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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise Comparativa da Agitação Obtida com o Modelo Numérico (SWAN) na Modelagem de Ondas do Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte, Brasil e Dados de Campo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents the comparative analysis of wave propagation between measurements obtained from the results of numerical modeling, with the application of the model SWAN (Booij et al., 1999), and the results of in situ measurements during two campaigns carried out from December 20th through December 27th 2010, and from February 15th through February 22nd 2011, on the northern coast of Rio Grande do Norte, Northeastern Brazil. The SWAN model permits the calculation of the evolution of spectrum from the directional generation zone to the coastline. But like any numerical model is based on approximations and hypotheses, presenting therefore limitations in accurate description of the waves in the area under study. The study’s main objective is to evaluate the performance of the SWAN model regarding prediction of sea disturbance, assessing their strengths and limitations for the region of interest. The in situ measurements were made at two locations near the shore at depths of 5m to 9m, respectively, measured with instruments AWAC and Aquadopp PROFILE, where the data were processed to obtain spectral analysis (significant wave height, HS, period , Tmed, and average direction, DIRmed) and employed the statistical analyzes of all data valid. In the boundary conditions, was considered the estimated sea states (Hm0 - significant wave height, Tp -peak period and Dir - direction average peak frequency) by the model of an oceanic scale, provided WWIII (Tolman 1999, 2002). The information of the boundary conditions have been subjected to a refinement to enhance the applicability of the model, where the tide variable considered for two different periods in spring tide conditions, since the amplitude of the local tide comes to exceed 2 m for phases of spring tide. The data were interpolated hourly to be introduced in the dataset agitation forcing the model. The numerical values &#8203;&#8203;were obtained for the entire domain of the calculation, which considered as mesh exterior dimensions of 720 Nautical Chart, provided by the Directorate of Hydrography and Navigation of the Marine of Brazil, however, the model calculations performed in two meshes smaller than outer: one intermediate and one interior, the latter in the insertion of reference points (PT1 and PT2), thereby providing the parameters of wave propagation along the coast. The formulations were considered to SWAN in stationary patterns, formulation KOMEN (1984), with a coefficient of friction c=0.015 m²s-3. We also analyzed the statistics assigning the concordance index (ic) of the measured values &#8203;&#8203;and numeric values as a form of evaluation, as well, are presented and discussed comparative analysis of in situ measurements with the estimates obtained with the numerical modeling, which serve to validation of simulations, and to quantify the differences observed for both periods studied. It is concluded that in general the model represented reasonably well the evolution off from the wave to the beach area. Statistical analyzes to significant heights, although there is similarity in behavior, the level of agreement between the numerical and measured was below 0.5. In both cases, compared with the observations of behavior were similar to significant heights and medium periods, although the measured values &#8203;&#8203;show is always higher than the numeric values. However, it is the station PT1 to the model leads to the closest numerical results measured in this shallower depth. The execution of this study allowed for the tests and the ability of the SWAN model to characterize the state of sea waves in shallow coastal zone, with regional coverage of 300 km2 and satisfactory results.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO / </b>ARTICLE</p> 		    <p><b>An&aacute;lise Comparativa da Agita&ccedil;&atilde;o Obtida com o Modelo Num&eacute;rico (SWAN) na Modelagem de Ondas do Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte, Brasil e Dados de Campo<a href="#0">*</a><a name="top0"></a></b></p> 	    <p>&nbsp;</p>     <p><b>Comparative Analysis of Agitation Obtained the Numeric Model (SWAN) in Modeling Rio Grande do Norte (Brazil) Northern Coastal Waves and Field Data</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria de F&aacute;tima Alves de Matos<sup>@, I</sup>; Concei&ccedil;&atilde;o Juana E.M. Fortes<sup>II</sup>; Venerando Eust&aacute;quio Amaro<sup>I</sup>; Ada Cristina Scudelari<sup>I</sup></b></p>     <p><sup>@</sup>Corresponding author: <a href="mailto:fatimaalves@geologia.ufrn.br">fatimaalves@geologia.ufrn.br</a></p>     <p><sup>I</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Norte &ndash; UFRN, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geodin&acirc;mica e Geof&iacute;sica, Departamento de Geologia e Departamento de Engenharia Civil, Campus Universit&aacute;rio Lagoa Nova, C.P: 1596, CEP: 59078-970, Natal, RN, Brasil. e-mail: Matos -<a href="mailto:fatimaalves@geologia.ufrn.br"> fatimaalves@geologia.ufrn.br</a>, Amaro - <a href="mailto:amaro@geologia.ufrn.br">amaro@geologia.ufrn.br</a>, Scudelari - <a href="mailto:ada@c.ufrn.br">ada@c.ufrn.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil &ndash; LNEC, Departamento de Hidr&aacute;ulica e Ambiente, N&uacute;cleo de Portos e Estruturas Mar&iacute;timas, Av. do Brasil, 101, 1700-066, Lisboa, Portuga. e-mail: <a href="mailto:jfortes@lnec.pt">jfortes@lnec.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo visa apresentar as an&aacute;lises comparativas da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima entre as medi&ccedil;&otilde;es obtidas dos resultados da modelagem num&eacute;rica, com a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo SWAN, e os resultados das medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i> durante duas campanhas realizadas no per&iacute;odo de 20 a 27 de dezembro de 2010 e de 15 a 22 de fevereiro de 2011, na costa do litoral setentrional do Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil. O estudo tem como principal objetivo, avaliar o desempenho do modelo SWAN quanto &agrave; previs&atilde;o de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, aferindo suas potencialidades e limita&ccedil;&otilde;es para a regi&atilde;o de interesse.    <br>   As medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i> foram efetuadas em dois locais pr&oacute;ximo da costa em profundidades de 5 e 9 m, respectivamente, onde os dados foram processados para se obter as an&aacute;lises espectrais e empregado as an&aacute;lises estat&iacute;sticas do conjunto de amostragem. Nas condi&ccedil;&otilde;es de fronteira, foram considerado os estados de mar estimados (H<sub>m0</sub> &ndash; altura de onde significativa, T<sub>p</sub> &ndash; per&iacute;odo de pico e Dir &ndash; dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia em frequ&ecirc;ncia de pico) pelo modelo de escala oce&acirc;nica, WAVEWATCH III, WWIII. As informa&ccedil;&otilde;es das condi&ccedil;&otilde;es de fronteira foram submetidas a um refinamento para aprimorar a aplicabilidade do modelo, onde se considerou a mar&eacute; vari&aacute;vel para os dois per&iacute;odos de an&aacute;lise em condi&ccedil;&otilde;es de siz&iacute;gia, uma vez que a amplitude da mar&eacute; local chega a ultrapassar os 2 m durante as fases de siz&iacute;gia. As informa&ccedil;&otilde;es foram interpoladas de hora a hora para serem introduzidas no conjunto de dados de agita&ccedil;&atilde;o que for&ccedil;am o modelo. Os valores num&eacute;ricos foram obtidos para todo o dom&iacute;nio do c&aacute;lculo, que considerou como malha exterior as dimens&otilde;es da Carta N&aacute;utica 720, fornecidas pela Diretoria de Hidrografia e Navega&ccedil;&atilde;o da Marinha do Brasil. Entretanto, o modelo realizou c&aacute;lculos em duas malhas de dimens&otilde;es inferiores a exterior: uma intermedi&aacute;ria e outra interior, esta &uacute;ltima na inser&ccedil;&atilde;o dos pontos de refer&ecirc;ncia, fornecendo assim, os par&acirc;metros de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima junto &agrave; costa. Nos c&aacute;lculos com o modelo SWAN foram considerados regime estacion&aacute;rio, com a formula&ccedil;&atilde;o KOMEN e  coeficiente de atrito, <i>c</i>=0.015 m<sup>2</sup>s<sup>-3</sup>. Analisaram-se tamb&eacute;m as estat&iacute;sticas atribuindo o &iacute;ndice de concord&acirc;ncia (<i>ic</i>) dos valores medidos e valores num&eacute;ricos como forma avaliativa.  S&atilde;o apresentadas e discutidas as an&aacute;lises comparativas das medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i> com as estimativas obtidas com a modelagem num&eacute;rica, que servem para a valida&ccedil;&atilde;o das simula&ccedil;&otilde;es, assim como para quantificar as diferen&ccedil;as observadas para ambos os per&iacute;odos estudados.    <br>   Conclui-se que, no geral, o modelo conseguiu representar razoavelmente bem a evolu&ccedil;&atilde;o da onda desde ao largo at&eacute; a zona de praia. Das an&aacute;lises estat&iacute;sticas para as alturas significativas, embora se observe semelhan&ccedil;a no comportamento, o &iacute;ndice de concord&acirc;ncia entre eles, mostrou-se abaixo de 0.5. Em ambos os casos, em compara&ccedil;&atilde;o com as observa&ccedil;&otilde;es, houve semelhan&ccedil;a no comportamento das alturas significativas e per&iacute;odos m&eacute;dios, apesar de os valores medidos mostrarem-se sempre superiores aos valores num&eacute;ricos. No entanto, verificou-se, para a esta&ccedil;&atilde;o do PT1, que o modelo conduz a resultados num&eacute;ricos mais pr&oacute;ximos dos medidos, este em menor profundidade.    <br> A execu&ccedil;&atilde;o deste estudo permitiu realizar os testes quanto a capacidade do modelo SWAN de caracterizar o estado de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima em zona costeira rasa, com abrang&ecirc;ncia de escala regional de 300 km2 e obten&ccedil;&atilde;o de resultados satisfat&oacute;rios.</p>     <p><b>Palavras-Chave:</b> Modela&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica, modelo SWAN, ondas, Nordeste do Brasil.</p> <hr size="1" noshade>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article presents the comparative analysis of wave propagation between measurements obtained from the results of numerical modeling, with the application of the model SWAN (Booij et al., 1999), and the results of <i>in situ</i> measurements during two campaigns carried out from December 20th through December 27th 2010, and from February 15th through February 22nd 2011, on the northern coast of Rio Grande do Norte, Northeastern Brazil. The SWAN model permits the calculation of the evolution of spectrum from the directional generation zone to the coastline. But like any numerical model is based on approximations and hypotheses, presenting therefore limitations in accurate description of the waves in the area under study. The study&rsquo;s main objective is to evaluate the performance of the SWAN model regarding prediction of sea disturbance, assessing their strengths and limitations for the region of interest.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   The <i>in situ</i> measurements were made at two locations near the shore at depths of 5m to 9m, respectively, measured with instruments AWAC and Aquadopp PROFILE, where the data were processed to obtain spectral analysis (significant wave height, HS, period , <i>Tmed</i>, and average direction, <i>DIRmed</i>) and employed the statistical analyzes of all data valid. In the boundary conditions, was considered the estimated sea states (H<sub>m0</sub> &ndash; significant wave height, T<sub>p</sub> &ndash;peak period and Dir &ndash; direction average peak frequency) by the model of an oceanic scale, provided WWIII (Tolman 1999, 2002). The information of the boundary conditions have been subjected to a refinement to enhance the applicability of the model, where the tide variable considered for two different periods in spring tide conditions, since the amplitude of the local tide comes to exceed 2 m for phases of spring tide. The data were interpolated hourly to be introduced in the dataset agitation forcing the model. The numerical values &#8203;&#8203;were obtained for the entire domain of the calculation, which considered as mesh exterior dimensions of 720 Nautical Chart, provided by the Directorate of Hydrography and Navigation of the Marine of Brazil, however, the model calculations performed in two meshes smaller than outer: one intermediate and one interior, the latter in the insertion of reference points (PT1 and PT2), thereby providing the parameters of wave propagation along the coast. The formulations were considered to SWAN in stationary patterns, formulation KOMEN (1984), with a coefficient of friction <i>c</i>=0.015 m<sup>2</sup>s<sup>-3</sup>. We also analyzed the statistics assigning the concordance index (<i>ic</i>) of the measured values &#8203;&#8203;and numeric values as a form of evaluation, as well, are presented and discussed comparative analysis of <i>in situ</i> measurements with the estimates obtained with the numerical modeling, which serve to validation of simulations, and to quantify the differences observed for both periods studied.    <br>   It is concluded that in general the model represented reasonably well the evolution off from the wave to the beach area. Statistical analyzes to significant heights, although there is similarity in behavior, the level of agreement between the numerical and measured was below 0.5. In both cases, compared with the observations of behavior were similar to significant heights and medium periods, although the measured values &#8203;&#8203;show is always higher than the numeric values. However, it is the station PT1 to the model leads to the closest numerical results measured in this shallower depth.    <br>   The execution of this study allowed for the tests and the ability of the SWAN model to characterize the state of sea waves in shallow coastal zone, with regional coverage of 300 km2 and satisfactory results.</p>     <p><b>Keywords:</b> Numeric modeling, wave, Northeastern Brazil.</p> <hr size="1" noshade>                <p>&nbsp;</p>                <p>&nbsp;</p>                <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p> 			    <p>As zonas costeiras constituem regi&otilde;es, entre os continentes e os oceanos, caracterizadas pela natureza geol&oacute;gica dos continentes (litologias e arcabou&ccedil;os tect&ocirc;nicos) e principalmente pela energia imposta pela varia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel m&eacute;dio do mar. No geral, as zonas costeiras mant&ecirc;m-se em condi&ccedil;&otilde;es de equil&iacute;brio din&acirc;mico e, portanto, s&atilde;o &aacute;reas muito suscept&iacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as em diversas escalas temporais e espaciais (Suguio, 2003). Grande parte desta din&acirc;mica costeira est&aacute; direta ou indiretamente relacionada &agrave; a&ccedil;&atilde;o das ondas (Dean &amp; Darlymple, 2001), correntes, mar&eacute;s e ventos, em intervalos de tempo vari&aacute;veis. As ondas geradas pelo vento s&atilde;o consideradas o agente for&ccedil;ador dominante na hidro e morfodin&acirc;mica costeira (Rocha <i>et al.</i>, 2012). Por meio dos fen&ocirc;menos de refra&ccedil;&atilde;o, difra&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o, tendem a amplificar e a transformar a din&acirc;mica na zona costeira por meio da distribui&ccedil;&atilde;o e dissipa&ccedil;&atilde;o de sua energia ao longo da costa, uma vez que estas respondem, sobretudo, pelo transporte de sedimentos litor&acirc;neos e pelos processos erosivos e de deposi&ccedil;&atilde;o (Griggs &amp; Trenhaile, 1994).</p> 			    <p>As ondas s&atilde;o o mais importante agente erosivo ao longo da maioria das costas, mas seu efeito varia de acordo com a energia das ondas e caracter&iacute;sticas e com a natureza do material exposto a a&ccedil;&atilde;o das ondas (Summerfield, 1991; Trenhaile &amp; Kanyaya, 2007). S&atilde;o capazes de colocar em movimento grande quantidade de sedimentos e, consequentemente, modificar a configura&ccedil;&atilde;o da linha de costa e a distribui&ccedil;&atilde;o dos sedimentos costeiros no fundo (Davis, 1985), causando o recuo progressivo ou recess&atilde;o da linha da costa (Griggs &amp; Trenhaile, 1994).</p> 			    <p>S&atilde;o v&aacute;rios e evidentes os fatores impactantes relacionados &agrave; a&ccedil;&atilde;o das ondas nas zonas costeira. Muito embora tenha havido muitos avan&ccedil;os significativos na compreens&atilde;o da din&acirc;mica costeira, seu progresso no Brasil tem sido dificultado tanto pelo baixo n&uacute;mero de pesquisadores ativos nesta &aacute;rea quanto pelas pr&oacute;prias operacionalidades instrumentais que envolvem a manuten&ccedil;&atilde;o do monitoramento costeiro, especialmente quanto &agrave; temporalidade e distribui&ccedil;&atilde;o espacial de locais permanente para o monitoramento das ondas, sobretudo, no litoral do nordeste do Brasil, que abrange uma &aacute;rea de 3.036 km de extens&atilde;o, representando mais de 1/3 do litoral brasileiro, onde existe uma aus&ecirc;ncia de locais fixos de monitoramento a m&eacute;dio e longo prazo. Apesar disso, alguns estudos (Tabosa <i>et al.</i>, 2002; Silveira, 2002; Lima, 2002; 2006; Chaves, 2005; Leite, 2007; Scudelari <i>et al.</i>, 2007; G&oacute;es, 2009; Scudelari <i>et al.</i>, 2011; Matos <i>et al.</i>, 2011; Fortes <i>et al.</i>, 2011; Matos &amp; Amaro, 2011; Ferreira <i>et al.</i>, 2012) t&ecirc;m sido feitos e vale ressaltar sua import&acirc;ncia para os programas de monitoramento ambiental do litoral norte do Rio Grande.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta maneira, no que se refere ao ambiente marinho e costeiro, modelos de propaga&ccedil;&atilde;o de ondas s&atilde;o imprescind&iacute;veis para o conhecimento e o entendimento do ambiente estudado. A maioria dos modelos matem&aacute;ticos sugere que as ondas exercem as maiores press&otilde;es na, ou ligeiramente acima, superf&iacute;cie m&eacute;dia da &aacute;gua (Trenhaile, 2002). Uma das formas mais evidentes para se determinar o clima de ondas &eacute; por meio da medi&ccedil;&atilde;o <i>in situ</i> propriamente dita. Entretanto, devido &agrave; pr&oacute;pria complexidade dos sistemas costeiros (Trenhaile, 2002), e pelas dificuldades instrumentais e custos envolvidos (Marques, 1997), diversos pa&iacute;ses h&aacute; v&aacute;rias d&eacute;cadas t&ecirc;m desenvolvido e utilizado modelos num&eacute;ricos para previs&atilde;o de ondas, tanto em escala regional como global. Assim como no passado, estes modelos se encontram em constante fase de aperfei&ccedil;oamento para melhorar o desempenho das previs&otilde;es num&eacute;ricas da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, bem como de se obter uma caracteriza&ccedil;&atilde;o de maior cobertura geogr&aacute;fica e com maior capacidade de prever um estado de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima das &aacute;reas de interesse.</p> 			    <p>Um dos mais utilizados modelos na previs&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima &eacute; o modelo SWAN (Booij <i>et al.</i>, 1999), que permite o c&aacute;lculo da evolu&ccedil;&atilde;o do espectro direcional desde a zona de gera&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; zona costeira. Mas, como qualquer modelo num&eacute;rico, &eacute; baseado em aproxima&ccedil;&otilde;es e hip&oacute;teses, apresentando por isso, limita&ccedil;&otilde;es na descri&ccedil;&atilde;o precisa das ondas na zona em estudo. Al&eacute;m disso, este tipo de modelos envolve um conjunto de par&acirc;metros que t&ecirc;m de ser calibrados para cada caso de estudo, recorrendo, por exemplo, a dados adquiridos <i>in situ</i>. Uma das grandes vantagens do modelo SWAN &eacute; a versatilidade, j&aacute; que pode ser aplicado a grandes zonas costeiras abertas ou pode ser aplicado a zonas confinadas, como ba&iacute;as e estu&aacute;rios, por exemplo.</p> 			    <p>Desta forma, a exist&ecirc;ncia de medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i> (sobretudo, de ondas) no Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte &eacute; uma oportunidade de calibrar alguns par&acirc;metros do modelo num&eacute;rico SWAN bem como de avaliar o desempenho do modelo e justificam o interesse do presente trabalho.</p> 			    <p>A modela&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica com o SWAN foi efetuada para os dias em que foram realizadas as campanhas de medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i>, i.e., 20 a 27 de Dezembro de 2010 e 15 a 22 de Fevereiro de 2011.</p> 			    <p>Embora para esta regi&atilde;o a aplica&ccedil;&atilde;o do SWAN j&aacute; tenha sido efetuada anteriormente por outros autores (Scudelari <i>et al.</i>, 2007; Scudelari <i>et al.</i>, 2011; Fortes <i>et al.</i>, 2011; &Acirc;ngelo, 2012), neste estudo a proposta &eacute; refinar a inser&ccedil;&atilde;o dos dados e aprimorar a condi&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel do modelo., Considerou-se a mar&eacute; vari&aacute;vel para um conjunto significativo de dias sob a influ&ecirc;ncia das mar&eacute;s de siz&iacute;gias, uma vez que estas, por serem meso mar&eacute;s semidiurnas, influenciam e contribuem em escala di&aacute;ria no retrabalhamento, mobiliza&ccedil;&atilde;o e transporte dos sedimentos junto &agrave; costa.</p> 			    <p>Assim, com base nos resultados do modelo de previs&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, WAVEWATCH III, Tolman (1999; 2002), da b&oacute;ia localizada na costa norte do Nordeste do Brasil (nas coordenadas 787460,84E / 9666781,81S), para os dias de medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i>, utilizando dados de altura significativa (HS), per&iacute;odo m&eacute;dio (<i>Tmed</i>) e dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia (<i>DIRmed</i>), medidos com os instrumentos AWAC e AQUADOPP PROFILE, foram efetuados os c&aacute;lculos com o modelo SWAN desde o largo (230 km de dist&acirc;ncia da costa) at&eacute; a zona de pr&oacute;xima da costa, onde se obteve os valores de altura de onda significativa, H_S, per&iacute;odo m&eacute;dio, T_med e dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, DIR_med, na zona de estudo. Foi realizada uma an&aacute;lise comparativa das medi&ccedil;&otilde;es da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima local com as estimativas produzidas pelo modelo em dois pontos localizados pr&oacute;ximos da costa e calcularam-se as estat&iacute;sticas. </p> 			    <p>Neste sentido, este trabalho descreve os procedimentos de prepara&ccedil;&atilde;o e de aquisi&ccedil;&atilde;o de dados durante as campanhas de campo; os procedimentos de tratamento e an&aacute;lise dos dados; a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo SWAN; as an&aacute;lises comparativas e a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho do modelo SWAN nesta zona de estudo com base nos dados medidos.</p> 	    <p><b>1.1. Caracter&iacute;sticas Gerais da &Aacute;rea de Estudo</b></p> 			    <p>O Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte est&aacute; situado na regi&atilde;o nordeste do Brasil, no contexto das regi&otilde;es semi&aacute;ridas, com baixa precipita&ccedil;&atilde;o anual (&lt; 750 mm/ano) e altas temperaturas (&gt; 25&ordm;C), caracterizando-se assim, como uma regi&atilde;o altamente vulner&aacute;vel &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es impostas pela varia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar e pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</p> 			    <p>É uma costa de plataforma continental rasa, inserida no contexto geológico da Bacia Potiguar, onde da linha de costa em direção ao talude, às profundidades variam aproximadamente de 10 m até 40 m, a partir daí, ocorre gradualmente o desnível superior a 2.000 m sobre o talude e o sopé continental (Gomes, 2009). A porção interna da plataforma continental é constituída por um sistema de ilhas barreiras e esporões arenosos extremamente susceptíveis aos processos erosionais, intensamente afetado pelas condições hidrodinâmica, eólicas, e pelo arranjo estrutural de um sistema de falhamentos reativados no tempo (Fonseca, 1996; Caldas, 2002; Souto <i>et al.</i>, 2006; Rios <i>et al.</i>, 2012). O sistema de falhas Carnaubais (NE-SW) e de Afonso Bezerra (NW-SE) corresponde &agrave; principal estrutura que controla a sedimenta&ccedil;&atilde;o na bacia, assim como, a deposi&ccedil;&atilde;o dos sedimentos costeiros.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na zona pr&oacute;xima a linha de costa (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>), a instabilidade morfol&oacute;gica &eacute; intensa, com forte atua&ccedil;&atilde;o dos processos de eros&atilde;o e de acre&ccedil;&atilde;o, resultantes da a&ccedil;&atilde;o constante das ondas, das varia&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel m&eacute;dio da &aacute;gua do mar, das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, das sequ&ecirc;ncias geol&oacute;gicas, das atividades neotect&ocirc;nicas e do suprimento de sedimentos carreados pelos rios e oceano, que controlam o desenvolvimento de fei&ccedil;&otilde;es erosivas e construtivas na faixa litor&acirc;nea (Souto <i>et al.</i>, 2006).</p> 			    
<p>Al&eacute;m destes aspectos atuantes na modifica&ccedil;&atilde;o da morfologia costeira, tem destaque a interfer&ecirc;ncia antr&oacute;pica, fortemente ocupada por empreendimentos de grande porte (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f1.jpg" target="_blank">Figura 1a, 1b</a>), como as atividades petrol&iacute;feras instaladas em &aacute;guas rasas e zona de intermar&eacute;, que envolve desde a prospec&ccedil;&atilde;o, a explora&ccedil;&atilde;o e transporte de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural, e mant&eacute;m a &aacute;rea, que apresenta uma vulnerabilidade ambiental e natural elevadas (Grigio <i>et al.</i>, 2005, Boori &amp; Amaro, 2010), em constante risco ambiental.</p>     
<p>Ressalta assim, a import&acirc;ncia de conhecer os padr&otilde;es de propaga&ccedil;&atilde;o das ondas na regi&atilde;o de intensa din&acirc;mica costeira, para entender os efeitos desta sobre a morfodin&acirc;mica costeira.</p> 			    <p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2. MEDI&Ccedil;&Otilde;ES <i>IN SITU</i> E TRATAMENTO DE DADOS</b></p> 			    <p>As caracter&iacute;sticas das duas campanhas de medi&ccedil;&otilde;es de ondas consideradas neste trabalho efetuadas na zona mar&iacute;tima pr&oacute;xima da ilha do Tubar&atilde;o s&atilde;o descritas sucintamente na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03t1.jpg">tabela 1</a> onde, a posi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica &eacute; referenciada ao Datum WGS-1984, zona 24 Sul, em sistemas de coordenadas UTM.  Em Matos <i>et al.</i> (2011) descrevem-se com maior pormenor essas campanhas. Os instrumentos de medi&ccedil;&atilde;o utilizado nas campanhas foram: o AWAC - <i>Acustic Wave and Current Meter</i>, que mede os par&acirc;metros de ondas (altura significativa e altura m&aacute;xima, per&iacute;odo de pico e per&iacute;odo m&eacute;dio, dire&ccedil;&atilde;o de pico e dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, press&atilde;o) e o AQUADOPP PROFILER, que mede os par&acirc;metros de ondas e correntes (velocidade da corrente, dire&ccedil;&atilde;o da corrente, temperatura, press&atilde;o, altura da onda, per&iacute;odo m&eacute;dio e de pico, dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia e dire&ccedil;&atilde;o de pico, entre outros par&acirc;metros), ambos os instrumentos do mesmo fabricante, NORTEK AS, e que medem com frequ&ecirc;ncia de aquisi&ccedil;&atilde;o de 1 Hz, respectivamente,(<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>).</p> 	    
<p>Os dados foram processados pelo software Storm do mesmo fabricante, NORTEK AS, para obter os par&acirc;metros da onda (altura significativa, altura m&aacute;xima, per&iacute;odo de pico, per&iacute;odo m&eacute;dio, dire&ccedil;&atilde;o de pico e dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia). O software utiliza como m&eacute;todo e algoritmo padr&atilde;o para o processamento, foi o MLMST (<i>M&eacute;todo M&aacute;xima Verossimilhan&ccedil;a com Rastreamento de Superf&iacute;cie</i>). Este m&eacute;todo &eacute; o mais indicado para o processamento de s&eacute;rie de medi&ccedil;&otilde;es de onda com AWAC AST (Kahma <i>et al.</i>, 2005; Pedersen <i>et al.</i>, 2007). Por este m&eacute;todo, &eacute; obtido um significativo conjunto de estimativas de onda:</p> 			<ul> 			      <li>Estimativa da altura da onda significativa (H<sub>m0</sub>);</li> 			      <li>Per&iacute;odo de m&eacute;dio (TM02) baseado nos momentos de espectros de energia;</li> 			      <li>Dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia (MeanDir) que corresponde a dire&ccedil;&atilde;o de energia ou &agrave; dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia. A pondera&ccedil;&atilde;o de energia &eacute; aplicada aos coeficientes de Fourier.</li> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[</ul> 	    <p>Outro tipo de dados considerado no presente trabalho referem-se &agrave;s caracter&iacute;sticas dos ventos medidos e obtidos pela esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica de Macau e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de mar&eacute; medidas e obtidas pela esta&ccedil;&atilde;o Maregr&aacute;fica de Macau, X=7753257E/Y=9434173N (Datum WGS1984, Zona 24 Sul, UTM).</p> 			    <p>Na <a href="#f3">Figura 3</a> e <a href="#f4">Figura 4</a>, apresentam-se os dados de ventos (velocidade e dire&ccedil;&atilde;o) para os dois per&iacute;odos distintos das medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i>: 20 a 27 de Dezembro de 2010 e 15 a 22 de Fevereiro de 2011. Nota- se que durante o per&iacute;odo de 20 a 27 de dezembro de 2010 (PT2) e 15 a 22 de fevereiro de 2012 (PT1), a velocidade m&eacute;dia dos ventos foi de 5,49 &plusmn; 3,83 m/s, com dire&ccedil;&otilde;es variando entre NE, E e SE, principalmente. A <a href="#f3">Figura 3</a> e <a href="#f4">4</a> ilustra as condi&ccedil;&otilde;es dos ventos, destacando os dois per&iacute;odos relacionados &agrave;s campanhas de medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i>.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f3"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f3.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f4"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f4.jpg"/> 	    
<p>&nbsp;</p> 			    <p>Na <a href="#f5">figura 5</a> apresentam-se os valores da mar&eacute;, obtidos para o per&iacute;odo de 20 a 27 de Dezembro de 2010 a 15 a 22 de Fevereiro de 2011, da esta&ccedil;&atilde;o maregr&aacute;fica de Guamar&eacute;, X=797490E/Y=9435570N (Datum WGS1984, zona 24 Sul). A mar&eacute; local &eacute; semi-diurna, onde o n&iacute;vel m&eacute;dio (Z0) estabelecido &eacute; 139 cm acima do RN (N&iacute;vel de Redu&ccedil;&atilde;o) com m&eacute;dias de preamares de siz&iacute;gia (MHWS) de 234 cm acima do RN, m&eacute;dia de preamares de quadratura de (MHWN) de 221 cm, m&eacute;dia de baixa-mares de siz&iacute;gia (MLWS) de 43 cm abaixo do RN e m&eacute;dia das baixa-mares de quadratura (MLWN) de 56 cm.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f5"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f5.jpg"/> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><b>2.1. An&aacute;lise dos Dados V&aacute;lidos de Ondas</b></p> 			    <p>Com os dados obtidos pelo AWAC (PT2) e AQUADOP (PT1), foram executadas an&aacute;lises temporal e espectral dos registros, que permitiram obter um conjunto de par&acirc;metros estat&iacute;sticos da onda, de uma amostragem de 357 aquisi&ccedil;&otilde;es no PT1 e 384 aquisi&ccedil;&otilde;es no PT2. Na <a href="#f6">Figura 6</a> e <a href="#f7">Figura 7</a> s&atilde;o apresentadas os resultados das an&aacute;lises espectrais efetuadas aos registros obtidos em cada localiza&ccedil;&atilde;o do equipamento (PT1 e PT2) respectivamente, no que se refere aos valores da altura de onda significativa HS (ou H<sub>m0</sub>), altura m&aacute;xima (HMAX), per&iacute;odo m&eacute;dio <i>Tmed</i> (ou TM02), per&iacute;odo de pico (T<sub>p</sub>), dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia <i>DIRmed</i> e dire&ccedil;&atilde;o de pico DIR_T<sub>p</sub> ao longo do per&iacute;odo das campanhas.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f6"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f6.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f7"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f7.jpg"/> 	    
<p>&nbsp;</p> 			    <p>Verifica-se que para o PT1, as alturas de onda significativas e alturas m&aacute;ximas crescem significativamente em dois per&iacute;odos ao longo de todos os dias de medi&ccedil;&otilde;es, nas primeiras horas do dia e posteriormente no per&iacute;odo da tarde, sendo que per&iacute;odo as ondas alcan&ccedil;am as maiores alturas, tanto nas significativas quanto nas alturas m&aacute;ximas, 1.25 m e 2.09 m respectivamente. No PT2, a altura da onda significativa e altura m&aacute;xima crescem ao longo do dia, de forma semelhante as do PT1. Entretanto, na medida em que decorrem os dias seguintes, as alturas significativas e alturas m&aacute;ximas tendem a maior ascens&atilde;o nos per&iacute;odos da tarde, com alturas de 2.04 m e 3.41 m, respectivamente. As similaridades nas alturas significativas e alturas m&aacute;ximas do PT1 e PT2 sugere que s&atilde;o ondas regulares tipicamente geradas por ventos e sob a influ&ecirc;ncia das mar&eacute;s semidiurnas, uma vez que as maiores alturas das ondas assemelham-se aos hor&aacute;rios da mar&eacute; de enchente.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto aos per&iacute;odos m&eacute;dios e per&iacute;odos de pico, as ondas de maiores per&iacute;odos se propagam entre o intervalo de 05h00 e 08h00, com m&eacute;dias m&aacute;ximas de 6.67 s e 7.84 s, sendo as mais frequentes as ondas com per&iacute;odos m&eacute;dios entre 4.3 s e 5.5 s no PT1. Para PT2, os maiores per&iacute;odos m&eacute;dios variam em hor&aacute;rios de 05h00 e 10h00, com valores entre 6.9 s e 8.1s, entretanto, os per&iacute;odos m&eacute;dios mais frequentes s&atilde;o 3.3 s e 4.5 s. Tais valores indicam que as ondas s&atilde;o predominantemente geradas por ventos locais.</p> 	    <p>Nos valores m&eacute;dios direcionais do PT1, as ondas mais frequentes s&atilde;o as de dire&ccedil;&otilde;es entre 179&ordm; a 269&ordm;, predominantemente de SW, seguidas das dire&ccedil;&otilde;es NW, com valores entre 269&ordm; a 359&ordm;. No PT2, 78% das dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias variaram entre 0.15&ordm; a 90&ordm;, caracterizando as ondas neste ponto predominantemente de NE.</p> 	    <p>Na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03t2.jpg">tabela 2</a> e <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03t3.jpg">3</a>, mostram-se as caracter&iacute;sticas das estat&iacute;sticas (valores m&aacute;ximo, m&eacute;dio e m&iacute;nimo, erro e desvio padr&atilde;o e dimens&otilde;es da amostragem) nos dois per&iacute;odos de amostragem (20 a 27 de Dezembro de 2010 e de 15 a 22 de Fevereiro de 2011) para os locais PT1 e PT2, respectivamente.</p> 	    
<p>&nbsp;</p> 			    <p><b>3. SIMULA&Ccedil;&Otilde;ES NUM&Eacute;RICAS</b></p> 	    <p>Para a aplica&ccedil;&atilde;o efetuada com o modelo SWAN na zona em estudo com vista a caracterizar a agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima para os per&iacute;odos das campanhas, o procedimento seguido foi:</p> 	<ul> 	      <li>Utiliza&ccedil;&atilde;o como condi&ccedil;&otilde;es ao largo do SWAN as fornecidas pelo modelo de gera&ccedil;&atilde;o de onda, WAVEWATCH III, WWIII (Tolman, 1999, 2002) para b&oacute;ia localizada na costa norte do Nordeste do Brasil, distante cerca de 230 km da costa;</li> 	      <li>Utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados dos ventos e dos dados de mar&eacute;s para os dois per&iacute;odos distintos, de 20 a 27 de Dezembro de 2010 e 15 a 22 de Fevereiro de 2011;</li> 	      <li>C&aacute;lculo das caracter&iacute;sticas das ondas (HS, <i>Tmed</i> e <i>DIRmed</i>) em locais diferentes, posicionados na zona mar&iacute;tima adjacente a ilha do Tubar&atilde;o, na por&ccedil;&atilde;o setentrional do Rio Grande do Norte, utilizando o modelo SWAN para os per&iacute;odos referidos;</li> 	      <li>Compara&ccedil;&atilde;o dos valores num&eacute;ricos das alturas de onda significativas, per&iacute;odos m&eacute;dios e dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias com as medi&ccedil;&otilde;es efetuadas nos pontos PT1 e PT2.</li> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[</ul> 	    <p><b>3.1. O Modelo SWAN</b></p> 			    <p>O modelo SWAN (Booij <i>et al.</i>, 1999) acr&oacute;nimo de Simulating WAves Nearshore &eacute; um modelo num&eacute;rico para gera&ccedil;&atilde;o, propaga&ccedil;&atilde;o e dissipa&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima, baseado na equa&ccedil;&atilde;o para a conserva&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o de onda. Trata-se de um modelo de dom&iacute;nio p&uacute;blico (<i>freeware</i>), em constante desenvolvimento pela <i>Delft University of Technology </i>da Holanda, que possui como uma das maiores vantagens a manuten&ccedil;&atilde;o da estrutura dos ficheiros de dados e de resultados o que permite a f&aacute;cil atualiza&ccedil;&atilde;o de vers&otilde;es mais robustas e completas do modelo sempre que necess&aacute;rio.</p> 			    <p>Este modelo propaga a agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima desde o largo at&eacute; pr&oacute;ximo da costa considerando os processos f&iacute;sicos de refra&ccedil;&atilde;o, difra&ccedil;&atilde;o e empolamento devido a varia&ccedil;&otilde;es do fundo e presen&ccedil;a de correntes, crescimento de onda por a&ccedil;&atilde;o dos ventos, rebenta&ccedil;&atilde;o por influ&ecirc;ncia do fundo e por excesso de declividade (<i>whitecapping</i>), dissipa&ccedil;&atilde;o de energia devido &agrave; fric&ccedil;&atilde;o do fundo, bloqueio e reflex&atilde;o por correntes opostas e transmiss&atilde;o atrav&eacute;s de obst&aacute;culos.</p> 			    <p>O campo de ondas na zona em estudo &eacute; caracterizado pelo espectro bidimensional de densidade da a&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima. Com esta representa&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo em &aacute;reas onde o crescimento da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima pela a&ccedil;&atilde;o do vento seja not&aacute;vel ou onde estado de mar, ou mesmo ondula&ccedil;&atilde;o esteja presente. A propaga&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o, nos modos estacion&aacute;rio, nos espa&ccedil;os geogr&aacute;fico e espectral, &eacute; realizada utilizando esquemas num&eacute;ricos impl&iacute;citos. A zona em estudo pode ser descrita com coordenadas cartesianas ou esf&eacute;ricas, utilizando uma malha &ldquo;retangular&rdquo;.</p> 			    <p>Os dados necess&aacute;rios para a execu&ccedil;&atilde;o do SWAN s&atilde;o a malha batim&eacute;trica da zona a modelar e as condi&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o na fronteira de entrada do dom&iacute;nio, para al&eacute;m de um conjunto de outros par&acirc;metros de c&aacute;lculo. De entre os v&aacute;rios resultados obtidos pelo SWAN destacam-se a altura de onda significativa, os per&iacute;odos de pico e m&eacute;dio, as dire&ccedil;&otilde;es de pico e m&eacute;dia, a dispers&atilde;o direcional, o par&acirc;metro de largura de banda e o n&iacute;vel de &aacute;gua em qualquer parte do dom&iacute;nio computacional.</p> 			    <p>Para a prepara&ccedil;&atilde;o dos dados, execu&ccedil;&atilde;o e visualiza&ccedil;&atilde;o dos resultados do modelo SWAN, foi usado a ferramenta SOPRO (Fortes <i>et al.</i>, 2007), desenvolvido pelo <i>Laborat&oacute;rio Nacional de Engenharia Civil de Portugal</i>.</p> 	    <p><b>3.2.Condi&ccedil;&otilde;es de aplica&ccedil;&atilde;o</b></p> 	    <p><b><i>3.2.1.Batimetria, Condi&ccedil;&otilde;es Fronteira ao Largo, Ventos e Mar&eacute;s</i></b></p> 			    <p>A execu&ccedil;&atilde;o do modelo SWAN requer a introdu&ccedil;&atilde;o de diferentes dados de base, referentes &agrave;s vari&aacute;veis f&iacute;sicas que caracterizam o local e as condi&ccedil;&otilde;es ambientais tais como a batimetria, agita&ccedil;&atilde;o ao largo, ventos e mar&eacute;s.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A batimetria empregue no modelo SWAN (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f8.jpg">Figura 8</a>) foi obtida das informa&ccedil;&otilde;es da carta n&aacute;utica 720, fornecidas pela Diretoria de Hidrografia e Navega&ccedil;&atilde;o &ndash; DHN da Marinha do Brasil, com 25.077 pontos batim&eacute;tricos digitalizados.</p> 			    
<p>Consideraram-se como condi&ccedil;&otilde;es ao largo os estados de mar estimados pelo modelo de escala oce&acirc;nica, de 3&ordf; gera&ccedil;&atilde;o e propaga&ccedil;&atilde;o de ondas WAVEWATCH, WWIII (Tolman, 2002). Estas estimativas s&atilde;o definidas por: H<sub>m0</sub> (altura de onda significativa), T<sub>p</sub> (per&iacute;odo de pico) e Dir (dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia para a frequ&ecirc;ncia de pico), obtidas a cada tr&ecirc;s horas, referentes ao per&iacute;odo de 20 de 27 de Dezembro de 2010 e de 15 a 22 de Fevereiro de 2011, para o ponto da malha X=753257E/Y=9668067N, selecionado por estar localizado o mais pr&oacute;ximo da &aacute;rea de estudo (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f8.jpg">Figura 8</a>).</p> 			    
<p>A partir destes valores integrais, H<sub>m0</sub> e T<sub>p</sub> parametrizou-se um espectro JONSWAP com &gamma; = 3.3 para representar a depend&ecirc;ncia em frequ&ecirc;ncia. A distribui&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o &eacute; dada por uma pot&ecirc;ncia da fun&ccedil;&atilde;o cosseno com expoente 10.</p> 	    <p><b><i>3.2.2.Dom&iacute;nio Computacional e condi&ccedil;&otilde;es gerais</i></b></p> 			    <p>A necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de mais que uma malha de c&aacute;lculo est&aacute; relacionada com a expectativa de melhor desempenho do modelo num&eacute;rico face &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de apenas uma, quer no que se refere &agrave; qualidade da previs&atilde;o, quer ao tempo necess&aacute;rio ao c&aacute;lculo.</p> 			    <p>As caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o ao largo, constituem a condi&ccedil;&atilde;o de fronteira na malha global &ndash; Externa, em um ou dois dos lados dessa fronteira, dependendo da direc&ccedil;&atilde;o daquela agita&ccedil;&atilde;o. Os resultados da malha global fornecem as condi&ccedil;&otilde;es de fronteira para a 2&ordf; malha - Intermedi&aacute;ria, e os resultados desta malha fornecem as condi&ccedil;&otilde;es de fronteira para a 3&ordf; malha -Interna (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f8.jpg">Figura 8</a>).</p> 			    
<p>Para os c&aacute;lculos com o modelo SWAN, utilizaram-se tr&ecirc;s malhas encaixadas (<a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f8.jpg">Figura 8</a>).</p> 	    
<p>Para a execu&ccedil;&atilde;o dos c&aacute;lculos do modelo foram utilizadas as seguintes condi&ccedil;&otilde;es: </p> 			<ul> 			      <li>Uso da vers&atilde;o SWAN 40.72, em modo estacion&aacute;rio sem correntes;</li> 			      <li>Considera&ccedil;&atilde;o dos dados de ventos fornecidos pela esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica de Macau, admitindo const&acirc;ncia dos valores de velocidades e de dire&ccedil;&otilde;es em todo o dom&iacute;nio;</li> 			      ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados da varia&ccedil;&atilde;o da mar&eacute; local, fornecidas pela esta&ccedil;&atilde;o maregr&aacute;fica de Macau;</li> 			      <li>Uso de um coeficiente de rebenta&ccedil;&atilde;o constante de 0,65 para os per&iacute;odos distintos;</li> 			      <li>Uso de um espectro direcional discretizado em 21 intervalos, de 0,04 a 1.0 Hz, com distribui&ccedil;&atilde;o logar&iacute;timica e discretiza&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o que cobre 360&deg;, dividida em 180 intervalos (&#916; = 10&ordm;);</li> 			      <li>Uso da Lei de JONSWAP (Hasselmann <i>et al.</i>, 1973);</li> 			      <li>Par&acirc;metro de atrito de fundo o valor de 0.015 m<sup>2</sup>s<sup>-3</sup> (Komen, <i>et al.</i>, 1984), em regime estacion&aacute;rio.</li> 			    </ul> 	    <p>Os fen&oacute;menos f&iacute;sicos inclu&iacute;dos foram:</p> 			<ul> 			      <li>Na 1&ordf; malha externa: a refrac&ccedil;&atilde;o, o empolamento e a rebenta&ccedil;&atilde;o por influ&ecirc;ncia do fundo e do excesso de declividade (<i>whitecapping</i>), a difrac&ccedil;&atilde;o e interac&ccedil;&otilde;es onda-onda quadruplets (<i>quadruplet wave-wave interactions</i>);</li> 			      <li>Nas 2&ordf; e 3&ordf; intermedi&aacute;ria e interna: a refrac&ccedil;&atilde;o, o empolamento e a rebenta&ccedil;&atilde;o por influ&ecirc;ncia do fundo e do excesso de declividade (<i>whitecapping</i>), as interac&ccedil;&otilde;es entre tr&iacute;ades de ondas (<i>triad wave-wave interactions</i>), a gera&ccedil;&atilde;o de harm&oacute;nicas (<i>frequency shifting</i>) e a difrac&ccedil;&atilde;o.</li> 			    </ul> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.3.Resultados das Caracter&iacute;sticas da Agita&ccedil;&atilde;o Mar&iacute;tima no Dom&iacute;nio do C&aacute;lculo</b></p> 			    <p>Na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f9.jpg">Figura 9</a> e na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f10.jpg">Figura 10</a>, apresentam-se os resultados relativos &agrave; propaga&ccedil;&atilde;o efetuada com o SWAN, na malha 2, para o estado de agita&ccedil;&atilde;o incidente verificado nos dias 26 de Dezembro de 2010, &agrave;s 18h00 e para o dia 21 de Fevereiro &agrave;s 15h00.</p> 			    
<p>Como pode ser observado na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f9.jpg">Figura 9</a> e na <a href="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f10.jpg">Figura 10</a>, h&aacute; altera&ccedil;&atilde;o significativa da altura da onda &agrave; medida que a onda se propaga em dire&ccedil;&atilde;o a zona de praia, para todos os per&iacute;odos em estudo, devido ao efeito da refra&ccedil;&atilde;o das ondas. Os resultados das propaga&ccedil;&otilde;es assemelham-se em ambos os casos, no que se refere &agrave; Hs e <i>Tmed</i>, quando entra nas profundidades abaixo de 10 m, incidindo paralelamente junto &agrave; costa, com dire&ccedil;&otilde;es predominantes de 40&ordm; no PT1 (NE), e 50&ordm; e 350&ordm; no PT2 (NE), respectivamente.</p> 			    
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo m&eacute;dio durante a propaga&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o incidente os per&iacute;odos de 3.8 s e 4.5 s s&atilde;o os mais frequentes em rela&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o, respectivamente.</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>4. COMPARA&Ccedil;&Atilde;O DE RESULTADOS OBTIDOS PELO MODELO NUM&Eacute;RICO <i>IN SITU</i></b></p> 	    <p>Nesta se&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o apresentados os resultados das simula&ccedil;&otilde;es feitas com o SWAN (formula&ccedil;&atilde;o KOMEN, com o coeficiente de atrito 0.015 m<sup>2</sup>s<sup>-3</sup> em regime estacion&aacute;rio) com as aplica&ccedil;&otilde;es das formula&ccedil;&otilde;es padr&otilde;es e diferentes vari&aacute;veis f&iacute;sicas, as que obtiveram melhor ajustamento foram &agrave;s simula&ccedil;&otilde;es para os per&iacute;odos m&eacute;dios, tanto nas simula&ccedil;&otilde;es para o per&iacute;odo de 20 a 27 de Dezembro de 2010 como de 15 a 22 de Fevereiro de 2011.</p> 	    <p>Os resultados num&eacute;ricos e os baseados nas medidas <i>IN SITU</i> relativos &agrave; altura de onda significativa, per&iacute;odo m&eacute;dio e dire&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, HS, <i>Tmed</i> e <i>DIRmed</i>, s&atilde;o devidamente comparados nos pontos PT1 e PT2 para avaliar o desempenho do modelo SWAN (<a href="#f11">Figuras 11</a> a <a href="#f16">16</a>).</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f11"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f11.jpg"/> 		    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f12"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f12.jpg"/> 	    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f13"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f13.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f14"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f14.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f15"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f15.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="f16"></a></p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03f16.jpg"/> 	    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p>Para uma melhor an&aacute;lise, os dados das medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i> e os valores num&eacute;ricos para as alturas significativas foram submetidos a uma avalia&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica. Na <a href="#t4">Tabela 4</a> s&atilde;o apresentados os valores do Vi&eacute;s, da m&eacute;dia do erro percentual absoluto (MAPE), do valor erro m&eacute;dio quadr&aacute;tico (RMSE) e do &iacute;ndice de concord&acirc;ncia ou reajuste, representado pela letra &ldquo;d&rdquo; (Wilmott, 1981), que permitem avaliar quantitativamente e estatisticamente a concord&acirc;ncia entre os valores medidos e os valores estimados numericamente pelo modelo. Os seus valores variam desde zero, onde n&atilde;o existe concord&acirc;ncia, a 1, a concord&acirc;ncia &eacute; perfeita, ou seja, menor a escala de erros. O &iacute;ndice de Wilmott &eacute; assim descrito:</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="t4"></a></p> 	<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03t4.jpg"/> 	    
<p>&nbsp;</p> 	<ul> 	      <li>M&eacute;dia do Erro Percentual Absoluto - MAPE (Mean Absolute Percentual Error)</li> 		    <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="e1"></a></p> 	    <img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03e1.jpg"/> 	        
<p>&nbsp;</p> 			      <li>Erro M&eacute;dio Quadr&aacute;tico &ndash; RMSE (Root Mean Square Error)</li>             ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="e2"></a></p> 	    <img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03e2.jpg"/> 	        
<p>&nbsp;</p>  			      <li>Índice de Concordância “d” (Willmott, 1981)</li>     </ul>             <p>&nbsp;</p> 		    <p><a name="e3"></a></p> 	    <img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03e3.jpg"/> 	        
<p>&nbsp;</p>  	    <p>onde, d &eacute; o &iacute;ndice de concord&acirc;ncia, O<sub>i</sub> s&atilde;o os valores medidos, P<sub>i</sub> s&atilde;o os valores dos modelos num&eacute;ricos, &#333; &eacute; o erro da medida do valor experimental e n &eacute; o <i>n</i>&uacute;mero de observa&ccedil;&otilde;es. Este &iacute;ndice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais pr&oacute;ximo do 1, menor ser&aacute; a escala de erros.</p> 			    <p>Conclui-se que no geral o modelo conseguiu representar razoavelmente bem a evolu&ccedil;&atilde;o da onda desde ao largo at&eacute; a zona de praia. Das an&aacute;lises estat&iacute;sticas para as alturas significativas, embora se observe semelhan&ccedil;a no comportamento, o &iacute;ndice de concord&acirc;ncia entre eles, mostrou-se abaixo de 0.5. Em ambos os casos, em compara&ccedil;&atilde;o com as observa&ccedil;&otilde;es houve semelhan&ccedil;a no comportamento das alturas significativas e per&iacute;odos m&eacute;dios, apesar de os valores medidos mostrarem-se sempre superiores aos valores num&eacute;ricos. No entanto, verificou-se para a esta&ccedil;&atilde;o do PT1 que o modelo conduz a resultados num&eacute;ricos mais pr&oacute;ximos dos medidos, este em menor profundidade.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos resultados acima apresentados, pode constatar-se que, para o PT1, no geral, o andamento e a ordem de grandeza dos valores de altura de onda e per&iacute;odo m&eacute;dio, calculados pelo modelo num&eacute;rico SWAN, apresentam comportamentos semelhantes aos correspondentes dos valores medidos, o mesmo se d&aacute; para os per&iacute;odos m&eacute;dios. No entanto os valores diferem e a concord&acirc;ncia &eacute; inferior a 0,5 conforme a <a href="#t4">tabela 4</a>.</p> 			    <p>Para as alturas de onda significativas e para o per&iacute;odo em an&aacute;lise houve maior frequ&ecirc;ncia para ondas de alturas de ondas significativas de 1.04 m (SWAN) e de 0.87 m (<i>IN SITU</i>). Verifica-se que os valores num&eacute;ricos apresentam ligeira superioridade em rela&ccedil;&atilde;o aos medidos, at&eacute; o dia 18/02/2011, passando entre os dias 19-20/02/2011 a serem mais pr&oacute;ximos dos valores medidos. A partir dessa data decaem bruscamente em rela&ccedil;&atilde;o aos valores medidos, principalmente no dia 21, quando os valores num&eacute;ricos aproximam-se da menor altura calculada observada, 0.03 m enquanto os valores medidos se aproximam de 1.13 m.</p> 			    <p>Quanto aos valores dos per&iacute;odos m&eacute;dios, verificou-se maior frequ&ecirc;ncia para as ondas com per&iacute;odos m&eacute;dios de 4.78 s (SWAN) e de 4.45 s (<i>IN SITU</i>). Nota-se que os valores dos dados medidos s&atilde;o maiores em rela&ccedil;&atilde;o aos num&eacute;ricos ao longo de todos os dias das an&aacute;lises, principalmente nos dias 20-21/02/2011.</p> 			    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias, o modelo n&atilde;o conseguiu reproduzi-las: os valores s&atilde;o sempre inferior aos medidos, s&atilde;o mais constantes as frequ&ecirc;ncias de 15&ordm; e 17&ordm;, predominante de NE, enquanto que os medidos s&atilde;o mais dispersos ao longo dos dias, predominando ondas com dire&ccedil;&otilde;es entre 195&ordm; a 244&ordm;, SW e NW. Pressup&otilde;em-se que a diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dire&ccedil;&otilde;es esteja mais inserida nos dados medidos, devido este ponto estar em uma zona pr&oacute;xima da ilha barreira, apresentando uma batimetria marcada por bancos arenosos paralelos e longitudinais &agrave; costa com influ&ecirc;ncia de correntes de mar&eacute;s, sugerindo propaga&ccedil;&atilde;o de dire&ccedil;&otilde;es de ondas sem padr&otilde;es ao longo dos dias, o que &eacute; sub-estimado nos valores obtidos pelo modelo num&eacute;rico.</p> 			    <p>Para o PT2, tamb&eacute;m o andamento geral e a ordem da grandeza dos valores de altura de onda significativa e per&iacute;odo m&eacute;dio calculado pelo modelo num&eacute;rico SWAN s&atilde;o semelhantes aos correspondentes valores medidos. De modo geral, o SWAN simula bem os valores de altura e per&iacute;odo de onda, embora os valores sejam, em geral, inferiores do que os medidos e as diferen&ccedil;as sejam da ordem de 0.41 hs e 1.1 s.</p> 			    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s alturas de ondas, os resultados do modelo (SWAN) mostraram maior frequ&ecirc;ncia de ondas entre 0.70 m e 0.76 m, enquanto que nos valores medidos (<i>IN SITU</i>) a maior frequ&ecirc;ncia foi entre 1,03 m e 1.17 m, evidenciando que os valores medidos foram superiores aos num&eacute;ricos durante todos os dias em an&aacute;lise.</p> 			    <p>Nos per&iacute;odos m&eacute;dios, o mesmo ocorre, com superioridade dos valores medidos em rela&ccedil;&atilde;o aos valores num&eacute;ricos, com maior frequ&ecirc;ncia de ondas de per&iacute;odos m&eacute;dios de 3.25 s (SWAN) e 4.35 s (<i>IN SITU</i>).</p> 	    <p>Nas dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias os valores medidos continuam superiores aos num&eacute;ricos, contudo, demonstra uma caracter&iacute;stica de dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias com padr&otilde;es predominantemente de NE, pr&oacute;ximo dos padr&otilde;es num&eacute;ricos, com frequ&ecirc;ncias de 20&deg;- 27&deg; (SWAN) e 46&deg; (<i>IN SITU</i>). Assim como para o PT1, as dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias desta esta&ccedil;&atilde;o ao longo de toda an&aacute;lise foi mal sucedido devido o fato das medi&ccedil;&otilde;es dos ventos ter sido efetuada em terra.</p> 			    <p>Das an&aacute;lises obtidas das estat&iacute;sticas para as alturas significativas de ondas, per&iacute;odos m&eacute;dios e dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias notam-se que os par&acirc;metros estat&iacute;sticos s&atilde;o consideravelmente baixo como sugere o &iacute;ndice de concord&acirc;ncia, d, indicando boa aproxima&ccedil;&atilde;o. Nas <a href="#t4">tabelas 4</a> e<a href="#t5"> 5</a> constata-se que a simula&ccedil;&atilde;o que apresentou melhor indicador estat&iacute;stico, foram os per&iacute;odos m&eacute;dios, para ambos os per&iacute;odos.</p> 		    <p>&nbsp;</p> 		    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t5"></a></p> 		<img src="/img/revistas/rgci/v13n3/13n3a03t5.jpg"/> 		    
<p>&nbsp;</p> 			    <p><b>5. CONCLUS&Otilde;ES</b></p> 			    <p>Neste trabalho, s&atilde;o apresentadas as medi&ccedil;&otilde;es da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do modelo SWAN na zona mar&iacute;tima do Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte, nordeste do Brasil, com vista a caracterizar o padr&atilde;o de ondas geradas pelo vento em diferentes condi&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o incidente.</p> 			    <p>O modelo SWAN &eacute; assim aplicado na propaga&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o incidente desde o largo at&eacute; junto &agrave; costa da &aacute;rea adjacente ao estu&aacute;rio de Diogo Lopes. Mais concretamente, o modelo foi aplicado para dois per&iacute;odos, 20 a 27 de dezembro de 2010 e 15 a 22 de fevereiro de 2011, per&iacute;odos das medi&ccedil;&otilde;es <i>in situ</i> e considerando as condi&ccedil;&otilde;es de agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima ao largo fornecida pelo modelo de previs&atilde;o WAVEWATCH III (Tolman, 1999; 2002). Para os esses per&iacute;odos &eacute; executado o modelo SWAN e obtidas as caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima neste segmento do litoral. Seguidamente, efetuou-se a compara&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas da agita&ccedil;&atilde;o obtidas com os resultados num&eacute;ricos  e os dados medidos nos instrumentos colocados para o efeito em profundidades entre 5 e 8 m, em momentos de regime de meso-mar&eacute;s (mar&eacute;s semi-diurnas em fase de siz&iacute;gia).</p> 			    <p>Da compara&ccedil;&atilde;o entre dados medidos e simula&ccedil;&otilde;es num&eacute;ricas, pode-se concluir que SWAN &eacute; um modelo que conseguiu, em geral, representar a evolu&ccedil;&atilde;o das alturas de onda significativas, per&iacute;odos m&eacute;dios da onda e dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias, especialmente para o ponto que se situa mais ao largo. No entanto, para estas grandezas, os valores num&eacute;ricos s&atilde;o em geral mais alisados e na maioria dos casos inferiores aos medidos.</p> 			    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dire&ccedil;&atilde;o de onda, o modelo apresenta maiores dificuldades na simula&ccedil;&atilde;o dos valores medidos. O modelo n&atilde;o consegue simular a vasta gama de dire&ccedil;&otilde;es presente nos dados medidos, especialmente para o ponto PT1, mais pr&oacute;ximo da costa, onde efeitos de correntes e ventos locais variam mais significativamente. O modelo conduz a resultados num&eacute;ricos mais pr&oacute;ximos dos medidos para o ponto em maiores profundidades, PT2.</p> 			    <p>As diferen&ccedil;as encontradas entre os resultados num&eacute;ricos e os medidos, especialmente para as simula&ccedil;&otilde;es das dire&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias, s&atilde;o devidas &agrave;s simplifica&ccedil;&otilde;es que tiveram de ser admitidas na execu&ccedil;&atilde;o dos c&aacute;lculos, por falta de informa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente no que diz respeito aos ventos (ventos constantes em todo o dom&iacute;nio computacional e baseados nos valores obtidos na esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica continental), e &agrave;s correntes (n&atilde;o foram inclu&iacute;das nos c&aacute;lculos as correntes).</p> 			    <p>Assim, a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos campos de ventos e de correntes na zona e sua inclus&atilde;o nas simula&ccedil;&otilde;es num&eacute;ricas ao longo dos per&iacute;odos de simula&ccedil;&atilde;o, bem como a inser&ccedil;&atilde;o de mais s&eacute;ries temporais, configuram-se na continuidade do trabalho. Apesar de ter ocorrido baixa concord&acirc;ncia, <i>d</i>, com os dados, mostrou boa aproxima&ccedil;&atilde;o entre eles, especialmente nas simula&ccedil;&otilde;es feitas para os per&iacute;odos m&eacute;dios.</p> 			    <p>Conclui-se que as simula&ccedil;&otilde;es feitas com o SWAN (formula&ccedil;&atilde;o KOMEN, com o coeficiente de atrito 0.015 m<sup>2</sup>s<sup>-3</sup> em regime estacion&aacute;rio) assumindo as formula&ccedil;&otilde;es padr&otilde;es e diferentes vari&aacute;veis f&iacute;sicas, que obtiveram melhor ajustamento foram as simula&ccedil;&otilde;es para os per&iacute;odos m&eacute;dios, tanto nas simula&ccedil;&otilde;es para o per&iacute;odo de 20 a 27 de Dezembro de 2010 como de 15 a 22 de Fevereiro de 2011.</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E por fim, conclui-se que o modelo SWAN conseguiu prever as condi&ccedil;&otilde;es de ondas no Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte, uma &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia regional de aproximadamente 300 km2 de extens&atilde;o.</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p> 			    <p>Os autores agradecem a fonte financiadora brasileira CAPES, pela concess&atilde;o da bolsa atrav&eacute;s da Rede Amigos Boussinesq; &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o para Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT) pelo financiamento concedido atrav&eacute;s dos Projetos PTD/ECM/73145, PTD/AMB/67450/2006 e PTDC/ECM/67411/2006 e aos projetos cooperativos HIDROSEMA e MOLECO, da Rede de Monitoramento: REDE5-PETROMAR/CT<sub>p</sub>ETRO-FINEP/PETROBRAS/CNPq. &Agrave;s equipes de trabalho do Departamento de Geologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte &ndash; GEOPRO/DG/UFRN e N&uacute;cleo de Portos e Estruturas Mar&iacute;timas - NPE/DHA/LNEC de Portugal.</p> 	    <p>&nbsp;</p> 			    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> 			    <!-- ref --><p>Ângelo, J.S.F.C. (2012) – <i>Aplica&ccedil;&atilde;o do SWAN na caracteriza&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima na zona adjacente ao Estu&aacute;rio de Diogo Lopes, Brasil.</i> 79p. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Instituto T&eacute;cnico de Lisboa, Lisboa, Portugal. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1646-8872201300030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <p>BooijJ, N.; Ris, R.C. Holthuijsen, L.H. (1999) &ndash; A third-generation wave model for coastal regions, Part I, Model description and validation.<i> Journal Geophysical Research</i>, 104(C4):7649-7666. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1029/98JC02622" target="_blank">10.1029/98JC02622</a>.</p> 			    <p>Boori. M.S.; Amaro, V.E. (2010) &ndash; Land use change detection for environmental management: using multi-temporal satellite data in the Apodi Valley of northeastern Brazil. <i>Applied GIS</i> (ISSN: 1832-5505), 6(2):1-15, Monash University, Melbourne, Australia.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Caldas, L.H.O. (2002) &ndash; <i>Late Quaternary coastal evolution of the northern Rio Grande do Norte coast, NE Brazil</i>. PhD Thesis, 92p., Kiel University, Germany, Unpublished.</p> 			    <p>Chaves, M. S. (2005) &ndash; <i>Din&acirc;mica costeira da &aacute;rea Macau-Serra, litoral setentrional do estado do Rio Grande do Norte</i>. Tese de Doutorado, 97p., Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://bdtd.bczm.ufrn.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=331" target="_blank">http://bdtd.bczm.ufrn.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=331</a>.</p> 			    <p>Davis Jr., R.A. (1985) &ndash; <i>Coastal sedimentary environments</i>. 716p.. Springer-Verlag, New York, USA. ISBN: 978-0387960975.</p> 			    <p>Dean, R.G.; Darlymple, R.A. (2001) &ndash; <i>Coastal processes: with engineering applications</i>. 489p.. Cambridge University Press, Cambridge, U. K. ISBN: 9780511754500.</p> 			    <p>Ferreira, A.T.S.; Amaro, V.E.; Santos, M.S.T.; Santos, A.L.S. (2012) &ndash; Estimativa de par&acirc;metros de ondas oce&acirc;nicas atrav&eacute;s de sensores &oacute;pticos passivos de alta resolu&ccedil;&atilde;o. <i>Revista de Geologia</i> (ISSN 0103-2410), SI 25: 20-36, Fortaleza, CE, Brasil, </p> 			    <!-- ref --><p>Fonseca, V.P. (1996) - <i>Estudo morfo-neotect&ocirc;nico na &aacute;rea do baixo curso do Rio A&ccedil;u (Assu-Macau), Rio Grande do Norte</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, 109p., Instituto de Geoci&ecirc;ncias, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1646-8872201300030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <p>Fortes, C.J.E.M.; Pinheiro, L.; Palha, A. (2007) &ndash; O pacote de dados SOPRO 3.1: evolu&ccedil;&otilde;es recentes, <i>Atas das 5as Jornadas Portuguesas de Engenharia Costeira e Portu&aacute;ria, Lisboa, Portugal</i>.</p> 			    <p>Fortes, C.J.E.M.; Matos, M.F.A.; Scudelari, A.C.; Amaro, V.E. (2011) - Caracteriza&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima nas proximidades da Ponta do Tubar&atilde;o &ndash; RN, Nordeste do Brasil. <i>Atas do 6&ordm; Congresso sobre Planeamento e Gest&atilde;o das Zonas Costeiras dos Pa&iacute;ses de Express&atilde;o Portuguesa</i>, pp 71 (vers&atilde;o eletr&oacute;nica), APRH / AIPCN/PIANC, Boa Vista, Cabo Verde.</p> 			    <!-- ref --><p>G&oacute;is, D.M.M. (2008) - <i>Estudo da circula&ccedil;&atilde;o hidrodin&acirc;mica e da dispers&atilde;o de &oacute;leo na zona costeira entre Macau e Galinhos</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, 115p., Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://bdtd.bczm.ufrn.br/tde_arquivos/32/TDE-2009-07-13T111717Z-2141/Publico/DanielMMG_capa_ate_cap5.pdf" target="_blank">http://bdtd.bczm.ufrn.br/tde_arquivos/32/TDE-2009-07-13T111717Z-2141/Publico/DanielMMG_capa_ate_cap5.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1646-8872201300030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <!-- ref --><p>Gomes, M. P. (2009) - <i>Aquisi&ccedil;&atilde;o, processamento e an&aacute;lise de dados de s&iacute;smica de alta resolu&ccedil;&atilde;o na Plataforma Continental Norte do Rio Grande do Norte: Vale inciso do Rio A&ccedil;u</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, 125p., Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>. <a href="http://ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/MoabPG" target="_blank">http://ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/MoabPG</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-8872201300030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <p>Griggs, G.B.; Trenhaile, A.S. (1994) &ndash; Coastal cliffs and platforms. In: R. W. G. Carter &amp; C. D. Woodroffe, (eds), <i>Coastal Evolution: Late Quaternary Shoreline Morphodynamics</i>. pp.425&ndash;476, Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom. ISBN: 100521598907.</p> 			    <p>Grigio, A.M., Amaro, V.E., Vital, H., Diodato, M.A. (2005) &ndash; A method for coastline evolution analysis using GIS and Remote sensing - A case study from the Guamare city, Northeast Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN 0749-0208), SI 42: 412-421, West Palm Beach, FL, USA, </p> 			    <p>Hasselmann, K.; Barnett, T.P.; Bouws, E.; Carlson, H.; Cartwright, D.E.; Enke, K.; Ewing, J.A.; Gienapp, H.; Hasselmann, D.E.; Kruseman, P.; Meerburg, A.; Miller, P.; Olbers, D.J. Richter, K.; Sell, W.; Walden, H. (1973) &ndash; Measurements of wind wave-growth and swell decay during the joint North Sea Wave Project (JONSWAP).<i> Erg&auml;nzungsheft zur Deutschen Hydrographischen Zeitschrift</i> . Reihe A(8), n&ordm;. 12, 95p., Deutsches Hydrographisches Institut, Hamburg, Germany. Dispon&iacute;vel em <a href="http://repository.tudelft.nl/view/hydro/uuid%3Af204e188-13b9-49d8-a6dc-4fb7c20562fc/" target="_blank">http://repository.tudelft.nl/view/hydro/uuid%3Af204e188-13b9-49d8-a6dc-4fb7c20562fc/</a></p> 			    <p>Hauser, D.; Khama, K.; Krogstad, H.E.; Lehner, S.; Jaak, A.J.; Monbaliu, J.; Wyatt, L.R. (eds.) (2005) &ndash; <i>Measuring and analysing directional spectra of ocean waves</i>. 485p., COST Action 714, EUR 21367, Brussels, Belgium. ISBN: 92-89800038. Dispon&iacute;vel em <a href="http://hal.archives-ouvertes.fr/docs/00/52/97/55/PDF/QSNA21367ENC_002.pdf" target="_blank">http://hal.archives-ouvertes.fr/docs/00/52/97/55/PDF/QSNA21367ENC_002.pdf</a></p> 			    <!-- ref --><p>Leite F.S. (2007) - <i>Transporte e dispers&atilde;o de uma pluma de g&aacute;s natural no oceano: caracteriza&ccedil;&atilde;o experimental e modelagem matem&aacute;tica</i>. Tese de Doutorado, 167p., Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1646-8872201300030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <p>Lima, Z.M.C.; Alves, A.L.; Amaro, V.E.; Vital, H. (2001) &ndash; Evolu&ccedil;&atilde;o da linha de costa do espor&atilde;o de Galinhos-RN usando fotografias a&eacute;reas e imagem Landsat. <i>Pesquisas em Geoci&ecirc;ncias</i> (ISSN: 1518-2398), 28(2):497-507, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lima, Z.M.C.; Vital, H.; Tabosa, W.F. (2006) &ndash; Morphodynamic variability of the Galinhos Spit, NE Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN 0749-0208), SI39:598-601. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cerf-jcr.org/images/stories/119_lima.pdf" target="_blank">http://www.cerf-jcr.org/images/stories/119_lima.pdf</a>.</p> 			    <p>Marques, F.M.S.F. (1997) &ndash; <i>As Arribas do Litoral do Algarve: Din&acirc;mica, processos e mecanismos</i>. Tese de Doutoramento, 549p., Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. <i>N&atilde;o publicado</i>.</p> 			    <p>Matos, M.F.A.; Fortes, C.J.E.M.; Amaro, V.E.; Scudelari, A.C. (2011) &ndash; An&aacute;lise de dados a partir de m&eacute;todos in situ no litoral setentrional do Rio Grande do Norte. <i>VI Congresso sobre Planeamento e Gest&atilde;o das Zonas Costeiras dos Pa&iacute;ses de Express&atilde;o Portuguesa</i>, pp 73 (vers&atilde;o eletr&oacute;nica), APRH / AIPCN/PIANC, Boa Vista, Cabo Verde.</p> 			    <p>Matos, M.F.A.; Amaro, V.E. (2011) &ndash; Oscillatory Coastal Wave and Currents Profile in the Northern Continental Shelf of Rio Grande do Norte State, Northeast Brazil. <i>Proceedings of the 5th International Geoscience Programme, Conference, Continental Shelves: Risks, Resources and Record of the Pats</i>. UNESCO/IUGS, pp.48-55, Sidney, British Columbia, Canad&aacute;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://inovageo.eco.br/files/arquivos/7L233ten1Y32ze9I5c25.pdf" target="_blank">http://inovageo.eco.br/files/arquivos/7L233ten1Y32ze9I5c25.pdf</a></p> 			    <p>Pedersen, T.; Siegel, E.; Wood, J. (2007) &ndash; Directional wave measurements from a subsurface buoy an acustic wave and current profile (AWAC), <i>Oceans 2007 Vancouver</i>, 10p., MTS/IEEE, Vancouver, British Columbia, Canad&aacute;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.nortekusa.com/lib/bibliography/oceans-2007-vancouver-suv" target="_blank">http://www.nortekusa.com/lib/bibliography/oceans-2007-vancouver-suv</a>.</p> 			    <p>Rios, V.P.L.; Amaro, V.E. (2012) &ndash; Caracteriza&ccedil;&atilde;o de dep&oacute;sitos sedimentares holoc&ecirc;nicos no sistema de Ilhas Barreiras do Estu&aacute;rio de Diogo Lopes, Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte. <i>Revista de Geologia </i>(ISSN: 0103-2410), SI 25:55-69, Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil.</p> 			    <p>Rocha, M.V.L.; Moura, T.; Fortes, C.J.E.M.; Capit&atilde;o, R.; Bezerra, M.M.; Sancho, F.E. (2012) &ndash; An&aacute;lise comparativa de medi&ccedil;&otilde;es in situ e estimativas num&eacute;rica na Praia da Corn&eacute;lia, Costa da Caparica, Portugal. <i>Revista de Gest&atilde;o Costeira Integrada</i>, 12(2):147-157. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.5894/rgci303" target="_blank">10.5894/rgci303</a>.</p> 			    <p>Scudelari, A.C.; Fortes, C.J.E.M.; Dantas, A.L.S.S. (2007) &ndash; Propaga&ccedil;&atilde;o da agita&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima na regi&atilde;o de Galinhos-Guamar&eacute;, Rio Grande do Norte, Brasil. <i>Congresso Ibero Latino-Americano sobre M&eacute;todos Computacionais em Engenharia</i>, pp.1-18, CMNE/CILANCE, Porto, Portugal.</p> 			    <p>Scudelari, A.C.; Fortes, C.J.E.M.; Neves, C.F. (2011) &ndash; Determining the nearshore wave climate between Galinhos and Guamar&eacute;, Brazil. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN 0749-0208), Szczecin, Pol&oacute;nia, SI 64:1179-1183. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ics2011.pl/artic/SP64_1179-1183_A.C.Scudelari.pdf" target="_blank">http://www.ics2011.pl/artic/SP64_1179-1183_A.C.Scudelari.pdf</a>.</p> 			    <p>Silveira, I.M. (2002) &ndash; <i>Monitoramento Geo-ambiental da Regi&atilde;o Costeira do Munic&iacute;pio de Guamar&eacute;-RN</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, 161p., Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Brasil. <i>N&atilde;o publicado</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://bdtd.bczm.ufrn.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=257" target="_blank">http://bdtd.bczm.ufrn.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=257</a>.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Souto, M.V.S.; Grigio, A.M.; Castro, A.F.; Amaro, V.E. (2006) &ndash; Multitemporal analysis of geonvironmental elements of the coastal dynamics of the region of the Ponta do Tubar&atilde;o, City of Macau/RN, on the Basis is remote sensing products and integration in GIS. <i>Journal of Coastal Research</i> (ISSN 0749-0208), SI 39:1618-1621.</p> 			    <!-- ref --><p>Suguio, K. (2003) - Geologia Sedimentar. 400p., Editora Edgard Bl&uuml;cher, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. ISBN: 8521203179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S1646-8872201300030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> 			    <p>Summerfield, M.A. (1991) &ndash;<i>Global Geomorphology: an introduction to the study of landforms</i>. 537p., Longman Scientific &amp; Technical, London, U.K. ISBN: 9780470216668.</p> 			    <p>Tabosa, W.F.; Vital, H.; Amaro, V.E. (2002) &ndash; Morphologic and structural characterization of the Rio Grande do Norte State, NE Brazil, based on remote sensing images. <i>Annual Meeting of American Association of Petroleum Geologist</i>, 6p., AAPG, Houston, TX, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.searchanddiscovery.com/abstracts/pdf/2002/annual/EXTENDED/ndx_43377.pdf" target="_blank">http://www.searchanddiscovery.com/abstracts/pdf/2002/annual/EXTENDED/ndx_43377.pdf</a></p> 			    <p>Tolman, H.L. (1999) &ndash; <i>User manual and system documentation of WAVEWATCH &ndash; III Version 1.18</i>. NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration, Technical Note 166, 110p., Washington, DC, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://polar.ncep.noaa.gov/mmab/papers/tn166/OMB_166.pdf" target="_blank">http://polar.ncep.noaa.gov/mmab/papers/tn166/OMB_166.pdf</a>.</p> 			    <p>Tolman, H.L. (2002) &ndash; <i>User manual and system documentation of WAVEWATCH &ndash; III Version 2.22</i>. NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration,Technical Note 222, 133p., Washington, DC, U.S.A. Dispon&iacute;vel em <a href="http://polar.ncep.noaa.gov/mmab/papers/tn222/MMAB_222.pdf" target="_blank">http://polar.ncep.noaa.gov/mmab/papers/tn222/MMAB_222.pdf</a>.</p> 			    <p>Trenhaile, A.S.; Kanyaya, J.I. (2007) &ndash; The role of wave erosion on sloping and horizontal shore platforms in macro- and mesotidal environments. <i>Journal of Coastal Research</i>, 23(2):298&ndash;309. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.2112/04-0282.1" target="_blank">10.2112/04-0282.1</a>.</p> 			    <p>Trenhaile, A.S. (2002) &ndash; Rock coasts, with particular emphasis on shore platforms. <i>Geomorphology</i>, 48(1-3): 7&ndash;22. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0169-555X(02)00173-3" target="_blank">10.1016/S0169-555X(02)00173-3</a></p> 			    <p>Willmott, C.J. (1981) &ndash; On the validation of models. <i>Physical Geography</i> (ISSN: 0272-3646), 2(2):184-194, Bellwether Publishing, Birmingham, AL, U.S.A.</p> 			    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 			    <p>&nbsp;</p> 			    <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Submission: October 30, 2012; Evaluation: December 6, 2012; Reception of revised manuscript: May 15, 2013; Accepted: June 6, 2013; Available on-line: 11 June 2013</p>          ]]></body><back>
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