<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-8872</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Gestão Costeira Integrada]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RGCI]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-8872</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-88722013000100005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5894/rgci348</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Experimento de Fluxo de Sedimentos em um Segmento de Campo de Dunas Eólicas Costeiras de Jenipabu - Litoral Oriental do Rio Grande do Norte, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sediment Flow Experiment in a segment of Jenipabú Coastal Dunes, East Coast of Rio Grande do Norte, Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Malta]]></surname>
<given-names><![CDATA[Júlia Varella]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amaral]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ricardo Farias do]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Norte  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Norte Departamento de Geologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Natal ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>61</fpage>
<lpage>78</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-88722013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-88722013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-88722013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente estudo analisa as medidas de transporte eólico utilizando coletores de areia verticais (Sand Traps) ao longo de um campo de dunas na praia de Jenipabu, município de Extremoz no estado do Rio Grande do Norte, ao Norte da cidade de Natal. Estas medidas foram utilizadas como parâmetro de movimentação eólica nesta região. Três campanhas de amostragem foram realizadas no mês de setembro de 2011, período do ano com maiores velocidades de vento, e uma em dezembro de 2011, período onde a velocidade do vento começa a diminuir. Ao longo de quatro perfis longitudinais do Campo de Dunas de Jenipabu foram utilizados 3 tipos diferentes de coletores eólicos cilíndricos de PVC: coletor do tipo “T”, com abertura de 50 cm a partir do nível da superfície (campo “b” e “c”), coletor do tipo “I”, com abertura de 25 cm a partir do nível da superfície e do tipo “S” com abertura de 25 cm acima da superfície do solo (campos “a” e “d”). Os dados meteorológicos in situ foram obtidos com a utilização de estação meteorológica portátil e complementados com os oriundos da Estação Meteorológica de Natal, distante 12 km da área de estudo. Os sedimentos coletados pelas armadilhas de areia foram lavados e pesados, com isso foi calculada a carga eólica de sedimentos (carga eólica). Em setembro, a taxa de transporte variou de 0,01 até 11,39 Kg m-1 h-1 e, em dezembro, entre 0,33 e 1,30 Kg. m-1. h-1. nos coletores tipo “T”. Nos coletores tipo “I” esses valores variaram entre 0,01 e 11,39 Kg m-1 h-1, enquanto que nos coletores tipo “S” de 0,01 a 0.73 Kg. m-1. h-1. De acordo com a análise estatística, o transporte de sedimento aumenta em proporção direta à velocidade do vento, exceto com as amostras dos coletores do tipo “S”, pois foi encontrado um F= 0,139808. O transporte de sedimentos é mais intenso nos primeiros 25 cm da superfície (Q=8 Kg. m-1. h-1), enquanto que, a níveis acima de 25cm de altura, os valores não ultrapassaram 0,35 Kg m-1 h-1, Atualmente, a ocupação humana fecha o suprimento de areia da praia de Santa Rita para o interior do campo de dunas de Jenipabu, que juntamente com a elevação do perfil da velocidade do vento, fazem com que o transporte eólico seja mais intenso do meio para o topo da duna. Nas áreas com vegetação esparsa, a face livre de deslocamento da duna acelera o processo de colmatação das lagoas de Jenipabu, importante destino turístico regional.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[These study made the analysis of the measurement of the aeolian transport using vertical sand traps across the dune field of Jenipabu, in the municipality of Extremoz, Rio Grande do Norte state, northern of the city of Natal. These measurements were used as a parameter of the sand aeolian transport in the region. There were made three field trips in September 2011 in September 13th (campo “a”), 21st (campo “b”) and 29th (campo “c”), time of the year where the wind speed is the higher, and one in December 08th of 2011(campo “d”), time of the year where the wind speed starts to decrease. Through four longitudinal profiles of the Jenipabu’s dune fields were used 3 types of cylindrical aeolian traps made of CPV: type “I” with the collecting opening of 25 cm from the surface level, and “S” with the collecting opening of 25 cm from 25 cm of the surface level in six collect points in one of the September 13th (campo “a”) field trips and another in December 08th (campo “d”), and sand traps type “T” with the collecting opening of 50 cm from the surface level, in the other field trips in September 21st e 29th (campo “b” e “c”) across the dune field of Jenipabu. The meteorological data were gotten in situ with a portable meteorological station and those data were complimented with those from the Natal Meteorological Station away about 12 km from the study area. The sediments that were collected with the sand traps were washed and weighed, with it was calculated sediment wind load. In September the sediment flux varied from 0,01 to 11,39Kg. m-1. h-1 and in December from 0,01 to 11,39 Kg. m-1. h-1 with the type “T” sand traps. While in the type “I” sand traps the wind load varied from 0,33 to 1,30 Kg. m-1. h-1, and with the type “S” sand traps the wind load varied from 0,01 to 0.73 Kg. m-1. h-1. According the statistic analyses the sediment transport increases in direct proportion to the wind speed, except in the samples collected with the type “S” sand traps where there were found a F= 0,139808. The aeolian transport is more intense in the first 25cm from de surface (Q=8 Kg. m-1. h-1), whereas in over 25cm from the surface the wind load values were less than 0,35 Kg. m-1. h-1. Nowadays the human occupation shuts the sediment supply from the Santa Rita beach into the dune field of Jenipabu, which in addition to the rise of the wind speed profile makes the aeolian transport more intense from the middle to the top of the dune. Where there are sparsely vegetated the displacement free dune face increases the clogging process of the Jenipabu pond, a important regional tourist destination.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Dunas móveis]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[coletores de areia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[velocidades de vento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[morfodinâmica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[gestão costeira]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Mobile dunes]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[sand traps]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[wind speed]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[morphodynamics]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[coastal management]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p> 	    <p><b>Experimento de Fluxo de Sedimentos em um Segmento de Campo de Dunas E&oacute;licas Costeiras de Jenipabu - Litoral Oriental do Rio Grande do Norte, Brasil <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p>     <p><b>Sediment Flow Experiment in a segment of Jenipab&uacute; Coastal Dunes,    East Coast of Rio Grande do Norte, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p> 		     <p><b>J&uacute;lia Varella Malta </b><sup>@, 1</sup><b>, Ricardo Farias do Amaral    </b><sup>2</sup></p> 		    <p>@ - Corresponding author: <a href="mailto:jvmalta@ymail.com">jvmalta@ymail.com</a></p> 	    <p>1 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geodin&acirc;mica e Geof&iacute;sica (PPGG), Natal, Brasil.</p> 		    <p>2 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Geologia, Natal, CEP 59066-800, Brasil</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo analisa as medidas de transporte e&oacute;lico utilizando coletores de areia verticais (<i>Sand Traps</i>) ao longo de um campo de dunas na praia de Jenipabu, munic&iacute;pio de Extremoz no estado do Rio Grande do Norte, ao Norte da cidade de Natal. Estas medidas foram utilizadas como par&acirc;metro de movimenta&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica nesta regi&atilde;o. Tr&ecirc;s campanhas de amostragem foram realizadas no m&ecirc;s de setembro de 2011, per&iacute;odo do ano com maiores velocidades de vento, e uma em dezembro de 2011, per&iacute;odo onde a velocidade do vento come&ccedil;a a diminuir. Ao longo de quatro perfis longitudinais do Campo de Dunas de Jenipabu foram utilizados 3 tipos diferentes de coletores e&oacute;licos cil&iacute;ndricos de PVC: coletor do tipo “T”, com abertura de 50 cm a partir do n&iacute;vel da superf&iacute;cie (campo “b” e “c”), coletor do tipo “I”, com abertura de 25 cm a partir do n&iacute;vel da superf&iacute;cie e do tipo “S” com abertura de 25 cm acima da superf&iacute;cie do solo (campos “a” e “d”). Os dados meteorol&oacute;gicos in situ foram obtidos com a utiliza&ccedil;&atilde;o de esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica port&aacute;til e complementados com os oriundos da Esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica de Natal, distante 12 km da &aacute;rea de estudo. Os sedimentos coletados pelas armadilhas de areia foram lavados e pesados, com isso foi calculada a carga e&oacute;lica de sedimentos (carga e&oacute;lica). Em setembro, a taxa de transporte variou de 0,01 at&eacute; 11,39 Kg m<sup>-1</sup> h<sup>-1</sup> e, em dezembro, entre 0,33 e 1,30 Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>. nos coletores tipo “T”. Nos coletores tipo “I” esses valores variaram entre 0,01 e 11,39 Kg m<sup>-1</sup> h<sup>-1</sup>, enquanto que nos coletores tipo “S” de 0,01 a 0.73 Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>. De acordo com a an&aacute;lise estat&iacute;stica, o transporte de sedimento aumenta em propor&ccedil;&atilde;o direta &agrave; velocidade do vento, exceto com as amostras dos coletores do tipo “S”, pois foi encontrado um F= 0,139808. O transporte de sedimentos &eacute; mais intenso nos primeiros 25 cm da superf&iacute;cie (Q=8 Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>), enquanto que, a n&iacute;veis acima de 25cm de altura, os valores n&atilde;o ultrapassaram 0,35 Kg m<sup>-1</sup> h<sup>-1</sup>, Atualmente, a ocupa&ccedil;&atilde;o humana fecha o suprimento de areia da praia de Santa Rita para o interior do campo de dunas de Jenipabu, que juntamente com a eleva&ccedil;&atilde;o do perfil da velocidade do vento, fazem com que o transporte e&oacute;lico seja mais intenso do meio para o topo da duna. Nas &aacute;reas com vegeta&ccedil;&atilde;o esparsa, a face livre de deslocamento da duna acelera o processo de colmata&ccedil;&atilde;o das lagoas de Jenipabu, importante destino tur&iacute;stico regional.</p> 	    <p><b>Palavras Chave:</b> Dunas m&oacute;veis, coletores de areia, velocidades de vento, morfodin&acirc;mica, gest&atilde;o costeira.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b> </p> 		    <p>These study made the analysis of the measurement of the aeolian transport using vertical <i>sand traps</i> across the dune field of Jenipabu, in the municipality of Extremoz, Rio Grande do Norte state, northern of the city of Natal. These measurements were used as a parameter of the sand aeolian transport in the region. There were made three field trips in September 2011 in September 13<sup>th</sup> (campo “a”), 21st (campo “b”) and 29th (campo “c”), time of the year where the wind speed is the higher, and one in December 08th of 2011(campo “d”), time of the year where the wind speed starts to decrease. Through four longitudinal profiles of the Jenipabu’s dune fields were used 3 types of cylindrical aeolian traps made of CPV: type “I” with the collecting opening of 25 cm from the surface level, and “S” with the collecting opening of 25 cm from 25 cm of the surface level in six collect points in one of the September 13th (campo “a”) field trips and another in December 08th (campo “d”), and <i>sand traps</i> type “T” with the collecting opening of 50 cm from the surface level, in the other field trips in September 21st e 29th (campo “b” e “c”) across the dune field of Jenipabu. The meteorological data were gotten in situ with a portable meteorological station and those data were complimented with those from the Natal Meteorological Station away about 12 km from the study area. The sediments that were collected with the <i>sand traps</i> were washed and weighed, with it was calculated sediment wind load. In September the sediment flux varied from 0,01 to 11,39Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> and in December from 0,01 to 11,39 Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> with the type “T” <i>sand traps</i>. While in the type “I” <i>sand traps</i> the wind load varied from 0,33 to 1,30 Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, and with the type “S” <i>sand traps</i> the wind load varied from 0,01 to 0.73 Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>. According the statistic analyses the sediment transport increases in direct proportion to the wind speed, except in the samples collected with the type “S” <i>sand traps</i> where there were found a F= 0,139808. The aeolian transport is more intense in the first 25cm from de surface (Q=8 Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>), whereas in over 25cm from the surface the wind load values were less than 0,35 Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>. Nowadays the human occupation shuts the sediment supply from the Santa Rita beach into the dune field of Jenipabu, which in addition to the rise of the wind speed profile makes the aeolian transport more intense from the middle to the top of the dune. Where there are sparsely vegetated the displacement free dune face increases the clogging process of the Jenipabu pond, a important regional tourist destination.</p> 	    <p><b>Keywords:</b> Mobile dunes, <i>sand traps</i>, wind speed, morphodynamics, coastal management. </p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 		    <p>As zonas costeiras ocupam uma &aacute;rea reduzida da superf&iacute;cie da Terra na interface entre o continente e o oceano, por&eacute;m se destacam por concentrarem um grande n&uacute;mero de atividades fundamentais ao homem, relacionadas com alimenta&ccedil;&atilde;o, energia, educa&ccedil;&atilde;o, transporte, recrea&ccedil;&atilde;o e urbanismo, entre outras. </p> 		    <p>No estado do Rio Grande do Norte, o litoral atrai pessoas de diversas partes do Brasil e do Mundo, em virtude de suas belezas naturais, potencializado pelo desenvolvimento da atividade tur&iacute;stica, por&eacute;m o turismo &eacute; grande gerador de impactos ambientais. Assim como, as paisagens do litoral Norte rio-grandense v&ecirc;m despertando interesses cada vez maiores do setor imobili&aacute;rio, o que intensifica gradativamente os impactos ambientais preexistentes gerando grandes transforma&ccedil;&otilde;es no ambiente original. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O litoral em foco est&aacute; assentado sobre sedimentos arenosos de origem marinha, o relevo encontrado &eacute; composto principalmente por dunas (m&oacute;veis e fixas), terra&ccedil;os, lagoas plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o e plan&iacute;cie de defla&ccedil;&atilde;o. A &aacute;rea se configura naturalmente como um ambiente fr&aacute;gil. Estes solos quando desprovidos de vegeta&ccedil;&atilde;o apresentam grande mobilidade, o que pode comprometer a qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es a&iacute; residente. </p> 		    <p>Neste panorama inserem-se as dunas de Jenipabu, foco desta pesquisa. Apesar das dunas serem grandes receptoras de atividades e empreendimentos tur&iacute;sticos e imobili&aacute;rios, n&atilde;o s&oacute; de car&aacute;ter local, como tamb&eacute;m, nacional e internacional, este fato promove mudan&ccedil;as em suas configura&ccedil;&otilde;es originais o que pode eventualmente vir a descaracterizar a &aacute;rea. </p> 		    <p>Este trabalho tem como objetivo medir e analisar o transporte e&oacute;lico dos sedimentos dunares respons&aacute;veis pela transgress&atilde;o das dunas e&oacute;licas costeiras, utilizando coletores de areia (<i>Sand Traps</i>) ao longo de um campo de dunas na praia de Jenipabu em escala sazonal, que pode ser aplicada a per&iacute;odos maiores de at&eacute; escala decenal.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. &Aacute;rea de estudo</b></p> 		    <p>O Nordeste brasileiro pode ser dividido em tr&ecirc;s sub-regi&otilde;es: a Meio-Norte compreende os Estados do Maranh&atilde;o e Piau&iacute;; o Nordeste Oriental compreende os Estados do Cear&aacute;, Rio Grande do Norte, Para&iacute;ba, Pernambuco e Alagoas; e a por&ccedil;&atilde;o meridional, da qual fazem parte os estados de Sergipe e Bahia (Andrade, 1967). </p> 		    <p>O Nordeste Oriental pode ainda ser subdividido em duas por&ccedil;&otilde;es distintas sendo a Setentrional, a norte do cabo de S&atilde;o Roque e a Oriental, que se encontra entre o cabo de S&atilde;o Roque e o Rio S&atilde;o Francisco. Na por&ccedil;&atilde;o Oriental al&eacute;m das costas baixas arenosas com dunas m&oacute;veis, podem-se encontrar tamb&eacute;m outros tipos de costa, tais como costas altas de barreiras argilosas que formam fal&eacute;sias do Grupo Barreira, costas de mangue e costas de recifes de arenitos e de corais (Muehe, 2006).</p> 		    <p>&Eacute; nesta por&ccedil;&atilde;o costeira oriental que se localiza a &aacute;rea de estudo no Munic&iacute;pio de Extremoz, entre as coordenadas Este 252.934,5m e 257.335,1m e as coordenadas Norte 9.370.454,9m e 9.364.749,2m UTM 25M (<a href="#f1">Figura 1</a>). </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f1"></a></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f1.jpg" /> </p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2.1. Caracter&iacute;sticas Clim&aacute;ticas</b></p> 		    <p>O clima predominante na regi&atilde;o segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de K&ouml;open &eacute; o tropical com chuvas. Este &eacute; caracterizado por duas esta&ccedil;&otilde;es bem definidas, o ver&atilde;o &eacute; quente enquanto que o outono e o inverno s&atilde;o caracterizados por uma precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica com varia&ccedil;&atilde;o entre 800 a 1.200 mm distribu&iacute;das entre os meses de Fevereiro a Julho. </p> 		    <p>Durante todo o ano, na regi&atilde;o, sopram frequentemente ventos do quadrante E, oriundos do anticiclone semifixo do Atl&acirc;ntico Sul. O dom&iacute;nio deste anticiclone mant&eacute;m a estabilidade do tempo. Esta estabilidade cessa com a chegada das correntes perturbadas, que compreendem, principalmente, quatro sistemas: As correntes perturbadas de norte; as correntes perturbadas de sul, as correntes perturbadas de leste, as correntes perturbadas de oeste (Nimer, 1972).</p> 		    <p>As correntes perturbadas de norte s&atilde;o representadas pelo deslocamento da zona de converg&ecirc;ncia intertropical (ZCIT), oriunda da converg&ecirc;ncia dos al&iacute;sios dos dois hemisf&eacute;rios, &eacute; uma zona de chuvas e trovoadas intensas. Esta depress&atilde;o est&aacute; situada, durante o ano, em m&eacute;dia, pr&oacute;ximo ao paralelo 05oN, mas durante o outono (mar&ccedil;o - abril) alcan&ccedil;a sua posi&ccedil;&atilde;o mais meridional no hemisf&eacute;rio sul e pode provocar chuvas at&eacute; no paralelo 10oS (Nimer, 1972).</p> 		    <p>As correntes perturbadas de sul s&atilde;o representadas por invas&otilde;es de frentes polares, que somente raras vezes, na primavera e no ver&atilde;o, conseguem ultrapassar o paralelo de 15oS, provocando chuvas no litoral. No inverno, a frente polar ultrapassa com mais frequ&ecirc;ncia aquele paralelo (Nimer, 1972).</p> 		    <p>As correntes perturbadas de leste s&atilde;o representadas pelos al&iacute;sios oriundos do anticiclone tropical do Atl&acirc;ntico Sul, est&atilde;o divididos em duas camadas, uma inferior fresca e &uacute;mida, e outra superior, quente e seca. Quanto mais baixa &eacute; esta invers&atilde;o mais est&aacute;vel &eacute; o tempo. No litoral do Nordeste, esta invers&atilde;o &eacute; mais alta, desaparecendo ao contato com a frente polar (ao sul) e com a ZCIT (ao norte) (Nimer, 1972). </p> 		    <p>As correntes perturbadas de oeste raramente atingem o litoral potiguar (Nimer, 1972). O regime de ventos predominante correspondem aos ventos da Massa Equatorial Atl&acirc;ntica (Ea) que encaminha ao litoral do Nordeste (principalmente o litoral norte) os ventos al&iacute;sios de nordeste. Tamb&eacute;m recebe influ&ecirc;ncia dos ventos al&iacute;sios de sudeste formados pela Massa Tropical Atl&acirc;ntica (Ta) (Nimer, 1972). </p> 		    <p>Nesta por&ccedil;&atilde;o do litoral potiguar, a velocidade m&eacute;dia anual dos ventos chega a 4,3m/s, com as maiores m&eacute;dias mensais ocorrendo entre os meses de agosto a novembro, e os menores em mar&ccedil;o e abril. Durante o dia, a velocidade m&eacute;dia dos ventos varia muito, podendo as m&aacute;ximas variar entre 8,3 e 10,3m/s (Tinoco, 2009). </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual em Natal, onde se encontra a esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica mais pr&oacute;xima da &aacute;rea de estudo, foi de 1.704,7mm entre os anos de 1984 &agrave; 2007, neste per&iacute;odo o ano com menor m&eacute;dia de precipita&ccedil;&atilde;o foi 1993, com 858,2mm, enquanto que em 2004 teve a maior m&eacute;dia anual de precipita&ccedil;&atilde;o com 2.438mm (Tinoco, 2009).</p> 		    <p>A esta&ccedil;&atilde;o chuvosa nesta por&ccedil;&atilde;o do litoral potiguar estende-se de mar&ccedil;o a agosto, quando os totais mensais, em m&eacute;dia, excedem os 100mm. Outubro, novembro e dezembro s&atilde;o os meses mais secos, com total de precipita&ccedil;&atilde;o, em m&eacute;dia, abaixo de 40mm (Tinoco, 2009).</p> 		    <p>A m&eacute;dia da umidade relativa do ar na cidade de Natal &eacute; bastante homog&ecirc;nea e est&aacute;vel, com valor m&eacute;dio anual de 79,3%, raramente alcan&ccedil;am valores inferiores &aacute; 74%, onde os valores mais altos s&atilde;o encontrados nos meses de abril, maio, junho e julho, que correspondem em grande parte ao per&iacute;odo de temperaturas mais baixas (Tinoco, 2009).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3. M&eacute;todos </b></p> 		    <p><b>3.1. Mapeamento da &Aacute;rea de Estudo</b></p> 		    <p>A &aacute;rea de estudo &eacute; composta por diferentes unidades geol&oacute;gicas e geomorfol&oacute;gicas, as quais foram referidas como unidades de paisagem. Estas unidades foram classificadas utilizando-se de an&aacute;lise visual sobre fotografias a&eacute;reas do acervo de imagens do IDEMA (Instituto de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Meio Ambiente), datadas de 2005, obtidas em escala aproximada de 1:20.000. Foram utilizadas tamb&eacute;m imagens utilizadas foram Ortofotos 2005 com escala aproximada 1:10.000 e resolu&ccedil;&atilde;o espacial de 5m. Estas foram retificadas, georreferenciadas e o mosaico fotogr&aacute;fico elaborado. Para o mapeamento foi utilizada o sistema de referencia UTM, na zona 25S e o Datum SIRGAS 2000.</p> 		    <p>As Unidades de Paisagens se individualizam pelo relevo, clima, cobertura vegetal, solos ou at&eacute; mesmo pelo arranjo estrutural e o tipo de litologia ou exclusivamente por um desses elementos (Ross, 1992). A categoria de an&aacute;lise das Unidades de Paisagem &eacute; definida como geossistemas. Estes s&atilde;o definidos como fen&ocirc;menos naturais (aspectos geomorfol&oacute;gicos, clim&aacute;ticos, hidrol&oacute;gicos e fitogeogr&aacute;ficos) que englobam os fen&ocirc;menos antr&oacute;picos (aspectos sociais e econ&ocirc;micos). Somados representam a paisagem modificada ou n&atilde;o pela sociedade (Guerra &amp; Mar&ccedil;al, 2006). As unidades relevantes para este trabalho foram definidas como: dunas m&oacute;veis, colina de areia acumulada por a&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica sem cobertura vegetal; dunas vegetadas, colina de areia acumulada por a&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica com cobertura vegetal; cobertura vegetal, &aacute;reas planas cobertas por vegeta&ccedil;&atilde;o tais como manguezais, restinga, caatinga e mata atl&acirc;ntica; duna frontal e praia s&atilde;o cadeias de dunas paralelas &agrave; linha de costa e faixa de praia; superf&iacute;cie de defla&ccedil;&atilde;o; campo aberto; &aacute;rea alagada; &aacute;rea ocupada; e corpos de &aacute;gua. Estas unidades est&atilde;o representadas no Mapa de Unidades de Paisagem da &aacute;rea. (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f2"></a></p> 	        ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f2.jpg" /> </p>         
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.2. Coletores de Sedimentos</b></p> 		    <p>O transporte e&oacute;lico &eacute; um processo afetado por in&uacute;meras vari&aacute;veis e por isso dif&iacute;cil de ser registrado com exatid&atilde;o. Ao longo do tempo in&uacute;meros autores v&ecirc;m tentando estabelecer um m&eacute;todo eficiente aplic&aacute;vel &agrave; medida do transporte e&oacute;lico de um determinado local (Rosen, 1978; Leatherman, 1978; Goldsmith, 1978; Illemberger &amp; Rust, 1986; Pye e Tsoar, 1990). De modo que existem diferentes modelos de coletores de sedimentos onde cada qual apresenta suas vantagens e desvantagens. </p> 		    <p>Os coletores verticais, utilizados nesse trabalho t&ecirc;m como vantagem o custo e a facilidade de fabrica&ccedil;&atilde;o. Inicialmente propostos por Leatherman (1978) modificados pelos autores, seu inconveniente principal &eacute; o da altera&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es do fluxo do ar por sua mera presen&ccedil;a, chegando inclusive a formar pequenas depress&otilde;es &agrave; sua frente, o que impede a coleta de sedimentos transportados por arrasto (Pye &amp; Tsoar, 1990). </p> 		    <p>Para se compreender a din&acirc;mica do campo de dunas m&oacute;veis de Jenipabu e as implica&ccedil;&otilde;es do seu uso e ocupa&ccedil;&atilde;o foram instalados coletores de areia nos meses de setembro 2011 e dezembro de 2011. Este per&iacute;odo de estudo foi escolhido porque nele observam-se ventos mais fortes e o in&iacute;cio do decl&iacute;nio da velocidade do vento. A diminui&ccedil;&atilde;o das precipita&ccedil;&otilde;es e aumento da velocidade dos ventos al&iacute;sios de S-SE incidentes na costa Leste do litoral potiguar favorecem o deslocamento de sedimentos, principalmente os costeiros de origem marinha, e atuam diretamente nos processos morfogen&eacute;ticos de constru&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o do relevo local (Tinoco, 2009). Os fortes ventos, juntamente com a baixa umidade, contribuem ainda para a ocorr&ecirc;ncia de eros&atilde;o e&oacute;lica, sobretudo naquelas &aacute;reas desprovidas de cobertura vegetal, promovendo o abatimento de parte deste relevo.</p> 		    <p>Vale ressaltar ainda que os dados obtidos em campo, apesar de adquiridos de forma direta formam um par&acirc;metro para uma an&aacute;lise morfodin&acirc;mica que n&atilde;o reflete o valor real de transporte e&oacute;lico de um determinado local, posto que &eacute; imposs&iacute;vel dimensionar e avaliar todas as vari&aacute;veis ambientais presentes no exato momento em que se deu a captura dos sedimentos pelo coletor, assim como inferir o comportamento dessas vari&aacute;veis durante o resto do tempo (Pye &amp; Tsoar, 1990).</p> 		    <p>A escolha do posicionamento dos coletores foi baseada nos crit&eacute;rios estabelecidos por Pye e Tsoar (1990) no trabalho realizado em Israel. Os crit&eacute;rios observados foram: dist&acirc;ncia de obst&aacute;culos naturais ou artificiais, evitando a interfer&ecirc;ncia destes obst&aacute;culos nos resultados; distribui&ccedil;&atilde;o longitudinal ao longo do eixo dunar e posicionamento em rela&ccedil;&atilde;o a um mesmo eixo transversal. A abertura do coletor sempre foi posicionada voltada para a dire&ccedil;&atilde;o preferencial do vento. </p> 		    <p>Os coletores utilizados foram do tipo vertical, baseados no modelo desenvolvido por Rosen (1978) (Nordstrom <i>et al.</i>, 2006; Nordstorm <i>et al.</i>, 2011). Este modelo tamb&eacute;m foi utilizado por Paiva (2011) na praia de Maracaja&uacute; localizada no munic&iacute;pio de Maxaranguape ao norte da &aacute;rea de estudo. S&atilde;o constitu&iacute;dos por tubos de PVC com dimens&atilde;o de 120 x 10cm, onde a parte inferior &eacute; utilizada como armazenador dos sedimentos capturados por meio de duas aberturas de 7cm de largura por 50cm de altura, dispostas em lados opostos do coletor. A abertura livre &eacute; colocada a barlavento, a outra, a sotavento, &eacute; coberta por uma tela de 60&micro;m. Os coletores foram enterrados at&eacute; que a base da janela livre, voltada para a pista do vento, coincidisse com a superf&iacute;cie do terreno. Neste trabalho foram utilizados tamb&eacute;m coletores com aberturas reduzidas na altura, sendo um tipo com abertura inferior (tipo “I”) e, outro, com abertura superior (tipo “S”) situada a 25cm da superf&iacute;cie (<a href="#f3">Figura 3</a>). </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f3"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f3.jpg" /> </p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Durante os dias 13, 21 e 29 de setembro e dia 08 de dezembro de 2011 foram realizadas expedi&ccedil;&otilde;es de campo para coleta de sedimentos. Nos dias 21 (campo “b”) e 29 (campo “c”) de setembro foram utilizados coletores iguais com apenas um tipo de abertura (tipo “T”), enquanto que nos dias 13 de setembro (campo “a”) e 08 de dezembro (campo “d”) foram utilizados os coletores com aberturas superior (tipo “S”) e inferior (tipo “I”) em seis pontos de coleta, de acordo com o mapa (<a href="#f4">Figura 4</a>). </p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><a name="f4"></a></p> 	    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f4.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Para que fosse poss&iacute;vel comparar os dados entre os campos onde foram utilizados os coletores tipo “T” com os dados coletados utilizando tipo “I” e tipo “S” devido as dimens&otilde;es dos coletores ao somar a &aacute;rea das aberturas dos coletores tipo “I” e tipo “S” t&ecirc;m-se o equivalente &agrave; abertura de um coletor tipo “T” (nas expedi&ccedil;&otilde;es dos dias 13 de setembro e 08 de dezembro coletor tipo “I+S = T”). As armadilhas coletaram em cada ponto at&eacute; tr&ecirc;s vezes ao dia, entre &agrave;s 8:00hs e 18:00hs, com tempo m&eacute;dio de amostragem de 2 horas (<a href="#f5">Figura 5</a>). No local dos pontos de coleta, os dados meteorol&oacute;gicos foram obtidos a 2m de altura atrav&eacute;s de uma esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica port&aacute;til.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f5"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f5.jpg" /></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Para melhor entender o funcionamento da din&acirc;mica de transporte de sedimentos do campo de dunas foram feitos quatro perfis longitudinais coincidentes com os pontos de coleta, em seguida foram comparados os valores das m&eacute;dias das cargas e&oacute;licas em cada ponto ao longo desses perfis (<a href="#f4">Figura 04</a>). Utilizando crit&eacute;rios morfol&oacute;gicos e dist&acirc;ncia da superf&iacute;cie de defla&ccedil;&atilde;o, os perfis transversais cortam o campo de dunas em quatro subambientes geomorfol&oacute;gicos: base, meio proximal, meio distal e topo. Por exemplo, os coletores do tipo “T” (campos “b” e “c”) foram colocados formando tr&ecirc;s perfis longitudinais paralelos J11, J12 e J13; J31, J32, J33, J21 e J34; J41, J42, J43 e J51.</p> 		    <p>Os coletores do tipo “I” e “S” empregados nos campos “a” e “d” tamb&eacute;m foram posicionados em um perfil longitudinal ao campo de dunas (J1, J2, J3, J42); assim como, transversalmente, em tr&ecirc;s pontos no topo do campo de dunas (J41, J42 e J43). </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.3. An&aacute;lise de Sedimentos</b></p> 		    <p>Depois de lavadas com &aacute;gua, as amostras foram pesadas em balan&ccedil;a digital. Posteriormente, os dados foram organizados em planilhas para an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o com dados meteorol&oacute;gicos obtidos em campo, assim como a rela&ccedil;&atilde;o entre perfis longitudinais e transversais relativos aos pontos de coleta. </p> 		    <p>As amostras dos campos “a” e “c” foram pesadas e uma por&ccedil;&atilde;o de 100g de cada uma das amostras retirada para an&aacute;lise granulom&eacute;trica em todos os pontos de coleta. Ap&oacute;s, se processou a an&aacute;lise mec&acirc;nica com o uso de peneiras com aberturas de 2 mm (areia muito grossa) a 0,062mm (areia muito fina), no Laborat&oacute;rio de Sedimentologia do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN (<a href="#f4">Figura 04</a>).</p> 		    <p>Para que fosse conhecida a carga e&oacute;lica obtida pelos coletores nos pontos amostrados, durante os trabalhos de campo, foram utilizadas duas f&oacute;rmulas matem&aacute;ticas gerais que originaram uma formula simplificada. A primeira equa&ccedil;&atilde;o geral &eacute; composta pelos valores de massa de sedimento coletado, a altura da abertura dos coletores utilizados em metros e uma altura de refer&ecirc;ncia (1 metro linear), <br /> 		  equa&ccedil;&atilde;o (<a href="#e1">1</a>a).</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Enquanto que a segunda equa&ccedil;&atilde;o geral utilizou valores de quantidade de sedimento coletado por metro linear, tempo de exposi&ccedil;&atilde;o das armadilhas para a coleta de cada amostra e o tempo de refer&ecirc;ncia de uma hora, equa&ccedil;&atilde;o (<a href="#e1">1</a>b). E uma f&oacute;rmula simplificada que une as duas f&oacute;rmulas gerais em uma s&oacute;, equa&ccedil;&atilde;o (<a href="#e1">1</a>c).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="e1"></a></p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05e1.jpg" /></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Onde Qp &eacute; equivalente carga e&oacute;lica em Kg. m<sup>-1</sup> para o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o de cada coleta; Qp’ &eacute; a carga e&oacute;lica em Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>; h a altura refer&ecirc;ncia de 1metro; ?h a altura da abertura dos coletores utilizados; m &eacute; a massa da amostra; t o tempo refer&ecirc;ncia utilizado de uma hora e ?t o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o de cada coletor em cada amostragem. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.4. Caracter&iacute;sticas dos Ventos Locais</b></p> 		    <p>Para realizar o estudo do regime de ventos da &aacute;rea foram utilizados dados coletados em campo com o aux&iacute;lio de uma esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica port&aacute;til do tipo <i>Kestrel</i> 4000, medidos a 2m do ch&atilde;o. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o complementadas por dados correspondentes ao per&iacute;odo de 1960 a 2000, registrados pela Esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica de Natal (distante cerca de 12 km ao sul da &aacute;rea de trabalho), fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE. Os registros foram organizados e, posteriormente, compilados em planilhas do Excel para estabelecer frequ&ecirc;ncias de dire&ccedil;&atilde;o e velocidade do vento.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.5. Analise Estat&iacute;stica</b></p> 		    <p>Esta se&ccedil;&atilde;o do trabalho apresenta a fundamenta&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, conceitual e metodol&oacute;gica, utilizada neste estudo. Foi utilizada a an&aacute;lise estat&iacute;stica de regress&atilde;o linear simples. Em todas as an&aacute;lises foram feitas as estat&iacute;sticas descritivas (Ayres <i>et al.</i> 2007). Todas elas feitas com o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% (alfa=0,05).</p> 	    <p>Para que fosse poss&iacute;vel relacionar a velocidade do vento com a quantidade de sedimentos coletada foi feita um regress&atilde;o linear simples, que consiste em uma tentativa de estabelecer uma equa&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica linear (linha reta) que descreva o relacionamento entre duas vari&aacute;veis, no caso a velocidade do vento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quantidade de sedimento coletada. Da mesma forma como usamos a m&eacute;dia para resumir uma vari&aacute;vel aleat&oacute;ria, a reta de regress&atilde;o &eacute; usada para resumir a estimativa linear entre duas vari&aacute;veis aleat&oacute;rias (Lapponi, 1997).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.6. An&aacute;lise do Terreno</b></p> 		    <p>A an&aacute;lise de terreno na &aacute;rea de estudo foi feita com base em Ortofoto de 2005, de onde foram obtidas curvas de n&iacute;vel, equidistantes 1m, adquiridas com o Instituto de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Meio Ambiente do RN (IDEMA) por meio do Projeto de Mapeamento do Litoral Oriental do Estado do Rio Grande do Norte. Com o aux&iacute;lio de um software de geoprocessamento, as cotas dessas curvas de n&iacute;vel foram transformadas em pontos para que pudesse ser criado um modelo digital do terreno <i>TIN</i>.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.6.1. Superf&iacute;cie <i>TIN</i></b></p> 	    <p>A Malha Triangular Irregular <i>TIN</i> (<i>Triangulated Irregular Network</i>) &eacute; uma ferramenta que tem sido usada em Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas (SIG) por muitos anos e apresenta um modelo significativo para representar a morfologia de uma superf&iacute;cie. Nos modelos do tipo <i>TIN</i> as superf&iacute;cies topogr&aacute;ficas s&atilde;o modeladas, por meio de conjuntos de tri&acirc;ngulos cont&iacute;nuos e n&atilde;o sobrepostos, definidos no plano xy e com v&eacute;rtices apoiados nas proje&ccedil;&otilde;es horizontais de pontos com coordenadas (planim&eacute;tricas e altim&eacute;tricas) conhecidas e dispostas irregularmente de modo a caracterizar as singularidades topogr&aacute;ficas das superf&iacute;cies em quest&atilde;o (Fowler &amp; Little, 1979). Para cria&ccedil;&atilde;o de um modelo <i>TIN</i> podem ser utilizados dois m&eacute;todos, o de triangula&ccedil;&atilde;o Delaunay ou de ordena&ccedil;&atilde;o de dist&acirc;ncias, para este estudo foi utilizado o primeiro.</p> 	    <p>O m&eacute;todo de triangula&ccedil;&atilde;o de Delaunay &eacute; um dos mais conhecidos e pode ser empregado em diversos aplicativos de edi&ccedil;&atilde;o e visualiza&ccedil;&atilde;o 3-D de dados cartogr&aacute;ficos (Figueiredo &amp; Carvalho, 1991) onde as faces destes tri&acirc;ngulos, justapostas, criam uma superf&iacute;cie cont&iacute;nua, representando o terreno correspondente e assim formar a Malha Triangular Irregular <i>TIN</i>.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois de criada a Superf&iacute;cie <i>TIN</i> com o aux&iacute;lio de um software de SIG, foram criados os perfis altim&eacute;tricos transversais e longitudinais do campo de dunas objeto do estudo coincidentes com os pontos de coleta, para que fosse poss&iacute;vel a correla&ccedil;&atilde;o entre a geometria das dunas com a carga e&oacute;lica.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4. Resultados</b></p> 		    <p><b>4.1. Mapeamento de Unidades de Paisagem</b></p> 		    <p>Com base na metodologia utilizada foi confeccionado o mapa de Unidades de Paisagem e a partir da an&aacute;lise deste, percebeu-se que as Dunas M&oacute;veis formadas por dep&oacute;sitos arenosos caracterizados por sedimentos e&oacute;licos de composi&ccedil;&atilde;o quartzosa e granulometria de fina a m&eacute;dia, bem selecionados, os quais s&atilde;o associados ao desenvolvimento do litoral atual formando cord&otilde;es paralelos a linha de praia. Esta unidade corresponde a aproximadamente 40% da &aacute;rea de estudo e est&aacute; situada entre as de unidades superf&iacute;cie de defla&ccedil;&atilde;o e dunas vegetadas. Trata-se da unidade com din&acirc;mica mais acentuada, deslocando-se de SE para NW. A frente de seu percurso s&atilde;o encontradas fei&ccedil;&otilde;es importantes tais como a lagoa de Jenipabu, atrativo tur&iacute;stico internacional do estado, e uma superf&iacute;cie vegetada, j&aacute; intensamente ocupada, formada por restos de dunas mais antigas aplainadas pela intensa morfodin&acirc;mica quatern&aacute;ria. Possui uma extens&atilde;o de 2,2km na por&ccedil;&atilde;o mais a sul e 1km na por&ccedil;&atilde;o mais a norte e 4,4km no eixo NS, &eacute; formada principalmente por dunas parab&oacute;licas em forma de grampo e ancinho sobrepostas. S&atilde;o envoltas por dunas vegetadas onde a extens&atilde;o dessas caracteriza a extens&atilde;o das dunas m&oacute;veis, onde as dunas vegetadas s&atilde;o mais extensas as dunas m&oacute;veis s&atilde;o menos extensas. </p> 		    <p>As Dunas Vegetadas s&atilde;o compostas por sedimentos e&oacute;licos quatern&aacute;rios atualmente fixados pela vegeta&ccedil;&atilde;o natural arbustiva, predominantemente composta por areias quartzosas. A Superf&iacute;cie de Defla&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea mapeada encontra-se ocupada por constru&ccedil;&otilde;es e planta&ccedil;&otilde;es, na por&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o est&aacute; ocupada pode-se encontrar vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira e alguns afloramentos do len&ccedil;ol fre&aacute;tico. </p> 		    <p>As Dunas Frontais s&atilde;o cadeias de dunas paralelas &agrave; linha de costa, formadas a partir de acumula&ccedil;&atilde;o de sedimentos frente a obst&aacute;culos tais como tufos de vegeta&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o de p&oacute;s-praia, a qual pode ser submetida a retrabalhamento pela mar&eacute; em per&iacute;odos de siz&iacute;gia ou tempestades, pode-se encontrar cobertura vegetal incipiente. Enquanto que os dep&oacute;sitos de praia s&atilde;o constitu&iacute;dos predominantemente por quartzo. Podem-se encontrar estruturas de ravinamento, marcas de deixa e marcas de ondas ao longo da linha de praia e no estir&acirc;ncio. Esta unidade sedimentar est&aacute; sujeita a constante retrabalhamento por processos principalmente marinhos e e&oacute;licos e secundariamente fluviais. </p> 		    <p>Os Corpos de &Aacute;gua encontrados na &aacute;rea de trabalho s&atilde;o: a Lagoa de Jenipabu, uma lagoa perene que est&aacute; localizada a oeste das dunas m&oacute;veis com di&acirc;metro de cerca de 300m na maior por&ccedil;&atilde;o da lagoa e 170m na menor; o Rio Cear&aacute;-Mirim, rio que corta a por&ccedil;&atilde;o norte da &aacute;rea mapeada com leito aproximado de 200m no estu&aacute;rio e entre 30m e 50m ao longo do curso; o Rio Doce que corta a parte sul da &aacute;rea mapeada com o leito de aproximadamente 10m de largura; e o oceano Atl&acirc;ntico. </p> 		    <p>As &Aacute;reas Alagadi&ccedil;as s&atilde;o formadas por &aacute;reas onde o len&ccedil;ol fre&aacute;tico encontra-se pr&oacute;ximo a superf&iacute;cie e que durante a &eacute;poca de chuvas formam lagoas tempor&aacute;rias principalmente na &aacute;rea da bacia de defla&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o &aacute;reas pequenas espalhadas pela &aacute;rea vegetada e plan&iacute;cie de defla&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>&Aacute;reas Ocupadas encontram-se espalhadas por toda a extens&atilde;o do territ&oacute;rio mapeado, consistem em &aacute;reas onde h&aacute; qualquer tipo de ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica, tais como &aacute;reas urbanas, loteamentos, planta&ccedil;&otilde;es e cria&ccedil;&otilde;es de animais, tais como a vila de Santa Rita, casas de veraneio pr&oacute;ximas &agrave; praia ocupando grande parte da bacia de defla&ccedil;&atilde;o e parte da duna e tamb&eacute;m planta&ccedil;&otilde;es de coco. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Cobertura vegetal &eacute; composta por &aacute;reas cobertas por vegeta&ccedil;&atilde;o tais como manguezais, restinga, caatinga e mata atl&acirc;ntica que ocupa uma &aacute;rea de aproximadamente 40% do terreno mapeado, concentrados na por&ccedil;&atilde;o oeste da &aacute;rea, por&eacute;m encontram-se por&ccedil;&otilde;es de campo aberto e &aacute;reas antropizadas dentro de seu territ&oacute;rio (<a href="#f2">Figura 02</a>). </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4.2. Caracter&iacute;sticas do Ar e do Vento Locais</b></p> 		    <p>Durante os trabalhos de campo foram verificadas temperaturas entre 26,5&ordm;C e 31,4&ordm;C durante todo o monitoramento e em cada  		trabalho de campo foram verificadas temperaturas que variaram entre 27,6&ordm;C e 28,2&ordm;C no campo “a” (dia 13 de setembro de 2011).  		Assim como no campo “b” (dia 21 de setembro de 2011) foram verificadas temperaturas entre 26,8&ordm;C e 28,5&ordm;C. Enquanto que no campo “c”  		(dia 29 de setembro de 2011) durante o tempo de monitoramento a temperatura foi de 27,0&ordm;C at&eacute; 30,6&ordm;C. E no campo “d” (dia  		0,8 de dezembro de 2011) a temperatura vista em campo variou de 28,0&ordm;C a 31,4&ordm;C (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t1"></a></p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05t1.jpg" /></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os valores da umidade relativa do ar durante o per&iacute;odo do monitoramento foram verificados valores entre 63,1 e 79,2% em todos os trabalhos de campo, enquanto que durante o campo “a” foram verificados valores de 67,2% &agrave; 75,1%. No campo “b” os valores de umidade relativa do ar variaram entre 69,8% e 75,6%, j&aacute; no campo “c” foram verificados valores entre 67,7% e 77,8%. E no campo “d” os valores encontrados variaram entre 63,1% e 72,3% (<a href="#t1">Tabela 1</a>). </p> 	    <p>Ao verificar os valores de umidade relativa do ar encontrados p&ocirc;de-se perceber uma tend&ecirc;ncia similar para todos os trabalhos de campo que apresentaram valores altos pr&oacute;ximos a base do campo de dunas, os quais iam diminuindo em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; por&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do campo de dunas e esses valores voltavam a subir no topo do campo de dunas durante a manh&atilde;. No per&iacute;odo da tarde, esse padr&atilde;o se repete com valores mais baixos que durante a amanh&atilde;. </p> 		    <p>A velocidade do vento verificada em campo durante o per&iacute;odo do monitoramento ficou entre 3,1 e 12,3m/s durante todos os trabalhos  		de campo. Durante o campo “a” a velocidade do vento variou entre 4,3 e 9,5m/s, j&aacute; no campo “b” foram encontradas velocidades que  		variaram entre 7,0 e 11,5m/s, no campo “c” as velocidades encontradas foram de 7,7 at&eacute; 12,3m/s. E no campo “d” a velocidade do vento  		variou entre 3,10 e 7,6m/s (<a href="#t1">Tabela 01</a>). </p> 		    <p>A varia&ccedil;&atilde;o da velocidade do vento ocorre devido, principalmente a localiza&ccedil;&atilde;o do ponto de coleta, assim como com o per&iacute;odo do ano. No campo “a” o primeiro ponto de coleta localizava-se na base do campo de dunas, a qual fica pr&oacute;xima de v&aacute;rias constru&ccedil;&otilde;es (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f6.jpg" target="_blank">Figura 06a</a>), com isso a velocidade do vento que incide nessa &aacute;rea &eacute; bem baixa, entre 4 e 5m/s. </p> 		    
<p>A velocidade do vento aumenta em dire&ccedil;&atilde;o ao topo do campo de dunas, com exce&ccedil;&atilde;o do ponto de coleta pr&oacute;ximo ao ponto de parada de <i>buggys</i> (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f6.jpg" target="_blank">Figura 06b</a>), onde este apresenta valores mais baixos do que os outros pontos de coleta no topo do campo de dunas durante o per&iacute;odo da manh&atilde;. No per&iacute;odo da tarde, no entanto, os valores de velocidade do vento verificados nesse ponto s&atilde;o semelhantes aos valores dos demais pontos de coleta no topo do campo de dunas. Pois durante o per&iacute;odo de coleta os passeios de <i>buggy</i> se concentravam no per&iacute;odo da manh&atilde;.</p> 	    
<p>O estudo da velocidade do vento foi feito a partir de dados coletadas na Esta&ccedil;&atilde;o Climatol&oacute;gica Principal da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, localizada no bairro de Lagoa Nova, em Natal (latitude 5&ordm;50’S, longitude 35&ordm;12’W e altitude de 49m), entre os anos de 1960 a 2000, apesar dessa esta&ccedil;&atilde;o estar localizada &agrave; cerca de 12km ao Sul da &aacute;rea de estudo, a utiliza&ccedil;&atilde;o desses dados para a caracteriza&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica se justifica pelas condi&ccedil;&otilde;es semelhantes dos dois locais, tendo em vista a uniformidade da paisagem e, tamb&eacute;m, por ser a esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica situada mais pr&oacute;xima da &aacute;rea de estudo.</p> 		    <p>Ainda a partir da an&aacute;lise dos dados da esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica verificou-se tamb&eacute;m a m&eacute;dia  		mensal da velocidade do vento, assim como a dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia mensal durante esse per&iacute;odo, de 1960 a 2000 e assim  		verificar que a dire&ccedil;&atilde;o preferencial dos ventos na regi&atilde;o, durante todos os meses do ano varia sempre no quadrante  		SE, e a velocidade m&eacute;dia mensal &eacute; menor durante os meses de mar&ccedil;o e abril com valores de 3,22 e 3,29m/s, come&ccedil;a  		a aumentar a partir de maio chegando ao m&aacute;ximo nos meses de agosto e setembro, com valores de 4,18m/s, quando volta a diminuir  		durante o m&ecirc;s de outubro com velocidade m&eacute;dia de 4,11m/s at&eacute; alcan&ccedil;ar o valor mais baixo em mar&ccedil;o de  		3,22m/s (<a href="#f7">Figura 07</a>). Com base nos dados de velocidade dos ventos foram escolhidos os per&iacute;odos para a realiza&ccedil;&atilde;o dos  		trabalhos de campo, foi selecionado o per&iacute;odo com a maior velocidade de vento para que fosse realizada a maioria dos trabalhos de  		campo e tamb&eacute;m foi escolhido um momento em que j&aacute; houvesse iniciado o decl&iacute;nio da velocidade do vento  		(<a href="#f7">Figura 7</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f7"></a></p> 	        <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f7.jpg" /> </p>         
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4.3. Carga E&oacute;lica </b></p> 		    <p>Sabe-se que o fluxo de sedimentos varia ao longo de uma duna (Bagnold, 1941), neste trabalho pode-se perceber essa varia&ccedil;&atilde;o ao se comparar os valores de carga e&oacute;lica verificados a partir da implanta&ccedil;&atilde;o de coletores de sedimento, em diferentes setores do campo de dunas, como foi apresentado anteriormente. </p> 		    <p>Ao analisarem-se os valores verificados de fluxo de sedimentos na base do campo de dunas no campo “a” percebeu-se que a taxa de sedimenta&ccedil;&atilde;o no ponto mais pr&oacute;ximo a base do campo de dunas (J1*) (<a href="#f4">Figura 4</a>) era praticamente nula, menor que 0,01Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>. Devido a esse valor nos campos seguintes foi utilizado como ponto de coleta mais pr&oacute;ximo &agrave; base do campo de dunas o ponto J1 (<a href="#f4">Figura 04</a>). Assim ao longo dos tr&ecirc;s trabalhos de campos seguintes pode-se perceber que na base do campo de dunas foram verificados valores entre 0,19 e 1,75Kg. m-1. h<sup>-1</sup> entre as coletas dos dias 13, 21, 29 de setembro e 08 de dezembro das 08 &agrave;s 18 horas. Analisando com mais detalhes os maiores valores de fluxo de sedimento verificados desse setor do campo de dunas, em condi&ccedil;&otilde;es normais, foram verificados nas segundas e terceiras coletas, entre os hor&aacute;rios de 14 &agrave;s 17 horas aproximadamente, os maiores valores de carga e&oacute;lica de sedimentos de 0,63 e 0,27Kg. m-1. h<sup>-1</sup> com exce&ccedil;&atilde;o do campo “b” (21 de setembro) onde foram verificados os valores mais altos desse setor na primeira coleta do dia, por volta das 8 horas (<a href="#f8">Figura 08</a>). </p> 	    <p>Na por&ccedil;&atilde;o central do campo de dunas foram verificados quatro pontos de coleta, dois mais pr&oacute;ximos a base (J32 e J42) e dois mais pr&oacute;ximos ao topo (J33 e J43) (<a href="#f4">Figura 4</a>). Onde nos pontos de coleta mais pr&oacute;ximos &agrave; base do campo de dunas foram encontrados valores entre 0,17 e 1,13Kg. m-1. h<sup>-1</sup> do mesmo modo que o apresentado anteriormente, valores verificados durante o campo “d” (08 de dezembro) s&atilde;o inferiores aos valores verificados nos outros campos devido a velocidade do vento relativa &agrave; &eacute;poca do ano na qual a coleta foi realizada, neste trabalho de campo foram verificados valores entre 0,33 e 1,30Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>. Enquanto que durante as demais visitas &agrave; campo os menores valores encontrados foram verificados durante as primeiras coletas de cada trabalho de campo, por volta das 8 &agrave;s 10 horas com valores variando entre 0,17 a 4,98Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o campo “a”, de 0,08 a 4,00Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o campo “b” e 0,08 a 4,30Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o trabalho de campo “c” (<a href="#f8">Figura 8</a>).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><a name="f8"></a></p> 	    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f8.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Os maiores valores de carga e&oacute;lica de sedimentos encontrados nesse setor foram verificados durante as terceiras e quartas coletas por volta das 14 e 17 horas, com exce&ccedil;&atilde;o do campo “b” (21 de setembro) onde n&atilde;o foram feitas &agrave; tarde devido a chuva, pois n&atilde;o h&aacute; transporte de sedimentos e&oacute;licos durante a chuva (Nordstrom, 1990), os maiores valores encontrados foram de 11,39Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> no campo “a” e de 4,99Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>  no campo “c” (<a href="#f8">Figura 8</a>). </p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Enquanto que nos pontos de coleta mais pr&oacute;ximos ao topo do campo de dunas foram encontrados valores maiores, de modo geral, do que os valores coletados no setor mais pr&oacute;ximo &agrave; base do campo de dunas com valores entre 0,17 e 11,39Kg m<sup>-1</sup> h<sup>-1</sup> do mesmo modo que o apresentado anteriormente, valores verificados durante o campo “d” (08 de dezembro) s&atilde;o inferiores aos valores verificados nos outros campos devido &agrave; velocidade do vento relativa &agrave; &eacute;poca do ano, na qual a coleta foi realizada e foram verificados valores entre 0,08 e 1,13Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>. Enquanto que durante as demais visitas ao campo os menores valores encontrados foram verificados durante as primeiras coletas de cada trabalho de campo, por volta das 8 &agrave;s 10 horas com valores variando entre 0,17Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>  durante o campo “a”, de 0,53Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o trabalho de campo “b” e de 0,19Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o campo “c” (<a href="#f8">Figura 8</a>). </p> 	    <p>Os maiores valores de carga e&oacute;lica de sedimentos encontrados nesse setor foram verificados durante as terceiras e quartas coletas por volta das 14 e 17 horas, os maiores valores encontrados foram de 11,39Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o campo “a” 4,00Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o trabalho de campo “b” e 1,78Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o campo “c”.</p> 	    <p>J&aacute; no topo do campo de dunas s&atilde;o encontrados valores bem maiores do que os valores verificados na base. Foram encontrados  	nesse setor valores entre 0,08 e 6,02Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> sendo que do mesmo modo que na base do campo de dunas os valores  	verificados durante o campo “d” (08 de dezembro) s&atilde;o inferiores aos valores verificados nos outros campos devido &agrave; velocidade do  	vento, devido a esta&ccedil;&atilde;o do ano, onde os valores variaram entre 0,08 e 0,52Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>.</p> 		    <p>Os menores valores foram verificados durante as primeiras coletas dos dias, sendo que estas variaram de 0,08Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> no campo “d” (08 de dezembro) e 8,02Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> no campo “a” (13 de setembro), 6,02Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> no campo “b” (21 de setembro) e 0,08Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> no campo “c” (29 de setembro) os quais foram coletados entre 8 e 11 horas. Os maiores valores foram verificados nas terceiras e quartas coletas de cada campo entre as 15 e 17 horas, exceto no campo “b”, onde foi poss&iacute;vel fazer apenas uma coleta devido &agrave; chuva, e foram verificados valores entre 2,31 e 3,87Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>.  (<a href="#f8">Figura 8</a>).</p> 	    <p>Com isso pode-se dizer que o campo de dunas apresenta um balan&ccedil;o sedimentar negativo, ou seja, a quantidade de sedimento que sai do sistema &eacute; maior que a quantidade que entra no sistema.</p> 		    <p>Al&eacute;m disso, pode-se dizer que carga e&oacute;lica aumenta da base em dire&ccedil;&atilde;o ao topo do campo de dunas, assim como, o transporte de sedimentos &eacute; mais intenso durante o inverno (setembro) do que durante o ver&atilde;o (dezembro).</p> 		    <p>Com a separa&ccedil;&atilde;o de 25 cm pode-se perceber as varia&ccedil;&otilde;es de granulometria e de fluxo de sedimentos em diferentes alturas. Nos coletores tipo “I” pode-se perceber uma taxa de transporte de sedimentos bem maior do que a verificada nos coletores tipo “S” a qual variou de 0,08Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> a 8,50Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> na por&ccedil;&atilde;o inferior, em um mesmo ponto de coleta durante o mesmo espa&ccedil;o de tempo. Assim como se podem perceber varia&ccedil;&otilde;es na granulometria dos sedimentos coletados nessas diferentes alturas, nos coletores tipo “I” os sedimentos coletados apresentaram menores quantidades de areia fina, quantidades similares de areia grossa e maiores quantidades de areia m&eacute;dia em rela&ccedil;&atilde;o aos coletores com abertura superior.</p> 		    <p>Sabe-se que a taxa de transporte de sedimentos se modifica em um mesmo ponto ao variar a altura da verifica&ccedil;&atilde;o (Bagnold, 1941), neste trabalho pode-se perceber essa diferen&ccedil;a devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de coletores segmentados para, assim, comparar os valores de carga e&oacute;lica encontrados no n&iacute;vel da superf&iacute;cie e a 25 cm da mesma. Na literatura internacional existem poucas refer&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o a c&aacute;lculos de transporte e&oacute;lico utilizando armadilhas de areia verticais (Pye &amp; Tsoar, 1990; Rosen, 1978; Leatherman, 1978). Onde estas mostram a quantidade de sedimento transportado por toda a extens&atilde;o da abertura da armadilha. Por&eacute;m sabe-se que o transporte e&oacute;lico apresenta varia&ccedil;&otilde;es granulom&eacute;tricas e quantitativas em fun&ccedil;&atilde;o da velocidade do vento e da altura do transporte, com isso decidiu-se quantificar essa varia&ccedil;&atilde;o utilizando coletores segmentados.</p> 		    <p>Ao comparar os valores verificados de carga e&oacute;lica nos coletores tipo “I” e “S” pode-se perceber que no primeiro os valores s&atilde;o superiores aos do segundo em todos os pontos de coleta nos campos onde esse m&eacute;todo foi aplicado. Estes valores variaram entre 0,17 e 8,50Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> nos coletores tipo “I” durante o campo “a” e entre 0,001 e 1,13Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o campo “d”. Enquanto que nos coletores tipo “S” foram encontrados valores entre 0,001 e 0,73Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o campo “a” e entre 0,01 e 0,75Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> durante o campo “d” (<a href="#f9">Figura 9</a>). Isso significa que somado a carga de tra&ccedil;&atilde;o a maior parte da carga de salta&ccedil;&atilde;o (nuvem de salta&ccedil;&atilde;o) est&aacute; reduzida aos primeiros 25 cm de altura o que representa quase 80% do total da carga e&oacute;lica.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f9"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f9.jpg" /> </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>4.4. Perfis do campo de dunas </b></p> 		    <p>Ao longo do perfil PJ1, o qual possuiu tr&ecirc;s pontos (J11, J12 e J13 da base para o topo) o fluxo de sedimento do ponto J11, mais pr&oacute;ximo da base foi de 0,46Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J12, no meio do campo de dunas foi de 1,36Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, enquanto que no ponto J13 no topo deste perfil a m&eacute;dia do fluxo de sedimento encontrado foi de 2,67Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> (<a href="#f10">Figura 10</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f10"></a></p> 		    <p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f10.jpg" /> </p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Assim como ao longo do perfil PJ2, que possuiu quatro pontos (J31, J32, J33 e J21/J41 da base para o topo) a taxa de sedimenta&ccedil;&atilde;o do ponto J31, mais pr&oacute;ximo da base foi de 0,82Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J32, no meio do perfil do campo de dunas mais pr&oacute;ximo a base foi de 1,77Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, assim como no ponto J33, em um ponto no meio desse perfil mais pr&oacute;ximo ao topo foi de 0,72Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, e no ponto J21/J41 no topo deste perfil a m&eacute;dia do fluxo de sedimento foi de 1,15Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> (<a href="#f10">Figura 10</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Do mesmo modo ao longo do perfil PJ3, que possuiu quatro pontos (J1, J2, J3 e J42/J34 da base para o topo do campo de dunas) a taxa de  sedimenta&ccedil;&atilde;o do ponto J1, mais pr&oacute;ximo da base foi de 0,35Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J2 no meio do perfil do  campo de dunas mais pr&oacute;ximo a base foi de 4,36Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J3, em um ponto no meio desse perfil mais  pr&oacute;ximo ao topo foi de 2,66Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, e no ponto J42/J34 no topo deste perfil do a m&eacute;dia do fluxo de  sedimento encontrado foi de 1,08Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> (<a href="#f10">Figura 10</a>).</p> 		    <p>Enquanto que no &uacute;ltimo perfil, com quatro pontos PJ4 (J41, J42, J43 e J51/J43 da base para o topo do campo de dunas) onde a taxa de sedimenta&ccedil;&atilde;o do ponto J41, mais pr&oacute;ximo da base deste perfil foi de 0,36Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J42, em um ponto no meio do perfil mais pr&oacute;ximo a base foi de 0,37Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J43, em um ponto no meio desse perfil do campo de dunas mais pr&oacute;ximo ao topo foi de 1,60Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, e no ponto J51/J43 no topo deste perfil a m&eacute;dia do fluxo de encontrado foi de 1,60Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t2"></a></p> 		    <p><img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05t2.jpg" /></p> 		    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Foram feitos tamb&eacute;m perfis topogr&aacute;ficos transversais dessa duna coincidentes com os pontos de coleta para que, com isso, fosse poss&iacute;vel um melhor entendimento da din&acirc;mica de transporte e&oacute;lico nessa &aacute;rea. Para isso foram comparados os valores das m&eacute;dias do fluxo de sedimento em cada ponto ao longo desses perfis (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a>). </p> 	    
<p>Ao longo do perfil Base, (pontos mais pr&oacute;ximos &agrave; base), o qual possuiu tr&ecirc;s pontos (J31, J1 e J41 de Sudeste para  	Nordeste) o fluxo de sedimento do ponto J31, mais a Sudeste do perfil do campo de dunas foi de 0,62Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto  	J1, no meio do perfil do campo de dunas foi de 0,35Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, enquanto que no ponto J41 na por&ccedil;&atilde;o mais a  	Nordeste a m&eacute;dia do fluxo de sedimento encontrado foi de 0,36Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> (<a href="#f11">Figura 11</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f11"></a></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f11.jpg" /></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Assim como ao longo do perfil Meio Base, que atravessa a por&ccedil;&atilde;o central do campo de dunas mais pr&oacute;xima &agrave; base passa por tr&ecirc;s pontos (J32, J2 e J42 de Sudeste para Nordeste) o fluxo de sedimento do ponto J32, mais a Sudeste do perfil do campo de dunas foi de 1,77Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J2, na por&ccedil;&atilde;o central do perfil do campo de dunas foi de 4,36Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, enquanto que no ponto J42 na por&ccedil;&atilde;o mais a Nordeste do perfil a m&eacute;dia do fluxo de sedimento encontrado foi de 0,34Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> (<a href="#f11">Figura 11</a>). </p> 	    <p>Do mesmo modo ao longo do perfil Meio Topo, o qual atravessa a por&ccedil;&atilde;o central do campo de dunas mais pr&oacute;ximo ao topo, que passa por tr&ecirc;s pontos (J33, J3 e J43 de Sudeste para Nordeste) o fluxo de sedimento do ponto J33, mais a Sudeste do perfil do campo de dunas foi de 0,72Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J3, na por&ccedil;&atilde;o central do perfil do campo de dunas foi de 1,46Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, enquanto que no ponto J43 na por&ccedil;&atilde;o mais a Nordeste do perfil a m&eacute;dia d o fluxo de sedimento encontrado foi de 1,60Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> (<a href="#f11">Figura 11</a>).</p> 		    <p>Enquanto que no perfil Topo, o qual atravessa os pontos de coleta localizados no topo do campo de dunas e passa por tr&ecirc;s pontos (J41/J21, J42/J34 e J43/J51 de Sudeste para Nordeste) o fluxo de sedimento do ponto J41/J21, mais a Sudeste do perfil do campo de dunas foi de 1,95Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, no ponto J42/J34, na por&ccedil;&atilde;o central do perfil do campo de dunas foi de 1,14Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, enquanto que no ponto J43/J51 na por&ccedil;&atilde;o mais a Nordeste do perfil a m&eacute;dia do fluxo de sedimento encontrado foi de 1,60Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup> (<a href="#f11">Figura 11</a>) (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t3"></a></p> 	        <p><img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05t3.jpg" /></p>         
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4.5. An&aacute;lise Granulom&eacute;trica</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram feitas an&aacute;lises granulom&eacute;tricas de 27 (vinte e sete) das 123 (cento e vinte e tr&ecirc;s) amostras coletadas em campo, estas foram selecionas de amostras coletadas nos dias 13 (treze) e 29 (vinte e nove) de outubro pela manh&atilde; devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es similares nos dois dias. A an&aacute;lise granulom&eacute;trica foi feita unicamente com o intuito de se caracterizar os gr&atilde;os que comp&otilde;em os sedimentos da &aacute;rea estudada, por isto n&atilde;o foi realizada em todas as amostras. Em an&aacute;lise visual com lupa de m&atilde;o (30x) das amostras coletadas foi percebido que o di&acirc;metro dos gr&atilde;os n&atilde;o apresentava grandes varia&ccedil;&otilde;es e obedeciam a um padr&atilde;o, por isso pode-se utilizar pontos pilotos de refer&ecirc;ncia (<a href="#f4">Figura 4</a>). </p> 	    <p>Os resultados obtidos mostram que as fra&ccedil;&otilde;es variam entre Areia Muito Grossa (2,0 a 1,00mm) a Areia Muito Fina (0,125 a 0,062mm) e apenas em duas amostras foram encontradas sedimento na fra&ccedil;&atilde;o areia muito grossa (1,4mm) no campo do dia 13 de setembro que representa menos de 1% do total de sedimentos analisados. Nas fra&ccedil;&otilde;es correspondentes &agrave; Areia Grossa (1,0 a 0,5mm) obteve-se o percentual aproximado de 10% do total de sedimentos analisados (0,00% a 24,827%). As fra&ccedil;&otilde;es que obtiveram os maiores percentuais foram Areia M&eacute;dia (0,5 a 0,25mm) com cerca de 41% do total de sedimentos analisados (0,074% &agrave; 48,041%) e Areia Fina (0,25 a 0,120mm) com pouco mais de 53% do total de sedimento analisado (6,37% a 51,41%). Enquanto que na fra&ccedil;&atilde;o de Areia Muito Fina (0,125 &agrave; 0,062mm) obteve-se o percentual de aproximadamente 5% do total de sedimento analisado (0,08% a 15,446%), assim como foram encontrados do total de sedimento analisado (0,019%) de sedimentos com di&acirc;metros menores que 0,062mm (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f12.jpg" target="_blank">Figura 12</a>a). </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f12.jpg" target="_blank">Figura 12</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Ao se comparar os sedimentos coletados no campo “a” na por&ccedil;&atilde;o inferior e superior dos coletores, ainda se pode perceber a predomin&acirc;ncia de Areia M&eacute;dia (0,5 a 0,25mm) com 63,9% nos coletores tipo “I” e 77,0% no tipo “S”. Por&eacute;m observou se uma maior quantidade de Areia Fina (0,25 a 0,125mm) coletada nos coletores tipo “S” com 23,9% dos sedimentos coletados e 12,9% coletados nos coletores tipo “I” (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f12.jpg" target="_blank">Figura 12</a>b).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4.6. Analise Estat&iacute;stica</b></p> 		    <p>Para relacionar os valores de sedimenta&ccedil;&atilde;o com a velocidade do vento foram utilizados os valores de cada um desses atributos em cada trabalho de campo e foram obtidas as m&eacute;dias desses valores. Os resultados foram: velocidade do vento de 6,15m/s e 528,23g de sedimentos coletados, durante o campo “a”; velocidade do vento de 7,93m/s e 2049,54g de sedimentos coletados, durante o campo “b”; velocidade do vento de 8,88m/s e 4153,45g de sedimentos coletados, durante o campo “c”; velocidade do vento de 8,69m/s e 3769,56g de sedimentos coletados, durante o campo “d”. Com base nestes valores foi calculada a regress&atilde;o linear obtendo-se: (F<sub>0,05(1) 1,2</sub> = 32,17165; p&lt;0,05). Este resultado implica na exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre as vari&aacute;veis (<a href="#t4">Tabela 4</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a>a).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f13.jpg" target="_blank">Figura 13</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t4"></a></p> 	        <p><img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05t4.jpg" /></p>         
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Da mesma maneira foi feita a rela&ccedil;&atilde;o entre velocidade do vento e o fluxo de sedimentos nos coletores segmentados. Para isso foram agrupados os valores do fluxo de sedimentos verificados nos coletores tipo “I” e “S” durante os trabalhos de campo “a” e “d”, assim com os valores de velocidade do vento verificados nesse mesmo momento. Utilizando esses dados foi feita uma regress&atilde;o linear simples entre o fluxo de sedimentos dos coletores tipo “I” e as velocidades do vento verificadas e foi encontrada uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre as vari&aacute;veis (F<sub>0,05(1) 1,16</sub> = 0,093287; p&lt;0,05) (<a href="#t5">Tabela 05</a>, <a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05f13.jpg">Figura 13</a>b).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><a name="t5"></a></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a05t5.jpg" /></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando foi executado o mesmo procedimento citado a cima para os coletores tipo “S” a rela&ccedil;&atilde;o entre o fluxo de sedimentos e a velocidade do vento foi considerada n&atilde;o significativa.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5. Discuss&atilde;o</b></p> 		    <p><b>5.1. Mapeamento de Unidades de Paisagem</b> </p> 		    <p>Foi criado um mapa de Unidades de Paisagem para analisar a paisagem da &aacute;rea de estudo, onde se pode perceber, que a ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica nas &aacute;reas de bacia de defla&ccedil;&atilde;o e das dunas m&oacute;veis s&atilde;o fatores que influenciam a din&acirc;mica do campo de dunas, pois esses obst&aacute;culos impedem a passagem de sedimento que alimenta a duna e sem a alimenta&ccedil;&atilde;o a duna tende a se extinguir, al&eacute;m de dificultar a identifica&ccedil;&atilde;o das unidades em produtos de sensores remotos. </p> 		    <p>A extens&atilde;o da bacia de defla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ocupada, na por&ccedil;&atilde;o em frente &agrave;s dunas m&oacute;veis, &eacute; formada por restos de dunas mais antigas aplainadas pela morfodin&acirc;mica. A presen&ccedil;a de lagoas intermitentes e a vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira incipiente indicam um n&iacute;vel fre&aacute;tico muito pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie, que tamb&eacute;m se caracterizam como obst&aacute;culos para movimenta&ccedil;&atilde;o do sedimento. Devido &agrave; morfologia do terreno &eacute; poss&iacute;vel que o transporte de sedimento das dunas m&oacute;veis esteja em processo de assoreamento da Lagoa de Jenipabu. A espessura das dunas m&oacute;veis varia em fun&ccedil;&atilde;o da espessura das dunas vegetadas posteriores.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5.2. Caracter&iacute;sticas do Ar e do Vento Locais</b></p> 		    <p>Ao se analisarem os dados coletados tanto na Esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica da UFRN entre os anos de 1960 a 2000, como os obtidos em campo, pode-se perceber que o per&iacute;odo com maiores velocidades de vento, e com isso, maior atividade e&oacute;lica &eacute; o m&ecirc;s de setembro e que o m&ecirc;s de dezembro marca o in&iacute;cio da diminui&ccedil;&atilde;o desta atividade e&oacute;lica, com dire&ccedil;&otilde;es preferenciais SE e SSE. Do mesmo modo que foi percebido por Paiva (2011) na tamb&eacute;m regi&atilde;o de Maracaja&uacute;-RN no per&iacute;odo entre 2008 e 2010 com as mesmas dire&ccedil;&otilde;es preferenciais.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5.3. Carga E&oacute;lica</b></p> 		    <p>Com base nos resultados obtidos pode-se montar um modelo da morfodin&acirc;mica ao longo do campo de dunas em quest&atilde;o, assim como foi apresentado por Nordstrom, <i>et al.</i> (2006), de modo a comparar o comportamento do transporte e&oacute;lico nas diferentes partes do campo de dunas e assim inferir raz&otilde;es que expliquem tal comportamento. </p> 	    <p>Neste trabalho foi verificada ainda uma varia&ccedil;&atilde;o nas medidas de transporte de sedimentos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia da superf&iacute;cie onde a amostra foi coletada com o aux&iacute;lio de coletores segmentados modificados de Leatherman (1978) pelos autores. Com isso p&ocirc;de-se perceber, al&eacute;m da diferen&ccedil;a no transporte e&oacute;lico de sedimentos em rela&ccedil;&atilde;o ao posicionamento na duna, como foi mostrado anteriormente, mas tamb&eacute;m a diferen&ccedil;a no transporte e&oacute;lico de sedimentos em fun&ccedil;&atilde;o da altura em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; superf&iacute;cie. O transporte &eacute; sempre mais intenso pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie, tal como citou Bagnold (1941). </p> 		    <p>Os valores de carga e&oacute;lica maiores que o esperado encontrado no campo “b” ocorreram devido a uma anomalia de velocidade de vento em fun&ccedil;&atilde;o da chuva que fez com que as velocidades do vento estivessem mais fortes no momento das coletas, por&eacute;m essa anomalia p&ocirc;de ser observada apenas nos pontos mais pr&oacute;ximos &agrave; base do campo de dunas. </p> 		    <p>Al&eacute;m das diferen&ccedil;as relativas ao hor&aacute;rio da coleta e &agrave; presen&ccedil;a ou n&atilde;o de chuva, pode-se perceber tamb&eacute;m que os valores verificados durante o campo “d” (08 de dezembro), ao serem comparados com os valores verificados em hor&aacute;rios equivalentes, sempre apresentam valores inferiores aos valores verificados em outras coletas.</p> 		    <p>Ao analisarem-se com maiores detalhes os dados de carga e&oacute;lica pode-se perceber a raz&atilde;o das diferen&ccedil;as de fluxo de sedimentos, tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; posi&ccedil;&atilde;o na duna, quanto &agrave; esta&ccedil;&atilde;o do ano em que este foi medido. Verificou-se que em decorr&ecirc;ncia de alguns fatores tais como, a ocupa&ccedil;&atilde;o humana a barlavento do campo de dunas, que impede o transporte de sedimento, assim como a proximidade do n&iacute;vel fre&aacute;tico com a superf&iacute;cie do terreno na bacia de defla&ccedil;&atilde;o, a entrada de sedimento nesse sistema, vindo da praia &eacute; irrelevante em todas as esta&ccedil;&otilde;es do ano.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5.4. Perfis Longitudinais</b></p> 		    <p>Ao longo dos perfis longitudinais apresentados pode-se perceber que, de modo geral h&aacute; um crescimento do fluxo de sedimentos da base para o topo das dunas. Esse aumento ocorre pois na base do campo de dunas a quantidade de sedimento que entra no sistema &eacute; irrelevante como j&aacute; foi dito anteriormente.</p> 		    <p> Na por&ccedil;&atilde;o central da &aacute;rea de trabalho os obst&aacute;culos que impedem o transporte na base, j&aacute; n&atilde;o interferem no vento devido &agrave; altura e a quantidade de sedimento dispon&iacute;vel para que essa sedimenta&ccedil;&atilde;o seja poss&iacute;vel.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; no topo das dunas a sedimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; maior de modo geral, devido tamb&eacute;m &agrave; altura e a disponibilidade de sedimentos. As larguras dos corredores de vento estudados, tamb&eacute;m diminuem pr&oacute;ximo ao topo das dunas e com isso aumenta a velocidade do vento nestas &aacute;reas. Por&eacute;m, dois pontos no topo do campo de dunas, J13 e J42/J34 apresentaram valores de o fluxo de sedimentos menores que os valores verificados nos mesmos perfis nos pontos na por&ccedil;&atilde;o central do campo de dunas, o que pode ser possivelmente devido a esses pontos encontrarem-se pr&oacute;ximos a mirantes para turistas e ao estacionamento de <i>buggys</i> e grande movimenta&ccedil;&atilde;o.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5.5. Perfis Transversais</b></p> 		    <p>No perfil transversal mais pr&oacute;ximo a base do campo de dunas encontrou-se uma baixa carga e&oacute;lica, devido &agrave; baixa entrada de sedimento no sistema. Sendo que a maior carga encontrada foi no ponto J1, na por&ccedil;&atilde;o central do perfil, pois este se apresenta no corredor de vento mais largo, enquanto que o maior valor encontrado foi no ponto J31, mais a sudeste do perfil onde o corredor de vento &eacute; mais estreito e o valor intermedi&aacute;rio no ponto J41 onde o corredor de vento &eacute; mais estreito que o encontrado no ponto J31, por&eacute;m mais largo que o encontrado no <br /> 		  ponto J1.</p> 		    <p>O perfil transversal Centro-base localizado na por&ccedil;&atilde;o central do campo de dunas mais pr&oacute;ximo &agrave; base apresenta a maior carga no ponto J32, mais a sudeste do perfil onde o corredor de vento &eacute; mais estreito, enquanto que na por&ccedil;&atilde;o central do perfil foi encontrado o valor mais baixo verificado nesse perfil, pois apresenta o corredor de vento mais largo e o valor intermedi&aacute;rio foi encontrado no ponto J42, onde o corredor de vento &eacute; mais estreito que no ponto J32, por&eacute;m mais largo que no ponto J2.</p> 		    <p>J&aacute; no perfil transversal Centro-topo na por&ccedil;&atilde;o central do campo de dunas mais pr&oacute;ximo ao topo, a maior carga encontrada foi no ponto J3, no meio do perfil, onde o corredor de vento &eacute; mais largo, a carga mais baixa encontrada nesse perfil foi no ponto J33 localizado mais a sudeste do perfil, onde o corredor de vento &eacute; o mais estreito, enquanto que a menor carga e&oacute;lica foi verificada no ponto J43 localizado na por&ccedil;&atilde;o mais a nordeste do perfil, onde o corredor de vento &eacute; mais estreito que o do ponto central, por&eacute;m mais largo que o do ponto mais a sudeste do perfil. Esta diferente disposi&ccedil;&atilde;o das cargas nesse perfil pode ser explicado possivelmente pelo grande tr&aacute;fego de <i>buggys</i> na &aacute;rea.</p> 	    <p>No perfil transversal que corta o topo do campo de dunas a maior carga encontrada foi no ponto J42/J34, no meio do perfil, que neste caso se encontra no ponto mais alto do perfil, a carga mais baixa encontrada foi no ponto J41/J21 que se encontra no ponto mais a sudeste do perfil e se encontra em um corredor de vento isolado dos outros pontos desse perfil e a carga e&oacute;lica mais baixa desse perfil foi encontrada no ponto J43/J51, no ponto mais a nordeste. Esse perfil foi diferente dos demais, pois os pontos encontram-se em diferentes corredores de vento devido &agrave; presen&ccedil;a de &aacute;reas vegetadas o que impossibilita a correla&ccedil;&atilde;o entre os pontos desse perfil (Nordstrom <i>et al.</i>, 2006; Nordstrom <i>et al.</i>, 2011; Conaway &amp; Wells , 2005).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5.6. An&aacute;lise Granulom&eacute;trica</b></p> 		    <p>Em sedimentos dunares predomina areia m&eacute;dia, mas pode-se encontrar desde areia muito grossa a muito fina em menores propor&ccedil;&otilde;es. Nas dunas de Maracaja&uacute;-RN foram verificados sedimentos principalmente entre areia grossa (60 &agrave; 80%) e areia m&eacute;dia (20 &agrave; 80%) de acordo com Paiva (2011). Nas dunas de Natal-RN a predomin&acirc;ncia &eacute; de areia fina a m&eacute;dia (Silva, 2002). Assim como nas dunas de Jenipabu, foco desse estudo, na altura da superf&iacute;cie a predomin&acirc;ncia dos sedimentos encontrados tamb&eacute;m foi de areia fina a m&eacute;dia, por&eacute;m ao se comparar a granula&ccedil;&atilde;o dos sedimentos coletados nos coletores tipo “I” e “S” percebe-se que nos coletores tipo “I” diminui a porcentagem de areia fina e aumenta a porcentagem de areia m&eacute;dia em rela&ccedil;&atilde;o aos coletores tipo “S”.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes resultados confirmam a rela&ccedil;&atilde;o de queda de gr&atilde;os em f (tamanho do gr&atilde;o), as classes de gr&atilde;os areias finas e muito finas perfazem percentuais maiores no coletor do tipo “S”.</p> 		    <p>Assim como foram descritos por Paiva (2011) em Maracaja&uacute;, no munic&iacute;pio de Maxaranguape; Silva (2002) no munic&iacute;pio de Natal; e por Nogueira <i>et al.</i> (1985) entre Natal e Gra&ccedil;andu os sedimentos encontrados nas dunas foram principalmente areia fina a m&eacute;dia, o que caracteriza um padr&atilde;o no sedimento dunar no litoral oriental do Estado do Rio Grande do Norte.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5.7. An&aacute;lise Estat&iacute;stica</b></p> 		    <p>A diferen&ccedil;a na carga e&oacute;lica em campos distintos pode ser explicada pela rela&ccedil;&atilde;o que esta apresenta com a velocidade do vento, assim como Conaway &amp; Wells (2005) estudaram essa rela&ccedil;&atilde;o, ao relacionar a velocidade do vento com a sedimenta&ccedil;&atilde;o, percebeu-se que a sedimenta&ccedil;&atilde;o aumenta com o aumento da velocidade do vento na &aacute;rea de estudo, comparando-se as m&eacute;dias de sedimentos coletados em gramas de cada campo com a m&eacute;dia de velocidade do vento em metros por segundo tamb&eacute;m em cada campo.</p> 		    <p>Foi comparada tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o entre a velocidade do vento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sedimenta&ccedil;&atilde;o para os coletores segmentados onde se percebeu que a rela&ccedil;&atilde;o entre velocidade do vento e a sedimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; significativa nos coletores tipo “I”, por&eacute;m essa mesma rela&ccedil;&atilde;o nos coletores tipo “S” n&atilde;o apresenta significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Conclus&otilde;es</b></p> 		    <p>Ao analisar o mapa de Unidades de Paisagem da &aacute;rea de estudo p&ocirc;de-se perceber que devido ao movimento natural das dunas &eacute; poss&iacute;vel que estas estejam a assorear a lagoa de Jenipabu. Assim como a ocupa&ccedil;&atilde;o humana que fecha os corredores de vento em algumas por&ccedil;&otilde;es, o n&iacute;vel fre&aacute;tico que aumenta umidade nos gr&atilde;o de areia e dificulta o transporte desses pelo vento, formando uma barreira para que o sedimento da praia chegue o campo de dunas e sem a entrada de sedimentos novos ao sistema, fazem com que o campo de dunas se encontre em processo de aplainamento. A espessura da duna m&oacute;vel est&aacute; relacionada &agrave; espessura da barreia formada pelas dunas vegetadas.</p> 		    <p>Com a utiliza&ccedil;&atilde;o de coletores segmentados foi poss&iacute;vel perceber a diferen&ccedil;a do transporte em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; altura do ponto de coleta e com isso se pode concluir que o transporte de sedimentos &eacute; mais intenso mais pr&oacute;ximo a superf&iacute;cie onde foram encontradas carga e&oacute;lica de at&eacute; quase 10Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, enquanto que a 25cm de dist&acirc;ncia o m&aacute;ximo encontrado foi menor que 3Kg. m<sup>-1</sup>. h<sup>-1</sup>, uma diferen&ccedil;a de 30%. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por isso sugere-se que em trabalhos desta natureza a utiliza&ccedil;&atilde;o de coletores com o maior n&uacute;mero de aberturas poss&iacute;vel em diferentes alturas como foi utilizado por Cunha (2005).</p> 		    <p>Na An&aacute;lise Granulom&eacute;trica os sedimentos encontrados s&atilde;o compostos principalmente por gr&atilde;os quartzosos, bimodal. Em sua maioria formada por areia fina a m&eacute;dia em todos os tipos de coletores, por&eacute;m com maiores concentra&ccedil;&otilde;es de areia m&eacute;dia nos coletores tipo “I” e maiores concentra&ccedil;&otilde;es de areia fina nos coletores tipo “S”. </p> 		    <p>O transporte e&oacute;lico na base da duna &eacute; desprez&iacute;vel, ou seja, n&atilde;o h&aacute; quantidade significativa de sedimento entrando no sistema. Tal fato &eacute; devido &agrave; presen&ccedil;a de constru&ccedil;&otilde;es entre a praia e a duna (fator antr&oacute;pico), a exist&ecirc;ncia de uma cobertura vegetal rasteira na plan&iacute;cie de defla&ccedil;&atilde;o e ao fato do n&iacute;vel do len&ccedil;ol fre&aacute;tico ser muito pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie e, por vezes, at&eacute; aflorar. Estes fatores agem n&atilde;o s&oacute; diminuindo a velocidade dos ventos que transportam os sedimentos, como barrando fisicamente este transporte.</p> 		    <p>O transporte e&oacute;lico &eacute; mais intenso no topo da duna, onde s&atilde;o verificadas as maiores velocidades do vento. Os passeios de <i>buggy</i> influenciam a din&acirc;mica da duna durante o per&iacute;odo de atividade destes, por&eacute;m para quantificar essa influ&ecirc;ncia ser&aacute; necess&aacute;rio maior n&uacute;mero de trabalhos de campo espec&iacute;ficos para esta finalidade.</p> 	    <p>A quantidade de sedimentos coletados nas armadilhas aumenta &agrave; medida que aumenta a velocidade do vento em todos os trabalhos de campo no n&iacute;vel da superf&iacute;cie. Ao afastar-se da superf&iacute;cie a quantidade de sedimento em suspens&atilde;o diminui, pois quanto mais distante da superf&iacute;cie &eacute; necess&aacute;rio o aumento exponencial da velocidade para transportar a mesma quantidade de sedimento.</p> 		    <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; topografia nas bordas dos perfis transversais, onde h&aacute; o afunilamento do vento pela presen&ccedil;a de obst&aacute;culos (superf&iacute;cies vegetadas) h&aacute; um maior transporte em rela&ccedil;&atilde;o aos pontos dos perfis onde n&atilde;o s&atilde;o encontrados obst&aacute;culos pr&oacute;ximos. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Agradecimentos</b></p> 		    <p>&Agrave; CAPES, pela bolsa de Mestrado, ao Laborat&oacute;rio de Sedimentologia Universidade Federal do Rio Grande do Norte, pelo suporte durante a an&aacute;lises dos sedimentos coletados ao longo do trabalho, ao Laborat&oacute;rio de Estudos Geoambientais (LEGEO) do Departamento de Geologia da UFRN, onde foi realizado o estudo, ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o de Geodin&acirc;mica e Geof&iacute;sica (PPGG), pela confian&ccedil;a e por todo apoio acad&ecirc;mico; ao Instituto de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Meio Ambiente do RN (IDEMA) pela cess&atilde;o das fotografias a&eacute;reas originais e ortoretificadas.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p> 		    <!-- ref --><p>Andrade, M.C. (1967) - Condi&ccedil;&otilde;es naturais do Nordeste. Boletim Geogr&aacute;fico do IBGE (ISSN: 0034-723X), 196(26):3-29, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Dispon&iacute;vel em: <span><a href="http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/boletimgeografico/Boletim%20Geografico%201967%20v26%20n196.pdf" target="_blank">http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/boletimgeografico/Boletim%20Geografico%201967%20v26%20n196.pdf</a></span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S1646-8872201300010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Ayres, M.; Ayres-Jr, M.; Ayres, D.L.; Santos, A.A.S. (2007) - Aplica&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas nas &aacute;reas das ci&ecirc;ncias biom&eacute;dicas (BioEstat 5.0). 5&ordf; edi&ccedil;&atilde;o, 324p., Bel&eacute;m, PA: Bel&eacute;m: MCTI; IDSM; CNPq, Brasil. ISBN:85-85924-10-1. Dispon&iacute;vel em: <span><a href="ftp://200.195.42.32/%23externo/%23Programas-app2/ICBS/BioEstat%C3%ADstica 5.0/BioEstat 5/program files/BioEstat 5.0/BioHelp.pdf" target="_blank">ftp://200.195.42.32/%23externo/%23Programas-app2/ICBS/BioEstat%C3%ADstica%205.0/BioEstat%205/program%20files/BioEstat%205.0/BioHelp.pdf</a></span> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000256&pid=S1646-8872201300010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bagnold, R.A. (1941) - The Physics of Blown Sand and Desert Dunes. 265 p., Chapman and Hall, London. ISBN: 978-0486439310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S1646-8872201300010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Conaway, C.A.; Wells, J.T. (2005) - Aeolian Dynamics along scraped shorelines, Bogue Banks, North Carolina. Journal of Coastal Research, 21:242–254. DOI: <span>10.2112/01-089.1</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S1646-8872201300010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cunha, E.M.S. (2005) - Considera&ccedil;&otilde;es gerais sobre a zona costeira. Cap&iacute;tulo 3, 29p. Dispon&iacute;vel em: <span><a href="http://www.tdx.cat/bitstream/handle/10803/1432/3.CONSIDER_GERAIS_ZONA_COSTERA.pdf?sequence=4" target="_blank">http://www.tdx.cat/bitstream/handle/10803/1432/3.CONSIDER_GERAIS_ZONA_COSTERA.pdf?sequence=4</a></span>.</p> 		    <!-- ref --><p>Figueiredo, L.H.; Carvalho, P.C.P. (1991) - Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Geometria Computacional, 18&deg; Col&oacute;quio Brasileiro de Matem&aacute;tica, Instituto de Matem&aacute;tica Pura e Aplicada. 111p. Dispon&iacute;vel em: <span><a href="http://www.impa.br/opencms/pt/biblioteca/cbm/18CBM/18_CBM_91_06.pdf" target="_blank">http://www.impa.br/opencms/pt/biblioteca/cbm/18CBM/18_CBM_91_06.pdf</a></span> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000261&pid=S1646-8872201300010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fowler, R.J.; Little, J.J. (1979) - Automatic Extraction of Irregular Network Digital Terrain models. ACM Computer Graphics. 13(2):199-207. DOI: <span>10.1145/965103.807444</span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000262&pid=S1646-8872201300010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Goldsmith, V. (1978) - Coastal dunes. In: Davis, R. A. (org.), Coastal sedimentary environments, pp.171-235, Springer -Verlag, New York, USA. ISBN: 0387903003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S1646-8872201300010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Guerra, A.J.T.; Mar&ccedil;al, M.S. (2006) - Geomofologia Ambiental. 192p., Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ISBN:&nbsp;8528611922.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S1646-8872201300010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Illemberger, W.K.; Rust, I.C. (1986) - Venturi-compensated eolian sand trap for field use. Journal of Sedimentary Petrology (ISSN: 0022-4472), 56(4):541-543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S1646-8872201300010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Lapponi, J.C. (1997) - Estat&iacute;stica usando Excel 5 e 7. 469p., Lapponi Treinamento e Editora S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 8535215743.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000270&pid=S1646-8872201300010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Leatherman, S.P. (1978) - A new aeolian sand trap design. Sedimentology, 25: 303-306. DOI: <span>10.1111/j.1365-3091.1978.tb00315.x</span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000272&pid=S1646-8872201300010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 	    <!-- ref --><p>Muehe, D. (org.) (2006) - Eros&atilde;o e Prograda&ccedil;&atilde;o do Litoral Brasileiro. 476p., Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA), Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 8577380289. Dispon&iacute;vel em: <span><a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_publicacao/78_publicacao12122008084856.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_publicacao/78_publicacao12122008084856.pdf</a></span> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S1646-8872201300010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nimer, E. (1972) - Climatologia da regi&atilde;o sudeste do Brasil. Revista Brasileira de Geografia (ISSN: 0034-723X), 34(1):3-38. Dispon&iacute;vel em: <span><a href="http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/RBG/RBG%201972%20v34_n1.pdf" target="_blank">http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/RBG/RBG%201972%20v34_n1.pdf</a></span> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S1646-8872201300010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nogueira, A.M.B.; Nascimento, J.M.S.; Lima, M.S.; Oliveira, M.I.M.; Srivastava, N.K. (1985) - Geologia da Faixa Oriental entre Gra&ccedil;andu e Maxaranguape-RN. Boletim do Departamento de Geologia (ISSN: 0101-5400), 9:25-30, UFRN, Natal, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000276&pid=S1646-8872201300010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Nordstrom, K.F.; Jackson, N.L.; Klein, A.H.F.; Sherman, D.J.; Hesp, P.A. (2006) - Offshore transport of sediment across a low foredune on a developed barrier island, Ocean City, New Jersey, USA. Journal of Coastal Research, 22(5):1260-1267. DOI: <span>10.2112/06A-0008.1</span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000278&pid=S1646-8872201300010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Nordstrom, K.F.; Jackson, N.L.; Korotky, K.H. (2011) - Aeolian Sediment Transport Across Beach Wrack. West Palm Beach, Florida, USA. Journal of Coastal Research, SI59:211-217. DOI: <span>10.2112/SI59-022.1</span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000280&pid=S1646-8872201300010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Nordstrom, K.F.; Psuty, N.P.; Carter, R.W.G. (eds.) (1990) - Coastal Dunes: Form and Process. 392p., Wiley and Sons, New York, USA. ISBN: 0471918423.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000282&pid=S1646-8872201300010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Paiva, H.P. (2011) - Morfodin&acirc;mica de um Campo de Dunas E&oacute;licas Costeiras no Munic&iacute;pio de Maxaranguape – Natal, RN. 90p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Geologia, Natal, RN, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000284&pid=S1646-8872201300010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Pye, K.; Tsoar, H. (1990) - Aeolian sand and sand dunes. 396p., Unrewin Hyman Limited, London. ISBN: 004551125X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000286&pid=S1646-8872201300010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Rosen, P.S. (1978) - An efficient, low cost, aeolian sampling system. Geological Survey of Canad&aacute;, Paper 78-1A:531-532. Dispon&iacute;vel em: <span><a href="http://nuweb9.neu.edu/ees/wp-content/uploads/peter_rosen_pdfs/23_aeolian.pdf" target="_blank">http://nuweb9.neu.edu/ees/wp-content/uploads/peter_rosen_pdfs/23_aeolian.pdf</a></span> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000288&pid=S1646-8872201300010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ross, J.L.S. (1992) - O Registro Cartogr&aacute;fico dos Fatos Geom&oacute;rficos e a Quest&atilde;o da Taxionomia do Relevo. Revista do Departamento de Geografia da USP. 6:17-29. DOI: <span>10.7154/RDG.1992.0006.0002</span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S1646-8872201300010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Silva, E.A.J. (2002) - As Dunas E&oacute;licas de Natal/RN: Data&ccedil;&atilde;o e Evolu&ccedil;&atilde;o. 127p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Norte - Departamento de Geologia, Natal, RN, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000291&pid=S1646-8872201300010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tinoco, L.B.M. (Ed) (2009) - Relat&oacute;rio Ambiental Simplificado para instala&ccedil;&atilde;o do Est&aacute;dio Arena das Dunas e &aacute;reas de estacionamento – Natal Copa 2014. Estudo pr&eacute;vio de impacto ambiental apresentado a SEMURB/PMN. Natal (RN). N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000293&pid=S1646-8872201300010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> Submission: 29 August 2012; Evaluation: 30 September 2012; Revised manuscript: 15 December 2012; Accepted: 15 February 2013; Available on-line: 20 February 2013</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Condições naturais do Nordeste]]></article-title>
<source><![CDATA[Boletim Geográfico do IBGE]]></source>
<year>1967</year>
<volume>196</volume>
<numero>26</numero>
<issue>26</issue>
<page-range>3-29</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ayres]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ayres-Jr]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ayres]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.A.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aplicações estatísticas nas áreas das ciências biomédicas (BioEstat 5.0)]]></source>
<year>2007</year>
<edition>5ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Belém^ePA PA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MCTIIDSMCNPq]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bagnold]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Physics of Blown Sand and Desert Dunes]]></source>
<year>1941</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Chapman and Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Conaway]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wells]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aeolian Dynamics along scraped shorelines, Bogue Banks, North Carolina]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Coastal Research]]></source>
<year>2005</year>
<volume>21</volume>
<page-range>242-254</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.M.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Considerações gerais sobre a zona costeira]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.C.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Introdução à Geometria Computacional, 18° Colóquio Brasileiro de Matemática, Instituto de Matemática Pura e Aplicada]]></source>
<year>1991</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fowler]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Little]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Automatic Extraction of Irregular Network Digital Terrain models]]></article-title>
<source><![CDATA[ACM Computer Graphics]]></source>
<year>1979</year>
<volume>13</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>199-207</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goldsmith]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Coastal dunes]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Davis]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Coastal sedimentary environments]]></source>
<year>1978</year>
<page-range>171-235</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer -Verlag]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guerra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marçal]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Geomofologia Ambiental]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro^eRJ RJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Bertrand Brasil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Illemberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rust]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Venturi-compensated eolian sand trap for field use]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Sedimentary Petrology]]></source>
<year>1986</year>
<volume>56</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>541-543</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lapponi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estatística usando Excel 5 e 7]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eSP SP]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lapponi TreinamentoEditora São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leatherman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A new aeolian sand trap design]]></article-title>
<source><![CDATA[Sedimentology]]></source>
<year>1978</year>
<volume>25</volume>
<page-range>303-306</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muehe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Erosão e Progradação do Litoral Brasileiro]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília^eDF DF]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nimer]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Climatologia da região sudeste do Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Geografia]]></source>
<year>1972</year>
<volume>34</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>3-38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.M.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nascimento]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.I.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Srivastava]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Geologia da Faixa Oriental entre Graçandu e Maxaranguape-RN]]></article-title>
<source><![CDATA[Boletim do Departamento de Geologia]]></source>
<year>1985</year>
<volume>9</volume>
<page-range>25-30</page-range><publisher-loc><![CDATA[Natal ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UFRN]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nordstrom]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jackson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Klein]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.H.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sherman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hesp]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Offshore transport of sediment across a low foredune on a developed barrier island, Ocean City, New Jersey, USA]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Coastal Research]]></source>
<year>2006</year>
<volume>22</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1260-1267</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nordstrom]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jackson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Korotky]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aeolian Sediment Transport Across Beach Wrack. West Palm Beach, Florida, USA]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Coastal Research]]></source>
<year>2011</year>
<volume>SI59</volume>
<page-range>211-217</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nordstrom]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Psuty]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carter]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.W.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Coastal Dunes: Form and Process]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley and Sons]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Morfodinâmica de um Campo de Dunas Eólicas Costeiras no Município de Maxaranguape - Natal, RN]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pye]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tsoar]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aeolian sand and sand dunes]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Unrewin Hyman Limited]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rosen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An efficient, low cost, aeolian sampling system]]></article-title>
<source><![CDATA[Geological Survey of Canadá]]></source>
<year>1978</year>
<volume>Paper 78-1A</volume>
<page-range>531-532</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ross]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.L.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Registro Cartográfico dos Fatos Geomórficos e a Questão da Taxionomia do Relevo]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista do Departamento de Geografia da USP]]></source>
<year>1992</year>
<volume>6</volume>
<page-range>17-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.A.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As Dunas Eólicas de Natal/RN: Datação e Evolução]]></source>
<year>2002</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tinoco]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.B.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relatório Ambiental Simplificado para instalação do Estádio Arena das Dunas e áreas de estacionamento - Natal Copa 2014: Estudo prévio de impacto ambiental apresentado a SEMURB/PMN]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Natal^eRN RN]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
