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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Fishing Forums are institutional arrangements that arise from a grassroots organization and are inserted in a decentralized management perspective, understood as shared management. In Rio Grande do Sul, there are some initiatives management systems shared fishing from Forum Fisheries Forum and the North Coast of the largest spaces management organization. This article aims to analyze the management of Forum Fishing the North Coast of Rio Grande do Sul, with emphasis on their ability to articulate the issues and routing of professional fishing craft in lagoon environments, estuarine and marine. The methodology consisted of a case study, based on a qualitative approach and data analysis was performed based on content analysis. We carried out action research, which data collection occurred in two areas of analysis, general meetings of the Forum Fisheries in 2011 and 2012, and in workshops sponsored with artisanal fishermen, in order to identify the problems and demands of fishing craft. The issues discussed in three meetings were organized around the themes: fishing in lagoons and estuarine environments (environmental issues, surveillance, environmental legislation, land conflicts and other categories of users) and sea (territorial conflicts and environmental issues) and general issues of traditional fishermen (bureaucracy for documentation and access to programs and artisanal fisheries enhancement). The professional artisanal fisheries issues identified within the meetings were in line with the commonly debated topics in space and forwarded Forum Fishing the North Coast. Among the issues identified in meetings with fishermen, on which there is already a linkage and referral within the Forum, are: a) the environmental situation of the gates and the oil spill, b) monitoring and legislation, training of tax, revision of technical criteria for fishery management and planning of the waterfront c) of bureaucratic documentation for clarification on professional fishing craft and revision of agreements with municipalities about fishing in the summer. With the emergence Forum Fishing the North Coast created the possibility of a direct dialogue with government entities and the routing of demands identified by the fishing communities. However, this forum despite being considered the more organized compared to the others that exist in Rio Grande do Sul, is still ongoing process of structuring, resulting in failure during the process. We conclude that the Forum Fishing the North Coast of Rio Grande do Sul is an area of shared management implementation, which was encouraged by the government and by the appropriate representation of fishermen, having the ability to articulate the demands of fishermen environments lagustres, estuarine and marine region of the North Coast and refer to the relevant bodies. However, demands for being associated with management of common resources and shared territories, which are being appropriated by segments of society backed by the logic of private property, they are fastened by institutional arrangements involved in shared management and is currently in dispute in society.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Articula&ccedil;&atilde;o e encaminhamento das quest&otilde;es da pesca artesanal:      uma an&aacute;lise do f&oacute;rum da pesca do litoral norte do Rio Grande do Sul, Brasil <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 	    <p><b>Articulation and referral issues of artisanal fishery:  		  an analysis of the fishing forum of litoral norte do Rio Grande do Sul, Brazil</b></p> 		    <p><b>L. C. Perucchi </b><sup>@, 1</sup>, <b>R. R. Kubo</b> <sup>2</sup>, <b>G. Coelho-de-Souza</b> <sup>2</sup></p> 		    <p>@ - Corresponding author: <a href="mailto:loyvanac@hotmail.com">loyvanac@hotmail.com</a></p> 		    <p>1 - N&uacute;cleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustent&aacute;vel e Mata Atl&acirc;ntica (DESMA) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Desenvolvimento Rural.</p> 		    <p>2 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Economia e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Desenvolvimento Rural, N&uacute;cleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustent&aacute;vel e Mata Atl&acirc;ntica, DESMA; N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas em Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional, NESAN;&nbsp;&nbsp;Av. Jo&atilde;o Pessoa 31 90040-000 Porto Alegre, Brasil. e-mails: Coelho-de-Souza - <a href="mailto:gabriela.coelho@pesquisador.cnpq.br">gabriela.coelho@pesquisador.cnpq.br</a></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO </b></p> 		    <p>Os F&oacute;runs de Pesca s&atilde;o arranjos institucionais que surgem a partir de uma organiza&ccedil;&atilde;o popular e est&atilde;o inseridos numa &oacute;tica descentralizada de gest&atilde;o, compreendida como gest&atilde;o compartilhada. No Rio Grande do Sul, existem algumas iniciativas de sistemas de gest&atilde;o compartilhada da pesca artesanal, a partir de F&oacute;runs da Pesca, sendo o F&oacute;rum do Litoral Norte um dos espa&ccedil;os de gest&atilde;o de maior organiza&ccedil;&atilde;o. Este artigo tem como objetivo analisar a gest&atilde;o no F&oacute;rum da Pesca do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, com &ecirc;nfase em sua capacidade de articula&ccedil;&atilde;o e encaminhamento das quest&otilde;es da pesca profissional artesanal em ambientes lagunares, estuarinos e mar&iacute;timos. A metodologia constou de um estudo de caso, a partir de uma abordagem qualitativa e a an&aacute;lise dos dados foi realizada a partir da an&aacute;lise de conte&uacute;do. Realizou-se pesquisa-a&ccedil;&atilde;o, cuja coleta de dados ocorreu em dois espa&ccedil;os de an&aacute;lise, nas reuni&otilde;es gerais do F&oacute;rum da Pesca, em 2011 e 2012, e nos encontros promovidos com os pescadores artesanais, com objetivo de identificar os problemas e demandas da pesca artesanal. Os assuntos debatidos nos tr&ecirc;s encontros foram sistematizados em torno dos temas: pesca em ambientes lagunares e estuarinos (quest&otilde;es ambientais, fiscaliza&ccedil;&atilde;o, legisla&ccedil;&atilde;o ambiental, conflitos territoriais e com outras categorias de usu&aacute;rios) e mar&iacute;timos (quest&otilde;es ambientais e conflitos territoriais) e quest&otilde;es gerais dos pescadores profissionais artesanais (burocracia para documenta&ccedil;&atilde;o e acesso a programas e valoriza&ccedil;&atilde;o da pesca artesanal). As quest&otilde;es da pesca profissional artesanal identificadas no espa&ccedil;o dos encontros estavam em conson&acirc;ncia com os temas comumente debatidos e encaminhados no espa&ccedil;o do F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte. Dentre as quest&otilde;es identificadas nos encontros com os pescadores, sobre as quais j&aacute; existe uma articula&ccedil;&atilde;o e encaminhamento no &acirc;mbito do F&oacute;rum, destacam-se: a) das ambientais, a situa&ccedil;&atilde;o das comportas e do derramamento de &oacute;leo; b) de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e legisla&ccedil;&atilde;o, a capacita&ccedil;&atilde;o dos fiscais, a revis&atilde;o dos crit&eacute;rios t&eacute;cnicos para o ordenamento pesqueiro e o ordenamento da orla mar&iacute;tima; c) das burocr&aacute;ticas, esclarecimentos sobre documenta&ccedil;&atilde;o para a pesca profissional artesanal e revis&atilde;o de acordos com prefeituras sobre a pesca no ver&atilde;o. Com o surgimento do F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte criou-se a possibilidade de um di&aacute;logo direto com entidades governamentais e o encaminhamento de demandas identificadas pelas comunidades pesqueiras. No entanto, este F&oacute;rum apesar de ser considerado o mais organizado comparado aos demais que existem no Rio Grande do Sul, ainda est&aacute; em processo cont&iacute;nuo de estrutura&ccedil;&atilde;o, o que acarreta em falhas durante o processo. Conclui-se que o F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte do Rio Grande do Sul &eacute; um espa&ccedil;o de implementa&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o compartilhada, o qual foi incentivado pelo governo e apropriado pela representa&ccedil;&atilde;o dos pescadores, tendo a capacidade de articular as demandas dos pescadores artesanais de ambientes lagunares, estuarinos e mar&iacute;timos da regi&atilde;o do Litoral Norte e encaminhar &agrave;s inst&acirc;ncias competentes. Entretanto, por serem demandas associadas &agrave; gest&atilde;o de recursos comuns e territ&oacute;rios compartilhados, os quais est&atilde;o sendo apropriados por segmentos da sociedade respaldados pela l&oacute;gica da propriedade privada, elas s&atilde;o tensionadas pelo arranjo institucional envolvido na gest&atilde;o compartilhada, estando, atualmente, em disputa na sociedade.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Gest&atilde;o compartilhada, pescadores profissionais artesanais, pesca lagunar, pesca estuarina, pesca mar&iacute;tima, F&oacute;rum de Pesca.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		    <p>The Fishing Forums are institutional arrangements that arise from a grassroots organization and are inserted in a decentralized management perspective, understood as shared management. In Rio Grande do Sul, there are some initiatives management systems shared fishing from Forum Fisheries Forum and the North Coast of the largest spaces management organization. This article aims to analyze the management of Forum Fishing the North Coast of Rio Grande do Sul, with emphasis on their ability to articulate the issues and routing of professional fishing craft in lagoon environments, estuarine and marine. The methodology consisted of a case study, based on a qualitative approach and data analysis was performed based on content analysis. We carried out action research, which data collection occurred in two areas of analysis, general meetings of the Forum Fisheries in 2011 and 2012, and in workshops sponsored with artisanal fishermen, in order to identify the problems and demands of fishing craft. The issues discussed in three meetings were organized around the themes: fishing in lagoons and estuarine environments (environmental issues, surveillance, environmental legislation, land conflicts and other categories of users) and sea (territorial conflicts and environmental issues) and general issues of traditional fishermen (bureaucracy for documentation and access to programs and artisanal fisheries enhancement). The professional artisanal fisheries issues identified within the meetings were in line with the commonly debated topics in space and forwarded Forum Fishing the North Coast. Among the issues identified in meetings with fishermen, on which there is already a linkage and referral within the Forum, are: a) the environmental situation of the gates and the oil spill, b) monitoring and legislation, training of tax, revision of technical criteria for fishery management and planning of the waterfront c) of bureaucratic documentation for clarification on professional fishing craft and revision of agreements with municipalities about fishing in the summer. With the emergence Forum Fishing the North Coast created the possibility of a direct dialogue with government entities and the routing of demands identified by the fishing communities. However, this forum despite being considered the more organized compared to the others that exist in Rio Grande do Sul, is still ongoing process of structuring, resulting in failure during the process. We conclude that the Forum Fishing the North Coast of Rio Grande do Sul is an area of shared management implementation, which was encouraged by the government and by the appropriate representation of fishermen, having the ability to articulate the demands of fishermen environments lagustres, estuarine and marine region of the North Coast and refer to the relevant bodies. However, demands for being associated with management of common resources and shared territories, which are being appropriated by segments of society backed by the logic of private property, they are fastened by institutional arrangements involved in shared management and is currently in dispute in society. </p> 		    <p><b>Keywords:</b> Management shared, traditional fishermen, fishing lagoon, estuary fishing, sea fishing, Fishing Forum.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o </b></p> 		    <p>A gest&atilde;o compartilhada de recursos de uso comum &eacute; entendida como a divis&atilde;o de poder, entre Estado e grupos de interesse, nas decis&otilde;es sobre o gerenciamento destes recursos (Carlsson &amp; Berkes, 2005). Representam um mecanismo institucional com potencial para reverter o processo de centraliza&ccedil;&atilde;o e incorporar o conhecimento ecol&oacute;gico tradicional dos pescadores artesanais, os quais dependem exclusivamente do recurso e s&atilde;o os principais afetados pelas decis&otilde;es, no processo de uso e gerenciamento da pesca (Kalikoski et al, 2006). </p> 		    <p>Em diversos pa&iacute;ses existem experi&ecirc;ncias de gest&atilde;o com o compartilhamento de decis&otilde;es. A exemplo, Berkes (2005) estudando a pesca na costa sul da Turquia, observou alguns casos de arranjos institucionais de gest&atilde;o dos recursos pesqueiros nos quais os pescadores tiveram participa&ccedil;&atilde;o. Esta participa&ccedil;&atilde;o ocorreu em graus diferentes, desde uma mera consulta pelo governo sobre os interesses e propostas feitas pelos usu&aacute;rios, at&eacute; o manejo totalmente comunit&aacute;rio planejado e implementado pelas comunidades com participa&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima do governo. Outra iniciativa de gest&atilde;o compartilhada foi observada na ilha caribenha de Santa L&uacute;cia por Smith &amp; Berkes (2005), que apresentam os resultados do projeto de conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos do manguesal Mank&oacute;t&egrave;, utilizados por pequenos produtores de carv&atilde;o vegetal, iniciativa esta que se baseou no fortalecimento da organiza&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios locais e de seus direitos de uso dos recursos e na forma&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es de propriedade comunal. </p> 		    <p>No Brasil a gest&atilde;o compartilhada tem aumentado em iniciativas, sendo que s&atilde;o encontrados avan&ccedil;os na legisla&ccedil;&atilde;o referente &agrave; gest&atilde;o dos recursos naturais, que vem incluindo a popula&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios destes recursos (Kalikoski et al, 2006). Algumas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas brasileiras evidenciam a necessidade da participa&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es locais nas tomadas de decis&otilde;es, como por exemplo o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro implementado pela Lei n&deg; 7.661/88 (D.O.U., 1988) e o Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o, Lei n&deg; 9985/2000 (D.O.U., 2000).</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, apenas em 2009 foram criados instrumentos jur&iacute;dicos para legitimar estes espa&ccedil;os de gest&atilde;o compartilhada. Essa importante legisla&ccedil;&atilde;o pode ser observada no Decreto n&deg; 6.981/2009 (D.O.U., 2009a), que disp&otilde;e sobre a atua&ccedil;&atilde;o conjunta dos Minist&eacute;rios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente nos aspectos relacionados ao uso sustent&aacute;vel dos recursos pesqueiros, e na Portaria Interministerial MMA/MPA n&deg; 2/2009 (D.O.U., 2009b), que regulamenta e orienta os processos de gest&atilde;o compartilhada no Brasil. </p> 		    <p>A Portaria Interministerial define gest&atilde;o compartilhada como “[...] <i>o processo de compartilhamento de responsabilidades e atribui&ccedil;&otilde;es entre representantes do Estado e da sociedade civil organizada visando subsidiar a elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de normas, crit&eacute;rios, padr&otilde;es e medidas para o uso sustent&aacute;vel dos recursos pesqueiros</i>”. E sistema de gest&atilde;o compartilhada como “[...] <i>sistema de compartilhamento de responsabilidades e atribui&ccedil;&otilde;es entre representantes do Estado e da sociedade civil organizada, formado por comit&ecirc;s, c&acirc;maras t&eacute;cnicas e grupos de trabalho de car&aacute;ter consultivo e de assessoramento, constitu&iacute;dos por &oacute;rg&atilde;os do governo de gest&atilde;o de recursos pesqueiros e pela sociedade formalmente organizada</i>”. </p> 	    <p>No levantamento das iniciativas de gest&atilde;o compartilhada no Brasil, realizado por Seixas &amp; Kalikoski (2009), foi observado que nas diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s t&ecirc;m ocorrido experi&ecirc;ncias de gest&atilde;o pesqueira com a participa&ccedil;&atilde;o de pescadores. Como exemplos t&ecirc;m-se: Reserva de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel de Mamirau&aacute;, (Estado do Amazonas) e Reseva Estrativista Marinha Arraial do Cabo, (Estado do Rio de Janeiro), que s&atilde;o arranjos de gest&atilde;o compartilhada com funcionamento dentro de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o; os acordos de pesca que tem sido implementados em diversas regi&otilde;es na Amaz&ocirc;nia, como as reservas de lago e manejo comunit&aacute;rio no baixo Amazonas, nas Ilha de S&atilde;o Miguel e Aracampina e o Projeto V&aacute;rzea – na regi&atilde;o de Santar&eacute;m (Estado do Par&aacute;) (Seixas &amp; Kalikoski, 2009).</p> 		    <p>Dentre os diversos sistemas de gest&atilde;o com compartilhamento de decis&otilde;es encontrados no Brasil, est&atilde;o os F&oacute;runs de pesca. Estes s&atilde;o arranjos institucionais nos quais participam as comunidades locais, col&ocirc;nias e sindicatos de pesca, e ainda representantes de organiza&ccedil;&otilde;es governamentais e n&atilde;o governamentais, buscando um dialogo entre as partes para ordenar as atividades humanas nestes locais, buscando um processo de gest&atilde;o descentralizado e participativo atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o de diferentes esferas (Kalikoski et al, 2006). </p> 		    <p>No estado do Rio Grande do Sul existem algumas iniciativas de sistemas de gest&atilde;o compartilhada da pesca artesanal, atrav&eacute;s de F&oacute;runs de Pesca. S&atilde;o estes: Conselho Cooperativo para A&ccedil;&otilde;es na Lagoa Mirim no &Acirc;mbito Pesqueiro – COMIRIM, que surge a partir de 1992, com o objetivo do ordenamento pesqueiro das Lagoas Mirim, Mangueira e afluentes; F&oacute;rum da Lagoa dos Patos, que come&ccedil;a a se reunir em 1996, em fun&ccedil;&atilde;o da queda dos estoques pesqueiros da regi&atilde;o, principalmente o camar&atilde;o (<i>Farfantepeneaus paulensis</i>); F&oacute;rum de Gest&atilde;o da Pesca na Bacia do Rio Uruguai, que surge em 2008 atrav&eacute;s de conv&ecirc;nios executados entre a Fidene/Uniju&iacute; e SEAP/PR, que t&ecirc;m reunido os pescadores da regi&atilde;o do Rio Uruguai; F&oacute;rum do Delta do Jacu&iacute; e Gua&iacute;ba, criado recentemente, por&eacute;m construindo a discuss&atilde;o sobre gest&atilde;o compartilhada na regi&atilde;o desde 2009; e o F&oacute;rum da Pesca do Litoral Norte. </p> 	    <p>Com o objetivo de realizar um di&aacute;logo integrado, sobre os problemas que envolvem a pesca artesanal no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, em 2003 instalou-se nesta regi&atilde;o o F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte. A atividade da pesca de subsist&ecirc;ncia e artesanal nessa regi&atilde;o &eacute; realizada nas praias da faixa litor&acirc;nea, nas lagoas internas de &aacute;gua doce de Itapeva, Quadros, Malvas, Pinguela, Fortaleza, Cidreira, Laguna dos Patos; e no estu&aacute;rio da lagoa de Tramanda&iacute; e Cust&oacute;dia. Nestes diversos corpos h&iacute;dricos encontram-se comunidades de pescadores que utilizam os recursos naturais locais, explorando as &aacute;reas terrestres, &uacute;midas e aqu&aacute;ticas, sendo historicamente dependentes da pesca artesanal para a sua subsist&ecirc;ncia (Garcez &amp; Sanches-Botero, 2005).</p> 		    <p>O modo de vida destas popula&ccedil;&otilde;es de pescadores artesanais tem sido fortemente influenciado por transforma&ccedil;&otilde;es socioambientais que ocorreram nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Entre os fatores que trouxeram preju&iacute;zo &agrave; pesca artesanal est&atilde;o o crescimento urbano e o avan&ccedil;o do turismo sobre zonas ciliares da lagoa de Itapeva, dos Barros, Armaz&eacute;m e da Laguna de Tramanda&iacute; e sobre os sistemas de banhados e dunas na zona mar&iacute;tima em todos os munic&iacute;pios que comp&otilde;em o Litoral Norte. Outros fatores como a expans&atilde;o das lavouras de arroz irrigado sobre os campos &uacute;midos e banhados, o uso de agrot&oacute;xicos nas lavouras hortifrutigranjeiras, a atividade de minera&ccedil;&atilde;o, polui&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e industrial e a sobrepesca v&ecirc;m trazendo s&eacute;rios danos &agrave; fauna aqu&aacute;tica, impedindo a reprodu&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da ictiofauna local e promovendo a redu&ccedil;&atilde;o dos estoques pesqueiros (Cotrim, 2008).</p> 		    <p>O estabelecimento da Instru&ccedil;&atilde;o Normativa IN 17/2004 (D.O.U., 2004), constru&iacute;da por meio de um processo participativo que incluiu pescadores, Empresa de Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica e Extens&atilde;o Rural /EMATER-RS e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis/ IBAMA, estabeleceu a forma&ccedil;&atilde;o de um F&oacute;rum da Bacia do Rio Tramanda&iacute;, que visou coordenar os ajustes da mesma. Apesar de ter origem num processo de integra&ccedil;&atilde;o entre v&aacute;rias esferas, este F&oacute;rum n&atilde;o se perpetuou. No entanto, ap&oacute;s este processo, entendendo a import&acirc;ncia da cria&ccedil;&atilde;o deste espa&ccedil;o, o Movimento dos Pescadores Profissionais Artesanais, presente na regi&atilde;o, com o apoio de prefeituras locais e do Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura, promoveu o estabelecimento de um novo F&oacute;rum, denominado ent&atilde;o, de F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte. </p> 		    <p>Atualmente, o F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte est&aacute; em sua quarta gest&atilde;o administrativa e se constitui em um espa&ccedil;o de di&aacute;logo entre atores sociais, que busca discutir quest&otilde;es relacionadas &agrave; gest&atilde;o do territ&oacute;rio de pesca do litoral norte, &agrave;s dificuldades e &agrave;s demandas dos pescadores e aos conflitos com outros usu&aacute;rios destes espa&ccedil;os. Diversos atores participam do F&oacute;rum, al&eacute;m das associa&ccedil;&otilde;es, sindicatos e col&ocirc;nias de pescadores, que articulam a presen&ccedil;a dos pescadores nas reuni&otilde;es. H&aacute; tamb&eacute;m a participa&ccedil;&atilde;o governamental, com a presen&ccedil;a do IBAMA, Secretaria do Desenvolvimento Rural/ SDR por meio do Departamento Estadual de Pesca e Aquicultura, EMATER, Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura/ MPA, Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS, por meio do N&uacute;cleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustent&aacute;vel e Mata Atl&acirc;ntica/ DESMA, Comando Ambiental da Brigada Militar/ CABM, entre outros. </p> 		    <p>Este artigo tem como objetivo analisar a gest&atilde;o do F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, com &ecirc;nfase em sua capacidade de articula&ccedil;&atilde;o e encaminhamento das quest&otilde;es da pesca profissional artesanal em ambientes lacustres, estuarinos e mar&iacute;timos.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Materiais e m&eacute;todos</b></p> 		    <p>A presente pesquisa foi realizada por meio de um estudo de caso da gest&atilde;o compartilhada dos ambientes pesqueiros na regi&atilde;o do litoral norte do Rio Grande do Sul (<a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a09f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>). A pesquisa caracterizou-se por uma abordagem qualitativa, no &acirc;mbito de uma pesquisa-a&ccedil;&atilde;o (Kubo <i>et al.</i>, 2009). A coleta de dados, por sua vez, foi realizada em dois espa&ccedil;os de an&aacute;lise, sendo o primeiro o F&oacute;rum da Pesca do Litoral Norte e o segundo encontros promovidos por esta pesquisa nas comunidades de pescadores artesanais do Litoral Norte.</p> 	     
<p>No &acirc;mbito do F&oacute;rum da Pesca, foram acompanhadas as nove reuni&otilde;es    ocorridas entre o per&iacute;odo de setembro de 2011 a outubro de 2012. O n&uacute;mero    de participantes variou entre 30 a 60 pessoas por reuni&atilde;o, incluindo    pescadores artesanais, t&eacute;cnicos extensionistas, representantes de &oacute;rg&atilde;os    p&uacute;blicos e pesquisadores. Os dados foram coletados atrav&eacute;s das    t&eacute;cnicas de observa&ccedil;&atilde;o participante, di&aacute;rio de campo    (Viertler, 2002) e an&aacute;lise documental das atas das reuni&otilde;es anteriores,    desde 2011 at&eacute; 2012. </p> 		    <p>Nas comunidades de pescadores, foram promovidos, em parceria com o F&oacute;rum da Pesca e a ONG A&ccedil;&atilde;o Nascente Maquin&eacute;/ANAMA, tr&ecirc;s encontros, no m&ecirc;s de agosto de 2012, com o objetivo de discutir os problemas da pesca artesanal nas diferentes regi&otilde;es do litoral norte. Os encontros foram realizados nos munic&iacute;pios de Balne&aacute;rio Pinhal, Tramanda&iacute; e no distrito de Arroio Teixeira, pertencente a Cap&atilde;o da Canoa, onde participaram 20, 14 e 12 pescadores artesanais, respectivamente, contemplando a representatividade da regi&atilde;o.</p> 		    <p>Para a coleta de dados foi utilizada metodologia participativa (Kubo, 2009), por meio das t&eacute;cnicas de &aacute;rvore dos problemas combinada com o censo de problemas de uso de recursos, que tiveram como objetivo identificar, a partir da perspectiva das comunidades, os problemas existentes no acesso e uso dos recursos naturais (Geilfus, 1997). A metodologia permitiu a organiza&ccedil;&atilde;o dos problemas e demandas elencados ao longo das diferentes etapas, os quais foram expressos na forma de tarjetas, ao mesmo tempo, em que foi feita a sistematiza&ccedil;&atilde;o de todo o encontro, abarcando as discuss&otilde;es realizadas entre os atores a partir das diferentes quest&otilde;es pautadas (Kubo, 2009). </p> 		    <p>A an&aacute;lise dos dados foi realizada a partir da an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 1977) de modo a identificar e sistematizar os problemas e demandas elencados pelos pescadores artesanais, da regi&atilde;o do Litoral Norte e suas concep&ccedil;&otilde;es acerca das quest&otilde;es discutidas. Buscou-se compreender este debate no &acirc;mbito do F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte, com &ecirc;nfase em sua capacidade de articula&ccedil;&atilde;o e encaminhamento das quest&otilde;es da pesca profissional artesanal em ambientes lagustres, estuarinos e mar&iacute;timos. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Resultados e discuss&atilde;o</b></p> 		    <p>A participa&ccedil;&atilde;o dos pescadores artesanais no processo de gest&atilde;o: identifica&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es sobre dificuldades na pesca nos ambientes lagunares, estuarinos e mar&iacute;timos</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os encontros locais para discutir as quest&otilde;es da pesca artesanal foram articulados com o intuito de incentivar e promover a maior participa&ccedil;&atilde;o de pescadores das diversas regi&otilde;es do Litoral Norte ga&uacute;cho nas discuss&otilde;es referentes &agrave; gest&atilde;o dos ambientes pesqueiros, buscando instigar e estimular estes atores a estarem presentes e se posicionarem em espa&ccedil;os de di&aacute;logo, como no F&oacute;rum. </p> 		    <p>Os assuntos debatidos nos tr&ecirc;s encontros foram sistematizados em torno dos temas: pesca em ambientes lagunares e estuarinos (quest&otilde;es ambientais, fiscaliza&ccedil;&atilde;o, legisla&ccedil;&atilde;o ambiental, conflitos territoriais e com outras categorias de usu&aacute;rios) e mar&iacute;timo (quest&otilde;es ambientais e conflitos territoriais) e quest&otilde;es gerais dos pescadores profissionais artesanais (burocracia para documenta&ccedil;&atilde;o e acesso a programas e valoriza&ccedil;&atilde;o da pesca artesanal), conforme a <a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a09t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>. </p> 	     
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3. Quest&otilde;es na pesca lagunar e estuarina</b></p> 		    <p>Diversos problemas ambientais foram identificados nos ambientes de pesca lagunar e estuarino, dentre eles a diminui&ccedil;&atilde;o dos estoques pesqueiros, que segundo os pescadores, est&atilde;o associados a in&uacute;meros fatores. Nas lagoas s&atilde;o apontadas as causas como a pesca predat&oacute;ria no per&iacute;odo de piracema; o esfor&ccedil;o de pesca maior do que a capacidade de suporte do ambiente e a polui&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas por agrot&oacute;xico e esgoto causando mortalidade, contamina&ccedil;&atilde;o e at&eacute; deforma&ccedil;&atilde;o do pescado. </p> 		    <p>A constru&ccedil;&atilde;o de barragens nas lagoas e a drenagem dos banhados e lagoas para outras atividades, principalmente o cultivo de arroz, foi outro problema levantado. Os pescadores explanam que este processo vem provocando a mudan&ccedil;a no curso dos cardumes, impedindo a entrada dos mesmos, al&eacute;m de promover a seca de muitos banhados e a diminui&ccedil;&atilde;o da quantidade de &aacute;gua nas lagoas pr&oacute;ximas. Estes ecossistemas foram depredados, provocando o desaparecimento de muitas esp&eacute;cies animais, como o rat&atilde;o-do-banhado, capivara, lontra e aves que ali frequentavam; estes ambientes s&atilde;o ber&ccedil;&aacute;rios para os peixes e a destrui&ccedil;&atilde;o dos mesmos vem acarretando uma diminui&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica na quantidade de peixes que se desenvolviam nestes ambientes.</p> 		    <p>O assoreamento dos rios e arroios tamb&eacute;m &eacute; mencionado e como causa &eacute; apontada a mudan&ccedil;a do curso natural de c&oacute;rregos, trazendo consequ&ecirc;ncias ao fluxo de entrada ou sa&iacute;da dos cardumes. A destrui&ccedil;&atilde;o dos juncais (Schoenoplectus californicus (C.A.Mey.) Soj&aacute;k) e outras macr&oacute;fitas aqu&aacute;ticas existentes nas lagoas &eacute; resultado do corte ilegal das malhas de junco, pr&oacute;ximas aos terrenos dos propriet&aacute;rios, bem como da atividade pecu&aacute;ria nas margens, o que promove um pisoteio do gado sobre o junco. De acordo com os pescadores, este problema tamb&eacute;m se traduz em um empecilho para o desenvolvimento dos alevinos da tra&iacute;ra, que t&ecirc;m no junco e outras macr&oacute;fitas seus locais de abrigo e crescimento. A retirada desta vegeta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m vem causando o assoreamento das lagoas e arroios, trazendo dificuldades, tanto para os cardumes quanto para os pescadores se locomoverem. </p> 		    <p>A legisla&ccedil;&atilde;o ambiental e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o foram tem&aacute;ticas recorrentes nos espa&ccedil;os de an&aacute;lise. De acordo com os pescadores, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o deixa lacunas a serem preenchidas e muitos dos aspectos da legisla&ccedil;&atilde;o ambiental est&atilde;o em desacordo com as realidades socioambientais locais. A Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n&deg; 17/2004 (D.O.U., 2004), que regulamenta a pesca na Bacia Hidrogr&aacute;fica do Rio Tramanda&iacute;, apesar de ter sido constru&iacute;da por meio de um processo em que houve a participa&ccedil;&atilde;o dos pescadores, apresenta algumas falhas. Existe um longo debate, dentro do F&oacute;rum de pesca do Litoral Norte, para que a mesma seja revisada. </p> 		    <p>De acordo com os pescadores, os pontos mais cr&iacute;ticos e que necessitam de mudan&ccedil;as, s&atilde;o o per&iacute;odo de defeso, que est&aacute; em desacordo com o ciclo reprodutivo de algumas esp&eacute;cies, e a proibi&ccedil;&atilde;o da pesca na Lagoa do Gentil e na foz do Rio Tramanda&iacute;, que restringe ainda mais os locais de pesca. Os pescadores sugerem como alternativa para aliar conserva&ccedil;&atilde;o ambiental a atividade de pesca na Lagoa do Gentil, que a mesma seja liberada aos pescadores artesanais praticarem a atividade apenas nos meses de junho a agosto. Segundo eles, esta seria uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel, pois o esfor&ccedil;o de pesca n&atilde;o prejudicaria a ictiofauna e concomitantemente promoveria a manuten&ccedil;&atilde;o da tradicional pesca de inverno nesta lagoa.</p> 		    <p>A fiscaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; falha nas lagoas, principalmente no per&iacute;odo de piracema, quando ocorrem duas situa&ccedil;&otilde;es predat&oacute;rias. A primeira &eacute; a pesca amadora ilegal com redes de malha menor do que 8cm, tamanho permitido, sendo que esta a&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi denunciada como praticada por alguns pescadores artesanais. A segunda &eacute; o uso n&atilde;o ordenado de jet-skis, que trafegam sobre as malhas de junco ou provocam grande movimenta&ccedil;&atilde;o na &aacute;gua prejudicando a desova ou o desenvolvimento dos alevinos. Segundo os pescadores estas quest&otilde;es poderiam ser evitadas se houvesse fiscaliza&ccedil;&atilde;o rigorosa sobre todos os usu&aacute;rios dos ambientes lacustres, uma legisla&ccedil;&atilde;o ambiental que estivesse de acordo com as realidades e mudan&ccedil;as ambientais locais e a participa&ccedil;&atilde;o dos pescadores, tanto na formula&ccedil;&atilde;o das leis, quanto no ato de fiscalizar. Os pescadores relatam que in&uacute;meras vezes denunciaram estas infra&ccedil;&otilde;es &agrave;s autoridades competentes pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o, mas que em 90% dos casos, n&atilde;o houve retorno dos &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis. Tal situa&ccedil;&atilde;o al&eacute;m de incentivar estas infra&ccedil;&otilde;es, uma vez que raramente pune os infratores, promove tamb&eacute;m um desest&iacute;mulo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos pescadores na fiscaliza&ccedil;&atilde;o. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos conflitos territoriais destaca-se a dificuldade de acesso aos ambientes de pesca, em fun&ccedil;&atilde;o do grande avan&ccedil;o da expans&atilde;o imobili&aacute;ria sobre as margens das lagoas no Litoral Norte. A privatiza&ccedil;&atilde;o destes espa&ccedil;os impede que os pescadores possam se locomover aos pontos de pesca ou ocupar as margens para descanso ou para prote&ccedil;&atilde;o em momentos de navega&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es na adequadas. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4. Quest&otilde;es na pesca mar&iacute;tima</b></p> 		    <p>As quest&otilde;es ambientais que incidem sobre o mar s&atilde;o a polui&ccedil;&atilde;o, pesca predat&oacute;ria e explora&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria do marisco. Quanto &agrave; polui&ccedil;&atilde;o por res&iacute;duos s&oacute;lidos, os pescadores apontam como causas a falta de conscientiza&ccedil;&atilde;o das pessoas para o seu descarte e o rejeite de res&iacute;duos pelos navios de grande porte. Como consequ&ecirc;ncia ocorrem danos &agrave; rede de pesca, na qual os detritos se concentram, tamb&eacute;m o fato de os peixes “escaparem” da rede, pois segundo os pescadores avistam os res&iacute;duos. </p> 		    <p>A pesca industrial &eacute; apontada como uma das atividades mais nocivas ao ambiente mar&iacute;timo pesqueiro. Al&eacute;m de ser praticada uma pesca predat&oacute;ria, os barcos ultrapassam a dist&acirc;ncia permitida, invadindo o espa&ccedil;o exclusivo para pesca artesanal, e raramente s&atilde;o abordados pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o. O chamado “arrast&atilde;o” &eacute; feito pelos barcos industriais ou empresariais, trazendo danos aos ecossistemas, uma vez que esta t&eacute;cnica promove a sobrepesca, al&eacute;m de provocar a suspens&atilde;o de sedimentos e impactar a fauna bent&ocirc;nica.</p> 		    <p>De acordo com Haimovici &amp; Mendon&ccedil;a (1996), a pesca de arrasto &eacute; considerada predat&oacute;ria danificando substancialmente as comunidades bent&ocirc;nicas. Em pesquisa realizada na plataforma continental do Rio Grande do Sul, sobre os descartes de fauna acompanhante na pesca de arrasto, os autores citam que a rejei&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de peixes foi estimada em 38,8 quilos por hora de arrasto, representando 52,3% da captura total. Conforme os pescadores, quando feitos os arrast&otilde;es, os pescadores artesanais precisam esperar at&eacute; tr&ecirc;s semanas at&eacute; o retorno de novos cardumes. </p> 		    <p>Sobre o marisco, o extrativismo tem como finalidade a alimenta&ccedil;&atilde;o ou comercializa&ccedil;&atilde;o, se constituindo em uma atividade bastante comum na regi&atilde;o, sendo realizada principalmente pelas mulheres pescadoras. Durante o ver&atilde;o, a coleta tamb&eacute;m &eacute; realizada por veranistas, que praticam a atividade, depredando ou coletando os indiv&iacute;duos ainda muito jovens, o que interfere nos estoques de mariscos que seriam coletados pelos pescadores nos meses posteriores. Essa perspectiva foi apresentada pelos pescadores ao longo dos encontros, n&atilde;o existindo, at&eacute; o momento, pesquisas que avaliem a sustentabilidade desse extrativismo.</p> 		    <p>Os conflitos por territ&oacute;rios se configuram a partir dos diferentes usos da orla mar&iacute;tima, uma vez que em alguns pontos ainda n&atilde;o ocorreu o ordenamento pesqueiro, como exige a lei n&deg; 13.660/2011 (D.O.E., 2001), que determina a obrigatoriedade de demarca&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de pesca, lazer ou recrea&ccedil;&atilde;o, nos munic&iacute;pios com orla mar&iacute;tima, lacustre ou fluvial. Onde h&aacute; demarca&ccedil;&atilde;o destas &aacute;reas, os participantes observam que a fiscaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; mais rigorosa para com os pescadores, sendo que outras categorias comumente ultrapassam as &aacute;reas demarcadas e usufruem tamb&eacute;m da &aacute;rea exclusiva para a pesca artesanal, como o surf, por exemplo. Este fato foi citado em cinco reuni&otilde;es do F&oacute;rum e nos tr&ecirc;s encontros com as comunidades de pescadores da regi&atilde;o do Litoral Norte.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5. Quest&otilde;es comuns aos ambientes de pesca</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os pescadores identificam algumas quest&otilde;es da pesca profissional artesanal comuns tanto aos ambientes lagunares e estuarinos, quanto aos ambientes mar&iacute;timos. Os conflitos por roubo e depreda&ccedil;&atilde;o de material de pesca, que trazem preju&iacute;zo aos pescadores. O elevado n&uacute;mero de carteiras de pesca irregulares, que segundo Costa (2007) &eacute; um problema existente em todo territ&oacute;rio brasileiro. Poucas pesquisas nos ambientes e n&atilde;o retorno daquelas realizadas, sendo que s&atilde;o sugeridas pesquisas sobre a ecologia viola, a respeito dos estoques do ca&ccedil;&atilde;o e sobre as causas da mortalidade de marisco. O elevado n&uacute;mero de pescadores sem documenta&ccedil;&atilde;o e dificuldade de acesso a programas sociais e ao cr&eacute;dito. Os pescadores mencionam que existe uma grande burocracia tanto para se regulamentar enquanto pescador, o que precisa de diversas licen&ccedil;as, quanto para acessar programas sociais, o que muitas vezes impede que os mesmos sejam benefici&aacute;rios destas pol&iacute;ticas. </p> 		    <p>Vasconcelos <i>et al.</i> (2007) identificam uma crise no setor pesqueiro, que ocorre por fatores externos, como a urbaniza&ccedil;&atilde;o desenfreada sobre os territ&oacute;rios de pesca, e fatores internos, como a falta de organiza&ccedil;&atilde;o institucional tanto interna, dos pescadores, quanto de institui&ccedil;&otilde;es envolvidas com a pesca. Os pescadores reconhecem esta problem&aacute;tica e identificam que o avan&ccedil;o da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana sobre seus espa&ccedil;os prejudica a reprodu&ccedil;&atilde;o social e o modo de vida da categoria. Fazem uma cr&iacute;tica &agrave; desvaloriza&ccedil;&atilde;o do pescador artesanal profissional e da mulher pescadora pela sociedade. Existe tamb&eacute;m uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a descontinuidade da categoria, que &eacute; consequ&ecirc;ncia desta crise, em que o pescador sofre diversas intemp&eacute;ries, promovendo um desest&iacute;mulo &agrave;s pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es, que acabam por desistir da atividade na pesca e passam a ocupar outros espa&ccedil;os dentro da sociedade. E, por &uacute;ltimo, mencionam a insuficiente uni&atilde;o entre a categoria e a baixa participa&ccedil;&atilde;o dos pescadores nos espa&ccedil;os de tomada de decis&atilde;o.</p> 		    <p>Para resolver ou amenizar esta problem&aacute;tica, os pescadores sugerem a cria&ccedil;&atilde;o de novos espa&ccedil;os institucionais que trabalhem com as quest&otilde;es da pesca, como por exemplo, uma superintend&ecirc;ncia regional da pesca. Foram tamb&eacute;m apontados meios que proporcionem uma maior valoriza&ccedil;&atilde;o da categoria e a garantia de sua reprodu&ccedil;&atilde;o social, como a cria&ccedil;&atilde;o do Territ&oacute;rio da Pesca, o reconhecimento das associa&ccedil;&otilde;es como entidades representativas da categoria, a capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica (ex. apropria&ccedil;&atilde;o de leis, inform&aacute;tica) aos membros das associa&ccedil;&otilde;es e a cria&ccedil;&atilde;o de uma federa&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es de pescadores.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>6. Articula&ccedil;&atilde;o e encaminhamento das quest&otilde;es da pesca profissional artesanal </b></p> 		    <p>As quest&otilde;es da pesca profissional artesanal, identificadas no espa&ccedil;o dos encontros est&atilde;o em conson&acirc;ncia com os temas comumente debatidos e encaminhados no F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte. Dentre as quest&otilde;es identificadas nos encontros com os pescadores, sobre as quais j&aacute; existe um trabalho de articula&ccedil;&atilde;o e encaminhamento no &acirc;mbito do F&oacute;rum, destacam-se: a) das ambientais: a situa&ccedil;&atilde;o das comportas e do derramamento de &oacute;leo; b) daquelas referentes a fiscaliza&ccedil;&atilde;o e legisla&ccedil;&atilde;o: a capacita&ccedil;&atilde;o dos fiscais, a revis&atilde;o dos crit&eacute;rios t&eacute;cnicos para o ordenamento pesqueiro e o ordenamento da orla mar&iacute;tima; c) das burocr&aacute;ticas: esclarecimentos sobre documenta&ccedil;&atilde;o para pesca profissional artesanal e revis&atilde;o de acordos com prefeituras sobre pesca no ver&atilde;o. </p> 		    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s comportas, o F&oacute;rum recebeu um abaixo assinado elaborado pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Pescadores do Bairro Tirolesa, do munic&iacute;pio de Tramanda&iacute;, se manifestando contra uma comporta constru&iacute;da para a produ&ccedil;&atilde;o de arroz na Lagoa da Fortaleza, a qual impede a circula&ccedil;&atilde;o dos peixes e alevinos. O F&oacute;rum, ao receber tal demanda, encaminhou uma c&oacute;pia ao Comit&ecirc; Estadual da Bacia Hidrogr&aacute;fica do Rio Tramanda&iacute;, para que este auxiliasse na media&ccedil;&atilde;o do conflito. Embora o F&oacute;rum tenha encaminhado a quest&atilde;o, ele n&atilde;o mais obteve retorno dos seus desdobramentos, evidenciando a falta de articula&ccedil;&atilde;o entre os colegiados. </p> 		    <p>Ainda sobre as quest&otilde;es ambientais, em 2012, ap&oacute;s o derramamento de &oacute;leo na faixa mar&iacute;tima de Tramanda&iacute;, o F&oacute;rum elaborou um oficio destinado ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual solicitando provid&ecirc;ncias &agrave;s entidades competentes para preven&ccedil;&atilde;o deste tipo de acidente e solicitando recursos para compensa&ccedil;&atilde;o dos preju&iacute;zos &agrave; pesca e turismo na regi&atilde;o. Sobre este encaminhamento o &uacute;nico retorno, foi um esclarecimento do representante do IBAMA durante uma reuni&atilde;o, que dizia respeito &agrave;s san&ccedil;&otilde;es que a empresa respons&aacute;vel pelo acidente receberia, as quais seriam: multa administrativa e obriga&ccedil;&atilde;o de reparo socioambiental. </p> 		    <p>A capacita&ccedil;&atilde;o dos fiscais sobre a legisla&ccedil;&atilde;o da pesca e ordenamento territorial foi um dos temas trabalhados em 2012 pelo F&oacute;rum, conjuntamente com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). Foi organizado um curso direcionado &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o dos servidores das secretarias da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (Brigada Militar, Pol&iacute;cia Civil, Batalh&atilde;o Rodovi&aacute;rio Estadual) que atuam sobre a fiscaliza&ccedil;&atilde;o, com a participa&ccedil;&atilde;o de pescadores de diversas regi&otilde;es que fizeram cr&iacute;ticas e sugest&otilde;es para aperfei&ccedil;oar o processo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>Kalikoski &amp; Silva (2007) em estudo realizado no F&oacute;rum da Lagoa dos Patos observaram que para uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o mais efetiva &eacute; necess&aacute;rio que o F&oacute;rum desenvolva mecanismos de parceria com as comunidades locais, para que elas possam ser agentes ativos de fiscaliza&ccedil;&atilde;o conjuntamente com os &oacute;rg&atilde;os governamentais. Destacam, por&eacute;m, que o sucesso depende de uma redistribui&ccedil;&atilde;o e devolu&ccedil;&atilde;o de poder &agrave;s comunidades locais por parte do governo. Segundo os autores, &eacute; necess&aacute;rio que sejam desenvolvidos mecanismos no sentido de delegar poderes e responsabilidades &agrave;s comunidades de pescadores locais sobre o monitoramento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o das atividades pesqueiras e de outros aspectos relacionados &agrave; pesca, como por exemplo, os n&iacute;veis de polui&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua. No caso do F&oacute;rum do Litoral Norte, este promoveu uma reuni&atilde;o com os &oacute;rg&atilde;os fiscalizadores para discuss&atilde;o sobre a demanda de uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o efetiva e o atendimento das den&uacute;ncias. Este foi o primeiro passo para uma participa&ccedil;&atilde;o dos pescadores na fiscaliza&ccedil;&atilde;o, sendo necess&aacute;rio, por&eacute;m dar continuidade ao processo para que haja um empoderamento dos pescadores nesta atividade. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O ordenamento da pesca &eacute; pauta freq&uuml;ente do F&oacute;rum, sendo motivo de cria&ccedil;&atilde;o de grupos de trabalho. O primeiro foi formado em 2011, com o intuito de avan&ccedil;ar em uma proposta de revis&atilde;o dos crit&eacute;rios t&eacute;cnicos e padr&otilde;es de uso para atividade da pesca na Bacia Hidrogr&aacute;fica do Rio Tramanda&iacute;, os quais s&atilde;o estabelecidos pela Instru&ccedil;&atilde;o Normativa no 17/2004 (D.O.U., 2004). O segundo, criado tamb&eacute;m em 2011, tinha o comprometimento de discutir o Ordenamento Pesqueiro na orla mar&iacute;tima, que ainda n&atilde;o existe. No entanto, estes grupos, durante o per&iacute;odo de 2011 a 2012, n&atilde;o se consolidaram. Por este motivo, em 2012, foram formados novos grupos de trabalho para retomar e avan&ccedil;ar nestas quest&otilde;es, sendo constitu&iacute;do pelas entidades p&uacute;blicas com poder de decis&atilde;o, como o IBAMA, MPA, CABM, SDR, EMATER, UFRGS e associa&ccedil;&otilde;es de pescadores. Nas reuni&otilde;es do f&oacute;rum, estes temas t&ecirc;m se tornado centrais nas discuss&otilde;es, pois o ordenamento incide diretamente na viabiliza&ccedil;&atilde;o da pesca, a partir da determina&ccedil;&atilde;o dos locais e per&iacute;odos de pesca das diferentes esp&eacute;cies.</p> 		    <p>O outro assunto comum do F&oacute;rum &eacute; o ordenamento territorial, estabelecido pela Lei Estadual 13.660/2011 (D.O.E., 2011), que obriga a demarca&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de pesca, lazer ou recrea&ccedil;&atilde;o em munic&iacute;pios com orla mar&iacute;tima, lacustre ou fluvial. Este processo est&aacute; sendo realizado nos diferentes munic&iacute;pios do Litoral Norte, sendo objeto de reivindica&ccedil;&atilde;o dos pescadores dos munic&iacute;pios nos quais ainda n&atilde;o tiveram o ordenamento estabelecido, bem como pauta de reivindica&ccedil;&atilde;o de fiscaliza&ccedil;&atilde;o dentre os munic&iacute;pios nos quais j&aacute; est&aacute; estabelecido. Esta quest&atilde;o &eacute; central para os conflitos territoriais, que se estabelecem entre esportistas de <i>jet skis</i> e pescadores, em ambientes lacustres, e surfistas, banhistas e pescadores, em ambientes mar&iacute;timos. Como forma de encaminhar esta demanda o F&oacute;rum realizou uma reuni&atilde;o com a SDR, em 2011, e a partir desta, elaborou documento reivindicando que a regulamenta&ccedil;&atilde;o da lei garanta ressarcimento dos preju&iacute;zos das fam&iacute;lias que praticam a pesca do cabo, que pela demarca&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de pesca, surf e lazer tiveram que deslocar seus pontos de pesca, dificultando a atividade cotidiana.</p> 	    <p>As quest&otilde;es burocr&aacute;ticas s&atilde;o entraves que dificultam a vida cotidiana dos pescadores profissionais artesanais, as quais foram objeto de um grupo de trabalho no &acirc;mbito do F&oacute;rum. O principal tema estudado pelo grupo e apresentado em reuni&atilde;o no F&oacute;rum foi o uso do bloco de notas de produtor rural no contexto dos pescadores. Outra quest&atilde;o neste tema s&atilde;o os Registros Gerais de Pesca, gerenciados pelo Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura. Esta institui&ccedil;&atilde;o, em reuni&atilde;o do F&oacute;rum, esclareceu que os mesmos s&atilde;o vistoriados e quando n&atilde;o contemplam as exig&ecirc;ncias s&atilde;o recolhidos. </p> 		    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s prefeituras de munic&iacute;pios com orla mar&iacute;tima construiu-se, no &acirc;mbito do F&oacute;rum, a reivindica&ccedil;&atilde;o da pesca n&atilde;o ser interrompida no ver&atilde;o e ser liberada no per&iacute;odo noturno nos pontos de surf e lazer, em alguns munic&iacute;pios. Este documento foi encaminhado para o Departamento de Pesca, Aquicultura, Quilombolas e Ind&iacute;genas da SDR e para a comiss&atilde;o institu&iacute;da poder redigir a minuta de regulamenta&ccedil;&atilde;o. No entanto, no momento da constru&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o da pesca nos munic&iacute;pios, dentre as j&aacute; promulgadas, as reivindica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram atendidas. </p> 		    <p>Diante desse contexto, depreende-se que as quest&otilde;es levadas aos F&oacute;runs s&atilde;o articuladas e encaminhadas, mas sem sucesso em suas resolu&ccedil;&otilde;es. Essa situa&ccedil;&atilde;o, acrescida do fato dos temas se repetirem ao longo do tempo, leva os pescadores a desacreditarem no espa&ccedil;o de gest&atilde;o do F&oacute;rum como uma estrutura com compet&ecirc;ncia para solucionar os entraves que prejudicam a pesca profissional artesanal. Por estas lacunas problemas e demandas locais acabam n&atilde;o sendo expostos, registrados e encaminhados. Dentre os fatores que originam a falta de credibilidade, destacam-se o fato de que muitas demandas exigem a&ccedil;&otilde;es intersetoriais, fazendo com que a capacidade de encaminhamento ultrapasse as compet&ecirc;ncias dos &oacute;rg&atilde;os governamentais representados, os quais est&atilde;o empreendendo um esfor&ccedil;o para atuar de forma articulada. A quest&atilde;o do ordenamento do territ&oacute;rio da pesca &eacute; o exemplo mais claro desta situa&ccedil;&atilde;o.</p> 		    <p> Ao mesmo tempo, os pescadores reconhecem o F&oacute;rum como um espa&ccedil;o de contato com os diversos atores envolvidos com a pesca, onde suas demandas s&atilde;o discutidas em um debate mais amplo com outros &oacute;rg&atilde;os, a exemplo da quest&atilde;o da fiscaliza&ccedil;&atilde;o, na qual os pescadores puderam explanar sua opini&atilde;o acerca das mudan&ccedil;as necess&aacute;rias para o processo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o ser mais eficiente. Tamb&eacute;m &eacute; positivo o fato de ser um espa&ccedil;o de esclarecimento das d&uacute;vidas dos pescadores, por&eacute;m poucas demandas s&atilde;o solucionadas. </p> 		    <p>De acordo com os graus de participa&ccedil;&atilde;o estudados por Berkes (2005), o F&oacute;rum do Litoral Norte representa um caso intermedi&aacute;rio entre a gest&atilde;o realizada pelos &oacute;rg&atilde;os governamentais e o manejo totalmente comunit&aacute;rio. Ainda que o F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte tenha possibilitado um aumento na participa&ccedil;&atilde;o das comunidades de pescadores na discuss&atilde;o sobre a gest&atilde;o de seus territ&oacute;rios junto &agrave; esfera p&uacute;blica e &oacute;rg&atilde;os locais, para que esta gest&atilde;o tenha maior inser&ccedil;&atilde;o junto &agrave;s comunidades, esta participa&ccedil;&atilde;o precisa ser ampliada. No F&oacute;rum, a presen&ccedil;a destes atores se faz sutilmente, geralmente com as reuni&otilde;es sendo frequentadas pelas lideran&ccedil;as das comunidades e por alguns pescadores mais engajados. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Conclus&atilde;o </b></p> 		    <p>Com o surgimento do F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte criou-se a possibilidade de um di&aacute;logo direto com entidades governamentais e o encaminhamento de demandas identificadas pelas comunidades de pescadores. No entanto, este F&oacute;rum apesar de ser considerado o mais organizado, quando comparado aos demais existentes no Rio Grande do Sul, est&aacute; em processo cont&iacute;nuo de estrutura&ccedil;&atilde;o, buscando o atendimento das demandas trabalhadas no &acirc;mbito da gest&atilde;o compartilhada. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fatores que desencadeiam a necessidade de estrutura&ccedil;&atilde;o fundamentam-se no fato de que as quest&otilde;es que s&atilde;o repetidamente discutidas, as quais s&atilde;o encaminhadas por meio de manifesta&ccedil;&otilde;es e articula&ccedil;&otilde;es efetivadas pelo F&oacute;rum, ficam sem retorno de seus desdobramentos, como o ordenamento territorial e o ordenamento dos crit&eacute;rios da pesca, interferindo na credibilidade desse sistema de gest&atilde;o. Entretanto, o F&oacute;rum &eacute; reconhecido como o espa&ccedil;o de articula&ccedil;&atilde;o e encaminhamento das quest&otilde;es da categoria dos pescadores profissionais artesanais pelos pescadores e demais atores envolvidos na gest&atilde;o da pesca. </p> 		    <p>Conclui-se que o F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte do Rio Grande do Sul &eacute; um espa&ccedil;o de implementa&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o compartilhada, o qual foi incentivado pelo governo e apropriado pela representa&ccedil;&atilde;o dos pescadores, tendo a capacidade de articular as demandas dos pescadores artesanais de ambientes lacustres, estuarinos e mar&iacute;timos da regi&atilde;o do Litoral Norte e encaminhar &agrave;s inst&acirc;ncias competentes. Entretanto, por serem demandas associadas &agrave; gest&atilde;o de recursos comuns e territ&oacute;rios compartilhados, os quais est&atilde;o sendo apropriados por segmentos da sociedade respaldados pela l&oacute;gica da propriedade privada, elas s&atilde;o tensionadas pelo arranjo institucional envolvido na gest&atilde;o compartilhada, estando, atualmente, em disputa na sociedade.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Agradecimentos</b></p> 		    <p>Nossos agradecimentos ao F&oacute;rum de Pesca do Litoral Norte, ao pescador e l&iacute;der Sr. Valdomiro Hoffmann, ao t&eacute;cnico da EMATER Delmar Dietz, aos pescadores participantes dos encontros, &agrave; acad&ecirc;mica Camila Padilha Costa, &agrave; mestranda Viviane Camejo, &agrave; doutoranda Danielle Wagner Silva, do PGDR, ao Anselmo Kanaan, ao Dilton de Castro, Natavie Kaemmerer, ao Ricardo Silva Pereira Mello, da ONG ANAMA, &agrave; Petrobr&aacute;s e ao CNPq. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Bibliografia</b></p> 		    <!-- ref --><p>Bardin, L. (1977) - <i>An&aacute;lise de Conte&uacute;do</i>. 223p., Persona, Lisboa, Portugal. ISBN: 978-8562928047.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-8872201200040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Berkes, F. (2005) – &Ecirc;xitos e fracassos na pesca costeira da Turquia. <i>In</i>.: Paulo F. Vieira,&nbsp;Fikret Berkes,&nbsp;Cristiana S. Seixas (org.), <i>Gest&atilde;o integrada e participativa dos recursos naturais - conceitos, m&eacute;todos e experi&ecirc;ncias</i>, pp.147-175, Secco/APPED, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. ISBN: 85-98128058.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-8872201200040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Carlsson, L; Berkes, F. (2005) - Co-management - concepts and methodological implications. <i>Journal of Environmental Management</i>. 75(1):65-76. DOI: 10.1016/j.jenvman.2004.11.008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-8872201200040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, A.L. (2007) - Os falsos Pescadores: supostas fragilidades na gest&atilde;o pesqueira. In.: A.L. Costa (org.), <i>Nas redes da pesca artesanal</i>, pp.241-253, IBAMA, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 978-8573002515.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-8872201200040000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Cotrim, D. (2008) - <i>Agroecologia, sustentabilidade e os pescadores artesanais: O caso de Tramanda&iacute;</i> (RS). 198p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-8872201200040000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <p>D.O.E. (2011) - Lei n&ordm; 13.660, de 12 de janeiro de 2011 – Altera a Lei n&ordm; 8.676, de 14 de julho de 1988, que determina a obrigatoriedade de demarca&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de pesca, lazer ou recrea&ccedil;&atilde;o, nos munic&iacute;pios com orla mar&iacute;tima, lacustre ou fluvial. <i>Di&aacute;rio Oficial do Estado</i>, 13.01.2011, se&ccedil;&atilde;o 010, p.1. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.al.rs.gov.br/legis/M010/M0100099.ASP?Hid_Tipo=TEXTO&amp;Hid_TodasNormas=55733&amp;hTexto=&amp;Hid_IDNorma=55733" target="_blank">http://www.al.rs.gov.br/legis/M010/M0100099.ASP?Hid_Tipo=TEXTO&amp;Hid_TodasNormas=55733&amp;hTexto=&amp;Hid_IDNorma=55733</a></p> 	    <p>D.O.U. (1988) - Lei n&ordm; 7.661, de 16 de maio de 1988 - Institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, 18.5.1998, se&ccedil;&atilde;o 1, p.8633. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7661.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7661.htm</a></p> 	    <p>D.O.U. (2000) - Lei n&deg; 9985, de 18 de julho de 2000 – institui o Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, 19.7.2000, se&ccedil;&atilde;o1, p.1. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9985.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9985.htm</a></p> 	    <p>D.O.U. (2004) - Instru&ccedil;&atilde;o Normativa no 17, de 17 de outubro de 2004 – Estabelecer crit&eacute;rios t&eacute;cnicos e padr&otilde;es de uso para a atividade da pesca na bacia hidrogr&aacute;fica do rio Tramanda&iacute;. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, 15.10.2004, se&ccedil;&atilde;o 1, p.1. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibama.gov.br/category/40?download=1281%3A_-_17_2004.p" target="_blank">http://www.ibama.gov.br/category/40?download=1281%3A_-_17_2004.p</a> .</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>D.O.U. (2009a) - Decreto n&ordm; 6.981, de 13 de outubro de 2009 – Disp&otilde;e sobre a atua&ccedil;&atilde;o conjunta dos Minist&eacute;rios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente nos aspectos relacionados ao uso sustent&aacute;vel dos recursos pesqueiros. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, 14.10.2009, se&ccedil;&atilde;o 1, p.13. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6981.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6981.htm</a></p> 	    <p>D.O.U. (2009b) - Portaria Interministerial MMA/MPA n&deg; 2, de 13 de novembro de 2009 - Regulamenta o Sistema de Gest&atilde;o Compartilhada do uso sustent&aacute;vel dos recursos pesqueiros. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, 16.11.2009, se&ccedil;&atilde;o 1, p.63. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MPA/PT0002-131109.PDF" target="_blank">http://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MPA/PT0002-131109.PDF</a></p> 	    <!-- ref --><p>Garcez, D.S.; S&aacute;nches-Botero, J.I. (2005) - Comunidades de pescadores artesanais no estado do Rio Grande do Sul. <i>Revista Atl&acirc;ntica</i> (ISSN:0102-1656), 27(1):17-29, Rio Grande, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.lei.furg.br/atlantica/vol27/Numero1/ATL03.PDF" target="_blank">http://www.lei.furg.br/atlantica/vol27/Numero1/ATL03.PDF</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-8872201200040000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Geilfus, F. (1997) - <i>80 Herramientas para el Desarrollo Participativo: diagn&oacute;stico, planificaci&oacute;n, monitoreo, evaluaci&oacute;n</i>. 208p., Editora Prochalate–IICA, San Salvador, El Salvador. <a href="http://www.mda.gov.br/o/890312" target="_blank">http://www.mda.gov.br/o/890312</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-8872201200040000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Haimovici, M; Mendon&ccedil;a, J.T. (1996) - Descartes da fauna acompanhante na pesca de arrasto de tangones dirigida a linguados e camar&otilde;es na plataforma continental do Sul do Brasil. <i>Revista Atl&acirc;ntica</i> (ISSN:0102-1656), 18:161-177, Rio Grande, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.demersais.furg.br/Files/1996.Haimovici.Mendonca.Descarte.tangone.Atlantida.pdf" target="_blank">http://www.demersais.furg.br/Files/1996.Haimovici.Mendonca.Descarte.tangone.Atlantida.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-8872201200040000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kalikoski, D.C; Silva, P.P. (2007) – Avan&ccedil;os e desafios na implementa&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o compartilhada: li&ccedil;&otilde;es comparativas do F&oacute;rum da Lagoa dos Patos (RS) e da Resex Marinha de Arraial do Cabo (RJ). <i>In:</i> A.L Costa (org.), <i>Nas redes da pesca artesanal</i>, pp.241-253, IBAMA, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 978-8573002515.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-8872201200040000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Kalikoski, D.C., Rocha, R.D.; Vasconcellos, M.C. (2006) - Import&acirc;ncia do Conhecimento Ecol&oacute;gico Tradicional da Gest&atilde;o da Pesca Artesanal No Estu&aacute;rio da Lagoa dos Patos, Extremo Sul do Brasil. <i>Ambiente e Educa&ccedil;&atilde;o</i> (ISSN: 1413-8638), 11(1):87-118, Rio Grande, RS, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.seer.furg.br/index.php/ambeduc/article/view/770" target="_blank">www.seer.furg.br/index.php/ambeduc/article/view/770</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-8872201200040000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kubo, R.R. (2009) - Metodologias participativas e sistematiza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias. <i>In:</i> F. Dal Soglio &amp; R.R. Kubo (org.), <i>Agricultura e sustentabilidade</i>, pp.135-149, Editora da UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil. ISBN: 978-8538600749. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad008.pdf" target="_blank">http://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad008.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-8872201200040000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kubo, R.R.; Terme, C.M.; Bassi, J.B.; Souza, G.C. (2009) - O tempo da constru&ccedil;&atilde;o de um trabalho: a pesquisa etnobiol&oacute;gica gerando pesquisa-a&ccedil;&atilde;o. <i>In:</i> T.A.S. Ara&uacute;jo &amp; U.P. Albuquerque (org.), <i>Encontros e desencontros na pesquisa etnobiol&oacute;gica e etnoecol&oacute;gica: os desafios do trabalho de campo</i>, pp.11-42, NUPEEA, Recife, PE, Brasil. ISBN: 978-8577165469. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ufrgs.br/pgdr/arquivos/635.pdf" target="_blank">http://www.ufrgs.br/pgdr/arquivos/635.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-8872201200040000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Seixas, C.; Kalikoski, D.C. (2009) - Gest&atilde;o participativa da pesca no Brasil: levantamento das iniciativas e documenta&ccedil;&atilde;o dos processos. <i>Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente</i> (ISSN: 1518-952X), 20:119-139, Curitiba, PR, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/made/article/download/12729/10947" target="_blank">http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/made/article/download/12729/10947</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-8872201200040000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Smith, A.H.; Berkes, F. (2005) – Uso comunit&aacute;rio de recursos no mangue em Santa L&uacute;cia. In.: Vieira <i>et al.</i> (org.), <i>Gest&atilde;o integrada e participativa dos recursos naturais - conceitos, m&eacute;todos e experi&ecirc;ncias</i>, pp.177-190, Secco/APPED, Florian&oacute;polis, SC, Brasil. ISBN: 85-98128058.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-8872201200040000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Vasconcelos, M.; Diegues, A.C.; Sales, R.R. (2007) - Limites e possibilidades na gest&atilde;o da pesca artesanal costeira. <i>In:</i> A.L. Costa (org.), <i>Nas redes da pesca artesanal</i>, pp.241-253, IBAMA, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 978-8573002515.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-8872201200040000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Viertler, R.B. (2002) - M&eacute;todos antropol&oacute;gicos como ferramenta para estudos em etnobiologia e etnoecologia. <i>In:</i> Maria Christina M. Amorozo,&nbsp;Chau M. Lin,&nbsp;Sandra M. P. Silva, (org.), <i>M&eacute;todos de coleta e an&aacute;lise de dados em etnobiologia, etnoecologia e disciplinas correlatas</i>, pp.11-30, Divisa Gr&aacute;fica Editora, Rio Claro, SP, Brasil. ISBN: 85-90243214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201200040000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
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