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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Identificação de áreas de sedimentos compatíveis na plataforma continental interna para recuperação de praias entre as cidades de Niterói e Macaé - Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The occupation of the coast of Rio de Janeiro State, eastward of the Guanabara Bay, have been submitted to a strong and continuous occupation, first due to the expansion of second residences as in Armação dos Buzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Saquarema and Maricá with a sharp increase after the construction of a bridge over the Guanabara Bay on 1974, allowing an easy and rapid connection between the city of Rio de Janeiro and the east coast, stimulating the tourism, the expansion of the metropolitan area of Niteroi and the urbanization of the coastal area in general. Northward of Cape Frio, the exploration of offshore oil in the Campos Basin at the end of the decade of 1970, with the city of Macaé as the main hub, triggered an additional boom of occupation with expansion to the town of Rio das Ostras. The construction of houses and buildings in the immediate proximity to the beaches, as a valued location in the urbanization process, resulted in a vulnerability which became apparent after the localized destruction of proprieties through coastal erosion after a few extreme events. The coastal vulnerability tends to increase with climate changes due to the expected increase of intensity and frequency of storms as also the increase of the sea level. In this sense, the possibility of protection through beach nourishment has been suggested with some frequency which focuses on the necessity of an inventory of suitable sources of sand. This paper presents an initial approach to identify potential sources of suitable material on the inner continental shelf in front of the east and south-eastern coast of the state of Rio de Janeiro. For this purpose the grain size characteristics of sands of the different urban beaches were compared with the characteristics of bottom sediments of the inner continental shelf. Sediments were collected at the beach face of the potentially most endangered beaches and submitted to a conventional grain size analysis through dry sieving. The grain size distribution of the inner continental sediments where already available from prior expeditions. The comparison and classification of compability was made through the applications of the overfill ratio diagram from James (1975) which allows an evaluation of the amount of borrow material which will be retained on the beach in relation of the amount of sand deposited, considering the mean grain size and standard deviation of the beach and of the borrow material. Eleven areas offshore of the 200 km long coastline were identified, representing areas to be submitted to a detailed investigation through seismic profiling and coring in order to evaluate the amount of material available for beach nourishment followed by an evaluation of the impact of the morphological modification of the sea floor over the wave propagation as also over the impact of dredging to the benthic community.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Alimentação Artificial de Praias]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Compatibilidade de Sedimentos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Áreas de Empréstimo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Litoral Leste e Sul-Oriental do Estado do Rio de Janeiro]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p> 	    <p><b>Identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de sedimentos compat&iacute;veis na plataforma continental interna para recupera&ccedil;&atilde;o de praias entre as cidades de </b><b>    Niter&oacute;i e Maca&eacute; – Rio de Janeiro, Brasil <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 	     <p><b>Identification of the occurrence of compatible sediments for beach nourishment    in the inner continental shelf between the towns of Niter&oacute;i and Maca&eacute;    – Rio de Janeiro, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>Julio F. de Oliveira </b><sup>@, 1</sup>,<b> Dieter Muehe </b><sup>2</sup></p> 		    <p>@ - Corresponding author: <a href="mailto:jfogeo@gmail.com">jfogeo@gmail.com</a></p> 		    <p>1 - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Centro de Estudos de Geologia Costeira e Marinha (CECO/UFRGS), Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geoci&ecirc;ncias (PPGGEO), Instituto de Geoci&ecirc;ncias,. Av Bento Gon&ccedil;alves 9500 pr&eacute;dio 43125, Agronomia, Porto Alegre, RS, Brasil.91501-970. e-mail: <a href="mailto:jfogeo@gmail.com">jfogeo@gmail.com</a></p> 		    <p>2 - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia (PPGG) e Laborat&oacute;rio de Geografia Marinha, Cidade Universit&aacute;ria, Ilha do Fund&atilde;o, 2194-611, Rio de Janeiro, Brasil. Integrante da Sub-Rede Zonas Costeiras da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas Globais (Rede CLIMA) e do Programa de Geologia e Geof&iacute;sica Marinha (PGGM). e-mail: <span><a href="mailto:dieter.muehe@gmail.com">dieter.muehe@gmail.com</a></span></p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A urbaniza&ccedil;&atilde;o da orla costeira do litoral leste e sul-oriental do estado do Rio de Janeiro vem sofrendo uma ocupa&ccedil;&atilde;o continuada, devido &agrave; expans&atilde;o da zona urbana, principalmente das cidades como Niter&oacute;i, Cabo Frio e Maca&eacute;, impulsionada pela facilidade de acesso ap&oacute;s &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da ponte sobre a ba&iacute;a da Guanabara entre Rio de Janeiro e Niter&oacute;i em 1974, pela atra&ccedil;&atilde;o de trabalhadores decorrentes da explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo na Bacia de Campos e pelo crescimento do turismo e da segunda resid&ecirc;ncia. Essa ocupa&ccedil;&atilde;o, regra geral, n&atilde;o obedece a um crit&eacute;rio de seguran&ccedil;a contra eventos oceanogr&aacute;ficos extremos, de modo que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de constru&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima da orla oce&acirc;nica com epis&oacute;dios de destrui&ccedil;&atilde;o de estradas e resid&ecirc;ncias sob condi&ccedil;&otilde;es de tempestades. A vulnerabilidade da orla tender&aacute;, no entanto, a aumentar em decorr&ecirc;ncia de um aumento de intensidade e frequ&ecirc;ncia de tempestades e de um aumento do n&iacute;vel do mar por efeito das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Nesse sentido a possibilidade de prote&ccedil;&atilde;o por meio de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial de praias tem sido aventada com alguma frequ&ecirc;ncia, ficando a quest&atilde;o da falta de identifica&ccedil;&atilde;o de fontes de sedimentos. O presente trabalho apresenta uma primeira abordagem na identifica&ccedil;&atilde;o de potenciais jazidas de areia na plataforma continental interna defronte ao litoral leste e sul-oriental do estado do Rio de Janeiro, considerando as caracter&iacute;sticas granulom&eacute;tricas das diferentes praias urbanas e dos sedimentos da zona submarina, para o direcionamento subsequente de estudos mais detalhados de avalia&ccedil;&atilde;o do potencial das jazidas. Para este fim foram coletadas e analisadas granulometricamente amostras da face da praia nas principais praias urbanas da &aacute;rea de estudo e comparado com as carater&iacute;sticas granulom&eacute;tricas de amostras da plataforma continental interna, obtidas ao longo de uma s&eacute;rie de expedi&ccedil;&otilde;es precedentes. A identifica&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o de sedimentos da plataforma com os de cada praia considerada foi feito atrav&eacute;s do emprego do diagrama de James (1975) que, a partir do di&acirc;metro m&eacute;dio e desvio padr&atilde;o dos sedimentos avalia o volume dos mesmos que permanecer&atilde;o na praia e o que ser&aacute; transportado, permitindo assim avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o da potencial fonte de empr&eacute;stimo. Ao longo de todo o setor, de cerca de 200km de extens&atilde;o, foram identificadas onze &aacute;reas, pr&oacute;ximas &agrave; is&oacute;bata de -20m, representando potenciais estoques de material para utiliza&ccedil;&atilde;o em projetos de recupera&ccedil;&atilde;o.</p> 		    <p><b>Palavras-Chave:</b> Alimenta&ccedil;&atilde;o Artificial de Praias, Compatibilidade de Sedimentos, &Aacute;reas de Empr&eacute;stimo, Litoral Leste e Sul-Oriental do Estado do Rio de Janeiro</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b></p> 		    <p>The occupation of the coast of Rio de Janeiro State, eastward of the Guanabara Bay, have been submitted to a strong and continuous occupation, first due to the expansion of second residences as in Arma&ccedil;&atilde;o dos Buzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Saquarema and Maric&aacute; with a sharp increase after the construction of a bridge over the Guanabara Bay on 1974, allowing an easy and rapid connection between the city of Rio de Janeiro and the east coast, stimulating the tourism, the expansion of the metropolitan area of Niteroi and the urbanization of the coastal area in general. Northward of Cape Frio, the exploration of offshore oil in the Campos Basin at the end of the decade of 1970, with the city of Maca&eacute; as the main hub, triggered an additional boom of occupation with expansion to the town of Rio das Ostras. The construction of houses and buildings in the immediate proximity to the beaches, as a valued location in the urbanization process, resulted in a vulnerability which became apparent after the localized destruction of proprieties through coastal erosion after a few extreme events. The coastal vulnerability tends to increase with climate changes due to the expected increase of intensity and frequency of storms as also the increase of the sea level. In this sense, the possibility of protection through beach nourishment has been suggested with some frequency which focuses on the necessity of an inventory of suitable sources of sand. This paper presents an initial approach to identify potential sources of suitable material on the inner continental shelf in front of the east and south-eastern coast of the state of Rio de Janeiro. For this purpose the grain size characteristics of sands of the different urban beaches were compared with the characteristics of bottom sediments of the inner continental shelf. Sediments were collected at the beach face of the potentially most endangered beaches and submitted to a conventional grain size analysis through dry sieving. The grain size distribution of the inner continental sediments where already available from prior expeditions. The comparison and classification of compability was made through the applications of the overfill ratio diagram from James (1975) which allows an evaluation of the amount of borrow material which will be retained on the beach in relation of the amount of sand deposited, considering the mean grain size and standard deviation of the beach and of the borrow material. Eleven areas offshore of the 200 km long coastline were identified, representing areas to be submitted to a detailed investigation through seismic profiling and coring in order to evaluate the amount of material available for beach nourishment followed by an evaluation of the impact of the morphological modification of the sea floor over the wave propagation as also over the impact of dredging to the benthic community.</p> 		    <p><b>Keywords:</b> Beach Nourishment, Borrow Areas, Suitable Sediments, East and South-Eastern Coast of the State of Rio de Janeiro</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p> 		    <p>A faixa urbanizada da orla na costa leste e sul-oriental do estado do Rio de Janeiro sofre constantemente com a destrui&ccedil;&atilde;o de cal&ccedil;ad&otilde;es, ruas, muros e casas em eventos oceanogr&aacute;ficos extremos. Essas constru&ccedil;&otilde;es, na maior parte dos casos, est&atilde;o localizadas muito pr&oacute;ximas ao limite com a praia, dentro da faixa de n&atilde;o edifica&ccedil;&atilde;o prevista no Projeto Orla do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (Muehe, 2004). </p> 		    <p>A regi&atilde;o apresenta forte crescimento populacional com as principais atividades econ&ocirc;micas associadas &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo nas cidades de Maca&eacute; e Rio das Ostras, ao turismo de veraneio e de segunda resid&ecirc;ncia na Regi&atilde;o dos Lagos (entre Maric&aacute; e Arma&ccedil;&atilde;o de B&uacute;zios), e da &aacute;rea de expans&atilde;o da regi&atilde;o metropolitana de Niter&oacute;i.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A identifica&ccedil;&atilde;o, na plataforma continental, de dep&oacute;sitos de material semelhante ou levemente mais grosso do que o original, para recupera&ccedil;&atilde;o de praias como op&ccedil;&atilde;o de mitiga&ccedil;&atilde;o representa uma alternativa estrat&eacute;gica para manter a fun&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o exercida pelas mesmas e de seu uso para o lazer. </p> 		    <p>Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo identificar, de forma preliminar, a partir da distribui&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica dos sedimentos de fundo, a localiza&ccedil;&atilde;o de potenciais jazidas de areia na plataforma continental interna, compat&iacute;veis com as caracter&iacute;sticas granulom&eacute;tricas das diferentes praias urbanas localizadas entre as cidades de Niter&oacute;i e Maca&eacute;.</p> 		    <p>Para ser explorado, o ideal &eacute; que a jazida offshore deva estar situada n&atilde;o muito distante da praia a ser recuperada para minimizar os custos do projeto, por&eacute;m em profundidades superiores &agrave; profundidade de fechamento para que altera&ccedil;&atilde;o da morfologia devido &agrave; escava&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o interfira na propaga&ccedil;&atilde;o das ondas e nas condi&ccedil;&otilde;es hidrodin&acirc;micas do perfil submarino ativo. O limite submarino sugerido por Muehe (2004) para a orla &eacute; a profundidade de -10m, pois estaria pr&oacute;ximo &agrave; profundidade de fechamento de praias expostas, podendo variar em certos casos, dependendo do clima de ondas, da geomorfologia e da caracter&iacute;stica dos sedimentos. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. &Aacute;rea de estudo</b></p> 		    <p>O litoral do estado do Rio de Janeiro se alinha, grosso modo, ao longo de dois segmentos distintos, formando o cabo Frio o v&eacute;rtice destes segmentos. Portanto nesse trabalho, optou-se por dividir o litoral estudado em dois setores: Da barra leste da ba&iacute;a da Guanabara at&eacute; Arraial do Cabo e de Arraial do Cabo at&eacute; Maca&eacute; (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f1"></a> </p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f1.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>O primeiro setor possui orienta&ccedil;&atilde;o leste - oeste que o torna exposto &agrave;s ondas de tempestade provenientes do quadrante sul (variando de sudeste a sudoeste). Em sua por&ccedil;&atilde;o ocidental pr&oacute;ximo a desembocadura da ba&iacute;a da Guanabara em Niter&oacute;i, os maci&ccedil;os costeiros se aproximam da costa formando praias separadas por promont&oacute;rios rochosos. Em dire&ccedil;&atilde;o ao cabo Frio, a plan&iacute;cie costeira se torna mais larga e caracteriza-se por possuir extensos arcos de praia associados &agrave; morfologia de duplos cord&otilde;es litor&acirc;neos dispostos paralelamente entre si e separados por um conjunto de lagunas. Esse sistema laguna-barreira impede que o aporte continental alcance o oceano (Muehe <i>et al.</i>, 2006; Muehe, 2011). </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O segundo compartimento vai desde o cabo Frio at&eacute; a cidade de Maca&eacute;, e possui orienta&ccedil;&atilde;o preferencial aproximadamente de nordeste - sudoeste, sendo mais exposto &agrave;s ondas de tempo bom, vindas do quadrante leste. Ondas de tempestades provenientes do quadrante sudeste tamb&eacute;m atingem diretamente certas localidades. </p> 		    <p>Por ser uma costa recortada, com a presen&ccedil;a de pen&iacute;nsulas e embaiamentos como B&uacute;zios e Rio das Ostras, apresenta diferente exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s ondas, possuindo trechos protegidos e expostos. Neste setor, alternam-se plan&iacute;cies costeiras e promont&oacute;rios rochosos. </p> 		    <p>A &aacute;rea &eacute; exposta a uma regime de micro-mar&eacute; com amplitudes m&aacute;ximas da ordem de 1,5m. O transporte litor&acirc;neo de sedimentos &eacute; bimodal, com ondas de tempestade vindas do quadrante sul associadas &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o de frentes frias e ondas geradas pelos ventos do quadrante leste, mais frequentes. Esta bimodalidade resulta numa tend&ecirc;ncia de transporte litor&acirc;neo nulo no segmento entre Niter&oacute;i e Arraial do Cabo (Muehe &amp; Corr&ecirc;a, 1989) e uma tend&ecirc;ncia de transporte para o norte no segmento a norte do cabo Frio. </p> 		    <p>Efeitos erosivos significativos ocorrem por ocasi&atilde;o da penetra&ccedil;&atilde;o de frentes frias com ondas vindas de sudoeste a sudeste, com alturas, junto &agrave; costa, de 3m a 5m e per&iacute;odos de 11s, aproximadamente, e podem ser agravados quando associados &agrave; situa&ccedil;&otilde;es de mar&eacute; de siz&iacute;gia, em que o empilhamento de &aacute;gua junto &agrave; costa pode chegar a quase 0,5m acima da previs&atilde;o, como nas tempestades de maio de 2001 e abril de 2010. O resultado &eacute; a destrui&ccedil;&atilde;o de muros e de constru&ccedil;&otilde;es muito pr&oacute;ximas &agrave; praia como ruas, quiosques e casas.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3. Metodologia</b></p> 		    <p>De uma maneira geral a compatibilidade de sedimentos em um projeto de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial se d&aacute; pelo grau em que o material da jazida ir&aacute; se comportar comparado ao original da praia (Dean, 1974). Par&acirc;metros estat&iacute;sticos da distribui&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica, como di&acirc;metro m&eacute;dio ou mediano e desvio padr&atilde;o, s&atilde;o utilizados para avaliar a compatibilidade entre sedimentos da jazida e o natural da praia. Por&eacute;m, outros fatores tamb&eacute;m s&atilde;o levados em conta quando se compara o sedimento original da praia e da jazida para avaliar sua adequa&ccedil;&atilde;o ao projeto como a cor, a presen&ccedil;a de material carbon&aacute;tico, o arredondamento dos gr&atilde;os, e a ocorr&ecirc;ncia de gr&acirc;nulos e seixos.</p> 		    <p>Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o sedimentar das praias alvo, foram coletadas amostras da face de praia de 16 arcos - praiais situados nos principais n&uacute;cleos urbanos do trecho do litoral estudado. A escolha da face da praia se deu por ser esta a fei&ccedil;&atilde;o deposicional residual e que, portanto, melhor representa os sedimentos que permanecem no perfil. A an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica foi feita por peneiramento a seco em intervalos de peneira de 0,5fi (F), ap&oacute;s a lavagem, secagem para retirada dos sais sol&uacute;veis e queima do carbonato de c&aacute;lcio (CaCO3) atrav&eacute;s de ataque com &aacute;cido clor&iacute;drico a 20%. Os par&acirc;metros estat&iacute;sticos das distribui&ccedil;&otilde;es foram calculados segundo m&eacute;todo de Folk &amp; Ward (1957), empregando o software ANASED 5.0. Para fins de compara&ccedil;&atilde;o das amostras de praia com amostras de sedimentos da plataforma continental foram considerados o di&acirc;metro m&eacute;dio dos gr&atilde;os (Mz<sub>F </sub>) e o desvio padr&atilde;o (s<sub>F</sub> ).</p> 		    <p>Os dados granulom&eacute;tricos dos sedimentos superficiais da antepraia e plataforma continental interna entre Niter&oacute;i e Maca&eacute; s&atilde;o secund&aacute;rios, de campanhas oceanogr&aacute;ficas pret&eacute;ritas, e foram coletados atrav&eacute;s do amostrador do tipo Van Veen ou draga tipo Gibbs (Albino, 1994; Fernandez &amp; Muehe, 1995; Machado, 2010; Muehe, 1989; Muehe &amp; Carvalho, 1993; Saavedra &amp; Muehe, 1993; Silva, 1985; Souza, 1991). Tais dados foram digitalizados, somando um total de 1283 pontos de coleta que v&atilde;o desde a barra leste da Baia da Guanabara at&eacute; o norte da cidade de Maca&eacute;.</p> 		    <p>O mapeamento da distribui&ccedil;&atilde;o espacial do di&acirc;metro m&eacute;dio granulom&eacute;trico, como primeiro passo para a identifica&ccedil;&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o de areias compat&iacute;veis para alimenta&ccedil;&atilde;o artificial foi efetuado atrav&eacute;s do programa Surfer 9.0 (Golden Software Inc.), utilizando m&eacute;todo de Krigagem para interpola&ccedil;&atilde;o dos dados. Em seguida, foram delimitadas &aacute;reas que representam potenciais estoques sedimentares para utiliza&ccedil;&atilde;o em projetos de recupera&ccedil;&atilde;o das praias da regi&atilde;o. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A identifica&ccedil;&atilde;o de ocorr&ecirc;ncias de areias compat&iacute;veis &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o de praias foi realizada atrav&eacute;s do emprego do diagrama de James (1975), reproduzido no Shore Protection Manual (CERC, 1984) que fornece, a partir da compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias granulom&eacute;tricas e o desvio padr&atilde;o das amostras da praia e da jazida, uma estimativa da rela&ccedil;&atilde;o entre o volume de areia que permanece e o volume colocado, chamado Fator de Enchimento (R<sub>A</sub>) (Krumbein &amp; James, 1965). Segundo Menezes (2002) valores de R<sub>A</sub> superiores a 2, normalmente inviabilizam o uso do sedimento em projetos de alimenta&ccedil;&atilde;o de praia.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f2"></a> </p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f2.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>A <a href="#f2">Figura 2</a> reproduz o diagrama de James (1975) para a obten&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica do Fator de Enchimento a partir das seguintes rela&ccedil;&otilde;es: </p> 	    <p>(Mz<sub>Fb</sub>-Mz<sub>Fn</sub>) / s<sub>Fn</sub> e s<sub>Fb</sub> / s<sub>Fn</sub></p> 		    <p>Onde:</p> 		    <p>R<sub>A</sub> = Fator de Enchimento, rela&ccedil;&atilde;o entre o volume estimado, em metros c&uacute;bicos, de material dragado necess&aacute;rio para produzir um metro c&uacute;bico de material na praia.</p> 		    <p>Mz<sub>F</sub> = di&acirc;metro granulom&eacute;tico m&eacute;dio em F;</p> 		    <p>s<sub>F</sub> = desvio padr&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o granulom&eacute;trica em F, sendo:</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>b = &iacute;ndice subscrito referente aos sedimentos da jazida;</p> 		    <p>n = &iacute;ndice subscrito referente aos sedimentos naturais da praia</p> 		    <p>Nesse estudo foram utilizados os valores m&eacute;dios das m&eacute;dias e desvios padr&atilde;o das amostras sedimentares da jazida</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4. Resultados e discuss&atilde;o</b></p> 		    <p><b>4.1. Granulometria das praias alvo e de &aacute;reas offshore com potencial explorat&oacute;rio entre Niter&oacute;i – Maric&aacute;</b></p> 		    <p>A distribui&ccedil;&atilde;o do di&acirc;metro m&eacute;dio dos sedimentos superficiais da plataforma continental entre Niter&oacute;i e Arraial do Cabo &eacute; predominantemente composta por areias de granula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia e grossa, com a presen&ccedil;a de areias finas e muito finas, al&eacute;m de silte e argila, pr&oacute;ximo &agrave; Arraial do Cabo e nas zonas mais profundas (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a>). </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Das quatro praias de Niter&oacute;i estudadas, Piratininga e Icara&iacute; s&atilde;o formadas por areias m&eacute;dias moderadamente selecionadas. S&atilde;o Francisco e Charitas de areias finas, sendo a primeira moderadamente selecionada e a segunda bem selecionada. Ao largo da costa da cidade de Niter&oacute;i, junto &agrave; desembocadura da baia da Guanabara, tr&ecirc;s &aacute;reas de dep&oacute;sitos sedimentares superficiais de areia m&eacute;dia (&aacute;reas 1, 3 e 4) e uma de areia fina (&aacute;rea 2) foram demarcadas. </p> 		    <p>Em Maric&aacute;, a praia de Itaipua&ccedil;u &eacute; composta por areia muito grossa e moderadamente selecionada, enquanto que a praia da Barra de Maric&aacute; &eacute; de areia m&eacute;dia bem selecionada. Ambas est&atilde;o expostas &agrave;s ondas de alta energia provenientes do quadrante sul. Ao longo do extenso arco praial alternam-se trechos mais cr&iacute;ticos de eros&atilde;o em &aacute;reas urbanizadas, com outros menos vulner&aacute;veis. Lins-de-Barros (2005) analisou os efeitos da tempestade de maio de 2001 na praia da Barra de Maric&aacute;, calculando preju&iacute;zos em constru&ccedil;&otilde;es na ordem de U$ 100.000 por quil&ocirc;metro de praia (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>). Ao largo deste litoral, pr&oacute;ximo &agrave; profundidade de -20 m, observou-se a presen&ccedil;a de duas grandes &aacute;reas de dep&oacute;sitos de areia grossa (&aacute;reas 5 e 6) (<a href="#f5">Figura 5</a>).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f5"></a> </p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f5.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Para as tr&ecirc;s praias da Ba&iacute;a da Guanabara (Icara&iacute;, S&atilde;o Francisco e Charitas) os valores de R<sub>A</sub> encontrados foram entre 1 e 1,2. Sedimentos das &aacute;reas 1, 3 e 4 na plataforma continental interna demonstraram ser compat&iacute;veis com as areias da praia de Icara&iacute;. As praias de S&atilde;o Francisico e Charitas apresentaram maior compatibilidade com as areias finas da &aacute;rea 2. J&aacute; a areia da praia de Piratininga, quando comparada aos sedimentos da &aacute;rea 1, apresentou valor de R<sub>A</sub> mais elevado (menor compatibilidade), entre 1,2 e 1,4 (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><a name="t1"></a> </p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07t1.jpg" />     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p>Ao largo do litoral de Maric&aacute;, nenhuma das duas &aacute;reas apresentaram sedimentos compat&iacute;veis com a areia muito grossa da praia de Itaipua&ccedil;u, com valores de R<sub>A</sub> superiores a 2 inviabilizando o projeto. J&aacute; a praia de Barra de Maric&aacute; apresentou boa correla&ccedil;&atilde;o com sedimentos da &aacute;rea 6, com R<sub>A</sub> calculado na faixa entre 1 e 1,2 (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>4.2. Granulometria das praias alvo e de &aacute;reas offshore com potencial explorat&oacute;rio entre Cabo Frio e Maca&eacute;.</b></p> 		    <p>No setor entre Cabo Frio e Maca&eacute; nota-se maior influ&ecirc;ncia, em regi&otilde;es da plataforma continental interna pr&oacute;xima &agrave; costa, de areias finas e muito finas al&eacute;m de fra&ccedil;&otilde;es de silte e argila (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>). Estes sedimentos est&atilde;o associados &agrave;s fontes fluviais mais presentes neste trecho do litoral, como os rios Una (Arma&ccedil;&atilde;o dos Buzios), S&atilde;o Jo&atilde;o (Casimiro de Abreu), Maca&eacute; (Maca&eacute;) e o maior deles, o rio Para&iacute;ba do Sul (S&atilde;o Jo&atilde;o da Barra).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Os setores norte e centro da Prainha em Arraial do Cabo s&atilde;o compostos por areia predominantemente grossa, moderadamente selecionada e com elevada presen&ccedil;a carbon&aacute;tica (cerca de 37% de CaCO<sub>3 </sub>). J&aacute; no canto sul, os sedimentos apresentam caracter&iacute;sticas diferentes do restante da praia, onde predominam areias finas e bem selecionadas. Neste trecho, casas est&atilde;o situadas na berma da praia.</p> 		    <p>Na praia do Forte em Cabo Frio, o segmento norte do arco-praial, &eacute; constitu&iacute;do por areia fina bem selecionada e de colora&ccedil;&atilde;o muito clara. Este &eacute; um segmento cr&iacute;tico, bastante urbanizado que constantemente sofre com a destrui&ccedil;&atilde;o do cal&ccedil;ad&atilde;o pela a&ccedil;&atilde;o de ondas de alta energia provenientes de sudeste e su-sudeste principalmente (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a>, lado esquerdo).</p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>As tr&ecirc;s praias da pen&iacute;nsula da Arma&ccedil;&atilde;o dos B&uacute;zios possuem elevada presen&ccedil;a carbon&aacute;tica com percentagens em torno de 30% de carbonato nas amostras. Manguinhos e o canto leste de Gerib&aacute; s&atilde;o predominantemente de areias finas bem selecionadas, enquanto que a praia da Ferradura de areia m&eacute;dia moderadamente selecionada. </p> 		    <p>Todas as praias possuem casas localizadas dentro do perfil ativo e faixa de areia bem estreita. Em Manguinhos j&aacute; n&atilde;o h&aacute; mais faixa de areia durante situa&ccedil;&otilde;es de mar&eacute; alta e as ondas atingem diretamente os muros das casas (Lins-de-Barros, 2010) (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f7.jpg">Figura.7</a>, lado direito).</p> 		    
<p>Entre a costa de Cabo Frio e B&uacute;zios, duas &aacute;reas, predominantemente de areia fina foram delimitadas, as &aacute;reas 7 e 8, sendo a &uacute;ltima de areia fina com a presen&ccedil;a de areia m&eacute;dia (<a href="#f8">Figura 8</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f8"></a> </p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f8.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>O meio e o canto norte da Prainha de Arraial do Cabo somente apresentaram compatibilidade com os sedimentos da &aacute;rea 6 pr&oacute;xima a Maric&aacute;, bem distante do litoral de Arraial do Cabo, com valores de R<sub>A</sub> entre 1 e 1,2. J&aacute; o canto sul que apresenta material mais fino, os sedimentos apresentaram ser compat&iacute;veis aos sedimentos da &aacute;rea 7, com valor de R<sub>A</sub> entre 1 e 1,2 (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><a name="t2"></a> </p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07t2.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Para a praia do Forte em Cabo Frio, foi encontrado o valor de R<sub>A</sub>, entre 1,2 e 1,4 quando comparado aos sedimentos da &aacute;rea 7. Em B&uacute;zios, os sedimentos da &aacute;rea 8 demonstraram ser compat&iacute;veis com as areias das praias de Manguinhos e Gerib&aacute; (canto leste), com valores de R<sub>A</sub> entre 1 e 1,2. A praia da Ferradura possui sedimentos compat&iacute;veis somente com as areias da &aacute;rea 9, mais distante do local, pr&oacute;xima a Rio das Ostras, com R<sub>A</sub> entre 1 e 1,2 (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p> 	    <p>Em Rio das Ostras, as quatro praias apresentaram granulometria semelhante. As praias do Abric&oacute;, Tartaruga e Centro s&atilde;o constitu&iacute;das por areias m&eacute;dias e moderadamente selecionadas. J&aacute; na praia do Bosque predominam areias grossas mal selecionadas.</p> 		    <p>A praia da Tartaruga possui casas na retaguarda, algumas j&aacute; destru&iacute;das por a&ccedil;&atilde;o das ondas de tempestade E na praia do Abric&oacute; a compara&ccedil;&atilde;o dos perfis realizados em levantamentos do Laborat&oacute;rio de Geografia Marinha – UFRJ, revelou em quase 10 anos um recuo da escarpa da praia do Abric&oacute; de 10 metros (Lins-de-Barros, 2010) (<a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a>).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Por fim, a praia dos Cavaleiros em Maca&eacute;, &eacute; composta por areias m&eacute;dias moderadamente selecionadas (<a href="#f10">Figura 10</a>). Tamb&eacute;m &eacute; comum a destrui&ccedil;&atilde;o pelas ondas, do cal&ccedil;ad&atilde;o da principal praia da cidade.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p><a name="f10"></a> </p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n1/13n1a07f10.jpg" />     
<p>&nbsp;</p> 	    <p>Ao longo do embaiamento que vai desde o cabo B&uacute;zios &agrave; Rio das Ostras, entre as linhas batim&eacute;tricas de -10m e -20m, ocorre um grande s&iacute;tio de dep&oacute;sitos de areia grossa e muito grossa (&aacute;rea 9).Os sedimentos da grande &aacute;rea demarcada na plataforma, demonstraram ser compat&iacute;veis com as areias de todas as praias estudadas de Rio das Ostras, apresentando valores de R<sub>A</sub> entre 1 e 1,2 (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p> 	    <p>Ao largo da orla de Maca&eacute;, foram identificadas duas potencias &aacute;reas com areia grossa e m&eacute;dia (&aacute;reas 10 e 11). Os sedimentos dessas duas &aacute;reas apresentaram compatibilidade com as areias da praia dos Cavaleiros, com R<sub>A</sub> na ordem de 1 a 1,2 (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p> 	    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p> 		    <p>As dezesseis praias estudadas apresentaram alta variedade granulom&eacute;trica entre si. Os valores do di&acirc;metro m&eacute;dio dos gr&atilde;os variaram desde 2,81F (areia fina) na praia de Manguinhos em B&uacute;zios at&eacute; -0,34F (areia muito grossa) na praia de Itaipua&ccedil;u em Maric&aacute;. As praias do setor leste do estado, entre Arraial do Cabo e Maca&eacute;, apresentaram teores de material carbon&aacute;tico em sua composi&ccedil;&atilde;o ao contr&aacute;rio das amostras das praias do setor sul-oriental. No total, onze &aacute;reas foram delimitadas na plataforma continental interna entre as profundidades de -10m e -30m com dep&oacute;sitos de diferentes granulometria - areia fina, m&eacute;dia, grossa e muito grossa. </p> 		    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o de locais com sedimentos compat&iacute;veis para recupera&ccedil;&atilde;o de praias &eacute; o primeiro passo para a etapa seguinte de avalia&ccedil;&atilde;o do volume dispon&iacute;vel para explora&ccedil;&atilde;o. Para tanto &eacute; necess&aacute;rio a realiza&ccedil;&atilde;o de perfis s&iacute;smicos para identifica&ccedil;&atilde;o da espessura, seguido de testemunhagem para obten&ccedil;&atilde;o de amostras de subsuperf&iacute;cie. Trabalhos dispon&iacute;veis sobre perfilagem s&iacute;smica rasa na &aacute;rea de estudo s&atilde;o escassos e geralmente n&atilde;o recobrem a plataforma continental interna pr&oacute;xima &agrave; costa, nem possuem como objetivo a cubagem de jazidas. Para este fim espec&iacute;fico foi realizado um levantamento entre Piratininga e Itaipua&ccedil;u, ao longo da is&oacute;bata de -20m, onde foi constatada a ocorr&ecirc;ncia de espessa camada de areia de caracter&iacute;sticas homog&ecirc;neas e de espessura superior a 2m, profundidade considerada no referido estudo como limite de dragagem (Siqueira, 2010). Segundo informa&ccedil;&atilde;o pessoal da autora h&aacute; espessura de at&eacute; 10m ou mais, cujo limite n&atilde;o p&ocirc;de ser determinado por falta de penetra&ccedil;&atilde;o do pulso s&iacute;smico. A ocorr&ecirc;ncia de espessos dep&oacute;sitos holoc&ecirc;nicos arenosos, na plataforma continental interna, entre o cabo Frio e a Ba&iacute;a de Guanabara, foi tamb&eacute;m identificada por Maia <i>et al.</i> (2010). </p> 		    <p>As praias de Itaipua&ccedil;u em Maric&aacute; e o meio e canto norte da Prainha de Arraial do Cabo por serem constitu&iacute;das por areias muito grossa e grossa respectivamente, n&atilde;o apresentaram nenhuma &aacute;rea pr&oacute;xima favor&aacute;vel para extra&ccedil;&atilde;o de sedimentos compat&iacute;veis para recupera&ccedil;&atilde;o. S&iacute;tios mais distantes na plataforma continental interna teriam de ser explorados, aumentando o custo final da obra. As demais praias possuem ao largo de seus litorais &aacute;reas de dep&oacute;sitos de sedimentos que provavelmente poderiam suprir &agrave; necessidade das mesmas.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo assim, projetos de alimenta&ccedil;&atilde;o artificial de praia se justificam em locais onde a urbaniza&ccedil;&atilde;o se apresenta consolidada e vulner&aacute;vel, ou que tenham significativa import&acirc;ncia econ&ocirc;mica e/ou de utilidade p&uacute;blica, como o turismo e o lazer. Como primeira aproxima&ccedil;&atilde;o, o mapeamento do di&acirc;metro m&eacute;dio dos sedimentos superficiais da plataforma continental interna vem a contribuir como subs&iacute;dio para subsequentes etapas na avalia&ccedil;&atilde;o de jazidas, como a determina&ccedil;&atilde;o da espessura explor&aacute;vel do dep&oacute;sito, al&eacute;m de outros estudos de car&aacute;ter ambiental como os impactos sobre a comunidade bent&ocirc;nica e sobre a hidrodin&acirc;mica local. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Agradecimentos</b></p> 		    <p>Este trabalho resultou de recursos obtidos atrav&eacute;s do grant CNPq Proc. no 304165/2009-3 e de Bolsa de P&ograve;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da CAPES. Estendemos nossos agradecimentos &agrave; REDE CLIMA pelo fornecimento de uma esta&ccedil;&atilde;o de trabalho e um notebook, e ao Centro de Estudos de Geologia Costeira e Marinha - CECO/UFRGS, pela utiliza&ccedil;&atilde;o do Laborat&oacute;rio de Sedimentologia.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p> 		    <!-- ref --><p>Albino, J. (1993) - <i>Morfodin&acirc;mica e processos de sedimenta&ccedil;&atilde;o nas praias da Barra de S&atilde;o Jos&eacute; do Barreto, Maca&eacute;</i> – RJ. 80p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o Publicado</i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-8872201300010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CERC (1984) – <i>Shore Protection Manual</i>. 4th. edition, U.S. Army Corps of Engineers Department of the Army. Waterways Experiment Station, Corps of Engineers. Coastal Engineering Reserach Center (CERC), Vicksburg, MS, U.S.A. DOI:&nbsp;<span>OL3001149M</span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201300010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Dean, R.G. (1974) - Compatibility of Borrow Material for Beach Fills. <i>Coastal Engineering</i> (ISSN: 2156-1028), 14:1319-1330, <span>American Society of Civil Engineers</span> (ASCE), Reston, VA, U.S.A. <span><a href="http://journals.tdl.org/icce/index.php/icce/article/download/2972/2637" target="_blank">http://journals.tdl.org/icce/index.php/icce/article/download/2972/2637</a></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-8872201300010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dean, R.G. (2002) - <i>Beach Nourishment: theory and practice</i>. 399p., Wolrd Scientific Publishing, Singapura..ISBN: 978-9810215484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-8872201300010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Fernandez, G.B.; Muehe, D. (1995) - Cobertura sedimentar recente e batimetria da plataforma continental interna entre Maca&eacute; e o cabo B&uacute;zios - RJ. <i>VI Simp&oacute;sio Nacional de Geografia F&iacute;sica e Aplicada. Anais</i>. 1 :196-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-8872201300010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Folk, R.L.; Ward, W.C. (1957) - Brazos river bar: a study in the significance of grain size parameters. <i>Journal of Sedimentary Petrology</i>, 27(1):3-26. <a href="http://www.er.uqam.ca/nobel/aqqua1/articles/Folk_Ward_27(1)-3.pdf" target="_blank">http://www.er.uqam.ca/nobel/aqqua1/articles/Folk_Ward_27(1)-3.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-8872201300010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>James, W.R. (1975) - Techniques in Evaluating Suitability of Borrow Material for Beach Nourishment. 81p., U.S. Coastal Engineering Research Centre, US Army Corps of Engineers, Waterways Experiment Station, Vicksburg, MS, USA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-8872201300010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Krumbein, W.C.; James, W.R. (1965) - A lognormal size distribution model for estimating stability of beach fill material. 17p., United States Army Coastal Engineering Research Center, Technical Memorandum 16, Washington, DC, U.S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-8872201300010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Lins-de-Barros, F.M. (2005) - <i>Risco e Vulnerabilidade &agrave; Eros&atilde;o Costeira no Munic&iacute;pio de Maric&aacute;, Rio de Janeiro</i>. 147p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201300010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lins-de-Barros, F.M. (2010) - <i>Contribui&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica para an&aacute;lise local da vulnerabilidade costeira e riscos associados: estudo de caso da Regi&atilde;o dos Lagos, Rio de Janeiro</i>. 297p., Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-8872201300010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Machado, G.M.V. (2010) - An&aacute;lise morfo-sedimentar da praia, antepraia e plataforma continental interna da linha de costa do Parque Nacional de Jurubatiba – Rio de Janeiro. <i>Quaternary and Environmental Geoscience</i> (ISSN: 2176-6142), 2(1):01-17, Curitiba, PR, Brasil. Dispon&iacute;vel em <span><a href="http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/abequa/article/viewFile/13816/11703" target="_blank">http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/abequa/article/viewFile/13816/11703</a></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-8872201300010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maia, R.M.C.; Reis, A.T.; Alves, E.C.; Silva, C.G.; Guerra, J.V.; Gorini, C; Silva, A.; Arantes-Oliveira, R. (2010) - Architecture and stratigraphic framework of shelf sedimentary systems off Rio de Janeiro state, northern Santos Basin – Brazil. <i>Brazilian Journal of Oceanography</i>, 58 (special issue, IGCP 526): 15-29. DOI: <span>10.1590/S1679-87592010000500003</span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-8872201300010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Menezes, J.T. (2002) - <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica e sedimentar do segmento praial Navegantes/Gravat&aacute; e sua a&ccedil;&atilde;o sobre os esfor&ccedil;os de recomposi&ccedil;&atilde;o da praia</i><span>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, 114p., Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;pilis, SC, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201300010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (1989) - Distribui&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o dos sedimentos arenosos da plataforma continental interna entre Niter&oacute;i e Ponta Negra. <i>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 0375-7536), 19(1):24-36., S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-8872201300010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Muehe, D.; Corr&ecirc;a, C.H.T. (1989) - Din&acirc;mica de praia e transporte de sedimentos ao longo da restinga da Ma&ccedil;ambaba. <i>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 0375-7536), 19(3):387-392. ISSN: 0375-7536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-8872201300010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Muehe, D.; Carvalho, V.G. (1993) - Geomorfologia, cobertura sedimentar e transporte de sedimentos na plataforma continental interna entre a Ponta de Saquarema e o Cabo Frio (RJ). <i>Boletim do Instituto Oceanogr&aacute;fico</i>, 41:1-2. DOI: 10.1590/S0373-55241993000100001&nbsp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-8872201300010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Muehe, D. (2004) - <span>Defini&ccedil;&atilde;o de limites e tipologias da orla sob os aspectos morfodin&acirc;mico e evolutivo. In: Carlos Robert de Moraes &amp; Ademilson Zamboni (org.), <i>Projeto Orla – subs&iacute;dios para um projeto de gest&atilde;o</i>, pp.13-32, Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) e Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o (MPO), Bras&iacute;lia, DF, Brasil. Dispon&iacute;vel em </span><span><a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/orla/_arquivos/11_04122008110506.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/orla/_arquivos/11_04122008110506.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201300010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></span></p> 	    <!-- ref --><p>Muehe, D.; Lima, C.F.; Lins-de-Barros, F.M. (2006) - Rio de Janeiro. In: Muehe, D. (org.) <i>Eros&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o do litoral brasileiro</i>. pp.265-296, Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) e Programa de Geologia e Geof&iacute;sca Marinha (PGGM), Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN:8577380289. Dispon&iacute;vel em: <span><a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_publicacao/78_publicacao12122008091134.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_publicacao/78_publicacao12122008091134.pdf</a></span>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-8872201300010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Muehe, D. (2011) - Eros&atilde;o costeira: Tend&ecirc;ncia ou eventos extremos? O litoral entre Rio de Janeiro e Cabo Frio, Brasil. <i>Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada</i>, 11(3):315-325. DOI: <span>10.5894/rgci282</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201300010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Saavedra, L.; Muehe, D. (1993) - Innershelf morphology and sediment distribution in front of Cape Frio – Cape B&uacute;zios embayment. <i>JOPS-I Workshop, Brazilian German Victor Hense Programme Joint Oceanographic Projects</i>, p. 29. Niter&oacute;i, RJ, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-8872201300010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Silva, A.G. (1985) - <i>Sedimenta&ccedil;&atilde;o e morfologia do fundo da plataforma continental interna nas proximidades da Ilha do Cabo Frio, RJ</i>. 126p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-8872201300010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Siqueira, N.M. (2010) - <i>Mapeamento de jazidas de areias quartzosas na plataforma continental interna do Rio de Janeiro: estudo de caso no trecho Fortaleza de Santa Cruz – Itaipua&ccedil;u</i>.78p., Monografia de Gradua&ccedil;&atilde;o, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o Publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-8872201300010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 	    <!-- ref --><p>Souza, O.F. (1991) - <i>Associa&ccedil;&atilde;o de moluscos e equinodermos da plataforma continental interna entre Cabo Frio e Saquarema</i>. 142p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <i>N&atilde;o Publicado</i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-8872201300010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="#top0">*</a> <a name="0"></a>Submission: 19 September 2012; Evaluation: 18 October, 2012; Revised manuscript: 19 December 2012; Accepted: 18 February 2013; Available on-line: 13 March 2013</p>      ]]></body><back>
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