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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A análise da cadeia produtiva dos catados como subsídio à gestão costeira: as ameaças ao trabalho das mulheres nos manguezais e estuários no Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This research presents an application of the analytical frame of Localized Agrifood Systems associated to the Economic Sociology on the analysis of questions related to artisanal fishery, having as perspective a systemic and territorialized approach, which is central to coastal management. Thus, the extractivist shellfish production chain was analyzed on eight municipalities on the coast of Bahia in a varied theoretical and analytical way which allows the comprehension of different phenomenon that affect the work of women in this production, including those from the territorial dynamic. The analyzed information was collected on the basis of direct interviews and observational research carried out between July, 2009 and June, 2010, together with secondary sources from ninety four fishing communities. The results show the complexity around the commercial strategies, though most of the production fluxes are circumscribed in the region. We verified, considering the others attributions of the women, as far on elaboration of fishing products as the domestic work, the mangroves degradation is the process that relates overwork with losses on the production and income. This degradation derives from urban expansion and the pollution associated to mariculture and oil activities. Two other factors are also important in this production chain: the recommended sanitary conditions, which discriminate the domestic practices on the processing of the shellfish and the lack of labour healthy associated to absence of social security. In relation to the achieved results, this group of factors represents a threat to the women regarding their social reproduction. We concluded, also that the theoretical and analytical contributions here adopted are suitable to analyze the artisanal fishery activity, especially because include an approach able to insert it on the coastal management.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>A an&aacute;lise da cadeia produtiva dos catados como subs&iacute;dio &agrave; gest&atilde;o costeira: as amea&ccedil;as ao trabalho das mulheres nos manguezais e estu&aacute;rios no Brasil <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 		    <p><b>The analysis on the extractiv shellfish productive chain as subside to coastal management: the threats to the women’s work in Brazilian mangroves and estuaries</b></p> 		    <p><b>Tatiana Walter </b><sup>@, 1</sup>, <b>J. Wilkinson</b> <sup>2</sup>, <b>P. de A. Silva</b> <sup>2</sup></p> 		    <p>@ - Corresponding author: <a href="mailto:tatianawalter.labgerco@gmail.com">tatianawalter.labgerco@gmail.com</a></p> 		    <p>1 - Universidade Federal do Rio Grande/FURG, Laborat&oacute;rio de Gerenciamento Costeiro – LabGERCO – Instituto de Oceanografia - Caixa Postal 474, Rio Grande/RS, CEP: 96.203-900.</p> 		    <p>2 - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Centro de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, CPDA/UFRRJ. Av. Presidente Vargas 417, 8&ordm; andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ, CEP: 20071-003.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		    <p>O presente artigo apresenta a aplica&ccedil;&atilde;o do aporte anal&iacute;tico dos sistemas agroalimentares associado &agrave; Sociologia Econ&ocirc;mica na an&aacute;lise de quest&otilde;es afeitas &agrave; pesca artesanal, tendo como perspectiva uma abordagem sist&ecirc;mica e territorializada, centrais &agrave; gest&atilde;o costeira. Para tal, analisou a cadeia produtiva dos catados oriundos da mariscagem em oito munic&iacute;pios litor&acirc;neos da Bahia por meio de um aporte te&oacute;rico-anal&iacute;tico diversificado que permitiu a compreens&atilde;o dos diversos fen&ocirc;menos que afetam a atividade das mulheres na produ&ccedil;&atilde;o de catados, incluindo aqueles oriundos da din&acirc;mica territorial. A coleta de dados concatenou a an&aacute;lise de informa&ccedil;&otilde;es pret&eacute;ritas com pesquisa-observante e realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas semiestruturadas, no per&iacute;odo de julho de 2009 a junho de 2010, envolvendo informa&ccedil;&otilde;es sobre 94 comunidades pesqueiras. Os resultados denotam a complexidade em torno das estrat&eacute;gias de comercializa&ccedil;&atilde;o, ainda que os fluxos de produ&ccedil;&atilde;o estejam predominantemente circunscritos &agrave; regi&atilde;o. Verificou-se que, considerando as demais atribui&ccedil;&otilde;es das mulheres, tanto na elabora&ccedil;&atilde;o de outros produtos pesqueiros como frente aos afazeres dom&eacute;sticos, tem-se na degrada&ccedil;&atilde;o dos manguezais um processo que concatena sobrecarga de trabalho com perda de produ&ccedil;&atilde;o e renda. Degrada&ccedil;&atilde;o esta oriunda da expans&atilde;o urbana, do turismo e da polui&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; maricultura e &agrave; atividade petrol&iacute;fera. Dois outros fatores s&atilde;o importantes entraves nesta cadeia produtiva: as exig&ecirc;ncias sanit&aacute;rias que discriminam as pr&aacute;ticas dom&eacute;sticas em torno do beneficiamento dos catados e a falta de sa&uacute;de laboral associada &agrave; aus&ecirc;ncia de mecanismos de seguridade social. Em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados obtidos, este conjunto de fatores representa uma amea&ccedil;a &agrave;s marisqueiras, no que tange &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o de sua reprodu&ccedil;&atilde;o social. Conclui-se, ainda, que o aporte te&oacute;rico-anal&iacute;tico adotado &eacute; adequado &agrave; an&aacute;lise das quest&otilde;es afetas &agrave; atividade pesqueira, especialmente por contemplar uma abordagem capaz de inseri-la como parte da gest&atilde;o costeira. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chaves: </b>Pesca Artesanal, Mariscagem, Sistemas Agroalimentares, Sociologia Econ&ocirc;mica, Bahia. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		    <p>This research presents an application of the analytical frame of Localized Agrifood Systems associated to the Economic Sociology on the analysis of questions related to artisanal fishery, having as perspective a systemic and territorialized approach, which is central to coastal management. Thus, the extractivist shellfish production chain was analyzed on eight municipalities on the coast of Bahia in a varied theoretical and analytical way which allows the comprehension of different phenomenon that affect the work of women in this production, including those from the territorial dynamic. The analyzed information was collected on the basis of direct interviews and observational research carried out between July, 2009 and June, 2010, together with secondary sources from ninety four fishing communities. The results show the complexity around the commercial strategies, though most of the production fluxes are circumscribed in the region. We verified, considering the others attributions of the women, as far on elaboration of fishing products as the domestic work, the mangroves degradation is the process that relates overwork with losses on the production and income. This degradation derives from urban expansion and the pollution associated to mariculture and oil activities. Two other factors are also important in this production chain: the recommended sanitary conditions, which discriminate the domestic practices on the processing of the shellfish and the lack of labour healthy associated to absence of social security. In relation to the achieved results, this group of factors represents a threat to the women regarding their social reproduction. We concluded, also that the theoretical and analytical contributions here adopted are suitable to analyze the artisanal fishery activity, especially because include an approach able to insert it on the coastal management. </p> 		    <p><b>Keywords: </b>Artisanal Fishery, Shellfish collection, Localized Agrifood Systems, Economic Sociology, Bahia. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 		    <p>A gest&atilde;o costeira e/ou gerenciamento costeiro reporta &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o ambiental na zona costeira, tendo como perspectiva uma abordagem sist&ecirc;mica e territorial. Sist&ecirc;mica, no que concerne &agrave; an&aacute;lise sobre os problemas ambientais e a proposi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o, considerando as dimens&otilde;es pol&iacute;tico-institucionais, sociais, econ&ocirc;micas e ambientais da gest&atilde;o. Territorial, por considerar um espa&ccedil;o delimitado – a zona costeira – em sua intera&ccedil;&atilde;o com o ambiente marinho e terrestre. Na gest&atilde;o costeira, os processos de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o s&atilde;o considerados relevantes, o que denota a import&acirc;ncia de aportes anal&iacute;ticos que fazem uso de uma abordagem territorial.</p> 		    <p>Na perspectiva da gest&atilde;o costeira &eacute; poss&iacute;vel inferir que a gest&atilde;o do uso dos recursos pesqueiros necessita incorporar tais componentes: sist&ecirc;mico e territorial, dado que sua &ecirc;nfase &eacute; a an&aacute;lise sobre o esfor&ccedil;o de pesca e sobre o regime de propriedade dos recursos pesqueiros. Algumas reflex&otilde;es em torno das limita&ccedil;&otilde;es sobre a gest&atilde;o pesqueira encontram-se em Walter <i>et al.</i>, (2012) elucidadas por meio da realidade das comunidades pesqueiras artesanais no estado de Pernambuco. Para as autoras, o processo de ocupa&ccedil;&atilde;o e degrada&ccedil;&atilde;o da zona costeira &eacute; o principal respons&aacute;vel pelas condi&ccedil;&otilde;es de precariedade socioambiental em que vivem as comunidades de pescadores da regi&atilde;o metropolitana de Recife. Como conclus&atilde;o de sua an&aacute;lise ressaltam: “<i>(...) este diagn&oacute;stico explicita que a diminui&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o pesqueira necessita ser avaliada &agrave; luz do conjunto de atividades que ocupam o territ&oacute;rio e os regramentos devem ser estabelecido neste conjunto, ou seja, por meio de um enfoque que considere os recursos pesqueiros como parte do ambiente (Walter et al, 2012: 13).</i></p> 		    <p>Nesta perspectiva, o presente artigo apresenta o aporte anal&iacute;tico dos sistemas agroalimentares associado &agrave; Sociologia Econ&ocirc;mica como uma possibilidade de an&aacute;lise da atividade pesqueira, em uma perspectiva sist&ecirc;mica e territorializada, gerando subs&iacute;dios ao debate em torno da gest&atilde;o costeira e da inser&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es afeitas aos pescadores artesanais neste processo.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma espec&iacute;fica, o artigo discorre sobre a aplica&ccedil;&atilde;o deste aporte na cadeia produtiva dos catados oriundos da pesca artesanal em uma por&ccedil;&atilde;o do litoral da Bahia, buscando identificar os fatores que influenciam sua din&acirc;mica, destacando a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres.</p> 		    <p>Na &aacute;rea estudada s&atilde;o capturadas mais de sessenta esp&eacute;cies nos estu&aacute;rios, manguezais e no ambiente mar&iacute;timo para manuten&ccedil;&atilde;o da pesca artesanal. O trabalho, que vai desde a captura da esp&eacute;cie at&eacute; o tratamento realizado para seu beneficiamento e sua conserva&ccedil;&atilde;o, envolve toda a fam&iacute;lia e resulta em quatro produtos principais: pescados, catados, mariscos vivos e peixes secos. Cada um dos produtos e alguns de seus subprodutos abastece mercados distintos e estabelece uma complexa cadeia de rela&ccedil;&otilde;es sociais (Walter, 2010).</p> 		    <p>Os catados s&atilde;o produtos oriundos da captura de mariscos, ou seja, de moluscos, bivalves e crust&aacute;ceos (ostras, lambretas, sururu, caranguejos, siri e aratus) e do seu tratamento, que envolve o cozimento, extra&ccedil;&atilde;o da casca e processamento (“cata”).</p> 		    <p>A motiva&ccedil;&atilde;o em estudar a cadeia produtiva dos catados na regi&atilde;o deve-se: i) as esp&eacute;cies que o comp&otilde;em serem extra&iacute;das de manguezais e estu&aacute;rios, ambiente relevantes na zona costeira; ii) do produto ser resultado do trabalho das mulheres [<a href="#3">3</a>]<a name="top3"></a>, que atuam de forma singular nas etapas de extra&ccedil;&atilde;o e beneficiamento desta cadeia, atividade esta localmente denominada de mariscagem.</p> 		    <p>Nesta perspectiva, tem-se na an&aacute;lise da cadeia produtiva dos catados a possibilidade de compreender os fatores que influenciam a din&acirc;mica dos atores sociais presentes nos diversos elos, em especial, quais fatores s&atilde;o explicativos das rela&ccedil;&otilde;es entre produ&ccedil;&atilde;o e ambiente.</p> 		    <p>Esclarecemos que a produ&ccedil;&atilde;o de uma gama variada de produtos pelas fam&iacute;lias pesqueiras &eacute; considerada uma caracter&iacute;stica intr&iacute;nseca da pesca artesanal na regi&atilde;o, necess&aacute;ria &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e da renda familiar ao longo do ano (Walter &amp; Wilkinson, 2011). Assim, ao delimitarmos a cadeia produtiva dos catados como objeto deste artigo, desejamos demarcar uma rela&ccedil;&atilde;o ambiente sociedade, que faz uso de um ecossistema espec&iacute;fico (o manguezal) e naqueles produtos cujo trabalho resulta, principalmente da for&ccedil;a de trabalho das mulheres. Contudo, &eacute; importante compreendermos que a produ&ccedil;&atilde;o de catados &eacute; parte das estrat&eacute;gias das unidades produtivas familiares para sua reprodu&ccedil;&atilde;o enquanto “fam&iacute;lias de pescadores”, o que envolve os demais integrantes das fam&iacute;lias e a elabora&ccedil;&atilde;o de outros produtos pesqueiros. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1.1. O aporte te&oacute;rico-anal&iacute;tico dos sistemas agroalimentares e sua adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; pesquisa</b></p> 		    <p>Para realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa utilizamos um aporte te&oacute;rico-anal&iacute;tico diversificado, associando-o ao de sistemas agroalimentares &agrave; Sociologia Econ&ocirc;mica como uma esp&eacute;cie de “bricolagem”, conforme detalhado em Walter (2010). Estes, comumente utilizados na compreens&atilde;o de cadeias produtivas informais e na contribui&ccedil;&atilde;o da agricultura familiar na produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, t&ecirc;m sido pouco explorados &agrave; an&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o de pescado, em especial para compreens&atilde;o do papel dos pescadores artesanais e as caracter&iacute;sticas da cadeia produtiva dos alimentos por eles extra&iacute;dos. Alguns exemplos na literatura s&atilde;o: Ponte (2008) que analisa a influ&ecirc;ncia da certifica&ccedil;&atilde;o ambiental na cadeia produtiva da pesca industrial da merluza na &Aacute;frica do Sul; Phyne &amp; Mansilla (2003) analisa a cadeia produtiva do salm&atilde;o no Chile, evidenciando maior precariedade nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho das mulheres; Santos (2005) analisa a cadeia produtiva do pescado oriundo da pesca artesanal no Nordeste Paraense e; Lins (2006) que analisa a maricultura em Santa Catarina por meio do aporte de Sistemas Agroalimentares Localizados.</p> 		    <p>A abordagem de cadeia produtiva (Gereffi, 1999; Gereffi  <i>et al.</i>, 2005; Batalha &amp; Silva, 2007; Zilberstajn, 2000) auxiliou na concep&ccedil;&atilde;o de uma an&aacute;lise sist&ecirc;mica e mesoanal&iacute;tica, necess&aacute;ria &agrave; compreens&atilde;o dos fen&ocirc;menos que explicam a cadeia produtiva na escala territorial adotada, tanto quanto, de compreender os diversos fatores que interferem na cadeia produtiva dos catados enquanto atividade produtiva das mulheres.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando a din&acirc;mica territorial da atividade pesqueira, em que a cadeia produtiva est&aacute; circunscrita na &aacute;rea de estudo, adotamos a concep&ccedil;&atilde;o de Sistema Agroalimentar Localizado – SIAL ou SAL, proposta por Muchnik (2006).</p> 		    <p>O conceito de Unidade Dom&eacute;stica de Produ&ccedil;&atilde;o da Economia Popular, adaptado de Coraggio (2000) auxiliou-nos na an&aacute;lise dos primeiros elos da cadeia produtiva, envolvendo a etapa extrativa, a de beneficiamento e a primeira comercializa&ccedil;&atilde;o permitindo identificar mais de uma tipologia de intermedi&aacute;rio. Assim, a atividade produtiva foi organizada a partir da fun&ccedil;&atilde;o desempenhada pelos membros da fam&iacute;lia e as atividades de extra&ccedil;&atilde;o, beneficiamento, produ&ccedil;&atilde;o de insumos foi compreendida por meio desta organiza&ccedil;&atilde;o e de sua rela&ccedil;&atilde;o com o primeiro-intermedi&aacute;rio. Ou seja, a Unidade Dom&eacute;stica de Produ&ccedil;&atilde;o Familiar (UDP) caracteriza-se pela participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, composta por homens e mulheres nas atividades de captura e de beneficiamento.</p> 		    <p>A preocupa&ccedil;&atilde;o em torno de padr&otilde;es de qualidade, enfoque da Teoria das Conven&ccedil;&otilde;es (Boltanski &amp; Th&eacute;venot, 1991), contribuiu na an&aacute;lise sobre sua constru&ccedil;&atilde;o social, ou seja, s&atilde;o os atores envolvidos ao longo da cadeia produtiva que estabelecem o significado de qualidade, sendo a mesma um conceito socialmente constru&iacute;do. O enfoque de redes sociais da Sociologia Econ&ocirc;mica (Granovetter, 1973; 1974; 1985; 1992) contribuiu para compreendermos as rela&ccedil;&otilde;es sociais presentes na cadeia produtiva.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Material e M&eacute;todos</b></p> 		    <p><b>2.1. &Aacute;rea de Estudo</b></p> 		    <p>Para an&aacute;lise da cadeia produtiva dos catados, delimitamos como &aacute;rea de estudo os oito munic&iacute;pios litor&acirc;neos que integram &agrave; Sub-regi&atilde;o do Baixo Sul da Bahia: Valen&ccedil;a, Cairu, Tapero&aacute;, Ituber&aacute;, Nilo Pe&ccedil;anha, Igrapi&uacute;na, Camamu e Mara&uacute; (<a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a08f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>).</p> 	     
<p>Segundo Fischer (2007), o Baixo Sul da Regi&atilde;o Sul da Bahia &eacute;    uma das quinze regi&otilde;es econ&ocirc;micas do Governo do Estado da Bahia    e engloba uma &aacute;rea com onze munic&iacute;pios. Al&eacute;m dos que integram    a &aacute;rea de estudo, tem-se em sua por&ccedil;&atilde;o interior: Pira&iacute;    do Norte, Presidente Tancredo Neves e Teol&acirc;ndia. Para Companhia de Desenvolvimento    e A&ccedil;&atilde;o Regional – CAR, a organiza&ccedil;&atilde;o deste conjunto    de onze munic&iacute;pios enquanto uma sub-regi&atilde;o deve-se a import&acirc;ncia    da agricultura familiar, cuja produ&ccedil;&atilde;o volta-se principalmente    a cultivos perenes de cravo-da-&iacute;ndia, cacau, guaran&aacute;, seringueira,    pimenta-do-reino, coco-da-ba&iacute;a, dend&ecirc;, banana, laranja e caf&eacute;,    que em conjunto, representavam 87,3% do total de &aacute;rea colhida, em 1993    (CAR, 1997) [<a href="#4">4</a>]<a name="top4"></a>.</p> 		    <p>Em sua por&ccedil;&atilde;o litor&acirc;nea, a pesca artesanal &eacute; o principal meio de vida de aproximadamente treze mil pescadores e marisqueiras (MPA, 2010), distribu&iacute;dos em noventa e quatro comunidades e bairros, segundo informa&ccedil;&otilde;es do Registro Geral da Pesca, disponibilizadas pelo Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura por meio da Lei de Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o, Lei no 12.527/2011. Em 2005, a produ&ccedil;&atilde;o total de frutos do mar foi em torno de 15 mil toneladas, sendo respons&aacute;vel por um montante de R$ 78 milh&otilde;es apenas na primeira comercializa&ccedil;&atilde;o, significando 32,5% da produ&ccedil;&atilde;o em peso e 35% da produ&ccedil;&atilde;o em valor do litoral baiano (Funda&ccedil;&atilde;o Prozee <i>et al.</i>, 2006). </p> 		    <p>Para organiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa, nosso conhecimento pr&eacute;vio sobre o litoral do Baixo Sul sugeria que o fluxo de produ&ccedil;&atilde;o se distribu&iacute;a espacialmente em tr&ecirc;s &aacute;reas, sendo que em cada uma delas parte das comunidades se articula em torno de um polo pesqueiro, ou seja, com aqueles munic&iacute;pios melhor estruturados em termos de oferta de servi&ccedil;os: Camamu, Tapero&aacute;/Ituber&aacute; e Valen&ccedil;a. Este arranjo pode ser definido como tr&ecirc;s cadeias produtivas organizadas espacialmente, cada uma delas articulando a produ&ccedil;&atilde;o das comunidades pesqueiras (direta ou indiretamente) com a sede de um desses quatro munic&iacute;pios e abastecendo as localidades tur&iacute;sticas que tamb&eacute;m se vinculam a ela, dado a oferta de servi&ccedil;os. Cada um dos conjuntos, envolvendo comunidades pesqueiras e tur&iacute;sticas e o respectivo polo pesqueiro, foi definido como um microssistema alimentar localizado – microSAL. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Remetemos aqui &agrave; no&ccedil;&atilde;o de SAL proposta por Muchnik (2006), dado que o SAL busca compreender o funcionamento da cadeia produtiva a partir do enfoque sobre o territ&oacute;rio. Tal proposi&ccedil;&atilde;o visa captar aspectos relacionados &agrave; din&acirc;mica da cadeia produtiva de forma mais aprofundada, cuja organiza&ccedil;&atilde;o em um &uacute;nico sistema n&atilde;o permitiria. </p> 		    <p>&Eacute; preciso, no entanto, relacionarmos tamb&eacute;m alguns limites dessa abordagem. O primeiro deve-se ao fato de algumas comunidades pesqueiras se relacionarem com mais de um sistema. E o segundo relaciona-se a alguns dos aspectos a serem analisados, em especial, o ambiente institucional, que extrapolam o n&iacute;vel microrregional. </p> 		    <p>Ademais, no que concerne &agrave;s caracter&iacute;sticas da atividade pesqueira, ou seja, da etapa produtiva, os tr&ecirc;s microssistemas s&atilde;o bastante similares. Em consequ&ecirc;ncia, t&ecirc;m-se a organiza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es considerando a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s microSAL que se articulam em um sistema maior, tamb&eacute;m localizado, constitu&iacute;do pelo Territ&oacute;rio Baixo Sul como um todo, ou seja, incluindo a &aacute;rea rural e os munic&iacute;pios do interior, apesar da etapa extrativa ocorrer nas comunidades litor&acirc;neas. </p> 		    <p>Por &uacute;ltimo, destacamos que a pesquisa foi estruturada de forma a analisar a totalidade das comunidades e bairros pesqueiros de oito dos munic&iacute;pios constituintes litor&acirc;neos do Baixo Sul.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.2. Procedimentos de Pesquisa</b></p> 		    <p>A coleta de dados ocorreu no per&iacute;odo de julho de 2009 a junho de 2010 por meio de pesquisa qualitativa envolvendo: an&aacute;lise de dados secund&aacute;rios; observa&ccedil;&atilde;o participante; e realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas junto a atores da cadeia produtiva. Por meio desses tr&ecirc;s m&eacute;todos foram obtidas informa&ccedil;&otilde;es que caracterizassem todas as etapas da cadeia produtiva e os fatores que a influenciam (ambiente institucional). Conforme exposto por Haguette (1999), o ponto chave no controle da qualidade de dados situou-se no uso sistem&aacute;tico de informa&ccedil;&otilde;es de diversas fontes relacionadas ao fato observado, a fim de que se possa analisar sua consist&ecirc;ncia e sua qualidade (triangula&ccedil;&atilde;o) na pesquisa realizada. </p> 		    <p>As informa&ccedil;&otilde;es coletadas nos acervos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis - IBAMA e do Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura - MPA foram coletadas com base em um roteiro espec&iacute;fico (<a href="#a1">Ap&ecirc;ndice 1</a><a name="topa1"></a>) e organizadas em um banco de dados em planilha Excel, tendo por base a identifica&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o dos elos da cadeia. Os dados secund&aacute;rios ofereceram informa&ccedil;&otilde;es a respeito de 53 comunidades pesqueiras de um universo de 94 comunidades (56,4%). Por microssistemas a representatividade de comunidades variou entre 53,8% e 63,2%. </p> 		    <p>No que diz respeito &agrave; t&eacute;cnica de observa&ccedil;&atilde;o participante, Haguette (1999) destaca o observador como parte do contexto social ao qual participa e ao mesmo tempo coleta dados. A pesquisa observante ocorreu durante o acompanhamento das atividades do “Centro Integrado da Pesca Artesanal (CIPAR) no Litoral do Baixo Sul da Bahia como instrumento de desenvolvimento local e territorial – Projeto CIPAR Baixo Sul”, que teve como objetivo o planejamento da cadeia produtiva da pesca artesanal na regi&atilde;o, por meio de um conv&ecirc;nio entre o MPA e o Instituto de Planejamento de Gest&atilde;o Governamental – IPLAN. Foram acompanhados dez eventos entre julho de 2009 e maio de 2010 compostos por oficinas, semin&aacute;rios e reuni&otilde;es. Al&eacute;m da participa&ccedil;&atilde;o nos mesmos, os resultados gerados nos eventos compuseram relat&oacute;rios que subsidiaram as an&aacute;lises, al&eacute;m do registro em di&aacute;rio de campo.</p> 		    <p>Os eventos foram constru&iacute;dos sobre dois eixos tem&aacute;ticos principais: a perspectiva de estrutura&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva dos frutos do mar em cada microSAL e a organiza&ccedil;&atilde;o social dos pescadores do Baixo Sul como um todo (Walter &amp; Wilkinson, 2011). Participaram dos eventos pescadores, marisqueiras e lideran&ccedil;as, em um total de cem integrantes de trinta e sete comunidades e bairros distintos.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O &uacute;ltimo m&eacute;todo de pesquisa utilizado diz respeito a investiga&ccedil;&otilde;es em campo por meio de entrevistas semiestruturadas junto a restaurantes, peixarias e atravessadores, comerciantes presentes em mercados p&uacute;blicos (<a href="#a2">Ap&ecirc;ndice 2</a><a name="topa2"></a>) e entrevistas abertas junto a gestores p&uacute;blicos que atuam em pol&iacute;ticas destinadas ao setor. </p> 		    <p>As entrevistas foram precedidas do esfor&ccedil;o em se definir o total de estabelecimentos associados a cada elo (popula&ccedil;&atilde;o) para ent&atilde;o se definir o universo total da amostra. Foram obtidas amostras superiores a 50% do total de cada tipo de estabelecimento, levando em considera&ccedil;&atilde;o diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao porte, condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e localiza&ccedil;&atilde;o. As entrevistas ocorreram durante tr&ecirc;s visitas ao Baixo Sul (outubro/2009, novembro/2009 e janeiro/2010), uma a Salvador (mar&ccedil;o/2010) e uma a Bras&iacute;lia (junho/2010). Com exce&ccedil;&atilde;o desta &uacute;ltima, que teve por objetivo entrevistar gestores do MPA, as demais entrevistas foram realizadas sempre por dois pesquisadores.</p> 		    <p>Os aspectos sanit&aacute;rios da cadeia produtiva foram registrados por meio de observa&ccedil;&atilde;o direta e categorizados em: ruim, razo&aacute;vel e adequado. Para tal, os entrevistadores deveriam observar: a presen&ccedil;a de revestimento nas paredes e ch&atilde;o, as condi&ccedil;&otilde;es dos frutos do mar nos freezers e c&acirc;maras frias, ou seja, se soltos ou embalados, se os frutos do mar expostos estavam conservados em gelo e se havia presen&ccedil;a de odor desagrad&aacute;vel. A conjun&ccedil;&atilde;o destas qualidades resultava em um dos tr&ecirc;s crit&eacute;rios. </p> 		    <p>No que tange ao conceito de qualidade presente na cadeia (frescor do alimento, condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias, tamanho dos exemplares), ao discorrer sobre as estrat&eacute;gias de aquisi&ccedil;&atilde;o dos produtos, os entrevistados apresentavam os elementos que resultam em sua compreens&atilde;o sobre “qualidade”, o que permitiu as an&aacute;lises.</p> 		    <p>Por &uacute;ltimo, &eacute; importante destacar que os resultados preliminares necess&aacute;rios &agrave; compreens&atilde;o da cadeia produtiva foram analisados em conjunto com marisqueiras e pescadores nas atividades do Projeto CIPAR Baixo Sul. As contribui&ccedil;&otilde;es do grupo possibilitou a adequa&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises, novos levantamentos e a valida&ccedil;&atilde;o dos resultados contribuindo substancialmente com essa pesquisa. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.3. Organiza&ccedil;&atilde;o dos Resultados: a sobreposi&ccedil;&atilde;o de elos nas cadeias produtivas e a elabora&ccedil;&atilde;o de esquemas de fluxo dos produtos</b></p> 		    <p>Para organiza&ccedil;&atilde;o dos resultados optou-se pela elabora&ccedil;&atilde;o de esquemas de fluxo, delineados para cada microssistema em dois per&iacute;odos do ano: ver&atilde;o e inverno. Associados aos demais resultados foi poss&iacute;vel compreender a din&acirc;mica da cadeia produtiva dos catados e os fatores que a influenciam. </p> 		    <p>Contudo, a sobreposi&ccedil;&atilde;o de elos e a diversidade de estrat&eacute;gias e fluxos nos demandaram alguns artif&iacute;cios na organiza&ccedil;&atilde;o dos resultados, como ser&aacute; brevemente descrito. O primeiro deles &eacute; consequ&ecirc;ncia de um &uacute;nico comerciante ocupar mais de uma posi&ccedil;&atilde;o na cadeia produtiva, dada &agrave; diversidade de formas de aquisi&ccedil;&atilde;o dos catados e de destina&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Os intermedi&aacute;rios-residentes em localidades tur&iacute;sticas, por exemplo, al&eacute;m de se relacionarem com as fam&iacute;lias de pescadores recebem a produ&ccedil;&atilde;o de outros intermedi&aacute;rios. Nestes casos, tornam-se o segundo intermedi&aacute;rio e ocupam posi&ccedil;&otilde;es medianas na cadeia produtiva.</p> 		    <p>Intermedi&aacute;rios-residentes em comunidades pesqueiras podem comercializar seus produtos nas feiras e mercados p&uacute;blicos ou mesmo de forma ambulante. Intermedi&aacute;rios-visitantes tamb&eacute;m exercem tal fun&ccedil;&atilde;o. Por isso, h&aacute; feirantes que ocupam a posi&ccedil;&atilde;o de 1&ordm; intermedi&aacute;rio e outros de segundo. H&aacute; ainda aqueles que adquirem os produtos da sua comunidade (intermedi&aacute;rio-residente) e visitam as localidades adjacentes, caracterizando a tipologia definida como intermedi&aacute;rio-visitante.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; as peixarias que possuem estrutura na sede dos munic&iacute;pios e recebem a produ&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias de pescadores das comunidades pesqueiras, exercem muitas vezes a fun&ccedil;&atilde;o de intermedi&aacute;rio-residente junto &agrave;s unidades produtivas. Tamb&eacute;m adquirem produtos de outros intermedi&aacute;rios-residentes.</p> 		    <p> Assim, para compreens&atilde;o desta din&acirc;mica, os esquemas elaborados para apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados consideram: a) Intermedi&aacute;rios-residentes: aqueles comerciantes que est&atilde;o localizados nas comunidades pesqueiras e nas localidades tur&iacute;sticas, estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o mais duradoura com as unidades produtivas; b) Intermedi&aacute;rios-visitantes: n&atilde;o vinculados a nenhuma localidade, sua participa&ccedil;&atilde;o estar&aacute; explicitada junto aos fluxos de produ&ccedil;&atilde;o; c) Peixarias: estabelecimentos situados nas sedes do munic&iacute;pio, sendo atribu&iacute;do a estes o papel de peixaria e inserida a rela&ccedil;&atilde;o do comerciante com as unidades produtivas situadas nas sedes, ou seja, aquela caracterizada como intermedi&aacute;rio-residente; d) Feiras e Mercados: comerciantes que vendem seus produtos nos mercados e feiras, independente de concomitantemente possu&iacute;rem atribui&ccedil;&atilde;o de intermedi&aacute;rio-residente, visitante ou de unidade produtiva (pescador).</p> 		    <p>Quanto &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es ao longo do ano, foram demarcados dois per&iacute;odos: o inverno caracterizado pelo per&iacute;odo entre in&iacute;cio de mar&ccedil;o e final de setembro e; o ver&atilde;o, entre outubro e final de fevereiro. Tal organiza&ccedil;&atilde;o visa compreender a influ&ecirc;ncia do turismo de veraneio nas cadeias produtivas, dada &agrave; import&acirc;ncia da atividade no local.</p> 		    <p>A inser&ccedil;&atilde;o dos catados em um dado microssistema agroalimentar localizado pode variar. Assim, as an&aacute;lises empreendidas se apoiam em esquemas organizados a partir dos resultados obtidos ao longo da pesquisa, considerando tr&ecirc;s fluxos em termos de import&acirc;ncia (principal, de acordo com a frequ&ecirc;ncia em que foi citado; secund&aacute;rio ou de import&acirc;ncia m&eacute;dia e menos relevante, ou seja, espor&aacute;dico) conforme expresso na <a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a08f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>. Esta import&acirc;ncia diz respeito ao interior do microSAL em quest&atilde;o.</p> 	     
<p>A <a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a08f2.jpg" target="_blank">figura    2</a> apresenta, tamb&eacute;m, os &iacute;cones utilizados para cada um dos    elos da cadeia produtiva. Dada, ainda, a proposi&ccedil;&atilde;o em analisar    sua inser&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio, a legenda organiza os fluxos    a partir de tr&ecirc;s unidades territoriais principais: comunidade pesqueira,    localidade tur&iacute;stica e sede do munic&iacute;pio. Cadeias que se relacionam    com outras unidades territoriais, a exemplo do interior do Baixo Sul e de Salvador    ter&atilde;o &iacute;cones acrescidos e devidamente identificados. </p> 		    
<p>Por fim, os aspectos institucionais – expressos pelos diversos atores situados na cadeia produtiva – foram apresentados em um item espec&iacute;fico.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3. Resultados e Discuss&atilde;o</b></p> 		    <p><b>3.1. A cadeia produtiva dos catados</b></p> 		    <p>Mariscos s&atilde;o coletados nos manguezais e estu&aacute;rios com armadilhas ou manualmente, no m&aacute;ximo, com aux&iacute;lio de utens&iacute;lios dom&eacute;sticos, ou seja, h&aacute; necessidade de poucos insumos para etapa extrativa. Por vezes, utilizam-se canoas para acessar o pesqueiro, mas &eacute; comum as mulheres irem aos manguezais e estu&aacute;rios a p&eacute;. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O beneficiamento consiste em cozer o animal e depois extrair a carne da casca, produzindo o catado. Em geral, esta etapa &eacute; realizada no interior da resid&ecirc;ncia em conson&acirc;ncia aos demais afazeres dom&eacute;sticos. Catados podem ser conservados frescos ou congelados, sendo processados e embalados na pr&oacute;pria unidade dom&eacute;stica. Comumente, s&atilde;o comercializados em sacos pl&aacute;sticos, sendo fracionados em por&ccedil;&otilde;es de um quilo. </p> 		    <p>Extra&ccedil;&atilde;o e beneficiamento s&atilde;o realizados principalmente por mulheres, sendo a participa&ccedil;&atilde;o dos homens importante na colheita de lenha, necess&aacute;ria &agrave; etapa de cozimento do produto. O armazenamento do produto &eacute; realizado em freezers ou geladeiras, na pr&oacute;pria resid&ecirc;ncia. Para fabrica&ccedil;&atilde;o de catados h&aacute; disponibilidade de mat&eacute;ria-prima durante todo ano, considerando a diversidade de esp&eacute;cies utilizadas na elabora&ccedil;&atilde;o do produto. </p> 		    <p>Em geral, a organiza&ccedil;&atilde;o da atividade produtiva na fam&iacute;lia ocorre por meio da distribui&ccedil;&atilde;o das tarefas pr&oacute;ximas &agrave; resid&ecirc;ncia, atribui&ccedil;&atilde;o das mulheres por serem compat&iacute;veis aos demais afazeres dom&eacute;sticos e aos cuidados com os filhos. &Agrave;quelas que demandam mais tempo fora de casa &eacute; de responsabilidade dos homens.</p> 		    <p>Conforme o recurso h&aacute; mais ou menos disp&ecirc;ndio de tempo no feitio do catado. Entretanto, segundo as marisqueiras seu valor final n&atilde;o se relaciona &agrave;s dificuldades em benefici&aacute;-lo, mas sim &agrave; maior aprecia&ccedil;&atilde;o por parte do consumidor. A ostra, por exemplo, est&aacute; dentre os catados mais trabalhosos e de menor valor. J&aacute; o siri &eacute; um dos catados mais valiosos, mas igualmente, demanda muito esfor&ccedil;o em seu beneficiamento [<a href="#5">5</a>]<a name="top5"></a>. </p> 		    <p>A diversidade de recursos que comp&otilde;em a categoria “catados” associado ao fato do produto ser processado n&atilde;o permitiu a an&aacute;lise sobre sua produ&ccedil;&atilde;o total, pois ao ser desembarcado o recurso pode ser destinado tanto &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o dos exemplares vivos (mariscos) como ao beneficiamento, de forma que as estat&iacute;sticas realizadas com informa&ccedil;&otilde;es no momento do desembarque dizem respeito aos dois produtos agrupados. Em adi&ccedil;&atilde;o, em virtude de a mariscagem ser uma atividade difusa, tais recursos comumente est&atilde;o subestimados nas estat&iacute;sticas oficiais, o que dificulta ainda mais qualquer an&aacute;lise quantitativa.</p> 		    <p>Contudo, os catados s&atilde;o produtos gerados em todas as comunidades e bairros pesqueiros do litoral dos munic&iacute;pios estudados. Sua import&acirc;ncia aumenta &agrave;quelas comunidades localizadas na contracosta das ilhas, em comunidades pr&oacute;ximas a manguezais e principalmente, &agrave;quelas que se encontram no interior dos estu&aacute;rios.</p> 		    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos fluxos de produ&ccedil;&atilde;o, as cadeias produtivas est&atilde;o circunscritas no interior do microssistema, sendo os canais de comercializa&ccedil;&atilde;o diversificados (Figuras <a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a08f3.jpg" target="_blank">3</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a08f4.jpg" target="_blank">4</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a08f5.jpg" target="_blank">5</a>). As unidades dom&eacute;sticas de produ&ccedil;&atilde;o familiar (UDP&acute;s) abastecem tanto intermedi&aacute;rios-residentes, peixarias e restaurantes, quanto aos intermedi&aacute;rios-visitantes, feirantes e com&eacute;rcio ambulante, cobrindo assim todas as formas de abastecimento de frutos do mar observadas no Baixo Sul. Em menor frequ&ecirc;ncia, verifica-se que alguns intermedi&aacute;rios-residentes do microSAL norte e centro comercializam os produtos em Salvador, enviando-os por encomenda ou viajando de &ocirc;nibus &agrave; capital nos fins de semana para vend&ecirc;-los nas feiras.</p> 	     
<p>Para as comunidades pesqueiras e bairros situados &agrave;s margens da rodovia    BA 001 aumenta a import&acirc;ncia da comercializa&ccedil;&atilde;o junto a    turistas de passagem, principalmente por intermedi&aacute;rios-residentes e    peixarias.</p> 		    <p>Especificamente no microSAL sul, os catados s&atilde;o destinados pelas UDP&acute;s &agrave; Itacar&eacute;, munic&iacute;pio de expressividade tur&iacute;stica. Em Camamu, uma das peixarias comercializa os catados em Vit&oacute;ria – ES. Na sede do munic&iacute;pio de Camamu, a comercializa&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada por ambulantes ou peixarias, n&atilde;o ocorrendo na feira. O produto &eacute; importante no abastecimento da popula&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio Baixo Sul em geral, tanto no litoral como no interior do territ&oacute;rio.</p> 		    <p>Apesar de existir oferta de catado ao longo de todo o ano, h&aacute; oscila&ccedil;&otilde;es significativas nos pre&ccedil;os pagos &agrave;s UDP&acute;s que podem chegar ao dobro ou ao triplo no ver&atilde;o [<a href="#6">6</a>]<a name="top6"></a>. Os entrevistados observam que neste per&iacute;odo a procura pelo produto nas comunidades &eacute; maior, incluindo o microSAL centro que n&atilde;o possui turismo expressivo.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Enquanto a maior parte das peixarias mencionou adquirir quantidades mensais equitativas ao longo do ano, o que caracteriza uma demanda constante, os restaurantes de fato observaram que seu consumo aumenta nos meses de ver&atilde;o, mas em poucas quantidades. Em geral apresenta oferta regular, ou seja, n&atilde;o h&aacute; safra e entressafra expressivas.</p> 		    <p>A aquisi&ccedil;&atilde;o direta entre restaurantes e UDP&acute;s ocorre ao longo de todo ano, tanto em Barra Grande como em Boipeba. J&aacute; em Morro de S&atilde;o Paulo, os catados s&atilde;o oriundos de comunidades pesqueiras adjacentes e s&atilde;o adquiridos, principalmente, de intermedi&aacute;rios-residentes. O abastecimento de catados pelas UDP&acute;s da pr&oacute;pria localidade de Morro de S&atilde;o Paulo n&atilde;o foi citado por nenhum restaurante. Tampouco foram identificadas marisqueiras nesta localidade, dado a pujan&ccedil;a do turismo local, que tem deslocado pescadores e marisqueiras para a atividade tur&iacute;stica. </p> 		    <p>Verifica-se a perman&ecirc;ncia dos diversos fluxos entre elos da cadeia produtiva no inverno e no ver&atilde;o, ainda que no segundo per&iacute;odo eles ocorram em maior intensidade.</p> 		    <p>Dado os diversos canais de abastecimento e formas de comercializa&ccedil;&atilde;o dos catados n&atilde;o foi poss&iacute;vel compreender os motivos que geram acr&eacute;scimo t&atilde;o significativo no pre&ccedil;o dos produtos durante o ver&atilde;o, pois n&atilde;o parece ser plaus&iacute;vel a justificativa entre oferta e demanda uma vez que os restaurantes – considerados aqueles que oferecem melhores pre&ccedil;os na regi&atilde;o – se abastecem diretamente nas localidades tur&iacute;sticas e/ou naquelas adjacentes a elas e com quem se relacionam ao longo de todo ano. Em paralelo, os demais canais de intermedia&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se mant&ecirc;m permanentes, sendo igualmente abastecidos pelas unidades dom&eacute;sticas ao longo do ver&atilde;o.</p> 		    <p>Acredita-se, assim, que os pre&ccedil;os praticados no ver&atilde;o s&atilde;o resultado da cren&ccedil;a, por parte das unidades produtivas, sobre a maior demanda devido ao turismo. Como consequ&ecirc;ncia, as unidades produtivas estabelecem uma rela&ccedil;&atilde;o de menor depend&ecirc;ncia com o comprador neste per&iacute;odo, atribuindo aos produtos o valor que considera justo dentre aquele aceito pelo comerciante.</p> 		    <p>Contudo, apesar da produ&ccedil;&atilde;o de catados, em conjunto aos demais frutos do mar que demandam cuidados relacionados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o dos produtos, conferirem &agrave;s mulheres maiores atribui&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito das unidades dom&eacute;sticas, este papel n&atilde;o &eacute; reconhecido, nem pela sociedade, nem no seio familiar. Em geral, as atividades realizadas pelos homens, principalmente aquelas relacionadas &agrave; pesca embarcada s&atilde;o atribu&iacute;das maior valor, ainda que as mulheres creditem &agrave;s suas atividades uma contribui&ccedil;&atilde;o de cinquenta por cento na renda familiar (Diogo <i>et al.</i>, 2008). Na an&aacute;lise de Paulilo (1987) a autora chama aten&ccedil;&atilde;o para a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do trabalho feminino, e infantil; que independente de sua natureza; &eacute; considerado <i>leve</i> e recebe remunera&ccedil;&atilde;o inferior a do trabalho realizado por homens.</p> 		    <p>O maior valor &agrave; pesca embarcada foi expresso em v&aacute;rias entrevistas junto aos restaurantes e peixarias, que conferem a essas pescarias uma maior produtividade e consequentemente, maior import&acirc;ncia na cadeia produtiva, relegando em segundo plano a pesca realizada nos estu&aacute;rios e manguezais e, especialmente, o papel das mulheres em tais atividades.</p> 		    <p>Ademais, catados s&atilde;o considerados os produtos com maior perecibilidade e cr&iacute;ticas s&atilde;o feitas ao manuseio no processo de beneficiamento realizado pelas mulheres, ainda que nenhum estabelecimento assuma esse trabalho que &eacute; considerado demasiado exaustivo. Tal cr&iacute;tica se insere no rol de preconceitos associados &agrave;s marisqueiras, uma vez que a sistem&aacute;tica de descongelar e congelar novamente o produto com vistas a um segundo beneficiamento pelos demais elos na cadeia &eacute; uma pr&aacute;tica igualmente inadequada em termos sanit&aacute;rios. A an&aacute;lise sobre as condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias dos catados em compara&ccedil;&atilde;o aos demais frutos do mar, denota que pescados s&atilde;o manipulados e armazenados em condi&ccedil;&otilde;es igualmente inadequadas e, por in&uacute;meras vezes, congelados e descongelados ao longo da cadeia e at&eacute; por um mesmo ator. Entretanto, n&atilde;o foram alvos de tais cr&iacute;ticas. O receio em consumir e/ou comercializar um catado em baixas condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias foi apresentado com a principal preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao menor consumo deste produto, comparando-o aos demais produzidos pelas UDP&acute;s, por turistas que frequentam a regi&atilde;o.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.2. Ambiente Institucional</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na an&aacute;lise de cadeias produtivas &eacute; poss&iacute;vel identificar institui&ccedil;&otilde;es que orientam o comportamento e as transa&ccedil;&otilde;es entre os atores sociais, estando mais ou menos presentes conforme a cadeia em quest&atilde;o [<a href="#7">7</a>]<a name="top7"></a>. </p> 		    <p>Para os catados, os aspectos relacionados &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o dos produtos e de sua conserva&ccedil;&atilde;o, consistem em uma institui&ccedil;&atilde;o relevante. Apesar da exist&ecirc;ncia de regula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para os produtos de origem animal, cuja express&atilde;o mais comum refere-se &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de SIF [<a href="#8">8</a>]<a name="top8"></a>, n&atilde;o h&aacute; por parte do poder p&uacute;blico, na pr&aacute;tica, qualquer rito que oriente a manipula&ccedil;&atilde;o e o armazenamento dos catados ao longo desta cadeia. Contudo, apesar da aus&ecirc;ncia de regula&ccedil;&atilde;o, o comportamento dos atores situados nos diversos elos &eacute; orientado por uma concep&ccedil;&atilde;o de qualidade em que a manipula&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica &eacute; considerada uma pr&aacute;tica inadequada. Como sa&iacute;da, duas pr&aacute;ticas s&atilde;o frequentes ao longo da cadeia produtiva: i) descongelar o produto e benefici&aacute;-lo novamente com vistas &agrave; remo&ccedil;&atilde;o de partes da casca que ainda est&atilde;o presentes e congel&aacute;-lo; ou ii) adquirir o produto de comunidades ou fam&iacute;lias reconhecidas pelo zelo no preparo e consequentemente, asseguram um produto de “qualidade superior”. Ou seja, manter uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a junto &agrave;s unidades produtivas.</p> 		    <p>N&atilde;o obstante, o poder p&uacute;blico se apresenta como um entrave &agrave; melhoria das pr&aacute;ticas sanit&aacute;rias para os diversos frutos do mar o que dificulta a formaliza&ccedil;&atilde;o das cadeias produtivas. Tal situa&ccedil;&atilde;o &eacute; consequ&ecirc;ncia da inadequa&ccedil;&atilde;o das exig&ecirc;ncias legais &agrave; realidade da pesca artesanal cujas estruturas de processamento e de conserva&ccedil;&atilde;o exigidas no &acirc;mbito do Servi&ccedil;o de Inspe&ccedil;&atilde;o de Produtos Agropecu&aacute;rios vinculado ao Minist&eacute;rio da Agricultura – SIPAG demandam altos custos de manuten&ccedil;&atilde;o, grandes quantidades de mat&eacute;ria-prima e um conjunto de exig&ecirc;ncias administrativas burocr&aacute;ticas, que de forma an&aacute;loga &agrave; agricultura familiar (Wilkinson, 2008), mant&ecirc;m as fam&iacute;lias de pescadores artesanais alijadas da agroind&uacute;stria. Al&eacute;m da quest&atilde;o sanit&aacute;ria, duas outras institui&ccedil;&otilde;es se revelam importantes na cadeia produtiva dos catados: i) sa&uacute;de laboral; e ii) degrada&ccedil;&atilde;o ambiental.</p> 		    <p>A (falta de) sa&uacute;de das marisqueiras resultante das pr&aacute;ticas do trabalho cotidiano foi destacada como uma das maiores preocupa&ccedil;&otilde;es deste grupo, seja nas etapas relacionadas &agrave; extra&ccedil;&atilde;o do recurso, seja naquelas associadas ao beneficiamento. As enfermidades de marisqueiras, tais como: hipertens&atilde;o, diabetes, infec&ccedil;&otilde;es ginecol&oacute;gicas (decorrentes da perman&ecirc;ncia prolongada no mangue), problemas de coluna (h&eacute;rnias e contus&otilde;es), varizes, artroses, reumatismos, osteoporoses, LER - les&otilde;es causadas por esfor&ccedil;o repetitivo, problemas oft&aacute;lmicos (decorrentes da frequente exposi&ccedil;&atilde;o ao sol), problemas respirat&oacute;rios, micoses, c&acirc;ncer de pele e descolamento das unhas (decorrente do beneficiamento do marisco) foram reportadas por todas as comunidades na regi&atilde;o do Baixo Sul, analisadas por meio de dados secund&aacute;rios, e reiteradas nos debates realizados no &acirc;mbito do Projeto CIPAR.</p> 		    <p>Estudos realizados na &aacute;rea de sa&uacute;de ocupacional denotam que esta realidade &eacute; comum &agrave; pesca artesanal no pa&iacute;s, apesar dos escassos trabalhos sobre a tem&aacute;tica. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s marisqueiras, Pena <i>et al.</i> (2008) realizaram um estudo sobre suas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho na Ilha de Mar&eacute;, na Bahia, especificamente sobre LER. Segundo os pesquisadores, observou-se a realiza&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 10.200 movimentos repetidos por hora de trabalho [<a href="#9">9</a>]<a name="top9"></a>. Concluiu-se que as marisqueiras devem ser inclu&iacute;das dentre os grupos sociais de risco que realizam esfor&ccedil;os excessivos e repetitivos.</p> 		    <p>Os autores ressaltam que “<i>diferentemente das categorias assalariadas de servi&ccedil;os e ind&uacute;strias, as cad&ecirc;ncias infernais observadas na extra&ccedil;&atilde;o de mariscos ocorre n&atilde;o por posi&ccedil;&otilde;es de ger&ecirc;ncias, mas por exig&ecirc;ncias das condi&ccedil;&otilde;es de sobreviv&ecirc;ncia com vistas a se evitar a mis&eacute;ria e a fome</i>”. Assim, a alternativa para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho perpassa pela valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho e de seu produto. Associado a isto, tem-se a necessidade de buscar alternativas t&eacute;cnicas e ergon&ocirc;micas de forma a diminuir a carga excessiva de trabalho, prever pausas, instrumentos de trabalho adequados, acesso aos servi&ccedil;os preventivo, curativo e de reabilita&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, os autores alertam que a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o por parte do Estado articulando o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de – SUS, a Previd&ecirc;ncia Social e o MPA.</p> 		    <p>Este &eacute; o posicionamento que prevalece entre as marisqueiras do Baixo Sul. Para elas, a melhoria da cadeia produtiva dos frutos do mar e da organiza&ccedil;&atilde;o social perpassa pela promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do trabalhador incluindo a exist&ecirc;ncia de mecanismos de seguridade social adequados &agrave; realidade do setor, o que demanda uma a&ccedil;&atilde;o articulada entre os tr&ecirc;s entes. </p> 		    <p>No que tange ao processo de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental – outra institui&ccedil;&atilde;o relevante na cadeia produtiva dos catados – o mesmo n&atilde;o se restringe &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de mat&eacute;ria-prima &agrave; pesca extrativa devido &agrave; intensidade de pesca e/ou ao uso de petrechos inadequados. Consubstancia o processo de ocupa&ccedil;&atilde;o desordenada, agravados face &agrave; aus&ecirc;ncia e/ou inefic&aacute;cia de instrumentos de ordenamento, regula&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o por parte do Estado que venham a assegurar a gest&atilde;o ambiental p&uacute;blica [<a href="#10">10</a>]<a name="top10"></a>.</p> 		    <p>Apesar dos relatos diferenciarem em rela&ccedil;&atilde;o a sua localiza&ccedil;&atilde;o, no interior da sede ou em comunidades afastadas da mesma, denota a presen&ccedil;a de fen&ocirc;menos e fatores que est&atilde;o correlacionados, sendo inerentes a toda a regi&atilde;o litor&acirc;nea do Baixo Sul. A intensidade desses fen&ocirc;menos, entretanto, &eacute; percebida de forma diferenciada em cada microSAL, a exemplo dos efeitos do turismo, observados pela maior parte das comunidades diagnosticadas no microSAL norte e pouco evidenciada por aquelas do sul.</p> 		    <p>Dentre os diversos fen&ocirc;menos de ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e processos de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, destacamos para os catados &agrave; expans&atilde;o urbana sobre &aacute;reas de manguezais por meio do seu aterramento e destina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos e de efluentes sem tratamento. Tal fato, expresso principalmente pelas marisqueiras de Valen&ccedil;a e Tapero&aacute;, &eacute; associado &agrave; migra&ccedil;&atilde;o de pessoas oriundas da zona rural que buscam melhores oportunidades na cidade frente &agrave; crise vivida nas &aacute;reas rurais do Baixo Sul, bem como, o aumento de pessoas na regi&atilde;o a procura de trabalho em virtude do advento do turismo na regi&atilde;o. Esta &uacute;ltima situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais expressiva em Valen&ccedil;a, frente ao seu papel no apoio &agrave;s atividades tur&iacute;sticas de Morro de S&atilde;o Paulo. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O processo de degrada&ccedil;&atilde;o dos mangues nas sedes dos munic&iacute;pios gera diminui&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de recursos pr&oacute;ximos &agrave; moradia, contamina&ccedil;&atilde;o dos produtos e aumento de doen&ccedil;as &agrave;s trabalhadoras que frequentam esses ambientes. Cada vez mais, marisqueiras residentes nas &aacute;reas urbanas necessitam maior disponibilidade de tempo e de meios de transporte para recorrer a &aacute;reas mais distantes o que implica em mais gastos na atividade e por vezes, a submiss&atilde;o a um sistema de partilha injusto de produ&ccedil;&atilde;o. No caso das mulheres, os afazeres dom&eacute;sticos e demais cuidados com a fam&iacute;lia lhes imp&otilde;em mais restri&ccedil;&otilde;es de tempo e de busca por outros pesqueiros.</p> 		    <p>Nas localidades situadas distantes da sede, o processo de degrada&ccedil;&atilde;o nos manguezais, al&eacute;m de relacionados &agrave; expans&atilde;o do turismo, petr&oacute;leo e maricultura &eacute; oriundo da extra&ccedil;&atilde;o de madeira de mangue, degrada&ccedil;&atilde;o do ambiente de Mata Atl&acirc;ntica, da ocupa&ccedil;&atilde;o de hot&eacute;is, com destaque para os do tipo <i>resorts</i>. Esses &uacute;ltimos s&atilde;o uma fonte espec&iacute;fica de preocupa&ccedil;&atilde;o, dado que diversas das fazendas na regi&atilde;o est&atilde;o sendo vendidas a grupos estrangeiros para esta finalidade. Marisqueiras temem pela perda do acesso &agrave; praia e aos pesqueiros; perda de &aacute;reas de ro&ccedil;a e de acesso aos recursos vegetais extra&iacute;dos, tais como a pia&ccedil;ava. Destaca-se que, em diversas comunidades rurais a atividade pesqueira &eacute; alternada &agrave; agricultura e/ou ao extrativismo vegetal, o que na defini&ccedil;&atilde;o de Diegues (1983) configura o pescador-agricultor. A perda de &aacute;reas de ro&ccedil;a resulta em diminui&ccedil;&atilde;o da diversidade de trabalho, maior tempo destinado &agrave; mariscagem e consequentemente, maior press&atilde;o sobre os estoques. Consequentemente, o maior esfor&ccedil;o de pesca n&atilde;o &eacute; resultante de um comportamento economicista, que visa maior lucro, mais sim do conjunto de atividades econ&ocirc;micas no territ&oacute;rio que expulsam essas comunidades e interv&eacute;m em seu meio de vida.</p> 		    <p>Como fator agravante &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, tem-se um quadro de regulamenta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o ambiental pouco efetivo na regi&atilde;o cujos efeitos resultam em maiores priva&ccedil;&otilde;es e preju&iacute;zos &agrave;queles que n&atilde;o det&ecirc;m o poder econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico. Principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o, pesa aos pescadores o teor da lei ao mesmo tempo em que o sistema falha em fiscalizar crimes ambientais de responsabilidade dos demais entes.</p> 		    <p>Assim, a quest&atilde;o ambiental perpassa pela estrutura&ccedil;&atilde;o do Estado e da constru&ccedil;&atilde;o de processos que envolva os moradores na gest&atilde;o ambiental de forma a assegurar a manuten&ccedil;&atilde;o deste patrim&ocirc;nio enquanto bem coletivo e necess&aacute;rio &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o social das marisqueiras.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p> 		    <p>A cadeia produtiva dos catados &eacute; caracterizada pela participa&ccedil;&atilde;o das mulheres nas etapas de extra&ccedil;&atilde;o e beneficiamento. Seus produtos abastecem os diferentes mercados do Baixo Sul: restaurantes em localidades tur&iacute;sticas, moradores do litoral e moradores do interior do territ&oacute;rio. A intermedia&ccedil;&atilde;o envolve todos os tipos de atores existentes: intermedi&aacute;rios (residentes e visitantes), peixarias, feirantes e ambulantes. Fora do Baixo Sul, ainda que em menor escala, os catados s&atilde;o destinados &agrave;s feiras de Salvador e ao estado do Esp&iacute;rito Santo.</p> 		    <p>A const&acirc;ncia de mat&eacute;ria-prima associada &agrave; diversidade de estrat&eacute;gias de comercializa&ccedil;&atilde;o junto &agrave;s unidades dom&eacute;sticas e &agrave; possibilidade de conserva&ccedil;&atilde;o do produto no interior da resid&ecirc;ncia resulta em fluxos cont&iacute;nuos de catado ao longo do ano. </p> 		    <p>Estas caracter&iacute;sticas, associadas a pouca necessidade de insumos, deflagra certa autonomia das unidades produtivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o, gerando inclusive ganhos de renda no per&iacute;odo de veraneio.</p> 		    <p>Entretanto, o aumento da degrada&ccedil;&atilde;o dos manguezais em &aacute;reas pr&oacute;ximas &agrave;s resid&ecirc;ncias das marisqueiras resulta em diminui&ccedil;&atilde;o na disponibilidade de mat&eacute;ria-prima, o que demanda a procura por novos pesqueiros mais distantes e, consequentemente, a necessidade de canoas para o transporte. Estas, quando alugadas, as remetem a um sistema de partilha que envolve um novo ator: o propriet&aacute;rio da embarca&ccedil;&atilde;o, diminuindo a fra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o destinada &agrave; unidade familiar, a despeito do maior disp&ecirc;ndio de tempo para realiza&ccedil;&atilde;o da atividade produtiva. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando as demais atribui&ccedil;&otilde;es das mulheres, tanto na elabora&ccedil;&atilde;o de outros produtos como frente aos afazeres dom&eacute;sticos, tem-se na degrada&ccedil;&atilde;o dos manguezais um processo que concatena sobrecarga de trabalho com perda de produ&ccedil;&atilde;o e renda. </p> 		    <p>N&atilde;o obstante, a degrada&ccedil;&atilde;o dos manguezais resulta, tamb&eacute;m, em perda da qualidade do produto e de sa&uacute;de destas trabalhadoras.</p> 		    <p>Outro fator relevante nesta cadeia produtiva &eacute; a sa&uacute;de laboral das marisqueiras que culmina na aus&ecirc;ncia de mecanismos de seguridade social. Ou seja, para al&eacute;m das dificuldades de realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, n&atilde;o h&aacute; nenhum sistema de prote&ccedil;&atilde;o por parte do Estado brasileiro, que reconhe&ccedil;a as enfermidades como fruto das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, sejam elas preventivas, curativas ou de reabilita&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>Por &uacute;ltimo, aspectos sanit&aacute;rios na manipula&ccedil;&atilde;o do produto remetem para um menor consumo e algumas pr&aacute;ticas pelos demais atores presentes na cadeia: i) o re-beneficiamento; ii) a aquisi&ccedil;&atilde;o de produtos de comunidade ou unidade produtiva reconhecidas por seu produto, ou seja, o estabelecimento de um sistema de confian&ccedil;a.</p> 		    <p>Este conjunto de fatores, analisados de forma articulada por meio do aporte te&oacute;rico-anal&iacute;tico adotado, remetem &agrave; complexidade e &agrave; fragilidade desta cadeia produtiva, em especial em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, impondo as mulheres maior carga de trabalho, piores condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e o risco de perda do fornecimento de uma prote&iacute;na de import&acirc;ncia local, bem como, de um patrim&ocirc;nio cultural. </p> 		    <p>Ademais, oferece um quadro anal&iacute;tico importante ao processo de gest&atilde;o costeira, corroborando a necessidade em compreender a atividade pesqueira de forma sist&ecirc;mica e territorializada, atentando-se aos processos de ocupa&ccedil;&atilde;o da zona costeira e marinha para al&eacute;m do esfor&ccedil;o de pesca.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Agradecimentos</b></p> 		    <p>Agradecemos a todos os pescadores e marisqueiras participantes do Projeto CIPAR Baixo Sul, ao MPA pelo financiamento da pesquisa; &agrave; CGPEG/IBAMA pelo acesso ao acervo de dados; &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o e Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior – CAPES pela concess&atilde;o da bolsa de doutorado. A Cristiano Dapper, Fabiana Cava, Luciara Figueira e M&aacute;rcio Rangel pelo aux&iacute;lio na coleta de dados e a Yuri Walter pela organiza&ccedil;&atilde;o dos esquemas sobre a cadeia produtiva.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Bibliografia</b></p> 		    <!-- ref --><p>Batalha, M.O; Silva, A.L. da (2007) – Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais: Defini&ccedil;&otilde;es, Especificidades e Correntes Metodol&oacute;gicas. <i>In:</i> Batalha, M.O. (org.), <i>Gest&atilde;o Agroindustrial</i>. Vol. 1, pp. 1-60, 3a Edi&ccedil;&atilde;o, Editora Atlas, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 8522445702.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-8872201200040000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Boltansky, L.; Th&eacute;venot, L. (1991) – <i>De la justification: les &eacute;conomies de la grandeur</i>.  483p., &Eacute;ditions Gallimard, Paris, France. ISBN: 2070722546.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-8872201200040000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>CAR (1997) – <i>Programa de Desenvolvimento Regional Sustent&aacute;vel – PDRS Sul da Bahia</i>. 217p., Companhia de Desenvolvimento e A&ccedil;&atilde;o Regional – CAR (BA), Salvador, BA, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.car.ba.gov.br/uploads/publicacoes_34.pdf" target="_blank">http://www.car.ba.gov.br/uploads/publicacoes_34.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-8872201200040000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Coraggio, J.L. (2000) – Da economia dos setores populares &agrave; economia do trabalho. Quest&otilde;es debatidas. <i>In:</i> Kraychete, G.; Lara, F.; Costa, B. (orgs.), <i>Economia dos Setores Populares: Entre a Realidade e a Utopia</i>. pp. 91-141, Editora Vozes, Petr&oacute;polis, RJ, Brasil. ISBN:&nbsp;8532624804.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201200040000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Diegues, A.C.S. (1983) – <i>Pescadores, Camponeses e Trabalhadores do Mar</i>. 287p., Editora &Aacute;tica, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://nupaub.fflch.usp.br/sites/nupaub.fflch.usp.br/files/color/prof 4.pdf" target="_blank">http://nupaub.fflch.usp.br/sites/nupaub.fflch.usp.br/files/color/prof%204.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201200040000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Diogo, H.L.; Figueira, L.D.; Gomes, M.A.O. (2008) – <i>Relat&oacute;rio Final: Plano de Compensa&ccedil;&atilde;o da Atividade Pesqueira no Bloco BMCal-4. Subs&iacute;dios para Gest&atilde;o Compartilhada das Pescarias Artesanais no Baixo Sul</i>. 224p., El Paso &Oacute;leo e G&aacute;s, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o Publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-8872201200040000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Fischer, F. (2007) – O que &eacute; o Baixo Sul? <i>In:</i> Fischer, F. (org.), <i>Baixo Sul da Bahia: Uma proposta de desenvolvimento territorial</i>. pp. 31-94, Editorial CIAGS, Salvador, BA, Brasil. ISBN: 978-85-60660-00-1. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.veracel.com.br/LinkClick.aspx?fileticket=XHNTAxLguUo%3D&amp;tabid=115&amp;mid=468" target="_blank">http://www.veracel.com.br/LinkClick.aspx?fileticket=XHNTAxLguUo%3D&amp;tabid=115&amp;mid=468</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201200040000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Funda&ccedil;&atilde;o Prozee; Seap/PR; Ibama (2006) – <i>Relat&oacute;rio T&eacute;cnico Final: Monitoramento da Atividade Pesqueira no Brasil</i>. 328p., Bras&iacute;lia, DF, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www4.icmbio.gov.br/cepene/download.php?id_download=319" target="_blank">http://www4.icmbio.gov.br/cepene/download.php?id_download=319</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200040000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Gereffi, G. (1999) – International Trade and Industrial Upgrading in the Apparel Commodity Chain. <i>Journal of International Economics</i>, 48(1):37-70. DOI: 10.1016/S0022-1996(98)00075-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200040000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Gereffi, G.; Humphrey, J; Sturgeons, T. (2005) – The governance of global value chain: an analytical framework. <i>Review of International Political Economy</i>, 12(1):78-104. doi: 10.1080/09692290500049805.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201200040000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Granovetter, M. (1973) – The Strength of Weak Ties, <i>American Journal of Sociology</i>. (ISSN: 0002-9602) 78(6):1360-1380, Chicago, IL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jstor.org/discover/10.2307/2776392?uid=3737664&amp;uid=2&amp;uid=4&amp;sid=21101272479137" target="_blank">http://www.jstor.org/discover/10.2307/2776392?uid=3737664&amp;uid=2&amp;uid=4&amp;sid=21101272479137</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201200040000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Granovetter, M. (1974) – <i>Getting a Job: A Study of Contact and Careers</i>. 251p., 1&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, 251p., Havard Univerity Press. Cambridge, MA, U.S.A., ISBN:&nbsp;0674354168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-8872201200040000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Granovetter, M. (1985) – Economic action and social structure: the problem of embeddedness. <i>American Journal of Sociology</i>, 91(3):481-510. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jstor.org/discover/10.2307/2780199?uid=3737664&amp;uid=2&amp;uid=4&amp;sid=21101272479137" target="_blank">http://www.jstor.org/discover/10.2307/2780199?uid=3737664&amp;uid=2&amp;uid=4&amp;sid=21101272479137</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201200040000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Granovetter, M. (1992) – Economic Institutions as Social Constructions: A Framework for Analysis. <i>Acta Sociologia</i>, 35(1):3-11. doi: 10.1177/000169939203500101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-8872201200040000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Haguette, T.M.F. (1999) – <i>Metodologias Qualitativas na Sociologia</i>. 224p., Editora Vozes, Petr&oacute;polis, RJ, Brasil. ISBN:&nbsp;853260854x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-8872201200040000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Lins, H.N. (2006) – Sistemas agroalimentares localizados: poss&iacute;vel “chave de leitura” sobre a maricultura em Santa Catarina. <i>Revista de Economia e Sociologia Rural</i>, 44(2):313-330. DOI:10.1590/S0103-20032006000200008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-8872201200040000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>MDA (2010) – <i>Plano de Desenvolvimento Territorial Sustent&aacute;vel do Territ&oacute;rio Baixo Sul da Bahia</i>. 136p., Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://sit.mda.gov.br/download/ptdrs/ptdrs_qua_territorio021.pdf" target="_blank">http://sit.mda.gov.br/download/ptdrs/ptdrs_qua_territorio021.pdf</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-8872201200040000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura (2010) – Registro Geral da Pesca - RGP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-8872201200040000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Muchnik, J. (2006) – Sistemas agroalimentarios localizados: evoluci&oacute;n del concepto y diversidad de situaciones. <i>III Congreso Internacional de la RED SIAL “Alimentaci&oacute;n y Territ&oacute;rios”</i>, 20p., Baeza (Ja&eacute;n), Espanha. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://syal.agropolis.fr/ALTER06/pdf/actes/c14.pdf" target="_blank">http://syal.agropolis.fr/ALTER06/pdf/actes/c14.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201200040000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Paulilo, M.I.S. (1987) – O Peso do Trabalho Leve. <i>Revista Ci&ecirc;ncia Hoje</i>, 28:64-70,. Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais, UFSC, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em:            <a href="http://nafa.paginas.ufsc.br/files /2010/09/OPesodoTrabalhoLeve.pdf" target="_blank">http://nafa.paginas.ufsc.br/files/2010/09/OPesodoTrabalhoLeve.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201200040000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Pena, P.G.L; Freiras, M.C.S.; Cardin, A. (2011) – Trabalho artesanal, cad&ecirc;ncias infernais e les&otilde;es por esfor&ccedil;os repetitivos:&nbsp;estudo de caso em uma comunidade de mariscadeiras na Ilha de Mar&eacute;, Bahia. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva</i> (ISSN&nbsp;1413-8123), 16(8):3383-3392, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielosp.org/pdf/csc/v16n8/a05v16n8.pdf" target="_blank">http://www.scielosp.org/pdf/csc/v16n8/a05v16n8.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-8872201200040000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Phyne, J.; Mansilla, J. (2003) – Forging Linkages in the Commodity Chain: The Case of Chilean Salmon Farming Industry, 1987-2001. <i>Sociologia Ruralis</i>, 43(2):108-127. doi: 10.1111/1467-9523.00234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201200040000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Ponte, S. (2008) – Greener than Thou: The Political Economy of Fish Ecolabeling and Its Local Manifestations in South Africa. <i>World Development</i>, 36(1):159-175. doi: 10.1016/j.worlddev.2007.02.014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201200040000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Quintas, J.S. (2009) – Educa&ccedil;&atilde;o no processo de gest&atilde;o ambiental p&uacute;blica: a constru&ccedil;&atilde;o do ato pedag&oacute;gico. <i>In:</i> Loureiro, C.F.B.; Layrargues, P.P.; Casto, R.S. (orgs.), <i>Repensar a Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental: Um olhar cr&iacute;tico</i>, pp. 33-80, Editora Cortez, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN:&nbsp;8524915021.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201200040000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>Santos, M.A.S. dos (2005) – A cadeia produtiva da pesca artesanal no Estado do Par&aacute;: Estudo de caso no nordeste paraense. <i>Amaz&ocirc;nia: Ci&ecirc;ncia &amp; Desenvolvimento</i>, (ISSN: 1809-4058) 1(1):61-81, Banco de Desenvolvimento da Amaz&ocirc;nia (BASA), Bel&eacute;m, PA, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <br />     <a href="http://www.basa.com.br/bancoamazonia2/Revista/061a082.pdf" target="_blank">http://www.basa.com.br/bancoamazonia2/Revista/061a082.pdf</a>.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Walter, T. (2010) – <i>Novos Usos e Novos Mercados: Qual sua influ&ecirc;ncia na din&acirc;mica da cadeia produtiva dos frutos do mar oriundos da pesca artesanal?</i> 372p., Tese de Doutorado, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Serop&eacute;dica, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://r1.ufrrj.br/cpda/wp-content/uploads/2011/08/tese_tatiana_walter_2010.pdf" target="_blank">http://r1.ufrrj.br/cpda/wp-content/uploads/2011/08/tese_tatiana_walter_2010.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-8872201200040000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Walter, T.; Wilkinson, J. (2011) – Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Pesca Artesanal no Baixo Sul Baiano. <i>Agriculturas: Experi&ecirc;ncia em Agroecologia</i> (ISSN: 1807-491X), 8(3):26-33 , Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel: <a href="http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2011/11/artigo-5.pdf" target="_blank">http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2011/11/artigo-5.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-8872201200040000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Walter, T; Silva, P.A.; Valen&ccedil;a, M. (2012) – Limites e Possibilidades na Gest&atilde;o Compartilhada da Pesca Artesanal Urbana. Uma Reflex&atilde;o a partir do Contexto Pernambucano. 19p., <i>Anais: VI Encontro Nacional da ANNPAS</i>, Bel&eacute;m, PA, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.anppas.org.br/encontro6/anais/gt12.html" target="_blank">http://www.anppas.org.br/encontro6/anais/gt12.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-8872201200040000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Wilkinson, J. (2008) – <i>Mercados, Redes e Valores</i>. 213p, Editora UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil. ISBN:&nbsp;853860032x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-8872201200040000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Zylbersztajn, D. (2000) – Conceitos Gerais, Evolu&ccedil;&atilde;o e Apresenta&ccedil;&atilde;o do Sistema Agroindustrial. <i>In:</i> Zylberstajn, D; Neves, M.F. (org.), <i>Economia e Gest&atilde;o de Neg&oacute;cios Agroalimentares</i>, pp. 1-21. Editora Pioneira, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN:&nbsp;8522102171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-8872201200040000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top0">*</a><a name="0" id="0"></a> Submission: August 1, 2012; Evaluation: September 15, 2012; Reception of revised manuscript: October 10, 2012; Accepted: October 18, 2012; Available on-line: October 23, 2012</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Notas</b></p> 		    <p>[<a href="#top3">3</a><a name="3" id="3"></a>] - Apesar do predom&iacute;nio de mulheres na atividade de mariscagem, h&aacute; tamb&eacute;m homens que atuam na etapa de captura tais esp&eacute;cies.</p> 		    <p>[<a href="#top4">4</a><a name="4" id="4"></a>] - A identidade territorial da regi&atilde;o resultou em sua inser&ccedil;&atilde;o, em 2003, na Pol&iacute;tica de Desenvolvimento Rural do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio – MDA e em Territ&oacute;rio da Cidadania pelo Governo Federal, em 2009. A import&acirc;ncia da pesca artesanal e a necessidade de maior inser&ccedil;&atilde;o dos pescadores nos Territ&oacute;rios da Cidadania, fez com que em meados de 2009 o Minist&eacute;rio de Pesca e Aquicultura definisse o Baixo Sul como um de seus Territ&oacute;rios de Aquicultura e Pesca (MDA, 2010). Tais pol&iacute;ticas tem como proposi&ccedil;&atilde;o o planejamento do desenvolvimento a partir da territorializa&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es cujas caracter&iacute;sticas culturais, sociais, econ&ocirc;micas, agr&iacute;colas, dentre outras, constituam uma identidade, um sentimento de pertencimento (MDA, <i>Op. cit.</i>)</p> 		    <p>[<a href="#top5">5</a><a name="5" id="5"></a>] - Em Diogo <i>et al.</i> (2008) h&aacute; matrizes de avalia&ccedil;&atilde;o do trabalho (quantidade de trabalho empreendido para o total de produto adquirido) das marisqueiras associando cada recurso tamb&eacute;m ao pre&ccedil;o de venda.</p> 		    <p>[<a href="#top6">6</a><a name="6" id="6"></a>] - Pescadores relataram que o quilo do siri, por exemplo, sobe de R$6,00 para R$12,00. Em Diogo <i>et al.</i> (2008) s&atilde;o descritos valores de comercializa&ccedil;&atilde;o de catado por R$5,00 chegando a R$15,00 no ver&atilde;o.</p> 		    <p>[<a href="#top7">7</a><a name="7" id="7"></a>] - Neste artigo, a an&aacute;lise institucional se restringiu &agrave;quelas institui&ccedil;&otilde;es que aparecem como expressivas na cadeia produtiva dos catados e n&atilde;o da totalidade dos aspectos institucionais investigados. Ou seja, &eacute; poss&iacute;vel que uma institui&ccedil;&atilde;o exista, mas se ela n&atilde;o &eacute; evidenciada pelos atores, ela n&atilde;o &eacute; explicativa de comportamentos e transa&ccedil;&otilde;es ao longo da cadeia produtiva.</p> 		    <p>[<a href="#top8">8</a><a name="8" id="8"></a>] - Servi&ccedil;o de Inspe&ccedil;&atilde;o Federal.</p> 		    <p>[<a href="#top9">9</a><a name="9" id="9"></a>] - A t&iacute;tulo de compara&ccedil;&atilde;o, os autores observam que um digitador realiza 8.000 toques por hora, em m&eacute;dia.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[<a href="#top10">10</a><a name="10" id="10"></a>] - A cr&iacute;tica ao Estado &eacute; exposta aqui assumindo seu papel central na gest&atilde;o ambiental p&uacute;blica. Cabe ao Estado, enquanto Poder P&uacute;blico, criar as condi&ccedil;&otilde;es para que o espa&ccedil;o da gest&atilde;o ambiental seja um espa&ccedil;o p&uacute;blico, evitando que as decis&otilde;es tomadas privilegiem os atores sociais com mais visibilidade e influ&ecirc;ncia na sociedade e deixem de fora outros atores, geralmente, os mais impactados negativamente. Portanto, &eacute; o Poder P&uacute;blico que media os interesses e conflitos entre atores sociais, definindo os modos de destina&ccedil;&atilde;o dos recursos ambientais na sociedade (Quintas, 2009).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b><a href="#topa1">Ap&ecirc;ndice 1</a><a name="a1"></a> – Categorias elaboradas para diagn&oacute;stico da cadeia produtiva por meio de informa&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias. </b></p> 		    <p>1. Informa&ccedil;&otilde;es Gerais sobre a comunidade pesqueira:</p> 		    <blockquote> 		      <p>a) Nome da comunidade;<br /> 		    b)  	      Munic&iacute;pio;<br /> 	      c)  	      MicroSAL;<br /> 	      d)  	      Fontes de Informa&ccedil;&atilde;o;<br /> 	      e)  	      Ano de refer&ecirc;ncia</p> 		  </blockquote> 		    <p>2. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Unidade Dom&eacute;stica de Produ&ccedil;&atilde;o – UDP:</p> 		    <blockquote> 		      <p>a) Tipos de UDP presente na comunidade: familiar e/ou contratada;<br /> 		    b)  	      Atribui&ccedil;&atilde;o do homem na UDP;<br /> 	      c)  	      Atribui&ccedil;&atilde;o da mulher na UDP;<br /> 	      d)  	      Outras atividades econ&ocirc;micas que comp&otilde;em a renda familiar.</p> 		  </blockquote> 		    <p>3. Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o utilizados pelas UDP&acute;s nas comunidades:</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> 		      <p>a) Tamanho da frota;<br /> 		    b)  	      Tipo de embarca&ccedil;&atilde;o e de sistema de propuls&atilde;o;<br /> 	      c)  	      Regimes de propriedade da embarca&ccedil;&atilde;o observados;<br /> 	      d)  	      Tipos de petrecho de pesca;<br /> 	      e)  	      Regimes de propriedade dos petrechos observados;<br /> 	      f)  	      Ocupa&ccedil;&otilde;es existentes relacionadas &agrave;s embarca&ccedil;&otilde;es e petrechos;<br /> 	      g)  	      Principais insumos utilizados na etapa de produ&ccedil;&atilde;o.</p> 		  </blockquote> 		    <p>4. Produ&ccedil;&atilde;o Pesqueira:</p> 		    <blockquote> 		      <p>a) Principais recursos capturados pelas UDP&acute;s;<br /> 		    b)  	      Safras existentes;<br /> 	      c)  	      Produ&ccedil;&atilde;o anual total estimada;<br /> 	      d)  	      &Aacute;reas de pesca.</p> 		  </blockquote> 		    <p>5. Armazenamento e beneficiamento dos frutos do mar:</p> 		    <blockquote> 		      <p>a) Formas de acondicionamento dos frutos do mar &agrave; bordo;<br /> 		    b)  	      Infraestrutura para desembarque;<br /> 	      c)  	      Caracter&iacute;sticas do beneficiamento;<br /> 	      d)  	      Regime de trabalho associado ao beneficiamento: familiar ou contratado;<br /> 	      e)  	      Formas de conserva&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o pela UDP;<br /> 	      f)  	      Estrutura de conserva&ccedil;&atilde;o presentes nas UDP&acute;s.</p> 		  </blockquote> 		    <p>6. Caracter&iacute;sticas da 1&ordf; comercializa&ccedil;&atilde;o e dos intermedi&aacute;rios-residentes:</p> 		    <blockquote> 		      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>a) Destino da produ&ccedil;&atilde;o: auto-consumo e/ou mercado;<br /> 		    b)  	      Formas de comercializa&ccedil;&atilde;o realizadas pelas UDP&acute;s em cada comunidade: direta (rua, feira e restaurantes) e/ou indireta (intermedi&aacute;rio-residente, intermedi&aacute;rio-visitante, peixarias);<br /> 	      c)  	      N&uacute;mero de atravessadores/peixarias residentes na comunidade (intermedi&aacute;rio-residente):<br /> 	      d)  	      Estruturas de conserva&ccedil;&atilde;o presentes na etapa de comercializa&ccedil;&atilde;o;<br /> 	      e)  	      Estruturas de comercializa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicas ou coletivas e estado de funcionamento;<br /> 	      f)  	      Destina&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o pelo primeiro-intermedi&aacute;rio: munic&iacute;pio/regi&atilde;o;<br /> 	      g)  	      Caracter&iacute;sticas do fornecimento: restaurantes, peixarias, consumidores, mercado/feira, ambulante, etc.</p> 		  </blockquote> 		    <p>7. Caracter&iacute;sticas pol&iacute;tico-institucionais:</p> 		    <blockquote> 		      <p>a) Entidades representativas dos pescadores e marisqueiras;<br /> 		    b)  	      Infraestrutura existente relacionada &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o;<br /> 	      c)  	      Acesso aos direitos trabalhistas e de seguridade social (aposentadoria, seguro-defeso, bolsa-fam&iacute;lia);<br /> 	      d)  	      Caracter&iacute;sticas do cr&eacute;dito;<br /> 	      e)  	      Interfer&ecirc;ncias externas: petr&oacute;leo, turismo, aquicultura, etc;<br /> 	      f)  	      Conflitos observados;<br /> 	      g)  	      Projetos ou a&ccedil;&otilde;es educativas existentes com vistas &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o social dos pescadores e/ou estrutura&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva. </p> 		  </blockquote> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b><a href="#topa2">Ap&ecirc;ndice 2</a><a name="a2"></a> - Roteiros de entrevistas utilizados no &acirc;mbito da pesquisa</b></p> 		    <p>a) Roteiro para entrevistas com restaurantes e bares:</p> 		    <p><b>1. Informa&ccedil;&otilde;es da entrevista</b></p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td width="20">    <p>1.1</p></td>               <td width="305">    <p>Localidade</p></td>               <td width="185">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Data:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.2</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Entrevistadores:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.3</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Nome do Restaurante/bar: </p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.4</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Nome do entrevistado:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.5</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Fun&ccedil;&atilde;o no restaurante/bar:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.6</p></td>               <td  colspan="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contato:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.7</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Tempo de exist&ecirc;ncia na localidade (em anos):</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.8</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Restaurante fica aberto o ano todo? ( ) Sim; ( ) N&atilde;o, qual o per&iacute;odo (meses)</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p><b>2. Dados do propriet&aacute;rio</b></p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>2.1</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Nome:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.2</p></td>               <td>    <p>Estado Civil:</p></td>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2.3 Idade:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.4</p></td>               <td>    <p>Origem:</p></td>               <td>    <p>2.5 Sexo:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.6</p></td>               <td>    <p>Escolaridade:</p></td>               <td>    <p>2.7 No de dependentes:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.8</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Ocupa&ccedil;&atilde;o anterior:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.9</p></td>               <td  colspan="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Possui outra fonte de renda? ( ) n&atilde;o; ( ) sim. Qual?</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p><b>3. Import&acirc;ncia do pescado para o restaurante/bar</b></p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>3.1</p></td>               <td>    <p>Dentre os pratos servidos, qual a import&acirc;ncia dos frutos do mar (em %)?</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>3.2</p></td>               <td>    <p>Dentre os pratos confeccionados com frutos do mar, qual o de maior sa&iacute;da?</p>                       <p>nome do prato/mat&eacute;ria-prima/pre&ccedil;o</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>3.3</p></td>               <td>    <p>E o de menor sa&iacute;da?</p>                       <p>nome do prato/mat&eacute;ria-prima/pre&ccedil;o</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3.4</p></td>               <td>    <p>Quais s&atilde;o os principais tipos de pescado para o restaurante/bar?</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p><b>4. Estrat&eacute;gias para aquisi&ccedil;&atilde;o e armazenagem dos frutos do mar.</b></p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>4.1</p></td>               <td>    <p>De quem e onde voc&ecirc; costuma comprar os principais frutos do mar? </p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>4.2</p></td>               <td>    <p>Eles s&atilde;o comprados frescos ou congelados? Inteiros ou em fil&eacute;/catado?</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>4.3</p></td>               <td>    <p>Voc&ecirc; estoca parte da produ&ccedil;&atilde;o? Porque? Qual sua capacidade de estoque?</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>4.4</p></td>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conduzir a entrevista sobre a estrat&eacute;gia adotada pela peixaria de forma a compreender quais os principais fatores s&atilde;o considerados (pre&ccedil;o, regularidade de oferta, qualidade sanit&aacute;ria, aspectos ambientais, fatores sociais). Observar como s&atilde;o estabelecidas as rela&ccedil;&otilde;es entre peixaria-pescador e entre peixaria-clientes e se &eacute; feito uso de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas ou oriundas da aquicultura.</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p><b>5. Aplicar calend&aacute;rio</b> </p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>6.1</p></td>               <td>    <p>Quais as principais dificuldades observadas pelo senhor(a) para se trabalhar com pratos elaborados com frutos do mar?</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>6.2</p></td>               <td>    <p>Como o senhor/senhora acha que a cadeia produtiva do pescado no Baixo Sul poderia ser melhorada?</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p><b>6. An&aacute;lise sobre a cadeia produtiva da pesca</b></p> 		    <p>b) Roteiros para entrevistas com peixarias</p> 		    <p>1. Informa&ccedil;&otilde;es da entrevista</p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>1.1</p></td>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Localidade</p></td>               <td>    <p>Data:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.2</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Entrevistadores:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.3</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Nome da Peixaria/comerciante:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.4</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Nome do entrevistado:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>1.5</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Contato:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1.6</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Tempo de exist&ecirc;ncia na localidade (em anos):</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p>2. Dados do propriet&aacute;rio</p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>2.1</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Nome:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.2</p></td>               <td>    <p>Estado Civil:</p></td>               <td>    <p>2.3 Idade:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.4</p></td>               <td>    <p>Origem:</p></td>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2.5 Sexo:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.6</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Ocupa&ccedil;&atilde;o anterior:</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>2.7</p></td>               <td  colspan="2">    <p>Possui outra fonte de renda? ( ) n&atilde;o; ( ) sim. Qual?</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p>3. Diversidade de frutos do mar na peixaria</p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>3.1</p></td>               <td>    <p>Verificar quais s&atilde;o os principais tipos de produtos (pescado de 1&ordf;, 2&ordf;, 3&ordf;, mariscos vivos e catados) na peixaria.</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p>4. Estrat&eacute;gias para aquisi&ccedil;&atilde;o e armazenagem dos frutos do mar.</p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>4.1</p></td>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De quem e onde voc&ecirc; costuma comprar os principais frutos do mar? </p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>4.2</p></td>               <td>    <p>Eles s&atilde;o comprados frescos ou congelados? Inteiros ou em fil&eacute;/catado?</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>4.3</p></td>               <td>    <p>Voc&ecirc; estoca parte da produ&ccedil;&atilde;o? Porque? Qual sua capacidade de estoque?</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>4.4</p></td>               <td>    <p>Conduzir a entrevista sobre a estrat&eacute;gia adotada pelo restaurante de forma a compreender quais os principais fatores s&atilde;o considerados (pre&ccedil;o, regularidade de oferta, qualidade sanit&aacute;ria, aspectos ambientais, fatores sociais). Observar se h&aacute; fidelidade ao vendedor e porque e se &eacute; feito uso de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas ou oriundas da aquicultura.</p>                       <p>Verificar se integra alguma rede/cadeia de restaurantes.</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>Estrat&eacute;gias de venda adotada:</p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>5.1</p></td>               <td>    <p>Abordar para quem a peixaria vende pescado e se ele &eacute; destinado, tamb&eacute;m, a outros lugares fora do Baixo Sul.</p>                       <p>Pedir para o entrevistado dimensionar quanto de pescado vai para fora. Tentar o contato de alguns dos compradores que ficam fora do Baixo Sul.</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		<ol>               <li>Aplicar calend&aacute;rio</li>         </ol> 		<ol>               <li>An&aacute;lise sobre a cadeia produtiva da pesca</li>         </ol> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>7.1</p></td>               <td>    <p>Como o senhor/senhora acha que a cadeia produtiva do pescado no Baixo Sul poderia ser melhorada?</p></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		<ol>               <li>Modelo de calend&aacute;rio utilizado nas entrevistas</li>         ]]></body>
<body><![CDATA[</ol> 		    <p>Estabelecimento: Localidade: Data:</p> 		<table>           <tbody>             <tr>               <td>    <p>Meses</p></td>               <td>    <p>Jan</p></td>               <td>    <p>Fev</p></td>               <td>    <p>Mar</p></td>               <td>    <p>Abr</p></td>               <td>    <p>Mai</p></td>               <td>    <p>Jun</p></td>               <td>    <p>Jul</p></td>               <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ago</p></td>               <td>    <p>Set</p></td>               <td>    <p>Out</p></td>               <td>    <p>Nov</p></td>               <td>    <p>Dez</p></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>Funcion&aacute;rios</p></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>             </tr>             <tr>               <td>    <p>Movimento (para restaurantes)</p></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>             </tr>             <tr>               <td  colspan="13">    <p>Aquisi&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria prima. Produtos e sub-categoria (quantidades/pre&ccedil;o)</p></td>             </tr>             <tr>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>             </tr>             <tr>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>             </tr>             <tr>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>             </tr>             <tr>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>               <td></td>             </tr>           </tbody>         </table> 		<ol>               <li>Roteiro para entrevistas junto a feirantes</li>         </ol> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entrevistado: Banca n0: Data</p> 		    <p>Esp&eacute;cie ? Origem, Forma beneficiamento, Forma de armazenamento, Pre&ccedil;o compra, Pre&ccedil;o venda, Para quem vende </p> 		    <p>Estrutura da feira ? Insumos oferecidos, taxas pagas, N&uacute;mero de bancas, condi&ccedil;&otilde;es da estrutura</p> 		    <p>Conversar sobre a estrat&eacute;gia de compra.</p> 		     ]]></body><back>
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