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<article-id pub-id-type="doi">10.5894/rgci356</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Expansão Portuária, Desenvolvimento Municipal e Alterações Ambientais no Brasil: Desafios para a gestão costeira]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Coastal municipalities have a range of land use conflicts on its territory, and the presence of a harbor significantly increases the complexity of such conflicts. To get a better understanding of the challenges involved in coastal management is necessary to take a systemic approach of the evolution of development processes and its consequences for urban structures. Territorial planning and resource management are not easy tasks in coastal municipalities. On one hand there are local pressures related to settlement invasions of environmental protected areas, growing deficit in infrastructure, and unemployment caused by national and global economic instability. On the other hand, there are political and economic pressures from induced by state and federal macro-projects development. The purpose of this article is to understand the relations between port expansion, regional growth and the environmental changes caused by that, highlighting new challenges and opportunities for coastal management. The municipality of Rio Grande (State of Rio Grande do Sul, Brazil) was taken as a case study for a systemic analysis of this process. The phases of port expansion were identified from data on cargo handling and related with development indicators. Environmental changes were evaluated by looking the urban expansion with GIS methods, comparing the years of 1975 and 2009. Improvements in urban infrastructure were consolidated only in periods in which federal investments were present, characterized as exogenous growth cycles. The observed development process significantly jeopardized coastal environmental like beach ridges and coastal fields. The process analysis highlighted that local stakeholders are not able to truly manage the environmental and social impacts generated by the macro-projects implementation. This fact is intensified by the strong pressure exerted by the private sector (e.g. industry, real estate development), and contribute to constrain a desired good application of policies and management tools. Case study conclusions suggest a needed alternative for the present rapid economic growth with impacts on the population and loss of environmental sustainability. Such alternative can possibly propose a growth pattern supported by technical, legal and policy tools that seeks a balance between economic growth, quality of life and environmental health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p> 	    <p><b>Expans&atilde;o Portu&aacute;ria, Desenvolvimento Municipal e Altera&ccedil;&otilde;es Ambientais no Brasil: Desafios para a gest&atilde;o costeira <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 		     <p><b>Port Expansion, Municipal Development and Environmental Changes in Brazil:    Challenges for Coastal Management</b></p>     <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>D. S. Oliveira </b><sup>@, 1</sup><b>, M. V. D. R. Domingues </b><sup>1</sup><b>, M. L. Asmus </b><sup>1</sup><b>, P. R. Abdallah </b><sup>1</sup></p> 		    <p><span>@ - </span>Corresponding author</p> 		    <p>1 - Universidade Federal do Rio Grande, Instituto de Oceanografia, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Gerenciamento Costeiro, Av. It&aacute;lia Km 8, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. e-mails: Oliveira: <span><a href="mailto:ocnelaschuster@gmail.com">ocnelaschuster@gmail.com</a></span>; Domingues: <span><a href="mailto:mavidlrd@terra.com.br">mavidlrd@terra.com.br</a></span>; Asmus: <span><a href="mailto:docasmus@furg.br">docasmus@furg.br</a></span>; Abdallah: <span><a href="mailto:patrizia.abdallah@gmail.com">patrizia.abdallah@gmail.com</a></span></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		    <p>Os munic&iacute;pios costeiros apresentam uma gama de conflitos de uso em seu territ&oacute;rio, e a presen&ccedil;a de um porto de consider&aacute;vel importancia aumenta a complexidade de suas rela&ccedil;&otilde;es. Para que se tenha um melhor entendimento dos desafios da gest&atilde;o costeira torna-se necess&aacute;rio uma vis&atilde;o sist&ecirc;mica da evolu&ccedil;&atilde;o do processo do desenvolvimento e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias na urbe. O planejamento territorial e de seus recursos nestes munic&iacute;pios costeiros n&atilde;o &eacute; uma tarefa nada f&aacute;cil. Por um lado, existem as press&otilde;es de &acirc;mbito local, como invas&otilde;es de &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, d&eacute;ficit crescente na infraestrutura, desemprego e subemprego causados pela instabilidade econ&ocirc;mica nacional e mundial. Por outro lado, h&aacute; press&otilde;es pol&iacute;tico-econ&ocirc;micas da esfera estadual e federal induzidas pelos macroprojetos de desenvolvimento. O objetivo deste artigo &eacute; correlacionar o crescimento portu&aacute;rio com o desenvolvimento municipal e com o passivo socioambiental por ele causado, evidenciando novas demandas de gest&atilde;o costeira. O munic&iacute;pio de Rio Grande (RS, Brasil) foi utilizado como estudo de caso em uma an&aacute;lise sist&ecirc;mica desse processo. As fases de crescimento portu&aacute;rio foram identificadas a partir dos dados de movimenta&ccedil;&atilde;o de carga e correlacionadas com os indicadores de desenvolvimento. A altera&ccedil;&atilde;o f&iacute;sico natural foi avaliada a partir de um SIG da expans&atilde;o urbana, comparando os anos de 1975 e 2009. As melhorias em infraestrutura urbana foram consolidadas apenas nos per&iacute;odos em que estiveram presentes os investimentos federais, caracterizados como ciclos de crescimento ex&oacute;geno. O processo gerou altera&ccedil;&atilde;o ambiental, mais significativa nas unidades f&iacute;sico ambientais do tipo cristas praiais litor&acirc;neas com campos litor&acirc;neos. A an&aacute;lise do processo pela &oacute;tica sist&ecirc;mica evidencia que os atores locais n&atilde;o est&atilde;o capacitados para absorver os passivos socioambientais gerados pela implanta&ccedil;&atilde;o de macroprojetos. Este fato &eacute; agravado pela forte press&atilde;o exercida pelo setor privado, industrial e imobili&aacute;rio, contribuindo para a desarticula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas e instrumentos de gest&atilde;o. H&aacute; em munic&iacute;pios, como no caso estudado, a alternativa entre o crescimento econ&ocirc;mico r&aacute;pido com constrangimentos para a popula&ccedil;&atilde;o e perda da sustentabilidade ambiental, ou um crescimento balizado por instrumentos t&eacute;cnicos, legais e pol&iacute;ticos que busquem o equil&iacute;brio entre crescimento econ&ocirc;mico, qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o e qualidade ambiental. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Crescimento portu&aacute;rio, impactos socioambiental, Rio Grande</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		    <p>Coastal municipalities have a range of land use conflicts on its territory, and the presence of a harbor significantly increases the complexity of such conflicts. To get a better understanding of the challenges involved in coastal management is necessary to take a systemic approach of the evolution of development processes and its consequences for urban structures. Territorial planning and resource management are not easy tasks in coastal municipalities. On one hand there are local pressures related to settlement invasions of environmental protected areas, growing deficit in infrastructure, and unemployment caused by national and global economic instability. On the other hand, there are political and economic pressures from induced by state and federal macro-projects development. The purpose of this article is to understand the relations between port expansion, regional growth and the environmental changes caused by that, highlighting new challenges and opportunities for coastal management. The municipality of Rio Grande (State of Rio Grande do Sul, Brazil) was taken as a case study for a systemic analysis of this process. The phases of port expansion were identified from data on cargo handling and related with development indicators. Environmental changes were evaluated by looking the urban expansion with GIS methods, comparing the years of 1975 and 2009. Improvements in urban infrastructure were consolidated only in periods in which federal investments were present, characterized as exogenous growth cycles. The observed development process significantly jeopardized coastal environmental like beach ridges and coastal fields. The process analysis highlighted that local stakeholders are not able to truly manage the environmental and social impacts generated by the macro-projects implementation. This fact is intensified by the strong pressure exerted by the private sector (e.g. industry, real estate development), and contribute to constrain a desired good application of policies and management tools. Case study conclusions suggest a needed alternative for the present rapid economic growth with impacts on the population and loss of environmental sustainability. Such alternative can possibly propose a growth pattern supported by technical, legal and policy tools that seeks a balance between economic growth, quality of life and environmental health.</p> 		    <p><b>Keywords: </b>Port expansion, coastal management, Rio Grande.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 		    <p>Os munic&iacute;pios costeiros apresentam uma gama de conflitos de uso de seu territ&oacute;rio, e a presen&ccedil;a de um porto com movimenta&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel aumenta a complexidade destes conflitos. O desenvolvimento portu&aacute;rio n&atilde;o se d&aacute; de forma cont&iacute;nua e linear, gerando ciclos mais ou menos definidos os quais agravam os impactos s&oacute;cio-ambientais nos per&iacute;odos de crescimento acelerados. Para que se tenha um melhor entendimento dos desafios da gest&atilde;o costeira torna-se necess&aacute;rio uma vis&atilde;o sist&ecirc;mica da evolu&ccedil;&atilde;o do processo de expans&atilde;o dos portos e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias na urbe, e assim gerar subs&iacute;dios para pol&iacute;ticas ambientais locais.</p> 		    <p>A presen&ccedil;a de ecossistemas com grande produtividade e diversidade, al&eacute;m da beleza c&ecirc;nica &iacute;mpar faz com que a zona costeira seja uma &aacute;rea de grande atrativo. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia torna-se alvo dos mais variados interesses, como por exemplo, comercial, tur&iacute;stico e industrial, fazendo com que seus conflitos sejam cada vez mais complexos. Assim, este espa&ccedil;o geogr&aacute;fico transforma-se no palco de uma s&eacute;rie de impactos e rela&ccedil;&otilde;es que devem ser geridos de forma sustent&aacute;vel para que se obtenha o desenvolvimento econ&ocirc;mico, sem perder a qualidade ambiental ou aumentar a desigualdade social.</p> 		    <p>O litoral brasileiro constitui-se em um perene desafio &agrave; gest&atilde;o em fase da diversidade de situa&ccedil;&otilde;es existentes neste territ&oacute;rio. S&atilde;o mais aproximadamente 300 munic&iacute;pios defrontantes com o mar. E &eacute; nesse cen&aacute;rio din&acirc;mico e de alta mobilidade, tanto f&iacute;sica quanto socioecon&ocirc;mica, que residem aproximadamente 18% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, sendo que 16 das 28 regi&otilde;es metropolitanas encontram-se no litoral (Nicolodi e Petermann, 2010). Adicionalmente, regimes de propriedade e interesses governamentais variados contribuem para que a zona costeira agregue in&uacute;meros conflitos, envolvendo os diversos atores sociais que atuam nessa regi&atilde;o. As crescentes e m&uacute;ltiplas press&otilde;es exercidas pelo desenvolvimento sobre o litoral, e o seu paradigma de constante crescimento econ&ocirc;mico, demandam estrat&eacute;gias integradas de planejamento e gest&atilde;o para enfrentar os urgentes problemas ecol&oacute;gicos e socioecon&ocirc;micos que s&atilde;o complexos e inter-relacionados (Arenas-Granados, 2011).</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para encontrar um equil&iacute;brio de usos nos munic&iacute;pios costeiros &eacute; necess&aacute;rio o planejamento e a capacita&ccedil;&atilde;o de pessoas para que atenda os interesses econ&ocirc;micos e ambientais de forma homog&ecirc;nea para o n&atilde;o comprometimento se sua sustentabilidade ambiental urbana. Possibilitado por a&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-ativas como: prote&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o, monitoramento e manejo de &aacute;reas priorit&aacute;rias, tendo uma vis&atilde;o da totalidade dos processos ambientais gerando um escopo &agrave;s iniciativas t&eacute;cnicas de planejamento que buscam a sustentabilidade e o bem-estar social (Oliveira <i>et al.</i>., 2012). </p> 		    <p>Em munic&iacute;pios costeiros portu&aacute;rios o planejamento de usos do seu territ&oacute;rio e recursos n&atilde;o &eacute; uma tarefa nada f&aacute;cil. Por um lado, enfrentam as press&otilde;es de &acirc;mbito local, como invas&otilde;es de &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, d&eacute;ficit crescente na infraestrutura, principalmente de saneamento b&aacute;sico e habita&ccedil;&atilde;o, desemprego e subemprego causados pela instabilidade econ&ocirc;mica nacional e mundial e pela sazonalidade caracter&iacute;stica do turismo de veraneio, entre outras. Por outro lado, enfrentam press&otilde;es pol&iacute;tico-econ&ocirc;micas da esfera estadual e federal induzidas pelos macroprojetos de desenvolvimento.</p> 		    <p>Um aspecto a destacar com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o dos grandes projetos de desenvolvimento refere-se ao surgimento de in&uacute;meros n&uacute;cleos residenciais espont&acirc;neos no entorno da &aacute;rea dos projetos e/ou no entorno dos n&uacute;cleos residenciais pr&eacute;-existentes. Tais n&uacute;cleos espont&acirc;neos refletem o crescimento desordenado das popula&ccedil;&otilde;es locais devido ao intenso afluxo de migrantes que vieram de outras &aacute;reas em busca de emprego nestes grandes empreendimentos. A consequ&ecirc;ncia desses processos &eacute; o surgimento de um n&uacute;mero consider&aacute;vel de desempregados, tanto de migrantes como da popula&ccedil;&atilde;o local, que passam a disputar e, portanto, pressionar, o mercado local de trabalho. O resultado &eacute; a faveliza&ccedil;&atilde;o, a marginaliza&ccedil;&atilde;o, a mendic&acirc;ncia, a prostitui&ccedil;&atilde;o e a criminalidade (Domingues, 1995). </p> 		    <p>O Porto do Rio Grande, localizado no extremo sul do Rio Grande do Sul, sendo &uacute;ltimo porto mar&iacute;timo brasileiro no Atl&acirc;ntico sul, assume import&acirc;ncia geogr&aacute;fica e econ&ocirc;mica na integra&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses do sul da Am&eacute;rica Latina. A pol&iacute;tica de desenvolvimento brasileira, na tentativa de diminuir as disparidades/desigualdades do territ&oacute;rio nacional projetou pontos estrat&eacute;gicos no seu territ&oacute;rio para atingir suas metas, definindo como um destes pontos estrat&eacute;gicos o munic&iacute;pio do Rio Grande, com seu porto mar&iacute;timo (Domingues, Idem). O Porto do Rio Grande recebeu um grande volume de investimentos em dois momentos distintos ao longo das &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas. E assim, Rio Grande, que tem sua g&ecirc;nese fortemente ligada ao porto, passou a absorver os reflexos deste crescimento portu&aacute;rio. </p> 		    <p>O objetivo deste artigo &eacute; correlacionar o crescimento portu&aacute;rio com o desenvolvimento municipal e com as altera&ccedil;&otilde;es socioambiental por ele causado, evidenciando novas demandas de gest&atilde;o costeira. O munic&iacute;pio de Rio Grande (RS, Brasil) foi utilizado como estudo de caso em uma an&aacute;lise sist&ecirc;mica desse processo.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Materiais e M&eacute;todos</b></p> 		    <p>Para a an&aacute;lise do processo evolutivo do desenvolvimento urbano/industrial do munic&iacute;pio do Rio Grande foi feita uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica de car&aacute;ter hist&oacute;rico com o intuito de entender as rela&ccedil;&otilde;es sociais envolvidas. A partir da compila&ccedil;&atilde;o de dados da movimenta&ccedil;&atilde;o de carga via porto, obtidos dos Boletins estat&iacute;sticos das Autoridades Portu&aacute;rias (ANTAQ e SUPRG), identificou-se as fases de crescimento portu&aacute;rio. Em seguida as fases de crescimento portu&aacute;rio foram correlacionadas com os indicadores de desenvolvimento municipal, onde os selecionados foram: Censo demogr&aacute;fico (referente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o residente), PIB (Produto Interno Bruto) municipal geral (n&atilde;o desmembrado por setores), IDH (&Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano) municipal (n&atilde;o desmembrado nas tr&ecirc;s vari&aacute;veis que o constituem), dispon&iacute;veis na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica); e o n&uacute;mero de economias atendidas com o servi&ccedil;o de luz, &aacute;gua e esgoto fornecidos pelas empresas respons&aacute;veis pelo respectivo servi&ccedil;o (CEEE - Companhia Estadual de Energia El&eacute;trica e CORSAN - Companhia Riograndese de Saneamento respectivamante). De posse destes dados foi poss&iacute;vel projetar um linha do tempo com os principais momentos econ&ocirc;micos e seus reflexos na popula&ccedil;&atilde;o local. </p> 		    <p>A estimativa de crescimento dos indicadores de desenvolvimento, assim como para o crescimento da movimenta&ccedil;&atilde;o de carga do Porto do Rio Grande, foi feita atrav&eacute;s da formula: </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="e1"></a> </p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a06e1.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 		    <p>onde o X<sub>final</sub> representa o valor do indicador no &uacute;ltimo ano do intervalo; X<sub>inicial</sub> representa o valor do indicador no primeiro ano do intervalo; e n representa o n&uacute;mero de anos do intervalo.</p> 		    <p>A altera&ccedil;&atilde;o das unidades f&iacute;sico-naturais foi feita atrav&eacute;s de um SIG (Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica) do mapeamento da expans&atilde;o urbana em fotos a&eacute;reas de 1975 e imagem de sat&eacute;lite de 2009. O SIG do mapeamento da regi&atilde;o foi feito no programa ArcGis vers&atilde;o 9.2. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3. Resultados e Discuss&otilde;es</b></p> 		    <p>O Porto do Rio Grande foi considerado como um ponto estrat&eacute;gico pelo governo federal desde a d&eacute;cada de setenta. Em virtude disso, o porto, recebeu fortes investimentos em dois momentos distintos, caracterizados como ciclos de crescimento ex&oacute;geno. O primeiro ciclo, na d&eacute;cada de setenta, teve a implanta&ccedil;&atilde;o do complexo Industrial-Portu&aacute;rio Superporto e Distrito Industrial, na tentativa da cria&ccedil;&atilde;o de um corredor de exporta&ccedil;&atilde;o para competir com os Pa&iacute;ses de influ&ecirc;ncia do Rio da Prata. E o segundo ciclo, a partir do ano 2005, ainda incipiente no munic&iacute;pio, com a implanta&ccedil;&atilde;o do Polo Naval e <i>offshore</i>, na tentativa de descentraliza&ccedil;&atilde;o da industrial naval brasileira.</p> 		    <p>O per&iacute;odo compreendido entre o primeiro ciclo e o segundo foi caracterizado como uma fase de estagna&ccedil;&atilde;o, onde n&atilde;o houve crescimento na movimenta&ccedil;&atilde;o de cargas transportadas via porto. Este momento de estagna&ccedil;&atilde;o foi agravado pela queda do crescimento econ&ocirc;mico brasileiro na d&eacute;cada de oitenta, a chamada d&eacute;cada perdida, al&eacute;m da quebra do setor industrial e pesqueiro no munic&iacute;pio.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.1. Desenvolvimento Municipal </b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A atividade portu&aacute;ria exerce um significativo impacto no que se refere &agrave; arrecada&ccedil;&atilde;o de tributos nos seus v&aacute;rios &acirc;mbitos, municipais, estaduais e federais, os quais inferem diretamente na constru&ccedil;&atilde;o do montante do PIB local (Alves, 2004). </p> 		    <p>Os valores arrecadados com tributos Federais, Estaduais e Municipais s&atilde;o utilizados na forma de investimentos, os quais exercem fundamental import&acirc;ncia para constru&ccedil;&atilde;o de melhorias que beneficiam a popula&ccedil;&atilde;o como um todo, principalmente no que se refere a investimentos sociais. Assim podemos fazer uma correla&ccedil;&atilde;o entre a varia&ccedil;&atilde;o da movimenta&ccedil;&atilde;o de cargas do Porto do Rio Grande e o Produto Interno Bruto (PIB) do munic&iacute;pio, a fim de identificar se o retorno econ&ocirc;mico, produzido pelo porto, traz recursos financeiros para a melhoria da qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o residente. </p> 		    <p>No primeiro ciclo ex&oacute;geno, per&iacute;odo que compreende os anos entre 1970 e 1980, constatou-se a depend&ecirc;ncia direta do PIB com a movimenta&ccedil;&atilde;o de carga, caracterizando a economia municipal fortemente vinculada ao porto e ind&uacute;stria pesqueira. No per&iacute;odo de estagna&ccedil;&atilde;o, per&iacute;odo compreendido pelas d&eacute;cadas de 80 e 90 verificou-se um crescimento baixo na movimenta&ccedil;&atilde;o de carga no porto, enquanto o PIB apresentou um decrescimento alto, influenciado pela redu&ccedil;&atilde;o de empregos ap&oacute;s a regulamenta&ccedil;&atilde;o da chamada Lei de Moderniza&ccedil;&atilde;o dos Portos, quebra da ind&uacute;stria pesqueira, e a crise internacional, caracterizando a queda do setor industrial no munic&iacute;pio.</p> 		    <p>Ap&oacute;s o primeiro ciclo de desenvolvimento ex&oacute;geno, o PIB municipal apresenta reflexos amplificados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; varia&ccedil;&atilde;o da movimenta&ccedil;&atilde;o de cargas no porto. Na fase de estagna&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria, onde o aumento da movimenta&ccedil;&atilde;o de cargas &eacute; insignificante, o PIB municipal apresenta um decr&eacute;scimo que foi atribu&iacute;do ao decl&iacute;nio da ind&uacute;stria pesqueira que gerou alta taxa de desemprego, oscila&ccedil;&otilde;es no desempenho da Refinaria Ipiranga e o fechamento de duas plantas de fertilizantes. Na d&eacute;cada seguinte, entre os anos de 1990 e 2000, mesmo com o come&ccedil;o da rea&ccedil;&atilde;o das atividades portu&aacute;rias, o PIB municipal apresentou o maior decl&iacute;nio de todo o per&iacute;odo analisado, trazendo os reflexos da estagna&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria nos outros setores econ&ocirc;micos do munic&iacute;pio.</p> 		    <p>No segundo ciclo ex&oacute;geno, entre os anos de 2000 e 2010, a similaridade de crescimento desaparece. Esta diferencia&ccedil;&atilde;o entre o crescimento da movimenta&ccedil;&atilde;o de carga pelo Porto e o crescimento do PIB municipal no &uacute;ltimo per&iacute;odo foi associado ao aumento do recolhimento do ICMS por parte do Governo Estadual e &agrave; expans&atilde;o dos setores terci&aacute;rios, quatern&aacute;rio e quin&aacute;rio.</p> 		    <p>Os primeiros indicadores de desenvolvimento analisados foram o abastecimento de &aacute;gua tratada e a coleta de esgoto. Os quais s&atilde;o apresentados em n&uacute;mero de economias, referindo-se as habita&ccedil;&otilde;es atendidas pela empresa. Estes foram analisados juntos, por sua administra&ccedil;&atilde;o pertencer &agrave; mesma companhia, Companhia Riograndese de Saneamento (CORSAN). Mesmo que o per&iacute;odo temporal do presente artigo seja entre os anos 1970 e 2010, a an&aacute;lise dos dados sobre estes indicadores foi feita a partir da d&eacute;cada de 80 em fun&ccedil;&atilde;o da Companhia ter assumido este servi&ccedil;o nesta d&eacute;cada.</p> 		    <p>A an&aacute;lise dos dados, no per&iacute;odo que compreende os anos de 1980 e 1990, sobre a taxa de crescimento m&eacute;dio do servi&ccedil;o de coleta de esgoto no munic&iacute;pio observou-se um crescimento de 29% no n&uacute;mero de economias atendidas (de 10.725 economias para 13.861 economias) e 164% (de 16.070 economias para 42.500 economias) n&uacute;mero de economias atendidas com o servi&ccedil;o de abastecimento de &aacute;gua pela empresa. Este crescimento est&aacute; relacionado com a grande oferta de loteamentos residenciais, por parte do Estado e iniciativa privada, al&eacute;m do Plano Nacional de Saneamento (PLANASA) formulado pelo Estado. No final dos anos 70 e in&iacute;cio dos anos 80, foram ofertados alguns loteamentos providos de infraestrutura b&aacute;sica: Parque Marinha do Brasil, Condom&iacute;nio Waldemar Duarte, Bairro Jardim do Sol, al&eacute;m de conjuntos residenciais tipo COHAB localizados na &aacute;rea de ocupa&ccedil;&atilde;o intensiva (Martins, 2006). </p> 		    <p>Na d&eacute;cada seguinte, entre 1990 e 2000, o crescimento no n&uacute;mero de economias atendidas pelo servi&ccedil;o de coleta de esgoto atingiu &iacute;ndices menores, tendo taxa de crescimento m&eacute;dio de 24% (de 13.861 economias para 17.166 economias) e de 16% (de 42.500 economias para 49.161 economias) para o servi&ccedil;o de abastecimento de &aacute;gua, decr&eacute;scimo este associado &agrave; queda do setor industrial que come&ccedil;ava a se registrar na cidade, al&eacute;m do fechamento do Banco Nacional de Habita&ccedil;&atilde;o (BNH) criado pelo governo militar (Martins, Idem). No &uacute;ltimo per&iacute;odo analisado, compreendendo os anos de 2000 e 2010, o percentual foi menor ainda, ficando em 10% (de 17.166 economias para 18.967 economias) para o servi&ccedil;o de coleta de esgoto e de 18% (de 49.161 economias para 57.797 economias) no servi&ccedil;o de abastecimento de &aacute;gua. Com isso, fica vis&iacute;vel que a melhoria da infraestrutura urbana no munic&iacute;pio do Rio Grande est&aacute; fortemente vinculada aos investimentos feitos pela esfera federale, nos anos isentos destes investimentos, poucas obras s&atilde;o realizadas pelo poder p&uacute;blico local.</p> 		    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos dados do servi&ccedil;o de fornecimento de luz n&atilde;o foi poss&iacute;vel fazer uma caracteriza&ccedil;&atilde;o de todo o per&iacute;odo temporal analisado pelo presente artigo. Isso ocorreu em fun&ccedil;&atilde;o da CEEE (Companhia Estadual de Energia El&eacute;trica) ser uma companhia mista na qual n&atilde;o existia um sistema de controle do n&uacute;mero de economia atendida antes dos anos 2000. Na &uacute;ltima d&eacute;cada, compreendida entre os anos de 2000 e 2010, houve um crescimento m&eacute;dio de 26% (de 80.092 economias para 63.475 economias) no servi&ccedil;o de fornecimento de luz. O qual apresentou o maior crescimento, quando comparado com o crescimento do atendimento de &aacute;gua e esgoto nesta d&eacute;cada.</p> 		    <p>O &uacute;ltimo indicador de desenvolvimento analisado diz respeito aos IDH- &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano. No presente artigo foi utilizado o indicador geral do IDH municipal, sem fazer referencia aos seus sub&iacute;ndices. Isso justifica-se pelo fato que o per&iacute;odo temporal aqui analisado &eacute; consider&aacute;velmente grande, isso dificultou a obten&ccedil;&atilde;o deste sub&iacute;ndices para as primeiras d&eacute;cadas em foco.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o munic&iacute;pio do Rio Grande, os dados fornecidos pelo IBGE mostram que o desenvolvimento humano nas &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas manteve-se no intervalo de classifica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dio, com taxa de crescimento pouco significativo entre as d&eacute;cadas. O primeiro intervalo analisado, que compreende os anos de 1970 e 1980, foi o per&iacute;odo de maior crescimento deste indicador, com taxa de 2,67% (de 0,56 para 0,729). </p> 		    <p>Destaca-se que entre os anos de 1970 e 1980, o munic&iacute;pio do Rio Grande foi o que apresentou a mais alta taxa de crescimento industrial do Estado, tendo a sua participa&ccedil;&atilde;o no valor da produ&ccedil;&atilde;o industrial ga&uacute;cha quase dobrada neste per&iacute;odo, passando de 3,42% para 6,63% (Domingues, 1995). No entanto, segundo Domingues (1995) estes n&uacute;meros promissores da atividade industrial do munic&iacute;pio n&atilde;o refletiram numa melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da maioria da popula&ccedil;&atilde;o local; ao contr&aacute;rio, estes dados confirmam o car&aacute;ter concentrador de renda e, portanto, o car&aacute;ter excludente do ponto de vista s&oacute;cio-econ&ocirc;mico-espacial de largas parcelas das popula&ccedil;&otilde;es comuns a todos os lugares/regi&otilde;es onde estes grandes projetos de “desenvolvimento” foram/s&atilde;o implantados. </p> 		    <p> Nas d&eacute;cadas seguintes, entre os anos de 1980 e 2000, a taxa de crescimento m&eacute;dio do IDH municipal foi pouco significativa, apresentando-se em 0,136% (de 0,729 para 0,739) e 0,707% (de 0,739 para 0,793) respectivamente. Para o &uacute;ltimo intervalo analisado, que compreende os anos de 2000 e 2010, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel calcular o crescimento m&eacute;dio em fun&ccedil;&atilde;o da n&atilde;o libera&ccedil;&atilde;o de dado sobre IDH no ano de 2010 pelo IBGE. Os dados analisados acima s&atilde;o apresentados na <a href="#f1">figura 1</a>. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f1"></a> </p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a06f1.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 		    <p>Podemos fazer uma compara&ccedil;&atilde;o entre o crescimento m&eacute;dio da popula&ccedil;&atilde;o riograndina e o crescimento m&eacute;dio do IDH municipal. Na <a href="#f2">figura 2</a> temos as taxas de crescimento m&eacute;dio das duas vari&aacute;veis, mostrando que apenas no primeiro intervalo o desenvolvimento humano municipal acompanhou o crescimento demogr&aacute;fico. Esta d&eacute;cada representou o per&iacute;odo de maiores investimentos econ&ocirc;micos em Rio Grande, que atraiu grande contingente populacional e gerando maior renda para a cidade, havendo, consequentemente, o crescimento no IDH. Mas isso n&atilde;o significando melhoria na qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o, principalmente, nas classes de baixa renda.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f2"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a06f2.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na d&eacute;cada seguinte, entre os anos de 1980 e 1990, a popula&ccedil;&atilde;o continua crescendo, ainda como reflexo dos projetos industriais implantados na cidade na d&eacute;cada anterior. Mas, muito dos investimentos deste per&iacute;odo anterior s&atilde;o cessados e a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o declina, surgindo &aacute;reas ocupadas irregularmente, pela popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda, estas sem acesso aos benef&iacute;cios sociais, como escolaridade, fazendo com que o IDH n&atilde;o acompanhasse este crescimento populacional. No &uacute;ltimo per&iacute;odo que pode ser comparado, temos uma melhoria no crescimento do IDH, mas ficando baixo do crescimento da popula&ccedil;&atilde;o riograndina. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.2. Altera&ccedil;&atilde;o Ambiental</b></p> 		    <p>A base f&iacute;sica do munic&iacute;pio de Rio Grande abrange dep&oacute;sitos sedimentares resultantes da intera&ccedil;&atilde;o entre ambientes marinhos, transicionais e continentais. As fei&ccedil;&otilde;es geomorfol&oacute;gicas atuais s&atilde;o reflexos dos processos gen&eacute;ticos que atuaram na instala&ccedil;&atilde;o desses ambientes, fundamentalmente associados &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es relativas do n&iacute;vel do mar desde o Terci&aacute;rio at&eacute; o Recente (Tagliani, 1997). Os dep&oacute;sitos pleistoc&ecirc;nicos em Rio Grande ocupam por&ccedil;&otilde;es topograficamente mais elevadas do que os mais recentes, constitu&iacute;dos por sedimentos lagunares, e&oacute;licos e marinhos. Os dep&oacute;sitos holoc&ecirc;nicos, tamb&eacute;m representados por sedimentos lagunares, e&oacute;licos e marinhos, distribuem-se por grandes &aacute;reas adjacentes aos corpos lagunares e ao mar. Com exce&ccedil;&atilde;o de algumas regi&otilde;es das dunas, estas deposi&ccedil;&otilde;es recentes constituem &aacute;reas planas, baixas, alag&aacute;veis e s&iacute;tio das maiores aglomera&ccedil;&otilde;es populares do munic&iacute;pio (Tagliani, Idem).</p> 		    <p>A vegeta&ccedil;&atilde;o presente nestas &aacute;reas &eacute; classificada segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, dispon&iacute;vel na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica, como “&Aacute;reas de Forma&ccedil;&otilde;es Pioneiras” na plan&iacute;cie costeira sul-rio-grandense, subdividindo-a em 2 categorias: 1) &Aacute;reas de influ&ecirc;ncia marinha, que recobrem a maior parte dos dep&oacute;sitos e&oacute;licos (dunas fixas e vivas), areias e dep&oacute;sitos s&iacute;ltico - argilosos, ricos em mat&eacute;ria org&acirc;nica, depositados pr&oacute;ximos &agrave; linha de costa em plan&iacute;cies de mar&eacute; e feixes de restinga; 2) &Aacute;reas de influ&ecirc;ncia fluvial, situadas em torno das margens da Lagoa Mirim, maior parte das margens da Lagoa dos Patos e margem oeste da Lagoa Mangueira.</p> 		    <p>Assim, a compara&ccedil;&atilde;o do mosaico das unidades f&iacute;sico naturais – unidades com homogeneidade interna em rela&ccedil;&atilde;o a processos f&iacute;sicos ativos e relacionados &agrave; vegeta&ccedil;&atilde;o natural - presentes na regi&atilde;o com os mapas da expans&atilde;o urbana do munic&iacute;pio do Rio Grande nos anos de 1975 (in&iacute;cio do 1&ordm; ciclo ex&oacute;geno) e 2009 (primeiros anos do 2&ordm; ciclo ex&oacute;geno) constata-se a supress&atilde;o dos ambientes de marisma e cristas de praias litor&acirc;neas (CPlit) com campos litor&acirc;neos, CPlit com mata de restinga, CPlit com planta&ccedil;&atilde;o de eucalipto, CPlit com vegeta&ccedil;&atilde;o de banhado, Plan&iacute;cie marinha elevada (PME) com campos litor&acirc;neos e Dunas obliquas com campos litor&acirc;neos (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a06f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a>). A evolu&ccedil;&atilde;o da expans&atilde;o urbana obtida pelos mapas de expans&atilde;o urbana nos anos de 1975 e 2009 mostra um crescimento bipolar. No qual o crescimento da cidade se d&aacute; nos eixos rodovi&aacute;rio Rio Grande/Pelotas (BR 392) e Rio Grande/ Balne&aacute;rio Cassino (ERS 734), indicando uma futura supress&atilde;o das unidades f&iacute;sico naturais dos tipos: CPlit com matas de restinga, plan&iacute;cie lagunar inund&aacute;vel (PLA) com mata de restinga, PLA com campos litor&acirc;neos, PLA com vegeta&ccedil;&atilde;o de banhado, PLA com marismas e PLA com planta&ccedil;&atilde;o de eucalipto. </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a06f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>O munic&iacute;pio de Rio Grande apresenta uma grande variedade de forma&ccedil;&otilde;es vegetais de import&acirc;ncia ambiental e socioecon&ocirc;mica, as quais v&ecirc;m sofrendo conflitos e problemas ambientais mais evidentes. Por sua ocupa&ccedil;&atilde;o urbana ser margeada de ambientes fr&aacute;geis as interven&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas tem conseq&uuml;&ecirc;ncias diretas sobre estes ecossistemas. Como por exemplo, mudan&ccedil;as no canal de desembocadura do estu&aacute;rio, ocupado pelo Porto, pode induzir mudan&ccedil;as na circula&ccedil;&atilde;o e na salinidade, que por sua vez geram perda de biodiversidade no ambiente estuarino. E essa perda de biodiversidade pode se converter em problemas econ&ocirc;micos para os pescadores artesanais que sobrevivem do estu&aacute;rio, al&eacute;m de problemas sociais como a degrada&ccedil;&atilde;o da beleza c&ecirc;nica destes ambientes. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dentro desta problem&aacute;tica da gest&atilde;o costeira, v&aacute;rios fatores contribuem para o agravamento dos conflitos de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, principalmente em munic&iacute;pios que exercem a fun&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria como &eacute; o caso de Rio Grande. Em portos onde a atividade econ&ocirc;mica &eacute; consideravelmente elevada e a estrutura e a din&acirc;mica possuem alto grau de complexidade, os impactos/conflitos gerados podem afetar tanto os ecossistemas adjacentes como tamb&eacute;m o modo de vida da popula&ccedil;&atilde;o. Necessitando assim, um planejamento sist&ecirc;mico e de longo prazo para absorver, de maneira sustent&aacute;vel, a converg&ecirc;ncia de energia (produtos, investimentos econ&ocirc;micos, tecnologias, informa&ccedil;&otilde;es, pessoas, etc) em momentos de expans&atilde;o. </p> 		    <p>Podemos visualizar os processos atuantes no munic&iacute;pio como um sistema, onde a fonte de energia/investimentos externa refere-se ao Governo federal e setor privado, a fonte de energia/investimentos interno refere-se ao poder p&uacute;blico local e atores locais, e no interior do sistema est&atilde;o as intera&ccedil;&otilde;es com a maior ou menor entrada de energia/investimentos e sa&iacute;da referente &agrave;s mercadorias, servi&ccedil;os e energia que saem pelo porto. Assim, para a d&eacute;cada de 70 onde se tem a entrada de investimentos por parte do Governo federal que geram crescimento econ&ocirc;mico para o munic&iacute;pio. Para a d&eacute;cada de 80, onde n&atilde;o h&aacute; investimentos externos gerando estagna&ccedil;&atilde;o e/ou queda no crescimento econ&ocirc;mico. E no terceiro e &uacute;ltimo per&iacute;odo est&aacute; representado &agrave; d&eacute;cada de 2000, onde temos novamente h&aacute; entrada de investimentos externos gerando crescimento econ&ocirc;mico para o munic&iacute;pio do Rio Grande.</p> 		    <p>Esta vis&atilde;o sist&ecirc;mica do processo evolutivo do munic&iacute;pio do Rio Grande mostra de maneira clara que a queda do crescimento econ&ocirc;mico na d&eacute;cada de 80 tem forte liga&ccedil;&atilde;o com a baixa capacidade de articula&ccedil;&atilde;o dos atores locais, intensificada pela falta de recursos, falta de capacita&ccedil;&atilde;o dos servidores, sal&aacute;rios baixos e descontinuidade pol&iacute;tica, que geram grandes perdas no sistema. Para o momento atual, onde, se por um lado, tem-se a retomada do crescimento das exporta&ccedil;&otilde;es e da atividade industrial via porto, e de outro, tem-se a perman&ecirc;ncia da falta de quadros t&eacute;cnicos qualificados e bem remunerados, fica o grande desafio do enfrentamento no curt&iacute;ssimo prazo das demandas infraestruturais urbanas que dar&atilde;o suporte a este novo processo de apropria&ccedil;&atilde;o t&eacute;cno-produtiva do territ&oacute;rio, mesmo j&aacute; tendo uma melhora da capacidade de governan&ccedil;a entre a gest&atilde;o p&uacute;blica municipal, o porto e as empresas. </p> 		    <p>Cabe destacar que apesar de algum di&aacute;logo interinstitucional (secretarias, empresas e porto), n&atilde;o se observa uma integra&ccedil;&atilde;o entre os instrumentos de gest&atilde;o sob tutela das diferentes institui&ccedil;&otilde;es, ou seja, entre o Plano Diretor Municipal, o Plano Ambiental Municipal (PLAM), o Zoneamento Ecol&oacute;gico-Econ&ocirc;mico do Munic&iacute;pio (ZEEM), o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado do Rio Grande (PDZ) e o Plano Diretor do Distrito Industrial. Dentre eles apenas o Plano Diretor Municipal foi implantado formalmente, enquanto que os outros instrumentos n&atilde;o passaram da fase de elabora&ccedil;&atilde;o.</p> 		    <p>A falta de articula&ccedil;&atilde;o e/ou compatibiliza&ccedil;&atilde;o entre as diversas pol&iacute;ticas/instrumentos incidentes sobre a Zona Costeira no &acirc;mbito local leva, muitas vezes, conforme Tagliani e Asmus (2011), a uma vis&atilde;o setorizada da realidade, pois cada setor tende a destacar a sua vis&atilde;o fazendo com que isto prejudique e/ou comprometa as a&ccedil;&otilde;es voltadas para uma gest&atilde;o integrada. Ao n&iacute;vel local esta gest&atilde;o tem tido um car&aacute;ter setorial, com processos decis&oacute;rios fragmentados e reativos, e com foco nos sintomas e n&atilde;o nas causas em si. Tal car&aacute;ter tem denotado uma necessidade de coordena&ccedil;&atilde;o e manejo pr&oacute;-ativos, atrav&eacute;s de um processo de gest&atilde;o que integre os elementos e processos s&oacute;cio-ambientais do ecossistema costeiro a essa importante regi&atilde;o. Assim a vis&atilde;o sist&ecirc;mica de todo o complexo estuarino se mostra de fundamental import&acirc;ncia no planejamento da ocupa&ccedil;&atilde;o destes ambientes t&atilde;o sens&iacute;veis a estas mudan&ccedil;as. Pois esta vis&atilde;o sist&ecirc;mica permite a integra&ccedil;&atilde;o e harmoniza&ccedil;&atilde;o dos setores, mostrando a totalidade dos processos no espa&ccedil;o planejado.</p> 		    <p>O mesmo foi evidenciado por Asmus <i>et al.</i> (2006) quando considerada a quest&atilde;o pol&iacute;tica relativa &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, constatam-se obst&aacute;culos pol&iacute;ticos em todos os n&iacute;veis, principalmente nos municipais, aonde prefeitos e vereadores normalmente chegam ao poder atrav&eacute;s do apoio de alguns segmentos econ&ocirc;micos que na maioria das vezes n&atilde;o est&atilde;o preocupados com um desenvolvimento sustentado para o munic&iacute;pio e sim aferir maiores lucros dentro das suas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>Em uma an&aacute;lise feita por Asmus <i>et al.</i> (2006) nos munic&iacute;pios costeiros do litoral norte do Estado do Rio Grande do Sul, observa-se, como conseq&uuml;&ecirc;ncia, a constru&ccedil;&atilde;o de Planos Diretores altamente liberais quanto &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de solo para edifica&ccedil;&otilde;es. Em alguns casos, tais planos permitem o estabelecimento de alt&iacute;ssimas densidades populacionais, n&atilde;o havendo a preocupa&ccedil;&atilde;o com a implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas de tratamento de esgotos e res&iacute;duos e com a ocupa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas ambientalmente fr&aacute;geis e de preserva&ccedil;&atilde;o. No caso de Rio Grande isso fica evidenciado pelas modifica&ccedil;&otilde;es feitas no Plano Diretor Municipal, que teve a redu&ccedil;&atilde;o de 50 para 30 metros da &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o permanente das margens dos arroios, al&eacute;m da altera&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea que anteriormente era classificada como &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o ambiental para &aacute;rea de interesse social, que permitiu a constru&ccedil;&atilde;o de um condom&iacute;nio residencial.</p> 		    <p>Desta maneira o munic&iacute;pio de Rio Grande tem um grande desafio a enfrentar, com a vinda de investimentos econ&ocirc;micos, tanto na &aacute;rea portu&aacute;ria como na &aacute;rea urbana, que vem atraindo intensos fluxos migrat&oacute;rios para o munic&iacute;pio. Isto exigir&aacute; do poder p&uacute;blico um adequado planejamento do seu territ&oacute;rio para evitar potenciais conflitos de uso do espa&ccedil;o, como a r&aacute;pida expans&atilde;o urbana e a conseq&uuml;ente faveliza&ccedil;&atilde;o, o colapso ou satura&ccedil;&atilde;o das infraestruturas, al&eacute;m do deficiente sistema de drenagem urbana, sem perder de vista a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental eminente.</p> 		    <p>Caber&aacute; ao poder p&uacute;blico local saber lidar com as fortes press&otilde;es do setor privado, industrial e imobili&aacute;rio, na ocupa&ccedil;&atilde;o de seu territ&oacute;rio. Porque, ou se assegura a aplica&ccedil;&atilde;o das leis ambientais para se ter o desenvolvimento sustent&aacute;vel, mantendo-se o equil&iacute;brio entre o crescimento econ&ocirc;mico, qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o e a qualidade ambiental. Ou se obt&ecirc;m um crescimento econ&ocirc;mico r&aacute;pido, em curto prazo, com futuros constrangimentos para a popula&ccedil;&atilde;o e com perda da sustentabilidade ambiental.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&otilde;es</b></p> 		    <p>Pa&iacute;ses com propor&ccedil;&otilde;es continentais similares ao Brasil que fazem grandes investimentos econ&ocirc;micos em pontos estrat&eacute;gicos para alavancar seu desenvolvimento devem ter seu planejamento al&ccedil;ados no trip&eacute; econ&ocirc;mico, social e ambiental. O r&aacute;pido crescimento econ&ocirc;mico nos munic&iacute;pios gera press&otilde;es diversas na urbe e no meio ambiente, sendo imprecind&iacute;vel o entendimento do processo evolutivo e uma vis&atilde;o da totalidade dos processos para se buscar de forma conjunta a sustentabilidade ambiental e o bem-estar social. </p> 		    <p>Para que n&atilde;o se tenha a repeti&ccedil;&atilde;o da estagna&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e altera&ccedil;&atilde;o fisico natural p&oacute;s primeiro ciclo de crescimento ex&oacute;geno torna-se necess&aacute;rio a articula&ccedil;&atilde;o dos atores locais para sustentarem o desenvolvimento municipal. A pouca articula&ccedil;&atilde;o existente entre os &oacute;rg&atilde;os ambientais e outros setores da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, al&eacute;m das descontinuidades pol&iacute;ticas em todas as esferas, comprometem o crescimento econ&ocirc;mico e a melhora na qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o. </p> 		    <p>Existem exemplos das consequ&ecirc;ncias geradas pela implanta&ccedil;&atilde;o de macroprojetos, induzidos pela esfera federal, nos munic&iacute;pios costeiros de pequeno e m&eacute;dio porte, como por exemplo em Maca&eacute; no Estado do Rio de Janeiro. Estes exigem uma boa articula&ccedil;&atilde;o entre as institui&ccedil;&otilde;es e uma capacidade de resposta r&aacute;pida para que n&atilde;o haja uma degrada&ccedil;&atilde;o socioambiental em n&iacute;vel local. O cessamento abrupto de investimentos deixa a cargo do poder p&uacute;blico local para lidar com os passivos ambientais e sociais causados pela atra&ccedil;&atilde;o de um grande contingente populacional para estes munic&iacute;pios. Assim, traz &agrave; tona o pouco preparo dos administradores e servidores p&uacute;blicos no que tange &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o destes conflitos.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p> 		    <!-- ref --><p>Alves, E.B. (2004) - <i>As rela&ccedil;&otilde;es entre a atividade portu&aacute;ria e o atual est&aacute;gio de desenvolvimento do munic&iacute;pio do Rio Grande</i>. 49p, Monografia de Gradua&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, RS, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-8872201300010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Arenas-Granados, P. (2011) - <i>Manejo Costeiro y Sustentabilidad en Iberoam&eacute;rica</i>. 413p, Editorial Acad&eacute;mica Espan&otilde;la. ISBN: 9783847354369. Dispon&iacute;vel em <span><a href="http://www.uca.es/grupos-inv/HUM117/grupogial/paginas/publicaciones/libropedrodosmildoce" target="_blank">http://www.uca.es/grupos-inv/HUM117/grupogial/paginas/publicaciones/libropedrodosmildoce</a></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-8872201300010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Asmus, M.L.; Kitzmann, D.; Laydner, C.; Tagliani, C.R.A. (2006) - <i>Gest&atilde;o Costeira no Brasil: instrumentos, fragilidades e potencialidades</i>. Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada (ISSN: 1677-4841), 5:52-57, Itaja&iacute;, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <span><a href="http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/2006/2006a.pdf" target="_blank">http://www.praia.log.furg.br/Publicacoes/2006/2006a.pdf</a></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-8872201300010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Domingues, M.V.D.L.R. (1995) - <i>Superporto do Rio Grande: plano e realidade. Elementos para um discuss&atilde;o</i>. 312p, Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-8872201300010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Martins, S. F. (2006) - <i>Cidade do Rio Grande: industrializa&ccedil;&atilde;o e urbanidade</i> (1873 – 1990). 234p., Editora da FURG, Rio Grande, RS, Brasil. ISBN:8575660799.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-8872201300010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Nicolodi, J.L; Petermann, R.M. (2010) – <i>Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e a Vulnerabilidade da Zona Costeira do Brasil: Aspectos ambientais, sociais e tecnol&oacute;gicos</i>. Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada (ISSN 1646-8872), 10:151-177, Itaja&iacute;, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <span><a href="http://www.aprh.pt/rgci/revista10f2.html" target="_blank">http://www.aprh.pt/rgci/revista10f2.html</a></span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-8872201300010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Oliveira, D.S.; Asmus, M.L.; Domingues, M.V.D.R. (2012) – <i>Planejamento Urbana em &Aacute;reas Inund&aacute;veis de um Munic&iacute;pio Costeiro: Estudo de Caso em Rio Grande, Rs, Brasil</i>. Revista Costas – Revista Iberoamericana de Manejo Costeiro Integrado (INSS 2304-0963). Montevideo, Uruguay.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-8872201300010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Tagliani, C.R.A. (1997) - <i>Proposta para o manejo integrado da explora&ccedil;&atilde;o de areia no munic&iacute;pio costeiro de Rio Grande, RS. Um enfoque sist&ecirc;mico</i>. 157p, Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S&atilde;o Leopoldo, RS, Brasil. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-8872201300010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tagliani, P.R.A.; Asmus, M.L. (2011) - <i>Manejo integrado do estu&aacute;rio da lagoa dos patos: uma experi&ecirc;ncia de gerenciamento costeiro no sul do Brasil</i>.  250p, Editora da FURG, Rio Grande, RS, Brasil. ISBN: 9788575662069.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-8872201300010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="#top0">*</a> <a name="0"></a>Submission: September 04, 2012; Evaluation: September 12, 2012; Reception of revised manuscript: October 24, 2012; Accepted: December 3, 2012; Available on-line: December 18, 2012</p>      ]]></body><back>
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