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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução da vulnerabilidade à erosão costeira na Praia de Massaguaçú (SP), Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evolution of vulnerability to coastal erosion at Massaguaçú Beach, Brazil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Instituto Oceanográfico ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Coastal erosion can cause major environmental and social damage to coastal areas, and disorderly and inadequate human occupation at these sites can lead to erosion. Massaguaçú Beach, on the northern coast of São Paulo State, has suffered severe erosion in recent years. In the most severe cases, erosion had already begun to affect the road way Dr. Manuel Hyppolito Rego (SP-55) that runs next to the beach. Several efforts have been implemented to contain this problem, but have proved to be unsuccessful. The cause of these erosions remain unclear, however, studies suggest that these changes in the coast line may be related to the increasing urbanization around the beach. Because of this phenomenon, this study aimed to analyze the coastal erosion vulnerability at the beach over a period of 40 years, with the objective of evaluating if human occupation had a significant impact in the local erosion. Data was gathered using nine vulnerability indicators: beach width, shoreline position, offshore settings, presence of rivers and/or inlets, terrain elevation, vegetation, coastal engineering structures, occupation rate and soil permeability.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Indicadores de vulnerabilidade]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[planejamento urbano]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p>     <p><b>Evolu&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o costeira na   Praia de Massagua&ccedil;&uacute; (SP), Brasil</b></font><a href="#0">*</a><a name="top0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Evolution of vulnerability to coastal erosion at Massagua&ccedil;&uacute; Beach, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Juliana dos Santos Ribeiro <sup>@, I</sup>; Paulo Henrique Gomes de Oliveira Sousa<sup> I</sup>; Danilo Rodrigues Vieira<sup> I</sup>; Eduardo Siegle<sup> I</sup></b></p>     <p><sup>@</sup>Corresponding author: <a href="mailto:juliana.santos.ribeiro@usp.br">juliana.santos.ribeiro@usp.br</a>, <a href="mailto:jusantosribeiro@gmail.com">jusantosribeiro@gmail.com</a></p>     <p><sup>I</sup>Instituto Oceanogr&aacute;fico - Universidade de S&atilde;o Paulo, Pra&ccedil;a do Oceanogr&aacute;fico, 191. S&atilde;o Paulo, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr size="1" noshade>     <p><b>RESUMO</b></p>        <p>A eros&atilde;o costeira pode causar grandes preju&iacute;zos tanto ambientais quanto sociais nas &aacute;reas atingidas e a ocupa&ccedil;&atilde;o humana mal planejada nesses locais pode agravar o processo erosivo. A praia de Massagua&ccedil;&uacute;, localizada no litoral norte do Estado de S&atilde;o Paulo, vem sofrendo processos erosivos intensos nos &uacute;ltimos anos. O presente estudo teve como objetivo analisar a vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o da praia em quest&atilde;o nos &uacute;ltimos 40 anos a partir de nove indicadores de vulnerabilidade: largura da praia, posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa, configura&ccedil;&otilde;es ao largo, presen&ccedil;a de rios e/ou desembocaduras, eleva&ccedil;&atilde;o do terreno, vegeta&ccedil;&atilde;o, obras de engenharia costeira, taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o e permeabilidade do solo. Os resultados mostraram que a vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o n&atilde;o teve um aumento constante ao longo do per&iacute;odo analisado. A parte central de Massagua&ccedil;&uacute;, hoje alvo de um processo erosivo intenso, foi a que apresentou a maior vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o ao longo do tempo. Apesar de a ocupa&ccedil;&atilde;o humana aparentemente ter  tido participa&ccedil;&atilde;o nos resultados, concluiu-se que a mesma pode n&atilde;o ser a causa direta do atual processo erosivo em Massagua&ccedil;&uacute;, uma vez que houve predomin&acirc;ncia de vulnerabilidades baixas mesmo em anos em que a ocupa&ccedil;&atilde;o esteve crescente. O m&eacute;todo utilizado no estudo se mostrou eficiente para responder as quest&otilde;es propostas; &eacute; um procedimento r&aacute;pido e de baixo custo para a avalia&ccedil;&atilde;o do ambiente, tornando-o acess&iacute;vel para os gestores e tomadores de decis&otilde;es realizarem avalia&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas do meio.</p>       <p><b>Palavras-chave: </b>Indicadores de vulnerabilidade, Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG), planejamento urbano.</p>   <hr size="1" noshade>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>Coastal erosion can cause major environmental and social damage to coastal areas, and disorderly and inadequate human occupation at these sites can lead to erosion.    <br>   Massagua&ccedil;&uacute; Beach, on the northern coast of S&atilde;o Paulo State, has suffered severe erosion in recent years. In the most severe cases, erosion had already begun to affect the road way Dr. Manuel Hyppolito Rego (SP-55) that runs next to the beach. Several efforts have been implemented to contain this problem, but have proved to be unsuccessful. The cause of these erosions remain unclear, however, studies suggest that these changes in the coast line may be related to the increasing urbanization around the beach.    <br>  Because of this phenomenon, this study aimed to analyze the coastal erosion vulnerability at the beach over a period of 40 years, with the objective of evaluating if human occupation had a significant impact in the local erosion. Data was gathered using nine vulnerability indicators: beach width, shoreline position, offshore settings, presence of rivers and/or inlets, terrain elevation, vegetation, coastal engineering structures, occupation rate and soil permeability.</p>       <p><b>Keywords:</b> Indicators of vulnerability, Geographic Information System (GIS), urban planning.</p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>       <p><b>1.1.Motiva&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o costeira tem sido uma ferramenta importante para identificar e prevenir impactos socioecon&ocirc;micos nas cidades litor&acirc;neas. Entretanto, a lacuna oriunda da escassez de dados de monitoramento de longo prazo da zona costeira, sobretudo no Brasil, &eacute; um obst&aacute;culo dif&iacute;cil de ser vencido. O esfor&ccedil;o realizado nesse sentido tem partido de pesquisadores com interesse fundamentalmente cient&iacute;fico.</p>       <p>Ao longo de praticamente todo o litoral brasileiro s&atilde;o verificados pontos de eros&atilde;o costeira, resultantes de processos que, em muitos casos, s&atilde;o fruto de a&ccedil;&otilde;es humanas que causam interfer&ecirc;ncias na morfodin&acirc;mica e no aporte sedimentar (Muehe, 2005; 2006). Muehe (2005) n&atilde;o considera esses processos erosivos como uma amea&ccedil;a para a totalidade da orla, contudo esses processos t&ecirc;m se traduzido em danos socioecon&ocirc;micos, ambientais e culturais significativos na medida em que casas s&atilde;o instaladas na p&oacute;s-praia, a infraestrutura urbana &eacute; afetada e obras de engenharia costeira s&atilde;o constru&iacute;das.</p>       <p>De forma sumarizada, segundo Cai <i>et al.</i> (2009), as causas da eros&atilde;o costeira de escala global ou regional podem ser naturais: aumento do n&iacute;vel do mar, intensifica&ccedil;&atilde;o de tempestades, subsid&ecirc;ncia tect&ocirc;nica, altera&ccedil;&otilde;es nas bacias hidrogr&aacute;ficas; e antr&oacute;picas: subsid&ecirc;ncia do solo e constru&ccedil;&atilde;o de barragens. &Agrave; escala local, podem-se considerar relevantes as constru&ccedil;&otilde;es que interferem na deriva litoral, e a retirada de areia no sistema fluvial-litoral. Os processos naturais e antr&oacute;picos que resultam na eros&atilde;o costeira inter-relacionam-se ao reduzir o balan&ccedil;o sedimentar ou alterar a din&acirc;mica costeira. Al&eacute;m da perda de &aacute;rea emersa, outros impactos s&atilde;o, sobretudo, a intrus&atilde;o marinha nas &aacute;guas superficiais, a curto prazo, e a intrus&atilde;o de &aacute;gua salgada no len&ccedil;ol fre&aacute;tico e a perda da biodiversidade a longo prazo (Nicholls 2004; Nicholls &amp; Cazenave, 2010).</p>       <p>Nesse contexto, a proje&ccedil;&atilde;o de aumento do n&iacute;vel do mar (NM) feita pelo IPCC (2007) para 2100 foi de 0,2 a 0,6 m. Adicionalmente, existem proje&ccedil;&otilde;es como a de Rahmstorf (2007) onde o cen&aacute;rio mais otimista para o mesmo per&iacute;odo &eacute; de um aumento da ordem de 0,6 m e o mais pessimista &eacute; de 1,4 m. Esses estudos s&atilde;o importantes para fins de planejamento e adapta&ccedil;&atilde;o. No caso de algumas praias onde um r&aacute;pido aumento do NM foi observado, foi constatado que as a&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o partem primeiramente da popula&ccedil;&atilde;o afetada e pouco ou quase nada &eacute; feito pelo governo (Linnekamp <i>et al.</i>, 2011).</p>       <p>Certamente as a&ccedil;&otilde;es com vista &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o ao aumento do NM afetam diretamente a vida da popula&ccedil;&atilde;o que habita as proximidades do litoral. No caso do delta de Ebro, Eha, Fatori&#263; &amp; Chelleri (2012) constataram que a comunidade mostrou preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a como a adapta&ccedil;&atilde;o seria feita. Esta optou por um processo suave, com a&ccedil;&atilde;o realizada em conson&acirc;ncia com a manuten&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais da regi&atilde;o.</p>       <p>Sabe-se, no entanto, que os impactos humanos podem somar-se &agrave;queles causados pela natureza. Al&eacute;m disso, sobretudo &agrave;s escalas local e regional, podem ser mais danosos do que processos naturais que atuam em grande escala temporal e espacial, como as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. A melhor forma de lidar com preju&iacute;zos causados por processos erosivos &eacute; tomar medidas preventivas antes que eles atinjam n&iacute;veis mais cr&iacute;ticos. Desta maneira, estudos que contemplem a avalia&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o costeira assumem papel primordial para o planejamento urbano e regional em &aacute;reas litor&acirc;neas.</p>       <p>A vulnerabilidade da zona costeira pode ser avaliada considerando diferentes fatores, como o aumento do n&iacute;vel do mar, eros&atilde;o costeira e tempestades. V&aacute;rios trabalhos foram feitos considerando esses fatores (Pendleton <i>et al.</i>, 2010; Bush <i>et al.</i>, 1999; Bosom &amp; Jim&eacute;nez, 2011), no entanto, todos foram realizados para &aacute;reas de grande extens&atilde;o geogr&aacute;fica e utilizando bancos de dados com v&aacute;rios anos de monitoramento. Alguns estudos de vulnerabilidade costeira j&aacute; foram realizados na praia de Massagua&ccedil;&uacute; (SP) (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>) (Sousa <i>et al.</i>, 2011; Sousa <i>et al.</i>, 2013). Entretanto, esses trabalhos fizeram uma an&aacute;lise instant&acirc;nea da vulnerabilidade com base em informa&ccedil;&otilde;es recentes. Diferentemente, o objetivo deste trabalho &eacute; avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o costeira local ao longo de 40 anos observando como se deu o crescimento urbano e como este influenciou os processos erosivos atuais na regi&atilde;o. O estudo tem como base uma s&eacute;rie de indicadores de ordem, sobretudo, qualitativa, adaptados para a &aacute;rea em apre&ccedil;o: largura da praia, posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa, configura&ccedil;&otilde;es ao largo, presen&ccedil;a de rios e/ou desembocaduras, eleva&ccedil;&atilde;o do terreno, vegeta&ccedil;&atilde;o, obras de engenharia costeira, taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o e permeabilidade do solo. Atrav&eacute;s destes, foram estabelecidos graus de vulnerabilidade nos diferentes anos e setores do arco praial.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1.2. &Aacute;rea de estudo</b></p>       <p>A praia de Massagua&ccedil;&uacute; (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>), pertencente ao munic&iacute;pio de Caraguatatuba (litoral norte de S&atilde;o Paulo), est&aacute; localizada pr&oacute;ximo ao Tr&oacute;pico de Capric&oacute;rnio, possui 7,5 km de extens&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o NE-SE. A praia &eacute; composta por areia grossa e m&eacute;dia, com grau de selecionamento moderado (Rogacheski, 2010). A maior parte da praia apresenta morfologia com caracter&iacute;sticas de praia refletiva de alta energia, com tend&ecirc;ncias intermedi&aacute;rias (Sousa &amp; Luna, 2010). A linha praial &eacute; interrompida por dois pequenos rios que alcan&ccedil;am o oceano nas extremidades da praia: rio Capric&oacute;rnio ao sul e rio Bracu&iacute; ao norte.</p>       
<p>A &aacute;rea est&aacute; sujeita a um regime de micro-mar&eacute;s (Sousa      <i>et al</i>, 2013). Quanto ao clima de ondas, a dire&ccedil;&atilde;o dominante da onda &eacute; leste no ver&atilde;o (com per&iacute;odo de 6-8 s e altura de onda de 1-2 m) e sul nas demais esta&ccedil;&otilde;es (com per&iacute;odos de 10-12 s e alturas de onda de 1-2 m, 1-3 m e 2-3 m para ver&atilde;o, outono e inverno, respectivamente), de acordo com os resultados de Pianca <i>et al.</i> (2010) para a costa sudeste brasileira.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>2. MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></p>       <p>Foram utilizadas t&eacute;cnicas de geoprocessamento baseadas em Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas (SIG). Para isso, a praia de Massagua&ccedil;&uacute;, com extens&atilde;o de 7,5 km, foi dividida em tr&ecirc;s setores: norte, centro e sul. As t&eacute;cnicas utilizadas para este trabalho est&atilde;o descritas a seguir.</p>       <p><b>2.1. Imagens a&eacute;reas</b></p>       <p>A maioria dos indicadores de vulnerabilidade utilizados para estimar a evolu&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o  foram analisados com base em imagens digitais. Para tanto, utilizaram-se conjuntos de imagens a&eacute;reas abrangendo um per&iacute;odo de aproximadamente 40 anos (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>).</p>       
<p>As imagens foram utilizadas para determinar o grau de vulnerabilidade da &aacute;rea em cada ano e gerar mapas tem&aacute;ticos para uma melhor visualiza&ccedil;&atilde;o dos indicadores analisados. O material foi fornecido pelo Instituto Oceanogr&aacute;fico da Universidade de S&atilde;o Paulo (fotografias a&eacute;reas dos anos de 1962, 1973, 1977 e 1987) e pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais; fotografia digital do ano de 2001).</p>       <p>A imagem de 2001 foi fornecida georreferenciada no sistema de coordenadas UTM (<i>Universal Transverse Mercator</i>), fuso 23S e <i>datum</i> planim&eacute;trico SAD69 (<i>South American Datum</i> 1969). Desta forma, essa imagem serviu como base para o georreferenciamento das demais que foram projetadas atrav&eacute;s dos programas IDRISI 15.0 &ndash; <i>Andes Edition</i> e ArcMAP 9.3 da ESRI (<i>Environmental Systems Research Institute</i>).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para georreferenciar as imagens a partir da imagem de 2001, utilizaram-se pontos de controle (PCs), que s&atilde;o locais identificados tanto na imagem base quanto na imagem a ser georreferenciada. Os PCs devem ser distribu&iacute;dos ao longo da &aacute;rea de interesse para que se obtenha um melhor desempenho no processo (Araujo <i>et al.</i>, 2009); no presente estudo, priorizou-se a precis&atilde;o do georreferenciamento na linha de costa das fotografias.</p>       <p>Durante o processo, o erro encontrado no georreferenciamento (RMS - <i>Root Mean Square</i>) foi sempre menor que o erro m&aacute;ximo permitido, que corresponde ao erro de graficismo da imagem (J&uacute;nior <i>et al.</i>, 2006). A resolu&ccedil;&atilde;o das imagens ap&oacute;s digitaliza&ccedil;&atilde;o foi de 300 DPIs.</p>       <p><b>2.2. Delimita&ccedil;&atilde;o dos setores e extens&atilde;o da faixa costeira analisada</b></p>       <p>Para facilitar a an&aacute;lise, o arco praial de Massagua&ccedil;&uacute;, com extens&atilde;o de 7,5 km,  foi dividido em tr&ecirc;s setores distintos: setor norte, setor centro e setor sul. Essa divis&atilde;o se deu em virtude das diferentes fei&ccedil;&otilde;es encontradas ao longo da &aacute;rea de estudo (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>). No setor norte h&aacute; a presen&ccedil;a das Ilhas Cocanha, que servem de barreira natural para a praia, al&eacute;m da presen&ccedil;a do rio Bracu&iacute;. O setor centro &eacute; caracterizado por conter a maior extens&atilde;o da rodovia, sendo que esta margeia a praia por todo o comprimento do setor. Al&eacute;m disso, nessa &aacute;rea h&aacute; aus&ecirc;ncia de rios e barreiras naturais ao largo. J&aacute; o setor sul &eacute; caracterizado pela quase aus&ecirc;ncia da rodovia, e pela presen&ccedil;a do rio Capric&oacute;rnio. A extens&atilde;o da faixa costeira analisada foi de 500 m, partindo do limite da linha d&rsquo;&aacute;gua (obtida atrav&eacute;s da imagem do ano de 2001) em dire&ccedil;&atilde;o ao interior.</p>       
<p><b>2.3. Indicadores de Vulnerabilidade</b></p>       <p>Para se obter o grau de vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o da &aacute;rea de estudo, nove indicadores foram analisados. Foram utilizados par&acirc;metros qualitativos e quantitativos para classificar os indicadores como sendo de baixa, m&eacute;dia ou alta vulnerabilidade (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a>).</p>       
<p>Os indicadores analisados foram adaptados de Sousa      <i>et al.</i> (2013) e s&atilde;o brevemente descritos abaixo:</p>       <p><i>Posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa:</i> linhas de costa est&aacute;veis ou em prograda&ccedil;&atilde;o representam um cen&aacute;rio de baixa vulnerabilidade, enquanto que linhas de costa que sofrem retrograda&ccedil;&atilde;o evidenciam um cen&aacute;rio de alta vulnerabilidade.</p>       <p><i>Largura da praia (ao longo do arco praial):</i> sistemas praiais largos s&atilde;o mais propensos &agrave; estabilidade.</p>       <p><i>Configura&ccedil;&otilde;es ao largo:</i> a &aacute;rea de mar aberto que se encontra adjacente &agrave; linha de costa determina, parcialmente, a altura das ondas (de tempestade ou n&atilde;o) que podem surgir. Este indicador tem rela&ccedil;&atilde;o com fei&ccedil;&otilde;es migrat&oacute;rias ou fixas que, em geral, funcionam como barreiras que atenuam o ataque das ondas &agrave; zona costeira.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Obras de engenharia costeira:</i> as obras podem indicar instabilidade atual ou recente da linha de costa, uma vez que o objetivo delas &eacute; conter a eros&atilde;o costeira ou proteger constru&ccedil;&otilde;es presentes no local, mas tamb&eacute;m tendem a induzir eros&atilde;o a sotamar.</p>       <p><i>Eleva&ccedil;&atilde;o do terreno:</i> a eleva&ccedil;&atilde;o do sistema praia-duna e p&oacute;s-praia &eacute; um fator primordial quando se trata da suscetibilidade &agrave; inunda&ccedil;&atilde;o. &Aacute;reas baixas e planas est&atilde;o expostas a ataques de ondas, sobrelavagem, inunda&ccedil;&atilde;o por tempestade (incluindo a ondula&ccedil;&atilde;o e a sobreeleva&ccedil;&atilde;o metereol&oacute;gica), e &agrave;s vezes transporte e&oacute;lico de areia.</p>       <p><i>Vegeta&ccedil;&atilde;o:</i> a presen&ccedil;a de vegeta&ccedil;&atilde;o bem desenvolvida, seja ela rasteira, arbustiva ou arb&oacute;rea na zona de p&oacute;s-praia, sugere um cen&aacute;rio de baixa eros&atilde;o e rara intrus&atilde;o de &aacute;gua salina.</p>       <p><i>Presen&ccedil;a de rios e/ou desembocaduras:</i> essas fei&ccedil;&otilde;es podem migrar por centenas de metros, sugerindo instabilidade em suas adjac&ecirc;ncias.</p>       <p><i>Permeabilidade do solo:</i> a permeabilidade dos solos est&aacute; intimamente relacionada com a ocupa&ccedil;&atilde;o e com o tipo de uso do solo. Solos pouco perme&aacute;veis s&atilde;o mais suscept&iacute;veis &agrave; inunda&ccedil;&atilde;o.</p>       <p><i>Taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o:</i> a ocupa&ccedil;&atilde;o da zona costeira altera o ambiente natural, seja com o desmatamento de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, com a impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo, a cria&ccedil;&atilde;o de corredores de penetra&ccedil;&atilde;o de inunda&ccedil;&otilde;es ou com outras a&ccedil;&otilde;es. Ademais, as estruturas constru&iacute;das s&atilde;o muito afetadas por processos erosivos. Quanto maior a taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o do local, maior a vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o costeira.</p>       <p><b><i>2.3.1. Posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa</i></b></p>       <p>A linha de costa (LC), do ponto de vista f&iacute;sico, corresponde ao ponto de encontro entre o continente e o oceano. Deve-se entender que a LC &eacute; uma linha m&oacute;vel, em escalas espacial e temporal, devido aos in&uacute;meros fatores que atuam nesse ambiente din&acirc;mico (processos erosivos e deposicionais, mar&eacute;s, ondas, dentre outros; Araujo <i>et al.</i>, 2009). Tendo em vista essa mobilidade, &eacute; importante que haja a defini&ccedil;&atilde;o de um crit&eacute;rio para delimita&ccedil;&atilde;o da LC, para que os resultados obtidos possam ser comparados.</p>       <p>S&atilde;o diversos os indicadores que podem ser utilizados para se delimitar a linha de costa, como o limite da vegeta&ccedil;&atilde;o costeira, a linha d&rsquo;&aacute;gua e a interface da zona entremar&eacute;s (correspondente ao limite m&aacute;ximo da preamar). A delimita&ccedil;&atilde;o deve ser feita pelo indicador mais discern&iacute;vel e constante no material analisado (Araujo <i>et al.</i>, 2009; Boak &amp; Turner, 2005), que no caso das imagens a&eacute;reas utilizadas no presente estudo &eacute; a interface &aacute;gua - sedimento. Na &aacute;rea de estudo, em fun&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as na linha de vegeta&ccedil;&atilde;o causadas pela a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica (plantio nas margens da estrada), optou-se pela utiliza&ccedil;&atilde;o da linha d&rsquo;&aacute;gua como indicador de linha de costa. Apesar das poss&iacute;veis limita&ccedil;&otilde;es envolvidas na an&aacute;lise desse par&acirc;metro, ele apresentou-se como melhor op&ccedil;&atilde;o para a &aacute;rea de interesse.</p>       <p>As linhas de costa foram digitalizadas com o uso do ArcGIS 9.3. Para determinar a varia&ccedil;&atilde;o dessas linhas nos v&aacute;rios anos, uma rotina em ambiente MATLAB foi criada. A fun&ccedil;&atilde;o consiste em analisar a varia&ccedil;&atilde;o de duas linhas de costa a partir de &ldquo;n&rdquo; transectos tra&ccedil;ados perpendicularmente a uma linha de base suavizada. O retorno da fun&ccedil;&atilde;o &eacute; uma matriz de duas colunas, sendo a primeira a coordenada do meridiano UTM do transecto e a segunda um valor positivo ou negativo representando a dist&acirc;ncia de prograda&ccedil;&atilde;o ou retrograda&ccedil;&atilde;o da costa, respectivamente.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o presente estudo, foram utilizados 150 transectos ao longo da praia, com espa&ccedil;amento de 50 m. Os transectos foram tra&ccedil;ados a partir da linha de costa do ano de 2001.</p>       <p><b><i>2.3.2. Largura da praia</i></b></p>       <p>A partir da imagem a&eacute;rea de 2001, foram tra&ccedil;ados 37 transectos ao longo da &aacute;rea de estudo, perpendiculares &agrave; linha de costa e distantes um dos outros cerca de 200 metros. A largura da praia de cada ano corresponde &agrave; medida do comprimento do segmento de cada transecto que tinha como limites a linha d&rsquo;&aacute;gua e a faixa de vegeta&ccedil;&atilde;o. Para determinar o grau de vulnerabilidade de cada setor, fez-se uma divis&atilde;o do comprimento dos transectos em tr&ecirc;s intervalos iguais, considerando como extremos o maior e menor valor encontrado ao longo dos anos. Assim, os setores que apresentaram um maior n&uacute;mero de transectos estreitos (de 8,78 a 37,17 metros) foram classificados como de alta vulnerabilidade, os que apresentaram transectos de m&eacute;dia extens&atilde;o (37,18 a 65,56 metros) foram considerados de m&eacute;dia vulnerabilidade e os setores que continham em sua maioria transectos largos (65,57 a 93,96 metros) foram classificados como sendo de baixa vulnerabilidade.</p>       <p><b><i>2.3.3. Presen&ccedil;a de rios e / ou desembocaduras</i></b></p>       <p>A vulnerabilidade quanto a esse indicador foi analisada a partir da dist&acirc;ncia de cada setor aos rios presentes na praia. Nos setores em que havia a presen&ccedil;a de rios ou desembocaduras, a dist&acirc;ncia considerada foi zero (alta vulnerabilidade). Nos outros setores, a vulnerabilidade foi considerada baixa se a dist&acirc;ncia dos rios era maior que 100 metros e considerada m&eacute;dia se a dist&acirc;ncia era entre 50 e 100 metros. Para esse c&aacute;lculo, foram tra&ccedil;ados pol&iacute;gonos em volta dos rios que tivessem uma dist&acirc;ncia fixa dos mesmos (fun&ccedil;&atilde;o <i>buffer</i> do ArcGIS 9.3), criando &ldquo;&aacute;reas de influ&ecirc;ncia&rdquo; dos rios de 50 e 100 metros. A partir disso, p&ocirc;de-se ter certeza do qu&atilde;o distante cada setor estava dos rios.</p>       <p><b><i>2.3.4.Eleva&ccedil;&atilde;o do terreno</i></b></p>       <p>Em virtude da inexist&ecirc;ncia de dados para a regi&atilde;o costeira na praia de Massagua&ccedil;&uacute;, foram utilizados dados de altitude extra&iacute;dos do projeto &ldquo;TOPODATA - Banco de Dados Geomorfom&eacute;tricos do Brasil&rdquo; (INPE, 2008). A partir das curvas de n&iacute;vel obtidas, criou-se uma rede triangular irregular (TIN - <i>Triangular Irregular Network</i>) para facilitar a an&aacute;lise altim&eacute;trica. O m&eacute;todo de interpola&ccedil;&atilde;o empregado foi a triangula&ccedil;&atilde;o de Delaunay.</p>       <p>A TIN foi dividida em tr&ecirc;s intervalos de altura: menor que 3 metros (alta vulnerabilidade), entre 3 e 6 metros (m&eacute;dia vulnerabilidade) e maior que 6 metros (baixa vulnerabilidade). A partir desse mapa, foram tra&ccedil;ados pol&iacute;gonos ao redor das regi&otilde;es de mesma altura, e suas &aacute;reas foram calculadas para se obter a vulnerabilidade predominante em cada setor.</p>       <p>Como as imagens a&eacute;reas antigas n&atilde;o possuem informa&ccedil;&otilde;es altim&eacute;tricas e o per&iacute;odo analisado &eacute; muito curto para se considerar varia&ccedil;&otilde;es expressivas da eleva&ccedil;&atilde;o do terreno, considerou-se a mesma altura para todas as fotografias a&eacute;reas analisadas.</p>       <p><b><i>2.3.5.Taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o</i></b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os ind&iacute;cios de ocupa&ccedil;&atilde;o humana foram vetorizados em cada conjunto de fotografias a&eacute;reas, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;gonos. Calculou-se, ent&atilde;o, a &aacute;rea desses pol&iacute;gonos, para se obter a &aacute;rea correspondente &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o. Habita&ccedil;&otilde;es foram consideradas como sendo ocupa&ccedil;&atilde;o, assim como a rodovia SP-55, que &eacute; pavimentada. Lotes vazios n&atilde;o foram considerados como ocupa&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>A taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o em porcentagem (T) foi obtida, para cada ano e setor analisados, atrav&eacute;s da <a href="#e1">Equa&ccedil;&atilde;o 1</a>:</p>     <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="e1"></a></p> <img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01e1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p>onde A<sub>o</sub> representa a &aacute;rea de ocupa&ccedil;&atilde;o e A<sub>u</sub> representa a &aacute;rea &uacute;til.</p>       <p>A &aacute;rea &uacute;til (A<sub>u</sub>, representando aqui a &aacute;rea pass&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o) foi determinada a partir  da <a href="#e2">Equa&ccedil;&atilde;o 2</a>:</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="e2"></a></p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01e2.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>onde A<sub>c</sub> representa a totalidade da &aacute;rea continental do segmento analisado e A<sub>r</sub> representa a &aacute;rea ocupada pelos rios.</p>       <p>É importante ressaltar que a área útil dos setores foi diferente para cada ano, uma vez que o curso dos rios e a posição da linha de costa mudaram durante o período estudado.</p>       <p><b><i>2.3.6.Permeabilidade do solo</i></b></p>       <p>A permeabilidade do solo foi classificada de acordo com o resultado da taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o, uma vez que ela &eacute; relativa &agrave; pavimenta&ccedil;&atilde;o e &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o do local analisado. Assim, nos setores que apresentaram alta taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o o indicador foi considerado como de alta vulnerabilidade, para taxa m&eacute;dia de ocupa&ccedil;&atilde;o o indicador foi considerado de m&eacute;dia vulnerabilidade e para baixa taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o, baixa vulnerabilidade.</p>       <p><b><i>2.3.7.Demais indicadores</i></b></p>       <p>Os indicadores configura&ccedil;&otilde;es ao largo, vegeta&ccedil;&atilde;o e obras de engenharia costeira (vide <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a>) foram classificados a partir de dados da literatura e observa&ccedil;&atilde;o visual das fotografias a&eacute;reas.</p>       
<p>&nbsp;</p>       <p><b>3. RESULTADOS</b></p>       <p><b>3.1. Indicadores de vulnerabilidade</b></p>       <p>Os indicadores de vulnerabilidade foram analisados e classificados de acordo com sua respectiva vulnerabilidade (alta, m&eacute;dia ou baixa) para cada ano analisado. A compila&ccedil;&atilde;o dos resultados da an&aacute;lise da vulnerabilidade dos indicadores est&aacute; apresentada na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a>, e alguns dos resultados est&atilde;o descritos em detalhes a seguir.</p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>3.1.1.Posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa</i></b></p>       <p>Atrav&eacute;s da fun&ccedil;&atilde;o de MATLAB j&aacute; explicitada no item 2.1.1 determinou-se se a linha de costa progradou ou retrogradou nos intervalos de tempo especificados. A rotina gerou gr&aacute;ficos com informa&ccedil;&otilde;es quantitativas da varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa. Quando os resultados apresentaram um maior n&uacute;mero de perfis em prograda&ccedil;&atilde;o, a vulnerabilidade correspondente ao setor foi baixa. J&aacute; nos setores em que os resultados eram de retrograda&ccedil;&atilde;o em sua maioria, a vulnerabilidade foi alta. O ano de 1962 n&atilde;o apresentou resultados para esse indicador porque n&atilde;o havia linha de costa anterior para se comparar.</p>       <p>A <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a> apresenta os gr&aacute;ficos da varia&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o da LC entre os anos subsequentes e setores analisados. O setor norte apresentou retrograda&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de 1962 a 1977 e prograda&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de 1977 a 2001. O setor centro apresentou prograda&ccedil;&atilde;o nos per&iacute;odos de 1973 a 1987 e retrograda&ccedil;&atilde;o nos per&iacute;odos de 1962 a 1973 e 1987 a 2001. J&aacute; o setor sul apresentou retrograda&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de 1962 a 1977 e prograda&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de 1987 a 2001. Analisando os quase 40 anos como um todo, ou seja, o intervalo entre 1962 e 2001, observa-se que houve prograda&ccedil;&atilde;o no setor norte e retrograda&ccedil;&atilde;o nos setores centro e sul.</p>       
<p><b><i>3.1.2.Largura da praia</i></b></p>       <p>Na medi&ccedil;&atilde;o da extens&atilde;o praial ao longo da &aacute;rea de estudo, o maior comprimento obtido dentre todos os anos foi 93,96 metros, e o menor foi 8,78 metros. Com a divis&atilde;o dos resultados em tr&ecirc;s intervalos iguais, ficou estabelecido que perfis praiais de 8,78 a 37,17 metros seriam considerados de alto risco, de 37,18 a 65,56 metros seriam considerados de m&eacute;dio risco e de 65,57 a 93,96 metros seriam considerados de baixo risco. Os resultados da classifica&ccedil;&atilde;o dos transectos quanto &agrave; vulnerabilidade est&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a>.</p>       
<p><b><i>3.1.3.Presen&ccedil;a de rios e / ou desembocaduras</i></b></p>       <p>O arco praial da &aacute;rea de estudo apresenta dois rios ao longo de seu comprimento (presentes em todas as imagens a&eacute;reas analisadas), o rio Bracu&iacute; no setor norte e o rio Capric&oacute;rnio no setor sul. O setor centro dista mais de 100 metros desses rios.</p>       <p>Desse modo, a vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o das imagens a&eacute;reas quanto a esse indicador foi classificada como alta nos setores norte e sul e como baixa no setor centro, em todos os anos analisados.</p>       <p><b><i>3.1.4.Eleva&ccedil;&atilde;o do terreno</i></b></p>       <p>A <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a> apresenta as &aacute;reas correspondentes a cada tipo de vulnerabilidade, nos diferentes setores. A vulnerabilidade m&eacute;dia prevaleceu em todos os setores analisados, representando 47,8%, 67,1% e 44,4% da &aacute;rea total dos setores norte, centro e sul, respectivamente. Dessa forma, a vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o das imagens a&eacute;reas analisadas foi classificada como m&eacute;dia em todos os setores e anos analisados em rela&ccedil;&atilde;o a esse indicador.</p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>3.1.5.Taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o</i></b></p>       <p>Ao se analisar a evolu&ccedil;&atilde;o da taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o, percebe-se que a mesma cresceu em todos os setores analisados, especialmente no setor centro, que teve um crescimento praticamente exponencial a partir de 1977 (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f3"></a></p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01f3.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p>       <p>A evolu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea ocupada pela urbaniza&ccedil;&atilde;o fica ainda mais vis&iacute;vel na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01f4.jpg" target="_blank">Figura 4</a>, onde tamb&eacute;m se pode observar o consequente aumento da impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo e diminui&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea ocupada pela vegeta&ccedil;&atilde;o. Na figura, a &aacute;rea representada como &ldquo;continente&rdquo; representa o solo exposto, aquele n&atilde;o ocupado nem por vegeta&ccedil;&atilde;o nem por ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica.</p>       
<p><b><i>3.1.6.Permeabilidade do solo</i></b></p>       <p>A permeabilidade do solo foi classificada como m&eacute;dia no ano de 2001, para todos os setores, e como baixa nos demais anos e setores. Essa classifica&ccedil;&atilde;o seguiu a classifica&ccedil;&atilde;o da taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o.</p>       <p><b><i>3.1.7.Configura&ccedil;&otilde;es ao largo</i></b></p>       <p>No setor norte da praia encontram-se as Ilhas Cocanha, que protegem a costa fazendo com que as ondas incidentes percam energia antes de atingir a praia. Essa configura&ccedil;&atilde;o caracteriza uma vulnerabilidade baixa.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; nos setores centro e sul n&atilde;o h&aacute; presen&ccedil;a de barreiras naturais que amenizem o efeito das ondas sobre a costa. Portanto, a vulnerabilidade nesses setores &eacute; vista como alta.</p>       <p>Essa configura&ccedil;&atilde;o foi observada para todos os anos analisados. Deste modo, a vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o das imagens a&eacute;reas, quanto a esse indicador, foi classificada como baixa no setor norte e alta nos demais setores.</p>       <p><b><i>3.1.8.Vegeta&ccedil;&atilde;o</i></b></p>       <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise visual das fotografias a&eacute;reas do per&iacute;odo, observa-se que 1962 &eacute; o &uacute;nico ano em que h&aacute; vegeta&ccedil;&atilde;o densa na regi&atilde;o de estudo. A &aacute;rea coberta pela vegeta&ccedil;&atilde;o diminui nos demais anos, e observa-se pouca ou nenhuma vegeta&ccedil;&atilde;o no entorno da praia nos &uacute;ltimos anos analisados.</p>       <p>Desse modo, definiu-se a vulnerabilidade como sendo baixa em todos os setores do ano de 1962. Nos setores do ano de 1973 e nos setores norte e centro do ano de 1977 a vulnerabilidade foi classificada como m&eacute;dia. J&aacute; para o setor sul do ano de 1977 e para todos os setores dos anos de 1987 e 2001, definiu-se a vulnerabilidade como sendo alta.</p>       <p><b><i>3.1.9.Obras de engenharia costeira</i></b></p>       <p>De acordo com Ceccarelli (2009), desde 2005, obras de engenharia t&ecirc;m sido feitas na praia de Massagua&ccedil;&uacute;. A presen&ccedil;a dessas obras na &aacute;rea de estudo indica uma alta vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o. Entretanto, em rela&ccedil;&atilde;o a esse indicador, o presente estudo n&atilde;o definiu a vulnerabilidade como alta. Isso porque o indicador foi analisado at&eacute; o ano de 2001, e as obras s&oacute; foram iniciadas em 2005. Sendo assim, houve aus&ecirc;ncia de estruturas de conten&ccedil;&atilde;o costeira no per&iacute;odo analisado (1962 - 2001), e a vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o foi classificada como baixa em rela&ccedil;&atilde;o a esse indicador em todos os setores e anos analisados.</p>       <p><b>3.2.Integra&ccedil;&atilde;o dos resultados dos indicadores de vulnerabilidade</b></p>       <p>A an&aacute;lise de vulnerabilidade se deu atrav&eacute;s de porcentagens, utilizando como base a <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a>. Todos os indicadores tiveram o mesmo peso na an&aacute;lise, e a porcentagem se deu com rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de indicadores analisados para cada ano (oito indicadores para 1962, j&aacute; que para esse ano n&atilde;o houve an&aacute;lise de posi&ccedil;&atilde;o de linha de costa devido &agrave; falta de dados anteriores, e nove indicadores para os demais anos). A evolu&ccedil;&atilde;o das taxas de vulnerabilidades dos setores norte, centro e sul est&aacute; explicitada na <a href="#f5">Figura 5</a>.</p> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f5"></a></p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a01f5.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>       <p>No ano de 1962 houve predomin&acirc;ncia de vulnerabilidade baixa em todos os setores analisados (62,5% nos setores norte e centro e 50% no setor sul). No ano de 1973 houve predomin&acirc;ncia de vulnerabilidade baixa nos setores norte e centro (44,4% nos dois setores) e maior taxa de vulnerabilidade alta no setor sul (44,4%). Em 1977, os setores norte e centro apresentaram predomin&acirc;ncia de vulnerabilidade baixa (44,4% e 55,6%, respectivamente) e o setor sul teve maior porcentagem de vulnerabilidade alta (55,6%). O ano de 1987 apresentou predomin&acirc;ncia de vulnerabilidade baixa nos setores norte e centro (55,6%), e as mesmas porcentagens de vulnerabilidade alta e baixa foram observadas nos setores norte e sul (44.4%). J&aacute; o ano de 2001 apresentou maior porcentagem de vulnerabilidade m&eacute;dia nos setores norte e sul (44,4%), e predomin&acirc;ncia de vulnerabilidade alta no setor centro (44,4%). Na an&aacute;lise do per&iacute;odo completo (1962 &ndash; 2001), percebe-se que as vulnerabilidades alta e m&eacute;dia aumentaram em todos os setores, sendo que a alta aumentou principalmente no setor centro (de 12,5% para 44,4%).</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>4. DISCUSS&Atilde;O</b></p>       <p>Analisando a evolu&ccedil;&atilde;o dos resultados para cada setor, percebe-se grande varia&ccedil;&atilde;o nas porcentagens da vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o devido &agrave;s oscila&ccedil;&otilde;es da linha de costa e da extens&atilde;o praial durante o per&iacute;odo da avalia&ccedil;&atilde;o. Nos setores norte e sul a vulnerabilidade aumentou at&eacute; o ano de 1977, sofreu uma queda em 1987 e voltou a aumentar em 2001. No setor centro a vulnerabilidade tamb&eacute;m aumentou, mas teve queda nos anos de 1977 e 1987.</p>       <p>Dentre os nove indicadores empregados nesse estudo, quatro deles apresentaram resultados constantes ao longo do tempo (configura&ccedil;&otilde;es ao largo, presen&ccedil;a de rios e/ou desembocaduras, eleva&ccedil;&atilde;o do terreno e obras de engenharia costeira). Quanto aos outros cinco indicadores, tr&ecirc;s deles (vegeta&ccedil;&atilde;o, taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o e permeabilidade do solo) est&atilde;o intrinsecamente relacionados &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo, e apresentaram resultados proporcionais ao aumento da ocupa&ccedil;&atilde;o do local. Somente dois dos indicadores, posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa e largura da praia, oscilaram ao longo do tempo, n&atilde;o apresentando um padr&atilde;o regular de comportamento.</p>       <p>O aumento da ocupa&ccedil;&atilde;o humana teve impacto na regi&atilde;o de estudo ao longo dos anos, mas n&atilde;o parece ser um fator determinante ao aumento da vulnerabilidade, uma vez que houve predomin&acirc;ncia de vulnerabilidades baixas mesmo em anos em que a ocupa&ccedil;&atilde;o esteve crescente. Entretanto, ao se analisar o per&iacute;odo entre 1962 e 2001 percebe-se que a vulnerabilidade aumentou principalmente devido ao crescimento da taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, dos demais indicadores relacionados a ela (vegeta&ccedil;&atilde;o e permeabilidade do solo). Os maiores &iacute;ndices de vulnerabilidade ocorreram especialmente no setor centro (a vulnerabilidade alta &agrave; eros&atilde;o cresceu 31,9%), fato corroborado pelo intenso processo erosivo que tem afetado diretamente a rodovia presente neste setor. Com base nos estudos de Rogacheski (2010) e Luca (2011), acredita-se que a eros&atilde;o severa em Massagua&ccedil;&uacute; tem suas causas advindas do vetor de transporte de deriva litor&acirc;nea, uma vez que a corrente retira sedimentos da parte central da praia depositando-os nos limites norte e sul.</p>       <p>O m&eacute;todo para a avalia&ccedil;&atilde;o do ambiente utilizado no estudo &eacute; um procedimento r&aacute;pido e de baixo custo para a avalia&ccedil;&atilde;o do ambiente, tornando-o acess&iacute;vel para os gestores dos ambientes costeiros realizarem avalia&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas do meio. Conhecer as &aacute;reas mais vulner&aacute;veis &agrave; eros&atilde;o auxilia os gestores nas tomadas de decis&atilde;o e no melhor planejamento da orla costeira. Estudos como o proposto neste trabalho s&atilde;o importantes, principalmente no atual cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais, uma vez que, com o prov&aacute;vel aumento do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar, as cidades litor&acirc;neas devem se planejar para mitigarem as consequ&ecirc;ncias de alagamentos, intrus&atilde;o de &aacute;gua salina e outros tantos problemas decorrentes da mudan&ccedil;a do padr&atilde;o clim&aacute;tico.</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>       <p>A vulnerabilidade &agrave; eros&atilde;o costeira apresentou um comportamento oscilat&oacute;rio devido &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es dos indicadores largura da praia e posi&ccedil;&atilde;o da linha de costa. Apesar disso, houve tend&ecirc;ncia de crescimento da vulnerabilidade durante o per&iacute;odo analisado em raz&atilde;o dos indicadores taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o, vegeta&ccedil;&atilde;o e permeabilidade do solo; esse aumento foi mais acentuado no setor central.</p>       <p>Apesar de a ocupa&ccedil;&atilde;o humana ser um influente fator na estrutura e no equil&iacute;brio costeiro, a mesma n&atilde;o contribui efetivamente para o processo erosivo em Massagua&ccedil;&uacute;. A maior contribui&ccedil;&atilde;o para o agravamento da eros&atilde;o na &aacute;rea de estudo parece ser o comportamento da corrente de deriva litor&acirc;nea, que transporta os sedimentos da parte central da praia para os setores vizinhos, como sugerido por Rogacheski (2010) e Luca (2011).</p>       <p>Para estudos futuros, sugere-se uma an&aacute;lise quantitativa da vulnerabilidade da regi&atilde;o, para que seja poss&iacute;vel estimar a magnitude das mudan&ccedil;as na costa ocasionadas pelo prov&aacute;vel aumento do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>       <p>Os autores agradecem &agrave; FAPESP (Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo) e ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico) pelo suporte financeiro.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>Araujo, R.S.; Silva, G.V.; Freitas, D.; Klein, A.H.F. (2009) - Georreferenciamento de fotografias a&eacute;reas e an&aacute;lise da varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa. In: J. Alc&aacute;ntara-Carri&oacute;, I.D. Correa, F. Ila, M. Alvarafo, A.H.F. Klein, J.A. Cabrera &amp; R. Sandoval (eds.), <i>M&eacute;todos en Teledetecci&oacute;n Aplicada a la Prevenci&oacute;n de Riesgos Naturales en el Litoral</i>, pp.123-138, C&aacute;diz, Eha. ISBN: 978-84-96023-67-3. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.rc.unesp.br/igce/planejamento/download/isabel/sist_inf_geogr_aula5/foto_aerea_cap8.pdf" target="_blank">http://www.rc.unesp.br/igce/planejamento/download/isabel/sist_inf_geogr_aula5/foto_aerea_cap8.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1646-8872201300030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Boak, E.H.; Turner, I.L. (2005) - Shoreline De&#64257;nition and Detection: A Review. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), 21(4):688&ndash;703, West Palm Beach, FL, USA. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www6.hawaii.gov/dlnr/occl/files/Shoreline/JCR-VOL21-4.pdf" target="_blank">http://www6.hawaii.gov/dlnr/occl/files/Shoreline/JCR-VOL21-4.pdf</a></p>       <!-- ref --><p>Bosom, E.; Jim&eacute;nez, J.A. (2011) - Probabilistic coastal vulnerability assessment to storms at regional scale e application to Catalan beaches (NW Mediterranean). <i>Natural Hazards and Earth System Science</i>, 11:475-484. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.5194/nhess-11-475-2011" target="_blank">10.5194/nhess-11-475-2011</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1646-8872201300030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bush, D.M.; Neal, W.J.; Young, R.S.; Pilkey, O.H. (1999) - Utilization of geoindicators for rapid assessment of coastal-hazard risk and mitigation. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 42(8):647-670. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0964-5691(99)00027-7" target="_blank">10.1016/S0964-5691(99)00027-7</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-8872201300030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cai, F.; Su, X.; Liu, J.; Li, B.; Lei, G. (2009) - Coastal erosion in China under the condition of global climate change and measures for its prevention. <i>Progress in Natural Science</i>, 19(4):415-426. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.pnsc.2008.05.034" target="_blank">10.1016/j.pnsc.2008.05.034</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-8872201300030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Ceccarelli, T.S. (2009) - <i>Paradigmas para os projetos de obras mar&iacute;timas no contexto das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</i>. 125p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1646-8872201300030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Fatori&#263;, S.; Chelleri, L. (2012) - Vulnerability to the effects of climate change and adaptation: The case of the ish Ebro Delta. <i>Ocean &amp; Coastal Management</i>, 60: 1-10. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2011.12.015" target="_blank">10.1016/j.ocecoaman.2011.12.015</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1646-8872201300030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>INPE (2008) - TOPODATA - <i>Banco de Dados Geomorfom&eacute;tricos do Brasil</i> (Portal internet). Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, SP, Brasil. In: <a href="http://www.dsr.inpe.br/topodata/index.php" target="_blank">http://www.dsr.inpe.br/topodata/index.php</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-8872201300030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>IPCC. (2007) - Summary for Policymakers. <i>In</i>: Palutikof, J., Van der Linden, P., Hanson, C. (eds.), <i>Climate Change 2007: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Contribution of Working Group II to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change</i>, pp. 7&ndash;22, IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change, Cambridge University Press, Cambridge, U.K.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>J&uacute;nior, J.B.T.; Ouverney, M.I.M.; Ubert, M.S.; Antunes, M.A.H. (2006) - Avalia&ccedil;&otilde;es de Imagens Ikonos II e QuickBird para obten&ccedil;&atilde;o de Bases Cartogr&aacute;ficas para cadastro t&eacute;cnico municipal. In: <i>Congresso Brasileiro de Cadastro T&eacute;cnico Multifinalit&aacute;rio. Anais</i>. Florian&oacute;polis, SC, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ufrrj.br/institutos/it/deng/marlene/downloads/Artigos/COBRAC%202006%202.pdf" target="_blank">http://www.ufrrj.br/institutos/it/deng/marlene/downloads/Artigos/COBRAC%202006%202.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-8872201300030000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Linnekamp, F.; Koedam, A.; Baud, I.S.A. (2011) - Household vulnerability to climate change: Examining perceptions of households of flood risks in Georgetown and Paramaribo. <i>Habitat International</i>, 35(3):447-456. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.habitatint.2010.12.003" target="_blank">10.1016/j.habitatint.2010.12.003</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-8872201300030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Luca, C.B. (2011) - <i>Implementa&ccedil;&atilde;o de ferramentas num&eacute;ricas e bases de dados no SMC-Brasil e sua aplica&ccedil;&atilde;o no estudo piloto da praia de Massagua&ccedil;u-Brasil</i>. 213p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de Cantabria, Santander, Eha. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-8872201300030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Muehe, D. (2005) - Aspectos gerais da eros&atilde;o costeira no brasil. <i>Revista Mercator</i> (ISSN: 1984-2201), 4(7):97-110, Fortaleza, CE, Brasil. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mercator.ufc.br/index.php/mercator/article/view/113/85" target="_blank">http://www.mercator.ufc.br/index.php/mercator/article/view/113/85</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-8872201300030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Muehe, D. (org). (2006) - <i>Eros&atilde;o e prograda&ccedil;&atilde;o no litoral brasileiro</i>. 476 p., Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis, Bras&iacute;lia, DF, Brasil. ISBN: 85-7738-028-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-8872201300030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Nicholls, R. (2004) - Coastal flooding and wetland loss in the 21st century: changes under the SRES climate and socio-economic scenarios. <i>Global Environmental Change</i>, 14(1):69-86. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.gloenvcha.2003.10.007" target="_blank">10.1016/j.gloenvcha.2003.10.007</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-8872201300030000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nicholls, R.J.; Cazenave, A. (2010) - Sea-level Rise and its impact on coastal zones. <i>Science</i>, 328(5985):1517-1520. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1185782" target="_blank">10.1126/science.1185782</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-8872201300030000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pendleton, E.A.; Barras, J.A.; Williams, S.J.; Twichell, D.C. (2010) - <i>Coastal Vulnerability Assessment of the Northern Gulf of Mexico to Sea-level rise and Coastal Change</i>. 26p., U.S. Geological Survey, Open-File Report 2010-1146, Reston, Virginia, USA. <a href="http://pubs.usgs.gov/of/2010/1146/pdf/ofr2010-1146.pdf" target="_blank">http://pubs.usgs.gov/of/2010/1146/pdf/ofr2010-1146.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-8872201300030000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pianca, C.; Mazzini, P.L.F.; Siegle, E. (2010) - Brazilian offshore wave climate based on NWW3 reanalysis. <i>Brazilian Journal of Oceanography</i>, 58(1):53-70. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1679-87592010000100006" target="_blank">10.1590/S1679-87592010000100006</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-8872201300030000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rahmstorf, S. (2007) - A semi-empirical approach to projecting future sea-level rise. <i>Science</i>, 315(5810):368-370. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1126/science.1135456" target="_blank">10.1126/science.1135456</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-8872201300030000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rogacheski, C.E. (2010) - <i>A Din&acirc;mica Sedimentar e a Caracteriza&ccedil;&atilde;o de Zonas de Eros&atilde;o Acentuada (ZEA) ao Longo do Arco Praial de Massagua&ccedil;u, SP</i>. 168p., Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-8872201300030000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>Sousa, P.H.G.O.; Siegle, E.; Tessler, M.G. (2013) - Vulnerability assessment of Massagua&ccedil;&uacute; Beach (SE Brazil). <i>Ocean and Coastal Management</i>, 77:23-40. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ocecoaman.2012.03.003" target="_blank">10.1016/j.ocecoaman.2012.03.003</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-8872201300030000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sousa, P.H.G.O.; Siegle, E.; Tessler, M.G. (2011) - Environmental and Anthropogenic Indicators for Coastal Risk Assessment at Massagua&ccedil;&uacute; Beach (SP) Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN: 0749-0208), SI64:319-323, Szczecin, Poland. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ics2011.pl/artic/SP64_319-323_P.H.G.O.Sousa.pdf" target="_blank">http://www.ics2011.pl/artic/SP64_319-323_P.H.G.O.Sousa.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1646-8872201300030000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Souza, C.R.G.; Luna, G.C. (2010) - Varia&ccedil;&atilde;o da linha de costa e balan&ccedil;o sedimentar de longo per&iacute;odo em praias sob risco muito alto de eros&atilde;o do munic&iacute;pio de Caraguatatuba (Litoral Norte de S&atilde;o Paulo, Brasil). <i>Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada</i>, 10(2):179-199. 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