialmente aprovada conta com 27 parques e uma &aacute;rea total de 1.736,5 hectares, bem pr&oacute;xima aos 1.830,7 hectares propostos tecnicamente na primeira vers&atilde;o.</p>     <p>A proximidade entre os valores de &aacute;rea da primeira proposta em 2007 e daquela que est&aacute; sendo aprovada demonstra a import&acirc;ncia do processo participativo. O incremento de mais de 500 hectares sobre a proposta t&eacute;cnica observado no ano de 2008 indica a exist&ecirc;ncia de outros crit&eacute;rios origin&aacute;rios do setor aqu&iacute;cola e com influ&ecirc;ncia significativa no processo decis&oacute;rio. O resultado do PLDM parece ser legitimo em rela&ccedil;&atilde;o aos anseios daquele setor, por&eacute;m n&atilde;o condizem com a expectativa dos demais setores que atuam na zona costeira. </p>     <p>A manuten&ccedil;&atilde;o de 2.366,8 hectares pelo MPA na proposta de 2009 tamb&eacute;m &eacute; leg&iacute;tima, considerando que &eacute; a institui&ccedil;&atilde;o representante da atividade, por&eacute;m tampouco reflete uma posi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica. Ao passar pela avalia&ccedil;&atilde;o das demais institui&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s do Gerco-SC, a proposta atual est&aacute; mais pr&oacute;xima de um consenso multissetorial, o que aumenta a seguran&ccedil;a sobre sua legitimidade como necessidade atual. O fato de ser quantitativamente semelhante, em &aacute;rea, &agrave; proposta t&eacute;cnica de 2007 sugere uma evolu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m no processo cognitivo dos atores, pois a negocia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ocorreu apenas por press&otilde;es setoriais, mas tamb&eacute;m pelos argumentos t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos.</p>     <p>Esses argumentos refletem-se tamb&eacute;m na distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos parques aqu&iacute;colas, que pode ser mais bem avaliada por meio do SIG. Assim, a import&acirc;ncia do SIG-PP se justifica pela capacidade de compatibilizar um instrumento de an&aacute;lise espacial com um processo de tomada de decis&atilde;o participativo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da proximidade entre os valores das &aacute;reas das duas propostas, apenas uma avalia&ccedil;&atilde;o espacial foi capaz de auxiliar na identifica&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as. Na regi&atilde;o de Palho&ccedil;a (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f8.jpg" target="_blank">Figura 8A</a>), por exemplo, um parque aqu&iacute;cola planejado em 2007 foi suprimido enquanto dois novos foram criados mais ao sul, compensando a perda de &aacute;rea com uma altera&ccedil;&atilde;o espacial. Para essa altera&ccedil;&atilde;o foram considerados, al&eacute;m dos crit&eacute;rios t&eacute;cnicos e das informa&ccedil;&otilde;es geradas em 2007/2008, as necessidades, os conhecimentos e os anseios dos demais setores envolvidos. O mesmo pode ser observado na costa norte de Governador Celso Ramos, onde se percebe a supress&atilde;o de tr&ecirc;s pequenos parques aqu&iacute;colas, compensados pela amplia&ccedil;&atilde;o de outro bem pr&oacute;ximo, a oeste deles  (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f8.jpg" target="_blank">Figura 8B</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Compatibiliza&ccedil;&atilde;o entre gerenciamento costeiro e ordenamento da maricultura em Santa Catarina</b></p>     <p>A cronologia do processo de gest&atilde;o costeira e aqu&iacute;cola em Santa Catarina indica que os instrumentos legalmente institu&iacute;dos pelos minist&eacute;rios do Meio Ambiente e da Pesca e Aquicultura se mostraram tecnicamente eficientes, por&eacute;m foram implementados de forma tecnocr&aacute;tica, burocr&aacute;tica e pouco integrada: os PLDMs como planos setoriais auxiliares, o ZEEC como instrumento de planejamento do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico costeiro e o PGZC como direcionador de a&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>A legisla&ccedil;&atilde;o que normatiza essas pol&iacute;ticas &eacute; clara sobre suas fun&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es. Os PLDMs s&atilde;o um instrumento de aux&iacute;lio ao planejamento da maricultura que fornece informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que o setor se organize e proponha cen&aacute;rios de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o da zona costeira com base em crit&eacute;rios t&eacute;cnicos, cient&iacute;ficos e legais. O ZEEC &eacute; o instrumento integrador dos anseios multissetoriais pelo uso do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico costeiro atrav&eacute;s de consenso e com capacidade adaptativa para acompanhar a din&acirc;mica das atividades antr&oacute;picas e naturais que ali ocorrem. O PGZC, por sua vez, apresenta de forma detalhada as a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que se cumpram os objetivos da gest&atilde;o.</p>     <p>Nesse contexto, os PLDMs podem ser elaborados independentemente dos instrumentos do Gerco ou paralelamente a eles, mas ap&oacute;s sua finaliza&ccedil;&atilde;o devem ser implementados atrav&eacute;s deles. Isso significa que o setor aqu&iacute;cola possui um instrumento pr&oacute;prio de planejamento, mas que deve estar de acordo com uma pol&iacute;tica p&uacute;blica mais abrangente e de integra&ccedil;&atilde;o multissetorial e interinstitucional. Os parques aqu&iacute;colas propostos pelo MPA devem ser aprovados n&atilde;o apenas no &acirc;mbito setorial, com reuni&otilde;es t&eacute;cnicas e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas direcionadas ao setor aqu&iacute;cola, mas em um f&oacute;rum de discuss&atilde;o mais amplo, que permita resolver conflitos de uso do espa&ccedil;o com outras atividades.</p>     <p>O processo participativo de elabora&ccedil;&atilde;o dos PLDMs em Santa Catarina ocorreu anteriormente ao do ZEEC. Com isso o MPA buscou, com a realiza&ccedil;&atilde;o de 28 audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas, ampliar a discuss&atilde;o acerca da delimita&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas com atores importantes de outros setores, por&eacute;m sem a abrang&ecirc;ncia exigida por um processo como o de elabora&ccedil;&atilde;o do ZEEC. Assim, a primeira proposta de Parques Aqu&iacute;colas em Santa Catarina, aprovada no &acirc;mbito do MPA e publicada em 2008, teve que integrar-se ao ZEEC a partir de 2010. Esse processo seria mais eficiente se as reuni&otilde;es t&eacute;cnicas e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas fossem planejadas de forma integrada e os PLDMs definidos setorialmente para ser apresentados e discutidos publicamente atrav&eacute;s do ZEEC no Gerco-SC. </p>     <p>O Estado ainda n&atilde;o possui estrutura compat&iacute;vel com as necessidades log&iacute;sticas, t&eacute;cnicas e metodol&oacute;gicas para conduzir integralmente o processo de gest&atilde;o da zona costeira. Esse fato j&aacute; foi identificado por autores h&aacute; quase dez anos (Asmus <i>et al.</i>, 2004; Polette <i>et al.</i>, 2004) e continua sem solu&ccedil;&atilde;o. A gest&atilde;o costeira n&atilde;o tem sido prioridade pol&iacute;tica para o governo estadual desde o in&iacute;cio das a&ccedil;&otilde;es, em 1987. Apesar de ter um agente institucional espec&iacute;fico para esse fim, o programa de gest&atilde;o costeira tem passado por migra&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas entre Secretarias de Estado dificultando, assim, a manuten&ccedil;&atilde;o de uma equipe dedicada e qualificada para conduzir um processo complexo, de natureza interdisciplinar e com exig&ecirc;ncia de recursos humanos e infraestrutura qualificada. As medidas adotadas para minimizar tais dificuldades por parte do Estado est&atilde;o hoje atreladas a parcerias e contratos com empresas de consultoria que executam a&ccedil;&otilde;es pontuais e moment&acirc;neas, incapazes de abranger a din&acirc;mica necess&aacute;ria para atingir os reais objetivos propostos no pr&oacute;prio processo pr&eacute;-licitat&oacute;rio. A gest&atilde;o costeira tem como caracter&iacute;stica peculiar ser de responsabilidade principal do Estado, conduzida por um processo de governan&ccedil;a com a participa&ccedil;&atilde;o e o comprometimento efetivo da sociedade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>7. Considera&ccedil;&otilde;es finais e perspectivas </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A experi&ecirc;ncia de Santa Catarina demonstrou que a integra&ccedil;&atilde;o dos PLDMs com o Gerco-SC atrav&eacute;s do ZEEC e do PGZC &eacute; um caminho interessante para a gest&atilde;o aqu&iacute;cola. Assim, &eacute; poss&iacute;vel atender &agrave;s normas institu&iacute;das legalmente, integrar institui&ccedil;&otilde;es de diversos setores e promover um debate democr&aacute;tico sobre a gest&atilde;o costeira. Segundo Asmus <i>et al.</i> (2004), a sustentabilidade pol&iacute;tica e socioecon&ocirc;mica nos processos decis&oacute;rios s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel com a participa&ccedil;&atilde;o e o envolvimento integral das for&ccedil;as ativas da sociedade. Apesar de os autores identificarem &agrave; &eacute;poca uma fragilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da sociedade nas a&ccedil;&otilde;es de gerenciamento costeiro, na elabora&ccedil;&atilde;o dos PLDMs essa participa&ccedil;&atilde;o, mesmo setorial, foi efetiva e leg&iacute;tima. O processo participativo no zoneamento dos parques aqu&iacute;colas favoreceu o aumento de poder das associa&ccedil;&otilde;es de maricultores e da Epagri no processo decis&oacute;rio, assim como subsidiou o ordenamento do espa&ccedil;o marinho. </p>     <p>Isso demonstra um avan&ccedil;o em compara&ccedil;&atilde;o ao observado tanto por Polette <i>et al.</i> (2004) quanto por Asmus <i>et al.</i> (op. cit.) em rela&ccedil;&atilde;o ao desinteresse da popula&ccedil;&atilde;o e ao baixo envolvimento de institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e extens&atilde;o. Por outro lado, no &acirc;mbito do Gerco-SC, o fortalecimento das tomadas de decis&atilde;o tendo como base a sociedade costeira e as institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa ainda tem sido incipiente e corrobora para manter aspectos de natureza pol&iacute;tico-institucional e tecnocr&aacute;tica de gest&atilde;o sem vis&atilde;o de longo prazo, assim como da pr&oacute;pria manuten&ccedil;&atilde;o do status quo de setores que n&atilde;o possuem interesse em mudan&ccedil;as que exijam novas posturas ante elementos da sustentabilidade.</p>     <p>O estado de Santa Catarina demonstrou estar tecnicamente capacitado para promover mudan&ccedil;as no processo de gest&atilde;o costeira, por&eacute;m ainda s&atilde;o necess&aacute;rios ajustes pol&iacute;tico-institucionais para que os pap&eacute;is dos atores envolvidos se tornem mais contundentes e as a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para tais mudan&ccedil;as sejam articuladas de forma mais participativa e comprometida. Durante o processo do Gerco-SC houve mudan&ccedil;as pol&iacute;tico-administrativas que interromperam o processo algumas vezes. Deve ser destacado ainda que, se na &eacute;poca em que o PLDM foi elaborado o ZEEC j&aacute; estivesse institu&iacute;do, o MPA poderia ter contado com esse instrumento na elabora&ccedil;&atilde;o dos seus planos. No entanto, tamb&eacute;m &eacute; importante salientar que a elabora&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dos planos permitiu utiliz&aacute;-los como base para o ZEEC.</p>     <p>Em escala federal, para que o MPA possa exercer sua fun&ccedil;&atilde;o institucional sobre o ambiente marinho costeiro no que se refere &agrave; efetiva&ccedil;&atilde;o dos parques aqu&iacute;colas e &agrave; licita&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas aqu&iacute;colas, &eacute; necess&aacute;rio anu&ecirc;ncia do MMA, da Autoridade Mar&iacute;tima, do Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o e da ANA. Como o PNGC &eacute; uma pol&iacute;tica interministerial gerida pelo MMA, essa anu&ecirc;ncia pode ser data atrav&eacute;s do ZEEC e do PGZC desde que elaborados com participa&ccedil;&atilde;o efetiva das demais institui&ccedil;&otilde;es envolvidas. Al&eacute;m disso, tanto o PNGC quando os PLDMs podem ser descentralizados e executados pelos estados e munic&iacute;pios, auxiliando o MPA em suas a&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>7.1. Alguns avan&ccedil;os necess&aacute;rios</b></p>     <p>Uma vez institu&iacute;dos os PLDMs em conformidade com o ZEEC e o PGZC, &eacute; necess&aacute;rio avan&ccedil;ar com os instrumentos de monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o. A pr&oacute;xima etapa abranger&aacute; a revis&atilde;o do ZEEC e do PGZC e a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema de Monitoramento Ambiental da Zona Costeira (SMA-ZC) e dos Relat&oacute;rios de Qualidade Ambiental da Zona Costeira (RQA-ZC) (SPG, 2010d). A avalia&ccedil;&atilde;o se faz fundamental, uma vez que o Estado ainda n&atilde;o possui estrutura para conduzir o processo participativo de forma eficaz, o que compromete a sua integra&ccedil;&atilde;o com os demais atores sociais. Em rela&ccedil;&atilde;o a isso o programa estadual alinha-se ao federal, ambos ainda carentes quanto &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o, necessitando estabelecer metas e cen&aacute;rios prov&aacute;veis e definir indicadores de avan&ccedil;o e sucesso (Asmus <i>et al.</i>, 2004).</p>     <p>Para a maricultura esses instrumentos j&aacute; est&atilde;o sendo implantados. O monitoramento de alguns parques aqu&iacute;colas propostos no PLDM vem sendo realizado pela Epagri desde 2007. Um exemplo &eacute; o controle higi&ecirc;nico-sanit&aacute;rio de moluscos que pode ser acessado pelo Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Cedap [<a href="#10">10</a><a name="top10" id="top10"></a>]).</p>     <p>No &acirc;mbito da ci&ecirc;ncia e tecnologia como suporte ao gerenciamento costeiro, Asmus <i>et al.</i> (2004) destacaram que “<i>os &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o precisam desenvolver uma cultura e tecnologia referentes &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de informa&ccedil;&otilde;es georreferenciados”</i>. Uma forma de ampliar o alcance do SIG-PP &eacute; investir em sistemas de mapas via internet. Nesse sentido, Vianna &amp; Novaes (2011) apresentaram um m&eacute;todo de geocodifica&ccedil;&atilde;o das unidades de mapeamento aqu&iacute;cola e um modelo de dados para um sistema de gest&atilde;o de parques e &aacute;reas aqu&iacute;colas com base na geocodifica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica adotada no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Esse sistema foi testado por um servi&ccedil;o de mapas via internet (<a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a07f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a>) e, segundo os autores, est&aacute; apto para realizar consultas e estat&iacute;sticas espaciais sobre dados de maricultura por estado, munic&iacute;pio, unidade de mapeamento aqu&iacute;cola, processo de solicita&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas aqu&iacute;colas e maricultor, al&eacute;m de estar preparado para atender &agrave;s necessidades de dados e informa&ccedil;&otilde;es para um sistema de rastreabilidade. </p>     
<p>O estado de Santa Catarina, atrav&eacute;s da Epagri, vem desenvolvendo esse    sistema para utiliz&aacute;-lo na gest&atilde;o dos parques e &aacute;reas aqu&iacute;colas.    Est&atilde;o sendo agregados dados de monitoramento e ferramentas de an&aacute;lise    para que seja poss&iacute;vel identificar as &aacute;reas aqu&iacute;colas que    sofrem a&ccedil;&atilde;o de flora&ccedil;&otilde;es de algas t&oacute;xicas    ou esgoto dom&eacute;stico, em desconformidade com a legisla&ccedil;&atilde;o    sanit&aacute;ria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tanto o monitoramento quando o sistema, apesar de estarem focados na maricultura, podem perfeitamente contribuir com o Sigerco, assim como ocorreu com os PLDMs para o ZEEC. Entretanto, para que isso possa se concretizar &eacute; fundamental a exist&ecirc;ncia de uma efetiva vontade pol&iacute;tica e o desenvolvimento de estrat&eacute;gias administrativas que promovam uma maior integra&ccedil;&atilde;o interinstitucional.</p>     <p>Os instrumentos das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de gest&atilde;o costeira e aqu&iacute;cola no Brasil aqui apresentados mostraram-se tecnicamente aplic&aacute;veis, mas para que se tornem mais eficientes no processo de gest&atilde;o costeira &eacute; preciso que haja maior integra&ccedil;&atilde;o institucional, um processo participativo abrangente e transparente e mais efic&aacute;cia administrativa do Estado. O ZEEC e os PLDMs devem ser elaborados concomitantemente e de forma integrada, e os atores envolvidos nesse processo, governamentais ou n&atilde;o, devem participar de forma efetiva de cada etapa para que n&atilde;o ocorra retrabalho no ordenamento do espa&ccedil;o costeiro. Tais instrumentos, uma vez implementados, devem ser din&acirc;micos, apoiados por programas de monitoramento que abordem indicadores sociais, econ&ocirc;micos, ambientais e de governan&ccedil;a que favore&ccedil;am o acompanhamento das frequentes mudan&ccedil;as de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo e do mar na zona costeira.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <p>Albuquerque, M.C.P.; Ferreira, J.F. (2006) - <i>Efici&ecirc;ncia comparada do cultivo da vieira Nodipecten nodosus (Linnaeus, 1785) em diferentes densidades e profundidades. Biotemas</i> (ISSN: 2175-7925), 19(2):27-35, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <br />   <a href="http://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/21213/19179" target="_blank">http://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/21213/19179</a></p>     <!-- ref --><p>Asmus, M.; Kitzmann, D.; Laydner, C.; Tagliani, C. R. A. (2004) - <i>Gest&atilde;o Costeira no Brasil: Instrumentos, Fragilidades e Potencialidades. Gest&atilde;o Costeira Integrada</i> (ISSN: 1677-4841) 5:52-57, Itaja&iacute;, SC, Brasil. texto dispon&iacute;vel em <a href="http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/2006/2006a.pdf" target="_blank">http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/2006/2006a.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-8872201200030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>CIRM (1997) - Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 005, de 03 de dezembro de 1997. Aprova o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro II – PNGC II. 9p., Comiss&atilde;o Interministerial para os Recursos do Mar, Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/orla/_arquivos/pngc2.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/orla/_arquivos/pngc2.pdf</a>. </p>     <!-- ref --><p>Costa, S.W. da; Grumann, A.; Oliveira Neto, F.M. de; Rockzanski, M. (1998) - <i>Cadeias produtivas do Estado de Santa Catarina: Aquicultura e pesca. Boletim t&eacute;cnico</i> (ISSN 0100-7416), n&ordm;97, 62p., Epagri - Empresa de Pesquisa Agropecu&aacute;ria e Extens&atilde;o Rural de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. <a href="http://cedap.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=382&amp;itemid=173" target="_blank">http://cedap.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=382&amp;itemid=173</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201200030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Curtius, A.; Seibert, E. I.; Fiedler, H.; Ferreira, J. F.; Vieira, P. F.. (2003) - <i>Avaliando a contamina&ccedil;&atilde;o por elementos tra&ccedil;o em atividades de maricultura. Resultados parciais de estudos de caso realizados na Ilha de Santa Catarina</i>, Brasil. Qu&iacute;mica Nova. 26(1):44-52. Dispon&iacute;vel em <br />   <a href="http://www.scielo.br/pdf/qn/v26n1/14300.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/qn/v26n1/14300.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Epagri (2010) – S&iacute;ntese informativa da Maricultura 2010. 9p., Epagri - <i>Empresa de Pesquisa Agropecu&aacute;ria e Extens&atilde;o Rural de Santa Catarina</i>, Cedap - Centro de Aquicultura e Pesca, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://cedap.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=357&amp;Itemid=173" target="_blank">http://cedap.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=357&amp;Itemid=173</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201200030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fatma - Funda&ccedil;&atilde;o do Meio Ambiente (2012) - <i>Hist&oacute;rico da balneabilidade. Fatma </i>- Funda&ccedil;&atilde;o de Meio Ambiente de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. <a href="http://www.fatma.sc.gov.br/laboratorio/dlg_balneabilidade2.php" target="_blank">http://www.fatma.sc.gov.br/laboratorio/dlg_balneabilidade2.php</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-8872201200030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, J.F.; Besen, K.; Wormsbecher, A.G.; Santos, R.F., (2006) -<i> Physical-chemical parameters of seawater mollusc culture sites in Santa Catarina</i>- Brazil. Journal of Coastal Research (ISSN 0749-0208), SI 39:1122-1126. Itaja&iacute;, SC, Brazil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://cerf-jcr.org/images/stories/232_ferreira.pdf" target="_blank">http://cerf-jcr.org/images/stories/232_ferreira.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-8872201200030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, J.F.; Magalh&atilde;es, A.R.M. (1995) - <i>Desenvolvimento do cultivo de mexilh&otilde;es em Santa Catarina (Sul do Brasil)</i> - VI Congresso Latinoamenticano de Ci&ecirc;ncias del Mar, p.80, Mar del Plata. Argentina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201200030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freitas, M.; Ferreira, J.F.; Magalh&atilde;es, A.R.M. (1996) - <i>Cultivated marine mussel grouth in southern Brazil</i>. Journal of Medical and Applied Malacology (ISSN 1053-6388), 8(1):155-156, Proceedings of the Fourth lnternational Congress on Medical and Applied Malacology, Santiago, Chile.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Guzenski, J.; Poli, R. (1996) - <i>Compara&ccedil;&atilde;o do crescimento de ostra-do-mangue, Crassostrea rhizophorae</i> (Guilding, 1828), em diferentes ambientes. IX Simp&oacute;sio Brasileiro de Aquicultura, Sete Lagoas, MG. Resumos. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Aquicultura – ABRAq, S&atilde;o Paulo, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maccacchero, G.B.; Guzensky, J.; Ferreira, J.F. (2005) - <i>Allometric growth on mangrove oyster Crassostrea rhizophorae</i> (Guilding, 1828), cultured in Southern Brazil. Revista Ci&ecirc;ncia Agron&ocirc;mica (ISSN 0045-6888), 36(3):400-403. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ccarevista.ufc.br/seer/index.php/ccarevista/article/view/239/234" target="_blank">http://www.ccarevista.ufc.br/seer/index.php/ccarevista/article/view/239/234</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201200030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mello, L.F.D. (2003) - <i>Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica para a Participa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica: Uma Metodologia em Constru&ccedil;&atilde;o</i>. Anais do 3&deg; Encontro Nacional Sobre Migra&ccedil;&atilde;o, 10p., Campinas, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/eventos/transdisciplinar/amb_FreiredeMello.pdf" target="_blank">http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/eventos/transdisciplinar/amb_FreiredeMello.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-8872201200030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meyer, M.M. (1990) - <i>Relat&oacute;rio t&eacute;cnico do projeto experimental de mexilh&atilde;o Perna perna</i> (Linne, 1958) no munic&iacute;pio de Palho&ccedil;a, Enseada do Brito e custo de produ&ccedil;&atilde;o para projeto modular. Acarpesc - Associa&ccedil;&atilde;o de Cr&eacute;dito e Assist&ecirc;ncia Pesqueira de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201200030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MMA (2002) - <i>Zoneamento Ecol&oacute;gico-Econ&ocirc;mico Costeiro do Projeto Gerenciamento Costeiro Integrado nos Munic&iacute;pios da Pen&iacute;nsula de Porto Belo e Entorno, e da Foz dos Rios Cambori&uacute; e Itaja&iacute; </i>– SC. 161p., MMA - Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, PNMA II - Programa Nacional do Meio Ambiente, SDM - Secretaria de Estado do Desenvolvimento urbano e Meio Ambiente, Itaja&iacute;, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sds.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=36&amp;itemid=46&amp;lang=" target="_blank">http://www.sds.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=36&amp;itemid=46&amp;lang=</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-8872201200030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Novaes, A.L.T.; Vianna, L.F.; Santos, A.A. dos; Silva, F.M.; Souza, R.V.D. (2010) - <i>Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura de Santa Catarina. Panorama da Aquicultura </i>(ISSN: 1519-1141), 21:52-58, Laranjeiras, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://cedap.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=283&amp;itemid=173" target="_blank">http://cedap.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=283&amp;itemid=173</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201200030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira Neto, F.M. (2005) - <i>Diagn&oacute;stico do cultivo de moluscos em Santa Catarina. Florian&oacute;polis</i>. Boletim t&eacute;cnico (ISSN 0100-7416), n&ordm; 220, 67p., Epagri - Empresa de Pesquisa Agropecu&aacute;ria e Extens&atilde;o Rural de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://cedap.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=345&amp;itemid=173" target="_blank">http://cedap.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=doc_download&amp;gid=345&amp;itemid=173</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201200030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira Neto, F.M. de; Costa, S.W. (2000) - <i>Cultivo experimental da vieira Nodipecten nodosus em diferentes ambientes do litoral de Santa Catarina</i>. XI Simp&oacute;sio Brasileiro de Aquicultura, Anais, Florianopolis, SC, Brasil. CD-ROM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201200030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Olsen, S.; Lowry, K.; Tobey, J. (1999) - <i>A manual for assessing progress in coastal management</i>. 56p., University of Rhode Island, Coastal Resources Center, Narragansett, RI, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.crc.uri.edu/download/SEL_003F.PDF" target="_blank">http://www.crc.uri.edu/download/SEL_003F.PDF</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-8872201200030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Polette, M. (1997) - <i>Gerenciamento Costeiro Integrado: Proposta Metodol&oacute;gica para a Paisagem da Microbacia de Mariscal </i>- Bombinhas (SC). 499p., Tese de Doutorado, Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, S&atilde;o Carlos, SP, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201200030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Polette, M.; Rebou&ccedil;as, G.N.; Filardi, A.C.L.; Vieira, P.F. (2004) - <i>Rumo &agrave; Gest&atilde;o Integrada e Participativa de Zonas Costeiras no Brasil: Percep&ccedil;&otilde;es da Comunidade Cient&iacute;fica e do Terceiro Setor. Gest&atilde;o Costeira Integrada</i> (ISSN: 1677-4841) 5:43-48, Itaja&iacute;, SC, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-8872201200030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Polette, M.; Silva, L.P. (2003) - GESAMP, ICAM e PNGC - <i>An&aacute;lise comparativa entre as metodologias de gerenciamento costeiro integrado. Ci&ecirc;ncia e Cultura</i> (ISSN 0009-6725), 55(4):27-31, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia, Campinas, SP, Brasil. Brasil. <a href="http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v55n4/a17v55n4.pdf" target="_blank">http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v55n4/a17v55n4.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-8872201200030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rosa, R de C.C.; Ferreira, J.F.; Pereira, A.; Magalh&atilde;es, A.R.M.; Oliveira Neto, F.M. de; Guzenski, J.; Antoniolli, M.A.; Rodrigues, P. de T.T.; Ogliari, R.A. (1998) - Biologia e cultivo de mexilh&otilde;es. 106p., Epagri / UFSC, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-8872201200030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEAP (2005) -<i> Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em &Aacute;guas da Uni&atilde;o</i>. 44p., SEAP - Secretaria Especial de Aq&uuml;icultura e Pesca da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Minist&eacute;rio da Pesca e Aq&uuml;icultura, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201200030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEAP (2008) - <i>Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura de Santa Catarina</i>. 318p., SEAP – Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura. Bras&iacute;lia, DF, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201200030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SPG - (2010d) - <i>Programa&ccedil;&atilde;o da implanta&ccedil;&atilde;o dos demais instrumentos do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro: Estrat&eacute;gias e Propostas</i>. 35p., SPG - Secretaria de Estado do Planejamento, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.spg.sc.gov.br/DesenvolvimentodeCidades/Gerco/DemaisInstrumentos-EstraeProp-GERCO_SC%255BIm.pdf" target="_blank">http://www.spg.sc.gov.br/Desenvolvimento de Cidades/Gerco/Demais Instrumentos - Estra e Prop - GERCO_SC %5BIm.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-8872201200030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>SPG - Secretaria de Estado do Planejamento. (2010c) - <i>Implanta&ccedil;&atilde;o do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro. Fase 1: Plano de Gest&atilde;o Regional.</i> 49p., SPG - Secretaria de Estado do Planejamento, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.spg.sc.gov.br/DesenvolvimentodeCidades/Gerco/PlanosdeGestao/PlanoGestaoRegional.pdf" target="_blank">http://www.spg.sc.gov.br/Desenvolvimento de Cidades/Gerco/Planos de Gestao/Plano Gestao Regional.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>SPG (2010a) - <i>Implanta&ccedil;&atilde;o do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro. Fase 1: Diagn&oacute;stico S&oacute;cio Ambiental - Setor Litoral Central</i>. 525p., SPG - Secretaria de Estado do Planejamento, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.spg.sc.gov.br/DesenvolvimentodeCidades/Gerco/DiagnosticoSocioAmbiental/Gerco_Setor3_site.pdf" target="_blank">http://www.spg.sc.gov.br/Desenvolvimento de Cidades/Gerco/Diagnostico Socio Ambiental/Gerco_Setor 3_site.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201200030000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>SPG (2010b) - <i>Implanta&ccedil;&atilde;o do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro. Fase 1: Zoneamento Ecol&oacute;gico-Econ&ocirc;mico Costeiro - Setor Litoral Central</i>. 192p., SPG - Secretaria de Estado do Planejamento, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.spg.sc.gov.br/DesenvolvimentodeCidades/Gerco/Zoneamento/Relatorios/Relatorio_ZEEC_S2_I.pdf" target="_blank">http://www.spg.sc.gov.br/Desenvolvimento de Cidades/Gerco/Zoneamento/Relatorios/Relatorio_ZEEC_S2_I.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Suplicy, F.M. (2003) - <i>Modelling growth and population dynamics of the brown mussel Perna perna (L.) in suspended culture in Santa Catarina, Brazil</i>. World Aquaculture 2003, Salvador / World Aquaculture 2003, Baton Rouge, World Aquaculture Society. 2:767-767.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201200030000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Suplicy, F.M.; Schmitt, J.F.; Moltschaniwskyj, N.A.; Ferreira, J.F. (2003) - <i>Modelling of filter-feeding behavior in the brown mussel Perna perna (L.) exposed to natural variations of seston availability in Santa Catarina, Brazil</i>. Journal of Shellfish Research (ISSN: 0730-8000), 22(1):125-134, National Shellfisheries Association, Oxford, MD, U.S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201200030000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tapia, M.; Brasington, A.; Lith, L.V. (2007) - <i>Participation Guide: Involving Those Directly Affected in Health and Development Communication Programs</i>. 40p., Health Communication Partnership based at the Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health/Center for Communication Programs, Baltimore, MD, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.jhuccp.org/hcp/pubs/tools/participationguide.pdf" target="_blank">http://www.jhuccp.org/hcp/pubs/tools/participationguide.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-8872201200030000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Vianna, L.F.; Francisco, C.N.; Figeiredo C.; Sim&atilde;o, D.S.; Bannwart, J.; Wasserman, J.; Scott, P.C.; Novaes, R.; Hamilton, S. (2007) - <i>Geotecnologias aplicadas para ordenamento da maricultura no Brasil: Uma avalia&ccedil;&atilde;o dos Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura</i> – PLDM. XII COLACMAR - XII Congresso Latino-Americano de Ci&ecirc;ncias do Mar, p.548, Florian&oacute;polis, SC, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Vianna, L.F.; Novaes, A.L.T. (2011) - <i>Geocodifica&ccedil;&atilde;o de unidades de mapeamento aqu&iacute;cola para um sistema de controle de produ&ccedil;&atilde;o e rastreabilidade em Santa Catarina, Brasil</i>. Geografia (ISSN 0100-7912), 36:163-178, Rio Claro, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-8872201200030000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Weiner, D.; Harris, T.M.; Craig, W.J. (2002) - <i>Community Participation and Geographical Information Systems. In</i>: Craig, Harris &amp; Weiner (eds.) - Community Participation and Geographic Information Systems, p.1-18, Taylor and Francis, London, U.K.. ISBN: 9780415237529. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.spatial.maine.edu/~onsrud/Spoleto/WeinerEtAl.pdf" target="_blank">http://www.spatial.maine.edu/~onsrud/Spoleto/WeinerEtAl.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-8872201200030000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Zamboni, A.; Nicolodi, J.L. (org.) (2008) - <i>Macrodiagn&oacute;stico da Zona Costeira e Marinha do Brasil</i>. 242p., Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA), Secretaria de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e Qualidade Ambiental, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN 978-8577381128. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.laget.igeo.ufrj.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=62&amp;Itemid=2" target="_blank">http://www.laget.igeo.ufrj.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=62&amp;Itemid=2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-8872201200030000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0" id="0"></a> Submission: May 22, 2012; Evaluation: June 23, 2012; Reception of revised manuscript: September 6, 2012; Accepted: September 15, 2012; Available on-line: September 18, 2012</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a href="#top4">4</a><a name="4"></a> - <a href="http://www.spg.sc.gov.br/zoneamento.php" target="_blank">http://www.spg.sc.gov.br/zoneamento.php</a> ou <a href="http://www.spg.sc.gov.br/zoneamento.php" target="_blank">http://www.spg.sc.gov.br/planogestao.php</a><br />   <a href="#top5">5</a> <a name="5"></a>- Nome dado ao documento Handling Geographic Information publicado pelo Department of Environment da Inglaterra em 1987.<br />   <a href="#top6">6</a><a name="6"></a> - <a href="http://www.ncgia.ucsb.edu/" target="_blank">http://www.ncgia.ucsb.edu/</a><br />   <a href="#top7">7</a> <a name="7"></a>- <a href="http://publish.uwo.ca/~jmalczew/gimda/" target="_blank">http://publish.uwo.ca/~jmalczew/gimda/</a><br />   <a href="#top8">8</a><a name="8"></a> - <a href="http://projetomaplan.com/category/education/" target="_blank">http://projetomaplan.com/category/education/</a> <br />   <a href="#top9">9</a> <a name="9"></a>- <a href="http://www.spg.sc.gov.br/zoneamento.php" target="_blank">http://www.spg.sc.gov.br/zoneamento.php</a><br />   <a href="#top10">10</a><a name="10"></a> - <a href="http://cedap.epagri.sc.gov.br" target="_blank">http://cedap.epagri.sc.gov.br</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Albuquerque]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Eficiência comparada do cultivo da vieira Nodipecten nodosus (Linnaeus, 1785) em diferentes densidades e profundidades.]]></article-title>
<source><![CDATA[Biotemas]]></source>
<year>2006</year>
<volume>19</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>27-35</page-range><publisher-loc><![CDATA[Florianópolis ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Asmus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kitzmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laydner]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tagliani]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. R. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão Costeira no Brasil: Instrumentos, Fragilidades e Potencialidades]]></article-title>
<source><![CDATA[Gestão Costeira Integrada]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<page-range>52-57</page-range><publisher-loc><![CDATA[Itajaí ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.W. da]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grumann]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rockzanski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cadeias produtivas do Estado de Santa Catarina: Aquicultura e pesca]]></article-title>
<source><![CDATA[Boletim técnico]]></source>
<year>1998</year>
<volume>97</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Florianópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Epagri - Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Curtius]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seibert]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fiedler]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vieira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliando a contaminação por elementos traço em atividades de maricultura: Resultados parciais de estudos de caso realizados na Ilha de Santa Catarina, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Química Nova]]></source>
<year>2003</year>
<volume>26</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>44-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Epagri</collab>
<source><![CDATA[Síntese informativa da Maricultura 2010]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eSC SC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Epagri - Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa CatarinaCedap - Centro de Aquicultura e Pesca, Florianópolis]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Fundação do Meio Ambiente</collab>
<source><![CDATA[Histórico da balneabilidade. Fatma]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Florianópolis^eSC SC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Besen]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wormsbecher]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Physical-chemical parameters of seawater mollusc culture sites in Santa Catarina- Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Coastal Research]]></source>
<year>2006</year>
<volume>SI 39</volume>
<page-range>1122-1126</page-range><publisher-loc><![CDATA[Itajaí ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magalhães]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.R.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desenvolvimento do cultivo de mexilhões em Santa Catarina (Sul do Brasil)]]></source>
<year>1995</year>
<conf-name><![CDATA[VI Congresso Latinoamenticano de Ciências del Mar]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Mar del Plata ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magalhães]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.R.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cultivated marine mussel grouth in southern Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Medical and Applied Malacology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>8</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>155-156</page-range><publisher-loc><![CDATA[Santiago ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guzenski]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Poli]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparação do crescimento de ostra-do-mangue, Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828), em diferentes ambientes]]></article-title>
<source><![CDATA[Resumos]]></source>
<year>1996</year>
<conf-name><![CDATA[IX Simpósio Brasileiro de Aquicultura]]></conf-name>
<conf-loc>Sete Lagoas MG</conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Associação Brasileira de Aquicultura - ABRAq]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maccacchero]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guzensky]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Allometric growth on mangrove oyster Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828), cultured in Southern Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Ciência Agronômica]]></source>
<year>2005</year>
<volume>36</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>400-403</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mello]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.F.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistemas de Informação Geográfica para a Participação Pública: Uma Metodologia em Construção]]></article-title>
<source><![CDATA[Anais]]></source>
<year>2003</year>
<conf-name><![CDATA[3 Encontro Nacional Sobre Migração]]></conf-name>
<conf-loc>Campinas SP</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relatório técnico do projeto experimental de mexilhão Perna perna (Linne, 1958) no município de Palhoça, Enseada do Brito e custo de produção para projeto modular.]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Florianópolis^eSC SC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Acarpesc - Associação de Crédito e Assistência Pesqueira de Santa Catarina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>MMA</collab>
<source><![CDATA[Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro do Projeto Gerenciamento Costeiro Integrado nos Municípios da Península de Porto Belo e Entorno, e da Foz dos Rios Camboriú e Itajaí - SC]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Itajaí^eSC SC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MMA - Ministério do Meio AmbientePNMA II - Programa Nacional do Meio AmbienteSDM - Secretaria de Estado do Desenvolvimento urbano e Meio Ambiente]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Novaes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.L.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vianna]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.A. dos]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.V.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura de Santa Catarina]]></article-title>
<source><![CDATA[Panorama da Aquicultura]]></source>
<year>2010</year>
<volume>21</volume>
<page-range>52-58</page-range><publisher-loc><![CDATA[Laranjeiras ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diagnóstico do cultivo de moluscos em Santa Catarina. Florianópolis]]></article-title>
<source><![CDATA[Boletim técnico]]></source>
<year>2005</year>
<volume>220</volume>
<page-range>0100-7416</page-range><publisher-loc><![CDATA[Florianópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Epagri - Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2000</year>
<conf-name><![CDATA[XI Simpósio Brasileiro de Aquicultura]]></conf-name>
<conf-loc>Florianopolis SC</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Olsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lowry]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tobey]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A manual for assessing progress in coastal management]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Narragansett^eRI RI]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Rhode IslandCoastal Resources Center]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Polette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gerenciamento Costeiro Integrado: Proposta Metodológica para a Paisagem da Microbacia de Mariscal - Bombinhas (SC)]]></source>
<year>1997</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Polette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rebouças]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Filardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.C.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vieira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rumo à Gestão Integrada e Participativa de Zonas Costeiras no Brasil: Percepções da Comunidade Científica e do Terceiro Setor]]></article-title>
<source><![CDATA[Gestão Costeira Integrada]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<page-range>43-48</page-range><publisher-loc><![CDATA[Itajaí ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Polette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[GESAMP, ICAM e PNGC - Análise comparativa entre as metodologias de gerenciamento costeiro integrado]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciência e Cultura]]></source>
<year>2003</year>
<volume>55</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>27-31</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[R de C.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magalhães]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.R.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guzenski]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antoniolli]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. de T.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ogliari]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Biologia e cultivo de mexilhões]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Florianópolis^eSC SC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[EpagriUFSC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>SEAP</collab>
<source><![CDATA[Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em Águas da União]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília^eDF DF]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SEAP - Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, Ministério da Pesca e Aqüicultura]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>SEAP</collab>
<source><![CDATA[Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura de Santa Catarina]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eDF DF]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SEAP - Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Ministério da Pesca e Aquicultura. Brasília]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>SPG</collab>
<source><![CDATA[Programação da implantação dos demais instrumentos do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro: Estratégias e Propostas]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eSC SC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SPG - Secretaria de Estado do Planejamento, Florianópolis]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Secretaria de Estado do Planejamento</collab>
<source><![CDATA[Implantação do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro: Fase 1: Plano de Gestão Regional]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Florianópolis^eSC SC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SPG - Secretaria de Estado do Planejamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>SPG</collab>
<source><![CDATA[Implantação do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro: Fase 1: Diagnóstico Sócio Ambiental - Setor Litoral Central]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Florianópolis^eSC SC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SPG - Secretaria de Estado do Planejamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>SPG</collab>
<source><![CDATA[Implantação do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro: Fase 1: Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro - Setor Litoral Central]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eSC SC]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Suplicy]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Modelling growth and population dynamics of the brown mussel Perna perna (L.) in suspended culture in Santa Catarina, Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[World Aquaculture 2003, Salvador / World Aquaculture 2003, Baton Rouge]]></source>
<year>2003</year>
<volume>2</volume>
<page-range>767-767</page-range><publisher-name><![CDATA[World Aquaculture Society]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Suplicy]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schmitt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moltschaniwskyj]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Modelling of filter-feeding behavior in the brown mussel Perna perna (L.) exposed to natural variations of seston availability in Santa Catarina, Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Shellfish Research]]></source>
<year>2003</year>
<volume>22</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>125-134</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[National Shellfisheries Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tapia]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brasington]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lith]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Participation Guide: Involving Those Directly Affected in Health and Development Communication Programs]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Baltimore^eMD MD]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Health Communication Partnership based at the Johns Hopkins Bloomberg School of Public HealthCenter for Communication Programs]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vianna]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Francisco]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simão]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bannwart]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wasserman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scott]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Novaes]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hamilton]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Geotecnologias aplicadas para ordenamento da maricultura no Brasil: Uma avaliação dos Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura - PLDM]]></article-title>
<source><![CDATA[XII COLACMAR]]></source>
<year>2007</year>
<conf-name><![CDATA[XII Congresso Latino-Americano de Ciências do Mar]]></conf-name>
<conf-loc>Florianópolis SC</conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vianna]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Novaes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.L.T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Geocodificação de unidades de mapeamento aquícola para um sistema de controle de produção e rastreabilidade em Santa Catarina, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Geografia]]></source>
<year>2011</year>
<volume>36</volume>
<page-range>163-178</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio Claro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Craig]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Community Participation and Geographical Information Systems]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Craig]]></surname>
<given-names><![CDATA[Harris]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weiner]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Community Participation and Geographic Information Systems]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>1-18</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Taylor and Francis]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zamboni]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nicolodi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Macrodiagnóstico da Zona Costeira e Marinha do Brasil]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília^eDF DF]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente (MMA), Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
