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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão da pesca artesanal na Costa da Paraíba, Brasil: uma abordagem utilizando o Processo Analítico Hierárquico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The potential of fisheries has been affected due to loss of natural resources in aquatic environments, especially due to overfishing. The analysis of the resource management becomes a relevant factor, since the fishing activity itself may cause local negative impacts. This subject has been treated around the world, emphasizing the importance of a broader approach that encompasses the various sectors of fisheries management. Thus, the problem is beyond environmental issues, involving also socio-economic and political aspects, as represented in the fisheries along the coastal state of Paraíba, Northeastern Brazil. This study aims to characterize management on artisanal fisheries and stimulate the development of sustainable alternatives, through processes of social construction and policy-making with the participation of stakeholders involved in fishery. We used interviews with fishermen, scientists, resource managers and others. By gathering the answers, we constructed a diagram with all possible alternatives to accomplish a sustainable fishery management, and evaluate priorities between alternatives, all by registered answers. We used the Analytic Hierarchy Process (AHP) as a working tool that deals with multiple management criteria. As a result, we obtained twelve alternatives for the management; among them, co-management was considered the most important alternative (18% of priority) to face the new changes in the fishery Brazilian sector, followed by the emphasis on the preservation of species (16%) as the main alternative currently used to improve the environmental and fishing condition, and the inspection and monitoring (11%) of artisanal fisheries. Overall, the management alternative seems to be linked by common interests. Thus, we strongly recommend the stimulation of co-management among stakeholders. The increased interest and involvement of users in decision-making processes can help to minimize conflicts between the participants and strengthen the socio-political organization of the artisanal fishermen class.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Gest&atilde;o da pesca artesanal na Costa da Para&iacute;ba, Brasil:      uma abordagem utilizando o Processo Anal&iacute;tico Hier&aacute;rquico <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 	    <p><b>Artisanal fisheries management in Para&iacute;ba Coast, Brazil:  		  an Analytic Hierarchy Process approach</b></p> 		    <p><b>Eugenio Pacelli Nunes Paulo J&uacute;nior</b> <sup>@, 1</sup>, <b>Josias Henrique de Amorim Xavier</b> <sup>2</sup>,      <b>Roberto Sassi</b> <sup>2</sup>, <b>Ricardo de Souza Rosa</b> <sup>2</sup></p> 		    <p>@ - Corresponding author: <a href="mailto:eugenioepacelli@gmail.com">eugenioepacelli@gmail.com</a></p> 		    <p>1 - Universidade Federal da Para&iacute;ba, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Desenvolvimento e Meio Ambiente - PRODEMA (Mestrado), Centro de Ci&ecirc;ncias Exatas e da Natureza. Cidade Universit&aacute;ria - Campus I, 58059-900 Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil. e-mail: <a href="mailto:eugenioepacelli@gmail.com">eugenioepacelli@gmail.com</a></p> 	    <p>2 - Universidade Federal da Para&iacute;ba, Departamento de Sistem&aacute;tica e Ecologia, Centro de Ci&ecirc;ncias Exatas e da Natureza. Cidade Universit&aacute;ria - Campus I, 58051-900 Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil. e-mails: Xavier - <a href="mailto:josiasxavier@gmail.com">josiasxavier@gmail.com</a>; Sassi - <a href="mailto:sassi_rs@yahoo.com.br">sassi_rs@yahoo.com.br</a>; Rosa - <a href="mailto:rsrosa@dse.ufpb.br">rsrosa@dse.ufpb.br</a></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		    <p>O potencial da pesca vem sendo afetado devido &agrave; deple&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais nos ambientes aqu&aacute;ticos, principalmente em decorr&ecirc;ncia da sobrepesca. A an&aacute;lise da Gest&atilde;o de Recursos tem se tornado um fator relevante, j&aacute; que a pr&oacute;pria atividade pesqueira pode causar impactos negativos locais. Este tema tem sido bastante abordado em pesquisas ao redor do mundo, evidenciando a import&acirc;ncia de uma abordagem mais ampla que englobe diversos setores da gest&atilde;o pesqueira. Desta forma, a problem&aacute;tica transcende as quest&otilde;es ambientais e envolve aspectos socioecon&ocirc;micos e pol&iacute;ticos, como ocorre em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pesca na Costa do Estado da Para&iacute;ba, Nordeste do Brasil. O objetivo deste estudo foi caracterizar a gest&atilde;o da pesca artesanal e propor alternativas na busca de esfor&ccedil;os para alcan&ccedil;ar a sustentabilidade da pesca. Foram realizadas entrevistas com pescadores, pesquisadores, gestores p&uacute;blicos e outros atores sociais, os quais elencaram alternativas de gest&atilde;o e as julgaram de acordo com seu grau de import&acirc;ncia. As alternativas foram priorizadas atrav&eacute;s do Processo Anal&iacute;tico Hier&aacute;rquico (PAH). Obtivemos doze alternativas, das quais se destacaram a gest&atilde;o compartilhada (18%), frente &agrave;s novas mudan&ccedil;as do setor de pesca brasileiro, a preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies (16%), como alternativa para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es ambientais, e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o e monitoramento (11%). Deste modo, o maior interesse e envolvimento dos usu&aacute;rios nos processos de tomada de decis&atilde;o podem ajudar a minimizar os conflitos entre os participantes e fortalecer a organiza&ccedil;&atilde;o sociopol&iacute;tica da classe dos pescadores artesanais.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-Chave: </b>Zona costeira, Recursos pesqueiros, Gest&atilde;o compartilhada, Conserva&ccedil;&atilde;o.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		    <p>The potential of fisheries has been affected due to loss of natural resources in aquatic environments, especially due to overfishing. The analysis of the resource management becomes a relevant factor, since the fishing activity itself may cause local negative impacts. This subject has been treated around the world, emphasizing the importance of a broader approach that encompasses the various sectors of fisheries management. Thus, the problem is beyond environmental issues, involving also socio-economic and political aspects, as represented in the fisheries along the coastal state of Para&iacute;ba, Northeastern Brazil. This study aims to characterize management on artisanal fisheries and stimulate the development of sustainable alternatives, through processes of social construction and policy-making with the participation of stakeholders involved in fishery. We used interviews with fishermen, scientists, resource managers and others. By gathering the answers, we constructed a diagram with all possible alternatives to accomplish a sustainable fishery management, and evaluate priorities between alternatives, all by registered answers. We used the <i>Analytic Hierarchy Process (AHP)</i> as a working tool that deals with multiple management criteria. As a result, we obtained twelve alternatives for the management; among them, co-management was considered the most important alternative (18% of priority) to face the new changes in the fishery Brazilian sector, followed by the emphasis on the preservation of species (16%) as the main alternative currently used to improve the environmental and fishing condition, and the inspection and monitoring (11%) of artisanal fisheries. Overall, the management alternative seems to be linked by common interests. Thus, we strongly recommend the stimulation of co-management among stakeholders. The increased interest and involvement of users in decision-making processes can help to minimize conflicts between the participants and strengthen the socio-political organization of the artisanal fishermen class.</p> 	    <p><b>Keywords:</b> Coastal zone, Fisheries resource, Co-management, Conservation.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 		    <p>A gest&atilde;o pesqueira tem atravessado tempos turbulentos no Brasil e no mundo (Rose, 1997). A redu&ccedil;&atilde;o dos estoques, o crescimento populacional humano e a concentra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas costeiras s&atilde;o alguns fatores que afetam o gerenciamento pesqueiro e a cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em todo o mundo, incluindo o Brasil (Pauly <i>et al.</i>, 2002; Freire &amp; Pauly, 2010). No Estado da Para&iacute;ba, &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos gestores da pesca (MPA, IBAMA, Capitania dos Portos - Marinha, ICMBIO, MMA, Minist&eacute;rio do Trabalho) frequentemente enfrentam problemas quanto ao ordenamento, fiscaliza&ccedil;&atilde;o, compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es e censos estat&iacute;sticos da produ&ccedil;&atilde;o pesqueira.</p> 		    <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, diversos impactos foram identificados decorrentes de press&otilde;es antr&oacute;picas na zona costeira, especialmente a sobreexplora&ccedil;&atilde;o de recursos. Mais recentemente, incentivos do governo federal brasileiro proporcionaram a expans&atilde;o da pesca, que levou ao sobre-dimensionamento dos meios de produ&ccedil;&atilde;o e &agrave; sobreexplora&ccedil;&atilde;o de grande parte dos estoques pesqueiros (Bezerra &amp; Munhoz, 2000). Este modelo aplicado no Brasil gerou um crescimento desordenado do setor pesqueiro, com altos n&iacute;veis de exclus&atilde;o social, empobrecimento da pesca artesanal e da infra-estrutura, al&eacute;m de resultar no decl&iacute;nio dos estoques (Cardoso, 2001).</p> 		    <p>Especialistas em gest&atilde;o de pesca reconhecem que as causas da sobreexplora&ccedil;&atilde;o dos recursos pesqueiros e da degrada&ccedil;&atilde;o do ambiente costeiro s&atilde;o frequentemente de origem social, econ&ocirc;mica, institucional e/ou pol&iacute;tica. As principais preocupa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os direcionamentos dos benef&iacute;cios gerados pelos recursos pesqueiros em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de humana e conserva&ccedil;&atilde;o desses recursos a serem utilizados pelas gera&ccedil;&otilde;es futuras (Pomeroy, 1995). De acordo com a FAO (2010), os problemas no setor pesqueiro de pa&iacute;ses em desenvolvimento usualmente est&atilde;o relacionados &agrave; falta de organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura, aus&ecirc;ncia de dados sobre os recursos utilizados, al&eacute;m de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, pol&iacute;ticas e gest&atilde;o inadequadas. Pomeroy &amp; Berkes (1997) sugerem que parte dos conflitos &eacute; resultante do modelo de gest&atilde;o centralizado, onde existe pouco ou nenhum envolvimento dos usu&aacute;rios no processo de participa&ccedil;&atilde;o e na tomada de decis&otilde;es. Na gest&atilde;o centralizada, os gestores podem agir de acordo com seus pr&oacute;prios interesses, dando &ecirc;nfase a sua &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o ou atua&ccedil;&atilde;o (Pascoe <i>et al.</i>, 2009). Esse sistema acaba por favorecer os interesses da classe empresarial, enquanto o modelo de desenvolvimento se baseia na explora&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima dos recursos naturais e na distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o igualit&aacute;ria de renda (Diegues, 2001).</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diante desse quadro, estudiosos afirmam que um modelo descentralizado de gest&atilde;o seria mais adequado &agrave;s nossas metas atuais de sustentabilidade. As prerrogativas dos modelos descentralizados, com a efetiva participa&ccedil;&atilde;o dos atores envolvidos, est&atilde;o documentadas em v&aacute;rios trabalhos no &acirc;mbito global (Pomeroy, 1995; Pomeroy &amp; Berkes, 1997; Jentoft <i>et al.</i>, 1998; Pomeroy <i>et al.</i>, 2004). Em virtude da variabilidade da legisla&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel aos ambientes aqu&aacute;ticos e seus recursos bi&oacute;ticos, a gest&atilde;o da atividade pesqueira torna-se ainda mais complexa. A nova abordagem de gest&atilde;o &eacute; constitu&iacute;da pela soma de arranjos jur&iacute;dicos, sociais, econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos utilizados para gerenciar a pesca de forma sustent&aacute;vel.</p> 		    <p> Os recursos produzidos pela pesca artesanal marinha s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia para as comunidades que dela dependem, como fonte de alimento, emprego, renda e lazer. Devido &agrave; ideia de que os recursos pesqueiros s&atilde;o, em muitas situa&ccedil;&otilde;es, de propriedade comum e de livre acesso (Ostrom, 1990), s&atilde;o gerados conflitos quanto &agrave;s formas de utiliza&ccedil;&atilde;o por m&uacute;ltiplos usu&aacute;rios. Com base nos aspectos sociais, econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos e ambientais, o presente estudo teve como objetivo geral caracterizar a gest&atilde;o da pesca artesanal, avaliando alternativas para alcan&ccedil;ar a sustentabilidade da pesca na Costa da Para&iacute;ba, Brasil. Como objetivos espec&iacute;ficos, prop&ocirc;s-se (1) elencar as alternativas de gest&atilde;o de acordo com a realidade local, e (2) selecionar, com base em crit&eacute;rios decididos pelos pr&oacute;prios atores sociais, atrav&eacute;s do Processo Anal&iacute;tico Hier&aacute;rquico (PAH), as alternativas priorit&aacute;rias para a gest&atilde;o da pesca. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Metodologia </b></p> 		    <p><b>2.1. &Aacute;rea de Estudo</b></p> 		    <p>O Estado da Para&iacute;ba possui uma das menores extens&otilde;es de costa, dentre os estados brasileiros. Com aproximadamente 140 km de extens&atilde;o, a Costa paraibana representa menos de 2% do total nacional. Seu litoral estende-se entre as coordenadas 6&deg;31’08.00”S/ 34&deg;58’02.00”W e 7&deg;34’43.13”S/ 34&deg;49’54.81”W, limitando-se ao Norte pelo estu&aacute;rio do rio Guaj&uacute;, divisa com Rio Grande do Norte, e ao Sul pelo estu&aacute;rio do rio Goiana, divisa com Pernambuco (<a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10f1.jpg" target="_blank">figura 1</a>).</p> 	     
<p>O trabalho foi realizado junto &agrave;s comunidades, col&ocirc;nias e associa&ccedil;&otilde;es    de pescadores artesanais. Das 44 col&ocirc;nias de pesca do Estado, 14 se distribuem    ao longo de 12 munic&iacute;pios da zona costeira (<a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10f1.jpg" target="_blank">figura    1</a>). Foram selecionadas 26 comunidades destas 14 col&ocirc;nias costeiras,    que se constitu&iacute;ram no objeto de estudo deste trabalho (<a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10t1.jpg" target="_blank">tabela    1</a>).</p> 		     
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2.2. Estabelecimento das alternativas para gest&atilde;o</b></p> 		    <p>Entrevistas foram realizadas a partir de question&aacute;rios semi-estruturados nas principais comunidades de pesca do Estado, contemplando as diversas esferas da sociedade: pescadores, gestores p&uacute;blicos, empres&aacute;rios do setor, pesquisadores de institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas e outros atores sociais envolvidos na pesca (<a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10t2.jpg" target="_blank">tabela 2</a>). </p> 	     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>As entrevistas ocorreram entre os meses de outubro de 2009 e novembro de 2010,    com 151 atores sociais envolvidos no setor pesqueiro, entrevistados de forma    aleat&oacute;ria, sendo 121 pescadores e 30 entre os demais participantes. O    conte&uacute;do abordado nas entrevistas teve o objetivo de criar e priorizar    alternativas para a gest&atilde;o da pesca artesanal na Costa da Para&iacute;ba.    Para isso, duas etapas foram realizadas. Na primeira etapa, a pergunta norteadora    direcionada aos participantes foi: “o que poderia ser feito para melhorar a    situa&ccedil;&atilde;o da pesca artesanal no litoral do Estado?”. As respostas    foram transcritas e analisadas. As alternativas para a gest&atilde;o foram isoladas    e organizadas em um diagrama hier&aacute;rquico, denominado “&Aacute;rvore de    decis&atilde;o”. Na segunda etapa, os participantes foram questionados quanto    ao grau de prioridade que atribu&iacute;am a cada alternativa. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.3. O Processo Anal&iacute;tico Hier&aacute;rquico (PAH) </b></p> 		    <p>O Processo Anal&iacute;tico Hier&aacute;rquico (PAH), do ingl&ecirc;s <i>Analytic Hierarchy Process (AHP)</i>, foi desenvolvido por Thomas Saaty (1977) e constitui um m&eacute;todo pr&aacute;tico e confi&aacute;vel de hierarquiza&ccedil;&atilde;o de alternativas de gest&atilde;o. Tem sido usado consideravelmente para a defini&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de usu&aacute;rios (ou tomadas de decis&atilde;o), em muitas &aacute;reas com problemas complexos de decis&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o, envolvendo <i>trade-offs</i> de objetivos m&uacute;ltiplos (Mardle <i>et al.</i>, 2004).</p> 	    <p>O PAH trata um problema atrav&eacute;s de uma estrutura&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica, objetivando priorizar as alternativas atrav&eacute;s da an&aacute;lise de diversos fatores. Este processo tem tr&ecirc;s etapas: (1) a estrutura&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica, onde s&atilde;o definidos os crit&eacute;rios e alternativas que podem satisfazer a meta principal; (2) a compara&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria, em que os elementos de decis&atilde;o s&atilde;o transformados em matrizes e analisados quanto &agrave; sua prioridade em cada n&iacute;vel hier&aacute;rquico; e a (3) s&iacute;ntese de prioridades, onde cada alternativa &eacute; elencada (parcial ou globalmente) por ordem de import&acirc;ncia para alcan&ccedil;ar a meta principal (Saaty, 1991).</p> 		    <p>A estrutura&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica consiste na defini&ccedil;&atilde;o da meta principal, ou objetivo global, e na decomposi&ccedil;&atilde;o do problema em v&aacute;rios n&iacute;veis de hierarquia, contendo elementos inter-relacionados (crit&eacute;rios e alternativas), como mostra a <a href="#f2">figura 2</a> (Saaty, 1991). No presente estudo, o objetivo global foi atingir a gest&atilde;o da pesca artesanal. As alternativas foram isoladas a partir das respostas dos entrevistados e agrupadas em quatro crit&eacute;rios principais: ambiental (C1), econ&ocirc;mico (C2), social (C3) e pol&iacute;tico (C4). </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f2"></a> </p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10f2.jpg" /></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A compara&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria dos “elementos de decis&atilde;o” se constitui em um julgamento comparativo atrav&eacute;s da atribui&ccedil;&atilde;o, pelos atores envolvidos, de pesos que determinam a import&acirc;ncia relativa de cada elemento de um n&iacute;vel hier&aacute;rquico em rela&ccedil;&atilde;o a cada elemento no n&iacute;vel seguinte.</p> 		    <p>Os entrevistados foram questionados quanto &agrave; import&acirc;ncia (peso) dos crit&eacute;rios e das alternativas para gest&atilde;o, numa perspectiva geral e de cada uma em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras. Estes pesos foram determinados por uma escala de 1 a 9 (<a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10t3.jpg" target="_blank">tabela 3</a>), e foram utilizados para formar uma matriz de compara&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria (Saaty, 1991). A t&eacute;cnica gera uma matriz quadrada, cujos elementos s&atilde;o os pesos relativos atribu&iacute;dos &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre dois elementos de decis&atilde;o. A matriz foi normalizada pela transforma&ccedil;&atilde;o proporcional dos valores, de modo que a soma dos elementos da matriz fosse igual a 1.</p> 	     
<p>Em nenhum momento esta t&eacute;cnica tem a inten&ccedil;&atilde;o de julgar    as diferentes opini&otilde;es dos usu&aacute;rios em detrimento da melhor alternativa    de gest&atilde;o. O foco do PAH &eacute; avaliar os crit&eacute;rios priorit&aacute;rios    sob o ponto de vista dos diversos atores sociais, de modo a recomendar a&ccedil;&otilde;es    de gest&atilde;o que minimizem conflitos e que sejam sustent&aacute;veis.</p> 		    <p>Uma vez constru&iacute;da e normalizada a matriz de compara&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria, foram calculados os autovalores (W) e autovetores (T), atrav&eacute;s da soma (W) e m&eacute;dia (T) dos pesos em cada linha da matriz. O autovetor (T) representa, portanto, a import&acirc;ncia relativa do crit&eacute;rio analisado para que a meta principal seja atingida (Saaty, 1991). &Iacute;ndices de consist&ecirc;ncia inerentes &agrave; t&eacute;cnica tamb&eacute;m foram calculados e s&atilde;o apresentados nos resultados. </p> 		    <p>Al&eacute;m dos resultados de hierarquiza&ccedil;&atilde;o do PAH, foram realizadas adicionalmente an&aacute;lises multivariadas de agrupamento (cluster) e escalonamento multi-dimensional n&atilde;o-param&eacute;trico (nMDS), por meio do software Past (vers&atilde;o 2.14), no intuito de visualizar a rela&ccedil;&otilde;es de proximidade entre as alternativas de gest&atilde;o, baseando-se no grau de import&acirc;ncia fornecido pelos diferentes atores sociais. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3. Resultados</b></p> 		    <p><b>3.1. Alternativas para gest&atilde;o da pesca artesanal</b></p> 		    <p>A partir das respostas fornecidas nas entrevistas, foi poss&iacute;vel elencar 12 alternativas relacionadas &agrave; gest&atilde;o da pesca artesanal na Costa da Para&iacute;ba. A <a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10t4.jpg" target="_blank">tabela 4</a> apresenta uma breve descri&ccedil;&atilde;o das alternativas e exemplos de relatos realizados pelos pescadores.</p> 	     
<p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.2. Respostas do Processo Anal&iacute;tico Hier&aacute;rquico (PAH) </b></p> 		    <p><b>3.2.1. &Aacute;rvore de decis&atilde;o</b></p> 		    <p>As 12 alternativas foram agrupadas pelos 4 crit&eacute;rios selecionados (ambiental, econ&ocirc;mico, social e pol&iacute;tico). Os crit&eacute;rios foram ordenados hierarquicamente na &aacute;rvore de decis&atilde;o (<a href="#f3">figura 3</a>) a partir da intensidade da import&acirc;ncia de cada crit&eacute;rio (ver <a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10t3.jpg" target="_blank">tabela 3</a>). A &aacute;rvore de decis&atilde;o foi composta por tr&ecirc;s n&iacute;veis hier&aacute;rquicos. No primeiro n&iacute;vel, apresenta-se o objetivo principal deste trabalho, a gest&atilde;o da pesca artesanal na Costa da Para&iacute;ba, em busca de que esta atividade possa ser realizada de modo a garantir seu desenvolvimento e sustentabilidade. No segundo n&iacute;vel, foram selecionados quatro crit&eacute;rios, de modo que pudessem abranger as v&aacute;rias dimens&otilde;es envolvidas na pesca. No terceiro e &uacute;ltimo n&iacute;vel, encontram-se as alternativas para a gest&atilde;o da pesca sugeridas pelos pr&oacute;prios pescadores e demais atores envolvidos. </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f3"></a> </p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10f3.jpg" /></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3.2.2. Compara&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; meta principal</b></p> 		    <p>A compara&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria dos crit&eacute;rios est&aacute; representada a partir das matrizes de julgamento (<a href="#t5">tabela 5</a>), comparando os crit&eacute;rios par-a-par. A partir desses valores, foi constru&iacute;da a matriz de prioriza&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios (<a href="#t6">tabela 6</a>). Nestes resultados, o autovalor (T) &eacute; o par&acirc;metro mais representativo, pois indica a prioridade de um crit&eacute;rio em rela&ccedil;&atilde;o aos outros.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t5"></a> </p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10t5.jpg" /></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t6"></a> </p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10t6.jpg" /></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Na an&aacute;lise de prioriza&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios (<a href="#t6">tabela 6</a>), verificou-se que a dimens&atilde;o pol&iacute;tica (C4) apresentou 47% de prioridade, dentre as reivindica&ccedil;&otilde;es para minimizar os conflitos que perpassam o trabalho na pesca, seguida da quest&atilde;o ambiental (C1), com 28%. As dimens&otilde;es econ&ocirc;mica e social (C2 e C3) requerem respectivamente 16% e 10% dos esfor&ccedil;os direcionados &agrave; gest&atilde;o pesqueira.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.2.3. Compara&ccedil;&atilde;o das alternativas em rela&ccedil;&atilde;o aos crit&eacute;rios e &agrave; meta principal</b></p> 		    <p>A mesma sequ&ecirc;ncia de c&aacute;lculos do PAH foi realizada para as alternativas de gest&atilde;o, sendo apresentados na <a href="#t7">tabela 7</a>, os resultados finais de prioriza&ccedil;&atilde;o das alternativas em rela&ccedil;&atilde;o aos crit&eacute;rios. Os autovalores (T) de cada alternativa s&atilde;o expressos para cada crit&eacute;rio e no &acirc;mbito global, sendo poss&iacute;vel constatar quais alternativas atendem melhor aos crit&eacute;rios propostos. </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t7"></a> </p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10t7.jpg" /></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Quanto &agrave; dimens&atilde;o ambiental (C1), foram priorit&aacute;rias as alternativas preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies (A1, 21%), cria&ccedil;&atilde;o de recifes artificiais (A2, 16%), e gest&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (A11, 13%). A prioriza&ccedil;&atilde;o desta &uacute;ltima evidencia a interdepend&ecirc;ncia dos crit&eacute;rios, neste caso, nas dimens&otilde;es pol&iacute;tica e ambiental. </p> 		    <p>A dimens&atilde;o econ&ocirc;mica (C2) demonstrou como priorit&aacute;rias as alternativas aumento do lucro e a agrega&ccedil;&atilde;o de valor ao pescado (A5, 21%), preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies (A1, 15%) e gest&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (A11, 14%), novamente evidenciando a inter-rela&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es ambientais e pol&iacute;ticas. </p> 		    <p>Quanto &agrave; dimens&atilde;o social (C3), cinco alternativas apresentaram semelhantes graus de prioridade: o assistencialismo social e qualidade de vida das comunidades (A7, 16%), a preserva&ccedil;&atilde;o dos aspectos culturais (A8, 15%), treinamento, capacita&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o ambiental para os pescadores (A9, 15%), e mais uma vez, gest&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (A11, 15%) e preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies (A1, 13%). </p> 		    <p>Quanto &agrave; dimens&atilde;o pol&iacute;tica, constatou-se a import&acirc;ncia da alternativa Gest&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (A11, 22%), seguida da organiza&ccedil;&atilde;o do sindicato e col&ocirc;nia de pescadores (A10, 15%), do monitoramento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o das atividades de pesca (A12, 15%), e da preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies (A1, 15%). Estes resultados evidenciam a import&acirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es conjuntas para minimizar conflitos pol&iacute;ticos.</p> 		    <p>A prioriza&ccedil;&atilde;o global (VP) das alternativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; meta principal determinou a alternativa gest&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (A11, 18%) como a priorit&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o a todas as alternativas elencadas para a gest&atilde;o da pesca artesanal no litoral da Para&iacute;ba. Somam-se a esta alternativa a preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies (A1, 16%) e o monitoramento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o da pesca (A12, 11%).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.3. An&aacute;lise estat&iacute;stica multivariada</b></p> 		    <p>A an&aacute;lise de agrupamento e o gr&aacute;fico de MDS (<a href="/img/revistas/rgci/v12n4/12n4a10f4.jpg" target="_blank">figura 4</a>) demonstram um grupo consistente formado por cinco alternativas de gest&atilde;o: Agrega&ccedil;&atilde;o de valor, Assist&ecirc;ncia social, Gest&atilde;o compartilhada, Conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies e Fiscaliza&ccedil;&atilde;o/Monitoramento. Nessa abordagem gr&aacute;fica, quanto mais pr&oacute;ximas as alternativas se localizam no gr&aacute;fico mais representativas e correlacionadas est&atilde;o para alcan&ccedil;ar a gest&atilde;o pesqueira. Os resultados refor&ccedil;am a import&acirc;ncia da interliga&ccedil;&atilde;o dessas medidas junto ao modelo de gest&atilde;o que foi priorizado. Estas alternativas, al&eacute;m de interdependentes foram as medidas melhor avaliadas como priorit&aacute;rias para minimizar os problemas atuais para o setor da pesca no Estado.</p> 	     
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4. Discuss&atilde;o</b></p> 		    <p>O presente estudo abordou a gest&atilde;o da pesca artesanal na Costa da Para&iacute;ba, com base nos conhecimentos te&oacute;rico e pr&aacute;tico dos diversos atores sociais envolvidos. S&atilde;o frequentes as situa&ccedil;&otilde;es em que o governo subestima a capacidade dos pescadores e da comunidade pesqueira, bem como sua base de conhecimento tradicional e informal (Pomeroy, 1995). Diante dessa realidade, a t&eacute;cnica do PAH (Saaty, 1977) foi utilizada para estimular o desenvolvimento de alternativas sustent&aacute;veis para o manejo pesqueiro, de forma integrada, retirando o pescador da condi&ccedil;&atilde;o de mero expectador, para a condi&ccedil;&atilde;o de tomador de decis&atilde;o junto aos &oacute;rg&atilde;os gestores competentes. </p> 		    <p>Esse tipo de gest&atilde;o pesqueira compartilhada pode ser entendido como um acordo ou parceria, onde todos os atores compartilham a responsabilidade e a autoridade para tomar decis&otilde;es (Pinkerton, 1989; Pomeroy &amp; Berkes, 1997; Berkes &amp; Folke, 1998; Jentoft <i>et al.</i>, 1998; Begossi, 2006; Pomeroy &amp; Rivera-Guieb, 2006; Kalikoski <i>et al.</i>, 2009). Atualmente estamos passando por um momento de transi&ccedil;&atilde;o, deixando o modelo centralizado pelos governantes, e passando para o modelo compartilhado entre governantes, gestores e pescadores. Em 2009, foi publicado o decreto que regulamenta a Gest&atilde;o Compartilhada do uso sustent&aacute;vel dos recursos pesqueiros no Brasil (Decreto n&ordm; 6.981), definido como o processo de compartilhamento de responsabilidades entre representantes do Estado e da sociedade civil organizada (MPA-DF, 2009a). Isso inclui as ag&ecirc;ncias do governo, comunidades de pescadores locais, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONGs), institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa, propriet&aacute;rios de embarca&ccedil;&atilde;o, comerciantes de pescados e instrumentos de pesca, estabelecimentos tur&iacute;sticos, institui&ccedil;&otilde;es financeiras, etc. Segundo a FAO (2010), a import&acirc;ncia da gest&atilde;o compartilhada vai al&eacute;m do simples acesso &agrave; tomada de decis&otilde;es, pois acarreta na redistribui&ccedil;&atilde;o de poder entre os atores sociais, processo conhecido como “empoderamento” (do ingl&ecirc;s, “<i>empowerment</i>”), que pode ocorrer nas comunidades pesqueiras tanto em n&iacute;vel coletivo quanto individual (Berkes <i>et al.</i>, 2001; Jentoft, 2005). </p> 	    <p>Os resultados do PAH no presente estudo apontaram as dimens&otilde;es pol&iacute;tica e ambiental como as mais urgentes para o alcance de uma gest&atilde;o sustent&aacute;vel da pesca. Isso foi observado tanto na prioriza&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios (C4, pol&iacute;tico, e C1, ambiental) como na prioriza&ccedil;&atilde;o das alternativas (A11, gest&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas; A1, preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies; e A12, monitoramento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o). Ressalta-se aqui a import&acirc;ncia de tratar estas quest&otilde;es em n&iacute;vel local, a fim de que decis&otilde;es sejam tomadas de forma consciente e alicer&ccedil;adas na sustentabilidade.</p> 		    <p>Segundo a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira, os recursos pesqueiros s&atilde;o um bem da Uni&atilde;o e, por consequ&ecirc;ncia, a pesca &eacute; uma concess&atilde;o do Estado. Essa assertiva leva ao entendimento de que &eacute; o Estado, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, o respons&aacute;vel pela promo&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o sustent&aacute;vel dos recursos pesqueiros (Dias-Neto, 2010). Com esse intuito, o Estado cria programas de incentivo para a preserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies. Como exemplo, cita-se o per&iacute;odo de defeso (MPA-DF, 2009b), que &eacute; a paralisa&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria da pesca de uma esp&eacute;cie durante seu per&iacute;odo de reprodu&ccedil;&atilde;o. Durante o defeso, os pescadores recebem um benef&iacute;cio no valor de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo para n&atilde;o capturar a esp&eacute;cie. </p> 		    <p>Dentre os problemas relacionados aos programas de incentivo, est&aacute; a concess&atilde;o de carteiras de pescador a pessoas indevidas, “falsos pescadores”, estas pessoas falsificam informa&ccedil;&otilde;es em busca de benef&iacute;cios como seguro desemprego, seguro sa&uacute;de, seguro defeso e aposentadoria. O sucesso da gest&atilde;o pesqueira depende tamb&eacute;m da coopera&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o dos pescadores na regula&ccedil;&atilde;o, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e monitoramento dessas atividades.</p> 		    <p>A fiscaliza&ccedil;&atilde;o da pesca no Estado, exercida basicamente pelo IBAMA e pela Capitania dos Portos (Marinha), tem sido mal realizada, devido &agrave; baixa capacidade de infraestrutura e tecnologia, &agrave; falta de funcion&aacute;rios e de dom&iacute;nio mar&iacute;timo. A car&ecirc;ncia de infraestrutura tamb&eacute;m &eacute; percebida nas col&ocirc;nias de pescadores. Das 14 col&ocirc;nias visitadas, duas n&atilde;o possuem sede pr&oacute;pria (Z12 e Z17). As demais, apesar de possu&iacute;rem estrutura f&iacute;sica, carecem de equipamentos, como computadores e materiais de escrit&oacute;rio, e carecem de pessoal qualificado. Al&eacute;m disso, existe um baixo interesse social por estas entidades civis, que apesar de serem respons&aacute;veis pela classe dos pescadores, na pr&aacute;tica, n&atilde;o possuem efetivo poder sindical.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A falta de di&aacute;logo entre as comunidades pesqueiras e o governo, bem como a falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos programas, leva &agrave; rejei&ccedil;&atilde;o das medidas criadas pelo governo por parte das comunidades afetadas (Diegues, 1999). A insatisfa&ccedil;&atilde;o do pescador quanto a seguir as normas de ordenamento pesqueiro aumenta, principalmente entre aqueles que n&atilde;o est&atilde;o inseridos em programas benefici&aacute;rios. O fato de imprimir uma cultura dependente do assistencialismo ao inv&eacute;s de um conhecimento sobre os direitos humanos (seguridade do pescador) vem alienando a cultura dessas comunidades, alterando as atitudes, posturas e o pr&oacute;prio comportamento do pescador diante das dificuldades das atividades cotidianas da pesca.</p> 		    <p>Dentro da popula&ccedil;&atilde;o estudada, cerca de 40% dos pescadores est&atilde;o inseridos em programas sociais do governo (Paulo-Junior <i>et al.</i>, 2012). Estas medidas assistencialistas, al&eacute;m de impregnar uma cultura consumista, que n&atilde;o condiz com a realidade dessas fam&iacute;lias, deixam de investir em outras &aacute;reas, como infraestrutura, saneamento b&aacute;sico, educa&ccedil;&atilde;o, atendimento a sa&uacute;de, entre outros.</p> 		    <p>Torna-se evidente a necessidade do Estado e da sociedade constru&iacute;rem espa&ccedil;os de colabora&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o (Marrul-Filho, 2003; Dias-Neto, 2010). Entretanto, tendo sido criado pela iniciativa governamental, o modelo de gest&atilde;o compartilhada que mant&eacute;m um direcionamento “top down” (de cima para baixo), ao inv&eacute;s do sentido “bottom up” (de baixo para cima), que &eacute; o ideal num sistema descentralizado. Com base nas entrevistas realizadas, algumas medidas do governo podem ser discutidas quanto ao seu real benef&iacute;cio.</p> 		    <p>Projetos de financiamentos e os subs&iacute;dios da pesca, por exemplo, que s&atilde;o geridos pelo MPA-PB no sentido de auxiliar os pescadores artesanais, na verdade favorecem setores espec&iacute;ficos da pesca, como donos de embarca&ccedil;&otilde;es e aquicultores. Existe um alto &iacute;ndice de endividamento por parte dos pescadores, h&aacute; pouco esclarecimento quanto &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio, e falta orienta&ccedil;&atilde;o quanto ao pagamento das d&iacute;vidas.</p> 		    <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o de pescadores, existem projetos de cursos e treinamentos, basicamente sobre confec&ccedil;&atilde;o de artesanatos, que s&atilde;o oferecidos nas comunidades pesqueiras. Estes cursos s&atilde;o frequentados quase sempre por mulheres, e pouco abordam quest&otilde;es voltadas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o ambiental. Segundo o MPA-PB, est&atilde;o em desenvolvimento alguns projetos, como o “pescando letras” (alfabetiza&ccedil;&atilde;o de pescadores). Por&eacute;m, mesmo recebendo benef&iacute;cios financeiros ou cestas b&aacute;sicas como incentivos aos estudos, a procura pelos cursos ainda &eacute; muito baixa. </p> 		    <p>Foi constatado o interesse em cursos voltados para o processamento e beneficiamento do pescado, que busquem melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de higiene, trabalho, e aumentando a renda. Esses cursos, quando desenvolvidos em cooperativa, s&atilde;o bastante produtivos. A procura diminui quando, entre os pr&eacute;-requisitos, s&atilde;o exigidos conhecimentos formais de educa&ccedil;&atilde;o, em virtude do baixo n&iacute;vel de escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o.</p> 		    <p>Quanto &agrave; aquicultura, esta atividade ainda n&atilde;o se consolidou como uma pr&aacute;tica sustent&aacute;vel, devido &agrave; falta de organiza&ccedil;&atilde;o do sistema de transfer&ecirc;ncia de tecnologia; a car&ecirc;ncia de pesquisa aplicada, de ordenamento e desenvolvimento; bem como a defici&ecirc;ncia do sistema de comercializa&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o dos produtos pesqueiros (Borghetti, 2000). Segundo os pr&oacute;prios pescadores, a pr&aacute;tica da aquicultura acarreta na polui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de manguezais nas proximidades desses ambientes, devido &agrave; libera&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos durante a renova&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua dos viveiros.</p> 		    <p>As alternativas elencadas neste estudo se mostraram integradas e interdependentes. Nesse sentido, a gest&atilde;o compartilhada parece ter um papel priorit&aacute;rio sobre todos os outros, na manuten&ccedil;&atilde;o e sustentabilidade dos recursos pesqueiros, papel esse j&aacute; discutido por diversos autores no Brasil e no mundo (Pinkerton, 1989; Pomeroy, 1995; Pomeroy &amp; Berkes, 1997; Berkes &amp; Folke, 1998; Jentoft <i>et al.</i>, 1998; Berkes <i>et al.</i>, 2001; Pomeroy <i>et al.</i>, 2004; Begossi, 2006; Kalikoski <i>et al.</i>, 2009). </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es Finais e Recomenda&ccedil;&otilde;es</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este trabalho apresenta-se como uma das primeiras iniciativas de diagnosticar o interesse dos pescadores e outros atores sociais quanto ao seu envolvimento no modelo de gest&atilde;o da pesca no estado da Para&iacute;ba. Atrav&eacute;s da metodologia utilizada, foi criado um espa&ccedil;o participativo e democr&aacute;tico para a tomada de decis&atilde;o, dando abertura para a continuidade de projetos na &aacute;rea de gest&atilde;o.</p> 		    <p>No sentido de organizar as ideias em espa&ccedil;os democr&aacute;ticos, a t&eacute;cnica do PAH se mostrou uma poderosa ferramenta para a pesquisa, diante de an&aacute;lises pr&aacute;ticas e r&aacute;pidas que possibilitaram o tratamento de um extenso banco de dados (quantitativos e qualitativos) que envolve o trabalho de gest&atilde;o.</p> 		    <p>Considerando-se a redu&ccedil;&atilde;o nos estoques pesqueiros, &eacute; not&oacute;ria a impossibilidade de expans&atilde;o das capturas. A recupera&ccedil;&atilde;o do setor deve ser alcan&ccedil;ada a partir do aprimoramento dos instrumentos de gest&atilde;o, incluindo-se o ordenamento e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o, no sentido de assegurar a sustentabilidade da pesca.</p> 		    <p>Torna-se indispens&aacute;vel uma Gest&atilde;o Compartilhada entre os pescadores e os diferentes &oacute;rg&atilde;os e institui&ccedil;&otilde;es governamentais que participam do manejo pesqueiro, a fim de intercambiar as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o ordenamento e controle da pesca.</p> 		    <p>&Eacute; preciso um trabalho de valoriza&ccedil;&atilde;o cultural dos pescadores, em virtude do seu vasto conhecimento natural&iacute;stico e emp&iacute;rico. A comunidade pesqueira se mostrou apta a reconhecer os conflitos do setor e a contribuir para a tomada de decis&otilde;es diante de pr&aacute;ticas espec&iacute;ficas. Sua participa&ccedil;&atilde;o &eacute; indispens&aacute;vel tamb&eacute;m para que as informa&ccedil;&otilde;es institucionais cheguem com maior clareza poss&iacute;vel aos seus usu&aacute;rios, minimizando deturpa&ccedil;&otilde;es de determinadas orienta&ccedil;&otilde;es ou regulamenta&ccedil;&otilde;es.</p> 		    <p>Treinamento e capacita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mecanismos importantes para trabalhar o imediatismo, a competitividade e senso conservacionista dos pescadores. Essas atividades tamb&eacute;m estimulam a participa&ccedil;&atilde;o dos pescadores em espa&ccedil;os constru&iacute;dos para a tomada de decis&atilde;o junto &agrave; gest&atilde;o. A melhoria da fiscaliza&ccedil;&atilde;o e do monitoramento da atividade pesqueira, por outro lado, &eacute; uma medida de extrema import&acirc;ncia para a legitima&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o das pescarias, bem como para averiguar a concess&atilde;o e respectivo porte das carteiras de pescador profissional.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Bibliografia </b></p> 		    <!-- ref --><p>Begossi, A. (2006) – Temporal stability in fishing spots: conservation and co-management in brazilian artisanal coastal fisheries. Ecology and Society (ISSN: 1708-3087), 11(1):5, Nova Scotia, Canada. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ecologyandsociety.org/vol11/iss1/art5/" target="_blank">http://www.ecologyandsociety.org/vol11/iss1/art5/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-8872201200040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Berkes, F.; Folke, C. (1998) – <i>Linking sociological and  		  ecological systems: management practices and social mechanisms for building resilience</i>. 393p., Cambridge University Press, New York, USA. ISBN: 0-521-81592-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-8872201200040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Berkes, F.; Mahon, R.; McConney, P.; Pollnac, R.; Pomeroy, R. (2001) – <i>Managing small-scale fisheries: alternative directions and methods</i>. 304p., IDRC Books, Ottawa, Canada. ISBN: 0-88936-943-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-8872201200040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Bezerra, M.C.L.; Munhoz, T.M.T. (2000) – (Coord.) <i>Subs&iacute;dios &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o da Agenda 21 brasileira: Gest&atilde;o dos recursos naturais</i>. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, 200p., IBAMA, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 978-8573000955.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-8872201200040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Borghetti, J.R. (2000) – <i>Estimativa da pesca e aq&uuml;icultura de &aacute;gua doce e marinha</i>. S&eacute;rie Relat&oacute;rio T&eacute;cnico do Instituto de Pesca (ISSN: 1678-2283), 3:8-14, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="ftp://ftp.sp.gov.br/ftppesca/relatorio_3.pdf" target="_blank">ftp://ftp.sp.gov.br/ftppesca/relatorio_3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-8872201200040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cardoso, E. S. (2001) – Geografia e pesca: Aportes para um modelo de gest&atilde;o. <i>Revista do Departamento de Geografia</i> (ISSN: 2236-2878). 14:79-88, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. 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ISBN: 85-7300-150-X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201200040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Diegues, A.C.S. (1999) – Human population and coastal wetlands: conservation and management in Brazil. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 42(2-4):187-210. doi: 10.1016/S0964-5691(98)00053-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-8872201200040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Diegues, A.C.S. (2001) – <i>Ecologia Humana e Planejamento Costeiro</i>. 190p., Editora Hucitec, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 8587304038.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-8872201200040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <p>FAO (s/d) – <i>Actitudes participativas y principios claves en la aplicaci&oacute;n de instrumentos/m&eacute;todos participativos. Food and Agriculture Organization of the United Nations, Rome, Italy</i>.<i> In</i>: <a href="http://www.fao.org/Participation/espanol/ft_princ.jsp" target="_blank">http://www.fao.org/Participation/espanol/ft_princ.jsp</a></p> 	    <!-- ref --><p>Freire, K.; Pauly, D. (2010) – Fishing down Brazilian marine food webs, with emphasis on the east Brazil large marine ecosystem. <i>Fisheries Research</i>, 105:57-62. doi: 10.1016/j.?shres.2010.02.008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-8872201200040001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jentoft, S. (2005) – Fisheries co-management as empowerment. <i>Marine Policy</i>, 29:1-7. doi: 10.1016/j.marpol.2004.01.003 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-8872201200040001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jentoft, S.; McCay, B.J.; Wilson, D.C. (1998) – Social theory and fishery co-management. <i>Marine Policy</i>, 22(4-5):423-436. doi: S0308-597X(97)00040-7 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-8872201200040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kalikoski, D.C.; Seixas, C.S.; Almudi, T. (2009) – Gest&atilde;o compartilhada e comunit&aacute;ria da pesca no Brasil: avan&ccedil;os e desafios. <i>Ambiente &amp; Sociedade</i> (ISSN:1809-4422), 12(1):151-172, Campinas, SP, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/asoc/v12n1/v12n1a11.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/asoc/v12n1/v12n1a11.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-8872201200040001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mardle, S.; Pascoe, S.; Herrero, I. (2004) – Management objective importance in fisheries: an evaluation using the Analytic hierarchy Process (AHP). <i>Environmental Management</i>, 33(1):1-11. doi: 10.1007/s00267-003-3070-y&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201200040001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marrul-Filho, S. (2003) – <i>Crise e sustentabilidade no uso dos recursos pesqueiros</i>. 147p., IBAMA, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 9788573001495.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-8872201200040001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MPA-DF (2009a) – Decreto n&deg; 6.981 de 13 de outubro de 2009. Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> (ISSN:1677-7042), 218(1):63, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6981.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6981.htm</a></p> 	    <p>MPA-DF (2009b) – Lei n&deg; 11.959 de 29 de junho de 2009. Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> (ISSN:1677-7042), 122(1):1-8, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11959.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11959.htm</a></p> 	    <!-- ref --><p>Ostrom, E. (1990) – <i>Governing the commons: the evolution of institutions for collective action</i>. 281p. Cambridge University Press, Cambridge, UK. ISBN: 0521405998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-8872201200040001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Pascoe, S.; Proctor, W.; Wilcox, C.; Innes, J.; Rochester, W.; Dowling, N. (2009) – Stakeholder objective preferences in Australian Commonwealth managed fisheries. <i>Marine Policy</i>, 33:750-758. doi: 10.1016/j.marpol.2009.02.008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-8872201200040001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Paulo-Junior, E.P.N.; Sassi, R.; Rosa, R.S. (2012) – Diagn&oacute;stico participativo da pesca artesanal na Costa da Para&iacute;ba, Brasil. In: Andrade, M.O.; Lima, G.F.C. (org.), <i>Gest&atilde;o e Desenvolvimento Socioambiental na Para&iacute;ba: Concep&ccedil;&otilde;es e Pr&aacute;ticas</i>, pp.125-152, Editora Universit&aacute;ria/UFPB, Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil. ISBN: 978-85-7745-699-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201200040001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Pauly, D.; Christensen, V.; Gu&eacute;nette, S.; Pitcher, T.J.; Rashid-Sumaila, U.; Walters, C.J.; Watson, R.; Zeller, D. (2002) – Toward sustainability in world fisheries. <i>Nature</i>, 418:689-695. doi: 10.1038/nature01017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201200040001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinkerton, E. (1989) – <i>Co-operative management of local fisheries: new directions for improved management and community development</i>. 299p., University of British Columbia Press, Vancouver, BC, Canada. ISBN: 0774803266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-8872201200040001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pomeroy, R.S. (1995) – Community-based and co-management institutions for sustainable coastal fisheries management in Southeast &Aacute;sia. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 27(3):143-162. doi: 0964-5691(95)00042-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-8872201200040001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pomeroy, R.S.; Berkes, F. (1997) – Two to tango: the role of government in fisheries co-management. <i>Marine policy</i>, 21(5):465-480. doi: S0308-597X(97)00017-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201200040001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pomeroy, R.S.; Rivera-Guieb, R. (2006) – <i>Fishery co-management: a practical handbook</i>. 223p., CAB International / International Development Research Centre, Ottawa, ON, Canada. ISBN: 1-55250-184-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201200040001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Pomeroy, R.S.; McConney, P.; Mahon, R. (2004) – Comparative analysis of coastal resource co-management in the Caribbean. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 47:429-447. doi: 10.1016/j.ocecoaman.2004.09.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201200040001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rose, G. (1997) – The trouble with fisheries science. <i>Reviews in Fish &amp; Fisheries</i>, 7: 363-370. doi: 10.1023/A:1018495929784&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201200040001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Saaty, T.L. (1977) – Scaling method for priorities in hierarchical structures. <i>Journal of Mathematical Psychology</i>, 15(3):234-281. doi: 10.1016/0022-2496(77)90033-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201200040001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Saaty, T.L. (1991) – <i>M&eacute;todo de An&aacute;lise Hier&aacute;rquica</i>. 367p. McGraw-Hill, Makron Books, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-8872201200040001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> Submission: September 2, 2012; Evaluation: October 1, 2012; Reception of revised manuscript: November 8, 2012; Accepted: December 2, 2011; Available on-line: December 11, 2012</p>      ]]></body><back>
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