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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5894/rgci340</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Paisagem costeira do litoral oriental do estado do Rio Grande do Norte (Brasil): evolução temporal e padrões espaciais dos campos de dunas móveis]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Coastal landscape of Rio Grande do Norte (Brazil) eastern coast: temporal evolution and special patterns of the mobile dune fields]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study presents the results of a research carried out on the mobile dune fields in the littoral zone between the municipalities of Maxaranguape and Touros, state of the Rio Grande do Norte, northeastern Brazil. The littoral zones occupy a small area in relation to the whole earth surface; however they concentrate a large amount of world population. The study has as an objective, to map the emerged coastal zone on the eastern coast of Rio Grande do Norte, and mainly the space-time evolution of mobile dune fields, using geoprocessing techniques, including remote sensing, digital images processing, and geographic information services. In the study area, the coastal landscape of the mobile dune fields suggest a dynamic scene of spatial and temporal changes, with significant changes on the geometry of the surface sedimentary cover. The dunes act as natural barriers for the flow of sediments to the continent. The occurrence of mobile dune fields is a visible manifestation of a coastal ecosystem highly dynamic on space and time that hosts several endemic species. The methodology of our study consisted of the selection, acquisition, and processing of remote sensing imagery; update of the geological map; selection of pilot areas; supervised classification of pilot areas; and determination of dunes surfaces without vegetation and quantification of space-time changes. The results include a lithological map, map of mobile dune fields multitemporal evolution, and map of quantification of differences between mobile dune fields. The dynamic of transitions in the landscape were superior to the stability of dunes space standards, in such a way that the dune fields from the eastern coast of Rio Grande do Norte, and specially the mobile dunes of fields of Touros, Zumbi and Maracajaú, had a decrease in the sedimentary cover deprived of vegetation between 1988 and 2007. Episodes of El Niño that affect directly the atmospheric circulation, potentiating the sedimentary input for the sand dunes, may justify a relative increase of the non-vegetated area between 1993 and 2001. The results took in consideration that the comparison of images in different time and scales may show patterns, processes and properties of the dune system. Thus, it was possible to describe the dynamic of mobile dunes fields, interactions among features inside the landscape, and how those patterns and interactions changed over time. The use of multispectral images from Landsat 5TM and 7ETM+ family was efficient for mapping the dune fields at a 1:50.000 scale. The interpretation of images and the fieldwork confirms that the aeolian deposits are still active, and the class of surfaces without vegetation used to analyze the movement of dune fields showed to be an adequate indicator. The evolution scene indicates gradual reduction of surface without vegetation, but also, a slowdown on this process, not discarding a cyclic behavior of decennial magnitude. However, this behavior is not only associated with natural processes, such as those related to recovery of areas with vegetation, but also due to action of man, occupying and modifying spaces. This research emphasizes the need of management strategies to support the structure and operation of the foredunes and dune fields that are still actively migrating inland, where decision making about keeping a balance among environmental and sociocultural requirements allows the landscape maintenance. Finally, the techniques and data collected, eventually, may be applied to monitor the fields of mobile dunes for conservation and maintenance of dune ecosystems disposed along the whole coast of the state of Rio Grande do Norte.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p> 	    <p><b>Paisagem costeira do litoral oriental do estado do Rio Grande do Norte (Brasil): evolu&ccedil;&atilde;o temporal e padr&otilde;es espaciais dos campos de dunas m&oacute;veis <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 		     <p><b>Coastal landscape of Rio Grande do Norte (Brazil) eastern coast: temporal    evolution and special patterns of the mobile dune fields</b></p>     <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Lucyanno dos Reis Fernandes </b><sup>@, 1</sup><b>, Ricardo Farias do Amaral </b><sup>2</sup></p> 		    <p>@ - Corresponding author: <a href="mailto:lrfc.fernandes@gmail.com">lrfc.fernandes@gmail.com</a></p> 	    <p>1 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geodin&acirc;mica e Geof&iacute;sica (PPGG) e Laborat&oacute;rio de Estudos Geoambientais (LEGEO), CEP 59072-970, Natal, RN, Brasil</p> 	    <p>2 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Geologia e Laborat&oacute;rio de Estudos Geoambientais (LEGEO), CEP 59072-970, Natal, RN, Brasil</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo apresenta os resultados de uma pesquisa desenvolvida na regi&atilde;o costeira entre os munic&iacute;pios de Maxaranguape e Touros, especificamente nos campos de dunas m&oacute;veis do litoral oriental do estado do Rio Grande do Norte. Zonas costeiras, ainda que ocupem uma &aacute;rea pequena em rela&ccedil;&atilde;o ao total da superf&iacute;cie terrestre, concentram grande parte da popula&ccedil;&atilde;o no mundo. No Rio Grande do Norte, o mosaico da paisagem costeira que comp&otilde;e os campos de dunas m&oacute;veis sugere um cen&aacute;rio din&acirc;mico de mudan&ccedil;as nos arranjos espaciais e temporais, com altera&ccedil;&otilde;es significativas na geometria da cobertura sedimentar superficial. Dunas podem ser descritas como acumula&ccedil;&otilde;es de sedimentos movidos pela for&ccedil;a e compet&ecirc;ncia do vento. Elas atuam como uma barreira natural para ondas altas e ventos fortes, al&eacute;m de ter papel fundamental no constante fornecimento de sedimentos para a praia. Nesta perspectiva este artigo tem como objetivo, cartografar a zona costeira emersa referente ao litoral oriental do Rio Grande do Norte, sob o ponto de vista da evolu&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal dos campos de dunas m&oacute;veis, por meio de t&eacute;cnicas de geoprocessamento, a&iacute; inclu&iacute;dos sensoriamento remoto, processamento de imagens digitais e sistemas de informa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas (SIG). Apesar das peculiaridades em fun&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nese e forma, admite-se no presente estudo, que todas as diversas terminologias usadas para classificar os in&uacute;meros dep&oacute;sitos e&oacute;licos em movimento devem ser apreciadas na categoria &uacute;nica: duna m&oacute;vel. Isto porque, para o objetivo geral proposto condicionado ao mapeamento tem&aacute;tico, estas dunas ainda sustentam uma din&acirc;mica temporal e espacial significativa. A metodologia implica na sele&ccedil;&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o e processamento dos produtos de sensores remotos; na atualiza&ccedil;&atilde;o do mapa geol&oacute;gico; sele&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas piloto; na classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada das &aacute;reas piloto, na determina&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas das dunas e na quantifica&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es multi-temporais. Aplicar o sensoriamento remoto em an&aacute;lises temporais implica em obter informa&ccedil;&atilde;o sobre a evolu&ccedil;&atilde;o de um alvo sem necessariamente estar em contato f&iacute;sico direto com ele. Neste contexto, os produtos imagem <span><i>Landsat</i> TM/ETM</span>+ usados no trabalho seguramente foram aplicados para monitorar e medir importantes atividades costeiras sobre a superf&iacute;cie do planeta. Os resultados implicam na edi&ccedil;&atilde;o das cartas tem&aacute;ticas: mapa litol&oacute;gico; mapa da evolu&ccedil;&atilde;o multitemporal dos campos de dunas m&oacute;veis; mapa da quantifica&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as dos campos de dunas m&oacute;veis. Epis&oacute;dios do El Ni&ntilde;o que afetam diretamente a circula&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, potencializando o aporte sedimentar para as dunas de areia, podem justificar relativo aumento de &aacute;rea entre 1993 e 2001. A din&acirc;mica das transi&ccedil;&otilde;es na paisagem foram superiores a estabilidade dos padr&otilde;es espaciais dunas, de tal forma que os campos de dunas do litoral oriental do Rio Grande do Norte, e principalmente as dunas m&oacute;veis de Touros, Zumbi e Maracaja&uacute; apresentaram redu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de cobertura sedimentar desprovida de vegeta&ccedil;&atilde;o entre 1988 e 2007. Por fim, as t&eacute;cnicas e dados levantados, eventualmente, podem ser aplicados ao monitoramento de campos de dunas m&oacute;veis visando &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas dunares dispostos ao longo de toda costa do Rio Grande do Norte.</p> 		    <p><b>Palavras-chave:</b> campos dunares, sensoriamento remoto, evolu&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal e padr&otilde;es de paisagem.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		    <p>This study presents the results of a research carried out on the mobile dune fields in the littoral zone between the municipalities of Maxaranguape and Touros, state of the Rio Grande do Norte, northeastern Brazil. The littoral zones occupy a small area in relation to the whole earth surface; however they concentrate a large amount of world population. The study has as an objective, to map the emerged coastal zone on the eastern coast of Rio Grande do Norte, and mainly the space-time evolution of mobile dune fields, using geoprocessing techniques, including remote sensing, digital images processing, and geographic information services. In the study area, the coastal landscape of the mobile dune fields suggest a dynamic scene of spatial and temporal changes, with significant changes on the geometry of the surface sedimentary cover. The dunes act as natural barriers for the flow of sediments to the continent. The occurrence of mobile dune fields is a visible manifestation of a coastal ecosystem highly dynamic on space and time that hosts several endemic species. The methodology of our study consisted of the selection, acquisition, and processing of remote sensing imagery; update of the geological map; selection of pilot areas; supervised classification of pilot areas; and determination of dunes surfaces without vegetation and quantification of space-time changes. The results include a lithological map, map of mobile dune fields multitemporal evolution, and map of quantification of differences between mobile dune fields. The dynamic of transitions in the landscape were superior to the stability of dunes space standards, in such a way that the dune fields from the eastern coast of Rio Grande do Norte, and specially the mobile dunes of fields of Touros, Zumbi and Maracaja&uacute;, had a decrease in the sedimentary cover deprived of vegetation between 1988 and 2007. Episodes of El Ni&ntilde;o that affect directly the atmospheric circulation, potentiating the sedimentary input for the sand dunes, may justify a relative increase of the non-vegetated area between 1993 and 2001. The results took in consideration that the comparison of images in different time and scales may show patterns, processes and properties of the dune system. Thus, it was possible to describe the dynamic of mobile dunes fields, interactions among features inside the landscape, and how those patterns and interactions changed over time. The use of multispectral images from <i>Landsat</i> 5TM and 7ETM+ family was efficient for mapping the dune fields at a 1:50.000 scale. The interpretation of images and the fieldwork confirms that the aeolian deposits are still active, and the class of surfaces without vegetation used to analyze the movement of dune fields showed to be an adequate indicator. The evolution scene indicates gradual reduction of surface without vegetation, but also, a slowdown on this process, not discarding a cyclic behavior of decennial magnitude. However, this behavior is not only associated with natural processes, such as those related to recovery of areas with vegetation, but also due to action of man, occupying and modifying spaces. This research emphasizes the need of management strategies to support the structure and operation of the foredunes and dune fields that are still actively migrating inland, where decision making about keeping a balance among environmental and sociocultural requirements allows the landscape maintenance. Finally, the techniques and data collected, eventually, may be applied to monitor the fields of mobile dunes for conservation and maintenance of dune ecosystems disposed along the whole coast of the state of Rio Grande do Norte.</p> 		    <p><b>Keywords:</b> dune fields, remote sensing, time-space evolution and landscape patterns.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 		    <p>As regi&otilde;es costeiras que t&ecirc;m como uma das fun&ccedil;&otilde;es unir a terra e o mar, mesmo ocupando uma pequena &aacute;rea em rela&ccedil;&atilde;o a superf&iacute;cie terrestre, agrupam uma grande parcela da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Considerando Am&eacute;rica do Sul, Am&eacute;rica Central e Am&eacute;rica do Norte, a linha de costa &eacute; praticamente continua de um polo a outro. S&atilde;o regi&otilde;es atrativas do ponto de vista geol&oacute;gico, biol&oacute;gico, econ&ocirc;mico e social. Em todo planeta, a diversificada paisagem natural “desenhada” pelas praias, dunas, pared&otilde;es de fal&eacute;sias e corais, explicam a demanda e forte ocupa&ccedil;&atilde;o das zonas costeiras. O litoral brasileiro com 8,5 mil quil&ocirc;metros de costa, desde Chu&iacute;/RS com suas dunas at&eacute; as plan&iacute;cies costeiras vegetadas por mangue de Bragan&ccedil;a/PA, proporciona ao pa&iacute;s in&uacute;meros benef&iacute;cios econ&ocirc;micos vinculados &agrave; fonte de renda e emprego para constru&ccedil;&atilde;o civil, gastronomia, lazer, pesca, entre outros (Giannini et al., 2005; Hazin, 2010). </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na perspectiva de monitoramento das dunas, o ambiente estudado se caracteriza pelas constantes mudan&ccedil;as no tempo e no espa&ccedil;o, isso implica diretamente na presen&ccedil;a de grande diversidade de fei&ccedil;&otilde;es geol&oacute;gicas, geomorfol&oacute;gicas e abund&acirc;ncia de paisagens naturais. T&eacute;cnicas de sensoriamento remoto s&atilde;o comumente utilizadas para este tipo de pesquisa. O mapeamento do deslocamento das dunas torna-se vi&aacute;vel pela compara&ccedil;&atilde;o de imagens coletadas em s&eacute;ries temporais, viabilizando com isso o reconhecimento dos padr&otilde;es espaciais apresentados no tempo e no espa&ccedil;o (escala definida), al&eacute;m da quantifica&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es encontradas (Florenzano, 2008).</p> 		    <p>A no&ccedil;&atilde;o exata da distribui&ccedil;&atilde;o e da &aacute;rea ocupada por uma duna, pela vegeta&ccedil;&atilde;o natural, por &aacute;reas urbanas, pela agricultura ou pelo solo exposto, bem como informa&ccedil;&otilde;es sobre a dimens&atilde;o de suas mudan&ccedil;as, se tornam cada vez mais necess&aacute;rias aos tomadores de decis&otilde;es a n&iacute;vel municipal, estadual e federal. Existe uma crescente busca pelas atualiza&ccedil;&otilde;es dos registros de uso do solo a fim de avaliar perspectivas futuras em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s poss&iacute;veis mudan&ccedil;as. Dentro do contexto, as ferramentas de geoprocessamento permitem em pequeno espa&ccedil;o de tempo obter diversas informa&ccedil;&otilde;es temporais, espaciais e espectrais de uma regi&atilde;o geogr&aacute;fica.</p> 		    <p>Sendo assim, campos de duna m&oacute;vel, sucintamente, podem ser entendidos como acumula&ccedil;&otilde;es de sedimentos movidos pela for&ccedil;a e compet&ecirc;ncia do vento. Apesar das peculiaridades em fun&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nese e forma, admite-se no presente estudo, que todas as diversas terminologias usadas para classificar os in&uacute;meros dep&oacute;sitos e&oacute;licos devem ser apreciadas na categoria &uacute;nica: campo de duna m&oacute;vel. Isto porque, para o objetivo geral proposto condicionado ao mapeamento tem&aacute;tico, as dunas ainda sustentam uma din&acirc;mica temporal e espacial significativa. </p> 		    <p>Enfim, o que importa nesta pesquisa em termos conceituais &eacute; que estas acumula&ccedil;&otilde;es de sedimentos s&atilde;o dunas m&oacute;veis ativas que provavelmente continuam migrando.</p> 		    <p>Com base na an&aacute;lise de imagens de sat&eacute;lite, o estudo da evolu&ccedil;&atilde;o temporal dos campos de dunas m&oacute;veis surge como mais uma ferramenta para discernir as modifica&ccedil;&otilde;es impostas ao meio ambiente. Onde a conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o dos campos de dunas passam diretamente pelo entendimento de como esses ecossistemas naturais t&atilde;o sens&iacute;veis, evoluem ao longo de certo intervalo temporal e espacial. Outro fator importante est&aacute; associado &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de custo com mapeamento, o somat&oacute;rio das t&eacute;cnicas de processamento de imagens com esfor&ccedil;o de campo acelera a detec&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as ambientais e geol&oacute;gicas (Florenzano, 2008).</p> 		    <p>Desta forma, nota-se a import&acirc;ncia de viabilizar estudos e disseminar pesquisas na perspectiva de verificar o que est&aacute; acontecendo com o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo contempor&acirc;neo, sob o ponto de vista da manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade dos servi&ccedil;os ambientais e benef&iacute;cios econ&ocirc;mico-sociais que as dunas prestam &agrave; futura e atual gera&ccedil;&atilde;o. Neste sentido os objetivos deste trabalho foram: cartografar a zona costeira emersa do litoral oriental do Rio Grande do Norte, sob ponto de vista da evolu&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal dos campos de dunas m&oacute;veis, por meio de t&eacute;cnicas de geoprocessamento, a&iacute; inclu&iacute;dos sensoriamento remoto, processamento de imagens digitais e sistemas de informa&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas (SIG). Os objetivos espec&iacute;ficos foram: adquirir, analisar e interpretar produtos de sensores remotos contidos nos limites da Folha Touros para identificar, comparar e quantificar a evolu&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal dos campos de dunas m&oacute;veis em 19 anos (1988 a 2007).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Materiais e m&eacute;todos</b></p> 		    <p><b>2.1. Localiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo </b></p> 		    <p>A &aacute;rea estudada encontra-se localizada no nordeste oriental do estado do Rio Grande do Norte (<a href="#f1">Figura 1</a>). &Eacute; limitada pelas coordenadas: latitude 5&deg;07&acute;- 5&deg;30&acute;S e longitude 35&deg;15&acute;- 35&deg;30&acute;W, correspondente aos limites continentais da Carta SB.25-V-C-II (Folha Touros). Trata-se de uma &aacute;rea com paisagem bastante din&acirc;mica, como ser&aacute; visto. Tr&ecirc;s &aacute;reas pilotos foram recortadas dentro da &aacute;rea geral, tendo sido selecionadas no litoral, em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de grandes campos de dunas m&oacute;veis e de importantes manchas urbanas, os povoados de Touros, Zumbi e Maracaja&uacute;.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f1"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f1.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.2. Metodologia</b> </p> 		    <p>Do ponto de vista metodol&oacute;gico, foi elaborado um mapa geol&oacute;gico na escala 1:100.000 e a partir da an&aacute;lise visual deste mapa foram selecionadas as &aacute;reas piloto, que correspondem a campos de dunas m&oacute;veis mais claramente identificados. A partir do m&eacute;todo de classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada, de imagens orbitais, foram criados mapas das superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas destes campos de dunas, que mostram sua evolu&ccedil;&atilde;o temporal entre 1988 e 2007. Foram tamb&eacute;m criados mapas das altera&ccedil;&otilde;es geom&eacute;tricas multitemporais dos campos de dunas m&oacute;veis no mesmo per&iacute;odo, todos originalmente em escala 1:50.000.</p> 		    <p>Foi escolhida a fei&ccedil;&atilde;o “superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada” por apresentar uma s&eacute;rie de atributos de textura, geometria e tonalidade caracter&iacute;sticas, facilmente identific&aacute;veis na paisagem e na an&aacute;lise dos produtos de sensoriamento remoto. Al&eacute;m do mais, seu comportamento vari&aacute;vel no tempo, foi utilizado como marcador da movimenta&ccedil;&atilde;o dos campos de dunas.</p> 		    <p>Al&eacute;m do levantamento e estudo bibliogr&aacute;fico e cartogr&aacute;fico, os procedimentos metodol&oacute;gicos nesta etapa podem ser resumidos da seguinte forma: </p> 		<ol>               <li>Sele&ccedil;&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o e processamento dos produtos de sensores remotos (foram utilizadas cenas do sistema <i>Landsat</i> 5 e 7);</li> 		      <li>Atualiza&ccedil;&atilde;o do mapa geol&oacute;gico da Folha Touros em escala 1:100.000;</li> 		      ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Sele&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas piloto para mapeamento em escala 1:50.000;</li> 		      <li>Classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada das &aacute;reas piloto, com determina&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas das dunas m&oacute;veis entre 1988 e 2007;</li> 		      <li>Quantifica&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es multi-temporais nas imagens classificadas (1988/2007). </li>         </ol> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.2.1. Sele&ccedil;&atilde;o dos produtos de sensoriamento remoto</b></p> 		    <p>Com base nos objetivos pretendidos decidiu-se pela utiliza&ccedil;&atilde;o das imagens orbitais geradas pelo sistema <i>Landsat</i>. A sele&ccedil;&atilde;o das cenas utilizadas obedeceu aos seguintes crit&eacute;rios: menor porcentagem de cobertura de nuvens; visualiza&ccedil;&atilde;o de todos os campos de dunas costeiras presentes na &aacute;rea de estudo.</p> 		    <p>Para analisar a evolu&ccedil;&atilde;o multitemporal das dunas foram selecionadas quatro cenas de imagens orbitais da s&eacute;rie <i>Landsat</i> (&oacute;rbita/ponto 214/64). Tr&ecirc;s do sistema <i>Landsat</i> 5/TM (1988, 1993 e 2007) e uma do sistema <i>Landsat</i> 7/ETM+ (2001). (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Estas cenas foram obtidas gratuitamente no portal eletr&ocirc;nico do Instituto de Pesquisas Espaciais. </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t1"></a></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04t1.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.2.2. Processamento Digital de Imagens (PDI) </b></p> 		    <p>Pr&eacute;-processamento</p> 		    <p>O pr&eacute;-processamento envolve procedimentos e t&eacute;cnicas de geoprocessamento que preparam e corrigem os produtos de sensoriamento remoto antes que novos dados possam ser gerados ou obtidos pela an&aacute;lise das imagens.</p> 		    <p>Geralmente, as imagens adquiridas apresentam sutis incompatibilidades entre sistemas de proje&ccedil;&atilde;o. A espacializa&ccedil;&atilde;o, sobreposi&ccedil;&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o dos dados s&atilde;o distorcidas quando essas corre&ccedil;&otilde;es s&atilde;o desconsideradas. A etapa de retifica&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica &eacute; relevante para corrigir distor&ccedil;&otilde;es e eliminar erros devido a passagem do sat&eacute;lite e curvatura da Terra. A corre&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica foi feita usando como refer&ecirc;ncia cartogr&aacute;fica, mapas vetoriais do <br /> 	    IBGE <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3" id="top3"></a> em escala 1:25.000 e pontos de controle levantados em campo. </p> 		    <p>As bandas 1, 2, 3, 4, 5 e 7 do sensor <i>Landsat</i> 5 TM e 7 ETM+ passaram pelo processo de fus&atilde;o produzindo um &uacute;nico arquivo “<i>multilayer</i>” (.ers). O objetivo deste pr&eacute;-processamento foi facilitar a manipula&ccedil;&atilde;o das bandas durante os testes com as combina&ccedil;&otilde;es coloridas e permitir a an&aacute;lise de par&acirc;metros estat&iacute;sticos da correla&ccedil;&atilde;o entre as bandas do sensor ETM+. Este procedimento foi realizado no aplicativo ErMapper 7.0.</p> 		    <p>Processamento</p> 		    <p>O processamento das imagens foi aplicado na &aacute;rea da Folha Touros (<a href="#f1">Figura 1</a>) e visou auxiliar a an&aacute;lise visual na elabora&ccedil;&atilde;o do mapa geol&oacute;gico, bem como ressaltar os campos de dunas. As t&eacute;cnicas utilizadas foram a an&aacute;lise por Principais Componentes (PCs), a composi&ccedil;&atilde;o de bandas e a filtragem digital.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.2.3. An&aacute;lise por Principais Componentes (PCs)</b></p> 		    <p>Para destacar e visualizar diferentes fei&ccedil;&otilde;es ou estruturas na imagem foram combinadas bandas com baixas correla&ccedil;&otilde;es entre si, pois o grau de semelhan&ccedil;a entre elas &eacute; menor, sendo assim, diferen&ccedil;as de estruturas na imagem foram evidenciadas. </p> 		    <p>Avaliar as imagens atrav&eacute;s das PCs implica em identificar diferen&ccedil;as entre as unidades da paisagem ou real&ccedil;ar um alvo individualmente. Os produtos imagens PCs podem ser entendidos como novas imagens geradas a partir da separa&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima do contraste das bandas. Onde de acordo com o n&uacute;mero de bandas, a primeira imagem gerada (PC1) possuiu a maior variedade de dados, &eacute; composta por informa&ccedil;&otilde;es de todas as bandas consecutivas. </p> 		    <p>Esta heterogeneidade de informa&ccedil;&otilde;es diminui na forma&ccedil;&atilde;o das PCs seguintes. De forma que existe um gradiente que varia da PC com maior diversidade de fei&ccedil;&otilde;es para a menor variedade de informa&ccedil;&otilde;es. As <a href="#f2">figuras 2A</a> e <a href="#f2">2B</a>, (texto retirado) apresentam duas imagens resultantes deste processamento. Este estudo auxiliou na diferencia&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es geol&oacute;gicas e identifica&ccedil;&atilde;o e realce dos limites espaciais dos campos de dunas m&oacute;veis e frontais.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f2"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f2.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.2.4. Composi&ccedil;&atilde;o de bandas</b></p> 		    <p>Organizar tripletes formando composi&ccedil;&otilde;es significa inserir a cor em imagens que anteriormente eram percebidas apenas em tons de cinza, al&eacute;m de agregar informa&ccedil;&otilde;es das bandas espec&iacute;ficas do espectro eletromagn&eacute;tico. Dos sensores utilizados, esta t&eacute;cnica facilita a an&aacute;lise visual, pois o sistema visual humano &eacute; mais sens&iacute;vel a varia&ccedil;&otilde;es de cor.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dentre algumas composi&ccedil;&otilde;es de banda estudadas aquelas que apresentaram melhor resultado foram a RGB 321 e 521. A composi&ccedil;&atilde;o RGB 321, onde a banda 3 foi inserida no canal do vermelho (<i>Red</i>), a 2 no canal do verde (<i>Green</i>), e a 1 no canal do azul (<i>Blue</i>), permitiu diferenciar mais claramente a &aacute;rea dos campos de dunas m&oacute;veis do restante das fei&ccedil;&otilde;es superficiais. A composi&ccedil;&atilde;o RGB 521 teve como prop&oacute;sito real&ccedil;ar a visualiza&ccedil;&atilde;o das dunas, da rede de drenagem dos rios, e a vegeta&ccedil;&atilde;o verde que acompanha os leitos dos mesmos. Assim, a banda quatro real&ccedil;ou as fei&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas, pedol&oacute;gicas e geol&oacute;gicas, como tamb&eacute;m, apresentou boa resposta espectral para a vegeta&ccedil;&atilde;o.</p> 		    <p>Composi&ccedil;&atilde;o de bandas no espa&ccedil;o HSI foi testada com o intuito de extrair informa&ccedil;&otilde;es associadas &agrave;s propriedades da cor (<i>hue</i>), satura&ccedil;&atilde;o (<i>saturation</i>) e intensidade (<i>intensity</i>). Nessa etapa, o sistema HSI permitiu identificar com maior clareza aspectos geomorfol&oacute;gicos das dunas livres tais como: contato da duna livre com a duna vegetada; detalhes de sombreamento; presen&ccedil;a de sedimentos arenosos localizados nas bacias de defla&ccedil;&atilde;o, o que facilitou a classifica&ccedil;&atilde;o das categorias de dunas a partir de sua forma nos moldes de Florenzano (2008). </p> 		    <p>A <a href="#f2">figura 2B</a>, apresenta imagem processada ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o do filtro. Vale salientar que o aproveitamento dos filtros resultou eficazmente no reconhecimento dos limites topol&oacute;gicos. O procedimento implicou na produ&ccedil;&atilde;o de um sombreamento causado pela “ilumina&ccedil;&atilde;o” da imagem no sentido nordeste onde foram real&ccedil;adas as unidades litol&oacute;gicas da paisagem estudada mapeada, o contorno da drenagem (rios e lagos) ficou evidente, al&eacute;m da perfeita identifica&ccedil;&atilde;o dos limites de cada campo de duna m&oacute;vel desde Maracaja&uacute; at&eacute; Touros/RN.</p> 	    <p>2.3. Atualiza&ccedil;&atilde;o do mapa geol&oacute;gico da Folha Touros</p> 		    <p>Atrav&eacute;s de quatro campanhas de campo v&aacute;rias fei&ccedil;&otilde;es interpretadas em gabinete foram validadas em toda a Folha Touros, principalmente nas tr&ecirc;s &aacute;reas piloto. Foram visitados 150 afloramentos ou pontos not&aacute;veis, que permitiram estabelecer as fei&ccedil;&otilde;es apresentadas na <a href="#f1">figura 1</a>, dentre elas os dep&oacute;sitos e&oacute;licos n&atilde;o vegetados na forma de dunas.</p> 	    <p>Usou-se o Sistema de “<i>Global Positioning System</i>” (GPS) para posicionar mais de 150 afloramentos nos campos de dunas e demais fei&ccedil;&otilde;es. Todos estes afloramentos foram registrados em fotos. O trabalho de campo e o posicionamento destes afloramentos serviram de base para corre&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica e posterior classifica&ccedil;&atilde;o das imagens. Possibilitou a valida&ccedil;&atilde;o das interpreta&ccedil;&otilde;es e avalia&ccedil;&atilde;o do mapa geol&oacute;gico. E finalmente permitiu uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada da paisagem. O mapeamento realizado nesta fase aconteceu sob escala 1:100.000.</p> 		    <p>Ap&oacute;s uma avalia&ccedil;&atilde;o visual das cenas, dos trabalhos de campo e da elabora&ccedil;&atilde;o do mapa geol&oacute;gico, verificou-se que os campos de dunas apresentavam varia&ccedil;&otilde;es geom&eacute;tricas que poderiam ser medidas e interpretadas, em maior detalhe, principalmente os campos de dunas m&oacute;veis com cobertura desprovidas ou com pouca vegeta&ccedil;&atilde;o. Foram ent&atilde;o selecionadas tr&ecirc;s &aacute;reas piloto, em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de grandes campos de dunas m&oacute;veis e de importantes manchas urbanas, os povoados de Touros, Zumbi e Maracaja&uacute;. A estas &aacute;reas foi atribu&iacute;da uma dimens&atilde;o de 6 por 3km; 6 por 3km e 4 por 3km (em fun&ccedil;&atilde;o de suas geometrias na imagem) e uma escala de estudo de 1:50.000, compat&iacute;vel com as imagens utilizadas e com as normas da Carta Internacional do Mundo ao Milion&eacute;simo (CIM), a qual o Brasil &eacute; signat&aacute;rio <br /> 		  (IBGE, 2011).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.4. Classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada</b></p> 		    <p>Foi feita uma classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada do tipo M&aacute;xima verossimilhan&ccedil;a - “<i>maximum likelihood</i>”, que leva em conta a pondera&ccedil;&atilde;o das dist&acirc;ncias m&eacute;dias e utiliza par&acirc;metros estat&iacute;sticos (Cr&oacute;sta, 1992). Este procedimento diz respeito a associar cada <i>pixel</i> (valores num&eacute;ricos - n&iacute;veis de cinza) de uma imagem a um “r&oacute;tulo”. De acordo com a resposta espectral, para cada valor num&eacute;rico associado &agrave; reflex&atilde;o de um <i>pixel</i> s&atilde;o identificados os tipos de coberturas da superf&iacute;cie terrestre, neste caso a superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada, com grande reflect&acirc;ncia. O m&eacute;todo em quest&atilde;o parte do princ&iacute;pio de que se conhece bem a paisagem costeira dos campos de dunas m&oacute;veis a ser classificada. As &aacute;reas de treinamento foram cuidadosamente definidas em pontos representativos em todas as categorias de coberturas. Desta forma procedeu-se a classifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas piloto. Os mapas de cobertura superficial foram ent&atilde;o reamostrados para mapas booleanos de forma a ressaltar apenas a cobertura n&atilde;o vegetada (figuras <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f3.jpg" target="_blank">3</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f4.jpg" target="_blank">4</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f5.jpg" target="_blank">5</a>). </p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f5.jpg" target="_blank">Figura 5</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.5. Quantifica&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es – multitemporais</b></p> 		    <p>Al&eacute;m dos resultados quantitativos apresentados em tabelas e das altera&ccedil;&otilde;es visualmente notadas pela compara&ccedil;&atilde;o entre mapas, verificou-se necessidade de comparar as diferen&ccedil;as entre os arranjos espaciais para cada intervalo de tempo aqui estudado. Para isto foi utilizado o m&eacute;todo “diferen&ccedil;a sim&eacute;trica”. Este m&eacute;todo aplicado fornece informa&ccedil;&atilde;o sobre aumento e diminui&ccedil;&atilde;o da cobertura sedimentar dos sistemas dunares que diretamente gera informa&ccedil;&otilde;es sobre a migra&ccedil;&atilde;o da duna m&oacute;vel continente adentro. </p> 		    <p>Utilizando <i>software</i> de geoprocessamento ArcGis 9.3 (Fernandes, 2011), todas as camadas representativas dos campos de dunas de 1988, 1993, 2001 e 2007 foram sobrepostas, em ordem crescente de ano de aquisi&ccedil;&atilde;o. Empregou-se ferramenta “<i>symmetrical difference</i>” do pr&oacute;prio ArcGIS. Dentro do contexto, foram estabelecidas rela&ccedil;&otilde;es entre os planos de informa&ccedil;&atilde;o dos campos de dunas em cada intervalo de tempo. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A integra&ccedil;&atilde;o destes resultados pela diferen&ccedil;a entre &aacute;reas do ano posterior em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo inicial no ambiente SIG permitiu vislumbrar nos mapas que regi&otilde;es ou &aacute;reas geom&eacute;tricas nos campos de dunas sofreram diminui&ccedil;&atilde;o ou aumento da cobertura sedimentar sem prote&ccedil;&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>Ao sobrepor uma camada mais antiga sobre outra mais recente foi poss&iacute;vel obter e visualizar as altera&ccedil;&otilde;es temporais entre as &aacute;reas das dunas. O produto desta t&eacute;cnica &eacute; um mapa com valores positivos para regi&otilde;es que aumentaram sua cobertura sedimentar e valores negativos para &aacute;reas que sofreram redu&ccedil;&atilde;o da cobertura (figuras <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f6.jpg" target="_blank">6</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f7.jpg" target="_blank">7</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f8.jpg" target="_blank">8</a>). A superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada ilustrada pela cor vermelha indica que aquela respectiva cobertura arenosa diminuiu, em contra partida, a regi&atilde;o marcada pela cor azul sugere que a superf&iacute;cie sedimentar ou &aacute;rea da duna aumentou em determinado intervalo de tempo.</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>3. Resultados</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.1. An&aacute;lise multitemporal dos campos de dunas (1988, 1993, 2001 e 2007)</b></p> 		    <p>A partir do processamento de imagens digitais, as dunas utilizadas neste estudo, foram ressaltadas. Isto pode ser feito em fun&ccedil;&atilde;o da elevada resposta espectral das superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas, resultado da composi&ccedil;&atilde;o mineral dos sedimentos presentes nas dunas, ricos em gr&atilde;os de quartzo o que confere uma assinatura diferenciada dessas superf&iacute;cies. Assim, usando o m&eacute;todo da classifica&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica supervisionada, foi poss&iacute;vel extrair os pol&iacute;gonos representativos dos mais importantes campos de dunas.</p> 		    <p>As altera&ccedil;&otilde;es temporais nos campos de dunas s&atilde;o percebidas rapidamente ap&oacute;s uma an&aacute;lise cr&iacute;tica visual das imagens processadas. A disposi&ccedil;&atilde;o espacial das dunas, em diferentes momentos, ressaltada pela classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada ilustra bem as altera&ccedil;&otilde;es temporais ocorridas, e a quantifica&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas presentes nos campos de dunas estudados, permitiu que se avaliasse, com maior precis&atilde;o, o significado destas altera&ccedil;&otilde;es. </p> 		    <p>Durante o estudo das imagens digitais, a composi&ccedil;&atilde;o R(PC5) G(PC3) B(PC4) permitiu &oacute;tima delimita&ccedil;&atilde;o de todos os campos de dunas do litoral oriental entre Maxaranguape e Touros. Nesta combina&ccedil;&atilde;o, e com base no conhecimento pr&eacute;vio da &aacute;rea e nos trabalhos de campo, pode-se perceber que somente os sedimentos arenosos adjacentes &agrave; costa marcados pelos tons de rosa ilustram, de fato, campos de dunas frontais e m&oacute;veis. Por esta raz&atilde;o o produto gerado, e apresentado na <a href="#f2">Figura 2</a> A foi a imagem escolhida para sele&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de treinamento. A partir dela tamb&eacute;m foi efetuada a classifica&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica supervisionada. A aplica&ccedil;&atilde;o dos filtros direcionais no sentido nordeste permitiu compreender pelo efeito do sombreamento que verdadeiramente a combina&ccedil;&atilde;o citada apresenta um realce marcante das fei&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas, sobretudo a superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada sobre os campos de dunas m&oacute;veis (<a href="#f2">Figura 2 B</a>).</p> 	    <p>Na an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o entre 1988 e 2007, percebe-se que a superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada, no campo de duna de Touros, diminui nos tr&ecirc;s intervalos de tempo observados. Em 1993 os 3,3 km&sup2; representam 73% da cobertura original chegando em 2007 com apenas 43% (<a href="#t2">Tabela 2</a>; <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t2"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04t2.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>No campo de duna de Zumbi a superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada da duna m&oacute;vel teve o arranjo espacial mais alterado, antes era uma cobertura uniforme, geometricamente cont&iacute;nua, que sofreu intensa redu&ccedil;&atilde;o. Ao se examinar a <a href="#t2">tabela 2</a> verifica-se diminui&ccedil;&atilde;o paulatina da &aacute;rea superficial desta fei&ccedil;&atilde;o, em 86,7%, 79,2% e 58,3%, no intervalo de tempo estudado (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Os cord&otilde;es de dunas frontais originalmente conectados com a duna m&oacute;vel praticamente desaparecem. As figuras <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f7.jpg">7</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f8.jpg">8</a>; referentes &agrave;s quantidades de &aacute;rea reduzida ou aumentada ilustram bem a modifica&ccedil;&atilde;o ocorrida na paisagem costeira. A curva polinomial da <a href="#f9">figura 9</a> evidencia uma inflex&atilde;o relativa &agrave; desacelera&ccedil;&atilde;o do processo; onde esta atenua&ccedil;&atilde;o indica que o “ritmo” da perda de cobertura sedimentar (superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada) com o passar dos anos fica mais lento, fato que pode estar associado &agrave; estabiliza&ccedil;&atilde;o deste campo de duna.</p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f9"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f9.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>Entre 1988 e 2007 o campo de Maracaja&uacute; perdeu quase 45% de sua superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada (<a href="#t2">Tabela 2</a>), que ocorreu ao longo de todo o campo, mas chama a aten&ccedil;&atilde;o a perda na regi&atilde;o correspondente &agrave;s dunas frontais e proximidades da linha de costa, uma zona cont&iacute;nua, com dire&ccedil;&atilde;o aproximada norte/sul que demarca o limite da zona de praia (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f5.jpg" target="_blank">Figura 5</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a>). No campo de dunas propriamente dito, a regi&atilde;o central foi a que sofreu maior perda, ressaltadas nas figuras por corpos dunares individuais inteiramente desaparecidos.</p> 	    
<p>Em 1988, a superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada dos campos de dunas estudados equivalia a 14,4 km2. Esta superf&iacute;cie caiu para menos de 8km2, em 2007, uma perda de aproximadamente 53% com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; superf&iacute;cie em 1988, como mostram as tabelas <a href="#t2">2</a> e <a href="#t3">3</a>. </p> 	    <p>Esta tend&ecirc;ncia pode ser observada em suas nuances espaciais, nas figuras <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f3.jpg">3</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f4.jpg">4</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f5.jpg">5</a> referentes aos recortes das “&aacute;reas piloto” dos campos de dunas de Touros, Zumbi e Maracaja&uacute;, respectivamente. </p> 		    
<p>Entre 1993 e 2001, na soma das &aacute;reas dos campos de dunas estudados, ocorreu a menor perda da superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada. Em algumas &aacute;reas ao longo de todo litoral, observa-se que houve at&eacute; um acr&eacute;scimo (<a href="#t3">Tabela 3</a> e figuras <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f6.jpg">6</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f7.jpg">7</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f8.jpg">8</a>) da superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada nos campos de dunas estudados (Touros, Zumbi, Maracaja&uacute;). Dos tr&ecirc;s per&iacute;odos de tempo este foi o &uacute;nico que apresentou um aumento na cobertura de &aacute;rea efetivamente representativo.</p> 	    
<p>Em 2001 a cobertura n&atilde;o vegetada da paisagem correspondente a todos os campos de dunas m&oacute;veis estudados compreendia mais de 10km&sup2;. Entre 2001 e 2007, o cen&aacute;rio da evolu&ccedil;&atilde;o repete a diminui&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada. Conforme a <a href="#t2">tabela 2</a>, os 10,4km&sup2; representam 72% cobertura inicial (100% - 14,4km&sup2;) que por sua vez implica numa redu&ccedil;&atilde;o acumulativa de aproximadamente 33% (<a href="#t3">Tabela 3</a>) de cobertura sedimentar original para os campos de dunas. </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t3"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04t3.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>No intervalo entre 1988 a 2007, os resultados mostram uma perda de &aacute;rea da superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada inicial em 6,7km&sup2;, a diminui&ccedil;&atilde;o implica em pouco mais que 50% da cobertura original em 1988, que era 14,4km&sup2;. Boa parte das modifica&ccedil;&otilde;es espaciais e altera&ccedil;&otilde;es quantitativas foram provocadas pelo desaparecimento ou substitui&ccedil;&atilde;o das dunas frontais. Onde os arranjos espaciais da paisagem formada predominantemente por dunas m&oacute;veis (preeminentemente cobertas por superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada) e frontais (forma&ccedil;&otilde;es e&oacute;licas adjacentes &agrave; linha da costa) parecem estar “conectados” por um cord&atilde;o de dunas frontais (<a href="#f10">Figura 10</a>) que desapareceram no decorrer da evolu&ccedil;&atilde;o temporal. Estas dunas ativas de menor porte exercem a fun&ccedil;&atilde;o de ligar morfol&oacute;gica e ecologicamente aqueles campos e merecem aten&ccedil;&atilde;o especial, por sua import&acirc;ncia na conectividade da paisagem. </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f10"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f10.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4. Discuss&atilde;o</b></p> 		    <p><b>4.1. Aspectos gerais</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A perda de &aacute;rea ocupada pelas dunas frontais pode gerar alguns impactos negativos potenciais. Substituir a cobertura sedimentar t&iacute;pica de uma duna, eventualmente, implica no comprometimento de processos ecol&oacute;gicos, na degrada&ccedil;&atilde;o de <i>habitat</i> e redu&ccedil;&atilde;o ou modifica&ccedil;&atilde;o da biodiversidade; algumas esp&eacute;cies end&ecirc;micas destas &aacute;reas usam preferencialmente as dunas para se fixar ou deslocar em meio &agrave; paisagem.</p> 		    <p>Avaliando os acr&eacute;scimos e perdas de superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas, percebe-se uma complexa din&acirc;mica orientando os movimentos das massas de areia presentes nos campos de dunas, que por hora introduz sedimentos e depois os retira do sistema.</p> 		    <p>Na <a href="#f9">figura 9</a> &eacute; plotado, em valores percentuais, a perda de superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada em cada campo de duna, permitindo que se tenha uma id&eacute;ia inicial da tend&ecirc;ncia deste processo. Ao se plotar uma curva linear, do tipo <i>Y=bX+a</i>, com os valores m&eacute;dios obtidos tem-se a informa&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia geral da diminui&ccedil;&atilde;o daquela superf&iacute;cie, mas quando se plota uma curva polinomial (<i>Y=a<sub>0</sub>+a<sub>1</sub>+a<sub>2</sub>X<sup>2</sup>+...+a<sub>0</sub>x<sup>n</sup></i>), de grau 2, uma par&aacute;bola, percebe-se uma inflex&atilde;o que aponta para uma desacelera&ccedil;&atilde;o no processo (Levin &amp; Ben-Dor, 2004), o que nos faz pensar em um comportamento c&iacute;clico. Esta &uacute;ltima curva parece expressar com mais precis&atilde;o o comportamento da “superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada” ao longo do tempo, no entanto, a a&ccedil;&atilde;o do homem, sempre imprevis&iacute;vel, e o curto per&iacute;odo de observa&ccedil;&otilde;es, levando-se em conta a velocidade dos processos observados, elevam a dificuldade das an&aacute;lises dos resultados obtidos. Em uma terceira linha de an&aacute;lise, desta vez utilizando-se uma curva polinomial de grau 3, gera-se uma curva que aponta para um comportamento c&iacute;clico onde as menores perdas indicam apenas momentos de menor perda, que se repetem em intervalos aproximadamente decenais.</p> 	    <p>A superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada pode se alterar por: a) mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas gerais, com ciclos de diversas magnitudes temporais (sazonal, decenal, milenar, etc.) que condicionam o comportamento da biota, como, por exemplo, a oscila&ccedil;&atilde;o do len&ccedil;ol fre&aacute;tico que possibilita o surgimento de esp&eacute;cies pioneiras adaptadas &agrave;s novas condi&ccedil;&otilde;es iniciando o processo de sucess&atilde;o ecol&oacute;gica; por b) altera&ccedil;&otilde;es provocadas pelo homem, como expans&atilde;o de &aacute;reas agr&iacute;colas e uso para fins tur&iacute;sticos, seccionamento das dunas por estradas e outras obras de engenharia e pela amplia&ccedil;&atilde;o das fronteiras de vilas e povoados. Estas superf&iacute;cies tamb&eacute;m t&ecirc;m a sua geometria alterada pela migra&ccedil;&atilde;o natural das dunas, no sentido do continente. Neste caso, a migra&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies desnudas tamb&eacute;m indica a taxa de migra&ccedil;&atilde;o das dunas como um todo. Em s&iacute;ntese n&atilde;o existe um fator isolado para explicar a redu&ccedil;&atilde;o da cobertura sedimentar sem vegeta&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>Em Touros, as modifica&ccedil;&otilde;es nos padr&otilde;es espa&ccedil;o-temporais ressaltaram uma significativa altera&ccedil;&atilde;o na geometria do campo de duna (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>). De forma geral, a superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada, foi substitu&iacute;da por aglomera&ccedil;&otilde;es urbanas t&iacute;picas de ocupa&ccedil;&otilde;es tradicionais e pela atividade agr&iacute;cola, e pecu&aacute;ria. Foram tamb&eacute;m identificadas &aacute;reas de empr&eacute;stimo para extra&ccedil;&atilde;o de areia e argila. </p> 	    
<p>Em Zumbi, as dunas m&oacute;veis exibem claramente um processo de transgress&atilde;o, percebe-se pela an&aacute;lise das figuras <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f4.jpg">4</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f7.jpg">7</a> que elas est&atilde;o ativas migrando continente adentro. Os arranjos espaciais apresentados pelos campos de dunas m&oacute;veis em Zumbi evidenciaram uma perda consider&aacute;vel em cobertura n&atilde;o vegetada entre os anos de 1988 e 2007. O cord&atilde;o de duna frontal &eacute; quase que completamente retirado da paisagem costeira. Constata-se mais uma vez que as altera&ccedil;&otilde;es ocorrem em fun&ccedil;&atilde;o da substitui&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada desta localidade por &aacute;rea urbana, dos empreendimentos de natureza tur&iacute;stica. Neste mesmo campo de duna, conforme a <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f7.jpg" target="_blank">figura 7</a>, a por&ccedil;&atilde;o frontal da duna apresentou regi&otilde;es aproximadamente circulares considerados pela an&aacute;lise das altera&ccedil;&otilde;es como &aacute;rea perdida. Coincidentemente foi nesse intervalo de tempo que as turbinas e&oacute;licas do parque e&oacute;lico de Zumbi foram instaladas, o que leva a sugerir alguma liga&ccedil;&atilde;o entre os dois eventos. </p> 	    
<p>Em Maracaja&uacute; a superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada perdida foi substitu&iacute;da por vegeta&ccedil;&atilde;o, naturalmente, ou por fei&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o humana, como equipamentos urbanos, pequenas lavouras, pasto, etc. A perda da superf&iacute;cie n&atilde;o vegetada tamb&eacute;m pode estar associada a uma perda volum&eacute;trica de sedimentos, uma vez que mais pr&oacute;xima da superf&iacute;cie fre&aacute;tica a ocorr&ecirc;ncia de gram&iacute;neas e outras formas de vegeta&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es interdunares substitui a superf&iacute;cie nua. A falta de acr&eacute;scimos de superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas no intervalo de tempo estudado indica uma tend&ecirc;ncia &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o das dunas, mais do que uma migra&ccedil;&atilde;o.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4.2. Evolu&ccedil;&atilde;o das dunas no litoral oriental do RN</b></p> 		    <p>Os campos de dunas ativos do litoral do Rio Grande do Norte est&atilde;o envolvidos em processos de perda de &aacute;rea de cobertura sedimentar n&atilde;o vegetada. Segundo Bailey &amp; Bristow (2004), em <i>Aberffraw</i>, <i>Anglesey</i> e <i>NorthWales</i>, por meio de interpreta&ccedil;&atilde;o de fotografias &aacute;reas, as dunas n&atilde;o vegetadas que foram monitoradas entre os anos de 1940 e 1993, indicaram uma redu&ccedil;&atilde;o gradativa da cobertura sedimentar. Esse mesmo cen&aacute;rio foi encontrado nas dunas do litoral do RN, onde as perdas das superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas nos campos de dunas estudados tamb&eacute;m s&atilde;o observadas (Figuras <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f6.jpg">6</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f7.jpg">7</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f8.jpg">8</a>).</p> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na cita&ccedil;&atilde;o anterior, a causa principal dos impactos negativos inerentes &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o de cobertura sedimentar &eacute; a “press&atilde;o” exercida pelas estradas sobre as dunas, enquanto, que no litoral estudado, a redu&ccedil;&atilde;o &eacute; justificada pelo avan&ccedil;o das &aacute;reas urbanas sobre os cord&otilde;es dunares frontais.</p> 		    <p>Os resultados aqui apresentados evidenciam cen&aacute;rio bem semelhante. As dunas em toda linha de costa de Cear&aacute;-Mirim a Touros, devem ser cuidadosamente preservadas. Nestas dunas o mosaico da paisagem &eacute; composto basicamente por duna m&oacute;vel (apenas sedimentos livres sem presen&ccedil;a de vegeta&ccedil;&atilde;o) e dunas vegetadas (os sedimentos arenosos s&atilde;o fixados sob a cobertura vegetal). Conforme descrito por (Silva &amp; Hesp, 2010), a preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o costeira diminui a mobilidade das dunas. Partindo do pressuposto citado, &eacute; intuitivo afirmar que a din&acirc;mica da paisagem costeira no RN e localmente em Touros, Zumbi e Maracaja&uacute; &eacute; provavelmente sens&iacute;vel aos mesmos efeitos. Esse comportamento justificaria hip&oacute;tese de substitui&ccedil;&atilde;o das dunas para forma&ccedil;&atilde;o de bacias de defla&ccedil;&atilde;o geralmente vegetadas. </p> 		    <p>No M&eacute;xico, usando o mesmo principio metodol&oacute;gico de avaliar a din&acirc;mica temporal de &aacute;reas costeiras por meio de mapeamento, classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada e quantifica&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as, Ruiz-Luna e Berlanga-Robles (2003), obtiveram como resultados mais significativos dos seus mapas, a transi&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas naturais (lagunas e dunas) para &aacute;reas urbanas. Os autores afirmaram que no decorrer de 24 anos a cobertura corresponde &agrave;s &aacute;reas antr&oacute;picas (urbana e agricultura) cresceu aproximadamente 104%. </p> 		    <p>No Rio Grande do Sul, nove campos de dunas m&oacute;veis foram monitorados por meio de fotografias a&eacute;reas complementadas pela observa&ccedil;&atilde;o de produtos <i>LANDSAT</i> dos sensores ETM+, TM e MSS, neste caso da regi&atilde;o sul do pa&iacute;s, de forma semelhante ao ocorrido nas dunas m&oacute;veis de Touros, Zumbi e Maracaja&uacute;, foi constatada uma perda na cobertura sedimentar. Esta redu&ccedil;&atilde;o pode ser explicada por dois aspectos: press&otilde;es antr&oacute;picas sobre as dunas frontais pela influ&ecirc;ncia das estradas e aumento da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana ou pela estabiliza&ccedil;&atilde;o natural do campo de duna transgressivo ao se afastar da linha de costa e das frontais, que funcionalmente representam fontes de suprimento arenoso para as dunas transgressivas interiores. </p> 		    <p>Em Santa Catarina, no litoral oriental do Rio Grande do Norte, assim como em todo litoral similar, o desenvolvimento do setor tur&iacute;stico apoia-se nas caracter&iacute;sticas naturais e nas belezas c&ecirc;nicas da regi&atilde;o. As dunas destas regi&otilde;es tem em comum o fato de receberem cont&iacute;nuos aportes de areia, transportadas pelos ventos dominantes, sendo caracterizadas pela influ&ecirc;ncia m&uacute;tua de areia com as praias e das praias com dunas frontais que por sua vez fornecem sedimentos para dunas interiores (geralmente transgressivas). Existe um sistema din&acirc;mico que originalmente come&ccedil;a a transportar sedimentos de origem marinha para praia, destas para dunas frontais e, consequentemente para dunas m&oacute;veis interiores. Reciprocamente este modelo se reconstitui naturalmente (Klein &amp; Maia, 2008). Este autor alertou que o avan&ccedil;o desregrado das &aacute;reas urbanas (do turismo e ocupa&ccedil;&otilde;es tradicionais) sobre dunas frontais pode impactar negativamente o sistema resultando em mudan&ccedil;as indesej&aacute;veis &agrave; paisagem litor&acirc;nea. </p> 		    <p>O monitoramento da din&acirc;mica dunar de um corpo de dunas localizado na praia de Lagoinha, na cidade de Paraipaba/CE, nos anos de 2002 e 2007, foi aplicado atrav&eacute;s de levantamento topogr&aacute;fico nos dois per&iacute;odos e mosaico de fotografias a&eacute;reas. Quando se observou um deslocamento das dunas em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; cidade, o deslocamento foi de 24,63m; 21,21m e 6,29m, respectivamente. Notou-se que os menores deslocamentos est&atilde;o associados &agrave;s &aacute;reas com maior concentra&ccedil;&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o. A migra&ccedil;&atilde;o das dunas em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; cidade merece aten&ccedil;&atilde;o porque pode tomar maiores propor&ccedil;&otilde;es ao transpor a &aacute;rea que cont&eacute;m vegeta&ccedil;&atilde;o, ou seja, as dunas podem ter maior facilidade em deslocar-se pela &aacute;rea urbana (Machado et al., 2011). Atrav&eacute;s de marca&ccedil;&atilde;o de pontos fixos em campo e registros fotogr&aacute;ficos para levantamento de afloramentos geol&oacute;gicos, Fernandes e Amaral (2010), na praia de Maracaja&uacute; em um ano de monitoramento mensal (setembro 2009 a setembro 2010), identificaram din&acirc;mica espacial semelhante &agrave; observada na praia de Lagoinha/CE. Esta movimenta&ccedil;&atilde;o merece aten&ccedil;&atilde;o devido ao risco de propaga&ccedil;&atilde;o da duna ativa sobre estradas, casas e fia&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica (<a href="#f11">Figura 11</a>). </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f11"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f11.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Realmente, existe uma forte din&acirc;mica na paisagem do litoral oriental do Rio Grande do Norte dirigindo os padr&otilde;es espa&ccedil;o-temporais dos campos de dunas m&oacute;veis. Merece aten&ccedil;&atilde;o particular a disposi&ccedil;&atilde;o destas dunas de areia entre os anos de 1993 a 2001 (figuras <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f4.jpg">4</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f6.jpg">6</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a04f8.jpg">8</a>). Apesar de n&atilde;o se poder afirmar com exatid&atilde;o as causas do aumento de &aacute;rea nessa terceira janela temporal para os campos de dunas de Touros, Zumbi e Maracaja&uacute; em intervalo de tempo semelhante, alguns estudos evidenciam ocorr&ecirc;ncia dos fen&ocirc;menos El Ni&ntilde;o/La Ni&ntilde;a (ENOS) como agentes cooperadores para aporte sedimentar de origem marinha e para g&ecirc;nese dos campos de dunas, onde as altera&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel relativo do mar decorrentes das oscila&ccedil;&otilde;es de temperatura na superf&iacute;cie do oceano podem descobrir e expor &agrave; costa (zona de praia) rica em sedimentos arenosos e quartzosos (Meireles, 2011).</p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p> 		    <p>Os campos de dunas do litoral oriental do Rio Grande do Norte, e principalmente os campo de dunas de Touros, Zumbi e Maracaja&uacute; apresentam uma intensa din&acirc;mica de mudan&ccedil;as dos arranjos espaciais na paisagem costeira. </p> 		    <p>O uso das imagens multiespectrais da fam&iacute;lia <i>Landsat</i> 5TM e 7ETM+ foi eficiente para mapeamento na escala de 1:50.000 dos campos de dunas transgressivas do litoral oriental no RN. A interpreta&ccedil;&atilde;o de imagens <i>Landsat</i> e os trabalhos de campo forneceram evidencias morfol&oacute;gicas suficientes para confirmar que os dep&oacute;sitos e&oacute;licos ainda continuam ativos, a classe das superf&iacute;cies n&atilde;o vegetadas usadas para analisar o movimento dos campos de dunas mostrou-se como um indicador adequado. </p> 		    <p>O cen&aacute;rio de evolu&ccedil;&atilde;o projetado esbo&ccedil;a diminui&ccedil;&atilde;o gradativa da cobertura n&atilde;o vegetada, embora tamb&eacute;m, uma desacelera&ccedil;&atilde;o neste processo, n&atilde;o se descartando um comportamento c&iacute;clico de magnitude decenal. No entanto, este comportamento n&atilde;o est&aacute; associado apenas a processos naturais, como aqueles relativos &agrave; recomposi&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas vegetadas, mas tamb&eacute;m, e principalmente a a&ccedil;&atilde;o do homem, ocupando e modificando os espa&ccedil;os. </p> 		    <p>Este estudo enfatiza a necessidade da execu&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de gest&atilde;o adequadas a sustenta&ccedil;&atilde;o da estrutura e funcionamento das dunas frontais e campos de dunas que continuam ativos migrando continente adentro, onde as tomadas de decis&otilde;es pela conserva&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio entre as exig&ecirc;ncias ambientais e socioculturais, permitam a manuten&ccedil;&atilde;o da paisagem, fonte de riqueza infinita.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Agradecimentos</b></p> 		    <p>A equipe do Laborat&oacute;rio de Estudos Geoambientais/LEGEO/UFRN, pelas instala&ccedil;&otilde;es e disponibiliza&ccedil;&atilde;o de equipamentos que nos permitiu concluir esta pesquisa. Ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais pelas imagens cedidas gratuitamente. Ao Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Geodin&acirc;mica e Geof&iacute;sica que possibilitou o desenvolvimento do trabalho. Aos colegas de jornada juntamente com a Secret&aacute;ria Nilda Ara&uacute;jo pelo apoio constante e por fim, a CAPES por viabilizar o trabalho atrav&eacute;s da bolsa de pesquisa concedida. Ao Editor Executivo e nobres Revisores da Revista Gest&atilde;o Costeira Integrada (RGCI) pela paci&ecirc;ncia e prontid&atilde;o na etapa de revis&atilde;o e lapida&ccedil;&atilde;o final deste artigo cient&iacute;fico. A todos muito obrigado.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p> 		    <!-- ref --><p>Bailey, S.D.; Bristow, C.S. (2004) – Migration of parabolic dunes at Aberffraw, Anglesey, north Wales. <i>Geomorphology</i>, 59(1-4):165–174. doi: <span>10.1016/j.geomorph.2003.09.013</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-8872201300010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cr&oacute;sta, A.P. (1992) – <i>Processamento digital de imagem de sensoriamento remoto</i>. 170p., Editora Unicamp, Campinas, S&atilde;o Paulo, Brasil. ISBN: 8585369027.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-8872201300010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Fernandes, L.R. (2011) – <i>Din&acirc;mica da paisagem no litoral oriental do Rio Grande do Norte: geocartografia e padr&otilde;es espaciais dos campos de dunas m&oacute;veis</i>. 131p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Geodin&acirc;mica e Geof&iacute;sica, Natal, RN, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201300010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Fernandes, L.R; Amaral, R.F. (2010) – Folha Touros-RN/ BR: Environmental Planning for coastal &aacute;reas. <i>Proceedings of the 4th Urbenviron international seminar on environmental planning and management Niter&oacute;i 2010 - Sustainable cities for the new millennium</i> (ISBN: 978-8522805792), 5:347-355, Niter&oacute;i, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel_em: <span><a href="http://www.urbenviron.org/Urbenviron_Niteroi_2010_Proceedings.pdf" target="_blank">http://www.urbenviron.org/Urbenviron_Niteroi_2010_Proceedings.pdf</a></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-8872201300010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Florenzano, T.G. (2008) – Sensoriamento Remoto para Geomorfologia. In: Tereza G. Florenzano (org.), <i>Geomorfologia: conceitos e tecnologias atuais</i>, pp.31-71, Oficina de Textos, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 9788586238659. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1646-8872201300010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Giannini, P.C.F.; Assine, M.L.; Barbosa, L.M.,; Barreto A.M.F.; Carvalho A.M.; Sales, V.C.; Maia, L.P.; Martinho, C.T.; Peulvast, J.P.; Sawakushi, A.O.; Tomazelli, L.J. (2005) – Dunas e paleodunas e&oacute;licas costeiras e interiores. In: Celia R. de G. Souza (org.), <i>Quatern&aacute;rio do Brasil</i>, pp.235-257, Holos, Ribeir&atilde;o Preto, SP, Brasil. ISBN: 8586699470. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-8872201300010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Hazin, F.H.V. (2010) – <i>A Amaz&ocirc;nia azul e a sua heran&ccedil;a para o futuro do Brasil</i>. 22p., Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia, Ci&ecirc;ncias e Cultura, Ci&ecirc;ncias do Mar, Natal, RN, Brasil. Dispon&iacute;vel_em: <span><a href="http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v62n3/a09v62n3.pdf" target="_blank">http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v62n3/a09v62n3.pdf</a></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1646-8872201300010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Klein, A.H.F.; Maia, L.P. (2008) – First Brazilian Symposium on Dunes Systems and International Symposium on Coastal Dunes: A Report of Meeting. <i>Journal of Coastal Research</i>, 24(6):1355-1356. doi: <span>10.2112/08A-0010.1</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1646-8872201300010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Levin, N.; Ben-Dor, E. (2004) – Monitoring sand dune stabilization along the coastal dunes of Ashdod-Nizanim, Israel, 1945–1999. <i>Journal of Arid Environments</i>, 58(3):335–355. doi: <span>10.1016/j.jaridenv.2003.08.007</span> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-8872201300010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Machado, S.J.; Albano, F.G.; Silva, R.R.S.; Silva, C.R. (2011) – An&aacute;lise da din&acirc;mica dunar da praia de Lagoinha - CE por meio de dados topogr&aacute;ficos e aerofotogam&eacute;tricos. <i>Anais XV Simp&oacute;sio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR</i>, (ISBN: 9788517000577), 15:2355-2359, Curitiba, PR, Brasil. Dispon&iacute;vel em <span><a href="http://www.dsr.inpe.br/sbsr2011/files/p0167.pdf" target="_blank">http://www.dsr.inpe.br/sbsr2011/files/p0167.pdf</a></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-8872201300010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meireles, A.J.A. (2011) – Geodin&acirc;mica dos campos de dunas m&oacute;veis de Jericoacoara/CE-BR. <i>Revista Mercator</i>, 10(22):169-190. doi: <span>10.4215/RM2011.1022.0011</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-8872201300010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ruiz-Luna, A.; Berlanga-Robles, C.A. (2003) – Land use, land cover changes and coastal lagoon surface reduction associated with urban growth in northwest Mexico. <i>Landscape Ecology</i>, 18(2):159–171. doi: <span>10.1023/A:1024461215456</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-8872201300010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, G. M.; Hesp, P. (2010) – Coastline orientation, aeolian sediment transport and foredune and dunefield dynamics of Mo&ccedil;ambique Beach, Southern Brazil. <i>Geomorphology</i>, 120(3-4):258-278. doi: <span>10.1023/A:1024461215456</span> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1646-8872201300010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top0">*</a><a name="0" id="0"></a> Submission: June 10, 2012; Evaluation: July 23, 2012; Reception of revised manuscript: October 17, 2012; Accepted: November 22, 2012; Available on-line: January 08, 2013</p> 		    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Notas</b></p> 	    <p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a> - dispon&iacute;veis no portal eletr&ocirc;nico do IGBE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, em <span><a href="http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/default_prod.shtm#MAPAS" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/default_prod.shtm#MAPAS</a></span></p>      ]]></body><back>
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