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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Pesca enquanto Atividade Humana: Pesca Artesanal e Sustentabilidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This monographic work is a about the human relation with the marine fish resources, namely the evolution of the Portuguese and Brazilian relation with these resources. The integrative approach of this work is the sustainable artisanal fishing. Artisanal fisheries represent the integration through economic and social values anchoring to upstream and downstream several other activities, namely tourism. Little, if not no attention is given to artisanal fisheries, contrary to industrial fisheries. In Portugal it represented a permanent alternative to the distant fisheries, a buffer for the oscillations such as the restructuration of the fleet in 1973/74. However, the artisanal fisheries is declining, with a decreasing number of workers, the aging of fishers, and the low profits, together with the growing amounts of rules, norms and laws such as the common fisheries policy (CFP) of the European Commission, especially on the “Arte Xávega”, an artisanal fishing style being practiced by some Portuguese. Similar devaluation in artisanal fisheries occurs in the Brazilian context. Also, the Brazilian recent reality reinforces the importance of the Extractive Reserves and the Sustainable Development Reserves as tools for conservation and sustainability. Sustainability is assured as long we care about artisanal fishing, small-scale fisheries and fishing communities by contributing to more effective strengthening of empowered participation in governance. Also the plural knowledge and the traditional and ecological knowledge of these communities should be considered in the coastal zone management together with the social valorization of artisanal fishing communities. Artisanal fisheries continuity, assuring competitive advantages for artisanal fishers is needed. The activity must be considered fundamental to nature conservation and also to the sustainable development to both the sector itself and to the local development (creating jobs, synergies and complementarities for the preservation of local memories and knowledge). Above all, in necessary to give the proper value to fish and fish products because of the high quality and freshness delivered by artisanal fishers, with the growing concerns about nutrition and human health and eco-consumers demands.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>A Pesca enquanto Atividade Humana: Pesca Artesanal e Sustentabilidade <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 	    <p><b>Fisheries as a Human Activity: Artisanal Fisheries and Sustainability</b></p> 		    <p><b>Marco Pais Neves dos Santos</b> <sup>1</sup>, <b>S&oacute;nia Seixas</b> <sup>2</sup>, <b>Raphael Bastos Mareschi Aggio</b> <sup>3</sup>, <b>Natalia Hanazaki</b> <sup>3</sup>,           <b>Monica Costa</b> <sup>4</sup>, <b>Alexandre Schiavetti</b> <sup>5</sup>, <b>Jo&atilde;o Alveirinho Dias</b> <sup>6</sup>, <b>Ulisses M Azeiteiro</b> <sup>@, 7</sup></p> 		    <p>@ - Corresponding author</p> 		    <p>1 - Universidade Aberta. Departamento de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia. Mestrado em Cidadania Ambiental e Participa&ccedil;&atilde;o, e Instituto da Constru&ccedil;&atilde;o e do Imobili&aacute;rio, I.P. (InCI, I.P.), Av. J&uacute;lio Dinis, n.&ordm; 11, 1069-517 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:marco.santos@inci.pt">marco.santos@inci.pt</a> </p> 	    <p>2 - Universidade Aberta. Departamento de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia. Pal&aacute;cio Ceia. Rua da Escola Polit&eacute;cnica, 141 – 147. 1269-001 Lisboa, Portugal e IMAR, CMA, University of Coimbra,&nbsp;Rua da Matem&aacute;tica, n&ordm; 49, 3004-517 Coimbra,&nbsp;Portugal.&nbsp;&nbsp;e-mail:&nbsp;<a href="mailto:sonia@uab.pt">sonia@uab.pt</a></p> 	    <p>3 - Universidade Federal de Santa Catarina. Laborat&oacute;rio de Ecologia Humana e Etnobot&acirc;nica, Departamento de Ecologia e Zoologia, Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas. Campus Trindade, s/n. 88970-000. Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Email: Hanazaki <a href="mailto:natalia@ccb.ufsc.br">natalia@ccb.ufsc.br</a> , Aggio <a href="mailto:raphael.aggio@gmail.com">raphael.aggio@gmail.com</a></p> 	    <p>4 - Universidade Federal de Pernambuco. Departamento de Oceanografia. Laborat&oacute;rio de Ecologia e Gerenciamento de Ecossistemas Costeiros e Estuarinos. Av. Arquitetura s/n. Cidade Universit&aacute;ria, Recife, Pernambuco. CEP 50740-550. Brasil. e-mail: <a href="mailto:mfc@ufpe.br">mfc@ufpe.br</a></p> 	    <p>5 - Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias e Ambientais. Laborat&oacute;rio de Etnoconserva&ccedil;&atilde;o e &Aacute;reas Protegidas. Rod. Jorge Amado, km 16, Salobrinho, 45662-900, Ilh&eacute;us, Bahia, Brasil. e-mail: <a href="mailto:aleschi@uesc.br">aleschi@uesc.br</a></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>6 - CIMA – Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Marinha e Ambiental, Universidade do Algarve, Edif&iacute;cio 7, Campus de Gambelas, 8005-139 Faro, Portugal. e-mail: <a href="mailto:jdias@ualg.pt">jdias@ualg.pt</a>.</p> 	    <p>7 - Universidade Aberta. Departamento de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia. Pal&aacute;cio Ceia. Rua da Escola Polit&eacute;cnica, 141 – 147. 1269-001 Lisboa, Portugal e Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra. e-mail: <a href="mailto:ulisses@uab.pt">ulisses@uab.pt</a></p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		    <p>Este trabalho, numa abordagem monogr&aacute;fica, descreve a evolu&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o humana com os recursos pesqueiros marinhos, nomeadamente a evolu&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o portuguesa e brasileira com tais recursos. A perspetiva enquadrante &eacute; a da Pesca Artesanal e Sustentabilidade das Pescas. A pesca artesanal representa uma atividade aglutinadora de valor econ&oacute;mico e social, e serve de &acirc;ncora para diversas atividades a jusante e a montante das pescas, inclusive para o setor tur&iacute;stico. No entanto, n&atilde;o &eacute; objeto de grande aten&ccedil;&atilde;o, ou at&eacute; mesmo esquecida, por oposi&ccedil;&atilde;o com o que se verifica com a pesca industrial. Em Portugal representou uma alternativa permanente &agrave; pesca long&iacute;nqua, uma almofada para as oscila&ccedil;&otilde;es ocorridas na pesca industrial, tal como se verificou aquando da restrutura&ccedil;&atilde;o da frota de pesca por altura dos choques petrol&iacute;feros ocorridos em 1973/74. No entanto, apresenta-se em decad&ecirc;ncia acentuada, com um n&uacute;mero de efetivos reduzido e envelhecido (n&atilde;o consegue estimular os jovens), pouco lucrativa, e est&aacute; amea&ccedil;ada pela crescente regulamenta&ccedil;&atilde;o imposta pela Uni&atilde;o Europeia no &acirc;mbito da Politica Comum de Pescas (PCP), sobretudo no que diz respeito &agrave; pesca artesanal de x&aacute;vega. Desvaloriza&ccedil;&atilde;o similar ocorre no contexto brasileiro. Al&eacute;m disso, a realidade brasileira mais recente real&ccedil;a o valor de &aacute;reas protegidas marinhas como as Reservas Extractivistas (RESEX) e as Reservas de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (RDS) enquanto ferramentas de Conserva&ccedil;&atilde;o e Sustentabilidade. A sustentabilidade s&oacute; pode ser assegurada enquanto n&atilde;o forem esquecidos os pescadores artesanais e de subsist&ecirc;ncia, inseridos nas suas Comunidades Piscat&oacute;rias e capacitados para intervir nos processos Participativos e de Governan&ccedil;a da Zona Costeira. Tamb&eacute;m os seus Conhecimentos Plurais e saberes locais devem ser incorporados nas solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas de gest&atilde;o costeira, a par com a valoriza&ccedil;&atilde;o social da pr&oacute;pria atividade pesqueira. Por outro lado, para que a pesca artesanal possa ser assegurada em continuidade, e oferecer vantagens competitivas, &eacute; necess&aacute;rio que a atividade seja considerada fundamental para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza (devido &agrave;s artes seletivas), para o desenvolvimento sustentado do setor e para o desenvolvimento local (criando emprego, sinergias e complementaridades, preservando a mem&oacute;ria das comunidades locais). Sobretudo &eacute; necess&aacute;rio valorizar os produtos decorrentes desta pesca, porque os pescadores produzem um pescado de elevada qualidade e frescura, em nada inferior ao proveniente da pesca industrial, fundamental para a sa&uacute;de e qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es e capaz de responder &agrave;s exig&ecirc;ncias dos “eco-consumidores”.</p> 		    <p><b>Palavras-chave:</b> Zona Costeira, Atividades Humanas, Hist&oacute;ria Ambiental, Intera&ccedil;&otilde;es Homem-Meio, Hist&oacute;ria das Pescas, Recursos Marinhos</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		    <p>This monographic work is a about the human relation with the marine fish resources, namely the evolution of the Portuguese and Brazilian relation with these resources. The integrative approach of this work is the sustainable artisanal fishing. Artisanal fisheries represent the integration through economic and social values anchoring to upstream and downstream several other activities, namely tourism. Little, if not no attention is given to artisanal fisheries, contrary to industrial fisheries. In Portugal it represented a permanent alternative to the distant fisheries, a buffer for the oscillations such as the restructuration of the fleet in 1973/74. However, the artisanal fisheries is declining, with a decreasing number of workers, the aging of fishers, and the low profits, together with the growing amounts of rules, norms and laws such as the <i>common</i> fisheries policy (CFP) of the European Commission, especially on the “Arte X&aacute;vega”, an artisanal fishing style being practiced by some Portuguese. Similar devaluation in artisanal fisheries occurs in the Brazilian context. Also, the Brazilian recent reality reinforces the importance of the Extractive Reserves and the Sustainable Development Reserves as tools for conservation and sustainability. Sustainability is assured as long we care about artisanal fishing, small-scale fisheries and fishing communities by contributing to more effective strengthening of empowered participation in governance. Also the plural knowledge and the traditional and ecological knowledge of these communities should be considered in the coastal zone management together with the social valorization of artisanal fishing communities. Artisanal fisheries continuity, assuring competitive advantages for artisanal fishers is needed. The activity must be considered fundamental to nature conservation and also to the sustainable development to both the sector itself and to the local development (creating jobs, synergies and complementarities for the preservation of local memories and knowledge). Above all, in necessary to give the proper value to fish and fish products because of the high quality and freshness delivered by artisanal fishers, with the growing concerns about nutrition and human health and eco-consumers demands. </p> 	    <p><b>Keywords:</b> Coastal Zone, Human Activities, Environmental history, Human Environmental Interactions, Fisheries history, Marine resources</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 		    <p>A Zona Costeira e as Pescas encontram-se amea&ccedil;adas por problemas ambientais e seus impactos e press&otilde;es antr&oacute;picas que alteram o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico e ambiental (Carvalho <i>et al.</i>, 2012), a biodiversidade e a abund&acirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de peixes (Pierce <i>et al.</i>, 2012). As zonas costeiras s&atilde;o ambientes de biogeoqu&iacute;mica, din&acirc;mica ecol&oacute;gica, <i>habitat</i> e s&oacute;cio ambientalmente fr&aacute;geis, caracterizados pela complexidade da gest&atilde;o biol&oacute;gica, conservacionista e governan&ccedil;a (compatibiliza&ccedil;&atilde;o de interesse dos m&uacute;ltiplos agentes envolvidos - Paramio, 2012; Pita <i>et al.</i>, 2012), e gest&atilde;o e sustentabilidade do esfor&ccedil;o de pesca e sobrepesca (Pierce <i>et al.</i>, 2012). A integridade bioecol&oacute;gica (distribui&ccedil;&atilde;o, estrutura e funcionamento), biodiversidade, conserva&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o de <i>stocks</i> e produtividade pisc&iacute;cola exigem uma gest&atilde;o sustent&aacute;vel destes ecossistemas e da atividade pesqueira (gest&atilde;o do esfor&ccedil;o de pesca e sobrepesca) (Pierce <i>et al.</i>, 2012). A “Gest&atilde;o Baseada nos Ecossistemas”, na sua aplica&ccedil;&atilde;o &agrave;s Pescas, (Garcia &amp; Cochrane, 2005; FAO, 2005-2012 ; Curtin &amp; Prellezo, 2010) integra instrumentos que promovem a Sustentabilidade, considerando ainda a manuten&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de resili&ecirc;ncia (s&oacute;cio)ambiental essenciais na garantia dos designados “Servi&ccedil;os de Ecossistema”, neste caso biorecursos marinhos, particularmente os recursos pesqueiros.</p> 	    <p>Os pescadores da Pequena Pesca, denominada tamb&eacute;m por Pesca Artesanal, utilizam pequenas embarca&ccedil;&otilde;es de reduzidas autonomias de opera&ccedil;&atilde;o e comprimento de fora-a-fora e usam modelos singulares e diversificados de explora&ccedil;&atilde;o (considerada sustent&aacute;vel) dos biorecursos marinhos litorais. A atividade pesqueira nas pequenas Comunidades Piscat&oacute;rias est&aacute; alicer&ccedil;ada na Pesca Artesanal, que em 2007 abrangia, no continente portugu&ecirc;s, cerca de 91% da frota de pesca portuguesa (Viegas, 2010). A Pesca Artesanal &eacute; toda direcionada para o consumo humano e, para Viegas (2010), na “<i>Pequena Pesca est&atilde;o envolvidas categorias de valores intang&iacute;veis, como sejam os valores c&eacute;nicos &uacute;nicos proporcionados pelas suas actividades diferenciadas; os diversos saberes (saber-saber, saber-ser, saber-estar e saber-fazer); e a biodiversidade, considerada o garante das condi&ccedil;&otilde;es de perman&ecirc;ncia da vida no planeta. Para salvaguardar estes valores intr&iacute;nsecos, os modelos de desenvolvimento aplicados &agrave; Pequena Pesca n&atilde;o se podem restringir &agrave; componente econ&oacute;mica, uma vez que estes valores s&atilde;o incomensur&aacute;veis.</i>”</p> 	    <p>Neste artigo pretende-se enquadrar o tema <i>Pescadores Artesanais e Gest&atilde;o Costeira</i>, integrando-o numa vis&atilde;o mais abrangente, que &eacute; a da rela&ccedil;&atilde;o humana com os biorecursos marinhos, particularmente os recursos pesqueiros e a Sustentabilidade, nomeadamente a Sustentabilidade da Pesca Artesanal.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Evolu&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o portuguesa com os recursos marinhos</b></p> 		    <p><b>2.1. O Nascer do Reino</b></p> 		    <p>A Hist&oacute;ria de Portugal interliga-se com a das pescas, e com a dos recursos marinhos. S&atilde;o v&aacute;rios os elementos pr&eacute;-hist&oacute;ricos que testemunham a presen&ccedil;a de grupos humanos junto da costa, em &eacute;pocas e per&iacute;odos distintos, fazendo a recole&ccedil;&atilde;o dos recursos cedidos pelo mar, bem como os documentos hist&oacute;ricos que atribuem &agrave;s pescas grande import&acirc;ncia por altura da funda&ccedil;&atilde;o da nacionalidade (Barros, 1885:319; Medeiros, 2006:156).</p> 		    <p>Segundo Baldaque da Silva (1891:XXIV-XXV), no primeiro s&eacute;culo da monarquia portuguesa as pescas estavam limitadas &agrave;s “<i>&aacute;guas interiores, e quanto muito &agrave; zona costeira, porque o litoral sempre sujeito &agrave;s razias dos &aacute;rabes, ainda n&atilde;o era povoado, e at&eacute; uma costa importante, como era a do sul do reino, s&oacute; em 1249 foi libertada por D. Afonso III, expulsando definitivamente do Algarve o dom&iacute;nio mourisco</i>”. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, a pesca mar&iacute;tima parece ter sido, desde sempre, incentivada, designadamente atrav&eacute;s da concess&atilde;o de determinados privil&eacute;gios. Testemunho disso &eacute;, por exemplo, o Foral da Ericeira, concedido por D. Fernando Rodrigues Monteiro, Mestre de Avis, em 1229. Est&aacute; expresso nesse documento que “<i>a povoa&ccedil;&atilde;o constava principalmente de pescadores; e estes, sem distin&ccedil;&atilde;o de idade, eram isentos de encargos nos primeiros quatro anos em que se dessem &agrave; sua ind&uacute;stria</i>” (Barros, 1914:447). V&aacute;rias s&atilde;o as refer&ecirc;ncias que apontam para a pr&aacute;tica de pesca mar&iacute;tima em todos os litorais abrigados do Entre-Douro-e-Minho [<a href="#8">8</a>]<a name="top8"></a>, bem como de outros trechos costeiros. Destacamos o Foral outorgado a Viana da Foz do Lima (atual Viana do Castelo), por D. Afonso III, em 18 de junho de 1258, onde se reporta a exist&ecirc;ncia de movimentos comerciais (mar&iacute;timos e piscat&oacute;rios) anteriores &agrave; pr&oacute;pria nacionalidade, em virtude deste Foral contemplar v&aacute;rios impostos sobre artigos importados (<i>e.g.</i>, de Fran&ccedil;a), e sobre o peixe desembarcado na vila, transacionado por portugueses ou estrangeiros, estando estes &uacute;ltimos obrigados ao pagamento &agrave; coroa da d&iacute;zima, ou seja, de uma d&eacute;cima do valor de todas as importa&ccedil;&otilde;es vindas pelo mar (Sampaio, 1979:55-59). Pelo exposto, e tal como advoga Moreno (1992:22), no &acirc;mbito da atividade mar&iacute;tima das cidades portu&aacute;rias do Entre-Douro-e-Minho, “<i>a atividade naval dos primeiros s&eacute;culos n&atilde;o se limitou apenas &agrave;s tarefas artesanais da pesca, embora estas prevalecessem</i>”. Para o autor, no reinado de D. Sancho I (1154-1211), principia o ritmo comercial de longa dist&acirc;ncia, tendo como eixo polarizador a cidade do Porto.</p> 	    <p>Segundo Sampaio (1979:59-60;71-72), tamb&eacute;m as primeiras inquiri&ccedil;&otilde;es realizadas a norte do rio Mondego,&nbsp;onde a estrutura fundi&aacute;ria era mais fragment&aacute;ria, comprovam a exist&ecirc;ncia de povoados costeiros dedicados &agrave; pesca mar&iacute;tima, ainda que em reduzido n&uacute;mero (sobretudo em locais abrigados), como na foz do Neiva ou na margem direita do rio C&aacute;vado, ou na margem esquerda deste rio, onde existia uma pesca fluvial por “<i>piscarias e camb&ocirc;as</i>” [<a href="#9">9</a>]<a name="top9"></a> (inquiri&ccedil;&atilde;o de 1220), ou em Vila do Conde, onde foram contabilizados mais de sessenta barcos de pesca (pin&aacute;cias), e em Matosinhos, onde a atividade piscat&oacute;ria de n&iacute;vel comercial (exporta&ccedil;&atilde;o) era forte tanto em mar como no rio Le&ccedil;a (inquiri&ccedil;&atilde;o de 1258).</p> 	    <p>De facto, por esta altura a pesca fluvial era muito importante, n&atilde;o s&oacute; porque a orla litoral era muito fustigada pelo corso e pirataria (principalmente proveniente do norte de &Aacute;frica), mas tamb&eacute;m devido a dificuldades de comunica&ccedil;&atilde;o que condicionavam o envio do peixe de mar para o interior: ao peixe do mar que era comercializado no interior acrescia o custo de transporte (desloca&ccedil;&atilde;o e portagens [<a href="#10">10</a>]<a name="top10"></a>) e de conserva&ccedil;&atilde;o (salga), o que naturalmente encarecia o produto final, sendo que n&atilde;o era garantido que chegasse ao destino em perfeitas condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias. Acrescia ainda o perigo de saque, bastante comum nessa &eacute;poca. Por outro lado, ainda que em parte, essa transfer&ecirc;ncia de pescado tamb&eacute;m pode ser vista de forma concorrencial ao pr&oacute;prio senhorialismo, j&aacute; que as pescas eram normalmente um direito senhorial “ (…)<i> exercido pelo rei ou delegado por ele nos titulares e corpora&ccedil;&otilde;es religiosas, que em virtude de favor ou doa&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia, ou em resultado do patrim&oacute;nio, faziam da pesca uma esp&eacute;cie de ca&ccedil;a reservada em toda a &aacute;rea dos respetivos condados, dioceses, castelos e mosteiros, que constitu&iacute;am ent&atilde;o a divis&atilde;o da propriedade e do poderio em Portugal</i>” (Baldaque da Silva, 1891:XXIII).</p> 	    <p>Salienta-se que, com base neste modelo redistributivo - doa&ccedil;&atilde;o ou pres&uacute;ria -, que constitu&iacute;a um&nbsp;dos sustent&aacute;culos das classes nobre&nbsp;e eclesi&aacute;stica, a propriedade pertencia, na maior parte dos casos, &agrave; classe senhorial (Marques, 1997:91-95), e como tal o acesso aos recursos n&atilde;o era igualit&aacute;rio, at&eacute; porque considerava-se que os espa&ccedil;os aqu&aacute;ticos lim&iacute;trofes aos seus dom&iacute;nios terrestres representavam uma extens&atilde;o dos seus dom&iacute;nios senhoriais, ou seja, era um prolongamento da sua propriedade (Madureira, 2001:7). </p> 		    <p>A desigualdade no acesso aos recursos nestes primeiros tempos ap&oacute;s a funda&ccedil;&atilde;o da nacionalidade, e durante todo o medievalismo, &eacute; vis&iacute;vel no trabalho de Azeiteiro &amp; Tavares (2004:597), quando referem que aos monarcas, autoridades religiosas e grandes senhores feudais era reservado o direito de usufru&iacute;rem do primeiro peixe pescado, ou seja, o peixe representava um bem de utiliza&ccedil;&atilde;o particular, o que aponta para uma elevada import&acirc;ncia atribu&iacute;da aos recursos marinhos, e at&eacute; pressup&otilde;e alguma depend&ecirc;ncia dos mesmos, j&aacute; que &eacute; atrav&eacute;s da sua exist&ecirc;ncia que se formulam rela&ccedil;&otilde;es de poder atrav&eacute;s dos quais se superiorizam uns e se submetem outros.</p> 		    <p>Pode mesmo dizer-se que havia uma valoriza&ccedil;&atilde;o diferenciada do pescado: esp&eacute;cies mais vulgares, como a sardinha, eram tipicamente para consumo do povo; esp&eacute;cies menos frequentes e mais “nobres” eram destinadas &agrave;s classes mais privilegiadas, n&atilde;o s&oacute; atrav&eacute;s do d&iacute;zimo que os pescadores tinham que pagar, mas tamb&eacute;m porque o seu valor monet&aacute;rio (que apenas os ricos podiam suportar) eram uma mais-valia para quem os pescava. Exemplo supremo do que se referiu &eacute; o caso do solho (esturj&atilde;o), tamb&eacute;m denominado por peixe ou pescado real, “<i>n&atilde;o tanto pela excel&ecirc;ncia, e bondade deste corpulento peixe, quanto porque em todas as pesqueiras que pertenciam &agrave; Coroa no Douro e Tejo, sempre ele era reservado para a mesa Real</i>” (Viterbo (1799: 216, baseando-se em Doc. de Pendorada de 1329). </p> 	    <p>Durante o per&iacute;odo medieval as pescarias n&atilde;o foram dominantes nas estruturas econ&oacute;micas do pa&iacute;s, isto, por exemplo, por compara&ccedil;&atilde;o com o est&iacute;mulo verificado por altura do Estado Novo. No entanto, mostraram-se relevantes, contribuindo com impostos para a coroa e como motor de outras atividades econ&oacute;micas a montante e a jusante das pescas, como o com&eacute;rcio internacional, a constru&ccedil;&atilde;o naval e a extra&ccedil;&atilde;o de sal (Varela, 1996:57). N&atilde;o podemos negligenciar que j&aacute; em 1472 Portugal tinha o monop&oacute;lio das pescarias do Cabo Branco na costa ocidental africana (Coelho, 2000:69).</p> 		    <p>Com minud&ecirc;ncia, n&atilde;o ser&aacute; abusivo dizer que o in&iacute;cio da intensifica&ccedil;&atilde;o da “litoraliza&ccedil;&atilde;o” tem origem neste per&iacute;odo, devido &agrave; necessidade de laborar junto &agrave; costa mar&iacute;tima, quer fosse nas pescas, constru&ccedil;&atilde;o naval (Marques, 1997:193), apanha de algas ou extra&ccedil;&atilde;o de sal (Dias <i>et al.</i>, 2012:227); e tamb&eacute;m devido ao fator Descobrimentos, que, segundo Varela (1996) retardou o interesse no desenvolvimento da pesca costeira [<a href="#11">11</a>]<a name="top11"></a>, considerando que, por altura da expans&atilde;o portuguesa, o foco da ci&ecirc;ncia n&aacute;utica n&atilde;o radicava na melhoria das artes de pesca e da tecnologia de conserva&ccedil;&atilde;o do pescado, mas, como era natural, na melhoria da estrutura das embarca&ccedil;&otilde;es (para passar da navega&ccedil;&atilde;o costeira &agrave; oce&acirc;nica, e ultrapassar as dificuldades dos baixios, ventos fortes e correntes mar&iacute;timas desfavor&aacute;veis), da capacidade de artilharia (maior n&uacute;mero de boca de fogo), da capacidade de transporte (transportar mais toneladas), t&eacute;cnicas de navega&ccedil;&atilde;o (navega&ccedil;&atilde;o astron&oacute;mica, atrav&eacute;s da melhoria do astrol&aacute;bio e quadrante), e cartografia, de que &eacute; exemplo o Mapa do Atlas de 1519, de Lopo Homem-Rein&eacute;s, que incorporava todas as informa&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas e oceanogr&aacute;ficas recolhidas em viagens mar&iacute;timas at&eacute; essa data (Albuquerque, 1985:180). O fator descobrimentos ter&aacute; sido determinante para a fixa&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o no litoral, vinda do interior, que naturalmente queria embarcar em busca das riquezas anunciadas do mundo por descobrir [<a href="#12">12</a>]<a name="top12"></a>. Atente-se que, tal indica o Jo&atilde;o Jos&eacute; Alves Dias, o <i>numeramento</i> de 1527-32, mandado realizar por D. Jo&atilde;o III, com base numa divis&atilde;o administrativa organizada em seis comarcas (sendo que uma era o reino do Algarve), e que para cada uma se elaborou um arrolamento, regista no final do s&eacute;culo XV e in&iacute;cios do s&eacute;culo XVI um tremendo aumento populacional. A express&atilde;o, “<i>havia gente para tudo…Todo o pa&iacute;s crescia</i>”, evidencia claramente essa elevada densidade humana (Dias, 1996:210). Entre 1495 e 1545 foram criados 16 novas vilas que resultaram em 15 novos munic&iacute;pios, sendo que anteriormente, em igual per&iacute;odo, entre 1445 e 1495, s&oacute; tinham sido criadas 4 novas vilas, que resultaram em 4 novos concelhos (Dias, 1996:180). Entre muitas situa&ccedil;&otilde;es, que concorreram para a dilata&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, podemos aqui reclamar o refor&ccedil;o do dispositivo de trabalho humano, com base no contingente de escravos africanos e asi&aacute;ticos que come&ccedil;avam a chegar, particularmente em Lisboa, e at&eacute; contabilizar os Judeus expulsos de Espanha, que cobriam em n&uacute;mero significativo todo o territ&oacute;rio nacional, mas sobretudo os locais de com&eacute;rcio/capitais, e ajudavam a compensar quem de livre vontade se queria aventurar no mundo por explorar no Al&eacute;m-mar.</p> 	    <p>Verificamos at&eacute; aqui uma total aus&ecirc;ncia de processos Participativos ou de Governan&ccedil;a, de aus&ecirc;ncia de uma efetiva consciencializa&ccedil;&atilde;o ambiental. No entanto, existia depend&ecirc;ncia dos recursos marinhos, j&aacute; que a diversidade do <i>habitat</i> marinho e fluvial, no tamanho e quantidade de esp&eacute;cies existentes, representou o principal fator de riqueza das comunidades costeiras, das popula&ccedil;&otilde;es localizadas ao longo das v&aacute;rias bacias hidrogr&aacute;ficas, e de toda a estrutura hier&aacute;rquica e governativa de Portugal. S&oacute; no final do per&iacute;odo medieval, altura em que j&aacute; existia a arte de x&aacute;vega [<a href="#13">13</a>]<a name="top13"></a>(Madureira, 2001), &eacute; que come&ccedil;aram a fazer-se sentir as primeiras preocupa&ccedil;&otilde;es que, pelos conceitos e terminologia atual, podemos considerar como ambientais, devido &agrave; escassez de algumas esp&eacute;cies, sobretudo fluviais [<a href="#14">14</a>]<a name="top14"></a>, que teriam continuidade nos s&eacute;culos seguintes (Azeiteiro &amp; Tavares, 2004:597-598).</p> 	    <p>Conclu&iacute;mos que as ra&iacute;zes hist&oacute;ricas da pesca, desde cedo vinculadas a uma pesca artesanal e tamb&eacute;m comercial, e aos centros salineiros (salga da pescada, atum, cavala e sardinha), sempre estiveram ligadas &agrave; posi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e contornos de Portugal [<a href="#15">15</a>]<a name="top15"></a>, que o colocam amplamente em contacto com o mar, e &agrave;s suas condi&ccedil;&otilde;es climatol&oacute;gicas, que favoreceram e potenciaram a extra&ccedil;&atilde;o salina (Dias <i>et al.</i>, 2012). Neste per&iacute;odo, as pescas e a extra&ccedil;&atilde;o de sal s&atilde;o indissoci&aacute;veis, e em conjunto foram basilares para a asser&ccedil;&atilde;o da estrutura econ&oacute;mica medieval litor&acirc;nea.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.2. Os Descobrimentos</b></p> 		    <p>Quando Oliveira Marques (1997) aborda os motivos da expans&atilde;o, entre os quais alcan&ccedil;ar ouro e prata, aumentar o com&eacute;rcio e evitar a desvaloriza&ccedil;&atilde;o da moeda, minorar a escassez de trigo, “atacar” as f&eacute;rteis searas marroquinas, e controlar diretamente os povos do “Islam”, refere que nas primeiras viagens mar&iacute;timas se alargam sistematicamente as &aacute;reas piscat&oacute;rias, e considera por isso que as pescas podem tamb&eacute;m ser consideradas um dos motivos da expans&atilde;o (n&atilde;o como causa, mas uma consequ&ecirc;ncia positiva da expans&atilde;o, no sentido de potenciar ao m&aacute;ximo o uso dos recursos).</p> 		    <p>A dilata&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de pesca comercial poder&aacute; ter resultado num desinvestimento ou retrocesso da pesca artesanal, por for&ccedil;a da reparti&ccedil;&atilde;o de verbas, porque, segundo o autor, uma hip&oacute;tese de investiga&ccedil;&atilde;o ainda pouco estudada pela historiografia, mas totalmente poss&iacute;vel, &eacute; o facto de grande parte da ind&uacute;stria de pesca estar nas m&atilde;os do rei, de burgueses ricos e senhores feudais, “ (…) <i>cujos conselheiros podem ter planeado um alargamento permanente das &aacute;guas &laquo;territoriais&raquo; </i>[deve entender-se &aacute;reas de pesca], [e porventura] (…) <i>as migra&ccedil;&otilde;es de peixe e de baleias for&ccedil;aram os barcos de pesca a segui-las</i>” (Marques, 1997:233). Tamb&eacute;m se pode verificar um desinvestimento na pesca artesanal atrav&eacute;s da progressiva diminui&ccedil;&atilde;o de pescadores artesanais em Portugal, porque, como era natural, os pescadores eram dos mais interessados [<a href="#16">16</a>]<a name="top16"></a>, e procurados, para integrar as tripula&ccedil;&otilde;es dos navios direcionados &agrave;s grandes navega&ccedil;&otilde;es. </p> 	    <p>No mesmo sentido, de forma ainda mais perent&oacute;ria, Vitorino Magalh&atilde;es Godinho refere que a &aacute;rea de pesca aumentou substancialmente com o passar da segunda metade do s&eacute;culo XV (Godinho, 1950:33). Desenvolve-se a pesca comercial e n&atilde;o a artesanal, porque, para o autor, a progress&atilde;o das viagens mar&iacute;timas foi proporcional &agrave; descoberta de novas &aacute;reas de pesca, dando como exemplo o sucedido junto &agrave; costa marroquina, junto das Can&aacute;rias, ao longo do litoral atl&acirc;ntico sariano (Godinho, 1983:127-133).</p> 		    <p>Por influ&ecirc;ncia da expans&atilde;o, e do que isso significava para a nobreza portuguesa, intensifica-se a constru&ccedil;&atilde;o de portos e estaleiros, e a amplia&ccedil;&atilde;o e melhoramento dos portos j&aacute; existentes (s&atilde;o constru&iacute;dos ou remodelados os portos de Vila do Conde, Azurara, Porto, Aveiro, Pederneira, Lisboa, Set&uacute;bal, Vila Nova de Portim&atilde;o e Tavira), e as atividades portu&aacute;rias, nomeadamente a ind&uacute;stria naval, o que consubstanciado foi determinante para a intensifica&ccedil;&atilde;o do &ecirc;xodo para o litoral (Medeiros, 2006:156). </p> 		    <p>Esta situa&ccedil;&atilde;o redimensionou positivamente os efetivos das pescas e modificou a estrutura do trabalho, tanto em Lisboa como em todo o litoral portugu&ecirc;s, em prol dos estaleiros, por exemplo, “ (…) <i>criou-se um n&uacute;mero fixo de carpinteiros navais e de calafates vinculados &agrave; respetiva taracena e gozando de um conjunto de privil&eacute;gios, tendo, em contrapartida, de apresentar completa disponibilidade para servirem quando fossem chamados</i>” (Marques, 1997:193). Em termos de efetivos humanos associados &agrave;s pescas, tanto comercial como artesanal, sabe-se que em meados do s&eacute;culo XVI existiam em Lisboa quase 2000 pescadores, 200 mulheres regateiras que adquiriam peixe para revenda, 140 vendedoras de pescado (s&oacute; vendiam), 8 lavapeixes, e 50 escamadeiras da Ribeira (Brand&atilde;o, 1990 [1552]:28-29;79-80;209-210).</p> 	    <p>A literatura nacional e internacional n&atilde;o deixa qualquer d&uacute;vida sobre o protagonismo dos navegadores/pescadores portugueses no Ocidente, durante o s&eacute;culo XV. Por exemplo, Lewis &amp; Runyan (1985:155) e Fuson (1987:230) classificam os pescadores como muito trabalhadores e lutadores, capazes de entrar mar dentro de forma destemida na persegui&ccedil;&atilde;o dos cardumes de bacalhau, e ainda lhes atribuem a proeza, antes de 1492, de terem reaberto a rota dos vikings para a Isl&acirc;ndia, Gronel&acirc;ndia e Labrador. Tamb&eacute;m Baldaque da Silva (1891:427), refere que o “<i>pescador foi sempre, em todos os paizes e em todas as epochas, um obreiro incans&aacute;vel, destemido e prestabil&iacute;ssimo, mas humilde e desventuroso</i>”. </p> 	    <p>Imediatamente a seguir &agrave; descoberta da Terra Nova possivelmente por Jo&atilde;o Vaz Corte-Real e &Aacute;lvaro Martins Homem, cerca do ano de 1472, abriram-se a&iacute; novas perspetivas para a pesca do bacalhau. &Eacute; prov&aacute;vel que, pescando j&aacute; em 1504 os Franceses na Terra Nova, fizessem outro tanto os Portugueses (Andrada e Silva, 1790: 392). Ali&aacute;s, &eacute; poss&iacute;vel que essa pescaria se tenha iniciado ainda no s&eacute;culo XV, pois que, em 1506, atingia j&aacute; tal import&acirc;ncia que um Alvar&aacute; de 14 de outubro (Liv. d’Alfandega do Porto fol. 46) mandava arrecadar o d&iacute;zimo desse pescado da Terra Nova pelos oficiais da Coroa (Lobo, 1812: 338). Tal comprova a grande apet&ecirc;ncia dos portugueses pela explora&ccedil;&atilde;o de novas zonas de pesca, mesmo distantes.</p> 		    <p>Posteriormente, tanto D. Jo&atilde;o III como D. Sebasti&atilde;o ordenaram &agrave;s frotas pertencentes aos portos do Minho, Douro, e Aveiro que fossem explorar a designada Terra Nova, porque os impostos eram altamente lucrativos para os cofres da coroa. Marca o in&iacute;cio de uma pescaria mais intensiva, por compara&ccedil;&atilde;o com o antecedente (<i>e.g.</i> Norte da Europa), levada a cabo por quase todos os pa&iacute;ses ocidentais, sem qualquer regulamento, que como veremos mais &agrave; frente, quando abordarmos o Estado Novo, quase levou &agrave; extin&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie (<i>Gadus morhua</i>). </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, n&atilde;o se pode dizer que existiu uma explora&ccedil;&atilde;o abusiva dos recursos neste per&iacute;odo, mesmo no caso concreto do bacalhau do Atl&acirc;ntico Noroeste, porque “<i>a pescaria do Bacalhau, e todas aquelas, que se faziam na nossa Costa, ocupavam, e davam a subsist&ecirc;ncia a uma grande parte dos nossos Portugueses</i>” (Lobo, 1812:339-340), ou seja, as pescarias que se fizeram de forma crescente at&eacute; &agrave; governa&ccedil;&atilde;o filipina, altura em que a marinha e as pescas entraram em decl&iacute;nio, permitiram melhorar as condi&ccedil;&otilde;es alimentares do povo da Pen&iacute;nsula, sobretudo dos mais carenciados e, no caso portugu&ecirc;s, foi mais um contributo positivo para dar resposta &agrave; progress&atilde;o demogr&aacute;fica (Medeiros, 2006:157), que como vimos dilatou-se no in&iacute;cio do s&eacute;culo XVI. Por outro lado, igualmente importante &eacute; a vis&atilde;o do rei D. Sebasti&atilde;o, consent&acirc;nea com o que j&aacute; vinha a ser pr&aacute;tica do antecedente no que se refere &agrave; captura consciente dos recursos pesqueiros, nomeadamente os fluviais, porque, segundo Lobo (1812:370), este monarca tinha presente “<i>que a demasiada pequenez da malha nas redes, contribu&iacute;a muito para a decad&ecirc;ncia da pescaria; por esta causa concedeu aos moradores de Ponte de Lima e seu termo, licen&ccedil;a para pescar no rio Lima s&aacute;veis e lampreias, sem embargo da Lei em contr&aacute;rio, contanto que usassem de redes de malha, que tivesse a bitola determinada pela C&acirc;mara</i>”.</p> 	    <p>Verificamos que o processo de capturas &eacute; justific&aacute;vel pela necessidade de alimentar a popula&ccedil;&atilde;o, e sustentar os cofres do clero e nobreza (impostos e com&eacute;rcio). Logo, o interesse na conserva&ccedil;&atilde;o da pesca, emergente no s&eacute;culo XVI, &eacute; sustentado atrav&eacute;s de uma vis&atilde;o profundamente utilitarista, pois visava proteger os recursos marinhos para evitar o decr&eacute;scimo das receitas fiscais (Amorim, 2005:104). Por exemplo, no caso da pesca costeira, e sobretudo da pesca fluvial, Amorim (2005a:105) diz-nos que os Forais Manuelinos condicionavam a utiliza&ccedil;&atilde;o de artes de pesca que amea&ccedil;avam o crescimento ou frequ&ecirc;ncia das esp&eacute;cies, e a “lei da ca&ccedil;a e pescaria, de 1565”, preparada por D. Jo&atilde;o III, “<i>estipulava as malhagens e calend&aacute;rios de defeso, entre outros aspectos, alertando os senhorios das pescas, “fidalguos ou cavaleyros” e pessoas “heclegiastiquas</i>”, propriet&aacute;rias das &aacute;reas de pesca e n&atilde;o pescadores, para as perturba&ccedil;&otilde;es no crescimento das esp&eacute;cies, prevenindo eventuais afrontamentos”.</p> 	    <p>Chegamos a uma dura realidade. Se era o interesse econ&oacute;mico que levava &agrave;s capturas, era o mesmo interesse econ&oacute;mico que levava &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de defesa dos recursos marinhos, por isso serem pontuais e diminutas, mas ainda assim louv&aacute;veis, tal como observa Medeiros (2006:162-163, <i>apud</i> Almeida (Fortunato de), 1928:343-344):“ <i>em 1610 uma postura camar&aacute;ria proibia que os pescadores de Set&uacute;bal utilizassem determinadas redes, os chinchorros, que prejudicavam a &laquo;cria&ccedil;&atilde;o dos peixes; “por tomarem a ova e cria&ccedil;&atilde;o mi&uacute;da que se criava (…), por os arrastarem pelo ch&atilde;o, que estava de baixo de &aacute;gua, e que era causa por onde se perdia a dita cria&ccedil;&atilde;o e ova”&raquo;; por v&aacute;rias vezes, como foi o caso de uma determina&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara de Lisboa, datada de Maio de 1634, &laquo;se proibiu tamb&eacute;m o uso das redes tartaranhas, de arrastar e de malha mi&uacute;da, porque &agrave;quele sistema de pescar se atribu&iacute;a a falta de peixe, que por vezes era muito sens&iacute;vel</i>”. </p> 		    <p>Naturalmente, esta regulamenta&ccedil;&atilde;o, ou outra relacionada, pode ser interpretada como o emergir de uma consciencializa&ccedil;&atilde;o, de que os recursos marinhos eram finitos e fundamentais &agrave; vida humana, incapazes de corresponder a um consumo desproporcional, tal como advoga Amorim (2005a:106). N&atilde;o obstante, em termos gerais, o interesse econ&oacute;mico &eacute; o motor que determina toda a atividade, e a mentalidade economicista negligenciava o que agora muito valorizamos, a estabilidade bi&oacute;tica dos ecossistemas marinhos (Azeiteiro &amp; Tavares, 2004:597-598), desde logo porque a popula&ccedil;&atilde;o quinhentista menosprezava a import&acirc;ncia nutricional do peixe, considerava-o de pouco alimento, e inclusive utilizava express&otilde;es que ainda hoje se utilizam, como “peixe n&atilde;o puxa carro&ccedil;as”. Por isso mesmo, o peixe integrava a dieta alimentar dos mais pobres, e muito pouco a dos mais ricos [<a href="#17">17</a>]<a name="top17"></a>, que preferiam a prote&iacute;na animal. Era consumido das mais variadas formas, fresco (junto aos locais de captura), seco, salgado, fumado ou em conserva (Marques, 1997:622). No entanto, durante a quaresma e todas as sextas-feiras, que eram dias de abstin&ecirc;ncia, o consumo de peixe aumentava, e nessa altura o dever religioso superiorizava-se aos gostos pessoais – altura em que at&eacute; as classes mais abastadas comiam peixe (Gon&ccedil;alves, 1978:447).</p> 	    <p>Um dos melhores trabalhos j&aacute; realizados sobre a atividade comercial e social na Lisboa quinhentista, o trabalho de Jo&atilde;o Brand&atilde;o (de Buarcos), permite-nos perceber que a sardinha era a esp&eacute;cie que mais abundava na mesa dos portugueses, apesar de algumas vezes com reduzidas condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias, situa&ccedil;&atilde;o que se prolongou no interior do pa&iacute;s at&eacute; &agrave; segunda metade do s&eacute;culo XX (Marques, 1987; Brand&atilde;o, 1990 [1552]). Um dado importante que permite perceber a import&acirc;ncia da sardinha neste per&iacute;odo, na alimenta&ccedil;&atilde;o popular, &eacute; a sua utiliza&ccedil;&atilde;o nos arraiais [<a href="#18">18</a>]<a name="top18"></a>. No entanto, na mesa dos portugueses existiam outras esp&eacute;cies, que iam desde os mariscos (camar&otilde;es, berbig&otilde;es, caramujos, entre outros) (Brand&atilde;o, 1990 [1552]:213) aos peixes (linguados, s&aacute;veis, ca&ccedil;&otilde;es, besugos, gorazes, rodovalhos, congros, e peixotas, que &eacute; a atual pescada) (Gon&ccedil;alves, 1978:447). Podemos aqui reclamar a import&acirc;ncia da pesca artesanal nestes eventos, devido ao ambiente econ&oacute;mico e cultural, e pelas caracter&iacute;sticas deste subsistema de pesca, que coloca no mercado pescado fresco, geralmente de boa qualidade (Souto, 2003:3). Salienta-se que as referidas m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias resultam da morosidade do transporte, de pr&aacute;ticas descuidadas, e da falta de estruturas, e n&atilde;o da proced&ecirc;ncia do pescado.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.3. O Marqu&ecirc;s de Pombal</b></p> 		    <p>Durante a governa&ccedil;&atilde;o pombalina, altura em que se procurou criar um “Estado Moderno Iluminista”, o setor das pescas foi muito contemplado, o que &eacute; vis&iacute;vel atrav&eacute;s das in&uacute;meras infraestruturas constru&iacute;das de apoio &agrave;s pescas, como portos e cais, e refor&ccedil;o em n&uacute;mero de embarca&ccedil;&otilde;es e redes (Madureira, 2001:12).</p> 		    <p>Nesta altura j&aacute; existia uma demarcada pol&iacute;tica de pescas que, como era normal at&eacute; in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, n&atilde;o se pautava por valores ecol&oacute;gicos mas por fundamentos pol&iacute;ticos, econ&oacute;micos e de soberania nacional. &Eacute; disso exemplo, o condicionamento do abandono da profiss&atilde;o pelos pescadores, a proibi&ccedil;&atilde;o de venda de barcos a estrangeiros, sobretudo a espanh&oacute;is, a cria&ccedil;&atilde;o de infraestrutura&ccedil;&atilde;o de pesca em pontos-chave no litoral, no sentido de ordenar a orla mar&iacute;tima em fun&ccedil;&atilde;o da defesa estrat&eacute;gica do territ&oacute;rio (<i>e.g.</i>, Vila Real de Santo Ant&oacute;nio), o forte rigor e a alta execu&ccedil;&atilde;o fiscal, e o monop&oacute;lio do setor feito atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de companhias (Madureira, 2001:12), como a Companhia Geral das Reais Pescarias do Algarve (15/1/1773), que tinha exclusividade comercial, e o objetivo de fomentar e controlar a atividade da pesca no litoral Sul do reino (<i>e.g.</i>, Lobo, 1812).N&atilde;o obstante, apesar de todo o &ecirc;nfase colocado nas pescas, e nas estruturas de suporte, estas ainda evidenciavam subdesenvolvimento. </p> 	    <p>Segundo Lobo (1812), o decr&eacute;scimo abrupto da produ&ccedil;&atilde;o e produtividade das pescas e da constru&ccedil;&atilde;o naval, ocorrido por altura da governa&ccedil;&atilde;o filipina (1580/1640), ainda n&atilde;o tinha sido recuperado no final do s&eacute;culo XVIII, quase em todos os assuntos das pescas. O autor, que percorreu todo o litoral portugu&ecirc;s, concluiu que o estado calamitoso das pescas era fruto de um vasto conjunto de raz&otilde;es morais e f&iacute;sicas: as primeiras, radicavam essencialmente no monop&oacute;lio de alguns dos meios de produ&ccedil;&atilde;o (no sentido conferido por Karl Marx), e na pobreza dos pescadores, o que fazia com que, quando n&atilde;o pudessem ir ao mar (<i>e.g.</i>, no inverno), muitos andassem a mandigar de porta em porta (Lobo, 1812:354), nos altos impostos e na perspetiva depreciativa da atividade e da profiss&atilde;o, dando como exemplo as humilha&ccedil;&otilde;es ocorridas em 1653, em Vianna, “<i>feitas aos pescadores pelos Soldados, Oficiais do Castelo, e por aqueles que cobram os Direitos do pescado</i>”, e que o autor refere terem continuidade “<i>Eu as ouvi no ano de 1789</i> (…), <i>1790</i> (…), <i>1794</i>” (Lobo, 1812:360-362). Ali&aacute;s, o autor aponta as “<i>viol&ecirc;ncias e vexa&ccedil;&otilde;es</i>” como uma das causas mais poderosas da imigra&ccedil;&atilde;o dos pescadores, sobretudo para a Espanha onde, em 1790, s&oacute; nas “ch&aacute;vegas de Ayamonte e S. Lucar de Barrameda”, j&aacute; andavam 2500 pescadores portugueses (Lobo, 1812:370). O autor ainda d&aacute; &ecirc;nfase &agrave; falta de forma&ccedil;&atilde;o e conhecimentos dos pescadores, afirmando que “<i>A falta de educa&ccedil;&atilde;o na Arte da pesca &eacute; um dos impedimentos que mais se op&otilde;e ao adiantamento [progresso] das pescarias</i>” (Lobo, 1812: 358). </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave;s raz&otilde;es f&iacute;sicas, ou de ordem natural, com fundamento no <i>deficit</i> de conhecimentos dos pescadores, refere o autor fazer-se uso inconveniente de algumas artes e t&eacute;cnicas de pesca (<i>e.g.</i>, m&aacute; utiliza&ccedil;&atilde;o de artes de pesca ou utiliza&ccedil;&atilde;o desajustada ao tipo de pescaria realizada, o que era danoso para as esp&eacute;cies e pescas) (Lobo, 1812:374-376). Tamb&eacute;m o mau estado das barras, um pouco por todo o pa&iacute;s, constitu&iacute;a forte impedimento ao desenvolvimento das pescas. No Algarve, por exemplo, a “<i>barra de Ferragudo era em tempos antigos t&atilde;o not&aacute;vel que por ela entravam navios grandes; (...) actualmente est&aacute; t&atilde;o entupida que apenas admite alguns hiates.” Em Faro, em 1790, “as duas barras desta cidade, chamadas dos pescadores, uma Barreta e outra Barra Nova, estavam em muito mau estado (...) que se n&atilde;o houver alguma provid&ecirc;ncia p&uacute;blica, ficar&atilde;o completamente aniquiladas. A barra de Tavira (...) j&aacute; no ano de 1622a dita barra se tinha fechado e estava inteiramente perdida</i>” (Lobo, 1812: 382). Referem-se ainda a falta de estruturas (tanques) para a lavagem das redes (vindas do mar) em &aacute;gua doce, e o mau estado das infraestruturas portu&aacute;rias, como causa para a degrada&ccedil;&atilde;o de pescas, agricultura e navega&ccedil;&atilde;o (Lobo, 1812:383).</p> 		    <p>Importa ainda referir que, quando Lobo (1812: 376) se refere aos caneiros [<a href="#19">19</a>]<a name="top19"></a>, arte que considera prejudicial &agrave;s esp&eacute;cies, pescas e navega&ccedil;&atilde;o, revela preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais com a sustentabilidade das esp&eacute;cies e das pescas, o que traduz uma preocupa&ccedil;&atilde;o recorrente pelo menos desde o s&eacute;culo XIV: “<i>os quais n&atilde;o somente s&atilde;o prejudiciais &aacute; navega&ccedil;&atilde;o dos rios, mas impedem a multiplica&ccedil;&atilde;o e abund&acirc;ncia dos peixes que neles se podem pescar, como mostrou a experiencia naqueles que houve no Douro, Mondego, Z&ecirc;zere e Tejo</i>”.</p> 	    <p>Em 1785 a economia portuguesa enfrentou uma grave crise, que j&aacute; h&aacute; muito se antevia, e que tinha sido combatida pelas pol&iacute;ticas de fomento comercial pombalinas, sobretudo ao tentar inverter a tend&ecirc;ncia retr&oacute;grada e negativa em que se encontrava toda a fileira das pescas (dir&iacute;amos que todo o pa&iacute;s). Mais tarde, em 1792, essa crise atingiu a generalidade dos setores econ&oacute;micos e afetou as atividades marinhas, arrastando-se at&eacute; o in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX (Oliveira, 2008:62). </p> 		    <p>O segredo para ultrapassar a crise no setor pesqueiro passou pela ado&ccedil;&atilde;o de tecnologias piscat&oacute;rias promotoras de uma maior efici&ecirc;ncia na pesca, cujo objetivo n&atilde;o era que fossem promotoras de uma pesca equilibrada, mas que permitissem uma maior redu&ccedil;&atilde;o dos custos de explora&ccedil;&atilde;o e um aumento das taxas de captura. Refere-se, a este prop&oacute;sito, a introdu&ccedil;&atilde;o de novas artes e aparelhos de pesca, e malhagens mais apertadas e de maiores dimens&otilde;es. S&atilde;o disso exemplo as artes da x&aacute;vega. Segundo (Amorim, 2001:120) “(...) <i>foi uma tentativa, not&aacute;vel, de optimizar a captura. Um exemplo verificado em meados do s&eacute;c. XVIII, foi o da introdu&ccedil;&atilde;o das novas “artes” da x&aacute;vega (de arrasto pel&aacute;gico, conjuntos de redes ligadas, de grandes dimens&otilde;es, malha a vi&eacute;s, grande saco), copiadas ou trazidas pelos catal&atilde;es para a Galiza e Andaluzia, transportadas para as costas portugueses, especialmente a sul do Douro e Algarve, que implicaram um aumento consider&aacute;vel das capturas da sardinha, dando origem mesmo a uma ind&uacute;stria da conserva e salga</i>”. </p> 	    <p>Apesar da maior efic&aacute;cia resultar de avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, n&atilde;o deixa de ser verdade que, mais uma vez, o Ser humano se serviu da dilata&ccedil;&atilde;o da capacidade de capturas para seu sustento, n&atilde;o s&oacute; alimentar mas tamb&eacute;m econ&oacute;mico, e n&atilde;o teve a capacidade de fazer uma gest&atilde;o racional dos recursos. Por isso a arte da x&aacute;vega, abundante em toda a costa nos anos 80 do s&eacute;culo XIX (Baldaque da Silva, 1891), representa uma pesca artesanal que parece estar condenada a desaparecer (Souto, 2003:14-15): “<i>atualmente apenas &eacute; poss&iacute;vel encontr&aacute;-la</i> [arte da x&aacute;vega] <i>entre Espinho e a Praia da Vieira, a Norte do rio Tejo, e na Costa da Caparica/Sesimbra, a Sul, tendo desaparecido completamente da costa algarvia e da Nazar&eacute;</i> [enquanto atividade econ&oacute;mica], <i>onde hoje, ali&aacute;s, se promove a sua utiliza&ccedil;&atilde;o para fins tur&iacute;sticos</i>” (subsidiada pela C&acirc;mara Municipal da Nazar&eacute;). Reinventou-se esta arte, agora como produto tur&iacute;stico, ou seja, esta arte durante muitos s&eacute;culos alimentou as popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas, agora, como o mesmo conhecimento dos aut&oacute;ctones, &eacute; o turismo que alimenta estas mesmas popula&ccedil;&otilde;es (em decr&eacute;scimo acentuado).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.4. As Revolu&ccedil;&otilde;es Liberais</b></p> 		    <p>Por altura das revolu&ccedil;&otilde;es liberais continuava o dom&iacute;nio do poder senhorial sobre a quase totalidade do setor das pescas. Nem sequer a pol&iacute;tica pombalina, no que se refere &agrave; transfer&ecirc;ncia da governa&ccedil;&atilde;o das pescas do poder senhorial para a esfera p&uacute;blica (aquelas que n&atilde;o eram concedidas pelo Rei), tinha sido conclu&iacute;da; apesar de tamb&eacute;m n&atilde;o ser uma solu&ccedil;&atilde;o brilhante, j&aacute; que visava retirar o monop&oacute;lio ao poder senhorial para o constituir como um direito da coroa, com primazia da pesca comercial, e n&atilde;o um usufruto dos cidad&atilde;os, princ&iacute;pio orientador da gest&atilde;o pesqueira (Saetersdal, 1984).</p> 		    <p>S&oacute; na d&eacute;cada de 1830, j&aacute; em contexto liberal, &eacute; que a legisla&ccedil;&atilde;o para o setor anula parte das pol&iacute;ticas vigentes (inclusive as pombalinas), libertando o setor do dom&iacute;nio da jurisdi&ccedil;&atilde;o senhorial, ficando o Estado respons&aacute;vel pela atividade piscat&oacute;ria. Este &eacute; um momento muito importante. Repare-se que at&eacute; esta data era como se os peixes antes de nascerem j&aacute; tivessem dono. Ali&aacute;s, com rigor, os peixes at&eacute; tinham mais do que isso, tinham uma monitoriza&ccedil;&atilde;o personalizada, ainda que n&atilde;o totalmente para a sua preserva&ccedil;&atilde;o (no tempo) [<a href="#20">20</a>]<a name="top20"></a>, mas para potenciar o lucro na comercializa&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>Por coincid&ecirc;ncia (ou n&atilde;o), a evolu&ccedil;&atilde;o da capacidade de capturas, que indiretamente permite compreender a evolu&ccedil;&atilde;o do conceito de sustentabilidade, registou neste per&iacute;odo, em meados do s&eacute;c. XIX, a primeira grande e j&aacute; moderna dinamiza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, com introdu&ccedil;&atilde;o de artes de pesca mais eficientes, como seja a introdu&ccedil;&atilde;o dos cercos com barcos movidos a vapor nas costas algarvias, que mais tarde se estenderam &agrave; costa da P&oacute;voa de Varzim (Amorim, 2001:120), e que “<i>acabaram por afectar esp&eacute;cies nobres, como a pescada</i>” (Madureira, 2001:10).</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o obstante, parte importante desta depaupera&ccedil;&atilde;o das pescas nas costas portuguesas foi provocada pelos pescadores espanh&oacute;is. S&atilde;o disso exemplo os Conv&eacute;nios de reciprocidade para as pescas que foram realizados entre Portugal e Espanha (1878 e 1885), que permitiam aos espanh&oacute;is fazer capturas em &aacute;guas portuguesas e aos portugueses em &aacute;guas espanholas. Acordo que se revelou desvantajoso para os portugueses, em oposto aos espanh&oacute;is, que por compara&ccedil;&atilde;o possu&iacute;am uma poderosa frota pesqueira, em n&uacute;mero e capacidade, e um grande n&uacute;mero de profissionais a trabalhar no setor. Ali&aacute;s, a capacidade de capturas era de tal forma elevada que os espanh&oacute;is abasteciam as lotas dos dois lados da fronteira (tal como ainda hoje fazem), ultrapassando j&aacute; na altura o limite sustent&aacute;vel das capturas: por redes de cerco, em Viana do Castelo, na Figueira da Foz e na parte oriental algarvia; e por redes de arrasto, na P&oacute;voa de Varzim, ambas as artes movidas a vapor (Cavaco, 1976:227, <i>apud</i> Amorim, 2001:120-121).</p> 		    <p>Salientam-se, pela positiva, algumas indaga&ccedil;&otilde;es formuladas em textos desse per&iacute;odo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sustentabilidade destas novas artes de pesca, apontadas por retirarem o pouco protagonismo ainda afeto &agrave; pesca artesanal, e por destruir o fundo marinho e afastar as esp&eacute;cies. De facto, a altera&ccedil;&atilde;o do paradigma vigente, em Portugal, pode interpretar-se nas palavras de In&ecirc;s Amorim, na obra coordenada por Madureira (2001:10): “<i>Se, actualmente, o grande desafio &eacute; o da resolu&ccedil;&atilde;o do esgotamento alarmante dos stocks pisc&iacute;colas, no sentido de um desenvolvimento sustentado e de gest&atilde;o dos recursos pesqueiros, na altura [finais do s&eacute;culo XIX inicio s&eacute;culo XX] as quest&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o dos stocks e equil&iacute;brio ecol&oacute;gico s&atilde;o quest&otilde;es a desabrochar.</i>” Em pormenor, esta incipiente consciencializa&ccedil;&atilde;o ambiental, revelada atrav&eacute;s da cr&iacute;tica &agrave;s novas artes de pesca, reflete j&aacute; um acompanhar das tend&ecirc;ncias internacionais, pois est&aacute; em harmonia com as formula&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas iniciadas nesta altura no &acirc;mbito da abusiva utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos pesqueiros no B&aacute;ltico e Mar do Norte (Amorim, 2005b:6).</p> 	    <p>Em 1878 procedeu-se &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o formal do setor, atrav&eacute;s da Cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Central de Pescarias. &Eacute; desta altura a distinta obra Baldaque da Silva, intitulada <i>Estado actual das pescas em Portugal comprehendendo a pesca maritima, fluvial e lacustre em todo o continente do reino, referido ao anno de 1886 </i>(1891), cuja leitura aponta para um total desinteresse pelos objetivos ambientais, por compara&ccedil;&atilde;o com as preocupa&ccedil;&otilde;es que se come&ccedil;avam a formular com a Comiss&atilde;o Kiel (1870) (Castro, 1997:359), e para um elevado interesse no fomento das pescarias de bacalhau em alto-mar e, sobretudo, para a necessidade de constituir quadros de efetivos suficientes para sustentar a produ&ccedil;&atilde;o nacional em situa&ccedil;&atilde;o de guerra, ou seja, mais uma vez se verifica a inten&ccedil;&atilde;o de apostar na pesca comercial em detrimento da pesca artesanal (Madureira, 2001:10). </p> 	    <p>Mas o Comandante Baldaque da Silva (1891) tamb&eacute;m se pronuncia sobre a import&acirc;ncia das pescas para Portugal, refor&ccedil;ando a sua componente social, comercial e industrial, econ&oacute;mica e cient&iacute;fica, quantificando para o ano de 1886 que cada portugu&ecirc;s consumiu 3,66 kg de pescado nacional (para esta equa&ccedil;&atilde;o foram subtra&iacute;das as exporta&ccedil;&otilde;es ao total capturado). Refere ainda que, apesar do esp&iacute;rito de pescador mandar capturar at&eacute; ao &uacute;ltimo peixe (nesta altura de 1886), n&atilde;o podem ser totalmente culpabilizados por t&atilde;o acutilante vontade de capturas, por serem o elo mais fraco de uma na&ccedil;&atilde;o que lhes imprimia (ou at&eacute; obrigava) esse esp&iacute;rito de atua&ccedil;&atilde;o. Isto &eacute;, o excesso de capturas, no limite da sua capacidade, produzia riqueza para algu&eacute;m, mas n&atilde;o para eles, que sempre viveram em parcas condi&ccedil;&otilde;es, tal como esclarece o autor ao longo de todo o trabalho.</p> 		    <p>Por altura das revolu&ccedil;&otilde;es liberais, num quadro de grave crise politica, social e de dificuldades econ&oacute;micas (custear a guerra civil), e ainda a recuperar das invas&otilde;es napole&oacute;nicas, &eacute; vis&iacute;vel uma maior estagna&ccedil;&atilde;o do investimento no conhecimento do oceano, porque, com rigor, para compreender este marasmo, no que se refere ao desenvolvimento do estudo do oceano, &eacute; necess&aacute;rio recuar aos s&eacute;culos XVII e XVIII, per&iacute;odo de emerg&ecirc;ncia de novas pot&ecirc;ncias mar&iacute;timas (Holanda, Fran&ccedil;a e Inglaterra), que de certa forma ofuscaram a ci&ecirc;ncia portuguesa: de uma posi&ccedil;&atilde;o privilegiada, at&eacute; ent&atilde;o influenciadora, passa a receber as influ&ecirc;ncias destas pot&ecirc;ncias emergentes. </p> 		    <p>N&atilde;o obstante, em contrabalan&ccedil;o do quadro negativo verificado no s&eacute;culo XVII e XVIII, e da crise social, politica e econ&oacute;mica do s&eacute;culo XIX, alguns investigadores fizeram um trabalho individual not&aacute;vel, nomeadamente o zo&oacute;logo Jos&eacute; Vicente Barbosa du Bocage, que durante o s&eacute;culo XIX realizou importantes descobertas cient&iacute;ficas, algumas das quais, ap&oacute;s publica&ccedil;&atilde;o internacional, instigaram investigadores estrangeiros a conhecer a riqueza biol&oacute;gica das &aacute;guas portuguesas (<i>e.g.</i>, Dias, 1997:174).</p> 	    <p>Quase a finalizar o per&iacute;odo mon&aacute;rquico &eacute; imperioso referir a atividade cient&iacute;fica do rei D. Carlos na &aacute;rea da oceanografia, profundamente influenciado, entre outras, pelas campanhas do Pr&iacute;ncipe Alberto do M&oacute;naco (de quem era amigo) e pelos trabalhos de Barboza du Bocage. Tendo como preocupa&ccedil;&atilde;o central as pescas, sobretudo a comercial, desenvolveu a&ccedil;&otilde;es de elevada relev&acirc;ncia no conhecimento do oceano adjacente a Portugal, designadamente nos campos da ictiologia, da ornitologia, da batimetria, e das oceanografias f&iacute;sica, qu&iacute;mica e geol&oacute;gica. Convicto de que as &aacute;guas portuguesas deveriam ser estudadas por cientistas portugueses, a bordo de navios oceanogr&aacute;ficos portugueses, durante onze anos de pesquisa, desde 1986 at&eacute; 1907, o monarca realizou a bordo dos sucessivos quatro <i>yatch Am&eacute;lia</i>, doze campanhas oceanogr&aacute;ficas ao largo da costa portuguesa. </p> 		    <p>A grande preocupa&ccedil;&atilde;o de D. Carlos com as pescas ficou demonstrada, entre outras, com o Decreto Real de 17 de agosto de 1901, em que se reconheceu a necessidade de elaborar Cartas de Pesca (<i>e.g.</i>, Dias, 1997: 176-177; Dias, 2002) e com estudos sobre as condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para a pesca do atum, e “ (…) <i>pronunciou-se rigorosamente sobre os problemas da pesca com arrast&otilde;es a vapor e emitiu pareceres sobre a escassez dr&aacute;stica de sardinhas nas costas da Bretanha</i>” (Carvalho <i>et al.</i>, 2009:9). No que se refere &agrave;s Cartas de Pesca, um documento oficial de 1904 revela que a vis&atilde;o que ent&atilde;o se tinha sobre o assunto tinha profundas bases cient&iacute;ficas. Essas cartas deviam ter como base duas componentes: uma n&atilde;o dependente do tempo, que inclui, entre outras, a batimetria e a litologia submarina; outra, dependente do tempo, que reflete as caracter&iacute;sticas oceanogr&aacute;ficas (temperatura, salinidade, etc.) e a variabilidade das esp&eacute;cies biol&oacute;gicas, principalmente as que t&ecirc;m interesse comercial (Dias, <br /> 		  1997: 177).</p> 	    <p>Estas tinham como objetivo aumentar o conhecimento dos recursos marinhos da costa portuguesa, e assim, contribuir para “<i>maximizar o rendimento da ind&uacute;stria e com&eacute;rcio da pesca, uma das principais actividades econ&oacute;micas do pa&iacute;s</i>” (Carvalho <i>et al.</i>, 2009:8-9). Desenvolveu estudos pioneiros e com elevado rigor cient&iacute;fico, que beneficiaram a pesca artesanal e comercial, n&atilde;o s&oacute; por causa do seu interesse cient&iacute;fico mas tamb&eacute;m porque o estudo da biologia podia levar a uma explora&ccedil;&atilde;o mais racional dos recursos, e as suas cole&ccedil;&otilde;es reais ainda hoje constituem um invulgar acervo biol&oacute;gico e t&eacute;cnico. Atrav&eacute;s da implanta&ccedil;&atilde;o de esta&ccedil;&otilde;es de sondagem registou temperaturas, profundidades, natureza dos sedimentos; recolheu esp&eacute;cimes; fez observa&ccedil;&otilde;es pessoais acerca da distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, do comportamento, e do valor econ&oacute;mico das esp&eacute;cies capturadas, assim como dos m&eacute;todos utilizados na sua captura (Faria <i>et al.</i>, 2010:85). Realizou um arrasto profundo em 1899, ao largo do Cabo Espichel, &agrave; profundidade de 1856 metros, “ (…) <i>onde foram recolhidas esp&eacute;cimes de Gnathophausia, Pasiphaea, pequenos moluscos e foramin&iacute;feros</i>” (Carvalho <i>et al.</i>, 2009:14). Desenvolveu estudos sobre as condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para a pesca do atum, e “ (…) <i>pronunciou-se rigorosamente sobre os problemas da pesca com arrast&otilde;es a vapor e emitiu pareceres sobre a escassez dr&aacute;stica de sardinhas nas costas da Bretanha</i>” (Carvalho <i>et al.</i>, 2009:9). Pelo sua not&aacute;vel atividade no conhecimento do mar nacional, D. Carlos &eacute; justamente considerado como o fundador da oceanografia portuguesa.</p> 		    <p>Em 1908, com o regic&iacute;dio do rei D. Carlos, e a Implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica em 1910, a preocupa&ccedil;&atilde;o com as pescas continuou a ser recorrente. Prosseguindo o trabalho efetuado nos &uacute;ltimos tempos da Monarquia, e apesar de todas as dificuldades (pol&iacute;ticas, econ&oacute;micas, sociais), em novembro de 1910, ou seja, um m&ecirc;s ap&oacute;s a revolu&ccedil;&atilde;o republicana, o comandante Hugo de Lacerda foi encarregue de produzir um relat&oacute;rio (Lacerda, 1911) preparat&oacute;rio da cria&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o Hidrogr&aacute;fica da Costa de Portugal (Dias, 1997: 177), a qual viria a ser institu&iacute;da em 1912. Em 1913, Hugo de Lacerda foi nomeado comandante do N.R.P. “Cinco de Outubro” (como a partir de 12 de setembro de 1911 se passou a denominar o antigo iate real “Am&eacute;lia IV”), iniciando de imediato os trabalhos conducentes &agrave; produ&ccedil;&atilde;o das “Cartas Litol&oacute;gicas Submarinas da Costa de Portugal” e &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de dados oceanogr&aacute;ficos (designadamente de temperatura, salinidade e densidade da &aacute;gua e medi&ccedil;&otilde;es de mar&eacute;s e correntes), consideradas essenciais para a elabora&ccedil;&atilde;o das “Cartas de Pesca” (<i>e.g.</i>, Dias, 1997: 177-178). O facto da primeira carta (Carta Litol&oacute;gica Submarina da Costa de Portugal do Minho a Espinho) ter sido publicada ainda em 1913, sendo no ano seguinte produzida a referente a “Leix&otilde;es ao Cabo Mondego”, revela bem a Din&acirc;mica e intensidade impressas aos trabalhos. Segundo Alegria &amp; Garcia (2002) tal pode indiciar o receio de aproxima&ccedil;&atilde;o da Guerra. O facto &eacute; que as cartas seguintes (“Cabo Mondego ao Cabo Carvoeiro” e “Cabo Carvoeiro ao Cabo Raso”) s&oacute; viriam a ser publicadas ap&oacute;s a Guerra, em 1920.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No per&iacute;odo que vai da dinamiza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, ocorrida na segunda metade do s&eacute;culo XIX, at&eacute; ao in&iacute;cio do per&iacute;odo do Estado Novo, importa destacar o forte desenvolvimento da ind&uacute;stria conserveira, pela capitaliza&ccedil;&atilde;o da arte de cerco costeiro – o que aconteceu devido ao aumento do consumo de conservas despoletado pela I Guerra Mundial (Madureira, 2001:10). A melhoria das condi&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas potenciou o aumento do consumo, que se efetivou de forma a dar resposta &agrave;s necessidades associadas &agrave; guerra, e acabou por levar &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o da sardinha. Temos assim determinantes b&eacute;licos a influenciar a sustentabilidade dos recursos marinhos. O que n&atilde;o tinha acontecido at&eacute; ao momento, conforme se percebe nesta nossa concisa incurs&atilde;o pela hist&oacute;ria.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.5. O Estado Novo</b></p> 		    <p>Durante a governa&ccedil;&atilde;o de Ant&oacute;nio de Oliveira Salazar &eacute; not&oacute;ria a import&acirc;ncia conferida &agrave; produ&ccedil;&atilde;o nacional, e dentro desta &agrave;s pescarias e ao mar (Netto, 1986:22; Garrido, 2009a). &Eacute; por isso que este per&iacute;odo, numa perspetiva macroecon&oacute;mica, foi marcado por um protecionismo muito forte na ind&uacute;stria e no mercado interno portugu&ecirc;s, como se observa na reforma dos direitos alfandeg&aacute;rios de 1929 (Madureira, 1998:783-784). </p> 		    <p>Salazar delegou em Henrique Tenreiro a gest&atilde;o das pescarias, e entregou-lhe, em 1953, a presid&ecirc;ncia do conselho administrativo do Fundo de Renova&ccedil;&atilde;o e Apetrechamento da Ind&uacute;stria da Pesca (FRAIP), respons&aacute;vel pelos programas estatais de renova&ccedil;&atilde;o das frotas de pesca. Entre 1953 e 1974, Tenreiro “<i>definiu as directrizes da pol&iacute;tica nacional de pescas, controlou e disp&ocirc;s sobre todas as fontes de financiamento dos programas de renova&ccedil;&atilde;o das frotas, </i>(…)<i> tendo sido respons&aacute;vel por um indiscut&iacute;vel impulso das pescas nacionais atrav&eacute;s da consecu&ccedil;&atilde;o de planos de amplia&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o das diversas frotas, a come&ccedil;ar pela do bacalhau</i>” (Garrido, 2001:849-850).</p> 	    <p>Exemplo desse sucesso, do ponto de vista econ&oacute;mico, &eacute; a Campanha do Bacalhau iniciada na d&eacute;cada de 20, &agrave; volta de um produto estrat&eacute;gico e estrutural no consumo, na linha da constru&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica da defesa da autossubsist&ecirc;ncia (Garrido, 1997:78), como aconteceu noutras &aacute;reas, como &eacute; o caso da Campanha do Trigo, iniciada em 1929. Em termos pr&aacute;ticos a campanha do Bacalhau dilatou a margem de autoaprovisionamento nacional, passando dos 16%, em 1934, para os 75%, em 1966, e traduziu-se numa subida no rating mundial de produ&ccedil;&atilde;o de bacalhau seco; Portugal deixou de ser o quinto maior produtor, em 1938, para passar a ser o maior produtor mundial, em 1958 (Garrido, 1997). Para isto contribu&iacute;ram n&atilde;o s&oacute; as a&ccedil;&otilde;es governativas pr&aacute;ticas (leis, regulamentos e opress&atilde;o), mas tamb&eacute;m uma grande propaganda estadista, iniciada ainda nos anos trinta, realizada atrav&eacute;s da divulga&ccedil;&atilde;o de uma mem&oacute;ria oficial, eminentemente historicista mas ilustrativa desta pesca que se viria a designar de &laquo;grande faina&raquo; ou &laquo;grande pesca&raquo;. </p> 		    <p>&Eacute; um dado novo que n&atilde;o podemos negligenciar: a apropria&ccedil;&atilde;o de um recurso para fins de propaganda pol&iacute;tica. Importa destacar que a intensifica&ccedil;&atilde;o nas quantidades capturadas, e o facto de se capturar sempre a mesma esp&eacute;cie, o bacalhau do atl&acirc;ntico (<i>Gadus morhua</i>), contribuiu fortemente para a delapida&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie nos per&iacute;odos posteriores. &Eacute; ainda uma esp&eacute;cie vulner&aacute;vel e n&atilde;o estabilizada. Parece-nos que, mesmo sendo as pescas um subsetor priorit&aacute;rio para o regime, este n&atilde;o dispunha de consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica na gest&atilde;o das pescarias, quer no conjunto, quer no particular, pois, tal como advoga Garrido (2001:850), em rela&ccedil;&atilde;o a Henrique Tenreiro, “<i>Patr&atilde;o das Pescas e o guardi&atilde;o do Estado Novo”, &agrave;s pescas era “dada import&acirc;ncia do produto no abastecimento, a relev&acirc;ncia econ&oacute;mica e social do emprego a montante e a jusante da pescaria e o conte&uacute;do &eacute;pico da &laquo;grande pesca&raquo;</i>”.</p> 	    <p>Dir&iacute;amos que se podem encontrar princ&iacute;pios de sustentabilidade, n&atilde;o ambiental mas social, na obra de Tenreiro a favor dos pescadores e das suas fam&iacute;lias. Contudo, para isso temos de focalizar uma vis&atilde;o otimista dos factos, sobretudo para a pesca artesanal, j&aacute; que o lema do ent&atilde;o contra-almirante Henrique Tenreiro era: “<i>ou bacalhau, ou tropa</i>”; ou talvez fosse melhor dizer Guerra Colonial, o que significa certa “persuas&atilde;o for&ccedil;ada” na obriga&ccedil;&atilde;o pela pesca do bacalhau.</p> 	    <p>Nuno Lu&iacute;s Madureira, referindo-se &agrave;s medidas estadistas vocacionadas &agrave; modera&ccedil;&atilde;o da oferta e estabiliza&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os, para evitar infla&ccedil;&otilde;es gravosas e estabilizar a economia, aborda algumas quest&otilde;es que s&atilde;o do ponto de vista da sustentabilidade das pescas muito interessantes. Referimo-nos &agrave; “Limita&ccedil;&atilde;o do uso da capacidade instalada” que, no caso da atividade da pesca da sardinha, se traduziu na interdi&ccedil;&atilde;o da sa&iacute;da para o mar dos barcos durante os quatro meses de inverno, per&iacute;odo chamado de &laquo;defeso&raquo;, e sobretudo &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os enquanto medida acompanhante de “<i>pol&iacute;ticas e de institui&ccedil;&otilde;es, cuja finalidade &eacute; encurtar a dist&acirc;ncia entre o produtor e o consumidor, reduzindo ao m&iacute;nimo o circuito de transac&ccedil;&otilde;es</i>” (Madureira, 1998:783). De facto, &agrave; luz dos conhecimentos atuais, esta medida est&aacute; bastante atualizada, e corresponde ainda hoje ao que se pretende da revis&atilde;o da Politica Comum das Pescas (PCP), que vai entrar em vigor em 01 de janeiro de 2013 (Comiss&atilde;o Europeia, 2011).</p> 		    <p>A II Guerra Mundial deu um importante impulso tecnol&oacute;gico &agrave;s pescas. Foram desenvolvidos meios de dete&ccedil;&atilde;o submarina recorrendo &agrave; eletr&oacute;nica, surgiram melhores equipamentos ac&uacute;sticos, melhoraram-se as artes e t&eacute;cnicas de pesca (<i>e.g.</i>, introdu&ccedil;&atilde;o das fibras sint&eacute;ticas), as embarca&ccedil;&otilde;es ficaram mais capacitadas, e os pescadores acumularam novas experi&ecirc;ncias e conhecimentos (Santos, 2012). Por exemplo, o <i>Jornal do Pescador</i>, na d&eacute;cada de 1960, evidenciada a capacidade de inova&ccedil;&atilde;o em Peniche: “<i>Peniche uma vez mais na vanguarda. Um novo aparelho, constru&iacute;do por um portugu&ecirc;s, transforma radicalmente a vida piscat&oacute;ria daquela vila</i> (…). <i>Foi com surpresa que vimos o citado aparelho, cuja denomina&ccedil;&atilde;o &eacute; de Alador Duplo V, j&aacute; montado nalguns barcos</i>”. Mais a frente, ainda na mesma p&aacute;gina, o dito Jornal cita um pescador que j&aacute; tinha utilizado o novo aparelho: “<i>com metade da tripula&ccedil;&atilde;o fiz melhor do que fazia com trinta homens e tudo gra&ccedil;as ao novo alador – declarou-nos Jos&eacute; Augusto Pata, mestre da traineira &laquo;Z&eacute;zinha&raquo;</i>” (&Aacute;guas, 1968:25). </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fruto da inova&ccedil;&atilde;o e dos progressos t&eacute;cnicos, de que &eacute; exemplo Peniche, registou-se em Portugal, na d&eacute;cada de 1960, o maior pico nos quantitativos de pesca desembarcada. N&atilde;o obstante, para analisar a evolu&ccedil;&atilde;o das capturas conv&eacute;m recuar &agrave; d&eacute;cada de 1940, que registou cerca de 200 mil toneladas/ano. Depois, em meados da d&eacute;cada de 1950, atingimos cerca de 300 mil toneladas/ano, e um m&aacute;ximo hist&oacute;rico em 1964, cerca de 415 mil toneladas/ano (Cavaco, 1969:146). Para este m&aacute;ximo hist&oacute;rico contribu&iacute;ram as capturas da sardinha e de atum para o abastecimento da ind&uacute;stria conserveira, localizada junto aos principais portos de descarga, e a muita m&atilde;o de obra a trabalhar no setor, que em 1958 ter&aacute; atingido os cerca de 48.300 pescadores matriculados. Ao longo deste per&iacute;odo, as pescas contribu&iacute;am por ano para a economia nacional com cerca de 1,2% (PIB m&eacute;dio) e 1,5% (PIB m&aacute;ximo - em alguns anos) (Medeiros, 2006:161).</p> 		    <p>No entanto, tamb&eacute;m foi na d&eacute;cada 1960 que, pela primeira vez, a curva da procura fez uma inflex&atilde;o na trajet&oacute;ria em curso, levando a uma redu&ccedil;&atilde;o substancial do peixe capturado. Se em 1964 foram capturadas cerca de 415 mil toneladas/ano, dois anos depois somente foram capturadas 374 mil toneladas/ano, “<i>fixando-se numa m&eacute;dia anual de 350 000 t em 1970-1972 e de 265 000 t em 1977-1979</i>” (Medeiros, 2006:161). Esta inflex&atilde;o n&atilde;o resultou da consci&ecirc;ncia da necessidade de reduzir as capturas, mas por necessidade, porque se essas medidas n&atilde;o fossem tomadas muitas esp&eacute;cies seriam extintas de forma irremedi&aacute;vel (Medeiros, 2006:159). Tamb&eacute;m foi nesta d&eacute;cada que decresceu a frota long&iacute;nqua associada &agrave; captura do bacalhau (Madureira, 2001:12). No entanto, configura uma clara rutura com o passado, j&aacute; que constat&aacute;mos que, em todos os per&iacute;odos hist&oacute;ricos anteriores, existira um crescimento muitas vezes incomensur&aacute;vel na capacidade de capturas. Neste momento, a tend&ecirc;ncia das capturas est&aacute; a decrescer. </p> 	    <p>Segundo Medeiros (2006:162), estes problemas graves ocorridos nos anos 1960 t&ecirc;m origens antigas, e s&oacute; ocorreram por nossa pr&oacute;pria culpa, por uma deficiente gest&atilde;o dos nossos pr&oacute;prios recursos marinhos. Para o autor, durante muito tempo pesc&aacute;mos na aus&ecirc;ncia de regulamenta&ccedil;&atilde;o nas capturas, por n&atilde;o definir quotas m&aacute;ximas de captura, inclusive para cada esp&eacute;cie, evitando assim a sobrepesca. A nossa &uacute;nica preocupa&ccedil;&atilde;o, e ainda assim de valor, resumiu-se &agrave; quest&atilde;o das malhas das redes, “<i>numa linha de preocupa&ccedil;&otilde;es que remonta a s&eacute;culos um tanto recuados</i>”. Falhamos, igualmente, ao n&atilde;o constituir &aacute;reas de reserva e per&iacute;odos de defeso (suficientes), “<i>nem &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o de subs&iacute;dios de imobiliza&ccedil;&atilde;o, a conceder aos pescadores quando ficasse proibida, sem alternativa, a captura de determinada esp&eacute;cie. Estas defici&ecirc;ncias foram agravadas pela falta de conhecimentos oceanogr&aacute;ficos e de biologia marinha, que s&oacute; recentemente t&ecirc;m evidenciado progressos muito sens&iacute;veis e eram ainda manifestamente insuficientes na maior parte da d&eacute;cada de 70</i>” (Medeiros, 2006:163). Assim, porque era permitido &agrave; ind&uacute;stria pesqueira o livre acesso aos recursos pisc&iacute;colas, sem regulamentos da atividade devidamente estruturados, e sem pr&eacute;via avalia&ccedil;&atilde;o do impacto dessa pesca, conclui-se que a queda generalizada das capturas ap&oacute;s a d&eacute;cada de 60 do s&eacute;culo XX foi consequ&ecirc;ncia da sobrepesca biol&oacute;gica e bioecon&oacute;mica (Sans&oacute;n, 2002:89-90).</p> 	    <p>Percebemos que o Estado Novo dependia dos recursos marinhos do ponto de vista social, econ&oacute;mico e pol&iacute;tico (propaganda) (Sarmento, 2010:39). No entanto, apesar de ter dado alguma &ecirc;nfase ao setor, e ter tomado duas medidas que inconscientemente protegiam as pescas (a redu&ccedil;&atilde;o de intermedi&aacute;rios no setor e a prote&ccedil;&atilde;o da pesca artesanal), no essencial n&atilde;o promoveu medidas de prote&ccedil;&atilde;o que visassem a sustentabilidade dos recursos, que eram explorados mesmo quando existiam d&uacute;vidas quanto &agrave; sua necessidade, e nem sequer foi em proveito da comunidade, princ&iacute;pio geral de gest&atilde;o pesqueira definido por Saetersdal (1984). </p> 		    <p>Atente-se que, apesar de a “Independent World Commission on the Oceans” (IWCO) (<i>in</i> The International Ocean Institute 1991 “Ocean governance: National, regional, global institutional mechanisms for sustainable development in the oceans”) trazer o conceito de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (DS) para as quest&otilde;es do Mar na d&eacute;cada de 90 do s&eacute;culo XX, o debate de como sustentar as pescas j&aacute; acontecia h&aacute; mais de um s&eacute;culo, nomeadamente ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Kiel (1870), que tinha como objetivo recolher informa&ccedil;&otilde;es sobre as condi&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e f&iacute;sicas que afetavam a fauna pisc&iacute;cola no B&aacute;ltico e Mar do Norte (Castro, 1997:359, <i>apud</i> Amorim, 2005b:6).</p> 	    <p>Sabe-se hoje que o resultado foi nocivo para a pesca comercial, tendo decrescido entre 1986-2005 a frota e as capturas, 45% e 48%, respetivamente (MADRP/DGPA, 2007:14), mas tamb&eacute;m para a pesca artesanal, que viu de forma muito significativa reduzida a capacidade de capturas, por via da diminui&ccedil;&atilde;o de pescadores e embarca&ccedil;&otilde;es, e consequentemente das vendas em lota. &Eacute; exemplo a Comunidade Artesanal de Pescadores da Ericeira, que passou das 70 embarca&ccedil;&otilde;es de pesca da d&eacute;cada de 1980 para cerca de 12 no final da d&eacute;cada de 1990, de cerca de 250 pescadores ativos em 1985 para menos de 40 em 1998, e das cerca de 400 ton de vendas em lota na d&eacute;cada de 1980 para menos de 100 ton na d&eacute;cada de 1990 (Souto, 2003:12).</p> 		    <p>Para esta situa&ccedil;&atilde;o concorreu diretamente a entrada de Portugal na Uni&atilde;o Europeia, que, como veremos a seguir, atrav&eacute;s de medidas como a restrutura&ccedil;&atilde;o e abate subsidiado da frota pesqueira, ou a produ&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&atilde;o reguladora restritiva (Souto, 2003:24-25), contribuiu ativamente para o abandono da pesca comercial e para o “holocausto” da pesca artesanal, tal como advoga Souto (2003:15): “<i>arte x&aacute;vega parece estar condenada a desaparecer, quer pelas limita&ccedil;&otilde;es legais, que n&atilde;o permitem novas autoriza&ccedil;&otilde;es ou licenciamentos iniciais para esta arte, quer pelos baixos rendimentos que gera, que levaram mesmo um patr&atilde;o de x&aacute;vega da Praia da Vagueira a afirmar que o pior erro da sua vida tinha sido dar sociedade na companha aos seus filhos, pois os tinha amarrado &agrave;quela mis&eacute;ria!!!</i>”.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.6. O P&oacute;s-Estado Novo </b></p> 		    <p>Depois do 25 de abril de 1974 formulou-se um pensamento/sentimento que flu&iacute;a no sentido de esquecer tudo o que fosse relacionado com o salazarismo. Esta enuncia&ccedil;&atilde;o, incitada pelos eruditos e praticada pela sociedade, visava a oculta&ccedil;&atilde;o da governa&ccedil;&atilde;o de Salazar, considerado o grande culpado pelo atraso social, econ&oacute;mico, e civilizacional de Portugal. E diga-se, foi bem-sucedida. A sociedade passou uma “borracha” por cima de quase tudo o que tinha sido feito, eliminou estruturas em v&aacute;rios setores do Estado Novo, e come&ccedil;ou a projetar um novo pa&iacute;s, diferente, tal como refere o Professor Fernando Rosas: “<i>a ideologia do Estado Novo, aparentemente esgotado no longo esfor&ccedil;o por durar, sa&iacute;a de cena sem sequer assegurar continuadores nas principais for&ccedil;as que concorriam &agrave; gest&atilde;o do novo sistema pol&iacute;tico: nenhum partido de direita se reivindicaria formalmente da heran&ccedil;a salazarista, bem pelo contr&aacute;rio. Na realidade, antes ainda de perder a batalha nas ruas, bem antes, o regime tinha-a perdido nas consci&ecirc;ncias</i>” (Rosas, 2007:18).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, no processo de saneamento p&oacute;s-<br /> 		  -revolucion&aacute;rio, as estruturas n&atilde;o foram todas afetadas da mesma forma. Se a Justi&ccedil;a ficou praticamente imune, pois era fundamental a sua continuidade funcional, de prefer&ecirc;ncia em sintonia com a nova ordem democr&aacute;tica (sem constituir amea&ccedil;a ao movimento revolucion&aacute;rio) (Magalh&atilde;es, 2005:34; Pinto, 2006:47), as Pescas e o Mar, duas das grandes “bandeiras” de Salazar, n&atilde;o tinham a mesma import&acirc;ncia, n&atilde;o conferiam a mesma legitimidade &agrave; nova ordem, que apostava o futuro de Portugal na integra&ccedil;&atilde;o europeia, ou seja, via na Europa a &uacute;nica forma de crescer/desenvolver (pensava substituir o mercado colonial, perdido com o 25 de abril, pelo mercado europeu).</p> 		    <p>Em 1977, iniciam-se as negocia&ccedil;&otilde;es, e em 1986 Portugal tornou-se membro efetivo da CEE (Comunidade Econ&oacute;mica Europeia). Consequentemente, foi obrigado cumprir o determinado pela Politica Comum das Pescas (PCP), nomeadamente as quotas e os totais admiss&iacute;veis de capturas (TAC), institu&iacute;dos pela <i>Revis&atilde;o de 1983</i>, bem como a redu&ccedil;&atilde;o da frota, conforme preconizava o <i>Regulamento de 1992</i>, traduzindo-se na redu&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o e estrutura da frota portuguesa, e da capacidade de capturas, levando milhares de pescadores ao abandono da profiss&atilde;o, ou seja, traduziu-se na deprecia&ccedil;&atilde;o das pescas, setor protegido por Salazar, e desde sempre elemento determinante do progresso da na&ccedil;&atilde;o</p> 	    <p>Neste processo, de querer esquecer os prop&oacute;sitos do Estado Novo, e apostar tudo na Europa, verificaram-se algumas perdas para Portugal. Faltou fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o realista para identificar o que era bom e o que era menos bom. Esta falha levou ao esquecimento das boas ideias adotadas na gest&atilde;o das pescarias durante o Estado Novo, por exemplo, no que se refere (i) &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos intermedi&aacute;rios entre a fase de captura e a comercializa&ccedil;&atilde;o do pescado (Madureira, 1998:783), (ii) &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da frota artesanal costeira (Madureira, 2001:12), (iii) &agrave; apanha de algas (Sousa-Pinto, 1998; Pereira, 2007:2; Sarmento, 2010:45) e, (iv) embora em menor dimens&atilde;o, &agrave; extra&ccedil;&atilde;o de sal (Neves, 2005:132; Bastos, 2009:25).</p> 		    <p>Existem outros fatores que explicam t&atilde;o acentuada quebra nas capturas. S&atilde;o eles end&oacute;genos – os resultantes da Revolu&ccedil;&atilde;o de abril de 1974 –, como as altera&ccedil;&otilde;es laborais, os ajustes salariais, a falta de competitividade da economia nacional, algum envelhecimento da frota e alguns desajustamentos internos derivados dos novos padr&otilde;es do direito internacional relativo aos oceanos. E a esses somam-se fatores ex&oacute;genos, que v&ecirc;m neste continuum hist&oacute;rico, com destaque para os choques petrol&iacute;feros ocorridos em 1973/74, que agravaram a situa&ccedil;&atilde;o das pescarias (Medeiros, 2006:163).</p> 		    <p>A crise dos choques petrol&iacute;feros foi complicada para Portugal porque estava numa situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia de recursos energ&eacute;ticos, tinha de importar a energia, e tornou ainda mais necessitada a estrutura econ&oacute;mica de muitas empresas, a montante e a jusante do setor das pescas, e consequentemente encareceu o com&eacute;rcio dos recursos pesqueiros provenientes da pesca long&iacute;nqua (Souto, 1998:27). Em resposta, e porque os pescadores tinham de trabalhar para alimentar as suas fam&iacute;lias, verificou-se um regresso &agrave; pesca artesanal (Crespo, 2000:66).</p> 		    <p>Na expectativa da ades&atilde;o &agrave; comunidade europeia, e devido &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Estado das Pescas, o setor das pescas foi restruturado e dividido em pesca de arrasto costeiro, pesca do cerco, artesanal e n&atilde;o-agremiada do atum e do largo (Madureira, 2001:12). No entanto, depois do m&aacute;ximo hist&oacute;rico de capturas em 1964, e ao contr&aacute;rio do verificado em outros pa&iacute;ses (Cavaco, 1969:146), as capturas nacionais nunca mais se aproximaram “<i>dos quantitativos dos anos 60 e a ligeira melhoria registada no in&iacute;cio dos anos 80 voltou a cair a partir de 1986, ano da ades&atilde;o &agrave; CEE</i>” (Souto, 2005:<i>online</i>).</p> 	    <p>Em termos quantitativos, a pesca nacional j&aacute; contabilizava em 2003 uma redu&ccedil;&atilde;o em 50% quando comparada como per&iacute;odo anterior a 1986, “<i>tendo a diminui&ccedil;&atilde;o sido muito mais importante em &aacute;guas internacionais e de pa&iacute;ses terceiros (70%) do que em &aacute;guas nacionais (25%)</i>” (Dias, 2003:3). Atualmente, as quantidades capturadas continuam a decrescer, basicamente desde 1992, o que n&atilde;o acontece com as rejei&ccedil;&otilde;es, ou “desperdicio de recursos”, que “<i>aumentam de forma sustentada desde 2003, tendo atingido um maximo em 2008, representando mais de oito toneladas/ano</i>” (Santos, 2012:57). Depois de 2000, at&eacute; ao momento, assistiu-se a uma tend&ecirc;ncia de estabiliza&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o m&eacute;dio de venda em lota, o que conjugado com o menor volume de capturas, naturalmente reflete menores ganhos para os pescadores, e consequentemente, a retra&ccedil;&atilde;o da atividade. O n&uacute;mero de embarca&ccedil;&otilde;es reduziu de forma significativa, nomeadamente as embarca&ccedil;&otilde;es sem motor, que entre 1986 e 2010 apresentam um decr&eacute;scimo da ordem dos 80% (para isto contribuiu a j&aacute; referida pol&iacute;tica de abates de embarca&ccedil;&otilde;es). A salicultura, que j&aacute; vimos representar uma atividade muito importante, apresenta-se hoje basicamente restrita ao Algarve (90%); Centro (3%) e Alentejo (7%), e a apanha de algas, atividade preponderante durante o Estado Novo, salienta-se que no geral a sua evolu&ccedil;&atilde;o &eacute; negativa (Santos, 2012:59-61).</p> 	    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pesca artesanal, se num primeiro momento ganhou alguns efetivos provenientes da pesca comercial, por for&ccedil;a da crise dos choques petrol&iacute;feros de 1973/74, depois de 1980 sofreu uma tremenda redu&ccedil;&atilde;o de atividade, e neste momento algumas comunidades est&atilde;o a desaparecer, o que acontece por v&aacute;rios motivos: a comunidade avieira da P&oacute;voa de Santa Iria (estu&aacute;rio do Tejo) est&aacute; em decr&eacute;scimo acentuado, fruto das restri&ccedil;&otilde;es impostas pelo Regulamento de Pesca em vigor desde 1990, e tamb&eacute;m porque os mais novos abandonam a profiss&atilde;o; os agricultores-pescadores da Carrasqueira (estu&aacute;rio do Sado), sem nunca abandonarem a apanha de recursos vivos no estu&aacute;rio, vivem hoje da complementaridade da agricultura e da pesca; a pesca artesanal de base familiar da Ericeira est&aacute; a desaparecer por falta de condi&ccedil;&otilde;es do porto, e pela press&atilde;o de urbaniza&ccedil;&atilde;o, local onde cresce a import&acirc;ncia da segunda habita&ccedil;&atilde;o; as comunidades da arte de x&aacute;vega est&atilde;o a morrer porque n&atilde;o conseguem atrair pescadores jovens e por serem sazonais e economicamente d&eacute;beis; e tamb&eacute;m a designada pesca at&iacute;pica, como a pesca da lampreia no estu&aacute;rio do C&aacute;vado realizada com <i>galheiro</i> (instrumento de pesca), que est&aacute; a perder pescadores profissionais, ainda que esteja a ganhar muitos adeptos de horas vagas, que muitas vezes de forma ilegal colocam em causa a sustentabilidade desta esp&eacute;cie (Souto, 2003).</p> 	    <p>O que &eacute; muito negativo. A pesca artesanal, apesar da reduzida contribui&ccedil;&atilde;o para o PIB, tem uma elevada import&acirc;ncia socioecon&oacute;mica e cultural para as comunidades piscat&oacute;rias (gera emprego direto e indireto), para o setor tur&iacute;stico, e para a identidade cultural que nos identifica enquanto Na&ccedil;&atilde;o. Representa a &uacute;nica alternativa &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia dos pesqueiros tradicionais explorados pela frota long&iacute;nqua, e contribui para o desenvolvimento sustentado do setor, porque os pescadores atuam em &aacute;reas ecologicamente sens&iacute;veis e conhecem os recursos e ecossistemas que s&atilde;o necess&aacute;rios preservar, e tamb&eacute;m porque utilizam artes de pesca tendencialmente seletivas, mais adequadas para preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos hali&ecirc;uticos. </p> 		    <p>N&atilde;o obstante, &eacute; uma pesca que ainda continua a ser praticada por um grande n&uacute;mero de profissionais e outros agentes envolvidos ao longo de toda a costa portuguesa continental, que comporta uma grande diversidade de artes de pesca e esp&eacute;cies capturadas, e que desembarca pescado com elevada qualidade.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Importa destacar pelo contributo para a sustentabilidade da pesca artesanal o projeto PRESPO “Desarrollo Sostenible de las Pesquer&iacute;as Artesanales del Arco Atl&aacute;ntico”, coordenado pelo IPIMAR, entre janeiro 2009 e dezembro 2011. Entre as v&aacute;rias vertentes em desenvolvimento, que eram muitas e muito v&aacute;lidas para a prote&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o desta pesca, destaca-se o desenvolvimento de modelos bio-s&oacute;cio-econ&oacute;micos integrados e din&acirc;micos, por forma a melhorar a gest&atilde;o das pescarias artesanais ao n&iacute;vel do Espa&ccedil;o Atl&acirc;ntico (IPIMAR, 2009).</p> 		    <p>Conclu&iacute;mos que o ref&uacute;gio dos pescadores foi sempre a pesca artesanal, o seu abrigo seguro; e n&atilde;o a pesca long&iacute;nqua, mais industrializada. E, diga-se, n&atilde;o foi um abrigo pontual. Foi, antes, uma alternativa quase permanente, j&aacute; que a frota portuguesa que era utilizada na pesca long&iacute;nqua ficou destruturada com a for&ccedil;osa redu&ccedil;&atilde;o das capturas por falta de pescado [<a href="#21">21</a>]<a name="top21"></a> (<i>e.g.</i>, readapta&ccedil;&atilde;o de embarca&ccedil;&otilde;es, redes e tenologia) (Madureira, 2001:6).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3. Evolu&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o brasileira com os recursos marinhos</b></p> 		    <p>A pesca existe como atividade extrativa compondo a dieta alimentar dos grupos humanos desde a pr&eacute;-hist&oacute;ria da humanidade. No Brasil, grupos pr&eacute;-colombianos tais como os chamados povos dos Sambaquis j&aacute; tinham a pesca como atividade essencial em seus modos de vida (Cardoso, 2001). No Sul do Brasil, diversos s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos apontam a import&acirc;ncia dos recursos pesqueiros na sobreviv&ecirc;ncia e desenvolvimento dos povos litor&acirc;neos (Daura-Jorge <i>et al.</i>, 2007). </p> 		    <p>Tamb&eacute;m no Sul do Brasil, no final do s&eacute;culo XVIII, a partir da coloniza&ccedil;&atilde;o a&ccedil;oriana, a agricultura, principal atividade at&eacute; o momento, foi sendo progressivamente abandonada e na segunda metade do s&eacute;culo XIX a pesca de subsist&ecirc;ncia ganhou espa&ccedil;o, exercendo importante fun&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e cultural (Filomeno, 1989; Lago, 1994). A redu&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas agr&iacute;colas e a intensifica&ccedil;&atilde;o da pesca de subsist&ecirc;ncia tamb&eacute;m s&atilde;o registradas para outras regi&otilde;es do litoral brasileiro, entre o final do s&eacute;culo XIX e a primeira metade do s&eacute;culo XX. Este mesmo processo j&aacute; havia ocorrido no continente Europeu, onde as sociedades pesqueiras tiveram papel central nos processos de acumula&ccedil;&atilde;o de capital, na consolida&ccedil;&atilde;o do capitalismo mercantil nos s&eacute;culos XV e XVI e na forma&ccedil;&atilde;o de importantes centros urbanos no Mar do Norte e no Canal da Mancha (Cardoso, 2001). Com o tempo o n&uacute;mero de pescadores foi aumentando e, consequentemente, as capturas diminuindo (Diegues, 1983). Tal se deu sobretudo com as esp&eacute;cies costeiras, que tamb&eacute;m come&ccedil;aram a sofrer com a perda de <i>habitats</i>, representada pela derrubada e aterro dos mangues ao longo de toda a costa e pela perda da qualidade das &aacute;guas estuarinas e costeiras adjacentes. </p> 	    <p>O surgimento do motor a vapor e depois &agrave; combust&atilde;o, geraram grande impacto na pesca e a dividiu em dois tipos: industrial e artesanal (Diegues, 1983). S&atilde;o diversas as defini&ccedil;&otilde;es para estes dois tipos de pesca. Por&eacute;m, a pesca industrial pode ser identificada pela alta tecnologia investida, o que resulta em enorme potencial de explora&ccedil;&atilde;o. Seu car&aacute;cter n&atilde;o &eacute; mais familiar, mas puramente produtivo (Diegues, 1983). Motores extremamente potentes, radar, sonar, embarca&ccedil;&otilde;es grandes e com alta capacidade de estoque s&atilde;o suas caracter&iacute;sticas marcantes. J&aacute; a pesca artesanal mant&eacute;m diversas semelhan&ccedil;as &agrave;quela realizada at&eacute; o s&eacute;culo XIX (Diegues, 1983), por&eacute;m agora com embarca&ccedil;&otilde;es a motor e redes confecionadas em n&aacute;ilon. </p> 		    <p>A introdu&ccedil;&atilde;o de produtos sint&eacute;ticos (ex. n&aacute;ilon, isopor, pl&aacute;sticos) nos apetrechos de pesca (redes, boias, caixas, telas etc.) ao longo das d&eacute;cadas p&oacute;s-II Guerra Mundial, causou outra grande revolu&ccedil;&atilde;o no setor. Houve por um lado um barateamento dos equipamentos e, por outro, criou-se assim uma fonte de polui&ccedil;&atilde;o costeira e marinha, que hoje se apresenta como uma das mais preocupantes n&atilde;o s&oacute; no Brasil, mas em todo o mundo. A pesca artesanal n&atilde;o ficou &agrave; margem desse processo. Provavelmente, o exemplo mais emblem&aacute;tico desse problema &eacute; o uso da “redinha” por catadores de caranguejo que, ao inv&eacute;s da “bra&ccedil;ada” (enfiar o pr&oacute;prio bra&ccedil;o na toca do caranguejo para captur&aacute;-lo com a m&atilde;o), preferem obstruir a sa&iacute;da da toca com um emaranhado de fios pl&aacute;sticos para emalhar o animal e, assim, colher com mais facilidade. Essa pr&aacute;tica que &eacute; condenada pelas autoridades de pesca no Brasil, mas ainda assim amplamente usada, e tamb&eacute;m uma fonte importante de polui&ccedil;&atilde;o por pl&aacute;sticos, al&eacute;m de resultar predat&oacute;ria para o recurso vivo.</p> 		    <p>Neste trabalho, usamos uma defini&ccedil;&atilde;o semelhante a Diegues (1988) na qual a pesca artesanal &eacute; aquela realizada com embarca&ccedil;&otilde;es mi&uacute;das ou de m&eacute;dio porte, sem instrumenta&ccedil;&atilde;o de bordo e onde a remunera&ccedil;&atilde;o se faz atrav&eacute;s da venda do pescado para atravessadores, peixarias, bancas de peixe ou banca pr&oacute;pria, podendo ocorrer ainda atividades econ&oacute;micas complementares sazonais.</p> 		    <p>As pescas no Brasil sempre foram praticadas ativamente. Com a chegada dos colonizadores europeus, a pesca tradicional praticada pelos nativos foi, em muitos casos, incentivada, tanto para ser transacionada com os brancos, como para pagar os impostos a que ficaram sujeitos, nomeadamente sobre esse mesmo pescado. Como refere Frei Vicente do Salvador (1627/1918: 87), “<i>pertence-lhes</i> [aos donat&aacute;rios] <i>tamb&eacute;m a vintena de todo o pescado que se pesca nos limites das suas capitanias</i>”. Simultaneamente, os rec&eacute;m-chegados exploraram tamb&eacute;m os recursos vivos marinhos numa escala de subsist&ecirc;ncia. As permutas culturais, relacionadas com as atividades de pesca, que ent&atilde;o ocorreram constituem tema ainda n&atilde;o devidamente estudado. </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como o fazem v&aacute;rios outros autores, Frei Vicente do Salvador (1627/1918) d&aacute; abundantes exemplos que atestam a import&acirc;ncia e intensidade das pescarias no Brasil em finais do s&eacute;culo XVI e in&iacute;cio do XVII. A titulo meramente exemplificativo referem-se dois casos: no rio S. Francisco, “<i>entra a mar&eacute; por ele outras duas</i> [l&eacute;guas]<i> somente e da&iacute; para cima &eacute; &aacute;gua doce, onde h&aacute; t&atilde;o grandes pescarias que em quatro dias carregam de peixe quantos caravel&otilde;es l&aacute; v&atilde;o </i>(...)” (p.103-104); no Rio de Janeiro, no “<i>rio chamado Mag&eacute; </i>(...)<i> nas &aacute;guas vivas de m&ecirc;s deJunho, que &eacute; ali a for&ccedil;a do Inverno, entram por ele tantas fata&ccedil;as ou corim&atilde;s (como os &iacute;ndios brasis lhes chamam), que para as poderem vencer se juntam duzentas canoas de gente e, lan&ccedil;ando muito barbasco machucado arriba onde chega a mar&eacute;, quando est&aacute; preamar se tapa a boca ou barra do rio com uma rede dobrada. Vai o peixe a sair com a vazante, n&atilde;o pode com a rede</i> (...)<i>, as tiram</i> (...) <i>aos pares, at&eacute; encher as canoas.</i> “ (p.211-212).</p> 	    <p>No contexto das pescas entre os s&eacute;culos XVI e XIX, a dos cet&aacute;ceos ocupa posi&ccedil;&atilde;o de relevo, at&eacute; por ter estado na origem da primeira regulamenta&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pesca. At&eacute; ao come&ccedil;o do s&eacute;culo XVII, havia grande car&ecirc;ncia de um produto que substitu&iacute;sse o azeite (de oliva), importado, caro e raro no Brasil, mas essencial para muitas atividades, nomeadamente a ilumina&ccedil;&atilde;o. O &oacute;leo de peixe era uma alternativa mas, principalmente, o dos cet&aacute;ceos era bastante mais promissor. Esse &oacute;leo era j&aacute; extra&iacute;do, embora de forma rudimentar, na Ba&iacute;a. Aproveitando-se do fato das baleias encalharem pr&oacute;ximas &agrave;s praias, principalmente nos meses de maio a julho (per&iacute;odo em que procuram as &aacute;guas quentes do Brasil para procriar), os moradores do litoral aproveitavam para retirar-lhes a camada de gordura (Ellis 1969:26). Por&eacute;m, perante a apet&ecirc;ncia da sociedade coeva por este tipo de produto, utilizada em muitas atividades (ilumina&ccedil;&atilde;o, impermeabiliza&ccedil;&atilde;o, argamassa para constru&ccedil;&otilde;es, etc.), havia necessidade de o produzir em escala maior, isto &eacute;, passar do aproveitamento casual e rudimentar para um produ&ccedil;&atilde;o em maior escala. Frei Vicente do Salvador (1627/1918: 397) esclarece-nos, tamb&eacute;m, sobre a origem desta pesca: “(...) <i>a vontade a um Pedro de Orecha, bisca&iacute;nho, que quisesse vir fazer esta pescaria. Este veio com o governador Diogo Botelho do reino no ano de 1602, trazendo duas naus a seu cargo de bisca&iacute;nhos, com os quais come&ccedil;ou a pescar e, ensinados os portugueses, se tornou com elas carregadas, sem da pescaria pagar direito algum; mas j&aacute; hoje se paga e se arrenda cada ano por parte de Sua Majestade a uma s&oacute; pessoa por seiscentos mil r&eacute;is</i> (...)”. Foi ainda no s&eacute;culo XVII, por volta de 1612 e 1614, que surgiram as primeiras arma&ccedil;&otilde;es de que se tem not&iacute;cia, erguidas no Rec&ocirc;ncavo baiano; ap&oacute;s v&aacute;rias contendas, a Coroa classificou a baleia como peixe real e instituiu o monop&oacute;lio de sua pesca no ano de 1614 (o qual perduraria at&eacute; o in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, quando, em 1801, esse monop&oacute;lio seria definitivamente extinto em toda a Col&ocirc;nia) (Castellucci-Junior, 2005:135). As pescarias da baleia viria a ser regulamentada em 1765, j&aacute; no Per&iacute;odo em que o Marques de Pombal era Secret&aacute;rio de Estado do Reino (Primeiro-Ministro). </p> 	    <p>As pescas no Brasil foram sendo alvo de sucessivas pe&ccedil;as legislativas, o que denota a import&acirc;ncia econ&ocirc;mica, social e pol&iacute;tica que a atividade sempre teve. Ap&oacute;s a aludida regulamenta&ccedil;&atilde;o respeitante &agrave;s pescarias de baleia na costa brasileira (12 de fevereiro de 1765), alguns dos marcos importantes foram os seguintes: 20 de novembro de 1772 - regulamenta&ccedil;&atilde;o da exporta&ccedil;&atilde;o de sal para o Brasil, para conservar o pescado aqui capturado; 18 de maio de 1798 - alvar&aacute; dando liberdade de construir e armar navios para a pesca e transforma&ccedil;&atilde;o de peixe em toda a costa; 3 de maio de 1802 - alvar&aacute; concedendo privil&eacute;gios e pr&eacute;mios aos que se dedicassem &agrave; pesca, e que estabelecia regras para a constru&ccedil;&atilde;o de embarca&ccedil;&otilde;es e proibia o uso de aparelhos, ent&atilde;o considerados nocivos &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o dos peixes; 19 de maio de 1846 - Decreto n&ordm; 447 – que obrigava &agrave; matr&iacute;cula dos pescadores e embarca&ccedil;&otilde;es de pesca nas Capitanias dos Portos, divide os pescadores em “Distritos de Pesca”, atribui &agrave; Marinha a responsabilidade administrativa do setor e previa a utiliza&ccedil;&atilde;o dos pescadores como instrumentos na defesa do Pa&iacute;s; Lei de 10 de setembro de 1856, regulamentada em 1881, - primeiros passos para nacionaliza&ccedil;&atilde;o da pesca no Brasil e efetiva&ccedil;&atilde;o de estudos oceanogr&aacute;ficos da costa e tamb&eacute;m n&atilde;o permitia a utiliza&ccedil;&atilde;o de escravos e estrangeiros, para qualquer servi&ccedil;o, nas embarca&ccedil;&otilde;es em n&uacute;mero superior &agrave; quinta parte da tripula&ccedil;&atilde;o; Lei n1 478, de 9 de dezembro de 1897 - nacionalizou todas as atividades mar&iacute;timas no Brasil (Giulietti &amp; Assump&ccedil;&atilde;o,1995:96).</p> 		    <p>Pode dizer-se que, at&eacute; in&iacute;cios do s&eacute;culo XX, a atividade pesqueira no Brasil, excetuando a pesca da baleia, tinha cunho eminentemente artesanal, sendo na maior parte de subsist&ecirc;ncia. A atividade industrial era rudimentar e os volumes capturados muito modestos. Por&eacute;m, a import&acirc;ncia das pescas era grande. Por exemplo, no Rio de Janeiro, em 1872, antes da Aboli&ccedil;&atilde;o, “<i>o segundo maior grupo de escravos trabalhava nos of&iacute;cios mar&iacute;timos e o terceiro era o dos pescadores escravos</i>” (Silva, 1998). </p> 	    <p>Em 1911 foi criada a Inspetoria de Pesca (sob tutela do Minist&eacute;rio da Agricultura), primeiro servi&ccedil;o oficial a dedicar-se ao setor no Brasil, e que ficou com a responsabilidade administrativa da pesca (Vianna, 2009:20), o que pode ser considerado como o in&iacute;cio de uma nova fase na atividade pesqueira. Seu primeiro diretor foi o eminente naturalista Al&iacute;pio de Miranda Ribeiro. </p> 		    <p>No rescaldo da Primeira Guerra Mundial, em 1920, perante a necessidade de redobrar esfor&ccedil;os para defender o litoral, e reconhecendo-se que os pescadores eram o grupo mais indicado para tal tarefa (pois que detinham um profundo conhecimento dessa &aacute;rea), a Marinha passou novamente a deter a tutela dos servi&ccedil;os de pesca (Vianna, 2009:20). Na mesma altura (1919-1924), decorreu a Miss&atilde;o do Cruzador Jos&eacute; Bonif&aacute;cio, que se traduziu em interven&ccedil;&otilde;es da Marinha de Guerra nas comunidades pesqueiras do litoral, com interesses explicitamente militares, permeados de aspetos sociais e econ&ocirc;micos (escolas prim&aacute;rias, escolas de pesca, atendimento m&eacute;dico, melhoramento da infraestrutura de apoio &agrave;s atividades de pesca etc.). O objetivo principal foi a cria&ccedil;&atilde;o das col&ocirc;nias de pesca, &agrave;s quais os pescadores foram obrigados a se associar, sendo, a partir da&iacute;, consideradas reservas da Marinha de Guerra (Callou, 2010:47). Segundo o autor citado, nesse processo de interven&ccedil;&atilde;o toda uma cultura tradicional foi eclipsada pelos interesses militares.</p> 		    <p>J&aacute; com a institui&ccedil;&atilde;o do Estado Novo, na era Vargas, o sistema organizacional dos pescadores voltou a ser modificado. Em 1933, atrav&eacute;s do Decreto n&ordm;. 23.134/33, a atividade pesqueira passou novamente para a tutela do Minist&eacute;rio da Agricultura, sendo criada a Divis&atilde;o de Ca&ccedil;a e Pesca. Em 1934, atrav&eacute;s do Decreto n&ordm;. 23.672 (DOU, 1934) aprova-se o primeiro C&oacute;digo de Ca&ccedil;a e Pesca (de 1934). S&atilde;o ent&atilde;o fundadas as primeiras escolas de pesca com o objetivo “<i>tirar a pesca do seu primitivismo, modernizando-a</i>” (Vianna, 2009:21).</p> 	    <p>O Decreto-lei n&ordm; 291, de 23/02/1938 (DOU, 1938b), designado por Lei da Expans&atilde;o da Pesca, criou a taxa de “Expans&atilde;o da Pesca”, que reca&iacute;a sobre os produtos industriais da pesca procedentes do estrangeiro e, segundo o Art. 1&ordm;, era “<i>destinada a desenvolver a pesca e ind&uacute;strias derivadas, a amparar a classe dos Pescadores</i> (…)”. Determinava, ainda, o recolhimento de 5% do valor total das vendas em leil&atilde;o, nos entrepostos federais de pesca, o qual seria aplicado na cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para, entre outros, se adquirirem motores, acess&oacute;rios e embarca&ccedil;&otilde;es, para se montarem pequenas ind&uacute;strias de pesca e aproveitamento de sub-produtos, e para a montagem de pequenos frigor&iacute;ficos (Art. 13). No mesmo ano, atrav&eacute;s do Decreto-Lei n&ordm; 794, de 19 de outubro de 1938 (DOU, 1938b), &eacute; aprovado um novo C&oacute;digo de Pesca. Estando-se no in&iacute;cio do per&iacute;odo ditatorial, este novo c&oacute;digo veio aumentar o controle sobre os pescadores e suas associa&ccedil;&otilde;es de classe, restringindo alguns aparelhos e embarca&ccedil;&otilde;es de pesca</p> 	    <p>Com a 2&ordf; Guerra Mundial, o novo contexto b&eacute;lico imp&otilde;e novas modifica&ccedil;&otilde;es. Atrav&eacute;s do Decreto-Lei n&ordm; 4.830-A, de 15 de outubro de 1942 (DOU, 1942a), as Col&ocirc;nias de Pesca passam &agrave; jurisdi&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Marinha “<i>afim de serem seus associados, devidamente instru&iacute;dos, empregados como auxiliares das for&ccedil;as navais na vigil&acirc;ncia e defesa das &aacute;guas territoriais brasileiras” </i>(Art. 1&ordm;)<i>, embora “O fomento e orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica da pesca, a industrializa&ccedil;&atilde;o e com&eacute;rcio do pescado, nestas col&ocirc;nias, </i>[continuem na] <i>al&ccedil;ada do Minist&eacute;rio da Agricultura</i>” (Art. 2&ordm;). Na sequ&ecirc;ncia, &eacute; criado neste Minist&eacute;rio, pelo Decreto-Lei n&ordm; 5.030, de 4 de dezembro de 1942 (DOU, 1942b) a Comiss&atilde;o Executiva da Pesca (CEP.), “<i>com a finalidade de organizar cooperativamente a ind&uacute;stria de pesca, no pa&iacute;s</i>”.</p> 	    <p>Em 1946 houve diversas modifica&ccedil;&otilde;es na legisla&ccedil;&atilde;o pesqueira, inclusive o restabelecimento da Caixa de Cr&eacute;dito da Pesca. Em 1955 foi elaborado o Plano de Assist&ecirc;ncia e Amparo aos Pescadores do Nordeste, mas sem resultados significativos. Nessa &eacute;poca havia in&uacute;meros &oacute;rg&atilde;os atuando na pesca e uma pulveriza&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o, tornando dif&iacute;cil a coordena&ccedil;&atilde;o das atividades pesqueiras, da&iacute; a cria&ccedil;&atilde;o em 28 de junho de 1961, atrav&eacute;s do Decreto-lei n&ordm;. 50.872 (DOU, 1961), do Conselho de Desenvolvimento da Pesca (CODEPE), diretamente subordinado ao Presidente da Rep&uacute;blica, com atribui&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; pesquisa, estudo, planejamento, promo&ccedil;&atilde;o de transforma&ccedil;&otilde;es estruturais, forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos, expans&atilde;o dos mercados e assessoramento do Governo concernente &agrave; atividade pesqueira. Em resumo, havia tr&ecirc;s &oacute;rg&atilde;os atuando na atividade pesqueira e, mesmo assim, o poder p&uacute;blico n&atilde;o conseguia desenvolv&ecirc;-la, estando a exigir do Governo uma a&ccedil;&atilde;o imediata (Giulietti &amp; Assump&ccedil;&atilde;o,1995:97).</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 1962, pela Lei Delegada n&ordm; 10, de 11 de outubro (DOU, 1962), foi criada a SUDEPE (Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento da Pesca), &oacute;rg&atilde;o que seria respons&aacute;vel pela “moderniza&ccedil;&atilde;o” ou industrializa&ccedil;&atilde;o da pesca nacional atrav&eacute;s da transforma&ccedil;&atilde;o da pesca artesanal. Com essa finalidade, teve in&iacute;cio a atua&ccedil;&atilde;o dos chamados incentivos fiscais da pesca, que eram representados principalmente por dedu&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias e implanta&ccedil;&atilde;o de unidades de beneficiamento do pescado (Cardoso, 2001; PROZEE, SEAP/PR, &amp; IBAMA, 2006). Apenas para se ter uma ideia, entre 1968 e 1970, os incentivos fiscais a 134 projetos aprovados pela SUDEPE totalizaram a quantia de CR$1.644.379.113,00. Por&eacute;m, a produ&ccedil;&atilde;o pesqueira equivalente a estes 3 anos atingiu o valor de CR$1.222.915.000,00, ou seja, apenas 75% do valor investido. Aliado ao preju&iacute;zo financeiro ocorreu ainda a sobrepesca de determinadas esp&eacute;cies, a pesca predat&oacute;ria de outras e a destrui&ccedil;&atilde;o de ecossistemas de alta produtividade, o que reduziu o pescado junto &agrave; costa, prejudicando os pescadores artesanais (Cardoso, 2001).</p> 		    <p>Mesmo sem o retorno dos investimentos, a produ&ccedil;&atilde;o nacional passou de cerca de 300.000, na d&eacute;cada de 1960, para 900.000 toneladas por ano na d&eacute;cada de 1980, o que para a infelicidade das ind&uacute;strias pesqueiras, durou pouco tempo. J&aacute; na d&eacute;cada de 1990 a produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; estagnou como decresceu, o que fez com que, al&eacute;m dos preju&iacute;zos j&aacute; causados, as embarca&ccedil;&otilde;es industriais atuassem em &aacute;guas mais rasas, disputando e reduzindo a oferta de pescado para os pescadores artesanais (Cardoso, 2001).</p> 		    <p>Deste ponto em diante pouco mudou na hist&oacute;ria da pesca nacional. Em 1989, com a Lei n&ordm;. 7.735, de 22 de fevereiro (DOU, 1989), verifica-se a extin&ccedil;&atilde;o da SUDEPE e a cria&ccedil;&atilde;o do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis), tendo sido as fun&ccedil;&otilde;es da primeira transferidas para a segunda. Em 1998 &eacute; criado o DPA (Departamento de Pesca e Aquicultura), &oacute;rg&atilde;o subordinado ao Minist&eacute;rio da Agricultura, mas que em 2003 &eacute; extinto para a cria&ccedil;&atilde;o da SEAP-PR (Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica), tamb&eacute;m tendo sido as fun&ccedil;&otilde;es do primeiro transferidas para a segunda (PROZEE, SEAP/PR, &amp; IBAMA, 2006).</p> 		    <p>Mesmo ap&oacute;s os preju&iacute;zos patrocinados pela pesca industrial, a pesca artesanal n&atilde;o apenas sobreviveu como tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel por mais de 50% da produ&ccedil;&atilde;o pesqueira nacional, de acordo com os &uacute;ltimos relat&oacute;rios do IBAMA. Ainda, de acordo com o pr&oacute;prio IBAMA, esta estimativa est&aacute; desfasada, j&aacute; que at&eacute; mesmo a preocupa&ccedil;&atilde;o com os dados produtivos da pesca artesanal e industrial seguiu rumos distintos. Cada tipo e pesca passaram a ser analisados por diferentes institui&ccedil;&otilde;es (IBAMA, 2007).</p> 		    <p>No mundo todo, essa pol&iacute;tica pesqueira que incentivou apenas as grandes empresas, visando sempre a produ&ccedil;&atilde;o industrial em detrimento dos milhares de pescadores artesanais, superestimou a sustentabilidade dos oceanos e colhe hoje a preocupa&ccedil;&atilde;o global gerada pelos seus resultados: sobrepesca, estoques pesqueiros em risco, extin&ccedil;&otilde;es, perda de biodiversidade e outros fatores que geram d&uacute;vidas quanto ao futuro da pesca e dos pescadores (Pauly <i>et al.</i>, 2003; Worm <i>et al.</i>, 2007; Caddy <i>et al.</i>, 1998; Halpern <i>et al.</i>, 2008; Griffith 2008; Myers &amp; Worm, 2003). Paralelamente &agrave; hist&oacute;ria da pesca, outros fatores atuaram como agravantes para o resultado alarmante que vemos hoje. O crescimento da popula&ccedil;&atilde;o humana tem como consequ&ecirc;ncia n&atilde;o s&oacute; o aumento no consumo dos recursos, mas tamb&eacute;m a inser&ccedil;&atilde;o de cada vez mais poluentes na natureza (Hardin, 1968). </p> 		    <p>Os recursos pesqueiros t&ecirc;m estado sobre forte press&atilde;o em todo o mundo, seja em ambientes costeiros ou marinhos (Hutchings &amp; Reynolds, 2004; Myers &amp; Worm, 2003). Entre as estrat&eacute;gias comumente utilizadas para minimizar as consequ&ecirc;ncias negativas da excessiva explora&ccedil;&atilde;o aos recursos pesqueiros e ambientes costeiros e marinhos est&atilde;o as &Aacute;reas Protegidas Marinhas (Hyrenbach <i>et al.</i>, 2000; Roberts, 1997; Roberts <i>et al.</i>, 2003; Worm <i>et al.</i>, 2006). No Brasil, dentre estas &aacute;reas protegidas, temos as Reservas Extrativistas Marinhas (RESEX-Mar) e as Reservas de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (RDS) que s&atilde;o categorias de Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o no Brasil, que segundo o Art. 18 da Lei n&ordm;. 9.985, t&ecirc;m como objetivo “<i>proteger os meios de vida e a cultura das popula&ccedil;&otilde;es extrativistas, e assegurar o uso sustent&aacute;vel dos recursos naturais</i>” (DOU, 2000).</p> 	    <p>As RESEX-Mar surgiram a partir da transfer&ecirc;ncia de um modelo de manejo origin&aacute;rio da Amaz&oacute;nia, que deu origem &agrave;s primeiras Reservas Extrativistas (RESEX) (Diegues, 2008). No entanto, uma quest&atilde;o legal importante diferencia as RESEX marinhas das terrestres criadas no contexto amaz&oacute;nico. As RESEX-Mar lidam com a gest&atilde;o de recursos que pertencem &agrave; coletividade brasileira, pois pela Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 os recursos marinhos s&atilde;o bens de uso comum do povo (Senado Federal, 2010). </p> 		    <p>Assim, os benefici&aacute;rios das RESEX-Mar se apropriam de um <i>common</i> (recurso comum do povo), sob a tutela do Estado. Neste sentido, a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o &eacute; clara quando trata da responsabilidade da gest&atilde;o neste ambiente, uma vez que h&aacute; diferentes defini&ccedil;&otilde;es de ordem legal provenientes de diferentes conjuntos de normas jur&iacute;dicas. Estas diferentes defini&ccedil;&otilde;es geram dubiedade com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; clareza da legisla&ccedil;&atilde;o que embasa a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo RESEX para ambientes costeiros e marinhos.</p> 		    <p>Sendo a sustentabilidade dos recursos um dos eixos principais de sua gest&atilde;o, as RESEX-Mar dependem fortemente de um adequado manejo dos recursos, considerando que os mesmos s&atilde;o a fonte prim&aacute;ria de sustento de milhares de pessoas (Vasconcellos <i>et al.</i>, 2007). A pesca artesanal, um aspeto da cultura e meio de vida das popula&ccedil;&otilde;es que a RESEX-Mar busca proteger, tem passado por grandes mudan&ccedil;as nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas (Mathew, 2002). Estas mudan&ccedil;as afetam o modo de explora&ccedil;&atilde;o, aumentando a press&atilde;o sobre os recursos (Campbell &amp; Pardede, 2006; Hawkins &amp; Roberts, 2004). No entanto, poucos estudos t&ecirc;m sido conduzidos para avaliar se a pesca artesanal &eacute; realmente sustent&aacute;vel (Johnson <i>et al.</i>, 2012), dados os impactos deste modelo de extrativismo sobre os estoques ou <i>habitats</i> (Jones <i>et al.</i>, 2009; Mangi &amp; Roberts 2006; Ruttenberg, 2001). Desta forma, faltam estudos que demonstrem a sustentabilidade do tipo de explora&ccedil;&atilde;o que se d&aacute; nestas Reservas.</p> 		    <p>Existem hoje no Brasil 58 Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o Federais no bioma costeiro/marinho (ICMBio, 2012). Vinte e duas delas s&atilde;o RESEXs. O sistema federal de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o &eacute; complementado pelas Unidades Estaduais e Municipais, de acordo com o previsto na Lei 9985, acima aludida, e com o Decreto n&ordm; 4.340,&nbsp;de 22 de agosto de 2002 (DOU, 2002). No entanto, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pesca artesanal, apesar do status oficial de prote&ccedil;&atilde;o e da luta das comunidades, discute-se que em algumas d&eacute;cadas esses territ&oacute;rios podem se tornar os &uacute;ltimos basti&otilde;es de preserva&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o dessas formas de vida, t&eacute;cnicas ancestrais e cultura pesqueira. </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Brasil se encontra hoje em uma encruzilhada na qual dever&aacute; escolher entre: continuar sua pol&iacute;tica de desenvolvimento econ&oacute;mico e fechamento de algumas culturas em reservas, ou de definitivamente adotar o desenvolvimento sustent&aacute;vel para os ambientes costeiros que ainda guardam a maioria das suas caracter&iacute;sticas originais, como no caso dos territ&oacute;rios da RESEX e RDS e seus entornos. Para tal, a pesquisa dentro e fora das Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o ser&aacute; essencial.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4. Sustentabilidade das Pescas e Pesca Artesanal</b></p> 		    <p>O conceito de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (DS) foi usado pela primeira vez em 1987 no Relat&oacute;rio Brundtland, intitulado “Our Common Future” (Brundtland, 1987), elaborado pela World Commission on Environment and Development, publicado em Portugal com o t&iacute;tulo “O Nosso Futuro Comum” (1991). Neste, postula-se a capacidade Humana em tonar sustent&aacute;vel o progresso, “<i>para assegurar que pode dar satisfa&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gera&ccedil;&otilde;es futuras poderem satisfazer as de ent&atilde;o</i>” (Brundtland, 1991:17). Tamb&eacute;m reafirma que um mundo onde a pobreza seja end&eacute;mica, ser&aacute; sempre dado a cat&aacute;strofes, ecol&oacute;gicas e de outras &iacute;ndoles, e sintetiza que “<i>o desenvolvimento sustent&aacute;vel n&atilde;o &eacute; um sistema fixo de harmoniza&ccedil;&atilde;o, mas antes um processo evolutivo onde a explora&ccedil;&atilde;o dos recursos, o sentido dos investimentos, a orienta&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento ecol&oacute;gico e as modifica&ccedil;&otilde;es institucionais sejam consistentes com as necessidades, as presentes e as futuras</i>” (Brundtland, 1991:18).</p> 		    <p>Neste conceito de DS acrescentaram, posteriormente, outras dimens&otilde;es a “Comiss&atilde;o Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento” (CMMAD) da ONU e a “Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Diversidade Biol&oacute;gica (CDB). Um dos temas de car&aacute;ter t&eacute;cnico que ser&atilde;o tratados na COP10 [<a href="#22">22</a>]<a name="top22"></a> (CBD) &eacute; o da Biodiversidade marinha e costeira. O conceito de DS e Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade s&atilde;o quest&otilde;es priorit&aacute;rias para o meio costeiro e marinho. No que &agrave;s pescas diz respeito o conceito de Sustentabilidade (e a dimens&atilde;o da Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade), que vai desde a manuten&ccedil;&atilde;o da integridade biof&iacute;sica e ecol&oacute;gica dos sistemas &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de ecossistema, participa&ccedil;&atilde;o socio-ambiental (Viegas, 2010; Carvalho <i>et al.</i>, 2012; Pita <i>et al.</i>, 2012) e governan&ccedil;a (Paramio, 2012; Pita <i>et al.</i>, 2012) aplica-se, em termos gerais, de igual modo (Pierce <i>et al.</i>, 2012).</p> 	    <p>A gest&atilde;o das pescas com base nos ecossistemas, pela elimina&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de pesca lesivas dos <i>habitats</i> e dos biorecursos e recursos pesqueiros explorados, conjuntamente com o ‘Princ&iacute;pio da Precau&ccedil;&atilde;o’ e as ferramentas complementares baseadas na &aacute;rea - zonas de veda, &aacute;reas marinhas protegidas (AMP) e reservas – s&atilde;o instrumentos importantes que visam tamb&eacute;m crit&eacute;rios de Sustentabilidade (Viegas, 2010). Contudo, para Viegas (2010), o conceito de DS quando “<i>aplicado a sistemas din&acirc;micos como s&atilde;o as Comunidades Piscat&oacute;rias e os recursos pesqueiros que exploram, pode ser considerado um conceito controverso</i>”. As quest&otilde;es da Participa&ccedil;&atilde;o e Governan&ccedil;a dos biorecursos marinhos, particularmente os recursos pesqueiros, foram, para Viegas (2010), fundamentais na defini&ccedil;&atilde;o da metodologia da sua investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente o envolvimento e a responsabilidade dos atores envolvidos. Ainda para Viegas (2010) “<i>a sustentabilidade s&oacute; ficar&aacute; assegurada se n&atilde;o for esquecida uma componente basilar na prossecu&ccedil;&atilde;o desses prop&oacute;sitos: os pescadores artesanais e de subsist&ecirc;ncia, inseridos nas suas Comunidades Piscat&oacute;rias</i>” (uma vez mais a import&acirc;ncia dos processos Participativos e Governan&ccedil;a – Carvalho <i>et al.</i>, 2012; Paramio, 2012; Pita <i>et al.</i>, 2012). A aus&ecirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o dos Pescadores nos processos de decis&atilde;o limita a sua aceita&ccedil;&atilde;o das medidas de gest&atilde;o o que resulta no n&atilde;o alcance dos objetivos com efeitos negativos nas v&aacute;rias componentes da Sustentabilidade (ambiental, econ&oacute;mica e social) (Viegas, 2010; Carvalho <i>et al.</i>, 2012; Pita <i>et al.</i>, 2012). A Sustentabilidade nas suas componentes de zonas costeiras, marinha, biorecursos, recursos pesqueiros, comunidades piscat&oacute;rias, gest&atilde;o, preserva&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o &eacute; suportada pela aplica&ccedil;&atilde;o de diferentes conceitos e ferramentas, tais como os j&aacute; referidos princ&iacute;pios de DS, Gest&atilde;o Baseada nos Ecossistemas (GBE), Gest&atilde;o Integrada de Zonas Costeiras (GIZC) e &Aacute;reas Marinhas Protegidas (AMP), e que est&atilde;o na base da boa Governan&ccedil;a (Viegas, 2010; Paramio, 2012; Pita <i>et al.</i>, 2012). </p> 	    <p>Consideramos tamb&eacute;m fundamental, tal como Alves <i>et al.</i> (2012, <i>online</i>), “<i>partir da desconstru&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento social e ambiental, dando especial relev&acirc;ncia aos aspetos estruturais que o condicionam, nas suas rela&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es sociais, culturais e ambientais, mas, sobretudo, &agrave; ag&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos, evidenciando os conhecimentos plurais que veiculam e os espa&ccedil;os de emancipa&ccedil;&atilde;o e democracia participativa que requerem</i>”. Neste sentido, parece ser necess&aacute;rio o desenvolvimento de metodologias/ferramentas e a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias participativas, assim como a capacita&ccedil;&atilde;o (<i>empowering</i> methods) para cumprir objetivos de sustentabilidade (Alves <i>et al.</i>, 2012, <i>online</i>).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p> 		    <p>No momento atual, em que se vive uma crise ambiental (CA), se (re) definem estrat&eacute;gias, politicas e medidas de gest&atilde;o que visam a sustentabilidade, nomeadamente dos biorecursos, recursos pesqueiros, e em &aacute;reas vitais para a vida e de grande din&acirc;mica biogeoqu&iacute;mica, ecol&oacute;gica e s&oacute;cio ambiental, as Zona Costeiras e Marinhas, abordar o tema das comunidades piscat&oacute;rias (em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade s&oacute;cio ambiental face &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas) e da pesca artesanal &eacute; de grande pertin&ecirc;ncia cient&iacute;fica e ambiental e socialmente exig&iacute;vel.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pesca &eacute; quase uma atividade imemorial na costa portuguesa, desde sempre ligada &agrave; posi&ccedil;&atilde;o de Portugal e aos seus contornos, referida em in&uacute;meros escritos hist&oacute;ricos, mas tamb&eacute;m na costa brasileira, onde, por altura dos povos dos Sambaquis j&aacute; a pesca era uma atividade determinante para a fixa&ccedil;&atilde;o populacional, e fundamental para sobreviv&ecirc;ncia e desenvolvimento dos povos litor&acirc;neos.</p> 		    <p>A pesca artesanal, tanto no contexto portugu&ecirc;s, como no brasileiro, t&ecirc;m uma enorme import&acirc;ncia social, local e regional, e tem sido, por tradi&ccedil;&atilde;o, uma importante fonte de subsist&ecirc;ncia para muitas popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas, que, na sua maioria, dependem da pesca e das atividades com ela relacionadas. No entanto, apresenta contornos diferentes nos dois pa&iacute;ses. Em Portugal, devido a limita&ccedil;&otilde;es legais decorrentes da ades&atilde;o &agrave; Uni&atilde;o Europeia, nomeadamente legisla&ccedil;&atilde;o reguladora restritiva e medidas como a restrutura&ccedil;&atilde;o e abate subsidiado da frota pesqueira, e devido &agrave; fraca rentabilidade da atividade, que gera fracos proveitos econ&oacute;micos e &eacute; pouco atrativa para os jovens - motivos pelo qual os efetivos desta pesca s&atilde;o atualmente escassos e envelhecidos -, a pesca artesanal encontra-se amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o em muitas das suas formas e locais de ocorr&ecirc;ncia, de que &eacute; exemplo a arte da x&aacute;vega realizada na Praia da Vagueira (Aveiro/Portugal). </p> 		    <p>No Brasil, a pesca artesanal (ou extrativa) apresenta contornos semelhantes, limitativos &agrave; atividade, desde logo por falta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas ou por falta de clareza da legisla&ccedil;&atilde;o existente (<i>e.g.</i>, aplica&ccedil;&atilde;o do modelo RESEX para ambientes costeiros e marinhos), fraca competitividade por analogia ao vigor da pesca industrial, condicionamentos legais &agrave; atividade (<i>e.g.</i>, &aacute;reas de pesca), perturba&ccedil;&otilde;es mesmo que pontuais por ocorr&ecirc;ncia de polui&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas, por efluentes dom&eacute;sticos, industriais, agropecu&aacute;rios e derramamentos acidentais de derivados de petr&oacute;leo, e sobretudo a baixa qualifica&ccedil;&atilde;o dos pescadores artesanais, ainda que n&atilde;o represente uma classe t&atilde;o envelhecida como a portuguesa. Trata-se, portanto, de uma pesca fustigada em ambos os pa&iacute;ses, grosso modo pelos mesmos males. </p> 	    <p>N&atilde;o obstante, verificamos que &eacute; uma pesca que ainda n&atilde;o sucumbiu &agrave; ferocidade da pesca industrial, que continua a ser largamente praticada tanto em Portugal como no Brasil e, mais importante, comporta um vasto n&uacute;mero de agentes envolvidos, grande diversidade de artes, embarca&ccedil;&otilde;es e esp&eacute;cies capturadas, e ainda, na senda do que foi a sua hist&oacute;ria, continua a produzir pescado com elevada qualidade e frescura. No Brasil, em 2006, esta pesca ainda representava mais de 50% da produ&ccedil;&atilde;o nacional (IBAMA, 2007), e em Portugal, em 2009, representava 49,4% (pesca polivalente), sendo que &eacute; a mais expressiva, seguindo-se a pesca do cerco (40,0%) e por &uacute;ltimo a do arrasto (10,6%) (INE, 2010:35).</p> 		    <p>Atualmente, em Portugal, a pesca artesanal pode estar a passar por um processo de reinven&ccedil;&atilde;o, como a transforma&ccedil;&atilde;o em produto tur&iacute;stico, tal como se observou em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; x&aacute;vega na Nazar&eacute; (Portugal). E note-se, pois n&atilde;o deixa de ser caricato, existem relatos desde o s&eacute;culo XVI que d&atilde;o conta da ocorr&ecirc;ncia da pesca com esta arte em quantidade e abrang&ecirc;ncia territorial, e inclusive refor&ccedil;am a import&acirc;ncia desta pesca para as popula&ccedil;&otilde;es sobretudo ribeirinhas (<i>e.g.</i>, consumo em espa&ccedil;o urbano pela proximidade dos locais de captura). No entanto, os pescadores da x&aacute;vega na Nazar&eacute;, que mant&ecirc;m os mesmos conhecimentos da arte, e sempre se alimentaram desta pesca, neste momento testam a possibilidade de serem alimentadas pelos recursos provenientes do turismo. N&atilde;o deixa de ser uma pretens&atilde;o ir&oacute;nica de altera&ccedil;&atilde;o do paradigma dominante, a qual n&atilde;o ser&aacute; todavia a mais ben&eacute;fica para o <i>modus vivendi</i> das popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas, para a sobreviv&ecirc;ncia da cultura local e sustentabilidade da pesca artesanal, nem se afigura alternativa vi&aacute;vel &agrave; constante redu&ccedil;&atilde;o de companhas (agremia&ccedil;&atilde;o de pescadores), vis&iacute;vel em todo o litoral portugu&ecirc;s.</p> 	    <p>Para finalizar, as press&otilde;es sobre estoques pesqueiros, muitas delas decorrentes do aumento de investimentos no setor da pesca industrial, t&ecirc;m-se mostrado presentes em diferentes partes do globo, e naturalmente em Portugal e no Brasil. No entanto, n&atilde;o se evidenciaram nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas mudan&ccedil;as significativas que mitigassem a marginaliza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica de comunidades de pescadores, ou impedissem o seu desaparecimento, apesar de ser unanime a potencialidade da pesca artesanal. </p> 		    <p>Ampliar os espa&ccedil;os de discuss&atilde;o sobre a articula&ccedil;&atilde;o entre a pesca, especialmente a artesanal, e o manejo costeiro, tal como o pretendeu este ensaio, faz-se fundamental para alcan&ccedil;ar uma pesca mais respons&aacute;vel e escorada por uma gest&atilde;o sustentada numa perspetiva ecossist&eacute;mica.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p> 		    <!-- ref --><p>Afonso-Dias, M.; Pinto, J.; Carvalho, A.; Muzavor, S. (2001) - <i>As Artes de Pesca do Baixo Guadiana</i>. 49p., Universidade do Algarve, Portugal. ISBN: 9729660611.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201200040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>&Aacute;guas, J. (coord.) (1968) - Peniche uma vez mais na vanguarda. <i>Jornal do Pescador</i>, Ano XXIX, 348:25-30, Junta Central das Casas dos Pescadores, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-8872201200040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Albuquerque, L. (1985) - <i>Os Descobrimentos Portugueses.</i> 286p., Publica&ccedil;&otilde;es Alfa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201200040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Alegria, M.F.; Garcia, J.C. (2002) - A Cartografia Hidrogr&aacute;fica de Portugal Continental na 2&ordf; metade do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. <i>In</i>: In&ecirc;s Amorim, Am&eacute;lia Pol&oacute;nia &amp; Helena Osswald (coord.), <i>O Litoral em Perspectiva Hist&oacute;rica</i> (s&eacute;cs. XVI-XVIII), p.9-20, Universidade do Porto, Instituto de Hist&oacute;ria Moderna Porto, Portugal. ISBN: 972-8444060. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/8044.pdf" target="_blank">http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/8044.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201200040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Almeida, F. (1928) - <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>. 493p., Tomo V, Coimbra, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201200040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Alves, F.; Ara&uacute;jo, M.J.; Azeiteiro, U.M. (2012) - Cidadania ambiental e participa&ccedil;&atilde;o: o di&aacute;logo e articula&ccedil;&atilde;o entre distintos saberes-poderes. <i>Sa&uacute;de em Debate</i> (ISSN: 0103-1104), 36(n&ordm; especial):46-54, CEBES - Centro Brasileiro de Estudos de Sa&uacute;de, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cebes.org.br/media/File/Revista_Saúde_em_Debate - Rio+20.pdf" target="_blank">http://www.cebes.org.br/media/File/Revista_Sa%C3%BAde_em_Debate%20-%20Rio+20.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1646-8872201200040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Alves, F.; Azeiteiro, U.M.; Leal-Filho, W. (2012) - Crossing borders and linking plural knowledge - biodiversity conservation, ecosystem services and human well-being. <i>IJISD - International Journal of Innovation and Sustainable Development</i> (ISSN: 1740-8830), <i>in</i> press (Acceptance Date: 14 Sep 2012), Inderscience Enterprises.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1646-8872201200040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Amorim, I. (2001) - A organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho da pesca, em finais do s&eacute;c. XIX, na P&oacute;voa de Varzim. <i>In</i>: Lu&iacute;s A. de Oliveira Ramos, Jorge Martins Ribeiro &amp; Am&eacute;lia Pol&oacute;nia (coord.), <i>Estudos em homenagem a Jo&atilde;o Francisco Marques</i>, Vol. I, pp.113-133, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, Portugal. iSBN: 972-9350590. Disponivel em <a href="http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/7706" target="_blank">http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/7706</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-8872201200040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Amorim, I. (2005a) - A pesca “pacificada” ou os prim&oacute;rdios da quest&atilde;o das pescarias no quadro de uma reflex&atilde;o sobre os recursos naturais. <i>In</i>: H. Souto (coord.), <i>GeoINova</i> (ISSN: 0874-654), 11:103-124, Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-8872201200040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Amorim, I. (2005b) - A organiza&ccedil;&atilde;o pesqueira portuguesa no quadro das rela&ccedil;&otilde;es fronteiri&ccedil;as com a Espanha – a procura de um espa&ccedil;o econ&oacute;mico na segunda metade do s&eacute;culo XIX. <i>Actas do VII Congresso organizado pela Asociacion Espa&ntilde;ola de Historia Economica</i> (CD-ROM), Santiago de Compostela, Espanha. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.usc.es/estaticos/congresos/histec05/b6_amorim.pdf" target="_blank">http://www.usc.es/estaticos/congresos/histec05/b6_amorim.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-8872201200040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>ANTT (1229) - <i>Foral da Ericeira dado por [D. Fernando Rodrigues Monteiro], Mestre de Avis</i> [em latim]. Torre do Tombo (Gav. 14, m&ccedil;. 6, n.&ordm; 31), Lisboa Portugal. Imagem do original dispon&iacute;vel em <a href="http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=4675718" target="_blank">http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=4675718</a>.</p> 	    <!-- ref --><p>Azeiteiro, U.; Tavares, M. (2004) - Refer&ecirc;ncias &agrave; Ictiofauna com termo no s&eacute;culo XVII: estabilidade, regress&atilde;o e extin&ccedil;&atilde;o. Impactes naturais e antropog&eacute;nicos. <i>In</i>: A.A. Tavares, M.J.F. Tavares &amp; J.L. Cardoso (eds.), <i>Evolu&ccedil;&atilde;o Geohist&oacute;rica do litoral portugu&ecirc;s e fen&oacute;menos correlativos (actas do col&oacute;quio)</i>, pp.569-598, Universidade Aberta, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1646-8872201200040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Barata, M.R.T. (2000) – Portugal e a Europa na &Eacute;poca Moderna. <i>In</i>: Jos&eacute; Tengarrinha (org.), <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>, pp.105-126, Instituto Cam&otilde;es, Lisboa, Portugal. ISBN: 8574600105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-8872201200040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Barros, H.G. (1885) - <i>Hist&oacute;ria da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica em Portugal nos S&eacute;culos XII a XV</i>. Tomo II, 413p., Academia Real das Ci&ecirc;ncias, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1646-8872201200040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Barros, H.G. (1914) - <i>Hist&oacute;ria da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em Portugal nos s&eacute;culos XII a XV</i>. Tomo III, 898p., Tip. Castro Irm&atilde;o, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-8872201200040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Bastos, M. (2009) - No trilho do sal: Valoriza&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria da explora&ccedil;&atilde;o das salinas no &acirc;mbito da gest&atilde;o costeira da laguna de Aveiro. <i>Revista da Gest&atilde;o Costeira Integrada</i> (ISSN: 1646-8872), 9(3):25-43. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-161_Bastos.pdf" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-161_Bastos.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1646-8872201200040000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Begossi, A. (1993) - Ecologia humana: um enfoque das rela&ccedil;&otilde;es Homem-meio-Ambiente. <i>Interci&ecirc;ncia</i> (ISSN: 0378-1844), 18(3):121-132, Caracas, Venezuela. Texto dispon&iacute;vel em <a href="http://www.interciencia.org/v18_03/art01/index.html" target="_blank">http://www.interciencia.org/v18_03/art01/index.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-8872201200040000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Begossi, A.; Hanazaki, N.; Silvano, R.A. (2002) - Ecologia Humana, Etnoecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o. <i>In</i>: M.C.M. Amorozo, L.C. Ming &amp; S.M.P. Silva (eds.), <i>M&eacute;todos de Coleta e An&aacute;lise de Dados em Etnobiologia, Etnoecologia e Disciplinas Correlatas</i>, anais do I Semin&aacute;rio de Etnobiologia e Etnoecologia do Sudeste, Rio Claro, SP, Brasil. ISBN: 9788590243212.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-8872201200040000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Brand&atilde;o, J. (1990 [1552]) - <i>Grandeza e Abastan&ccedil;a de Lisboa em 1552</i>. 256p., edi&ccedil;&atilde;o de 1990, Horizonte, Lisboa, Portugal. ISBN: 972-2407570.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1646-8872201200040000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Brundtland, G.H. (coord.) (1987) - <i>Our Common Future</i>. Report of the World Commission on Environment and Development, transmitted to the General Assembly as an Annex to document A/42/427 - Development and International Cooperation: Environment. 245p., United Nations. Dispon&iacute;vel em <a href="http://conspect.nl/pdf/Our_Common_Future-Brundtland_Report_1987.pdf" target="_blank">http://conspect.nl/pdf/Our_Common_Future-Brundtland_Report_1987.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-8872201200040000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Brundtland, G.H. (coord.) (1991) - <i>Nosso futuro comum</i>. 434p., Comiss&atilde;o Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (W.C.E.D.). Merib&eacute;rica/Liber Editores, Lisboa, Portugal. Tradu&ccedil;&atilde;o de Deolinda Estudante e Rui Prot&aacute;ssio. Dep&oacute;sito Legal: 51704/91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1646-8872201200040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Caddy, J.F.; Csirke, J.; Garcia, S.M.; Grainger, R. J. (1998). How pervasive is “Fishing Down Marine Food Webs”. <i>Science</i>, 282(5393):1383. DOI: 10.1126/science.282.5393.1383a. Texto dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sciencemag.org/content/282/5393/1383.full.html" target="_blank">http://www.sciencemag.org/content/282/5393/1383.full.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S1646-8872201200040000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Callou, A.B.F. (2010) - Povos do Mar: Heran&ccedil;a Sociocultural e Perspectivas no Brasil. <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i> (ISSN: 0009-6725), 62(3):45-48 Campinas SP Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v62n3/a18v62n3.pdf" target="_blank">http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v62n3/a18v62n3.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S1646-8872201200040000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Campbell, S.J.; Pardede, S.T. (2006) - Reef fish structure and cascading effects in response to artisanal fishing pressure. <i>Fisheries Research</i>, 79(1-2):75–83. DOI: 10.1016/j.fishres.2005.12.015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S1646-8872201200040000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Cardoso, E.S. (2001) - <i>Pescadores Artesanais: Natureza, Territ&oacute;rio, Movimento Social</i>. Tese de Doutorado, 143p., Universidade de S&atilde;o Paulo, SP, S&atilde;o Paulo. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-14012003-160032/pt-br.php" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-14012003-160032/pt-br.php</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S1646-8872201200040000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Carvalho, A.; Fernandes, C.; Camacho, J. (2009) - <i>D. Carlos e a Ci&ecirc;ncia Oceanogr&aacute;fica</i>. 20p., C&acirc;mara Municipal de Cascais / Museu do Mar Rei D. Carlos, Cascais, Portugal. ISBN: 978-9726372011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S1646-8872201200040000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Carvalho, S.C.; Alves, F.; Azeiteiro, U.M.; Meira-Cartea, P.A., (2012) - Sociocultural and educational factors in the sustainability of coastal zones: The Prestige oil spill in Galicia, ten years later. <i>Management of Environmental Quality</i>, 23(4):362–382. DOI: 10.1108/14777831211232254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S1646-8872201200040000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Castellucci Junior, W. (2005) - Pescadores e baleeiros: a atividade da pesca da baleia nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas dos oitocentos Itaparica: 1860-1888. <i>Afro – &Aacute;sia</i> (ISBN: 1981-1411), 33:133-168, Salvador, BA, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.afroasia.ufba.br/pdf/afroasia33_pp133_168_Wellington.pdf" target="_blank">http://www.afroasia.ufba.br/pdf/afroasia33_pp133_168_Wellington.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S1646-8872201200040000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Castro, M. (2007) – Fisheries science and oceanography: a historical perspective and the future. <i>In</i>: Luiz Saldanha &amp; Pedro R&eacute; (eds.), <i>One Hundred years of Portuguese Oceanography: in the footsteps of King Carlos de Bragan&ccedil;a</i>, pp.357-364, Museu Bocage, Lisboa, portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S1646-8872201200040000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Cavaco, C. (1969) - A pesca e a ind&uacute;stria de conservas de peixe em Portugal. <i>Finisterra </i>(ISSN: 0430-5027), IV(7):145-153, Centro de Estudos Geogr&aacute;ficos, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ceg.ul.pt/finisterra/numeros/1969-07/07_10.pdf" target="_blank">http://www.ceg.ul.pt/finisterra/numeros/1969-07/07_10.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S1646-8872201200040000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Cavaco, C. (1976) - <i>O Algarve Oriental: as vilas, o campo e o mar</i>. 2 volumes, 240p., Ed. Gabinete do Planeamento da Regi&atilde;o do Algarve, Faro, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S1646-8872201200040000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Europeia (2011) - <i>European Commission: a fisheries policy for the future (Press release)</i>. Reference IP/11/873, Brussels, Belgium. Dispon&iacute;vel em <a href="http://europa.eu/rapid/press-release_IP-11-873_en.htm?locale=en" target="_blank">http://europa.eu/rapid/press-release_IP-11-873_en.htm?locale=en</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S1646-8872201200040000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Costa, A. Carvalho da (1706) – Corografia Portugueza e descrip&ccedil;am topografica do famoso reyno de Portugal, com as not&iacute;cias das funda&ccedil;&otilde;es das Cidades, Villas, &amp; Lugares, que cont&eacute;m (…). Tomo Primeiro, 534p., Oficina de Valentim da Costa Deslandes, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S1646-8872201200040000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Crespo, V. (2000) – Pescarias. <i>In</i>: A. Barreto &amp; F. M&oacute;nica (coord.), <i>Dicion&aacute;rio da Hist&oacute;ria de Portugal</i>, pp. 65-66, Livraria Figueirinhas, Porto, Portugal. ISBN: 972-6611601.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S1646-8872201200040000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Curtin, R.; Prellezo, R. (2010) - Understanding marine ecosystem based management: A literature review. Marine Policy 34: 821–830. doi:10.1016/j.marpol.2010.01.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S1646-8872201200040000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Daura-Jorge, F.G.; Wedekin, L.L.; Hanazaki, N. (2007) - <i>A pesca artesanal no mosaico de &aacute;reas protegidas do litoral de Santa Catarina</i>. 55p., Funda&ccedil;&atilde;o O Botic&aacute;rio de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Natureza, Florian&oacute;polis, SC, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S1646-8872201200040000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Dias, J.A. (1996) - <i>Gentes e Espa&ccedil;os: em torno da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa na primeira metade do s&eacute;culo XVI</i>. Vol. I, 620p., Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian / Junta Nacional Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica e Tecnol&oacute;gica, Lisboa, Portugal. ISBN: 978-9723107104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S1646-8872201200040000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dias, J.A. (1997) - Historical Aspects of Marine Geology in Portugal. <i>In</i>: Luiz Saldanha &amp; Pedro R&eacute;. (Org.), <i>One Hundred Years of Portuguese Oceanography: In the Footsteps of King Carlos de Bragan&ccedil;a</i>, pp.173-226, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S1646-8872201200040000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Dias, J.A. (2002) - Hist&oacute;ria da Oceanografia Portuguesa: A Rep&uacute;blica e o Estudo do Mar. <i>In</i>: <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Oceanografia, M&oacute;dulo Introdut&oacute;rio e de Hist&oacute;ria da Oceanografia</i> (elementos de apoio &agrave; Disciplina), Universidade do Algarve, Faro, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://w3.ualg.pt/~jdias/INTROCEAN/A/A3_portugal/A33Republica.html" target="_blank">http://w3.ualg.pt/~jdias/INTROCEAN/A/A3_portugal/A33Republica.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S1646-8872201200040000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Dias, J.A. (2003) - <i>Portugal e o Mar: Import&acirc;ncia da Oceanografia para Portugal</i>. 44p., Editora Apenas Livros, Lisboa, Portugal. ISBN: 978-9728777739.Dispon&iacute;vel em <a href="http://w3.ualg.pt/~jdias/JAD/ebooks/ImpOcPort.pdf" target="_blank">http://w3.ualg.pt/~jdias/JAD/ebooks/ImpOcPort.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S1646-8872201200040000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Dias, J.A. (2004) - <i>A Conquista do Planeta Azul: o in&iacute;cio do reconhecimento do oceano e do mundo</i> (Vers&atilde;o Preliminar). 47p., Universidade do Algarve, Faro, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://w3.ualg.pt/~jdias/JAD/ebooks/COAzul/CPAzul_1.pdf" target="_blank">http://w3.ualg.pt/~jdias/JAD/ebooks/COAzul/CPAzul_1.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S1646-8872201200040000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Dias, J.A.; Bastos, M.R.; Bernandes, C.; Freitas, J.G.; Martins, V. (2012) - Interac&ccedil;&otilde;es Homem - Meio em zonas costeiras: o caso de Aveiro, Portugal. <i>In</i>: M.A.C. Rodrigues &amp; S.D. Pereira (eds.), <i>Ba&iacute;a de Sepetiba: Estado da Arte</i>, pp.215-235, ed. Corb&atilde;, Rio de Janeiro, Brasil. ISBN: 978-8598460116. Dispon&iacute;vel em <a href="http://w3.ualg.pt/%7Ejdias/JAD/papers/12_JAD_Aveiro_LivroSepetiba.pdf" target="_blank">http://w3.ualg.pt/%7Ejdias/JAD/papers/12_JAD_Aveiro_LivroSepetiba.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S1646-8872201200040000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Diegues, A.C. (1983) - <i>Pescadores, Camponeses e Trabalhadores do Mar</i>. 287p., Editora &Aacute;tica, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S1646-8872201200040000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Diegues, A.C. (1988).&nbsp;<i>A pesca artesanal no litoral brasileiro: cen&aacute;rios e estrat&eacute;gias para sua sobreviv&ecirc;ncia</i>. 44p.,&nbsp;Instituto Oceanogr&aacute;fico da Universidade de S&atilde;o Paulo e Funda&ccedil;&atilde;o Ford, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S1646-8872201200040000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Diegues, A.C. (2008) - <i>Marine Protected Areas and Artisanal Fisheries in Brazil</i>. 54p., International Collective in Support of Fishworkers (ICSF), Chennai, &Iacute;ndia. ISBN: 9788190676519. Disponivel em <a href="http://www.icsf.net/images/monographs/pdf/english/issue_99/99_all.pdf" target="_blank">http://www.icsf.net/images/monographs/pdf/english/issue_99/99_all.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S1646-8872201200040000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Diffie, B.W.; Winius G.D. (1977) - <i>Foundations of the Portuguese Empire</i>, 1415-1580. 533p., University of Minnesota Press, Minneapolis, U.S.A. ISBN: 9780816607822.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S1646-8872201200040000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>DOU (1934) - Decreto n&ordm; 23.672, de 2 de janeiro de 1934 - <i>Aprova o C&oacute;digo de Ca&ccedil;a e Pesca</i>. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 15/1/1934, p. 866. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-23672-2-janeiro-1934-498613-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-23672-2-janeiro-1934-498613-publicacaooriginal-1-pe.html</a>.</p> 	    <p>DOU (1938a) - Decreto-Lei n&ordm; 291, de 23 de fevereiro de 1938 - <i>Disp&otilde;e s&ocirc;bre a pesca e ind&uacute;strias derivadas, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias</i>. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 10/3/1938, p. 4461. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1930-1939/decreto-lei-291-23-fevereiro-1938-349710-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1930-1939/decreto-lei-291-23-fevereiro-1938-349710-publicacaooriginal-1-pe.html</a>.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DOU (1938b) - Decreto-Lei n&ordm;. 794, de 19 de outubro de 1938 - <i>Aprova e baixa o C&oacute;digo de Pesca</i>. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o. Se&ccedil;&atilde;o 1. 21/10/1938. p. 21172. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1930-1939/decreto-lei-794-19-outubro-1938-350346-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1930-1939/decreto-lei-794-19-outubro-1938-350346-publicacaooriginal-1-pe.html</a>.</p> 	    <p>DOU (1942a) - Decreto-Lei n&ordm;. 4.830–A, de 15 de outubro de 1942 - <i>Subordina ao Minist&eacute;rio da Marinha as Col&ocirc;nias de Pesca</i>. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 17/10/1942 , p.15493 . Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-4830-a-15-outubro-1942-414832-republicacao-1-pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-4830-a-15-outubro-1942-414832-republicacao-1-pe.html</a>.</p> 	    <p>DOU (1942b) - Decreto-Lei n&ordm; 5.030, de 4 de dezembro de 1942 - <i>Cria a Comiss&atilde;o Executiva da Pesca e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias</i>. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 23/1/1943, p.993 (Republica&ccedil;&atilde;o). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5030-4-dezembro-1942-415196-republicacao-67858-pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5030-4-dezembro-1942-415196-republicacao-67858-pe.html</a>.</p> 	    <p>DOU (1961) - Decreto n&ordm; 50.872, de 28 de junho de 1961 - <i>Cria o Conselho de Desenvolvimento da Pesca</i>. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 28/6/1961, p.5849. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1960-1969/decreto-50872-28-junho-1961-390511-publicacaooriginal-1-pe.html" target="_blank">http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1960-1969/decreto-50872-28-junho-1961-390511-publicacaooriginal-1-pe.html</a>.</p> 	    <p>DOU (1962) - Lei Delegada n&ordm; 10, de 11 de outubro de 1962 - <i>Cria a Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento da Pesca e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias</i>. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 12/10/1962, p.10690. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www3.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/41/1962/10.htm" target="_blank">http://www3.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/41/1962/10.htm</a>.</p> 	    <p>DOU (1989) - Lei n&ordm; 7.735, de 22 de fevereiro de 1989 - Disp&otilde;e sobre a extin&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;o e de entidade aut&aacute;rquica, cria o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 23/2/1989, p.2729. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7735.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7735.htm</a>.</p> 	    <p>DOU (2000) - Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000 - Regulamenta o art. 225, &sect; 1o, incisos I, II, III e VII da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.<i> Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias</i>. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 19/7/2000, p.1. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9985.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9985.htm</a>.</p> 	    <p>DOU (2002) - Decreto n&ordm; 4.340,&nbsp;de 22 de agosto de 2002 - Regulamenta artigos da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000, que disp&otilde;e sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza - SNUC, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o - Se&ccedil;&atilde;o 1 - 23/08/2002, p.9. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4340.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4340.htm</a>.</p> 	    <!-- ref --><p>Ellis, M. (1969) – <i>A Baleia no Brasil Colonial</i>. 235p., Edi&ccedil;&otilde;es Melhoramentos / EdUSP, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000261&pid=S1646-8872201200040000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>FAO. &copy; (2005-2012) - Fisheries and Aquaculture topics. The ecosystem approach to fisheries management. Topics Fact Sheets. Text by S.M. Garcia and K.L. Cochrane. <i>In</i>: FAO Fisheries and Aquaculture Department[<i>online</i>]. Rome. Updated 27 May 2005. [Cited 10 December 2012]. <a href="http://www.fao.org/fishery/topic/13261/en" target="_blank">http://www.fao.org/fishery/topic/13261/en</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S1646-8872201200040000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Faria, C.; Pereira, G.; Chagas, I. (2010) - D. Carlos de Bragan&ccedil;a, a pioneer of experimental marine oceanography: Filling the gap between formal and informal science education. <i>Science and Education</i>, 21(6):813-826. DOI: 10.1007/s11191-010-9239-x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S1646-8872201200040000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Filomeno, M.D. (1989). <i>A pesca em Santa Catarina</i>. 233p., Monografia de Gradua&ccedil;&atilde;o, Florian&oacute;polis, SC, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S1646-8872201200040000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Fuson, R.H. (1987) - <i>The Log of Christopher Columbus</i>. 252p., International Marine Publishing Co., Camden, ME, U.S.A. ISBN: 978-0877429517.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S1646-8872201200040000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Gabriel,&nbsp; O.;&nbsp; Lange,&nbsp;K.;&nbsp; Dahm, E.;&nbsp;Wendt, T. (2005) - <i>Fish catching methods of the world</i>. 523p., 4&ordf; Ed., Blackwell Publishing, Oxford. ISBN: 9780852382806.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000270&pid=S1646-8872201200040000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Garcia, J.C. (1986) - <i>O espa&ccedil;o medieval da Reconquista no Sudoeste da pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica</i>. 130p., Centro de Estudos Geogr&aacute;ficos, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000272&pid=S1646-8872201200040000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Garcia, S.M.; Cochrane, K.L. (2005) - Ecosystem approach to fisheries: a review of implementation guidelines. ICES Journal of Marine Science 62: 311-318. doi:10.1016/j.icesjms.2004.12.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S1646-8872201200040000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Garrido, A. (1997) - O Estado Novo e as pescas: a campanha do bacalhau. <i>V&eacute;rtice</i> (ISSN: 0042-4447), 78:73-85, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S1646-8872201200040000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Garrido, A. (2001) - Henrique Tenreiro — &laquo;Patr&atilde;o das pescas&raquo; e guardi&atilde;o do Estado Novo. <i>An&aacute;lise Social</i> (ISSN: 0003-2573), XXXVI(160):839-863. Dispon&iacute;vel em <a href="http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1218729406D7rDD2xe0Dy51UR4.pdf" target="_blank">http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1218729406D7rDD2xe0Dy51UR4.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S1646-8872201200040000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Garrido, A. (2009) - <i>Henrique Tenreiro - Uma Biografia Pol&iacute;tica</i>. 402p., Temas e Debates / C&iacute;rculo de Leitores, Lisboa, Portugal. ISBN: 978-9896440619.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000279&pid=S1646-8872201200040000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Giulietti, N.; Assump&ccedil;&atilde;o, R. (1995) -<i> Ind&uacute;stria pesqueira no Brasil. Agricultura em S&atilde;o Paulo</i> (ISSN: 0044-6793), 42(2):95-127, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000281&pid=S1646-8872201200040000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Godinho, V.M. (1950) - Probl&egrave;mes d’&eacute;conomie atlantique. Le Portugal, flottes du sucre et flottes de l’or (1670-1770). <i>Annales. Economies, Soci&eacute;t&eacute;s, Civilisations</i>, 2:184-197, Paris, Fran&ccedil;a. DOI: 10.3406/ahess.1950.1827.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000283&pid=S1646-8872201200040000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Godinho, V.M. (1983) - <i>Os Descobrimentos e a Economia Mundial</i>. Vol. IV, 2.&ordf; Ed., 358p., Editorial Presen&ccedil;a, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000285&pid=S1646-8872201200040000200059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, I. (1978) - Acerca da Alimenta&ccedil;&atilde;o Medieval. <i>Revista da Faculdade de Letras de Lisboa</i>, IV s&eacute;rie, 2:441-458, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S1646-8872201200040000200060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Griffith, D. (2008). The ecological implications of individual fishing quotas and harvest cooperatives. Frontiers in ecology and the environment, 6(4):191-198. DOI: 10.1890/050060.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S1646-8872201200040000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Halpern, B.S.; Walbridge, S.; Selkoe, K.A.; Kappel, C.V.; Micheli, F.; D’Agrosa, C.; Bruno, J.F.; Casey, K.S.; Ebert, C.; Fox, H.E.; Fujita, R.; Heinemann, D.; Lenihan, H.S.; Madin, E.M.P.; Perry, M.T.; Selig, E.R.; Spalding, M.; Steneck, R,; Watson R. (2008) - A global map of human impact on marine ecosystems. <i>Science</i>, 319(5865):948-952. DOI: 10.1126/science.1149345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000291&pid=S1646-8872201200040000200062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hardin, G. (1968). The tragedy of the commons. <i>Science</i> , 162(3859):1243-48. DOI: 10.1126/science.162.3859.1243. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sciencemag.org/content/162/3859/1243.full.pdf" target="_blank">http://www.sciencemag.org/content/162/3859/1243.full.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000293&pid=S1646-8872201200040000200063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Hawkins. J.; Roberts, C.M. (2004) - Effects of Artisanal Fishing on Caribbean Coral Reefs. <i>Conservation Biology</i>, 18(1):215-226. DOI: 10.1111/j.1523-1739.2004.00328.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000295&pid=S1646-8872201200040000200064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Henriques, V.; Viriato, A. (2003) - Caracteriza&ccedil;&atilde;o e Cartografia de Novos Fundos de Pesca de Profundidade da Vertente do Algarve – “Picos Herm&iacute;nios”, “Mar das Artes” e “Mar das Cruzadas”. Relat&oacute;rios Cient&iacute;ficos e T&eacute;cnicos do IPIMAR (S&eacute;rie Digital) (ISSN: 1645-863X), n&ordm; 5, 30p., INIAP – Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e das Pescas, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://docweb.ipimar.pt/docbweb/multimedia/associa/pdf/rel05.pdf" target="_blank">http://docweb.ipimar.pt/docbweb/multimedia/associa/pdf/rel05.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000297&pid=S1646-8872201200040000200065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Hutchings, J.A.; Reynolds, J.D. (2004) - Marine Fish Population Collapses: Consequences for Recovery and Extinction Risk. <i>BioScience</i>, 54(4):297-309. DOI: 10.1641/0006-3568(2004)054[0297:MFPCCF]2.0.CO;2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000299&pid=S1646-8872201200040000200066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Hyrenbach, K.D.; Forney, K.A.; Dayton, P.K. (2000) - Marine protected areas and ocean basin management. <i>Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems</i>, 10(6):437–458. DOI: 10.1002/1099-0755(200011/12)10:6&lt;437::AID-AQC425&gt;3.0.CO;2-Q.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000301&pid=S1646-8872201200040000200067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>IBAMA (2007) - <i>Boletim Estat&iacute;stico da Pesca. Brasil. Grandes Regi&otilde;es e Unidades de Federa&ccedil;&atilde;o</i>. 151p., Minist&eacute;rio do Meio Ambiente , Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis, Diretoria de Uso Sustent&aacute;vel da Biodiversidade e Florestas – DBFLO, Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Autoriza&ccedil;&atilde;o de Uso e Gest&atilde;o da Fauna e Recursos Pesqueiros - CGFAP, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibama.gov.br/phocadownload/category/40?download=4156%3Aestatstica-pesqueira" target="_blank">http://www.ibama.gov.br/phocadownload/category/40?download=4156%3Aestatstica-pesqueira</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000303&pid=S1646-8872201200040000200068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>ICMBio (2012) - <i>Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o nos Biomas / Marinho</i>. Instituto Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/marinho" target="_blank">http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/marinho</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000305&pid=S1646-8872201200040000200069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>INE (2010) – <i>Estat&iacute;sticas da Pesca 2009</i>. 101p., Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, I.P., Lisboa, Portugal. ISBN 978-989-25-0057-7. Dep&oacute;sito Legal n&ordm; 89606/95. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes&amp;PUBLICACOESpub_boui=89988890&amp;PUBLICACOESmodo=2" target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes&amp;PUBLICACOESpub_boui=89988890&amp;PUBLICACOESmodo=2</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000307&pid=S1646-8872201200040000200070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>IPIMAR (2009) - Programa INTERREG: PRESPO. <i>Not&iacute;cias IPIMAR</i> (ISSN: 1647-1504). 4:3. INRB – Instituto Nacional dos Recursos Biol&oacute;gicos / IPIMAR, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.inrb.pt/fotos/editor2/noticias4.pdf" target="_blank">http://www.inrb.pt/fotos/editor2/noticias4.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000309&pid=S1646-8872201200040000200071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Johnson, A.E.; Cinner, J.E.; Hardt, M.J.; Jacquet, J.; McClanahan, T.R.; Sanchirico, J.N. (2012) - Trends, current understanding and future research priorities for artisanal coral reef fisheries research. <i>Fish and Fisheries</i>, first published <i>online</i>: 10 APR 2012. DOI: 10.1111/j.1467-2979.2012.00468.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000311&pid=S1646-8872201200040000200072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Jones, E.; Gray, T.; Umponstira, C. (2009) - The impact of artisanal fishing on coral reef fish health in Hat Thai Mueang, Phang-nga Province, Southern Thailand. <i>Marine Policy</i>, 33(4):544–552. doi:10.1016/j.marpol.2008.12.003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000313&pid=S1646-8872201200040000200073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Lacerda, H. de (1911). <i>Relat&oacute;rio sobre a constitui&ccedil;&atilde;o da miss&atilde;o hydrographica</i>. 63p., Lisboa. Relat&oacute;rio n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000315&pid=S1646-8872201200040000200074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Lago, M.C. (1994) - Modos de vida e escolaridade: apectos no processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o da Ilha de Santa Catarina. <i>Revista de Ci&ecirc;ncias Humanas</i> (ISSN: 0101-9589), 12(16):27-42, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/view/23850/21381" target="_blank">http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/view/23850/21381</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000317&pid=S1646-8872201200040000200075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Lewis, A.R.; Runyan, T.J. (1985) - <i>European Naval and Maritime History</i>, 300-1500. 208p., Indiana University Press, Bloomington, IN, U.S.A. ISBN: 978-0253205735.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000319&pid=S1646-8872201200040000200076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Lobo, C.B.L. (1812) – Memoria sobre a Decad&ecirc;ncia das Pescarias de Portugal. Memorias Econ&oacute;micas da Academia Real das Sciencias de Lisboa, para Adiantamento da Agricultura, das Artes, e da Industria em Portugal e suas Conquistas, Tomo IV, 312-383, Academia Real das Sciencias de Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000321&pid=S1646-8872201200040000200077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MADRP/DGPA (2007) - <i>Plano estrat&eacute;gico nacional para a pesca 2007</i> – 2013. 84p., Minist&eacute;rio da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas / Dire&ccedil;&atilde;o-Geral das Pescas e Aquicultura, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ec.europa.eu/fisheries/cfp/eff/national_plans/list_of_national_strategic_plans/portugal_pt.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/fisheries/cfp/eff/national_plans/list_of_national_strategic_plans/portugal_pt.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000323&pid=S1646-8872201200040000200078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Madureira, N.L. (1998) - O Estado, o patronato e a ind&uacute;stria portuguesa (1922-1957). <i>An&aacute;lise Social </i>(ISSN: 0003-2573), XXXIII(148):777-883, Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1221844152N2aLM8di5Rd95LR3.pdf" target="_blank">http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1221844152N2aLM8di5Rd95LR3.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000325&pid=S1646-8872201200040000200079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Madureira, N.L (org.) (2001) - <i>Hist&oacute;ria do Trabalho e das Ocupa&ccedil;&otilde;es</i>. Vol. II: As Pescas [In&ecirc;s Amorim (coord. volume)], 298p., Celta Editora, Oeiras, Portugal. ISBN: 972-7741274.</p> 	    <p>Magalh&atilde;es, P.C. (2006) - Democratiza&ccedil;&atilde;o e Independ&ecirc;ncia Judicial em Portugal. <i>Sub J&uacute;dice</i>, 30-31 (25 de Abril: A Revolu&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a): 30-50, Livraria Almedina, Coimbra, Portugal. ISBN: 9789724027883.</p> 	    <!-- ref --><p>Mangi, S.C.; Roberts, C.M. (2006) - Quantifying the environmental impacts of artisanal fishing gear on Kenya’s coral reef ecosystems. <i>Marine Pollution Bulletin</i>, 52(12):1646–1660. DOI: 10.1016/j.marpolbul.2006.06.006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000329&pid=S1646-8872201200040000200082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Marques, A.H.O. (1987) - <i>Portugal Quinhentista: Ensaios</i>. 259p., Quetzal Editores, Lisboa, Portugal. ISBN: 9789725640616.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000331&pid=S1646-8872201200040000200083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marques, A.H.O. (1997) - <i>Hist&oacute;ria de Portugal. Vol. I, Das Origens ao Renascimento</i>. 440p., 13.&ordf; ed., Editorial Presen&ccedil;a, Lisboa, Portugal. ISBN: 978-9722321891.</p> 		    <!-- ref --><p>Mathew, S. (2002) - Small-scale fisheries perspectives on an ecosystem-based approach to fisheries management. <i>In</i>: M. Sinclair &amp; G. Valdimarsson (eds.), <i>Responsible Fisheries in the Marine Ecosystem</i>. CABI International, Wallingford, U.K. ISBN: 9780851996332.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000334&pid=S1646-8872201200040000200085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <p>Medeiros, C.A. (2006) - As Pescas. <i>In</i>: C.A. Medeiros (dir. e coord.), <i>Geografia de Portugal, vol. III: Actividades Econ&oacute;micas e Espa&ccedil;o Geogr&aacute;fico</i>, pp. 154-171, C&iacute;rculo de Leitores, Rio de Mouro, Portugal. ISBN: 978-9724236575.</p> 	    <!-- ref --><p>Moreno, H.C. Baquero (1992) - A navega&ccedil;&atilde;o e a actividade mercantil no Entre-Douro-e-Minho. <i>Revista da Faculdade de Letras: Hist&oacute;ria</i> (ISSN 0871-164X), 9:9-24. Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2179.pdf" target="_blank">http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2179.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000337&pid=S1646-8872201200040000200087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Myers, R.A., Worm, B. (2003) - Rapid worldwide depletion of predatory fish communities. <i>Nature</i>, v. 423: 280-283. DOI: 10.1038/nature01610.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000339&pid=S1646-8872201200040000200088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Netto, J.P. (1986) -<i> Portugal: do fascismo &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o</i>. 78p., Mercado Aberto, Porto Alegre, RS, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000341&pid=S1646-8872201200040000200089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Neves, R. (2005) - Os salgados portugueses no s&eacute;c. XX - que perspectivas para as salinas portuguesas no s&eacute;culo XXI. <i>In</i>: In&ecirc;s Amorin (coord.),<i> I Semin&aacute;rio Internacional sobre o sal portugu&ecirc;s</i>, pp. 127-134, Instituto de Hist&oacute;ria Moderna da Universidade do Porto, Porto, Portugal. ISBN: 972-996100X. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/7975.pdf" target="_blank">http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/7975.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000343&pid=S1646-8872201200040000200090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Oliveira, A. (2008) - Os Tempos do Sal (1200-1850). <i>In</i>: (I. Amorim (coord.), <i>A articula&ccedil;&atilde;o do sal portugu&ecirc;s aos circuitos mundiais: antigos e novos consumos</i>, pp. 55-64. Instituto de Hist&oacute;ria Moderna, Universidade do Porto, Porto, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/7941.pdf" target="_blank">http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/7941.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000345&pid=S1646-8872201200040000200091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Paramio L., (2012) - <i>Governan&ccedil;a Oce&acirc;nica: Bases Estrat&eacute;gicas de Desenvolvimento para o “Mar dos A&ccedil;ores”</i>. 346p., Tese de Doutoramento, Universidade dos A&ccedil;ores. Ponta Delgada, A&ccedil;ores, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="https://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/1345" target="_blank">https://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/1345</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000347&pid=S1646-8872201200040000200092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Pauly, D.; Alder, J.; Bennett, E.; Christensen, V.; Tyedmers, P.; Watson, R. (2003) - The future for fisheries. <i>Science</i>, 302(5649):1359-1361. DOI: 10.1126/science.1088667.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000349&pid=S1646-8872201200040000200093&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Pereira, L. (2008) - <i>As Algas Marinhas e Respectivas Utilidades</i>. 19p., Departamento de Bot&acirc;nica da Universidade de Coimbra / Sociedade Broteriana, Coimbra, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://br.monografias.com/trabalhos913/algas-marinhas-utilidades/algas-marinhas-utilidades.pdf" target="_blank">http://br.monografias.com/trabalhos913/algas-marinhas-utilidades/algas-marinhas-utilidades.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000351&pid=S1646-8872201200040000200094&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pierce, G.; Pita, C.; Santos, B.; Seixas, S. (2012) - Sustainability of Fisheries.&nbsp;<i>In</i>:&nbsp;W. Leal Filho (ed.),&nbsp;<i>Contributions to the UN Decade of Education for Sustainable Development</i>, pp.329-372, Peter Lang Scientific Publishers, Frankfurt am Main. Vol. 33. Peter Lang, Frankfurt, Germany.&nbsp;ISBN 978-3-631-61347-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000353&pid=S1646-8872201200040000200095&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Pinto, A.C. (2006) - O legado do Autoritarismo e a Transi&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Democracia, 1974- 2004. <i>In</i>: M. Loff &amp; M.C.M. Pereira (coord.), <i>Portugal: 30 anos de democracia (1974-2004)</i>, pp.37-70, Editora da Universidade do Porto, Porto, Portugal. ISBN: 978-9728025472.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000355&pid=S1646-8872201200040000200096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Pita, C.; Chuenpagdee, R.; Pierce, J. (2012) - Participatory issues in fisheries governance in Europe. <i>Management of Environmental Quality</i>, 23(4):347–361. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1108/14777831211232209" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1108/14777831211232209</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000357&pid=S1646-8872201200040000200097&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PROZEE, SEAP/PR, IBAMA (2006). <i>Monitoramento da atividade pesqueira no litoral do Brasil - Relat&oacute;rio T&eacute;cnico Final</i>. 328p., Conv&ecirc;nio SEAP/PROZEE/IBAMA: 109/2004. Processo no 00.350.000.749/2004-19. Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo a Pequisa de Recursos Vivos na Zona Economicamente Exclusiva - Funda&ccedil;&atilde;o Prozee. Bras&iacute;lia, Basil. Disponivel em <a href="http://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;ved=0CC0QFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww4.icmbio.gov.br%2Fcepene%2Fdownload.php%3Fid_download%3D319&amp;ei=AsfEUK_MKsK6hAePtICQDA&amp;usg=AFQjCNFAZ6bqXNkpBUw0o9RNYItHkgiB3g&amp;sig2=BtnfUWoRF82OxuGtBCMvkA" target="_blank">http://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;ved=0CC0QFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww4.icmbio.gov.br<br /> %2Fcepene%2Fdownload.php%3Fid_download%3D319&amp;ei=AsfEUK_6hAePtICQDA&amp;usg=AFQjCNFAZ6bqXNkpBUw0o9RNYItHkgiB3g&amp;sig2=<br /> BtnfUWoRF82OxuGtBCMvkA</a></p> 	    <!-- ref --><p>Roberts, C.M. (1997) - <i>Ecological advice for the global fisheries crisis. Trends in Ecology and Evolution</i>, 12(1):35-38. DOI: 10.1016/S0169-5347(96)20109-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000360&pid=S1646-8872201200040000200099&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Roberts, C.M.; Branch, G:; Bustamante, R.H.; Castilla, J.C.; Dugan, J.; Halpern, B.S.; Lafferty, K.D.; Leslie, H:; Lubchenco, J.; McArdle, D.; Ruckelshaus, M:; Warner, R.R. (2003) - Application of ecological criteria in selecting marine reserves and developing reserve networks. <i>Ecological Applications</i> (ISSN: 1051-0761), 13(1) suplement: S215–S228. Dispon&iacute;vel em <a href="http://eprints.whiterose.ac.uk/344/1/robertscm5.pdf" target="_blank">http://eprints.whiterose.ac.uk/344/1/robertscm5.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000362&pid=S1646-8872201200040000200100&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Rosas, F. (2007) - Mem&oacute;ria da viol&ecirc;ncia e viol&ecirc;ncia da Mem&oacute;ria. <i>In</i>: Jo&atilde;o Madeira (coord.), <i>V&iacute;timas de Salazar. Estado Novo e viol&ecirc;ncia pol&iacute;tica</i>, pp.15-26, A Esfera dos Livros, Lisboa, Portugal. ISBN: 978-9896260446. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.esferadoslivros.pt/pdfs/vitimasdesalazar.pdf" target="_blank">http://www.esferadoslivros.pt/pdfs/vitimasdesalazar.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000364&pid=S1646-8872201200040000200101&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Ruttenberg, B.I. (2001) - Effects of Artisanal Fishing on Marine Communities in the Gal&aacute;pagos Islands. <i>Conservation Biology</i>, 15(6):1691-1699. DOI: 10.1046/j.1523-1739.2001.99556.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000366&pid=S1646-8872201200040000200102&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Saetersdal, G. (1984) - Investiga&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e planifica&ccedil;&atilde;o pesqueira. <i>Revista de Investiga&ccedil;&atilde;o Pesqueira</i>, 9:167-186, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Pesqueira, Maputo, Mo&ccedil;ambique.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000368&pid=S1646-8872201200040000200103&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Salvador, Frei Vicente do (1627/1918) – <i>Hist&oacute;ria do Brasil, 1500-1627</i>. Nova edi&ccedil;&atilde;o revista por Capristano de Abreu, 632p., Weiszflog Irm&atilde;os, S&atilde;o Paulo e Rio, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000370&pid=S1646-8872201200040000200104&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Sampaio, A. (1979) - <i>Estudos Hist&oacute;ricos e Econ&oacute;micos. Vol. II: As P&oacute;voas Mar&iacute;timas</i>. 2&ordf; ed., 279 p., Vega, Lisboa, Portugal.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sans&oacute;n, G.G. (2002) - <i>Biodiversidad marina y desarrollo: conflictos y soluciones en el Caribe</i>. 116p., Servicio de Publicaciones de Universidad de C&aacute;diz, C&aacute;diz, Espanha. ISBN:9788477867807.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000373&pid=S1646-8872201200040000200106&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Santos, M.P. Neves (2012) – <i>Perce&ccedil;&atilde;o da comunidade de pescadores de cascais sobre a pesca ambientalmente sustent&aacute;vel</i>. 335p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Aberta, Lisboa, Portugal. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000375&pid=S1646-8872201200040000200107&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Sarmento, C. (2010) - A cultura popular portuguesa e o discurso do poder: pr&aacute;ticas e representa&ccedil;&otilde;es do moliceiro. <i>e-cadernos CES</i> (ISSN 1647-0737), 10:37-69, Centro de Estudos Sociais, Universidade Coimbra, Coimbra, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ces.uc.pt/e-cadernos/media/ecadernos10/2 - Clara Sarmento.pdf" target="_blank">http://www.ces.uc.pt/e-cadernos/media/ecadernos10/2%20-%20Clara%20Sarmento.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000377&pid=S1646-8872201200040000200108&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Senado Federal (2010) - <i>Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil: texto promulgado em 05 de outubro de 1988</i>. 47p., Senado Federal, Secretaria Especial de Editora&ccedil;&atilde;o e Publica&ccedil;&otilde;es, Subsecretaria de Edi&ccedil;&otilde;es T&eacute;cnicas, Bras&iacute;lia, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_05.10.1988/CON1988.pdf" target="_blank">http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_05.10.1988/CON1988.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000379&pid=S1646-8872201200040000200109&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Silva, A.A. Baldaque da (1891) - Estado Actual das Pescas em Portugal, Comprehendendo a Pesca Mar&iacute;tima, Fluvial e Lacustre em todo o Continente do Reino, referido ao Anno de 1886. 519p., Imprensa Nacional, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000381&pid=S1646-8872201200040000200110&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Silva, J.B, Andrada e (1790) - <i>Memoria Sobre a Pesca das Baleas, e Extrac&ccedil;&atilde;o do seu Azeite; com algumas reflex&otilde;es a respeito das nossas Pescarias. Memorias Economicas da Academia Real das Sciencias de Lisboa</i> (…), Tomo II, p.388-412, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000383&pid=S1646-8872201200040000200111&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Silva, L.G.S. (1998) - Hist&oacute;ria e Meio Ambiente: A pequena pesca mar&iacute;tima no Brasil. <i>Revista de Sociologia e Pol&iacute;tica</i> (ISSN: 0104-4478), 10/11:219-231, Curitiba PR, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000385&pid=S1646-8872201200040000200112&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Sousa-Pinto, I. (1998) - The seaweed resources of Portugal. <i>In</i>: Masao Ohno &amp; Alan T. Critchley (eds.), <i>Seaweed resources of the world</i>, pp.176-18, Kanagawa International Fisheries Training Center, Japan International Cooperation Agency, Yokosuka, Jap&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000387&pid=S1646-8872201200040000200113&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Souto, H. (1998) - <i>Comunidades de Pesca Artesanal na Costa Portuguesa: Estudo Geogr&aacute;fico</i>. 269p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Portugal. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000389&pid=S1646-8872201200040000200114&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Souto, H. (2003) - <i>Comunidades de pesca artesanal em Portugal</i>. 29p., Academia de Marinha, Lisboa, Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.henrique-souto.net/resources/Comunidades de Pesca Artesanal em Portugal.pdf" target="_blank">http://www.henrique-souto.net/resources/Comunidades%20de%20Pesca%20Artesanal%20em%20Portugal.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000391&pid=S1646-8872201200040000200115&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Souto, H. (2005) - Recursos vivos marinhos. <i>In</i>: Raquel Soeiro de Brito (coord.), <i>Atlas de Portugal</i> (ISBN: 972-8867-14-X), pp.168-175, Instituto Geogr&aacute;fico Portugu&ecirc;s, Lisboa, Portugal. texto dispon&iacute;vel em <a href="http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3c_2.html" target="_blank">http://www.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3c_2.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000393&pid=S1646-8872201200040000200116&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Varela, C. (1996) - Las Rutas Mar&iacute;timas: la ruta del bacalao. <i>In</i>: M.G.M. Ventura (org.), <i>Viagens e viajantes no Atl&acirc;ntico Quinhentista</i>, pp.57-66, Edi&ccedil;&atilde;o Colibri, Lisboa, Portugal. ISBN: 9789728288211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000395&pid=S1646-8872201200040000200117&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Vasconcellos, M.; Diegues, A.C.; Sales, R. (2007) - Limites e possibilidades na gest&atilde;o da pesca artesanal costeira. <i>In</i>: A. Costa (org.), <i>Nas redes da pesca artesanal</i>, pp.15-84, IBAMA / PNUD, Bras&iacute;lia, DF, Portugal. ISBN: 9788573002515.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000397&pid=S1646-8872201200040000200118&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Vianna, M. (org.) (2009) - <i>Diagn&oacute;stico da cadeia produtiva da pesca mar&iacute;tima no Estado do Rio de Janeiro : relat&oacute;rio de pesquisa</i>. 200p., FAERJ - Federa&ccedil;&atilde;o da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Pesca do Estado do Rio de Janeiro / SEBRAE-RJ - Servi&ccedil;o de Apoio as Micro e Pequenas Empresas, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISBN 978-85-87533-09-8. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.querodiscutiromeuestado.rj.gov.br/CMS/uploads/publicacoes/09.08.13-09.37.56-diagnostico_pesca_maritima_comercial_rio_de_janeiro.pdf" target="_blank">http://www.querodiscutiromeuestado.rj.gov.br/CMS/uploads/publicacoes/09.08.13-09.37.56-diagnostico_pesca_maritima_comercial_rio_de_janeiro.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000399&pid=S1646-8872201200040000200119&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Viegas, M.CC.M., (2010) - <i>Comunidades Piscat&oacute;rias e Bio-Recursos Marinhos. Estrat&eacute;gias para Pol&iacute;ticas de Desenvolvimento e de Gest&atilde;o Sustent&aacute;veis</i>. 239p., Tese de Doutoramento, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia. Lisboa, Portugal. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000401&pid=S1646-8872201200040000200120&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Viterbo, J.S.R. (1799) – <i>Elucid&aacute;rio das Palavras, Termos e Frases </i>(...). Tomo II, 416p., Typographia Regia Silviana, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000403&pid=S1646-8872201200040000200121&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Worm, B.; Barbier, E.B.; Beaumont, N.; Duffy, J.E.; Folke, C.; Halpern, B,S,; Jackson, J.B.C.; Lotze, H.K.; Micheli, F.; Palumbi, S.R.; Sala, E.; Selkoe, K.A.; Stachowicz, J.J.; Watson, R. (2006) - Impacts of biodiversity loss on ocean ecosystem services. <i>Science</i>, 314(5800):787–790. DOI: 10.1126/science.1132294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000405&pid=S1646-8872201200040000200122&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Worm, B.; Barbier, E.B.; Beaumont, N.; Duffy, J.E.; Folke, C.; Halpern, B.S.; Jackson, J.B.C.; Lotze, H.K.; Micheli, F.; Palumbi, S.R.; Sala, E.; Selkoe, K.A.; Stachowicz, J.J.; Watson, R. (2007) - Response to comments on “Impacts of biodiversity loss on ocean ecosystem services”. <i>Science</i>, 316(5829):1285. DOI: 10.1126/science.1138466. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sciencemag.org/content/316/5829/1285.4.full.pdf?sid=2d49c181-b22e-4522-bfee-743f593efe80" target="_blank">http://www.sciencemag.org/content/316/5829/1285.4.full.pdf?sid=2d49c181-b22e-4522-bfee-743f593efe80</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000407&pid=S1646-8872201200040000200123&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>WRI (s/d) - <i>What Are Ecosystem Services?</i> World Resources Institute [on-line], Washington, DC, U.S.A. <a href="http://www.wri.org/project/mainstreaming-ecosystem-services/about" target="_blank">http://www.wri.org/project/mainstreaming-ecosystem-services/about</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000409&pid=S1646-8872201200040000200124&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="#top0">*</a><a name="0" id="0"></a> Submission: December 1, 2012; Evaluation: December 5, 2012; Reception of revised manuscript: December 9, 2012; Accepted: December 10, 2012; Available on-line: December 17, 2012</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Notas</b></p> 	    <p>[<a href="#top8">8</a><a name="8"></a>] -  Prov&iacute;ncia do tempo da monarquia portuguesa.</p> 	    <p>[<a href="#top9">9</a><a name="9"></a>] - As camboas s&atilde;o descritas por Carvalho da Costa (1706:195) da seguinte forma: “S&atilde;o as camboas uns lagos que se fazem com paredes portas para o mar; abrem-se quando a mar&eacute; cresce, com que lhes entra a &aacute;gua e o peixe que nela vem; cerram-se em preamar, e em mar&eacute; vazia fica nelas o peixe em seco”. </p> 	    <p>[<a href="#top10">10</a><a name="10"></a>] - Deve entender-se “portagem” como um imposto, geralmente aplicado aos mercadores e em locais de passagem obrigat&oacute;ria (<i>e.g.</i>, entradas de n&uacute;cleos urbanos, pontes e encruzilhadas), aquando da sua passagem pelas terras (propriedades) dos senhores.</p> 	    <p>[<a href="#top11">11</a><a name="11"></a>] - Naturalmente, o desenvolvimento do processo de constru&ccedil;&atilde;o de embarca&ccedil;&otilde;es oce&acirc;nicas de transporte de mercadorias concorria para o desenvolvimento das embarca&ccedil;&otilde;es de pesca, que efetivamente se desenvolveram a par do com&eacute;rcio mar&iacute;timo, bem como da agricultura, mas ressalva-se que o desenvolvimento das pescas foi aquele que resultou dos interesses da expans&atilde;o ultramarina, e n&atilde;o o contr&aacute;rio. Tal como advogam Diffie &amp; Winius (1977), ap&oacute;s a conquista de Ceuta (1415) come&ccedil;a o projeto portugu&ecirc;s de navega&ccedil;&otilde;es oce&acirc;nicas, ou seja, a expans&atilde;o ultramarina, o que nos indica que o desenvolvimento das pescas &eacute; secund&aacute;rio, mas ainda assim muito importante, j&aacute; que encontramos no Tratado de Alc&aacute;&ccedil;ovas-Toledo (1479/80), negociado no &acirc;mbito peninsular, a preocupa&ccedil;&atilde;o da coroa em resolver problemas decorrentes dos acordos de pesca existentes entre os dois pa&iacute;ses (Barata, 2000:110).</p> 	    <p>[<a href="#top12">12</a><a name="12"></a>] - Considerando o in&iacute;cio do s&eacute;culo XV a base do projeto ultramarino portugu&ecirc;s, tal como o defende Diffie &amp; Winius (1977).</p> 	    <p>[<a href="#top13">13</a><a name="13"></a>] - A arte x&aacute;vega &eacute; um dos mais antigos e caracter&iacute;sticos processos de pesca artesanal, reconhecivel pela configura&ccedil;&atilde;o das embarca&ccedil;&otilde;es e pela visibilidade nas praias. Trata-se de uma arte envolvente de arrastar pelo fundo e alar para a praia, que se encontra em todos os continentes, ainda que com in&uacute;meras variantes (Gabriel, 2005), e na sua forma mais simples “<i>esta rede &eacute; constitu&iacute;da por duas mangas (tamb&eacute;m designadas por asas ou alares), um saco, onde fica aprisionado o peixe, e dois cabos de alagem que se prolongam &agrave;s mangas</i>” (Souto, 2003:13-14). A principal diferen&ccedil;a entre a x&aacute;vega e as outras artes de pesca de arrasto reside no puxar da rede a partir da praia. Com uma ponta da corda pressa em terra os pescadores, de barco, lan&ccedil;am a rede a cerca de 500 metros da costa, e regressam com a outra ponta. Cerca de uma hora e meia depois come&ccedil;a o arrasto feito por m&aacute;quinas (trator), sendo que antigamente usavam-se juntas de bois, como se verifica, por exemplo, atualmente na Praia da Vageira, em Aveiro.</p> 	    <p>[<a href="#top14">14</a><a name="14"></a>] - Por exemplo, Baldaque da Silva (1891:432), referindo-se a uma carta r&eacute;gia de 12 de junho de 1462, descreve os problemas provocados pela escassez de s&aacute;veis no rio Tejo.</p> 	    <p>[<a href="#top15">15</a><a name="15"></a>] - O transporte terrestre era mais caro e perigoso (devido aos assaltos perpetrados pelos bandos de meliantes), mas tamb&eacute;m mais moroso (dependendo da dist&acirc;ncia), e a posi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de Portugal favorecia o transporte de mercadorias via mar&iacute;tima de Portugal para o norte da Europa.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[<a href="#top16">16</a><a name="16"></a>] - Tal como j&aacute; referimos, existia um boom demogr&aacute;fico, e interesse generalizado na popula&ccedil;&atilde;o em procurar riqueza nos novos territ&oacute;rios, e os pescadores artesanais n&atilde;o eram alheios a esta tend&ecirc;ncia.</p> 	    <p>[<a href="#top17">17</a><a name="17"></a>] - Como j&aacute; referimos, a aristocracia apreciava primeiramente o solho (esturj&atilde;o), considerado o peixe do rei, mas acrescentemos a enguia, por ser uma esp&eacute;cie que se conserva fresca por mais tempo fora da &aacute;gua. </p> 	    <p>[<a href="#top18">18</a><a name="18"></a>] - Referimo-nos aos arraiais enquanto festas populares (do povo por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s festas da aristocracia), geralmente vinculadas ao religioso, com muita anima&ccedil;&atilde;o e c&acirc;nticos populares, e onde a gastronomia est&aacute; associada &agrave; alma do local, &agrave; mais profunda tradi&ccedil;&atilde;o, etc. Conv&ecirc;m salientar que a pesca da sardinha perdeu import&acirc;ncia ainda no s&eacute;culo XV, em compara&ccedil;&atilde;o com a crescente import&acirc;ncia que tinha vindo a adquirir na cultura portuguesa.</p> 	    <p>[<a href="#top19">19</a><a name="19"></a>] - &Eacute; uma armadilha instalada em perman&ecirc;ncia nos rios. Foi uma arte utilizada at&eacute; bem recentemente em Portugal. Afonso-Dias <i>et al.</i> (2001:32) refere ter sido s&oacute; em 1991 desativado o caneiro existente junto &agrave; represa de &aacute;gua do moinho da Brava no rio Guadiana, que descreve: “<i>estas armadilhas consistiam num conjunto de estacas, colocadas verticalmente sobre um pont&atilde;o de pedra argamassado disposto perpendicularmente ao a&ccedil;ude e entrela&ccedil;adas com ramos de loendro de modo a que um grosso caudal de &aacute;gua fosse canalizado no sentido do pont&atilde;o</i>”.</p> 	    <p>[<a href="#top20">20</a><a name="20"></a>] - O que, embora de forma impl&iacute;cita, contribu&iacute;a para a sustentabilidade da atividade e, consequentemente, de certa forma, a preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies.</p> 	    <p>[<a href="#top21">21</a><a name="21"></a>] - Por exemplo, a Campanha do Bacalhau, iniciada durante o Estado Novo, que em meados dos anos 60 registou capturas da ordem das 75 mil toneladas/ano, viria a registar em 1988-1989 capturas da ordem das 16 mil toneladas/ano, e mais tarde, entre 1991-1993, cerca de 9100 toneladas/ano (Medeiros, 2006:163).</p> 		    <p>[<a href="#top22">22</a><a name="22"></a>] - Confer&ecirc;ncia das Partes (COP) &eacute; o &oacute;rg&atilde;o m&aacute;ximo decis&oacute;rio no &acirc;mbito da Conven&ccedil;&atilde;o sobre Diversidade Biol&oacute;gica - CDB.</p>      ]]></body><back>
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