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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pescadores artesanais e a implementação de áreas marinhas protegidas: Estudo de caso no nordeste do Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Artisanal fishermen and implementation of marine protected areas: A case study of northeastern Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Over the past decade, the establishment of Marine Protected Areas (MPAs) in coastal zones has increased considerably. However, it is common in many countries the absence or ineffectiveness of the process of participatory planning in the creation of these protected areas, which can cause several socio-environmental conflicts, especially with traditional communities. This paper aims to examine the use of environmental perception for analysis and creation of an MPA in northeastern Brazil (Icapuí, Ceará), a region recognized by the conflict between modes of its coastal fisheries. This region is known mainly for its lobster (Panulirus spp.) fishery, which has had a significant decline in the last 50 years due to illegal and excessive fishing. It is relevant to mention that the lobster, more than a fishing resource of high economic value, is a symbol of artisanal fisheries of the region. The creation of an MPA was analyzed from the perspective of the local fishermen, focusing on a participatory environmental diagnosis and possibilities for sustainable use of the area. To achieve this purpose, the socio-economic profile and the main fishing resources were analyzed using semi-structured questionnaires and interviews. We also analyzed the environmental perception regarding the proposed marine protected area and the most appropriate category of use, according to participants. The results showed that the population of this marine area depends directly on fishing activity, and that fishermen have a good perception of the ecosystem relations and resources in the region. In addition, all residents recognize the importance and need for the establishment of a Marine Protected Area, like community-based bottom-up MPA. An MPA would be a way to protect natural resources and encourage the adoption of conservation measures around the coast of Ceará. It is intended that the model of environmental perception and participatory diagnosis with traditional fishermen serve as an example for discussion of problems related to management of marine protected areas, which must reconcile the exploitation of fishing resources and the conservation of the property / environmental services.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Gestão Ambiental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Pescadores artesanais e a implementa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas marinhas protegidas:      Estudo de caso no nordeste do Brasil <a href="#0">*</a></b><a name="top0"></a></p> 		     <p><b>Artisanal fishermen and implementation of marine protected areas: A case    study of northeastern Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Clarissa Dantas Moretz-Sohn</b> <sup>1</sup>, <b>Thaysa Portela Carvalho</b> <sup>1</sup>, <b>Francisco Jailton Nogueira Silva Filho</b> <sup>1</sup>, <b>Francisco Gleidson da Costa Gast&atilde;o</b> <sup>1</sup>, <b>Danielle Sequeira Garcez</b> <sup>1</sup>, <b>Marcelo de Oliveira Soares</b> <sup>1, @</sup> </p> 		    <p>@ - Autor para correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:marcelosoares@ufc.br">marcelosoares@ufc.br</a></p> 		    <p>1 - Instituto de Ci&ecirc;ncias do Mar (LABOMAR), Universidade Federal do Cear&aacute;, CEP 60165-081, Fortaleza, CE, Brasil.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>RESUMO</b></p> 		    <p>Na &uacute;ltima d&eacute;cada, a cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas marinhas protegidas nas zonas costeiras aumentou consideravelmente. No entanto, &eacute; comum em diversos pa&iacute;ses a inexist&ecirc;ncia ou pouca efic&aacute;cia no processo de planejamento participativo na cria&ccedil;&atilde;o destas unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, o que pode ocasionar diversos conflitos s&oacute;cio-ambientais, sobretudo com as comunidades tradicionais. Este estudo tem por objetivo analisar como a percep&ccedil;&atilde;o ambiental de pescadores artesanais pode contribuir para an&aacute;lise e cria&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea marinha protegida (AMP) no Nordeste do Brasil (Icapu&iacute;, Cear&aacute;), em uma regi&atilde;o de reconhecido conflito entre os modos de pesca. Esta regi&atilde;o &eacute; conhecida principalmente pela pesca da lagosta (<i>Panulirus</i> spp.), recurso que apresentou significativo decl&iacute;nio nos &uacute;ltimos 50 anos devido &agrave; capturas ilegais. A cria&ccedil;&atilde;o de uma AMP foi analisada sob a &oacute;tica dos pescadores artesanais, enfocando um diagn&oacute;stico ambiental participativo e as possibilidades de uso sustent&aacute;vel da &aacute;rea. Para atingir o objetivo proposto, o perfil s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e os principais recursos pesqueiros foram analisados segundo question&aacute;rios semi-estruturados aplicados, e entrevistas. Foram tamb&eacute;m analisadas a percep&ccedil;&atilde;o ambiental referente &agrave; &aacute;rea marinha protegida proposta e a categoria de uso mais adequada, segundo os part&iacute;cipes. Os resultados da pesquisa comprovaram que a popula&ccedil;&atilde;o depende diretamente da atividade pesqueira, e que os pescadores possuem ampla percep&ccedil;&atilde;o sobre as rela&ccedil;&otilde;es ecossist&ecirc;micas na regi&atilde;o. Al&eacute;m disso, todos os moradores da &aacute;rea estudada reconheceram a import&acirc;ncia e necessidade da implanta&ccedil;&atilde;o de uma &Aacute;rea Marinha Protegida visando, principalmente, o ordenamento pesqueiro. Essa necessidade n&atilde;o se aplica somente &agrave; &aacute;rea em quest&atilde;o e sim a uma abrang&ecirc;ncia de praias maior, cujos territ&oacute;rios marinhos se estendem al&eacute;m dos limites correspondentes em terra. Pretende-se que o diagn&oacute;stico participativo apresentado, baseado na percep&ccedil;&atilde;o ambiental de pescadores artesanais residentes, sirva de base para discuss&atilde;o dos problemas relacionados ao gerenciamento das &aacute;reas marinhas protegidas, os quais devem compatibilizar a explora&ccedil;&atilde;o dos recursos pesqueiros com a conserva&ccedil;&atilde;o dos bens/servi&ccedil;os ambientais.</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-Chave: </b>Gest&atilde;o Ambiental, Pesca Artesanal, Sustentabilidade. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>ABSTRACT</b> </p> 		    <p>Over the past decade, the establishment of Marine Protected Areas (MPAs) in coastal zones has increased considerably. However, it is common in many countries the absence or ineffectiveness of the process of participatory planning in the creation of these protected areas, which can cause several socio-environmental conflicts, especially with traditional communities. This paper aims to examine the use of environmental perception for analysis and creation of an MPA in northeastern Brazil (Icapu&iacute;, Cear&aacute;), a region recognized by the conflict between modes of its coastal fisheries. This region is known mainly for its lobster (<i>Panulirus</i> spp.) fishery, which has had a significant decline in the last 50 years due to illegal and excessive fishing. It is relevant to mention that the lobster, more than a fishing resource of high economic value, is a symbol of artisanal fisheries of the region. The creation of an MPA was analyzed from the perspective of the local fishermen, focusing on a participatory environmental diagnosis and possibilities for sustainable use of the area. To achieve this purpose, the socio-economic profile and the main fishing resources were analyzed using semi-structured questionnaires and interviews. We also analyzed the environmental perception regarding the proposed marine protected area and the most appropriate category of use, according to participants. The results showed that the population of this marine area depends directly on fishing activity, and that fishermen have a good perception of the ecosystem relations and resources in the region. In addition, all residents recognize the importance and need for the establishment of a Marine Protected Area, like community-based bottom-up MPA. An MPA would be a way to protect natural resources and encourage the adoption of conservation measures around the coast of Cear&aacute;. It is intended that the model of environmental perception and participatory diagnosis with traditional fishermen serve as an example for discussion of problems related to management of marine protected areas, which must reconcile the exploitation of fishing resources and the conservation of the property / environmental services. </p> 		    <p><b>Keywords: </b>Environmental Management, Artisanal Fishery, Sustainability.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o </b></p> 		    <p>A pesca artesanal agrega quase 90% do total de pescadores no mundo, representando um contingente de aproximadamente 40 milh&otilde;es de pessoas empregadas diretamente neste setor. Assim, &eacute; clara a import&acirc;ncia econ&ocirc;mica, s&oacute;cio-ambiental e cultural que esta modalidade de atividade pesqueira ostenta (Begossi, 2004; Batista <i>et al.</i> 2011).</p> 		    <p>Esfor&ccedil;os voltados para o desenvolvimento sustent&aacute;vel dos oceanos e dos ambientes costeiros resultaram na cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas marinhas protegidas (AMPs) como um dos principais instrumentos do planejamento ambiental visando a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos ambientais, inclusive dos recursos pesqueiros em &aacute;reas de pesca artesanal (Gerhardinger <i>et al.</i>, 2009; &Acirc;ngulo-Valdes &amp; Hatcher, 2010; Suuronen <i>et al.</i>, 2010; Ban <i>et al.</i>, 2011). Reconhecida esta import&acirc;ncia, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os ambientes costeiros e oce&acirc;nicos, por meio de in&uacute;meros dispositivos legais, passaram a ser protegidos em rela&ccedil;&atilde;o a seus servi&ccedil;os ecol&oacute;gicos e valores culturais (Agardy, 1994; Kelleher, 1999; Kenchington, 2010; Ransom &amp; Mangi, 2010). Um tipo de instrumento t&eacute;cnico e legal important&iacute;ssimo &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de AMP. </p> 		    <p>A AMP abrange diferentes tipos de prote&ccedil;&atilde;o dependendo de seus objetivos conservacionistas, econ&ocirc;micos e sociais, e engloba desde &aacute;reas pequenas destinadas a proteger determinadas esp&eacute;cies em perigo de extin&ccedil;&atilde;o, um h&aacute;bitat, ou grandes &aacute;reas com variados ecossistemas (Jamieson &amp; Levings, 2001; Game <i>et al.</i>, 2009; Read <i>et al.</i>, 2011). S&atilde;o objetivos da AMP garantir processos energ&eacute;ticos vitais como a manuten&ccedil;&atilde;o de teias alimentares, protegendo tanto a biodiversidade quanto a produtividade, e auxiliar na manuten&ccedil;&atilde;o dos estoques pesqueiros, atrav&eacute;s da prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas de ber&ccedil;&aacute;rios e da exporta&ccedil;&atilde;o de recursos (peixes, crust&aacute;ceos, moluscos) das zonas de extra&ccedil;&atilde;o restrita para o entorno (Kelleher, 1999). Estas AMPs podem ter (no caso brasileiro): 1) uma prote&ccedil;&atilde;o integral, onde, por exemplo, tornam-se &aacute;reas de exclus&atilde;o de pesca; ou 2) &eacute; permitido o uso sustent&aacute;vel, onde pode-se realizar pesca, por&eacute;m com controle mais restrito de uso (por exemplo, somente a pesca artesanal). </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, a implementa&ccedil;&atilde;o de AMPs tem causado conflitos entre os pescadores artesanais e outros atores sociais, e isto muitas vezes est&aacute; atrelado ao fato de a AMP ter sido criada sem consulta &agrave; comunidade e sem a contextualiza&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, cultural e ambiental da comunidade no plano gestor (Gerhardinger <i>et al.</i>, 2009; Voyer <i>et al.</i>, 2012). Atrav&eacute;s do levantamento do contexto socioecon&ocirc;mico e pol&iacute;tico da comunidade podemos analisar vari&aacute;veis sociais que influenciar&atilde;o o comportamento dos usu&aacute;rios do recurso e assim, organizar uma estrat&eacute;gia adequada de manejo. Al&eacute;m destes estudos, a percep&ccedil;&atilde;o ambiental advinda da comunidade de pescadores pode ser uma vari&aacute;vel importante no planejamento das novas unidades de conserva&ccedil;&atilde;o (Oliveira, 2002; Begossi, 2004; Cinner, 2007; Kenchington, 2010). A reduzida aten&ccedil;&atilde;o ao contexto s&oacute;cio-ambiental leva comumente a um fracasso com baixa efetividade do manejo em &aacute;reas marinhas protegidas (Cinner, 2007). Por outro lado, a identifica&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, o conhecimento local e a inser&ccedil;&atilde;o deles no plano gestor s&atilde;o essenciais para garantir a efici&ecirc;ncia do manejo (Heck <i>et al.</i>, 2012).</p> 		    <p>Al&eacute;m disso, agregando o conhecimento etnoecol&oacute;gico dos pescadores (CEP) (Berkes, 1993; Areizaga <i>et al.</i>, 2012) ao conceito de gest&atilde;o baseada nos ecossistemas, onde os limites de prote&ccedil;&atilde;o em sentido geogr&aacute;fico baseiam-se na medida dos movimentos de organismos e processos fisicamente ligados (Agardy, 2000; Scholz <i>et al.</i> 2004), gera-se uma sinergia entre o CEP e o conhecimento cient&iacute;fico (Glaser <i>et al.</i>, 2010). Assim, os planos gestores podem ser melhor desenvolvidos visando o manejo do ecossistema e n&atilde;o apenas um recurso individual.</p> 		    <p>A presen&ccedil;a de popula&ccedil;&otilde;es tradicionais, suas atividades econ&ocirc;micas, seus conhecimentos da natureza s&atilde;o importantes para o planejamento das &aacute;reas marinhas protegidas. As diretrizes e as pol&iacute;ticas para as unidades de conserva&ccedil;&atilde;o carecem de um debate com estas popula&ccedil;&otilde;es, como a inclus&atilde;o dos praticantes de pesca artesanal, que s&atilde;o part&iacute;cipes na vida local. Voyer <i>et al.</i> (2012) afirmam que devido &agrave;s dificuldades associadas ao planejamento e ao manejo das &aacute;reas marinhas protegidas, normalmente espa&ccedil;os com conflitos de uso, &eacute; necess&aacute;rio reavaliar o modo como as considera&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e sociais s&atilde;o incorporadas nas atividades de planejamento, abordando que a consulta e an&aacute;lise da percep&ccedil;&atilde;o das comunidades, antes da exist&ecirc;ncia da AMP, &eacute; um caminho importante. </p> 		    <p>Apesar desta relev&acirc;ncia e das Conven&ccedil;&otilde;es Internacionais (Confer&ecirc;ncia da Diversidade Biol&oacute;gica e da IUCN – <i>International Union of Conservation Nature</i>) (Bogaert <i>et al.</i>, 2009) abordarem a import&acirc;ncia destes estudos, existem ainda poucas pesquisas no Brasil, conforme observado por Gerhardinger <i>et al.</i> (2009), enfocando como os pescadores artesanais podem auxiliar no processo de cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas marinhas protegidas em ambientes costeiros tropicais, sobretudo em pa&iacute;ses em desenvolvimento de l&iacute;ngua portuguesa. Assim, esta pesquisa visa analisar: 1) o contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e os recursos pesqueiros em uma comunidade de pescadores artesanais no Nordeste do Brasil (Praia de Picos, Icapu&iacute;, Cear&aacute;); 2) avaliar como a percep&ccedil;&atilde;o ambiental e os conhecimentos etnoecol&oacute;gicos podem ser usados como ferramentas no planejamento da cria&ccedil;&atilde;o de uma AMP, enfocando a categoria desta unidade, o zoneamento ambiental e o grau de envolvimento e aceita&ccedil;&atilde;o dos pescadores artesanais quanto &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da mesma. Pressup&otilde;e-se que o planejamento participativo (desde o in&iacute;cio), sobretudo com os pescadores, seja impresc&iacute;ndivel para obter efetividade na cria&ccedil;&atilde;o e na gest&atilde;o das AMPs. </p> 		    <p>Este levantamento &eacute; uma etapa inicial para idealiza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de incentivo a diferentes n&iacute;veis organizacionais das comunidades (familiar, comunit&aacute;rio ou de grupos de interesses comuns), para a&ccedil;&otilde;es que promovam o uso sustent&aacute;vel dos recursos pesqueiros em unidades de conserva&ccedil;&atilde;o. A &aacute;rea de estudo tamb&eacute;m possui interesse na an&aacute;lise em quest&atilde;o por apresentar forte conflito na pesca da lagosta; ocorrem m&eacute;todos de pesca artesanais conflitantes com m&eacute;todos reconhecidos como n&atilde;o-sustent&aacute;veis e ilegais em muitos pa&iacute;ses, como o uso de mergulhos com compressores para a pr&aacute;tica de captura n&atilde;o seletiva. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2. Material e M&eacute;todos</b></p> 		    <p><b>2.1. &Aacute;rea de Estudo</b></p> 		    <p>O munic&iacute;pio de Icapu&iacute; est&aacute; localizado no Nordeste do Brasil, distando 206 km de Fortaleza (Capital do Estado do Cear&aacute;) (<a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>) por via rodovi&aacute;ria, possuindo 64 km de praia, cerca de 16.000 habitantes e 429,3 km<sup>2</sup> de &aacute;rea total. Dentre as principais atividades econ&ocirc;micas no munic&iacute;pio tem-se a pesca (principalmente de lagosta), extrativismo do coco, coleta de algas e mariscos, agricultura de subsist&ecirc;ncia, artesanato, beneficiamento da castanha de caju, beneficiamento de pescado e carcinicultura (Nascimento, 2006).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>A praia de Picos (04&deg; 39’ 46” S / 37&deg; 26’ 25” O) &eacute; uma enseada que apresenta extens&atilde;o m&eacute;dia de 2,5 km. Possui plan&iacute;cie litor&acirc;nea com declive suave para o mar, um largo estir&acirc;ncio, presen&ccedil;a de arenitos de praia (<i>beachrocks</i>) e &eacute; limitada, no supra litoral, por fal&eacute;sias do grupo Barreiras (Alves, 2007).</p> 		    <p>A regi&atilde;o de Icapu&iacute; possui atributos de biodiversidade e servi&ccedil;os ambientais que levaram o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente a consider&aacute;-la como de import&acirc;ncia biol&oacute;gica Extremamente Alta, com prioridade de a&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m Extremamente Alta (Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, 2007), onde se recomenda a cria&ccedil;&atilde;o de uma AMP.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>2.2. Metodologia de amostragem</b></p> 		    <p>Para este estudo, question&aacute;rios semi-estruturados foram elaborados (<a href="#a">Anexo 1</a></b><a name="topa"></a>) para realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas com moradores na comunidade de Picos, Icapu&iacute;-CE, no per&iacute;odo de maio e junho de 2012. A comunidade de Picos &eacute; relativamente pequena, possui 36 casas, e dessas, 10 s&atilde;o casas de veraneio ou sem habita&ccedil;&atilde;o. As 26 casas de moradores totalizam aproximadamente 100 pessoas, sendo 50 adultos. A contagem foi realizada pelos pesquisadores no per&iacute;odo das entrevistas. Foram visitadas 20 casas (80% do total de residentes) e entrevistados 30 moradores (60% do total da comunidade), sendo 15 homens e 15 mulheres. O question&aacute;rio foi realizado oralmente e as respostas foram registradas de forma escrita. Antes das entrevistas explicou-se o motivo da pesquisa e todos os moradores concordaram em participar e permitiram a divulga&ccedil;&atilde;o das respostas. Buscou-se caracterizar s&oacute;cio-economicamente a comunidade, listar os componentes da fauna local existentes e descrever os recursos ambientais utilizados pelos moradores. Ainda, foi investigado o interesse da popula&ccedil;&atilde;o em criar uma AMP na regi&atilde;o. </p> 		    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de peixe e a rela&ccedil;&atilde;o com os nomes populares utilizados em Icapu&iacute; foi registrada por Salles (2011), baseada em literatura especializada (Menezes; Figueiredo, 1985; Cervig&oacute;n, 1996; Gadig <i>et al.</i>, 2000). </p> 		    <p>Foi realizada uma oficina com quatro pescadores nativos para elabora&ccedil;&atilde;o de um mapa ambiental da &aacute;rea de estudo, identificando caracter&iacute;sticas sedimentol&oacute;gicas da praia, locais de ocorr&ecirc;ncia de algas e faner&oacute;gamas marinhas, recifes aren&iacute;ticos e fontes de &aacute;gua doce. Essa oficina foi desenvolvida na resid&ecirc;ncia de um dos pescadores, no topo da fal&eacute;sia, onde havia vista para toda a &aacute;rea de estudo. Os pescadores foram selecionados pelo tempo de pesca (acima de 50 anos) e apurado conhecimento da &aacute;rea segundo indica&ccedil;&otilde;es de moradores e de membros da Associa&ccedil;&atilde;o de Pesquisa e Preserva&ccedil;&atilde;o de Ecossistemas Aqu&aacute;ticos – Aquasis, que realiza pesquisas na regi&atilde;o h&aacute; cerca de 15 anos com o apoio de colaboradores locais. Os pescadores fizeram o desenho da zona costeira com uma corda e foram inserindo no esquema rochas, plantas e outros utens&iacute;lios do local para delimitar proporcionalmente as fei&ccedil;&otilde;es e caracter&iacute;sticas ambientais da regi&atilde;o. A partir da maquete, elaborou-se um mapa desenhado &agrave; m&atilde;o com o aux&iacute;lio dos pescadores e, posteriormente, foi elaborado um mapa digital baseado na percep&ccedil;&atilde;o ambiental destes. Realizaram-se tamb&eacute;m mergulhos livres na &aacute;rea de estudo para observar a biodiversidade local e averiguar a compatibilidade das informa&ccedil;&otilde;es passadas pela comunidade. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. Resultados e Discuss&atilde;o</b></p> 		    <p><b>3.1. Pescadores artesanais: caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica e principais recursos biol&oacute;gicos e pesqueiros</b></p> 		    <p>A idade m&eacute;dia entre os entrevistados foi de 32 anos (&plusmn; 17 anos), sendo a m&iacute;nima 20 e a m&aacute;xima 84. Dentre os entrevistados, vinte eram moradores nativos (66,6%) e dez n&atilde;o nativos. O tempo de moradia m&eacute;dio na regi&atilde;o foi de 26 anos (&plusmn; 20 anos), sendo o m&iacute;nimo 5 meses e o m&aacute;ximo 66 anos. </p> 		    <p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao perfil socioecon&ocirc;mico, a profiss&atilde;o mais citada foi pescador (43,3%), seguida de dona de casa e agricultor. Dentre os homens, 87% s&atilde;o pescadores e dentre as mulheres, 74% s&atilde;o donas de casa. Constatou-se, portanto, que a comunidade &eacute; essencialmente pesqueira; e a agricultura, principalmente de subsist&ecirc;ncia, &eacute; uma atividade paralela importante na comunidade. Outras profiss&otilde;es citadas em minoria foram: artes&atilde;o, pedreiro, vigilante e estudante.</p> 		    <p>O principal recurso pesqueiro procurado pelos pescadores &eacute; a lagosta (<i>Panulirus argus</i> e <i>Panulirus laevicauda</i>).  		Dentre os crust&aacute;ceos, eles tamb&eacute;m pescam camar&otilde;es dos g&ecirc;neros <i>Xiphopenaeus</i>, <i>Farfantepenaeus</i> e  		<i>Litopenaeus</i> e coletam diversos tipos de siris e caranguejos (Infraordem <i>Brachyura</i>). Na regi&atilde;o, s&atilde;o comumente  		capturadas ao longo do ano diversas esp&eacute;cies de peixes (Figuras  		<a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f2.jpg" target="_blank">2</a> e  		<a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f3.jpg" target="_blank">3</a>), como: agulha-preta (<i>Hemiramphus brasiliensis</i>),  		bagre (<i>Cathorops spixii</i>), boca-mole (<i>Larimus breviceps</i>), biquara (<i>Haemulon plumieri</i>), canguito (<i>Orthopristis ruber</i>), carapeba (<i>Diapterus</i> sp.), camurim (<i>Centropomus </i>sp.), camurupim (<i>Megalops atlanticus</i>), cor&oacute; amarelo (<i>Conodon nobilis</i>), cururuca (<i>Micropogonias furnieri</i>), dent&atilde;o (<i>Lutjanus jocu</i>), galo (<i>Selene</i> sp.), galo do alto (<i>Alectis ciliaris</i>), garajuba (<i>Caranx</i> sp.), judeu (<i>Menticirrhus americanus</i>), mariquita (<i>Holocentrus adscensionis</i>), pescada (<i>Cynoscion</i> sp.), pirambu (<i>Anisotremus surinamensis</i>), serra (<i>Scomberomorus brasiliensis</i>) e tibiro (<i>Oligoplistes saliens</i>), dentre outros. Estas esp&eacute;cies tamb&eacute;m foram comentadas por Almeida (2010), Marinho (2010) e Salles (2011).</p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a></p>         
<p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados obtidos por este estudo est&atilde;o de acordo com a literatura, a qual observa que a pesca artesanal na regi&atilde;o contempla tanto as capturas com fins de subsist&ecirc;ncia, associado &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de recursos alimentares para o sustento das pr&oacute;prias fam&iacute;lias, como as capturas com o objetivo essencialmente comercial. As unidades familiares ou grupo de vizinhan&ccedil;a, sem a pr&aacute;tica do assalariamento, s&atilde;o maioria como m&oacute;dulo de pesca. As embarca&ccedil;&otilde;es s&atilde;o geralmente de pequeno porte, de propuls&atilde;o natural (vela, remo ou vara) ou motorizadas, sendo utilizados m&eacute;todos diversos de captura, de natureza artesanal e&nbsp;comumente confeccionados pelos pr&oacute;prios pescadores, que resultam&nbsp;em capturas&nbsp;multiespec&iacute;ficas (Almeida, 2010; Marinho, 2010; Salles, 2011; Barroso, 2012).</p> 		    <p>Segundo as respostas obtidas nas entrevistas, observou-se que alguns dos peixes s&atilde;o capturados ainda em estado juvenil na regi&atilde;o dos recifes aren&iacute;ticos (<a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>). Crust&aacute;ceos e moluscos tamb&eacute;m s&atilde;o encontrados em fase inicial de vida nas capturas para consumo, ressaltando a import&acirc;ncia da regi&atilde;o como ber&ccedil;&aacute;rio para diversas esp&eacute;cies (Almeida, 2010; Marinho, 2010; Barroso, 2012). </p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>Ainda segundo os moradores, a praia &eacute; local de ocorr&ecirc;ncia de peixe-boi marinho (<i>Trichechus manatus</i>), tartaruga verde (<i>Chelonia mydas</i>), tartaruga de pente (<i>Eretmochelys imbricata</i>) e o peixe mero (<i>Epinephelus itajara</i>), esp&eacute;cies classificadas em alguma categoria de amea&ccedil;a de extin&ccedil;&atilde;o na Lista Vermelha da IUCN - International Union for Conservation of Nature, e inclu&iacute;das na Lista Nacional das Esp&eacute;cies da Fauna Brasileira Amea&ccedil;adas de Extin&ccedil;&atilde;o, do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente.</p> 		    <p>De acordo com a IUCN, o peixe boi &eacute; uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o, e segundo Alvez (2007), utiliza a praia de picos pra se alimentar e reproduzir.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.2. Percep&ccedil;&atilde;o ambiental e recursos</b></p> 		    <p>Observa-se que os pescadores possuem conhecimento apurado sobre as caracter&iacute;sticas ambientais da regi&atilde;o, tanto em  		rela&ccedil;&atilde;o &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o, associa&ccedil;&atilde;o entre recursos e substratos, quanto &agrave;  		disponibilidade e sazonalidade dos recursos (<a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f5.jpg" target="_blank">Figura 5</a>). Os  		dados da percep&ccedil;&atilde;o ambiental dos pescadores quanto a aspectos da ecologia de peixes e quanto a processos morfodin&acirc;micos  		foram condizentes com a literatura cient&iacute;fica dispon&iacute;vel para a &aacute;rea (Fonteles-Filho <i>et al.</i>, 1988; Ivo &amp; Pereira, 1996; Alves, 2007; Aquasis, 2011; Salles, 2011). Este fato tamb&eacute;m foi notado por diversos autores (Berkes, 1993; Agardy, 2000; Gerhardinger <i>et al.</i>, 2009; Glaser <i>et al.</i>, 2010; Areizaga <i>et al.</i> 2012), que refor&ccedil;am a efetividade das a&ccedil;&otilde;es de manejo quando a popula&ccedil;&atilde;o local &eacute; envolvida nos processos de gest&atilde;o. </p> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07f5.jpg" target="_blank">Figura 5</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>Ao longo da plataforma continental da regi&atilde;o existem variados substratos e ecossistemas submersos que desempenham pap&eacute;is fundamentais na manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e da produtividade das &aacute;guas costeiras, como bancos submersos de algas e faner&oacute;gamas, substratos de algas calc&aacute;reas, fundos de lama biodetr&iacute;tica e afloramentos rochosos que emergem na mar&eacute; baixa, desde a plataforma interna, passando pela zona de estir&acirc;ncio ao sop&eacute; das fal&eacute;sias (Alves, 2007). A vegeta&ccedil;&atilde;o de tabuleiro localizada no topo e encostas das fal&eacute;sias &eacute; respons&aacute;vel pela diminui&ccedil;&atilde;o dos efeitos da eros&atilde;o. No caso da &aacute;rea de estudo, predominam as f&aacute;cies carbon&aacute;ticas e de areias quartzosas. A geologia, clima e drenagem dos rios propiciam um substrato composto por algas calc&aacute;rias e demais sedimentos biodetr&iacute;ticos (Morais &amp; Freire, 2003), conforme tamb&eacute;m apontado pelos resultados da percep&ccedil;&atilde;o ambiental. Os bancos de algas apresentam associa&ccedil;&otilde;es entre diversas esp&eacute;cies de algas, principalmente algas vermelhas (Rhodophyta). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s faner&oacute;gamas marinhas, s&atilde;o encontradas na regi&atilde;o esp&eacute;cies do g&ecirc;nero <i>Halodule</i>, conhecida como capim-agulha. Estes ambientes tamb&eacute;m foram demonstrados no mapa dos ambientes costeiros delineado pelos pescadores artesanais, e do g&ecirc;nero <i>Halophila</i>, as quais foram visualizadas em mergulhos na &aacute;rea. Os dados geol&oacute;gicos de Alves (2007) e Almeida (2010) para a regi&atilde;o corroboram o mapa (referente aos tipos de f&aacute;cies sedimentares), elaborado pelos pescadores.</p> 		    <p> Os bancos de algas e os recifes s&atilde;o intensamente explorados em todo o mundo devido &agrave; riqueza biol&oacute;gica e a proximidade da costa. Contudo, a preserva&ccedil;&atilde;o desses ecossistemas &eacute; fundamental para a reposi&ccedil;&atilde;o do estoque de juvenis de lagostas. Nas &aacute;reas de ber&ccedil;&aacute;rio, os puerulus de lagosta P. argus fixam-se, preferencialmente, em habitat de estrutura complexa, tal como a alga vermelha (Eggleston <br /> 		  <i>et al.</i>, 1992; Cruz <i>et al.</i>, 2011; Barroso, 2012).</p> 		    <p>A forma&ccedil;&atilde;o geol&oacute;gica Barreiras se apresenta exposta em fal&eacute;sias na zona costeira da praia da &aacute;rea de  		estudo sendo respons&aacute;vel pelo ac&uacute;mulo de &aacute;gua, que verte em afloramentos submersos. Segundo os pescadores, esses  		afloramentos, chamados “olheiros” ou “olhos d`&aacute;gua”, mudam de posi&ccedil;&atilde;o ao longo dos anos devido a din&acirc;mica  		sedimentar, mas geralmente est&atilde;o pr&oacute;ximos aos arenitos de praia, fei&ccedil;&atilde;o formada na face de praia por  		cimenta&ccedil;&atilde;o por carbonato de c&aacute;lcio (Guerra &amp; Cunha, 1998). A disponibilidade de &aacute;gua doce pr&oacute;ximo  		&agrave; costa e a abund&acirc;ncia de algas marinhas e capim agulha favorecem ao ciclo de vida de muitas esp&eacute;cies de  		import&acirc;ncia econ&ocirc;mica e ecol&oacute;gica, como camar&otilde;es dos g&ecirc;neros <i>Xiphopenaeus</i>, <i>Farfantepenaeus</i>  		e <i>Litopenaeus</i>; lagostas do g&ecirc;nero <i>Panulirus</i> e o peixe-boi marinho, <i>Trichechus manatus</i>. Este t&oacute;pico foi  		abordado com &ecirc;nfase pelos pescadores no mapa supracitado, observando a import&acirc;ncia da conserva&ccedil;&atilde;o deste  		ambiente. </p> 		    <p>Muitos pa&iacute;ses carecem de informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre ecologia de peixes e o conhecimento dos pescadores vem a ser uma fonte importante para melhorar o conhecimento sobre ecologia, migra&ccedil;&atilde;o, reprodu&ccedil;&atilde;o, h&aacute;bitos alimentares e mudan&ccedil;as na abund&acirc;ncia de um conjunto diversificado de recursos pesqueiros (Silvano &amp; Begossi, 2012). Estas abordagens junto ao conhecimento popular s&atilde;o importantes para obter um manejo das esp&eacute;cies e da pesca como um todo, considerando a abordagem ecossist&ecirc;mica (Batista <i>et al.</i>, 2011). De fato, as experi&ecirc;ncias destes pescadores artesanais que habitam a localidade de Picos ou proximidades h&aacute; pelo menos cinco gera&ccedil;&otilde;es, devem ser consideradas para medidas de gest&atilde;o pesqueira e/ou ecossist&ecirc;mica na regi&atilde;o, principalmente por ser a cria&ccedil;&atilde;o de uma AMP uma demanda local.</p> 		    <p>Al&eacute;m da participa&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o, &eacute; importante que a comunidade seja envolvida nas etapas de zoneamento e categoriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea, e isso deve estar atrelado ao levantamento das caracter&iacute;sticas socioambientais atrav&eacute;s do conhecimento dos usu&aacute;rios dos recursos, evitando mecanismos de gest&atilde;o <i>top-down</i> (Glaser <i>et al.</i>, 2010). </p> 		    <p>Nos &uacute;ltimos anos, estudos cient&iacute;ficos sobre a pesca artesanal t&ecirc;m utilizado como fonte de informa&ccedil;&atilde;o os pr&oacute;prios pescadores locais, devido &agrave;s suas ricas experi&ecirc;ncias acumuladas, como exemplificado pelo estudo de Batista <i>et al.</i> (2011) para uma &aacute;rea marinha protegida em Portugal. Esses indiv&iacute;duos possuem uma amplitude de saberes e cren&ccedil;as transmitidas culturalmente atrav&eacute;s de gera&ccedil;&otilde;es sobre a rela&ccedil;&atilde;o da biosfera (incluindo os humanos) com as vari&aacute;veis ambientais e oceanogr&aacute;ficas (Berkes, 1993; Suuronen <i>et al.</i>, 2010). </p> 		    <p>Os saberes dos entrevistados na &aacute;rea de estudo englobam diversos campos como a sistem&aacute;tica das esp&eacute;cies aqu&aacute;ticas, o comportamento da ictiofauna, taxonomia, padr&otilde;es reprodutivos, processos de migra&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies e as teias tr&oacute;ficas. Observa-se assim, como os dados inventariados nesta pesquisa, que s&atilde;o comuns na literatura os relatos de compreens&atilde;o profunda sobre as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e geol&oacute;gico-atmosf&eacute;ricas (nuvens, ventos, mudan&ccedil;a de tempo), as artes de navega&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, da din&acirc;mica dos recursos pesqueiros. Batista <i>et al.</i> (2011) observaram a import&acirc;ncia do conhecimento local para entendimento do funcionamento do ambiente, redu&ccedil;&atilde;o de conflitos e tomada de decis&atilde;o mais participativa. Rios <i>et al.</i> (2007) abordaram que conjugar o conhecimento cient&iacute;fico ao conhecimento tradicional dos pescadores artesanais pode ser uma valiosa ferramenta no manejo da atividade pesqueira de pequena escala, uma vez que a realidade pesqueira pode ser melhor retratada. Scholz <i>et al.</i> (2004) demonstraram que o conhecimento local dos pescadores, dentro de uma abordagem geoespacial, &eacute; impresc&iacute;ndivel para o planejamento das &aacute;reas marinhas protegidas, que visam desenvolver sustentavelmente a pesca e adotar mecanismos participativos para a tomada de decis&atilde;o. </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b>3.3. Desenvolvimento sustent&aacute;vel da regi&atilde;o e proposi&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas marinhas protegidas</b></p> 		    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; percep&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as socioecon&ocirc;micas ocorridas na comunidade, cerca de 45% dos entrevistados considera que a qualidade de vida das fam&iacute;lias melhorou ao longo dos anos, e cerca de 45% considera que piorou. Os 10% restantes consideram que n&atilde;o houve mudan&ccedil;as significativas. Contudo, os valores se alteram se considerarmos em separado a opini&atilde;o de nativos e n&atilde;o nativos. A maioria dos nativos acha que a qualidade de vida melhorou, atribuindo esta melhora &agrave; disponibilidade de &aacute;gua canalizada e energia, transporte e aux&iacute;lios do governo. J&aacute; a piora &eacute; atribu&iacute;da, principalmente, aos problemas associados &agrave; pesca. Essa diferen&ccedil;a entre as percep&ccedil;&otilde;es pode estar relacionada ao fato de que os nativos possuem uma perspectiva mais antiga da vida da comunidade, analisando as mudan&ccedil;as desde o tempo de seus pais e av&oacute;s.</p> 		    <p>Quase todos os entrevistados (97%) afirmaram gostar de morar em Picos devido &agrave; tranquilidade, disponibilidade de alimento, beleza c&ecirc;nica, natureza, conviv&ecirc;ncia com os outros moradores e reuni&otilde;es religiosas. Por&eacute;m, tamb&eacute;m foram citados diversos pontos negativos: problemas associados &agrave; pesca, como escassez da lagosta, pr&aacute;tica da pesca de compressor, falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, utiliza&ccedil;&atilde;o de pesca com estruturas inadequadas fundeadas como atratores (marambaias), que diminuem a qualidade do pescado e s&atilde;o motivo de conflitos com pescadores de outras comunidades; falta de emprego, descaso da prefeitura em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de; falta de oferta de cursos para os jovens; poucos meios de transporte; dif&iacute;cil acesso &agrave; praia; pouco turismo; e falta de algumas &aacute;reas preservadas, como as fal&eacute;sias da regi&atilde;o (<a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>).</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="/img/revistas/rgci/v13n2/13n2a07t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p>As marambaias s&atilde;o recifes artificiais, atualmente feitos com tambores cil&iacute;ndricos de ferro, pneus, eletrodom&eacute;sticos e outros objectos que servem para agrega&ccedil;&atilde;o de lagostas, facilitando a captura atrav&eacute;s do mergulho com compressor. O excessivo n&uacute;mero de marambaias particulares est&aacute; limitando o acesso &agrave;s &aacute;reas de pesca e, de certa forma, “loteando” o espa&ccedil;o mar&iacute;timo da plataforma continental, pois o pescador que investiu para constru&iacute;-las considera que tem direitos exclusivos sobre os recursos pesqueiros nela existentes (Salles, 2011). Al&eacute;m de ilegal pela legisla&ccedil;&atilde;o brasileira, a pesca com compressor &eacute; feita de maneira perigosa, onde os mergulhadores respiram atrav&eacute;s uma mangueira conectada a um buj&atilde;o de g&aacute;s de cozinha munido de oxig&ecirc;nio e acoplado ao motor da embarca&ccedil;&atilde;o. Os pescadores muitas vezes n&atilde;o possuem conhecimento das t&eacute;cnicas e medidas de seguran&ccedil;a no mergulho, muitos sofrem doen&ccedil;as descompressivas e v&aacute;rios j&aacute; morreram, segundo relatos locais. Os pescadores artesanais alegam que a pesca com compressor &eacute; o motivo da diminui&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o pesqueira artesanal e devido a conflitos entre os mergulhadores e os pescadores artesanais, a comunidade de Icapu&iacute; encontra-se na chamada guerra da lagosta desde a d&eacute;cada de 80, a qual j&aacute; gerou in&uacute;meras mortes (Marinho, 2010).</p> 		    <p>Nos &uacute;ltimos anos, a pesca irregular e indiscriminada de v&aacute;rias esp&eacute;cies de import&acirc;ncia econ&ocirc;mica, incluindo a lagosta, vem proporcionando a diminui&ccedil;&atilde;o dos estoques e da efetividade das capturas pela pesca artesanal. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia, temos a diminui&ccedil;&atilde;o da renda de comunidades pesqueiras que, por sua vez, estimula a sobrepesca e a captura de indiv&iacute;duos imaturos (Nascimento, 2006). </p> 		    <p>Pesquisas revelam que o esfor&ccedil;o de pesca empregado na captura da lagosta no Brasil se encontra, desde 1972, em n&iacute;veis superiores ao considerado &oacute;timo para a captura m&aacute;xima sustent&aacute;vel (Fonteles-Filho <i>et al.</i>, 1988; Silva &amp; Rocha, 1999; Barroso, 2012). A produ&ccedil;&atilde;o lagosteira na regi&atilde;o analisada (Icapu&iacute;, NE Brasil) acompanha a tend&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o costeira do estado do Cear&aacute;, caracterizada por um per&iacute;odo de oscila&ccedil;&atilde;o (2001-2006), com uma queda acentuada na produ&ccedil;&atilde;o em 2006. Neste per&iacute;odo, a regi&atilde;o de estudo (munic&iacute;pio) produziu em m&eacute;dia, 284 toneladas de lagosta por ano. O decl&iacute;nio dos estoques pesqueiros de lagosta est&aacute; intimamente correlacionado com o excesso de esfor&ccedil;o de pesca, tanto de natureza legal quanto ilegal, e com as atividades de pesca ilegal, onde s&atilde;o comercializados indiv&iacute;duos imaturos (Ivo &amp; Pereira, 1996; Marinho 2010; Salles, 2011; Barroso, 2012). A comunidade analisada faz parte do grupo de comunidades que ainda sustentam a pesca artesanal (feita atrav&eacute;s de embarca&ccedil;&otilde;es a velas, redes e armadilhas – manzu&aacute;s) no litoral brasileiro e a cada ano apresenta menor produ&ccedil;&atilde;o pesqueira (Salles, 2011). A regi&atilde;o encontra-se em situa&ccedil;&atilde;o emergencial para a gest&atilde;o pesqueira. Como medidas de manejo, outras atividades econ&ocirc;micas podem ser incentivadas, de acordo ao interesse dos envolvidos, visando a gera&ccedil;&atilde;o de renda complementar e a diminui&ccedil;&atilde;o dos conflitos neste setor, como o cultivo de algas e peixes, extra&ccedil;&atilde;o de outros recursos e a agricultura. Cerca de 83% dos moradores de Picos utilizam a agricultura como fonte paralela de renda e subsist&ecirc;ncia, plantando esp&eacute;cies como feij&atilde;o, milho e frutas tropicais como melancia, caju e coco. Praticam principalmente agricultura de subsist&ecirc;ncia e dependem de &aacute;guas pluviais para manuten&ccedil;&atilde;o das culturas, pois nos ro&ccedil;ados n&atilde;o possuem po&ccedil;o, cisterna ou &aacute;gua encanada. Os pescadores artesanais n&atilde;o raro pertencem a comunidades que possuem hist&oacute;rico de auto-sufici&ecirc;ncia para muitas de suas necessidades, tais como alimentos e rem&eacute;dios, assim como observado em outras regi&otilde;es do Brasil (Hanazaki <i>et al.</i>, 2000). </p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a pesquisa realizada, observa-se o aceite de implanta&ccedil;&atilde;o de AMP e gest&atilde;o dos recursos visando ao manejo sustent&aacute;vel da pesca, objetivando-se recuperar os estoques pesqueiros e assegurar a sustentabilidade das capturas no futuro. Al&eacute;m disso, todos os entrevistados afirmaram ter interesse na implanta&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea marinha protegida na regi&atilde;o (como uma reserva extrativista marinha) e que estariam dispostos a colaborar com a gest&atilde;o da mesma (auxiliando em mais estudos de caracteriza&ccedil;&atilde;o, etapas de zoneamento, a elabora&ccedil;&atilde;o do plano gestor e comprometendo-se em cumprir as normas definidas para conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea), corroborando o modelo de &aacute;rea marinha protegida baseada em uma gest&atilde;o comunit&aacute;ria (bottom-up). </p> 		    <p>Voyer <i>et al.</i> (2012), ao descreverem a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em tr&ecirc;s casos de &aacute;reas marinhas protegidas na Austr&aacute;lia, mostraram que nos casos de sucesso na implementa&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de AMPs houve alto n&iacute;vel de engajamento e compromisso da comunidade para com o poder p&uacute;blico. Trenouth <i>et al.</i> (2012), em estudo sobre &aacute;reas marinhas protegidas tamb&eacute;m realizado naquele pa&iacute;s, abordaram que as comunidades e sua percep&ccedil;&atilde;o podem ser extremamente &uacute;teis para avaliar os riscos ambientais e a efetividade do manejo. </p> 		    <p>Gerhardinger <i>et al.</i> (2009), em estudo com nove &aacute;reas marinhas protegidas no Brasil demonstraram que apesar da import&acirc;ncia do conhecimento ecol&oacute;gico tradicional, a abordagem utilizada &eacute; essencialmente cient&iacute;fica e n&atilde;o dial&oacute;gica com os saberes populares dos pescadores artesanais. Bogaert <i>et al.</i> (2009) ao relatarem o hist&oacute;rico de cria&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas marinhas protegidas na B&eacute;lgica encontrou abordagem semelhante no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, com pouca participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. </p> 		    <p>A percep&ccedil;&atilde;o dos pescadores pode ser usada para o planejamento de AMPs, inclusive devido informa&ccedil;&otilde;es sobre a migra&ccedil;&atilde;o dos recursos pesqueiros (Suuronen <i>et al.</i>, 2010). Uma abordagem semelhante &agrave; usada no presente estudo foi citada por Read <i>et al.</i> (2011), acerca da import&acirc;ncia do conhecimento local na constru&ccedil;&atilde;o de zoneamentos ambientais para AMPs. Areizaga <i>et al.</i> (2012) comentando sobre a efici&ecirc;ncia da gest&atilde;o costeira integrada, utilizou de abordagem sist&ecirc;mica baseada no conhecimento popular, para a classifica&ccedil;&atilde;o de sistemas ambientais no litoral da Espanha.</p> 		    <p>Prop&otilde;e-se, na regi&atilde;o analisada, incluindo a regi&atilde;o dos ambientes recifais, as fal&eacute;sias e a vila de moradores, a cria&ccedil;&atilde;o de uma AMP de Uso Sustent&aacute;vel que tem como objetivo manter os ecossistemas naturais e regular o uso admiss&iacute;vel da &aacute;rea, de modo a compatibiliz&aacute;-lo com os objetivos de conserva&ccedil;&atilde;o, como uma reserva extrativista ou uma &Aacute;rea de Relevante Interesse Ecol&oacute;gico. A &aacute;rea em quest&atilde;o faz parte de uma regi&atilde;o mais abrangente na qual j&aacute; foram propostas anteriormente cria&ccedil;&otilde;es de AMPs. </p> 		    <p>Marinho (2010) em pesquisa na regi&atilde;o do litoral leste do Cear&aacute; observou que uma solu&ccedil;&atilde;o da crise pesqueira seria um modelo de co-gest&atilde;o do ordenamento pesqueiro, por meio da cria&ccedil;&atilde;o de uma AMP com 2.200 km&sup2;, a qual beneficiaria 13 comunidades pesqueiras pertencentes aos munic&iacute;pios de Aracati e Icapu&iacute;, num total aproximado de 1930 pescadores, incluindo os da &aacute;rea analisada neste estudo. Entretanto, naquela abordagem os pescadores ainda n&atilde;o haviam sido consultados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de uma AMP e nem foram envolvidos em etapas de implementa&ccedil;&atilde;o. Voyer <i>et al.</i> (2012) argumentaram que a considera&ccedil;&atilde;o dos diversos pontos de vista, incluindo os grupos minorit&aacute;rios como os pescadores artesanais, &eacute; essencial para garantir uma abordagem equitativa e socialmente justa para a cria&ccedil;&atilde;o e gerenciamento de &aacute;reas marinhas protegidas.</p> 		    <p>&Acirc;ngulo-Valdes &amp; Hatcher (2010) analisaram uma nova classifica&ccedil;&atilde;o das AMPs, onde se observa que a abordagem proposta para esta &aacute;rea no Nordeste Brasileiro traz benef&iacute;cios para a comunidade (diretos e indiretos) e para os ecossistemas, dentro do conceito hol&iacute;stico das AMPs. Ban <i>et al.</i> (2011) em estudo sobre as AMPs com ambientes recifais, afirmam que o primeiro paradigma a ser alcan&ccedil;ado para a efetividade destas &aacute;reas &eacute; o envolvimento e conhecimento da comunidade. Areizaga <i>et al.</i> (2012) abordaram que o envolvimento das comunidades, atrav&eacute;s de uma participa&ccedil;&atilde;o efetiva, &eacute; um dos principais objetivos das agendas governamentais com transpar&ecirc;ncia, honestidade e com altos n&iacute;veis de desempenho em termos de gest&atilde;o costeira integrada. </p> 		    <p>Suuronen <i>et al.</i> (2010) demonstraram que, na aus&ecirc;ncia de dados consistentes sobre os recursos e o tipo adequado de AMP segundo o planejamento participativo, h&aacute; grande probabilidade de inefici&ecirc;ncia no estabelecimentos destas &aacute;reas marinhas na conserva&ccedil;&atilde;o de estoques pesqueiros. Scholz <i>et al.</i> (2004) abordaram que normalmente os pescadores s&atilde;o contr&aacute;rios a AMPs, nas quais se restrinja o acesso total aos recursos pesqueiros (em prol do turismo ou da preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos). Entretanto, no caso de AMPs que visem desenvolver de modo sustent&aacute;vel pr&aacute;ticas de pesca tradicional, muitas vezes, de grande import&acirc;ncia s&oacute;cio-econ&ocirc;mica e na manuten&ccedil;&atilde;o da cultura, ocorre aceita&ccedil;&atilde;o por parte da comunidade pesqueira. </p> 		    <p>Recomenda-se que a unidade de conserva&ccedil;&atilde;o a ser criada, baseie-se num modelo participativo e que seja inclu&iacute;do no Plano de Manejo, al&eacute;m de a&ccedil;&otilde;es conservacionistas, a&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias de ecoturismo e de agricultura familiar planejada, visando a valoriza&ccedil;&atilde;o ambiental, diversifica&ccedil;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica e gera&ccedil;&atilde;o de renda local, sempre em parceria com as comunidades e de acordo aos interesses comuns da maioria dos agentes locais. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4. Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p> 		    <p>A gest&atilde;o eficiente das &aacute;reas marinhas protegidas, em geral, necessita de uma gest&atilde;o participativa desde a sua cria&ccedil;&atilde;o. No contexto das &aacute;reas costeiras, os pescadores artesanais podem dar uma grande contribui&ccedil;&atilde;o para o gerenciamento destes ambientes, incluindo a implementa&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do compartilhamento das suas experi&ecirc;ncias sobre a estrutura e o funcionamento dos ambientes marinhos; al&eacute;m disto, o modelo de gest&atilde;o comunit&aacute;ria deve incluir universidades, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais, poder p&uacute;blico e movimentos sociais. A percep&ccedil;&atilde;o ambiental dos pescadores aplicados ao zoneamento ambiental e ao entendimento do funcionamento dos servi&ccedil;os ambientais em &aacute;reas protegidas pode ser uma grande contribui&ccedil;&atilde;o na busca da gest&atilde;o integrada da zona costeira. </p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Agradecimentos</b></p> 		    <p>Aos moradores da praia de Picos (Icapu&iacute;-Cear&aacute;) pela colabora&ccedil;&atilde;o com a pesquisa, &agrave; Universidade Federal do Cear&aacute; pelo incentivo e &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o N&atilde;o Governamental (ONG) Associa&ccedil;&atilde;o de Pesquisa e Preserva&ccedil;&atilde;o de Ecossistemas Aqu&aacute;ticos (Aquasis) pela disponibiliza&ccedil;&atilde;o de bibliografia e dados sobre a &aacute;rea em quest&atilde;o.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p> 		    <!-- ref --><p>Agardy, M.T. (1994) - Advances in Marine Conservation: The Role of Marine Protected Areas. <i>Trends in Ecology &amp; Evolution</i>, 9(7):267-270. DOI:10.1016/0169-5347(94)90297-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-8872201300020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Agardy, M.T. (2000) - Information Needs For Marine Protected Areas: Scientific and Societal. <i>Bulletin Of Marine Science</i> (ISSN: 0007-4977), 66(3):875-888. Dispon&iacute;vel em <a href="http://coral.geog.uvic.ca/cisdemo/sites/default/files/Agardy_information%20needs%20MPAs.pdf" target="_blank">http://coral.geog.uvic.ca/cisdemo/sites/default/files/Agardy_information%20needs%20MPAs.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-8872201300020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Almeida, L.G. (2010) – <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de pesca de lagosta na praia da Redonda, Icapu&iacute;</i> – CE. 93p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.repositorio.ufc.br:8080/ri/bitstream/123456789/1925/1/2010_dis_lgdealmeida.pdf" target="_blank">http://www.repositorio.ufc.br:8080/ri/bitstream/123456789/1925/1/2010_dis_lgdealmeida.pdf</a> 10.1016/0169-5347(94)90297-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-8872201300020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alves, M.D.O. (2007) - <i>Peixe- Boi Marinho, Trichechus manatus manatus: Ecologia e Conhecimento Tradicional no Cear&aacute; e Rio Grande do Norte, Brasil</i>. 118 p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PB, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-8872201300020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Areizaga, J.; San&ograve;, M.; Medina, R.; Juanes, J. (2012) - Improving public engagement in ICZM: A practical approach. <i>Journal of Environmental Management</i>, 109:123-135. DOI: 10.1016/j.jenvman.2012.05.006 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-8872201300020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ban, N.C.; Adams, V.M.; Almany, G.R.; Ban, S.; Cinner, J.E.; McCook, L.J.; Mills, M.; Pressey, R.L.; White, A. (2011) - Designing, implementing and managing marine protected areas: Emerging trends and opportunities for coral reef nations. <i>Journal of Experimental Marine Biology and Ecology</i>, 408(1-2):21–31. DOI: 10.1016/j.jembe.2011.07.023&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-8872201300020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barroso, J.C. (2012) – <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da pesca da lagosta vermelha (Panulirus argus) e da lagosta verde (Panulirus laevicauda) na plataforma continental do Brasil</i>. 109p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza, CE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-8872201300020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Batista, M.I.; Baeta, F.; Costa, M.J.; Cabral, H.N. (2011) - MPA as management tools for small-scale fisheries: The case study of Arr&aacute;bida Marine Protected Area (Portugal). <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 54(2):137-147. DOI:10.1016/j.ocecoaman.2010.10.032&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-8872201300020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Begossi, A. (2004) - <i>Ecologia de pescadores da Mata Atl&acirc;ntica e Amaz&ocirc;nica</i>. 332p., Hucitec Editora, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN:8527106248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-8872201300020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Berkes, F. (1993) - Traditional knowledge in perspective. <i>In:</i> Julian T. Inglis (org.), <i>Traditional knowledge: concepts and cases</i>, pp.1-10, International Development Research Centre (IDRC), Ottawa, Ontario, Canada. ISBN: 0-88936-683-7. Dispon&iacute;vel em <a href="http://books.google.com.br/books?id=J2CNS64AFvsC&amp;lpg=PA1&amp;ots=KzilFkqkMr&amp;dq=Berkes%252C%20F.%20(1993)%20-%20Traditional%20knowledge%20in%20perspective&amp;lr=lang_en&amp;hl=pt-BR&amp;pg=PP1#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">http://books.google.com.br/books?id=J2CNS64AFvsC&amp;lpg=PA1&amp;ots=KzilFkqkMr&amp;dq=Berkes%2C%20F.%20(1993)%20-%20Traditional%20knowledge%20in%20perspective&amp;lr=lang_en&amp;hl=pt-BR&amp;pg=PP1#v=onepage&amp;q&amp;f=false</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-8872201300020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bogaert, D.; Cliquet, A.; Maes, F. (2009) - Designation of marine protected areas in Belgium: A legal and ecological success?. <i>Marine Policy</i>, 33(6):878–886. DOI: 10.1016/j.marpol.2009.04.020&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-8872201300020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cervig&oacute;n, F.M. (1996) - <i>Los peces marinos de Venezuela</i>. 254p., Fundaci&oacute;n Cient&iacute;fica Los Roques, Caracas, Venezuela. ISBN: 980-6028-17-1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-8872201300020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cinner, J.E.D. (2007) - Designing marine reserves to reflect local socioeconomic conditions: lessons from long-enduring customary management systems. <i>Coral Reefs</i>, 26(4):1035–1045. DOI: 10.1007/s00338-007-0213-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-8872201300020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cruz, R.; Concei&ccedil;&atilde;o, R.N. de L.; Marinho, R.; Barroso, J.C.; Holanda, J.S.; F&eacute;lix, C.S.; Martins, M.E.O.; Santos, F.S.; Ara&uacute;jo Silva, K.C.; Furtado-Neto, M.A.A.; Pereira da Costa, F.A.; Garcez, D.S.; Torres, M.T. (2011) - <i>Metodologias de amostragem para avalia&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es de lagosta: plataforma continental do Brasil</i>. 142p., UFC / LABOMAR / NAVE, UH, CIM, Fortaleza, CE, Brasil. ISBN: 978857563872&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-8872201300020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eggleston, D.B.; Lupclus, R.N.; Miller, D.L. (1992) - Artificial shelters and survival of juvenile Caribbean spiny lobster Panulirus argus: Spatial, habitat, and lobster size effects. <i>Fishery Bulletin</i> (ISSN: 0090-0656), 90(4):691-702. Dispon&iacute;vel em <a href="http://fishbull.noaa.gov/904/eggleston.pdf" target="_blank">http://fishbull.noaa.gov/904/eggleston.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-8872201300020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fonteles-Filho, A.A; Ximenes, M.O.C.; Monteiro, P.H.M. (1988) - Sinopse de informa&ccedil;&otilde;es sobre as lagostas Panulirus argus (Latreille) e P. laevicauda (Latreille) (Crustacea: Palinuridae), no Nordeste do Brasil. <i>Arquivo Ci&ecirc;ncias do Mar</i> (ISSN 0374-5686), 27:1-19, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.labomar.ufc.br/images/stories/arquivos/ArqCienMar/V27_1988/acm_1988_27_1_01.pdf" target="_blank">http://www.labomar.ufc.br/images/stories/arquivos/ArqCienMar/V27_1988/acm_1988_27_1_01.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-8872201300020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gadig, O.B.F.; Bezerra, M.A. Feitosa, R.D.; Furtado-Neto, M.A.A. (2000) - Ictiofauna marinha do Cear&aacute;, Brasil: I. Elasmobranchii. <i>Arquivos de Ci&ecirc;ncias do Mar</i> (ISSN 0374-5686), 33:127-132, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.labomar.ufc.br/images/stories/arquivos/ArqCienMar/V33_2000/acm_2000_33_17.pdf" target="_blank">http://www.labomar.ufc.br/images/stories/arquivos/ArqCienMar/V33_2000/acm_2000_33_17.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-8872201300020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Game, E.T.; Bode, M.; McDonald-Madden, E.; Grantham, H.S.; Possingham, H.P. (2009) - Dynamic marine protected areas can improve the resilience of coral reef systems. <i>Ecology Letters</i>, 12(12):1336–1346. DOI: 10.1111/j.1461-0248.2009.01384.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-8872201300020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gerhardinger, L.C.; Godoy, E.A.S.; Jones, P.J.S. (2009) - Local ecological knowledge and the management of marine protected areas in Brazil. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 52(3-4):154–165. DOI :10.1016/j.ocecoaman.2008.12.007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-8872201300020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Glaser, M.; Baitoningsih, W.; C.A. Ferse, S. C. A.; Neil, M.; Deswandi, R. (2010) - Whose sustainability? Top–down participation and emergent rules in marine protected area management in Indonesia. <i>Marine Policy</i>, 34(6):1215–1225. DOI: 10.1016/j.marpol.2010.04.006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-8872201300020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hanazaki, N.; Tamashiro, J.Y.; Leit&atilde;o-Filho, H.F.; Begossi, A. (2000) - Diversity of plant uses in two Cai&ccedil;ara communities from Atlantic Forest coast, Brazil. <i>Biodiversity and Conservation</i>, 9(5):597-615. DOI: 10.1023/A:1008920301824&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-8872201300020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Heck, N.; Dearden, P.; McDonald, A. (2012) - Insights into marine conservation efforts in temperate regions: Marine protected areas on Canada’s West Coast. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 57:10-20. DOI: 10.1016/j.ocecoaman.2011.11.008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-8872201300020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Ivo, C. T. C., Pereira, J. A. (1996) - Sinopse das principais observa&ccedil;&otilde;es sobre as lagostas Panulirus argus (Latreille) e Panulirus laevicauda (Latreille) capturadas em &aacute;guas costeiras do Brasil, entre os estados do Amap&aacute; e do Esp&iacute;rito Santo. <i>Boletim T&eacute;cnico Cient&iacute;fico CEPENE</i> (ISSN: 0104-6411), 4(1):7-94, &nbsp;Tamandar&eacute;, PE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www4.icmbio.gov.br/cepene/index.php?id_menu=51&amp;arquivo=modulos/boletim/res.php&amp;id_arq=26" target="_blank">http://www4.icmbio.gov.br/cepene/index.php?id_menu=51&amp;arquivo=modulos/boletim/res.php&amp;id_arq=26</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-8872201300020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jamieson, G.S.; Levings, C.O. (2001) - Marine protected areas in Canada: implications for both conservation and fisheries management. <i>Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences</i>, 58(1):138–156. DOI: 10.1139/f00-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-8872201300020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Kelleher, G. (1999) - <i>Guidelines for Marine Protected Areas</i>. 107p., IUCN - International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources, Cambridge, U.K. ISBN: 2-8317-0505-3. Dispon&iacute;vel em <a href="http://data.iucn.org/dbtw-wpd/edocs/PAG-003.pdf" target="_blank">http://data.iucn.org/dbtw-wpd/edocs/PAG-003.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-8872201300020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Kenchington, R. (2010) - Strategic roles of marine protected areas in ecosystem scale conservation. <i>Bulletin of Marine Science </i>(ISSN 0007-4977), 86(2):303–313, University of Miami, Rosenstiel School of Marine and Atmospheric Science, Miami, FL, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/2010/00000086/00000002/art00011" target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/umrsmas/bullmar/2010/00000086/00000002/art00011</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-8872201300020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marinho, R.A. (2010) – <i>Co-gest&atilde;o como ferramenta de ordenamento para a pesca de pequena escala do litoral leste do Cear&aacute; – Brasil</i>. 225p., Tese de Doutorado, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.repositorio.ufc.br:8080/ri/handle/123456789/1418?mode=full" target="_blank">http://www.repositorio.ufc.br:8080/ri/handle/123456789/1418?mode=full</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-8872201300020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Menezes, N. A; Figueiredo, J. L. (1985) - <i>Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil: V Teleostei</i>. 154p., Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 9000000470026.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-8872201300020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Morais, J.O.; Freire, G.S. (2003) - Plataforma Continental- As Unidades Geoambientais. Diagn&oacute;stico Geoambiental. <i>In:</i> Campos, A. Alves (org.), <i>A Zona Costeira do Cear&aacute;: Diagn&oacute;stico para a gest&atilde;o Integrada</i>, pp. 40-41, Aquasis, Fortaleza, CE, Brasil. ISBN: 85-89491-01-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-8872201300020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 		    <!-- ref --><p>Nascimento, R.C. (2006) - Impactos S&oacute;cio-Ambientais de Marambaias para a pesca de Lagosta: O Caso de Ponta Grossa, Icapu&iacute;-CE. <i>Revista Mercator</i> (ISSN 1984-2201), 5(9):133, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=273620669021" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=273620669021</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-8872201300020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, L. (2002) - A percep&ccedil;&atilde;o da qualidade ambiental. <i>Caderno de Geografia</i> (ISSN: 0103-8427), 12(18):29-42, Minas Gerais, BH, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-8872201300020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> 		    <!-- ref --><p>Ransom, K.P.; Mangi, S.C. (2010) - Valuing Recreational Benefits of Coral Reefs: The Case of Mombasa Marine National Park and Reserve, Kenya. <i>Environmental Management</i>, 45(1):145–154. DOI: 10.1007/s00267-009-9402-9 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-8872201300020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Read, A.D.; West, R.J.; Haste, M.; Jordan, A. (2011) - Optimizing voluntary compliance in marine protected areas: A comparison of recreational fisher and enforcement officer perspectives using multi-criteria analysis. <i>Journal of Environmental Management</i>, 92(10):2558-2567. DOI: 10.1016/j.jenvman.2011.05.022 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-8872201300020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rios, L.V.; Salas,S.; Bello-Pineda, J.; Peniche, I.A. (2007) - Distribution patterns of spiny lobster (<i>Panulirus argus</i>) at Alacranes reef, Yucatan: spatial analysis and inference of preferencial habitat. <i>Fisheries Research</i>, 87(1):35–45. DOI: 10.1016/j.fishres.2007.06.021&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201300020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Salles, R. (2011) - <i>Avalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e ambiental dos sistemas de pesca utilizados nos munic&iacute;pios de Aracati e Icapu&iacute;, subs&iacute;dios para a gest&atilde;o</i>. 144p.,Tese de Doutorado, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.repositorio.ufc.br:8080/ri/bitstream/123456789/1420/1/2011-tese-rsalles.pdf" target="_blank">http://www.repositorio.ufc.br:8080/ri/bitstream/123456789/1420/1/2011-tese-rsalles.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-8872201300020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Scholz, A.; Bonzon, K.; Fujita, R.; Benjamin, N.; Woodling, N.; Black, P.; Steinback, C. (2004) - Participatory socioeconomic analysis: drawing on fishermen’s knowledge for marine protected area planning in California. <i>Marine Policy</i>, 28(4):335–349. DOI: 10.1016/j.marpol.2003.09.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201300020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, S.M.M.C.; Rocha, C.A. (1999) - Embarca&ccedil;&otilde;es, aparelhos e m&eacute;todos de pesca utilizados nas pescarias de lagosta no Estado do Cear&aacute;. <i>Arquivo de Ci&ecirc;ncias do Mar</i> (ISSN 0374-5686), 32:7-27, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.labomar.ufc.br/images/stories/arquivos/ArqCienMar/V32_1999/acm_1999_32_01.pdf" target="_blank">http://www.labomar.ufc.br/images/stories/arquivos/ArqCienMar/V32_1999/acm_1999_32_01.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201300020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silvano, R.A.M.; Begossi, A. (2012) - Fishermen’s local ecological knowledge on Southeastern Brazilian coastal fishes: contributions to research, conservation, and management. <i>Neotropical Ichthyology</i>, 10(1):133-147. DOI: 10.1590/S1679-62252012000100013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-8872201300020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p> 		    <!-- ref --><p>Suuronen, P.; Jounela, P.; Tschernij, V. (2010) - Fishermen responses on marine protected areas in the Baltic cod fishery. <i>Marine Policy</i>, 34:237–243. DOI: 10.1016/j.marpol.2009.07.001 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201300020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Trenouth, A.L.; Harte, C.; Heer, C.P.; Dewan, K.; Grage, A.; Primo, C.; Campbell, M.L. (2012) - Public perception of marine and coastal protected areas in Tasmania, Australia: Importance, management and hazards. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 67:19-29. DOI: 10.1016/j.ocecoaman.2012.04.007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1646-8872201300020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Voyer, M.; Gladstone, W.; Goodall, H. (2012) - Methods of social assessment in Marine Protected Area planning: Is public participation enough?. <i>Marine Policy</i>, 36(2):432–439. DOI: 10.1016/j.marpol.2011.08.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-8872201300020000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p> 		    <p><a href="#top0">*</a> <a name="0" id="0"></a>Submission: November 8, 2012; Evaluation: December 17, 2012; Reception of revised manuscript: May 31, 2013; Accepted: June 13, 2013; Available on-line: June 17, 2013</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><b><a href="#topa">Anexo 1</a> <a name="a" id="a"></a></b></p> 		    <p><b>QUESTION&Aacute;RIO S&Oacute;CIO-AMBIENTAL</b></p> 		    <p><b>1. Perfil Geral</b></p> 		    <p>Idade _________ Sexo ( ) M ( ) F</p> 		    <p>Origem ( ) Nativo ( ) N&atilde;o Nativo</p> 		    <p>Mora h&aacute; quanto tempo em Picos? ________</p> 		    <p>Quantas pessoas moram na mesma casa? _________</p> 		    <p><b>2. Perfil S&oacute;cio-Econ&ocirc;mico e Ambiental</b></p> 		    <p>Com o que voc&ecirc; trabalha? Com que frequ&ecirc;ncia? Apenas em Picos?</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como voc&ecirc; utiliza a praia de Picos?</p> 		    <p>O que voc&ecirc;s pescam? Quais outros animais voc&ecirc;s observam na praia de Picos?</p> 		    <p>Que plantas voc&ecirc;s cultivam? Para que?</p> 		    <p>Quais animais voc&ecirc;s criam para comer?</p> 		    <p>Voc&ecirc; gosta de morar em Picos? O que tem de bom em Picos?</p> 		    <p>Picos mudou ao longo dos anos? ( ) Sim ( ) N&atilde;o; ( ) Melhorou ( ) Piorou</p> 		    <p>Quais os problemas daqui?</p> 		    <p>O que voc&ecirc; acha do turismo? ( ) Bom ( ) Ruim ( ) Tanto faz</p> 		    <p><b>3. Perfil Gestor</b></p> 		    <p>Voc&ecirc; gostaria que a praia de Picos fosse uma &aacute;rea ambiental protegida?</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Voc&ecirc; estaria disposto a colaborar com a gest&atilde;o (cuidar) da UC ? De que forma?</p> 		     ]]></body><back>
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