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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da Gestão de Resíduos Sólidos no Terminal Porto Novo do Porto do Rio Grande, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The economic and demographic growth, coupled with the technical development, brought civilization to a contemporary level of development never before dreamed. But this development exacerbated expressed that natural resources are not unlimited. In this context, fits the concept of sustainable development that can be seen as a new paradigm that seeks to guide the decision making in organizations and lists, search and consider topics such as economic development and improved quality of life of the human population, using appropriate natural resources and equitable international development. The present study found that the wealth produced by Brazil, for exports, and much of the imported inputs are released or received mostly (90%) through the ports, constituting these as we logistical nodes, essential to national development. Thus, the present study, based on the integrated coastal management and building an exploratory, descriptive and evaluative, based on a qualitative research, carried out the analysis and assessed the current solid waste management of the Porto Novo Terminal of the Port of Rio Grande in Brazil. First we sought to evaluate the compliance of the management tool used, the Solid Waste Management Plan (SWMP) of the Port of Rio Grande, with the current law governing the issue, specifically the National Policy on Solid Waste and the Resolution of the Board of Directors of the National Health Surveillance Agency No 56/2008. Later, through interviews and field trips, the practice of management was characterized and evaluated, in this way it was possible to make a comparison between the management tool used by the port and its management practices. It was found that management tool is in accordance with the legal standard, and that is extremely valid, however, the practical management detected does not fit within what is determined in the SWMP. It is worth mentioning that it is not necessary a change in the planning of waste management, since that is fully in line with law and meets the needs of the catchment area, but it is essential a change in the port culture and his practice of management, changing the ‘end of pipe’ management to a proactive management. Thus, not only the demands of environmental agencies, such as the making of a SWMP will be missed, but the real needs of the port will be resolved.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>An&aacute;lise da Gest&atilde;o de Res&iacute;duos S&oacute;lidos no Terminal Porto Novo do Porto do Rio Grande, Brasil <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p>     <p><b>Solid Waste Management Analysis in the Porto Novo Terminal of Rio Grande’s Port Facilities, Brazil</b></p>     <p><b>Alexandre Caldeir&atilde;o Carvalho</b> <sup>@, 1</sup><b>, Patrizia Raggi Abdallah </b><sup>2</sup></p>     <p>@ - corresponding author</p>     <p>1 - FURG - Universidade Federal do Rio Grande. Instituto de Oceanografia (IO) – Laborat&oacute;rio de Gerenciamento Costeiro (LABGERCO), Rio Grande, RS, Brasil. e-mail: <a href="mailto:acaldeirao@gmail.com">acaldeirao@gmail.com</a></p>     <p>2 - FURG - Universidade Federal do Rio Grande, Instituto de Ci&ecirc;ncias Econ&ocirc;micas Administrativas e Cont&aacute;beis (ICEAC), Rio Grande, RS, Brasil. e-mail: <a href="mailto:patrizia.abdallah@gmail.com">patrizia.abdallah@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A partir de um estudo explorat&oacute;rio, descritivo e avaliativo, baseado em uma pesquisa de cunho qualitativo, foi efetuada a an&aacute;lise e avalia&ccedil;&atilde;o da corrente gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos do Terminal Porto Novo do Porto do Rio Grande. Primeiramente buscou-se avaliar a conformidade do instrumento de gest&atilde;o utilizado, o Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos (PGRS) do Porto do Rio Grande, com a legisla&ccedil;&atilde;o vigente que rege o tema, especificamente a Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos (PNRS) e a Resolu&ccedil;&atilde;o da Diretoria Colegiada (RDC) da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (ANVISA) n&deg; 56/2008. Posteriormente, por meio de entrevistas e sa&iacute;das de campo, a pr&aacute;tica da gest&atilde;o foi caracterizada e avaliada, desta forma foi poss&iacute;vel efetuar a compara&ccedil;&atilde;o entre o instrumento de gest&atilde;o utilizado pelo porto e suas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o. Verificou-se que o instrumento de gest&atilde;o est&aacute; em conformidade com a norma legal e que &eacute; extremamente v&aacute;lido, por&eacute;m, a pr&aacute;tica de gest&atilde;o constatada n&atilde;o se enquadra dentro daquilo que &eacute; determinado no PGRS. Cabe destacar que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio uma altera&ccedil;&atilde;o no planejamento da gest&atilde;o de res&iacute;duos, uma vez que este est&aacute; plenamente de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o e atende &agrave;s necessidades da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia, mas &eacute; essencial uma mudan&ccedil;a na cultura portu&aacute;ria e na pr&aacute;tica de gest&atilde;o empregada, transformando a vis&atilde;o reativa e legalista em proativa e realista. Desta forma n&atilde;o apenas as demandas dos &oacute;rg&atilde;os ambientais, como a confec&ccedil;&atilde;o de um PGRS, ser&atilde;o atendidas, mas as necessidades reais do porto ser&atilde;o sanadas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Zona Costeira, Gest&atilde;o Ambiental Portu&aacute;ria, Sustentabilidade,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The economic and demographic growth, coupled with the technical development, brought civilization to a contemporary level of development never before dreamed. But this development exacerbated expressed that natural resources are not unlimited. In this context, fits the concept of sustainable development that can be seen as a new paradigm that seeks to guide the decision making in organizations and lists, search and consider topics such as economic development and improved quality of life of the human population, using appropriate natural resources and equitable international development. The present study found that the wealth produced by Brazil, for exports, and much of the imported inputs are released or received mostly (90%) through the ports, constituting these as we logistical nodes, essential to national development. Thus, the present study, based on the integrated coastal management and building an exploratory, descriptive and evaluative, based on a qualitative research, carried out the analysis and assessed the current solid waste management of the Porto Novo Terminal of the Port of Rio Grande in Brazil. First we sought to evaluate the compliance of the management tool used, the Solid Waste Management Plan (SWMP) of the Port of Rio Grande, with the current law governing the issue, specifically the National Policy on Solid Waste and the Resolution of the Board of Directors of the National Health Surveillance Agency No 56/2008. Later, through interviews and field trips, the practice of management was characterized and evaluated, in this way it was possible to make a comparison between the management tool used by the port and its management practices. It was found that management tool is in accordance with the legal standard, and that is extremely valid, however, the practical management detected does not fit within what is determined in the SWMP. It is worth mentioning that it is not necessary a change in the planning of waste management, since that is fully in line with law and meets the needs of the catchment area, but it is essential a change in the port culture and his practice of management, changing the ‘end of pipe’ management to a proactive management. Thus, not only the demands of environmental agencies, such as the making of a SWMP will be missed, but the real needs of the port will be resolved.</p>     <p><b>Keywords</b>: Cost Zone, Port Environmental Management, Sustainability</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O notado crescimento econ&ocirc;mico e demogr&aacute;fico, unido ao desenvolvimento t&eacute;cnico, trouxe a civiliza&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea a um patamar de desenvolvimento nunca antes sonhado. Segundo Seiffert (2007: 15) esse desenvolvimento exacerbado colocou em evid&ecirc;ncia, no final do s&eacute;culo XX, “<i>que os recursos naturais e os servi&ccedil;os derivados deles n&atilde;o s&atilde;o ilimitados, e que sua escassez ou esgotamento constituem uma s&eacute;ria amea&ccedil;a ao bem-estar presente e ao futuro da humanidade”. </i></p>     <p>Assim, o conceito moderno de gest&atilde;o ambiental n&atilde;o &eacute; um sin&ocirc;nimo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o ou rea&ccedil;&atilde;o, mas uma postura pr&oacute;-ativa, uma atitude que busca criar condi&ccedil;&otilde;es para harmonizar o desenvolvimento humano com a necessidade de assegurar a perenidade dos recursos naturais.</p>     <p>Segundo Cicin-Sain (1998), o desenvolvimento sustent&aacute;vel pode ser visto como um novo paradigma, um novo modelo de a&ccedil;&atilde;o, de tomada de decis&atilde;o, que relaciona e busca equacionar temas como desenvolvimento econ&ocirc;mico e aumento da qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o humana com o uso apropriado dos recursos naturais e o desenvolvimento equitativo internacional. De acordo com a autora, a partir do relacionamento dessas vari&aacute;veis &eacute; poss&iacute;vel manter o delicado equil&iacute;brio entre desenvolvimento e preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, por meio de um constante ajuste.</p>     <p>No intuito de manter esse ajuste afinado, a sociedade civil regula a atividade dos agentes econ&ocirc;micos, de tal forma que estes consigam desenvolver seus processos e atingir seus objetivos de forma ambientalmente sustent&aacute;vel. A pr&oacute;pria legisla&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; fruto dessa demanda social. A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal brasileira, Art. 225, afirma que <i>“todos t&ecirc;m direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial &agrave; sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder P&uacute;blico e &agrave; coletividade o dever de defend&ecirc;-lo e preserv&aacute;-lo para as presentes e futuras gera&ccedil;&otilde;es”.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesse sentido, segundo o Projeto Orla, a zona costeira aparece como uma &aacute;rea estrat&eacute;gica, a n&iacute;vel nacional e internacional, pois envolve<i> “aspectos econ&ocirc;micos, ecol&oacute;gicos e socioculturais”</i> (MMA, 2002: 11), de entre os quais cabe destacar a atividade portu&aacute;ria, pois o crescimento das correntes internacionais de com&eacute;rcio &eacute; sustentado fundamentalmente pelos portos, que d&atilde;o suporte e favorecem o desenvolvimento industrial e comercial.</p>     <p>Inserida nesse contexto est&aacute; a gest&atilde;o ambiental portu&aacute;ria que, para Porto (2006), envolve duas facetas distintas e complementares, a da navega&ccedil;&atilde;o e a das instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias propriamente ditas: <i>“O impacto da embarca&ccedil;&atilde;o no meio ambiente &eacute; m&iacute;nimo se comparado ao das instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias. (...) A polui&ccedil;&atilde;o das embarca&ccedil;&otilde;es &eacute; origin&aacute;ria dos acidentes com perda de carga. (...) contrariamente, as obras para implanta&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias, (...), impactam necessariamente o meio ambiente”</i>. Porto (2006: 168),</p>     <p>Segundo a ANTAQ (2011), dentro das atividades portu&aacute;rias existem algumas que s&atilde;o potencialmente causadoras de impactos: (a) implanta&ccedil;&atilde;o de infraestrutura mar&iacute;tima ou terrestre; (b) os res&iacute;duos de embarca&ccedil;&otilde;es; (c) as opera&ccedil;&otilde;es com embarca&ccedil;&otilde;es; (d) os servi&ccedil;os correlatos, como abastecimento de embarca&ccedil;&otilde;es e outros atendimentos; (e) as obras de acostagem; (f) os servi&ccedil;os de dragagem; (g) a gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos pela atividade portu&aacute;ria; (h) a opera&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas e ve&iacute;culos portu&aacute;rios; (i) o manuseio de cargas perigosas; (j) a limpeza de embarca&ccedil;&otilde;es; (k) a bioinvas&atilde;o por meio da &aacute;gua de lastro e incrusta&ccedil;&otilde;es nos cascos de embarca&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Dada a complexidade inerente a este processo de gest&atilde;o, torna-se relevante investigar aspectos espec&iacute;ficos da corrente pr&aacute;tica desenvolvida nos terminais portu&aacute;rios e sua ader&ecirc;ncia &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o vigente. Assim, o presente trabalho se prop&otilde;e analisar, dentro do marco da gest&atilde;o ambiental portu&aacute;ria, a gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos nas instala&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas do Porto do Rio Grande.</p>     <p>Essa an&aacute;lise busca verificar, na &aacute;rea administrada diretamente pela Autoridade Portu&aacute;ria – Superintend&ecirc;ncia do Porto do Rio Grande (SUPRG), especificamente no terminal Porto Novo, a conformidade da corrente pr&aacute;tica de gest&atilde;o com o Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos e com a legisla&ccedil;&atilde;o vigente, de forma espec&iacute;fica a Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos (Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010) e a Resolu&ccedil;&atilde;o da Diretoria Colegiada (RDC) da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (ANVISA) n&deg; 56 de 08 de agosto de 2008.</p>     <p>A metodologia pode ser caracterizada como de estudo explorat&oacute;rio, descritivo e avaliativo que, segundo Yin (2010: 24), <i>“&eacute; usado, em muitas situa&ccedil;&otilde;es, para contribuir ao nosso conhecimento dos fen&ocirc;menos individuais, grupais, organizacionais, sociais, pol&iacute;ticos e relacionados”</i> e compreender fen&ocirc;menos tidos como complexos.</p>     <p>Para tanto, foi efetuada uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica que buscou embasar a necessidade de uma gest&atilde;o integrada de res&iacute;duos s&oacute;lidos, analisando o aparente conflito entre o paradigma empresarial e o desenvolvimento sustent&aacute;vel, e relacionando esse aparente conflito &agrave; gest&atilde;o empresarial e &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o vigente. Tamb&eacute;m foi analisado o Plano de Gest&atilde;o de Res&iacute;duos S&oacute;lidos (PGRS) do Porto do Rio Grande e em sucessivas visitas ao porto foi verificada sua aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica. Al&eacute;m disso, foram entrevistados tanto os operadores portu&aacute;rios que atuam na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia do Terminal Porto Novo, como a respons&aacute;vel pela Divis&atilde;o de Meio Ambiente Sa&uacute;de e Seguran&ccedil;a do Porto do Rio Grande.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. A Problem&aacute;tica Nacional dos Res&iacute;duos S&oacute;lidos</b></p>     <p>Atualmente, segundo Miller (2007: 33), vive-se um paradigma produtivo insustent&aacute;vel, onde a maioria das na&ccedil;&otilde;es produz grandes quantidades de produtos e servi&ccedil;os para atender as necessidades de suas popula&ccedil;&otilde;es e ao mesmo tempo dispersa<i> “grandes quantidades de res&iacute;duos, polui&ccedil;&atilde;o e calor de baixa qualidade no ambiente”</i>. Partindo do pressuposto que o ambiente possui uma capacidade de produ&ccedil;&atilde;o de recursos limitada ou finita, este paradigma produtivo ocasionar&aacute; o esgotamento de recursos e a destrui&ccedil;&atilde;o do sistema de produ&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Como j&aacute; foi enunciado, &eacute; essencial uma mudan&ccedil;a de paradigma, pois a economia atualmente instaurada em boa parte dos pa&iacute;ses, segundo Miller (2007), &eacute; de alta produtividade, devendo ser mudada para economias de reciclagem, de reaproveitamento e de baixa produtividade ou sustent&aacute;veis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Valle (2006: 9), nosso modelo urban&iacute;stico-industrial traz “<i>como contrapartida, a polui&ccedil;&atilde;o ambiental das &aacute;guas, do solo e do ar. A concentra&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de pessoas nos centros urbanos tem deixado grande parte da popula&ccedil;&atilde;o sem nenhuma perspectiva de atendimento &agrave;s suas necessidades mais elementares, como alimenta&ccedil;&atilde;o, moradia, abastecimento de &aacute;gua, tratamento sanit&aacute;rio, servi&ccedil;os de coleta, destina&ccedil;&atilde;o de lixo urbano e drenagem fluvial, elementos essenciais para a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o</i>”.</p>     <p>A gest&atilde;o integrada de res&iacute;duos s&oacute;lidos busca “<i>conceber, implementar e administrar sistemas de manejo de res&iacute;duos s&oacute;lidos urbanos, considerando uma ampla participa&ccedil;&atilde;o dos setores da sociedade e tendo como perspectiva o desenvolvimento sustent&aacute;vel</i>” (Comiss&atilde;o Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1991: 46). A n&iacute;vel nacional, a responsabilidade por gerir os res&iacute;duos s&oacute;lidos e perigosos est&aacute; definida na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, art. 23, incisos VI e IX e art. 30, incisos I e V. O art. 23 define que a melhoria do saneamento b&aacute;sico &eacute; de compet&ecirc;ncia comum da Uni&atilde;o, dos Estados e do Distrito Federal e dos Munic&iacute;pios e o art. 30 define que legislar sobre assuntos de interesse local, entre eles a limpeza urbana, &eacute; compet&ecirc;ncia dos munic&iacute;pios. Nesse contexto, o munic&iacute;pio &eacute; o principal ator envolvido, pois &eacute; ele o respons&aacute;vel direto pelos res&iacute;duos gerados em seu territ&oacute;rio, “<i>com exce&ccedil;&atilde;o dos de natureza industrial, mas incluindo-se os provenientes dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de</i>” (Zveibil, 2001: 2). </p>     <p>Segundo Mesquita (2007: 11), <i>“(...) a situa&ccedil;&atilde;o do manejo de res&iacute;duos s&oacute;lidos no pa&iacute;s &eacute; preocupante, principalmente no que diz respeito &agrave; quest&atilde;o da disposi&ccedil;&atilde;o final, uma vez que 63,3% dos munic&iacute;pios brasileiros utilizam lix&otilde;es como forma de disposi&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos s&oacute;lidos urbanos, 18,4% utiliza aterros controlados e 13,8% disp&otilde;e os res&iacute;duos em aterros sanit&aacute;rios</i>”. </p>     <p>Dentre os servi&ccedil;os elencados no rol do saneamento b&aacute;sico, a coleta de res&iacute;duos s&oacute;lidos urbanos obedece a uma press&atilde;o exercida pela popula&ccedil;&atilde;o, pois a gest&atilde;o dos res&iacute;duos s&oacute;lidos urbanos, al&eacute;m de essencial, &eacute; a parte mais vis&iacute;vel dos sistemas de saneamento b&aacute;sico. Segundo IPT, 1995 apud Carvalho (2001), os “<i>servi&ccedil;os de limpeza urbana absorvem entre 7% e 15% dos recursos de um or&ccedil;amento municipal, dos quais cerca de 50% s&atilde;o destinados &agrave; coleta e ao transporte de lixo</i>”.</p>     <p>Para uma gest&atilde;o integrada de res&iacute;duos s&oacute;lidos &eacute; necess&aacute;ria a articula&ccedil;&atilde;o entre “<i>as a&ccedil;&otilde;es normativas, operacionais, financeiras e de planejamento</i>” (Zveibil, 2001: 8), pois est&atilde;o todas profundamente interligadas e s&atilde;o todas mutuamente dependentes. Os Munic&iacute;pios, &uacute;ltimos respons&aacute;veis pelo gerenciamento dos res&iacute;duos, tratam-nos simplesmente como algo n&atilde;o desejado, a ser recolhido, transportado e que pode ou n&atilde;o receber um tratamento mec&acirc;nico ou manual para finalmente ser deposto em aterros.</p>     <p>De acordo com a Agenda 21, cap&iacute;tulo 21, “<i>o manejo ambientalmente saud&aacute;vel de res&iacute;duos deve ir al&eacute;m da simples deposi&ccedil;&atilde;o ou aproveitamento por m&eacute;todos seguros dos res&iacute;duos gerados e buscar desenvolver a causa fundamental do problema, procurando mudar os padr&otilde;es n&atilde;o-sustent&aacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o e consumo. Isto implica na utiliza&ccedil;&atilde;o do conceito de manejo integrado do ciclo vital, o qual apresenta oportunidade &uacute;nica de conciliar o desenvolvimento com a prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.</i>” (Zveibil, 2001: 8)</p>     <p>A Lei 12.305/2010 (Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos – PNRS, em seu art. 3&deg;) define destina&ccedil;&atilde;o final ambientalmente adequada, como a destina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos que inclui reutiliza&ccedil;&atilde;o, reciclagem, compostagem, recupera&ccedil;&atilde;o e aproveitamento energ&eacute;tico, ou outras destina&ccedil;&otilde;es admitidas pelos &oacute;rg&atilde;os competentes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), do Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (SNVS) e do Sistema &Uacute;nico de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sanidade Agropecu&aacute;ria (SUASA). Assim, a disposi&ccedil;&atilde;o final deve observar normas operacionais espec&iacute;ficas de modo a evitar danos ou riscos &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica e &agrave; seguran&ccedil;a e a minimizar os impactos ambientais adversos.</p>     <p>A gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos &eacute; complexa. O processo, que envolve descarte, coleta e processamento, &eacute; desenvolvido por meio de diversos atores, de modo que o tratamento meramente t&eacute;cnico dessas quest&otilde;es tem apresentado resultados pouco animadores. Al&eacute;m disso, h&aacute; problemas com a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de recursos financeiros, pois o descarte de materiais &eacute; cada vez maior por causa do aumento da aglomera&ccedil;&atilde;o urbana, sendo necess&aacute;rios grandes investimentos para a aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos, treinamento, capacita&ccedil;&atilde;o, controle e custeio de todo o sistema de manejo dos res&iacute;duos s&oacute;lidos.</p>     <p>“<i>De natureza complexa, o problema deixa de ser simplesmente uma quest&atilde;o de gerenciamento t&eacute;cnico para inserir-se em um processo org&acirc;nico de gest&atilde;o participativa, dentro do conceito de gest&atilde;o integrada de res&iacute;duos s&oacute;lidos. A gest&atilde;o que se prop&otilde;e envolve a articula&ccedil;&atilde;o com os diversos n&iacute;veis de poder existentes e com os representantes da sociedade civil nas negocia&ccedil;&otilde;es para a formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, programas e projetos”</i> Mesquita (2007: 11-12).</p>     <p>Desta forma, a gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos coloca-se como uma das quest&otilde;es centrais do desenvolvimento sustent&aacute;vel. O tratamento dos res&iacute;duos, al&eacute;m de beneficiar popula&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es, pode ser uma fonte de mat&eacute;ria-prima para v&aacute;rios processos produtivos, criando um ciclo virtuoso, pois, al&eacute;m de tratar os res&iacute;duos, pessoas e organiza&ccedil;&otilde;es podem obter benef&iacute;cios econ&ocirc;micos, utilizando os materiais reciclados ou vendendo-os e gerando receitas e reduzindo os impactos ambientais dos processos produtivos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em seu artigo 6&deg;, a Lei 12.305/2010 elenca os princ&iacute;pios da PNRS: preven&ccedil;&atilde;o e precau&ccedil;&atilde;o, o poluidor-pagador e o protetor-recebedor, a vis&atilde;o sist&ecirc;mica (s&oacute;cio – econ&ocirc;mico – cultural), o desenvolvimento sustent&aacute;vel, a ecoefici&ecirc;ncia, o reconhecimento do res&iacute;duo s&oacute;lido como bem econ&ocirc;mico, pass&iacute;vel de reutiliza&ccedil;&atilde;o, o respeito &agrave;s idiossincrasias locais, o direito da sociedade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e ao controle e a proporcionalidade de razoabilidade. Pode-se ressaltar que a efetividade das a&ccedil;&otilde;es descritas e propostas na PNRS n&atilde;o s&atilde;o de responsabilidade apenas do poder p&uacute;blico, mas o envolvimento do setor empresarial e da coletividade s&atilde;o essenciais. (Lei 12.305/10, Art. 21)</p>     <p>A PNRS n&atilde;o &eacute; um instrumento isolado, mas busca apoiar-se em alguns instrumentos pr&oacute;prios da Pol&iacute;tica Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81), a saber, (a) os padr&otilde;es de qualidade ambiental, (b) o Cadastro T&eacute;cnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, (c) o Cadastro T&eacute;cnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental, (d) a avalia&ccedil;&atilde;o de impactos ambientais, (e) o licenciamento e a revis&atilde;o de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, (f) os termos de compromisso e os termos de ajustamento de conduta, bem como o incentivo &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de formas de coopera&ccedil;&atilde;o com vistas ao aproveitamento das sinergias do sistema.</p>     <p>Nesse sentido, em seu artigo 9&deg;, a PNRS enumera hierarquicamente as a&ccedil;&otilde;es que deveriam ser adotadas por um sistema integrado de gerenciamento de res&iacute;duos s&oacute;lidos, a saber: (a) n&atilde;o gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos, (b) redu&ccedil;&atilde;o na gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos, (c) reutiliza&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos gerados, (d) reciclagem de res&iacute;duos, (e) tratamento de res&iacute;duos s&oacute;lidos, (f) disposi&ccedil;&atilde;o final ambientalmente adequada dos rejeitos.</p>     <p>A gest&atilde;o integrada dos res&iacute;duos s&oacute;lidos gerados nos respectivos territ&oacute;rios cabe aos munic&iacute;pios, sem excluir de sua responsabilidade, o gerador pelo gerenciamento de seus res&iacute;duos, e igualmente sem preju&iacute;zo das compet&ecirc;ncias de controle e fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os federais e estaduais do SISNAMA, do SNVS e do SUASA.</p>     <p>Como j&aacute; foi explicitado anteriormente o processo de gest&atilde;o dos res&iacute;duos s&oacute;lidos &eacute; complexo, envolve recursos, tempo, &aacute;rea f&iacute;sica e a colabora&ccedil;&atilde;o de toda a sociedade. A intera&ccedil;&atilde;o dos atores p&uacute;blicos com as organiza&ccedil;&otilde;es privadas &eacute; essencial para que os res&iacute;duos gerados ao longo do processo produtivo sejam destinados de forma ambientalmente adequada.</p>     <p>Ao pensar-se o processo produtivo, principalmente de um pa&iacute;s como o Brasil que possui grande interesse no com&eacute;rcio internacional, deve-se ter em conta os n&oacute;s log&iacute;sticos, os locais para os quais confluem os produtos que ser&atilde;o destinados ao mercado externo. Esses locais, devido &agrave; diversidade de usos e &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de mercadorias, merecem aten&ccedil;&atilde;o especial. Sendo assim, os portos, localizados em &aacute;reas de extrema vulnerabilidade ambiental, devem ser alvo de uma aten&ccedil;&atilde;o especial por parte do poder p&uacute;blico e da sociedade civil.</p>     <p>3. Ambiente Portu&aacute;rio e sua import&acirc;ncia para o desenvolvimento brasileiro</p>     <p>Desde a antiguidade o mar foi o caminho do desenvolvimento. Das navega&ccedil;&otilde;es b&aacute;rbaras e romanas, passando pelas grandes navega&ccedil;&otilde;es ib&eacute;ricas e sax&ocirc;nicas, aos nossos dias, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas que o desenvolvimento econ&ocirc;mico passa pelas rotas mar&iacute;timas. Segundo o s&iacute;tio eletr&ocirc;nico ports.com, o mundo conta com 8.293 estruturas portu&aacute;rias espalhadas em 222 pa&iacute;ses, incluindo 13 instala&ccedil;&otilde;es localizadas na Ant&aacute;rtica.</p>     <p>Ainda segundo o referido s&iacute;tio eletr&ocirc;nico, o Sistema Portu&aacute;rio Internacional est&aacute; espalhado pelos cinco continentes, sendo a Europa (3.024) e a Am&eacute;rica do Norte (apenas Estados Unidos e Canad&aacute; – 2.293) aqueles que contam com o maior n&uacute;mero de portos. A Am&eacute;rica do Sul conta apenas com 453 portos, 88 dos quais est&atilde;o no Brasil.</p>     <p>Segundo dados da Balan&ccedil;a Comercial Brasileira, “<i>em 2011, o com&eacute;rcio exterior brasileiro registrou corrente de com&eacute;rcio recorde de US$ 482,3 bilh&otilde;es, com amplia&ccedil;&atilde;o de 25,7% sobre 2010, quando atingiu US$ 383,7 bilh&otilde;es. As exporta&ccedil;&otilde;es encerraram o per&iacute;odo com valor de US$ 256,0 bilh&otilde;es e as importa&ccedil;&otilde;es de US$ 226,2 bilh&otilde;es, resultados igualmente recordes. Em rela&ccedil;&atilde;o a 2010, as exporta&ccedil;&otilde;es apresentaram crescimento de 26,8% e as importa&ccedil;&otilde;es de 24,5%. (...) O saldo comercial atingiu US$ 29,8 bilh&otilde;es em 2011, significando amplia&ccedil;&atilde;o de 47,9% sobre o consignado no ano anterior, de US$ 20,1 bilh&otilde;es, motivado por um maior aumento das exporta&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es. Do lado da importa&ccedil;&atilde;o, as compras de mat&eacute;rias-primas e intermedi&aacute;rios representaram 45,1% da pauta total, e as de bens de capital, 21,2%, demonstrando que a pauta brasileira de importa&ccedil;&atilde;o &eacute; fortemente vinculada a bens direcionados &agrave; atividade produtiva. As importa&ccedil;&otilde;es de bens de consumo representaram 17,7% e as de combust&iacute;veis e lubrificantes, 16,0%. Sobre 2010, a categoria de combust&iacute;veis e lubrificantes foi a que registrou maior crescimento, de 42,8%, seguida de bens de consumo (+27,5%), mat&eacute;rias-primas e intermedi&aacute;rios (+21,6%) e bens de capital </i>(+16,8%)”. MDIC (2012)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para esse patamar comercial &eacute; essencial uma rede log&iacute;stica integrada, que possua pontos estrat&eacute;gicos de entroniza&ccedil;&atilde;o e exterioriza&ccedil;&atilde;o de mercadorias. Portanto, &eacute; uma quest&atilde;o estrat&eacute;gica o aproveitamento da zona costeira para o estabelecimento de n&oacute;s log&iacute;sticos, os portos.</p>     <p>A Lei 9.966, de 28 de abril de 2000, que “<i>disp&otilde;e sobre a preven&ccedil;&atilde;o, o controle e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o da polui&ccedil;&atilde;o causada por lan&ccedil;amento de &oacute;leo e outras subst&acirc;ncias nocivas ou perigosas em &aacute;guas sob jurisdi&ccedil;&atilde;o nacional e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias”, caracteriza, em seu art.2&deg; (subitem XII), um porto organizado como aquele “constru&iacute;do e aparelhado para atender &agrave;s necessidades da navega&ccedil;&atilde;o e da movimenta&ccedil;&atilde;o e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela Uni&atilde;o, cujo tr&aacute;fego e opera&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias estejam sob a jurisdi&ccedil;&atilde;o de uma autoridade portu&aacute;ria”; e, instala&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria ou terminal como aquela “explorada por pessoa jur&iacute;dica de direito p&uacute;blico ou privado, dentro ou fora da &aacute;rea do porto organizado, utilizada na movimenta&ccedil;&atilde;o e armazenagem de mercadorias destinadas ou provenientes de transporte aquavi&aacute;rio</i>”.</p>     <p>O complexo cen&aacute;rio portu&aacute;rio brasileiro &eacute; composto, atualmente, por duas institui&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel nacional que exercem autoridade sobre os portos: a Secretaria Especial de Portos da Presid&ecirc;ncia de Rep&uacute;blica (SEP/PR) e a Ag&ecirc;ncia Nacional de Transportes Aquavi&aacute;rios (ANTAQ). Al&eacute;m destas institui&ccedil;&otilde;es existem as autoridades portu&aacute;rias, as administradoras diretas dos portos. As Autoridades Portu&aacute;rias, 24 ao todo, segundo a Lei 9.966/00 s&atilde;o respons&aacute;veis “pela administra&ccedil;&atilde;o do porto organizado, competindo-lhe fiscalizar as opera&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias e zelar para que os servi&ccedil;os se realizem com regularidade, efici&ecirc;ncia, seguran&ccedil;a e respeito ao meio ambiente”.</p>     <p>Os portos brasileiros atendem aos mais diversos usos e, segundo a ANTAQ, movimentaram mais de 290 milh&otilde;es de toneladas de carga nas &aacute;reas geridas diretamente pela administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, ou seja, sem contar os Terminais de Uso Privativo (TUP).</p>     <p>Para movimentar esse volume de carga &eacute; necess&aacute;rio possuir, n&atilde;o apenas um grande n&uacute;mero de terminais, mas grandes estruturas portu&aacute;rias, capazes de concentrar grandes quantidades de carga, criando sinergias na log&iacute;stica nacional e reduzindo custos para os importadores e exportadores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. An&aacute;lise do Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos do Porto de Rio Grande</b></p>     <p>Inicialmente o PGRS do Porto do Rio Grande ser&aacute; descrito, sendo seus principais aspectos detalhados e posteriormente ser&aacute; efetuada uma an&aacute;lise de ader&ecirc;ncia do Plano &agrave; RDC n&deg; 56.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Porto Novo, terminal de uso p&uacute;blico, administrado diretamente pela Superintend&ecirc;ncia do Porto do Rio Grande (SUPRG), &eacute; um terminal que congrega v&aacute;rios operadores portu&aacute;rios, alguns ocupando &aacute;reas f&iacute;sicas no terminal e outros apenas efetuando carga e descarga de mercadorias e opera&ccedil;&atilde;o de navios.</p>     <p>Atualmente, segundo o Plano de Zoneamento das &Aacute;reas do Porto Organizado do Rio Grande, o Porto Novo possui sete &aacute;reas especializadas, a saber: (1) &aacute;rea de turismo, lazer e preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, (2) &aacute;rea militar, (3) &aacute;rea de carga geral, (4) &aacute;rea “roll-on/roll-off”, (5) &aacute;rea de cont&ecirc;ineres e fertilizantes, (6) &aacute;rea de constru&ccedil;&atilde;o e reparo naval e (7) &aacute;rea de expans&atilde;o.</p>     <p>Na pr&aacute;tica, conforme um levantamento de campo efetuado nas depend&ecirc;ncias do Porto Novo, a &aacute;rea 5, destinada &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es com cont&ecirc;ineres e fertilizantes foi em parte destinada a opera&ccedil;&otilde;es de constru&ccedil;&atilde;o e reparo naval. Essa diminui&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea operacional do Porto tr&aacute;s atrelada a si um aumento da complexidade das opera&ccedil;&otilde;es, pois estas n&atilde;o diminu&iacute;ram, mas se concentraram em uma &aacute;rea menor.</p>     <p>Ao longo do levantamento de campo foram encontradas &aacute;reas cedidas a atividades que nada t&ecirc;m a ver com a din&acirc;mica operacional portu&aacute;ria, por exemplo, parte de um dos armaz&eacute;ns do Porto foi remodelada e abriga uma quadra esportiva dedicada ao futsal. </p>     <p>A &aacute;rea externa do terminal abriga uma grande gama de equipamentos, utilizados em sua maioria para a opera&ccedil;&atilde;o de carga e descarga de navios. Essas &aacute;reas podem ser consideradas como &aacute;reas multiuso ou multi-prop&oacute;sito, pois opera&ccedil;&otilde;es diversas ocorrem de forma concomitante sob responsabilidade de v&aacute;rios atores. N&atilde;o foi constatado, nos diversos contatos com pessoas ligadas &agrave; SUPRG que se tenha uma no&ccedil;&atilde;o exata das opera&ccedil;&otilde;es desenvolvidas por cada um dos atores que desenvolvem suas atividades na &aacute;rea.</p>     <p>As estruturas de armazenagem presentes tamb&eacute;m podem ser consideradas multi-prop&oacute;sito, uma vez que foram constatados diversos usos: os armaz&eacute;ns abrigam desde &aacute;reas administrativas, de conviv&ecirc;ncia e refeit&oacute;rios, at&eacute; garagens, almoxarifados e armazenagem de carga propriamente dita.</p>     <p>Ao longo das diversas visitas efetuadas &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es do terminal foram identificados os seguintes atores que possuem contratos de arrendamento de &aacute;reas e de movimenta&ccedil;&atilde;o de mercadorias com a SUPRG: (a) Cisa Trading, (b) Sagres Agenciamentos Mar&iacute;timos Ltda., (c) Serra Morena Corretora Ltda., (d) Sampayo Nickhorn S.A., (e) Supermar S.A., Ag&ecirc;ncia Mar&iacute;tima Orion Ltda., (f) Vanzim Servi&ccedil;os Aduaneiros Ltda., (g) General Motors, (h) Guanabara Ve&iacute;culos e (i) Ecosorb.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a09f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a09f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As &aacute;reas ocupadas pelos diversos atores s&atilde;o muito dispares. Enquanto alguns, como a General Motors, possuem &aacute;reas cercadas para uso exclusivo, outros operam com bases “m&oacute;veis”, cont&ecirc;ineres adaptados que servem como &aacute;rea administrativa e base operacional.</p>     <p>Segundo entrevista efetuada com o gerente da Sampayo Nickhorn, as &aacute;reas ocupadas pelos diversos atores n&atilde;o s&atilde;o fixas, pois os contratos firmados com a Autoridade Portu&aacute;ria, com dura&ccedil;&atilde;o de um ano, referem-se &agrave; movimenta&ccedil;&atilde;o de carga e a &aacute;rea cedida, teoricamente, pode variar a cada novo contrato assinado.</p>     <p>Portanto, a complexidade das opera&ccedil;&otilde;es se multiplica, pois, na maioria dos casos, n&atilde;o h&aacute; uma apropria&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o por parte dos operadores, sendo este identificado, a grosso modo, como “&aacute;rea p&uacute;blica”. Claro est&aacute; que os operadores portu&aacute;rios providenciam os reparos m&iacute;nimos &agrave;s estruturas e alguns, como a Sagres Agenciamento Mar&iacute;timo, possuem colaboradores dedicados ao constante reparo e adapta&ccedil;&atilde;o das estruturas, principalmente buscando evitar a entrada de fauna sinantr&oacute;pica nociva, especificamente pombos, no interior dos armaz&eacute;ns.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. Descri&ccedil;&atilde;o do Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos do Porto de Rio Grande</b></p>     <p>O Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos (PGRS) &eacute; o documento que plasma as a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos em uma organiza&ccedil;&atilde;o. Assim, a corrente an&aacute;lise utilizar&aacute; os dados do PGRS do Porto do Rio Grande, conforme SUPRG (2010) para descrever a sistem&aacute;tica de gest&atilde;o de res&iacute;duos proposta pela Autoridade Portu&aacute;ria.</p>     <p>A &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia do Plano compreende o Terminal Porto Velho e o Terminal Porto Novo. As demais &aacute;reas do Porto Organizado, denominadas no PGRS como Zonas Indiretas, est&atilde;o sob administra&ccedil;&atilde;o de concession&aacute;rias. Cabe ressaltar que a presente an&aacute;lise focou as opera&ccedil;&otilde;es desenvolvidas na &aacute;rea conhecida como Porto Novo.</p>     <p>A RDC n&deg; 56 exige que as Autoriza&ccedil;&otilde;es de Funcionamento de Empresas (AFE), das empresas terceirizadas que trabalham com res&iacute;duos s&oacute;lidos dentro da &aacute;rea de escopo do Plano constem do mesmo. Estas autoriza&ccedil;&otilde;es encontram-se no Anexo B do PGRS/SUPRG.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&oacute;s relacionar a legisla&ccedil;&atilde;o aplicada, o Plano passa a diagnosticar a situa&ccedil;&atilde;o atual, os geradores, a tipologia de res&iacute;duos gerados e descreve os fatores de risco ambiental na circunvizinhan&ccedil;a do Porto. O levantamento &eacute; quantitativo, e sua classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria e ambiental.</p>     <p>Os dados est&atilde;o desatualizados e seria mais interessante ao plano que constassem de um anexo, pois este poderia ser facilmente atualizado, enquanto que nos moldes atuais, para efetuar a atualiza&ccedil;&atilde;o dos dados, &eacute; necess&aacute;rio lan&ccedil;ar uma atualiza&ccedil;&atilde;o de todo o PGRS/SUPRG.</p>     <p>O Plano faz uma descri&ccedil;&atilde;o dos procedimentos atuais de gerenciamento de res&iacute;duos s&oacute;lidos. Essa gest&atilde;o busca, a partir da implanta&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de segrega&ccedil;&atilde;o, acondicionamento, coleta, armazenagem, transporte, tratamento e destina&ccedil;&atilde;o final, “(a) evitar acidentes, (b) evitar a prolifera&ccedil;&atilde;o de vetores, (c) minimizar o impacto visual e olfativo, (d) reduzir a heterogeneidade dos res&iacute;duos e (e) facilitar a realiza&ccedil;&atilde;o da etapa de coleta.” (SUPRG, 2010: 39)</p>     <p>Segundo o PGRS/SUPRG, a destina&ccedil;&atilde;o final dos res&iacute;duos comuns n&atilde;o-recicl&aacute;veis da &aacute;rea de administra&ccedil;&atilde;o direta da Superintend&ecirc;ncia do Porto do Rio Grande &eacute; o Aterro Sanit&aacute;rio do Munic&iacute;pio do Rio Grande. (SUPRG, 2010: 36)</p>     <p>As diferentes categorias de res&iacute;duos gerados na estrutura sob responsabilidade direta da SUPRG, tipificadas segundo os grupos estabelecidos pela RDC n&deg; 56 s&atilde;o: Grupo A – Lixo Ambulatorial e Lixo Naval, Grupo B – Medicamentos Vencidos, Res&iacute;duos de Pintura, Materiais Contaminados com Produtos derivados de Petr&oacute;leo, L&acirc;mpadas, Pilhas e Baterias, Cartuchos de Impressora, Res&iacute;duos de Varredura, Res&iacute;duos Oriundos de Cargas Perigosas, Grupo D – Lixo Limpo.</p>     <p>Os m&eacute;todos de transporte, tratamento e disposi&ccedil;&atilde;o final dos res&iacute;duos gerados nas instala&ccedil;&otilde;es do Porto encontram-se detalhados ao longo do PGRS/SUPRG e se ad&eacute;quam &agrave;s exig&ecirc;ncias da RDC n&deg; 56. Igualmente, os procedimentos para tratamento e disposi&ccedil;&atilde;o final dos res&iacute;duos gerados &agrave; bordo de embarca&ccedil;&otilde;es encontra-se descrito.</p>     <p>O Plano elenca como instrumentos de gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos “medidas de redu&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos, programas sociais, educativos, culturais e de mobiliza&ccedil;&atilde;o social” (SUPRG, 2010: 59). Al&eacute;m disso, as a&ccedil;&otilde;es do PGRS/SUPRG est&atilde;o integradas com os programas de coleta seletiva implantados no Munic&iacute;pio do Rio Grande.</p>     <p>O registro das informa&ccedil;&otilde;es referentes ao sistema de gest&atilde;o do PGRS/SUPRG &eacute; organizado em planilhas. O registro dessas informa&ccedil;&otilde;es &eacute; efetuado pela empresa terceirizada que se encarrega da coleta de res&iacute;duos nas &aacute;reas de abrang&ecirc;ncia do Plano. Conforme descrito no PGRS/SUPRG, s&atilde;o tomadas a&ccedil;&otilde;es pontuais “em raz&atilde;o do tipo de carga a ser movimentada” (SUPRG, 2010: 60)</p>     <p>O PGRS/SUPRG leva em conta ainda uma an&aacute;lise e uma avalia&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica dos tipos de res&iacute;duos e efluentes gerados, de acordo com seu risco. “Os instrumentos usados para diagnosticar e prognosticar situa&ccedil;&otilde;es relativas ao gerenciamento dos res&iacute;duos s&oacute;lidos s&atilde;o relat&oacute;rios espec&iacute;ficos dos servi&ccedil;os de carga e descarga de navios, relat&oacute;rio mensal contendo planilha detalhada de quantitativos e qualitativos dos res&iacute;duos s&oacute;lidos.” (SUPRG, 2010: 62)</p>     <p>No item 6 do PGRS/SUPRG s&atilde;o definidas as responsabilidades do gestor, dos setores envolvidos e do respons&aacute;vel t&eacute;cnico, dos concession&aacute;rios e dos terceiros contratados, encerrando assim o Plano no item 7, com os cronogramas de implanta&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cabe destacar a abrang&ecirc;ncia do PGRS/SUPRG, que em pouco mais de 65 p&aacute;ginas descreve, de forma clara e estruturada, a gest&atilde;o de res&iacute;duos nas instala&ccedil;&otilde;es administradas diretamente pela Superintend&ecirc;ncia do Porto do Rio Grande.</p>     <p>Al&eacute;m disso, todas as exig&ecirc;ncias levantadas pela RDC n&deg; 56/2008 est&atilde;o sendo atendidas pelo PGRS/SUPRG, mesmo que o plano ainda apresente a estrutura da antiga RDC n&deg; 342/2002 “Termo de Refer&ecirc;ncia para Elabora&ccedil;&atilde;o do Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos – PGRS, para Instala&ccedil;&otilde;es Portu&aacute;rias, Aeroportu&aacute;rias e Terminais Alfandegados de Uso P&uacute;blico”. &Eacute; importante ressaltar que o PGRS/SUPRG foi aprovado pela ANVISA em 2007 e a atual revis&atilde;o lhe confere o car&aacute;ter de um instrumento de gest&atilde;o integrada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. An&aacute;lise documental da ader&ecirc;ncia do PGRS do Porto do Rio Grande &agrave; RDC n&deg; 56 da ANVISA</b></p>     <p>O Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos do Porto Novo (PGRS/SUPRG) possui identificados tanto seu representante legal como o respons&aacute;vel t&eacute;cnico. Da mesma forma a tipologia dos res&iacute;duos gerados &eacute; elencada.</p>     <p>O plano determina que os locais de gera&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos encontrem-se identificados, bem como o gerador e as quantidades de res&iacute;duos gerados em cada, uma vez que h&aacute; &aacute;reas do terminal arrendadas a outras empresas. Segundo o plano, a segrega&ccedil;&atilde;o dos materiais deve ser feita no momento do descarte como forma de prevenir a contamina&ccedil;&atilde;o cruzada. Para tal, foram disponibilizados contentores especiais, com tampa e identificados pelo sistema de cores da resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional do Meio Ambiente, CONAMA n&deg; 275, estabelecendo o c&oacute;digo de cores para os diversos tipos de res&iacute;duos, que deve ser aplicado aos coletores, aos recipientes de transporte e aos ve&iacute;culos transportadores de res&iacute;duos. </p>     <p>Os procedimentos utilizados pela Superintend&ecirc;ncia do Porto de Rio Grande (SUPRG) encontram-se detalhados no plano. Segundo o mesmo, os sacos que cont&ecirc;m os res&iacute;duos encontram-se identificados e os recipientes para deposi&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos s&atilde;o imperme&aacute;veis, de material lav&aacute;vel, e dotados de tampas &iacute;ntegras, mas n&atilde;o consta do PGRS/SUPRG o procedimento de lavagem e desinfec&ccedil;&atilde;o dos contentores de res&iacute;duos.</p>     <p>O plano determina que os res&iacute;duos coletados a bordo das embarca&ccedil;&otilde;es atracadas sejam autoclavados e suas cinzas dispostas em vala s&eacute;ptica. </p>     <p>De forma geral o PGRS/SUPRG se ad&eacute;qua &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o e &agrave;s normas, sua vers&atilde;o &eacute; de 2010, por&eacute;m o mesmo encontra-se em processo de revis&atilde;o para que possa adequar-se totalmente &agrave; RDC n&deg; 56.</p>     <p>A partir da an&aacute;lise de documentos &eacute; poss&iacute;vel afirmar que o Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos do Porto Novo atende, documentalmente, &agrave; RDC n&deg; 56.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.4. An&aacute;lise da Corrente Gest&atilde;o de Res&iacute;duos S&oacute;lidos no Terminal Porto Novo do Porto do Rio Grande</b></p>     <p>Em uma avalia&ccedil;&atilde;o inicial da corrente gest&atilde;o de res&iacute;duos do Terminal Porto Novo &eacute; poss&iacute;vel identificar v&aacute;rias n&atilde;o conformidades, desde a prec&aacute;ria caracteriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea, feita por meio de instrumentos como o Plano de Zoneamento das &Aacute;reas do Porto Organizado do Rio Grande, que est&aacute; desatualizado e n&atilde;o atende &agrave;s necessidades de gest&atilde;o, uma vez que n&atilde;o &eacute; suficientemente detalhado e n&atilde;o exprime a realidade das opera&ccedil;&otilde;es desenvolvidas, at&eacute; a aus&ecirc;ncia de uma base de dados confi&aacute;vel de contatos dos diversos atores que possuem atividades ou interesses na zona em quest&atilde;o.</p>     <p>Inicialmente um Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos precisa caracterizar e servir de instrumento de an&aacute;lise da realidade portu&aacute;ria, de tal forma que a compreens&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es desenvolvidas e as rela&ccedil;&otilde;es que se tecem no &acirc;mbito portu&aacute;rio sejam compreendidas, assimiladas e geridas.</p>     <p>Atualmente, a Divis&atilde;o de Meio Ambiente, Sa&uacute;de e Seguran&ccedil;a (DMASS) da Superintend&ecirc;ncia do Porto do Rio Grande (SUPRG) n&atilde;o possui informa&ccedil;&otilde;es sistematizadas a respeito da ocupa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea do Porto Novo, nem mesmo da carga presente nos armaz&eacute;ns. Assim, sem conhecer de forma sistem&aacute;tica as atividades dos diferentes operadores portu&aacute;rios &eacute; muito dif&iacute;cil prever a quantidade e tipologia de res&iacute;duos gerados, organizar sua retirada e efetuar as atividades de acompanhamento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o pr&oacute;prias da Autoridade Portu&aacute;ria.</p>     <p>Em entrevista com a respons&aacute;vel pela &aacute;rea de ambiente da SUPRG, foi relatado que a maioria dos operadores portu&aacute;rios n&atilde;o possui um PGRS documentado, mas que a retirada de res&iacute;duos &eacute; feita por empresas terceirizadas contratadas pelos empreendedores e que muitas vezes a pr&oacute;pria SUPRG retira os res&iacute;duos nos coletores dispostos na &aacute;rea operacional do Porto.</p>     <p>J&aacute; entre os operadores portu&aacute;rios, alguns afirmam que entregaram os documentos, e alguns inclusive mostraram os protocolos de entrega emitidos pela DMASS, outros desconhecem a exist&ecirc;ncia do PGRS ou sua fun&ccedil;&atilde;o dentro da din&acirc;mica operacional portu&aacute;ria.</p>     <p>Tal constata&ccedil;&atilde;o demonstra, inicialmente, que existe um problema de comunica&ccedil;&atilde;o entre os operadores portu&aacute;rios e a Divis&atilde;o de Meio Ambiente do porto. Demonstra tamb&eacute;m que h&aacute; problemas na cust&oacute;dia dos documentos entregues &agrave; Divis&atilde;o. Cabe destacar ainda que tais problemas se devem ao car&aacute;ter pol&iacute;tico dado &agrave; Divis&atilde;o, uma vez que o respons&aacute;vel pela gest&atilde;o ambiental do porto &eacute; escolhido politicamente e n&atilde;o &eacute; um funcion&aacute;rio de carreira. Assim, a cada mudan&ccedil;a de governo, e no Rio Grande do Sul houve tr&ecirc;s governadores de tr&ecirc;s partidos diferentes nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s mandatos, h&aacute; um novo respons&aacute;vel pela Divis&atilde;o de Meio Ambiente, o que unido a um sistema de gest&atilde;o deficit&aacute;rio, resulta na perda da mem&oacute;ria organizacional.</p>     <p>Um processo de sucess&atilde;o correto, unido a uma sistem&aacute;tica administrativa correta deveria preservar os dados e demais pr&aacute;ticas correntes, de tal forma que a cada nova gest&atilde;o, o processo se aprimorasse e n&atilde;o houvesse a necessidade de iniciar as atividades praticamente do zero.</p>     <p>O Porto Novo possui 14 pontos de coleta de res&iacute;duos s&oacute;lidos, 11 deles equipados com tambores coletores de 320 litros, alguns identificados e outros sem aparente identifica&ccedil;&atilde;o. No total o terminal conta com 22 tambores coletores. Nas duas zonas restantes s&atilde;o utilizados coletores pl&aacute;sticos coloridos, por&eacute;m, uma dessas zonas est&aacute; indispon&iacute;vel para a maioria dos usu&aacute;rios, por encontrar-se atr&aacute;s de uma cerca, na &aacute;rea administrada pela empresa Cisa Trading. O d&eacute;cimo quarto ponto de coleta &eacute; coberto por um cont&ecirc;iner met&aacute;lico utilizado para a coleta de res&iacute;duos oriundos da constru&ccedil;&atilde;o civil, este obviamente &eacute; um ponto m&oacute;vel, devendo atender necessidades pontuais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em diversas &aacute;reas do porto foram verificadas situa&ccedil;&otilde;es de deposi&ccedil;&atilde;o de materiais a c&eacute;u aberto, por exemplo, paletes usados e material de constru&ccedil;&atilde;o. Esse tipo de material, al&eacute;m de causar problemas est&eacute;ticos, dando a impress&atilde;o de que existe desleixo, proporciona abrigo a v&aacute;rios elementos da fauna sinantr&oacute;pica nociva. Essa fauna tamb&eacute;m se beneficia dos res&iacute;duos de alimentos deixados para tr&aacute;s ap&oacute;s a opera&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria, do ac&uacute;mulo de &aacute;gua a causa das imperfei&ccedil;&otilde;es do piso e das aberturas existentes nos armaz&eacute;ns, que s&atilde;o um local perfeito de abrigo.</p>     <p>A atual gest&atilde;o de res&iacute;duos do Porto Novo precisa ser revista. Alguns pontos b&aacute;sicos ligados aos processos de gest&atilde;o devem ser atendidos. Ningu&eacute;m administra o que n&atilde;o conhece, portanto, &eacute; essencial que a atual administra&ccedil;&atilde;o conhe&ccedil;a os atores presentes na &aacute;rea portu&aacute;ria, saiba qual sua capacidade de movimenta&ccedil;&atilde;o, verifique as opera&ccedil;&otilde;es e busque formar alian&ccedil;as estrat&eacute;gicas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rgci/v12n3/12n3a09f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A maioria dos operadores v&ecirc; a Autoridade Portu&aacute;ria como um elemento complicador no processo portu&aacute;rio e n&atilde;o como uma facilitadora ou um apoio. Essa vis&atilde;o negativa deve ser combatida por meio da discuss&atilde;o franca e aberta, por meio das cobran&ccedil;as coerentes e da demonstra&ccedil;&atilde;o de interesse da Autoridade Portu&aacute;ria. Sem a integra&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os entre os operadores portu&aacute;rios e a Autoridade Portu&aacute;ria n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel pensar em gest&atilde;o, muito menos em gest&atilde;o ambiental.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos se coloca como uma das problem&aacute;ticas centrais do desenvolvimento sustent&aacute;vel. O correto tratamento dos res&iacute;duos, al&eacute;m de beneficiar a popula&ccedil;&atilde;o e &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es (evitando passivos ambientais), pode ser uma fonte de mat&eacute;ria-prima para v&aacute;rios processos produtivos, criando assim um ciclo virtuoso onde, al&eacute;m de tratar corretamente seus res&iacute;duos, pessoas e organiza&ccedil;&otilde;es consigam um benef&iacute;cio econ&ocirc;mico no processo, seja utilizando materiais reciclados (mais baratos), seja vendendo-os, reduzindo vertiginosamente o impacto ambiental causado pelo processo produtivo. </p>     <p>Dada sua complexidade, a regula&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos &eacute; essencial, e a Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos se constitui no cerne legal para que o ciclo virtuoso se sobreponha ao vicioso e para que a gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos seja um meio que possibilite a redu&ccedil;&atilde;o no consumo, o reaproveitamento de res&iacute;duos e sua reciclagem. Dessa forma, promove-se o aumento da vida dos aterros sanit&aacute;rios, a redu&ccedil;&atilde;o dos custos de produ&ccedil;&atilde;o e a gera&ccedil;&atilde;o de renda e inclus&atilde;o social &agrave;s pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Respons&aacute;veis pelo escoamento da maior parte das exporta&ccedil;&otilde;es, zonas de pujan&ccedil;a econ&ocirc;mica e de oportunidades, os portos e as cidades portu&aacute;rias constituem um marco na hist&oacute;ria brasileira e um desafio para os gestores, tanto p&uacute;blicos como privados, pois organizar, no sentido de viabilizar o funcionamento eficiente e eficaz, esse mosaico de processos naturais, econ&ocirc;micos, sociais e pol&iacute;ticos n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil. O gerenciamento correto dos res&iacute;duos gerados nessas estruturas multimodais deve ser uma prioridade para as autoridades portu&aacute;rias, muitas vezes mais preocupadas com a atra&ccedil;&atilde;o de investimentos e a expans&atilde;o de suas estruturas que com a sa&uacute;de dos ecossistemas e das popula&ccedil;&otilde;es vizinhas.</p>     <p>Desde um ponto de vista burocr&aacute;tico e administrativo a gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos do Terminal Porto Novo do Porto do Rio Grande atende &agrave;s especifica&ccedil;&otilde;es legais, por&eacute;m, na pr&aacute;tica, n&atilde;o foi constatada uma gest&atilde;o estruturada dos res&iacute;duos, apenas uma tentativa de cumprir com a exig&ecirc;ncia legal de possuir um documento de gest&atilde;o bem estruturado, o que caracteriza uma gest&atilde;o voltada para o atendimento de imposi&ccedil;&otilde;es legais e pouco preocupada com a pr&aacute;tica e com a realidade das opera&ccedil;&otilde;es desenvolvidas em sua &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia.</p>     <p>A gest&atilde;o de res&iacute;duos na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia do corrente estudo, n&atilde;o se resume a um problema pontual, mas trata-se de uma quest&atilde;o sist&ecirc;mica e como tal deve ser tratada. Apenas com o esfor&ccedil;o conjunto da Autoridade Portu&aacute;ria e dos usu&aacute;rios do porto ser&aacute; poss&iacute;vel encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o adequada a esses problemas.</p>     <p>Cabe ressaltar que a a&ccedil;&atilde;o dos empreendedores presentes no porto n&atilde;o foi ainda avaliada, podendo contribuir positiva ou negativamente para a gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos. Em entrevistas com alguns empreendedores notou-se um individualismo nas a&ccedil;&otilde;es propostas e adotadas o que pode caracterizar um processo entr&oacute;pico na gest&atilde;o. Cada empresa busca solucionar seus problemas, mesmo dividindo espa&ccedil;os. Essas a&ccedil;&otilde;es, ao inv&eacute;s de serem sin&eacute;rgicas, acabam sendo concomitantes e entr&oacute;picas, resultando em uma duplica&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os e custos para atender a um mesmo problema.</p>     <p>Iniciativas como o Projeto Transaqua, financiado pelo FINEP, que busca caracterizar a gest&atilde;o ambiental portu&aacute;ria e o Projeto de Implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de Conformidade do Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos e Efluentes L&iacute;quidos nos Portos Mar&iacute;timos Brasileiros, incentivado e financiado pela Secretaria Especial de Portos, com recursos do Plano de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento do Governo Federal, s&atilde;o fundamentais para que as Autoridades Portu&aacute;rias sejam abastecidas de conhecimentos t&eacute;cnicos v&aacute;lidos e assim consigam efetuar uma gest&atilde;o ambiental efetiva.</p>     <p>A Divis&atilde;o de Meio Ambiente Sa&uacute;de e Seguran&ccedil;a (DMASS) mostrou-se extremamente sol&iacute;cita com todas as demandas desta pesquisa e interessada nos produtos oriundos da mesma. Cabe ressaltar que a caracteriza&ccedil;&atilde;o do estado da gest&atilde;o &eacute; o primeiro passo para que as realidades encontradas ao longo do trabalho possam ser modificadas e que uma nova vis&atilde;o a respeito da gest&atilde;o ambiental possa surgir, possibilitando a integra&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os por parte dos empreendedores e da Autoridade Portu&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>ANTAQ (2011) – <i>Porto Verde: Modelo Ambiental Portu&aacute;rio</i>. 107p., ANTAQ - Ag&ecirc;ncia Nacional de Transportes Aquavi&aacute;rios, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 978-8564964013. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/PortoVerde.pdf" target="_blank">http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/PortoVerde.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-8872201200030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carvalho, L.E.X. (2001) –<i> Desenvolvimento de Solu&ccedil;&atilde;o Integrada de Sistemas de Limpeza Urbana em Ambiente SIG</i>. 340p. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201200030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cicin-Sain, B.; Knecht, R.W. (1998) – <i>Integrated Coastal and Ocean Management: Concepts and Practices</i>. 517p., Island Press, Washington, DC, U.S.A. ISBN: 1559636033&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-8872201200030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1991) – <i>Nosso Futuro Comum. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o</i>, 430p., tradu&ccedil;&atilde;o da edi&ccedil;&atilde;o em ingl&ecirc;s Our Common Future, publicado pela Oxford University Press (1987), Editora da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-8872201200030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kitzman, D.(2010) – <i>Ambiente Portu&aacute;rio</i>, 158p. Editora FURG, Rio Grande, RG, Brasil. ISBN: 978-85-7566-170-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-8872201200030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MDIC (2012) –<i>Balan&ccedil;a Comercial Brasileira. MDIC </i>- Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio, DEPLA - Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Com&eacute;rcio Exterior, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&amp;menu=1161" target="_blank">http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&amp;menu=1161</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mesquita Jr, J.M. (2007) – <i>Gest&atilde;o integrada de res&iacute;duos s&oacute;lidos</i>. 40p., IBAM, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MMA (2002) –<i>Projeto Orla: Fundamentos para a Gest&atilde;o Integrada</i>. 74p., MMA - Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, SQA - Secretaria de Qualidade Ambiental nos Assentamentos Humanos / MP - Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o, SPU - Secretaria do Patrim&ocirc;nio da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/spu/publicacao/081021_PUB_ProjOrla_fundamentos.pdf" target="_blank">http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/spu/publicacao/081021_PUB_ProjOrla_fundamentos.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201200030000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MMA (2011) – <i>Plano Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos. Vers&atilde;o Preliminar para Consulta P&uacute;blica</i>. 102p., MMA - Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cnrh.gov.br/pnrs/documentos/consulta/versao_Preliminar_PNRS_WM.pdf" target="_blank">http://www.cnrh.gov.br/pnrs/documentos/consulta/versao_Preliminar_PNRS_WM.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201200030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Porto, M.M. (2006) – <i>Portos e o Desenvolvimento</i>. p.208. Lex Editora, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 9887364588.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201200030000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica (2000) – Lei 9.966, de 28 de abril de    2000. <i>Disp&otilde;e sobre a preven&ccedil;&atilde;o, o controle e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o    da polui&ccedil;&atilde;o causada por lan&ccedil;amento de &oacute;leo e outras    subst&acirc;ncias nocivas ou perigosas em &aacute;guas sob jurisdi&ccedil;&atilde;o    nacional e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Publicado no DOU</i> – Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o de 24.4.2000, Bras&iacute;lia, DF, Brasil.. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9966.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9966.htm</a></p>     <p>Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica (2010) – Lei 12.305, de 02 de agosto de 2010. <i>Institui a Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lido</i>s; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Publicado no DOU – Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o de 3.8.2010, Bras&iacute;lia, DF, Brasil.. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm</a></p>     <!-- ref --><p>Seiffert, M.E.B. (2007) – ISO 14.000 <i>Sistemas de Gest&atilde;o Ambiental: implanta&ccedil;&atilde;o objetiva e econ&ocirc;mica</i>. 258p. Editora Atlas, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 978-8522447701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201200030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SUPRG (2010) –<i> Plano de Gerenciamento de Res&iacute;duos S&oacute;lidos (PGRS)</i>. 69p. SUPRG – Superintend&ecirc;ncia do Porto do Rio Grande. Rio Grande, RS, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-8872201200030000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SUPRG (2011) – <i>Plano de Zoneamento das &Aacute;reas do Porto organizado do Rio Grande</i>. 11p., SUPRG - Superintend&ecirc;ncia do Porto do Rio Grande, Rio Grande, RS, Brasil. N&atilde;o Publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201200030000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Valle, C.E. (2006) – Qualidade Ambiental: ISO 14.000. 200p. Senac, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 8573592842&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-8872201200030000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Yin, R.K. (2010) – <i>Estudo de Caso: Planejamento e M&eacute;todos</i>. 248p. Bookman, Porto Alegre, RS, Brasil. ISBN: 9788577806553.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-8872201200030000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zveibil, V.Z. (coord.) (2001) – <i>Manual de Gerenciamento Integrado de Res&iacute;duos S&oacute;lidos</i>. 193p. IBAM - Instituto Brasileiro de Administra&ccedil;&atilde;o Municipal, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.resol.com.br/cartilha4/manual.pdf" target="_blank">http://www.resol.com.br/cartilha4/manual.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-8872201200030000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> Submission: May 8, 2012; Evaluation: June 12, 2012; Reception of revised manuscript: September 14, 2012; Accepted: September 17, 2012; Available on-line: September 19, 2012</p>      ]]></body><back>
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